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FUNDAMENTOS DE GEOLOGIA

1ª Edição - 2008

SOMESB Sociedade Mantenedora de Educação Superior da Bahia S/C Ltda.
William Oliveira
Presidente Superintendente Administrativo e Financeiro Superintendente de Ensino, Pesquisa e Extensão Superintendente de Desenvolvimento e Planejamento Acadêmico Diretor Administrativo e Financeiro

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FTC - EAD Faculdade de Tecnologia e Ciências - Educação a Distância
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MATERIAL DIDÁTICO Produção Acadêmica Produção Técnica
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Supervisão

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Coordenação

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Revisão de Texto Editoração Ilustrações

Coordenação de Curso

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Angélica de Fátima Silva Jorge Angélica de Fátima Silva Jorge

Profª Drª Iracema Reimão Silva

Autoria

André Pimenta, Antonio França Filho, Angélica de Fátima Jorge, Alexandre Ribeiro, Amanda Rodrigues, Bruno Benn, Cefas Gomes, Cláuder Frederico, Francisco França Júnior, Herminio Filho, Israel Dantas, Ives Araújo, John Casais, Márcio Serafim, Mariucha Silveira Ponte, Tatiana Coutinho e Ruberval da Fonseca

Equipe

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SUMÁRIO

A DINÂMICA INTERNA E OS MATERIAIS TERRESTRES _________ 7
PROCESSOS INTERNOS E TEMPO GEOLÓGICO _______________________ 7
ESTRUTURA INTERNA DA TERRA

______________________________________________ 7

TECTÔNICA DE PLACAS______________________________________________________ 10 DEFORMAÇÕES GEOLÓGICAS: FALHAS E DOBRAS TEMPO GEOLÓGICO

________________________________ 17

________________________________________________________ 20

ATIVIDADE COMPLEMENTAR _________________________________________________ 24

MINERAIS E ROCHAS _______________________________________________ 25
CICLO DAS ROCHAS / MINERAIS FORMADORES DAS ROCHAS ________________________ 25 ROCHAS ÍGNEAS ___________________________________________________________ 33 ROCHAS SEDIMENTARES _____________________________________________________ 48 ROCHAS METAMÓRFICAS ____________________________________________________ 53 ATIVIDADE COMPLEMENTAR _________________________________________________ 56

A DINÂMICA EXTERNA DO PLANETA __________________________ 57
OS PROCESSOS SUPERFICIAIS _______________________________________ 57
INTEMPERISMO ____________________________________________________________ 57 EROSÃO__________________________________________________________________ 62 MOVIMENTOS DE MASSA

____________________________________________________ 67 _____________________________ 69

RECURSOS HÍDRICOS SUPERFICIAIS E SUBTERRÂNEOS

ATIVIDADE COMPLEMENTAR _________________________________________________ 73

SUMÁRIO AMBIENTES GEOLÓGICOS __________________________________________ 74 AMBIENTE DESÉRTICOS______________________________________________________ 74 AMBIENTE GLACIAL ________________________________________________________ 76 AMBIENTE FLUVIAL_________________________________________________________ 77 AMBIENTE COSTEIRO _______________________________________________________ 79 ATIVIDADE COMPLEMENTAR _________________________________________________ 81 GLOSSÁRIO _____________________________________________________________ 83 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS __________________________________________ 84 .

Esta disciplina é fundamental para o estudo da Biologia. sua composição e aplicabilidade. a biologia. Profª Drª Iracema Reimão Silva .Apresentação da Disciplina Caro aluno. a química. vamos tentar apresentar a geologia em seus diversos aspectos. e busca a exploração dos recursos naturais de maneira economicamente viável e ambientalmente sustentável. A geologia interage com diversas outras ciências como a física. bem como as ciências econômicas e sociais. para que possamos entender melhor o nosso ambiente natural. seus materiais e suas transformações. O estudo da formação e evolução da Terra e dos ambientes terrestres é a base para os estudos dos ecossistemas e da evolução das espécies. Geologia é a ciência que estuda a Terra: sua origem. já que a biosfera e a litosfera. formam sistemas integrados que se influenciam mutuamente. aprendendo a valorizar as relações entre o ser humano e a natureza. juntamente com a atmosfera e a hidrosfera. Neste material. Analisa os processos que operam na superfície e no interior do planeta e examina os materiais terrestres.

.

Esta mudança climática certamente afetará a biosfera. Isto pode causar uma diminuição na temperatura do ar devido a pouca quantidade de raios solares que conseguem atravessar a atmosfera nestas condições. A hidrosfera. os geólogos tiveram que utilizar mecanismos ou ferramentas que lhes possibilitasse inferir a composição interna da terra. em “Jornada para o Centro da Terra”. por exemplo. influenciando na quantidade de energia solar que chega à superfície da Terra. o escritor Jules Verne imaginou. A grande ferramenta utilizada para conhecer a comO ramo da geologia que trata dos posição das camadas internas da Terra é o estudo princípios físicos que ajudam a desvendar o das ondas sísmicas. a biosfera e a terra sólida compõem este corpo dinâmico e as alterações sofridas em um destes sistemas produz alterações nos demais. muitos organismos e seus habitats podem ser eliminados pela lava ou por cinza vulcânica. Além das ondas sísmicas. progressivamente mais densos à medida que se chega aos níveis mais profundos. Contudo. Podemos imaginar este integração analisando. Em 1864. Grandes quantidades de gases e cinzas vulcânicas são lançadas na atmosfera. Saiba mais! Fundamentos de Geologia 7 . sujeitos a altíssimas temperaturas e pressões. a gravidade e o magnetismo também são utilizados com esta finalidade. modificando o sistema de drenagem da região. as vainterior da Terra é a geofísica. além disso. uma erupção vulcânica: A partir da erupção vulcânica são lançados blocos de rocha e lava na superfície da Terra. Este material pode obstruir vales e criar lagos. o que os cientistas conhecem hoje sobre o interior do planeta está muito longe da fantástica estória de Verne: atualmente sabe-se que o interior da Terra é formado por rochas e metais. Devido a essa dificuldade. Apenas em circunstâncias muito raras (que serão discutidas no próximo item) as rochas de regiões profundas da Terra chegam à superfície ou próximo dela. um mundo subterrâneo cheio de serpentes marinhas gigantes e outras grotescas criaturas. riações no fluxo de calor. a atmosfera.A DINÂMICA INTERNA E OS MATERIAIS TERRESTRES PROCESSOS INTERNOS E TEMPO GEOLÓGICO ESTRUTURA INTERNA DA TERRA O planeta Terra é um corpo dinâmico composto por diversos sistemas que estão sempre interagindo entre si.

mais lentas ou mais rápidas quando atravessam materiais de composição diferente.0 g/ cm3). Apresenta composição basáltica e sua espessura média é de 6km.if.br/planetas/estterra. rochas de composição basáltica são chamadas de rochas básicas. a crosta continental apresenta composição basáltica (com densidade de cerca de 3. na sua porção inferior ou basal.7g/cm3). Desta forma. os cientistas puderam estimar a densidade. Estas ondas tendem a se propagar com a mesma velocidade quando atravessam regiões mais ou menos homogêneas. mais próximo ao manto. muito inferior à espessura da crosta continental. enquanto que a parte da crosta que forma o substrato oceânico é chamada de crosta oceânica. já nas regiões montanhosas pode apresentar até 70km de espessura.ufrgs. Crosta: a crosta é a camada rochosa mais externa do planeta e pode ser analisada a partir de amostras coletadas nos continentes ou no fundo dos oceanos. por outro lado. tem geralmente espessura inferior a 20km. a estrutura e o estado físico das diversas camadas do interior da Terra. através da comparação de dados coletados em estações sismográficas em várias partes do mundo. tornamse. Crosta continental: apresenta composição tipicamente granítica e tem densidade relativamente baixa (aproximadamente 2. Saiba mais! Rochas de composição granítica são chamadas de rochas félsicas. ao contrário do que ocorre mais próximo à superfície.jpeg . A parte da crosta que compõe os continentes é chamada de crosta continental. Porém. Nos locais onde se encontra mais estreita. a composição. Crosta oceânica: a crosta oceânica é mais difícil de ser estudada devido ao fato de estar abaixo de uma lâmina d’água de cerca de 4km e de uma pilha de sedimentos marinhos que chega a 200m de espessura.A maior parte dos conhecimentos que se tem atualmente sobre a estrutura interna da Terra foi obtida através da análise das variações na velocidade de propagação das ondas sísmicas. 8 FTC EAD | BIO Fonte :<http://astro.

Núcleo: o limite entre o manto e o núcleo ocorre a 2900 km abaixo da superfície. As rochas que compõem o manto são constituídas por minerais ricos em ferro e magnésio (rochas básicas). próximo ao contato manto/núcleo. Na ZBV as ondas passam de uma velocidade de 8. contudo. o grande aumento da temperatura predomina sobre o aumento da pressão e as rochas apresentam um estado parcialmente pastoso. as temperaturas são superiores a 7600°C. aproximadamente a metade da distância entre a superfície e o entro da Terra. ocorre um aumento da pressão e conseqüentemente da densidade do manto. o aumento da pressão tende a fazer com que as rochas fiquem no estado sólido.6 km/s na base do manto. As ondas passam de uma velocidade de 13. para menos de 8. decorrente do aumento da profundidade.3 km/s quando atravessam a parte superior do manto. O aumento da temperatura.0 km/s nesta zona. A cerca de 100km abaixo da superfície. tende a fundir as rochas. Você sabia? As ondas sísmicas são mais rápidas quando atravessam rochas sólidas e mostram baixa velocidade de propagação quando atravessam rochas em estado parcialmente fundido. como as olivinas e os piroxênios (que serão estudados no Tema 2 deste Bloco). é conhecida como Zona de Baixa Velocidade ( ZBV ) e representa mias uma descontinuidade sísmica.Você sabia? O limite entre a base da crosta (continental ou oceânica) e o topo do manto é marcado por uma descontinuidade sísmica. de .aproximadamente. No núcleo. Fundamentos de Geologia 9 . Devido ao aumento da profundidade. para 8.1 km/s no núcleo.5 g/cm3. o sismólogo Andrija Mohorovicic. uma mudança abrupta na velocidade de propagação das ondas sísmicas. Esta região. Manto: o manto é a camada imediatamente abaixo da crosta e ocupa mais de 80% do volume do planeta. ou seja. 250 km de extensão. se estendendo até uma profundidade de 2900 km. Neste limite ocorre mais uma importante descontinuidade sísmica: a Descontinuidade de Gutenberg. em homenagem ao seu descobridor. fica em torno de 5. Próximo a Moho (contato crosta/manto) a densidade é de 3. Os dados sísmicos indicam duas camadas no núcleo: uma camada externa líquida (rocha fundida) de aproximadamente 2270 km de espessura e uma camada interna sólida com o diâmetro de 1216 km.3 g/cm3 e. chamada de Descontinuidade de Mohorovicic ou simplesmente Moho.

Saiba mais! A teoria que descreve essa mobilidade é chamada de Tectônica de Placas. 10 FTC EAD | BIO Fonte: <http://homepage.com/uriarte/triasico.jpg> . elas migram ao redor do globo. existia um supercontinente que ele chamou de Pangea. o cientista alemão Alfred Wegener publicou o livro “A Origem dos Continentes e dos Oceanos” apresentando a revolucionária teoria da deriva continental. Segundo a sua hipótese. Os cientistas têm mostrado que as massas continentais não são fixas. Wegener sugere que. E essa mobilidade gera terremotos.TECTÔNICA DE PLACAS A Terra é um planeta muito dinâmico. vulcões e cadeia de montanhas. há cerca de 200 milhões de anos.mac. Em 1915. este supercontinente teria se fragmentado em pequenos continentes que teriam migrado ou “derivado” até as suas posições atuais.

a cerca de 220 a 300 milhões de anos atrás. Atual distribuição de alguns organismos: em seu livro. ele não conseguiu explicar o mecanismo responsável pelo movimento das massas continentais e. indicando que estes continentes. indicando que no passado a América do Norte e a Europa estavam mais próximas do Equador. Devido à constante modificação das linhas de costa por eventos erosivos essa união não é perfeita. Você sabia? Depósitos de origem glacial são encontrados em diversos locais do Brasil. Na Bahia. na Índia e na Austrália. junto à Antártica. forma. ficou por muito tempo desacreditado no meio científico. indicando uma antiga união destes dois continentes. com isso. Climas passados: dados paleoclimáticos também dão suporte para a teoria da deriva continental. Por outro lado. Associação entre tipos e estruturas de rochas: além da perfeita coincidência entre o contorno de alguns continentes. estrutura e composição rochosa similar em continentes opostos. deixando ainda dúvidas aos cientistas. Mais de 50 anos depois das postulações de Wegener. o avanço tecnológico permitiu o conhecimento de dados sísmicos e do campo magnético da Terra e. por isso. Um destes exemplos é o Mesosaurus. Isso ocorre em algumas cadeias de montanhas com idade. como um quebra-cabeça. e as cadeias de montanhas caledonianas. Wegener indicou evidências de mudanças climáticas globais severas no passado. capas de gelo cobriam extensas áreas do hemisfério sul. alguns organismos modernos têm ancestrais claramente similares. Entretanto. nesta época. em várias localidades da Chapada Diamantina. foi uma das primeiras evidências que sempre intrigou os cientistas. para esta mesma época passada. Apesar de todas as evidências apontadas por Wegener. existem evidências de ocorrência vegetação típica de climas tropicais em regiões do hemisfério norte. Um exemplo desta evidência são as cadeias de montanhas apalachianas. um réptil marinho cujos fósseis foram encontrados na América do Sul e na África. Rochas de origem glacial foram encontradas na América do Sul. os geólogos encontram rochas criadas a partir do derretimento de antigas geleiras. na África. alguns “desenhos” encontrados nestes continentes também coincidem. em 1960 os cientistas produziram um mapa com o contorno da plataforma continental até uma profundidade de 900m e observaram esta similaridade de forma ainda mais perfeita. Por exemplo.Diversas evidências contribuíram para esta hipótese: A coincidência do contorno entre a América do Sul e a África: a grande similaridade entre as linhas de costa em lados opostos do Atlântico Sul. na América do Norte. Evidências fósseis: os paleontólogos apontam diversos fósseis de organismos encontrados em diferentes continentes e que não poderia ser cruzado os oceanos que separam essas massas continentais. a teoria da Tectônica de Placas. O estudo de depósitos glaciais em diversos continentes indicou que. na Escandinávia. Fundamentos de Geologia 11 . encontravam-se unidos no pólo sul. Wegener também cita a distribuição atual de alguns organismos que evidenciam também a idéia da deriva dos continentes. surgiu a partir da teoria da deriva continental de Wegener. Quando os continentes estavam unidos estas cadeias de montanhas formavam um único cinturão montanhoso. como os marsupiais australianos que têm uma direta ligação fóssil com os marsupiais encontrados nas Américas.

mas contínua.De acordo com o modelo da tectônica de placas. E este movimento é responsável pela distribuição das massas continentais. A litosfera é quebrada em diversos segmentos chamados de placas. As sete maiores placas que compõem a nossa litosfera são: Saiba mais! As placas litosféricas se movimentam de forma lenta. Esta camada encontra-se sobre uma outra camada menos rígida chamada de astenosfera. gerando terremotos. vulcanismo. geração de montanhas. que estão constantemente se movimentando e mudando de forma e de tamanho. em geral ocorrem no limite das placas. a ocorrência de eventos como terremotos. os limites de placas são classificados em três tipos: LIMITE DIVERGENTE: as placas se afastam uma da outra devido ao movimento divergen12 FTC EAD | BIO . Ou seja. criando vulcões e grandes cordilheiras de montanhas. com razões de poucos centímetros por ano. De acordo com o tipo de movimento. As placas se movem como uma unidade coerente e as mais significativas interações ocorrem nos seus limites e não no seu interior. a parte superior do manto junto com a crosta formam uma camada rígida chamada de litosfera.

uma cadeia de montanhas gerada pela atividade magmática (o magma vindo do manto extravasa continuamente neste local) chamada de Dorsal Meso-Atlântica. gerando grandes cadeias de montanhas e intensa atividade vulcânica devido á fusão da rocha que mergulha em direção ao manto. Neste caso. Essa crosta se torna mais densa à medida que se resfria e se afasta da fonte que a criou. a placa oceânica. no fundo do mar. devido a este movimento contínuo de separação a partir do centro da dorsal. contudo. mantendo a área superficial da Terra constante. Fundamentos de Geologia 13 . Convergência entre duas crostas oceânicas: nesta situação. Esta ascensão de magma vindo do manto gera cadeias de montanhas submersas chamadas de Dorsais Oceânicas. separando a América do Sul da África e criando o nosso Oceano Atlântico. Com o choque entre as crostas ocorre o “encurtamento” das massas rochosas. Este local onde a crosta afunda ou subducciona sobre a outra é chamada de Zona de Subducção. afunda sob a crosta continental menos densa de composição granítica (rica em alumínio). mergulha sob a placa menos densa. a placa oceânica mais antiga e. a placa mais densa mergulha sobre a menos densa e afunda em direção ao manto sobre a crosta menos densa. as altas temperaturas do manto fazem que as rochas se fundam gerando magma. Limite convergente: as placas se movem uma em direção a outra. Aproximadamente no meio do caminho entre estes dois continentes. Esta separação ocorre em média com a velocidade de 5cm/ano. A medida que a crosta oceânica afunda. mais resfriada e mais densa. O “vazio” deixado por este afastamento é preenchido pelo material que ascende do manto criando um novo substrato marinho. portanto. na zona de separação das placas. Saiba mais! Este mecanismo ocorre no limite oeste da América do Sul. os vulcões gerados na placa oceânica menos densa formará ilhas vulcânicas ou arcos de ilhas. na região dos Andes.te. a placa oceânica mergulha sob a placa continental sul-americana gerando uma zona de subducção e a formação de cadeias de montanhas. A partir do eixo central destas dorsais. A atividade vulcânica ocorre de forma similar ao caso de choque entre crosta oceânica e continental. mais densa devido a sua composição basáltica (rica em ferro e magnésio). Este “consumo” ou “destruição” de crosta contrabalança a geração de novas crostas que ocorre nos limites divergentes. ocorre. Neste local. Esta convergência pode se dá de três formas: Convergência entre crosta continental e crosta oceânica: nesta situação. Você sabia? Este mecanismo vem ocorrendo nos últimos 165 milhões de anos no atlântico sul. nova crosta oceânica é continuamente formada. Este magma é extravasado em vulcões no continente.

lado a lado. Ao longo desta falha. gerando as Falhas Transformantes. nenhuma das duas consegue entrar em subducção ou mergulhar sob a outra. onde os segmentos de crosta se movimentam em sentidos contrários.Convergência entre duas crostas continentais: no caso de convergência entre duas crostas continentais. a Placa do Pacífico se move na direção noroeste passando ao lado da Placa Norte Americana. devido à baixa densidade destas crostas. 14 FTC EAD | BIO . na América do Norte. LIMITE CONSERVATIVO: neste limite. Nestas regiões é muito intensa a incidência de abalos sísmicos e terremotos. Estes limites são gerados por zonas fraturadas na crosta. as placas passam uma ao lado da outra sem gerar ou destruir litosfera. Saiba mais! Um exemplo deste tipo de limite é a Falha de Santo André. em geral com mais de 100km de comprimento. O resultado é a colisão entre dois blocos continentais gerando encurtamento crustal e formando grandes cadeias de montanhas. gerando intensa atividade tectônica na costa oeste dos Estados Unidos e Canadá.

Na diferenciação dos materiais terrestres. formando a hidrosfera. A sismologia é o estudo do comportamento das ondas sísmicas ao atravessar as diversas partes internas do planeta. existem métodos indiretos de investigação: a sismologia e a comparação com meteoritos. O movimento das células de convecção na astenosfera menos sólida faz com que a litosfera rígida se movimente como se estivesse em uma esteira rolante. As escavações e sondagens mais profundas já chegaram a cerca de 13km de profundidade.igc. Estas ondas elásticas propagam-se gerando deformações. que têm suas próprias características de densidade. como a atmosfera. as ondas sísmicas mudam de veloci- dade e de direção de propagação com a variação das características do meio atravessado.br/geologia/a_terra. Este mecanismo é. a ascensão do material geraria o afastamento da litosfera. criando as células de convecção dentro do manto. o acesso é muito limitado. por serem menos densos. ficam mais densas e descem. águas subterrâneas e geleiras). similar ao observado em uma panela de água fervente. a biosfera (conjunto dos seres vivos) e a superfície da parte rochosa. sendo geradas por explosões artificiais e sobretudo pelos terremotos. temperatura. oxigênio e outros. grosso modo. alguns dos quais permitem acesso direto. a hidrosfera (incluindo rios. ao longo da história do planeta. Texto complementar A terra: um planeta heterogêneo e dinâmico Prof. A integração das observações das numerosas estações sismográficas espalhadas pelo mundo todo fornece informações sobre como é o interior do planeta. Segundo este modelo. estado físico. lagos. a água. para se obter informações deste interior inacessível. atravessado em todas as direções por ondas sísmicas geradas a cada terremoto e a cada explosão. Saiba mais! Plumas de material mais aquecido tornam-se menos densas e ascendem. Por isso. enquanto o raio da terra é de quase 6. Desta superfície para baixo. ficaram principalmente sobre a parte sólida.usp. enquanto que o fluxo convectivo descendente geraria as zonas de subducção. Dra. depois começam a se resfriar. Maria Cristina Motta de Toledo Fonte: <http://www. As Informações sobre a velocidade das ondas sísmicas no interior da Terra permitiram reconhecer três camadas principais (crosta. manto e núcleo). Fundamentos de Geologia 15 . bem como a atmosfera. pressão e espessura.php> O planeta Terra é constituído por diversos setores ou ambientes.400km. formada pelos materiais sólidos e mais densos. constituída por gases como nitrogênio.Qual é a força responsável pelo movimento das placas? O principal modelo criado para explicar a deriva continental e a tectônica de placas é a existência de grandes correntes de convecção no manto.

