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TEOLOGIA - NOTURNO

ACONSELHAMENTO CRISTÃO
PROF. ROSÂNGELA – Atividade

ESTUDO DE CASO:

O CASAMENTO NA CONTEMPORANIEDADE: CONSTRUINDO


ESPAÇOS PARA O EU E O NÓS NA RELAÇÃO 1

SUMÁRIO

Introdução.................................................................................................................................................2
O casamento na contemporaneidade.........................................................................................................2
A construção da identidade conjugal - benefícios e dificuldades de um casamento................................4
Caso clínico...............................................................................................................................................6
Conclusão:.................................................................................................................................................6
Bibliografia ..............................................................................................................................................7
ANEXO 1: Quem é essa nova mulher?....................................................................................................8
ANEXO 2: O Eu e o Nós na Relação.....................................................................................................11

1
Esta atividade escolar se baseia no artigo da Psicóloga Maria Isabel Wendling como requisito do curso de Terapia da
Familia e Casal no Centro de Estudos da Família e do Indivíduo (CEFI)

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Introdução

O presente trabalho visa comentar e estudar alguns aspectos importantes do


relacionamento conjugal com base no trabalho realizado por Maria Isabel Wendling como
requisito para conclusão do curso de formação em Terapia de Família e Casal no Centro de
Estudos da Família e do Indivíduo (CEFI).

Ela salienta a necessidade de um novo tipo de construção dos espaços individuais e


conjugais dos casais em nossa sociedade nos dias atuais e, para isso, apresenta:

 Uma breve revisão teórica sobre o casamento na contemporaneidade.


 As características e as expectativas apontadas por homens e mulheres no nosso
contexto social.
 Os aspectos referentes à construção da identidade conjugal - os benefícios e as
dificuldades encontradas para lidar com o casamento no decorrer dos anos.
 Por fim, apresenta um caso clínico de caracterização do processo de retomada do
vínculo conjugal num casal de meia-idade, compreendido a partir do ponto de vista
sistêmico.

O casamento na contemporaneidade

O casamento na sociedade moderna vem sofrendo transformações que apontam para a


grande dificuldade e complexidade de se construir uma vida a dois, principalmente por
causa dos aspectos sócio-econômicos.
Historicamente, na sociedade patriarcal, era o homem que dominava, cuidava e
administrava os recursos e a mulher lhe era submissa, no entanto, hoje este papel mudou e

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a mulher conquistou um grande espaço na sociedade e passou a ser responsável também


pelo sustento e provisão desse lar. No texto abaixo, pode-se verificar essas questões:
"Os homens estão aprendendo a conviver com mulheres confiantes e
auto-suficientes, e mostram-se mais preparados para ter relações
equilibradas", diz Dan Kindlon, de Harvard. "Muitos dizem que uma
mulher bem-sucedida é mais sexy." Kindlon aposta que as mulheres alfa
vão causar uma mudança na estrutura das famílias. "Os adolescentes de
hoje, que desde cedo convivem com mães, irmãs e colegas alfa, vão
dividir mais as tarefas domésticas, o cuidado com os filhos", afirma
Kindlon. Hoje, esse homem ainda é exceção - principalmente em países
latinos como o Brasil, onde o machismo é mais arraigado. "O brasileiro
ainda está preso ao papel de provedor", diz a psicóloga Maria Isabel
Wendling, autora do estudo O Casamento na Contemporaneidade. "Se
ele perde esse papel, fica confuso. No consultório, no entanto, percebo
que os homens estão dispostos a se adaptar ao novo espaço que as
mulheres estão ocupando na relação." 2

No que tange ao significado dessa relação a dois, houve também mudanças na perspectiva
dos gêneros:

 Os homens, no momento da escolha de sua parceira, dão mais ênfase aos aspectos
físicos e a atração sexual, enquanto que, por sua vez, as mulheres consideram mais o
sentimento amoroso.
 Está ocorrendo uma redefinição do que é percebido como papel de homem e papel de
mulher no âmbito familiar.
 As mulheres, assim como os homens, estão namorando vários parceiros, tendo relações
sexuais mais cedo e casando mais tarde. Muitos casais passam a viver junto antes do
casamento, prolongando a fase de nascimento tios filhos.

