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RECURSOS NATURAIS

R ecursos naturais são elementos da natureza com utilidade para o


Homem, com o objectivo do desenvolvimento da civilização,
sobrevivência e conforto da sociedade em geral. Podem ser
renováveis, como a energia do Sol e do vento. Já a água, o
solo e as árvores que são considerados limitados, são
chamados de potencialmente renováveis. E ainda não
renováveis, como o petróleo e minérios em geral.

Os recursos são considerados renováveis quando possibilitam a


sua utilização sistemática sem risco de se esgotarem. A sua
reposição ou regeneração é feita de forma contínua pela Natureza. Em
termos de reservas naturais, trata-se de um bem ilimitado. Frequentemente são
classificados como recursos renováveis quando se tem em conta o tempo
necessário para que se dê a sua reposição.

Face às perspectivas de esgotamento das fontes energéticas que têm vindo a ser
utilizadas, em virtude do progresso da Humanidade se verificar a um ritmo crescente,
nomeadamente no que diz respeito ao desenvolvimento industrial, procura-se cada vez mais
recorrer a soluções alternativas de produção energética. Estas novas soluções baseiam-se
no aproveitamento dos recursos renováveis. São exemplos de fontes energéticas
renováveis: o sol, a força das ondas, marés e rios, o vento, a geotermia resultante de
manifestações de vulcanismo e a biomassa. Os principais obstáculos que se colocam ao uso
generalizado das energias obtidas a partir das fontes anteriormente referidas não são de
ordem tecnológica, mas fundamentalmente de natureza económica e cultural. Este tipo de
soluções determina, por um lado, investimentos iniciais superiores àqueles que são
efectuados quando se recorre às fontes energéticas tradicionais não renováveis. Por outro
lado, existe uma falta de hábito, quase generalizada à maior parte das instituições, de
encarar este tipo de soluções ainda que esses investimentos possam ser rapidamente
amortizados. A situação de desaproveitamento deste tipo de recursos é sobretudo
flagrante nos países em desenvolvimento que, apesar de reunirem as condições ideais para
o seu aproveitamento, não possuem capacidade económica e tecnológica para os explorar.

Recursos não renováveis são o nome atribuído aos recursos naturais que, quando
utilizados, não podem ser repostos pela acção humana ou pela natureza, a um prazo
útil. Tanto os combustíveis fósseis como os nucleares são considerados não
renováveis, pois a capacidade de renovação é muito reduzida comparada com a
utilização que deles fazemos. As reservas destas fontes energéticas irão ser
esgotadas, ao contrário das energias renováveis. As fontes de energias não
renováveis são actualmente as mais utilizadas. Os combustíveis fósseis (petróleo,
carvão e gás natural) são fortemente poluidores, libertando dióxido de carbono
quando queimados; causando chuvas ácidas; poluindo solos e água. O petróleo é um
combustível fóssil, produzido há milhões de anos atrás pela pressão de material
orgânico, e é hoje encontrado em algumas zonas do subsolo da Terra. É a principal
fonte de energia actual. O petróleo e gás natural são encontrados tanto em terra

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quanto no mar, principalmente nas bacias sedimentares (onde se encontram meios
mais porosos - reservatórios), mas também em rochas do embaciamento cristalino.
É de fácil transporte, mas o seu potencial destruidor do meio ambiente é muito
grande, pois libera grande quantidade CO2 para atmosfera sendo um dos grandes
"vilões" do chamado aquecimento global, por causa, da sua grande utilização nos
meios de transportes e industriais.

Gás natural, é encontrado, geralmente, junto das reservas petrolíferas. É a mais


barata e menos poluente dos combustíveis fósseis, mas de mais difícil extracção,
vêm sendo utilizado principalmente pelas indústrias, e pelos automóveis, nos dias
de hoje já é amplamente utilizado nas casas como gás de cozinha.

Carvão mineral, é uma das fontes de energia mais abundante mas também uma das
mais poluentes, é utilizado nas termoeléctricas, tem ampla utilização nas indústrias
como combustível quase que principal.

