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MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
TEORIA

PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO

PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO

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Sumário
CAPÍTULO 1 ..................................................................................................................................................................... 11 1. MATERIAIS................................................................................................................................................................... 11 2. PROPRIEDADES........................................................................................................................................................ 12 2.3. Propriedades térmicas: ........................................................................................................................................ 14 2.4. Propriedades elétricas: ........................................................................................................................................ 14 2.5.Propriedades químicas:......................................................................................................................................... 14 CAPÍTULO 2 ..................................................................................................................................................................... 15 ROCHAS ........................................................................................................................................................................... 15 1.1DEFINIÇÃO.............................................................................................................................................................. 15 1.2UTILIZAÇÃO ............................................................................................................................................................ 15 1.3HISTÓRICO.............................................................................................................................................................. 15 1.4 APLICAÇÃO ............................................................................................................................................................ 16 1.5 CLASSIFICAÇÕES DAS ROCHAS .............................................................................................................................. 16 1.5.1 - Classificação Geológica: De acordo com a formação da rocha. .................................................................. 16 1.5.2 - Classificação Tecnológica: Baseado no mineral simples predominante na constituição das rochas e determinante das suas características. ................................................................................................................... 16 1.5.3 - Classificação Combinada: Considera-se as duas classificações anteriores e a aplicação na Engenharia. As rochas são classificadas em: ................................................................................................................................... 17 1.6 CARACTERÍSTICAS DE ROCHAS EMPREGADAS NA CONSTRUÇÃO CIVIL ............................................................... 17 1.6.1 – Granito ........................................................................................................................................................ 17 1.6.2 – Calcários ...................................................................................................................................................... 18 1.6.3 - Basalto.......................................................................................................................................................... 18 1.6.4 - Mármores..................................................................................................................................................... 19 1.7 MINERAIS PRESENTES NAS PEDRAS DE CONSTRUÇÃO ......................................................................................... 19 1.7.1 - Quartzo ........................................................................................................................................................ 19 1.7.2 – Aluminossilicatos......................................................................................................................................... 19 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO

3 1.7.3 - Silicatos de Ferro Magnésio ......................................................................................................................... 20 1.7.4 - Carbonatos e Sulfatos .................................................................................................................................. 20 1.8 PROPRIEDADES DAS PEDRAS ................................................................................................................................ 20 1.9. ESTUDOS TECNOLÓGICOS .................................................................................................................................... 23 1.9.1 - Características Físicas................................................................................................................................... 23 1.9.1.1 - Massa Específica: É a relação entre massa e volume. .............................................................................. 23 1.9.2 - Características Mecânicas ............................................................................................................................ 25 1.10 CLASSIFICAÇÃO QUANTO ÀS DIMENSÕES ...................................................................................................... 26 1.11 ALTERABILIDADE DA PEDRA ............................................................................................................................ 26 1.11.1 – Efeitos Físicos: ........................................................................................................................................... 27 1.11.2 – Efeitos Químicos........................................................................................................................................ 27 1.12 EXPLORAÇÃO DE PEDREIRAS .............................................................................................................................. 29 1.12.1 - Definição de Pedreira................................................................................................................................. 29 1.12.2 - Critérios para escolha de uma Pedreira..................................................................................................... 29 1.12.3 - Exploração de Pedreira .............................................................................................................................. 29 1.13 POTENCIAL MINERAL BRASILEIRO ...................................................................................................................... 30 1.13.1 - Setor Mineral Catarinense ......................................................................................................................... 30 1.13.2 - Brita e Areia em Santa Catarina ................................................................................................................. 31 1.13.3 - Pedras usadas na Região (Florianópolis) ................................................................................................... 32 1.14 PARTE PRÁTICA ................................................................................................................................................... 33 CAPÍTULO 3 ..................................................................................................................................................................... 37 AGREGADOS .................................................................................................................................................................... 37 2.1 DEFINIÇÃO............................................................................................................................................................. 37 2.2 APLICAÇÕES........................................................................................................................................................... 37 2.3 CLASSIFICAÇÃO ..................................................................................................................................................... 37 2.3.1 Segundo a Origem .......................................................................................................................................... 37 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO

......................................................................... 53 2.................... 39 2....5 Inchamento: .............................3............... 48 2....1 Limites Granulométricos do Agregado para Utilização em Concreto.....................................................................................................................................3....................................................................................................................................................................7.........................................................................................................................2........................................................................................................1. 43 2................................... 45 2..........................................1 Agregado Natural ................................................. 53 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG............................................................................ 40 2....2........................Agregados Miúdos ...2 Resistência à Tração .................................... 43 2................. 45 2................3 Massa Unitária: .................................................................................................. 39 2......................... 48 2........................................... 46 2..............................2 Massa Específica Absoluta: ............................................................ 38 2............................................5.......................................................... 51 2.................................................7.............5.................................................4 Análise granulométrica de uma mescla ..................................................................................................................................Agregados Graúdos .......6........5 ÍNDICE DE QUALIDADE .......................1. 42 2....4 TIPOS DE AGREGADOS ......................... 47 2..........................................................7........1......................................6 CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DOS AGREGADOS ................................. 51 2.....1 Tipos de Britadores .....................7...............7 GRANULOMETRIA (COMPOSIÇÃO GRANULOMÉTRICA DO AGREGADO) .................................................................1...... 39 2.................5............6.....6..................................................................................................................................................5 OBTENÇÃO DOS AGREGADOS ...... 43 2........... 38 2..........................................................................1.......... 43 2...................2 Agregado Artificial......................................... 44 2.......CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG................5.................................................................................2 Tipos de Peneiras .................4 Substâncias Nocivas ....8 PARTE PRÁTICA .........................................................................................................................CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO ...........................................................................................5.............................3....................6....................5...................5............5.........................4 2...2 Segundo o Tamanho dos Grãos ...................................................................... 45 2...................................3 Segundo à Massa Específica Aparente...................................................................Los Angeles...................... 45 2........................................... 38 2.......2..........................................................................................1 Resistência à Compressão .......1 Massa Específica Aparente: ....................................6..7..............................4 Umidade: ...............3 Resistência à Abrasão .............................Composição de Agregados Miúdos .................................................................................................... 45 2.........................

........... 74 3..............................................................Quimicamente Ativos.................................................................................................................4.................................................................................... 53 2............................................................................................................8.. 67 3................................................ 67 3.....................................................................................................................................Inchamento das areias ...Impurezas....................................... 71 3.................................................7.........................................................................................................................................................................CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG....Cimento de Pega Rápida .............. 64 FOLHA DE SERVIÇO ...................................................... 76 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG...........................7 AGLOMERANTES HIDRÁULICOS ....... 65 CAPÍTULO 4 ........Quimicamente Inertes ............................... 68 3.......CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO ..........6......................2 .........5.............................................................1 ............................................................................................................8.........................4....................................................................................................6.............. 73 3.....................................................................................1 .3 – Cal Aérea ............................7............... 54 2.................................................................... 68 3...........................................................................................................1 – Amostragem (NBR 7216):......................4 ...............................7.............................................2 ............................................................................................................................. 67 AGLOMERANTES ...1 DEFINIÇÃO.............................................Composição granulométrica (NBR 7217/1987) ...................... 8...............................................3 MATÉRIA-PRIMA .............................................. 58 2............................................................................... 67 3.......................4 ATIVIDADE QUÍMICA .....................................................2 ........Cal Hidráulica ..........................................2 – Cimento Sorel .................. 61 2.................................1 – Gesso ..........................8............................................... 67 3.......................................................................................................................................................................................................Características Físicas: ...........5 2....................................Cal Pozolânica ................7................................................................................................................. 74 3.......................................................................................................................... 67 3............................Determinação da umidade ..3.......6 AGLOMERANTES AÉREOS......................................................................2 EMPREGO ..................5 CLASSIFICAÇÃO .................4................................................8................... 67 3.................................................................................. 71 3......................................................................3 ....................... 68 3....... 67 3............................................................................................................................................................................................... 73 3.......................................................... 55 2..................................6.........................6.............................Cal Metalúrgica .......................................................................................................... 62 ANEXO .....................8................

............................................................................ 93 4... 90 4..........................................................................................................................................................Argamassas de cal aérea: ...........................4......................................................................................................................4 .............................................................................................. 83 CAPÍTULO 5 ..............................3..CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG............................... 89 ARGAMASSAS..........................................................................5 ARGAMASSAS AÉREAS ...................... 93 4...................... 93 4...................................................... 89 4....... 81 Tipo de cimento Portland: .................................... 76 3.............................2 .......... 95 Descolamento e esfarelamento ...... 89 4. 77 Composição Química do Cimento:.............................................................Classificação quanto ao tipo de aglomerante:............... 92 4..........5..... 89 4.2 APLICAÇÃO ...................................................................................................................................3..............................CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO ..................................................................................................................... 91 4......................................2 .....................................................Argamassas mistas de cal e cimento: ........................................................5.........1 .................. 93 4............................... 92 4................................................. 80 Determinação da composição potencial ou teórica dos compostos do cimento:.................................................................................... 97 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.............. 93 4...................................................4 CLASSIFICAÇÃO DAS ARGAMASSAS ........................................... 90 4.................................................................................. 94 4......................................................................................................................................... 79 Propriedades dos compostos do cimento: .........................................................................5 ......2 ...................................................8 .3 – Classificação quanto à dosagem: ................................. 93 4...................................7................................7...........................................................1 DEFINIÇÃO.....................................................................................1 .......................Cimento Natural......................6 ARGAMASSAS HIDRÁULICAS ............................. 92 4.......................................4............Classificação quanto à consistência: .Estado Endurecido: ......................................................................................................Classificação quanto ao emprego: ...........6 3...........................4....................Cimento Portland ..........................................................Argamassas de gesso: .....................................................................1 ...........................................................................................................................4...........................................3 PROPRIEDADES DAS ARGAMASSAS ...............................................................................................Estado Fresco: ............................................................ 92 4...................................6.........................1 .........................................2 ..................................................................................Argamassa de cimento:....................................7 PATOLOGIAS RELACIONADAS ÀS ARGAMASSAS.......................................6...............................................................................................................

........................... 106 5................................... 107 b) Ensaio de remoldagem de Powers: ...........................................................................................................Quanto ao tipo de agregados: .............2 ...........................................................................................................................................Quanto ao processo de adensamento: .................... 106 5....................................................................... 106 5......3.................................................................................4....................................................7 ............................................................Quanto ao seu destino: .......................................................... 106 5............................................................ 102 Bolor...................................................................................................................... 108 c) Ensaio Vebê: ..............................Trabalhabilidade: ..... 107 a) Ensaios de consistência pelo abatimento do tronco de cone (NBR 7223/82):..........3..........................Cor dos materiais....................................................................................................................3........................................................................ 103 5............................................................... 107 5...................................................................................................................................................3 CLASSIFICAÇÃO ........................................................Quanto à textura:............................... 109 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.............................................................................................. 102 CAPÍTULO 5 ................................................3........................... 99 ...Quanto à consistência:......................................................................... 105 5.............................5 ................... 103 5.......1 DEFINIÇÃO..................3........................................4 PROPRIEDADES DO CONCRETO FRESCO ......................................................................... 99 Eflorescência: .........1 ...................2 – Medidas da Trabalhabilidade: ......................................3 .................................................. transporte e lançamento:..............................................................................3.................................4.............................1 ...................8 .................................Quanto às propriedades dos aglomerantes: .......................................................6 ................................................................................................... Mofo e Limo: ......................................................................................................................... 103 5........... 98 Manchas: ...................................... 107 5... 106 5...........................................................3..............................................2 TIPOS ............................................................................................. 106 5............. 99 Estalactites .................CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG..........................7 Vesículas:.....................................CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .............................................................................................................................................................. ................................................... 109 d) Mesa de espalhamento: ...................4 ............Quanto ao processo de mistura...............................................................................................................................3............................................................................... 103 CONCRETOS ............................... 106 5....Quanto ao processo de dosagem: ......... 105 5...........................................................................................................................................................................................................

.... 130 5......... 138 6...........6..........................................2............................4..................................................... 125 5.....CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG...............................................7............................9 PATOLOGIA DO CONCRETO .................. Varia principalmente com tipo de agregado utilizado...............................Dosagem Experimental ............... 111 5..........Dosagem Empírica: ........................................... 111 5.............1 – Classificação das Árvores: .....................................6................................Responsabilidade pela composição e propriedades do concreto: ..............................................................................................................................Permeabilidade e absorção: .......5 ANÁLISE ESTATÍSTICA DA RESISTÊNCIA DO CONCRETO: ......................................................................................................................................... 134 5......................... 138 6..........................................................................................................................7 CONTROLE DE QUALIDADE DO CONCRETO ................................................ 117 5...............................................................4.....................Método do IPT/EPUSP ................................2.......2.............1 ...................Método da ABCP/ACI ................ 116 5..............2 ............................... Valores usuais:.......2 .....1 ....................................................1 ...................................................................Deformações: .......................2 ................................................6. 117 5........6 DOSAGEM DO CONCRETO ...............Procedimento e plano de amostragem: . incluindo os vazios......................................................................................................................... 112 5.. 114 5...............................................................................4....................4..............................Resistência aos esforços mecânicos: O concreto é um material que resiste bem aos......................................4 ............................................................4........................ 111 5................ 138 MADEIRAS ......................................................1 ...............................................................................................................7.................................... 137 CAPÍTULO 7 ...........2 ORIGEM E PRODUÇÃO DAS MADEIRAS ...........Massa Específica: Massa da unidade de volume.....................2 ......................... 135 5........................4 PROPRIEDADES DO CONCRETO ENDURECIDO .....3 ............................................................1 INTRODUÇÃO ................................................................................6......................................................................2 ............................................................................................................. 115 5........... 111 5..........................................8 e) Caixa de Walz: ......................................4.........................................................................................................Resistência à tração: ......................CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO ......... 110 f) Ensaios de penetração: ........................................................Exsudação: ............................................................................... 134 5. 138 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG...............................................................................2..................................................................................3 ................ 116 5.................................................................. 138 6............. 126 5............................................................ 136 5...8 PRODUÇÃO DO CONCRETO.................................................

................................2) Principiais processos de preservação: .......... 147 6.............................................................................................................................................2...... 147 6...................................................................................................... 147 6....................... insetos xilófagos.............................. 143 6...................................6............................3 COMPOSIÇÃO QUÍMICA DA MADEIRA..................................................... 148 6.7 SECAGEM ....... 147 6...................................................5 PRODUÇÃO DA MADEIRA .......................8................................9 PROPRIEDADES FÍSICAS DAS MADEIRAS E ENSAIOS FÍSICOS ............................................................................................................................................................................................................................................................. 140 6............................................................................... 142 6............................................................................... 145 6..................................4) Defeitos de Alteração→Agentes de deterioração ........1 Celulose (C6H10O5)n: .................3) Principais produtos de preservação: .1) Deterioração: ............................6........... 149 6...................................8 PRESERVAÇÃO ...5. 148 6....... 146 6............................................ 142 6........................................................................................4) Aparelhamento das peças: ...........................................................................................................................5..............................................2) Defeitos de Secagem→Secagem mal conduzida............... 144 6................................................3 Estrutura fibrosa do lenho: Para sua sustentação........................................................................8........................................................................................CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.2) Toragem e Falquejamento: ....................... 150 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG......6. ................................................................1) Corte .............................9 6................................................................................... ........................................................ Devidos a retratilidade da madeira durante os processos de secagem natural ou artificial....3 Lignina: ............................................ fungos e destruidores.......................................................................................................................................6..........3....2........................................................................................................ condução de sucos vitais e ...........................CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO ...................3................................. 146 6.........2 Hemicelusose: ......... 144 6......................................... ............................................. 146 6................4 IDENTIFICAÇÃO BOTÂNICA .................................1) Defeitos de Crescimento→Alterações no crescimento e estrutura fibrosa..3) Desdobro (ou desdobramento): ... ................5.....2 – Fisiologia (Partes componentes) e Crescimento das Árvores: .................... furadores marinhos....................... 141 6...................... 144 6........6 DEFEITOS ..........................3........... 142 6............8.5........................................................... 141 6......................... 141 armazenamento de reservas nutritivas.................................................................................... 145 6...........................Mofos e manchas (azulamento).................3) Defeitos de Produção→Desdobro e aparelhamento das peças.....

..1) Madeiras laminadas ........... 164 7....................3) Madeiras aglomeradas ............................5) FABRICAÇÃO DA CERÂMICA: ...........................................CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO ....9........................ 153 6....2) AS ARGILAS: ....................... 155 CERÂMICAS: ..............................................................................................................4) Madeiras reconstituídas ........................................................1 ....................................................................... 153 6................... 153 6.......................................11.......................................... 156 7............1...............1......................... 155 MATERIAIS CERÂMICOS ............................ 174 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG....................... 153 6.. 161 7..............................................................11 MADEIRAS TRANSFORMADAS ..........................4) CLASSIFICAÇÃO DOS MATERIAIS CERÂMICOS USADOS NA CONSTRUÇÃO: .....................................................................................PROPRIEDADES FÍSICAS E ENSAIOS FÍSICOS..........................................................................................................................................................................................1 MATERIAIS CERÂMICOS ................................................................................11..............1....................11.......................6) MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO DE CERÂMICA:.......................11...................... 155 7.................................................7) REVESTIMENTOS CERÂMICOS: ...................................2) Madeiras laminadas compensadas ou contreplacados de madeira..............................................................................................1..............................................................................................................................CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.... 152 6..................... 156 7................................................. 150 6...................................................................1) DEFINIÇÕES: ................................. 161 7..................1...............................................................................................................10 PROPRIEDADES MECÂNICAS E ENSAIOS MECÂNICOS ............................................ 153 CAPÍTULO 8 ................................................................................................................................................................................................................... 171 Bibliografia ..........................................................................................10 6............1................................ 156 7.....................................................

etc).naturais e sintéticos.. etc.. resfriamento. Essa propriedade térmica e elétrica. Na simples verificação e comparação dos materiais da tabela podemos tirar conclusões sobre as propriedades dos materiais. as exigências de mercado. Por exemplo: os materiais metálicos apresentam plasticidade.. por exemplo.. por exemplo: serem bonitos.11 CAPÍTULO 1 1. estas propriedades se referem ao comportamento do material em diversas situações e em níveis de solicitação do normal ao critico. química. baratos. (é a estrutura geral do átomo que diferencia um material do outro). O domínio e o conhecimento das propriedades dos materiais são importantes para a indústria em geral (metalmecânica. lixamento. torção.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . etc).. Comparando agora os não metálicos verificamos que na sua maioria são maus condutores de calor e de eletricidade. devem ser previstos quando especificamos o material. resistentes.. no momento da fabricação. A especificação de um determinado material só pode ser feita quando se pode prever o que vai acontecer quanto solicitado por fatores do cotidiano de trabalho do material (que podem ser: aquecimento. esta ligada à mobilidade dos elétrons dos átomos de sua estrutura. Os produtos são feitos de materiais que conseguem atender não só. civil. leves. podem ser deformados sem se quebrarem e são bons condutores de calor e de eletricidade. metal ou ar. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. dobramento. Inúmeros fatores podem ser citados uns mais gerais outros mais restritos ao emprego dado para o material. elétrica.. O comportamento em relação ao processo de fabricação e do modo como à peça será usada. e são estes que determinam se o material é um plástico.. práticos.ferrosos e não-ferrosos. Essa separação em grupos está diretamente relacionada às propriedades desses materiais. corte. isto é. madeira. Como também a possibilidade da alteração das propriedades originais de um material muitas vezes é desejada até visando facilitar o trabalho com o material. Os materiais estão agrupados em duas famílias: -Materiais metálicos . Quando escolhemos ou podemos dizer especificamos um material levamos em consideração vários fatores. duráveis. -Materiais não-metálicos . MATERIAIS Os materiais são constituídos de átomos. tração.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. mas também às exigências técnicas de adequação ao uso e ao processo de fabricação.

2. →Resistência mecânica: é a resistência à ação de determinados tipos de esforços. Propriedades físicas: É o grupo de propriedades que determinam o comportamento do material no momento do processo de fabricação como também durante sua utilização posterior. resistência. impermeabilidade. condução do calor.1.Propriedades físicas. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. PROPRIEDADES Quando pensamos em utilizar um material pensamos em: dureza. Exemplo: cabo de aço.12 2. Ou seja. -Propriedades químicas. Propriedades mecânicas: Conjunto de propriedades de grande importância na indústria mecânica. 2. como a tração e a compressão. fragilidade. pensamos se as propriedades do mesmo suportam as solicitações do trabalho a que devem ser aplicado. O que é avaliado é a capacidade que o material tem para transmitir ou resistir aos esforços que lhe são aplicados (é levado em conta no processo de fabricação e posterior utilização).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . 2. etc. Estas propriedades são aquelas que surgem quando o material está sujeito a esforços de natureza mecânica. estas podem ser: . elasticidade. Pensamos em propriedades.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.

deformam-se plasticamente sem se romperem. deformação plástica permanente. →Fragilidade: é a baixa resistência aos choques. Verifica-se que quantidades diferentes de matéria. para a fabricação de tubos. e de retornar a forma original quando o esforço termina. ao sofrerem a ação de uma força. 1cm3 de água e 1cm3 de chumbo. são materiais que. como por exemplo. na prensagem. pancadas. Por exemplo: tomemos 1cm3 de cortiça. quando submetido a um esforço. Exemplo: vidro. para a fabricação de chapas. Obs: a plasticidade pode se apresentar no material com maleabilidade e como ductibilidade. ao desgaste mecânico. aço para fabricação de molas. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. apresenta de poder ser laminado. na laminação. Exemplo: processos que necessitam conformação mecânica. →Densidade: é a medida da quantidade de matéria (massa) que um material ocupa por volume. para fabricação de partes de carroceria de veículos.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . impactos. -Ductibilidade: é o oposto de fragilidade. golpes. que tendem a quebrar quando sofrem choques ou batidas.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. →Plasticidade: é a capacidade que um material. -Quanto maior a dureza maior a resistência ao desgaste. forjado. por exemplo. -Maleabilidade: é a propriedade que um material. na extrusão. →Dureza: é a resistência do material à penetração. num mesmo volume possuem massas diferentes. Exemplo: borracha.13 →Elasticidade: é a capacidade que um material deve ter de se deformar. vibrações. Podemos dizer que são materiais duros. -Em geral materiais duros são também frágeis. estampando. entortado e repuxado. →Tenacidade: é a resistência a choques. um aço. quando submetido a um esforço tem de se deformar e mantiver está quando o esforço desaparece.

capacidade que determinados materiais tem de conduzir -Resistividade: resistência que o material oferece à passagem da corrente elétrica. -Dilatação térmica: propriedade que faz com que os materiais em geral aumentem de tamanho quando a temperatura sobe. Propriedades térmicas: Determinam o comportamento dos materiais quando são submetidos a variações de temperatura. Elas se apresentam sob a forma de presença ou ausência de resistência à corrosão.5. Está propriedade é verificada no comportamento que o material pode oferecer quando em trabalho (materiais resistente a altas temperaturas ou baixas temperaturas) um material pode contrair ou dilatar com a temperatura. Propriedades elétricas: -Condutividade elétrica: corrente elétrica.14 2.4.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. às soluções salinas. Exemplo: a capa plástica que recobre o fio elétrico.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . -Condutividade térmica: capacidade que determinados materiais tem de conduzir o calor. O conhecimento dessas propriedades também estão relacionadas com a fabricação do material: →Ponto de fusão: temperatura que o material passa do estado sólido para o estado liquido (dentre os matérias metálicos o ponto de fusão e muito importante para determinar sua utilização). PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. 2. 2. →Ponto de ebulição: é a temperatura em que o material passa do estado liquido para o estado gasoso. aos ácidos. sua estrutura pode se alterar.3.Propriedades químicas: Estas propriedades se manifestam quando o material entra em contato com outros materiais ou com o ambiente.

composição e estrutura.15 CAPÍTULO 2 ROCHAS 1.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. por apresentarem boa resistência à tração e compressão. provenientes da solidificação magma ou de lavas vulcânicas. Estes novos materiais. .Estima-se a utilização de pedras. Como exemplo temos a construção dos castelos medievais e das grandes catedrais. ou da consolidação de depósitos sedimentares.3HISTÓRICO -Materiais naturais são os mais antigos utilizados pelo homem.A pedra. no uso como material estrutural. teve grande impacto por não ter uma resistência à tração da mesma ordem de grandeza de sua resistência à compressão. São materiais que apresentam elevada resistência mecânica.2UTILIZAÇÃO Da extração das rochas são obtidos blocos. .000 A.Século XIX surgimento das estruturas metálicas e século XX desenvolvimento do concreto armado. segundo a geologia.As pirâmides do Egito foram erguidas com blocos de rochas calcárias (Idade Antiga). independente da sua origem. de cantaria. guias.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Rochas são materiais constituintes essenciais da crosta terrestre. favorecem revolução nas formas e concepções arquitetônicas. agregados e pedras de construção. em 3. 1. em formas primitivas de construções.1DEFINIÇÃO As rochas são todos os elementos que constituem a crosta terrestre.TB-3/ 1945. lajotas e placas de revestimento. paralelepípedos.C. . tendo ou não sofrido transformações metamórficas. podendo sofrer modificações quando em contato com ar e água em casos bastante especiais (ABNT . de composição química e estrutura definida. Entendendo por mineral toda substância inorgânica natural. item 2º). . A rocha é um agregado natural formado por um ou mais minerais que forma a crosta terrestre (LEINZ e AMARAL). PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. 1. Nas pedras de construção estão as pedras de alvenaria. matacões.A pedra foi o material estrutural mais importante na Idade Média. . na Espanha e sul da França. pois podem ser empregados sem grandes modificações em relação ao seu estado natural.

Sua utilização como material agregado. devido à sua durabilidade e efeito estético.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Ex. etc. Ex.: granito. a) Rochas Silicosas: Predomínio quase total da sílica (SiO2) sob a forma.4 APLICAÇÃO A pedra de construção é usada como material suporte ou base nos muros de arrimo. -Origem Orgânica (organógenas): Provêm da ação direta ou indireta de organismos ou da acumulação de seus restos (acumulação matéria orgânica). quartzito (provém da metamorfização do arenito). complemento dos concretos de cimento e asfálticos. grês silicoso. turfa. gabro. Os tipos de rochas mais comuns neste grupo são mármore (provém da metamorfização do calcário).: arenito. a) Rochas Eruptivas.5 CLASSIFICAÇÕES DAS ROCHAS 1. Ex. Ex. Ex.16 1. -Clásticas ou detríticas: Oriundas da destruição de rochas pré-existentes devido à ação de águas. carvão-fóssil.: gipsita. blocos de pavimentação e como agregado (componente do concreto de cimento portland ou mistura betuminosa da pavimentação). b) Rochas Sedimentares: São rochas estratificadas. c) Rochas Metamórficas: São rochas magmáticas ou sedimentares que sofreram alteração na sua textura original. como por exemplo. gnaisse (provém da metamorfização do granito).: pórfiro. 1. basalto. etc.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . estrutura cristalina ou composição mineralógica. xisto e filito. -Precipitação química: Originária da transformação química sofrida por materiais em suspenso nas águas. de quartzo puro. devido a condições químicas e físicas abaixo da superfície terrestre (calor. -Filoneanas: Ex.: granito. pressão e água). Ex.2 . ventos e geleiras (deposição de detritos). faz com que o material seja um dos mais importantes entre os materiais de construção.: calcário-fóssil. calcário e dolomita. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. 1. Magmáticas ou Ígneas: Formadas pelo resfriamento do magma (material rochoso em fusão).5. -Efusivas: Solidificam-se na superfície do solo. placas de revestimentos de paredes e pisos. geralmente depositadas debaixo d’água ou acumuladas através da ação do vento e do gelo. -Intrusivas: Solidificam-se à grande profundidade do solo.Classificação Geológica: De acordo com a formação da rocha.: riolito. Possuem a maior resistência mecânica e maior durabilidade. fundações pouco profundas. basalto. diorito.5. etc. diábase. Ainda é aplicada como material de acabamento e proteção. normalmente.Classificação Tecnológica: Baseado no mineral simples predominante na constituição das rochas e determinante das suas características.1 .

1976) 1.Rocha ígnea de profundidade.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. b) Rochas Calcárias: Sedimentares e Metamórficas. dolomita e gipsita.3 .Compõem-se de quartzo.Dura de textura cristalina e de grãos finos ou médios. . Têm resistência mecânica e durabilidade baixíssimas. Possui boa resistência mecânica e média durabilidade.5. Tabela 1: Classificação das Rochas (PETRUCCI.: calcário.1 – Granito . Sedimentares e Silicosas Metamórficas. na forma de carbonato de cálcio (CaCO3) ou de sulfato de cálcio.6 CARACTERÍSTICAS DE ROCHAS EMPREGADAS NA CONSTRUÇÃO CIVIL 1. As rochas são classificadas em: a) Rochas Sílicosas: Eruptiva.17 b) Rochas Calcárias: Têm predomínio do cálcio.Classificação Combinada: Considera-se as duas classificações anteriores e a aplicação na Engenharia. A Tabela 1 resume esta classificação. Ex. c) Rochas Argilosas: Sedimentares.: argila comum. . 1.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. c) Rochas Argilosas: Predomínio da argila (silicatos hidratados de alumínio).6. feldspato e mica. Ex. margas e xistos argilosos. mármore.

. .Resistência à compressão é. 150 MPa (1500kgf/cm²). em algumas regiões.Comum na natureza. . 1. desde que não alterado.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .Tem grande resistência e dureza.Usos: em calçamentos (resistência ao choque e desgaste).Características: →Calcinação pela ação do calor. concretos de Cimento Portland e asfático.0. . fazendo seu custo de produção ser menor que o dos agregados graníticos.Apresenta fratura irregular ou concóide.Uso: Revestimento. 1. . produção de aglomerantes (extração da cal e fabricação do cimento) e.Resistência mecânica e durabilidade são as maiores dentre as demais pedras de construção. podendo ser rósea. .A cor predominante é dada pelo feldspato.Principal uso: Como agregado para base de pavimentos. CaCO3 + calor = CaO + CO2 →Atacadas pelos ácidos. de magnésio. Atualmente utilizado como revestimento de pisos e paredes na forma polida (placas). devido ao seu fraturamento natural.Como agregado apresentam duas desvantagens: grande dureza que desgasta os britadores e a forma dos grãos predominantemente lamelares.Constituída à base de feldspato. →Riscadas facilmente pelo canivete (grau 3 na escala de Mohs).Rocha sedimentar composta por carbonato de cálcio (CaCO3) e pequenas proporções de outras substâncias (óxido de ferro. .Predomínio de carbonato de cálcio (CaCO3) são chamados de calcários calcíticos e predomínio de carbonato de magnésio CaMg (CO3) são chamados de calcário dolomíticos ou magnesianos. .Excelente pedra de construção.Basalto . amarelada. .Resistência à compressão é de 50 a 150 MPa (500 a 1500kgf/cm²).3 . . .2 – Calcários . .De cor escura e textura compacta. de vidro e piroxênio.Composto de silicatos de alumínio e cálcio. .6. como agregados. argila). .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.6. alvenarias e pontes em arcos (obras com esforços de compressão). . cinza ou azulada. muros de arrimo.Exige menos explosivos na exploração das pedreiras.Rocha ígnea de superfície.5 a 3.Resistência à compressão é de 150 MPa (1500kgf/cm²). . PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. .Densidade varia de 2. liberando gás carbônico.18 . .O quartzo dá grânulos brancos ou pretos e a mica lhe dá o brilho. . em média. desprendem CO2 com efervescência. . marrom.

