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A Cidade e as Serras - Resumo Por Capítulo

A Cidade e as Serras - Resumo Por Capítulo

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Resumo, capítulo a capítulo, do livro A Cidade e as Serras, de Eça de Queirós, exigido pelo FUVEST, o vestibular da USP. Mais em: resumoporcapitulo.com.br
Resumo, capítulo a capítulo, do livro A Cidade e as Serras, de Eça de Queirós, exigido pelo FUVEST, o vestibular da USP. Mais em: resumoporcapitulo.com.br

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Published by: Bruno Cardoso on Jun 15, 2012
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A Cidade e as Serras: Resumo por Capítulo

Paráfrase da obra “A Cidade e as Serras” de Eça de Queirós, por Bruno Cardoso Todos os direitos reservados. © 2014 ResumoPorCapítulo.com.br contato@resumoporcapitulo.com.br
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ÍNDICE
CAPÍTULO 1 CAPÍTULO 2 CAPÍTULO 3 CAPÍTULO 4 CAPÍTULO 5 CAPÍTULO 6 CAPÍTULO 7 CAPÍTULO 8 CAPÍTULO 9 CAPÍTULO 10 CAPÍTULO 11 CAPÍTULO 12 CAPÍTULO 13 CAPÍTULO 14 CAPÍTULO 15 CAPÍTULO 16 2 3 4 4 6 6 7 8 8 9 10 10 10 10 11 11

A CIDADE E AS SERRAS: RESUMO POR CAPÍTULO
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CAPÍTULO 1
O narrador apresenta seu amigo Jacinto, cuja família tem origem portuguesa e em Portugal mantém propriedades agrícolas que proporcionam uma renda estável. No entanto Jacinto vive desde sempre em Paris. A transferência dos “Jacintos” para França é narrada como consequência do desfecho da Guerra Civil Portuguesa (primeira metade do séc. XIX): o avô de Jacinto, fidalgo Jacinto Galião, era leal (sem nenhuma séria motivação) a d. Miguel e, quando este foi exilado, aquele o seguiu. Essa mudança para Paris já acompanhou seu filho Cintinho, garoto doentio que passou pela vida, “como uma sombra”. Ao morrer tuberculoso nasceu o Jacinto amigo do narrador parece que será importante perceber a ausência da figura do pai para este personagem... Voltando à descrição do personagem central do capítulo, Jacinto, é ressaltada sua boa-sorte em todos os sentidos: destaque no colégio, cercado de amizades “puras e certas”, praticou o amor de forma livre - “só experimentou o mel”, dedicava-se à filosofia... E sempre o mundo parecia estar ao seu favor! Era alguém invejável. “O Príncipe da Grã-Ventura”. Neste ponto o narrador rapidamente se identifica como José Fernandes, português erradicado na França para concluir seus estudos, após ter sido expulso de sua Universidade por motivos grotescos. Em seguida volta a tratar de Jacinto e sua filosofia de vida, seus conceitos: ele acreditava que somente as ideias, as técnicas, a supremacia do homem sobre a natureza e, sobretudo, a cidade - “não há senão a cidade!” - poderiam propiciar a verdadeira felicidade. Observando a vida no campo como uma entrega irracional e infeliz aos instintos primitivos - nutrição e procriação. O narrador confidencia uma visão crítica à esses ideais de Jacinto, no entanto afirma nunca a revelou a ele pois “nunca desalojaria um espírito do conceito onde ele encontra segurança, disciplina e motivo de energia”. Ainda explorando o modo “Jacíntico” de vida, o narrador relata um breve passeio a uma floresta em que Jacinto se sentiu obviamente desconfortável. O grande contraponto do capítulo é quando o narrador recebe uma carta de seu tio Afonso Fernandes para que volte à sua terra natal para cuidar de suas propriedades, já que não tinha mais forças para fazê-lo. Por sete anos José Fernandes, atraído inicialmente pela sopa dourada da tia Vicência, se entrega à vida no campo, tão maldita por Jacinto, que viu a partida de seu amigo como um atestado de óbito. Após esse tempo, em que viveu muito atarefado e nem deu atenção aos livros de direito que levou consigo pensando em manter algum estudo, Zé Fernandes vê a morte de seu tio Afonso, o casamento de sua afilhada Joaninha e retorna a Paris.

