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Apostila Materiais de Construcao

Apostila Materiais de Construcao

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MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
TEORIA

PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO

PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO

2

Sumário
CAPÍTULO 1 ..................................................................................................................................................................... 11 1. MATERIAIS................................................................................................................................................................... 11 2. PROPRIEDADES........................................................................................................................................................ 12 2.3. Propriedades térmicas: ........................................................................................................................................ 14 2.4. Propriedades elétricas: ........................................................................................................................................ 14 2.5.Propriedades químicas:......................................................................................................................................... 14 CAPÍTULO 2 ..................................................................................................................................................................... 15 ROCHAS ........................................................................................................................................................................... 15 1.1DEFINIÇÃO.............................................................................................................................................................. 15 1.2UTILIZAÇÃO ............................................................................................................................................................ 15 1.3HISTÓRICO.............................................................................................................................................................. 15 1.4 APLICAÇÃO ............................................................................................................................................................ 16 1.5 CLASSIFICAÇÕES DAS ROCHAS .............................................................................................................................. 16 1.5.1 - Classificação Geológica: De acordo com a formação da rocha. .................................................................. 16 1.5.2 - Classificação Tecnológica: Baseado no mineral simples predominante na constituição das rochas e determinante das suas características. ................................................................................................................... 16 1.5.3 - Classificação Combinada: Considera-se as duas classificações anteriores e a aplicação na Engenharia. As rochas são classificadas em: ................................................................................................................................... 17 1.6 CARACTERÍSTICAS DE ROCHAS EMPREGADAS NA CONSTRUÇÃO CIVIL ............................................................... 17 1.6.1 – Granito ........................................................................................................................................................ 17 1.6.2 – Calcários ...................................................................................................................................................... 18 1.6.3 - Basalto.......................................................................................................................................................... 18 1.6.4 - Mármores..................................................................................................................................................... 19 1.7 MINERAIS PRESENTES NAS PEDRAS DE CONSTRUÇÃO ......................................................................................... 19 1.7.1 - Quartzo ........................................................................................................................................................ 19 1.7.2 – Aluminossilicatos......................................................................................................................................... 19 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO

3 1.7.3 - Silicatos de Ferro Magnésio ......................................................................................................................... 20 1.7.4 - Carbonatos e Sulfatos .................................................................................................................................. 20 1.8 PROPRIEDADES DAS PEDRAS ................................................................................................................................ 20 1.9. ESTUDOS TECNOLÓGICOS .................................................................................................................................... 23 1.9.1 - Características Físicas................................................................................................................................... 23 1.9.1.1 - Massa Específica: É a relação entre massa e volume. .............................................................................. 23 1.9.2 - Características Mecânicas ............................................................................................................................ 25 1.10 CLASSIFICAÇÃO QUANTO ÀS DIMENSÕES ...................................................................................................... 26 1.11 ALTERABILIDADE DA PEDRA ............................................................................................................................ 26 1.11.1 – Efeitos Físicos: ........................................................................................................................................... 27 1.11.2 – Efeitos Químicos........................................................................................................................................ 27 1.12 EXPLORAÇÃO DE PEDREIRAS .............................................................................................................................. 29 1.12.1 - Definição de Pedreira................................................................................................................................. 29 1.12.2 - Critérios para escolha de uma Pedreira..................................................................................................... 29 1.12.3 - Exploração de Pedreira .............................................................................................................................. 29 1.13 POTENCIAL MINERAL BRASILEIRO ...................................................................................................................... 30 1.13.1 - Setor Mineral Catarinense ......................................................................................................................... 30 1.13.2 - Brita e Areia em Santa Catarina ................................................................................................................. 31 1.13.3 - Pedras usadas na Região (Florianópolis) ................................................................................................... 32 1.14 PARTE PRÁTICA ................................................................................................................................................... 33 CAPÍTULO 3 ..................................................................................................................................................................... 37 AGREGADOS .................................................................................................................................................................... 37 2.1 DEFINIÇÃO............................................................................................................................................................. 37 2.2 APLICAÇÕES........................................................................................................................................................... 37 2.3 CLASSIFICAÇÃO ..................................................................................................................................................... 37 2.3.1 Segundo a Origem .......................................................................................................................................... 37 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO

38 2................................................................................ 53 2..... 43 2..................................................................................................6...............4 Umidade: ................................................................................................................................................................3...........7........2 Resistência à Tração ................................................................. 43 2..........5..5 OBTENÇÃO DOS AGREGADOS ..............................................1 Massa Específica Aparente: ..................6.................7 GRANULOMETRIA (COMPOSIÇÃO GRANULOMÉTRICA DO AGREGADO) ... 38 2...........................................................................5.........................5........................7...........................Agregados Graúdos .......................8 PARTE PRÁTICA .........................................1 Tipos de Britadores ..........................................2 Tipos de Peneiras ................................................CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.....2...... 47 2..........................................................................6 CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DOS AGREGADOS .......................7.......................................3...........2.....6......................................... 45 2......6......................................................................5 ÍNDICE DE QUALIDADE ................................................................................................................................3 Massa Unitária: ..... 51 2................ 51 2................................................................................... 53 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.............................................................................................................................. 44 2....................................................... 48 2..................2 Agregado Artificial.................................3........5.....................................................4 Substâncias Nocivas ................................................... 48 2........ 40 2.....................................................5............................5..................3 Resistência à Abrasão .............1....................................... 45 2............................................................................................................................................................................................1 Agregado Natural ...1 Resistência à Compressão ................................................................ 39 2.. 45 2.......................2..............................................................................4 TIPOS DE AGREGADOS ...... 39 2..7................................................................ 46 2.....................................................................................................1.................Agregados Miúdos .1 Limites Granulométricos do Agregado para Utilização em Concreto......................................Composição de Agregados Miúdos ........................ 43 2.......................................................................................... 45 2.....................................................................................................................................7.....................1................. 45 2......................................................... 42 2................................................Los Angeles............................................................................5 Inchamento: ... 43 2.4 2...................................................5............................1.................................5...........................2 Segundo o Tamanho dos Grãos ...................................4 Análise granulométrica de uma mescla ..................................................... 38 2..................................................1... 39 2..........6...........................3 Segundo à Massa Específica Aparente....................................2 Massa Específica Absoluta: .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .

..............................2 EMPREGO ................................................................5 CLASSIFICAÇÃO ....................7........................................................................... 67 3..................................................................................... 76 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.......................................................................................................................... 68 3.................................................3 – Cal Aérea .............................................................3 MATÉRIA-PRIMA ................................................Inchamento das areias ...........................................7 AGLOMERANTES HIDRÁULICOS ................................6...........................................................................2 .......................................................................................7.............Cal Hidráulica ............................... 68 3.............4...................................................4 .................................1 ...........................2 .........................................1 – Gesso ..............................................................................................................................................................................8........................Composição granulométrica (NBR 7217/1987) ..8....................................................................................................................................... 67 AGLOMERANTES ........................Determinação da umidade .................................................................................................................................8.......6 AGLOMERANTES AÉREOS.................. 67 3......................................................................................................................... 73 3.................... 71 3....................................................................... 67 3...................4........................................................Cal Metalúrgica ........8..................... 67 3..4.....CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.................... 74 3..................................CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO ...4 ATIVIDADE QUÍMICA ...........Impurezas............................. 67 3.................................................................................... 55 2......7................ 71 3.................................1 DEFINIÇÃO.........................................Características Físicas: ..................Quimicamente Inertes ........ 73 3.............................................................................................2 ...............................................................................................................................................................................2 – Cimento Sorel .. 53 2...............7.................................................................................................................................................... 64 FOLHA DE SERVIÇO .....Quimicamente Ativos...........5........................ 67 3........................................................................................................8..........................1 .....................Cimento de Pega Rápida ........................................................1 – Amostragem (NBR 7216):........................................................................................................... 62 ANEXO . 68 3..................................... 67 3............................................................................................................................................................................................6............................................... 54 2............6......Cal Pozolânica ......................................................... 74 3............................................................... 58 2...................3 ..... 65 CAPÍTULO 4 ............................................................................................................................ 61 2......................... 8................................................................................6.............................................................................3.....................5 2.....................

.Argamassas de gesso: .....................Estado Endurecido: .............................................................................................................................. 77 Composição Química do Cimento:.......................................................................................................................5......................................................................................................................................................................................................................................................................................5 ............................... 76 3........................................4.........6..................... 92 4........................... 90 4............................................... 89 4...............................................................4..Argamassas mistas de cal e cimento: ..........................................................6 ARGAMASSAS HIDRÁULICAS ...................................................................................................................CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG...............................Cimento Portland ............................................................... 93 4.............................................. 93 4..............CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO ................3.....................................................Argamassas de cal aérea: ..........................................7 PATOLOGIAS RELACIONADAS ÀS ARGAMASSAS................................................Classificação quanto à consistência: ..................................................................3..............................................2 ................... 83 CAPÍTULO 5 ......................................................................................4.......... 89 ARGAMASSAS.................4 CLASSIFICAÇÃO DAS ARGAMASSAS ........................................ 94 4...................................Classificação quanto ao tipo de aglomerante:.................................................................8 ..............................................................Estado Fresco: .............6.........................................2 .............................................. 80 Determinação da composição potencial ou teórica dos compostos do cimento:......................................................3 PROPRIEDADES DAS ARGAMASSAS .1 ......................................................................................................................................................... 92 4.................................................... 97 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG............................... 92 4.........1 ......... 95 Descolamento e esfarelamento .............................. 93 4............................Argamassa de cimento:..........................Cimento Natural.................................................. 79 Propriedades dos compostos do cimento: ............................................... 90 4.......... 93 4...................................................................................................................7............................7...........1 ..................... 91 4.................................................3 – Classificação quanto à dosagem: .................................... 89 4..............4.................................5.................................................................... 93 4................................................................6 3.....................................................2 APLICAÇÃO .....................................................................................1 ....................................................................................................Classificação quanto ao emprego: ........ 92 4.....................4 ................................ 93 4......................................................... 89 4...........1 DEFINIÇÃO..............2 ..2 .......................................................... 81 Tipo de cimento Portland: ...............................................................................................................5 ARGAMASSAS AÉREAS .

...........................................................................................8 ...................... 103 5......................................................................2 TIPOS .. 103 CONCRETOS .6 ......................................Quanto à consistência:...Cor dos materiais...................................................................................... 106 5..........................................................Quanto ao processo de adensamento: .... 106 5................................................................................................................................................7 ......................... .......................................................... 106 5................................ 107 5.............................................................................. 98 Manchas: ..................................3...................... Mofo e Limo: ............................. 107 b) Ensaio de remoldagem de Powers: ..................3.................................. 102 CAPÍTULO 5 .......................................................................................2 ..................................................................................................................................................................................... 109 d) Mesa de espalhamento: ....................................................Quanto ao processo de dosagem: .4......................................................4...............................................................1 DEFINIÇÃO............................................................................................................... 102 Bolor.................CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .................Quanto à textura:.............. 103 5.............. 99 .................................................................CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG...................................................................................................................... 108 c) Ensaio Vebê: ............................................................ 106 5..................................... 106 5........................................................................3............4 PROPRIEDADES DO CONCRETO FRESCO ..............................................................3............................................. 106 5.........................................................4 ..............................................................................................................................1 ........................................ 105 5...............................................Trabalhabilidade: ................................................................................................................ 107 a) Ensaios de consistência pelo abatimento do tronco de cone (NBR 7223/82):.............................3 ...............................Quanto ao tipo de agregados: ..................................................... transporte e lançamento:.................................3..........Quanto ao seu destino: ................................... 99 Eflorescência: .............................................................................. 103 5.........................................................1 ........................................................................................................Quanto às propriedades dos aglomerantes: ...................3...................3......................................... 107 5..................3 CLASSIFICAÇÃO ....................................................................................................5 ................3....................................................................2 – Medidas da Trabalhabilidade: ........... 99 Estalactites .................................. 106 5..................7 Vesículas:.................................................. 109 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.......................................................................................................................................................... 105 5.................................................................................Quanto ao processo de mistura.................................................................................

111 5...............................................9 PATOLOGIA DO CONCRETO ............................................... 115 5......................................................................... 134 5...........................................4 PROPRIEDADES DO CONCRETO ENDURECIDO ................5 ANÁLISE ESTATÍSTICA DA RESISTÊNCIA DO CONCRETO: ....................3 ...... 111 5................................................................6.............................................................4..........4................................................. 137 CAPÍTULO 7 ..7 CONTROLE DE QUALIDADE DO CONCRETO ......4....... 130 5.....................................................................................................1 ........................................................................................................................................................Responsabilidade pela composição e propriedades do concreto: .................................................Dosagem Empírica: ...............8 PRODUÇÃO DO CONCRETO..............................6........................................................4.......... 114 5...................................................... 138 6.................................................1 INTRODUÇÃO ..........Exsudação: ........................................Procedimento e plano de amostragem: .......................... 116 5.........................CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .......................................................................Deformações: ......2..................................................................................................................................6......................Dosagem Experimental .................2 ORIGEM E PRODUÇÃO DAS MADEIRAS .............................................................................................. 111 5................................................... Valores usuais:...................................................................1 .............................................................. 138 6...............................................................................................................6..........1 ................................................ 117 5...Resistência à tração: .................................................................................................................................. 126 5..........................8 e) Caixa de Walz: ............................. 112 5.......................... 111 5.............................. 110 f) Ensaios de penetração: ............... 136 5..........Método do IPT/EPUSP .....................7....................... 138 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG..2 .................... 117 5.......................................................2 . 134 5.........4.................2..............2 .......2................................ 138 MADEIRAS ......1 – Classificação das Árvores: ..................1 ..Método da ABCP/ACI .........................................................................................Massa Específica: Massa da unidade de volume......7.................4...6 DOSAGEM DO CONCRETO .......................Permeabilidade e absorção: .........................2...................................................................................................................CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG......................3 ....Resistência aos esforços mecânicos: O concreto é um material que resiste bem aos....................................................................... Varia principalmente com tipo de agregado utilizado.......................................................................2 ............ 116 5..........4 ...................................................................................................................2 .......................................................... 135 5................................................ 138 6.......... incluindo os vazios............................................................................. 125 5...........................................

..... ............. 146 6...........................2 – Fisiologia (Partes componentes) e Crescimento das Árvores: ............................................................4 IDENTIFICAÇÃO BOTÂNICA ........................................................3) Defeitos de Produção→Desdobro e aparelhamento das peças.......... insetos xilófagos......................... 141 6...... 147 6...............................3) Desdobro (ou desdobramento): .........................6...........................................................5 PRODUÇÃO DA MADEIRA ..................2.................................................................................... 144 6................... 148 6...................................... 144 6........................................................................6......5.......................9 PROPRIEDADES FÍSICAS DAS MADEIRAS E ENSAIOS FÍSICOS .. 147 6...............3.................................................................................................................... 150 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG........................................................ 143 6...............3.......................5.............8.............................................. 141 6............................................................................................................3) Principais produtos de preservação: ................ 145 6........................................ 142 6.... furadores marinhos...................................5.....................................9 6..................................... 144 6........ condução de sucos vitais e ....................8...............................................................2) Principiais processos de preservação: ..........................................................................6 DEFEITOS .....2) Toragem e Falquejamento: .......................................3 COMPOSIÇÃO QUÍMICA DA MADEIRA......................................................................................................................................................... 146 6............................................7 SECAGEM .......1) Deterioração: ...........................................................................................1 Celulose (C6H10O5)n: ...... Devidos a retratilidade da madeira durante os processos de secagem natural ou artificial....3................................................................ 146 6................................................................................................. 141 armazenamento de reservas nutritivas..........................................................1) Corte .............. ..... 145 6..........................................3 Lignina: .............2) Defeitos de Secagem→Secagem mal conduzida...................................4) Aparelhamento das peças: .......................................3 Estrutura fibrosa do lenho: Para sua sustentação........................6............................................................. fungos e destruidores............................CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO ...........................................2 Hemicelusose: ........................................2.......................................................................... 149 6............ 140 6............................8...................................................... 142 6...........4) Defeitos de Alteração→Agentes de deterioração ............ ..............................................................6................................................................... ..............................................1) Defeitos de Crescimento→Alterações no crescimento e estrutura fibrosa.............................5...........................Mofos e manchas (azulamento)................... 148 6...................... 142 6.......................... 147 6................ 147 6..............................................................CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG....................8 PRESERVAÇÃO ............

.................... 161 7................. 152 6.................. 156 7.......... 153 6................. 174 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.....................................................PROPRIEDADES FÍSICAS E ENSAIOS FÍSICOS...................11..... 156 7..............1 MATERIAIS CERÂMICOS ......1......... 153 6..................................................................................................................................................4) CLASSIFICAÇÃO DOS MATERIAIS CERÂMICOS USADOS NA CONSTRUÇÃO: .................................... 153 6.... 164 7........................................................................................................................ 153 CAPÍTULO 8 ...................................................................................................................1) DEFINIÇÕES: ...................................... 156 7.... 155 CERÂMICAS: ...........CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .........................................11......................................................................... 171 Bibliografia .....1 ..... 155 MATERIAIS CERÂMICOS .......3) Madeiras aglomeradas .................................................................................................................................................................................................................................................................................1....................................1.....................................................................................6) MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO DE CERÂMICA:.....................................................................................................................................1) Madeiras laminadas ....1.............................CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.......................10 PROPRIEDADES MECÂNICAS E ENSAIOS MECÂNICOS ....................5) FABRICAÇÃO DA CERÂMICA: ...................................................................2) Madeiras laminadas compensadas ou contreplacados de madeira..................... 153 6......................4) Madeiras reconstituídas .................................................... 155 7..................................................................................................2) AS ARGILAS: .......................................................................11 MADEIRAS TRANSFORMADAS ............................................................................................10 6...... 150 6.............................................................9................11.........................1.......................................................................................................................................7) REVESTIMENTOS CERÂMICOS: .............................................11............................................................. 161 7...............1........

. madeira. podem ser deformados sem se quebrarem e são bons condutores de calor e de eletricidade. civil..ferrosos e não-ferrosos. elétrica. Os materiais estão agrupados em duas famílias: -Materiais metálicos . lixamento. Como também a possibilidade da alteração das propriedades originais de um material muitas vezes é desejada até visando facilitar o trabalho com o material. leves. corte. baratos. Comparando agora os não metálicos verificamos que na sua maioria são maus condutores de calor e de eletricidade. etc). química. -Materiais não-metálicos . devem ser previstos quando especificamos o material. por exemplo: serem bonitos. duráveis.. estas propriedades se referem ao comportamento do material em diversas situações e em níveis de solicitação do normal ao critico.. resistentes. Essa propriedade térmica e elétrica. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.. e são estes que determinam se o material é um plástico. as exigências de mercado. esta ligada à mobilidade dos elétrons dos átomos de sua estrutura. no momento da fabricação. Por exemplo: os materiais metálicos apresentam plasticidade. metal ou ar. Quando escolhemos ou podemos dizer especificamos um material levamos em consideração vários fatores. resfriamento. O comportamento em relação ao processo de fabricação e do modo como à peça será usada.naturais e sintéticos. Inúmeros fatores podem ser citados uns mais gerais outros mais restritos ao emprego dado para o material. dobramento.11 CAPÍTULO 1 1.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO ... Na simples verificação e comparação dos materiais da tabela podemos tirar conclusões sobre as propriedades dos materiais.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. torção. por exemplo. práticos. Essa separação em grupos está diretamente relacionada às propriedades desses materiais. etc). mas também às exigências técnicas de adequação ao uso e ao processo de fabricação. tração.. A especificação de um determinado material só pode ser feita quando se pode prever o que vai acontecer quanto solicitado por fatores do cotidiano de trabalho do material (que podem ser: aquecimento. MATERIAIS Os materiais são constituídos de átomos. Os produtos são feitos de materiais que conseguem atender não só. isto é. (é a estrutura geral do átomo que diferencia um material do outro). O domínio e o conhecimento das propriedades dos materiais são importantes para a indústria em geral (metalmecânica. etc.

Estas propriedades são aquelas que surgem quando o material está sujeito a esforços de natureza mecânica.1. Pensamos em propriedades. condução do calor. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. como a tração e a compressão. Ou seja. →Resistência mecânica: é a resistência à ação de determinados tipos de esforços. impermeabilidade. -Propriedades químicas.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.Propriedades físicas. fragilidade. PROPRIEDADES Quando pensamos em utilizar um material pensamos em: dureza. 2. pensamos se as propriedades do mesmo suportam as solicitações do trabalho a que devem ser aplicado.2. etc. 2. Propriedades mecânicas: Conjunto de propriedades de grande importância na indústria mecânica. Exemplo: cabo de aço. Propriedades físicas: É o grupo de propriedades que determinam o comportamento do material no momento do processo de fabricação como também durante sua utilização posterior. resistência. estas podem ser: . elasticidade. O que é avaliado é a capacidade que o material tem para transmitir ou resistir aos esforços que lhe são aplicados (é levado em conta no processo de fabricação e posterior utilização).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .12 2.

como por exemplo. pancadas. deformação plástica permanente. que tendem a quebrar quando sofrem choques ou batidas. ao sofrerem a ação de uma força. impactos. estampando. forjado. →Dureza: é a resistência do material à penetração. na laminação. Verifica-se que quantidades diferentes de matéria.13 →Elasticidade: é a capacidade que um material deve ter de se deformar. -Ductibilidade: é o oposto de fragilidade. -Quanto maior a dureza maior a resistência ao desgaste. apresenta de poder ser laminado. Obs: a plasticidade pode se apresentar no material com maleabilidade e como ductibilidade. Exemplo: processos que necessitam conformação mecânica. ao desgaste mecânico. para a fabricação de tubos. -Em geral materiais duros são também frágeis. para a fabricação de chapas. por exemplo. -Maleabilidade: é a propriedade que um material.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. quando submetido a um esforço tem de se deformar e mantiver está quando o esforço desaparece. Por exemplo: tomemos 1cm3 de cortiça. Exemplo: vidro. Exemplo: borracha.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . num mesmo volume possuem massas diferentes. deformam-se plasticamente sem se romperem. na extrusão. 1cm3 de água e 1cm3 de chumbo. →Tenacidade: é a resistência a choques. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. entortado e repuxado. →Plasticidade: é a capacidade que um material. →Densidade: é a medida da quantidade de matéria (massa) que um material ocupa por volume. na prensagem. golpes. e de retornar a forma original quando o esforço termina. →Fragilidade: é a baixa resistência aos choques. quando submetido a um esforço. Podemos dizer que são materiais duros. aço para fabricação de molas. para fabricação de partes de carroceria de veículos. um aço. vibrações. são materiais que.

14 2.Propriedades químicas: Estas propriedades se manifestam quando o material entra em contato com outros materiais ou com o ambiente.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . capacidade que determinados materiais tem de conduzir -Resistividade: resistência que o material oferece à passagem da corrente elétrica.5. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Propriedades elétricas: -Condutividade elétrica: corrente elétrica. Está propriedade é verificada no comportamento que o material pode oferecer quando em trabalho (materiais resistente a altas temperaturas ou baixas temperaturas) um material pode contrair ou dilatar com a temperatura.3. às soluções salinas. sua estrutura pode se alterar. -Dilatação térmica: propriedade que faz com que os materiais em geral aumentem de tamanho quando a temperatura sobe. Propriedades térmicas: Determinam o comportamento dos materiais quando são submetidos a variações de temperatura. aos ácidos. -Condutividade térmica: capacidade que determinados materiais tem de conduzir o calor. →Ponto de ebulição: é a temperatura em que o material passa do estado liquido para o estado gasoso. O conhecimento dessas propriedades também estão relacionadas com a fabricação do material: →Ponto de fusão: temperatura que o material passa do estado sólido para o estado liquido (dentre os matérias metálicos o ponto de fusão e muito importante para determinar sua utilização).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Elas se apresentam sob a forma de presença ou ausência de resistência à corrosão. 2. Exemplo: a capa plástica que recobre o fio elétrico.4. 2.

de cantaria.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Estes novos materiais.2UTILIZAÇÃO Da extração das rochas são obtidos blocos. por apresentarem boa resistência à tração e compressão. agregados e pedras de construção. . podendo sofrer modificações quando em contato com ar e água em casos bastante especiais (ABNT . São materiais que apresentam elevada resistência mecânica. composição e estrutura.15 CAPÍTULO 2 ROCHAS 1. lajotas e placas de revestimento. tendo ou não sofrido transformações metamórficas. independente da sua origem. em 3.3HISTÓRICO -Materiais naturais são os mais antigos utilizados pelo homem. . paralelepípedos.000 A. Nas pedras de construção estão as pedras de alvenaria. provenientes da solidificação magma ou de lavas vulcânicas. de composição química e estrutura definida.Estima-se a utilização de pedras. Rochas são materiais constituintes essenciais da crosta terrestre. . 1. Como exemplo temos a construção dos castelos medievais e das grandes catedrais. ou da consolidação de depósitos sedimentares. item 2º).1DEFINIÇÃO As rochas são todos os elementos que constituem a crosta terrestre. no uso como material estrutural. em formas primitivas de construções.A pedra. favorecem revolução nas formas e concepções arquitetônicas. 1. segundo a geologia. . PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. matacões.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . na Espanha e sul da França.A pedra foi o material estrutural mais importante na Idade Média. . guias. Entendendo por mineral toda substância inorgânica natural. teve grande impacto por não ter uma resistência à tração da mesma ordem de grandeza de sua resistência à compressão.As pirâmides do Egito foram erguidas com blocos de rochas calcárias (Idade Antiga). A rocha é um agregado natural formado por um ou mais minerais que forma a crosta terrestre (LEINZ e AMARAL).Século XIX surgimento das estruturas metálicas e século XX desenvolvimento do concreto armado.C.TB-3/ 1945. pois podem ser empregados sem grandes modificações em relação ao seu estado natural.

Ex. devido a condições químicas e físicas abaixo da superfície terrestre (calor. xisto e filito. -Clásticas ou detríticas: Oriundas da destruição de rochas pré-existentes devido à ação de águas. -Intrusivas: Solidificam-se à grande profundidade do solo. -Precipitação química: Originária da transformação química sofrida por materiais em suspenso nas águas. Possuem a maior resistência mecânica e maior durabilidade. ventos e geleiras (deposição de detritos). Magmáticas ou Ígneas: Formadas pelo resfriamento do magma (material rochoso em fusão). etc. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. grês silicoso. Os tipos de rochas mais comuns neste grupo são mármore (provém da metamorfização do calcário). calcário e dolomita. normalmente. c) Rochas Metamórficas: São rochas magmáticas ou sedimentares que sofreram alteração na sua textura original.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . basalto. gnaisse (provém da metamorfização do granito). Ex. faz com que o material seja um dos mais importantes entre os materiais de construção.16 1. complemento dos concretos de cimento e asfálticos.: gipsita. Ex. como por exemplo. -Filoneanas: Ex. -Efusivas: Solidificam-se na superfície do solo.Classificação Tecnológica: Baseado no mineral simples predominante na constituição das rochas e determinante das suas características. diábase.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.5.2 . fundações pouco profundas.: granito. Sua utilização como material agregado. diorito. quartzito (provém da metamorfização do arenito).: arenito. Ex.Classificação Geológica: De acordo com a formação da rocha. 1. Ex.5. gabro. estrutura cristalina ou composição mineralógica. carvão-fóssil.5 CLASSIFICAÇÕES DAS ROCHAS 1.: pórfiro. de quartzo puro. basalto. etc. placas de revestimentos de paredes e pisos. Ainda é aplicada como material de acabamento e proteção.4 APLICAÇÃO A pedra de construção é usada como material suporte ou base nos muros de arrimo. etc. a) Rochas Silicosas: Predomínio quase total da sílica (SiO2) sob a forma. a) Rochas Eruptivas. 1. turfa. blocos de pavimentação e como agregado (componente do concreto de cimento portland ou mistura betuminosa da pavimentação).: riolito. Ex.: calcário-fóssil. -Origem Orgânica (organógenas): Provêm da ação direta ou indireta de organismos ou da acumulação de seus restos (acumulação matéria orgânica). devido à sua durabilidade e efeito estético. geralmente depositadas debaixo d’água ou acumuladas através da ação do vento e do gelo. pressão e água).1 .: granito. b) Rochas Sedimentares: São rochas estratificadas.

5.: argila comum.17 b) Rochas Calcárias: Têm predomínio do cálcio. na forma de carbonato de cálcio (CaCO3) ou de sulfato de cálcio. As rochas são classificadas em: a) Rochas Sílicosas: Eruptiva. Ex.Compõem-se de quartzo. Sedimentares e Silicosas Metamórficas. dolomita e gipsita.6. c) Rochas Argilosas: Sedimentares.1 – Granito . A Tabela 1 resume esta classificação. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Ex. Tabela 1: Classificação das Rochas (PETRUCCI.Dura de textura cristalina e de grãos finos ou médios.3 . .6 CARACTERÍSTICAS DE ROCHAS EMPREGADAS NA CONSTRUÇÃO CIVIL 1. mármore.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . feldspato e mica. .Rocha ígnea de profundidade. margas e xistos argilosos. Têm resistência mecânica e durabilidade baixíssimas. Possui boa resistência mecânica e média durabilidade. b) Rochas Calcárias: Sedimentares e Metamórficas. 1. 1976) 1. c) Rochas Argilosas: Predomínio da argila (silicatos hidratados de alumínio).Classificação Combinada: Considera-se as duas classificações anteriores e a aplicação na Engenharia.: calcário.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.

muros de arrimo. desprendem CO2 com efervescência.Exige menos explosivos na exploração das pedreiras. . concretos de Cimento Portland e asfático. Atualmente utilizado como revestimento de pisos e paredes na forma polida (placas). podendo ser rósea. liberando gás carbônico.Principal uso: Como agregado para base de pavimentos.Resistência mecânica e durabilidade são as maiores dentre as demais pedras de construção. CaCO3 + calor = CaO + CO2 →Atacadas pelos ácidos.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .Excelente pedra de construção. . 150 MPa (1500kgf/cm²). 1. .Comum na natureza. em algumas regiões. como agregados.3 .2 – Calcários .Rocha ígnea de superfície. desde que não alterado.O quartzo dá grânulos brancos ou pretos e a mica lhe dá o brilho. . .Rocha sedimentar composta por carbonato de cálcio (CaCO3) e pequenas proporções de outras substâncias (óxido de ferro. .Composto de silicatos de alumínio e cálcio. .Características: →Calcinação pela ação do calor. amarelada.Predomínio de carbonato de cálcio (CaCO3) são chamados de calcários calcíticos e predomínio de carbonato de magnésio CaMg (CO3) são chamados de calcário dolomíticos ou magnesianos. fazendo seu custo de produção ser menor que o dos agregados graníticos.Resistência à compressão é. →Riscadas facilmente pelo canivete (grau 3 na escala de Mohs).Apresenta fratura irregular ou concóide.5 a 3.0. de vidro e piroxênio.Usos: em calçamentos (resistência ao choque e desgaste). alvenarias e pontes em arcos (obras com esforços de compressão). . .A cor predominante é dada pelo feldspato. cinza ou azulada. . argila).Como agregado apresentam duas desvantagens: grande dureza que desgasta os britadores e a forma dos grãos predominantemente lamelares.Resistência à compressão é de 150 MPa (1500kgf/cm²).De cor escura e textura compacta. devido ao seu fraturamento natural.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.Densidade varia de 2. de magnésio. . . . . .6.6. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. marrom.Tem grande resistência e dureza. 1. em média. .Resistência à compressão é de 50 a 150 MPa (500 a 1500kgf/cm²).18 .Constituída à base de feldspato.Basalto . . . produção de aglomerantes (extração da cal e fabricação do cimento) e. . .Uso: Revestimento.

