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Trabalho sobre A Madeira (pdf)

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Madeiras

Trabalho sobre Madeira Introdução

Desde sempre, o Homem tentou explorar ao máximo todos os recursos naturais que têm ao seu dispôr, usando, partilhando, manuseando, moldando, modificando... Este trabalho tem como objectivo fazer um estudo cronológico deste material, explorando exaustivamente os tópicos que a nosso ver, será importante realçar.

Origem da Madeira
Recuando no tempo, até á descoberta do Fogo, o homem não tinha como afugentar os animais que lhe poderiam tirar a vida, estamos na PréHistória, e já aí, a Madeira, foi o principal elemento de defesa, caça, abrigo, luz, aquecimento...

As eras foram passando, mudanças de temperatura sucederam-se, novas espécies de árvores foram despoletando e novos usos da madeira foram sendo

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descobertos. Uma vez que o sedentarismo foi tornando-se predominante nesta altura, já se construíam casas feitas de troncos de madeira (toscas, claro) e a agricultura tornou-se no principal modo de sobrevivência. Assim, o homem construía arados de madeira para serem puxados por animais, que muito os ajudaria nas tarefas, enxadas, charruas, e o mais diverso tipo de instrumentos de trabalho.

Mas afinal, o que é a Madeira? A madeira é um material produzido a partir do tecido formado pelas plantas lenhosas com funções de sustentação mecânica. Sendo um material naturalmente resistente e relativamente leve, é frequentemente utilizado para fins estruturais e de sustentação de construções. É um material orgânico, sólido, de composição complexa, onde predominam as fibras de celulose e hemicelulose unidas por lenhina. Caracteriza-se por absorver facilmente água (higroscopia) e por apresentar propriedades físicas diferentes consoante a orientação espacial (ortotropia). As plantas que produzem madeira (árvores) são perenes e lenhosas, caracterizadas pela presença de caules de grandes dimensões, em geral denominados troncos, que crescem em diâmetro ano após ano. Pela sua disponibilidade e características, a madeira foi um dos primeiros materiais a ser utilizado pela humanidade, mantendo, apesar do aparecimento dos materiais sintéticos, uma imensidade de usos directos e servindo de matéria-prima para múltiplos outros produtos. É também uma importante fonte de energia, sendo utilizada como lenha para cozinhar e outros usos domésticos numa parte importante do mundo. A sua utilização para a produção de polpa está na origem da indústria papeleira e de algumas indústrias químicas nas quais é utilizada como fonte de diversos compostos orgânicos. A sua utilização na indústria de marcenaria para fabricação de móveis é uma das mais expandidas, o mesmo acontecendo na sua utilização em carpintaria para construção de diversas estruturas, incluindo navios e aviões. A madeira é um dos materiais mais utilizados em arquitectura e engenharia civil. A indústria florestal ocupa vastas áreas da Terra e a exploração de madeira em florestas naturais continua a ser uma das principais causas de desflorestação e de perda de habitat para múltiplas espécies, ameaçando severamente a biodiversidade a nível planetário.

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A Madeira Como Material de Construção

A madeira é um material excepcional como material de construção, além de ter muitas qualidades como matéria-prima para outros produtos, o que tem vindo a ser descobertas novas caracteristicas e alargado o leque da sua utilização, desde os primórdios da Civilização. Têm sido feitas diversas pesquisas no sentido de tratar a madeira para a sua utilização em diversas etapas do processo construtivo. As madeiras no seu estado natural, têm caracteristicas que podem ser alteradas com tecnologia moderna, ou simplesmente pelo meio em que elas se encontram no momento. Algumas são: dessas caracteristicas,

 Apresenta resistência mecânica, tanto a esforços de tracção como á compressão,

 Tem resistência mecânica elevada, relação ao seu peso próprio pequeno,

em

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 Tem resistência a choques e cargas dinâmicas, absorvendo impactos que dificilmente aconteceria com outros materiais,

 Tem fácil trabalhabilidade, permitindo ligações simples a outros materiais com caracteristicas distintas,

 Tem boas características de absorção acústica, bom isolamento térmico,

Violino da marca Stradivárius. Pode-se ver a propagação das ondas sonoras no seu interior.

 Tem custo reduzido e é renovável, desde que convenientemente preservada,  Apresenta diversos padrões de qualidade e estéticos, dependendo do fim a que se destinam.

 Resistente ao fogo. Por ser um material fibroso, e

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constituido por camadas, a sua destruição pelo fogo, é mais lenta em comparação com o aço, não se fundindo como este material.

A madeira submetida a um severo incêndio tem a sua secção reduzida, mas não a ponto de eliminar a sua capacidade de suportar o seu próprio peso e o peso extra das barras de aço que entraram em colapso devido à temperatura a que foram expostas, que atingem mais do que 1000ºC. O aço comparado com a madeira a elevadas temperaturas começa a perder resistência a partir dos 80ºC e quando atinge os 500ºC a estrutura de aço já perdeu 80% de sua resistência

Á medida em que técnicas mais modernas para melhorar as qualidades da madeira foram surgindo, esta passou a ser mais utilizada, visto que estes procedimentos melhoram as suas qualidades e minorizam ou até eliminam quaisquer inconvenientes que podem ser:  Perda de propriedades e surgimento de tensões internas secundárias devido a problemas de secagem ou de húmidade. Estes problemas são contornados com o devido controle.

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 Fácil deterioração em ambientes agressivos que podem desenvolver agentes predadores como fungos, insectos e outras bactérias nocivas,  Heterogeneidade e anistropia naturais da sua constituição fibrosa, além das suas dimensões limitadas, podendo estes inconvenientes serem resolvidos pela laminação, contraplacados e aglomerados.

A madeira, como material de construção é o produto do tronco de árvores. As caracteristicas de anistropia e heterogeneidade são decorrentes da sua origem. As suas caracteristicas também dependem das diversas espécies decorrentes. Há duas grandes classificações que englobam todas as espécies de árvores conhecidas. São elas:  Endógenas: Aquela em que o desenvolvimento do caule se dá de dentro para fora, como é o caso das palmeiras e do bambu. É pouco aproveitada como material de construção, devido ás suas limitações nesse campo.  Exógenas: Aquelas em que o crescimento do caule, se dá de fora para dentro, com adição de novas camadas em forma de anel, chamados anéis anuais de crescimento. Estas árvores classificam-se de Resinosas ou coníferas e Folhosas ou de folha caduca. As árvores que fornecem a madeira dividem-se em dois grandes grupos:  Resinosas ou coníferas - possuem resina e os frutos são em forma de cone ou pinha e geralmente a sua folhagem é persistente, também conhecidas como ginospermas, são madeiras de lenho mais mole e representam cerca de 35% das espécies conhecidas.  Folhosas ou de folha caduca - perdem a folhagem periodicamente. Também conhecidas como anginospermas, são árvores frondosas, também conhecidas como madeira de lei e representam cerca de 65% das espécies conhecidas.

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Tipos de madeira

 Pinho – tem cor amarelo-clara, é moderadamente dura e pesada, é fácil de trabalhar e aplica-se na fabricação de mobiliário, construção civil, fabrico de aglomerados e carpintaria.

 Carvalho – tem cor acastanhada, é dura e moderadamente pesada, é fácil de trabalhar e muito durável. É utilizada na marcenaria, tanoaria e fabrico de tacos.

 Eucalipto – de cor clara ou castanho rosado, é dura e pesada, fácil de trabalhar mas empena e fende facilmente. É utilizada no fabrico da pasta de papel, marcenaria e construção civil.

