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CURSO DE CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA

Professor Humberto Fernandes de Lucena 

6.1. Balanço Patrimonial  global  de  seu  patrimônio,  em  termos  de 


Desde o início de nosso curso, vimos  suas aplicações (Ativos), origens próprias 
tratando  sobre  Balanço  Patrimonial  ape­  (Patrimônio  Líquido)  e  origens  de  tercei­ 
nas em sua conceituação básica, grupos  ros (Passivo Exigível). Uma análise com­ 
e  estrutura  simplificada.  Cabe­nos  agora  parativa  entre  Balanços  de  diferentes  e­ 
abordar  de  uma  maneira  mais  ampla  o  xercícios sociais também permite verificar 
Balanço  Patrimonial,  conceituando­o  e  a  evolução  de  cada  um  dos  grupos  con­ 
detalhando  seus  grupos  e  sua  apresen­  tábeis do patrimônio. 
tação formal e legal.  ►  A  Análise  de  Balanços  e  a  técnica 
6.1.1 Conceito  contábil  que  estuda  o  patrimônio  a  partir 
de  seus  respectivos  Balanços  Patrimoni­ 
Podemos  dizer  que  o  Balanço  Patri­  ais,  utilizando­se  de  índices  de  desem­ 
monial  é  um  demonstrativo  contábil  que  penho  para  avaliar  os  componentes  pa­ 
mostra  a  situação  do  patrimônio  da  enti­  trimoniais entre si, analisando­os sob vá­ 
dade  em  um  dado  instante;  em  outros  rios  aspectos,  econômicos  e  financeiros. 
termos,  podemos  considerar  o  Balanço  Como exemplos, podemos citar a Análise 
Patrimonial  como  uma  “fotografia  do  pa­  Vertical e a Análise Horizontal, bem como 
trimônio”. Por isso mesmo o Balanço Pa­  os  índices  liquidez  corrente,  de  liquidez 
trimonial  se  classifica  como  um demons­  seca etc. 
trativo  estático,  onde  bens,  direitos,  obri­ 
gações  e  patrimônio  líquido  da  entidade  6.1.2 Obrigatoriedade 
são  mostrados  após  a  apuração  de  um  Por força da lei 6.404/76, em seu ar­ 
determinado resultado do exercício.  tigo  176º,  são  obrigatórias  as  elabora­ 
ções, ao fim de cada exercício social, dos 
Segundo  Osni  Moura:  “O  Balanço  Patri­ 
seguintes demonstrativos contábeis: 
monial  é  uma  demonstração  financeira 
I.  Balanço Patrimonial 
que  evidencia,  resumidamente,  a  situa­ 
II.  Demonstração  de  Lucros  ou 
ção  patrimonial  e  financeira  da  entidade, 
Prejuízos acumulados 
qualitativa e quantitativamente”. 
III.  Demonstração  do  Resultado 
É com vista à elaboração do Balanço  do Exercício 
Patrimonial que se efetiva o encerramen­  IV.  Demonstração  das  Origens  e 
to  do  exercício,  através  da  respectiva  a­  Aplicações de Recursos 
puração do resultado; transferindo­o para  Ainda segundo esse mesmo artigo legal:
o  Patrimônio  Líquido  da  entidade.  Dessa 
maneira, no Balanço Patrimonial constam  · As  demonstrações  de  cada  exer­ 
apenas contas patrimoniais.  cício  devem  ser  publicadas  com  a 
Durante  um  exercício  social  de  uma  indicação  dos  valores  correspon­ 
entidade  ocorrem  inúmeros  fatos  admi­  dentes do exercício anterior;
nistrativos passíveis de escrituração con­  · Contas  semelhantes  podem  ser 
tábil.  Por  isso  mesmo  é  tão  importante  agrupadas,  e  os  pequenos  saldos 
para a entidade a possibilidade de poder  agregados, desde que seja indica­ 
verificar  resumidamente  a  situação  patri­  da sua natureza e que o valor total 
monial  através  de  um  demonstrativo  que  agregado  não  ultrapasse  10%  do 
expresse  em  termos  gerais  a  situação  valor  do  respectivo  grupo,  sendo 
dos  vários  elementos  (contas)  do  patri­  proibida  a  utilização  de  expres­ 
mônio.  É  através  do  Balanço  Patrimonial  sões  genéricas  como  “diversas 
que a entidade pode realizar essa análise  contas” ou “contas correntes” (...) 