Combustíveis nucleares um quilo de urânio é capaz de produzir tanta energia como


um milhão de quilos de carvão. É uma fonte de radioactividade, pelo que é de uso
bastante perigoso e complicado, podendo haver fuga de materiais radioactivos e
não existir um modo de tratamento ou de isolamento eficiente dos dejectos
ocasionados pela utilização ampla do urânio enriquecido. Hoje esses materiais vêm
sendo armazenados em grandes piscinas para o seu arrefecimento, mas não há
previsão para que esses materiais voltem ao "normal".

A água da Terra - que constitui a hidrosfera - distribui-se por três reservatórios


principais: os oceanos, os continentes e a atmosfera, entre os quais existe uma
circulação contínua – ciclo da água ou ciclo hidrológico. Este ciclo é responsável
pela renovação da água no planeta. O movimento da água no ciclo hidrológico é
mantido pela energia solar e pela gravidade. Na atmosfera, o vapor de água que
forma as nuvens pode transformar-se em chuva, neve ou granizo dependendo das
condições climatológicas. Essa transformação provoca o fenómeno atmosférico ao
qual se chama precipitação. A ciência que estuda o ciclo hidrológico é a Hidrologia e
os seus principais especialistas são os engenheiros hidrólogos, um ramo da
engenharia hidráulica ou engenharia hídrica.

O ciclo da água: Da superfície para a atmosfera, da atmosfera de volta à


superfície, processos composição química, serviços ambientais prestados pela água.
A água é a única substância que existe, em circunstâncias normais, em todos os
três estados da matéria (sólido, líquido e gasoso) na Natureza. A coexistência
destes três estados implica que existam transferências contínuas de água de um
estado para outro; esta sequência recheada de fenómenos pelos quais a água passa
do globo terrestre para a atmosfera é designado por ciclo hidrológico. A água da
evapotranspiração (nome cientifico dado ao vapor de água obtido da transpiração e
da evaporação) atinge um certo nível da atmosfera onde se condensa, formando as
nuvens. Nas nuvens, o vapor de água condensa-se formando gotículas, que
permanecem em suspensão na atmosfera. Estas gotículas, sob certas condições,
agregam-se formando gotas maiores que se precipitam, ou seja, chove. A chuva

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pode seguir dois caminhos, ela pode infiltrar-se e formar um aquífero ou um lençol
freático ou pode simplesmente escoar superficialmente até chegar a um rio, lago
ou oceano, onde o ciclo continua.

O ciclo da água inicia-se com a energia solar que


incide na Terra. A transferência da água da
superfície terrestre para a atmosfera, passando
do estado líquido ao estado gasoso, processa-se
através da evaporação directa, por transpiração
das plantas e dos animais e por sublimação
(passagem directa da água da fase sólida para a
de vapor). A vegetação tem um papel importante
neste ciclo, pois uma parte da água que cai é absorvida pelas raízes e acaba por
voltar à atmosfera pela transpiração ou pela simples e directa evaporação. Durante
esta alteração do seu estado físico absorve calor, armazenando energia solar na
molécula de vapor de água à medida que sobe à atmosfera.

Dado à influência da energia solar no processo de evaporação, a água evapora-se


em particular durante os períodos mais quentes do dia e em particular nas zonas
mais quentes da Terra.

A evaporação é elevada nos oceanos que estão sob a influência das altas
temperaturas subtropicais. Nos oceanos equatoriais, onde a precipitação é
abundante, a evaporação é menos intensa. Nos continentes, os locais onde a
precipitação é mais elevada existem florestas e onde a precipitação é mais baixa,
existem desertos. Em terra, em algumas partes dos continentes, a precipitação é
maior que a evaporação e em outras regiões ocorre o contrário, contudo predomina
a precipitação, sendo que os oceanos cobrem o deficit do terreno evaporando mais
água que recebem pela precipitação.

O vapor de água é transportado pela circulação atmosférica e condensa-se após


percursos muito variáveis, que podem ultrapassar 1000km. Poderá regressar à
superfície terrestre numa das formas de precipitação (por exemplo, chuva, granizo
ou neve), como voltar à atmosfera mesmo antes de alcançar a superfície terrestre
(através de chuva miúda quente). Em situações menos vulgares, poderá ainda
transformar-se em neve e cair em cima de uma montanha e permanecer lá 1000
anos. Toda esta movimentação é influenciada pelo movimento de rotação da Terra e
das correntes atmosféricas.