As rochas ígneas assim assim formadas. os mais pesados se concentraram no núcleo. terrestres. A crosta oceânica e a crosta continental apresentam diferenças entre si. como a Terra. a partir da mobilidade que as altas temperaturas permitiam ao material. ao contrário do que muitos crêem. Pode-se comparar os diferentes tipos de meteoritos com as camadas internas da Terra. com exceção apenas do núcleo externo. É importante ressaltar que todo o material no interior da Terra é sólido. então. e vai pouco a pouco solidificando-se. do Sistema Solar como um todo. Se o magma fica retido em bolsões dentro da crosta. tendo uma composição química média mais rica em Si e em AI que as rochas basálticas. ‘As temperaturas que ocorrem no manto. menos os elementos voláteis. gerando correntes elétricas e o campo magnético da Terra. é sólido. e supõe-se que sua composição química represente a composição química da camada terrestre de mesma densidade. formando a crosta. a sismologia e a comparação com os meteoritos. constituem a crosta. que é a mais fina e a mais importante camada para nós. que é parte do manto superior. faz-se a correlação com as camadas da Terra determinadas pela sismologia. representam a composição química e densidade de cada uma das partes internas diferenciadas do corpo que os originou. Se o magma consegue extravasar até a superfície. pressupondo-se que eles (os meteoritos) tiveram a mesma origem e evolução dos outros corpos do Sistema Solar. pois é sobre ela que se desenvolve a vida. como é a escala do tempo geológico. Aqueles que tinham massa suficientemente grande. por acresção planitesimal.Dentre os materiais sólidos. seguida de segregação interna. forma uma camada rígida com 100 a 350km de espessura. não fossem as pressões tão altas que lá ocorrem (milhares de atmosferas). o material do manto. ocorre a ASTENOSFERA. o estado físico dos materiais depende da pressão. os menos pesados na periferia. e seu resfriamento e solidificação vai formar um corpo de rocha ígnea vulcânica ou extrusiva. com estas duas ferramentas indiretas. semelhantes aos condritos. os acondritos e ainda outros tipos. são as placas tectônicas ou placas litosféricas. A crosta oceânica e continental. da energia cinética dos planetesimais quando da acresção e da radioatividade natural. na superfície do globo. são os condritos. Abaixo da litosfera. A primeira ocorre sob os oceanos. a frio. é menos espessa e é formada por extravasamentos vulcânicos ao longo de imensas faixas no meio dos oceanos (as cadeias meso-oceânicas). Isto ocasionou uma fusão parcial. Assim. Os meteoritos provenientes da fragmentação de corpos pequenos. Os meteoritos provenientes da fragmentação de corpos maiores. desenvolveram um forte calor interno. os silicatos seriam líquidos. suas condições de temperatura e pressão permitem uma certa mobilidade. que geram rochas basálticas. junto com uma parte superior do manto. e só se torna líquido se uma ruptura na crosta alivia a pressão a que está submetido. pode emergir até alguns milhares de metros acima do nível do mar. A segunda é mais espessa. Esta camada chama-se LITOSFERA e constitui as placas tectônicas. que representam a composição química média do corpo fragmentado e por inferência. que sofreram a diferenciação interna. forma uma câmara magmática. formadas por outros processos geológicos. que formam. Não existem materiais geológicos. São os sideritos. pode ser chamado lava. formados como corpos homogêneos. e é formada por vários processos geológicos. mas sensível numa escala de tempo muito grande. no contato com a atmosfera e hidrosfera. juntamente com as rochas metamórficas e sedimentares. Assim. que pode ser chamada de composição granítica. muito lenta. Pela sua densidade. Somente nesta situação é que o material silicático do manto se liqüefaz. foi estabelecido um modelo para a constituição interna do globo terrestre. um mosaico de placas encaixadas entre si como um gigantesco quebra-cabeças. formando um corpo de rocha ígnea plutônica ou intrusiva. ou seja. enquanto estiver líquido. por causa da energia gravitacional. e os intermediários no manto. 16 FTC EAD | BIO . que não sofreram esta diferenciação. onde o material líquido metálico se movimenta. e pode. A uma dada temperatura. ser chamado de magma.

grandes blocos de rocha são movimentados lateralmente. As rochas que sofrem compressão geralmente são dobradas. Através deste tipo de stress. os Andes ou os Himalaias? Quais forças teriam o poder de contradizer a natureza rígida destas rochas. sofrendo um stress de cizalhamento. havendo um aumento no sentido vertical e uma diminuição lateral. havendo uma diminuição no sentido vertical e um aumento lateral da área ocupada por estas rochas após a deformação. mudando de forma e de volume. Essa mesma força capaz de mover as placas produz grandes rupturas na crosta.DEFORMAÇÕES GEOLÓGICAS: FALHAS E DOBRAS Quais são as forças capazes de transformar rochas comuns em enormes estruturas montanhosas maciças como os Alpes. permite aos geólogos entender antigos movimentos de placas ou outros eventos geológicos do passado. Quando uma rocha sofre um stress. as rochas que compõem a crosta ficam sujeitas a um poderoso STRESS. ela é deformada. nos seus limites. Este tipo de stress reduz o volume das rochas. A análise das estruturas deformacionais apresentadas pelas rochas. As rochas podem sofrer três tipos de stress. Quando as placas interagem. As rochas em margens de placas transformantes são movimentadas lateralmente em sentidos opostos. soerguimento e rebaixamento de grandes blocos rochosos. sejam divergentes. Graças a ela são geradas bacias oceânicas e cadeias de montanhas. Fundamentos de Geologia 17 . As rochas que se encontram em margens divergentes sofrem stress tencional ou de extensão. convergentes ou transformantes (conservativos). cada um correspondendo a um dos três tipos básicos de limites de placas: As rochas que se encontram em margens de placas convergentes sofrem stress compressional. As rochas são “esticadas”. deformando-as e dobrando-as? Saiba mais! A Tectônica de Placas produz as mais importantes feições de larga-escala encontradas no planeta.

F. o Chile e numerosas ilhas vulcânicas. sujeitas a altas temperaturas e pressões. em geral . As grandes energias lançadas por explosões atômicas ou por erupções vulcânicas podem produzir terremotos. contudo estes são eventos pouco freqüentes. O mecanismo de formação de terremotos foi descoberto em 1906 por H. Cerca de 95% da energia liberada nos terremotos tem origem em uma zona relativamente restrita em torno do oceano Pacífico conhecida como Cinturão do Pacífico. Reid.7m em direção ao norte. 18 FTC EAD | BIO . Estas condições dependem da sua profundidade e vão refletir em um comportamento mais ou menos plástico das rochas. Você sabia? No final do ano de 2005. a Placa do Pacífico se deslocou 4. respondem ao stress de forma rígida ou rúptil.000 pessoas. Estas ondas se propagam em todas as direções a partir do foco do terremoto. O que são os terremotos? Como eles são gerados? E como podem ser preditos? Qual a relação entre estas forças capazes de gerar terremotos e as grandes cadeias de montanhas existentes no planeta? • Os terremotos são vibrações da Terra produzidas por uma liberação rápida de energia. A maior parte dos terremotos são gerados por movimentos que ocorrem em grandes fraturas existentes na crosta terrestre chamadas de falhas. as Filipinas.300m de fratura na região da Califórnia. um terremoto na região da Caxemira matou mais de 90. que elaborou estudos a partir do terremoto de São Francisco. • As rochas que se encontram a grande profundidades (geralmente abaixo de 20 km). as rochas respondem de forma diferente a depender das condições de temperatura e pressão do ambiente onde se encontram. • As rochas mais próximas à superfície. A teoria da Tectônica de Placas mostra que a crosta terrestre está em constante movimento e essa movimentação ao longo dos limites de placas muitas vezes se dá através de falhas. Saiba mais! Instrumentos chamados sismógrafos amplificam e registram a movimentação das ondas sísmicas. Esta zona inclui regiões com grande atividade sísmica como o Japão. vão responder à deformação de forma plástica ou dúctil. Epicentros dos terremotos • O local no interior da Terra onde é gerado o terremoto é chamado de foco.Quando sujeitas ao stress. passando pela placa norte-americana. que separa a Placa da América do Norte e a Placa do Pacífico). • O local na superfície da Terra imediatamente acima do foco é chamado de epicentro. Em um único terremoto. Este terremoto foi acompanhado por um deslocamento horizontal de vários metros ao longo da falha de Santo André (1.

contudo. Como as rochas. O plano de falha é a superfície ao longo da qual ocorre o movimento dos blocos. como no caso anterior. • Recumbentes: com a continuidade da compressão. os Himalaias e os Alpes Europeus. • Assimétricas: em situações onde a compressão é mais intensa. as rochas são dobradas tendendo a formar domos ou morros. As dobras podem variar muito de tamanho – podem apresentar uma extensão de poucos milímetros até centenas de quilômetros. a expressão final no relevo vai depender da resistência das rochas a erosão. Cada sinclinal ou anticlinal tem um plano axial. As falhas podem deslocar grandes blocos rochosos ao longo de um plano de falha. Os lados de uma dobra são chamados de flancos ou limbos. a expressão final no relevo vai depender da resistência das rochas à erosão. Saiba mais! Falhas são fraturas na crosta terrestre com deslocamento relativo. As compressões. virtualmente paralelo à superfície da Terra. neste caso. contudo.Os principais tipos de deformação tectônica sofridas pelas rochas são as dobras e as falhas. Fundamentos de Geologia 19 . onde elas encontram-se ainda em estado muito rígido. As dobras recumbentes são tipicamente encontradas em cadeias de montanhas fortemente deformados como os Apalaches. Anticlinais: são dobras convexas. produzem uma seqüência de sinclinais e anticlinais que apresentam sempre um flanco em comum. As dobras podem apresentar duas formas principais: Sinclinais: são dobras côncavas. Dobras simétricas geralmente ocorrem quando a compressão é relativamente suave. Nestas dobras o plano axial é inclinado. Dobras As dobras são estruturas construídas em camadas ou estratos rochosos que foram depositados originalmente na horizontal e depois sofreram uma deformação plástica ou dúctil. perceptível entre os lados contíguos e ao longo do plano de falha. em geral. gerando dobras assimétricas. um plano imaginário que divide a dobra em duas partes aproximadamente iguais. as rochas são dobradas tendendo a formar bacias ou vales. elas se rompem. o plano axial da dobra assimétrica pode deitar até ficar na horizontal. as forças tectônicas compressivas forçam um flanco a se movimentar mais que o outro. As dobras (sinclinais e anticlinais) podem ser: • Simétricas: quando o plano axial é aproximadamente vertical e os flancos apresentam a mesma inclinação. surgem “rachaduras” ou fraturas. O caso mais drástico é quando ocorre um movimento ao longo destas fraturas. não têm plasticidade suficiente para dobrar. Falhas Quando as rochas sofrem stress a baixas temperaturas e baixas pressões litostáticas. como próximo aos limites de placas. gerando as falhas.

como uma Bíblia da geologia. não se sabia nenhum método confiável para datar os vários eventos no passado geológico. como é o caso da Falha de Salvador. De acordo com o seu movimento relativo (de um bloco em relação ao outro). Ao longo do tempo. A descida dos blocos rochosos. A depender da direção de movimento dos blocos. John Wesley Powell fez uma pioneira expedição ao Rio Colorado e ao Grand Canyon. Esta falha representa a borda da Bacia do Recôncavo. A maior e mais conhecida falha transcorrente encontrada na literatura é a Falha de Santo André. TEMPO GEOLÓGICO Durante muitos anos. aberta como uma conseqüência secundária da separação Brasil / África. Ele afirmou que milhões de anos da história da Terra estavam expostos nas paredes do Grand Canyon. • O bloco de rocha localizado acima do plano de falha é chamado de teto. 20 FTC EAD | BIO . ocasionada por este tipo de falhamento. Você sabia? Na Bahia. o plano de falha já sofreu um grande recuo erosivo. que gerou o Atlântico sul. comuns onde existe convergência de placas.Devido aos processos erosivos a que estão sujeitas as rochas na superfície. as falhas são classificadas em: Falhas horizontais ou transcorrentes: são falhas geradas por stress de cizalhamento. Este tipo de falha está geralmente associado com stress tencional ou divergente. • O bloco localizado abaixo do plano de falha é chamado de muro. dificilmente são encontrados os originais planos de falha. Powell observou que os canyons desta região representavam um livro de revelações escrito nas rochas. as falhas verticais podem ser: Falhas normais: o bloco do teto desce em relação ao muro. Falhas inversas: neste tipo de falha. gerando um movimento horizontal. nos Estados Unidos. nos Estados Unidos. O bloco do muro que permanece elevado em relação ao teto é chamado de horst. estando atualmente a superfície de erosão nas proximidades do Elevador Lacerda. Falhas verticais: neste tipo de falha os blocos rochosos se movem verticalmente em relação ao plano da falha. paralelo ao plano de falha. a chamada Falha de Salvador. o bloco do teto sobe em relação ao muro. Em 1869. o desnível topográfico que separa a Cidade Alta da Cidade Baixa foi gerado por uma falha. Esta falha está geralmente associada com poderosas compressões horizontais. gera depressões chamadas de graben.

contudo. para desvendar a história da Terra foi postulado por James Hutton no seu livro “Teoria da Terra”. Devido à grande raridade de fósseis para datações. físicas e biológicas que operam atualmente são as mesmas que operaram no passado geológico. muitas partes deste livro precisam ser decifradas. expresso pelo ditado “o presente é a chave para o passado”. foram perdidas. as rochas registram os eventos geológicos e as mudanças das formas de vida ao longo do tempo. Este princípio diz que as leis químicas. Grand Canyon Um dos princípios básicos usados. Saiba mais! O Principio do Uniformitarismo é. Fundamentos de Geologia 21 . para decifrarmos as rochas antigas temos primeiramente que compreender os processos que atuam hoje e os seus resultados. Este livro. publicado em 1700 – o Princípio do Uniformitarismo. Os geólogos que desenvolveram a escala de tempo geológico revolucionaram a maneira com que as pessoas concebiam o tempo e como percebiam o nosso planeta. Isso significa que as forças e os processos que nós observamos atualmente agindo no nosso planeta têm atuado desde muito tempo atrás. Ainda hoje. especialmente nos primeiros capítulos. O Precambriano representa cerca de 88% da história da Terra. não foi possível subdividi-lo em pequenas unidades de tempo. ainda nos dias atuais. Muitas páginas. Eles mostraram que a Terra é muito mais antiga do que se poderia imaginar e que a sua superfície e o seu interior sofreram mudanças no passado através dos mesmos processos geológicos que operam atualmente. Então. mas pouco se sabe sobre este período. Os geólogos dividiram o tempo geológico em dois grandes eons: Precambriano (dividido em Arqueano e Proterozóico): representa os primeiros 4 bilhões de anos da história do planeta. não está completo.Semelhante a um longo e complicado livro de história. A principal subdivisão da escala de tempo geológico é chamada de eon. geralmente. Fanerozóico: representa últimos 540 milhões de anos.

Está subdividida em três períodos: Triássico Jurássico Cretáceo Era Cenozóica (65 milhões de anos até os dias atuais): representa a menor de todas as eras e que se encontra melhor registrada. Marca o aparecimento dos mamíferos e o desenvolvimento da vida humana. e pelo surgimento dos primeiros pássaros e das primeiras plantas com flores. como as conchas. Por outro lado. dos primeiros organismos com conchas. Devoniano. Era Mesozóica (248 – 65 milhões de anos atrás): é marcada pelo aparecimento e extinção dos dinossauros. dos anfíbios e dos répteis.O Fanerozóico é marcado pelo aparecimento de animais com partes duras. Permiano. dos insetos. das plantas terrestres. Siluriano. Durante esta era. o movimento das placas juntou todas as massas continentais em um único supercontinente chamado Pangea. que permitiram a sua preservação fóssil. Está subdividida em seis períodos: Cambriano. dos peixes. estima-se que aproximadamente 80% da vida marinha desapareceu nesta era. Esta redistribuição de massa e terra gerou grandes mudanças climáticas que se acredita ser a causa da grande extinção de espécies ocorrida nesta época. que por sua vez foram divididas em períodos: Era Paleozóica (540 – 248 milhões de anos atrás): marca o aparecimento de diversos organismos invertebrados. Carbonífero. Está subdividida em dois períodos: Terciário Quaternário 22 FTC EAD | BIO . o final desta era é marca pela extinção de várias espécies. Ordoviciano. Este eon foi dividido em três eras.

000 anos de idade. Essa tendência é chamada de princípio da horizontalidade original. Desta forma. Fósseis: os fósseis são restos de organismos antigos ou evidências de sua existência preservados no material geológico. Datação absoluta Em geral. Horizontalidade e Superposição: a maior parte dos sedimentos são transportados em corpos d’água (rios. desta forma.) e são depositados como camadas horizontais ou sub-horizontais.000 anos de idade. Este método só consegue datar materiais rochosos com mais de 100. Em função disso. Este método pode ser usado em materiais entre 100 e 100. Estes princípios envolvem principalmente relações espaciais e conhecimentos de evolução biológica e análise de evidências fósseis. as glaciações mais recentes e os eventos de subida ou descida no nível do mar. em uma seqüência de estratos rochosos inalterados os estratos mais jovens estarão no topo e os mais antigos na base da seqüência. da mesma maneira. vulcanismos. São usados principalmente isótopos de urânio. Relações de cruzamentos e cortes: estas relações mostram que rochas ígneas intrusivas são necessariamente mais novas do que as rochas onde elas penetram (intrudem). a observação de fenômenos geológicos modernos (terremotos. é possível datar.Datação relativa A datação relativa é feita estabelecendo-se uma seqüência de eventos geológicos. apresentando a seqüência de formação entre elas. Fundamentos de Geologia 23 . a idade relativa diz quais as rochas mais velhas e quais as mais novas umas em relação às outras. polens.. sempre que possível eles utilizam métodos de datação absoluta para determinar a idade das rochas.. Datação com Carbono . Os dois métodos principais de datação absoluta são: Datação Radiométrica: esse tipo de datação usa o decaimento de isótopos radiativos que são por vezes incorporados na estrutura cristalina de alguns minerais formadores de rochas. carapaças. ou seja. oceanos. plantas. Desta forma. por exemplo. Os princípios mais fundamentais da datação relativa são: Uniformitarismo: este é o mais básico dos princípios usados para interpretar a história da Terra e diz que os processos geológicos que ocorrem no presente são similares àqueles ocorridos no passado. potássio e rubídio. falhas e dobras são posteriores à formação das rochas que elas fraturam ou deformam. etc) pode ajudar a interpretar eventos antigos. os cientistas preferem ter dados da idade das rochas quantificados em anos e não simplesmente saber se a rocha A é mais nova ou mais velha que a rocha B. etc. O estudo dos fósseis indica o período em que estes organismos se desenvolveram no planeta e quando foram extintos. ajudados por seus conhecimentos de processos fundamentais como sedimentação. vulcanismo e erosão. Os geólogos determinam a seqüência dos eventos geológicos que foram produzidos nas rochas de uma determinada área usando certos princípios básicos. Quando as camadas apresentamse muito inclinadas significa que houve a atuação de forças tectônicas que as deformaram. O princípio da superposição diz que as rochas são depositadas sob outras mais antigas.14: este método de datação utiliza o carbono-14 a partir de conchas.

Qual a região de maior incidência de terremotos no mundo? 2. 24 FTC EAD | BIO . Explique o princípio do Uniformitarismo. Sabendo que as forças tectônicas podem romper ou deformar as rochas. Quais as principais evidências apontadas pelos cientistas de que os continentes estariam juntos há cerca de 200 milhões de anos e teriam migrado até as posições atuais? 3. Quais as principais diferenças entre os métodos de datação relativos e absolutos? 5.Atividade Complementar 1. explique o que são “falhas” e o que são “dobras” e como são formadas. 4.