Tem quase os mesmos usos que o granito. Possui massa específica absoluta 2. . geralmente opaca ou de coloração branco leitoso. A sílica amorfa ocorre sob forma de sílica hidratada SiO2 (H2O) opalina. 1.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . -Feldspato: K2O·Al2O3 · 6SiO2. T = 1710° C: funde. . Apresenta alta resistência à compressão e grande resistência à abrasão. Vermiculita. Combinado com a sílica (SiO2) forma o grupo de aluminossilicatos. T = 870° C: transforma-se em tridimita e cristaliza sob forma de finas lâminas hexaédricas.7 MINERAIS PRESENTES NAS PEDRAS DE CONSTRUÇÃO 1.6. Nessa forma pode reagir com a cal.65 e dureza 7.Aspecto e características físicas e mecânicas semelhantes a dos granitos.19 . a alumina (Al2O3) é o mais abundante constituinte da crosta terrestre. CaO·Al2O3 · 2SiO2 -Mica: silicatos de alumínio.7.2 – Aluminossilicatos Depois da sílica.Quartzo A sílica (SiO2) ou quartzo livre é o mineral mais abundante na crosta terrestre. resfriando-o rapidamente. .7. Muscovita.As impurezas dão a sua coloração.3. Na2O·Al2O3 · 6SiO2. O quartzo é a sílica cristalina. . -Caulinita: silicatos de alumínio hidratado Al2O3 · 2SiO2 · 2H2O PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.Rochas derivadas do metamorfismo do calcário.5 vezes seu volume.4 .Representam o último grau de alteração de rochas (paragnaisses) ou provêm do metamorfismo do granito (ortognaisses).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. dá origem ao quartzo vítreo (sílica amorfa).Resistência à compressão é de 100 MPa (1000kgf/cm²). de massa específica 2. T→ 570° C: passa do estado beta para alfa aumentando 1.Uso: Em revestimento interior sob a forma de placas.1 .Durabilidade e resistência à abrasão menor que granitos.Uso: Em revestimentos de pisos com grande fluxo de pedestres (placas polidas) e pisos para jardins (forma bruta). . .Tem textura compacta. . 1. É somente atacada pelo ácido fluorídrico. . 1.Mármores .

7.Silicatos de Ferro Magnésio Geralmente denominados minerais negros. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. . A umidade tem influência na resistência. não seguindo a lei de Hooke. . Cisalhamento: As pedras têm boa resistência à compressão e mal à tração.5 e 7. físico. Minerais mais importantes: -Calcita: CaCO3 (carbonato de cálcio cristalino) -Magnesita: Mg CO3.7. A massa específica é maior que os outros silicatos e a dureza varia entre 5.5. é o principal requisito na escolha da pedra.Choque: As pedras suportam.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . além dos efeitos estáticos. transforma-se em gesso por hidratação. Tração.8 PROPRIEDADES DAS PEDRAS Para que as pedras possam ser utilizadas na construção.Carbonatos e Sulfatos Os carbonatos e sulfatos formadores de rochas são encontrados principalmente em rochas sedimentares. Cisalhamento. 1.resultando na necessidade de controle de certas propriedades. geralmente.3 .20 1. A resistência mecânica varia de acordo com a orientação nas rochas estratificadas e com o leito da pedreira nas rochas eruptivas. Flexão. Gelividade. Durabilidade: É a capacidade de manter as suas propriedades físico-mecânicas com o decorrer do tempo e ação de elementos agressivos (meio ambiente ou intrínsecos. 2H2O -Anidrita: CaSO4. MgCO3) -Gesso: CaSO4 .Compressão. As propriedades fundamentais são as seguintes: Resistência Mecânica: É a capacidade de suportar a ação de cargas aplicadas sem entrar em colapso. emprega-se em material refratário. Desgaste e Choque. 1. A resistência à compressão. Nas pedras as deformações crescem menos rapidamente que as tensões. Porosidade. estas devem ter algumas qualidades. . Flexão. Permeabilidade. -Dolomita: (CaCO3 . Influenciam a durabilidade: a Compacidade. variando na razão inversa da umidade. Higroscopidade. os dinâmicos. químico e mecânico). Devem ser consideradas propriedades como resistência à Compressão.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Os ensaios podem ser feitos por normas alemãs ou americanas. Condutibilidade Térmica.Desgaste: É a perda de qualidades ou de dimensões com o uso contínuo. Tração.4 .

. comparadas aos metais.84 0. pressão ou ambas. As pedras. à absorção.84 0. L. Está ligada à permeabilidade. 2.O. Condutividade Térmica e Elétrica: É a propriedade relacionada com a velocidade da transmissão de calor. 1% <P < 2. Permeabilidade: É a capacidade de se deixar atravessar por líquidos e gases.5% : rocha com pequena porosidade.21 Compacidade (C): É o volume de sólidos na unidade de volume da rocha natural. P >20%: rocha fortemente porosa.90 2.20 1. 5% <P < 10% : rocha bastante porosa.5% <P < 5% : rocha com porosidade regular. DUTRA.K)) 3. Em geral. F. A porosidade está intimamente ligada à durabilidade. coberturas. Muito importante para reservatórios.84 granito. podem ser consideradas más condutoras de calor. entre outros. Porosidade (P): É expressa pelo volume de vazios na unidade de volume total. A classificação quanto à porosidade é a seguinte: P < 1% : rocha muito compacta..84 0. PEREIRA. as porosas são mais isolantes que as compactas. 1997. condutividade térmica (λ ) e calor específico (c) das pedras (LAMBERTS. é permeável e gelível.60 2.40 1.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO λ Condutividade Térmica (W / (m.40 1.84 0. A pedra porosa é pouco resistente à compressão. A água pode atravessar um corpo poroso por capilaridade.00 2.K)) 0.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . É o complemento da compacidade. Devido à má condutibilidade o exterior sofre mais que o interior.00 c Calor Específico de Materiais (kJ / (kg. 10% <P < 20% : rocha muito porosa. gneisse ardósia. à higroscopicidade e à gelividade. Como exemplo temos a Tabela 2: Tabela 2: Densidade de massa aparente (ρ ). R.84 0.R.) PEDRAS (incluindo junta de assentamento) Material ρ Densidade de massa aparente (kg / m³) 2300-2900 2000-2800 2700-3000 > 2600 2300-2600 1900-2300 1500-1900 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.84 0. Higroscopicidade: É a propriedade de absorver água por capilaridade. xisto basalto calcários / mármore Outras PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. mesmo assim não podem ser consideradas bons isolantes térmicos. Tem grande importância na durabilidade. a dilatação provoca o fendilhamento.

Estética: É a aparência da pedra para fins de revestimento ou acabamento. a ausência desta significa má qualidade da pedra. Quando usada para revestimentos a uniformidade e a durabilidade das cores são essenciais. Brandas: Serradas facilmente pela serra de dentes. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. a Estrutura e a Coloração. Considera-se a Textura. Coloração: É determinada pela cor dos minerais essenciais ou de seus componentes acessórios.: Calcários compactos. Semi. Esta propriedade afeta a trabalhabilidade da pedra e está intimamente ligada ao seu custo. Devido a sua variabilidade. marcassita.: Tufos vulcânicos. Ex. Duras: Somente serradas na serra lisa. Ex. Homogeneidade: Quando apresenta as mesmas propriedades em amostras diversas. Conchoidal: Difícil de ser cortada. Dureza: É a propriedade relacionada à maior ou menor capacidade de se serrar. no seu valor. mas facilmente com as serras diamantadas. A homogeneidade é uma qualidade fundamental. Trabalhabilidade: É a capacidade da pedra em ser trabalhada com mínimo de esforço. A pressão exercida pelo gelo é de 146 kgf / cm². mas fácil de lascar. Influenciam na trabalhabilidade: a Fratura .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Escamosa: Dificuldade de cortar. Estrutura: Relacionada à homogeneidade ou heterogeneidade dos cristais constituintes e da parte amorfa. Áspera: Boa aderência. Os principais tipos de fratura são: Plana: Material fácil de ser cortado em blocos de faces planas. Angulosa: Superfície de separação mais ou menos resistente.: Granito. a cor não serve para identificação mineralógica. Alguns minerais são nocivos à beleza das pedras como a pirita. Ex. Importante quando a pedra tem finalidade decorativa. a Homogeneidade e a Dureza.22 < 1500 0. Textura: Relacionada ao detalhe da distribuição dos elementos mineralógicos.: Mármores. Fratura: Está relacionada à facilidade ou dificuldade de extração.84 Gelividade: A água infiltrada na pedra transforma-se em gelo.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Lisa: Fácil de polir. influenciando na maioria das vezes. corte. Refere-se à forma e ao aspecto da superfície de fragmentação da rocha. Ex. O polimento contribui na resistência à ação do tempo. acentuando as cores.85 0. polimento e aderência a aglomerantes. pirrotita e mica. A cor pode ser alterada pelo intemperismo. Duríssimas: Dificilmente serradas pela serra lisa. conseqüentemente aumentando de volume.duras: Serradas facilmente pela serra lisa com areia ou esmeril e dificilmente serradas por serra de dentes.

23 1. frasco graduado ou balança hidrostática.Características Físicas 1.9. Figura 1: Massa Específica Compacidade (C): É a relação entre massa específica aparente e massa específica absoluta. .Massa Específica: É a relação entre massa e volume.1. ESTUDOS TECNOLÓGICOS 1.1 . PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Determinada pelo picnômetro.Massa Específica Absoluta (D): Dada pelo peso da unidade sem os vazios.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Determinada pelo processo geométrico.1 .9.9. .Massa Específica Aparente (d): No volume considera-se o material sólido e os vazios permeáveis e impermeáveis.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .

PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. As pedras. -P >20%: rocha fortemente porosa. pressão ou ambos. A absorção depende dos poros ligados ao exterior de acordo com a dimensão e disposição dos canais da pedra.5% <P < 5% : rocha com porosidade regular.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. -1% <P < 2. A água pode atravessar um corpo por capilaridade. Importante para a durabilidade. podem ser consideradas más ondutoras de calor.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . -10% <P < 20% : rocha muito porosa. Higroscopicidade: É a propriedade de absorver água por capilaridade. comparadas aos metais. -2.24 Porosidade (P): É a relação entre volume de vazios e volume aparente do material. -5% <P < 10% : rocha bastante porosa. mesmo assim não podem ser consideradas bons isolantes térmicos. Permeabilidade: É a capacidade de se deixar atravessar por líquidos e gases.5% : rocha com pequena porosidade. Condutividade Térmica e Elétrica: É a propriedade relacionada com a velocidade da transmissão de calor. Classificação quanto à porosidade: -P < 1% : rocha muito compacta.

2 .2 .Desgaste: É a perda de qualidades ou de dimensões com o uso contínuo.2.Características Mecânicas 1.: Mármores.Semi. normalmente.9.9. mas facilmente com as serras diamantadas. . . . Flexão. Ex. e S = Área da seção resistente. 1. .1.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . nas rochas estratificadas e umidade influenciam na resistência.duras: Serradas facilmente pela serra lisa com areia ou esmeril e dificilmente serradas por serra de dentes.Brandas: Serradas facilmente pela serra de dentes.Resistência à Compressão. A resistência à compressão serve de dado para avaliação indireta das outras propriedades. Esta propriedade afeta a trabalhabilidade da pedra e está intimamente ligada ao seu custo. Ex. O desgaste é feito pelas partes mais duras. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Figura 2: Resistência à Compressão 1.25 Dureza: É a propriedade relacionada à maior ou menor capacidade de se serrar.9. Tração.2.: Calcários compactos.: Tufos vulcânicos. O ensaio de desgaste pode ser feito de duas maneiras: -Material atritado contra um disco horizontal que gira. -Flexão = 1/10 a 1/15 da Resistência à Compressão. Fatores como a orientação do esforço. -Cisalhamento = 1/10 a 1/15 da Resistência à Compressão . Cisalhamento: As pedras. usando-se um abrasivo (areia ou coríndon)→ resistência à abrasão. Determinação da resistência à compressão: Na prensa coloca-se corpo de prova cúbico com 5 centímetros de arestas. dependendo também da dureza do abrasivo. Ex. Sendo: Rc = Resistência à compressão.Duríssimas: Dificilmente serradas pela serra lisa.: Granito. -Tração = 1/20 a 1/40 da Resistência à Compressão. P = Esforço aplicado. resistem bem à compressão e mal à tração. Ex.Duras: Somente serradas na serra lisa.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . não podendo ser partidos por choque durante a colocação.5 kg) quantas vezes forem necessárias para esmagar o cubo. atuando através de uma ação física ou química.005mm 1. 1.6cm -Areia: Diâmetro 0.8mm -Silte: Diâmetro 0.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.05mm -Argila: Diâmetro∅ <0.05mm <∅ < 4.9. 1.6 cm<∅ < 25 cm -Pedregulho: Pedaço de rocha com diâmetro 4. O ensaio consiste em deixar cair sobre o corpo-de-prova (cubo de 4 cm de lado) um peso de 45N (4. -Material atritado por desgaste recíproco de pedaços de pedra em aparelhos como o Deval ou Los Angeles. →agregados.11 ALTERABILIDADE DA PEDRA Modificação da suas características e propriedades por agentes atmosféricos ou outros agentes agressivos. É muito usado para qualificação da pedra como agregado para concreto asfáltico e lastro de ferrovias. pois o peso do bloco é fundamental para a estabilidade do molhe.8mm <∅ <7. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.10 CLASSIFICAÇÃO QUANTO ÀS DIMENSÕES -Bloco de Rocha: Pedaço de rocha com diâmetro > 1m -Matacão: Pedaço de rocha com diâmetro 25 cm <∅ <1m -Pedra: Pedaço de rocha com diâmetro 7.Resistência ao choque: Importante nas aplicações como molhes de enrocamento. Figura 3: Aparelho para ensaio de choque.005mm <∅ <0.3 .26 → recomendado para pedras e pisos de revestimento.2.

ou a dolomita CaMg (CO3)2. No caso dos calcários calcíticos verifica-se a seguinte reação: -Hidratação: Pela hidratação a água é absorvida. O bicarbonato tem solubilidade 100 vezes mais que o carbonato.5 vezes mais do que a atmosfera. cujo mineral essencial é a calcita. Cada constituinte mineralógico tem um coeficiente de dilatação térmica. Esse crescimento pode ser devido à deposição de sais nas fendas e poros. 1. Afeta os compostos de ferro e a passagem do ferro bivalente (FeO2) a trivalente (FeO3) dá origem à coloração avermelhada.Ação do CO2: Certas rochas podem sofrer dissolução.11.1 – Efeitos Físicos: . Os sais precipitam quando a água de capilaridade evapora-se e ao cristalizar-se aumentam de volume. .Oxidação: Um dos processos químicos mais comuns. ocasionando um aumento de fissuração progressivo e lento.27 1. 2 H2O) . sendo que a estrutura cristalina do mineral é mantida. é facilmente lixiviado. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. As variações térmicas produzem esforços internos secundários que agindo continuamente podem causar a desagregação e a ruína total do material. Exemplo: A oxidação dos sulfetos encontrado na forma de pirita (FeS2). responsável pela decomposição química do mineral.2 – Efeitos Químicos .11. O bicarbonato de cálcio. penetrando em seus capilares.Variação de Temperatura: O aquecimento da rocha é 1 a 2. Na presença de água e ar o sulfeto reage dando: 4 FeS2 + 15O2 + 8 Ca (OH)2 + 14 H2O→ 4 Fe (OH)3 + 8 (CaSO4.Crescimento dos cristais: O crescimento de cristais em fendas pré-existentes ou poros pode fragmentar a rocha. CaCO3. como os calcários. A dissolução dos calcários calcíticos é muito mais rápida que a dos calcários dolomíticos. sendo muito solúvel. quebrando sua estrutura cristalina. marcassita (FeS2) ou pirrotita (Fe n – 1 Sn). Depois da hidratação ocorre a hidrólise.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . ficando intimamente ligada à superfície mineral.

1976) PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.28 Figura 4: Agentes de Ruína da Pedra (PETRUCCI.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . 1976) Figura 5 : Alterações Típicas da Pedra e Agregados (PETRUCCI.

Acesso às vias de comunicação.Vizinhança.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. estado de conservação da rocha. .Critérios para escolha de uma Pedreira a) Qualidade da jazida: Verificação através de observação direta ou estudo petrográfico.Definição de Pedreira Pedreira é a denominação dada a uma jazida (depósito mineral ainda não explorado. presença de materiais nocivos. poros. . . natural) de mineral pétreo explorada.Distância ao centro consumidor.12.12. b) Quantidade e custo de remoção da camada superficial: A quantidade pode ser determinada por sondagens e topografia (curvas de níveis e levantamento de seções).Localização da pedreira (facilidade para o serviço).2 . granulação.Rede elétrica e água potável. estrutura. O estudo petrográfico determina: composição mineralógica da rocha e sua classificação petrográfica.3 . Os tipos de exploração são os seguintes: a) Céu aberto. c) Mista.29 1. 1. c) Situação: .12.Disponibilidade pessoal técnico e operário. 1.1 . . PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . textura. .Volume de trabalho de drenagem e regularização. .12 EXPLORAÇÃO DE PEDREIRAS 1. reduzindo formas e tamanhos. tornando-as compatíveis para o uso e aplicação em obras de engenharia. b) Subterrânea.Exploração de Pedreira Conjunto de operações que permitem a retirada da pedra natural da jazida.

verifica-se que 72. estanho (8) e cromo (6). fonolito e nefelina-sienito.2% das minas.13. silex. Os minerais metálicos compreendem 11. turfa. sendo um dos principais produtores mundiais de minérios. com seu território amplo e sua diversidade geológica. Com relação à distribuição das minas por substâncias minerais. alumínio (18). bauxita. areia industrial.Setor Mineral Catarinense O valor da produção mineral em Santa Catarina no ano de 1998. 1. 1999) 1. Pomerode . foi cerca de R$ 287. areias. para 21 tipos de bens minerais produzidos (carvão. Os terrenos antigos.6% estão ligadas à indústria da construção civil: calcário (337).30 Figura 6 : Vista Pedreira. argilas comuns e plásticas. pedras britadas (348). manganês (18).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. argila refratária. é um dos maiores potenciais de minérios do mundo. calcário calcítico e dolomítico. caulim. são cerca de 42% do território nacional.6 milhões.SC (AREIA E BRITA.13 POTENCIAL MINERAL BRASILEIRO O Brasil. ouro (20). fluorita. ricos em depósitos minerais de grande significado econômico. pedras britadas. granito ornamental. destacando ferro (82). água mineral. registrando uma produção de 83 substâncias minerais. conchas calcárias.1 . areia e cascalho (265) e argilas comuns e plásticas (178). feldspato).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. seixos e saibros.

218. -65 minas outorgadas. seixos e saibro foi no total cerca de 31% do valor da produção mineral do estado no ano de 1998.946. -130 empresas produtoras de areia.Brita e Areia em Santa Catarina A pedra britada tem grande distribuição em Santa Catarina.8%.915.2% e a de areia e seixos 10. bem como nos depósitos sedimentares da planície costeira. Enquanto que na porção Oeste e MeioOeste a brita é produzida a partir de basaltos da Formação Serra Geral.418. A produção de pedras britadas. →Universo total da produção de areia para construção: -Quantidade produzida: 4.00. -Valor da Produção: R$ 58.2 . areia. A produção de brita foi de 20.31 Figura 7: Distribuição do Valor da Produção Mineral do Estado de SC (AREIA E BRITA.526. -35 municípios produtores.986. As principais áreas de extração localizam-se nos principais cursos d’água que transportam os sedimentos originários das rochas graníticas e granito-gnáissicas.555 m³. Na porção Leste é obtida do beneficiamento das rochas graníticas e/ou granito-gnáissicas. além de seixos de leito de rios e de depósitos aluvionares provenientes destas litologias. 1999) 1. são pobres em depósitos de areia. pois os basaltos da Formação da Serra Geral. -50 empresas produtoras de pedra britada. de um total de 293 existentes.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . pobres em sílica. associados às rochas sedimentares da Bacia do Paraná. principalmente areia grossa. As areias para utilização na Construção Civil tem ampla distribuição na porção Leste do Estado.021 m³.13. são bem dominantes. -Valor da Produção: R$ 29. → Universo total da produção de brita: -Quantidade produzida: 3. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. As porções Oeste e Meio Oeste de Santa Catarina.00. contendo apenas depósitos localizados.

de um total de 293 existentes. e) Brita n.Pedras usadas na Região (Florianópolis) a) Pó de pedra. d) Brita n.3 . b) Pedrisco.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. 1.32 -181 minas outorgadas.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . -40 municípios produtores.13. c) Brita n.º 2 e. f) Pedra pulmão (Oriunda da britagem primária).º ¾. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.º 1.

. Figura 9: Fluxograma típico de uma pedreira (BAUER. 1995) 1. Obtida através da fórmula (1.1).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .14.1 . Métodos de determinação: PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.33 Na Figura 9 encontra-se um fluxograma típico de uma pedreira.14 PARTE PRÁTICA 1.Massa Específica Aparente: É a massa por unidade de volume compreendendo o volume absoluto do material sólido e o volume dos vazios impermeáveis.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.A. L.

c) Processo da balança hidrostática: O princípio deste ensaio baseia-se na lei de Arquimedes: “Todo corpo imerso num fluido está sujeito a uma força de baixo para cima igual ao peso de líquido por ele deslocado”. São realizadas duas medidas por aresta e as dimensões do cubo são calculadas como sendo a média das leituras.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Faz-se então a leitura final (Lf). Determina-se a massa de uma certa porção da amostra (m) e coloca-se esta porção na proveta. para amostras que possua geometria irregular. Este procedimento é indicado para cálculos rápidos. b) Processo do frasco graduado: Coloca-se uma certa quantidade de água em uma proveta graduada e faz-se uma leitura inicial (Li).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. As medidas das arestas para determinação do volume são efetuadas com um paquímetro. Caso o fluido em questão seja a água (densidade igual a 1) o valor desta força em kgf será numericamente igual ao volume da amostra (em dm³). dependendo da sensibilidade de leitura da proveta utilizada. A precisão é pequena. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Figura 9: Lei de Arquimedes O valor do empuxo pode ser determinado pela diferença entre a massa de uma amostra em condições normais (m) e sua massa imersa (mi).34 a) Processo geométrico: Utiliza-se um cubo com arestas normalmente de 5 cm. É o corpo-deprova usado para o ensaio de resistência à compressão.

Obtida através da fórmula (1. Os vazios impermeáveis são eliminados através de moagem prévia da amostra. Figura 10: Cálculo do volume da amostra através do picnômetro Execução do ensaio: -Pesa-se o picnômetro com água (Pag).2). consegue-se um volume bem definido e preciso.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . mais preciso será o valor de “D”.35 Execução do ensaio: -Pesa-se a amostra (m). Quanto menor a granulometria da amostra moída. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Este método de determinação tem grande precisão e é recomendado para medida de laboratório. coloca-se a amostra (a) com auxílio de um funil e completa-se o restante do espaço com água. -Pesa-se uma amostra de pó de pedra (m).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.Massa Específica Absoluta: É a massa por unidade de volume compreendendo apenas o volume absoluto do material sólido.2 . -Pesa-se o picnômetro com a amostra e água (Pag + a). -Coloca-se a amostra no recipiente imerso e faz-se a pesagem imersa (mi). 14. Quando repleto por um líquido. -Retira-se um pouco da água do picnômetro. -Tara-se a balança com o recipiente que conterá a amostra quando imersa na água. a) Processo do Picnômetro: O picnômetro é um recipiente de vidro que possui uma rolha esmerilhada com um tubo capilar.

antes de começar o preenchimento total por água.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.36 Atenção: Deve-se eliminar cuidadosamente o ar aderido às partículas da amostra quando colocada no picnômetro. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .

provenientes de alterações de rocha (PETRUCCI.1 DEFINIÇÃO Segundo a NBR 7211 (EB-4) agregados são materiais pétreos.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Existem autores que classificam as areias e pedras obtidas por moagem como naturais. geralmente inerte. obtidos por fragmentação artificial ou fragmentados naturalmente. possuindo dimensões nominais máxima inferior a 152mm e mínima superior ou igual a 0. -Bases para calçamentos. São agregados as rochas britadas.075mm. -Parte componente do material para revestimentos betuminosos. Artificiais: Aqueles que têm sua composição particulada obtida através de um trabalho de afeiçoamento pela ação do homem.3. sem forma e volume definidos. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. São as areias (mina ou cursos d’água) e cascalhos. de atividades químicas praticamente nulas. -Material de drenagem e para filtros.2 APLICAÇÕES -Lastros de vias férreas.os fragmentos rolados no leito dos cursos d’água e os materiais encontrados em jazidas. incoesivo. -Adicionados aos solos que constituem pista de rolamento. Material granular.37 CAPÍTULO 3 AGREGADOS 2. de dimensões e propriedades adequadas para uso em obras de engenharia. 1987). 1995). -Material granuloso e inerte (não sofre transformação química) na confecção de argamassas e concretos.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. com propriedades adequadas. como produtos ou rejeitos industriais (argila expandida e escória moída).3 CLASSIFICAÇÃO 2. Sendo as areias e pedras obtidas através da moagem de fragmentos maiores. usando a designação de artificias para os obtidos a partir de materiais sintéticos. 2. 2. Material particulado. constituídas de misturas de partículas cobrindo extensa gama de tamanhos (BAUER.1 Segundo a Origem Naturais: Aqueles que já encontram-se na natureza sob a forma (particulada) de agregados.

Exemplos: Minérios de barita. considera-se o agregado como uma MESCLA de miúdo e graúdo. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.8 mm** e passam pela peneira 152 mm. Exemplos: Areias quartzozas.4 TIPOS DE AGREGADOS -Filler: Material que passa na peneira n.3 Segundo à Massa Específica Aparente Leves: Aqueles com massa específica aparente menor que 2000 Kg/m³. -Brita: Material artificial que passa na peneira de malha 152 mm e fica retido na 4.3. -Pedrisco: Material artificial que passa na peneira de malha 4.075 mm).2 Segundo o Tamanho dos Grãos Miúdo: Aquele material cujos grãos passam pela peneira ABNT 4.075 mm.8 mm* e ficam retidos na peneira 0. Exemplos: Vermiculita. -Seixo Rolado: Material natural que passa na peneira de malha 152 mm e fica retido na 4. * Podem ficar retidos até 15% em massa.8mm (podendo passar até 15%).3. Graúdo: Aquele material cujos grãos ficam retidos na peneira ABNT 4. -Areia: Material natural que passa na peneira de malha 4. Pesados: Aqueles que possuem massa específica aparente acima de 3000 Kg/m³. ** Podem passar até 15% em massa. seixos e britas de granito.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Quando o material apresentar mais do que 15% e menos do que 85% da massa de grãos passantes ou retidos na peneira 4.8mm (podendo passar até 15%).8 mm de abertura. 2. Normais: Aqueles cuja massa específica aparente está entre 2000 a 3000 Kg/m³.8 mm (podendo ficar retido até 15% em massa).38 2.º 200 (0. Sendo as britas e o seixo rolado. hematita e magnetita 2. argila expandida e pumicita (pedra-pome). Sendo a areia e o pedrisco.8 mm (podendo ficar retido até 15% em massa).

5º) Transporte 2: Os fragmentos de rocha são levados do britador primário ao secundário. os melhores agregados encontrados na natureza. as jazidas classificam-se em: a) Origem residual: Depósitos encontrados próximo à rocha matriz.1 Agregado Natural A obtenção dos agregados naturais e a sua qualidade estão ligadas à sua origem geológica. geralmente. sendo este último mais oneroso. De acordo com a origem geológica. apresentam má granulometria e os fluviais são.5.39 2. na maioria das vezes. Podem ser fluviais ou marítimos. 2.Minas: jazida formada em subterrâneo.5. .5 OBTENÇÃO DOS AGREGADOS 2.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. c) Origem aluvial: Depósito de materiais formados pela ação transportadora da água.Bancos: jazida formada acima do leito do terreno. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. →Quanto ao tipo de jazida: .Jazidas de mar: praias e fundos do mar. Exemplo: Dunas. . b) Origem eólico: Depósito de materiais finos formados pela ação do vento. Os marítimos. em geral por trituração em equipamentos mecânicos (britadores). mas grande quantidade de impurezas. Possuem má granulometria. mas com bastante pureza. 4º) Britador Primário: Redução do tamanho dos fragmentos. 2º) Fragmentação Secundária: Redução do tamanho dos blocos em dimensões adequadas para o britamento primário 3º) Transporte 1: Os fragmentos são transportados da pedreira até o britador primário através de correias ou transporte rodoviário.Jazidas de rios: leitos e margens de cursos de água.2 Agregado Artificial Obtidos através da redução de pedras grandes.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Normalmente a operação de produção dos agregados artificiais é a seguinte: 1º) Extração da Rocha: Produção de blocos com grandes dimensões. Normalmente possuem boa granulometria. 6º) Britador Secundário: Deixa os fragmentos com a dimensão final. .

· restolho (material granular friável). esmagando-as de encontro à superfície triturante fixa. · pedra 4: (50 / 76). A pedra ao ser triturada baixa pelo funil a cada afastamento da mandíbula móvel.8 / 9. por meio de superfície triturante de movimento alternado (mandíbula móvel). 9º) Estocagem: Os agregados são armazenados em depósitos a céu aberto ou em silos: a) Extração da rocha e fragmentação secundária: · brita. · escórias industriais.8mm). · pedra de mão (76 a 250mm).5 / 12. · pedrisco / brita 0 (4. · areia de brita ( 0.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . · pedra 5: (76 / 100). PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.5). · agregado de concreto e entulho reciclados. Estes possuem a vantagem de consumir menos mandíbulas. Normalmente os britadores comuns são de duplo efeito. · filler (material passante na peneira 0. b) Fabricação industrial: · agregado leve de argila expandida.8mm). Fragmentam a pedra. · pedra 1: (9. · agregado leve de suprodutos industriais. · pedra 3: (25 / 50).5).2. de acordo com as exigências da norma ou comerciais.5 / 25).075mm).1 Tipos de Britadores a) De movimento alternado ( de mandíbula): Os britadores de mandíbula são de dois tipos: De simples efeito e de duplo efeito.40 7º) Peneiramento: Os grãos são separados em tamanhos diferentes. 2.5. · pedra 2: (12. · pó de pedra (< 4.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.15 mm<graduação<4. · pedra britada (NBR-7225). 8º) Lavagem: É feita quando existe uma grande quantidade de finos e principalmente quando a rocha matriz encontra-se parcialmente alterada (presença de argila).