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CAPÍTULO 2
De volta a Paris o narrador encontra Jacinto mantendo os mesmos padrões de elegância, mas sempre ressalta algo de desgastado na vivacidade do amigo - “levemente curvado”, “riso descorado”, “corcovava”, “cansado”, “olhar desconsolado”. Chegando à residência de Jacinto, Campos Elísios, 202, encontra tudo em seu lugar de sete anos antes, com exceção a algumas inovações tecnológicas: um elevador, a eletricidade, o ar aquecido, o telégrafo, o conferençofone... Tais inovações o espantam. Quando comenta com Jacinto sobre a volta à “civilização”, não é possível ter certeza de um tom de admiração ou sarcástico, de quem vê pouca utilidade em tantos trecos. É evidente no próprio Jacinto certo sentimento da irrelevância daquilo tudo. Ainda na descrição dos itens da casa é recorrente o uso de figuras típicas do campo para designar cores, formas ou do destaque à matéria prima utilizada na produção dos aparelhos - “estantes monumentais, todas de ébano”, “um verde profundo de folha de louro”, “cordões túmidos... à maneira de cobras assustadas” - enfocando o fato de que tudo que ali estava era originário da natureza controlada pelo homem - “a natureza convergia disciplinada ao meu amigo”. Em seguida José Fernandes é convidado para permanecer e jantar com demais convidados um psicólogo feminista e um pintor mítico. De início recusa-se, mas aceita ao menos conhecer a sala de jantar. Lá tem contato com os diversos pratos, formas de servir e demais aparatos que se contrapõem totalmente ao que viveu em seus últimos sete anos. Destaque especial para as diversas águas - carbonatadas, fosfatadas, esterelizadas... - que, no entanto, não agradam nenhuma a Jacinto, que ainda reclama sofrer de sede. O narrador vai embora, então, ressaltando as “maravilhas” vividas por Jacinto, o considerando realizado pela “felicidade perfeita”. Esta constatação do aut or, no entanto, não converge com a narração por ele mesmo feita do comportamento de seu amigo... Pura ironia.

CAPÍTULO 3
José Fernandes, que aceita o convite para morar junto a Jacinto, continua a descrever a rotina de seu amigo, sempre destacando as tecnologias inovadoras que ele utiliza e a incongruente apatia que este sente em relação a elas - tudo é “uma seca”, “uma maçada”. Jacinto inclusive assume, em alguns momentos, seu claro descontentamento com a própria cidade, que antes tanto admirava - “É feio, muito feio!”. Um tubo do sofisticado lavatório do 202 se rompe jorrando água fervente por toda casa, que expele vapor e logo é cercada por polícia e curiosos. O incidente se torna a notícia do dia, o que pode ser visto como uma crítica à futilidade da imprensa da época. Da imprensa e da “sociedade” também, representada por uma senhora que visita a casa à procura de 3

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vestígios da desgraça - “Estou morrendo por admirar as ruínas!”. Nada muito diferente do que hoje se tem: o gosto pela desgraça alheia, pela tragédia. Ainda neste capítulo o narrador questiona a vida amorosa de Jacinto, que revela manter cortesãs na cidade, mas não se envolver muito com elas. Tal trecho suscita dúvidas quanto ao comportamento sexual de Jacinto. É necessário acompanhar os próximos capítulos: será que ele é? Ah, vale também notar que por diversas vezes o narrador trata Jacinto como “meu Príncipe”... Teoricamente em alusão ao título de “Príncipe da Grã-Ventura”, mas não cola! Por fim, Jacinto decide o passeio que farão no domingo: vão ao Jardim das Plantas para verem a girafa! Um passeio “simples e natural”.

CAPÍTULO 4
A narração dos acontecimentos em uma festa no 202 se foca em caracterizar a sociedade parisiense, seus assuntos, seus personagens, suas futilidades. Tal festa era realizada a pedido do grão-duque, que pescara um peixe raro o qual desejava cear. A organização da festa já se inicia...

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