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Bandas e Fanfarras - Balizas, Bailarinas Ou Ginastas

Bandas e Fanfarras - Balizas, Bailarinas Ou Ginastas

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unesp UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA

FACULDADE DE CIÊNCIAS Departamento de Educação Física Campus – Bauru

BANDAS E FANFARRAS: BALIZAS, BAILARINAS OU GINASTAS?

Gleiciana Marcele Veronesi

Bauru 2006

Gleiciana Marcele Veronesi

Bandas e Fanfarras: Balizas, Bailarinas ou Ginastas?

Bauru 2006

unesp UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA
FACULDADE DE CIÊNCIAS

Departamento de Educação Física Campus – Bauru

BANDAS E FANFARRAS: BALIZAS, BAILARINAS OU GINASTAS?

Gleiciana Marcele Veronesi
Orientadora: Prof.ª Dr.ª Ana Flora Zaniratto Zonta

Monografia apresentada ao Departamento de Educação Física da Faculdade de Ciências da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, UNESP – Campus de Bauru, como requisito parcial para obtenção do Título de Licenciado em Educação Física, no ano de 2006.

Bauru 2006

Agradecimentos Agradeço primeiramente a Deus. pelo apoio em todos os momentos da minha vida (nas bandas.. onde eu creio que o Senhor que me carregou com seus fortes braços. Que Deus te abençoe! O meu muito obrigada aos colegas de turma e aos professores pela amizade e carinho durante estes quatro anos.. É impossível resumir aqui toda minha gratidão a vocês. por sempre ter acreditando em mim. na minha vida artística e pessoal. estar concluindo este curso. Às Professoras Marli e Dagmar. Ao meu irmão Wellington. pois sem ela. Por todos os livramentos e conquistas sempre te louvarei. também. Faço um agradecimento especial à Professora Ana Flora que teve uma importante contribuição. deixo aqui meus agradecimentos pela colaboração e contribuição para este trabalho e para minha Formação Profissional. na faculdade). teria se tornado impossível a conclusão desse trabalho. Louvo a Deus pelas suas vidas. obrigada por todas as suas orações a meu favor. para que eu me tornasse esta profissional e pessoa que sou hoje. pelo amor incondicional. por ter me dado a oportunidade de. em especial à Andréia (Batatinha). Pai. Mãe. te agradeço por todo seu amor e incentivo. por sua preciosa amizade. em todos os momentos. que sempre esteve junto comigo. não só na minha vida acadêmica. Senhor! Agradeço aos meus pais pela maravilhosa educação que me deram. . dedico um agradecimento especial. mas. hoje. debaixo da sua graça e bênção. por todo seu amor. carinho e paciência comigo. pois vocês são pais maravilhosos. na escola. e por toda sua colaboração. no Ballet. Agradeço por ter me sustentado em todos os momentos difíceis.

para o sucesso desse trabalho. Para finalizar. durante esta fase da minha vida. fica registrada aqui a minha sincera gratidão. deixo o meu sincero agradecimento por tudo. informações e fotografias. agradeço a todos aqueles que contribuíram.A todos os meus amigos. Ao Fábio. que estiveram me apoiando e compreendo minha ausência. seja fornecendo materiais. seja respondendo aos Questionários. Muito obrigada! .

.....................................................................................................13 Linhas de Frente.10 Bandas e Fanfarras .........................................107 ..93 Considerações Finais ................................................................103 Questionário..........................................................................100 Anexos .........................................................................................................................................................................103 Documento de Autorização para Utilização de Imagem e Entrevistas ..................................................................97 Referências .........60 Quem são as Balizas e os Coreógrafos de Bandas e Fanfarras...........................................................................................................................................................................................29 Balizas.........Sumário Introdução................49 Adereços e Indumentária das Balizas ...........................41 Regulamentos de Concursos de Bandas e Fanfarras ...75 O Profissional de Educação Física e as Balizas .......................................................

........................................... ..........25 Figura 17: “The Cavaliers” – DCI............................................25 Figura 18: Ingresso do “9º Campeonato Mundial de Bandas” – Taubaté.......................................................................................21 Figura 11: Caixas tenores para marcha (Snare Drum)............................................................. ..18 Figura 10: “Banda Marcial do Liceu Noroeste”.......................................... ..................... ....... 2005.. 2006.............. 2006....27 Figura 20: “Progresso Drum e Brass Corps”................. ..DCI......................................................... ....................23 Figura 14: “The Cavaliers” ... ........................ 2006..............17 Figura 6: Tímpano........................22 Figura 12: Bombos (Bass Drum)......................................... ....................24 Figura 16: “The Cavaliers” – DCI.......Lista de Figuras Figura 1: “Banda Marcial do Liceu Noroeste”.............26 Figura 19: “Progresso Drum e Brass Corps”.......... 2006.........17 Figura 3: Euphonium (bombardino)......................... .13 Figura 2: Trompete............. .................................. ..................................................................29 Figura 23: Linha de Frente da Fanfarra do Colégio “Nossa Senhora da Consolata”.17 Figura 5: Trombone de vara.........................................................24 Figura 15: “The Cavaliers” – DCI...........................27 Figura 21: “Progresso Drum e Brass Corps”...............18 Figura 9: Bombo sinfônico............................................................................................................................................................................................ .............................. .................................................................................. 2005................. ........... ........................................ ....................................................... ..22 Figura 13: Quintotom (Tenor Drum).................31 ...................... .17 Figura 4: Trombone de pisto.................18 Figura 7: Glockenspiel..................18 Figura 8: Xilofone. 2006................................. ................. 2006........................28 Figura 22: Corpo Coreográfico da “Banda Marcial do Colégio Prígule”............ ... 2006.............................. ..................................................................

...............39 Figura 34: Bastões para Linhas de Frente e Color Guards.......... ..............................................................................................................................51 ...........51 Figura 48: Movimento da Ginástica Rítmica.........41 Figura 38: Balizas do “Colégio Bilac”.............. ....32 Figura 25: “Fanfarra de Caieiras”.............................. ...........43 Figura 39: Baliza do “Colégio Arquidiocesano”......................................................................................46 Figura 42: Baliza da “Banda Marcial do Senai Bauru – Lençóis Paulista”......... ...................................................... ............46 Figura 43: Baliza da “Fanfarra Municipal de Taubaté”.......................40 Figura 37: Baliza da “Corporação Musical do Colégio Manoel Rei Eme’s”............... .. . ..........45 Figura 41: Baliza da “Fanfarra Municipal da Vila São José”........33 Figura 27: “Fanfarra do Colégio Paralelo”....................... ...............................38 Figura 32: Color Guard Americana..Figura 24: Linha de Frente da “Banda Sinfônica de Cubatão”..47 Figura 44: Balizas da Banda Marcial “Sylvia Ribeiro de Carvalho”................ ............... 1984. ...33 Figura 26: “Fanfarra de Itaquaquecetuba”............... ................... ....... 1981.......... ............................36 Figura 31: Color Guard Americana.........47 Figura 45: Balizas da “Fanfarra Municipal de Aparecida”.............39 Figura 35: Rifle (espingarda) para Linhas de Frente e Color Guards...................................34 Figura 29: Linha de Frente da “Banda Marcial do Colégio Progresso”.. ......38 Figura 33: Flâmula para Linhas de Frente e Color Guards.........................................................................48 Figura 46: Baliza do “Colégio Manoel Rei Eme’s”.....39 Figura 36: Espada para Linhas de Frente e Color Guards.36 Figura 30: Linha de Frente da “Banda Marcial do Colégio Progresso”.................... ................................................................................ ...................... .....................................................34 Figura 28: “Fanfarra do Colégio Paralelo”... ..................43 Figura 40: Mór e Balizas da “Banda Marcial Cidade de Marília”.........48 Figura 47: Movimento da Ginástica Rítmica............ ................

....................................................................................................................................................67 Figura 65: Elemento Arco da Ginástica Rítmica.................... . ...............................................................................................62 Figura 60: Baliza no “XXV Campeonato da Rádio Record”........................... ....................68 Figura 68: Elemento Fita da Ginástica Rítmica......................................................................................................................................57 Figura 55: Fatores ambientais – Chuva...............................................56 Figura 53: Local de apresentação – Quadra..............................................70 Figura 71: Uniforme – Tendência atual.......... ..................................76 ...........................................67 Figura 66: Elemento Corda da Ginástica Rítmica..................................................69 Figura 69: Outros elementos – Recursos cênicos....... ........................66 Figura 64: Elemento Maça da Ginástica Rítmica.......................................... ......56 Figura 52: Local de apresentação – Campo de Futebol....................58 Figura 56: Fatores ambientais – Chuva.............Figura 49: Movimento da Ginástica Artística – “Flic-flac”..................52 Figura 50: Movimento da Ginástica Artística – “Estrela sem as mãos”...63 Figura 63: Elemento Bastão da Baliza....................71 Figura 72: Uniforme – Tendência atual....... ..........57 Figura 54: Local de apresentação – Ruas e Avenidas.................................................................................................................................................. ................61 Figura 59: Baliza da “Fanfarra de Cotia”.............................71 Figura 73: Função na Corporação.................58 Figura 57: Balizas da “Fanfarra Municipal de Cabo Verde” – MG................................69 Figura 70: Uniforme – Tendência antiga................................68 Figura 67: Elemento Bola da Ginástica Rítmica......................................... ................................................................60 Figura 58: Baliza do “Colégio Paralelo”............ ............52 Figura 51: Local de apresentação – Praças....................63 Figura 62: Baliza Márcia Duque..... ...... ..........62 Figura 61: Baliza destaque na década de [1970?]...............................

.......................................... ..................... ...................................................................................88 Figura 98: Indivíduos que conhecem os Regulamentos para Balizas.................89 .........79 Figura 80: Formação Artística dos indivíduos da pesquisa................. .....83 Figura 86: Evento que considera mais importante.....................80 Figura 82: Tempo que pratica a atividade.........78 Figura 78: Formação Profissional dos indivíduos da pesquisa................................. ...................................... ...........................86 Figura 92: Uso de calça bailarina durante os ensaios.............83 Figura 87: Ambiente em que sente-se mais prazer......85 Figura 91: Uso do collant durante os ensaios.. ... .............77 Figura 76: Idade dos indivíduos da pesquisa.................................................................. .......................................... .......... ...................81 Figura 83: Eventos em que já participou................................ ..... ..........................86 Figura 93: Uso de calça leg de cintura baixa durante os ensaios.......................................... ..................................................................79 Figura 79: Ocupação dos indivíduos da pesquisa.........84 Figura 89: Duração dos ensaios.............Figura 74: Corporações dos indivíduos da pesquisa.......87 Figura 96: Uso de sapatilha de meia ponta durante os ensaios.............88 Figura 97: Uso de cabelos presos durante os ensaios..........80 Figura 81: Atividades físicas e artísticas........ ................................................... ... ................................77 Figura 75: Sexo dos indivíduos da pesquisa.......................78 Figura 77: Tempo de exercício da função na corporação....................87 Figura 95: Uso de sapato de Jazz durante os ensaios......82 Figura 85: Local de ensaio.................................................................................82 Figura 84: Realização da preparação físico-técnico-artística.. ..........................84 Figura 88: Ensaio – dias por semana...........................87 Figura 94: Uso de sapato adequado durante os ensaios..................................... ..................................... ............ ........................................85 Figura 90: Vestimenta nos ensaios...................................................

............................... ............. ...91 Figura 102: Tipos de movimentos..............................95 Figura 107: Corporação Musical Maestro “João Andreotti” – Agudos SP.....................Figura 99: Indivíduos que concordam com os quesitos de julgamento para Balizas..91 Figura 103: Indivíduos que concordam com a estrutura física oferecida às Balizas.................89 Figura 100: Utilização dos Elementos da Ginástica Rítmica e do Bastão.....................108 ....................................... .............................................................. ..............94 Figura: 106: Profissional que deve preparar uma Baliza. ...................................................................................... ................................90 Figura 101: Realização de movimentos pelas balizas.............................92 Figura 104: Indivíduos que concordam com a Indumentária das Balizas.... ....92 Figura 105: Profissional responsável pela preparação da Baliza............................

caracterizam-se. por meio de seu corpo (movimento. são compostas pelo “Corpo Musical” e pela “Linha de Frente”. comumente. a Ginástica Rítmica. 2006). Por todas as características peculiares à categoria da “Baliza”. sua preparação físico-técnico-artística é diferenciada dos demais componentes. Em posição privilegiada. merecendo uma atenção especial. técnica. tinham por objetivo estimular as tropas. As Bandas e Fanfarras. deste. manifestando-se com destreza. posições. abrilhantando assim a Apresentação da Corporação Musical (BOZZINI. na qual. . principalmente. observa-se a existências das Corporações Musicais. durante as guerras e batalhas. “roubando a cena”. como o dia da Independência.10 Introdução Desde os primórdios da Humanidade. como: vestimenta. bem como alegrar as festas religiosas. a “Baliza” reúne. graça e técnica. que nos dias de hoje é conhecida. 1993). Com “Adereços” e “Indumentárias” únicos (MOURÃO. Na atualidade. criando uma atmosfera emocionante. entre outros). também como Bandas de Música e ou Fanfarras. entre outras. como: a Dança. em sua performance. o qual congrega inúmeras modificações. às vezes. a Ginástica Artística. Há um percurso cheio e extenso. destaca-se a Figura da “Baliza”. diversas manifestações corporais. pelo caráter cívico (Desfiles e Eventos comemorativos. por essa Figura dançante. Inicialmente. que foram traçadas. vem à frente do “Corpo Musical”. gestos e gestualidade) a música expressada pelo “Corpo Musical”. pois essa Figura comunica e traduz.

