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MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
TEORIA

PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO

PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO

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Sumário
CAPÍTULO 1 ..................................................................................................................................................................... 11 1. MATERIAIS................................................................................................................................................................... 11 2. PROPRIEDADES........................................................................................................................................................ 12 2.3. Propriedades térmicas: ........................................................................................................................................ 14 2.4. Propriedades elétricas: ........................................................................................................................................ 14 2.5.Propriedades químicas:......................................................................................................................................... 14 CAPÍTULO 2 ..................................................................................................................................................................... 15 ROCHAS ........................................................................................................................................................................... 15 1.1DEFINIÇÃO.............................................................................................................................................................. 15 1.2UTILIZAÇÃO ............................................................................................................................................................ 15 1.3HISTÓRICO.............................................................................................................................................................. 15 1.4 APLICAÇÃO ............................................................................................................................................................ 16 1.5 CLASSIFICAÇÕES DAS ROCHAS .............................................................................................................................. 16 1.5.1 - Classificação Geológica: De acordo com a formação da rocha. .................................................................. 16 1.5.2 - Classificação Tecnológica: Baseado no mineral simples predominante na constituição das rochas e determinante das suas características. ................................................................................................................... 16 1.5.3 - Classificação Combinada: Considera-se as duas classificações anteriores e a aplicação na Engenharia. As rochas são classificadas em: ................................................................................................................................... 17 1.6 CARACTERÍSTICAS DE ROCHAS EMPREGADAS NA CONSTRUÇÃO CIVIL ............................................................... 17 1.6.1 – Granito ........................................................................................................................................................ 17 1.6.2 – Calcários ...................................................................................................................................................... 18 1.6.3 - Basalto.......................................................................................................................................................... 18 1.6.4 - Mármores..................................................................................................................................................... 19 1.7 MINERAIS PRESENTES NAS PEDRAS DE CONSTRUÇÃO ......................................................................................... 19 1.7.1 - Quartzo ........................................................................................................................................................ 19 1.7.2 – Aluminossilicatos......................................................................................................................................... 19 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO

3 1.7.3 - Silicatos de Ferro Magnésio ......................................................................................................................... 20 1.7.4 - Carbonatos e Sulfatos .................................................................................................................................. 20 1.8 PROPRIEDADES DAS PEDRAS ................................................................................................................................ 20 1.9. ESTUDOS TECNOLÓGICOS .................................................................................................................................... 23 1.9.1 - Características Físicas................................................................................................................................... 23 1.9.1.1 - Massa Específica: É a relação entre massa e volume. .............................................................................. 23 1.9.2 - Características Mecânicas ............................................................................................................................ 25 1.10 CLASSIFICAÇÃO QUANTO ÀS DIMENSÕES ...................................................................................................... 26 1.11 ALTERABILIDADE DA PEDRA ............................................................................................................................ 26 1.11.1 – Efeitos Físicos: ........................................................................................................................................... 27 1.11.2 – Efeitos Químicos........................................................................................................................................ 27 1.12 EXPLORAÇÃO DE PEDREIRAS .............................................................................................................................. 29 1.12.1 - Definição de Pedreira................................................................................................................................. 29 1.12.2 - Critérios para escolha de uma Pedreira..................................................................................................... 29 1.12.3 - Exploração de Pedreira .............................................................................................................................. 29 1.13 POTENCIAL MINERAL BRASILEIRO ...................................................................................................................... 30 1.13.1 - Setor Mineral Catarinense ......................................................................................................................... 30 1.13.2 - Brita e Areia em Santa Catarina ................................................................................................................. 31 1.13.3 - Pedras usadas na Região (Florianópolis) ................................................................................................... 32 1.14 PARTE PRÁTICA ................................................................................................................................................... 33 CAPÍTULO 3 ..................................................................................................................................................................... 37 AGREGADOS .................................................................................................................................................................... 37 2.1 DEFINIÇÃO............................................................................................................................................................. 37 2.2 APLICAÇÕES........................................................................................................................................................... 37 2.3 CLASSIFICAÇÃO ..................................................................................................................................................... 37 2.3.1 Segundo a Origem .......................................................................................................................................... 37 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO

......................................5 ÍNDICE DE QUALIDADE .......................... 38 2....................................................................................6......................................................................................................................7........................................................3 Resistência à Abrasão ....... 43 2....................2...........................3 Segundo à Massa Específica Aparente....................................................1.................................................................. 53 2...............6................. 51 2........................................... 53 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG....... 45 2........... 43 2..........................................................................2 Segundo o Tamanho dos Grãos .....5......................................................5...............................................................................................7 GRANULOMETRIA (COMPOSIÇÃO GRANULOMÉTRICA DO AGREGADO) .......................................5 OBTENÇÃO DOS AGREGADOS ...........................................................4 TIPOS DE AGREGADOS ..................6..4 2...........................................................2................................................... 45 2.......................................................................................................................................................5..Composição de Agregados Miúdos ..6 CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DOS AGREGADOS .......................................................................................... 48 2.......1 Limites Granulométricos do Agregado para Utilização em Concreto.....................3............................................1 Massa Específica Aparente: .......... 45 2...............................................................6.....................................7........................................ 48 2...............8 PARTE PRÁTICA ............................................................................ 47 2.............................1.....1..................... 40 2.....2.......................2 Massa Específica Absoluta: .........................................................................................................................................................4 Umidade: ............Los Angeles....3......................................5...........7........................................5.....................................................................5............................... 43 2.............................6.1 Agregado Natural .........................................................Agregados Miúdos ........................................5.................................................................................3 Massa Unitária: .........................2 Agregado Artificial...........................................................................................CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG........5...................................................................... 45 2..............................................2 Resistência à Tração ...............CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO ..............................................................................................7...... 44 2........... 51 2...............4 Substâncias Nocivas ....................................4 Análise granulométrica de uma mescla ...........................................................................3.......1 Resistência à Compressão ...................1..................................................................................2 Tipos de Peneiras .....................................................................................1 Tipos de Britadores ...........5 Inchamento: ........... 39 2........ 38 2.................................... 46 2..........................1............................. 45 2........................... 43 2.... 42 2......... 39 2....... 38 2..................7.................. 39 2......................................Agregados Graúdos .............................................................................................

.............. 67 3....................................6..Cal Hidráulica ....... 61 2. 67 AGLOMERANTES ... 74 3................................................................................................Cimento de Pega Rápida ..................... 68 3..................................6..................................................................................................................................................................................................................3 ...........................................................................................................................................................................Cal Pozolânica ........................................3 – Cal Aérea ...........................................7 AGLOMERANTES HIDRÁULICOS ...3................ 71 3................................................................................... 67 3...CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO ........... 67 3............................................................................ 64 FOLHA DE SERVIÇO ..................................................Cal Metalúrgica ...8.......................................Determinação da umidade ...................................................................................................... 55 2.......................................................6 AGLOMERANTES AÉREOS.................................................................. 74 3.....................................................................................4................................................Inchamento das areias .........................Impurezas........................................6............................................ 67 3..........................2 ......................... 67 3........................................................................................................................5 2... 68 3.......................................................1 ....................... 62 ANEXO ..............................................................................................................................................7.................................................................................. 68 3................................Características Físicas: ................................... 53 2...................................................................4......Composição granulométrica (NBR 7217/1987) ........6....................................................................................................................................................................................................................................8.....8....................................... 76 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG..............1 – Amostragem (NBR 7216):.................................................7..............8...................................................5 CLASSIFICAÇÃO ..................................7...................4 ..........2 EMPREGO .............................................. 54 2................................................................................................................................... 67 3................3 MATÉRIA-PRIMA .......... 71 3............ 67 3................................................................................. 73 3................................................1 DEFINIÇÃO..................................................................................................2 – Cimento Sorel ......................................................................................... 73 3....................................................................................................................................................Quimicamente Inertes ...................................8..4 ATIVIDADE QUÍMICA ....................................CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG........2 ......................................................5...........................................................................................Quimicamente Ativos...1 – Gesso ........................ 8....1 ........................ 65 CAPÍTULO 4 ...........................................7.................................................. 58 2.................................................................................................2 .................4............................

...............4........................................................................................................................................................................................................................................... 92 4....................... 89 4...1 ................................................................................................................ 89 4....................................................Argamassas de gesso: ...................................... 79 Propriedades dos compostos do cimento: .................................................Classificação quanto ao emprego: ............. 93 4....................................................Cimento Natural.......................................................2 ................................................5 ..........................1 DEFINIÇÃO.......1 ..................................8 ....................................................................................................................................................Classificação quanto ao tipo de aglomerante:...........CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG........................ 94 4..............................................................................4 .............. 91 4..................................................................................................................................................... 95 Descolamento e esfarelamento .........................................................................................Cimento Portland .....................................4.......2 ..2 ...... 92 4..Argamassas de cal aérea: ................ 80 Determinação da composição potencial ou teórica dos compostos do cimento:......................................... 90 4........ 93 4........................................................................................................................... 76 3..................................2 APLICAÇÃO ............ 93 4................................. 81 Tipo de cimento Portland: ...................... 89 4..................4 CLASSIFICAÇÃO DAS ARGAMASSAS ........................ 83 CAPÍTULO 5 .......................................................................................................................................................6 ARGAMASSAS HIDRÁULICAS ........................................................................................2 .4....... 90 4...............................................................................6 3..........................................6...................Argamassa de cimento:.................................................................................................................................................Estado Fresco: ...........7............................ 77 Composição Química do Cimento:.3 – Classificação quanto à dosagem: ........................................................... 92 4......................................................... 89 ARGAMASSAS...........................................3.............................5..................................................Estado Endurecido: ....................................................... 93 4............. 93 4........7 PATOLOGIAS RELACIONADAS ÀS ARGAMASSAS.................5..............1 ...................................................................................................................... 93 4...................5 ARGAMASSAS AÉREAS .........................................CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO ...........................................................Classificação quanto à consistência: ............................................................................................1 ..................3.........................................Argamassas mistas de cal e cimento: ......................................................................................... 92 4.............................................................................................................................................................3 PROPRIEDADES DAS ARGAMASSAS .............................6............... 97 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG....................4.......................7...........

...................................3........................................... 103 5......................................................3........5 .....................................................................................Quanto ao processo de dosagem: .........................................................................................................................................................................................................1 DEFINIÇÃO... 99 .........................................................................................................................................4 ...................................... 107 5...............................................................................................................6 ................................................................4........................................................................... 106 5........................CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG........7 ..........3 CLASSIFICAÇÃO ................................................. 106 5...........................................1 .............................................................................................................................................. 99 Estalactites ...........................Quanto ao seu destino: ................................. 106 5....................................................................................................................Quanto ao tipo de agregados: ....................................................................................................................................................................................................................Trabalhabilidade: ...............................................3 ...........................................................................1 ......3..Cor dos materiais................. 108 c) Ensaio Vebê: ...........Quanto ao processo de adensamento: ......................Quanto à textura:...................... 106 5................ 109 d) Mesa de espalhamento: ................................................................................... 102 CAPÍTULO 5 .............Quanto à consistência:.....................................................................4.................... 106 5........................................... 102 Bolor......................................................... Mofo e Limo: ....3.......................................................................................................................................................... 106 5.........Quanto às propriedades dos aglomerantes: ..........................Quanto ao processo de mistura.........................4 PROPRIEDADES DO CONCRETO FRESCO ............................................................................ 98 Manchas: ........... 105 5......................2 – Medidas da Trabalhabilidade: ......................................................................... 103 CONCRETOS ........................... 107 5...................................................................................................CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .............................. 107 b) Ensaio de remoldagem de Powers: ......................................................................... 99 Eflorescência: ...................................................3........... 106 5............................................................. 105 5........................................................2 TIPOS ..................................................................................................................................................................................................................... 109 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.......... transporte e lançamento:......3......................................................................3...........................................3.....................................................8 . 107 a) Ensaios de consistência pelo abatimento do tronco de cone (NBR 7223/82):.....................................................................................................................................................7 Vesículas:...............................2 ...... 103 5...................... 103 5..... ...............

............... 112 5................................................................................................. 126 5..............................6.......................................................................................................4 ....................... incluindo os vazios.........................4... 117 5...............2 ............... 111 5.......Resistência aos esforços mecânicos: O concreto é um material que resiste bem aos................................................................................. 111 5..................8 e) Caixa de Walz: ..........................................................6 DOSAGEM DO CONCRETO ..... 134 5..................................................................................................1 INTRODUÇÃO ............................................................................................................Exsudação: ..................................... 136 5.........................................................................3 ....1 ......................................Dosagem Empírica: .............................................................................2 .......................Resistência à tração: .................Permeabilidade e absorção: ..............................................2 ............................ 115 5...................... 138 6................................................................................... 125 5.4 PROPRIEDADES DO CONCRETO ENDURECIDO ........................................................ 116 5........1 .Dosagem Experimental ............ 111 5..............................................7........6..........................................................................................................4.............................. 135 5............ 138 6....................................5 ANÁLISE ESTATÍSTICA DA RESISTÊNCIA DO CONCRETO: ...................................................... 111 5................................................. Valores usuais:............................1 .........................3 ...............Procedimento e plano de amostragem: ...6.... Varia principalmente com tipo de agregado utilizado......................... 138 MADEIRAS ....................... 116 5................................................................2......................................2 ..............................................................................Massa Específica: Massa da unidade de volume................................................................................................................1 – Classificação das Árvores: ........ 137 CAPÍTULO 7 ............................................2 ORIGEM E PRODUÇÃO DAS MADEIRAS .............Método do IPT/EPUSP ..............2..4..........8 PRODUÇÃO DO CONCRETO......1 ........... 138 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG............................................................. 138 6........................................................2 ...........................................2.......................................7.....4............................................................................................................................................4............................ 114 5.........................CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG......................................................................................................CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .......................................................................................................2..............................4...........Deformações: ..............................................................9 PATOLOGIA DO CONCRETO ........................................................... 117 5..........7 CONTROLE DE QUALIDADE DO CONCRETO .....................6....................................... 110 f) Ensaios de penetração: .................... 130 5..........Responsabilidade pela composição e propriedades do concreto: ..........Método da ABCP/ACI .............................................................................. 134 5.............................

................................. 148 6............................................................................................................................................................................... 141 6................6......................................................................................1) Defeitos de Crescimento→Alterações no crescimento e estrutura fibrosa..............................3........................................3........................................................................................................................................................................................... 147 6.................. 145 6................................................................. fungos e destruidores........................1) Deterioração: ..................1 Celulose (C6H10O5)n: .....................................5......................... 146 6...........................3 Lignina: ..........................................................................................................................................................6 DEFEITOS ........................... 141 6.......................................................9 6............. insetos xilófagos... 149 6......................................................................................................................................2......................................................... 143 6.......2 – Fisiologia (Partes componentes) e Crescimento das Árvores: .......................................... 148 6................................................CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO ........... 150 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.......................................5 PRODUÇÃO DA MADEIRA .....................8...................................................................CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG................................ 144 6..............3) Desdobro (ou desdobramento): ..... . 145 6............................................................ 142 6..............................................................................................................3 COMPOSIÇÃO QUÍMICA DA MADEIRA................................................ 146 6................4) Defeitos de Alteração→Agentes de deterioração ...........................................3) Principais produtos de preservação: .. 140 6.. 146 6..............................................7 SECAGEM ........................................2) Defeitos de Secagem→Secagem mal conduzida...............................................6........................................... 144 6............... .....................6.................................3......................8.................................................................... 147 6.........................6.....................8 PRESERVAÇÃO .................................. 142 6...................................1) Corte .........4) Aparelhamento das peças: ......5.. 141 armazenamento de reservas nutritivas............. .................... 147 6..........................3) Defeitos de Produção→Desdobro e aparelhamento das peças.................... 147 6............................................... 144 6..............................3 Estrutura fibrosa do lenho: Para sua sustentação..........................2 Hemicelusose: ................................................. 142 6......................2........................2) Principiais processos de preservação: ..5..........5...........................2) Toragem e Falquejamento: ......Mofos e manchas (azulamento).... ........................... condução de sucos vitais e ....8..............................................4 IDENTIFICAÇÃO BOTÂNICA ............................................................................................................ Devidos a retratilidade da madeira durante os processos de secagem natural ou artificial........................................ furadores marinhos....9 PROPRIEDADES FÍSICAS DAS MADEIRAS E ENSAIOS FÍSICOS ..

..................................................................................................................11............................................PROPRIEDADES FÍSICAS E ENSAIOS FÍSICOS...............................10 6..............11........................................................ 153 6................. 153 CAPÍTULO 8 ............... 164 7....................................................................................... 155 7...................................1) Madeiras laminadas ...................................................................................11 MADEIRAS TRANSFORMADAS ............................................9...........................................................................................................4) Madeiras reconstituídas ........................................................................................ 161 7............................... 150 6..........1................................................................1................................. 171 Bibliografia ......................................................................................................................................................................................................................... 174 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG......................... 153 6...................... 152 6........... 155 MATERIAIS CERÂMICOS ...1..................CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG............................................................. 156 7.......2) Madeiras laminadas compensadas ou contreplacados de madeira................................1.............. 153 6...............................................................................................11.............................. 156 7...........CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .................................................................3) Madeiras aglomeradas .........................1) DEFINIÇÕES: .................................................................................2) AS ARGILAS: ...............................................................6) MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO DE CERÂMICA:.11...............1 .....................................1......................................10 PROPRIEDADES MECÂNICAS E ENSAIOS MECÂNICOS .................................1..............7) REVESTIMENTOS CERÂMICOS: ....................................5) FABRICAÇÃO DA CERÂMICA: .... 156 7..................................4) CLASSIFICAÇÃO DOS MATERIAIS CERÂMICOS USADOS NA CONSTRUÇÃO: .............................................................................................................. 153 6.........................................................1 MATERIAIS CERÂMICOS .................................. 161 7...................................................................................... 155 CERÂMICAS: .......................................

O comportamento em relação ao processo de fabricação e do modo como à peça será usada. A especificação de um determinado material só pode ser feita quando se pode prever o que vai acontecer quanto solicitado por fatores do cotidiano de trabalho do material (que podem ser: aquecimento. Essa separação em grupos está diretamente relacionada às propriedades desses materiais... baratos. madeira. Os produtos são feitos de materiais que conseguem atender não só. Como também a possibilidade da alteração das propriedades originais de um material muitas vezes é desejada até visando facilitar o trabalho com o material.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. torção. Os materiais estão agrupados em duas famílias: -Materiais metálicos . resistentes. -Materiais não-metálicos .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . podem ser deformados sem se quebrarem e são bons condutores de calor e de eletricidade. química. corte. duráveis. etc).. Por exemplo: os materiais metálicos apresentam plasticidade.. devem ser previstos quando especificamos o material. Essa propriedade térmica e elétrica. O domínio e o conhecimento das propriedades dos materiais são importantes para a indústria em geral (metalmecânica. mas também às exigências técnicas de adequação ao uso e ao processo de fabricação. metal ou ar. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. leves. por exemplo.... Inúmeros fatores podem ser citados uns mais gerais outros mais restritos ao emprego dado para o material. práticos. dobramento. (é a estrutura geral do átomo que diferencia um material do outro). as exigências de mercado. etc). estas propriedades se referem ao comportamento do material em diversas situações e em níveis de solicitação do normal ao critico.ferrosos e não-ferrosos. Comparando agora os não metálicos verificamos que na sua maioria são maus condutores de calor e de eletricidade. isto é. esta ligada à mobilidade dos elétrons dos átomos de sua estrutura. por exemplo: serem bonitos.11 CAPÍTULO 1 1. lixamento. e são estes que determinam se o material é um plástico. etc. no momento da fabricação. MATERIAIS Os materiais são constituídos de átomos. elétrica.. Na simples verificação e comparação dos materiais da tabela podemos tirar conclusões sobre as propriedades dos materiais. civil.naturais e sintéticos. tração. resfriamento. Quando escolhemos ou podemos dizer especificamos um material levamos em consideração vários fatores.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . impermeabilidade.2. Ou seja.Propriedades físicas. O que é avaliado é a capacidade que o material tem para transmitir ou resistir aos esforços que lhe são aplicados (é levado em conta no processo de fabricação e posterior utilização). estas podem ser: .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. -Propriedades químicas.1. como a tração e a compressão. Propriedades mecânicas: Conjunto de propriedades de grande importância na indústria mecânica. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. resistência. PROPRIEDADES Quando pensamos em utilizar um material pensamos em: dureza. Estas propriedades são aquelas que surgem quando o material está sujeito a esforços de natureza mecânica. etc. 2. 2. Exemplo: cabo de aço. pensamos se as propriedades do mesmo suportam as solicitações do trabalho a que devem ser aplicado. →Resistência mecânica: é a resistência à ação de determinados tipos de esforços. elasticidade.12 2. Pensamos em propriedades. condução do calor. fragilidade. Propriedades físicas: É o grupo de propriedades que determinam o comportamento do material no momento do processo de fabricação como também durante sua utilização posterior.

apresenta de poder ser laminado. aço para fabricação de molas. Podemos dizer que são materiais duros. quando submetido a um esforço tem de se deformar e mantiver está quando o esforço desaparece. para a fabricação de chapas. -Ductibilidade: é o oposto de fragilidade. na extrusão. deformação plástica permanente.13 →Elasticidade: é a capacidade que um material deve ter de se deformar. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. que tendem a quebrar quando sofrem choques ou batidas. como por exemplo. -Maleabilidade: é a propriedade que um material. ao desgaste mecânico. →Plasticidade: é a capacidade que um material. entortado e repuxado.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. golpes. quando submetido a um esforço. ao sofrerem a ação de uma força. 1cm3 de água e 1cm3 de chumbo. vibrações. -Em geral materiais duros são também frágeis. na prensagem. um aço. →Densidade: é a medida da quantidade de matéria (massa) que um material ocupa por volume. pancadas. num mesmo volume possuem massas diferentes. Exemplo: processos que necessitam conformação mecânica. Verifica-se que quantidades diferentes de matéria. e de retornar a forma original quando o esforço termina. →Dureza: é a resistência do material à penetração. Por exemplo: tomemos 1cm3 de cortiça. forjado. são materiais que. Exemplo: borracha. para a fabricação de tubos. estampando. -Quanto maior a dureza maior a resistência ao desgaste. para fabricação de partes de carroceria de veículos. impactos. →Fragilidade: é a baixa resistência aos choques. na laminação. →Tenacidade: é a resistência a choques. deformam-se plasticamente sem se romperem. Obs: a plasticidade pode se apresentar no material com maleabilidade e como ductibilidade. Exemplo: vidro. por exemplo.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . aos ácidos. capacidade que determinados materiais tem de conduzir -Resistividade: resistência que o material oferece à passagem da corrente elétrica.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Propriedades térmicas: Determinam o comportamento dos materiais quando são submetidos a variações de temperatura. Exemplo: a capa plástica que recobre o fio elétrico. O conhecimento dessas propriedades também estão relacionadas com a fabricação do material: →Ponto de fusão: temperatura que o material passa do estado sólido para o estado liquido (dentre os matérias metálicos o ponto de fusão e muito importante para determinar sua utilização).14 2. 2.4.3. Elas se apresentam sob a forma de presença ou ausência de resistência à corrosão.5. 2. -Condutividade térmica: capacidade que determinados materiais tem de conduzir o calor. sua estrutura pode se alterar.Propriedades químicas: Estas propriedades se manifestam quando o material entra em contato com outros materiais ou com o ambiente. Propriedades elétricas: -Condutividade elétrica: corrente elétrica. Está propriedade é verificada no comportamento que o material pode oferecer quando em trabalho (materiais resistente a altas temperaturas ou baixas temperaturas) um material pode contrair ou dilatar com a temperatura. -Dilatação térmica: propriedade que faz com que os materiais em geral aumentem de tamanho quando a temperatura sobe. às soluções salinas. →Ponto de ebulição: é a temperatura em que o material passa do estado liquido para o estado gasoso.

agregados e pedras de construção. segundo a geologia.1DEFINIÇÃO As rochas são todos os elementos que constituem a crosta terrestre.TB-3/ 1945. em formas primitivas de construções. . provenientes da solidificação magma ou de lavas vulcânicas.Estima-se a utilização de pedras.A pedra. Estes novos materiais. em 3. .Século XIX surgimento das estruturas metálicas e século XX desenvolvimento do concreto armado. de composição química e estrutura definida.000 A. teve grande impacto por não ter uma resistência à tração da mesma ordem de grandeza de sua resistência à compressão. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. paralelepípedos.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . São materiais que apresentam elevada resistência mecânica.C.As pirâmides do Egito foram erguidas com blocos de rochas calcárias (Idade Antiga). . tendo ou não sofrido transformações metamórficas. pois podem ser empregados sem grandes modificações em relação ao seu estado natural. guias. matacões. Rochas são materiais constituintes essenciais da crosta terrestre. . Como exemplo temos a construção dos castelos medievais e das grandes catedrais.A pedra foi o material estrutural mais importante na Idade Média. no uso como material estrutural.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Nas pedras de construção estão as pedras de alvenaria. podendo sofrer modificações quando em contato com ar e água em casos bastante especiais (ABNT . independente da sua origem. 1.15 CAPÍTULO 2 ROCHAS 1. por apresentarem boa resistência à tração e compressão.2UTILIZAÇÃO Da extração das rochas são obtidos blocos. lajotas e placas de revestimento. de cantaria. A rocha é um agregado natural formado por um ou mais minerais que forma a crosta terrestre (LEINZ e AMARAL). 1. Entendendo por mineral toda substância inorgânica natural. na Espanha e sul da França. favorecem revolução nas formas e concepções arquitetônicas. ou da consolidação de depósitos sedimentares.3HISTÓRICO -Materiais naturais são os mais antigos utilizados pelo homem. item 2º). composição e estrutura. .

como por exemplo.: arenito. -Intrusivas: Solidificam-se à grande profundidade do solo. xisto e filito. Ex. de quartzo puro. normalmente. -Precipitação química: Originária da transformação química sofrida por materiais em suspenso nas águas.Classificação Geológica: De acordo com a formação da rocha. b) Rochas Sedimentares: São rochas estratificadas. Ex. Os tipos de rochas mais comuns neste grupo são mármore (provém da metamorfização do calcário).: granito. a) Rochas Eruptivas.5.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.: calcário-fóssil.4 APLICAÇÃO A pedra de construção é usada como material suporte ou base nos muros de arrimo. -Efusivas: Solidificam-se na superfície do solo.: pórfiro. devido à sua durabilidade e efeito estético. Magmáticas ou Ígneas: Formadas pelo resfriamento do magma (material rochoso em fusão). ventos e geleiras (deposição de detritos). Ex.Classificação Tecnológica: Baseado no mineral simples predominante na constituição das rochas e determinante das suas características. c) Rochas Metamórficas: São rochas magmáticas ou sedimentares que sofreram alteração na sua textura original. complemento dos concretos de cimento e asfálticos.1 . Ex. quartzito (provém da metamorfização do arenito). -Filoneanas: Ex. Ex. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. -Clásticas ou detríticas: Oriundas da destruição de rochas pré-existentes devido à ação de águas. a) Rochas Silicosas: Predomínio quase total da sílica (SiO2) sob a forma. gabro.2 .5. diábase. Possuem a maior resistência mecânica e maior durabilidade. calcário e dolomita. diorito. placas de revestimentos de paredes e pisos. etc. fundações pouco profundas. turfa. Sua utilização como material agregado. etc. Ainda é aplicada como material de acabamento e proteção.: gipsita. devido a condições químicas e físicas abaixo da superfície terrestre (calor. geralmente depositadas debaixo d’água ou acumuladas através da ação do vento e do gelo.16 1. basalto. Ex. grês silicoso. -Origem Orgânica (organógenas): Provêm da ação direta ou indireta de organismos ou da acumulação de seus restos (acumulação matéria orgânica). faz com que o material seja um dos mais importantes entre os materiais de construção. 1.: granito. etc.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .5 CLASSIFICAÇÕES DAS ROCHAS 1.: riolito. basalto. carvão-fóssil. blocos de pavimentação e como agregado (componente do concreto de cimento portland ou mistura betuminosa da pavimentação). estrutura cristalina ou composição mineralógica. 1. pressão e água). gnaisse (provém da metamorfização do granito).

Classificação Combinada: Considera-se as duas classificações anteriores e a aplicação na Engenharia. As rochas são classificadas em: a) Rochas Sílicosas: Eruptiva.Rocha ígnea de profundidade. c) Rochas Argilosas: Sedimentares.Dura de textura cristalina e de grãos finos ou médios.17 b) Rochas Calcárias: Têm predomínio do cálcio. Possui boa resistência mecânica e média durabilidade.3 . Ex. Têm resistência mecânica e durabilidade baixíssimas. . c) Rochas Argilosas: Predomínio da argila (silicatos hidratados de alumínio). mármore. . 1976) 1. na forma de carbonato de cálcio (CaCO3) ou de sulfato de cálcio. dolomita e gipsita. A Tabela 1 resume esta classificação.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Sedimentares e Silicosas Metamórficas. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.6 CARACTERÍSTICAS DE ROCHAS EMPREGADAS NA CONSTRUÇÃO CIVIL 1. margas e xistos argilosos.1 – Granito .: calcário. b) Rochas Calcárias: Sedimentares e Metamórficas. Tabela 1: Classificação das Rochas (PETRUCCI. feldspato e mica.Compõem-se de quartzo.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.6.: argila comum. 1.5. Ex.

devido ao seu fraturamento natural. .Usos: em calçamentos (resistência ao choque e desgaste). .3 .0. →Riscadas facilmente pelo canivete (grau 3 na escala de Mohs).6.De cor escura e textura compacta. . muros de arrimo.18 .Uso: Revestimento.Resistência à compressão é de 50 a 150 MPa (500 a 1500kgf/cm²). em algumas regiões. podendo ser rósea. CaCO3 + calor = CaO + CO2 →Atacadas pelos ácidos.Apresenta fratura irregular ou concóide. desprendem CO2 com efervescência.Tem grande resistência e dureza.Rocha ígnea de superfície.Resistência à compressão é de 150 MPa (1500kgf/cm²).Resistência à compressão é. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.Densidade varia de 2.Principal uso: Como agregado para base de pavimentos. .2 – Calcários . em média.Comum na natureza. .Constituída à base de feldspato.6. .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .Basalto . argila).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. . .Como agregado apresentam duas desvantagens: grande dureza que desgasta os britadores e a forma dos grãos predominantemente lamelares.Resistência mecânica e durabilidade são as maiores dentre as demais pedras de construção. 1. . de vidro e piroxênio. cinza ou azulada.Composto de silicatos de alumínio e cálcio.Excelente pedra de construção. . . . liberando gás carbônico. concretos de Cimento Portland e asfático. como agregados.5 a 3. . 1.O quartzo dá grânulos brancos ou pretos e a mica lhe dá o brilho. .Rocha sedimentar composta por carbonato de cálcio (CaCO3) e pequenas proporções de outras substâncias (óxido de ferro.Características: →Calcinação pela ação do calor. . . de magnésio. Atualmente utilizado como revestimento de pisos e paredes na forma polida (placas).A cor predominante é dada pelo feldspato. amarelada. 150 MPa (1500kgf/cm²). . desde que não alterado. .Exige menos explosivos na exploração das pedreiras. fazendo seu custo de produção ser menor que o dos agregados graníticos. . produção de aglomerantes (extração da cal e fabricação do cimento) e.Predomínio de carbonato de cálcio (CaCO3) são chamados de calcários calcíticos e predomínio de carbonato de magnésio CaMg (CO3) são chamados de calcário dolomíticos ou magnesianos. . marrom. alvenarias e pontes em arcos (obras com esforços de compressão).

