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MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
TEORIA

PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO

PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO

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Sumário
CAPÍTULO 1 ..................................................................................................................................................................... 11 1. MATERIAIS................................................................................................................................................................... 11 2. PROPRIEDADES........................................................................................................................................................ 12 2.3. Propriedades térmicas: ........................................................................................................................................ 14 2.4. Propriedades elétricas: ........................................................................................................................................ 14 2.5.Propriedades químicas:......................................................................................................................................... 14 CAPÍTULO 2 ..................................................................................................................................................................... 15 ROCHAS ........................................................................................................................................................................... 15 1.1DEFINIÇÃO.............................................................................................................................................................. 15 1.2UTILIZAÇÃO ............................................................................................................................................................ 15 1.3HISTÓRICO.............................................................................................................................................................. 15 1.4 APLICAÇÃO ............................................................................................................................................................ 16 1.5 CLASSIFICAÇÕES DAS ROCHAS .............................................................................................................................. 16 1.5.1 - Classificação Geológica: De acordo com a formação da rocha. .................................................................. 16 1.5.2 - Classificação Tecnológica: Baseado no mineral simples predominante na constituição das rochas e determinante das suas características. ................................................................................................................... 16 1.5.3 - Classificação Combinada: Considera-se as duas classificações anteriores e a aplicação na Engenharia. As rochas são classificadas em: ................................................................................................................................... 17 1.6 CARACTERÍSTICAS DE ROCHAS EMPREGADAS NA CONSTRUÇÃO CIVIL ............................................................... 17 1.6.1 – Granito ........................................................................................................................................................ 17 1.6.2 – Calcários ...................................................................................................................................................... 18 1.6.3 - Basalto.......................................................................................................................................................... 18 1.6.4 - Mármores..................................................................................................................................................... 19 1.7 MINERAIS PRESENTES NAS PEDRAS DE CONSTRUÇÃO ......................................................................................... 19 1.7.1 - Quartzo ........................................................................................................................................................ 19 1.7.2 – Aluminossilicatos......................................................................................................................................... 19 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO

3 1.7.3 - Silicatos de Ferro Magnésio ......................................................................................................................... 20 1.7.4 - Carbonatos e Sulfatos .................................................................................................................................. 20 1.8 PROPRIEDADES DAS PEDRAS ................................................................................................................................ 20 1.9. ESTUDOS TECNOLÓGICOS .................................................................................................................................... 23 1.9.1 - Características Físicas................................................................................................................................... 23 1.9.1.1 - Massa Específica: É a relação entre massa e volume. .............................................................................. 23 1.9.2 - Características Mecânicas ............................................................................................................................ 25 1.10 CLASSIFICAÇÃO QUANTO ÀS DIMENSÕES ...................................................................................................... 26 1.11 ALTERABILIDADE DA PEDRA ............................................................................................................................ 26 1.11.1 – Efeitos Físicos: ........................................................................................................................................... 27 1.11.2 – Efeitos Químicos........................................................................................................................................ 27 1.12 EXPLORAÇÃO DE PEDREIRAS .............................................................................................................................. 29 1.12.1 - Definição de Pedreira................................................................................................................................. 29 1.12.2 - Critérios para escolha de uma Pedreira..................................................................................................... 29 1.12.3 - Exploração de Pedreira .............................................................................................................................. 29 1.13 POTENCIAL MINERAL BRASILEIRO ...................................................................................................................... 30 1.13.1 - Setor Mineral Catarinense ......................................................................................................................... 30 1.13.2 - Brita e Areia em Santa Catarina ................................................................................................................. 31 1.13.3 - Pedras usadas na Região (Florianópolis) ................................................................................................... 32 1.14 PARTE PRÁTICA ................................................................................................................................................... 33 CAPÍTULO 3 ..................................................................................................................................................................... 37 AGREGADOS .................................................................................................................................................................... 37 2.1 DEFINIÇÃO............................................................................................................................................................. 37 2.2 APLICAÇÕES........................................................................................................................................................... 37 2.3 CLASSIFICAÇÃO ..................................................................................................................................................... 37 2.3.1 Segundo a Origem .......................................................................................................................................... 37 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO

.....3.............................................................................4 TIPOS DE AGREGADOS ..........5.....................................5.................................................... 42 2.......... 53 2......................... 45 2............. 51 2....CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO ........ 53 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG...........6.....................1....................................Agregados Graúdos .... 51 2. 39 2...................5... 40 2.....................7....................5...................................................................................5........4 Substâncias Nocivas ............................................. 38 2..........2 Resistência à Tração ...........................................................1...................................................................................................................................2 Tipos de Peneiras .............. 48 2...............................................Los Angeles.........................................................................................2 Agregado Artificial.......7...3.....................6 CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DOS AGREGADOS ......................................................................5 OBTENÇÃO DOS AGREGADOS ...............................................................................................................6............................................................CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG...............7......5............................................................................2...................................3 Segundo à Massa Específica Aparente................3 Massa Unitária: ............................................................................................................................ 45 2......................................................5....1..................................2......................5 Inchamento: .6.......................................3 Resistência à Abrasão .......1 Massa Específica Aparente: ..... 43 2....... 45 2.......... 45 2............................................................................................................1............................. 38 2.....................3.........................................................................1 Limites Granulométricos do Agregado para Utilização em Concreto.............. 44 2.......................................7......................................................7..............Composição de Agregados Miúdos ...............................................................4 2...................................... 47 2.....................6..........................8 PARTE PRÁTICA ................................................................................................................................... 45 2...2 Segundo o Tamanho dos Grãos ....................................................................4 Umidade: ................................1 Agregado Natural .....................................................................................1 Tipos de Britadores ............................................. 46 2.................................. 43 2............................................................................... 39 2............ 48 2.................................7 GRANULOMETRIA (COMPOSIÇÃO GRANULOMÉTRICA DO AGREGADO) ....................... 43 2...........................................................1 Resistência à Compressão .......................................................... 43 2.....2...........................................................................................5 ÍNDICE DE QUALIDADE ............................................................1........................................................................ 38 2............................5.......................... 39 2.........................................................................................................................4 Análise granulométrica de uma mescla ................................Agregados Miúdos ............6...............................2 Massa Específica Absoluta: ........................................

...............................................................................................................................................8.........................................Quimicamente Ativos.................................................................................................6...........................................................................Características Físicas: ...................................... 76 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.... 68 3.....................................................................6 AGLOMERANTES AÉREOS............... 67 3................. 73 3.................. 67 3. 62 ANEXO ..........................................................................................................................................................................1 – Amostragem (NBR 7216):....................................3 MATÉRIA-PRIMA ..................................................................................................................................................................................................................................................8.....3 .......................................................................................7 AGLOMERANTES HIDRÁULICOS ...........................................................Composição granulométrica (NBR 7217/1987) .........................................2 ..................................Cal Hidráulica ...............................................................................3 – Cal Aérea ...CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG..... 61 2.................. 68 3......... 67 3.................................................................. 71 3...........................4 ............................. 67 3...................................................................................... 53 2.............................Impurezas............Determinação da umidade ............1 – Gesso ........... 74 3.......................................................................6........................................1 DEFINIÇÃO................................................................................................................................................................. 58 2...........................................................................................4........................6............................1 ...................................................................................7.....................Cal Metalúrgica .......... 67 3. 65 CAPÍTULO 4 ......... 67 3...........4 ATIVIDADE QUÍMICA ..............................4................................................ 54 2.................2 – Cimento Sorel ...................... 55 2......................... 71 3........6............8.......7.......................................................Inchamento das areias ........3.............................8........................................................................................................ 68 3........................8........................................................... 74 3........................................4.............................................................................................Quimicamente Inertes ............................5 CLASSIFICAÇÃO .................5 2..Cal Pozolânica ................................... 64 FOLHA DE SERVIÇO ..........................................................................................................................2 EMPREGO .........7................................................................................................................................................2 ........... 67 3...........................Cimento de Pega Rápida .............................................1 ................................................................................................ 73 3.................................................................................................................................................... 8......................................................................................................................2 ......................5...........................................CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO ..................................................................7........ 67 AGLOMERANTES ...........................................................

.......................................................................................2 ..........................................1 ........................... 89 4................................................................................................6 ARGAMASSAS HIDRÁULICAS .........Classificação quanto ao emprego: ...........................6 3.....2 ................... 79 Propriedades dos compostos do cimento: .......................................................................... 93 4...................................................... 92 4........... 81 Tipo de cimento Portland: ......................3 PROPRIEDADES DAS ARGAMASSAS ............................................................................... 83 CAPÍTULO 5 .............Argamassas mistas de cal e cimento: ........................... 80 Determinação da composição potencial ou teórica dos compostos do cimento:.......................5.......Argamassas de cal aérea: ......................................................................Argamassa de cimento:..................................................1 ................................... 93 4.....................................................................................................................................................................Classificação quanto à consistência: . 89 4................................................................4.................................Classificação quanto ao tipo de aglomerante:.................................5 .......................... 93 4.............................3.............................2 APLICAÇÃO .........................................1 ...................6...................................................................................................................................Estado Fresco: ....................................................................................................................................................................... 93 4..........................................................................................................5 ARGAMASSAS AÉREAS .................................... 77 Composição Química do Cimento:........................................................ 93 4...................................................................................................................................................................................................... 95 Descolamento e esfarelamento ................1 DEFINIÇÃO..... 90 4....................................................................Cimento Portland .........................................................4...............................................................1 .... 91 4...........4....................................8 ....................................4 CLASSIFICAÇÃO DAS ARGAMASSAS ........................4................................................................................7................................................4 ............................CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG................................ 92 4..................... 89 4....................... 92 4........... 90 4................. 93 4....Estado Endurecido: .........7........................................................................................Argamassas de gesso: ........................................................................................ 92 4...... 94 4..............CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO ...........................................................Cimento Natural........................................................ 89 ARGAMASSAS.................................................................................................................................... 97 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.................7 PATOLOGIAS RELACIONADAS ÀS ARGAMASSAS....................2 ...............................................................3..................................................................3 – Classificação quanto à dosagem: .......................6..........................................................................2 ..................... 76 3......5........................................................................

......................................................3 ...................................................... 107 a) Ensaios de consistência pelo abatimento do tronco de cone (NBR 7223/82):..................................................................................................7 ...............................................................Quanto ao seu destino: ........Quanto às propriedades dos aglomerantes: ....................................................................................................................................................................................................Quanto ao processo de dosagem: .............................................. 108 c) Ensaio Vebê: ...................................8 ..............................................................................4 ............................ 109 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.........Quanto à consistência:.............. 105 5...................................... 103 5.................... transporte e lançamento:................................. 107 b) Ensaio de remoldagem de Powers: ...................................3.................2 .................................................................... ...............................................2 TIPOS ..............................................................................................3................1 . 105 5.................4 PROPRIEDADES DO CONCRETO FRESCO ..................3..................................3. 109 d) Mesa de espalhamento: ............................................................................................... 107 5...................................................................................................................1 ...........................................1 DEFINIÇÃO.......................Quanto à textura:.............................3....................................................................................................................................3....CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG............................................ 102 Bolor.........................................................................................3.......................................................................................................................................................Quanto ao processo de adensamento: ........................................................... 102 CAPÍTULO 5 ............7 Vesículas:...................... 106 5.......................... 99 Eflorescência: ................................................................................................................................................................................ 106 5....................... 106 5............................. 103 5.....................................................................................................................................4... Mofo e Limo: ..............................................CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO ............................................Trabalhabilidade: ........2 – Medidas da Trabalhabilidade: ............................................................................................................5 ............................................................................................................. 99 Estalactites .......... 107 5.............................................................................................................................................................Cor dos materiais............................................................3......................................................................... 106 5...........3 CLASSIFICAÇÃO ............... 106 5........................................... 106 5.................................. 98 Manchas: ...... 99 ..............................................................................................6 .............................. 106 5..Quanto ao tipo de agregados: ...............................................................4.....Quanto ao processo de mistura....................................................................................................... 103 5........................................................................................... 103 CONCRETOS ...........

........Resistência à tração: ..............................................................................7........................................................................... 134 5.........4.............................................................8 e) Caixa de Walz: ....................................................................1 .... 126 5..................................................... 111 5................ 115 5.................................................... 114 5.................................CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG........................................................................................................................................................................................................................................................1 ......................... 117 5..............................................................................................................................2 ORIGEM E PRODUÇÃO DAS MADEIRAS ..3 ....... 111 5..............................................................9 PATOLOGIA DO CONCRETO ...6...........................1 – Classificação das Árvores: .......... 135 5..........................................................................6............ 125 5....4..............................................6 DOSAGEM DO CONCRETO ...........Deformações: ...........................4..................................... Varia principalmente com tipo de agregado utilizado............................................................................. 117 5...........Resistência aos esforços mecânicos: O concreto é um material que resiste bem aos........................................2...........................................................................Dosagem Empírica: ..............CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO ............ 134 5......................2........................4.. Valores usuais:.................................1 ..............2 .......... 138 6.........Responsabilidade pela composição e propriedades do concreto: ................................................................................................................................................................ incluindo os vazios........ 138 MADEIRAS .................................................................2 ........................................................................... 138 6.............7... 116 5.........................................................2 .....................................................8 PRODUÇÃO DO CONCRETO..4.................................................... 130 5.............6................................................. 110 f) Ensaios de penetração: ............................................................................................................................................................................4 ...........2 ....................................2......................Massa Específica: Massa da unidade de volume............................... 111 5............... 138 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG...................... 111 5............................................................................ 137 CAPÍTULO 7 .......................... 138 6.....................4....................1 .7 CONTROLE DE QUALIDADE DO CONCRETO ....................................................5 ANÁLISE ESTATÍSTICA DA RESISTÊNCIA DO CONCRETO: ................................................Método do IPT/EPUSP ..... 136 5....Procedimento e plano de amostragem: ............................Exsudação: ................................1 INTRODUÇÃO .......................................................2 .............6.............................................Permeabilidade e absorção: .......................................... 112 5......3 ...................................................2.......................Dosagem Experimental .................Método da ABCP/ACI ...........4 PROPRIEDADES DO CONCRETO ENDURECIDO ........... 116 5.........................................................................................................

.........................1) Corte ................................................ 140 6............................................................................... 147 6......................................................................................................................................3................................... .........................................3) Desdobro (ou desdobramento): ..........................5.................... ........ 147 6....................................................................................... 149 6.....................................................CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO ...................3) Defeitos de Produção→Desdobro e aparelhamento das peças............................................................................3 Lignina: ..........................................9 PROPRIEDADES FÍSICAS DAS MADEIRAS E ENSAIOS FÍSICOS ...........1 Celulose (C6H10O5)n: ............................................................... 146 6....................... 141 armazenamento de reservas nutritivas....................6.............2 Hemicelusose: .................................................................................................................................................................................... 144 6........ 147 6................... 142 6...............................8................................ 146 6.3 Estrutura fibrosa do lenho: Para sua sustentação..............3 COMPOSIÇÃO QUÍMICA DA MADEIRA...................5............................3.. 144 6..........1) Deterioração: ......................................................6.......8.................................................................... Devidos a retratilidade da madeira durante os processos de secagem natural ou artificial................ 150 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.......................................................................... 145 6............................................................................................... 141 6...................................... insetos xilófagos................................... condução de sucos vitais e ..................... fungos e destruidores................ 144 6.............................................. ..............5.........................................5........................2) Principiais processos de preservação: .............2....2.................................................................. furadores marinhos................................................................. 142 6.......8 PRESERVAÇÃO ......7 SECAGEM ............................................................................................................................................................2 – Fisiologia (Partes componentes) e Crescimento das Árvores: .........................2) Defeitos de Secagem→Secagem mal conduzida..........2) Toragem e Falquejamento: .3) Principais produtos de preservação: ..............CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG....................................................6...................Mofos e manchas (azulamento).....................3......................................................................... 146 6......4) Defeitos de Alteração→Agentes de deterioração ...........................6.......................................................4) Aparelhamento das peças: ........ 141 6...................1) Defeitos de Crescimento→Alterações no crescimento e estrutura fibrosa........................... 148 6...................................... 147 6......................................8...................... 145 6...........................9 6........................................6 DEFEITOS .................................. 148 6...................................................... 142 6............................................... 143 6.......5 PRODUÇÃO DA MADEIRA .............................................................................................................. .4 IDENTIFICAÇÃO BOTÂNICA ........

....................................1 ...............................11.................... 153 CAPÍTULO 8 .............. 174 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG........................PROPRIEDADES FÍSICAS E ENSAIOS FÍSICOS........................................................................................ 171 Bibliografia .............................................................................................................................................................................................................................................. 152 6.................................................................................1.......................................................................................................5) FABRICAÇÃO DA CERÂMICA: .................................................................................... 155 MATERIAIS CERÂMICOS .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .............................................................4) Madeiras reconstituídas ...........2) AS ARGILAS: .........2) Madeiras laminadas compensadas ou contreplacados de madeira.........................................................................................1...............11................................................................... 153 6............................. 155 7.......................................3) Madeiras aglomeradas .................................................1.......................................................................... 161 7..................................11...........1) Madeiras laminadas ....................................... 153 6.................................................................................................................. 156 7......... 150 6................................................................................................. 164 7.......7) REVESTIMENTOS CERÂMICOS: .................................................11 MADEIRAS TRANSFORMADAS ..........1..................................................................9............................................................. 153 6..................................1) DEFINIÇÕES: .......................................1........................................ 161 7..... 153 6.4) CLASSIFICAÇÃO DOS MATERIAIS CERÂMICOS USADOS NA CONSTRUÇÃO: ............. 156 7... 156 7...1......................1 MATERIAIS CERÂMICOS ...10 PROPRIEDADES MECÂNICAS E ENSAIOS MECÂNICOS ..............................................6) MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO DE CERÂMICA:..................................................................................................11............................10 6.............CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG................................................................................................................... 155 CERÂMICAS: ....................................................................

metal ou ar. podem ser deformados sem se quebrarem e são bons condutores de calor e de eletricidade.. civil. resistentes.. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.. Os materiais estão agrupados em duas famílias: -Materiais metálicos .. por exemplo: serem bonitos. resfriamento. no momento da fabricação. Quando escolhemos ou podemos dizer especificamos um material levamos em consideração vários fatores. Os produtos são feitos de materiais que conseguem atender não só. as exigências de mercado. práticos.. tração. devem ser previstos quando especificamos o material. etc). e são estes que determinam se o material é um plástico.. MATERIAIS Os materiais são constituídos de átomos. leves.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Comparando agora os não metálicos verificamos que na sua maioria são maus condutores de calor e de eletricidade. Essa propriedade térmica e elétrica. madeira. (é a estrutura geral do átomo que diferencia um material do outro). Por exemplo: os materiais metálicos apresentam plasticidade.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. estas propriedades se referem ao comportamento do material em diversas situações e em níveis de solicitação do normal ao critico. dobramento. O comportamento em relação ao processo de fabricação e do modo como à peça será usada. lixamento. elétrica. Essa separação em grupos está diretamente relacionada às propriedades desses materiais. Como também a possibilidade da alteração das propriedades originais de um material muitas vezes é desejada até visando facilitar o trabalho com o material. etc). O domínio e o conhecimento das propriedades dos materiais são importantes para a indústria em geral (metalmecânica. duráveis. torção. Na simples verificação e comparação dos materiais da tabela podemos tirar conclusões sobre as propriedades dos materiais. baratos.naturais e sintéticos. esta ligada à mobilidade dos elétrons dos átomos de sua estrutura.11 CAPÍTULO 1 1. química.. corte. mas também às exigências técnicas de adequação ao uso e ao processo de fabricação.. A especificação de um determinado material só pode ser feita quando se pode prever o que vai acontecer quanto solicitado por fatores do cotidiano de trabalho do material (que podem ser: aquecimento.ferrosos e não-ferrosos. por exemplo. isto é. etc. Inúmeros fatores podem ser citados uns mais gerais outros mais restritos ao emprego dado para o material. -Materiais não-metálicos .

condução do calor. Estas propriedades são aquelas que surgem quando o material está sujeito a esforços de natureza mecânica. impermeabilidade. O que é avaliado é a capacidade que o material tem para transmitir ou resistir aos esforços que lhe são aplicados (é levado em conta no processo de fabricação e posterior utilização). fragilidade. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. →Resistência mecânica: é a resistência à ação de determinados tipos de esforços. Propriedades mecânicas: Conjunto de propriedades de grande importância na indústria mecânica. -Propriedades químicas.1. Exemplo: cabo de aço.12 2. Propriedades físicas: É o grupo de propriedades que determinam o comportamento do material no momento do processo de fabricação como também durante sua utilização posterior. Pensamos em propriedades. PROPRIEDADES Quando pensamos em utilizar um material pensamos em: dureza. pensamos se as propriedades do mesmo suportam as solicitações do trabalho a que devem ser aplicado.2. estas podem ser: . 2. resistência. elasticidade.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.Propriedades físicas.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Ou seja. etc. como a tração e a compressão. 2.

Verifica-se que quantidades diferentes de matéria. →Fragilidade: é a baixa resistência aos choques.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. para a fabricação de chapas. Podemos dizer que são materiais duros. -Em geral materiais duros são também frágeis. Exemplo: borracha. impactos. apresenta de poder ser laminado. →Tenacidade: é a resistência a choques. -Ductibilidade: é o oposto de fragilidade. aço para fabricação de molas. vibrações. Por exemplo: tomemos 1cm3 de cortiça. →Plasticidade: é a capacidade que um material. como por exemplo. 1cm3 de água e 1cm3 de chumbo. para a fabricação de tubos. Exemplo: processos que necessitam conformação mecânica. na extrusão. estampando.13 →Elasticidade: é a capacidade que um material deve ter de se deformar. deformação plástica permanente. -Maleabilidade: é a propriedade que um material. Obs: a plasticidade pode se apresentar no material com maleabilidade e como ductibilidade.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Exemplo: vidro. na laminação. -Quanto maior a dureza maior a resistência ao desgaste. para fabricação de partes de carroceria de veículos. golpes. e de retornar a forma original quando o esforço termina. que tendem a quebrar quando sofrem choques ou batidas. por exemplo. ao sofrerem a ação de uma força. pancadas. um aço. deformam-se plasticamente sem se romperem. forjado. →Dureza: é a resistência do material à penetração. quando submetido a um esforço. entortado e repuxado. são materiais que. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. →Densidade: é a medida da quantidade de matéria (massa) que um material ocupa por volume. num mesmo volume possuem massas diferentes. quando submetido a um esforço tem de se deformar e mantiver está quando o esforço desaparece. na prensagem. ao desgaste mecânico.

Exemplo: a capa plástica que recobre o fio elétrico.14 2. →Ponto de ebulição: é a temperatura em que o material passa do estado liquido para o estado gasoso. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Está propriedade é verificada no comportamento que o material pode oferecer quando em trabalho (materiais resistente a altas temperaturas ou baixas temperaturas) um material pode contrair ou dilatar com a temperatura.Propriedades químicas: Estas propriedades se manifestam quando o material entra em contato com outros materiais ou com o ambiente. Propriedades elétricas: -Condutividade elétrica: corrente elétrica. -Condutividade térmica: capacidade que determinados materiais tem de conduzir o calor.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .4. sua estrutura pode se alterar.3. 2. Elas se apresentam sob a forma de presença ou ausência de resistência à corrosão.5. Propriedades térmicas: Determinam o comportamento dos materiais quando são submetidos a variações de temperatura. O conhecimento dessas propriedades também estão relacionadas com a fabricação do material: →Ponto de fusão: temperatura que o material passa do estado sólido para o estado liquido (dentre os matérias metálicos o ponto de fusão e muito importante para determinar sua utilização). aos ácidos. -Dilatação térmica: propriedade que faz com que os materiais em geral aumentem de tamanho quando a temperatura sobe. 2. às soluções salinas. capacidade que determinados materiais tem de conduzir -Resistividade: resistência que o material oferece à passagem da corrente elétrica.

Estes novos materiais.Século XIX surgimento das estruturas metálicas e século XX desenvolvimento do concreto armado. matacões. Nas pedras de construção estão as pedras de alvenaria. guias. A rocha é um agregado natural formado por um ou mais minerais que forma a crosta terrestre (LEINZ e AMARAL). de cantaria. Rochas são materiais constituintes essenciais da crosta terrestre.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.A pedra.2UTILIZAÇÃO Da extração das rochas são obtidos blocos.15 CAPÍTULO 2 ROCHAS 1. por apresentarem boa resistência à tração e compressão. 1.000 A. tendo ou não sofrido transformações metamórficas. item 2º). composição e estrutura. segundo a geologia. 1. paralelepípedos. em formas primitivas de construções.Estima-se a utilização de pedras. .A pedra foi o material estrutural mais importante na Idade Média.C.3HISTÓRICO -Materiais naturais são os mais antigos utilizados pelo homem. podendo sofrer modificações quando em contato com ar e água em casos bastante especiais (ABNT . independente da sua origem. provenientes da solidificação magma ou de lavas vulcânicas. . ou da consolidação de depósitos sedimentares. São materiais que apresentam elevada resistência mecânica. de composição química e estrutura definida. pois podem ser empregados sem grandes modificações em relação ao seu estado natural. favorecem revolução nas formas e concepções arquitetônicas. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.TB-3/ 1945. em 3. .As pirâmides do Egito foram erguidas com blocos de rochas calcárias (Idade Antiga). . . lajotas e placas de revestimento. na Espanha e sul da França.1DEFINIÇÃO As rochas são todos os elementos que constituem a crosta terrestre. no uso como material estrutural. teve grande impacto por não ter uma resistência à tração da mesma ordem de grandeza de sua resistência à compressão.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Como exemplo temos a construção dos castelos medievais e das grandes catedrais. Entendendo por mineral toda substância inorgânica natural. agregados e pedras de construção.

-Origem Orgânica (organógenas): Provêm da ação direta ou indireta de organismos ou da acumulação de seus restos (acumulação matéria orgânica). como por exemplo.Classificação Tecnológica: Baseado no mineral simples predominante na constituição das rochas e determinante das suas características.4 APLICAÇÃO A pedra de construção é usada como material suporte ou base nos muros de arrimo. c) Rochas Metamórficas: São rochas magmáticas ou sedimentares que sofreram alteração na sua textura original. placas de revestimentos de paredes e pisos. estrutura cristalina ou composição mineralógica.Classificação Geológica: De acordo com a formação da rocha. complemento dos concretos de cimento e asfálticos. Ex. basalto.1 .: gipsita. Ex. 1. Sua utilização como material agregado. b) Rochas Sedimentares: São rochas estratificadas. a) Rochas Eruptivas.16 1. -Filoneanas: Ex.: calcário-fóssil. Ex. Ex. normalmente.: granito. quartzito (provém da metamorfização do arenito). Possuem a maior resistência mecânica e maior durabilidade.: riolito. faz com que o material seja um dos mais importantes entre os materiais de construção. diorito.5. Os tipos de rochas mais comuns neste grupo são mármore (provém da metamorfização do calcário). -Clásticas ou detríticas: Oriundas da destruição de rochas pré-existentes devido à ação de águas. ventos e geleiras (deposição de detritos). Ex. diábase. -Efusivas: Solidificam-se na superfície do solo. blocos de pavimentação e como agregado (componente do concreto de cimento portland ou mistura betuminosa da pavimentação). devido à sua durabilidade e efeito estético. gabro. xisto e filito. carvão-fóssil.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . turfa. gnaisse (provém da metamorfização do granito). Magmáticas ou Ígneas: Formadas pelo resfriamento do magma (material rochoso em fusão). pressão e água). geralmente depositadas debaixo d’água ou acumuladas através da ação do vento e do gelo. devido a condições químicas e físicas abaixo da superfície terrestre (calor.: pórfiro. Ex.: granito.: arenito. etc. de quartzo puro. basalto. 1. a) Rochas Silicosas: Predomínio quase total da sílica (SiO2) sob a forma. -Precipitação química: Originária da transformação química sofrida por materiais em suspenso nas águas.5 CLASSIFICAÇÕES DAS ROCHAS 1. etc. calcário e dolomita. fundações pouco profundas.5. -Intrusivas: Solidificam-se à grande profundidade do solo. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.2 . grês silicoso. Ainda é aplicada como material de acabamento e proteção. etc.

Têm resistência mecânica e durabilidade baixíssimas. 1. Ex. Tabela 1: Classificação das Rochas (PETRUCCI.Classificação Combinada: Considera-se as duas classificações anteriores e a aplicação na Engenharia. Possui boa resistência mecânica e média durabilidade.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.: calcário. 1976) 1. dolomita e gipsita. A Tabela 1 resume esta classificação. As rochas são classificadas em: a) Rochas Sílicosas: Eruptiva. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. margas e xistos argilosos. c) Rochas Argilosas: Predomínio da argila (silicatos hidratados de alumínio).5.Dura de textura cristalina e de grãos finos ou médios. . .17 b) Rochas Calcárias: Têm predomínio do cálcio. feldspato e mica. na forma de carbonato de cálcio (CaCO3) ou de sulfato de cálcio.3 .: argila comum. c) Rochas Argilosas: Sedimentares.6.1 – Granito . Sedimentares e Silicosas Metamórficas. mármore. b) Rochas Calcárias: Sedimentares e Metamórficas.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .Rocha ígnea de profundidade.Compõem-se de quartzo.6 CARACTERÍSTICAS DE ROCHAS EMPREGADAS NA CONSTRUÇÃO CIVIL 1. Ex.

Constituída à base de feldspato.Características: →Calcinação pela ação do calor. .O quartzo dá grânulos brancos ou pretos e a mica lhe dá o brilho. como agregados. CaCO3 + calor = CaO + CO2 →Atacadas pelos ácidos. muros de arrimo. →Riscadas facilmente pelo canivete (grau 3 na escala de Mohs).Exige menos explosivos na exploração das pedreiras. .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Atualmente utilizado como revestimento de pisos e paredes na forma polida (placas).Composto de silicatos de alumínio e cálcio.Resistência à compressão é. .Rocha sedimentar composta por carbonato de cálcio (CaCO3) e pequenas proporções de outras substâncias (óxido de ferro.Tem grande resistência e dureza. . .Comum na natureza. liberando gás carbônico.Resistência mecânica e durabilidade são as maiores dentre as demais pedras de construção. podendo ser rósea. . 1.Apresenta fratura irregular ou concóide. produção de aglomerantes (extração da cal e fabricação do cimento) e. .A cor predominante é dada pelo feldspato.Principal uso: Como agregado para base de pavimentos.Como agregado apresentam duas desvantagens: grande dureza que desgasta os britadores e a forma dos grãos predominantemente lamelares. .Uso: Revestimento. . . 1.Resistência à compressão é de 150 MPa (1500kgf/cm²). . desde que não alterado. . argila). fazendo seu custo de produção ser menor que o dos agregados graníticos.Densidade varia de 2.Usos: em calçamentos (resistência ao choque e desgaste). marrom. cinza ou azulada.Rocha ígnea de superfície. em algumas regiões.Predomínio de carbonato de cálcio (CaCO3) são chamados de calcários calcíticos e predomínio de carbonato de magnésio CaMg (CO3) são chamados de calcário dolomíticos ou magnesianos. amarelada.De cor escura e textura compacta. . de magnésio. . desprendem CO2 com efervescência.18 . . concretos de Cimento Portland e asfático.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. em média.Resistência à compressão é de 50 a 150 MPa (500 a 1500kgf/cm²). . 150 MPa (1500kgf/cm²). .6. .Basalto .0. . alvenarias e pontes em arcos (obras com esforços de compressão). PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. .Excelente pedra de construção. de vidro e piroxênio.2 – Calcários .3 .6.5 a 3. devido ao seu fraturamento natural.