2
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG76794-6014-462-3,00-QUEM+E+ESSA+NOVA+MULHER.html

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 Há aumento das expectativas entre os cônjuges com uma maior idealização do outro e
uma grande exigência consigo mesmo que provocam tensões e conflitos na relação
conjugal.
 As relações estão sendo constituídas em torno das identidades dos cônjuges tornando a
relação somente agradável enquanto produzir prazer.
 Dificuldades de se criar laços significativos para produzir projetos compartilhados sem
deixar de lado a autonomia. Individualidade todo ser humano possui, mas individualismo
é um mal no casamento.

A despeito de tudo isso, as pessoas continuam a casar-se e a buscar a felicidade conjugal


como algo essencial em suas vidas. Ao decidir pelo casamento as pessoas deveriam se
modificar internamente e se reorganizarem uma vez que ocorrem muitas mudanças a partir
de uma vida a dois. É uma nova etapa no ciclo vital da família onde cada pessoa carrega
consigo toda a sua história individual e isso pode afetar significativamente a relação a dois.

A construção da identidade conjugal - benefícios e dificuldades


de um casamento

A construção da identidade conjugal deve começar mesmo antes do casamento. Será


necessário juntar-se ao outro, mas sem se fundir. Isso nem sempre é facilmente assimilado
e experimentado no cotidiano.

Uma união com outra pessoa requer uma série de ajustes até que cheguem a um mundo
comum de compartilhamento de situações e de idéias com negociação de tarefas,
modificação de papéis e assunção de novas funções.

O sucesso e o fracasso do matrimônio dependem em grande parte do funcionamento e das


regras de colaboração que devem ser expressas por cada casal em consideração às
inevitáveis diferenças e semelhanças entre os parceiros.

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Nenhuma relação começa do zero, pois cada um tem um sistema de crenças e valores que
geram expectativas no casamento.

Diz-nos Maria Isabel:


“Desta forma, o casal vai aos poucos construindo sua identidade conjugal
e começa a elaborar seus constructos em função um do outro. Willi (1
995) complementa esta ideia, afirmando que na vida cotidiana, os
parceiros contam um ao outro o que fizeram ou viram durante o dia. A
correspondência, a escuta e a troca entre o casal vai fortalecendo ainda
mais a relação e torna-se essencial para a higiene psíquica pessoal.
Porém, os indivíduos forma seus constructos a prtir de experiências
pessoais e já que nenhuma pessoa possui vivências exatamente iguais a
da outra, os constructos podem ter significados diversos para cada um”

Outro aspecto importante na construção da identidade conjugal diz respeito à coesão.


Casais saudáveis conseguem conciliarem os aspectos do cotidiano com os da relação. É o
“eu” e o “nós” que não devem ser preteridos um em relação ao outro. Administrar a vida, o
cotidiano, os negócios, as finanças, os problemas consomem muito da energia do “eu” e
pode prejudicar o cuidado e o carinho necessário ao “nõs” da relação conjugal, por isso,
necessário é a coesão. (ver Anexo 2).

Coesão é fundamental, mas a fusão é doentia. É preciso muito cuidado, pois muitos casais
acham que podem fazer coisas juntos, de maneira fusionada, demonstrando uma
personalidade dependente e mesmo infantil. Essa questão deve ser já antes do casamento
adminstrada, cuidada e disciplinada. Maria Isabel assim conclui:

Desta forma, constata-se que equilibrar os aspectos conjugais e indivi-


duais torna-se um desafio para os casais na contemporaneidade, sendo
essencial que haja uma maior reflexão entre os cônjuges sobre estes

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espaços para uma melhor qualidade de vida na relação e crescimento


pessoal.

Caso clínico

As divergências encobertas (a lei do silêncio) é um mal terrível, pois nele o casal se


acomoda e vai levando a sua vida sem conflitos, sem discussões, mas sem soluções. A
diferença era o rítimo de cada um.
Diana não se envolvia com a família, era individualista e pragmática e somente se
interessava pelo seu desempenho profissional.
Tarso já era mais dedicado à família e a uma vida simples.
O Problema: não conseguiam vivenciar o cotidiano; sentiam que não se amavam mais; não
tinham tempo para o “nõs” nem para suas vidas profissionais; distanciamento sexual, perda
de vínculos afetivos.
Gavetas: o que estava bom e o que poderia melhorar?
 Escuta: compartilhar sentimentos que estavam envolvidos na relação.
 Conciliação. Precisavam conciliar as diferenças.
“CAMA DO CASAL”  era a “cama da família, do profissional”, que estava envolvida com
outras situações, mas não era a do casal, do “nós” na relação e isso afetava e distanciava a
intimidade necessária na relação. Eles precisavam se distanciar da família de origem.
O desafio do casal  busca de equilíbrio entre a neccessidade de criar laços significativos e
ao mesmo tempo alcançar “autonomia” (isto é, ter individualidade, mas não ser
individualista; unir, mas não fundir).

