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MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
TEORIA

PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO

PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO

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Sumário
CAPÍTULO 1 ..................................................................................................................................................................... 11 1. MATERIAIS................................................................................................................................................................... 11 2. PROPRIEDADES........................................................................................................................................................ 12 2.3. Propriedades térmicas: ........................................................................................................................................ 14 2.4. Propriedades elétricas: ........................................................................................................................................ 14 2.5.Propriedades químicas:......................................................................................................................................... 14 CAPÍTULO 2 ..................................................................................................................................................................... 15 ROCHAS ........................................................................................................................................................................... 15 1.1DEFINIÇÃO.............................................................................................................................................................. 15 1.2UTILIZAÇÃO ............................................................................................................................................................ 15 1.3HISTÓRICO.............................................................................................................................................................. 15 1.4 APLICAÇÃO ............................................................................................................................................................ 16 1.5 CLASSIFICAÇÕES DAS ROCHAS .............................................................................................................................. 16 1.5.1 - Classificação Geológica: De acordo com a formação da rocha. .................................................................. 16 1.5.2 - Classificação Tecnológica: Baseado no mineral simples predominante na constituição das rochas e determinante das suas características. ................................................................................................................... 16 1.5.3 - Classificação Combinada: Considera-se as duas classificações anteriores e a aplicação na Engenharia. As rochas são classificadas em: ................................................................................................................................... 17 1.6 CARACTERÍSTICAS DE ROCHAS EMPREGADAS NA CONSTRUÇÃO CIVIL ............................................................... 17 1.6.1 – Granito ........................................................................................................................................................ 17 1.6.2 – Calcários ...................................................................................................................................................... 18 1.6.3 - Basalto.......................................................................................................................................................... 18 1.6.4 - Mármores..................................................................................................................................................... 19 1.7 MINERAIS PRESENTES NAS PEDRAS DE CONSTRUÇÃO ......................................................................................... 19 1.7.1 - Quartzo ........................................................................................................................................................ 19 1.7.2 – Aluminossilicatos......................................................................................................................................... 19 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO

3 1.7.3 - Silicatos de Ferro Magnésio ......................................................................................................................... 20 1.7.4 - Carbonatos e Sulfatos .................................................................................................................................. 20 1.8 PROPRIEDADES DAS PEDRAS ................................................................................................................................ 20 1.9. ESTUDOS TECNOLÓGICOS .................................................................................................................................... 23 1.9.1 - Características Físicas................................................................................................................................... 23 1.9.1.1 - Massa Específica: É a relação entre massa e volume. .............................................................................. 23 1.9.2 - Características Mecânicas ............................................................................................................................ 25 1.10 CLASSIFICAÇÃO QUANTO ÀS DIMENSÕES ...................................................................................................... 26 1.11 ALTERABILIDADE DA PEDRA ............................................................................................................................ 26 1.11.1 – Efeitos Físicos: ........................................................................................................................................... 27 1.11.2 – Efeitos Químicos........................................................................................................................................ 27 1.12 EXPLORAÇÃO DE PEDREIRAS .............................................................................................................................. 29 1.12.1 - Definição de Pedreira................................................................................................................................. 29 1.12.2 - Critérios para escolha de uma Pedreira..................................................................................................... 29 1.12.3 - Exploração de Pedreira .............................................................................................................................. 29 1.13 POTENCIAL MINERAL BRASILEIRO ...................................................................................................................... 30 1.13.1 - Setor Mineral Catarinense ......................................................................................................................... 30 1.13.2 - Brita e Areia em Santa Catarina ................................................................................................................. 31 1.13.3 - Pedras usadas na Região (Florianópolis) ................................................................................................... 32 1.14 PARTE PRÁTICA ................................................................................................................................................... 33 CAPÍTULO 3 ..................................................................................................................................................................... 37 AGREGADOS .................................................................................................................................................................... 37 2.1 DEFINIÇÃO............................................................................................................................................................. 37 2.2 APLICAÇÕES........................................................................................................................................................... 37 2.3 CLASSIFICAÇÃO ..................................................................................................................................................... 37 2.3.1 Segundo a Origem .......................................................................................................................................... 37 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO

...............................................................6................1........................................................................................2 Massa Específica Absoluta: ......................................................................................... 42 2............Agregados Graúdos .........6..........................3 Segundo à Massa Específica Aparente.................................................... 45 2................................................5 ÍNDICE DE QUALIDADE ............................................................................7..............1............. 51 2......7....CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .......................................................................................................1......................................... 53 2............ 39 2.......1.....2...............4 2................................................................2........................Agregados Miúdos .....................................................................................2 Agregado Artificial..............................................5 OBTENÇÃO DOS AGREGADOS ..........................3 Massa Unitária: ........................5......4 TIPOS DE AGREGADOS ......................7.......................................... 45 2................................................................................... 39 2................... 45 2.................... 48 2........... 45 2..........................................................5. 38 2.........................................................................2........................... 39 2.............. 46 2..........................................................4 Análise granulométrica de uma mescla .................. 38 2.. 44 2..............................................................1 Resistência à Compressão .................... 43 2................................... 38 2...........................................7............................................. 45 2..........1 Tipos de Britadores ....5............................... 51 2.............................7..............................................6............3..............6.................................. 43 2.7 GRANULOMETRIA (COMPOSIÇÃO GRANULOMÉTRICA DO AGREGADO) ...........................................................................................................................................................5..3 Resistência à Abrasão ............... 40 2............1 Agregado Natural .....................................................................................5....................................................... 47 2................Los Angeles.........................................................6..........5.................1.................. 43 2...2 Segundo o Tamanho dos Grãos ........3. 53 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG..............1 Massa Específica Aparente: .......................................................5 Inchamento: ........................8 PARTE PRÁTICA ........2 Tipos de Peneiras .......................................................... 48 2....................................................................................................................4 Umidade: ....................................................................................Composição de Agregados Miúdos ................................... 43 2...6 CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DOS AGREGADOS .......................................................................................3........................................................................................................................................................4 Substâncias Nocivas .....................................CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.....................5..........................................................................................................................1 Limites Granulométricos do Agregado para Utilização em Concreto......5....................................................................................................................................................2 Resistência à Tração ......................................

.............................6................................5 CLASSIFICAÇÃO ............................................................................................................................................................. 68 3..............................................................................................................................................................................................7............................................................... 58 2............................................................................Composição granulométrica (NBR 7217/1987) ............... 8...................... 71 3..................8....................1 ....... 64 FOLHA DE SERVIÇO .................................... 73 3......................7............................................................2 EMPREGO ............. 61 2.............6 AGLOMERANTES AÉREOS........................4..............6.....8.................3 – Cal Aérea .......................Inchamento das areias ...................Cal Metalúrgica ..............................5............................. 67 3...........................................................................................................................................8...............................................................................................................................................2 ................................6......................................................................................1 DEFINIÇÃO..................................... 55 2..................Cimento de Pega Rápida ......... 71 3..............Cal Hidráulica ............................................................. 62 ANEXO ...4.......................................3 MATÉRIA-PRIMA ......................4 ATIVIDADE QUÍMICA ..................8...... 53 2............................................................................................................................................................................................................................................. 67 3..................................................................................................................................... 67 3....Características Físicas: ..... 54 2.......... 74 3.........................1 ......................................6.......Cal Pozolânica ..............Impurezas.....................................................................................2 – Cimento Sorel ..1 – Gesso ........................................................................Determinação da umidade .......................................................4 .................. 67 3................... 68 3............... 76 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG................................. 73 3.....1 – Amostragem (NBR 7216):..............2 ........... 67 3..............................................................................................................................................................Quimicamente Inertes . 67 3...........................................................................................................................................................CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO ..................................... 74 3.....Quimicamente Ativos..................................................................3................................................8..................................................................7 AGLOMERANTES HIDRÁULICOS ........................................................................ 68 3...................................................7.....................................................................................................................................................5 2............................................................................... 67 AGLOMERANTES ......................................................................................3 ............7..........4.............................................................................................................................................................................................................................................................CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG..................................................2 ..... 65 CAPÍTULO 4 ................................ 67 3...........

........................... 92 4.......................... 83 CAPÍTULO 5 ......................................................................................................4........................................... 94 4........................CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG............... 91 4......................................7 PATOLOGIAS RELACIONADAS ÀS ARGAMASSAS........... 89 ARGAMASSAS........................................................................................Argamassas de gesso: ....................................................................8 .....4 CLASSIFICAÇÃO DAS ARGAMASSAS ...........................................Cimento Natural................... 89 4.................................................. 97 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.....................................................1 DEFINIÇÃO............................7............. 93 4....................................................................................................................................................................................................................................... 81 Tipo de cimento Portland: .................... 93 4............................................3............... 76 3.................................................5........................1 ......................................... 93 4...............................................................................................................................................6.......................................................................................................................................................Classificação quanto ao emprego: ................................5.......................................................1 .........................Estado Fresco: ......................................................................................... 93 4...................................................4..................................................................................................................................................CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .4............7........................................................................................4 .6................................................................................................................... 92 4..........................................................................2 .......................................................... 80 Determinação da composição potencial ou teórica dos compostos do cimento:......................................................................................................................................6 ARGAMASSAS HIDRÁULICAS ....................... 93 4............2 ............................................... 79 Propriedades dos compostos do cimento: .............................. 92 4.............................5 ARGAMASSAS AÉREAS ...................................Argamassas de cal aérea: ............ 90 4.................................................Estado Endurecido: ........................................................................................................Argamassa de cimento:............................... 92 4.........1 ............................................................................................... 93 4....................................... 95 Descolamento e esfarelamento .............. 90 4....1 .................................Cimento Portland ... 89 4..... 89 4..........................................3 – Classificação quanto à dosagem: ....................................... 77 Composição Química do Cimento:...................2 ..4..............................................Argamassas mistas de cal e cimento: ........................................................................2 .....6 3.......................5 ....3................................................................................Classificação quanto ao tipo de aglomerante:.........................2 APLICAÇÃO ...................Classificação quanto à consistência: ................................3 PROPRIEDADES DAS ARGAMASSAS ...........................................................................

......................... 103 CONCRETOS ..................................................................................................................................................... 103 5...............................................................................................3 .........................................................................................3. 109 d) Mesa de espalhamento: .. 98 Manchas: ......................... 106 5......................2 TIPOS ..........................................................3......................................................................Quanto ao seu destino: ..... 107 a) Ensaios de consistência pelo abatimento do tronco de cone (NBR 7223/82):..........................................................................................................................4..................................................................................................................................3.................................................... 107 5.................................................................2 ..........7 ......................................Trabalhabilidade: ..... 105 5..3........Quanto ao processo de adensamento: ........................8 .........................................................4 ....................5 ............................................................................................................................................................... 103 5.................................. 99 Estalactites ..........1 .....................................................................Quanto ao processo de mistura.....................................................................................3.... 102 Bolor................................................................................................................................................................................................................................... Mofo e Limo: ........ transporte e lançamento:...... 106 5............. 106 5........................... 99 Eflorescência: ....................... 102 CAPÍTULO 5 ...............................................................................CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.....................................................................................3..............................................................................Quanto às propriedades dos aglomerantes: ................. 106 5.........................................1 ............... 105 5..................... 99 .....................................................................................................................................................................................3...............................Quanto ao tipo de agregados: .......................Cor dos materiais.....................................................................CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .......................... ........ 107 b) Ensaio de remoldagem de Powers: ............................................... 106 5..................................................................................... 107 5...................... 109 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.............7 Vesículas:.......................................................................................................4..............................................1 DEFINIÇÃO............................................................................................................Quanto à consistência:................................................................. 106 5......... 106 5........................................6 ...............2 – Medidas da Trabalhabilidade: .................................4 PROPRIEDADES DO CONCRETO FRESCO ........................................................................................................Quanto à textura:.......................................................................................3.................. 108 c) Ensaio Vebê: .......................................................................... 103 5................................Quanto ao processo de dosagem: ................................................3 CLASSIFICAÇÃO ...........................................................................................

..........................................................................9 PATOLOGIA DO CONCRETO .........................................................................................7.............. 135 5........CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO ........................Procedimento e plano de amostragem: ...................................................................... 112 5.......................................................................... 111 5.. incluindo os vazios.................................2..6........................................Deformações: ...........2 ....Método do IPT/EPUSP .......1 ................................................................................4 PROPRIEDADES DO CONCRETO ENDURECIDO ...................................................... 134 5...............................................3 .................................................... Valores usuais:..........................2........................................................... 136 5.................................6.................................................7 CONTROLE DE QUALIDADE DO CONCRETO ..............................................................4....................................................... 138 6............................... 117 5............4..Permeabilidade e absorção: ...............................1 INTRODUÇÃO ..................6................................................................ 138 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG...................CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.............................1 ............Massa Específica: Massa da unidade de volume............................2 ...........2 ............................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 137 CAPÍTULO 7 ............................7................................8 e) Caixa de Walz: ............................... Varia principalmente com tipo de agregado utilizado........................................................ 138 6...................... 138 MADEIRAS . 116 5...................................................................Resistência à tração: .................6 DOSAGEM DO CONCRETO ..............................................................................................6...................... 117 5................... 125 5...... 134 5......................................8 PRODUÇÃO DO CONCRETO..................... 114 5..Método da ABCP/ACI .....................2..............Responsabilidade pela composição e propriedades do concreto: ....................4 .....................................................4......................................3 ..................... 138 6............................. 111 5.....................................................................1 – Classificação das Árvores: ....................2 ...................................... 130 5.............................................4................................................Dosagem Experimental ...............................2............................................................................. 110 f) Ensaios de penetração: ......Resistência aos esforços mecânicos: O concreto é um material que resiste bem aos......................2 ORIGEM E PRODUÇÃO DAS MADEIRAS ...................1 ..............................4....................Dosagem Empírica: ......................................... 111 5.....................................................................................................2 ........... 126 5....................................... 111 5............................ 115 5.................................5 ANÁLISE ESTATÍSTICA DA RESISTÊNCIA DO CONCRETO: ........................................ 116 5...4...................1 .Exsudação: ......................................................................................................................................

.....................................................................................................5..........................3) Principais produtos de preservação: .....................9 6............................ 140 6............ 147 6.............................................................................................................................................................2) Principiais processos de preservação: ...................................................................................................................................................... 144 6............................................... 142 6..........9 PROPRIEDADES FÍSICAS DAS MADEIRAS E ENSAIOS FÍSICOS ..........3 Estrutura fibrosa do lenho: Para sua sustentação.... 142 6.3 Lignina: ........................................6.........2 – Fisiologia (Partes componentes) e Crescimento das Árvores: ........................4) Defeitos de Alteração→Agentes de deterioração ......3) Desdobro (ou desdobramento): .... 147 6..................3..................... 149 6...........2) Toragem e Falquejamento: ........................................ 147 6......................8......................................................CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG..... 145 6...........1) Corte .................................................. 143 6........Mofos e manchas (azulamento)......................................5.....................2) Defeitos de Secagem→Secagem mal conduzida............ 141 armazenamento de reservas nutritivas.................................... 148 6........2............................... 141 6....3.............4 IDENTIFICAÇÃO BOTÂNICA ...........3 COMPOSIÇÃO QUÍMICA DA MADEIRA..................................................................... ........ ....... 142 6......... 144 6......................... 146 6................................................................................ furadores marinhos.............. 144 6.....................................1 Celulose (C6H10O5)n: ................... 147 6...............................................................5 PRODUÇÃO DA MADEIRA ...............5.........................................................................................4) Aparelhamento das peças: .................................................................................................................................................................................................................................2 Hemicelusose: ....... fungos e destruidores..................................1) Defeitos de Crescimento→Alterações no crescimento e estrutura fibrosa....................................................... 145 6............................................................................................................................................... 141 6... 146 6......8............... 148 6...........................................................CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO ............5....................................3..................................................................................................................................2............................................................................................ insetos xilófagos... 150 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG........6............................................................ ............................................................................................7 SECAGEM ................. 146 6...... ................................................6.......................................6....................................8 PRESERVAÇÃO ............................ Devidos a retratilidade da madeira durante os processos de secagem natural ou artificial...............................................................1) Deterioração: .......3) Defeitos de Produção→Desdobro e aparelhamento das peças............8............6 DEFEITOS ................................................... condução de sucos vitais e ..................

...................................................................................................................1) DEFINIÇÕES: .................................................... 153 6....5) FABRICAÇÃO DA CERÂMICA: ....................................................................................... 161 7................................11................... 171 Bibliografia ....................1 MATERIAIS CERÂMICOS ................. 155 CERÂMICAS: .............. 161 7................10 6...............................................................................................1) Madeiras laminadas ..PROPRIEDADES FÍSICAS E ENSAIOS FÍSICOS...................1...................................................................................................................... 155 MATERIAIS CERÂMICOS .....CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG................................................................1.......... 174 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG....................................................1......................6) MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO DE CERÂMICA:........................................................3) Madeiras aglomeradas ................9.................................................................................................7) REVESTIMENTOS CERÂMICOS: .................4) Madeiras reconstituídas ....................................... 153 6................................... 155 7...........................................................................1......... 156 7..........1....4) CLASSIFICAÇÃO DOS MATERIAIS CERÂMICOS USADOS NA CONSTRUÇÃO: ........................................11.......................................... 156 7............. 153 6............................................................................................................................... 153 CAPÍTULO 8 .......................................................................................................... 153 6.......1 ................................................................. 152 6.........................................................11 MADEIRAS TRANSFORMADAS .................... 150 6....................................................................................................................................10 PROPRIEDADES MECÂNICAS E ENSAIOS MECÂNICOS .....................................1.................................................. 164 7............2) AS ARGILAS: ...... 156 7................................................11.....................................................11....................................................................CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO ......................................................................................................................................................2) Madeiras laminadas compensadas ou contreplacados de madeira.....................................

corte. MATERIAIS Os materiais são constituídos de átomos. e são estes que determinam se o material é um plástico. resfriamento. por exemplo. Os produtos são feitos de materiais que conseguem atender não só. O comportamento em relação ao processo de fabricação e do modo como à peça será usada.. Comparando agora os não metálicos verificamos que na sua maioria são maus condutores de calor e de eletricidade. lixamento.. etc). etc. práticos. Por exemplo: os materiais metálicos apresentam plasticidade.. tração. Quando escolhemos ou podemos dizer especificamos um material levamos em consideração vários fatores. química.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.. Na simples verificação e comparação dos materiais da tabela podemos tirar conclusões sobre as propriedades dos materiais.. dobramento. elétrica. madeira.naturais e sintéticos.ferrosos e não-ferrosos. Como também a possibilidade da alteração das propriedades originais de um material muitas vezes é desejada até visando facilitar o trabalho com o material.11 CAPÍTULO 1 1. as exigências de mercado. etc). podem ser deformados sem se quebrarem e são bons condutores de calor e de eletricidade. -Materiais não-metálicos . isto é. Essa separação em grupos está diretamente relacionada às propriedades desses materiais. torção. leves. Essa propriedade térmica e elétrica. Inúmeros fatores podem ser citados uns mais gerais outros mais restritos ao emprego dado para o material. no momento da fabricação. esta ligada à mobilidade dos elétrons dos átomos de sua estrutura. estas propriedades se referem ao comportamento do material em diversas situações e em níveis de solicitação do normal ao critico. devem ser previstos quando especificamos o material. civil. resistentes. (é a estrutura geral do átomo que diferencia um material do outro). Os materiais estão agrupados em duas famílias: -Materiais metálicos ..CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . O domínio e o conhecimento das propriedades dos materiais são importantes para a indústria em geral (metalmecânica.. baratos. A especificação de um determinado material só pode ser feita quando se pode prever o que vai acontecer quanto solicitado por fatores do cotidiano de trabalho do material (que podem ser: aquecimento. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. por exemplo: serem bonitos. mas também às exigências técnicas de adequação ao uso e ao processo de fabricação.. metal ou ar. duráveis.

PROPRIEDADES Quando pensamos em utilizar um material pensamos em: dureza. estas podem ser: . PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. →Resistência mecânica: é a resistência à ação de determinados tipos de esforços. Propriedades mecânicas: Conjunto de propriedades de grande importância na indústria mecânica. fragilidade. Propriedades físicas: É o grupo de propriedades que determinam o comportamento do material no momento do processo de fabricação como também durante sua utilização posterior. Exemplo: cabo de aço.1. condução do calor.12 2.Propriedades físicas. como a tração e a compressão. resistência.2. 2. pensamos se as propriedades do mesmo suportam as solicitações do trabalho a que devem ser aplicado. elasticidade. etc.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Ou seja. O que é avaliado é a capacidade que o material tem para transmitir ou resistir aos esforços que lhe são aplicados (é levado em conta no processo de fabricação e posterior utilização). -Propriedades químicas. 2. Estas propriedades são aquelas que surgem quando o material está sujeito a esforços de natureza mecânica. Pensamos em propriedades. impermeabilidade.

Exemplo: processos que necessitam conformação mecânica. na prensagem. num mesmo volume possuem massas diferentes. apresenta de poder ser laminado.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . →Tenacidade: é a resistência a choques. são materiais que. Obs: a plasticidade pode se apresentar no material com maleabilidade e como ductibilidade. deformação plástica permanente. deformam-se plasticamente sem se romperem. 1cm3 de água e 1cm3 de chumbo. para a fabricação de chapas. Podemos dizer que são materiais duros. forjado.13 →Elasticidade: é a capacidade que um material deve ter de se deformar. Exemplo: borracha. quando submetido a um esforço tem de se deformar e mantiver está quando o esforço desaparece. entortado e repuxado. →Densidade: é a medida da quantidade de matéria (massa) que um material ocupa por volume. quando submetido a um esforço. como por exemplo. para fabricação de partes de carroceria de veículos. Verifica-se que quantidades diferentes de matéria. -Ductibilidade: é o oposto de fragilidade. estampando. →Fragilidade: é a baixa resistência aos choques. um aço. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. →Plasticidade: é a capacidade que um material. Exemplo: vidro. -Maleabilidade: é a propriedade que um material. impactos. →Dureza: é a resistência do material à penetração. Por exemplo: tomemos 1cm3 de cortiça.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. -Quanto maior a dureza maior a resistência ao desgaste. e de retornar a forma original quando o esforço termina. golpes. para a fabricação de tubos. que tendem a quebrar quando sofrem choques ou batidas. vibrações. ao sofrerem a ação de uma força. aço para fabricação de molas. ao desgaste mecânico. na extrusão. -Em geral materiais duros são também frágeis. por exemplo. na laminação. pancadas.

Exemplo: a capa plástica que recobre o fio elétrico. O conhecimento dessas propriedades também estão relacionadas com a fabricação do material: →Ponto de fusão: temperatura que o material passa do estado sólido para o estado liquido (dentre os matérias metálicos o ponto de fusão e muito importante para determinar sua utilização).14 2. Propriedades elétricas: -Condutividade elétrica: corrente elétrica.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .Propriedades químicas: Estas propriedades se manifestam quando o material entra em contato com outros materiais ou com o ambiente.3. -Condutividade térmica: capacidade que determinados materiais tem de conduzir o calor. Propriedades térmicas: Determinam o comportamento dos materiais quando são submetidos a variações de temperatura. Elas se apresentam sob a forma de presença ou ausência de resistência à corrosão. Está propriedade é verificada no comportamento que o material pode oferecer quando em trabalho (materiais resistente a altas temperaturas ou baixas temperaturas) um material pode contrair ou dilatar com a temperatura. 2. 2. às soluções salinas.4. capacidade que determinados materiais tem de conduzir -Resistividade: resistência que o material oferece à passagem da corrente elétrica. aos ácidos.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. →Ponto de ebulição: é a temperatura em que o material passa do estado liquido para o estado gasoso.5. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. sua estrutura pode se alterar. -Dilatação térmica: propriedade que faz com que os materiais em geral aumentem de tamanho quando a temperatura sobe.

As pirâmides do Egito foram erguidas com blocos de rochas calcárias (Idade Antiga).1DEFINIÇÃO As rochas são todos os elementos que constituem a crosta terrestre. composição e estrutura. favorecem revolução nas formas e concepções arquitetônicas. A rocha é um agregado natural formado por um ou mais minerais que forma a crosta terrestre (LEINZ e AMARAL). Nas pedras de construção estão as pedras de alvenaria. de composição química e estrutura definida. . . . provenientes da solidificação magma ou de lavas vulcânicas. podendo sofrer modificações quando em contato com ar e água em casos bastante especiais (ABNT .A pedra foi o material estrutural mais importante na Idade Média. Entendendo por mineral toda substância inorgânica natural.A pedra. no uso como material estrutural.Estima-se a utilização de pedras. São materiais que apresentam elevada resistência mecânica. agregados e pedras de construção. em formas primitivas de construções. .Século XIX surgimento das estruturas metálicas e século XX desenvolvimento do concreto armado. item 2º). 1. por apresentarem boa resistência à tração e compressão.2UTILIZAÇÃO Da extração das rochas são obtidos blocos. Estes novos materiais. Rochas são materiais constituintes essenciais da crosta terrestre. tendo ou não sofrido transformações metamórficas. lajotas e placas de revestimento.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. 1. matacões. teve grande impacto por não ter uma resistência à tração da mesma ordem de grandeza de sua resistência à compressão. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .000 A. na Espanha e sul da França. paralelepípedos. de cantaria.3HISTÓRICO -Materiais naturais são os mais antigos utilizados pelo homem.TB-3/ 1945. Como exemplo temos a construção dos castelos medievais e das grandes catedrais.15 CAPÍTULO 2 ROCHAS 1. pois podem ser empregados sem grandes modificações em relação ao seu estado natural. . ou da consolidação de depósitos sedimentares. independente da sua origem.C. guias. em 3. segundo a geologia.

Sua utilização como material agregado. turfa.5. a) Rochas Eruptivas. devido a condições químicas e físicas abaixo da superfície terrestre (calor.: granito. -Clásticas ou detríticas: Oriundas da destruição de rochas pré-existentes devido à ação de águas. geralmente depositadas debaixo d’água ou acumuladas através da ação do vento e do gelo.: calcário-fóssil.: riolito.: granito. -Efusivas: Solidificam-se na superfície do solo.1 . Ex. -Precipitação química: Originária da transformação química sofrida por materiais em suspenso nas águas.2 .: pórfiro. etc. Ex. diábase. pressão e água). Os tipos de rochas mais comuns neste grupo são mármore (provém da metamorfização do calcário).5 CLASSIFICAÇÕES DAS ROCHAS 1. a) Rochas Silicosas: Predomínio quase total da sílica (SiO2) sob a forma.: gipsita. Ex. complemento dos concretos de cimento e asfálticos. Ainda é aplicada como material de acabamento e proteção. Ex. Magmáticas ou Ígneas: Formadas pelo resfriamento do magma (material rochoso em fusão). basalto. 1. diorito.4 APLICAÇÃO A pedra de construção é usada como material suporte ou base nos muros de arrimo. blocos de pavimentação e como agregado (componente do concreto de cimento portland ou mistura betuminosa da pavimentação). grês silicoso. b) Rochas Sedimentares: São rochas estratificadas.16 1. gnaisse (provém da metamorfização do granito). de quartzo puro.5. como por exemplo. Ex.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. -Filoneanas: Ex.Classificação Tecnológica: Baseado no mineral simples predominante na constituição das rochas e determinante das suas características. gabro. placas de revestimentos de paredes e pisos. etc.Classificação Geológica: De acordo com a formação da rocha. quartzito (provém da metamorfização do arenito). Ex. carvão-fóssil. etc. normalmente.: arenito. Possuem a maior resistência mecânica e maior durabilidade. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. devido à sua durabilidade e efeito estético. faz com que o material seja um dos mais importantes entre os materiais de construção. -Origem Orgânica (organógenas): Provêm da ação direta ou indireta de organismos ou da acumulação de seus restos (acumulação matéria orgânica). xisto e filito. c) Rochas Metamórficas: São rochas magmáticas ou sedimentares que sofreram alteração na sua textura original. ventos e geleiras (deposição de detritos). basalto.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . estrutura cristalina ou composição mineralógica. calcário e dolomita. 1. fundações pouco profundas. -Intrusivas: Solidificam-se à grande profundidade do solo.

Dura de textura cristalina e de grãos finos ou médios. c) Rochas Argilosas: Predomínio da argila (silicatos hidratados de alumínio).: calcário. Sedimentares e Silicosas Metamórficas.1 – Granito .17 b) Rochas Calcárias: Têm predomínio do cálcio.: argila comum. na forma de carbonato de cálcio (CaCO3) ou de sulfato de cálcio. Ex. Tabela 1: Classificação das Rochas (PETRUCCI. b) Rochas Calcárias: Sedimentares e Metamórficas. Possui boa resistência mecânica e média durabilidade. .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Ex.3 . margas e xistos argilosos.6 CARACTERÍSTICAS DE ROCHAS EMPREGADAS NA CONSTRUÇÃO CIVIL 1. 1.6. feldspato e mica.Rocha ígnea de profundidade. mármore. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.5. 1976) 1. Têm resistência mecânica e durabilidade baixíssimas. c) Rochas Argilosas: Sedimentares. A Tabela 1 resume esta classificação. .Classificação Combinada: Considera-se as duas classificações anteriores e a aplicação na Engenharia. As rochas são classificadas em: a) Rochas Sílicosas: Eruptiva.Compõem-se de quartzo. dolomita e gipsita.

.Excelente pedra de construção.Resistência à compressão é de 50 a 150 MPa (500 a 1500kgf/cm²). .Constituída à base de feldspato.Apresenta fratura irregular ou concóide.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . 150 MPa (1500kgf/cm²). Atualmente utilizado como revestimento de pisos e paredes na forma polida (placas).De cor escura e textura compacta.6.5 a 3.Como agregado apresentam duas desvantagens: grande dureza que desgasta os britadores e a forma dos grãos predominantemente lamelares.A cor predominante é dada pelo feldspato.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. fazendo seu custo de produção ser menor que o dos agregados graníticos.Rocha sedimentar composta por carbonato de cálcio (CaCO3) e pequenas proporções de outras substâncias (óxido de ferro. de vidro e piroxênio. . . muros de arrimo. . . CaCO3 + calor = CaO + CO2 →Atacadas pelos ácidos. . .Resistência mecânica e durabilidade são as maiores dentre as demais pedras de construção. →Riscadas facilmente pelo canivete (grau 3 na escala de Mohs).2 – Calcários . produção de aglomerantes (extração da cal e fabricação do cimento) e.Predomínio de carbonato de cálcio (CaCO3) são chamados de calcários calcíticos e predomínio de carbonato de magnésio CaMg (CO3) são chamados de calcário dolomíticos ou magnesianos.O quartzo dá grânulos brancos ou pretos e a mica lhe dá o brilho. .Resistência à compressão é. devido ao seu fraturamento natural. .Rocha ígnea de superfície.3 .Densidade varia de 2.Basalto . em algumas regiões. amarelada.Uso: Revestimento. podendo ser rósea. concretos de Cimento Portland e asfático. .Características: →Calcinação pela ação do calor.Comum na natureza. . . argila). .Tem grande resistência e dureza.6. 1. marrom. desde que não alterado. de magnésio.Principal uso: Como agregado para base de pavimentos. liberando gás carbônico. .Usos: em calçamentos (resistência ao choque e desgaste). PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. . .0. em média.18 . alvenarias e pontes em arcos (obras com esforços de compressão). cinza ou azulada. . 1.Resistência à compressão é de 150 MPa (1500kgf/cm²).Composto de silicatos de alumínio e cálcio. como agregados. . desprendem CO2 com efervescência.Exige menos explosivos na exploração das pedreiras. .

