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DIAGRAMA DE CONTROLE

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O PROCESSO EPIDÊMICO

DIAGRAMA DE CONTROLE
Ma. Conceição de Oliveira Prof. Associado de Epidemiologia Universidade Federal do Amazonas olivmc@ufam.edu.br
1

Objetivo
Objetivo geral: Caracterizar uma determinada doença em relação a uma definida população a nível endêmico, epidêmico, casos esporádicos e ou inexistentes Objetivo específico Construir um diagrama de controle; Conhecer as curvas que delimitam os limites inferiores e superiores dos casos observados por um período de tempo (mínimo 10 anos); Aplicar a tabela de distribuição normal, utilizando uma Probabilidade de erro de 5% (P de E=0,05) ou acerto de 95%; Desenvolver graficamente um diagrama de controle utilizando medidas de incidência mensal média; Analisar e interpretar as curvas do diagrama de controle que possam identificar a situação endêmica ou epidêmica observada para determinada área geográfica.

2

CARACTERIZAR OU TRAÇAR O PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE UMA DOENÇA
RESPONDER AS QUESTÕES QUEM? Os grupos suscetíveis ou vulneráveis (variáveis: idade, sexo, raça, escolaridade, estilo de vida, ocupação, religião etc.

ONDE?

Características climáticas, geografia (solo, vegetação, etc); Localização Urbano ou Rural;

Abrangência difusão do fenômeno (migração: mobilidade) Intervalo de Tempo (presente, ou ao longo de um período) Ano cronológico; QUANDO? Estação do Ano (meses do ano); Agregado Temporal (cluster temporal ex. epidemias)

Variáveis

Agregados

cluster espacial (grupos);

: Uma EPIDEMIA não representa necessariamente a ocorrência de um grande número de casos da doença em uma determinada população. do número de casos de uma determinada doença.Definição de epidemia É a ocorrência brusca. temporária. 4 . mas sim um claro excesso de casos quando comparada à freqüência esperada (ou habitual) de uma doença em um determinado espaço geográfico e período de tempo. em uma definida população significantemente maior do que o esperado em função da freqüência obtida em anos anteriores. OBS.

12 10 No. ou no eixo das abscissas (valores de X). Dados fictícios para efeito de ilustração .Doenças erradicadas ou inexistentes ³ Consiste no coeficiente de incidência que fixa o limiar epidêmico em zero. Nesta situação apenas um caso poderá ser considerado uma ocorrência epidêmica ou surto epidêmico´. . Ocorrência de casos. Casos 8 6 4 2 0 1° Trim 2° Trim 3° Trim 4° Trim Leste Norte Limite superior Figura 1.

Pandemia . Epidemia maior número de casos envolvendo populações.Restrito no tempo e espaço ex: infecção alimentar em uma creche devido a contaminação da caixa d água.atinge dimensões continentais .ex: cólera. AIDS. 6 .Classificação Quanto a Abrangência dos Casos: Surto epidêmico . Ex: dengue no município do Rio de Janeiro em 2001/2002.

Endemia Casos dentro do limite esperado Ex.: Tabela 1. 7 .

de uma região. país.: A população atingida por uma dada doença poderá ser proveniente de um continente. cidade. escola.Definição dos Termos Populaçãot Populaçãotconjunto de indivíduos expostos ao risco por uma exposição que esteja associada a uma determinada doença. 8 . ou classe de escola e hospitais. OBS. bairro.

permitidas as flutuações de valores. Rouquayrol. Acomete sistematicamente grupos humanos distribuídos em espaços delimitados e caracterizados.ENDEMIA ± ENDEMEION (habitar) Ocorrência coletiva de uma determinada doença no decorrer de um largo período histórico. mantendo a sua incidência constante. MZ. Epidemiologia & Saúde. 2005. 9 . NF. Almeida. tais como as variações sazonais.

Epidemiologia & Saúde. exercida por pessoal habilitado Coleta e registro de dados bioestatísticos Cálculo de coeficientes. Almeida. ultrapassando os valores acima do limiar epidêmico preestabelecido. Rouquayrol. Conduta Epidemiológica: Observação contínua.EPIDEMIA ± EPIDEMEION (VISITAR) Alteração espacial e cronologicamente delimitada. do estado de saúde-doença de uma população. propositura de um limiar epidêmico convencionado Acompanhamento permanente da incidência através de diagramas de controle. MZ. O que pressupõe que o estado de saúde-doença de uma população deva estar permanentemente sob vigilância e controle. 2005. caracterizada por: Elevação progressivamente crescente inesperada e descontrolada dos coeficientes de incidência de determinada doença. 10 . NF.

