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MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
TEORIA

PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO

PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO

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Sumário
CAPÍTULO 1 ..................................................................................................................................................................... 11 1. MATERIAIS................................................................................................................................................................... 11 2. PROPRIEDADES........................................................................................................................................................ 12 2.3. Propriedades térmicas: ........................................................................................................................................ 14 2.4. Propriedades elétricas: ........................................................................................................................................ 14 2.5.Propriedades químicas:......................................................................................................................................... 14 CAPÍTULO 2 ..................................................................................................................................................................... 15 ROCHAS ........................................................................................................................................................................... 15 1.1DEFINIÇÃO.............................................................................................................................................................. 15 1.2UTILIZAÇÃO ............................................................................................................................................................ 15 1.3HISTÓRICO.............................................................................................................................................................. 15 1.4 APLICAÇÃO ............................................................................................................................................................ 16 1.5 CLASSIFICAÇÕES DAS ROCHAS .............................................................................................................................. 16 1.5.1 - Classificação Geológica: De acordo com a formação da rocha. .................................................................. 16 1.5.2 - Classificação Tecnológica: Baseado no mineral simples predominante na constituição das rochas e determinante das suas características. ................................................................................................................... 16 1.5.3 - Classificação Combinada: Considera-se as duas classificações anteriores e a aplicação na Engenharia. As rochas são classificadas em: ................................................................................................................................... 17 1.6 CARACTERÍSTICAS DE ROCHAS EMPREGADAS NA CONSTRUÇÃO CIVIL ............................................................... 17 1.6.1 – Granito ........................................................................................................................................................ 17 1.6.2 – Calcários ...................................................................................................................................................... 18 1.6.3 - Basalto.......................................................................................................................................................... 18 1.6.4 - Mármores..................................................................................................................................................... 19 1.7 MINERAIS PRESENTES NAS PEDRAS DE CONSTRUÇÃO ......................................................................................... 19 1.7.1 - Quartzo ........................................................................................................................................................ 19 1.7.2 – Aluminossilicatos......................................................................................................................................... 19 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO

3 1.7.3 - Silicatos de Ferro Magnésio ......................................................................................................................... 20 1.7.4 - Carbonatos e Sulfatos .................................................................................................................................. 20 1.8 PROPRIEDADES DAS PEDRAS ................................................................................................................................ 20 1.9. ESTUDOS TECNOLÓGICOS .................................................................................................................................... 23 1.9.1 - Características Físicas................................................................................................................................... 23 1.9.1.1 - Massa Específica: É a relação entre massa e volume. .............................................................................. 23 1.9.2 - Características Mecânicas ............................................................................................................................ 25 1.10 CLASSIFICAÇÃO QUANTO ÀS DIMENSÕES ...................................................................................................... 26 1.11 ALTERABILIDADE DA PEDRA ............................................................................................................................ 26 1.11.1 – Efeitos Físicos: ........................................................................................................................................... 27 1.11.2 – Efeitos Químicos........................................................................................................................................ 27 1.12 EXPLORAÇÃO DE PEDREIRAS .............................................................................................................................. 29 1.12.1 - Definição de Pedreira................................................................................................................................. 29 1.12.2 - Critérios para escolha de uma Pedreira..................................................................................................... 29 1.12.3 - Exploração de Pedreira .............................................................................................................................. 29 1.13 POTENCIAL MINERAL BRASILEIRO ...................................................................................................................... 30 1.13.1 - Setor Mineral Catarinense ......................................................................................................................... 30 1.13.2 - Brita e Areia em Santa Catarina ................................................................................................................. 31 1.13.3 - Pedras usadas na Região (Florianópolis) ................................................................................................... 32 1.14 PARTE PRÁTICA ................................................................................................................................................... 33 CAPÍTULO 3 ..................................................................................................................................................................... 37 AGREGADOS .................................................................................................................................................................... 37 2.1 DEFINIÇÃO............................................................................................................................................................. 37 2.2 APLICAÇÕES........................................................................................................................................................... 37 2.3 CLASSIFICAÇÃO ..................................................................................................................................................... 37 2.3.1 Segundo a Origem .......................................................................................................................................... 37 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO

...Agregados Graúdos .....................................2 Tipos de Peneiras ......... 53 2...................2 Agregado Artificial...6.............................Composição de Agregados Miúdos ....................... 45 2.........2 Massa Específica Absoluta: ........... 48 2................................................................................................................... 38 2........................5.......................................................5.......................................................1 Massa Específica Aparente: .......................................... 51 2.......................................................................................................................................................................................... 48 2.............................................................................4 Análise granulométrica de uma mescla ......Los Angeles................................................................... 39 2........5...............1.............................................................................................. 39 2..Agregados Miúdos . 43 2....................................................................... 45 2................. 45 2.... 43 2.....5.............................................1....................5.............................................. 45 2.......................................3........7 GRANULOMETRIA (COMPOSIÇÃO GRANULOMÉTRICA DO AGREGADO) ...............1 Limites Granulométricos do Agregado para Utilização em Concreto........4 2...................4 Umidade: ...................................................7.............5 Inchamento: ................................................................................3 Segundo à Massa Específica Aparente..............................................................................5 OBTENÇÃO DOS AGREGADOS .............................................CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.............1..........................................................................5 ÍNDICE DE QUALIDADE .. 46 2....3 Resistência à Abrasão ............................... 39 2..................................5............... 51 2...................................................... 45 2..................................................................2.....................................................2........................4 Substâncias Nocivas ...................................... 43 2...............2 Segundo o Tamanho dos Grãos ........................... 53 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.....4 TIPOS DE AGREGADOS ................................3................................. 47 2.......................................................................................................................................................6.............................5..........3 Massa Unitária: ............................8 PARTE PRÁTICA .................................................................7.........6................................................................................ 43 2...............1 Resistência à Compressão ............................... 44 2......1 Agregado Natural ... 38 2................................1.....................................2...........................................................................................................1....................................................................................................................7..6 CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DOS AGREGADOS .......................................................................................................6..................................... 40 2.............1 Tipos de Britadores ...........7.........................................................3.....................7........................................... 42 2........................................................................6................2 Resistência à Tração ............. 38 2..................................................................................................................5.........CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO ..................................................................

................................................. 68 3...............5.................................................................................................................. 67 3.............................................................................................................................................................. 71 3........................................................................................... 67 3...7 AGLOMERANTES HIDRÁULICOS ..........................................7................................................. 76 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG......................................5 CLASSIFICAÇÃO ..........................4 ..................................................................6........................................ 54 2..Composição granulométrica (NBR 7217/1987) ............ 73 3......1 DEFINIÇÃO........................ 55 2............4.. 71 3......................Cal Metalúrgica .......................................................................................................... 58 2..................................................................................................................Quimicamente Ativos......4 ATIVIDADE QUÍMICA .........................CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO ..............................................8.....................................Cal Hidráulica ............................................................................................................Características Físicas: .................... 74 3.....................Determinação da umidade ......................................................................................4......................................... 67 3................................................................................... 67 AGLOMERANTES ......................................................................................................................... 67 3.......2 EMPREGO ........................................ 73 3.......Cimento de Pega Rápida ..........................................................................................................................................................................2 – Cimento Sorel ........................................................................1 ...................................................................................................................................................1 – Gesso ...............................................................................6........................................................................ 67 3................................................................................................................. 62 ANEXO ...............................6 AGLOMERANTES AÉREOS.4........8........................................................................................................................................................ 8............................................ 68 3........................................ 67 3............................. 74 3...................................1 ......................................................................................................7..........................................2 ............................................................................6.....Inchamento das areias ............5 2....................................................... 65 CAPÍTULO 4 .......................3 MATÉRIA-PRIMA .....2 .............................................7.........................................................................................................Quimicamente Inertes ...............................................................................8...................7........................................................................ 53 2............................... 68 3.............................. 67 3................................CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG....8..3 ...........Impurezas....3 – Cal Aérea ..................................8.............................................................. 64 FOLHA DE SERVIÇO .........1 – Amostragem (NBR 7216):.................................Cal Pozolânica ....................................................................... 61 2....................3.............6.......................................2 ..........................................

............................................................................................................................... 94 4................... 90 4....................................................2 ...................................................1 ..... 93 4. 80 Determinação da composição potencial ou teórica dos compostos do cimento:.......... 83 CAPÍTULO 5 .................................................................5...........................7...........................1 ................2 .............................................4............................ 93 4........Argamassas de gesso: .....................................................Argamassas de cal aérea: .....5 ARGAMASSAS AÉREAS .................................. 92 4.................................................................................5.........................................1 ............................................................CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG....3 PROPRIEDADES DAS ARGAMASSAS ......................................................................Argamassas mistas de cal e cimento: .............................................................Classificação quanto ao tipo de aglomerante:........................................................................................... 89 4.... 93 4................................................................................ 97 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.......................................................................................................................................... 92 4...................................2 ............................................................CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO ................ 89 4............................................................................................................................1 ................................4...5 ........................4 .............................2 APLICAÇÃO ..................... 79 Propriedades dos compostos do cimento: ..........................................Classificação quanto ao emprego: .............................................................................................................................................................................3.........................................................3 – Classificação quanto à dosagem: ..............................................................................................7 PATOLOGIAS RELACIONADAS ÀS ARGAMASSAS............................................................................. 76 3.........................Classificação quanto à consistência: .. 81 Tipo de cimento Portland: .......................................7....................................................................................................... 92 4...................................2 ........................................ 90 4.......................................8 ..........6 ARGAMASSAS HIDRÁULICAS .......................................................Argamassa de cimento:............................................................................................................4......................................................................................................................... 93 4.......................3.......1 DEFINIÇÃO............................6.........4 CLASSIFICAÇÃO DAS ARGAMASSAS ................ 91 4......................................................................................................................Estado Endurecido: .............6................................................................................................. 92 4................ 77 Composição Química do Cimento:...Estado Fresco: ...............................................................................6 3......................................... 95 Descolamento e esfarelamento ............. 93 4.......... 89 4.........Cimento Portland .............................................................................................................................. 89 ARGAMASSAS....................................................................................... 93 4....Cimento Natural...........................4................

.....2 – Medidas da Trabalhabilidade: .................. 107 a) Ensaios de consistência pelo abatimento do tronco de cone (NBR 7223/82):............................CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .................................................................................................................................................................... 103 5.................................................................... 103 5..................Quanto ao processo de adensamento: ...............1 ....................................Cor dos materiais......................................................Trabalhabilidade: ................................................. 109 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG............ 102 CAPÍTULO 5 ....8 ...................................................................................................................................... 103 5.................................................7 Vesículas:........................ 106 5.................4.............4 ........................Quanto ao processo de dosagem: ........ Mofo e Limo: ..........2 TIPOS ..................... 107 b) Ensaio de remoldagem de Powers: ....................................................... 106 5....................................................... 98 Manchas: ..........................................................................................................................................................................5 .......................... 105 5..................................1 .Quanto ao seu destino: ........................................................................................................................3....................................4 PROPRIEDADES DO CONCRETO FRESCO ....... 99 .........3...................................................................................................................................................................Quanto à consistência:............................................................. 99 Eflorescência: ...................................................................................................................................................................................................................................................................3............................................ 106 5....................................Quanto ao tipo de agregados: .....................................CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.................................................................... 103 CONCRETOS .......................................................... 107 5..............4................. transporte e lançamento:....................................................................................................................................................... 106 5..................................................................................................Quanto às propriedades dos aglomerantes: ..........................................................Quanto à textura:.....................................................................................3.......................3 CLASSIFICAÇÃO ......................... 107 5................................3....................................................................................................................................................2 ................................. 109 d) Mesa de espalhamento: ..................... 105 5....................... ......................................................................................3....................................6 ................................................................................................................ 108 c) Ensaio Vebê: .....................................Quanto ao processo de mistura............... 106 5...................................1 DEFINIÇÃO..................3 .................................................3................................................3................ 106 5.................................................. 99 Estalactites ....................... 102 Bolor......................... 106 5.............................................................................................7 ........................................................................

..............2 .............................................................Exsudação: ............... 110 f) Ensaios de penetração: . 111 5......................................................................................4 PROPRIEDADES DO CONCRETO ENDURECIDO ...............................................2...................Permeabilidade e absorção: .............................................4................................................................. 137 CAPÍTULO 7 ................4....................6...................................................6 DOSAGEM DO CONCRETO ....Massa Específica: Massa da unidade de volume............................2 .................................................. 138 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.....2 ORIGEM E PRODUÇÃO DAS MADEIRAS ...........................................2 ....................................................... 135 5.........Resistência aos esforços mecânicos: O concreto é um material que resiste bem aos...................................................................................................................8 PRODUÇÃO DO CONCRETO.............. 134 5........................................................... 111 5.........3 ........... Varia principalmente com tipo de agregado utilizado................................................... 134 5................................................................3 ........................................................................2.......... 115 5................7..........1 .........................................................................................................................................................................................................CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO ..........................................4.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.........Resistência à tração: ..........4 ................................................................Método da ABCP/ACI .................................................. incluindo os vazios...........1 – Classificação das Árvores: .............................................................................................................Método do IPT/EPUSP ............................................................................2............................................2.............Procedimento e plano de amostragem: .. 130 5.................. 138 6................................. Valores usuais:..........Responsabilidade pela composição e propriedades do concreto: .............................................................Dosagem Empírica: ........... 116 5.............1 INTRODUÇÃO ..............................................................................Dosagem Experimental .................................................................................................................................. 138 MADEIRAS ............................1 ......6.................................Deformações: .9 PATOLOGIA DO CONCRETO .....................7 CONTROLE DE QUALIDADE DO CONCRETO ................................... 114 5...................................................................... 112 5........... 138 6........................4............................................. 111 5.... 117 5..............................2 ........................................................................................................................7................................8 e) Caixa de Walz: .............................4.... 116 5..................... 138 6....................1 .................. 111 5................2 ......................................................4........................................................ 136 5..............................................................................................................5 ANÁLISE ESTATÍSTICA DA RESISTÊNCIA DO CONCRETO: ................................6..... 117 5....................1 .................................................. 126 5.... 125 5...............6...........................................................................................................

.....2) Principiais processos de preservação: ............................................................................5... 141 6......................................2.............................8...........................................................................6 DEFEITOS ............................................. ..3 Estrutura fibrosa do lenho: Para sua sustentação........................................................................................................................CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG........................................................................................................................................................... 144 6............... furadores marinhos.....................................................................3) Desdobro (ou desdobramento): ............................................................... 147 6... 144 6..................... 141 6............6................... 145 6....................................................................6..........................................8..................................................................................................................... 142 6............. condução de sucos vitais e ............ insetos xilófagos... 150 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.........................................................3..................................................................5 PRODUÇÃO DA MADEIRA ..........2 Hemicelusose: ........................... ..............................................5.................................................... 142 6...................................CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .......7 SECAGEM .........................................................1) Deterioração: ........................................4) Aparelhamento das peças: .......................................... 144 6........... 142 6.......................6...........................................................................................8..... .4 IDENTIFICAÇÃO BOTÂNICA .......................................................................2) Toragem e Falquejamento: ............... 140 6.............6....................3) Defeitos de Produção→Desdobro e aparelhamento das peças....................................................................2 – Fisiologia (Partes componentes) e Crescimento das Árvores: ..........................................3 Lignina: ................... Devidos a retratilidade da madeira durante os processos de secagem natural ou artificial.......................................3........................ 148 6.................................................................1) Corte .................2... 148 6....................................................................... 145 6...........9 6....................3.................................................. 146 6............ 146 6....8 PRESERVAÇÃO ........1) Defeitos de Crescimento→Alterações no crescimento e estrutura fibrosa.................................. 149 6........................................................... fungos e destruidores...................................................5..............................................9 PROPRIEDADES FÍSICAS DAS MADEIRAS E ENSAIOS FÍSICOS ..........................Mofos e manchas (azulamento)................................... 147 6.............................................. 147 6.. 147 6.................5............ 146 6..............................................2) Defeitos de Secagem→Secagem mal conduzida.............................................. 141 armazenamento de reservas nutritivas..........3 COMPOSIÇÃO QUÍMICA DA MADEIRA..............1 Celulose (C6H10O5)n: ........................................................... 143 6...........3) Principais produtos de preservação: .......................................4) Defeitos de Alteração→Agentes de deterioração ..................... ...............................................................................................

........... 155 CERÂMICAS: ......5) FABRICAÇÃO DA CERÂMICA: ....................................................1...................................................................1..... 164 7..........................10 6...................10 PROPRIEDADES MECÂNICAS E ENSAIOS MECÂNICOS ................................11........................................................................................PROPRIEDADES FÍSICAS E ENSAIOS FÍSICOS................................................ 174 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG................................1..........................................................................1.................................................. 155 7................... 153 6..............4) CLASSIFICAÇÃO DOS MATERIAIS CERÂMICOS USADOS NA CONSTRUÇÃO: .....................................................................11 MADEIRAS TRANSFORMADAS .......................................................................................... 161 7..................................................................................................................2) AS ARGILAS: ....................... 153 6..............................................................................................1) Madeiras laminadas ........1 ............................................................................................................................................................ 171 Bibliografia .............................................................................................................................1......................................................................... 153 6....... 153 6.............................3) Madeiras aglomeradas ...11...........................1....................................................................................................................................9............. 161 7.............................................................6) MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO DE CERÂMICA:.................................................. 156 7.....7) REVESTIMENTOS CERÂMICOS: ...............................CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO ..................................... 156 7.......................11................................................................4) Madeiras reconstituídas ...... 152 6......2) Madeiras laminadas compensadas ou contreplacados de madeira.........................................................................................11................................................................ 153 CAPÍTULO 8 .................................... 156 7...............................1) DEFINIÇÕES: .............................................................................................. 150 6...1 MATERIAIS CERÂMICOS .......................................... 155 MATERIAIS CERÂMICOS .....................................CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG......

etc). resfriamento.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . isto é. Os produtos são feitos de materiais que conseguem atender não só. no momento da fabricação. torção. tração... O domínio e o conhecimento das propriedades dos materiais são importantes para a indústria em geral (metalmecânica.. Os materiais estão agrupados em duas famílias: -Materiais metálicos . Essa propriedade térmica e elétrica. resistentes. civil. Inúmeros fatores podem ser citados uns mais gerais outros mais restritos ao emprego dado para o material. Quando escolhemos ou podemos dizer especificamos um material levamos em consideração vários fatores. Na simples verificação e comparação dos materiais da tabela podemos tirar conclusões sobre as propriedades dos materiais.... as exigências de mercado. Comparando agora os não metálicos verificamos que na sua maioria são maus condutores de calor e de eletricidade. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.. leves. Essa separação em grupos está diretamente relacionada às propriedades desses materiais.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. corte. dobramento. podem ser deformados sem se quebrarem e são bons condutores de calor e de eletricidade. Por exemplo: os materiais metálicos apresentam plasticidade. (é a estrutura geral do átomo que diferencia um material do outro). baratos. lixamento.. esta ligada à mobilidade dos elétrons dos átomos de sua estrutura. MATERIAIS Os materiais são constituídos de átomos. metal ou ar. -Materiais não-metálicos . A especificação de um determinado material só pode ser feita quando se pode prever o que vai acontecer quanto solicitado por fatores do cotidiano de trabalho do material (que podem ser: aquecimento. práticos. elétrica.11 CAPÍTULO 1 1. e são estes que determinam se o material é um plástico. etc. química. mas também às exigências técnicas de adequação ao uso e ao processo de fabricação. por exemplo: serem bonitos. madeira. etc). Como também a possibilidade da alteração das propriedades originais de um material muitas vezes é desejada até visando facilitar o trabalho com o material. por exemplo.naturais e sintéticos. duráveis. devem ser previstos quando especificamos o material. O comportamento em relação ao processo de fabricação e do modo como à peça será usada.ferrosos e não-ferrosos. estas propriedades se referem ao comportamento do material em diversas situações e em níveis de solicitação do normal ao critico.

fragilidade. Propriedades mecânicas: Conjunto de propriedades de grande importância na indústria mecânica. -Propriedades químicas. pensamos se as propriedades do mesmo suportam as solicitações do trabalho a que devem ser aplicado. como a tração e a compressão. Exemplo: cabo de aço. condução do calor. resistência. 2. 2. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.12 2. elasticidade. impermeabilidade. PROPRIEDADES Quando pensamos em utilizar um material pensamos em: dureza.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. estas podem ser: . etc.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . O que é avaliado é a capacidade que o material tem para transmitir ou resistir aos esforços que lhe são aplicados (é levado em conta no processo de fabricação e posterior utilização).2.1. →Resistência mecânica: é a resistência à ação de determinados tipos de esforços. Ou seja. Propriedades físicas: É o grupo de propriedades que determinam o comportamento do material no momento do processo de fabricação como também durante sua utilização posterior. Pensamos em propriedades.Propriedades físicas. Estas propriedades são aquelas que surgem quando o material está sujeito a esforços de natureza mecânica.

como por exemplo. Exemplo: processos que necessitam conformação mecânica. na extrusão.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . 1cm3 de água e 1cm3 de chumbo. golpes. entortado e repuxado. Por exemplo: tomemos 1cm3 de cortiça. ao sofrerem a ação de uma força. estampando. vibrações. apresenta de poder ser laminado. quando submetido a um esforço tem de se deformar e mantiver está quando o esforço desaparece. são materiais que. Verifica-se que quantidades diferentes de matéria. →Densidade: é a medida da quantidade de matéria (massa) que um material ocupa por volume. aço para fabricação de molas. para a fabricação de chapas. Exemplo: vidro. um aço. Obs: a plasticidade pode se apresentar no material com maleabilidade e como ductibilidade. -Maleabilidade: é a propriedade que um material. →Fragilidade: é a baixa resistência aos choques. na prensagem. -Quanto maior a dureza maior a resistência ao desgaste. num mesmo volume possuem massas diferentes. deformam-se plasticamente sem se romperem. -Em geral materiais duros são também frágeis. e de retornar a forma original quando o esforço termina. Podemos dizer que são materiais duros.13 →Elasticidade: é a capacidade que um material deve ter de se deformar. Exemplo: borracha. por exemplo. →Dureza: é a resistência do material à penetração.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. pancadas. ao desgaste mecânico. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. deformação plástica permanente. impactos. para fabricação de partes de carroceria de veículos. para a fabricação de tubos. quando submetido a um esforço. →Tenacidade: é a resistência a choques. na laminação. →Plasticidade: é a capacidade que um material. forjado. que tendem a quebrar quando sofrem choques ou batidas. -Ductibilidade: é o oposto de fragilidade.

aos ácidos. O conhecimento dessas propriedades também estão relacionadas com a fabricação do material: →Ponto de fusão: temperatura que o material passa do estado sólido para o estado liquido (dentre os matérias metálicos o ponto de fusão e muito importante para determinar sua utilização). Está propriedade é verificada no comportamento que o material pode oferecer quando em trabalho (materiais resistente a altas temperaturas ou baixas temperaturas) um material pode contrair ou dilatar com a temperatura.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .14 2.4. 2. →Ponto de ebulição: é a temperatura em que o material passa do estado liquido para o estado gasoso. 2. Exemplo: a capa plástica que recobre o fio elétrico. sua estrutura pode se alterar.Propriedades químicas: Estas propriedades se manifestam quando o material entra em contato com outros materiais ou com o ambiente. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. -Condutividade térmica: capacidade que determinados materiais tem de conduzir o calor. capacidade que determinados materiais tem de conduzir -Resistividade: resistência que o material oferece à passagem da corrente elétrica. Propriedades elétricas: -Condutividade elétrica: corrente elétrica. às soluções salinas.3. -Dilatação térmica: propriedade que faz com que os materiais em geral aumentem de tamanho quando a temperatura sobe.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Elas se apresentam sob a forma de presença ou ausência de resistência à corrosão. Propriedades térmicas: Determinam o comportamento dos materiais quando são submetidos a variações de temperatura.5.

por apresentarem boa resistência à tração e compressão. em formas primitivas de construções. .2UTILIZAÇÃO Da extração das rochas são obtidos blocos. ou da consolidação de depósitos sedimentares. composição e estrutura. lajotas e placas de revestimento. Estes novos materiais. tendo ou não sofrido transformações metamórficas.1DEFINIÇÃO As rochas são todos os elementos que constituem a crosta terrestre. de composição química e estrutura definida.A pedra foi o material estrutural mais importante na Idade Média.000 A. Entendendo por mineral toda substância inorgânica natural. provenientes da solidificação magma ou de lavas vulcânicas. . matacões.15 CAPÍTULO 2 ROCHAS 1. . segundo a geologia. 1.TB-3/ 1945. Como exemplo temos a construção dos castelos medievais e das grandes catedrais. guias. agregados e pedras de construção.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. teve grande impacto por não ter uma resistência à tração da mesma ordem de grandeza de sua resistência à compressão. A rocha é um agregado natural formado por um ou mais minerais que forma a crosta terrestre (LEINZ e AMARAL). independente da sua origem.Estima-se a utilização de pedras. 1. pois podem ser empregados sem grandes modificações em relação ao seu estado natural. favorecem revolução nas formas e concepções arquitetônicas.Século XIX surgimento das estruturas metálicas e século XX desenvolvimento do concreto armado. . de cantaria.A pedra.C. podendo sofrer modificações quando em contato com ar e água em casos bastante especiais (ABNT . São materiais que apresentam elevada resistência mecânica. Rochas são materiais constituintes essenciais da crosta terrestre. item 2º). no uso como material estrutural.As pirâmides do Egito foram erguidas com blocos de rochas calcárias (Idade Antiga). PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. . paralelepípedos.3HISTÓRICO -Materiais naturais são os mais antigos utilizados pelo homem.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Nas pedras de construção estão as pedras de alvenaria. em 3. na Espanha e sul da França.

: gipsita. Ex. basalto. Ainda é aplicada como material de acabamento e proteção.: granito. diorito. diábase. Ex. complemento dos concretos de cimento e asfálticos. -Efusivas: Solidificam-se na superfície do solo. basalto. c) Rochas Metamórficas: São rochas magmáticas ou sedimentares que sofreram alteração na sua textura original. estrutura cristalina ou composição mineralógica. Os tipos de rochas mais comuns neste grupo são mármore (provém da metamorfização do calcário).Classificação Tecnológica: Baseado no mineral simples predominante na constituição das rochas e determinante das suas características. Ex.: granito. pressão e água). faz com que o material seja um dos mais importantes entre os materiais de construção. como por exemplo. ventos e geleiras (deposição de detritos).5. a) Rochas Silicosas: Predomínio quase total da sílica (SiO2) sob a forma.: arenito. -Precipitação química: Originária da transformação química sofrida por materiais em suspenso nas águas. -Clásticas ou detríticas: Oriundas da destruição de rochas pré-existentes devido à ação de águas. etc. turfa. calcário e dolomita.: pórfiro. devido a condições químicas e físicas abaixo da superfície terrestre (calor. etc. placas de revestimentos de paredes e pisos.5 CLASSIFICAÇÕES DAS ROCHAS 1. Sua utilização como material agregado. -Origem Orgânica (organógenas): Provêm da ação direta ou indireta de organismos ou da acumulação de seus restos (acumulação matéria orgânica). PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. 1. geralmente depositadas debaixo d’água ou acumuladas através da ação do vento e do gelo. b) Rochas Sedimentares: São rochas estratificadas. devido à sua durabilidade e efeito estético.1 . Possuem a maior resistência mecânica e maior durabilidade. a) Rochas Eruptivas. quartzito (provém da metamorfização do arenito). fundações pouco profundas. -Filoneanas: Ex.2 .4 APLICAÇÃO A pedra de construção é usada como material suporte ou base nos muros de arrimo. Magmáticas ou Ígneas: Formadas pelo resfriamento do magma (material rochoso em fusão). grês silicoso.16 1. Ex. blocos de pavimentação e como agregado (componente do concreto de cimento portland ou mistura betuminosa da pavimentação). de quartzo puro.Classificação Geológica: De acordo com a formação da rocha. xisto e filito. Ex.: riolito. 1.5. normalmente. gabro. gnaisse (provém da metamorfização do granito). -Intrusivas: Solidificam-se à grande profundidade do solo.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .: calcário-fóssil. Ex. etc. carvão-fóssil.

As rochas são classificadas em: a) Rochas Sílicosas: Eruptiva.Classificação Combinada: Considera-se as duas classificações anteriores e a aplicação na Engenharia.Dura de textura cristalina e de grãos finos ou médios. margas e xistos argilosos.6.3 . dolomita e gipsita. A Tabela 1 resume esta classificação.17 b) Rochas Calcárias: Têm predomínio do cálcio. b) Rochas Calcárias: Sedimentares e Metamórficas. Ex. c) Rochas Argilosas: Sedimentares. Tabela 1: Classificação das Rochas (PETRUCCI. 1. Possui boa resistência mecânica e média durabilidade. .: calcário.1 – Granito .6 CARACTERÍSTICAS DE ROCHAS EMPREGADAS NA CONSTRUÇÃO CIVIL 1. na forma de carbonato de cálcio (CaCO3) ou de sulfato de cálcio. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.Rocha ígnea de profundidade. Têm resistência mecânica e durabilidade baixíssimas.5. c) Rochas Argilosas: Predomínio da argila (silicatos hidratados de alumínio).: argila comum. feldspato e mica. Sedimentares e Silicosas Metamórficas.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . mármore.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. 1976) 1. . Ex.Compõem-se de quartzo.

podendo ser rósea.5 a 3.Resistência à compressão é de 150 MPa (1500kgf/cm²).De cor escura e textura compacta. fazendo seu custo de produção ser menor que o dos agregados graníticos.Apresenta fratura irregular ou concóide.Usos: em calçamentos (resistência ao choque e desgaste).Tem grande resistência e dureza. .Resistência à compressão é de 50 a 150 MPa (500 a 1500kgf/cm²).Basalto . de vidro e piroxênio. devido ao seu fraturamento natural. .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .2 – Calcários .Comum na natureza. 1. . .3 .Resistência à compressão é.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. . . .6. . amarelada. .Características: →Calcinação pela ação do calor. .Como agregado apresentam duas desvantagens: grande dureza que desgasta os britadores e a forma dos grãos predominantemente lamelares. muros de arrimo. . . .Densidade varia de 2. como agregados.Exige menos explosivos na exploração das pedreiras. . 150 MPa (1500kgf/cm²). .Excelente pedra de construção. liberando gás carbônico.Principal uso: Como agregado para base de pavimentos.Uso: Revestimento. cinza ou azulada.18 . em algumas regiões.0. produção de aglomerantes (extração da cal e fabricação do cimento) e. desde que não alterado. CaCO3 + calor = CaO + CO2 →Atacadas pelos ácidos. →Riscadas facilmente pelo canivete (grau 3 na escala de Mohs). Atualmente utilizado como revestimento de pisos e paredes na forma polida (placas).Predomínio de carbonato de cálcio (CaCO3) são chamados de calcários calcíticos e predomínio de carbonato de magnésio CaMg (CO3) são chamados de calcário dolomíticos ou magnesianos. alvenarias e pontes em arcos (obras com esforços de compressão). desprendem CO2 com efervescência. .O quartzo dá grânulos brancos ou pretos e a mica lhe dá o brilho. 1.Rocha sedimentar composta por carbonato de cálcio (CaCO3) e pequenas proporções de outras substâncias (óxido de ferro. de magnésio. .Composto de silicatos de alumínio e cálcio. argila).A cor predominante é dada pelo feldspato.Constituída à base de feldspato. marrom.Resistência mecânica e durabilidade são as maiores dentre as demais pedras de construção. . . PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.6. em média.Rocha ígnea de superfície. . concretos de Cimento Portland e asfático.