o segundo. pelas Entidades Organizadoras dos Campeonatos e Concursos. elementos. “Linhas de Frente”. visando revelar o Universo dessa personagem. imprescindível. referentes à população estudada. também. escasso. Técnica e Artística. A Metodologia se ancorou na Pesquisa Qualitativa e Quantitativa. As ilustrações e fotos. na Apresentação de Corporações. talvez. os quesitos de Julgamento. em Desfiles. como o site da “Confederação Brasileira de Bandas e Fanfarras” e o da “Weril Instrumentos Musicais”. entre outras curiosidades que edificaram a Figura da “Baliza”. a fim de pinçar e fundamentar as questões que nos instigaram. bem como tivemos a pretensão de apresentarmos. Musicais (Bandas e Fanfarras). para que pudéssemos efetuar a Leitura e Análise dos dados coletados. para as Apresentações. que tratará sobre a trajetória das Corporações Musicais ao longo dos séculos. da Região Sul e Sudeste. Distribuímos esse Tema em sete (07) capítulos assim denominados: o primeiro capítulo recebeu o título de “Bandas e Fanfarras”. ao cenário Acadêmico. as quais foram conseguidas em diversos Eventos do meio (Apresentações e Concursos). específico e relevante. e. fotos pessoais. Balizas e Coreógrafos de alguns Estados Brasileiros. Fizemos um Levantamento Bibliográfico. foram obtidas em sites especializados em Bandas e Fanfarras. presentes nesse trabalho. fidelidade a Regulamentos. Focou. sendo algumas. oferecida à “Baliza”. sendo ela.11 posturas. discorre sobre o histórico desse conjunto que se apresenta à frente do . ainda. e a Preparação Física. Por isso. este estudo pretendeu reunir informações e constatações. alguns aspectos específicos da atuação da “Baliza”: a adequação da Estrutura Física. Adereços. pré-estabelecidos. um tema dessa natureza. até esquecido.

técnica e artística das “Balizas”. bem como algumas considerações sobre os seus respectivos quesitos de julgamento. das Balizas e Coreógrafos. “Quem são as Balizas e Coreógrafos de Bandas e Fanfarras”. apresentar-se-á os principais Regulamentos vigentes para a categoria “Baliza”. o quinto. no quarto. e. no sexto. “Adereços e Indumentária das Balizas”. no sétimo. Após as constatações efetuadas. particularmente. . “Regulamento de Concursos de Bandas e Fanfarras”. discorrerá sobre as transformações dessas características ao longo dos anos e suas implicações para as Apresentações das “Balizas”. apresentar-se-á o perfil. há o coroamento da Proposta.12 “Corpo Musical”. “Balizas”. o terceiro. acreditamos que este estudo servirá de mote a várias outras pesquisas. estimulou-me a dar continuidade e galgar um Curso de Pós-Graduação. “O profissional de Educação Física e as Balizas”. e nas “Considerações Finais”. far-se-á um paralelo entre o profissional de Educação Física e a preparação física. traz algumas considerações históricoevolutivas dessa personagem. traçado a partir da Análise dos Questionários. para que eu possa aprofundar o conhecimento sobre o Tema proposto neste trabalho Monográfico.

realizado pelos jesuítas para a população indígena. provavelmente. O Regente e Professor de música Pereira (1999) comenta que. observado na época de Napoleão Bonaparte (1769 – 1821). O homem primitivo. o qual a exposição de pessoas mutiladas na guerra desempenhava esse Papel. se encontra em uma crônica de Couto . este. para comunicar-se em festividades religiosas e estimular as tropas durante as guerras. geralmente. A história das Bandas de Música nos reporta para os primórdios da Humanidade. como tambores. Alguns estudiosos revelam que. utilizava-se de instrumentos rudimentares. lendo Cernicchiaro (1926) verificou que no Brasil. eram os deficientes físicos que tocavam tais instrumentos.13 Bandas e Fanfarras Figura 1: “Banda Marcial do Liceu Noroeste”. com o ensino musical. bem como a primeira informação bibliográfica sobre Corporação Musical. como até hoje. Fato. o movimento de Banda de Música teve início na época da Colonização.

. fato que ocorreu com mais freqüência com a vinda da Família Real Portuguesa para o Brasil. é que esse segmento obteve mais atenção por parte das autoridades. porém esperamos ter em breve uma Banda completa dos nacionais’. p. essas permaneceram ligadas. [. sendo a Cultura nativa totalmente desprezada. às festividades cívicas do país. mas na verdade. maravilhado. a princípio não passavam de fanfarras”. Até o século XIX. (BRANDANI. integralmente. as bandas foram criadas em regimentos de infantaria. É interessante apresentá-las: O padre Manuel de Paiva (que deveria ser um homem de mente extraordinária. 21). Nesse mesmo período. Uma delas está em Della Mônica (1975. Depois do jantar o padre Nunes. foi tradição manter Bandas de Música. vindo de São Paulo. Houve muito incentivo para a criação de Bandas Militares no país. sendo que após essa data. principalmente. em 1822. em decorrência das atividades dessa escola. que tinham revelado rara aptidão para a música. expõe a narrativa de um diálogo entre dois jesuítas. Segundo Brandani (1985). essa prática ficou restrita.14 Magalhães. já que o número de músicos. pp. cavalaria.] A orquestra já organizada pelo Padre Paiva era um atrativo para os jovens bárbaros. (PEREIRA. usando para o bem a arte musical) recebia em Santos a visita do padre Nunes (Nunes). 23) retratando que “no Brasil. Diz ela: Foram esses grupos que deram origem às ‘bandas de negros’ que. p. A autora ainda cita que os negros também participavam dessas formações musicais. Eram os trovadores portugueses e indígenas que mesclavam os próprios cantos com os dos indígenas (sic). Manuel Paiva e Leonardo Nunes. 1985. a música ensinada aos índios era a música formal Européia. era reduzido. são poucas as referências encontradas sobre Bandas Militares. 21-27). Só após a Proclamação da Independência.. em 1808. passaram a existir nas várias fazendas coloniais espalhadas pelo país. com boa e civil harmonia. Tal acontecimento populariza a Banda de Música e é possível constatar a manutenção dessa atitude cívica até a atualidade. escuta uma serenata na vizinhança do convento. por negros.. ‘São brasis (sic) os vossos músicos? Alguns. nas fazendas de açúcar. 1999. formadas. os de instrumentos de sopro. a qual. no entanto.

a partir de 1889. finda a obrigatoriedade da existência de Bandas de Música nos segmentos militares. músicos.15 conforme aponta Tinhorão (1976. 1985. “Banda da Guarda Nacional Republicana” (s/d) e a “Banda dos Marinheiros” (s/d) (PEREIRA. tornando-se a “única instituição oficial no campo da música ao alcance da massa” (BRANDANI. novamente. estudantes. 1999). em 18 de Agosto de 1831. A partir de 1956. e essas deveriam estar de acordo com os modelos Europeus. 35). “Banda da Guarda Municipal” (1836). p. voltada para o ensino da música por meio da criação de Bandas e Fanfarras nas escolas de nosso país. 92). Esse Concurso mobilizava “milhares de pessoas – público. no meio de Bandas e Fanfarras. Estaduais e Nacional. realizados e não publicados até o momento. através de Decretos. informalmente. sendo essa prática incorporada. acerca dos três (03) principais Eventos desta característica. por ter mantido viva essa tradição popular” (BRANDANI. ganhando destaque e credibilidade. a Rádio Record organiza Campeonatos para Bandas Marciais e Fanfarras de colégios que se dedicavam à formação de pelotões cívicos para os Desfiles comemorativos do dia da Independência (07 de Setembro). o Campeonato faz parte de nossa história musical. No período Republicano. da Banda Marcial “Sylvia Ribeiro de Carvalho” da cidade de Marília. Uma fase de crescimento aconteceu com a criação da Guarda Nacional. Passamos a elencá-los: . 1985). era obrigatória a formação de Bandas em cada segmento militar. em uma conversa com o experiente Regente Cristiano Marmen. Vale destacar algumas Bandas da época: “Banda da Guarda Real da Polícia” (1832). p. na Era Vargas (1930 .1945). Uma interessante contribuição foi obtida. Outros concursos foram criados nos âmbitos: Municipais. profissionais de comunicação -. sendo que.

em 1972 e a última. no ano de 1993. realizado durante os anos de 1985 a 1989. eram apenas utilizados por orquestras sinfônicas. “Torneio das Campeãs”. tendo sido efetuada. anteriormente. e os instrumentos de percussão. foi um Concurso realizado pelo Município de Araraquara. e as Bandas. instrumental e coreográfico. glockenspiel (figura 7). foi o Concurso realizado pelo Município de Catanduva. também. Observa-se que as Corporações passaram a adquirir variados instrumentos importados e a inseri-los no Corpo Musical. Suas edições ocorreram durante os anos de 1981 a 1987. foi o Concurso sediado pelo Município de Matão. uma edição posterior. já partiam em viagem para a cidade de Matão para nova competição. xilofone (figura 8) e bombos sinfônicos (figura 9). Foram realizadas várias edições desse Torneio.16 O primeiro. devido à qualidade sonora. euphonium – figura 5 (bombardino)). o qual. O terceiro. “Banda Marcial de Itaquaquecetuba” e “Banda Marcial do SENAC de Marília”. trombone – figuras 3 e 4. algumas modificações começaram a ocorrer na trajetória das Corporações. Ao longo dessas décadas. um dado relevante é informar que esse concurso. que agregava as melhores Bandas do Estado de São Paulo. participando nesse Evento as Corporações: “Banda Marcial do Colégio Bilac”. em 1991. sendo a primeira. de credibilidade. apenas. A título de ilustração destacamos: os instrumentos de sopro (trompete – figura 2. foi. . como tímpanos (figura 6). O segundo Evento. sendo que estes. Esse era realizado um dia após o Concurso de Araraquara. referente às organizações do contexto musical (repertório). contava com a participação de grandes Bandas da capital e do interior Paulista. “Banda Marcial do Liceu Noroeste”. “Banda Marcial do Colégio Jardim São Paulo”. após o encerramento do primeiro (Araraquara).

17 Figura 2: Trompete. . Figura 4: Trombone de pisto. Figura 3: Euphonium (bombardino). Figura 5: Trombone de vara.

Figura 8: Xilofone. Figura 7: Glockenspiel. . Figura 9: Bombo sinfônico.18 Figura 6: Tímpano.

Inciso I. No Artigo 14. o Regulamento traz que a “Fanfarra Simples Tradicional” deve ser composta por instrumentos melódicos característicos dessa categoria técnica. No Artigo 16. No Artigo 15. sendo ele: família dos trompetes. são apontados os instrumentos melódicos característicos das “Fanfarras com uma Válvula”: trompetes naturais (cornetas) agudos e graves com uma válvula de qualquer tonalidade ou formato. todos lisos (sem válvulas) de qualquer tonalidade ou formato. prato suspenso e caixa clara. da categoria “Fanfarra Simples Tradicional”. família das tubas e saxhorn. sendo essas compostas por: trompetes naturais agudos e graves (cornetas). Inciso I. Inciso I. apresentam os instrumentos de . sendo facultada a utilização de recursos como gatilhos. Segundo o Regulamento do “XIII Campeonato Nacional de Bandas e Fanfarras”. observam-se os instrumentos melódicos das “Fanfarras Simples Marciais”. Inciso I. traz a descrição do instrumental melódico característico das “Bandas Marciais”. família dos trombones. Os Incisos II e III. Deve-se ressaltar que nas categorias “Fanfarra Simples Marcial” e “Fanfarra com uma Válvula” são compreendidos os mesmos instrumentos percussivos da primeira categoria descrita. prato a dois. O Artigo 17. como gatilho e o Inciso II. de acordo com o tipo de instrumental utilizado. “Bandas Musicais”. tambores. para efeito de julgamento nos concursos.19 Vale aqui fazer um recorte e apresentar a distinção entre os instrumentos utilizados pelas “Bandas Marciais”. 2005) as Corporações Musicais podem ser dividas em categorias. sem utilização de recursos. ou seja. “Fanfarras Simples Marcial” e “Fanfarras com uma Válvula”. promovido pela “Confederação Nacional de Bandas e Fanfarras” (CNBF. aponta os seguintes instrumentos de percussão: bombos. “Fanfarras Simples Tradicional”. como: cornetas e cornetões lisos de qualquer tonalidade.

Encerrando esse Artigo. p. contrabaixo acústico. trata da composição do instrumental melódico das “Bandas Musicais”: família das flautas transversais. visto que nesse período “[. 05).] a influência da música erudita no repertório era marcante” (WERIL. por exemplo. como Wolfgang Amadeus Mozart (1756 – 1791) e Ludwig van Beethoven (1770 – 1827). marimba. família dos clarinetes. tímpano. contrafagote. 2005. A primeira Corporação a executar uma Peça erudita. que aponta como sendo facultativo a utilização de outros instrumentos. em concursos. Segundo o Dicionário de Percussão de Frungillo (2003).. trompa. família dos saxofones e instrumentos de sopro da categoria anterior (“Banda Marcial”). glockenspiel. como. tais como: oboé. campanas tubulares e outros de percutir. . Com os novos recursos instrumentais. podendo apresentar outros instrumentos. os tímpanos eram utilizados na execução de Peças de compositores consagrados. as Corporações selecionam as Peças compostas por grandes Mestres da Música Erudita. os quais são: os mesmos instrumentos percussivos das categorias das “Fanfarras”.. Inciso I. As Peças Musicais executadas pelas Bandas e Fanfarras modificaram-se com a aquisição dos instrumentos. trompa. O Artigo 18. tocando o “1º Movimento da 5ª Sinfonia” de Beethoven. foi a “Banda Marcial do Liceu Noroeste” (figura 10). celesta e xilofone.20 percussão dessa categoria técnica. O Inciso II cita que os instrumentos percussivos que podem ser utilizados pelas “Bandas Musicais” são os mesmos descritos no Artigo anterior (“Banda Marcial”). fagote. como Johann Sebastian Bach (1685 – 1750) e Richard Wagner (1813 – 1883). apresentamos o Inciso III.

trazendo técnicas Norte-americanas de percussão e Evoluções Rítmicas (popularmente chamado de coreografia). assemelhavam-se muito às orquestras de sopro. em decorrência da modernização do seu instrumental. registra que as Corporações Brasileiras avançaram em relação à sonoridade e ao nível técnico apresentado. A Revista Weril (2005). que. Nota-se um avanço musical significativo das Bandas e Fanfarras. apresentada em Concursos e Apresentações. em meados da década de 1990. Novos investimentos têm sido feitos pelas Corporações para uma modernização do instrumental rítmico. além da incorporação de Evoluções Coreográficas (coreografias) para a Banda como um todo.21 Figura 10: “Banda Marcial do Liceu Noroeste”. dá-se ao fato da “americanização” das Corporações. Bass Drum (conjunto de bombos de afinações diferentes – figura 12) e Tenor Drum . A partir de 1998. uma outra alteração que está ocorrendo no metieur de Bandas e Fanfarras. nesse momento. devido à qualidade musical apurada. Os instrumentos de percussão denominados Snare Drum (caixas tenores para marcha – figura 11).