7 MINERAIS PRESENTES NAS PEDRAS DE CONSTRUÇÃO 1.Durabilidade e resistência à abrasão menor que granitos.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.Tem quase os mesmos usos que o granito.4 . 1. T = 870° C: transforma-se em tridimita e cristaliza sob forma de finas lâminas hexaédricas. .3. Apresenta alta resistência à compressão e grande resistência à abrasão. -Feldspato: K2O·Al2O3 · 6SiO2. .65 e dureza 7.Mármores .Uso: Em revestimentos de pisos com grande fluxo de pedestres (placas polidas) e pisos para jardins (forma bruta). a alumina (Al2O3) é o mais abundante constituinte da crosta terrestre. . T = 1710° C: funde.19 . . resfriando-o rapidamente.7. 1. Nessa forma pode reagir com a cal. .7. O quartzo é a sílica cristalina. Combinado com a sílica (SiO2) forma o grupo de aluminossilicatos.5 vezes seu volume. T→ 570° C: passa do estado beta para alfa aumentando 1.Resistência à compressão é de 100 MPa (1000kgf/cm²).Representam o último grau de alteração de rochas (paragnaisses) ou provêm do metamorfismo do granito (ortognaisses). Possui massa específica absoluta 2.2 – Aluminossilicatos Depois da sílica.Tem textura compacta.6. 1.As impurezas dão a sua coloração. É somente atacada pelo ácido fluorídrico.Uso: Em revestimento interior sob a forma de placas.Quartzo A sílica (SiO2) ou quartzo livre é o mineral mais abundante na crosta terrestre. A sílica amorfa ocorre sob forma de sílica hidratada SiO2 (H2O) opalina.1 . dá origem ao quartzo vítreo (sílica amorfa). Vermiculita. CaO·Al2O3 · 2SiO2 -Mica: silicatos de alumínio.Aspecto e características físicas e mecânicas semelhantes a dos granitos. . Na2O·Al2O3 · 6SiO2. geralmente opaca ou de coloração branco leitoso.Rochas derivadas do metamorfismo do calcário. . . Muscovita. de massa específica 2. -Caulinita: silicatos de alumínio hidratado Al2O3 · 2SiO2 · 2H2O PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.

variando na razão inversa da umidade. 1. Higroscopidade.5. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Devem ser consideradas propriedades como resistência à Compressão.resultando na necessidade de controle de certas propriedades. Nas pedras as deformações crescem menos rapidamente que as tensões.4 . Tração. A massa específica é maior que os outros silicatos e a dureza varia entre 5. além dos efeitos estáticos. Cisalhamento: As pedras têm boa resistência à compressão e mal à tração. . A resistência à compressão. As propriedades fundamentais são as seguintes: Resistência Mecânica: É a capacidade de suportar a ação de cargas aplicadas sem entrar em colapso. químico e mecânico). Condutibilidade Térmica. geralmente. físico. -Dolomita: (CaCO3 . os dinâmicos. Tração. .Desgaste: É a perda de qualidades ou de dimensões com o uso contínuo.Silicatos de Ferro Magnésio Geralmente denominados minerais negros.Carbonatos e Sulfatos Os carbonatos e sulfatos formadores de rochas são encontrados principalmente em rochas sedimentares. Os ensaios podem ser feitos por normas alemãs ou americanas. Permeabilidade. . Porosidade. emprega-se em material refratário.Compressão. Durabilidade: É a capacidade de manter as suas propriedades físico-mecânicas com o decorrer do tempo e ação de elementos agressivos (meio ambiente ou intrínsecos. 2H2O -Anidrita: CaSO4. MgCO3) -Gesso: CaSO4 .20 1. Cisalhamento. Gelividade.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Flexão. transforma-se em gesso por hidratação. Desgaste e Choque.7. A umidade tem influência na resistência. é o principal requisito na escolha da pedra.7. Influenciam a durabilidade: a Compacidade.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Flexão.3 . estas devem ter algumas qualidades. Minerais mais importantes: -Calcita: CaCO3 (carbonato de cálcio cristalino) -Magnesita: Mg CO3.5 e 7. 1. não seguindo a lei de Hooke.8 PROPRIEDADES DAS PEDRAS Para que as pedras possam ser utilizadas na construção. A resistência mecânica varia de acordo com a orientação nas rochas estratificadas e com o leito da pedreira nas rochas eruptivas.Choque: As pedras suportam.

xisto basalto calcários / mármore Outras PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.40 1. coberturas.00 c Calor Específico de Materiais (kJ / (kg. Devido à má condutibilidade o exterior sofre mais que o interior. DUTRA.60 2. é permeável e gelível.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO λ Condutividade Térmica (W / (m. L. entre outros. gneisse ardósia.84 0.84 granito. à absorção.84 0. a dilatação provoca o fendilhamento. P >20%: rocha fortemente porosa. pressão ou ambas.84 0.. R..CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .00 2. A água pode atravessar um corpo poroso por capilaridade.84 0. Em geral.21 Compacidade (C): É o volume de sólidos na unidade de volume da rocha natural. 5% <P < 10% : rocha bastante porosa.O. As pedras. Está ligada à permeabilidade.40 1. podem ser consideradas más condutoras de calor.R. Permeabilidade: É a capacidade de se deixar atravessar por líquidos e gases. 1% <P < 2.5% : rocha com pequena porosidade. Condutividade Térmica e Elétrica: É a propriedade relacionada com a velocidade da transmissão de calor.84 0. 1997. 2. Como exemplo temos a Tabela 2: Tabela 2: Densidade de massa aparente (ρ ). Muito importante para reservatórios.K)) 0.) PEDRAS (incluindo junta de assentamento) Material ρ Densidade de massa aparente (kg / m³) 2300-2900 2000-2800 2700-3000 > 2600 2300-2600 1900-2300 1500-1900 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.84 0.90 2. à higroscopicidade e à gelividade. comparadas aos metais. mesmo assim não podem ser consideradas bons isolantes térmicos. A porosidade está intimamente ligada à durabilidade. as porosas são mais isolantes que as compactas. Porosidade (P): É expressa pelo volume de vazios na unidade de volume total.K)) 3. Tem grande importância na durabilidade. A classificação quanto à porosidade é a seguinte: P < 1% : rocha muito compacta.20 1. É o complemento da compacidade. Higroscopicidade: É a propriedade de absorver água por capilaridade. F.5% <P < 5% : rocha com porosidade regular. 10% <P < 20% : rocha muito porosa. PEREIRA. condutividade térmica (λ ) e calor específico (c) das pedras (LAMBERTS. A pedra porosa é pouco resistente à compressão.

22 < 1500 0. Escamosa: Dificuldade de cortar. mas fácil de lascar. Áspera: Boa aderência. Ex. Coloração: É determinada pela cor dos minerais essenciais ou de seus componentes acessórios. A pressão exercida pelo gelo é de 146 kgf / cm². Considera-se a Textura. Homogeneidade: Quando apresenta as mesmas propriedades em amostras diversas. Refere-se à forma e ao aspecto da superfície de fragmentação da rocha.: Calcários compactos. O polimento contribui na resistência à ação do tempo.: Tufos vulcânicos. Textura: Relacionada ao detalhe da distribuição dos elementos mineralógicos. a Estrutura e a Coloração. Semi. pirrotita e mica. Angulosa: Superfície de separação mais ou menos resistente. a cor não serve para identificação mineralógica. Trabalhabilidade: É a capacidade da pedra em ser trabalhada com mínimo de esforço. Influenciam na trabalhabilidade: a Fratura .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Devido a sua variabilidade. conseqüentemente aumentando de volume. Quando usada para revestimentos a uniformidade e a durabilidade das cores são essenciais.: Mármores.85 0. mas facilmente com as serras diamantadas. A cor pode ser alterada pelo intemperismo. Dureza: É a propriedade relacionada à maior ou menor capacidade de se serrar. Esta propriedade afeta a trabalhabilidade da pedra e está intimamente ligada ao seu custo. A homogeneidade é uma qualidade fundamental. Os principais tipos de fratura são: Plana: Material fácil de ser cortado em blocos de faces planas. acentuando as cores. Estética: É a aparência da pedra para fins de revestimento ou acabamento. Duras: Somente serradas na serra lisa.: Granito. marcassita. Fratura: Está relacionada à facilidade ou dificuldade de extração. a ausência desta significa má qualidade da pedra. Conchoidal: Difícil de ser cortada. Alguns minerais são nocivos à beleza das pedras como a pirita. Lisa: Fácil de polir.84 Gelividade: A água infiltrada na pedra transforma-se em gelo. Duríssimas: Dificilmente serradas pela serra lisa. Ex. a Homogeneidade e a Dureza. Estrutura: Relacionada à homogeneidade ou heterogeneidade dos cristais constituintes e da parte amorfa. influenciando na maioria das vezes.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Brandas: Serradas facilmente pela serra de dentes. Ex.duras: Serradas facilmente pela serra lisa com areia ou esmeril e dificilmente serradas por serra de dentes. no seu valor. polimento e aderência a aglomerantes. Importante quando a pedra tem finalidade decorativa. Ex. corte. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.

1 .Massa Específica Aparente (d): No volume considera-se o material sólido e os vazios permeáveis e impermeáveis. Figura 1: Massa Específica Compacidade (C): É a relação entre massa específica aparente e massa específica absoluta.1. Determinada pelo picnômetro.Massa Específica: É a relação entre massa e volume.Massa Específica Absoluta (D): Dada pelo peso da unidade sem os vazios. Determinada pelo processo geométrico.9.1 . ESTUDOS TECNOLÓGICOS 1.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. frasco graduado ou balança hidrostática.9.23 1. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.9. .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . .Características Físicas 1.

A absorção depende dos poros ligados ao exterior de acordo com a dimensão e disposição dos canais da pedra. -1% <P < 2. pressão ou ambos. A água pode atravessar um corpo por capilaridade. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. comparadas aos metais.5% : rocha com pequena porosidade. Higroscopicidade: É a propriedade de absorver água por capilaridade.24 Porosidade (P): É a relação entre volume de vazios e volume aparente do material. Permeabilidade: É a capacidade de se deixar atravessar por líquidos e gases. As pedras.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Classificação quanto à porosidade: -P < 1% : rocha muito compacta.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Importante para a durabilidade. mesmo assim não podem ser consideradas bons isolantes térmicos.5% <P < 5% : rocha com porosidade regular. -2. Condutividade Térmica e Elétrica: É a propriedade relacionada com a velocidade da transmissão de calor. -P >20%: rocha fortemente porosa. -10% <P < 20% : rocha muito porosa. podem ser consideradas más ondutoras de calor. -5% <P < 10% : rocha bastante porosa.

: Tufos vulcânicos. -Cisalhamento = 1/10 a 1/15 da Resistência à Compressão .Características Mecânicas 1. Fatores como a orientação do esforço.Brandas: Serradas facilmente pela serra de dentes.Semi. resistem bem à compressão e mal à tração.9.2 . Flexão.2.25 Dureza: É a propriedade relacionada à maior ou menor capacidade de se serrar. O ensaio de desgaste pode ser feito de duas maneiras: -Material atritado contra um disco horizontal que gira.2 . -Flexão = 1/10 a 1/15 da Resistência à Compressão. A resistência à compressão serve de dado para avaliação indireta das outras propriedades. . PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. . Ex. e S = Área da seção resistente. usando-se um abrasivo (areia ou coríndon)→ resistência à abrasão.2.: Granito.1. normalmente. 1. dependendo também da dureza do abrasivo. Ex.9.Desgaste: É a perda de qualidades ou de dimensões com o uso contínuo. P = Esforço aplicado.Duríssimas: Dificilmente serradas pela serra lisa.Duras: Somente serradas na serra lisa. Sendo: Rc = Resistência à compressão.9. Cisalhamento: As pedras.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.duras: Serradas facilmente pela serra lisa com areia ou esmeril e dificilmente serradas por serra de dentes. -Tração = 1/20 a 1/40 da Resistência à Compressão.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . O desgaste é feito pelas partes mais duras. Ex. mas facilmente com as serras diamantadas.: Calcários compactos. Figura 2: Resistência à Compressão 1.Resistência à Compressão. Tração. Esta propriedade afeta a trabalhabilidade da pedra e está intimamente ligada ao seu custo. . Ex.: Mármores. . Determinação da resistência à compressão: Na prensa coloca-se corpo de prova cúbico com 5 centímetros de arestas. nas rochas estratificadas e umidade influenciam na resistência.

05mm -Argila: Diâmetro∅ <0.005mm <∅ <0. →agregados. É muito usado para qualificação da pedra como agregado para concreto asfáltico e lastro de ferrovias.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .8mm -Silte: Diâmetro 0. atuando através de uma ação física ou química. -Material atritado por desgaste recíproco de pedaços de pedra em aparelhos como o Deval ou Los Angeles.6 cm<∅ < 25 cm -Pedregulho: Pedaço de rocha com diâmetro 4.3 .2. O ensaio consiste em deixar cair sobre o corpo-de-prova (cubo de 4 cm de lado) um peso de 45N (4.10 CLASSIFICAÇÃO QUANTO ÀS DIMENSÕES -Bloco de Rocha: Pedaço de rocha com diâmetro > 1m -Matacão: Pedaço de rocha com diâmetro 25 cm <∅ <1m -Pedra: Pedaço de rocha com diâmetro 7.8mm <∅ <7.Resistência ao choque: Importante nas aplicações como molhes de enrocamento.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. não podendo ser partidos por choque durante a colocação. Figura 3: Aparelho para ensaio de choque.005mm 1. 1. pois o peso do bloco é fundamental para a estabilidade do molhe. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.11 ALTERABILIDADE DA PEDRA Modificação da suas características e propriedades por agentes atmosféricos ou outros agentes agressivos.9.5 kg) quantas vezes forem necessárias para esmagar o cubo. 1.05mm <∅ < 4.26 → recomendado para pedras e pisos de revestimento.6cm -Areia: Diâmetro 0.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .Crescimento dos cristais: O crescimento de cristais em fendas pré-existentes ou poros pode fragmentar a rocha. O bicarbonato de cálcio.1 – Efeitos Físicos: . Esse crescimento pode ser devido à deposição de sais nas fendas e poros. Afeta os compostos de ferro e a passagem do ferro bivalente (FeO2) a trivalente (FeO3) dá origem à coloração avermelhada. sendo que a estrutura cristalina do mineral é mantida. penetrando em seus capilares. marcassita (FeS2) ou pirrotita (Fe n – 1 Sn).Ação do CO2: Certas rochas podem sofrer dissolução.11.2 – Efeitos Químicos . A dissolução dos calcários calcíticos é muito mais rápida que a dos calcários dolomíticos. Exemplo: A oxidação dos sulfetos encontrado na forma de pirita (FeS2). O bicarbonato tem solubilidade 100 vezes mais que o carbonato.5 vezes mais do que a atmosfera. 2 H2O) . 1. Na presença de água e ar o sulfeto reage dando: 4 FeS2 + 15O2 + 8 Ca (OH)2 + 14 H2O→ 4 Fe (OH)3 + 8 (CaSO4. ou a dolomita CaMg (CO3)2.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. quebrando sua estrutura cristalina. cujo mineral essencial é a calcita. As variações térmicas produzem esforços internos secundários que agindo continuamente podem causar a desagregação e a ruína total do material. Depois da hidratação ocorre a hidrólise. Cada constituinte mineralógico tem um coeficiente de dilatação térmica.Variação de Temperatura: O aquecimento da rocha é 1 a 2. responsável pela decomposição química do mineral. No caso dos calcários calcíticos verifica-se a seguinte reação: -Hidratação: Pela hidratação a água é absorvida. ocasionando um aumento de fissuração progressivo e lento. é facilmente lixiviado.27 1. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.11. Os sais precipitam quando a água de capilaridade evapora-se e ao cristalizar-se aumentam de volume. como os calcários.Oxidação: Um dos processos químicos mais comuns. ficando intimamente ligada à superfície mineral. CaCO3. sendo muito solúvel. .

1976) PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.28 Figura 4: Agentes de Ruína da Pedra (PETRUCCI.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. 1976) Figura 5 : Alterações Típicas da Pedra e Agregados (PETRUCCI.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .

tornando-as compatíveis para o uso e aplicação em obras de engenharia. estado de conservação da rocha. textura.Exploração de Pedreira Conjunto de operações que permitem a retirada da pedra natural da jazida.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .Critérios para escolha de uma Pedreira a) Qualidade da jazida: Verificação através de observação direta ou estudo petrográfico. .12 EXPLORAÇÃO DE PEDREIRAS 1. b) Subterrânea. .Rede elétrica e água potável.Localização da pedreira (facilidade para o serviço). estrutura. . b) Quantidade e custo de remoção da camada superficial: A quantidade pode ser determinada por sondagens e topografia (curvas de níveis e levantamento de seções).Definição de Pedreira Pedreira é a denominação dada a uma jazida (depósito mineral ainda não explorado. poros.12. natural) de mineral pétreo explorada.Distância ao centro consumidor. . . reduzindo formas e tamanhos. granulação. presença de materiais nocivos.12. c) Mista.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.Disponibilidade pessoal técnico e operário. c) Situação: .Vizinhança.1 . PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.Acesso às vias de comunicação.Volume de trabalho de drenagem e regularização. Os tipos de exploração são os seguintes: a) Céu aberto. O estudo petrográfico determina: composição mineralógica da rocha e sua classificação petrográfica.3 .29 1. . 1.2 .12. 1.

fluorita. água mineral. caulim.30 Figura 6 : Vista Pedreira. alumínio (18).SC (AREIA E BRITA. ouro (20). verifica-se que 72. foi cerca de R$ 287.2% das minas. Pomerode . feldspato). turfa. sendo um dos principais produtores mundiais de minérios. manganês (18).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . registrando uma produção de 83 substâncias minerais. 1. fonolito e nefelina-sienito. calcário calcítico e dolomítico. com seu território amplo e sua diversidade geológica.6% estão ligadas à indústria da construção civil: calcário (337). Os minerais metálicos compreendem 11. areia industrial. granito ornamental.1 . argila refratária. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. 1999) 1. Os terrenos antigos.Setor Mineral Catarinense O valor da produção mineral em Santa Catarina no ano de 1998.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. pedras britadas. destacando ferro (82). bauxita. conchas calcárias. silex. ricos em depósitos minerais de grande significado econômico. para 21 tipos de bens minerais produzidos (carvão. areia e cascalho (265) e argilas comuns e plásticas (178).6 milhões. seixos e saibros. estanho (8) e cromo (6). argilas comuns e plásticas.13. são cerca de 42% do território nacional. Com relação à distribuição das minas por substâncias minerais. é um dos maiores potenciais de minérios do mundo. areias. pedras britadas (348).13 POTENCIAL MINERAL BRASILEIRO O Brasil.

associados às rochas sedimentares da Bacia do Paraná. de um total de 293 existentes.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. pois os basaltos da Formação da Serra Geral. 1999) 1.00. contendo apenas depósitos localizados. -Valor da Produção: R$ 29. As porções Oeste e Meio Oeste de Santa Catarina. além de seixos de leito de rios e de depósitos aluvionares provenientes destas litologias. -35 municípios produtores. -Valor da Produção: R$ 58. Na porção Leste é obtida do beneficiamento das rochas graníticas e/ou granito-gnáissicas.Brita e Areia em Santa Catarina A pedra britada tem grande distribuição em Santa Catarina.526. As areias para utilização na Construção Civil tem ampla distribuição na porção Leste do Estado. → Universo total da produção de brita: -Quantidade produzida: 3. A produção de brita foi de 20. seixos e saibro foi no total cerca de 31% do valor da produção mineral do estado no ano de 1998.31 Figura 7: Distribuição do Valor da Produção Mineral do Estado de SC (AREIA E BRITA.555 m³.021 m³. são pobres em depósitos de areia. A produção de pedras britadas. bem como nos depósitos sedimentares da planície costeira.418.00.946.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . -130 empresas produtoras de areia. Enquanto que na porção Oeste e MeioOeste a brita é produzida a partir de basaltos da Formação Serra Geral. areia. são bem dominantes.2 .218. As principais áreas de extração localizam-se nos principais cursos d’água que transportam os sedimentos originários das rochas graníticas e granito-gnáissicas. principalmente areia grossa.915.13.2% e a de areia e seixos 10. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.986. pobres em sílica. →Universo total da produção de areia para construção: -Quantidade produzida: 4.8%. -65 minas outorgadas. -50 empresas produtoras de pedra britada.

º ¾. 1. c) Brita n.Pedras usadas na Região (Florianópolis) a) Pó de pedra. -40 municípios produtores.º 2 e. e) Brita n. de um total de 293 existentes.13. d) Brita n.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. f) Pedra pulmão (Oriunda da britagem primária).32 -181 minas outorgadas. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. b) Pedrisco.3 .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .º 1.

Massa Específica Aparente: É a massa por unidade de volume compreendendo o volume absoluto do material sólido e o volume dos vazios impermeáveis. Obtida através da fórmula (1.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .14 PARTE PRÁTICA 1. Figura 9: Fluxograma típico de uma pedreira (BAUER.14. L. 1995) 1.1).A. Métodos de determinação: PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG..33 Na Figura 9 encontra-se um fluxograma típico de uma pedreira.1 .

para amostras que possua geometria irregular.34 a) Processo geométrico: Utiliza-se um cubo com arestas normalmente de 5 cm. Caso o fluido em questão seja a água (densidade igual a 1) o valor desta força em kgf será numericamente igual ao volume da amostra (em dm³). Faz-se então a leitura final (Lf).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. b) Processo do frasco graduado: Coloca-se uma certa quantidade de água em uma proveta graduada e faz-se uma leitura inicial (Li).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. dependendo da sensibilidade de leitura da proveta utilizada. A precisão é pequena. Este procedimento é indicado para cálculos rápidos. É o corpo-deprova usado para o ensaio de resistência à compressão. As medidas das arestas para determinação do volume são efetuadas com um paquímetro. Determina-se a massa de uma certa porção da amostra (m) e coloca-se esta porção na proveta. São realizadas duas medidas por aresta e as dimensões do cubo são calculadas como sendo a média das leituras. c) Processo da balança hidrostática: O princípio deste ensaio baseia-se na lei de Arquimedes: “Todo corpo imerso num fluido está sujeito a uma força de baixo para cima igual ao peso de líquido por ele deslocado”. Figura 9: Lei de Arquimedes O valor do empuxo pode ser determinado pela diferença entre a massa de uma amostra em condições normais (m) e sua massa imersa (mi).

Obtida através da fórmula (1. -Coloca-se a amostra no recipiente imerso e faz-se a pesagem imersa (mi). -Pesa-se o picnômetro com a amostra e água (Pag + a). Figura 10: Cálculo do volume da amostra através do picnômetro Execução do ensaio: -Pesa-se o picnômetro com água (Pag). Quanto menor a granulometria da amostra moída. -Tara-se a balança com o recipiente que conterá a amostra quando imersa na água. a) Processo do Picnômetro: O picnômetro é um recipiente de vidro que possui uma rolha esmerilhada com um tubo capilar. Os vazios impermeáveis são eliminados através de moagem prévia da amostra.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. consegue-se um volume bem definido e preciso.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .2 . coloca-se a amostra (a) com auxílio de um funil e completa-se o restante do espaço com água.35 Execução do ensaio: -Pesa-se a amostra (m). PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.2). Este método de determinação tem grande precisão e é recomendado para medida de laboratório. Quando repleto por um líquido.Massa Específica Absoluta: É a massa por unidade de volume compreendendo apenas o volume absoluto do material sólido. 14. mais preciso será o valor de “D”. -Pesa-se uma amostra de pó de pedra (m). -Retira-se um pouco da água do picnômetro.

antes de começar o preenchimento total por água.36 Atenção: Deve-se eliminar cuidadosamente o ar aderido às partículas da amostra quando colocada no picnômetro.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. incoesivo. -Material de drenagem e para filtros. -Adicionados aos solos que constituem pista de rolamento.3. São as areias (mina ou cursos d’água) e cascalhos. como produtos ou rejeitos industriais (argila expandida e escória moída). sem forma e volume definidos. -Bases para calçamentos. Material granular. Sendo as areias e pedras obtidas através da moagem de fragmentos maiores. provenientes de alterações de rocha (PETRUCCI. São agregados as rochas britadas. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. 1987).37 CAPÍTULO 3 AGREGADOS 2.075mm. geralmente inerte. 2. constituídas de misturas de partículas cobrindo extensa gama de tamanhos (BAUER.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . de atividades químicas praticamente nulas.2 APLICAÇÕES -Lastros de vias férreas. de dimensões e propriedades adequadas para uso em obras de engenharia. possuindo dimensões nominais máxima inferior a 152mm e mínima superior ou igual a 0. Existem autores que classificam as areias e pedras obtidas por moagem como naturais. usando a designação de artificias para os obtidos a partir de materiais sintéticos. 2.3 CLASSIFICAÇÃO 2.1 Segundo a Origem Naturais: Aqueles que já encontram-se na natureza sob a forma (particulada) de agregados.os fragmentos rolados no leito dos cursos d’água e os materiais encontrados em jazidas. -Parte componente do material para revestimentos betuminosos. com propriedades adequadas. Artificiais: Aqueles que têm sua composição particulada obtida através de um trabalho de afeiçoamento pela ação do homem. 1995). Material particulado. -Material granuloso e inerte (não sofre transformação química) na confecção de argamassas e concretos.1 DEFINIÇÃO Segundo a NBR 7211 (EB-4) agregados são materiais pétreos. obtidos por fragmentação artificial ou fragmentados naturalmente.

-Areia: Material natural que passa na peneira de malha 4.3. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Normais: Aqueles cuja massa específica aparente está entre 2000 a 3000 Kg/m³.8 mm** e passam pela peneira 152 mm. seixos e britas de granito. Exemplos: Vermiculita. argila expandida e pumicita (pedra-pome).8 mm (podendo ficar retido até 15% em massa).8 mm (podendo ficar retido até 15% em massa).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.075 mm. * Podem ficar retidos até 15% em massa. Exemplos: Areias quartzozas.38 2.8 mm de abertura.3 Segundo à Massa Específica Aparente Leves: Aqueles com massa específica aparente menor que 2000 Kg/m³. -Pedrisco: Material artificial que passa na peneira de malha 4.8 mm* e ficam retidos na peneira 0. Pesados: Aqueles que possuem massa específica aparente acima de 3000 Kg/m³. considera-se o agregado como uma MESCLA de miúdo e graúdo.8mm (podendo passar até 15%).4 TIPOS DE AGREGADOS -Filler: Material que passa na peneira n. Quando o material apresentar mais do que 15% e menos do que 85% da massa de grãos passantes ou retidos na peneira 4. -Brita: Material artificial que passa na peneira de malha 152 mm e fica retido na 4. 2.075 mm). Exemplos: Minérios de barita. hematita e magnetita 2. Graúdo: Aquele material cujos grãos ficam retidos na peneira ABNT 4.2 Segundo o Tamanho dos Grãos Miúdo: Aquele material cujos grãos passam pela peneira ABNT 4. Sendo as britas e o seixo rolado.8mm (podendo passar até 15%). ** Podem passar até 15% em massa. -Seixo Rolado: Material natural que passa na peneira de malha 152 mm e fica retido na 4.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Sendo a areia e o pedrisco.º 200 (0.3.

apresentam má granulometria e os fluviais são.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .Minas: jazida formada em subterrâneo. Possuem má granulometria. . sendo este último mais oneroso. mas grande quantidade de impurezas. .5 OBTENÇÃO DOS AGREGADOS 2.5. mas com bastante pureza.Jazidas de mar: praias e fundos do mar. os melhores agregados encontrados na natureza. Normalmente possuem boa granulometria. De acordo com a origem geológica.2 Agregado Artificial Obtidos através da redução de pedras grandes. 2. 4º) Britador Primário: Redução do tamanho dos fragmentos. Podem ser fluviais ou marítimos. geralmente. 5º) Transporte 2: Os fragmentos de rocha são levados do britador primário ao secundário.1 Agregado Natural A obtenção dos agregados naturais e a sua qualidade estão ligadas à sua origem geológica. na maioria das vezes. Os marítimos. Exemplo: Dunas. b) Origem eólico: Depósito de materiais finos formados pela ação do vento. as jazidas classificam-se em: a) Origem residual: Depósitos encontrados próximo à rocha matriz.5. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.Jazidas de rios: leitos e margens de cursos de água. c) Origem aluvial: Depósito de materiais formados pela ação transportadora da água.39 2. . 6º) Britador Secundário: Deixa os fragmentos com a dimensão final. →Quanto ao tipo de jazida: .Bancos: jazida formada acima do leito do terreno. em geral por trituração em equipamentos mecânicos (britadores). 2º) Fragmentação Secundária: Redução do tamanho dos blocos em dimensões adequadas para o britamento primário 3º) Transporte 1: Os fragmentos são transportados da pedreira até o britador primário através de correias ou transporte rodoviário. Normalmente a operação de produção dos agregados artificiais é a seguinte: 1º) Extração da Rocha: Produção de blocos com grandes dimensões.

5). 8º) Lavagem: É feita quando existe uma grande quantidade de finos e principalmente quando a rocha matriz encontra-se parcialmente alterada (presença de argila).8 / 9.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.8mm).5).075mm). PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. 2. · pedra 2: (12. de acordo com as exigências da norma ou comerciais. b) Fabricação industrial: · agregado leve de argila expandida. · areia de brita ( 0. · pedra 1: (9. · pedra de mão (76 a 250mm). A pedra ao ser triturada baixa pelo funil a cada afastamento da mandíbula móvel. · pedra 5: (76 / 100). · restolho (material granular friável). · agregado de concreto e entulho reciclados. · filler (material passante na peneira 0.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . · pó de pedra (< 4.5 / 12. Normalmente os britadores comuns são de duplo efeito.1 Tipos de Britadores a) De movimento alternado ( de mandíbula): Os britadores de mandíbula são de dois tipos: De simples efeito e de duplo efeito. · pedra britada (NBR-7225).5 / 25). Fragmentam a pedra. · agregado leve de suprodutos industriais.5. · pedrisco / brita 0 (4.15 mm<graduação<4.2. · escórias industriais. Estes possuem a vantagem de consumir menos mandíbulas. · pedra 3: (25 / 50).40 7º) Peneiramento: Os grãos são separados em tamanhos diferentes. por meio de superfície triturante de movimento alternado (mandíbula móvel). 9º) Estocagem: Os agregados são armazenados em depósitos a céu aberto ou em silos: a) Extração da rocha e fragmentação secundária: · brita.8mm). · pedra 4: (50 / 76). esmagando-as de encontro à superfície triturante fixa.

