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Aplicação de Gerador Síncrono

Aplicação de Gerador Síncrono

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1.1

´ MAQUINA S´ INCRONA
´ ASPECTOS CONSTRUTIVOS DE MAQUINAS S´ INCRONAS

A Figura 1.1 mostra o rotor de um gerador pronto para ser inserido no ”po¸o”do c estator. Na Figura 1.2 o rotor ´ conduzido para ser fixado ao eixo, tendo-se o estator e como o elemento fixo, com as bobinas da armadura, nas quais ocorrer´ a indu¸˜o de a ca tens˜o. Observe-se que tanto na Figura 1.1 quanto na Figura 1.2 um dos retˆngulos a a na roda indica a presen¸a de um p´lo da m´quina. O detalhamento do circuito para c o a concep¸˜o de um p´lo no rotor ´ melhor visto na Figura 1.3. Esses circuitos, em cada ca o e cada p´lo, s˜o fixados ` roda do gerador. A Figura 1.4 ilustra como ´ este dispositivo o a a e no rotor.

Figura 1.1: Rotor de um gerador - usina hidrel´trica de Tucuru´ e ı

A Figura 1.5 mostra ao fundo a pe¸a que faz parte do rotor que ´ conhecida como c e aranha. A figura 1.6 mostra o rotor de uma turbina Francis para acionamento do gerador. A figura 1.7 ilustra os detalhes do eixo proveniente da turbina. Na parte inferior do eixo podem ser observados os servomotores para regula¸˜o de velocidade da turbina. ca A parte supeior do eixo ´ que dever´ ser acoplada ao eixo do rotor do gerador. e a As Figuras 1.8 e 1.9 ilustram detalhes dos circuitos da armadura do gerador. Na Figura 1

Evidentemente. A Figura 1. incluindo aspectos construtivos das ranhuras. o n´ cleo estat´rico ´ mostrado u o e com mais detalhes. As Figuras 1. onde s˜o inseridos a as bobinas de campo f. de dois p´los. Na Figura 1.13 ilustra a disposi¸˜o das bobinas de campo e no estator.10 e 1. p´los e eixo. ca A Figura 1. Os eixos d e q s˜o a representativos do rotor e por isso giram eletricamente ` mesma velocidade angular a el´trica do rotor. o As figura 1. observe-se o local para acoplamento do eixo do rotor do gerador. aranha. o a A Figura 1. ao centro. Na figura. amortecedores.Figura 1. an´is c e coletores. e a o a o c-c’. Na descri¸˜o que ser´ abordada neste trabalho.8. e enrolamentos amortecedores de eixo d e q. s˜o consideradas inicialmente trˆs bobica a a e 2 . A abordagem que ser´ apresentada aplica-se tamb´m a o o a e m´quinas de p´los lisos.15 mostra o diagrama esquem´tico de uma m´quina s´ a a ıncrona trif´sica de a p´los salientes. denominada aqui ωr . s˜o apresentados as bobinas estat´ricas a-a’. O eixo da fase a no estator ´ tomado como e e referˆncia angular. Note-se a presen¸a dos enrolamentos de campo. os seus eixos (eixos de fase) e os eixos direto d e quadratura q.11 mostram detalhes do estator.12 ilustra como est˜o dispostos os v´rios componentes do rotor na denomia a nada roda polar. os dois outros eixos das bobinas estat´ricas est˜o e o a defasados entre si de 120o.14 apresenta as tens˜es trif´sicas resultantes no estator.2: Rotor conduzido para fiza¸˜o ao eixo da turbina ca 1. vistos de cima para baixo.10. b-b’.