O ciclo hidrológico actua como um agente modelador da crosta terrestre devido à


erosão e ao transporte e deposição de sedimentos por via hidráulica, condicionando
a cobertura vegetal e, de modo mais genérico, toda a vida na terra.

O ciclo hidrológico é, pois, um dos pilares fundamentais do ambiente,


assemelhando-se, no seu funcionamento, a um sistema de destilação global. O
aquecimento das regiões tropicais devido à radiação solar provoca a evaporação
contínua da água dos oceanos, que é transportada sob a forma de vapor pela

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circulação geral da atmosfera, para outras regiões. Durante a transferência, parte
do vapor de água condensa-se devido ao arrefecimento formando nuvens que
originam a precipitação. O retorno às regiões de origem resulta da acção conjunta
da infiltração e escoamento superficial e subterrâneo proveniente dos rios e das
correntes marítimas.

Precipitação consiste no vapor de água condensado que cai sobre a superfície


terrestre. Infiltração consiste no fluxo de água da superfície que se infiltra no
solo. Escoamento superficial é o movimento das águas na superfície terrestre,
nomeadamente do solo para os mares. Evaporação é a transformação da água no seu
estado líquido para o estado gasoso à medida que se desloca da superfície para a
atmosfera. Transpiração é a forma como a água existente nos organismos passa
para a atmosfera. Evapotranspiração é o processo conjunto pelo qual a água que cai
é absorvida pelas plantas, voltando à atmosfera através da transpiração ou
evaporação directa (quando não absorvida). Condensação é a transformação do
vapor de água em água líquida, com a criação de nuvens e nevoeiro.

A água pura (H2O) é um líquido cujas moléculas são formadas por dois átomos de
hidrogénio e um de oxigénio. Quando na atmosfera, pode reagir com determinados
gases - como dióxido de enxofre (SO2), óxidos de nitrogénio (NO, NO2, N2O5) e
dióxido de carbono (CO2) - ocasionando chuvas ácidas. Designamos água pura
aquela que e obtida através da natureza sem estar sujeita a qualquer tratamento,
mas no entanto para obtermos água pura tem que estar sujeita a tratamento
químico sob a influência do ser humano.

Entre outros, a água presta os seguintes serviços ambientais: regulação do clima;


regulação dos fluxos hidrológicos; reciclagem de nutrientes; recreação. O volume
total da água na Terra mantém-se constante, variando ao longo do tempo a sua
distribuição por fases.

Se fossemos dividir a água do planeta - incluindo a congelada, salgada e potável -


daria 7 piscinas olímpicas para cada pessoa da Terra por toda a vida, mas se
dividirmos só a potável daria somente 2 litros para cada habitante do planeta por
toda a vida.

Os oceanos constituem cerca de 97% de toda a água do planeta. Dos 3,6 %


restantes, aproximadamente 2,25% estão localizados nas calotes polares e nos
glaciares, enquanto apenas 0,75 % é encontrado na forma de água subterrânea, em
lagos, rios e também na atmosfera, como vapor de água. 84% Da água que se
evapora para a atmosfera tem origem nos oceanos, enquanto apenas 16% são
oriundos dos continentes. As águas que usamos para beber - que estão nos rios,
lagos e águas subterrâneas - são menos de 0,01% da água existente no planeta. A
quantidade total de vapor de água na atmosfera é equivalente a cerca de uma
semana de precipitação em todo o globo.

Num ano, a atmosfera produz uma quantidade de precipitação na Terra 32 vezes


maior em volume do que a sua capacidade total de armazenamento de água. Em

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média, cada molécula de água evaporada fica apenas uns 10 dias em suspensão na
atmosfera antes de voltar a cair no solo. De acordo com a Organização das Nações
Unidas, no último meio século, a disponibilidade de água por ser humano diminuiu
60%, enquanto a população aumentou 50%.