1982). b) De movimento Contínuo: Neste caso podemos citar três tipos: Britador Giratório.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .1982). Britador de Martelo: O material é jogado por pás móveis contra a superfície interna do britador. Figura 2: Esquema de britador de mandíbulas de duplo efeito (PETRUCCI.41 Figura 1: Esquema de britador de mandíbulas de simples efeito (PETRUCCI. O choque é que provoca o fracionamento PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. corrugadas ou dentadas. que se afasta e se aproxima da cavidade cônica. Britador de Rolo: A britagem é feita por dois rolos separados de um pequeno intervalo que giram em sentidos contrários. Podem Ter superfícies lisas. Britador de Rolo e Britador de Martelo. devido a um excêntrico.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Britador Giratório: Superfície triturante fixa é a superfície interna da cavidade cônica e a móvel é a parte externa do pinhão côncavo.

Um pequeno espaço é ocupado. -Paradas com muita freqüência para manutenção. da boca para a saída.A classificação é rigorosa. ocasionando um menor desgaste. O refugo sai pela parte de baixo.As telas são substituídas facilmente.Lenta: 10 a 25 r.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . pois as peneiras de diâmetro menor são as menos resistentes e as que recebem as maiores cargas. nem menor pois o material não escoa através do peneirador. . . b) Planas vibratórias: Formadas de caixilhos superpostos.5.2. com inclinação em torno de 15 graus.Deficiência na classificação. Possui algumas desvantagens como: -Aproveitamento da superfície bastante pequena ( a área útil é de 1/10 da total). . . com diâmetro de furo crescente.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. tendo uma inclinação de 4 a 6 graus.Maior aproveitamento da superfície. 1999) 2. São as mais modernas.m.Menor potência necessária PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. .2 Tipos de Peneiras a) Cilíndricas rotativas: A peneira cilíndrica rotativa é constituída de chapas de aço perfuradas e enroladas em forma cilíndrica.Custo e manutenção altos devidos ao desgaste. A peneira é formada de várias seções. .42 Figura 3: Tipos de britadores (AREIA E BRITA. .p. Possui vantagens como: As pedras maiores não vão para as peneiras mais fracas. podendo ser rebritado.: A velocidade não pode ser maior porque a força centrífuga prejudica a classificação. .

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. 2. 2.Pesa-se o material seco (m’n). também.5 ÍNDICE DE QUALIDADE 2. onde coloca-se dentro o agregado juntamente com bolas de ferro fundido. .Coloca-se a amostra no tambor do equipamento limpo juntamente com cargas abrasivas (esferas metálicas). onde o corpo-de-prova cilíndrico é submetido a um esforço perpendicular ao eixo do cilindro.5. . A NBR 6465 trata do ensaio à abrasão. de eixo horizontal.2 Resistência à Tração Depende. limpa-se as esferas com uma escova e passa a amostra nas peneiras 2. A máquina do ensaio consta de um cilindro oco.1 Resistência à Compressão A resistência varia conforme o esforço de compressão se exerça paralela ou perpendicularmente ao veio da pedra.38mm e 1.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . . . A resistência a abrasão mede a capacidade que o agregado tem de não sofrer alteração ao ser manuseado. da direção do esforço.43 2. O procedimento de ensaio é seguinte: Pega-se uma amostra onde a quantidade é definida em função do tamanho dos grãos (Mn). È determinada pelo ensaio diametral.Retira-se o material do tambor. O ensaio é feito em corpos-de-prova cúbicos de 4 cm de lado.5. A abrasão Los Angeles deverá ser inferior a 50% em massa do material. .Faz-se o tambor girar com velocidade de 30 à 33 rpm até completar 500 rotações.Los Angeles Abrasão é o desgaste superficial dos grãos.3 Resistência à Abrasão .Lava-se o material retido nas próprias peneiras e seca-se em estufa entre 105 e 110 ° durante C 3h. separa-se as esferas metálicas. que sofreram atrição. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.5.68mm rejeitando o material que passa na última peneira.

5.Impurezas orgânicas: É a impureza mais freqüente nas areias.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. nos agregados. . A NBR 7211 (EB-4) fixa o teor em 0. areia é considerada suspeita.0% nos demais concretos.5% e para os agregados graúdos é de 1. uma com areia suspeita e outra com areia conhecida de mesma granulometria composta em laboratório. intensificando sua retração e redução limites. → Outras impurezas: -Cloretos: Quando em presença excessiva podem ocasionar problemas. por sedimento do agregado em um líquido de massa específica igual a 2kg/d³ (cloreto de zinco ou tetrabromoetano). O ensaio consiste no seguinte: • • • • Prepara-se duas argamassas 1:3:0.0%. mas que em grande quantidade escurecem o agregado miúdo.Material pulverulento: Material fino constituído de silte e argila e passando na peneira 0. Em caso afirmativo.0% para concretos submetidos à desgaste superficial e 5.44 2. O ensaio consta da separação das partículas de carvão. O limites.075mm for constituído de grãos gerados durante o britamento da rocha.4 Substâncias Nocivas . prejudicando o concreto quando submetido a abrasão. São detritos de origem vegetal.075mm. propiciam maiores alterações de volume nos concretos. sob a forma de torrões friáveis é muito nociva para resistência de concretos e argamassas. A determinação é feita pela ASTM C123. É determinada através do ensaio colorimétrico NBR7220 que indica ou não a existência de impurezas orgânicas nas areias. O teor é limitado na NBR 7211 (EB-4) e a sua determinação se faz pelo método NBR 7218 (MB-8). madeira e matéria vegetal sólida. . c) substitui-se 5% do cimento em igual proporção em peso de cal. 7. Para agregados graúdos de 1. gerando o aparecimento PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Caso decréscimo seja superior à 10% adota-se o seguinte procedimento: a) coloca-se a areia em lugar seco e ao ar livre para neutralizar a acidez. Os finos de certas argilas. aumentam a exigência de água dos concretos para uma mesma consistência.Materiais carbonosos: Partículas de carvão.5% em concreto cuja aparência é importante e 1. e 28 dias. Moldam-se 3 séries de corpos de prova para cada argamassa e rompe-se a 3. linhito. b) lava-se a areia com água de cal. Comprova-se a qualidade da areia pelo ensaio NBR 7221.48. A determinação é feita pela (NBR 7219). podem ser aumentados de 5 e 7% quando o material passante na peneira 0.0% para concretos submetidos a desgaste superficial e 3. geralmente sob forma de partículas minúsculas.Torrões de Argila: A presença de argila. dos agregados miúdos. em particular. madeira e matéria vegetal sólida presentes no agregado. As partículas de baixa densidade são consideradas inconvenientes sendo inclusões de baixa resistência. 2. Os finos quando presentes em grande quantidade. Caso o decréscimo de resistência seja inferior a 10% a areia pode ser empregada. Para os agregados miúdos o teor limite é de 1. linhito. Os revestimentos de argamassas feitos com agregados contendo cloretos são higroscópicos.0% para demais concretos.0% para demais concretos.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Para agregados miúdos é de 3. segundo a NBR 7211. pois é um material de pouca resistência e as vezes expansivos. .0% para concreto cuja aparência seja importante.

6 CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DOS AGREGADOS 2.45 de eflorescências e manchas de umidade. O resultado geralmente é expresso em porcentagem. na maioria das vezes. Conforme o teor de umidade. O uso de aceleradores de pega à base de cloreto de cálcio têm seu uso proibido para concretos protendidos. -Sulfatos: Podem acelerar e em certos casos retardar a pega de um cimento Portland.6. d) Saturado: Apresenta água livre na superfície. No caso de concreto armado pode acelerar o fenômeno de corrosão da armadura. É determinado pelo frasco de Chapmann ou picnômetro.6.1 Massa Específica Aparente: É a massa por unidade de volume. temos o agregado nos seguintes estados: a) Seco em estufa: A umidade. incluindo o material sólido e os vazios permeáveis e impermeáveis. 2. O teor de umidade influencia muito o peso unitário dos agregados miúdos devido ao fenômeno do inchamento.6.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. 2. externa ou interna. As areias finas têm massas unitárias da ordem de 1. não tem interesse para a construção civil.3 Massa Unitária: É a massa por unidade de volume. Seu valor é utilizado no cálculo do consumo de materiais em concretos e argamassas. A massa unitária tem grande importância porque é através dela que converte-se as composições das argamassas e concretos dadas em peso para volume e vice-versa.2kg/dm³. A massa unitária no estado solto de uma areia está em torno de 1. incluindo o volume aparente dos grãos e dos vazios intergranulares. 2.6.2 Massa Específica Absoluta: É a massa por unidade de volume. Dão origem as expansões no concreto pela formação da etringita (trisulfoalumitato de cálcio) ou sal de Candlot . principalmente nos miúdos devido ao fenômeno do inchamento. mas os vazios permeáveis das partículas de agregados encontram-se preenchidos de água. Sua determinação.4 Umidade: O teor de umidade é de grande importância no estudo dos agregados. foi eliminada por um aquecimento a 100° C. É definido como a razão entre a massa de água contida numa amostra e a massa desta amostra seca. c) Saturado Superfície Seca: Não apresenta água livre na superfície. em estado seco. 2. mas podendo não estar saturado. estando incluso somente o material sólido que compõe os grãos.5kg/dm³.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. b) Seco ao ar: Sem apresentar umidade superficial e possuindo umidade interna.

6. A curva da Figura mostra a representação gráfica do fenômeno de inchamento para a areia de graduação média. provocado pela água absorvida. em casos excepcionais.Secagem em estufa.Aparelhos Especiais (Exemplo: Speedy Moisture Tester). A absorção é normalmente muito baixa podendo atingir.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .46 O teor de umidade no estado saturado superfície seca é denominado absorção. A areia usada em obra. resultando no inchamento do conjunto. . onde na abscissa estão marcados os teores de umidade e na ordenada os coeficientes de inchamento (relação entre os volume úmido e seco de uma mesma massa se areia). . geralmente.Frasco de Chapman.5 Inchamento: A NBR 6467 (MB-215) cita que o inchamento de agregados miúdos é o fenômeno da variação de seu volume aparente. a 2%. . A água livre aderente aos grãos provoca um afastamento entre eles. A determinação da umidade pode ser feita através de: . Os teores de umidade normalmente encontrados estão em torno de 4 a 6%.Picnômetro.Secagem por aquecimento ao fogo.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. 2. encontra-se úmida. . PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.

É determinada por PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. de acordo com dois índices: a umidade crítica e o coeficiente médio de inchamento.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. A média dos coeficientes de inchamento no ponto correspondente à umidade crítica e coeficiente máximo observado. c) A umidade correspondente ao ponto de interseção das duas tangentes é a umidade crítica.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . a) Traça-se uma tangente à curva paralela ao eixo das abscissas. do ponto de vista do seu inchamento. é definido como coeficiente médio de inchamento.47 Figura 5: Curva de Inchamento da Areia Por causa do gráfico surgiu a idéia de caracterizar-se uma areia. por peneira ou acumulado.7 GRANULOMETRIA (COMPOSIÇÃO GRANULOMÉTRICA DO AGREGADO) É a proporção relativa (expressa em percentagem) dos diferentes grãos que constituem o material. 2. b) Traça-se uma nova tangente à curva. Expressa em material retido ou passante. Sendo: Umidade Crítica: É o teor de umidade acima do qual o inchamento permanece praticamente constante. paralela à corda que une a origem ao ponto de tangência da reta anterior. Esta é conseguida através da construção gráfica.

dividido por 100. através de peneiras normalizadas com determinadas aberturas. -Módulo de Finura: soma das percentagens retidas acumuladas nas peneiras da série normal.Agregados Miúdos A granulometria é determinada segundo a NBR 7217.1 Limites Granulométricos do Agregado para Utilização em Concreto 2. Para caracterização de dimensões máximas e mínimas das partículas.1.1.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . começando pela 0.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.15mm. São as peneiras da série normal.7. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. -Dimensão mínima característica: abertura (mm) correspondendo a uma percentagem retida acumulada≥ à 95% em massa. De acordo com a NBR 7211/1983: Parâmetros dos ensaios de peneiramento: -Dimensão máxima característica: abertura (mm) correspondendo a uma percentagem retida acumulada≤ à 5% em massa. existe as peneiras da série intermediária. 2. No Brasil utiliza-se peneiras com malha de forma quadrada e uma sequencia tal que o lado de cada abertura tenha sempre o dobro do lado da abertura da malha da peneira anterior.48 peneiramento. cuprindo os limites somente de uma das zonas indicadas na Tabela 2.7. constituindo uma série padrão.

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(A) Em cada uma das zonas pode haver uma tolerância de até no máximo de 5 unidades (%) em um só dos limites marcados com a letra A ou distribuídos em vários deles. (B) Para o agregado miúdo resultante de britamento, este limite poderá ser 80. Obs: A amostra do ensaio deve seguir a NBR 7216. Considerações: 1º) Podem ser utilizadas areias cuja granulometria não se enquadre em qualquer uma das zonas indicadas na Tabela 2, desde que realize-se estudos prévios de dosagem ou que a faixa granulométrica seja de uso consagrado em determinada região. 2º) Depois que se define o emprego de um agregado pertencente a um a zona granulométrica, a mudança para material pertencente a outra zona somente deverá ser aprovada após estudo de dosagem. 3° Uma diminuição de 0,2 no módulo de finura do agregado miúdo num determinado concreto ) geralmente implica numa substituição de aproximadamente 3% da massa deste material por uma massa equivalente de agregado graúdo para manter mais ou menos constante as características do concreto. Apesar destas prescrições de norma, ressalta-se que as areias da zona 3 são mais adequadas para concreto. A antiga norma brasileira EB-4 e a norma americana ASTM C33 apresentam recomendações de faixas granulométricas muito mais restritas do que as propostas pela NBR 7211. A Tabela 3 apresenta as faixas.

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0 1 2 3 4 5 (A)

Porcentagem retida acumulada, em peso, nas peneiras de abretura nominal, em mm, de 152 76 64 50 38 32 25 19 12,5 9,5 6,3 4,8 2,4 0 0-10 80-100 95-100 0 0-100 80-100 92-100 95-100 0 0-25 75-100 90-100 95-100 0 0-30 75-100 87-100 95-100 0 0-30 75-100 90-100 95-100 -

Obs.: As areias normalmente consumidas e Florianópolis enquadram-se nas zonas 3 e 4, apresentando módulo de finura próximo a 3%. 2.7.1.2- Agregados Graúdos A amostra representativa de um lote de agregado graúdo, coletada de acordo com a norma NBR 7216, deve satisfazer os limites prescritos na Tabela 5. Tabela 5: Limites granulométricos de agregado graúdo (NBR 7211/83) (A) Para determinadas obras ou concretos, o consumidor poderá pactuar com o produtor o fornecimento de agregados, cuja variabilidade em suas características difere dos limites indicados na tabela. 2.7.1.3- Composição de Agregados Miúdos As areias das mais diversa granulometrias podem ser utilizadas para concreto. Entretanto, existem alguns limites ou faixas granulométricas em que se consegue melhores resultados em termos de dosagem, seja do ponto de vista técnico ou econômico. A antiga EB-4 e a ASTM C33 apresentam limitações bem mais rígidas que a NBR 7211.
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PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. numa variação de 10 em 10%. é interessante que se façam composições de agregados miúdos de modo a obter uma mistura com características granulométricas o mais próximo possível das especificações da Zona 3 (NBR 7211) ou ASTM C33. O procedimento é o seguinte: • • • Sobre as linhas verticais correspondentes a abertura de diversas peneiras. Depois que as curvas forem plotadas. Unir os pontos obtidos das divisões sobre os segmentos de reta de forma que cada curva obtida repesente misturas entre agregados.52 Portanto. procurará fazer num procedimento gráfico a composição de uma mistura cujo resultado esteja enquadrado dentro de qualquer uma das faixas mostradas na Figura 6. dividir o segmento de reta que une os pontos de interseção das curvas granulométricas plotadas dos agregados em 10 partes. Detectar visualmente qual das curvas melhor se enquadra na faixa granulométrica usada como referência. A % da mistura dos dois agregados miúdos será aquela que gerou esta curva.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .

Caso ficar retida na peneira 4. ou seja. a análise granulométrica deve ser feita em separado (fração miúda e fração graúda).1 – Amostragem (NBR 7216): Para a determinação das propriedades físicas dos agregados devem ser feitas amostras. módulo de finura. dimensões máximas e mínimas características. possuir todas as características do mesmo.53 2. O relatório final deve apresentar: % fração graúda da mescla. A Tabela apresenta as quantidades mínimas de amostras para realização de diferentes ensaios de caracterização dos agregados.8 PARTE PRÁTICA 2. principalmente com relação à granulometria.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .8mm. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Para a formação da amostra é necessário coletar materiais em diversos pontos do depósito ou silo. -Toma-se duas partes opostas. A amostra deve representar um lote. 8. mistura de agregado graúdo e miúdo. 2. % fração miúda da mescla. segundo dois eixos ortogonais. -Achata-se para obter tronco de cone com maior base possível. O procedimento é o seguinte: Fazer o peneiramento do agregado na seqüência de peneiras destinadas aos agregados graúdos.1. Sobre este peso calcular as porcentagens retidas e retidas acumuladas e se determinará as dimensões características máximas e mínimas e o módulo de finura.8mm se extrairá amostra representativa (superior a 500g e aproximadamente 1 kg) e com ela se efetuará o estudo de granulometria da fração miúda. homogeneiza-se e repete-se a operação sucessivamente até obter-se a amostra desejada. deve-se fazer as seguintes considerações: 1º) Adotar como peso da fração graúda o somatório dos pesos retidos nas peneiras com abertura maior ou igual a 4. -Divide-se o tronco de cone em 4 partes aproximadamente iguais. →Quarteamento: -Forma-se cone com material homogeneizado. suas dimensões máximas e mínimas características e módulo de finura.4 Análise granulométrica de uma mescla Quando o agregado é uma mescla. agrupá-los e homogeneizá-los.8mm uma porcentagem retida acumulada maior que 15% ou menor que 85%.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.7. 2º) Do material passante na peneira 4.

1).Processo frasco graduado (frasco de Chapman).Processo balança hidrostática Agregado miúdo . 2. .Agregado Graúdo: Quarteamento para obter tamanho da amostra para ensaio desejado. .2 . c) Massa específica unitária (NBR 6466): É a relação entre a massa de um agregado e seu volume compreendendo o volume aparente e o vazio intergranulares (Vunit). Agregado graúdo . .Processo da balança hidrostática.8.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.Processo do picnômetro. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.Características Físicas: a) Massa específica aparente: É determinada basicamente utilizando-se os mesmos procedimentos empregados para rocha (item 1. . b) Massa específica absoluta: A sua determinação não tem sentido prático para a tecnologia dos agregados.54 Em laboratório: .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .Agregado Miúdo:Amostra vinda do campo passa por separador de amostras.14.Processo frasco graduado.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . A coleta da amostra deve ser feita de acordo com a NBR 7216. . PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.8.Utiliza-se um paralelepípedo de volume superior a 15litros (Vrec). . A amostra que vai para o laboratório de ser umedecida para evitar a segregação e misturada cuidadosamente.Enche-se bastante o recipiente e com um a régua metálica faz-se a arrasadura da superfície eliminando-se o excesso (no caso do agregado miúdo).3. 2.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.Pesa-se o recipiente vazio (mr).No caso do agregado graúdo. A massa mínima da amostra de ensaio é mostrada na Tabela 8. .55 Procedimento: . formando duas amostras para o ensaio. O enchimento do recipiente deve ser feito com uma altura de lançamento não superior a 10 cm da borda.Pesa-se o recipiente com agregado (mra). faz-se uma compensação entre as partes que se sobressaem do recipiente com as que ficam abaixo da borda.Composição granulométrica (NBR 7217/1987) A composição granulométrica deve ser determinada de acordo com a NBR 7217 (1987). .

e o do lado externo será o passante. nas demais peneiras.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. aproximação 0. suas massas. os valores de porcentagem retida individual não devem diferir em mais de 4%. com aproximação de 1%. Tomar amostra M1 e reservar a outra. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Escova-se a peneira.15mm colocar um fundo. em massa.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . O material removido do lado interno é considerado como material retido. Colocar a amostra sobre a peneira. para cada peneira. As amostras devem apresentar necessariamente a mesma dimensão máxima característicae. Após a peneira 0. O Módulo de Finura deve ter aproximação de 0. Cálculo: Para cada uma das amostras calcula-se a porcentagem retida. As porcentagens médias retidas acumuladas devem ser calculadas. Remover o material retido em cada peneira para uma bandeja. em cada peneira. Encaixar as peneiras da série normal e intermediária. repetir o peneiramento para outras amostras de ensaio até que atinjam esta exigência. Peneirar por agitação mecânica a amostra M1. seqüência crescente da base para o topo.56 Procedimento: • • • • • • • • Secar as amostras M1 e M2 em estufa (105-110° esfriar a temperatura ambiente e determinar C).1%. Se isto ocorrer.01.

57 Exemplo prático: PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.

Secar em estufa a uma temperatura de 105° C a110° até constância de peso. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. deve-se: • • • Pesar a amostra no estado úmido (mh).Determinação da umidade a) Processo de secagem em estufa: Colhida uma amostra e levada ao laboratório. sendo recomendado somente para trabalhos em laboratório.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. C Pesar a amostra no estado seco (ms).8.4.58 2. Este método tem boa precisão mas é muito demorado e exige equipamento caro (estufa).

5 12500 78. 1999). • • PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.1 200 1.0 98 Fundo 200 1.0 14.0 91 12.0 97.0 96 9.8 15200 76.6 98. Pesagem da amostra no estado seco (ms).0 96. Peneiras Massa Porcentagens Massa Porcentagens Média % (mm) retida Retida Acumulada retida (g) Retida Acumulada acumulada (g) 50 --38 200 1.3 200 1.3 100 400 2. Pesagem da amostra no estado úmido (mh).4 600 3.0 90.7 200 1.0 4.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.Determinação da umidade da areia (GOMES.0 91.3 1.5 800 5 96.8 2000 10. et al.1 4.5 200 1. cerca de 500g (amostra representativa do material).0 1 32 500 3.4 13.0 98 4.8 1200 6.0 14 19.8 100 0.0 98.0 100 100 Soma 16000 100 20000 100 Figura 7 .0 4 25 1500 9.59 b) Processo de secagem ao fogo: É utilizado quando necessita-se de determinações rápidas em campo.3 98.0 1.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Coloca-se o material em uma frigideira ao fogo até evaporação da água.

d) Speedy Moisture Tester: O equipamento é composto por uma garrafa metálica com uma tampa com um manômetro.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. c) Processo do frasco de Chapman: Para execução deste ensaio precisa-se da massa específica aparente do agregado. A pressão lida no manômetro está associada a um determinado grau de umidade uma vez que a amostra colocada tem massa padronizada (5. Este método determina a umidade superficial do agregado (h). O gás ocasiona um aumento de pressão interna na garrafa que é registrada no manômetro da tampa. -Colocar duas ampolas de carbureto de cálcio na garrafa contendo a amostra. O teste consiste em colocar a umidade do agregado em contato com o carbureto de cálcio gerando um gás dentro da garrafa.: Os processos a e b determinam a umidade total do agregado. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. podendo ser determinada pelo próprio frasco de Chapman.60 Obs. • • • Pesagem da amostra no estado úmido (mh). -Colocar duas esferas de aço. -Pesar uma amostra (5. -Usar a tabela de calibração para determinação da umidade equivalente à pressão lida.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Preenchimento do frasco com 200ml de água. 10 ou 20g). cerca de 500g. 10 ou 20g). Coloca-se a amostra e fazer a leitura final (L). fechar e agitar a garrafa até estabilização da pressão.

Determinar a massa da amostra (ms): ms = (Mc + a) – Mc. segundo procedimento descrito para determinação da massa unitária. 9. 10.Determinar a massa do conjunto (Mc + A). Pesar a caixa contendo a amostra úmida (Mc + ah).Preencher a caixa padronizada com agregado miúdo.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.Traçar o gráfico de inchamento determinando a umidade crítica e coeficiente de inchamento médio. 6.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . 8.Determinar a massa da amostra úmida (mh): mh = (Mc + ah) – (Mc).Colocar a amostra do agregado numa caixa metálica de grandes dimensões (Ver Tabela 7.Preencher a caixa padronizada (Volume = Vc e Massa = Mc) com agregado seco.5.Calcular a massa de água necessária para obter-se 1% de umidade (ms/100). 5. O material excedente deve retornar a caixa maior.61 2. 4. 2.Inchamento das areias Procedimento do Ensaio: 1. adicionar a água e homogeneizar o conjunto. proceder a arrasadura.Calcular o coeficiente de inchamento pela fórmula acima.Repetir os procedimentos 4 a 8 para teores de umidade crescentes de 1 em 1% até que o valor do coeficiente de inchamento apresente uma diminuição em duas determinações consecutivas. página 45). 3. 7. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.8.

Simultaneamente.8. Álcool: 10ml e Água Destilada: 90ml).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . 97ml da solução de hidróxido de sódio. 4º Após este período. Transferir o material filtrado para um tubo de ensaio de mesmo diâmetro que o utilizado para armazenar a solução padrão. 2º Soluções químicas utilizadas no ensaio: Solução de hidróxido de sódio a 3% (Hidróxido de sódio: 30g e água destilada: 970g) e Solução de ácido titânico a 2% (Ácido Tânico: 2g.62 2.Impurezas a) Matéria Orgânica: O teor de matéria orgânica de um agregado miúdo deve ser feita de acordo com a norma NBR 7220/1987. Procedimento de ensaio: 1º Coletar amostra representativa de acordo com a NBR 7216.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. a seguir. Agitar vigorosamente e deixar em repouso durante 24 horas. filtrar a solução que contém a amostra de agregado.6. usando um papel filtro qualitativo. preparar uma solução padrão. O material deve estar úmido. 5º Executar a comparação das cores das duas soluções: PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. formar uma amostra de ensaio de 200g. 3º Num frasco erlenmeyer adicionar 200g de agregado miúdo seco ao ar e 100ml da solução hidróxido de sódio. transferir esta solução para um tubo de ensaio e. Agitar e deixar em repouso por 24 horas. adicionando a 3ml da solução de ácido tânico. sempre que possível. para evitar a segregação da fração pulverulenta.

2º Secar a amostra em estufa (105 a 110° C). 4º Colocar o material em um recipiente e adicionar água em grande quantidade.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.075mm. 3º Determinar a massa seca do agregado (ms). formar uma amostra de ensaio ligeiramente superior a 100g. misturando a amostra nesta água com freqüência. é da seguinte maneira: 1º Coletar amostra representativa de acordo com a NBR 7216.075mm).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .2 e #0. 5º Coletar o material restante no recipiente e retido nas duas peneiras para uma bandeja metálica e secar em estufa até constância de massa (msf). O material deve estar úmido. Colocar água novamente e repetir a operação de lavagem tantas vezes quantas foram necessárias para que se obtenha uma solução praticamente limpa. O material pulverulento da amostra (Mp) será determinado pela seguinte expressão: →Em anexo encontram-se as Folhas de Serviço usadas no Laboratório da Materiais de Construção para composição granulométrica de agregado graúdo e miúdo. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. para evitar a segregação da fração pulverulenta. Verter a solução (água suja com pó) sobre um conjunto de peneiras superpostas (#1. b) Material Pulverulento: A determinação do material pulverulento. sempre que possível. o teor de matéria orgânica será de 300ppm . -Se a solução da amostra for mais clara: teor de matéria orgânica < 300ppm. -Se a solução da amostra for mais escura: teor de matéria orgânica > 300ppm.63 -Se a solução padrão tiver cor equivalente a da solução da amostra. passante na peneira 0.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .64 ANEXO PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.65 FOLHA DE SERVIÇO INTERESSADO: PROCEDÊNCIA DA AMOSTRA: DATA DO ENSAIO: PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.66 FOLHA DE SERVIÇO INTERESSADO: PROCEDÊNCIA DA AMOSTRA: DATA DO ENSAIO: PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .

cimentos e gessos. argamassas e concretos . Calcário Dolomito e Resíduos das centrais termoelétricas (cinzas volantes) e Subprodutos da indústria siderúrgica (escória de altoforno).4. nas condições ambiente de temperatura e pressão.2 EMPREGO São utilizados na obtenção de pastas. Em geral são pulverulentos e quando misturados à água tem capacidade de aglutinar e formar suspensões coloidais.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .1 DEFINIÇÃO São produtos empregados na construção civil para fixar ou aglomerar materiais entre si.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.1 .Quimicamente Inertes Endurecem ao meio ambiente pela evaporação da água de amassamento. aderindo à superfície com as quais foram postos em contato. Gipsita. 3. Atingem altas resistências físico-mecânicas e mantêm-se estáveis nessa condição.2 . PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. O processo reversível e a baixa resistência mecânica faz com que não interesse à construção civil. são: Argila. 3.4 ATIVIDADE QUÍMICA 3. atualmente.4. tendo um grande campo de aplicação. Exemplo: cales. endurecendo por simples secagem e/ou em conseqüência de reações químicas. 3. Exemplo: misturas argilosas 3. As matérias-primas que atendem estas exigências.3 MATÉRIA-PRIMA Para os materiais aglomerantes terem uso na construção civil é necessário que sejam abundantes na natureza e tenham condições de aproveitamento econômico.Quimicamente Ativos O endurecimento é decorrente de uma reação química. É de maior interesse para a construção civil.67 CAPÍTULO 4 AGLOMERANTES 3.

reduzir o calor de hidratação. com a finalidade dar coloração especial. Também chamado de gesso de estucador. . (Inertes) e cimento Portland Pozolânico e Alto-forno (Ativos).1 – Gesso É um aglomerante natural resultante da queima do CaSO4.6. melhorar a plasticidade. .Aglomerantes Aéreos: Empregados somente ao ar.68 São divididos em: . A temperatura de cozimento é na ordem de 160° a 250° O gesso transforma-se em C C.Cal no cimento: Aumentar a plasticidade para facilitar a desempenagem.5 CLASSIFICAÇÃO Os aglomerantes podem ser classificados como: .2H2O (sulfato de cálcio dihidratado→ gipsita).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.Mistos: Composição de dois aglomerantes. . .Aglomerantes Hidráulicos: Podem ser empregados na água ou ao ar. 3. . transformando-se rapidamente em hemi-hidratado quando em contato com a água. 3.6 AGLOMERANTES AÉREOS 3. .Naturais: Utilizam apenas uma matéria-prima na sua fabricação.Cimento na cal: Aumentar a resistência e diminuir a dissolução do aglomerante que é aéreo.Simples: Aqueles que após cozimento não recebem a adição de outros produtos.Com adições: São aglomerantes aos quais são feitas adições de materiais inertes e ativos. gesso Paris ou gesso de pega rápida.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . chamados hidraulites. uma anidrita solúvel (material ávido por água). Ex: pó xadrex. resistindo satisfatoriamente quando imerso em água. etc. filler calcário.Compostos: Aqueles que após cozimento recebem a adição de produtos. Exemplos: . PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. pois não resistem satisfatoriamente quando imersos em água. .Artificiais: Utilizam mais de uma matéria-prima na sua fabricação.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . A indústria cimenteira é a maior consumidora mundial. . -Resistência do gesso é inversamente proporcional à relação água/aglomerante.Seleção em frações granulométricas (pré .Queima (desidratação térmica da gipsita). Ceará (74.Extração (céu aberto ou subterrânea). revestimento. Ceará. Rio Grande do Norte.Pega: Início com 2 a 3 minutos e fim com 15 a 20 minutos.2H2O for superior à 70%.Baixa capacidade de aderência à madeira.Moagem do produto.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Piauí. Pernambuco é também o principal produtor nacional de gesso participando com 546.572t. não ultrapassando 10MPa. ocorrendo produção também no Ceará (43. . o restante é distribuído entre Maranhão.4 milhões de toneladas. . Bahia (20.4%). Propriedades Estudadas: PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.fabricação.4%).000t). a indústria de gesso e seus derivados absorve a maior parte da gipsita produzida.Alta solubilidade ( não deve ser empregado no exterior). . a produção em 1999 foi da ordem de 19. Os Estados Unidos é o maior produtor e consumidor mundial de gipsita. o fosfogesso gerados como subproduto no processo de obtenção do ácido fosfórico nas indústrias de fertilizantes fosfatados.000t).Plasticidade da pasta fresca.Capacidade isolante tipo médio (semelhante `a madeira seca e ao tijolo).Lisura da superfície.165t) e Tocantins (10. permitindo destacar o aspecto decorativo (placas de forro para cozinha e banheiro. . Cerca de 94. Características do Gesso: .276.3% das reservas brasileiras estão na Bahia (44. Propriedades do Gesso : . Fabricação do Gesso: . 87. . Pará (31.69 De 400° a 600 ° se transforma em anidrita insolúvel (inerte.759t) e Tocantins (8.Endurecimento rápido. .Aglomerante baixo consumo de energia (não ultrapassa 300° C. De 900° a C C C 1200 ° obtém -se o gesso de pega lenta. Tocantins e Amazonas.Britagem. Amazonas (24. As fábricas de cimento situadas nos Estados de São Paulo e na região Sul utilizam. enquanto nos países desenvolvidos. portanto deve-se usar armaduras galvanizadas e para trabalhá-lo empregar ferramentas em latão. bem como acabamentos de encontros de parede e teto).000t). Maranhão (50.Ataca o aço.597t). C A exploração é economicamente viável quando o teor de CaSO4.6% da produção nacional). A produção provém dos Estados de Pernambuco (1. . moldagem).Pequena retratibilidade (utilizado em moldagem). .975t).927 t (91% da produção nacional). não dá pega). . Nas jazidas nacionais o teor é > 90%. . . como substituto da gipsita.5%) e Pernambuco 18.