6.2 – Aluminossilicatos Depois da sílica.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. . É somente atacada pelo ácido fluorídrico.7. O quartzo é a sílica cristalina.Tem textura compacta. 1. -Feldspato: K2O·Al2O3 · 6SiO2. 1. -Caulinita: silicatos de alumínio hidratado Al2O3 · 2SiO2 · 2H2O PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. geralmente opaca ou de coloração branco leitoso. A sílica amorfa ocorre sob forma de sílica hidratada SiO2 (H2O) opalina. dá origem ao quartzo vítreo (sílica amorfa).5 vezes seu volume. . Vermiculita. a alumina (Al2O3) é o mais abundante constituinte da crosta terrestre. . resfriando-o rapidamente. Nessa forma pode reagir com a cal. Na2O·Al2O3 · 6SiO2.As impurezas dão a sua coloração.1 . de massa específica 2.Uso: Em revestimentos de pisos com grande fluxo de pedestres (placas polidas) e pisos para jardins (forma bruta). . 1.Resistência à compressão é de 100 MPa (1000kgf/cm²).65 e dureza 7. CaO·Al2O3 · 2SiO2 -Mica: silicatos de alumínio.Representam o último grau de alteração de rochas (paragnaisses) ou provêm do metamorfismo do granito (ortognaisses). .Rochas derivadas do metamorfismo do calcário. Apresenta alta resistência à compressão e grande resistência à abrasão. . .3.Durabilidade e resistência à abrasão menor que granitos. Combinado com a sílica (SiO2) forma o grupo de aluminossilicatos.4 . Muscovita.Mármores .Aspecto e características físicas e mecânicas semelhantes a dos granitos. .Tem quase os mesmos usos que o granito. Possui massa específica absoluta 2.19 . T = 1710° C: funde. T = 870° C: transforma-se em tridimita e cristaliza sob forma de finas lâminas hexaédricas.Uso: Em revestimento interior sob a forma de placas.7 MINERAIS PRESENTES NAS PEDRAS DE CONSTRUÇÃO 1.7. T→ 570° C: passa do estado beta para alfa aumentando 1.Quartzo A sílica (SiO2) ou quartzo livre é o mineral mais abundante na crosta terrestre.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .

Flexão.Carbonatos e Sulfatos Os carbonatos e sulfatos formadores de rochas são encontrados principalmente em rochas sedimentares.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.Compressão. . Desgaste e Choque. A resistência mecânica varia de acordo com a orientação nas rochas estratificadas e com o leito da pedreira nas rochas eruptivas. MgCO3) -Gesso: CaSO4 .5.3 . Os ensaios podem ser feitos por normas alemãs ou americanas. Cisalhamento: As pedras têm boa resistência à compressão e mal à tração. transforma-se em gesso por hidratação. Gelividade. variando na razão inversa da umidade.4 . não seguindo a lei de Hooke. estas devem ter algumas qualidades. Minerais mais importantes: -Calcita: CaCO3 (carbonato de cálcio cristalino) -Magnesita: Mg CO3.Choque: As pedras suportam.20 1.8 PROPRIEDADES DAS PEDRAS Para que as pedras possam ser utilizadas na construção. Tração. Porosidade.7. emprega-se em material refratário. Influenciam a durabilidade: a Compacidade. Flexão. é o principal requisito na escolha da pedra. 2H2O -Anidrita: CaSO4. A umidade tem influência na resistência. Cisalhamento. 1.Desgaste: É a perda de qualidades ou de dimensões com o uso contínuo. -Dolomita: (CaCO3 .resultando na necessidade de controle de certas propriedades. além dos efeitos estáticos. Higroscopidade. Nas pedras as deformações crescem menos rapidamente que as tensões. .5 e 7. químico e mecânico). físico.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. A massa específica é maior que os outros silicatos e a dureza varia entre 5. Devem ser consideradas propriedades como resistência à Compressão.Silicatos de Ferro Magnésio Geralmente denominados minerais negros. os dinâmicos.7. 1. geralmente. Permeabilidade. A resistência à compressão. Condutibilidade Térmica. Durabilidade: É a capacidade de manter as suas propriedades físico-mecânicas com o decorrer do tempo e ação de elementos agressivos (meio ambiente ou intrínsecos. . As propriedades fundamentais são as seguintes: Resistência Mecânica: É a capacidade de suportar a ação de cargas aplicadas sem entrar em colapso. Tração.

condutividade térmica (λ ) e calor específico (c) das pedras (LAMBERTS.5% <P < 5% : rocha com porosidade regular. Condutividade Térmica e Elétrica: É a propriedade relacionada com a velocidade da transmissão de calor. pressão ou ambas. Tem grande importância na durabilidade.R.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Em geral.20 1. A porosidade está intimamente ligada à durabilidade. Como exemplo temos a Tabela 2: Tabela 2: Densidade de massa aparente (ρ ).84 0. coberturas. 10% <P < 20% : rocha muito porosa. F.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO λ Condutividade Térmica (W / (m. 1% <P < 2.84 0. L. Higroscopicidade: É a propriedade de absorver água por capilaridade.21 Compacidade (C): É o volume de sólidos na unidade de volume da rocha natural.90 2. As pedras.O. Devido à má condutibilidade o exterior sofre mais que o interior. as porosas são mais isolantes que as compactas. A água pode atravessar um corpo poroso por capilaridade. Está ligada à permeabilidade. 1997.60 2.40 1.84 0.. gneisse ardósia.5% : rocha com pequena porosidade. A classificação quanto à porosidade é a seguinte: P < 1% : rocha muito compacta. DUTRA. PEREIRA.K)) 0. R. mesmo assim não podem ser consideradas bons isolantes térmicos.) PEDRAS (incluindo junta de assentamento) Material ρ Densidade de massa aparente (kg / m³) 2300-2900 2000-2800 2700-3000 > 2600 2300-2600 1900-2300 1500-1900 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. É o complemento da compacidade. Permeabilidade: É a capacidade de se deixar atravessar por líquidos e gases. a dilatação provoca o fendilhamento.00 2. A pedra porosa é pouco resistente à compressão. podem ser consideradas más condutoras de calor. é permeável e gelível.84 granito. à absorção. à higroscopicidade e à gelividade. xisto basalto calcários / mármore Outras PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.K)) 3. comparadas aos metais. Muito importante para reservatórios.84 0. 5% <P < 10% : rocha bastante porosa..84 0.00 c Calor Específico de Materiais (kJ / (kg.40 1. entre outros. 2. P >20%: rocha fortemente porosa.84 0. Porosidade (P): É expressa pelo volume de vazios na unidade de volume total.

Homogeneidade: Quando apresenta as mesmas propriedades em amostras diversas. Refere-se à forma e ao aspecto da superfície de fragmentação da rocha.: Mármores. Ex.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .: Calcários compactos. Duríssimas: Dificilmente serradas pela serra lisa. a Homogeneidade e a Dureza. Textura: Relacionada ao detalhe da distribuição dos elementos mineralógicos. Alguns minerais são nocivos à beleza das pedras como a pirita. pirrotita e mica. Esta propriedade afeta a trabalhabilidade da pedra e está intimamente ligada ao seu custo. mas fácil de lascar. acentuando as cores. Estrutura: Relacionada à homogeneidade ou heterogeneidade dos cristais constituintes e da parte amorfa.: Tufos vulcânicos. Conchoidal: Difícil de ser cortada. Angulosa: Superfície de separação mais ou menos resistente. Ex. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Influenciam na trabalhabilidade: a Fratura .duras: Serradas facilmente pela serra lisa com areia ou esmeril e dificilmente serradas por serra de dentes.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. O polimento contribui na resistência à ação do tempo. polimento e aderência a aglomerantes. A cor pode ser alterada pelo intemperismo. Áspera: Boa aderência. Ex. A homogeneidade é uma qualidade fundamental.85 0. a cor não serve para identificação mineralógica. a Estrutura e a Coloração. Escamosa: Dificuldade de cortar. a ausência desta significa má qualidade da pedra. Os principais tipos de fratura são: Plana: Material fácil de ser cortado em blocos de faces planas. Dureza: É a propriedade relacionada à maior ou menor capacidade de se serrar. Lisa: Fácil de polir. mas facilmente com as serras diamantadas. A pressão exercida pelo gelo é de 146 kgf / cm². Duras: Somente serradas na serra lisa. corte. Importante quando a pedra tem finalidade decorativa. Trabalhabilidade: É a capacidade da pedra em ser trabalhada com mínimo de esforço. influenciando na maioria das vezes.: Granito. marcassita. Devido a sua variabilidade. conseqüentemente aumentando de volume. Semi. Quando usada para revestimentos a uniformidade e a durabilidade das cores são essenciais. Estética: É a aparência da pedra para fins de revestimento ou acabamento. Coloração: É determinada pela cor dos minerais essenciais ou de seus componentes acessórios.84 Gelividade: A água infiltrada na pedra transforma-se em gelo. Fratura: Está relacionada à facilidade ou dificuldade de extração. Considera-se a Textura.22 < 1500 0. no seu valor. Ex. Brandas: Serradas facilmente pela serra de dentes.

frasco graduado ou balança hidrostática.Características Físicas 1.1.Massa Específica Aparente (d): No volume considera-se o material sólido e os vazios permeáveis e impermeáveis.9.1 .1 . ESTUDOS TECNOLÓGICOS 1. . Determinada pelo picnômetro.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.9. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.23 1. Figura 1: Massa Específica Compacidade (C): É a relação entre massa específica aparente e massa específica absoluta. . Determinada pelo processo geométrico.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .Massa Específica: É a relação entre massa e volume.9.Massa Específica Absoluta (D): Dada pelo peso da unidade sem os vazios.

5% <P < 5% : rocha com porosidade regular. A água pode atravessar um corpo por capilaridade. Permeabilidade: É a capacidade de se deixar atravessar por líquidos e gases.5% : rocha com pequena porosidade. mesmo assim não podem ser consideradas bons isolantes térmicos. A absorção depende dos poros ligados ao exterior de acordo com a dimensão e disposição dos canais da pedra. -P >20%: rocha fortemente porosa. pressão ou ambos. As pedras. -10% <P < 20% : rocha muito porosa. Condutividade Térmica e Elétrica: É a propriedade relacionada com a velocidade da transmissão de calor. Higroscopicidade: É a propriedade de absorver água por capilaridade. -5% <P < 10% : rocha bastante porosa.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. comparadas aos metais. -1% <P < 2. Importante para a durabilidade. Classificação quanto à porosidade: -P < 1% : rocha muito compacta.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .24 Porosidade (P): É a relação entre volume de vazios e volume aparente do material. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. -2. podem ser consideradas más ondutoras de calor.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . usando-se um abrasivo (areia ou coríndon)→ resistência à abrasão. . P = Esforço aplicado.2 .Duríssimas: Dificilmente serradas pela serra lisa.Duras: Somente serradas na serra lisa. normalmente. Sendo: Rc = Resistência à compressão.9. Ex. 1. -Cisalhamento = 1/10 a 1/15 da Resistência à Compressão . Determinação da resistência à compressão: Na prensa coloca-se corpo de prova cúbico com 5 centímetros de arestas. resistem bem à compressão e mal à tração. Cisalhamento: As pedras. Ex. Tração. Fatores como a orientação do esforço. -Flexão = 1/10 a 1/15 da Resistência à Compressão.1. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.2. .2. A resistência à compressão serve de dado para avaliação indireta das outras propriedades. nas rochas estratificadas e umidade influenciam na resistência. -Tração = 1/20 a 1/40 da Resistência à Compressão.2 . O ensaio de desgaste pode ser feito de duas maneiras: -Material atritado contra um disco horizontal que gira. e S = Área da seção resistente.9.25 Dureza: É a propriedade relacionada à maior ou menor capacidade de se serrar.: Mármores. . Ex. O desgaste é feito pelas partes mais duras.: Granito. .Resistência à Compressão. Ex.Características Mecânicas 1.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.9.duras: Serradas facilmente pela serra lisa com areia ou esmeril e dificilmente serradas por serra de dentes. Flexão.Desgaste: É a perda de qualidades ou de dimensões com o uso contínuo.: Calcários compactos. Figura 2: Resistência à Compressão 1.Brandas: Serradas facilmente pela serra de dentes. Esta propriedade afeta a trabalhabilidade da pedra e está intimamente ligada ao seu custo.Semi. dependendo também da dureza do abrasivo.: Tufos vulcânicos. mas facilmente com as serras diamantadas.

26 → recomendado para pedras e pisos de revestimento.005mm 1.005mm <∅ <0.10 CLASSIFICAÇÃO QUANTO ÀS DIMENSÕES -Bloco de Rocha: Pedaço de rocha com diâmetro > 1m -Matacão: Pedaço de rocha com diâmetro 25 cm <∅ <1m -Pedra: Pedaço de rocha com diâmetro 7.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.Resistência ao choque: Importante nas aplicações como molhes de enrocamento. 1.2. não podendo ser partidos por choque durante a colocação. Figura 3: Aparelho para ensaio de choque.8mm -Silte: Diâmetro 0.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . →agregados. O ensaio consiste em deixar cair sobre o corpo-de-prova (cubo de 4 cm de lado) um peso de 45N (4.8mm <∅ <7.9. 1. pois o peso do bloco é fundamental para a estabilidade do molhe.6cm -Areia: Diâmetro 0.11 ALTERABILIDADE DA PEDRA Modificação da suas características e propriedades por agentes atmosféricos ou outros agentes agressivos.6 cm<∅ < 25 cm -Pedregulho: Pedaço de rocha com diâmetro 4. É muito usado para qualificação da pedra como agregado para concreto asfáltico e lastro de ferrovias. atuando através de uma ação física ou química.3 .05mm -Argila: Diâmetro∅ <0.05mm <∅ < 4. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. -Material atritado por desgaste recíproco de pedaços de pedra em aparelhos como o Deval ou Los Angeles.5 kg) quantas vezes forem necessárias para esmagar o cubo.

Os sais precipitam quando a água de capilaridade evapora-se e ao cristalizar-se aumentam de volume. quebrando sua estrutura cristalina. 1. sendo muito solúvel.11.5 vezes mais do que a atmosfera.Oxidação: Um dos processos químicos mais comuns. responsável pela decomposição química do mineral. As variações térmicas produzem esforços internos secundários que agindo continuamente podem causar a desagregação e a ruína total do material.11.27 1.Variação de Temperatura: O aquecimento da rocha é 1 a 2. . Exemplo: A oxidação dos sulfetos encontrado na forma de pirita (FeS2). Cada constituinte mineralógico tem um coeficiente de dilatação térmica. é facilmente lixiviado. A dissolução dos calcários calcíticos é muito mais rápida que a dos calcários dolomíticos.2 – Efeitos Químicos . Na presença de água e ar o sulfeto reage dando: 4 FeS2 + 15O2 + 8 Ca (OH)2 + 14 H2O→ 4 Fe (OH)3 + 8 (CaSO4.Ação do CO2: Certas rochas podem sofrer dissolução.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. O bicarbonato tem solubilidade 100 vezes mais que o carbonato. como os calcários.Crescimento dos cristais: O crescimento de cristais em fendas pré-existentes ou poros pode fragmentar a rocha. sendo que a estrutura cristalina do mineral é mantida. penetrando em seus capilares.1 – Efeitos Físicos: .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Afeta os compostos de ferro e a passagem do ferro bivalente (FeO2) a trivalente (FeO3) dá origem à coloração avermelhada. 2 H2O) . ou a dolomita CaMg (CO3)2. Depois da hidratação ocorre a hidrólise. ocasionando um aumento de fissuração progressivo e lento. ficando intimamente ligada à superfície mineral. CaCO3. marcassita (FeS2) ou pirrotita (Fe n – 1 Sn). O bicarbonato de cálcio. Esse crescimento pode ser devido à deposição de sais nas fendas e poros. No caso dos calcários calcíticos verifica-se a seguinte reação: -Hidratação: Pela hidratação a água é absorvida. cujo mineral essencial é a calcita. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .28 Figura 4: Agentes de Ruína da Pedra (PETRUCCI. 1976) Figura 5 : Alterações Típicas da Pedra e Agregados (PETRUCCI. 1976) PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.

Acesso às vias de comunicação. .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . presença de materiais nocivos. .Exploração de Pedreira Conjunto de operações que permitem a retirada da pedra natural da jazida. O estudo petrográfico determina: composição mineralógica da rocha e sua classificação petrográfica. c) Situação: .12 EXPLORAÇÃO DE PEDREIRAS 1. .2 . poros.Localização da pedreira (facilidade para o serviço). tornando-as compatíveis para o uso e aplicação em obras de engenharia.Distância ao centro consumidor.12.Vizinhança. 1. Os tipos de exploração são os seguintes: a) Céu aberto.12. b) Subterrânea. natural) de mineral pétreo explorada.Volume de trabalho de drenagem e regularização.Definição de Pedreira Pedreira é a denominação dada a uma jazida (depósito mineral ainda não explorado. reduzindo formas e tamanhos.3 . .1 .Disponibilidade pessoal técnico e operário.Rede elétrica e água potável. b) Quantidade e custo de remoção da camada superficial: A quantidade pode ser determinada por sondagens e topografia (curvas de níveis e levantamento de seções).29 1. granulação. estado de conservação da rocha. textura.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. . c) Mista. .Critérios para escolha de uma Pedreira a) Qualidade da jazida: Verificação através de observação direta ou estudo petrográfico. estrutura. 1.12.

pedras britadas (348). fluorita.SC (AREIA E BRITA.6 milhões. Pomerode . para 21 tipos de bens minerais produzidos (carvão. caulim.1 .2% das minas. Os minerais metálicos compreendem 11. seixos e saibros. sendo um dos principais produtores mundiais de minérios.Setor Mineral Catarinense O valor da produção mineral em Santa Catarina no ano de 1998. destacando ferro (82). silex.13. areia e cascalho (265) e argilas comuns e plásticas (178). areias. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. registrando uma produção de 83 substâncias minerais. com seu território amplo e sua diversidade geológica. calcário calcítico e dolomítico.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.6% estão ligadas à indústria da construção civil: calcário (337). Os terrenos antigos. pedras britadas. estanho (8) e cromo (6). fonolito e nefelina-sienito. areia industrial. água mineral. feldspato). foi cerca de R$ 287. manganês (18).13 POTENCIAL MINERAL BRASILEIRO O Brasil. alumínio (18). argilas comuns e plásticas. ouro (20).30 Figura 6 : Vista Pedreira. granito ornamental. Com relação à distribuição das minas por substâncias minerais. 1999) 1. conchas calcárias.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . argila refratária. ricos em depósitos minerais de grande significado econômico. bauxita. turfa. 1. verifica-se que 72. são cerca de 42% do território nacional. é um dos maiores potenciais de minérios do mundo.

são pobres em depósitos de areia. além de seixos de leito de rios e de depósitos aluvionares provenientes destas litologias. -130 empresas produtoras de areia. seixos e saibro foi no total cerca de 31% do valor da produção mineral do estado no ano de 1998.8%. bem como nos depósitos sedimentares da planície costeira. -50 empresas produtoras de pedra britada. areia. são bem dominantes.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. → Universo total da produção de brita: -Quantidade produzida: 3.2% e a de areia e seixos 10. Na porção Leste é obtida do beneficiamento das rochas graníticas e/ou granito-gnáissicas.555 m³. contendo apenas depósitos localizados. →Universo total da produção de areia para construção: -Quantidade produzida: 4. -Valor da Produção: R$ 58. associados às rochas sedimentares da Bacia do Paraná. -Valor da Produção: R$ 29. 1999) 1. -65 minas outorgadas. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. A produção de pedras britadas.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .13. As porções Oeste e Meio Oeste de Santa Catarina. de um total de 293 existentes. -35 municípios produtores.021 m³.00.418. As areias para utilização na Construção Civil tem ampla distribuição na porção Leste do Estado. principalmente areia grossa. A produção de brita foi de 20.526. pois os basaltos da Formação da Serra Geral.31 Figura 7: Distribuição do Valor da Produção Mineral do Estado de SC (AREIA E BRITA.2 . As principais áreas de extração localizam-se nos principais cursos d’água que transportam os sedimentos originários das rochas graníticas e granito-gnáissicas.218.00.946.915. Enquanto que na porção Oeste e MeioOeste a brita é produzida a partir de basaltos da Formação Serra Geral. pobres em sílica.986.Brita e Areia em Santa Catarina A pedra britada tem grande distribuição em Santa Catarina.

1. f) Pedra pulmão (Oriunda da britagem primária).13.º 2 e.º 1. e) Brita n.º ¾.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . c) Brita n. -40 municípios produtores.Pedras usadas na Região (Florianópolis) a) Pó de pedra.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. b) Pedrisco.3 . d) Brita n.32 -181 minas outorgadas. de um total de 293 existentes.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . 1995) 1.1). Obtida através da fórmula (1. L.14 PARTE PRÁTICA 1. Métodos de determinação: PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.A.33 Na Figura 9 encontra-se um fluxograma típico de uma pedreira.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Figura 9: Fluxograma típico de uma pedreira (BAUER.14.Massa Específica Aparente: É a massa por unidade de volume compreendendo o volume absoluto do material sólido e o volume dos vazios impermeáveis.1 ..

dependendo da sensibilidade de leitura da proveta utilizada. É o corpo-deprova usado para o ensaio de resistência à compressão. São realizadas duas medidas por aresta e as dimensões do cubo são calculadas como sendo a média das leituras. Faz-se então a leitura final (Lf). Este procedimento é indicado para cálculos rápidos. Determina-se a massa de uma certa porção da amostra (m) e coloca-se esta porção na proveta. Figura 9: Lei de Arquimedes O valor do empuxo pode ser determinado pela diferença entre a massa de uma amostra em condições normais (m) e sua massa imersa (mi).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. As medidas das arestas para determinação do volume são efetuadas com um paquímetro. para amostras que possua geometria irregular. b) Processo do frasco graduado: Coloca-se uma certa quantidade de água em uma proveta graduada e faz-se uma leitura inicial (Li).34 a) Processo geométrico: Utiliza-se um cubo com arestas normalmente de 5 cm. A precisão é pequena.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Caso o fluido em questão seja a água (densidade igual a 1) o valor desta força em kgf será numericamente igual ao volume da amostra (em dm³). PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. c) Processo da balança hidrostática: O princípio deste ensaio baseia-se na lei de Arquimedes: “Todo corpo imerso num fluido está sujeito a uma força de baixo para cima igual ao peso de líquido por ele deslocado”.

Os vazios impermeáveis são eliminados através de moagem prévia da amostra. -Pesa-se uma amostra de pó de pedra (m). mais preciso será o valor de “D”.2 .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . -Coloca-se a amostra no recipiente imerso e faz-se a pesagem imersa (mi).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Figura 10: Cálculo do volume da amostra através do picnômetro Execução do ensaio: -Pesa-se o picnômetro com água (Pag). -Retira-se um pouco da água do picnômetro. a) Processo do Picnômetro: O picnômetro é um recipiente de vidro que possui uma rolha esmerilhada com um tubo capilar.35 Execução do ensaio: -Pesa-se a amostra (m).Massa Específica Absoluta: É a massa por unidade de volume compreendendo apenas o volume absoluto do material sólido. Obtida através da fórmula (1. consegue-se um volume bem definido e preciso. -Tara-se a balança com o recipiente que conterá a amostra quando imersa na água. Este método de determinação tem grande precisão e é recomendado para medida de laboratório.2). 14. -Pesa-se o picnômetro com a amostra e água (Pag + a). Quando repleto por um líquido. Quanto menor a granulometria da amostra moída. coloca-se a amostra (a) com auxílio de um funil e completa-se o restante do espaço com água.

antes de começar o preenchimento total por água.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.36 Atenção: Deve-se eliminar cuidadosamente o ar aderido às partículas da amostra quando colocada no picnômetro.

Existem autores que classificam as areias e pedras obtidas por moagem como naturais.os fragmentos rolados no leito dos cursos d’água e os materiais encontrados em jazidas. -Parte componente do material para revestimentos betuminosos. Sendo as areias e pedras obtidas através da moagem de fragmentos maiores. constituídas de misturas de partículas cobrindo extensa gama de tamanhos (BAUER. 1995). -Adicionados aos solos que constituem pista de rolamento.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.075mm. obtidos por fragmentação artificial ou fragmentados naturalmente.2 APLICAÇÕES -Lastros de vias férreas. como produtos ou rejeitos industriais (argila expandida e escória moída). provenientes de alterações de rocha (PETRUCCI. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Material granular.37 CAPÍTULO 3 AGREGADOS 2. de dimensões e propriedades adequadas para uso em obras de engenharia. incoesivo. 2. -Bases para calçamentos.1 Segundo a Origem Naturais: Aqueles que já encontram-se na natureza sob a forma (particulada) de agregados. Material particulado. São as areias (mina ou cursos d’água) e cascalhos. -Material de drenagem e para filtros. com propriedades adequadas. possuindo dimensões nominais máxima inferior a 152mm e mínima superior ou igual a 0. usando a designação de artificias para os obtidos a partir de materiais sintéticos.3.3 CLASSIFICAÇÃO 2.1 DEFINIÇÃO Segundo a NBR 7211 (EB-4) agregados são materiais pétreos. 1987). sem forma e volume definidos. geralmente inerte. São agregados as rochas britadas.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . de atividades químicas praticamente nulas. -Material granuloso e inerte (não sofre transformação química) na confecção de argamassas e concretos. 2. Artificiais: Aqueles que têm sua composição particulada obtida através de um trabalho de afeiçoamento pela ação do homem.

hematita e magnetita 2.3. Graúdo: Aquele material cujos grãos ficam retidos na peneira ABNT 4.38 2. Sendo a areia e o pedrisco. Normais: Aqueles cuja massa específica aparente está entre 2000 a 3000 Kg/m³.8 mm (podendo ficar retido até 15% em massa).º 200 (0.3 Segundo à Massa Específica Aparente Leves: Aqueles com massa específica aparente menor que 2000 Kg/m³.8mm (podendo passar até 15%). -Brita: Material artificial que passa na peneira de malha 152 mm e fica retido na 4. seixos e britas de granito.075 mm).075 mm.2 Segundo o Tamanho dos Grãos Miúdo: Aquele material cujos grãos passam pela peneira ABNT 4. Pesados: Aqueles que possuem massa específica aparente acima de 3000 Kg/m³.8 mm* e ficam retidos na peneira 0.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.8 mm (podendo ficar retido até 15% em massa).3. Sendo as britas e o seixo rolado. -Areia: Material natural que passa na peneira de malha 4. Exemplos: Areias quartzozas. Exemplos: Vermiculita. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. argila expandida e pumicita (pedra-pome). -Pedrisco: Material artificial que passa na peneira de malha 4. Quando o material apresentar mais do que 15% e menos do que 85% da massa de grãos passantes ou retidos na peneira 4. 2. -Seixo Rolado: Material natural que passa na peneira de malha 152 mm e fica retido na 4. considera-se o agregado como uma MESCLA de miúdo e graúdo.8 mm** e passam pela peneira 152 mm.8mm (podendo passar até 15%).4 TIPOS DE AGREGADOS -Filler: Material que passa na peneira n.8 mm de abertura. * Podem ficar retidos até 15% em massa. ** Podem passar até 15% em massa. Exemplos: Minérios de barita.

6º) Britador Secundário: Deixa os fragmentos com a dimensão final. os melhores agregados encontrados na natureza.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Exemplo: Dunas.5 OBTENÇÃO DOS AGREGADOS 2. Podem ser fluviais ou marítimos.5. apresentam má granulometria e os fluviais são. mas com bastante pureza. geralmente. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. .1 Agregado Natural A obtenção dos agregados naturais e a sua qualidade estão ligadas à sua origem geológica. c) Origem aluvial: Depósito de materiais formados pela ação transportadora da água. 5º) Transporte 2: Os fragmentos de rocha são levados do britador primário ao secundário. De acordo com a origem geológica.Jazidas de rios: leitos e margens de cursos de água. 4º) Britador Primário: Redução do tamanho dos fragmentos. 2º) Fragmentação Secundária: Redução do tamanho dos blocos em dimensões adequadas para o britamento primário 3º) Transporte 1: Os fragmentos são transportados da pedreira até o britador primário através de correias ou transporte rodoviário. em geral por trituração em equipamentos mecânicos (britadores).39 2. Normalmente possuem boa granulometria.Minas: jazida formada em subterrâneo. sendo este último mais oneroso. as jazidas classificam-se em: a) Origem residual: Depósitos encontrados próximo à rocha matriz. b) Origem eólico: Depósito de materiais finos formados pela ação do vento.Jazidas de mar: praias e fundos do mar. Os marítimos.2 Agregado Artificial Obtidos através da redução de pedras grandes. mas grande quantidade de impurezas. . Possuem má granulometria.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . 2. na maioria das vezes. .Bancos: jazida formada acima do leito do terreno.5. Normalmente a operação de produção dos agregados artificiais é a seguinte: 1º) Extração da Rocha: Produção de blocos com grandes dimensões. →Quanto ao tipo de jazida: .

5).8mm). · restolho (material granular friável).5 / 12. · agregado leve de suprodutos industriais. · pedrisco / brita 0 (4. · pedra 4: (50 / 76). · filler (material passante na peneira 0. · pó de pedra (< 4. 9º) Estocagem: Os agregados são armazenados em depósitos a céu aberto ou em silos: a) Extração da rocha e fragmentação secundária: · brita. · agregado de concreto e entulho reciclados. 8º) Lavagem: É feita quando existe uma grande quantidade de finos e principalmente quando a rocha matriz encontra-se parcialmente alterada (presença de argila). de acordo com as exigências da norma ou comerciais.5 / 25). esmagando-as de encontro à superfície triturante fixa.40 7º) Peneiramento: Os grãos são separados em tamanhos diferentes.5).2.1 Tipos de Britadores a) De movimento alternado ( de mandíbula): Os britadores de mandíbula são de dois tipos: De simples efeito e de duplo efeito. · pedra britada (NBR-7225).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. · pedra 1: (9. · escórias industriais. · areia de brita ( 0. · pedra 3: (25 / 50). Fragmentam a pedra.5. por meio de superfície triturante de movimento alternado (mandíbula móvel).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . b) Fabricação industrial: · agregado leve de argila expandida.15 mm<graduação<4.075mm). · pedra 2: (12. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. · pedra 5: (76 / 100). Estes possuem a vantagem de consumir menos mandíbulas. Normalmente os britadores comuns são de duplo efeito.8mm). 2.8 / 9. · pedra de mão (76 a 250mm). A pedra ao ser triturada baixa pelo funil a cada afastamento da mandíbula móvel.