Tem quase os mesmos usos que o granito. . Combinado com a sílica (SiO2) forma o grupo de aluminossilicatos. Vermiculita.Quartzo A sílica (SiO2) ou quartzo livre é o mineral mais abundante na crosta terrestre.4 . dá origem ao quartzo vítreo (sílica amorfa). 1. . .Durabilidade e resistência à abrasão menor que granitos. T = 1710° C: funde. CaO·Al2O3 · 2SiO2 -Mica: silicatos de alumínio. .6.2 – Aluminossilicatos Depois da sílica.7 MINERAIS PRESENTES NAS PEDRAS DE CONSTRUÇÃO 1.5 vezes seu volume. Nessa forma pode reagir com a cal. -Caulinita: silicatos de alumínio hidratado Al2O3 · 2SiO2 · 2H2O PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.19 . Possui massa específica absoluta 2. T = 870° C: transforma-se em tridimita e cristaliza sob forma de finas lâminas hexaédricas.1 .3. .65 e dureza 7. de massa específica 2.Tem textura compacta. .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .Mármores .Resistência à compressão é de 100 MPa (1000kgf/cm²). .Aspecto e características físicas e mecânicas semelhantes a dos granitos. a alumina (Al2O3) é o mais abundante constituinte da crosta terrestre. 1. geralmente opaca ou de coloração branco leitoso.Uso: Em revestimento interior sob a forma de placas.7. A sílica amorfa ocorre sob forma de sílica hidratada SiO2 (H2O) opalina.Representam o último grau de alteração de rochas (paragnaisses) ou provêm do metamorfismo do granito (ortognaisses). Muscovita.As impurezas dão a sua coloração. Na2O·Al2O3 · 6SiO2. 1.Rochas derivadas do metamorfismo do calcário.7. Apresenta alta resistência à compressão e grande resistência à abrasão. resfriando-o rapidamente.Uso: Em revestimentos de pisos com grande fluxo de pedestres (placas polidas) e pisos para jardins (forma bruta).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. T→ 570° C: passa do estado beta para alfa aumentando 1. . -Feldspato: K2O·Al2O3 · 6SiO2. É somente atacada pelo ácido fluorídrico. O quartzo é a sílica cristalina.

físico.4 . Higroscopidade.20 1. Minerais mais importantes: -Calcita: CaCO3 (carbonato de cálcio cristalino) -Magnesita: Mg CO3. . A massa específica é maior que os outros silicatos e a dureza varia entre 5.Carbonatos e Sulfatos Os carbonatos e sulfatos formadores de rochas são encontrados principalmente em rochas sedimentares. -Dolomita: (CaCO3 . Desgaste e Choque.3 .resultando na necessidade de controle de certas propriedades. Nas pedras as deformações crescem menos rapidamente que as tensões. Flexão. 1.Silicatos de Ferro Magnésio Geralmente denominados minerais negros. químico e mecânico). transforma-se em gesso por hidratação. estas devem ter algumas qualidades. Tração. não seguindo a lei de Hooke.Desgaste: É a perda de qualidades ou de dimensões com o uso contínuo. Durabilidade: É a capacidade de manter as suas propriedades físico-mecânicas com o decorrer do tempo e ação de elementos agressivos (meio ambiente ou intrínsecos. Tração. Permeabilidade. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Gelividade. As propriedades fundamentais são as seguintes: Resistência Mecânica: É a capacidade de suportar a ação de cargas aplicadas sem entrar em colapso. geralmente.Compressão.Choque: As pedras suportam.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . variando na razão inversa da umidade.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.7. é o principal requisito na escolha da pedra. 2H2O -Anidrita: CaSO4. os dinâmicos. 1. A umidade tem influência na resistência.5 e 7. Flexão. além dos efeitos estáticos. Porosidade. . Devem ser consideradas propriedades como resistência à Compressão. Cisalhamento.8 PROPRIEDADES DAS PEDRAS Para que as pedras possam ser utilizadas na construção. Influenciam a durabilidade: a Compacidade. Cisalhamento: As pedras têm boa resistência à compressão e mal à tração.7.5. Condutibilidade Térmica. . emprega-se em material refratário. A resistência mecânica varia de acordo com a orientação nas rochas estratificadas e com o leito da pedreira nas rochas eruptivas. A resistência à compressão. Os ensaios podem ser feitos por normas alemãs ou americanas. MgCO3) -Gesso: CaSO4 .

20 1.60 2. gneisse ardósia. 1997.84 0. as porosas são mais isolantes que as compactas. é permeável e gelível. Muito importante para reservatórios. xisto basalto calcários / mármore Outras PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.84 0. Tem grande importância na durabilidade.21 Compacidade (C): É o volume de sólidos na unidade de volume da rocha natural.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Higroscopicidade: É a propriedade de absorver água por capilaridade. 5% <P < 10% : rocha bastante porosa. A classificação quanto à porosidade é a seguinte: P < 1% : rocha muito compacta. F. R. L.5% : rocha com pequena porosidade. 2. entre outros. à higroscopicidade e à gelividade. à absorção. PEREIRA. A água pode atravessar um corpo poroso por capilaridade. A pedra porosa é pouco resistente à compressão. Como exemplo temos a Tabela 2: Tabela 2: Densidade de massa aparente (ρ ). podem ser consideradas más condutoras de calor. Condutividade Térmica e Elétrica: É a propriedade relacionada com a velocidade da transmissão de calor. 10% <P < 20% : rocha muito porosa.40 1.00 2. coberturas.84 granito. comparadas aos metais.5% <P < 5% : rocha com porosidade regular. Permeabilidade: É a capacidade de se deixar atravessar por líquidos e gases. As pedras. 1% <P < 2. Devido à má condutibilidade o exterior sofre mais que o interior.90 2. pressão ou ambas.84 0.00 c Calor Específico de Materiais (kJ / (kg.) PEDRAS (incluindo junta de assentamento) Material ρ Densidade de massa aparente (kg / m³) 2300-2900 2000-2800 2700-3000 > 2600 2300-2600 1900-2300 1500-1900 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.K)) 3.K)) 0. Está ligada à permeabilidade. DUTRA.84 0. condutividade térmica (λ ) e calor específico (c) das pedras (LAMBERTS.. Em geral.84 0. A porosidade está intimamente ligada à durabilidade.O.. mesmo assim não podem ser consideradas bons isolantes térmicos. P >20%: rocha fortemente porosa.R.84 0.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO λ Condutividade Térmica (W / (m.40 1. É o complemento da compacidade. a dilatação provoca o fendilhamento. Porosidade (P): É expressa pelo volume de vazios na unidade de volume total.

Importante quando a pedra tem finalidade decorativa. pirrotita e mica. Alguns minerais são nocivos à beleza das pedras como a pirita.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . A homogeneidade é uma qualidade fundamental. Trabalhabilidade: É a capacidade da pedra em ser trabalhada com mínimo de esforço. Ex. Devido a sua variabilidade. Conchoidal: Difícil de ser cortada.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. polimento e aderência a aglomerantes. a cor não serve para identificação mineralógica.: Calcários compactos. Textura: Relacionada ao detalhe da distribuição dos elementos mineralógicos. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Homogeneidade: Quando apresenta as mesmas propriedades em amostras diversas. marcassita. mas fácil de lascar. Dureza: É a propriedade relacionada à maior ou menor capacidade de se serrar. no seu valor. conseqüentemente aumentando de volume. mas facilmente com as serras diamantadas.: Tufos vulcânicos. corte. a Estrutura e a Coloração. Esta propriedade afeta a trabalhabilidade da pedra e está intimamente ligada ao seu custo. Ex. Fratura: Está relacionada à facilidade ou dificuldade de extração. influenciando na maioria das vezes. Áspera: Boa aderência.85 0. acentuando as cores. Influenciam na trabalhabilidade: a Fratura .: Mármores. Duríssimas: Dificilmente serradas pela serra lisa. Brandas: Serradas facilmente pela serra de dentes. a Homogeneidade e a Dureza. Duras: Somente serradas na serra lisa. Ex.: Granito.22 < 1500 0. Considera-se a Textura. Semi. Os principais tipos de fratura são: Plana: Material fácil de ser cortado em blocos de faces planas. Escamosa: Dificuldade de cortar. Quando usada para revestimentos a uniformidade e a durabilidade das cores são essenciais. A pressão exercida pelo gelo é de 146 kgf / cm². Ex. Coloração: É determinada pela cor dos minerais essenciais ou de seus componentes acessórios. A cor pode ser alterada pelo intemperismo. Estética: É a aparência da pedra para fins de revestimento ou acabamento. Angulosa: Superfície de separação mais ou menos resistente.84 Gelividade: A água infiltrada na pedra transforma-se em gelo.duras: Serradas facilmente pela serra lisa com areia ou esmeril e dificilmente serradas por serra de dentes. O polimento contribui na resistência à ação do tempo. Refere-se à forma e ao aspecto da superfície de fragmentação da rocha. a ausência desta significa má qualidade da pedra. Estrutura: Relacionada à homogeneidade ou heterogeneidade dos cristais constituintes e da parte amorfa. Lisa: Fácil de polir.

1.Massa Específica: É a relação entre massa e volume.23 1. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Figura 1: Massa Específica Compacidade (C): É a relação entre massa específica aparente e massa específica absoluta. frasco graduado ou balança hidrostática. Determinada pelo picnômetro.1 .9. . .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .Massa Específica Aparente (d): No volume considera-se o material sólido e os vazios permeáveis e impermeáveis.9. ESTUDOS TECNOLÓGICOS 1.1 .Massa Específica Absoluta (D): Dada pelo peso da unidade sem os vazios. Determinada pelo processo geométrico.Características Físicas 1.9.

mesmo assim não podem ser consideradas bons isolantes térmicos.24 Porosidade (P): É a relação entre volume de vazios e volume aparente do material. -P >20%: rocha fortemente porosa. -2. A água pode atravessar um corpo por capilaridade.5% : rocha com pequena porosidade. -10% <P < 20% : rocha muito porosa. -1% <P < 2. A absorção depende dos poros ligados ao exterior de acordo com a dimensão e disposição dos canais da pedra.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. comparadas aos metais. Permeabilidade: É a capacidade de se deixar atravessar por líquidos e gases. -5% <P < 10% : rocha bastante porosa. pressão ou ambos.5% <P < 5% : rocha com porosidade regular. Condutividade Térmica e Elétrica: É a propriedade relacionada com a velocidade da transmissão de calor. Higroscopicidade: É a propriedade de absorver água por capilaridade. As pedras. podem ser consideradas más ondutoras de calor. Importante para a durabilidade. Classificação quanto à porosidade: -P < 1% : rocha muito compacta.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .

O desgaste é feito pelas partes mais duras. Figura 2: Resistência à Compressão 1.2.9. -Cisalhamento = 1/10 a 1/15 da Resistência à Compressão .Duríssimas: Dificilmente serradas pela serra lisa. Esta propriedade afeta a trabalhabilidade da pedra e está intimamente ligada ao seu custo. 1.25 Dureza: É a propriedade relacionada à maior ou menor capacidade de se serrar.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. -Flexão = 1/10 a 1/15 da Resistência à Compressão.2. Tração.Semi. Flexão.2 . Ex.: Calcários compactos. dependendo também da dureza do abrasivo.: Mármores. nas rochas estratificadas e umidade influenciam na resistência.9. -Tração = 1/20 a 1/40 da Resistência à Compressão. P = Esforço aplicado.Brandas: Serradas facilmente pela serra de dentes. Ex. O ensaio de desgaste pode ser feito de duas maneiras: -Material atritado contra um disco horizontal que gira. . e S = Área da seção resistente. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. mas facilmente com as serras diamantadas. Ex. Cisalhamento: As pedras.Duras: Somente serradas na serra lisa.2 . Ex.9.duras: Serradas facilmente pela serra lisa com areia ou esmeril e dificilmente serradas por serra de dentes. resistem bem à compressão e mal à tração.Características Mecânicas 1. A resistência à compressão serve de dado para avaliação indireta das outras propriedades. .1. usando-se um abrasivo (areia ou coríndon)→ resistência à abrasão. normalmente. .: Granito.Desgaste: É a perda de qualidades ou de dimensões com o uso contínuo.Resistência à Compressão. Determinação da resistência à compressão: Na prensa coloca-se corpo de prova cúbico com 5 centímetros de arestas.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Sendo: Rc = Resistência à compressão. . Fatores como a orientação do esforço.: Tufos vulcânicos.

9. 1. O ensaio consiste em deixar cair sobre o corpo-de-prova (cubo de 4 cm de lado) um peso de 45N (4. pois o peso do bloco é fundamental para a estabilidade do molhe.26 → recomendado para pedras e pisos de revestimento.005mm 1.6cm -Areia: Diâmetro 0. -Material atritado por desgaste recíproco de pedaços de pedra em aparelhos como o Deval ou Los Angeles.8mm <∅ <7.05mm -Argila: Diâmetro∅ <0.05mm <∅ < 4.2.005mm <∅ <0.11 ALTERABILIDADE DA PEDRA Modificação da suas características e propriedades por agentes atmosféricos ou outros agentes agressivos.3 . É muito usado para qualificação da pedra como agregado para concreto asfáltico e lastro de ferrovias.Resistência ao choque: Importante nas aplicações como molhes de enrocamento. não podendo ser partidos por choque durante a colocação. →agregados. 1.6 cm<∅ < 25 cm -Pedregulho: Pedaço de rocha com diâmetro 4. Figura 3: Aparelho para ensaio de choque.5 kg) quantas vezes forem necessárias para esmagar o cubo.10 CLASSIFICAÇÃO QUANTO ÀS DIMENSÕES -Bloco de Rocha: Pedaço de rocha com diâmetro > 1m -Matacão: Pedaço de rocha com diâmetro 25 cm <∅ <1m -Pedra: Pedaço de rocha com diâmetro 7. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. atuando através de uma ação física ou química.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.8mm -Silte: Diâmetro 0.

1 – Efeitos Físicos: .2 – Efeitos Químicos . O bicarbonato tem solubilidade 100 vezes mais que o carbonato. penetrando em seus capilares.5 vezes mais do que a atmosfera. Os sais precipitam quando a água de capilaridade evapora-se e ao cristalizar-se aumentam de volume. cujo mineral essencial é a calcita. Na presença de água e ar o sulfeto reage dando: 4 FeS2 + 15O2 + 8 Ca (OH)2 + 14 H2O→ 4 Fe (OH)3 + 8 (CaSO4.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . ocasionando um aumento de fissuração progressivo e lento.Oxidação: Um dos processos químicos mais comuns. sendo muito solúvel. A dissolução dos calcários calcíticos é muito mais rápida que a dos calcários dolomíticos.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. é facilmente lixiviado.11. responsável pela decomposição química do mineral. quebrando sua estrutura cristalina. 2 H2O) . As variações térmicas produzem esforços internos secundários que agindo continuamente podem causar a desagregação e a ruína total do material. ficando intimamente ligada à superfície mineral.11.27 1. Esse crescimento pode ser devido à deposição de sais nas fendas e poros. O bicarbonato de cálcio.Variação de Temperatura: O aquecimento da rocha é 1 a 2. . como os calcários. 1. Depois da hidratação ocorre a hidrólise.Crescimento dos cristais: O crescimento de cristais em fendas pré-existentes ou poros pode fragmentar a rocha. Cada constituinte mineralógico tem um coeficiente de dilatação térmica. No caso dos calcários calcíticos verifica-se a seguinte reação: -Hidratação: Pela hidratação a água é absorvida. Exemplo: A oxidação dos sulfetos encontrado na forma de pirita (FeS2).Ação do CO2: Certas rochas podem sofrer dissolução. sendo que a estrutura cristalina do mineral é mantida. Afeta os compostos de ferro e a passagem do ferro bivalente (FeO2) a trivalente (FeO3) dá origem à coloração avermelhada. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. ou a dolomita CaMg (CO3)2. marcassita (FeS2) ou pirrotita (Fe n – 1 Sn). CaCO3.

1976) Figura 5 : Alterações Típicas da Pedra e Agregados (PETRUCCI. 1976) PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .28 Figura 4: Agentes de Ruína da Pedra (PETRUCCI.

b) Quantidade e custo de remoção da camada superficial: A quantidade pode ser determinada por sondagens e topografia (curvas de níveis e levantamento de seções). textura. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.Disponibilidade pessoal técnico e operário. 1. c) Mista.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.Exploração de Pedreira Conjunto de operações que permitem a retirada da pedra natural da jazida.12.12 EXPLORAÇÃO DE PEDREIRAS 1.2 . .Volume de trabalho de drenagem e regularização.Acesso às vias de comunicação.12.1 .Localização da pedreira (facilidade para o serviço).12. presença de materiais nocivos.Rede elétrica e água potável.Vizinhança. estado de conservação da rocha. .Distância ao centro consumidor. .29 1.3 .Definição de Pedreira Pedreira é a denominação dada a uma jazida (depósito mineral ainda não explorado. granulação. . b) Subterrânea.Critérios para escolha de uma Pedreira a) Qualidade da jazida: Verificação através de observação direta ou estudo petrográfico.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . tornando-as compatíveis para o uso e aplicação em obras de engenharia. c) Situação: . . 1. Os tipos de exploração são os seguintes: a) Céu aberto. O estudo petrográfico determina: composição mineralógica da rocha e sua classificação petrográfica. reduzindo formas e tamanhos. natural) de mineral pétreo explorada. estrutura. . poros.

argila refratária.13 POTENCIAL MINERAL BRASILEIRO O Brasil. argilas comuns e plásticas. sendo um dos principais produtores mundiais de minérios.6% estão ligadas à indústria da construção civil: calcário (337). ricos em depósitos minerais de grande significado econômico. bauxita. é um dos maiores potenciais de minérios do mundo. areia e cascalho (265) e argilas comuns e plásticas (178). fluorita. água mineral. caulim.1 . conchas calcárias. Os minerais metálicos compreendem 11.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . pedras britadas. para 21 tipos de bens minerais produzidos (carvão. seixos e saibros.13. silex. alumínio (18). foi cerca de R$ 287. granito ornamental.2% das minas. verifica-se que 72.Setor Mineral Catarinense O valor da produção mineral em Santa Catarina no ano de 1998. manganês (18). ouro (20).SC (AREIA E BRITA.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.30 Figura 6 : Vista Pedreira. 1999) 1. 1. calcário calcítico e dolomítico. Pomerode . estanho (8) e cromo (6). areias.6 milhões. turfa. pedras britadas (348). com seu território amplo e sua diversidade geológica. fonolito e nefelina-sienito. areia industrial. são cerca de 42% do território nacional. registrando uma produção de 83 substâncias minerais. Os terrenos antigos. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. feldspato). destacando ferro (82). Com relação à distribuição das minas por substâncias minerais.

além de seixos de leito de rios e de depósitos aluvionares provenientes destas litologias.021 m³. pobres em sílica.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . 1999) 1.00.946. principalmente areia grossa.Brita e Areia em Santa Catarina A pedra britada tem grande distribuição em Santa Catarina. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. → Universo total da produção de brita: -Quantidade produzida: 3. associados às rochas sedimentares da Bacia do Paraná.8%.31 Figura 7: Distribuição do Valor da Produção Mineral do Estado de SC (AREIA E BRITA. são pobres em depósitos de areia. -130 empresas produtoras de areia. A produção de brita foi de 20.526. Na porção Leste é obtida do beneficiamento das rochas graníticas e/ou granito-gnáissicas.2 . contendo apenas depósitos localizados. seixos e saibro foi no total cerca de 31% do valor da produção mineral do estado no ano de 1998. bem como nos depósitos sedimentares da planície costeira.418. pois os basaltos da Formação da Serra Geral. -65 minas outorgadas. são bem dominantes. -Valor da Produção: R$ 58. A produção de pedras britadas.915. -35 municípios produtores. Enquanto que na porção Oeste e MeioOeste a brita é produzida a partir de basaltos da Formação Serra Geral. de um total de 293 existentes. areia. As areias para utilização na Construção Civil tem ampla distribuição na porção Leste do Estado.13. -50 empresas produtoras de pedra britada.986.2% e a de areia e seixos 10. →Universo total da produção de areia para construção: -Quantidade produzida: 4.218.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. As porções Oeste e Meio Oeste de Santa Catarina. As principais áreas de extração localizam-se nos principais cursos d’água que transportam os sedimentos originários das rochas graníticas e granito-gnáissicas.555 m³.00. -Valor da Produção: R$ 29.

º 2 e. f) Pedra pulmão (Oriunda da britagem primária). b) Pedrisco.º 1.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .3 .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.º ¾. e) Brita n. -40 municípios produtores. c) Brita n.13. 1.32 -181 minas outorgadas.Pedras usadas na Região (Florianópolis) a) Pó de pedra. de um total de 293 existentes. d) Brita n.

14 PARTE PRÁTICA 1. L..CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Métodos de determinação: PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.1).1 . Obtida através da fórmula (1.14.33 Na Figura 9 encontra-se um fluxograma típico de uma pedreira.A. Figura 9: Fluxograma típico de uma pedreira (BAUER.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.Massa Específica Aparente: É a massa por unidade de volume compreendendo o volume absoluto do material sólido e o volume dos vazios impermeáveis. 1995) 1.

Figura 9: Lei de Arquimedes O valor do empuxo pode ser determinado pela diferença entre a massa de uma amostra em condições normais (m) e sua massa imersa (mi). São realizadas duas medidas por aresta e as dimensões do cubo são calculadas como sendo a média das leituras. b) Processo do frasco graduado: Coloca-se uma certa quantidade de água em uma proveta graduada e faz-se uma leitura inicial (Li).34 a) Processo geométrico: Utiliza-se um cubo com arestas normalmente de 5 cm. c) Processo da balança hidrostática: O princípio deste ensaio baseia-se na lei de Arquimedes: “Todo corpo imerso num fluido está sujeito a uma força de baixo para cima igual ao peso de líquido por ele deslocado”. Determina-se a massa de uma certa porção da amostra (m) e coloca-se esta porção na proveta.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Caso o fluido em questão seja a água (densidade igual a 1) o valor desta força em kgf será numericamente igual ao volume da amostra (em dm³). A precisão é pequena. para amostras que possua geometria irregular.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. As medidas das arestas para determinação do volume são efetuadas com um paquímetro. É o corpo-deprova usado para o ensaio de resistência à compressão. Este procedimento é indicado para cálculos rápidos. Faz-se então a leitura final (Lf). dependendo da sensibilidade de leitura da proveta utilizada.

Este método de determinação tem grande precisão e é recomendado para medida de laboratório.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.2).35 Execução do ensaio: -Pesa-se a amostra (m). Quando repleto por um líquido. -Retira-se um pouco da água do picnômetro. mais preciso será o valor de “D”. Obtida através da fórmula (1. consegue-se um volume bem definido e preciso. -Pesa-se o picnômetro com a amostra e água (Pag + a).Massa Específica Absoluta: É a massa por unidade de volume compreendendo apenas o volume absoluto do material sólido.2 . Figura 10: Cálculo do volume da amostra através do picnômetro Execução do ensaio: -Pesa-se o picnômetro com água (Pag). Os vazios impermeáveis são eliminados através de moagem prévia da amostra. -Coloca-se a amostra no recipiente imerso e faz-se a pesagem imersa (mi). Quanto menor a granulometria da amostra moída.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. a) Processo do Picnômetro: O picnômetro é um recipiente de vidro que possui uma rolha esmerilhada com um tubo capilar. -Tara-se a balança com o recipiente que conterá a amostra quando imersa na água. -Pesa-se uma amostra de pó de pedra (m). 14. coloca-se a amostra (a) com auxílio de um funil e completa-se o restante do espaço com água.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. antes de começar o preenchimento total por água.36 Atenção: Deve-se eliminar cuidadosamente o ar aderido às partículas da amostra quando colocada no picnômetro.

como produtos ou rejeitos industriais (argila expandida e escória moída). Material particulado. 1987). -Bases para calçamentos. -Material granuloso e inerte (não sofre transformação química) na confecção de argamassas e concretos.os fragmentos rolados no leito dos cursos d’água e os materiais encontrados em jazidas.37 CAPÍTULO 3 AGREGADOS 2. Material granular. -Material de drenagem e para filtros. provenientes de alterações de rocha (PETRUCCI. 1995).3. 2. São agregados as rochas britadas. -Parte componente do material para revestimentos betuminosos.1 Segundo a Origem Naturais: Aqueles que já encontram-se na natureza sob a forma (particulada) de agregados. -Adicionados aos solos que constituem pista de rolamento. 2. de atividades químicas praticamente nulas.1 DEFINIÇÃO Segundo a NBR 7211 (EB-4) agregados são materiais pétreos.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. incoesivo. obtidos por fragmentação artificial ou fragmentados naturalmente. Existem autores que classificam as areias e pedras obtidas por moagem como naturais. São as areias (mina ou cursos d’água) e cascalhos. possuindo dimensões nominais máxima inferior a 152mm e mínima superior ou igual a 0. Sendo as areias e pedras obtidas através da moagem de fragmentos maiores. sem forma e volume definidos.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . com propriedades adequadas. usando a designação de artificias para os obtidos a partir de materiais sintéticos.3 CLASSIFICAÇÃO 2. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Artificiais: Aqueles que têm sua composição particulada obtida através de um trabalho de afeiçoamento pela ação do homem. constituídas de misturas de partículas cobrindo extensa gama de tamanhos (BAUER. geralmente inerte.2 APLICAÇÕES -Lastros de vias férreas. de dimensões e propriedades adequadas para uso em obras de engenharia.075mm.

-Seixo Rolado: Material natural que passa na peneira de malha 152 mm e fica retido na 4. -Pedrisco: Material artificial que passa na peneira de malha 4.8 mm* e ficam retidos na peneira 0. Pesados: Aqueles que possuem massa específica aparente acima de 3000 Kg/m³. Sendo a areia e o pedrisco. considera-se o agregado como uma MESCLA de miúdo e graúdo.2 Segundo o Tamanho dos Grãos Miúdo: Aquele material cujos grãos passam pela peneira ABNT 4. seixos e britas de granito.3 Segundo à Massa Específica Aparente Leves: Aqueles com massa específica aparente menor que 2000 Kg/m³.8 mm (podendo ficar retido até 15% em massa).º 200 (0. Exemplos: Vermiculita. * Podem ficar retidos até 15% em massa. Normais: Aqueles cuja massa específica aparente está entre 2000 a 3000 Kg/m³.4 TIPOS DE AGREGADOS -Filler: Material que passa na peneira n.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.075 mm.8 mm** e passam pela peneira 152 mm. ** Podem passar até 15% em massa.8mm (podendo passar até 15%).075 mm). PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Exemplos: Areias quartzozas.3. Sendo as britas e o seixo rolado. -Brita: Material artificial que passa na peneira de malha 152 mm e fica retido na 4. Exemplos: Minérios de barita. -Areia: Material natural que passa na peneira de malha 4.8mm (podendo passar até 15%).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . argila expandida e pumicita (pedra-pome).38 2.8 mm de abertura.3. Graúdo: Aquele material cujos grãos ficam retidos na peneira ABNT 4.8 mm (podendo ficar retido até 15% em massa). Quando o material apresentar mais do que 15% e menos do que 85% da massa de grãos passantes ou retidos na peneira 4. hematita e magnetita 2. 2.

. . 6º) Britador Secundário: Deixa os fragmentos com a dimensão final. 4º) Britador Primário: Redução do tamanho dos fragmentos. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. apresentam má granulometria e os fluviais são. em geral por trituração em equipamentos mecânicos (britadores). Podem ser fluviais ou marítimos. 5º) Transporte 2: Os fragmentos de rocha são levados do britador primário ao secundário. Os marítimos. De acordo com a origem geológica.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. mas com bastante pureza.Jazidas de rios: leitos e margens de cursos de água. b) Origem eólico: Depósito de materiais finos formados pela ação do vento.Bancos: jazida formada acima do leito do terreno. →Quanto ao tipo de jazida: . mas grande quantidade de impurezas. Possuem má granulometria.Minas: jazida formada em subterrâneo.Jazidas de mar: praias e fundos do mar.5 OBTENÇÃO DOS AGREGADOS 2.2 Agregado Artificial Obtidos através da redução de pedras grandes. Normalmente possuem boa granulometria.1 Agregado Natural A obtenção dos agregados naturais e a sua qualidade estão ligadas à sua origem geológica. os melhores agregados encontrados na natureza. . 2º) Fragmentação Secundária: Redução do tamanho dos blocos em dimensões adequadas para o britamento primário 3º) Transporte 1: Os fragmentos são transportados da pedreira até o britador primário através de correias ou transporte rodoviário. as jazidas classificam-se em: a) Origem residual: Depósitos encontrados próximo à rocha matriz. 2. c) Origem aluvial: Depósito de materiais formados pela ação transportadora da água.39 2.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . na maioria das vezes.5. sendo este último mais oneroso.5. geralmente. Normalmente a operação de produção dos agregados artificiais é a seguinte: 1º) Extração da Rocha: Produção de blocos com grandes dimensões. Exemplo: Dunas.

Normalmente os britadores comuns são de duplo efeito. 9º) Estocagem: Os agregados são armazenados em depósitos a céu aberto ou em silos: a) Extração da rocha e fragmentação secundária: · brita. · pedra 2: (12. de acordo com as exigências da norma ou comerciais.8mm).40 7º) Peneiramento: Os grãos são separados em tamanhos diferentes. · areia de brita ( 0.075mm). · pedra 1: (9. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. por meio de superfície triturante de movimento alternado (mandíbula móvel). · agregado de concreto e entulho reciclados. esmagando-as de encontro à superfície triturante fixa. · agregado leve de suprodutos industriais.5). · pedrisco / brita 0 (4. 2. · pedra 3: (25 / 50).8mm).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . A pedra ao ser triturada baixa pelo funil a cada afastamento da mandíbula móvel.5).5.1 Tipos de Britadores a) De movimento alternado ( de mandíbula): Os britadores de mandíbula são de dois tipos: De simples efeito e de duplo efeito. · escórias industriais.2. · filler (material passante na peneira 0. · pedra de mão (76 a 250mm). Estes possuem a vantagem de consumir menos mandíbulas.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. · pó de pedra (< 4. Fragmentam a pedra. · pedra 5: (76 / 100). 8º) Lavagem: É feita quando existe uma grande quantidade de finos e principalmente quando a rocha matriz encontra-se parcialmente alterada (presença de argila).5 / 12. · pedra 4: (50 / 76).8 / 9.15 mm<graduação<4. b) Fabricação industrial: · agregado leve de argila expandida.5 / 25). · restolho (material granular friável). · pedra britada (NBR-7225).