Figura 2: Esquema de britador de mandíbulas de duplo efeito (PETRUCCI. Britador de Rolo e Britador de Martelo.1982). Britador de Rolo: A britagem é feita por dois rolos separados de um pequeno intervalo que giram em sentidos contrários. O choque é que provoca o fracionamento PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. 1982). que se afasta e se aproxima da cavidade cônica.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .41 Figura 1: Esquema de britador de mandíbulas de simples efeito (PETRUCCI.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Britador Giratório: Superfície triturante fixa é a superfície interna da cavidade cônica e a móvel é a parte externa do pinhão côncavo. devido a um excêntrico. b) De movimento Contínuo: Neste caso podemos citar três tipos: Britador Giratório. Britador de Martelo: O material é jogado por pás móveis contra a superfície interna do britador. Podem Ter superfícies lisas. corrugadas ou dentadas.

-Paradas com muita freqüência para manutenção. . tendo uma inclinação de 4 a 6 graus. podendo ser rebritado. b) Planas vibratórias: Formadas de caixilhos superpostos.42 Figura 3: Tipos de britadores (AREIA E BRITA.m.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. A peneira é formada de várias seções.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .Deficiência na classificação.Maior aproveitamento da superfície. Possui vantagens como: As pedras maiores não vão para as peneiras mais fracas. . pois as peneiras de diâmetro menor são as menos resistentes e as que recebem as maiores cargas.p. 1999) 2. . Possui algumas desvantagens como: -Aproveitamento da superfície bastante pequena ( a área útil é de 1/10 da total). nem menor pois o material não escoa através do peneirador.As telas são substituídas facilmente.Um pequeno espaço é ocupado.2.: A velocidade não pode ser maior porque a força centrífuga prejudica a classificação. . da boca para a saída.A classificação é rigorosa. .Custo e manutenção altos devidos ao desgaste. com diâmetro de furo crescente. São as mais modernas.Lenta: 10 a 25 r. .5.Menor potência necessária PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. com inclinação em torno de 15 graus.2 Tipos de Peneiras a) Cilíndricas rotativas: A peneira cilíndrica rotativa é constituída de chapas de aço perfuradas e enroladas em forma cilíndrica. . ocasionando um menor desgaste. O refugo sai pela parte de baixo. .

PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. A resistência a abrasão mede a capacidade que o agregado tem de não sofrer alteração ao ser manuseado. limpa-se as esferas com uma escova e passa a amostra nas peneiras 2.1 Resistência à Compressão A resistência varia conforme o esforço de compressão se exerça paralela ou perpendicularmente ao veio da pedra. 2.5. O procedimento de ensaio é seguinte: Pega-se uma amostra onde a quantidade é definida em função do tamanho dos grãos (Mn).43 2.2 Resistência à Tração Depende. .68mm rejeitando o material que passa na última peneira.Los Angeles Abrasão é o desgaste superficial dos grãos.Pesa-se o material seco (m’n).Lava-se o material retido nas próprias peneiras e seca-se em estufa entre 105 e 110 ° durante C 3h.5 ÍNDICE DE QUALIDADE 2. A máquina do ensaio consta de um cilindro oco. O ensaio é feito em corpos-de-prova cúbicos de 4 cm de lado.3 Resistência à Abrasão . que sofreram atrição. da direção do esforço.38mm e 1. de eixo horizontal. A abrasão Los Angeles deverá ser inferior a 50% em massa do material.Coloca-se a amostra no tambor do equipamento limpo juntamente com cargas abrasivas (esferas metálicas). onde coloca-se dentro o agregado juntamente com bolas de ferro fundido.5. separa-se as esferas metálicas. . È determinada pelo ensaio diametral. também.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. 2.Retira-se o material do tambor. onde o corpo-de-prova cilíndrico é submetido a um esforço perpendicular ao eixo do cilindro.5. . . . A NBR 6465 trata do ensaio à abrasão.Faz-se o tambor girar com velocidade de 30 à 33 rpm até completar 500 rotações.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .

0% para demais concretos. Os finos de certas argilas. gerando o aparecimento PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. prejudicando o concreto quando submetido a abrasão. nos agregados. podem ser aumentados de 5 e 7% quando o material passante na peneira 0.5% e para os agregados graúdos é de 1.0% para concreto cuja aparência seja importante.0%.44 2. dos agregados miúdos. c) substitui-se 5% do cimento em igual proporção em peso de cal. e 28 dias. .5% em concreto cuja aparência é importante e 1. propiciam maiores alterações de volume nos concretos.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Os finos quando presentes em grande quantidade. Os revestimentos de argamassas feitos com agregados contendo cloretos são higroscópicos.0% para demais concretos.Material pulverulento: Material fino constituído de silte e argila e passando na peneira 0. O ensaio consta da separação das partículas de carvão. intensificando sua retração e redução limites.Torrões de Argila: A presença de argila. As partículas de baixa densidade são consideradas inconvenientes sendo inclusões de baixa resistência. Para os agregados miúdos o teor limite é de 1. Caso decréscimo seja superior à 10% adota-se o seguinte procedimento: a) coloca-se a areia em lugar seco e ao ar livre para neutralizar a acidez. O limites.0% nos demais concretos. São detritos de origem vegetal. . linhito. 2. Para agregados graúdos de 1. sob a forma de torrões friáveis é muito nociva para resistência de concretos e argamassas.0% para concretos submetidos a desgaste superficial e 3.Materiais carbonosos: Partículas de carvão. O teor é limitado na NBR 7211 (EB-4) e a sua determinação se faz pelo método NBR 7218 (MB-8). por sedimento do agregado em um líquido de massa específica igual a 2kg/d³ (cloreto de zinco ou tetrabromoetano). 7.075mm for constituído de grãos gerados durante o britamento da rocha. mas que em grande quantidade escurecem o agregado miúdo.5. Para agregados miúdos é de 3.48. b) lava-se a areia com água de cal. Moldam-se 3 séries de corpos de prova para cada argamassa e rompe-se a 3.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. A determinação é feita pela ASTM C123. Comprova-se a qualidade da areia pelo ensaio NBR 7221. linhito.Impurezas orgânicas: É a impureza mais freqüente nas areias. uma com areia suspeita e outra com areia conhecida de mesma granulometria composta em laboratório. pois é um material de pouca resistência e as vezes expansivos. segundo a NBR 7211.0% para concretos submetidos à desgaste superficial e 5. aumentam a exigência de água dos concretos para uma mesma consistência. madeira e matéria vegetal sólida presentes no agregado. A determinação é feita pela (NBR 7219). Em caso afirmativo. Caso o decréscimo de resistência seja inferior a 10% a areia pode ser empregada.075mm. É determinada através do ensaio colorimétrico NBR7220 que indica ou não a existência de impurezas orgânicas nas areias. areia é considerada suspeita. em particular. madeira e matéria vegetal sólida. geralmente sob forma de partículas minúsculas. → Outras impurezas: -Cloretos: Quando em presença excessiva podem ocasionar problemas. O ensaio consiste no seguinte: • • • • Prepara-se duas argamassas 1:3:0. . A NBR 7211 (EB-4) fixa o teor em 0.4 Substâncias Nocivas .

em estado seco. É determinado pelo frasco de Chapmann ou picnômetro. incluindo o material sólido e os vazios permeáveis e impermeáveis.6. -Sulfatos: Podem acelerar e em certos casos retardar a pega de um cimento Portland.5kg/dm³. O resultado geralmente é expresso em porcentagem.4 Umidade: O teor de umidade é de grande importância no estudo dos agregados.6. mas podendo não estar saturado. 2. externa ou interna.6.45 de eflorescências e manchas de umidade. incluindo o volume aparente dos grãos e dos vazios intergranulares. 2. estando incluso somente o material sólido que compõe os grãos.3 Massa Unitária: É a massa por unidade de volume. Dão origem as expansões no concreto pela formação da etringita (trisulfoalumitato de cálcio) ou sal de Candlot . na maioria das vezes. As areias finas têm massas unitárias da ordem de 1.6 CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DOS AGREGADOS 2.2 Massa Específica Absoluta: É a massa por unidade de volume. O teor de umidade influencia muito o peso unitário dos agregados miúdos devido ao fenômeno do inchamento. 2. No caso de concreto armado pode acelerar o fenômeno de corrosão da armadura.2kg/dm³.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. principalmente nos miúdos devido ao fenômeno do inchamento. b) Seco ao ar: Sem apresentar umidade superficial e possuindo umidade interna. Conforme o teor de umidade. foi eliminada por um aquecimento a 100° C.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Sua determinação. É definido como a razão entre a massa de água contida numa amostra e a massa desta amostra seca. A massa unitária no estado solto de uma areia está em torno de 1. mas os vazios permeáveis das partículas de agregados encontram-se preenchidos de água. Seu valor é utilizado no cálculo do consumo de materiais em concretos e argamassas. temos o agregado nos seguintes estados: a) Seco em estufa: A umidade. d) Saturado: Apresenta água livre na superfície. não tem interesse para a construção civil. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. A massa unitária tem grande importância porque é através dela que converte-se as composições das argamassas e concretos dadas em peso para volume e vice-versa. 2.6. c) Saturado Superfície Seca: Não apresenta água livre na superfície. O uso de aceleradores de pega à base de cloreto de cálcio têm seu uso proibido para concretos protendidos.1 Massa Específica Aparente: É a massa por unidade de volume.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.46 O teor de umidade no estado saturado superfície seca é denominado absorção.Secagem por aquecimento ao fogo. 2. A determinação da umidade pode ser feita através de: . onde na abscissa estão marcados os teores de umidade e na ordenada os coeficientes de inchamento (relação entre os volume úmido e seco de uma mesma massa se areia). .Aparelhos Especiais (Exemplo: Speedy Moisture Tester).Secagem em estufa. A curva da Figura mostra a representação gráfica do fenômeno de inchamento para a areia de graduação média. Os teores de umidade normalmente encontrados estão em torno de 4 a 6%.6. . geralmente. provocado pela água absorvida. encontra-se úmida. . em casos excepcionais.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . a 2%. A absorção é normalmente muito baixa podendo atingir. A areia usada em obra.5 Inchamento: A NBR 6467 (MB-215) cita que o inchamento de agregados miúdos é o fenômeno da variação de seu volume aparente. . A água livre aderente aos grãos provoca um afastamento entre eles. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.Frasco de Chapman. resultando no inchamento do conjunto.Picnômetro.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Esta é conseguida através da construção gráfica. a) Traça-se uma tangente à curva paralela ao eixo das abscissas. 2. Sendo: Umidade Crítica: É o teor de umidade acima do qual o inchamento permanece praticamente constante. A média dos coeficientes de inchamento no ponto correspondente à umidade crítica e coeficiente máximo observado. de acordo com dois índices: a umidade crítica e o coeficiente médio de inchamento.47 Figura 5: Curva de Inchamento da Areia Por causa do gráfico surgiu a idéia de caracterizar-se uma areia. do ponto de vista do seu inchamento. paralela à corda que une a origem ao ponto de tangência da reta anterior. b) Traça-se uma nova tangente à curva. por peneira ou acumulado.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .7 GRANULOMETRIA (COMPOSIÇÃO GRANULOMÉTRICA DO AGREGADO) É a proporção relativa (expressa em percentagem) dos diferentes grãos que constituem o material. É determinada por PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Expressa em material retido ou passante. c) A umidade correspondente ao ponto de interseção das duas tangentes é a umidade crítica. é definido como coeficiente médio de inchamento.

Para caracterização de dimensões máximas e mínimas das partículas. 2.1 Limites Granulométricos do Agregado para Utilização em Concreto 2.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . cuprindo os limites somente de uma das zonas indicadas na Tabela 2. -Dimensão mínima característica: abertura (mm) correspondendo a uma percentagem retida acumulada≥ à 95% em massa. através de peneiras normalizadas com determinadas aberturas.1. começando pela 0. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. dividido por 100.15mm. -Módulo de Finura: soma das percentagens retidas acumuladas nas peneiras da série normal. De acordo com a NBR 7211/1983: Parâmetros dos ensaios de peneiramento: -Dimensão máxima característica: abertura (mm) correspondendo a uma percentagem retida acumulada≤ à 5% em massa. No Brasil utiliza-se peneiras com malha de forma quadrada e uma sequencia tal que o lado de cada abertura tenha sempre o dobro do lado da abertura da malha da peneira anterior.Agregados Miúdos A granulometria é determinada segundo a NBR 7217.48 peneiramento.7. São as peneiras da série normal.7. constituindo uma série padrão. existe as peneiras da série intermediária.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.1.

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(A) Em cada uma das zonas pode haver uma tolerância de até no máximo de 5 unidades (%) em um só dos limites marcados com a letra A ou distribuídos em vários deles. (B) Para o agregado miúdo resultante de britamento, este limite poderá ser 80. Obs: A amostra do ensaio deve seguir a NBR 7216. Considerações: 1º) Podem ser utilizadas areias cuja granulometria não se enquadre em qualquer uma das zonas indicadas na Tabela 2, desde que realize-se estudos prévios de dosagem ou que a faixa granulométrica seja de uso consagrado em determinada região. 2º) Depois que se define o emprego de um agregado pertencente a um a zona granulométrica, a mudança para material pertencente a outra zona somente deverá ser aprovada após estudo de dosagem. 3° Uma diminuição de 0,2 no módulo de finura do agregado miúdo num determinado concreto ) geralmente implica numa substituição de aproximadamente 3% da massa deste material por uma massa equivalente de agregado graúdo para manter mais ou menos constante as características do concreto. Apesar destas prescrições de norma, ressalta-se que as areias da zona 3 são mais adequadas para concreto. A antiga norma brasileira EB-4 e a norma americana ASTM C33 apresentam recomendações de faixas granulométricas muito mais restritas do que as propostas pela NBR 7211. A Tabela 3 apresenta as faixas.

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0 1 2 3 4 5 (A)

Porcentagem retida acumulada, em peso, nas peneiras de abretura nominal, em mm, de 152 76 64 50 38 32 25 19 12,5 9,5 6,3 4,8 2,4 0 0-10 80-100 95-100 0 0-100 80-100 92-100 95-100 0 0-25 75-100 90-100 95-100 0 0-30 75-100 87-100 95-100 0 0-30 75-100 90-100 95-100 -

Obs.: As areias normalmente consumidas e Florianópolis enquadram-se nas zonas 3 e 4, apresentando módulo de finura próximo a 3%. 2.7.1.2- Agregados Graúdos A amostra representativa de um lote de agregado graúdo, coletada de acordo com a norma NBR 7216, deve satisfazer os limites prescritos na Tabela 5. Tabela 5: Limites granulométricos de agregado graúdo (NBR 7211/83) (A) Para determinadas obras ou concretos, o consumidor poderá pactuar com o produtor o fornecimento de agregados, cuja variabilidade em suas características difere dos limites indicados na tabela. 2.7.1.3- Composição de Agregados Miúdos As areias das mais diversa granulometrias podem ser utilizadas para concreto. Entretanto, existem alguns limites ou faixas granulométricas em que se consegue melhores resultados em termos de dosagem, seja do ponto de vista técnico ou econômico. A antiga EB-4 e a ASTM C33 apresentam limitações bem mais rígidas que a NBR 7211.
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numa variação de 10 em 10%. Detectar visualmente qual das curvas melhor se enquadra na faixa granulométrica usada como referência.52 Portanto. dividir o segmento de reta que une os pontos de interseção das curvas granulométricas plotadas dos agregados em 10 partes. Depois que as curvas forem plotadas. procurará fazer num procedimento gráfico a composição de uma mistura cujo resultado esteja enquadrado dentro de qualquer uma das faixas mostradas na Figura 6. O procedimento é o seguinte: • • • Sobre as linhas verticais correspondentes a abertura de diversas peneiras. A % da mistura dos dois agregados miúdos será aquela que gerou esta curva. é interessante que se façam composições de agregados miúdos de modo a obter uma mistura com características granulométricas o mais próximo possível das especificações da Zona 3 (NBR 7211) ou ASTM C33.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Unir os pontos obtidos das divisões sobre os segmentos de reta de forma que cada curva obtida repesente misturas entre agregados.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .

dimensões máximas e mínimas características. O procedimento é o seguinte: Fazer o peneiramento do agregado na seqüência de peneiras destinadas aos agregados graúdos. 2º) Do material passante na peneira 4.8mm. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. 2. a análise granulométrica deve ser feita em separado (fração miúda e fração graúda). % fração miúda da mescla.8mm uma porcentagem retida acumulada maior que 15% ou menor que 85%. deve-se fazer as seguintes considerações: 1º) Adotar como peso da fração graúda o somatório dos pesos retidos nas peneiras com abertura maior ou igual a 4.4 Análise granulométrica de uma mescla Quando o agregado é uma mescla. homogeneiza-se e repete-se a operação sucessivamente até obter-se a amostra desejada.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . principalmente com relação à granulometria. -Divide-se o tronco de cone em 4 partes aproximadamente iguais. A Tabela apresenta as quantidades mínimas de amostras para realização de diferentes ensaios de caracterização dos agregados.8 PARTE PRÁTICA 2.53 2.1 – Amostragem (NBR 7216): Para a determinação das propriedades físicas dos agregados devem ser feitas amostras. módulo de finura. A amostra deve representar um lote. -Achata-se para obter tronco de cone com maior base possível. agrupá-los e homogeneizá-los. -Toma-se duas partes opostas. 8.1. possuir todas as características do mesmo. →Quarteamento: -Forma-se cone com material homogeneizado. mistura de agregado graúdo e miúdo. Caso ficar retida na peneira 4.8mm se extrairá amostra representativa (superior a 500g e aproximadamente 1 kg) e com ela se efetuará o estudo de granulometria da fração miúda. suas dimensões máximas e mínimas características e módulo de finura. Sobre este peso calcular as porcentagens retidas e retidas acumuladas e se determinará as dimensões características máximas e mínimas e o módulo de finura. O relatório final deve apresentar: % fração graúda da mescla. ou seja.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.7. Para a formação da amostra é necessário coletar materiais em diversos pontos do depósito ou silo. segundo dois eixos ortogonais.

Agregado Miúdo:Amostra vinda do campo passa por separador de amostras. .Agregado Graúdo: Quarteamento para obter tamanho da amostra para ensaio desejado. .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .54 Em laboratório: .14.Processo do picnômetro.Características Físicas: a) Massa específica aparente: É determinada basicamente utilizando-se os mesmos procedimentos empregados para rocha (item 1.2 . Agregado graúdo .Processo frasco graduado.Processo da balança hidrostática.Processo frasco graduado (frasco de Chapman). .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.Processo balança hidrostática Agregado miúdo . c) Massa específica unitária (NBR 6466): É a relação entre a massa de um agregado e seu volume compreendendo o volume aparente e o vazio intergranulares (Vunit). PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. .8. b) Massa específica absoluta: A sua determinação não tem sentido prático para a tecnologia dos agregados. 2.1).

55 Procedimento: . A massa mínima da amostra de ensaio é mostrada na Tabela 8.3.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .Pesa-se o recipiente vazio (mr). . . faz-se uma compensação entre as partes que se sobressaem do recipiente com as que ficam abaixo da borda.Composição granulométrica (NBR 7217/1987) A composição granulométrica deve ser determinada de acordo com a NBR 7217 (1987).Enche-se bastante o recipiente e com um a régua metálica faz-se a arrasadura da superfície eliminando-se o excesso (no caso do agregado miúdo).8.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. formando duas amostras para o ensaio. A coleta da amostra deve ser feita de acordo com a NBR 7216.Pesa-se o recipiente com agregado (mra). O enchimento do recipiente deve ser feito com uma altura de lançamento não superior a 10 cm da borda. A amostra que vai para o laboratório de ser umedecida para evitar a segregação e misturada cuidadosamente.No caso do agregado graúdo. 2. .Utiliza-se um paralelepípedo de volume superior a 15litros (Vrec). . PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.

O Módulo de Finura deve ter aproximação de 0. suas massas. Cálculo: Para cada uma das amostras calcula-se a porcentagem retida. Após a peneira 0.56 Procedimento: • • • • • • • • Secar as amostras M1 e M2 em estufa (105-110° esfriar a temperatura ambiente e determinar C). Se isto ocorrer. O material removido do lado interno é considerado como material retido. seqüência crescente da base para o topo. Encaixar as peneiras da série normal e intermediária.01. nas demais peneiras. As porcentagens médias retidas acumuladas devem ser calculadas. os valores de porcentagem retida individual não devem diferir em mais de 4%. As amostras devem apresentar necessariamente a mesma dimensão máxima característicae. com aproximação de 1%. para cada peneira. repetir o peneiramento para outras amostras de ensaio até que atinjam esta exigência.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. aproximação 0. Remover o material retido em cada peneira para uma bandeja.1%. em massa. em cada peneira. Peneirar por agitação mecânica a amostra M1. Colocar a amostra sobre a peneira. Tomar amostra M1 e reservar a outra.15mm colocar um fundo. e o do lado externo será o passante. Escova-se a peneira.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.57 Exemplo prático: PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .

Secar em estufa a uma temperatura de 105° C a110° até constância de peso.Determinação da umidade a) Processo de secagem em estufa: Colhida uma amostra e levada ao laboratório.58 2.8. sendo recomendado somente para trabalhos em laboratório.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. C Pesar a amostra no estado seco (ms). deve-se: • • • Pesar a amostra no estado úmido (mh).4. Este método tem boa precisão mas é muito demorado e exige equipamento caro (estufa).

0 98 4.8 2000 10. • • PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. 1999).0 91 12.0 96 9.3 200 1.0 1.0 4 25 1500 9.7 200 1.8 15200 76. Pesagem da amostra no estado úmido (mh).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.0 98.0 100 100 Soma 16000 100 20000 100 Figura 7 .4 600 3. et al.0 90.1 200 1.0 14.6 98. Pesagem da amostra no estado seco (ms).0 97.5 200 1.4 13.8 100 0. cerca de 500g (amostra representativa do material).8 1200 6.5 12500 78.0 4.3 98.3 100 400 2.0 98 Fundo 200 1. Coloca-se o material em uma frigideira ao fogo até evaporação da água.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .Determinação da umidade da areia (GOMES.0 14 19.3 1.5 800 5 96.1 4.0 96.0 1 32 500 3.0 91. Peneiras Massa Porcentagens Massa Porcentagens Média % (mm) retida Retida Acumulada retida (g) Retida Acumulada acumulada (g) 50 --38 200 1.59 b) Processo de secagem ao fogo: É utilizado quando necessita-se de determinações rápidas em campo.

d) Speedy Moisture Tester: O equipamento é composto por uma garrafa metálica com uma tampa com um manômetro. -Usar a tabela de calibração para determinação da umidade equivalente à pressão lida. 10 ou 20g). Este método determina a umidade superficial do agregado (h). c) Processo do frasco de Chapman: Para execução deste ensaio precisa-se da massa específica aparente do agregado.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . -Colocar duas ampolas de carbureto de cálcio na garrafa contendo a amostra. Coloca-se a amostra e fazer a leitura final (L). O gás ocasiona um aumento de pressão interna na garrafa que é registrada no manômetro da tampa. 10 ou 20g). Preenchimento do frasco com 200ml de água.60 Obs. O teste consiste em colocar a umidade do agregado em contato com o carbureto de cálcio gerando um gás dentro da garrafa.: Os processos a e b determinam a umidade total do agregado. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. -Colocar duas esferas de aço. cerca de 500g.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. • • • Pesagem da amostra no estado úmido (mh). -Pesar uma amostra (5. podendo ser determinada pelo próprio frasco de Chapman. A pressão lida no manômetro está associada a um determinado grau de umidade uma vez que a amostra colocada tem massa padronizada (5. fechar e agitar a garrafa até estabilização da pressão.

segundo procedimento descrito para determinação da massa unitária.61 2.Determinar a massa da amostra úmida (mh): mh = (Mc + ah) – (Mc). 7.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . 8. 10.Inchamento das areias Procedimento do Ensaio: 1.Determinar a massa da amostra (ms): ms = (Mc + a) – Mc. 4.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.5. 5. adicionar a água e homogeneizar o conjunto.Calcular a massa de água necessária para obter-se 1% de umidade (ms/100).Calcular o coeficiente de inchamento pela fórmula acima.Traçar o gráfico de inchamento determinando a umidade crítica e coeficiente de inchamento médio. O material excedente deve retornar a caixa maior. 9. página 45). 6.Preencher a caixa padronizada com agregado miúdo.Repetir os procedimentos 4 a 8 para teores de umidade crescentes de 1 em 1% até que o valor do coeficiente de inchamento apresente uma diminuição em duas determinações consecutivas. 3.8. Pesar a caixa contendo a amostra úmida (Mc + ah).Colocar a amostra do agregado numa caixa metálica de grandes dimensões (Ver Tabela 7. proceder a arrasadura.Preencher a caixa padronizada (Volume = Vc e Massa = Mc) com agregado seco. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.Determinar a massa do conjunto (Mc + A). 2.

transferir esta solução para um tubo de ensaio e. para evitar a segregação da fração pulverulenta. 97ml da solução de hidróxido de sódio. Agitar e deixar em repouso por 24 horas.6. 3º Num frasco erlenmeyer adicionar 200g de agregado miúdo seco ao ar e 100ml da solução hidróxido de sódio.8. a seguir. preparar uma solução padrão.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Álcool: 10ml e Água Destilada: 90ml). Simultaneamente. Agitar vigorosamente e deixar em repouso durante 24 horas. 5º Executar a comparação das cores das duas soluções: PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Procedimento de ensaio: 1º Coletar amostra representativa de acordo com a NBR 7216.62 2. 4º Após este período. adicionando a 3ml da solução de ácido tânico.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Transferir o material filtrado para um tubo de ensaio de mesmo diâmetro que o utilizado para armazenar a solução padrão. 2º Soluções químicas utilizadas no ensaio: Solução de hidróxido de sódio a 3% (Hidróxido de sódio: 30g e água destilada: 970g) e Solução de ácido titânico a 2% (Ácido Tânico: 2g.Impurezas a) Matéria Orgânica: O teor de matéria orgânica de um agregado miúdo deve ser feita de acordo com a norma NBR 7220/1987. sempre que possível. filtrar a solução que contém a amostra de agregado. O material deve estar úmido. formar uma amostra de ensaio de 200g. usando um papel filtro qualitativo.

sempre que possível. -Se a solução da amostra for mais escura: teor de matéria orgânica > 300ppm. 4º Colocar o material em um recipiente e adicionar água em grande quantidade. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. o teor de matéria orgânica será de 300ppm .075mm). Colocar água novamente e repetir a operação de lavagem tantas vezes quantas foram necessárias para que se obtenha uma solução praticamente limpa. formar uma amostra de ensaio ligeiramente superior a 100g. misturando a amostra nesta água com freqüência. b) Material Pulverulento: A determinação do material pulverulento.2 e #0. 3º Determinar a massa seca do agregado (ms). O material deve estar úmido. -Se a solução da amostra for mais clara: teor de matéria orgânica < 300ppm. é da seguinte maneira: 1º Coletar amostra representativa de acordo com a NBR 7216. 2º Secar a amostra em estufa (105 a 110° C). para evitar a segregação da fração pulverulenta. O material pulverulento da amostra (Mp) será determinado pela seguinte expressão: →Em anexo encontram-se as Folhas de Serviço usadas no Laboratório da Materiais de Construção para composição granulométrica de agregado graúdo e miúdo. passante na peneira 0. 5º Coletar o material restante no recipiente e retido nas duas peneiras para uma bandeja metálica e secar em estufa até constância de massa (msf).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.63 -Se a solução padrão tiver cor equivalente a da solução da amostra.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Verter a solução (água suja com pó) sobre um conjunto de peneiras superpostas (#1.075mm.

64 ANEXO PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.65 FOLHA DE SERVIÇO INTERESSADO: PROCEDÊNCIA DA AMOSTRA: DATA DO ENSAIO: PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.66 FOLHA DE SERVIÇO INTERESSADO: PROCEDÊNCIA DA AMOSTRA: DATA DO ENSAIO: PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .

Calcário Dolomito e Resíduos das centrais termoelétricas (cinzas volantes) e Subprodutos da indústria siderúrgica (escória de altoforno).67 CAPÍTULO 4 AGLOMERANTES 3. cimentos e gessos. 3.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .2 . Exemplo: cales.1 DEFINIÇÃO São produtos empregados na construção civil para fixar ou aglomerar materiais entre si. Em geral são pulverulentos e quando misturados à água tem capacidade de aglutinar e formar suspensões coloidais. endurecendo por simples secagem e/ou em conseqüência de reações químicas. aderindo à superfície com as quais foram postos em contato. 3.4.Quimicamente Inertes Endurecem ao meio ambiente pela evaporação da água de amassamento.4 ATIVIDADE QUÍMICA 3. atualmente.3 MATÉRIA-PRIMA Para os materiais aglomerantes terem uso na construção civil é necessário que sejam abundantes na natureza e tenham condições de aproveitamento econômico. Exemplo: misturas argilosas 3.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. O processo reversível e a baixa resistência mecânica faz com que não interesse à construção civil. são: Argila. nas condições ambiente de temperatura e pressão. Gipsita.4. argamassas e concretos . PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. 3. Atingem altas resistências físico-mecânicas e mantêm-se estáveis nessa condição.1 . As matérias-primas que atendem estas exigências.2 EMPREGO São utilizados na obtenção de pastas. tendo um grande campo de aplicação.Quimicamente Ativos O endurecimento é decorrente de uma reação química. É de maior interesse para a construção civil.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.Aglomerantes Aéreos: Empregados somente ao ar.Compostos: Aqueles que após cozimento recebem a adição de produtos.Cimento na cal: Aumentar a resistência e diminuir a dissolução do aglomerante que é aéreo. . 3.68 São divididos em: . transformando-se rapidamente em hemi-hidratado quando em contato com a água. chamados hidraulites.Com adições: São aglomerantes aos quais são feitas adições de materiais inertes e ativos.Naturais: Utilizam apenas uma matéria-prima na sua fabricação. A temperatura de cozimento é na ordem de 160° a 250° O gesso transforma-se em C C. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. 3. . pois não resistem satisfatoriamente quando imersos em água. Exemplos: . resistindo satisfatoriamente quando imerso em água.Cal no cimento: Aumentar a plasticidade para facilitar a desempenagem.6 AGLOMERANTES AÉREOS 3.2H2O (sulfato de cálcio dihidratado→ gipsita). melhorar a plasticidade. . . etc.Aglomerantes Hidráulicos: Podem ser empregados na água ou ao ar. Também chamado de gesso de estucador.Artificiais: Utilizam mais de uma matéria-prima na sua fabricação. . filler calcário. gesso Paris ou gesso de pega rápida. Ex: pó xadrex.Mistos: Composição de dois aglomerantes.6. . . com a finalidade dar coloração especial.5 CLASSIFICAÇÃO Os aglomerantes podem ser classificados como: . uma anidrita solúvel (material ávido por água).Simples: Aqueles que após cozimento não recebem a adição de outros produtos. reduzir o calor de hidratação. (Inertes) e cimento Portland Pozolânico e Alto-forno (Ativos).1 – Gesso É um aglomerante natural resultante da queima do CaSO4.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .

não ultrapassando 10MPa.Queima (desidratação térmica da gipsita).Ataca o aço.165t) e Tocantins (10.276. . bem como acabamentos de encontros de parede e teto).000t). portanto deve-se usar armaduras galvanizadas e para trabalhá-lo empregar ferramentas em latão. o restante é distribuído entre Maranhão.Plasticidade da pasta fresca.Seleção em frações granulométricas (pré .759t) e Tocantins (8. . Tocantins e Amazonas. A produção provém dos Estados de Pernambuco (1. A indústria cimenteira é a maior consumidora mundial.69 De 400° a 600 ° se transforma em anidrita insolúvel (inerte. Rio Grande do Norte. Pernambuco é também o principal produtor nacional de gesso participando com 546.Lisura da superfície. Amazonas (24.2H2O for superior à 70%. Ceará.4%). ocorrendo produção também no Ceará (43. .6% da produção nacional). . permitindo destacar o aspecto decorativo (placas de forro para cozinha e banheiro.000t). Pará (31.5%) e Pernambuco 18. -Resistência do gesso é inversamente proporcional à relação água/aglomerante. Fabricação do Gesso: .Britagem. .572t.Extração (céu aberto ou subterrânea). Propriedades do Gesso : . a produção em 1999 foi da ordem de 19.4 milhões de toneladas.Baixa capacidade de aderência à madeira.Endurecimento rápido.927 t (91% da produção nacional).Pequena retratibilidade (utilizado em moldagem). Propriedades Estudadas: PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. .4%).597t).Aglomerante baixo consumo de energia (não ultrapassa 300° C. como substituto da gipsita. Características do Gesso: .Pega: Início com 2 a 3 minutos e fim com 15 a 20 minutos. De 900° a C C C 1200 ° obtém -se o gesso de pega lenta.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .Moagem do produto. Ceará (74.975t).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. a indústria de gesso e seus derivados absorve a maior parte da gipsita produzida. . revestimento. . Os Estados Unidos é o maior produtor e consumidor mundial de gipsita. não dá pega). Cerca de 94. 87. enquanto nos países desenvolvidos.3% das reservas brasileiras estão na Bahia (44.000t).Capacidade isolante tipo médio (semelhante `a madeira seca e ao tijolo). .fabricação. Piauí. o fosfogesso gerados como subproduto no processo de obtenção do ácido fosfórico nas indústrias de fertilizantes fosfatados. Bahia (20. C A exploração é economicamente viável quando o teor de CaSO4. moldagem). .Alta solubilidade ( não deve ser empregado no exterior). Nas jazidas nacionais o teor é > 90%. . Maranhão (50. . As fábricas de cimento situadas nos Estados de São Paulo e na região Sul utilizam.