. O quartzo é a sílica cristalina.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Na2O·Al2O3 · 6SiO2.Uso: Em revestimento interior sob a forma de placas.Aspecto e características físicas e mecânicas semelhantes a dos granitos.4 . dá origem ao quartzo vítreo (sílica amorfa). . Possui massa específica absoluta 2. a alumina (Al2O3) é o mais abundante constituinte da crosta terrestre. CaO·Al2O3 · 2SiO2 -Mica: silicatos de alumínio.19 . .65 e dureza 7.Uso: Em revestimentos de pisos com grande fluxo de pedestres (placas polidas) e pisos para jardins (forma bruta).Resistência à compressão é de 100 MPa (1000kgf/cm²). T = 870° C: transforma-se em tridimita e cristaliza sob forma de finas lâminas hexaédricas. A sílica amorfa ocorre sob forma de sílica hidratada SiO2 (H2O) opalina. Vermiculita. Apresenta alta resistência à compressão e grande resistência à abrasão.Quartzo A sílica (SiO2) ou quartzo livre é o mineral mais abundante na crosta terrestre. 1. É somente atacada pelo ácido fluorídrico. T = 1710° C: funde. -Caulinita: silicatos de alumínio hidratado Al2O3 · 2SiO2 · 2H2O PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. .7.1 .Representam o último grau de alteração de rochas (paragnaisses) ou provêm do metamorfismo do granito (ortognaisses). Nessa forma pode reagir com a cal. .Mármores .5 vezes seu volume. geralmente opaca ou de coloração branco leitoso. T→ 570° C: passa do estado beta para alfa aumentando 1.2 – Aluminossilicatos Depois da sílica.As impurezas dão a sua coloração.7 MINERAIS PRESENTES NAS PEDRAS DE CONSTRUÇÃO 1.6. -Feldspato: K2O·Al2O3 · 6SiO2. Muscovita.Tem quase os mesmos usos que o granito. . . . resfriando-o rapidamente. 1. Combinado com a sílica (SiO2) forma o grupo de aluminossilicatos.3. 1.7.Durabilidade e resistência à abrasão menor que granitos.Tem textura compacta. de massa específica 2.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.Rochas derivadas do metamorfismo do calcário.

5.20 1. é o principal requisito na escolha da pedra.Choque: As pedras suportam. A umidade tem influência na resistência. 2H2O -Anidrita: CaSO4. . -Dolomita: (CaCO3 . Minerais mais importantes: -Calcita: CaCO3 (carbonato de cálcio cristalino) -Magnesita: Mg CO3. variando na razão inversa da umidade.Silicatos de Ferro Magnésio Geralmente denominados minerais negros. A resistência mecânica varia de acordo com a orientação nas rochas estratificadas e com o leito da pedreira nas rochas eruptivas.Compressão. Gelividade.Desgaste: É a perda de qualidades ou de dimensões com o uso contínuo. físico. . além dos efeitos estáticos. Durabilidade: É a capacidade de manter as suas propriedades físico-mecânicas com o decorrer do tempo e ação de elementos agressivos (meio ambiente ou intrínsecos.7. estas devem ter algumas qualidades. Devem ser consideradas propriedades como resistência à Compressão.resultando na necessidade de controle de certas propriedades. . Porosidade. Nas pedras as deformações crescem menos rapidamente que as tensões.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Permeabilidade.7. não seguindo a lei de Hooke. Higroscopidade. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. 1.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . A massa específica é maior que os outros silicatos e a dureza varia entre 5. emprega-se em material refratário.4 . Condutibilidade Térmica. A resistência à compressão. Os ensaios podem ser feitos por normas alemãs ou americanas. Cisalhamento: As pedras têm boa resistência à compressão e mal à tração.5 e 7. transforma-se em gesso por hidratação. Tração. Cisalhamento. os dinâmicos. As propriedades fundamentais são as seguintes: Resistência Mecânica: É a capacidade de suportar a ação de cargas aplicadas sem entrar em colapso.Carbonatos e Sulfatos Os carbonatos e sulfatos formadores de rochas são encontrados principalmente em rochas sedimentares. Influenciam a durabilidade: a Compacidade.3 . Tração. químico e mecânico). Flexão. MgCO3) -Gesso: CaSO4 . geralmente.8 PROPRIEDADES DAS PEDRAS Para que as pedras possam ser utilizadas na construção. Desgaste e Choque. Flexão. 1.

comparadas aos metais. L.84 0. Em geral..K)) 0. pressão ou ambas. é permeável e gelível.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . 2. Tem grande importância na durabilidade. coberturas..5% <P < 5% : rocha com porosidade regular.20 1. Porosidade (P): É expressa pelo volume de vazios na unidade de volume total. 5% <P < 10% : rocha bastante porosa.60 2.84 granito. Está ligada à permeabilidade. R. A porosidade está intimamente ligada à durabilidade.) PEDRAS (incluindo junta de assentamento) Material ρ Densidade de massa aparente (kg / m³) 2300-2900 2000-2800 2700-3000 > 2600 2300-2600 1900-2300 1500-1900 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.84 0.84 0. As pedras.90 2. 1997. Higroscopicidade: É a propriedade de absorver água por capilaridade. Como exemplo temos a Tabela 2: Tabela 2: Densidade de massa aparente (ρ ). as porosas são mais isolantes que as compactas.40 1. A pedra porosa é pouco resistente à compressão. A água pode atravessar um corpo poroso por capilaridade. P >20%: rocha fortemente porosa. 1% <P < 2.R. podem ser consideradas más condutoras de calor.84 0. A classificação quanto à porosidade é a seguinte: P < 1% : rocha muito compacta.O.00 c Calor Específico de Materiais (kJ / (kg.84 0.K)) 3. xisto basalto calcários / mármore Outras PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. a dilatação provoca o fendilhamento.00 2. É o complemento da compacidade.84 0. gneisse ardósia. à higroscopicidade e à gelividade. condutividade térmica (λ ) e calor específico (c) das pedras (LAMBERTS. 10% <P < 20% : rocha muito porosa. entre outros.5% : rocha com pequena porosidade.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO λ Condutividade Térmica (W / (m. F. mesmo assim não podem ser consideradas bons isolantes térmicos.21 Compacidade (C): É o volume de sólidos na unidade de volume da rocha natural. PEREIRA. Condutividade Térmica e Elétrica: É a propriedade relacionada com a velocidade da transmissão de calor.40 1. Muito importante para reservatórios. à absorção. Permeabilidade: É a capacidade de se deixar atravessar por líquidos e gases. DUTRA. Devido à má condutibilidade o exterior sofre mais que o interior.

A homogeneidade é uma qualidade fundamental. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. O polimento contribui na resistência à ação do tempo. Ex. Estética: É a aparência da pedra para fins de revestimento ou acabamento. Áspera: Boa aderência. Brandas: Serradas facilmente pela serra de dentes. Considera-se a Textura. Duríssimas: Dificilmente serradas pela serra lisa. acentuando as cores. Alguns minerais são nocivos à beleza das pedras como a pirita. Duras: Somente serradas na serra lisa. Lisa: Fácil de polir. Ex. influenciando na maioria das vezes. conseqüentemente aumentando de volume. a Homogeneidade e a Dureza. Textura: Relacionada ao detalhe da distribuição dos elementos mineralógicos. corte. polimento e aderência a aglomerantes. a Estrutura e a Coloração. Quando usada para revestimentos a uniformidade e a durabilidade das cores são essenciais. Estrutura: Relacionada à homogeneidade ou heterogeneidade dos cristais constituintes e da parte amorfa.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . no seu valor. A cor pode ser alterada pelo intemperismo.: Granito.22 < 1500 0. a cor não serve para identificação mineralógica. pirrotita e mica. Ex.84 Gelividade: A água infiltrada na pedra transforma-se em gelo.: Mármores.: Calcários compactos. marcassita. Semi. A pressão exercida pelo gelo é de 146 kgf / cm².CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.85 0. Coloração: É determinada pela cor dos minerais essenciais ou de seus componentes acessórios. Refere-se à forma e ao aspecto da superfície de fragmentação da rocha. Homogeneidade: Quando apresenta as mesmas propriedades em amostras diversas.duras: Serradas facilmente pela serra lisa com areia ou esmeril e dificilmente serradas por serra de dentes.: Tufos vulcânicos. Ex. Esta propriedade afeta a trabalhabilidade da pedra e está intimamente ligada ao seu custo. a ausência desta significa má qualidade da pedra. mas facilmente com as serras diamantadas. Importante quando a pedra tem finalidade decorativa. Influenciam na trabalhabilidade: a Fratura . Devido a sua variabilidade. Angulosa: Superfície de separação mais ou menos resistente. Fratura: Está relacionada à facilidade ou dificuldade de extração. Os principais tipos de fratura são: Plana: Material fácil de ser cortado em blocos de faces planas. Dureza: É a propriedade relacionada à maior ou menor capacidade de se serrar. Conchoidal: Difícil de ser cortada. Trabalhabilidade: É a capacidade da pedra em ser trabalhada com mínimo de esforço. mas fácil de lascar. Escamosa: Dificuldade de cortar.

1 .Massa Específica Absoluta (D): Dada pelo peso da unidade sem os vazios.Massa Específica Aparente (d): No volume considera-se o material sólido e os vazios permeáveis e impermeáveis. . frasco graduado ou balança hidrostática.Características Físicas 1.Massa Específica: É a relação entre massa e volume.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .1 .9.23 1. . PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Determinada pelo processo geométrico. Determinada pelo picnômetro. Figura 1: Massa Específica Compacidade (C): É a relação entre massa específica aparente e massa específica absoluta. ESTUDOS TECNOLÓGICOS 1.1.9.9.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.

24 Porosidade (P): É a relação entre volume de vazios e volume aparente do material. pressão ou ambos. Condutividade Térmica e Elétrica: É a propriedade relacionada com a velocidade da transmissão de calor. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. -2. A absorção depende dos poros ligados ao exterior de acordo com a dimensão e disposição dos canais da pedra. -1% <P < 2. -10% <P < 20% : rocha muito porosa. As pedras. A água pode atravessar um corpo por capilaridade. Higroscopicidade: É a propriedade de absorver água por capilaridade. mesmo assim não podem ser consideradas bons isolantes térmicos. Importante para a durabilidade. podem ser consideradas más ondutoras de calor. -5% <P < 10% : rocha bastante porosa.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .5% <P < 5% : rocha com porosidade regular.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. comparadas aos metais. Permeabilidade: É a capacidade de se deixar atravessar por líquidos e gases. Classificação quanto à porosidade: -P < 1% : rocha muito compacta.5% : rocha com pequena porosidade. -P >20%: rocha fortemente porosa.

25 Dureza: É a propriedade relacionada à maior ou menor capacidade de se serrar. Determinação da resistência à compressão: Na prensa coloca-se corpo de prova cúbico com 5 centímetros de arestas. mas facilmente com as serras diamantadas.Duras: Somente serradas na serra lisa.: Calcários compactos.9.: Mármores.2 . . -Flexão = 1/10 a 1/15 da Resistência à Compressão. Flexão. normalmente. Cisalhamento: As pedras. e S = Área da seção resistente. nas rochas estratificadas e umidade influenciam na resistência. Ex. -Cisalhamento = 1/10 a 1/15 da Resistência à Compressão . resistem bem à compressão e mal à tração.Semi. . . Tração.2.Desgaste: É a perda de qualidades ou de dimensões com o uso contínuo. Sendo: Rc = Resistência à compressão.9.Brandas: Serradas facilmente pela serra de dentes. -Tração = 1/20 a 1/40 da Resistência à Compressão. . usando-se um abrasivo (areia ou coríndon)→ resistência à abrasão. O ensaio de desgaste pode ser feito de duas maneiras: -Material atritado contra um disco horizontal que gira.Resistência à Compressão.2.duras: Serradas facilmente pela serra lisa com areia ou esmeril e dificilmente serradas por serra de dentes. 1. Fatores como a orientação do esforço. A resistência à compressão serve de dado para avaliação indireta das outras propriedades. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.Duríssimas: Dificilmente serradas pela serra lisa.9. O desgaste é feito pelas partes mais duras.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Ex. Esta propriedade afeta a trabalhabilidade da pedra e está intimamente ligada ao seu custo.: Granito. Ex.1. Ex. Figura 2: Resistência à Compressão 1. dependendo também da dureza do abrasivo.2 .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .: Tufos vulcânicos. P = Esforço aplicado.Características Mecânicas 1.

pois o peso do bloco é fundamental para a estabilidade do molhe. não podendo ser partidos por choque durante a colocação.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .005mm <∅ <0. 1.6 cm<∅ < 25 cm -Pedregulho: Pedaço de rocha com diâmetro 4.2.9.5 kg) quantas vezes forem necessárias para esmagar o cubo. O ensaio consiste em deixar cair sobre o corpo-de-prova (cubo de 4 cm de lado) um peso de 45N (4.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.26 → recomendado para pedras e pisos de revestimento.11 ALTERABILIDADE DA PEDRA Modificação da suas características e propriedades por agentes atmosféricos ou outros agentes agressivos. É muito usado para qualificação da pedra como agregado para concreto asfáltico e lastro de ferrovias.8mm -Silte: Diâmetro 0. 1. -Material atritado por desgaste recíproco de pedaços de pedra em aparelhos como o Deval ou Los Angeles.05mm -Argila: Diâmetro∅ <0. Figura 3: Aparelho para ensaio de choque.10 CLASSIFICAÇÃO QUANTO ÀS DIMENSÕES -Bloco de Rocha: Pedaço de rocha com diâmetro > 1m -Matacão: Pedaço de rocha com diâmetro 25 cm <∅ <1m -Pedra: Pedaço de rocha com diâmetro 7.Resistência ao choque: Importante nas aplicações como molhes de enrocamento.8mm <∅ <7.3 . →agregados.6cm -Areia: Diâmetro 0. atuando através de uma ação física ou química.005mm 1.05mm <∅ < 4.

Afeta os compostos de ferro e a passagem do ferro bivalente (FeO2) a trivalente (FeO3) dá origem à coloração avermelhada.5 vezes mais do que a atmosfera. As variações térmicas produzem esforços internos secundários que agindo continuamente podem causar a desagregação e a ruína total do material. 2 H2O) . No caso dos calcários calcíticos verifica-se a seguinte reação: -Hidratação: Pela hidratação a água é absorvida.11. cujo mineral essencial é a calcita. Depois da hidratação ocorre a hidrólise.1 – Efeitos Físicos: . Cada constituinte mineralógico tem um coeficiente de dilatação térmica. como os calcários. quebrando sua estrutura cristalina. A dissolução dos calcários calcíticos é muito mais rápida que a dos calcários dolomíticos.Crescimento dos cristais: O crescimento de cristais em fendas pré-existentes ou poros pode fragmentar a rocha. penetrando em seus capilares.2 – Efeitos Químicos . CaCO3.11. sendo muito solúvel. sendo que a estrutura cristalina do mineral é mantida. O bicarbonato tem solubilidade 100 vezes mais que o carbonato.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. O bicarbonato de cálcio. marcassita (FeS2) ou pirrotita (Fe n – 1 Sn). 1.Oxidação: Um dos processos químicos mais comuns.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Os sais precipitam quando a água de capilaridade evapora-se e ao cristalizar-se aumentam de volume. ou a dolomita CaMg (CO3)2.Ação do CO2: Certas rochas podem sofrer dissolução. Na presença de água e ar o sulfeto reage dando: 4 FeS2 + 15O2 + 8 Ca (OH)2 + 14 H2O→ 4 Fe (OH)3 + 8 (CaSO4. . responsável pela decomposição química do mineral.27 1.Variação de Temperatura: O aquecimento da rocha é 1 a 2. ficando intimamente ligada à superfície mineral. Exemplo: A oxidação dos sulfetos encontrado na forma de pirita (FeS2). Esse crescimento pode ser devido à deposição de sais nas fendas e poros. é facilmente lixiviado. ocasionando um aumento de fissuração progressivo e lento. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.

1976) PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . 1976) Figura 5 : Alterações Típicas da Pedra e Agregados (PETRUCCI.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.28 Figura 4: Agentes de Ruína da Pedra (PETRUCCI.

3 . c) Mista.12 EXPLORAÇÃO DE PEDREIRAS 1.Volume de trabalho de drenagem e regularização. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. .Distância ao centro consumidor. .Rede elétrica e água potável.29 1. O estudo petrográfico determina: composição mineralógica da rocha e sua classificação petrográfica. textura.Exploração de Pedreira Conjunto de operações que permitem a retirada da pedra natural da jazida. b) Subterrânea.Critérios para escolha de uma Pedreira a) Qualidade da jazida: Verificação através de observação direta ou estudo petrográfico. 1.Vizinhança.2 . .Acesso às vias de comunicação. . b) Quantidade e custo de remoção da camada superficial: A quantidade pode ser determinada por sondagens e topografia (curvas de níveis e levantamento de seções). c) Situação: . reduzindo formas e tamanhos.12.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. estado de conservação da rocha. granulação. presença de materiais nocivos.12. 1. Os tipos de exploração são os seguintes: a) Céu aberto.Disponibilidade pessoal técnico e operário. .Definição de Pedreira Pedreira é a denominação dada a uma jazida (depósito mineral ainda não explorado. estrutura.Localização da pedreira (facilidade para o serviço).12. tornando-as compatíveis para o uso e aplicação em obras de engenharia.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . poros. natural) de mineral pétreo explorada. .1 .

6% estão ligadas à indústria da construção civil: calcário (337).13. manganês (18). fluorita.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. alumínio (18). destacando ferro (82). areia e cascalho (265) e argilas comuns e plásticas (178). argila refratária. argilas comuns e plásticas.Setor Mineral Catarinense O valor da produção mineral em Santa Catarina no ano de 1998. turfa. com seu território amplo e sua diversidade geológica. é um dos maiores potenciais de minérios do mundo. conchas calcárias. caulim. areia industrial.6 milhões. registrando uma produção de 83 substâncias minerais. 1. Os minerais metálicos compreendem 11.2% das minas.SC (AREIA E BRITA.30 Figura 6 : Vista Pedreira.13 POTENCIAL MINERAL BRASILEIRO O Brasil. fonolito e nefelina-sienito. seixos e saibros. estanho (8) e cromo (6). feldspato). foi cerca de R$ 287. Os terrenos antigos. bauxita. são cerca de 42% do território nacional. água mineral. sendo um dos principais produtores mundiais de minérios. Pomerode . 1999) 1. ricos em depósitos minerais de grande significado econômico. pedras britadas (348). PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. areias. granito ornamental.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . para 21 tipos de bens minerais produzidos (carvão. verifica-se que 72. calcário calcítico e dolomítico. pedras britadas. Com relação à distribuição das minas por substâncias minerais.1 . ouro (20). silex.

986. pobres em sílica. Na porção Leste é obtida do beneficiamento das rochas graníticas e/ou granito-gnáissicas. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. areia. principalmente areia grossa. são bem dominantes. seixos e saibro foi no total cerca de 31% do valor da produção mineral do estado no ano de 1998. -Valor da Produção: R$ 58.2% e a de areia e seixos 10.2 . -65 minas outorgadas.021 m³. além de seixos de leito de rios e de depósitos aluvionares provenientes destas litologias.218. → Universo total da produção de brita: -Quantidade produzida: 3.915.555 m³.418.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . contendo apenas depósitos localizados.31 Figura 7: Distribuição do Valor da Produção Mineral do Estado de SC (AREIA E BRITA. -50 empresas produtoras de pedra britada. 1999) 1.13. A produção de brita foi de 20. →Universo total da produção de areia para construção: -Quantidade produzida: 4.946. são pobres em depósitos de areia. Enquanto que na porção Oeste e MeioOeste a brita é produzida a partir de basaltos da Formação Serra Geral. -130 empresas produtoras de areia. bem como nos depósitos sedimentares da planície costeira. -35 municípios produtores.8%.00. As principais áreas de extração localizam-se nos principais cursos d’água que transportam os sedimentos originários das rochas graníticas e granito-gnáissicas. As porções Oeste e Meio Oeste de Santa Catarina.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. -Valor da Produção: R$ 29.526.00. de um total de 293 existentes. associados às rochas sedimentares da Bacia do Paraná. A produção de pedras britadas. pois os basaltos da Formação da Serra Geral.Brita e Areia em Santa Catarina A pedra britada tem grande distribuição em Santa Catarina. As areias para utilização na Construção Civil tem ampla distribuição na porção Leste do Estado.

PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. d) Brita n. -40 municípios produtores.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .º 1.13.3 . 1. e) Brita n. c) Brita n.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. de um total de 293 existentes.º 2 e.º ¾.32 -181 minas outorgadas. f) Pedra pulmão (Oriunda da britagem primária).Pedras usadas na Região (Florianópolis) a) Pó de pedra. b) Pedrisco.

Obtida através da fórmula (1.14.14 PARTE PRÁTICA 1.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.. Métodos de determinação: PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Figura 9: Fluxograma típico de uma pedreira (BAUER. L.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .1).Massa Específica Aparente: É a massa por unidade de volume compreendendo o volume absoluto do material sólido e o volume dos vazios impermeáveis.33 Na Figura 9 encontra-se um fluxograma típico de uma pedreira.1 .A. 1995) 1.

Faz-se então a leitura final (Lf). Figura 9: Lei de Arquimedes O valor do empuxo pode ser determinado pela diferença entre a massa de uma amostra em condições normais (m) e sua massa imersa (mi). As medidas das arestas para determinação do volume são efetuadas com um paquímetro. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Determina-se a massa de uma certa porção da amostra (m) e coloca-se esta porção na proveta. É o corpo-deprova usado para o ensaio de resistência à compressão.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . dependendo da sensibilidade de leitura da proveta utilizada.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.34 a) Processo geométrico: Utiliza-se um cubo com arestas normalmente de 5 cm. A precisão é pequena. Caso o fluido em questão seja a água (densidade igual a 1) o valor desta força em kgf será numericamente igual ao volume da amostra (em dm³). c) Processo da balança hidrostática: O princípio deste ensaio baseia-se na lei de Arquimedes: “Todo corpo imerso num fluido está sujeito a uma força de baixo para cima igual ao peso de líquido por ele deslocado”. para amostras que possua geometria irregular. b) Processo do frasco graduado: Coloca-se uma certa quantidade de água em uma proveta graduada e faz-se uma leitura inicial (Li). Este procedimento é indicado para cálculos rápidos. São realizadas duas medidas por aresta e as dimensões do cubo são calculadas como sendo a média das leituras.

-Tara-se a balança com o recipiente que conterá a amostra quando imersa na água. coloca-se a amostra (a) com auxílio de um funil e completa-se o restante do espaço com água. mais preciso será o valor de “D”.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.35 Execução do ensaio: -Pesa-se a amostra (m). -Coloca-se a amostra no recipiente imerso e faz-se a pesagem imersa (mi). PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Figura 10: Cálculo do volume da amostra através do picnômetro Execução do ensaio: -Pesa-se o picnômetro com água (Pag). 14. Quanto menor a granulometria da amostra moída. Quando repleto por um líquido. Este método de determinação tem grande precisão e é recomendado para medida de laboratório.2). a) Processo do Picnômetro: O picnômetro é um recipiente de vidro que possui uma rolha esmerilhada com um tubo capilar. -Pesa-se o picnômetro com a amostra e água (Pag + a). Os vazios impermeáveis são eliminados através de moagem prévia da amostra. consegue-se um volume bem definido e preciso. -Pesa-se uma amostra de pó de pedra (m).2 . -Retira-se um pouco da água do picnômetro.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Obtida através da fórmula (1.Massa Específica Absoluta: É a massa por unidade de volume compreendendo apenas o volume absoluto do material sólido.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .36 Atenção: Deve-se eliminar cuidadosamente o ar aderido às partículas da amostra quando colocada no picnômetro. antes de começar o preenchimento total por água. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.

1 DEFINIÇÃO Segundo a NBR 7211 (EB-4) agregados são materiais pétreos.3 CLASSIFICAÇÃO 2. provenientes de alterações de rocha (PETRUCCI. 2. possuindo dimensões nominais máxima inferior a 152mm e mínima superior ou igual a 0.075mm. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.2 APLICAÇÕES -Lastros de vias férreas. -Bases para calçamentos. obtidos por fragmentação artificial ou fragmentados naturalmente.os fragmentos rolados no leito dos cursos d’água e os materiais encontrados em jazidas. incoesivo. de atividades químicas praticamente nulas. de dimensões e propriedades adequadas para uso em obras de engenharia. Artificiais: Aqueles que têm sua composição particulada obtida através de um trabalho de afeiçoamento pela ação do homem. -Adicionados aos solos que constituem pista de rolamento.3.1 Segundo a Origem Naturais: Aqueles que já encontram-se na natureza sob a forma (particulada) de agregados. com propriedades adequadas.37 CAPÍTULO 3 AGREGADOS 2. Sendo as areias e pedras obtidas através da moagem de fragmentos maiores. 1987). 2. usando a designação de artificias para os obtidos a partir de materiais sintéticos. Existem autores que classificam as areias e pedras obtidas por moagem como naturais. -Parte componente do material para revestimentos betuminosos. -Material de drenagem e para filtros.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . São as areias (mina ou cursos d’água) e cascalhos. Material granular. constituídas de misturas de partículas cobrindo extensa gama de tamanhos (BAUER. como produtos ou rejeitos industriais (argila expandida e escória moída). -Material granuloso e inerte (não sofre transformação química) na confecção de argamassas e concretos. geralmente inerte. sem forma e volume definidos. Material particulado. 1995). São agregados as rochas britadas.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Exemplos: Areias quartzozas. -Brita: Material artificial que passa na peneira de malha 152 mm e fica retido na 4.075 mm.3 Segundo à Massa Específica Aparente Leves: Aqueles com massa específica aparente menor que 2000 Kg/m³. Graúdo: Aquele material cujos grãos ficam retidos na peneira ABNT 4. Quando o material apresentar mais do que 15% e menos do que 85% da massa de grãos passantes ou retidos na peneira 4. * Podem ficar retidos até 15% em massa. considera-se o agregado como uma MESCLA de miúdo e graúdo. argila expandida e pumicita (pedra-pome).3. Exemplos: Minérios de barita.8 mm (podendo ficar retido até 15% em massa). Sendo a areia e o pedrisco.8 mm** e passam pela peneira 152 mm.º 200 (0. Sendo as britas e o seixo rolado. Normais: Aqueles cuja massa específica aparente está entre 2000 a 3000 Kg/m³.8 mm (podendo ficar retido até 15% em massa). Pesados: Aqueles que possuem massa específica aparente acima de 3000 Kg/m³. ** Podem passar até 15% em massa. -Seixo Rolado: Material natural que passa na peneira de malha 152 mm e fica retido na 4. seixos e britas de granito. hematita e magnetita 2.3. Exemplos: Vermiculita.2 Segundo o Tamanho dos Grãos Miúdo: Aquele material cujos grãos passam pela peneira ABNT 4.8mm (podendo passar até 15%).8 mm* e ficam retidos na peneira 0. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.4 TIPOS DE AGREGADOS -Filler: Material que passa na peneira n.8mm (podendo passar até 15%).8 mm de abertura. -Pedrisco: Material artificial que passa na peneira de malha 4. 2. -Areia: Material natural que passa na peneira de malha 4.38 2.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .075 mm).

Podem ser fluviais ou marítimos. geralmente. 6º) Britador Secundário: Deixa os fragmentos com a dimensão final. mas com bastante pureza. os melhores agregados encontrados na natureza. sendo este último mais oneroso.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. b) Origem eólico: Depósito de materiais finos formados pela ação do vento. .5 OBTENÇÃO DOS AGREGADOS 2. Os marítimos.5. →Quanto ao tipo de jazida: .Minas: jazida formada em subterrâneo.Bancos: jazida formada acima do leito do terreno. c) Origem aluvial: Depósito de materiais formados pela ação transportadora da água.5.2 Agregado Artificial Obtidos através da redução de pedras grandes. 2º) Fragmentação Secundária: Redução do tamanho dos blocos em dimensões adequadas para o britamento primário 3º) Transporte 1: Os fragmentos são transportados da pedreira até o britador primário através de correias ou transporte rodoviário.Jazidas de rios: leitos e margens de cursos de água. as jazidas classificam-se em: a) Origem residual: Depósitos encontrados próximo à rocha matriz. em geral por trituração em equipamentos mecânicos (britadores). mas grande quantidade de impurezas. Normalmente possuem boa granulometria.1 Agregado Natural A obtenção dos agregados naturais e a sua qualidade estão ligadas à sua origem geológica. apresentam má granulometria e os fluviais são. 2. . PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Possuem má granulometria. Normalmente a operação de produção dos agregados artificiais é a seguinte: 1º) Extração da Rocha: Produção de blocos com grandes dimensões.39 2. .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . 5º) Transporte 2: Os fragmentos de rocha são levados do britador primário ao secundário. Exemplo: Dunas. na maioria das vezes. De acordo com a origem geológica. 4º) Britador Primário: Redução do tamanho dos fragmentos.Jazidas de mar: praias e fundos do mar.

· pedrisco / brita 0 (4. · areia de brita ( 0.8mm). · pedra 5: (76 / 100).5 / 25).075mm).5). Estes possuem a vantagem de consumir menos mandíbulas. · pedra 3: (25 / 50).5). de acordo com as exigências da norma ou comerciais. · agregado leve de suprodutos industriais. Fragmentam a pedra. · pedra de mão (76 a 250mm).15 mm<graduação<4.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . · filler (material passante na peneira 0.5.40 7º) Peneiramento: Os grãos são separados em tamanhos diferentes. · pedra 1: (9. 9º) Estocagem: Os agregados são armazenados em depósitos a céu aberto ou em silos: a) Extração da rocha e fragmentação secundária: · brita. esmagando-as de encontro à superfície triturante fixa.8 / 9. · escórias industriais. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. 8º) Lavagem: É feita quando existe uma grande quantidade de finos e principalmente quando a rocha matriz encontra-se parcialmente alterada (presença de argila). · pedra 4: (50 / 76).8mm). Normalmente os britadores comuns são de duplo efeito.2.5 / 12. b) Fabricação industrial: · agregado leve de argila expandida. por meio de superfície triturante de movimento alternado (mandíbula móvel). 2. · restolho (material granular friável). · agregado de concreto e entulho reciclados.1 Tipos de Britadores a) De movimento alternado ( de mandíbula): Os britadores de mandíbula são de dois tipos: De simples efeito e de duplo efeito. · pedra britada (NBR-7225). · pó de pedra (< 4. · pedra 2: (12. A pedra ao ser triturada baixa pelo funil a cada afastamento da mandíbula móvel.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.

devido a um excêntrico.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Figura 2: Esquema de britador de mandíbulas de duplo efeito (PETRUCCI.1982). que se afasta e se aproxima da cavidade cônica.41 Figura 1: Esquema de britador de mandíbulas de simples efeito (PETRUCCI. Britador de Rolo e Britador de Martelo. b) De movimento Contínuo: Neste caso podemos citar três tipos: Britador Giratório. corrugadas ou dentadas. Britador Giratório: Superfície triturante fixa é a superfície interna da cavidade cônica e a móvel é a parte externa do pinhão côncavo. Britador de Martelo: O material é jogado por pás móveis contra a superfície interna do britador. Podem Ter superfícies lisas. O choque é que provoca o fracionamento PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Britador de Rolo: A britagem é feita por dois rolos separados de um pequeno intervalo que giram em sentidos contrários. 1982).

