A Cidade e as Serras: Resumo Por Capítulo

Paráfrase da obra “A Cidade e as Serras” de Eça de Queirós, por Bruno Alves

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ÍNDICE
PARA ENTENDER A OBRA 2
CAPÍTULO 1 2
CAPÍTULO 2 3
CAPÍTULO 3 4
CAPÍTULO 4 4
CAPÍTULO 5 6
CAPÍTULO 6 Erro! Indicador não definido.
CAPÍTULO 7 Erro! Indicador não definido.
CAPÍTULO 8 Erro! Indicador não definido.
CAPÍTULO 9 Erro! Indicador não definido.
CAPÍTULO 10 Erro! Indicador não definido.
CAPÍTULO 11 Erro! Indicador não definido.
CAPÍTULO 12 Erro! Indicador não definido.
CAPÍTULO 13 Erro! Indicador não definido.
CAPÍTULO 14 Erro! Indicador não definido.
CAPÍTULO 15 Erro! Indicador não definido.
CAPÍTULO 16 Erro! Indicador não definido.
QUESTÕES DE VESTIBULAR Erro! Indicador não definido.
A CIDADE E AS SERRAS: RESUMO POR CAPÍTULO

PARA ENTENDER A OBRA
Lançado em 1901, A Cidade e as Serras é um romance bem objetivo, linear: como está
explícito no titulo, ele compara a vida na cidade grande à vida do campo. Para isto,
relata as experiências de Jacinto, um português que vive em Paris, capital intelectual e
tecnológica da época, e que passa por transformações que o levarão à Tormes, pacata
cidade serrana de Portugal.

José Fernandes, amigo de Jacinto, é quem narra sua história, desde o início deixando
claro seu olhar crítico sobre os avanços da civilização, chegando a utilizar-se de ironia
em alguns pontos do livro.

Este resumo destina-se a contar o livro em uma linguagem mais acessível e concisa,
sem deixar de lado os episódios que sustentam a obra como um todo e explicando
alguns pontos que podem não ficar claros apenas com a leitura do texto original. Em
alguns casos, para explanações mais completas sobre fatos históricos e expressões da
época, há links que podem ser acessados diretamente no texto.

Caso restem dúvidas quanto à obra ou ao próprio resumo, entre em contato pelo site
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CAPÍTULO 1
O narrador apresenta seu amigo Jacinto, cuja família tem origem portuguesa e em
Portugal mantém propriedades agrícolas que proporcionam uma renda estável. No
entanto Jacinto vive desde sempre em Paris.

A transferência dos “Jacintos” para França é narrada como consequência do desfecho da
Guerra Civil Portuguesa (primeira metade do séc. XIX): o avô de Jacinto, fidalgo
Jacinto Galião, era leal (sem nenhuma séria motivação) a d. Miguel e, quando este foi
exilado, aquele o seguiu.

Essa mudança para Paris já acompanhou seu filho Cintinho, garoto doentio que passou
pela vida, “como uma sombra”. Ao morrer tuberculoso nasceu o Jacinto amigo do
narrador - parece que será importante perceber a ausência da figura do pai para este
personagem...

Voltando à descrição do personagem central do capítulo, Jacinto, é ressaltada sua boa-
sorte em todos os sentidos: destaque no colégio, cercado de amizades “puras e certas”,
praticou o amor de forma livre - “só experimentou o mel”, dedicava-se à filosofia... E
sempre o mundo parecia estar ao seu favor! Era alguém invejável. “O Príncipe da Grã-
Ventura”.

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A CIDADE E AS SERRAS: RESUMO POR CAPÍTULO

Neste ponto o narrador rapidamente se identifica como José Fernandes, português
erradicado na França para concluir seus estudos, após ter sido expulso de sua
Universidade por motivos grotescos.

Em seguida volta a tratar de Jacinto e sua filosofia de vida, seus conceitos: ele
acreditava que somente as ideias, as técnicas, a supremacia do homem sobre a natureza
e, sobretudo, a cidade - “não há senão a cidade!” - poderiam propiciar a verdadeira
felicidade. Observando a vida no campo como uma entrega irracional e infeliz aos
instintos primitivos - nutrição e procriação. O narrador confidencia uma visão crítica à
esses ideais de Jacinto, no entanto afirma nunca a revelou a ele pois “nunca desalojaria
um espírito do conceito onde ele encontra segurança, disciplina e motivo de energia”.

Ainda explorando o modo “Jacíntico” de vida, o narrador relata um breve passeio a uma
floresta em que Jacinto se sentiu obviamente desconfortável.