. Figura 12: Bombos (Bass Drum). vieram enriquecer a composição das Bandas Brasileiras. além de serem uma novidade. Figura 11: Caixas tenores para marcha (Snare Drum).22 (quadritons e quintotons – figura 13).

a todos os níveis de dinâmica (. 2004.. sendo que em meados daquele século ela nem constituía um naipe reconhecido. respondem.. p.. devido à qualidade da madeira.23 Figura 13: Quintotom (Tenor Drum)..) como excelentes. a percussão: [.. do aro e da pele (. com certeza foi um dos naipes mais explorados por compositores e o que teve o maior desenvolvimento técnico do século onde grandes músicos levaram suas técnicas as últimas conseqüências. sendo que todos esses itens contribuem no (.) estão sendo avaliados (. O que se discute.. Mediante uma Análise das Corporações. feita pelo Professor Edinei Lima. p.. E a evolução tecnológica de alguns instrumentos? Só pode ser comparada a dos instrumentos eletrônicos (LIMA. tecnicamente... .) resultado final da sonoridade do instrumento (. 2006. dos parafusos de afinação..).. 01).). que proporcionarão uma melhor qualidade sonora: O resultado sonoro do quadritom e do quintotom (. é o refinamento dos detalhes técnicos na fabricação dos instrumentos. atualmente... 09).) além da sonoridade perfeita (WERIL.] foi a família de instrumentos que mais evoluiu no século passado. ou seja..

subdividos em jardas. da atualidade. os instrumentos de percussão (Drum Corp) e a “Linha de Frente” (Color Guard) trabalham juntos. Figura 15: “The Cavaliers” – DCI. são apresentadas em campos de Futebol Americano. nas quais. as coreografias. Nesse caso. 2006. 2006. já são trabalhadas há muitos anos nos Estados Unidos. Figura 14: “The Cavaliers” . com os instrumentos percussivos. em uma única Evolução Coreográfica.24 Essas técnicas. .DCI. os instrumentos de sopro (Brass Corp).

acontecem na América (USA). p. as bandas brasileiras estavam comprometidas. é realizado em diversas regiões desse País. Durante um período aproximadamente de 20 anos. sendo transmitido pelas redes de televisão. o Campeonato “Drum Corps International” – DCI. devido ao imenso sucesso do Evento (DCI. 2006. mas. Desde 1972. entre as décadas de 60 e 80. no Brasil. 05). . em sua maioria. a influência da música erudita no repertório era marcante. 2005. As marching show bands são um fenômeno mundial. 2006). Figura 16: “The Cavaliers” – DCI. Figura 17: “The Cavaliers” – DCI. também.25 Da mesma forma. Campeonatos desse caráter. Além disso. há muito tempo. nem sempre foi assim. com o objetivo de serem um instrumento para o civismo. 2006. Não havia preocupação com o show. com as evoluções e coreografias (WERIL.

] mais de 20 mil pessoas assistiram à grande finalíssima [. na cidade de Taubaté... 2005. promovido pela mesma Instituição. do público em geral. realizado no período de 07 a 14 de Agosto de 2005. Segundo a Revista Weril (2004). Informa a Revista Weril (2004. 04) que “[. promovido pela “World Association of Marching Bands” – WAMSB. p.]”. A mesma revista comenta no ano de 2005 (p. Figura 18: Ingresso do “9º Campeonato Mundial de Bandas” – Taubaté.. em Agosto de 2004..26 Concursos com esse novo formato já estão sendo realizados no Brasil. como também... por parte das pessoas envolvidas no contexto de Bandas e Fanfarras. sendo uma etapa classificatória para o “9° Campeonato Mundial de Marching Show Bands”... na mesma cidade. também.. 04) que “[.. interior de São Paulo. .] mais de 50 mil pessoas lotaram a praça de eventos de Taubaté para ver e ouvir os desfiles e torcer pelas bandas preferidas [.]”. O primeiro foi o “Campeonato Sul Americano”..] primeiro do gênero a acontecer no Brasil [.]” do “Campeonato Mundial”. esse campeonato foi o “[.. o que nos leva a observar o reconhecimento dessa nova categoria. durante a semana de apresentações do “Campeonato Sul Americano”.

. 2006. 2006.27 Figura 19: “Progresso Drum e Brass Corps”. Figura 20: “Progresso Drum e Brass Corps”.

A ONG tem o intuito de elaborar normas e regras para a realização de Concursos e Eventos.28 Figura 21: “Progresso Drum e Brass Corps”. 2006. 2006). ex-integrante da “Drum Corps Blue Devils”. Em março de 2006. . foi criada a ONG “Drum Corp Brasil”. sendo escolhido para o cargo de Diretor Geral o Professor de percussão Norte-americano John Grant. no formato Americano com um Regulamento para julgamento adaptado às realidades das Bandas Brasileiras (BRASIL BANDAS.

em uma das edições do “Concurso Nacional da Rádio Record”. e identificar essas Corporações. bandeiras. As “Linhas de Frente” ficam dispostas à frente das Bandas e Fanfarras. flâmulas. essa Figura se estabelece. Nas Bandas e Fanfarras. estandartes. Isto nos remete a lançar um olhar à história. espadas.29 Linhas de Frente Figura 22: Corpo Coreográfico da “Banda Marcial do Colégio Prígule”. Já em 1959. Assemelham-se a algumas características das tropas de guerra (tropas militares). à Comissão de Frente das Escolas de Samba de Carnaval. 2005. bandeirolas. . timidamente. o ano de 1959. guardas reais. anteriores à década de 1950. e atualmente. especificamente. até. os Adereços manuais como: brasões. para apresentá-las. não havia a Figura da “Linha de Frente”. além da Indumentária. escudos. pois trazem consigo.

Esses Adereços e ou Alegorias. baliza (s) e mor ou comandante”.. em seus Artigos. e ficou muito conhecido na época pelas Alegorias que vinham à frente da Fanfarra. nos Campeonatos. bem como de identificação. o Regulamento do “XIII Campeonato Nacional de Bandas e Fanfarras” (CNBF. no ano de 1959. No Brasil. estandartes. está estabelecido que a Corporação que não respeitar a norma será penalizada pela Mesa Avaliadora dos Campeonatos. além da manutenção dos rígidos padrões iniciais.. Artigo 27: determina a obrigatoriedade de cada Corporação “[. Era composta de dois pelotões: um pelotão masculino que conduzia o Pavilhão Nacional e a sua respectiva Guarda de Honra. dentre os quais. Já na atualidade (séculos XX e XXI)..] composta por escudos. Esse artigo demonstra a importância da “Linha de Frente”. p. que trazia bandeiras e flâmulas de diversos Países e . a primeira Corporação Musical a aderir à “Linha de Frente” foi a “Fanfarra do Colégio Washington Luiz”. esses recursos manuais. 2005. flâmulas (. que determinam. e o pelotão feminino.. a criatividade é um ingrediente que complementa e fica a critério de juízo de gosto e de valor no processo de julgamento.) corpo coreográfico. 2005.. p. Esse trabalho foi desenvolvido pela professora de Educação Física do colégio. 06).. da cidade de Mogi das Cruzes. Há vários Regulamentos que abarcam os Campeonatos Brasileiros. 09). brasões da corporação. seguiam os rígidos padrões de postura e regras de conduta. sendo que no Parágrafo Primeiro e Segundo do mesmo. são conduzidos por grupos específicos inseridos na “Linha de Frente”. normas a serem seguidas: Artigo 40: a “Linha de Frente” deve ser “[. ou distintivo que as identifique” (CNBF. estandarte. no “Campeonato Nacional da Rádio Record”.30 No início. realizado pela “Confederação Nacional de Bandas e Fanfarras”.] portar faixa.

pelo primor de suas bandeiras. a Instituição que mereceu destaque. número recorde para a época. com a criação de duas categorias de avaliação.31 Estados Brasileiros. na categoria “Linha de Frente” foi o Colégio “Nossa Senhora da Consolata” (figura 23). através das cores e grandiosidade dos Adereços e Alegorias. Adereços e Alegorias. fazendo menção a tal festividade. carnavalesco. os quesitos de Julgamento eram firmados à Estética e ao Visual do Conjunto. flâmulas. referente às Alegorias Vivas (pessoas que portavam os Adereços). além do número de componentes (aproximadamente 300 integrantes). mas sim. passando a ser referência para os demais Colégios. da capital de São Paulo. as “Linhas de Frente” não tinham caráter marcial. vestindo uniformes luxuosos. Na década de 1970. sendo que. surgiu na década de 1960. Nesse período. para julgamento de “Linhas de Frente”. A primeira categoria refere-se às Alegorias (carros alegóricos utilizados durante os Concursos) e a segunda. . Figura 23: Linha de Frente da Fanfarra do Colégio “Nossa Senhora da Consolata”. O primeiro Regulamento.

observou que as “Linhas de Frente” das Bandas e Fanfarras Brasileiras eram muito estáticas. um fator de identificação marcante. fugindo da tendência militarista. enquanto Arte. ressaltando o desenvolvimento do aluno. ritmo e seqüências coreográficas. fazendo com que as Bandas e Fanfarras obtivessem características próprias. a professora busca pesquisar metodologias de ensino para as “Linhas de Frente”. em 1973. A partir dessa constatação. Em uma atitude inédita. a Professora Silvia Santos da “Banda Sinfônica de Cubatão” (figura 24). Figura 24: Linha de Frente da “Banda Sinfônica de Cubatão”. .32 O responsável por tais inovações foi o Professor Julio César. garbo. Segundo Corrêa (2003). realizando apenas “quincôncios” (movimentos de ordem unida sem comandos). a qual buscou desenvolver aspectos ligados à plasticidade. a referida professora cria uma nova escola para as “Linhas de Frente”. que trouxe para a Avenida Indumentárias (uniformes) mais sofisticadas e modernas.

na década subseqüente. a “Fanfarra de Cotia”.33 Outras Fanfarras destacaram-se na categoria “Linha de Frente”. “Fanfarra de Caieiras” (figura 25). Figura 26: “Fanfarra de Itaquaquecetuba”. “Fanfarra de Itaquaquecetuba” (figura 26) e do “Colégio Paralelo” (figuras 27 e 28). como por exemplo. . Figura 25: “Fanfarra de Caieiras”.

Figura 28: “Fanfarra do Colégio Paralelo”. No ano de 1984.34 Figura 27: “Fanfarra do Colégio Paralelo”. 1984. 1981. e era visto como . uma outra vertente surgiu nesse contexto. Os trabalhos coreográficos voltados para o cênico. predominam nessa época.

o Regulamento em vigor pela “Confederação Nacional de Bandas e Fanfarras” – CNBF. deu início a algumas modificações significativas nos Regulamentos dos Concursos. com o contexto coreográfico. com a Comissão Estadual e Nacional de Representantes do Projeto de “Bandas e Fanfarras”. no entanto. e no final da década passada.. “Sincronismo”. bandeirolas... da Secretaria dos Negócios de Esporte e Turismo do Estado de São Paulo.35 um “grito de liberdade” relacionado ao fim da Ditadura.. p.] portadores de bandeiras. flâmulas. tudo o que vem à frente do Conjunto Musical compõe a linha de frente. Os Eventos Regionais. Esse Regulamento estabelecia “Linha de Frente” como: [. assim como o “Corpo Musical”. esteticamente. evoluíram. pois. “Evolução”. algumas modificações já puderam ser notadas. perdendo-se assim. e pela “Federação de Fanfarras e Bandas do Estado de São Paulo” – FFABESP. As “Linhas de Frente”. A pioneira nessa transformação foi a “Banda Marcial do Colégio Progresso” (figuras 29 . ainda. 2003. “Uniformidade”. Também buscava unificar os estilos para que houvesse uma forma mais coerente de julgamento. Estaduais e Nacionais ditavam o estilo que deveria ser seguido pelas “Linhas de Frente” de Bandas e Fanfarras. não ficará bem (CORRÊA. baliza. “Garbo”. executadas pela Banda. 05). “Dificuldade Técnica” e “Ritmo” (CNBF. estandartes. corpo coreográfico. Enfim. ressaltando que ela jamais deverá possuir um número maior de componentes que o Conjunto Musical. “Criatividade”. guardas de honra. “Marcha”. mor. predomina. cujo coordenador era o Professor Maestro Ronaldo Faleiros. 2005). etc. ambos iguais. Essa vertente perde força por conta de profissionais e instrutores que não relacionavam as Peças Musicais. formado pelos Professores Elizeu de Miranda Corrêa e Solange Dártora. também. o sentido de interpretação das Peças. subdividem o julgamento das “Linhas de Frente” em dez quesitos: “Alinhamento”. Essa Norma. “Formação”. Só em 1991.