Obs. o início de uma ocorrência epidêmica. ao mesmo nível de significância.Qual a probabilidade de que. não sejam ultrapassados os valores limítrofes estabelecidos. 11 . Pergunta a ser respondida: Quais os valores máximos esperados para os coeficientes de incidência .Expressões equivalentes. Almeida. O limite superior epidêmico marca em um nível de significância definido. Rouquayrol. ou . 2005.: O limiar epidêmico. se for mantido o equilíbrio endêmico vigente até então . demarca. NF. Epidemiologia & Saúde. MZ.Limiar Epidêmico ou Limite superior Epidêmico .

Maristela Freitas CCIH/CAISM CVE/SP www. 14: 649-56. LAS: limite de alerta superior LAS (média típica + 2 x desvio padrão) e LCS: limite de controle superior (LCS = média típica + 3 x desvio padrão) Fonte: Dra.saude.sp.cve.gov.INCIDÊNCIA DE IH NA UNIDADE DE TRATAMENTO Diagrama de Controle 90 80 IH por 1000 pacientes -dia 70 60 50 40 30 20 10 0 jan fev mar abr mai jun jul ago set out Meses Taxa Media tipica LAS LCS Sellick.br 12 . Infect Control Hosp Epidemiol. J. 1993. The use of statistical process control charts in hospital epidemiology.

cuja probabilidade de ocorrência de erro é menor que aquele esperado somente por acaso. Obtendo um dado resultado. Epidemiologia & Saúde. ou seja sem introdução de sistemáticos. NF. 13 . Pode se dizer. erros aleatórios ou sistemáticos. este é atribuído ao acaso (chance). Almeida. se houver erro.Significantemente Maior t Termo estatístico usado quando se considera uma diferença para mais ou para menos entre o número de casos ou coeficiente verificado. MZ. e o número médio de casos a nível de probabilidade de 5% de erro ou 95% de acerto. 2005. ainda: Resultado. Rouquayrol.

. . OBS.geralmente utilizados para cálculo das médias de incidência mensal: . Valores esperados tcalculado em função da frequência em anos anteriores.dados de incidência de 10 ou 20 anos anteriores à ocorrência atual.Esperado ou habitualt o que não habitualt difere no decorrer do tempo. quando se trata de caráter endêmico sem ³tendência secular definida´.As médias de incidência observadas são comparadas com o valor médio das ocorrências de incidência dos anos anteriores. 14 .

: números absolutos e coeficientes (dados relativos) 15 .Tipos de Dados Utilizados Número de casos e frequência de casos de determinada doença tEx.

FONTE: SEMSA/SINANW/Coordenação Municipal de DST&AIDS. OBS.: não se faz regressão logística. Wallace Goes Mendes & Maria Conceição de Oliveira. Monografia. CNPq/UFAM. apenas construção da curva de incidência média anual dos casos de Aids. de um diagrama de controle 300 Frequência 200 LSC=199.Ex.1 X=128. cálculo do limites inferiores e superiores e dispor no gráfico. . 2006.87 0 0 86 88 90 92 94 96 98 00 02 04 Ano de Diagnóstico Gráfico 1: Gráfico de Diagrama de Controle para AIDS (1986-2004). PIBIC.0 100 LIC=56.