Tomando arbitrariamente um ponto de início para o ciclo das rochas. Os sedimentos são transportados pelos agentes erosivos – água. A inter-relação entre estes tipos de rochas é representada pelo ciclo das rochas. Quando as rochas ígneas são expostas na superfície (devido a um levantamento crustal. erosão. Com isso. mangues. Fundamentos de Geologia 25 . O magma é um material derretido formado no interior do planeta. Quando os sedimentos são compactados.MINERAIS E ROCHAS CICLO DAS ROCHAS / MINERAIS FORMADORES DAS ROCHAS Além do valor econômico associado às rochas e aos minerais. ou por já terem se cristalizado na superfície). baseados em seu modo de origem: rochas ígneas. praias. vento ou ondas – e eventualmente são depositados. Estes agentes causam a desintegração e a decomposição das rochas na superfície num processo chamado de intemperismo. se estas rochas forem envolvidas na criação de cadeias de montanhas através de forças tectônicas. gelo. ou entrarem em contato com massas magmáticas (fluxos de magma). esses sedimentos então se convertem em rocha. ou ainda em subsuperfície (no interior da crosta). etc. através da sobreposição de camadas de sedimentos umas sobre as outras. Você sabia? Desta forma. sedimentares e metamórficas e a perceber que cada tipo está ligado aos outros através de processos eu agem na superfície e no interior do planeta. sofrem a ação de agentes como a água. através da percolação de água contendo carbonato de cálcio ou sílica. A cristalização do magma pode ocorrer na superfície. etc. o ciclo das rochas demonstra também a integração entre diferentes partes do complexo sistema terrestre. através de erupções vulcânicas. Este processo de transformação de sedimentos em rocha é chamado de litificação e resulta na formação de rochas sedimentares. o conhecimento básico dos materiais terrestres é essencial no conhecimento dos fenômenos que ocorrem no planeta. ou cimentados. As rochas são divididas em três grupos. Este processo de solidificação do magma é chamado de cristalização. Os sedimentos podem formar campos de dunas. as variações de temperatura. mecanismos de oxidação. Este material (partículas e/ou substâncias dissolvidas) resultante da desagregação e decomposição das rochas é chamado de sedimentos. sedimentares e metamórficas. planícies fluviais. Em ambos os casos as rochas geradas são chamadas de rochas ígneas. O ciclo das rochas nos ajuda a entender a origem das rochas ígneas. por exemplo. Se as rochas sedimentares forem submetidas a grandes temperaturas e pressões responderam às mudanças nas condições ambientais com a recristalização e o rearranjo de seus minerais criando o terceiro tipo de rocha – as rochas metamórficas. Essas mudanças ambientais podem ocorrer. todos os processos da Terra estão de alguma forma ligados às propriedades destes materiais. temos o magma. Eventualmente este material se resfria e se solidifica.

rubis. As rochas metamórficas. em geral devido à sua cor. as rochas sedimentares. quer sejam de origem ígnea ou de origem sedimentar. quando expostas na superfície vão sofrer a ação dos agentes de intemperismo transformando-se em seixos. Na (sódio) e Mg (magnésio). 26 FTC EAD | BIO . como o carvão (que é formado a partir de restos de plantas sob altas temperaturas e pressões). a esmeralda. Desta forma. etc. as rochas ígneas podem. Seguindo um outro caminho. Como os diamantes. O diamante. Alguns minerais são chamados de gemas – são minerais preciosos ou semi-preciosos que apresentam valor econômico. Num caminho inverso. sofrerão a ação dos processos intempéricos e se desagregarão ou serão decompostas tornando-se novamente sedimentos inconsolidados. Fe (ferro). Caso estes sedimentos sejam litificados (cimentação e compactação). Minerais formadores das rochas Saiba mais! As rochas são agregados ou combinações naturais de um ou mais minerais. grãos. compondo. A crosta da Terra é composta essencialmente por oito elementos mais comuns que se combinam para formar os minerais formadores das rochas. a biotita são exemplos de minerais. sofrer a ação de esforços compressionais e a elevação da temperatura e pressão pode causar o metamorfismo destas rochas. formará rochas sedimentares. formados por elementos químicos em determinadas proporções e com um sistemático arranjo interno. vindo a formar rochas metamórficas. Estes elementos são o O (oxigênio). o quartzo. Também os compostos orgânicos. K (potássio). estas rochas serão transformadas em magma podem voltar a formar rochas ígneas. ao invés de serem desagregadas e decompostas na superfície. Saiba mais! Minerais são sólidos inorgânicos que ocorrem naturalmente na natureza. Si (silício). esmeraldas. ametistas.Se as condições ambientais a que forem submetidas as rochas sedimentares forem capazes de fundi-las. expostas na superfície. os compostos sintéticos formados em laboratório não são considerados minerais. safiras. brilho ou forma do cristal. não são considerados minerais. por exemplo. Al (alumínio). partículas ou soluções dissolvidas sendo posteriormente depositados como sedimentos. planícies ou campos de duna. Ca (cálcio).

dolomita. Alguns não-silicatos são também formadores de rochas.Os dois elementos principais são o oxigênio e o silício. místicas e extraí-los. duros e compactos. Estes se combinam para formar tetraedros de silício-oxigênio. micas (biotita. outras apenas bizarras. anfibólios. cristal original. Esse é o modo como os minerais são Tradições. Ao pensar nos minerais em termos de sua Natural. ou através de atividade orgânica (de animais e plantas).variedade de rochas e paisagens que observamos na duzido a pó. os óxidos (como os óxidos ricos em ferro como a hematita e a magnetita). artificial e inorgânico aplicação na indústria moderna e pela ciência. cada partícula ainda retém a forma do natureza. por exemplo). As milhões de maneiras pelas quais O cristal é uma substância de forma constan. Substâncias produzidas artificialmente. sulfeto de chumbo. sulfeto de ferro) e os sulfatos (como o gipso. Isso significa que. e a pirita.com/paulac_onofre/> Minerais e rochas Que são minerais? Cristal Mineral Com a notável exceção do mercúrio. não são consideradas minerais verdadeiros. às vezes é necessário cavar bem fundo medicinais. Fundamentos de Geologia 27 . eram tidos como subsformam dentro de diferentes tipos de rochas. Esta estrutura básica forma o mais abundante grupo de minerais do planeta: os silicatos. Atenção! O texto abaixo serve para complementar o conteúdo apresentado sobre os minerais formadores das rochas.geocities. mitos e lendas identificados. Fonte: < http://www. sulfato de cálcio). os sulfetos (como a galena. Para tâncias dotadas de propriedades mágicas. Algumas dessas crenças são surpreendentemente corretas. São massas sólidas que exibem formas chamadas cristais. – abrindo minas. Os principais deles são os carbonatos (calcita. Os tetraedros de silício-oxigênio podem formar uma grande variedade de estruturas cristalinas e compor minerais como quartzo. poços e túneis.os minerais podem se combinar resultam na imensa te e regular. Mais do que simples rochas As rochas são feitas de combinações específicas de minerais. no passado. moscovita). feldspatos (K-feldspato. piroxênios e olivinas. os minerais são pesados. mesmo quando re. plagioclásio). esOs minerais são substâncias naturais que se quecemos que.

Segundo des são exclusivas e inimitáveis e. entre outras. A bola de cristal na qual os videntintas usadas na pintura. todo o espectro e toda e qualquer tonalidade que se da Última Ceia de Cristo. mas as civilizações posteriores minerais começaram a inscrever essas fórmulas mágicas nos A dureza de um mineral e seu grau de fragmenpróprios amuletos e talismãs. e provavelmente provocaram mente negro quando cristal. mas as provas 28 O futuro previsto no quartzo FTC EAD | BIO . O nome da hematita vem da palavra “sangue” curar ferimentos expostos. fosse capaz de gos. curavam resprolongada exposição à luz. vivianita. alaranjados brilhantes (crocoíta. segundo se dizia. além de ser em geral lina do espécime e pela maneira como seus componenmaginíficas e atraentes. mas adquirem outra totalmente difedigestivo. kamerita). clivagem e fragmentação dos poderes mágicos. tais como engo.de grande valia para os artistas. mesmo em caso de que algumas gemas acalmavam febres. que exerce fase das pedras preciosas. O Santo Graal. A dureza e a clivagem de um mineral estão tantes para a identificação deles. a astrologia. porque as crenças antigas. era uma possa imaginar. certos minerais tornavam imunes a cores derivadas de minerais costumam ser tremendaenvenenamentos quem os possuísse. uma cor de traço vermelho-profunda e produz um Da mesma forma. gar). fluorita. mistura. acertadas sobre a identidade de um mineral tendo Eram objetos supostamente dotados de poderes por base a cor é examina-la em conjunto com o brisobrenaturais ou mágicos – principalmente com o lho desse mineral – ou seja. A cor de um mineral pode variar bastante de um espécime a outro. Mas outras idéias antigas.rente quando moídos. Daí o grande número de tracínio constante nas pessoas. wulfenita vanadinita). de fato alivia o sistema estado natural. ingerida junto com vinho. A melhor maneira de tirar conclusões amuletos desde o princípio da história do homem. entoavam-se fórmulas cabalísticas em torno de talismãs e amuletos para investi-los de Dureza. azuis (lápis-lazúli. verdes brilhantes (dioptásio. não passam de hematita. Algumas cores só ocorrem em determinados minerais. a evidência científica apóia a teoria: o sal de Epsom Alguns minerais têm uma determinada cor em ou sal amargo. De início. Isso se deve a impurezas locais e a elementos químiTalismãs e amuletos cos adjacentes que podem ter afetado parcialmente As gemas têm sido usadas como talismãs e sua aparência. apresenta mais danos físicos do que cabeças desanuviadas. por exemplo. verdes amarelados (autunita e outros minerais Em tempos idos. Muitos minerais são incorporados às taça de esmeralda. em parte. fornecem pistas importes se ligam. é altamente improvável que a pigmento amplamente usado desde os tempos antiágata moída. Em alguns casos. realcomuns em ouro ou prata. justamente em função de sua cor. Cores mais vivas entre as propriedades mecânicas mais fáceis de serem ou inusitadas aumentam muito o valor comercial observadas pelo mineralogista amador. saca e tornavam os guerreiros invencíveis. azurita). que por isso mesmo são Durante milhares de anos as pessoas inventa. dificultando a identificação. cinabre. temos os vermelhos (prustita. um óxido de ferro muito comum. vioficas e eficazes quanto as plantas. natural ou artificial. acreditava-se que os minerais secundários do urânio). vilhosas que possuem. Acreditava-se mente estáveis e não desbotam. conseguissem acalmar cólicas intestinais.de um espécime. em parte porque as tonalidates previam o futuro era afeita de quartzo. tação (caso haja) são determinados pela estrutura cristaAs cores dos minerais. Entretanto.em grego. amarelos (trissulfureto de arsênico e enxoPropriedades de cura fre). normalhistórias da carochinha. é a gama de cores maradições e lendas que envolvem a magia. poder de evitar o mal ou o infortúnio. Os alquiEntre as cores mais fantásticas exibidas pelos mistas afirmavam que poderiam transformar metais cristais. Um bom exemplo disso é a lir ametista moída para evitar ressaca.esmeralda). com o brilho da superfície ou com a qualidade de sua luz reflexa. ou que as safiras. láceas (ametista. das ao leite. já que essas cores representam a alquimia e simbolismos religiosos. e as gemas tivessem propriedades de cura tão bené. ram histórias extraordinárias a respeito dos minerais Um dos atrativos dos minerais.

o grau de dureza é bastante alto definitivo a identidade de um espécime desconhecido.que fornecem raramente bastam para se estabelecer em materiais. A dureza poderia ser definida como a capacidade de um mineral de resistir à abrasão de outros Fundamentos de Geologia 29 . nas quais os átomos se encontram o mais próximos possível uns dos outros e onde os elos em forma de Dureza andaime entre os átomos são muito fortes. Em geral. em minerais com estruturas internas compactas.

sul e sul) forçam o afastamento mútuo. por exemplo. medir a dureza dos minerais não é a melhor forma de defini-los. Há vários minerais magnéticos e um dos mais comuns é a magnetita. A grafita – uma outra forma (alotrópica) de carbono. quimicamente idêntica ao diamante – é mais mole e fraca que o diamante porque seus átomos estão dispostos em camadas que podem ser deslocadas umas das outras com relativa facilidade. transversal. a hemimorfita. irregulares). Clivagem A clivagem é a tendência que têm os minerais de se partir em certas direções. Se em seguida você partir os dois. a calcita. Pólos iguais (norte e norte. Essa regra continua valendo independentemente de como você divida a substância magnética. A Escala de Mohs é apenas um meio grosseiro e instantâneo de comparação entre minerais. Mas. quando os planos da estrutura não são paralelos. embora o método seja útil para descrevê-los. chamado ruptura. apesar das limitações. A regra é: pólos iguais repelem. desigual. ao passo que pólos opostos atraem-se. a galena. concóide (semelhante a uma concha) e lascado ou denteado (com A dureza de um mineral não é necessaria. Utilizamos quatro graus de clivagem: perfeita. Neste caso. por exemplo. Um é chamado “pólo norte”. você partir um magneto em dois Fratura e ruptura pedaços. A direção da clivagem é sempre paralela à face cristalina possível ou existente. elas se atraem ou se repelem.superfícies recortadas. a Escala de Mohs continua sendo perfeitamente adequada e o método mais comum para uso geral. o diamante. Muitos minerais têm fratura e clivagem. Se você pegar dois pedaços de rocha naturalmente magnética. ocorre 30 FTC EAD | BIO . o outro “pólo sul”. Escala de Mohs Infelizmente. dependendo das extremidades que forem postas juntas. Outro efeito. Magnetismo O magnetismo é uma força que tanto pode atrair para perto quanto afastar para longe certas substâncias. pólos diferentes atraem. inexistente. a rodonita e o topázio. a mais dura das substâncias naturais. até certo ponto a clivariscada no sentido da superfície dos cristais. Se. terá cristalina. mas a fratura pode ocorrer no sentido quatro magnetos e assim sucessivamente. a estrutura do mineral afetado é frágil e se parte de modo desigual em direções diferentes. terá não um magneto quebrado e sim dois A clivagem é diferente da fratura. para defini-los em termos estritamente científicos. indistinta. Conhecida também como pedra-ímã. a clorita. como a magnetita (óxido de ferro). mas alguns só têm a fratura. mas gem é melhor para descrever os minerais do que uma dureza 7 quando riscada na transversal. a magnetita ocorre em rochas ígneas e metamórficas no mundo todo. A bela gema Nunca se deve esquecer que. tem dureza 4 quando que ocorre com a dureza. Entre os minerais que têm clivagem perfeita estão a barita.O diamante. a exemplo do azul de cianita. mente a mesma em todas as direções. Pólos magnéticos Uma das propriedades mais importantes dos materiais magnéticos é a formação de dois pólos. é uma forma de carbono que tem tanto uma estrutura interna muito compacta quanto elos muito fortes entre os cristais. não uma medição cientificamente precisa. Usamos quatro graus de fratura para descrever os minerais: irregular. distinta. A facilidade da clivagem varia muito de mineral a mineral. A clivamagnetos. cada qual com um pólo norte e um pólo gem só acontece ao longo das linhas da estrutura sul próprios.

depois de três períodos. Canadá. As bolhas de ar empanam o brilho do âmbar.Báltico até as praias da Grã-Bretanha. Pode conter coisas como insetos. ela é acompanhada pela emissão de partículas alfa (núcleos de hélio). e assim por diante. O processo de desintegração prossegue e não âmbar pode ser levado pelas águas. especialmente se dentro dela estiver uma instáveis de certos elementos que ocorrem mais espécie rara ou extinta. castanha ou por aquecimento. Radioatividade Isótopos Os núcleos atômicos de um determinado elemento nem sempre têm a mesma composição. Quando friccionado. Gemas animais Algumas das mais belas e valiosas preciosidades da Terra não são originárias de rochas. pertenFundamentos de Geologia 31 . em relação à radioatividade natural. uma vez que a duração da meia-vida de um elemento tenha sido descoberta. restará ¼ do elemento ori. a que contém a maior parte de sua massa. A radioatividade pode ser definida como desintegração espontânea de certos núcleos atômicos. partículas beta (elétrons) ou radiação gama (ondas eletromagnéticas curtas). As em mente. folhas. mas de Um dos fatos mais importantes para se ter organismos vivos. por exemplo. França. O coral é constituído por esqueletos de animais marinhos chamados pólipos de coral.. de elemento para elemento e o tempo que leva para o âmbar dá origem à eletricidade estática.Radioatividade natural dos minerais Alguns elementos químicos que compõem os minerais e as gemas nem sempre são estáveis. pinhas. quando isso acontece. Embora as variantes tenham o mesmo número de prótons da forma básica do elemento. que ficam presas na sua resina pegajosa antes que ela se solidifique. insetos. é muito simples calcular a idade das rochas circundantes pelo grau de decomposição encontrado nos elementos radioativos que contêm. folhas. aranhas e até rãs e sapos. Itália e Estados Unidos. e podem partir-se espontaneamente nas partículas atômicas constituintes. têm um número diferente de nêutrons. depois fossilizada. são emitidas várias formas de radiação. que ela não é influenciada por mudanças químicas ou por quaisquer mudanças normais no ambiente Âmbar do material na qual ocorre. que metade dos átomos de qualquer elemento raOs principais depósitos de âmbar no mundo dioativo se desintegre é conhecido como sua meia. liberada (“secretada”) pelas coníferas e outra forma de reação química. é descritas a seguir são algumas das mais conhecidas. Quando isso ocorre. comumente em forma estável.) Sempre que ocorre radioatividade.lugares em que o âmbar é encontrado: Myanma ginal. Repúblide quatro períodos. Tudo isso é extremamente útil para os geólogos porque. 1/16. Ao contrário. Coral As mais grandiosas estruturas criadas por seres vivos não são de autoria do homem.são encontrados no litoral norte da Alemanha: o vida. A taxa de decomposição natural varia para fazer amuletos e contas. depois (ex-Birmânia). ca Dominicana. Esses minerais deO melhor e mais valioso âmbar é transparencompõem-se naturalmente e. (O núcleo é a parte central do átomo. A radioatividade é muito diferente de qualquer reação que se possa obter O âmbar é uma resina viscosa. Esse fenômeno importante foi descoberto recentemente. Depois de transcor. simplesmente. Entre as inúmeras coisas já encontradas dentro de fragmentos de âmbar estão bolhas de ar. etc. e fragmentos extremamente polidos são usados de radiação. restará 1/8. sendo em geral removidas através de tratamento térmico. República Tcheca. Essas variantes do mesmo elemento básico são conhecidas como radioisótopos ou isótopos. tanto vegetais como animais. muitos dos corpos estranhos menMinerais radioativos são os que contém elecionados aumentam de modo considerável o valor mentos químicos instáveis ou variedades raras e da peça. ou por qualquer amarelada. do leito do mar se encerra após uma meia vida. pedaços de madeira. liberam enormes quantidades de energia em forma te. formando os recifes de coral. Eis outros ridas duas meias-vidas. mas sim de organismos minúsculos que se unem.

no Japão. O coral vermelho é o mais valioso. os procurado no século XIX para fazer adornos usaelefantes continuam a ser caçados em muitas regidos em ocasiões de luto. um em cima do outro.deliberada de uma pequena conta que incita a ostra ma as presas de grandes animais selvagens – espe. que com o passar dos anos se torna maciço.como e. apesar da te enviados para Roma. Estes pólipos têm corpos ocos e cilíndricos. é um material raro e bonito. há alguns nas regiões mais quentes do mar Mediterrâneo. e vão construindo sobre ele uma casca que endurece com o passar dos anos: esse processo protege o molusco contra o intruso. Como o âmbar. Essas secreções – que de início têm o nome de nácar ou madrepérola – circundam o corpo estranho invasor. como os recifes de coral e atóis. do golfo de Manaar. pérolas cuja produção é artificialmente induzida pela inserção O marfim é uma espécie de dentina que for. denda de tecido – “manto” – entre a concha e o corpo do tes. fornecendo ao homem uma das suas mais preciosas riquezas. e durante a ocupação da Grã-Bretaçado peças de marfim agora são estimulados a usar nha os romanos davam-lhe tanto valor que muitos alguns de seus muitos substitutos. cachalote. e há milhares de anos é usado em jóias. conchas e madeiras. de marfim. tipo de exploração dos animais para o benefício e Sabe-se que o homem extrai o azeviche desprazer do homem. O marfim tem Azeviche cor branca cremosa. conscientização cada vez mais generalizada a resA beleza do azeviche é acentuada pelo popeito do problema. o narval. Pode ser azul. Mas às vezes um organismo 32 FTC EAD | BIO . encontrada na França. onde se desenvolvem. No entanto. uma cama. Muitos que antes teriam cobi. As pérolas naturais são originárias do golfo Pérsico. o leão-marinho e a morsa também são capturados por causa dele. Esses esqueletos são formados de carbonato de cálcio (rocha calcária). embora algumas vezes vivam sozinhos. As pérolas podem ser redondas ou irregulares.C. o azeviche ões da África e da Índia por caçadores clandestinos gera eletricidade estática quando friccionado.centes à classe zoológica anthozoa. causando irritação.a criar uma pérola – são produzidas principalmente cialmente dos elefantes. que se acumularam por cima dele. originário da made mamute entalhada. França. As pérolas cultivadas – isto é. e da legislação internacional limento. passadas. e por causa de sua cor negra era muito que protege os animais sob ameaça de extinção. molusco secreta camadas de carbonato de cálcio.de 1400 a. O azeviche é uma variedade de carvão e . que separa a Índia do Sri Lanka e do mar Vermelho. O coral pode existir apenas em águas com temperatura acima de 22°C – embora a maior parte deles seja encontrada em águas tropicais. Em geral apenas as partes rígidas dos orAo se iniciar o processo de irritação. Irlanda e Grã-Bretanha (Escócia). mas também de hipopó. houve nos últimos 50 anos e fossilizada por camadas posteriores do mesmo mauma mudança radical de atitude em relação ao esse terial e de outros. rosa. e. foi formado há milhões de anos. EUA (Mississipi). como o marfim carregamentos desse material eram freqüentemenvegetal.ganismos se fossilizam – principalmente ossos. Os mamíferos marinhos como o condições ideais para isso. Alemanha. Marfim Pérola Fósseis O que são fósseis? As pérolas são formadas por ostras e mexilhões de água doce como um tipo de proteção Fósseis são restos preservados de plantas ou contra parasitas ou grãos de areia que penetram em animais mortos que existiram em eras geológicas suas conchas. vermelho ou branco. As pérolas de água doce são encontradas nos rios da Áustria. embora seja muito utilizado em decoração desde o começo da humanidade – uma peça de presa tal. são com maior freqüência encontrados em grandes colônias. e são brancas ou negras. tem deira imersa em água estagnada e depois comprimida mais de 30 000 anos -. osso. a belíssima pérola. acabando por constituir grandiosas formações geográficas. chifre e jaspe. onde as águas rasas do litoral propiciam tamos e javalis.. e ainda correm perigo de extinção.