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6.1.3  Critérios  de  Classificação  dos  Ele­  3º Ativo Permanente
mentos Patrimoniais 
· Investimentos:  compreendem  as 
Já  sabemos  que  não  é  obrigatório  participações  permanente  em  ou­ 
para as entidades o uso de um plano de  tras  sociedades  e  os  direitos  de 
contas único e padronizado. Entretanto, a  qualquer  natureza  não  classificá­ 
lei  6.404/76 determina  que  os  elementos  veis no ativo circulante nem no ati­ 
patrimoniais  sejam  dispostos  segundo  vo  realizável  a longo  prazo,  e  que 
regras, a saber.  não  se  destinem  à  manutenção 
6.1.3.1. Elementos Ativos  das  atividades  fins  da  entidade. 
São  exemplos  de  contas  do  sub­ 
No  Ativo  Patrimonial,  as  contas  de­  grupo investimentos: Participações 
vem ser dispostas em ordem decrescente  em  Controladas,  Provisões  Para 
em  relação  ao  respectivo  grau  de  liqui­  Perdas  em  Investimentos,  Obras 
dez.  de Arte, Imóveis não de Uso etc.;
Liquidez: facilidade com que um bem ou  · Imobilizado:  compreende  as  con­ 
título pode ser convertido em dinheiro.  tas  representativas  dos  direitos 
que tenham por objeto bens desti­ 
► OS GRUPOS DO ATIVO SÃO:  nados  à  manutenção  das  ativida­ 
1º Ativo Circulante: des da empresa, ou exercidos com 
· Disponibilidades:  Caixa,  Bancos,  essa  finalidade,  inclusive  os  de 
Aplicações de Liquidez Imediata; propriedade  industrial  ou  comerci­ 
· Direitos  realizáveis  até  o  fim  do  al.  Os  elementos  do  Imobilizado 
exercício  social  seguinte:  Duplica­  estão  sujeitos  à  Amortização,  E­ 
tas a Receber, Duplicatas Descon­  xaustão  ou  Depreciação,  de  acor­ 
tadas,  Provisões  para  Créditos  do  com  suas  respectivas  nature­ 
Duvidosos, Estoques etc. zas.  São  exemplos  de  contas  do 
· Aplicações  de  Recursos  em  des­  ativo  imobilizado:  Imóveis,  Veícu­ 
pesas  do  exercício  seguinte:  pa­  los,  Benfeitorias  em  Imóveis  de 
gamento  antecipado  de  salários,  Terceiros, Marcas e Patentes, De­ 
de aluguéis, Seguros a Vencer etc.  preciação,  Exaustão  ou  Amortiza­ 
2º Ativo Realizável a Longo Prazo:  ção Acumulada etc.