: A velocidade não pode ser maior porque a força centrífuga prejudica a classificação. ocasionando um menor desgaste.2. . nem menor pois o material não escoa através do peneirador. podendo ser rebritado.Lenta: 10 a 25 r. . .5.A classificação é rigorosa.Menor potência necessária PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. .As telas são substituídas facilmente. O refugo sai pela parte de baixo.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. São as mais modernas. . tendo uma inclinação de 4 a 6 graus.Deficiência na classificação.m. da boca para a saída. com diâmetro de furo crescente.42 Figura 3: Tipos de britadores (AREIA E BRITA. Possui algumas desvantagens como: -Aproveitamento da superfície bastante pequena ( a área útil é de 1/10 da total). .Um pequeno espaço é ocupado.Custo e manutenção altos devidos ao desgaste. pois as peneiras de diâmetro menor são as menos resistentes e as que recebem as maiores cargas.2 Tipos de Peneiras a) Cilíndricas rotativas: A peneira cilíndrica rotativa é constituída de chapas de aço perfuradas e enroladas em forma cilíndrica.Maior aproveitamento da superfície.p. 1999) 2. -Paradas com muita freqüência para manutenção. . . b) Planas vibratórias: Formadas de caixilhos superpostos. A peneira é formada de várias seções. Possui vantagens como: As pedras maiores não vão para as peneiras mais fracas.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . com inclinação em torno de 15 graus.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . de eixo horizontal.43 2. È determinada pelo ensaio diametral. limpa-se as esferas com uma escova e passa a amostra nas peneiras 2.Coloca-se a amostra no tambor do equipamento limpo juntamente com cargas abrasivas (esferas metálicas).Lava-se o material retido nas próprias peneiras e seca-se em estufa entre 105 e 110 ° durante C 3h. onde coloca-se dentro o agregado juntamente com bolas de ferro fundido.Faz-se o tambor girar com velocidade de 30 à 33 rpm até completar 500 rotações.Pesa-se o material seco (m’n). O procedimento de ensaio é seguinte: Pega-se uma amostra onde a quantidade é definida em função do tamanho dos grãos (Mn).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. 2.3 Resistência à Abrasão .Los Angeles Abrasão é o desgaste superficial dos grãos.5. . 2. onde o corpo-de-prova cilíndrico é submetido a um esforço perpendicular ao eixo do cilindro. da direção do esforço. A resistência a abrasão mede a capacidade que o agregado tem de não sofrer alteração ao ser manuseado. .68mm rejeitando o material que passa na última peneira.5 ÍNDICE DE QUALIDADE 2. A abrasão Los Angeles deverá ser inferior a 50% em massa do material.1 Resistência à Compressão A resistência varia conforme o esforço de compressão se exerça paralela ou perpendicularmente ao veio da pedra. .2 Resistência à Tração Depende. O ensaio é feito em corpos-de-prova cúbicos de 4 cm de lado. também. A NBR 6465 trata do ensaio à abrasão.Retira-se o material do tambor.5.38mm e 1.5. . . que sofreram atrição. A máquina do ensaio consta de um cilindro oco. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. separa-se as esferas metálicas.

Caso decréscimo seja superior à 10% adota-se o seguinte procedimento: a) coloca-se a areia em lugar seco e ao ar livre para neutralizar a acidez.0% para concretos submetidos a desgaste superficial e 3. por sedimento do agregado em um líquido de massa específica igual a 2kg/d³ (cloreto de zinco ou tetrabromoetano). Para agregados graúdos de 1.Material pulverulento: Material fino constituído de silte e argila e passando na peneira 0. → Outras impurezas: -Cloretos: Quando em presença excessiva podem ocasionar problemas. . madeira e matéria vegetal sólida.075mm for constituído de grãos gerados durante o britamento da rocha. A determinação é feita pela (NBR 7219). dos agregados miúdos.0% para concreto cuja aparência seja importante. É determinada através do ensaio colorimétrico NBR7220 que indica ou não a existência de impurezas orgânicas nas areias. Os revestimentos de argamassas feitos com agregados contendo cloretos são higroscópicos. pois é um material de pouca resistência e as vezes expansivos.44 2. em particular. prejudicando o concreto quando submetido a abrasão.0% para demais concretos. c) substitui-se 5% do cimento em igual proporção em peso de cal.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . nos agregados. A NBR 7211 (EB-4) fixa o teor em 0. Os finos de certas argilas. Para agregados miúdos é de 3. linhito. . 7.5% e para os agregados graúdos é de 1.075mm.Materiais carbonosos: Partículas de carvão. Os finos quando presentes em grande quantidade. São detritos de origem vegetal. propiciam maiores alterações de volume nos concretos. Para os agregados miúdos o teor limite é de 1.0% nos demais concretos.0% para concretos submetidos à desgaste superficial e 5.4 Substâncias Nocivas . b) lava-se a areia com água de cal. sob a forma de torrões friáveis é muito nociva para resistência de concretos e argamassas. . O limites.Torrões de Argila: A presença de argila.0% para demais concretos. A determinação é feita pela ASTM C123. aumentam a exigência de água dos concretos para uma mesma consistência. 2. podem ser aumentados de 5 e 7% quando o material passante na peneira 0. geralmente sob forma de partículas minúsculas. O ensaio consta da separação das partículas de carvão. madeira e matéria vegetal sólida presentes no agregado. Moldam-se 3 séries de corpos de prova para cada argamassa e rompe-se a 3. segundo a NBR 7211. As partículas de baixa densidade são consideradas inconvenientes sendo inclusões de baixa resistência. Em caso afirmativo. gerando o aparecimento PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. linhito. O ensaio consiste no seguinte: • • • • Prepara-se duas argamassas 1:3:0.0%. e 28 dias. uma com areia suspeita e outra com areia conhecida de mesma granulometria composta em laboratório.Impurezas orgânicas: É a impureza mais freqüente nas areias.5% em concreto cuja aparência é importante e 1. O teor é limitado na NBR 7211 (EB-4) e a sua determinação se faz pelo método NBR 7218 (MB-8). Comprova-se a qualidade da areia pelo ensaio NBR 7221. areia é considerada suspeita.5. intensificando sua retração e redução limites. mas que em grande quantidade escurecem o agregado miúdo. Caso o decréscimo de resistência seja inferior a 10% a areia pode ser empregada.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.48.

foi eliminada por um aquecimento a 100° C. não tem interesse para a construção civil.6. É definido como a razão entre a massa de água contida numa amostra e a massa desta amostra seca. mas os vazios permeáveis das partículas de agregados encontram-se preenchidos de água. na maioria das vezes. d) Saturado: Apresenta água livre na superfície.2kg/dm³. As areias finas têm massas unitárias da ordem de 1. A massa unitária tem grande importância porque é através dela que converte-se as composições das argamassas e concretos dadas em peso para volume e vice-versa.6 CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DOS AGREGADOS 2.6. em estado seco. É determinado pelo frasco de Chapmann ou picnômetro.6. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .6. Conforme o teor de umidade. externa ou interna. b) Seco ao ar: Sem apresentar umidade superficial e possuindo umidade interna. incluindo o material sólido e os vazios permeáveis e impermeáveis. Seu valor é utilizado no cálculo do consumo de materiais em concretos e argamassas.2 Massa Específica Absoluta: É a massa por unidade de volume.4 Umidade: O teor de umidade é de grande importância no estudo dos agregados. estando incluso somente o material sólido que compõe os grãos. principalmente nos miúdos devido ao fenômeno do inchamento.45 de eflorescências e manchas de umidade. O resultado geralmente é expresso em porcentagem. Sua determinação. 2. 2. 2.5kg/dm³. incluindo o volume aparente dos grãos e dos vazios intergranulares. -Sulfatos: Podem acelerar e em certos casos retardar a pega de um cimento Portland. Dão origem as expansões no concreto pela formação da etringita (trisulfoalumitato de cálcio) ou sal de Candlot . mas podendo não estar saturado.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. c) Saturado Superfície Seca: Não apresenta água livre na superfície. O uso de aceleradores de pega à base de cloreto de cálcio têm seu uso proibido para concretos protendidos. O teor de umidade influencia muito o peso unitário dos agregados miúdos devido ao fenômeno do inchamento. temos o agregado nos seguintes estados: a) Seco em estufa: A umidade. No caso de concreto armado pode acelerar o fenômeno de corrosão da armadura.3 Massa Unitária: É a massa por unidade de volume. A massa unitária no estado solto de uma areia está em torno de 1. 2.1 Massa Específica Aparente: É a massa por unidade de volume.

encontra-se úmida. em casos excepcionais. A água livre aderente aos grãos provoca um afastamento entre eles. . a 2%. 2.5 Inchamento: A NBR 6467 (MB-215) cita que o inchamento de agregados miúdos é o fenômeno da variação de seu volume aparente. .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.Picnômetro. geralmente.6. A curva da Figura mostra a representação gráfica do fenômeno de inchamento para a areia de graduação média.Secagem em estufa.Frasco de Chapman.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .Aparelhos Especiais (Exemplo: Speedy Moisture Tester).Secagem por aquecimento ao fogo. Os teores de umidade normalmente encontrados estão em torno de 4 a 6%. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. onde na abscissa estão marcados os teores de umidade e na ordenada os coeficientes de inchamento (relação entre os volume úmido e seco de uma mesma massa se areia). resultando no inchamento do conjunto. A determinação da umidade pode ser feita através de: . A areia usada em obra. A absorção é normalmente muito baixa podendo atingir. .46 O teor de umidade no estado saturado superfície seca é denominado absorção. . provocado pela água absorvida.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. paralela à corda que une a origem ao ponto de tangência da reta anterior. a) Traça-se uma tangente à curva paralela ao eixo das abscissas. é definido como coeficiente médio de inchamento. c) A umidade correspondente ao ponto de interseção das duas tangentes é a umidade crítica. de acordo com dois índices: a umidade crítica e o coeficiente médio de inchamento. É determinada por PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Sendo: Umidade Crítica: É o teor de umidade acima do qual o inchamento permanece praticamente constante.7 GRANULOMETRIA (COMPOSIÇÃO GRANULOMÉTRICA DO AGREGADO) É a proporção relativa (expressa em percentagem) dos diferentes grãos que constituem o material. Esta é conseguida através da construção gráfica. 2. por peneira ou acumulado. A média dos coeficientes de inchamento no ponto correspondente à umidade crítica e coeficiente máximo observado.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Expressa em material retido ou passante. do ponto de vista do seu inchamento. b) Traça-se uma nova tangente à curva.47 Figura 5: Curva de Inchamento da Areia Por causa do gráfico surgiu a idéia de caracterizar-se uma areia.

7. Para caracterização de dimensões máximas e mínimas das partículas. constituindo uma série padrão.1.7. No Brasil utiliza-se peneiras com malha de forma quadrada e uma sequencia tal que o lado de cada abertura tenha sempre o dobro do lado da abertura da malha da peneira anterior.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.Agregados Miúdos A granulometria é determinada segundo a NBR 7217.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .15mm. -Dimensão mínima característica: abertura (mm) correspondendo a uma percentagem retida acumulada≥ à 95% em massa. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.1. existe as peneiras da série intermediária. começando pela 0. dividido por 100. -Módulo de Finura: soma das percentagens retidas acumuladas nas peneiras da série normal. De acordo com a NBR 7211/1983: Parâmetros dos ensaios de peneiramento: -Dimensão máxima característica: abertura (mm) correspondendo a uma percentagem retida acumulada≤ à 5% em massa. cuprindo os limites somente de uma das zonas indicadas na Tabela 2.48 peneiramento. São as peneiras da série normal. 2.1 Limites Granulométricos do Agregado para Utilização em Concreto 2. através de peneiras normalizadas com determinadas aberturas.

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(A) Em cada uma das zonas pode haver uma tolerância de até no máximo de 5 unidades (%) em um só dos limites marcados com a letra A ou distribuídos em vários deles. (B) Para o agregado miúdo resultante de britamento, este limite poderá ser 80. Obs: A amostra do ensaio deve seguir a NBR 7216. Considerações: 1º) Podem ser utilizadas areias cuja granulometria não se enquadre em qualquer uma das zonas indicadas na Tabela 2, desde que realize-se estudos prévios de dosagem ou que a faixa granulométrica seja de uso consagrado em determinada região. 2º) Depois que se define o emprego de um agregado pertencente a um a zona granulométrica, a mudança para material pertencente a outra zona somente deverá ser aprovada após estudo de dosagem. 3° Uma diminuição de 0,2 no módulo de finura do agregado miúdo num determinado concreto ) geralmente implica numa substituição de aproximadamente 3% da massa deste material por uma massa equivalente de agregado graúdo para manter mais ou menos constante as características do concreto. Apesar destas prescrições de norma, ressalta-se que as areias da zona 3 são mais adequadas para concreto. A antiga norma brasileira EB-4 e a norma americana ASTM C33 apresentam recomendações de faixas granulométricas muito mais restritas do que as propostas pela NBR 7211. A Tabela 3 apresenta as faixas.

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0 1 2 3 4 5 (A)

Porcentagem retida acumulada, em peso, nas peneiras de abretura nominal, em mm, de 152 76 64 50 38 32 25 19 12,5 9,5 6,3 4,8 2,4 0 0-10 80-100 95-100 0 0-100 80-100 92-100 95-100 0 0-25 75-100 90-100 95-100 0 0-30 75-100 87-100 95-100 0 0-30 75-100 90-100 95-100 -

Obs.: As areias normalmente consumidas e Florianópolis enquadram-se nas zonas 3 e 4, apresentando módulo de finura próximo a 3%. 2.7.1.2- Agregados Graúdos A amostra representativa de um lote de agregado graúdo, coletada de acordo com a norma NBR 7216, deve satisfazer os limites prescritos na Tabela 5. Tabela 5: Limites granulométricos de agregado graúdo (NBR 7211/83) (A) Para determinadas obras ou concretos, o consumidor poderá pactuar com o produtor o fornecimento de agregados, cuja variabilidade em suas características difere dos limites indicados na tabela. 2.7.1.3- Composição de Agregados Miúdos As areias das mais diversa granulometrias podem ser utilizadas para concreto. Entretanto, existem alguns limites ou faixas granulométricas em que se consegue melhores resultados em termos de dosagem, seja do ponto de vista técnico ou econômico. A antiga EB-4 e a ASTM C33 apresentam limitações bem mais rígidas que a NBR 7211.
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procurará fazer num procedimento gráfico a composição de uma mistura cujo resultado esteja enquadrado dentro de qualquer uma das faixas mostradas na Figura 6. O procedimento é o seguinte: • • • Sobre as linhas verticais correspondentes a abertura de diversas peneiras.52 Portanto. A % da mistura dos dois agregados miúdos será aquela que gerou esta curva.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Unir os pontos obtidos das divisões sobre os segmentos de reta de forma que cada curva obtida repesente misturas entre agregados. Detectar visualmente qual das curvas melhor se enquadra na faixa granulométrica usada como referência. numa variação de 10 em 10%.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . dividir o segmento de reta que une os pontos de interseção das curvas granulométricas plotadas dos agregados em 10 partes. é interessante que se façam composições de agregados miúdos de modo a obter uma mistura com características granulométricas o mais próximo possível das especificações da Zona 3 (NBR 7211) ou ASTM C33. Depois que as curvas forem plotadas. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.

-Toma-se duas partes opostas.7. Caso ficar retida na peneira 4.8mm. módulo de finura.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. mistura de agregado graúdo e miúdo. A amostra deve representar um lote.1 – Amostragem (NBR 7216): Para a determinação das propriedades físicas dos agregados devem ser feitas amostras. deve-se fazer as seguintes considerações: 1º) Adotar como peso da fração graúda o somatório dos pesos retidos nas peneiras com abertura maior ou igual a 4. suas dimensões máximas e mínimas características e módulo de finura. possuir todas as características do mesmo. % fração miúda da mescla. agrupá-los e homogeneizá-los. -Divide-se o tronco de cone em 4 partes aproximadamente iguais.8mm uma porcentagem retida acumulada maior que 15% ou menor que 85%. A Tabela apresenta as quantidades mínimas de amostras para realização de diferentes ensaios de caracterização dos agregados. a análise granulométrica deve ser feita em separado (fração miúda e fração graúda).4 Análise granulométrica de uma mescla Quando o agregado é uma mescla. O procedimento é o seguinte: Fazer o peneiramento do agregado na seqüência de peneiras destinadas aos agregados graúdos.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Sobre este peso calcular as porcentagens retidas e retidas acumuladas e se determinará as dimensões características máximas e mínimas e o módulo de finura. Para a formação da amostra é necessário coletar materiais em diversos pontos do depósito ou silo. ou seja. O relatório final deve apresentar: % fração graúda da mescla.1. segundo dois eixos ortogonais. homogeneiza-se e repete-se a operação sucessivamente até obter-se a amostra desejada. principalmente com relação à granulometria.8mm se extrairá amostra representativa (superior a 500g e aproximadamente 1 kg) e com ela se efetuará o estudo de granulometria da fração miúda. →Quarteamento: -Forma-se cone com material homogeneizado. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. 2º) Do material passante na peneira 4. dimensões máximas e mínimas características. 8. -Achata-se para obter tronco de cone com maior base possível. 2.53 2.8 PARTE PRÁTICA 2.

.Processo balança hidrostática Agregado miúdo . b) Massa específica absoluta: A sua determinação não tem sentido prático para a tecnologia dos agregados.2 .54 Em laboratório: .1). c) Massa específica unitária (NBR 6466): É a relação entre a massa de um agregado e seu volume compreendendo o volume aparente e o vazio intergranulares (Vunit).Processo do picnômetro.Processo frasco graduado.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. .Características Físicas: a) Massa específica aparente: É determinada basicamente utilizando-se os mesmos procedimentos empregados para rocha (item 1.Agregado Miúdo:Amostra vinda do campo passa por separador de amostras.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . . 2.8.Processo frasco graduado (frasco de Chapman).Agregado Graúdo: Quarteamento para obter tamanho da amostra para ensaio desejado. .Processo da balança hidrostática. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.14. Agregado graúdo .

O enchimento do recipiente deve ser feito com uma altura de lançamento não superior a 10 cm da borda.Pesa-se o recipiente com agregado (mra). A coleta da amostra deve ser feita de acordo com a NBR 7216. .3.Enche-se bastante o recipiente e com um a régua metálica faz-se a arrasadura da superfície eliminando-se o excesso (no caso do agregado miúdo). formando duas amostras para o ensaio.8. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. A massa mínima da amostra de ensaio é mostrada na Tabela 8.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. faz-se uma compensação entre as partes que se sobressaem do recipiente com as que ficam abaixo da borda. .Utiliza-se um paralelepípedo de volume superior a 15litros (Vrec).Pesa-se o recipiente vazio (mr). 2.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . .55 Procedimento: .No caso do agregado graúdo. .Composição granulométrica (NBR 7217/1987) A composição granulométrica deve ser determinada de acordo com a NBR 7217 (1987). A amostra que vai para o laboratório de ser umedecida para evitar a segregação e misturada cuidadosamente.

em cada peneira.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Após a peneira 0. As porcentagens médias retidas acumuladas devem ser calculadas.01. Peneirar por agitação mecânica a amostra M1.15mm colocar um fundo. O Módulo de Finura deve ter aproximação de 0. suas massas. Tomar amostra M1 e reservar a outra. Cálculo: Para cada uma das amostras calcula-se a porcentagem retida. O material removido do lado interno é considerado como material retido. para cada peneira.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. os valores de porcentagem retida individual não devem diferir em mais de 4%. em massa. seqüência crescente da base para o topo. nas demais peneiras. aproximação 0. Colocar a amostra sobre a peneira. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Escova-se a peneira. Encaixar as peneiras da série normal e intermediária. repetir o peneiramento para outras amostras de ensaio até que atinjam esta exigência. Remover o material retido em cada peneira para uma bandeja.56 Procedimento: • • • • • • • • Secar as amostras M1 e M2 em estufa (105-110° esfriar a temperatura ambiente e determinar C). Se isto ocorrer. com aproximação de 1%.1%. e o do lado externo será o passante. As amostras devem apresentar necessariamente a mesma dimensão máxima característicae.

57 Exemplo prático: PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Este método tem boa precisão mas é muito demorado e exige equipamento caro (estufa).8.Determinação da umidade a) Processo de secagem em estufa: Colhida uma amostra e levada ao laboratório. C Pesar a amostra no estado seco (ms). PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. deve-se: • • • Pesar a amostra no estado úmido (mh).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .4. Secar em estufa a uma temperatura de 105° C a110° até constância de peso.58 2. sendo recomendado somente para trabalhos em laboratório.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .3 100 400 2.0 98 4.59 b) Processo de secagem ao fogo: É utilizado quando necessita-se de determinações rápidas em campo.8 100 0.6 98.0 4 25 1500 9.0 96 9.1 4.0 98 Fundo 200 1.0 97.5 200 1. Coloca-se o material em uma frigideira ao fogo até evaporação da água.0 14.0 1.Determinação da umidade da areia (GOMES.3 1. 1999).8 1200 6.0 96.8 15200 76.0 100 100 Soma 16000 100 20000 100 Figura 7 .3 200 1.0 90. Peneiras Massa Porcentagens Massa Porcentagens Média % (mm) retida Retida Acumulada retida (g) Retida Acumulada acumulada (g) 50 --38 200 1.0 1 32 500 3.5 12500 78. et al.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Pesagem da amostra no estado úmido (mh).0 4. cerca de 500g (amostra representativa do material).0 91. • • PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.0 98.5 800 5 96.1 200 1. Pesagem da amostra no estado seco (ms).0 91 12.8 2000 10.7 200 1.3 98.4 13.0 14 19.4 600 3.

A pressão lida no manômetro está associada a um determinado grau de umidade uma vez que a amostra colocada tem massa padronizada (5. 10 ou 20g).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. c) Processo do frasco de Chapman: Para execução deste ensaio precisa-se da massa específica aparente do agregado. Coloca-se a amostra e fazer a leitura final (L). d) Speedy Moisture Tester: O equipamento é composto por uma garrafa metálica com uma tampa com um manômetro. -Colocar duas esferas de aço.60 Obs. O gás ocasiona um aumento de pressão interna na garrafa que é registrada no manômetro da tampa. -Pesar uma amostra (5. • • • Pesagem da amostra no estado úmido (mh). -Usar a tabela de calibração para determinação da umidade equivalente à pressão lida. 10 ou 20g). Este método determina a umidade superficial do agregado (h). cerca de 500g.: Os processos a e b determinam a umidade total do agregado.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. -Colocar duas ampolas de carbureto de cálcio na garrafa contendo a amostra. podendo ser determinada pelo próprio frasco de Chapman. fechar e agitar a garrafa até estabilização da pressão. O teste consiste em colocar a umidade do agregado em contato com o carbureto de cálcio gerando um gás dentro da garrafa. Preenchimento do frasco com 200ml de água.

Preencher a caixa padronizada (Volume = Vc e Massa = Mc) com agregado seco.Inchamento das areias Procedimento do Ensaio: 1.Determinar a massa da amostra (ms): ms = (Mc + a) – Mc. 3.Calcular o coeficiente de inchamento pela fórmula acima.Colocar a amostra do agregado numa caixa metálica de grandes dimensões (Ver Tabela 7. O material excedente deve retornar a caixa maior. 4. 2. 6.5.Traçar o gráfico de inchamento determinando a umidade crítica e coeficiente de inchamento médio.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .Repetir os procedimentos 4 a 8 para teores de umidade crescentes de 1 em 1% até que o valor do coeficiente de inchamento apresente uma diminuição em duas determinações consecutivas. segundo procedimento descrito para determinação da massa unitária. adicionar a água e homogeneizar o conjunto.Calcular a massa de água necessária para obter-se 1% de umidade (ms/100).Determinar a massa do conjunto (Mc + A). 9.8.Preencher a caixa padronizada com agregado miúdo.61 2. 5. página 45). PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. 7. 8. proceder a arrasadura. Pesar a caixa contendo a amostra úmida (Mc + ah). 10.Determinar a massa da amostra úmida (mh): mh = (Mc + ah) – (Mc).

sempre que possível. Transferir o material filtrado para um tubo de ensaio de mesmo diâmetro que o utilizado para armazenar a solução padrão. Procedimento de ensaio: 1º Coletar amostra representativa de acordo com a NBR 7216. 97ml da solução de hidróxido de sódio. formar uma amostra de ensaio de 200g.62 2. Simultaneamente. 5º Executar a comparação das cores das duas soluções: PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. 4º Após este período. Agitar vigorosamente e deixar em repouso durante 24 horas.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. preparar uma solução padrão. Agitar e deixar em repouso por 24 horas. Álcool: 10ml e Água Destilada: 90ml).6. 2º Soluções químicas utilizadas no ensaio: Solução de hidróxido de sódio a 3% (Hidróxido de sódio: 30g e água destilada: 970g) e Solução de ácido titânico a 2% (Ácido Tânico: 2g.Impurezas a) Matéria Orgânica: O teor de matéria orgânica de um agregado miúdo deve ser feita de acordo com a norma NBR 7220/1987. 3º Num frasco erlenmeyer adicionar 200g de agregado miúdo seco ao ar e 100ml da solução hidróxido de sódio.8.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . para evitar a segregação da fração pulverulenta. O material deve estar úmido. a seguir. adicionando a 3ml da solução de ácido tânico. transferir esta solução para um tubo de ensaio e. filtrar a solução que contém a amostra de agregado. usando um papel filtro qualitativo.

O material pulverulento da amostra (Mp) será determinado pela seguinte expressão: →Em anexo encontram-se as Folhas de Serviço usadas no Laboratório da Materiais de Construção para composição granulométrica de agregado graúdo e miúdo. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. -Se a solução da amostra for mais clara: teor de matéria orgânica < 300ppm.075mm). -Se a solução da amostra for mais escura: teor de matéria orgânica > 300ppm.075mm. 5º Coletar o material restante no recipiente e retido nas duas peneiras para uma bandeja metálica e secar em estufa até constância de massa (msf). Verter a solução (água suja com pó) sobre um conjunto de peneiras superpostas (#1. formar uma amostra de ensaio ligeiramente superior a 100g.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . é da seguinte maneira: 1º Coletar amostra representativa de acordo com a NBR 7216. 2º Secar a amostra em estufa (105 a 110° C). passante na peneira 0. misturando a amostra nesta água com freqüência. sempre que possível. para evitar a segregação da fração pulverulenta. Colocar água novamente e repetir a operação de lavagem tantas vezes quantas foram necessárias para que se obtenha uma solução praticamente limpa.2 e #0. 3º Determinar a massa seca do agregado (ms). O material deve estar úmido.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. b) Material Pulverulento: A determinação do material pulverulento. 4º Colocar o material em um recipiente e adicionar água em grande quantidade. o teor de matéria orgânica será de 300ppm .63 -Se a solução padrão tiver cor equivalente a da solução da amostra.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.64 ANEXO PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.65 FOLHA DE SERVIÇO INTERESSADO: PROCEDÊNCIA DA AMOSTRA: DATA DO ENSAIO: PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .66 FOLHA DE SERVIÇO INTERESSADO: PROCEDÊNCIA DA AMOSTRA: DATA DO ENSAIO: PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.

Quimicamente Ativos O endurecimento é decorrente de uma reação química. Calcário Dolomito e Resíduos das centrais termoelétricas (cinzas volantes) e Subprodutos da indústria siderúrgica (escória de altoforno).4. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. 3. As matérias-primas que atendem estas exigências. Atingem altas resistências físico-mecânicas e mantêm-se estáveis nessa condição. são: Argila. 3.1 .1 DEFINIÇÃO São produtos empregados na construção civil para fixar ou aglomerar materiais entre si.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . atualmente.2 .4 ATIVIDADE QUÍMICA 3. Exemplo: cales.2 EMPREGO São utilizados na obtenção de pastas.3 MATÉRIA-PRIMA Para os materiais aglomerantes terem uso na construção civil é necessário que sejam abundantes na natureza e tenham condições de aproveitamento econômico. Exemplo: misturas argilosas 3. argamassas e concretos .4. cimentos e gessos. tendo um grande campo de aplicação. Gipsita. O processo reversível e a baixa resistência mecânica faz com que não interesse à construção civil.Quimicamente Inertes Endurecem ao meio ambiente pela evaporação da água de amassamento. endurecendo por simples secagem e/ou em conseqüência de reações químicas. aderindo à superfície com as quais foram postos em contato. 3. Em geral são pulverulentos e quando misturados à água tem capacidade de aglutinar e formar suspensões coloidais. É de maior interesse para a construção civil.67 CAPÍTULO 4 AGLOMERANTES 3. nas condições ambiente de temperatura e pressão.

