CONCEITO DE MICROECONOMIA O estudo da microeconomia (ou teoria dos preços) abrange as inter-relações dos agentes econômicos: produtor (vendedor

), consumidor (comprador) e mecanismo de mercado e seu funcionamento, como segue:  Formação de preços no mercado;  Interação entre produtor (vendedor) e consumidor (comprador);  Determinação da quantidade de um produto em determinado mercado;  O funcionamento da oferta e da demanda;  Os custos incorridos e as oportunidades sacrificadas;  As estruturas de mercado; Assim, enquanto a Macroeconomia enfoca o comportamento da Economia como um todo, considerando variáveis globais como consumo agregado, renda nacional e investimentos globais, a análise microeconômica preocupa-se com a formação de preços de bens e serviços (por exemplo, soja, automóveis) e de fatores de produção (salários, aluguéis, lucros) em mercados específicos.A conceituação de empresa, entretanto, possui duas visões: a econômica e a jurídica. Do ponto de vista econômico, empresa ou estabelecimento comercial é a combinação realizada pelo empresário dos fatores de produção: capital, trabalho, terra e tecnologia, de tal modo organizados para se obter o maior volume possível de produção ou de serviços ao menor custo. Observação: Não deve ser confundida com a economia de empresas. PRESSUPOSTOS BÁSICOS DA ANÁLISE MICROECONOMICA A hipótese coeteris paribus:É uma expressão latina que quer dizer que: “tudo o mais constante”, que faz lembrar que todas as demais variáveis, salvo as que estão em observação (análise), são consideradas constantes.Permite por exemplo: que o preço de um serviço se modifique, considerando que os homens que trabalham na execução da tarefa, o tempo de trabalho, e a quantidade do serviço executado permaneçam inalterados (constantes). Exemplo: Para efetuar a descarga de um navio, foram contratados 10 estivadores, que num período de tempo de trabalho de 8 horas descarregaram 800 sacos, ao preço unitário de R$1,00, o que resultou num valor total de R$800,00. Qual seria o valor total se o preço unitário passasse para R$1,20 ?

hipótese. Agora. é possível constatar que. Pela 2ª. o princípio de “coeteris paribus” permite comparar situações iguais (ou semelhantes). são mais relevantes os preços relativos (comparativos com outros) do que os preços absolutos (isolados) das mercadorias. por ser um item em análise tem o seu valor alterado. e o da soda igualmente cai 10%. Hipótese Variáveis (1) Quantidade 10 10 Constantes Tempo trabalho (2) horas 8 8 de Descarga de sacos (3) Quantidade 800 800 Preço unidade (4) R$/ Saco 1. tudo o mais permanecendo constante. Figura: – Princípio de “coeteris paribus” Estivadores Discriminação 1ª. quando comparado com o do guaraná. estabelecendo um novo valor total resultante.00 Resultados Princípio de “coeteris paribus” Havendo uma variável em análise. isso inviabilizaria totalmente a efetuação de uma comparação válida com os resultados da 1ª. se o preço do guaraná cai 10%. enquanto que o item (4). enquanto as demais permanecem constantes.2) os itens (1). desde que nessa constatação se leve em consideração apenas uma variável em análise.20 Em análise por Valor total (5) R$ 800. Hipótese: (respondendo a interrogação do presente exemplo). Por meio de uma simples observação.00 1. as demais permanecem como estão (constantes). enquanto o item (4) é um item em análise. Hipótese 2ª. (2) e (3) permanecem constantes. Por exemplo. (2) e (3) são variáveis constantes. seu preço relativo aumentou. permanecendo inalterado o preço da soda. se cai apenas o preço do guaraná. deve-se esperar um aumento na quantidade procurada de guaraná. e uma queda na soda. Hipótse: (figura 2. (2) e (3) não permaneçam constantes. nada deve acontecer com a demanda (procura) dos dois bens (supondo que as demais variáveis permaneceram constantes). os itens (1).00 960. . Embora não tenha havido alteração no preço absoluto da soda. Destarte. se na 2ª. hipótese os itens constantes na coluna (1). Preços relativos Na análise microeconômica.Observação: Pela 1ª.