Neste  grupo  são  listadas  as  contas  · Diferido:  abrange as  contas  repre­ 
representativas de direitos a serem reali­  sentativas  de aplicações  de  recur­ 
zados após o término do exercício social  sos em despesas que contribuirão 
seguinte ao do balanço em que constam.  para  a  formação  do  resultado  de 
Também são desse grupo os direitos ori­  exercícios  futuros.  Os  elementos 
undos de vendas, adiantamentos ou em­  do  ativo  diferido  são  de  natureza 
préstimos  a  sociedades  controladas  ou  intangível,  estão  sujeitos a  amorti­ 
coligadas,  a  diretores,  acionistas  ou  par­  zação  com  limite  máximo  de  dez 
ticipantes  no  lucro  da  entidade,  indepen­  anos  da  data  do  início  da  opera­ 
dentemente de prazo de vencimento.  ção  normal  da  entidade  ou  do  e­ 
xercício  social  em  que  passem  a 
► Observações:  ser  usufruídos  os  benefícios  deles 
a)  curto  prazo  é  o  período  que  vai  da  decorrentes.  Não  devemos  con­ 
data do fato até o fim do exercício so­  fundir  as  contas  do  ativo  diferido 
cial seguinte (mín. 1, máx. 2 anos);  com as despesas do exercício se­ 
b)  longo  prazo  é  o  período  que  ultra­  guinte.  São  exemplos  de  contas 
passa  o  fim  do  exercício  social  se­  do ativo diferido: gastos de implan­ 
guinte;  tação  ou  gastos  pré­operacionais, 
c)  algumas  contas  podem  ser  classifica­  gastos de reorganização, juros so­ 
das tanto no circulante como no longo  bre o capital próprio etc.
prazo; 
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6.1.3.2. Elementos Passivos  3º Resultado de Exercício Futuros: 
No  Passivo  Patrimonial,  as  contas  Classificam­se  neste  grupo  as  recei­ 
devem  ser  dispostas  em  ordem  decres­  tas de exercícios futuros, diminuídas dos 
cente  em  relação  ao  respectivo  grau  de  custos e das despesas a elas correspon­ 
exigibilidade.  dentes.  Apenas  se  classificam  como  Re­ 
A exigibilidade de uma obrigação se­  sultados  de  Exercícios  Futuros  as  recei­ 
rá  maior  quanto  menor  for  o  prazo  para  tas  que  não  forem  correlatas  a  alguma 
sua liquidação (prazo de vencimento).  obrigação  ou  compromisso.  Dessa  ma­ 
neira,  não  podemos  classificar,  por  e­ 
Exigibilidade:  Qualidade  de  exigível.  O 
xemplo,  a  conta  Adiantamento  de  Clien­ 
conjunto de valores do passivo, represen­ 
tes no grupo Resultado de Exercícios Fu­ 
tados por obrigações exigíveis em certos 
turos, pois existe a obrigação futura rela­ 
prazos, ou conforme determina a sua na­ 
tiva a uma duplicata (direito) vencer. 
tureza. (Dic. Aurélio Eletrônico) 
Em  outras  palavras,  resultados  de 
exercícios futuros são “lucros certos futu­ 
► OS GRUPOS DO PASSIVO SÃO:  ros”.  As  contas  desse  grupo  são  pouco 
1º Passivo Circulante:  utilizadas na prática, sendo mais comuns 
Nesse  grupo  são  classificadas  as  em empresas como imobiliárias etc. 
contas  de  obrigações  da  entidade  que 
tiverem  prazos  de  vencimento  até  o  fim  4º Patrimônio Líquido: 
do  exercício  social  seguinte.  São  exem­  De acordo com a Lei 6.404/76, clas­ 
plos  de  contas  do  Passivo  Circulante:  sificam­se no Patrimônio Líquido da Enti­ 
Fornecedores, Salários a Pagar, Emprés­  dade  as  contas  representativas  dos  se­ 
timos, Impostos a Recolher, Provisão pa­  guintes elementos patrimoniais:
ra  Imposto  de  Renda  ou  CSL,  Emprésti­ 
mos de Diretores e Acionistas etc.  · Investimentos  dos  proprietários  na 
Note  que  podemos  entender  o  Pas­  sociedade;
sivo Circulante como sendo o grupo onde  · Valores  recebidos  como  doações  ou 
aparecem as obrigações da entidade exi­  subvenções para investimentos;
gíveis no curto prazo.  · Reservas oriundas de lucros e;
2º Passivo Exigível a Longo Prazo:  · Reservas de reavaliação de ativos. 