19 0.21 0.13 0.04 0.10 0.22 0.19 0.21 0.00 6 0.20 0.15 00.16 0.26 0.07 64 0.16 0.21 0.14 67 0.20 0.14 0.13 0.18 0.11 0.08 0.05 0.16 0.07 0.16 0.10 0.15 0.06 69 0.10 0.15 0.08 0.20 0.10 0.27 0.16 0.08 61 0.07 0.30 0.16 0.21 0.06 0.18 62 0.44 0.14 0.16 0.13 0.19 0.24 0. Incidência mensal de meningite meningocócica 1960-19691960-1969Município de São Paulo.23 0.09 0.24 0.10 0.10 0.COMO CONSTRUIR UM DIAGRAMA DE CONTROLE PARA AVALIACAO DE EPIDEMIAS E ENDEMIAS? Variação no número de casostocorrem casualmente em torno da média casost Tabela 2.19 0.05 0.25 0.23 0.27 0.19 0.26 0.23 0.18 0.21 0.13 0.04 0..25 0.32 0.19 0. Por 100.11 0.04 66 0.16 0.18 0.13 0.07 00.21 0.21 0.10 0.10 0. ANO (Dez anos de seguimento.16 0.19 0. X=média aritmética.08 ‡Fonte: Morais et al.12 0.31 0.09 0.17 0.13 0.05 0.11 0.23 0.05 0. 1985.12 0.10 0.09 0.25 65 0.27 0.04 0.14 0.17 0.14 68 0.13 0.13 0.15 0.04 0.13 0.10 0.20 0.12 0.07 0.14 0.05 0.07 0.08 0.29 0.13 0.05 0. casos mensais) MÊS 1960 JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ 0.19 0.21 0.14 DP 0.000 hab.15 0.17 0. DP=desvio padrão 17 .10 0.27 0.18 0.30 0.28 0.16 0.24 0.20 0.20 0.25 X 0.13 0.23 0.008 0.10 0.11 0.18 0.20 63 0.18 0.27 0.10 0.20 0.13 0.

Tomados como partes unitárias em um intervalo mais abrangente: ano por exemplo. Primeiramente deve-se calcular a Frequencia deveLimite Esperado (LE)t Dispondo por meio de gráfico (LE)t o Limiar epidêmico. LE Deve ser calculado para um teterminado período de tempo.DIAGRAMA DE CONTROLE: .96) em função de p% (Tabela médias com valor de Z) 18 .5% (definida pelo pesquisador) Z=número de desvio padrão (DP) que uma variável aleatória está afastada da média (1. uma semana. Fórmula: Fmáx (p%) t(ano)=Fmédia (t)+ z x DP (t) Onde: T=período t do ano P%=percentual de probabilidade t5% ou 2. devidamente especificado: um mês.Como Construir? 1. ou um dia.

: Fmín p% (t)=Fmédia (t) .z.DIAGRAMA DE CONTROLE: .96) em função de p% (Tabela médias com valor de Z).5% (definida pelo pesquisador) Z=número de desvio padrão (DP) que uma variável aleatória está afastada da média (1. Z é o valor do desvio padrão estimado para a população a ser amostrada que pode ser encontrada na tabela de distribuição normal 19 .Como Construir? Ex.DP (t) Onde: T=período t do ano P%=percentual de probabilidade t5% ou 2.

Curva de Gaus. 20 .DIAGRAMA DE CONTROLE:EPIDEMIAS Abrangência Populacional FIGURA 2.

+(ij) Fmáxp%janeiro=Fmédiajaneiro+z.DPjaneiro Fmáxp%janeiro=0..96.13 P%=5% i2 ( i) 2 /n n-1 DP= i= i .0.228/100. 21 .05 Fmáxp%janeiro=0.13+1.: calcule a freqüência máxima e mínima esperada para o mês de Janeiro considerando os dados da Tabela 2.000 hab.DIAGRAMA DE CONTROLE:EPIDEMIAS Ex.. Incidência mensal de meningite meningocócica 1960-1969-Município de São Paulo t=janeiro nos últimos 10 anos X=0.

00 * Desvio padrão relacionado ao índice de confiança 22 .00 99.96 2.00 95.57 3.00 1.00 95.70 Índice Z * 1.50 99.00 2.Intervalos de confiança mais utilizados em pesquisa Intervalo de confiança (%) 68.

na prática é obtida em tabelas de distribuição normal.XQ z! WX Cálculo do Z estimado ou valor do desvio padrão estimado para a população a ser amostrada. 23 .

.

.

.

.

.

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31 .

Responda todas as questões do roteiro. Construir e Analisar os casos de asma observados nos anos de 61 e 62.Atividade de Classe Atividade Individual Extra Classe. calcular a média mensal de casos e os limites superiores para asma brônquica no interstício de 1951 a 1960. Utilizando o roteiro. 32 .

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