Devido às forças tectónicos, que agem no sentido de criar montanhas, a Terra não
é hoje um planeta uniformemente coberto por uma camada de 3km de água salgada.
A água é o mais importante dos constituintes dos organismos vivos, pois cerca de
50 a 90 % da biomassa é constituída por água. O seu papel nas funções biológicas é
extremamente importante e diversificado, sendo necessária, por exemplo, para o
transporte de nutrientes e dos produtos da respiração celular e para a
decomposição da matéria orgânica, que libera a energia necessária para o
metabolismo.

Resumindo, embora três quartas partes da superfície da Terra sejam compostas


de água, a maior parte não está disponível para consumo humano pois 97% é água
salgada, encontrada nos oceanos e mares e 2% formam glaciares inacessíveis.
Apenas 1% de toda a água doce pode ser utilizada para consumo do homem e
animais. E deste total 97% estão armazenados em fontes subterrâneas
inacessíveis à maioria das populações.

No futuro, se a "inércia dos dirigentes" persistir, as guerras ou ameaças de guerra


não somente serão motivadas pelo petróleo, mas também pela água. A crise mundial
da água, nos próximos anos, alcançará proporções sem precedentes e aumentará a
crescente penúria da água em muitos países em desenvolvimento. Nenhuma região
do mundo poderá evitar as repercussões dessa crise que atinge todos os aspectos
da vida, desde a saúde das crianças até a capacidade das nações para alimentar os
cidadãos os abastecimentos de água diminuem, enquanto a necessidade cresce a um
ritmo espantoso e insustentável. A previsão é de que, nos próximos 20 anos, a
média mundial de abastecimento de água por habitante diminuirá um terço". "Os
mais atingidos continuam a ser os pobres, uma vez que 50% da população dos países
em desenvolvimento estão expostos ao perigo que as fontes de água contaminada
representam".

Nos últimos 50 anos o consumo de água duplicou. As crianças nascidas em países


desenvolvidos consomem entre 30 e 50 vezes mais água do que as crianças nascidas
em países em desenvolvimento. No entanto, a qualidade da água continua cada vez
pior. Será tempo para reflectir que os ricos de hoje podem ser os pobres de
amanhã gastando com racionalidade, este bem precioso pode dar e sobrar para
todos, basta termos sempre em mente que: a água é um elemento precioso, é o
maior bem da humanidade, é fonte da vida.

A água é um recurso natural limitado e essencial à vida. A sua falta é um


problema mundial. Reduza o consumo em casa, no local de trabalho ou na escola.
Muita água é gasta desnecessariamente porque se julga inesgotável. Se não
desperdiçarmos hoje teremos mais amanhã.

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Toda a economia de água principia em nossa casa a começar pela canalização:
Instalar um misturador de água quente e fria nas torneiras, de forma a evitar
desperdício de água; Não deixar as torneiras a pingar; manter em bom estado a
canalização e torneiras. O caudal de uma torneira é de 11 a 19 litros de água
por minuto. Se instalar um compressor redutor de caudal, poderá
reduzir o consumo em 50%., autoclismo Mandar arranjá-los se perderem
água, 40% de toda a água utilizada numa casa desaparece no quarto de
banho, na sanita. As máquinas de lavar roupa comuns gastam em média
cerca de 200 litros de água por lavagem. E gastam o mesmo quer estejam
cheias ou quase vazias, utilize o mesmo principio para lavagem da loiça. Se
um cano rebentar chamar de imediato um canalizador; se detectar uma fuga de
água na via pública (rua ou jardim) avisar a Câmara Municipal ou outra entidade
competente; casa de banho: evitar os banhos de imersão; tomar duches rápidos e
não deixar a água a correr enquanto se ensaboa; fechar a torneira enquanto
escovamos os dentes ou nos barbeamos; Descarregar o autoclismo só quando for
necessário, não utilize como caixote do lixo; reduzir a quantidade de água por cada
descarga do autoclismo. Para tal colocar no depósito uma garrafa de plástico cheia
de água ou opte por um autoclismo com depósito duplo;