Conclusão:

A Revista ÉPOCA em uma matéria entitulada “Quem é essa nova mulher?” (ver Anexo 1)
responde de forma a querer impactar: “Ela nasceu com as conquistas do feminismo, é

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independente e segura. Ao mesmo tempo, admite que precisa de um companheiro e


não se importa em ser admirada pela beleza. Ela é a mulher alfa”.
A revista não está errada ao exaltar a mulher, ao condenar o machismo, ao desejar uma
relação equilibrada e independente, mas comete um lapso grave ao exaltar o individualismo
feminino e ao tratar a relação como algo descartável tão logo haja um problema. Gostar de
homens (ou gostar de mulheres, no caso dos homens) aponta que a mulher alfa é aquela
que pode usar o outro como seu objeto e isso não é sadio ao se tratar de família, pelo
menos das famílias que tem temor a Deus.
Gostei do artigo e acho importante a busca do concerto, da harmonia, da solução em uma
relação a dois. Achei muito interessante a “lei do silêncio” e como isso pode, como um
câncer, destruir relacionamentos bem lentamente.
Eu acredito em Deus e no mandato divino de constituir a família. Eu acredito no juramento
feito de amar idependentemente da situação econômica-financeira, de saúde, “na vida e na
morte”. Eu acredito que Deus detesta o divórcio (Ml 2:16) e que devemos buscar ajuda para
encontrarmos solução e saída para os problemas conjugais. Como disse Paulo, se Cristo
não ressuscitou, comamos e bebamos, pois amanhã morreremos (I Co 15:32; Is 22:13).
Como creio que Cristo ressuscitou, então creio na fidelidade, no amor e na solução dos
problemas conjugais.

Bibliografia
1. Artigo da Psicóloga Maria Isabel Wendling como requisito do curso de Terapia da Familia e Casal no Centro de Estudos da Família
e do Indivíduo (CEFI).

2. http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG76794-6014-462-3,00-QUEM+E+ESSA+NOVA+MULHER.html
3. http://www.gazetacatarinense.com.br/novo/?content=ler&id=82&tp=cl

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ANEXO 1: Quem é essa nova mulher?


Ela nasceu com as conquistas do feminismo, é independente e segura. Ao mesmo tempo, admite que
precisa de um companheiro e não se importa em ser admirada pela beleza. Ela é a mulher alfa
BEATRIZ VELLOSO, MARIANA SANCHES E MARTHA MENDONÇA

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De qualquer forma, as perspectivas são auspiciosas. A Academy of Management Perspectives prevê que a
participação de mulheres na presidência de grandes empresas saltará de 1,7% para 6,2% num intervalo de
nove anos. Além disso, a defasagem na remuneração está caindo. "Nos últimos anos, a diferença entre o
salário dos homens e das mulheres vem diminuindo rapidamente", diz Marcelo Neri, da FGV. Na prática, outras
searas tradicionalmente dominadas pelos homens - como o Congresso onde está Manuela d'Ávila ou a área
financeira de Ana Cristina Tena - estão abrindo espaço para as mulheres. A carioca Amora Mautner, de 31
anos, desbrava um desses territórios: é uma das poucas mulheres no quadro de diretores de novela da TV
Globo. Comandou produções grandiosas como as minisséries JK e Mad Maria. Agora ela está à frente do
elenco da novela das 8, Paraíso Tropical. A vocação de Amora para a liderança é evidente. Ela desistiu de
atuar depois de uma curta carreira como atriz. "Eu não gostava que mandassem em mim, achava que do meu
jeito era sempre melhor." Na vida pessoal, Amora vive uma situação simbólica dos novos tempos: em duas
ocasiões, ela já dirigiu seu marido, o ator Marcos Palmeira. Os dois esperam um filho para agosto.
A situação do casal, em que a mulher "dirige" o marido, é uma boa metáfora
As mulheres não têm
dos novos tempos. O exemplo dos dois aponta para uma alteração na
mais medo da solidão:
estrutura do casamento, que já se observa aqui e ali, e será mais comum
72% dos divórcios não-
dentro de alguns anos: o processo de adaptação dos homens às mulheres
consensuais do país
alfa. Nesse processo, os maridos estão aprendendo a conviver com mulheres
são pedidos por elas
que, por vezes, são mais poderosas que eles, podendo eventualmente deixá-
los à sombra. Muitos estão até desfrutando da situação.
É o caso de Michel Klein, de 56 anos, dono da rede de lojas Casas Bahia, que há três anos mora com Maria
Alice Pereira, uma empresária de 37 anos. Maria Alice é dona de um café badalado na região dos Jardins, em
São Paulo, e de três centros de convivência para funcionários das fábricas das Casas Bahia. Trabalha pelo
menos dez horas por dia e controla tudo por um laptop (que chama de "meu bebê"). Por ele, assiste a imagens
em tempo real de seus negócios - tudo sem descuidar do visual, da ginástica, da maquiagem. Diante de uma
mulher com tamanha autonomia e segurança, Klein não esconde o orgulho. "As mulheres independentes são