pois o empresário (marginalista).  Estabelecer a previsão de custos de produção.  Escolher a melhor política de propaganda e publicidade.Objetivos da empresa Embora existam outras abordagens para os objetivos da empresa. Com menor enfoque  Receita média.  Produtividade marginal. pode contribuir para:  Avaliação de projetos de investimentos públicos.  Custo marginal.  Fixação de preços mínimos na agricultura. enfatizando: Com maior enfoque  Receita marginal.  Efetuar a escolha da melhor alternativa de produção.  Controle de preços.A grande questão da Microeconomia é o princípio da racionalidade.  Custo médio. Para as empresas.  Avaliar a elaboração de projetos de investimentos.  Política de subsídios.  Efeitos de impostos sobre mercados específicos. .  Não é um manual de técnicas para a tomada de decisões do dia-a-dia. sempre busca a maximização do lucro total.  Analisar a diferenciação dos mercados.  Elaborar a previsão de demanda e faturamento.  Produtividade média.  Definir a localização da empresa em relação aos fatores de produção e da demanda. Em relação à política econômica. o estudo da microeconômica. mas uma ferramenta útil para estabelecer políticas e estratégias econômicas. Análise da Microeconônmica A análise microeconômica:  Preocupa-se em explicar como se determina o preço dos bens e serviços. permite:  Avaliar a política de preços das empresas. a teoria tradicional ou marginalista. é a mais usada porque compõe a teoria microeconômica propriamente dita.

etc. etc.000 quilos vendidos.). outros preferirão produzir outra mercadoria que esteja com preço de venda mais atrativo.  Políticas de preços públicos (petróleo. .000 unidades. a demanda pelo produto é menor.00 (veja gráfico).  Política de tarifas públicas (água. DEMANDA DE MERCADO O gráfico abaixo representa o comportamento da demanda em relação a um produto genérico.000 quilos vendidos.000 unidades.00 haverá 15. luz e outras). muitos produtores deixarão de ofertar a mercadoria. ocasionando uma queda na quantidade ofertada. Mas.  Leis antitruste (controle de lucros de monopólios e oligopólios.00. pois mais consumidores estarão dispostos a adquirir o produto àquele nível de preço. Se o preço está em um nível mais baixo. se o nível de preço cair para R$50. Se o preço estiver muito baixo. No gráfico. ao preço de R$10. a demanda pelo produto será maior . alguns produtores terão o seu custo de produção acima deste preço e se torna inviável continuar produzindo. Se o preço estiver em R$100. Nota-se no gráfico que ao preço de R$5. aço. os produtores tendem a ofertar uma quantidade maior do produto. a quantidade colocada no mercado será de 15. uma boa parte dos consumidores não está disposta a adquirir o produto a este nível de preço. Política salarial. OFERTA DE MERCADO Neste gráfico podemos observar o comportamento da oferta em relação a um produto genérico. Quando o preço está em um nível elevado. Com o nível de preço elevado.00 teremos somente 8. e a este preço teremos uma oferta de 8. ou seja. Isto pode ocorrer por vários motivos.

neste ponto.00 o quilo. o nível de preço não está nem muito alto nem muito baixo. Agora se o preço ficar em R$5. satisfazendo tanto a consumidores quanto a produtores. Inversamente. o preço é considerado muito alto.EQUILÍBRIO DE MERCADO O gráfico abaixo representa o equilíbrio de mercado. Citando novamente o exemplo da carne bovina. será um bom negócio para o produtor.00 o quilo. Nesta situação há uma "harmonia" entre oferta e demanda. Teoricamente.00 o quilo. mas muito ruim para o consumidor. é ótimo para o consumidor mas ruim para o produtor. . se o quilo do "coxão mole" estiver em R$10. se o preço cair para R$3. teoricamente seria melhor para os dois lados.

Nova Cultural. Walter J. 4.Ed. Campus. Makron. WESSELS. . Tomaz de Aquino – Os Pensadores – São Paulo. & SCHENINI. Francisco – Introdução à Economia – São Paulo.. São Paulo. Ed. 6 . Manuel E. Ed. 1997. São Paulo. S.E alguns trechos aproveitados da internet . – Fundamentos de Economia – 2ª. SENAC. Roberto L. Marco A. 3. 2005. 2001. de (Coordenador) – Introdução à Economia – 2ª. TROSTER. 7. MANKIW. MATESCO.Gregory – Introdução à Economia – 2ª. 2005. Atlas. SOUZA. 2002.BIBLIOGRAFIA 1. 1996. Saraiva. 5. São Paulo. 5. Paulo H. 2002. Virene R. Nali de J. de e GARCIA. 2. & MOCHÓN. – Microeconomia – Teoria e Aplicações – Sção Paulo. – Economia para não-economistas – Rio de Janeiro. N. VASCONCELOS. Saraiva.

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