Granulometria: Distribuição do tamanho dos grãos.70 . Tem-se verificado que ele se dá após 12 horas de armazenamento do produto em atmosfera de 80 % umidade. Hemidrato β: Produto microporoso.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . indicando a velocidade das reações químicas. b) Anidrita III Solúvel: Produto contendo água de cristalização em baixos teores (0.Sanidade: Verificação de sua estabilidade superficial. Gesso aplicado em odontologia. A transformação da anidrita III em hemidrato é chamada de estabilização do gesso. um indicador da plasticidade da pasta e da lisura (acabamento) de sua superfície.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Utilizado na Construção Civil. .Tempo de pega: Intervalo de tempo necessário para que a pasta se solidifique. obtido pela desidratação realizada à pressão atmosférica. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. . construção de dureza elevada.06 e 0.Variação dimensional: Verificação da sua estabilidade volumétrica em condições de exposição adversas. quando obtida a 350° ou C ainda gesso calcinado à morte quando obtida entre 700 e 800° É constituinte dos gessos de C. com pressão parcial de vapor de água. transforma-se em hemidrato com a umidade do ar. . c) Anidrita II Insolúvel: Chamada também de anidrita supercalcinada. Características do produto de desidratação: a) Hemidratos CaSO4. mal cristalizado.1/2 H2O Hemidrato α: Produto bem cristalizado obtido pela desidratação em autoclave em pressões superiores a 1000KPa.11 moléculas de H2O). A anidrita de alta temperatura é obtida por calcinação a 1180° C. Muito reativa.

3. Quase não utilizado no Brasil. Dá a pega em menos de 24 horas. talco.1. A reação química básica que dá origem ao aglomerante é: como: Na cal aérea o índice de hidraulicidade (R) deve ser inferior a 0. C.2 – Cimento Sorel Foi descoberto pelo eng. A temperatura de cozimento cerca de 900° C. produto da mistura da magnésia Sorel com material de enchimento (resíduos de cortiça. lã celulósica. mas melhora a propriedade de isolamento e a xilolita com material inorgânico possui maior resistência. areia.3 – Cal Aérea É um aglomerante natural. etc. Pode ser feito uma espécie de concreto chamado xilolita. de couro. proveniente de rochas existentes na natureza (calcários e dolomitos).6. Sofre a ação da água. 3. asbestos. deteriorando-se quando repetidamente molhado. porém a diminuição da qualidade de isolamento acústico e térmico. devido às suas propriedades. Resulta em material duro e resistente à abrasão. A xilolita com matéria orgânica tem menor resistência. bastante comum na Europa. restos de madeira. dependendo da proporção elementos constituintes. francês Sorel no século passado.6. Este índice é definido PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. São preparados por uma mistura de magnésia calcinada com cloreto de zinco e óxido de zinco com cloreto de magnésia.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .71 d) Anidrita I : Chamada de anidrita de alta temperatura ou anidrita α. pó de pedra.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. endurece completamente antes de quatro meses. obtida por calcinação da gipsita à 1200° Resfriamento transforma-se em anidrita II. e) Gesso de construção: Produto de calcinação da gipsita contendo hemidrato em uma % mínima específico que varia de país para país.

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Classificação quanto ao rendimento: - Gordas: Rendimento é superior a 82%. 1m³ deste tipo de cal dá mais de 1,82 m³ de pasta, ou seja, são necessários menos de 550kg da cal para obter 1m³ de pasta. - Magras: Rendimento é inferior a 82%. 1m³ deste tipo de cal dá menos de 1,82 m³ de pasta, ou seja, são necessários mais de 550kg de cal para obter 1m³ de pasta. O conceito de rendimento é função da definição de consistência da pasta. A consistência é arbitrária, normalmente determinada pelo abatimento de um cilindro de 5 cm de diâmetro e 10cm de altura, que se deforma para 8,7cm pela remoção do molde. Cal de variedade cálcica oferece melhores rendimentos que cal magnesiana. A hidratação da cal virgem dá origem à: - Cal Extinta: È o produto resultante da adição de grande quantidade de água à cal virgem dando como produto resultante uma pasta. Classificação das cales segundo o tempo de extinção : a) Extinção Rápida: Quando a extinção se inicia antes de 5 minutos. A extinção deverá ser procedida adicionando a cal à água cobrindo-a toda. Não permitir o desprendimento do vapor, adicionando sempre mais água. b) Extinção Média: Quando a extinção se inicia entre 5 e 30 minutos. Água adicionada à cal, até cobri-la toda. Mexer sempre que necessário. c) Extinção Lenta: Quando a extinção se inicia depois de 30 minutos. Água adicionada à cal, até umedece-la completamente, esperando que a reação se inicie. Depois, se for necessário, adicionar cautelosamente mais água.

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- Cal Hidratada: È o produto obtido pela adição de água à cal virgem. A quantidade de água é apenas aquela necessária para formação do Ca(OH)2, que é um pó seco. Este processo é feito em fábrica. As cales rápidas normalmente são as cálcicas e as lentas as magnesianas. Procedimentos observados na utilização das cales : -Cal virgem em pedra: O material deve ficar de 3 a 5 dias na água, para cal destinada à argamassa de assentamento e 7 dias para argamassa de revestimento. -Cal hidratada: Usada diretamente (em pó) na confecção de argamassas. Para que seja evitado danos futuros nos revestimentos, deve ser feita uma mistura da cal com areia e água 24 horas antes de sua utilização ou produzir-se, com a mesma antecedência, leite de cal (cal + água). Observação: Atualmente em Santa Catarina, especialmente na região da grande Florianópolis, usa- se muito argamassas usinadas de cal e areia, tanto para assentamento de alvenaria quanto para revestimento. A esta mistura adiciona-se cimento Portland na obra. Neste caso a cal utilizada nas usinas é a cal virgem em pó e sua extinção é feita por reatores(tanques com pás giratórias). A cal é adicionada à água com o misturador ligado e é preparada uma pasta durante o tempo de mais ou menos 8 horas. Após este tempo, a nata de cal formada é misturada com areia em misturadores contínuos de rosca sem fim ou em betoneiras estacionárias. A mistura permanece em estoque até sua comercialização por um período de 2 a 5 dias. Para revestimentos, deve-se usar a cal misturada com areia que tem a capacidade de tornar o material mais poroso, permitindo a penetração do CO2; diminuir os efeitos da retração por secagem e baixar o custo da argamassa. Segundo o DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral) a participação da produção de cal virgem representa cerca de 66,0% da produção nacional e a da cal hidratada 34,0% em 1999. Em 1998 esses percentuais eram de 67,0% e 33,0% respectivamente. A Região Sudeste, tradicional produtora, respondeu por 87,8% de toda a cal produzida no país, seguida da Região Nordeste com 5,6%, Região Sul com 4,3%, Região Centro-Oeste com 1,8% e Região Norte com 0,5%. As Unidades da Federação mais importantes neste contexto, foram: São Paulo, 17,4% da produção de cal virgem e 75,5% da produção de cal hidratada, Minas Gerais com 25,0% da cal virgem e 17,3 da cal hidratada, Rio de Janeiro, 26,0% da cal virgem, Espírito Santo 20,6% da cal virgem, Bahia 6,4% da cal virgem e Rio Grande do Sul, 5,6% da cal hidratada. É importante observar que parcela considerável da produção de cal virgem está fortemente atrelada à indústria de aço, mais precisamente 51,5% da produção brasileira de cal virgem, em 1999, foi produção cativa de responsabilidade de Usinas Siderúrgicas, o que representou quase 30,0% de toda a produção nacional.

3.7 AGLOMERANTES HIDRÁULICOS
3.7.1 - Cal Pozolânica É uma mistura feita com a cal aérea e a pozolana. Descoberta pelos romanos onde eles misturavam uma cinza vulcânica, encontrada próxima ao Vesúvio com a cal hidratada, obtendo
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um aglomerante que endurecia com a água. A cal hidratada entra em proporção variável de 25 a 45%. Atualmente é um aglomerante em desuso, mas sendo importante para documentação técnica, além do valor histórico, pois existe ainda hoje, restos de ruínas de construções realizadas com ele, como o cais de Calígula. 3.7.2 - Cal Metalúrgica É um produto semelhante a cal pozolânica, sendo que a pozolana é substituída pela escória de alto forno finamente pulverizada. Na sua fabricação ocorre britagem, moeduras, peneiramento da escória metalúrgica e imediata mistura à cal hidratada em proporções variáveis de quatro a dois para um em peso. Esse produto é normalizado na França, constituindo a atériaprima para elaboração do cimento de alvenaria. Este produto não existe em nosso país. 3.7.3 - Cal Hidráulica Recebem o nome de cal hidráulica uma família de aglomerantes de composição variada, obtidos pela calcinação de rochas calcárias, natural ou artificialmente, tenham uma quantidade considerável de materiais argilosos. O produto endurece sob a água, mas pela quantidade de hidróxido de cálcio que contém, sofre também a ação de endurecimento pela carbonatação roveniente da fixação do CO2 do ar. O processo de fabricação é semelhante ao da cal comum (aérea). Normalmente utilizam-se dois fornos contínuo, sendo o produto calcinado imediatamente extinto. A extinção, neste caso, serve para hidratar o óxido de cálcio presente, transformando-o em hidróxido, para que seja evitado posteriores expansões nocivas ao comportamento do material, e servindo também para, através do efeito mecânico desta expansão,obter uma pulverização natural do produto. A operação de extinção da cal hidráulica é muito delicada. A proporção de água não deve ultrapassar os limites convenientes, para evitar a eventual hidratação dos silicatos produzidos. Depois da extinção da cal hidráulica, o produto é peneirado e encontra-se em condições de expedição e emprego. A cal hidráulica não é um produto apropriado para construções sob a água. Sua pega é muito lenta, sendo mais adequada a um uso de menos responsabilidadde, como em misturas denominadas cimentos de alvenaria. De acordo com o teor de argila nas cales hidráulicas, elas se dividem em (detalhes Tabela 1): • • • • Fracamente; Medianamente; Propriamente; Eminentemente hidráulicas.

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CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .75 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.

8. por isso a denominação de pega rápida. é obtido um aglomerante praticamente sem cal livre e com pega não muito rápida. Denomina-se de “cimento natural de pega lenta”. por causa da menor proporção de aluminatos de cálcio.7.76 3. O aglomerante estudado tem o nome de “cimento natural de pega rápida” ou cimento romano (patenteado por Joseph Parker.Cimento Natural Nos calcários que após a calcinação dão índices de hidraulicidade entre 0. Sua produção depende da composição adequada da rocha calcária utilizada como matéria-prima.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . C.65 e se a temperatura for elevada até a fusão parcial. 3.5 e 0. pois os romanos nunca se utilizaram de material dessa natureza.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. devido à heterogeneidade darocha ou à deficiência de temperatura em determinados pontos do forno.4 . Possui boas qualidades técnicas. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.7. As pedras cozidas e moídas são misturadas a água. 1796) . formando uma pasta que endurece pela hidratação dos silicatos e aluminatos.6 na rocha calcário-argilosa utilizada. É verdade que nem sempre é possível evitar a presença de uma pequena quantidade de cal livre.6 e 0. sendo esta última denominação imprópria.5 .Cimento de Pega Rápida Quando a relação entre os componentes argilosos e a cal é superior a 0. O índice de hidraulicidade está entre 0. sendo que os últimos reagem rapidamente. Pode-se produzir o cimento romano a partir de misturas de calcário e argila que passa a denominar-se de cimento artificial de pega rápida. o cozimento abaixo da temperatura de fusão. que é aproximadamente 1000° é produzido um material praticamente sem cal livre.

De uma forma mais suscinta seria um pó fino com propriedades aglomerantes. seis anos depois. pedreiro.Cimento Portland Histórico: O cimento originou a cerca de 4. ficando conhecido como o inventor do cimento artificial. ao qual chamou de Portland por apresentar cor e propriedades de durabilidade e solidez semelhantes às rochas da ilha britânica de Portland. contendo eventualmente.8 . 1995). requereu patente para a fabricação de seu cimento. de alta resistência inicial.7. adições de certas substâncias que modificam suas propriedades ou facilitam o eu emprego (BAUER. Atualmente o Brasil produz cimento Portland comum.500 anos. a cada dia. A grande versatilidade de emprego e as notáveis qualidades de adaptação a novos produtos e métodos construtivos aumentam. cuja a fabricação segue princípios científicos bem estabelecidos. Apenas no século XVIII. Esta definição abrange uma grande variedade de materiais (NEVILLE. A partir de então seguiu-se o desenvolvimento de outros cimentos hidráulicos. As grandes obras gregas e romanas foram construídas com o uso de certas terras de origem vulcânica que possuem propriedades de endurecimento sob a ação da água.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . com uma certa proporção de sulfato de cálcio natural.77 3. O cimento é um produto obtido pela pulverização do clínquer constituído essencialmente de silicatos hidráulicos de cálcio. aglutinantes ou ligantes. pois não havia alcançado a temperatura de fusão incipiente. que endurece sob ação de água. Os monumentos do Egito antigo já utilizavam uma liga constituída de gesso calcinado. e também melhor moagem. de alto forno. no ano de 1756. A evolução industrial permitiu maiores temperaturas para a obtenção de melhor clínquer. O cimento Portland é um aglomerante hidráulico (endurece através de reações com a água e conserva suas propriedades e estabilidade em meio aquoso) obtido pela mistura homogênea de clínquer Portland. necessária para a formação do "clínquer. o cimento é um material rigorosamente definido. como o "cimento romano" obtido por James Parker. No dia 21 de outubro de 1824. Em 1818 o francês Louis Vicat consegue resultados satisfatórios. o inglês John Smeaton descobriu um produto de alta resistência por meio da calcinação de calcáreos moles e argilosos. levou até ao cimento dos nossos dias o qual ainda está sendo aperfeiçoado. o inglês Joseph Aspdin. sulfato de cálcio e adições normalizadas finamente moído. branco e pozolânico.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. a já ampla gama de aplicações do cimento Portland. 1997)." A superioridade do cimento sobre as cales hidráulicas foi provada por Grant que se dedicou ao estudo do cimento Portland. Atualmente. misturando componentes argilosos e calcários. Na realidade este cimento ainda era uma cal hidráulica. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Definição: O cimento pode ser definido como todo o material com propriedades adesivas e coesivas capaz de unir fragmentos de minerais entre si de modo a formar um todo compacto.

-Homogeneização do clíquer. combinados. Etapas do processo de Fabricação: -Extração das matérias-primas. -Britagem das matérias-primas. Vale salientar que a cal. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. a sílica. Silício (Si). -Minério de ferro→O mais comumente usado é a hematita (Fe2O3) por ser o mineral de ferro mais abundante e importante comercialmente. -Pré-aquecimento e Pré-calcinação da farinha. tornando-se os componentes essenciais do cimento Portland. Alumínio (Al) e Ferro (Fe). -Pedra calcária – CaO (cal) + CO2 (gás carbônico)⇒ O calcário é um mineral dos mais abundantes na crosta terrestre. a alumina e o óxido de ferro constituem cerca de 95% a 96% do total na análise de óxidos. -Moagem das matérias-primas→Fabricação da farinha. produzem compostos hidráulicos ativos. -Homogeneização e estocagem do cimento.78 Matérias-primas: As matérias-primas utilizada na fabricação do cimento Portland devem conter Cálcio(Ca). -Argila – SiO2 (sílica) + Al2O3 (alumina) + Fe2O3 (óxido de ferro) + impurezas (magnésio. -Ensacamento e expedição do cimento. È composto predominantemente por carbonato de cálcio e por carbonatos de cálcio mais carbonatos de magnésio. -Homogeneização da farinha.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Em algumas argilas o alumínio é substituído parcialmente pelo ferro. Os minerais argilosos são essencialmente silicatos de alumínio hidratados. podendo conter os elementos alcalinos e alcalinos-terrosos. -Moagem do clínquer e adições→ Fabricação do cimento. álcalis e outros óxidos)→ As argilas são rochas constituídas de um certo número de minerais em proporções variáveis.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Dolomíticos ou Magnesianos dependendo das concentrações de cálcio e magnésio presentes na sua composição. -Calcinação da farinha→Fabricação do clínquer. -Dosagem da mistura crua. estes elementos químicos. -Gipsita (gesso)→ É o sulfato de cálcio que tem como finalidade controlar o tempo de pega (endurecimento) do cimento após a adição de água. Estes podem ser Calcíticos.

79 Composição Química do Cimento: Estes compostos reagem entre sí no forno. As propriedades do material amorfo. formando uma série de produtos mais complexos e com exceção de um pequeno resíduo de cal que não teve tempo suficiente para reagir é atingido um equilíbrio químico. A “composição potencial” é calculada a partir das quantidades de óxidos presentes PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. O cimento deve ser considerado como estando em equilíbrio congelado: após resfriado reproduzem equilíbrio existente à temperatura de cliquerização. Durante o resfriamento o equilíbrio químico não é mantido. conhecido como fase vítrea diferem consideravelmente daquelas dos compostos cristalinos com uma composição química similar.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . e a velocidade de resfriamento influencia no grau de cristalização e quantidade de material amorfo presente no clínquer frio.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Esta hipótese é considerada no cálculo dos Teores de Compostos de Cimentos Comerciais.

Tabela 3: Constituintes do cimento Propriedades dos compostos do cimento: Usualmente considera-se como os principais constituintes do cimento : silicato tricálcico (C3S). A Tabela 2 mostra os compostos constituintes do cimento.C2S: Composto de pega lenta com fraca resistência até os 28 dias. Reage em poucas horas liberando grande quantidade de calor.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Responsável pela resistência inicial. . . aluminato tricálcico (C3A) e ferro aluminato tetracálcico (C4AF). Libera pequena quantidade de calor. silicato dicálcico (C2S).80 no clínquer como se tivesse ocorrendo completa cristalização.C3S: Composto essencial do cimento Portland. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. É pratica comum da indústria de cimento calcular o teor de compostos do cimento Portland a partir da análise dos óxidos usando uma série de equações desenvolvidas por BOUGE.

PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. PCA (Portland Cement Association). H.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . (ASTM C-150 ou NBR 5737). . admitindo a cristalização total dos componentes do clínquer do cimento Portland.admite que a presença de impurezas (MgO e álcalis) possam ser ignoradas. O Método de Bogue admite que as reações químicas de formação dos compostos sejam completas e. introduziu um método baseado em leis estequiomátricas química. Baixa resistência e não resiste à águas sulfatadas. BOGUE.C3A: Composto de pega instantânea liberando altíssima quantidade de calor de hidratação.C4AF: Composto de pega rápida.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.81 . Determinação da composição potencial ou teórica dos compostos do cimento: R. a presença de Fe2O3 fixa a alumina e melhora o desempenho do cimento ao ataque de águas sulfatadas.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.82 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.

tais como cimento comum.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . média resistência a sulfatos e alta resistência a sulfatos. Os principais tipos de cimento produzidos no Brasil dividem-se em: a) Os constituídos principalmente de clínquer tipo Portland.83 Tipo de cimento Portland: No Brasil. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. c) O cimento Portland branco. de estabilidade dimensional e da resistência química do concreto (as quais são governadas pelo principal constituinte que é o cimento). assim como em todos os países do mundo são produzidos diversos tipos de cimento com diferentes características físicas. O seu emprego racional depende do conhecimento dessas características que orientam a escolha do tipo adequado a cada finalidade. b) Os constituídos de clínquer tipo Portland e adições ativas: escória de alto forno e pozolânica. mecânicas e químicas. A durabilidade de uma obra de concreto é função: da resistência mecânica.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. cujo clínquer não contém óxido de ferro. o de alta resistência inicial.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Relação entre massa e volume do cimento. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. produzido a partir da fusão de uma mistura de calcário e bauxita Propriedades Massa Específica: A massa específica (d) do cimento Portland é determinada de acordo com as prescrições da NBR 6474.84 d) Cimento Aluminoso.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .

utilizando-se a chamada sonda de Tetmajer.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Nesse aparelho mede-se a resistência à penetração de uma agulha na pasta de cimento ( NBR 11581). liso. Pasta de Cimento: O tempo de pega do cimento é determinado. A sonda é posta a penetrar verticalmente em pasta fresca por ação de um peso total (incluindo sonda) de 300g. Essa consistência normal é verificada no mesmo aparelho de Vicat. A pasta é misturada em proporção que conduz a uma consistência denominada normal. metálico. Tempo de Pega: A caracterização da pega dos cimentos é feita pela determinação de dois tempos distintos tempo de início e o tempo de fim de pega. que influi no grau de atividade do cimento. de 10mm de diâmetro e terminado em seção reta. Os ensaios são feitos com pasta de consistência normal com o aparelho de Vicat. Caracteriza a finura. um corpo cilíndrico. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.85 Finura: A área específica é determinada através de um aparelho chamado Permeabilímetro.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. pelo ensaio do aparelho de Vicat.

Caso isto não aconteça a sua capacidade aglomerante será comprometida. Resistência de uma Argamassa Normal de cimento nas idades indicadas: 1. o cimento deve permanecer livre de umidade até que seja utilizado.86 Resistência: A resistência mecânica dos cimentos é determinada pela ruptura à compressão de corposde-prova realizados com argamassa.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . 7 e 28 dias.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. A embalagem original (sacos de duas folhas de papel extensível) é suficiente para manter a integridade do produto. desde que sejam respeitadas algumas regras de armazenamento : -o depósito de cimento deve ser totalmente protegido das intempéries. evitando lugares que tenham empoçamento. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. O processo é descrito pormenorizadamente no método NBR 7215 da ABNT. Armazenamento e conservação do cimento Portland: Para garantir suas propriedades. goteiras e umidade. 3.

-os lotes de cimentos devem ser identificados por tipos. Tipos de cimento portland e suas aplicações: A ABCP – Associação Brasileira de Cimento Portland. marcas e datas de forma que não sejam misturados (facilitam) . -o cimento deve ser utilizado obedecendo-se a ordem de sua entrada no depósito. Deve haver espaços entre as pilhas. devendo ser previamente peneirado em malha de pequena abertura. elaborou uma tabela com os principais tipos de cimento encontrados no mercado com suas respectivas aplicações. pode ser empilhado quinze sacos. transporte e armazenamento. evitando assim a compactacão do cimento no saco.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. -o prazo de validade de 90 dias (norma brasileira) se refere ao produto sob condições ideais de acondicionamento. para cimentos consumidos num período de armazenamento inferior a 15 dias. Este empilhamento deve ser realizado sobre estrados de madeira.87 -empilhamento no máximo 10 sacos. Quando o piso for impermeabilizado os sacos poderão ser colocados sobre lona plástica. ele ainda poderá ser aproveitado em serviços onde não seja necessárias grandes resistências. distantes aproximadamente 30cm do chão. de tal maneira que os cimentos mais antigos sejam comercializados antes dos cimentos novos.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Também devem ficar afastados da parede para que não absorva a umidade existente na parede. -caso o cimento seja pouco afetado pela umidade.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .88 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.

São materiais de construção constituídos por uma mistura íntima (homogênea) de um ou mais aglomerantes. o agregado miúdo. agregado miúdo e água (exceto argamassas betuminosas). -Revestimento de paredes e tetos (emboço e reboco). pastilhas. blocos. pedras. e um material inerte. possuindo capacidade de endurecimento (NBR–7200).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. As pastas quando preparadas com excesso de água são denominadas natas. -No assentamento tijolos. a pasta.. 4.1 DEFINIÇÃO Misturas de aglomerantes e agregados com água. etc.89 CAPÍTULO 5 ARGAMASSAS 4. As argamassas são constituídas de um material ativo. 1993). cerâmicas. -Regularização de pisos e reparos de peças de concreto. Ainda podem ser adicionados produtos especiais para melhorar ou conferir determinadas propriedades ao conjunto (PETRUCCI. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.2 APLICAÇÃO -As argamassas são muito utilizadas em construção. As pastas são misturas íntimas de um ou mais aglomerantes e água.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .

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As natas de cal são utilizadas em revestimentos e pinturas. As natas de cimento são utilizadas para fazer ligação de argamassas e concretos de cimento e para injeções. As pastas têm uso restrito em construções, tanto pelo seu elevado custo como, também pelos efeitos secundários que se manifestam, principalmente a retração. A adição de agregado miúdo à pasta, no caso das argamassas de cimento, é com a finalidade de torná-las mais econômicas e eliminar em parte as modificações de volume (diminuir os efeitos da retração); no caso das argamassas de cal, a adição de areia , além de oferecer as vantagens citadas anteriormente, tornam as argamassas mais permeáveis ao ar para permitir o acesso do gás carbônico para ocorrer a carbonatação.

4.3 PROPRIEDADES DAS ARGAMASSAS
As argamassas devem ter algumas propriedades, tanto no estado fresco quanto no estado endurecido. As propriedades são estas: 4.3.1 - Estado Fresco: Período decorrido entre a mistura de aglomerantes e agregados com a água e o início das reações de pega. No estado fresco, as argamassas devem possuir as seguintes propriedades: -Consistência: É a propriedade de uma argamassa em apresentar maior ou menor facilidade de se opor à resistência a uma dada deformação. A quantidade de água adicionada e o uso de aditivos especiais (plastificantes e superplastificantes) são fatores que influenciam a consistência da argamassa. -Retenção da consistência: É a propriedade da argamassa em manter sua consistência após em contato com um substrato. É importante para as argamassas de assentamento das alvenarias e peças cerâmicas de revestimento e dependem fundamentalmente da retenção de água. -Coesão e tixotropia: A coesão é a capacidade de argamassa fresca em manter seus constituintes homogêneos sem segregação. As argamassas de assentamento e revestimento de alvenarias devem possuir uma boa coesão. A forma mais utilizada para conseguir-se a coesão em argamassas de assentamento e revestimento é usando a cal hidratada. Argamassas tixotrópicas exigem uma baixa energia para alterarem sua forma, mas depois de alterada, conseguem mantê-la mesmo sob ação da gravidade. A tixotropia é propriedade exigida nas argamassas de assentamento de peças cerâmicas e argamassas de recuperação. Para alcançá-la pode-se usar aditivos a base de polímeros e adições minerais como cinza volante, microssílica, cinza da casca de arroz, entre outras. -Plasticidade: É a propriedade da argamassa fresca em deformar-se e reter certas deformações após a redução das tensões que lhe forem impostas. Depende da coesão, consistência e retenção de água.

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-Retenção de água: É a capacidade de argamassa fresca em manter sua consistência ou trabalhabilidade quando sujeita à solicitações que provoquem perda de água (evaporação ou sucção do substrato). Os aglomerantes são os principais responsáveis pela capacidade de retenção de água, devido à elevada área específica e à grande capacidade de adsorção de suas partículas. Nas argamassas mistas de cal e cimento os fatores que influenciam a retenção de água são a área específica (finura do aglomerante); a natureza da cal (cales dolomíticas apresentam melhores características do que as calcíticas); a maturação prévia das argamassas de cal (período de repouso antes da aplicação); o valor da relação agregado/aglomerante e cal/cimento (traços com elevado consumo de aglomerante, a retenção de água é elevada independente do teor de cal; a retenção de água melhora com o aumento da relação cal/cimento no traço) e a capacidade de absorção da base (sucção capilar do substrato influencia diretamente na retenção de água da argamassa). A retenção de água também influencia em algumas propriedades do estado endurecido como retração na secagem e resistência mecânica final. -Adesão inicial: É a propriedade da argamassa fresca em permanecer adequadamente unida à base após sua aplicação. Sofre influencia da coesão e plasticidade da argamassa e pelas propriedades do substrato ( absorção inicial e rugosidade). Esta propriedade está diretamente ligada a aderência da argamassa ao substrato no estado endurecido. 4.3.2 - Estado Endurecido: É o período decorrido entre a mistura de aglomerantes e agregados com a água e o fim das reações de pega. No estado endurecido, as argamassas devem possuir as seguintes propriedades: -Resistência Mecânica: Independente do tipo de aplicação de uma argamassa, esta sempre será submetida a algum tipo de esforço mecânico após seu endurecimento. As argamassas de assentamento são solicitadas à compressão, as argamassas de revestimento à abrasão superficial, impacto e tensões de cisalhamento (movimentações do substrato e/ou variações térmicas/higrométricas). A resistência mecânica de uma argamassa depende do tipo e teor de aglomerante empregado. O cimento Portland é o principal responsável por esta propriedade nas misturas convencionais. Misturas muito ricas em cimento provocam uma alta retração volumétrica além de diminuírem a capacidade do material em absorver pequenas deformações sem fissurar. -Deformabilidade: É a propriedade da argamassa em se deformar sem criar tensões no material. Importante nos revestimentos e assentamentos de unidades de alvenaria. -Permeabilidade: É a capacidade de um material em se deixar atravessar por um fluido. Pode ser controlada pelo tipo e quantidade de aglomerante usado. O uso do cimento Portland em proporções adequadas pode diminuir a permeabilidade de um revestimento argamassado. Enquanto que com teores excessivos podem levar a fissuração por retração hidráulica comprometendo a permeabilidade. -Retração volumétrica: É a retração resultante da reação química dos aglomerantes (cal e cimento Portland) e remoção da água adsorvida nos produtos de hidratação durante a secagem.
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Alguns fatores influenciando a retração: o teor de aglomerante (determina a retração por hidratação e carbonatação, relacionadas aos processo de endurecimento da pasta aglomerante); o volume de água (quanto maior o volume de água utilizado na confecção da argamassa, maior será a retração final, devido ao aumento do volume da pasta); granulometria dos agregados (uso de agregados de composição granulométrica contínua e com módulo de finura não muito baixos conduzem a um menor volume de vazios a serem preenchidos pela pasta, além de diminuir o consumo de água de misturas necessário à obtenção de uma consistência adequada) e condições ambientais (temperatura e umidade do ambiente de aplicação da argamassa influenciam na retração, temperaturas elevadas e umidades baixas intensificam o processo facilitando a saída da água adsorvida nos produtos de hidratação). -Aderência: É a capacidade da argamassa em se fixar no substrato onde é aplicada. Quando a argamassa entra em contato com o substrato, ocorre migração de água de um material para o outro, carreando materiais cimentícios. Este material ao hidratar, fixa-se nos poros superficiais do substrato, ocasionando a aderência da argamassa. Alguns fatores afetam a aderência de uma argamassa: adesão inicial, rugosidade e absorção inicial do substrato, retenção de água, tipo de aglomerante empregado e granulometria dos agregados.