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mais interessantes", diz ele. "É gostoso chegar em casa e poder sair daquele assunto que eu chamo de 'cricri',
sobre criada e crianças. Sinto a maior admiração pela carreira da Maria Alice." Ela confirma o companheirismo
do marido. "O Michel jamais me pediria para deixar de trabalhar. Quando tenho de trabalhar no fim de semana,
ele vai para o meu escritório comigo, leva umas revistas e fica lendo, enquanto eu resolvo as minhas coisas."
"Os homens estão aprendendo a conviver com mulheres confiantes e auto-suficientes, e mostram-se mais
preparados para ter relações equilibradas", diz Dan Kindlon, de Harvard. "Muitos dizem que uma mulher bem-
sucedida é mais sexy." Kindlon aposta que as mulheres alfa vão causar uma mudança na estrutura das
famílias. "Os adolescentes de hoje, que desde cedo convivem com mães, irmãs e colegas alfa, vão dividir mais
as tarefas domésticas, o cuidado com os filhos", afirma Kindlon. Hoje, esse homem ainda é exceção -
principalmente em países latinos como o Brasil, onde o machismo é mais arraigado. "O brasileiro ainda está
preso ao papel de provedor", diz a psicóloga Maria Isabel Wendling, autora do estudo O Casamento na
Contemporaneidade. "Se ele perde esse papel, fica confuso. No consultório, no entanto, percebo que os
homens estão dispostos a se adaptar ao novo espaço que as mulheres estão ocupando na relação."

Maria Alice Pereira


Idade: 37 anos
Estado civil: é noiva do empresário
Michel Klein, com quem mora há três
anos

Por que é alfa: controla os negócios


por imagens em tempo real de seu
laptop (o qual chama de "meu bebê")
sem descuidar da ginástica
Para chegar a esse equilíbrio, as mulheres também tiveram de mudar. Da postura confrontadora do início do
movimento feminista, por vezes até agressiva, elas caminharam para um ponto em que não têm mais
vergonha de dizer que gostam e precisam dos homens - ainda que não seja pelo salário, e sim pelo apoio e
companheirismo. "Adoro homem, Deus não inventou nada melhor", afirma a publicitária pernambucana Ana
Venina, de 42 anos. Ela foi casada duas vezes e, com o último marido, teve o filho Matheus, de 8 anos. "Mas
sei que homem não é emprego, é companheiro. Não acredito em relacionamento com dependência financeira
ou emocional." A postura de Ana é típica das mulheres alfa: elas querem ter um homem a seu lado e
reconhecem os prazeres da vida a dois. Mas não precisam se casar nem dependem dos homens - mais que
isso, elas não dependem de ninguém. As estatísticas comprovam que, quando estão infelizes, elas não
hesitam em seguir "carreira-solo". Segundo o IBGE, 72% dos divórcios não-consensuais do país são pedidos
pela mulher. "Até a década de 70, o casamento era a junção de duas metades: o provedor e a responsável
pelo lar", diz o economista Marcelo Neri. "Agora, as mulheres são as duas metades em uma só."