6 AGLOMERANTES AÉREOS 3. Ex: pó xadrex. .Naturais: Utilizam apenas uma matéria-prima na sua fabricação.6.5 CLASSIFICAÇÃO Os aglomerantes podem ser classificados como: .Artificiais: Utilizam mais de uma matéria-prima na sua fabricação.Com adições: São aglomerantes aos quais são feitas adições de materiais inertes e ativos. A temperatura de cozimento é na ordem de 160° a 250° O gesso transforma-se em C C. . filler calcário.2H2O (sulfato de cálcio dihidratado→ gipsita).Aglomerantes Hidráulicos: Podem ser empregados na água ou ao ar.68 São divididos em: . (Inertes) e cimento Portland Pozolânico e Alto-forno (Ativos). etc. . 3. Exemplos: . .Mistos: Composição de dois aglomerantes. resistindo satisfatoriamente quando imerso em água. Também chamado de gesso de estucador. . com a finalidade dar coloração especial. melhorar a plasticidade. transformando-se rapidamente em hemi-hidratado quando em contato com a água.Cimento na cal: Aumentar a resistência e diminuir a dissolução do aglomerante que é aéreo. pois não resistem satisfatoriamente quando imersos em água.Cal no cimento: Aumentar a plasticidade para facilitar a desempenagem.1 – Gesso É um aglomerante natural resultante da queima do CaSO4.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .Compostos: Aqueles que após cozimento recebem a adição de produtos. uma anidrita solúvel (material ávido por água).Aglomerantes Aéreos: Empregados somente ao ar. reduzir o calor de hidratação. gesso Paris ou gesso de pega rápida. .Simples: Aqueles que após cozimento não recebem a adição de outros produtos. .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. 3. chamados hidraulites. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.

fabricação.Queima (desidratação térmica da gipsita).4%). . . As fábricas de cimento situadas nos Estados de São Paulo e na região Sul utilizam.276. Propriedades do Gesso : .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.572t. Pernambuco é também o principal produtor nacional de gesso participando com 546. o fosfogesso gerados como subproduto no processo de obtenção do ácido fosfórico nas indústrias de fertilizantes fosfatados.5%) e Pernambuco 18. . A indústria cimenteira é a maior consumidora mundial.Alta solubilidade ( não deve ser empregado no exterior). Ceará (74.Aglomerante baixo consumo de energia (não ultrapassa 300° C. A produção provém dos Estados de Pernambuco (1.Plasticidade da pasta fresca. . . moldagem). . C A exploração é economicamente viável quando o teor de CaSO4.Moagem do produto.4%). não ultrapassando 10MPa. Rio Grande do Norte.2H2O for superior à 70%. Maranhão (50.975t). ocorrendo produção também no Ceará (43. Tocantins e Amazonas. Pará (31. . não dá pega). Bahia (20.Pega: Início com 2 a 3 minutos e fim com 15 a 20 minutos.3% das reservas brasileiras estão na Bahia (44. . 87.Baixa capacidade de aderência à madeira. De 900° a C C C 1200 ° obtém -se o gesso de pega lenta. a produção em 1999 foi da ordem de 19.Endurecimento rápido.Lisura da superfície.Britagem.759t) e Tocantins (8. . Ceará. portanto deve-se usar armaduras galvanizadas e para trabalhá-lo empregar ferramentas em latão.Seleção em frações granulométricas (pré .Extração (céu aberto ou subterrânea).Ataca o aço. .000t). Propriedades Estudadas: PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.Pequena retratibilidade (utilizado em moldagem). Piauí. o restante é distribuído entre Maranhão. -Resistência do gesso é inversamente proporcional à relação água/aglomerante.597t).6% da produção nacional).4 milhões de toneladas. Nas jazidas nacionais o teor é > 90%.000t). como substituto da gipsita. permitindo destacar o aspecto decorativo (placas de forro para cozinha e banheiro.927 t (91% da produção nacional).69 De 400° a 600 ° se transforma em anidrita insolúvel (inerte. Fabricação do Gesso: . Amazonas (24. Características do Gesso: . enquanto nos países desenvolvidos. a indústria de gesso e seus derivados absorve a maior parte da gipsita produzida. . Cerca de 94.165t) e Tocantins (10.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Os Estados Unidos é o maior produtor e consumidor mundial de gipsita. .000t).Capacidade isolante tipo médio (semelhante `a madeira seca e ao tijolo). revestimento. bem como acabamentos de encontros de parede e teto).

06 e 0. A transformação da anidrita III em hemidrato é chamada de estabilização do gesso.1/2 H2O Hemidrato α: Produto bem cristalizado obtido pela desidratação em autoclave em pressões superiores a 1000KPa. construção de dureza elevada.11 moléculas de H2O). Características do produto de desidratação: a) Hemidratos CaSO4. c) Anidrita II Insolúvel: Chamada também de anidrita supercalcinada.Variação dimensional: Verificação da sua estabilidade volumétrica em condições de exposição adversas. b) Anidrita III Solúvel: Produto contendo água de cristalização em baixos teores (0. Utilizado na Construção Civil.Sanidade: Verificação de sua estabilidade superficial. Tem-se verificado que ele se dá após 12 horas de armazenamento do produto em atmosfera de 80 % umidade. um indicador da plasticidade da pasta e da lisura (acabamento) de sua superfície. . mal cristalizado. quando obtida a 350° ou C ainda gesso calcinado à morte quando obtida entre 700 e 800° É constituinte dos gessos de C. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. com pressão parcial de vapor de água.Granulometria: Distribuição do tamanho dos grãos. obtido pela desidratação realizada à pressão atmosférica. indicando a velocidade das reações químicas.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Gesso aplicado em odontologia. . Hemidrato β: Produto microporoso.Tempo de pega: Intervalo de tempo necessário para que a pasta se solidifique. transforma-se em hemidrato com a umidade do ar. Muito reativa.70 . A anidrita de alta temperatura é obtida por calcinação a 1180° C.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. .

de couro. Sofre a ação da água. A reação química básica que dá origem ao aglomerante é: como: Na cal aérea o índice de hidraulicidade (R) deve ser inferior a 0. Pode ser feito uma espécie de concreto chamado xilolita. produto da mistura da magnésia Sorel com material de enchimento (resíduos de cortiça. obtida por calcinação da gipsita à 1200° Resfriamento transforma-se em anidrita II.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. mas melhora a propriedade de isolamento e a xilolita com material inorgânico possui maior resistência. etc. C. areia. deteriorando-se quando repetidamente molhado.71 d) Anidrita I : Chamada de anidrita de alta temperatura ou anidrita α. A temperatura de cozimento cerca de 900° C. talco. francês Sorel no século passado.2 – Cimento Sorel Foi descoberto pelo eng. devido às suas propriedades. asbestos. Resulta em material duro e resistente à abrasão. A xilolita com matéria orgânica tem menor resistência. proveniente de rochas existentes na natureza (calcários e dolomitos).6. 3.3 – Cal Aérea É um aglomerante natural. Quase não utilizado no Brasil. dependendo da proporção elementos constituintes. lã celulósica. porém a diminuição da qualidade de isolamento acústico e térmico.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . 3. São preparados por uma mistura de magnésia calcinada com cloreto de zinco e óxido de zinco com cloreto de magnésia.1. restos de madeira. pó de pedra.6. Este índice é definido PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. bastante comum na Europa. endurece completamente antes de quatro meses. e) Gesso de construção: Produto de calcinação da gipsita contendo hemidrato em uma % mínima específico que varia de país para país. Dá a pega em menos de 24 horas.

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Classificação quanto ao rendimento: - Gordas: Rendimento é superior a 82%. 1m³ deste tipo de cal dá mais de 1,82 m³ de pasta, ou seja, são necessários menos de 550kg da cal para obter 1m³ de pasta. - Magras: Rendimento é inferior a 82%. 1m³ deste tipo de cal dá menos de 1,82 m³ de pasta, ou seja, são necessários mais de 550kg de cal para obter 1m³ de pasta. O conceito de rendimento é função da definição de consistência da pasta. A consistência é arbitrária, normalmente determinada pelo abatimento de um cilindro de 5 cm de diâmetro e 10cm de altura, que se deforma para 8,7cm pela remoção do molde. Cal de variedade cálcica oferece melhores rendimentos que cal magnesiana. A hidratação da cal virgem dá origem à: - Cal Extinta: È o produto resultante da adição de grande quantidade de água à cal virgem dando como produto resultante uma pasta. Classificação das cales segundo o tempo de extinção : a) Extinção Rápida: Quando a extinção se inicia antes de 5 minutos. A extinção deverá ser procedida adicionando a cal à água cobrindo-a toda. Não permitir o desprendimento do vapor, adicionando sempre mais água. b) Extinção Média: Quando a extinção se inicia entre 5 e 30 minutos. Água adicionada à cal, até cobri-la toda. Mexer sempre que necessário. c) Extinção Lenta: Quando a extinção se inicia depois de 30 minutos. Água adicionada à cal, até umedece-la completamente, esperando que a reação se inicie. Depois, se for necessário, adicionar cautelosamente mais água.

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- Cal Hidratada: È o produto obtido pela adição de água à cal virgem. A quantidade de água é apenas aquela necessária para formação do Ca(OH)2, que é um pó seco. Este processo é feito em fábrica. As cales rápidas normalmente são as cálcicas e as lentas as magnesianas. Procedimentos observados na utilização das cales : -Cal virgem em pedra: O material deve ficar de 3 a 5 dias na água, para cal destinada à argamassa de assentamento e 7 dias para argamassa de revestimento. -Cal hidratada: Usada diretamente (em pó) na confecção de argamassas. Para que seja evitado danos futuros nos revestimentos, deve ser feita uma mistura da cal com areia e água 24 horas antes de sua utilização ou produzir-se, com a mesma antecedência, leite de cal (cal + água). Observação: Atualmente em Santa Catarina, especialmente na região da grande Florianópolis, usa- se muito argamassas usinadas de cal e areia, tanto para assentamento de alvenaria quanto para revestimento. A esta mistura adiciona-se cimento Portland na obra. Neste caso a cal utilizada nas usinas é a cal virgem em pó e sua extinção é feita por reatores(tanques com pás giratórias). A cal é adicionada à água com o misturador ligado e é preparada uma pasta durante o tempo de mais ou menos 8 horas. Após este tempo, a nata de cal formada é misturada com areia em misturadores contínuos de rosca sem fim ou em betoneiras estacionárias. A mistura permanece em estoque até sua comercialização por um período de 2 a 5 dias. Para revestimentos, deve-se usar a cal misturada com areia que tem a capacidade de tornar o material mais poroso, permitindo a penetração do CO2; diminuir os efeitos da retração por secagem e baixar o custo da argamassa. Segundo o DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral) a participação da produção de cal virgem representa cerca de 66,0% da produção nacional e a da cal hidratada 34,0% em 1999. Em 1998 esses percentuais eram de 67,0% e 33,0% respectivamente. A Região Sudeste, tradicional produtora, respondeu por 87,8% de toda a cal produzida no país, seguida da Região Nordeste com 5,6%, Região Sul com 4,3%, Região Centro-Oeste com 1,8% e Região Norte com 0,5%. As Unidades da Federação mais importantes neste contexto, foram: São Paulo, 17,4% da produção de cal virgem e 75,5% da produção de cal hidratada, Minas Gerais com 25,0% da cal virgem e 17,3 da cal hidratada, Rio de Janeiro, 26,0% da cal virgem, Espírito Santo 20,6% da cal virgem, Bahia 6,4% da cal virgem e Rio Grande do Sul, 5,6% da cal hidratada. É importante observar que parcela considerável da produção de cal virgem está fortemente atrelada à indústria de aço, mais precisamente 51,5% da produção brasileira de cal virgem, em 1999, foi produção cativa de responsabilidade de Usinas Siderúrgicas, o que representou quase 30,0% de toda a produção nacional.

3.7 AGLOMERANTES HIDRÁULICOS
3.7.1 - Cal Pozolânica É uma mistura feita com a cal aérea e a pozolana. Descoberta pelos romanos onde eles misturavam uma cinza vulcânica, encontrada próxima ao Vesúvio com a cal hidratada, obtendo
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um aglomerante que endurecia com a água. A cal hidratada entra em proporção variável de 25 a 45%. Atualmente é um aglomerante em desuso, mas sendo importante para documentação técnica, além do valor histórico, pois existe ainda hoje, restos de ruínas de construções realizadas com ele, como o cais de Calígula. 3.7.2 - Cal Metalúrgica É um produto semelhante a cal pozolânica, sendo que a pozolana é substituída pela escória de alto forno finamente pulverizada. Na sua fabricação ocorre britagem, moeduras, peneiramento da escória metalúrgica e imediata mistura à cal hidratada em proporções variáveis de quatro a dois para um em peso. Esse produto é normalizado na França, constituindo a atériaprima para elaboração do cimento de alvenaria. Este produto não existe em nosso país. 3.7.3 - Cal Hidráulica Recebem o nome de cal hidráulica uma família de aglomerantes de composição variada, obtidos pela calcinação de rochas calcárias, natural ou artificialmente, tenham uma quantidade considerável de materiais argilosos. O produto endurece sob a água, mas pela quantidade de hidróxido de cálcio que contém, sofre também a ação de endurecimento pela carbonatação roveniente da fixação do CO2 do ar. O processo de fabricação é semelhante ao da cal comum (aérea). Normalmente utilizam-se dois fornos contínuo, sendo o produto calcinado imediatamente extinto. A extinção, neste caso, serve para hidratar o óxido de cálcio presente, transformando-o em hidróxido, para que seja evitado posteriores expansões nocivas ao comportamento do material, e servindo também para, através do efeito mecânico desta expansão,obter uma pulverização natural do produto. A operação de extinção da cal hidráulica é muito delicada. A proporção de água não deve ultrapassar os limites convenientes, para evitar a eventual hidratação dos silicatos produzidos. Depois da extinção da cal hidráulica, o produto é peneirado e encontra-se em condições de expedição e emprego. A cal hidráulica não é um produto apropriado para construções sob a água. Sua pega é muito lenta, sendo mais adequada a um uso de menos responsabilidadde, como em misturas denominadas cimentos de alvenaria. De acordo com o teor de argila nas cales hidráulicas, elas se dividem em (detalhes Tabela 1): • • • • Fracamente; Medianamente; Propriamente; Eminentemente hidráulicas.

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CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.75 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .

PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.7.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . O aglomerante estudado tem o nome de “cimento natural de pega rápida” ou cimento romano (patenteado por Joseph Parker. é obtido um aglomerante praticamente sem cal livre e com pega não muito rápida. por isso a denominação de pega rápida.5 . formando uma pasta que endurece pela hidratação dos silicatos e aluminatos.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.Cimento Natural Nos calcários que após a calcinação dão índices de hidraulicidade entre 0.6 e 0.Cimento de Pega Rápida Quando a relação entre os componentes argilosos e a cal é superior a 0. Sua produção depende da composição adequada da rocha calcária utilizada como matéria-prima. sendo que os últimos reagem rapidamente. As pedras cozidas e moídas são misturadas a água.76 3.5 e 0.7.4 . C. sendo esta última denominação imprópria. pois os romanos nunca se utilizaram de material dessa natureza. que é aproximadamente 1000° é produzido um material praticamente sem cal livre. Pode-se produzir o cimento romano a partir de misturas de calcário e argila que passa a denominar-se de cimento artificial de pega rápida.65 e se a temperatura for elevada até a fusão parcial. 3. por causa da menor proporção de aluminatos de cálcio. 1796) . Possui boas qualidades técnicas.6 na rocha calcário-argilosa utilizada. Denomina-se de “cimento natural de pega lenta”. O índice de hidraulicidade está entre 0. o cozimento abaixo da temperatura de fusão.8. É verdade que nem sempre é possível evitar a presença de uma pequena quantidade de cal livre. devido à heterogeneidade darocha ou à deficiência de temperatura em determinados pontos do forno.

misturando componentes argilosos e calcários. o inglês Joseph Aspdin.500 anos. O cimento é um produto obtido pela pulverização do clínquer constituído essencialmente de silicatos hidráulicos de cálcio. que endurece sob ação de água. adições de certas substâncias que modificam suas propriedades ou facilitam o eu emprego (BAUER. de alta resistência inicial. 1995). O cimento Portland é um aglomerante hidráulico (endurece através de reações com a água e conserva suas propriedades e estabilidade em meio aquoso) obtido pela mistura homogênea de clínquer Portland.Cimento Portland Histórico: O cimento originou a cerca de 4. o cimento é um material rigorosamente definido. Esta definição abrange uma grande variedade de materiais (NEVILLE. As grandes obras gregas e romanas foram construídas com o uso de certas terras de origem vulcânica que possuem propriedades de endurecimento sob a ação da água.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. a já ampla gama de aplicações do cimento Portland. No dia 21 de outubro de 1824. Na realidade este cimento ainda era uma cal hidráulica. A partir de então seguiu-se o desenvolvimento de outros cimentos hidráulicos. com uma certa proporção de sulfato de cálcio natural. e também melhor moagem. Em 1818 o francês Louis Vicat consegue resultados satisfatórios. Os monumentos do Egito antigo já utilizavam uma liga constituída de gesso calcinado. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. pois não havia alcançado a temperatura de fusão incipiente. pedreiro. seis anos depois.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . necessária para a formação do "clínquer. levou até ao cimento dos nossos dias o qual ainda está sendo aperfeiçoado. De uma forma mais suscinta seria um pó fino com propriedades aglomerantes. contendo eventualmente. ficando conhecido como o inventor do cimento artificial. ao qual chamou de Portland por apresentar cor e propriedades de durabilidade e solidez semelhantes às rochas da ilha britânica de Portland." A superioridade do cimento sobre as cales hidráulicas foi provada por Grant que se dedicou ao estudo do cimento Portland. branco e pozolânico. sulfato de cálcio e adições normalizadas finamente moído. Definição: O cimento pode ser definido como todo o material com propriedades adesivas e coesivas capaz de unir fragmentos de minerais entre si de modo a formar um todo compacto. Atualmente o Brasil produz cimento Portland comum. aglutinantes ou ligantes. no ano de 1756. 1997).7. Atualmente. a cada dia. como o "cimento romano" obtido por James Parker. A grande versatilidade de emprego e as notáveis qualidades de adaptação a novos produtos e métodos construtivos aumentam. Apenas no século XVIII. requereu patente para a fabricação de seu cimento. o inglês John Smeaton descobriu um produto de alta resistência por meio da calcinação de calcáreos moles e argilosos.77 3. cuja a fabricação segue princípios científicos bem estabelecidos.8 . de alto forno. A evolução industrial permitiu maiores temperaturas para a obtenção de melhor clínquer.

Em algumas argilas o alumínio é substituído parcialmente pelo ferro. -Pré-aquecimento e Pré-calcinação da farinha. -Britagem das matérias-primas. a sílica. -Calcinação da farinha→Fabricação do clínquer.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . -Argila – SiO2 (sílica) + Al2O3 (alumina) + Fe2O3 (óxido de ferro) + impurezas (magnésio. produzem compostos hidráulicos ativos. tornando-se os componentes essenciais do cimento Portland. -Dosagem da mistura crua. Silício (Si). álcalis e outros óxidos)→ As argilas são rochas constituídas de um certo número de minerais em proporções variáveis. Dolomíticos ou Magnesianos dependendo das concentrações de cálcio e magnésio presentes na sua composição. Os minerais argilosos são essencialmente silicatos de alumínio hidratados. -Moagem do clínquer e adições→ Fabricação do cimento. a alumina e o óxido de ferro constituem cerca de 95% a 96% do total na análise de óxidos. -Homogeneização da farinha. -Ensacamento e expedição do cimento. Estes podem ser Calcíticos. -Homogeneização do clíquer. -Minério de ferro→O mais comumente usado é a hematita (Fe2O3) por ser o mineral de ferro mais abundante e importante comercialmente.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. -Moagem das matérias-primas→Fabricação da farinha. Etapas do processo de Fabricação: -Extração das matérias-primas.78 Matérias-primas: As matérias-primas utilizada na fabricação do cimento Portland devem conter Cálcio(Ca). -Homogeneização e estocagem do cimento. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. estes elementos químicos. podendo conter os elementos alcalinos e alcalinos-terrosos. combinados. -Gipsita (gesso)→ É o sulfato de cálcio que tem como finalidade controlar o tempo de pega (endurecimento) do cimento após a adição de água. Alumínio (Al) e Ferro (Fe). È composto predominantemente por carbonato de cálcio e por carbonatos de cálcio mais carbonatos de magnésio. Vale salientar que a cal. -Pedra calcária – CaO (cal) + CO2 (gás carbônico)⇒ O calcário é um mineral dos mais abundantes na crosta terrestre.

formando uma série de produtos mais complexos e com exceção de um pequeno resíduo de cal que não teve tempo suficiente para reagir é atingido um equilíbrio químico. A “composição potencial” é calculada a partir das quantidades de óxidos presentes PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. e a velocidade de resfriamento influencia no grau de cristalização e quantidade de material amorfo presente no clínquer frio. Durante o resfriamento o equilíbrio químico não é mantido.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.79 Composição Química do Cimento: Estes compostos reagem entre sí no forno. As propriedades do material amorfo.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Esta hipótese é considerada no cálculo dos Teores de Compostos de Cimentos Comerciais. O cimento deve ser considerado como estando em equilíbrio congelado: após resfriado reproduzem equilíbrio existente à temperatura de cliquerização. conhecido como fase vítrea diferem consideravelmente daquelas dos compostos cristalinos com uma composição química similar.

C3S: Composto essencial do cimento Portland. A Tabela 2 mostra os compostos constituintes do cimento. aluminato tricálcico (C3A) e ferro aluminato tetracálcico (C4AF). . silicato dicálcico (C2S). Libera pequena quantidade de calor.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.80 no clínquer como se tivesse ocorrendo completa cristalização. Responsável pela resistência inicial. . É pratica comum da indústria de cimento calcular o teor de compostos do cimento Portland a partir da análise dos óxidos usando uma série de equações desenvolvidas por BOUGE. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Tabela 3: Constituintes do cimento Propriedades dos compostos do cimento: Usualmente considera-se como os principais constituintes do cimento : silicato tricálcico (C3S). Reage em poucas horas liberando grande quantidade de calor.C2S: Composto de pega lenta com fraca resistência até os 28 dias.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .

H.C3A: Composto de pega instantânea liberando altíssima quantidade de calor de hidratação. a presença de Fe2O3 fixa a alumina e melhora o desempenho do cimento ao ataque de águas sulfatadas. O Método de Bogue admite que as reações químicas de formação dos compostos sejam completas e.C4AF: Composto de pega rápida. Baixa resistência e não resiste à águas sulfatadas. admitindo a cristalização total dos componentes do clínquer do cimento Portland.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. BOGUE.81 .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . . PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. (ASTM C-150 ou NBR 5737). PCA (Portland Cement Association). Determinação da composição potencial ou teórica dos compostos do cimento: R.admite que a presença de impurezas (MgO e álcalis) possam ser ignoradas. introduziu um método baseado em leis estequiomátricas química.

82 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .

A durabilidade de uma obra de concreto é função: da resistência mecânica. média resistência a sulfatos e alta resistência a sulfatos.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . b) Os constituídos de clínquer tipo Portland e adições ativas: escória de alto forno e pozolânica.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. cujo clínquer não contém óxido de ferro. c) O cimento Portland branco.83 Tipo de cimento Portland: No Brasil. mecânicas e químicas. o de alta resistência inicial. O seu emprego racional depende do conhecimento dessas características que orientam a escolha do tipo adequado a cada finalidade. assim como em todos os países do mundo são produzidos diversos tipos de cimento com diferentes características físicas. Os principais tipos de cimento produzidos no Brasil dividem-se em: a) Os constituídos principalmente de clínquer tipo Portland. tais como cimento comum. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. de estabilidade dimensional e da resistência química do concreto (as quais são governadas pelo principal constituinte que é o cimento).

PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . produzido a partir da fusão de uma mistura de calcário e bauxita Propriedades Massa Específica: A massa específica (d) do cimento Portland é determinada de acordo com as prescrições da NBR 6474.84 d) Cimento Aluminoso. Relação entre massa e volume do cimento.

Essa consistência normal é verificada no mesmo aparelho de Vicat. de 10mm de diâmetro e terminado em seção reta. Tempo de Pega: A caracterização da pega dos cimentos é feita pela determinação de dois tempos distintos tempo de início e o tempo de fim de pega. um corpo cilíndrico.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .85 Finura: A área específica é determinada através de um aparelho chamado Permeabilímetro. Nesse aparelho mede-se a resistência à penetração de uma agulha na pasta de cimento ( NBR 11581). pelo ensaio do aparelho de Vicat. liso. Os ensaios são feitos com pasta de consistência normal com o aparelho de Vicat. Caracteriza a finura. A pasta é misturada em proporção que conduz a uma consistência denominada normal. A sonda é posta a penetrar verticalmente em pasta fresca por ação de um peso total (incluindo sonda) de 300g. que influi no grau de atividade do cimento. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. metálico. utilizando-se a chamada sonda de Tetmajer.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Pasta de Cimento: O tempo de pega do cimento é determinado.

desde que sejam respeitadas algumas regras de armazenamento : -o depósito de cimento deve ser totalmente protegido das intempéries.86 Resistência: A resistência mecânica dos cimentos é determinada pela ruptura à compressão de corposde-prova realizados com argamassa. goteiras e umidade. evitando lugares que tenham empoçamento. A embalagem original (sacos de duas folhas de papel extensível) é suficiente para manter a integridade do produto. Armazenamento e conservação do cimento Portland: Para garantir suas propriedades. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Resistência de uma Argamassa Normal de cimento nas idades indicadas: 1. 3. 7 e 28 dias. O processo é descrito pormenorizadamente no método NBR 7215 da ABNT. Caso isto não aconteça a sua capacidade aglomerante será comprometida.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . o cimento deve permanecer livre de umidade até que seja utilizado.

Este empilhamento deve ser realizado sobre estrados de madeira.87 -empilhamento no máximo 10 sacos. distantes aproximadamente 30cm do chão. Tipos de cimento portland e suas aplicações: A ABCP – Associação Brasileira de Cimento Portland. -os lotes de cimentos devem ser identificados por tipos. -caso o cimento seja pouco afetado pela umidade. pode ser empilhado quinze sacos. evitando assim a compactacão do cimento no saco. de tal maneira que os cimentos mais antigos sejam comercializados antes dos cimentos novos.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . marcas e datas de forma que não sejam misturados (facilitam) . transporte e armazenamento. Deve haver espaços entre as pilhas. elaborou uma tabela com os principais tipos de cimento encontrados no mercado com suas respectivas aplicações. para cimentos consumidos num período de armazenamento inferior a 15 dias. -o cimento deve ser utilizado obedecendo-se a ordem de sua entrada no depósito. devendo ser previamente peneirado em malha de pequena abertura. Quando o piso for impermeabilizado os sacos poderão ser colocados sobre lona plástica.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Também devem ficar afastados da parede para que não absorva a umidade existente na parede. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. -o prazo de validade de 90 dias (norma brasileira) se refere ao produto sob condições ideais de acondicionamento. ele ainda poderá ser aproveitado em serviços onde não seja necessárias grandes resistências.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.88 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.

PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. -Revestimento de paredes e tetos (emboço e reboco). pastilhas.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. As argamassas são constituídas de um material ativo. a pasta.2 APLICAÇÃO -As argamassas são muito utilizadas em construção. possuindo capacidade de endurecimento (NBR–7200). pedras. e um material inerte.1 DEFINIÇÃO Misturas de aglomerantes e agregados com água. agregado miúdo e água (exceto argamassas betuminosas). o agregado miúdo. 1993). -No assentamento tijolos.89 CAPÍTULO 5 ARGAMASSAS 4. As pastas quando preparadas com excesso de água são denominadas natas..CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . blocos. As pastas são misturas íntimas de um ou mais aglomerantes e água. 4. etc. -Regularização de pisos e reparos de peças de concreto. cerâmicas. Ainda podem ser adicionados produtos especiais para melhorar ou conferir determinadas propriedades ao conjunto (PETRUCCI. São materiais de construção constituídos por uma mistura íntima (homogênea) de um ou mais aglomerantes.

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As natas de cal são utilizadas em revestimentos e pinturas. As natas de cimento são utilizadas para fazer ligação de argamassas e concretos de cimento e para injeções. As pastas têm uso restrito em construções, tanto pelo seu elevado custo como, também pelos efeitos secundários que se manifestam, principalmente a retração. A adição de agregado miúdo à pasta, no caso das argamassas de cimento, é com a finalidade de torná-las mais econômicas e eliminar em parte as modificações de volume (diminuir os efeitos da retração); no caso das argamassas de cal, a adição de areia , além de oferecer as vantagens citadas anteriormente, tornam as argamassas mais permeáveis ao ar para permitir o acesso do gás carbônico para ocorrer a carbonatação.

4.3 PROPRIEDADES DAS ARGAMASSAS
As argamassas devem ter algumas propriedades, tanto no estado fresco quanto no estado endurecido. As propriedades são estas: 4.3.1 - Estado Fresco: Período decorrido entre a mistura de aglomerantes e agregados com a água e o início das reações de pega. No estado fresco, as argamassas devem possuir as seguintes propriedades: -Consistência: É a propriedade de uma argamassa em apresentar maior ou menor facilidade de se opor à resistência a uma dada deformação. A quantidade de água adicionada e o uso de aditivos especiais (plastificantes e superplastificantes) são fatores que influenciam a consistência da argamassa. -Retenção da consistência: É a propriedade da argamassa em manter sua consistência após em contato com um substrato. É importante para as argamassas de assentamento das alvenarias e peças cerâmicas de revestimento e dependem fundamentalmente da retenção de água. -Coesão e tixotropia: A coesão é a capacidade de argamassa fresca em manter seus constituintes homogêneos sem segregação. As argamassas de assentamento e revestimento de alvenarias devem possuir uma boa coesão. A forma mais utilizada para conseguir-se a coesão em argamassas de assentamento e revestimento é usando a cal hidratada. Argamassas tixotrópicas exigem uma baixa energia para alterarem sua forma, mas depois de alterada, conseguem mantê-la mesmo sob ação da gravidade. A tixotropia é propriedade exigida nas argamassas de assentamento de peças cerâmicas e argamassas de recuperação. Para alcançá-la pode-se usar aditivos a base de polímeros e adições minerais como cinza volante, microssílica, cinza da casca de arroz, entre outras. -Plasticidade: É a propriedade da argamassa fresca em deformar-se e reter certas deformações após a redução das tensões que lhe forem impostas. Depende da coesão, consistência e retenção de água.

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-Retenção de água: É a capacidade de argamassa fresca em manter sua consistência ou trabalhabilidade quando sujeita à solicitações que provoquem perda de água (evaporação ou sucção do substrato). Os aglomerantes são os principais responsáveis pela capacidade de retenção de água, devido à elevada área específica e à grande capacidade de adsorção de suas partículas. Nas argamassas mistas de cal e cimento os fatores que influenciam a retenção de água são a área específica (finura do aglomerante); a natureza da cal (cales dolomíticas apresentam melhores características do que as calcíticas); a maturação prévia das argamassas de cal (período de repouso antes da aplicação); o valor da relação agregado/aglomerante e cal/cimento (traços com elevado consumo de aglomerante, a retenção de água é elevada independente do teor de cal; a retenção de água melhora com o aumento da relação cal/cimento no traço) e a capacidade de absorção da base (sucção capilar do substrato influencia diretamente na retenção de água da argamassa). A retenção de água também influencia em algumas propriedades do estado endurecido como retração na secagem e resistência mecânica final. -Adesão inicial: É a propriedade da argamassa fresca em permanecer adequadamente unida à base após sua aplicação. Sofre influencia da coesão e plasticidade da argamassa e pelas propriedades do substrato ( absorção inicial e rugosidade). Esta propriedade está diretamente ligada a aderência da argamassa ao substrato no estado endurecido. 4.3.2 - Estado Endurecido: É o período decorrido entre a mistura de aglomerantes e agregados com a água e o fim das reações de pega. No estado endurecido, as argamassas devem possuir as seguintes propriedades: -Resistência Mecânica: Independente do tipo de aplicação de uma argamassa, esta sempre será submetida a algum tipo de esforço mecânico após seu endurecimento. As argamassas de assentamento são solicitadas à compressão, as argamassas de revestimento à abrasão superficial, impacto e tensões de cisalhamento (movimentações do substrato e/ou variações térmicas/higrométricas). A resistência mecânica de uma argamassa depende do tipo e teor de aglomerante empregado. O cimento Portland é o principal responsável por esta propriedade nas misturas convencionais. Misturas muito ricas em cimento provocam uma alta retração volumétrica além de diminuírem a capacidade do material em absorver pequenas deformações sem fissurar. -Deformabilidade: É a propriedade da argamassa em se deformar sem criar tensões no material. Importante nos revestimentos e assentamentos de unidades de alvenaria. -Permeabilidade: É a capacidade de um material em se deixar atravessar por um fluido. Pode ser controlada pelo tipo e quantidade de aglomerante usado. O uso do cimento Portland em proporções adequadas pode diminuir a permeabilidade de um revestimento argamassado. Enquanto que com teores excessivos podem levar a fissuração por retração hidráulica comprometendo a permeabilidade. -Retração volumétrica: É a retração resultante da reação química dos aglomerantes (cal e cimento Portland) e remoção da água adsorvida nos produtos de hidratação durante a secagem.
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Alguns fatores influenciando a retração: o teor de aglomerante (determina a retração por hidratação e carbonatação, relacionadas aos processo de endurecimento da pasta aglomerante); o volume de água (quanto maior o volume de água utilizado na confecção da argamassa, maior será a retração final, devido ao aumento do volume da pasta); granulometria dos agregados (uso de agregados de composição granulométrica contínua e com módulo de finura não muito baixos conduzem a um menor volume de vazios a serem preenchidos pela pasta, além de diminuir o consumo de água de misturas necessário à obtenção de uma consistência adequada) e condições ambientais (temperatura e umidade do ambiente de aplicação da argamassa influenciam na retração, temperaturas elevadas e umidades baixas intensificam o processo facilitando a saída da água adsorvida nos produtos de hidratação). -Aderência: É a capacidade da argamassa em se fixar no substrato onde é aplicada. Quando a argamassa entra em contato com o substrato, ocorre migração de água de um material para o outro, carreando materiais cimentícios. Este material ao hidratar, fixa-se nos poros superficiais do substrato, ocasionando a aderência da argamassa. Alguns fatores afetam a aderência de uma argamassa: adesão inicial, rugosidade e absorção inicial do substrato, retenção de água, tipo de aglomerante empregado e granulometria dos agregados.