Gesso aplicado em odontologia. com pressão parcial de vapor de água. transforma-se em hemidrato com a umidade do ar. construção de dureza elevada. Utilizado na Construção Civil.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Características do produto de desidratação: a) Hemidratos CaSO4.11 moléculas de H2O).Tempo de pega: Intervalo de tempo necessário para que a pasta se solidifique.Sanidade: Verificação de sua estabilidade superficial. um indicador da plasticidade da pasta e da lisura (acabamento) de sua superfície.1/2 H2O Hemidrato α: Produto bem cristalizado obtido pela desidratação em autoclave em pressões superiores a 1000KPa. c) Anidrita II Insolúvel: Chamada também de anidrita supercalcinada.70 . A anidrita de alta temperatura é obtida por calcinação a 1180° C. A transformação da anidrita III em hemidrato é chamada de estabilização do gesso. quando obtida a 350° ou C ainda gesso calcinado à morte quando obtida entre 700 e 800° É constituinte dos gessos de C. Tem-se verificado que ele se dá após 12 horas de armazenamento do produto em atmosfera de 80 % umidade.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. mal cristalizado. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Hemidrato β: Produto microporoso. obtido pela desidratação realizada à pressão atmosférica. .Granulometria: Distribuição do tamanho dos grãos.Variação dimensional: Verificação da sua estabilidade volumétrica em condições de exposição adversas. . .06 e 0. b) Anidrita III Solúvel: Produto contendo água de cristalização em baixos teores (0. Muito reativa. indicando a velocidade das reações químicas.

Este índice é definido PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Sofre a ação da água. proveniente de rochas existentes na natureza (calcários e dolomitos). 3.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. bastante comum na Europa. pó de pedra. Pode ser feito uma espécie de concreto chamado xilolita.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Quase não utilizado no Brasil. talco. restos de madeira. deteriorando-se quando repetidamente molhado. asbestos. Dá a pega em menos de 24 horas. obtida por calcinação da gipsita à 1200° Resfriamento transforma-se em anidrita II.2 – Cimento Sorel Foi descoberto pelo eng.3 – Cal Aérea É um aglomerante natural. A xilolita com matéria orgânica tem menor resistência. areia. A temperatura de cozimento cerca de 900° C.1.6. francês Sorel no século passado. produto da mistura da magnésia Sorel com material de enchimento (resíduos de cortiça. Resulta em material duro e resistente à abrasão. endurece completamente antes de quatro meses. de couro. dependendo da proporção elementos constituintes. etc. lã celulósica.71 d) Anidrita I : Chamada de anidrita de alta temperatura ou anidrita α.6. C. devido às suas propriedades. 3. A reação química básica que dá origem ao aglomerante é: como: Na cal aérea o índice de hidraulicidade (R) deve ser inferior a 0. porém a diminuição da qualidade de isolamento acústico e térmico. mas melhora a propriedade de isolamento e a xilolita com material inorgânico possui maior resistência. e) Gesso de construção: Produto de calcinação da gipsita contendo hemidrato em uma % mínima específico que varia de país para país. São preparados por uma mistura de magnésia calcinada com cloreto de zinco e óxido de zinco com cloreto de magnésia.

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Classificação quanto ao rendimento: - Gordas: Rendimento é superior a 82%. 1m³ deste tipo de cal dá mais de 1,82 m³ de pasta, ou seja, são necessários menos de 550kg da cal para obter 1m³ de pasta. - Magras: Rendimento é inferior a 82%. 1m³ deste tipo de cal dá menos de 1,82 m³ de pasta, ou seja, são necessários mais de 550kg de cal para obter 1m³ de pasta. O conceito de rendimento é função da definição de consistência da pasta. A consistência é arbitrária, normalmente determinada pelo abatimento de um cilindro de 5 cm de diâmetro e 10cm de altura, que se deforma para 8,7cm pela remoção do molde. Cal de variedade cálcica oferece melhores rendimentos que cal magnesiana. A hidratação da cal virgem dá origem à: - Cal Extinta: È o produto resultante da adição de grande quantidade de água à cal virgem dando como produto resultante uma pasta. Classificação das cales segundo o tempo de extinção : a) Extinção Rápida: Quando a extinção se inicia antes de 5 minutos. A extinção deverá ser procedida adicionando a cal à água cobrindo-a toda. Não permitir o desprendimento do vapor, adicionando sempre mais água. b) Extinção Média: Quando a extinção se inicia entre 5 e 30 minutos. Água adicionada à cal, até cobri-la toda. Mexer sempre que necessário. c) Extinção Lenta: Quando a extinção se inicia depois de 30 minutos. Água adicionada à cal, até umedece-la completamente, esperando que a reação se inicie. Depois, se for necessário, adicionar cautelosamente mais água.

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- Cal Hidratada: È o produto obtido pela adição de água à cal virgem. A quantidade de água é apenas aquela necessária para formação do Ca(OH)2, que é um pó seco. Este processo é feito em fábrica. As cales rápidas normalmente são as cálcicas e as lentas as magnesianas. Procedimentos observados na utilização das cales : -Cal virgem em pedra: O material deve ficar de 3 a 5 dias na água, para cal destinada à argamassa de assentamento e 7 dias para argamassa de revestimento. -Cal hidratada: Usada diretamente (em pó) na confecção de argamassas. Para que seja evitado danos futuros nos revestimentos, deve ser feita uma mistura da cal com areia e água 24 horas antes de sua utilização ou produzir-se, com a mesma antecedência, leite de cal (cal + água). Observação: Atualmente em Santa Catarina, especialmente na região da grande Florianópolis, usa- se muito argamassas usinadas de cal e areia, tanto para assentamento de alvenaria quanto para revestimento. A esta mistura adiciona-se cimento Portland na obra. Neste caso a cal utilizada nas usinas é a cal virgem em pó e sua extinção é feita por reatores(tanques com pás giratórias). A cal é adicionada à água com o misturador ligado e é preparada uma pasta durante o tempo de mais ou menos 8 horas. Após este tempo, a nata de cal formada é misturada com areia em misturadores contínuos de rosca sem fim ou em betoneiras estacionárias. A mistura permanece em estoque até sua comercialização por um período de 2 a 5 dias. Para revestimentos, deve-se usar a cal misturada com areia que tem a capacidade de tornar o material mais poroso, permitindo a penetração do CO2; diminuir os efeitos da retração por secagem e baixar o custo da argamassa. Segundo o DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral) a participação da produção de cal virgem representa cerca de 66,0% da produção nacional e a da cal hidratada 34,0% em 1999. Em 1998 esses percentuais eram de 67,0% e 33,0% respectivamente. A Região Sudeste, tradicional produtora, respondeu por 87,8% de toda a cal produzida no país, seguida da Região Nordeste com 5,6%, Região Sul com 4,3%, Região Centro-Oeste com 1,8% e Região Norte com 0,5%. As Unidades da Federação mais importantes neste contexto, foram: São Paulo, 17,4% da produção de cal virgem e 75,5% da produção de cal hidratada, Minas Gerais com 25,0% da cal virgem e 17,3 da cal hidratada, Rio de Janeiro, 26,0% da cal virgem, Espírito Santo 20,6% da cal virgem, Bahia 6,4% da cal virgem e Rio Grande do Sul, 5,6% da cal hidratada. É importante observar que parcela considerável da produção de cal virgem está fortemente atrelada à indústria de aço, mais precisamente 51,5% da produção brasileira de cal virgem, em 1999, foi produção cativa de responsabilidade de Usinas Siderúrgicas, o que representou quase 30,0% de toda a produção nacional.

3.7 AGLOMERANTES HIDRÁULICOS
3.7.1 - Cal Pozolânica É uma mistura feita com a cal aérea e a pozolana. Descoberta pelos romanos onde eles misturavam uma cinza vulcânica, encontrada próxima ao Vesúvio com a cal hidratada, obtendo
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um aglomerante que endurecia com a água. A cal hidratada entra em proporção variável de 25 a 45%. Atualmente é um aglomerante em desuso, mas sendo importante para documentação técnica, além do valor histórico, pois existe ainda hoje, restos de ruínas de construções realizadas com ele, como o cais de Calígula. 3.7.2 - Cal Metalúrgica É um produto semelhante a cal pozolânica, sendo que a pozolana é substituída pela escória de alto forno finamente pulverizada. Na sua fabricação ocorre britagem, moeduras, peneiramento da escória metalúrgica e imediata mistura à cal hidratada em proporções variáveis de quatro a dois para um em peso. Esse produto é normalizado na França, constituindo a atériaprima para elaboração do cimento de alvenaria. Este produto não existe em nosso país. 3.7.3 - Cal Hidráulica Recebem o nome de cal hidráulica uma família de aglomerantes de composição variada, obtidos pela calcinação de rochas calcárias, natural ou artificialmente, tenham uma quantidade considerável de materiais argilosos. O produto endurece sob a água, mas pela quantidade de hidróxido de cálcio que contém, sofre também a ação de endurecimento pela carbonatação roveniente da fixação do CO2 do ar. O processo de fabricação é semelhante ao da cal comum (aérea). Normalmente utilizam-se dois fornos contínuo, sendo o produto calcinado imediatamente extinto. A extinção, neste caso, serve para hidratar o óxido de cálcio presente, transformando-o em hidróxido, para que seja evitado posteriores expansões nocivas ao comportamento do material, e servindo também para, através do efeito mecânico desta expansão,obter uma pulverização natural do produto. A operação de extinção da cal hidráulica é muito delicada. A proporção de água não deve ultrapassar os limites convenientes, para evitar a eventual hidratação dos silicatos produzidos. Depois da extinção da cal hidráulica, o produto é peneirado e encontra-se em condições de expedição e emprego. A cal hidráulica não é um produto apropriado para construções sob a água. Sua pega é muito lenta, sendo mais adequada a um uso de menos responsabilidadde, como em misturas denominadas cimentos de alvenaria. De acordo com o teor de argila nas cales hidráulicas, elas se dividem em (detalhes Tabela 1): • • • • Fracamente; Medianamente; Propriamente; Eminentemente hidráulicas.

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CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.75 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .

7. 1796) . PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.5 . 3.7. Possui boas qualidades técnicas. por isso a denominação de pega rápida.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.Cimento de Pega Rápida Quando a relação entre os componentes argilosos e a cal é superior a 0. É verdade que nem sempre é possível evitar a presença de uma pequena quantidade de cal livre. Denomina-se de “cimento natural de pega lenta”.4 . sendo esta última denominação imprópria.65 e se a temperatura for elevada até a fusão parcial. é obtido um aglomerante praticamente sem cal livre e com pega não muito rápida.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . pois os romanos nunca se utilizaram de material dessa natureza. por causa da menor proporção de aluminatos de cálcio. As pedras cozidas e moídas são misturadas a água. O aglomerante estudado tem o nome de “cimento natural de pega rápida” ou cimento romano (patenteado por Joseph Parker.5 e 0. C.Cimento Natural Nos calcários que após a calcinação dão índices de hidraulicidade entre 0.6 na rocha calcário-argilosa utilizada. devido à heterogeneidade darocha ou à deficiência de temperatura em determinados pontos do forno. Sua produção depende da composição adequada da rocha calcária utilizada como matéria-prima.76 3.6 e 0. formando uma pasta que endurece pela hidratação dos silicatos e aluminatos. o cozimento abaixo da temperatura de fusão. sendo que os últimos reagem rapidamente.8. O índice de hidraulicidade está entre 0. que é aproximadamente 1000° é produzido um material praticamente sem cal livre. Pode-se produzir o cimento romano a partir de misturas de calcário e argila que passa a denominar-se de cimento artificial de pega rápida.

aglutinantes ou ligantes.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . As grandes obras gregas e romanas foram construídas com o uso de certas terras de origem vulcânica que possuem propriedades de endurecimento sob a ação da água. O cimento é um produto obtido pela pulverização do clínquer constituído essencialmente de silicatos hidráulicos de cálcio. requereu patente para a fabricação de seu cimento.8 . Atualmente o Brasil produz cimento Portland comum. de alta resistência inicial. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. A partir de então seguiu-se o desenvolvimento de outros cimentos hidráulicos. contendo eventualmente. com uma certa proporção de sulfato de cálcio natural. e também melhor moagem.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Apenas no século XVIII. De uma forma mais suscinta seria um pó fino com propriedades aglomerantes. misturando componentes argilosos e calcários. Definição: O cimento pode ser definido como todo o material com propriedades adesivas e coesivas capaz de unir fragmentos de minerais entre si de modo a formar um todo compacto.Cimento Portland Histórico: O cimento originou a cerca de 4. Atualmente.7. a já ampla gama de aplicações do cimento Portland. a cada dia. No dia 21 de outubro de 1824. levou até ao cimento dos nossos dias o qual ainda está sendo aperfeiçoado. pedreiro. necessária para a formação do "clínquer. o inglês John Smeaton descobriu um produto de alta resistência por meio da calcinação de calcáreos moles e argilosos. A evolução industrial permitiu maiores temperaturas para a obtenção de melhor clínquer. 1995). ficando conhecido como o inventor do cimento artificial. cuja a fabricação segue princípios científicos bem estabelecidos. Em 1818 o francês Louis Vicat consegue resultados satisfatórios. adições de certas substâncias que modificam suas propriedades ou facilitam o eu emprego (BAUER. o cimento é um material rigorosamente definido. como o "cimento romano" obtido por James Parker. o inglês Joseph Aspdin. Esta definição abrange uma grande variedade de materiais (NEVILLE. que endurece sob ação de água. branco e pozolânico. pois não havia alcançado a temperatura de fusão incipiente. A grande versatilidade de emprego e as notáveis qualidades de adaptação a novos produtos e métodos construtivos aumentam. Na realidade este cimento ainda era uma cal hidráulica. O cimento Portland é um aglomerante hidráulico (endurece através de reações com a água e conserva suas propriedades e estabilidade em meio aquoso) obtido pela mistura homogênea de clínquer Portland." A superioridade do cimento sobre as cales hidráulicas foi provada por Grant que se dedicou ao estudo do cimento Portland. 1997).500 anos. Os monumentos do Egito antigo já utilizavam uma liga constituída de gesso calcinado.77 3. seis anos depois. sulfato de cálcio e adições normalizadas finamente moído. de alto forno. ao qual chamou de Portland por apresentar cor e propriedades de durabilidade e solidez semelhantes às rochas da ilha britânica de Portland. no ano de 1756.

-Moagem das matérias-primas→Fabricação da farinha. estes elementos químicos. Etapas do processo de Fabricação: -Extração das matérias-primas. Os minerais argilosos são essencialmente silicatos de alumínio hidratados. -Calcinação da farinha→Fabricação do clínquer. álcalis e outros óxidos)→ As argilas são rochas constituídas de um certo número de minerais em proporções variáveis.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . -Pré-aquecimento e Pré-calcinação da farinha. Silício (Si). -Dosagem da mistura crua. -Homogeneização do clíquer. tornando-se os componentes essenciais do cimento Portland. È composto predominantemente por carbonato de cálcio e por carbonatos de cálcio mais carbonatos de magnésio. Alumínio (Al) e Ferro (Fe). PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. -Homogeneização e estocagem do cimento. a sílica. -Minério de ferro→O mais comumente usado é a hematita (Fe2O3) por ser o mineral de ferro mais abundante e importante comercialmente. -Pedra calcária – CaO (cal) + CO2 (gás carbônico)⇒ O calcário é um mineral dos mais abundantes na crosta terrestre.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. -Homogeneização da farinha. Estes podem ser Calcíticos. -Britagem das matérias-primas. podendo conter os elementos alcalinos e alcalinos-terrosos. Em algumas argilas o alumínio é substituído parcialmente pelo ferro. combinados. -Argila – SiO2 (sílica) + Al2O3 (alumina) + Fe2O3 (óxido de ferro) + impurezas (magnésio. produzem compostos hidráulicos ativos. -Gipsita (gesso)→ É o sulfato de cálcio que tem como finalidade controlar o tempo de pega (endurecimento) do cimento após a adição de água. Dolomíticos ou Magnesianos dependendo das concentrações de cálcio e magnésio presentes na sua composição.78 Matérias-primas: As matérias-primas utilizada na fabricação do cimento Portland devem conter Cálcio(Ca). -Ensacamento e expedição do cimento. Vale salientar que a cal. -Moagem do clínquer e adições→ Fabricação do cimento. a alumina e o óxido de ferro constituem cerca de 95% a 96% do total na análise de óxidos.

formando uma série de produtos mais complexos e com exceção de um pequeno resíduo de cal que não teve tempo suficiente para reagir é atingido um equilíbrio químico. e a velocidade de resfriamento influencia no grau de cristalização e quantidade de material amorfo presente no clínquer frio. conhecido como fase vítrea diferem consideravelmente daquelas dos compostos cristalinos com uma composição química similar. As propriedades do material amorfo. A “composição potencial” é calculada a partir das quantidades de óxidos presentes PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. O cimento deve ser considerado como estando em equilíbrio congelado: após resfriado reproduzem equilíbrio existente à temperatura de cliquerização.79 Composição Química do Cimento: Estes compostos reagem entre sí no forno. Durante o resfriamento o equilíbrio químico não é mantido.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Esta hipótese é considerada no cálculo dos Teores de Compostos de Cimentos Comerciais.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .

Tabela 3: Constituintes do cimento Propriedades dos compostos do cimento: Usualmente considera-se como os principais constituintes do cimento : silicato tricálcico (C3S).C3S: Composto essencial do cimento Portland.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . silicato dicálcico (C2S).C2S: Composto de pega lenta com fraca resistência até os 28 dias. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.80 no clínquer como se tivesse ocorrendo completa cristalização. . Libera pequena quantidade de calor. É pratica comum da indústria de cimento calcular o teor de compostos do cimento Portland a partir da análise dos óxidos usando uma série de equações desenvolvidas por BOUGE. A Tabela 2 mostra os compostos constituintes do cimento. aluminato tricálcico (C3A) e ferro aluminato tetracálcico (C4AF). . Reage em poucas horas liberando grande quantidade de calor. Responsável pela resistência inicial.

O Método de Bogue admite que as reações químicas de formação dos compostos sejam completas e. . PCA (Portland Cement Association). (ASTM C-150 ou NBR 5737).81 . Baixa resistência e não resiste à águas sulfatadas. BOGUE. admitindo a cristalização total dos componentes do clínquer do cimento Portland.C4AF: Composto de pega rápida. a presença de Fe2O3 fixa a alumina e melhora o desempenho do cimento ao ataque de águas sulfatadas.C3A: Composto de pega instantânea liberando altíssima quantidade de calor de hidratação.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . H. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Determinação da composição potencial ou teórica dos compostos do cimento: R. introduziu um método baseado em leis estequiomátricas química.admite que a presença de impurezas (MgO e álcalis) possam ser ignoradas.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.82 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.

83 Tipo de cimento Portland: No Brasil.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. assim como em todos os países do mundo são produzidos diversos tipos de cimento com diferentes características físicas. de estabilidade dimensional e da resistência química do concreto (as quais são governadas pelo principal constituinte que é o cimento).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . média resistência a sulfatos e alta resistência a sulfatos. c) O cimento Portland branco. cujo clínquer não contém óxido de ferro. b) Os constituídos de clínquer tipo Portland e adições ativas: escória de alto forno e pozolânica. A durabilidade de uma obra de concreto é função: da resistência mecânica. Os principais tipos de cimento produzidos no Brasil dividem-se em: a) Os constituídos principalmente de clínquer tipo Portland. mecânicas e químicas. o de alta resistência inicial. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. tais como cimento comum. O seu emprego racional depende do conhecimento dessas características que orientam a escolha do tipo adequado a cada finalidade.

Relação entre massa e volume do cimento. produzido a partir da fusão de uma mistura de calcário e bauxita Propriedades Massa Específica: A massa específica (d) do cimento Portland é determinada de acordo com as prescrições da NBR 6474.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .84 d) Cimento Aluminoso. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.

liso. um corpo cilíndrico. Essa consistência normal é verificada no mesmo aparelho de Vicat. Pasta de Cimento: O tempo de pega do cimento é determinado. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. utilizando-se a chamada sonda de Tetmajer.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Tempo de Pega: A caracterização da pega dos cimentos é feita pela determinação de dois tempos distintos tempo de início e o tempo de fim de pega.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . A sonda é posta a penetrar verticalmente em pasta fresca por ação de um peso total (incluindo sonda) de 300g. pelo ensaio do aparelho de Vicat. A pasta é misturada em proporção que conduz a uma consistência denominada normal.85 Finura: A área específica é determinada através de um aparelho chamado Permeabilímetro. de 10mm de diâmetro e terminado em seção reta. Nesse aparelho mede-se a resistência à penetração de uma agulha na pasta de cimento ( NBR 11581). Caracteriza a finura. Os ensaios são feitos com pasta de consistência normal com o aparelho de Vicat. metálico. que influi no grau de atividade do cimento.

goteiras e umidade.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . 3. Caso isto não aconteça a sua capacidade aglomerante será comprometida. desde que sejam respeitadas algumas regras de armazenamento : -o depósito de cimento deve ser totalmente protegido das intempéries.86 Resistência: A resistência mecânica dos cimentos é determinada pela ruptura à compressão de corposde-prova realizados com argamassa. o cimento deve permanecer livre de umidade até que seja utilizado. O processo é descrito pormenorizadamente no método NBR 7215 da ABNT. Resistência de uma Argamassa Normal de cimento nas idades indicadas: 1. Armazenamento e conservação do cimento Portland: Para garantir suas propriedades. 7 e 28 dias.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. evitando lugares que tenham empoçamento. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. A embalagem original (sacos de duas folhas de papel extensível) é suficiente para manter a integridade do produto.

Também devem ficar afastados da parede para que não absorva a umidade existente na parede. Este empilhamento deve ser realizado sobre estrados de madeira. para cimentos consumidos num período de armazenamento inferior a 15 dias. -o prazo de validade de 90 dias (norma brasileira) se refere ao produto sob condições ideais de acondicionamento. distantes aproximadamente 30cm do chão. -caso o cimento seja pouco afetado pela umidade. evitando assim a compactacão do cimento no saco. devendo ser previamente peneirado em malha de pequena abertura. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. -os lotes de cimentos devem ser identificados por tipos. Tipos de cimento portland e suas aplicações: A ABCP – Associação Brasileira de Cimento Portland. Quando o piso for impermeabilizado os sacos poderão ser colocados sobre lona plástica.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . marcas e datas de forma que não sejam misturados (facilitam) . -o cimento deve ser utilizado obedecendo-se a ordem de sua entrada no depósito. pode ser empilhado quinze sacos. elaborou uma tabela com os principais tipos de cimento encontrados no mercado com suas respectivas aplicações. ele ainda poderá ser aproveitado em serviços onde não seja necessárias grandes resistências. Deve haver espaços entre as pilhas. transporte e armazenamento.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. de tal maneira que os cimentos mais antigos sejam comercializados antes dos cimentos novos.87 -empilhamento no máximo 10 sacos.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .88 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.

-Regularização de pisos e reparos de peças de concreto. 4.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . pastilhas..1 DEFINIÇÃO Misturas de aglomerantes e agregados com água. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.2 APLICAÇÃO -As argamassas são muito utilizadas em construção. 1993). pedras. -Revestimento de paredes e tetos (emboço e reboco). -No assentamento tijolos. etc. agregado miúdo e água (exceto argamassas betuminosas). cerâmicas. As pastas quando preparadas com excesso de água são denominadas natas. Ainda podem ser adicionados produtos especiais para melhorar ou conferir determinadas propriedades ao conjunto (PETRUCCI. As pastas são misturas íntimas de um ou mais aglomerantes e água. São materiais de construção constituídos por uma mistura íntima (homogênea) de um ou mais aglomerantes. o agregado miúdo.89 CAPÍTULO 5 ARGAMASSAS 4. blocos. As argamassas são constituídas de um material ativo. e um material inerte. possuindo capacidade de endurecimento (NBR–7200). a pasta.

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As natas de cal são utilizadas em revestimentos e pinturas. As natas de cimento são utilizadas para fazer ligação de argamassas e concretos de cimento e para injeções. As pastas têm uso restrito em construções, tanto pelo seu elevado custo como, também pelos efeitos secundários que se manifestam, principalmente a retração. A adição de agregado miúdo à pasta, no caso das argamassas de cimento, é com a finalidade de torná-las mais econômicas e eliminar em parte as modificações de volume (diminuir os efeitos da retração); no caso das argamassas de cal, a adição de areia , além de oferecer as vantagens citadas anteriormente, tornam as argamassas mais permeáveis ao ar para permitir o acesso do gás carbônico para ocorrer a carbonatação.

4.3 PROPRIEDADES DAS ARGAMASSAS
As argamassas devem ter algumas propriedades, tanto no estado fresco quanto no estado endurecido. As propriedades são estas: 4.3.1 - Estado Fresco: Período decorrido entre a mistura de aglomerantes e agregados com a água e o início das reações de pega. No estado fresco, as argamassas devem possuir as seguintes propriedades: -Consistência: É a propriedade de uma argamassa em apresentar maior ou menor facilidade de se opor à resistência a uma dada deformação. A quantidade de água adicionada e o uso de aditivos especiais (plastificantes e superplastificantes) são fatores que influenciam a consistência da argamassa. -Retenção da consistência: É a propriedade da argamassa em manter sua consistência após em contato com um substrato. É importante para as argamassas de assentamento das alvenarias e peças cerâmicas de revestimento e dependem fundamentalmente da retenção de água. -Coesão e tixotropia: A coesão é a capacidade de argamassa fresca em manter seus constituintes homogêneos sem segregação. As argamassas de assentamento e revestimento de alvenarias devem possuir uma boa coesão. A forma mais utilizada para conseguir-se a coesão em argamassas de assentamento e revestimento é usando a cal hidratada. Argamassas tixotrópicas exigem uma baixa energia para alterarem sua forma, mas depois de alterada, conseguem mantê-la mesmo sob ação da gravidade. A tixotropia é propriedade exigida nas argamassas de assentamento de peças cerâmicas e argamassas de recuperação. Para alcançá-la pode-se usar aditivos a base de polímeros e adições minerais como cinza volante, microssílica, cinza da casca de arroz, entre outras. -Plasticidade: É a propriedade da argamassa fresca em deformar-se e reter certas deformações após a redução das tensões que lhe forem impostas. Depende da coesão, consistência e retenção de água.

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-Retenção de água: É a capacidade de argamassa fresca em manter sua consistência ou trabalhabilidade quando sujeita à solicitações que provoquem perda de água (evaporação ou sucção do substrato). Os aglomerantes são os principais responsáveis pela capacidade de retenção de água, devido à elevada área específica e à grande capacidade de adsorção de suas partículas. Nas argamassas mistas de cal e cimento os fatores que influenciam a retenção de água são a área específica (finura do aglomerante); a natureza da cal (cales dolomíticas apresentam melhores características do que as calcíticas); a maturação prévia das argamassas de cal (período de repouso antes da aplicação); o valor da relação agregado/aglomerante e cal/cimento (traços com elevado consumo de aglomerante, a retenção de água é elevada independente do teor de cal; a retenção de água melhora com o aumento da relação cal/cimento no traço) e a capacidade de absorção da base (sucção capilar do substrato influencia diretamente na retenção de água da argamassa). A retenção de água também influencia em algumas propriedades do estado endurecido como retração na secagem e resistência mecânica final. -Adesão inicial: É a propriedade da argamassa fresca em permanecer adequadamente unida à base após sua aplicação. Sofre influencia da coesão e plasticidade da argamassa e pelas propriedades do substrato ( absorção inicial e rugosidade). Esta propriedade está diretamente ligada a aderência da argamassa ao substrato no estado endurecido. 4.3.2 - Estado Endurecido: É o período decorrido entre a mistura de aglomerantes e agregados com a água e o fim das reações de pega. No estado endurecido, as argamassas devem possuir as seguintes propriedades: -Resistência Mecânica: Independente do tipo de aplicação de uma argamassa, esta sempre será submetida a algum tipo de esforço mecânico após seu endurecimento. As argamassas de assentamento são solicitadas à compressão, as argamassas de revestimento à abrasão superficial, impacto e tensões de cisalhamento (movimentações do substrato e/ou variações térmicas/higrométricas). A resistência mecânica de uma argamassa depende do tipo e teor de aglomerante empregado. O cimento Portland é o principal responsável por esta propriedade nas misturas convencionais. Misturas muito ricas em cimento provocam uma alta retração volumétrica além de diminuírem a capacidade do material em absorver pequenas deformações sem fissurar. -Deformabilidade: É a propriedade da argamassa em se deformar sem criar tensões no material. Importante nos revestimentos e assentamentos de unidades de alvenaria. -Permeabilidade: É a capacidade de um material em se deixar atravessar por um fluido. Pode ser controlada pelo tipo e quantidade de aglomerante usado. O uso do cimento Portland em proporções adequadas pode diminuir a permeabilidade de um revestimento argamassado. Enquanto que com teores excessivos podem levar a fissuração por retração hidráulica comprometendo a permeabilidade. -Retração volumétrica: É a retração resultante da reação química dos aglomerantes (cal e cimento Portland) e remoção da água adsorvida nos produtos de hidratação durante a secagem.
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Alguns fatores influenciando a retração: o teor de aglomerante (determina a retração por hidratação e carbonatação, relacionadas aos processo de endurecimento da pasta aglomerante); o volume de água (quanto maior o volume de água utilizado na confecção da argamassa, maior será a retração final, devido ao aumento do volume da pasta); granulometria dos agregados (uso de agregados de composição granulométrica contínua e com módulo de finura não muito baixos conduzem a um menor volume de vazios a serem preenchidos pela pasta, além de diminuir o consumo de água de misturas necessário à obtenção de uma consistência adequada) e condições ambientais (temperatura e umidade do ambiente de aplicação da argamassa influenciam na retração, temperaturas elevadas e umidades baixas intensificam o processo facilitando a saída da água adsorvida nos produtos de hidratação). -Aderência: É a capacidade da argamassa em se fixar no substrato onde é aplicada. Quando a argamassa entra em contato com o substrato, ocorre migração de água de um material para o outro, carreando materiais cimentícios. Este material ao hidratar, fixa-se nos poros superficiais do substrato, ocasionando a aderência da argamassa. Alguns fatores afetam a aderência de uma argamassa: adesão inicial, rugosidade e absorção inicial do substrato, retenção de água, tipo de aglomerante empregado e granulometria dos agregados.