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Essa virada de mesa foi fundamental para que as alfas se sentissem à


O número de mulheres
vontade para arriscar e decidir o rumo da própria vida - seja no momento de
chefes de família
pedir o divórcio, de adiar (ou rejeitar) a maternidade, de deixar o marido em
aumentou oito vezes
casa para sair à noite com as amigas. O novo panorama produz mulheres
entre 1995 e 2005. Elas
que, sem ter a obrigação de se afirmar, desfrutam de uma serenidade que
já são 28% no Brasil
não se via nas gerações anteriores. É a serenidade que se observa na
administradora de empresas Gabriela Mascioli, de 31 anos. Há quatro anos, ela largou um emprego estável
num banco de investimentos, onde ganhava bem, era respeitada e tinha chances de ascensão, para realizar o
sonho de trabalhar com dois assuntos que adora: culinária e livros. Abriu em São Paulo uma livraria
especializada em títulos sobre gastronomia. Há três anos, veio outra mudança: separou-se do marido, com
quem estava casada havia sete anos. O divórcio veio sem traumas. "Vejo cada um desses passos como
experiências que me deixaram mais forte", diz ela. "Quero estar casada, ou empregada, se isso for fazer minha
vida melhor. Se for para fazer minha vida pior, não quero."
O espírito alfa encontra sua última fronteira nas meninas jovens, as mulheres adultas de amanhã. As garotas
alfa, encontráveis nas escolas das grandes cidades do Brasil, deverão reunir a serenidade de Gabriela
Mascioli, a firmeza de Maria Alice Pereira, a competência de Ana Cristina Tena e a liderança de Amora
Mautner. Essas características estão presentes num grupo de alunas do 3o ano do ensino médio do Colégio
Santa Cruz, tradicional escola da classe média alta paulistana. Diana Garcia, de 16 anos, não demonstra a
menor ansiedade em arrumar marido e ter uma família. "Pode ser que eu case, pode ser que não. Acho que
minha vida pode ser boa dos dois jeitos." Nina Giglio, de 17, ainda nem fez o vestibular para Arquitetura e já
planeja mestrado e doutorado, prometendo engrossar as estatísticas que mostram as mulheres dominando as
universidades. "Acho importante não parar de estudar nunca", diz. E Bruna Keese, também de 17, mostra
desprendimento até com o ponto que costuma atingir as mulheres em cheio: o corpo. "Tenho tanta coisa boa
para fazer... Não entro nessa paranóia de ficar me preocupando em emagrecer", afirma. É assim - de cabeça
fresca, com segurança, autonomia e a passos largos - que as mulheres alfa caminham para o futuro.

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Ana Venina
Idade: 42 anos
Estado civil: divorciada

Por que é alfa: é uma publicitária


bem-sucedida. Gosta de homem e
diz que Deus não inventou nada
melhor. Com seu segundo marido,
teve Matheus, de 8 anos. Mas diz
que não acredita em
relacionamentos com dependência
emocional ou financeira

REF.: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG76794-6014-462-3,00-QUEM+E+ESSA+NOVA+MULHER.html

ANEXO 2: O Eu e o Nós na Relação

O ser humano sempre buscou uma auto compreensão. Muitos filósofos, pensadores, psiquiatras, sociólogos,
psicólogos e tantos outros, procuraram e procuram definições capazes de ajudar as pessoas terem uma idéia
melhor de si mesmas; suas atitudes e comportamentos. Mesmo assim, é comum ouvir pessoas se queixando
do \"vazio\" que sentem.
Conviver em sociedade não é uma coisa simples, ainda mais com tantas exigências. Não seria diferente na
vida a dois. Percebo o quanto os casais têm se esforçado para que seu casamento\"dê certo\", fazendo muitas
vezes várias tentativas e \"malabarismos\" para chegar a um acordo e melhorar a qualidade da união conjugal.
Isto evidencia que, apesar de constatarmos inúmeros casos de divórcios e separações, o casamento pode
ainda ser considerado algo importante na vida das pessoas. Segundo Walsh (2002), a grande maioria
daqueles que se divorciam, tornam a casar-se, formando famílias reconstituídas e apontando o quanto as
pessoas procuram, além da satisfação de necessidades, serem felizes no casamento. Porém, esta busca pela
felicidade necessita de um compromisso diário com o outro, envolvendo além do amor e do respeito, muita
dedicação e compreensão. Sendo assim, o significado de felicidade e bem-estar pode ser diferente para os
cônjuges e o conflito entre construir a identidade conjugal sem perder a identidade individual pode levar a
frustrações e sofrimento para os envolvidos.