Cozinha: na compra de electrodomésticos optar pelos de menor consumo de


água e electricidade; utilize as máquinas de lavar roupa e loiça com a carga
completa. Uma máquina cheia consome menos água do que duas com a carga
incompleta; quando tivermos pouca quantidade de roupa lave-a à mão. Aproveitar
alguma água para lavar o chão; se lavarmos a loiça manualmente utilize a bacia do
lava-loiça ou um alguidar. Evite lavá-la em água corrente mas, se o fizer, não deixe
a água a correr continuamente. Antes da lavagem pode limpar a loiça com um papel
e deixá-la "de molho"; Jardim: Nunca regar o jardim nas horas de maior calor. Se
regar de manhã cedo ou à noite poupa a água que perde com o calor do sol; se
possível fazer a rega com água de poços e ribeiros, recuperar a água da chuva ou
reutilize a de uso doméstico (ex: de lavagem de fruta e legumes); Há plantas que
necessitam pouca água, evitar regá-las sem necessidade; Optar pelo cultivo de
plantas típicas da região porque estão melhor adaptadas ao clima; Cobrir a terra do
jardim com casca de pinheiro ou outro material apropriado. Desta forma diminui-se
o contacto directo da luz solar com o solo, conservando a humidade da terra;

Se tivermos piscina cobri-la quando não estiver a ser utilizada e limpe o


filtro frequentemente;

Lavagem do carro: reduzir o consumo de água na lavagem do carro. Procurar


lavá-lo com menos frequência; optar por baldes de água; evitar a utilização da
mangueira mas, caso se faça, fechar a torneira quando não estiver a utilizar a água;

O que fazer durante uma seca: redobrar os cuidados com a poupança da


água. A seca pode dever-se à ausência ou diminuição de chuva ou, então, à
dificuldade ou impossibilidade de fazer chegar a água às nossas casas, campos
agrícolas ou indústrias; não encher tanques ou piscinas, podemos estar a gastar
água necessária a outras pessoas; fechar ligeiramente as torneiras de segurança

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de modo a diminuir o caudal de água; em caso de cortes de fornecimento de água
armazenar só as quantidades que vamos necessitar. Se sobrar água não a deitar
fora, reutiliza-se. Durante uma seca a qualidade da água pode deteriorar-se.

Em minha casa, tenho garrafas de plástico cheias de água nos autoclismos,


visto não ter autoclismos inteligentes ou duplos, não tomo banho de imersão, não
lavo os dentes ou corto a barba com a torneira aberta, utilizamos as máquinas
sempre com carga completa, lavo o carro á mão utilizando apenas três pequenos
baldes de água e não o lavo periodicamente, rego as plantas com água proveniente
de lavagem de saladas. Gastaria de aproveitar as águas pluviais mas em virtude de
o meu prédio não possuir cisterna não é possível. Todas as formas de economizar
água e energia, já transmiti as minhas filhas que procedem da mesma forma que eu.

As instituições públicas que são grandes consumidores de água, poderiam ter uma
pequena central de tratamento de águas, para regarem os jardins, lavagem de
chãos, de máquinas ou automóveis, sanitas etc.

Em minha casa, Controlo os gastos através da leitura da factura e faço uma


leitura regular do contador; assim consigo saber se tenho fugas na canalização,
para além de ter os gastos mais controlados.

Mas a consciencialização continua a ser uma das melhores formas de poupar


água. Saber que a quantidade diária de água usada em média pela maioria dos
africanos é menor do que a quantidade usada numa descarga de autoclismo na
Europa, deve despertar a responsabilidade de todos para uma utilização mais
eficiente da água.

Existem alguns problemas que se põem na gestão desta área.

O decréscimo populacional com o abandono de áreas agrícolas e pastoris,


agravado pela mecanização de certas actividades agro-pecuária, põe em risco a
diversidade da paisagem tradicional. A diminuição da diversidade paisagística pode
levar à diminuição da diversidade biológica da área. Por outro lado a plantação de
árvores, mal adaptadas, tem levado à diminuição da riqueza paisagística e à
destruição de importantes áreas naturais. Outros problemas embora mais pontuais
são a exploração de inertes, a abertura de novas estradas, a caça desordenada e
os incêndios florestais.