4.4 CLASSIFICAÇÃO DAS ARGAMASSAS
4.4.1 - Classificação quanto ao emprego: a) Comuns: Quando se destinam a uso comum. Exemplos: Argamassa para rejuntamentos, para revestimentos, para pisos, injeções, etc.). c) Especiais: Quando destinadas a uso não comum. Exemplos: Refratárias (resistir altas temperaturas), de reparos, etc. 4.4.2 - Classificação quanto ao tipo de aglomerante: a) Aéreas: Quando utiliza-se um ou mais aglomerantes aéreos. Exemplos: De cal aérea, gesso, magnésia sorel. b) Hidráulicas: Quando utiliza-se um ou mais aglomerantes hidráulicos. Exemplos: Cal hidráulica e cimento Portland comum). c) Mistas: Quando utiliza-se um aglomerante aéreo e um aglomerante hidráulico. Exemplos: Cal e cimento. 4.4.3 – Classificação quanto à dosagem: a) Pobres ou Magras: Quando o volume de pasta é insuficiente para preencher o volume de vazios. b) Cheias: Quando o volume de pasta preenche exatamente os vazios do agregado. c) Ricas ou gordas: Quando há excesso de pasta.
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-Traço para argamassa: 1:1-3 (gesso: areia). Na utilização da cal hidratada deve ser feita uma mistura prévia. b) Plásticas: Com um pequeno esforço atinge a sua forma final. c) Fluídas: Escorrem e se auto-nivelam sem qualquer esforço além da força da gravidade para sua aplicação.Argamassas de cal aérea: Tem uso bastante limitado (apenas para interiores de edificações).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . São caracterizadas pela pouca trabalhabilidade (baixa coesão) e grande resistência.Argamassas de gesso: São empregadas em revestimentos internos de acabamento fino.5 ARGAMASSAS AÉREAS 4.7 (gesso: água). quando utilizado.2 .Classificação quanto à consistência: a) Secas: É necessário aplicar uma energia significativa para poder conformá-la na sua forma final. 4. Normalmente. -Traço para gesso em forma de pasta: 1: 0. As pastas e argamassas de gesso também possuem uma elevada resistência a altas temperaturas. 4. anterior ao uso para que se complete a extinção da cal.0. já que diminui a sua resistência. devido a baixa resistência mecânica (menor que 1MPa aos 28 dias) e alta retração na secagem. Quando deseja-se uma superfície muito lisa não se faz uso da areia. assentamento alvenarias e argamassa armada. Não devem ser utilizadas composições muito ricas nem com muita quantidade de água devido ao problema da retração. pisos. serve apenas para baratear a mistura. etc.93 4.4. O gesso não necessita da adição de agregado para evitar a retração hidráulica. emprega-se o gesso puro.1 . Exemplo: Argamassas de preenchimento de blocos de concreto.4 . contrapisos.5. 4. peças cerâmicas e de revestimento de alvenarias. em lugar da argamassa. Não devem secar de maneira muito rápida porque as reações de carbonatação necessitam da presença de água.5. Exemplo: argamassas magras utilizadas em contrapiso. blocos.6. assentamento de pisos. Exemplos: Argamassas de assentamento de tijolos. concreto.6 ARGAMASSAS HIDRÁULICAS 4.6.Argamassa de cimento: As argamassas de cimento e areia têm alguns empregos como chapiscos.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. O agregado. em volume. sem adição de areia. Empregadas na proteção de elementos construtivos de madeira. em volume.1 . aços. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.

PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. tetos e forros falsos de gesso→1: 0 .2 (gesso e areia). -Chapisco→1: 2 . -Revestimentos finos.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .94 4.10 (cimento.2 . cal hidratada.3 (cimento e areia). -Assentamento de alvenaria de média resistência. -Contrapiso para assentamento de carpete e cerâmica→1:3 – 4 (cimento e areia). areia).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. A proporção da mistura depende da utilização desejada.4. cal hidratada. areia). Abaixo estão listadas algumas proporções usuais para argamassas utilizadas na construção civil: -Assentamento de alvenaria pouco resistentes→1: 2: 8 .6. areia). cal hidratada. Possuem propriedades como resistência (conferida pelo cimento).Argamassas mistas de cal e cimento: São as mais empregadas na construção civil. São recomendados alguns traços em função do tipo de aplicação.5 (cimento. -Emboço e reboco (interno e externo)→1: 2 : 8 . trabalhabilidade (conferida pela cal) e retenção de água (conferida pela cal). -Assentamento de alvenaria de alta resistência ou sujeitas a ambientes agressivos→1:1/2: 3 . areia).10 (cimento. alvenaria estrutural→1: 2: 6 (cimento. cal hidratada. São empregadas em emboços e rebocos e assentamento de alvenaria.

.Envelhecimento natural dos materiais ou fadiga. . Várias causas contribuem para estas patologias.Movimentação térmica e higroscópica exagerada do revestimento.Má execução do revestimento.95 4. .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . De modo geral. mau proporcionamento das argamassas e tipo e qualidade dos materiais utilizados para preparar as argamassas de revestimento.Movimentação térmica e higroscópica diferenciada entre a base (alvenaria) e revestimento. falta de prumo. os descolamentos.Alvenaria com superfície regular para assegurar a ligação com o revestimento. etc. . Geralmente são conseqüência de rachaduras e descolamentos nas paredes.Propriedade de aderência do reboco.7 PATOLOGIAS RELACIONADAS ÀS ARGAMASSAS Nos rebocos os defeitos mais comuns são as manchas. . as fissuras. Fissuras: Podem ser causadas por rachaduras da alvenaria devido aos tijolos soltos da argamassa de assentamento ou também pela deficiência na aderência entre a alvenaria e o próprio revestimento.). os principais fatores que estão ligados às fissuras no reboco são: .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. furos.Condições e/ou meios a que está exposto. Além dos defeitos de execução (superfície irregular. . As principais são: Fatores externos aos revestimentos. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. má aplicação do revestimento. o bolor.o esfarelamento e as vesículas.

o último fator está relacionado com os demais. Estas acontecem quando o reboco é executado antes que a argamassa de assentamento seque. Um dos tipos mais comum de fissuras em reboco é aquele em forma de “couro de crocodilo” ou “teia de aranha”. grande parte dela não permanece no reboco (é perdida para o meio) causando uma diminuição volumétrica significativa e.Aderência do revestimento com a base. Durante a remoção do reboco também é possível perceber e avaliar a aderência entre o mesmo e alvenaria. . sua causa deve ser investigada e eliminada. VERÇOZA (1991) aconselha que o reboco deve ser mantido úmido por três dias para propiciar uma secagem lenta. As fissuras de retração ocorrem quando a argamassa seca muito rápido ou quando ela possui quantidades de água exageradas. . já que está a ela aderida. Uma rachadura na parede. tempo decorrido entre uma aplicação e outra. podendo ser decorrente de uma expansão ou retração durante a fase de endurecimento. pois a presença elevada de aglomerante e de finos implica em elevada quantidade de água de amassamento. As fissuras por expansão. ele acaba sendo esmagado e fissurado. A expansão do reboco também pode ocorrer por efeito de criptoflorescência. entre outras.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . . a argamassa adquire resistência e consegue resistir as tensões de secagem. Em paredes excessivamente ensolaradas. que VERÇOZA (1991) define como sendo o crescimento de sais e cristais no interior dos materiais. Nos casos mais comuns estas expansões vem acompanhadas de vesículas. rápida perda de água durante o endurecimento por ação intensiva de ventilação e/ou insolação. número de camadas aplicadas. quando ela acontece. quebrando na região tracionada. deve-se retirá-lo em uma pequena área em torno da fissura e observar se existem trincas na alvenaria ou tijolos soltos.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. conseqüentemente. para saber se a fissura está apenas no reboco. Diante deste caso. percebe-se que a durabilidade do reboco não depende apenas de suas propriedades.96 De acordo com exposto. flexiona-se. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Se for verificado o descolamento. implica em fissuras de retração. Na verdade. ficando sem apoio. Desta forma. É comum acontecer em traços mais ricos. uma vez que o reboco. Fissuras na direção horizontal nas alturas das fiadas também são comuns. Esta secagem sempre causa uma diminuição da altura da parede. Quando esta é exagerada. por isso a parede não deve ser revestida antes que isto ocorra pois. VERÇOZA (1991) diz que é a resultante da variação volumétrica do próprio reboco. espessuras das camadas. O problema é mais grave quanto mais espessas forem as juntas de assentamento. acontecem geralmente quando há magnésio na cal ou ainda quando a cal não foi bem extinta. implica também em rachaduras no reboco.Porcentagem de finos existente na mistura. deve-se tratar de corrigí-las. por exemplo.Teor de água de amassamento. para só então partir para os reparos. Os fatores que interferem na retração de uma argamassa são: -Consumo de aglomerante. Caso a causa seja o desprendimento dos tijolos ou trincas. A separação do reboco da parede (descolamento) também implica em fissuras. se o reboco já foi executado.

basta fazer o conserto nas áreas prejudicadas. é caracterizado pela formação de um bolsão sobre o revestimento e também pelo som cavo ao se bater no reboco. se as lesões forem pequenas. Descolamento e esfarelamento O descolamento é quando o reboco solta da parede em placas ou em blocos. No primeiro. Normalmente. A causa mais frequente para a ocorrência deste defeito é o emprego de argamassa fraca ou pobre (com pouco aglomerante). a única forma é remover todo o revestimento e refazê-lo com argamassa adequada. Outra causa pode ser a carbonatação lenta da cal. Se a fissura é pequena (menor que meio milímetro) a sua correção é mais fácil. A ancoragem de uma argamassa é feita exclusivamente pelo aglomerante.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Geralmente ocorre em argamassas magnesianas ou quando é feita uma pintura impermeável antes do endurecimento total do reboco. ou pela presença de mica na areia. As fissuras de expansão e retração. fazendo com que ela penetre nas fissuras. Já. o ar custa a penetrar prejudicando a cura do revestimento. pois o descolamento surge nas camadas mais profundas. a aplicação de nata de cal não consegue corrigir porque normalmente ela trinca novamente ao secar. Na maioria dos casos. se ela for maior que a força de ancoragem o reboco se soltará. não ajuda na ligação parede/revestimento. Eventualmente o esfarinhamento pode ser corrigido através de emprego de vernizes de alta colatividade. ou entre o emboço e o guarnecimento. .Depósito de eflorescência entre o tijolo e o reboco. Ocorre em locais com umidade constante. esta medida não é adequada. O reboco vai desagregando-se em grãos ou em pó. Isto acontece assim que cessa a secagem e expansão. Normalmente consegue-se bom resultado com aplicações de nata de cal sobre a superfície. costumando aparecer em porões e/ou ambientes sem ventilação. Esta umidade produz pressão e ocasiona o desprendimento do revestimento. VERÇOZA (1991) recomenda que seja feito um grauteamento. chamadas por VERÇOZA (1991) como fissuras devidas exclusivamente ao reboco restringem danos apenas à estética da construção. a correção é mesmo retirar o revestimento e refazê-lo PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Este tipo de revestimento é reconhecido pela característica de esfarelar-se facilmente. a quantidade de aglutinante não é suficiente para assegurar a ligação com a superfície.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. o verniz apenas diminui o esfarinhamento da superfície. . Neste último. Nos casos onde as fissuras são maiores. deve-se esperar que as mesmas se estabilizem.Infiltrações da água através da outra face da parede. pois neste caso. a medida que o descolamento avança surgem fissuras e na fase mais adiantada o reboco cai. o qual implica em aplicações de argamassa com aditivo de expansão. Como a mica é expansiva o reboco expande e se solta da superfície. Então. senão. mas em casos em que a falta de coesão é grande. no segundo.97 Para corrigir as fissuras tanto de expansão quanto de retração. O esfarelamento é uma forma especial de descolamento. é ela que dá a adesão necessária à argamassa. Pode ocorrer entre as camadas do reboco: entre o chapisco e o reboco.Argamassa pobre ou rica. o excesso deste produto na argamassa implica em retração significativa na secagem. Nos ambientes pouco arejados também pode acontecer o mesmo problema. As causas mais comuns de descolamento e esfarelamento são: .

Falta de chapisco e tijolos sem porosidade. A perda exagerada pode prejudicar as reações de hidratação do cimento e. seguido de uma camada de chapisco. agarrando-se assim fortemente à superfície. resíduos metálicos ou madeira ( a madeira incha ao umedecer). a superfície não é adequada para garantir a sua aderência com o revestimento. pois o defeito é generalizado por toda a superfície. 1:16 o limite para argamassas pobres. os poros dos tijolos são essenciais para permitir que a argamassa penetre no seu interior. resultando em descolamentos. quando o reboco é alisado excessivamente propicia uma camada de cal na superfície. a presença de materiais dispersos na argamassa que manifestam posterior variação volumétrica.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Mais raramente as vesículas podem ser formadas quando a própria cal da argamassa foi levada ao reboco antes de estar bem extinta. Esta operação faz com que a água puxe o aglomerante para dentro dos poros. não podendo prever quando vai parar. o peso do reboco normalmente ultrapassa a sua força de aderência com a superfície a situação tende a se agravar com o tempo.Reboco excessivamente espesso. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. a eficiência do aglomerante. A ligação entre a base e o revestimento se dá pela penetração do aglomerante na base e o endurecimento subseqüente. tais como argila. Segundo CINCOTTO (1988). forma-se uma película de carbonato que age como uma barreira que impede a penetração do anidrido carbônico. A correção também implica em refazêlo. Esta incidência patológica geralmente está ligada a cliptoflorescência. geram vesículas no revestimento endurecido. formando pequenas crateras (máximo de 7cm). De acordo com BAUER (1997). fissuras e vesículas. Antes de executar o reboco é importante molhar a superfície. Por carbonatação. Vesículas: Vesículas são descolamentos pontuais isolados que podem ser manifestar nos rebocos ou nas pinturas. dando a ancoragem necessária. VERÇOZA (1991) recomenda limitar este revestimento entre 2 e 4cm. evita que a argamassa perca água para a superfície a ser rebocada. Além disto. CINCOTTO (1988). matéria orgânica. impedindo o endurecimento do interior da camada de revestimento. determina 1:3 a proporção limite para que a argamassa não seja considerada rica e. Tijolos com ranhuras ajudam a suprir tal problema. Em todos os casos a solução é refazer todo o reboco. . . ambos considerando a cal como aglomerante. capaz de segurar o reboco. cliptoflorescência é uma formação salina oculta referente ao crescimento de sais ou cristais no interior dos materiais.Reboco mal executado. . Em ambos os casos. Segundo ele. conseqüentemente. Já.98 com argamassa de adequada. A falta de chapisco ou sua execução inadequada impede que se tenha uma base rugosa. as vesículas no reboco surgem quando se emprega argamassa com algum componente expansivo.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Nestes casos. De acordo com VERÇOZA (1988).

originados pela migração de água rica em sais. poderá conter cloretos e sulfatos. uma quantidade de sal alcalino de 0. que lancem produtos químicos no ar ou ainda pode ser poeira trazida pelo ar. . As manchas devidas a eflorescências. .99 Manchas: O aparecimento de manchas em rebocos. pois as pinturas feitas sobre reboco manchado raramente dão resultados satisfatórios. o seu aparecimento depende não só do teor de sal solúvel.Vento. bolor e limo são muito freqüentes nos revestimentos. O barro também pode ter pirita. a remoção da umidade é sempre boa solução. . Às vezes. o sal pode ser depositado pela atmosfera. São bem comuns nas paredes de tijolos. pois ela é quem dissolve as substâncias e as traz para a superfície.Formas da fachada.Temperatura.Chuva direta. pode ser originado no próprio material da argamassa. que dará eflorescência ferruginosas e. Substituir o reboco é. se tiver origem marítima. Para eliminá-las. Porém. não é possível determinar o teor de sais solúveis que cause a formação da eflorescência. É muito comum o recobrimento do revestimento externo de edificações por pó. UEMOTO (1988).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. . devido à presença de indústrias químicas ou situações similares nas proximidades. pois acabam sempre reaparecendo. cita os seguintes fatores externos que contribuem para o seu aparecimento: PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. é também necessário que exista água e pressão hidrostática para ocasionar a saída da solução para a superfície.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . vinda do interior dos componentes que compõe a alvenaria e/ou concreto. ou provir dos tijolos.Chuva escorrida.01% já é suficiente para causar a sua formação.Porosidade do material de revestimento. O barro utilizado para tijolos geralmente contém cal. Outra medida é retirar todo o reboco e colocar um novo. Os fatores que influenciam na existência dessas manchas são: . segundo VERÇOZA (1991). . Existem ainda as manchas por contaminação atmosférica. As substâncias causadoras de manchas aparecem em ambos os materiais. Em casos raros. fuligem e partículas contaminantes. porém. que combinará para formar eflorescência de carbonato ou sulfato de cálcio. de início.Cor dos materiais. A eflorescência é a formação de depósitos de coloração geralmente esbranquiçada. .Textura superficial. Segundo PINTO (1996). . dá resultados melhores e mais garantidos. uma solução mais cara. Eflorescência: É uma manifestação patológica que depende essencialmente da água.

pois não interfere no desempenho da estrutura onde aparece. . deve-se optar pela argamassa mista. É o tipo mais comum de eflorescência (UEMOTO. a pintura não sofre descolamento porque a umidade com o sal a atravessa sem desprendê-la.Quantidade da solução que sai para a superfície. Por isto. diminuem a quantidade de sal dissolvido.Tempo de contato entre a água e os sais também influencia o aparecimento do fenômeno. Como a umidade é uma necessidade para a formação da eflorescência. principalmente para os sais pouco solúveis. Existem casos em que se pode ter a presença da eflorescência. Depois de seco.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. porém. conseqüentemente. da água utilizada no amassamento. 2000). não interferindo na segurança da edificação. indicará que há presença de sais solúveis. Quanto maior for este período.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . maior será a solubilização dos sais. existem casos em que a eflorescência acaba se depositando sobre um componente com um menor teor de sais. porém. Quanto maior a quantidade de água. Porém. Na maioria dos casos as eflorescências apenas trazem o mal aspecto da construção. Se o seu acúmulo se der no plano entre a alvenaria e a pintura. devese colocá-lo de pé dentro de um prato com água durante doze horas. acabam depositando-se nas sua interfaces e provocam o seu desprendimento. recomenda-se proteger a alvenaria recém terminada da chuva e executar uma eficiente vedação e impermeabilização para impedir umidade do solo e da chuva. Este tipo de eflorescência geralmente apresenta sais de sulfato de sódio. existem casos em que o sal formado pode trazer o descolamento dos revestimentos e/ou pinturas. poderá implicar no desprendimento da última. 1988 apud LUZ. cimentos. se ele apresentar manchas no topo e nas laterais. A maior lesão que pode causar é o descolamento da pintura. diz que para avaliar se um tijolo tem condições de eflorescência. VERÇOZA (1991). mas geralmente deixa mancha sobre ela. maior será a quantidade de sal solubilizado. . PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Isto acontece quando os sais não conseguem atravessar o reboco ou a pintura. a) Manchas brancas com aspecto de nuvem Caracteriza-se por um depósito de sal branco. em peças cerâmicas e/ou em suas juntas. Para evitar a reação tijolo-cimento. potássio.Capilaridade: favorece o movimento da solução com sais pelo interior dos elementos construtivos. Os cimentos pozolânicos ou de alto forno liberam menor quantidade de cal na sua hidratação.10 0 . cálcio e magnésio e carbonatos de sódio e de potássio. com uma melhor capilaridade. juntas de assentamento. nos casos de alvenaria aparente. desagregação das paredes e até queda de elementos construtivos. diminuindo desta forma a absorção da água da chuva pelo tijolo. Os sais formados originam-se de tijolos. Pode aparecer em superfícies de alvenaria aparente ou revestidas com argamassa. Pode-se ainda optar por tintas impermeáveis nas paredes externas. Geralmente só prejudica o aspecto estético. não utilizar tijolos com elevado teor de sais sulfatos evitando desta forma a formação de substâncias solúveis em água e produtos expansivos.Temperatura: o aumento desta facilita a solubilização dos sais além de acelerar a velocidade de evaporação da umidade. poluição atmosférica e ainda da reação química entre os compostos do tijolo e cimento. pulverulento e bastante solúvel em água. próximas a caixilhos mal vedados. . agregados. Para prevenir as eflorescência deve-se evitar o uso de materiais com elevado teor de sais solúveis.

dissolve-se e deposita-se nas superfícies das fachadas. apenas prejudica o efeito estético da edificação.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. podendo também se originar próxima de elementos de concreto. já que a água percola por elas com maior facilidade e também em superfícies onde ocorre a exsudação. a expansão e fissuração são resultantes da hidratação do sulfato de cálcio. como os sais são solúveis em água. como a eflorescência do tipo I e é mais difícil de ser eliminada. Forma-se geralmente sobre as superfícies de concreto e alvenaria. deve-se primeiramente optar por uma remoção mecânica e. em contato com a água da chuva. muito aderente e pouco solúvel em água. o qual ocupa um volume maior que o inicial. o mesmo não atravessa os revestimentos e pinturas. Não é tão comum. c) Mancha branca entre juntas de alvenaria Depósito de sal branco entre juntas de alvenaria aparente. podendo ocorrer tanto em fachadas expostas à ação da chuvas como nas não expostas. só então. a ação das chuvas prolongadas é capaz de removê-la. originado nas reações de hidratação do cimento. O hidróxido de cálcio (Ca (OH)2). que se apresentam fissuradas devido à expansão da argamassa de assentamento. Como o sal formado é mais grosso que os sulfatos. aplicar a solução citada. Em zonas abrigadas das chuvas. Este depósito de cor branca é carbonato de cálcio. Se a quantidade a ser retirada for exagerada. b) Mancha branca com aspecto de escorrimento Caracteriza-se por um depósito de cor branca com aspecto de escorrimento. a mesma deve desaparecer sozinha já que. Este produto formado não afeta a estabilidade da alvenaria. A eliminação mais rápida da eflorescência pode ser feita com uma escova de aço. Neste últimos.10 1 Se a eflorescência estiver na parte externa de uma alvenaria recém terminada. A remoção destes produtos das superfícies pode ser feita com solução de ácido muriático. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. atentando-se para que a mesma penetre na alvenaria para dissolver os sais. seguida de lavagem com água abundante. as mais comuns costumam aparecer próximas às juntas de concretagem. Existem casos em que é difícil eliminar totalmente esta eflorescência e a aplicação repetitiva da solução pode ser prejudicial à durabilidade do componente. O produto formado nesta reação é o gesso. podendo então causar o seu desprendimento. Com a presença do gás carbônico (do ar) e com a evaporação da água. esta cal transforma-se em carbonato de cálcio. resultante da reação do hidróxido de cálcio ( do cimento) com o gás carbônico (do ar).

10 2 Já. diz que o bolor é uma manifestação de um tipo de microvegetais. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. 31 H2O). Bolor. estalactite é um tipo de eflorescência. sua raízes segregam enzimas que fazem a decomposição. enquanto que o segundo resulta do cimento. Tal facilidade se deve ao fato de necessitarem de poucos alimentos. Este produto também é expansivo e resulta da reação entre o sulfato de cálcio e aluminato de cálcio hidratado. os fungos. et al. segundo ALUCCI. VERÇOZA (1991) diz que os fungos podem se desenvolver em cerâmica. os fungos têm seu desenvolvimento bastante afetado pelas condições ambientais. et al. a expansão e fissuração são causadas devido à formação do “sal de Candlot” ou etringita (Al2O3. É uma concreção mineral que geralmente se forma em tetos de pavimentos superiores. o bolor ou mofo é uma alteração observável macroscopicamente na superfície de diferentes materiais. O material é então atacado e queimado. quando se tem a laje de cobertura ou a caixa d’ água imediatamente acima. Segundo ALUCCI. sendo resultado do desenvolvimento de microorganismos pertencentes ao grupo dos fungos. O primeiro pode ser originário do tijolo ou das reações entre os sulfatos de sódio e potássio existentes com a cal do cimento. sendo a presença de umidade fundamental para propiciar o seu desenvolvimento. (1988). 3 Ca SO4. a superfície começa a desagregar. podendo muitas vezes se alimentarem de partículas depositadas com o pó. mais tarde. promovem a decomposição de revestimentos ou de material orgânico sobre eles depositados. Nas edificações. através de sucessivas deposições dos mesmos. começam a aparecer manchas e. VERÇOZA (1991). a água acaba penetrando-os e carreando os sais para a face inferior da laje . Como estes elementos costumam apresentar deficiência na impermeabilização e estão constantemente em contato com a umidade. Estalactites De acordo com PINTO (1996) apud LUZ (2000). Estas enzimas funcionam como um ácido sobre o material onde cresce o fungo. Como os fungos não têm clorofila. concreto. Esta água carrega sais solúveis presentes nos componentes estruturais que vão acumulando-se em pontos da superfícies.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Ainda. Diante disto. 3CaO. formando saliências.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. argamassa. Mofo e Limo: São também danos provocados pela umidade. em zonas úmidas da alvenaria. (1988) apud LUZ (2000). ficando com cor escura. metais e até mesmo em vidros. causada pelo gotejamento de água proveniente de excessiva concentração de umidade.

causando um mau aspecto. -reduzir as variações no volume (diminuição das retrações). agregado graúdo e água. como esta (a poeira) é uma fonte de nutrientes para estes organismos. evitar umidade superior a 75% e temperaturas entre 10 e 35ºC. fazendo com que o mofo reapareça rapidamente. CAPÍTULO 5 CONCRETOS 5. agregado miúdo. 5. também favorece o crescimento de fungos. Argamassas com adição controlada de silicone ajudam na prevenção da umidade. porém. ou seja. As funções do agregado são: -reduzir o custo do concreto. de cimento. além do mau aspecto (cor verde) podem desagregar lentamente as argamassas devido à pressão de suas raízes entre grãos e poros. são vegetais microscópicos que não atacam diretamente o substrato. de acordo com VERÇOZA (1991). -preencher os vazios entre os grãos.1 DEFINIÇÃO Produto resultante do endurecimento de uma mistura. Já o limo. por tornar o ambiente mais abrigado.10 3 O acúmulo de fungos na superfície melhora a aderência da poeira sobre a mesma e.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . -dar trabalhabilidade ao concreto. A presença de trincas e frestas sobre a película da pintura. deixando a superfície opaca. -envolver os grãos. -contribuir com grãos com resistência superior ao da pasta. em determinadas proporções. facilita o seu desenvolvimento. Eles desagregam lentamente os tijolos. As funções da pasta (cimento + água) são: -dar impermeabilidade ao concreto. A eliminação de fungos nem sempre é fácil. As eliminações superficiais com pano úmido não removem as suas raízes.2 TIPOS PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Ambientes impermeabilizados impedem a presença de umidade e se forem adequadamente ventilados inibem a sua permanência. A forma mais eficiente é retirar as condições para sua sobrevivência. Estas manifestações patológicas ocorrem freqüentemente em paredes de tijolos úmidos.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.