65 e dureza 7.2 – Aluminossilicatos Depois da sílica. . . resfriando-o rapidamente. CaO·Al2O3 · 2SiO2 -Mica: silicatos de alumínio. . 1.Tem quase os mesmos usos que o granito. Combinado com a sílica (SiO2) forma o grupo de aluminossilicatos.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. -Feldspato: K2O·Al2O3 · 6SiO2.Uso: Em revestimentos de pisos com grande fluxo de pedestres (placas polidas) e pisos para jardins (forma bruta).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .As impurezas dão a sua coloração.5 vezes seu volume.7. Muscovita. T = 1710° C: funde. T = 870° C: transforma-se em tridimita e cristaliza sob forma de finas lâminas hexaédricas. T→ 570° C: passa do estado beta para alfa aumentando 1.Tem textura compacta. -Caulinita: silicatos de alumínio hidratado Al2O3 · 2SiO2 · 2H2O PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Vermiculita. O quartzo é a sílica cristalina.Representam o último grau de alteração de rochas (paragnaisses) ou provêm do metamorfismo do granito (ortognaisses). Apresenta alta resistência à compressão e grande resistência à abrasão.Rochas derivadas do metamorfismo do calcário. geralmente opaca ou de coloração branco leitoso. a alumina (Al2O3) é o mais abundante constituinte da crosta terrestre.Aspecto e características físicas e mecânicas semelhantes a dos granitos.Quartzo A sílica (SiO2) ou quartzo livre é o mineral mais abundante na crosta terrestre. Possui massa específica absoluta 2.19 .Mármores .7. dá origem ao quartzo vítreo (sílica amorfa). . Nessa forma pode reagir com a cal.Uso: Em revestimento interior sob a forma de placas.7 MINERAIS PRESENTES NAS PEDRAS DE CONSTRUÇÃO 1.Resistência à compressão é de 100 MPa (1000kgf/cm²). .4 .Durabilidade e resistência à abrasão menor que granitos. 1. . . Na2O·Al2O3 · 6SiO2. de massa específica 2. É somente atacada pelo ácido fluorídrico.1 .3. A sílica amorfa ocorre sob forma de sílica hidratada SiO2 (H2O) opalina.6. 1. .

Durabilidade: É a capacidade de manter as suas propriedades físico-mecânicas com o decorrer do tempo e ação de elementos agressivos (meio ambiente ou intrínsecos. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Flexão. 1. As propriedades fundamentais são as seguintes: Resistência Mecânica: É a capacidade de suportar a ação de cargas aplicadas sem entrar em colapso.4 .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. . A resistência à compressão.8 PROPRIEDADES DAS PEDRAS Para que as pedras possam ser utilizadas na construção. não seguindo a lei de Hooke. Cisalhamento.Carbonatos e Sulfatos Os carbonatos e sulfatos formadores de rochas são encontrados principalmente em rochas sedimentares.7. Condutibilidade Térmica. além dos efeitos estáticos. os dinâmicos.Silicatos de Ferro Magnésio Geralmente denominados minerais negros. -Dolomita: (CaCO3 . Cisalhamento: As pedras têm boa resistência à compressão e mal à tração. Desgaste e Choque. Nas pedras as deformações crescem menos rapidamente que as tensões. geralmente.Compressão. 1. Influenciam a durabilidade: a Compacidade. variando na razão inversa da umidade.Desgaste: É a perda de qualidades ou de dimensões com o uso contínuo.7.3 . físico. estas devem ter algumas qualidades. A massa específica é maior que os outros silicatos e a dureza varia entre 5. . emprega-se em material refratário.5 e 7. .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Tração. Porosidade. Os ensaios podem ser feitos por normas alemãs ou americanas. A umidade tem influência na resistência. MgCO3) -Gesso: CaSO4 . Gelividade. Higroscopidade. químico e mecânico). transforma-se em gesso por hidratação. Flexão.Choque: As pedras suportam.20 1. Tração. 2H2O -Anidrita: CaSO4.5. Minerais mais importantes: -Calcita: CaCO3 (carbonato de cálcio cristalino) -Magnesita: Mg CO3. Permeabilidade. é o principal requisito na escolha da pedra.resultando na necessidade de controle de certas propriedades. A resistência mecânica varia de acordo com a orientação nas rochas estratificadas e com o leito da pedreira nas rochas eruptivas. Devem ser consideradas propriedades como resistência à Compressão.

Em geral. F. DUTRA.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .. à absorção. É o complemento da compacidade.5% : rocha com pequena porosidade.84 0. A pedra porosa é pouco resistente à compressão. xisto basalto calcários / mármore Outras PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. pressão ou ambas. Como exemplo temos a Tabela 2: Tabela 2: Densidade de massa aparente (ρ ). é permeável e gelível. 10% <P < 20% : rocha muito porosa.90 2. Está ligada à permeabilidade.20 1.5% <P < 5% : rocha com porosidade regular. Porosidade (P): É expressa pelo volume de vazios na unidade de volume total. 1997. Muito importante para reservatórios. podem ser consideradas más condutoras de calor. 1% <P < 2. A porosidade está intimamente ligada à durabilidade.. As pedras.84 0. condutividade térmica (λ ) e calor específico (c) das pedras (LAMBERTS.K)) 0. Devido à má condutibilidade o exterior sofre mais que o interior. P >20%: rocha fortemente porosa.84 0. entre outros. R. a dilatação provoca o fendilhamento. à higroscopicidade e à gelividade.84 0.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO λ Condutividade Térmica (W / (m. comparadas aos metais.84 0.21 Compacidade (C): É o volume de sólidos na unidade de volume da rocha natural.) PEDRAS (incluindo junta de assentamento) Material ρ Densidade de massa aparente (kg / m³) 2300-2900 2000-2800 2700-3000 > 2600 2300-2600 1900-2300 1500-1900 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Higroscopicidade: É a propriedade de absorver água por capilaridade.60 2. coberturas.O.00 c Calor Específico de Materiais (kJ / (kg. as porosas são mais isolantes que as compactas.R.40 1. 5% <P < 10% : rocha bastante porosa. mesmo assim não podem ser consideradas bons isolantes térmicos.00 2. Permeabilidade: É a capacidade de se deixar atravessar por líquidos e gases. gneisse ardósia. PEREIRA. Condutividade Térmica e Elétrica: É a propriedade relacionada com a velocidade da transmissão de calor.40 1.K)) 3.84 granito. 2. A classificação quanto à porosidade é a seguinte: P < 1% : rocha muito compacta.84 0. A água pode atravessar um corpo poroso por capilaridade. L. Tem grande importância na durabilidade.

Áspera: Boa aderência.22 < 1500 0. pirrotita e mica. corte. Importante quando a pedra tem finalidade decorativa. marcassita. Esta propriedade afeta a trabalhabilidade da pedra e está intimamente ligada ao seu custo. Duras: Somente serradas na serra lisa. Ex. Trabalhabilidade: É a capacidade da pedra em ser trabalhada com mínimo de esforço. Influenciam na trabalhabilidade: a Fratura . Estrutura: Relacionada à homogeneidade ou heterogeneidade dos cristais constituintes e da parte amorfa. conseqüentemente aumentando de volume. Coloração: É determinada pela cor dos minerais essenciais ou de seus componentes acessórios. Homogeneidade: Quando apresenta as mesmas propriedades em amostras diversas. Alguns minerais são nocivos à beleza das pedras como a pirita. influenciando na maioria das vezes. mas facilmente com as serras diamantadas. a Estrutura e a Coloração.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Ex. Dureza: É a propriedade relacionada à maior ou menor capacidade de se serrar. A cor pode ser alterada pelo intemperismo. Fratura: Está relacionada à facilidade ou dificuldade de extração. polimento e aderência a aglomerantes.84 Gelividade: A água infiltrada na pedra transforma-se em gelo. Estética: É a aparência da pedra para fins de revestimento ou acabamento.duras: Serradas facilmente pela serra lisa com areia ou esmeril e dificilmente serradas por serra de dentes.: Granito. acentuando as cores. Brandas: Serradas facilmente pela serra de dentes. Duríssimas: Dificilmente serradas pela serra lisa. a cor não serve para identificação mineralógica.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. a ausência desta significa má qualidade da pedra. A pressão exercida pelo gelo é de 146 kgf / cm².85 0. Os principais tipos de fratura são: Plana: Material fácil de ser cortado em blocos de faces planas. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Ex. Lisa: Fácil de polir. A homogeneidade é uma qualidade fundamental. mas fácil de lascar. Ex. Quando usada para revestimentos a uniformidade e a durabilidade das cores são essenciais. O polimento contribui na resistência à ação do tempo. Conchoidal: Difícil de ser cortada. Semi. Textura: Relacionada ao detalhe da distribuição dos elementos mineralógicos.: Mármores. Devido a sua variabilidade. Escamosa: Dificuldade de cortar. no seu valor. a Homogeneidade e a Dureza. Angulosa: Superfície de separação mais ou menos resistente.: Tufos vulcânicos.: Calcários compactos. Considera-se a Textura. Refere-se à forma e ao aspecto da superfície de fragmentação da rocha.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . .Massa Específica Aparente (d): No volume considera-se o material sólido e os vazios permeáveis e impermeáveis.Massa Específica: É a relação entre massa e volume.23 1.1 . Determinada pelo processo geométrico. frasco graduado ou balança hidrostática.1.Características Físicas 1. Figura 1: Massa Específica Compacidade (C): É a relação entre massa específica aparente e massa específica absoluta.Massa Específica Absoluta (D): Dada pelo peso da unidade sem os vazios.9.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. ESTUDOS TECNOLÓGICOS 1. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.9.9. . Determinada pelo picnômetro.1 .

podem ser consideradas más ondutoras de calor. -2. -5% <P < 10% : rocha bastante porosa. A absorção depende dos poros ligados ao exterior de acordo com a dimensão e disposição dos canais da pedra. A água pode atravessar um corpo por capilaridade. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. comparadas aos metais. mesmo assim não podem ser consideradas bons isolantes térmicos. -10% <P < 20% : rocha muito porosa.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. pressão ou ambos. Importante para a durabilidade.24 Porosidade (P): É a relação entre volume de vazios e volume aparente do material. Higroscopicidade: É a propriedade de absorver água por capilaridade. Condutividade Térmica e Elétrica: É a propriedade relacionada com a velocidade da transmissão de calor. -1% <P < 2. Classificação quanto à porosidade: -P < 1% : rocha muito compacta.5% <P < 5% : rocha com porosidade regular. As pedras.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Permeabilidade: É a capacidade de se deixar atravessar por líquidos e gases. -P >20%: rocha fortemente porosa.5% : rocha com pequena porosidade.

1.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.Semi. Flexão. Esta propriedade afeta a trabalhabilidade da pedra e está intimamente ligada ao seu custo.Brandas: Serradas facilmente pela serra de dentes.Resistência à Compressão. . . mas facilmente com as serras diamantadas.duras: Serradas facilmente pela serra lisa com areia ou esmeril e dificilmente serradas por serra de dentes. Ex. Sendo: Rc = Resistência à compressão. .2 . Ex. resistem bem à compressão e mal à tração.9. normalmente. P = Esforço aplicado.: Calcários compactos.: Granito. 1.Duríssimas: Dificilmente serradas pela serra lisa. O ensaio de desgaste pode ser feito de duas maneiras: -Material atritado contra um disco horizontal que gira. Figura 2: Resistência à Compressão 1. -Cisalhamento = 1/10 a 1/15 da Resistência à Compressão .Desgaste: É a perda de qualidades ou de dimensões com o uso contínuo. e S = Área da seção resistente. Ex. nas rochas estratificadas e umidade influenciam na resistência. usando-se um abrasivo (areia ou coríndon)→ resistência à abrasão. Fatores como a orientação do esforço. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.9. O desgaste é feito pelas partes mais duras.: Tufos vulcânicos. Determinação da resistência à compressão: Na prensa coloca-se corpo de prova cúbico com 5 centímetros de arestas.Características Mecânicas 1. dependendo também da dureza do abrasivo.2. Cisalhamento: As pedras.2 . Tração.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . A resistência à compressão serve de dado para avaliação indireta das outras propriedades. .25 Dureza: É a propriedade relacionada à maior ou menor capacidade de se serrar. -Flexão = 1/10 a 1/15 da Resistência à Compressão.: Mármores.2.Duras: Somente serradas na serra lisa. -Tração = 1/20 a 1/40 da Resistência à Compressão.9. Ex.

05mm -Argila: Diâmetro∅ <0. 1.005mm 1. 1.Resistência ao choque: Importante nas aplicações como molhes de enrocamento. pois o peso do bloco é fundamental para a estabilidade do molhe.8mm -Silte: Diâmetro 0.3 .6 cm<∅ < 25 cm -Pedregulho: Pedaço de rocha com diâmetro 4. Figura 3: Aparelho para ensaio de choque.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. É muito usado para qualificação da pedra como agregado para concreto asfáltico e lastro de ferrovias. não podendo ser partidos por choque durante a colocação.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .11 ALTERABILIDADE DA PEDRA Modificação da suas características e propriedades por agentes atmosféricos ou outros agentes agressivos.8mm <∅ <7. atuando através de uma ação física ou química.9.2.26 → recomendado para pedras e pisos de revestimento. →agregados. O ensaio consiste em deixar cair sobre o corpo-de-prova (cubo de 4 cm de lado) um peso de 45N (4.10 CLASSIFICAÇÃO QUANTO ÀS DIMENSÕES -Bloco de Rocha: Pedaço de rocha com diâmetro > 1m -Matacão: Pedaço de rocha com diâmetro 25 cm <∅ <1m -Pedra: Pedaço de rocha com diâmetro 7. -Material atritado por desgaste recíproco de pedaços de pedra em aparelhos como o Deval ou Los Angeles. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.6cm -Areia: Diâmetro 0.05mm <∅ < 4.5 kg) quantas vezes forem necessárias para esmagar o cubo.005mm <∅ <0.

PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.11. ou a dolomita CaMg (CO3)2.Variação de Temperatura: O aquecimento da rocha é 1 a 2. quebrando sua estrutura cristalina. O bicarbonato de cálcio. marcassita (FeS2) ou pirrotita (Fe n – 1 Sn).11.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . A dissolução dos calcários calcíticos é muito mais rápida que a dos calcários dolomíticos. As variações térmicas produzem esforços internos secundários que agindo continuamente podem causar a desagregação e a ruína total do material.5 vezes mais do que a atmosfera. 2 H2O) . sendo que a estrutura cristalina do mineral é mantida. CaCO3. Cada constituinte mineralógico tem um coeficiente de dilatação térmica. ocasionando um aumento de fissuração progressivo e lento.Oxidação: Um dos processos químicos mais comuns.Crescimento dos cristais: O crescimento de cristais em fendas pré-existentes ou poros pode fragmentar a rocha. penetrando em seus capilares. . é facilmente lixiviado. 1. O bicarbonato tem solubilidade 100 vezes mais que o carbonato. ficando intimamente ligada à superfície mineral.27 1. Exemplo: A oxidação dos sulfetos encontrado na forma de pirita (FeS2).1 – Efeitos Físicos: . Na presença de água e ar o sulfeto reage dando: 4 FeS2 + 15O2 + 8 Ca (OH)2 + 14 H2O→ 4 Fe (OH)3 + 8 (CaSO4.Ação do CO2: Certas rochas podem sofrer dissolução. Afeta os compostos de ferro e a passagem do ferro bivalente (FeO2) a trivalente (FeO3) dá origem à coloração avermelhada. cujo mineral essencial é a calcita. sendo muito solúvel. Os sais precipitam quando a água de capilaridade evapora-se e ao cristalizar-se aumentam de volume.2 – Efeitos Químicos . No caso dos calcários calcíticos verifica-se a seguinte reação: -Hidratação: Pela hidratação a água é absorvida.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. como os calcários. Depois da hidratação ocorre a hidrólise. responsável pela decomposição química do mineral. Esse crescimento pode ser devido à deposição de sais nas fendas e poros.

1976) PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. 1976) Figura 5 : Alterações Típicas da Pedra e Agregados (PETRUCCI.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.28 Figura 4: Agentes de Ruína da Pedra (PETRUCCI.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .

Critérios para escolha de uma Pedreira a) Qualidade da jazida: Verificação através de observação direta ou estudo petrográfico. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.Rede elétrica e água potável. .12. Os tipos de exploração são os seguintes: a) Céu aberto. reduzindo formas e tamanhos. O estudo petrográfico determina: composição mineralógica da rocha e sua classificação petrográfica.3 . granulação.Acesso às vias de comunicação. . 1. poros.Exploração de Pedreira Conjunto de operações que permitem a retirada da pedra natural da jazida. estrutura. . estado de conservação da rocha.12 EXPLORAÇÃO DE PEDREIRAS 1.2 .Distância ao centro consumidor. tornando-as compatíveis para o uso e aplicação em obras de engenharia.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . .Vizinhança.Disponibilidade pessoal técnico e operário. 1.29 1. c) Mista.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. .Localização da pedreira (facilidade para o serviço). b) Quantidade e custo de remoção da camada superficial: A quantidade pode ser determinada por sondagens e topografia (curvas de níveis e levantamento de seções). .12.Definição de Pedreira Pedreira é a denominação dada a uma jazida (depósito mineral ainda não explorado. presença de materiais nocivos. c) Situação: .Volume de trabalho de drenagem e regularização. textura.12. natural) de mineral pétreo explorada. b) Subterrânea.1 .

é um dos maiores potenciais de minérios do mundo. alumínio (18). argila refratária. registrando uma produção de 83 substâncias minerais. Os terrenos antigos. verifica-se que 72.SC (AREIA E BRITA. seixos e saibros.13 POTENCIAL MINERAL BRASILEIRO O Brasil. fluorita. Os minerais metálicos compreendem 11. para 21 tipos de bens minerais produzidos (carvão.6% estão ligadas à indústria da construção civil: calcário (337). areia industrial. turfa. caulim. Com relação à distribuição das minas por substâncias minerais. areias. foi cerca de R$ 287. 1999) 1. areia e cascalho (265) e argilas comuns e plásticas (178). ouro (20). 1. bauxita.1 . manganês (18). com seu território amplo e sua diversidade geológica. calcário calcítico e dolomítico.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . água mineral. granito ornamental. silex. ricos em depósitos minerais de grande significado econômico.2% das minas.30 Figura 6 : Vista Pedreira. argilas comuns e plásticas. conchas calcárias.Setor Mineral Catarinense O valor da produção mineral em Santa Catarina no ano de 1998. destacando ferro (82). Pomerode . estanho (8) e cromo (6). pedras britadas.13. sendo um dos principais produtores mundiais de minérios. fonolito e nefelina-sienito. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. feldspato). são cerca de 42% do território nacional.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.6 milhões. pedras britadas (348).

-35 municípios produtores.218.31 Figura 7: Distribuição do Valor da Produção Mineral do Estado de SC (AREIA E BRITA.00. -65 minas outorgadas.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. -130 empresas produtoras de areia. associados às rochas sedimentares da Bacia do Paraná.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . A produção de brita foi de 20. A produção de pedras britadas. além de seixos de leito de rios e de depósitos aluvionares provenientes destas litologias. areia. As principais áreas de extração localizam-se nos principais cursos d’água que transportam os sedimentos originários das rochas graníticas e granito-gnáissicas.418. bem como nos depósitos sedimentares da planície costeira. -50 empresas produtoras de pedra britada. → Universo total da produção de brita: -Quantidade produzida: 3.915. pobres em sílica. As areias para utilização na Construção Civil tem ampla distribuição na porção Leste do Estado. 1999) 1. são pobres em depósitos de areia.526. pois os basaltos da Formação da Serra Geral.021 m³.8%. →Universo total da produção de areia para construção: -Quantidade produzida: 4.2 .2% e a de areia e seixos 10. são bem dominantes.555 m³. Enquanto que na porção Oeste e MeioOeste a brita é produzida a partir de basaltos da Formação Serra Geral.946. principalmente areia grossa. contendo apenas depósitos localizados. de um total de 293 existentes. -Valor da Produção: R$ 58. seixos e saibro foi no total cerca de 31% do valor da produção mineral do estado no ano de 1998. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.13.986. As porções Oeste e Meio Oeste de Santa Catarina.Brita e Areia em Santa Catarina A pedra britada tem grande distribuição em Santa Catarina.00. -Valor da Produção: R$ 29. Na porção Leste é obtida do beneficiamento das rochas graníticas e/ou granito-gnáissicas.

d) Brita n.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .º 2 e. c) Brita n. -40 municípios produtores.º 1.Pedras usadas na Região (Florianópolis) a) Pó de pedra.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. b) Pedrisco. f) Pedra pulmão (Oriunda da britagem primária).13. de um total de 293 existentes. 1.º ¾.3 .32 -181 minas outorgadas. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. e) Brita n.

14.14 PARTE PRÁTICA 1.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Obtida através da fórmula (1.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .A. Figura 9: Fluxograma típico de uma pedreira (BAUER. L..1).33 Na Figura 9 encontra-se um fluxograma típico de uma pedreira. Métodos de determinação: PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.Massa Específica Aparente: É a massa por unidade de volume compreendendo o volume absoluto do material sólido e o volume dos vazios impermeáveis.1 . 1995) 1.

A precisão é pequena. dependendo da sensibilidade de leitura da proveta utilizada. Determina-se a massa de uma certa porção da amostra (m) e coloca-se esta porção na proveta. As medidas das arestas para determinação do volume são efetuadas com um paquímetro.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. c) Processo da balança hidrostática: O princípio deste ensaio baseia-se na lei de Arquimedes: “Todo corpo imerso num fluido está sujeito a uma força de baixo para cima igual ao peso de líquido por ele deslocado”. Faz-se então a leitura final (Lf). São realizadas duas medidas por aresta e as dimensões do cubo são calculadas como sendo a média das leituras. Este procedimento é indicado para cálculos rápidos. b) Processo do frasco graduado: Coloca-se uma certa quantidade de água em uma proveta graduada e faz-se uma leitura inicial (Li). Figura 9: Lei de Arquimedes O valor do empuxo pode ser determinado pela diferença entre a massa de uma amostra em condições normais (m) e sua massa imersa (mi).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. É o corpo-deprova usado para o ensaio de resistência à compressão. Caso o fluido em questão seja a água (densidade igual a 1) o valor desta força em kgf será numericamente igual ao volume da amostra (em dm³). para amostras que possua geometria irregular.34 a) Processo geométrico: Utiliza-se um cubo com arestas normalmente de 5 cm.

Obtida através da fórmula (1. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. -Pesa-se o picnômetro com a amostra e água (Pag + a).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Quanto menor a granulometria da amostra moída.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. -Pesa-se uma amostra de pó de pedra (m). Quando repleto por um líquido. coloca-se a amostra (a) com auxílio de um funil e completa-se o restante do espaço com água. Os vazios impermeáveis são eliminados através de moagem prévia da amostra.2 . a) Processo do Picnômetro: O picnômetro é um recipiente de vidro que possui uma rolha esmerilhada com um tubo capilar.Massa Específica Absoluta: É a massa por unidade de volume compreendendo apenas o volume absoluto do material sólido. -Coloca-se a amostra no recipiente imerso e faz-se a pesagem imersa (mi). 14. Este método de determinação tem grande precisão e é recomendado para medida de laboratório. Figura 10: Cálculo do volume da amostra através do picnômetro Execução do ensaio: -Pesa-se o picnômetro com água (Pag). mais preciso será o valor de “D”. consegue-se um volume bem definido e preciso. -Tara-se a balança com o recipiente que conterá a amostra quando imersa na água. -Retira-se um pouco da água do picnômetro.35 Execução do ensaio: -Pesa-se a amostra (m).2).

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. antes de começar o preenchimento total por água.36 Atenção: Deve-se eliminar cuidadosamente o ar aderido às partículas da amostra quando colocada no picnômetro.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. São agregados as rochas britadas. incoesivo. -Bases para calçamentos. -Material de drenagem e para filtros.37 CAPÍTULO 3 AGREGADOS 2. 1995). sem forma e volume definidos. 2. como produtos ou rejeitos industriais (argila expandida e escória moída).2 APLICAÇÕES -Lastros de vias férreas. 2. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.3. obtidos por fragmentação artificial ou fragmentados naturalmente. -Adicionados aos solos que constituem pista de rolamento. possuindo dimensões nominais máxima inferior a 152mm e mínima superior ou igual a 0. Material particulado. -Material granuloso e inerte (não sofre transformação química) na confecção de argamassas e concretos. de atividades químicas praticamente nulas. Material granular.os fragmentos rolados no leito dos cursos d’água e os materiais encontrados em jazidas. Artificiais: Aqueles que têm sua composição particulada obtida através de um trabalho de afeiçoamento pela ação do homem. São as areias (mina ou cursos d’água) e cascalhos. geralmente inerte. provenientes de alterações de rocha (PETRUCCI. -Parte componente do material para revestimentos betuminosos.1 DEFINIÇÃO Segundo a NBR 7211 (EB-4) agregados são materiais pétreos. 1987). constituídas de misturas de partículas cobrindo extensa gama de tamanhos (BAUER.3 CLASSIFICAÇÃO 2.075mm.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . de dimensões e propriedades adequadas para uso em obras de engenharia. usando a designação de artificias para os obtidos a partir de materiais sintéticos.1 Segundo a Origem Naturais: Aqueles que já encontram-se na natureza sob a forma (particulada) de agregados. com propriedades adequadas. Sendo as areias e pedras obtidas através da moagem de fragmentos maiores. Existem autores que classificam as areias e pedras obtidas por moagem como naturais.

3.8 mm (podendo ficar retido até 15% em massa). argila expandida e pumicita (pedra-pome).8 mm** e passam pela peneira 152 mm. -Brita: Material artificial que passa na peneira de malha 152 mm e fica retido na 4. Exemplos: Minérios de barita.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.075 mm. Quando o material apresentar mais do que 15% e menos do que 85% da massa de grãos passantes ou retidos na peneira 4. -Areia: Material natural que passa na peneira de malha 4.8mm (podendo passar até 15%).8 mm* e ficam retidos na peneira 0. 2. -Pedrisco: Material artificial que passa na peneira de malha 4. Graúdo: Aquele material cujos grãos ficam retidos na peneira ABNT 4.3. Normais: Aqueles cuja massa específica aparente está entre 2000 a 3000 Kg/m³. hematita e magnetita 2.º 200 (0. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Exemplos: Areias quartzozas.075 mm).38 2. Pesados: Aqueles que possuem massa específica aparente acima de 3000 Kg/m³. Exemplos: Vermiculita. * Podem ficar retidos até 15% em massa. seixos e britas de granito. ** Podem passar até 15% em massa. -Seixo Rolado: Material natural que passa na peneira de malha 152 mm e fica retido na 4.4 TIPOS DE AGREGADOS -Filler: Material que passa na peneira n.8 mm de abertura. Sendo a areia e o pedrisco.2 Segundo o Tamanho dos Grãos Miúdo: Aquele material cujos grãos passam pela peneira ABNT 4. Sendo as britas e o seixo rolado.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .3 Segundo à Massa Específica Aparente Leves: Aqueles com massa específica aparente menor que 2000 Kg/m³. considera-se o agregado como uma MESCLA de miúdo e graúdo.8 mm (podendo ficar retido até 15% em massa).8mm (podendo passar até 15%).

5º) Transporte 2: Os fragmentos de rocha são levados do britador primário ao secundário.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Podem ser fluviais ou marítimos. 6º) Britador Secundário: Deixa os fragmentos com a dimensão final.Minas: jazida formada em subterrâneo. . Os marítimos. as jazidas classificam-se em: a) Origem residual: Depósitos encontrados próximo à rocha matriz.5.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . b) Origem eólico: Depósito de materiais finos formados pela ação do vento. sendo este último mais oneroso. mas grande quantidade de impurezas. 4º) Britador Primário: Redução do tamanho dos fragmentos. os melhores agregados encontrados na natureza. na maioria das vezes. c) Origem aluvial: Depósito de materiais formados pela ação transportadora da água.Jazidas de rios: leitos e margens de cursos de água. Normalmente possuem boa granulometria.39 2. Possuem má granulometria. mas com bastante pureza. .2 Agregado Artificial Obtidos através da redução de pedras grandes.Bancos: jazida formada acima do leito do terreno. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Normalmente a operação de produção dos agregados artificiais é a seguinte: 1º) Extração da Rocha: Produção de blocos com grandes dimensões. Exemplo: Dunas. em geral por trituração em equipamentos mecânicos (britadores).1 Agregado Natural A obtenção dos agregados naturais e a sua qualidade estão ligadas à sua origem geológica.5 OBTENÇÃO DOS AGREGADOS 2.Jazidas de mar: praias e fundos do mar.5. De acordo com a origem geológica. 2. 2º) Fragmentação Secundária: Redução do tamanho dos blocos em dimensões adequadas para o britamento primário 3º) Transporte 1: Os fragmentos são transportados da pedreira até o britador primário através de correias ou transporte rodoviário. . →Quanto ao tipo de jazida: . geralmente. apresentam má granulometria e os fluviais são.

· escórias industriais. · agregado de concreto e entulho reciclados.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .5.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. esmagando-as de encontro à superfície triturante fixa.8 / 9.1 Tipos de Britadores a) De movimento alternado ( de mandíbula): Os britadores de mandíbula são de dois tipos: De simples efeito e de duplo efeito. · pedra 3: (25 / 50). · agregado leve de suprodutos industriais.8mm). PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.5).5 / 25). · pedra britada (NBR-7225). · filler (material passante na peneira 0. por meio de superfície triturante de movimento alternado (mandíbula móvel). · pedra 5: (76 / 100).40 7º) Peneiramento: Os grãos são separados em tamanhos diferentes. 2. A pedra ao ser triturada baixa pelo funil a cada afastamento da mandíbula móvel. · pedrisco / brita 0 (4. · areia de brita ( 0.8mm). 9º) Estocagem: Os agregados são armazenados em depósitos a céu aberto ou em silos: a) Extração da rocha e fragmentação secundária: · brita. · pedra 4: (50 / 76).075mm). b) Fabricação industrial: · agregado leve de argila expandida. de acordo com as exigências da norma ou comerciais. · restolho (material granular friável). · pedra 2: (12.15 mm<graduação<4. Normalmente os britadores comuns são de duplo efeito.5 / 12. Estes possuem a vantagem de consumir menos mandíbulas. · pedra de mão (76 a 250mm). Fragmentam a pedra.5).2. · pó de pedra (< 4. · pedra 1: (9. 8º) Lavagem: É feita quando existe uma grande quantidade de finos e principalmente quando a rocha matriz encontra-se parcialmente alterada (presença de argila).

Britador Giratório: Superfície triturante fixa é a superfície interna da cavidade cônica e a móvel é a parte externa do pinhão côncavo.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Britador de Rolo e Britador de Martelo.1982).41 Figura 1: Esquema de britador de mandíbulas de simples efeito (PETRUCCI. b) De movimento Contínuo: Neste caso podemos citar três tipos: Britador Giratório. 1982).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Britador de Martelo: O material é jogado por pás móveis contra a superfície interna do britador. Figura 2: Esquema de britador de mandíbulas de duplo efeito (PETRUCCI. Britador de Rolo: A britagem é feita por dois rolos separados de um pequeno intervalo que giram em sentidos contrários. corrugadas ou dentadas. Podem Ter superfícies lisas. que se afasta e se aproxima da cavidade cônica. O choque é que provoca o fracionamento PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. devido a um excêntrico.