Esses novos Adereços (figuras 33. 35 e 36) têm origem nas “Color Guards” Americanas (“Linhas de Frente” – figuras 31 e 32). Além. dos uniformes extremamente luxuosos. esses . 34. nas quais.36 e 30). Figura 30: Linha de Frente da “Banda Marcial do Colégio Progresso”. adaptados. da cidade de Guarulhos. com o seu Coreógrafo Antônio Bonvenuto Neto. como: espadas e rifles (espingardas) de madeira. com pele de animais. para a realização de movimentos coreográficos. Figura 29: Linha de Frente da “Banda Marcial do Colégio Progresso”. novos Adereços foram incorporados nas coreografias.

o “Aspecto Visual” é subdividido em três quesitos: “Acessórios”. Vale ressaltar que esses materiais foram adaptados para atender o contexto em que são utilizados Os rifles são confeccionados com madeiras resistentes. respectivamente. “Aspecto Visual”. realizados. como: os giros e lançamentos. estabelecido pela ONG Brasil: “Drum Corps Brasil” – DCB. bastões. visando à realização de movimentos expressados de variadas maneiras com elevada técnica. e as espadas com curvaturas especiais. dado estabelecido pela “Drum Corps Brasil” (2006). Entretanto. em parte. As Color Guard serão avaliadas pela utilização de elementos. A ONG “Drum Corps International” – DCI compôs um Regulamento Internacional. tais como. o qual. . buscando sempre o melhor visual para submetê-lo ao critério de julgamento no quesito. as “Linhas de Frente” realizam as Evoluções Coreográficas. juntamente com o “Corpo Musical”. Nessa nova perspectiva. “Integração com o Grupo Musical” e “Movimentos Corporais”. Segundo o Regulamento da “Drum Corps Brasil” – DCB (2006). ambos formando os quadros coreográficos.37 materiais são utilizados nas Evoluções Coreográficas (coreografias). rifles e espadas. flâmulas. não se obteve acesso. há um Regulamento Brasileiro que o segue. bandeiras. Essa transformação ganhou força no Brasil após os “Campeonatos Sul Americano” e “Campeonato Mundial de Marching Show Bands”. nos anos de 2004 e 2005. de maneira ousada e totalmente diferenciada.

38 Figura 31: Color Guard Americana. . Figura 32: Color Guard Americana.

39 Figura 33: Flâmula para Linhas de Frente e Color Guards. Figura 34: Bastões para Linhas de Frente e Color Guards. Figura 35: Rifle (espingarda) para Linhas de Frente e Color Guards. .

40 Figura 36: Espada para Linhas de Frente e Color Guards. .

ainda hoje. ao qual imprime movimentos rítmicos. tendo em vista a forte influência militar.. encontra-se caracterizada na terminologia como soldado. geralmente. . com a qual indica os movimentos que devem ser efetuados em conjunto.41 Balizas Figura 37: Baliza da “Corporação Musical do Colégio Manoel Rei Eme’s”. bem como algumas outras considerações. indivíduo que faz evoluções à frente de blocos carnavalescos. em geral. 1999. agitando uma arma ou vara. Para Ferreira Buarque “Baliza” é: [. já que está situada. à frente da Corporação Musical. A “Baliza” é uma Figura que. durante a sua Apresentação. faz evoluções acrobáticas e/ou maneja um bastão. pessoa que vem. nos desfiles esportivos e outros. p. 266). A Figura da “Baliza” é um dos componentes da “Linha de Frente”. à frente de banda de música. (FERREIRA BUARQUE. visível nas Bandas e Fanfarras Brasileiras.] Soldado que vai à frente da tropa..

p. os “Balizadores” executam coreografias com elementos da Dança. 1976. 248).FFABESP. termo esse (“Garbo”) pontuado como quesito para critério de avaliação.42 Já. manejavam bastões e variados Adereços. Ginástica Rítmica e Ginástica Artística. a “Banda do Colégio Bilac” da cidade de São Paulo. para o dicionarista Adalberto Prado Silva “Baliza” é a “pessoa que. no Brasil. No princípio. Vemos que esse último conceito apresentado restringe a “Baliza” como personagem de Bandas de Música. que encantavam o público. pela sua simpatia e garbo. juntamente com a Professora Solange Dártora. Esse personagem realizava movimentos com o Bastão. vai à frente abrindo a marcha e em geral fazendo demonstrações de destreza” (SILVA. Para Corrêa (2003. possuía diversas “Balizas” (figura 38). no “Curso Técnico para Coreógrafos e Balizas de Bandas e Fanfarras”. Segundo Corrêa (2005). de acordo com as características Culturais. Muitas “Balizas” destacaram-se e atraíam os olhares na avenida. sendo que esses representavam a Figura do soldado à frente da tropa. essa Figura artística representa a “pessoa que faz evoluções acrobáticas. e são chamados. Nos dias de hoje. manejando um bastão à frente de certos desfiles (no caso. É interessante destacar que a Figura masculina também desempenhava a função de “Baliza”. de “Balizadores”. p. no ano de 2005. Nesse . atualmente. em desfiles cívicos ou esportivos. Corporação Musical)”. responsável pelo primeiro Regulamento instituído para “Balizas”. com diferentes uniformes. apresentavam coreografias (movimentos cadenciados e espontâneos) sem o compromisso de seguir Normas e Regulamentos como na atualidade. 11). as “Balizas”. os lançamentos com giros. principalmente. realizado pela “Federação de Fanfarras e Bandas do Estado de São Paulo” . o que enriquecia esteticamente o conjunto.

. a “Baliza”. porém. o Ballet. calçando patins. Figura 38: Balizas do “Colégio Bilac”. o que se sucedeu com as demais Corporações. trás uma inovação. cada “Baliza” apresentava nos desfiles uma técnica específica de uma modalidade Esportiva ou da Dança como: a Ginástica Rítmica.43 momento. a Ginástica Artística. o Jazz. ainda. sendo que elas utilizavam materiais diversos para representar a sua Corporação. entre outras expressões artísticas e gímnicas. a qual causou grande impacto: apresentou as suas “Balizas” nos Desfiles. Figura 39: Baliza do “Colégio Arquidiocesano”. a “Banda do Colégio Arquidiocesano” da capital Paulista. busca o aperfeiçoamento de suas “Balizas” (figura 39). Com esse advento. O “Colégio Bilac”. o que foi uma revolução para a época. não possuía características técnicas próprias.

por vezes o mesmo não acontece com os demais componentes da Corporação: “Linha de Frente” e “Corpo Musical”. busca implementar um novo modelo de “Baliza”. Verifica-se que as Corporações Musicais. que ainda serve de parâmetro para os Regulamentos dos demais concursos. de Caieiras.ª Solange Dártora. atualizado no ano de 2005. as quais nos revelam que “Balizas” são os componentes da Corporação que mais estão . “Movimentos Acrobáticos” (Ginástica Artística). entre outros.44 Solange Dártora. no qual. Atualmente. relacionadas ao Papel da “Baliza” dentro da Corporação. a “Baliza” eclética. que permanece até os dias de hoje. 2005). Nos quesitos de julgamento da FFABESP (2004) estão: “Uniformidade e Garbo”. modelo esse. e o Regulamento da “Federação de Fanfarras e Bandas do Estado de São Paulo” . organizado pela mesma equipe de professores: Prof. Considerando que a “Baliza” possui conhecimento do Universo artístico: a Dança. a Música e as Ginásticas. Ginásticas. “Coreografia”. Essa afirmação ancora-se nas palavras de Duque (2006).º Elizeu de Miranda Corrêa e Prof. que inclui os seguintes quesitos: “Coreografia”. ocasionando o surgimento de novas tendências. dois modelos de Regulamento estão em vigor para julgamento: o da “Confederação Nacional de Bandas e Fanfarras” . “Elementos” e “Apresentação” (CNBF.CNBF. e “Dança”. em 1991. (“Corpo Musical”. “Linha de Frente” e a “Baliza”) tiveram um grande desenvolvimento técnico ao longo dos anos. Artes Circenses. professora da “Fanfarra da EEPSG Walter Weiszflog”. deve-se apresentar coreografias pautadas em diversos estilos de Dança. “Elementos” (Ginástica Rítmica). Corrêa (2003) afirma que o primeiro Regulamento para “Balizas” surge concomitantemente com o Regulamento para “Linhas de Frente”.FFABESP.

com todo o seu conhecimento (DUQUE. sua movimentação dentro da coreografia será bem maior. 01). 2006. pois fará parte de toda a coreografia. não reconhecem essas características nas “Balizas” e “Balizadores”. Regentes e Coreógrafos. ou da própria Banda.45 preparados para realizar essa nova maneira de apresentação. pode até fazer movimentos solo em algumas partes da coreografia. mas seus movimentos com certeza serão mais elaborados. ainda. . esse potencial presente nessa Figura artística. e seu julgamento mais brando e não mais solitário. envolvendo todo o conjunto da Corporação Musical. em todos os seus movimentos de dança. auxiliando seus colegas. Maestros. de maneira adequada. Figura 40: Mór e Balizas da “Banda Marcial Cidade de Marília”. p. não aproveitando e explorando. No entanto. junto aos componentes da Color Guard. Acrescenta a mesma autora que: Ela se prepara.

Figura 42: Baliza da “Banda Marcial do Senai Bauru – Lençóis Paulista”. .46 Figura 41: Baliza da “Fanfarra Municipal da Vila São José”.

47 Figura 43: Baliza da “Fanfarra Municipal de Taubaté”. Figura 44: Balizas da Banda Marcial “Sylvia Ribeiro de Carvalho”. .

48 Figura 45: Balizas da “Fanfarra Municipal de Aparecida”. Figura 46: Baliza do “Colégio Manoel Rei Eme’s”. .

além da Dança. No entanto. Os Regulamentos não faziam exigências quanto aos movimentos corporais ou estilos de Dança. Segundo Corrêa (2003).49 Regulamentos de Concursos de Bandas e Fanfarras Tendo em vista as modificações técnico-artísticas que ocorreram com a Figura da “Baliza”. Essas alterações implicaram critérios mais rigorosos. Estaduais e Nacionais de Bandas e Fanfarras. os quais foram estabelecidos pela Comissão Estadual e Nacional de Representantes do Projeto de “Bandas e Fanfarras”. ao longo dos anos. 2003). a partir deste ponto. escolhidos pela “Baliza” para as Apresentações. selecionadas pelo “Corpo Musical”. No ano de 1991. também Ginastas de clubes e academias. buscando averiguar pontos condizentes e pontos incoerentes com a função da “Baliza” e a sua preparação. ressaltavam que as coreografias deveriam conciliar com as Peças Musicais. houve algumas modificações significativas nos Regulamentos pertinentes às “Linhas de Frente” e “Balizas”. apresentaram novos gestuais . Esses Regulamentos pautaram algumas exigências nas seqüências coreográficas (coreografias) como: a apresentação de Elementos da Ginástica Rítmica. apresentar-se-á um levantamento dos Regulamentos dos Concursos Municipais. nos primeiros Regulamentos instituídos para “Balizas”. os aspectos julgados estavam ligados à Estética (uniformidade e luxo) e a Dança (diversificação de estilos e movimentos). da Ginástica Artística e das Artes Circenses. da Secretaria dos Negócios de Esporte e Turismo do Estado de São Paulo (CORRÊA. A incorporação desses novos quesitos ocorreu por conta que algumas “Balizas”.

gerando a necessidade de reformulações dos Regulamentos. No entanto. Com isso. . no mínimo. A respeito do quesito “Elementos”. rodante. ainda nos dias de hoje. 4. dois elementos da Ginástica Rítmica (Arco.“Uniformidade e Garbo”. Fita. os Regulamentos eram subdivididos em cinco quesitos: 1. muitas vezes autodidatas. muitas “Balizas” com o intuito de impressionar aos jurados e ao público. mortal. reversão. as “Balizas”. pela contínua exigência descrita nas Normas. 2.“Elementos”. passaram a buscar conhecimentos de outras Áreas para complementar as suas práticas e Apresentações. e 5. Corda e Bola) e quatro movimentos acrobáticos da Ginástica Artística (estrela.50 coreográficos. ordenou a exigência da utilização de.“Movimentos Acrobáticos”. promovido pela “Federação de Fanfarras e Bandas do Estado de São Paulo” (FFABESP. desprezando. Isso se dá. Maça. duas décadas.“Dança”. realizavam movimentos de extrema complexidade (figuras 47 e 48) e de alto impacto e risco (figuras 49 e 50). para a sua integridade física. a “Confederação Nacional de Bandas e Fanfarras” (2004). para uma avaliação detalhada e condizente com o novo contexto.“Coreografia”. aproximadamente. entretanto. entre outros) durante a Apresentação da “Baliza”. as condições do solo e as ambientais. 3. Durante. 2005). constatado na Leitura do Regulamento do “Campeonato Estadual de Bandas e Fanfarras”.

.51 Figura 47: Movimento da Ginástica Rítmica. Figura 48: Movimento da Ginástica Rítmica.

.52 Figura 49: Movimento da Ginástica Artística – “Flic-flac”. Figura 50: Movimento da Ginástica Artística – “Estrela sem as mãos”.