Talvez o resultado mais espetacular disso tenha ocorrido no século XIX. formados por silício e oxigênio. a maior parte dos gases constide anos. por exemplo. todo fóssil deve ter a mesma A maioria dos fósseis transforma-se em pe. contorno chama-se molde. palaque delineia o contorno do organismo original. o magma também contém gases. Entre as muitas descobertas fascinantes feitas em regiões árticas extremamente geladas como o norte canadense e a Sibéria. Existe. ele migra tentando ascender à superfíde lava. principalmente vapor d’água. cálcio. sódio.te abaixo e mais velho que a camada diretamente acização. ocorrem. Este forma uma película negra na rocha humano – foram batizados de “dinossauros”. quando o cientista sabe a idade da rocha é capaz de calcular a idade do fóssil. Quando pegadas. magnésio.inteiro é preservado. por exemplo -. piche natural ou gelo.acordo com os estratos circundantes. acrescidos de alumínio. potássio. quando cientistas britânicos descobriram os restos de misteriosas criaturas que. deixando para trás apenas então eram completamente desconhecidos do ser o carbono. na Rússia. vasa produzindo as erupções vulcânicas. quando da água que há por cima. temos os restos perfeitamente preservados de mamutes e rinocerontes lanudos. e os moldes de organisali morreu. rastros ou fezes fossilizadas (coprólitos) são assim prensados e preservados chamam-se vestígios fósseis. o que pode ocorrer quando as criaturas ficam presas em resina de âmbar. chegam às manchetes do mundo inteiro. de Quando o organismo fossilizado contém te. ou então quando são enterradas em turfeiras. Em termos gerais.anos.velha e se depositou numa rocha mais nova através de nentes orgânicos originais da criatura ou planta que processos de sedimentação ou metamorfose. eles constituem um dos principais fósseis que você deve procurar em suas excursões. o çosamente existido há pelo menos 65 milhões de hidrogênio e o oxigênio que compunham essa estru. Saiba mais! Fundamentos de Geologia 33 . como folhas. Em quase todo o mundo existem ouriços-do-mar silicificados em depósitos de greda. As erupções vulcânicas lançam para Como o magma é menos denso que as superfície fragmentos de rocha e fluxos rochas. Além destes elementos. porém. teriam forcidos moles – carne e músculos. O magma (rocha fundida) vem de profundidades geralmente acima de 200 km e consiste primariamente de elementos formadores de minerais silicatados (minerais do grupo dos silicatos. principalmente em regiões onde o leito do mar é profundo o bastante para não ser perturbado pelo movimento Essas descobertas são excepcionais e. um processo que leva o nome de petrificação. contucie. quando o estrato provém de alguma rocha mais calcita sobem à superfície e substituem os compo. pelo dra. num trabalho que leva centenas a milhares do.idade do estrato de rocha onde se encontra ou. As melhores condições para a fossilização surgiram durante sedimentações rápidas. mos muito delgados. O primeiro é chamado de permineralização. são chamados de impressões. na lava. deve ser mais jovem que a camada diretamenDe modo geral existem três tipos de fossili. Portanto. um pequeno número de exceIsso acontece quando líquidos que contém sílica ou ções. ROCHAS ÍGNEAS Como já foi dito anteriormente. ferro. depósitos salinos. menos. A lava é similar ao magma. Esse vra de origem grega que significa “lagartos terríveis”. as rochas ígneas são formadas pela cristalização do magma quando este se resfria. O processo leva o nome de substituição ou mineralização. dentre outros). Chegando à superfície o magma extratuintes do magma já escapou. Esses animais de aspecto tenebroso – que até tura em vida são liberados. ma dele.

A textura é importante porque revela as condições ambientais em que a rocha foi formada. Isso ocorre devido às diferenças na composição do magma. Afanítica: as rochas apresentam pequenos cristais muito pequenos. Saiba mais! Desta forma. as rochas vulcânicas se cristalizam rapidamente pela brusca mudança de condições de temperatura quando a lava chega á superfície. Estas rochas podem ter se cristalizado próximo ou na superfície. Quando o resfriamento se dá de forma rápida ocorrerá a formação de um grande número de pequenos cristais. são criados cristais de minerais até que todo o líquido é transformado em uma massa sólida pela aglomeração dos cristais. Mas. então essa rocha se cristalizou lentamente. já as rochas plutônicas geralmente se cristalizam mais lentamente em regiões mais profundas. então a rocha formada terá grandes cristais. da quantidade de gases dissolvidos e do tempo de cristalização. Em geral. Existem dois principais modos de classificar as rochas ígneas: com base na sua textura e com base na sua composição mineralógica. a rocha será constituída por poucos e bem desenvolvidos cristais. se uma rocha ígnea apresenta cristais que são visíveis apenas com o auxílio de um microscópio. Rochas plutônicas ou intrusivas: são aquelas que se cristalizam em profundidade.As grandes explosões que às vezes acompanham as erupções vulcânicas são produzidas pelos gases que escapam sob pressão confinada. Como se classificam as rochas ígneas? As rochas ígneas podem variar muito de composição e aparência física. ou seja. se os cristais identificados a olho nu. sabe-se que ela se cristalizou muito rápido. As rochas resultantes da solidificação ou cristalização da lava geram dois tipos de rocha: Rochas vulcânicas ou extrusivas: são as que se cristalizam na superfície. À medida que o magma se resfria. Classificação das rochas ígneas de acordo com sua textura A textura descreve a aparência geral da rocha. 34 FTC EAD | BIO . baseada no tamanho e arranjo dos cristais. A razão ou taxa de resfriamento influencia do tamanho dos cristais gerados: Quando o resfriamento se dá de forma lenta os cristais têm tempo suficiente para crescerem.

devido ao escape de gases. certos minerais se cristalizam primeiro. essas rochas podem mostrar pequenos buracos formados devido ao escape de gases durante a sua cristalização que são chamados de vesículas. Algumas amostras de púmice inclusive flutuam na água devido a grande quantidade de vazios. quando o magma estava no interior da crosta. Esses cristais maiores são chamados de pórfiros. Bowen descobriu que. Um outro tipo de rocha vulcânica que exibe a textura vítrea é a púmice (vendida comercialmente como pedra púmice). Se ocorrer a extrusão deste magma. os cristais formados anteriormente. novos cristais vão sendo formados. daí a textura recebe o nome de porfirítica. Fanerítica: são formadas quando as massas de magma se solidificam abaixo da superfície e os cristais têm tempo suficiente para se desenvolverem. Esta seqüência de cristalização é conhecida como série de cristalização magmática ou Série de Bowen. Ele descobriu também que os cristais formados reagem com o magma restante para criar o próximo mineral. Fundamentos de Geologia 35 . Neste caso não são formados cristais e sim uma espécie de vidro natural. alguns cristais podem ser formados enquanto o material ainda está abaixo da superfície. um mesmo magma pode produzir rochas de composição mineral muito diversa. Vítrea: a textura vítrea ocorre quando. em magmas resfriados em laboratório. o material se resfria tão rapidamente em contato com a atmosfera que não há tempo para ordenar a estrutura cristalina. Neste caso a rocha apresenta cristais grandes. como uma esponja.Em algumas situações. Contudo. O resultado é uma rocha com cristais grandes emersos em uma matriz de cristais muito finos. ficarão emersos em um material mais fino solidificado durante a erupção vulcânica. Classificação das rochas ígneas de acordo com sua composição mineralógica A composição mineral das rochas ígneas depende da composição química do magma a partir do qual estes minerais serão formados. a púmice exibe muitos veios de ar interligados. em temperaturas muito altas. Diferentemente da obsidiana. L. que podem ser individualmente identificados. Com o abaixamento sucessivo da temperatura. Você sabia? O cientista N. A mais comum destas rochas é conhecida como obsidiana. Porfirítica: como dentro do magma os cristais não são formados ao mesmo tempo. durante as erupções vulcânicas.

Todos estes minerais que fazem parte da Série de Bowen são espécies de silicatos, ou seja, são compostos de sílica (silício e oxigênio) associada a algum ou alguns outros elementos químicos, como ferro, cálcio, magnésio, alumínio, potássio, etc. As rochas ígneas são classificadas em quatro grupos principais de acordo com o percentual de sílica presente em cada uma delas: Rochas ultramáficas: o termo “máfico” vem de magnésio e ferro. As rochas ultramáficas são compostas por silicatos de ferro e magnésio (olivina e piroxênio) e apresentam relativamente pouca sílica (menos que 40%). A rocha ultramáfica mais comum é o peridotito. O peridotito apresenta uma cor verde e é muito denso. Em geral se cristaliza abaixo da superfície, mostrando uma textura fanerítica. É composto por 70 a 90% de olivina. Rochas máficas: as rochas máficas contém entre 40 e 50% de sílica e são compostas principalmente por piroxênio e plagioclásio cálcico. Este é o tipo de rocha ígnea mais abundante na crosta, e o seu representante principal é o basalto. O basalto é uma é rocha escura, relativamente densa e com textura afanítica, pois se cristaliza na superfície ou próximo a ela. Os basaltos são as rochas predominantes nas placas oceânicas e são os principais constituintes de várias ilhas vulcânicas, como as ilhas do Havaí. Os basaltos também constituem vastas áreas do Brasil, principalmente no Paraná. O equivalente plutônico do basalto é o gabro, ou seja, quando o magma de composição basáltica cristaliza em profundidade (abaixo da superfície) forma uma rocha chamada de gabro, que apresenta textura fanerítica. Rochas intermediárias: as rochas ígneas intermediárias contêm cerca de 60% de sílica. Além do plagioclásio cálcico e dos minerais ricos em ferro e magnésio, como os piroxênios e anfibólios, contém também minerais ricos em sódio e alumínio, como biotita, muscovita e feldspatos. Podem apresentar também uma pequena quantidade de quartzo. A rocha vulcânica intermediária mais comum é o andesito e o seu equivalente plutônico é o diorito. O primeiro apresenta textura afanítica enquanto que o segundo apresenta textura fanerítica. Rochas félsicas: o termo “félsico” vem de feldspato e sílica. Rochas ígneas félsicas contêm mais que 70% de sílica. São geralmente pobres em ferro, magnésio e cálcio. São ricas feldspato potássico, micas (biotita e muscovita) e quartzo. A rocha ígnea félsica mais comum é o granito. O granito é uma rocha ígnea plutônica. Como o magma félsico é mais viscoso (por ser pobre em água), As rochas ultramáficas e máficas geralmente se cristaliza antes de contêm os primeiros minerais da Série chegar à superfície, por isso as rode Bowen, ou seja, são minerais que se chas félsicas plutônicas são mais comuns. cristalizam a temperaturas muito altas Quando este magma consegue chegar à super(acima de 1000°C). Já as rochas félsicas fície, extravasando em intensas erupções, a rocontêm os últimos minerais a se cristacha formada é o riolito. lizarem, com temperaturas mais baixas (abaixo de 800°C).

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Atividade Vulcânica no Planeta

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Vulcões são formas de relevo criadas quando a lava ou partículas quentes escapam do interior da Terra e se resfriam e solidificam em torno das aberturas na crosta de onde escaparam (cratera vulcânica).

As erupções vulcânicas podem representar o evento natural mais destrutivo do planeta. Um exemplo deste poder de destruição foi a erupção na Ilha de Krakatoa, na Indonésia, em 1883. A erupção do vulcão que estava inativo por mais de dois séculos atingiu quase 305m acima do nível do mar e destruiu toda a ilha. Apesar desta ilha ser desabitada, a erupção gerou ondas de até 37m de altura, deixando entre 36.000 e 100.000 mortos em Java e Sumatra. Contudo, apesar de seu grande poder de destruição, os vulcões trazem também alguns benefícios importantes. Parte do oxigênio e do hidrogênio liberado pelos vulcões se combina para formar a água do planeta; o nitrogênio e o oxigênio se combinam com outros componentes para formar os gases da atmosfera. Além disso, os vulcões trazem informações do interior da Terra, que de outra forma seriam inacessíveis. O magma ascendente carrega pedaços de rocha do interior do manto para a superfície. Depósitos de origem vulcânica preservam vários tipos de fósseis, fornecendo informações sobre extintas formas de vida, inclusive de ancestrais humanos.

Você sabia?
A atividade vulcânica também tem construído diversas ilhas habitadas como o Japão, o Havaí, o Tahiti, e muitas outras ilhas do Pacífico. As cinzas vulcânicas retêm água e nutrientes (como potássio, cálcio e sódio), gerando solos muito férteis.

Causas e tipos de Vulcanismos O vulcanismo ocorre com a criação do magma através da fusão de rochas preexistentes e culmina com a ascensão deste magma para a superfície através de fraturas e falhas na litosfera. A distribuição destas zonas de fraqueza na litosfera (fraturas e falhas) está geralmente associada com limites de placas tectônicas ou com a existência de plumas quentes (hot spots) no interior das placas. O magma flui e entra em erupção de formas distintas a depender do seu conteúdo de gases e da sua viscosidade ou resistência ao fluxo: Devido às altas temperaturas e conteúdo de sílica relativamente baixo, o magma máfico (lava basáltica)
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tem baixa viscosidade (alta fluidez). Como os gases escapam rapidamente não causam uma grande pressão. Por estes motivos, este tipo de magma geralmente entra em erupção de forma branda ou efusivamente. Magmas félsicos (lava riolítica), com alto conteúdo de sílica e baixa temperatura, são mais viscosos e trapeam seus gases, causando altas pressões. Geralmente esses magmas apresentam erupções explosivas. As erupções explosivas da lava riolítica lançam fragmentos de rocha preexistentes e de lava solidificada (pois são caracteristicamente de baixas temperaturas). Esse material lançado é chamado de piroclastos. O vulcanismo não está restrito só à Terra. Ele tem ocorrido m vários locais do Sistema Solar no passado e continua ocorrendo nos dias atuais. Vulcões ativos no passado (cerca de 3 bilhões de anos atrás) são responsáveis por muitas das rochas e formas de relevo encontradas na nossa Lua. Atividade vulcânica recente foi também detectada em marte e em Vênus.

Atenção!
O texto abaixo serve para complementar o conteúdo apresentado sobre os minerais formadores das rochas.

Vulcanismo e Vulcões – Generalidades
Serviço Geológico do Brasil - CPRM Fonte: <http://www.cprm.gov.br/Aparados/vulc_pag01.htm>

Os magmas são definidos como substâncias naturais, constituídas por diferentes proporções de De acordo com Leinz (1963), “o termo vulca- líquidos, cristais e gases, cuja natureza depende de nismo aborda todos os processos e eventos que per- suas propriedades químicas, físicas e do ambiente gemitam, e provoquem, a ascensão de material mag- ológico envolvido. Atualmente, classificam-se como mático juvenil do interior da terra à superfície”. magmas primários quando estes representam o lí38

1. Introdução

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quido inicial obtido imediatamente à fusão da fonte, e parentais, quando representam o líquido primário já modificado por mecanismos de diferenciação.

A - Margens de Placas Destrutivas (Placas Convergentes) B - Margens de Placas Construtivas (Placas Divergentes)

Historicamente, os processos responsáveis pelo vulcanismo foram atribuídos a diferentes cauC - Vulcanismo Intraplaca Continental sas; Platão (427-347 a.C) suspeitava da existência D - Vulcanismo Intraplaca Oceânica de uma corrente de fogo no interior da terra como fonte causadora dos vulcões. Poseidônio (século II a.C.) acreditava que o ar comprimido em cavernas O vulcanismo fissural responsável pelo Magsubterrâneas seria a causa do fenômeno, e durante matismo Serra Geral, Bacia do Paraná, é considerado a Idade Média, relacionava-se o fogo eterno do incomo um dos maiores conjuntos de derrames conferno com as profundezas da crosta terrestre. tinentais do planeta, e está condicionado a uma situNo início do século XIX ficou definitiva- ação de rift Intraplaca Continental gerada pela atuamente estabelecido que os vulcões são formados ção de uma pluma de manto (Tristão da Cunha). quer pelo acúmulo externo de material juvenil, quer pelo soerguimento das camadas pré-existentes 2.1 Vulcanismo associado a placas por forças do interior da terra. A. Geike em 1897 postulava a possibilidade da ascensão ativa de destrutivas material magmático ao longo da crosta, podenEste vulcanismo é decorrente do choque do, neste processo, formar um conduto explosivo. Em 1902/03, houve a explosão do Mont Pelée, entre duas placas tectônicas, onde uma placa de Martinica, formando um enorme cone vulcânico, o maior densidade, normalmente a fração oceânica, que confirmou a veracidade da proposta de Geike. é empurrada para baixo de uma zona continental, levando à fusão e à geração de magmas híbridos Os vulcões são responsáveis pela liberação (mistura entre as composições do continente e do de magmas acima da superfície terrestre e funciooceano), que chegam à superfície sob a forma de nam como válvula de escape para magmas e gases extensos vulcões, como a cordilheira andina. Estas existentes nas camadas inferiores da litosfera. Magplacas destrutivas podem ser de duas naturezas: mas primários provêm de câmaras magmáticas poa - Placas Oceânicas sicionadas a profundidades da fonte que normalmente oscilam entre os 50 a 100 km, onde ocorrem b - Placas Continentais concentrações de calor, fusões e fluxo de voláteis, condições estas que levam ao aumento da pressão O choque pode ser entre uma placa oceânica necessária à subida do magma através de condutos, e uma continental, entre duas placas oceânicas, ou que por sua vez levam à formação dos vulcões. entre duas placas continentais, gerando diferentes situações de vulcanismo e tipos de magma. 2. Posicionamento tectônico dos vulcões A crosta terrestre é formada por Placas Tectônicas de composições distintas, que estão constantemente em movimento, produzindo instabilidades na crosta e grande atividade vulcânica. Os diferentes limites entre estas placas geram processos tectônicos distintos, cada um responsável por um processo vulcânico, que por sua vez demarcam os grandes acidentes da litosfera. A localização destas linhas de vulcões é classificada em função dos movimentos gerados pelo deslocamento destas placas, e baseado neste contexto de placas tectônicas, Wilson (1989) definiu quatro regiões distintas para a geração de magmas: 2.1.1 Vulcanismo associado ao choque de Placa Oceânica vs Placa Continental Corresponde às faixas onde ocorre a subducção da litosfera oceânica por sob a crosta continental em direção ao manto, sendo a região responsável pelos mais significativos fenômenos tectônicos expressos pela tectônica de placas atual. O exemplo característico deste tipo de vulcanismo acha-se nos vulcões andinos.