2 Tipos de Peneiras a) Cilíndricas rotativas: A peneira cilíndrica rotativa é constituída de chapas de aço perfuradas e enroladas em forma cilíndrica. pois as peneiras de diâmetro menor são as menos resistentes e as que recebem as maiores cargas. da boca para a saída. .A classificação é rigorosa.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .Custo e manutenção altos devidos ao desgaste.Um pequeno espaço é ocupado.2.42 Figura 3: Tipos de britadores (AREIA E BRITA. A peneira é formada de várias seções. com inclinação em torno de 15 graus. 1999) 2.Menor potência necessária PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. podendo ser rebritado. . São as mais modernas. com diâmetro de furo crescente.As telas são substituídas facilmente.5.Lenta: 10 a 25 r. . b) Planas vibratórias: Formadas de caixilhos superpostos.Deficiência na classificação. .m. . Possui vantagens como: As pedras maiores não vão para as peneiras mais fracas.Maior aproveitamento da superfície.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. .: A velocidade não pode ser maior porque a força centrífuga prejudica a classificação. Possui algumas desvantagens como: -Aproveitamento da superfície bastante pequena ( a área útil é de 1/10 da total). tendo uma inclinação de 4 a 6 graus. ocasionando um menor desgaste. nem menor pois o material não escoa através do peneirador.p. O refugo sai pela parte de baixo. -Paradas com muita freqüência para manutenção. . .

PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. 2.Coloca-se a amostra no tambor do equipamento limpo juntamente com cargas abrasivas (esferas metálicas). A máquina do ensaio consta de um cilindro oco.68mm rejeitando o material que passa na última peneira. . O ensaio é feito em corpos-de-prova cúbicos de 4 cm de lado.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . que sofreram atrição. 2. A abrasão Los Angeles deverá ser inferior a 50% em massa do material.2 Resistência à Tração Depende. limpa-se as esferas com uma escova e passa a amostra nas peneiras 2. também. de eixo horizontal.5. separa-se as esferas metálicas.3 Resistência à Abrasão . A NBR 6465 trata do ensaio à abrasão.5.Lava-se o material retido nas próprias peneiras e seca-se em estufa entre 105 e 110 ° durante C 3h. A resistência a abrasão mede a capacidade que o agregado tem de não sofrer alteração ao ser manuseado. .1 Resistência à Compressão A resistência varia conforme o esforço de compressão se exerça paralela ou perpendicularmente ao veio da pedra. da direção do esforço.5 ÍNDICE DE QUALIDADE 2. . .Pesa-se o material seco (m’n). È determinada pelo ensaio diametral.Faz-se o tambor girar com velocidade de 30 à 33 rpm até completar 500 rotações.5.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. onde o corpo-de-prova cilíndrico é submetido a um esforço perpendicular ao eixo do cilindro.38mm e 1. . onde coloca-se dentro o agregado juntamente com bolas de ferro fundido.Retira-se o material do tambor.43 2. O procedimento de ensaio é seguinte: Pega-se uma amostra onde a quantidade é definida em função do tamanho dos grãos (Mn).Los Angeles Abrasão é o desgaste superficial dos grãos.

c) substitui-se 5% do cimento em igual proporção em peso de cal. b) lava-se a areia com água de cal. As partículas de baixa densidade são consideradas inconvenientes sendo inclusões de baixa resistência.075mm for constituído de grãos gerados durante o britamento da rocha.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.44 2.0% para concretos submetidos a desgaste superficial e 3.5.4 Substâncias Nocivas . . 7. → Outras impurezas: -Cloretos: Quando em presença excessiva podem ocasionar problemas.0% para demais concretos. por sedimento do agregado em um líquido de massa específica igual a 2kg/d³ (cloreto de zinco ou tetrabromoetano). A NBR 7211 (EB-4) fixa o teor em 0. O ensaio consta da separação das partículas de carvão. pois é um material de pouca resistência e as vezes expansivos.Materiais carbonosos: Partículas de carvão. uma com areia suspeita e outra com areia conhecida de mesma granulometria composta em laboratório. 2.0% para demais concretos. A determinação é feita pela (NBR 7219). madeira e matéria vegetal sólida. propiciam maiores alterações de volume nos concretos. dos agregados miúdos. aumentam a exigência de água dos concretos para uma mesma consistência.Material pulverulento: Material fino constituído de silte e argila e passando na peneira 0.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . O ensaio consiste no seguinte: • • • • Prepara-se duas argamassas 1:3:0. e 28 dias.0% nos demais concretos. Os finos quando presentes em grande quantidade. Caso o decréscimo de resistência seja inferior a 10% a areia pode ser empregada. linhito. . intensificando sua retração e redução limites. nos agregados. Para agregados graúdos de 1. Para os agregados miúdos o teor limite é de 1. madeira e matéria vegetal sólida presentes no agregado. linhito. mas que em grande quantidade escurecem o agregado miúdo. areia é considerada suspeita. Comprova-se a qualidade da areia pelo ensaio NBR 7221. Moldam-se 3 séries de corpos de prova para cada argamassa e rompe-se a 3.0%.5% e para os agregados graúdos é de 1. A determinação é feita pela ASTM C123. geralmente sob forma de partículas minúsculas.5% em concreto cuja aparência é importante e 1. São detritos de origem vegetal. gerando o aparecimento PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Em caso afirmativo. podem ser aumentados de 5 e 7% quando o material passante na peneira 0. Para agregados miúdos é de 3. O limites. em particular.0% para concretos submetidos à desgaste superficial e 5. prejudicando o concreto quando submetido a abrasão. Os revestimentos de argamassas feitos com agregados contendo cloretos são higroscópicos. sob a forma de torrões friáveis é muito nociva para resistência de concretos e argamassas. O teor é limitado na NBR 7211 (EB-4) e a sua determinação se faz pelo método NBR 7218 (MB-8).48. segundo a NBR 7211.Torrões de Argila: A presença de argila.075mm.0% para concreto cuja aparência seja importante. É determinada através do ensaio colorimétrico NBR7220 que indica ou não a existência de impurezas orgânicas nas areias. Os finos de certas argilas. .Impurezas orgânicas: É a impureza mais freqüente nas areias. Caso decréscimo seja superior à 10% adota-se o seguinte procedimento: a) coloca-se a areia em lugar seco e ao ar livre para neutralizar a acidez.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . É determinado pelo frasco de Chapmann ou picnômetro. d) Saturado: Apresenta água livre na superfície.4 Umidade: O teor de umidade é de grande importância no estudo dos agregados. em estado seco. na maioria das vezes. externa ou interna. incluindo o volume aparente dos grãos e dos vazios intergranulares. A massa unitária tem grande importância porque é através dela que converte-se as composições das argamassas e concretos dadas em peso para volume e vice-versa.2 Massa Específica Absoluta: É a massa por unidade de volume. Conforme o teor de umidade. estando incluso somente o material sólido que compõe os grãos. c) Saturado Superfície Seca: Não apresenta água livre na superfície.1 Massa Específica Aparente: É a massa por unidade de volume.6. O teor de umidade influencia muito o peso unitário dos agregados miúdos devido ao fenômeno do inchamento.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. foi eliminada por um aquecimento a 100° C. mas podendo não estar saturado.3 Massa Unitária: É a massa por unidade de volume.45 de eflorescências e manchas de umidade. 2. 2. No caso de concreto armado pode acelerar o fenômeno de corrosão da armadura. não tem interesse para a construção civil. 2. Sua determinação.6. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. O resultado geralmente é expresso em porcentagem. Seu valor é utilizado no cálculo do consumo de materiais em concretos e argamassas. Dão origem as expansões no concreto pela formação da etringita (trisulfoalumitato de cálcio) ou sal de Candlot . A massa unitária no estado solto de uma areia está em torno de 1. 2.6 CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DOS AGREGADOS 2. temos o agregado nos seguintes estados: a) Seco em estufa: A umidade. b) Seco ao ar: Sem apresentar umidade superficial e possuindo umidade interna. incluindo o material sólido e os vazios permeáveis e impermeáveis.5kg/dm³.6. principalmente nos miúdos devido ao fenômeno do inchamento. -Sulfatos: Podem acelerar e em certos casos retardar a pega de um cimento Portland. mas os vazios permeáveis das partículas de agregados encontram-se preenchidos de água. As areias finas têm massas unitárias da ordem de 1. O uso de aceleradores de pega à base de cloreto de cálcio têm seu uso proibido para concretos protendidos. É definido como a razão entre a massa de água contida numa amostra e a massa desta amostra seca.6.2kg/dm³.

Aparelhos Especiais (Exemplo: Speedy Moisture Tester).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.Secagem em estufa. resultando no inchamento do conjunto. .46 O teor de umidade no estado saturado superfície seca é denominado absorção. Os teores de umidade normalmente encontrados estão em torno de 4 a 6%. provocado pela água absorvida. onde na abscissa estão marcados os teores de umidade e na ordenada os coeficientes de inchamento (relação entre os volume úmido e seco de uma mesma massa se areia). . a 2%. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. A areia usada em obra.6. em casos excepcionais. 2. A absorção é normalmente muito baixa podendo atingir.Picnômetro. geralmente.Frasco de Chapman. A curva da Figura mostra a representação gráfica do fenômeno de inchamento para a areia de graduação média.5 Inchamento: A NBR 6467 (MB-215) cita que o inchamento de agregados miúdos é o fenômeno da variação de seu volume aparente.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . A determinação da umidade pode ser feita através de: .Secagem por aquecimento ao fogo. . encontra-se úmida. . A água livre aderente aos grãos provoca um afastamento entre eles.

Esta é conseguida através da construção gráfica. é definido como coeficiente médio de inchamento. Sendo: Umidade Crítica: É o teor de umidade acima do qual o inchamento permanece praticamente constante. É determinada por PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. c) A umidade correspondente ao ponto de interseção das duas tangentes é a umidade crítica. a) Traça-se uma tangente à curva paralela ao eixo das abscissas. Expressa em material retido ou passante. de acordo com dois índices: a umidade crítica e o coeficiente médio de inchamento. 2. do ponto de vista do seu inchamento. A média dos coeficientes de inchamento no ponto correspondente à umidade crítica e coeficiente máximo observado.7 GRANULOMETRIA (COMPOSIÇÃO GRANULOMÉTRICA DO AGREGADO) É a proporção relativa (expressa em percentagem) dos diferentes grãos que constituem o material.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . b) Traça-se uma nova tangente à curva.47 Figura 5: Curva de Inchamento da Areia Por causa do gráfico surgiu a idéia de caracterizar-se uma areia. paralela à corda que une a origem ao ponto de tangência da reta anterior. por peneira ou acumulado.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.

1.48 peneiramento. dividido por 100. -Dimensão mínima característica: abertura (mm) correspondendo a uma percentagem retida acumulada≥ à 95% em massa. -Módulo de Finura: soma das percentagens retidas acumuladas nas peneiras da série normal.7. São as peneiras da série normal. 2. constituindo uma série padrão.1.Agregados Miúdos A granulometria é determinada segundo a NBR 7217.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . existe as peneiras da série intermediária.7. cuprindo os limites somente de uma das zonas indicadas na Tabela 2. De acordo com a NBR 7211/1983: Parâmetros dos ensaios de peneiramento: -Dimensão máxima característica: abertura (mm) correspondendo a uma percentagem retida acumulada≤ à 5% em massa. Para caracterização de dimensões máximas e mínimas das partículas.15mm. através de peneiras normalizadas com determinadas aberturas. começando pela 0.1 Limites Granulométricos do Agregado para Utilização em Concreto 2. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. No Brasil utiliza-se peneiras com malha de forma quadrada e uma sequencia tal que o lado de cada abertura tenha sempre o dobro do lado da abertura da malha da peneira anterior.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.

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(A) Em cada uma das zonas pode haver uma tolerância de até no máximo de 5 unidades (%) em um só dos limites marcados com a letra A ou distribuídos em vários deles. (B) Para o agregado miúdo resultante de britamento, este limite poderá ser 80. Obs: A amostra do ensaio deve seguir a NBR 7216. Considerações: 1º) Podem ser utilizadas areias cuja granulometria não se enquadre em qualquer uma das zonas indicadas na Tabela 2, desde que realize-se estudos prévios de dosagem ou que a faixa granulométrica seja de uso consagrado em determinada região. 2º) Depois que se define o emprego de um agregado pertencente a um a zona granulométrica, a mudança para material pertencente a outra zona somente deverá ser aprovada após estudo de dosagem. 3° Uma diminuição de 0,2 no módulo de finura do agregado miúdo num determinado concreto ) geralmente implica numa substituição de aproximadamente 3% da massa deste material por uma massa equivalente de agregado graúdo para manter mais ou menos constante as características do concreto. Apesar destas prescrições de norma, ressalta-se que as areias da zona 3 são mais adequadas para concreto. A antiga norma brasileira EB-4 e a norma americana ASTM C33 apresentam recomendações de faixas granulométricas muito mais restritas do que as propostas pela NBR 7211. A Tabela 3 apresenta as faixas.

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0 1 2 3 4 5 (A)

Porcentagem retida acumulada, em peso, nas peneiras de abretura nominal, em mm, de 152 76 64 50 38 32 25 19 12,5 9,5 6,3 4,8 2,4 0 0-10 80-100 95-100 0 0-100 80-100 92-100 95-100 0 0-25 75-100 90-100 95-100 0 0-30 75-100 87-100 95-100 0 0-30 75-100 90-100 95-100 -

Obs.: As areias normalmente consumidas e Florianópolis enquadram-se nas zonas 3 e 4, apresentando módulo de finura próximo a 3%. 2.7.1.2- Agregados Graúdos A amostra representativa de um lote de agregado graúdo, coletada de acordo com a norma NBR 7216, deve satisfazer os limites prescritos na Tabela 5. Tabela 5: Limites granulométricos de agregado graúdo (NBR 7211/83) (A) Para determinadas obras ou concretos, o consumidor poderá pactuar com o produtor o fornecimento de agregados, cuja variabilidade em suas características difere dos limites indicados na tabela. 2.7.1.3- Composição de Agregados Miúdos As areias das mais diversa granulometrias podem ser utilizadas para concreto. Entretanto, existem alguns limites ou faixas granulométricas em que se consegue melhores resultados em termos de dosagem, seja do ponto de vista técnico ou econômico. A antiga EB-4 e a ASTM C33 apresentam limitações bem mais rígidas que a NBR 7211.
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dividir o segmento de reta que une os pontos de interseção das curvas granulométricas plotadas dos agregados em 10 partes. O procedimento é o seguinte: • • • Sobre as linhas verticais correspondentes a abertura de diversas peneiras. Detectar visualmente qual das curvas melhor se enquadra na faixa granulométrica usada como referência. A % da mistura dos dois agregados miúdos será aquela que gerou esta curva.52 Portanto.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. procurará fazer num procedimento gráfico a composição de uma mistura cujo resultado esteja enquadrado dentro de qualquer uma das faixas mostradas na Figura 6. é interessante que se façam composições de agregados miúdos de modo a obter uma mistura com características granulométricas o mais próximo possível das especificações da Zona 3 (NBR 7211) ou ASTM C33. Depois que as curvas forem plotadas. Unir os pontos obtidos das divisões sobre os segmentos de reta de forma que cada curva obtida repesente misturas entre agregados. numa variação de 10 em 10%. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .

A Tabela apresenta as quantidades mínimas de amostras para realização de diferentes ensaios de caracterização dos agregados.4 Análise granulométrica de uma mescla Quando o agregado é uma mescla.8mm se extrairá amostra representativa (superior a 500g e aproximadamente 1 kg) e com ela se efetuará o estudo de granulometria da fração miúda. 2º) Do material passante na peneira 4.8mm uma porcentagem retida acumulada maior que 15% ou menor que 85%. →Quarteamento: -Forma-se cone com material homogeneizado.8 PARTE PRÁTICA 2.7. módulo de finura. 8. Caso ficar retida na peneira 4.53 2. O procedimento é o seguinte: Fazer o peneiramento do agregado na seqüência de peneiras destinadas aos agregados graúdos. -Achata-se para obter tronco de cone com maior base possível. suas dimensões máximas e mínimas características e módulo de finura. 2. O relatório final deve apresentar: % fração graúda da mescla.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . -Toma-se duas partes opostas. principalmente com relação à granulometria. a análise granulométrica deve ser feita em separado (fração miúda e fração graúda). segundo dois eixos ortogonais. deve-se fazer as seguintes considerações: 1º) Adotar como peso da fração graúda o somatório dos pesos retidos nas peneiras com abertura maior ou igual a 4. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. possuir todas as características do mesmo. Para a formação da amostra é necessário coletar materiais em diversos pontos do depósito ou silo.1 – Amostragem (NBR 7216): Para a determinação das propriedades físicas dos agregados devem ser feitas amostras.1. agrupá-los e homogeneizá-los. dimensões máximas e mínimas características.8mm. mistura de agregado graúdo e miúdo. -Divide-se o tronco de cone em 4 partes aproximadamente iguais. A amostra deve representar um lote. homogeneiza-se e repete-se a operação sucessivamente até obter-se a amostra desejada.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. % fração miúda da mescla. ou seja. Sobre este peso calcular as porcentagens retidas e retidas acumuladas e se determinará as dimensões características máximas e mínimas e o módulo de finura.

. c) Massa específica unitária (NBR 6466): É a relação entre a massa de um agregado e seu volume compreendendo o volume aparente e o vazio intergranulares (Vunit).Agregado Miúdo:Amostra vinda do campo passa por separador de amostras. .54 Em laboratório: . . 2.14.2 . b) Massa específica absoluta: A sua determinação não tem sentido prático para a tecnologia dos agregados.Processo do picnômetro.Processo balança hidrostática Agregado miúdo .8. Agregado graúdo .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.1).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .Processo frasco graduado.Processo frasco graduado (frasco de Chapman).Processo da balança hidrostática.Características Físicas: a) Massa específica aparente: É determinada basicamente utilizando-se os mesmos procedimentos empregados para rocha (item 1. .Agregado Graúdo: Quarteamento para obter tamanho da amostra para ensaio desejado. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.

formando duas amostras para o ensaio. A coleta da amostra deve ser feita de acordo com a NBR 7216.Utiliza-se um paralelepípedo de volume superior a 15litros (Vrec).55 Procedimento: . .8.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. .Pesa-se o recipiente com agregado (mra). A massa mínima da amostra de ensaio é mostrada na Tabela 8. . 2. .No caso do agregado graúdo.Enche-se bastante o recipiente e com um a régua metálica faz-se a arrasadura da superfície eliminando-se o excesso (no caso do agregado miúdo). O enchimento do recipiente deve ser feito com uma altura de lançamento não superior a 10 cm da borda. faz-se uma compensação entre as partes que se sobressaem do recipiente com as que ficam abaixo da borda.3. A amostra que vai para o laboratório de ser umedecida para evitar a segregação e misturada cuidadosamente.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .Composição granulométrica (NBR 7217/1987) A composição granulométrica deve ser determinada de acordo com a NBR 7217 (1987).Pesa-se o recipiente vazio (mr). PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.

PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. em massa. Tomar amostra M1 e reservar a outra. suas massas. Encaixar as peneiras da série normal e intermediária. O material removido do lado interno é considerado como material retido. Peneirar por agitação mecânica a amostra M1. seqüência crescente da base para o topo. As amostras devem apresentar necessariamente a mesma dimensão máxima característicae.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . para cada peneira. os valores de porcentagem retida individual não devem diferir em mais de 4%. As porcentagens médias retidas acumuladas devem ser calculadas. aproximação 0. em cada peneira. nas demais peneiras. Se isto ocorrer. Escova-se a peneira. O Módulo de Finura deve ter aproximação de 0. Remover o material retido em cada peneira para uma bandeja. Após a peneira 0.01.1%.56 Procedimento: • • • • • • • • Secar as amostras M1 e M2 em estufa (105-110° esfriar a temperatura ambiente e determinar C). Cálculo: Para cada uma das amostras calcula-se a porcentagem retida.15mm colocar um fundo. com aproximação de 1%. Colocar a amostra sobre a peneira. e o do lado externo será o passante. repetir o peneiramento para outras amostras de ensaio até que atinjam esta exigência.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.57 Exemplo prático: PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.

8.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. sendo recomendado somente para trabalhos em laboratório. C Pesar a amostra no estado seco (ms). Este método tem boa precisão mas é muito demorado e exige equipamento caro (estufa).4. deve-se: • • • Pesar a amostra no estado úmido (mh).58 2.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .Determinação da umidade a) Processo de secagem em estufa: Colhida uma amostra e levada ao laboratório. Secar em estufa a uma temperatura de 105° C a110° até constância de peso. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.

0 97.0 96 9.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .0 98 4. • • PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.0 91 12.0 14.Determinação da umidade da areia (GOMES.7 200 1.0 100 100 Soma 16000 100 20000 100 Figura 7 .3 100 400 2.5 200 1.3 200 1.8 100 0.5 12500 78.0 98.0 91. Coloca-se o material em uma frigideira ao fogo até evaporação da água.0 14 19.1 4.59 b) Processo de secagem ao fogo: É utilizado quando necessita-se de determinações rápidas em campo.8 15200 76.0 4 25 1500 9.8 1200 6.6 98.0 4.0 1.0 96.3 98.0 98 Fundo 200 1. 1999).8 2000 10. cerca de 500g (amostra representativa do material).0 1 32 500 3.3 1. Pesagem da amostra no estado seco (ms).5 800 5 96.4 13. Peneiras Massa Porcentagens Massa Porcentagens Média % (mm) retida Retida Acumulada retida (g) Retida Acumulada acumulada (g) 50 --38 200 1.4 600 3.0 90. et al. Pesagem da amostra no estado úmido (mh).1 200 1.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.

c) Processo do frasco de Chapman: Para execução deste ensaio precisa-se da massa específica aparente do agregado. O gás ocasiona um aumento de pressão interna na garrafa que é registrada no manômetro da tampa. -Pesar uma amostra (5. A pressão lida no manômetro está associada a um determinado grau de umidade uma vez que a amostra colocada tem massa padronizada (5. cerca de 500g. O teste consiste em colocar a umidade do agregado em contato com o carbureto de cálcio gerando um gás dentro da garrafa. Coloca-se a amostra e fazer a leitura final (L). -Colocar duas ampolas de carbureto de cálcio na garrafa contendo a amostra.60 Obs. -Usar a tabela de calibração para determinação da umidade equivalente à pressão lida. -Colocar duas esferas de aço. • • • Pesagem da amostra no estado úmido (mh).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . 10 ou 20g). podendo ser determinada pelo próprio frasco de Chapman. fechar e agitar a garrafa até estabilização da pressão. Este método determina a umidade superficial do agregado (h). d) Speedy Moisture Tester: O equipamento é composto por uma garrafa metálica com uma tampa com um manômetro. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.: Os processos a e b determinam a umidade total do agregado. 10 ou 20g). Preenchimento do frasco com 200ml de água.

2. adicionar a água e homogeneizar o conjunto.Preencher a caixa padronizada (Volume = Vc e Massa = Mc) com agregado seco. Pesar a caixa contendo a amostra úmida (Mc + ah). 8.Traçar o gráfico de inchamento determinando a umidade crítica e coeficiente de inchamento médio.Determinar a massa da amostra (ms): ms = (Mc + a) – Mc. 3. 6.Determinar a massa da amostra úmida (mh): mh = (Mc + ah) – (Mc).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. 9.Calcular o coeficiente de inchamento pela fórmula acima.Preencher a caixa padronizada com agregado miúdo. página 45).Colocar a amostra do agregado numa caixa metálica de grandes dimensões (Ver Tabela 7. 10.Determinar a massa do conjunto (Mc + A).61 2.Repetir os procedimentos 4 a 8 para teores de umidade crescentes de 1 em 1% até que o valor do coeficiente de inchamento apresente uma diminuição em duas determinações consecutivas. O material excedente deve retornar a caixa maior. 5.Inchamento das areias Procedimento do Ensaio: 1.8. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. 7.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . 4.5.Calcular a massa de água necessária para obter-se 1% de umidade (ms/100). proceder a arrasadura. segundo procedimento descrito para determinação da massa unitária.

adicionando a 3ml da solução de ácido tânico. a seguir. sempre que possível.8.Impurezas a) Matéria Orgânica: O teor de matéria orgânica de um agregado miúdo deve ser feita de acordo com a norma NBR 7220/1987. 97ml da solução de hidróxido de sódio. 4º Após este período. Álcool: 10ml e Água Destilada: 90ml). preparar uma solução padrão.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .6. Agitar vigorosamente e deixar em repouso durante 24 horas. 5º Executar a comparação das cores das duas soluções: PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. 2º Soluções químicas utilizadas no ensaio: Solução de hidróxido de sódio a 3% (Hidróxido de sódio: 30g e água destilada: 970g) e Solução de ácido titânico a 2% (Ácido Tânico: 2g.62 2. filtrar a solução que contém a amostra de agregado. usando um papel filtro qualitativo. Agitar e deixar em repouso por 24 horas. Procedimento de ensaio: 1º Coletar amostra representativa de acordo com a NBR 7216. para evitar a segregação da fração pulverulenta. Simultaneamente. Transferir o material filtrado para um tubo de ensaio de mesmo diâmetro que o utilizado para armazenar a solução padrão. transferir esta solução para um tubo de ensaio e. O material deve estar úmido.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. 3º Num frasco erlenmeyer adicionar 200g de agregado miúdo seco ao ar e 100ml da solução hidróxido de sódio. formar uma amostra de ensaio de 200g.

075mm). O material deve estar úmido. -Se a solução da amostra for mais clara: teor de matéria orgânica < 300ppm. o teor de matéria orgânica será de 300ppm . PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.63 -Se a solução padrão tiver cor equivalente a da solução da amostra. 5º Coletar o material restante no recipiente e retido nas duas peneiras para uma bandeja metálica e secar em estufa até constância de massa (msf). sempre que possível. 3º Determinar a massa seca do agregado (ms).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. é da seguinte maneira: 1º Coletar amostra representativa de acordo com a NBR 7216. para evitar a segregação da fração pulverulenta. misturando a amostra nesta água com freqüência.075mm. passante na peneira 0.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .2 e #0. -Se a solução da amostra for mais escura: teor de matéria orgânica > 300ppm. O material pulverulento da amostra (Mp) será determinado pela seguinte expressão: →Em anexo encontram-se as Folhas de Serviço usadas no Laboratório da Materiais de Construção para composição granulométrica de agregado graúdo e miúdo. Colocar água novamente e repetir a operação de lavagem tantas vezes quantas foram necessárias para que se obtenha uma solução praticamente limpa. 4º Colocar o material em um recipiente e adicionar água em grande quantidade. 2º Secar a amostra em estufa (105 a 110° C). b) Material Pulverulento: A determinação do material pulverulento. Verter a solução (água suja com pó) sobre um conjunto de peneiras superpostas (#1. formar uma amostra de ensaio ligeiramente superior a 100g.

64 ANEXO PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .

65 FOLHA DE SERVIÇO INTERESSADO: PROCEDÊNCIA DA AMOSTRA: DATA DO ENSAIO: PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.66 FOLHA DE SERVIÇO INTERESSADO: PROCEDÊNCIA DA AMOSTRA: DATA DO ENSAIO: PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .

Exemplo: misturas argilosas 3. nas condições ambiente de temperatura e pressão. 3. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Atingem altas resistências físico-mecânicas e mantêm-se estáveis nessa condição. Calcário Dolomito e Resíduos das centrais termoelétricas (cinzas volantes) e Subprodutos da indústria siderúrgica (escória de altoforno).67 CAPÍTULO 4 AGLOMERANTES 3. atualmente. são: Argila.4 ATIVIDADE QUÍMICA 3. As matérias-primas que atendem estas exigências. É de maior interesse para a construção civil.4.2 . 3. Gipsita. O processo reversível e a baixa resistência mecânica faz com que não interesse à construção civil.3 MATÉRIA-PRIMA Para os materiais aglomerantes terem uso na construção civil é necessário que sejam abundantes na natureza e tenham condições de aproveitamento econômico.4. argamassas e concretos . Exemplo: cales. endurecendo por simples secagem e/ou em conseqüência de reações químicas.2 EMPREGO São utilizados na obtenção de pastas.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. 3. Em geral são pulverulentos e quando misturados à água tem capacidade de aglutinar e formar suspensões coloidais. aderindo à superfície com as quais foram postos em contato.Quimicamente Inertes Endurecem ao meio ambiente pela evaporação da água de amassamento. tendo um grande campo de aplicação.1 DEFINIÇÃO São produtos empregados na construção civil para fixar ou aglomerar materiais entre si.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . cimentos e gessos.1 .Quimicamente Ativos O endurecimento é decorrente de uma reação química.

(Inertes) e cimento Portland Pozolânico e Alto-forno (Ativos). transformando-se rapidamente em hemi-hidratado quando em contato com a água. .Aglomerantes Hidráulicos: Podem ser empregados na água ou ao ar. gesso Paris ou gesso de pega rápida.1 – Gesso É um aglomerante natural resultante da queima do CaSO4. pois não resistem satisfatoriamente quando imersos em água. .Compostos: Aqueles que após cozimento recebem a adição de produtos. com a finalidade dar coloração especial. . 3. . melhorar a plasticidade.Simples: Aqueles que após cozimento não recebem a adição de outros produtos. . A temperatura de cozimento é na ordem de 160° a 250° O gesso transforma-se em C C.Aglomerantes Aéreos: Empregados somente ao ar. reduzir o calor de hidratação. Também chamado de gesso de estucador. 3.6 AGLOMERANTES AÉREOS 3. Ex: pó xadrex.Com adições: São aglomerantes aos quais são feitas adições de materiais inertes e ativos.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. etc.Cimento na cal: Aumentar a resistência e diminuir a dissolução do aglomerante que é aéreo. . chamados hidraulites. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.Mistos: Composição de dois aglomerantes.68 São divididos em: .Cal no cimento: Aumentar a plasticidade para facilitar a desempenagem. resistindo satisfatoriamente quando imerso em água.Naturais: Utilizam apenas uma matéria-prima na sua fabricação.5 CLASSIFICAÇÃO Os aglomerantes podem ser classificados como: . Exemplos: .6. .Artificiais: Utilizam mais de uma matéria-prima na sua fabricação.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .2H2O (sulfato de cálcio dihidratado→ gipsita). uma anidrita solúvel (material ávido por água). filler calcário.

.975t). Pernambuco é também o principal produtor nacional de gesso participando com 546. moldagem). não ultrapassando 10MPa. Fabricação do Gesso: . Piauí. . . Maranhão (50.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.597t). enquanto nos países desenvolvidos. .Alta solubilidade ( não deve ser empregado no exterior). Rio Grande do Norte.000t). . bem como acabamentos de encontros de parede e teto).Lisura da superfície. .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Amazonas (24. .759t) e Tocantins (8.276. Propriedades Estudadas: PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Características do Gesso: .Aglomerante baixo consumo de energia (não ultrapassa 300° C.Pega: Início com 2 a 3 minutos e fim com 15 a 20 minutos.572t.4%). .Plasticidade da pasta fresca.Seleção em frações granulométricas (pré . o restante é distribuído entre Maranhão. portanto deve-se usar armaduras galvanizadas e para trabalhá-lo empregar ferramentas em latão. A produção provém dos Estados de Pernambuco (1. Ceará (74.000t). . como substituto da gipsita.Britagem.000t). A indústria cimenteira é a maior consumidora mundial.Ataca o aço.3% das reservas brasileiras estão na Bahia (44. Bahia (20.Moagem do produto. a indústria de gesso e seus derivados absorve a maior parte da gipsita produzida. Pará (31.Endurecimento rápido.Baixa capacidade de aderência à madeira. . -Resistência do gesso é inversamente proporcional à relação água/aglomerante. . Propriedades do Gesso : .4%).5%) e Pernambuco 18. revestimento. o fosfogesso gerados como subproduto no processo de obtenção do ácido fosfórico nas indústrias de fertilizantes fosfatados. Cerca de 94.Capacidade isolante tipo médio (semelhante `a madeira seca e ao tijolo). Nas jazidas nacionais o teor é > 90%.fabricação. .2H2O for superior à 70%. não dá pega). permitindo destacar o aspecto decorativo (placas de forro para cozinha e banheiro.Pequena retratibilidade (utilizado em moldagem). 87.69 De 400° a 600 ° se transforma em anidrita insolúvel (inerte.165t) e Tocantins (10.Queima (desidratação térmica da gipsita). Ceará. As fábricas de cimento situadas nos Estados de São Paulo e na região Sul utilizam.Extração (céu aberto ou subterrânea).6% da produção nacional). a produção em 1999 foi da ordem de 19. Tocantins e Amazonas.927 t (91% da produção nacional). C A exploração é economicamente viável quando o teor de CaSO4. De 900° a C C C 1200 ° obtém -se o gesso de pega lenta. Os Estados Unidos é o maior produtor e consumidor mundial de gipsita.4 milhões de toneladas. ocorrendo produção também no Ceará (43.