4.4 CLASSIFICAÇÃO DAS ARGAMASSAS
4.4.1 - Classificação quanto ao emprego: a) Comuns: Quando se destinam a uso comum. Exemplos: Argamassa para rejuntamentos, para revestimentos, para pisos, injeções, etc.). c) Especiais: Quando destinadas a uso não comum. Exemplos: Refratárias (resistir altas temperaturas), de reparos, etc. 4.4.2 - Classificação quanto ao tipo de aglomerante: a) Aéreas: Quando utiliza-se um ou mais aglomerantes aéreos. Exemplos: De cal aérea, gesso, magnésia sorel. b) Hidráulicas: Quando utiliza-se um ou mais aglomerantes hidráulicos. Exemplos: Cal hidráulica e cimento Portland comum). c) Mistas: Quando utiliza-se um aglomerante aéreo e um aglomerante hidráulico. Exemplos: Cal e cimento. 4.4.3 – Classificação quanto à dosagem: a) Pobres ou Magras: Quando o volume de pasta é insuficiente para preencher o volume de vazios. b) Cheias: Quando o volume de pasta preenche exatamente os vazios do agregado. c) Ricas ou gordas: Quando há excesso de pasta.
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concreto. Exemplos: Argamassas de assentamento de tijolos. As pastas e argamassas de gesso também possuem uma elevada resistência a altas temperaturas.4. -Traço para gesso em forma de pasta: 1: 0. devido a baixa resistência mecânica (menor que 1MPa aos 28 dias) e alta retração na secagem.6. Na utilização da cal hidratada deve ser feita uma mistura prévia. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. em lugar da argamassa. peças cerâmicas e de revestimento de alvenarias. Exemplo: Argamassas de preenchimento de blocos de concreto. pisos. em volume.4 . assentamento de pisos.1 . Normalmente.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .0. O gesso não necessita da adição de agregado para evitar a retração hidráulica. -Traço para argamassa: 1:1-3 (gesso: areia). São caracterizadas pela pouca trabalhabilidade (baixa coesão) e grande resistência.93 4. aços. Exemplo: argamassas magras utilizadas em contrapiso. contrapisos. Quando deseja-se uma superfície muito lisa não se faz uso da areia. blocos.Argamassas de gesso: São empregadas em revestimentos internos de acabamento fino. quando utilizado. 4.Classificação quanto à consistência: a) Secas: É necessário aplicar uma energia significativa para poder conformá-la na sua forma final.Argamassa de cimento: As argamassas de cimento e areia têm alguns empregos como chapiscos. Não devem ser utilizadas composições muito ricas nem com muita quantidade de água devido ao problema da retração. assentamento alvenarias e argamassa armada.Argamassas de cal aérea: Tem uso bastante limitado (apenas para interiores de edificações). sem adição de areia.5 ARGAMASSAS AÉREAS 4. emprega-se o gesso puro. Empregadas na proteção de elementos construtivos de madeira.5. b) Plásticas: Com um pequeno esforço atinge a sua forma final. já que diminui a sua resistência.6 ARGAMASSAS HIDRÁULICAS 4. 4. Não devem secar de maneira muito rápida porque as reações de carbonatação necessitam da presença de água. 4. serve apenas para baratear a mistura. etc. em volume. c) Fluídas: Escorrem e se auto-nivelam sem qualquer esforço além da força da gravidade para sua aplicação.7 (gesso: água).2 .6. anterior ao uso para que se complete a extinção da cal.1 . O agregado.5.

-Emboço e reboco (interno e externo)→1: 2 : 8 .10 (cimento. -Revestimentos finos. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. São recomendados alguns traços em função do tipo de aplicação.4.2 .2 (gesso e areia).94 4. cal hidratada. trabalhabilidade (conferida pela cal) e retenção de água (conferida pela cal).Argamassas mistas de cal e cimento: São as mais empregadas na construção civil. São empregadas em emboços e rebocos e assentamento de alvenaria. A proporção da mistura depende da utilização desejada. areia). areia). -Assentamento de alvenaria de alta resistência ou sujeitas a ambientes agressivos→1:1/2: 3 . areia). cal hidratada.10 (cimento. Abaixo estão listadas algumas proporções usuais para argamassas utilizadas na construção civil: -Assentamento de alvenaria pouco resistentes→1: 2: 8 . -Assentamento de alvenaria de média resistência. alvenaria estrutural→1: 2: 6 (cimento. -Contrapiso para assentamento de carpete e cerâmica→1:3 – 4 (cimento e areia). Possuem propriedades como resistência (conferida pelo cimento).6. cal hidratada. tetos e forros falsos de gesso→1: 0 . areia).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.3 (cimento e areia). cal hidratada. -Chapisco→1: 2 .5 (cimento.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.Movimentação térmica e higroscópica exagerada do revestimento. . os principais fatores que estão ligados às fissuras no reboco são: .Má execução do revestimento.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .Condições e/ou meios a que está exposto. . etc.Movimentação térmica e higroscópica diferenciada entre a base (alvenaria) e revestimento. mau proporcionamento das argamassas e tipo e qualidade dos materiais utilizados para preparar as argamassas de revestimento. Além dos defeitos de execução (superfície irregular. os descolamentos. . má aplicação do revestimento.o esfarelamento e as vesículas. furos. Várias causas contribuem para estas patologias. o bolor. . as fissuras. Geralmente são conseqüência de rachaduras e descolamentos nas paredes. falta de prumo.95 4. De modo geral. Fissuras: Podem ser causadas por rachaduras da alvenaria devido aos tijolos soltos da argamassa de assentamento ou também pela deficiência na aderência entre a alvenaria e o próprio revestimento.Envelhecimento natural dos materiais ou fadiga. . .).Propriedade de aderência do reboco. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.Alvenaria com superfície regular para assegurar a ligação com o revestimento. As principais são: Fatores externos aos revestimentos.7 PATOLOGIAS RELACIONADAS ÀS ARGAMASSAS Nos rebocos os defeitos mais comuns são as manchas.

número de camadas aplicadas. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. espessuras das camadas. flexiona-se. o último fator está relacionado com os demais. a argamassa adquire resistência e consegue resistir as tensões de secagem.Aderência do revestimento com a base. deve-se tratar de corrigí-las. rápida perda de água durante o endurecimento por ação intensiva de ventilação e/ou insolação. Quando esta é exagerada. Estas acontecem quando o reboco é executado antes que a argamassa de assentamento seque. acontecem geralmente quando há magnésio na cal ou ainda quando a cal não foi bem extinta. Esta secagem sempre causa uma diminuição da altura da parede. Caso a causa seja o desprendimento dos tijolos ou trincas. para saber se a fissura está apenas no reboco. A expansão do reboco também pode ocorrer por efeito de criptoflorescência. ficando sem apoio. percebe-se que a durabilidade do reboco não depende apenas de suas propriedades. implica também em rachaduras no reboco. VERÇOZA (1991) aconselha que o reboco deve ser mantido úmido por três dias para propiciar uma secagem lenta. O problema é mais grave quanto mais espessas forem as juntas de assentamento. A separação do reboco da parede (descolamento) também implica em fissuras. por isso a parede não deve ser revestida antes que isto ocorra pois. pois a presença elevada de aglomerante e de finos implica em elevada quantidade de água de amassamento. Os fatores que interferem na retração de uma argamassa são: -Consumo de aglomerante. É comum acontecer em traços mais ricos. Durante a remoção do reboco também é possível perceber e avaliar a aderência entre o mesmo e alvenaria. . podendo ser decorrente de uma expansão ou retração durante a fase de endurecimento.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . As fissuras de retração ocorrem quando a argamassa seca muito rápido ou quando ela possui quantidades de água exageradas. Desta forma. Na verdade. quebrando na região tracionada. ele acaba sendo esmagado e fissurado.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. As fissuras por expansão. entre outras. Diante deste caso.Porcentagem de finos existente na mistura. . por exemplo. uma vez que o reboco. conseqüentemente. quando ela acontece.Teor de água de amassamento. Nos casos mais comuns estas expansões vem acompanhadas de vesículas. .96 De acordo com exposto. sua causa deve ser investigada e eliminada. Em paredes excessivamente ensolaradas. para só então partir para os reparos. já que está a ela aderida. Um dos tipos mais comum de fissuras em reboco é aquele em forma de “couro de crocodilo” ou “teia de aranha”. tempo decorrido entre uma aplicação e outra. Se for verificado o descolamento. se o reboco já foi executado. grande parte dela não permanece no reboco (é perdida para o meio) causando uma diminuição volumétrica significativa e. que VERÇOZA (1991) define como sendo o crescimento de sais e cristais no interior dos materiais. VERÇOZA (1991) diz que é a resultante da variação volumétrica do próprio reboco. implica em fissuras de retração. Uma rachadura na parede. Fissuras na direção horizontal nas alturas das fiadas também são comuns. deve-se retirá-lo em uma pequena área em torno da fissura e observar se existem trincas na alvenaria ou tijolos soltos.

Eventualmente o esfarinhamento pode ser corrigido através de emprego de vernizes de alta colatividade.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. é ela que dá a adesão necessária à argamassa. ou pela presença de mica na areia. deve-se esperar que as mesmas se estabilizem. VERÇOZA (1991) recomenda que seja feito um grauteamento. senão. . Geralmente ocorre em argamassas magnesianas ou quando é feita uma pintura impermeável antes do endurecimento total do reboco. pois neste caso. a medida que o descolamento avança surgem fissuras e na fase mais adiantada o reboco cai. se as lesões forem pequenas. o qual implica em aplicações de argamassa com aditivo de expansão. O reboco vai desagregando-se em grãos ou em pó. Como a mica é expansiva o reboco expande e se solta da superfície. esta medida não é adequada. A ancoragem de uma argamassa é feita exclusivamente pelo aglomerante. Isto acontece assim que cessa a secagem e expansão. Pode ocorrer entre as camadas do reboco: entre o chapisco e o reboco.97 Para corrigir as fissuras tanto de expansão quanto de retração. Este tipo de revestimento é reconhecido pela característica de esfarelar-se facilmente. é caracterizado pela formação de um bolsão sobre o revestimento e também pelo som cavo ao se bater no reboco. no segundo. Na maioria dos casos.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . fazendo com que ela penetre nas fissuras. basta fazer o conserto nas áreas prejudicadas. Ocorre em locais com umidade constante. não ajuda na ligação parede/revestimento. chamadas por VERÇOZA (1991) como fissuras devidas exclusivamente ao reboco restringem danos apenas à estética da construção. a correção é mesmo retirar o revestimento e refazê-lo PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. mas em casos em que a falta de coesão é grande. o ar custa a penetrar prejudicando a cura do revestimento.Infiltrações da água através da outra face da parede. se ela for maior que a força de ancoragem o reboco se soltará. Já. a única forma é remover todo o revestimento e refazê-lo com argamassa adequada. Nos ambientes pouco arejados também pode acontecer o mesmo problema. As causas mais comuns de descolamento e esfarelamento são: . ou entre o emboço e o guarnecimento. . Normalmente consegue-se bom resultado com aplicações de nata de cal sobre a superfície. o excesso deste produto na argamassa implica em retração significativa na secagem.Argamassa pobre ou rica. Outra causa pode ser a carbonatação lenta da cal. a quantidade de aglutinante não é suficiente para assegurar a ligação com a superfície. o verniz apenas diminui o esfarinhamento da superfície. Nos casos onde as fissuras são maiores. As fissuras de expansão e retração. No primeiro. Se a fissura é pequena (menor que meio milímetro) a sua correção é mais fácil. Então. Descolamento e esfarelamento O descolamento é quando o reboco solta da parede em placas ou em blocos. O esfarelamento é uma forma especial de descolamento. pois o descolamento surge nas camadas mais profundas. Esta umidade produz pressão e ocasiona o desprendimento do revestimento.Depósito de eflorescência entre o tijolo e o reboco. Neste último. costumando aparecer em porões e/ou ambientes sem ventilação. a aplicação de nata de cal não consegue corrigir porque normalmente ela trinca novamente ao secar. A causa mais frequente para a ocorrência deste defeito é o emprego de argamassa fraca ou pobre (com pouco aglomerante). Normalmente.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . evita que a argamassa perca água para a superfície a ser rebocada. capaz de segurar o reboco. o peso do reboco normalmente ultrapassa a sua força de aderência com a superfície a situação tende a se agravar com o tempo. dando a ancoragem necessária. resultando em descolamentos. seguido de uma camada de chapisco. pois o defeito é generalizado por toda a superfície. CINCOTTO (1988).98 com argamassa de adequada. resíduos metálicos ou madeira ( a madeira incha ao umedecer). PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Antes de executar o reboco é importante molhar a superfície. Já. formando pequenas crateras (máximo de 7cm). A correção também implica em refazêlo. A ligação entre a base e o revestimento se dá pela penetração do aglomerante na base e o endurecimento subseqüente. A perda exagerada pode prejudicar as reações de hidratação do cimento e. ambos considerando a cal como aglomerante. . Mais raramente as vesículas podem ser formadas quando a própria cal da argamassa foi levada ao reboco antes de estar bem extinta. Tijolos com ranhuras ajudam a suprir tal problema. . geram vesículas no revestimento endurecido. . De acordo com BAUER (1997). não podendo prever quando vai parar. fissuras e vesículas.Reboco mal executado. agarrando-se assim fortemente à superfície. Esta incidência patológica geralmente está ligada a cliptoflorescência. A falta de chapisco ou sua execução inadequada impede que se tenha uma base rugosa. Por carbonatação. impedindo o endurecimento do interior da camada de revestimento. Segundo ele.Reboco excessivamente espesso. 1:16 o limite para argamassas pobres. determina 1:3 a proporção limite para que a argamassa não seja considerada rica e. conseqüentemente. Em ambos os casos. os poros dos tijolos são essenciais para permitir que a argamassa penetre no seu interior. forma-se uma película de carbonato que age como uma barreira que impede a penetração do anidrido carbônico. Além disto. matéria orgânica. Em todos os casos a solução é refazer todo o reboco. a presença de materiais dispersos na argamassa que manifestam posterior variação volumétrica. Esta operação faz com que a água puxe o aglomerante para dentro dos poros. Segundo CINCOTTO (1988). cliptoflorescência é uma formação salina oculta referente ao crescimento de sais ou cristais no interior dos materiais. Vesículas: Vesículas são descolamentos pontuais isolados que podem ser manifestar nos rebocos ou nas pinturas. Nestes casos. De acordo com VERÇOZA (1988). tais como argila. VERÇOZA (1991) recomenda limitar este revestimento entre 2 e 4cm. as vesículas no reboco surgem quando se emprega argamassa com algum componente expansivo.Falta de chapisco e tijolos sem porosidade. quando o reboco é alisado excessivamente propicia uma camada de cal na superfície.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. a eficiência do aglomerante. a superfície não é adequada para garantir a sua aderência com o revestimento.

fuligem e partículas contaminantes. que lancem produtos químicos no ar ou ainda pode ser poeira trazida pelo ar. vinda do interior dos componentes que compõe a alvenaria e/ou concreto. que dará eflorescência ferruginosas e. . não é possível determinar o teor de sais solúveis que cause a formação da eflorescência. Às vezes. Para eliminá-las. que combinará para formar eflorescência de carbonato ou sulfato de cálcio.99 Manchas: O aparecimento de manchas em rebocos.Textura superficial. A eflorescência é a formação de depósitos de coloração geralmente esbranquiçada. devido à presença de indústrias químicas ou situações similares nas proximidades. pois acabam sempre reaparecendo. . é também necessário que exista água e pressão hidrostática para ocasionar a saída da solução para a superfície. uma solução mais cara. o sal pode ser depositado pela atmosfera. . segundo VERÇOZA (1991). Eflorescência: É uma manifestação patológica que depende essencialmente da água. de início.Formas da fachada. poderá conter cloretos e sulfatos. O barro utilizado para tijolos geralmente contém cal. Em casos raros. Existem ainda as manchas por contaminação atmosférica. ou provir dos tijolos.Cor dos materiais. bolor e limo são muito freqüentes nos revestimentos. a remoção da umidade é sempre boa solução. Outra medida é retirar todo o reboco e colocar um novo.01% já é suficiente para causar a sua formação. originados pela migração de água rica em sais.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . As manchas devidas a eflorescências. Porém.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. pois ela é quem dissolve as substâncias e as traz para a superfície.Chuva direta. Os fatores que influenciam na existência dessas manchas são: . São bem comuns nas paredes de tijolos. porém. se tiver origem marítima.Chuva escorrida. . uma quantidade de sal alcalino de 0. pode ser originado no próprio material da argamassa. Segundo PINTO (1996). UEMOTO (1988). pois as pinturas feitas sobre reboco manchado raramente dão resultados satisfatórios. dá resultados melhores e mais garantidos. . O barro também pode ter pirita. cita os seguintes fatores externos que contribuem para o seu aparecimento: PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. o seu aparecimento depende não só do teor de sal solúvel. É muito comum o recobrimento do revestimento externo de edificações por pó. Substituir o reboco é. . As substâncias causadoras de manchas aparecem em ambos os materiais. .Temperatura.Vento.Porosidade do material de revestimento.

Geralmente só prejudica o aspecto estético. conseqüentemente. VERÇOZA (1991). porém. desagregação das paredes e até queda de elementos construtivos. não utilizar tijolos com elevado teor de sais sulfatos evitando desta forma a formação de substâncias solúveis em água e produtos expansivos. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. pulverulento e bastante solúvel em água.Temperatura: o aumento desta facilita a solubilização dos sais além de acelerar a velocidade de evaporação da umidade. 1988 apud LUZ. nos casos de alvenaria aparente. Na maioria dos casos as eflorescências apenas trazem o mal aspecto da construção. a pintura não sofre descolamento porque a umidade com o sal a atravessa sem desprendê-la. indicará que há presença de sais solúveis.10 0 . Os cimentos pozolânicos ou de alto forno liberam menor quantidade de cal na sua hidratação. poderá implicar no desprendimento da última. maior será a quantidade de sal solubilizado. Depois de seco. A maior lesão que pode causar é o descolamento da pintura.Quantidade da solução que sai para a superfície. Quanto maior for este período. potássio. Se o seu acúmulo se der no plano entre a alvenaria e a pintura. Quanto maior a quantidade de água. poluição atmosférica e ainda da reação química entre os compostos do tijolo e cimento. deve-se optar pela argamassa mista. existem casos em que a eflorescência acaba se depositando sobre um componente com um menor teor de sais. recomenda-se proteger a alvenaria recém terminada da chuva e executar uma eficiente vedação e impermeabilização para impedir umidade do solo e da chuva. Pode-se ainda optar por tintas impermeáveis nas paredes externas. porém. Pode aparecer em superfícies de alvenaria aparente ou revestidas com argamassa. existem casos em que o sal formado pode trazer o descolamento dos revestimentos e/ou pinturas. Este tipo de eflorescência geralmente apresenta sais de sulfato de sódio. principalmente para os sais pouco solúveis.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Isto acontece quando os sais não conseguem atravessar o reboco ou a pintura. . diminuindo desta forma a absorção da água da chuva pelo tijolo. agregados. Como a umidade é uma necessidade para a formação da eflorescência. Porém. com uma melhor capilaridade. a) Manchas brancas com aspecto de nuvem Caracteriza-se por um depósito de sal branco. próximas a caixilhos mal vedados. . diz que para avaliar se um tijolo tem condições de eflorescência. em peças cerâmicas e/ou em suas juntas. mas geralmente deixa mancha sobre ela. pois não interfere no desempenho da estrutura onde aparece. . Os sais formados originam-se de tijolos. devese colocá-lo de pé dentro de um prato com água durante doze horas. Existem casos em que se pode ter a presença da eflorescência. Para prevenir as eflorescência deve-se evitar o uso de materiais com elevado teor de sais solúveis. diminuem a quantidade de sal dissolvido.Capilaridade: favorece o movimento da solução com sais pelo interior dos elementos construtivos. acabam depositando-se nas sua interfaces e provocam o seu desprendimento. cimentos. É o tipo mais comum de eflorescência (UEMOTO. maior será a solubilização dos sais.Tempo de contato entre a água e os sais também influencia o aparecimento do fenômeno. não interferindo na segurança da edificação.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Para evitar a reação tijolo-cimento. cálcio e magnésio e carbonatos de sódio e de potássio. 2000). da água utilizada no amassamento. juntas de assentamento. Por isto. se ele apresentar manchas no topo e nas laterais.

aplicar a solução citada. Não é tão comum. o qual ocupa um volume maior que o inicial. Existem casos em que é difícil eliminar totalmente esta eflorescência e a aplicação repetitiva da solução pode ser prejudicial à durabilidade do componente. podendo então causar o seu desprendimento. dissolve-se e deposita-se nas superfícies das fachadas. deve-se primeiramente optar por uma remoção mecânica e. a mesma deve desaparecer sozinha já que. Com a presença do gás carbônico (do ar) e com a evaporação da água. a ação das chuvas prolongadas é capaz de removê-la. b) Mancha branca com aspecto de escorrimento Caracteriza-se por um depósito de cor branca com aspecto de escorrimento. A eliminação mais rápida da eflorescência pode ser feita com uma escova de aço. como a eflorescência do tipo I e é mais difícil de ser eliminada. podendo ocorrer tanto em fachadas expostas à ação da chuvas como nas não expostas. esta cal transforma-se em carbonato de cálcio. c) Mancha branca entre juntas de alvenaria Depósito de sal branco entre juntas de alvenaria aparente. resultante da reação do hidróxido de cálcio ( do cimento) com o gás carbônico (do ar). o mesmo não atravessa os revestimentos e pinturas. A remoção destes produtos das superfícies pode ser feita com solução de ácido muriático. só então. originado nas reações de hidratação do cimento. já que a água percola por elas com maior facilidade e também em superfícies onde ocorre a exsudação. a expansão e fissuração são resultantes da hidratação do sulfato de cálcio.10 1 Se a eflorescência estiver na parte externa de uma alvenaria recém terminada. O produto formado nesta reação é o gesso. muito aderente e pouco solúvel em água. Se a quantidade a ser retirada for exagerada. Em zonas abrigadas das chuvas. as mais comuns costumam aparecer próximas às juntas de concretagem. como os sais são solúveis em água. podendo também se originar próxima de elementos de concreto. que se apresentam fissuradas devido à expansão da argamassa de assentamento. apenas prejudica o efeito estético da edificação. Este depósito de cor branca é carbonato de cálcio. Como o sal formado é mais grosso que os sulfatos. Forma-se geralmente sobre as superfícies de concreto e alvenaria. Este produto formado não afeta a estabilidade da alvenaria.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. seguida de lavagem com água abundante. em contato com a água da chuva.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Neste últimos. O hidróxido de cálcio (Ca (OH)2). atentando-se para que a mesma penetre na alvenaria para dissolver os sais. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.

causada pelo gotejamento de água proveniente de excessiva concentração de umidade. Tal facilidade se deve ao fato de necessitarem de poucos alimentos. concreto. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. 31 H2O). sua raízes segregam enzimas que fazem a decomposição. (1988). Segundo ALUCCI. argamassa. promovem a decomposição de revestimentos ou de material orgânico sobre eles depositados. É uma concreção mineral que geralmente se forma em tetos de pavimentos superiores. 3 Ca SO4. Como estes elementos costumam apresentar deficiência na impermeabilização e estão constantemente em contato com a umidade. o bolor ou mofo é uma alteração observável macroscopicamente na superfície de diferentes materiais. os fungos. Estalactites De acordo com PINTO (1996) apud LUZ (2000). Esta água carrega sais solúveis presentes nos componentes estruturais que vão acumulando-se em pontos da superfícies. Ainda. a superfície começa a desagregar. Mofo e Limo: São também danos provocados pela umidade. mais tarde. segundo ALUCCI. Estas enzimas funcionam como um ácido sobre o material onde cresce o fungo.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . et al. metais e até mesmo em vidros. os fungos têm seu desenvolvimento bastante afetado pelas condições ambientais. (1988) apud LUZ (2000). Este produto também é expansivo e resulta da reação entre o sulfato de cálcio e aluminato de cálcio hidratado. a água acaba penetrando-os e carreando os sais para a face inferior da laje . VERÇOZA (1991) diz que os fungos podem se desenvolver em cerâmica. Como os fungos não têm clorofila. O primeiro pode ser originário do tijolo ou das reações entre os sulfatos de sódio e potássio existentes com a cal do cimento.10 2 Já. sendo resultado do desenvolvimento de microorganismos pertencentes ao grupo dos fungos. a expansão e fissuração são causadas devido à formação do “sal de Candlot” ou etringita (Al2O3. et al. estalactite é um tipo de eflorescência. podendo muitas vezes se alimentarem de partículas depositadas com o pó. diz que o bolor é uma manifestação de um tipo de microvegetais. ficando com cor escura. Bolor. 3CaO. começam a aparecer manchas e. O material é então atacado e queimado. Nas edificações. quando se tem a laje de cobertura ou a caixa d’ água imediatamente acima. em zonas úmidas da alvenaria. Diante disto. formando saliências. através de sucessivas deposições dos mesmos. sendo a presença de umidade fundamental para propiciar o seu desenvolvimento. VERÇOZA (1991). enquanto que o segundo resulta do cimento.

causando um mau aspecto. As funções do agregado são: -reduzir o custo do concreto. -dar trabalhabilidade ao concreto. Estas manifestações patológicas ocorrem freqüentemente em paredes de tijolos úmidos. evitar umidade superior a 75% e temperaturas entre 10 e 35ºC. A eliminação de fungos nem sempre é fácil. -envolver os grãos. CAPÍTULO 5 CONCRETOS 5. Argamassas com adição controlada de silicone ajudam na prevenção da umidade. Já o limo. são vegetais microscópicos que não atacam diretamente o substrato. de acordo com VERÇOZA (1991). deixando a superfície opaca. fazendo com que o mofo reapareça rapidamente. também favorece o crescimento de fungos.2 TIPOS PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. As funções da pasta (cimento + água) são: -dar impermeabilidade ao concreto.1 DEFINIÇÃO Produto resultante do endurecimento de uma mistura. além do mau aspecto (cor verde) podem desagregar lentamente as argamassas devido à pressão de suas raízes entre grãos e poros. facilita o seu desenvolvimento. como esta (a poeira) é uma fonte de nutrientes para estes organismos. de cimento.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . -reduzir as variações no volume (diminuição das retrações). As eliminações superficiais com pano úmido não removem as suas raízes. Ambientes impermeabilizados impedem a presença de umidade e se forem adequadamente ventilados inibem a sua permanência.10 3 O acúmulo de fungos na superfície melhora a aderência da poeira sobre a mesma e. agregado graúdo e água. em determinadas proporções.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. porém. Eles desagregam lentamente os tijolos. por tornar o ambiente mais abrigado. ou seja. agregado miúdo. -preencher os vazios entre os grãos. 5. A presença de trincas e frestas sobre a película da pintura. A forma mais eficiente é retirar as condições para sua sobrevivência. -contribuir com grãos com resistência superior ao da pasta.

sem armadura. Exemplos: Contrapisos e bases de fundações e pavimentos. superplastificantes. incorporadores de ar. é introduzido pré-tensões de tal grandeza e distribuição. Nas construções possuem baixo peso próprio e elevado isolamento térmico. outra parede repousando sobre borrachas. As bolhas de ar incorporado ao concreto atuam como um agregado fino adicional. com relação as necessidades das reações químicas. c) Concreto Magro: É um concreto simples com reduzido teor de cimento. agregado graúdo. O isolamento térmico é melhorado com o acréscimo da porosidade. Concretos à vácuo : A quantidade de água utilizada para misturar e adensar o concreto é maior do que a necessária para a hidratação do aglomerante. O concreto normal perde suas qualidades a 200-300° desagregando-se. agregado miúdo e água. com agregados leves ou com agregados sem finos) : Caracterizados pela baixa massa específica aparente em relação aos concretos normais ou tradicionais. a estas temperaturas. É mais econômico. agregado miúdo e água. e com geração de baixa quantidade de calor de hidratação.10 4 a) Concreto Simples ou Hidráulico: Preparado com cimento. Tem grande resistência aos esforços de compressão. agregados de elevado diâmetro máximo. Concretos com aditivos : Concretos que faz uso de plastificantes.800 kg/m3. aceleradores ou retardadores de pega e endurecimento. O procedimento consiste em aplicar sobre a massa uma placa rígida composta por treliças recobertas por um tecido forte e permeável. colocado anteriormente nas formas. Além do cimento. Os agregados do tipo silícico sofrem transformações cristalinas a 600-800° e os agregados calcários produz. caracterizado por baixos consumos de cimento.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . materiais refratários mais ou menos PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. que as tensões de tração resultantes do carregamento são neutralizadas a um nível ou grau desejado. A água é eliminada por sucção e ao mesmo tempo aplica-se uma forte compressão às faces externas do concreto. utiliza-se armadura ou ferragem (barras de aço). mas pequena resistência aos esforços de tração. Concretos injetados ou coloidais : Obtido a partir da injeção de com uma argamassa. Concreto massa : Utilizado em peças de grandes dimensões (barragens). mas deve ser usado quando não for exigido tanta resistência e impermeabilidade. aerados ou celulares. através da tração dos cabos de aço. onde as características próprias levam a um comportamento adequado naquelas temperaturas. de modo a preencher os vazios de um agragedo graúdo. formando uma cavidade sobre o concreto. mantendo a resistência no mesmo valor. hidratados do cimento perdem sua água de constituição. aumentando a resistência. e sobre estas. que possui coeficiente de atrito nulo em relação aos grãos rígidos vizinhos. como agregados. Para obter este tipo de concreto.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. melhorando a plasticidade e a trabalhabilidade do concreto fresco. Concretos refratários : Quando o concreto tiver que suportar elevadas temperaturas ou mudanças térmicas é preciso um concreto especial. tanto aos esforços de tração como aos de compressão. O uso de plastificantes possibilita a redução da água para uma mesma trabalhabilidade. O termo concreto leve é usado para concreto cuja massa é menor que 1. d) Concreto Protendido: É o concreto onde. tendo o nome de refratário. Para facilitar o lançamento emprega-se o teor de água adequado à trabalhabilidade desejada e posterior elimina-se a água em excesso. a C descarbonatação e a desintegração da massa. b) Concreto Armado: Possui elevada resistência. deve-se usar cimento aluminoso como aglomerante e. ou a redução do teor de cimento. pois os compostos C. agregado graúdo. e) Concretos Especiais: Concreto leves (porosos.

mostrando os agregados totalmente rompidos. que é um dos principais componentes do concreto endurecido responsáveis pela sua resistência. a cromita. Concretos de alta resistência : Concretos onde a resistência à compressão é superior a 40 MPa e peso normal de 2.Resistentes à águas sulfatadas. maior resistência à abrasão e à corrosão química.3. e o ponto "fraco" do concreto passa a ser o agregado. e. a magnesita. . Isto é evidenciado observando-se a superfície de ruptura do concreto de alto desempenho na compressão. rapidez de execução e aumento da vida útil. mais aluminosos. Com o uso da microssílica o concreto passa a ter : maior resistência à compressão. porosidade próxima de zero. com o uso da microssílica há uma maior aderência entre agregado e pasta. Pisos industriais (indicado por ter alta resistência à abrasão bem como a ataques químicos).Comum. para temperaturas maiores.Quanto às propriedades dos aglomerantes: . aumentar a área útil. para temperaturas elevadas. entre outros.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .10 5 silícicos. Pontes e viadutos (permite maiores vãos. além de economia). 5. a qual constitui-se em um ponto vulnerável do concreto. Concretos ciclópicos : Concreto simples que contém pedra de mão.Baixo calor de hidratação. e atua também como material inerte preenchendo os poros do concreto e tornando-os descontínuos. Recuperação de estruturas (pela sua grande aderência a superfícies de concreto. . dispensando a utilização de epóxi para união das superfícies). . agregados como o coridon. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. A reação química acontece principalmente na interface entre argamassa de cimento e agregado graúdo. Podemos citar entre outras aplicações as seguintes : Edifícios em concreto (por reduzir tempo de execução. Soleiras de vertedouros de usinas Hidrelétricas (devido à sua boa resistência à abrasão). Concretos projetados : Concreto transportado pneumaticamente através de uma mangueira e projetado sobre uma superfície a uma alta velocidade.3 CLASSIFICAÇÃO Os concretos simples ou hidráulicos podem ser classificados: 5. para temperaturas pouco elevadas.400 kg/m3. o carborundo.Moderado calor de hidratação. Concreto projetado (elimina o problema da reflexão no concreto projetado). tornar a estrutura mais durável e proporcionar uma economia em torno de 20%). Peças pré moldadas (seu uso impõe agilidade à produção).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Por isto. Obras marítimas (por se tratar de um material com permeabilidade próxima de zero é fortemente indicado o seu uso em ambientes agressivos).Alta resistência inicial.1 . maior adesão a outras superfícies de concreto e melhor aderência com o aço. . dentre outras vantagens. Concretos de alto desempenho : A microssílica impõe ao concreto uma melhoria nas suas mais importantes características. Isto é conseguido através da atuação da microssílica na microestrutura do concreto através de dois efeitos: atua quimicamente reagindo com o Hidróxido de Cálcio (CH) transformando-o em Sílicato de Cálcio Hidratado (CSH).