o a a As correntes de armadura nas fases a. k refere-se a enrolamento amortecedor. o ˆngulo mecˆnico a a e a o a a p θr est´ relacionado com o ˆngulo el´trico θe por meio da express˜o θe = 2 θm . e a de modo que. a e e Na nota¸˜o adotada aqui. No entanto. b e c (tens˜o fase-neutro) s˜o ea . No caso da m´quina ser de p p´los.3: Detalhes de um p´lo no circuito do rotor do gerador o nas no rotor. a O ˆngulo θ. Mas.16 mostra os circuitos referentes `s bobinas existentes no rotor e no estator. A rela¸˜o a a e a ca entre ˆngulo e velocidade angular el´trica do rotor ´ dada por θe = ωr t. b e c s˜o ia . As tens˜es nas fases a.Figura 1. A tens˜o de a a campo ´ ef d . Os enrolamentos amortecedores s˜o curto-circuitados em seus terminais. ikd e ikq . no enrolamento co a de eixo d e no enrolamento de eixo q s˜o. respectivamente. f a enrolamento de ca campo. if d . como na Figura 1. respectivamente. a Vamos relacionar a grandeza fluxo enla¸ando uma bobina e a corrente que flui por ela.15 representa o ˆngulo pelo qual o eixo d est´ avan¸ado a a a c em rela¸˜o ao eixo da fase a do estator. eb e ec . A figura 1. respectivamente. ib e ic . Como a m´quina tem dois p´los esse ´ tanto o ca a o e ˆngulo mecˆnico quanto el´trico. As correntes nos enrolamentos de campo. c 3 . em regime e transit´rio tais enrolamentos desempenham papel importante no amortecimento de o oscila¸˜es eletromecˆnicas. outras bobinas poderiam ser inseridas. em regime permanente a corrente por eles ´ nula. respectivamente.

18 ilustra essa situa¸˜o. pois s˜o por meio delas que s˜o obtidas as equa¸˜es a a a co do gerador. a considerando acoplamento magn´tico entre elas. A abordagem considerada para uma bobina ser´ estendida agora para duas bobinas. l indica dispers˜o a a a e m circula¸˜o pelo caminho magn´tico.Figura 1. Inicialmente.2 ´ ´ GRANDEZAS DA MAQUINA S´ INCRONA TRIFASICA Utilizar-se-´ o circuito da m´quina s´ a a ıncrona indicado na Figura 1. para dedu¸˜o das equa¸˜es relacionando tens˜es. As tens˜es nas duas bobinas s˜o calculadas ca e o a como: 1. 4 . A Figura 1. tanto no estator quanto no rotor. e ca A nota¸˜o com ´ ca ındice 1 indica enrolamento prim´rio e 2 secund´rio.16 e cujas indutˆncias a s˜o apresentadas na Tabela ??. cora ca co o rentes e enlaces de fluxo. considere uma bobina enla¸ando um n´ cleo magn´tico.17. como c u e mostrado na Figura 1.4: Detalhes da roda do rotor do gerador Essas grandezas s˜o importantes.

5: Detalhes da aranha do rotor do gerador Na transforma¸˜o de Parq.Figura 1. a e 5 . Assim. a tens˜o induzida eq no eixo q ´ induzida pelos a e fluxos no eixo d . Ou seja. Neste trabalho. surgem dois eixos fict´ ca ıcios d e q.19. assumindo que a c ca tens˜o de transforma¸˜o seja desprez´ a ca ıvel. assumese que o eixo q esteja avan¸ado de 900 em rela¸˜o ao eixo d. Considera-se que o eixo da fase a ´ a referˆncia angular e que o eixo d e e est´ posicionado a θ dessa referˆncia angular. Um diagrama fasorial envolvendo enla¸es de fluxo e as repectivas tens˜es induzidas ´ mostrado na c o e Figura 1. surgem os termos eqw = ωr Ψd e edw =-ωr Ψq .

7: Detalhes do eixo da turbina que ´ acoplado ao rotor e 6 .6: Rotor de uma turbina Francis Figura 1.Figura 1.

Figura 1.9: Detalhes das bobinas no circuito de armadura do gerador 7 .8: Detalhes da armadura do gerador Figura 1.

11: Detalhes das ranhuras do n´cleo da armadura do gerador u 8 .10: Detalhes do n´cleo da armadura do gerador ao fundo u Figura 1.Figura 1.

12: Detalhes da roda polar do rotor do gerador Figura 1.13: Disposi¸˜o das bobinas na representa¸˜o dos circuitos de campo e de estator ca ca 9 .Figura 1.

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