. Tem-se verificado que ele se dá após 12 horas de armazenamento do produto em atmosfera de 80 % umidade. mal cristalizado. Gesso aplicado em odontologia. .Granulometria: Distribuição do tamanho dos grãos.70 . indicando a velocidade das reações químicas. . A transformação da anidrita III em hemidrato é chamada de estabilização do gesso. Características do produto de desidratação: a) Hemidratos CaSO4.Sanidade: Verificação de sua estabilidade superficial.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . com pressão parcial de vapor de água.06 e 0. quando obtida a 350° ou C ainda gesso calcinado à morte quando obtida entre 700 e 800° É constituinte dos gessos de C. Muito reativa. A anidrita de alta temperatura é obtida por calcinação a 1180° C. Hemidrato β: Produto microporoso. c) Anidrita II Insolúvel: Chamada também de anidrita supercalcinada. Utilizado na Construção Civil.Tempo de pega: Intervalo de tempo necessário para que a pasta se solidifique.11 moléculas de H2O). obtido pela desidratação realizada à pressão atmosférica. b) Anidrita III Solúvel: Produto contendo água de cristalização em baixos teores (0.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.Variação dimensional: Verificação da sua estabilidade volumétrica em condições de exposição adversas. transforma-se em hemidrato com a umidade do ar.1/2 H2O Hemidrato α: Produto bem cristalizado obtido pela desidratação em autoclave em pressões superiores a 1000KPa. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. construção de dureza elevada. um indicador da plasticidade da pasta e da lisura (acabamento) de sua superfície.

3 – Cal Aérea É um aglomerante natural. Resulta em material duro e resistente à abrasão.71 d) Anidrita I : Chamada de anidrita de alta temperatura ou anidrita α. C. e) Gesso de construção: Produto de calcinação da gipsita contendo hemidrato em uma % mínima específico que varia de país para país.2 – Cimento Sorel Foi descoberto pelo eng. Sofre a ação da água. Pode ser feito uma espécie de concreto chamado xilolita. Dá a pega em menos de 24 horas. areia. A reação química básica que dá origem ao aglomerante é: como: Na cal aérea o índice de hidraulicidade (R) deve ser inferior a 0. devido às suas propriedades. obtida por calcinação da gipsita à 1200° Resfriamento transforma-se em anidrita II. porém a diminuição da qualidade de isolamento acústico e térmico.6. mas melhora a propriedade de isolamento e a xilolita com material inorgânico possui maior resistência. proveniente de rochas existentes na natureza (calcários e dolomitos). restos de madeira. endurece completamente antes de quatro meses.1.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.6. etc. Quase não utilizado no Brasil. São preparados por uma mistura de magnésia calcinada com cloreto de zinco e óxido de zinco com cloreto de magnésia. bastante comum na Europa. A temperatura de cozimento cerca de 900° C. 3. dependendo da proporção elementos constituintes. deteriorando-se quando repetidamente molhado. francês Sorel no século passado. pó de pedra. 3. A xilolita com matéria orgânica tem menor resistência. talco. lã celulósica. de couro.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . produto da mistura da magnésia Sorel com material de enchimento (resíduos de cortiça. asbestos. Este índice é definido PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.

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Classificação quanto ao rendimento: - Gordas: Rendimento é superior a 82%. 1m³ deste tipo de cal dá mais de 1,82 m³ de pasta, ou seja, são necessários menos de 550kg da cal para obter 1m³ de pasta. - Magras: Rendimento é inferior a 82%. 1m³ deste tipo de cal dá menos de 1,82 m³ de pasta, ou seja, são necessários mais de 550kg de cal para obter 1m³ de pasta. O conceito de rendimento é função da definição de consistência da pasta. A consistência é arbitrária, normalmente determinada pelo abatimento de um cilindro de 5 cm de diâmetro e 10cm de altura, que se deforma para 8,7cm pela remoção do molde. Cal de variedade cálcica oferece melhores rendimentos que cal magnesiana. A hidratação da cal virgem dá origem à: - Cal Extinta: È o produto resultante da adição de grande quantidade de água à cal virgem dando como produto resultante uma pasta. Classificação das cales segundo o tempo de extinção : a) Extinção Rápida: Quando a extinção se inicia antes de 5 minutos. A extinção deverá ser procedida adicionando a cal à água cobrindo-a toda. Não permitir o desprendimento do vapor, adicionando sempre mais água. b) Extinção Média: Quando a extinção se inicia entre 5 e 30 minutos. Água adicionada à cal, até cobri-la toda. Mexer sempre que necessário. c) Extinção Lenta: Quando a extinção se inicia depois de 30 minutos. Água adicionada à cal, até umedece-la completamente, esperando que a reação se inicie. Depois, se for necessário, adicionar cautelosamente mais água.

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- Cal Hidratada: È o produto obtido pela adição de água à cal virgem. A quantidade de água é apenas aquela necessária para formação do Ca(OH)2, que é um pó seco. Este processo é feito em fábrica. As cales rápidas normalmente são as cálcicas e as lentas as magnesianas. Procedimentos observados na utilização das cales : -Cal virgem em pedra: O material deve ficar de 3 a 5 dias na água, para cal destinada à argamassa de assentamento e 7 dias para argamassa de revestimento. -Cal hidratada: Usada diretamente (em pó) na confecção de argamassas. Para que seja evitado danos futuros nos revestimentos, deve ser feita uma mistura da cal com areia e água 24 horas antes de sua utilização ou produzir-se, com a mesma antecedência, leite de cal (cal + água). Observação: Atualmente em Santa Catarina, especialmente na região da grande Florianópolis, usa- se muito argamassas usinadas de cal e areia, tanto para assentamento de alvenaria quanto para revestimento. A esta mistura adiciona-se cimento Portland na obra. Neste caso a cal utilizada nas usinas é a cal virgem em pó e sua extinção é feita por reatores(tanques com pás giratórias). A cal é adicionada à água com o misturador ligado e é preparada uma pasta durante o tempo de mais ou menos 8 horas. Após este tempo, a nata de cal formada é misturada com areia em misturadores contínuos de rosca sem fim ou em betoneiras estacionárias. A mistura permanece em estoque até sua comercialização por um período de 2 a 5 dias. Para revestimentos, deve-se usar a cal misturada com areia que tem a capacidade de tornar o material mais poroso, permitindo a penetração do CO2; diminuir os efeitos da retração por secagem e baixar o custo da argamassa. Segundo o DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral) a participação da produção de cal virgem representa cerca de 66,0% da produção nacional e a da cal hidratada 34,0% em 1999. Em 1998 esses percentuais eram de 67,0% e 33,0% respectivamente. A Região Sudeste, tradicional produtora, respondeu por 87,8% de toda a cal produzida no país, seguida da Região Nordeste com 5,6%, Região Sul com 4,3%, Região Centro-Oeste com 1,8% e Região Norte com 0,5%. As Unidades da Federação mais importantes neste contexto, foram: São Paulo, 17,4% da produção de cal virgem e 75,5% da produção de cal hidratada, Minas Gerais com 25,0% da cal virgem e 17,3 da cal hidratada, Rio de Janeiro, 26,0% da cal virgem, Espírito Santo 20,6% da cal virgem, Bahia 6,4% da cal virgem e Rio Grande do Sul, 5,6% da cal hidratada. É importante observar que parcela considerável da produção de cal virgem está fortemente atrelada à indústria de aço, mais precisamente 51,5% da produção brasileira de cal virgem, em 1999, foi produção cativa de responsabilidade de Usinas Siderúrgicas, o que representou quase 30,0% de toda a produção nacional.

3.7 AGLOMERANTES HIDRÁULICOS
3.7.1 - Cal Pozolânica É uma mistura feita com a cal aérea e a pozolana. Descoberta pelos romanos onde eles misturavam uma cinza vulcânica, encontrada próxima ao Vesúvio com a cal hidratada, obtendo
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um aglomerante que endurecia com a água. A cal hidratada entra em proporção variável de 25 a 45%. Atualmente é um aglomerante em desuso, mas sendo importante para documentação técnica, além do valor histórico, pois existe ainda hoje, restos de ruínas de construções realizadas com ele, como o cais de Calígula. 3.7.2 - Cal Metalúrgica É um produto semelhante a cal pozolânica, sendo que a pozolana é substituída pela escória de alto forno finamente pulverizada. Na sua fabricação ocorre britagem, moeduras, peneiramento da escória metalúrgica e imediata mistura à cal hidratada em proporções variáveis de quatro a dois para um em peso. Esse produto é normalizado na França, constituindo a atériaprima para elaboração do cimento de alvenaria. Este produto não existe em nosso país. 3.7.3 - Cal Hidráulica Recebem o nome de cal hidráulica uma família de aglomerantes de composição variada, obtidos pela calcinação de rochas calcárias, natural ou artificialmente, tenham uma quantidade considerável de materiais argilosos. O produto endurece sob a água, mas pela quantidade de hidróxido de cálcio que contém, sofre também a ação de endurecimento pela carbonatação roveniente da fixação do CO2 do ar. O processo de fabricação é semelhante ao da cal comum (aérea). Normalmente utilizam-se dois fornos contínuo, sendo o produto calcinado imediatamente extinto. A extinção, neste caso, serve para hidratar o óxido de cálcio presente, transformando-o em hidróxido, para que seja evitado posteriores expansões nocivas ao comportamento do material, e servindo também para, através do efeito mecânico desta expansão,obter uma pulverização natural do produto. A operação de extinção da cal hidráulica é muito delicada. A proporção de água não deve ultrapassar os limites convenientes, para evitar a eventual hidratação dos silicatos produzidos. Depois da extinção da cal hidráulica, o produto é peneirado e encontra-se em condições de expedição e emprego. A cal hidráulica não é um produto apropriado para construções sob a água. Sua pega é muito lenta, sendo mais adequada a um uso de menos responsabilidadde, como em misturas denominadas cimentos de alvenaria. De acordo com o teor de argila nas cales hidráulicas, elas se dividem em (detalhes Tabela 1): • • • • Fracamente; Medianamente; Propriamente; Eminentemente hidráulicas.

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por causa da menor proporção de aluminatos de cálcio. O índice de hidraulicidade está entre 0.6 e 0.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. C. 3.7. formando uma pasta que endurece pela hidratação dos silicatos e aluminatos. 1796) . que é aproximadamente 1000° é produzido um material praticamente sem cal livre.5 e 0.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .Cimento de Pega Rápida Quando a relação entre os componentes argilosos e a cal é superior a 0. sendo que os últimos reagem rapidamente.Cimento Natural Nos calcários que após a calcinação dão índices de hidraulicidade entre 0.65 e se a temperatura for elevada até a fusão parcial. o cozimento abaixo da temperatura de fusão. devido à heterogeneidade darocha ou à deficiência de temperatura em determinados pontos do forno.4 . As pedras cozidas e moídas são misturadas a água. É verdade que nem sempre é possível evitar a presença de uma pequena quantidade de cal livre.7. Pode-se produzir o cimento romano a partir de misturas de calcário e argila que passa a denominar-se de cimento artificial de pega rápida.5 . por isso a denominação de pega rápida. Sua produção depende da composição adequada da rocha calcária utilizada como matéria-prima. O aglomerante estudado tem o nome de “cimento natural de pega rápida” ou cimento romano (patenteado por Joseph Parker.76 3. pois os romanos nunca se utilizaram de material dessa natureza.8.6 na rocha calcário-argilosa utilizada. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. sendo esta última denominação imprópria. Denomina-se de “cimento natural de pega lenta”. Possui boas qualidades técnicas. é obtido um aglomerante praticamente sem cal livre e com pega não muito rápida.

aglutinantes ou ligantes. A partir de então seguiu-se o desenvolvimento de outros cimentos hidráulicos. com uma certa proporção de sulfato de cálcio natural. O cimento é um produto obtido pela pulverização do clínquer constituído essencialmente de silicatos hidráulicos de cálcio. requereu patente para a fabricação de seu cimento.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . levou até ao cimento dos nossos dias o qual ainda está sendo aperfeiçoado. o cimento é um material rigorosamente definido. 1995). pedreiro. sulfato de cálcio e adições normalizadas finamente moído. Na realidade este cimento ainda era uma cal hidráulica. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Em 1818 o francês Louis Vicat consegue resultados satisfatórios. Esta definição abrange uma grande variedade de materiais (NEVILLE.8 .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.Cimento Portland Histórico: O cimento originou a cerca de 4. de alto forno. seis anos depois. que endurece sob ação de água. Apenas no século XVIII. no ano de 1756. O cimento Portland é um aglomerante hidráulico (endurece através de reações com a água e conserva suas propriedades e estabilidade em meio aquoso) obtido pela mistura homogênea de clínquer Portland. a já ampla gama de aplicações do cimento Portland. e também melhor moagem. misturando componentes argilosos e calcários. como o "cimento romano" obtido por James Parker. No dia 21 de outubro de 1824. ficando conhecido como o inventor do cimento artificial. necessária para a formação do "clínquer. o inglês John Smeaton descobriu um produto de alta resistência por meio da calcinação de calcáreos moles e argilosos. Atualmente. a cada dia." A superioridade do cimento sobre as cales hidráulicas foi provada por Grant que se dedicou ao estudo do cimento Portland. pois não havia alcançado a temperatura de fusão incipiente. Atualmente o Brasil produz cimento Portland comum. De uma forma mais suscinta seria um pó fino com propriedades aglomerantes. Definição: O cimento pode ser definido como todo o material com propriedades adesivas e coesivas capaz de unir fragmentos de minerais entre si de modo a formar um todo compacto. contendo eventualmente. As grandes obras gregas e romanas foram construídas com o uso de certas terras de origem vulcânica que possuem propriedades de endurecimento sob a ação da água. ao qual chamou de Portland por apresentar cor e propriedades de durabilidade e solidez semelhantes às rochas da ilha britânica de Portland. cuja a fabricação segue princípios científicos bem estabelecidos. de alta resistência inicial. branco e pozolânico.7.77 3. A grande versatilidade de emprego e as notáveis qualidades de adaptação a novos produtos e métodos construtivos aumentam. o inglês Joseph Aspdin. Os monumentos do Egito antigo já utilizavam uma liga constituída de gesso calcinado.500 anos. A evolução industrial permitiu maiores temperaturas para a obtenção de melhor clínquer. 1997). adições de certas substâncias que modificam suas propriedades ou facilitam o eu emprego (BAUER.

combinados. Estes podem ser Calcíticos. -Pré-aquecimento e Pré-calcinação da farinha. -Ensacamento e expedição do cimento. Vale salientar que a cal. estes elementos químicos. Os minerais argilosos são essencialmente silicatos de alumínio hidratados. -Gipsita (gesso)→ É o sulfato de cálcio que tem como finalidade controlar o tempo de pega (endurecimento) do cimento após a adição de água. Dolomíticos ou Magnesianos dependendo das concentrações de cálcio e magnésio presentes na sua composição. -Dosagem da mistura crua. -Homogeneização do clíquer. a sílica. È composto predominantemente por carbonato de cálcio e por carbonatos de cálcio mais carbonatos de magnésio. -Minério de ferro→O mais comumente usado é a hematita (Fe2O3) por ser o mineral de ferro mais abundante e importante comercialmente.78 Matérias-primas: As matérias-primas utilizada na fabricação do cimento Portland devem conter Cálcio(Ca). podendo conter os elementos alcalinos e alcalinos-terrosos. produzem compostos hidráulicos ativos. Em algumas argilas o alumínio é substituído parcialmente pelo ferro. tornando-se os componentes essenciais do cimento Portland. Etapas do processo de Fabricação: -Extração das matérias-primas. Silício (Si). álcalis e outros óxidos)→ As argilas são rochas constituídas de um certo número de minerais em proporções variáveis. -Pedra calcária – CaO (cal) + CO2 (gás carbônico)⇒ O calcário é um mineral dos mais abundantes na crosta terrestre. -Moagem das matérias-primas→Fabricação da farinha. -Moagem do clínquer e adições→ Fabricação do cimento. Alumínio (Al) e Ferro (Fe).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . -Britagem das matérias-primas. -Homogeneização da farinha. -Calcinação da farinha→Fabricação do clínquer. -Argila – SiO2 (sílica) + Al2O3 (alumina) + Fe2O3 (óxido de ferro) + impurezas (magnésio. -Homogeneização e estocagem do cimento. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. a alumina e o óxido de ferro constituem cerca de 95% a 96% do total na análise de óxidos.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.

e a velocidade de resfriamento influencia no grau de cristalização e quantidade de material amorfo presente no clínquer frio.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . O cimento deve ser considerado como estando em equilíbrio congelado: após resfriado reproduzem equilíbrio existente à temperatura de cliquerização. As propriedades do material amorfo. conhecido como fase vítrea diferem consideravelmente daquelas dos compostos cristalinos com uma composição química similar.79 Composição Química do Cimento: Estes compostos reagem entre sí no forno. Esta hipótese é considerada no cálculo dos Teores de Compostos de Cimentos Comerciais. formando uma série de produtos mais complexos e com exceção de um pequeno resíduo de cal que não teve tempo suficiente para reagir é atingido um equilíbrio químico. Durante o resfriamento o equilíbrio químico não é mantido. A “composição potencial” é calculada a partir das quantidades de óxidos presentes PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.C3S: Composto essencial do cimento Portland. Reage em poucas horas liberando grande quantidade de calor. Libera pequena quantidade de calor. .C2S: Composto de pega lenta com fraca resistência até os 28 dias.80 no clínquer como se tivesse ocorrendo completa cristalização. É pratica comum da indústria de cimento calcular o teor de compostos do cimento Portland a partir da análise dos óxidos usando uma série de equações desenvolvidas por BOUGE. . PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. A Tabela 2 mostra os compostos constituintes do cimento.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Tabela 3: Constituintes do cimento Propriedades dos compostos do cimento: Usualmente considera-se como os principais constituintes do cimento : silicato tricálcico (C3S). silicato dicálcico (C2S). Responsável pela resistência inicial. aluminato tricálcico (C3A) e ferro aluminato tetracálcico (C4AF).

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Baixa resistência e não resiste à águas sulfatadas. introduziu um método baseado em leis estequiomátricas química.81 . O Método de Bogue admite que as reações químicas de formação dos compostos sejam completas e. . (ASTM C-150 ou NBR 5737).C4AF: Composto de pega rápida. BOGUE.C3A: Composto de pega instantânea liberando altíssima quantidade de calor de hidratação. H.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .admite que a presença de impurezas (MgO e álcalis) possam ser ignoradas. PCA (Portland Cement Association). PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Determinação da composição potencial ou teórica dos compostos do cimento: R. a presença de Fe2O3 fixa a alumina e melhora o desempenho do cimento ao ataque de águas sulfatadas. admitindo a cristalização total dos componentes do clínquer do cimento Portland.

82 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .

PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. assim como em todos os países do mundo são produzidos diversos tipos de cimento com diferentes características físicas. média resistência a sulfatos e alta resistência a sulfatos.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.83 Tipo de cimento Portland: No Brasil. A durabilidade de uma obra de concreto é função: da resistência mecânica. Os principais tipos de cimento produzidos no Brasil dividem-se em: a) Os constituídos principalmente de clínquer tipo Portland. c) O cimento Portland branco. o de alta resistência inicial. de estabilidade dimensional e da resistência química do concreto (as quais são governadas pelo principal constituinte que é o cimento). b) Os constituídos de clínquer tipo Portland e adições ativas: escória de alto forno e pozolânica. O seu emprego racional depende do conhecimento dessas características que orientam a escolha do tipo adequado a cada finalidade. mecânicas e químicas. tais como cimento comum. cujo clínquer não contém óxido de ferro.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Relação entre massa e volume do cimento. produzido a partir da fusão de uma mistura de calcário e bauxita Propriedades Massa Específica: A massa específica (d) do cimento Portland é determinada de acordo com as prescrições da NBR 6474.84 d) Cimento Aluminoso. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.

PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . pelo ensaio do aparelho de Vicat. A sonda é posta a penetrar verticalmente em pasta fresca por ação de um peso total (incluindo sonda) de 300g.85 Finura: A área específica é determinada através de um aparelho chamado Permeabilímetro. liso. Pasta de Cimento: O tempo de pega do cimento é determinado. Essa consistência normal é verificada no mesmo aparelho de Vicat. um corpo cilíndrico. metálico. utilizando-se a chamada sonda de Tetmajer. Os ensaios são feitos com pasta de consistência normal com o aparelho de Vicat. que influi no grau de atividade do cimento. A pasta é misturada em proporção que conduz a uma consistência denominada normal. Nesse aparelho mede-se a resistência à penetração de uma agulha na pasta de cimento ( NBR 11581).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Caracteriza a finura. Tempo de Pega: A caracterização da pega dos cimentos é feita pela determinação de dois tempos distintos tempo de início e o tempo de fim de pega. de 10mm de diâmetro e terminado em seção reta.

A embalagem original (sacos de duas folhas de papel extensível) é suficiente para manter a integridade do produto. evitando lugares que tenham empoçamento. O processo é descrito pormenorizadamente no método NBR 7215 da ABNT. 7 e 28 dias. Caso isto não aconteça a sua capacidade aglomerante será comprometida. 3. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Armazenamento e conservação do cimento Portland: Para garantir suas propriedades.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. goteiras e umidade.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Resistência de uma Argamassa Normal de cimento nas idades indicadas: 1. desde que sejam respeitadas algumas regras de armazenamento : -o depósito de cimento deve ser totalmente protegido das intempéries. o cimento deve permanecer livre de umidade até que seja utilizado.86 Resistência: A resistência mecânica dos cimentos é determinada pela ruptura à compressão de corposde-prova realizados com argamassa.

pode ser empilhado quinze sacos.87 -empilhamento no máximo 10 sacos. Quando o piso for impermeabilizado os sacos poderão ser colocados sobre lona plástica. -os lotes de cimentos devem ser identificados por tipos. -o cimento deve ser utilizado obedecendo-se a ordem de sua entrada no depósito. distantes aproximadamente 30cm do chão. Este empilhamento deve ser realizado sobre estrados de madeira. Tipos de cimento portland e suas aplicações: A ABCP – Associação Brasileira de Cimento Portland. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. transporte e armazenamento. Deve haver espaços entre as pilhas. -caso o cimento seja pouco afetado pela umidade.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. evitando assim a compactacão do cimento no saco. -o prazo de validade de 90 dias (norma brasileira) se refere ao produto sob condições ideais de acondicionamento.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . devendo ser previamente peneirado em malha de pequena abertura. Também devem ficar afastados da parede para que não absorva a umidade existente na parede. elaborou uma tabela com os principais tipos de cimento encontrados no mercado com suas respectivas aplicações. ele ainda poderá ser aproveitado em serviços onde não seja necessárias grandes resistências. para cimentos consumidos num período de armazenamento inferior a 15 dias. de tal maneira que os cimentos mais antigos sejam comercializados antes dos cimentos novos. marcas e datas de forma que não sejam misturados (facilitam) .

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4.1 DEFINIÇÃO Misturas de aglomerantes e agregados com água. a pasta. As pastas são misturas íntimas de um ou mais aglomerantes e água.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .. e um material inerte.89 CAPÍTULO 5 ARGAMASSAS 4. 1993). PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. pedras. As pastas quando preparadas com excesso de água são denominadas natas. blocos. pastilhas. cerâmicas. o agregado miúdo. -No assentamento tijolos. agregado miúdo e água (exceto argamassas betuminosas). São materiais de construção constituídos por uma mistura íntima (homogênea) de um ou mais aglomerantes. possuindo capacidade de endurecimento (NBR–7200). Ainda podem ser adicionados produtos especiais para melhorar ou conferir determinadas propriedades ao conjunto (PETRUCCI. etc.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. -Regularização de pisos e reparos de peças de concreto.2 APLICAÇÃO -As argamassas são muito utilizadas em construção. As argamassas são constituídas de um material ativo. -Revestimento de paredes e tetos (emboço e reboco).

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As natas de cal são utilizadas em revestimentos e pinturas. As natas de cimento são utilizadas para fazer ligação de argamassas e concretos de cimento e para injeções. As pastas têm uso restrito em construções, tanto pelo seu elevado custo como, também pelos efeitos secundários que se manifestam, principalmente a retração. A adição de agregado miúdo à pasta, no caso das argamassas de cimento, é com a finalidade de torná-las mais econômicas e eliminar em parte as modificações de volume (diminuir os efeitos da retração); no caso das argamassas de cal, a adição de areia , além de oferecer as vantagens citadas anteriormente, tornam as argamassas mais permeáveis ao ar para permitir o acesso do gás carbônico para ocorrer a carbonatação.

4.3 PROPRIEDADES DAS ARGAMASSAS
As argamassas devem ter algumas propriedades, tanto no estado fresco quanto no estado endurecido. As propriedades são estas: 4.3.1 - Estado Fresco: Período decorrido entre a mistura de aglomerantes e agregados com a água e o início das reações de pega. No estado fresco, as argamassas devem possuir as seguintes propriedades: -Consistência: É a propriedade de uma argamassa em apresentar maior ou menor facilidade de se opor à resistência a uma dada deformação. A quantidade de água adicionada e o uso de aditivos especiais (plastificantes e superplastificantes) são fatores que influenciam a consistência da argamassa. -Retenção da consistência: É a propriedade da argamassa em manter sua consistência após em contato com um substrato. É importante para as argamassas de assentamento das alvenarias e peças cerâmicas de revestimento e dependem fundamentalmente da retenção de água. -Coesão e tixotropia: A coesão é a capacidade de argamassa fresca em manter seus constituintes homogêneos sem segregação. As argamassas de assentamento e revestimento de alvenarias devem possuir uma boa coesão. A forma mais utilizada para conseguir-se a coesão em argamassas de assentamento e revestimento é usando a cal hidratada. Argamassas tixotrópicas exigem uma baixa energia para alterarem sua forma, mas depois de alterada, conseguem mantê-la mesmo sob ação da gravidade. A tixotropia é propriedade exigida nas argamassas de assentamento de peças cerâmicas e argamassas de recuperação. Para alcançá-la pode-se usar aditivos a base de polímeros e adições minerais como cinza volante, microssílica, cinza da casca de arroz, entre outras. -Plasticidade: É a propriedade da argamassa fresca em deformar-se e reter certas deformações após a redução das tensões que lhe forem impostas. Depende da coesão, consistência e retenção de água.

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-Retenção de água: É a capacidade de argamassa fresca em manter sua consistência ou trabalhabilidade quando sujeita à solicitações que provoquem perda de água (evaporação ou sucção do substrato). Os aglomerantes são os principais responsáveis pela capacidade de retenção de água, devido à elevada área específica e à grande capacidade de adsorção de suas partículas. Nas argamassas mistas de cal e cimento os fatores que influenciam a retenção de água são a área específica (finura do aglomerante); a natureza da cal (cales dolomíticas apresentam melhores características do que as calcíticas); a maturação prévia das argamassas de cal (período de repouso antes da aplicação); o valor da relação agregado/aglomerante e cal/cimento (traços com elevado consumo de aglomerante, a retenção de água é elevada independente do teor de cal; a retenção de água melhora com o aumento da relação cal/cimento no traço) e a capacidade de absorção da base (sucção capilar do substrato influencia diretamente na retenção de água da argamassa). A retenção de água também influencia em algumas propriedades do estado endurecido como retração na secagem e resistência mecânica final. -Adesão inicial: É a propriedade da argamassa fresca em permanecer adequadamente unida à base após sua aplicação. Sofre influencia da coesão e plasticidade da argamassa e pelas propriedades do substrato ( absorção inicial e rugosidade). Esta propriedade está diretamente ligada a aderência da argamassa ao substrato no estado endurecido. 4.3.2 - Estado Endurecido: É o período decorrido entre a mistura de aglomerantes e agregados com a água e o fim das reações de pega. No estado endurecido, as argamassas devem possuir as seguintes propriedades: -Resistência Mecânica: Independente do tipo de aplicação de uma argamassa, esta sempre será submetida a algum tipo de esforço mecânico após seu endurecimento. As argamassas de assentamento são solicitadas à compressão, as argamassas de revestimento à abrasão superficial, impacto e tensões de cisalhamento (movimentações do substrato e/ou variações térmicas/higrométricas). A resistência mecânica de uma argamassa depende do tipo e teor de aglomerante empregado. O cimento Portland é o principal responsável por esta propriedade nas misturas convencionais. Misturas muito ricas em cimento provocam uma alta retração volumétrica além de diminuírem a capacidade do material em absorver pequenas deformações sem fissurar. -Deformabilidade: É a propriedade da argamassa em se deformar sem criar tensões no material. Importante nos revestimentos e assentamentos de unidades de alvenaria. -Permeabilidade: É a capacidade de um material em se deixar atravessar por um fluido. Pode ser controlada pelo tipo e quantidade de aglomerante usado. O uso do cimento Portland em proporções adequadas pode diminuir a permeabilidade de um revestimento argamassado. Enquanto que com teores excessivos podem levar a fissuração por retração hidráulica comprometendo a permeabilidade. -Retração volumétrica: É a retração resultante da reação química dos aglomerantes (cal e cimento Portland) e remoção da água adsorvida nos produtos de hidratação durante a secagem.
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Alguns fatores influenciando a retração: o teor de aglomerante (determina a retração por hidratação e carbonatação, relacionadas aos processo de endurecimento da pasta aglomerante); o volume de água (quanto maior o volume de água utilizado na confecção da argamassa, maior será a retração final, devido ao aumento do volume da pasta); granulometria dos agregados (uso de agregados de composição granulométrica contínua e com módulo de finura não muito baixos conduzem a um menor volume de vazios a serem preenchidos pela pasta, além de diminuir o consumo de água de misturas necessário à obtenção de uma consistência adequada) e condições ambientais (temperatura e umidade do ambiente de aplicação da argamassa influenciam na retração, temperaturas elevadas e umidades baixas intensificam o processo facilitando a saída da água adsorvida nos produtos de hidratação). -Aderência: É a capacidade da argamassa em se fixar no substrato onde é aplicada. Quando a argamassa entra em contato com o substrato, ocorre migração de água de um material para o outro, carreando materiais cimentícios. Este material ao hidratar, fixa-se nos poros superficiais do substrato, ocasionando a aderência da argamassa. Alguns fatores afetam a aderência de uma argamassa: adesão inicial, rugosidade e absorção inicial do substrato, retenção de água, tipo de aglomerante empregado e granulometria dos agregados.