Normais: Quando são executados com agregados normais. . .Quanto à textura: . . 5.Leves: Quando são executados com agregados leves.Fracamente Plásticos: Abatimento do tronco de cone (Slump) menor que 5cm.Mecânico (vibração. .Experimental. jateamento). Exemplos: Pérolas de isopor.2 .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .8 .5 .Magro: Quando possui baixo teor de argamassa. 5. . .Quanto ao processo de dosagem: .6 . PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. . transporte e lançamento: .Quanto ao seu destino: .Mecânico.7 . britas graníticas. 5.Pesados: Quando são executados com agregados pesados. argila expandida.10 6 5.Gordo: Quando possui elevado teor de argamassa. 5.3 .Manual. 5. 5.3.3. magnetita e limonita.Medianamente plástico: Slump maior que 5cm e menor que 15cm.Manual.3.Fortemente plástico: Slump maior que 15cm. . etc.Empírica. centrifugação. pervibração.3.Quanto ao tipo de agregados: .Quanto ao processo de mistura.3.Pobre: Quando possui baixo teor de cimento. Exemplos: Areias quartizosas.Estrutural.3. .4 .Secundário.Quanto ao processo de adensamento: .Quanto à consistência: . Exemplos: Minérios de barita. .) .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.3.Rico: Quando possui elevado teor de cimento.

O tronco de cone é preenchido com concreto. -Tipo e finura do cimento. 5. A maioria dos métodos medem somente a consistência e tem como base uma das seguintes proposições: -Medida de deformação causada a uma massa de concreto fresco pela aplicação de força determinada. É função da quantidade de finos da mistura. Os processos empregados podem ser: a) Ensaios de consistência pelo abatimento do tronco de cone (NBR 7223/82): O equipamento para ensaio de abatimento do tronco de cone é bastante simples.). -Granulometria: Distribuição granulométrica dos agregados e proporção relativa entre eles. em três camadas de alturas aproximadamente iguais. -Traço: Proporção relativa entre cimento e agregados. bombas. A consistência é um dos principais fatores que influenciam a trabalhabilidade.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .2 – Medidas da Trabalhabilidade: Os aparelhos e métodos para medirem a trabalhabilidade possuem limitações por não conseguirem introduzir todas as variáveis no fenômeno. Consiste numa haste de socamento de um tronco de cone de 300 mm de altura.4 PROPRIEDADES DO CONCRETO FRESCO 5. bem como da granulometria dos agregados graúdo e miúdo e da proporção relativa entre eles.4. adensadas cada uma com 25 golpes com uma barra de 16mm PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.4.1 .Trabalhabilidade: De acordo com PETRUCCI (1983). avaliada pela facilidade de desempenar e julgamento visual da resistência à segregação. lançamento.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. adensamento e dimensões peças. b) Fatores externos: -Tipo de aplicação (finalidade).10 7 5. 100 mm de diâmetro no topo e 200 mm de diâmetro na base. Os principais fatores que afetam e determinam a trabalhabilidade são: a) Fatores internos: -Consistência: Função da relação água/materiais secos (umidade do concreto). -Forma dos grãos dos agregados. -Tipo de transporte (calhas. -Medida do esforço necessário para gerar na massa de concreto fresco. é uma propriedade qualitativa que identifica a maior ou menor aptidão do concreto para ser aplicado com determinada finalidade sem perda de sua homogeneidade. -Tipo mistura (manual ou mecânica). etc. A trabalhabilidade compreende duas propriedades essenciais: A Consistência ou Fluidez que é função da quantidade de água adicionada ao concreto e a Coesão que é a medida da facilidade de adensamento e de acabamento. uma deformação preestabelecida.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. De 8 a 12 cm. A diminuição da altura do tronco de cone é chamada de abatimento do concreto. a forma do concreto mudou de um tronco de cone para um cilindro. A essa altura. se estiver mal proporcionado. O esforço requerido para conseguir essa remoldagem é expresso pelo número de golpes registrados. O ensaio de abatimento pode ser utilizado para fazer a verificação do bom proporcionamento da mistura. b) Ensaio de remoldagem de Powers: A principal parte do aparelho é um recipiente cilíndrico. O ensaio de Powers foi modificado por Wuerpel. mas sua validade decorre do fato de que o esforço. O número de segundos necessários à remoldagem passou a ser um índice de caracterização da consistência do concreto. Aproximadamente 4cm. para remoldagem. posta em funcionamento num ritmo de uma queda por segundo.10 8 de diâmetro e depois vagarosamente suspenso (10 a 12 segundos). -Concreto bombeado. O concreto sem suporte abate-se pelo seu próprio peso.9kg) é colocado no topo do concreto moldado. Se a superfície do concreto apresentar excesso ou falta de argamassa e quando o concreto é abatido por pancadas laterais. O cone de abatimento utilizado no slump test serve para a moldagem do concreto a ser ensaiado. -De 6 a 8 cm. um disco metálico (1. -Concreto utilizado para vigas. O operador influência no ensaio devido a forma como ele retira o molde. A mesa é. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. podendo fazer o abatimento variar em até 4cm (dependendo de sua consistência).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Existem valores de abatimento (Slump) recomendados em função do tipo de aplicação do concreto: -Volume grande de concreto com pouca armadura. então. O conjunto é fixado a uma mesa de consistência (flowtable). que substituiu a mesa de consistência por uma vibratória. lajes onde o lançamento é manual ou com caçambas. está estritamente ligado à consistência. utilizado para sapatas e blocos de fundação. a mistura desagrega. O ensaio de Powers é eminentemente laboratorial. dentro do qual se encontra um anel concêntrico suspenso acima do fundo. pilares. até que o fim da operação seja alcançado quando o traço marcado na haste atingir o topo de referência existente na guia. Retirado o cone de abatimento. com falta de coesão.

É normalizado na Grã-Bretanha d) Mesa de espalhamento: Utilizado na Alemanha e normalizado no Brasil.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. em segundos. é a medida da consistência e este valor é anotado como sendo o índice Vebe. e um disco de vidro ou plástico com movimento livre e descendente o qual serve como referência do final do ensaio. O disco é posicionado no topo do tronco de cone e a mesa vibratória é ligada. um tronco de cone. O aparelho consta essencialmente de uma mesa metálica de 70 x 70cm de diâmetro.10 9 c) Ensaio Vebê: O equipamento de ensaio. O tempo necessário para remoldar o concreto da forma tronco-cônica para a cilíndrica. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. É medido pelo espalhamento de um tronco de cone de concreto sujeito a golpes. É apropriado para os concretos medianamente e fortemente plástico. Apropriado para concreto fracamente plástico. consiste de uma mesa vibratória. em seguida é preenchido com concreto. que foi desenvolvido pelo engenheiro sueco V. até que o disco esteja em contato com todo o concreto. Bährner. um recipiente cilíndrico. O tronco de cone é colocado no recipiente.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . e depois removido.

O concreto se espalha sobre a mesa. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.11 0 montada sobre um suporte que lhe permite aplicar quedas de 4 cm.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Apropriado para concretos fracamente plásticos. e) Caixa de Walz: Enche-se uma caixa de dimensões padronizadas com concreto e mede-se o rebaixamento que ocorrerá na massa após ser feito o adensamento (por vibração). através de uma manivela agindo sobre um excêntrico. é colocado no centro da mesa e o enchimento é feito em duas camadas e compactado da mesma maneira que o ensaio de abatimento. Um molde. mede-se o diâmetro médio do concreto espalhado.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. com a forma de um tronco de cone de 13cm de topo e 20cm de base e altura de 20cm. O molde é então removido e são aplicados ao concreto 15 quedas.

4.11 1 f) Ensaios de penetração: A trabalhabilidade é medida pela capacidade do concreto em se deixar penetrar por um objeto de formas e pesos padronizados. daí em diante.Exsudação: Forma particular de segregação. precisando remove-la ao executar concretagem de nova etapa.4 PROPRIEDADES DO CONCRETO ENDURECIDO 5. Existe. adequados para determinar se a segregação é um problema em uma dada situação. porém. 5.4. em relação à quantidade de água existente na amostra. O resultado da exsudação é o topo de cada camada de concreto tornar-se muito úmido e. Na Europa são utilizados outros tipos de ensaios de pouco interesse aqui no país que são os de Graff.Massa Específica: Massa da unidade de volume. A exsudação provoca: • • • • enfraquecimento da aderência pasta-agregado e pasta-armadura. em intervalos de 30 minutos. Fenômeno causado pela incapacidade dos constituintes sólidos do concreto fixarem toda água da mistura. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. formação da nata de cimento na superfície do concreto. podendo resultar em uma camada de concreto poroso. Não existem ensaios para medida da segregação.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. A exsudação é expressa em termos da quantidade de água acumulada na superfície. Varia principalmente com tipo de agregado utilizado. geralmente.500kg/m3 * A massa específica fazendo-se uso de agregados leves é da ordem de 1.3 . depende muito das propriedades do cimento. incluindo os vazios. A água de exsudação acumulada na superfície é retirada em intervalos de 10 minutos durante os primeiros 40 minutos e.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . fraco e de pouca durabilidade. a observação visual e a inspeção por testemunhos extraídos do concreto endurecido são.1 .700kg/m3. Segundo a ASTM C 232. 5. uma amostra de concreto é colocada e consolidada num recipiente de 250 mm de diâmetro e 280 mm de altura.300kg/m3 Concretos armados: 2. onde a água da mistura tende a elevar-se à superfície do concreto recentemente lançado. se a água é impedida de evaporar pela camada que lhe é superposta. aumento da permeabilidade. Humm e Irribarien (Norma Espanhola) e Kelly (Norma Americana). Valores usuais: Concretos não-armados: 2.800kg/m3 e com agregados pesados é de 3. um ensaio normalizado da ASTM para medição da taxa de exsudação e da capacidade total de exsudação de uma mistura de concreto.

4. Forma e graduação dos agregados d.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .Resistência aos esforços mecânicos: O concreto é um material que resiste bem aos esforços de compressão e mal aos de tração.11 2 5. Duração da carga PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Idade c.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Velocidade de aplicação de carga de ensaio g. Resiste mal ao cisalhamento devido as tensões de distensão que verificam-se nos planos inclinados. Os fatores que afetam a resistência mecânica são: a.2 . Relação água/cimento b. Forma e dimensões do corpo-de-prova f. Tipo de cimento e. A resistência à tração é da ordem de um décimo da resistência à compressão.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. após o endurecimento. devido ao processo de hidratação do cimento que se processa ao longo do tempo. é usual utilizar a PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. vazios na pasta de cimento. podendo ser expressa.11 3 Fatores a serem controlados na produção do concreto: a) Fator água/cimento: Principal fator a ser controlado quando se deseja atingir uma determinada resistência. lançamento e adensamento ocasiona. Quanto maior o volume de vazios. É uma relação não linear. normalmente pela função: Esta expressão é chamada de “Lei de Abrams”.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . O excesso água colocado na mistura para que se obtenha uma consistência necessária ao processo de mistura. A resistência do concreto é inversamente proporcional à relação água. Em projetos. b) Idade do concreto: A resistência do concreto progride com a idade. menor será a resistência do material.cimento.

A granulometria do agregado graúdo também influencia a resistência do concreto.50fc7. Determina-se de duas maneiras: a) Por compressão diametral: Rompe-se o cilindro confeccionado para a resistência à compressão conforme mostra a figura abaixo (NBR 7222/83): PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.35fc28.11 4 resistência do concreto aos 28 dias como padrão.2 .Resistência à tração: Propriedade de difícil determinação direta. d) Tipo de cimento: A composição química do cimento ( proporção de C3S e C2S) influenciam na resistência concreto. possuindo o mesmo fator água/cimento.10 à 1.3 . e) Forma e dimensões do corpo-de. devido a velocidade da propagação das fissuras. devido a menor aderência pasta/agregado. utiliza-se o corpo-de-prova cilíndrico de 15cm de diâmetro por 30cm de altura.prova: Para o ensaio de resistência à compressão do concreto. mantida a relação água/cimento. Concretos confeccionados com britas de menor diâmetro tendem a gerar concretos mais resistentes.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. g) Duração da carga: Nas cargas de curta duração o concreto resiste a maiores níveis de carga.70 à 2.4. fc28= 1.25 à 1. levando o corpo-de-prova ao colapso em níveis de carga inferiores. Sua importância está ligada a alguns tipos de aplicação (exemplo dos pavimentos de concreto). 5. Este efeito só é significativo para concretos de elevada resistência. Quanto mais fino possuir a mistura. Em velocidades mais baixas existe um tempo maior para propagação de fissuras que ocorrem durante o carregamento. f) Velocidade e aplicação da carga: Quando aplica-se velocidades maiores a tendência é gerara valores de resistências mais elevados.05 à 1.50fc3.0. fc365= 1.8MPa/s ou 530 a 1410kgf/s) no Brasil. após esta idade (para o cimento Portland Comum) o aumento de resistência é muito pequeno. c) Forma e graduação dos agregados: Os concretos confeccionados com seixos rolados tendem a ser menos resistentes do que aqueles confeccionados com pedra britada.2.20fc28. isto é. devido a resistência à tração ser desprezada para efeito de cálculo. Para concretos de alta resistência ou aqueles confeccionados com cimentos muito finos. bem como a adição de escórias e pozolanas. A seguir estão alguns estimadores da resistência à compressão: fc28= 1. os limites inferiores. para concretos menos resistentes (Por exemplo: fc28 = 15MPa) pode-se assumir os limites superiores e para os mais resistentes (18Mpa<fc28>30MPa).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . O coeficiente decresce com o aumento da resistência. Portanto esta velocidade é normalizada (0. os coeficientes apresentados são muito grandes. fc90= 1. maiores são as resistências iniciais do cimento.

11 5 Na falta da determinação.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .Permeabilidade e absorção: O concreto é um material poroso.4. A interconecção de vazios de água ou ar poderá tornar o concreto permeável.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.3 . a NBR 6118 permite que sejam adotados os seguintes valores: 5. As razões da porosidade são: PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.

5. fctk: resistência característica do concreto à tração.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . esta água ao evaporar deixa vazios. -Substituir parcialmente o cimento por pozolanas (cinzas volantes. superplastificantes e incorporadores de ar). PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. : coeficiente de variação.5 ANÁLISE ESTATÍSTICA DA RESISTÊNCIA DO CONCRETO: Para a análise estatística do concreto deve-se observar as seguintes notações: fcj: resistência do concreto à compressão prevista para j dias de idade. n: número de corpos de prova. mas não de natureza argilosa.4 . 5. deve-se tomar as seguintes providências: -Utilizar baixos fatores água/cimento (aumentar o consumo de cimento ou utilizar aditivos redutores de água como plastificantes. Com a combinação química diminuem os volumes absolutos do cimento e água que entram na reação. -Retração plástica: Variação de volume do concreto ainda no estado fresco com a perda de água. -Utilizar agregados com maior teor de finos. fck: resistência característica do concreto à compressão. -Retração hidráulica irreversível: Variação do volume de concreto endurecido pela saída de água dos poros capilares.4. Durante o amassamento ocorre incorporação ar na massa. -Retração hidráulica reversível: Variação de água dos poros capilares devido a mudanças na umidade do ar. cinza da casca de arroz ou microssílica) para preencher os vazios capilares do concreto através da reação entre pozolana e hidróxido de cálcio liberado nas reações de hidratação do cimento.Deformações: As variações de volume dos concretos são devido aos fatores citados a seguir: -Retração autógena: Variação de volume absoluto dos elementos ativos do cimento que se hidratam. -Dilatação e retração térmica: Variação do volume do material sólido com a temperatura.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Para que se obtenha concretos com baixa absorção e permeabilidade. fctj: resistência característica do concreto à tração prevista para j dias de idade. -Cargas externas: A atuação de cargas externas originam as deformações imediatas e deformações lentas. Sd: desvio padrão.11 6 Quase sempre é necessário utilizar uma quantidade de água superior a que se precisa para hidratar o aglomerante. estas últimas relacionadas também à perda de água dos poros capilares.

A NBR 6118 (NB1) estabelece as seguintes condições: • quantidade mínima de cimento/m3 de concreto de 330 Kg.Dosagem Empírica: Processo de seleção e proporcionamento de materiais constituintes do concreto baseado em valores médios de propriedades físicas e mecânicas destes materiais. conseguidos através da experiência prévia de tecnologias e bibliografias neste assunto.6 DOSAGEM DO CONCRETO 5.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Este procedimento é recomendado para obras de pequeno volume.11 7 5.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.6. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.1 .

H: relação água/materiais secos a = massa unitária do agregado miúdo. dc = massa específica do cimento.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . a) Notação para o desenvolvimento das fórmulas: a: Kg agregado miúdo por Kg de cimento. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. p = massa unitária do agregado graúdo. m: Kg agregado total por Kg de cimento (m = a + p).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. da = massa específica aparente do agregado miúdo. x: Kg de água por Kg de cimento (a/c).11 8 • proporcionamento (agregado miúdo/volume total de agregado de 30 a 50%) para trabalhabilidade adequada. • quantidade mínima de água para trabalhabilidade adequada. dp = massa específica aparente do agregado graúdo. i: índice de inchamento da areia. p: Kg agregado graúdo por Kg de cimento. C: consumo de cimento por m3 de concreto.

Os valores de H conduzem a concretos com abatimentos na faixa de 6 a 9 cm de acordo com a Tabela 1.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Tabela 1: Valores de H em função de Φ max e tipo de adensamento PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.3) Determinação do fator água/materiais secos (H) em função da dimensão máxima característica do agregado graúdo e do tipo de adensamento a que o concreto estará sujeito em obra.11 9 b.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .12 0 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.

12 1 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.

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CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .12 3 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.

A Tabela 5 auxiliará no cálculo da produção de concreto.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. A capacidade máxima de mistura é de 80% deste valor (400 litros).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .12 4 Obs: Capacidade da cuba da betoneira (eixo inclinado) é de 500 litros. O volume de mistura é o somatório dos volumes unitários dos materiais. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.

12 5 5. (Ver equação 5.6.2 .Dosagem Experimental: Processo de dosagem baseado nas características específicas dos materiais que serão realmente usados na obra.1) PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Quase todos os métodos baseiam-se em duas leis fundamentais: .Lei de Abrams: “A resistência do concreto é proporcional ao fator água/cimento”. Os processos de dosagem experimental exigem que sejam determinadas algumas propriedades anteriormente mencionadas no método de dosagem empírico.

.1 . a) Parâmetros de dosagem: Materiais: -Tipo. devendo existir uma parte de argamassa adicional. 5. agregados graúdo e miúdo) para obter-se uma dada trabalhabilidade. -Condições de exposição ou finalidade da obra. Concreto: Dimensão máxima característica admissível de acordo com a NBR 6118 deve ser: .Método da ABCP/ACI Baseia-se no fato de que cada tipo de agregado graúdo possui um volume de vazios que será preenchido por argamassa. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Consistência desejada (Slump). já que as areias mais grossas geram argamassas mais ásperas (menos lubrificantes). . -Análise granulométrica e massa específica dos agregados disponíveis.2 vezes do menor espaçamento entre camadas na vertical. .2. independe do traço deste concreto”. massa específica e nível de resistência aos 28 dias do cimento utilizado.Menor do que 1/3 do diâmetro da tubulação (quando o concreto for bombeado).Menor do que 1/3 da espessura das lajes.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.12 6 . No Brasil utiliza-se muito dois métodos de dosagem: O Método da ABCP/ACI e o Método IPT/EPUSP. A quantidade de argamassa será em função da quantidade de vazios e do tipo de areia empregado.1) Fixação da relação água/cimento: Fixado em função de critérios de durabilidade (Ver Tabela 6).Menor do que ¼ da menor distância entre faces de formas.Lei de Lyse: “ Quantidade de água a ser empregada em um concreto confeccionado com um determinado grupo de materiais (mesmo cimento. -Massa unitária compactada do agregado graúdo. .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .6. Esta argamassa deverá servir como lubrificante entre os grãos de agregado graúdo para que se consiga uma trabalhabilidade adequada.Menor do que 5/6 do espaçamento das armaduras em camadas horizontais. b) Procedimentos: b.Menor do que 1. -Resistência de dosagem: Em função da resistência característica.

Procedimento.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.1 . CP I 32. Procedimento.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . determinada na mesma forma do item 5. por exemplo. Caso o cimento utilizado não seja o cimento Portland Comum. emprega-se as expressões propostas por Helene (1993). Se não possuir a resistência do cimento.2 . b.6. o fator a/c será determinado através de um gráfico em função da resistência de dosagem (fcj) (Gráfico 1 em anexo). apresentadas no item 5.1. entrar no Gráfico 1.1. deve-se utilizar o valor correspondente a sua especificação. b.12 7 Observações: Quando não existe restrições quanto à durabilidade. b. na curva correspondente a resistência 32.2) Determinação do consumo de água do concreto (Cag): É feito em função da consistência e da dimensão máxima característica do agregado (Tabela 7): PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.6.

12 8 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . A solução escolhida deverá ser aquela que conduza ao maior Mc.12 9 proporções e determinar a massa unitária compactada(Mc). PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.

c) O concreto é mais econômico quanto maior for a Dmax do agregado graúdo e menor abatimento do tronco de cone. b) Definida a/c e os materiais.2.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. a R e durabilidade do concreto passam a ser únicas. d) Correções assumidas como “leis de comportamento” : PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .6.Método do IPT/EPUSP 1) Estudo Teórico: 1.2 .13 0 5.1) Conceitos fundamentais: a) A relação água/cimento (a/c) é o parâmetro mais importante no concreto estrutural.

k1 k2 k3 k4. em Mpa.7) Diagrama de dosagem: PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. (Kg/Kg). p: relação agregado graúdo seco/cimento.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. m: relação agregados secos/cimento. (Kg/Kg). em (Kg/Kg). em (Kg/Kg). a/c: relação água/cimento em massa. a: relação agregado miúdo seco/cimento.6) Notação: fcj: resistência à compressão axial à idade j. k5: constantes que dependem materiais. d.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .13 1 d.

13 2 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .

· traço 1: 6.13 3 Sendo: C : consumo de cimento por m3 de concreto adensado em kg/m3 d : massa específica do concreto. da: massa específica do agregado miúdo. medida em canteiro em kg/m3.1) Princípios: · 03 pontos são necessários para se obter o diagrama de dosagem. a) Determinação do traço unitário: 1:a :p PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. em massa).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. dc : massa específica do cimento. dp : massa específica do agregado graúdo. · traço 1: 3.5 (confecção traço pobre). · excesso de argamassa.5 (confecção traço rico). ocasiona riscos fissuração.2) Cálculo da resistência de dosagem: 2. maior custo.2) Etapa 1: Determinação do teor ideal de argamassaα para o traço 1: 5 (teor ideal de argamassa na mistura: mínimo possível). medida em kg/m3. medida em kg/m3. 2. · falta de argamassa ocasiona porosidade ou falha concretagem. · traço 1: 5 (avaliação preliminar em betoneira). medida em kg/m3.Estudo Experimental: 2. 1. · avaliação dos traços (1:m) (cimento: agregados secos totais.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .

5.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . e) realizar nova mistura com o traço 1:5 e o teor de argamassa ideal “definitivo”. c) Pesar e lançar os materiais na betoneira (acréscimos sucessivos de argamassa: cimento + areia) sem alterar agregado graúdo . e determinar as seguintes características: · relação a/c necessária para obter a consistência. · consumo água/m3 concreto.Responsabilidade pela composição e propriedades do concreto: .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.7 CONTROLE DE QUALIDADE DO CONCRETO Baseado na NBR12655/1996 5. verificação vazios e falhas.1 . d) Determinar o teor de argamassa ideal: · definição : colher de pedreiro. · slump test. · moldar corpos de prova para rompimento.7. coesão e abatimento. · consumo cimento/m3 concreto.Profissional responsável pelo projeto estrutural: · registro resistência característica concreto fck (desenho e memórias do projeto). PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. · massa específica concreto fresco. exsudação.13 4 b) Determinar para cada a a quantidade material para abastecer a betoneira.

Quando concreto usinado: coleta de amostras e reconstituirão do traço recém misturado. 5. . . .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . aceitação do concreto. armazenamento dos materiais constituintes. agregado miúdo (mesma granulometria).Responsável pelo recebimento do concreto: · proprietário da obra ou responsável técnico pela obra.Controle da qualidade. laudos e outros) devem estar o canteiro de obra.13 5 · especificação de fck para etapas construtivas (retirada de cimbramento. retirada do escoramento. . · escolha tipo de concreto.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. ajuste e comprovação do traço. arquivada e preservada pelo prazo legislação vigente.Profissional responsável pela execução da obra: · escolha modalidade preparo concreto.Quando dosado em obra: Pelo menos uma vez dia verificar colocação materiais na betoneira. medidas dos materiais e do concreto e mistura) e pela definição da condição de preparo. relação água/cimento.Verificar materiais no canteiro corresponde aos utilizados na dosagem: Cimento (mesma marca comercial e especificação).Consistência abatimento tronco de cone (Slump Test) NBR 7223 ou Espalhamento tronco de cone (Mesa de espalhamento) NBR 9606. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. dimensão máxima agregado e outras propriedades de acordo com projeto e condições de aplicação. salvo concreto produzido em central. agregado graúdo (mesma dimensão máxima característica. tipo de cimento.Procedimento e plano de amostragem: . cuidados requeridos pelo processo construtivo. consistência. atuar em diferentes fases do processo de produção. . · documentação comprobatória NBR 12655 (relatórios de ensaios. Para cada tipo e classe de concreto colocado em uma estrutura realizar seguintes ensaios: . módulo de deformação estático mínimo na idade de desforma.).2 . etc. · concreto preparado na obra é responsável pelas etapas de execução (dosagem. origem mineralógica e forma dos grãos) e as quantidades relativas dos constituintes do concreto (traço). · especificação requisitos correspondentes à durabilidade da estrutura e de propriedades especiais do concreto (consumo mínimo de cimento. durante toda construção.Resistência à Compressão. aplicação de protensão ou manuseio de pré-moldados).7.