Fundamentos de Geologia

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000 a 3. 2. ao longo da zona de exemplo típico deste tipo de modificação crustal. como do Tipo Platô. zonas de soerguimento crustal e eventos Quando as placas tectônicas migram em vulcânicos estão normalmente associados a estes sentidos opostos.Províncias de Extrusão Continentais exemplos de arcos podem ser exemplificados. Entender os processos de geração de de anos de contínuas movimentações associadas à rifts continentais. Pacífico.2 Vulcanismo Associado ao choque tônicas.tais quanto oceânicas. onde após milhares na (Núbia). tanto continenplacas oceânicas convergem e se chocam. lavas de 1. fenda através da qual o magma migra em direção a criação do Golfo de Éden e o estabelecimento de à superfície. A taxa de espalhamento ao longo da Cordi.0 cm ao lita assim que os cientistas conheçam os mesmos ano.Zonas de Rifts Continentais. Sunda-Bando. o vulcanismo também Na situação geológico-geográfica em que duas está presente no interior das placas. Estas montanhas anos. destacandose os da Nova Guiné. Marianas-Izu. Ilhas Salomão. Atlântico. origina-se uma cadeia de mon.continente e um rift oceânico. na placa do Pacífico e o Arco das Aleutas. estrudidos durante eventos vulcânicos que 2. em alguns milhares de à formação do Oceano Atlântico. Fluxos geotermais. é de grande importância para o tanhas denominada como cordilheira meso-oceâ. ou seja. estendendo-se por mais de 60. existirão três novas placas tectônicas posiciosubmarinas são construídas pelo empilhamento de nadas no canto NE do atual continente africano. Uma das poucas exposições terres2. ao longo de um eixo normalmente a . são exemplos característicos da atividade temas de arcos de ilhas ocorrem ao longo do Oceano vulcânica intraplaca continental.uma zona de extensão ao longo da Placa Africapica deste tipo de vulcanismo. ocorrida a 120 milhões de anos atrás. po.2 Províncias de Extrusão Continental tre desta estrutura é representada pela Islândia. Grande parte da atividade vulcânica atual Este tipo de vulcanismo difere fundamenconcentra-se ao longo das margens das placas tec2.3 Vulcanismo associado à intraplaca ocorreram durantes espaços de tempo relativamente continental curtos (~5 a 10 milhões de anos). os quais precedem a formação atividade vulcânica. Os maiores sis. as quais formam um front vulcânico. em relação ao assoalho oceânico. curvo.3.conhecimento de como se da a transição entre um nica.5 a 7.Etiópia.2 Vulcanismo construtivas associado a 40 FTC EAD | BIO . seja ao longo das bordas destrutivas.000 km. apresentam um sentido ambientes. indo de Kanchatka ao Alaska e contendo cano. seja de Placa Oceânica vs Placa Oceânica nas construtivas.1. O fundo dos oceanos é a situação tí. ligadas a sistemas fissurais relacionados à esforços tensionais da crosta.800 km.000 metros de espessura.3.do Tipo Platô sicionada sobre o centro de espalhamento entre as placas da América do Norte e da Eurásia Grandes áreas continentais encontram-se recobertas por extensas e espessas seqüências de derrames basálticos.de novos oceanos. Alguns b . Antilhas Menores. o qual distribui-se por aproximadamente Os vulcões associados ao rift do Leste Afri3. Ryuku e as Aleutas. O leste do continente Africano é um de movimentação divergente.2.1 Zonas de Rifts Continentais As zonas de rifts caracterizam-se por serem placas áreas com uma depressão central. Entretanto. Esta região possibilheira Meso-Atlântica varia entre 2. separação entre estas placas gera-se uma imensa onde esta ocorrendo a abertura do Mar Vermelho. Oceano Atlântico e Indonésia. ou 25 a 70 km em um milhão de anos. Este vulcanismo se expressa racterística resultante é a construção de um arco de de duas formas especiais: ilhas oceânicas. posicionados fundamentalmente no Kenya e cerca de 80 centros vulcânicos ativos. o Arco das Marianas. a feição ca. flancos soerguidos e adelgaçamento crustal subjacente. Esmas durante os últimos 130 milhões de anos levou tes geólogos acreditam que. o que processos que foram responsáveis pela abertura do para os padrões humanos parece ser muito lento.

de “pontos quentes” (hot spots) situados abaixo da gov/Products/Pglossary/ ou http://www. Produtos da atividade vulcânica um cone central. lavas são porções líquidas de magma. A Província do Paraná. Estas ilhas são formadas diretamente pela ação consulte o glossário no site http://volcanoes. e os 6% restantes distribuem-se em zonas de rifts. ou a partir de possuem vulcões morfologicamente semelhantes às fissuras. Os gases saem através da cratera principal posicionadas na porção interna das placas. É formado por uma extensa cadeia de ilhas vulcânicas. tes fixas de calor proveniente do manto. enxofre. O magma contém dissolvida grande oceânica quantidade de gases. cinzas ou pó. ocorrido durante o o tamanho podem ser classificados como do tipo bloco. Deste arquipélago. formados pelo aquecimento gem no oceano são erodidas e destruídas. principalgov/publications/text/hotspots.usgs.html mente ao longo dos oceanos formando. As Antártica e Atlântico Norte. 5. dos quais dois estão atualmente ativos. o chamado Círculo de Fogo. De acordo com do supercontinente Gondwana.hpg.ig.da água de subsuperfície pelo alto gradiente térmição notável na bacia do Oceano Pacífico é a das co da região. erupção.000km2. linearmente distribuídas dicas de água e gases aquecidos (para saber mais sobre a crosta oceânica e muito mais jovens que sobre termos ligados aos produtos de vulcanismo esta. lapilli. Os depósitos piroclásticos cobrindo cerca de 1. posição toleítica bimodal pertencente à Formação ou com a fragmentação das paredes das rochas préSerra Geral. Os gases vulcâperíodo Cretácio da era Mesozóica. associados aos estágios de rompimento existentes (câmaras magmáticas). nicos podem ocorrer antes. a ilha do Hawaí é a única vulcânicamente ativa.total ou parcial de fusão. sills e diques de com. re. forneceriam o material para o vulcanismo que se formaria 4. mais relacionados a vulcanismo de Platô do planeta. nitrogênio. que se libertam durante uma Nas porções internas das bacias oceânicas. mineralógirame as Províncias da Plataforma Siberiana. em estado que ocorre extensivamente no sul do Brasil. pela passagem da placa em movimento sobre este hot spot (veja mais A grande maioria dos vulcões. Vulcões no mundo A crosta terrestre é constantemente sujeita a atividades vulcânicas que. Em terrenos vulcânicos atuais. cerca de 82%. Estes gases são formados a base 2.html ). Argen.200. e os gases vulcânicos. Este magmatismo dizem respeito a fragmentos de rochas diretamente está composto por derrames. Estes pontos quentes. Quanto mais básicas. o Kilauea e o Mauna Loa.noticias. Uma fei. que são fon. sobre hot spots acessando o site: http://pubs.com. na região do O arquipélago do Hawai constitui um exemplo característico deste tipo de vulcanismo. é comum estruturas vulcânicas continentais. Destinguem-se as lavas. sendo constituída por 5 vulcões coalescentes. São regiões características deste tipo de der. os materiais piroclásticos.vulcaplaca oceânica. mas por recobrir grandes áreas a Os produtos formados pelas atividades vulpartir de um sistema fissural que pode alcançar a cânicas podem ser divididos em 3 grupos.4 Vulcanismo associado à intraplaca de hidrogênio. mawam. Paraná.talmente de todos os outros por não desenvolver 3.a presença de gêisers. Kewee. Localização geográfica dos vulcões a partir do assoalho oceânico. Columbia River. durante e após os períodos de erupção.ao longo de fumarolas que podem se formar em rem ilhas oceânicas de origem vulcânica.ca e propriedades físicas.ligados com o magma ejetado na forma de um spray. carbono e oxigênio. acha-se agrupada em determinadas zonas. Uruguai e Paraguai é um dos maiores depósitos terrestre e se derramam. com mais de 200 km de extensão. Pacífico. Etendeka. e que surgem como erupções perióilhas oceânicas do Hawai. classifialgumas centenas de quilômetros de extensão. isolados no interior das placas continentais e em áreas de hot spots desenvolvidas em ambiente intraplaca continental.cados segundo a composição química. na maioria das veFundamentos de Geologia 41 . e quando emer.fluídas serão estas lavas.usgs. aproximadamente paralela à direção atual de espalhamento da Placa do Pacífico. Estas ilhas diferentes partes do cone vulcânico.br/dic. Karoo. cloro. bomba. que atingem a superfície tina. Cerca de 12% situam-se nas cadeias meso-oceânicas. ocor.

www.html . o conjunto de derrames atinge aproximadamente 1. Vulcanismo no Brasil No Brasil.html. o Vesúvio Itália (ano 79 d.com.wr.br/recursosminerais/glossario/glossario. A elaboração do presente glossário foi baseada na consulta das seguintes fontes: Dicionário Geológico . São representantes deste vulcanismo as intrusões alcalinas de Lajes (SC). de interesse técnico. Todo o sul do país. consulte o site http:// www.SP atravessou mais de 1. Araxá (MG) e Itatiaia (RJ). também designado estratificação. www. durante a ruptura do supercontinente Gondwana no período Cretáceo (para obter mais informações sobre o vulcanismo no Brasil.geologo. No fim da era Mesozóica.html. Este vulcanismo está diretamente ligado à separação da América do Sul e África.000 metros de espessura.Geomorfológico .prossiga. foi palco de uma das maiore atividades vulcânicas do tipo fissural que se conhece no planeta. visando atender a profissionais da área.hpg.html. As rochas vulcânicas que integram este extenso conjunto de derrames estão agrupadas geologicamente sob a denominação de Formação Serra Geral. Krakatoa – Indonésia (1883).usgs. Destacam-se entre os mais famosos vulcões conhecidos por sua atividade. o Brasil foi afetado por atividades vulcânicas de caráter alcalino-sódico. como Fernando de Noronha. Argentina e Paraguai.gov/edu/predict/EP_look_500.pr.C). www4. mesmo em tempos geologicamente recentes. em especial o Brasil.br/mineropar/glossario.Pércio de Moraes Branco (1984) Glossary of Geology . Trindade e Abrolhos. ARENITO : rocha de origem sedimentar. O vulcanismo mais recente foi o responsável pela formação de diversas ilhas do Atlântico brasileiro.gov/ e http://volcanoes. Para maiores detalhes sobre os vulcões do mundo e os desastres naturais a eles relacionados acesse os sites http:// vulcan. por sua violência.unb.br/brasil. A sondagem realizada pela PETROBRÁS em 1958 em Presidente Epitácio . Para maior abrangência.html). Jacupiranga (SP). Próximo à cidade de Torres. acabam provocado danos à humanidade.ig.org. Poços de Caldas (MG). Alguns termos específicos. 42 FTC EAD | BIO .br/ig/glossario/. no período Cretáceo.com.500 metros de rochas vulcânicas.zes. nas Filipinas (1991). mostrando a pujança deste episódio vulcânico. também foram introduzidos no glossário. Monte Pelado .American Geological Institute (1973) A ACAMAMENTO: termo utilizado para designar o plano de separação de camadas contíguas em rochas sedimentares.usgs.br/glossario. foi atingido por este super vulcanismo. incluindo áreas do Uruguai.Antônio Teixeira Guerra (1966) Glossário Gemológico .Martinica (1902).agp. a América do Sul. Santa Helena USA (1980) e o Pinatubo. que abrangeu mais de um milhão de quilômetros quadrados e que constituiu um dos maiores episódios geológicos de todos os tempos.vulcanoticias. podem ser consultados os sites especializados: www. http://volcanoes.br/. resultante da junção dos grãos de areia através de um cimento natural. no Rio Grande do Sul. Glossário Geológico O glossário foi elaborado em linguagem simples visando auxiliar o usuário não especializado no entendimento do texto geológico. Ainda na era Mesozóica. O território nacional não foi afetado por nenhuma atividade vulcânica durante os últimos 80 milhões de anos. Na ocasião.html 6. com ampla distribuição.gov.O Pinatubo entrou em erupção depois de 611 anos de inatividade. www.gov/Volcanoes/framework. morreram 875 pessoas e 200 mil ficaram desabrigadas. não existe nenhum vulcanismo ativo. usgs.

preenchida por detritos provenientes das terras altas que o circundam. Equivalente vulcânico de gabros. A estrutura dessas áreas é geralmente composta por camadas de rochas que mergulham da periferia para o centro. COSETS: unidade sedimentar composta por dois ou mais conjuntos de camadas de origem sedimentar (ver set). normalmente de composição granítica. CRETÁCEO: é o último período geológico da era Mesozóica. Exemplos de bacia sedimentar são fornecidos pela bacia Amazônica e a bacia do Paraná. ao alinhamento geral das serras. Abrange o intervalo de tempo entre 136 e 65 milhões de anos. CICLO REGRESSIVO: ciclo de erosão e deposição originada pela descida generalizada do nível dos oceanos. BANDAMENTO: faixas de diferentes composições. c CÂNION: denominação utilizada para designar vales profundos e encaixados.AUTOBRECHA:brecha formada pela fragmentação de porções previamente solidificadas de um determinado derrame de lavas. caracterizando-se pela cor preta. Os fragmentos são cimentados pela lava do próprio derrame. CONTRAFORTES: termo de natureza descritiva utilizado pelos geomorfólogos e geólogos ao tecerem considerações sobre o relevo de regiões serranas. unidos através de um cimento natural. separada de outras unidades por uma superfície de erosão. Denominação dada às ramificações laterais de uma cadeia de montanhas. Fundamentos de Geologia 43 . ou de cores. os quais estão em contato entre si. não deposição ou por mudanças abruptas em suas características. responsáveis pelo desenvolvimento de algumas estruturas das rochas ígneas e/ou metamórficas. granulométricas. angulosos. alta fluidez e temperaturas de erupção entre 1000 e 1200 oC. petrográficas. horizontalizadas. Neógeno e Paleógeno. provocando a exposição e continentalização das regiões oceânica submersas. b BACIA SEDIMENTAR: grande depressão do terreno. Os contrafortes quase sempre estão em posição perpendicular ou pelo menos oblíqua. os quais adquirem características mais pronunciadas quando cortam seqüências sedimentares. BRECHA: rocha formada por fragmentos centi a decimétricos. CICLO TRANSGRESSIVO: ciclo de erosão e deposição originado pela subida generalizada do nível dos oceanos. BATÓLITO: extensa exposição (> 100 km2) contínua de rocha plutônica. CLASTOSUPORTADO: rocha sedimentar constituída por grandes seixos. composição básica (onde predominam minerais ricos em ferro e magnésio). vulcânicas e vulcano-sedimentares. BASALTO: um dos tipos mais comuns de rocha relacionada a derrames vulcânicos. sendo a porção entre estes preenchida por areia. estando constituída por três períodos geológicos conhecidos como Quaternário. provocando a inundação de regiões costeiras. CENOZÓICO: era geológica que compreende o intervalo de tempo que vai de 65 milhões de anos atrás até os dias atuais.

bem como variações composicionais e texturais das rochas ígneas. FALHA: superfície ou zona de rocha fraturada ao longo da qual houve deslocamento vertical ou horizontal. estruturação dos depósitos sedimentares ou vulcânicos. que se extravasam formando extensos lagos de lava que se solidificam. formado predominantemente por fragmentos de rochas e areia. coloração preta ou esverdeada. que ocorre sob a forma de dique ou sill . DERRAME: saída e esfriamento rápido de material magmático vindo do interior da crosta terrestre. metamórficas e sedimentares. ressaltando o plano de sedimentação. voltados para cima ou para baixo. zonas de fraqueza ou aberturas que. variação sedimentológicas vertical e horizontal. Normalmente é formada pela alternância de camadas sedimentares com granulação e cores diferentes. composta por cristais de feldspatos e minerais máficos (plagioclásio e piroxênio). DOBRA: encurvamentos de forma acentuadamente côncava-convexa. no caso das rochas vulcânicas. e em relação ao seu plano basal de sedimentação. são decorrentes do rápido resfriamento e a contrações de volume a que são submetidas as lava enquanto solidificam-se na superfície do terreno. São comuns em depósitos eólicos (dunas) e fluviais. DISJUNÇÃO: fraturamentos macroscópicos e/ou microscópicos que ocorrem nas rochas. Também é utilizada para designar variações de condições metamórficas. ao tamanho dos minerais. condições de temperatura e pressão. São fendas. solidificada em subsuperfície. ESTRATIFICAÇÃO: disposição paralela ou subparalela que tomam as camadas ao se acumularem formando uma rocha sedimentar. consolidando-se ao contato com o ar. ESTRATIFICAÇÃO CRUZADA: estratificação cujas camadas aparecem inclinadas umas em relação às outras. que ocorrem nas rochas quando submetidas à processos de fluxo (comportamento plástico das rochas em um determinado derrame) ou esforços compressivos. DERRAMES EM PLATÔ: pacote de rochas vulcânicas que chegam à superfície através de profundas fendas geológicas. que não tem tempo de desenvolver cristais. formando rochas essencialmente vítreas. ou ambientes de sedimentação. DERRAME VITROFÍRICO: são derrames de lavas de resfriamento muito rápido. f FÁCIES: designação genérica que significa a existência de variações entre diferentes conjuntos de rochas e que podem ser relativas à composição química. e ERG: designação dada a um deserto constituído essencialmente de areia. DIABÁSIO: rocha intrusiva de composição básica. em conseqüência de esforços e/ou a brusca variação de temperatura a que foram submetidas ao longo do tempo geológico. que corta as estruturas das rochas circundantes.d DEPOSIÇÃO TERRÍGENA CLÁSTICA: depósito sedimentar continental. DIQUE: intrusão ígnea tabular vertical. o qual pode variar de alguns centímetros até quilômetros. 44 FTC EAD | BIO .

GONDWANA: Designação empregada para identificar um supercontinente que existiu até aproximadamente 200 milhões de anos atrás. Normalmente encontram-se no topo ou na base dos derrames e são decorrentes da solidificação de gases existentes nas lavas. como as movimentações em um derrame de lavas. ainda se ajustando uns aos outros JURÁSSICO: período geológico da era Mesozóica. O supercontinente gondwânico era formado pelas frações que atualmente constituem a América do Sul. L LAVA: massa magmática em estado parcial ou total de fusão. Al2O3 e K2O) e plagioclásio (Al2O3. granulação grossa. cristalizada em profundidade. GEODO: cavidade aproximadamente esférica ou alongada. ligados a sistemas de convecção do manto e responsáveis pelo vulcanismo que ocorre no interior de placas tectônicas. geralmente indicando a presença de fraturas e/ou falhas geológicas. LEQUE DISTAL: depósito sedimentar formado por areia. LEQUE PROXIMAL: depósito sedimentar formado por blocos. O seu equivalente vulcânico denomina-se riolito. de composição básica. seixos e argila. topograficamente representada por vales alinhados ou cristas. composta essencialmente por minerais claros como quartzo (SiO2). muitas vezes na forma de cristais que se projetam da parede para o interior da cavidade. onde os fragmentos são angulosos e não foram muito afastados de sua posição original. feldspato alcalino (SiO2. Antártica.g GABRO: rocha magmática de coloração escura. e encontram-se imersos em uma matriz mais fina. que atinge a superfície terrestre através de vulcões ou fraturas da superfície terrestre. GRANITO: rocha magmática de granulação grosseira. Austrália e Índia . composição acida. piroxênios e olivina). transportado pela ação da água e depositado ao longo das escarpas de onde se origina o material. matacões e seixos imersos em uma matriz areno-argilosa que se forma junto das escarpas de regiões montanhosas através da ação da água e força da gravidade. e se derrama formando verdadeiros rios ou lagos de lava. i J-FIT: textura própria de brechas vulcânicas. preenchida por minerais. abrange o intervalo de tempo geológico entre 203 a 135 milhões de anos atrás. Fundamentos de Geologia 45 . Normalmente é composta por feldspatos e minerais máficos (plagioclásio. h HOT SPOT: pontos de anomalia termal no interior da terra. formado a partir da desintegração do megacontinente denominado de Pangea. solidificada em profundidade. África. GLOMEROPORFIRÍTICA: textura de rochas ígneas onde cristais maiores agrupam-se formando glomeros (conjuntos de cristais). LINEAMENTO ESTRUTURAL: Feição linear. Na2O e CaO). GEOPETAL: indicador observado em rocha que mostra a direção e o sentido de um determinado processo geológico.

PLACA TECTÔNICA: a crosta terrestre é subdivida. Jurássico e Triássico. PARQUE NACIONAL: é uma unidade de conservação de proteção integral. PICRITO: rocha escura. soterrados e preservado até os dias atuais. P PALEOSOLO: designação dada a solos antigos. R RIFT: termo utilizado para designar vales formados e limitados por falhamentos geológicos. baixa fluidez e temperaturas de erupção entre 700 a 900 oC. PITCHSTONE: rocha vulcânica de aspecto vítreo. dá origem às rochas ígneas. horizontalmente. MICROFENOCRISTAL: pequenos cristais que se destacam sobre uma matriz muito fina. MESOZÓICO: designação dada a uma era do tempo geológico que abrange o intervalo compreendido entre 250 a 65 milhões de anos atrás. PANGEA: designação empregada para identificar um megacontinente que existiu a cerca de 250 milhões de anos atrás. África. rica em magnésio. A cerca de 200 milhões de anos este megacontinente partiu-se. Q QUATERNÁRIO: é o primeiro período geológico da era Cenozóica.M MAGMA: material ígneo em estado de fusão contido no interior da terra e que. contendo minerais essencialmente máficos (ricos em ferro e magnésio) denominados de olivinas. educacional. RIOLITO: rocha vulcânica de composição ácida (onde predominam minerais ricos em sílica e elementos alcalinos como sódio e potásssio). originando dois supercontintentes: a Laurásia (formada hoje pela Europa. são idênticas.75 milhões de anos da terra. caracterizando-se pelas cores cinza-claro a avermelhado. MONOMÍTICO: designação dada a blocos constituintes de uma rocha do tipo autobrecha. formado pela junção de todos os continentes hoje existentes. e da matriz. Estas placas se movimentam e do choque entre elas se originam as cadeias de montanhas e os vulcões associados. hipohabissal (vide rocha hipohabissal). em partes denominadas pelos geólogos de placas tectônicas. cor preta. compreendendo os últimos 1. sob responsabilidade do IBAMA. científica. onde a composição de todas as frações constituintes. Esta era é formada pelos períodos geológicos:Cretáceo. forma as rochas intrusivas e quando expelido pelos vulcões. Austrália e Índia). Quando solidificado no interior da costa terrestre. brilho resinoso. como quando um determinado derrame atinge um corpo d’agua. Equivalente vulcânico de granitos. 46 FTC EAD | BIO . América do Norte e Ásia) e o Gondwana (constituído hoje em dia pela América do Sul. destinada à preservação de áreas naturais com características de grande relevância ecológica. por solidificação. piroxênios e pequenas percentagens de plagioclásio. QUENCH: cristalização em processo rápido de solidificação de um magma. semelhante ao piche. Antártica. cultural. forma as lavas. recreativa e beleza cênica.

magnésio e cálcio. solidificando-se na superfície ou a pequenas profundidades da crosta.ROCHA ÁCIDA: rocha ígnea com alto teor de sílica e baixo teor de ferro. abrangendo o espaço de tempo entre 250 e 203 milhões de anos atrás. TOLEITO: variedade de tipo de magma com ampla distribuição na superfície do globo. sendo encontrado em cadeias oceânicas. separadas de outras camadas. significando a presença de grandes cristais rodeados por cristais menores. SILL: intrusão ígnea tabular concordante com as estruturas das rochas circundantes. Ex.: textura fina. vulcões em escudo e regiões continentais relacionadas a basaltos de platô. SETS: conjunto de camadas sedimentares de uma mesma unidade estratigráfica. textura grossa ou textura porfirítica. ROCHA VULCÂNICA: rocha proveniente de atividade magmática que ascende na crosta terrestre através de vulcões. trata-se de uma designação utilizada para caracterizar o arranjo existente entre os diferentes minerais constituintes de uma rocha e que confere uma determinada aparência à esta. TERCIÁRIO: é o primeiro período geológico da era Cenozóica e abrange o intervalo de tempo compreendido entre 65 e 1. T TECTÔNICA DE PLACA: conjunto de processos geológicos responsáveis pela formação e separação dos continentes ao longo do tempo geológico. Fundamentos de Geologia 47 . TRIÁSSICO: é o primeiro e o mais antigo período geológico da era Mesozóica. magnésio e cálcio. ROCHA HIPOHABISSAL: rocha formada a uma profundidade intermediária entre a base e a superfície da crosta. ROCHA BÁSICA: rocha ígnea com baixo teor de sílica e alto teor de ferro. S SEDIMENTOS VULCANOGÊNICOS: sedimentos originados da degradação de rochas vulcânicas e depositados sob a forma de camadas sedimentares. através de uma superfície de erosão. grossos e identificáveis a olho nu. como os encontrados na Bacia do Paraná. TEXTURA: do ponto de vista geológico-petrográfico.75 milhões de anos atrás. A textura das rochas hipohabissais é normalmente formada por cristais bem desenvolvidos. V VISCOSIDADE: propriedade de uma substância de oferecer resistência interna ao fluxo. diques e sills. também de origem sedimentar. não deposição ou mudança abrupta de suas características. Maior ou menor capacidade de fluxo relacionado a um derrame de lava.