O grande contraponto do capítulo é quando o narrador recebe uma carta de seu tio
Afonso Fernandes para que volte à sua terra natal para cuidar de suas propriedades, já
que não tinha mais forças para fazê-lo. Por sete anos José Fernandes, atraído
inicialmente pela sopa dourada da tia Vicência, se entrega à vida no campo, tão maldita
por Jacinto, que viu a partida de seu amigo como um atestado de óbito. Após esse
tempo, em que viveu muito atarefado e nem deu atenção aos livros de direito que levou
consigo pensando em manter algum estudo, Zé Fernandes vê a morte de seu tio Afonso,
o casamento de sua afilhada Joaninha e retorna a Paris.

CAPÍTULO 2
De volta a Paris o narrador encontra Jacinto mantendo os mesmos padrões de elegância,
mas sempre ressalta algo de desgastado na vivacidade do amigo - “levemente curvado”,
“riso descorado”, “corcovava”, “cansado”, “olhar desconsolado”.

Chegando à residência de Jacinto, Campos Elísios, 202, encontra tudo em seu lugar de
sete anos antes, com exceção a algumas inovações tecnológicas: um elevador, a
eletricidade, o ar aquecido, o telégrafo, o conferençofone... Tais inovações o espantam.
Quando comenta com Jacinto sobre a volta à “civilização”, não é possível ter certeza de
um tom de admiração ou sarcástico, de quem vê pouca utilidade em tantos trecos. É
evidente no próprio Jacinto certo sentimento da irrelevância daquilo tudo.

Ainda na descrição dos itens da casa é recorrente o uso de figuras típicas do campo para
designar cores, formas ou do destaque à matéria prima utilizada na produção dos
aparelhos - “estantes monumentais, todas de ébano”, “um verde profundo de folha de
louro”, “cordões túmidos... à maneira de cobras assustadas” - enfocando o fato de que
tudo que ali estava era originário da natureza controlada pelo homem - “a natureza
convergia disciplinada ao meu amigo”.

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A CIDADE E AS SERRAS: RESUMO POR CAPÍTULO

Em seguida José Fernandes é convidado para permanecer e jantar com demais
convidados - um psicólogo feminista e um pintor mítico. De início recusa-se, mas aceita
ao menos conhecer a sala de jantar. Lá tem contato com os diversos pratos, formas de
servir e demais aparatos que se contrapõem totalmente ao que viveu em seus últimos
sete anos. Destaque especial para as diversas águas - carbonatadas, fosfatadas,
esterelizadas... - que, no entanto, não agradam nenhuma a Jacinto, que ainda reclama
sofrer de sede.

O narrador vai embora, então, ressaltando as “maravilhas” vividas por Jacinto, o
considerando realizado pela “felicidade perfeita”. Esta constatação do autor, no entanto,
não converge com a narração por ele mesmo feita do comportamento de seu amigo...
Pura ironia.

CAPÍTULO 3
José Fernandes, que aceita o convite para morar junto a Jacinto, continua a descrever a
rotina de seu amigo, sempre destacando as tecnologias inovadoras que ele utiliza e a
incongruente apatia que este sente em relação a elas - tudo é “uma seca”, “uma
maçada”. Jacinto inclusive assume, em alguns momentos, seu claro descontentamento
com a própria cidade, que antes tanto admirava - “É feio, muito feio!”.

Um tubo do sofisticado lavatório do 202 se rompe jorrando água fervente por toda casa,
que expele vapor e logo é cercada por polícia e curiosos. O incidente se torna a notícia
do dia, o que pode ser visto como uma crítica à futilidade da imprensa da época. Da
imprensa e da “sociedade” também, representada por uma senhora que visita a casa à
procura de vestígios da desgraça - “Estou morrendo por admirar as ruínas!”. Nada muito
diferente do que hoje se tem: o gosto pela desgraça alheia, pela tragédia.

Ainda neste capítulo o narrador questiona a vida amorosa de Jacinto, que revela manter
cortesãs na cidade, mas não se envolver muito com elas. Tal trecho suscita dúvidas
quanto ao comportamento sexual de Jacinto. É necessário acompanhar os próximos
capítulos: será que ele é? Ah, vale também notar que por diversas vezes o narrador trata
Jacinto como “meu Príncipe”... Teoricamente em alusão ao título de “Príncipe da Grã-
Ventura”, mas não cola!

Por fim, Jacinto decide o passeio que farão no domingo: vão ao Jardim das Plantas para
verem a girafa! Um passeio “simples e natural”.

CAPÍTULO 4
A narração dos acontecimentos em uma festa no 202 se foca em caracterizar a sociedade
parisiense, seus assuntos, seus personagens, suas futilidades. Tal festa era realizada a
pedido do grão-duque, que pescara um peixe raro o qual desejava cear.

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A CIDADE E AS SERRAS: RESUMO POR CAPÍTULO

A organização da festa já se inicia com um novo boicote da tecnologia sobre Jacinto:
falta energia elétrica a toda residência. No entanto o episódio foi logo resolvido com a
garantia de estabilidade por um engenheiro da Companhia Elétrica.