8 PRODUÇÃO DO CONCRETO A produção do concreto consiste em uma série de operações ou serviços executados e controlados (mistura. as pilhas não devem ter mais do que 10 sacos em altura (a não ser que o tempo de estocagem seja inferior a 15 dias. Período médio de estocagem: 30 dias. cobertos e protegidos. e) Lançamento: Colocar no ponto onde deverá permanecer definitivamente. com estrados de madeira ou material equivalente. Pode ocorrer problemas durante o transporte: Hidratação do cimento. Utilizar barracões. lançamento. -Agregados: Evitar segregação durante o lançamento das pilhas. g) Cura PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. transporte. evitar que a pá ou lâmina da carregadeira trabalhem muito rente ao solo. ácido húmico. evaporação. f) Adensamento: Manual: Barras de aço (soquetes) e Mecânico: Vibrador. b) Proporcionamento: Dde acordo com a dosagem em laboratório.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . de acordo com o projeto. Quanto à direção: horizontal. etc. centrifugação. Atualmente maior parte do concreto é lançado em estrutura de edifícios pelo processo de bombeamento. réguas vibratórias. Pode ser de 60 dias em locais de clima seco. Com os agregados miúdos devem tomar cuidado para que enxurradas carreiem as parcelas finas. Durante o carregamento. evitar que o material contenha solos e outras impurezas. bastante reduzido em locais de clima úmido. abrigados da chuva e umidades excessivas. c) Mistura: Manual ou Mecânica (Betoneiras). e) Transporte: Do local de amassamento para local de lançamento. admitindo-se pilhas de até 15 sacos de altura).13 6 5.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. pilhas de diferentes materiais devem estar bem separadas para evitar misturas que venham a interferir nas proporções da mistura final. vertical e oblíquo. evitando o contato direto dos sacos de cimento. cloretos. absorção e trituração. mesas vibratórias. -Água: Não pode ter contaminação por materiais como açúcar. vibrador de forma e placa. a) Manuseio e estocagem dos materiais: -Cimento: Embalados em saco de papel. adensamento e cura) para que seja possível obter um concreto com as propriedades especificadas.

fissuras por esforços mecânicos excessivos.Concretos em solos agressivos. d) Depreciação do concreto por manchas e eflorescências. pavimentos de concretos não revestidos. água pura. →Ocorrências mais comuns de corrosão do concreto: .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .9 PATOLOGIA DO CONCRETO a) Destruição do concreto armado por esforços mecânicos (limites de utilização.13 7 5. fogo. aditivos). abrasão) ou biológicos (fungos. c) Destruição do próprio concreto (corrosão do concreto) sob a ação de agentes químicos (substâncias orgânicas. tubulações de esgotos sanitários.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. concretos no mar ou em atmosferas marítimas. variação térmica. bactérias. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. b) Destruição da armadura do concreto armado sob a ação de agentes químicos ou eletroquímicos (corrosão da armadura). bolores e vegetais). ácidos inorgânicos. gelividade. sais inorgânicos. argila e silte. físicos (retração hidráulica. deformações excessivas). dimensionamento das juntas de dilatação. concretos em ambientes industriais. rupturas por choque.

de alta resistência à tração. desde que as florestas sejam adequadamente manejadas). PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. de boa resistência mecânica e trabalhada facilmente. (Tem a característica especial de ser renovável.2.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Resiste bem aos esforços de tração e compressão. e a matriz amorfa é a lignina. Deformações geométricas (fôrmas mal feitas).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Bambu Palmito. etc. Chochos (vazios internos). como por exemplo: Palmeira. monocotiledôneas. CAPÍTULO 7 MADEIRAS 6. folhas e flores. 6. classificando-se de acordo com sua germinação e crescimento em: a) Endógenas: De germinação interna (desenvolvimento se processa de dentro para fora). vegetais completos.2 ORIGEM E PRODUÇÃO DAS MADEIRAS 6. Reproduzem-se por sementes.1 INTRODUÇÃO A madeira é um material leve. Resistência menor que prevista nos cálculos (falta de tecnologia.13 8 e) Defeitos congênitos de execução do concreto armado: Bicheiras (superfície perfurada). de pouco ou nenhum interesse na produção de madeira para fins estruturais. isto é. pessoal desqualificado). caule. dotados de raízes. Compreendem as árvores tropicais. cujo processamento industrial requer baixo consumo de energia. Segregação (concreto lançado em queda livre ou quando ocorre falta ou excesso de vibração). de alta resistência à compressão. onde a rede cristalina é a celulose. É um material renovável.1 – Classificação das Árvores: Estes vegetais botanicamente pertencem ao ramo dos Fanerógamos ou Esperamtófitos.

-Folhas perenes em forma de agulha. Estas árvores compreendem dois grupos: as Ginospermas e as Angiospermas. -Compreende 35% das espécies conhecidas. Constitui grupo de árvores aproveitáveis para produção de madeira para construção.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. tem sementes (pinhas) descobertas. O desenvolvimento da árvore se processa pela adição de novas camadas concêntricas de células. largas (latifólios) e caducas. geralmente. -Sementes em frutose folhas achatadas. de fora para dentro – Anéis de crescimento. esta última denominação brasileira.13 9 b) Exógenas: De germinação externa.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .500 espécies úteis: 50% frondosas tropicais e 15 % em zonas temperadas. b. -Não produzem frutos.1) Ginospermas (softwood): -Classe importante das coníferas ou resinosas. com 1. com cerca de 400 espécies industrialmente úteis. folhas aciculares e tem. lenho de madeira branca. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. folhosas ou “árvores de madeira de lei”. b. -Abrangem 65% das espécies conhecidas.2) Angiospermas ou dicotiledôneas (hardwood): -Denominadas de frondosas.

6.2. Nos anéis de crescimento se refletem as condições de desenvolvimento da árvore. recheio de entrepisos). -Copa: Se desdobra em ramos. o caule e a copa. Seiva elaborada. entre outros. medula e raios medulares (Figura 1). Apresenta duas zonas distintas: c. -Solo água + sais minerais ( recolhidas através dos pêlos absorventes das raízes). a corticeira. Em algumas espécies como o sobral. -Não apresenta interesse como material de construção. Protege o lenho. resinas e materiais corantes que obstruem os vasos e conferem ao cerne uma cor mais escura que o alburno. Parte formada por células mortas e esclerosadas. Constituído por células em permanente transformação: O Tecido Meristemático. encontram-se as seguintes partes: Casca. Veículo da seiva elaborada das folhas para o lenho do tronco. lenho (alburno e cerne). cai e é renovada. c) Lenho: Núcleo de sustentação e resistência da árvore. b) Câmbio ou Camada Geratriz (cambium): Camada invisível a olho nu (fina e quase invisível camada de tecidos vivos). de excessos de evaporação e dos agentes de destruição. principais constituintes do tecido lenhoso. flores e frutos.2 – Fisiologia (Partes componentes) e Crescimento das Árvores: Compõem uma árvore a raiz. Nas folhas água e sais minerais. -Folhas e outras partes verdes absorção do anidro carbônico e o oxigênio do ar. A casca divide-se em: Casca Externa: Cortiça (outer bark) ou camada cortical (tecido morto) e Casca Interna: Líber (inner bark) ou floema (tecido vivo). Quando é feito um corte transversal em qualquer ponto de uma árvore. a cortiça. Não tem importância para construção e é eliminada no aproveitamento do lenho. O cerne apresenta mais peso. a) Casca: Responsável pela proteção da árvore contra agentes externos. por exemplo. que desenvolve-se bastante. a. -Seiva Bruta que sobe por capilaridade pela parte viva do lenho (alburno) até as folhas. câmbio. As alterações ocorridas no alburno vão formando e ampliando o cerne. o angico. Crescimento transversal: Anéis anuais de crescimento. folhas. Seção útil do tronco para obtenção das peças estruturais de madeira natural ou madeira de obra.1) Cerne interior (heartwood): Cor mais escura que o alburno. compacidade. no tronco. -Isolamento termoacústico: (revestimento de paredes. a. dureza e durabilidade que o alburno. -Tronco ou caule: Sustenta a copa com sua galharia. -Raiz: Ancora a árvore no solo água (sais minerais): Seiva bruta. as paredes das células impregnam-se por taninos. É no câmbio que acontece a transformação dos açucares e amidos em celulose e lignina. mas é desaconselhável e antieconômico retirar todo o alburno (branco das árvores) como imprestável para a construção: Economicamente: .2) Líber -Conduz a seiva elaborada a partir de substâncias retiradas do solo e do ar. a casca apresenta um tecido suberoso.1) Cortiça: -Protege os tecidos mais novos do ambiente. Durante a alteração. -Racha. Conduz a seiva bruta e seiva elaborada. Situada entre a casca e o lenho. Não é atrativo aos insetos e outras pragas.

2. sendo um material mole e esponjoso e de cor escura.141 alburno 25-50% conforme a espécie e tecnologicamente: características mecânicas satisfatórias e impregnação fácil. quando significativa. Efeito estético e decorativo. Sua presença em peças serradas constitui um defeito.3 Estrutura fibrosa do lenho: Para sua sustentação. Resistência da árvore. mesmo assim podemos afirmar que existem três componentes principais na madeira que são Lignina (18% a PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . localização geográfica. 6.2) Alburno externo (sapwood): Parte formada por células vivas e atuantes. por ascensão capilar desde a raiz até a copa.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Tem a função de resistência e é condutor de seiva bruta. impedindo que elas “trabalhem” de maneira exagerada frente as variações do teor de umidade. pois esta composição sofre variações de acordo com diversos fatores como. d) Medula (pith): É o miolo central do lenho. e) Raios Medulares: São desenvolvimentos transversais radiais de células lenhosas cuja função é o transporte e armazenamento de nutrientes. clima. etc. Sua presença.3 COMPOSIÇÃO QUÍMICA DA MADEIRA A composição química da madeira não é definida de forma precisa para uma espécie de madeira ou mesmo para uma madeira específica. tipo de solo. 6. Não possui resistência mecânica nem durabilidade. condução de sucos vitais e armazenamento de reservas nutritivas. é importante pois realizam uma amarração transversal das fibras. c.

amidos. -Ocorre intimamente associada à celulose e parece contribuir como um componente estrutural dos tecidos vegetais. 6. enquanto que na hemicelulose são diversas dessas unidades que aparecem condensadas. -Constitui cerca de 1/3 do material total produzido por todas as plantas coletivamente.142 35%).3.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . considerando peso da madeira seca. de estrutura não definitivamente estabelecida. substâncias nitrogenadas. taninos. como óleos.3 Lignina: -Composto complexo aromático de alto peso molecular.3. -Divide-se em: Celuloseβe : Hemicelulose (Pequenas moléculas de polissacarídeos mais pectose e solúvel em soda cáustica) e Celuloseα (Base estrutural das paredes celulares. madeira. gosto e também resistência ao ataque de fungos e insetos. pouco elástica. não formam fibras e possuem somente regiões amorfas.2 Hemicelusose: -São polissacarídeos associados com a celulose e a lignina em tecidos vegetais.Impermeável. encontrado na natureza (algodão. cor. São os extrativos que conferem as propriedades organolépticas às madeiras: cheiro. bambú. -Componente de maior importância nas paredes das células das madeiras. considerados materiais poliméricos complexos. .3. -São carboidratos que apresentam baixo grau de polimerização (<150 unidades). elástica e solúvel em H2SO4. 6. -Alta resistência à tração. Hidrogênio (5. açúcares. insensível a umidade e às temperaturas habituais. Existem outros componentes que estão presentes principalmente na forma de extrativos orgânicos e inorgânicos. sais orgânicos ácidos orgânicos (4% a 10%). incolor. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. -A celulose é formada por repetições de unidade monomérica. resinas. insolúvel em soda cáustica e ácidos diluídos). -Conteúdo de hemicelulose em um vegetal arbóreo (25% a 35%). -Polímero tridimensional que apresenta composições diferentes para coníferas e folhosas (maior quantidade em coníferas do que folhosas). Hemicelulose e Celulose (65% a 75%). fornece estrutura à madeira.1 Celulose (C6H10O5)n: -Polímero constituído por cadeias monoméricas glicosídicas. com resistência mecânica apreciável. forma fibras e possui regiões cristalinas e amorfas. Oxigênio (44%). 6.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. -Alto grau de polimerização. Os elementos que compõem a madeira são mais ou menos os seguintes: Carbono (50%). tornando-a a mais importante matéria prima de origem vegetal disponível ao homem. etc).5%) e traços de muitos íons metálicos.

Mesmo nome para identificar duas ou mais espécies diferentes. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.143 . Do pequeno prisma são extraídos três lâminas com 10 a 20 micrômetros (10 .4 IDENTIFICAÇÃO BOTÂNICA Quando identifica-se botanicamente uma essência lenhosa.Identificação micrográfica: É cientificamente exata e baseada num estudo comparado da estrutura anatômica do lenho. coloridas.: Peroba-rosa (aspidosperma polyneuron). examinadas em microscópio de 50 aumentos e comparadas com lâminas – padrão ou com um atlas de microfotografias. onde a constituição varia de gênero para gênero e. No entanto. Pinho do paraná (araucária augustrifolia). etc.Encontrada na camada intercelular (middle layer): 25%. . . como: configuração do tronco e copa. normalmente relacionada a uma característica predominante. . Não tem valor científico. exemplares de folhas. Realizada por conhecedores com prática adquirida.É uma resina natural amorfa que reveste externamente as paredes das células aglomerando-as em conjunto: 75%. está localizando-a no reino vegetal. aspectos das flores e frutos. ligando os elementos estruturais das madeiras (fibras. gênero e espécie. A coleta de elementos de identificação é possível determinar o gênero e a espécie do exemplar. outra no sentido radial e a terceira no sentido longitudinal – axial das fibras.Responsável pela alta rigidez da madeira. vasos. sabor do lenho. . em vários casos. etc. Peroba dos campos (paratecoma peroba). Exige confrontações com atlas de herbários. flores.Atua como material “cimentante”. . 6. Ex. ainda que botanicamente afins.Muitas propriedades físicas e mecânicas da madeira dependem da presença da lignina. . textura da casca. Pau-ferro(grande resistência mecânica). dimensões e forma das Células lenhosas. Conforme a região a mesma espécie tem nomes diferentes.).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . pois estão registradas e colecionadas fotografias das espécies em diferentes estágios de crescimento.Identificação botânica: Uma segunda aproximação. A espécie é identificada pelo seu nome vulgar. Existe três procedimentos para identificação das espécies lenhosas: -Identificação vulgar: É uma primeira aproximação.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. determinando sua família. Estas lâminas são dessecadas. Prende-se a características notáveis da espécie. No atlas constam os elementos anatômicos típicos: grupamento. traqueídeos. por um botânico especializado. Pau-marfim (aparência homogênea do lenho). são nomes sugestivos que traduzem um conhecimento íntimo da espécie: Açoita-cavalo(resistência dinâmica elevada (tenacidade). de espécie para espécie. frutos e sementes. Procedimento: Retira-se do lenho do exemplar a ser identificado um prisma 1 x 1 x 4 cm perfeitamente orientado em relação às fibras.20µm) de espessura: uma lâmina tangencial aos anéis de crescimento.

alavancas. Falquejamento. evita que o tronco fendilhe ou tombe sobre o operador. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.1) Corte: Em épocas apropriadas: inverno (Brasil meses sem “ r ”).144 6. 6. → Pode ser “falquejada”: Retirar 4 costaneiras a machado ou à serra→Seção fica grosseiramente retangular (Figura 2). →Pode ser descascada ou decortiçada.5. Serras traçadoras manuais e mecânicas. jiraus. →Lado seco da árvore onde o lenho é mais resistente ( lado dos ventos predominantes→ Corte de traçador pelo lado oposto. Na exploração bem conduzida de reservas florestais.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . →Material usado: Machado do lenhador. para que exista um aproveitamento econômico adequado. 6.5 PRODUÇÃO DA MADEIRA A produção das madeiras de obra (peças de madeira natural serradas) inicia-se com o Corte e desenvolve-se na Toragem. →Abrir um “talho” ou “barriga”. Desdobro. o corte das árvores é feito sempre precedido de um levantamento dendrométrico.5.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Aparelhamento das peças. Cunhas.2) Toragem e Falquejamento: →Árvore é desgalhada e traçada de 5 a 6 m.

Largura > 20.: Madeira Bruta.Desdobro radial: Pranchas normais aos anéis de crescimento. Dá acabamento quase uniforme e maior resistência estrutural. 6. Nomenclatura e dimensões da madeira serrada estão fixadas na PB5 da ABNT: Madeira Serrada e Beneficiada.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Proporciona economia de manufatura e pouca perda de material. Obtenção de pranchões “coucoeiras” (Espessura > 7. Obs. Ressalta o desenho dos veios. Serrada e Beneficiada: Bruta é a tora propriamente dita ou a falquejada. Pranchas de melhor qualidade. Não é usado em larga escala.0 cm). É o processo mais utilizado (Figura 3). Melhora resistência ao desgaste da madeira. de de de ou Tipos de Desdobro: .4) Aparelhamento das peças: Obtenção de peças nas bitolas comerciais por serragem e resserragem das pranchas. .Desdobro normal: Pranchas paralelas aos anéis de crescimento.3) Desdobro (ou desdobramento): Operação final na produção de peças estruturais madeira bruta.5. Com uma só lâmina ( serras americanas ou serras centro) e com várias lâminas paralelas ( serras francesas). Serras fitas alternadas ( serras de engenho).145 6. As peças cortadas desta forma empenam menos. Realiza-se nas serrarias com utilização de: Serras de fitas contínua. 0 cm. Tem a desvantagem de exigir mais mão-de-obra e perdas muito maiores de material (Figura 4). PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. não racham facilmente e apresentam maior uniformidade na secagem.5.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.

separações com descontinuidade entre fibras ou entre anéis de crescimento. localização na peça. Influência dos nós no desempenho das peças depende de: tipo. →Tração axial: sem efeito (são alinhadas/eixo das fibras). b) Desvios de veio e fibras torcidas→Desvio de veio: Devido ao crescimento acelerado de fibras periféricas enquanto o crescimento interno é estacionário→árvore jovem. 6. A beneficiada é a peça que passou por vários desdobros e por um processo de molduragem em máquinas especiais (Ex. assoalho.6.6. geralmente. que foram envolvidos por novas e sucessivas camadas de crescimento do lenho. prancha. Os desvios de veio e fibras torcidas prejudicam a resistência das peças (acentuam a anisotropia) e são responsáveis pelos empenos em forma de arco ou hélice. Devidos a retratilidade da madeira durante os processos de secagem natural ou artificial. Peças com vento tem uso proibido para estrutura. O critério de classificação dos defeitos . d) Abaulamento→Empenamento no sentido da largura (secagem).). próximo às raízes. tipo de solicitação. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Conseqüência das tensões diferenciais criadas as peças devido à retratilidade desigual entre as camadas periféricas e internas durante a secagem.2) Defeitos de Secagem→Secagem mal conduzida. etc. dimensões e número. São os defeitos de secagem mais freqüentes. mas depende da sua posição/ plano neutro. permite distinguir os quatro grupos seguintes: 6. f) Curvatura lateral→ Encurvamento lateral das peças. Distribuições do lenho segundo uma espiral em torno da medula. a) Rachaduras→Grandes aberturas radiais no topo das toras ou peças (mecânica ou secagem). vigote.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.1) Defeitos de Crescimento→Alterações no crescimento e estrutura fibrosa. →Cisalhamento: redução da seção resistente: muito prejudicável. Acontece. lambri. 6. rodapé.: taco. ripa.: tábuas. Ocorre durante variações de umidade que provoca tensões internas. conforme as causas de sua ocorrência. c) Fendilhado→ Pequenas aberturas ao longo das peças ( secagem). sarrafo.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . e) Curvatura→Encurvamento longitudinal ( secagem ou defeito de serragem). →Fibras torcidas: Devido a uma orientação anormal das células lenhosas.146 Serrada é a peça que passou por vários desbobros. transformando-os em forma e dimensão compatível para uso na construção civil (Ex. São deslocamentos. meia-cana).6 DEFEITOS São anomalias em sua integridade e constituição que alteram o desempenho e as propriedades físico-mecânicas. vivos ou mortos. b) Fendas→Pequenas aberturas radiais no topo das toras ou peças (movimentos ou secagem). a) Nós: Resultante de ramos da árvore primitiva. c) Ventos: Durante a vida do vegetal ocorrem paralisações de crescimento e golpes (de vento) ou ações dinâmicas.

fungos e destruidores. →Ataque de predadores (fungos e insetos). substituição se necessário. . Para evitar o aparecimento das conseqüências da retratilidade (empenos.147 6.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .Mofos e manchas (azulamento). 2) Evaporação da água de impregnação (paredes das células) até atingir o ponto de saturação ao ar→ retração.4) Defeitos de Alteração→Agentes de deterioração .6. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Desenvolvimento da secagem: 1) Evaporação da água livre ( vazios capilares) →sem retração. ação da luz e chuvas : Reduzem a seção resistente das peças estruturais e agravam os defeitos já existentes.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. insetos xilófagos. Tratamentos de prevenção e preservação: . . rachaduras. fibras cortadas..8 PRESERVAÇÃO Durabilidade: É a resistência que as madeiras apresentam aos agentes de alteração e destruição de seu tecido lenhoso: fungos. Secagem natural e em estufas: →Secagem natural : realizado em pátios junto a serrarias. 6. Melhora a estabilidade dimensional e a resistência mecânica. furadores marinhos.7 SECAGEM Necessidade de obtenção de grau de umidade nas peças de madeira compatível com o ambiente de emprego. Vantagens da secagem: Diminuição do peso.) . etc.Madeiras com alta durabilidade natural ( extrativos). A durabilidade natural depende: da própria natureza do material e dos fatores externos. fendas e machucadeiras. → Abate e derrubada das árvores: fraturas. 6. → Desdobro e serragem das peças: cantos esmagados. Facilita os processos de preservação e tratamentos ulteriores. → Secagem artificial : Espécie lenhosa e teor de umidade dela conhecidos. rachas). radiações UV. Aumento da resistência aos agentes de deterioração.Produtos preservadores ( impregnação.6.Ventilação adequada ( baixar a umidade. Degradação de sua qualidade.Inspeção regular das peças. pintura). insetos. Os processos de preservação aumentam a durabilidade. 6.3) Defeitos de Produção→Desdobro e aparelhamento das peças.

8. Recomendados para peças de madeiras secas destinadas a ambientes cobertos. moirões e pontaletes roliços quando ainda verdes.8. aramados. -Resserragem. capilar e osmótica. -Processo de dois banhos ou de banho quente e frio: Peças são imersas num tonel contendo o impregnante. aspecto esponjoso. furacões e entalhes (peças estruturais). → Processos de impregnação superficial: Pinturas superficiais ou imersão das peças em preservativos adequados. protegidos e sujeitos a fracas variações higrométricas. Método usado para postes. As peças são imersas (em pé) até a altura conveniente num recipiente contendo uma solução salina concentrada. Bastante efetivo. 6. Penetração é forçada pela aspiração do impregnante pelo vácuo relativo que se formou nos vazios da madeira com a evaporação da água e expulsão do ar aquecido. → Luz solar (UV) : Espessura deteriorada de 1 mm em 20 anos. -Remoção das cascas e cortiças: melhora a permeabilidade aos impregnantes e remove o veículo preferencial dos insetos. → Processos de impregnação sob pressão reduzida: Aproveitamento de pressão naturais: atmosférica. O impregnante sobe pelo alburno por pressão capilar PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. hidráulica. Cupins: usam a madeira como abrigo e alimento. → Insetos: Larvas de caruncho se alimentam da celulose e minam extensas galerias no tecido lenhoso. fendilhada. se a altura de imersão ultrapassar a linha de afloramento das peças quando enterradas no solo. secagem adequada (evitar as fendas) e tratamento de preservação ( antifungicidas). temperatura em torno de 20o C e teor de umidade acima de 20% para sobreviver e proliferar eles.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Peças são transferidas rapidamente para um outro recipiente contendo o mesmo impregnante frio (20-30 minutos). Depois do aquecimento até a temperatura de ebulição da água (4 horas).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. → Crustáceos e moluscos: Alimentam-se de celulose em madeiras imersas. Processos de impregnação sob pressão reduzida e Processos de impregnação sob pressão elevada.1) Deterioração: → Fungos: Comem o carbono dos carboidratos do tecido lenhoso pela ação de enzimas. -Desseivagem.148 6. cruzetas. desdobro em época apropriada. →Tratamento prévio: -Secagem a um teor adequado de umidade: facilita e impregnação. Prevenção: Eliminar um dos fatores citados anteriormente. -Processo de substituição da seiva : Para tratamento de postes. →Bactérias: Provocam uma decomposição química da madeira por oxidação ou redução.2) Principiais processos de preservação: → Classificados segundo a profundidade da impregnação: Processos de impregnação superficial. Necessitam as mesmas condições ambientais de desenvolvimento que os fungos. evita a formação de fendas e esteriliza (estufa). A madeira se apresenta com mudança de coloração. Imersão em solução preservativa ( mesmo rápida) será sempre mais efetiva do que uma simples pintura superficial e proteção de 2 a 3 mm (resiste ao ataque de insetos e pequenas fendas de secagem). Precisam de oxigênio atmosférico.

dormentes de via férrea e pilares de madeira. -Banho com o imunizante sob alta pressão. .Estabilidade. Devem apresentar as características seguintes: . -pentaclorofenol diluído em óleo.).Alto grau de retenção nos tecidos lenhosos. 3) Creosoto: -Fração de destilação do alcatrão ( hidrocarbonetos. → Processos de impregnação em autoclave: São processos mais eficientes p/ produção industrial de postes para redes de transmissão e distribuição de energia elétrica.Segurança para os operadores. 2) Soluções de sais solúveis em óleo: -à base de zinco e cobre.) temperatura 90/100oC. 3 horas. Banho preservativo em alta pressão (10 atm.8. Diluídos em um solvente (água ou óleo de baixa viscosidade). 6. à base de cobre. ácido bórico e bórax (GB). . insetos). Ex. à base de cobre e arsênio em solução amoniacal (ACA). Preservativos óleos (creosoto) e aquosos ( a frio).Incorrosível para metais e a própria madeira. Vácuo final (30 min): retirada do excesso de preservativo. . -Preservativos orgânicos (óleo).) a seco ( 90 min. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. 3 horas. fenol e derivados aromáticos).Alta difusibilidade através dos tecidos lenhosos. cromo e boro (CCB). Propriedades que podem ser acrescentadas: impermeabilização.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .Aplicados na superfície ou por impregnação sob vácuo. -Processo de impregnação por osmose (madeira verde): Aplicação na superfície das peças (acima e abaixo da linha de afloramento) de uma espessa camada gelatinosa de imunizante concentrado com uma bandagem de plástico impermeável. -Processo Reupig: Pressão inicial (3 atm.Alta toxidez aos organismos xilófagos ( fungos.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. O imunizante vai difundir no tecido lenhoso por osmose. cruzetas. . retardante de fogo. inibidoras de retratilidade. Vácuo final para expulsar o excesso de preservativo. inseticidas ou anti-moluscos). . -Processo Bethel: Vácuo Inicial durante 2 horas (retirada do ar e umidade do tecido lenhoso). temperatura 90-100oC.: pontaletes roliços de 15cm de diâmetro e 3cm de comprimento→6 semanas. diluídos em óleo.3) Principais produtos de preservação: São produtos tóxicos ou de contato (fungicidas. * A madeira deve ser pintada depois do tratamento. . Classificação: 1) Soluções de sais hidrosolúveis: à base de cobre. → Retardantes de chamas . Processo é lento e em função de condições de tempo que regulam a secagem. sulfato de amônia.149 e osmose substituindo a seiva e a umidade do lenho à medida que as mesmas evaporam na secagem. cromo e arsênio (CCA).Fosfatos de monoamônia e diamônia. -Não é usado no interior das construções: cheiro forte.

1 . 6. -OH. → Estabilizantes dimensionais .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . a madeira perde lentamente a água até atingir um conteúdo de umidade de equilíbrio com PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.Aumentam a temperatura mínima de ignição da madeira e diminuem a velocidade de propagação do fogo.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. 6.: anidrido acético.9. que se atraem mutuamente e também atraem moléculas de água. .PROPRIEDADES FÍSICAS E ENSAIOS FÍSICOS a) Umidade: Objetivo: Tanto a holocelulose como a lignina que compõem a parede celular da madeira. . Quando vivo. Figura 5: Localização na tora das seções onde são marcados os corpos de prova e marcação dos corpos de prova nas seções da tora. apresentam numerosos grupos hidróxilas. Ex.Diminuir os movimentos da madeira ( retratilidade). devem ser escolhidas 3 toras de madeira de onde serão retirados os corpos de prova para os ensaios (Figura 5).Colocando moléculas que vão substituir a água contida entre as microfibras das paredes das células lenhosas.150 .Incorporados (se possível) com o preservativo.9 PROPRIEDADES FÍSICAS DAS MADEIRAS E ENSAIOS FÍSICOS Extração de corpos de prova da tora de madeira: Para caracterização de uma espécie demadeira ou para o conhecimento das propriedades de uma espécie de determinado local. Após o corte da árvore. polietileno-glicol (PEG). o tecido lenhoso se encontra saturado de água.

b) Densidade ou Peso Específico Aparente A “densidade básica” da madeira é definida pela NBR 7190. com o aparecimento de contrações volumétricas (Figura 7). o ponto P do gráfico.151 as condições do ambiente. a densidade pode variar desde 0. Como na caso da umidade. A densidade da substância que compõe a parede celular é da ordem de 1. processos exatos. c) Retratibilidade A retratibilidade é o fenômeno de variação dimensional que ocorre com a madeira quando há uma alteração no seu teor de umidade. caso se continue a secagem da peça. 1997).água de constituição. apresenta umidade em seu interior sob três formas: . A partir deste ponto. como sendo a massa específica convencional obtida pelo quociente da massa seca pelo volume saturado.água de capilaridade ou embebição.5g/cm3. O ensaio é feito de acordo com o Anexo B (NBR 7190.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . independentemente da espécie considerada. A maioria das propriedades mecânicas variam com o teor de umidade da madeira. Como dentre as espécies conhecidas. O ensaio é feito de acordo com o Anexo B (NBR 7190. assim torna-se imprescindível a sua determinação antes de cada ensaio. sem que o volume inicial diminua.água de adesão ou impregnação.20g/cm3 (Balsa) até 1. . 1997). Conclui-se que as madeiras mais leves contém mais espaços vazios que as madeiras mais pesadas. Quando uma peça de madeira verde é seca. . A madeira quando verde. O fim da evaporação dessa água de capilaridade assinala um ponto característico denominado “ponto de saturação” ao ar (“fiber saturation point” ou “point de saturation a l`air”). parte ou toda a água de capilaridade pode ser removida. provocaremos a evaporação da água que satura as paredes das células. as características mecânicas da madeira variam com o peso específico da madeira. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.1g/cm3 (Aroeira do Sertão).

Tanto a contração volumétrica quanto a linear são medidas em 3 teores de umidade característicos: 1. Madeira seca ao ar . perde espaços que tendem a se aproximar devido a força de coesão. onde o teor de umidade da madeira está em equilíbrio com a umidade do ambiente (entre os pontos A e B do gráfico). Essa aptidão é também caracterizada por um valor elevado na relação entre as contrações tangencial e radial.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . representa o coeficiente angular da reta OP da Figura 7 .Ponto de saturação ao ar : É o ponto acima do qual a madeira não varia mais o seu volume e sua resistência com o aumento da umidade. onde o teor de umidade da madeira está acima do “ponto de saturação do ar”. O procedimento direto (medida do volume). pois a água de impregnação encontra-se infiltrada nos espaços existentes nas espirais constituídas de grandes cristais (fibrilas) e quando a madeira perde essa água. é o mais usual. Madeira completamente seca . . (Figura 7) 2. O fenômeno inverso (inchamento).Contração volumétrica total (CVT): Por definição é a perda em porcentagem do volume de madeira. Madeira verde. . baseado nas contrações lineares. ocorre quando a madeira ganha água.152 Essas contrações são maiores no sentido radial e tangencial. A contração volumétrica pode ser alcançada de duas maneiras: diretamente pela medida do volume ou indiretamente. 6.10 PROPRIEDADES MECÂNICAS E ENSAIOS MECÂNICOS a) Umidade. Este coeficiente indica a maior ou menor propensão da madeira de se deformar em função das variações de umidade. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. 3. Este ponto é obtido pelo quociente entre a contração volumétrica total e o coeficiente de retratibilidade.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. passando do ponto de saturação ao ar até o ponto de completamente seco. segundo as direções normais ao eixo longitudinal das células . O valor da CVT indica aproximadamente a aptidão da madeira apresentar fendas de retração ao secar. Das medidas das contrações volumétricas resultam os seguintes dados sobre a retratibilidade da madeira: .Coeficiente da retratibilidade volumétrica: Ou porcentagem da variação de volume para a variação de uma unidade na porcentagem da umidade.

e) Tração paralela às fibras. 6. g) Tração normal às fibras. 6. j) Flexão.11. h) Cisalhamento. c) Estabilidade dimensional.11. 1997). No final deste capítulo encontra-se em anexo os métodos de ensaio para determinação das propriedades das madeiras citadas anteriormente (NBR 7190.1) Madeiras laminadas (Laminated Timber): Associação de tábuas de fraca espessura por colagem.11. Anisotropia e Dimensões limitadas. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.11 MADEIRAS TRANSFORMADAS: Tem o objetivo de atenuar e até eliminar as características negativas das madeiras: Heterogeneidade.153 b) Densidade. 6.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. m) Embutimento. p) Resistências das emendas dentadas e biseladas.4) Madeiras reconstituídas (Fibreboard): o tecido lenhoso é reduzido a uma polpa de fibras dispersadas que são reaglomeradas sob pressão com resinas. f) Compressão normal às fibras. 6.11.2) Madeiras laminadas compensadas ou contreplacados de madeira (Plywood): Lâminas finas coladas umas sobre as outras de maneira que as fibras de uma se disponham normalmente às das lâminas vizinhas.3) Madeiras aglomeradas (Chipboard): Fragmentos menores são aglomerados com cimentos minerais ou resinas sob pressão variada. o) Tração normal à lâmina de cola. d) Compressão paralela às fibras. As madeiras transformadas são reaglomeração de fragmentos cada vez menores do lenho original. n) Cisalhamento na lâmina de cola. l) Resistência ao impacto na flexão.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . i) Fendilhamento. 6. k) Dureza.