Com a continuidade da deposição. A combinação do calor. que compõem alguns grãos minerais misturados nestes sedimentos.ROCHAS SEDIMENTARES A formação das rochas sedimentares tem inicio com o intemperismo. esses sedimentos soltos ou inconsolidados podem se tornar rocha. a litificação. da pressão causada pelo peso dos sedimentos e dos íons transportados pela água. causa mudanças na natureza química e física dos sedimentos num processo conhecido como diagênese. ondas e gelo) removem os produtos do intemperismo e transportam para um novo local onde eles são depositados. Nesta pilha de sedimentos. vento. Saiba mais! Só depois de processada a diagênese é que ocorre a conversão dos sedimentos em uma rocha sedimentar sólida. ou seja. podendo criar uma pilha de sedimentos de centenas de metros de profundidade. Na diagênese. Essa acumulação de material uns sobre os outros vai compactando esse material devido ao peso das camadas sobrepostas. a temperaturas inferiores a 200°C. a gravidade e os agentes erosivos (águas superficiais. Esses sedimentos empilhados em camadas são também invadidos por água subterrânea que transportam íons dissolvidos. gera calor. o decaimento de isótopos radiativos. Depois. os processos ocorrem poucos quilômetros abaixo da superfície. que causam a fusão ou o metamorfismo das rochas. posteriormente transportados pelos agentes erosivos. O intemperismo (conforme será discutido no Tema 3) quebra as rochas em pequenos pedaços e altera a composição química das rochas. ser litificados: Quando uma camada de sedimento é depositada ela cobre as camadas anteriormente depositadas naquele local. transformando os minerais em outros mais estáveis nas condições ambientais onde o intemperismo está atuando. 48 FTC EAD | BIO . que pode chegar a quilômetros de profundidade. é chamado de sedimento. Você sabia? O produto do intemperismo. Durante a litificação ocorre: Empacotamento dos sedimentos deixando-os mais juntos uns dos outros. A diagênese difere dos processos relacionados a intenso calor e pressão ocorridos no interior do planeta.

produzidos pelo intemperismo químico de minerais ricos em cálcio (plagioclásio. convertendo o sedimento inconsolidado em rocha sedimentar. Saiba mais! A cimentação é o processo diagenético através do qual os grãos são “colados” por materiais originariamente dissolvidos durante o intemperismo químico ocorrido anteriormente nas rochas. como a hematita e a limonita. esses íons se precipitam entre os grãos dos sedimentos formando um cimento. também podem formar cimentos em rochas sedimentares. Saiba mais! A compactação é um processo diagenético através do qual o volume dos sedimentos é reduzido através da aplicação de uma determinada pressão gerada pelo próprio peso dos sedimentos. se combinam com o dióxido de carbono e a água do solo. quando são compactados apresentam uma forte aderência devido a forças atrativas entre os grãos. expelindo a água e o ar. ligando os grãos sedimentares grossamente granulados. Grãos muito pequenos. Os agentes mais comuns de cimentação são o carbonato de cálcio e a sílica: O carbonato de cálcio é formado quando os íons de cálcio. Quando os sedimentos vão se acumulando. podendo conter mais água e com isso mais material dissolvido. Óxidos de ferro. aumenta a pressão gerada pelo material que vai se sobrepondo. como a siderita. como a pirita. como as argilas. O intemperismo libera íons que ficam dissolvidos na água que flui através dos poros existentes entre os grãos dos sedimentos antes da compactação. piroxênios e anfibólios). O cimento de sílica é produzido inicialmente pelo intemperismo químico dos feldspatos em rochas ígneas. e sulfetos de ferro. carbonatos de ferro. como as areias e os seixos. porque o espaço entre os grãos é maior. Fundamentos de Geologia 49 . são mais propensos a serem cimentados do que do que os sedimentos finos.Expulsão da água que ocupa os espaços entre os grãos. e os sedimentos vão ficando cada vez mais juntos. Precipitação de cimento químico ligando os grãos uns aos outros. A diagênese às vezes também envolve a transformação de alguns minerais em outros mais estáveis. Posteriormente. Sedimentos com grãos grossos. como as argilas e os siltes.

pt/imags/Ciclo%20sedimentar. são chamadas de rochas clásticas ou com textura clástica. sejam de fragmentos de rochas preexistentes ou restos de organismos. O aumento da temperatura e da pressão. promove a recristalização de alguns grãos minerais. COMO SE CLASSIFICAM AS ROCHAS SEDIMENTARES? 50 FTC EAD | BIO Fonte: <http://fossil. associado com o peso dos sedimentos. um mineral muito mais estável. esse mesmo processo pode litificar conchas. fragmentos de conchas ou outras partes duras de organismos que se acumulam nestes corpos d’água. criando um mineral mais estável a partir de outro que se encontrava instável naquelas condições ambientais. pelo fluxo das águas. compactadas e cimentadas juntas. Como os produtos do intemperismo químico são transportados para os lagos e oceanos. Saiba mais! Uma rocha que consiste apenas de partículas sólidas.uc.jpg> .A compactação e a cimentação não afetam apenas os grãos de rochas. Um exemplo clássico deste processo é a transformação da aragonita (um mineral secretado por alguns organismos marinhos a partir de suas conchas) em calcita.

063 a 2 milímetros de diâmetro (tamanho areia) e compõem aproximadamente 25% das rochas sedimentares encontradas no mundo. chamadas de silte (0. Mais da metade das rochas sedimentares encontradas no mundo são lamitos. Sob condições de águas mais agitadas este material (argila ou silt) permanece em suspensão na água e não se deposita.004 a 0.004 mm). os lamitos são sempre formados em condições de águas calmas.063 mm) e argila (< 0. Lamitos pretos são formados em águas com a quantidade de oxigênio insuficiente para decompor toda a matéria orgânica contida no sedimento. Saiba mais! Os lamitos apresentam cores variadas a depender da sua composição mineral: Lamitos vermelhos contém óxido de ferro. que formam a fração granulométrica (tamanho) chamada de lama. deposição e processos de litificação a que foram submetidas. Rochas sedimentares detríticas As rochas sedimentares detríticas são classificadas de acordo com o tamanho de suas partículas: Lamitos: são rochas formadas por partículas muito pequenas (menores que 0. como nos fundos de lagos e lagoas. Contudo. Fundamentos de Geologia 51 . para a fabricação de cerâmicas. Essas rochas são usadas como fonte de argila.004 milímetros). Arenitos: são rochas detríticas formadas por grãos com 0. Algumas dessas rochas podem também ser fontes de petróleo e gás natural. em cada uma destas categorias existe uma grande variedade de rochas. Contém geralmente os grãos bem arredondados e bem selecionados sugerindo que foram transportados por longas distâncias. Por serem constituídos por partículas tão finas. em regiões oceânicas profundas e em planícies de inundação de rios.As rochas sedimentares são geralmente classificadas em detríticas ou químicas. precipitado a partir de água contendo ferro dissolvido e oxigênio em abundancia. refletindo os diferentes tipos de transporte. Existem dois tipos principais de arenito classificados de acordo com sua composição: Quartzo arenito: são arenitos compostos predominantemente (>90%) por grãos de quartzo. Lamitos cinzas contém óxido de ferro que precipitou em ambiente pobre em oxigênio. a depender da fonte do material que as compõe. por exemplo. Os seus grãos são geralmente cimentados por sílica ou carbonato de cálcio. São geralmente de coloração clara.

São formados a partir de restos de esqueletos de animais marinhos e plantas em águas rasas ao longo de plataformas continentais equatoriais. Existem três tipos principais de rochas sedimentares de origem química: Carbonatos: a composição básica dos carbonatos é a calcita (carbonato de cálcio).5% de sais dissolvidos. Chert: são rochas sedimentares formadas pela precipitação de sílica.com/geologia_files/image010. 52 FTC EAD | BIO . A depender do tamanho dos seixos é possível identificar as rochas de origem.Arcóseo: são arenitos de coloração rosa. estas rochas possuem uma matris – material fino. que preenche os espaços entre os seixos. Pode apresentar origem inorgânica ou orgânica. ocorre evaporação e o conseqüente aumento na concentração destes sais. formadas pela evaporação da água salgada. cristais sólidos de sais são precipitados e se acumulam no fundo do mar. Rochas sedimentares químicas As rochas sedimentares químicas são formadas através dos produtos do intemperismo químico. a água do mar contém cerca de 3. como areia fina ou argila. Em média. Fonte: < http://www. e são cimentados por sílica. Seus grãos. onde a água é quente e a vida marinha é abundante. geralmente derivados de rochas graníticas ricas em feldspatos. Os carbonatos são formados pela precipitação da calcita a partir de lagos e oceanos. alguns arenitos são excelentes armazenadores de óleo e gás (geralmente formados nos lamitos e migram para se armazenar nos arenitos) devido aos espaços entre os grãos. precipitados. quando a água se torna mais aquecida ou quando a quantidade de carbonato de cálcio dissolvido na água aumenta.formiguense. precipitados a partir de soluções quando a água em que estas substâncias estão dissolvidas evapora ou fica supersaturada devido a mudanças de temperatura. identificando a sua composição e textura. e compõe aproximadamente 10 a 15% das rochas sedimentares do mundo. Conglomerados e brechas: são rochas sedimentares detríticas contendo grãos maiores que 2 mm de diâmetro (tamanho de seixos). Os arenitos são muito usados na construção civil. Evaporitos: são rochas sedimentares químicas. enquanto que os seixos angulosos das brechas sugerem um breve transporte. Com o aumento da evaporação. Além disso. são angulosos e pobremente selecionados.jpg> Em geral. carbonato de cálcio ou óxido de ferro. a partir de águas ricas em sílica ou de restos de organismos que contem sílica em seu esqueleto. sugerindo um transporte por pequenas distâncias (rápida deposição). Os seixos arredondados dos conglomerados sugerem que estes foram transportados por vigorosas correntes a longas distâncias. Se a água é rasa e o clima é quente. A maior parte dos carbonatos tem origem orgânica. Em geral. respectivamente. este se torna menos solúvel e tende a se precipitar formando os carbonatos. Nos conglomerados os grãos são arredondados e nas brechas são angulosos. contendo mais de 25% de grãos de feldspato. de origem inorgânica.

responsável pela formação das rochas sedimentares. ROCHAS METAMÓRFICAS A formação das rochas metamórficas se dá em condições de temperatura e pressão abaixo da zona de diagênese.O sal mais comum formador de evaporitos é a halita (NaCl). Saiba mais! O metamorfismo é o processo através do qual as condições do interior da Terra alteram a composição mineral e estrutura das rochas sem fundi-las. pois não se processa em condições encontradas na superfície. O metamorfismo não é observado. é possível observar os resultados na ação metamórfica nas rochas. Só quando as rochas sofrem soerguimento e erosão. rochas ígneas e até mesmo as próprias rochas metamórficas sofrer metamorfismo. Rochas sedimentares. conhecida como sal de cozinha. ficando expostas na superfície. As suas causas e conseqüências são estimadas através de experimentos de laboratório que reproduzem as condições do interior do planeta. Fundamentos de Geologia 53 .

a presença de fluidos e a rocha parental: Calor: o calor é indispensável para as reações químicas e às vezes constitui o mais importante fator do metamorfismo. A principal fonte deste calor interno é o decaimento de isótopos radioativos. pode também ser gerado pela fricção entre dois corpos de rocha passando um ao lado do outro nos limites de placas tectônicas. uma rocha metamórfica composta por quartzo recristalizado. Rocha parental: a natureza da rocha parental (rocha antes do metamorfismo) determina quais os minerais e qual a nova rocha metamórfica será formada sob as novas condições ambientais. a temperatura aumenta com o aumento da profundidade em direção ao interior da Terra. como as temperaturas necessárias para se processar o metamorfismo normalmente só ocorrem a cerca de 10km.02 kg/cm2). Esta pressão é encontrada a aproximadamente 3 km abaixo da superfície. Saiba mais! Quando a pressão é aplicada na rocha em uma direção preferencial – pressão dirigida – gera um alinhamento mineral em camadas ou bandas. sendo este calor transportado pelas massas de magma que ascendem das regiões profundas do manto. no interior ou ao redor de uma rocha submetida a pressão facilita a migração de átomos e íons. o metamorfismo só ocorre a pequenas profundidades se houver uma intrusão magmática ou fricção entre placas. são determinantes no processo metamórfico: o calor. 54 FTC EAD | BIO . Na crosta e na parte superior do manto. chamado de textura foliada ou simplesmente foliação. Desta forma. Contudo. Pressão: a pressão necessária para o metamorfismo é de cerca de 1 quilobar (ou 1000 bar. já o metamorfismo de um quartzo arenito vai gerar um quartzito. a temperatura aumenta cerca de 20 a 30°C por quilômetro de profundidade. encontradas a cerca de 10km abaixo da superfície. As temperaturas necessárias para metamorfizar as rochas em geral são superiores a 200°C.A composição da rocha original ou rocha parental e a circulação de fluidos ricos em íons são fundamentais na determinação do tipo de rochas e minerais a serem formados. o metamorfismo de um carbonato puro. a pressão. necessário para promover o metamorfismo. como um líquido ou um gás. 1 bar = 1. Por exemplo. Contudo. Como já foi dito anteriormente. COMO SE CLASSIFICAM AS ROCHAS METAMÓRFICAS? As rochas metamórficas são classificadas de acordo com a sua aparência e composição. composto por calcita. vai gerar uma rocha metamórfica rica em calcita – o mármore. em geral perpendicular à direção da força aplicada. este calor. aumentando drasticamente o potencial das reações metamórficas. Em uma rocha parental que contém um único mineral o metamorfismo vai produzir uma rocha composta predominantemente deste mesmo mineral. Presença de fluidos: a presença de fluidos. O critério básico usado para classificar as rochas metamórficas de acordo com a sua aparência ou textura é a presença ou não de foliação metamórfica.

as placas de mica crescem e os cristais se tornam visíveis. cinzas ou pretos. e bandas escuras. filitos vermelhos de óxidos de ferro e filitos verdes indicam a presença de uma mica verde chamada de clorita. Gnaisses: são rochas formadas a altas temperaturas onde ocorre uma segregação mineral em bandas. ou um paralelismo entre os grãos minerais. um xisto rico em micas é chamado de mica-xisto. Xistos: com o aumento da temperatura necessária para formar os filitos.sapo. A presença de impurezas no carbonato (rocha parental do mármore) pode gerar mármores rosas. São rochas compostas principalmente por micas e apresentam um quebramento em planos paralelos formados pela foliação. Os xistos ricos em um determinado mineral podem levar o nome deste mineral. mas também podem ser formados a partir de arenitos finos ou basaltos. Rochas não-foliadas: as rochas não foliadas são geradas a partir do contato de uma rocha preexistente (rocha parental) com o magma quente ou através da pressão confinante. Fundamentos de Geologia 55 Fonte:<http://domingos. Essa rocha gerada. a pressão litosférica a que as rochas estão sujeitas a grandes profundidades. a partir daquela necessária para a formação dos gnaisses.Rochas Foliadas: o rearranjo mineral gerado pelo metamorfismo gera foliação. ou seja. marcando o limite entre o metamorfismo e a geração de rochas ígneas pela fusão de rochas preexistentes. Os xistos podem ser derivados de lamitos. Saiba mais! Com o aumento da temperatura. ou seja. com características tanto de rochas metamórficas como de rochas ígneas. a rocha começa a fundir. A depender da rocha parental. podem ser classificadas em: Filitos: são rochas metamórficas foliadas geradas a partir do metamorfismo de lamitos (argilitos e siltitos) a baixas temperaturas. verdes. Os gnaisses são formados por bandas mais claras. Os gnaisses de origem ígnea são formados geralmente a partir de rochas graníticas e os gnaisses de origem sedimentar podem ser formados a partir de lamitos e arenitos impuros. compostas predominantemente por micas. num processo chamado de diferenciação metamórfica. Podem variar de cor a depender da composição mineral: filitos pretos indicam a presença de matéria orgânica. é chamada de migmatito.pt/gnaisse2. As rochas foliadas necessariamente sofreram uma pressão dirigida (pressão aplicada em uma direção preferencial).home. A depender do grau de temperatura e do tipo de rocha parental.jpg> . compostas predominantemente por quartzo e feldspato. gerando uma rocha metamórfica foliada chamada de xisto. podem ser classificadas em dois tipos principais: Mármore: o mármore é uma rocha composta por grandes cristais recristalizados de calcita gerados a partir de pequenos cristais de calcita em carbonatos.

56 FTC EAD | BIO . br/pedras/imagens/artigos/2002/artigo_dm_24_01. b a c c a r o. das rochas sedimentares e das rochas metamórficas. c o m .jpg> Atividade Complementar 1. Quais são os principais minerais formadores das rochas? 2. F o n t e : < h t t p : / / w w w. Com base no Ciclo das Rochas.Quartzitos: são rochas muito duras e resistentes geradas a partir do metamorfismo de arenitos puros. explique a formação das ígneas. São compostos essencialmente por quartzo recristalizado.

processos opostos estão gradualmente removendo materiais das áreas elevadas e transportando para áreas mais baixas. contudo. algumas partes da Terra são gradualmente elevadas através da construção de montanhas e da atividade vulcânica. Fundamentos de Geologia 57 . Únicos e espetaculares cenários são criados através da interação de agentes ambientais com as rochas expostas na superfície da Terra.3. Os processos externos são parte fundamental do ciclo das rochas uma vez que Você sabia? Os processos que ocorrem na superfície ou muito próximo à superfície da Terra e têm como força motriz a energia do sol são chamados de processos externos. 5. Explique o processo de cimentação das rochas sedimentares. Cite e dê as principais características das rochas sedimentares detríticas e químicas mais comuns. 4. A DINÂMICA EXTERNA DO PLANETA OS PROCESSOS SUPERFICIAIS INTEMPERISMO A Terra é um planeta dinâmico. Defina rochas vulcânicas e rochas plutônicas.

estes dois processos atuam conjugados. As mudanças ocorridas no intemperismo físico se restringem ao tamanho e à forma das rochas. portanto. Saiba mais! O intemperismo é o processo através do qual a rocha se desintegra e se decompõe em superfície. o tipo mais eficiente de intemperismo físico. e incluem: intemperismo. O intemperismo físico pode ocorrer devido a: Congelamento em fraturas: quando a água penetra nos poros ou fraturas das rochas e a temperatura cai abaixo de 0°C esta água congela. sem alterar a composição química destes. ocorre um aumento na sua área superficial. Este é. Intemperismo físico ou mecânico O intemperismo físico quebra o mineral ou a rocha em pequenos pedaços. Este processo é mais ativo em ambientes onde a água é abundante e onde as temperaturas flutuam em torno da temperatura de congelamento da água.estes processos transformam rocha sólida em sedimento.php?title=Tafoni> . Quando a água congela ocorre um aumento de volume de cerca de 9%.dicionario. movimentos de massa e erosão. TAFONI grandes alvéolos produzido nas rochas pela ação combinada da cristalização des sais e erosão eólica 58 FTC EAD | BIO Fonte:<http://www. Ao quebrar a rocha em pedaços menores. facilitando a atuação também do intemperismo químico. Esse aumento de volume da água congelada dentro das fraturas da rocha gera uma força capaz de fragmentar até as rochas mais resistentes.br/dicionario/ index. Desta forma. As rochas são intemperizadas de duas maneiras principais: desintegrando através da ação física e decompondo através de atividades químicas. a depender das condições locais e dos agentes atuantes.pro.