1982). Figura 2: Esquema de britador de mandíbulas de duplo efeito (PETRUCCI. Britador de Rolo: A britagem é feita por dois rolos separados de um pequeno intervalo que giram em sentidos contrários. devido a um excêntrico.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. b) De movimento Contínuo: Neste caso podemos citar três tipos: Britador Giratório.41 Figura 1: Esquema de britador de mandíbulas de simples efeito (PETRUCCI. que se afasta e se aproxima da cavidade cônica. Podem Ter superfícies lisas.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Britador de Martelo: O material é jogado por pás móveis contra a superfície interna do britador. corrugadas ou dentadas. Britador de Rolo e Britador de Martelo.1982). O choque é que provoca o fracionamento PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Britador Giratório: Superfície triturante fixa é a superfície interna da cavidade cônica e a móvel é a parte externa do pinhão côncavo.

Possui algumas desvantagens como: -Aproveitamento da superfície bastante pequena ( a área útil é de 1/10 da total).2.Um pequeno espaço é ocupado. b) Planas vibratórias: Formadas de caixilhos superpostos.Lenta: 10 a 25 r. . .Maior aproveitamento da superfície.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .5. A peneira é formada de várias seções. Possui vantagens como: As pedras maiores não vão para as peneiras mais fracas.m.2 Tipos de Peneiras a) Cilíndricas rotativas: A peneira cilíndrica rotativa é constituída de chapas de aço perfuradas e enroladas em forma cilíndrica. . .42 Figura 3: Tipos de britadores (AREIA E BRITA.Menor potência necessária PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. . São as mais modernas.A classificação é rigorosa. . com inclinação em torno de 15 graus.As telas são substituídas facilmente. ocasionando um menor desgaste.p. . da boca para a saída.Deficiência na classificação. nem menor pois o material não escoa através do peneirador.: A velocidade não pode ser maior porque a força centrífuga prejudica a classificação. podendo ser rebritado. com diâmetro de furo crescente.Custo e manutenção altos devidos ao desgaste. -Paradas com muita freqüência para manutenção.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. pois as peneiras de diâmetro menor são as menos resistentes e as que recebem as maiores cargas. . tendo uma inclinação de 4 a 6 graus. O refugo sai pela parte de baixo. 1999) 2.

. 2. .5. também.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.3 Resistência à Abrasão .Coloca-se a amostra no tambor do equipamento limpo juntamente com cargas abrasivas (esferas metálicas). . PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.5. A máquina do ensaio consta de um cilindro oco. de eixo horizontal. . O ensaio é feito em corpos-de-prova cúbicos de 4 cm de lado. 2.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . .5 ÍNDICE DE QUALIDADE 2. O procedimento de ensaio é seguinte: Pega-se uma amostra onde a quantidade é definida em função do tamanho dos grãos (Mn).Faz-se o tambor girar com velocidade de 30 à 33 rpm até completar 500 rotações.2 Resistência à Tração Depende.68mm rejeitando o material que passa na última peneira.43 2. que sofreram atrição. È determinada pelo ensaio diametral. A NBR 6465 trata do ensaio à abrasão.1 Resistência à Compressão A resistência varia conforme o esforço de compressão se exerça paralela ou perpendicularmente ao veio da pedra.5. A abrasão Los Angeles deverá ser inferior a 50% em massa do material.Pesa-se o material seco (m’n). onde o corpo-de-prova cilíndrico é submetido a um esforço perpendicular ao eixo do cilindro.Lava-se o material retido nas próprias peneiras e seca-se em estufa entre 105 e 110 ° durante C 3h.Los Angeles Abrasão é o desgaste superficial dos grãos. da direção do esforço.Retira-se o material do tambor. onde coloca-se dentro o agregado juntamente com bolas de ferro fundido.38mm e 1. separa-se as esferas metálicas. A resistência a abrasão mede a capacidade que o agregado tem de não sofrer alteração ao ser manuseado. limpa-se as esferas com uma escova e passa a amostra nas peneiras 2.

5% em concreto cuja aparência é importante e 1. geralmente sob forma de partículas minúsculas. nos agregados.5. b) lava-se a areia com água de cal. madeira e matéria vegetal sólida presentes no agregado. prejudicando o concreto quando submetido a abrasão. propiciam maiores alterações de volume nos concretos. 2.0% para demais concretos.Impurezas orgânicas: É a impureza mais freqüente nas areias. . intensificando sua retração e redução limites.0%. Caso o decréscimo de resistência seja inferior a 10% a areia pode ser empregada. linhito. Os finos de certas argilas. O ensaio consiste no seguinte: • • • • Prepara-se duas argamassas 1:3:0. e 28 dias. uma com areia suspeita e outra com areia conhecida de mesma granulometria composta em laboratório. A NBR 7211 (EB-4) fixa o teor em 0.0% nos demais concretos.0% para concretos submetidos a desgaste superficial e 3.075mm. A determinação é feita pela ASTM C123. por sedimento do agregado em um líquido de massa específica igual a 2kg/d³ (cloreto de zinco ou tetrabromoetano).Material pulverulento: Material fino constituído de silte e argila e passando na peneira 0. c) substitui-se 5% do cimento em igual proporção em peso de cal. Comprova-se a qualidade da areia pelo ensaio NBR 7221.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. sob a forma de torrões friáveis é muito nociva para resistência de concretos e argamassas.44 2.0% para concreto cuja aparência seja importante.075mm for constituído de grãos gerados durante o britamento da rocha.0% para demais concretos.0% para concretos submetidos à desgaste superficial e 5. pois é um material de pouca resistência e as vezes expansivos. O teor é limitado na NBR 7211 (EB-4) e a sua determinação se faz pelo método NBR 7218 (MB-8).Torrões de Argila: A presença de argila. O ensaio consta da separação das partículas de carvão. Moldam-se 3 séries de corpos de prova para cada argamassa e rompe-se a 3. São detritos de origem vegetal. Os revestimentos de argamassas feitos com agregados contendo cloretos são higroscópicos. .4 Substâncias Nocivas . areia é considerada suspeita. Para agregados miúdos é de 3. Para agregados graúdos de 1. linhito. 7. Os finos quando presentes em grande quantidade. Caso decréscimo seja superior à 10% adota-se o seguinte procedimento: a) coloca-se a areia em lugar seco e ao ar livre para neutralizar a acidez. Para os agregados miúdos o teor limite é de 1. É determinada através do ensaio colorimétrico NBR7220 que indica ou não a existência de impurezas orgânicas nas areias. A determinação é feita pela (NBR 7219). dos agregados miúdos. . → Outras impurezas: -Cloretos: Quando em presença excessiva podem ocasionar problemas. podem ser aumentados de 5 e 7% quando o material passante na peneira 0. Em caso afirmativo.5% e para os agregados graúdos é de 1.48. segundo a NBR 7211.Materiais carbonosos: Partículas de carvão. gerando o aparecimento PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . aumentam a exigência de água dos concretos para uma mesma consistência. mas que em grande quantidade escurecem o agregado miúdo. em particular. O limites. madeira e matéria vegetal sólida. As partículas de baixa densidade são consideradas inconvenientes sendo inclusões de baixa resistência.

c) Saturado Superfície Seca: Não apresenta água livre na superfície.1 Massa Específica Aparente: É a massa por unidade de volume. incluindo o volume aparente dos grãos e dos vazios intergranulares.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . 2. Conforme o teor de umidade.6 CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DOS AGREGADOS 2. A massa unitária tem grande importância porque é através dela que converte-se as composições das argamassas e concretos dadas em peso para volume e vice-versa. O uso de aceleradores de pega à base de cloreto de cálcio têm seu uso proibido para concretos protendidos. 2. mas podendo não estar saturado. principalmente nos miúdos devido ao fenômeno do inchamento. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.5kg/dm³.4 Umidade: O teor de umidade é de grande importância no estudo dos agregados. É determinado pelo frasco de Chapmann ou picnômetro. No caso de concreto armado pode acelerar o fenômeno de corrosão da armadura. mas os vazios permeáveis das partículas de agregados encontram-se preenchidos de água. foi eliminada por um aquecimento a 100° C. 2.6. externa ou interna. temos o agregado nos seguintes estados: a) Seco em estufa: A umidade.45 de eflorescências e manchas de umidade. -Sulfatos: Podem acelerar e em certos casos retardar a pega de um cimento Portland. Dão origem as expansões no concreto pela formação da etringita (trisulfoalumitato de cálcio) ou sal de Candlot .6. As areias finas têm massas unitárias da ordem de 1.2kg/dm³. estando incluso somente o material sólido que compõe os grãos. na maioria das vezes. incluindo o material sólido e os vazios permeáveis e impermeáveis.3 Massa Unitária: É a massa por unidade de volume. A massa unitária no estado solto de uma areia está em torno de 1. não tem interesse para a construção civil.2 Massa Específica Absoluta: É a massa por unidade de volume. O resultado geralmente é expresso em porcentagem.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. O teor de umidade influencia muito o peso unitário dos agregados miúdos devido ao fenômeno do inchamento. Seu valor é utilizado no cálculo do consumo de materiais em concretos e argamassas. Sua determinação. b) Seco ao ar: Sem apresentar umidade superficial e possuindo umidade interna. d) Saturado: Apresenta água livre na superfície. em estado seco.6. 2. É definido como a razão entre a massa de água contida numa amostra e a massa desta amostra seca.6.

A absorção é normalmente muito baixa podendo atingir. A água livre aderente aos grãos provoca um afastamento entre eles. Os teores de umidade normalmente encontrados estão em torno de 4 a 6%.Picnômetro. 2.Secagem em estufa. geralmente. A curva da Figura mostra a representação gráfica do fenômeno de inchamento para a areia de graduação média. resultando no inchamento do conjunto. . A areia usada em obra.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . A determinação da umidade pode ser feita através de: . em casos excepcionais.6. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. a 2%. onde na abscissa estão marcados os teores de umidade e na ordenada os coeficientes de inchamento (relação entre os volume úmido e seco de uma mesma massa se areia). provocado pela água absorvida.5 Inchamento: A NBR 6467 (MB-215) cita que o inchamento de agregados miúdos é o fenômeno da variação de seu volume aparente.Aparelhos Especiais (Exemplo: Speedy Moisture Tester). . .Secagem por aquecimento ao fogo. .Frasco de Chapman.46 O teor de umidade no estado saturado superfície seca é denominado absorção.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. encontra-se úmida.

b) Traça-se uma nova tangente à curva. Sendo: Umidade Crítica: É o teor de umidade acima do qual o inchamento permanece praticamente constante. a) Traça-se uma tangente à curva paralela ao eixo das abscissas. É determinada por PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. 2. A média dos coeficientes de inchamento no ponto correspondente à umidade crítica e coeficiente máximo observado. c) A umidade correspondente ao ponto de interseção das duas tangentes é a umidade crítica. é definido como coeficiente médio de inchamento. Esta é conseguida através da construção gráfica. paralela à corda que une a origem ao ponto de tangência da reta anterior. do ponto de vista do seu inchamento.7 GRANULOMETRIA (COMPOSIÇÃO GRANULOMÉTRICA DO AGREGADO) É a proporção relativa (expressa em percentagem) dos diferentes grãos que constituem o material. por peneira ou acumulado.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Expressa em material retido ou passante. de acordo com dois índices: a umidade crítica e o coeficiente médio de inchamento.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .47 Figura 5: Curva de Inchamento da Areia Por causa do gráfico surgiu a idéia de caracterizar-se uma areia.

São as peneiras da série normal.1. Para caracterização de dimensões máximas e mínimas das partículas. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. 2. No Brasil utiliza-se peneiras com malha de forma quadrada e uma sequencia tal que o lado de cada abertura tenha sempre o dobro do lado da abertura da malha da peneira anterior. -Dimensão mínima característica: abertura (mm) correspondendo a uma percentagem retida acumulada≥ à 95% em massa. De acordo com a NBR 7211/1983: Parâmetros dos ensaios de peneiramento: -Dimensão máxima característica: abertura (mm) correspondendo a uma percentagem retida acumulada≤ à 5% em massa. através de peneiras normalizadas com determinadas aberturas. existe as peneiras da série intermediária.7.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.Agregados Miúdos A granulometria é determinada segundo a NBR 7217.48 peneiramento. -Módulo de Finura: soma das percentagens retidas acumuladas nas peneiras da série normal. constituindo uma série padrão. dividido por 100.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . começando pela 0.1.7.15mm.1 Limites Granulométricos do Agregado para Utilização em Concreto 2. cuprindo os limites somente de uma das zonas indicadas na Tabela 2.

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(A) Em cada uma das zonas pode haver uma tolerância de até no máximo de 5 unidades (%) em um só dos limites marcados com a letra A ou distribuídos em vários deles. (B) Para o agregado miúdo resultante de britamento, este limite poderá ser 80. Obs: A amostra do ensaio deve seguir a NBR 7216. Considerações: 1º) Podem ser utilizadas areias cuja granulometria não se enquadre em qualquer uma das zonas indicadas na Tabela 2, desde que realize-se estudos prévios de dosagem ou que a faixa granulométrica seja de uso consagrado em determinada região. 2º) Depois que se define o emprego de um agregado pertencente a um a zona granulométrica, a mudança para material pertencente a outra zona somente deverá ser aprovada após estudo de dosagem. 3° Uma diminuição de 0,2 no módulo de finura do agregado miúdo num determinado concreto ) geralmente implica numa substituição de aproximadamente 3% da massa deste material por uma massa equivalente de agregado graúdo para manter mais ou menos constante as características do concreto. Apesar destas prescrições de norma, ressalta-se que as areias da zona 3 são mais adequadas para concreto. A antiga norma brasileira EB-4 e a norma americana ASTM C33 apresentam recomendações de faixas granulométricas muito mais restritas do que as propostas pela NBR 7211. A Tabela 3 apresenta as faixas.

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0 1 2 3 4 5 (A)

Porcentagem retida acumulada, em peso, nas peneiras de abretura nominal, em mm, de 152 76 64 50 38 32 25 19 12,5 9,5 6,3 4,8 2,4 0 0-10 80-100 95-100 0 0-100 80-100 92-100 95-100 0 0-25 75-100 90-100 95-100 0 0-30 75-100 87-100 95-100 0 0-30 75-100 90-100 95-100 -

Obs.: As areias normalmente consumidas e Florianópolis enquadram-se nas zonas 3 e 4, apresentando módulo de finura próximo a 3%. 2.7.1.2- Agregados Graúdos A amostra representativa de um lote de agregado graúdo, coletada de acordo com a norma NBR 7216, deve satisfazer os limites prescritos na Tabela 5. Tabela 5: Limites granulométricos de agregado graúdo (NBR 7211/83) (A) Para determinadas obras ou concretos, o consumidor poderá pactuar com o produtor o fornecimento de agregados, cuja variabilidade em suas características difere dos limites indicados na tabela. 2.7.1.3- Composição de Agregados Miúdos As areias das mais diversa granulometrias podem ser utilizadas para concreto. Entretanto, existem alguns limites ou faixas granulométricas em que se consegue melhores resultados em termos de dosagem, seja do ponto de vista técnico ou econômico. A antiga EB-4 e a ASTM C33 apresentam limitações bem mais rígidas que a NBR 7211.
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CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. A % da mistura dos dois agregados miúdos será aquela que gerou esta curva.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . O procedimento é o seguinte: • • • Sobre as linhas verticais correspondentes a abertura de diversas peneiras. procurará fazer num procedimento gráfico a composição de uma mistura cujo resultado esteja enquadrado dentro de qualquer uma das faixas mostradas na Figura 6. numa variação de 10 em 10%. é interessante que se façam composições de agregados miúdos de modo a obter uma mistura com características granulométricas o mais próximo possível das especificações da Zona 3 (NBR 7211) ou ASTM C33.52 Portanto. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. dividir o segmento de reta que une os pontos de interseção das curvas granulométricas plotadas dos agregados em 10 partes. Depois que as curvas forem plotadas. Unir os pontos obtidos das divisões sobre os segmentos de reta de forma que cada curva obtida repesente misturas entre agregados. Detectar visualmente qual das curvas melhor se enquadra na faixa granulométrica usada como referência.

módulo de finura. mistura de agregado graúdo e miúdo. A Tabela apresenta as quantidades mínimas de amostras para realização de diferentes ensaios de caracterização dos agregados.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. agrupá-los e homogeneizá-los. -Achata-se para obter tronco de cone com maior base possível. A amostra deve representar um lote. % fração miúda da mescla. dimensões máximas e mínimas características. segundo dois eixos ortogonais.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . 2º) Do material passante na peneira 4. possuir todas as características do mesmo. suas dimensões máximas e mínimas características e módulo de finura.8mm. Sobre este peso calcular as porcentagens retidas e retidas acumuladas e se determinará as dimensões características máximas e mínimas e o módulo de finura.8mm uma porcentagem retida acumulada maior que 15% ou menor que 85%. -Divide-se o tronco de cone em 4 partes aproximadamente iguais.8mm se extrairá amostra representativa (superior a 500g e aproximadamente 1 kg) e com ela se efetuará o estudo de granulometria da fração miúda.7. O procedimento é o seguinte: Fazer o peneiramento do agregado na seqüência de peneiras destinadas aos agregados graúdos. O relatório final deve apresentar: % fração graúda da mescla. principalmente com relação à granulometria. deve-se fazer as seguintes considerações: 1º) Adotar como peso da fração graúda o somatório dos pesos retidos nas peneiras com abertura maior ou igual a 4. 8. a análise granulométrica deve ser feita em separado (fração miúda e fração graúda).1. -Toma-se duas partes opostas. →Quarteamento: -Forma-se cone com material homogeneizado. homogeneiza-se e repete-se a operação sucessivamente até obter-se a amostra desejada. Para a formação da amostra é necessário coletar materiais em diversos pontos do depósito ou silo.1 – Amostragem (NBR 7216): Para a determinação das propriedades físicas dos agregados devem ser feitas amostras. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.53 2. ou seja. Caso ficar retida na peneira 4.8 PARTE PRÁTICA 2. 2.4 Análise granulométrica de uma mescla Quando o agregado é uma mescla.

b) Massa específica absoluta: A sua determinação não tem sentido prático para a tecnologia dos agregados. . 2.Processo balança hidrostática Agregado miúdo .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.8.Processo frasco graduado (frasco de Chapman).1).2 .Processo da balança hidrostática.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. c) Massa específica unitária (NBR 6466): É a relação entre a massa de um agregado e seu volume compreendendo o volume aparente e o vazio intergranulares (Vunit). .Processo do picnômetro.Agregado Miúdo:Amostra vinda do campo passa por separador de amostras. .Agregado Graúdo: Quarteamento para obter tamanho da amostra para ensaio desejado.Processo frasco graduado. .14.Características Físicas: a) Massa específica aparente: É determinada basicamente utilizando-se os mesmos procedimentos empregados para rocha (item 1. Agregado graúdo .54 Em laboratório: .

Utiliza-se um paralelepípedo de volume superior a 15litros (Vrec). .Composição granulométrica (NBR 7217/1987) A composição granulométrica deve ser determinada de acordo com a NBR 7217 (1987).Pesa-se o recipiente com agregado (mra). faz-se uma compensação entre as partes que se sobressaem do recipiente com as que ficam abaixo da borda. A massa mínima da amostra de ensaio é mostrada na Tabela 8.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.Enche-se bastante o recipiente e com um a régua metálica faz-se a arrasadura da superfície eliminando-se o excesso (no caso do agregado miúdo). PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.3.Pesa-se o recipiente vazio (mr). . formando duas amostras para o ensaio.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . .55 Procedimento: .8. A amostra que vai para o laboratório de ser umedecida para evitar a segregação e misturada cuidadosamente. O enchimento do recipiente deve ser feito com uma altura de lançamento não superior a 10 cm da borda. 2. A coleta da amostra deve ser feita de acordo com a NBR 7216.No caso do agregado graúdo. .

O material removido do lado interno é considerado como material retido. O Módulo de Finura deve ter aproximação de 0.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . As amostras devem apresentar necessariamente a mesma dimensão máxima característicae. As porcentagens médias retidas acumuladas devem ser calculadas. seqüência crescente da base para o topo. Peneirar por agitação mecânica a amostra M1. repetir o peneiramento para outras amostras de ensaio até que atinjam esta exigência. Escova-se a peneira.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Se isto ocorrer. Tomar amostra M1 e reservar a outra. e o do lado externo será o passante. Remover o material retido em cada peneira para uma bandeja. Após a peneira 0. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. suas massas. em massa. com aproximação de 1%.01.1%.15mm colocar um fundo. Encaixar as peneiras da série normal e intermediária. nas demais peneiras. em cada peneira.56 Procedimento: • • • • • • • • Secar as amostras M1 e M2 em estufa (105-110° esfriar a temperatura ambiente e determinar C). aproximação 0. Colocar a amostra sobre a peneira. os valores de porcentagem retida individual não devem diferir em mais de 4%. Cálculo: Para cada uma das amostras calcula-se a porcentagem retida. para cada peneira.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .57 Exemplo prático: PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.

sendo recomendado somente para trabalhos em laboratório.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . deve-se: • • • Pesar a amostra no estado úmido (mh).58 2. C Pesar a amostra no estado seco (ms). Secar em estufa a uma temperatura de 105° C a110° até constância de peso.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.4. Este método tem boa precisão mas é muito demorado e exige equipamento caro (estufa).8.Determinação da umidade a) Processo de secagem em estufa: Colhida uma amostra e levada ao laboratório. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .0 96 9.0 14.0 91.5 800 5 96.0 14 19. cerca de 500g (amostra representativa do material).0 90.4 600 3.7 200 1. Coloca-se o material em uma frigideira ao fogo até evaporação da água.3 98.5 12500 78.0 1 32 500 3.8 2000 10.0 98. et al. Pesagem da amostra no estado seco (ms).8 15200 76.0 100 100 Soma 16000 100 20000 100 Figura 7 .1 4.5 200 1. 1999).3 200 1.0 91 12.0 4.0 97. Pesagem da amostra no estado úmido (mh).59 b) Processo de secagem ao fogo: É utilizado quando necessita-se de determinações rápidas em campo.3 100 400 2.0 98 4.4 13.0 96.0 98 Fundo 200 1.Determinação da umidade da areia (GOMES.3 1.8 1200 6.8 100 0.6 98. • • PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Peneiras Massa Porcentagens Massa Porcentagens Média % (mm) retida Retida Acumulada retida (g) Retida Acumulada acumulada (g) 50 --38 200 1.0 1.1 200 1.0 4 25 1500 9.

-Colocar duas ampolas de carbureto de cálcio na garrafa contendo a amostra. -Colocar duas esferas de aço.: Os processos a e b determinam a umidade total do agregado. A pressão lida no manômetro está associada a um determinado grau de umidade uma vez que a amostra colocada tem massa padronizada (5. 10 ou 20g).60 Obs. Este método determina a umidade superficial do agregado (h). • • • Pesagem da amostra no estado úmido (mh). PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. fechar e agitar a garrafa até estabilização da pressão. Coloca-se a amostra e fazer a leitura final (L). d) Speedy Moisture Tester: O equipamento é composto por uma garrafa metálica com uma tampa com um manômetro. Preenchimento do frasco com 200ml de água. podendo ser determinada pelo próprio frasco de Chapman. O teste consiste em colocar a umidade do agregado em contato com o carbureto de cálcio gerando um gás dentro da garrafa. cerca de 500g.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. -Usar a tabela de calibração para determinação da umidade equivalente à pressão lida. 10 ou 20g). -Pesar uma amostra (5. O gás ocasiona um aumento de pressão interna na garrafa que é registrada no manômetro da tampa. c) Processo do frasco de Chapman: Para execução deste ensaio precisa-se da massa específica aparente do agregado.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .

Preencher a caixa padronizada com agregado miúdo. 8.Inchamento das areias Procedimento do Ensaio: 1. 3. O material excedente deve retornar a caixa maior. proceder a arrasadura.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.5.61 2. 9. 5. 6.8. 4.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .Traçar o gráfico de inchamento determinando a umidade crítica e coeficiente de inchamento médio.Preencher a caixa padronizada (Volume = Vc e Massa = Mc) com agregado seco. segundo procedimento descrito para determinação da massa unitária. adicionar a água e homogeneizar o conjunto.Repetir os procedimentos 4 a 8 para teores de umidade crescentes de 1 em 1% até que o valor do coeficiente de inchamento apresente uma diminuição em duas determinações consecutivas.Colocar a amostra do agregado numa caixa metálica de grandes dimensões (Ver Tabela 7. 10. página 45). Pesar a caixa contendo a amostra úmida (Mc + ah). 2. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.Determinar a massa da amostra (ms): ms = (Mc + a) – Mc.Calcular o coeficiente de inchamento pela fórmula acima.Calcular a massa de água necessária para obter-se 1% de umidade (ms/100).Determinar a massa da amostra úmida (mh): mh = (Mc + ah) – (Mc).Determinar a massa do conjunto (Mc + A). 7.

formar uma amostra de ensaio de 200g. Agitar e deixar em repouso por 24 horas. Álcool: 10ml e Água Destilada: 90ml).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . O material deve estar úmido. 2º Soluções químicas utilizadas no ensaio: Solução de hidróxido de sódio a 3% (Hidróxido de sódio: 30g e água destilada: 970g) e Solução de ácido titânico a 2% (Ácido Tânico: 2g. 4º Após este período. 3º Num frasco erlenmeyer adicionar 200g de agregado miúdo seco ao ar e 100ml da solução hidróxido de sódio.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Transferir o material filtrado para um tubo de ensaio de mesmo diâmetro que o utilizado para armazenar a solução padrão.8. sempre que possível. filtrar a solução que contém a amostra de agregado. a seguir. adicionando a 3ml da solução de ácido tânico.Impurezas a) Matéria Orgânica: O teor de matéria orgânica de um agregado miúdo deve ser feita de acordo com a norma NBR 7220/1987. Agitar vigorosamente e deixar em repouso durante 24 horas. 5º Executar a comparação das cores das duas soluções: PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Simultaneamente. Procedimento de ensaio: 1º Coletar amostra representativa de acordo com a NBR 7216. transferir esta solução para um tubo de ensaio e. para evitar a segregação da fração pulverulenta.62 2. 97ml da solução de hidróxido de sódio. preparar uma solução padrão. usando um papel filtro qualitativo.6.

passante na peneira 0. 3º Determinar a massa seca do agregado (ms). O material deve estar úmido. Verter a solução (água suja com pó) sobre um conjunto de peneiras superpostas (#1. misturando a amostra nesta água com freqüência. O material pulverulento da amostra (Mp) será determinado pela seguinte expressão: →Em anexo encontram-se as Folhas de Serviço usadas no Laboratório da Materiais de Construção para composição granulométrica de agregado graúdo e miúdo. para evitar a segregação da fração pulverulenta. formar uma amostra de ensaio ligeiramente superior a 100g. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . 2º Secar a amostra em estufa (105 a 110° C).63 -Se a solução padrão tiver cor equivalente a da solução da amostra.075mm. b) Material Pulverulento: A determinação do material pulverulento. -Se a solução da amostra for mais clara: teor de matéria orgânica < 300ppm. 5º Coletar o material restante no recipiente e retido nas duas peneiras para uma bandeja metálica e secar em estufa até constância de massa (msf). -Se a solução da amostra for mais escura: teor de matéria orgânica > 300ppm. o teor de matéria orgânica será de 300ppm . Colocar água novamente e repetir a operação de lavagem tantas vezes quantas foram necessárias para que se obtenha uma solução praticamente limpa.2 e #0. sempre que possível. é da seguinte maneira: 1º Coletar amostra representativa de acordo com a NBR 7216.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.075mm). 4º Colocar o material em um recipiente e adicionar água em grande quantidade.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .64 ANEXO PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.

65 FOLHA DE SERVIÇO INTERESSADO: PROCEDÊNCIA DA AMOSTRA: DATA DO ENSAIO: PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .

66 FOLHA DE SERVIÇO INTERESSADO: PROCEDÊNCIA DA AMOSTRA: DATA DO ENSAIO: PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .

4 ATIVIDADE QUÍMICA 3. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Gipsita.4. As matérias-primas que atendem estas exigências.3 MATÉRIA-PRIMA Para os materiais aglomerantes terem uso na construção civil é necessário que sejam abundantes na natureza e tenham condições de aproveitamento econômico. Exemplo: misturas argilosas 3. argamassas e concretos .1 . são: Argila. atualmente.Quimicamente Ativos O endurecimento é decorrente de uma reação química.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.1 DEFINIÇÃO São produtos empregados na construção civil para fixar ou aglomerar materiais entre si. 3. Atingem altas resistências físico-mecânicas e mantêm-se estáveis nessa condição.2 EMPREGO São utilizados na obtenção de pastas. É de maior interesse para a construção civil. nas condições ambiente de temperatura e pressão. cimentos e gessos. Em geral são pulverulentos e quando misturados à água tem capacidade de aglutinar e formar suspensões coloidais. O processo reversível e a baixa resistência mecânica faz com que não interesse à construção civil.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .4. 3. aderindo à superfície com as quais foram postos em contato.67 CAPÍTULO 4 AGLOMERANTES 3.2 .Quimicamente Inertes Endurecem ao meio ambiente pela evaporação da água de amassamento. Exemplo: cales. Calcário Dolomito e Resíduos das centrais termoelétricas (cinzas volantes) e Subprodutos da indústria siderúrgica (escória de altoforno). endurecendo por simples secagem e/ou em conseqüência de reações químicas. 3. tendo um grande campo de aplicação.

3. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.Com adições: São aglomerantes aos quais são feitas adições de materiais inertes e ativos. Também chamado de gesso de estucador. com a finalidade dar coloração especial. chamados hidraulites.1 – Gesso É um aglomerante natural resultante da queima do CaSO4.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. A temperatura de cozimento é na ordem de 160° a 250° O gesso transforma-se em C C.Simples: Aqueles que após cozimento não recebem a adição de outros produtos.5 CLASSIFICAÇÃO Os aglomerantes podem ser classificados como: . Ex: pó xadrex. gesso Paris ou gesso de pega rápida. . uma anidrita solúvel (material ávido por água). (Inertes) e cimento Portland Pozolânico e Alto-forno (Ativos).Compostos: Aqueles que após cozimento recebem a adição de produtos. resistindo satisfatoriamente quando imerso em água. Exemplos: .Naturais: Utilizam apenas uma matéria-prima na sua fabricação. melhorar a plasticidade. . pois não resistem satisfatoriamente quando imersos em água. . .Aglomerantes Hidráulicos: Podem ser empregados na água ou ao ar. filler calcário.Cal no cimento: Aumentar a plasticidade para facilitar a desempenagem.Artificiais: Utilizam mais de uma matéria-prima na sua fabricação. .68 São divididos em: . etc.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . . transformando-se rapidamente em hemi-hidratado quando em contato com a água. reduzir o calor de hidratação.6. 3.6 AGLOMERANTES AÉREOS 3.Aglomerantes Aéreos: Empregados somente ao ar.2H2O (sulfato de cálcio dihidratado→ gipsita).Mistos: Composição de dois aglomerantes.Cimento na cal: Aumentar a resistência e diminuir a dissolução do aglomerante que é aéreo. .