1982).41 Figura 1: Esquema de britador de mandíbulas de simples efeito (PETRUCCI. Britador de Rolo: A britagem é feita por dois rolos separados de um pequeno intervalo que giram em sentidos contrários.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. devido a um excêntrico. Britador de Martelo: O material é jogado por pás móveis contra a superfície interna do britador. que se afasta e se aproxima da cavidade cônica. Britador de Rolo e Britador de Martelo. Podem Ter superfícies lisas. corrugadas ou dentadas.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . 1982). O choque é que provoca o fracionamento PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. b) De movimento Contínuo: Neste caso podemos citar três tipos: Britador Giratório. Britador Giratório: Superfície triturante fixa é a superfície interna da cavidade cônica e a móvel é a parte externa do pinhão côncavo. Figura 2: Esquema de britador de mandíbulas de duplo efeito (PETRUCCI.

p. O refugo sai pela parte de baixo. . com inclinação em torno de 15 graus. Possui vantagens como: As pedras maiores não vão para as peneiras mais fracas. . . São as mais modernas.As telas são substituídas facilmente.42 Figura 3: Tipos de britadores (AREIA E BRITA.Custo e manutenção altos devidos ao desgaste.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. . 1999) 2. pois as peneiras de diâmetro menor são as menos resistentes e as que recebem as maiores cargas.Um pequeno espaço é ocupado.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Possui algumas desvantagens como: -Aproveitamento da superfície bastante pequena ( a área útil é de 1/10 da total). -Paradas com muita freqüência para manutenção. da boca para a saída.A classificação é rigorosa. A peneira é formada de várias seções. tendo uma inclinação de 4 a 6 graus. .m.5. com diâmetro de furo crescente. b) Planas vibratórias: Formadas de caixilhos superpostos.2. podendo ser rebritado. nem menor pois o material não escoa através do peneirador. . ocasionando um menor desgaste.Lenta: 10 a 25 r.Deficiência na classificação. .Menor potência necessária PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. .2 Tipos de Peneiras a) Cilíndricas rotativas: A peneira cilíndrica rotativa é constituída de chapas de aço perfuradas e enroladas em forma cilíndrica.: A velocidade não pode ser maior porque a força centrífuga prejudica a classificação.Maior aproveitamento da superfície.

2 Resistência à Tração Depende. A resistência a abrasão mede a capacidade que o agregado tem de não sofrer alteração ao ser manuseado. que sofreram atrição. A máquina do ensaio consta de um cilindro oco. O ensaio é feito em corpos-de-prova cúbicos de 4 cm de lado. da direção do esforço. onde o corpo-de-prova cilíndrico é submetido a um esforço perpendicular ao eixo do cilindro. onde coloca-se dentro o agregado juntamente com bolas de ferro fundido.3 Resistência à Abrasão . 2.5 ÍNDICE DE QUALIDADE 2. limpa-se as esferas com uma escova e passa a amostra nas peneiras 2. também.1 Resistência à Compressão A resistência varia conforme o esforço de compressão se exerça paralela ou perpendicularmente ao veio da pedra.5. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.5.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.68mm rejeitando o material que passa na última peneira. O procedimento de ensaio é seguinte: Pega-se uma amostra onde a quantidade é definida em função do tamanho dos grãos (Mn). separa-se as esferas metálicas. 2. È determinada pelo ensaio diametral.Retira-se o material do tambor.Coloca-se a amostra no tambor do equipamento limpo juntamente com cargas abrasivas (esferas metálicas). A abrasão Los Angeles deverá ser inferior a 50% em massa do material. .Faz-se o tambor girar com velocidade de 30 à 33 rpm até completar 500 rotações. . . A NBR 6465 trata do ensaio à abrasão.Lava-se o material retido nas próprias peneiras e seca-se em estufa entre 105 e 110 ° durante C 3h.Los Angeles Abrasão é o desgaste superficial dos grãos.5. .Pesa-se o material seco (m’n).43 2.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . .38mm e 1. de eixo horizontal.

5. e 28 dias. sob a forma de torrões friáveis é muito nociva para resistência de concretos e argamassas.0% nos demais concretos.Materiais carbonosos: Partículas de carvão. mas que em grande quantidade escurecem o agregado miúdo. segundo a NBR 7211. propiciam maiores alterações de volume nos concretos. nos agregados. gerando o aparecimento PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. uma com areia suspeita e outra com areia conhecida de mesma granulometria composta em laboratório. c) substitui-se 5% do cimento em igual proporção em peso de cal. madeira e matéria vegetal sólida presentes no agregado. A determinação é feita pela ASTM C123. geralmente sob forma de partículas minúsculas. areia é considerada suspeita. prejudicando o concreto quando submetido a abrasão. . Para os agregados miúdos o teor limite é de 1.075mm for constituído de grãos gerados durante o britamento da rocha. . O ensaio consiste no seguinte: • • • • Prepara-se duas argamassas 1:3:0. 7. O teor é limitado na NBR 7211 (EB-4) e a sua determinação se faz pelo método NBR 7218 (MB-8).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Para agregados graúdos de 1. em particular. intensificando sua retração e redução limites.0% para concretos submetidos a desgaste superficial e 3. Caso o decréscimo de resistência seja inferior a 10% a areia pode ser empregada. podem ser aumentados de 5 e 7% quando o material passante na peneira 0. Para agregados miúdos é de 3.5% em concreto cuja aparência é importante e 1. madeira e matéria vegetal sólida. Em caso afirmativo. O limites.44 2. O ensaio consta da separação das partículas de carvão. A NBR 7211 (EB-4) fixa o teor em 0. por sedimento do agregado em um líquido de massa específica igual a 2kg/d³ (cloreto de zinco ou tetrabromoetano).0% para concretos submetidos à desgaste superficial e 5. A determinação é feita pela (NBR 7219). Moldam-se 3 séries de corpos de prova para cada argamassa e rompe-se a 3.5% e para os agregados graúdos é de 1. Caso decréscimo seja superior à 10% adota-se o seguinte procedimento: a) coloca-se a areia em lugar seco e ao ar livre para neutralizar a acidez. 2. As partículas de baixa densidade são consideradas inconvenientes sendo inclusões de baixa resistência. linhito.0%. São detritos de origem vegetal. É determinada através do ensaio colorimétrico NBR7220 que indica ou não a existência de impurezas orgânicas nas areias. Os revestimentos de argamassas feitos com agregados contendo cloretos são higroscópicos.Material pulverulento: Material fino constituído de silte e argila e passando na peneira 0. Comprova-se a qualidade da areia pelo ensaio NBR 7221. pois é um material de pouca resistência e as vezes expansivos.Impurezas orgânicas: É a impureza mais freqüente nas areias. b) lava-se a areia com água de cal. dos agregados miúdos.0% para demais concretos.48. linhito.4 Substâncias Nocivas .0% para demais concretos.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.Torrões de Argila: A presença de argila. → Outras impurezas: -Cloretos: Quando em presença excessiva podem ocasionar problemas.075mm. aumentam a exigência de água dos concretos para uma mesma consistência. Os finos quando presentes em grande quantidade.0% para concreto cuja aparência seja importante. Os finos de certas argilas. .

2. externa ou interna. 2.2 Massa Específica Absoluta: É a massa por unidade de volume.5kg/dm³.45 de eflorescências e manchas de umidade. c) Saturado Superfície Seca: Não apresenta água livre na superfície. Conforme o teor de umidade. b) Seco ao ar: Sem apresentar umidade superficial e possuindo umidade interna. estando incluso somente o material sólido que compõe os grãos. 2. incluindo o volume aparente dos grãos e dos vazios intergranulares. principalmente nos miúdos devido ao fenômeno do inchamento.2kg/dm³. A massa unitária tem grande importância porque é através dela que converte-se as composições das argamassas e concretos dadas em peso para volume e vice-versa.1 Massa Específica Aparente: É a massa por unidade de volume.4 Umidade: O teor de umidade é de grande importância no estudo dos agregados. mas podendo não estar saturado. em estado seco. As areias finas têm massas unitárias da ordem de 1. não tem interesse para a construção civil.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .6. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.6. Sua determinação.6. A massa unitária no estado solto de uma areia está em torno de 1.6. Dão origem as expansões no concreto pela formação da etringita (trisulfoalumitato de cálcio) ou sal de Candlot . mas os vazios permeáveis das partículas de agregados encontram-se preenchidos de água. É definido como a razão entre a massa de água contida numa amostra e a massa desta amostra seca. É determinado pelo frasco de Chapmann ou picnômetro.6 CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DOS AGREGADOS 2. O resultado geralmente é expresso em porcentagem. O uso de aceleradores de pega à base de cloreto de cálcio têm seu uso proibido para concretos protendidos. O teor de umidade influencia muito o peso unitário dos agregados miúdos devido ao fenômeno do inchamento. Seu valor é utilizado no cálculo do consumo de materiais em concretos e argamassas.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. -Sulfatos: Podem acelerar e em certos casos retardar a pega de um cimento Portland. na maioria das vezes. temos o agregado nos seguintes estados: a) Seco em estufa: A umidade. 2. incluindo o material sólido e os vazios permeáveis e impermeáveis.3 Massa Unitária: É a massa por unidade de volume. No caso de concreto armado pode acelerar o fenômeno de corrosão da armadura. foi eliminada por um aquecimento a 100° C. d) Saturado: Apresenta água livre na superfície.

A água livre aderente aos grãos provoca um afastamento entre eles. A determinação da umidade pode ser feita através de: . . em casos excepcionais.5 Inchamento: A NBR 6467 (MB-215) cita que o inchamento de agregados miúdos é o fenômeno da variação de seu volume aparente.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. .Secagem por aquecimento ao fogo. A curva da Figura mostra a representação gráfica do fenômeno de inchamento para a areia de graduação média.Aparelhos Especiais (Exemplo: Speedy Moisture Tester). encontra-se úmida.46 O teor de umidade no estado saturado superfície seca é denominado absorção. A areia usada em obra. resultando no inchamento do conjunto. provocado pela água absorvida. a 2%. .Picnômetro. .Secagem em estufa. onde na abscissa estão marcados os teores de umidade e na ordenada os coeficientes de inchamento (relação entre os volume úmido e seco de uma mesma massa se areia).Frasco de Chapman.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . A absorção é normalmente muito baixa podendo atingir. 2. geralmente. Os teores de umidade normalmente encontrados estão em torno de 4 a 6%.6.

7 GRANULOMETRIA (COMPOSIÇÃO GRANULOMÉTRICA DO AGREGADO) É a proporção relativa (expressa em percentagem) dos diferentes grãos que constituem o material. É determinada por PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. 2. Esta é conseguida através da construção gráfica. A média dos coeficientes de inchamento no ponto correspondente à umidade crítica e coeficiente máximo observado. Expressa em material retido ou passante. Sendo: Umidade Crítica: É o teor de umidade acima do qual o inchamento permanece praticamente constante. do ponto de vista do seu inchamento.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. de acordo com dois índices: a umidade crítica e o coeficiente médio de inchamento. a) Traça-se uma tangente à curva paralela ao eixo das abscissas.47 Figura 5: Curva de Inchamento da Areia Por causa do gráfico surgiu a idéia de caracterizar-se uma areia. por peneira ou acumulado.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . paralela à corda que une a origem ao ponto de tangência da reta anterior. b) Traça-se uma nova tangente à curva. c) A umidade correspondente ao ponto de interseção das duas tangentes é a umidade crítica. é definido como coeficiente médio de inchamento.

1.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. constituindo uma série padrão. existe as peneiras da série intermediária. No Brasil utiliza-se peneiras com malha de forma quadrada e uma sequencia tal que o lado de cada abertura tenha sempre o dobro do lado da abertura da malha da peneira anterior. Para caracterização de dimensões máximas e mínimas das partículas. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.48 peneiramento. 2. começando pela 0. -Módulo de Finura: soma das percentagens retidas acumuladas nas peneiras da série normal.1 Limites Granulométricos do Agregado para Utilização em Concreto 2. através de peneiras normalizadas com determinadas aberturas.7. -Dimensão mínima característica: abertura (mm) correspondendo a uma percentagem retida acumulada≥ à 95% em massa. São as peneiras da série normal.7. De acordo com a NBR 7211/1983: Parâmetros dos ensaios de peneiramento: -Dimensão máxima característica: abertura (mm) correspondendo a uma percentagem retida acumulada≤ à 5% em massa.1. dividido por 100. cuprindo os limites somente de uma das zonas indicadas na Tabela 2.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .15mm.Agregados Miúdos A granulometria é determinada segundo a NBR 7217.

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(A) Em cada uma das zonas pode haver uma tolerância de até no máximo de 5 unidades (%) em um só dos limites marcados com a letra A ou distribuídos em vários deles. (B) Para o agregado miúdo resultante de britamento, este limite poderá ser 80. Obs: A amostra do ensaio deve seguir a NBR 7216. Considerações: 1º) Podem ser utilizadas areias cuja granulometria não se enquadre em qualquer uma das zonas indicadas na Tabela 2, desde que realize-se estudos prévios de dosagem ou que a faixa granulométrica seja de uso consagrado em determinada região. 2º) Depois que se define o emprego de um agregado pertencente a um a zona granulométrica, a mudança para material pertencente a outra zona somente deverá ser aprovada após estudo de dosagem. 3° Uma diminuição de 0,2 no módulo de finura do agregado miúdo num determinado concreto ) geralmente implica numa substituição de aproximadamente 3% da massa deste material por uma massa equivalente de agregado graúdo para manter mais ou menos constante as características do concreto. Apesar destas prescrições de norma, ressalta-se que as areias da zona 3 são mais adequadas para concreto. A antiga norma brasileira EB-4 e a norma americana ASTM C33 apresentam recomendações de faixas granulométricas muito mais restritas do que as propostas pela NBR 7211. A Tabela 3 apresenta as faixas.

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0 1 2 3 4 5 (A)

Porcentagem retida acumulada, em peso, nas peneiras de abretura nominal, em mm, de 152 76 64 50 38 32 25 19 12,5 9,5 6,3 4,8 2,4 0 0-10 80-100 95-100 0 0-100 80-100 92-100 95-100 0 0-25 75-100 90-100 95-100 0 0-30 75-100 87-100 95-100 0 0-30 75-100 90-100 95-100 -

Obs.: As areias normalmente consumidas e Florianópolis enquadram-se nas zonas 3 e 4, apresentando módulo de finura próximo a 3%. 2.7.1.2- Agregados Graúdos A amostra representativa de um lote de agregado graúdo, coletada de acordo com a norma NBR 7216, deve satisfazer os limites prescritos na Tabela 5. Tabela 5: Limites granulométricos de agregado graúdo (NBR 7211/83) (A) Para determinadas obras ou concretos, o consumidor poderá pactuar com o produtor o fornecimento de agregados, cuja variabilidade em suas características difere dos limites indicados na tabela. 2.7.1.3- Composição de Agregados Miúdos As areias das mais diversa granulometrias podem ser utilizadas para concreto. Entretanto, existem alguns limites ou faixas granulométricas em que se consegue melhores resultados em termos de dosagem, seja do ponto de vista técnico ou econômico. A antiga EB-4 e a ASTM C33 apresentam limitações bem mais rígidas que a NBR 7211.
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dividir o segmento de reta que une os pontos de interseção das curvas granulométricas plotadas dos agregados em 10 partes. é interessante que se façam composições de agregados miúdos de modo a obter uma mistura com características granulométricas o mais próximo possível das especificações da Zona 3 (NBR 7211) ou ASTM C33. Detectar visualmente qual das curvas melhor se enquadra na faixa granulométrica usada como referência. Depois que as curvas forem plotadas. numa variação de 10 em 10%. O procedimento é o seguinte: • • • Sobre as linhas verticais correspondentes a abertura de diversas peneiras. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. procurará fazer num procedimento gráfico a composição de uma mistura cujo resultado esteja enquadrado dentro de qualquer uma das faixas mostradas na Figura 6. A % da mistura dos dois agregados miúdos será aquela que gerou esta curva.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Unir os pontos obtidos das divisões sobre os segmentos de reta de forma que cada curva obtida repesente misturas entre agregados.52 Portanto.

segundo dois eixos ortogonais. principalmente com relação à granulometria.8mm uma porcentagem retida acumulada maior que 15% ou menor que 85%. mistura de agregado graúdo e miúdo. % fração miúda da mescla. suas dimensões máximas e mínimas características e módulo de finura. 2.1.8mm se extrairá amostra representativa (superior a 500g e aproximadamente 1 kg) e com ela se efetuará o estudo de granulometria da fração miúda. possuir todas as características do mesmo. A amostra deve representar um lote. Caso ficar retida na peneira 4.8mm. O procedimento é o seguinte: Fazer o peneiramento do agregado na seqüência de peneiras destinadas aos agregados graúdos. 2º) Do material passante na peneira 4.8 PARTE PRÁTICA 2.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. módulo de finura. A Tabela apresenta as quantidades mínimas de amostras para realização de diferentes ensaios de caracterização dos agregados. homogeneiza-se e repete-se a operação sucessivamente até obter-se a amostra desejada. →Quarteamento: -Forma-se cone com material homogeneizado.7.53 2. -Divide-se o tronco de cone em 4 partes aproximadamente iguais. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.1 – Amostragem (NBR 7216): Para a determinação das propriedades físicas dos agregados devem ser feitas amostras. dimensões máximas e mínimas características. O relatório final deve apresentar: % fração graúda da mescla. a análise granulométrica deve ser feita em separado (fração miúda e fração graúda). agrupá-los e homogeneizá-los. -Achata-se para obter tronco de cone com maior base possível. ou seja.4 Análise granulométrica de uma mescla Quando o agregado é uma mescla. Para a formação da amostra é necessário coletar materiais em diversos pontos do depósito ou silo. -Toma-se duas partes opostas. 8. Sobre este peso calcular as porcentagens retidas e retidas acumuladas e se determinará as dimensões características máximas e mínimas e o módulo de finura.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . deve-se fazer as seguintes considerações: 1º) Adotar como peso da fração graúda o somatório dos pesos retidos nas peneiras com abertura maior ou igual a 4.

Agregado Miúdo:Amostra vinda do campo passa por separador de amostras. b) Massa específica absoluta: A sua determinação não tem sentido prático para a tecnologia dos agregados.Processo frasco graduado. 2.Processo da balança hidrostática. . c) Massa específica unitária (NBR 6466): É a relação entre a massa de um agregado e seu volume compreendendo o volume aparente e o vazio intergranulares (Vunit).Características Físicas: a) Massa específica aparente: É determinada basicamente utilizando-se os mesmos procedimentos empregados para rocha (item 1. Agregado graúdo .14.2 .Processo balança hidrostática Agregado miúdo .Processo frasco graduado (frasco de Chapman).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .Agregado Graúdo: Quarteamento para obter tamanho da amostra para ensaio desejado.1).8. . .Processo do picnômetro.54 Em laboratório: .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. . PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.

.Pesa-se o recipiente com agregado (mra). faz-se uma compensação entre as partes que se sobressaem do recipiente com as que ficam abaixo da borda.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.55 Procedimento: . O enchimento do recipiente deve ser feito com uma altura de lançamento não superior a 10 cm da borda. 2. formando duas amostras para o ensaio. A massa mínima da amostra de ensaio é mostrada na Tabela 8.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. .Utiliza-se um paralelepípedo de volume superior a 15litros (Vrec). A amostra que vai para o laboratório de ser umedecida para evitar a segregação e misturada cuidadosamente.Pesa-se o recipiente vazio (mr). A coleta da amostra deve ser feita de acordo com a NBR 7216. .Enche-se bastante o recipiente e com um a régua metálica faz-se a arrasadura da superfície eliminando-se o excesso (no caso do agregado miúdo).Composição granulométrica (NBR 7217/1987) A composição granulométrica deve ser determinada de acordo com a NBR 7217 (1987). .3.No caso do agregado graúdo.8.

Escova-se a peneira. para cada peneira. Se isto ocorrer.01. Remover o material retido em cada peneira para uma bandeja. seqüência crescente da base para o topo. O Módulo de Finura deve ter aproximação de 0. As porcentagens médias retidas acumuladas devem ser calculadas.56 Procedimento: • • • • • • • • Secar as amostras M1 e M2 em estufa (105-110° esfriar a temperatura ambiente e determinar C). nas demais peneiras. Após a peneira 0.1%. em massa. Peneirar por agitação mecânica a amostra M1.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Colocar a amostra sobre a peneira. Encaixar as peneiras da série normal e intermediária. aproximação 0. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. com aproximação de 1%.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .15mm colocar um fundo. Tomar amostra M1 e reservar a outra. O material removido do lado interno é considerado como material retido. e o do lado externo será o passante. os valores de porcentagem retida individual não devem diferir em mais de 4%. em cada peneira. Cálculo: Para cada uma das amostras calcula-se a porcentagem retida. repetir o peneiramento para outras amostras de ensaio até que atinjam esta exigência. suas massas. As amostras devem apresentar necessariamente a mesma dimensão máxima característicae.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.57 Exemplo prático: PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.8.4. deve-se: • • • Pesar a amostra no estado úmido (mh).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .Determinação da umidade a) Processo de secagem em estufa: Colhida uma amostra e levada ao laboratório. Este método tem boa precisão mas é muito demorado e exige equipamento caro (estufa). sendo recomendado somente para trabalhos em laboratório. Secar em estufa a uma temperatura de 105° C a110° até constância de peso. C Pesar a amostra no estado seco (ms).58 2.

6 98.3 98.4 600 3.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .Determinação da umidade da areia (GOMES.0 91.5 12500 78.0 14.0 4.0 14 19.0 98 Fundo 200 1.0 100 100 Soma 16000 100 20000 100 Figura 7 . Peneiras Massa Porcentagens Massa Porcentagens Média % (mm) retida Retida Acumulada retida (g) Retida Acumulada acumulada (g) 50 --38 200 1. • • PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.3 200 1.0 98.0 90.0 1 32 500 3.0 98 4.3 100 400 2.0 1.8 15200 76.0 96 9.8 1200 6.0 4 25 1500 9.3 1. cerca de 500g (amostra representativa do material).5 800 5 96. Pesagem da amostra no estado seco (ms).0 97.4 13.1 4.59 b) Processo de secagem ao fogo: É utilizado quando necessita-se de determinações rápidas em campo.8 100 0. Coloca-se o material em uma frigideira ao fogo até evaporação da água. et al.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.0 96.1 200 1. Pesagem da amostra no estado úmido (mh).8 2000 10. 1999).7 200 1.5 200 1.0 91 12.

-Colocar duas esferas de aço. cerca de 500g. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. podendo ser determinada pelo próprio frasco de Chapman. Preenchimento do frasco com 200ml de água. c) Processo do frasco de Chapman: Para execução deste ensaio precisa-se da massa específica aparente do agregado. 10 ou 20g). O gás ocasiona um aumento de pressão interna na garrafa que é registrada no manômetro da tampa. d) Speedy Moisture Tester: O equipamento é composto por uma garrafa metálica com uma tampa com um manômetro.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. O teste consiste em colocar a umidade do agregado em contato com o carbureto de cálcio gerando um gás dentro da garrafa. -Pesar uma amostra (5. Coloca-se a amostra e fazer a leitura final (L). Este método determina a umidade superficial do agregado (h).60 Obs. fechar e agitar a garrafa até estabilização da pressão. 10 ou 20g). • • • Pesagem da amostra no estado úmido (mh). -Usar a tabela de calibração para determinação da umidade equivalente à pressão lida.: Os processos a e b determinam a umidade total do agregado. A pressão lida no manômetro está associada a um determinado grau de umidade uma vez que a amostra colocada tem massa padronizada (5. -Colocar duas ampolas de carbureto de cálcio na garrafa contendo a amostra.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .

Calcular o coeficiente de inchamento pela fórmula acima. O material excedente deve retornar a caixa maior. 2. 7. 6. página 45).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Pesar a caixa contendo a amostra úmida (Mc + ah).Preencher a caixa padronizada (Volume = Vc e Massa = Mc) com agregado seco.Colocar a amostra do agregado numa caixa metálica de grandes dimensões (Ver Tabela 7.61 2.Inchamento das areias Procedimento do Ensaio: 1. proceder a arrasadura.Traçar o gráfico de inchamento determinando a umidade crítica e coeficiente de inchamento médio.Determinar a massa do conjunto (Mc + A). 4.Determinar a massa da amostra úmida (mh): mh = (Mc + ah) – (Mc).8. 10. 9. segundo procedimento descrito para determinação da massa unitária. 8.Determinar a massa da amostra (ms): ms = (Mc + a) – Mc.Repetir os procedimentos 4 a 8 para teores de umidade crescentes de 1 em 1% até que o valor do coeficiente de inchamento apresente uma diminuição em duas determinações consecutivas. adicionar a água e homogeneizar o conjunto.Preencher a caixa padronizada com agregado miúdo.5. 3. 5.Calcular a massa de água necessária para obter-se 1% de umidade (ms/100). PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.

62 2. filtrar a solução que contém a amostra de agregado. 5º Executar a comparação das cores das duas soluções: PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. 97ml da solução de hidróxido de sódio. Transferir o material filtrado para um tubo de ensaio de mesmo diâmetro que o utilizado para armazenar a solução padrão. 4º Após este período.6. Agitar e deixar em repouso por 24 horas. preparar uma solução padrão. adicionando a 3ml da solução de ácido tânico. 3º Num frasco erlenmeyer adicionar 200g de agregado miúdo seco ao ar e 100ml da solução hidróxido de sódio. sempre que possível.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. usando um papel filtro qualitativo. formar uma amostra de ensaio de 200g. a seguir. 2º Soluções químicas utilizadas no ensaio: Solução de hidróxido de sódio a 3% (Hidróxido de sódio: 30g e água destilada: 970g) e Solução de ácido titânico a 2% (Ácido Tânico: 2g. transferir esta solução para um tubo de ensaio e.Impurezas a) Matéria Orgânica: O teor de matéria orgânica de um agregado miúdo deve ser feita de acordo com a norma NBR 7220/1987.8. Simultaneamente. Procedimento de ensaio: 1º Coletar amostra representativa de acordo com a NBR 7216. O material deve estar úmido. para evitar a segregação da fração pulverulenta.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Agitar vigorosamente e deixar em repouso durante 24 horas. Álcool: 10ml e Água Destilada: 90ml).

-Se a solução da amostra for mais clara: teor de matéria orgânica < 300ppm. passante na peneira 0. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. formar uma amostra de ensaio ligeiramente superior a 100g.075mm). 3º Determinar a massa seca do agregado (ms). para evitar a segregação da fração pulverulenta. é da seguinte maneira: 1º Coletar amostra representativa de acordo com a NBR 7216. Colocar água novamente e repetir a operação de lavagem tantas vezes quantas foram necessárias para que se obtenha uma solução praticamente limpa. 2º Secar a amostra em estufa (105 a 110° C).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .63 -Se a solução padrão tiver cor equivalente a da solução da amostra.2 e #0. misturando a amostra nesta água com freqüência.075mm. -Se a solução da amostra for mais escura: teor de matéria orgânica > 300ppm. O material pulverulento da amostra (Mp) será determinado pela seguinte expressão: →Em anexo encontram-se as Folhas de Serviço usadas no Laboratório da Materiais de Construção para composição granulométrica de agregado graúdo e miúdo. O material deve estar úmido. 5º Coletar o material restante no recipiente e retido nas duas peneiras para uma bandeja metálica e secar em estufa até constância de massa (msf).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Verter a solução (água suja com pó) sobre um conjunto de peneiras superpostas (#1. b) Material Pulverulento: A determinação do material pulverulento. o teor de matéria orgânica será de 300ppm . 4º Colocar o material em um recipiente e adicionar água em grande quantidade. sempre que possível.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .64 ANEXO PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.65 FOLHA DE SERVIÇO INTERESSADO: PROCEDÊNCIA DA AMOSTRA: DATA DO ENSAIO: PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.

66 FOLHA DE SERVIÇO INTERESSADO: PROCEDÊNCIA DA AMOSTRA: DATA DO ENSAIO: PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.

Exemplo: cales.2 EMPREGO São utilizados na obtenção de pastas. Atingem altas resistências físico-mecânicas e mantêm-se estáveis nessa condição. são: Argila.Quimicamente Inertes Endurecem ao meio ambiente pela evaporação da água de amassamento. Em geral são pulverulentos e quando misturados à água tem capacidade de aglutinar e formar suspensões coloidais. O processo reversível e a baixa resistência mecânica faz com que não interesse à construção civil.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Calcário Dolomito e Resíduos das centrais termoelétricas (cinzas volantes) e Subprodutos da indústria siderúrgica (escória de altoforno).1 DEFINIÇÃO São produtos empregados na construção civil para fixar ou aglomerar materiais entre si.4. tendo um grande campo de aplicação.3 MATÉRIA-PRIMA Para os materiais aglomerantes terem uso na construção civil é necessário que sejam abundantes na natureza e tenham condições de aproveitamento econômico.Quimicamente Ativos O endurecimento é decorrente de uma reação química. As matérias-primas que atendem estas exigências. Gipsita.2 . É de maior interesse para a construção civil. cimentos e gessos. 3. 3.4. argamassas e concretos . aderindo à superfície com as quais foram postos em contato. 3.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.67 CAPÍTULO 4 AGLOMERANTES 3. endurecendo por simples secagem e/ou em conseqüência de reações químicas. Exemplo: misturas argilosas 3. atualmente.1 . nas condições ambiente de temperatura e pressão.4 ATIVIDADE QUÍMICA 3. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.

com a finalidade dar coloração especial. .Naturais: Utilizam apenas uma matéria-prima na sua fabricação. melhorar a plasticidade.Simples: Aqueles que após cozimento não recebem a adição de outros produtos.2H2O (sulfato de cálcio dihidratado→ gipsita). filler calcário.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . . Exemplos: .5 CLASSIFICAÇÃO Os aglomerantes podem ser classificados como: .Artificiais: Utilizam mais de uma matéria-prima na sua fabricação. 3.Cimento na cal: Aumentar a resistência e diminuir a dissolução do aglomerante que é aéreo. etc. 3. A temperatura de cozimento é na ordem de 160° a 250° O gesso transforma-se em C C. pois não resistem satisfatoriamente quando imersos em água.6.6 AGLOMERANTES AÉREOS 3. Também chamado de gesso de estucador. .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. . uma anidrita solúvel (material ávido por água).Aglomerantes Aéreos: Empregados somente ao ar.1 – Gesso É um aglomerante natural resultante da queima do CaSO4. transformando-se rapidamente em hemi-hidratado quando em contato com a água.Com adições: São aglomerantes aos quais são feitas adições de materiais inertes e ativos. reduzir o calor de hidratação. resistindo satisfatoriamente quando imerso em água.68 São divididos em: .Compostos: Aqueles que após cozimento recebem a adição de produtos. gesso Paris ou gesso de pega rápida. chamados hidraulites. . . (Inertes) e cimento Portland Pozolânico e Alto-forno (Ativos).Aglomerantes Hidráulicos: Podem ser empregados na água ou ao ar. Ex: pó xadrex. . PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.Cal no cimento: Aumentar a plasticidade para facilitar a desempenagem.Mistos: Composição de dois aglomerantes.