4.4 CLASSIFICAÇÃO DAS ARGAMASSAS
4.4.1 - Classificação quanto ao emprego: a) Comuns: Quando se destinam a uso comum. Exemplos: Argamassa para rejuntamentos, para revestimentos, para pisos, injeções, etc.). c) Especiais: Quando destinadas a uso não comum. Exemplos: Refratárias (resistir altas temperaturas), de reparos, etc. 4.4.2 - Classificação quanto ao tipo de aglomerante: a) Aéreas: Quando utiliza-se um ou mais aglomerantes aéreos. Exemplos: De cal aérea, gesso, magnésia sorel. b) Hidráulicas: Quando utiliza-se um ou mais aglomerantes hidráulicos. Exemplos: Cal hidráulica e cimento Portland comum). c) Mistas: Quando utiliza-se um aglomerante aéreo e um aglomerante hidráulico. Exemplos: Cal e cimento. 4.4.3 – Classificação quanto à dosagem: a) Pobres ou Magras: Quando o volume de pasta é insuficiente para preencher o volume de vazios. b) Cheias: Quando o volume de pasta preenche exatamente os vazios do agregado. c) Ricas ou gordas: Quando há excesso de pasta.
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já que diminui a sua resistência. Não devem ser utilizadas composições muito ricas nem com muita quantidade de água devido ao problema da retração.5.Argamassas de gesso: São empregadas em revestimentos internos de acabamento fino. etc. concreto. 4. assentamento de pisos. Normalmente.7 (gesso: água). São caracterizadas pela pouca trabalhabilidade (baixa coesão) e grande resistência.93 4.5 ARGAMASSAS AÉREAS 4. b) Plásticas: Com um pequeno esforço atinge a sua forma final.Argamassas de cal aérea: Tem uso bastante limitado (apenas para interiores de edificações). As pastas e argamassas de gesso também possuem uma elevada resistência a altas temperaturas. devido a baixa resistência mecânica (menor que 1MPa aos 28 dias) e alta retração na secagem. serve apenas para baratear a mistura. pisos. 4.1 .6.4 . peças cerâmicas e de revestimento de alvenarias. Exemplo: Argamassas de preenchimento de blocos de concreto. assentamento alvenarias e argamassa armada.Classificação quanto à consistência: a) Secas: É necessário aplicar uma energia significativa para poder conformá-la na sua forma final. em volume. Não devem secar de maneira muito rápida porque as reações de carbonatação necessitam da presença de água.4. sem adição de areia. -Traço para argamassa: 1:1-3 (gesso: areia).1 .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . 4. quando utilizado. Quando deseja-se uma superfície muito lisa não se faz uso da areia. emprega-se o gesso puro.Argamassa de cimento: As argamassas de cimento e areia têm alguns empregos como chapiscos. Empregadas na proteção de elementos construtivos de madeira. O agregado.2 . c) Fluídas: Escorrem e se auto-nivelam sem qualquer esforço além da força da gravidade para sua aplicação. contrapisos.0. O gesso não necessita da adição de agregado para evitar a retração hidráulica. Exemplos: Argamassas de assentamento de tijolos.5. Exemplo: argamassas magras utilizadas em contrapiso.6 ARGAMASSAS HIDRÁULICAS 4. anterior ao uso para que se complete a extinção da cal. aços.6. -Traço para gesso em forma de pasta: 1: 0. em lugar da argamassa. blocos. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. em volume. Na utilização da cal hidratada deve ser feita uma mistura prévia.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.

5 (cimento.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .10 (cimento. Possuem propriedades como resistência (conferida pelo cimento). tetos e forros falsos de gesso→1: 0 . -Chapisco→1: 2 .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. -Contrapiso para assentamento de carpete e cerâmica→1:3 – 4 (cimento e areia).4. São empregadas em emboços e rebocos e assentamento de alvenaria.Argamassas mistas de cal e cimento: São as mais empregadas na construção civil.6. -Emboço e reboco (interno e externo)→1: 2 : 8 . A proporção da mistura depende da utilização desejada. -Assentamento de alvenaria de média resistência. cal hidratada.3 (cimento e areia). areia). areia). areia). -Revestimentos finos.2 . -Assentamento de alvenaria de alta resistência ou sujeitas a ambientes agressivos→1:1/2: 3 . Abaixo estão listadas algumas proporções usuais para argamassas utilizadas na construção civil: -Assentamento de alvenaria pouco resistentes→1: 2: 8 . cal hidratada.10 (cimento. cal hidratada. cal hidratada.94 4. trabalhabilidade (conferida pela cal) e retenção de água (conferida pela cal). alvenaria estrutural→1: 2: 6 (cimento. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. areia). São recomendados alguns traços em função do tipo de aplicação.2 (gesso e areia).

Alvenaria com superfície regular para assegurar a ligação com o revestimento. etc.Movimentação térmica e higroscópica exagerada do revestimento. os descolamentos.Condições e/ou meios a que está exposto. . PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Várias causas contribuem para estas patologias. Geralmente são conseqüência de rachaduras e descolamentos nas paredes.).Propriedade de aderência do reboco.95 4. Fissuras: Podem ser causadas por rachaduras da alvenaria devido aos tijolos soltos da argamassa de assentamento ou também pela deficiência na aderência entre a alvenaria e o próprio revestimento. . . As principais são: Fatores externos aos revestimentos. o bolor. . Além dos defeitos de execução (superfície irregular.Má execução do revestimento.Movimentação térmica e higroscópica diferenciada entre a base (alvenaria) e revestimento. mau proporcionamento das argamassas e tipo e qualidade dos materiais utilizados para preparar as argamassas de revestimento.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . . De modo geral.o esfarelamento e as vesículas. falta de prumo. .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.7 PATOLOGIAS RELACIONADAS ÀS ARGAMASSAS Nos rebocos os defeitos mais comuns são as manchas. má aplicação do revestimento. as fissuras. furos. os principais fatores que estão ligados às fissuras no reboco são: .Envelhecimento natural dos materiais ou fadiga.

para saber se a fissura está apenas no reboco.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . uma vez que o reboco. . VERÇOZA (1991) aconselha que o reboco deve ser mantido úmido por três dias para propiciar uma secagem lenta. sua causa deve ser investigada e eliminada. deve-se tratar de corrigí-las. Esta secagem sempre causa uma diminuição da altura da parede.Aderência do revestimento com a base. pois a presença elevada de aglomerante e de finos implica em elevada quantidade de água de amassamento. já que está a ela aderida. por isso a parede não deve ser revestida antes que isto ocorra pois.Porcentagem de finos existente na mistura. número de camadas aplicadas. Durante a remoção do reboco também é possível perceber e avaliar a aderência entre o mesmo e alvenaria. rápida perda de água durante o endurecimento por ação intensiva de ventilação e/ou insolação. VERÇOZA (1991) diz que é a resultante da variação volumétrica do próprio reboco. para só então partir para os reparos. As fissuras de retração ocorrem quando a argamassa seca muito rápido ou quando ela possui quantidades de água exageradas. deve-se retirá-lo em uma pequena área em torno da fissura e observar se existem trincas na alvenaria ou tijolos soltos. Nos casos mais comuns estas expansões vem acompanhadas de vesículas. se o reboco já foi executado. espessuras das camadas. Desta forma. Caso a causa seja o desprendimento dos tijolos ou trincas. quebrando na região tracionada. As fissuras por expansão. tempo decorrido entre uma aplicação e outra. entre outras.96 De acordo com exposto. ficando sem apoio. o último fator está relacionado com os demais. percebe-se que a durabilidade do reboco não depende apenas de suas propriedades.Teor de água de amassamento. Em paredes excessivamente ensolaradas. por exemplo. Na verdade. flexiona-se. Se for verificado o descolamento. a argamassa adquire resistência e consegue resistir as tensões de secagem. A separação do reboco da parede (descolamento) também implica em fissuras. É comum acontecer em traços mais ricos. quando ela acontece. Estas acontecem quando o reboco é executado antes que a argamassa de assentamento seque. acontecem geralmente quando há magnésio na cal ou ainda quando a cal não foi bem extinta. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. ele acaba sendo esmagado e fissurado.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. O problema é mais grave quanto mais espessas forem as juntas de assentamento. A expansão do reboco também pode ocorrer por efeito de criptoflorescência. grande parte dela não permanece no reboco (é perdida para o meio) causando uma diminuição volumétrica significativa e. que VERÇOZA (1991) define como sendo o crescimento de sais e cristais no interior dos materiais. conseqüentemente. . Os fatores que interferem na retração de uma argamassa são: -Consumo de aglomerante. Uma rachadura na parede. Quando esta é exagerada. implica também em rachaduras no reboco. Diante deste caso. Um dos tipos mais comum de fissuras em reboco é aquele em forma de “couro de crocodilo” ou “teia de aranha”. podendo ser decorrente de uma expansão ou retração durante a fase de endurecimento. Fissuras na direção horizontal nas alturas das fiadas também são comuns. implica em fissuras de retração. .

Esta umidade produz pressão e ocasiona o desprendimento do revestimento.97 Para corrigir as fissuras tanto de expansão quanto de retração. a medida que o descolamento avança surgem fissuras e na fase mais adiantada o reboco cai. é caracterizado pela formação de um bolsão sobre o revestimento e também pelo som cavo ao se bater no reboco. Geralmente ocorre em argamassas magnesianas ou quando é feita uma pintura impermeável antes do endurecimento total do reboco. Outra causa pode ser a carbonatação lenta da cal.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . fazendo com que ela penetre nas fissuras. a única forma é remover todo o revestimento e refazê-lo com argamassa adequada. A causa mais frequente para a ocorrência deste defeito é o emprego de argamassa fraca ou pobre (com pouco aglomerante). a aplicação de nata de cal não consegue corrigir porque normalmente ela trinca novamente ao secar. Normalmente consegue-se bom resultado com aplicações de nata de cal sobre a superfície.Infiltrações da água através da outra face da parede. pois o descolamento surge nas camadas mais profundas. . Normalmente. mas em casos em que a falta de coesão é grande. pois neste caso. no segundo. se as lesões forem pequenas. O reboco vai desagregando-se em grãos ou em pó. basta fazer o conserto nas áreas prejudicadas. Na maioria dos casos. o ar custa a penetrar prejudicando a cura do revestimento. esta medida não é adequada. Já. VERÇOZA (1991) recomenda que seja feito um grauteamento. No primeiro.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Se a fissura é pequena (menor que meio milímetro) a sua correção é mais fácil. não ajuda na ligação parede/revestimento. se ela for maior que a força de ancoragem o reboco se soltará. o qual implica em aplicações de argamassa com aditivo de expansão. é ela que dá a adesão necessária à argamassa. a correção é mesmo retirar o revestimento e refazê-lo PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Pode ocorrer entre as camadas do reboco: entre o chapisco e o reboco. costumando aparecer em porões e/ou ambientes sem ventilação. . a quantidade de aglutinante não é suficiente para assegurar a ligação com a superfície. Este tipo de revestimento é reconhecido pela característica de esfarelar-se facilmente. senão. Neste último. o excesso deste produto na argamassa implica em retração significativa na secagem. As fissuras de expansão e retração. Isto acontece assim que cessa a secagem e expansão. Como a mica é expansiva o reboco expande e se solta da superfície. o verniz apenas diminui o esfarinhamento da superfície. Nos ambientes pouco arejados também pode acontecer o mesmo problema. Nos casos onde as fissuras são maiores. Descolamento e esfarelamento O descolamento é quando o reboco solta da parede em placas ou em blocos. Eventualmente o esfarinhamento pode ser corrigido através de emprego de vernizes de alta colatividade. As causas mais comuns de descolamento e esfarelamento são: . O esfarelamento é uma forma especial de descolamento.Argamassa pobre ou rica. Ocorre em locais com umidade constante. ou pela presença de mica na areia. ou entre o emboço e o guarnecimento. chamadas por VERÇOZA (1991) como fissuras devidas exclusivamente ao reboco restringem danos apenas à estética da construção.Depósito de eflorescência entre o tijolo e o reboco. A ancoragem de uma argamassa é feita exclusivamente pelo aglomerante. Então. deve-se esperar que as mesmas se estabilizem.

Tijolos com ranhuras ajudam a suprir tal problema. ambos considerando a cal como aglomerante.Reboco excessivamente espesso. A correção também implica em refazêlo. 1:16 o limite para argamassas pobres. resultando em descolamentos.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . os poros dos tijolos são essenciais para permitir que a argamassa penetre no seu interior. A perda exagerada pode prejudicar as reações de hidratação do cimento e. Em ambos os casos. Segundo ele. Esta operação faz com que a água puxe o aglomerante para dentro dos poros. Antes de executar o reboco é importante molhar a superfície. dando a ancoragem necessária. A falta de chapisco ou sua execução inadequada impede que se tenha uma base rugosa. De acordo com BAUER (1997). . Segundo CINCOTTO (1988). impedindo o endurecimento do interior da camada de revestimento. conseqüentemente. . forma-se uma película de carbonato que age como uma barreira que impede a penetração do anidrido carbônico. a superfície não é adequada para garantir a sua aderência com o revestimento. Mais raramente as vesículas podem ser formadas quando a própria cal da argamassa foi levada ao reboco antes de estar bem extinta. Vesículas: Vesículas são descolamentos pontuais isolados que podem ser manifestar nos rebocos ou nas pinturas. a eficiência do aglomerante. Além disto. pois o defeito é generalizado por toda a superfície. matéria orgânica. resíduos metálicos ou madeira ( a madeira incha ao umedecer). agarrando-se assim fortemente à superfície. fissuras e vesículas.98 com argamassa de adequada. Em todos os casos a solução é refazer todo o reboco.Reboco mal executado. evita que a argamassa perca água para a superfície a ser rebocada. geram vesículas no revestimento endurecido. Por carbonatação. Já. a presença de materiais dispersos na argamassa que manifestam posterior variação volumétrica. o peso do reboco normalmente ultrapassa a sua força de aderência com a superfície a situação tende a se agravar com o tempo. as vesículas no reboco surgem quando se emprega argamassa com algum componente expansivo. cliptoflorescência é uma formação salina oculta referente ao crescimento de sais ou cristais no interior dos materiais. não podendo prever quando vai parar.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. seguido de uma camada de chapisco. Esta incidência patológica geralmente está ligada a cliptoflorescência. capaz de segurar o reboco. tais como argila. CINCOTTO (1988). PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. De acordo com VERÇOZA (1988). VERÇOZA (1991) recomenda limitar este revestimento entre 2 e 4cm. A ligação entre a base e o revestimento se dá pela penetração do aglomerante na base e o endurecimento subseqüente.Falta de chapisco e tijolos sem porosidade. Nestes casos. quando o reboco é alisado excessivamente propicia uma camada de cal na superfície. formando pequenas crateras (máximo de 7cm). determina 1:3 a proporção limite para que a argamassa não seja considerada rica e. .

A eflorescência é a formação de depósitos de coloração geralmente esbranquiçada. bolor e limo são muito freqüentes nos revestimentos. . . uma solução mais cara. O barro também pode ter pirita. uma quantidade de sal alcalino de 0. Eflorescência: É uma manifestação patológica que depende essencialmente da água. não é possível determinar o teor de sais solúveis que cause a formação da eflorescência.Cor dos materiais. porém. devido à presença de indústrias químicas ou situações similares nas proximidades.Textura superficial.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . que dará eflorescência ferruginosas e. pois ela é quem dissolve as substâncias e as traz para a superfície. que combinará para formar eflorescência de carbonato ou sulfato de cálcio. poderá conter cloretos e sulfatos.Porosidade do material de revestimento. . As manchas devidas a eflorescências. vinda do interior dos componentes que compõe a alvenaria e/ou concreto. .01% já é suficiente para causar a sua formação. é também necessário que exista água e pressão hidrostática para ocasionar a saída da solução para a superfície. Existem ainda as manchas por contaminação atmosférica. É muito comum o recobrimento do revestimento externo de edificações por pó.99 Manchas: O aparecimento de manchas em rebocos. pois acabam sempre reaparecendo. segundo VERÇOZA (1991).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. O barro utilizado para tijolos geralmente contém cal. As substâncias causadoras de manchas aparecem em ambos os materiais. Em casos raros. São bem comuns nas paredes de tijolos. a remoção da umidade é sempre boa solução. pois as pinturas feitas sobre reboco manchado raramente dão resultados satisfatórios. . de início.Temperatura. Para eliminá-las. UEMOTO (1988). originados pela migração de água rica em sais.Chuva direta. ou provir dos tijolos.Vento. . cita os seguintes fatores externos que contribuem para o seu aparecimento: PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. .Formas da fachada. Os fatores que influenciam na existência dessas manchas são: . Substituir o reboco é. o seu aparecimento depende não só do teor de sal solúvel. pode ser originado no próprio material da argamassa.Chuva escorrida. Outra medida é retirar todo o reboco e colocar um novo. dá resultados melhores e mais garantidos. o sal pode ser depositado pela atmosfera. fuligem e partículas contaminantes. Às vezes. se tiver origem marítima. Porém. Segundo PINTO (1996). que lancem produtos químicos no ar ou ainda pode ser poeira trazida pelo ar.

nos casos de alvenaria aparente. potássio. É o tipo mais comum de eflorescência (UEMOTO. agregados. . A maior lesão que pode causar é o descolamento da pintura. se ele apresentar manchas no topo e nas laterais. poderá implicar no desprendimento da última.Tempo de contato entre a água e os sais também influencia o aparecimento do fenômeno. Os cimentos pozolânicos ou de alto forno liberam menor quantidade de cal na sua hidratação. não interferindo na segurança da edificação. Geralmente só prejudica o aspecto estético. deve-se optar pela argamassa mista. 1988 apud LUZ. principalmente para os sais pouco solúveis. não utilizar tijolos com elevado teor de sais sulfatos evitando desta forma a formação de substâncias solúveis em água e produtos expansivos. Pode-se ainda optar por tintas impermeáveis nas paredes externas.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. indicará que há presença de sais solúveis. maior será a solubilização dos sais. poluição atmosférica e ainda da reação química entre os compostos do tijolo e cimento. existem casos em que a eflorescência acaba se depositando sobre um componente com um menor teor de sais. diminuindo desta forma a absorção da água da chuva pelo tijolo. existem casos em que o sal formado pode trazer o descolamento dos revestimentos e/ou pinturas. em peças cerâmicas e/ou em suas juntas. Existem casos em que se pode ter a presença da eflorescência. conseqüentemente. Os sais formados originam-se de tijolos.10 0 . porém. Quanto maior for este período. Quanto maior a quantidade de água.Quantidade da solução que sai para a superfície. Este tipo de eflorescência geralmente apresenta sais de sulfato de sódio. mas geralmente deixa mancha sobre ela. devese colocá-lo de pé dentro de um prato com água durante doze horas. próximas a caixilhos mal vedados.Temperatura: o aumento desta facilita a solubilização dos sais além de acelerar a velocidade de evaporação da umidade. maior será a quantidade de sal solubilizado. a pintura não sofre descolamento porque a umidade com o sal a atravessa sem desprendê-la. pois não interfere no desempenho da estrutura onde aparece. recomenda-se proteger a alvenaria recém terminada da chuva e executar uma eficiente vedação e impermeabilização para impedir umidade do solo e da chuva. . da água utilizada no amassamento. 2000). Porém. Para evitar a reação tijolo-cimento. diz que para avaliar se um tijolo tem condições de eflorescência. diminuem a quantidade de sal dissolvido. Por isto. desagregação das paredes e até queda de elementos construtivos. Na maioria dos casos as eflorescências apenas trazem o mal aspecto da construção. acabam depositando-se nas sua interfaces e provocam o seu desprendimento. Se o seu acúmulo se der no plano entre a alvenaria e a pintura. VERÇOZA (1991). Como a umidade é uma necessidade para a formação da eflorescência. a) Manchas brancas com aspecto de nuvem Caracteriza-se por um depósito de sal branco. porém. Isto acontece quando os sais não conseguem atravessar o reboco ou a pintura.Capilaridade: favorece o movimento da solução com sais pelo interior dos elementos construtivos. . pulverulento e bastante solúvel em água. com uma melhor capilaridade. Para prevenir as eflorescência deve-se evitar o uso de materiais com elevado teor de sais solúveis. cimentos. Depois de seco. juntas de assentamento.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Pode aparecer em superfícies de alvenaria aparente ou revestidas com argamassa. cálcio e magnésio e carbonatos de sódio e de potássio.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Se a quantidade a ser retirada for exagerada. as mais comuns costumam aparecer próximas às juntas de concretagem. A remoção destes produtos das superfícies pode ser feita com solução de ácido muriático. Com a presença do gás carbônico (do ar) e com a evaporação da água. A eliminação mais rápida da eflorescência pode ser feita com uma escova de aço. o qual ocupa um volume maior que o inicial. atentando-se para que a mesma penetre na alvenaria para dissolver os sais. já que a água percola por elas com maior facilidade e também em superfícies onde ocorre a exsudação. Forma-se geralmente sobre as superfícies de concreto e alvenaria. Existem casos em que é difícil eliminar totalmente esta eflorescência e a aplicação repetitiva da solução pode ser prejudicial à durabilidade do componente. Não é tão comum. Este depósito de cor branca é carbonato de cálcio. O produto formado nesta reação é o gesso. Como o sal formado é mais grosso que os sulfatos. c) Mancha branca entre juntas de alvenaria Depósito de sal branco entre juntas de alvenaria aparente. muito aderente e pouco solúvel em água. o mesmo não atravessa os revestimentos e pinturas. originado nas reações de hidratação do cimento. aplicar a solução citada.10 1 Se a eflorescência estiver na parte externa de uma alvenaria recém terminada. dissolve-se e deposita-se nas superfícies das fachadas. seguida de lavagem com água abundante. Neste últimos.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. b) Mancha branca com aspecto de escorrimento Caracteriza-se por um depósito de cor branca com aspecto de escorrimento. podendo ocorrer tanto em fachadas expostas à ação da chuvas como nas não expostas. deve-se primeiramente optar por uma remoção mecânica e. a expansão e fissuração são resultantes da hidratação do sulfato de cálcio. esta cal transforma-se em carbonato de cálcio. só então. Este produto formado não afeta a estabilidade da alvenaria. que se apresentam fissuradas devido à expansão da argamassa de assentamento. O hidróxido de cálcio (Ca (OH)2). podendo também se originar próxima de elementos de concreto. resultante da reação do hidróxido de cálcio ( do cimento) com o gás carbônico (do ar). em contato com a água da chuva. podendo então causar o seu desprendimento. a mesma deve desaparecer sozinha já que. como os sais são solúveis em água. a ação das chuvas prolongadas é capaz de removê-la. Em zonas abrigadas das chuvas. como a eflorescência do tipo I e é mais difícil de ser eliminada. apenas prejudica o efeito estético da edificação.

(1988) apud LUZ (2000). formando saliências. estalactite é um tipo de eflorescência. 31 H2O). Como os fungos não têm clorofila. Ainda. a superfície começa a desagregar. a água acaba penetrando-os e carreando os sais para a face inferior da laje . VERÇOZA (1991) diz que os fungos podem se desenvolver em cerâmica.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . 3 Ca SO4. Segundo ALUCCI. a expansão e fissuração são causadas devido à formação do “sal de Candlot” ou etringita (Al2O3. podendo muitas vezes se alimentarem de partículas depositadas com o pó. Bolor. mais tarde. et al. concreto. sua raízes segregam enzimas que fazem a decomposição. 3CaO. quando se tem a laje de cobertura ou a caixa d’ água imediatamente acima. enquanto que o segundo resulta do cimento. VERÇOZA (1991). através de sucessivas deposições dos mesmos. causada pelo gotejamento de água proveniente de excessiva concentração de umidade. O material é então atacado e queimado. em zonas úmidas da alvenaria. O primeiro pode ser originário do tijolo ou das reações entre os sulfatos de sódio e potássio existentes com a cal do cimento.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. começam a aparecer manchas e. os fungos. É uma concreção mineral que geralmente se forma em tetos de pavimentos superiores. metais e até mesmo em vidros. ficando com cor escura. promovem a decomposição de revestimentos ou de material orgânico sobre eles depositados. diz que o bolor é uma manifestação de um tipo de microvegetais.10 2 Já. Estalactites De acordo com PINTO (1996) apud LUZ (2000). argamassa. Tal facilidade se deve ao fato de necessitarem de poucos alimentos. sendo a presença de umidade fundamental para propiciar o seu desenvolvimento. Nas edificações. Como estes elementos costumam apresentar deficiência na impermeabilização e estão constantemente em contato com a umidade. os fungos têm seu desenvolvimento bastante afetado pelas condições ambientais. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Estas enzimas funcionam como um ácido sobre o material onde cresce o fungo. Este produto também é expansivo e resulta da reação entre o sulfato de cálcio e aluminato de cálcio hidratado. Mofo e Limo: São também danos provocados pela umidade. et al. (1988). Diante disto. o bolor ou mofo é uma alteração observável macroscopicamente na superfície de diferentes materiais. sendo resultado do desenvolvimento de microorganismos pertencentes ao grupo dos fungos. segundo ALUCCI. Esta água carrega sais solúveis presentes nos componentes estruturais que vão acumulando-se em pontos da superfícies.

CAPÍTULO 5 CONCRETOS 5. Argamassas com adição controlada de silicone ajudam na prevenção da umidade. -reduzir as variações no volume (diminuição das retrações). agregado miúdo. Já o limo. As funções da pasta (cimento + água) são: -dar impermeabilidade ao concreto.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. em determinadas proporções. agregado graúdo e água. -envolver os grãos. Estas manifestações patológicas ocorrem freqüentemente em paredes de tijolos úmidos. ou seja. A forma mais eficiente é retirar as condições para sua sobrevivência.1 DEFINIÇÃO Produto resultante do endurecimento de uma mistura. A eliminação de fungos nem sempre é fácil. evitar umidade superior a 75% e temperaturas entre 10 e 35ºC. Ambientes impermeabilizados impedem a presença de umidade e se forem adequadamente ventilados inibem a sua permanência. fazendo com que o mofo reapareça rapidamente. As funções do agregado são: -reduzir o custo do concreto. As eliminações superficiais com pano úmido não removem as suas raízes. de cimento. Eles desagregam lentamente os tijolos. além do mau aspecto (cor verde) podem desagregar lentamente as argamassas devido à pressão de suas raízes entre grãos e poros. -contribuir com grãos com resistência superior ao da pasta. de acordo com VERÇOZA (1991). causando um mau aspecto. deixando a superfície opaca.2 TIPOS PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. são vegetais microscópicos que não atacam diretamente o substrato. facilita o seu desenvolvimento. também favorece o crescimento de fungos. por tornar o ambiente mais abrigado. -preencher os vazios entre os grãos. porém.10 3 O acúmulo de fungos na superfície melhora a aderência da poeira sobre a mesma e. -dar trabalhabilidade ao concreto. 5.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . A presença de trincas e frestas sobre a película da pintura. como esta (a poeira) é uma fonte de nutrientes para estes organismos.

10 4 a) Concreto Simples ou Hidráulico: Preparado com cimento.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. e sobre estas. Concretos com aditivos : Concretos que faz uso de plastificantes. a C descarbonatação e a desintegração da massa.800 kg/m3. tanto aos esforços de tração como aos de compressão. incorporadores de ar. pois os compostos C. d) Concreto Protendido: É o concreto onde. sem armadura.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . formando uma cavidade sobre o concreto. aumentando a resistência. O uso de plastificantes possibilita a redução da água para uma mesma trabalhabilidade. outra parede repousando sobre borrachas. O termo concreto leve é usado para concreto cuja massa é menor que 1. Concreto massa : Utilizado em peças de grandes dimensões (barragens). Para facilitar o lançamento emprega-se o teor de água adequado à trabalhabilidade desejada e posterior elimina-se a água em excesso. superplastificantes. utiliza-se armadura ou ferragem (barras de aço). colocado anteriormente nas formas. que as tensões de tração resultantes do carregamento são neutralizadas a um nível ou grau desejado. onde as características próprias levam a um comportamento adequado naquelas temperaturas. O isolamento térmico é melhorado com o acréscimo da porosidade. tendo o nome de refratário. ou a redução do teor de cimento. Os agregados do tipo silícico sofrem transformações cristalinas a 600-800° e os agregados calcários produz. mas deve ser usado quando não for exigido tanta resistência e impermeabilidade. hidratados do cimento perdem sua água de constituição. mas pequena resistência aos esforços de tração. c) Concreto Magro: É um concreto simples com reduzido teor de cimento. Nas construções possuem baixo peso próprio e elevado isolamento térmico. Exemplos: Contrapisos e bases de fundações e pavimentos. e com geração de baixa quantidade de calor de hidratação. deve-se usar cimento aluminoso como aglomerante e. A água é eliminada por sucção e ao mesmo tempo aplica-se uma forte compressão às faces externas do concreto. de modo a preencher os vazios de um agragedo graúdo. É mais econômico. O procedimento consiste em aplicar sobre a massa uma placa rígida composta por treliças recobertas por um tecido forte e permeável. a estas temperaturas. O concreto normal perde suas qualidades a 200-300° desagregando-se. Concretos à vácuo : A quantidade de água utilizada para misturar e adensar o concreto é maior do que a necessária para a hidratação do aglomerante. é introduzido pré-tensões de tal grandeza e distribuição. Para obter este tipo de concreto. e) Concretos Especiais: Concreto leves (porosos. através da tração dos cabos de aço. que possui coeficiente de atrito nulo em relação aos grãos rígidos vizinhos. agregado miúdo e água. caracterizado por baixos consumos de cimento. Além do cimento. materiais refratários mais ou menos PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. agregado graúdo. agregado miúdo e água. melhorando a plasticidade e a trabalhabilidade do concreto fresco. As bolhas de ar incorporado ao concreto atuam como um agregado fino adicional. como agregados. agregados de elevado diâmetro máximo. com relação as necessidades das reações químicas. com agregados leves ou com agregados sem finos) : Caracterizados pela baixa massa específica aparente em relação aos concretos normais ou tradicionais. Tem grande resistência aos esforços de compressão. b) Concreto Armado: Possui elevada resistência. Concretos injetados ou coloidais : Obtido a partir da injeção de com uma argamassa. aceleradores ou retardadores de pega e endurecimento. aerados ou celulares. mantendo a resistência no mesmo valor. agregado graúdo. Concretos refratários : Quando o concreto tiver que suportar elevadas temperaturas ou mudanças térmicas é preciso um concreto especial.

entre outros. maior resistência à abrasão e à corrosão química.10 5 silícicos. para temperaturas elevadas. Concretos de alto desempenho : A microssílica impõe ao concreto uma melhoria nas suas mais importantes características.Baixo calor de hidratação. o carborundo. para temperaturas pouco elevadas. Peças pré moldadas (seu uso impõe agilidade à produção). Com o uso da microssílica o concreto passa a ter : maior resistência à compressão. Isto é conseguido através da atuação da microssílica na microestrutura do concreto através de dois efeitos: atua quimicamente reagindo com o Hidróxido de Cálcio (CH) transformando-o em Sílicato de Cálcio Hidratado (CSH).Alta resistência inicial. Concretos de alta resistência : Concretos onde a resistência à compressão é superior a 40 MPa e peso normal de 2. e. a magnesita. porosidade próxima de zero. Soleiras de vertedouros de usinas Hidrelétricas (devido à sua boa resistência à abrasão). rapidez de execução e aumento da vida útil. Recuperação de estruturas (pela sua grande aderência a superfícies de concreto.Resistentes à águas sulfatadas. e o ponto "fraco" do concreto passa a ser o agregado. mostrando os agregados totalmente rompidos. Obras marítimas (por se tratar de um material com permeabilidade próxima de zero é fortemente indicado o seu uso em ambientes agressivos).Quanto às propriedades dos aglomerantes: .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. . a cromita. que é um dos principais componentes do concreto endurecido responsáveis pela sua resistência. . maior adesão a outras superfícies de concreto e melhor aderência com o aço.400 kg/m3. Pontes e viadutos (permite maiores vãos. com o uso da microssílica há uma maior aderência entre agregado e pasta.3. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Concretos projetados : Concreto transportado pneumaticamente através de uma mangueira e projetado sobre uma superfície a uma alta velocidade. tornar a estrutura mais durável e proporcionar uma economia em torno de 20%). 5. e atua também como material inerte preenchendo os poros do concreto e tornando-os descontínuos. dispensando a utilização de epóxi para união das superfícies).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . . Podemos citar entre outras aplicações as seguintes : Edifícios em concreto (por reduzir tempo de execução. . agregados como o coridon.Moderado calor de hidratação. dentre outras vantagens. A reação química acontece principalmente na interface entre argamassa de cimento e agregado graúdo. aumentar a área útil.Comum. Por isto. além de economia).3 CLASSIFICAÇÃO Os concretos simples ou hidráulicos podem ser classificados: 5. Isto é evidenciado observando-se a superfície de ruptura do concreto de alto desempenho na compressão. a qual constitui-se em um ponto vulnerável do concreto. Concretos ciclópicos : Concreto simples que contém pedra de mão. Concreto projetado (elimina o problema da reflexão no concreto projetado).1 . mais aluminosos. Pisos industriais (indicado por ter alta resistência à abrasão bem como a ataques químicos). para temperaturas maiores.