“Movimentos Acrobáticos”. permanecem com a obrigatoriedade da realização de. a qual. para melhor compreensão: as Seqüências Coreográficas (“Coreografia” – Dança). ou Corda. nunca permanecem estagnadas. dessa natureza. permanecem com a exigência de seguir o estilo da Peça Musical. São eles: 1. no mínimo. pinçou-se os conteúdos inseridos nos quesitos “Coreografia”. 3. 4. refere-se à “Expressão Corporal”. pelo Regulamento do Campeonato. ou Fita. 2.Ginástica Rítmica).“Coreografias Livres”. dois movimentos acrobáticos. pelo menos. 5. apresentados no Regulamento do “Circuito Interestadual de Fanfarras e Bandas”. e os Movimentos Rítmicos Expressivos (“Elementos” .53 As transformações em Regulamentos. e 6. . O aspecto novo. deve ser julgada pela expressividade. Observa-se isso.“Expressão Corporal”. pois a cada novidade que surge nos Universo das “Corporações Musicais”. Os quesitos de Avaliação correspondem às exigências realizadas pelos demais Regulamentos. os Movimentos Acrobáticos (“Ginástica Artística”). reestruturam-se e acrescentam-se Normas. nos seis (06) quesitos referentes à “Baliza”.“Dança”. para o atendimento do novo.“Elementos Livres”. “Movimentos Acrobáticos” e “Elementos”. ou Bola. um elemento dessa modalidade como: Arco. ou Maça.“Uniformidade e Garbo”. A título de ilustração. promovido pela ONG “Associação Cultural Interestadual de Fanfarras e Bandas” – OCIFABAN (2006). permanecem a exigência da utilização de. desse Regulamento.

esse gesto não é universal. passando a três (03) quesitos. 04. 2006.] carisma com o público [. reformulado na categoria “Balizas”. a gestualidade da Ginástica Artística.. e sim. Diz ele: [. Isso nos leva a fazer um recorte para uma elucidar o conceito de Expressão Corporal.º Angelino Bozzini.“Coreografia”. e 3.. é o primeiro que considera os aspectos biomecânicos do movimento humano. a “Confederação Nacional de Bandas e Fanfarras” apresenta um Regulamento.. Assim. Para nós.“Apresentação”.). p. uma ginasta. antes cinco (05) quesitos. Prof. p.]” (OCIFABAN. A partir de 2005. do Esporte e no cotidiano das pessoas. 2002. ao mesmo tempo. Observar-se que esse Regulamento. Posteriormente. o seu perfil era o de uma ginasta de solo. para o julgamento: 1. e a estrutura física para a avaliação da “Baliza”. acrescentou-se a expressão corporal. este termo é compreendido como um processo de comunicação por meio do corpo humano. Um exemplo dessa afirmação se dá no contexto da Dança. O quesito “Apresentação” aborda que: . 2. não exigindo na Apresentação. Cultural e individual...“Elementos”. a apresentação de uma baliza era basicamente atlética. Atualmente.] antigamente. as coreografias foram ficando mais elaboradas e começaram a incorporar elementos do balé.. totalmente. que revela o seu pensamento sobre a Figura da “Baliza”. porém. uma bailarina e uma atriz (WERIL. Ainda sobre “Expressão Corporal”.54 conforme descrito nas Normas. o perfil de uma baliza hoje é o de alguém que consegue ser. para efetivar uma comunicação. há uma contribuição relevante no comentário do Professor e Trompista da “Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo”. 11). por exemplo: ao acenar a um amigo se faz um gesto com as mãos. isto é: “[.

Praças (figura 51). sendo obrigatório o seu uso durante o percurso inicial do desfile” (CNBF. a mercê dos organizadores dos Eventos. trazendo exigências de apresentação de movimentos e técnicas refinadas e de alta performance de outras Áreas. a diversificação de movimentos e a elegância (lançamentos. passagens pelo corpo. além do acompanhamento de profissionais ligados à Área da Educação Física e da Saúde. como: chuva e vento (figuras 55 e 56). p. postura e criatividade. que estão mais voltadas para o trabalho de atletas das Ginásticas. Na Análise crítica dos Regulamentos. pedras. asfalto. ruas e avenidas (figura 54) são alguns dos locais onde. Será observado se o seu uniforme está de acordo com as normas pertinentes ao regulamento. não são claros. sujeitando-se aos mais diferenciados tipos de solo (paralelepípedo. Também ficam expostas às intempéries da natureza. do Universo artístico e esportivo. quanto ao garbo. quadras esportivas (figura 53). em parte. . sua conservação e predominância das cores utilizadas pela Corporação. fogem. que diferente das “Balizas”. etc. Ainda sobre a estrutura física. 2006. não são coerentes. geralmente..) [. verificou-se que os quesitos de julgamento. algumas vezes. efetuada neste estudo. na utilização do bastão serão observadas a criatividade.55 “durante toda a sua apresentação a baliza estará sendo observada com relação a sua presença em cena. campos de Futebol (figura 52).]. entre outros). o que culmina atingindo a realidade das “Balizas” (contexto de preparação e de apresentação). possuem uma estrutura física apropriada para seus treinos e competições.. 11). ficando essa. Sendo elemento peculiar a baliza. gramados. por meio do acompanhamento de Apresentações e Concursos. as “Balizas” se apresentam. verificou-se que o ambiente de apresentação da “Baliza” é muito diversificado. madeira.

. Figura 52: Local de apresentação – Campo de Futebol.56 Figura 51: Local de apresentação – Praças.

57 Figura 53: Local de apresentação – Quadra. . Figura 54: Local de apresentação – Ruas e Avenidas.

Figura 56: Fatores ambientais – Chuva. .58 Figura 55: Fatores ambientais – Chuva.

por parte das Comissões Organizadoras dos Concursos. massa e corda) (BOZZINI. 1993. bola. . já que na maioria das vezes.D.59 Sobre as habilidades esportivas. fortalecerão seu tônus muscular. e darão a base técnica e coordenação necessária às suas evoluções tecnicamente mais ousadas. p. Regentes e Coreógrafos amadores. Talvez essa deficiência. verifica-se a valorização da Ginástica Rítmica e da Ginástica Artística pelas palavras do Professor Angelino Bozzini. arco. seja encontrada devido à falta de conhecimento suficiente na Área das “Balizas”. Diz ele: A ginástica olímpica e a G. bem como a técnica correta no manuseio com elementos (fita. 03). esses Regulamentos são elaborados ou adaptados por Maestros.R.

teatros e locais apropriados) que davam a leveza. fora dos palcos.60 Adereços e Indumentária das Balizas A “Baliza” realiza um trabalho diferenciado dos demais componentes da Corporação. inicialmente. as quais contribuíram com a força das cores e o brilho dos materiais. um Papel que visava. são eles: os Adereços e a Indumentária. e algumas. Dois aspectos complementam essa diferenciação. pela sua graça. a Figura da “Baliza” era. tanto visualmente como para a execução dos movimentos. Instituições. apenas. . e ou Escolas. por ignorarem o prejuízo que essas vestimentas acarretam. pela gestualidade do Ballet clássico e Indumentária. começando pelo seu posicionamento em destaque à frente do “Corpo Musical”. e nas vestimentas utilizadas nos Desfiles de Carnaval. Vale lembrar que ao longo da história. beleza. além das seqüências coreográficas (coreografias) realizadas de forma individual que englobam diversas manifestações corporais. leveza corporal. que unidos proporcionavam um visual impactante (figura 57). Os primeiros uniformes seguiam os padrões de comportamento da época (vestimentas comedidas e alguns chegavam ao ponto de utilizar-se da Indumentária do Ballet clássico. Figura 57: Balizas da “Fanfarra Municipal de Cabo Verde” – MG. a apresentação das Corporações Musicais. talvez. e eram convidadas a compor as Bandas e Fanfarras.

cetim. sendo na maioria das vezes. no qual deveriam ser a atração visual da Banda ou da Fanfarra.] abusar nos bordados [. sendo o cabelo preso.. paetês. Os Adereços de cabeça não ficavam à margem. para evitar poluições visuais. luxúria e poder.. 61 e 62): Figura 58: Baliza do “Colégio Paralelo”. sendo o visual complementado. não faltavam.. tule. lantejoulas. brocal. com o conforto ou com a mobilidade para a realização de movimentos da Dança ou das Ginásticas (CORRÊA.. não se preocupando. o uniforme da “Baliza” “[...61 Geralmente. 2003). com bordados e enfeites diversos: pedrarias. galões e aljofres. . botões. geralmente. 59. 60. uma cartola. seguem as fotos abaixo (figuras 58. vidrilhos. Para ilustração dos fatos citados.]” podendo “[. como: o veludo. porém as cores têm que se adequar ao padrão de sua Corporação [. crepe. Destacamos que a vestimenta era criada dentro do bom gosto. às vezes..] é especial e diferente de toda a Banda. por botas de salto com cano alto. os trajes das “Balizas” estavam de acordo com o contexto da época. ou até mesmo penas de avestruz. conforme a Cultura e os padrões da época. Nas décadas de 60 e 70. Lembramos também que algumas distorções. Segundo Mourão (2006).]”. elegância e condição social. os uniformes eram confeccionados com tecidos que emanavam brilho. um quepe ou uma barretina com estola (cordão de penas)..

62 Figura 59: Baliza da “Fanfarra de Cotia”. Figura 60: Baliza no “XXV Campeonato da Rádio Record”. .

63 Figura 61: Baliza destaque na década de [1970?]. . Figura 62: Baliza Márcia Duque.

concomitantemente. pedras. No entanto. O coreógrafo Elizeu de Miranda Corrêa (2003) comenta que algumas Corporações procuraram inovar. no entanto. gramado. Modificações consideráveis na Indumentária aconteciam à medida que novas formas de apresentação foram surgindo. foi preciso a aquisição de botas sem salto.64 Os Adereços manuais da “Baliza” resumiam-se. com um solado rígido que. o tecido continha “elastano” (strech). importante. ao qual. imprimiam alguns movimentos de giros e lançamentos. durante os movimentos. mesmo assim. para possibilitar a livre movimentação corporal da “Baliza”. porém. Outra modificação. esse procedimento passou a gerar muitos gastos. trazendo para os Desfiles materiais alternativos e diversificados. totalmente. O veludo era a preferência de tecido para a confecção dos uniformes. com novas técnicas e novas exigências trazidas pelos Regulamentos dos principais Campeonatos. adequado. O não favorecimento. fez com que algumas “Balizas” optassem por usar “sapatilhas de meia ponta” (vestimenta para os pés. ao Bastão. à extensão dos pés. as “Balizas” começaram a apresentar Coreografias mais depuradas e de nível técnico superior. o calçado. terra. para atender à técnica exigida. A utilização de tecidos para a facilitação da mobilidade. durante a execução das Peças Musicais. foi uma das principais modificações da década de 1980. como já citado anteriormente. do vocabulário do Ballet clássico e frágil para as ações corporais da “Baliza”). na qual. não favoreciam. a qual inseriu o uso de patins nas apresentações de suas “Balizas”. exclusiva. um exemplo disso ficou registrado na “Banda Marcial do Colégio Bilac”. refere-se à vestimenta para os pés. normalmente. entre outros) não . considerando que os pisos (asfalto. considerando que para a execução de novas ações corporais.

p. O mais indicado é aquele medido da cintura para baixo da baliza (MOURÃO. a opção pelas sapatilhas tenha sido por desconhecimento à Área. esse. estiveram e estão atuando. desconhecer um fato tão explícito? 2. um deles foi o Bastão (figura 63). nesse palco. Não apenas a Indumentária sofreu transformações.Estarão profissionais. imbuídos de competência para atuar nesse cenário? 4. 01). mas. madeira. amadores e executores. a Corda (figura 66). O Bastão surgiu antes de qualquer outro aparelho [. e executantes do gesto e gestualidade da Dança. personagens desse cenário. em cena. e com que interesse: aparência. nesse período. Entraram em cena a Maça (figura 64). alumínio. a Bola (figura 67) e a Fita (figura 68) (elementos da Ginástica Rítmica) para contracenarem com o Bastão nas seqüências coreográficas. a indignação ganha força com o surgimento de alguns questionamentos: 1. jovens e adultos.. reinava com total singularidade e caracterizava uma “Baliza” tradicional.Que profissional esteve e está atuando nesse cenário? 5. desgastavam-nas rapidamente. talento. ideal. .. plástico e de todos os tamanhos. os Adereços também foram focos de mudanças. status.]. promovendo assim um visual dinâmico às “Coreografias”.65 apropriados para tal calçado. O que nos leva a acreditar que. vocação. Hoje ele existe de várias maneiras: fibra de vidro. ou glamour? Desenvolveremos tais questionamentos.Será que são vítimas do “conhecimento a posteriori” ou do “conhecimento a priori”? 3.O que leva pessoas. o Arco (figura 65). ferro. 2006. mais adiante nas Considerações Finais.Quais pessoas: crianças. Antigamente os Bastões eram pequenos e feitos somente de madeira e com o passar do tempo foi se modificando.

66 Vários recursos cênicos (figura 69). entre outros elementos de percussão. gerando influência na Figura das “Balizas”. . 2003). motivados pelos trabalhos cênico-coreográficos desenvolvidos pelas “Linhas de Frente”. Pandeiros. apareceram nessa época. e obedeciam à interpretação das músicas apresentadas pelo “Corpo Musical” (CORRÊA. Coroas. Esses Adereços foram acrescidos. São eles: Lenços. também. Figura 63: Elemento Bastão da Baliza.

67 Figura 64: Elemento Maça da Ginástica Rítmica. Figura 65: Elemento Arco da Ginástica Rítmica. .

68 Figura 66: Elemento Corda da Ginástica Rítmica. . Figura 67: Elemento Bola da Ginástica Rítmica.

Figura 69: Outros elementos – Recursos cênicos.69 Figura 68: Elemento Fita da Ginástica Rítmica. .

o excesso foi evitado. Visualizamos tais transformações pelas fotos (tendência antiga – figura 70. passaram a ser evitados com a intenção de diminuir o peso dos uniformes. uma outra transformação significativa iniciava-se.70 No final da década de 1990. como o branco. pendurados. e em sua elaboração. Novas tendências foram agregadas às vestimentas. além de predominar cores mais amenas e iluminadoras. Os bordados receberam materiais mais leves. e tendência atual – figuras 71 e 72) abaixo: Figura 70: Uniforme – Tendência antiga. Um fato interessante é de que duas fortes características (da “Baliza” tradicional) como: as saias rodadas (godê duplo) e abundância de aljofres (pérolas muito miúdas). visando promover mais leveza e graciosidade. . durante os saltos e movimentos acrobáticos.

Figura 72: Uniforme – Tendência atual. .71 Figura 71: Uniforme – Tendência atual.