4.4 CLASSIFICAÇÃO DAS ARGAMASSAS
4.4.1 - Classificação quanto ao emprego: a) Comuns: Quando se destinam a uso comum. Exemplos: Argamassa para rejuntamentos, para revestimentos, para pisos, injeções, etc.). c) Especiais: Quando destinadas a uso não comum. Exemplos: Refratárias (resistir altas temperaturas), de reparos, etc. 4.4.2 - Classificação quanto ao tipo de aglomerante: a) Aéreas: Quando utiliza-se um ou mais aglomerantes aéreos. Exemplos: De cal aérea, gesso, magnésia sorel. b) Hidráulicas: Quando utiliza-se um ou mais aglomerantes hidráulicos. Exemplos: Cal hidráulica e cimento Portland comum). c) Mistas: Quando utiliza-se um aglomerante aéreo e um aglomerante hidráulico. Exemplos: Cal e cimento. 4.4.3 – Classificação quanto à dosagem: a) Pobres ou Magras: Quando o volume de pasta é insuficiente para preencher o volume de vazios. b) Cheias: Quando o volume de pasta preenche exatamente os vazios do agregado. c) Ricas ou gordas: Quando há excesso de pasta.
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93 4.Argamassas de gesso: São empregadas em revestimentos internos de acabamento fino.5 ARGAMASSAS AÉREAS 4.6. b) Plásticas: Com um pequeno esforço atinge a sua forma final. 4.2 . c) Fluídas: Escorrem e se auto-nivelam sem qualquer esforço além da força da gravidade para sua aplicação. Exemplo: Argamassas de preenchimento de blocos de concreto.Argamassas de cal aérea: Tem uso bastante limitado (apenas para interiores de edificações). Não devem ser utilizadas composições muito ricas nem com muita quantidade de água devido ao problema da retração. -Traço para gesso em forma de pasta: 1: 0.Argamassa de cimento: As argamassas de cimento e areia têm alguns empregos como chapiscos.4 . em lugar da argamassa. Não devem secar de maneira muito rápida porque as reações de carbonatação necessitam da presença de água.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .0. pisos. serve apenas para baratear a mistura. Empregadas na proteção de elementos construtivos de madeira.6.Classificação quanto à consistência: a) Secas: É necessário aplicar uma energia significativa para poder conformá-la na sua forma final. anterior ao uso para que se complete a extinção da cal. 4. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.1 . 4. assentamento alvenarias e argamassa armada. peças cerâmicas e de revestimento de alvenarias. O agregado. concreto. -Traço para argamassa: 1:1-3 (gesso: areia). sem adição de areia. em volume. em volume. etc. As pastas e argamassas de gesso também possuem uma elevada resistência a altas temperaturas. Na utilização da cal hidratada deve ser feita uma mistura prévia. blocos. Normalmente. assentamento de pisos. O gesso não necessita da adição de agregado para evitar a retração hidráulica. contrapisos. devido a baixa resistência mecânica (menor que 1MPa aos 28 dias) e alta retração na secagem.1 . Exemplo: argamassas magras utilizadas em contrapiso.5.6 ARGAMASSAS HIDRÁULICAS 4.5. São caracterizadas pela pouca trabalhabilidade (baixa coesão) e grande resistência. quando utilizado.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. já que diminui a sua resistência. emprega-se o gesso puro.7 (gesso: água). Exemplos: Argamassas de assentamento de tijolos. aços. Quando deseja-se uma superfície muito lisa não se faz uso da areia.4.

alvenaria estrutural→1: 2: 6 (cimento.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . -Assentamento de alvenaria de alta resistência ou sujeitas a ambientes agressivos→1:1/2: 3 . cal hidratada.2 (gesso e areia). areia). São empregadas em emboços e rebocos e assentamento de alvenaria. -Revestimentos finos. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. A proporção da mistura depende da utilização desejada. Possuem propriedades como resistência (conferida pelo cimento). -Contrapiso para assentamento de carpete e cerâmica→1:3 – 4 (cimento e areia). areia). areia).6.4. tetos e forros falsos de gesso→1: 0 .Argamassas mistas de cal e cimento: São as mais empregadas na construção civil. -Chapisco→1: 2 . -Assentamento de alvenaria de média resistência. areia).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.3 (cimento e areia).2 . São recomendados alguns traços em função do tipo de aplicação. cal hidratada. cal hidratada. cal hidratada.5 (cimento. trabalhabilidade (conferida pela cal) e retenção de água (conferida pela cal).10 (cimento. Abaixo estão listadas algumas proporções usuais para argamassas utilizadas na construção civil: -Assentamento de alvenaria pouco resistentes→1: 2: 8 . -Emboço e reboco (interno e externo)→1: 2 : 8 .94 4.10 (cimento.

Má execução do revestimento. Fissuras: Podem ser causadas por rachaduras da alvenaria devido aos tijolos soltos da argamassa de assentamento ou também pela deficiência na aderência entre a alvenaria e o próprio revestimento.Condições e/ou meios a que está exposto. De modo geral. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.7 PATOLOGIAS RELACIONADAS ÀS ARGAMASSAS Nos rebocos os defeitos mais comuns são as manchas. o bolor.o esfarelamento e as vesículas. Além dos defeitos de execução (superfície irregular.Propriedade de aderência do reboco. . . As principais são: Fatores externos aos revestimentos. as fissuras. Geralmente são conseqüência de rachaduras e descolamentos nas paredes. mau proporcionamento das argamassas e tipo e qualidade dos materiais utilizados para preparar as argamassas de revestimento. .Movimentação térmica e higroscópica exagerada do revestimento. .Movimentação térmica e higroscópica diferenciada entre a base (alvenaria) e revestimento. furos. falta de prumo.95 4.). . . os principais fatores que estão ligados às fissuras no reboco são: . os descolamentos.Envelhecimento natural dos materiais ou fadiga. má aplicação do revestimento. Várias causas contribuem para estas patologias.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . etc.Alvenaria com superfície regular para assegurar a ligação com o revestimento.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.

flexiona-se. espessuras das camadas. Diante deste caso. por isso a parede não deve ser revestida antes que isto ocorra pois. rápida perda de água durante o endurecimento por ação intensiva de ventilação e/ou insolação. para saber se a fissura está apenas no reboco. Em paredes excessivamente ensolaradas. .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . ele acaba sendo esmagado e fissurado. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Uma rachadura na parede. número de camadas aplicadas. grande parte dela não permanece no reboco (é perdida para o meio) causando uma diminuição volumétrica significativa e. que VERÇOZA (1991) define como sendo o crescimento de sais e cristais no interior dos materiais. podendo ser decorrente de uma expansão ou retração durante a fase de endurecimento. já que está a ela aderida.96 De acordo com exposto. implica em fissuras de retração. ficando sem apoio. entre outras. Desta forma. A expansão do reboco também pode ocorrer por efeito de criptoflorescência. Caso a causa seja o desprendimento dos tijolos ou trincas. O problema é mais grave quanto mais espessas forem as juntas de assentamento. conseqüentemente. uma vez que o reboco. percebe-se que a durabilidade do reboco não depende apenas de suas propriedades.Porcentagem de finos existente na mistura. pois a presença elevada de aglomerante e de finos implica em elevada quantidade de água de amassamento. Na verdade. Estas acontecem quando o reboco é executado antes que a argamassa de assentamento seque. para só então partir para os reparos. o último fator está relacionado com os demais. Durante a remoção do reboco também é possível perceber e avaliar a aderência entre o mesmo e alvenaria. quebrando na região tracionada. sua causa deve ser investigada e eliminada. a argamassa adquire resistência e consegue resistir as tensões de secagem. As fissuras de retração ocorrem quando a argamassa seca muito rápido ou quando ela possui quantidades de água exageradas. É comum acontecer em traços mais ricos. VERÇOZA (1991) diz que é a resultante da variação volumétrica do próprio reboco. quando ela acontece. por exemplo.Teor de água de amassamento. Os fatores que interferem na retração de uma argamassa são: -Consumo de aglomerante. A separação do reboco da parede (descolamento) também implica em fissuras. acontecem geralmente quando há magnésio na cal ou ainda quando a cal não foi bem extinta. . se o reboco já foi executado.Aderência do revestimento com a base. tempo decorrido entre uma aplicação e outra. Um dos tipos mais comum de fissuras em reboco é aquele em forma de “couro de crocodilo” ou “teia de aranha”. deve-se tratar de corrigí-las. .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Nos casos mais comuns estas expansões vem acompanhadas de vesículas. implica também em rachaduras no reboco. As fissuras por expansão. VERÇOZA (1991) aconselha que o reboco deve ser mantido úmido por três dias para propiciar uma secagem lenta. Quando esta é exagerada. Esta secagem sempre causa uma diminuição da altura da parede. deve-se retirá-lo em uma pequena área em torno da fissura e observar se existem trincas na alvenaria ou tijolos soltos. Se for verificado o descolamento. Fissuras na direção horizontal nas alturas das fiadas também são comuns.

o excesso deste produto na argamassa implica em retração significativa na secagem. no segundo.Argamassa pobre ou rica. Normalmente consegue-se bom resultado com aplicações de nata de cal sobre a superfície. ou entre o emboço e o guarnecimento. Pode ocorrer entre as camadas do reboco: entre o chapisco e o reboco. chamadas por VERÇOZA (1991) como fissuras devidas exclusivamente ao reboco restringem danos apenas à estética da construção. Normalmente.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Então. costumando aparecer em porões e/ou ambientes sem ventilação. Ocorre em locais com umidade constante.Depósito de eflorescência entre o tijolo e o reboco. Se a fissura é pequena (menor que meio milímetro) a sua correção é mais fácil. é ela que dá a adesão necessária à argamassa. Geralmente ocorre em argamassas magnesianas ou quando é feita uma pintura impermeável antes do endurecimento total do reboco. a aplicação de nata de cal não consegue corrigir porque normalmente ela trinca novamente ao secar. Nos ambientes pouco arejados também pode acontecer o mesmo problema. não ajuda na ligação parede/revestimento.97 Para corrigir as fissuras tanto de expansão quanto de retração. o qual implica em aplicações de argamassa com aditivo de expansão. O esfarelamento é uma forma especial de descolamento. se ela for maior que a força de ancoragem o reboco se soltará. fazendo com que ela penetre nas fissuras. basta fazer o conserto nas áreas prejudicadas. . A causa mais frequente para a ocorrência deste defeito é o emprego de argamassa fraca ou pobre (com pouco aglomerante). senão. a medida que o descolamento avança surgem fissuras e na fase mais adiantada o reboco cai. Descolamento e esfarelamento O descolamento é quando o reboco solta da parede em placas ou em blocos. deve-se esperar que as mesmas se estabilizem. esta medida não é adequada.Infiltrações da água através da outra face da parede. Como a mica é expansiva o reboco expande e se solta da superfície. Outra causa pode ser a carbonatação lenta da cal. A ancoragem de uma argamassa é feita exclusivamente pelo aglomerante. a única forma é remover todo o revestimento e refazê-lo com argamassa adequada. O reboco vai desagregando-se em grãos ou em pó. No primeiro. o verniz apenas diminui o esfarinhamento da superfície.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Esta umidade produz pressão e ocasiona o desprendimento do revestimento. Já. Eventualmente o esfarinhamento pode ser corrigido através de emprego de vernizes de alta colatividade. . As fissuras de expansão e retração. a correção é mesmo retirar o revestimento e refazê-lo PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. é caracterizado pela formação de um bolsão sobre o revestimento e também pelo som cavo ao se bater no reboco. mas em casos em que a falta de coesão é grande. a quantidade de aglutinante não é suficiente para assegurar a ligação com a superfície. o ar custa a penetrar prejudicando a cura do revestimento. Neste último. Este tipo de revestimento é reconhecido pela característica de esfarelar-se facilmente. pois o descolamento surge nas camadas mais profundas. Isto acontece assim que cessa a secagem e expansão. As causas mais comuns de descolamento e esfarelamento são: . pois neste caso. Na maioria dos casos. VERÇOZA (1991) recomenda que seja feito um grauteamento. se as lesões forem pequenas. Nos casos onde as fissuras são maiores. ou pela presença de mica na areia.

ambos considerando a cal como aglomerante. forma-se uma película de carbonato que age como uma barreira que impede a penetração do anidrido carbônico. A ligação entre a base e o revestimento se dá pela penetração do aglomerante na base e o endurecimento subseqüente. De acordo com BAUER (1997).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .Reboco mal executado. Já. Em todos os casos a solução é refazer todo o reboco. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Esta operação faz com que a água puxe o aglomerante para dentro dos poros. De acordo com VERÇOZA (1988). matéria orgânica. impedindo o endurecimento do interior da camada de revestimento. os poros dos tijolos são essenciais para permitir que a argamassa penetre no seu interior. 1:16 o limite para argamassas pobres. Segundo ele.Reboco excessivamente espesso. seguido de uma camada de chapisco. Em ambos os casos. a presença de materiais dispersos na argamassa que manifestam posterior variação volumétrica. determina 1:3 a proporção limite para que a argamassa não seja considerada rica e.Falta de chapisco e tijolos sem porosidade. Vesículas: Vesículas são descolamentos pontuais isolados que podem ser manifestar nos rebocos ou nas pinturas. quando o reboco é alisado excessivamente propicia uma camada de cal na superfície. A falta de chapisco ou sua execução inadequada impede que se tenha uma base rugosa. cliptoflorescência é uma formação salina oculta referente ao crescimento de sais ou cristais no interior dos materiais. geram vesículas no revestimento endurecido. dando a ancoragem necessária. fissuras e vesículas.98 com argamassa de adequada.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Além disto. Segundo CINCOTTO (1988). as vesículas no reboco surgem quando se emprega argamassa com algum componente expansivo. a eficiência do aglomerante. agarrando-se assim fortemente à superfície. . CINCOTTO (1988). capaz de segurar o reboco. formando pequenas crateras (máximo de 7cm). Por carbonatação. Nestes casos. evita que a argamassa perca água para a superfície a ser rebocada. . A correção também implica em refazêlo. pois o defeito é generalizado por toda a superfície. resultando em descolamentos. Mais raramente as vesículas podem ser formadas quando a própria cal da argamassa foi levada ao reboco antes de estar bem extinta. conseqüentemente. A perda exagerada pode prejudicar as reações de hidratação do cimento e. o peso do reboco normalmente ultrapassa a sua força de aderência com a superfície a situação tende a se agravar com o tempo. tais como argila. a superfície não é adequada para garantir a sua aderência com o revestimento. Esta incidência patológica geralmente está ligada a cliptoflorescência. VERÇOZA (1991) recomenda limitar este revestimento entre 2 e 4cm. Antes de executar o reboco é importante molhar a superfície. Tijolos com ranhuras ajudam a suprir tal problema. não podendo prever quando vai parar. . resíduos metálicos ou madeira ( a madeira incha ao umedecer).

fuligem e partículas contaminantes. É muito comum o recobrimento do revestimento externo de edificações por pó.Cor dos materiais. vinda do interior dos componentes que compõe a alvenaria e/ou concreto. Para eliminá-las. poderá conter cloretos e sulfatos. bolor e limo são muito freqüentes nos revestimentos. Às vezes.Formas da fachada. Substituir o reboco é.Textura superficial. As manchas devidas a eflorescências. se tiver origem marítima. . . Eflorescência: É uma manifestação patológica que depende essencialmente da água. O barro utilizado para tijolos geralmente contém cal. porém. pois as pinturas feitas sobre reboco manchado raramente dão resultados satisfatórios. São bem comuns nas paredes de tijolos. dá resultados melhores e mais garantidos. pois acabam sempre reaparecendo. A eflorescência é a formação de depósitos de coloração geralmente esbranquiçada. segundo VERÇOZA (1991).Vento. . Os fatores que influenciam na existência dessas manchas são: . que lancem produtos químicos no ar ou ainda pode ser poeira trazida pelo ar. Existem ainda as manchas por contaminação atmosférica.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . que combinará para formar eflorescência de carbonato ou sulfato de cálcio.01% já é suficiente para causar a sua formação. O barro também pode ter pirita. pode ser originado no próprio material da argamassa. de início.Temperatura. .Chuva direta. devido à presença de indústrias químicas ou situações similares nas proximidades. não é possível determinar o teor de sais solúveis que cause a formação da eflorescência. o sal pode ser depositado pela atmosfera. ou provir dos tijolos. Porém.Porosidade do material de revestimento. uma solução mais cara. Segundo PINTO (1996). que dará eflorescência ferruginosas e. o seu aparecimento depende não só do teor de sal solúvel. uma quantidade de sal alcalino de 0. a remoção da umidade é sempre boa solução. pois ela é quem dissolve as substâncias e as traz para a superfície. . UEMOTO (1988).99 Manchas: O aparecimento de manchas em rebocos. é também necessário que exista água e pressão hidrostática para ocasionar a saída da solução para a superfície.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Outra medida é retirar todo o reboco e colocar um novo. . As substâncias causadoras de manchas aparecem em ambos os materiais.Chuva escorrida. cita os seguintes fatores externos que contribuem para o seu aparecimento: PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. . Em casos raros. originados pela migração de água rica em sais.

agregados. se ele apresentar manchas no topo e nas laterais. mas geralmente deixa mancha sobre ela. a) Manchas brancas com aspecto de nuvem Caracteriza-se por um depósito de sal branco.Quantidade da solução que sai para a superfície. Isto acontece quando os sais não conseguem atravessar o reboco ou a pintura. indicará que há presença de sais solúveis. existem casos em que o sal formado pode trazer o descolamento dos revestimentos e/ou pinturas. maior será a quantidade de sal solubilizado. cimentos. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. 2000). pois não interfere no desempenho da estrutura onde aparece. conseqüentemente. 1988 apud LUZ. porém. . . com uma melhor capilaridade. Porém.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . acabam depositando-se nas sua interfaces e provocam o seu desprendimento. Na maioria dos casos as eflorescências apenas trazem o mal aspecto da construção. diminuindo desta forma a absorção da água da chuva pelo tijolo. . Para prevenir as eflorescência deve-se evitar o uso de materiais com elevado teor de sais solúveis. em peças cerâmicas e/ou em suas juntas. Como a umidade é uma necessidade para a formação da eflorescência. recomenda-se proteger a alvenaria recém terminada da chuva e executar uma eficiente vedação e impermeabilização para impedir umidade do solo e da chuva. Se o seu acúmulo se der no plano entre a alvenaria e a pintura. nos casos de alvenaria aparente. Quanto maior for este período. VERÇOZA (1991). Geralmente só prejudica o aspecto estético. potássio. poluição atmosférica e ainda da reação química entre os compostos do tijolo e cimento. principalmente para os sais pouco solúveis. Depois de seco. porém. Este tipo de eflorescência geralmente apresenta sais de sulfato de sódio. não utilizar tijolos com elevado teor de sais sulfatos evitando desta forma a formação de substâncias solúveis em água e produtos expansivos. Pode-se ainda optar por tintas impermeáveis nas paredes externas. juntas de assentamento. Para evitar a reação tijolo-cimento. Os cimentos pozolânicos ou de alto forno liberam menor quantidade de cal na sua hidratação. da água utilizada no amassamento.Capilaridade: favorece o movimento da solução com sais pelo interior dos elementos construtivos. diz que para avaliar se um tijolo tem condições de eflorescência. maior será a solubilização dos sais. Pode aparecer em superfícies de alvenaria aparente ou revestidas com argamassa. Quanto maior a quantidade de água. A maior lesão que pode causar é o descolamento da pintura. poderá implicar no desprendimento da última.Tempo de contato entre a água e os sais também influencia o aparecimento do fenômeno. diminuem a quantidade de sal dissolvido. a pintura não sofre descolamento porque a umidade com o sal a atravessa sem desprendê-la. deve-se optar pela argamassa mista. desagregação das paredes e até queda de elementos construtivos. É o tipo mais comum de eflorescência (UEMOTO. Por isto.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. existem casos em que a eflorescência acaba se depositando sobre um componente com um menor teor de sais. não interferindo na segurança da edificação.10 0 .Temperatura: o aumento desta facilita a solubilização dos sais além de acelerar a velocidade de evaporação da umidade. cálcio e magnésio e carbonatos de sódio e de potássio. devese colocá-lo de pé dentro de um prato com água durante doze horas. Os sais formados originam-se de tijolos. Existem casos em que se pode ter a presença da eflorescência. pulverulento e bastante solúvel em água. próximas a caixilhos mal vedados.

Este produto formado não afeta a estabilidade da alvenaria. Forma-se geralmente sobre as superfícies de concreto e alvenaria. aplicar a solução citada. dissolve-se e deposita-se nas superfícies das fachadas. Não é tão comum. Este depósito de cor branca é carbonato de cálcio. podendo ocorrer tanto em fachadas expostas à ação da chuvas como nas não expostas.10 1 Se a eflorescência estiver na parte externa de uma alvenaria recém terminada. A remoção destes produtos das superfícies pode ser feita com solução de ácido muriático. b) Mancha branca com aspecto de escorrimento Caracteriza-se por um depósito de cor branca com aspecto de escorrimento. só então. deve-se primeiramente optar por uma remoção mecânica e. apenas prejudica o efeito estético da edificação. já que a água percola por elas com maior facilidade e também em superfícies onde ocorre a exsudação. Se a quantidade a ser retirada for exagerada. Em zonas abrigadas das chuvas. o qual ocupa um volume maior que o inicial. originado nas reações de hidratação do cimento.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Com a presença do gás carbônico (do ar) e com a evaporação da água. como a eflorescência do tipo I e é mais difícil de ser eliminada. Neste últimos. em contato com a água da chuva. atentando-se para que a mesma penetre na alvenaria para dissolver os sais. seguida de lavagem com água abundante. podendo também se originar próxima de elementos de concreto. o mesmo não atravessa os revestimentos e pinturas. Como o sal formado é mais grosso que os sulfatos. A eliminação mais rápida da eflorescência pode ser feita com uma escova de aço. O produto formado nesta reação é o gesso. as mais comuns costumam aparecer próximas às juntas de concretagem. que se apresentam fissuradas devido à expansão da argamassa de assentamento. muito aderente e pouco solúvel em água. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . a mesma deve desaparecer sozinha já que. resultante da reação do hidróxido de cálcio ( do cimento) com o gás carbônico (do ar). como os sais são solúveis em água. O hidróxido de cálcio (Ca (OH)2). Existem casos em que é difícil eliminar totalmente esta eflorescência e a aplicação repetitiva da solução pode ser prejudicial à durabilidade do componente. c) Mancha branca entre juntas de alvenaria Depósito de sal branco entre juntas de alvenaria aparente. a ação das chuvas prolongadas é capaz de removê-la. a expansão e fissuração são resultantes da hidratação do sulfato de cálcio. esta cal transforma-se em carbonato de cálcio. podendo então causar o seu desprendimento.

começam a aparecer manchas e.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. metais e até mesmo em vidros. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. O material é então atacado e queimado. estalactite é um tipo de eflorescência. Como estes elementos costumam apresentar deficiência na impermeabilização e estão constantemente em contato com a umidade. O primeiro pode ser originário do tijolo ou das reações entre os sulfatos de sódio e potássio existentes com a cal do cimento. VERÇOZA (1991) diz que os fungos podem se desenvolver em cerâmica. quando se tem a laje de cobertura ou a caixa d’ água imediatamente acima. Diante disto. Esta água carrega sais solúveis presentes nos componentes estruturais que vão acumulando-se em pontos da superfícies. os fungos têm seu desenvolvimento bastante afetado pelas condições ambientais. et al. concreto. Mofo e Limo: São também danos provocados pela umidade. Como os fungos não têm clorofila. segundo ALUCCI. Bolor. Nas edificações. argamassa. podendo muitas vezes se alimentarem de partículas depositadas com o pó. 31 H2O). diz que o bolor é uma manifestação de um tipo de microvegetais. Este produto também é expansivo e resulta da reação entre o sulfato de cálcio e aluminato de cálcio hidratado. É uma concreção mineral que geralmente se forma em tetos de pavimentos superiores. a expansão e fissuração são causadas devido à formação do “sal de Candlot” ou etringita (Al2O3. mais tarde. sendo a presença de umidade fundamental para propiciar o seu desenvolvimento.10 2 Já. sua raízes segregam enzimas que fazem a decomposição. (1988). Tal facilidade se deve ao fato de necessitarem de poucos alimentos. (1988) apud LUZ (2000). a água acaba penetrando-os e carreando os sais para a face inferior da laje . 3 Ca SO4. o bolor ou mofo é uma alteração observável macroscopicamente na superfície de diferentes materiais. causada pelo gotejamento de água proveniente de excessiva concentração de umidade. promovem a decomposição de revestimentos ou de material orgânico sobre eles depositados. em zonas úmidas da alvenaria. ficando com cor escura. Estalactites De acordo com PINTO (1996) apud LUZ (2000). et al. formando saliências. Ainda. 3CaO. a superfície começa a desagregar. através de sucessivas deposições dos mesmos. sendo resultado do desenvolvimento de microorganismos pertencentes ao grupo dos fungos. os fungos. enquanto que o segundo resulta do cimento. Estas enzimas funcionam como um ácido sobre o material onde cresce o fungo. VERÇOZA (1991).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Segundo ALUCCI.

agregado miúdo. são vegetais microscópicos que não atacam diretamente o substrato. -envolver os grãos. como esta (a poeira) é uma fonte de nutrientes para estes organismos. Já o limo. deixando a superfície opaca. -dar trabalhabilidade ao concreto. A forma mais eficiente é retirar as condições para sua sobrevivência.1 DEFINIÇÃO Produto resultante do endurecimento de uma mistura. facilita o seu desenvolvimento. além do mau aspecto (cor verde) podem desagregar lentamente as argamassas devido à pressão de suas raízes entre grãos e poros. porém. Argamassas com adição controlada de silicone ajudam na prevenção da umidade. de cimento. As funções da pasta (cimento + água) são: -dar impermeabilidade ao concreto. agregado graúdo e água. -contribuir com grãos com resistência superior ao da pasta.2 TIPOS PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. 5. também favorece o crescimento de fungos. por tornar o ambiente mais abrigado. -preencher os vazios entre os grãos. As funções do agregado são: -reduzir o custo do concreto. Estas manifestações patológicas ocorrem freqüentemente em paredes de tijolos úmidos. As eliminações superficiais com pano úmido não removem as suas raízes. Ambientes impermeabilizados impedem a presença de umidade e se forem adequadamente ventilados inibem a sua permanência. em determinadas proporções. Eles desagregam lentamente os tijolos. -reduzir as variações no volume (diminuição das retrações).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . CAPÍTULO 5 CONCRETOS 5. A eliminação de fungos nem sempre é fácil. evitar umidade superior a 75% e temperaturas entre 10 e 35ºC. de acordo com VERÇOZA (1991).10 3 O acúmulo de fungos na superfície melhora a aderência da poeira sobre a mesma e. ou seja. causando um mau aspecto. A presença de trincas e frestas sobre a película da pintura. fazendo com que o mofo reapareça rapidamente.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.

mas deve ser usado quando não for exigido tanta resistência e impermeabilidade. aerados ou celulares. incorporadores de ar. e sobre estas. O procedimento consiste em aplicar sobre a massa uma placa rígida composta por treliças recobertas por um tecido forte e permeável. Os agregados do tipo silícico sofrem transformações cristalinas a 600-800° e os agregados calcários produz. como agregados. É mais econômico. com agregados leves ou com agregados sem finos) : Caracterizados pela baixa massa específica aparente em relação aos concretos normais ou tradicionais. agregado graúdo. hidratados do cimento perdem sua água de constituição. a C descarbonatação e a desintegração da massa. tendo o nome de refratário. outra parede repousando sobre borrachas. onde as características próprias levam a um comportamento adequado naquelas temperaturas. Exemplos: Contrapisos e bases de fundações e pavimentos. b) Concreto Armado: Possui elevada resistência. Para obter este tipo de concreto. Concreto massa : Utilizado em peças de grandes dimensões (barragens).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. e) Concretos Especiais: Concreto leves (porosos. Concretos refratários : Quando o concreto tiver que suportar elevadas temperaturas ou mudanças térmicas é preciso um concreto especial. agregado graúdo. As bolhas de ar incorporado ao concreto atuam como um agregado fino adicional. que as tensões de tração resultantes do carregamento são neutralizadas a um nível ou grau desejado.10 4 a) Concreto Simples ou Hidráulico: Preparado com cimento. c) Concreto Magro: É um concreto simples com reduzido teor de cimento. mas pequena resistência aos esforços de tração. agregado miúdo e água. O termo concreto leve é usado para concreto cuja massa é menor que 1. Além do cimento. Concretos injetados ou coloidais : Obtido a partir da injeção de com uma argamassa. melhorando a plasticidade e a trabalhabilidade do concreto fresco. aumentando a resistência. através da tração dos cabos de aço. deve-se usar cimento aluminoso como aglomerante e. agregados de elevado diâmetro máximo. mantendo a resistência no mesmo valor. ou a redução do teor de cimento. de modo a preencher os vazios de um agragedo graúdo. é introduzido pré-tensões de tal grandeza e distribuição.800 kg/m3. e com geração de baixa quantidade de calor de hidratação. que possui coeficiente de atrito nulo em relação aos grãos rígidos vizinhos. Nas construções possuem baixo peso próprio e elevado isolamento térmico. agregado miúdo e água. Concretos à vácuo : A quantidade de água utilizada para misturar e adensar o concreto é maior do que a necessária para a hidratação do aglomerante. d) Concreto Protendido: É o concreto onde. tanto aos esforços de tração como aos de compressão. Concretos com aditivos : Concretos que faz uso de plastificantes. colocado anteriormente nas formas. superplastificantes. utiliza-se armadura ou ferragem (barras de aço). a estas temperaturas. com relação as necessidades das reações químicas. O isolamento térmico é melhorado com o acréscimo da porosidade. materiais refratários mais ou menos PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. A água é eliminada por sucção e ao mesmo tempo aplica-se uma forte compressão às faces externas do concreto. O concreto normal perde suas qualidades a 200-300° desagregando-se. aceleradores ou retardadores de pega e endurecimento.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Para facilitar o lançamento emprega-se o teor de água adequado à trabalhabilidade desejada e posterior elimina-se a água em excesso. Tem grande resistência aos esforços de compressão. caracterizado por baixos consumos de cimento. sem armadura. pois os compostos C. O uso de plastificantes possibilita a redução da água para uma mesma trabalhabilidade. formando uma cavidade sobre o concreto.

dentre outras vantagens. Concreto projetado (elimina o problema da reflexão no concreto projetado).400 kg/m3.Baixo calor de hidratação. Podemos citar entre outras aplicações as seguintes : Edifícios em concreto (por reduzir tempo de execução. . a cromita.1 . A reação química acontece principalmente na interface entre argamassa de cimento e agregado graúdo. aumentar a área útil. a magnesita. Soleiras de vertedouros de usinas Hidrelétricas (devido à sua boa resistência à abrasão).Quanto às propriedades dos aglomerantes: .3 CLASSIFICAÇÃO Os concretos simples ou hidráulicos podem ser classificados: 5. para temperaturas pouco elevadas. agregados como o coridon. mais aluminosos. Concretos ciclópicos : Concreto simples que contém pedra de mão. que é um dos principais componentes do concreto endurecido responsáveis pela sua resistência. e atua também como material inerte preenchendo os poros do concreto e tornando-os descontínuos.Resistentes à águas sulfatadas. . e. Pontes e viadutos (permite maiores vãos. Concretos de alto desempenho : A microssílica impõe ao concreto uma melhoria nas suas mais importantes características. . Obras marítimas (por se tratar de um material com permeabilidade próxima de zero é fortemente indicado o seu uso em ambientes agressivos).Alta resistência inicial. . maior resistência à abrasão e à corrosão química. Concretos de alta resistência : Concretos onde a resistência à compressão é superior a 40 MPa e peso normal de 2. tornar a estrutura mais durável e proporcionar uma economia em torno de 20%).Moderado calor de hidratação. para temperaturas maiores. o carborundo. para temperaturas elevadas. e o ponto "fraco" do concreto passa a ser o agregado. Com o uso da microssílica o concreto passa a ter : maior resistência à compressão.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . porosidade próxima de zero. Recuperação de estruturas (pela sua grande aderência a superfícies de concreto. além de economia). entre outros. dispensando a utilização de epóxi para união das superfícies). Por isto.Comum. mostrando os agregados totalmente rompidos.10 5 silícicos. Isto é conseguido através da atuação da microssílica na microestrutura do concreto através de dois efeitos: atua quimicamente reagindo com o Hidróxido de Cálcio (CH) transformando-o em Sílicato de Cálcio Hidratado (CSH). 5. Concretos projetados : Concreto transportado pneumaticamente através de uma mangueira e projetado sobre uma superfície a uma alta velocidade. Peças pré moldadas (seu uso impõe agilidade à produção).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. rapidez de execução e aumento da vida útil.3. com o uso da microssílica há uma maior aderência entre agregado e pasta. Pisos industriais (indicado por ter alta resistência à abrasão bem como a ataques químicos). maior adesão a outras superfícies de concreto e melhor aderência com o aço. Isto é evidenciado observando-se a superfície de ruptura do concreto de alto desempenho na compressão. a qual constitui-se em um ponto vulnerável do concreto.