Adentrando à festa, José Fernandes relata a admiração dos convidados sobre as
tecnologias mantidas na residência de Jacinto. Ao mesmo tempo demonstrava o
desgosto do anfitrião ao desenrolar explicações as quais as pessoas sequer se
esforçavam a entender: a admiração era, na verdade, vazia.

Em seguida participa de uma discussão sobre o livro recém-lançado pelo psicólogo
presente à festa. Ao se gabar de sua obra, ele afirmava que “nunca penetrara tão
fundamente na velha alma humana”. No entanto seu discurso é quebrado por uma
observação de outro convidado, Marizac, que estranha a cor preta do colete usado por
uma de suas personagem, considerando que é uma cor incomum, inapropriada a uma
“uma duquesa, e do gosto mais puro”. O psicólogo “assume” seu erro, mas não
consegue evitar o pensamento que percorre a todos: de que ele nunca esteve em
intimidade com uma duquesa. Mais uma vez põe-se a ciência versus natureza, a teoria
versus prática.

O narrador encontra-se novamente com Jacinto que discute o investimento na
exploração de uma mina de esmeraldas na Birmânia com um banqueiro judeu.
Questionando a existência real de esmeraldas com estudos científicos, o anfitrião recebe
a resposta que resume toda conversa: “Há sempre esmeraldas desde que haja
acionistas!”.

Ainda há a passagem por uma conversa sobre a queda de uma senhora de um
velocípede, outra sobre as nádegas de outra senhora, temas muito interessantes! Até que
chega o grão-duque, muito esperado por todos. Este logo se encanta pelo teatrofone (um
mecanismo que trazia por fones apresentações teatrais) e coloca todos a ouvir um
musical. José Fernandes, que ficou sem um fone para si, em tom de ironia demonstra
desprezo a mais uma cena que só podia ser propiciada pela tecnologia: várias pessoas
em silêncio numa sala com seus ouvidos atentos ao som que saía de diversos fios...

Chegada a hora da ceia, vem outro golpe das modernidades do 202: o elevador que
transportava o peixe do grão-duque emperrou. Após muita discussão, dentre as quais foi
levantada uma questão bem objetiva - “por que o não trouxeram à mão?” -, decidiu-se
que o peixe precisava ser pescado do fosso! E o grão-duque entusiasmou-se com a
oportunidade de demonstrar sua habilidade na pesca em plena festa. No entanto o
esforço foi inútil e todos comeram cordeiro. Apesar da confusão o grão-duque
demonstrou gosto pelo divertido episódio.

Três dias após a festa Jacinto recebe de Portugal a notícia de que uma de suas terras
sofreu um deslizamento que cobrira uma igrejinha que guardava os restos mortais de

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seus avós. Ele decide, então, que deve ser gasto todo dinheiro necessário para recuperar
tudo que foi danificado.

CAPÍTULO 5
Mesmo após a sequência de contratempos causados pelas falhas das modernidades do
202, do encanamento estourado, da falta de energia, do elevador emperrado, Jacinto
ainda insistiu em adquirir mais equipamentos que teoricamente facilitariam sua vida,
mas acabavam por criar mais problemas.

Ao mesmo tempo em que acumulava mecanismos, adquiria muitos novos livros, tais
que se infiltravam por toda a residência atrapalhando qualquer caminhada pelos seus
corredores. É interessante o episódio em que José Fernandes, o narrador, se desentende
com diversos exemplares espalhados por sua cama e acaba adormecendo e sonhando
com um mundo feito somente de livros e impressos.

Neste momento o narrador, pela segunda vez, deixa de focar Jacinto para apresentar
uma experiência pessoal. Se na primeira vez este esteve atraído pela vida no campo
agora ele esteve preso à paixão: conheceu Madame Colombe com quem conviveu por
sete semanas - sete anos no campo, sete semanas de paixão... Interessante! A mulher era
“estúpida e triste”, mas se encaixava no que ele procurava - “apagava minha alegria na
cinza da sua tristeza, e afundava a minha razão na densidade da sua estupidez”. Nesse
tempo, em que constantemente visitava a mulher em seu quarto, Zé Fernandes se desfez
de seus bens todos em favor dela, até que não a encontrou mais. Caiu em desgraça, se
embebedou, delirou, vomitou sua paixão, morreu e renasceu.

Ao se libertar da paixão volta a dispensar atenção a Jacinto, que permanecia na mesma:
desgostoso com o cotidiano, com a sociedade parisiense... Tanto que nem dera muita
atenção à aventura vivida por seu amigo. Apesar de tudo isso, ao receber de José
Fernandes a sugestão de mudar de ares, para o campo, por um tempo, recusa
imediatamente. O narrador questiona Grilo, empregado da casa, sobre o que estaria
acontecendo com seu patrão. Este afirma que ele estaria "sofrendo de fartura".

Acesse o resumo online completo em:
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