Segundo Mourão (2006). à “Baliza”. As sapatilhas de Jazz foram adotadas nesse período. reunindo todos os aspectos importantes para apreender a atenção do público e dos jurados. na atualidade. ainda. É interessante acrescentar que. contraditória ao ocorrido. coroas e luvas que dão o “toque final” na produção visual da “Baliza”. optam pela utilização das sapatilhas de Jazz. maquiagem. luxo para as Apresentações. mas. As “Balizas” que. confeccionada com o mesmo material (tecido) do uniforme. também. ao mesmo tempo. Finalmente (final da década de 1990. ainda. Essas modificações foram acontecendo devido ao fato de que. com solado especial adequado ao tipo de solo e aos movimentos dos pés. foram criadas botas específicas para “Balizas”. garbo. técnicas e os estilos aplicados em suas seqüências coreográficas (coreografias). para expô-las em apresentações de Desfiles e Concursos (MOURÃO. Adereços como: quepes. são confortáveis e resistentes ao asfalto e a pisos diversos. 2006). embora não apropriadas (a denominação revela). não se pode . Há. e ou acreditando “dar charme” ao uniforme. às portas do século XXI). não foi aceito com unanimidade. uniforme. é preciso que a “Baliza” se mostre. acrescentam uma polaina (para imitar um “cano” de botas).72 Esse advento e informações nos impulsionam a uma séria reflexão. foi a necessidade de encontrar materiais e tecidos que proporcionassem. e. que contribuiu para as modificações se pautarem. isto é. um outro fator. estabelecidos (moda) nos dias de hoje. uma vestimenta que fornecesse conforto. visando à qualidade das Apresentações como um todo: sua Indumentária. que desenvolveremos nas Considerações Finais. objetivando não fugir dos padrões.

mais comumente. como por exemplo. a maquiagem para “Balizas” deve seguir os passos de uma maquiagem convencional. os Desfiles das “Escolas de . pedidos nos Regulamentos. É visto. Corda. utilizam materiais diferentes dos. estão abandonando os Adereços. bem como os Elementos da Ginástica Rítmica (Arco. a maquiagem utilizada durante os Concursos. pequenas Flâmulas (iguais as das “Linhas de Frente”. Há os “Desfiles das Bandas Marciais”. em tamanho menor) e Lenços. Não devemos confundir os Desfiles em ruas. Maça e Bola). já que cada um tem o seu Valor e segue as Regras e Normas estabelecidas. o Bastão. convencionalmente.73 confundir luxo com apelações visuais. e Adereços manuais. as seqüências coreográficas (coreografias) com fortes características cênicas. com características cênicas. isto é. entre outros. nas quais. Espadas. porém. ainda. como Guarda-chuvas. Fita. exageros que fujam à elegância e que poluam a visão. observase a utilização de Máscaras e ou Maquiagens Faciais elaboradas com Desenhos. Algumas “Balizas” mais ousadas. A “Federação de Fanfarras e Bandas do Estado de São Paulo” – FFABESP discute a idéia da criação de um Item específico de Avaliação para as “Balizas”. voltado para o Julgamento da estética facial. fazer uso do elemento característico. Não são permitidos desenhos e pinturas artísticas no rosto. retornar ao original. e deve estar adequada ao horário da Apresentação. os “Desfiles Militares”. hoje em dia. Isto leva a “Baliza”. para efeitos de julgamento em Concursos. praças e locais Públicos. que as “Balizas” e as “Linhas de Frente”. Estrelas. As regiões Norte e Nordeste e os Estado do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul são os locais onde são encontradas. No entanto.

74 Samba” e os “Desfiles Cívicos das Unidades de Ensino Público e Privado”. “Linhas de Frente” e “Balizas”. considerando que há Bandas e Fanfarras nos Desfiles). nos “Sambódromos” de nosso País. . Nacionais e Mundiais. “pitadas” com características das Bandas e Fanfarras (passos coreografados que respeitam a cadência rítmica. A diferença encontra-se em algumas particularidades: os “Desfiles das Bandas Marciais” obedecem. onde se observa uma Apresentação mesclada. e uma outra “pitada”. reunindo as Corporações Musicais (repertório musical amplo) – “Corpo Musical”. artisticamente e ritmicamente. já os “Desfiles Cívicos das Unidades de Ensino Público e Privado” reúnem as características dos dois desfiles. todos são apresentados nos mesmos ambientes e seguem os instrumentos musicais e de percussão. aos padrões de Regulamentos estabelecidos pelas Federações e Confederações Estaduais. do apresentado e visto. os “Desfiles das Escolas de Samba” atendem aos padrões artísticos e rítmicos de uma Diretoria e Comissões estabelecidas pelas “Escolas de Samba”. isto é.

75 Quem são as Balizas e os Coreógrafos de Bandas e Fanfarras Para traçar o perfil das Balizas e Coreógrafos das Corporações Musicais foi elaborado um Questionário e uma Carta de solicitação de utilização de imagem. Em alguns . os Questionários e as Cartas de solicitação para a utilização de imagem eram enviados via correio (carta registrada). Logo era obtida resposta afirmativa. via e-mail ou pelo site de relacionamentos “orkut”. Esse Questionário foi aplicado a cinqüenta e oito (58) pessoas. realizar um contato pessoal com a Baliza e ou Coreógrafo na própria sede da Corporação. além de dados pessoais como idade. eram recolhidos para a Análise. Formação Profissional. A primeira estratégia consistiu em. baseados na Metodologia da Pesquisa Qualitativa e Quantitativa. posteriormente. com a Carta de solicitação para a utilização de imagem. juntamente. no qual era apresentada a proposta do trabalho e era solicitada a contribuição da Baliza e ou Coreógrafo para o referido estudo. com o objetivo de averiguar e constatar o contexto em que cada Baliza e Coreógrafo desenvolvem sua preparação físico-técnico-artística. sendo que deveriam ser devolvidos da mesma maneira após serem respondidos. os Questionários eram deixados. A segunda baseou-se no contato inicial através da internet. Formação Artística. sendo quarenta (40) Balizas e dezoito (18) Coreógrafos de diversas Bandas e Fanfarras dos Estados de São Paulo. com as pessoas para que elas pudessem responder e. inicialmente. em seus locais de ensaio. Espírito Santo. ou após Apresentações e Concursos para apresentar a proposta do trabalho e solicitar que os mesmos respondessem ao Questionário. Utilizaram-se duas estratégias para a aplicação desse. entre outros. Paraná e Santa Catarina. ambos em anexo. Após aceita a solicitação.

eram devolvidos através de carta registrada pelo correio. treze (13) respondidos por Balizas e um (01) respondido por uma Baliza que também desempenha a função de Coreógrafa em sua Corporação. através de e-mails e telefonemas. Dos cinqüenta e oito (58) Questionários aplicados e enviados apenas dezenove foram respondidos (19). como mostra o gráfico (figura 73) abaixo: Função na Corporação 5% 26% Baliza Coreógrafo Baliza e Coreógrafo 69% Figura 73: Função na Corporação. . Buscando contornar essa situação.76 casos. por diversas vezes. Consideramos que a possível ausência de conscientização sobre a importância da colaboração individual para o enriquecimento do trabalho possa ser um dos fatores que influenciaram em tal ponto. os mesmos eram enviados via e-mail. Vale ressaltar que encontramos dificuldades para receber os Questionários remetidos através do correio. e depois de respondidos. sendo que alguns não foram devolvidos até a conclusão do estudo. solicitamos. sendo cinco (5) respondidos por Coreógrafos. a devolução pronta dos Questionários. visto que era de suma importância analisar um número mais abrangente de Balizas e Coreógrafos para traçar um perfil mais condizente com a realidade.

Bauru Sorocaba Salotti Progresso e Salotti Piratininga 11% 22% 5% 5% 5% Figura 74: Corporações dos indivíduos da pesquisa. . Ressalta-se que o número de pessoas do sexo feminino que responderam ao Questionário é superior ao número do sexo masculino. inicialmente.77 A título de conhecimento. e aqueles que. não contribuíram efetivamente. segue o gráfico (figura 74) com a indicação das Corporações das Balizas e Coreógrafos que colaboraram com o estudo: Corporação dos Indivíduos da Pesquisa Serrana Jardim São Paulo Ipaussu 5% 5% 5% 16% 5% 5% 11% Marília Agudos Atibaia Taubaté Balão Azul . Constata-se essa diferença através do gráfico (figura 75): Sexo dos Indivíduos da Pesquisa 16% Feminino Masculino 84% Figura 75: Sexo dos indivíduos da pesquisa. aceitaram colaborar. em sua maioria. pois houve a dificuldade de encontrar Balizadores e Coreógrafos que se dispusessem a contribuir com o trabalho.

verificou-se que. por volta dos dez (10) anos de idade e permanecem por um longo tempo desenvolvendo suas funções nas Bandas e Fanfarras. Idade dos Indivíduos da Pesquisa 5% 5% 11% 10 anos 12 anos 13 anos 5% 5% 11% 11% 14 anos 15 anos 17 anos 19 anos 20 anos 5% 11% 5% 16% 5% 5% 21 anos 22 anos 24 anos 35 anos 37 anos Figura 76: Idade dos indivíduos da pesquisa. sendo a média de sete (07) anos. Cerca de cinqüenta e três por cento (53%) das Balizas e Coreógrafos permanecem atuando na área durante dois (02) a treze (13) anos. . aproximadamente. Observam-se tais dados por meio do gráfico (figura 77): Tempo que exerce a Função na Corporação 26% 16% até 1 ano 2 a 8 anos 9 a 13 anos 14 anos ou mais 5% 16% 37% Não responderam Figura 77: Tempo de exercício da função na corporação. geralmente as Balizas e Coreógrafos ingressam nas corporações muito cedo.78 Em relação à idade (figura 76).

Formação Profissional dos Indivíduos da Pesquisa 26% 42% Estudante Professor de Ed. verificou-se que a . como trabalho e estudo. que a participação em Corporações Musicais é uma atividade paralela às atividades diárias. sendo que. Por meio da averiguação da Formação Artística (figura 80) e de atividades físicas e artísticas relacionadas às suas funções (figura 81).nível superior 11% 21% Não responderam Figura 78: Formação Profissional dos indivíduos da pesquisa.79 As Balizas e Coreógrafos de Bandas e Fanfarras. raramente.Física Outros . verificou-se. Estudante e Artista 26% 58% Figura 79: Ocupação dos indivíduos da pesquisa. geralmente. Estudante e Banda Trabalho. Tendo em vista essa consideração. recebem alguma gratificação em dinheiro pela Entidade mantenedora da Corporação. Ocupação dos Indivíduos da Pesquisa 5% 11% Estudante e Banda Trabalho e Banda Trabalho. com base nos gráficos abaixo (figuras 78 e 79). desempenham suas funções pelo prazer a essa Arte.

Formação Artística dos Indivíduos da Pesquisa Dança 26% 43% Ginástica Artística Baliza Dança. que as Ginásticas.R. Dança. clubes e academias especializadas para complementarem sua preparação. continuam sendo umas das preocupações das Balizas.R. Atividades Físicas e Artísticas Dança Ginástica Rítmica 5% 5% 17% 5% 5% 5% 5% 5% 48% Ginástica Artística Dança e G. Dança e G. G. Artística e Rítmica. que buscam o aperfeiçoamento das técnicas das modalidades.A. 5% 5% 5% 11% 5% Dança e Baliza Dança e Teatro Não responderam Figura 80: Formação Artística dos indivíduos da pesquisa.R. Outro fator relevante é a ausência de profissionais capacitados na orientação da preparação físico-técnico-artística da “Baliza”. e G. como apontado no capítulo anterior.A. Constatou-se. fazendo com que as essas busquem escolas. Dança e Artes Circences Dança. ainda.R. devido às exigências dos Regulamentos dos Concursos. G. e Artes Circenses Não responderam Figura 81: Atividades físicas e artísticas. G.80 Dança é a manifestação cultural que mais fundamenta o desenvolvimento das atividades das Balizas e Coreógrafos.A. e G. .

81 Verificou-se que a média de tempo na prática das atividades mencionadas (físicas e artísticas) são de cinco (05) anos (figura 82). entre outros. visando performances cada vez mais técnicas. Outro dado que revela a preocupação com o aprimoramento das habilidades físicas e artísticas é participação em Eventos. aproximadamente. após os primeiros anos na Corporação (lembrando que a idade média do ingresso nas Corporações é de dez (10) anos e que a média de tempo na função é de sete (07) anos) as Balizas iniciam um processo de refinamento de suas habilidades. Encontros. como Cursos. provavelmente. o que nos leva a pensar que. Congressos. Verificou-se que sessenta e dois por cento (62%) das Balizas e Coreógrafos já participaram em algum dos eventos citados (figura 83): . Workshops. Tempo que pratica a atividade 32% 16% 16% até 1 ano 2 a 4 anos 5 a 8 anos Não responderam 36% Figura 82: Tempo que pratica a atividade.

na sede da Corporação. como por exemplo. na academia.82 Eventos em que já participou Nenhum 5% 5% 5% 5% 16% 5% 38% Cursos Encontros Congressos Cursos e congressos Cursos e encontros 5% 16% Cursos. Em relação à preparação físico-técnico-artística verificou-se que em sessenta e nove por cento (69%) dos casos. na rua. a mesma é realizada freqüentemente. encontros e w orkshops Todos Figura 83: Eventos em que já participou. A mesma é realizada. na escola. independente. em sua maioria. congressos e encontros Cursos. de Apresentações Gerais e Concursos (figura 84): Realização da Preparação Físico-Técnico-Artística 5% 5% 21% Concursos Apresentações e concursos Apresentações e concursos 69% Freqüentemente Figura 84: Realização da preparação físico-técnico-artística. em casa. no entanto. verifica-se que os ensaios são complementados em outros locais. entre outros (figura 85): .

apenas uma pequena parcela considera os Concursos como sendo mais importantes dos que as demais Apresentações (figura 86). revelando que. Dado correlato a esse. sede Casa. Verifica-se que sessenta e oito por cento (68%) das Balizas e Coreógrafos sentem prazer tanto nas Apresentações Gerais como nos Concursos.sede. . prefeitura Figura 85: Local de ensaio. é a importância equivalente de Apresentações Gerais e Concursos.escola 16% 11% 11% Sede. academia Sede.rua Casa. apontada pelas Balizas e Coreógrafos. Seguem abaixo os gráficos que mostram esses dados: O que considera mais importante 16% Concursos Concursos e Apresentações 84% Figura 86: Evento que considera mais importante. também constatado.sede. Um dado interessante.83 Local de Ensino 5% 5% 5% 5% 42% Sede Prefeitura Escola Casa. refere-se ao ambiente que proporciona mais prazer durante a performance (figura 87).