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 Castanhos – de cor castanho-clara, são dura e leve, muito durável e fácil de trabalhar. Utiliza-se na marcenaria, carpintaria, tanoaria e construção civil.

 Plátano – de cor clara, é moderadamente dura e pesada, é fácil de trabalhar, apresenta boa apresentação no âmbito da decoração, mas empena quando não está bem seca. É utilizada na marcenaria.   Faia – é clara ou castanho rosada, é dura e moderadamente pesada, tem boa conservação. Utiliza-se em revestimentos interiores, material de escritório e mobiliário.

 Sobreiro – de cor avermelhada, é muito dura e pesada, tem tendência para fender e aplica-se na marcenaria, carpintaria e construção civil.

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Além das madeiras apresentadas existem outras de origem estrangeira, tais como: Mogno, câmbala, mussibi, sucupira e tola branca, pau-rosa, paupreto, teca, pau-santo, etc.

As árvores são compostas de raíz, tronco e copa. A raíz é o apoio de sustentação da árvore e tem a finalidade de retirar dos solos todos os nutrientes necessários para o seu desenvolvimento. O tronco, para além de sustentar a copa, conduz por capilaridade a seiva bruta da raíz até ás folhas. A copa desdobra-se em galhos e folhas, além das flores e frutos. As condições atmosféricas e do solo, contribuem grandemente para a boa qualidade da madeira.

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O lenho é a parte da árvore que interessa no âmbito da construção. A sua constituição é diversificada e divide-se em:  Casca: È a protecção do tronco. Esta parte pode ser renovada, visto ser um elemento morto, apenas contendo interesse para a industria corticeira, de acabamentos ou como material termoacústico.  Câmbio: É uma camada que se situa entre a casca e o lenho, constituída por tecido vivo, sendo tão importante quanto a parte interna da casca. O seu seccionamento produz a morte da árvore, sendo esta uma técnica eficiente de permitir a seca da árvore de pé. O estrangulamento do tronco com um arame, impossibilita o seu desenvolvimento e consequente morte. Estando de pé, a secagem é natural e evita rachaduras e outros defeitos comuns em espécies como

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o eucalipto. A partir do câmbio, são gerados os anéis anuais de crescimento, que são dois por ano, um anel de tonalidade mais clara que se desenvolve na Primavera, e outro de tom mais escuro que indica o Inverno. Os anéis que se encontrem apertados, significa que a árvore tem grande resistência, se pelo contrário, os anéis forem distanciados, significa que a árvore tem pouca resistência. Pode-se determinar a idade de uma árvore pela quantidade de anéis que ela tem. Problemas decorrentes de pragas, frio intenso ou secas, provocam defeitos que vão alterar as caracteristicas fisicas e mecânicas da árvore.

 Lenho: É o núcleo do tronco, sendo portanto a parte mais resistente da árvore. Desta parte é retirada através do desdobro, o material utilizado na construção. É constituida pelo alburno que é a parte mais externa e pelo cerne, que é a parte centrel do tronco, formado por células mortas. Este facto, confere-lhe uma maior resistência visto que nesta região não existe seiva e consequentemente não é atractivo a insectos ou outros agentes de deterioração. A utilização do alburno e do cerne não deve ser diferenciada apesar desta diferença, visto que além de compor entre 25% a 50% do tronco, o alburno é a parte que melhor absorve conservantes.  Medula: É o miolo central do tronco,sendo esta parte constituida por tecido muitas vezes apodrecido, o que constitui um defeito, em material serrado.

O corte deve ser feito em épocas oportunas, principalmente nos meses húmidos porque a secagem da madeira é mais lenta provocando assim, menos rachaduras e fendas, além de atraírem menos pragas por estarem com pouca seiva elaborada.

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A toragem é o processo de esgalhamento e corte em tamanhos de 5 a 6 metros de comprimento, facilitando assim o seu transporte. Também nesta fase são falquejadas e descascadas. O processo de falquejamento é o corte de costaneiras, ficando a secção aproximadamente quadrada evitando deste modo o seu tombamento no transporte, além da economia de espaço entre troncos. O desdobro é a etapa final para transformação em material de construção. São feitos de duas maneiras:

 O desdobro normal: produz peças inteiras de lado a lado do tronco

 O desdobro radial: corta o tronco na direcção do seu diâmetro, evitando assim a medula do toro. Este desdobro produz peças de melhor qualidade, tendo menos rachaduras durante a secagem, menos empenamentos e defeitos provenientes da heterogeneidade. Tem o inconveniente do alto custo de produção, sendo aconselhável apenas em aplicações especiais.

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A última etapa da produção da madeira, é o aparelhamento da peça ou beneficiamento da mesma. Aparelhamento é a padronização das medidas, o beneficiamento é a sua utilização com acabamento aparente.

Propriedades Físicas da Madeira

Os diversos tipos de madeira existentes, proporcionam uma panóplia de usos diferentes, para cada tipo de aplicação. A escolha só pode ser acertada se forem conhecidas as propriedades fisicas da madeira e a sua resistência ás solicitações mecânicas. Este conhecimento só será possível, se os resultados médios dos ensaios que são executados, forem conhecidos. Estes ensaios são realizados levando em conta não só os factores naturais, como também os tecnológicos decorrentes da realização destes ensaios. Os factores naturais são:  A espécie da madeira, já que cada uma delas têm as suas caracteristicas, o que impõe um completo conhecimento de cada uma delas.  Massa específica do material, que é um indice de material resistente por unidade de volume. Por este valor já se pode determinar todos os outros parâmetros da madeira.  Localização do lenho, já que variações na retirada do corpo de prova, influenciam directamente na resistência da amostra.  Presença de defeitos, que podem provocar diversas alterações na resistência das peças. Dependem da distribuição, dimensões e localização do defeito.

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 Humidade, que pode alterar profundamente as caracteristicas do material. A propriedade hidrófila da madeira, faz com que, dependendo ao que se destina, as suas propriedades sejam completamente diferentes. No estado seco, a resistência mecânica é a maior possível, ao passo que a saturada (maior % de Humidade), apresenta menor resistência.

Os factores tecnológicos são os decorrentes da forma de execução dos ensaios. As dimensões, localização no lenho ou velocidade das cargas aplicadas sobre a amostra, podem corromper e pôr em causa a veracidade do ensaio e a fidelidade dos resultados.

Características Físicas

As características a serem analisadas são a humidade, a retrabilidade, a densidade, a condutibilidade térmica, eléctrica e acustica, além da resistência ao fogo. As caracteristicas de cada material permitem a escolha do melhor madeira para a sua melhor aplicação. Existem madeiras boas para determinadas aplicações, sendo incompatíveis com outras. Este conhecimento permite a escolha ideal para cada projecto.  Cor: as madeiras apresentam as mais variadas cores. Ex: pinho – amarelo claro  Cheiro: as madeiras podem apresentar um cheiro ou perfume característico. Ex: pau-rosa.  Durabilidade: resistência que as madeiras apresentam à acção dos organismos destruidores (fungos, bolores, insectos). A durabilidade das madeiras depende do tratamento a que forem sujeitas, do grau de humidade e da aplicação adequada. Ex: o castanho e o carvalho são madeiras muito duráveis.