5%) e Pernambuco 18. Os Estados Unidos é o maior produtor e consumidor mundial de gipsita. .000t).Seleção em frações granulométricas (pré . portanto deve-se usar armaduras galvanizadas e para trabalhá-lo empregar ferramentas em latão.597t). permitindo destacar o aspecto decorativo (placas de forro para cozinha e banheiro. a indústria de gesso e seus derivados absorve a maior parte da gipsita produzida. . o restante é distribuído entre Maranhão. De 900° a C C C 1200 ° obtém -se o gesso de pega lenta. Ceará.fabricação. Tocantins e Amazonas.276.4 milhões de toneladas. Propriedades do Gesso : . enquanto nos países desenvolvidos. 87.000t). ocorrendo produção também no Ceará (43.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . revestimento. Maranhão (50.Alta solubilidade ( não deve ser empregado no exterior). Ceará (74.Aglomerante baixo consumo de energia (não ultrapassa 300° C.975t).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.Extração (céu aberto ou subterrânea).6% da produção nacional). Piauí. . A indústria cimenteira é a maior consumidora mundial. bem como acabamentos de encontros de parede e teto). .Britagem. .Moagem do produto.Queima (desidratação térmica da gipsita). A produção provém dos Estados de Pernambuco (1.572t.2H2O for superior à 70%.4%). Rio Grande do Norte. .69 De 400° a 600 ° se transforma em anidrita insolúvel (inerte. Pernambuco é também o principal produtor nacional de gesso participando com 546. Pará (31.759t) e Tocantins (8. Fabricação do Gesso: .927 t (91% da produção nacional).Capacidade isolante tipo médio (semelhante `a madeira seca e ao tijolo). Amazonas (24. moldagem). Nas jazidas nacionais o teor é > 90%. . a produção em 1999 foi da ordem de 19.165t) e Tocantins (10. As fábricas de cimento situadas nos Estados de São Paulo e na região Sul utilizam. Bahia (20. .Plasticidade da pasta fresca. Cerca de 94. não dá pega). Características do Gesso: .Lisura da superfície. não ultrapassando 10MPa. o fosfogesso gerados como subproduto no processo de obtenção do ácido fosfórico nas indústrias de fertilizantes fosfatados. .3% das reservas brasileiras estão na Bahia (44.Ataca o aço.Baixa capacidade de aderência à madeira. C A exploração é economicamente viável quando o teor de CaSO4.000t). -Resistência do gesso é inversamente proporcional à relação água/aglomerante.Pega: Início com 2 a 3 minutos e fim com 15 a 20 minutos.Endurecimento rápido. .Pequena retratibilidade (utilizado em moldagem). Propriedades Estudadas: PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.4%). . . como substituto da gipsita.

Granulometria: Distribuição do tamanho dos grãos. A transformação da anidrita III em hemidrato é chamada de estabilização do gesso. Hemidrato β: Produto microporoso. transforma-se em hemidrato com a umidade do ar. . Utilizado na Construção Civil. mal cristalizado. Muito reativa.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .11 moléculas de H2O).Variação dimensional: Verificação da sua estabilidade volumétrica em condições de exposição adversas. construção de dureza elevada.Sanidade: Verificação de sua estabilidade superficial. Gesso aplicado em odontologia. . indicando a velocidade das reações químicas.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.Tempo de pega: Intervalo de tempo necessário para que a pasta se solidifique. quando obtida a 350° ou C ainda gesso calcinado à morte quando obtida entre 700 e 800° É constituinte dos gessos de C.70 . A anidrita de alta temperatura é obtida por calcinação a 1180° C. .1/2 H2O Hemidrato α: Produto bem cristalizado obtido pela desidratação em autoclave em pressões superiores a 1000KPa. c) Anidrita II Insolúvel: Chamada também de anidrita supercalcinada. obtido pela desidratação realizada à pressão atmosférica. b) Anidrita III Solúvel: Produto contendo água de cristalização em baixos teores (0. um indicador da plasticidade da pasta e da lisura (acabamento) de sua superfície. Características do produto de desidratação: a) Hemidratos CaSO4. Tem-se verificado que ele se dá após 12 horas de armazenamento do produto em atmosfera de 80 % umidade. com pressão parcial de vapor de água. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.06 e 0.

asbestos.2 – Cimento Sorel Foi descoberto pelo eng. deteriorando-se quando repetidamente molhado. Dá a pega em menos de 24 horas. porém a diminuição da qualidade de isolamento acústico e térmico.71 d) Anidrita I : Chamada de anidrita de alta temperatura ou anidrita α. A reação química básica que dá origem ao aglomerante é: como: Na cal aérea o índice de hidraulicidade (R) deve ser inferior a 0. 3. lã celulósica. A temperatura de cozimento cerca de 900° C. e) Gesso de construção: Produto de calcinação da gipsita contendo hemidrato em uma % mínima específico que varia de país para país. Este índice é definido PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.6. talco. francês Sorel no século passado. obtida por calcinação da gipsita à 1200° Resfriamento transforma-se em anidrita II.6. endurece completamente antes de quatro meses. Resulta em material duro e resistente à abrasão. areia. bastante comum na Europa. proveniente de rochas existentes na natureza (calcários e dolomitos). São preparados por uma mistura de magnésia calcinada com cloreto de zinco e óxido de zinco com cloreto de magnésia. C.1. 3.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . etc. restos de madeira. Quase não utilizado no Brasil.3 – Cal Aérea É um aglomerante natural. dependendo da proporção elementos constituintes. pó de pedra. mas melhora a propriedade de isolamento e a xilolita com material inorgânico possui maior resistência. produto da mistura da magnésia Sorel com material de enchimento (resíduos de cortiça. devido às suas propriedades. A xilolita com matéria orgânica tem menor resistência. de couro. Sofre a ação da água. Pode ser feito uma espécie de concreto chamado xilolita.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.

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Classificação quanto ao rendimento: - Gordas: Rendimento é superior a 82%. 1m³ deste tipo de cal dá mais de 1,82 m³ de pasta, ou seja, são necessários menos de 550kg da cal para obter 1m³ de pasta. - Magras: Rendimento é inferior a 82%. 1m³ deste tipo de cal dá menos de 1,82 m³ de pasta, ou seja, são necessários mais de 550kg de cal para obter 1m³ de pasta. O conceito de rendimento é função da definição de consistência da pasta. A consistência é arbitrária, normalmente determinada pelo abatimento de um cilindro de 5 cm de diâmetro e 10cm de altura, que se deforma para 8,7cm pela remoção do molde. Cal de variedade cálcica oferece melhores rendimentos que cal magnesiana. A hidratação da cal virgem dá origem à: - Cal Extinta: È o produto resultante da adição de grande quantidade de água à cal virgem dando como produto resultante uma pasta. Classificação das cales segundo o tempo de extinção : a) Extinção Rápida: Quando a extinção se inicia antes de 5 minutos. A extinção deverá ser procedida adicionando a cal à água cobrindo-a toda. Não permitir o desprendimento do vapor, adicionando sempre mais água. b) Extinção Média: Quando a extinção se inicia entre 5 e 30 minutos. Água adicionada à cal, até cobri-la toda. Mexer sempre que necessário. c) Extinção Lenta: Quando a extinção se inicia depois de 30 minutos. Água adicionada à cal, até umedece-la completamente, esperando que a reação se inicie. Depois, se for necessário, adicionar cautelosamente mais água.

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- Cal Hidratada: È o produto obtido pela adição de água à cal virgem. A quantidade de água é apenas aquela necessária para formação do Ca(OH)2, que é um pó seco. Este processo é feito em fábrica. As cales rápidas normalmente são as cálcicas e as lentas as magnesianas. Procedimentos observados na utilização das cales : -Cal virgem em pedra: O material deve ficar de 3 a 5 dias na água, para cal destinada à argamassa de assentamento e 7 dias para argamassa de revestimento. -Cal hidratada: Usada diretamente (em pó) na confecção de argamassas. Para que seja evitado danos futuros nos revestimentos, deve ser feita uma mistura da cal com areia e água 24 horas antes de sua utilização ou produzir-se, com a mesma antecedência, leite de cal (cal + água). Observação: Atualmente em Santa Catarina, especialmente na região da grande Florianópolis, usa- se muito argamassas usinadas de cal e areia, tanto para assentamento de alvenaria quanto para revestimento. A esta mistura adiciona-se cimento Portland na obra. Neste caso a cal utilizada nas usinas é a cal virgem em pó e sua extinção é feita por reatores(tanques com pás giratórias). A cal é adicionada à água com o misturador ligado e é preparada uma pasta durante o tempo de mais ou menos 8 horas. Após este tempo, a nata de cal formada é misturada com areia em misturadores contínuos de rosca sem fim ou em betoneiras estacionárias. A mistura permanece em estoque até sua comercialização por um período de 2 a 5 dias. Para revestimentos, deve-se usar a cal misturada com areia que tem a capacidade de tornar o material mais poroso, permitindo a penetração do CO2; diminuir os efeitos da retração por secagem e baixar o custo da argamassa. Segundo o DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral) a participação da produção de cal virgem representa cerca de 66,0% da produção nacional e a da cal hidratada 34,0% em 1999. Em 1998 esses percentuais eram de 67,0% e 33,0% respectivamente. A Região Sudeste, tradicional produtora, respondeu por 87,8% de toda a cal produzida no país, seguida da Região Nordeste com 5,6%, Região Sul com 4,3%, Região Centro-Oeste com 1,8% e Região Norte com 0,5%. As Unidades da Federação mais importantes neste contexto, foram: São Paulo, 17,4% da produção de cal virgem e 75,5% da produção de cal hidratada, Minas Gerais com 25,0% da cal virgem e 17,3 da cal hidratada, Rio de Janeiro, 26,0% da cal virgem, Espírito Santo 20,6% da cal virgem, Bahia 6,4% da cal virgem e Rio Grande do Sul, 5,6% da cal hidratada. É importante observar que parcela considerável da produção de cal virgem está fortemente atrelada à indústria de aço, mais precisamente 51,5% da produção brasileira de cal virgem, em 1999, foi produção cativa de responsabilidade de Usinas Siderúrgicas, o que representou quase 30,0% de toda a produção nacional.

3.7 AGLOMERANTES HIDRÁULICOS
3.7.1 - Cal Pozolânica É uma mistura feita com a cal aérea e a pozolana. Descoberta pelos romanos onde eles misturavam uma cinza vulcânica, encontrada próxima ao Vesúvio com a cal hidratada, obtendo
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um aglomerante que endurecia com a água. A cal hidratada entra em proporção variável de 25 a 45%. Atualmente é um aglomerante em desuso, mas sendo importante para documentação técnica, além do valor histórico, pois existe ainda hoje, restos de ruínas de construções realizadas com ele, como o cais de Calígula. 3.7.2 - Cal Metalúrgica É um produto semelhante a cal pozolânica, sendo que a pozolana é substituída pela escória de alto forno finamente pulverizada. Na sua fabricação ocorre britagem, moeduras, peneiramento da escória metalúrgica e imediata mistura à cal hidratada em proporções variáveis de quatro a dois para um em peso. Esse produto é normalizado na França, constituindo a atériaprima para elaboração do cimento de alvenaria. Este produto não existe em nosso país. 3.7.3 - Cal Hidráulica Recebem o nome de cal hidráulica uma família de aglomerantes de composição variada, obtidos pela calcinação de rochas calcárias, natural ou artificialmente, tenham uma quantidade considerável de materiais argilosos. O produto endurece sob a água, mas pela quantidade de hidróxido de cálcio que contém, sofre também a ação de endurecimento pela carbonatação roveniente da fixação do CO2 do ar. O processo de fabricação é semelhante ao da cal comum (aérea). Normalmente utilizam-se dois fornos contínuo, sendo o produto calcinado imediatamente extinto. A extinção, neste caso, serve para hidratar o óxido de cálcio presente, transformando-o em hidróxido, para que seja evitado posteriores expansões nocivas ao comportamento do material, e servindo também para, através do efeito mecânico desta expansão,obter uma pulverização natural do produto. A operação de extinção da cal hidráulica é muito delicada. A proporção de água não deve ultrapassar os limites convenientes, para evitar a eventual hidratação dos silicatos produzidos. Depois da extinção da cal hidráulica, o produto é peneirado e encontra-se em condições de expedição e emprego. A cal hidráulica não é um produto apropriado para construções sob a água. Sua pega é muito lenta, sendo mais adequada a um uso de menos responsabilidadde, como em misturas denominadas cimentos de alvenaria. De acordo com o teor de argila nas cales hidráulicas, elas se dividem em (detalhes Tabela 1): • • • • Fracamente; Medianamente; Propriamente; Eminentemente hidráulicas.

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O aglomerante estudado tem o nome de “cimento natural de pega rápida” ou cimento romano (patenteado por Joseph Parker.7. Pode-se produzir o cimento romano a partir de misturas de calcário e argila que passa a denominar-se de cimento artificial de pega rápida. devido à heterogeneidade darocha ou à deficiência de temperatura em determinados pontos do forno.7. o cozimento abaixo da temperatura de fusão. C. sendo que os últimos reagem rapidamente. 1796) . é obtido um aglomerante praticamente sem cal livre e com pega não muito rápida. por causa da menor proporção de aluminatos de cálcio. O índice de hidraulicidade está entre 0. Sua produção depende da composição adequada da rocha calcária utilizada como matéria-prima. 3.Cimento Natural Nos calcários que após a calcinação dão índices de hidraulicidade entre 0. formando uma pasta que endurece pela hidratação dos silicatos e aluminatos.65 e se a temperatura for elevada até a fusão parcial. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . que é aproximadamente 1000° é produzido um material praticamente sem cal livre.8. Possui boas qualidades técnicas. É verdade que nem sempre é possível evitar a presença de uma pequena quantidade de cal livre. pois os romanos nunca se utilizaram de material dessa natureza.4 . por isso a denominação de pega rápida.76 3. sendo esta última denominação imprópria.6 e 0.6 na rocha calcário-argilosa utilizada.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. As pedras cozidas e moídas são misturadas a água. Denomina-se de “cimento natural de pega lenta”.5 e 0.5 .Cimento de Pega Rápida Quando a relação entre os componentes argilosos e a cal é superior a 0.

Na realidade este cimento ainda era uma cal hidráulica. o inglês Joseph Aspdin. o cimento é um material rigorosamente definido. a já ampla gama de aplicações do cimento Portland. 1997). que endurece sob ação de água. ao qual chamou de Portland por apresentar cor e propriedades de durabilidade e solidez semelhantes às rochas da ilha britânica de Portland. O cimento é um produto obtido pela pulverização do clínquer constituído essencialmente de silicatos hidráulicos de cálcio. Atualmente. contendo eventualmente. Atualmente o Brasil produz cimento Portland comum. como o "cimento romano" obtido por James Parker. Os monumentos do Egito antigo já utilizavam uma liga constituída de gesso calcinado. levou até ao cimento dos nossos dias o qual ainda está sendo aperfeiçoado. Esta definição abrange uma grande variedade de materiais (NEVILLE. com uma certa proporção de sulfato de cálcio natural.Cimento Portland Histórico: O cimento originou a cerca de 4. seis anos depois. As grandes obras gregas e romanas foram construídas com o uso de certas terras de origem vulcânica que possuem propriedades de endurecimento sob a ação da água.500 anos. no ano de 1756. A grande versatilidade de emprego e as notáveis qualidades de adaptação a novos produtos e métodos construtivos aumentam. adições de certas substâncias que modificam suas propriedades ou facilitam o eu emprego (BAUER.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. necessária para a formação do "clínquer. sulfato de cálcio e adições normalizadas finamente moído.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Em 1818 o francês Louis Vicat consegue resultados satisfatórios. a cada dia. pois não havia alcançado a temperatura de fusão incipiente. cuja a fabricação segue princípios científicos bem estabelecidos. O cimento Portland é um aglomerante hidráulico (endurece através de reações com a água e conserva suas propriedades e estabilidade em meio aquoso) obtido pela mistura homogênea de clínquer Portland. misturando componentes argilosos e calcários. A evolução industrial permitiu maiores temperaturas para a obtenção de melhor clínquer. De uma forma mais suscinta seria um pó fino com propriedades aglomerantes." A superioridade do cimento sobre as cales hidráulicas foi provada por Grant que se dedicou ao estudo do cimento Portland. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. requereu patente para a fabricação de seu cimento. pedreiro. No dia 21 de outubro de 1824. Definição: O cimento pode ser definido como todo o material com propriedades adesivas e coesivas capaz de unir fragmentos de minerais entre si de modo a formar um todo compacto. e também melhor moagem.7. de alta resistência inicial. Apenas no século XVIII. de alto forno. o inglês John Smeaton descobriu um produto de alta resistência por meio da calcinação de calcáreos moles e argilosos. 1995). branco e pozolânico.8 .77 3. ficando conhecido como o inventor do cimento artificial. aglutinantes ou ligantes. A partir de então seguiu-se o desenvolvimento de outros cimentos hidráulicos.

78 Matérias-primas: As matérias-primas utilizada na fabricação do cimento Portland devem conter Cálcio(Ca). PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. -Britagem das matérias-primas. -Moagem do clínquer e adições→ Fabricação do cimento. Dolomíticos ou Magnesianos dependendo das concentrações de cálcio e magnésio presentes na sua composição. -Pré-aquecimento e Pré-calcinação da farinha. combinados. tornando-se os componentes essenciais do cimento Portland. -Moagem das matérias-primas→Fabricação da farinha. Vale salientar que a cal. podendo conter os elementos alcalinos e alcalinos-terrosos. Os minerais argilosos são essencialmente silicatos de alumínio hidratados. -Pedra calcária – CaO (cal) + CO2 (gás carbônico)⇒ O calcário é um mineral dos mais abundantes na crosta terrestre. -Ensacamento e expedição do cimento. Em algumas argilas o alumínio é substituído parcialmente pelo ferro. a alumina e o óxido de ferro constituem cerca de 95% a 96% do total na análise de óxidos. -Calcinação da farinha→Fabricação do clínquer. È composto predominantemente por carbonato de cálcio e por carbonatos de cálcio mais carbonatos de magnésio. produzem compostos hidráulicos ativos. estes elementos químicos. -Minério de ferro→O mais comumente usado é a hematita (Fe2O3) por ser o mineral de ferro mais abundante e importante comercialmente. Etapas do processo de Fabricação: -Extração das matérias-primas. Alumínio (Al) e Ferro (Fe). Estes podem ser Calcíticos. a sílica. -Homogeneização e estocagem do cimento. álcalis e outros óxidos)→ As argilas são rochas constituídas de um certo número de minerais em proporções variáveis. -Dosagem da mistura crua. Silício (Si). -Gipsita (gesso)→ É o sulfato de cálcio que tem como finalidade controlar o tempo de pega (endurecimento) do cimento após a adição de água.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. -Homogeneização do clíquer.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . -Argila – SiO2 (sílica) + Al2O3 (alumina) + Fe2O3 (óxido de ferro) + impurezas (magnésio. -Homogeneização da farinha.

formando uma série de produtos mais complexos e com exceção de um pequeno resíduo de cal que não teve tempo suficiente para reagir é atingido um equilíbrio químico.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . conhecido como fase vítrea diferem consideravelmente daquelas dos compostos cristalinos com uma composição química similar. A “composição potencial” é calculada a partir das quantidades de óxidos presentes PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Durante o resfriamento o equilíbrio químico não é mantido. e a velocidade de resfriamento influencia no grau de cristalização e quantidade de material amorfo presente no clínquer frio. O cimento deve ser considerado como estando em equilíbrio congelado: após resfriado reproduzem equilíbrio existente à temperatura de cliquerização.79 Composição Química do Cimento: Estes compostos reagem entre sí no forno. Esta hipótese é considerada no cálculo dos Teores de Compostos de Cimentos Comerciais. As propriedades do material amorfo.

.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . É pratica comum da indústria de cimento calcular o teor de compostos do cimento Portland a partir da análise dos óxidos usando uma série de equações desenvolvidas por BOUGE.C3S: Composto essencial do cimento Portland.80 no clínquer como se tivesse ocorrendo completa cristalização. Reage em poucas horas liberando grande quantidade de calor.C2S: Composto de pega lenta com fraca resistência até os 28 dias.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Responsável pela resistência inicial. silicato dicálcico (C2S). A Tabela 2 mostra os compostos constituintes do cimento. aluminato tricálcico (C3A) e ferro aluminato tetracálcico (C4AF). Tabela 3: Constituintes do cimento Propriedades dos compostos do cimento: Usualmente considera-se como os principais constituintes do cimento : silicato tricálcico (C3S). . PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Libera pequena quantidade de calor.

Determinação da composição potencial ou teórica dos compostos do cimento: R.C4AF: Composto de pega rápida. Baixa resistência e não resiste à águas sulfatadas. introduziu um método baseado em leis estequiomátricas química. O Método de Bogue admite que as reações químicas de formação dos compostos sejam completas e. H.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.C3A: Composto de pega instantânea liberando altíssima quantidade de calor de hidratação. admitindo a cristalização total dos componentes do clínquer do cimento Portland.admite que a presença de impurezas (MgO e álcalis) possam ser ignoradas.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . (ASTM C-150 ou NBR 5737). PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.81 . a presença de Fe2O3 fixa a alumina e melhora o desempenho do cimento ao ataque de águas sulfatadas. . PCA (Portland Cement Association). BOGUE.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.82 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .

de estabilidade dimensional e da resistência química do concreto (as quais são governadas pelo principal constituinte que é o cimento). c) O cimento Portland branco. o de alta resistência inicial. A durabilidade de uma obra de concreto é função: da resistência mecânica.83 Tipo de cimento Portland: No Brasil.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . média resistência a sulfatos e alta resistência a sulfatos. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. O seu emprego racional depende do conhecimento dessas características que orientam a escolha do tipo adequado a cada finalidade. assim como em todos os países do mundo são produzidos diversos tipos de cimento com diferentes características físicas. Os principais tipos de cimento produzidos no Brasil dividem-se em: a) Os constituídos principalmente de clínquer tipo Portland.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. b) Os constituídos de clínquer tipo Portland e adições ativas: escória de alto forno e pozolânica. cujo clínquer não contém óxido de ferro. mecânicas e químicas. tais como cimento comum.

PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .84 d) Cimento Aluminoso.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. produzido a partir da fusão de uma mistura de calcário e bauxita Propriedades Massa Específica: A massa específica (d) do cimento Portland é determinada de acordo com as prescrições da NBR 6474. Relação entre massa e volume do cimento.

Pasta de Cimento: O tempo de pega do cimento é determinado. utilizando-se a chamada sonda de Tetmajer. Tempo de Pega: A caracterização da pega dos cimentos é feita pela determinação de dois tempos distintos tempo de início e o tempo de fim de pega. um corpo cilíndrico. Caracteriza a finura. metálico. pelo ensaio do aparelho de Vicat.85 Finura: A área específica é determinada através de um aparelho chamado Permeabilímetro. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Nesse aparelho mede-se a resistência à penetração de uma agulha na pasta de cimento ( NBR 11581). liso.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. de 10mm de diâmetro e terminado em seção reta. A sonda é posta a penetrar verticalmente em pasta fresca por ação de um peso total (incluindo sonda) de 300g. A pasta é misturada em proporção que conduz a uma consistência denominada normal. Essa consistência normal é verificada no mesmo aparelho de Vicat. Os ensaios são feitos com pasta de consistência normal com o aparelho de Vicat. que influi no grau de atividade do cimento.

O processo é descrito pormenorizadamente no método NBR 7215 da ABNT.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. o cimento deve permanecer livre de umidade até que seja utilizado. 7 e 28 dias. desde que sejam respeitadas algumas regras de armazenamento : -o depósito de cimento deve ser totalmente protegido das intempéries. Caso isto não aconteça a sua capacidade aglomerante será comprometida. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. A embalagem original (sacos de duas folhas de papel extensível) é suficiente para manter a integridade do produto.86 Resistência: A resistência mecânica dos cimentos é determinada pela ruptura à compressão de corposde-prova realizados com argamassa. evitando lugares que tenham empoçamento. Armazenamento e conservação do cimento Portland: Para garantir suas propriedades.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . goteiras e umidade. 3. Resistência de uma Argamassa Normal de cimento nas idades indicadas: 1.

Também devem ficar afastados da parede para que não absorva a umidade existente na parede.87 -empilhamento no máximo 10 sacos. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Este empilhamento deve ser realizado sobre estrados de madeira. transporte e armazenamento. -caso o cimento seja pouco afetado pela umidade. de tal maneira que os cimentos mais antigos sejam comercializados antes dos cimentos novos.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . ele ainda poderá ser aproveitado em serviços onde não seja necessárias grandes resistências. elaborou uma tabela com os principais tipos de cimento encontrados no mercado com suas respectivas aplicações.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. pode ser empilhado quinze sacos. -o cimento deve ser utilizado obedecendo-se a ordem de sua entrada no depósito. para cimentos consumidos num período de armazenamento inferior a 15 dias. marcas e datas de forma que não sejam misturados (facilitam) . devendo ser previamente peneirado em malha de pequena abertura. Quando o piso for impermeabilizado os sacos poderão ser colocados sobre lona plástica. -o prazo de validade de 90 dias (norma brasileira) se refere ao produto sob condições ideais de acondicionamento. Deve haver espaços entre as pilhas. -os lotes de cimentos devem ser identificados por tipos. Tipos de cimento portland e suas aplicações: A ABCP – Associação Brasileira de Cimento Portland. distantes aproximadamente 30cm do chão. evitando assim a compactacão do cimento no saco.

88 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . etc. blocos. -Revestimento de paredes e tetos (emboço e reboco). o agregado miúdo. agregado miúdo e água (exceto argamassas betuminosas).1 DEFINIÇÃO Misturas de aglomerantes e agregados com água. As pastas quando preparadas com excesso de água são denominadas natas. 4. Ainda podem ser adicionados produtos especiais para melhorar ou conferir determinadas propriedades ao conjunto (PETRUCCI. a pasta. e um material inerte.2 APLICAÇÃO -As argamassas são muito utilizadas em construção. possuindo capacidade de endurecimento (NBR–7200).. 1993). São materiais de construção constituídos por uma mistura íntima (homogênea) de um ou mais aglomerantes.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. -No assentamento tijolos. As pastas são misturas íntimas de um ou mais aglomerantes e água. -Regularização de pisos e reparos de peças de concreto. cerâmicas. pastilhas. pedras. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. As argamassas são constituídas de um material ativo.89 CAPÍTULO 5 ARGAMASSAS 4.

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As natas de cal são utilizadas em revestimentos e pinturas. As natas de cimento são utilizadas para fazer ligação de argamassas e concretos de cimento e para injeções. As pastas têm uso restrito em construções, tanto pelo seu elevado custo como, também pelos efeitos secundários que se manifestam, principalmente a retração. A adição de agregado miúdo à pasta, no caso das argamassas de cimento, é com a finalidade de torná-las mais econômicas e eliminar em parte as modificações de volume (diminuir os efeitos da retração); no caso das argamassas de cal, a adição de areia , além de oferecer as vantagens citadas anteriormente, tornam as argamassas mais permeáveis ao ar para permitir o acesso do gás carbônico para ocorrer a carbonatação.

4.3 PROPRIEDADES DAS ARGAMASSAS
As argamassas devem ter algumas propriedades, tanto no estado fresco quanto no estado endurecido. As propriedades são estas: 4.3.1 - Estado Fresco: Período decorrido entre a mistura de aglomerantes e agregados com a água e o início das reações de pega. No estado fresco, as argamassas devem possuir as seguintes propriedades: -Consistência: É a propriedade de uma argamassa em apresentar maior ou menor facilidade de se opor à resistência a uma dada deformação. A quantidade de água adicionada e o uso de aditivos especiais (plastificantes e superplastificantes) são fatores que influenciam a consistência da argamassa. -Retenção da consistência: É a propriedade da argamassa em manter sua consistência após em contato com um substrato. É importante para as argamassas de assentamento das alvenarias e peças cerâmicas de revestimento e dependem fundamentalmente da retenção de água. -Coesão e tixotropia: A coesão é a capacidade de argamassa fresca em manter seus constituintes homogêneos sem segregação. As argamassas de assentamento e revestimento de alvenarias devem possuir uma boa coesão. A forma mais utilizada para conseguir-se a coesão em argamassas de assentamento e revestimento é usando a cal hidratada. Argamassas tixotrópicas exigem uma baixa energia para alterarem sua forma, mas depois de alterada, conseguem mantê-la mesmo sob ação da gravidade. A tixotropia é propriedade exigida nas argamassas de assentamento de peças cerâmicas e argamassas de recuperação. Para alcançá-la pode-se usar aditivos a base de polímeros e adições minerais como cinza volante, microssílica, cinza da casca de arroz, entre outras. -Plasticidade: É a propriedade da argamassa fresca em deformar-se e reter certas deformações após a redução das tensões que lhe forem impostas. Depende da coesão, consistência e retenção de água.

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-Retenção de água: É a capacidade de argamassa fresca em manter sua consistência ou trabalhabilidade quando sujeita à solicitações que provoquem perda de água (evaporação ou sucção do substrato). Os aglomerantes são os principais responsáveis pela capacidade de retenção de água, devido à elevada área específica e à grande capacidade de adsorção de suas partículas. Nas argamassas mistas de cal e cimento os fatores que influenciam a retenção de água são a área específica (finura do aglomerante); a natureza da cal (cales dolomíticas apresentam melhores características do que as calcíticas); a maturação prévia das argamassas de cal (período de repouso antes da aplicação); o valor da relação agregado/aglomerante e cal/cimento (traços com elevado consumo de aglomerante, a retenção de água é elevada independente do teor de cal; a retenção de água melhora com o aumento da relação cal/cimento no traço) e a capacidade de absorção da base (sucção capilar do substrato influencia diretamente na retenção de água da argamassa). A retenção de água também influencia em algumas propriedades do estado endurecido como retração na secagem e resistência mecânica final. -Adesão inicial: É a propriedade da argamassa fresca em permanecer adequadamente unida à base após sua aplicação. Sofre influencia da coesão e plasticidade da argamassa e pelas propriedades do substrato ( absorção inicial e rugosidade). Esta propriedade está diretamente ligada a aderência da argamassa ao substrato no estado endurecido. 4.3.2 - Estado Endurecido: É o período decorrido entre a mistura de aglomerantes e agregados com a água e o fim das reações de pega. No estado endurecido, as argamassas devem possuir as seguintes propriedades: -Resistência Mecânica: Independente do tipo de aplicação de uma argamassa, esta sempre será submetida a algum tipo de esforço mecânico após seu endurecimento. As argamassas de assentamento são solicitadas à compressão, as argamassas de revestimento à abrasão superficial, impacto e tensões de cisalhamento (movimentações do substrato e/ou variações térmicas/higrométricas). A resistência mecânica de uma argamassa depende do tipo e teor de aglomerante empregado. O cimento Portland é o principal responsável por esta propriedade nas misturas convencionais. Misturas muito ricas em cimento provocam uma alta retração volumétrica além de diminuírem a capacidade do material em absorver pequenas deformações sem fissurar. -Deformabilidade: É a propriedade da argamassa em se deformar sem criar tensões no material. Importante nos revestimentos e assentamentos de unidades de alvenaria. -Permeabilidade: É a capacidade de um material em se deixar atravessar por um fluido. Pode ser controlada pelo tipo e quantidade de aglomerante usado. O uso do cimento Portland em proporções adequadas pode diminuir a permeabilidade de um revestimento argamassado. Enquanto que com teores excessivos podem levar a fissuração por retração hidráulica comprometendo a permeabilidade. -Retração volumétrica: É a retração resultante da reação química dos aglomerantes (cal e cimento Portland) e remoção da água adsorvida nos produtos de hidratação durante a secagem.
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Alguns fatores influenciando a retração: o teor de aglomerante (determina a retração por hidratação e carbonatação, relacionadas aos processo de endurecimento da pasta aglomerante); o volume de água (quanto maior o volume de água utilizado na confecção da argamassa, maior será a retração final, devido ao aumento do volume da pasta); granulometria dos agregados (uso de agregados de composição granulométrica contínua e com módulo de finura não muito baixos conduzem a um menor volume de vazios a serem preenchidos pela pasta, além de diminuir o consumo de água de misturas necessário à obtenção de uma consistência adequada) e condições ambientais (temperatura e umidade do ambiente de aplicação da argamassa influenciam na retração, temperaturas elevadas e umidades baixas intensificam o processo facilitando a saída da água adsorvida nos produtos de hidratação). -Aderência: É a capacidade da argamassa em se fixar no substrato onde é aplicada. Quando a argamassa entra em contato com o substrato, ocorre migração de água de um material para o outro, carreando materiais cimentícios. Este material ao hidratar, fixa-se nos poros superficiais do substrato, ocasionando a aderência da argamassa. Alguns fatores afetam a aderência de uma argamassa: adesão inicial, rugosidade e absorção inicial do substrato, retenção de água, tipo de aglomerante empregado e granulometria dos agregados.