Cerca de 94. Fabricação do Gesso: . A produção provém dos Estados de Pernambuco (1. .4%). moldagem).276. Propriedades Estudadas: PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Características do Gesso: . A indústria cimenteira é a maior consumidora mundial. revestimento.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .Baixa capacidade de aderência à madeira.Alta solubilidade ( não deve ser empregado no exterior).5%) e Pernambuco 18.000t). . .Pega: Início com 2 a 3 minutos e fim com 15 a 20 minutos. Amazonas (24. o restante é distribuído entre Maranhão.Seleção em frações granulométricas (pré . bem como acabamentos de encontros de parede e teto). Pernambuco é também o principal produtor nacional de gesso participando com 546. . a indústria de gesso e seus derivados absorve a maior parte da gipsita produzida. Propriedades do Gesso : . Tocantins e Amazonas. como substituto da gipsita. o fosfogesso gerados como subproduto no processo de obtenção do ácido fosfórico nas indústrias de fertilizantes fosfatados.975t).597t).927 t (91% da produção nacional). Rio Grande do Norte.Pequena retratibilidade (utilizado em moldagem). Ceará (74. Ceará.4%). Os Estados Unidos é o maior produtor e consumidor mundial de gipsita.6% da produção nacional). . 87.Britagem.Moagem do produto.572t.Endurecimento rápido.Extração (céu aberto ou subterrânea). portanto deve-se usar armaduras galvanizadas e para trabalhá-lo empregar ferramentas em latão.Aglomerante baixo consumo de energia (não ultrapassa 300° C. .4 milhões de toneladas.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Bahia (20.3% das reservas brasileiras estão na Bahia (44. .2H2O for superior à 70%.Ataca o aço. -Resistência do gesso é inversamente proporcional à relação água/aglomerante. Nas jazidas nacionais o teor é > 90%.Queima (desidratação térmica da gipsita). . De 900° a C C C 1200 ° obtém -se o gesso de pega lenta. a produção em 1999 foi da ordem de 19.165t) e Tocantins (10.Plasticidade da pasta fresca.759t) e Tocantins (8. ocorrendo produção também no Ceará (43.69 De 400° a 600 ° se transforma em anidrita insolúvel (inerte. . . C A exploração é economicamente viável quando o teor de CaSO4.fabricação. enquanto nos países desenvolvidos.000t). . não dá pega). não ultrapassando 10MPa.Capacidade isolante tipo médio (semelhante `a madeira seca e ao tijolo). As fábricas de cimento situadas nos Estados de São Paulo e na região Sul utilizam. .000t). Maranhão (50. Pará (31. Piauí.Lisura da superfície. permitindo destacar o aspecto decorativo (placas de forro para cozinha e banheiro.

Tempo de pega: Intervalo de tempo necessário para que a pasta se solidifique. um indicador da plasticidade da pasta e da lisura (acabamento) de sua superfície. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Tem-se verificado que ele se dá após 12 horas de armazenamento do produto em atmosfera de 80 % umidade. mal cristalizado. quando obtida a 350° ou C ainda gesso calcinado à morte quando obtida entre 700 e 800° É constituinte dos gessos de C. Hemidrato β: Produto microporoso.11 moléculas de H2O). obtido pela desidratação realizada à pressão atmosférica.Granulometria: Distribuição do tamanho dos grãos. construção de dureza elevada. com pressão parcial de vapor de água. A anidrita de alta temperatura é obtida por calcinação a 1180° C.Variação dimensional: Verificação da sua estabilidade volumétrica em condições de exposição adversas.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. indicando a velocidade das reações químicas. . b) Anidrita III Solúvel: Produto contendo água de cristalização em baixos teores (0. c) Anidrita II Insolúvel: Chamada também de anidrita supercalcinada.Sanidade: Verificação de sua estabilidade superficial. Gesso aplicado em odontologia.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . .1/2 H2O Hemidrato α: Produto bem cristalizado obtido pela desidratação em autoclave em pressões superiores a 1000KPa. Utilizado na Construção Civil. transforma-se em hemidrato com a umidade do ar. A transformação da anidrita III em hemidrato é chamada de estabilização do gesso. Características do produto de desidratação: a) Hemidratos CaSO4. Muito reativa. .06 e 0.70 .

dependendo da proporção elementos constituintes. obtida por calcinação da gipsita à 1200° Resfriamento transforma-se em anidrita II. São preparados por uma mistura de magnésia calcinada com cloreto de zinco e óxido de zinco com cloreto de magnésia. 3. pó de pedra. devido às suas propriedades. C. deteriorando-se quando repetidamente molhado. 3. endurece completamente antes de quatro meses.6.2 – Cimento Sorel Foi descoberto pelo eng.71 d) Anidrita I : Chamada de anidrita de alta temperatura ou anidrita α. A xilolita com matéria orgânica tem menor resistência.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. proveniente de rochas existentes na natureza (calcários e dolomitos). mas melhora a propriedade de isolamento e a xilolita com material inorgânico possui maior resistência. asbestos.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Quase não utilizado no Brasil. lã celulósica. porém a diminuição da qualidade de isolamento acústico e térmico. A reação química básica que dá origem ao aglomerante é: como: Na cal aérea o índice de hidraulicidade (R) deve ser inferior a 0. A temperatura de cozimento cerca de 900° C. restos de madeira. areia. bastante comum na Europa. produto da mistura da magnésia Sorel com material de enchimento (resíduos de cortiça. etc. Sofre a ação da água. de couro.1. Resulta em material duro e resistente à abrasão. e) Gesso de construção: Produto de calcinação da gipsita contendo hemidrato em uma % mínima específico que varia de país para país. Pode ser feito uma espécie de concreto chamado xilolita. Este índice é definido PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.6.3 – Cal Aérea É um aglomerante natural. francês Sorel no século passado. Dá a pega em menos de 24 horas. talco.

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Classificação quanto ao rendimento: - Gordas: Rendimento é superior a 82%. 1m³ deste tipo de cal dá mais de 1,82 m³ de pasta, ou seja, são necessários menos de 550kg da cal para obter 1m³ de pasta. - Magras: Rendimento é inferior a 82%. 1m³ deste tipo de cal dá menos de 1,82 m³ de pasta, ou seja, são necessários mais de 550kg de cal para obter 1m³ de pasta. O conceito de rendimento é função da definição de consistência da pasta. A consistência é arbitrária, normalmente determinada pelo abatimento de um cilindro de 5 cm de diâmetro e 10cm de altura, que se deforma para 8,7cm pela remoção do molde. Cal de variedade cálcica oferece melhores rendimentos que cal magnesiana. A hidratação da cal virgem dá origem à: - Cal Extinta: È o produto resultante da adição de grande quantidade de água à cal virgem dando como produto resultante uma pasta. Classificação das cales segundo o tempo de extinção : a) Extinção Rápida: Quando a extinção se inicia antes de 5 minutos. A extinção deverá ser procedida adicionando a cal à água cobrindo-a toda. Não permitir o desprendimento do vapor, adicionando sempre mais água. b) Extinção Média: Quando a extinção se inicia entre 5 e 30 minutos. Água adicionada à cal, até cobri-la toda. Mexer sempre que necessário. c) Extinção Lenta: Quando a extinção se inicia depois de 30 minutos. Água adicionada à cal, até umedece-la completamente, esperando que a reação se inicie. Depois, se for necessário, adicionar cautelosamente mais água.

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- Cal Hidratada: È o produto obtido pela adição de água à cal virgem. A quantidade de água é apenas aquela necessária para formação do Ca(OH)2, que é um pó seco. Este processo é feito em fábrica. As cales rápidas normalmente são as cálcicas e as lentas as magnesianas. Procedimentos observados na utilização das cales : -Cal virgem em pedra: O material deve ficar de 3 a 5 dias na água, para cal destinada à argamassa de assentamento e 7 dias para argamassa de revestimento. -Cal hidratada: Usada diretamente (em pó) na confecção de argamassas. Para que seja evitado danos futuros nos revestimentos, deve ser feita uma mistura da cal com areia e água 24 horas antes de sua utilização ou produzir-se, com a mesma antecedência, leite de cal (cal + água). Observação: Atualmente em Santa Catarina, especialmente na região da grande Florianópolis, usa- se muito argamassas usinadas de cal e areia, tanto para assentamento de alvenaria quanto para revestimento. A esta mistura adiciona-se cimento Portland na obra. Neste caso a cal utilizada nas usinas é a cal virgem em pó e sua extinção é feita por reatores(tanques com pás giratórias). A cal é adicionada à água com o misturador ligado e é preparada uma pasta durante o tempo de mais ou menos 8 horas. Após este tempo, a nata de cal formada é misturada com areia em misturadores contínuos de rosca sem fim ou em betoneiras estacionárias. A mistura permanece em estoque até sua comercialização por um período de 2 a 5 dias. Para revestimentos, deve-se usar a cal misturada com areia que tem a capacidade de tornar o material mais poroso, permitindo a penetração do CO2; diminuir os efeitos da retração por secagem e baixar o custo da argamassa. Segundo o DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral) a participação da produção de cal virgem representa cerca de 66,0% da produção nacional e a da cal hidratada 34,0% em 1999. Em 1998 esses percentuais eram de 67,0% e 33,0% respectivamente. A Região Sudeste, tradicional produtora, respondeu por 87,8% de toda a cal produzida no país, seguida da Região Nordeste com 5,6%, Região Sul com 4,3%, Região Centro-Oeste com 1,8% e Região Norte com 0,5%. As Unidades da Federação mais importantes neste contexto, foram: São Paulo, 17,4% da produção de cal virgem e 75,5% da produção de cal hidratada, Minas Gerais com 25,0% da cal virgem e 17,3 da cal hidratada, Rio de Janeiro, 26,0% da cal virgem, Espírito Santo 20,6% da cal virgem, Bahia 6,4% da cal virgem e Rio Grande do Sul, 5,6% da cal hidratada. É importante observar que parcela considerável da produção de cal virgem está fortemente atrelada à indústria de aço, mais precisamente 51,5% da produção brasileira de cal virgem, em 1999, foi produção cativa de responsabilidade de Usinas Siderúrgicas, o que representou quase 30,0% de toda a produção nacional.

3.7 AGLOMERANTES HIDRÁULICOS
3.7.1 - Cal Pozolânica É uma mistura feita com a cal aérea e a pozolana. Descoberta pelos romanos onde eles misturavam uma cinza vulcânica, encontrada próxima ao Vesúvio com a cal hidratada, obtendo
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um aglomerante que endurecia com a água. A cal hidratada entra em proporção variável de 25 a 45%. Atualmente é um aglomerante em desuso, mas sendo importante para documentação técnica, além do valor histórico, pois existe ainda hoje, restos de ruínas de construções realizadas com ele, como o cais de Calígula. 3.7.2 - Cal Metalúrgica É um produto semelhante a cal pozolânica, sendo que a pozolana é substituída pela escória de alto forno finamente pulverizada. Na sua fabricação ocorre britagem, moeduras, peneiramento da escória metalúrgica e imediata mistura à cal hidratada em proporções variáveis de quatro a dois para um em peso. Esse produto é normalizado na França, constituindo a atériaprima para elaboração do cimento de alvenaria. Este produto não existe em nosso país. 3.7.3 - Cal Hidráulica Recebem o nome de cal hidráulica uma família de aglomerantes de composição variada, obtidos pela calcinação de rochas calcárias, natural ou artificialmente, tenham uma quantidade considerável de materiais argilosos. O produto endurece sob a água, mas pela quantidade de hidróxido de cálcio que contém, sofre também a ação de endurecimento pela carbonatação roveniente da fixação do CO2 do ar. O processo de fabricação é semelhante ao da cal comum (aérea). Normalmente utilizam-se dois fornos contínuo, sendo o produto calcinado imediatamente extinto. A extinção, neste caso, serve para hidratar o óxido de cálcio presente, transformando-o em hidróxido, para que seja evitado posteriores expansões nocivas ao comportamento do material, e servindo também para, através do efeito mecânico desta expansão,obter uma pulverização natural do produto. A operação de extinção da cal hidráulica é muito delicada. A proporção de água não deve ultrapassar os limites convenientes, para evitar a eventual hidratação dos silicatos produzidos. Depois da extinção da cal hidráulica, o produto é peneirado e encontra-se em condições de expedição e emprego. A cal hidráulica não é um produto apropriado para construções sob a água. Sua pega é muito lenta, sendo mais adequada a um uso de menos responsabilidadde, como em misturas denominadas cimentos de alvenaria. De acordo com o teor de argila nas cales hidráulicas, elas se dividem em (detalhes Tabela 1): • • • • Fracamente; Medianamente; Propriamente; Eminentemente hidráulicas.

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75 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .Cimento de Pega Rápida Quando a relação entre os componentes argilosos e a cal é superior a 0.5 e 0.7.7. Possui boas qualidades técnicas. Denomina-se de “cimento natural de pega lenta”. que é aproximadamente 1000° é produzido um material praticamente sem cal livre.6 na rocha calcário-argilosa utilizada. por isso a denominação de pega rápida.Cimento Natural Nos calcários que após a calcinação dão índices de hidraulicidade entre 0. As pedras cozidas e moídas são misturadas a água.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. C.4 . O aglomerante estudado tem o nome de “cimento natural de pega rápida” ou cimento romano (patenteado por Joseph Parker. Pode-se produzir o cimento romano a partir de misturas de calcário e argila que passa a denominar-se de cimento artificial de pega rápida. sendo esta última denominação imprópria. É verdade que nem sempre é possível evitar a presença de uma pequena quantidade de cal livre. formando uma pasta que endurece pela hidratação dos silicatos e aluminatos.65 e se a temperatura for elevada até a fusão parcial.8. pois os romanos nunca se utilizaram de material dessa natureza. sendo que os últimos reagem rapidamente. O índice de hidraulicidade está entre 0. 3. por causa da menor proporção de aluminatos de cálcio.5 .6 e 0. é obtido um aglomerante praticamente sem cal livre e com pega não muito rápida.76 3. 1796) . Sua produção depende da composição adequada da rocha calcária utilizada como matéria-prima. devido à heterogeneidade darocha ou à deficiência de temperatura em determinados pontos do forno. o cozimento abaixo da temperatura de fusão.

Definição: O cimento pode ser definido como todo o material com propriedades adesivas e coesivas capaz de unir fragmentos de minerais entre si de modo a formar um todo compacto. sulfato de cálcio e adições normalizadas finamente moído. misturando componentes argilosos e calcários. com uma certa proporção de sulfato de cálcio natural. ao qual chamou de Portland por apresentar cor e propriedades de durabilidade e solidez semelhantes às rochas da ilha britânica de Portland. o cimento é um material rigorosamente definido. que endurece sob ação de água. O cimento Portland é um aglomerante hidráulico (endurece através de reações com a água e conserva suas propriedades e estabilidade em meio aquoso) obtido pela mistura homogênea de clínquer Portland. adições de certas substâncias que modificam suas propriedades ou facilitam o eu emprego (BAUER. o inglês John Smeaton descobriu um produto de alta resistência por meio da calcinação de calcáreos moles e argilosos. 1995). no ano de 1756. o inglês Joseph Aspdin. branco e pozolânico. de alto forno. As grandes obras gregas e romanas foram construídas com o uso de certas terras de origem vulcânica que possuem propriedades de endurecimento sob a ação da água. levou até ao cimento dos nossos dias o qual ainda está sendo aperfeiçoado. O cimento é um produto obtido pela pulverização do clínquer constituído essencialmente de silicatos hidráulicos de cálcio. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Em 1818 o francês Louis Vicat consegue resultados satisfatórios. requereu patente para a fabricação de seu cimento. a cada dia. Na realidade este cimento ainda era uma cal hidráulica. pedreiro.Cimento Portland Histórico: O cimento originou a cerca de 4.77 3. Apenas no século XVIII. No dia 21 de outubro de 1824. Atualmente. de alta resistência inicial. ficando conhecido como o inventor do cimento artificial. Atualmente o Brasil produz cimento Portland comum. como o "cimento romano" obtido por James Parker. cuja a fabricação segue princípios científicos bem estabelecidos. aglutinantes ou ligantes. A evolução industrial permitiu maiores temperaturas para a obtenção de melhor clínquer.500 anos. Esta definição abrange uma grande variedade de materiais (NEVILLE. A partir de então seguiu-se o desenvolvimento de outros cimentos hidráulicos. seis anos depois. Os monumentos do Egito antigo já utilizavam uma liga constituída de gesso calcinado. A grande versatilidade de emprego e as notáveis qualidades de adaptação a novos produtos e métodos construtivos aumentam. contendo eventualmente.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO ." A superioridade do cimento sobre as cales hidráulicas foi provada por Grant que se dedicou ao estudo do cimento Portland. e também melhor moagem. pois não havia alcançado a temperatura de fusão incipiente. a já ampla gama de aplicações do cimento Portland.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.7. 1997). necessária para a formação do "clínquer. De uma forma mais suscinta seria um pó fino com propriedades aglomerantes.8 .

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Os minerais argilosos são essencialmente silicatos de alumínio hidratados. -Britagem das matérias-primas. Etapas do processo de Fabricação: -Extração das matérias-primas. Estes podem ser Calcíticos. -Pré-aquecimento e Pré-calcinação da farinha. Silício (Si).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. a sílica.78 Matérias-primas: As matérias-primas utilizada na fabricação do cimento Portland devem conter Cálcio(Ca). -Moagem das matérias-primas→Fabricação da farinha. Alumínio (Al) e Ferro (Fe). produzem compostos hidráulicos ativos. podendo conter os elementos alcalinos e alcalinos-terrosos. Vale salientar que a cal. -Homogeneização e estocagem do cimento. a alumina e o óxido de ferro constituem cerca de 95% a 96% do total na análise de óxidos. álcalis e outros óxidos)→ As argilas são rochas constituídas de um certo número de minerais em proporções variáveis. -Argila – SiO2 (sílica) + Al2O3 (alumina) + Fe2O3 (óxido de ferro) + impurezas (magnésio. Em algumas argilas o alumínio é substituído parcialmente pelo ferro. -Dosagem da mistura crua. -Calcinação da farinha→Fabricação do clínquer. estes elementos químicos. -Pedra calcária – CaO (cal) + CO2 (gás carbônico)⇒ O calcário é um mineral dos mais abundantes na crosta terrestre. -Minério de ferro→O mais comumente usado é a hematita (Fe2O3) por ser o mineral de ferro mais abundante e importante comercialmente. combinados. -Gipsita (gesso)→ É o sulfato de cálcio que tem como finalidade controlar o tempo de pega (endurecimento) do cimento após a adição de água. -Ensacamento e expedição do cimento. -Homogeneização da farinha. È composto predominantemente por carbonato de cálcio e por carbonatos de cálcio mais carbonatos de magnésio. -Homogeneização do clíquer. tornando-se os componentes essenciais do cimento Portland. Dolomíticos ou Magnesianos dependendo das concentrações de cálcio e magnésio presentes na sua composição. -Moagem do clínquer e adições→ Fabricação do cimento.

Esta hipótese é considerada no cálculo dos Teores de Compostos de Cimentos Comerciais. O cimento deve ser considerado como estando em equilíbrio congelado: após resfriado reproduzem equilíbrio existente à temperatura de cliquerização. e a velocidade de resfriamento influencia no grau de cristalização e quantidade de material amorfo presente no clínquer frio. conhecido como fase vítrea diferem consideravelmente daquelas dos compostos cristalinos com uma composição química similar. As propriedades do material amorfo.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Durante o resfriamento o equilíbrio químico não é mantido. A “composição potencial” é calculada a partir das quantidades de óxidos presentes PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.79 Composição Química do Cimento: Estes compostos reagem entre sí no forno.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. formando uma série de produtos mais complexos e com exceção de um pequeno resíduo de cal que não teve tempo suficiente para reagir é atingido um equilíbrio químico.

Tabela 3: Constituintes do cimento Propriedades dos compostos do cimento: Usualmente considera-se como os principais constituintes do cimento : silicato tricálcico (C3S).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Responsável pela resistência inicial. Libera pequena quantidade de calor. aluminato tricálcico (C3A) e ferro aluminato tetracálcico (C4AF).C2S: Composto de pega lenta com fraca resistência até os 28 dias. . PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.C3S: Composto essencial do cimento Portland. Reage em poucas horas liberando grande quantidade de calor. .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. silicato dicálcico (C2S).80 no clínquer como se tivesse ocorrendo completa cristalização. A Tabela 2 mostra os compostos constituintes do cimento. É pratica comum da indústria de cimento calcular o teor de compostos do cimento Portland a partir da análise dos óxidos usando uma série de equações desenvolvidas por BOUGE.

H. . (ASTM C-150 ou NBR 5737).admite que a presença de impurezas (MgO e álcalis) possam ser ignoradas. O Método de Bogue admite que as reações químicas de formação dos compostos sejam completas e.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Determinação da composição potencial ou teórica dos compostos do cimento: R. BOGUE.81 . admitindo a cristalização total dos componentes do clínquer do cimento Portland.C3A: Composto de pega instantânea liberando altíssima quantidade de calor de hidratação.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .C4AF: Composto de pega rápida. introduziu um método baseado em leis estequiomátricas química. a presença de Fe2O3 fixa a alumina e melhora o desempenho do cimento ao ataque de águas sulfatadas. PCA (Portland Cement Association). Baixa resistência e não resiste à águas sulfatadas.

82 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .

83 Tipo de cimento Portland: No Brasil. b) Os constituídos de clínquer tipo Portland e adições ativas: escória de alto forno e pozolânica. de estabilidade dimensional e da resistência química do concreto (as quais são governadas pelo principal constituinte que é o cimento). cujo clínquer não contém óxido de ferro. média resistência a sulfatos e alta resistência a sulfatos. o de alta resistência inicial. mecânicas e químicas.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . tais como cimento comum. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. O seu emprego racional depende do conhecimento dessas características que orientam a escolha do tipo adequado a cada finalidade. Os principais tipos de cimento produzidos no Brasil dividem-se em: a) Os constituídos principalmente de clínquer tipo Portland. assim como em todos os países do mundo são produzidos diversos tipos de cimento com diferentes características físicas. A durabilidade de uma obra de concreto é função: da resistência mecânica. c) O cimento Portland branco.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.

Relação entre massa e volume do cimento. produzido a partir da fusão de uma mistura de calcário e bauxita Propriedades Massa Específica: A massa específica (d) do cimento Portland é determinada de acordo com as prescrições da NBR 6474.84 d) Cimento Aluminoso. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.

Tempo de Pega: A caracterização da pega dos cimentos é feita pela determinação de dois tempos distintos tempo de início e o tempo de fim de pega. Caracteriza a finura. Essa consistência normal é verificada no mesmo aparelho de Vicat.85 Finura: A área específica é determinada através de um aparelho chamado Permeabilímetro. utilizando-se a chamada sonda de Tetmajer. metálico.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . de 10mm de diâmetro e terminado em seção reta. Os ensaios são feitos com pasta de consistência normal com o aparelho de Vicat. liso. pelo ensaio do aparelho de Vicat. Pasta de Cimento: O tempo de pega do cimento é determinado. Nesse aparelho mede-se a resistência à penetração de uma agulha na pasta de cimento ( NBR 11581). um corpo cilíndrico. A sonda é posta a penetrar verticalmente em pasta fresca por ação de um peso total (incluindo sonda) de 300g. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. A pasta é misturada em proporção que conduz a uma consistência denominada normal.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. que influi no grau de atividade do cimento.

Resistência de uma Argamassa Normal de cimento nas idades indicadas: 1. A embalagem original (sacos de duas folhas de papel extensível) é suficiente para manter a integridade do produto. O processo é descrito pormenorizadamente no método NBR 7215 da ABNT. evitando lugares que tenham empoçamento.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . desde que sejam respeitadas algumas regras de armazenamento : -o depósito de cimento deve ser totalmente protegido das intempéries. o cimento deve permanecer livre de umidade até que seja utilizado. Caso isto não aconteça a sua capacidade aglomerante será comprometida.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. 7 e 28 dias. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. 3. goteiras e umidade.86 Resistência: A resistência mecânica dos cimentos é determinada pela ruptura à compressão de corposde-prova realizados com argamassa. Armazenamento e conservação do cimento Portland: Para garantir suas propriedades.

-o cimento deve ser utilizado obedecendo-se a ordem de sua entrada no depósito. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. ele ainda poderá ser aproveitado em serviços onde não seja necessárias grandes resistências. elaborou uma tabela com os principais tipos de cimento encontrados no mercado com suas respectivas aplicações. transporte e armazenamento. Tipos de cimento portland e suas aplicações: A ABCP – Associação Brasileira de Cimento Portland. distantes aproximadamente 30cm do chão. pode ser empilhado quinze sacos. marcas e datas de forma que não sejam misturados (facilitam) . Deve haver espaços entre as pilhas. para cimentos consumidos num período de armazenamento inferior a 15 dias. -o prazo de validade de 90 dias (norma brasileira) se refere ao produto sob condições ideais de acondicionamento. devendo ser previamente peneirado em malha de pequena abertura. Este empilhamento deve ser realizado sobre estrados de madeira. -caso o cimento seja pouco afetado pela umidade. Quando o piso for impermeabilizado os sacos poderão ser colocados sobre lona plástica. -os lotes de cimentos devem ser identificados por tipos. de tal maneira que os cimentos mais antigos sejam comercializados antes dos cimentos novos.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . evitando assim a compactacão do cimento no saco.87 -empilhamento no máximo 10 sacos. Também devem ficar afastados da parede para que não absorva a umidade existente na parede.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.

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cerâmicas. a pasta. Ainda podem ser adicionados produtos especiais para melhorar ou conferir determinadas propriedades ao conjunto (PETRUCCI.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . etc.89 CAPÍTULO 5 ARGAMASSAS 4. 1993). São materiais de construção constituídos por uma mistura íntima (homogênea) de um ou mais aglomerantes. As pastas são misturas íntimas de um ou mais aglomerantes e água. pastilhas.1 DEFINIÇÃO Misturas de aglomerantes e agregados com água.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. -Regularização de pisos e reparos de peças de concreto. e um material inerte. 4. -No assentamento tijolos. pedras.. agregado miúdo e água (exceto argamassas betuminosas). -Revestimento de paredes e tetos (emboço e reboco). blocos. possuindo capacidade de endurecimento (NBR–7200).2 APLICAÇÃO -As argamassas são muito utilizadas em construção. As argamassas são constituídas de um material ativo. As pastas quando preparadas com excesso de água são denominadas natas. o agregado miúdo. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.

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As natas de cal são utilizadas em revestimentos e pinturas. As natas de cimento são utilizadas para fazer ligação de argamassas e concretos de cimento e para injeções. As pastas têm uso restrito em construções, tanto pelo seu elevado custo como, também pelos efeitos secundários que se manifestam, principalmente a retração. A adição de agregado miúdo à pasta, no caso das argamassas de cimento, é com a finalidade de torná-las mais econômicas e eliminar em parte as modificações de volume (diminuir os efeitos da retração); no caso das argamassas de cal, a adição de areia , além de oferecer as vantagens citadas anteriormente, tornam as argamassas mais permeáveis ao ar para permitir o acesso do gás carbônico para ocorrer a carbonatação.

4.3 PROPRIEDADES DAS ARGAMASSAS
As argamassas devem ter algumas propriedades, tanto no estado fresco quanto no estado endurecido. As propriedades são estas: 4.3.1 - Estado Fresco: Período decorrido entre a mistura de aglomerantes e agregados com a água e o início das reações de pega. No estado fresco, as argamassas devem possuir as seguintes propriedades: -Consistência: É a propriedade de uma argamassa em apresentar maior ou menor facilidade de se opor à resistência a uma dada deformação. A quantidade de água adicionada e o uso de aditivos especiais (plastificantes e superplastificantes) são fatores que influenciam a consistência da argamassa. -Retenção da consistência: É a propriedade da argamassa em manter sua consistência após em contato com um substrato. É importante para as argamassas de assentamento das alvenarias e peças cerâmicas de revestimento e dependem fundamentalmente da retenção de água. -Coesão e tixotropia: A coesão é a capacidade de argamassa fresca em manter seus constituintes homogêneos sem segregação. As argamassas de assentamento e revestimento de alvenarias devem possuir uma boa coesão. A forma mais utilizada para conseguir-se a coesão em argamassas de assentamento e revestimento é usando a cal hidratada. Argamassas tixotrópicas exigem uma baixa energia para alterarem sua forma, mas depois de alterada, conseguem mantê-la mesmo sob ação da gravidade. A tixotropia é propriedade exigida nas argamassas de assentamento de peças cerâmicas e argamassas de recuperação. Para alcançá-la pode-se usar aditivos a base de polímeros e adições minerais como cinza volante, microssílica, cinza da casca de arroz, entre outras. -Plasticidade: É a propriedade da argamassa fresca em deformar-se e reter certas deformações após a redução das tensões que lhe forem impostas. Depende da coesão, consistência e retenção de água.

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-Retenção de água: É a capacidade de argamassa fresca em manter sua consistência ou trabalhabilidade quando sujeita à solicitações que provoquem perda de água (evaporação ou sucção do substrato). Os aglomerantes são os principais responsáveis pela capacidade de retenção de água, devido à elevada área específica e à grande capacidade de adsorção de suas partículas. Nas argamassas mistas de cal e cimento os fatores que influenciam a retenção de água são a área específica (finura do aglomerante); a natureza da cal (cales dolomíticas apresentam melhores características do que as calcíticas); a maturação prévia das argamassas de cal (período de repouso antes da aplicação); o valor da relação agregado/aglomerante e cal/cimento (traços com elevado consumo de aglomerante, a retenção de água é elevada independente do teor de cal; a retenção de água melhora com o aumento da relação cal/cimento no traço) e a capacidade de absorção da base (sucção capilar do substrato influencia diretamente na retenção de água da argamassa). A retenção de água também influencia em algumas propriedades do estado endurecido como retração na secagem e resistência mecânica final. -Adesão inicial: É a propriedade da argamassa fresca em permanecer adequadamente unida à base após sua aplicação. Sofre influencia da coesão e plasticidade da argamassa e pelas propriedades do substrato ( absorção inicial e rugosidade). Esta propriedade está diretamente ligada a aderência da argamassa ao substrato no estado endurecido. 4.3.2 - Estado Endurecido: É o período decorrido entre a mistura de aglomerantes e agregados com a água e o fim das reações de pega. No estado endurecido, as argamassas devem possuir as seguintes propriedades: -Resistência Mecânica: Independente do tipo de aplicação de uma argamassa, esta sempre será submetida a algum tipo de esforço mecânico após seu endurecimento. As argamassas de assentamento são solicitadas à compressão, as argamassas de revestimento à abrasão superficial, impacto e tensões de cisalhamento (movimentações do substrato e/ou variações térmicas/higrométricas). A resistência mecânica de uma argamassa depende do tipo e teor de aglomerante empregado. O cimento Portland é o principal responsável por esta propriedade nas misturas convencionais. Misturas muito ricas em cimento provocam uma alta retração volumétrica além de diminuírem a capacidade do material em absorver pequenas deformações sem fissurar. -Deformabilidade: É a propriedade da argamassa em se deformar sem criar tensões no material. Importante nos revestimentos e assentamentos de unidades de alvenaria. -Permeabilidade: É a capacidade de um material em se deixar atravessar por um fluido. Pode ser controlada pelo tipo e quantidade de aglomerante usado. O uso do cimento Portland em proporções adequadas pode diminuir a permeabilidade de um revestimento argamassado. Enquanto que com teores excessivos podem levar a fissuração por retração hidráulica comprometendo a permeabilidade. -Retração volumétrica: É a retração resultante da reação química dos aglomerantes (cal e cimento Portland) e remoção da água adsorvida nos produtos de hidratação durante a secagem.
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Alguns fatores influenciando a retração: o teor de aglomerante (determina a retração por hidratação e carbonatação, relacionadas aos processo de endurecimento da pasta aglomerante); o volume de água (quanto maior o volume de água utilizado na confecção da argamassa, maior será a retração final, devido ao aumento do volume da pasta); granulometria dos agregados (uso de agregados de composição granulométrica contínua e com módulo de finura não muito baixos conduzem a um menor volume de vazios a serem preenchidos pela pasta, além de diminuir o consumo de água de misturas necessário à obtenção de uma consistência adequada) e condições ambientais (temperatura e umidade do ambiente de aplicação da argamassa influenciam na retração, temperaturas elevadas e umidades baixas intensificam o processo facilitando a saída da água adsorvida nos produtos de hidratação). -Aderência: É a capacidade da argamassa em se fixar no substrato onde é aplicada. Quando a argamassa entra em contato com o substrato, ocorre migração de água de um material para o outro, carreando materiais cimentícios. Este material ao hidratar, fixa-se nos poros superficiais do substrato, ocasionando a aderência da argamassa. Alguns fatores afetam a aderência de uma argamassa: adesão inicial, rugosidade e absorção inicial do substrato, retenção de água, tipo de aglomerante empregado e granulometria dos agregados.