Quanto ao tipo de agregados: .Estrutural.Medianamente plástico: Slump maior que 5cm e menor que 15cm. . 5. 5.3. transporte e lançamento: .Mecânico. 5.Quanto ao processo de adensamento: . .8 .Manual.3. .Quanto ao processo de dosagem: . 5.3. argila expandida.10 6 5.Experimental. Exemplos: Pérolas de isopor. etc.Quanto à consistência: .Fracamente Plásticos: Abatimento do tronco de cone (Slump) menor que 5cm.3.Quanto ao seu destino: .) .3. jateamento).Mecânico (vibração.3 .Fortemente plástico: Slump maior que 15cm.Quanto à textura: .Normais: Quando são executados com agregados normais.Rico: Quando possui elevado teor de cimento.Pobre: Quando possui baixo teor de cimento. centrifugação. Exemplos: Minérios de barita. . pervibração.4 .7 .2 . .6 .Leves: Quando são executados com agregados leves.Secundário.3.Quanto ao processo de mistura. 5.Empírica. .Pesados: Quando são executados com agregados pesados. .5 . magnetita e limonita. . .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. britas graníticas.Magro: Quando possui baixo teor de argamassa. 5.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .Manual. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Exemplos: Areias quartizosas.3. .Gordo: Quando possui elevado teor de argamassa.

Consiste numa haste de socamento de um tronco de cone de 300 mm de altura. em três camadas de alturas aproximadamente iguais. avaliada pela facilidade de desempenar e julgamento visual da resistência à segregação. -Forma dos grãos dos agregados. adensamento e dimensões peças. 100 mm de diâmetro no topo e 200 mm de diâmetro na base. -Tipo e finura do cimento. -Tipo mistura (manual ou mecânica).4. etc. b) Fatores externos: -Tipo de aplicação (finalidade).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . bem como da granulometria dos agregados graúdo e miúdo e da proporção relativa entre eles. O tronco de cone é preenchido com concreto.Trabalhabilidade: De acordo com PETRUCCI (1983). A trabalhabilidade compreende duas propriedades essenciais: A Consistência ou Fluidez que é função da quantidade de água adicionada ao concreto e a Coesão que é a medida da facilidade de adensamento e de acabamento. Os principais fatores que afetam e determinam a trabalhabilidade são: a) Fatores internos: -Consistência: Função da relação água/materiais secos (umidade do concreto).4 PROPRIEDADES DO CONCRETO FRESCO 5.1 .2 – Medidas da Trabalhabilidade: Os aparelhos e métodos para medirem a trabalhabilidade possuem limitações por não conseguirem introduzir todas as variáveis no fenômeno. -Tipo de transporte (calhas. -Traço: Proporção relativa entre cimento e agregados.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. A consistência é um dos principais fatores que influenciam a trabalhabilidade. Os processos empregados podem ser: a) Ensaios de consistência pelo abatimento do tronco de cone (NBR 7223/82): O equipamento para ensaio de abatimento do tronco de cone é bastante simples. adensadas cada uma com 25 golpes com uma barra de 16mm PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. lançamento.4.10 7 5. bombas. A maioria dos métodos medem somente a consistência e tem como base uma das seguintes proposições: -Medida de deformação causada a uma massa de concreto fresco pela aplicação de força determinada. -Granulometria: Distribuição granulométrica dos agregados e proporção relativa entre eles. -Medida do esforço necessário para gerar na massa de concreto fresco. uma deformação preestabelecida. É função da quantidade de finos da mistura.). 5. é uma propriedade qualitativa que identifica a maior ou menor aptidão do concreto para ser aplicado com determinada finalidade sem perda de sua homogeneidade.

O operador influência no ensaio devido a forma como ele retira o molde. a forma do concreto mudou de um tronco de cone para um cilindro. com falta de coesão. -De 6 a 8 cm. a mistura desagrega. dentro do qual se encontra um anel concêntrico suspenso acima do fundo. lajes onde o lançamento é manual ou com caçambas. O ensaio de Powers é eminentemente laboratorial. O conjunto é fixado a uma mesa de consistência (flowtable).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. posta em funcionamento num ritmo de uma queda por segundo. O ensaio de Powers foi modificado por Wuerpel. que substituiu a mesa de consistência por uma vibratória.9kg) é colocado no topo do concreto moldado. utilizado para sapatas e blocos de fundação. se estiver mal proporcionado. Retirado o cone de abatimento. O esforço requerido para conseguir essa remoldagem é expresso pelo número de golpes registrados. até que o fim da operação seja alcançado quando o traço marcado na haste atingir o topo de referência existente na guia. -Concreto utilizado para vigas.10 8 de diâmetro e depois vagarosamente suspenso (10 a 12 segundos). b) Ensaio de remoldagem de Powers: A principal parte do aparelho é um recipiente cilíndrico. podendo fazer o abatimento variar em até 4cm (dependendo de sua consistência). pilares. -Concreto bombeado.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Se a superfície do concreto apresentar excesso ou falta de argamassa e quando o concreto é abatido por pancadas laterais. está estritamente ligado à consistência. Existem valores de abatimento (Slump) recomendados em função do tipo de aplicação do concreto: -Volume grande de concreto com pouca armadura. um disco metálico (1. A essa altura. Aproximadamente 4cm. A mesa é. para remoldagem. O cone de abatimento utilizado no slump test serve para a moldagem do concreto a ser ensaiado. O ensaio de abatimento pode ser utilizado para fazer a verificação do bom proporcionamento da mistura. O número de segundos necessários à remoldagem passou a ser um índice de caracterização da consistência do concreto. A diminuição da altura do tronco de cone é chamada de abatimento do concreto. então. mas sua validade decorre do fato de que o esforço. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. O concreto sem suporte abate-se pelo seu próprio peso. De 8 a 12 cm.

até que o disco esteja em contato com todo o concreto. é a medida da consistência e este valor é anotado como sendo o índice Vebe. um tronco de cone. que foi desenvolvido pelo engenheiro sueco V.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . um recipiente cilíndrico. O tempo necessário para remoldar o concreto da forma tronco-cônica para a cilíndrica. consiste de uma mesa vibratória. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Apropriado para concreto fracamente plástico. É medido pelo espalhamento de um tronco de cone de concreto sujeito a golpes.10 9 c) Ensaio Vebê: O equipamento de ensaio. É normalizado na Grã-Bretanha d) Mesa de espalhamento: Utilizado na Alemanha e normalizado no Brasil. O disco é posicionado no topo do tronco de cone e a mesa vibratória é ligada. e um disco de vidro ou plástico com movimento livre e descendente o qual serve como referência do final do ensaio. em segundos. É apropriado para os concretos medianamente e fortemente plástico. O tronco de cone é colocado no recipiente. Bährner. O aparelho consta essencialmente de uma mesa metálica de 70 x 70cm de diâmetro.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. e depois removido. em seguida é preenchido com concreto.

mede-se o diâmetro médio do concreto espalhado. e) Caixa de Walz: Enche-se uma caixa de dimensões padronizadas com concreto e mede-se o rebaixamento que ocorrerá na massa após ser feito o adensamento (por vibração). PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. O molde é então removido e são aplicados ao concreto 15 quedas. é colocado no centro da mesa e o enchimento é feito em duas camadas e compactado da mesma maneira que o ensaio de abatimento. com a forma de um tronco de cone de 13cm de topo e 20cm de base e altura de 20cm. Um molde. O concreto se espalha sobre a mesa. através de uma manivela agindo sobre um excêntrico.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .11 0 montada sobre um suporte que lhe permite aplicar quedas de 4 cm. Apropriado para concretos fracamente plásticos.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.

Não existem ensaios para medida da segregação.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. daí em diante. depende muito das propriedades do cimento. fraco e de pouca durabilidade. geralmente. onde a água da mistura tende a elevar-se à superfície do concreto recentemente lançado.Exsudação: Forma particular de segregação. Na Europa são utilizados outros tipos de ensaios de pouco interesse aqui no país que são os de Graff.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .Massa Específica: Massa da unidade de volume. A exsudação é expressa em termos da quantidade de água acumulada na superfície. Varia principalmente com tipo de agregado utilizado. Valores usuais: Concretos não-armados: 2. adequados para determinar se a segregação é um problema em uma dada situação.3 . podendo resultar em uma camada de concreto poroso.500kg/m3 * A massa específica fazendo-se uso de agregados leves é da ordem de 1. Humm e Irribarien (Norma Espanhola) e Kelly (Norma Americana).700kg/m3.1 .4 PROPRIEDADES DO CONCRETO ENDURECIDO 5.300kg/m3 Concretos armados: 2. incluindo os vazios. Fenômeno causado pela incapacidade dos constituintes sólidos do concreto fixarem toda água da mistura.800kg/m3 e com agregados pesados é de 3. a observação visual e a inspeção por testemunhos extraídos do concreto endurecido são. 5. em intervalos de 30 minutos. aumento da permeabilidade. Existe.4. A água de exsudação acumulada na superfície é retirada em intervalos de 10 minutos durante os primeiros 40 minutos e. uma amostra de concreto é colocada e consolidada num recipiente de 250 mm de diâmetro e 280 mm de altura.4. formação da nata de cimento na superfície do concreto. precisando remove-la ao executar concretagem de nova etapa.11 1 f) Ensaios de penetração: A trabalhabilidade é medida pela capacidade do concreto em se deixar penetrar por um objeto de formas e pesos padronizados. se a água é impedida de evaporar pela camada que lhe é superposta. 5. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. A exsudação provoca: • • • • enfraquecimento da aderência pasta-agregado e pasta-armadura. em relação à quantidade de água existente na amostra. Segundo a ASTM C 232. O resultado da exsudação é o topo de cada camada de concreto tornar-se muito úmido e. porém. um ensaio normalizado da ASTM para medição da taxa de exsudação e da capacidade total de exsudação de uma mistura de concreto.

Tipo de cimento e. Resiste mal ao cisalhamento devido as tensões de distensão que verificam-se nos planos inclinados. Relação água/cimento b. Os fatores que afetam a resistência mecânica são: a.Resistência aos esforços mecânicos: O concreto é um material que resiste bem aos esforços de compressão e mal aos de tração. Idade c. Duração da carga PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.2 . A resistência à tração é da ordem de um décimo da resistência à compressão. Velocidade de aplicação de carga de ensaio g. Forma e graduação dos agregados d.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.4.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Forma e dimensões do corpo-de-prova f.11 2 5.

O excesso água colocado na mistura para que se obtenha uma consistência necessária ao processo de mistura. podendo ser expressa. é usual utilizar a PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Quanto maior o volume de vazios. lançamento e adensamento ocasiona. É uma relação não linear. devido ao processo de hidratação do cimento que se processa ao longo do tempo.11 3 Fatores a serem controlados na produção do concreto: a) Fator água/cimento: Principal fator a ser controlado quando se deseja atingir uma determinada resistência. menor será a resistência do material. A resistência do concreto é inversamente proporcional à relação água. após o endurecimento.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. vazios na pasta de cimento.cimento. normalmente pela função: Esta expressão é chamada de “Lei de Abrams”. Em projetos.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . b) Idade do concreto: A resistência do concreto progride com a idade.

levando o corpo-de-prova ao colapso em níveis de carga inferiores. Sua importância está ligada a alguns tipos de aplicação (exemplo dos pavimentos de concreto).3 . os limites inferiores.4. para concretos menos resistentes (Por exemplo: fc28 = 15MPa) pode-se assumir os limites superiores e para os mais resistentes (18Mpa<fc28>30MPa). O coeficiente decresce com o aumento da resistência. fc90= 1. bem como a adição de escórias e pozolanas. devido a resistência à tração ser desprezada para efeito de cálculo.0. fc28= 1.2.10 à 1. maiores são as resistências iniciais do cimento. Quanto mais fino possuir a mistura.25 à 1. devido a velocidade da propagação das fissuras. Determina-se de duas maneiras: a) Por compressão diametral: Rompe-se o cilindro confeccionado para a resistência à compressão conforme mostra a figura abaixo (NBR 7222/83): PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. possuindo o mesmo fator água/cimento. mantida a relação água/cimento. os coeficientes apresentados são muito grandes. fc365= 1. g) Duração da carga: Nas cargas de curta duração o concreto resiste a maiores níveis de carga.2 .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Portanto esta velocidade é normalizada (0.8MPa/s ou 530 a 1410kgf/s) no Brasil.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .05 à 1. d) Tipo de cimento: A composição química do cimento ( proporção de C3S e C2S) influenciam na resistência concreto. e) Forma e dimensões do corpo-de. Para concretos de alta resistência ou aqueles confeccionados com cimentos muito finos. Em velocidades mais baixas existe um tempo maior para propagação de fissuras que ocorrem durante o carregamento. após esta idade (para o cimento Portland Comum) o aumento de resistência é muito pequeno. utiliza-se o corpo-de-prova cilíndrico de 15cm de diâmetro por 30cm de altura. Este efeito só é significativo para concretos de elevada resistência.prova: Para o ensaio de resistência à compressão do concreto. f) Velocidade e aplicação da carga: Quando aplica-se velocidades maiores a tendência é gerara valores de resistências mais elevados. A granulometria do agregado graúdo também influencia a resistência do concreto.11 4 resistência do concreto aos 28 dias como padrão. 5.50fc3. devido a menor aderência pasta/agregado.50fc7. Concretos confeccionados com britas de menor diâmetro tendem a gerar concretos mais resistentes.35fc28. A seguir estão alguns estimadores da resistência à compressão: fc28= 1. c) Forma e graduação dos agregados: Os concretos confeccionados com seixos rolados tendem a ser menos resistentes do que aqueles confeccionados com pedra britada.20fc28. isto é.70 à 2.Resistência à tração: Propriedade de difícil determinação direta.

11 5 Na falta da determinação.3 . a NBR 6118 permite que sejam adotados os seguintes valores: 5.Permeabilidade e absorção: O concreto é um material poroso.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.4. As razões da porosidade são: PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . A interconecção de vazios de água ou ar poderá tornar o concreto permeável.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . esta água ao evaporar deixa vazios. n: número de corpos de prova. Com a combinação química diminuem os volumes absolutos do cimento e água que entram na reação. fctk: resistência característica do concreto à tração. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. estas últimas relacionadas também à perda de água dos poros capilares. -Dilatação e retração térmica: Variação do volume do material sólido com a temperatura. fctj: resistência característica do concreto à tração prevista para j dias de idade. fck: resistência característica do concreto à compressão. -Retração hidráulica reversível: Variação de água dos poros capilares devido a mudanças na umidade do ar. -Retração plástica: Variação de volume do concreto ainda no estado fresco com a perda de água. : coeficiente de variação. -Utilizar agregados com maior teor de finos. superplastificantes e incorporadores de ar). Durante o amassamento ocorre incorporação ar na massa. deve-se tomar as seguintes providências: -Utilizar baixos fatores água/cimento (aumentar o consumo de cimento ou utilizar aditivos redutores de água como plastificantes.4. 5.4 . Para que se obtenha concretos com baixa absorção e permeabilidade. -Cargas externas: A atuação de cargas externas originam as deformações imediatas e deformações lentas. cinza da casca de arroz ou microssílica) para preencher os vazios capilares do concreto através da reação entre pozolana e hidróxido de cálcio liberado nas reações de hidratação do cimento.11 6 Quase sempre é necessário utilizar uma quantidade de água superior a que se precisa para hidratar o aglomerante. mas não de natureza argilosa. -Retração hidráulica irreversível: Variação do volume de concreto endurecido pela saída de água dos poros capilares. 5.Deformações: As variações de volume dos concretos são devido aos fatores citados a seguir: -Retração autógena: Variação de volume absoluto dos elementos ativos do cimento que se hidratam.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.5 ANÁLISE ESTATÍSTICA DA RESISTÊNCIA DO CONCRETO: Para a análise estatística do concreto deve-se observar as seguintes notações: fcj: resistência do concreto à compressão prevista para j dias de idade. Sd: desvio padrão. -Substituir parcialmente o cimento por pozolanas (cinzas volantes.

A NBR 6118 (NB1) estabelece as seguintes condições: • quantidade mínima de cimento/m3 de concreto de 330 Kg.Dosagem Empírica: Processo de seleção e proporcionamento de materiais constituintes do concreto baseado em valores médios de propriedades físicas e mecânicas destes materiais. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.1 .11 7 5.6 DOSAGEM DO CONCRETO 5. Este procedimento é recomendado para obras de pequeno volume. conseguidos através da experiência prévia de tecnologias e bibliografias neste assunto.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .6.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . • quantidade mínima de água para trabalhabilidade adequada. p: Kg agregado graúdo por Kg de cimento. C: consumo de cimento por m3 de concreto. i: índice de inchamento da areia. x: Kg de água por Kg de cimento (a/c). m: Kg agregado total por Kg de cimento (m = a + p). da = massa específica aparente do agregado miúdo. H: relação água/materiais secos a = massa unitária do agregado miúdo.11 8 • proporcionamento (agregado miúdo/volume total de agregado de 30 a 50%) para trabalhabilidade adequada. dp = massa específica aparente do agregado graúdo.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. dc = massa específica do cimento. p = massa unitária do agregado graúdo. a) Notação para o desenvolvimento das fórmulas: a: Kg agregado miúdo por Kg de cimento.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Os valores de H conduzem a concretos com abatimentos na faixa de 6 a 9 cm de acordo com a Tabela 1. Tabela 1: Valores de H em função de Φ max e tipo de adensamento PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.11 9 b.3) Determinação do fator água/materiais secos (H) em função da dimensão máxima característica do agregado graúdo e do tipo de adensamento a que o concreto estará sujeito em obra.

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12 2 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .12 3 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.

PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. A Tabela 5 auxiliará no cálculo da produção de concreto. O volume de mistura é o somatório dos volumes unitários dos materiais.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .12 4 Obs: Capacidade da cuba da betoneira (eixo inclinado) é de 500 litros. A capacidade máxima de mistura é de 80% deste valor (400 litros).

Quase todos os métodos baseiam-se em duas leis fundamentais: .12 5 5.Lei de Abrams: “A resistência do concreto é proporcional ao fator água/cimento”.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.6.Dosagem Experimental: Processo de dosagem baseado nas características específicas dos materiais que serão realmente usados na obra.1) PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Os processos de dosagem experimental exigem que sejam determinadas algumas propriedades anteriormente mencionadas no método de dosagem empírico.2 . (Ver equação 5.

massa específica e nível de resistência aos 28 dias do cimento utilizado. -Resistência de dosagem: Em função da resistência característica. Consistência desejada (Slump). Esta argamassa deverá servir como lubrificante entre os grãos de agregado graúdo para que se consiga uma trabalhabilidade adequada. devendo existir uma parte de argamassa adicional. -Condições de exposição ou finalidade da obra. -Análise granulométrica e massa específica dos agregados disponíveis.2 vezes do menor espaçamento entre camadas na vertical.Lei de Lyse: “ Quantidade de água a ser empregada em um concreto confeccionado com um determinado grupo de materiais (mesmo cimento. independe do traço deste concreto”.Menor do que ¼ da menor distância entre faces de formas.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. a) Parâmetros de dosagem: Materiais: -Tipo. . 5.Menor do que 1. -Massa unitária compactada do agregado graúdo. b) Procedimentos: b.1 . agregados graúdo e miúdo) para obter-se uma dada trabalhabilidade. já que as areias mais grossas geram argamassas mais ásperas (menos lubrificantes).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .1) Fixação da relação água/cimento: Fixado em função de critérios de durabilidade (Ver Tabela 6).12 6 . . No Brasil utiliza-se muito dois métodos de dosagem: O Método da ABCP/ACI e o Método IPT/EPUSP.Menor do que 1/3 do diâmetro da tubulação (quando o concreto for bombeado).Menor do que 5/6 do espaçamento das armaduras em camadas horizontais.Método da ABCP/ACI Baseia-se no fato de que cada tipo de agregado graúdo possui um volume de vazios que será preenchido por argamassa.Menor do que 1/3 da espessura das lajes.6. . A quantidade de argamassa será em função da quantidade de vazios e do tipo de areia empregado. Concreto: Dimensão máxima característica admissível de acordo com a NBR 6118 deve ser: . PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. .2.

12 7 Observações: Quando não existe restrições quanto à durabilidade. Se não possuir a resistência do cimento. deve-se utilizar o valor correspondente a sua especificação. apresentadas no item 5. CP I 32.6.1. Procedimento.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Procedimento.2 . emprega-se as expressões propostas por Helene (1993). entrar no Gráfico 1. b.6.2) Determinação do consumo de água do concreto (Cag): É feito em função da consistência e da dimensão máxima característica do agregado (Tabela 7): PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. b.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Caso o cimento utilizado não seja o cimento Portland Comum. determinada na mesma forma do item 5. b.1. por exemplo. o fator a/c será determinado através de um gráfico em função da resistência de dosagem (fcj) (Gráfico 1 em anexo). na curva correspondente a resistência 32.1 .

12 8 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.12 9 proporções e determinar a massa unitária compactada(Mc). PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . A solução escolhida deverá ser aquela que conduza ao maior Mc.

2.Método do IPT/EPUSP 1) Estudo Teórico: 1.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. a R e durabilidade do concreto passam a ser únicas.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . c) O concreto é mais econômico quanto maior for a Dmax do agregado graúdo e menor abatimento do tronco de cone.2 .1) Conceitos fundamentais: a) A relação água/cimento (a/c) é o parâmetro mais importante no concreto estrutural. b) Definida a/c e os materiais. d) Correções assumidas como “leis de comportamento” : PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.13 0 5.6.

k1 k2 k3 k4. em (Kg/Kg). d. a/c: relação água/cimento em massa. (Kg/Kg). em (Kg/Kg). (Kg/Kg).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. em Mpa.13 1 d. k5: constantes que dependem materiais.6) Notação: fcj: resistência à compressão axial à idade j. a: relação agregado miúdo seco/cimento. m: relação agregados secos/cimento.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .7) Diagrama de dosagem: PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. p: relação agregado graúdo seco/cimento.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.13 2 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.

a) Determinação do traço unitário: 1:a :p PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.1) Princípios: · 03 pontos são necessários para se obter o diagrama de dosagem. ocasiona riscos fissuração. · traço 1: 3.5 (confecção traço pobre). · falta de argamassa ocasiona porosidade ou falha concretagem.5 (confecção traço rico).Estudo Experimental: 2. da: massa específica do agregado miúdo. · excesso de argamassa.2) Etapa 1: Determinação do teor ideal de argamassaα para o traço 1: 5 (teor ideal de argamassa na mistura: mínimo possível).2) Cálculo da resistência de dosagem: 2. · avaliação dos traços (1:m) (cimento: agregados secos totais. medida em canteiro em kg/m3. medida em kg/m3. maior custo. medida em kg/m3.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . · traço 1: 5 (avaliação preliminar em betoneira). dc : massa específica do cimento. 1. 2. · traço 1: 6. dp : massa específica do agregado graúdo.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.13 3 Sendo: C : consumo de cimento por m3 de concreto adensado em kg/m3 d : massa específica do concreto. em massa). medida em kg/m3.

· moldar corpos de prova para rompimento. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. verificação vazios e falhas. · massa específica concreto fresco.7. exsudação.13 4 b) Determinar para cada a a quantidade material para abastecer a betoneira. d) Determinar o teor de argamassa ideal: · definição : colher de pedreiro.Responsabilidade pela composição e propriedades do concreto: .Profissional responsável pelo projeto estrutural: · registro resistência característica concreto fck (desenho e memórias do projeto).7 CONTROLE DE QUALIDADE DO CONCRETO Baseado na NBR12655/1996 5. · consumo água/m3 concreto.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . 5. e) realizar nova mistura com o traço 1:5 e o teor de argamassa ideal “definitivo”. · consumo cimento/m3 concreto. e determinar as seguintes características: · relação a/c necessária para obter a consistência. coesão e abatimento. · slump test. c) Pesar e lançar os materiais na betoneira (acréscimos sucessivos de argamassa: cimento + areia) sem alterar agregado graúdo .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.1 .

origem mineralógica e forma dos grãos) e as quantidades relativas dos constituintes do concreto (traço). . tipo de cimento. · escolha tipo de concreto. . arquivada e preservada pelo prazo legislação vigente. agregado miúdo (mesma granulometria).Verificar materiais no canteiro corresponde aos utilizados na dosagem: Cimento (mesma marca comercial e especificação). · concreto preparado na obra é responsável pelas etapas de execução (dosagem. dimensão máxima agregado e outras propriedades de acordo com projeto e condições de aplicação. laudos e outros) devem estar o canteiro de obra.Procedimento e plano de amostragem: . cuidados requeridos pelo processo construtivo.Consistência abatimento tronco de cone (Slump Test) NBR 7223 ou Espalhamento tronco de cone (Mesa de espalhamento) NBR 9606. atuar em diferentes fases do processo de produção. relação água/cimento. · especificação requisitos correspondentes à durabilidade da estrutura e de propriedades especiais do concreto (consumo mínimo de cimento. módulo de deformação estático mínimo na idade de desforma.7. durante toda construção. . aceitação do concreto. etc. ajuste e comprovação do traço. · documentação comprobatória NBR 12655 (relatórios de ensaios. consistência.Quando dosado em obra: Pelo menos uma vez dia verificar colocação materiais na betoneira.Profissional responsável pela execução da obra: · escolha modalidade preparo concreto. Quando concreto usinado: coleta de amostras e reconstituirão do traço recém misturado. . Para cada tipo e classe de concreto colocado em uma estrutura realizar seguintes ensaios: . retirada do escoramento.Controle da qualidade. armazenamento dos materiais constituintes.). salvo concreto produzido em central.Resistência à Compressão. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. . aplicação de protensão ou manuseio de pré-moldados). 5.2 .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . medidas dos materiais e do concreto e mistura) e pela definição da condição de preparo.Responsável pelo recebimento do concreto: · proprietário da obra ou responsável técnico pela obra. agregado graúdo (mesma dimensão máxima característica.13 5 · especificação de fck para etapas construtivas (retirada de cimbramento.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.

g) Cura PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. -Água: Não pode ter contaminação por materiais como açúcar. vibrador de forma e placa. ácido húmico. b) Proporcionamento: Dde acordo com a dosagem em laboratório. Durante o carregamento. evitando o contato direto dos sacos de cimento. Período médio de estocagem: 30 dias. f) Adensamento: Manual: Barras de aço (soquetes) e Mecânico: Vibrador. réguas vibratórias. e) Transporte: Do local de amassamento para local de lançamento. Pode ser de 60 dias em locais de clima seco. mesas vibratórias. cobertos e protegidos. pilhas de diferentes materiais devem estar bem separadas para evitar misturas que venham a interferir nas proporções da mistura final.13 6 5. absorção e trituração. Utilizar barracões. Pode ocorrer problemas durante o transporte: Hidratação do cimento. as pilhas não devem ter mais do que 10 sacos em altura (a não ser que o tempo de estocagem seja inferior a 15 dias. bastante reduzido em locais de clima úmido.8 PRODUÇÃO DO CONCRETO A produção do concreto consiste em uma série de operações ou serviços executados e controlados (mistura.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Quanto à direção: horizontal. Atualmente maior parte do concreto é lançado em estrutura de edifícios pelo processo de bombeamento. c) Mistura: Manual ou Mecânica (Betoneiras). Com os agregados miúdos devem tomar cuidado para que enxurradas carreiem as parcelas finas. lançamento. e) Lançamento: Colocar no ponto onde deverá permanecer definitivamente. transporte. a) Manuseio e estocagem dos materiais: -Cimento: Embalados em saco de papel. centrifugação. etc. vertical e oblíquo. de acordo com o projeto. evaporação. admitindo-se pilhas de até 15 sacos de altura). -Agregados: Evitar segregação durante o lançamento das pilhas. com estrados de madeira ou material equivalente. evitar que o material contenha solos e outras impurezas. evitar que a pá ou lâmina da carregadeira trabalhem muito rente ao solo. abrigados da chuva e umidades excessivas. cloretos. adensamento e cura) para que seja possível obter um concreto com as propriedades especificadas.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.

concretos em ambientes industriais.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .9 PATOLOGIA DO CONCRETO a) Destruição do concreto armado por esforços mecânicos (limites de utilização. fissuras por esforços mecânicos excessivos. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. tubulações de esgotos sanitários. bactérias. concretos no mar ou em atmosferas marítimas. →Ocorrências mais comuns de corrosão do concreto: . bolores e vegetais). b) Destruição da armadura do concreto armado sob a ação de agentes químicos ou eletroquímicos (corrosão da armadura). d) Depreciação do concreto por manchas e eflorescências. ácidos inorgânicos.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.13 7 5. deformações excessivas). variação térmica. gelividade. físicos (retração hidráulica. rupturas por choque.Concretos em solos agressivos. fogo. c) Destruição do próprio concreto (corrosão do concreto) sob a ação de agentes químicos (substâncias orgânicas. pavimentos de concretos não revestidos. abrasão) ou biológicos (fungos. dimensionamento das juntas de dilatação. argila e silte. sais inorgânicos. aditivos). água pura.