800 kg/m3.10 4 a) Concreto Simples ou Hidráulico: Preparado com cimento. Tem grande resistência aos esforços de compressão. agregado graúdo. materiais refratários mais ou menos PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. sem armadura. É mais econômico. aceleradores ou retardadores de pega e endurecimento. que possui coeficiente de atrito nulo em relação aos grãos rígidos vizinhos. Concretos injetados ou coloidais : Obtido a partir da injeção de com uma argamassa. Concreto massa : Utilizado em peças de grandes dimensões (barragens). com relação as necessidades das reações químicas. é introduzido pré-tensões de tal grandeza e distribuição. pois os compostos C. tendo o nome de refratário. incorporadores de ar. O uso de plastificantes possibilita a redução da água para uma mesma trabalhabilidade. Nas construções possuem baixo peso próprio e elevado isolamento térmico. O concreto normal perde suas qualidades a 200-300° desagregando-se. mas pequena resistência aos esforços de tração. colocado anteriormente nas formas. tanto aos esforços de tração como aos de compressão. Concretos com aditivos : Concretos que faz uso de plastificantes. agregado miúdo e água. hidratados do cimento perdem sua água de constituição. Para facilitar o lançamento emprega-se o teor de água adequado à trabalhabilidade desejada e posterior elimina-se a água em excesso. e sobre estas. caracterizado por baixos consumos de cimento. agregado miúdo e água. de modo a preencher os vazios de um agragedo graúdo. utiliza-se armadura ou ferragem (barras de aço). formando uma cavidade sobre o concreto. Além do cimento. Para obter este tipo de concreto. d) Concreto Protendido: É o concreto onde. ou a redução do teor de cimento. O procedimento consiste em aplicar sobre a massa uma placa rígida composta por treliças recobertas por um tecido forte e permeável. O termo concreto leve é usado para concreto cuja massa é menor que 1. como agregados. Exemplos: Contrapisos e bases de fundações e pavimentos. onde as características próprias levam a um comportamento adequado naquelas temperaturas. As bolhas de ar incorporado ao concreto atuam como um agregado fino adicional. c) Concreto Magro: É um concreto simples com reduzido teor de cimento. outra parede repousando sobre borrachas.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. superplastificantes. agregados de elevado diâmetro máximo. e com geração de baixa quantidade de calor de hidratação. através da tração dos cabos de aço. que as tensões de tração resultantes do carregamento são neutralizadas a um nível ou grau desejado. b) Concreto Armado: Possui elevada resistência. O isolamento térmico é melhorado com o acréscimo da porosidade. melhorando a plasticidade e a trabalhabilidade do concreto fresco. mantendo a resistência no mesmo valor. mas deve ser usado quando não for exigido tanta resistência e impermeabilidade. deve-se usar cimento aluminoso como aglomerante e. A água é eliminada por sucção e ao mesmo tempo aplica-se uma forte compressão às faces externas do concreto. aumentando a resistência. aerados ou celulares. a C descarbonatação e a desintegração da massa. Os agregados do tipo silícico sofrem transformações cristalinas a 600-800° e os agregados calcários produz. com agregados leves ou com agregados sem finos) : Caracterizados pela baixa massa específica aparente em relação aos concretos normais ou tradicionais. Concretos refratários : Quando o concreto tiver que suportar elevadas temperaturas ou mudanças térmicas é preciso um concreto especial. e) Concretos Especiais: Concreto leves (porosos. agregado graúdo. a estas temperaturas.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Concretos à vácuo : A quantidade de água utilizada para misturar e adensar o concreto é maior do que a necessária para a hidratação do aglomerante.

mais aluminosos. para temperaturas pouco elevadas. com o uso da microssílica há uma maior aderência entre agregado e pasta. Pisos industriais (indicado por ter alta resistência à abrasão bem como a ataques químicos). Recuperação de estruturas (pela sua grande aderência a superfícies de concreto. Concretos de alta resistência : Concretos onde a resistência à compressão é superior a 40 MPa e peso normal de 2. Concretos projetados : Concreto transportado pneumaticamente através de uma mangueira e projetado sobre uma superfície a uma alta velocidade. Peças pré moldadas (seu uso impõe agilidade à produção). para temperaturas maiores. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. maior adesão a outras superfícies de concreto e melhor aderência com o aço.10 5 silícicos.3 CLASSIFICAÇÃO Os concretos simples ou hidráulicos podem ser classificados: 5. Isto é conseguido através da atuação da microssílica na microestrutura do concreto através de dois efeitos: atua quimicamente reagindo com o Hidróxido de Cálcio (CH) transformando-o em Sílicato de Cálcio Hidratado (CSH). agregados como o coridon. o carborundo.Resistentes à águas sulfatadas. Podemos citar entre outras aplicações as seguintes : Edifícios em concreto (por reduzir tempo de execução. a qual constitui-se em um ponto vulnerável do concreto. Por isto. e. . entre outros.3. maior resistência à abrasão e à corrosão química. 5. para temperaturas elevadas. tornar a estrutura mais durável e proporcionar uma economia em torno de 20%).Quanto às propriedades dos aglomerantes: . Concretos ciclópicos : Concreto simples que contém pedra de mão. aumentar a área útil. Obras marítimas (por se tratar de um material com permeabilidade próxima de zero é fortemente indicado o seu uso em ambientes agressivos). Isto é evidenciado observando-se a superfície de ruptura do concreto de alto desempenho na compressão. . Concreto projetado (elimina o problema da reflexão no concreto projetado).Moderado calor de hidratação. Soleiras de vertedouros de usinas Hidrelétricas (devido à sua boa resistência à abrasão).400 kg/m3.Comum. porosidade próxima de zero. . . que é um dos principais componentes do concreto endurecido responsáveis pela sua resistência.1 . dentre outras vantagens.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Com o uso da microssílica o concreto passa a ter : maior resistência à compressão. a magnesita. a cromita. rapidez de execução e aumento da vida útil. Pontes e viadutos (permite maiores vãos. e o ponto "fraco" do concreto passa a ser o agregado. e atua também como material inerte preenchendo os poros do concreto e tornando-os descontínuos. Concretos de alto desempenho : A microssílica impõe ao concreto uma melhoria nas suas mais importantes características. mostrando os agregados totalmente rompidos. além de economia). dispensando a utilização de epóxi para união das superfícies). A reação química acontece principalmente na interface entre argamassa de cimento e agregado graúdo.Baixo calor de hidratação.Alta resistência inicial.

3.Quanto à textura: . britas graníticas. . Exemplos: Areias quartizosas. etc. .Estrutural. 5.2 .Leves: Quando são executados com agregados leves.3. Exemplos: Minérios de barita.3. 5.Fortemente plástico: Slump maior que 15cm.Magro: Quando possui baixo teor de argamassa.Pesados: Quando são executados com agregados pesados. 5. argila expandida.3 .4 . . . . transporte e lançamento: .Medianamente plástico: Slump maior que 5cm e menor que 15cm.Rico: Quando possui elevado teor de cimento.3. 5.Normais: Quando são executados com agregados normais.3.10 6 5.3.Quanto ao tipo de agregados: .Quanto ao processo de adensamento: . magnetita e limonita. . jateamento). . .Mecânico (vibração. centrifugação. . pervibração.3.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.Empírica.Fracamente Plásticos: Abatimento do tronco de cone (Slump) menor que 5cm.Manual. Exemplos: Pérolas de isopor.Secundário.Quanto ao processo de mistura.Quanto ao seu destino: .Quanto à consistência: .7 .Quanto ao processo de dosagem: . PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.Mecânico.6 .Manual. .) .5 .8 .Experimental.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . 5.Pobre: Quando possui baixo teor de cimento. 5.Gordo: Quando possui elevado teor de argamassa.

uma deformação preestabelecida. -Tipo de transporte (calhas. adensamento e dimensões peças. É função da quantidade de finos da mistura.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .2 – Medidas da Trabalhabilidade: Os aparelhos e métodos para medirem a trabalhabilidade possuem limitações por não conseguirem introduzir todas as variáveis no fenômeno. Os processos empregados podem ser: a) Ensaios de consistência pelo abatimento do tronco de cone (NBR 7223/82): O equipamento para ensaio de abatimento do tronco de cone é bastante simples. Consiste numa haste de socamento de um tronco de cone de 300 mm de altura.4. adensadas cada uma com 25 golpes com uma barra de 16mm PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. bem como da granulometria dos agregados graúdo e miúdo e da proporção relativa entre eles. -Tipo e finura do cimento. 100 mm de diâmetro no topo e 200 mm de diâmetro na base. Os principais fatores que afetam e determinam a trabalhabilidade são: a) Fatores internos: -Consistência: Função da relação água/materiais secos (umidade do concreto). A maioria dos métodos medem somente a consistência e tem como base uma das seguintes proposições: -Medida de deformação causada a uma massa de concreto fresco pela aplicação de força determinada.Trabalhabilidade: De acordo com PETRUCCI (1983). A consistência é um dos principais fatores que influenciam a trabalhabilidade. -Tipo mistura (manual ou mecânica). etc. -Medida do esforço necessário para gerar na massa de concreto fresco.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. em três camadas de alturas aproximadamente iguais. avaliada pela facilidade de desempenar e julgamento visual da resistência à segregação. b) Fatores externos: -Tipo de aplicação (finalidade). bombas.10 7 5. -Forma dos grãos dos agregados. é uma propriedade qualitativa que identifica a maior ou menor aptidão do concreto para ser aplicado com determinada finalidade sem perda de sua homogeneidade.1 . -Granulometria: Distribuição granulométrica dos agregados e proporção relativa entre eles. A trabalhabilidade compreende duas propriedades essenciais: A Consistência ou Fluidez que é função da quantidade de água adicionada ao concreto e a Coesão que é a medida da facilidade de adensamento e de acabamento.). O tronco de cone é preenchido com concreto. 5. -Traço: Proporção relativa entre cimento e agregados. lançamento.4.4 PROPRIEDADES DO CONCRETO FRESCO 5.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Retirado o cone de abatimento. dentro do qual se encontra um anel concêntrico suspenso acima do fundo. A diminuição da altura do tronco de cone é chamada de abatimento do concreto. a mistura desagrega. Se a superfície do concreto apresentar excesso ou falta de argamassa e quando o concreto é abatido por pancadas laterais. a forma do concreto mudou de um tronco de cone para um cilindro. pilares.9kg) é colocado no topo do concreto moldado.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.10 8 de diâmetro e depois vagarosamente suspenso (10 a 12 segundos). A essa altura. se estiver mal proporcionado. podendo fazer o abatimento variar em até 4cm (dependendo de sua consistência). O cone de abatimento utilizado no slump test serve para a moldagem do concreto a ser ensaiado. De 8 a 12 cm. utilizado para sapatas e blocos de fundação. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. O esforço requerido para conseguir essa remoldagem é expresso pelo número de golpes registrados. O ensaio de abatimento pode ser utilizado para fazer a verificação do bom proporcionamento da mistura. que substituiu a mesa de consistência por uma vibratória. lajes onde o lançamento é manual ou com caçambas. Existem valores de abatimento (Slump) recomendados em função do tipo de aplicação do concreto: -Volume grande de concreto com pouca armadura. O operador influência no ensaio devido a forma como ele retira o molde. então. está estritamente ligado à consistência. até que o fim da operação seja alcançado quando o traço marcado na haste atingir o topo de referência existente na guia. -Concreto bombeado. -De 6 a 8 cm. O ensaio de Powers é eminentemente laboratorial. com falta de coesão. O número de segundos necessários à remoldagem passou a ser um índice de caracterização da consistência do concreto. A mesa é. para remoldagem. b) Ensaio de remoldagem de Powers: A principal parte do aparelho é um recipiente cilíndrico. posta em funcionamento num ritmo de uma queda por segundo. O conjunto é fixado a uma mesa de consistência (flowtable). mas sua validade decorre do fato de que o esforço. O concreto sem suporte abate-se pelo seu próprio peso. -Concreto utilizado para vigas. O ensaio de Powers foi modificado por Wuerpel. Aproximadamente 4cm. um disco metálico (1.

O disco é posicionado no topo do tronco de cone e a mesa vibratória é ligada. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. consiste de uma mesa vibratória. É apropriado para os concretos medianamente e fortemente plástico. e um disco de vidro ou plástico com movimento livre e descendente o qual serve como referência do final do ensaio. em segundos. até que o disco esteja em contato com todo o concreto. O tempo necessário para remoldar o concreto da forma tronco-cônica para a cilíndrica. É medido pelo espalhamento de um tronco de cone de concreto sujeito a golpes. É normalizado na Grã-Bretanha d) Mesa de espalhamento: Utilizado na Alemanha e normalizado no Brasil.10 9 c) Ensaio Vebê: O equipamento de ensaio. um recipiente cilíndrico. O tronco de cone é colocado no recipiente. é a medida da consistência e este valor é anotado como sendo o índice Vebe. O aparelho consta essencialmente de uma mesa metálica de 70 x 70cm de diâmetro. um tronco de cone. e depois removido.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. que foi desenvolvido pelo engenheiro sueco V.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . em seguida é preenchido com concreto. Bährner. Apropriado para concreto fracamente plástico.

é colocado no centro da mesa e o enchimento é feito em duas camadas e compactado da mesma maneira que o ensaio de abatimento. mede-se o diâmetro médio do concreto espalhado.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .11 0 montada sobre um suporte que lhe permite aplicar quedas de 4 cm. Um molde. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. com a forma de um tronco de cone de 13cm de topo e 20cm de base e altura de 20cm.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. e) Caixa de Walz: Enche-se uma caixa de dimensões padronizadas com concreto e mede-se o rebaixamento que ocorrerá na massa após ser feito o adensamento (por vibração). Apropriado para concretos fracamente plásticos. O molde é então removido e são aplicados ao concreto 15 quedas. O concreto se espalha sobre a mesa. através de uma manivela agindo sobre um excêntrico.

Não existem ensaios para medida da segregação.300kg/m3 Concretos armados: 2. um ensaio normalizado da ASTM para medição da taxa de exsudação e da capacidade total de exsudação de uma mistura de concreto. geralmente. em intervalos de 30 minutos.Massa Específica: Massa da unidade de volume. aumento da permeabilidade.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .500kg/m3 * A massa específica fazendo-se uso de agregados leves é da ordem de 1. O resultado da exsudação é o topo de cada camada de concreto tornar-se muito úmido e.11 1 f) Ensaios de penetração: A trabalhabilidade é medida pela capacidade do concreto em se deixar penetrar por um objeto de formas e pesos padronizados. Fenômeno causado pela incapacidade dos constituintes sólidos do concreto fixarem toda água da mistura. A água de exsudação acumulada na superfície é retirada em intervalos de 10 minutos durante os primeiros 40 minutos e. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. daí em diante. a observação visual e a inspeção por testemunhos extraídos do concreto endurecido são.4 PROPRIEDADES DO CONCRETO ENDURECIDO 5. Valores usuais: Concretos não-armados: 2. precisando remove-la ao executar concretagem de nova etapa. podendo resultar em uma camada de concreto poroso. se a água é impedida de evaporar pela camada que lhe é superposta. 5.3 . Segundo a ASTM C 232. A exsudação provoca: • • • • enfraquecimento da aderência pasta-agregado e pasta-armadura. uma amostra de concreto é colocada e consolidada num recipiente de 250 mm de diâmetro e 280 mm de altura. Varia principalmente com tipo de agregado utilizado. fraco e de pouca durabilidade. incluindo os vazios. adequados para determinar se a segregação é um problema em uma dada situação. depende muito das propriedades do cimento. porém. A exsudação é expressa em termos da quantidade de água acumulada na superfície.Exsudação: Forma particular de segregação. formação da nata de cimento na superfície do concreto.4. onde a água da mistura tende a elevar-se à superfície do concreto recentemente lançado. 5.1 . em relação à quantidade de água existente na amostra.800kg/m3 e com agregados pesados é de 3.4.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Na Europa são utilizados outros tipos de ensaios de pouco interesse aqui no país que são os de Graff. Existe.700kg/m3. Humm e Irribarien (Norma Espanhola) e Kelly (Norma Americana).

Os fatores que afetam a resistência mecânica são: a. Forma e dimensões do corpo-de-prova f.4.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Forma e graduação dos agregados d. Resiste mal ao cisalhamento devido as tensões de distensão que verificam-se nos planos inclinados.2 . A resistência à tração é da ordem de um décimo da resistência à compressão.Resistência aos esforços mecânicos: O concreto é um material que resiste bem aos esforços de compressão e mal aos de tração. Idade c. Velocidade de aplicação de carga de ensaio g. Duração da carga PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Relação água/cimento b.11 2 5. Tipo de cimento e.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .

podendo ser expressa. é usual utilizar a PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. A resistência do concreto é inversamente proporcional à relação água. O excesso água colocado na mistura para que se obtenha uma consistência necessária ao processo de mistura. menor será a resistência do material.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Quanto maior o volume de vazios. lançamento e adensamento ocasiona.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . normalmente pela função: Esta expressão é chamada de “Lei de Abrams”. Em projetos. b) Idade do concreto: A resistência do concreto progride com a idade.11 3 Fatores a serem controlados na produção do concreto: a) Fator água/cimento: Principal fator a ser controlado quando se deseja atingir uma determinada resistência.cimento. vazios na pasta de cimento. após o endurecimento. É uma relação não linear. devido ao processo de hidratação do cimento que se processa ao longo do tempo.

Em velocidades mais baixas existe um tempo maior para propagação de fissuras que ocorrem durante o carregamento. Portanto esta velocidade é normalizada (0.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . possuindo o mesmo fator água/cimento. c) Forma e graduação dos agregados: Os concretos confeccionados com seixos rolados tendem a ser menos resistentes do que aqueles confeccionados com pedra britada.3 . Para concretos de alta resistência ou aqueles confeccionados com cimentos muito finos. mantida a relação água/cimento. A granulometria do agregado graúdo também influencia a resistência do concreto. devido a resistência à tração ser desprezada para efeito de cálculo.0. fc28= 1. bem como a adição de escórias e pozolanas. f) Velocidade e aplicação da carga: Quando aplica-se velocidades maiores a tendência é gerara valores de resistências mais elevados. e) Forma e dimensões do corpo-de. Sua importância está ligada a alguns tipos de aplicação (exemplo dos pavimentos de concreto). utiliza-se o corpo-de-prova cilíndrico de 15cm de diâmetro por 30cm de altura.2 . os limites inferiores.11 4 resistência do concreto aos 28 dias como padrão. devido a menor aderência pasta/agregado. g) Duração da carga: Nas cargas de curta duração o concreto resiste a maiores níveis de carga. levando o corpo-de-prova ao colapso em níveis de carga inferiores.20fc28. Concretos confeccionados com britas de menor diâmetro tendem a gerar concretos mais resistentes. fc365= 1. fc90= 1. Quanto mais fino possuir a mistura. d) Tipo de cimento: A composição química do cimento ( proporção de C3S e C2S) influenciam na resistência concreto.8MPa/s ou 530 a 1410kgf/s) no Brasil. 5.25 à 1. após esta idade (para o cimento Portland Comum) o aumento de resistência é muito pequeno. para concretos menos resistentes (Por exemplo: fc28 = 15MPa) pode-se assumir os limites superiores e para os mais resistentes (18Mpa<fc28>30MPa).2.70 à 2. Este efeito só é significativo para concretos de elevada resistência. A seguir estão alguns estimadores da resistência à compressão: fc28= 1.prova: Para o ensaio de resistência à compressão do concreto. Determina-se de duas maneiras: a) Por compressão diametral: Rompe-se o cilindro confeccionado para a resistência à compressão conforme mostra a figura abaixo (NBR 7222/83): PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. os coeficientes apresentados são muito grandes. maiores são as resistências iniciais do cimento. isto é.05 à 1.35fc28.50fc7. O coeficiente decresce com o aumento da resistência.50fc3.4.10 à 1.Resistência à tração: Propriedade de difícil determinação direta.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. devido a velocidade da propagação das fissuras.

11 5 Na falta da determinação. As razões da porosidade são: PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.4. a NBR 6118 permite que sejam adotados os seguintes valores: 5.Permeabilidade e absorção: O concreto é um material poroso. A interconecção de vazios de água ou ar poderá tornar o concreto permeável.3 .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .

PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. estas últimas relacionadas também à perda de água dos poros capilares.Deformações: As variações de volume dos concretos são devido aos fatores citados a seguir: -Retração autógena: Variação de volume absoluto dos elementos ativos do cimento que se hidratam.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . fctk: resistência característica do concreto à tração. : coeficiente de variação. fctj: resistência característica do concreto à tração prevista para j dias de idade.11 6 Quase sempre é necessário utilizar uma quantidade de água superior a que se precisa para hidratar o aglomerante. -Substituir parcialmente o cimento por pozolanas (cinzas volantes. -Cargas externas: A atuação de cargas externas originam as deformações imediatas e deformações lentas. 5. -Retração plástica: Variação de volume do concreto ainda no estado fresco com a perda de água. mas não de natureza argilosa. deve-se tomar as seguintes providências: -Utilizar baixos fatores água/cimento (aumentar o consumo de cimento ou utilizar aditivos redutores de água como plastificantes.4. superplastificantes e incorporadores de ar). fck: resistência característica do concreto à compressão. -Dilatação e retração térmica: Variação do volume do material sólido com a temperatura.5 ANÁLISE ESTATÍSTICA DA RESISTÊNCIA DO CONCRETO: Para a análise estatística do concreto deve-se observar as seguintes notações: fcj: resistência do concreto à compressão prevista para j dias de idade. Sd: desvio padrão. 5. Para que se obtenha concretos com baixa absorção e permeabilidade.4 . -Utilizar agregados com maior teor de finos. n: número de corpos de prova.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. cinza da casca de arroz ou microssílica) para preencher os vazios capilares do concreto através da reação entre pozolana e hidróxido de cálcio liberado nas reações de hidratação do cimento. -Retração hidráulica reversível: Variação de água dos poros capilares devido a mudanças na umidade do ar. Com a combinação química diminuem os volumes absolutos do cimento e água que entram na reação. Durante o amassamento ocorre incorporação ar na massa. -Retração hidráulica irreversível: Variação do volume de concreto endurecido pela saída de água dos poros capilares. esta água ao evaporar deixa vazios.

6 DOSAGEM DO CONCRETO 5.1 . A NBR 6118 (NB1) estabelece as seguintes condições: • quantidade mínima de cimento/m3 de concreto de 330 Kg.Dosagem Empírica: Processo de seleção e proporcionamento de materiais constituintes do concreto baseado em valores médios de propriedades físicas e mecânicas destes materiais. Este procedimento é recomendado para obras de pequeno volume.6.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . conseguidos através da experiência prévia de tecnologias e bibliografias neste assunto.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.11 7 5. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.

11 8 • proporcionamento (agregado miúdo/volume total de agregado de 30 a 50%) para trabalhabilidade adequada. p = massa unitária do agregado graúdo. dc = massa específica do cimento. • quantidade mínima de água para trabalhabilidade adequada. C: consumo de cimento por m3 de concreto.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. da = massa específica aparente do agregado miúdo. H: relação água/materiais secos a = massa unitária do agregado miúdo. dp = massa específica aparente do agregado graúdo. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . i: índice de inchamento da areia. x: Kg de água por Kg de cimento (a/c). m: Kg agregado total por Kg de cimento (m = a + p). a) Notação para o desenvolvimento das fórmulas: a: Kg agregado miúdo por Kg de cimento. p: Kg agregado graúdo por Kg de cimento.

Tabela 1: Valores de H em função de Φ max e tipo de adensamento PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.3) Determinação do fator água/materiais secos (H) em função da dimensão máxima característica do agregado graúdo e do tipo de adensamento a que o concreto estará sujeito em obra. Os valores de H conduzem a concretos com abatimentos na faixa de 6 a 9 cm de acordo com a Tabela 1.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.11 9 b.

12 0 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .

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12 3 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . A capacidade máxima de mistura é de 80% deste valor (400 litros). PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.12 4 Obs: Capacidade da cuba da betoneira (eixo inclinado) é de 500 litros. A Tabela 5 auxiliará no cálculo da produção de concreto. O volume de mistura é o somatório dos volumes unitários dos materiais.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.

(Ver equação 5. Quase todos os métodos baseiam-se em duas leis fundamentais: .2 .Dosagem Experimental: Processo de dosagem baseado nas características específicas dos materiais que serão realmente usados na obra.12 5 5.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .6.Lei de Abrams: “A resistência do concreto é proporcional ao fator água/cimento”. Os processos de dosagem experimental exigem que sejam determinadas algumas propriedades anteriormente mencionadas no método de dosagem empírico.1) PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.

1) Fixação da relação água/cimento: Fixado em função de critérios de durabilidade (Ver Tabela 6). Concreto: Dimensão máxima característica admissível de acordo com a NBR 6118 deve ser: . -Condições de exposição ou finalidade da obra. Esta argamassa deverá servir como lubrificante entre os grãos de agregado graúdo para que se consiga uma trabalhabilidade adequada.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .2. .Menor do que 1/3 da espessura das lajes. 5.Lei de Lyse: “ Quantidade de água a ser empregada em um concreto confeccionado com um determinado grupo de materiais (mesmo cimento. a) Parâmetros de dosagem: Materiais: -Tipo. devendo existir uma parte de argamassa adicional.Menor do que 1/3 do diâmetro da tubulação (quando o concreto for bombeado). Consistência desejada (Slump). . -Resistência de dosagem: Em função da resistência característica. -Análise granulométrica e massa específica dos agregados disponíveis.2 vezes do menor espaçamento entre camadas na vertical.Menor do que 1. .Menor do que 5/6 do espaçamento das armaduras em camadas horizontais. . independe do traço deste concreto”.12 6 .Menor do que ¼ da menor distância entre faces de formas. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.6. No Brasil utiliza-se muito dois métodos de dosagem: O Método da ABCP/ACI e o Método IPT/EPUSP.1 .Método da ABCP/ACI Baseia-se no fato de que cada tipo de agregado graúdo possui um volume de vazios que será preenchido por argamassa. A quantidade de argamassa será em função da quantidade de vazios e do tipo de areia empregado. b) Procedimentos: b. -Massa unitária compactada do agregado graúdo. agregados graúdo e miúdo) para obter-se uma dada trabalhabilidade. já que as areias mais grossas geram argamassas mais ásperas (menos lubrificantes). massa específica e nível de resistência aos 28 dias do cimento utilizado.

determinada na mesma forma do item 5.6. deve-se utilizar o valor correspondente a sua especificação. entrar no Gráfico 1. Procedimento.1 .1. Se não possuir a resistência do cimento. b.12 7 Observações: Quando não existe restrições quanto à durabilidade. b. CP I 32.2) Determinação do consumo de água do concreto (Cag): É feito em função da consistência e da dimensão máxima característica do agregado (Tabela 7): PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. emprega-se as expressões propostas por Helene (1993).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. apresentadas no item 5. na curva correspondente a resistência 32. b.6. o fator a/c será determinado através de um gráfico em função da resistência de dosagem (fcj) (Gráfico 1 em anexo).2 . Procedimento.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Caso o cimento utilizado não seja o cimento Portland Comum.1. por exemplo.

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12 9 proporções e determinar a massa unitária compactada(Mc). A solução escolhida deverá ser aquela que conduza ao maior Mc.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.

6. b) Definida a/c e os materiais.2.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .1) Conceitos fundamentais: a) A relação água/cimento (a/c) é o parâmetro mais importante no concreto estrutural.Método do IPT/EPUSP 1) Estudo Teórico: 1.2 .13 0 5. c) O concreto é mais econômico quanto maior for a Dmax do agregado graúdo e menor abatimento do tronco de cone.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. d) Correções assumidas como “leis de comportamento” : PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. a R e durabilidade do concreto passam a ser únicas.

7) Diagrama de dosagem: PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. em Mpa. em (Kg/Kg).6) Notação: fcj: resistência à compressão axial à idade j. m: relação agregados secos/cimento.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. em (Kg/Kg). d. k5: constantes que dependem materiais. (Kg/Kg). p: relação agregado graúdo seco/cimento. k1 k2 k3 k4. a: relação agregado miúdo seco/cimento. (Kg/Kg).13 1 d.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . a/c: relação água/cimento em massa.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .13 2 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.

2.5 (confecção traço pobre). em massa).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .Estudo Experimental: 2. medida em kg/m3. · traço 1: 6. · traço 1: 3. dc : massa específica do cimento. 1. · excesso de argamassa. · avaliação dos traços (1:m) (cimento: agregados secos totais. dp : massa específica do agregado graúdo. · traço 1: 5 (avaliação preliminar em betoneira).2) Etapa 1: Determinação do teor ideal de argamassaα para o traço 1: 5 (teor ideal de argamassa na mistura: mínimo possível). medida em kg/m3. maior custo.5 (confecção traço rico). medida em canteiro em kg/m3.2) Cálculo da resistência de dosagem: 2.13 3 Sendo: C : consumo de cimento por m3 de concreto adensado em kg/m3 d : massa específica do concreto.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. da: massa específica do agregado miúdo. a) Determinação do traço unitário: 1:a :p PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. medida em kg/m3. ocasiona riscos fissuração.1) Princípios: · 03 pontos são necessários para se obter o diagrama de dosagem. · falta de argamassa ocasiona porosidade ou falha concretagem.

e determinar as seguintes características: · relação a/c necessária para obter a consistência.7. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. exsudação. · consumo água/m3 concreto.7 CONTROLE DE QUALIDADE DO CONCRETO Baseado na NBR12655/1996 5.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .13 4 b) Determinar para cada a a quantidade material para abastecer a betoneira. e) realizar nova mistura com o traço 1:5 e o teor de argamassa ideal “definitivo”. · slump test.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.Responsabilidade pela composição e propriedades do concreto: . 5.Profissional responsável pelo projeto estrutural: · registro resistência característica concreto fck (desenho e memórias do projeto). verificação vazios e falhas. · massa específica concreto fresco. c) Pesar e lançar os materiais na betoneira (acréscimos sucessivos de argamassa: cimento + areia) sem alterar agregado graúdo . d) Determinar o teor de argamassa ideal: · definição : colher de pedreiro.1 . · consumo cimento/m3 concreto. · moldar corpos de prova para rompimento. coesão e abatimento.

consistência.Quando dosado em obra: Pelo menos uma vez dia verificar colocação materiais na betoneira.Consistência abatimento tronco de cone (Slump Test) NBR 7223 ou Espalhamento tronco de cone (Mesa de espalhamento) NBR 9606. Para cada tipo e classe de concreto colocado em uma estrutura realizar seguintes ensaios: . medidas dos materiais e do concreto e mistura) e pela definição da condição de preparo.). laudos e outros) devem estar o canteiro de obra. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.Controle da qualidade. .Resistência à Compressão. · documentação comprobatória NBR 12655 (relatórios de ensaios. · especificação requisitos correspondentes à durabilidade da estrutura e de propriedades especiais do concreto (consumo mínimo de cimento. agregado miúdo (mesma granulometria). arquivada e preservada pelo prazo legislação vigente. · concreto preparado na obra é responsável pelas etapas de execução (dosagem. retirada do escoramento. dimensão máxima agregado e outras propriedades de acordo com projeto e condições de aplicação. aplicação de protensão ou manuseio de pré-moldados).Profissional responsável pela execução da obra: · escolha modalidade preparo concreto.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. . salvo concreto produzido em central. armazenamento dos materiais constituintes. durante toda construção.2 . aceitação do concreto. Quando concreto usinado: coleta de amostras e reconstituirão do traço recém misturado. · escolha tipo de concreto.Responsável pelo recebimento do concreto: · proprietário da obra ou responsável técnico pela obra.Procedimento e plano de amostragem: . agregado graúdo (mesma dimensão máxima característica.7. 5. tipo de cimento. módulo de deformação estático mínimo na idade de desforma. relação água/cimento.13 5 · especificação de fck para etapas construtivas (retirada de cimbramento.Verificar materiais no canteiro corresponde aos utilizados na dosagem: Cimento (mesma marca comercial e especificação). ajuste e comprovação do traço. atuar em diferentes fases do processo de produção. etc. origem mineralógica e forma dos grãos) e as quantidades relativas dos constituintes do concreto (traço). . cuidados requeridos pelo processo construtivo. .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . .

centrifugação. c) Mistura: Manual ou Mecânica (Betoneiras).8 PRODUÇÃO DO CONCRETO A produção do concreto consiste em uma série de operações ou serviços executados e controlados (mistura. -Agregados: Evitar segregação durante o lançamento das pilhas. cloretos. abrigados da chuva e umidades excessivas. b) Proporcionamento: Dde acordo com a dosagem em laboratório.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Quanto à direção: horizontal. Utilizar barracões.13 6 5. absorção e trituração. Com os agregados miúdos devem tomar cuidado para que enxurradas carreiem as parcelas finas. f) Adensamento: Manual: Barras de aço (soquetes) e Mecânico: Vibrador. cobertos e protegidos. adensamento e cura) para que seja possível obter um concreto com as propriedades especificadas. vibrador de forma e placa. g) Cura PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. etc. evaporação. Durante o carregamento. e) Transporte: Do local de amassamento para local de lançamento. com estrados de madeira ou material equivalente. admitindo-se pilhas de até 15 sacos de altura). e) Lançamento: Colocar no ponto onde deverá permanecer definitivamente. Pode ser de 60 dias em locais de clima seco. -Água: Não pode ter contaminação por materiais como açúcar. Pode ocorrer problemas durante o transporte: Hidratação do cimento. vertical e oblíquo. mesas vibratórias. bastante reduzido em locais de clima úmido. as pilhas não devem ter mais do que 10 sacos em altura (a não ser que o tempo de estocagem seja inferior a 15 dias. lançamento.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . de acordo com o projeto. Atualmente maior parte do concreto é lançado em estrutura de edifícios pelo processo de bombeamento. evitando o contato direto dos sacos de cimento. réguas vibratórias. a) Manuseio e estocagem dos materiais: -Cimento: Embalados em saco de papel. evitar que o material contenha solos e outras impurezas. evitar que a pá ou lâmina da carregadeira trabalhem muito rente ao solo. ácido húmico. Período médio de estocagem: 30 dias. transporte. pilhas de diferentes materiais devem estar bem separadas para evitar misturas que venham a interferir nas proporções da mistura final.

PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. abrasão) ou biológicos (fungos. bactérias. ácidos inorgânicos. sais inorgânicos. variação térmica. argila e silte. concretos no mar ou em atmosferas marítimas. fissuras por esforços mecânicos excessivos.9 PATOLOGIA DO CONCRETO a) Destruição do concreto armado por esforços mecânicos (limites de utilização. d) Depreciação do concreto por manchas e eflorescências. tubulações de esgotos sanitários. concretos em ambientes industriais.Concretos em solos agressivos.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. rupturas por choque. →Ocorrências mais comuns de corrosão do concreto: . físicos (retração hidráulica. água pura. fogo.13 7 5. dimensionamento das juntas de dilatação. gelividade.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . b) Destruição da armadura do concreto armado sob a ação de agentes químicos ou eletroquímicos (corrosão da armadura). c) Destruição do próprio concreto (corrosão do concreto) sob a ação de agentes químicos (substâncias orgânicas. aditivos). pavimentos de concretos não revestidos. bolores e vegetais). deformações excessivas).

1 – Classificação das Árvores: Estes vegetais botanicamente pertencem ao ramo dos Fanerógamos ou Esperamtófitos. desde que as florestas sejam adequadamente manejadas). Compreendem as árvores tropicais. de pouco ou nenhum interesse na produção de madeira para fins estruturais. pessoal desqualificado). classificando-se de acordo com sua germinação e crescimento em: a) Endógenas: De germinação interna (desenvolvimento se processa de dentro para fora). Resiste bem aos esforços de tração e compressão. caule. Reproduzem-se por sementes. Resistência menor que prevista nos cálculos (falta de tecnologia.2. Segregação (concreto lançado em queda livre ou quando ocorre falta ou excesso de vibração). É um material renovável. 6. Bambu Palmito. Chochos (vazios internos). e a matriz amorfa é a lignina. CAPÍTULO 7 MADEIRAS 6.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Deformações geométricas (fôrmas mal feitas). PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.2 ORIGEM E PRODUÇÃO DAS MADEIRAS 6. etc.13 8 e) Defeitos congênitos de execução do concreto armado: Bicheiras (superfície perfurada). (Tem a característica especial de ser renovável. isto é. onde a rede cristalina é a celulose. dotados de raízes. de alta resistência à compressão. vegetais completos. de boa resistência mecânica e trabalhada facilmente. folhas e flores. de alta resistência à tração. monocotiledôneas.1 INTRODUÇÃO A madeira é um material leve. como por exemplo: Palmeira. cujo processamento industrial requer baixo consumo de energia.

lenho de madeira branca. folhosas ou “árvores de madeira de lei”. O desenvolvimento da árvore se processa pela adição de novas camadas concêntricas de células.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. de fora para dentro – Anéis de crescimento. tem sementes (pinhas) descobertas.2) Angiospermas ou dicotiledôneas (hardwood): -Denominadas de frondosas. -Sementes em frutose folhas achatadas. folhas aciculares e tem. com cerca de 400 espécies industrialmente úteis. -Não produzem frutos. -Folhas perenes em forma de agulha. geralmente. -Abrangem 65% das espécies conhecidas. b. -Compreende 35% das espécies conhecidas. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .1) Ginospermas (softwood): -Classe importante das coníferas ou resinosas. b. com 1.500 espécies úteis: 50% frondosas tropicais e 15 % em zonas temperadas. Constitui grupo de árvores aproveitáveis para produção de madeira para construção.13 9 b) Exógenas: De germinação externa. esta última denominação brasileira. Estas árvores compreendem dois grupos: as Ginospermas e as Angiospermas. largas (latifólios) e caducas.

2. medula e raios medulares (Figura 1). Parte formada por células mortas e esclerosadas.1) Cortiça: -Protege os tecidos mais novos do ambiente. Veículo da seiva elaborada das folhas para o lenho do tronco. Quando é feito um corte transversal em qualquer ponto de uma árvore. As alterações ocorridas no alburno vão formando e ampliando o cerne. encontram-se as seguintes partes: Casca. Constituído por células em permanente transformação: O Tecido Meristemático. o caule e a copa. -Solo água + sais minerais ( recolhidas através dos pêlos absorventes das raízes). b) Câmbio ou Camada Geratriz (cambium): Camada invisível a olho nu (fina e quase invisível camada de tecidos vivos). Seiva elaborada.6.1) Cerne interior (heartwood): Cor mais escura que o alburno. principais constituintes do tecido lenhoso. a. Não tem importância para construção e é eliminada no aproveitamento do lenho. Durante a alteração. lenho (alburno e cerne). a cortiça. c) Lenho: Núcleo de sustentação e resistência da árvore. Em algumas espécies como o sobral. as paredes das células impregnam-se por taninos. a. A casca divide-se em: Casca Externa: Cortiça (outer bark) ou camada cortical (tecido morto) e Casca Interna: Líber (inner bark) ou floema (tecido vivo). -Não apresenta interesse como material de construção. que desenvolve-se bastante. o angico. mas é desaconselhável e antieconômico retirar todo o alburno (branco das árvores) como imprestável para a construção: Economicamente: . Nas folhas água e sais minerais. compacidade. flores e frutos. a) Casca: Responsável pela proteção da árvore contra agentes externos. de excessos de evaporação e dos agentes de destruição. Apresenta duas zonas distintas: c. recheio de entrepisos). -Copa: Se desdobra em ramos. câmbio. -Seiva Bruta que sobe por capilaridade pela parte viva do lenho (alburno) até as folhas.2 – Fisiologia (Partes componentes) e Crescimento das Árvores: Compõem uma árvore a raiz. -Folhas e outras partes verdes absorção do anidro carbônico e o oxigênio do ar. -Racha.2) Líber -Conduz a seiva elaborada a partir de substâncias retiradas do solo e do ar. O cerne apresenta mais peso. a casca apresenta um tecido suberoso. resinas e materiais corantes que obstruem os vasos e conferem ao cerne uma cor mais escura que o alburno. Seção útil do tronco para obtenção das peças estruturais de madeira natural ou madeira de obra. Não é atrativo aos insetos e outras pragas. É no câmbio que acontece a transformação dos açucares e amidos em celulose e lignina. por exemplo. -Raiz: Ancora a árvore no solo água (sais minerais): Seiva bruta. folhas. Conduz a seiva bruta e seiva elaborada. Crescimento transversal: Anéis anuais de crescimento. dureza e durabilidade que o alburno. Nos anéis de crescimento se refletem as condições de desenvolvimento da árvore. -Isolamento termoacústico: (revestimento de paredes. Protege o lenho. -Tronco ou caule: Sustenta a copa com sua galharia. Situada entre a casca e o lenho. no tronco. cai e é renovada. a corticeira. entre outros.

é importante pois realizam uma amarração transversal das fibras. Tem a função de resistência e é condutor de seiva bruta. sendo um material mole e esponjoso e de cor escura. quando significativa.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Sua presença. Resistência da árvore.2) Alburno externo (sapwood): Parte formada por células vivas e atuantes.141 alburno 25-50% conforme a espécie e tecnologicamente: características mecânicas satisfatórias e impregnação fácil.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. clima. tipo de solo. c. e) Raios Medulares: São desenvolvimentos transversais radiais de células lenhosas cuja função é o transporte e armazenamento de nutrientes. impedindo que elas “trabalhem” de maneira exagerada frente as variações do teor de umidade. 6. pois esta composição sofre variações de acordo com diversos fatores como. etc. Efeito estético e decorativo. condução de sucos vitais e armazenamento de reservas nutritivas.3 Estrutura fibrosa do lenho: Para sua sustentação. mesmo assim podemos afirmar que existem três componentes principais na madeira que são Lignina (18% a PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.3 COMPOSIÇÃO QUÍMICA DA MADEIRA A composição química da madeira não é definida de forma precisa para uma espécie de madeira ou mesmo para uma madeira específica. por ascensão capilar desde a raiz até a copa. Não possui resistência mecânica nem durabilidade. Sua presença em peças serradas constitui um defeito. 6. d) Medula (pith): É o miolo central do lenho.2. localização geográfica.

-Divide-se em: Celuloseβe : Hemicelulose (Pequenas moléculas de polissacarídeos mais pectose e solúvel em soda cáustica) e Celuloseα (Base estrutural das paredes celulares. -A celulose é formada por repetições de unidade monomérica. -Alta resistência à tração. pouco elástica. madeira. etc). substâncias nitrogenadas. Hidrogênio (5.3. encontrado na natureza (algodão. como óleos. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. fornece estrutura à madeira. incolor.3. enquanto que na hemicelulose são diversas dessas unidades que aparecem condensadas. sais orgânicos ácidos orgânicos (4% a 10%). -Alto grau de polimerização. açúcares. Os elementos que compõem a madeira são mais ou menos os seguintes: Carbono (50%).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . insolúvel em soda cáustica e ácidos diluídos). Oxigênio (44%). de estrutura não definitivamente estabelecida.1 Celulose (C6H10O5)n: -Polímero constituído por cadeias monoméricas glicosídicas. -Polímero tridimensional que apresenta composições diferentes para coníferas e folhosas (maior quantidade em coníferas do que folhosas). 6.2 Hemicelusose: -São polissacarídeos associados com a celulose e a lignina em tecidos vegetais.3 Lignina: -Composto complexo aromático de alto peso molecular. tornando-a a mais importante matéria prima de origem vegetal disponível ao homem. -Conteúdo de hemicelulose em um vegetal arbóreo (25% a 35%). considerados materiais poliméricos complexos. -Componente de maior importância nas paredes das células das madeiras. com resistência mecânica apreciável. forma fibras e possui regiões cristalinas e amorfas. -São carboidratos que apresentam baixo grau de polimerização (<150 unidades).3. São os extrativos que conferem as propriedades organolépticas às madeiras: cheiro. 6. resinas. bambú.142 35%). gosto e também resistência ao ataque de fungos e insetos. Existem outros componentes que estão presentes principalmente na forma de extrativos orgânicos e inorgânicos.5%) e traços de muitos íons metálicos. taninos.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. amidos. cor. -Ocorre intimamente associada à celulose e parece contribuir como um componente estrutural dos tecidos vegetais. não formam fibras e possuem somente regiões amorfas. Hemicelulose e Celulose (65% a 75%). insensível a umidade e às temperaturas habituais. elástica e solúvel em H2SO4. considerando peso da madeira seca.Impermeável. 6. -Constitui cerca de 1/3 do material total produzido por todas as plantas coletivamente. .

Prende-se a características notáveis da espécie. dimensões e forma das Células lenhosas. .Atua como material “cimentante”. No atlas constam os elementos anatômicos típicos: grupamento. como: configuração do tronco e copa. Pau-marfim (aparência homogênea do lenho). Pau-ferro(grande resistência mecânica). Realizada por conhecedores com prática adquirida. por um botânico especializado. No entanto. de espécie para espécie. Ex.Responsável pela alta rigidez da madeira.É uma resina natural amorfa que reveste externamente as paredes das células aglomerando-as em conjunto: 75%. Mesmo nome para identificar duas ou mais espécies diferentes. Não tem valor científico. textura da casca. pois estão registradas e colecionadas fotografias das espécies em diferentes estágios de crescimento. são nomes sugestivos que traduzem um conhecimento íntimo da espécie: Açoita-cavalo(resistência dinâmica elevada (tenacidade). sabor do lenho. está localizando-a no reino vegetal. Existe três procedimentos para identificação das espécies lenhosas: -Identificação vulgar: É uma primeira aproximação. . A coleta de elementos de identificação é possível determinar o gênero e a espécie do exemplar. ligando os elementos estruturais das madeiras (fibras. examinadas em microscópio de 50 aumentos e comparadas com lâminas – padrão ou com um atlas de microfotografias.: Peroba-rosa (aspidosperma polyneuron). Conforme a região a mesma espécie tem nomes diferentes.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . 6. Peroba dos campos (paratecoma peroba). Exige confrontações com atlas de herbários. em vários casos. exemplares de folhas. coloridas. A espécie é identificada pelo seu nome vulgar.). normalmente relacionada a uma característica predominante. frutos e sementes. vasos.Encontrada na camada intercelular (middle layer): 25%. . etc. determinando sua família.Identificação botânica: Uma segunda aproximação. ainda que botanicamente afins. Procedimento: Retira-se do lenho do exemplar a ser identificado um prisma 1 x 1 x 4 cm perfeitamente orientado em relação às fibras. Do pequeno prisma são extraídos três lâminas com 10 a 20 micrômetros (10 .143 . aspectos das flores e frutos.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. outra no sentido radial e a terceira no sentido longitudinal – axial das fibras. flores. traqueídeos.20µm) de espessura: uma lâmina tangencial aos anéis de crescimento. Estas lâminas são dessecadas. Pinho do paraná (araucária augustrifolia).4 IDENTIFICAÇÃO BOTÂNICA Quando identifica-se botanicamente uma essência lenhosa. . PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.Identificação micrográfica: É cientificamente exata e baseada num estudo comparado da estrutura anatômica do lenho. . . onde a constituição varia de gênero para gênero e.Muitas propriedades físicas e mecânicas da madeira dependem da presença da lignina. gênero e espécie. etc.

PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. 6.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. →Material usado: Machado do lenhador.1) Corte: Em épocas apropriadas: inverno (Brasil meses sem “ r ”). para que exista um aproveitamento econômico adequado. →Pode ser descascada ou decortiçada.5 PRODUÇÃO DA MADEIRA A produção das madeiras de obra (peças de madeira natural serradas) inicia-se com o Corte e desenvolve-se na Toragem.5. o corte das árvores é feito sempre precedido de um levantamento dendrométrico. Aparelhamento das peças. →Lado seco da árvore onde o lenho é mais resistente ( lado dos ventos predominantes→ Corte de traçador pelo lado oposto.144 6. jiraus.2) Toragem e Falquejamento: →Árvore é desgalhada e traçada de 5 a 6 m. alavancas. evita que o tronco fendilhe ou tombe sobre o operador. Cunhas.5. Desdobro. Na exploração bem conduzida de reservas florestais. →Abrir um “talho” ou “barriga”.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Falquejamento. Serras traçadoras manuais e mecânicas. 6. → Pode ser “falquejada”: Retirar 4 costaneiras a machado ou à serra→Seção fica grosseiramente retangular (Figura 2).

de de de ou Tipos de Desdobro: . Tem a desvantagem de exigir mais mão-de-obra e perdas muito maiores de material (Figura 4).3) Desdobro (ou desdobramento): Operação final na produção de peças estruturais madeira bruta. Ressalta o desenho dos veios. Serrada e Beneficiada: Bruta é a tora propriamente dita ou a falquejada. Obtenção de pranchões “coucoeiras” (Espessura > 7. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Realiza-se nas serrarias com utilização de: Serras de fitas contínua. Não é usado em larga escala. Nomenclatura e dimensões da madeira serrada estão fixadas na PB5 da ABNT: Madeira Serrada e Beneficiada. Pranchas de melhor qualidade. Dá acabamento quase uniforme e maior resistência estrutural. É o processo mais utilizado (Figura 3). As peças cortadas desta forma empenam menos. . Melhora resistência ao desgaste da madeira.: Madeira Bruta.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . não racham facilmente e apresentam maior uniformidade na secagem.4) Aparelhamento das peças: Obtenção de peças nas bitolas comerciais por serragem e resserragem das pranchas.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Com uma só lâmina ( serras americanas ou serras centro) e com várias lâminas paralelas ( serras francesas).Desdobro radial: Pranchas normais aos anéis de crescimento. 0 cm.5. Serras fitas alternadas ( serras de engenho).5.145 6.0 cm). Proporciona economia de manufatura e pouca perda de material. Obs. Largura > 20. 6.Desdobro normal: Pranchas paralelas aos anéis de crescimento.

Os desvios de veio e fibras torcidas prejudicam a resistência das peças (acentuam a anisotropia) e são responsáveis pelos empenos em forma de arco ou hélice. transformando-os em forma e dimensão compatível para uso na construção civil (Ex. 6. a) Rachaduras→Grandes aberturas radiais no topo das toras ou peças (mecânica ou secagem). lambri.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Devidos a retratilidade da madeira durante os processos de secagem natural ou artificial.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . dimensões e número.6 DEFEITOS São anomalias em sua integridade e constituição que alteram o desempenho e as propriedades físico-mecânicas. rodapé. O critério de classificação dos defeitos . tipo de solicitação. assoalho.2) Defeitos de Secagem→Secagem mal conduzida. que foram envolvidos por novas e sucessivas camadas de crescimento do lenho. 6. São deslocamentos. Acontece. a) Nós: Resultante de ramos da árvore primitiva. geralmente. A beneficiada é a peça que passou por vários desdobros e por um processo de molduragem em máquinas especiais (Ex. e) Curvatura→Encurvamento longitudinal ( secagem ou defeito de serragem). permite distinguir os quatro grupos seguintes: 6. vigote. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. c) Ventos: Durante a vida do vegetal ocorrem paralisações de crescimento e golpes (de vento) ou ações dinâmicas. localização na peça. Distribuições do lenho segundo uma espiral em torno da medula.: taco. vivos ou mortos. →Tração axial: sem efeito (são alinhadas/eixo das fibras). sarrafo.1) Defeitos de Crescimento→Alterações no crescimento e estrutura fibrosa.146 Serrada é a peça que passou por vários desbobros. mas depende da sua posição/ plano neutro. →Cisalhamento: redução da seção resistente: muito prejudicável. b) Fendas→Pequenas aberturas radiais no topo das toras ou peças (movimentos ou secagem). b) Desvios de veio e fibras torcidas→Desvio de veio: Devido ao crescimento acelerado de fibras periféricas enquanto o crescimento interno é estacionário→árvore jovem.6. meia-cana). próximo às raízes. ripa. Peças com vento tem uso proibido para estrutura. Influência dos nós no desempenho das peças depende de: tipo. etc. conforme as causas de sua ocorrência. prancha. Ocorre durante variações de umidade que provoca tensões internas. d) Abaulamento→Empenamento no sentido da largura (secagem).). São os defeitos de secagem mais freqüentes. separações com descontinuidade entre fibras ou entre anéis de crescimento. c) Fendilhado→ Pequenas aberturas ao longo das peças ( secagem).6.: tábuas. →Fibras torcidas: Devido a uma orientação anormal das células lenhosas. f) Curvatura lateral→ Encurvamento lateral das peças. Conseqüência das tensões diferenciais criadas as peças devido à retratilidade desigual entre as camadas periféricas e internas durante a secagem.

ação da luz e chuvas : Reduzem a seção resistente das peças estruturais e agravam os defeitos já existentes. Degradação de sua qualidade. Vantagens da secagem: Diminuição do peso.Inspeção regular das peças. Tratamentos de prevenção e preservação: . insetos. furadores marinhos. fendas e machucadeiras. → Abate e derrubada das árvores: fraturas. Desenvolvimento da secagem: 1) Evaporação da água livre ( vazios capilares) →sem retração. Melhora a estabilidade dimensional e a resistência mecânica. fibras cortadas. substituição se necessário. etc. fungos e destruidores.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Aumento da resistência aos agentes de deterioração.Madeiras com alta durabilidade natural ( extrativos). pintura). radiações UV. rachas). Secagem natural e em estufas: →Secagem natural : realizado em pátios junto a serrarias. Para evitar o aparecimento das conseqüências da retratilidade (empenos. 6.8 PRESERVAÇÃO Durabilidade: É a resistência que as madeiras apresentam aos agentes de alteração e destruição de seu tecido lenhoso: fungos. Facilita os processos de preservação e tratamentos ulteriores.4) Defeitos de Alteração→Agentes de deterioração .Ventilação adequada ( baixar a umidade. Os processos de preservação aumentam a durabilidade. 6. 6..3) Defeitos de Produção→Desdobro e aparelhamento das peças. . PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.7 SECAGEM Necessidade de obtenção de grau de umidade nas peças de madeira compatível com o ambiente de emprego.6. 2) Evaporação da água de impregnação (paredes das células) até atingir o ponto de saturação ao ar→ retração. →Ataque de predadores (fungos e insetos).Produtos preservadores ( impregnação.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. rachaduras.Mofos e manchas (azulamento).) .6. insetos xilófagos. . → Desdobro e serragem das peças: cantos esmagados. → Secagem artificial : Espécie lenhosa e teor de umidade dela conhecidos.147 6. A durabilidade natural depende: da própria natureza do material e dos fatores externos.

-Processo de dois banhos ou de banho quente e frio: Peças são imersas num tonel contendo o impregnante. Processos de impregnação sob pressão reduzida e Processos de impregnação sob pressão elevada. cruzetas. furacões e entalhes (peças estruturais). hidráulica. → Processos de impregnação superficial: Pinturas superficiais ou imersão das peças em preservativos adequados. A madeira se apresenta com mudança de coloração. -Remoção das cascas e cortiças: melhora a permeabilidade aos impregnantes e remove o veículo preferencial dos insetos.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Imersão em solução preservativa ( mesmo rápida) será sempre mais efetiva do que uma simples pintura superficial e proteção de 2 a 3 mm (resiste ao ataque de insetos e pequenas fendas de secagem). Peças são transferidas rapidamente para um outro recipiente contendo o mesmo impregnante frio (20-30 minutos). Método usado para postes. protegidos e sujeitos a fracas variações higrométricas. 6. moirões e pontaletes roliços quando ainda verdes. capilar e osmótica.2) Principiais processos de preservação: → Classificados segundo a profundidade da impregnação: Processos de impregnação superficial.8. secagem adequada (evitar as fendas) e tratamento de preservação ( antifungicidas). → Insetos: Larvas de caruncho se alimentam da celulose e minam extensas galerias no tecido lenhoso.8.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Recomendados para peças de madeiras secas destinadas a ambientes cobertos. -Desseivagem. Cupins: usam a madeira como abrigo e alimento. Depois do aquecimento até a temperatura de ebulição da água (4 horas). Precisam de oxigênio atmosférico. temperatura em torno de 20o C e teor de umidade acima de 20% para sobreviver e proliferar eles. fendilhada. -Resserragem. Penetração é forçada pela aspiração do impregnante pelo vácuo relativo que se formou nos vazios da madeira com a evaporação da água e expulsão do ar aquecido. se a altura de imersão ultrapassar a linha de afloramento das peças quando enterradas no solo. →Bactérias: Provocam uma decomposição química da madeira por oxidação ou redução. → Processos de impregnação sob pressão reduzida: Aproveitamento de pressão naturais: atmosférica.1) Deterioração: → Fungos: Comem o carbono dos carboidratos do tecido lenhoso pela ação de enzimas. desdobro em época apropriada. →Tratamento prévio: -Secagem a um teor adequado de umidade: facilita e impregnação. -Processo de substituição da seiva : Para tratamento de postes. evita a formação de fendas e esteriliza (estufa). As peças são imersas (em pé) até a altura conveniente num recipiente contendo uma solução salina concentrada. → Luz solar (UV) : Espessura deteriorada de 1 mm em 20 anos. Prevenção: Eliminar um dos fatores citados anteriormente. → Crustáceos e moluscos: Alimentam-se de celulose em madeiras imersas. aspecto esponjoso. Bastante efetivo. Necessitam as mesmas condições ambientais de desenvolvimento que os fungos. aramados.148 6. O impregnante sobe pelo alburno por pressão capilar PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.

3 horas.: pontaletes roliços de 15cm de diâmetro e 3cm de comprimento→6 semanas. -Processo de impregnação por osmose (madeira verde): Aplicação na superfície das peças (acima e abaixo da linha de afloramento) de uma espessa camada gelatinosa de imunizante concentrado com uma bandagem de plástico impermeável. . . .3) Principais produtos de preservação: São produtos tóxicos ou de contato (fungicidas. -Preservativos orgânicos (óleo).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . 3) Creosoto: -Fração de destilação do alcatrão ( hidrocarbonetos. → Processos de impregnação em autoclave: São processos mais eficientes p/ produção industrial de postes para redes de transmissão e distribuição de energia elétrica. inibidoras de retratilidade.Alta toxidez aos organismos xilófagos ( fungos. cromo e arsênio (CCA). Devem apresentar as características seguintes: .Alto grau de retenção nos tecidos lenhosos. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. .). Processo é lento e em função de condições de tempo que regulam a secagem. Classificação: 1) Soluções de sais hidrosolúveis: à base de cobre. à base de cobre e arsênio em solução amoniacal (ACA). -Banho com o imunizante sob alta pressão. ácido bórico e bórax (GB).Fosfatos de monoamônia e diamônia. → Retardantes de chamas . retardante de fogo.8. O imunizante vai difundir no tecido lenhoso por osmose. -pentaclorofenol diluído em óleo. -Processo Bethel: Vácuo Inicial durante 2 horas (retirada do ar e umidade do tecido lenhoso). . 2) Soluções de sais solúveis em óleo: -à base de zinco e cobre. cruzetas.Estabilidade. fenol e derivados aromáticos). -Processo Reupig: Pressão inicial (3 atm.149 e osmose substituindo a seiva e a umidade do lenho à medida que as mesmas evaporam na secagem. insetos).) a seco ( 90 min. . 3 horas.Alta difusibilidade através dos tecidos lenhosos.) temperatura 90/100oC. inseticidas ou anti-moluscos). temperatura 90-100oC. Vácuo final (30 min): retirada do excesso de preservativo. Diluídos em um solvente (água ou óleo de baixa viscosidade). diluídos em óleo. dormentes de via férrea e pilares de madeira.Segurança para os operadores. Preservativos óleos (creosoto) e aquosos ( a frio). 6.Aplicados na superfície ou por impregnação sob vácuo. Ex. Banho preservativo em alta pressão (10 atm. Vácuo final para expulsar o excesso de preservativo.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.Incorrosível para metais e a própria madeira. Propriedades que podem ser acrescentadas: impermeabilização. cromo e boro (CCB). -Não é usado no interior das construções: cheiro forte. * A madeira deve ser pintada depois do tratamento. à base de cobre. sulfato de amônia.

Figura 5: Localização na tora das seções onde são marcados os corpos de prova e marcação dos corpos de prova nas seções da tora. 6. Ex.1 . -OH. .Colocando moléculas que vão substituir a água contida entre as microfibras das paredes das células lenhosas. Após o corte da árvore. a madeira perde lentamente a água até atingir um conteúdo de umidade de equilíbrio com PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.PROPRIEDADES FÍSICAS E ENSAIOS FÍSICOS a) Umidade: Objetivo: Tanto a holocelulose como a lignina que compõem a parede celular da madeira. que se atraem mutuamente e também atraem moléculas de água. apresentam numerosos grupos hidróxilas. → Estabilizantes dimensionais .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .Diminuir os movimentos da madeira ( retratilidade).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.Aumentam a temperatura mínima de ignição da madeira e diminuem a velocidade de propagação do fogo. .150 . o tecido lenhoso se encontra saturado de água.9 PROPRIEDADES FÍSICAS DAS MADEIRAS E ENSAIOS FÍSICOS Extração de corpos de prova da tora de madeira: Para caracterização de uma espécie demadeira ou para o conhecimento das propriedades de uma espécie de determinado local.9. 6.Incorporados (se possível) com o preservativo. devem ser escolhidas 3 toras de madeira de onde serão retirados os corpos de prova para os ensaios (Figura 5). polietileno-glicol (PEG). Quando vivo.: anidrido acético.

A partir deste ponto. 1997). A madeira quando verde. independentemente da espécie considerada. provocaremos a evaporação da água que satura as paredes das células. Como dentre as espécies conhecidas. assim torna-se imprescindível a sua determinação antes de cada ensaio. parte ou toda a água de capilaridade pode ser removida. Conclui-se que as madeiras mais leves contém mais espaços vazios que as madeiras mais pesadas. sem que o volume inicial diminua.água de capilaridade ou embebição.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. o ponto P do gráfico.5g/cm3. como sendo a massa específica convencional obtida pelo quociente da massa seca pelo volume saturado.água de adesão ou impregnação. A maioria das propriedades mecânicas variam com o teor de umidade da madeira. c) Retratibilidade A retratibilidade é o fenômeno de variação dimensional que ocorre com a madeira quando há uma alteração no seu teor de umidade. Quando uma peça de madeira verde é seca. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. O ensaio é feito de acordo com o Anexo B (NBR 7190.151 as condições do ambiente. apresenta umidade em seu interior sob três formas: .20g/cm3 (Balsa) até 1.1g/cm3 (Aroeira do Sertão). Como na caso da umidade. caso se continue a secagem da peça. O ensaio é feito de acordo com o Anexo B (NBR 7190. com o aparecimento de contrações volumétricas (Figura 7). 1997). b) Densidade ou Peso Específico Aparente A “densidade básica” da madeira é definida pela NBR 7190. . A densidade da substância que compõe a parede celular é da ordem de 1.água de constituição. as características mecânicas da madeira variam com o peso específico da madeira. a densidade pode variar desde 0. O fim da evaporação dessa água de capilaridade assinala um ponto característico denominado “ponto de saturação” ao ar (“fiber saturation point” ou “point de saturation a l`air”).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . . processos exatos.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. 3. Madeira verde. ocorre quando a madeira ganha água.Ponto de saturação ao ar : É o ponto acima do qual a madeira não varia mais o seu volume e sua resistência com o aumento da umidade. Madeira seca ao ar . representa o coeficiente angular da reta OP da Figura 7 . Das medidas das contrações volumétricas resultam os seguintes dados sobre a retratibilidade da madeira: . onde o teor de umidade da madeira está em equilíbrio com a umidade do ambiente (entre os pontos A e B do gráfico). onde o teor de umidade da madeira está acima do “ponto de saturação do ar”. O fenômeno inverso (inchamento).10 PROPRIEDADES MECÂNICAS E ENSAIOS MECÂNICOS a) Umidade. passando do ponto de saturação ao ar até o ponto de completamente seco.Contração volumétrica total (CVT): Por definição é a perda em porcentagem do volume de madeira. (Figura 7) 2. Tanto a contração volumétrica quanto a linear são medidas em 3 teores de umidade característicos: 1. perde espaços que tendem a se aproximar devido a força de coesão. 6. O valor da CVT indica aproximadamente a aptidão da madeira apresentar fendas de retração ao secar. pois a água de impregnação encontra-se infiltrada nos espaços existentes nas espirais constituídas de grandes cristais (fibrilas) e quando a madeira perde essa água. . baseado nas contrações lineares. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Este ponto é obtido pelo quociente entre a contração volumétrica total e o coeficiente de retratibilidade. O procedimento direto (medida do volume). .152 Essas contrações são maiores no sentido radial e tangencial. Essa aptidão é também caracterizada por um valor elevado na relação entre as contrações tangencial e radial.Coeficiente da retratibilidade volumétrica: Ou porcentagem da variação de volume para a variação de uma unidade na porcentagem da umidade. é o mais usual. segundo as direções normais ao eixo longitudinal das células . Este coeficiente indica a maior ou menor propensão da madeira de se deformar em função das variações de umidade. A contração volumétrica pode ser alcançada de duas maneiras: diretamente pela medida do volume ou indiretamente. Madeira completamente seca .