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 Grau de Humidade: Após a extracção da árvore, a sua seiva permanece no material em três estados: a água de constituição, a de impregnação e a livre. A água de constituição não pode ser eliminada nem na secagem, sendo portanto impossível a sua retirada. Quando a madeira contém somente esta água, diz-se que está completamente seca. Para atingir esta condição, a madeira fica a uma temperatura de 100ºC a 150ºC, em estufa. A água de impregnação, aparece entre as fibras e as células lenhosas. Esta água provoca um inchamento considerável na madeira, alterando todo o comportamento fisico e mecânico do material. Quando esta água impregna toda a madeirasem escorrimento, diz-se que a madeira atingiu o teor de humidade de saturação ao ar. Após a madeira se encontrar no estado de impregnação, qualquer outro aumento de humidade não interfere na sua qualidade, pois vai somente preencher os vasos capilares. Esta condição é chamada de água livre. Quando evaporada ao ar, a humidade estando no ponto de saturação ao ar, ou seja, sem água livre, a humidade está a uns 30%, sendo este valor variável de acordo com cada tipo de material.

A numenclatura mais correcta e comum para estes estados é:  Madeira verde: Humidade acima de 30%  Madeira semi-seca: Acima de 23%  Madeira comercialmente seca: Entre 18% a 23%  Madeira seca ao ar: Entre 13% e 18%  Madeira dessecada: Entre 0% e 13%  Madeira seca: 0%

 Retrabilidade: É a propriedade de variação volumétrica da madeira quando ocorre a variação de humidade entre o estado seco e a condição de saturada ao ar. Pode ser inchamento ou desinchamento, denominado de trabalho da madeira.

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A retractilidade pode ser medida tanto na forma volumétrica como na linear. A volumétrica é medida com absoluta precisão em três estágios de humidade: verde, seca ao ar e seca em estufa. A linear é a medição nas três direcções do corpo de prova nos mesmos estados de humidade que a medição volumétrica. Ensaios mostram que a retrabilidade axial pode se desprezível, que a tangencial é o dobro da radial e que a volumétrica é aproximadamente o somatório das duas. O comportamento diferenciado na retrabilidade pode afectar a qualidade do lenho, podendo aparecer fissuras, rachas, fendas de secagem, etc... Três cuidados podem ser adoptados de modo a minorar este efeito:  Peças com teores de madeira, compativeis com o ambiente a ser empregada  Desdobro e emprego adequados  Impregnação das peças em óleos e resinas

A madeira, quando for utilizada, deverá atender a condições de uso. Alguns cuidados a ter em conta: Construções submersas ou em contacto com água  Madeiras saturadas com 30% de humidade Construções expostas como torres, postes, etc...  Madeiras comercialmente secas (18% a 23% de humidade) Construções abertas  Madeira seca ao ar (13% a 18% de humidade) Locais secos e fechados, como telhados  Madeiras secas ao ar Locais fechados e aquecidos  Madeiras bem secam com 10% a 12% de humidade Locais com aquecimento artificial  Madeira seca artificialmente.

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 Densidade: É considerada em termos de massa específica aparente, isto é, peso por unidade de volume aparente, referida á humidade na qual fôr determinada. A densidade pode ser entendida como o indice de compacidade das fibras da madeira, mostrando uma maior ou menorquantidade de fibras por unidade de volume aparente. Esta caracteristica varia com a humidade e a posição do lenho. As madeiras classificam-se de acordo com a sua densidade, em:

  

Pesadas (pau-ferro e ébano) Leves (acácia) Muito leves (choupo e tília).

 Condutabilidade Eléctrica: Quando bem seca, é um excelente isolante eléctrico ao passo que humida, torna-se condutora. Varia com as diversas espécies.  Condutibilidade térmica: mau condutor, independentemente da espécie.  Condutibilidade acustica: Não é bom isolante acústico, porém quando usado em tratamento sonoro, funciona bastante bem por terem boa capacidade de absorção dos sons.  Resistência ao fogo: Os estudos de capacidade de resistência ao fogo, devem ser feitos a uma temperatura de cerca de 850ºC, que é a temperatura média registada num incêndio. Deste modo, a madeira não pode resistir por muito tempo nestas condições. O seu comportamento deve ser estudado na forma preventiva, pois a propagação do fogo é um efeito quase que natural. No seu estado natural, a madeira inicia a sua combustão em torno de 275ºC, desde que haja oxigênio para a alimentar. A combustão superficial forma uma capa de madeira calcinada que impede a passagem do ar e assim, dificultando o processo da queima. Esta capa tem aproximadamento 10mm de espessura, e caso a temperatura se mantiver constante, e queima acaba por cessar. Peças com menos de 25mm, não devem ser usadas porque não formam a capa de protecção, destruindo-se rapidamente.

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Em incendios em que a temperatura ascende os 850ºC, as peças de madeira não se destroem rapidamente, permanecem sempre com alguma resistência. Tendo em conta que o aço começa a fundir-se apartir dos 300ºC, a madeira é uma boa opção para estruturas, por apresentar menor risco de ruimento. O aumento da sua resistência á combustão, pode ser obtido com produtos ignifugos ou retardadores de combustão, como vamos desenvolver no tópico das Casas de Madeira.

Propriedades Mecânicas das Madeiras

Há dois tipos de caracteristicas: as principais, são a resistência aos esforços no sentido axial (paralelo) das fibras que são a compressão, tracção, flexão estática e dinâmica; e as secundárias são as que ocorrem no sentido perpendicular ás fibras, que são a compressão e tracção normal ás fibras, torção, cisalhamento e fendilhamento. Todas estas características estão intimamente ligadas ás propriedades anistrópicas, á absorção de humidade e á densidade das fibras, sendo que quanto maior for estas quantidades, maior será o grau de resistência das peças.

 Compressão: Para se fazer este ensaio, retira-se parte da secção transversal pré-determinados e sem defeitos do lenho, com tamanhos de cerca de 2x2x3cm, tendo o cuidado de carregá-los na direcção paralela ás fibras. Os corpos de estudo são ensaiados em prensas até ao seu rompimento, sendo esta a tensão de limite de ruptura. De um toro são retirados á proporção de 50%/50%, sendo metade em estado verde, e a outra metade seca ao ar. A série verde que está a favor da segurança, fornece valores médios que serão utilizados no dimensionamento de peças estruturais. A série seca ao ar depois de corrigida para uma humidade de 15%, serve como resultado comparativo com outras espécies lenhosas.

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O teor de humidade tem um factor preponderante na qualidade da resistência da madeira. Quando verde, tem resistência quase constante, aumentando á medida que vai secando. Quando seca em estufa, chega á sua resistência máxima. Os defeitos que a peça em estudo possa apresentar, fazem com que haja uma redução significativa da sua resistência, que serão levado em conta aquando dos cálculos de coeficiente de segurança, para determinação das tensões admissíveis, que são na ordem dos 75%.

 Elasticidade na Compressão: Na compressão simples, a madeira comporta-se como material elástico. Até este estágio, as tensões são proporcionais ás deformações, conforme o seu módulo de elasticidade.

 Compressão em Peças Longas (Flambagem): Na compressão de pessas longas, com possibilidade de flambagem, os corpos de prova que são retirados dos toros têm a dimensão de 2x2xvariável, retirados em diversos locais desse toro, sendo os ensaios executados com prensas, devendo os corpos serem apoiados de modo a reflectirem um apoio livre. A variação da altura dos corpos de prova, servem para mudar o indice de esbeltez da peça.

 Resistência á tracção axial: Por ser um material fibroso este é o
tipo de esforço que melhor se distribui na madeira. Praticamente não ocorre ruptura do material por tracção, pois nas ligações, a diminuição das seções transversais devido à introdução dos conectores provoca com que o rompimento ocorra exatamente nestes pontos. De forma inversa do que ocorre nas peças comprimidas a tracção provoca a aproximação das fibras, o que proporciona uma resistência bastante maior que a verificada à compressão, cerca de 2,5 vezes maior. Os corpos de prova normalmente são compridos com uma adaptação para presilhas que proporcionaram a tração.