Resistência menor que prevista nos cálculos (falta de tecnologia.1 INTRODUÇÃO A madeira é um material leve. classificando-se de acordo com sua germinação e crescimento em: a) Endógenas: De germinação interna (desenvolvimento se processa de dentro para fora). Deformações geométricas (fôrmas mal feitas). monocotiledôneas. folhas e flores. pessoal desqualificado). 6. Segregação (concreto lançado em queda livre ou quando ocorre falta ou excesso de vibração). onde a rede cristalina é a celulose.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Compreendem as árvores tropicais. de pouco ou nenhum interesse na produção de madeira para fins estruturais. isto é.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.13 8 e) Defeitos congênitos de execução do concreto armado: Bicheiras (superfície perfurada). Bambu Palmito. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. (Tem a característica especial de ser renovável. caule. de alta resistência à tração. cujo processamento industrial requer baixo consumo de energia. Reproduzem-se por sementes. como por exemplo: Palmeira. e a matriz amorfa é a lignina. etc. desde que as florestas sejam adequadamente manejadas).1 – Classificação das Árvores: Estes vegetais botanicamente pertencem ao ramo dos Fanerógamos ou Esperamtófitos. dotados de raízes. Resiste bem aos esforços de tração e compressão. de boa resistência mecânica e trabalhada facilmente.2 ORIGEM E PRODUÇÃO DAS MADEIRAS 6. de alta resistência à compressão. vegetais completos. Chochos (vazios internos). CAPÍTULO 7 MADEIRAS 6. É um material renovável.2.

500 espécies úteis: 50% frondosas tropicais e 15 % em zonas temperadas. folhosas ou “árvores de madeira de lei”. -Não produzem frutos. esta última denominação brasileira. -Sementes em frutose folhas achatadas. tem sementes (pinhas) descobertas. Estas árvores compreendem dois grupos: as Ginospermas e as Angiospermas. com 1. b. Constitui grupo de árvores aproveitáveis para produção de madeira para construção. -Abrangem 65% das espécies conhecidas.13 9 b) Exógenas: De germinação externa.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . -Folhas perenes em forma de agulha.1) Ginospermas (softwood): -Classe importante das coníferas ou resinosas. largas (latifólios) e caducas. b. O desenvolvimento da árvore se processa pela adição de novas camadas concêntricas de células.2) Angiospermas ou dicotiledôneas (hardwood): -Denominadas de frondosas. geralmente. com cerca de 400 espécies industrialmente úteis. -Compreende 35% das espécies conhecidas. folhas aciculares e tem.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. lenho de madeira branca. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. de fora para dentro – Anéis de crescimento.

2 – Fisiologia (Partes componentes) e Crescimento das Árvores: Compõem uma árvore a raiz. -Raiz: Ancora a árvore no solo água (sais minerais): Seiva bruta. Quando é feito um corte transversal em qualquer ponto de uma árvore. folhas. recheio de entrepisos).1) Cerne interior (heartwood): Cor mais escura que o alburno. -Isolamento termoacústico: (revestimento de paredes. Parte formada por células mortas e esclerosadas. a. medula e raios medulares (Figura 1). O cerne apresenta mais peso. de excessos de evaporação e dos agentes de destruição. encontram-se as seguintes partes: Casca. Seção útil do tronco para obtenção das peças estruturais de madeira natural ou madeira de obra. Crescimento transversal: Anéis anuais de crescimento. compacidade. dureza e durabilidade que o alburno. a corticeira. Veículo da seiva elaborada das folhas para o lenho do tronco. Situada entre a casca e o lenho. Em algumas espécies como o sobral. flores e frutos. câmbio. As alterações ocorridas no alburno vão formando e ampliando o cerne. cai e é renovada. -Solo água + sais minerais ( recolhidas através dos pêlos absorventes das raízes). a cortiça. Durante a alteração. Nos anéis de crescimento se refletem as condições de desenvolvimento da árvore. principais constituintes do tecido lenhoso. -Tronco ou caule: Sustenta a copa com sua galharia. -Copa: Se desdobra em ramos. lenho (alburno e cerne). -Seiva Bruta que sobe por capilaridade pela parte viva do lenho (alburno) até as folhas.6. Seiva elaborada. c) Lenho: Núcleo de sustentação e resistência da árvore. Conduz a seiva bruta e seiva elaborada. Constituído por células em permanente transformação: O Tecido Meristemático. mas é desaconselhável e antieconômico retirar todo o alburno (branco das árvores) como imprestável para a construção: Economicamente: . que desenvolve-se bastante. no tronco. entre outros. Apresenta duas zonas distintas: c. -Racha.2) Líber -Conduz a seiva elaborada a partir de substâncias retiradas do solo e do ar. b) Câmbio ou Camada Geratriz (cambium): Camada invisível a olho nu (fina e quase invisível camada de tecidos vivos). Não é atrativo aos insetos e outras pragas. resinas e materiais corantes que obstruem os vasos e conferem ao cerne uma cor mais escura que o alburno. a.2. -Folhas e outras partes verdes absorção do anidro carbônico e o oxigênio do ar. -Não apresenta interesse como material de construção. Protege o lenho.1) Cortiça: -Protege os tecidos mais novos do ambiente. Nas folhas água e sais minerais. o caule e a copa. o angico. É no câmbio que acontece a transformação dos açucares e amidos em celulose e lignina. Não tem importância para construção e é eliminada no aproveitamento do lenho. as paredes das células impregnam-se por taninos. A casca divide-se em: Casca Externa: Cortiça (outer bark) ou camada cortical (tecido morto) e Casca Interna: Líber (inner bark) ou floema (tecido vivo). por exemplo. a) Casca: Responsável pela proteção da árvore contra agentes externos. a casca apresenta um tecido suberoso.

Sua presença. por ascensão capilar desde a raiz até a copa.141 alburno 25-50% conforme a espécie e tecnologicamente: características mecânicas satisfatórias e impregnação fácil. sendo um material mole e esponjoso e de cor escura. localização geográfica. quando significativa. tipo de solo.3 Estrutura fibrosa do lenho: Para sua sustentação. clima.2. 6. condução de sucos vitais e armazenamento de reservas nutritivas. Resistência da árvore. d) Medula (pith): É o miolo central do lenho.2) Alburno externo (sapwood): Parte formada por células vivas e atuantes.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Sua presença em peças serradas constitui um defeito. c. Não possui resistência mecânica nem durabilidade. pois esta composição sofre variações de acordo com diversos fatores como. Tem a função de resistência e é condutor de seiva bruta. é importante pois realizam uma amarração transversal das fibras. Efeito estético e decorativo.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . e) Raios Medulares: São desenvolvimentos transversais radiais de células lenhosas cuja função é o transporte e armazenamento de nutrientes. 6. etc. mesmo assim podemos afirmar que existem três componentes principais na madeira que são Lignina (18% a PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. impedindo que elas “trabalhem” de maneira exagerada frente as variações do teor de umidade.3 COMPOSIÇÃO QUÍMICA DA MADEIRA A composição química da madeira não é definida de forma precisa para uma espécie de madeira ou mesmo para uma madeira específica.

-Conteúdo de hemicelulose em um vegetal arbóreo (25% a 35%). sais orgânicos ácidos orgânicos (4% a 10%). fornece estrutura à madeira. Oxigênio (44%). insensível a umidade e às temperaturas habituais. como óleos.3.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Hidrogênio (5. -Ocorre intimamente associada à celulose e parece contribuir como um componente estrutural dos tecidos vegetais.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. pouco elástica.Impermeável. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. -Polímero tridimensional que apresenta composições diferentes para coníferas e folhosas (maior quantidade em coníferas do que folhosas). -Constitui cerca de 1/3 do material total produzido por todas as plantas coletivamente. enquanto que na hemicelulose são diversas dessas unidades que aparecem condensadas. -Divide-se em: Celuloseβe : Hemicelulose (Pequenas moléculas de polissacarídeos mais pectose e solúvel em soda cáustica) e Celuloseα (Base estrutural das paredes celulares. não formam fibras e possuem somente regiões amorfas. amidos. 6. considerando peso da madeira seca. cor. etc). substâncias nitrogenadas. elástica e solúvel em H2SO4. tornando-a a mais importante matéria prima de origem vegetal disponível ao homem. gosto e também resistência ao ataque de fungos e insetos. -Alta resistência à tração.5%) e traços de muitos íons metálicos.3 Lignina: -Composto complexo aromático de alto peso molecular.1 Celulose (C6H10O5)n: -Polímero constituído por cadeias monoméricas glicosídicas. madeira. -Alto grau de polimerização. Os elementos que compõem a madeira são mais ou menos os seguintes: Carbono (50%). bambú. Hemicelulose e Celulose (65% a 75%). açúcares.142 35%).3. Existem outros componentes que estão presentes principalmente na forma de extrativos orgânicos e inorgânicos. incolor. com resistência mecânica apreciável. -Componente de maior importância nas paredes das células das madeiras. -São carboidratos que apresentam baixo grau de polimerização (<150 unidades). -A celulose é formada por repetições de unidade monomérica. insolúvel em soda cáustica e ácidos diluídos). . São os extrativos que conferem as propriedades organolépticas às madeiras: cheiro. considerados materiais poliméricos complexos. 6. resinas. encontrado na natureza (algodão.2 Hemicelusose: -São polissacarídeos associados com a celulose e a lignina em tecidos vegetais.3. taninos. forma fibras e possui regiões cristalinas e amorfas. de estrutura não definitivamente estabelecida. 6.

em vários casos.143 . Procedimento: Retira-se do lenho do exemplar a ser identificado um prisma 1 x 1 x 4 cm perfeitamente orientado em relação às fibras. dimensões e forma das Células lenhosas. . Do pequeno prisma são extraídos três lâminas com 10 a 20 micrômetros (10 . determinando sua família. está localizando-a no reino vegetal. pois estão registradas e colecionadas fotografias das espécies em diferentes estágios de crescimento. normalmente relacionada a uma característica predominante. Peroba dos campos (paratecoma peroba). Conforme a região a mesma espécie tem nomes diferentes. ligando os elementos estruturais das madeiras (fibras.4 IDENTIFICAÇÃO BOTÂNICA Quando identifica-se botanicamente uma essência lenhosa. Prende-se a características notáveis da espécie. examinadas em microscópio de 50 aumentos e comparadas com lâminas – padrão ou com um atlas de microfotografias.É uma resina natural amorfa que reveste externamente as paredes das células aglomerando-as em conjunto: 75%. Não tem valor científico. onde a constituição varia de gênero para gênero e. Pau-ferro(grande resistência mecânica). gênero e espécie. Existe três procedimentos para identificação das espécies lenhosas: -Identificação vulgar: É uma primeira aproximação. de espécie para espécie. No atlas constam os elementos anatômicos típicos: grupamento. frutos e sementes.Identificação botânica: Uma segunda aproximação.Responsável pela alta rigidez da madeira. Realizada por conhecedores com prática adquirida. flores. aspectos das flores e frutos.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.: Peroba-rosa (aspidosperma polyneuron). Pau-marfim (aparência homogênea do lenho).Atua como material “cimentante”. Exige confrontações com atlas de herbários.Muitas propriedades físicas e mecânicas da madeira dependem da presença da lignina. 6. por um botânico especializado. como: configuração do tronco e copa. exemplares de folhas. . Estas lâminas são dessecadas. Mesmo nome para identificar duas ou mais espécies diferentes. outra no sentido radial e a terceira no sentido longitudinal – axial das fibras.Encontrada na camada intercelular (middle layer): 25%.Identificação micrográfica: É cientificamente exata e baseada num estudo comparado da estrutura anatômica do lenho. . No entanto.20µm) de espessura: uma lâmina tangencial aos anéis de crescimento. . traqueídeos. Ex. Pinho do paraná (araucária augustrifolia). etc. A espécie é identificada pelo seu nome vulgar. coloridas. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. sabor do lenho.).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . são nomes sugestivos que traduzem um conhecimento íntimo da espécie: Açoita-cavalo(resistência dinâmica elevada (tenacidade). textura da casca. ainda que botanicamente afins. A coleta de elementos de identificação é possível determinar o gênero e a espécie do exemplar. vasos. etc. . .

6. →Pode ser descascada ou decortiçada. →Lado seco da árvore onde o lenho é mais resistente ( lado dos ventos predominantes→ Corte de traçador pelo lado oposto. jiraus.5 PRODUÇÃO DA MADEIRA A produção das madeiras de obra (peças de madeira natural serradas) inicia-se com o Corte e desenvolve-se na Toragem.2) Toragem e Falquejamento: →Árvore é desgalhada e traçada de 5 a 6 m. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. → Pode ser “falquejada”: Retirar 4 costaneiras a machado ou à serra→Seção fica grosseiramente retangular (Figura 2). Falquejamento. o corte das árvores é feito sempre precedido de um levantamento dendrométrico.1) Corte: Em épocas apropriadas: inverno (Brasil meses sem “ r ”). →Material usado: Machado do lenhador.5.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Desdobro.5. →Abrir um “talho” ou “barriga”. Cunhas. Na exploração bem conduzida de reservas florestais. Aparelhamento das peças. evita que o tronco fendilhe ou tombe sobre o operador.144 6.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. alavancas. 6. Serras traçadoras manuais e mecânicas. para que exista um aproveitamento econômico adequado.

0 cm. Serras fitas alternadas ( serras de engenho). Largura > 20. 6. É o processo mais utilizado (Figura 3). de de de ou Tipos de Desdobro: .145 6. Não é usado em larga escala. Pranchas de melhor qualidade. Ressalta o desenho dos veios. Obs.: Madeira Bruta.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.5. Serrada e Beneficiada: Bruta é a tora propriamente dita ou a falquejada. Nomenclatura e dimensões da madeira serrada estão fixadas na PB5 da ABNT: Madeira Serrada e Beneficiada. Realiza-se nas serrarias com utilização de: Serras de fitas contínua. não racham facilmente e apresentam maior uniformidade na secagem.0 cm). Melhora resistência ao desgaste da madeira. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Com uma só lâmina ( serras americanas ou serras centro) e com várias lâminas paralelas ( serras francesas).Desdobro radial: Pranchas normais aos anéis de crescimento.5. Tem a desvantagem de exigir mais mão-de-obra e perdas muito maiores de material (Figura 4).3) Desdobro (ou desdobramento): Operação final na produção de peças estruturais madeira bruta. . Proporciona economia de manufatura e pouca perda de material. As peças cortadas desta forma empenam menos.Desdobro normal: Pranchas paralelas aos anéis de crescimento. Obtenção de pranchões “coucoeiras” (Espessura > 7.4) Aparelhamento das peças: Obtenção de peças nas bitolas comerciais por serragem e resserragem das pranchas.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . Dá acabamento quase uniforme e maior resistência estrutural.

etc. lambri. separações com descontinuidade entre fibras ou entre anéis de crescimento. localização na peça.1) Defeitos de Crescimento→Alterações no crescimento e estrutura fibrosa. →Fibras torcidas: Devido a uma orientação anormal das células lenhosas.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. dimensões e número.6. →Cisalhamento: redução da seção resistente: muito prejudicável. 6. vigote. próximo às raízes. prancha. Acontece. rodapé. São deslocamentos. Distribuições do lenho segundo uma espiral em torno da medula. Conseqüência das tensões diferenciais criadas as peças devido à retratilidade desigual entre as camadas periféricas e internas durante a secagem. vivos ou mortos. b) Fendas→Pequenas aberturas radiais no topo das toras ou peças (movimentos ou secagem). A beneficiada é a peça que passou por vários desdobros e por um processo de molduragem em máquinas especiais (Ex. sarrafo.: taco. ripa. c) Fendilhado→ Pequenas aberturas ao longo das peças ( secagem). Influência dos nós no desempenho das peças depende de: tipo. c) Ventos: Durante a vida do vegetal ocorrem paralisações de crescimento e golpes (de vento) ou ações dinâmicas. assoalho. a) Rachaduras→Grandes aberturas radiais no topo das toras ou peças (mecânica ou secagem). transformando-os em forma e dimensão compatível para uso na construção civil (Ex. Os desvios de veio e fibras torcidas prejudicam a resistência das peças (acentuam a anisotropia) e são responsáveis pelos empenos em forma de arco ou hélice. que foram envolvidos por novas e sucessivas camadas de crescimento do lenho. Peças com vento tem uso proibido para estrutura.6 DEFEITOS São anomalias em sua integridade e constituição que alteram o desempenho e as propriedades físico-mecânicas. geralmente. a) Nós: Resultante de ramos da árvore primitiva. f) Curvatura lateral→ Encurvamento lateral das peças. tipo de solicitação.2) Defeitos de Secagem→Secagem mal conduzida. meia-cana). permite distinguir os quatro grupos seguintes: 6.6. d) Abaulamento→Empenamento no sentido da largura (secagem). PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. 6. b) Desvios de veio e fibras torcidas→Desvio de veio: Devido ao crescimento acelerado de fibras periféricas enquanto o crescimento interno é estacionário→árvore jovem.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . conforme as causas de sua ocorrência.).: tábuas. Ocorre durante variações de umidade que provoca tensões internas. Devidos a retratilidade da madeira durante os processos de secagem natural ou artificial. São os defeitos de secagem mais freqüentes. mas depende da sua posição/ plano neutro.146 Serrada é a peça que passou por vários desbobros. →Tração axial: sem efeito (são alinhadas/eixo das fibras). O critério de classificação dos defeitos . e) Curvatura→Encurvamento longitudinal ( secagem ou defeito de serragem).

. Para evitar o aparecimento das conseqüências da retratilidade (empenos. Facilita os processos de preservação e tratamentos ulteriores.Mofos e manchas (azulamento). pintura).Inspeção regular das peças. Degradação de sua qualidade. 2) Evaporação da água de impregnação (paredes das células) até atingir o ponto de saturação ao ar→ retração.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. →Ataque de predadores (fungos e insetos).4) Defeitos de Alteração→Agentes de deterioração . etc. insetos. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. fungos e destruidores.) . substituição se necessário. Desenvolvimento da secagem: 1) Evaporação da água livre ( vazios capilares) →sem retração. Vantagens da secagem: Diminuição do peso. rachaduras. 6.147 6. Aumento da resistência aos agentes de deterioração.6. Tratamentos de prevenção e preservação: . A durabilidade natural depende: da própria natureza do material e dos fatores externos. 6.6. Os processos de preservação aumentam a durabilidade. Secagem natural e em estufas: →Secagem natural : realizado em pátios junto a serrarias.Madeiras com alta durabilidade natural ( extrativos). 6. Melhora a estabilidade dimensional e a resistência mecânica. ação da luz e chuvas : Reduzem a seção resistente das peças estruturais e agravam os defeitos já existentes. insetos xilófagos.Ventilação adequada ( baixar a umidade.8 PRESERVAÇÃO Durabilidade: É a resistência que as madeiras apresentam aos agentes de alteração e destruição de seu tecido lenhoso: fungos. radiações UV. furadores marinhos.. rachas). → Secagem artificial : Espécie lenhosa e teor de umidade dela conhecidos. → Abate e derrubada das árvores: fraturas. fendas e machucadeiras. .3) Defeitos de Produção→Desdobro e aparelhamento das peças.7 SECAGEM Necessidade de obtenção de grau de umidade nas peças de madeira compatível com o ambiente de emprego. fibras cortadas.Produtos preservadores ( impregnação.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . → Desdobro e serragem das peças: cantos esmagados.

moirões e pontaletes roliços quando ainda verdes.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . hidráulica. 6. Imersão em solução preservativa ( mesmo rápida) será sempre mais efetiva do que uma simples pintura superficial e proteção de 2 a 3 mm (resiste ao ataque de insetos e pequenas fendas de secagem). O impregnante sobe pelo alburno por pressão capilar PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Bastante efetivo. fendilhada. Processos de impregnação sob pressão reduzida e Processos de impregnação sob pressão elevada. As peças são imersas (em pé) até a altura conveniente num recipiente contendo uma solução salina concentrada. Depois do aquecimento até a temperatura de ebulição da água (4 horas). A madeira se apresenta com mudança de coloração. Precisam de oxigênio atmosférico. evita a formação de fendas e esteriliza (estufa). → Processos de impregnação sob pressão reduzida: Aproveitamento de pressão naturais: atmosférica. Método usado para postes. -Processo de dois banhos ou de banho quente e frio: Peças são imersas num tonel contendo o impregnante. -Remoção das cascas e cortiças: melhora a permeabilidade aos impregnantes e remove o veículo preferencial dos insetos. Cupins: usam a madeira como abrigo e alimento.8. Prevenção: Eliminar um dos fatores citados anteriormente. se a altura de imersão ultrapassar a linha de afloramento das peças quando enterradas no solo. → Crustáceos e moluscos: Alimentam-se de celulose em madeiras imersas. -Resserragem. Penetração é forçada pela aspiração do impregnante pelo vácuo relativo que se formou nos vazios da madeira com a evaporação da água e expulsão do ar aquecido. secagem adequada (evitar as fendas) e tratamento de preservação ( antifungicidas). → Processos de impregnação superficial: Pinturas superficiais ou imersão das peças em preservativos adequados.1) Deterioração: → Fungos: Comem o carbono dos carboidratos do tecido lenhoso pela ação de enzimas. Recomendados para peças de madeiras secas destinadas a ambientes cobertos.148 6. → Luz solar (UV) : Espessura deteriorada de 1 mm em 20 anos.2) Principiais processos de preservação: → Classificados segundo a profundidade da impregnação: Processos de impregnação superficial. capilar e osmótica. desdobro em época apropriada. furacões e entalhes (peças estruturais). protegidos e sujeitos a fracas variações higrométricas. →Bactérias: Provocam uma decomposição química da madeira por oxidação ou redução. -Processo de substituição da seiva : Para tratamento de postes. cruzetas.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Peças são transferidas rapidamente para um outro recipiente contendo o mesmo impregnante frio (20-30 minutos). → Insetos: Larvas de caruncho se alimentam da celulose e minam extensas galerias no tecido lenhoso. temperatura em torno de 20o C e teor de umidade acima de 20% para sobreviver e proliferar eles.8. -Desseivagem. aspecto esponjoso. →Tratamento prévio: -Secagem a um teor adequado de umidade: facilita e impregnação. Necessitam as mesmas condições ambientais de desenvolvimento que os fungos. aramados.

3 horas. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. Vácuo final para expulsar o excesso de preservativo. -Processo Bethel: Vácuo Inicial durante 2 horas (retirada do ar e umidade do tecido lenhoso).8.Estabilidade. . sulfato de amônia.149 e osmose substituindo a seiva e a umidade do lenho à medida que as mesmas evaporam na secagem. Devem apresentar as características seguintes: . Ex. Processo é lento e em função de condições de tempo que regulam a secagem. Classificação: 1) Soluções de sais hidrosolúveis: à base de cobre. . -Banho com o imunizante sob alta pressão.). → Retardantes de chamas . -Preservativos orgânicos (óleo).Alta difusibilidade através dos tecidos lenhosos. Diluídos em um solvente (água ou óleo de baixa viscosidade). cromo e boro (CCB). 3 horas. → Processos de impregnação em autoclave: São processos mais eficientes p/ produção industrial de postes para redes de transmissão e distribuição de energia elétrica.3) Principais produtos de preservação: São produtos tóxicos ou de contato (fungicidas.) temperatura 90/100oC. cromo e arsênio (CCA).Aplicados na superfície ou por impregnação sob vácuo. ácido bórico e bórax (GB). O imunizante vai difundir no tecido lenhoso por osmose. . à base de cobre e arsênio em solução amoniacal (ACA).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. Banho preservativo em alta pressão (10 atm. -pentaclorofenol diluído em óleo. à base de cobre.Segurança para os operadores. Preservativos óleos (creosoto) e aquosos ( a frio). -Processo Reupig: Pressão inicial (3 atm.Fosfatos de monoamônia e diamônia. cruzetas. 6. 2) Soluções de sais solúveis em óleo: -à base de zinco e cobre.: pontaletes roliços de 15cm de diâmetro e 3cm de comprimento→6 semanas. inibidoras de retratilidade. -Não é usado no interior das construções: cheiro forte. .Alto grau de retenção nos tecidos lenhosos. 3) Creosoto: -Fração de destilação do alcatrão ( hidrocarbonetos. Vácuo final (30 min): retirada do excesso de preservativo. retardante de fogo. dormentes de via férrea e pilares de madeira.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . diluídos em óleo. temperatura 90-100oC. . fenol e derivados aromáticos). Propriedades que podem ser acrescentadas: impermeabilização. inseticidas ou anti-moluscos). insetos).Alta toxidez aos organismos xilófagos ( fungos.Incorrosível para metais e a própria madeira. * A madeira deve ser pintada depois do tratamento. -Processo de impregnação por osmose (madeira verde): Aplicação na superfície das peças (acima e abaixo da linha de afloramento) de uma espessa camada gelatinosa de imunizante concentrado com uma bandagem de plástico impermeável. .) a seco ( 90 min.

Incorporados (se possível) com o preservativo. o tecido lenhoso se encontra saturado de água. Após o corte da árvore. Ex.1 . .Aumentam a temperatura mínima de ignição da madeira e diminuem a velocidade de propagação do fogo. Figura 5: Localização na tora das seções onde são marcados os corpos de prova e marcação dos corpos de prova nas seções da tora. a madeira perde lentamente a água até atingir um conteúdo de umidade de equilíbrio com PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. devem ser escolhidas 3 toras de madeira de onde serão retirados os corpos de prova para os ensaios (Figura 5). Quando vivo. que se atraem mutuamente e também atraem moléculas de água.: anidrido acético. -OH.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . polietileno-glicol (PEG). → Estabilizantes dimensionais .Diminuir os movimentos da madeira ( retratilidade).9. .9 PROPRIEDADES FÍSICAS DAS MADEIRAS E ENSAIOS FÍSICOS Extração de corpos de prova da tora de madeira: Para caracterização de uma espécie demadeira ou para o conhecimento das propriedades de uma espécie de determinado local.PROPRIEDADES FÍSICAS E ENSAIOS FÍSICOS a) Umidade: Objetivo: Tanto a holocelulose como a lignina que compõem a parede celular da madeira.Colocando moléculas que vão substituir a água contida entre as microfibras das paredes das células lenhosas. 6.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.150 . 6. apresentam numerosos grupos hidróxilas.

parte ou toda a água de capilaridade pode ser removida. A maioria das propriedades mecânicas variam com o teor de umidade da madeira. apresenta umidade em seu interior sob três formas: .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. independentemente da espécie considerada. sem que o volume inicial diminua. c) Retratibilidade A retratibilidade é o fenômeno de variação dimensional que ocorre com a madeira quando há uma alteração no seu teor de umidade. o ponto P do gráfico. O ensaio é feito de acordo com o Anexo B (NBR 7190. Conclui-se que as madeiras mais leves contém mais espaços vazios que as madeiras mais pesadas. as características mecânicas da madeira variam com o peso específico da madeira. . processos exatos.5g/cm3. Como dentre as espécies conhecidas. O ensaio é feito de acordo com o Anexo B (NBR 7190.água de constituição.20g/cm3 (Balsa) até 1. Como na caso da umidade. Quando uma peça de madeira verde é seca. A madeira quando verde. . 1997). a densidade pode variar desde 0. com o aparecimento de contrações volumétricas (Figura 7). provocaremos a evaporação da água que satura as paredes das células. assim torna-se imprescindível a sua determinação antes de cada ensaio. A densidade da substância que compõe a parede celular é da ordem de 1. como sendo a massa específica convencional obtida pelo quociente da massa seca pelo volume saturado. b) Densidade ou Peso Específico Aparente A “densidade básica” da madeira é definida pela NBR 7190. O fim da evaporação dessa água de capilaridade assinala um ponto característico denominado “ponto de saturação” ao ar (“fiber saturation point” ou “point de saturation a l`air”).água de adesão ou impregnação. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.água de capilaridade ou embebição.1g/cm3 (Aroeira do Sertão).CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . A partir deste ponto.151 as condições do ambiente. caso se continue a secagem da peça. 1997).

Este ponto é obtido pelo quociente entre a contração volumétrica total e o coeficiente de retratibilidade. Madeira seca ao ar . O procedimento direto (medida do volume). Tanto a contração volumétrica quanto a linear são medidas em 3 teores de umidade característicos: 1. 3. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. . Madeira verde.Ponto de saturação ao ar : É o ponto acima do qual a madeira não varia mais o seu volume e sua resistência com o aumento da umidade. baseado nas contrações lineares.Contração volumétrica total (CVT): Por definição é a perda em porcentagem do volume de madeira. segundo as direções normais ao eixo longitudinal das células . Madeira completamente seca . representa o coeficiente angular da reta OP da Figura 7 .10 PROPRIEDADES MECÂNICAS E ENSAIOS MECÂNICOS a) Umidade. ocorre quando a madeira ganha água. passando do ponto de saturação ao ar até o ponto de completamente seco. A contração volumétrica pode ser alcançada de duas maneiras: diretamente pela medida do volume ou indiretamente. Das medidas das contrações volumétricas resultam os seguintes dados sobre a retratibilidade da madeira: .152 Essas contrações são maiores no sentido radial e tangencial. (Figura 7) 2. O fenômeno inverso (inchamento). . Essa aptidão é também caracterizada por um valor elevado na relação entre as contrações tangencial e radial.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. O valor da CVT indica aproximadamente a aptidão da madeira apresentar fendas de retração ao secar. onde o teor de umidade da madeira está acima do “ponto de saturação do ar”. é o mais usual. Este coeficiente indica a maior ou menor propensão da madeira de se deformar em função das variações de umidade.Coeficiente da retratibilidade volumétrica: Ou porcentagem da variação de volume para a variação de uma unidade na porcentagem da umidade.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . perde espaços que tendem a se aproximar devido a força de coesão. pois a água de impregnação encontra-se infiltrada nos espaços existentes nas espirais constituídas de grandes cristais (fibrilas) e quando a madeira perde essa água. 6. onde o teor de umidade da madeira está em equilíbrio com a umidade do ambiente (entre os pontos A e B do gráfico).

j) Flexão. m) Embutimento. 6.11. As madeiras transformadas são reaglomeração de fragmentos cada vez menores do lenho original. 6. e) Tração paralela às fibras.2) Madeiras laminadas compensadas ou contreplacados de madeira (Plywood): Lâminas finas coladas umas sobre as outras de maneira que as fibras de uma se disponham normalmente às das lâminas vizinhas. g) Tração normal às fibras. h) Cisalhamento. 6.11.11 MADEIRAS TRANSFORMADAS: Tem o objetivo de atenuar e até eliminar as características negativas das madeiras: Heterogeneidade.4) Madeiras reconstituídas (Fibreboard): o tecido lenhoso é reduzido a uma polpa de fibras dispersadas que são reaglomeradas sob pressão com resinas. 6. l) Resistência ao impacto na flexão. i) Fendilhamento.153 b) Densidade.3) Madeiras aglomeradas (Chipboard): Fragmentos menores são aglomerados com cimentos minerais ou resinas sob pressão variada. Anisotropia e Dimensões limitadas. 6.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . n) Cisalhamento na lâmina de cola. c) Estabilidade dimensional. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. d) Compressão paralela às fibras. No final deste capítulo encontra-se em anexo os métodos de ensaio para determinação das propriedades das madeiras citadas anteriormente (NBR 7190. o) Tração normal à lâmina de cola.11.1) Madeiras laminadas (Laminated Timber): Associação de tábuas de fraca espessura por colagem. k) Dureza. p) Resistências das emendas dentadas e biseladas.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. 1997).11. f) Compressão normal às fibras.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.154 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.