Um dos maiores problemas do século XXI é o crescimento exagerado das


cidades, tal fato produz agravamentos ambientais, já que o crescimento ocorre de
forma rápida e desorganizada. Existem inúmeros factores que comprometem o
meio ambiente, como a produção do lixo e esgotos, as chuvas ácidas, as poluições, o
desmatamento, os problemas de temperatura entre outros.

A poluição gerada nas cidades pode ser libertada de várias formas. A


poluição pode ser originada por meio de lixo depositado em locais impróprios,
radiações, ruídos, substâncias químicas, agentes contaminantes e outros. As chuvas
ácidas ocorrem como consequência da liberação de gases na atmosfera que alteram

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a acidez da água podendo provocar diferentes problemas ao meio ambiente. As
ilhas de calor acontecem em todas as cidades pouco urbanizadas, pois factores
como asfalto, concreto, poluição e a grande quantidade de prédios aquecem a
temperatura da região. A urbanização das cidades é importante devido a sua
interferência na temperatura, já que as plantas podem amenizar tal problema. Para
melhorar as condições de vida nos grandes centros e diminuir os impactos
provocados no meio ambiente, é preciso retroceder para melhorar as condições
ambientais das pessoas que lá habitam.

É de acreditar que hoje em dia todas as pessoas civilizadas ou não já se


tenham apercebido que o clima está a mudar e é preciso fazer algo para
retroceder este fenómeno, a escacês de água é cada vez mais e nalguns locais já
esta a ficar salobra, um dos factores que pode contribuir para inverter esta
situação, pode começar por uma reflorestação com árvores adequadas a essa
região, incentivo da pastorícia, de forma a regularizar as florestas evitando
incêndios, controlar a desmatação com vista a criar novas zonas agrícolas, reduzir
o biocombustivel (combustíveis feitos a partir de sementes) criar estações de
tratamento de aguas com vista ao seu reaproveitamento, reciclar e reutilizar os
lixos urbanos arranjar novas fontes de energia investindo nas energias renováveis
e procurando outras energias limpas, fazer reservatórios de água (barragens) com
vista à regularização de grandes cheias e reservar água para períodos de secas
prolongadas que se avizinham cada vez mais, não permitir a caça desregrada, uma
vez que esta prática leva à extinção de espécies cinegéticas entre outras que se
alimentam da caça. Disciplinar o desenvolvimento urbano através de planos
directores municipais, criando dentro das urbes mais zonas arborizadas e
disciplinar a extracção de inertes.

Se a industria começar a ser disciplinada com vista ao futuro criando


electrodomésticos mais amigos do ambiente, autoclismos duplos, lâmpadas
economizadores, redução dos combustíveis fosseis etc. Há um sem numero de
coisas que podemos desde já começar a fazer com vista ao melhoramento e bem-
estar humano actual e vindouro de forma a termos um desenvolvimento
sustentável.

Para por cobro aos exageros anteriormente cometidos e disciplinar o


futuro, foi criado O Protocolo de Kyoto que veio regularizar as emissões de
carbono do planeta. Esse Protocolo tem como objectivo firmar acordos e
discussões internacionais para conjuntamente estabelecer metas de redução na
emissão de gases com efeito de estufa na atmosfera, principalmente por parte dos
países industrializados, além de criar formas de desenvolvimento de maneira menos
impactante àqueles países em pleno desenvolvimento.

Diante da efectivação do Protocolo de Kyoto, metas de redução de gases


foram implantadas, algo em torno de 5,2% entre os anos de 2008 e 2012. O
Protocolo de Kyoto foi implantado de forma efectiva em 1997, na cidade japonesa
de Kyoto, nome que deu origem ao protocolo. Na reunião, oitenta e quatro países
dispuseram-se a aderir ao protocolo e a assinarem-no, dessa forma

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comprometeram-se a implantar medidas com o intuito de diminuir a emissão de
gases. As metas de redução de gases não são homogéneas em todos os países,
colocando níveis diferenciados de redução para os 38 países que mais gases
emitem, o protocolo prevê ainda a diminuição da emissão de gases dos países que
compõem a União Europeia em 8%, já os Estados Unidos em 7% e Japão em 6%.