4.4 CLASSIFICAÇÃO DAS ARGAMASSAS
4.4.1 - Classificação quanto ao emprego: a) Comuns: Quando se destinam a uso comum. Exemplos: Argamassa para rejuntamentos, para revestimentos, para pisos, injeções, etc.). c) Especiais: Quando destinadas a uso não comum. Exemplos: Refratárias (resistir altas temperaturas), de reparos, etc. 4.4.2 - Classificação quanto ao tipo de aglomerante: a) Aéreas: Quando utiliza-se um ou mais aglomerantes aéreos. Exemplos: De cal aérea, gesso, magnésia sorel. b) Hidráulicas: Quando utiliza-se um ou mais aglomerantes hidráulicos. Exemplos: Cal hidráulica e cimento Portland comum). c) Mistas: Quando utiliza-se um aglomerante aéreo e um aglomerante hidráulico. Exemplos: Cal e cimento. 4.4.3 – Classificação quanto à dosagem: a) Pobres ou Magras: Quando o volume de pasta é insuficiente para preencher o volume de vazios. b) Cheias: Quando o volume de pasta preenche exatamente os vazios do agregado. c) Ricas ou gordas: Quando há excesso de pasta.
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b) Plásticas: Com um pequeno esforço atinge a sua forma final.5. em volume. Exemplo: Argamassas de preenchimento de blocos de concreto.4 . concreto. Na utilização da cal hidratada deve ser feita uma mistura prévia. anterior ao uso para que se complete a extinção da cal. São caracterizadas pela pouca trabalhabilidade (baixa coesão) e grande resistência.4.5 ARGAMASSAS AÉREAS 4. c) Fluídas: Escorrem e se auto-nivelam sem qualquer esforço além da força da gravidade para sua aplicação. O agregado. contrapisos. em volume. As pastas e argamassas de gesso também possuem uma elevada resistência a altas temperaturas. já que diminui a sua resistência.93 4.6. assentamento de pisos. emprega-se o gesso puro. sem adição de areia. blocos. em lugar da argamassa.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . etc.6. 4.7 (gesso: água). 4. Exemplo: argamassas magras utilizadas em contrapiso. Não devem secar de maneira muito rápida porque as reações de carbonatação necessitam da presença de água. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. O gesso não necessita da adição de agregado para evitar a retração hidráulica.6 ARGAMASSAS HIDRÁULICAS 4. quando utilizado. Não devem ser utilizadas composições muito ricas nem com muita quantidade de água devido ao problema da retração. peças cerâmicas e de revestimento de alvenarias.0.Argamassa de cimento: As argamassas de cimento e areia têm alguns empregos como chapiscos. -Traço para argamassa: 1:1-3 (gesso: areia).Argamassas de cal aérea: Tem uso bastante limitado (apenas para interiores de edificações). 4.2 . Empregadas na proteção de elementos construtivos de madeira. devido a baixa resistência mecânica (menor que 1MPa aos 28 dias) e alta retração na secagem. Normalmente.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.Argamassas de gesso: São empregadas em revestimentos internos de acabamento fino.1 . -Traço para gesso em forma de pasta: 1: 0. serve apenas para baratear a mistura. Quando deseja-se uma superfície muito lisa não se faz uso da areia.5.1 . assentamento alvenarias e argamassa armada. Exemplos: Argamassas de assentamento de tijolos. aços. pisos.Classificação quanto à consistência: a) Secas: É necessário aplicar uma energia significativa para poder conformá-la na sua forma final.

Possuem propriedades como resistência (conferida pelo cimento). -Chapisco→1: 2 .2 .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. areia). trabalhabilidade (conferida pela cal) e retenção de água (conferida pela cal).3 (cimento e areia). tetos e forros falsos de gesso→1: 0 . A proporção da mistura depende da utilização desejada. -Assentamento de alvenaria de alta resistência ou sujeitas a ambientes agressivos→1:1/2: 3 .94 4. areia). cal hidratada.4.5 (cimento. areia). -Contrapiso para assentamento de carpete e cerâmica→1:3 – 4 (cimento e areia). -Emboço e reboco (interno e externo)→1: 2 : 8 .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . areia). São recomendados alguns traços em função do tipo de aplicação. -Assentamento de alvenaria de média resistência.10 (cimento.Argamassas mistas de cal e cimento: São as mais empregadas na construção civil. cal hidratada. alvenaria estrutural→1: 2: 6 (cimento. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.10 (cimento.2 (gesso e areia).6. Abaixo estão listadas algumas proporções usuais para argamassas utilizadas na construção civil: -Assentamento de alvenaria pouco resistentes→1: 2: 8 . cal hidratada. São empregadas em emboços e rebocos e assentamento de alvenaria. cal hidratada. -Revestimentos finos.

as fissuras.Propriedade de aderência do reboco.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .95 4. Geralmente são conseqüência de rachaduras e descolamentos nas paredes. Várias causas contribuem para estas patologias. De modo geral. mau proporcionamento das argamassas e tipo e qualidade dos materiais utilizados para preparar as argamassas de revestimento. os descolamentos.Envelhecimento natural dos materiais ou fadiga. Além dos defeitos de execução (superfície irregular. furos. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. . .Movimentação térmica e higroscópica exagerada do revestimento.Má execução do revestimento. má aplicação do revestimento.Condições e/ou meios a que está exposto. . os principais fatores que estão ligados às fissuras no reboco são: .). As principais são: Fatores externos aos revestimentos.7 PATOLOGIAS RELACIONADAS ÀS ARGAMASSAS Nos rebocos os defeitos mais comuns são as manchas.o esfarelamento e as vesículas. o bolor.Movimentação térmica e higroscópica diferenciada entre a base (alvenaria) e revestimento. etc. falta de prumo. .Alvenaria com superfície regular para assegurar a ligação com o revestimento. . Fissuras: Podem ser causadas por rachaduras da alvenaria devido aos tijolos soltos da argamassa de assentamento ou também pela deficiência na aderência entre a alvenaria e o próprio revestimento. .

ficando sem apoio. Nos casos mais comuns estas expansões vem acompanhadas de vesículas. rápida perda de água durante o endurecimento por ação intensiva de ventilação e/ou insolação. .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . VERÇOZA (1991) aconselha que o reboco deve ser mantido úmido por três dias para propiciar uma secagem lenta. uma vez que o reboco. entre outras. Fissuras na direção horizontal nas alturas das fiadas também são comuns. grande parte dela não permanece no reboco (é perdida para o meio) causando uma diminuição volumétrica significativa e. podendo ser decorrente de uma expansão ou retração durante a fase de endurecimento. Desta forma. Durante a remoção do reboco também é possível perceber e avaliar a aderência entre o mesmo e alvenaria. A separação do reboco da parede (descolamento) também implica em fissuras. VERÇOZA (1991) diz que é a resultante da variação volumétrica do próprio reboco. flexiona-se. o último fator está relacionado com os demais. conseqüentemente.Teor de água de amassamento. É comum acontecer em traços mais ricos. A expansão do reboco também pode ocorrer por efeito de criptoflorescência.Porcentagem de finos existente na mistura. implica também em rachaduras no reboco. Na verdade. para só então partir para os reparos. acontecem geralmente quando há magnésio na cal ou ainda quando a cal não foi bem extinta. por exemplo. pois a presença elevada de aglomerante e de finos implica em elevada quantidade de água de amassamento. Em paredes excessivamente ensolaradas. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. para saber se a fissura está apenas no reboco. a argamassa adquire resistência e consegue resistir as tensões de secagem. quando ela acontece. espessuras das camadas. deve-se retirá-lo em uma pequena área em torno da fissura e observar se existem trincas na alvenaria ou tijolos soltos. ele acaba sendo esmagado e fissurado. Caso a causa seja o desprendimento dos tijolos ou trincas. número de camadas aplicadas.Aderência do revestimento com a base. As fissuras de retração ocorrem quando a argamassa seca muito rápido ou quando ela possui quantidades de água exageradas. já que está a ela aderida. . tempo decorrido entre uma aplicação e outra. Quando esta é exagerada. quebrando na região tracionada. percebe-se que a durabilidade do reboco não depende apenas de suas propriedades. O problema é mais grave quanto mais espessas forem as juntas de assentamento. Diante deste caso. Um dos tipos mais comum de fissuras em reboco é aquele em forma de “couro de crocodilo” ou “teia de aranha”. que VERÇOZA (1991) define como sendo o crescimento de sais e cristais no interior dos materiais. implica em fissuras de retração. Esta secagem sempre causa uma diminuição da altura da parede. . sua causa deve ser investigada e eliminada. Se for verificado o descolamento. por isso a parede não deve ser revestida antes que isto ocorra pois. deve-se tratar de corrigí-las. se o reboco já foi executado. As fissuras por expansão.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Uma rachadura na parede.96 De acordo com exposto. Os fatores que interferem na retração de uma argamassa são: -Consumo de aglomerante. Estas acontecem quando o reboco é executado antes que a argamassa de assentamento seque.

basta fazer o conserto nas áreas prejudicadas. O esfarelamento é uma forma especial de descolamento.97 Para corrigir as fissuras tanto de expansão quanto de retração. Eventualmente o esfarinhamento pode ser corrigido através de emprego de vernizes de alta colatividade.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. pois neste caso. o ar custa a penetrar prejudicando a cura do revestimento. Outra causa pode ser a carbonatação lenta da cal. é ela que dá a adesão necessária à argamassa.Argamassa pobre ou rica. se ela for maior que a força de ancoragem o reboco se soltará. Nos ambientes pouco arejados também pode acontecer o mesmo problema. Se a fissura é pequena (menor que meio milímetro) a sua correção é mais fácil. Já. pois o descolamento surge nas camadas mais profundas. mas em casos em que a falta de coesão é grande. não ajuda na ligação parede/revestimento. Nos casos onde as fissuras são maiores. esta medida não é adequada. VERÇOZA (1991) recomenda que seja feito um grauteamento. a aplicação de nata de cal não consegue corrigir porque normalmente ela trinca novamente ao secar. As fissuras de expansão e retração. Ocorre em locais com umidade constante. Então. No primeiro. ou pela presença de mica na areia. a única forma é remover todo o revestimento e refazê-lo com argamassa adequada. Como a mica é expansiva o reboco expande e se solta da superfície. Normalmente consegue-se bom resultado com aplicações de nata de cal sobre a superfície. A causa mais frequente para a ocorrência deste defeito é o emprego de argamassa fraca ou pobre (com pouco aglomerante). fazendo com que ela penetre nas fissuras. ou entre o emboço e o guarnecimento. . Pode ocorrer entre as camadas do reboco: entre o chapisco e o reboco.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . costumando aparecer em porões e/ou ambientes sem ventilação. chamadas por VERÇOZA (1991) como fissuras devidas exclusivamente ao reboco restringem danos apenas à estética da construção. Normalmente. . As causas mais comuns de descolamento e esfarelamento são: . Isto acontece assim que cessa a secagem e expansão. A ancoragem de uma argamassa é feita exclusivamente pelo aglomerante. Descolamento e esfarelamento O descolamento é quando o reboco solta da parede em placas ou em blocos. Este tipo de revestimento é reconhecido pela característica de esfarelar-se facilmente. deve-se esperar que as mesmas se estabilizem. Neste último. a quantidade de aglutinante não é suficiente para assegurar a ligação com a superfície. o verniz apenas diminui o esfarinhamento da superfície. O reboco vai desagregando-se em grãos ou em pó. senão. a correção é mesmo retirar o revestimento e refazê-lo PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. a medida que o descolamento avança surgem fissuras e na fase mais adiantada o reboco cai.Depósito de eflorescência entre o tijolo e o reboco. é caracterizado pela formação de um bolsão sobre o revestimento e também pelo som cavo ao se bater no reboco. no segundo.Infiltrações da água através da outra face da parede. se as lesões forem pequenas. o excesso deste produto na argamassa implica em retração significativa na secagem. Esta umidade produz pressão e ocasiona o desprendimento do revestimento. Na maioria dos casos. o qual implica em aplicações de argamassa com aditivo de expansão. Geralmente ocorre em argamassas magnesianas ou quando é feita uma pintura impermeável antes do endurecimento total do reboco.

seguido de uma camada de chapisco. A perda exagerada pode prejudicar as reações de hidratação do cimento e. Esta incidência patológica geralmente está ligada a cliptoflorescência. resultando em descolamentos. as vesículas no reboco surgem quando se emprega argamassa com algum componente expansivo. Esta operação faz com que a água puxe o aglomerante para dentro dos poros. Em todos os casos a solução é refazer todo o reboco. impedindo o endurecimento do interior da camada de revestimento. quando o reboco é alisado excessivamente propicia uma camada de cal na superfície. Tijolos com ranhuras ajudam a suprir tal problema. Mais raramente as vesículas podem ser formadas quando a própria cal da argamassa foi levada ao reboco antes de estar bem extinta. formando pequenas crateras (máximo de 7cm). 1:16 o limite para argamassas pobres. A ligação entre a base e o revestimento se dá pela penetração do aglomerante na base e o endurecimento subseqüente. CINCOTTO (1988). Segundo ele. Por carbonatação. Em ambos os casos. matéria orgânica. dando a ancoragem necessária. os poros dos tijolos são essenciais para permitir que a argamassa penetre no seu interior.98 com argamassa de adequada.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . VERÇOZA (1991) recomenda limitar este revestimento entre 2 e 4cm. Já. resíduos metálicos ou madeira ( a madeira incha ao umedecer). a presença de materiais dispersos na argamassa que manifestam posterior variação volumétrica. pois o defeito é generalizado por toda a superfície. De acordo com VERÇOZA (1988). . forma-se uma película de carbonato que age como uma barreira que impede a penetração do anidrido carbônico. o peso do reboco normalmente ultrapassa a sua força de aderência com a superfície a situação tende a se agravar com o tempo. Nestes casos. tais como argila.Reboco mal executado. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. De acordo com BAUER (1997). Segundo CINCOTTO (1988). A correção também implica em refazêlo.Reboco excessivamente espesso. Além disto. determina 1:3 a proporção limite para que a argamassa não seja considerada rica e. a superfície não é adequada para garantir a sua aderência com o revestimento. a eficiência do aglomerante. Vesículas: Vesículas são descolamentos pontuais isolados que podem ser manifestar nos rebocos ou nas pinturas. cliptoflorescência é uma formação salina oculta referente ao crescimento de sais ou cristais no interior dos materiais. evita que a argamassa perca água para a superfície a ser rebocada.Falta de chapisco e tijolos sem porosidade. . geram vesículas no revestimento endurecido. agarrando-se assim fortemente à superfície. fissuras e vesículas. A falta de chapisco ou sua execução inadequada impede que se tenha uma base rugosa. . ambos considerando a cal como aglomerante.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. capaz de segurar o reboco. Antes de executar o reboco é importante molhar a superfície. conseqüentemente. não podendo prever quando vai parar.

São bem comuns nas paredes de tijolos. porém. Outra medida é retirar todo o reboco e colocar um novo. . Porém. .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . O barro utilizado para tijolos geralmente contém cal. O barro também pode ter pirita. poderá conter cloretos e sulfatos.Formas da fachada.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Em casos raros. pois ela é quem dissolve as substâncias e as traz para a superfície. Substituir o reboco é.Chuva direta. dá resultados melhores e mais garantidos. . pode ser originado no próprio material da argamassa. pois as pinturas feitas sobre reboco manchado raramente dão resultados satisfatórios. . Eflorescência: É uma manifestação patológica que depende essencialmente da água.Vento. uma solução mais cara. As substâncias causadoras de manchas aparecem em ambos os materiais. é também necessário que exista água e pressão hidrostática para ocasionar a saída da solução para a superfície. devido à presença de indústrias químicas ou situações similares nas proximidades. UEMOTO (1988). bolor e limo são muito freqüentes nos revestimentos. pois acabam sempre reaparecendo. .Textura superficial. se tiver origem marítima. o seu aparecimento depende não só do teor de sal solúvel. vinda do interior dos componentes que compõe a alvenaria e/ou concreto.Temperatura. que lancem produtos químicos no ar ou ainda pode ser poeira trazida pelo ar.01% já é suficiente para causar a sua formação.99 Manchas: O aparecimento de manchas em rebocos. ou provir dos tijolos. uma quantidade de sal alcalino de 0.Chuva escorrida. originados pela migração de água rica em sais. que combinará para formar eflorescência de carbonato ou sulfato de cálcio.Porosidade do material de revestimento. Para eliminá-las. segundo VERÇOZA (1991). Os fatores que influenciam na existência dessas manchas são: . não é possível determinar o teor de sais solúveis que cause a formação da eflorescência. Existem ainda as manchas por contaminação atmosférica. . cita os seguintes fatores externos que contribuem para o seu aparecimento: PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. o sal pode ser depositado pela atmosfera. . de início. A eflorescência é a formação de depósitos de coloração geralmente esbranquiçada. Às vezes.Cor dos materiais. que dará eflorescência ferruginosas e. Segundo PINTO (1996). a remoção da umidade é sempre boa solução. fuligem e partículas contaminantes. É muito comum o recobrimento do revestimento externo de edificações por pó. As manchas devidas a eflorescências.

desagregação das paredes e até queda de elementos construtivos. A maior lesão que pode causar é o descolamento da pintura.10 0 . . da água utilizada no amassamento. Existem casos em que se pode ter a presença da eflorescência. existem casos em que a eflorescência acaba se depositando sobre um componente com um menor teor de sais. principalmente para os sais pouco solúveis. Na maioria dos casos as eflorescências apenas trazem o mal aspecto da construção. com uma melhor capilaridade. 1988 apud LUZ. Para prevenir as eflorescência deve-se evitar o uso de materiais com elevado teor de sais solúveis.Temperatura: o aumento desta facilita a solubilização dos sais além de acelerar a velocidade de evaporação da umidade. indicará que há presença de sais solúveis. próximas a caixilhos mal vedados. Pode-se ainda optar por tintas impermeáveis nas paredes externas.Quantidade da solução que sai para a superfície. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. pulverulento e bastante solúvel em água. potássio. conseqüentemente. Pode aparecer em superfícies de alvenaria aparente ou revestidas com argamassa. Geralmente só prejudica o aspecto estético. se ele apresentar manchas no topo e nas laterais. existem casos em que o sal formado pode trazer o descolamento dos revestimentos e/ou pinturas. Depois de seco. Isto acontece quando os sais não conseguem atravessar o reboco ou a pintura. poderá implicar no desprendimento da última. a) Manchas brancas com aspecto de nuvem Caracteriza-se por um depósito de sal branco. a pintura não sofre descolamento porque a umidade com o sal a atravessa sem desprendê-la.Tempo de contato entre a água e os sais também influencia o aparecimento do fenômeno. Os cimentos pozolânicos ou de alto forno liberam menor quantidade de cal na sua hidratação. . VERÇOZA (1991). maior será a solubilização dos sais.Capilaridade: favorece o movimento da solução com sais pelo interior dos elementos construtivos.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Por isto. mas geralmente deixa mancha sobre ela. Quanto maior for este período. cálcio e magnésio e carbonatos de sódio e de potássio. . recomenda-se proteger a alvenaria recém terminada da chuva e executar uma eficiente vedação e impermeabilização para impedir umidade do solo e da chuva. diminuindo desta forma a absorção da água da chuva pelo tijolo. porém. diz que para avaliar se um tijolo tem condições de eflorescência. cimentos. Este tipo de eflorescência geralmente apresenta sais de sulfato de sódio. diminuem a quantidade de sal dissolvido. porém. acabam depositando-se nas sua interfaces e provocam o seu desprendimento. pois não interfere no desempenho da estrutura onde aparece. não utilizar tijolos com elevado teor de sais sulfatos evitando desta forma a formação de substâncias solúveis em água e produtos expansivos. maior será a quantidade de sal solubilizado. agregados. Porém. nos casos de alvenaria aparente. 2000). É o tipo mais comum de eflorescência (UEMOTO. juntas de assentamento. devese colocá-lo de pé dentro de um prato com água durante doze horas. Para evitar a reação tijolo-cimento. Os sais formados originam-se de tijolos. Quanto maior a quantidade de água. Se o seu acúmulo se der no plano entre a alvenaria e a pintura. poluição atmosférica e ainda da reação química entre os compostos do tijolo e cimento.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. não interferindo na segurança da edificação. em peças cerâmicas e/ou em suas juntas. Como a umidade é uma necessidade para a formação da eflorescência. deve-se optar pela argamassa mista.

o mesmo não atravessa os revestimentos e pinturas. Com a presença do gás carbônico (do ar) e com a evaporação da água. já que a água percola por elas com maior facilidade e também em superfícies onde ocorre a exsudação.10 1 Se a eflorescência estiver na parte externa de uma alvenaria recém terminada. c) Mancha branca entre juntas de alvenaria Depósito de sal branco entre juntas de alvenaria aparente. Em zonas abrigadas das chuvas. Este depósito de cor branca é carbonato de cálcio. em contato com a água da chuva. originado nas reações de hidratação do cimento.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. O produto formado nesta reação é o gesso. podendo também se originar próxima de elementos de concreto. apenas prejudica o efeito estético da edificação. a ação das chuvas prolongadas é capaz de removê-la. A remoção destes produtos das superfícies pode ser feita com solução de ácido muriático. deve-se primeiramente optar por uma remoção mecânica e. só então. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Este produto formado não afeta a estabilidade da alvenaria. dissolve-se e deposita-se nas superfícies das fachadas. a mesma deve desaparecer sozinha já que. seguida de lavagem com água abundante. esta cal transforma-se em carbonato de cálcio. as mais comuns costumam aparecer próximas às juntas de concretagem. aplicar a solução citada. Forma-se geralmente sobre as superfícies de concreto e alvenaria. Não é tão comum. que se apresentam fissuradas devido à expansão da argamassa de assentamento. a expansão e fissuração são resultantes da hidratação do sulfato de cálcio. atentando-se para que a mesma penetre na alvenaria para dissolver os sais. o qual ocupa um volume maior que o inicial. muito aderente e pouco solúvel em água. podendo então causar o seu desprendimento.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Neste últimos. resultante da reação do hidróxido de cálcio ( do cimento) com o gás carbônico (do ar). podendo ocorrer tanto em fachadas expostas à ação da chuvas como nas não expostas. Como o sal formado é mais grosso que os sulfatos. como a eflorescência do tipo I e é mais difícil de ser eliminada. Se a quantidade a ser retirada for exagerada. A eliminação mais rápida da eflorescência pode ser feita com uma escova de aço. b) Mancha branca com aspecto de escorrimento Caracteriza-se por um depósito de cor branca com aspecto de escorrimento. como os sais são solúveis em água. O hidróxido de cálcio (Ca (OH)2). Existem casos em que é difícil eliminar totalmente esta eflorescência e a aplicação repetitiva da solução pode ser prejudicial à durabilidade do componente.

Diante disto. Nas edificações. Esta água carrega sais solúveis presentes nos componentes estruturais que vão acumulando-se em pontos da superfícies. Estas enzimas funcionam como um ácido sobre o material onde cresce o fungo. 31 H2O). causada pelo gotejamento de água proveniente de excessiva concentração de umidade. enquanto que o segundo resulta do cimento. Segundo ALUCCI. et al. et al. diz que o bolor é uma manifestação de um tipo de microvegetais. Ainda. 3CaO. sendo a presença de umidade fundamental para propiciar o seu desenvolvimento. argamassa. Como os fungos não têm clorofila. VERÇOZA (1991) diz que os fungos podem se desenvolver em cerâmica. metais e até mesmo em vidros. os fungos têm seu desenvolvimento bastante afetado pelas condições ambientais.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . ficando com cor escura. a água acaba penetrando-os e carreando os sais para a face inferior da laje . Como estes elementos costumam apresentar deficiência na impermeabilização e estão constantemente em contato com a umidade. promovem a decomposição de revestimentos ou de material orgânico sobre eles depositados. Estalactites De acordo com PINTO (1996) apud LUZ (2000). Este produto também é expansivo e resulta da reação entre o sulfato de cálcio e aluminato de cálcio hidratado. a superfície começa a desagregar. sendo resultado do desenvolvimento de microorganismos pertencentes ao grupo dos fungos. 3 Ca SO4. os fungos. mais tarde. estalactite é um tipo de eflorescência. O material é então atacado e queimado. segundo ALUCCI.10 2 Já. em zonas úmidas da alvenaria. podendo muitas vezes se alimentarem de partículas depositadas com o pó. o bolor ou mofo é uma alteração observável macroscopicamente na superfície de diferentes materiais. começam a aparecer manchas e. (1988) apud LUZ (2000). quando se tem a laje de cobertura ou a caixa d’ água imediatamente acima. sua raízes segregam enzimas que fazem a decomposição. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Tal facilidade se deve ao fato de necessitarem de poucos alimentos. É uma concreção mineral que geralmente se forma em tetos de pavimentos superiores. Mofo e Limo: São também danos provocados pela umidade. O primeiro pode ser originário do tijolo ou das reações entre os sulfatos de sódio e potássio existentes com a cal do cimento. (1988). VERÇOZA (1991). formando saliências. a expansão e fissuração são causadas devido à formação do “sal de Candlot” ou etringita (Al2O3. Bolor. através de sucessivas deposições dos mesmos. concreto.

Já o limo. ou seja. facilita o seu desenvolvimento.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .10 3 O acúmulo de fungos na superfície melhora a aderência da poeira sobre a mesma e. -contribuir com grãos com resistência superior ao da pasta. de cimento. além do mau aspecto (cor verde) podem desagregar lentamente as argamassas devido à pressão de suas raízes entre grãos e poros. por tornar o ambiente mais abrigado. Ambientes impermeabilizados impedem a presença de umidade e se forem adequadamente ventilados inibem a sua permanência. A forma mais eficiente é retirar as condições para sua sobrevivência. Argamassas com adição controlada de silicone ajudam na prevenção da umidade.2 TIPOS PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. -preencher os vazios entre os grãos. CAPÍTULO 5 CONCRETOS 5. -dar trabalhabilidade ao concreto. porém. -envolver os grãos. As funções do agregado são: -reduzir o custo do concreto. como esta (a poeira) é uma fonte de nutrientes para estes organismos.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. evitar umidade superior a 75% e temperaturas entre 10 e 35ºC. também favorece o crescimento de fungos. agregado miúdo. fazendo com que o mofo reapareça rapidamente. As eliminações superficiais com pano úmido não removem as suas raízes. agregado graúdo e água. causando um mau aspecto. em determinadas proporções. são vegetais microscópicos que não atacam diretamente o substrato. -reduzir as variações no volume (diminuição das retrações). A presença de trincas e frestas sobre a película da pintura. Estas manifestações patológicas ocorrem freqüentemente em paredes de tijolos úmidos. 5. de acordo com VERÇOZA (1991). As funções da pasta (cimento + água) são: -dar impermeabilidade ao concreto. A eliminação de fungos nem sempre é fácil. deixando a superfície opaca.1 DEFINIÇÃO Produto resultante do endurecimento de uma mistura. Eles desagregam lentamente os tijolos.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. mas pequena resistência aos esforços de tração. e sobre estas. Além do cimento. tanto aos esforços de tração como aos de compressão. tendo o nome de refratário. Concretos à vácuo : A quantidade de água utilizada para misturar e adensar o concreto é maior do que a necessária para a hidratação do aglomerante. com relação as necessidades das reações químicas. e com geração de baixa quantidade de calor de hidratação. melhorando a plasticidade e a trabalhabilidade do concreto fresco.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . deve-se usar cimento aluminoso como aglomerante e. através da tração dos cabos de aço. aerados ou celulares. O procedimento consiste em aplicar sobre a massa uma placa rígida composta por treliças recobertas por um tecido forte e permeável. As bolhas de ar incorporado ao concreto atuam como um agregado fino adicional. agregados de elevado diâmetro máximo. A água é eliminada por sucção e ao mesmo tempo aplica-se uma forte compressão às faces externas do concreto. Tem grande resistência aos esforços de compressão. É mais econômico. utiliza-se armadura ou ferragem (barras de aço). que possui coeficiente de atrito nulo em relação aos grãos rígidos vizinhos. que as tensões de tração resultantes do carregamento são neutralizadas a um nível ou grau desejado. Concretos com aditivos : Concretos que faz uso de plastificantes. onde as características próprias levam a um comportamento adequado naquelas temperaturas. O isolamento térmico é melhorado com o acréscimo da porosidade. ou a redução do teor de cimento. aumentando a resistência. agregado graúdo. O termo concreto leve é usado para concreto cuja massa é menor que 1. incorporadores de ar.10 4 a) Concreto Simples ou Hidráulico: Preparado com cimento. Para facilitar o lançamento emprega-se o teor de água adequado à trabalhabilidade desejada e posterior elimina-se a água em excesso. caracterizado por baixos consumos de cimento. de modo a preencher os vazios de um agragedo graúdo. Concreto massa : Utilizado em peças de grandes dimensões (barragens).800 kg/m3. formando uma cavidade sobre o concreto. agregado miúdo e água. b) Concreto Armado: Possui elevada resistência. mas deve ser usado quando não for exigido tanta resistência e impermeabilidade. agregado graúdo. materiais refratários mais ou menos PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Para obter este tipo de concreto. colocado anteriormente nas formas. é introduzido pré-tensões de tal grandeza e distribuição. O uso de plastificantes possibilita a redução da água para uma mesma trabalhabilidade. Concretos refratários : Quando o concreto tiver que suportar elevadas temperaturas ou mudanças térmicas é preciso um concreto especial. a estas temperaturas. pois os compostos C. Exemplos: Contrapisos e bases de fundações e pavimentos. a C descarbonatação e a desintegração da massa. como agregados. Os agregados do tipo silícico sofrem transformações cristalinas a 600-800° e os agregados calcários produz. Concretos injetados ou coloidais : Obtido a partir da injeção de com uma argamassa. sem armadura. Nas construções possuem baixo peso próprio e elevado isolamento térmico. O concreto normal perde suas qualidades a 200-300° desagregando-se. superplastificantes. aceleradores ou retardadores de pega e endurecimento. agregado miúdo e água. com agregados leves ou com agregados sem finos) : Caracterizados pela baixa massa específica aparente em relação aos concretos normais ou tradicionais. e) Concretos Especiais: Concreto leves (porosos. d) Concreto Protendido: É o concreto onde. hidratados do cimento perdem sua água de constituição. outra parede repousando sobre borrachas. mantendo a resistência no mesmo valor. c) Concreto Magro: É um concreto simples com reduzido teor de cimento.