6. 6. 1997). p) Resistências das emendas dentadas e biseladas. 6.11. No final deste capítulo encontra-se em anexo os métodos de ensaio para determinação das propriedades das madeiras citadas anteriormente (NBR 7190. i) Fendilhamento. o) Tração normal à lâmina de cola. 6. g) Tração normal às fibras.11. m) Embutimento.1) Madeiras laminadas (Laminated Timber): Associação de tábuas de fraca espessura por colagem. k) Dureza.2) Madeiras laminadas compensadas ou contreplacados de madeira (Plywood): Lâminas finas coladas umas sobre as outras de maneira que as fibras de uma se disponham normalmente às das lâminas vizinhas.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. 6.4) Madeiras reconstituídas (Fibreboard): o tecido lenhoso é reduzido a uma polpa de fibras dispersadas que são reaglomeradas sob pressão com resinas. l) Resistência ao impacto na flexão. e) Tração paralela às fibras.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . j) Flexão. c) Estabilidade dimensional. d) Compressão paralela às fibras. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.11 MADEIRAS TRANSFORMADAS: Tem o objetivo de atenuar e até eliminar as características negativas das madeiras: Heterogeneidade. Anisotropia e Dimensões limitadas.3) Madeiras aglomeradas (Chipboard): Fragmentos menores são aglomerados com cimentos minerais ou resinas sob pressão variada. f) Compressão normal às fibras.11.11. h) Cisalhamento.153 b) Densidade. n) Cisalhamento na lâmina de cola. As madeiras transformadas são reaglomeração de fragmentos cada vez menores do lenho original.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .154 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . novas: . Cerâmicas avançadas. cimento Portland.Impermeáveis: vidros de silicatos.Porosas: produtos das argilas.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. finas. grès porcelânico. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. .155 ANEXO CAPÍTULO 8 MATERIAIS CERÂMICOS CERÂMICAS: Cerâmicas Tradicionais: Produtos das indústrias dos silicatos.Óxidos cerâmicos puros. .

Boretos.Materiais de cerâmicas.1.1 MATERIAIS CERÂMICOS 7. Resultantes da degradação das rochas sob a ação da água e gás carbônico. →Definição científica: Associação entre elementos metálicos e elementos não-metálicos geralmente por ligação iônica. b) Argilo-minerais: Silicatos hidratados de alumínio. . . sol-gel. com alta plasticidade quando úmidas e que. supra-condutoras. secagem.Refratários alto desempenho. mas frágeis. . .Peneiras moleculares. matéria orgânica.Vidros especiais. semi-condutoras.Cermet.005 mm.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. mica. Não existe duas jazidas de argila rigorosamente iguais. segundo a ABNT. etc. mais elementos alcalinos e alcalino. etc.Cermpolímero.Materiais de cimento. . alumina. . ferro e magnésio.Vidro-cerâmicas. Duros. . Classificação de Grim para os argilo-minerais: PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. e cozedura das argilas ou de mistura contendo argilas.1) DEFINIÇÕES: a) Pedras Artificiais: Materiais que substituem as pedras em suas aplicações ou têm aparência geral semelhante.2) AS ARGILAS: a) Definição: Materiais terrosos que quando misturados com a água apresentam alta plasticidade.Cerâmicas magnéticas. magnésio. óxido de ferro. Constituídas de partículas cristalinas extremamente pequenas formadas por um número estrito de substâncias: os argilo-minerais (uma argila pode ser constituída por um ou mais argilo-minerais). 7. condutoras. .1. São isolantes elétricos e térmicos. . quando secas. 7.terrosos e sílica.Carbetos.156 . Possui grande durabilidade (alta temperatura de fusão).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . formam torrões dificilmente desagregáveis pela pressão dos dedos". b) Cerâmicas: Pedra artificial obtida pela moldagem. . "As argilas são compostas por partículas coloidais deΦ < 0.

→ Classificação conforme a maior ou menor quantidade de colóides: . .Estrutura lamelar: camada mista de silicato e hidróxido de alumínio . da sepiolita e da paligorsquita.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. . . → Sílica livre (areia) . Mais rica em argilo-minerais e menos rica em quartzo e restos da rocha de origem: caulins secundários→ cerâmica vermelha. . c) Tipos de Depósitos de Argila: → Na superfície das rochas. → Argilas residuais: Encontradas no local onde se originou. mas porosa.De três camadas ( trifórmicos) : Rede expansiva: . amarelas ou vermelhas.157 →Amorfos: Grupo das alófanas. . → Argilas para materiais cerâmicos estruturais.Alongada: Grupos da saponita e da montronita. d) Tipos de Argila: → Argilas de cor de cozimento branca: caulins e argilas plásticas.De duas camadas (difórmicos): . onde foram depositadas por vento e chuvas.Cor avermelhada. argilas aglomerantes aluminosas.Eqüidimensional: Grupo da caulinita. foi transportada: Pela água: estratificada e pelo vento: não estratificada. → Nas camadas sedimentares. se deformam muito no cozimento (argilo-minerais ricos em alumina).Reduz a plasticidade e retração. . e) Componentes: → Caulim: caulinita ( pó branco) misturada com outros elementos.Úmida→muito plástica . . → Argilas para a produção de grés.Argilas gordas: plásticas. → Argilas refratárias: caulins. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. → Nos veios e trincas das rochas. Secagem→alta retração → Óxido de ferro .De camadas mistas regulares: Grupo da clorita . → Argilas sedimentares: Depósito fica longe da rocha de origem. Caulins (primários) ricos em quartzo.Argilas magras: mais porosas e frágeis (argilo-minerais ricos em sílica). como resultado da decomposição superficial das mesmas.Argilo-mineral mais simples .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .Alongada: Grupo da aloisita. mica e feldspato→ cerâmica branca.Estruturas em cadeia: Grupo da atapulgita.Aumenta a brancura. Rede não expansiva: Grupo da ilita.Eqüidimensional: Grupos da montmorilonita e da vermiculita.Diminui a plasticidade e refratariedade. . →Cristalinos: .

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . → Limite de Plasticidade (LP): Teor de água expresso em % de argila seca à 110 ºC de uma massa plástica de argila.Reduz a plasticidade e resistência mecânica.Água de capilaridade. .Dão eflorescências. mas melhora a sinterização. → Matéria orgânica . .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. porosidade e retração. quando agitada ligeiramente.Aumenta a plasticidade. . forças de atração que podem ser anuladas se a película de água entre as lamelas é excessiva. → Compostos cálcicos (sais) .Diminui a resistência mecânica. acima da qual a massa pode ser enrolada em cilindros com 3 à 4 mm de diâmetro e 15 cm de comprimento. . livre ou de poros: preenche os poros e vazios.Aumenta a refratariedade.Aumentam a massa específica. → Feldspatos ( fundentes) . resistência e impermeabilidade. . → Alumina livre ( óxido de alumínio) .158 . → Limite de liquidez ( LL): Teor de água expresso em % de argila seca a 110 ºC. Resulta das forças de atração entre partículas de argilo-minerais e a ação lubrificante da água entre as partículas lamelares. Argilas que não podem formar esse cilindro com nenhum teor de água são consideradas como não plásticas. .Dá a cor escura das argilas antes do cozimento. f) Propriedades das Argilas: f.Água de constituição: pertence à rede cristalina.Diminuem a plasticidade e o ponto de fusão. → Água .1) Plasticidade: Propriedade que um sistema possui de se deformar pela aplicação de uma força e de manter essa deformação quando a força é retirada. acima do qual a massa flui como um líquido.Reduzem refratariedade e plasticidade. → Índice de Plasticidade: PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.Água de plasticidade ou adsorvida: adere à superfície das partículas coloidais.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. . . . → Entre 800 e 950 ºC: . . f. A retração é proporcional ao grau de umidade.Decomposição dos sulfetos. f. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. também aumentam a retração. Ocorre tensão diferencial.159 A Plasticidade depende do tipo e percentagem dos argilo-minerais.3. . Observação: A espessura da peça tem influência na secagem.2) Sinterização (queima): → Até 110 ºC: Evaporação da água de capilaridade e amassamento. ocorre a retração. A secagem no interior da peça ocorre pela difusão da água até a superfície onde acontece a evaporação. ocasionando fissuras e deformação da peça.Perda da água de constituição. A superfície seca antes do interior e se retrai.Decomposição da pirita FeS2→Fe2O3 (cor). do tamanho e forma das partículas.2) Retração: →Secagem: Evaporação da água. É necessário controlar a velocidade de evaporação a fim de que ela seja no mínimo da ordem de grandeza da velocidade de difusão da água. f.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . → Entre 600 e 800 ºC: . da capacidade de troca de íons e da presença de outras substâncias.1) Secagem: Evaporação da água→retração.3) Secagem e sinterização: f. . → Retração não é uniforme→ bloco pode se deformar. É feito o controle da temperatura. A distância entre as partículas diminui.Transformação alotrópica do quartzo α→ β (573° C). composição da argila e ao tamanho das partículas.Decomposição dos hidróxidos.Combustão da matéria orgânica. Se a velocidade de evaporação é maior do que a velocidade de difusão da água do interior da peça até a superfície. umidade e fluxo de ar.Fatores que aumentam a plasticidade.3.Calcinação dos carbonetos→ óxidos. → A partir de 300-400 ºC: Perda da água adsorvida: A argila se enrijece.

contornos de grãos amplificam a intensidade das cargas aplicadas e facilitam a propagação das tensões. resistência e compactação ao conjunto. -Bom isolante acústico. poros internos. resistência ao desgaste: depende da quantidade de vidro formado. Sucção: -Cerâmicas com alta sucção→ argamassa plástica com alto teor água/cimento.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . formam uma pequena quantidade de vidro que aglutina os demais elementos dando após o resfriamento dureza. → Dureza. Microfissuras na superfície e na massa. Absorção de água depende da compactação. Outras propriedades: -Mau condutor elétrico e térmico.160 →A partir de 950 ºC: Início da vitrificação ( sinterização). -Cerâmicas com baixa sucção→ argamassa “firme”. grande nas porcelanas. assim como os feldspatos. etc. A qualidade de um artigo cerâmico depende da quantidade de vidro formado: é ínfima nos tijolos comuns e. mas péssimo absorvente acústico. → Baixa resistência à tração: Fratura frágil. Absorção ou porosidade aparente: Percentagem de aumento de peso que a peça apresenta após 24 horas de imersão de água. -Desagregação das cerâmicas: PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Formação e propagação das fissuras através da seção transversal do material numa direção perpendicular à carga aplicada. A sílica de constituição e a das areias. dos constituintes. a queima.

b) Materiais cerâmicos de baixa vitrificação. d) Refratários. . PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. 7.Preparação da matéria-prima. . . -Fogo: Resistência à compressão diminui quando a temperatura aumenta por causa das tensões diferenciais criadas pela dilatação desuniforme dos componentes.Materiais de louça. . Má aparência. → Topografia do local (facilidade de acesso). a) Exploração da jazida: → Localização (em relação à indústria e centro consumidor).5) FABRICAÇÃO DA CERÂMICA: Segue os seguintes passos: .Vitrificação especial (às vezes).1.Exploração da jazida ( extração do barro). → Características geológicas (equipamentos adequados). Exemplo: Matéria orgânica→↑ porosidade Carbonato de Cálcio e compostos sulfurosos→fendas b) Preparação da matéria-prima: →Sazonamento (ou apodrecimento da argila: exposição às intempéries): .Moldagem. → Remoção da camada superficial (grande porcentagem de matéria orgânica).4) CLASSIFICAÇÃO DOS MATERIAIS CERÂMICOS USADOS NA CONSTRUÇÃO: a) Materiais cerâmicos secos ao ar. .Cozimento. -Devem ser resistentes aos choques (transporte). . Deslocamento e queda de revestimento.Fermentação da matéria-orgânica.Lavagem de sais solúveis.Materiais de grès cerâmico. → Agentes mecânicos: -Baixa resistência á flexão→ uso em “compressão”. Profundidade. → Características do barro relacionadas com a aplicação: Teor de argila. etc.161 → Agentes físicos: -Umidade e vegetação: Depende da porosidade. Umidade. → Agentes químicos: Sais internos são dissolvidos pela umidade e podem recristalizar na superfície: eflorescência. 7.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . → Profundidade máxima.1. c) Materiais cerâmicos de alta vitrificação: . Granulometria.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.

Desagregação dos torrões. .quando seca. trituração.Oxidação de piritas (sulfeto de ferro). → Processo pode ser acoplado com uma câmara de vácuo:↓ porosidade. → Tijolos. ↓ consumo de energia.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. peneiramento: para a obtenção de partículas menores. refratários. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.1) Moldagem com pasta fluída: → 30 à 50 % de água.a solução é colocada em moldes porosos de gesso . c. formando uma fita uniforme e contínua. tijolos brutos. centrifugação. a peça se retrai e se descola → Porcelanas. . c. c) Moldagem: → Operação que vai dar a forma desejada à pasta cerâmica.Prepara a pasta para a moldagem.Adição de areia fina ou argila já cozida e depois moída: diminuir a retração.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . →Loteamento do barro: Correção para dar à mistura a constituição desejada relacionada à aplicação. c.162 .). depois a coluna é cortada no comprimento desejado. → Processo de barbotina: . quebradiça e absorvendo muita umidade. . . → Moldes de madeira ou torno de oleiro ( manual ou automático). pratos. peças para instalação elétrica e de formato complexo.a água é absorvida e a argila adere às paredes . → Telhas: extrusão e depois moldagem em prensas. → Maceração: Desintegração.2) Moldagem com pasta plástica mole ( branda): → 25 à 40 % de água . → Vasos. . louças sanitárias.3) Moldagem com pasta plástica consistente (dura): →15 à 25 % de água. etc. através de um bocal apropriado. xícaras. tijoletas. → Necessidade de corrigir o teor de argila. Observação: uma argila muito magra ( com poucos colóides) se tornará muito porosa. tubos cerâmicos. telhas. →Eliminação das impurezas grosseiras (sedimentação.Proporciona a homogeneidade.Cerâmica fina: eliminação dos grãos graúdos por lavagem sedimentação e filtração. ↑ tempo de secagem. ↑contração na secagem e deformação. →Processo de extrusão: forçar a massa a passar sob pressão. →Amassamento e mistura: Adição da água ou não. → Acrescentando-se mais água: ↑ facilidade de moldagem.

.Elevado consumo de combustível e de mão-de-obra.163 c. → Desgaste da estrutura ( ciclos de queima-resfriamento).Peças de muito boa qualidade (não tem bolhas).Alto rendimento e pouca deformação. d) Secagem: → Objetivo: Evaporar a maior quantidade possível de água antes da queima.Pouco usado→ custo. . → Vantagens: . Deformação da peça e fissuras.4) Moldagem a seco ou semi-seco: → 5 à 10 % de água. →Uniformidade das temperaturas no interior do forno. . →Ladrilhos.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. isoladores elétricos.Investimento elevado. d) Secagem por radiações infra-vermelhas: .1) Fornos intermitentes: Cozimento de um lote de cada vez. → Compactação com prensas: 5 até 700 Mpa. .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . tijolos e telhas de qualidade superior. → Desvantagens: . Velocidade de evaporação = velocidade de difusão. → Rendimento máximo.Evaporação da água adsorvida→ retração → Necessidade de controlar a secagem: Se a velocidade de evaporação da água é superior à velocidade de difusão da mesma do centro para a superfície da peça.Tempo de secagem reduzido. peças delgadas. e) Cozimento: → Vitrificação→coesão. azulejos. → Custo de instalação pequeno → Facilidade de execução. 1) Forno de meda 2) Forno intermitente comum 3) Forno intermitente de chama invertida 4) Forno de mufla 5) Forno combinado PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. pisos. e. refratários. Geração de tensões internas diferenciais. .Peças de precisão. diminuindo as perdas por irradiação.Limitação dos formatos.Simplicidade das operações e produção em massa. . .Evaporação da água dos poros ( sem retração) seguida por .

164 e. → Argila pode ser usada com argamassa de assentamento.2) Fabricação: → Processos mais econômicos possíveis. → Problema com a umidade: se torna novamente plástica. trincas.Homogeneidade da massa com ausência de fendas.1) Generalidades: → Tijolos (cerâmicas) comuns: porosidade alta.Som limpo ( metálico): bom cozimento .Arestas vivas e cantos resistentes . → Características de qualidade: . cavidades e corpos estranhos . b) Tijolos comuns: b.Regularidade de forma e igualdade de dimensões (uniformidade no assentamento) .Absorção de água entre 15 e 25 % b. superfícies ásperas e que foram fabricados com pequena prensagem. → Cozimento 900-1000° C. mas: * Cores desmaiadas ou miolo escuro → Material cru ou (e) com matéria orgânica não oxidada * Cores muito carregadas→ excesso de vitrificação .Cor: de pouca importância. .2) Fornos semi-contínuos e. pedras e gravetos.: Modelos de fornos encontram-se anexados no final do capítulo. 7. → De facilmente pulverizáveis até de massa compacta.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.Procedência . → Moldagem com pasta plástica consistente.Transporte: grande porcentagem de quebra→ material fraco .6) MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO DE CERÂMICA: a) Adobe: → Argila seca ao ar sem cozimento: construções rústicas.-3) Fornos contínuos 1) Forno de Hoffmann 2) Forno de Túnel Obs. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. → Resistência (compressão): 1 até 15 MPa = f ( qualidade da argila).Facilidade de corte.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . apresentando fratura de grão fino homogênea e de cor uniforme. → Limpar o barro: matéria orgânica. → Compressão: até 7 MPa. → Secagem em grandes telheiros que aproveitam o calor do forno.1.

.sem exigências quanto à aparência. . 95± 3 mm. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. * As duas metades são unidas pelas faces maiores com uma fina camada de pasta de cimento. Tijolos comuns maciços: → Especificação Brasileira (EB-19): .Tipo 2 : 240± 5 mm.Ensaio * Aplicação progressiva de uma carga: 0. →Ensaio de absorção: . os corpos de prova são imersos em água potável por 24 horas e ensaiados na condição de saturados. 52± 2 mm → Modulação das dimensões recomendada: . .Duas horas após o início do ensaio. * Após o endurecimento da pasta. * Limite de resistência: carga máxima / média das áreas das duas faces de trabalho.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.Amostragem: de cada lote 50000 tijolos serão recolhidos 25 aleatoriamente.Secagem em estufa à 110° C. → Classificação conforme à resistência à compressão: ( EB-19).Comprimento igual à duas vezes a largura mais uma junta e largura igual à duas vezes a espessura mais uma junta. → Ensaio de resistência à compressão (MB-52): . subir a altura da água até 2/3 da altura do corpo de prova.165 b.3) Tipos de Tijolos: O tijolo comum pode ser caracterizado por: . . . 63± 2 mm . (Facilidade de manuseio do material facilitando o seu assentamento).baixo custo. dos quais 10 serão ensaiados.Quatro horas após o início do ensaio. . imersão total. * As faces paralelas à junta são regularizadas também com uma fina camada de pasta de cimento. 115± 3 mm.Tipo 1 : 200± 5 mm.5 kg/cm2. .Preparação dos corpos de prova: * Cada tijolo é cortado ao meio perpendicularmente à maior dimensão.Colocação da água de modo a ter 1/3 da altura dentro da água.Pesagem na condição de saturado. .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .uso para fins estruturais e de vedação.segundo. .Pesagem a seco. 48 horas após imersão total.

Se o tijolo possui sais solúveis. Furos prismáticos e normais às faces menore. .Tipo 3: 300± 5 mm. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. . * As faces são regularizadas com uma fina camada de cimento. . 95± 3 mm.Enche-se de água destilada até o nível de 1 a 1.166 →Eflorescências: . Tijolos comuns furados: → Dimensões: Divididos em três tipos: EB 20.Tijolos são colocados verticalmente num recipiente de fundo chato. dos quais serão ensaiados 6. Furos cilíndricos e paralelos às faces menores.Preparação dos corpos de prova: * As faces de aplicação de carga deverão coincidir com àquelas que estarão submetidas a carregamento na construção. 200± 5 mm. . 95± 3 mm.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . → Tijolos tipo 1 e 2 podem ser empregados em alvenaria com função estática. Furos prismáticos e normais às faces menores.Tipo 2: 200± 5 mm. 95± 3 mm.Ensaio: idem tijolos maciços. * Após o endurecimento.Tipo 1: 200± 5 mm. ele apresentará eflorescências na parte superior.Seca-se ao ar.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. os corpos de prova devem ser imersos em água 24 horas e ensaiados na condição de saturados.Amostragem: de cada lote de 20000 tijolos serão separados aleatoriamente 25. 95± 3 mm. . →Ensaio de resistência à compressão: . mas não descontar os furos no cálculo da área (carga aplicada normalmente ao eixo dos furos). . . sendo a água renovada até que o tijolo fique saturado. → Divididos em duas categorias segundo à resistência à compressão. 200± 5 mm.5 cm.

mas o barro deve ser mais fino e homogêneo. A moldagem é feita por prensagem. o peso. → Classificação segundo o posicionamento e a orientação dos furos. . liberando a forma das peças à conveniência do fabricante. .Faces de trabalhos normais aos furos: alvenaria ( função estática) . mesmo de segunda categoria.167 → Tijolos tipo 3 são usados somente como material de enchimento e vedação.EB-21: fixa o sistema de encaixe. .Não conter sais solúveis. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.Para telhas francesas ( tipo Marselha). etc. → Especificação Brasileira EB-21 . . deve resistir bem ao peso de um homem médio.Dificultam a propagação de umidade e favorecem a dessecação das paredes.Fabricados em marombas à vácuo: aspecto mais uniforme. fendas. faces planas e melhor esquadrejados. . sujeitos somente às cargas devidas ao próprio peso.Homogeneidade de massa. .Maior isolamento térmico e acústico. .Peso reduzido. → Características de qualidade: . A secagem deve ser mais lenta que para os tijolos.Arestas finas e superfícies sem rugosidades: Para facilitar o escoamento das águas.Carga de ruptura à flexão. . Uma telha comum. arestas e centros mais firmes. valor mínimo individual: Primeira categoria: 85 kgf Segunda categoria: 70 kgf Material saturado: após 24 horas de imersão em água. .Planas com encaixes laterais e nas extremidades e com agarradeiras para fixação às ripas de madeiramento.Menos peso por unidade de volume aparente. .Resistência mecânica à flexão adequada. . para diminuir a deformação.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . com ausência de trincas.São as mais econômicas e mais usadas. . podem ter tensões de utilização referidas à seção plena (sem descontar os furos) da mesma ordem de grandeza dos tijolos maciços: devido a melhor qualidade proveniente do apuro na produção.Fraca absorção de água e impermeabilidade. A queima é feita nos mesmos tipos de forno. . . estando apoiada nas extremidades. mesmo na condição saturada de água. →Processo para verificar a qualidade no momento do recebimento.Faces de trabalho paralelas aos furos: enchimento → Vantagens dos tijolos furados: . .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.Cozimento parelho. as dimensões e a resistência à flexão. c) Telhas comuns: Processo de fabricação quase idêntico à fabricação dos tijolos comuns.Apesar da redução da seção carregada. .Regularidade de forma e dimensões.

Alto grau de vitrificação: compacto e impermeável.Telhas holandesas: Quase planas e com encaixe lateral. Uma boa telha não deve deixar passar umidade em 24 horas.Argilas gordas. .Alta resistência ao desgaste (pisos).Telhas tipo canal ( romanas ou coloniais): Podem ser simples ou com encaixes e de cumeeira.Espessura± 2 cm. → Tipos de telhas: . . f) Materiais cerâmicos de alta vitrificação: Classificados segundo a qualidade na textura interna: . d) Telhas e tijolos aparentes: → Produtos de melhor qualidade: Boa aparência.Materiais de grès cerâmico tem textura quase compacta PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. → Tipos → Telhas : Mais impermeáveis e lisas. variações na cor). uniformidade na cor. Melhora com a presença de ranhuras nas superfícies. .Vários tamanhos: mais usuais são quadrados ou retangular. e) Tijoleiras e ladrilhos: São tijolos de pequena espessura.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . .Grau de vitrificação maior→ muitas peças são rejeitadas ( altas deformações. → Comuns ( porosos): tijoleiras . Colocar água no reservatório formado até uma altura de 5 cm. .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.Existe peças especiais para arremates. → Processo: Prensagem. .Espessura 5-7 mm. .Podem ser coloridos (pigmentos). . está só aparecerá após 48 horas e sem gotejamento.168 → Impermeabilidade: Sobre a telha construir um anel de argamassa ou um marco metálico impermeável de 7 cm de altura ligado a telha por meio de cera. → Prensados: ladrilhos . . → Baixa absorção ( 10-15%)→pouco aptas para receber reboco e revestimento. usados em pavimentação e revestimentos. etc. maior resistência à abrasão.Face inferior: rugorosidade e saliências (↑ a fixação). .Telhas de escamas: * Simples placas com dois furos pelos quais se passa arame para prendê-las às ripas. * Emprego em mansardas e telhados de ponto elevado. Maiores cuidados: uniformidade de tamanho.

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- Materiais de louça ( faiança): impermeáveis na superfície e mais porosos no interior→ azulejos e louça sanitária f.1.1) Materiais de grès cerâmico: a) Manilhas → Tubos cerâmicos p/ condução de esgotos sanitários, remoção de despejos industriais e canalização de águas pluviais. → Podem ser vidrados internamente e externamente ou só na parte em contato com os líquidos. → Processo: - O barro usado tem altos teores de óxido de ferro e deve ser bastante fusível→ alta vitrificação, mas→ alta deformação - Moldagem→ por extrusão, a pasta desce por gravidade até a mesa onde existe um molde para o bocal. Na outra extremidade devem ter ranhuras p/ aumentar a aderência da argamassa de rejuntamento. - Obtenção do vidrado: Durante a queima * Lançar cloreto de sódio no interior do forno que se volatilizará e recondensará formando uma película vidrada de silicato de cálcio na superfície das peças; * Imersão após a primeira queima, em um banho de água com areia silicosa fina com zarção; no recozimento essa mistura se vitrifica. → Especificação Brasileira ( EB-5) - Grupo A: com vidrado interno e externo Grupo B: com vidrado só interno - Diâmetros: entre 7,5 e 60 cm - Comprimentos: entre 60 e 150 cm - Devem ter no mínimo 3 estrias circulares de 3 mm de largura por 2 a 5 mm de profundidade na superfície interna da bolsa e na parte externa da ponta lisa → Resistência à compressão diametral: MB-12 - O tubo é apoiado sobre dois apoios rígidos e afastados de tantos centímetros quantos decímetros tiver o diâmetro e recebe carga por um terceiro cutelo; - Varia entre 1400 e 3500 kgf/m. → Impermeabilidade: MB-13 Aplicando uma pressão interna de 0,7 kgf/cm2 por 2 minutos ou 2 kgf/cm2 instantânea. Não devem aparecer gotas e manchas. → Absorção: MB-14 Imersão na água em ebulição por uma hora. - Absorção deve ser < 10 % com vidrado externo e interno - Absorção deve ser < 8 % com vidrado só interno → Resistência à ação de ácidos: MB-210 Imersão de uma amostra durante 48 horas. Perda de peso não deve exceder 0,25%.
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b) Ladrilhos de grés ( lito-cerâmica ) → Massa quase vitrificada , mais compacta que a cerâmica vermelha e menos branca que a faiança; → Material de qualidade superior; geralmente é feita uma esmaltação na face aparente; → Formas. f.1.2) Materiais de louça branca: → Argilas quase isentas de óxido de ferro, contendo quartzo e feldspato finamente moídos. a) Louça: → Pó de louça : argilas brancas (caulins quase puro). Produtos duros, de granulometria fina e uniforme com superfície vidrada. - Louça calcária ( louça de mesa); - Louça feldspática ( azulejos, cerâmica sanitária); - Louça mista. → Vidrado : aplicado após uma primeira cozedura, seguindo-se então, o recozimento, quando se transforma em vidro. →Problemas com o vidrado: - Homogeneidade (espessura, cor) ao longo da peça→ondulações na superfície. - Diferença de coeficiente de dilatação termica com o corpo cerâmico→ tensões diferenciais → trincas no vidrado. b) Azulejos → São placas de louça: - de pouca espessura - vidrados numa face (externa) →impermeabilidade e durabilidade - não vidrados na face posterior e nas arestas e até possuem saliências e reentrâncias para melhorar e aderência com argamassa de assentamento e de rejuntamento. →Função: Revestir outros materiais→proteção e bom acabamento. →Processo de fabricação: - Biscoito : moldagem a seco com prensagem e queima a ±1200° C. - Vidrado : misturas de óxidos de grande fusibilidade com corantes adequados; - Recozimento (biqueima) ou monoqueima. → O vidrado deve apresentar alta resistência às variações de temperatura e umidade, sem gretar. →Dimensões comuns : 15 x 15 e 10 x 10 cm Superficie : lisa ou chamalotada; Arestas : de quinas retas, biseladas ou boleadas. c) Louça sanitária
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→Processo: - Barbotina (formas mais complexas); - Queima± 1300° C; - Vidrado: esmalte de borax e feldspato ou calcário. → Normalização ampla e pouco obedecida. Pedido: Especificação deve ser bem detalhada. Ex.: - Bacia sanitária com ou sem sifão; - Lavatórios comuns ou com pedestal, com ou sem saboneteira (uma ou duas), apontados para uma ou duas torneiras; - Mictório de parede, de bacia ou de pedestal. →Absorção de tinta : MB-111 Imersão da amostra durante uma hora em tinta vermelha. Exige-se penetração nula no vidrado e máxima de 1 mm na superfície de uma fratura. g) Cerâmicas refratárias: → Refratária: que não se deformam abaixo de 1520° C; → Altamente refratária: que não se deformam abaixo de 1785° C; → Devem apresentar estabilidade de volume, resistência mecânica e resistência química; → Argilas refratária (pobre em cal e óxido de ferro) sílico-aluminosas, aluminosas, silicosas, magnesita, cromita, etc. → Processo: prensagem e queima até 2500° C; → Forma: tijolos maciços ou tijolos especiais para chaminés e abóbadas; → Assentamento: argamassa refratária obtida com a mesma argila do tijolo sem cimento ou com cimento aluminoso. 7.1.7) REVESTIMENTOS CERÂMICOS: Função principal→revestir outros materiais para dar proteção e bom acabamento. Principais Normas para Revestimentos Cerâmicos: Normas internacionais ISO-DIS 10.545 e ISO-DIS 13006 adotada pela ABNT. Qualidade Superficial: É determinada pela presença de determinados defeitos de fabricação: trincas, gretas, falta de esmalte, ondulações, depressões, furos, pontos, manchas, defeitos de decoração, cantos e arestas quebrados, diferenças de tamanho e de tonalidade. Classe A: se verificar nenhum defeito a uma distância de 1 metro Classe B: se verificar algum defeito a uma distância de 1 metro Classe D: se verificar algum defeito a uma distância de 3 metros Resistência às manchas: É a facilidade e eficiência com que podem ser removidas sujeiras, manchas e outros materiais entrando em contato com a superfície; é importante no caso de
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CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .: PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. etc.172 aplicação em hospitais. laboratórios. restaurantes. indústrias alimentícias.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.173 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.

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