4.4 CLASSIFICAÇÃO DAS ARGAMASSAS
4.4.1 - Classificação quanto ao emprego: a) Comuns: Quando se destinam a uso comum. Exemplos: Argamassa para rejuntamentos, para revestimentos, para pisos, injeções, etc.). c) Especiais: Quando destinadas a uso não comum. Exemplos: Refratárias (resistir altas temperaturas), de reparos, etc. 4.4.2 - Classificação quanto ao tipo de aglomerante: a) Aéreas: Quando utiliza-se um ou mais aglomerantes aéreos. Exemplos: De cal aérea, gesso, magnésia sorel. b) Hidráulicas: Quando utiliza-se um ou mais aglomerantes hidráulicos. Exemplos: Cal hidráulica e cimento Portland comum). c) Mistas: Quando utiliza-se um aglomerante aéreo e um aglomerante hidráulico. Exemplos: Cal e cimento. 4.4.3 – Classificação quanto à dosagem: a) Pobres ou Magras: Quando o volume de pasta é insuficiente para preencher o volume de vazios. b) Cheias: Quando o volume de pasta preenche exatamente os vazios do agregado. c) Ricas ou gordas: Quando há excesso de pasta.
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b) Plásticas: Com um pequeno esforço atinge a sua forma final. Não devem secar de maneira muito rápida porque as reações de carbonatação necessitam da presença de água.Argamassa de cimento: As argamassas de cimento e areia têm alguns empregos como chapiscos. quando utilizado.2 .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .93 4.6 ARGAMASSAS HIDRÁULICAS 4. serve apenas para baratear a mistura. Exemplos: Argamassas de assentamento de tijolos. já que diminui a sua resistência. Não devem ser utilizadas composições muito ricas nem com muita quantidade de água devido ao problema da retração. em volume. Quando deseja-se uma superfície muito lisa não se faz uso da areia. contrapisos.5. pisos.Classificação quanto à consistência: a) Secas: É necessário aplicar uma energia significativa para poder conformá-la na sua forma final.5 ARGAMASSAS AÉREAS 4. aços. c) Fluídas: Escorrem e se auto-nivelam sem qualquer esforço além da força da gravidade para sua aplicação. anterior ao uso para que se complete a extinção da cal. O gesso não necessita da adição de agregado para evitar a retração hidráulica. As pastas e argamassas de gesso também possuem uma elevada resistência a altas temperaturas. em volume. 4.6.0. -Traço para argamassa: 1:1-3 (gesso: areia). Na utilização da cal hidratada deve ser feita uma mistura prévia. Empregadas na proteção de elementos construtivos de madeira. sem adição de areia. assentamento de pisos. peças cerâmicas e de revestimento de alvenarias.1 .Argamassas de cal aérea: Tem uso bastante limitado (apenas para interiores de edificações). PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. em lugar da argamassa.5. devido a baixa resistência mecânica (menor que 1MPa aos 28 dias) e alta retração na secagem.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.7 (gesso: água).1 . assentamento alvenarias e argamassa armada. 4. 4. concreto. Normalmente. São caracterizadas pela pouca trabalhabilidade (baixa coesão) e grande resistência. blocos. etc. -Traço para gesso em forma de pasta: 1: 0.4 . O agregado. emprega-se o gesso puro.4. Exemplo: argamassas magras utilizadas em contrapiso.Argamassas de gesso: São empregadas em revestimentos internos de acabamento fino. Exemplo: Argamassas de preenchimento de blocos de concreto.6.

94 4. trabalhabilidade (conferida pela cal) e retenção de água (conferida pela cal). Abaixo estão listadas algumas proporções usuais para argamassas utilizadas na construção civil: -Assentamento de alvenaria pouco resistentes→1: 2: 8 . -Revestimentos finos. areia). cal hidratada.3 (cimento e areia). PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. -Assentamento de alvenaria de média resistência.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.2 (gesso e areia). -Contrapiso para assentamento de carpete e cerâmica→1:3 – 4 (cimento e areia). alvenaria estrutural→1: 2: 6 (cimento. cal hidratada. Possuem propriedades como resistência (conferida pelo cimento). cal hidratada. São empregadas em emboços e rebocos e assentamento de alvenaria.10 (cimento.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . areia).6. São recomendados alguns traços em função do tipo de aplicação.4. -Emboço e reboco (interno e externo)→1: 2 : 8 .2 . -Chapisco→1: 2 .Argamassas mistas de cal e cimento: São as mais empregadas na construção civil. -Assentamento de alvenaria de alta resistência ou sujeitas a ambientes agressivos→1:1/2: 3 . tetos e forros falsos de gesso→1: 0 .5 (cimento.10 (cimento. areia). areia). A proporção da mistura depende da utilização desejada. cal hidratada.

. falta de prumo. etc. Além dos defeitos de execução (superfície irregular. De modo geral. . as fissuras. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Fissuras: Podem ser causadas por rachaduras da alvenaria devido aos tijolos soltos da argamassa de assentamento ou também pela deficiência na aderência entre a alvenaria e o próprio revestimento. As principais são: Fatores externos aos revestimentos.Envelhecimento natural dos materiais ou fadiga.Condições e/ou meios a que está exposto. . .95 4.Movimentação térmica e higroscópica diferenciada entre a base (alvenaria) e revestimento.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.Má execução do revestimento.Movimentação térmica e higroscópica exagerada do revestimento.Propriedade de aderência do reboco. . mau proporcionamento das argamassas e tipo e qualidade dos materiais utilizados para preparar as argamassas de revestimento.o esfarelamento e as vesículas. o bolor. Várias causas contribuem para estas patologias. furos. má aplicação do revestimento.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . os principais fatores que estão ligados às fissuras no reboco são: . .7 PATOLOGIAS RELACIONADAS ÀS ARGAMASSAS Nos rebocos os defeitos mais comuns são as manchas. Geralmente são conseqüência de rachaduras e descolamentos nas paredes.).Alvenaria com superfície regular para assegurar a ligação com o revestimento. os descolamentos.

que VERÇOZA (1991) define como sendo o crescimento de sais e cristais no interior dos materiais. É comum acontecer em traços mais ricos. Se for verificado o descolamento. A separação do reboco da parede (descolamento) também implica em fissuras. flexiona-se. Fissuras na direção horizontal nas alturas das fiadas também são comuns. Esta secagem sempre causa uma diminuição da altura da parede.Teor de água de amassamento. quando ela acontece. rápida perda de água durante o endurecimento por ação intensiva de ventilação e/ou insolação. sua causa deve ser investigada e eliminada. deve-se tratar de corrigí-las. implica em fissuras de retração. por exemplo. percebe-se que a durabilidade do reboco não depende apenas de suas propriedades. As fissuras por expansão. conseqüentemente. acontecem geralmente quando há magnésio na cal ou ainda quando a cal não foi bem extinta. Desta forma. para saber se a fissura está apenas no reboco. por isso a parede não deve ser revestida antes que isto ocorra pois. Estas acontecem quando o reboco é executado antes que a argamassa de assentamento seque. . Durante a remoção do reboco também é possível perceber e avaliar a aderência entre o mesmo e alvenaria. Em paredes excessivamente ensolaradas. O problema é mais grave quanto mais espessas forem as juntas de assentamento. deve-se retirá-lo em uma pequena área em torno da fissura e observar se existem trincas na alvenaria ou tijolos soltos. Quando esta é exagerada. Um dos tipos mais comum de fissuras em reboco é aquele em forma de “couro de crocodilo” ou “teia de aranha”. ficando sem apoio. tempo decorrido entre uma aplicação e outra. número de camadas aplicadas. . a argamassa adquire resistência e consegue resistir as tensões de secagem. podendo ser decorrente de uma expansão ou retração durante a fase de endurecimento. já que está a ela aderida. Nos casos mais comuns estas expansões vem acompanhadas de vesículas. Caso a causa seja o desprendimento dos tijolos ou trincas. A expansão do reboco também pode ocorrer por efeito de criptoflorescência. ele acaba sendo esmagado e fissurado. uma vez que o reboco.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. se o reboco já foi executado. .Porcentagem de finos existente na mistura. Diante deste caso. para só então partir para os reparos. espessuras das camadas.Aderência do revestimento com a base. Na verdade. VERÇOZA (1991) aconselha que o reboco deve ser mantido úmido por três dias para propiciar uma secagem lenta. Os fatores que interferem na retração de uma argamassa são: -Consumo de aglomerante. o último fator está relacionado com os demais. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. grande parte dela não permanece no reboco (é perdida para o meio) causando uma diminuição volumétrica significativa e. implica também em rachaduras no reboco.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . quebrando na região tracionada. As fissuras de retração ocorrem quando a argamassa seca muito rápido ou quando ela possui quantidades de água exageradas. entre outras. Uma rachadura na parede. pois a presença elevada de aglomerante e de finos implica em elevada quantidade de água de amassamento.96 De acordo com exposto. VERÇOZA (1991) diz que é a resultante da variação volumétrica do próprio reboco.

Descolamento e esfarelamento O descolamento é quando o reboco solta da parede em placas ou em blocos. se as lesões forem pequenas.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . O esfarelamento é uma forma especial de descolamento. ou pela presença de mica na areia. a medida que o descolamento avança surgem fissuras e na fase mais adiantada o reboco cai. é caracterizado pela formação de um bolsão sobre o revestimento e também pelo som cavo ao se bater no reboco. Como a mica é expansiva o reboco expande e se solta da superfície. o verniz apenas diminui o esfarinhamento da superfície. Nos casos onde as fissuras são maiores. . Normalmente.97 Para corrigir as fissuras tanto de expansão quanto de retração. A ancoragem de uma argamassa é feita exclusivamente pelo aglomerante. No primeiro. As fissuras de expansão e retração. Normalmente consegue-se bom resultado com aplicações de nata de cal sobre a superfície. Nos ambientes pouco arejados também pode acontecer o mesmo problema. a correção é mesmo retirar o revestimento e refazê-lo PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Outra causa pode ser a carbonatação lenta da cal. senão. no segundo.Infiltrações da água através da outra face da parede. O reboco vai desagregando-se em grãos ou em pó. a quantidade de aglutinante não é suficiente para assegurar a ligação com a superfície. Pode ocorrer entre as camadas do reboco: entre o chapisco e o reboco. deve-se esperar que as mesmas se estabilizem. costumando aparecer em porões e/ou ambientes sem ventilação. chamadas por VERÇOZA (1991) como fissuras devidas exclusivamente ao reboco restringem danos apenas à estética da construção. Então. . pois o descolamento surge nas camadas mais profundas. basta fazer o conserto nas áreas prejudicadas. esta medida não é adequada. pois neste caso. ou entre o emboço e o guarnecimento. o qual implica em aplicações de argamassa com aditivo de expansão.Argamassa pobre ou rica. fazendo com que ela penetre nas fissuras. não ajuda na ligação parede/revestimento. VERÇOZA (1991) recomenda que seja feito um grauteamento. o ar custa a penetrar prejudicando a cura do revestimento. Eventualmente o esfarinhamento pode ser corrigido através de emprego de vernizes de alta colatividade. mas em casos em que a falta de coesão é grande.Depósito de eflorescência entre o tijolo e o reboco. Geralmente ocorre em argamassas magnesianas ou quando é feita uma pintura impermeável antes do endurecimento total do reboco. A causa mais frequente para a ocorrência deste defeito é o emprego de argamassa fraca ou pobre (com pouco aglomerante). As causas mais comuns de descolamento e esfarelamento são: . o excesso deste produto na argamassa implica em retração significativa na secagem. Este tipo de revestimento é reconhecido pela característica de esfarelar-se facilmente. a única forma é remover todo o revestimento e refazê-lo com argamassa adequada. Neste último. Na maioria dos casos. Isto acontece assim que cessa a secagem e expansão. é ela que dá a adesão necessária à argamassa. a aplicação de nata de cal não consegue corrigir porque normalmente ela trinca novamente ao secar. Já.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Esta umidade produz pressão e ocasiona o desprendimento do revestimento. Se a fissura é pequena (menor que meio milímetro) a sua correção é mais fácil. Ocorre em locais com umidade constante. se ela for maior que a força de ancoragem o reboco se soltará.

Segundo CINCOTTO (1988). A correção também implica em refazêlo. ambos considerando a cal como aglomerante. a superfície não é adequada para garantir a sua aderência com o revestimento. capaz de segurar o reboco. resultando em descolamentos. não podendo prever quando vai parar. Por carbonatação. quando o reboco é alisado excessivamente propicia uma camada de cal na superfície. Além disto. geram vesículas no revestimento endurecido. pois o defeito é generalizado por toda a superfície. 1:16 o limite para argamassas pobres. VERÇOZA (1991) recomenda limitar este revestimento entre 2 e 4cm. . Mais raramente as vesículas podem ser formadas quando a própria cal da argamassa foi levada ao reboco antes de estar bem extinta. Antes de executar o reboco é importante molhar a superfície. os poros dos tijolos são essenciais para permitir que a argamassa penetre no seu interior.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . seguido de uma camada de chapisco. Segundo ele. A falta de chapisco ou sua execução inadequada impede que se tenha uma base rugosa. A ligação entre a base e o revestimento se dá pela penetração do aglomerante na base e o endurecimento subseqüente. a eficiência do aglomerante. a presença de materiais dispersos na argamassa que manifestam posterior variação volumétrica.98 com argamassa de adequada. Em ambos os casos. as vesículas no reboco surgem quando se emprega argamassa com algum componente expansivo. Esta incidência patológica geralmente está ligada a cliptoflorescência. cliptoflorescência é uma formação salina oculta referente ao crescimento de sais ou cristais no interior dos materiais. Tijolos com ranhuras ajudam a suprir tal problema.Reboco mal executado. evita que a argamassa perca água para a superfície a ser rebocada. resíduos metálicos ou madeira ( a madeira incha ao umedecer). CINCOTTO (1988). dando a ancoragem necessária. . conseqüentemente. A perda exagerada pode prejudicar as reações de hidratação do cimento e. De acordo com VERÇOZA (1988). agarrando-se assim fortemente à superfície.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. determina 1:3 a proporção limite para que a argamassa não seja considerada rica e.Reboco excessivamente espesso. o peso do reboco normalmente ultrapassa a sua força de aderência com a superfície a situação tende a se agravar com o tempo. forma-se uma película de carbonato que age como uma barreira que impede a penetração do anidrido carbônico. tais como argila. .Falta de chapisco e tijolos sem porosidade. Em todos os casos a solução é refazer todo o reboco. fissuras e vesículas. Vesículas: Vesículas são descolamentos pontuais isolados que podem ser manifestar nos rebocos ou nas pinturas. matéria orgânica. Nestes casos. Esta operação faz com que a água puxe o aglomerante para dentro dos poros. impedindo o endurecimento do interior da camada de revestimento. Já. De acordo com BAUER (1997). formando pequenas crateras (máximo de 7cm).

O barro utilizado para tijolos geralmente contém cal. bolor e limo são muito freqüentes nos revestimentos. Existem ainda as manchas por contaminação atmosférica. Os fatores que influenciam na existência dessas manchas são: .Textura superficial.99 Manchas: O aparecimento de manchas em rebocos. a remoção da umidade é sempre boa solução. uma solução mais cara. A eflorescência é a formação de depósitos de coloração geralmente esbranquiçada. . fuligem e partículas contaminantes. Para eliminá-las. é também necessário que exista água e pressão hidrostática para ocasionar a saída da solução para a superfície. . cita os seguintes fatores externos que contribuem para o seu aparecimento: PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. ou provir dos tijolos. São bem comuns nas paredes de tijolos. segundo VERÇOZA (1991). que dará eflorescência ferruginosas e. Segundo PINTO (1996).Formas da fachada. . pode ser originado no próprio material da argamassa. de início. . As substâncias causadoras de manchas aparecem em ambos os materiais. . devido à presença de indústrias químicas ou situações similares nas proximidades.Porosidade do material de revestimento. não é possível determinar o teor de sais solúveis que cause a formação da eflorescência. . dá resultados melhores e mais garantidos.Vento. Porém. .Temperatura. vinda do interior dos componentes que compõe a alvenaria e/ou concreto. UEMOTO (1988). o sal pode ser depositado pela atmosfera. Em casos raros. se tiver origem marítima. O barro também pode ter pirita. Outra medida é retirar todo o reboco e colocar um novo.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.Chuva direta. Às vezes. pois acabam sempre reaparecendo. originados pela migração de água rica em sais. uma quantidade de sal alcalino de 0. que combinará para formar eflorescência de carbonato ou sulfato de cálcio. Substituir o reboco é. poderá conter cloretos e sulfatos. que lancem produtos químicos no ar ou ainda pode ser poeira trazida pelo ar. pois as pinturas feitas sobre reboco manchado raramente dão resultados satisfatórios. Eflorescência: É uma manifestação patológica que depende essencialmente da água. o seu aparecimento depende não só do teor de sal solúvel.Cor dos materiais.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . As manchas devidas a eflorescências.01% já é suficiente para causar a sua formação. pois ela é quem dissolve as substâncias e as traz para a superfície. porém.Chuva escorrida. É muito comum o recobrimento do revestimento externo de edificações por pó.

maior será a quantidade de sal solubilizado.Temperatura: o aumento desta facilita a solubilização dos sais além de acelerar a velocidade de evaporação da umidade. juntas de assentamento. . cimentos. cálcio e magnésio e carbonatos de sódio e de potássio. desagregação das paredes e até queda de elementos construtivos. Para prevenir as eflorescência deve-se evitar o uso de materiais com elevado teor de sais solúveis. Pode-se ainda optar por tintas impermeáveis nas paredes externas. Por isto. . próximas a caixilhos mal vedados. Quanto maior for este período. em peças cerâmicas e/ou em suas juntas. agregados. devese colocá-lo de pé dentro de um prato com água durante doze horas. mas geralmente deixa mancha sobre ela. a pintura não sofre descolamento porque a umidade com o sal a atravessa sem desprendê-la. Este tipo de eflorescência geralmente apresenta sais de sulfato de sódio. Os sais formados originam-se de tijolos. poderá implicar no desprendimento da última. principalmente para os sais pouco solúveis. 2000). Como a umidade é uma necessidade para a formação da eflorescência. A maior lesão que pode causar é o descolamento da pintura. acabam depositando-se nas sua interfaces e provocam o seu desprendimento. com uma melhor capilaridade. Se o seu acúmulo se der no plano entre a alvenaria e a pintura. existem casos em que a eflorescência acaba se depositando sobre um componente com um menor teor de sais. diminuindo desta forma a absorção da água da chuva pelo tijolo. deve-se optar pela argamassa mista. Isto acontece quando os sais não conseguem atravessar o reboco ou a pintura. pois não interfere no desempenho da estrutura onde aparece. Os cimentos pozolânicos ou de alto forno liberam menor quantidade de cal na sua hidratação. diz que para avaliar se um tijolo tem condições de eflorescência. não utilizar tijolos com elevado teor de sais sulfatos evitando desta forma a formação de substâncias solúveis em água e produtos expansivos. existem casos em que o sal formado pode trazer o descolamento dos revestimentos e/ou pinturas. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Pode aparecer em superfícies de alvenaria aparente ou revestidas com argamassa. .10 0 . maior será a solubilização dos sais. pulverulento e bastante solúvel em água.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . 1988 apud LUZ. se ele apresentar manchas no topo e nas laterais. da água utilizada no amassamento.Quantidade da solução que sai para a superfície.Tempo de contato entre a água e os sais também influencia o aparecimento do fenômeno. porém. porém. É o tipo mais comum de eflorescência (UEMOTO. Porém. Para evitar a reação tijolo-cimento. Depois de seco. Geralmente só prejudica o aspecto estético. conseqüentemente. nos casos de alvenaria aparente. recomenda-se proteger a alvenaria recém terminada da chuva e executar uma eficiente vedação e impermeabilização para impedir umidade do solo e da chuva. Na maioria dos casos as eflorescências apenas trazem o mal aspecto da construção. VERÇOZA (1991). Existem casos em que se pode ter a presença da eflorescência. potássio.Capilaridade: favorece o movimento da solução com sais pelo interior dos elementos construtivos. diminuem a quantidade de sal dissolvido. indicará que há presença de sais solúveis. não interferindo na segurança da edificação.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. a) Manchas brancas com aspecto de nuvem Caracteriza-se por um depósito de sal branco. poluição atmosférica e ainda da reação química entre os compostos do tijolo e cimento. Quanto maior a quantidade de água.

a ação das chuvas prolongadas é capaz de removê-la. apenas prejudica o efeito estético da edificação. deve-se primeiramente optar por uma remoção mecânica e. A remoção destes produtos das superfícies pode ser feita com solução de ácido muriático. a expansão e fissuração são resultantes da hidratação do sulfato de cálcio. O produto formado nesta reação é o gesso.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Existem casos em que é difícil eliminar totalmente esta eflorescência e a aplicação repetitiva da solução pode ser prejudicial à durabilidade do componente. Neste últimos. Como o sal formado é mais grosso que os sulfatos. muito aderente e pouco solúvel em água. podendo também se originar próxima de elementos de concreto. como a eflorescência do tipo I e é mais difícil de ser eliminada. c) Mancha branca entre juntas de alvenaria Depósito de sal branco entre juntas de alvenaria aparente. b) Mancha branca com aspecto de escorrimento Caracteriza-se por um depósito de cor branca com aspecto de escorrimento. resultante da reação do hidróxido de cálcio ( do cimento) com o gás carbônico (do ar). podendo ocorrer tanto em fachadas expostas à ação da chuvas como nas não expostas. que se apresentam fissuradas devido à expansão da argamassa de assentamento. aplicar a solução citada. só então. Em zonas abrigadas das chuvas. seguida de lavagem com água abundante. em contato com a água da chuva. atentando-se para que a mesma penetre na alvenaria para dissolver os sais. como os sais são solúveis em água. Com a presença do gás carbônico (do ar) e com a evaporação da água. as mais comuns costumam aparecer próximas às juntas de concretagem. dissolve-se e deposita-se nas superfícies das fachadas. A eliminação mais rápida da eflorescência pode ser feita com uma escova de aço. o qual ocupa um volume maior que o inicial. Este produto formado não afeta a estabilidade da alvenaria. originado nas reações de hidratação do cimento. esta cal transforma-se em carbonato de cálcio. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Forma-se geralmente sobre as superfícies de concreto e alvenaria. O hidróxido de cálcio (Ca (OH)2).10 1 Se a eflorescência estiver na parte externa de uma alvenaria recém terminada. Se a quantidade a ser retirada for exagerada. podendo então causar o seu desprendimento. o mesmo não atravessa os revestimentos e pinturas. Este depósito de cor branca é carbonato de cálcio.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. a mesma deve desaparecer sozinha já que. já que a água percola por elas com maior facilidade e também em superfícies onde ocorre a exsudação. Não é tão comum.

os fungos têm seu desenvolvimento bastante afetado pelas condições ambientais. sendo a presença de umidade fundamental para propiciar o seu desenvolvimento.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . a expansão e fissuração são causadas devido à formação do “sal de Candlot” ou etringita (Al2O3. et al. (1988). Diante disto. quando se tem a laje de cobertura ou a caixa d’ água imediatamente acima. 31 H2O). 3 Ca SO4. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. podendo muitas vezes se alimentarem de partículas depositadas com o pó. Bolor. ficando com cor escura. mais tarde. argamassa. sua raízes segregam enzimas que fazem a decomposição. segundo ALUCCI. Tal facilidade se deve ao fato de necessitarem de poucos alimentos. metais e até mesmo em vidros. diz que o bolor é uma manifestação de um tipo de microvegetais.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. enquanto que o segundo resulta do cimento. concreto. VERÇOZA (1991) diz que os fungos podem se desenvolver em cerâmica. Estalactites De acordo com PINTO (1996) apud LUZ (2000). os fungos. Como estes elementos costumam apresentar deficiência na impermeabilização e estão constantemente em contato com a umidade.10 2 Já. Este produto também é expansivo e resulta da reação entre o sulfato de cálcio e aluminato de cálcio hidratado. promovem a decomposição de revestimentos ou de material orgânico sobre eles depositados. Segundo ALUCCI. et al. em zonas úmidas da alvenaria. 3CaO. Nas edificações. através de sucessivas deposições dos mesmos. sendo resultado do desenvolvimento de microorganismos pertencentes ao grupo dos fungos. começam a aparecer manchas e. É uma concreção mineral que geralmente se forma em tetos de pavimentos superiores. O primeiro pode ser originário do tijolo ou das reações entre os sulfatos de sódio e potássio existentes com a cal do cimento. Mofo e Limo: São também danos provocados pela umidade. Como os fungos não têm clorofila. Estas enzimas funcionam como um ácido sobre o material onde cresce o fungo. causada pelo gotejamento de água proveniente de excessiva concentração de umidade. a água acaba penetrando-os e carreando os sais para a face inferior da laje . VERÇOZA (1991). Esta água carrega sais solúveis presentes nos componentes estruturais que vão acumulando-se em pontos da superfícies. estalactite é um tipo de eflorescência. O material é então atacado e queimado. (1988) apud LUZ (2000). a superfície começa a desagregar. o bolor ou mofo é uma alteração observável macroscopicamente na superfície de diferentes materiais. formando saliências. Ainda.