. 5.Pesados: Quando são executados com agregados pesados. 5.Magro: Quando possui baixo teor de argamassa.Quanto ao processo de mistura.Quanto ao processo de adensamento: .Gordo: Quando possui elevado teor de argamassa.Mecânico (vibração. 5.3. Exemplos: Minérios de barita. 5.4 . . jateamento).8 .3.Medianamente plástico: Slump maior que 5cm e menor que 15cm. . .Manual. 5. .Quanto à textura: .2 .Quanto ao processo de dosagem: . transporte e lançamento: . .Estrutural.) .Quanto ao seu destino: .Empírica.3. 5. pervibração. Exemplos: Areias quartizosas.Quanto à consistência: .3 . .Secundário.3.Manual.Rico: Quando possui elevado teor de cimento.7 . .3. centrifugação.Pobre: Quando possui baixo teor de cimento.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . argila expandida.Fortemente plástico: Slump maior que 15cm. magnetita e limonita.3.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.Experimental.Quanto ao tipo de agregados: . etc. britas graníticas. .Normais: Quando são executados com agregados normais.6 .3.Leves: Quando são executados com agregados leves. .5 .10 6 5.Mecânico. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.Fracamente Plásticos: Abatimento do tronco de cone (Slump) menor que 5cm. Exemplos: Pérolas de isopor.

4 PROPRIEDADES DO CONCRETO FRESCO 5. -Tipo de transporte (calhas. Os processos empregados podem ser: a) Ensaios de consistência pelo abatimento do tronco de cone (NBR 7223/82): O equipamento para ensaio de abatimento do tronco de cone é bastante simples. etc. adensamento e dimensões peças.2 – Medidas da Trabalhabilidade: Os aparelhos e métodos para medirem a trabalhabilidade possuem limitações por não conseguirem introduzir todas as variáveis no fenômeno.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. 100 mm de diâmetro no topo e 200 mm de diâmetro na base.1 . A maioria dos métodos medem somente a consistência e tem como base uma das seguintes proposições: -Medida de deformação causada a uma massa de concreto fresco pela aplicação de força determinada.). -Forma dos grãos dos agregados. Os principais fatores que afetam e determinam a trabalhabilidade são: a) Fatores internos: -Consistência: Função da relação água/materiais secos (umidade do concreto). Consiste numa haste de socamento de um tronco de cone de 300 mm de altura. A trabalhabilidade compreende duas propriedades essenciais: A Consistência ou Fluidez que é função da quantidade de água adicionada ao concreto e a Coesão que é a medida da facilidade de adensamento e de acabamento. -Granulometria: Distribuição granulométrica dos agregados e proporção relativa entre eles. b) Fatores externos: -Tipo de aplicação (finalidade). é uma propriedade qualitativa que identifica a maior ou menor aptidão do concreto para ser aplicado com determinada finalidade sem perda de sua homogeneidade.4. bem como da granulometria dos agregados graúdo e miúdo e da proporção relativa entre eles.10 7 5. adensadas cada uma com 25 golpes com uma barra de 16mm PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. -Tipo e finura do cimento. lançamento. -Medida do esforço necessário para gerar na massa de concreto fresco. bombas. A consistência é um dos principais fatores que influenciam a trabalhabilidade. em três camadas de alturas aproximadamente iguais. O tronco de cone é preenchido com concreto.4. 5. É função da quantidade de finos da mistura. -Traço: Proporção relativa entre cimento e agregados.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .Trabalhabilidade: De acordo com PETRUCCI (1983). -Tipo mistura (manual ou mecânica). avaliada pela facilidade de desempenar e julgamento visual da resistência à segregação. uma deformação preestabelecida.

-Concreto utilizado para vigas. até que o fim da operação seja alcançado quando o traço marcado na haste atingir o topo de referência existente na guia. posta em funcionamento num ritmo de uma queda por segundo. se estiver mal proporcionado. então. O ensaio de abatimento pode ser utilizado para fazer a verificação do bom proporcionamento da mistura. Aproximadamente 4cm. O ensaio de Powers foi modificado por Wuerpel. O cone de abatimento utilizado no slump test serve para a moldagem do concreto a ser ensaiado. para remoldagem. O esforço requerido para conseguir essa remoldagem é expresso pelo número de golpes registrados. Retirado o cone de abatimento. O ensaio de Powers é eminentemente laboratorial. um disco metálico (1.10 8 de diâmetro e depois vagarosamente suspenso (10 a 12 segundos).9kg) é colocado no topo do concreto moldado. b) Ensaio de remoldagem de Powers: A principal parte do aparelho é um recipiente cilíndrico. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. O operador influência no ensaio devido a forma como ele retira o molde. que substituiu a mesa de consistência por uma vibratória. A mesa é. com falta de coesão. O concreto sem suporte abate-se pelo seu próprio peso. O conjunto é fixado a uma mesa de consistência (flowtable). a forma do concreto mudou de um tronco de cone para um cilindro.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. pilares. utilizado para sapatas e blocos de fundação. lajes onde o lançamento é manual ou com caçambas. está estritamente ligado à consistência. mas sua validade decorre do fato de que o esforço. a mistura desagrega. -Concreto bombeado. -De 6 a 8 cm. A diminuição da altura do tronco de cone é chamada de abatimento do concreto.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . A essa altura. podendo fazer o abatimento variar em até 4cm (dependendo de sua consistência). De 8 a 12 cm. O número de segundos necessários à remoldagem passou a ser um índice de caracterização da consistência do concreto. Se a superfície do concreto apresentar excesso ou falta de argamassa e quando o concreto é abatido por pancadas laterais. dentro do qual se encontra um anel concêntrico suspenso acima do fundo. Existem valores de abatimento (Slump) recomendados em função do tipo de aplicação do concreto: -Volume grande de concreto com pouca armadura.

É normalizado na Grã-Bretanha d) Mesa de espalhamento: Utilizado na Alemanha e normalizado no Brasil. que foi desenvolvido pelo engenheiro sueco V. É apropriado para os concretos medianamente e fortemente plástico. um tronco de cone. consiste de uma mesa vibratória. e um disco de vidro ou plástico com movimento livre e descendente o qual serve como referência do final do ensaio. O tempo necessário para remoldar o concreto da forma tronco-cônica para a cilíndrica. O tronco de cone é colocado no recipiente. Apropriado para concreto fracamente plástico. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. É medido pelo espalhamento de um tronco de cone de concreto sujeito a golpes. Bährner. é a medida da consistência e este valor é anotado como sendo o índice Vebe. O disco é posicionado no topo do tronco de cone e a mesa vibratória é ligada.10 9 c) Ensaio Vebê: O equipamento de ensaio. O aparelho consta essencialmente de uma mesa metálica de 70 x 70cm de diâmetro. em segundos.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. e depois removido. em seguida é preenchido com concreto. até que o disco esteja em contato com todo o concreto. um recipiente cilíndrico.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .

O molde é então removido e são aplicados ao concreto 15 quedas. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. mede-se o diâmetro médio do concreto espalhado.11 0 montada sobre um suporte que lhe permite aplicar quedas de 4 cm. e) Caixa de Walz: Enche-se uma caixa de dimensões padronizadas com concreto e mede-se o rebaixamento que ocorrerá na massa após ser feito o adensamento (por vibração). com a forma de um tronco de cone de 13cm de topo e 20cm de base e altura de 20cm. Apropriado para concretos fracamente plásticos. O concreto se espalha sobre a mesa.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . através de uma manivela agindo sobre um excêntrico. Um molde. é colocado no centro da mesa e o enchimento é feito em duas camadas e compactado da mesma maneira que o ensaio de abatimento.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.

adequados para determinar se a segregação é um problema em uma dada situação. A exsudação é expressa em termos da quantidade de água acumulada na superfície. precisando remove-la ao executar concretagem de nova etapa. depende muito das propriedades do cimento. O resultado da exsudação é o topo de cada camada de concreto tornar-se muito úmido e. formação da nata de cimento na superfície do concreto. A exsudação provoca: • • • • enfraquecimento da aderência pasta-agregado e pasta-armadura.4. um ensaio normalizado da ASTM para medição da taxa de exsudação e da capacidade total de exsudação de uma mistura de concreto. daí em diante. porém.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Na Europa são utilizados outros tipos de ensaios de pouco interesse aqui no país que são os de Graff.11 1 f) Ensaios de penetração: A trabalhabilidade é medida pela capacidade do concreto em se deixar penetrar por um objeto de formas e pesos padronizados. Fenômeno causado pela incapacidade dos constituintes sólidos do concreto fixarem toda água da mistura. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Varia principalmente com tipo de agregado utilizado. aumento da permeabilidade.800kg/m3 e com agregados pesados é de 3.500kg/m3 * A massa específica fazendo-se uso de agregados leves é da ordem de 1. uma amostra de concreto é colocada e consolidada num recipiente de 250 mm de diâmetro e 280 mm de altura. 5.700kg/m3. se a água é impedida de evaporar pela camada que lhe é superposta. Valores usuais: Concretos não-armados: 2.Exsudação: Forma particular de segregação.1 . em relação à quantidade de água existente na amostra. incluindo os vazios.3 . A água de exsudação acumulada na superfície é retirada em intervalos de 10 minutos durante os primeiros 40 minutos e. onde a água da mistura tende a elevar-se à superfície do concreto recentemente lançado.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Segundo a ASTM C 232.Massa Específica: Massa da unidade de volume. 5.4 PROPRIEDADES DO CONCRETO ENDURECIDO 5. Humm e Irribarien (Norma Espanhola) e Kelly (Norma Americana). Não existem ensaios para medida da segregação. em intervalos de 30 minutos. Existe. geralmente.4.300kg/m3 Concretos armados: 2. podendo resultar em uma camada de concreto poroso. fraco e de pouca durabilidade. a observação visual e a inspeção por testemunhos extraídos do concreto endurecido são.

Velocidade de aplicação de carga de ensaio g.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .2 . Os fatores que afetam a resistência mecânica são: a. Tipo de cimento e. Duração da carga PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.Resistência aos esforços mecânicos: O concreto é um material que resiste bem aos esforços de compressão e mal aos de tração. Relação água/cimento b.4. Idade c.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.11 2 5. Forma e dimensões do corpo-de-prova f. A resistência à tração é da ordem de um décimo da resistência à compressão. Forma e graduação dos agregados d. Resiste mal ao cisalhamento devido as tensões de distensão que verificam-se nos planos inclinados.

vazios na pasta de cimento. é usual utilizar a PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. após o endurecimento.11 3 Fatores a serem controlados na produção do concreto: a) Fator água/cimento: Principal fator a ser controlado quando se deseja atingir uma determinada resistência. devido ao processo de hidratação do cimento que se processa ao longo do tempo. podendo ser expressa. É uma relação não linear.cimento. Em projetos. O excesso água colocado na mistura para que se obtenha uma consistência necessária ao processo de mistura.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. normalmente pela função: Esta expressão é chamada de “Lei de Abrams”.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . b) Idade do concreto: A resistência do concreto progride com a idade. lançamento e adensamento ocasiona. A resistência do concreto é inversamente proporcional à relação água. Quanto maior o volume de vazios. menor será a resistência do material.

mantida a relação água/cimento.Resistência à tração: Propriedade de difícil determinação direta. Determina-se de duas maneiras: a) Por compressão diametral: Rompe-se o cilindro confeccionado para a resistência à compressão conforme mostra a figura abaixo (NBR 7222/83): PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. f) Velocidade e aplicação da carga: Quando aplica-se velocidades maiores a tendência é gerara valores de resistências mais elevados. isto é. Este efeito só é significativo para concretos de elevada resistência.10 à 1. devido a resistência à tração ser desprezada para efeito de cálculo.20fc28.3 . devido a menor aderência pasta/agregado.35fc28.prova: Para o ensaio de resistência à compressão do concreto. fc90= 1.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.2. 5. Portanto esta velocidade é normalizada (0. utiliza-se o corpo-de-prova cilíndrico de 15cm de diâmetro por 30cm de altura. O coeficiente decresce com o aumento da resistência. A granulometria do agregado graúdo também influencia a resistência do concreto. os limites inferiores. maiores são as resistências iniciais do cimento.0. fc365= 1. Para concretos de alta resistência ou aqueles confeccionados com cimentos muito finos. Em velocidades mais baixas existe um tempo maior para propagação de fissuras que ocorrem durante o carregamento. e) Forma e dimensões do corpo-de.50fc3. levando o corpo-de-prova ao colapso em níveis de carga inferiores.8MPa/s ou 530 a 1410kgf/s) no Brasil.70 à 2. para concretos menos resistentes (Por exemplo: fc28 = 15MPa) pode-se assumir os limites superiores e para os mais resistentes (18Mpa<fc28>30MPa).05 à 1. fc28= 1.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .2 .25 à 1. A seguir estão alguns estimadores da resistência à compressão: fc28= 1. d) Tipo de cimento: A composição química do cimento ( proporção de C3S e C2S) influenciam na resistência concreto.50fc7. Concretos confeccionados com britas de menor diâmetro tendem a gerar concretos mais resistentes. g) Duração da carga: Nas cargas de curta duração o concreto resiste a maiores níveis de carga. Quanto mais fino possuir a mistura.11 4 resistência do concreto aos 28 dias como padrão.4. devido a velocidade da propagação das fissuras. Sua importância está ligada a alguns tipos de aplicação (exemplo dos pavimentos de concreto). c) Forma e graduação dos agregados: Os concretos confeccionados com seixos rolados tendem a ser menos resistentes do que aqueles confeccionados com pedra britada. possuindo o mesmo fator água/cimento. após esta idade (para o cimento Portland Comum) o aumento de resistência é muito pequeno. os coeficientes apresentados são muito grandes. bem como a adição de escórias e pozolanas.

3 .Permeabilidade e absorção: O concreto é um material poroso.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. A interconecção de vazios de água ou ar poderá tornar o concreto permeável. a NBR 6118 permite que sejam adotados os seguintes valores: 5.11 5 Na falta da determinação.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .4. As razões da porosidade são: PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.

4. esta água ao evaporar deixa vazios. fctj: resistência característica do concreto à tração prevista para j dias de idade. -Retração hidráulica reversível: Variação de água dos poros capilares devido a mudanças na umidade do ar. -Utilizar agregados com maior teor de finos. fctk: resistência característica do concreto à tração.4 . cinza da casca de arroz ou microssílica) para preencher os vazios capilares do concreto através da reação entre pozolana e hidróxido de cálcio liberado nas reações de hidratação do cimento. deve-se tomar as seguintes providências: -Utilizar baixos fatores água/cimento (aumentar o consumo de cimento ou utilizar aditivos redutores de água como plastificantes. -Cargas externas: A atuação de cargas externas originam as deformações imediatas e deformações lentas. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Sd: desvio padrão. mas não de natureza argilosa.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .11 6 Quase sempre é necessário utilizar uma quantidade de água superior a que se precisa para hidratar o aglomerante. estas últimas relacionadas também à perda de água dos poros capilares. 5. Durante o amassamento ocorre incorporação ar na massa. -Retração hidráulica irreversível: Variação do volume de concreto endurecido pela saída de água dos poros capilares. -Substituir parcialmente o cimento por pozolanas (cinzas volantes. Para que se obtenha concretos com baixa absorção e permeabilidade. -Retração plástica: Variação de volume do concreto ainda no estado fresco com a perda de água. Com a combinação química diminuem os volumes absolutos do cimento e água que entram na reação. 5.Deformações: As variações de volume dos concretos são devido aos fatores citados a seguir: -Retração autógena: Variação de volume absoluto dos elementos ativos do cimento que se hidratam. : coeficiente de variação. superplastificantes e incorporadores de ar).5 ANÁLISE ESTATÍSTICA DA RESISTÊNCIA DO CONCRETO: Para a análise estatística do concreto deve-se observar as seguintes notações: fcj: resistência do concreto à compressão prevista para j dias de idade. fck: resistência característica do concreto à compressão.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. n: número de corpos de prova. -Dilatação e retração térmica: Variação do volume do material sólido com a temperatura.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.6 DOSAGEM DO CONCRETO 5.Dosagem Empírica: Processo de seleção e proporcionamento de materiais constituintes do concreto baseado em valores médios de propriedades físicas e mecânicas destes materiais. conseguidos através da experiência prévia de tecnologias e bibliografias neste assunto.11 7 5. Este procedimento é recomendado para obras de pequeno volume.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . A NBR 6118 (NB1) estabelece as seguintes condições: • quantidade mínima de cimento/m3 de concreto de 330 Kg.6.1 .

p: Kg agregado graúdo por Kg de cimento. i: índice de inchamento da areia. C: consumo de cimento por m3 de concreto.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . da = massa específica aparente do agregado miúdo. dc = massa específica do cimento. p = massa unitária do agregado graúdo. a) Notação para o desenvolvimento das fórmulas: a: Kg agregado miúdo por Kg de cimento. dp = massa específica aparente do agregado graúdo. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. • quantidade mínima de água para trabalhabilidade adequada.11 8 • proporcionamento (agregado miúdo/volume total de agregado de 30 a 50%) para trabalhabilidade adequada. x: Kg de água por Kg de cimento (a/c).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. m: Kg agregado total por Kg de cimento (m = a + p). H: relação água/materiais secos a = massa unitária do agregado miúdo.

11 9 b.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .3) Determinação do fator água/materiais secos (H) em função da dimensão máxima característica do agregado graúdo e do tipo de adensamento a que o concreto estará sujeito em obra.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Tabela 1: Valores de H em função de Φ max e tipo de adensamento PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Os valores de H conduzem a concretos com abatimentos na faixa de 6 a 9 cm de acordo com a Tabela 1.

12 0 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .

12 1 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.12 2 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.12 3 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. O volume de mistura é o somatório dos volumes unitários dos materiais. A capacidade máxima de mistura é de 80% deste valor (400 litros). A Tabela 5 auxiliará no cálculo da produção de concreto. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.12 4 Obs: Capacidade da cuba da betoneira (eixo inclinado) é de 500 litros.

Dosagem Experimental: Processo de dosagem baseado nas características específicas dos materiais que serão realmente usados na obra.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Quase todos os métodos baseiam-se em duas leis fundamentais: .Lei de Abrams: “A resistência do concreto é proporcional ao fator água/cimento”.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . (Ver equação 5.6.1) PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Os processos de dosagem experimental exigem que sejam determinadas algumas propriedades anteriormente mencionadas no método de dosagem empírico.12 5 5.2 .

massa específica e nível de resistência aos 28 dias do cimento utilizado.2 vezes do menor espaçamento entre camadas na vertical.12 6 . -Resistência de dosagem: Em função da resistência característica. agregados graúdo e miúdo) para obter-se uma dada trabalhabilidade. já que as areias mais grossas geram argamassas mais ásperas (menos lubrificantes). -Condições de exposição ou finalidade da obra.2. No Brasil utiliza-se muito dois métodos de dosagem: O Método da ABCP/ACI e o Método IPT/EPUSP.Menor do que 5/6 do espaçamento das armaduras em camadas horizontais.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.Menor do que 1/3 da espessura das lajes.Lei de Lyse: “ Quantidade de água a ser empregada em um concreto confeccionado com um determinado grupo de materiais (mesmo cimento.6. b) Procedimentos: b. -Massa unitária compactada do agregado graúdo. A quantidade de argamassa será em função da quantidade de vazios e do tipo de areia empregado. .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . . . Esta argamassa deverá servir como lubrificante entre os grãos de agregado graúdo para que se consiga uma trabalhabilidade adequada.Menor do que ¼ da menor distância entre faces de formas. 5. . independe do traço deste concreto”. devendo existir uma parte de argamassa adicional. Concreto: Dimensão máxima característica admissível de acordo com a NBR 6118 deve ser: .1 . Consistência desejada (Slump). -Análise granulométrica e massa específica dos agregados disponíveis.Método da ABCP/ACI Baseia-se no fato de que cada tipo de agregado graúdo possui um volume de vazios que será preenchido por argamassa. a) Parâmetros de dosagem: Materiais: -Tipo.Menor do que 1.Menor do que 1/3 do diâmetro da tubulação (quando o concreto for bombeado).1) Fixação da relação água/cimento: Fixado em função de critérios de durabilidade (Ver Tabela 6). PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.

2 .6. deve-se utilizar o valor correspondente a sua especificação. Procedimento. Caso o cimento utilizado não seja o cimento Portland Comum. apresentadas no item 5. entrar no Gráfico 1.12 7 Observações: Quando não existe restrições quanto à durabilidade. CP I 32. emprega-se as expressões propostas por Helene (1993). b. determinada na mesma forma do item 5.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.2) Determinação do consumo de água do concreto (Cag): É feito em função da consistência e da dimensão máxima característica do agregado (Tabela 7): PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Se não possuir a resistência do cimento. b. b.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .6. o fator a/c será determinado através de um gráfico em função da resistência de dosagem (fcj) (Gráfico 1 em anexo).1. por exemplo. na curva correspondente a resistência 32.1 . Procedimento.1.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.12 8 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.

A solução escolhida deverá ser aquela que conduza ao maior Mc.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.12 9 proporções e determinar a massa unitária compactada(Mc).

d) Correções assumidas como “leis de comportamento” : PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.2 . a R e durabilidade do concreto passam a ser únicas.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .13 0 5. c) O concreto é mais econômico quanto maior for a Dmax do agregado graúdo e menor abatimento do tronco de cone.2.Método do IPT/EPUSP 1) Estudo Teórico: 1.6.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.1) Conceitos fundamentais: a) A relação água/cimento (a/c) é o parâmetro mais importante no concreto estrutural. b) Definida a/c e os materiais.

em (Kg/Kg). em (Kg/Kg). d. (Kg/Kg).13 1 d. a/c: relação água/cimento em massa.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . k5: constantes que dependem materiais. p: relação agregado graúdo seco/cimento.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. a: relação agregado miúdo seco/cimento. (Kg/Kg).6) Notação: fcj: resistência à compressão axial à idade j. em Mpa.7) Diagrama de dosagem: PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. k1 k2 k3 k4. m: relação agregados secos/cimento.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.13 2 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .

dp : massa específica do agregado graúdo. a) Determinação do traço unitário: 1:a :p PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. medida em kg/m3.13 3 Sendo: C : consumo de cimento por m3 de concreto adensado em kg/m3 d : massa específica do concreto. em massa).Estudo Experimental: 2.2) Etapa 1: Determinação do teor ideal de argamassaα para o traço 1: 5 (teor ideal de argamassa na mistura: mínimo possível).5 (confecção traço rico). maior custo.1) Princípios: · 03 pontos são necessários para se obter o diagrama de dosagem.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. dc : massa específica do cimento. · excesso de argamassa. · avaliação dos traços (1:m) (cimento: agregados secos totais.2) Cálculo da resistência de dosagem: 2.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . medida em kg/m3. · traço 1: 5 (avaliação preliminar em betoneira). medida em canteiro em kg/m3. · falta de argamassa ocasiona porosidade ou falha concretagem. · traço 1: 6.5 (confecção traço pobre). · traço 1: 3. 1. medida em kg/m3. da: massa específica do agregado miúdo. 2. ocasiona riscos fissuração.

c) Pesar e lançar os materiais na betoneira (acréscimos sucessivos de argamassa: cimento + areia) sem alterar agregado graúdo . e determinar as seguintes características: · relação a/c necessária para obter a consistência. exsudação.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. · moldar corpos de prova para rompimento.1 . coesão e abatimento.Responsabilidade pela composição e propriedades do concreto: . d) Determinar o teor de argamassa ideal: · definição : colher de pedreiro.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.7 CONTROLE DE QUALIDADE DO CONCRETO Baseado na NBR12655/1996 5. · consumo cimento/m3 concreto.7. · consumo água/m3 concreto. · massa específica concreto fresco. 5.Profissional responsável pelo projeto estrutural: · registro resistência característica concreto fck (desenho e memórias do projeto). verificação vazios e falhas. · slump test.13 4 b) Determinar para cada a a quantidade material para abastecer a betoneira. e) realizar nova mistura com o traço 1:5 e o teor de argamassa ideal “definitivo”.

Resistência à Compressão. . 5. origem mineralógica e forma dos grãos) e as quantidades relativas dos constituintes do concreto (traço). · documentação comprobatória NBR 12655 (relatórios de ensaios. . Quando concreto usinado: coleta de amostras e reconstituirão do traço recém misturado.). retirada do escoramento.2 . módulo de deformação estático mínimo na idade de desforma.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. dimensão máxima agregado e outras propriedades de acordo com projeto e condições de aplicação. tipo de cimento. · especificação requisitos correspondentes à durabilidade da estrutura e de propriedades especiais do concreto (consumo mínimo de cimento. agregado miúdo (mesma granulometria). · concreto preparado na obra é responsável pelas etapas de execução (dosagem. armazenamento dos materiais constituintes. aceitação do concreto. cuidados requeridos pelo processo construtivo. . consistência. . salvo concreto produzido em central. agregado graúdo (mesma dimensão máxima característica.Verificar materiais no canteiro corresponde aos utilizados na dosagem: Cimento (mesma marca comercial e especificação). durante toda construção.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . etc. atuar em diferentes fases do processo de produção.7. aplicação de protensão ou manuseio de pré-moldados).Responsável pelo recebimento do concreto: · proprietário da obra ou responsável técnico pela obra. relação água/cimento. ajuste e comprovação do traço.13 5 · especificação de fck para etapas construtivas (retirada de cimbramento.Quando dosado em obra: Pelo menos uma vez dia verificar colocação materiais na betoneira. Para cada tipo e classe de concreto colocado em uma estrutura realizar seguintes ensaios: .Consistência abatimento tronco de cone (Slump Test) NBR 7223 ou Espalhamento tronco de cone (Mesa de espalhamento) NBR 9606. .Profissional responsável pela execução da obra: · escolha modalidade preparo concreto. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. laudos e outros) devem estar o canteiro de obra. · escolha tipo de concreto. arquivada e preservada pelo prazo legislação vigente.Procedimento e plano de amostragem: .Controle da qualidade. medidas dos materiais e do concreto e mistura) e pela definição da condição de preparo.

com estrados de madeira ou material equivalente. g) Cura PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Durante o carregamento. réguas vibratórias. vibrador de forma e placa. Quanto à direção: horizontal. abrigados da chuva e umidades excessivas. Período médio de estocagem: 30 dias. Pode ocorrer problemas durante o transporte: Hidratação do cimento. mesas vibratórias.13 6 5. Pode ser de 60 dias em locais de clima seco. as pilhas não devem ter mais do que 10 sacos em altura (a não ser que o tempo de estocagem seja inferior a 15 dias. Atualmente maior parte do concreto é lançado em estrutura de edifícios pelo processo de bombeamento. a) Manuseio e estocagem dos materiais: -Cimento: Embalados em saco de papel. ácido húmico. cloretos. centrifugação. pilhas de diferentes materiais devem estar bem separadas para evitar misturas que venham a interferir nas proporções da mistura final. de acordo com o projeto. evitar que o material contenha solos e outras impurezas. adensamento e cura) para que seja possível obter um concreto com as propriedades especificadas. vertical e oblíquo. -Água: Não pode ter contaminação por materiais como açúcar. Com os agregados miúdos devem tomar cuidado para que enxurradas carreiem as parcelas finas. evitando o contato direto dos sacos de cimento. -Agregados: Evitar segregação durante o lançamento das pilhas.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . absorção e trituração. e) Lançamento: Colocar no ponto onde deverá permanecer definitivamente. c) Mistura: Manual ou Mecânica (Betoneiras). evitar que a pá ou lâmina da carregadeira trabalhem muito rente ao solo. e) Transporte: Do local de amassamento para local de lançamento.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. b) Proporcionamento: Dde acordo com a dosagem em laboratório. transporte. bastante reduzido em locais de clima úmido. admitindo-se pilhas de até 15 sacos de altura). cobertos e protegidos.8 PRODUÇÃO DO CONCRETO A produção do concreto consiste em uma série de operações ou serviços executados e controlados (mistura. evaporação. f) Adensamento: Manual: Barras de aço (soquetes) e Mecânico: Vibrador. Utilizar barracões. etc. lançamento.

bactérias.13 7 5. argila e silte. c) Destruição do próprio concreto (corrosão do concreto) sob a ação de agentes químicos (substâncias orgânicas. fissuras por esforços mecânicos excessivos. rupturas por choque.9 PATOLOGIA DO CONCRETO a) Destruição do concreto armado por esforços mecânicos (limites de utilização. ácidos inorgânicos. concretos no mar ou em atmosferas marítimas. b) Destruição da armadura do concreto armado sob a ação de agentes químicos ou eletroquímicos (corrosão da armadura). dimensionamento das juntas de dilatação. concretos em ambientes industriais. abrasão) ou biológicos (fungos. gelividade. água pura. físicos (retração hidráulica. variação térmica. fogo. aditivos). PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. d) Depreciação do concreto por manchas e eflorescências. sais inorgânicos.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .Concretos em solos agressivos. →Ocorrências mais comuns de corrosão do concreto: .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. bolores e vegetais). tubulações de esgotos sanitários. deformações excessivas). pavimentos de concretos não revestidos.

como por exemplo: Palmeira. Chochos (vazios internos). desde que as florestas sejam adequadamente manejadas). cujo processamento industrial requer baixo consumo de energia. de pouco ou nenhum interesse na produção de madeira para fins estruturais. de boa resistência mecânica e trabalhada facilmente. etc. Reproduzem-se por sementes. Bambu Palmito. classificando-se de acordo com sua germinação e crescimento em: a) Endógenas: De germinação interna (desenvolvimento se processa de dentro para fora). de alta resistência à compressão. Deformações geométricas (fôrmas mal feitas). onde a rede cristalina é a celulose. caule.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. folhas e flores. dotados de raízes. pessoal desqualificado). Compreendem as árvores tropicais. vegetais completos. de alta resistência à tração. (Tem a característica especial de ser renovável. Segregação (concreto lançado em queda livre ou quando ocorre falta ou excesso de vibração).2. monocotiledôneas.1 – Classificação das Árvores: Estes vegetais botanicamente pertencem ao ramo dos Fanerógamos ou Esperamtófitos.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.13 8 e) Defeitos congênitos de execução do concreto armado: Bicheiras (superfície perfurada). É um material renovável. e a matriz amorfa é a lignina.1 INTRODUÇÃO A madeira é um material leve. Resiste bem aos esforços de tração e compressão.2 ORIGEM E PRODUÇÃO DAS MADEIRAS 6. isto é. 6. Resistência menor que prevista nos cálculos (falta de tecnologia. CAPÍTULO 7 MADEIRAS 6.