 Resistência á Flexão Estática: Os ensaios são realizados em
corpos de prova de 2 x 2 x 30 cm em número de 80 ensaios retirados estes corpos de diversos pontos do lenho. Os ensaios são feitos em séries verdes e secas ao ar. Os corpos são carregados 110% até á ruptura, estando os corpos apoiados nas suas extremidades. Os ensaios

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são feitos de modo a que os corpos de prova não rompam em menos de dois minutos. São medidas a flecha e a carga de ruptura. Como a madeira é anisótropa sendo a resistência à tracção 2,5 vezes maior que a de compressão, é necessário cuidado na flexão elástica visto que estes esforços aparecem associados nesta situação. A parte superior do corpo de prova está comprimida ao passo que a inferior está traccionada. Caso a carga ultrapasse o limite de compressão, a linha neutra desloca-se para baixo. Este factor aumenta em peças de grande altura, fazendo com que a peça se rompa por ruptura das fibras traccionadas com cargas elevadas de ruptura.

 Índice de Rigidez: A tensão limite de resistência na ruptura não leva
em consideração a deformação das peças com relação à flexão estática. É necessário que se determine o índice de rigidez das diversas espécies de madeira. Este índice é calculado através da relação entre o vão e a flecha no instante da ruptura. Em ensaios com madeira seca ao ar, este índice pode ser analisado da seguinte maneira:  Entre 40 e 50, madeira rígida  Entre 30 e 40, madeira pouco rígida  Entre 20 e 30, madeira flexível As madeiras pouco rígidas rompem sem grandes deformações o que pode ocasionar acidentes graves. As madeiras flexíveis não podem ser utilizadas como estruturais devido à deformação exagerada.

Resistência à compressão normal às fibras:
Sujeita a este tipo de esforço, logo após um pequeno estágio elástico, a madeira começa a deformar-se indefinidamente sob cargas crescentes. Esta resistência depende fundamentalmente da extensão da área de aplicação da carga, sendo maior a resistência quanto maior fôr a área livre de carregamento em áreas adjacentes a este carregamento.

Resistência à tracção normal às fibras:
Nesta situação as fibras são afastadas provocando o rasgamento do

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material e sua consequente destruição. Esta resistência deve portanto ser muito analisada sendo aconselhável não utilizar peças de madeira sob este tipo de esforço. No caso de ser necessário a utilização de estribos ou peças metálicas que impeçam esta destruição é interessante.

Coeficientes de segurança:
A fixação de coeficientes de segurança ajustados a cada tipo de esforço estrutural permite a redução das tensões admissíveis dos diversos tipos de madeira. Os factores analisados são os seguintes:  Perda de resistência por defeitos, que é obtido a partir dos resultados dos ensaios das peças isentas de defeito comparados com aqueles com defeitos. A redução é de 3/4 deste coeficiente.  Duração das cargas, que no caso das cargas permanentes devem ser mantidas abaixo do limite de proporcionalidade. Abaixo deste limite o material não sofre influências. Os coeficientes de segurança a serem adoptados são de 9/16 para a flexão estática.  Variabilidade de resultados, que podem ocorrer nos ensaios mecânicos dos corpos de prova. A dispersão dos resultados chega à ordem de 25%, isto devido a heterogeneidade da madeira. O factor de redução é de 3/4.  Possibilidade de sobrecargas, que neste caso é o coeficiente de segurança, correspondendo à incerteza na previsão de cargas acidentais que possam ocorrer na estrutura. Este coeficiente é normalmente 2/3.

Preservação da madeira:
A Madeira tem tido um papel muito importante na nossa vida, quer seja no interior ou no exterior. A sua força, beleza e adaptabilidade torna-a o material ideal para todos os tipos de uso. Na sua centena de variedades, ela é tão forte e versátil como decorativa. Existem poucas construções que não tenham madeira: casas, mobílias, ferramentas, veículos, barcos, instrumentos musicais, cercas, etc. É importante cuidar das madeiras, não apenas salientando a sua beleza natural, mas também protegendo-a e preservando-a. A durabilidade das peças de madeira está directamente ligada à preservação de suas características.
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É importante cuidar das madeiras, não apenas salientando a sua beleza natural, mas também protegendo-a e preservando-a. Inimigos da madeira Para suportarem as agressões do clima e da poluição, as madeiras exteriores devem ser protegidas. A madeira tem diversos inimigos, em relação aos quais é preferível não facilitar. Humidade - Se não estiver protegida, a madeira tem tendência a absorver a humidade, correndo o risco de desenvolver bolor e fungos e pode apodrecer. É por isso que aconselhamos a proteger as madeiras com um produto apropriado, como por exemplo, um imunizante ou pintura e acabar com um verniz ou um esmalte. Sol - O sol e o vento secam a madeira. Quanto aos raios ultravioletas (UV), modificam a cor desta e degradam a estrutura das suas fibras. Quanto mais escuro for o produto de protecção, melhor protege a madeira contra as influências atmosféricas, mas mais a madeira irá captar o calor. Quando a madeira aquece, podem aparecer lesões e, de seguida, fissuras. Por isso devese aplicar um produto de cor médio, suficientemente escuro para limitar os efeitos dos UV. Bolores e Fungos - A madeira que fica húmida durante muito tempo está sujeita aos bolores e aos fungos, o que provoca o apodrecimento. É por esta razão que é aconselhável tratar as espécies de madeira menos resistentes (faia) ou mais macias (abeto, pinho) contra os bolores. Nas madeiras de espécies mais duras (carvalho, castanho,) e nas exóticas (acajou, afzélia, cerejeira, etc.) este tratamento é menos indispensável. Deve-se usar um produto de protecção de madeiras exteriores que contenha um fungicida. Insectos - Ao contrário do que normalmente se pensa, não se deve ter medo do bicho da madeira nas madeiras exteriores, porque a temperatura e o grau de humidade não proporcionam as condições favoráveis ao seu desenvolvimento. Já nas madeiras interiores, as larvas dos insectos que se alimentam de madeira encontram as condições óptimas para se reproduzirem, pelo que será necessário um tratamento preventivo ou curativo com produtos apropriados.

Os principais processos de preservação podem ser classificados em:  Processo de impregnação superficial  Processo de impregnação por pressão reduzida  Processo de impregnação por pressão elevada

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Independentemente do processo de preservação a ser utilizado, o primeiro factor a adoptar é a secagem do produto, sendo necessário o descascamento do tronco, a retirada da seiva, trabalho das peças, furação, etc. Além de melhorar a qualidade do material, a secagem deste facilita a impregnação dos preservantes. Além disso, a secagem em estufa possibilita a esterilização das peças eliminando parasitas e germes que ocasionam o apodrecimento. A retirada da casca provoca a eliminação de um local onde os fungos e insectos localizam-se preferencialmente. A tiragem da seiva é uma prática muito antiga e importante no beneficiamento da madeira. Uma maneira eficiente é o transporte através do rio, onde a seiva é substituída por água, através da capilaridade e osmose. Este processo facilita a posterior secagem visto que é mais fácil retirar a água que a seiva.

Processo de impregnação artificial:
São processos de pinturas superficiais, ou por imersão das peças em preservantes. Este procedimento é económico sendo recomendável somente em peças não expostas. Tanto na imersão como na pintura, a impregnação dificilmente será superior a 2 ou 3mm, mas suficiente para o tratamento contra insectos e pequenas fendas.