Fundamentos de Geologia 59 . A expansão do granito devido ao alívio de pressão gera uma esfoliação em camadas concêntricas. a água pura não é reativa. mas. por exemplo. cada mineral se expande diferentemente. Rochas em regiões desérticas estão preferencialmente sujeitas a este processo. rios. chuva ou neve – é o principal fator controlador da intensidade do intemperismo químico. principalmente em reações que envolvem a presença de água. Em geral. a água salgada se acumula em cavidades nas rochas. Essas partículas podem ser. Desta forma. formando o ácido carbônico (H2CO3). Este processo é capaz de quebrar grandes blocos de rocha. a rocha original se decompõe em substâncias que são estáveis na superfície. gerando espaços vazios na rocha. o ácido carbônico é capaz de decompor a calcita. causando o quebramento da rocha. Esfoliação mecânica ou esfoliação dômica: quando grandes massas rochosas de granito são cristalizadas dentro da crosta ficam sujeitas á pressão das rochas ao redor. O crescimento dos cristais de sais gera pressão nas cavidades e reentrâncias das rochas. Intemperismo químico O intemperismo químico altera a composição dos minerais e das rochas. participa das reações e transporta os resultados destas reações. ocorre um alívio da pressão exercida sobre o granito e este se expande. Um exemplo comum de dissolução ocorre quando a água se combina com o dióxido de carbono (CO2). ao atravessar a atmosfera ou o solo. O próprio impacto mecânico das águas fluviais. como as camadas de uma cebola. principal constituinte dos carbonatos. Nestas regiões as rochas são expostas grandes variações diárias de temperatura – durante o dia os minerais sofrem expansão térmica devido às altas temperaturas e. O produto do intemperismo químico permanece essencialmente inalterado ao longo do período em que este permanecer em um ambiente similar ao que foi formado. Com a evaporação da água ocorre a concentração e deposição de sais que se cristalizam nestas cavidades. Expansão e contração térmica: cada um dos minerais que compõem as rochas apresenta um diferente grau de expansão térmica. lagos. A água – vinda de oceanos. Com o soerguimento e erosão das rochas. Os íons formados são levados em solução pelos cursos d’água. a oxidação e a hidrólise. se contraem devido às baixas temperaturas. Durante essa transformação. Abrasão: a abrasão ocorre principalmente pelo impacto de partículas nas rochas. canais subterrâneos. grãos de areia transportados pelo vento ou transportados pelas ondas do mar que quebram em cima das rochas. promovendo o seu desgaste físico. Ela carrega íons para as reações químicas.Crescimento de cristais: em regiões costeiras. geleiras. Dissolução: na dissolução. Por sua vez. pluviais ou marinhas podem causar intemperismo físico com o quebramento das rochas. presente na atmosfera ou no solo. são adicionados alguns elementos à água tornando-a reativa. íons ou grupos de íons que formam um mineral ou uma rocha são removidos e levados pela água. Os três principais processos que causam o intemperismo químico das rochas são a dissolução. à noite. quando a rocha é submetida ao calor.

Espeleotemas são depósitos de precipitação carbonática. Nesta reação são formados minerais de argila estáveis e os demais elementos (a sílica e o íon potássio) são levados em solução na água. Em contato com o ar da caverna. O principal tipo de espeleotema encontrado nas cavernas são as estalactites (pendentes do teto). restarão apenas a calcita e a água.jpg> Intemperismo biológico . No interior das cavernas ocorre a formação de espeleotemas.gov. os íons dos minerais se combinam com íons de oxigênio.co/ninos/Imagenes/glo_051. Hidrólise: na hidrólise. que compõem as formas de acumulação mais comuns no interior de cavernas. 60 FTC EAD | BIO Fonte:<http://www. Esta gota é uma combinação de água. o gás carbônico migra para a atmosfera da caverna. os íons da molécula da água. calcita e gás carbônico. o mineral mais abundante da crosta. os animais e os homens: As raízes das plantas provocam fraturas nas rochas e contribuem com o intemperismo mecânico. ela se cristalizará formando um anel em volta da gota. São formadas quando uma gota de água atinge o teto de uma caverna. A dissolução dos calcários é responsável pela criação de cavernas.Saiba mais! tos. por exemplo) reagem com o oxigênio da atmosfera formando óxido de ferro (hematita). como a calcita é insolúvel em água pura. como os carbona- Oxidação: na oxidação. a água ácida em vez de dissolver a calcita do calcário vai recristalizá-la. vindo da superfície através das fraturas do calcário. As rochas máficas possuem um grande conteúdo de minerais ricos em ferro (como as olivinas. dissolvendo o calcário das paredes da fratura e se saturando em bicarbonato de cálcio. como os fedspatos. neste caso. gerados pela dissolução das rochas solúveis. Um exemplo deste tipo de intemperismo ocorre quando os íons de ferro das rochas máficas (um basalto. Silicatos ricos em alumínio. os piroxênios e os anfibólios) e são as mais propensas à oxidação.ideam. se unem a outros íons da estrutura dos minerais. As argilas formadas por este processo cobrem vastas porções da superfície ou são transportados formando lama no fundo dos oceanos. As cavernas são condutos subterrâneos de acesso ao homem. O termo espeleotema tem origem grega e significa “depósito mineral”. como as plantas. Após a liberação do gás carbônico. são os mais propensos à hidrólise. O intemperismo também está associado à atividade de organismos. a sucessão de anéis forma a estalactite. H+ e OH-.

Fundamentos de Geologia 61 . As reações químicas do intemperismo ocorrem mais intensamente nos compartimentos do relevo onde há uma boa infiltração da água.) promovem o intemperismo químico e mecânico. exploração mineral. etc. Saiba mais! O intemperismo gera depósitos minerais através do enriquecimento secundário: o intemperismo químico com a percolação de água remove os materiais residuais levando ao enriquecimento dos elementos menos solúveis. Um manto espesso de solo rico em matéria orgânica gera fluidos quimicamente ativos como os ácidos húmico e carbônico. formado em climas tropicais quando rochas ricas em alumínio estão sujeitas a intenso intemperismo químico. aumenta a área superficial exposta e acelera o intemperismo químico. A constituição mineral da rocha é um dos fatores mais determinantes da intensidade de intemperização. fazem buracos nas rochas. A temperatura e a umidade influenciam no tipo e na quantidade de vegetação. Um exemplo é a bauxita (óxido hidratado de alumínio): a bauxita é o principal minério de alumínio. Quanto maior a disponibilidade da água e mais freqüente a sua renovação. Diversos tipos de atividades humanas (como a construção de cidades. Os silicatos são intemperizados essencialmente na mesma seqüência de sua ordem de cristalização. quebrando a rocha em pequenos pedaços. mais complexas serão as reações químicas do intemperismo. contribuindo para a desagregação das rochas. como as cracas e as pinaúnas em regiões costeiras. Elementos de importância econômica em baixas concentrações na superfície são removidos e redepositados tornando-se mais concentrados.Os animais perfuradores. Intensidade ou taxa de intemperização A ação do intemperismo mecânico. O intemperismo químico é baixo ou inexistente em regiões polares (baixas temperaturas) e regiões áridas (baixa umidade). percolação por tempo suficiente para efetivar as reações e uma boa drenagem para a lixiviação dos produtos solúveis. A presença de juntas e fraturas na rocha possibilita a penetração da água na rocha e intensifica o intemperismo. A atividade de microorganismos presentes no solo gera ácidos que contribuem com o intemperismo químico. Fatores climáticos Determinam o tipo e a intensidade do intemperismo.

descarga do rio. Erosão fluvial A energia potencial dos rios pode ser usada para erodir as rochas e as transportar.EROSÃO Existem quatro tipos principais de erosão. classificados de acordo com o tipo de agente atuante: erosão fluvial. Um rio transporta a sua carga de sedimentos de três formas: Sedimentos grossos: carga de fundo transporte por saltação e arraste Sedimentos finos: carga de suspensão transporte por suspensão Sedimentos dissolvidos pela decomposição química: carga dissolvida transporte em solução Os rios variam na sua habilidade de transportar sedimentos. erosão eólica. Essa habilidade é determinada por dois critérios: competência e capacidade Saiba mais! Competência Capacidade A competência do rio é medida pelo tamaA capacidade do rio é o máximo de peso nho máximo das partículas que ele é capaz de trans. ocorre pela ação abrasiva da água carregando sedimentos. quando o canal é composto por rocha dura.que ele pode carregar e está relacionada com a portar e é determinada pela velocidade do rio. apenas o impacto da água é capaz de promover a erosão. Principais feições erosivas pela ação fluvial: Sulcos e ravinas: são formados pela ação erosiva do escoamento superficial concentrado em linhas. erosão glacial e erosão marinha. A maior parte da erosão. 62 FTC EAD | BIO . Se o canal for composto por material inconsolidado.

Na maioria das vezes. Nos pavimentos desérticos a superfície é coberta por matacões e cascalhos devido à gradual retirada do silte e da areia pela deflação. em um ambiente desértico. a erosão é causada principalmente pelas chuvas curtas. o colapso destes vazios desestabiliza as vertentes e provoca o recuo das paredes das voçorocas. Erosão fluvial ou voçoroca. Fonte:<http://www. Deflação: é a retirada de partículas pela ação do vento. a erosão solapa a base das paredes. mas de grande intensidade.cnpma.jpg> Fundamentos de Geologia 63 . A erosão pelo vento se dá predominantemente em terras áridas e sem vegetação. Erosão eólica Quando comparada com a ação fluvial e a glacial. Eles são muito comuns em regiões de dunas. Saiba mais! Os principais processos de erosão eólica são a deflação e a abrasão. a ação erosiva dos ventos é relativamente menos importante.embrapa. carregando o material em profundidade e formando vazios no interior do solo.Voçorocas: são formadas quando o nível freático erode a base das vertentes. Os blowouts são “buracos” ou zonas rebaixadas geradas pela remoção da areia. A remoção dessas partículas (argila. silte ou areia) pode gerar pavimentos desérticos e blowouts.br/projetos/imagens/vocoroca.

porém existem muitas formas de relevo geradas no passado. Saiba mais! Se o nível topográfico é rebaixado até atingir a zona saturada. pode formar oásis. Elas conseguem carregar imensos blocos que nenhum outro agente erosivo conseguiria. Devido a esse processo os grãos tendem a apresentar um aspecto fosco. Abrasão: é o processo de desgaste e polimento de seixos. As geleiras erodem através de duas formas principais: Remoção: quando uma geleira se movimenta sobre uma superfície rochosa.Na deflação o material fino (argila e silte) é transportado em suspensão e a areia é transportada por saltação. blocos de rocha são incorporados no interior do gelo. A abrasão gera seixos chamados de ventifactos: seixos que apresentam uma ou mais faces planas desenvolvidas pela ação da abrasão eólica. Erosão glacial As geleiras são capazes de intensa erosão. 64 FTC EAD | BIO . blocos ou rochas gerado pelo impacto de partículas transportadas pelo vento. Atualmente as geleiras têm limitada importância como agente erosivo. Saiba mais! A abrasão gera seixos chamados de ventifactos: seixos que apresentam uma ou mais faces planas desenvolvidas pela ação da abrasão eólica. Para uma mesmo velocidade do vento. quanto maior a partícula menor será o seu deslocamento. A água derretida penetra nas fissuras e juntas das rochas durante a passagem da geleira e quando essa congela ocorre a expansão e o quebramento da rocha. mostrando a intensidade do seu trabalho erosivo.

em geral com alturas significantes. Ocorre também a erosão pela água de degelo formando canais subglaciais que geram um sistema de escoamento com um padrão muito irregular. Os vales em V são transformados em vales em U. Quanto maior a altura das ondas. As principais formas erosivas pela ação glacial são os vales glaciais. abundância e dureza dos fragmentos rochosos contidos no gelo da base da geleira. Estes canais só são visíveis junto às margens das geleiras. A RAZÃO DE EROSÃO DEPENDE: Razão do movimento glacial. uma forma característica dos vales glaciais. As geleiras se movem inicialmente dentro de um vale esculpido por um rio. maior a sua energia e mais intenso será o processo erosivo. causando grande impacto sobre a praia. Espessura do gelo. escavado quando a geleira se movimenta em um substrato duro. essa energia é acumulada no seu percurso em águas profundas e depois é dissipada na zona de surfe e na zona de arrebentação. onde é possível a prática de surfe). Nas praias onde a zona de surfe não existe. onde desembocam e descarregam um grande volume de água. Nas praias que apresentam zona de surfe (várias linhas de quebra de onda. Fundamentos de Geologia 65 . Erosão marinha As ondas adquirem sua energia a partir dos ventos que sopram nos oceanos. Forma.Abrasão: desgaste da rocha sobre a qual a geleira se desloca devido á ação do gelo e dos fragmentos rochosos transportados na base do gelo que funcionam como uma lixa. as ondas arrebentam diretamente na praia. Da erodibilidade da superfície abaixo da geleira. chegando na praia com alturas menores. a onda tem oportunidade de dissipar a sua energia. Estrias glaciais são geradas no leito rochoso quando o gelo no fundo da geleira contém fragmentos protuberantes de rocha e indicam a direção de fluxo da geleira.

A praia. mecosteira pode ser explicada pelo aumento renos energia é retirada das ondas através da fricção lativo do nível do mar. Parte da energia dissipada pelas ondas promove a geração de correntes costeiras. conseqüentemente. De acordo com essa distribuição de areia. de correntes que prevalecem em cada praia. funciona como uma “zona tampão”. antes da década de 60. terraços. sendo que 45% deste percentual apresenta uma taxa de erosão superior a 3. Parte desta aceleração na erosão Com o aumento do nível relativo do mar. são geradas correntes longitudinais. Em muitas praias a faixa de areia desaparece durante os períodos de maré alta e as ondas erodem a zona costeira adjacente. com sua faixa de areia.As ondas são também as principais responsáveis pelo transporte de sedimentos ao longo da costa. a depender das condições de onda e. através das correntes costeiras. campos de duna. distribuindo a areia ao longo das praias. apenas 8 a 16% das costas sob erosão apresentavam taxas de erosão superiores a 3. Estas correntes são fluxos paralelos à costa entre a zona de arrebentação e a linha de costa que transportam os sedimentos colocados em suspensão pelas ondas ao longo da costa Estas correntes transportam os sedimentos. Quando as ondas quebram formando um ângulo com a linha de costa. antes das ondas quebrarem. algumas praias são mais largas e outras são mais estreitas. com o fundo. Intensificação do processo erosivo devido a um aumento do nível relativo do mar A extensão de costas erodidas e a taxa de erosão têm aumentado substancialmente em todo o mundo. protegendo o continente da ação direta das ondas e das correntes. podendo destruir planícies. Desde 1955-60 a extensão de costas erodidas aumentou de 55% para 80%.5 m/ano. além da sua importância para diversos tipos de organismos que ali vivem. resultando Você sabia? em ondas com maiores alturas ao longo da costa. enquanto que. 66 FTC EAD | BIO . falésias e construções humanas.5 m/ano.

Fundamentos de Geologia 67 . Em alguns casos. que geralmente varia de 25 a 40° a depender do tamanho da partícula. provocando o deslocamento de grande quantidade de material. ainda que as condições sejam favoráveis aos movimentos de massa e essa estabilidade pode ser rompida por terremotos ou tremores de terra. A remoção da vegetação favorece os movimentos de massa. principalmente se a encosta for muito íngreme ou se houver água em abundância. diminuindo a sua resistência interna. A água também adiciona peso ao material. aumento da inclinação da encosta O material inconsolidado encontra estabilidade sob um determinado ângulo de repouso. Isto ocorre também com materiais consolidados a fim de restaurar a estabilidade da encosta. especialmente em materiais argilosos. ocorrência de terremotos Alguns locais podem permanecer estáveis durante um longo período. contudo outros fatores podem funcionar como um gatilho. Um aumento da declividade pode romper este ângulo de repouso e provocar a movimentação do material. a água tem um efeito lubrificante. rompendo a inércia e fazendo com que o movimento se inicie: presença de água O preenchimento dos poros dos sedimentos com água provoca a perda de coesão das partículas.MOVIMENTOS DE MASSA Esses movimentos são controlados essencialmente pela gravidade. remoção da vegetação As plantas protegem o solo contra a erosão e contribuem para a estabilização das encostas devido ao seu sistema de raízes.

que escoa sobre a camada inferior congelada (permafrost). do solo ou regolito na superfície do terreno. geralmente de alguns centímetros por ano. Ocorre em vertentes com declividades inferiores a 5°. uma falha ou um plano de acamadamento. Estão geralmente associados à concentração excessiva de fluxos de águas superficiais em algum ponto da encosta.jpg> Fonte:<http://www.00. Corridas ou fluxo: são movimentos rápidos onde os materiais se comportam como fluidos altamente viscosos. aproximadamente paralela ao declive.TIPOS DE MOVIMENTOS DE MASSA Movimentos de massa rápidos Desmoronamento ou queda de blocos: movimento rápido de blocos ou lascas de rocha pela ação da gravidade.ufrgs. como fraturas ou bandamentos e pela ação do intemperismo. r/geociencias/cporcher/> . Este tipo de movimento de massa é mais comum em terrenos com estratos argilosos. Movimentos de massa lentos Rastejamento ou creep: movimento lento.com/VCnoG1/ foto/0.. Solifluxão: movimento comum em regiões periglaciais.11802611. Escorregamento ou deslizamento: movimento rápido com plano de ruptura bem definido. onde ocorre o deslocamento da camada superior degelada (camada ativa).globo. Esta superfície pode ser uma junta. permitindo a distinção entre o material deslizado e aquele não movimentado. sem a presença de uma superfície de deslizamento. O material permanece essencialmente coerente e se move ao longo de uma superfície bem definida. Ocorre geralmente em encostas íngremes de paredões rochosos e é favorecida por descontinuidades na rocha. 68 FTC EAD | BIO Fonte:<http://g1.

62% como água subterrânea e 0. Você sabia? Cerca de 97.RECURSOS HÍDRICOS SUPERFICIAIS E SUBTERRÂNEOS Ciclo hidrológico A água ocorre em várias partes do planeta – nos oceanos.03% como rios.2% do total de água do planeta está estocado nos oceanos. lagos.jpg> Fundamentos de Geologia 69 . Estima-se que a hidrosfera seja composta por cerca de 1. A água não permanece por muito tempo em cada um destes reservatórios. Todos esses “reservatórios” constituem a hidrosfera. da atmosfera para a terra e da terra de volta para o mar.usgs. na atmosfera.36 bilhões de quilômetros cúbicos de água. nas geleiras.water.gov/edu/graphics/watercycleportuguesehigh. 0. na Terra sólida e na biosfera. no ar e no solo. ela está constantemente se movimentando nos oceanos. Saiba mais! O Ciclo Hidrológico é a contínua movimentação da água dos oceanos para a atmosfera. 2. Fonte:<http://ga.15% nas geleiras e capas de gelo. nos rios. solo e atmosfera. nos lagos.

congelar e se incorporar ás geleiras e às capas de gelo. 70 FTC EAD | BIO . maior será o escoamento superficial. inversamente.000 km3 de água que caem nos continentes. A água subterrânea representa a principal fonte de água fresca do planeta. Água subterrânea A maior parte dos recursos hídricos utilizados para uso industrial e consumo provém de cursos subterrâneos.O Ciclo Hidrológico é um gigantesco sistema global alimentado pela energia do sol que. ao invés de infiltrar ou escoar superficialmente.000 km3 evaporam e 36. provem uma ligação vital entre os oceanos e os continentes: A água evapora para a atmosfera a partir dos oceanos e uma pequena parte a partir do continente (rios e lagos). o relevo e a presença de vegetação.000 km3 de água restantes se precipitam nos continentes. através da atmosfera. parte desta água escoa superficialmente. Parte desta chuva cai sobre oceanos completando o ciclo de retorno. O vento transporta esse “vapor d’água” por longas distâncias e estes se condensam em nuvens que se precipitam como chuva. erodindo-os no seu caminho de volta aos oceanos. cerca de 284.000 km3 a partir dos continentes (lagos e rios). A precipitação excede a evaporação nos continentes e. se movimentando por canais subterrâneos. 60. quanto menor a permeabilidade do solo. O ciclo hidrológico é balanceado. Deste total de 380. Você sabia? Cerca de 320. a precipitação excede a evaporação nos oceanos e o sistema funciona de forma equilibrada. mais plano o relevo e com a presença de uma cobertura vegetal. Quando a água se precipita em quantidades acima da capacidade de absorção do solo. Quando a precipitação ocorre em regiões muito frias – regiões de altas latitudes o no topo de montanhas muito elevadas – a água pode. alimentando lagos. O balanço entre a infiltração e o escoamento superficial depende de diversos fatores como a permeabilidade do solo. Destes 96.000 km3 se precipitam de volta para os oceanos e os 96. maior será a taxa de infiltração. mais íngreme o relevo e com vegetação ausente. a média anual de precipitação deve ser igual á quantidade de água evaporada. A chuva que cai no continente pode seguir vários caminhos: Parte da água que no solo pode infiltrar.000 km3 de água. Parte da água que infiltra ou que escoa superficialmente é absorvida pelas plantas e retorna para atmosfera através da transpiração. Como a quantidade de vapor d’água na atmosfera permanece o mesmo.000 km3 percorrem pelos continentes. rios ou indo diretamente para os oceanos. Quando maior a permeabilidade do solo.000 km3 de água são evaporados em cada ano a partir dos oceanos e 60.

o sedimento ou a rocha não estão saturados em água. Acima desta zona. Saiba mais! Classificação geral dos aqüíferos Aqüíferos livres: são aqueles cuja base é demarcado pelo nível freático e o topo está em contato com a atmosfera. esta é chamada zona de aeração. Aqüífero confinado: são aqueles confinados entre duas unidades pouco permeáveis ou impermeáveis. Aqüífero suspenso: níveis lentiformes de aqüíferos livres acima do nível freático principal. Tipos de aqüíferos em relação ao tipo de porosidade existente Aqüífero de porosidade granular: sedimentos ou rocha sedimentar com porosidade primária. onde o solo. Saiba mais! Água subterrânea é a água existente abaixo do nível freático e que ocupa a zona de saturação. Aqüíferos de conduto: rocha com porosidade cárstica gerada pela dissolução de rochas carbonáticas. A camada permeável (aqüífero) intercepta a superfície.A água que infiltra a partir da superfície penetra até uma zona onde todos os poros das rochas são ocupados por água. Aqüíferos São materiais com grande capacidade de transmitir água (condutividade hidráulica) como os sedimentos inconsolidados (cascalhos e areias). rochas sedimentares (arenitos e conglomerados) e rochas ígneas e metamórficas com alto grau de fraturamento. permitindo a sua recarga. Fundamentos de Geologia 71 . os poros são preenchidos por ar e pela água que infiltra. O limite entre estas duas zonas é o nível freático. Ex. Esta é a zona de saturação. arenitos Aqüíferos de fraturas: rocha com sistema de fraturas interconectado.

etc. colapso de vazios em regiões calcárias.br drenagem de corpos de água superficiais devido ao rebaixamento do nível hidráulico do aqüífero.Você sabia? Importância da água subterrânea: 97% da água doce líquida do planeta. abastecimento público e privado.sanepar. compostos orgânicos sintéticos. A Influência das Atividades Antrópicas nos Recursos Hídricos Subterrâneos Extração intensiva das águas subterrâneas redução da capacidade produtiva do poço. intrusão de água salina nas regiões costeiras. Contaminação da água subterrânea sistema de saneamento aplicação de fertilizantes tanques de combustíveis atividades industriais.com. infiltração qualidade. subsidência do terreno: compactação em terrenos argilosos. manutenção das terras úmidas garantindo o seu equilíbrio ecológico. de água subterrânea de baixa http://www. 72 FTC EAD | BIO . microorganismos patogênicos. uso industrial e pela agricultura. Principais contaminantes: nitratos. metais pesados. manutenção de cursos d’água superficiais em épocas de seca. solventes.