-Folhas perenes em forma de agulha.13 9 b) Exógenas: De germinação externa. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. -Não produzem frutos. Estas árvores compreendem dois grupos: as Ginospermas e as Angiospermas. lenho de madeira branca. geralmente. -Compreende 35% das espécies conhecidas. esta última denominação brasileira.2) Angiospermas ou dicotiledôneas (hardwood): -Denominadas de frondosas. b. de fora para dentro – Anéis de crescimento. folhosas ou “árvores de madeira de lei”.1) Ginospermas (softwood): -Classe importante das coníferas ou resinosas.500 espécies úteis: 50% frondosas tropicais e 15 % em zonas temperadas. -Abrangem 65% das espécies conhecidas. b.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. folhas aciculares e tem. largas (latifólios) e caducas. O desenvolvimento da árvore se processa pela adição de novas camadas concêntricas de células. Constitui grupo de árvores aproveitáveis para produção de madeira para construção. -Sementes em frutose folhas achatadas. tem sementes (pinhas) descobertas.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . com 1. com cerca de 400 espécies industrialmente úteis.

Em algumas espécies como o sobral. a corticeira. c) Lenho: Núcleo de sustentação e resistência da árvore. Nos anéis de crescimento se refletem as condições de desenvolvimento da árvore. as paredes das células impregnam-se por taninos. Veículo da seiva elaborada das folhas para o lenho do tronco. -Folhas e outras partes verdes absorção do anidro carbônico e o oxigênio do ar. Não é atrativo aos insetos e outras pragas. de excessos de evaporação e dos agentes de destruição. Constituído por células em permanente transformação: O Tecido Meristemático. por exemplo. a cortiça. -Não apresenta interesse como material de construção. Parte formada por células mortas e esclerosadas. resinas e materiais corantes que obstruem os vasos e conferem ao cerne uma cor mais escura que o alburno.6. Crescimento transversal: Anéis anuais de crescimento. Não tem importância para construção e é eliminada no aproveitamento do lenho. Quando é feito um corte transversal em qualquer ponto de uma árvore. É no câmbio que acontece a transformação dos açucares e amidos em celulose e lignina. a. medula e raios medulares (Figura 1). O cerne apresenta mais peso. câmbio. o angico. Conduz a seiva bruta e seiva elaborada. -Seiva Bruta que sobe por capilaridade pela parte viva do lenho (alburno) até as folhas. b) Câmbio ou Camada Geratriz (cambium): Camada invisível a olho nu (fina e quase invisível camada de tecidos vivos). -Isolamento termoacústico: (revestimento de paredes. Situada entre a casca e o lenho.1) Cerne interior (heartwood): Cor mais escura que o alburno. mas é desaconselhável e antieconômico retirar todo o alburno (branco das árvores) como imprestável para a construção: Economicamente: . lenho (alburno e cerne). que desenvolve-se bastante.2. flores e frutos. As alterações ocorridas no alburno vão formando e ampliando o cerne. Durante a alteração. -Raiz: Ancora a árvore no solo água (sais minerais): Seiva bruta. -Solo água + sais minerais ( recolhidas através dos pêlos absorventes das raízes). principais constituintes do tecido lenhoso. Nas folhas água e sais minerais. -Copa: Se desdobra em ramos. encontram-se as seguintes partes: Casca. folhas. A casca divide-se em: Casca Externa: Cortiça (outer bark) ou camada cortical (tecido morto) e Casca Interna: Líber (inner bark) ou floema (tecido vivo). entre outros. no tronco.2 – Fisiologia (Partes componentes) e Crescimento das Árvores: Compõem uma árvore a raiz. dureza e durabilidade que o alburno. compacidade. cai e é renovada. Apresenta duas zonas distintas: c. o caule e a copa. a casca apresenta um tecido suberoso. -Racha. Seção útil do tronco para obtenção das peças estruturais de madeira natural ou madeira de obra. recheio de entrepisos).1) Cortiça: -Protege os tecidos mais novos do ambiente. Seiva elaborada. a.2) Líber -Conduz a seiva elaborada a partir de substâncias retiradas do solo e do ar. a) Casca: Responsável pela proteção da árvore contra agentes externos. Protege o lenho. -Tronco ou caule: Sustenta a copa com sua galharia.

3 COMPOSIÇÃO QUÍMICA DA MADEIRA A composição química da madeira não é definida de forma precisa para uma espécie de madeira ou mesmo para uma madeira específica. pois esta composição sofre variações de acordo com diversos fatores como.141 alburno 25-50% conforme a espécie e tecnologicamente: características mecânicas satisfatórias e impregnação fácil.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Efeito estético e decorativo. clima. 6. e) Raios Medulares: São desenvolvimentos transversais radiais de células lenhosas cuja função é o transporte e armazenamento de nutrientes. impedindo que elas “trabalhem” de maneira exagerada frente as variações do teor de umidade. é importante pois realizam uma amarração transversal das fibras.3 Estrutura fibrosa do lenho: Para sua sustentação.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . etc. Sua presença. por ascensão capilar desde a raiz até a copa. mesmo assim podemos afirmar que existem três componentes principais na madeira que são Lignina (18% a PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. quando significativa.2. sendo um material mole e esponjoso e de cor escura. tipo de solo. 6. c.2) Alburno externo (sapwood): Parte formada por células vivas e atuantes. d) Medula (pith): É o miolo central do lenho. condução de sucos vitais e armazenamento de reservas nutritivas. Resistência da árvore. Não possui resistência mecânica nem durabilidade. Sua presença em peças serradas constitui um defeito. localização geográfica. Tem a função de resistência e é condutor de seiva bruta.

3. fornece estrutura à madeira. considerando peso da madeira seca. -Polímero tridimensional que apresenta composições diferentes para coníferas e folhosas (maior quantidade em coníferas do que folhosas). -Ocorre intimamente associada à celulose e parece contribuir como um componente estrutural dos tecidos vegetais.3. amidos. encontrado na natureza (algodão. Existem outros componentes que estão presentes principalmente na forma de extrativos orgânicos e inorgânicos. Os elementos que compõem a madeira são mais ou menos os seguintes: Carbono (50%). 6. resinas. com resistência mecânica apreciável. sais orgânicos ácidos orgânicos (4% a 10%). -Alto grau de polimerização. não formam fibras e possuem somente regiões amorfas. gosto e também resistência ao ataque de fungos e insetos.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. considerados materiais poliméricos complexos.1 Celulose (C6H10O5)n: -Polímero constituído por cadeias monoméricas glicosídicas. -Divide-se em: Celuloseβe : Hemicelulose (Pequenas moléculas de polissacarídeos mais pectose e solúvel em soda cáustica) e Celuloseα (Base estrutural das paredes celulares. enquanto que na hemicelulose são diversas dessas unidades que aparecem condensadas. pouco elástica. forma fibras e possui regiões cristalinas e amorfas.2 Hemicelusose: -São polissacarídeos associados com a celulose e a lignina em tecidos vegetais. bambú. incolor.5%) e traços de muitos íons metálicos. -Conteúdo de hemicelulose em um vegetal arbóreo (25% a 35%). madeira. -Constitui cerca de 1/3 do material total produzido por todas as plantas coletivamente. 6.3. elástica e solúvel em H2SO4. -Componente de maior importância nas paredes das células das madeiras. como óleos. insensível a umidade e às temperaturas habituais. taninos. . etc).Impermeável. 6. açúcares. -São carboidratos que apresentam baixo grau de polimerização (<150 unidades). São os extrativos que conferem as propriedades organolépticas às madeiras: cheiro.142 35%). de estrutura não definitivamente estabelecida. Hemicelulose e Celulose (65% a 75%). Hidrogênio (5. -A celulose é formada por repetições de unidade monomérica.3 Lignina: -Composto complexo aromático de alto peso molecular. -Alta resistência à tração. cor. tornando-a a mais importante matéria prima de origem vegetal disponível ao homem. insolúvel em soda cáustica e ácidos diluídos). substâncias nitrogenadas. Oxigênio (44%).

Muitas propriedades físicas e mecânicas da madeira dependem da presença da lignina. determinando sua família. . Estas lâminas são dessecadas. Pau-ferro(grande resistência mecânica). exemplares de folhas. A coleta de elementos de identificação é possível determinar o gênero e a espécie do exemplar. Peroba dos campos (paratecoma peroba). Exige confrontações com atlas de herbários. onde a constituição varia de gênero para gênero e. coloridas. etc.Encontrada na camada intercelular (middle layer): 25%. Do pequeno prisma são extraídos três lâminas com 10 a 20 micrômetros (10 . de espécie para espécie. No entanto. normalmente relacionada a uma característica predominante. etc. ainda que botanicamente afins. .4 IDENTIFICAÇÃO BOTÂNICA Quando identifica-se botanicamente uma essência lenhosa. Prende-se a características notáveis da espécie. A espécie é identificada pelo seu nome vulgar. Mesmo nome para identificar duas ou mais espécies diferentes.Atua como material “cimentante”. outra no sentido radial e a terceira no sentido longitudinal – axial das fibras. são nomes sugestivos que traduzem um conhecimento íntimo da espécie: Açoita-cavalo(resistência dinâmica elevada (tenacidade). como: configuração do tronco e copa. flores. Não tem valor científico.143 . PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. 6. pois estão registradas e colecionadas fotografias das espécies em diferentes estágios de crescimento.Identificação botânica: Uma segunda aproximação. . gênero e espécie. No atlas constam os elementos anatômicos típicos: grupamento. .Identificação micrográfica: É cientificamente exata e baseada num estudo comparado da estrutura anatômica do lenho. aspectos das flores e frutos. Conforme a região a mesma espécie tem nomes diferentes. textura da casca.: Peroba-rosa (aspidosperma polyneuron).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . . Existe três procedimentos para identificação das espécies lenhosas: -Identificação vulgar: É uma primeira aproximação. por um botânico especializado.Responsável pela alta rigidez da madeira. vasos. . Ex. frutos e sementes. ligando os elementos estruturais das madeiras (fibras.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. está localizando-a no reino vegetal. Realizada por conhecedores com prática adquirida.20µm) de espessura: uma lâmina tangencial aos anéis de crescimento. Pau-marfim (aparência homogênea do lenho). examinadas em microscópio de 50 aumentos e comparadas com lâminas – padrão ou com um atlas de microfotografias. dimensões e forma das Células lenhosas. traqueídeos. em vários casos. sabor do lenho. Procedimento: Retira-se do lenho do exemplar a ser identificado um prisma 1 x 1 x 4 cm perfeitamente orientado em relação às fibras.).É uma resina natural amorfa que reveste externamente as paredes das células aglomerando-as em conjunto: 75%. Pinho do paraná (araucária augustrifolia).

evita que o tronco fendilhe ou tombe sobre o operador. jiraus.1) Corte: Em épocas apropriadas: inverno (Brasil meses sem “ r ”). Aparelhamento das peças. 6. Falquejamento. →Pode ser descascada ou decortiçada.144 6. o corte das árvores é feito sempre precedido de um levantamento dendrométrico.5 PRODUÇÃO DA MADEIRA A produção das madeiras de obra (peças de madeira natural serradas) inicia-se com o Corte e desenvolve-se na Toragem. Na exploração bem conduzida de reservas florestais. Desdobro.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Cunhas. para que exista um aproveitamento econômico adequado. →Material usado: Machado do lenhador.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .5. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. 6. alavancas. Serras traçadoras manuais e mecânicas.5.2) Toragem e Falquejamento: →Árvore é desgalhada e traçada de 5 a 6 m. →Lado seco da árvore onde o lenho é mais resistente ( lado dos ventos predominantes→ Corte de traçador pelo lado oposto. →Abrir um “talho” ou “barriga”. → Pode ser “falquejada”: Retirar 4 costaneiras a machado ou à serra→Seção fica grosseiramente retangular (Figura 2).

Desdobro radial: Pranchas normais aos anéis de crescimento.4) Aparelhamento das peças: Obtenção de peças nas bitolas comerciais por serragem e resserragem das pranchas. Com uma só lâmina ( serras americanas ou serras centro) e com várias lâminas paralelas ( serras francesas). Nomenclatura e dimensões da madeira serrada estão fixadas na PB5 da ABNT: Madeira Serrada e Beneficiada. . Serrada e Beneficiada: Bruta é a tora propriamente dita ou a falquejada. Largura > 20. Ressalta o desenho dos veios. Serras fitas alternadas ( serras de engenho).145 6.: Madeira Bruta. As peças cortadas desta forma empenam menos. Obs. Dá acabamento quase uniforme e maior resistência estrutural. Obtenção de pranchões “coucoeiras” (Espessura > 7. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.0 cm). Tem a desvantagem de exigir mais mão-de-obra e perdas muito maiores de material (Figura 4). Melhora resistência ao desgaste da madeira. 0 cm. Realiza-se nas serrarias com utilização de: Serras de fitas contínua. não racham facilmente e apresentam maior uniformidade na secagem. É o processo mais utilizado (Figura 3). de de de ou Tipos de Desdobro: . Proporciona economia de manufatura e pouca perda de material.5. Não é usado em larga escala.5.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . 6.3) Desdobro (ou desdobramento): Operação final na produção de peças estruturais madeira bruta.Desdobro normal: Pranchas paralelas aos anéis de crescimento. Pranchas de melhor qualidade.

tipo de solicitação. vivos ou mortos. b) Desvios de veio e fibras torcidas→Desvio de veio: Devido ao crescimento acelerado de fibras periféricas enquanto o crescimento interno é estacionário→árvore jovem. assoalho. prancha. permite distinguir os quatro grupos seguintes: 6. ripa.6. lambri. Devidos a retratilidade da madeira durante os processos de secagem natural ou artificial. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. que foram envolvidos por novas e sucessivas camadas de crescimento do lenho. A beneficiada é a peça que passou por vários desdobros e por um processo de molduragem em máquinas especiais (Ex. 6. mas depende da sua posição/ plano neutro. São os defeitos de secagem mais freqüentes.146 Serrada é a peça que passou por vários desbobros. conforme as causas de sua ocorrência. localização na peça. Ocorre durante variações de umidade que provoca tensões internas. Influência dos nós no desempenho das peças depende de: tipo. geralmente. b) Fendas→Pequenas aberturas radiais no topo das toras ou peças (movimentos ou secagem). etc. O critério de classificação dos defeitos . separações com descontinuidade entre fibras ou entre anéis de crescimento. sarrafo. →Fibras torcidas: Devido a uma orientação anormal das células lenhosas. Acontece. c) Ventos: Durante a vida do vegetal ocorrem paralisações de crescimento e golpes (de vento) ou ações dinâmicas. d) Abaulamento→Empenamento no sentido da largura (secagem). e) Curvatura→Encurvamento longitudinal ( secagem ou defeito de serragem). próximo às raízes. a) Nós: Resultante de ramos da árvore primitiva. →Cisalhamento: redução da seção resistente: muito prejudicável. dimensões e número. vigote.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. transformando-os em forma e dimensão compatível para uso na construção civil (Ex.6.: taco. São deslocamentos.). meia-cana).2) Defeitos de Secagem→Secagem mal conduzida. a) Rachaduras→Grandes aberturas radiais no topo das toras ou peças (mecânica ou secagem). →Tração axial: sem efeito (são alinhadas/eixo das fibras). Os desvios de veio e fibras torcidas prejudicam a resistência das peças (acentuam a anisotropia) e são responsáveis pelos empenos em forma de arco ou hélice. rodapé.: tábuas. Conseqüência das tensões diferenciais criadas as peças devido à retratilidade desigual entre as camadas periféricas e internas durante a secagem. 6. Distribuições do lenho segundo uma espiral em torno da medula.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .1) Defeitos de Crescimento→Alterações no crescimento e estrutura fibrosa.6 DEFEITOS São anomalias em sua integridade e constituição que alteram o desempenho e as propriedades físico-mecânicas. Peças com vento tem uso proibido para estrutura. f) Curvatura lateral→ Encurvamento lateral das peças. c) Fendilhado→ Pequenas aberturas ao longo das peças ( secagem).

Madeiras com alta durabilidade natural ( extrativos). PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. etc. .4) Defeitos de Alteração→Agentes de deterioração .Mofos e manchas (azulamento). rachaduras. → Desdobro e serragem das peças: cantos esmagados. →Ataque de predadores (fungos e insetos). Desenvolvimento da secagem: 1) Evaporação da água livre ( vazios capilares) →sem retração. insetos xilófagos. Secagem natural e em estufas: →Secagem natural : realizado em pátios junto a serrarias. Tratamentos de prevenção e preservação: . fibras cortadas.6. fungos e destruidores.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .) . 6. Para evitar o aparecimento das conseqüências da retratilidade (empenos.7 SECAGEM Necessidade de obtenção de grau de umidade nas peças de madeira compatível com o ambiente de emprego. pintura). fendas e machucadeiras.6. → Secagem artificial : Espécie lenhosa e teor de umidade dela conhecidos. 6. furadores marinhos. A durabilidade natural depende: da própria natureza do material e dos fatores externos. substituição se necessário. 6. ação da luz e chuvas : Reduzem a seção resistente das peças estruturais e agravam os defeitos já existentes. Facilita os processos de preservação e tratamentos ulteriores.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Os processos de preservação aumentam a durabilidade.8 PRESERVAÇÃO Durabilidade: É a resistência que as madeiras apresentam aos agentes de alteração e destruição de seu tecido lenhoso: fungos.3) Defeitos de Produção→Desdobro e aparelhamento das peças.147 6. 2) Evaporação da água de impregnação (paredes das células) até atingir o ponto de saturação ao ar→ retração. → Abate e derrubada das árvores: fraturas. .Produtos preservadores ( impregnação. Vantagens da secagem: Diminuição do peso. rachas). Degradação de sua qualidade.Ventilação adequada ( baixar a umidade.. Melhora a estabilidade dimensional e a resistência mecânica. radiações UV. insetos. Aumento da resistência aos agentes de deterioração.Inspeção regular das peças.

→Tratamento prévio: -Secagem a um teor adequado de umidade: facilita e impregnação. As peças são imersas (em pé) até a altura conveniente num recipiente contendo uma solução salina concentrada. Recomendados para peças de madeiras secas destinadas a ambientes cobertos. → Crustáceos e moluscos: Alimentam-se de celulose em madeiras imersas.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Cupins: usam a madeira como abrigo e alimento. Bastante efetivo. O impregnante sobe pelo alburno por pressão capilar PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. aramados. -Processo de dois banhos ou de banho quente e frio: Peças são imersas num tonel contendo o impregnante. -Processo de substituição da seiva : Para tratamento de postes. temperatura em torno de 20o C e teor de umidade acima de 20% para sobreviver e proliferar eles. secagem adequada (evitar as fendas) e tratamento de preservação ( antifungicidas). → Insetos: Larvas de caruncho se alimentam da celulose e minam extensas galerias no tecido lenhoso. fendilhada.8.8. Peças são transferidas rapidamente para um outro recipiente contendo o mesmo impregnante frio (20-30 minutos). aspecto esponjoso. A madeira se apresenta com mudança de coloração. se a altura de imersão ultrapassar a linha de afloramento das peças quando enterradas no solo. furacões e entalhes (peças estruturais). Penetração é forçada pela aspiração do impregnante pelo vácuo relativo que se formou nos vazios da madeira com a evaporação da água e expulsão do ar aquecido.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . → Processos de impregnação superficial: Pinturas superficiais ou imersão das peças em preservativos adequados. cruzetas. →Bactérias: Provocam uma decomposição química da madeira por oxidação ou redução. → Processos de impregnação sob pressão reduzida: Aproveitamento de pressão naturais: atmosférica. Precisam de oxigênio atmosférico. Imersão em solução preservativa ( mesmo rápida) será sempre mais efetiva do que uma simples pintura superficial e proteção de 2 a 3 mm (resiste ao ataque de insetos e pequenas fendas de secagem). moirões e pontaletes roliços quando ainda verdes. Método usado para postes. Necessitam as mesmas condições ambientais de desenvolvimento que os fungos. capilar e osmótica. desdobro em época apropriada. evita a formação de fendas e esteriliza (estufa). -Remoção das cascas e cortiças: melhora a permeabilidade aos impregnantes e remove o veículo preferencial dos insetos. -Resserragem. hidráulica.1) Deterioração: → Fungos: Comem o carbono dos carboidratos do tecido lenhoso pela ação de enzimas. 6. Depois do aquecimento até a temperatura de ebulição da água (4 horas). protegidos e sujeitos a fracas variações higrométricas.148 6.2) Principiais processos de preservação: → Classificados segundo a profundidade da impregnação: Processos de impregnação superficial. Prevenção: Eliminar um dos fatores citados anteriormente. Processos de impregnação sob pressão reduzida e Processos de impregnação sob pressão elevada. → Luz solar (UV) : Espessura deteriorada de 1 mm em 20 anos. -Desseivagem.

dormentes de via férrea e pilares de madeira. temperatura 90-100oC. 3) Creosoto: -Fração de destilação do alcatrão ( hidrocarbonetos. Ex. à base de cobre. . Propriedades que podem ser acrescentadas: impermeabilização. -pentaclorofenol diluído em óleo. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. . retardante de fogo.Segurança para os operadores. à base de cobre e arsênio em solução amoniacal (ACA).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . → Retardantes de chamas . -Preservativos orgânicos (óleo). cromo e boro (CCB). ácido bórico e bórax (GB). -Não é usado no interior das construções: cheiro forte. -Processo de impregnação por osmose (madeira verde): Aplicação na superfície das peças (acima e abaixo da linha de afloramento) de uma espessa camada gelatinosa de imunizante concentrado com uma bandagem de plástico impermeável. 2) Soluções de sais solúveis em óleo: -à base de zinco e cobre. 6. Vácuo final para expulsar o excesso de preservativo.: pontaletes roliços de 15cm de diâmetro e 3cm de comprimento→6 semanas. diluídos em óleo. -Processo Reupig: Pressão inicial (3 atm. → Processos de impregnação em autoclave: São processos mais eficientes p/ produção industrial de postes para redes de transmissão e distribuição de energia elétrica. Processo é lento e em função de condições de tempo que regulam a secagem. . -Processo Bethel: Vácuo Inicial durante 2 horas (retirada do ar e umidade do tecido lenhoso). .Alta toxidez aos organismos xilófagos ( fungos. cromo e arsênio (CCA).Estabilidade. O imunizante vai difundir no tecido lenhoso por osmose.). Banho preservativo em alta pressão (10 atm. -Banho com o imunizante sob alta pressão.Alto grau de retenção nos tecidos lenhosos.8. Vácuo final (30 min): retirada do excesso de preservativo. . cruzetas.Fosfatos de monoamônia e diamônia.) temperatura 90/100oC. sulfato de amônia. Classificação: 1) Soluções de sais hidrosolúveis: à base de cobre. Diluídos em um solvente (água ou óleo de baixa viscosidade).Alta difusibilidade através dos tecidos lenhosos. * A madeira deve ser pintada depois do tratamento.149 e osmose substituindo a seiva e a umidade do lenho à medida que as mesmas evaporam na secagem.Incorrosível para metais e a própria madeira. insetos). .) a seco ( 90 min. 3 horas.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.3) Principais produtos de preservação: São produtos tóxicos ou de contato (fungicidas. 3 horas. inibidoras de retratilidade. Preservativos óleos (creosoto) e aquosos ( a frio). inseticidas ou anti-moluscos). Devem apresentar as características seguintes: .Aplicados na superfície ou por impregnação sob vácuo. fenol e derivados aromáticos).

6.Incorporados (se possível) com o preservativo. Após o corte da árvore.Diminuir os movimentos da madeira ( retratilidade).9.: anidrido acético. polietileno-glicol (PEG).1 . -OH.Colocando moléculas que vão substituir a água contida entre as microfibras das paredes das células lenhosas.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . devem ser escolhidas 3 toras de madeira de onde serão retirados os corpos de prova para os ensaios (Figura 5). Figura 5: Localização na tora das seções onde são marcados os corpos de prova e marcação dos corpos de prova nas seções da tora.150 . apresentam numerosos grupos hidróxilas. 6. . a madeira perde lentamente a água até atingir um conteúdo de umidade de equilíbrio com PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.PROPRIEDADES FÍSICAS E ENSAIOS FÍSICOS a) Umidade: Objetivo: Tanto a holocelulose como a lignina que compõem a parede celular da madeira.9 PROPRIEDADES FÍSICAS DAS MADEIRAS E ENSAIOS FÍSICOS Extração de corpos de prova da tora de madeira: Para caracterização de uma espécie demadeira ou para o conhecimento das propriedades de uma espécie de determinado local. Ex. Quando vivo.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.Aumentam a temperatura mínima de ignição da madeira e diminuem a velocidade de propagação do fogo. o tecido lenhoso se encontra saturado de água. que se atraem mutuamente e também atraem moléculas de água. → Estabilizantes dimensionais . .

5g/cm3. Conclui-se que as madeiras mais leves contém mais espaços vazios que as madeiras mais pesadas. A madeira quando verde.água de adesão ou impregnação. A maioria das propriedades mecânicas variam com o teor de umidade da madeira. parte ou toda a água de capilaridade pode ser removida. com o aparecimento de contrações volumétricas (Figura 7). c) Retratibilidade A retratibilidade é o fenômeno de variação dimensional que ocorre com a madeira quando há uma alteração no seu teor de umidade. processos exatos. o ponto P do gráfico. O ensaio é feito de acordo com o Anexo B (NBR 7190. assim torna-se imprescindível a sua determinação antes de cada ensaio. apresenta umidade em seu interior sob três formas: . O ensaio é feito de acordo com o Anexo B (NBR 7190. a densidade pode variar desde 0.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . as características mecânicas da madeira variam com o peso específico da madeira. provocaremos a evaporação da água que satura as paredes das células.1g/cm3 (Aroeira do Sertão).água de constituição.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. .água de capilaridade ou embebição. independentemente da espécie considerada. Quando uma peça de madeira verde é seca. O fim da evaporação dessa água de capilaridade assinala um ponto característico denominado “ponto de saturação” ao ar (“fiber saturation point” ou “point de saturation a l`air”).151 as condições do ambiente. . 1997). 1997). Como dentre as espécies conhecidas.20g/cm3 (Balsa) até 1. sem que o volume inicial diminua. A densidade da substância que compõe a parede celular é da ordem de 1. A partir deste ponto. como sendo a massa específica convencional obtida pelo quociente da massa seca pelo volume saturado. Como na caso da umidade. b) Densidade ou Peso Específico Aparente A “densidade básica” da madeira é definida pela NBR 7190. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. caso se continue a secagem da peça.

O fenômeno inverso (inchamento). baseado nas contrações lineares. 3. Madeira completamente seca . pois a água de impregnação encontra-se infiltrada nos espaços existentes nas espirais constituídas de grandes cristais (fibrilas) e quando a madeira perde essa água. Este ponto é obtido pelo quociente entre a contração volumétrica total e o coeficiente de retratibilidade.Contração volumétrica total (CVT): Por definição é a perda em porcentagem do volume de madeira. Essa aptidão é também caracterizada por um valor elevado na relação entre as contrações tangencial e radial. ocorre quando a madeira ganha água.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.Ponto de saturação ao ar : É o ponto acima do qual a madeira não varia mais o seu volume e sua resistência com o aumento da umidade. perde espaços que tendem a se aproximar devido a força de coesão. O valor da CVT indica aproximadamente a aptidão da madeira apresentar fendas de retração ao secar.10 PROPRIEDADES MECÂNICAS E ENSAIOS MECÂNICOS a) Umidade. onde o teor de umidade da madeira está em equilíbrio com a umidade do ambiente (entre os pontos A e B do gráfico). PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.152 Essas contrações são maiores no sentido radial e tangencial. segundo as direções normais ao eixo longitudinal das células . A contração volumétrica pode ser alcançada de duas maneiras: diretamente pela medida do volume ou indiretamente. representa o coeficiente angular da reta OP da Figura 7 . (Figura 7) 2. O procedimento direto (medida do volume).Coeficiente da retratibilidade volumétrica: Ou porcentagem da variação de volume para a variação de uma unidade na porcentagem da umidade. . Madeira verde. onde o teor de umidade da madeira está acima do “ponto de saturação do ar”. . Tanto a contração volumétrica quanto a linear são medidas em 3 teores de umidade característicos: 1. passando do ponto de saturação ao ar até o ponto de completamente seco. Este coeficiente indica a maior ou menor propensão da madeira de se deformar em função das variações de umidade. Madeira seca ao ar . é o mais usual. 6. Das medidas das contrações volumétricas resultam os seguintes dados sobre a retratibilidade da madeira: .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .

As madeiras transformadas são reaglomeração de fragmentos cada vez menores do lenho original. k) Dureza. i) Fendilhamento. 6. g) Tração normal às fibras.3) Madeiras aglomeradas (Chipboard): Fragmentos menores são aglomerados com cimentos minerais ou resinas sob pressão variada. c) Estabilidade dimensional.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.11 MADEIRAS TRANSFORMADAS: Tem o objetivo de atenuar e até eliminar as características negativas das madeiras: Heterogeneidade. l) Resistência ao impacto na flexão. m) Embutimento. j) Flexão. n) Cisalhamento na lâmina de cola.4) Madeiras reconstituídas (Fibreboard): o tecido lenhoso é reduzido a uma polpa de fibras dispersadas que são reaglomeradas sob pressão com resinas. f) Compressão normal às fibras. d) Compressão paralela às fibras. 6. o) Tração normal à lâmina de cola.11. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. 6.11. 6. 1997). No final deste capítulo encontra-se em anexo os métodos de ensaio para determinação das propriedades das madeiras citadas anteriormente (NBR 7190.11. h) Cisalhamento. e) Tração paralela às fibras.1) Madeiras laminadas (Laminated Timber): Associação de tábuas de fraca espessura por colagem.2) Madeiras laminadas compensadas ou contreplacados de madeira (Plywood): Lâminas finas coladas umas sobre as outras de maneira que as fibras de uma se disponham normalmente às das lâminas vizinhas. p) Resistências das emendas dentadas e biseladas.11.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .153 b) Densidade. Anisotropia e Dimensões limitadas. 6.

154 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.

PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. novas: .Porosas: produtos das argilas. finas.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Cerâmicas avançadas. cimento Portland.155 ANEXO CAPÍTULO 8 MATERIAIS CERÂMICOS CERÂMICAS: Cerâmicas Tradicionais: Produtos das indústrias dos silicatos.Óxidos cerâmicos puros. . .Impermeáveis: vidros de silicatos. grès porcelânico.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .

etc. →Definição científica: Associação entre elementos metálicos e elementos não-metálicos geralmente por ligação iônica. Não existe duas jazidas de argila rigorosamente iguais.Materiais de cimento.Carbetos.2) AS ARGILAS: a) Definição: Materiais terrosos que quando misturados com a água apresentam alta plasticidade.005 mm. . óxido de ferro. . .156 . e cozedura das argilas ou de mistura contendo argilas. Duros. secagem.Materiais de cerâmicas.Vidro-cerâmicas. "As argilas são compostas por partículas coloidais deΦ < 0. Constituídas de partículas cristalinas extremamente pequenas formadas por um número estrito de substâncias: os argilo-minerais (uma argila pode ser constituída por um ou mais argilo-minerais). alumina. mais elementos alcalinos e alcalino. formam torrões dificilmente desagregáveis pela pressão dos dedos". mica. quando secas. . 7.Cerâmicas magnéticas. . matéria orgânica.1) DEFINIÇÕES: a) Pedras Artificiais: Materiais que substituem as pedras em suas aplicações ou têm aparência geral semelhante. supra-condutoras. segundo a ABNT.Cermet.1 MATERIAIS CERÂMICOS 7. Resultantes da degradação das rochas sob a ação da água e gás carbônico. São isolantes elétricos e térmicos.terrosos e sílica. sol-gel. .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .1. magnésio. ferro e magnésio. com alta plasticidade quando úmidas e que. 7.Peneiras moleculares. .Cermpolímero. mas frágeis.Boretos.Vidros especiais. condutoras. semi-condutoras. Classificação de Grim para os argilo-minerais: PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.Refratários alto desempenho.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Possui grande durabilidade (alta temperatura de fusão). b) Argilo-minerais: Silicatos hidratados de alumínio. .1. etc. . b) Cerâmicas: Pedra artificial obtida pela moldagem. .

. →Cristalinos: .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . amarelas ou vermelhas.Reduz a plasticidade e retração.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. c) Tipos de Depósitos de Argila: → Na superfície das rochas.Argilas gordas: plásticas. → Argilas para materiais cerâmicos estruturais. . e) Componentes: → Caulim: caulinita ( pó branco) misturada com outros elementos. → Sílica livre (areia) . argilas aglomerantes aluminosas.Eqüidimensional: Grupo da caulinita. mica e feldspato→ cerâmica branca. .De camadas mistas regulares: Grupo da clorita . Mais rica em argilo-minerais e menos rica em quartzo e restos da rocha de origem: caulins secundários→ cerâmica vermelha.Eqüidimensional: Grupos da montmorilonita e da vermiculita. .Diminui a plasticidade e refratariedade.Alongada: Grupos da saponita e da montronita.Estruturas em cadeia: Grupo da atapulgita. → Argilas refratárias: caulins. foi transportada: Pela água: estratificada e pelo vento: não estratificada.157 →Amorfos: Grupo das alófanas. d) Tipos de Argila: → Argilas de cor de cozimento branca: caulins e argilas plásticas.Argilas magras: mais porosas e frágeis (argilo-minerais ricos em sílica). como resultado da decomposição superficial das mesmas. .De três camadas ( trifórmicos) : Rede expansiva: .Cor avermelhada. da sepiolita e da paligorsquita. se deformam muito no cozimento (argilo-minerais ricos em alumina).De duas camadas (difórmicos): . → Argilas sedimentares: Depósito fica longe da rocha de origem. . → Classificação conforme a maior ou menor quantidade de colóides: .Argilo-mineral mais simples . → Argilas residuais: Encontradas no local onde se originou. . Secagem→alta retração → Óxido de ferro . onde foram depositadas por vento e chuvas. → Nos veios e trincas das rochas. mas porosa.Alongada: Grupo da aloisita. → Nas camadas sedimentares.Aumenta a brancura.Úmida→muito plástica . Caulins (primários) ricos em quartzo. → Argilas para a produção de grés. .Estrutura lamelar: camada mista de silicato e hidróxido de alumínio . PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Rede não expansiva: Grupo da ilita.

f) Propriedades das Argilas: f.Reduz a plasticidade e resistência mecânica.Diminuem a plasticidade e o ponto de fusão. porosidade e retração.Água de capilaridade. . . . forças de atração que podem ser anuladas se a película de água entre as lamelas é excessiva. resistência e impermeabilidade.Dão eflorescências. → Compostos cálcicos (sais) .Diminui a resistência mecânica.Água de constituição: pertence à rede cristalina. . acima da qual a massa pode ser enrolada em cilindros com 3 à 4 mm de diâmetro e 15 cm de comprimento.Aumenta a refratariedade. → Feldspatos ( fundentes) . acima do qual a massa flui como um líquido. Argilas que não podem formar esse cilindro com nenhum teor de água são consideradas como não plásticas. → Alumina livre ( óxido de alumínio) .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. mas melhora a sinterização.158 .Reduzem refratariedade e plasticidade.Água de plasticidade ou adsorvida: adere à superfície das partículas coloidais.1) Plasticidade: Propriedade que um sistema possui de se deformar pela aplicação de uma força e de manter essa deformação quando a força é retirada.Aumentam a massa específica.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . → Limite de Plasticidade (LP): Teor de água expresso em % de argila seca à 110 ºC de uma massa plástica de argila. → Matéria orgânica . → Limite de liquidez ( LL): Teor de água expresso em % de argila seca a 110 ºC. . . Resulta das forças de atração entre partículas de argilo-minerais e a ação lubrificante da água entre as partículas lamelares. → Água .Dá a cor escura das argilas antes do cozimento. quando agitada ligeiramente. livre ou de poros: preenche os poros e vazios. → Índice de Plasticidade: PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.Aumenta a plasticidade.

f.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Se a velocidade de evaporação é maior do que a velocidade de difusão da água do interior da peça até a superfície.3. f. composição da argila e ao tamanho das partículas.Decomposição da pirita FeS2→Fe2O3 (cor).2) Sinterização (queima): → Até 110 ºC: Evaporação da água de capilaridade e amassamento.1) Secagem: Evaporação da água→retração.Fatores que aumentam a plasticidade.2) Retração: →Secagem: Evaporação da água.Decomposição dos sulfetos. É feito o controle da temperatura.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. . A distância entre as partículas diminui.3) Secagem e sinterização: f. .3. do tamanho e forma das partículas. → Entre 800 e 950 ºC: . → Entre 600 e 800 ºC: . É necessário controlar a velocidade de evaporação a fim de que ela seja no mínimo da ordem de grandeza da velocidade de difusão da água. . A superfície seca antes do interior e se retrai. . umidade e fluxo de ar. A secagem no interior da peça ocorre pela difusão da água até a superfície onde acontece a evaporação.Perda da água de constituição. → Retração não é uniforme→ bloco pode se deformar. Ocorre tensão diferencial. A retração é proporcional ao grau de umidade.Transformação alotrópica do quartzo α→ β (573° C). f.Calcinação dos carbonetos→ óxidos. . também aumentam a retração. ocorre a retração.Decomposição dos hidróxidos.Combustão da matéria orgânica. → A partir de 300-400 ºC: Perda da água adsorvida: A argila se enrijece.159 A Plasticidade depende do tipo e percentagem dos argilo-minerais. ocasionando fissuras e deformação da peça. . PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. da capacidade de troca de íons e da presença de outras substâncias. Observação: A espessura da peça tem influência na secagem.

formam uma pequena quantidade de vidro que aglutina os demais elementos dando após o resfriamento dureza. mas péssimo absorvente acústico. -Desagregação das cerâmicas: PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. contornos de grãos amplificam a intensidade das cargas aplicadas e facilitam a propagação das tensões. -Cerâmicas com baixa sucção→ argamassa “firme”. assim como os feldspatos. -Bom isolante acústico. Microfissuras na superfície e na massa. A sílica de constituição e a das areias. → Dureza.160 →A partir de 950 ºC: Início da vitrificação ( sinterização). Outras propriedades: -Mau condutor elétrico e térmico. Absorção ou porosidade aparente: Percentagem de aumento de peso que a peça apresenta após 24 horas de imersão de água. Formação e propagação das fissuras através da seção transversal do material numa direção perpendicular à carga aplicada. Sucção: -Cerâmicas com alta sucção→ argamassa plástica com alto teor água/cimento. → Baixa resistência à tração: Fratura frágil.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . resistência e compactação ao conjunto. grande nas porcelanas. etc. A qualidade de um artigo cerâmico depende da quantidade de vidro formado: é ínfima nos tijolos comuns e. resistência ao desgaste: depende da quantidade de vidro formado. poros internos. a queima. Absorção de água depende da compactação. dos constituintes.

7. b) Materiais cerâmicos de baixa vitrificação. → Agentes químicos: Sais internos são dissolvidos pela umidade e podem recristalizar na superfície: eflorescência. . → Características geológicas (equipamentos adequados).Cozimento. → Profundidade máxima.Fermentação da matéria-orgânica.Exploração da jazida ( extração do barro). 7.4) CLASSIFICAÇÃO DOS MATERIAIS CERÂMICOS USADOS NA CONSTRUÇÃO: a) Materiais cerâmicos secos ao ar. Umidade. a) Exploração da jazida: → Localização (em relação à indústria e centro consumidor).Materiais de louça. → Agentes mecânicos: -Baixa resistência á flexão→ uso em “compressão”. . c) Materiais cerâmicos de alta vitrificação: . .Lavagem de sais solúveis. . .Preparação da matéria-prima. d) Refratários. -Fogo: Resistência à compressão diminui quando a temperatura aumenta por causa das tensões diferenciais criadas pela dilatação desuniforme dos componentes. Exemplo: Matéria orgânica→↑ porosidade Carbonato de Cálcio e compostos sulfurosos→fendas b) Preparação da matéria-prima: →Sazonamento (ou apodrecimento da argila: exposição às intempéries): . → Características do barro relacionadas com a aplicação: Teor de argila. Granulometria.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .161 → Agentes físicos: -Umidade e vegetação: Depende da porosidade.5) FABRICAÇÃO DA CERÂMICA: Segue os seguintes passos: .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. → Topografia do local (facilidade de acesso). Má aparência. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.Vitrificação especial (às vezes). → Remoção da camada superficial (grande porcentagem de matéria orgânica).1. Deslocamento e queda de revestimento. -Devem ser resistentes aos choques (transporte). Profundidade.Moldagem.1.Materiais de grès cerâmico. . etc.

quando seca.Oxidação de piritas (sulfeto de ferro). c. tubos cerâmicos. ↑contração na secagem e deformação. .Desagregação dos torrões. depois a coluna é cortada no comprimento desejado. louças sanitárias. c) Moldagem: → Operação que vai dar a forma desejada à pasta cerâmica.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. através de um bocal apropriado. refratários. Observação: uma argila muito magra ( com poucos colóides) se tornará muito porosa. ↓ consumo de energia. → Acrescentando-se mais água: ↑ facilidade de moldagem. xícaras. → Tijolos. →Eliminação das impurezas grosseiras (sedimentação. →Amassamento e mistura: Adição da água ou não. tijoletas.a solução é colocada em moldes porosos de gesso .2) Moldagem com pasta plástica mole ( branda): → 25 à 40 % de água . a peça se retrai e se descola → Porcelanas. → Telhas: extrusão e depois moldagem em prensas. . telhas. pratos. formando uma fita uniforme e contínua. c.Cerâmica fina: eliminação dos grãos graúdos por lavagem sedimentação e filtração. c. → Moldes de madeira ou torno de oleiro ( manual ou automático). →Processo de extrusão: forçar a massa a passar sob pressão. .1) Moldagem com pasta fluída: → 30 à 50 % de água. peneiramento: para a obtenção de partículas menores. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. trituração.3) Moldagem com pasta plástica consistente (dura): →15 à 25 % de água. peças para instalação elétrica e de formato complexo.Adição de areia fina ou argila já cozida e depois moída: diminuir a retração. →Loteamento do barro: Correção para dar à mistura a constituição desejada relacionada à aplicação. .162 .Prepara a pasta para a moldagem. . tijolos brutos.). → Necessidade de corrigir o teor de argila.Proporciona a homogeneidade. ↑ tempo de secagem. quebradiça e absorvendo muita umidade.a água é absorvida e a argila adere às paredes . → Maceração: Desintegração. → Processo de barbotina: . → Vasos. → Processo pode ser acoplado com uma câmara de vácuo:↓ porosidade. etc.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . centrifugação.

Geração de tensões internas diferenciais. →Ladrilhos.Tempo de secagem reduzido.163 c.Simplicidade das operações e produção em massa. → Custo de instalação pequeno → Facilidade de execução.Evaporação da água adsorvida→ retração → Necessidade de controlar a secagem: Se a velocidade de evaporação da água é superior à velocidade de difusão da mesma do centro para a superfície da peça. → Rendimento máximo.1) Fornos intermitentes: Cozimento de um lote de cada vez. → Compactação com prensas: 5 até 700 Mpa. Deformação da peça e fissuras. . .Peças de precisão. → Vantagens: . diminuindo as perdas por irradiação. Velocidade de evaporação = velocidade de difusão. e.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . . → Desvantagens: .Peças de muito boa qualidade (não tem bolhas). 1) Forno de meda 2) Forno intermitente comum 3) Forno intermitente de chama invertida 4) Forno de mufla 5) Forno combinado PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. . azulejos. d) Secagem por radiações infra-vermelhas: . . →Uniformidade das temperaturas no interior do forno.Alto rendimento e pouca deformação. d) Secagem: → Objetivo: Evaporar a maior quantidade possível de água antes da queima. . → Desgaste da estrutura ( ciclos de queima-resfriamento).Limitação dos formatos.Elevado consumo de combustível e de mão-de-obra. peças delgadas. refratários.Pouco usado→ custo.4) Moldagem a seco ou semi-seco: → 5 à 10 % de água. pisos.Investimento elevado. e) Cozimento: → Vitrificação→coesão.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. . isoladores elétricos.Evaporação da água dos poros ( sem retração) seguida por . tijolos e telhas de qualidade superior.

→ Argila pode ser usada com argamassa de assentamento.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.1) Generalidades: → Tijolos (cerâmicas) comuns: porosidade alta. → Secagem em grandes telheiros que aproveitam o calor do forno. b) Tijolos comuns: b.Homogeneidade da massa com ausência de fendas.Regularidade de forma e igualdade de dimensões (uniformidade no assentamento) . → Problema com a umidade: se torna novamente plástica. apresentando fratura de grão fino homogênea e de cor uniforme. pedras e gravetos.Procedência . → Compressão: até 7 MPa. → Resistência (compressão): 1 até 15 MPa = f ( qualidade da argila). 7.Facilidade de corte. cavidades e corpos estranhos .6) MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO DE CERÂMICA: a) Adobe: → Argila seca ao ar sem cozimento: construções rústicas.Transporte: grande porcentagem de quebra→ material fraco .Absorção de água entre 15 e 25 % b.164 e.1. .2) Fabricação: → Processos mais econômicos possíveis. trincas. → De facilmente pulverizáveis até de massa compacta.-3) Fornos contínuos 1) Forno de Hoffmann 2) Forno de Túnel Obs.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .: Modelos de fornos encontram-se anexados no final do capítulo. mas: * Cores desmaiadas ou miolo escuro → Material cru ou (e) com matéria orgânica não oxidada * Cores muito carregadas→ excesso de vitrificação . PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. → Características de qualidade: . superfícies ásperas e que foram fabricados com pequena prensagem. → Cozimento 900-1000° C.Arestas vivas e cantos resistentes . → Moldagem com pasta plástica consistente. → Limpar o barro: matéria orgânica.2) Fornos semi-contínuos e.Cor: de pouca importância.Som limpo ( metálico): bom cozimento .

PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.Pesagem na condição de saturado.Quatro horas após o início do ensaio.Comprimento igual à duas vezes a largura mais uma junta e largura igual à duas vezes a espessura mais uma junta. 95± 3 mm. . imersão total.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. dos quais 10 serão ensaiados.Secagem em estufa à 110° C. os corpos de prova são imersos em água potável por 24 horas e ensaiados na condição de saturados. subir a altura da água até 2/3 da altura do corpo de prova.sem exigências quanto à aparência. . .3) Tipos de Tijolos: O tijolo comum pode ser caracterizado por: .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Tijolos comuns maciços: → Especificação Brasileira (EB-19): . . 52± 2 mm → Modulação das dimensões recomendada: . * Após o endurecimento da pasta.Amostragem: de cada lote 50000 tijolos serão recolhidos 25 aleatoriamente. .Pesagem a seco.baixo custo. * Limite de resistência: carga máxima / média das áreas das duas faces de trabalho.uso para fins estruturais e de vedação. →Ensaio de absorção: .Ensaio * Aplicação progressiva de uma carga: 0. 48 horas após imersão total.Tipo 1 : 200± 5 mm.5 kg/cm2. . * As faces paralelas à junta são regularizadas também com uma fina camada de pasta de cimento.segundo. → Classificação conforme à resistência à compressão: ( EB-19).Duas horas após o início do ensaio. (Facilidade de manuseio do material facilitando o seu assentamento).Colocação da água de modo a ter 1/3 da altura dentro da água. . . .165 b. * As duas metades são unidas pelas faces maiores com uma fina camada de pasta de cimento. 63± 2 mm . 115± 3 mm.Preparação dos corpos de prova: * Cada tijolo é cortado ao meio perpendicularmente à maior dimensão. → Ensaio de resistência à compressão (MB-52): .Tipo 2 : 240± 5 mm.

PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.Ensaio: idem tijolos maciços. mas não descontar os furos no cálculo da área (carga aplicada normalmente ao eixo dos furos). 200± 5 mm. Tijolos comuns furados: → Dimensões: Divididos em três tipos: EB 20. . → Divididos em duas categorias segundo à resistência à compressão. . dos quais serão ensaiados 6. 95± 3 mm. Furos prismáticos e normais às faces menore. → Tijolos tipo 1 e 2 podem ser empregados em alvenaria com função estática. 95± 3 mm.Tijolos são colocados verticalmente num recipiente de fundo chato. ele apresentará eflorescências na parte superior.5 cm.166 →Eflorescências: . . * As faces são regularizadas com uma fina camada de cimento.Amostragem: de cada lote de 20000 tijolos serão separados aleatoriamente 25.Enche-se de água destilada até o nível de 1 a 1.Tipo 1: 200± 5 mm.Seca-se ao ar. 200± 5 mm. 95± 3 mm. . os corpos de prova devem ser imersos em água 24 horas e ensaiados na condição de saturados.Tipo 2: 200± 5 mm.Preparação dos corpos de prova: * As faces de aplicação de carga deverão coincidir com àquelas que estarão submetidas a carregamento na construção. Se o tijolo possui sais solúveis.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . * Após o endurecimento. 95± 3 mm. . . Furos prismáticos e normais às faces menores. →Ensaio de resistência à compressão: . sendo a água renovada até que o tijolo fique saturado. Furos cilíndricos e paralelos às faces menores.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.Tipo 3: 300± 5 mm. .

estando apoiada nas extremidades. .Carga de ruptura à flexão. sujeitos somente às cargas devidas ao próprio peso.Apesar da redução da seção carregada.Fraca absorção de água e impermeabilidade.Faces de trabalhos normais aos furos: alvenaria ( função estática) .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . mas o barro deve ser mais fino e homogêneo.São as mais econômicas e mais usadas. mesmo de segunda categoria.Resistência mecânica à flexão adequada.Cozimento parelho. . as dimensões e a resistência à flexão. arestas e centros mais firmes.Regularidade de forma e dimensões. . mesmo na condição saturada de água. .Homogeneidade de massa. liberando a forma das peças à conveniência do fabricante.Faces de trabalho paralelas aos furos: enchimento → Vantagens dos tijolos furados: . . o peso. com ausência de trincas.Menos peso por unidade de volume aparente. .Arestas finas e superfícies sem rugosidades: Para facilitar o escoamento das águas. c) Telhas comuns: Processo de fabricação quase idêntico à fabricação dos tijolos comuns.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. . → Classificação segundo o posicionamento e a orientação dos furos. Uma telha comum. A secagem deve ser mais lenta que para os tijolos. → Características de qualidade: .167 → Tijolos tipo 3 são usados somente como material de enchimento e vedação. A queima é feita nos mesmos tipos de forno.Peso reduzido. . faces planas e melhor esquadrejados. para diminuir a deformação. →Processo para verificar a qualidade no momento do recebimento. . deve resistir bem ao peso de um homem médio. . .Fabricados em marombas à vácuo: aspecto mais uniforme. . .Para telhas francesas ( tipo Marselha). → Especificação Brasileira EB-21 .EB-21: fixa o sistema de encaixe.Planas com encaixes laterais e nas extremidades e com agarradeiras para fixação às ripas de madeiramento. . fendas. . .Dificultam a propagação de umidade e favorecem a dessecação das paredes. valor mínimo individual: Primeira categoria: 85 kgf Segunda categoria: 70 kgf Material saturado: após 24 horas de imersão em água.Não conter sais solúveis. etc. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.Maior isolamento térmico e acústico. A moldagem é feita por prensagem. podem ter tensões de utilização referidas à seção plena (sem descontar os furos) da mesma ordem de grandeza dos tijolos maciços: devido a melhor qualidade proveniente do apuro na produção.

Podem ser coloridos (pigmentos). . . * Emprego em mansardas e telhados de ponto elevado. variações na cor).168 → Impermeabilidade: Sobre a telha construir um anel de argamassa ou um marco metálico impermeável de 7 cm de altura ligado a telha por meio de cera. → Tipos → Telhas : Mais impermeáveis e lisas.Grau de vitrificação maior→ muitas peças são rejeitadas ( altas deformações.Espessura± 2 cm. .Telhas tipo canal ( romanas ou coloniais): Podem ser simples ou com encaixes e de cumeeira.Vários tamanhos: mais usuais são quadrados ou retangular. maior resistência à abrasão. → Prensados: ladrilhos . → Baixa absorção ( 10-15%)→pouco aptas para receber reboco e revestimento.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Maiores cuidados: uniformidade de tamanho.Argilas gordas.Face inferior: rugorosidade e saliências (↑ a fixação). . .Existe peças especiais para arremates. Colocar água no reservatório formado até uma altura de 5 cm. .Espessura 5-7 mm.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . etc.Alto grau de vitrificação: compacto e impermeável. uniformidade na cor. → Comuns ( porosos): tijoleiras . usados em pavimentação e revestimentos. Melhora com a presença de ranhuras nas superfícies. . f) Materiais cerâmicos de alta vitrificação: Classificados segundo a qualidade na textura interna: . .Alta resistência ao desgaste (pisos). → Processo: Prensagem. .Materiais de grès cerâmico tem textura quase compacta PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. . Uma boa telha não deve deixar passar umidade em 24 horas. está só aparecerá após 48 horas e sem gotejamento.Telhas holandesas: Quase planas e com encaixe lateral.Telhas de escamas: * Simples placas com dois furos pelos quais se passa arame para prendê-las às ripas. e) Tijoleiras e ladrilhos: São tijolos de pequena espessura. → Tipos de telhas: . d) Telhas e tijolos aparentes: → Produtos de melhor qualidade: Boa aparência.

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- Materiais de louça ( faiança): impermeáveis na superfície e mais porosos no interior→ azulejos e louça sanitária f.1.1) Materiais de grès cerâmico: a) Manilhas → Tubos cerâmicos p/ condução de esgotos sanitários, remoção de despejos industriais e canalização de águas pluviais. → Podem ser vidrados internamente e externamente ou só na parte em contato com os líquidos. → Processo: - O barro usado tem altos teores de óxido de ferro e deve ser bastante fusível→ alta vitrificação, mas→ alta deformação - Moldagem→ por extrusão, a pasta desce por gravidade até a mesa onde existe um molde para o bocal. Na outra extremidade devem ter ranhuras p/ aumentar a aderência da argamassa de rejuntamento. - Obtenção do vidrado: Durante a queima * Lançar cloreto de sódio no interior do forno que se volatilizará e recondensará formando uma película vidrada de silicato de cálcio na superfície das peças; * Imersão após a primeira queima, em um banho de água com areia silicosa fina com zarção; no recozimento essa mistura se vitrifica. → Especificação Brasileira ( EB-5) - Grupo A: com vidrado interno e externo Grupo B: com vidrado só interno - Diâmetros: entre 7,5 e 60 cm - Comprimentos: entre 60 e 150 cm - Devem ter no mínimo 3 estrias circulares de 3 mm de largura por 2 a 5 mm de profundidade na superfície interna da bolsa e na parte externa da ponta lisa → Resistência à compressão diametral: MB-12 - O tubo é apoiado sobre dois apoios rígidos e afastados de tantos centímetros quantos decímetros tiver o diâmetro e recebe carga por um terceiro cutelo; - Varia entre 1400 e 3500 kgf/m. → Impermeabilidade: MB-13 Aplicando uma pressão interna de 0,7 kgf/cm2 por 2 minutos ou 2 kgf/cm2 instantânea. Não devem aparecer gotas e manchas. → Absorção: MB-14 Imersão na água em ebulição por uma hora. - Absorção deve ser < 10 % com vidrado externo e interno - Absorção deve ser < 8 % com vidrado só interno → Resistência à ação de ácidos: MB-210 Imersão de uma amostra durante 48 horas. Perda de peso não deve exceder 0,25%.
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b) Ladrilhos de grés ( lito-cerâmica ) → Massa quase vitrificada , mais compacta que a cerâmica vermelha e menos branca que a faiança; → Material de qualidade superior; geralmente é feita uma esmaltação na face aparente; → Formas. f.1.2) Materiais de louça branca: → Argilas quase isentas de óxido de ferro, contendo quartzo e feldspato finamente moídos. a) Louça: → Pó de louça : argilas brancas (caulins quase puro). Produtos duros, de granulometria fina e uniforme com superfície vidrada. - Louça calcária ( louça de mesa); - Louça feldspática ( azulejos, cerâmica sanitária); - Louça mista. → Vidrado : aplicado após uma primeira cozedura, seguindo-se então, o recozimento, quando se transforma em vidro. →Problemas com o vidrado: - Homogeneidade (espessura, cor) ao longo da peça→ondulações na superfície. - Diferença de coeficiente de dilatação termica com o corpo cerâmico→ tensões diferenciais → trincas no vidrado. b) Azulejos → São placas de louça: - de pouca espessura - vidrados numa face (externa) →impermeabilidade e durabilidade - não vidrados na face posterior e nas arestas e até possuem saliências e reentrâncias para melhorar e aderência com argamassa de assentamento e de rejuntamento. →Função: Revestir outros materiais→proteção e bom acabamento. →Processo de fabricação: - Biscoito : moldagem a seco com prensagem e queima a ±1200° C. - Vidrado : misturas de óxidos de grande fusibilidade com corantes adequados; - Recozimento (biqueima) ou monoqueima. → O vidrado deve apresentar alta resistência às variações de temperatura e umidade, sem gretar. →Dimensões comuns : 15 x 15 e 10 x 10 cm Superficie : lisa ou chamalotada; Arestas : de quinas retas, biseladas ou boleadas. c) Louça sanitária
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→Processo: - Barbotina (formas mais complexas); - Queima± 1300° C; - Vidrado: esmalte de borax e feldspato ou calcário. → Normalização ampla e pouco obedecida. Pedido: Especificação deve ser bem detalhada. Ex.: - Bacia sanitária com ou sem sifão; - Lavatórios comuns ou com pedestal, com ou sem saboneteira (uma ou duas), apontados para uma ou duas torneiras; - Mictório de parede, de bacia ou de pedestal. →Absorção de tinta : MB-111 Imersão da amostra durante uma hora em tinta vermelha. Exige-se penetração nula no vidrado e máxima de 1 mm na superfície de uma fratura. g) Cerâmicas refratárias: → Refratária: que não se deformam abaixo de 1520° C; → Altamente refratária: que não se deformam abaixo de 1785° C; → Devem apresentar estabilidade de volume, resistência mecânica e resistência química; → Argilas refratária (pobre em cal e óxido de ferro) sílico-aluminosas, aluminosas, silicosas, magnesita, cromita, etc. → Processo: prensagem e queima até 2500° C; → Forma: tijolos maciços ou tijolos especiais para chaminés e abóbadas; → Assentamento: argamassa refratária obtida com a mesma argila do tijolo sem cimento ou com cimento aluminoso. 7.1.7) REVESTIMENTOS CERÂMICOS: Função principal→revestir outros materiais para dar proteção e bom acabamento. Principais Normas para Revestimentos Cerâmicos: Normas internacionais ISO-DIS 10.545 e ISO-DIS 13006 adotada pela ABNT. Qualidade Superficial: É determinada pela presença de determinados defeitos de fabricação: trincas, gretas, falta de esmalte, ondulações, depressões, furos, pontos, manchas, defeitos de decoração, cantos e arestas quebrados, diferenças de tamanho e de tonalidade. Classe A: se verificar nenhum defeito a uma distância de 1 metro Classe B: se verificar algum defeito a uma distância de 1 metro Classe D: se verificar algum defeito a uma distância de 3 metros Resistência às manchas: É a facilidade e eficiência com que podem ser removidas sujeiras, manchas e outros materiais entrando em contato com a superfície; é importante no caso de
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indústrias alimentícias. restaurantes.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . laboratórios.172 aplicação em hospitais.: PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. etc.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .173 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.

Concreto.174 Bibliografia 1. S. UFSC. 14. 1987. 12. A. VERÇOZA. 17.: I e II.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. GRUPO BARBOSA.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . 3.br/prossigabrasil/.Parte 2: Métodos de cálculo da transmitância térmica. 1976. Dosagem de Concreto com e sem uso de aditivo. Apostila. da Levantamento de Análise de Manifestações Patológicas em Condomínios do bairro Trindade. 2000. N. C. MONTEIRO. E. Concreto de Cimento Portland. KLOSS.. Porto Alegre: Globo. J. L. P. Porto Alegre 2008:Edi. Rio de Janeiro: LTC. 175 p. L.G. São Paulo. S.grupobarbosa. Porto Alegre: Sagra. E COM.http://www.1995. Outubro. Tradução Salvador Giamusso. São Paulo. PETRUCCI. HELENE.J. Pini. F. 18.1993. V. 1989. Manual Telsmith para Processamento de Minérios e Agregados. Madeiras do Brasil. São Paulo: Nacional. 1994. 11. PETRUCCI. Escola Politécnica da Universidade de São Paulo 19..M. 10. Trabalho de Conclusão de Curso . HELENE. J. METHA.G. L.R.prossiga. H. DJANIKIAN. S. Florianópolis. http://www. http://www. P. Geologia Geral. 1ª Edição Brasileira. FERNANDO ANTONIO PIAZZA. P. 2. E. Manual de dosagem e controle do concreto. São Paulo: Pini 1982. L.madeirasdobrasil. AMARAL. TERZIAN. Apostila.Prossiga Brasil. 9. 399 p. Propriedades do concreto.. BARBER-GREENE DO BRASIL IND. Desempenho térmico de Edificações . 21/11/00.. G. F.. Materiais de construção civil – Belo Horizonte – MG 2006: UFMG PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. 228p. Dezembro. Florianópolis/SC. 7.. Rio de Janeiro: Globo. 1980. 1996.br.. Patologia das Edificações. WEBER. Materiais para Construção Civil. IOSHIMOTO. estrutura..com. E. 4. BAUER.A. Curitiba: Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná. V. 5. LICHTENSTEIN. 2000. Tecnologia e Materiais de Construção Civil II... Materiais de Construção. 8. C. Portal de Informação Brasileira em C&T. Materiais de Construção. LUZ. 13.Universidade Federal de Santa Catarina. R. RIBEIRO CARMEN COUTO.. L. B.A. 2000. SOUZA. L. PRUDÊNCIO JR. . H. AGOPYAN V. 1991. P. LEINZ. do atraso térmico e do fator de calor solar de elementos e componentes de edificações. da capacidade térmica.K.1998. 16. 6. propriedades e materiais. E. 1999. Novembro. A. UFSC.M. RECENA. NEVILLE. Materiais de Construção. Conhecendo argamassa . Trabalho de disciplina: Dosagem e Microestrutura de Concreto. MARTINS.eng.R. U.R. 1994.br. PUCRS 20. 15. GOMES. Vol. E.P. E. ABNT. Brasília: Pini. SABBATINI.

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