84 Em que ambiente sente-se mais prazer 5% Concursos e Apresentações 11% 16% Concursos Apresentações 68% Não responderam Figura 87: Ambiente em que sente-se mais prazer. Essa concentração se dá. em sua maioria. os Questionários mostram que eles ocorrem. lembrando que as funções nas Bandas e Fanfarras são exercidas paralelamente às demais obrigações cotidianas. aos sábados e domingos). A respeito dos dias de ensaios (preparação físico-técnico-artística). principalmente pelo fato de que as atividades das Corporações são desenvolvidas aos finais de semana (sábados à tarde e domingos de manhã). com duração média de três horas e meia por dia (figuras 88 e 89). Ensaio .dias por semana 16% 21% apenas 1 dia por semana de 2 a 3 dias por semana de 4 a 5 dias por semana 63% Figura 88: Ensaio – dias por semana. . de duas a três vezes por semana (principalmente.

85 Duração dos Ensaios 11% 5% 5% 21% até 1 hora e meia de 2 a 4 horas de 5 a 6 horas 7 horas ou mais 58% Não responderam Figura 89: Duração dos ensaios. Vestimenta nos Ensaios 11% 11% Não Indiferente Às vezes 78% Figura 90: Vestimenta nos ensaios. durante os ensaios. . Constatou-se uma preocupação em estar utilizando uma vestimenta adequada e em setenta e oito por cento (78%) das respostas verificou-se que não é permitido. qualquer tipo de acessório ou Adereço que possa interferir na realização dos movimentos (figura 90). brincos e outros acessórios durante a realização dos ensaios. Questionou-se também quanto à obrigatoriedade de vestimenta adequada e se havia alguma objeção quanto à utilização de bonés.

86

Também foi verificado que grande parcela das Balizas utiliza collants (figura 91), calças (calça bailarina e ou calça leg) (figuras 92 e 93) e calçados (sapatilha de meia ponta e ou sapato de Jazz) (figuras 94, 95 e 96) que favorecem a realização dos movimentos, bem como, cabelos presos (figura 97), minimizando possíveis interferências. Seguem os gráficos abaixo:

Uso do Collant durante os Ensaios

5% 32%
Usa Não usa

63%

Não respoderam

Figura 91: Uso do collant durante os ensaios.

Uso de Calça Bailarina durante os Ensaios

5%
Usa

37% 58%

Não usa Não respoderam

Figura 92: Uso de calça bailarina durante os ensaios.

87

Uso de Calça Leg de Cintura Baixa durante os Ensaios

5% 32%
Usa Não usa Não respoderam

63%

Figura 93: Uso de calça leg de cintura baixa durante os ensaios.

Uso de Sapato Adequado durante os Ensaios

5% 42%
Usa Não usa

53%

Não respoderam

Figura 94: Uso de sapato adequado durante os ensaios.

Uso de Sapato de Jazz durante os Ensaios

5%

21%
Usa Não usa Não respoderam

74%

Figura 95: Uso de sapato de Jazz durante os ensaios.

88

Uso de Sapatilha de Meia Ponta durante os Ensaios

5% 42%
Usa Não usa

53%

Não respoderam

Figura 96: Uso de sapatilha de meia ponta durante os ensaios.

Uso de Cabelos Presos durante os Ensaios

5% 26%
Usa Não usa Não respoderam

69%

Figura 97: Uso de cabelos presos durante os ensaios.

A respeito dos Regulamentos dos Concursos foi averiguado que apenas onze por cento (11%) das Balizas e Coreógrafos não conhecem os mesmos. Verifica-se tal fato pelo gráfico abaixo (figura 98):

Verificou-se. Exceto G. Tendo em vista os cinco (05) quesitos de julgamento para “Balizas”: “Dança”.89 Indivíduos que conhecem os Regulamentos para as Balizas 11% 11% Sim Alguns Não 78% Figura 98: Indivíduos que conhecem os Regulamentos para Balizas. “Elementos” (Ginástica Rítmica). “Movimentos Acrobáticos” (Ginástica Artística). e G. Não responderam Figura 99: Indivíduos que concordam com os quesitos de julgamento para Balizas. Indivíduos que concordam com os Quesitos de Julgamento para Balizas 11% 5% 5% Todos Exceto G. buscou-se constatar a opinião das Balizas e Coreógrafos a respeito dos quesitos citados. “Uniformidade e Garbo” e “Coreografia”. .R.R. 11% 68% Exceto G. em grande parcela dos Questionários.A. e em vinte e sete por cento (27%) das respostas foi constatado o desacordo com os quesitos referentes às modalidades ginásticas: Rítmica e Artística (figura 99).A. a concordância com todos os quesitos de julgamento.

No entanto. noventa e cinco por cento (95%) das Balizas e Coreógrafos concordam com a utilização dos elementos (Arco. Maça e Bola) da Ginástica Rítmica e com a utilização do Bastão. o desacordo com tais quesitos se dê pelas grandes exigências. como mostra o gráfico abaixo (figura 100): Indivíduos que concordam com a utilização dos Elementos da G. Corda. compreendendo que ela deve apenas realizar movimentos adaptados à estrutura física onde se apresenta e às suas habilidades (figuras 101 e 102). e o do Bastão 5% Concordam com a utilização de ambos Não responderam 95% Figura 100: Utilização dos Elementos da Ginástica Rítmica e do Bastão. Fita. elemento característico da “Baliza”. em relação às habilidades (movimentos) que devem ser apresentadas nos Concursos. sendo que mais da metade das Balizas e Coreógrafos que colaboraram com o estudo não concordam com a estrutura física oferecida a essas.R. para suas Apresentações (figura 103): . As Balizas e Coreógrafos demonstram uma crescente conscientização em relação à Apresentação da “Baliza” e aos movimentos executados por ela.90 Provavelmente.

Tipos de Movimentos Espontâneos Técnicos . .91 Realização de Movimentos pelas Balizas 21% Apenas movimentos adaptados Qualquer movimento 79% Figura 101: Realização de movimentos pelas balizas. movimentos espontâneos e movimentos do vocabulário do Ballet. técnicos e altamente técnicos Espontâneos. técnicos e biomecânicos Figura 102: Tipos de movimentos. O gráfico acima revela dados interessantes. um dos pontos que a diferencia das Bailarinas e Ginastas. Pode-se inferir que as Balizas e Coreógrafos acreditam que elas devam executar. Os movimentos espontâneos nos passam a idéia de que a Baliza é livre para criar suas seqüências coreográficas. sendo esse. principalmente. em suas Apresentações.Ballet 11% 5% 5% 5% 5% Biomecânicos Espontâneos e técnicos 53% 16% Técnicos e altamente técnicos Ginástica Artística Espontâneos. apenas se baseando em algumas habilidades de outras manifestações artísticas.

Em relação à Indumentária das “Balizas”. como já apontados anteriormente. verifica-se que a mesma atingiu um padrão que favorece a execução dos movimentos. . as Balizas e Coreógrafos acreditam que a Indumentária está de acordo com as funções e movimentos que as “Balizas” devem realizar. No mais. no entanto. Constata-se esse fato por meio do gráfico abaixo (figura 104): Indivíduos que concordam com a Indumentária das Balizas 5% Concordam Exceto com a sapatilha 95% Figura 104: Indivíduos que concordam com a Indumentária das Balizas.92 Indivíduos que concordam com a Estrutura Física oferecida às Balizas 37% Concordam Não concordam 63% Figura 103: Indivíduos que concordam com a estrutura física oferecida às Balizas. a ausência de um calçado mais apropriado causa alguns transtornos.

já que esses influenciam. por meio dos Questionários aplicados. Após termos nos deparado com fatos curiosos e identificações relevantes que permeiam esse Universo. técnico e específico à Dança e ao Esporte) (ZONTA. foi necessário. espontaneamente. gestos (comportamento e ou mímica) e gestualidade (movimento – gesto. 2004). Conforme as competências Profissionais ou Amadoras.93 O Profissional de Educação Física e as Balizas O Universo da “Baliza”. geradas por movimentos mecânicos (movimentos do cotidiano). e ou eram ensinadas para manifestar o vocabulário existente. visto que é imprescindível conhecer os profissionais atuantes da Área. dessa imprescindível Figura que ocupa um Papel Social importante. a respeito dos profissionais que estão envolvidos com a preparação físico-técnico-artística. apresentados na Metodologia dessa pesquisa. por meio da Linguagem Corporal. bem como as suas Formações Profissional e Artísticas. conseguimos averiguar dados relevantes. não descartando a importância de transitar pelos mesmos caminhos em que pisam a “Baliza”. ou. a comunicação expressada. o profissional que está incumbido para planejar. a preparação dessa categoria. aplicar e acompanhar a . diretamente. verificamos que conforme o gráfico abaixo (figura 105). em alguns lugares. porém. Buscar e congregar informações. em cinqüenta e oito por cento (58%) dos casos analisados. estabelecia-se. nas Corporações Musicais (Bandas e Fanfarras). nessa Figura artística. Com base na Leitura e Análise dos Dados. estabelece-se. sempre esteve rodeado de pessoas que se expressavam. ainda. com ingrediente. dessa natureza.

Por meio de uma Leitura detalhada das respostas obtidas. e. ainda. não é um profissional de Educação Física. afirmam que o profissional de Educação Física é o que está apto para trabalhar com os conteúdos que devem ser propostos a essa categoria. por vezes. que. sendo na maioria das vezes. Tal fato equipara-se ao que acontecia em décadas anteriores. por conta própria. com as “Balizas” autodidatas. ao lidar com os Corpos dançantes. Profissional responsável pela Preparação da Baliza 42% Profissional de Educação Física 58% Outros Figura 105: Profissional responsável pela preparação da Baliza. um Coreógrafo amador. verificamos. em alguns casos.94 preparação da “Baliza”. Observa-se tal dado pelo gráfico a seguir (figura 106): . as Balizas realizam a preparação. recebem a ajuda de algum familiar ou de outras Balizas da Corporação. verificou-se que oitenta e dois por cento (82%) das Balizas e Coreógrafos. Quando se indagou sobre o profissional que deveria preparar uma “Baliza”. que exige técnica e esmero cuidado.

95 Profissional que deve Preparar uma Baliza 9% 9% 18% Profissional de Educação Física Professor de Educação Física com Dança Professor de Educação Física que conhece Baliza 27% 37% Profissional da área de Dança Outros Figura: 106: Profissional que deve preparar uma Baliza. Condicionamento e Treinamento Físico). são profissionais de Educação Física. que. uma diferença entre o real e o ideal: apenas quarenta e dois por cento (42%). além da Formação Acadêmica. Consta-se. a maioria das pessoas (82% citados acima) tem conhecimento da importância de um profissional dessa Área. Antropologia) e da Ciência Biológica (Anatomia. Fisiologia do Exercício. bem como. Sociologia. Uma parcela acredita que. responsáveis pela preparação físico-técnico-artística da “Baliza”. da Dança. das Áreas da Ciência Humana (Filosofia. também. enquanto que. é fundamental que o profissional de Educação Física conheça o Universo das Bandas e Fanfarras. também. além de ser formado em Educação Física. no processo de Formação Profissional (Graduação). acreditam que. dos profissionais atuantes nas Bandas e Fanfarras. . o profissional deve ter o conhecimento. o Universo das “Balizas”. da Dança. adquire os conhecimentos das Áreas das Ginásticas (Rítmica e Artística). e outros. mais especificamente. são fundamentais para uma correta e bem sucedida preparação. estar atuando nesse contexto. Cinesiologia. portanto. já que o mesmo.