Processo de impregnação sob pressão reduzida:
Processo de impregnação por pressões naturais, conseguindo-se penetração em todo o alburno. Pode ser efectuado de duas maneiras:  Processo de dois banhos, um quente e outro frio. Num recipiente é colocado o impregnante aquecido à temperatura de ebulição da água, sendo as peças introduzidas neste líquido, ali ficando por quatro horas. Após este período as peças são retiradas e colocadas imediatamente no mesmo líquido, sendo entretanto frio por um período de 30 minutos. A expulsão do ar aquecido provoca força á entrada do impregnante através da pressão atmosférica sobre o vácuo relativo. É um processo bastante recomendado para

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topo de postes, muros de cerca tanto na parte enterrada como na superior.  Processo de substituição da seiva sendo possível somente em peças verdes sendo portanto um processo lento. As peças de madeira são imersas no imunizante havendo a troca da seiva por capilaridade e osmose. Uma peça de 15 cm de diâmetro por 3 metros de comprimento demora no Verão aproximadamente 60 dias para estar imunizada.

Processo de impregnação em autoclaves:
São os mais eficientes, normalmente indicado para peças que estarão sujeitas a diversos tipos de predadores. Existem dois processos clássicos:  De células cheias, sendo as peças carregadas em autoclaves, sob vácuo de 70 cm de mercúrio por duas horas. Com este processo é retirado o ar e a água do tecido lenhoso. Em seguida a madeira é exposta a banho de preservante sob pressão de 10 atm, durante três horas, sob uma temperatura entre 90ºC e 100ºC. Finalmente o material é submetido a vácuo de 30 cm de mercúrio, por 30 minutos, a fim de retirar o excesso de preservante.  De células vazias, sendo as peças submetidas a uma pressão inicial de 3 atm, a seco, por 90 minutos. Após este período é aplicado um banho à pressão de 10 atm, sob temperatura de 90ºC a 100ºC durante três horas. Um novo vácuo é aplicado, que retira todo o preservante contido no material, pela expulsão do ar sob pressão inicialmente inserido. Os principais produtos preservantes são sempre tóxicos, fungicidas, insecticidas ou antimoluscos, diluídos em óleo ou água. Devem apresentar as seguintes características:       Alta toxicidade a organismos xilófagos (insectos) Alto grau de retenção ao tecido lenhoso Alta difusibilidade através do tecido lenhoso Estabilidade Incorrosível para metais e para a própria madeira Segurança aos operadores.

Madeira transformada:

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A madeira como já foi visto é um material heterogêneo e anisótropo. Os processos de transformação da madeira procuram alterar estas características tornando o material mais homogéneo.

A madeira laminada é o corte da madeira em tábuas que são coladas com colas especiais, diminuindo a ocorrência de defeitos nas peças. Á medida que as tábuas vão sendo cortadas mais finas, tornando-se lâminas, estas peças podem ser coladas ortogonalmente, sendo chamadas então de madeira compensada ou contraplacados. A madeira quando destruída como resíduos de madeira cortada ou serrada, podem ser reconstituídas com resinas e colas especais, sob pressão, que são chamadas de aglomerados. Finalmente as madeiras reconstituídas são aquelas oriundas de uma fragmentação mecânica, onde o tecido é reduzido a polpa, passando depois por uma reaglomeração sob pressão, utilizando-se resinas e colas. Este material que tem a mesma textura da madeira, pode ser submetido a diversas alterações com aplicação de produtos como os plásticos de madeira, do tipo baquelite, plásticos de papel, que são papéis de alta resistência associados como os contraplacados, através de uma resina resistente, resistindo a forças de tracção na ordem de 2500kg/cm2.. As ligas lignocelulósicas supercompactadas, que são fibras reagrupadas pela lignina, densificadas por alta pressão, denominadas benatite, que é usada para estampar metais. As ligas de madeira que são o preenchimento dos espaços vazios do tecido com resinas compatíveis e constituídas de pequenas moléculas de alta penetração, como as resinas fenólicas. As qualidades da madeira ficam preservadas além de serem acrescidas das qualidades necessárias às técnicas modernas. Este material quando aquecido transformase em baquelite no interior da célula, formando um componente permanente chamado compreg, sendo inteiramente impermeável, com grande resistência e dureza, com densidade 1,4 kg/dm3.

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Madeiras Laminadas

Actualmente, as lâminas de madeira são amplamente principalmente na produção de compensados e revestimentos.

utilizadas,

Este produto, entretanto, não surgiu nos actuais tempos modernos, e sim em tempos remotos da civilização. Com base nos recentes conhecimentos históricos, é possível afirmar que a primeira lâmina de madeira foi produzida no Antigo Egipto, aproximadamente em 3000 a.C.

Eram pequenas peças, obtidas de valiosas e seleccionadas madeiras, que se destinavam a confecção de luxuosas peças de mobiliário pertencentes aos reis e príncipes.

As recentes descobertas arqueológicas revelam a existência de peças em madeira que são verdadeiras obras de arte, tais como o trono encontrado no túmulo de Tutankamon, que reinou de 1361 a 1352 a.C., confeccionado em cedro revestido com finas lâminas de marfim e ébano; uma cama feita em laburno, que apresenta algumas

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características essenciais do moderno painel de compensado em sua cabeceira.

Os estudos dessas valiosas peças de madeira, relacionados com as técnicas de produção das lâminas e aos tipos de adesivos empregados, ainda provocam especulações. Acredita-se que as lâminas eram obtidas a partir de serras manuais, e o alisamento da superfície destas, através de material abrasivo, provavelmente a pedra-pome. Quanto aos adesivos empregados, é aceita a hipótese de que fossem à base de albumina.

As civilizações Assírias, Babilónicas e Romanas, posteriores à Egípcia, também promoveram avanços no uso de laminados.

A Idade Média é conhecida como o período obscuro, por causa da opressão política e eclesiástica ao pensamento criativo, interesses culturais e actividades artísticas, e isto ocasionou uma longa estagnação na evolução. Esta só ressurgiu no período da Renascença (Europa nos séculos XIV, XV e XVI ), principalmente durante o reinado de Luiz XV, quando os trabalhos artísticos em madeira e a laminação reviveram. Em 1650 as lâminas de madeira ainda eram obtidas por meio de serras verticais, mas um forte impulso surgiu a partir da patente da serra circular, em 1777, por Samuel Miller, embora já existissem desde a idade média. A base do surgimento da indústria de compensados foi o grande progresso na manufactura de lâminas de madeira, principalmente com o surgimento do torno desfolhador, o que possibilitou uma produção económica em massa de lâminas de madeira. Pioneirismo: As primeiras indústrias a produzirem lâminas de madeira, surgiram na Alemanha em meados do século XIX e, um rápido desenvolvimento e

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aperfeiçoamento nos tornos laminadores, contribuiu para a evolução da indústria de compensados. O emprego das lâminas de madeira torna-se mais significativo a partir dos séculos XVIII e XIX, quando importantes peças de mobiliário foram confeccionadas, tais como o "Bureau de Campagne" de Napoleão, folheada com jacarandá da Bahia, e a introdução do compensado na feitura de pianos de cauda, realizada por Steinway, um renomado fabricante americano de pianos, em 1860. Com o decorrer da Primeira Guerra Mundial, além do surgimento de novos adesivos, houve uma acentuada evolução na produção de lâminas e compensados, devido a utilização destes produtos na área militar.