Impermeáveis: vidros de silicatos. Cerâmicas avançadas.Óxidos cerâmicos puros.155 ANEXO CAPÍTULO 8 MATERIAIS CERÂMICOS CERÂMICAS: Cerâmicas Tradicionais: Produtos das indústrias dos silicatos. novas: . finas.Porosas: produtos das argilas. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. grès porcelânico. cimento Portland. .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . .

Cermet. b) Cerâmicas: Pedra artificial obtida pela moldagem.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. mais elementos alcalinos e alcalino. e cozedura das argilas ou de mistura contendo argilas. alumina. . Classificação de Grim para os argilo-minerais: PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. segundo a ABNT.Carbetos. etc.Vidros especiais.terrosos e sílica. Resultantes da degradação das rochas sob a ação da água e gás carbônico.1. São isolantes elétricos e térmicos. Possui grande durabilidade (alta temperatura de fusão).1 MATERIAIS CERÂMICOS 7. 7. matéria orgânica. . . semi-condutoras. . óxido de ferro.Materiais de cimento. .Peneiras moleculares. supra-condutoras.Boretos.005 mm. "As argilas são compostas por partículas coloidais deΦ < 0. mica. Constituídas de partículas cristalinas extremamente pequenas formadas por um número estrito de substâncias: os argilo-minerais (uma argila pode ser constituída por um ou mais argilo-minerais).Cerâmicas magnéticas. Não existe duas jazidas de argila rigorosamente iguais.Refratários alto desempenho.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . .Vidro-cerâmicas. formam torrões dificilmente desagregáveis pela pressão dos dedos".1) DEFINIÇÕES: a) Pedras Artificiais: Materiais que substituem as pedras em suas aplicações ou têm aparência geral semelhante.Cermpolímero. com alta plasticidade quando úmidas e que. 7.2) AS ARGILAS: a) Definição: Materiais terrosos que quando misturados com a água apresentam alta plasticidade. etc. .156 . . secagem. quando secas. . b) Argilo-minerais: Silicatos hidratados de alumínio.1.Materiais de cerâmicas. magnésio. . Duros. ferro e magnésio. sol-gel. →Definição científica: Associação entre elementos metálicos e elementos não-metálicos geralmente por ligação iônica. condutoras. mas frágeis.

Eqüidimensional: Grupo da caulinita. . → Nas camadas sedimentares. . .Estrutura lamelar: camada mista de silicato e hidróxido de alumínio .Alongada: Grupos da saponita e da montronita.Argilas gordas: plásticas. se deformam muito no cozimento (argilo-minerais ricos em alumina).Estruturas em cadeia: Grupo da atapulgita.Argilas magras: mais porosas e frágeis (argilo-minerais ricos em sílica).De três camadas ( trifórmicos) : Rede expansiva: . foi transportada: Pela água: estratificada e pelo vento: não estratificada. →Cristalinos: . → Argilas sedimentares: Depósito fica longe da rocha de origem. → Classificação conforme a maior ou menor quantidade de colóides: .De camadas mistas regulares: Grupo da clorita . como resultado da decomposição superficial das mesmas. → Argilas residuais: Encontradas no local onde se originou. amarelas ou vermelhas.Reduz a plasticidade e retração. Secagem→alta retração → Óxido de ferro . . c) Tipos de Depósitos de Argila: → Na superfície das rochas.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . mas porosa. Mais rica em argilo-minerais e menos rica em quartzo e restos da rocha de origem: caulins secundários→ cerâmica vermelha. Rede não expansiva: Grupo da ilita.De duas camadas (difórmicos): .Diminui a plasticidade e refratariedade. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.157 →Amorfos: Grupo das alófanas.Argilo-mineral mais simples . . onde foram depositadas por vento e chuvas. e) Componentes: → Caulim: caulinita ( pó branco) misturada com outros elementos. → Argilas refratárias: caulins. d) Tipos de Argila: → Argilas de cor de cozimento branca: caulins e argilas plásticas.Cor avermelhada. . → Nos veios e trincas das rochas.Úmida→muito plástica . → Argilas para a produção de grés. Caulins (primários) ricos em quartzo. da sepiolita e da paligorsquita.Eqüidimensional: Grupos da montmorilonita e da vermiculita. . → Sílica livre (areia) . argilas aglomerantes aluminosas. mica e feldspato→ cerâmica branca.Alongada: Grupo da aloisita. .Aumenta a brancura. → Argilas para materiais cerâmicos estruturais.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.

Reduz a plasticidade e resistência mecânica.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . .Aumenta a refratariedade. Resulta das forças de atração entre partículas de argilo-minerais e a ação lubrificante da água entre as partículas lamelares. → Matéria orgânica . → Compostos cálcicos (sais) . → Limite de Plasticidade (LP): Teor de água expresso em % de argila seca à 110 ºC de uma massa plástica de argila. → Feldspatos ( fundentes) . porosidade e retração. → Índice de Plasticidade: PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. . Argilas que não podem formar esse cilindro com nenhum teor de água são consideradas como não plásticas.Água de capilaridade.Dá a cor escura das argilas antes do cozimento.Aumentam a massa específica.Água de plasticidade ou adsorvida: adere à superfície das partículas coloidais. → Limite de liquidez ( LL): Teor de água expresso em % de argila seca a 110 ºC.Diminuem a plasticidade e o ponto de fusão.Reduzem refratariedade e plasticidade. forças de atração que podem ser anuladas se a película de água entre as lamelas é excessiva. → Alumina livre ( óxido de alumínio) .Diminui a resistência mecânica. mas melhora a sinterização. . quando agitada ligeiramente.Água de constituição: pertence à rede cristalina.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. resistência e impermeabilidade. . acima do qual a massa flui como um líquido. livre ou de poros: preenche os poros e vazios. . f) Propriedades das Argilas: f.Aumenta a plasticidade. acima da qual a massa pode ser enrolada em cilindros com 3 à 4 mm de diâmetro e 15 cm de comprimento. → Água .1) Plasticidade: Propriedade que um sistema possui de se deformar pela aplicação de uma força e de manter essa deformação quando a força é retirada.Dão eflorescências. .158 .

Calcinação dos carbonetos→ óxidos. . → Retração não é uniforme→ bloco pode se deformar. ocasionando fissuras e deformação da peça. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.Decomposição da pirita FeS2→Fe2O3 (cor). A superfície seca antes do interior e se retrai. . .2) Retração: →Secagem: Evaporação da água.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .Transformação alotrópica do quartzo α→ β (573° C). do tamanho e forma das partículas.Decomposição dos hidróxidos. Se a velocidade de evaporação é maior do que a velocidade de difusão da água do interior da peça até a superfície. → Entre 600 e 800 ºC: . A secagem no interior da peça ocorre pela difusão da água até a superfície onde acontece a evaporação. É necessário controlar a velocidade de evaporação a fim de que ela seja no mínimo da ordem de grandeza da velocidade de difusão da água.2) Sinterização (queima): → Até 110 ºC: Evaporação da água de capilaridade e amassamento. → A partir de 300-400 ºC: Perda da água adsorvida: A argila se enrijece. → Entre 800 e 950 ºC: . f.Decomposição dos sulfetos.Perda da água de constituição. umidade e fluxo de ar. composição da argila e ao tamanho das partículas.3.3. f. Ocorre tensão diferencial. É feito o controle da temperatura. da capacidade de troca de íons e da presença de outras substâncias. f.1) Secagem: Evaporação da água→retração.Fatores que aumentam a plasticidade. A retração é proporcional ao grau de umidade. Observação: A espessura da peça tem influência na secagem. também aumentam a retração. . A distância entre as partículas diminui.Combustão da matéria orgânica. . . ocorre a retração.159 A Plasticidade depende do tipo e percentagem dos argilo-minerais.3) Secagem e sinterização: f.

A qualidade de um artigo cerâmico depende da quantidade de vidro formado: é ínfima nos tijolos comuns e. dos constituintes. -Cerâmicas com baixa sucção→ argamassa “firme”. → Baixa resistência à tração: Fratura frágil. assim como os feldspatos. → Dureza. grande nas porcelanas.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. A sílica de constituição e a das areias. poros internos. -Desagregação das cerâmicas: PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . formam uma pequena quantidade de vidro que aglutina os demais elementos dando após o resfriamento dureza. Formação e propagação das fissuras através da seção transversal do material numa direção perpendicular à carga aplicada. mas péssimo absorvente acústico.160 →A partir de 950 ºC: Início da vitrificação ( sinterização). Absorção ou porosidade aparente: Percentagem de aumento de peso que a peça apresenta após 24 horas de imersão de água. Absorção de água depende da compactação. Outras propriedades: -Mau condutor elétrico e térmico. -Bom isolante acústico. resistência e compactação ao conjunto. Sucção: -Cerâmicas com alta sucção→ argamassa plástica com alto teor água/cimento. resistência ao desgaste: depende da quantidade de vidro formado. a queima. Microfissuras na superfície e na massa. etc. contornos de grãos amplificam a intensidade das cargas aplicadas e facilitam a propagação das tensões.

etc. . . → Agentes mecânicos: -Baixa resistência á flexão→ uso em “compressão”. b) Materiais cerâmicos de baixa vitrificação. Umidade.5) FABRICAÇÃO DA CERÂMICA: Segue os seguintes passos: . Profundidade.Fermentação da matéria-orgânica. → Características geológicas (equipamentos adequados).1.Preparação da matéria-prima. c) Materiais cerâmicos de alta vitrificação: . 7. . PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.1. . → Profundidade máxima.Lavagem de sais solúveis.Moldagem. Má aparência. → Características do barro relacionadas com a aplicação: Teor de argila. Deslocamento e queda de revestimento. → Remoção da camada superficial (grande porcentagem de matéria orgânica). Exemplo: Matéria orgânica→↑ porosidade Carbonato de Cálcio e compostos sulfurosos→fendas b) Preparação da matéria-prima: →Sazonamento (ou apodrecimento da argila: exposição às intempéries): .Materiais de louça.161 → Agentes físicos: -Umidade e vegetação: Depende da porosidade. Granulometria. 7. a) Exploração da jazida: → Localização (em relação à indústria e centro consumidor). -Devem ser resistentes aos choques (transporte). → Agentes químicos: Sais internos são dissolvidos pela umidade e podem recristalizar na superfície: eflorescência. d) Refratários.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. -Fogo: Resistência à compressão diminui quando a temperatura aumenta por causa das tensões diferenciais criadas pela dilatação desuniforme dos componentes.Vitrificação especial (às vezes).Cozimento. .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . .4) CLASSIFICAÇÃO DOS MATERIAIS CERÂMICOS USADOS NA CONSTRUÇÃO: a) Materiais cerâmicos secos ao ar. → Topografia do local (facilidade de acesso).Exploração da jazida ( extração do barro).Materiais de grès cerâmico.

. Observação: uma argila muito magra ( com poucos colóides) se tornará muito porosa. → Tijolos. a peça se retrai e se descola → Porcelanas. → Acrescentando-se mais água: ↑ facilidade de moldagem. c. etc. →Loteamento do barro: Correção para dar à mistura a constituição desejada relacionada à aplicação.2) Moldagem com pasta plástica mole ( branda): → 25 à 40 % de água .Cerâmica fina: eliminação dos grãos graúdos por lavagem sedimentação e filtração. telhas.quando seca.1) Moldagem com pasta fluída: → 30 à 50 % de água. → Telhas: extrusão e depois moldagem em prensas. c. .Desagregação dos torrões. ↑contração na secagem e deformação. . →Processo de extrusão: forçar a massa a passar sob pressão. tijolos brutos. quebradiça e absorvendo muita umidade. trituração. → Necessidade de corrigir o teor de argila. tubos cerâmicos. . pratos. centrifugação.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. →Amassamento e mistura: Adição da água ou não. → Processo pode ser acoplado com uma câmara de vácuo:↓ porosidade.Adição de areia fina ou argila já cozida e depois moída: diminuir a retração. peneiramento: para a obtenção de partículas menores. → Maceração: Desintegração. c. tijoletas.162 .3) Moldagem com pasta plástica consistente (dura): →15 à 25 % de água. formando uma fita uniforme e contínua. louças sanitárias. refratários.a solução é colocada em moldes porosos de gesso . →Eliminação das impurezas grosseiras (sedimentação. xícaras. c) Moldagem: → Operação que vai dar a forma desejada à pasta cerâmica. . peças para instalação elétrica e de formato complexo. → Moldes de madeira ou torno de oleiro ( manual ou automático). através de um bocal apropriado. → Processo de barbotina: . PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.a água é absorvida e a argila adere às paredes .). ↓ consumo de energia.Prepara a pasta para a moldagem. ↑ tempo de secagem.Proporciona a homogeneidade.Oxidação de piritas (sulfeto de ferro). depois a coluna é cortada no comprimento desejado. → Vasos.

Limitação dos formatos. d) Secagem: → Objetivo: Evaporar a maior quantidade possível de água antes da queima.Peças de muito boa qualidade (não tem bolhas). isoladores elétricos. . refratários.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . → Desvantagens: . →Uniformidade das temperaturas no interior do forno. Geração de tensões internas diferenciais.1) Fornos intermitentes: Cozimento de um lote de cada vez.4) Moldagem a seco ou semi-seco: → 5 à 10 % de água. pisos. . tijolos e telhas de qualidade superior. peças delgadas.Alto rendimento e pouca deformação. →Ladrilhos. → Rendimento máximo.Elevado consumo de combustível e de mão-de-obra. . .Evaporação da água dos poros ( sem retração) seguida por . d) Secagem por radiações infra-vermelhas: . → Custo de instalação pequeno → Facilidade de execução. .Evaporação da água adsorvida→ retração → Necessidade de controlar a secagem: Se a velocidade de evaporação da água é superior à velocidade de difusão da mesma do centro para a superfície da peça. Deformação da peça e fissuras.Pouco usado→ custo. Velocidade de evaporação = velocidade de difusão.Peças de precisão. azulejos.Simplicidade das operações e produção em massa. .Investimento elevado.163 c.Tempo de secagem reduzido. 1) Forno de meda 2) Forno intermitente comum 3) Forno intermitente de chama invertida 4) Forno de mufla 5) Forno combinado PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. e. → Desgaste da estrutura ( ciclos de queima-resfriamento). → Compactação com prensas: 5 até 700 Mpa.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. . e) Cozimento: → Vitrificação→coesão. diminuindo as perdas por irradiação. → Vantagens: .

superfícies ásperas e que foram fabricados com pequena prensagem.1.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . → Resistência (compressão): 1 até 15 MPa = f ( qualidade da argila).6) MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO DE CERÂMICA: a) Adobe: → Argila seca ao ar sem cozimento: construções rústicas.Homogeneidade da massa com ausência de fendas. trincas.: Modelos de fornos encontram-se anexados no final do capítulo. → Compressão: até 7 MPa. → Moldagem com pasta plástica consistente. → De facilmente pulverizáveis até de massa compacta.Regularidade de forma e igualdade de dimensões (uniformidade no assentamento) . .Absorção de água entre 15 e 25 % b. pedras e gravetos.164 e. → Características de qualidade: .Arestas vivas e cantos resistentes . b) Tijolos comuns: b. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.Transporte: grande porcentagem de quebra→ material fraco . → Secagem em grandes telheiros que aproveitam o calor do forno. → Limpar o barro: matéria orgânica. 7. mas: * Cores desmaiadas ou miolo escuro → Material cru ou (e) com matéria orgânica não oxidada * Cores muito carregadas→ excesso de vitrificação .1) Generalidades: → Tijolos (cerâmicas) comuns: porosidade alta.Som limpo ( metálico): bom cozimento .Facilidade de corte. → Argila pode ser usada com argamassa de assentamento. → Problema com a umidade: se torna novamente plástica. apresentando fratura de grão fino homogênea e de cor uniforme. → Cozimento 900-1000° C.2) Fornos semi-contínuos e.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.2) Fabricação: → Processos mais econômicos possíveis.Cor: de pouca importância. cavidades e corpos estranhos .-3) Fornos contínuos 1) Forno de Hoffmann 2) Forno de Túnel Obs.Procedência .

. . 52± 2 mm → Modulação das dimensões recomendada: . Tijolos comuns maciços: → Especificação Brasileira (EB-19): .segundo. 115± 3 mm. 48 horas após imersão total. →Ensaio de absorção: .sem exigências quanto à aparência. .Pesagem a seco. * As duas metades são unidas pelas faces maiores com uma fina camada de pasta de cimento.Comprimento igual à duas vezes a largura mais uma junta e largura igual à duas vezes a espessura mais uma junta.baixo custo. 95± 3 mm.3) Tipos de Tijolos: O tijolo comum pode ser caracterizado por: . .Secagem em estufa à 110° C.Colocação da água de modo a ter 1/3 da altura dentro da água. * Limite de resistência: carga máxima / média das áreas das duas faces de trabalho. os corpos de prova são imersos em água potável por 24 horas e ensaiados na condição de saturados.Amostragem: de cada lote 50000 tijolos serão recolhidos 25 aleatoriamente. . → Ensaio de resistência à compressão (MB-52): . * As faces paralelas à junta são regularizadas também com uma fina camada de pasta de cimento. 63± 2 mm .Preparação dos corpos de prova: * Cada tijolo é cortado ao meio perpendicularmente à maior dimensão. → Classificação conforme à resistência à compressão: ( EB-19). subir a altura da água até 2/3 da altura do corpo de prova.5 kg/cm2.Tipo 2 : 240± 5 mm. . (Facilidade de manuseio do material facilitando o seu assentamento). .165 b.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. dos quais 10 serão ensaiados.uso para fins estruturais e de vedação.Quatro horas após o início do ensaio.Pesagem na condição de saturado. imersão total.Duas horas após o início do ensaio. .Ensaio * Aplicação progressiva de uma carga: 0. . * Após o endurecimento da pasta.Tipo 1 : 200± 5 mm. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .

* Após o endurecimento. .Enche-se de água destilada até o nível de 1 a 1. .Seca-se ao ar. .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. ele apresentará eflorescências na parte superior. PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.Amostragem: de cada lote de 20000 tijolos serão separados aleatoriamente 25.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .Tipo 2: 200± 5 mm. . 95± 3 mm. . . Furos prismáticos e normais às faces menores.Tipo 1: 200± 5 mm. → Tijolos tipo 1 e 2 podem ser empregados em alvenaria com função estática. mas não descontar os furos no cálculo da área (carga aplicada normalmente ao eixo dos furos). Tijolos comuns furados: → Dimensões: Divididos em três tipos: EB 20.5 cm. 95± 3 mm.Tijolos são colocados verticalmente num recipiente de fundo chato. Furos prismáticos e normais às faces menore. →Ensaio de resistência à compressão: . . Furos cilíndricos e paralelos às faces menores.166 →Eflorescências: . * As faces são regularizadas com uma fina camada de cimento. 200± 5 mm.Tipo 3: 300± 5 mm. 200± 5 mm. dos quais serão ensaiados 6. Se o tijolo possui sais solúveis. os corpos de prova devem ser imersos em água 24 horas e ensaiados na condição de saturados.Preparação dos corpos de prova: * As faces de aplicação de carga deverão coincidir com àquelas que estarão submetidas a carregamento na construção. 95± 3 mm. 95± 3 mm.Ensaio: idem tijolos maciços. sendo a água renovada até que o tijolo fique saturado. → Divididos em duas categorias segundo à resistência à compressão.

→ Especificação Brasileira EB-21 .Fabricados em marombas à vácuo: aspecto mais uniforme. .Maior isolamento térmico e acústico. mas o barro deve ser mais fino e homogêneo. deve resistir bem ao peso de um homem médio. estando apoiada nas extremidades. com ausência de trincas. podem ter tensões de utilização referidas à seção plena (sem descontar os furos) da mesma ordem de grandeza dos tijolos maciços: devido a melhor qualidade proveniente do apuro na produção. → Características de qualidade: . . →Processo para verificar a qualidade no momento do recebimento. valor mínimo individual: Primeira categoria: 85 kgf Segunda categoria: 70 kgf Material saturado: após 24 horas de imersão em água. sujeitos somente às cargas devidas ao próprio peso.Homogeneidade de massa. .Peso reduzido. .Faces de trabalhos normais aos furos: alvenaria ( função estática) . . PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. . as dimensões e a resistência à flexão.Planas com encaixes laterais e nas extremidades e com agarradeiras para fixação às ripas de madeiramento.Fraca absorção de água e impermeabilidade. . . → Classificação segundo o posicionamento e a orientação dos furos. para diminuir a deformação. mesmo de segunda categoria. .São as mais econômicas e mais usadas. o peso.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .EB-21: fixa o sistema de encaixe. A secagem deve ser mais lenta que para os tijolos.Menos peso por unidade de volume aparente. . .Faces de trabalho paralelas aos furos: enchimento → Vantagens dos tijolos furados: . liberando a forma das peças à conveniência do fabricante. . c) Telhas comuns: Processo de fabricação quase idêntico à fabricação dos tijolos comuns. fendas.Não conter sais solúveis. . Uma telha comum. . etc. A queima é feita nos mesmos tipos de forno. mesmo na condição saturada de água. . A moldagem é feita por prensagem.Carga de ruptura à flexão.Regularidade de forma e dimensões.Apesar da redução da seção carregada. arestas e centros mais firmes.Arestas finas e superfícies sem rugosidades: Para facilitar o escoamento das águas. .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.Para telhas francesas ( tipo Marselha).Resistência mecânica à flexão adequada. faces planas e melhor esquadrejados.Dificultam a propagação de umidade e favorecem a dessecação das paredes.Cozimento parelho.167 → Tijolos tipo 3 são usados somente como material de enchimento e vedação.

d) Telhas e tijolos aparentes: → Produtos de melhor qualidade: Boa aparência. .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. . e) Tijoleiras e ladrilhos: São tijolos de pequena espessura. → Tipos de telhas: .168 → Impermeabilidade: Sobre a telha construir um anel de argamassa ou um marco metálico impermeável de 7 cm de altura ligado a telha por meio de cera. . .Espessura± 2 cm.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO . → Prensados: ladrilhos . maior resistência à abrasão.Argilas gordas. → Baixa absorção ( 10-15%)→pouco aptas para receber reboco e revestimento.Telhas tipo canal ( romanas ou coloniais): Podem ser simples ou com encaixes e de cumeeira.Telhas de escamas: * Simples placas com dois furos pelos quais se passa arame para prendê-las às ripas. variações na cor).Existe peças especiais para arremates.Face inferior: rugorosidade e saliências (↑ a fixação).Grau de vitrificação maior→ muitas peças são rejeitadas ( altas deformações. → Tipos → Telhas : Mais impermeáveis e lisas.Vários tamanhos: mais usuais são quadrados ou retangular. Melhora com a presença de ranhuras nas superfícies. Colocar água no reservatório formado até uma altura de 5 cm. → Comuns ( porosos): tijoleiras . . usados em pavimentação e revestimentos.Materiais de grès cerâmico tem textura quase compacta PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.Espessura 5-7 mm. . Uma boa telha não deve deixar passar umidade em 24 horas. Maiores cuidados: uniformidade de tamanho. .Telhas holandesas: Quase planas e com encaixe lateral. .Podem ser coloridos (pigmentos).Alta resistência ao desgaste (pisos). * Emprego em mansardas e telhados de ponto elevado. .Alto grau de vitrificação: compacto e impermeável. → Processo: Prensagem. está só aparecerá após 48 horas e sem gotejamento. f) Materiais cerâmicos de alta vitrificação: Classificados segundo a qualidade na textura interna: . . etc. uniformidade na cor.

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- Materiais de louça ( faiança): impermeáveis na superfície e mais porosos no interior→ azulejos e louça sanitária f.1.1) Materiais de grès cerâmico: a) Manilhas → Tubos cerâmicos p/ condução de esgotos sanitários, remoção de despejos industriais e canalização de águas pluviais. → Podem ser vidrados internamente e externamente ou só na parte em contato com os líquidos. → Processo: - O barro usado tem altos teores de óxido de ferro e deve ser bastante fusível→ alta vitrificação, mas→ alta deformação - Moldagem→ por extrusão, a pasta desce por gravidade até a mesa onde existe um molde para o bocal. Na outra extremidade devem ter ranhuras p/ aumentar a aderência da argamassa de rejuntamento. - Obtenção do vidrado: Durante a queima * Lançar cloreto de sódio no interior do forno que se volatilizará e recondensará formando uma película vidrada de silicato de cálcio na superfície das peças; * Imersão após a primeira queima, em um banho de água com areia silicosa fina com zarção; no recozimento essa mistura se vitrifica. → Especificação Brasileira ( EB-5) - Grupo A: com vidrado interno e externo Grupo B: com vidrado só interno - Diâmetros: entre 7,5 e 60 cm - Comprimentos: entre 60 e 150 cm - Devem ter no mínimo 3 estrias circulares de 3 mm de largura por 2 a 5 mm de profundidade na superfície interna da bolsa e na parte externa da ponta lisa → Resistência à compressão diametral: MB-12 - O tubo é apoiado sobre dois apoios rígidos e afastados de tantos centímetros quantos decímetros tiver o diâmetro e recebe carga por um terceiro cutelo; - Varia entre 1400 e 3500 kgf/m. → Impermeabilidade: MB-13 Aplicando uma pressão interna de 0,7 kgf/cm2 por 2 minutos ou 2 kgf/cm2 instantânea. Não devem aparecer gotas e manchas. → Absorção: MB-14 Imersão na água em ebulição por uma hora. - Absorção deve ser < 10 % com vidrado externo e interno - Absorção deve ser < 8 % com vidrado só interno → Resistência à ação de ácidos: MB-210 Imersão de uma amostra durante 48 horas. Perda de peso não deve exceder 0,25%.
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b) Ladrilhos de grés ( lito-cerâmica ) → Massa quase vitrificada , mais compacta que a cerâmica vermelha e menos branca que a faiança; → Material de qualidade superior; geralmente é feita uma esmaltação na face aparente; → Formas. f.1.2) Materiais de louça branca: → Argilas quase isentas de óxido de ferro, contendo quartzo e feldspato finamente moídos. a) Louça: → Pó de louça : argilas brancas (caulins quase puro). Produtos duros, de granulometria fina e uniforme com superfície vidrada. - Louça calcária ( louça de mesa); - Louça feldspática ( azulejos, cerâmica sanitária); - Louça mista. → Vidrado : aplicado após uma primeira cozedura, seguindo-se então, o recozimento, quando se transforma em vidro. →Problemas com o vidrado: - Homogeneidade (espessura, cor) ao longo da peça→ondulações na superfície. - Diferença de coeficiente de dilatação termica com o corpo cerâmico→ tensões diferenciais → trincas no vidrado. b) Azulejos → São placas de louça: - de pouca espessura - vidrados numa face (externa) →impermeabilidade e durabilidade - não vidrados na face posterior e nas arestas e até possuem saliências e reentrâncias para melhorar e aderência com argamassa de assentamento e de rejuntamento. →Função: Revestir outros materiais→proteção e bom acabamento. →Processo de fabricação: - Biscoito : moldagem a seco com prensagem e queima a ±1200° C. - Vidrado : misturas de óxidos de grande fusibilidade com corantes adequados; - Recozimento (biqueima) ou monoqueima. → O vidrado deve apresentar alta resistência às variações de temperatura e umidade, sem gretar. →Dimensões comuns : 15 x 15 e 10 x 10 cm Superficie : lisa ou chamalotada; Arestas : de quinas retas, biseladas ou boleadas. c) Louça sanitária
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→Processo: - Barbotina (formas mais complexas); - Queima± 1300° C; - Vidrado: esmalte de borax e feldspato ou calcário. → Normalização ampla e pouco obedecida. Pedido: Especificação deve ser bem detalhada. Ex.: - Bacia sanitária com ou sem sifão; - Lavatórios comuns ou com pedestal, com ou sem saboneteira (uma ou duas), apontados para uma ou duas torneiras; - Mictório de parede, de bacia ou de pedestal. →Absorção de tinta : MB-111 Imersão da amostra durante uma hora em tinta vermelha. Exige-se penetração nula no vidrado e máxima de 1 mm na superfície de uma fratura. g) Cerâmicas refratárias: → Refratária: que não se deformam abaixo de 1520° C; → Altamente refratária: que não se deformam abaixo de 1785° C; → Devem apresentar estabilidade de volume, resistência mecânica e resistência química; → Argilas refratária (pobre em cal e óxido de ferro) sílico-aluminosas, aluminosas, silicosas, magnesita, cromita, etc. → Processo: prensagem e queima até 2500° C; → Forma: tijolos maciços ou tijolos especiais para chaminés e abóbadas; → Assentamento: argamassa refratária obtida com a mesma argila do tijolo sem cimento ou com cimento aluminoso. 7.1.7) REVESTIMENTOS CERÂMICOS: Função principal→revestir outros materiais para dar proteção e bom acabamento. Principais Normas para Revestimentos Cerâmicos: Normas internacionais ISO-DIS 10.545 e ISO-DIS 13006 adotada pela ABNT. Qualidade Superficial: É determinada pela presença de determinados defeitos de fabricação: trincas, gretas, falta de esmalte, ondulações, depressões, furos, pontos, manchas, defeitos de decoração, cantos e arestas quebrados, diferenças de tamanho e de tonalidade. Classe A: se verificar nenhum defeito a uma distância de 1 metro Classe B: se verificar algum defeito a uma distância de 1 metro Classe D: se verificar algum defeito a uma distância de 3 metros Resistência às manchas: É a facilidade e eficiência com que podem ser removidas sujeiras, manchas e outros materiais entrando em contato com a superfície; é importante no caso de
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laboratórios.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .172 aplicação em hospitais.CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG. indústrias alimentícias. restaurantes.: PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG. etc.

CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO .CIVIL E DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFº JOSÉ LUIZ CIESLACK ENG.173 PROFº SERGIO AUGUSTO DE ONOFRE ENG.

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