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As dificuldades encontradas pêlos casais atualmente demonstram o quanto a vida diária, a rotina e as
demandas da sociedade influenciam tanto no bem-estar conjugal como na maneira de lidar com o próprio
casamento. Todas estas questões acrescidas das exigências pessoais, profissionais e familiares, fazem com
que muitas vezes o casal reflita sobre sua relação e se questione sobre como conciliar todas estas demandas
necessárias para o seu desenvolvimento.

O casamento vem sofrendo uma série de transformações durante o tempo, nos mostrando que construir uma
vida a dois pode ser uma das tarefas mais complexas e difíceis do ciclo de vida familiar. Ao longo do tempo,
pode-se perceber que o casamento sempre recebeu influências do contexto sócio-econômico, atendendo ao
mesmo tempo, a uma diversidade de interesses, tanto sociais e familiares como também, individuais.
Historicamente, na sociedade patriarcal, o homem dominava a relação e a mulher era subordinada a ele. Os
âmbitos público e privado eram divididos entre homens e mulheres, sendo que o primeiro era de
responsabilidade masculina, enquanto o segundo, feminina. Atualmente, há uma maior igualdade entre os
cônjuges. A mulher conquista novos espaços no mercado de trabalho e na vida em sociedade, apesar de ainda
ser destinada a ela a organização doméstica e o cuidado com os filhos (Strey, 1998). No que diz respeito ao
significado do casamento também houve alterações na perspectiva dos gêneros. Segundo uma pesquisa
realizada por Féres- Carneiro (1997), o casamento significa a constituição de uma família para os homens e é
definido como uma relação de amor para as mulheres, o que nos concede alguns indícios sobre os motivos
que levam cada vez mais às mulheres tomarem a iniciativa para a separação matrimonial. Poder-se-ia pensar
que se não há mais amor, não existe motivos para permanecerem casadas, possibilitando desta forma, que
encontrem outra pessoa para amar e talvez se casarem novamente.
Outra diferença apontada pela pesquisadora refere-se à escolha conjugal. No momento da escolha, os homens
relatam valorizar os atributos físicos e a atração sexual, enquanto que, por sua vez, as mulheres consideram
mais o sentimento amoroso. Além disso, foi constatado que aos poucos vem ocorrendo uma redefinição do que
é percebido como papel de homem e papel de mulher no âmbito familiar. Os homens começam a ter maior
participação no cotidiano doméstico, embora esta participação seja vista ainda como concessão e ajuda e não
como divisão de responsabilidades. Já no que diz respeito ao momento em que ocorre o casamento no ciclo
vital também se observam modificações. As mulheres, assim como os homens, estão namorando vários
parceiros, tendo relações sexuais mais cedo e casando mais tarde. Muitos casais passam a viver junto antes
do casamento, prolongando a fase de adultez jovem e adiando o nascimento dos filhos (Carter e McGoldrick,
1995). Além disto, o casamento pode ser compreendido como uma relação de intensa significação na vida das
pessoas, envolvendo um alto grau de intimidade e investimento afetivo (Féres-Carneiro, 2001). Pode-se
perceber com todos estes dados, que há um aumento das expectativas entre os cônjuges, um alto nível de
idealização do outro e uma super-exigência consigo mesmo, provocando tensão e conflito na relação conjugal.

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Espera-se desta relação intimidade, amizade, afeto, realização sexual, companheirismo e oportunidade de
desenvolvimento emocional. No entanto, é difícil atingir esses ideais o que pode ser demonstrado pelas altas
taxas de divórcio ou pelas insatisfações apontadas pelos casais que buscam auxílio através da terapia.

Como se observa, as relações conjugais contemporâneas são constituídas em torno das identidades dos
cônjuges. O compromisso nestas relações é o de sustentar o desenvolvimento pessoal e a relação se mantém
enquanto for prazeroso e útil para cada um. Féres-Carneiro (2001) concluiu que tanto os homens como as
mulheres salientaram a importância da individualidade na vida a dois ao mesmo tempo em que valorizavam a
importância de compartilhar e dividir.

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