Recuperação de estruturas (pela sua grande aderência a superfícies de concreto. Concreto projetado (elimina o problema da reflexão no concreto projetado). Concretos projetados : Concreto transportado pneumaticamente através de uma mangueira e projetado sobre uma superfície a uma alta velocidade. e. Pisos industriais (indicado por ter alta resistência à abrasão bem como a ataques químicos). . Concretos ciclópicos : Concreto simples que contém pedra de mão. Concretos de alto desempenho : A microssílica impõe ao concreto uma melhoria nas suas mais importantes características.3 CLASSIFICAÇÃO Os concretos simples ou hidráulicos podem ser classificados: 5. entre outros. maior resistência à abrasão e à corrosão química.Moderado calor de hidratação. a cromita.10 5 silícicos. Isto é conseguido através da atuação da microssílica na microestrutura do concreto através de dois efeitos: atua quimicamente reagindo com o Hidróxido de Cálcio (CH) transformando-o em Sílicato de Cálcio Hidratado (CSH). Com o uso da microssílica o concreto passa a ter : maior resistência à compressão. .Baixo calor de hidratação. . rapidez de execução e aumento da vida útil. Concretos de alta resistência : Concretos onde a resistência à compressão é superior a 40 MPa e peso normal de 2. mostrando os agregados totalmente rompidos. Isto é evidenciado observando-se a superfície de ruptura do concreto de alto desempenho na compressão. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.3.Resistentes à águas sulfatadas. para temperaturas elevadas. Peças pré moldadas (seu uso impõe agilidade à produção). Obras marítimas (por se tratar de um material com permeabilidade próxima de zero é fortemente indicado o seu uso em ambientes agressivos). mais aluminosos. que é um dos principais componentes do concreto endurecido responsáveis pela sua resistência. 5. com o uso da microssílica há uma maior aderência entre agregado e pasta. e o ponto "fraco" do concreto passa a ser o agregado. dentre outras vantagens. tornar a estrutura mais durável e proporcionar uma economia em torno de 20%).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . para temperaturas pouco elevadas. Soleiras de vertedouros de usinas Hidrelétricas (devido à sua boa resistência à abrasão). . para temperaturas maiores. Pontes e viadutos (permite maiores vãos.1 .Quanto às propriedades dos aglomerantes: . A reação química acontece principalmente na interface entre argamassa de cimento e agregado graúdo.Comum. a qual constitui-se em um ponto vulnerável do concreto. e atua também como material inerte preenchendo os poros do concreto e tornando-os descontínuos. o carborundo. agregados como o coridon. dispensando a utilização de epóxi para união das superfícies).400 kg/m3.Alta resistência inicial. a magnesita. Por isto. Podemos citar entre outras aplicações as seguintes : Edifícios em concreto (por reduzir tempo de execução.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. além de economia). porosidade próxima de zero. maior adesão a outras superfícies de concreto e melhor aderência com o aço. aumentar a área útil.

Manual.3.3 .3.Quanto à textura: . 5.Quanto ao seu destino: .) .3.Quanto ao processo de dosagem: . 5.10 6 5.Estrutural. 5.Quanto à consistência: . 5. . .Medianamente plástico: Slump maior que 5cm e menor que 15cm.4 .Fortemente plástico: Slump maior que 15cm. pervibração.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .Magro: Quando possui baixo teor de argamassa. . magnetita e limonita.Empírica.3.5 .Quanto ao processo de adensamento: . 5.Pesados: Quando são executados com agregados pesados. .3. centrifugação.7 .Experimental.Normais: Quando são executados com agregados normais. Exemplos: Minérios de barita.Leves: Quando são executados com agregados leves.Rico: Quando possui elevado teor de cimento. jateamento).2 . .Quanto ao tipo de agregados: . transporte e lançamento: .Manual. argila expandida. britas graníticas.3. . Exemplos: Areias quartizosas.8 .Mecânico. .Gordo: Quando possui elevado teor de argamassa. .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.6 . 5.Mecânico (vibração.Secundário. .3.Fracamente Plásticos: Abatimento do tronco de cone (Slump) menor que 5cm.Quanto ao processo de mistura. etc. . Exemplos: Pérolas de isopor.Pobre: Quando possui baixo teor de cimento. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.

A maioria dos métodos medem somente a consistência e tem como base uma das seguintes proposições: -Medida de deformação causada a uma massa de concreto fresco pela aplicação de força determinada. avaliada pela facilidade de desempenar e julgamento visual da resistência à segregação.4 PROPRIEDADES DO CONCRETO FRESCO 5. Os processos empregados podem ser: a) Ensaios de consistência pelo abatimento do tronco de cone (NBR 7223/82): O equipamento para ensaio de abatimento do tronco de cone é bastante simples.4. b) Fatores externos: -Tipo de aplicação (finalidade).1 . O tronco de cone é preenchido com concreto.2 – Medidas da Trabalhabilidade: Os aparelhos e métodos para medirem a trabalhabilidade possuem limitações por não conseguirem introduzir todas as variáveis no fenômeno. -Tipo mistura (manual ou mecânica).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. É função da quantidade de finos da mistura. A trabalhabilidade compreende duas propriedades essenciais: A Consistência ou Fluidez que é função da quantidade de água adicionada ao concreto e a Coesão que é a medida da facilidade de adensamento e de acabamento. -Forma dos grãos dos agregados. bem como da granulometria dos agregados graúdo e miúdo e da proporção relativa entre eles.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . 5. é uma propriedade qualitativa que identifica a maior ou menor aptidão do concreto para ser aplicado com determinada finalidade sem perda de sua homogeneidade. etc.). uma deformação preestabelecida. -Tipo e finura do cimento.4. bombas. -Granulometria: Distribuição granulométrica dos agregados e proporção relativa entre eles. em três camadas de alturas aproximadamente iguais. Consiste numa haste de socamento de um tronco de cone de 300 mm de altura. -Tipo de transporte (calhas. -Traço: Proporção relativa entre cimento e agregados. A consistência é um dos principais fatores que influenciam a trabalhabilidade. -Medida do esforço necessário para gerar na massa de concreto fresco.Trabalhabilidade: De acordo com PETRUCCI (1983). lançamento.10 7 5. adensadas cada uma com 25 golpes com uma barra de 16mm PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. adensamento e dimensões peças. 100 mm de diâmetro no topo e 200 mm de diâmetro na base. Os principais fatores que afetam e determinam a trabalhabilidade são: a) Fatores internos: -Consistência: Função da relação água/materiais secos (umidade do concreto).

A diminuição da altura do tronco de cone é chamada de abatimento do concreto. O conjunto é fixado a uma mesa de consistência (flowtable). O operador influência no ensaio devido a forma como ele retira o molde. mas sua validade decorre do fato de que o esforço. O cone de abatimento utilizado no slump test serve para a moldagem do concreto a ser ensaiado. Existem valores de abatimento (Slump) recomendados em função do tipo de aplicação do concreto: -Volume grande de concreto com pouca armadura. com falta de coesão.10 8 de diâmetro e depois vagarosamente suspenso (10 a 12 segundos). O número de segundos necessários à remoldagem passou a ser um índice de caracterização da consistência do concreto. -Concreto utilizado para vigas. para remoldagem. então. O ensaio de Powers é eminentemente laboratorial. O ensaio de Powers foi modificado por Wuerpel. -De 6 a 8 cm. posta em funcionamento num ritmo de uma queda por segundo. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. um disco metálico (1. Se a superfície do concreto apresentar excesso ou falta de argamassa e quando o concreto é abatido por pancadas laterais. -Concreto bombeado. O concreto sem suporte abate-se pelo seu próprio peso. A essa altura. utilizado para sapatas e blocos de fundação. dentro do qual se encontra um anel concêntrico suspenso acima do fundo. se estiver mal proporcionado. A mesa é.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. O esforço requerido para conseguir essa remoldagem é expresso pelo número de golpes registrados. Retirado o cone de abatimento. que substituiu a mesa de consistência por uma vibratória. podendo fazer o abatimento variar em até 4cm (dependendo de sua consistência). O ensaio de abatimento pode ser utilizado para fazer a verificação do bom proporcionamento da mistura. está estritamente ligado à consistência. a mistura desagrega. Aproximadamente 4cm. até que o fim da operação seja alcançado quando o traço marcado na haste atingir o topo de referência existente na guia. a forma do concreto mudou de um tronco de cone para um cilindro.9kg) é colocado no topo do concreto moldado. De 8 a 12 cm. pilares. b) Ensaio de remoldagem de Powers: A principal parte do aparelho é um recipiente cilíndrico. lajes onde o lançamento é manual ou com caçambas.

até que o disco esteja em contato com todo o concreto.10 9 c) Ensaio Vebê: O equipamento de ensaio. É apropriado para os concretos medianamente e fortemente plástico. O aparelho consta essencialmente de uma mesa metálica de 70 x 70cm de diâmetro. um recipiente cilíndrico. consiste de uma mesa vibratória. É medido pelo espalhamento de um tronco de cone de concreto sujeito a golpes. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. É normalizado na Grã-Bretanha d) Mesa de espalhamento: Utilizado na Alemanha e normalizado no Brasil.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . O tronco de cone é colocado no recipiente. em seguida é preenchido com concreto. Bährner. Apropriado para concreto fracamente plástico. um tronco de cone. O tempo necessário para remoldar o concreto da forma tronco-cônica para a cilíndrica. que foi desenvolvido pelo engenheiro sueco V. e um disco de vidro ou plástico com movimento livre e descendente o qual serve como referência do final do ensaio. e depois removido. O disco é posicionado no topo do tronco de cone e a mesa vibratória é ligada.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. é a medida da consistência e este valor é anotado como sendo o índice Vebe. em segundos.

e) Caixa de Walz: Enche-se uma caixa de dimensões padronizadas com concreto e mede-se o rebaixamento que ocorrerá na massa após ser feito o adensamento (por vibração). O molde é então removido e são aplicados ao concreto 15 quedas. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. é colocado no centro da mesa e o enchimento é feito em duas camadas e compactado da mesma maneira que o ensaio de abatimento. através de uma manivela agindo sobre um excêntrico.11 0 montada sobre um suporte que lhe permite aplicar quedas de 4 cm.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. com a forma de um tronco de cone de 13cm de topo e 20cm de base e altura de 20cm. O concreto se espalha sobre a mesa. Um molde.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Apropriado para concretos fracamente plásticos. mede-se o diâmetro médio do concreto espalhado.

4.11 1 f) Ensaios de penetração: A trabalhabilidade é medida pela capacidade do concreto em se deixar penetrar por um objeto de formas e pesos padronizados.300kg/m3 Concretos armados: 2. um ensaio normalizado da ASTM para medição da taxa de exsudação e da capacidade total de exsudação de uma mistura de concreto. adequados para determinar se a segregação é um problema em uma dada situação. daí em diante. 5. se a água é impedida de evaporar pela camada que lhe é superposta.800kg/m3 e com agregados pesados é de 3. fraco e de pouca durabilidade. A exsudação é expressa em termos da quantidade de água acumulada na superfície.4. Fenômeno causado pela incapacidade dos constituintes sólidos do concreto fixarem toda água da mistura. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. onde a água da mistura tende a elevar-se à superfície do concreto recentemente lançado.500kg/m3 * A massa específica fazendo-se uso de agregados leves é da ordem de 1.4 PROPRIEDADES DO CONCRETO ENDURECIDO 5. 5.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.3 . geralmente. A água de exsudação acumulada na superfície é retirada em intervalos de 10 minutos durante os primeiros 40 minutos e.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . O resultado da exsudação é o topo de cada camada de concreto tornar-se muito úmido e.1 . aumento da permeabilidade. podendo resultar em uma camada de concreto poroso. a observação visual e a inspeção por testemunhos extraídos do concreto endurecido são. Valores usuais: Concretos não-armados: 2.Exsudação: Forma particular de segregação. depende muito das propriedades do cimento. incluindo os vazios. Na Europa são utilizados outros tipos de ensaios de pouco interesse aqui no país que são os de Graff. precisando remove-la ao executar concretagem de nova etapa. Segundo a ASTM C 232.Massa Específica: Massa da unidade de volume. em relação à quantidade de água existente na amostra. A exsudação provoca: • • • • enfraquecimento da aderência pasta-agregado e pasta-armadura. Varia principalmente com tipo de agregado utilizado. formação da nata de cimento na superfície do concreto. uma amostra de concreto é colocada e consolidada num recipiente de 250 mm de diâmetro e 280 mm de altura. Existe. Não existem ensaios para medida da segregação. porém. em intervalos de 30 minutos.700kg/m3. Humm e Irribarien (Norma Espanhola) e Kelly (Norma Americana).

2 . A resistência à tração é da ordem de um décimo da resistência à compressão. Relação água/cimento b. Velocidade de aplicação de carga de ensaio g. Resiste mal ao cisalhamento devido as tensões de distensão que verificam-se nos planos inclinados. Tipo de cimento e.Resistência aos esforços mecânicos: O concreto é um material que resiste bem aos esforços de compressão e mal aos de tração.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Duração da carga PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.11 2 5. Os fatores que afetam a resistência mecânica são: a. Idade c. Forma e dimensões do corpo-de-prova f.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .4. Forma e graduação dos agregados d.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. menor será a resistência do material. é usual utilizar a PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. podendo ser expressa. É uma relação não linear. Em projetos. após o endurecimento. devido ao processo de hidratação do cimento que se processa ao longo do tempo.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . b) Idade do concreto: A resistência do concreto progride com a idade. O excesso água colocado na mistura para que se obtenha uma consistência necessária ao processo de mistura. vazios na pasta de cimento. lançamento e adensamento ocasiona.11 3 Fatores a serem controlados na produção do concreto: a) Fator água/cimento: Principal fator a ser controlado quando se deseja atingir uma determinada resistência. normalmente pela função: Esta expressão é chamada de “Lei de Abrams”. A resistência do concreto é inversamente proporcional à relação água. Quanto maior o volume de vazios.cimento.

prova: Para o ensaio de resistência à compressão do concreto.11 4 resistência do concreto aos 28 dias como padrão. isto é. mantida a relação água/cimento. levando o corpo-de-prova ao colapso em níveis de carga inferiores. fc365= 1. A granulometria do agregado graúdo também influencia a resistência do concreto.10 à 1. Quanto mais fino possuir a mistura. os coeficientes apresentados são muito grandes. fc28= 1. Portanto esta velocidade é normalizada (0. após esta idade (para o cimento Portland Comum) o aumento de resistência é muito pequeno. e) Forma e dimensões do corpo-de.25 à 1.0. os limites inferiores.8MPa/s ou 530 a 1410kgf/s) no Brasil. devido a resistência à tração ser desprezada para efeito de cálculo.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . O coeficiente decresce com o aumento da resistência. utiliza-se o corpo-de-prova cilíndrico de 15cm de diâmetro por 30cm de altura.50fc7. fc90= 1. 5. para concretos menos resistentes (Por exemplo: fc28 = 15MPa) pode-se assumir os limites superiores e para os mais resistentes (18Mpa<fc28>30MPa). Concretos confeccionados com britas de menor diâmetro tendem a gerar concretos mais resistentes. maiores são as resistências iniciais do cimento. d) Tipo de cimento: A composição química do cimento ( proporção de C3S e C2S) influenciam na resistência concreto. devido a menor aderência pasta/agregado. g) Duração da carga: Nas cargas de curta duração o concreto resiste a maiores níveis de carga.35fc28.Resistência à tração: Propriedade de difícil determinação direta.50fc3.05 à 1. possuindo o mesmo fator água/cimento. Determina-se de duas maneiras: a) Por compressão diametral: Rompe-se o cilindro confeccionado para a resistência à compressão conforme mostra a figura abaixo (NBR 7222/83): PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.4. devido a velocidade da propagação das fissuras. Sua importância está ligada a alguns tipos de aplicação (exemplo dos pavimentos de concreto). c) Forma e graduação dos agregados: Os concretos confeccionados com seixos rolados tendem a ser menos resistentes do que aqueles confeccionados com pedra britada.70 à 2. A seguir estão alguns estimadores da resistência à compressão: fc28= 1.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Este efeito só é significativo para concretos de elevada resistência.2. f) Velocidade e aplicação da carga: Quando aplica-se velocidades maiores a tendência é gerara valores de resistências mais elevados.3 .2 . bem como a adição de escórias e pozolanas. Para concretos de alta resistência ou aqueles confeccionados com cimentos muito finos. Em velocidades mais baixas existe um tempo maior para propagação de fissuras que ocorrem durante o carregamento.20fc28.

4.3 .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. A interconecção de vazios de água ou ar poderá tornar o concreto permeável. a NBR 6118 permite que sejam adotados os seguintes valores: 5.11 5 Na falta da determinação. As razões da porosidade são: PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.Permeabilidade e absorção: O concreto é um material poroso.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .

: coeficiente de variação. -Utilizar agregados com maior teor de finos. esta água ao evaporar deixa vazios. 5.Deformações: As variações de volume dos concretos são devido aos fatores citados a seguir: -Retração autógena: Variação de volume absoluto dos elementos ativos do cimento que se hidratam. Durante o amassamento ocorre incorporação ar na massa. Para que se obtenha concretos com baixa absorção e permeabilidade. fctk: resistência característica do concreto à tração. fctj: resistência característica do concreto à tração prevista para j dias de idade. superplastificantes e incorporadores de ar).11 6 Quase sempre é necessário utilizar uma quantidade de água superior a que se precisa para hidratar o aglomerante. 5.5 ANÁLISE ESTATÍSTICA DA RESISTÊNCIA DO CONCRETO: Para a análise estatística do concreto deve-se observar as seguintes notações: fcj: resistência do concreto à compressão prevista para j dias de idade. fck: resistência característica do concreto à compressão.4. Sd: desvio padrão. -Dilatação e retração térmica: Variação do volume do material sólido com a temperatura. mas não de natureza argilosa. -Cargas externas: A atuação de cargas externas originam as deformações imediatas e deformações lentas. deve-se tomar as seguintes providências: -Utilizar baixos fatores água/cimento (aumentar o consumo de cimento ou utilizar aditivos redutores de água como plastificantes. -Retração plástica: Variação de volume do concreto ainda no estado fresco com a perda de água.4 . -Retração hidráulica reversível: Variação de água dos poros capilares devido a mudanças na umidade do ar. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. estas últimas relacionadas também à perda de água dos poros capilares. -Substituir parcialmente o cimento por pozolanas (cinzas volantes.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . cinza da casca de arroz ou microssílica) para preencher os vazios capilares do concreto através da reação entre pozolana e hidróxido de cálcio liberado nas reações de hidratação do cimento. Com a combinação química diminuem os volumes absolutos do cimento e água que entram na reação. -Retração hidráulica irreversível: Variação do volume de concreto endurecido pela saída de água dos poros capilares. n: número de corpos de prova.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.

Dosagem Empírica: Processo de seleção e proporcionamento de materiais constituintes do concreto baseado em valores médios de propriedades físicas e mecânicas destes materiais.1 . Este procedimento é recomendado para obras de pequeno volume. A NBR 6118 (NB1) estabelece as seguintes condições: • quantidade mínima de cimento/m3 de concreto de 330 Kg.6 DOSAGEM DO CONCRETO 5.11 7 5.6.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. conseguidos através da experiência prévia de tecnologias e bibliografias neste assunto.

p: Kg agregado graúdo por Kg de cimento. dc = massa específica do cimento. C: consumo de cimento por m3 de concreto. da = massa específica aparente do agregado miúdo. dp = massa específica aparente do agregado graúdo. x: Kg de água por Kg de cimento (a/c).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. p = massa unitária do agregado graúdo. m: Kg agregado total por Kg de cimento (m = a + p).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.11 8 • proporcionamento (agregado miúdo/volume total de agregado de 30 a 50%) para trabalhabilidade adequada. • quantidade mínima de água para trabalhabilidade adequada. i: índice de inchamento da areia. H: relação água/materiais secos a = massa unitária do agregado miúdo. a) Notação para o desenvolvimento das fórmulas: a: Kg agregado miúdo por Kg de cimento.

Tabela 1: Valores de H em função de Φ max e tipo de adensamento PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.3) Determinação do fator água/materiais secos (H) em função da dimensão máxima característica do agregado graúdo e do tipo de adensamento a que o concreto estará sujeito em obra. Os valores de H conduzem a concretos com abatimentos na faixa de 6 a 9 cm de acordo com a Tabela 1.11 9 b.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.

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CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.12 2 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.

12 3 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .

12 4 Obs: Capacidade da cuba da betoneira (eixo inclinado) é de 500 litros. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. A Tabela 5 auxiliará no cálculo da produção de concreto.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . A capacidade máxima de mistura é de 80% deste valor (400 litros).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. O volume de mistura é o somatório dos volumes unitários dos materiais.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.6.1) PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Os processos de dosagem experimental exigem que sejam determinadas algumas propriedades anteriormente mencionadas no método de dosagem empírico.12 5 5. (Ver equação 5.Lei de Abrams: “A resistência do concreto é proporcional ao fator água/cimento”.Dosagem Experimental: Processo de dosagem baseado nas características específicas dos materiais que serão realmente usados na obra. Quase todos os métodos baseiam-se em duas leis fundamentais: .2 .

b) Procedimentos: b. 5.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . agregados graúdo e miúdo) para obter-se uma dada trabalhabilidade.12 6 .Menor do que 1. Consistência desejada (Slump). -Resistência de dosagem: Em função da resistência característica. A quantidade de argamassa será em função da quantidade de vazios e do tipo de areia empregado.2 vezes do menor espaçamento entre camadas na vertical. Esta argamassa deverá servir como lubrificante entre os grãos de agregado graúdo para que se consiga uma trabalhabilidade adequada. -Análise granulométrica e massa específica dos agregados disponíveis.6.Método da ABCP/ACI Baseia-se no fato de que cada tipo de agregado graúdo possui um volume de vazios que será preenchido por argamassa. . Concreto: Dimensão máxima característica admissível de acordo com a NBR 6118 deve ser: .Menor do que ¼ da menor distância entre faces de formas.2.Menor do que 5/6 do espaçamento das armaduras em camadas horizontais. a) Parâmetros de dosagem: Materiais: -Tipo. massa específica e nível de resistência aos 28 dias do cimento utilizado. devendo existir uma parte de argamassa adicional.Lei de Lyse: “ Quantidade de água a ser empregada em um concreto confeccionado com um determinado grupo de materiais (mesmo cimento.1 .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. No Brasil utiliza-se muito dois métodos de dosagem: O Método da ABCP/ACI e o Método IPT/EPUSP.Menor do que 1/3 da espessura das lajes. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. . -Condições de exposição ou finalidade da obra. . .Menor do que 1/3 do diâmetro da tubulação (quando o concreto for bombeado). -Massa unitária compactada do agregado graúdo. já que as areias mais grossas geram argamassas mais ásperas (menos lubrificantes).1) Fixação da relação água/cimento: Fixado em função de critérios de durabilidade (Ver Tabela 6). independe do traço deste concreto”.

12 7 Observações: Quando não existe restrições quanto à durabilidade.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Procedimento. b.2) Determinação do consumo de água do concreto (Cag): É feito em função da consistência e da dimensão máxima característica do agregado (Tabela 7): PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. deve-se utilizar o valor correspondente a sua especificação. na curva correspondente a resistência 32. apresentadas no item 5.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Procedimento. determinada na mesma forma do item 5. Se não possuir a resistência do cimento. Caso o cimento utilizado não seja o cimento Portland Comum.6. por exemplo. b. emprega-se as expressões propostas por Helene (1993). entrar no Gráfico 1. CP I 32. o fator a/c será determinado através de um gráfico em função da resistência de dosagem (fcj) (Gráfico 1 em anexo).1.6. b.2 .1 .1.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.12 8 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . A solução escolhida deverá ser aquela que conduza ao maior Mc. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.12 9 proporções e determinar a massa unitária compactada(Mc).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . c) O concreto é mais econômico quanto maior for a Dmax do agregado graúdo e menor abatimento do tronco de cone.2.Método do IPT/EPUSP 1) Estudo Teórico: 1.6. a R e durabilidade do concreto passam a ser únicas.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.1) Conceitos fundamentais: a) A relação água/cimento (a/c) é o parâmetro mais importante no concreto estrutural.2 . d) Correções assumidas como “leis de comportamento” : PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. b) Definida a/c e os materiais.13 0 5.

em (Kg/Kg). k5: constantes que dependem materiais. a/c: relação água/cimento em massa.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . (Kg/Kg). d.6) Notação: fcj: resistência à compressão axial à idade j. a: relação agregado miúdo seco/cimento. k1 k2 k3 k4.7) Diagrama de dosagem: PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.13 1 d.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. em Mpa. m: relação agregados secos/cimento. em (Kg/Kg). (Kg/Kg). p: relação agregado graúdo seco/cimento.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .13 2 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.

dc : massa específica do cimento.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . da: massa específica do agregado miúdo. · falta de argamassa ocasiona porosidade ou falha concretagem. ocasiona riscos fissuração. em massa). 1. · traço 1: 5 (avaliação preliminar em betoneira).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. a) Determinação do traço unitário: 1:a :p PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.1) Princípios: · 03 pontos são necessários para se obter o diagrama de dosagem. · excesso de argamassa.5 (confecção traço rico). maior custo. dp : massa específica do agregado graúdo. 2. · avaliação dos traços (1:m) (cimento: agregados secos totais. · traço 1: 3. medida em canteiro em kg/m3. medida em kg/m3. · traço 1: 6.2) Etapa 1: Determinação do teor ideal de argamassaα para o traço 1: 5 (teor ideal de argamassa na mistura: mínimo possível).2) Cálculo da resistência de dosagem: 2.5 (confecção traço pobre).13 3 Sendo: C : consumo de cimento por m3 de concreto adensado em kg/m3 d : massa específica do concreto. medida em kg/m3. medida em kg/m3.Estudo Experimental: 2.

PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. coesão e abatimento. d) Determinar o teor de argamassa ideal: · definição : colher de pedreiro. exsudação.1 .7. · moldar corpos de prova para rompimento.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . c) Pesar e lançar os materiais na betoneira (acréscimos sucessivos de argamassa: cimento + areia) sem alterar agregado graúdo . verificação vazios e falhas.7 CONTROLE DE QUALIDADE DO CONCRETO Baseado na NBR12655/1996 5.13 4 b) Determinar para cada a a quantidade material para abastecer a betoneira.Responsabilidade pela composição e propriedades do concreto: . · massa específica concreto fresco. · consumo cimento/m3 concreto. · consumo água/m3 concreto. e) realizar nova mistura com o traço 1:5 e o teor de argamassa ideal “definitivo”.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. e determinar as seguintes características: · relação a/c necessária para obter a consistência. 5. · slump test.Profissional responsável pelo projeto estrutural: · registro resistência característica concreto fck (desenho e memórias do projeto).

dimensão máxima agregado e outras propriedades de acordo com projeto e condições de aplicação. agregado graúdo (mesma dimensão máxima característica. Para cada tipo e classe de concreto colocado em uma estrutura realizar seguintes ensaios: . . . origem mineralógica e forma dos grãos) e as quantidades relativas dos constituintes do concreto (traço).).Procedimento e plano de amostragem: . aceitação do concreto. cuidados requeridos pelo processo construtivo. arquivada e preservada pelo prazo legislação vigente. durante toda construção.Verificar materiais no canteiro corresponde aos utilizados na dosagem: Cimento (mesma marca comercial e especificação).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .Quando dosado em obra: Pelo menos uma vez dia verificar colocação materiais na betoneira. retirada do escoramento.2 . tipo de cimento. armazenamento dos materiais constituintes. laudos e outros) devem estar o canteiro de obra.7. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. atuar em diferentes fases do processo de produção. 5. · documentação comprobatória NBR 12655 (relatórios de ensaios.13 5 · especificação de fck para etapas construtivas (retirada de cimbramento. . agregado miúdo (mesma granulometria).Controle da qualidade. relação água/cimento. · concreto preparado na obra é responsável pelas etapas de execução (dosagem. medidas dos materiais e do concreto e mistura) e pela definição da condição de preparo. Quando concreto usinado: coleta de amostras e reconstituirão do traço recém misturado.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. ajuste e comprovação do traço.Consistência abatimento tronco de cone (Slump Test) NBR 7223 ou Espalhamento tronco de cone (Mesa de espalhamento) NBR 9606.Responsável pelo recebimento do concreto: · proprietário da obra ou responsável técnico pela obra.Resistência à Compressão. consistência. aplicação de protensão ou manuseio de pré-moldados). · especificação requisitos correspondentes à durabilidade da estrutura e de propriedades especiais do concreto (consumo mínimo de cimento. etc.Profissional responsável pela execução da obra: · escolha modalidade preparo concreto. salvo concreto produzido em central. · escolha tipo de concreto. . . módulo de deformação estático mínimo na idade de desforma.

as pilhas não devem ter mais do que 10 sacos em altura (a não ser que o tempo de estocagem seja inferior a 15 dias. e) Transporte: Do local de amassamento para local de lançamento. Utilizar barracões. -Água: Não pode ter contaminação por materiais como açúcar. transporte. adensamento e cura) para que seja possível obter um concreto com as propriedades especificadas. Com os agregados miúdos devem tomar cuidado para que enxurradas carreiem as parcelas finas. centrifugação. de acordo com o projeto. bastante reduzido em locais de clima úmido. Durante o carregamento. Quanto à direção: horizontal. cloretos. evitar que o material contenha solos e outras impurezas. Pode ocorrer problemas durante o transporte: Hidratação do cimento.13 6 5.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . vertical e oblíquo. Atualmente maior parte do concreto é lançado em estrutura de edifícios pelo processo de bombeamento. b) Proporcionamento: Dde acordo com a dosagem em laboratório. absorção e trituração. Período médio de estocagem: 30 dias. evitando o contato direto dos sacos de cimento. réguas vibratórias. e) Lançamento: Colocar no ponto onde deverá permanecer definitivamente. abrigados da chuva e umidades excessivas. com estrados de madeira ou material equivalente. Pode ser de 60 dias em locais de clima seco. mesas vibratórias.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. cobertos e protegidos. ácido húmico. evitar que a pá ou lâmina da carregadeira trabalhem muito rente ao solo. a) Manuseio e estocagem dos materiais: -Cimento: Embalados em saco de papel. g) Cura PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. vibrador de forma e placa. f) Adensamento: Manual: Barras de aço (soquetes) e Mecânico: Vibrador. lançamento. c) Mistura: Manual ou Mecânica (Betoneiras). etc. admitindo-se pilhas de até 15 sacos de altura). evaporação.8 PRODUÇÃO DO CONCRETO A produção do concreto consiste em uma série de operações ou serviços executados e controlados (mistura. -Agregados: Evitar segregação durante o lançamento das pilhas. pilhas de diferentes materiais devem estar bem separadas para evitar misturas que venham a interferir nas proporções da mistura final.

fogo. fissuras por esforços mecânicos excessivos. bolores e vegetais).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. água pura. argila e silte. sais inorgânicos. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. variação térmica.13 7 5.9 PATOLOGIA DO CONCRETO a) Destruição do concreto armado por esforços mecânicos (limites de utilização. deformações excessivas).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . dimensionamento das juntas de dilatação. abrasão) ou biológicos (fungos. aditivos). →Ocorrências mais comuns de corrosão do concreto: . bactérias. físicos (retração hidráulica. concretos no mar ou em atmosferas marítimas. rupturas por choque. ácidos inorgânicos. b) Destruição da armadura do concreto armado sob a ação de agentes químicos ou eletroquímicos (corrosão da armadura).Concretos em solos agressivos. pavimentos de concretos não revestidos. gelividade. d) Depreciação do concreto por manchas e eflorescências. concretos em ambientes industriais. tubulações de esgotos sanitários. c) Destruição do próprio concreto (corrosão do concreto) sob a ação de agentes químicos (substâncias orgânicas.

como por exemplo: Palmeira. onde a rede cristalina é a celulose. Segregação (concreto lançado em queda livre ou quando ocorre falta ou excesso de vibração). Chochos (vazios internos). dotados de raízes.1 INTRODUÇÃO A madeira é um material leve. de alta resistência à tração. desde que as florestas sejam adequadamente manejadas). cujo processamento industrial requer baixo consumo de energia. Resistência menor que prevista nos cálculos (falta de tecnologia. Deformações geométricas (fôrmas mal feitas). Resiste bem aos esforços de tração e compressão. folhas e flores. de boa resistência mecânica e trabalhada facilmente. Reproduzem-se por sementes. isto é.2. pessoal desqualificado). e a matriz amorfa é a lignina. caule.1 – Classificação das Árvores: Estes vegetais botanicamente pertencem ao ramo dos Fanerógamos ou Esperamtófitos. de alta resistência à compressão. 6. CAPÍTULO 7 MADEIRAS 6. de pouco ou nenhum interesse na produção de madeira para fins estruturais.2 ORIGEM E PRODUÇÃO DAS MADEIRAS 6. É um material renovável.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . vegetais completos. etc.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. monocotiledôneas. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Compreendem as árvores tropicais. Bambu Palmito.13 8 e) Defeitos congênitos de execução do concreto armado: Bicheiras (superfície perfurada). (Tem a característica especial de ser renovável. classificando-se de acordo com sua germinação e crescimento em: a) Endógenas: De germinação interna (desenvolvimento se processa de dentro para fora).

de fora para dentro – Anéis de crescimento.13 9 b) Exógenas: De germinação externa. esta última denominação brasileira. geralmente. tem sementes (pinhas) descobertas.2) Angiospermas ou dicotiledôneas (hardwood): -Denominadas de frondosas.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . O desenvolvimento da árvore se processa pela adição de novas camadas concêntricas de células. -Compreende 35% das espécies conhecidas. lenho de madeira branca.500 espécies úteis: 50% frondosas tropicais e 15 % em zonas temperadas. com cerca de 400 espécies industrialmente úteis. -Abrangem 65% das espécies conhecidas. b. folhosas ou “árvores de madeira de lei”. largas (latifólios) e caducas. -Folhas perenes em forma de agulha. com 1. -Não produzem frutos. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.1) Ginospermas (softwood): -Classe importante das coníferas ou resinosas. Constitui grupo de árvores aproveitáveis para produção de madeira para construção. Estas árvores compreendem dois grupos: as Ginospermas e as Angiospermas. folhas aciculares e tem. -Sementes em frutose folhas achatadas. b.