Estas manifestações patológicas ocorrem freqüentemente em paredes de tijolos úmidos. evitar umidade superior a 75% e temperaturas entre 10 e 35ºC. agregado miúdo. Já o limo. em determinadas proporções. porém.1 DEFINIÇÃO Produto resultante do endurecimento de uma mistura. A presença de trincas e frestas sobre a película da pintura. de acordo com VERÇOZA (1991).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .10 3 O acúmulo de fungos na superfície melhora a aderência da poeira sobre a mesma e. são vegetais microscópicos que não atacam diretamente o substrato. por tornar o ambiente mais abrigado. Ambientes impermeabilizados impedem a presença de umidade e se forem adequadamente ventilados inibem a sua permanência. fazendo com que o mofo reapareça rapidamente. além do mau aspecto (cor verde) podem desagregar lentamente as argamassas devido à pressão de suas raízes entre grãos e poros. CAPÍTULO 5 CONCRETOS 5. agregado graúdo e água. -preencher os vazios entre os grãos. também favorece o crescimento de fungos. deixando a superfície opaca. As funções da pasta (cimento + água) são: -dar impermeabilidade ao concreto. -envolver os grãos.2 TIPOS PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. ou seja. Argamassas com adição controlada de silicone ajudam na prevenção da umidade. As eliminações superficiais com pano úmido não removem as suas raízes. -contribuir com grãos com resistência superior ao da pasta. -reduzir as variações no volume (diminuição das retrações). A eliminação de fungos nem sempre é fácil. 5. causando um mau aspecto. facilita o seu desenvolvimento. -dar trabalhabilidade ao concreto.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. de cimento. A forma mais eficiente é retirar as condições para sua sobrevivência. Eles desagregam lentamente os tijolos. As funções do agregado são: -reduzir o custo do concreto. como esta (a poeira) é uma fonte de nutrientes para estes organismos.

a C descarbonatação e a desintegração da massa. onde as características próprias levam a um comportamento adequado naquelas temperaturas. Tem grande resistência aos esforços de compressão. O procedimento consiste em aplicar sobre a massa uma placa rígida composta por treliças recobertas por um tecido forte e permeável. aumentando a resistência. materiais refratários mais ou menos PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. incorporadores de ar. mas pequena resistência aos esforços de tração. que possui coeficiente de atrito nulo em relação aos grãos rígidos vizinhos. c) Concreto Magro: É um concreto simples com reduzido teor de cimento. A água é eliminada por sucção e ao mesmo tempo aplica-se uma forte compressão às faces externas do concreto. e) Concretos Especiais: Concreto leves (porosos. colocado anteriormente nas formas. Exemplos: Contrapisos e bases de fundações e pavimentos. d) Concreto Protendido: É o concreto onde. agregados de elevado diâmetro máximo. tanto aos esforços de tração como aos de compressão. Concretos com aditivos : Concretos que faz uso de plastificantes. Concretos à vácuo : A quantidade de água utilizada para misturar e adensar o concreto é maior do que a necessária para a hidratação do aglomerante. agregado miúdo e água. e com geração de baixa quantidade de calor de hidratação. sem armadura. O concreto normal perde suas qualidades a 200-300° desagregando-se. Para facilitar o lançamento emprega-se o teor de água adequado à trabalhabilidade desejada e posterior elimina-se a água em excesso. mas deve ser usado quando não for exigido tanta resistência e impermeabilidade. agregado miúdo e água. deve-se usar cimento aluminoso como aglomerante e. aceleradores ou retardadores de pega e endurecimento. O termo concreto leve é usado para concreto cuja massa é menor que 1. melhorando a plasticidade e a trabalhabilidade do concreto fresco. tendo o nome de refratário.800 kg/m3. Os agregados do tipo silícico sofrem transformações cristalinas a 600-800° e os agregados calcários produz.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. As bolhas de ar incorporado ao concreto atuam como um agregado fino adicional. caracterizado por baixos consumos de cimento. superplastificantes. hidratados do cimento perdem sua água de constituição. outra parede repousando sobre borrachas. Concreto massa : Utilizado em peças de grandes dimensões (barragens). com relação as necessidades das reações químicas. a estas temperaturas. Concretos injetados ou coloidais : Obtido a partir da injeção de com uma argamassa. aerados ou celulares. ou a redução do teor de cimento. de modo a preencher os vazios de um agragedo graúdo. pois os compostos C. utiliza-se armadura ou ferragem (barras de aço). é introduzido pré-tensões de tal grandeza e distribuição. b) Concreto Armado: Possui elevada resistência. É mais econômico. O isolamento térmico é melhorado com o acréscimo da porosidade. formando uma cavidade sobre o concreto. com agregados leves ou com agregados sem finos) : Caracterizados pela baixa massa específica aparente em relação aos concretos normais ou tradicionais. que as tensões de tração resultantes do carregamento são neutralizadas a um nível ou grau desejado. como agregados. agregado graúdo. e sobre estas. Nas construções possuem baixo peso próprio e elevado isolamento térmico. mantendo a resistência no mesmo valor. agregado graúdo. Para obter este tipo de concreto.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . através da tração dos cabos de aço. O uso de plastificantes possibilita a redução da água para uma mesma trabalhabilidade.10 4 a) Concreto Simples ou Hidráulico: Preparado com cimento. Concretos refratários : Quando o concreto tiver que suportar elevadas temperaturas ou mudanças térmicas é preciso um concreto especial. Além do cimento.

e o ponto "fraco" do concreto passa a ser o agregado. 5.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Podemos citar entre outras aplicações as seguintes : Edifícios em concreto (por reduzir tempo de execução. Isto é conseguido através da atuação da microssílica na microestrutura do concreto através de dois efeitos: atua quimicamente reagindo com o Hidróxido de Cálcio (CH) transformando-o em Sílicato de Cálcio Hidratado (CSH). aumentar a área útil. dispensando a utilização de epóxi para união das superfícies). entre outros. Pisos industriais (indicado por ter alta resistência à abrasão bem como a ataques químicos). porosidade próxima de zero. a cromita. Isto é evidenciado observando-se a superfície de ruptura do concreto de alto desempenho na compressão. o carborundo. mostrando os agregados totalmente rompidos. . Concretos projetados : Concreto transportado pneumaticamente através de uma mangueira e projetado sobre uma superfície a uma alta velocidade.400 kg/m3. a qual constitui-se em um ponto vulnerável do concreto. Recuperação de estruturas (pela sua grande aderência a superfícies de concreto. tornar a estrutura mais durável e proporcionar uma economia em torno de 20%).3 CLASSIFICAÇÃO Os concretos simples ou hidráulicos podem ser classificados: 5. Obras marítimas (por se tratar de um material com permeabilidade próxima de zero é fortemente indicado o seu uso em ambientes agressivos).Moderado calor de hidratação. dentre outras vantagens. Por isto. maior adesão a outras superfícies de concreto e melhor aderência com o aço. a magnesita. para temperaturas maiores. e.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .Comum. Concretos de alta resistência : Concretos onde a resistência à compressão é superior a 40 MPa e peso normal de 2. além de economia). . Peças pré moldadas (seu uso impõe agilidade à produção). para temperaturas pouco elevadas.10 5 silícicos. que é um dos principais componentes do concreto endurecido responsáveis pela sua resistência.1 . A reação química acontece principalmente na interface entre argamassa de cimento e agregado graúdo. Pontes e viadutos (permite maiores vãos. para temperaturas elevadas. Concretos ciclópicos : Concreto simples que contém pedra de mão. . . agregados como o coridon. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.3. rapidez de execução e aumento da vida útil.Resistentes à águas sulfatadas. maior resistência à abrasão e à corrosão química. e atua também como material inerte preenchendo os poros do concreto e tornando-os descontínuos. Soleiras de vertedouros de usinas Hidrelétricas (devido à sua boa resistência à abrasão). com o uso da microssílica há uma maior aderência entre agregado e pasta. Concretos de alto desempenho : A microssílica impõe ao concreto uma melhoria nas suas mais importantes características. Com o uso da microssílica o concreto passa a ter : maior resistência à compressão.Alta resistência inicial. mais aluminosos.Quanto às propriedades dos aglomerantes: . Concreto projetado (elimina o problema da reflexão no concreto projetado).Baixo calor de hidratação.

britas graníticas.Mecânico (vibração.Quanto à consistência: .4 . . . argila expandida. 5.Manual.3. . 5. etc. .Fortemente plástico: Slump maior que 15cm.3.Pesados: Quando são executados com agregados pesados.Leves: Quando são executados com agregados leves.Quanto ao processo de dosagem: .Gordo: Quando possui elevado teor de argamassa.Pobre: Quando possui baixo teor de cimento. Exemplos: Minérios de barita. .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .3.Quanto à textura: . jateamento). pervibração.10 6 5.Mecânico.Magro: Quando possui baixo teor de argamassa. Exemplos: Areias quartizosas. 5.2 .3.Estrutural.8 .Manual.) .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.Secundário. .3 .7 . 5.3. transporte e lançamento: .Experimental.Medianamente plástico: Slump maior que 5cm e menor que 15cm.Normais: Quando são executados com agregados normais. 5. . PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.3. magnetita e limonita.Quanto ao seu destino: . .Rico: Quando possui elevado teor de cimento.Quanto ao processo de adensamento: .6 . Exemplos: Pérolas de isopor. . 5.5 .Quanto ao tipo de agregados: .Fracamente Plásticos: Abatimento do tronco de cone (Slump) menor que 5cm. centrifugação.Quanto ao processo de mistura.Empírica. .3.

Trabalhabilidade: De acordo com PETRUCCI (1983).4. uma deformação preestabelecida.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.4 PROPRIEDADES DO CONCRETO FRESCO 5.10 7 5. Os processos empregados podem ser: a) Ensaios de consistência pelo abatimento do tronco de cone (NBR 7223/82): O equipamento para ensaio de abatimento do tronco de cone é bastante simples. em três camadas de alturas aproximadamente iguais. b) Fatores externos: -Tipo de aplicação (finalidade). -Tipo e finura do cimento. Consiste numa haste de socamento de um tronco de cone de 300 mm de altura.1 . adensadas cada uma com 25 golpes com uma barra de 16mm PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. -Granulometria: Distribuição granulométrica dos agregados e proporção relativa entre eles. A trabalhabilidade compreende duas propriedades essenciais: A Consistência ou Fluidez que é função da quantidade de água adicionada ao concreto e a Coesão que é a medida da facilidade de adensamento e de acabamento. Os principais fatores que afetam e determinam a trabalhabilidade são: a) Fatores internos: -Consistência: Função da relação água/materiais secos (umidade do concreto). etc. É função da quantidade de finos da mistura.2 – Medidas da Trabalhabilidade: Os aparelhos e métodos para medirem a trabalhabilidade possuem limitações por não conseguirem introduzir todas as variáveis no fenômeno. é uma propriedade qualitativa que identifica a maior ou menor aptidão do concreto para ser aplicado com determinada finalidade sem perda de sua homogeneidade. A maioria dos métodos medem somente a consistência e tem como base uma das seguintes proposições: -Medida de deformação causada a uma massa de concreto fresco pela aplicação de força determinada. 5. -Traço: Proporção relativa entre cimento e agregados. -Medida do esforço necessário para gerar na massa de concreto fresco. -Tipo mistura (manual ou mecânica). bombas. avaliada pela facilidade de desempenar e julgamento visual da resistência à segregação.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .4. -Tipo de transporte (calhas. bem como da granulometria dos agregados graúdo e miúdo e da proporção relativa entre eles. 100 mm de diâmetro no topo e 200 mm de diâmetro na base. adensamento e dimensões peças. lançamento.). -Forma dos grãos dos agregados. O tronco de cone é preenchido com concreto. A consistência é um dos principais fatores que influenciam a trabalhabilidade.

O concreto sem suporte abate-se pelo seu próprio peso. O conjunto é fixado a uma mesa de consistência (flowtable).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . dentro do qual se encontra um anel concêntrico suspenso acima do fundo. Aproximadamente 4cm. O ensaio de Powers é eminentemente laboratorial. mas sua validade decorre do fato de que o esforço. então. De 8 a 12 cm. até que o fim da operação seja alcançado quando o traço marcado na haste atingir o topo de referência existente na guia. Retirado o cone de abatimento. posta em funcionamento num ritmo de uma queda por segundo. -De 6 a 8 cm. O esforço requerido para conseguir essa remoldagem é expresso pelo número de golpes registrados. se estiver mal proporcionado. com falta de coesão. um disco metálico (1. O ensaio de abatimento pode ser utilizado para fazer a verificação do bom proporcionamento da mistura. Se a superfície do concreto apresentar excesso ou falta de argamassa e quando o concreto é abatido por pancadas laterais.9kg) é colocado no topo do concreto moldado. utilizado para sapatas e blocos de fundação. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. O número de segundos necessários à remoldagem passou a ser um índice de caracterização da consistência do concreto. O ensaio de Powers foi modificado por Wuerpel. O cone de abatimento utilizado no slump test serve para a moldagem do concreto a ser ensaiado.10 8 de diâmetro e depois vagarosamente suspenso (10 a 12 segundos). A diminuição da altura do tronco de cone é chamada de abatimento do concreto. -Concreto utilizado para vigas. Existem valores de abatimento (Slump) recomendados em função do tipo de aplicação do concreto: -Volume grande de concreto com pouca armadura. podendo fazer o abatimento variar em até 4cm (dependendo de sua consistência). -Concreto bombeado. para remoldagem. está estritamente ligado à consistência. lajes onde o lançamento é manual ou com caçambas. a forma do concreto mudou de um tronco de cone para um cilindro. b) Ensaio de remoldagem de Powers: A principal parte do aparelho é um recipiente cilíndrico. O operador influência no ensaio devido a forma como ele retira o molde. A essa altura. A mesa é. que substituiu a mesa de consistência por uma vibratória. a mistura desagrega. pilares.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Apropriado para concreto fracamente plástico. consiste de uma mesa vibratória. O disco é posicionado no topo do tronco de cone e a mesa vibratória é ligada.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. que foi desenvolvido pelo engenheiro sueco V. O tempo necessário para remoldar o concreto da forma tronco-cônica para a cilíndrica. É medido pelo espalhamento de um tronco de cone de concreto sujeito a golpes. Bährner. em segundos. O aparelho consta essencialmente de uma mesa metálica de 70 x 70cm de diâmetro. em seguida é preenchido com concreto. O tronco de cone é colocado no recipiente. e depois removido. um recipiente cilíndrico. e um disco de vidro ou plástico com movimento livre e descendente o qual serve como referência do final do ensaio. É apropriado para os concretos medianamente e fortemente plástico.10 9 c) Ensaio Vebê: O equipamento de ensaio. um tronco de cone. é a medida da consistência e este valor é anotado como sendo o índice Vebe. até que o disco esteja em contato com todo o concreto. É normalizado na Grã-Bretanha d) Mesa de espalhamento: Utilizado na Alemanha e normalizado no Brasil. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.

através de uma manivela agindo sobre um excêntrico. e) Caixa de Walz: Enche-se uma caixa de dimensões padronizadas com concreto e mede-se o rebaixamento que ocorrerá na massa após ser feito o adensamento (por vibração). é colocado no centro da mesa e o enchimento é feito em duas camadas e compactado da mesma maneira que o ensaio de abatimento.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. mede-se o diâmetro médio do concreto espalhado. O concreto se espalha sobre a mesa. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Um molde.11 0 montada sobre um suporte que lhe permite aplicar quedas de 4 cm. com a forma de um tronco de cone de 13cm de topo e 20cm de base e altura de 20cm. O molde é então removido e são aplicados ao concreto 15 quedas. Apropriado para concretos fracamente plásticos.

4. aumento da permeabilidade. Segundo a ASTM C 232. porém.4 PROPRIEDADES DO CONCRETO ENDURECIDO 5. A exsudação provoca: • • • • enfraquecimento da aderência pasta-agregado e pasta-armadura.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .11 1 f) Ensaios de penetração: A trabalhabilidade é medida pela capacidade do concreto em se deixar penetrar por um objeto de formas e pesos padronizados. A água de exsudação acumulada na superfície é retirada em intervalos de 10 minutos durante os primeiros 40 minutos e. formação da nata de cimento na superfície do concreto. incluindo os vazios. Valores usuais: Concretos não-armados: 2. daí em diante. adequados para determinar se a segregação é um problema em uma dada situação.Exsudação: Forma particular de segregação.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Humm e Irribarien (Norma Espanhola) e Kelly (Norma Americana).800kg/m3 e com agregados pesados é de 3. fraco e de pouca durabilidade. 5. a observação visual e a inspeção por testemunhos extraídos do concreto endurecido são. em intervalos de 30 minutos. precisando remove-la ao executar concretagem de nova etapa. A exsudação é expressa em termos da quantidade de água acumulada na superfície.3 .1 .700kg/m3. geralmente. Fenômeno causado pela incapacidade dos constituintes sólidos do concreto fixarem toda água da mistura. 5. uma amostra de concreto é colocada e consolidada num recipiente de 250 mm de diâmetro e 280 mm de altura. depende muito das propriedades do cimento. Varia principalmente com tipo de agregado utilizado. Não existem ensaios para medida da segregação. O resultado da exsudação é o topo de cada camada de concreto tornar-se muito úmido e.Massa Específica: Massa da unidade de volume. um ensaio normalizado da ASTM para medição da taxa de exsudação e da capacidade total de exsudação de uma mistura de concreto. em relação à quantidade de água existente na amostra.4. Existe. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Na Europa são utilizados outros tipos de ensaios de pouco interesse aqui no país que são os de Graff.300kg/m3 Concretos armados: 2.500kg/m3 * A massa específica fazendo-se uso de agregados leves é da ordem de 1. podendo resultar em uma camada de concreto poroso. se a água é impedida de evaporar pela camada que lhe é superposta. onde a água da mistura tende a elevar-se à superfície do concreto recentemente lançado.

Relação água/cimento b.4.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Resiste mal ao cisalhamento devido as tensões de distensão que verificam-se nos planos inclinados. Tipo de cimento e. Idade c. Forma e dimensões do corpo-de-prova f. Duração da carga PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Velocidade de aplicação de carga de ensaio g. A resistência à tração é da ordem de um décimo da resistência à compressão.11 2 5.Resistência aos esforços mecânicos: O concreto é um material que resiste bem aos esforços de compressão e mal aos de tração. Forma e graduação dos agregados d. Os fatores que afetam a resistência mecânica são: a.2 .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . lançamento e adensamento ocasiona. devido ao processo de hidratação do cimento que se processa ao longo do tempo. normalmente pela função: Esta expressão é chamada de “Lei de Abrams”. Quanto maior o volume de vazios.11 3 Fatores a serem controlados na produção do concreto: a) Fator água/cimento: Principal fator a ser controlado quando se deseja atingir uma determinada resistência. vazios na pasta de cimento.cimento. menor será a resistência do material. A resistência do concreto é inversamente proporcional à relação água. é usual utilizar a PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. b) Idade do concreto: A resistência do concreto progride com a idade. Em projetos. após o endurecimento. podendo ser expressa. O excesso água colocado na mistura para que se obtenha uma consistência necessária ao processo de mistura. É uma relação não linear.

os limites inferiores. g) Duração da carga: Nas cargas de curta duração o concreto resiste a maiores níveis de carga. devido a velocidade da propagação das fissuras. d) Tipo de cimento: A composição química do cimento ( proporção de C3S e C2S) influenciam na resistência concreto.3 . Em velocidades mais baixas existe um tempo maior para propagação de fissuras que ocorrem durante o carregamento.10 à 1. Quanto mais fino possuir a mistura.50fc7. os coeficientes apresentados são muito grandes.0. devido a menor aderência pasta/agregado.8MPa/s ou 530 a 1410kgf/s) no Brasil. Para concretos de alta resistência ou aqueles confeccionados com cimentos muito finos. devido a resistência à tração ser desprezada para efeito de cálculo. mantida a relação água/cimento.Resistência à tração: Propriedade de difícil determinação direta. 5. O coeficiente decresce com o aumento da resistência. fc28= 1.05 à 1. Este efeito só é significativo para concretos de elevada resistência. f) Velocidade e aplicação da carga: Quando aplica-se velocidades maiores a tendência é gerara valores de resistências mais elevados.4. para concretos menos resistentes (Por exemplo: fc28 = 15MPa) pode-se assumir os limites superiores e para os mais resistentes (18Mpa<fc28>30MPa). utiliza-se o corpo-de-prova cilíndrico de 15cm de diâmetro por 30cm de altura. isto é. levando o corpo-de-prova ao colapso em níveis de carga inferiores. fc365= 1. c) Forma e graduação dos agregados: Os concretos confeccionados com seixos rolados tendem a ser menos resistentes do que aqueles confeccionados com pedra britada. Concretos confeccionados com britas de menor diâmetro tendem a gerar concretos mais resistentes.2. A seguir estão alguns estimadores da resistência à compressão: fc28= 1.25 à 1.50fc3.prova: Para o ensaio de resistência à compressão do concreto. possuindo o mesmo fator água/cimento. após esta idade (para o cimento Portland Comum) o aumento de resistência é muito pequeno. bem como a adição de escórias e pozolanas. A granulometria do agregado graúdo também influencia a resistência do concreto. Determina-se de duas maneiras: a) Por compressão diametral: Rompe-se o cilindro confeccionado para a resistência à compressão conforme mostra a figura abaixo (NBR 7222/83): PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . e) Forma e dimensões do corpo-de. Sua importância está ligada a alguns tipos de aplicação (exemplo dos pavimentos de concreto).11 4 resistência do concreto aos 28 dias como padrão. fc90= 1. maiores são as resistências iniciais do cimento.2 . Portanto esta velocidade é normalizada (0.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.70 à 2.35fc28.20fc28.

4. As razões da porosidade são: PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. A interconecção de vazios de água ou ar poderá tornar o concreto permeável. a NBR 6118 permite que sejam adotados os seguintes valores: 5.3 .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.11 5 Na falta da determinação.Permeabilidade e absorção: O concreto é um material poroso.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .

5. -Substituir parcialmente o cimento por pozolanas (cinzas volantes.Deformações: As variações de volume dos concretos são devido aos fatores citados a seguir: -Retração autógena: Variação de volume absoluto dos elementos ativos do cimento que se hidratam.5 ANÁLISE ESTATÍSTICA DA RESISTÊNCIA DO CONCRETO: Para a análise estatística do concreto deve-se observar as seguintes notações: fcj: resistência do concreto à compressão prevista para j dias de idade. -Dilatação e retração térmica: Variação do volume do material sólido com a temperatura. mas não de natureza argilosa. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. fctk: resistência característica do concreto à tração. n: número de corpos de prova. deve-se tomar as seguintes providências: -Utilizar baixos fatores água/cimento (aumentar o consumo de cimento ou utilizar aditivos redutores de água como plastificantes.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. -Retração hidráulica irreversível: Variação do volume de concreto endurecido pela saída de água dos poros capilares. cinza da casca de arroz ou microssílica) para preencher os vazios capilares do concreto através da reação entre pozolana e hidróxido de cálcio liberado nas reações de hidratação do cimento. fctj: resistência característica do concreto à tração prevista para j dias de idade.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .4. estas últimas relacionadas também à perda de água dos poros capilares.4 . -Retração plástica: Variação de volume do concreto ainda no estado fresco com a perda de água. Com a combinação química diminuem os volumes absolutos do cimento e água que entram na reação. Sd: desvio padrão. Para que se obtenha concretos com baixa absorção e permeabilidade. esta água ao evaporar deixa vazios. -Cargas externas: A atuação de cargas externas originam as deformações imediatas e deformações lentas. 5. -Retração hidráulica reversível: Variação de água dos poros capilares devido a mudanças na umidade do ar. : coeficiente de variação. Durante o amassamento ocorre incorporação ar na massa. superplastificantes e incorporadores de ar). fck: resistência característica do concreto à compressão. -Utilizar agregados com maior teor de finos.11 6 Quase sempre é necessário utilizar uma quantidade de água superior a que se precisa para hidratar o aglomerante.

A NBR 6118 (NB1) estabelece as seguintes condições: • quantidade mínima de cimento/m3 de concreto de 330 Kg.6.1 . PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.6 DOSAGEM DO CONCRETO 5.Dosagem Empírica: Processo de seleção e proporcionamento de materiais constituintes do concreto baseado em valores médios de propriedades físicas e mecânicas destes materiais.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Este procedimento é recomendado para obras de pequeno volume. conseguidos através da experiência prévia de tecnologias e bibliografias neste assunto.11 7 5.

11 8 • proporcionamento (agregado miúdo/volume total de agregado de 30 a 50%) para trabalhabilidade adequada. dc = massa específica do cimento.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. a) Notação para o desenvolvimento das fórmulas: a: Kg agregado miúdo por Kg de cimento. i: índice de inchamento da areia.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . p = massa unitária do agregado graúdo. C: consumo de cimento por m3 de concreto. p: Kg agregado graúdo por Kg de cimento. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. dp = massa específica aparente do agregado graúdo. • quantidade mínima de água para trabalhabilidade adequada. H: relação água/materiais secos a = massa unitária do agregado miúdo. da = massa específica aparente do agregado miúdo. m: Kg agregado total por Kg de cimento (m = a + p). x: Kg de água por Kg de cimento (a/c).

11 9 b. Tabela 1: Valores de H em função de Φ max e tipo de adensamento PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .3) Determinação do fator água/materiais secos (H) em função da dimensão máxima característica do agregado graúdo e do tipo de adensamento a que o concreto estará sujeito em obra.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Os valores de H conduzem a concretos com abatimentos na faixa de 6 a 9 cm de acordo com a Tabela 1.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.12 0 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .12 1 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.12 2 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.

12 3 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .

12 4 Obs: Capacidade da cuba da betoneira (eixo inclinado) é de 500 litros. A capacidade máxima de mistura é de 80% deste valor (400 litros). A Tabela 5 auxiliará no cálculo da produção de concreto.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . O volume de mistura é o somatório dos volumes unitários dos materiais. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.

1) PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.6.12 5 5.2 . Os processos de dosagem experimental exigem que sejam determinadas algumas propriedades anteriormente mencionadas no método de dosagem empírico. Quase todos os métodos baseiam-se em duas leis fundamentais: .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .Dosagem Experimental: Processo de dosagem baseado nas características específicas dos materiais que serão realmente usados na obra.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. (Ver equação 5.Lei de Abrams: “A resistência do concreto é proporcional ao fator água/cimento”.

.Lei de Lyse: “ Quantidade de água a ser empregada em um concreto confeccionado com um determinado grupo de materiais (mesmo cimento.2 vezes do menor espaçamento entre camadas na vertical. massa específica e nível de resistência aos 28 dias do cimento utilizado. independe do traço deste concreto”.Menor do que 1/3 do diâmetro da tubulação (quando o concreto for bombeado). -Análise granulométrica e massa específica dos agregados disponíveis. Consistência desejada (Slump). agregados graúdo e miúdo) para obter-se uma dada trabalhabilidade. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. já que as areias mais grossas geram argamassas mais ásperas (menos lubrificantes).Menor do que ¼ da menor distância entre faces de formas. Esta argamassa deverá servir como lubrificante entre os grãos de agregado graúdo para que se consiga uma trabalhabilidade adequada. devendo existir uma parte de argamassa adicional. -Resistência de dosagem: Em função da resistência característica.12 6 . . -Massa unitária compactada do agregado graúdo. 5. Concreto: Dimensão máxima característica admissível de acordo com a NBR 6118 deve ser: .Menor do que 5/6 do espaçamento das armaduras em camadas horizontais.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .2.6. No Brasil utiliza-se muito dois métodos de dosagem: O Método da ABCP/ACI e o Método IPT/EPUSP. b) Procedimentos: b.Método da ABCP/ACI Baseia-se no fato de que cada tipo de agregado graúdo possui um volume de vazios que será preenchido por argamassa. a) Parâmetros de dosagem: Materiais: -Tipo. A quantidade de argamassa será em função da quantidade de vazios e do tipo de areia empregado.1 .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. -Condições de exposição ou finalidade da obra. .1) Fixação da relação água/cimento: Fixado em função de critérios de durabilidade (Ver Tabela 6).Menor do que 1/3 da espessura das lajes. .Menor do que 1.

CP I 32. b. Caso o cimento utilizado não seja o cimento Portland Comum.1. Procedimento.12 7 Observações: Quando não existe restrições quanto à durabilidade. por exemplo. b.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.2) Determinação do consumo de água do concreto (Cag): É feito em função da consistência e da dimensão máxima característica do agregado (Tabela 7): PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. entrar no Gráfico 1. determinada na mesma forma do item 5.1 . deve-se utilizar o valor correspondente a sua especificação. na curva correspondente a resistência 32. emprega-se as expressões propostas por Helene (1993). o fator a/c será determinado através de um gráfico em função da resistência de dosagem (fcj) (Gráfico 1 em anexo).1. apresentadas no item 5. Se não possuir a resistência do cimento.2 .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . b. Procedimento.6.6.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .12 8 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . A solução escolhida deverá ser aquela que conduza ao maior Mc.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.12 9 proporções e determinar a massa unitária compactada(Mc). PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.

Método do IPT/EPUSP 1) Estudo Teórico: 1.6.13 0 5.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.2 . b) Definida a/c e os materiais.2. a R e durabilidade do concreto passam a ser únicas. d) Correções assumidas como “leis de comportamento” : PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .1) Conceitos fundamentais: a) A relação água/cimento (a/c) é o parâmetro mais importante no concreto estrutural. c) O concreto é mais econômico quanto maior for a Dmax do agregado graúdo e menor abatimento do tronco de cone.

(Kg/Kg).6) Notação: fcj: resistência à compressão axial à idade j.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .7) Diagrama de dosagem: PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. d. em (Kg/Kg). a: relação agregado miúdo seco/cimento. k5: constantes que dependem materiais.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. k1 k2 k3 k4. a/c: relação água/cimento em massa.13 1 d. em Mpa. (Kg/Kg). em (Kg/Kg). p: relação agregado graúdo seco/cimento. m: relação agregados secos/cimento.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .13 2 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.

medida em canteiro em kg/m3.5 (confecção traço pobre). medida em kg/m3. em massa). dc : massa específica do cimento. · falta de argamassa ocasiona porosidade ou falha concretagem. · traço 1: 5 (avaliação preliminar em betoneira). a) Determinação do traço unitário: 1:a :p PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. · traço 1: 6. 1. da: massa específica do agregado miúdo. 2.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. · excesso de argamassa.2) Etapa 1: Determinação do teor ideal de argamassaα para o traço 1: 5 (teor ideal de argamassa na mistura: mínimo possível).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .1) Princípios: · 03 pontos são necessários para se obter o diagrama de dosagem. dp : massa específica do agregado graúdo. maior custo. · avaliação dos traços (1:m) (cimento: agregados secos totais. medida em kg/m3.13 3 Sendo: C : consumo de cimento por m3 de concreto adensado em kg/m3 d : massa específica do concreto.Estudo Experimental: 2.2) Cálculo da resistência de dosagem: 2. ocasiona riscos fissuração.5 (confecção traço rico). medida em kg/m3. · traço 1: 3.

d) Determinar o teor de argamassa ideal: · definição : colher de pedreiro. · consumo água/m3 concreto.13 4 b) Determinar para cada a a quantidade material para abastecer a betoneira.Profissional responsável pelo projeto estrutural: · registro resistência característica concreto fck (desenho e memórias do projeto). · moldar corpos de prova para rompimento. exsudação.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.1 .Responsabilidade pela composição e propriedades do concreto: . e determinar as seguintes características: · relação a/c necessária para obter a consistência.7. · massa específica concreto fresco. 5. e) realizar nova mistura com o traço 1:5 e o teor de argamassa ideal “definitivo”. coesão e abatimento. c) Pesar e lançar os materiais na betoneira (acréscimos sucessivos de argamassa: cimento + areia) sem alterar agregado graúdo .7 CONTROLE DE QUALIDADE DO CONCRETO Baseado na NBR12655/1996 5. · consumo cimento/m3 concreto.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . · slump test. verificação vazios e falhas.

consistência.Consistência abatimento tronco de cone (Slump Test) NBR 7223 ou Espalhamento tronco de cone (Mesa de espalhamento) NBR 9606.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .7.Verificar materiais no canteiro corresponde aos utilizados na dosagem: Cimento (mesma marca comercial e especificação). · concreto preparado na obra é responsável pelas etapas de execução (dosagem. atuar em diferentes fases do processo de produção. · especificação requisitos correspondentes à durabilidade da estrutura e de propriedades especiais do concreto (consumo mínimo de cimento. arquivada e preservada pelo prazo legislação vigente.Quando dosado em obra: Pelo menos uma vez dia verificar colocação materiais na betoneira. Quando concreto usinado: coleta de amostras e reconstituirão do traço recém misturado. cuidados requeridos pelo processo construtivo. armazenamento dos materiais constituintes. . . módulo de deformação estático mínimo na idade de desforma.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. 5. salvo concreto produzido em central.Controle da qualidade. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.Resistência à Compressão. Para cada tipo e classe de concreto colocado em uma estrutura realizar seguintes ensaios: . tipo de cimento.). relação água/cimento. dimensão máxima agregado e outras propriedades de acordo com projeto e condições de aplicação. laudos e outros) devem estar o canteiro de obra.Procedimento e plano de amostragem: .13 5 · especificação de fck para etapas construtivas (retirada de cimbramento. etc. origem mineralógica e forma dos grãos) e as quantidades relativas dos constituintes do concreto (traço). · escolha tipo de concreto.Profissional responsável pela execução da obra: · escolha modalidade preparo concreto.2 . agregado miúdo (mesma granulometria). . aceitação do concreto. ajuste e comprovação do traço.Responsável pelo recebimento do concreto: · proprietário da obra ou responsável técnico pela obra. . medidas dos materiais e do concreto e mistura) e pela definição da condição de preparo. aplicação de protensão ou manuseio de pré-moldados). . agregado graúdo (mesma dimensão máxima característica. durante toda construção. retirada do escoramento. · documentação comprobatória NBR 12655 (relatórios de ensaios.