A construção dos primeiros aviões também utilizou compensado e lâminas de madeira, e alguns deles foram bem famosos como o Fokker D. VII, um Biplano de combate da Primeira Guerra Mundial. Com o fim da guerra, após 1918, os maiores consumidores de compensados foram a indústria moveleira e os estaleiros, estes últimos voltados para a reconstrução da frota mercante, o que ocasionou um grande crescimento na indústria de laminação. O derradeiro impulso deu-se aquando da Segunda Grande Guerra Mundial, com o desenvolvimento e automação dos sistemas de produção contínua, proporcionando uma gama crescente de produtos de qualidade superior e a menores custos. Durante o Conflito da Segunda Guerra, a indústria aeronáutica desenvolveu importantes projectos, sendo um dos mais destacados o De Havilland 98 Mosquito, aeronave de ataque inglesa, que possuía a característica de ter a sua estrutura inteiramente confeccionada em madeira, e o seu forro formado por um sistema semelhante a um compensado, com núcleo de madeira

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maciça, que proporcionava um conjunto muito estável, dispensando reforços adicionais. Estas características tornavam a aeronave menos vulnerável aos danos de combate, sendo os seus painéis facilmente substituíveis quando necessário. De 1941 a 1945 foram produzidas 6.711 unidades, atingindo velocidades máximas na ordem de 670 km/h.

Diversificação:

A presente utilização dos produtos de laminação encontra-se bem diversificada, por exemplo, nas peças componentes de uma moderna casa de madeira ( pisos, forros, paredes internas e externas, telhados...), na confecção de embarcações, na produção de embalagens especiais resistentes á exposição ao tempo, na fabricação de instrumentos musicais e desportivos, assim como na construção civil, que muito emprega o compensado, além de outras possíveis e prováveis aplicações. A indústria de laminação acompanha esta tendência através da modernização dos seus equipamentos e das suas técnicas, introduzindo máquinas desenroladoras, capazes de processar toros de 2 metros de diâmetro, atingindo velocidades de 600 r.p.m., controle computadorizado, carregamento automático e centradores eletrónicos de toros, além do desenvolvimento de sistemas de medição óptica de toros, assim como modernas guilhotinas e secadores, entre outras tantas inovações.

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Casas de madeira

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A origem das casas de madeira remonta há séculos atrás e tem raízes no norte da Europa, onde há uma grande tradição na construção de casas neste material.

As casas de madeira quando comparadas com casas de alvenaria têm muito mais vantagens: a edificação é menos demorada, são muito mais baratas e económicas, têm baixos custos de manutenção, são resistentes e duráveis e enquadram-se muito bem nas paisagens campestres. Por tudo isto, são cada vez mais uma alternativa às construções tradicionais, mesmo em países onde não é ainda um hábito enraizado.

A madeira exótica maciça, que dá corpo à estrutura da casa, reveste-se de qualidades extraordinárias para a construção de habitações:  É tão pesada e densa que não flutua, nem pode ser cortada com uma serra comum;  Por possuir baixa taxa de combustibilidade, não alimenta a combustão em caso de incêndio, nem as elevadas temperaturas abalam a estrutura da casa (o que acontece com o aço, e betão armado);  Não é atacada por insectos, nem fungos;  Por ser um isolante natural de humidade, a madeira "respira", absorvendo e devolvendo a humidade ao interior da habitação, mantendo os seus níveis em valores saudáveis, sem infiltrações, nem paredes húmidas;  Absorve calor ou frio do ambiente mais lentamente que outros materiais, pelo que é um excelente isolante térmico natural. A condutividade térmica da madeira é 1300 vezes menor que a do aço, 10 vezes menor que a do cimento e 40 vezes menor que a do tijolo, proporcionando uma poupança de energia em climatização na ordem dos 30%;  Rápida absorção do som, o que permite um excelente isolamento acústico;  A sua elevada resistência proporciona construções com uma esperança de vida superior a 300 anos;

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 As suas qualidades mecânicas dão às casas uma resistência enorme. Em caso de sismo, são mesmo mais seguras que as casas comuns de alvenaria.

Diferenças Madeira Nobre (Exótica) / Abeto ou Pinho

Madeira Nobre (Exótica)

Abeto ou Pinho

Densidade Dureza Flexibilidade Módulo elasticidade de

890 - 1150 kg / m2 8.5 - 10 muito dura 120 - 177 N/mm2 13.000 - 19.000 N/mm2

440 - 480 k / m2 1.4 Branda 62 - 90 N/mm2 10.000 - 14.500 N/mm2 40 - 52 N/mm2 3.5 N/mm2 4.9 - 7.5 N/mm2 3.5 - 6.5 N/mm2

Compressão axial 75 - 86 N/mm2 Compressão prependicular Cortante Flexão dinâmica 17 n/mm2 10 N/mm2 5.9 - 8.9 N/mm2

Durabilidade Natural

Está classificada como muito Está classificada como pouco resistente à acção de térmicas, durável frente às térmitas e xilófagos marinhos, e fungos naturais. fungos naturais

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Mas será que são seguras?

É dado adquirido e já provado que ter uma casa de madeira é ter um imóvel seguro, bonito e muito confortável. A resistência das paredes em madeira é idêntica a paredes feitas em cimento e tijolo. As casas são feitas de madeira de excepcional qualidade e de grande densidade, pelo que em caso de incêndio, a queima é muito mais lenta: Não podemos esquecer que a madeira, mesmo sendo combustível, tem uma velocidade de combustão lenta, possuindo uma maior resistência ao fogo que outros materiais usados em casas de alvenaria, aliás, como já foram abordados. A madeira só dá de si quando arde por completo, o que permite um controlo do fogo quase de imediato. A possibilidade de assaltos é igual às casas de betão: os locais de eleição para estas entradas indesejadas são as mesmas que as casas feitas de outros materiais: as portas, as varandas e as janelas. É tão difícil penetrar numa parede de madeira como numa parede de tijolo. A segurança depende do cuidado de cada proprietário e naquilo que o mesmo implementa como medida preventiva: grades nas janelas, sistemas de detecção, alarmes, etc. As madeiras usadas nestas casas não apresentam problemas de corrosão por agentes químicos e não são atacadas por fungos nem por insectos. Não podemos esquecer que segurança não é apenas prevenir contra incêndios e roubos: uma casa segura é também uma casa onde os seus habitantes se sintam bem, um local de aconchego e de bem-estar. E nisso uma casa de madeira supera as construções tradicionais: como a madeira é um material orgânico, uma casa de madeira é muito mais saudável. As paredes respiram, absorvem e expulsam a humidade, o que previne doenças reumáticas e respiratórias. A madeira tem ainda a vantagem de ser relaxante, ajudando a prevenir o stress, a ansiedade e as depressões. O uso da madeira nas habitações, não só trazem todos os benefícios acima referidos, como também primam pela elegância, robustez, detalhes harmoniosos e uma grande diversidade de arquitectura. Pode-se pensar que uma casa de madeira, tem sempre os mesmos padrões, normalmente

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rectangular, com um alpendre e duas árvores logo á entrada... Nada mais errado. Hoje em dia, e porque houve um aumento na procura, os estilos arquitectónicos adoptados pelas empresas assumir um papel de pioneirismo e dar uma “lufada de ar fresco” aos preconceitos. Assim, há uma vastíssima gama de opções de casas, umas mais originais, outras arrojadas, que vão de encontro ao gosto de todos.

Exemplo de uma casa de madeira, num estilo mais arrojado.

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E no seu interior.

Uma casa futurista vista no exterior

e no seu interior

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Estrutura esférica A ponte maior do mundo em madeira (na Noruega)

Engenhaira das Ocas Índigenas

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Isto é tudo o que dá para fazer com 10 milhões de Euros

De facto, há uma grande panóplia de opções, não só a nível estético, mas também na sua própria concepção. Há firmas que apenas montam a casa, deixando ao critério de quem a adquire, a sua arquitectura, área habitável, o tipo de madeira a empregar, etc...