Países em franco desenvolvimento como Brasil, México, Argentina, Índia e


principalmente a China, não receberam metas de redução, pelo menos
momentaneamente. O Protocolo de Kyoto não apenas discute e implanta medidas de
redução de gases, mas também incentiva e estabelece medidas com intuito de
substituir produtos oriundos do petróleo por outros que provocam menos impacto.
Diante das metas estabelecidas o maior emissor de gases do mundo, Estados
Unidos, desligou-se do protocolo em 2001, alegando que a redução iria
comprometer o desenvolvimento económico do país.

Em 1988, ocorreu na cidade canadiana de Toronto a primeira reunião com


líderes de países e classe científica para discutirem sobre as mudanças climáticas,
na reunião foi dito que as mudanças climáticas têm impacto superado somente por
uma guerra nuclear. A partir dessa data foram sucessivos anos com elevadas
temperaturas, jamais atingidas desde que teve iniciou o registro. Em 1990, surgiu o
IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática), primeiro mecanismo de
carácter científico, tendo como intenção alertar o mundo sobre o aquecimento do
planeta, além disso, ficou constatado que alterações climáticas são principalmente
provocadas por CO2 (dióxido de carbono) emitidos pela queima de combustíveis
fósseis. Em 1992, as discussões foram realizadas na Eco-92, que contou com a
participação de mais de 160 líderes de Estado que assinaram a Convenção Marco
Sobre Mudanças Climáticas. Na reunião, metas para que os países industrializados
permanecessem no ano de 2000 com os mesmos índices de emissão do ano de 1990
foram estabelecidas. Nesse contexto as discussões levaram à conclusão de que
todos os países, independentemente de seu tamanho, devem ter a sua
responsabilidade de conservação e preservação das condições climáticas.

Em 1995, foi divulgado que as mudanças climáticas já davam sinais claros,


isso proveniente das acções anafóricas sobre o clima. As declarações atingiram
directamente os grupos de actividades petrolíferas, esses rebaixaram a classe
científica alegando que estavam precipitados e que não havia motivo para maiores
preocupações nessa questão. No ano de 1997, foi assinado na cidade japonesa o
Protocolo de Kyoto, essa convenção serviu para firmar o compromisso, por parte
dos países do norte (desenvolvidos), em reduzir a emissão de gases. No entanto,
não são concretos os meios pelos quais serão colocadas em prática as medidas de
redução e se realmente todos envolvidos irão aderir.

Em 2004 ocorreu uma reunião na Argentina que fez aumentar a pressão para que
se estabelecessem metas de redução na emissão de gases por parte dos países em
desenvolvimento até 2012. O ano que marcou o início efectivo do Protocolo de
Kyoto foi 2005, vigorando a partir do mês de Fevereiro. Com a entrada em vigor do
Protocolo de Kyoto, cresceu a possibilidade do carbono se tornar moeda de troca.

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O mercado de créditos de carbono pode aumentar muito, pois países que assinaram
o Protocolo podem comprar e vender créditos de carbono. Na verdade o comércio
de carbono já existe há algum tempo, a bolsa de Chicago, por exemplo, já negociava
os créditos de carbono ao valor de 1,8 dólares por tonelada, já os programas com
consentimento do Protocolo de Kyoto conseguem comercializar carbono com
valores de 5 a 6 dólares a tonelada.

Conclusão: os países industrializados não estão preocupados com o meio


ambiente, vão continuar a produzir a seu bel-prazer poluindo e vendendo aos países
menos desenvolvidos o produto da sua poluição uma vez que estes estão longe de se
tornarem auto sustentáveis ou pelo menos terem esperanças disso. Assinaram o
acordo para agradarem a gregos e troianos mas ao assinarem já sabiam de ante
mão que a eles não se aplicava uma vez que o lucro rápido e fácil esta sempre em
primeiro plano,

Para a concretização deste trabalho foi necessário o recurso a alguns sítios da


internet nomeadamente a Diciopédia livre, (Wikipedia)

José António da Costa Silva

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