13 6 5. réguas vibratórias. e) Transporte: Do local de amassamento para local de lançamento. b) Proporcionamento: Dde acordo com a dosagem em laboratório. Utilizar barracões. vibrador de forma e placa. g) Cura PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. vertical e oblíquo. evaporação. admitindo-se pilhas de até 15 sacos de altura). bastante reduzido em locais de clima úmido. abrigados da chuva e umidades excessivas. absorção e trituração. lançamento. as pilhas não devem ter mais do que 10 sacos em altura (a não ser que o tempo de estocagem seja inferior a 15 dias. Pode ocorrer problemas durante o transporte: Hidratação do cimento. Pode ser de 60 dias em locais de clima seco. pilhas de diferentes materiais devem estar bem separadas para evitar misturas que venham a interferir nas proporções da mistura final. e) Lançamento: Colocar no ponto onde deverá permanecer definitivamente. evitando o contato direto dos sacos de cimento. -Água: Não pode ter contaminação por materiais como açúcar. mesas vibratórias. Período médio de estocagem: 30 dias. com estrados de madeira ou material equivalente.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. etc. transporte.8 PRODUÇÃO DO CONCRETO A produção do concreto consiste em uma série de operações ou serviços executados e controlados (mistura. evitar que o material contenha solos e outras impurezas. centrifugação. f) Adensamento: Manual: Barras de aço (soquetes) e Mecânico: Vibrador. Com os agregados miúdos devem tomar cuidado para que enxurradas carreiem as parcelas finas. cloretos. adensamento e cura) para que seja possível obter um concreto com as propriedades especificadas. evitar que a pá ou lâmina da carregadeira trabalhem muito rente ao solo. Durante o carregamento. a) Manuseio e estocagem dos materiais: -Cimento: Embalados em saco de papel. Atualmente maior parte do concreto é lançado em estrutura de edifícios pelo processo de bombeamento. Quanto à direção: horizontal. c) Mistura: Manual ou Mecânica (Betoneiras). de acordo com o projeto.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . -Agregados: Evitar segregação durante o lançamento das pilhas. cobertos e protegidos. ácido húmico.

sais inorgânicos.Concretos em solos agressivos. concretos no mar ou em atmosferas marítimas. fogo.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. concretos em ambientes industriais.13 7 5. dimensionamento das juntas de dilatação. físicos (retração hidráulica. aditivos). tubulações de esgotos sanitários. ácidos inorgânicos. abrasão) ou biológicos (fungos. c) Destruição do próprio concreto (corrosão do concreto) sob a ação de agentes químicos (substâncias orgânicas. pavimentos de concretos não revestidos. →Ocorrências mais comuns de corrosão do concreto: . água pura. rupturas por choque. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . bactérias. variação térmica. gelividade. d) Depreciação do concreto por manchas e eflorescências. bolores e vegetais). b) Destruição da armadura do concreto armado sob a ação de agentes químicos ou eletroquímicos (corrosão da armadura). argila e silte.9 PATOLOGIA DO CONCRETO a) Destruição do concreto armado por esforços mecânicos (limites de utilização. deformações excessivas). fissuras por esforços mecânicos excessivos.

desde que as florestas sejam adequadamente manejadas). classificando-se de acordo com sua germinação e crescimento em: a) Endógenas: De germinação interna (desenvolvimento se processa de dentro para fora). Deformações geométricas (fôrmas mal feitas).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. etc. onde a rede cristalina é a celulose.1 INTRODUÇÃO A madeira é um material leve. monocotiledôneas. Bambu Palmito. Compreendem as árvores tropicais. Reproduzem-se por sementes. pessoal desqualificado). dotados de raízes.2 ORIGEM E PRODUÇÃO DAS MADEIRAS 6.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . vegetais completos. Resistência menor que prevista nos cálculos (falta de tecnologia. É um material renovável.13 8 e) Defeitos congênitos de execução do concreto armado: Bicheiras (superfície perfurada). folhas e flores. (Tem a característica especial de ser renovável. Segregação (concreto lançado em queda livre ou quando ocorre falta ou excesso de vibração). PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. CAPÍTULO 7 MADEIRAS 6. Chochos (vazios internos). Resiste bem aos esforços de tração e compressão. isto é. de pouco ou nenhum interesse na produção de madeira para fins estruturais. e a matriz amorfa é a lignina. cujo processamento industrial requer baixo consumo de energia. como por exemplo: Palmeira. 6. de boa resistência mecânica e trabalhada facilmente.2. caule.1 – Classificação das Árvores: Estes vegetais botanicamente pertencem ao ramo dos Fanerógamos ou Esperamtófitos. de alta resistência à compressão. de alta resistência à tração.

b. folhas aciculares e tem.13 9 b) Exógenas: De germinação externa. tem sementes (pinhas) descobertas. esta última denominação brasileira. b. Constitui grupo de árvores aproveitáveis para produção de madeira para construção.2) Angiospermas ou dicotiledôneas (hardwood): -Denominadas de frondosas. -Sementes em frutose folhas achatadas.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . -Abrangem 65% das espécies conhecidas. folhosas ou “árvores de madeira de lei”. de fora para dentro – Anéis de crescimento. largas (latifólios) e caducas. lenho de madeira branca. -Compreende 35% das espécies conhecidas.500 espécies úteis: 50% frondosas tropicais e 15 % em zonas temperadas. com cerca de 400 espécies industrialmente úteis. com 1.1) Ginospermas (softwood): -Classe importante das coníferas ou resinosas. geralmente. O desenvolvimento da árvore se processa pela adição de novas camadas concêntricas de células.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. -Folhas perenes em forma de agulha. -Não produzem frutos. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Estas árvores compreendem dois grupos: as Ginospermas e as Angiospermas.

lenho (alburno e cerne). Apresenta duas zonas distintas: c. que desenvolve-se bastante.2) Líber -Conduz a seiva elaborada a partir de substâncias retiradas do solo e do ar. Conduz a seiva bruta e seiva elaborada. Nos anéis de crescimento se refletem as condições de desenvolvimento da árvore. Seiva elaborada. folhas. a casca apresenta um tecido suberoso. por exemplo. dureza e durabilidade que o alburno. medula e raios medulares (Figura 1). as paredes das células impregnam-se por taninos. câmbio. a. -Racha. b) Câmbio ou Camada Geratriz (cambium): Camada invisível a olho nu (fina e quase invisível camada de tecidos vivos).1) Cortiça: -Protege os tecidos mais novos do ambiente. entre outros. recheio de entrepisos). o caule e a copa. -Tronco ou caule: Sustenta a copa com sua galharia. Protege o lenho. no tronco. principais constituintes do tecido lenhoso. A casca divide-se em: Casca Externa: Cortiça (outer bark) ou camada cortical (tecido morto) e Casca Interna: Líber (inner bark) ou floema (tecido vivo). Parte formada por células mortas e esclerosadas. resinas e materiais corantes que obstruem os vasos e conferem ao cerne uma cor mais escura que o alburno. Não tem importância para construção e é eliminada no aproveitamento do lenho. É no câmbio que acontece a transformação dos açucares e amidos em celulose e lignina.2 – Fisiologia (Partes componentes) e Crescimento das Árvores: Compõem uma árvore a raiz. a corticeira. As alterações ocorridas no alburno vão formando e ampliando o cerne. Quando é feito um corte transversal em qualquer ponto de uma árvore. a) Casca: Responsável pela proteção da árvore contra agentes externos. -Copa: Se desdobra em ramos. compacidade. -Folhas e outras partes verdes absorção do anidro carbônico e o oxigênio do ar. Nas folhas água e sais minerais. a cortiça. de excessos de evaporação e dos agentes de destruição. a. O cerne apresenta mais peso. -Isolamento termoacústico: (revestimento de paredes. Seção útil do tronco para obtenção das peças estruturais de madeira natural ou madeira de obra. Durante a alteração.1) Cerne interior (heartwood): Cor mais escura que o alburno. Em algumas espécies como o sobral. -Solo água + sais minerais ( recolhidas através dos pêlos absorventes das raízes).2. -Não apresenta interesse como material de construção. Situada entre a casca e o lenho. c) Lenho: Núcleo de sustentação e resistência da árvore.6. Veículo da seiva elaborada das folhas para o lenho do tronco. cai e é renovada. o angico. flores e frutos. Crescimento transversal: Anéis anuais de crescimento. mas é desaconselhável e antieconômico retirar todo o alburno (branco das árvores) como imprestável para a construção: Economicamente: . -Seiva Bruta que sobe por capilaridade pela parte viva do lenho (alburno) até as folhas. Constituído por células em permanente transformação: O Tecido Meristemático. -Raiz: Ancora a árvore no solo água (sais minerais): Seiva bruta. Não é atrativo aos insetos e outras pragas. encontram-se as seguintes partes: Casca.

141 alburno 25-50% conforme a espécie e tecnologicamente: características mecânicas satisfatórias e impregnação fácil. c.3 COMPOSIÇÃO QUÍMICA DA MADEIRA A composição química da madeira não é definida de forma precisa para uma espécie de madeira ou mesmo para uma madeira específica. Sua presença. impedindo que elas “trabalhem” de maneira exagerada frente as variações do teor de umidade. Resistência da árvore. é importante pois realizam uma amarração transversal das fibras. Tem a função de resistência e é condutor de seiva bruta. e) Raios Medulares: São desenvolvimentos transversais radiais de células lenhosas cuja função é o transporte e armazenamento de nutrientes. por ascensão capilar desde a raiz até a copa. tipo de solo.3 Estrutura fibrosa do lenho: Para sua sustentação. 6.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . localização geográfica. Não possui resistência mecânica nem durabilidade. condução de sucos vitais e armazenamento de reservas nutritivas. Efeito estético e decorativo. Sua presença em peças serradas constitui um defeito. quando significativa.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.2. 6. clima. etc. sendo um material mole e esponjoso e de cor escura. d) Medula (pith): É o miolo central do lenho.2) Alburno externo (sapwood): Parte formada por células vivas e atuantes. pois esta composição sofre variações de acordo com diversos fatores como. mesmo assim podemos afirmar que existem três componentes principais na madeira que são Lignina (18% a PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.

madeira.142 35%). -São carboidratos que apresentam baixo grau de polimerização (<150 unidades). insensível a umidade e às temperaturas habituais. tornando-a a mais importante matéria prima de origem vegetal disponível ao homem.2 Hemicelusose: -São polissacarídeos associados com a celulose e a lignina em tecidos vegetais. 6.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . 6. -Componente de maior importância nas paredes das células das madeiras. Hemicelulose e Celulose (65% a 75%). não formam fibras e possuem somente regiões amorfas. pouco elástica. -Polímero tridimensional que apresenta composições diferentes para coníferas e folhosas (maior quantidade em coníferas do que folhosas). encontrado na natureza (algodão. considerados materiais poliméricos complexos. -A celulose é formada por repetições de unidade monomérica. fornece estrutura à madeira. substâncias nitrogenadas. Oxigênio (44%). insolúvel em soda cáustica e ácidos diluídos). resinas. Existem outros componentes que estão presentes principalmente na forma de extrativos orgânicos e inorgânicos. -Conteúdo de hemicelulose em um vegetal arbóreo (25% a 35%). . São os extrativos que conferem as propriedades organolépticas às madeiras: cheiro. elástica e solúvel em H2SO4. forma fibras e possui regiões cristalinas e amorfas. bambú. -Alta resistência à tração. taninos. considerando peso da madeira seca.3.1 Celulose (C6H10O5)n: -Polímero constituído por cadeias monoméricas glicosídicas. -Alto grau de polimerização. açúcares. de estrutura não definitivamente estabelecida. cor. Os elementos que compõem a madeira são mais ou menos os seguintes: Carbono (50%). enquanto que na hemicelulose são diversas dessas unidades que aparecem condensadas. gosto e também resistência ao ataque de fungos e insetos. -Divide-se em: Celuloseβe : Hemicelulose (Pequenas moléculas de polissacarídeos mais pectose e solúvel em soda cáustica) e Celuloseα (Base estrutural das paredes celulares. como óleos.3 Lignina: -Composto complexo aromático de alto peso molecular. incolor.3. Hidrogênio (5. com resistência mecânica apreciável. sais orgânicos ácidos orgânicos (4% a 10%).3.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. etc).5%) e traços de muitos íons metálicos. -Ocorre intimamente associada à celulose e parece contribuir como um componente estrutural dos tecidos vegetais.Impermeável. 6. -Constitui cerca de 1/3 do material total produzido por todas as plantas coletivamente. amidos.

está localizando-a no reino vegetal. Peroba dos campos (paratecoma peroba). determinando sua família.Atua como material “cimentante”. como: configuração do tronco e copa. normalmente relacionada a uma característica predominante. examinadas em microscópio de 50 aumentos e comparadas com lâminas – padrão ou com um atlas de microfotografias. coloridas. vasos. etc. sabor do lenho. Procedimento: Retira-se do lenho do exemplar a ser identificado um prisma 1 x 1 x 4 cm perfeitamente orientado em relação às fibras. Do pequeno prisma são extraídos três lâminas com 10 a 20 micrômetros (10 . em vários casos. dimensões e forma das Células lenhosas. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. pois estão registradas e colecionadas fotografias das espécies em diferentes estágios de crescimento. textura da casca. gênero e espécie. ligando os elementos estruturais das madeiras (fibras.Identificação botânica: Uma segunda aproximação. Pau-ferro(grande resistência mecânica). . Não tem valor científico.É uma resina natural amorfa que reveste externamente as paredes das células aglomerando-as em conjunto: 75%. . Estas lâminas são dessecadas. No atlas constam os elementos anatômicos típicos: grupamento. . etc.Identificação micrográfica: É cientificamente exata e baseada num estudo comparado da estrutura anatômica do lenho. Pau-marfim (aparência homogênea do lenho).Responsável pela alta rigidez da madeira. outra no sentido radial e a terceira no sentido longitudinal – axial das fibras. frutos e sementes. No entanto. aspectos das flores e frutos. . Pinho do paraná (araucária augustrifolia). Ex. . são nomes sugestivos que traduzem um conhecimento íntimo da espécie: Açoita-cavalo(resistência dinâmica elevada (tenacidade). Exige confrontações com atlas de herbários.Encontrada na camada intercelular (middle layer): 25%. A espécie é identificada pelo seu nome vulgar.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. ainda que botanicamente afins. Existe três procedimentos para identificação das espécies lenhosas: -Identificação vulgar: É uma primeira aproximação. traqueídeos. Conforme a região a mesma espécie tem nomes diferentes. Realizada por conhecedores com prática adquirida. onde a constituição varia de gênero para gênero e.Muitas propriedades físicas e mecânicas da madeira dependem da presença da lignina. A coleta de elementos de identificação é possível determinar o gênero e a espécie do exemplar. Prende-se a características notáveis da espécie. de espécie para espécie. 6.: Peroba-rosa (aspidosperma polyneuron).4 IDENTIFICAÇÃO BOTÂNICA Quando identifica-se botanicamente uma essência lenhosa. por um botânico especializado.143 . Mesmo nome para identificar duas ou mais espécies diferentes.).20µm) de espessura: uma lâmina tangencial aos anéis de crescimento. .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . exemplares de folhas. flores.

→Material usado: Machado do lenhador. Desdobro. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. →Pode ser descascada ou decortiçada. o corte das árvores é feito sempre precedido de um levantamento dendrométrico. Falquejamento. evita que o tronco fendilhe ou tombe sobre o operador. → Pode ser “falquejada”: Retirar 4 costaneiras a machado ou à serra→Seção fica grosseiramente retangular (Figura 2).2) Toragem e Falquejamento: →Árvore é desgalhada e traçada de 5 a 6 m.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .1) Corte: Em épocas apropriadas: inverno (Brasil meses sem “ r ”).5. Serras traçadoras manuais e mecânicas. para que exista um aproveitamento econômico adequado. Na exploração bem conduzida de reservas florestais. →Lado seco da árvore onde o lenho é mais resistente ( lado dos ventos predominantes→ Corte de traçador pelo lado oposto. →Abrir um “talho” ou “barriga”. jiraus.144 6.5 PRODUÇÃO DA MADEIRA A produção das madeiras de obra (peças de madeira natural serradas) inicia-se com o Corte e desenvolve-se na Toragem.5. 6.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Cunhas. 6. alavancas. Aparelhamento das peças.

Obs. Obtenção de pranchões “coucoeiras” (Espessura > 7.: Madeira Bruta.Desdobro radial: Pranchas normais aos anéis de crescimento.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.0 cm). PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Dá acabamento quase uniforme e maior resistência estrutural. Serras fitas alternadas ( serras de engenho).5. 0 cm. Com uma só lâmina ( serras americanas ou serras centro) e com várias lâminas paralelas ( serras francesas). Ressalta o desenho dos veios. Serrada e Beneficiada: Bruta é a tora propriamente dita ou a falquejada.145 6.Desdobro normal: Pranchas paralelas aos anéis de crescimento.4) Aparelhamento das peças: Obtenção de peças nas bitolas comerciais por serragem e resserragem das pranchas. de de de ou Tipos de Desdobro: .5. Tem a desvantagem de exigir mais mão-de-obra e perdas muito maiores de material (Figura 4). Nomenclatura e dimensões da madeira serrada estão fixadas na PB5 da ABNT: Madeira Serrada e Beneficiada.3) Desdobro (ou desdobramento): Operação final na produção de peças estruturais madeira bruta. Não é usado em larga escala. Largura > 20. não racham facilmente e apresentam maior uniformidade na secagem. Realiza-se nas serrarias com utilização de: Serras de fitas contínua. É o processo mais utilizado (Figura 3). 6. Proporciona economia de manufatura e pouca perda de material. As peças cortadas desta forma empenam menos. . Pranchas de melhor qualidade. Melhora resistência ao desgaste da madeira.

Os desvios de veio e fibras torcidas prejudicam a resistência das peças (acentuam a anisotropia) e são responsáveis pelos empenos em forma de arco ou hélice. sarrafo. b) Desvios de veio e fibras torcidas→Desvio de veio: Devido ao crescimento acelerado de fibras periféricas enquanto o crescimento interno é estacionário→árvore jovem. rodapé.6. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. a) Nós: Resultante de ramos da árvore primitiva. d) Abaulamento→Empenamento no sentido da largura (secagem).: taco. assoalho. separações com descontinuidade entre fibras ou entre anéis de crescimento. A beneficiada é a peça que passou por vários desdobros e por um processo de molduragem em máquinas especiais (Ex. transformando-os em forma e dimensão compatível para uso na construção civil (Ex. Distribuições do lenho segundo uma espiral em torno da medula. geralmente.2) Defeitos de Secagem→Secagem mal conduzida. conforme as causas de sua ocorrência. O critério de classificação dos defeitos . 6. dimensões e número.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. →Fibras torcidas: Devido a uma orientação anormal das células lenhosas. prancha. Conseqüência das tensões diferenciais criadas as peças devido à retratilidade desigual entre as camadas periféricas e internas durante a secagem. f) Curvatura lateral→ Encurvamento lateral das peças. permite distinguir os quatro grupos seguintes: 6. vigote. →Cisalhamento: redução da seção resistente: muito prejudicável. lambri. meia-cana). b) Fendas→Pequenas aberturas radiais no topo das toras ou peças (movimentos ou secagem).6 DEFEITOS São anomalias em sua integridade e constituição que alteram o desempenho e as propriedades físico-mecânicas.). →Tração axial: sem efeito (são alinhadas/eixo das fibras). c) Ventos: Durante a vida do vegetal ocorrem paralisações de crescimento e golpes (de vento) ou ações dinâmicas. São deslocamentos. que foram envolvidos por novas e sucessivas camadas de crescimento do lenho. etc. c) Fendilhado→ Pequenas aberturas ao longo das peças ( secagem). Ocorre durante variações de umidade que provoca tensões internas. a) Rachaduras→Grandes aberturas radiais no topo das toras ou peças (mecânica ou secagem). vivos ou mortos. Acontece. Peças com vento tem uso proibido para estrutura.6. ripa.1) Defeitos de Crescimento→Alterações no crescimento e estrutura fibrosa. 6. tipo de solicitação. Influência dos nós no desempenho das peças depende de: tipo. São os defeitos de secagem mais freqüentes. Devidos a retratilidade da madeira durante os processos de secagem natural ou artificial.146 Serrada é a peça que passou por vários desbobros.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . localização na peça. mas depende da sua posição/ plano neutro. e) Curvatura→Encurvamento longitudinal ( secagem ou defeito de serragem). próximo às raízes.: tábuas.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Melhora a estabilidade dimensional e a resistência mecânica.4) Defeitos de Alteração→Agentes de deterioração . pintura).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Tratamentos de prevenção e preservação: .Mofos e manchas (azulamento). Aumento da resistência aos agentes de deterioração. 6. insetos xilófagos. 2) Evaporação da água de impregnação (paredes das células) até atingir o ponto de saturação ao ar→ retração. fibras cortadas. Degradação de sua qualidade.6. →Ataque de predadores (fungos e insetos).3) Defeitos de Produção→Desdobro e aparelhamento das peças. 6. → Abate e derrubada das árvores: fraturas.) .Madeiras com alta durabilidade natural ( extrativos).147 6. Secagem natural e em estufas: →Secagem natural : realizado em pátios junto a serrarias. rachaduras. fendas e machucadeiras.8 PRESERVAÇÃO Durabilidade: É a resistência que as madeiras apresentam aos agentes de alteração e destruição de seu tecido lenhoso: fungos.Ventilação adequada ( baixar a umidade. Para evitar o aparecimento das conseqüências da retratilidade (empenos. Os processos de preservação aumentam a durabilidade. Vantagens da secagem: Diminuição do peso. ação da luz e chuvas : Reduzem a seção resistente das peças estruturais e agravam os defeitos já existentes..6. .Produtos preservadores ( impregnação.7 SECAGEM Necessidade de obtenção de grau de umidade nas peças de madeira compatível com o ambiente de emprego. substituição se necessário. rachas). furadores marinhos.Inspeção regular das peças. insetos. 6. fungos e destruidores. radiações UV. Facilita os processos de preservação e tratamentos ulteriores. Desenvolvimento da secagem: 1) Evaporação da água livre ( vazios capilares) →sem retração. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. → Secagem artificial : Espécie lenhosa e teor de umidade dela conhecidos. → Desdobro e serragem das peças: cantos esmagados. etc. A durabilidade natural depende: da própria natureza do material e dos fatores externos. .

temperatura em torno de 20o C e teor de umidade acima de 20% para sobreviver e proliferar eles. →Tratamento prévio: -Secagem a um teor adequado de umidade: facilita e impregnação. As peças são imersas (em pé) até a altura conveniente num recipiente contendo uma solução salina concentrada.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Processos de impregnação sob pressão reduzida e Processos de impregnação sob pressão elevada. O impregnante sobe pelo alburno por pressão capilar PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.148 6. -Resserragem. aramados. protegidos e sujeitos a fracas variações higrométricas. Peças são transferidas rapidamente para um outro recipiente contendo o mesmo impregnante frio (20-30 minutos). hidráulica. → Processos de impregnação sob pressão reduzida: Aproveitamento de pressão naturais: atmosférica. evita a formação de fendas e esteriliza (estufa). → Luz solar (UV) : Espessura deteriorada de 1 mm em 20 anos. Cupins: usam a madeira como abrigo e alimento. -Remoção das cascas e cortiças: melhora a permeabilidade aos impregnantes e remove o veículo preferencial dos insetos.1) Deterioração: → Fungos: Comem o carbono dos carboidratos do tecido lenhoso pela ação de enzimas. 6. furacões e entalhes (peças estruturais). Precisam de oxigênio atmosférico. -Desseivagem.8. → Processos de impregnação superficial: Pinturas superficiais ou imersão das peças em preservativos adequados. Método usado para postes. capilar e osmótica. se a altura de imersão ultrapassar a linha de afloramento das peças quando enterradas no solo. Necessitam as mesmas condições ambientais de desenvolvimento que os fungos. fendilhada. Penetração é forçada pela aspiração do impregnante pelo vácuo relativo que se formou nos vazios da madeira com a evaporação da água e expulsão do ar aquecido.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . desdobro em época apropriada. Depois do aquecimento até a temperatura de ebulição da água (4 horas). → Insetos: Larvas de caruncho se alimentam da celulose e minam extensas galerias no tecido lenhoso. -Processo de substituição da seiva : Para tratamento de postes. -Processo de dois banhos ou de banho quente e frio: Peças são imersas num tonel contendo o impregnante.2) Principiais processos de preservação: → Classificados segundo a profundidade da impregnação: Processos de impregnação superficial. moirões e pontaletes roliços quando ainda verdes. Recomendados para peças de madeiras secas destinadas a ambientes cobertos. Bastante efetivo. → Crustáceos e moluscos: Alimentam-se de celulose em madeiras imersas. Prevenção: Eliminar um dos fatores citados anteriormente. Imersão em solução preservativa ( mesmo rápida) será sempre mais efetiva do que uma simples pintura superficial e proteção de 2 a 3 mm (resiste ao ataque de insetos e pequenas fendas de secagem). cruzetas. →Bactérias: Provocam uma decomposição química da madeira por oxidação ou redução. aspecto esponjoso.8. secagem adequada (evitar as fendas) e tratamento de preservação ( antifungicidas). A madeira se apresenta com mudança de coloração.

Vácuo final para expulsar o excesso de preservativo.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Devem apresentar as características seguintes: . temperatura 90-100oC.) temperatura 90/100oC. -Processo Bethel: Vácuo Inicial durante 2 horas (retirada do ar e umidade do tecido lenhoso). 6. . ácido bórico e bórax (GB). Classificação: 1) Soluções de sais hidrosolúveis: à base de cobre. Diluídos em um solvente (água ou óleo de baixa viscosidade). inseticidas ou anti-moluscos).: pontaletes roliços de 15cm de diâmetro e 3cm de comprimento→6 semanas. 2) Soluções de sais solúveis em óleo: -à base de zinco e cobre. O imunizante vai difundir no tecido lenhoso por osmose.) a seco ( 90 min. -Banho com o imunizante sob alta pressão. à base de cobre. sulfato de amônia. 3 horas. 3) Creosoto: -Fração de destilação do alcatrão ( hidrocarbonetos.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Preservativos óleos (creosoto) e aquosos ( a frio). -Processo Reupig: Pressão inicial (3 atm. cromo e boro (CCB). fenol e derivados aromáticos). * A madeira deve ser pintada depois do tratamento. . cromo e arsênio (CCA).Fosfatos de monoamônia e diamônia. dormentes de via férrea e pilares de madeira. à base de cobre e arsênio em solução amoniacal (ACA).Segurança para os operadores. Ex.Alta toxidez aos organismos xilófagos ( fungos. diluídos em óleo.). . -Não é usado no interior das construções: cheiro forte.8.Aplicados na superfície ou por impregnação sob vácuo. -Preservativos orgânicos (óleo). -pentaclorofenol diluído em óleo. .Estabilidade. retardante de fogo. -Processo de impregnação por osmose (madeira verde): Aplicação na superfície das peças (acima e abaixo da linha de afloramento) de uma espessa camada gelatinosa de imunizante concentrado com uma bandagem de plástico impermeável. inibidoras de retratilidade.3) Principais produtos de preservação: São produtos tóxicos ou de contato (fungicidas. Banho preservativo em alta pressão (10 atm.Alto grau de retenção nos tecidos lenhosos. Processo é lento e em função de condições de tempo que regulam a secagem. insetos). . Propriedades que podem ser acrescentadas: impermeabilização.149 e osmose substituindo a seiva e a umidade do lenho à medida que as mesmas evaporam na secagem. → Retardantes de chamas . Vácuo final (30 min): retirada do excesso de preservativo. cruzetas.Alta difusibilidade através dos tecidos lenhosos. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. → Processos de impregnação em autoclave: São processos mais eficientes p/ produção industrial de postes para redes de transmissão e distribuição de energia elétrica. . 3 horas.Incorrosível para metais e a própria madeira.

polietileno-glicol (PEG).1 . Ex. . Quando vivo. .Aumentam a temperatura mínima de ignição da madeira e diminuem a velocidade de propagação do fogo.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .9 PROPRIEDADES FÍSICAS DAS MADEIRAS E ENSAIOS FÍSICOS Extração de corpos de prova da tora de madeira: Para caracterização de uma espécie demadeira ou para o conhecimento das propriedades de uma espécie de determinado local. o tecido lenhoso se encontra saturado de água.Incorporados (se possível) com o preservativo. 6. devem ser escolhidas 3 toras de madeira de onde serão retirados os corpos de prova para os ensaios (Figura 5). a madeira perde lentamente a água até atingir um conteúdo de umidade de equilíbrio com PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.Diminuir os movimentos da madeira ( retratilidade). Figura 5: Localização na tora das seções onde são marcados os corpos de prova e marcação dos corpos de prova nas seções da tora. 6.9.150 . Após o corte da árvore.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.Colocando moléculas que vão substituir a água contida entre as microfibras das paredes das células lenhosas.: anidrido acético. que se atraem mutuamente e também atraem moléculas de água. -OH. → Estabilizantes dimensionais .PROPRIEDADES FÍSICAS E ENSAIOS FÍSICOS a) Umidade: Objetivo: Tanto a holocelulose como a lignina que compõem a parede celular da madeira. apresentam numerosos grupos hidróxilas.

O fim da evaporação dessa água de capilaridade assinala um ponto característico denominado “ponto de saturação” ao ar (“fiber saturation point” ou “point de saturation a l`air”). assim torna-se imprescindível a sua determinação antes de cada ensaio. processos exatos. .20g/cm3 (Balsa) até 1.1g/cm3 (Aroeira do Sertão).água de constituição. A partir deste ponto. com o aparecimento de contrações volumétricas (Figura 7). A densidade da substância que compõe a parede celular é da ordem de 1. sem que o volume inicial diminua. provocaremos a evaporação da água que satura as paredes das células. como sendo a massa específica convencional obtida pelo quociente da massa seca pelo volume saturado.água de adesão ou impregnação. caso se continue a secagem da peça. . as características mecânicas da madeira variam com o peso específico da madeira. Como na caso da umidade.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Quando uma peça de madeira verde é seca.151 as condições do ambiente. independentemente da espécie considerada. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. O ensaio é feito de acordo com o Anexo B (NBR 7190. c) Retratibilidade A retratibilidade é o fenômeno de variação dimensional que ocorre com a madeira quando há uma alteração no seu teor de umidade. parte ou toda a água de capilaridade pode ser removida. 1997). Como dentre as espécies conhecidas. O ensaio é feito de acordo com o Anexo B (NBR 7190. 1997). A madeira quando verde. o ponto P do gráfico. a densidade pode variar desde 0.água de capilaridade ou embebição. Conclui-se que as madeiras mais leves contém mais espaços vazios que as madeiras mais pesadas. apresenta umidade em seu interior sob três formas: . b) Densidade ou Peso Específico Aparente A “densidade básica” da madeira é definida pela NBR 7190.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. A maioria das propriedades mecânicas variam com o teor de umidade da madeira.5g/cm3.

10 PROPRIEDADES MECÂNICAS E ENSAIOS MECÂNICOS a) Umidade. segundo as direções normais ao eixo longitudinal das células .152 Essas contrações são maiores no sentido radial e tangencial. 3. A contração volumétrica pode ser alcançada de duas maneiras: diretamente pela medida do volume ou indiretamente.Ponto de saturação ao ar : É o ponto acima do qual a madeira não varia mais o seu volume e sua resistência com o aumento da umidade. passando do ponto de saturação ao ar até o ponto de completamente seco. representa o coeficiente angular da reta OP da Figura 7 . perde espaços que tendem a se aproximar devido a força de coesão. O fenômeno inverso (inchamento). Este coeficiente indica a maior ou menor propensão da madeira de se deformar em função das variações de umidade. onde o teor de umidade da madeira está acima do “ponto de saturação do ar”. baseado nas contrações lineares. (Figura 7) 2. Das medidas das contrações volumétricas resultam os seguintes dados sobre a retratibilidade da madeira: .Contração volumétrica total (CVT): Por definição é a perda em porcentagem do volume de madeira. Essa aptidão é também caracterizada por um valor elevado na relação entre as contrações tangencial e radial. 6. pois a água de impregnação encontra-se infiltrada nos espaços existentes nas espirais constituídas de grandes cristais (fibrilas) e quando a madeira perde essa água. Este ponto é obtido pelo quociente entre a contração volumétrica total e o coeficiente de retratibilidade. Madeira verde. Madeira seca ao ar . O procedimento direto (medida do volume). ocorre quando a madeira ganha água. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. O valor da CVT indica aproximadamente a aptidão da madeira apresentar fendas de retração ao secar.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . . onde o teor de umidade da madeira está em equilíbrio com a umidade do ambiente (entre os pontos A e B do gráfico).Coeficiente da retratibilidade volumétrica: Ou porcentagem da variação de volume para a variação de uma unidade na porcentagem da umidade. . é o mais usual. Madeira completamente seca .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Tanto a contração volumétrica quanto a linear são medidas em 3 teores de umidade característicos: 1.