A casca divide-se em: Casca Externa: Cortiça (outer bark) ou camada cortical (tecido morto) e Casca Interna: Líber (inner bark) ou floema (tecido vivo). Seiva elaborada. a. folhas. Não é atrativo aos insetos e outras pragas. a casca apresenta um tecido suberoso. Parte formada por células mortas e esclerosadas. as paredes das células impregnam-se por taninos. a) Casca: Responsável pela proteção da árvore contra agentes externos. -Isolamento termoacústico: (revestimento de paredes. Conduz a seiva bruta e seiva elaborada. o angico. o caule e a copa. -Raiz: Ancora a árvore no solo água (sais minerais): Seiva bruta.2 – Fisiologia (Partes componentes) e Crescimento das Árvores: Compõem uma árvore a raiz. de excessos de evaporação e dos agentes de destruição. mas é desaconselhável e antieconômico retirar todo o alburno (branco das árvores) como imprestável para a construção: Economicamente: . O cerne apresenta mais peso. dureza e durabilidade que o alburno. Protege o lenho. por exemplo. a cortiça. cai e é renovada. Nas folhas água e sais minerais. -Copa: Se desdobra em ramos. Situada entre a casca e o lenho. Seção útil do tronco para obtenção das peças estruturais de madeira natural ou madeira de obra. Em algumas espécies como o sobral. encontram-se as seguintes partes: Casca. no tronco. recheio de entrepisos). resinas e materiais corantes que obstruem os vasos e conferem ao cerne uma cor mais escura que o alburno. -Tronco ou caule: Sustenta a copa com sua galharia. Apresenta duas zonas distintas: c. Crescimento transversal: Anéis anuais de crescimento. lenho (alburno e cerne). -Não apresenta interesse como material de construção. -Folhas e outras partes verdes absorção do anidro carbônico e o oxigênio do ar.1) Cerne interior (heartwood): Cor mais escura que o alburno. medula e raios medulares (Figura 1). As alterações ocorridas no alburno vão formando e ampliando o cerne. c) Lenho: Núcleo de sustentação e resistência da árvore. Durante a alteração. a. É no câmbio que acontece a transformação dos açucares e amidos em celulose e lignina. flores e frutos. Quando é feito um corte transversal em qualquer ponto de uma árvore. -Solo água + sais minerais ( recolhidas através dos pêlos absorventes das raízes). Constituído por células em permanente transformação: O Tecido Meristemático.1) Cortiça: -Protege os tecidos mais novos do ambiente.2.6. -Seiva Bruta que sobe por capilaridade pela parte viva do lenho (alburno) até as folhas. b) Câmbio ou Camada Geratriz (cambium): Camada invisível a olho nu (fina e quase invisível camada de tecidos vivos). câmbio. entre outros. que desenvolve-se bastante. Nos anéis de crescimento se refletem as condições de desenvolvimento da árvore. a corticeira. -Racha. Veículo da seiva elaborada das folhas para o lenho do tronco. compacidade.2) Líber -Conduz a seiva elaborada a partir de substâncias retiradas do solo e do ar. principais constituintes do tecido lenhoso. Não tem importância para construção e é eliminada no aproveitamento do lenho.

2.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. 6. sendo um material mole e esponjoso e de cor escura. por ascensão capilar desde a raiz até a copa.3 COMPOSIÇÃO QUÍMICA DA MADEIRA A composição química da madeira não é definida de forma precisa para uma espécie de madeira ou mesmo para uma madeira específica.2) Alburno externo (sapwood): Parte formada por células vivas e atuantes. mesmo assim podemos afirmar que existem três componentes principais na madeira que são Lignina (18% a PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Resistência da árvore. e) Raios Medulares: São desenvolvimentos transversais radiais de células lenhosas cuja função é o transporte e armazenamento de nutrientes. Não possui resistência mecânica nem durabilidade. condução de sucos vitais e armazenamento de reservas nutritivas. impedindo que elas “trabalhem” de maneira exagerada frente as variações do teor de umidade.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .141 alburno 25-50% conforme a espécie e tecnologicamente: características mecânicas satisfatórias e impregnação fácil. é importante pois realizam uma amarração transversal das fibras. clima. 6. Efeito estético e decorativo. Sua presença. c. Tem a função de resistência e é condutor de seiva bruta. d) Medula (pith): É o miolo central do lenho. etc. pois esta composição sofre variações de acordo com diversos fatores como. tipo de solo. quando significativa.3 Estrutura fibrosa do lenho: Para sua sustentação. localização geográfica. Sua presença em peças serradas constitui um defeito.

-Ocorre intimamente associada à celulose e parece contribuir como um componente estrutural dos tecidos vegetais.Impermeável.3 Lignina: -Composto complexo aromático de alto peso molecular. tornando-a a mais importante matéria prima de origem vegetal disponível ao homem. enquanto que na hemicelulose são diversas dessas unidades que aparecem condensadas. de estrutura não definitivamente estabelecida. 6. -Divide-se em: Celuloseβe : Hemicelulose (Pequenas moléculas de polissacarídeos mais pectose e solúvel em soda cáustica) e Celuloseα (Base estrutural das paredes celulares. Hemicelulose e Celulose (65% a 75%). -Alto grau de polimerização. cor. Os elementos que compõem a madeira são mais ou menos os seguintes: Carbono (50%). como óleos. com resistência mecânica apreciável.1 Celulose (C6H10O5)n: -Polímero constituído por cadeias monoméricas glicosídicas. -São carboidratos que apresentam baixo grau de polimerização (<150 unidades). -Constitui cerca de 1/3 do material total produzido por todas as plantas coletivamente. madeira. insensível a umidade e às temperaturas habituais. incolor. taninos. Hidrogênio (5.3.3.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. 6.5%) e traços de muitos íons metálicos. fornece estrutura à madeira.142 35%). etc). PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. substâncias nitrogenadas. bambú. . encontrado na natureza (algodão. Oxigênio (44%). resinas. -A celulose é formada por repetições de unidade monomérica. açúcares. considerando peso da madeira seca. Existem outros componentes que estão presentes principalmente na forma de extrativos orgânicos e inorgânicos. considerados materiais poliméricos complexos. -Polímero tridimensional que apresenta composições diferentes para coníferas e folhosas (maior quantidade em coníferas do que folhosas). elástica e solúvel em H2SO4. 6. São os extrativos que conferem as propriedades organolépticas às madeiras: cheiro. -Conteúdo de hemicelulose em um vegetal arbóreo (25% a 35%). -Componente de maior importância nas paredes das células das madeiras. amidos. -Alta resistência à tração. forma fibras e possui regiões cristalinas e amorfas.2 Hemicelusose: -São polissacarídeos associados com a celulose e a lignina em tecidos vegetais. pouco elástica. não formam fibras e possuem somente regiões amorfas. gosto e também resistência ao ataque de fungos e insetos.3.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . insolúvel em soda cáustica e ácidos diluídos). sais orgânicos ácidos orgânicos (4% a 10%).

Identificação botânica: Uma segunda aproximação. Peroba dos campos (paratecoma peroba). etc. exemplares de folhas. sabor do lenho. 6.Encontrada na camada intercelular (middle layer): 25%.Atua como material “cimentante”. normalmente relacionada a uma característica predominante. No entanto.É uma resina natural amorfa que reveste externamente as paredes das células aglomerando-as em conjunto: 75%. Pau-marfim (aparência homogênea do lenho). está localizando-a no reino vegetal. vasos.Responsável pela alta rigidez da madeira. Ex. Pau-ferro(grande resistência mecânica).4 IDENTIFICAÇÃO BOTÂNICA Quando identifica-se botanicamente uma essência lenhosa. A coleta de elementos de identificação é possível determinar o gênero e a espécie do exemplar. como: configuração do tronco e copa. No atlas constam os elementos anatômicos típicos: grupamento.Identificação micrográfica: É cientificamente exata e baseada num estudo comparado da estrutura anatômica do lenho.20µm) de espessura: uma lâmina tangencial aos anéis de crescimento. Pinho do paraná (araucária augustrifolia). Existe três procedimentos para identificação das espécies lenhosas: -Identificação vulgar: É uma primeira aproximação. textura da casca. . Do pequeno prisma são extraídos três lâminas com 10 a 20 micrômetros (10 .Muitas propriedades físicas e mecânicas da madeira dependem da presença da lignina. .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. por um botânico especializado. examinadas em microscópio de 50 aumentos e comparadas com lâminas – padrão ou com um atlas de microfotografias. aspectos das flores e frutos. Não tem valor científico. frutos e sementes. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Mesmo nome para identificar duas ou mais espécies diferentes. etc. A espécie é identificada pelo seu nome vulgar. dimensões e forma das Células lenhosas.: Peroba-rosa (aspidosperma polyneuron). Conforme a região a mesma espécie tem nomes diferentes. de espécie para espécie. . . ligando os elementos estruturais das madeiras (fibras. Realizada por conhecedores com prática adquirida. Procedimento: Retira-se do lenho do exemplar a ser identificado um prisma 1 x 1 x 4 cm perfeitamente orientado em relação às fibras. ainda que botanicamente afins. onde a constituição varia de gênero para gênero e. . traqueídeos. pois estão registradas e colecionadas fotografias das espécies em diferentes estágios de crescimento. são nomes sugestivos que traduzem um conhecimento íntimo da espécie: Açoita-cavalo(resistência dinâmica elevada (tenacidade). outra no sentido radial e a terceira no sentido longitudinal – axial das fibras. Exige confrontações com atlas de herbários.143 . Estas lâminas são dessecadas.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Prende-se a características notáveis da espécie. . determinando sua família. flores. gênero e espécie.). coloridas. em vários casos.

5. 6. Aparelhamento das peças.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. →Pode ser descascada ou decortiçada. Serras traçadoras manuais e mecânicas.5 PRODUÇÃO DA MADEIRA A produção das madeiras de obra (peças de madeira natural serradas) inicia-se com o Corte e desenvolve-se na Toragem. →Abrir um “talho” ou “barriga”. o corte das árvores é feito sempre precedido de um levantamento dendrométrico. Na exploração bem conduzida de reservas florestais.2) Toragem e Falquejamento: →Árvore é desgalhada e traçada de 5 a 6 m.144 6. Desdobro. → Pode ser “falquejada”: Retirar 4 costaneiras a machado ou à serra→Seção fica grosseiramente retangular (Figura 2).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Cunhas.1) Corte: Em épocas apropriadas: inverno (Brasil meses sem “ r ”). PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. →Material usado: Machado do lenhador. →Lado seco da árvore onde o lenho é mais resistente ( lado dos ventos predominantes→ Corte de traçador pelo lado oposto. jiraus. alavancas. Falquejamento. evita que o tronco fendilhe ou tombe sobre o operador. 6. para que exista um aproveitamento econômico adequado.5.

não racham facilmente e apresentam maior uniformidade na secagem. Pranchas de melhor qualidade. . Com uma só lâmina ( serras americanas ou serras centro) e com várias lâminas paralelas ( serras francesas).Desdobro radial: Pranchas normais aos anéis de crescimento. Melhora resistência ao desgaste da madeira.4) Aparelhamento das peças: Obtenção de peças nas bitolas comerciais por serragem e resserragem das pranchas. Obs. de de de ou Tipos de Desdobro: .3) Desdobro (ou desdobramento): Operação final na produção de peças estruturais madeira bruta. Nomenclatura e dimensões da madeira serrada estão fixadas na PB5 da ABNT: Madeira Serrada e Beneficiada.Desdobro normal: Pranchas paralelas aos anéis de crescimento.: Madeira Bruta. Não é usado em larga escala. 0 cm.5. Serrada e Beneficiada: Bruta é a tora propriamente dita ou a falquejada.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Serras fitas alternadas ( serras de engenho). As peças cortadas desta forma empenam menos. Tem a desvantagem de exigir mais mão-de-obra e perdas muito maiores de material (Figura 4).145 6. Obtenção de pranchões “coucoeiras” (Espessura > 7. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.5. Realiza-se nas serrarias com utilização de: Serras de fitas contínua. Proporciona economia de manufatura e pouca perda de material. Largura > 20. É o processo mais utilizado (Figura 3).0 cm).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Dá acabamento quase uniforme e maior resistência estrutural. Ressalta o desenho dos veios. 6.

rodapé. prancha. b) Fendas→Pequenas aberturas radiais no topo das toras ou peças (movimentos ou secagem). lambri. Peças com vento tem uso proibido para estrutura. Acontece. Influência dos nós no desempenho das peças depende de: tipo. O critério de classificação dos defeitos .: taco. ripa. b) Desvios de veio e fibras torcidas→Desvio de veio: Devido ao crescimento acelerado de fibras periféricas enquanto o crescimento interno é estacionário→árvore jovem. →Tração axial: sem efeito (são alinhadas/eixo das fibras). →Fibras torcidas: Devido a uma orientação anormal das células lenhosas. permite distinguir os quatro grupos seguintes: 6. separações com descontinuidade entre fibras ou entre anéis de crescimento.1) Defeitos de Crescimento→Alterações no crescimento e estrutura fibrosa.: tábuas. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. c) Ventos: Durante a vida do vegetal ocorrem paralisações de crescimento e golpes (de vento) ou ações dinâmicas. meia-cana). São os defeitos de secagem mais freqüentes. mas depende da sua posição/ plano neutro. tipo de solicitação. etc. conforme as causas de sua ocorrência. Os desvios de veio e fibras torcidas prejudicam a resistência das peças (acentuam a anisotropia) e são responsáveis pelos empenos em forma de arco ou hélice.). f) Curvatura lateral→ Encurvamento lateral das peças. São deslocamentos. e) Curvatura→Encurvamento longitudinal ( secagem ou defeito de serragem). transformando-os em forma e dimensão compatível para uso na construção civil (Ex.146 Serrada é a peça que passou por vários desbobros. d) Abaulamento→Empenamento no sentido da largura (secagem). c) Fendilhado→ Pequenas aberturas ao longo das peças ( secagem). 6.2) Defeitos de Secagem→Secagem mal conduzida. vivos ou mortos.6. Conseqüência das tensões diferenciais criadas as peças devido à retratilidade desigual entre as camadas periféricas e internas durante a secagem. assoalho. →Cisalhamento: redução da seção resistente: muito prejudicável. 6. Ocorre durante variações de umidade que provoca tensões internas. Devidos a retratilidade da madeira durante os processos de secagem natural ou artificial. a) Rachaduras→Grandes aberturas radiais no topo das toras ou peças (mecânica ou secagem).6 DEFEITOS São anomalias em sua integridade e constituição que alteram o desempenho e as propriedades físico-mecânicas. geralmente. que foram envolvidos por novas e sucessivas camadas de crescimento do lenho. próximo às raízes. dimensões e número. localização na peça. vigote. Distribuições do lenho segundo uma espiral em torno da medula.6.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . a) Nós: Resultante de ramos da árvore primitiva.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. A beneficiada é a peça que passou por vários desdobros e por um processo de molduragem em máquinas especiais (Ex. sarrafo.

Tratamentos de prevenção e preservação: .Mofos e manchas (azulamento). rachas). → Abate e derrubada das árvores: fraturas.6. Facilita os processos de preservação e tratamentos ulteriores. A durabilidade natural depende: da própria natureza do material e dos fatores externos. Desenvolvimento da secagem: 1) Evaporação da água livre ( vazios capilares) →sem retração. →Ataque de predadores (fungos e insetos).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . 2) Evaporação da água de impregnação (paredes das células) até atingir o ponto de saturação ao ar→ retração. insetos xilófagos.7 SECAGEM Necessidade de obtenção de grau de umidade nas peças de madeira compatível com o ambiente de emprego. Degradação de sua qualidade. 6.Inspeção regular das peças.Ventilação adequada ( baixar a umidade. → Secagem artificial : Espécie lenhosa e teor de umidade dela conhecidos.147 6. etc. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. . insetos. ..Madeiras com alta durabilidade natural ( extrativos). 6. ação da luz e chuvas : Reduzem a seção resistente das peças estruturais e agravam os defeitos já existentes. furadores marinhos. Para evitar o aparecimento das conseqüências da retratilidade (empenos. fendas e machucadeiras.6. pintura). substituição se necessário.) .3) Defeitos de Produção→Desdobro e aparelhamento das peças. Vantagens da secagem: Diminuição do peso. Melhora a estabilidade dimensional e a resistência mecânica. Secagem natural e em estufas: →Secagem natural : realizado em pátios junto a serrarias.8 PRESERVAÇÃO Durabilidade: É a resistência que as madeiras apresentam aos agentes de alteração e destruição de seu tecido lenhoso: fungos. fungos e destruidores. fibras cortadas. radiações UV.Produtos preservadores ( impregnação. rachaduras. 6.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. → Desdobro e serragem das peças: cantos esmagados. Aumento da resistência aos agentes de deterioração.4) Defeitos de Alteração→Agentes de deterioração . Os processos de preservação aumentam a durabilidade.

-Remoção das cascas e cortiças: melhora a permeabilidade aos impregnantes e remove o veículo preferencial dos insetos. Necessitam as mesmas condições ambientais de desenvolvimento que os fungos. → Processos de impregnação sob pressão reduzida: Aproveitamento de pressão naturais: atmosférica. → Crustáceos e moluscos: Alimentam-se de celulose em madeiras imersas. Método usado para postes. aspecto esponjoso. →Tratamento prévio: -Secagem a um teor adequado de umidade: facilita e impregnação. Processos de impregnação sob pressão reduzida e Processos de impregnação sob pressão elevada. → Insetos: Larvas de caruncho se alimentam da celulose e minam extensas galerias no tecido lenhoso. furacões e entalhes (peças estruturais). temperatura em torno de 20o C e teor de umidade acima de 20% para sobreviver e proliferar eles. -Processo de substituição da seiva : Para tratamento de postes. As peças são imersas (em pé) até a altura conveniente num recipiente contendo uma solução salina concentrada. Bastante efetivo. moirões e pontaletes roliços quando ainda verdes. → Processos de impregnação superficial: Pinturas superficiais ou imersão das peças em preservativos adequados. 6.1) Deterioração: → Fungos: Comem o carbono dos carboidratos do tecido lenhoso pela ação de enzimas. → Luz solar (UV) : Espessura deteriorada de 1 mm em 20 anos. secagem adequada (evitar as fendas) e tratamento de preservação ( antifungicidas). Precisam de oxigênio atmosférico.8. Depois do aquecimento até a temperatura de ebulição da água (4 horas).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . →Bactérias: Provocam uma decomposição química da madeira por oxidação ou redução.2) Principiais processos de preservação: → Classificados segundo a profundidade da impregnação: Processos de impregnação superficial.148 6.8. capilar e osmótica. hidráulica. Peças são transferidas rapidamente para um outro recipiente contendo o mesmo impregnante frio (20-30 minutos). fendilhada. Recomendados para peças de madeiras secas destinadas a ambientes cobertos. Cupins: usam a madeira como abrigo e alimento. -Resserragem. cruzetas. se a altura de imersão ultrapassar a linha de afloramento das peças quando enterradas no solo. A madeira se apresenta com mudança de coloração. aramados. Penetração é forçada pela aspiração do impregnante pelo vácuo relativo que se formou nos vazios da madeira com a evaporação da água e expulsão do ar aquecido. O impregnante sobe pelo alburno por pressão capilar PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. -Desseivagem. -Processo de dois banhos ou de banho quente e frio: Peças são imersas num tonel contendo o impregnante. protegidos e sujeitos a fracas variações higrométricas. evita a formação de fendas e esteriliza (estufa). desdobro em época apropriada. Prevenção: Eliminar um dos fatores citados anteriormente.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Imersão em solução preservativa ( mesmo rápida) será sempre mais efetiva do que uma simples pintura superficial e proteção de 2 a 3 mm (resiste ao ataque de insetos e pequenas fendas de secagem).

diluídos em óleo. -Banho com o imunizante sob alta pressão. Vácuo final (30 min): retirada do excesso de preservativo.Alta difusibilidade através dos tecidos lenhosos. dormentes de via férrea e pilares de madeira.). -pentaclorofenol diluído em óleo.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . 3) Creosoto: -Fração de destilação do alcatrão ( hidrocarbonetos. Preservativos óleos (creosoto) e aquosos ( a frio). Ex. cromo e boro (CCB). ácido bórico e bórax (GB). Diluídos em um solvente (água ou óleo de baixa viscosidade).: pontaletes roliços de 15cm de diâmetro e 3cm de comprimento→6 semanas. .Fosfatos de monoamônia e diamônia. . inseticidas ou anti-moluscos). Devem apresentar as características seguintes: .3) Principais produtos de preservação: São produtos tóxicos ou de contato (fungicidas. -Processo Reupig: Pressão inicial (3 atm.) a seco ( 90 min. fenol e derivados aromáticos). Propriedades que podem ser acrescentadas: impermeabilização. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Banho preservativo em alta pressão (10 atm.Segurança para os operadores. 3 horas. insetos). -Processo Bethel: Vácuo Inicial durante 2 horas (retirada do ar e umidade do tecido lenhoso).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.Aplicados na superfície ou por impregnação sob vácuo. 3 horas. . 6. retardante de fogo. -Não é usado no interior das construções: cheiro forte. . .149 e osmose substituindo a seiva e a umidade do lenho à medida que as mesmas evaporam na secagem.Alta toxidez aos organismos xilófagos ( fungos. Vácuo final para expulsar o excesso de preservativo.Estabilidade. . 2) Soluções de sais solúveis em óleo: -à base de zinco e cobre. -Preservativos orgânicos (óleo).8. à base de cobre. cromo e arsênio (CCA). → Processos de impregnação em autoclave: São processos mais eficientes p/ produção industrial de postes para redes de transmissão e distribuição de energia elétrica. Classificação: 1) Soluções de sais hidrosolúveis: à base de cobre. temperatura 90-100oC.Incorrosível para metais e a própria madeira. à base de cobre e arsênio em solução amoniacal (ACA).) temperatura 90/100oC. Processo é lento e em função de condições de tempo que regulam a secagem. * A madeira deve ser pintada depois do tratamento. cruzetas. sulfato de amônia. O imunizante vai difundir no tecido lenhoso por osmose.Alto grau de retenção nos tecidos lenhosos. -Processo de impregnação por osmose (madeira verde): Aplicação na superfície das peças (acima e abaixo da linha de afloramento) de uma espessa camada gelatinosa de imunizante concentrado com uma bandagem de plástico impermeável. inibidoras de retratilidade. → Retardantes de chamas .

150 .9. que se atraem mutuamente e também atraem moléculas de água. Ex. 6. o tecido lenhoso se encontra saturado de água. polietileno-glicol (PEG). -OH.: anidrido acético.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. apresentam numerosos grupos hidróxilas. → Estabilizantes dimensionais . Após o corte da árvore.PROPRIEDADES FÍSICAS E ENSAIOS FÍSICOS a) Umidade: Objetivo: Tanto a holocelulose como a lignina que compõem a parede celular da madeira.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . .Aumentam a temperatura mínima de ignição da madeira e diminuem a velocidade de propagação do fogo. a madeira perde lentamente a água até atingir um conteúdo de umidade de equilíbrio com PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.Diminuir os movimentos da madeira ( retratilidade). .Incorporados (se possível) com o preservativo. Figura 5: Localização na tora das seções onde são marcados os corpos de prova e marcação dos corpos de prova nas seções da tora.9 PROPRIEDADES FÍSICAS DAS MADEIRAS E ENSAIOS FÍSICOS Extração de corpos de prova da tora de madeira: Para caracterização de uma espécie demadeira ou para o conhecimento das propriedades de uma espécie de determinado local. 6. Quando vivo.Colocando moléculas que vão substituir a água contida entre as microfibras das paredes das células lenhosas.1 . devem ser escolhidas 3 toras de madeira de onde serão retirados os corpos de prova para os ensaios (Figura 5).

com o aparecimento de contrações volumétricas (Figura 7). independentemente da espécie considerada.5g/cm3. Quando uma peça de madeira verde é seca. assim torna-se imprescindível a sua determinação antes de cada ensaio. as características mecânicas da madeira variam com o peso específico da madeira. A partir deste ponto.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .água de adesão ou impregnação. A maioria das propriedades mecânicas variam com o teor de umidade da madeira. a densidade pode variar desde 0. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. provocaremos a evaporação da água que satura as paredes das células. apresenta umidade em seu interior sob três formas: . A madeira quando verde. 1997). b) Densidade ou Peso Específico Aparente A “densidade básica” da madeira é definida pela NBR 7190. A densidade da substância que compõe a parede celular é da ordem de 1. O ensaio é feito de acordo com o Anexo B (NBR 7190. O fim da evaporação dessa água de capilaridade assinala um ponto característico denominado “ponto de saturação” ao ar (“fiber saturation point” ou “point de saturation a l`air”). o ponto P do gráfico.1g/cm3 (Aroeira do Sertão). sem que o volume inicial diminua. Como dentre as espécies conhecidas.151 as condições do ambiente. como sendo a massa específica convencional obtida pelo quociente da massa seca pelo volume saturado. parte ou toda a água de capilaridade pode ser removida. .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. processos exatos. Conclui-se que as madeiras mais leves contém mais espaços vazios que as madeiras mais pesadas.água de capilaridade ou embebição.20g/cm3 (Balsa) até 1.água de constituição. c) Retratibilidade A retratibilidade é o fenômeno de variação dimensional que ocorre com a madeira quando há uma alteração no seu teor de umidade. Como na caso da umidade. O ensaio é feito de acordo com o Anexo B (NBR 7190. caso se continue a secagem da peça. 1997). .

. Madeira completamente seca .Contração volumétrica total (CVT): Por definição é a perda em porcentagem do volume de madeira. pois a água de impregnação encontra-se infiltrada nos espaços existentes nas espirais constituídas de grandes cristais (fibrilas) e quando a madeira perde essa água.Ponto de saturação ao ar : É o ponto acima do qual a madeira não varia mais o seu volume e sua resistência com o aumento da umidade. Este ponto é obtido pelo quociente entre a contração volumétrica total e o coeficiente de retratibilidade. 3. ocorre quando a madeira ganha água. O valor da CVT indica aproximadamente a aptidão da madeira apresentar fendas de retração ao secar. A contração volumétrica pode ser alcançada de duas maneiras: diretamente pela medida do volume ou indiretamente. O fenômeno inverso (inchamento). é o mais usual. representa o coeficiente angular da reta OP da Figura 7 . onde o teor de umidade da madeira está acima do “ponto de saturação do ar”. Madeira verde. baseado nas contrações lineares. .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . passando do ponto de saturação ao ar até o ponto de completamente seco. 6. Tanto a contração volumétrica quanto a linear são medidas em 3 teores de umidade característicos: 1.152 Essas contrações são maiores no sentido radial e tangencial. Madeira seca ao ar . onde o teor de umidade da madeira está em equilíbrio com a umidade do ambiente (entre os pontos A e B do gráfico). Essa aptidão é também caracterizada por um valor elevado na relação entre as contrações tangencial e radial. segundo as direções normais ao eixo longitudinal das células . Das medidas das contrações volumétricas resultam os seguintes dados sobre a retratibilidade da madeira: . PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. (Figura 7) 2.Coeficiente da retratibilidade volumétrica: Ou porcentagem da variação de volume para a variação de uma unidade na porcentagem da umidade. perde espaços que tendem a se aproximar devido a força de coesão. Este coeficiente indica a maior ou menor propensão da madeira de se deformar em função das variações de umidade.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. O procedimento direto (medida do volume).10 PROPRIEDADES MECÂNICAS E ENSAIOS MECÂNICOS a) Umidade.

p) Resistências das emendas dentadas e biseladas. f) Compressão normal às fibras.3) Madeiras aglomeradas (Chipboard): Fragmentos menores são aglomerados com cimentos minerais ou resinas sob pressão variada. 6.153 b) Densidade.11.4) Madeiras reconstituídas (Fibreboard): o tecido lenhoso é reduzido a uma polpa de fibras dispersadas que são reaglomeradas sob pressão com resinas. Anisotropia e Dimensões limitadas. k) Dureza. 6.11 MADEIRAS TRANSFORMADAS: Tem o objetivo de atenuar e até eliminar as características negativas das madeiras: Heterogeneidade.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . 1997). 6. 6. d) Compressão paralela às fibras. e) Tração paralela às fibras.11.2) Madeiras laminadas compensadas ou contreplacados de madeira (Plywood): Lâminas finas coladas umas sobre as outras de maneira que as fibras de uma se disponham normalmente às das lâminas vizinhas. No final deste capítulo encontra-se em anexo os métodos de ensaio para determinação das propriedades das madeiras citadas anteriormente (NBR 7190. 6.1) Madeiras laminadas (Laminated Timber): Associação de tábuas de fraca espessura por colagem.11. h) Cisalhamento. g) Tração normal às fibras. m) Embutimento. o) Tração normal à lâmina de cola.11. l) Resistência ao impacto na flexão. c) Estabilidade dimensional. n) Cisalhamento na lâmina de cola. As madeiras transformadas são reaglomeração de fragmentos cada vez menores do lenho original. i) Fendilhamento. j) Flexão. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .154 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.

finas.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. cimento Portland. grès porcelânico.Óxidos cerâmicos puros. Cerâmicas avançadas. novas: .155 ANEXO CAPÍTULO 8 MATERIAIS CERÂMICOS CERÂMICAS: Cerâmicas Tradicionais: Produtos das indústrias dos silicatos.Impermeáveis: vidros de silicatos. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .Porosas: produtos das argilas. .