Acreditamos. no metieur das Corporações Musicais. atuar nas Bandas e Fanfarras. O contrário. condizentes ao contexto de uma preparação de qualidade e de extrema responsabilidade ao atuar com a Figura exuberante e graciosa. também possui o conhecimento artístico. é válido: o conhecimento empírico do profissional de outras Áreas. advindo da atuação nas Bandas e Fanfarras. .96 Ressalta-se que o conhecimento acadêmico adquirido na Graduação. portanto. não é suficiente. de uma “Baliza”. também. não é suficiente para o profissional de Educação Física. que o profissional de Educação Física (possuidor dos conhecimentos referentes ao treinamento físico e técnico) que. também. por si só. que já atua a muitos anos. é o profissional competente e o que mais reúne condições e características profissionais e artísticas.

no cotidiano humano. o Texto. vale lembrar que a Dança (figurino feminino). justamente. enfeitadas com materiais (bordados. entre outros) apropriados. A primeira está relacionada às transformações que ocorreram com a Indumentária das “Balizas”. que. desconhecer um fato tão explícito? Será que são vítimas do . A segunda reflexão está pautada no uso dos calçados específicos da Dança. artística. trariam leveza e graciosidade.97 Considerações Finais Nas Leituras e averiguações. desse cenário. bem como. chegamos ao final de um “Desfile” gráfico. rodadas e leves. a gestualidade da Dança. por isso é preciso um figurino apropriado ao contexto de cada. acreditando que tais mudanças. como: as sapatilhas de meia ponta do Ballet e o sapato de Jazz. amplamente. a respeito da Figura: “Baliza”. nas décadas de 1980 e 1990. a fim de “Encerrarmos” esta Apresentação Monográfica. elaboradas para a concretização deste Estudo. O que leva as pessoas. No entanto. isto é. do Contexto Acadêmico. ainda. modalidade. utiliza saias. A vestimenta é um ingrediente importantíssimo a qualquer ação corporal. Desse modo. esportiva. aplicações. a graciosidade e um desempenho favorável aos movimentos corporais expressivos. e executantes do gesto e gestualidade da Dança. a fim de. partimos para algumas reflexões em virtude de alguns questionamentos que surgiram durante a realização do presente estudo. nas quais. e. facilitar e promover a leveza. durante os saltos e movimentos acrobáticos. passaram a ser evitadas as saias rodadas e a abundância de aljofres das vestimentas. acreditamos ter reunido o que abarca essa profissional. visualizamos em algumas “Balizas”.

muitas vezes. a qual clarifica-se na descrição do dicionarista Aurélio Buarque de Holanda Ferreira. os quais. os conhecimentos empíricos. o grifo é nosso). a priori e conhecimento a posteriori. ou seja. Tendo em vista os conceitos apresentados. Filos. o conhecimento que só pode ser adquirido por meio da experiência.] Conhecimento a priori. conhecimento empírico.: o conhecimento de que toda mudança tem uma causa. [Cf. não são profissionais da Educação Física e nem da Dança. Ex. nos conhecimentos advindos das suas experiências. em sua maioria. Diz ele: Conhecimento a posteriori.]. Mas. apresentados anteriormente. em que. A terceira consideração que tecemos. acreditamos que as Balizas e Coreógrafos. ou seja. envolvidos na preparação da “Baliza”. Pelo já observado. baseiam-se no “conhecimento a posteriori”. 454. p.98 “conhecimento a posteriori” ou do “conhecimento a priori”? Esses questionamentos. adquiridos pelos anos de experiência nas Bandas e Fanfarras. Hist. consideram suficiente o “conhecimento a posteriori”. já discutidos e apresentados.kantismo]. 1986. [Cf. Segundo Kant [v. constatamos que os Coreógrafos amadores e outros profissionais. a ausência do “conhecimento a priori” (conhecimento científico) acarreta equívocos. anteriormente. a posteriori e conhecimento a priori. kantismo]. é a respeito dos profissionais atuantes nas Corporações Musicais. Segundo Kant [v. Filos. instigaram-nos a verificar o sentido da palavra “conhecimento a posteriori” e “conhecimento a priori”. Hist. Encontramos em Kant (1724 – 1804) uma explicação. as vestimentas e os calçados do Ballet Acadêmico (Ballet clássico e Jazz) geram no contexto da preparação e da Apresentação da “Baliza”. incoerências e danos para as “Balizas”. Esse fato leva ao desconhecimento dos prejuízos. conhecimento absolutamente independente da experiência e de todas as impressões dos sentidos. como já exposto no capítulo “O Profissional de Educação Física e as Balizas”. . (FERREIRA.

nas suas experiências pessoais (empíricas). é possível afirmarmos que as Balizas são imprescindíveis no contexto artístico das Bandas e Fanfarras. Após fecharmos esta cortina. e. Finalizando este tecido Monográfico. Estimulada. ao Encerrarmos esta Monografia. Bailarinas e Ginastas. pois só assim o metieur das Bandas e Fanfarras. terá um salto. por meio do Título provisório apresentado no Projeto de Monografia.99 A partir dessas considerações. o qual denominamos a princípio. congregam o Papel Social de: Balizas. espero que “Bandas e Fanfarras: Balizas. e. o nosso Título provisório. acreditamos termos alcançado os nossos objetivos iniciais. qualitativo significativo. . também. Bailarinas ou Ginastas?”. destacando-se nos Desfiles e Apresentações ao redor do Mundo. que proporcionará um amplo reconhecimento dessa Arte. Entretanto desejamos anunciar que. para galgar um Curso de PósGraduação. de: “Bandas e Fanfarras: Balizas. e especificamente o Universo da “Baliza”. torna-se definitivo. não apenas. cujo significado é a técnica perfeita). pela Sociedade atual. no “conhecimento a priori”. verificamos a necessidade de os profissionais das Corporações Musicais Brasileiras buscarem o conhecimento científico. respondermos à primeira indagação que fizemos. para assim. Bailarinas ou Ginastas”. contribuído com o Universo dessa Figura: a “Baliza”. para edificarem as suas práticas. mas. tenha sido um passo “firme e limpo” (expressão que usamos nos palcos da Dança.

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cite qual(s) atividade(s) e por quanto tempo (ano ou mês)? Sim( ) Não( ). se necessário: Baliza( ) Coreógrafo( ) Mór( ) Instrumentista( ) Regente( ) . Ano(s)( ) Mês(s)( ). para Apresentações e Concursos com a corporação? Assinale mais de uma alternativa.): ___________________________________________________________________ _____________________________________________________ Você pertence a qual (s) corporação (s) musical (s)? ___________________________________________________________________ _____________________________________________________ Qual é a sua função na (s) corporação (s)? Assinale mais de uma alternativa. Sexo: M( ) F( ) Formação Profissional: ___________________________________________ Formação Artística: ______________________________________________ O que você faz (trabalho. Encontros( ). para a sua formação? Sim ( ) Não ( ) ( )Curso Técnico. etc. Dança( ) Ginástica Artística( ) Ginástica Rítmica Desportiva( ) Artes Circenses( ) Outras( ) Qual? ___________________________________________________________________ _____________________________________________________ Como é realizada a (sua) preparação físico-técnico-artística (coreografias). Profissional de Educação Física sem ter feito dança( ) Coreógrafo com faculdades de Dança e ou Educação Física( ) Conta própria( ) Coreógrafo amador( ) Auxílio de balizas( )Auxílio de parentes( ) Auxílio de amigos( ) Outros( ) Quem? ___________________________________________________________________ _____________________________________________________ . artista.103 Anexos Questionário Idade: _______anos. se necessário. estudante. Conteúdo: Baliza( ) Coreografia( ) Instrumental( ) Outros( ) Qual? ___________________________________________________________________ _____________________________________________________ Você já praticou ou pratica atividade física relacionada à sua função na Corporação? Se afirmativo. Workshops ( ).( )Congressos ( ). Há quanto tempo você exerce essa(s) função(s)? ( ) anos/meses. ___________________________________________________________________ _____________________________________________________ Você já participou de algum Evento sobre Bandas e Fanfarras. desempregado.

etc. Em Casa( ) Sede Corporação( ) Academia de Dança( ) Clube( ) Rua( ) Sua Escola( ) Igreja( ) Treinamento: Ginástica Artística e ou Ginástica Rítmica Outros( )Qual? ___________________________________________________________________ _____________________________________________________ O que você considera mais importante? Concursos( ) Apresentações Gerais( ) Ambos( ) ___________________________________________________________________ _____________________________________________________ Qual ambiente você se apresenta sentindo mais prazer? Concursos( ) Apresentações Gerais( ) Ambos( ) Outro( ). se necessário.. ___________________________________________________________________ _____________________________________________________ Você se prepara (ensaios.. coreografia( ) dança( ) elementos – G.( ) movimentos acrobáticos – G...( ) uniformidade e garbo( ) ..... etc. Dias:. pierce..) quantas vezes por semana (dias). brincos... elaborações coreográficas.R.? Sim( ) Não( ) Às vezes( ) Indiferente( ) Como você se produz para a sua preparação?Assinale mais de uma alternativa.. se necessário..... usar qualquer vestimenta. – G..... referente à avaliação da baliza? Sim( ) Não( ) Alguns( ) Você está de acordo com os itens (abaixo) de julgamento da baliza? Assinale mais de uma alternativa...: Duração:. collant( ) calça bailarina na cintura( ) sapato adequado( ) sapatilhas ½ ponta de ballet( ) sapato-jazz( ) descalça( ) cabelos presos( ) collants sem cava alta e decote pronunciado( ) top( ) calça leg . na sua preparação. e qual é a duração (média).). relógios.. dessa preparação? ( ) vezes por semana. colares. bem como adereços (bonés...O...104 Você realiza a sua preparação físico-técnico-artística: Apenas para Apresentações Gerais( ) Apenas para os Concursos( ) Apresentações e Concursos ( ) Freqüentemente( ) ___________________________________________________________________ _____________________________________________________ Em que local ocorrem os seus ensaios? Assinale mais de uma alternativa.. ___________________________________________________________________ _____________________________________________________ É permitido. anéis. se necessário.A.cintura baixa( ) tênis( ) brincos( ) colar( ) pulseira( ) anel( ) chiclete( ) celular( ) ___________________________________________________________________ _____________________________________________________ Você conhece os regulamentos dos concursos.

sapatilhas. etc. ( ) Concordo com a utilização de ambos. ( )Movimentos espontâneos. palcos. etc. ( ) Em parte: deve realizar movimentos acrobáticos adaptados ao solo.. ruas inclinadas com pedras e esburacadas. macacões. ( ) Apenas com a utilização do bastão.) Sim( ) Não( ) ___________________________________________________________________ _____________________________________________________ Para você. fita. Métodos: calistênico. ela não é uma ginasta. moderno. polainas.. Os movimentos e o solo.: andar. ex: G. sueco. desde que a baliza saiba executá-lo tecnicamente. natural austríaco. mecânicos. botas. os uniformes (vestidos. são adequados para a realização das suas apresentações? Sim( ) Não( ) ___________________________________________________________________ _____________________________________________________ Dê a sua opinião: quais os movimentos que a Baliza deve expressar? ( )Movimentos altamente técnicos. corda. saltar. quais outros elementos (materiais) a baliza poderia utilizar para enriquecer as suas apresentações? Indique: ___________________________________________________________________ _____________________________________________________ Você concorda com a realização de movimentos da ginástica artística e da ginástica rítmica desportiva durante a apresentação da baliza? ( ) Sim: qualquer movimento acrobático pode ser realizado. francês. etc.105 Você concorda com os itens de julgamento da baliza? Sim( ) Não( ) Não me compete julgá-los( ) Gostaria de sugerir algum? ( )Qual? ___________________________________________________________________ _____________________________________________________ Você concorda com a utilização dos materiais de ginástica rítmica (arco.) utilizados pelas balizas. correr. maça e bola) e do bastão durante a apresentação da baliza? Se afirmativo indique qual(s). (livres respeitando a melodia). luvas. ___________________________________________________________________ _____________________________________________________ Você concorda com a estrutura física oferecida para as Apresentações da baliza? (praças. enfeites de cabelo. ( ) Apenas com a utilização dos materiais de ginástica rítmica. Em sua opinião. ( )Movimentos técnicos (vocabulário do ballet clássico. sem expressividade (a expressividade não significa sorrir). contemporâneo entre outros) expressivos (dança): o significado do movimento. saltitar. rolar.A. ___________________________________________________________________ _____________________________________________________ . Sim( ) Não( ). ( )Movimentos biomecânicos. ( ) Não: nenhum movimento acrobático deve ser realizado. marchar. não podem trazer riscos à sua integridade física. sem técnica.

_____________________ Assinatura Nome completo do colaborador _____________________ ____________. ________________________________. autorizo a utilização de minha imagem e os demais dados fornecidos para a referida pesquisa desenvolvida pela discente Gleiciana Marcele Veronesi.106 Qual profissional deve preparar uma baliza. do Curso de Licenciatura Plena em Educação Física da Faculdade de Ciências da UNESP – Bauru. . ____ de ____________ de 2006. RG _______________. e quais requisitos ele deve ter? ___________________________________________________________________ _____________________________________________________ Eu.

Estes instrumentos (fotografia. ambos. para fins acadêmicos. oferecidas aos Cursos de Licenciatura Plena em Educação Física e Pedagogia.campus de Bauru. Eu. em forma de monografia. “Educação Arte e Movimento” e “Trabalho de Formatura”. Ana Flora Zaniratto Zonta Professora Orientadora. ____ de ____________ de 2006. _______________________________________________ Gleiciana Marcele Veronesi Aluna. A pesquisa está sob responsabilidade da discente Gleiciana Marcele Veronesi. ________________________________. _____________________ Nome completo do colaborador Assinatura _____________________ ____________. “Atividades Rítmicas”. Questionário. filmagem. apresentado como Trabalho de Conclusão de Curso (TCC).107 UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA Faculdade de Ciências Departamento de Educação Física Bauru . Drª. Curso de Licenciatura em Educação Física Unesp-Bauru Departamento de Educação Física-FC-UNESP-Bauru . O referido estudo será. RG _______________. em curso. “Educação Corporal I”. Ana Flora Zaniratto Zonta. ______________________________________________ Profª. intitulada: “Bandas e Fanfarras: Balizas. Bailarinas ou Ginastas?”. sob orientação da Professora Drª. Agradecemos a colaboração. para atender às exigências do Curso de Licenciatura Plena em Educação Física da UNESP . bem como Questionário e entrevistas. depois de concluído. bem como será submetido a Congressos Acadêmicos. responsável pelas disciplinas: “Dança”. do Curso de Licenciatura da Faculdade de Ciências da UNESP – Bauru. serão de grande valia para o desenvolvimento da pesquisa. da Faculdade de Ciências da UNESP – Bauru.2006 Documento de Autorização para Utilização de Imagem e Entrevistas Solicitamos a vossa senhoria. pertinentes à Área. entrevistas). autorização para a utilização de sua imagem (fotografias e ou filmagem). autorizo a utilização de minha imagem e os demais dados fornecidos para a referida pesquisa desenvolvida pela discente Gleiciana Marcele Veronesi.

.108 Figura 107: Corporação Musical Maestro “João Andreotti” – Agudos SP.

ª Dr.ª Ana Flora Zaniratto Zonta .109 _______________________________ Gleiciana Marcele Veronesi _______________________________ Prof.

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