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Mas como se constrói uma casa de madeira?

Talvez seja esta a grande razão para que não haja uma ainda maior abertura nesta área. Normalmente, desde a legalização do terreno pelas entidades competentes até a casa estar habitável, demora cerca de 2 a 3 meses.

 Algum material utilizado no corte da madeira.

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Secção de corte de peças pré-estabelecidas

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Exemplos de peças para construção de casas em madeira

 Acondicionamento para embalagem

 Estrutura em madeira

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 Telheiro (aplicação)

 Portão

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Processos de Construção de Casas de Madeira

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Mas o uso da madeira em construções não é recente em Portugal. E não estamos a referir aos casebres que ainda existem nas áreas mais empobrecidas. Estamos a falar de Lisboa, capital de Portugal, no séc.XVIII. Em 1755, Lisboa foi devastada por um sismo de magnitude 10 da escala de Mercalli, sismo este que foi sentido em toda a Europa. A baixa lisboeta praticamente deixou de existir, e devido ao sismo, houve também um maremoto que “engoliu” toda a zona ribeirinha. Houve fogos de proporções dantescas, milhares de mortos, centenas de edifícios ruíram. Na altura, perguntaram ao nosso primeiro-ministro Marquês de Pombal, “E agora?”... Ele encolheu os ombros e respondeu “E agora? Enterram-se os mortos e cuidamos dos vivos...” Mas não foi só isso que esse homem brilhante fez. Simplesmente reconstruiu Lisboa, fez da capital o que ainda é hoje.

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AS TÉCNICAS CONSTRUTIVAS
A reconstrução da Baixa levantou diversos problemas construtivos, não só ligados à grandiosidade da obra, como à necessária rapidez de execução e, acima de tudo, à viabilidade perante novas situações de risco. Tendo em vista ultrapassar estes problemas, os arquitectos e o Eng.º Manuel da Maia implementaram um processo construtivo completamente novo, tocando diversos aspectos que até então não tinham sido tratados, como a estabilidade dos edifícios perante às acções sísmicas, a segurança contra incêndio dos mesmos e a estandardização dos elementos construtivos, tendo em vista a economia e rapidez da construção.

1ª Fase

AS FUNDAÇÕES
A Baixa Pombalina está situada sobre um antigo braço do Tejo, sendo o seu terreno de natureza aluvionar, razão pela qual esta parte da cidade foi mais afectada pelo sismo de 1755. De acordo com as sondagens geológicas realizados, esses aluviões são de natureza argiloarenosa. Possuem intercalações de argila, areias ou saibros,

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existindo também calhaus rolados, fragmentos cerâmicos e blocos de alvenaria. Os entulhos usados nos aterros para regularizar o esteiro, formam uma camada superficial reduzida, heterogénea. A espessura dos aterros e aluviões ronda os 30.0 m de profundidade em algumas zonas. O nível freático é elevado e encontra-se a 3.5 m de profundidade. Os alicerces dos edifícios são de alvenaria de pedra e com marcos para conduzir melhor as cargas a transmitir ao solo. Fase 2ª, 3ª,4ª

A transmissão ao solo é efectuada através de um sistema de grades de madeira constituídas por longarinas e travessas circulares, com cerca de 15.0 cm de diâmetro, sendo ligadas entre si, por intermédio de cavilhas de ferro forjado e apoiadas directamente num conjunto de estacas de madeira de pinho, com 15.0 a 18.0 cm de diâmetro, com cerca de 1.5 m de comprimento e afastadas 40.0 cm entre si, cravadas em verde no solo. A cravação das estacas é feita por intermédio de um maço ou com um engenho apropriado denominado macaco ou bugio.

5ª Fase

Corte longitudinal Corte transversal

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Pormenor das ligações entre as paredes e pilares às fundações

Na primeira fase da execução das fundações a plataforma do terreno era compactada com um maço. Na fase seguinte procedia-se à piquetagem das estacas e sucessiva cravação na vertical das mesmas (3a Fase). Em cima do cabeço das estacas eram colocadas as longarinas por intermédio de um entalhe (4a Fase), onde, de seguida se dava o apoio das travessas, procedendo-se à respectiva cravação das mesmas. Na última fase executava-se um massame que envolvia a grade em madeira, ficando a sua face superior a cerca de 0,5 metros abaixo da soleira de entrada dos edifícios, pronta a receber as paredes de alvenaria cuidadosamente trabalhadas. O conjunto de estacas relativamente curtas, proporcionava uma excelente consolidação do solo, uma vez que estas tinham uma elevada densidade de cravação.

A ESTRUTURA RESISTENTE

Todos os edifícios Pombalinos eram construídos em bloco, com a existência de um ou mais saguões centrais para recolha das águas pluviais. As paredes exteriores eram construídas em alvenaria de pedra rebocada e ligadas a uma estrutura interior de madeira em carvalho ou azinho, que lhes conferia maior rigidez. A ligação entre estes dois elementos era feita por intermédio de peças metálicas pregadas no gradeamento de madeira e chumbadas nas juntas da parede exterior. As peças de madeira que faziam parte dos gradeamentos são designadas por mãos e ficavam embebidas na parede de

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alvenaria. Estas paredes, em média, tinham uma espessura de 0,9metros no R/C, que diminuía com a elevação do edifício. Também existiam paredes meeiras perpendiculares às paredes exteriores, com cerca de 0.5 m de espessura, sem qualquer abertura, em alvenaria de pedra rebocada, desde o rés-do-chão até saírem acima dos telhados. Estas tinham não só a finalidade de dividir os edifícios, mas também de constituírem elementos corta-fogo.

Perspectiva de um piso formado por gaiolas pombalinas

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- Pormenores construtivos: (a) perspectiva em corte das construções Pombalinas: . A -paredes corta-fogo; B -fachadas em paredes de alvenaria de pedra grossas; C -sistema de estacas; D -arcos em pedra; E -abóbadas em pedra no primeiro piso; F -parede que dificultava a ascensão rápida dos fumos pelas escadas; G -as escadas eram sempre colocadas junto dos logradouros para facilitar a sua iluminação;

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- Imagem virtual do interior de um edifício

Toda a estrutura do r/c era construída em pedra. Para além das paredes exteriores existiam abóbadas de berço cuidadosamente trabalhadas em cantaria ou abóbadas de aresta executadas em alvenaria de tijoleira, mas apoiadas em paredes, arcos ou pilares em cantaria de pedra. Além deste sistema proporcionar maior ductilidade à estrutura na sua base, coexistia a função de elemento corta-fogo, caso deflagrasse algum incêndio nas lojas. A parte superior das abóbadas era preenchida com material de enchimento que restava dos escombros do terramoto, com a finalidade de tomar a sua superfície horizontal.

O NOVO SISTEMA ANTI-SÍSMICO
A partir do r/c existiam três tipos de paredes: as de alvenaria de pedra rebocada; as de frontal pombalino, também designadas por gaiolas (ver Figura), formadas por uma treliça de madeira preenchida com elementos cerâmicas e rebocada; e por último as paredes de tabique. A introdução das paredes em frontal pombalino pretendia conferir aos edifícios a capacidade resistente necessária para dissiparem toda a energia transmitida pelas acções horizontais, sem que sofressem estragos consideráveis na totalidade da sua estrutura. A invenção deste sistema de paredes resistentes não está historicamente comprovada, mas atribui-se a sua origem ao colaborador directo de Manuel da Maia, o engenheiro e arquitecto militar Carlos Mardel, que mandou construir, no Terreiro do Paço, um estrado de madeira onde se ergueu um edifício com o novo sistema construtivo, à escala real. De seguida ordenou que um destacamento militar marchasse descontroladamente em cima do estrado com a finalidade de simular a aceleração sísmica transmitida às estruturas, para verificar e comprovar, aos olhos de todos, a viabilidade do sistema.