Explique de que forma um rio pode transportar a sua carga de sedimentos. Defina “intemperismo” e diga qual a sua importância no ciclo das rochas.Atividade complementar 1. Fundamentos de Geologia 73 . 2. Defina competência e capacidade de um rio. Quais os principais fatores condicionantes dos movimentos de massa? 3. 4. Explique o ciclo hidrológico. 5.

Os canais existentes em ambientes desérticos quase nunca chegam ao oceano. nas zonas mais rebaixadas podem ser formadas playas ou lagos temporários. Quando as chuvas são suficientes. muito diferentes daqueles encontrados em regiões úmidas. Os mais extensos desertos do mundo estão incluídos nesta 74 FTC EAD | BIO .AMBIENTES GEOLÓGICOS AMBIENTES DESÉRTICOS As formas de relevo (paisagens). Saiba mais! Desertos são comumente sinônimo de terra árida. em geral. Desertos quentes: estes desertos apresentam um clima árido e quente. Devido à ausência de vegetação. Existem dois tipos principais de desertos: os desertos quentes e os desertos polares. Nestes lagos geralmente ocorre uma alta concentração em sais. o solo e os processos geológicos atuantes em regiões desérticas são muito particulares e. onde a média de chuva anual é geralmente inferior a 250mm ou onde a razão de evaporação excede a razão de precipitação. Em geram eles secam devido às altas taxas de evaporação. A ação do intemperismo mecânico fragmenta as rochas em partículas grossas e gera escarpas íngremes. nestes ambientes prevalece o escoamento superficial e a erosão do solo é intensa durante as violentas chuvas tropicais. Neste tipo de deserto a escassez de chuva pode estar associada: Aos cinturões globais de circulação atmosférica de ar subtropical seco. O regolito (horizonte C do solo) encontrado nestas regiões é em grande parte produto do intemperismo físico ou mecânico.

É formada onde ocorrem ventos com força e duração similares agindo em sentidos opostos. por exemplo. Duna parabólica: tem forma de U. Às regiões internas de continentes onde prevalecem condições de verões quentes e invernos secos. Ocorre em áreas com abundância de areia e pouca vegetação. Desertos costeiros deste tipo podem ser encontrados no Chile e no Peru. apesar da água ser abundante. Principais tipos de duna de acordo com a sua forma : Duna barcana: tem a forma de uma lua crescente e ocorre onde o vento é constante e o suprimento de areia é limitado. As dunas são formas assimétricas. resultando num clima seco. As massas de ar não conseguem transpor esta barreira e um lado da montanha fica com deficiência de chuva. A Serra da Nevada. com a abertura voltada para a direção do vento. Desertos polares: grandes desertos ocorrem em regiões polares onde a precipitação é extremamente baixa devido ao ar seco e frio. no Canadá e nos vales congelados da Antártica. Duna transversa: esta duna forma uma elevação assimétrica transversa à direção do vento. Nestes locais. Ocorrem em desertos com suficiente suprimento de areia e incidência de ventos fortes. Duna linear: tem forma linear. em geral elas apresentam uma inclinação mais suave no lado onde o vento sopra. o deserto de Gobi na Ásia Central. Isso ocorre em regiões secas porque a presença de umidade no sedimento dificulta a sua remoção pelo vento. por exemplo. Exemplos de desertos polares são encontrados no nordeste da Groenlândia. paralela à direção do vento. ela se encontra na forma de gelo e se precipita como neve. Duna reversa: elevação assimétrica que apresenta características intermediárias entre uma duna transversa e uma duna estrelada. o deserto do Saara e o Grande Deserto Australiano. Duna barcanóide: ocorre a partir de uma conexão entre as formas crescentes da duna barcana e é orientada transversalmente à direção do vento. O ângulo de inclinação da duna depende da velocidade do vento e do tamanho do grão de areia. no leste da Califórnia. alongada. Dunas As dunas são acumulações ou elevações de areia depositadas pelo vento. por exemplo. cria uma espécie de barreira e é a principal responsável pelo clima árido dos desertos situados a leste da serra. Fundamentos de Geologia 75 . Podem apresentar até 100 m de altura e 100 km de comprimento.categoria. Geralmente a duna se forma onde um obstáculo muda o fluxo do vento. Às regiões montanhosas onde as montanhas criam um efeito de “sombra de chuva”. pode-se citar. Duna estrelada: forma isolada de acumulação de areia que apresentam na sua base uma forma similar a uma estrela em planta. Pode-se citar. Às regiões costeiras ao longo de margens continentais onde há pouca quantidade de massas de ar quente. O vento perde velocidade e começa a acumular areia.

AMBIENTE GLACIAL Geleiras Definindo de uma maneira simplificada. Algumas ocupam depressões em regiões montanhosas. em alguns grandes vales glaciais. compostos principalmente por neve recristalizada. podem chegar a dezenas de km. Grandes geleiras podem ocupar extensos vales. desprendida da margem de um fjord ou de uma plataforma de gelo. Mantos de gelo: massas de gelo de tamanho continental. Erosão e deposição glacial A erosão glacial envolve a incorporação e remoção pelas geleiras de partículas ou detritos do assoalho sobre o qual as geleiras se movimentam. Fjord glacial ou geleira de maré: ocupam vales costeiros e a sua base encontra o mar. Principais tipos de geleiras de acordo com a sua forma: Circo glacial: ocupam depressões no topo de montanhas. não limitado pela topografia. dispostas geralmente de maneira radial. Plataforma de gelo: placas de gelo que flutuam sobre o mar e está comumente localizado em embaiamentos costeiros. que mostram indicações de movimentação devido à força da gravidade. Geleira de vale ou alpina: flui a partir do circo glacial ocupando regiões de vale. geleiras são corpos de gelo. como nas montanhas do Alasca e na Ásia Central. Pequenas geleiras são confinadas pela topografia que determina a sua forma e direção de movimento. 76 FTC EAD | BIO . Capas de gelo: corpos com forma dômica que cobrem montanhas ou áreas de altas latitudes. Em geral as geleiras apresentam em torno de 1 a 2 km de comprimento. Campos de gelo: extensas áreas de gelo em regiões montanhosas que consistem na interconexão de geleiras alpinas. Iceberg: massa de gelo continental flutuante no mar. contudo.

Em função da descarga e da topografia dos canais. com a presença de fragmentos rochosos de diferentes tamanhos. geralmente com a ausência de sedimentos químicos ou biogênicos. das condições de infiltração e da existência de drenagens subterrâneas. Em geral. Fundamentos de Geologia 77 . deslizadas ou saltam ao longo do leito dos rios. Capacidade e competência de um rio A maior quantidade de detritos de determinado tamanho que um rio consegue transportar como carga do leito corresponde à sua capacidade. O regime fluvial representa a variação do nível das águas fluviais no decorrer do ano. quando atingir um limite crítico as partículas precipitam-se. O maior diâmetro encontrado entre os detritos transportados como carga do leito determina a competência do rio.Os depósitos gerados em ambiente glacial são formados predominantemente por sedimentos clásticos. Leito de vazante: onde as águas correm no período de estiagem. A carga em suspensão é carregada com a mesma velocidade da água enquanto a turbulência for suficiente. porque os grãos deslocam-se de modo intermitente. como carga de leito. as partículas finas (silte e argila) como carga em suspensão e as partículas maiores (areias e cascalhos) que são roladas. Transporte fluvial Os rios transportam os materiais em solução química como carga dissolvida. A carga dissolvida é transportada na mesma velocidade da água e é carregada até onde a água caminhar. depende do regime de precipitação. Leito maior: onde as águas ocorrem nas épocas de cheia. São em geral mal selecionados. os leitos podem ser classificados em: Leito menor ou talvegue: parte central ocupada pelas águas. AMBIENTE FLUVIAL O leito corresponde ao espaço ocupado pelo escoamento das águas. A carga do leito move-se muito mais lentamente que o fluxo da água.

.Erosão e deposição fluvial A erosão fluvial engloba os processos que resultam na retirada de detritos do fundo do leito e das margens. sem se desviar significativamente de sua trajetória normal em direção à foz. mx/. tais como: Redução na declividade do leito. isso pode ocorrer devido a diversos fatores. Anastomosado: o rio se ramifica em múltiplos canais. O tipo de canal é o resultado do ajuste do canal à sua seção transversal e reflete o inter-relacionamento entre: Tipos de canal fluvial Retos: são aqueles em que o rio percorre um trajeto retilíneo. pequenos e rasos.. Aumento do granulometria da carga detrítica./image002.jpg> seu inicio nem na sua parte terminal. A erosão se dá principalmente pelo impacto das partículas carregadas pela água e a abrasão da superfície sobre a qual a água escoa. Ocorre geralmente quando o substrato é homogêneo ou quando o rio é controlado por linhas de falhas ou fraturas. g e o l o g i a . 78 FTC EAD | BIO . devido às rugosidades e saliências geradas pela deposição de material grosseiro no seu leito. nunca no Fo n t e : < h t t p : / / w w w. Saiba mais! A deposição da carga detrítica carregada pelo rio ocorre quando há uma diminuição da competência ou da capacidade fluvial. O movimento turbilhonar sobre as rochas do fundo do leito pode escavar depressões de forma circular conhecidas como marmitas. Os trechos anastomosados se localizam ao longo do curso fluvial. fazendo com que passem a integrar a carga sedimentar. Redução do volume de água. u s o n .

artrópodes. balneários. onde ondas. por exemplo. monazita e platina. como a exploração de minerais. a carga detrítica e a litologia por onde passa o canal. crustáceos. Além dos usos diretos. destruindo ou remodelando a paisagem. Ao se analisar os diversos usos deve ser considerado o caráter naturalmente instável deste ambiente e os problemas que podem advir da ação antrópica. as praias apresentam um alto potencial para múltiplos usos que. Elas estão constantemente ajustando-se a flutuações dos níveis de energia através de mudanças morfológicas e de trocas de sedimentos com regiões adjacentes. tempestades e atividades humanas agem construindo. a praia serve como uma barreira entre o oceano e a terra. Fundamentos de Geologia 79 . as praias têm a importante função ambiental de atuar como zona tampão e proteger a costa da ação direta do oceano. jogos. tamanho das ondas e granulometria dos sedimentos que compõem a praia. Além disto. outros tipos de atividades são desenvolvidas neste ambiente. banho de sol. podem ser complementares. Ocorrem onde existe a presença de camadas sedimentares coerentes e representa o ajustamento entre todas as variáveis hidrológicas. Em algumas partes do mundo. podem diminuir ou eliminar a capacidade de barreira da praia. levando a uma intensificação do ataque das ondas sobre as propriedades costeiras. zircão. moluscos. surfe. As praias compõem um ambiente dinâmico. Contudo. largas e semelhantes entre si. algumas atividades humanas que levem. Durante as tempestades. através de um trabalho contínuo de escavação na margem côncava (ponto de maior velocidade da corrente) e deposição na margem convexa (ponto de menor velocidade da corrente). As praias são sempre lembradas pelas suas belas paisagens e por serem ambientes propícios a várias atividades recreacionais como natação. sendo esta uma das suas principais funções ambientais. Em termos ecológicos. muitas vezes. caminhadas. além de sua beleza cênica. mergulho. às vezes em detrimento do uso recreacional. representam importantes áreas recreacionais em torno das quais desenvolvem-se cidades. As ondas chegam à costa ainda com uma grande quantidade de energia e a maior parte desta energia é gasta na sua quebra sobre a praia. pescarias. à interrupção do transporte de sedimentos e à diminuição do aporte de sedimentos pelos rios. ventos. etc. rutilo. as praias são ecossistemas produtivos que sustentam uma comunidade variada de invertebrados como equinodermos. atividades turísticas. Devido às suas características. a exemplo da magnetita. e vertebrados como aves marinhas e peixes litorâneos.Meândricos: são aqueles em que os rios descrevem curvas sinuosas. ilmenita. a praia é capaz de modificar sua inclinação e características morfológicas para dissipar a energia das ondas. conflitivos ou mutuamente exclusivos. comerciais e industriais. O tipo de atividade possível de ser desenvolvida na praia depende de fatores como a temperatura da água. marés. AMBIENTE COSTEIRO Praias As praias formam umas das mais belas paisagens encontradas no mundo e.

Ecossistemas Costeiros Além do ecossistema praial. Recifes de corais Os recifes de corais constituem um dos principais ecossistemas costeiros. que são inundadas ou saturadas por água superficial ou subterrânea. protegerem a costa da ação das ondas. Estes depósitos ocupam geralmente os vales entalhados em tabuleiros costeiros. Podem ocorrer camadas de turfas nestes depósitos. Os bancos de arenito funcionam também como importantes barreiras à ação das ondas ao longo da costa. de barra de meandro e de canal abandonado. São formados predominantemente por sedimentos argilosos ricos em matéria orgânica. além de servirem como atrativo para o turismo e. com o nível do mar mais alto que o atual. com grande importância biológica e ecológica. Muitas vezes estão associados a ambientes de restinga. Terras úmidas São depósitos argilo-orgânicos presentes em áreas transicionais entre os sistemas terrestres e aquáticos. Estes arenitos. canais de maré e trechos costeiros protegidos da ação direta das ondas. adaptada a este tipo de solo. algumas vezes. normalmente. funcionam como substrato para corais e outros organismos bentônicos. e apresentam uma vegetação típica. São compostos por sedimentos argilosos e apresentam larga expressão principalmente em planícies costeiras associadas às desembocaduras fluviais. antigas linhas de praias que foram se sucedendo devido a um recuo do nível do mar. Depósitos de mangue Estes depósitos ocorrem ao longo de estuários. Apresentam geralmente alinhamentos muito nítidos de cordões litorâneos. Depósitos fluviais Os depósitos fluviais são constituídos essencialmente de sedimentos de dique marginal. que foram litificados durante o Holoceno. pode-se citar alguns ecossistemas comuns aos ambientes costeiros brasileiros: Planícies costeiras Estas planícies ocorrem nas porções mais baixas da costa e são formadas por um solo predominantemente arenoso. com uma quantidade variada de grãos biodetríticos. Bancos de arenito (Beach-rocks) Estes bancos são depósitos de areia rica em quartzo. Os recifes de corais são também 80 FTC EAD | BIO . tendo sido posteriormente exumados. ou seja. planícies de inundação e áreas baixas localizadas entre as planícies arenosas. cuja vegetação se adapta bem a esse tipo de solo.

Estes recifes são constituídos por uma fauna coralina rica em espécies endêmicas. devido à sua semelhança com um cogumelo ou um grande chapéu. crustáceos. Este nome foi citado pela primeira vez pelo geólogo Charles Frederick Hartt. em forma de cogumelo. Descreva as principais características dos ambientes desérticos. moluscos e ouriços. Descreva os principais tipos de geleiras. Os recifes de corais encontrados nesta região crescem de uma forma particular. com a base estreita e o topo expandido lateralmente. Na Bahia ocorrem os maiores e mais ricos recifes de coral do Brasil e de todo o oceano Atlântico Sul Ocidental. cujos principais construtores são formas arcaicas. quando os recifes estão mais próximos à costa e o crescimento dos chapeirões é muito denso. que constituem os bancos recifais. Explique os processos de erosão e deposição fluvial. a partir de uma estrutura coralina única. Apresentam alturas e diâmetros variáveis. Atividade Complementar 1. Fundamentos de Geologia 81 . que recebe o nome de “chapeirões”.responsáveis pela produção de matéria orgânica e reciclagem de nutrientes. 2. remanescentes de uma antiga fauna coralina existente desde antes do Terciário. Em geral. 3. beneficiando inúmeras espécies de peixes. as colunas coralinas coalescem pelos seus topos formando estruturas maiores e de morfologias variadas.

Qual a importância ambiental da existência de recifes de corais? 82 FTC EAD | BIO .4. O que são dunas e como são formadas? 5.

econômicos ou políticas. como os carbonatos. Cimentação: é o processo diagenético através do qual os grãos são “colados” por materiais originariamente dissolvidos durante o intemperismo químico ocorrido anteriormente nas rochas. Inselbergs: são morros elevados de composição granítica. que compõem as formas de acumulação mais comuns no interior de cavernas. Geomorfologia: é a ciência que estuda o surgimento e a evolução das formas de relevo. Intemperismo: é o processo através do qual a rocha se desintegra e se decompõe em superfície. geralmente de alguns centímetros por ano. Pavimentos desérticos: superfícies planas coberta por matacões e cascalhos devido à gradual retirada do silte e da areia pela deflação eólica em ambientes desérticos. Falhas: são fraturas na crosta terrestre com deslocamento relativo. a pressão decorrente do peso dos sedimentos e os íons transportados pela água de superfície. Zona de arrebentação: zona de quebra das ondas quando a onda inclina sobre si mesma devido à pequena profundidade da lâmina d’água. Zona de surfe: zona hidrodinâmica costeira onde as ondas começam a sentir o fundo marinho e a quebrar em várias linhas de arrebentação. Minérios: são depósitos minerais que podem ser economicamente explorados. Recursos: são depósitos conhecidos. Erosão: é o processo pelo qual as partículas. isolados devido à erosão das rochas ao seu redor em condições de clima árido ou semi-árido. Foliação: alinhamento mineral em camadas ou bandas. Fundamentos de Geologia 83 . perceptível entre os lados contíguos e ao longo do plano de falha. são incorporadas e transportadas através de agentes como a água. mas que não são atualmente exploráveis devido a fatores tecnológicos. Metamorfismo: é o processo através do qual as condições do interior da Terra alteram a composição mineral e estrutura das rochas sem fundi-las. Rastejamento: movimento lento. Reservas: são quantidades de recursos naturais disponíveis e que podem ser explorados economicamente com as tecnologias disponíveis. Espeleotemas: são depósitos de precipitação carbonática. em geral resultantes da ação do intemperismo. Compactação: é um processo diagenético através do qual o volume dos sedimentos é reduzido através da aplicação de uma determinada pressão gerada pelo próprio peso dos sedimentos Diagênese: mudanças na natureza química e física dos sedimentos causadas pela combinação entre o calor. causado na rocha pela ocorrência de uma pressão dirigida em uma direção preferencial. Cavernas: são condutos subterrâneos de acesso ao homem. gerados pela dissolução de rochas solúveis. o vento ou o gelo. do solo ou regolito na superfície do terreno.Glossário Aqüíferos: são unidades rochosas ou sedimentos que armazenam e transmitem volumes significativos de água subterrânea passível de ser explorada pela sociedade.

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