. matéria orgânica.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . .Cerâmicas magnéticas. .1.005 mm. magnésio. com alta plasticidade quando úmidas e que. 7. b) Argilo-minerais: Silicatos hidratados de alumínio. Classificação de Grim para os argilo-minerais: PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Duros. . Não existe duas jazidas de argila rigorosamente iguais. Constituídas de partículas cristalinas extremamente pequenas formadas por um número estrito de substâncias: os argilo-minerais (uma argila pode ser constituída por um ou mais argilo-minerais). condutoras.Carbetos. ferro e magnésio. quando secas.Materiais de cerâmicas.1) DEFINIÇÕES: a) Pedras Artificiais: Materiais que substituem as pedras em suas aplicações ou têm aparência geral semelhante. .Cermet. supra-condutoras. formam torrões dificilmente desagregáveis pela pressão dos dedos".156 . secagem.Materiais de cimento. →Definição científica: Associação entre elementos metálicos e elementos não-metálicos geralmente por ligação iônica. Resultantes da degradação das rochas sob a ação da água e gás carbônico.Refratários alto desempenho.1. semi-condutoras.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. e cozedura das argilas ou de mistura contendo argilas. etc. b) Cerâmicas: Pedra artificial obtida pela moldagem.Cermpolímero. . mica. etc. São isolantes elétricos e térmicos. . mais elementos alcalinos e alcalino. 7. .Boretos. "As argilas são compostas por partículas coloidais deΦ < 0. .Vidro-cerâmicas. óxido de ferro.Vidros especiais. Possui grande durabilidade (alta temperatura de fusão).1 MATERIAIS CERÂMICOS 7.2) AS ARGILAS: a) Definição: Materiais terrosos que quando misturados com a água apresentam alta plasticidade. sol-gel. segundo a ABNT.Peneiras moleculares.terrosos e sílica. . alumina. mas frágeis.

argilas aglomerantes aluminosas.Argilas magras: mais porosas e frágeis (argilo-minerais ricos em sílica). mas porosa. → Nas camadas sedimentares. → Sílica livre (areia) .Estrutura lamelar: camada mista de silicato e hidróxido de alumínio . d) Tipos de Argila: → Argilas de cor de cozimento branca: caulins e argilas plásticas. . → Argilas residuais: Encontradas no local onde se originou. mica e feldspato→ cerâmica branca.Alongada: Grupo da aloisita.Cor avermelhada.Estruturas em cadeia: Grupo da atapulgita. .De duas camadas (difórmicos): .Alongada: Grupos da saponita e da montronita. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. como resultado da decomposição superficial das mesmas. → Argilas para materiais cerâmicos estruturais.Argilo-mineral mais simples . → Nos veios e trincas das rochas. c) Tipos de Depósitos de Argila: → Na superfície das rochas.157 →Amorfos: Grupo das alófanas.Eqüidimensional: Grupo da caulinita. . →Cristalinos: .Reduz a plasticidade e retração.Eqüidimensional: Grupos da montmorilonita e da vermiculita. → Argilas para a produção de grés.De três camadas ( trifórmicos) : Rede expansiva: . → Argilas refratárias: caulins. Rede não expansiva: Grupo da ilita. se deformam muito no cozimento (argilo-minerais ricos em alumina). Mais rica em argilo-minerais e menos rica em quartzo e restos da rocha de origem: caulins secundários→ cerâmica vermelha. .De camadas mistas regulares: Grupo da clorita .Aumenta a brancura. .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. onde foram depositadas por vento e chuvas.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . e) Componentes: → Caulim: caulinita ( pó branco) misturada com outros elementos. → Argilas sedimentares: Depósito fica longe da rocha de origem. Secagem→alta retração → Óxido de ferro . da sepiolita e da paligorsquita.Diminui a plasticidade e refratariedade. foi transportada: Pela água: estratificada e pelo vento: não estratificada. amarelas ou vermelhas.Argilas gordas: plásticas. Caulins (primários) ricos em quartzo.Úmida→muito plástica . → Classificação conforme a maior ou menor quantidade de colóides: . . . .

Água de plasticidade ou adsorvida: adere à superfície das partículas coloidais.Água de capilaridade.1) Plasticidade: Propriedade que um sistema possui de se deformar pela aplicação de uma força e de manter essa deformação quando a força é retirada.Água de constituição: pertence à rede cristalina. Resulta das forças de atração entre partículas de argilo-minerais e a ação lubrificante da água entre as partículas lamelares. → Feldspatos ( fundentes) . f) Propriedades das Argilas: f.Reduz a plasticidade e resistência mecânica. → Alumina livre ( óxido de alumínio) . resistência e impermeabilidade. mas melhora a sinterização. forças de atração que podem ser anuladas se a película de água entre as lamelas é excessiva. . . livre ou de poros: preenche os poros e vazios. → Limite de Plasticidade (LP): Teor de água expresso em % de argila seca à 110 ºC de uma massa plástica de argila. .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .Diminui a resistência mecânica.Aumentam a massa específica.Dá a cor escura das argilas antes do cozimento. → Água . quando agitada ligeiramente.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. acima do qual a massa flui como um líquido. .158 . → Compostos cálcicos (sais) . .Aumenta a refratariedade. → Índice de Plasticidade: PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. → Matéria orgânica . acima da qual a massa pode ser enrolada em cilindros com 3 à 4 mm de diâmetro e 15 cm de comprimento.Reduzem refratariedade e plasticidade. Argilas que não podem formar esse cilindro com nenhum teor de água são consideradas como não plásticas.Dão eflorescências.Diminuem a plasticidade e o ponto de fusão. porosidade e retração. → Limite de liquidez ( LL): Teor de água expresso em % de argila seca a 110 ºC.Aumenta a plasticidade. .

A retração é proporcional ao grau de umidade. .Decomposição dos hidróxidos.Calcinação dos carbonetos→ óxidos. → A partir de 300-400 ºC: Perda da água adsorvida: A argila se enrijece.2) Retração: →Secagem: Evaporação da água.Combustão da matéria orgânica. .Decomposição dos sulfetos. É necessário controlar a velocidade de evaporação a fim de que ela seja no mínimo da ordem de grandeza da velocidade de difusão da água. → Entre 800 e 950 ºC: .2) Sinterização (queima): → Até 110 ºC: Evaporação da água de capilaridade e amassamento.3) Secagem e sinterização: f.Decomposição da pirita FeS2→Fe2O3 (cor).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . f.159 A Plasticidade depende do tipo e percentagem dos argilo-minerais. do tamanho e forma das partículas. Observação: A espessura da peça tem influência na secagem. A superfície seca antes do interior e se retrai. A distância entre as partículas diminui. . → Retração não é uniforme→ bloco pode se deformar. .Perda da água de constituição. f. É feito o controle da temperatura. A secagem no interior da peça ocorre pela difusão da água até a superfície onde acontece a evaporação. f.3. Ocorre tensão diferencial.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.3. composição da argila e ao tamanho das partículas. . também aumentam a retração. → Entre 600 e 800 ºC: .1) Secagem: Evaporação da água→retração.Transformação alotrópica do quartzo α→ β (573° C). .Fatores que aumentam a plasticidade. Se a velocidade de evaporação é maior do que a velocidade de difusão da água do interior da peça até a superfície. ocorre a retração. umidade e fluxo de ar. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. ocasionando fissuras e deformação da peça. da capacidade de troca de íons e da presença de outras substâncias.

→ Baixa resistência à tração: Fratura frágil. -Cerâmicas com baixa sucção→ argamassa “firme”. Outras propriedades: -Mau condutor elétrico e térmico. assim como os feldspatos. a queima. Absorção ou porosidade aparente: Percentagem de aumento de peso que a peça apresenta após 24 horas de imersão de água. mas péssimo absorvente acústico. dos constituintes. formam uma pequena quantidade de vidro que aglutina os demais elementos dando após o resfriamento dureza. resistência e compactação ao conjunto. Sucção: -Cerâmicas com alta sucção→ argamassa plástica com alto teor água/cimento. etc. A sílica de constituição e a das areias. A qualidade de um artigo cerâmico depende da quantidade de vidro formado: é ínfima nos tijolos comuns e. -Desagregação das cerâmicas: PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Absorção de água depende da compactação. poros internos. → Dureza.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. grande nas porcelanas. -Bom isolante acústico. Formação e propagação das fissuras através da seção transversal do material numa direção perpendicular à carga aplicada. resistência ao desgaste: depende da quantidade de vidro formado.160 →A partir de 950 ºC: Início da vitrificação ( sinterização). Microfissuras na superfície e na massa. contornos de grãos amplificam a intensidade das cargas aplicadas e facilitam a propagação das tensões.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .

. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.5) FABRICAÇÃO DA CERÂMICA: Segue os seguintes passos: . . -Fogo: Resistência à compressão diminui quando a temperatura aumenta por causa das tensões diferenciais criadas pela dilatação desuniforme dos componentes. b) Materiais cerâmicos de baixa vitrificação.Moldagem. d) Refratários.161 → Agentes físicos: -Umidade e vegetação: Depende da porosidade. Profundidade. c) Materiais cerâmicos de alta vitrificação: .Materiais de grès cerâmico. Umidade. . → Agentes mecânicos: -Baixa resistência á flexão→ uso em “compressão”. → Características do barro relacionadas com a aplicação: Teor de argila.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . → Remoção da camada superficial (grande porcentagem de matéria orgânica).1. Má aparência. → Topografia do local (facilidade de acesso).1. -Devem ser resistentes aos choques (transporte).Lavagem de sais solúveis. → Profundidade máxima.4) CLASSIFICAÇÃO DOS MATERIAIS CERÂMICOS USADOS NA CONSTRUÇÃO: a) Materiais cerâmicos secos ao ar.Exploração da jazida ( extração do barro). Granulometria. → Características geológicas (equipamentos adequados). etc. .Fermentação da matéria-orgânica. 7. . . a) Exploração da jazida: → Localização (em relação à indústria e centro consumidor). → Agentes químicos: Sais internos são dissolvidos pela umidade e podem recristalizar na superfície: eflorescência. 7.Preparação da matéria-prima.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Deslocamento e queda de revestimento.Vitrificação especial (às vezes).Materiais de louça.Cozimento. Exemplo: Matéria orgânica→↑ porosidade Carbonato de Cálcio e compostos sulfurosos→fendas b) Preparação da matéria-prima: →Sazonamento (ou apodrecimento da argila: exposição às intempéries): .

xícaras. tubos cerâmicos.1) Moldagem com pasta fluída: → 30 à 50 % de água. → Processo pode ser acoplado com uma câmara de vácuo:↓ porosidade. → Necessidade de corrigir o teor de argila.Cerâmica fina: eliminação dos grãos graúdos por lavagem sedimentação e filtração. ↑ tempo de secagem. . formando uma fita uniforme e contínua.a solução é colocada em moldes porosos de gesso . c. tijolos brutos. c. . pratos. quebradiça e absorvendo muita umidade. c) Moldagem: → Operação que vai dar a forma desejada à pasta cerâmica. → Tijolos.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .Desagregação dos torrões. . através de um bocal apropriado.162 . . depois a coluna é cortada no comprimento desejado. → Moldes de madeira ou torno de oleiro ( manual ou automático).2) Moldagem com pasta plástica mole ( branda): → 25 à 40 % de água . ↑contração na secagem e deformação. → Telhas: extrusão e depois moldagem em prensas. →Processo de extrusão: forçar a massa a passar sob pressão. →Eliminação das impurezas grosseiras (sedimentação.). c. →Loteamento do barro: Correção para dar à mistura a constituição desejada relacionada à aplicação. ↓ consumo de energia. peneiramento: para a obtenção de partículas menores.quando seca.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. refratários. tijoletas.Proporciona a homogeneidade. etc.a água é absorvida e a argila adere às paredes . →Amassamento e mistura: Adição da água ou não. louças sanitárias. telhas. → Maceração: Desintegração.Prepara a pasta para a moldagem. trituração. → Acrescentando-se mais água: ↑ facilidade de moldagem. → Processo de barbotina: . . a peça se retrai e se descola → Porcelanas.Adição de areia fina ou argila já cozida e depois moída: diminuir a retração. peças para instalação elétrica e de formato complexo.Oxidação de piritas (sulfeto de ferro).3) Moldagem com pasta plástica consistente (dura): →15 à 25 % de água. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. → Vasos. Observação: uma argila muito magra ( com poucos colóides) se tornará muito porosa. centrifugação.

Peças de precisão. → Desgaste da estrutura ( ciclos de queima-resfriamento). → Custo de instalação pequeno → Facilidade de execução. . → Rendimento máximo. →Ladrilhos. e) Cozimento: → Vitrificação→coesão. . isoladores elétricos. e. → Desvantagens: . .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . pisos.1) Fornos intermitentes: Cozimento de um lote de cada vez.163 c. Geração de tensões internas diferenciais. 1) Forno de meda 2) Forno intermitente comum 3) Forno intermitente de chama invertida 4) Forno de mufla 5) Forno combinado PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. → Compactação com prensas: 5 até 700 Mpa.Simplicidade das operações e produção em massa. .Limitação dos formatos. .4) Moldagem a seco ou semi-seco: → 5 à 10 % de água. tijolos e telhas de qualidade superior.Tempo de secagem reduzido. d) Secagem: → Objetivo: Evaporar a maior quantidade possível de água antes da queima.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.Peças de muito boa qualidade (não tem bolhas). refratários. . → Vantagens: .Evaporação da água dos poros ( sem retração) seguida por . azulejos.Alto rendimento e pouca deformação.Elevado consumo de combustível e de mão-de-obra. d) Secagem por radiações infra-vermelhas: . Deformação da peça e fissuras. Velocidade de evaporação = velocidade de difusão. .Investimento elevado. peças delgadas.Pouco usado→ custo.Evaporação da água adsorvida→ retração → Necessidade de controlar a secagem: Se a velocidade de evaporação da água é superior à velocidade de difusão da mesma do centro para a superfície da peça. →Uniformidade das temperaturas no interior do forno. diminuindo as perdas por irradiação.

Cor: de pouca importância.Homogeneidade da massa com ausência de fendas. → Cozimento 900-1000° C.-3) Fornos contínuos 1) Forno de Hoffmann 2) Forno de Túnel Obs. → Argila pode ser usada com argamassa de assentamento.: Modelos de fornos encontram-se anexados no final do capítulo.Arestas vivas e cantos resistentes .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.Som limpo ( metálico): bom cozimento .164 e.1) Generalidades: → Tijolos (cerâmicas) comuns: porosidade alta. → Compressão: até 7 MPa. pedras e gravetos. apresentando fratura de grão fino homogênea e de cor uniforme.Absorção de água entre 15 e 25 % b.2) Fabricação: → Processos mais econômicos possíveis. → Limpar o barro: matéria orgânica. → Moldagem com pasta plástica consistente.Procedência . mas: * Cores desmaiadas ou miolo escuro → Material cru ou (e) com matéria orgânica não oxidada * Cores muito carregadas→ excesso de vitrificação . → Características de qualidade: . → De facilmente pulverizáveis até de massa compacta.Facilidade de corte.1. trincas. 7. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.Transporte: grande porcentagem de quebra→ material fraco . → Problema com a umidade: se torna novamente plástica. cavidades e corpos estranhos .2) Fornos semi-contínuos e. → Secagem em grandes telheiros que aproveitam o calor do forno. b) Tijolos comuns: b. . → Resistência (compressão): 1 até 15 MPa = f ( qualidade da argila).Regularidade de forma e igualdade de dimensões (uniformidade no assentamento) .6) MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO DE CERÂMICA: a) Adobe: → Argila seca ao ar sem cozimento: construções rústicas.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . superfícies ásperas e que foram fabricados com pequena prensagem.

baixo custo. . Tijolos comuns maciços: → Especificação Brasileira (EB-19): . 63± 2 mm .Preparação dos corpos de prova: * Cada tijolo é cortado ao meio perpendicularmente à maior dimensão.Secagem em estufa à 110° C. .Amostragem: de cada lote 50000 tijolos serão recolhidos 25 aleatoriamente.uso para fins estruturais e de vedação.Ensaio * Aplicação progressiva de uma carga: 0.Tipo 2 : 240± 5 mm.5 kg/cm2. 115± 3 mm. os corpos de prova são imersos em água potável por 24 horas e ensaiados na condição de saturados. * Após o endurecimento da pasta. subir a altura da água até 2/3 da altura do corpo de prova.165 b. 95± 3 mm. .Tipo 1 : 200± 5 mm.segundo. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. . (Facilidade de manuseio do material facilitando o seu assentamento). . dos quais 10 serão ensaiados. * As duas metades são unidas pelas faces maiores com uma fina camada de pasta de cimento.Quatro horas após o início do ensaio.Pesagem na condição de saturado.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.Comprimento igual à duas vezes a largura mais uma junta e largura igual à duas vezes a espessura mais uma junta.Colocação da água de modo a ter 1/3 da altura dentro da água.Pesagem a seco. 52± 2 mm → Modulação das dimensões recomendada: .sem exigências quanto à aparência. . →Ensaio de absorção: . * As faces paralelas à junta são regularizadas também com uma fina camada de pasta de cimento. 48 horas após imersão total. * Limite de resistência: carga máxima / média das áreas das duas faces de trabalho. → Ensaio de resistência à compressão (MB-52): .3) Tipos de Tijolos: O tijolo comum pode ser caracterizado por: . .Duas horas após o início do ensaio. imersão total.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . . → Classificação conforme à resistência à compressão: ( EB-19). .

Seca-se ao ar. Furos cilíndricos e paralelos às faces menores. 95± 3 mm. Furos prismáticos e normais às faces menore.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . 95± 3 mm. . . ele apresentará eflorescências na parte superior. → Tijolos tipo 1 e 2 podem ser empregados em alvenaria com função estática. 200± 5 mm.Tipo 2: 200± 5 mm. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.Amostragem: de cada lote de 20000 tijolos serão separados aleatoriamente 25. Furos prismáticos e normais às faces menores. 200± 5 mm. Se o tijolo possui sais solúveis. .5 cm.Tipo 1: 200± 5 mm. .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. 95± 3 mm.166 →Eflorescências: . →Ensaio de resistência à compressão: . * As faces são regularizadas com uma fina camada de cimento. 95± 3 mm. mas não descontar os furos no cálculo da área (carga aplicada normalmente ao eixo dos furos). * Após o endurecimento.Tipo 3: 300± 5 mm. dos quais serão ensaiados 6. sendo a água renovada até que o tijolo fique saturado.Enche-se de água destilada até o nível de 1 a 1. os corpos de prova devem ser imersos em água 24 horas e ensaiados na condição de saturados. Tijolos comuns furados: → Dimensões: Divididos em três tipos: EB 20. → Divididos em duas categorias segundo à resistência à compressão.Preparação dos corpos de prova: * As faces de aplicação de carga deverão coincidir com àquelas que estarão submetidas a carregamento na construção. .Ensaio: idem tijolos maciços. .Tijolos são colocados verticalmente num recipiente de fundo chato. .

sujeitos somente às cargas devidas ao próprio peso.Fabricados em marombas à vácuo: aspecto mais uniforme. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. .Resistência mecânica à flexão adequada. Uma telha comum.São as mais econômicas e mais usadas.Arestas finas e superfícies sem rugosidades: Para facilitar o escoamento das águas. o peso. mas o barro deve ser mais fino e homogêneo. com ausência de trincas. mesmo de segunda categoria. . → Especificação Brasileira EB-21 . estando apoiada nas extremidades.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . . → Classificação segundo o posicionamento e a orientação dos furos.Faces de trabalho paralelas aos furos: enchimento → Vantagens dos tijolos furados: . deve resistir bem ao peso de um homem médio.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.Faces de trabalhos normais aos furos: alvenaria ( função estática) . .Para telhas francesas ( tipo Marselha). fendas. A secagem deve ser mais lenta que para os tijolos.Menos peso por unidade de volume aparente.Maior isolamento térmico e acústico. as dimensões e a resistência à flexão.Peso reduzido.Cozimento parelho. → Características de qualidade: .167 → Tijolos tipo 3 são usados somente como material de enchimento e vedação. . .Fraca absorção de água e impermeabilidade. faces planas e melhor esquadrejados. A queima é feita nos mesmos tipos de forno.Carga de ruptura à flexão. para diminuir a deformação.Planas com encaixes laterais e nas extremidades e com agarradeiras para fixação às ripas de madeiramento.Não conter sais solúveis. valor mínimo individual: Primeira categoria: 85 kgf Segunda categoria: 70 kgf Material saturado: após 24 horas de imersão em água. . mesmo na condição saturada de água. etc.Dificultam a propagação de umidade e favorecem a dessecação das paredes. . arestas e centros mais firmes. . . .Apesar da redução da seção carregada. . A moldagem é feita por prensagem. c) Telhas comuns: Processo de fabricação quase idêntico à fabricação dos tijolos comuns. →Processo para verificar a qualidade no momento do recebimento.EB-21: fixa o sistema de encaixe.Regularidade de forma e dimensões. . . liberando a forma das peças à conveniência do fabricante. .Homogeneidade de massa. podem ter tensões de utilização referidas à seção plena (sem descontar os furos) da mesma ordem de grandeza dos tijolos maciços: devido a melhor qualidade proveniente do apuro na produção. .

. uniformidade na cor. .Face inferior: rugorosidade e saliências (↑ a fixação). . → Tipos de telhas: .Espessura 5-7 mm. e) Tijoleiras e ladrilhos: São tijolos de pequena espessura. etc. d) Telhas e tijolos aparentes: → Produtos de melhor qualidade: Boa aparência.Materiais de grès cerâmico tem textura quase compacta PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. . . * Emprego em mansardas e telhados de ponto elevado. .Telhas de escamas: * Simples placas com dois furos pelos quais se passa arame para prendê-las às ripas. → Processo: Prensagem.Grau de vitrificação maior→ muitas peças são rejeitadas ( altas deformações. maior resistência à abrasão. Melhora com a presença de ranhuras nas superfícies.Espessura± 2 cm. está só aparecerá após 48 horas e sem gotejamento. → Tipos → Telhas : Mais impermeáveis e lisas. . → Comuns ( porosos): tijoleiras .Vários tamanhos: mais usuais são quadrados ou retangular. .Alto grau de vitrificação: compacto e impermeável. variações na cor).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. f) Materiais cerâmicos de alta vitrificação: Classificados segundo a qualidade na textura interna: . → Baixa absorção ( 10-15%)→pouco aptas para receber reboco e revestimento.Telhas tipo canal ( romanas ou coloniais): Podem ser simples ou com encaixes e de cumeeira. Maiores cuidados: uniformidade de tamanho. Colocar água no reservatório formado até uma altura de 5 cm.Telhas holandesas: Quase planas e com encaixe lateral.Argilas gordas.Existe peças especiais para arremates.Podem ser coloridos (pigmentos). usados em pavimentação e revestimentos. Uma boa telha não deve deixar passar umidade em 24 horas.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . → Prensados: ladrilhos .Alta resistência ao desgaste (pisos).168 → Impermeabilidade: Sobre a telha construir um anel de argamassa ou um marco metálico impermeável de 7 cm de altura ligado a telha por meio de cera. . .

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- Materiais de louça ( faiança): impermeáveis na superfície e mais porosos no interior→ azulejos e louça sanitária f.1.1) Materiais de grès cerâmico: a) Manilhas → Tubos cerâmicos p/ condução de esgotos sanitários, remoção de despejos industriais e canalização de águas pluviais. → Podem ser vidrados internamente e externamente ou só na parte em contato com os líquidos. → Processo: - O barro usado tem altos teores de óxido de ferro e deve ser bastante fusível→ alta vitrificação, mas→ alta deformação - Moldagem→ por extrusão, a pasta desce por gravidade até a mesa onde existe um molde para o bocal. Na outra extremidade devem ter ranhuras p/ aumentar a aderência da argamassa de rejuntamento. - Obtenção do vidrado: Durante a queima * Lançar cloreto de sódio no interior do forno que se volatilizará e recondensará formando uma película vidrada de silicato de cálcio na superfície das peças; * Imersão após a primeira queima, em um banho de água com areia silicosa fina com zarção; no recozimento essa mistura se vitrifica. → Especificação Brasileira ( EB-5) - Grupo A: com vidrado interno e externo Grupo B: com vidrado só interno - Diâmetros: entre 7,5 e 60 cm - Comprimentos: entre 60 e 150 cm - Devem ter no mínimo 3 estrias circulares de 3 mm de largura por 2 a 5 mm de profundidade na superfície interna da bolsa e na parte externa da ponta lisa → Resistência à compressão diametral: MB-12 - O tubo é apoiado sobre dois apoios rígidos e afastados de tantos centímetros quantos decímetros tiver o diâmetro e recebe carga por um terceiro cutelo; - Varia entre 1400 e 3500 kgf/m. → Impermeabilidade: MB-13 Aplicando uma pressão interna de 0,7 kgf/cm2 por 2 minutos ou 2 kgf/cm2 instantânea. Não devem aparecer gotas e manchas. → Absorção: MB-14 Imersão na água em ebulição por uma hora. - Absorção deve ser < 10 % com vidrado externo e interno - Absorção deve ser < 8 % com vidrado só interno → Resistência à ação de ácidos: MB-210 Imersão de uma amostra durante 48 horas. Perda de peso não deve exceder 0,25%.
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b) Ladrilhos de grés ( lito-cerâmica ) → Massa quase vitrificada , mais compacta que a cerâmica vermelha e menos branca que a faiança; → Material de qualidade superior; geralmente é feita uma esmaltação na face aparente; → Formas. f.1.2) Materiais de louça branca: → Argilas quase isentas de óxido de ferro, contendo quartzo e feldspato finamente moídos. a) Louça: → Pó de louça : argilas brancas (caulins quase puro). Produtos duros, de granulometria fina e uniforme com superfície vidrada. - Louça calcária ( louça de mesa); - Louça feldspática ( azulejos, cerâmica sanitária); - Louça mista. → Vidrado : aplicado após uma primeira cozedura, seguindo-se então, o recozimento, quando se transforma em vidro. →Problemas com o vidrado: - Homogeneidade (espessura, cor) ao longo da peça→ondulações na superfície. - Diferença de coeficiente de dilatação termica com o corpo cerâmico→ tensões diferenciais → trincas no vidrado. b) Azulejos → São placas de louça: - de pouca espessura - vidrados numa face (externa) →impermeabilidade e durabilidade - não vidrados na face posterior e nas arestas e até possuem saliências e reentrâncias para melhorar e aderência com argamassa de assentamento e de rejuntamento. →Função: Revestir outros materiais→proteção e bom acabamento. →Processo de fabricação: - Biscoito : moldagem a seco com prensagem e queima a ±1200° C. - Vidrado : misturas de óxidos de grande fusibilidade com corantes adequados; - Recozimento (biqueima) ou monoqueima. → O vidrado deve apresentar alta resistência às variações de temperatura e umidade, sem gretar. →Dimensões comuns : 15 x 15 e 10 x 10 cm Superficie : lisa ou chamalotada; Arestas : de quinas retas, biseladas ou boleadas. c) Louça sanitária
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→Processo: - Barbotina (formas mais complexas); - Queima± 1300° C; - Vidrado: esmalte de borax e feldspato ou calcário. → Normalização ampla e pouco obedecida. Pedido: Especificação deve ser bem detalhada. Ex.: - Bacia sanitária com ou sem sifão; - Lavatórios comuns ou com pedestal, com ou sem saboneteira (uma ou duas), apontados para uma ou duas torneiras; - Mictório de parede, de bacia ou de pedestal. →Absorção de tinta : MB-111 Imersão da amostra durante uma hora em tinta vermelha. Exige-se penetração nula no vidrado e máxima de 1 mm na superfície de uma fratura. g) Cerâmicas refratárias: → Refratária: que não se deformam abaixo de 1520° C; → Altamente refratária: que não se deformam abaixo de 1785° C; → Devem apresentar estabilidade de volume, resistência mecânica e resistência química; → Argilas refratária (pobre em cal e óxido de ferro) sílico-aluminosas, aluminosas, silicosas, magnesita, cromita, etc. → Processo: prensagem e queima até 2500° C; → Forma: tijolos maciços ou tijolos especiais para chaminés e abóbadas; → Assentamento: argamassa refratária obtida com a mesma argila do tijolo sem cimento ou com cimento aluminoso. 7.1.7) REVESTIMENTOS CERÂMICOS: Função principal→revestir outros materiais para dar proteção e bom acabamento. Principais Normas para Revestimentos Cerâmicos: Normas internacionais ISO-DIS 10.545 e ISO-DIS 13006 adotada pela ABNT. Qualidade Superficial: É determinada pela presença de determinados defeitos de fabricação: trincas, gretas, falta de esmalte, ondulações, depressões, furos, pontos, manchas, defeitos de decoração, cantos e arestas quebrados, diferenças de tamanho e de tonalidade. Classe A: se verificar nenhum defeito a uma distância de 1 metro Classe B: se verificar algum defeito a uma distância de 1 metro Classe D: se verificar algum defeito a uma distância de 3 metros Resistência às manchas: É a facilidade e eficiência com que podem ser removidas sujeiras, manchas e outros materiais entrando em contato com a superfície; é importante no caso de
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laboratórios.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.172 aplicação em hospitais. indústrias alimentícias. etc.: PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. restaurantes.

173 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.

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