154 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .

. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.Impermeáveis: vidros de silicatos. cimento Portland. . Cerâmicas avançadas.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.155 ANEXO CAPÍTULO 8 MATERIAIS CERÂMICOS CERÂMICAS: Cerâmicas Tradicionais: Produtos das indústrias dos silicatos.Porosas: produtos das argilas.Óxidos cerâmicos puros.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . finas. grès porcelânico. novas: .

.1 MATERIAIS CERÂMICOS 7. ferro e magnésio. . etc. semi-condutoras. sol-gel. formam torrões dificilmente desagregáveis pela pressão dos dedos". Resultantes da degradação das rochas sob a ação da água e gás carbônico.Refratários alto desempenho. e cozedura das argilas ou de mistura contendo argilas. mica. alumina.Carbetos. mas frágeis.156 .005 mm. secagem. . 7. b) Argilo-minerais: Silicatos hidratados de alumínio. . .Materiais de cerâmicas. Constituídas de partículas cristalinas extremamente pequenas formadas por um número estrito de substâncias: os argilo-minerais (uma argila pode ser constituída por um ou mais argilo-minerais).Cerâmicas magnéticas. etc.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .Materiais de cimento.Cermpolímero. óxido de ferro. .terrosos e sílica.1. 7.Vidros especiais.2) AS ARGILAS: a) Definição: Materiais terrosos que quando misturados com a água apresentam alta plasticidade. São isolantes elétricos e térmicos. →Definição científica: Associação entre elementos metálicos e elementos não-metálicos geralmente por ligação iônica. com alta plasticidade quando úmidas e que. .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.1. . matéria orgânica. segundo a ABNT. quando secas. . . Possui grande durabilidade (alta temperatura de fusão).Peneiras moleculares. supra-condutoras. "As argilas são compostas por partículas coloidais deΦ < 0.Cermet. magnésio.1) DEFINIÇÕES: a) Pedras Artificiais: Materiais que substituem as pedras em suas aplicações ou têm aparência geral semelhante. condutoras. Duros.Vidro-cerâmicas. b) Cerâmicas: Pedra artificial obtida pela moldagem. Não existe duas jazidas de argila rigorosamente iguais. Classificação de Grim para os argilo-minerais: PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. mais elementos alcalinos e alcalino.Boretos.

→ Classificação conforme a maior ou menor quantidade de colóides: .De duas camadas (difórmicos): . → Sílica livre (areia) . → Argilas residuais: Encontradas no local onde se originou. → Nas camadas sedimentares.Argilas magras: mais porosas e frágeis (argilo-minerais ricos em sílica). .Eqüidimensional: Grupo da caulinita. Rede não expansiva: Grupo da ilita. .De camadas mistas regulares: Grupo da clorita . como resultado da decomposição superficial das mesmas.Estrutura lamelar: camada mista de silicato e hidróxido de alumínio . e) Componentes: → Caulim: caulinita ( pó branco) misturada com outros elementos. Mais rica em argilo-minerais e menos rica em quartzo e restos da rocha de origem: caulins secundários→ cerâmica vermelha. d) Tipos de Argila: → Argilas de cor de cozimento branca: caulins e argilas plásticas. Secagem→alta retração → Óxido de ferro . .Reduz a plasticidade e retração.Argilo-mineral mais simples .Argilas gordas: plásticas. →Cristalinos: . .Cor avermelhada. mas porosa.De três camadas ( trifórmicos) : Rede expansiva: . .Alongada: Grupos da saponita e da montronita.157 →Amorfos: Grupo das alófanas. → Argilas para materiais cerâmicos estruturais. . → Argilas para a produção de grés. → Nos veios e trincas das rochas. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. → Argilas sedimentares: Depósito fica longe da rocha de origem.Diminui a plasticidade e refratariedade.Estruturas em cadeia: Grupo da atapulgita.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . . argilas aglomerantes aluminosas. → Argilas refratárias: caulins. c) Tipos de Depósitos de Argila: → Na superfície das rochas. amarelas ou vermelhas. onde foram depositadas por vento e chuvas. se deformam muito no cozimento (argilo-minerais ricos em alumina).Eqüidimensional: Grupos da montmorilonita e da vermiculita. Caulins (primários) ricos em quartzo.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. . da sepiolita e da paligorsquita. foi transportada: Pela água: estratificada e pelo vento: não estratificada.Aumenta a brancura.Úmida→muito plástica .Alongada: Grupo da aloisita. mica e feldspato→ cerâmica branca.

mas melhora a sinterização.1) Plasticidade: Propriedade que um sistema possui de se deformar pela aplicação de uma força e de manter essa deformação quando a força é retirada. → Limite de liquidez ( LL): Teor de água expresso em % de argila seca a 110 ºC.Reduz a plasticidade e resistência mecânica. . Resulta das forças de atração entre partículas de argilo-minerais e a ação lubrificante da água entre as partículas lamelares. → Água .Dão eflorescências.Diminui a resistência mecânica.Reduzem refratariedade e plasticidade.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . forças de atração que podem ser anuladas se a película de água entre as lamelas é excessiva.Diminuem a plasticidade e o ponto de fusão.158 . resistência e impermeabilidade. acima da qual a massa pode ser enrolada em cilindros com 3 à 4 mm de diâmetro e 15 cm de comprimento. → Alumina livre ( óxido de alumínio) . . .Aumenta a refratariedade.Aumenta a plasticidade. → Limite de Plasticidade (LP): Teor de água expresso em % de argila seca à 110 ºC de uma massa plástica de argila. → Feldspatos ( fundentes) . f) Propriedades das Argilas: f. porosidade e retração.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. quando agitada ligeiramente. → Compostos cálcicos (sais) .Água de capilaridade.Água de constituição: pertence à rede cristalina. Argilas que não podem formar esse cilindro com nenhum teor de água são consideradas como não plásticas. . → Índice de Plasticidade: PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.Água de plasticidade ou adsorvida: adere à superfície das partículas coloidais. acima do qual a massa flui como um líquido.Dá a cor escura das argilas antes do cozimento.Aumentam a massa específica. . → Matéria orgânica . livre ou de poros: preenche os poros e vazios. .

Se a velocidade de evaporação é maior do que a velocidade de difusão da água do interior da peça até a superfície.3) Secagem e sinterização: f.Fatores que aumentam a plasticidade. ocasionando fissuras e deformação da peça.3. composição da argila e ao tamanho das partículas.Decomposição da pirita FeS2→Fe2O3 (cor). . PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. . É feito o controle da temperatura.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . da capacidade de troca de íons e da presença de outras substâncias.Decomposição dos hidróxidos. f. É necessário controlar a velocidade de evaporação a fim de que ela seja no mínimo da ordem de grandeza da velocidade de difusão da água. → Retração não é uniforme→ bloco pode se deformar. .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. A retração é proporcional ao grau de umidade.Decomposição dos sulfetos.3. .Perda da água de constituição.1) Secagem: Evaporação da água→retração. umidade e fluxo de ar.Calcinação dos carbonetos→ óxidos. Observação: A espessura da peça tem influência na secagem. → Entre 600 e 800 ºC: .2) Retração: →Secagem: Evaporação da água. f.Combustão da matéria orgânica.159 A Plasticidade depende do tipo e percentagem dos argilo-minerais. Ocorre tensão diferencial. → Entre 800 e 950 ºC: . .2) Sinterização (queima): → Até 110 ºC: Evaporação da água de capilaridade e amassamento. A secagem no interior da peça ocorre pela difusão da água até a superfície onde acontece a evaporação. f. A superfície seca antes do interior e se retrai. A distância entre as partículas diminui. . → A partir de 300-400 ºC: Perda da água adsorvida: A argila se enrijece. ocorre a retração. também aumentam a retração. do tamanho e forma das partículas.Transformação alotrópica do quartzo α→ β (573° C).

a queima. poros internos. assim como os feldspatos.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. formam uma pequena quantidade de vidro que aglutina os demais elementos dando após o resfriamento dureza.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . -Cerâmicas com baixa sucção→ argamassa “firme”. mas péssimo absorvente acústico. -Bom isolante acústico. Microfissuras na superfície e na massa. Absorção ou porosidade aparente: Percentagem de aumento de peso que a peça apresenta após 24 horas de imersão de água. Outras propriedades: -Mau condutor elétrico e térmico. → Dureza. Formação e propagação das fissuras através da seção transversal do material numa direção perpendicular à carga aplicada. → Baixa resistência à tração: Fratura frágil. Absorção de água depende da compactação. -Desagregação das cerâmicas: PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. A sílica de constituição e a das areias. dos constituintes.160 →A partir de 950 ºC: Início da vitrificação ( sinterização). contornos de grãos amplificam a intensidade das cargas aplicadas e facilitam a propagação das tensões. resistência e compactação ao conjunto. A qualidade de um artigo cerâmico depende da quantidade de vidro formado: é ínfima nos tijolos comuns e. resistência ao desgaste: depende da quantidade de vidro formado. grande nas porcelanas. etc. Sucção: -Cerâmicas com alta sucção→ argamassa plástica com alto teor água/cimento.

1. → Características geológicas (equipamentos adequados). . Exemplo: Matéria orgânica→↑ porosidade Carbonato de Cálcio e compostos sulfurosos→fendas b) Preparação da matéria-prima: →Sazonamento (ou apodrecimento da argila: exposição às intempéries): . c) Materiais cerâmicos de alta vitrificação: . -Devem ser resistentes aos choques (transporte).Materiais de grès cerâmico. etc. d) Refratários.4) CLASSIFICAÇÃO DOS MATERIAIS CERÂMICOS USADOS NA CONSTRUÇÃO: a) Materiais cerâmicos secos ao ar.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .Fermentação da matéria-orgânica. Profundidade.5) FABRICAÇÃO DA CERÂMICA: Segue os seguintes passos: . . 7. Má aparência.Materiais de louça. . → Remoção da camada superficial (grande porcentagem de matéria orgânica). . 7. .Exploração da jazida ( extração do barro).Vitrificação especial (às vezes). PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.Preparação da matéria-prima. b) Materiais cerâmicos de baixa vitrificação. → Agentes químicos: Sais internos são dissolvidos pela umidade e podem recristalizar na superfície: eflorescência. → Topografia do local (facilidade de acesso).1.161 → Agentes físicos: -Umidade e vegetação: Depende da porosidade. → Características do barro relacionadas com a aplicação: Teor de argila. Granulometria.Cozimento.Lavagem de sais solúveis. -Fogo: Resistência à compressão diminui quando a temperatura aumenta por causa das tensões diferenciais criadas pela dilatação desuniforme dos componentes. . Umidade.Moldagem.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Deslocamento e queda de revestimento. → Agentes mecânicos: -Baixa resistência á flexão→ uso em “compressão”. → Profundidade máxima. a) Exploração da jazida: → Localização (em relação à indústria e centro consumidor).

↑ tempo de secagem. peneiramento: para a obtenção de partículas menores. pratos. → Processo de barbotina: .quando seca. . → Telhas: extrusão e depois moldagem em prensas.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .Prepara a pasta para a moldagem. → Acrescentando-se mais água: ↑ facilidade de moldagem. → Vasos. → Necessidade de corrigir o teor de argila. .Cerâmica fina: eliminação dos grãos graúdos por lavagem sedimentação e filtração. peças para instalação elétrica e de formato complexo. centrifugação. trituração. →Amassamento e mistura: Adição da água ou não. depois a coluna é cortada no comprimento desejado. →Processo de extrusão: forçar a massa a passar sob pressão. → Tijolos.a solução é colocada em moldes porosos de gesso . tijolos brutos.Oxidação de piritas (sulfeto de ferro). → Processo pode ser acoplado com uma câmara de vácuo:↓ porosidade. quebradiça e absorvendo muita umidade.Proporciona a homogeneidade. formando uma fita uniforme e contínua. tijoletas. c) Moldagem: → Operação que vai dar a forma desejada à pasta cerâmica. →Eliminação das impurezas grosseiras (sedimentação. →Loteamento do barro: Correção para dar à mistura a constituição desejada relacionada à aplicação. → Moldes de madeira ou torno de oleiro ( manual ou automático). a peça se retrai e se descola → Porcelanas. Observação: uma argila muito magra ( com poucos colóides) se tornará muito porosa. xícaras.162 .a água é absorvida e a argila adere às paredes .). tubos cerâmicos.1) Moldagem com pasta fluída: → 30 à 50 % de água. → Maceração: Desintegração. c. .2) Moldagem com pasta plástica mole ( branda): → 25 à 40 % de água . refratários. . através de um bocal apropriado. louças sanitárias. etc.3) Moldagem com pasta plástica consistente (dura): →15 à 25 % de água. ↑contração na secagem e deformação. c. ↓ consumo de energia.Desagregação dos torrões. telhas. c.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. . PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.Adição de areia fina ou argila já cozida e depois moída: diminuir a retração.

4) Moldagem a seco ou semi-seco: → 5 à 10 % de água. Geração de tensões internas diferenciais. .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. isoladores elétricos. refratários. → Desvantagens: . diminuindo as perdas por irradiação. →Ladrilhos.163 c. → Desgaste da estrutura ( ciclos de queima-resfriamento).1) Fornos intermitentes: Cozimento de um lote de cada vez.Elevado consumo de combustível e de mão-de-obra. e) Cozimento: → Vitrificação→coesão.Peças de muito boa qualidade (não tem bolhas).Limitação dos formatos.Peças de precisão. azulejos.Simplicidade das operações e produção em massa. → Rendimento máximo. Velocidade de evaporação = velocidade de difusão. → Custo de instalação pequeno → Facilidade de execução. pisos.Evaporação da água adsorvida→ retração → Necessidade de controlar a secagem: Se a velocidade de evaporação da água é superior à velocidade de difusão da mesma do centro para a superfície da peça. tijolos e telhas de qualidade superior. . .Tempo de secagem reduzido. d) Secagem: → Objetivo: Evaporar a maior quantidade possível de água antes da queima. e. →Uniformidade das temperaturas no interior do forno. . → Compactação com prensas: 5 até 700 Mpa. . Deformação da peça e fissuras. → Vantagens: .Investimento elevado. peças delgadas. d) Secagem por radiações infra-vermelhas: .Pouco usado→ custo.Evaporação da água dos poros ( sem retração) seguida por . . 1) Forno de meda 2) Forno intermitente comum 3) Forno intermitente de chama invertida 4) Forno de mufla 5) Forno combinado PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.Alto rendimento e pouca deformação.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . .

6) MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO DE CERÂMICA: a) Adobe: → Argila seca ao ar sem cozimento: construções rústicas. b) Tijolos comuns: b. → Limpar o barro: matéria orgânica.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . superfícies ásperas e que foram fabricados com pequena prensagem.164 e. → Características de qualidade: .Transporte: grande porcentagem de quebra→ material fraco .Regularidade de forma e igualdade de dimensões (uniformidade no assentamento) .Cor: de pouca importância.2) Fabricação: → Processos mais econômicos possíveis.Facilidade de corte. mas: * Cores desmaiadas ou miolo escuro → Material cru ou (e) com matéria orgânica não oxidada * Cores muito carregadas→ excesso de vitrificação .Absorção de água entre 15 e 25 % b. trincas.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. → De facilmente pulverizáveis até de massa compacta.-3) Fornos contínuos 1) Forno de Hoffmann 2) Forno de Túnel Obs.2) Fornos semi-contínuos e.Arestas vivas e cantos resistentes . apresentando fratura de grão fino homogênea e de cor uniforme. → Resistência (compressão): 1 até 15 MPa = f ( qualidade da argila). cavidades e corpos estranhos .1) Generalidades: → Tijolos (cerâmicas) comuns: porosidade alta. → Cozimento 900-1000° C.Procedência . → Secagem em grandes telheiros que aproveitam o calor do forno. 7. pedras e gravetos.1. .Som limpo ( metálico): bom cozimento . → Problema com a umidade: se torna novamente plástica. → Moldagem com pasta plástica consistente. → Argila pode ser usada com argamassa de assentamento.: Modelos de fornos encontram-se anexados no final do capítulo.Homogeneidade da massa com ausência de fendas. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. → Compressão: até 7 MPa.

baixo custo. .Quatro horas após o início do ensaio. → Ensaio de resistência à compressão (MB-52): .165 b. dos quais 10 serão ensaiados. * Após o endurecimento da pasta. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.Pesagem na condição de saturado. 48 horas após imersão total. →Ensaio de absorção: .Pesagem a seco.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .Amostragem: de cada lote 50000 tijolos serão recolhidos 25 aleatoriamente.Colocação da água de modo a ter 1/3 da altura dentro da água. . → Classificação conforme à resistência à compressão: ( EB-19).Comprimento igual à duas vezes a largura mais uma junta e largura igual à duas vezes a espessura mais uma junta. (Facilidade de manuseio do material facilitando o seu assentamento).Tipo 2 : 240± 5 mm. 63± 2 mm . 115± 3 mm.segundo. . * Limite de resistência: carga máxima / média das áreas das duas faces de trabalho. .sem exigências quanto à aparência. 52± 2 mm → Modulação das dimensões recomendada: . .uso para fins estruturais e de vedação.3) Tipos de Tijolos: O tijolo comum pode ser caracterizado por: .Ensaio * Aplicação progressiva de uma carga: 0. subir a altura da água até 2/3 da altura do corpo de prova.Secagem em estufa à 110° C. * As duas metades são unidas pelas faces maiores com uma fina camada de pasta de cimento. . imersão total. * As faces paralelas à junta são regularizadas também com uma fina camada de pasta de cimento. . . Tijolos comuns maciços: → Especificação Brasileira (EB-19): .Duas horas após o início do ensaio. os corpos de prova são imersos em água potável por 24 horas e ensaiados na condição de saturados. 95± 3 mm. .Preparação dos corpos de prova: * Cada tijolo é cortado ao meio perpendicularmente à maior dimensão.5 kg/cm2.Tipo 1 : 200± 5 mm.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.

95± 3 mm.Enche-se de água destilada até o nível de 1 a 1. * Após o endurecimento. 95± 3 mm. 95± 3 mm. .166 →Eflorescências: . Furos prismáticos e normais às faces menores. 200± 5 mm. sendo a água renovada até que o tijolo fique saturado. . →Ensaio de resistência à compressão: . Furos prismáticos e normais às faces menore. mas não descontar os furos no cálculo da área (carga aplicada normalmente ao eixo dos furos). 95± 3 mm. . ele apresentará eflorescências na parte superior.Tijolos são colocados verticalmente num recipiente de fundo chato. → Divididos em duas categorias segundo à resistência à compressão.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .Seca-se ao ar.5 cm. * As faces são regularizadas com uma fina camada de cimento. os corpos de prova devem ser imersos em água 24 horas e ensaiados na condição de saturados. Tijolos comuns furados: → Dimensões: Divididos em três tipos: EB 20. dos quais serão ensaiados 6.Tipo 2: 200± 5 mm. . .Tipo 1: 200± 5 mm. Furos cilíndricos e paralelos às faces menores.Ensaio: idem tijolos maciços.Preparação dos corpos de prova: * As faces de aplicação de carga deverão coincidir com àquelas que estarão submetidas a carregamento na construção. . 200± 5 mm. Se o tijolo possui sais solúveis. . PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.Tipo 3: 300± 5 mm.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.Amostragem: de cada lote de 20000 tijolos serão separados aleatoriamente 25. → Tijolos tipo 1 e 2 podem ser empregados em alvenaria com função estática.

Faces de trabalho paralelas aos furos: enchimento → Vantagens dos tijolos furados: . c) Telhas comuns: Processo de fabricação quase idêntico à fabricação dos tijolos comuns.Dificultam a propagação de umidade e favorecem a dessecação das paredes. →Processo para verificar a qualidade no momento do recebimento. → Classificação segundo o posicionamento e a orientação dos furos.Para telhas francesas ( tipo Marselha). .EB-21: fixa o sistema de encaixe.Apesar da redução da seção carregada.Homogeneidade de massa.167 → Tijolos tipo 3 são usados somente como material de enchimento e vedação. mesmo na condição saturada de água. liberando a forma das peças à conveniência do fabricante.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . . as dimensões e a resistência à flexão. A queima é feita nos mesmos tipos de forno.Fraca absorção de água e impermeabilidade. valor mínimo individual: Primeira categoria: 85 kgf Segunda categoria: 70 kgf Material saturado: após 24 horas de imersão em água. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.Arestas finas e superfícies sem rugosidades: Para facilitar o escoamento das águas. . . A moldagem é feita por prensagem. podem ter tensões de utilização referidas à seção plena (sem descontar os furos) da mesma ordem de grandeza dos tijolos maciços: devido a melhor qualidade proveniente do apuro na produção. o peso. A secagem deve ser mais lenta que para os tijolos. deve resistir bem ao peso de um homem médio. .São as mais econômicas e mais usadas. . . → Especificação Brasileira EB-21 . → Características de qualidade: . Uma telha comum. para diminuir a deformação.Menos peso por unidade de volume aparente. faces planas e melhor esquadrejados. arestas e centros mais firmes.Faces de trabalhos normais aos furos: alvenaria ( função estática) . sujeitos somente às cargas devidas ao próprio peso.Resistência mecânica à flexão adequada. estando apoiada nas extremidades. .Maior isolamento térmico e acústico.Planas com encaixes laterais e nas extremidades e com agarradeiras para fixação às ripas de madeiramento. .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. . fendas. . com ausência de trincas. . etc.Não conter sais solúveis.Regularidade de forma e dimensões.Cozimento parelho. mas o barro deve ser mais fino e homogêneo. .Carga de ruptura à flexão. . mesmo de segunda categoria.Fabricados em marombas à vácuo: aspecto mais uniforme.Peso reduzido. . .

.Existe peças especiais para arremates. está só aparecerá após 48 horas e sem gotejamento. maior resistência à abrasão.Podem ser coloridos (pigmentos). . . → Baixa absorção ( 10-15%)→pouco aptas para receber reboco e revestimento. .Espessura± 2 cm. f) Materiais cerâmicos de alta vitrificação: Classificados segundo a qualidade na textura interna: .Face inferior: rugorosidade e saliências (↑ a fixação).Telhas tipo canal ( romanas ou coloniais): Podem ser simples ou com encaixes e de cumeeira. → Comuns ( porosos): tijoleiras . . . → Processo: Prensagem. Colocar água no reservatório formado até uma altura de 5 cm. * Emprego em mansardas e telhados de ponto elevado.Alta resistência ao desgaste (pisos).Telhas de escamas: * Simples placas com dois furos pelos quais se passa arame para prendê-las às ripas. etc. e) Tijoleiras e ladrilhos: São tijolos de pequena espessura. d) Telhas e tijolos aparentes: → Produtos de melhor qualidade: Boa aparência. → Tipos de telhas: . → Tipos → Telhas : Mais impermeáveis e lisas.Grau de vitrificação maior→ muitas peças são rejeitadas ( altas deformações.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.Espessura 5-7 mm. usados em pavimentação e revestimentos.168 → Impermeabilidade: Sobre a telha construir um anel de argamassa ou um marco metálico impermeável de 7 cm de altura ligado a telha por meio de cera.Argilas gordas. .Materiais de grès cerâmico tem textura quase compacta PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Melhora com a presença de ranhuras nas superfícies. . Uma boa telha não deve deixar passar umidade em 24 horas.Alto grau de vitrificação: compacto e impermeável. → Prensados: ladrilhos . . variações na cor).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .Vários tamanhos: mais usuais são quadrados ou retangular. . Maiores cuidados: uniformidade de tamanho.Telhas holandesas: Quase planas e com encaixe lateral. uniformidade na cor.

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- Materiais de louça ( faiança): impermeáveis na superfície e mais porosos no interior→ azulejos e louça sanitária f.1.1) Materiais de grès cerâmico: a) Manilhas → Tubos cerâmicos p/ condução de esgotos sanitários, remoção de despejos industriais e canalização de águas pluviais. → Podem ser vidrados internamente e externamente ou só na parte em contato com os líquidos. → Processo: - O barro usado tem altos teores de óxido de ferro e deve ser bastante fusível→ alta vitrificação, mas→ alta deformação - Moldagem→ por extrusão, a pasta desce por gravidade até a mesa onde existe um molde para o bocal. Na outra extremidade devem ter ranhuras p/ aumentar a aderência da argamassa de rejuntamento. - Obtenção do vidrado: Durante a queima * Lançar cloreto de sódio no interior do forno que se volatilizará e recondensará formando uma película vidrada de silicato de cálcio na superfície das peças; * Imersão após a primeira queima, em um banho de água com areia silicosa fina com zarção; no recozimento essa mistura se vitrifica. → Especificação Brasileira ( EB-5) - Grupo A: com vidrado interno e externo Grupo B: com vidrado só interno - Diâmetros: entre 7,5 e 60 cm - Comprimentos: entre 60 e 150 cm - Devem ter no mínimo 3 estrias circulares de 3 mm de largura por 2 a 5 mm de profundidade na superfície interna da bolsa e na parte externa da ponta lisa → Resistência à compressão diametral: MB-12 - O tubo é apoiado sobre dois apoios rígidos e afastados de tantos centímetros quantos decímetros tiver o diâmetro e recebe carga por um terceiro cutelo; - Varia entre 1400 e 3500 kgf/m. → Impermeabilidade: MB-13 Aplicando uma pressão interna de 0,7 kgf/cm2 por 2 minutos ou 2 kgf/cm2 instantânea. Não devem aparecer gotas e manchas. → Absorção: MB-14 Imersão na água em ebulição por uma hora. - Absorção deve ser < 10 % com vidrado externo e interno - Absorção deve ser < 8 % com vidrado só interno → Resistência à ação de ácidos: MB-210 Imersão de uma amostra durante 48 horas. Perda de peso não deve exceder 0,25%.
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b) Ladrilhos de grés ( lito-cerâmica ) → Massa quase vitrificada , mais compacta que a cerâmica vermelha e menos branca que a faiança; → Material de qualidade superior; geralmente é feita uma esmaltação na face aparente; → Formas. f.1.2) Materiais de louça branca: → Argilas quase isentas de óxido de ferro, contendo quartzo e feldspato finamente moídos. a) Louça: → Pó de louça : argilas brancas (caulins quase puro). Produtos duros, de granulometria fina e uniforme com superfície vidrada. - Louça calcária ( louça de mesa); - Louça feldspática ( azulejos, cerâmica sanitária); - Louça mista. → Vidrado : aplicado após uma primeira cozedura, seguindo-se então, o recozimento, quando se transforma em vidro. →Problemas com o vidrado: - Homogeneidade (espessura, cor) ao longo da peça→ondulações na superfície. - Diferença de coeficiente de dilatação termica com o corpo cerâmico→ tensões diferenciais → trincas no vidrado. b) Azulejos → São placas de louça: - de pouca espessura - vidrados numa face (externa) →impermeabilidade e durabilidade - não vidrados na face posterior e nas arestas e até possuem saliências e reentrâncias para melhorar e aderência com argamassa de assentamento e de rejuntamento. →Função: Revestir outros materiais→proteção e bom acabamento. →Processo de fabricação: - Biscoito : moldagem a seco com prensagem e queima a ±1200° C. - Vidrado : misturas de óxidos de grande fusibilidade com corantes adequados; - Recozimento (biqueima) ou monoqueima. → O vidrado deve apresentar alta resistência às variações de temperatura e umidade, sem gretar. →Dimensões comuns : 15 x 15 e 10 x 10 cm Superficie : lisa ou chamalotada; Arestas : de quinas retas, biseladas ou boleadas. c) Louça sanitária
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→Processo: - Barbotina (formas mais complexas); - Queima± 1300° C; - Vidrado: esmalte de borax e feldspato ou calcário. → Normalização ampla e pouco obedecida. Pedido: Especificação deve ser bem detalhada. Ex.: - Bacia sanitária com ou sem sifão; - Lavatórios comuns ou com pedestal, com ou sem saboneteira (uma ou duas), apontados para uma ou duas torneiras; - Mictório de parede, de bacia ou de pedestal. →Absorção de tinta : MB-111 Imersão da amostra durante uma hora em tinta vermelha. Exige-se penetração nula no vidrado e máxima de 1 mm na superfície de uma fratura. g) Cerâmicas refratárias: → Refratária: que não se deformam abaixo de 1520° C; → Altamente refratária: que não se deformam abaixo de 1785° C; → Devem apresentar estabilidade de volume, resistência mecânica e resistência química; → Argilas refratária (pobre em cal e óxido de ferro) sílico-aluminosas, aluminosas, silicosas, magnesita, cromita, etc. → Processo: prensagem e queima até 2500° C; → Forma: tijolos maciços ou tijolos especiais para chaminés e abóbadas; → Assentamento: argamassa refratária obtida com a mesma argila do tijolo sem cimento ou com cimento aluminoso. 7.1.7) REVESTIMENTOS CERÂMICOS: Função principal→revestir outros materiais para dar proteção e bom acabamento. Principais Normas para Revestimentos Cerâmicos: Normas internacionais ISO-DIS 10.545 e ISO-DIS 13006 adotada pela ABNT. Qualidade Superficial: É determinada pela presença de determinados defeitos de fabricação: trincas, gretas, falta de esmalte, ondulações, depressões, furos, pontos, manchas, defeitos de decoração, cantos e arestas quebrados, diferenças de tamanho e de tonalidade. Classe A: se verificar nenhum defeito a uma distância de 1 metro Classe B: se verificar algum defeito a uma distância de 1 metro Classe D: se verificar algum defeito a uma distância de 3 metros Resistência às manchas: É a facilidade e eficiência com que podem ser removidas sujeiras, manchas e outros materiais entrando em contato com a superfície; é importante no caso de
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CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .172 aplicação em hospitais. laboratórios. etc.: PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. restaurantes.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. indústrias alimentícias.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.173 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.

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