11. 6.4) Madeiras reconstituídas (Fibreboard): o tecido lenhoso é reduzido a uma polpa de fibras dispersadas que são reaglomeradas sob pressão com resinas. 6. As madeiras transformadas são reaglomeração de fragmentos cada vez menores do lenho original. p) Resistências das emendas dentadas e biseladas.2) Madeiras laminadas compensadas ou contreplacados de madeira (Plywood): Lâminas finas coladas umas sobre as outras de maneira que as fibras de uma se disponham normalmente às das lâminas vizinhas.153 b) Densidade. f) Compressão normal às fibras.11. l) Resistência ao impacto na flexão.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . o) Tração normal à lâmina de cola.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. h) Cisalhamento. 6. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.11 MADEIRAS TRANSFORMADAS: Tem o objetivo de atenuar e até eliminar as características negativas das madeiras: Heterogeneidade. j) Flexão. i) Fendilhamento.1) Madeiras laminadas (Laminated Timber): Associação de tábuas de fraca espessura por colagem. e) Tração paralela às fibras. d) Compressão paralela às fibras. k) Dureza.3) Madeiras aglomeradas (Chipboard): Fragmentos menores são aglomerados com cimentos minerais ou resinas sob pressão variada.11. No final deste capítulo encontra-se em anexo os métodos de ensaio para determinação das propriedades das madeiras citadas anteriormente (NBR 7190. 6. 6. g) Tração normal às fibras. 1997). m) Embutimento. c) Estabilidade dimensional.11. Anisotropia e Dimensões limitadas. n) Cisalhamento na lâmina de cola.

154 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .

Óxidos cerâmicos puros.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . novas: . grès porcelânico.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. . Cerâmicas avançadas.Impermeáveis: vidros de silicatos. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.155 ANEXO CAPÍTULO 8 MATERIAIS CERÂMICOS CERÂMICAS: Cerâmicas Tradicionais: Produtos das indústrias dos silicatos. cimento Portland. finas. .Porosas: produtos das argilas.

Resultantes da degradação das rochas sob a ação da água e gás carbônico. Possui grande durabilidade (alta temperatura de fusão).1. magnésio. ferro e magnésio. . formam torrões dificilmente desagregáveis pela pressão dos dedos". com alta plasticidade quando úmidas e que.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. .Boretos.1 MATERIAIS CERÂMICOS 7.Vidro-cerâmicas.Cermet. . etc.Cermpolímero. mas frágeis.Materiais de cimento.2) AS ARGILAS: a) Definição: Materiais terrosos que quando misturados com a água apresentam alta plasticidade.Refratários alto desempenho. matéria orgânica.Peneiras moleculares. . supra-condutoras. .Carbetos. quando secas. Classificação de Grim para os argilo-minerais: PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.005 mm. condutoras. segundo a ABNT. b) Argilo-minerais: Silicatos hidratados de alumínio. Não existe duas jazidas de argila rigorosamente iguais. .1.Materiais de cerâmicas. alumina. 7. "As argilas são compostas por partículas coloidais deΦ < 0. . mais elementos alcalinos e alcalino. . .1) DEFINIÇÕES: a) Pedras Artificiais: Materiais que substituem as pedras em suas aplicações ou têm aparência geral semelhante. →Definição científica: Associação entre elementos metálicos e elementos não-metálicos geralmente por ligação iônica. Constituídas de partículas cristalinas extremamente pequenas formadas por um número estrito de substâncias: os argilo-minerais (uma argila pode ser constituída por um ou mais argilo-minerais).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .Vidros especiais. sol-gel.Cerâmicas magnéticas.156 . São isolantes elétricos e térmicos. etc. . Duros.terrosos e sílica. semi-condutoras. óxido de ferro. e cozedura das argilas ou de mistura contendo argilas. 7. mica. b) Cerâmicas: Pedra artificial obtida pela moldagem. secagem.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. onde foram depositadas por vento e chuvas. → Nos veios e trincas das rochas.Argilas gordas: plásticas.Estrutura lamelar: camada mista de silicato e hidróxido de alumínio . d) Tipos de Argila: → Argilas de cor de cozimento branca: caulins e argilas plásticas. → Argilas para materiais cerâmicos estruturais. Caulins (primários) ricos em quartzo.Estruturas em cadeia: Grupo da atapulgita. . . → Sílica livre (areia) .De camadas mistas regulares: Grupo da clorita .Eqüidimensional: Grupo da caulinita. se deformam muito no cozimento (argilo-minerais ricos em alumina). → Argilas sedimentares: Depósito fica longe da rocha de origem. . como resultado da decomposição superficial das mesmas. mica e feldspato→ cerâmica branca. Secagem→alta retração → Óxido de ferro . → Nas camadas sedimentares. → Argilas residuais: Encontradas no local onde se originou.Aumenta a brancura. .Alongada: Grupos da saponita e da montronita. Mais rica em argilo-minerais e menos rica em quartzo e restos da rocha de origem: caulins secundários→ cerâmica vermelha.Cor avermelhada. foi transportada: Pela água: estratificada e pelo vento: não estratificada.Reduz a plasticidade e retração.Argilas magras: mais porosas e frágeis (argilo-minerais ricos em sílica). da sepiolita e da paligorsquita. c) Tipos de Depósitos de Argila: → Na superfície das rochas. → Classificação conforme a maior ou menor quantidade de colóides: .157 →Amorfos: Grupo das alófanas.Úmida→muito plástica . argilas aglomerantes aluminosas. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. . →Cristalinos: . → Argilas refratárias: caulins. e) Componentes: → Caulim: caulinita ( pó branco) misturada com outros elementos.Alongada: Grupo da aloisita.Diminui a plasticidade e refratariedade. → Argilas para a produção de grés.Argilo-mineral mais simples . Rede não expansiva: Grupo da ilita.De duas camadas (difórmicos): . . amarelas ou vermelhas. . .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .Eqüidimensional: Grupos da montmorilonita e da vermiculita.De três camadas ( trifórmicos) : Rede expansiva: . mas porosa.

acima da qual a massa pode ser enrolada em cilindros com 3 à 4 mm de diâmetro e 15 cm de comprimento. → Alumina livre ( óxido de alumínio) . → Limite de liquidez ( LL): Teor de água expresso em % de argila seca a 110 ºC. porosidade e retração.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . → Limite de Plasticidade (LP): Teor de água expresso em % de argila seca à 110 ºC de uma massa plástica de argila.Água de constituição: pertence à rede cristalina.Diminui a resistência mecânica. → Água . . → Compostos cálcicos (sais) . livre ou de poros: preenche os poros e vazios.158 . → Feldspatos ( fundentes) . forças de atração que podem ser anuladas se a película de água entre as lamelas é excessiva.1) Plasticidade: Propriedade que um sistema possui de se deformar pela aplicação de uma força e de manter essa deformação quando a força é retirada. f) Propriedades das Argilas: f.Reduz a plasticidade e resistência mecânica. Argilas que não podem formar esse cilindro com nenhum teor de água são consideradas como não plásticas.Aumentam a massa específica.Água de plasticidade ou adsorvida: adere à superfície das partículas coloidais. resistência e impermeabilidade. mas melhora a sinterização. → Matéria orgânica .Diminuem a plasticidade e o ponto de fusão. . quando agitada ligeiramente. . Resulta das forças de atração entre partículas de argilo-minerais e a ação lubrificante da água entre as partículas lamelares.Dão eflorescências.Aumenta a plasticidade. .Dá a cor escura das argilas antes do cozimento.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. .Aumenta a refratariedade. . acima do qual a massa flui como um líquido.Reduzem refratariedade e plasticidade. → Índice de Plasticidade: PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.Água de capilaridade.

A retração é proporcional ao grau de umidade.Decomposição dos hidróxidos. .1) Secagem: Evaporação da água→retração. ocasionando fissuras e deformação da peça. umidade e fluxo de ar. . composição da argila e ao tamanho das partículas.Combustão da matéria orgânica. → Entre 800 e 950 ºC: . f. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.3) Secagem e sinterização: f. também aumentam a retração. A distância entre as partículas diminui.2) Retração: →Secagem: Evaporação da água. Ocorre tensão diferencial.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. ocorre a retração. f. → Entre 600 e 800 ºC: . → Retração não é uniforme→ bloco pode se deformar. f. . A secagem no interior da peça ocorre pela difusão da água até a superfície onde acontece a evaporação. Se a velocidade de evaporação é maior do que a velocidade de difusão da água do interior da peça até a superfície. → A partir de 300-400 ºC: Perda da água adsorvida: A argila se enrijece.Decomposição da pirita FeS2→Fe2O3 (cor).Perda da água de constituição. A superfície seca antes do interior e se retrai.3.Fatores que aumentam a plasticidade.2) Sinterização (queima): → Até 110 ºC: Evaporação da água de capilaridade e amassamento.159 A Plasticidade depende do tipo e percentagem dos argilo-minerais.3. . É necessário controlar a velocidade de evaporação a fim de que ela seja no mínimo da ordem de grandeza da velocidade de difusão da água. do tamanho e forma das partículas. . da capacidade de troca de íons e da presença de outras substâncias.Decomposição dos sulfetos. Observação: A espessura da peça tem influência na secagem.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . É feito o controle da temperatura.Transformação alotrópica do quartzo α→ β (573° C).Calcinação dos carbonetos→ óxidos. .

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. a queima. -Cerâmicas com baixa sucção→ argamassa “firme”. poros internos. grande nas porcelanas. Formação e propagação das fissuras através da seção transversal do material numa direção perpendicular à carga aplicada.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . → Baixa resistência à tração: Fratura frágil. assim como os feldspatos. mas péssimo absorvente acústico. formam uma pequena quantidade de vidro que aglutina os demais elementos dando após o resfriamento dureza. -Bom isolante acústico. resistência ao desgaste: depende da quantidade de vidro formado. Microfissuras na superfície e na massa. dos constituintes. resistência e compactação ao conjunto. A qualidade de um artigo cerâmico depende da quantidade de vidro formado: é ínfima nos tijolos comuns e. contornos de grãos amplificam a intensidade das cargas aplicadas e facilitam a propagação das tensões. → Dureza. Absorção ou porosidade aparente: Percentagem de aumento de peso que a peça apresenta após 24 horas de imersão de água. Sucção: -Cerâmicas com alta sucção→ argamassa plástica com alto teor água/cimento. etc. -Desagregação das cerâmicas: PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. A sílica de constituição e a das areias. Outras propriedades: -Mau condutor elétrico e térmico.160 →A partir de 950 ºC: Início da vitrificação ( sinterização). Absorção de água depende da compactação.

Granulometria. → Profundidade máxima. → Características geológicas (equipamentos adequados).Moldagem.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.5) FABRICAÇÃO DA CERÂMICA: Segue os seguintes passos: .Fermentação da matéria-orgânica. d) Refratários. . → Agentes mecânicos: -Baixa resistência á flexão→ uso em “compressão”.Cozimento. . PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.Exploração da jazida ( extração do barro). → Topografia do local (facilidade de acesso).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .Vitrificação especial (às vezes). Má aparência. -Fogo: Resistência à compressão diminui quando a temperatura aumenta por causa das tensões diferenciais criadas pela dilatação desuniforme dos componentes. a) Exploração da jazida: → Localização (em relação à indústria e centro consumidor). Umidade. etc. Deslocamento e queda de revestimento. 7. -Devem ser resistentes aos choques (transporte). .Materiais de louça. b) Materiais cerâmicos de baixa vitrificação. → Características do barro relacionadas com a aplicação: Teor de argila.1. → Remoção da camada superficial (grande porcentagem de matéria orgânica).161 → Agentes físicos: -Umidade e vegetação: Depende da porosidade. Exemplo: Matéria orgânica→↑ porosidade Carbonato de Cálcio e compostos sulfurosos→fendas b) Preparação da matéria-prima: →Sazonamento (ou apodrecimento da argila: exposição às intempéries): . → Agentes químicos: Sais internos são dissolvidos pela umidade e podem recristalizar na superfície: eflorescência.Materiais de grès cerâmico. . . . Profundidade. 7.Lavagem de sais solúveis.Preparação da matéria-prima.1.4) CLASSIFICAÇÃO DOS MATERIAIS CERÂMICOS USADOS NA CONSTRUÇÃO: a) Materiais cerâmicos secos ao ar. c) Materiais cerâmicos de alta vitrificação: .

PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. → Acrescentando-se mais água: ↑ facilidade de moldagem. → Moldes de madeira ou torno de oleiro ( manual ou automático). tijoletas. c.162 . → Processo de barbotina: .Desagregação dos torrões. depois a coluna é cortada no comprimento desejado. tijolos brutos. → Maceração: Desintegração. c. →Amassamento e mistura: Adição da água ou não. → Tijolos. ↓ consumo de energia. pratos. peneiramento: para a obtenção de partículas menores.Prepara a pasta para a moldagem. . .). a peça se retrai e se descola → Porcelanas.2) Moldagem com pasta plástica mole ( branda): → 25 à 40 % de água . →Loteamento do barro: Correção para dar à mistura a constituição desejada relacionada à aplicação.3) Moldagem com pasta plástica consistente (dura): →15 à 25 % de água. c) Moldagem: → Operação que vai dar a forma desejada à pasta cerâmica. tubos cerâmicos. centrifugação.Adição de areia fina ou argila já cozida e depois moída: diminuir a retração. ↑ tempo de secagem. peças para instalação elétrica e de formato complexo. .Proporciona a homogeneidade. →Processo de extrusão: forçar a massa a passar sob pressão.a solução é colocada em moldes porosos de gesso .Cerâmica fina: eliminação dos grãos graúdos por lavagem sedimentação e filtração. →Eliminação das impurezas grosseiras (sedimentação.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . ↑contração na secagem e deformação. refratários.Oxidação de piritas (sulfeto de ferro). Observação: uma argila muito magra ( com poucos colóides) se tornará muito porosa.quando seca. → Telhas: extrusão e depois moldagem em prensas. telhas. → Necessidade de corrigir o teor de argila. louças sanitárias. formando uma fita uniforme e contínua. . quebradiça e absorvendo muita umidade. → Vasos. → Processo pode ser acoplado com uma câmara de vácuo:↓ porosidade.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. trituração. xícaras.a água é absorvida e a argila adere às paredes . etc. através de um bocal apropriado.1) Moldagem com pasta fluída: → 30 à 50 % de água. c. .

Elevado consumo de combustível e de mão-de-obra.Alto rendimento e pouca deformação. e. tijolos e telhas de qualidade superior. .Peças de precisão.Evaporação da água adsorvida→ retração → Necessidade de controlar a secagem: Se a velocidade de evaporação da água é superior à velocidade de difusão da mesma do centro para a superfície da peça. . → Custo de instalação pequeno → Facilidade de execução.Pouco usado→ custo. . e) Cozimento: → Vitrificação→coesão.Limitação dos formatos.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. → Vantagens: .4) Moldagem a seco ou semi-seco: → 5 à 10 % de água. . peças delgadas. → Desgaste da estrutura ( ciclos de queima-resfriamento).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .Evaporação da água dos poros ( sem retração) seguida por . → Rendimento máximo. . Deformação da peça e fissuras. isoladores elétricos.Investimento elevado. Geração de tensões internas diferenciais. refratários.Simplicidade das operações e produção em massa. . .Tempo de secagem reduzido. → Desvantagens: . Velocidade de evaporação = velocidade de difusão.1) Fornos intermitentes: Cozimento de um lote de cada vez.Peças de muito boa qualidade (não tem bolhas). 1) Forno de meda 2) Forno intermitente comum 3) Forno intermitente de chama invertida 4) Forno de mufla 5) Forno combinado PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. diminuindo as perdas por irradiação. d) Secagem por radiações infra-vermelhas: . azulejos. →Uniformidade das temperaturas no interior do forno. → Compactação com prensas: 5 até 700 Mpa. →Ladrilhos. d) Secagem: → Objetivo: Evaporar a maior quantidade possível de água antes da queima. pisos.163 c.

→ Compressão: até 7 MPa.2) Fabricação: → Processos mais econômicos possíveis.Som limpo ( metálico): bom cozimento . → De facilmente pulverizáveis até de massa compacta. → Limpar o barro: matéria orgânica. .Transporte: grande porcentagem de quebra→ material fraco . → Argila pode ser usada com argamassa de assentamento.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.2) Fornos semi-contínuos e.Homogeneidade da massa com ausência de fendas. → Problema com a umidade: se torna novamente plástica. superfícies ásperas e que foram fabricados com pequena prensagem. cavidades e corpos estranhos .-3) Fornos contínuos 1) Forno de Hoffmann 2) Forno de Túnel Obs.164 e. → Moldagem com pasta plástica consistente.: Modelos de fornos encontram-se anexados no final do capítulo.Cor: de pouca importância. → Características de qualidade: . → Resistência (compressão): 1 até 15 MPa = f ( qualidade da argila). apresentando fratura de grão fino homogênea e de cor uniforme.Procedência . trincas.Arestas vivas e cantos resistentes .Facilidade de corte.6) MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO DE CERÂMICA: a) Adobe: → Argila seca ao ar sem cozimento: construções rústicas. mas: * Cores desmaiadas ou miolo escuro → Material cru ou (e) com matéria orgânica não oxidada * Cores muito carregadas→ excesso de vitrificação . → Cozimento 900-1000° C. → Secagem em grandes telheiros que aproveitam o calor do forno.1) Generalidades: → Tijolos (cerâmicas) comuns: porosidade alta. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.Absorção de água entre 15 e 25 % b. 7.Regularidade de forma e igualdade de dimensões (uniformidade no assentamento) .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .1. pedras e gravetos. b) Tijolos comuns: b.

Ensaio * Aplicação progressiva de uma carga: 0.Pesagem na condição de saturado.5 kg/cm2. 48 horas após imersão total. → Ensaio de resistência à compressão (MB-52): . * Limite de resistência: carga máxima / média das áreas das duas faces de trabalho. * As faces paralelas à junta são regularizadas também com uma fina camada de pasta de cimento. . imersão total. Tijolos comuns maciços: → Especificação Brasileira (EB-19): . 63± 2 mm . → Classificação conforme à resistência à compressão: ( EB-19).3) Tipos de Tijolos: O tijolo comum pode ser caracterizado por: . .Preparação dos corpos de prova: * Cada tijolo é cortado ao meio perpendicularmente à maior dimensão.Duas horas após o início do ensaio.baixo custo. dos quais 10 serão ensaiados. . . . →Ensaio de absorção: .Pesagem a seco. * Após o endurecimento da pasta.sem exigências quanto à aparência. os corpos de prova são imersos em água potável por 24 horas e ensaiados na condição de saturados.Comprimento igual à duas vezes a largura mais uma junta e largura igual à duas vezes a espessura mais uma junta.Tipo 1 : 200± 5 mm.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. 115± 3 mm.uso para fins estruturais e de vedação. * As duas metades são unidas pelas faces maiores com uma fina camada de pasta de cimento. .segundo.Quatro horas após o início do ensaio.165 b. . (Facilidade de manuseio do material facilitando o seu assentamento).Colocação da água de modo a ter 1/3 da altura dentro da água. 95± 3 mm.Secagem em estufa à 110° C.Amostragem: de cada lote 50000 tijolos serão recolhidos 25 aleatoriamente. .Tipo 2 : 240± 5 mm.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . subir a altura da água até 2/3 da altura do corpo de prova. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. . 52± 2 mm → Modulação das dimensões recomendada: .

os corpos de prova devem ser imersos em água 24 horas e ensaiados na condição de saturados. 200± 5 mm. → Divididos em duas categorias segundo à resistência à compressão.Tipo 3: 300± 5 mm. 95± 3 mm.Tipo 1: 200± 5 mm. .Tipo 2: 200± 5 mm. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. . Furos prismáticos e normais às faces menores. 95± 3 mm. →Ensaio de resistência à compressão: .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . * As faces são regularizadas com uma fina camada de cimento.Ensaio: idem tijolos maciços. . . mas não descontar os furos no cálculo da área (carga aplicada normalmente ao eixo dos furos). sendo a água renovada até que o tijolo fique saturado.Preparação dos corpos de prova: * As faces de aplicação de carga deverão coincidir com àquelas que estarão submetidas a carregamento na construção. ele apresentará eflorescências na parte superior.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Furos cilíndricos e paralelos às faces menores. 95± 3 mm. 95± 3 mm.Seca-se ao ar.Enche-se de água destilada até o nível de 1 a 1. Se o tijolo possui sais solúveis. . . 200± 5 mm. Tijolos comuns furados: → Dimensões: Divididos em três tipos: EB 20. dos quais serão ensaiados 6.5 cm. Furos prismáticos e normais às faces menore.Amostragem: de cada lote de 20000 tijolos serão separados aleatoriamente 25.Tijolos são colocados verticalmente num recipiente de fundo chato. * Após o endurecimento.166 →Eflorescências: . . → Tijolos tipo 1 e 2 podem ser empregados em alvenaria com função estática.

deve resistir bem ao peso de um homem médio. . → Características de qualidade: . A moldagem é feita por prensagem.Fraca absorção de água e impermeabilidade. → Especificação Brasileira EB-21 .Não conter sais solúveis.São as mais econômicas e mais usadas. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. A secagem deve ser mais lenta que para os tijolos. Uma telha comum.Resistência mecânica à flexão adequada.Apesar da redução da seção carregada. . sujeitos somente às cargas devidas ao próprio peso.Maior isolamento térmico e acústico. faces planas e melhor esquadrejados. . . .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . para diminuir a deformação. . → Classificação segundo o posicionamento e a orientação dos furos.Para telhas francesas ( tipo Marselha).EB-21: fixa o sistema de encaixe. fendas.167 → Tijolos tipo 3 são usados somente como material de enchimento e vedação.Arestas finas e superfícies sem rugosidades: Para facilitar o escoamento das águas. as dimensões e a resistência à flexão. mas o barro deve ser mais fino e homogêneo.Fabricados em marombas à vácuo: aspecto mais uniforme. . . .Faces de trabalho paralelas aos furos: enchimento → Vantagens dos tijolos furados: . o peso.Carga de ruptura à flexão. . .Peso reduzido. →Processo para verificar a qualidade no momento do recebimento. estando apoiada nas extremidades.Faces de trabalhos normais aos furos: alvenaria ( função estática) .Menos peso por unidade de volume aparente. c) Telhas comuns: Processo de fabricação quase idêntico à fabricação dos tijolos comuns.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. A queima é feita nos mesmos tipos de forno. mesmo de segunda categoria. . . com ausência de trincas. .Planas com encaixes laterais e nas extremidades e com agarradeiras para fixação às ripas de madeiramento. liberando a forma das peças à conveniência do fabricante. mesmo na condição saturada de água. .Regularidade de forma e dimensões. etc.Homogeneidade de massa.Cozimento parelho. arestas e centros mais firmes. . valor mínimo individual: Primeira categoria: 85 kgf Segunda categoria: 70 kgf Material saturado: após 24 horas de imersão em água.Dificultam a propagação de umidade e favorecem a dessecação das paredes. podem ter tensões de utilização referidas à seção plena (sem descontar os furos) da mesma ordem de grandeza dos tijolos maciços: devido a melhor qualidade proveniente do apuro na produção.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.Alto grau de vitrificação: compacto e impermeável.Existe peças especiais para arremates. e) Tijoleiras e ladrilhos: São tijolos de pequena espessura.Telhas de escamas: * Simples placas com dois furos pelos quais se passa arame para prendê-las às ripas. Colocar água no reservatório formado até uma altura de 5 cm.Telhas holandesas: Quase planas e com encaixe lateral. usados em pavimentação e revestimentos.168 → Impermeabilidade: Sobre a telha construir um anel de argamassa ou um marco metálico impermeável de 7 cm de altura ligado a telha por meio de cera. . . → Prensados: ladrilhos . . → Tipos → Telhas : Mais impermeáveis e lisas. .Espessura± 2 cm. Uma boa telha não deve deixar passar umidade em 24 horas.Espessura 5-7 mm.Vários tamanhos: mais usuais são quadrados ou retangular. .Materiais de grès cerâmico tem textura quase compacta PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.Alta resistência ao desgaste (pisos). Maiores cuidados: uniformidade de tamanho. . d) Telhas e tijolos aparentes: → Produtos de melhor qualidade: Boa aparência.Podem ser coloridos (pigmentos). → Tipos de telhas: . → Baixa absorção ( 10-15%)→pouco aptas para receber reboco e revestimento.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . .Grau de vitrificação maior→ muitas peças são rejeitadas ( altas deformações.Argilas gordas. Melhora com a presença de ranhuras nas superfícies.Face inferior: rugorosidade e saliências (↑ a fixação). . . → Processo: Prensagem. variações na cor). uniformidade na cor. etc. → Comuns ( porosos): tijoleiras . * Emprego em mansardas e telhados de ponto elevado. . está só aparecerá após 48 horas e sem gotejamento.Telhas tipo canal ( romanas ou coloniais): Podem ser simples ou com encaixes e de cumeeira. f) Materiais cerâmicos de alta vitrificação: Classificados segundo a qualidade na textura interna: . maior resistência à abrasão.

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- Materiais de louça ( faiança): impermeáveis na superfície e mais porosos no interior→ azulejos e louça sanitária f.1.1) Materiais de grès cerâmico: a) Manilhas → Tubos cerâmicos p/ condução de esgotos sanitários, remoção de despejos industriais e canalização de águas pluviais. → Podem ser vidrados internamente e externamente ou só na parte em contato com os líquidos. → Processo: - O barro usado tem altos teores de óxido de ferro e deve ser bastante fusível→ alta vitrificação, mas→ alta deformação - Moldagem→ por extrusão, a pasta desce por gravidade até a mesa onde existe um molde para o bocal. Na outra extremidade devem ter ranhuras p/ aumentar a aderência da argamassa de rejuntamento. - Obtenção do vidrado: Durante a queima * Lançar cloreto de sódio no interior do forno que se volatilizará e recondensará formando uma película vidrada de silicato de cálcio na superfície das peças; * Imersão após a primeira queima, em um banho de água com areia silicosa fina com zarção; no recozimento essa mistura se vitrifica. → Especificação Brasileira ( EB-5) - Grupo A: com vidrado interno e externo Grupo B: com vidrado só interno - Diâmetros: entre 7,5 e 60 cm - Comprimentos: entre 60 e 150 cm - Devem ter no mínimo 3 estrias circulares de 3 mm de largura por 2 a 5 mm de profundidade na superfície interna da bolsa e na parte externa da ponta lisa → Resistência à compressão diametral: MB-12 - O tubo é apoiado sobre dois apoios rígidos e afastados de tantos centímetros quantos decímetros tiver o diâmetro e recebe carga por um terceiro cutelo; - Varia entre 1400 e 3500 kgf/m. → Impermeabilidade: MB-13 Aplicando uma pressão interna de 0,7 kgf/cm2 por 2 minutos ou 2 kgf/cm2 instantânea. Não devem aparecer gotas e manchas. → Absorção: MB-14 Imersão na água em ebulição por uma hora. - Absorção deve ser < 10 % com vidrado externo e interno - Absorção deve ser < 8 % com vidrado só interno → Resistência à ação de ácidos: MB-210 Imersão de uma amostra durante 48 horas. Perda de peso não deve exceder 0,25%.
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b) Ladrilhos de grés ( lito-cerâmica ) → Massa quase vitrificada , mais compacta que a cerâmica vermelha e menos branca que a faiança; → Material de qualidade superior; geralmente é feita uma esmaltação na face aparente; → Formas. f.1.2) Materiais de louça branca: → Argilas quase isentas de óxido de ferro, contendo quartzo e feldspato finamente moídos. a) Louça: → Pó de louça : argilas brancas (caulins quase puro). Produtos duros, de granulometria fina e uniforme com superfície vidrada. - Louça calcária ( louça de mesa); - Louça feldspática ( azulejos, cerâmica sanitária); - Louça mista. → Vidrado : aplicado após uma primeira cozedura, seguindo-se então, o recozimento, quando se transforma em vidro. →Problemas com o vidrado: - Homogeneidade (espessura, cor) ao longo da peça→ondulações na superfície. - Diferença de coeficiente de dilatação termica com o corpo cerâmico→ tensões diferenciais → trincas no vidrado. b) Azulejos → São placas de louça: - de pouca espessura - vidrados numa face (externa) →impermeabilidade e durabilidade - não vidrados na face posterior e nas arestas e até possuem saliências e reentrâncias para melhorar e aderência com argamassa de assentamento e de rejuntamento. →Função: Revestir outros materiais→proteção e bom acabamento. →Processo de fabricação: - Biscoito : moldagem a seco com prensagem e queima a ±1200° C. - Vidrado : misturas de óxidos de grande fusibilidade com corantes adequados; - Recozimento (biqueima) ou monoqueima. → O vidrado deve apresentar alta resistência às variações de temperatura e umidade, sem gretar. →Dimensões comuns : 15 x 15 e 10 x 10 cm Superficie : lisa ou chamalotada; Arestas : de quinas retas, biseladas ou boleadas. c) Louça sanitária
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→Processo: - Barbotina (formas mais complexas); - Queima± 1300° C; - Vidrado: esmalte de borax e feldspato ou calcário. → Normalização ampla e pouco obedecida. Pedido: Especificação deve ser bem detalhada. Ex.: - Bacia sanitária com ou sem sifão; - Lavatórios comuns ou com pedestal, com ou sem saboneteira (uma ou duas), apontados para uma ou duas torneiras; - Mictório de parede, de bacia ou de pedestal. →Absorção de tinta : MB-111 Imersão da amostra durante uma hora em tinta vermelha. Exige-se penetração nula no vidrado e máxima de 1 mm na superfície de uma fratura. g) Cerâmicas refratárias: → Refratária: que não se deformam abaixo de 1520° C; → Altamente refratária: que não se deformam abaixo de 1785° C; → Devem apresentar estabilidade de volume, resistência mecânica e resistência química; → Argilas refratária (pobre em cal e óxido de ferro) sílico-aluminosas, aluminosas, silicosas, magnesita, cromita, etc. → Processo: prensagem e queima até 2500° C; → Forma: tijolos maciços ou tijolos especiais para chaminés e abóbadas; → Assentamento: argamassa refratária obtida com a mesma argila do tijolo sem cimento ou com cimento aluminoso. 7.1.7) REVESTIMENTOS CERÂMICOS: Função principal→revestir outros materiais para dar proteção e bom acabamento. Principais Normas para Revestimentos Cerâmicos: Normas internacionais ISO-DIS 10.545 e ISO-DIS 13006 adotada pela ABNT. Qualidade Superficial: É determinada pela presença de determinados defeitos de fabricação: trincas, gretas, falta de esmalte, ondulações, depressões, furos, pontos, manchas, defeitos de decoração, cantos e arestas quebrados, diferenças de tamanho e de tonalidade. Classe A: se verificar nenhum defeito a uma distância de 1 metro Classe B: se verificar algum defeito a uma distância de 1 metro Classe D: se verificar algum defeito a uma distância de 3 metros Resistência às manchas: É a facilidade e eficiência com que podem ser removidas sujeiras, manchas e outros materiais entrando em contato com a superfície; é importante no caso de
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indústrias alimentícias. laboratórios.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . etc.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.: PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. restaurantes.172 aplicação em hospitais.

173 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .

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