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As gaiolas são dispostas segundo direcções ortogonais fazendo, juntamente com as paredes de tabique, a divisão dos compartimentos interiores. Além disso, conferem um travamento vertical que, conjuntamente com o respectivo travamento horizontal das estruturas de madeira dos pisos, proporcionam à estrutura maior rigidez. A ligação das estruturas de madeira dos pisos às paredes-mestras, era realizada por intermédio de elementos metálicos. As triangulações de madeira nas paredes em frontal pombalino são em forma de cruz de Stº André, que posteriormente seriam preenchidas com uma argamassa constituída por cal, pequenas pedras e elementos cerâmicos provenientes dos escombros. Por último as paredes eram rebocadas e estucadas em ambas as faces O Pombalino é de novo, tal como a arquitectura Chã, fruto da necessidade e do espírito de iniciativa de Portugal. Recebe este nome devido ao Marquês de Pombal, poderoso ministro de D.José, e o principal impulsionador da reconstrução e verdadeiro governante do reino, sem o qual não teria sido possível esta obra de tamanha envergadura. Também é fundamental a referência aos arquitectos Manuel da Maia e Carlos Mardel, verdadeiros autores das propostas apresentadas. É um tipo de arquitectura inteligente e muito bem concebida, por englobar o primeiro sistema anti-sísmico e o primeiro método de construção em grande escala préfabricado no mundo. Consiste numa estrutura em madeira flexível inserida nas paredes, pavimentos e coberturas, posteriormente coberta pelos materiais de construção pré-fabricados, que, como se dizia na época, "abana mas não cai". A baixa de Lisboa, área mais afectada, está construída em zona instável, e foi necessário reforçar toda a área. Recorreu-se a outro sistema anti-sísmico, composto por uma verdadeira floresta de estacas enterradas. Estas, como estão expostas à água salgada, não correm o perigo de apodrecer conservando a sua elasticidade natural. Protegia-se a cidade de modo revolucionário e, sem dúvida, pela primeira vez no mundo, a esta escala. O sistema pré-fabricado é completamente inovador para a época. O edifício é inteiramente fabricado fora da cidade, transportado em peças, e posteriormente montado no local. Pela primeira vez construiu-se uma cidade nestes termos. Apesar de as obras de reconstrução da cidade terem sido morosas, (arrastaram-se até ao século XIX), poucos anos depois, ainda em vida do rei, a população estava devidamente alojada e com condições inexistentes antes do terramoto. E estas estruturas ainda existem, nos dias de hoje.

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Há uns anos atrás, aquando do início das obras do metro, verificou-se estas verdadeiras galerias em madeira, e deu-se conta que o nível da água, tinha baixado. Isto faz com que todo aquele emaranhado de madeira, que serve de infra-estruturas a todos os edifícios construídos após o terramoto, tenham perdido a sua capacidade de resistência e algumas até já apodreceram. E porque isto acontece? Em 1755, o nível das águas do mar era mais elevado, e com o passar do tempo, foi recuando. Este facto passou despercebido aos arquitectos do reino, que apesar de serem visionários, não se deram conta da probabilidade do nível do mar baixar. A madeira, enquanto permanentemente submersa, conserva todas as suas propriedades mecânicas e físicas, mas basta haver uma oscilação no nível da água, que aos poucos vai perdendo essas propriedades. É o que está a acontecer em toda a baixa de Lisboa, e provavelmente, bastará um pequeno sismo, para que toda essa estrutura rua.

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Aplicação da estrutura numa casa de madeira

Derivados da Madeira
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Um dos derivados mais presentes na construção civil é sem dúvida, a cortiça. A cortiça é um material de origem vegetal, proveniente da casca dos sobreiros, com grande poder de isolamento. A primeira extracção da cortiça ocorre quando a árvore atinge 25 a 30 anos, essa extracção é feita nos meses de Junho a Agosto, quando as condições climatéricas são mais favoráveis. Essa cortiça tem uma espessura considerável, recebe o nome de virgem e distingue-se substancialmente da cortiça de reprodução extraída nos períodos seguintes: é designada por secundeira na segunda extracção e amadia nas extracções seguintes. A cortiça amadia é de maior qualidade, sendo por isso a mais valorizada, é a única que pode ser utilizada para o fabrico de rolhas, para que as qualidades do vinho não se alterem. A partir desta fase, a cortiça é extraída a cada 9 anos.

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A cortiça é uma matéria-prima nobre cuja utilização estende-se a variadas utilizações:

Revestimentos de solos

Isolamentos (térmicos e acústicos)

Componentes para o calçado, para a industria automovel o moveleira.

Portugal com uma vasta area de 730 mil hectares de sobral, situado nas planices alentejanas, é responsavel por mais de 50% da produção mundial de cortiça. Outros produtores são Espanha, Sul de França, Sul de Italia, mais recentemente Marrocos, Argelia, tunisia.

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A destruição das florestas

A violência dos incêndios nestes últimos anos tem destruído centenas de hectares de floresta. A ausência de uma política de ordenamento e gestão florestal, o desconhecimento real das áreas florestais, a ineficácia das medidas de prevenção e combate dos fogos florestais, o abandono de extensas áreas florestais, associadas a certas situações atmosféricas ou a acções negligentes e criminosas, são as causas deste elevado número de incêndios. Num pinhal pouco queimado, as agulhas que caem nos arbustos facilitam o caminho do fogo em direcção às copas, difíceis de dominar. Este tipo de incêndio danifica, inclusivamente, as camadas superficiais do solo, e queima os seus componentes orgânicos, acelerando o processo de erosão. Depois da destruição provocada pelos incêndios florestais resta a terra queimada e milhares de toneladas de madeira ardida que permanecem sem destino, agravando as pragas e deixando os produtores florestais sem qualquer rendimento. Os parques de madeira queimada, criados em 2003 depois dos grandes incêndios desse ano, não estão a funcionar e todas as árvores consumidas pelas chamas ficam ao abandono na floresta.

Em 2003, o Estado estabeleceu uma rede de parques de recepção de madeira queimada e preços de referência garantido para os salvados de madeira de pinho.

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Segundo os números da Associação das Empresas Florestais, os chamados parques de recepção de madeira queimada custaram 800 mil euros, mas "anos depois, e feitas as contas, sabe-se que entrou no circuito estabelecido apenas um por cento da madeira queimada de pinho".

De outra forma, "apenas se dificulta a reflorestação e favorece-se o aparecimento de zonas de mato que voltam a arder, porque as árvores quase nunca ardem na totalidade, já que a maioria dos fogos são rasteiros e não de copa". Apenas uma minoria da madeira consumida pelas chamas acaba recolhida no terreno, quase sempre por madeireiros que a compram "a muito baixo preço". Daí o “nosso” pinheiro ser tão usado para os mais diversos fins, é sem dúvida o mais barato do mercado.

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Introdução

              

Origem da Madeira Mas afinal, o que é a madeira? A madeira como material de construção Tipos de madeira Propriedades físicas da madeira Características físicas Propriedades mecânicas da madeira Processo de impregnação em auto claves Madeira transformada Madeiras laminadas Diversificação Casa de Madeira O novo sistema anti-sísmico Derivados da madeira A destruição das florestas

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