Nesse  grupo  aparecem  as  contas  Já  vimos  que  os  valores  constantes 
representativas  de  obrigações  vencíveis  do  grupo  PL  representam  origens  pró­ 
após  o  exercício  social  seguinte.  São  e­  prias,  ou  seja,  são  valores  provenientes 
xemplos  de  contas  deste  grupo:  Financi­  das cotas de capital dos sócios, bem co­ 
amentos,  Fornecedores  etc.  É  fato  que,  mo  outros  valores  que  surgem  no  decor­ 
dependo  do  vencimento,  uma  mesma  rer  das  atividades  da  entidade,  como  lu­ 
conta  de  obrigação  pode  aparecer  tanto  cros,  prejuízos  etc.  Por  isso  mesmo,  o 
no passivo Circulante como no Exigível a  grupo  PL  representa  o  capital  próprio  da 
Longo Prazo.  entidade,  diferentemente  dos  demais  va­ 
lores  constantes  do  grupo  passivo  (pas­ 
CONSIDERAÇÕES IMPORANTES sivo circulante + exigível a longo prazo + 
· De  maneira  geral,  podemos  entender  resultado de  exercícios  futuros),  que  são 
como  Passivo  Exigível  o  conjunto  de  recursos provenientes de terceiros. 
todas  as  obrigações  da  entidade,  se­  Ainda de acordo com a Lei da S/A, o 
jam  elas  do  Circulante  ou  do  Exigível  grupo Patrimônio Líquido está divido em:
a Longo Prazo; · Capital  Social:  representa  os  inves­ 
· Quando  da  omissão  do  vencimento  timentos  dos  sócios  quando  da  aber­ 
de  uma  obrigação,  devemos  conside­  tura  da  entidade;  deve  evidenciar  a 
rá­la  como  sendo  do  Passivo  Circu­  parte  a  integralizar,  quando  existir,  a­ 
lante.  través  da  conta  redutora  de  PL  Capi­
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tal  a  Integralizar  ou  a  realizar.  O  au­  Ø  Reserva para Contingência 
mento  do  capital  social  pode  aconte­  Ø  Reserva de Retenção de Lucros 
cer através da incorporação de lucros  Ø  Reserva  especial  para  dividendo 
ou  reservas,  por  aumento  dos  inves­  obrigatório não distribuído 
timentos dos sócios etc. Via de regra,  ► A constituição da Reserva Legal deve 
os  aumentos  no  valor  do  Capital  So­  ser  feita  obrigatoriamente  pelas  compa­ 
cial  acontecem  por  alteração  do  con­  nhias  ao fim  de  cada  exercício,  antes  de 
trato  social  da  entidade,  entretanto,  qualquer outra destinação, com base em 
algumas  S/A possuem  em  seus  esta­  5%  do  Lucro  Líquido  do  Exercício,  obe­ 
tutos  uma  previsão  (Capital  Autoriza­  decidos os seguintes limites legais: 
do) para que se possa aumentar o va­ 
lor  do  capital  social  independente­  1. Até 20% do saldo do Capital Social re­ 
mente de reforma estatutária. alizado e corrigido ou; 
· Reservas de Capital: são valores re­  2.  Até  que  a  soma  das  Reservas  Legais 
cebidos  dos  sócios  ou  de  terceiros,  já  existentes  com  as  Reservas  de  Ca­ 
porém que não representam resultado  pital  alcancem  30%  do  Capital  Social 
da atividade fim da entidade, ou seja,  realizado e corrigido.
não  são  oriundos  de  lucros.  São  e­  · Lucros  ou  Prejuízos  Acumulados: 
xemplos  de  Reservas  de  Capital:  re­  como  já vimos anteriormente, quando 
servas  de  ágio  na emissão  de ações,  do estudo do Encerramento do Resul­ 
reservas de alienação de partes bene­  tado do Exercício, o saldo apurado ao 
ficiárias e bônus de subscrição, reser­  fim  de  um  exercício  deve  ser  transfe­ 
vas  de  prêmio  na  emissão  de  debên­  rido para a conta Lucros Acumulados, 
tures,  reservas  de  doações,  reservas  se  for  credor;  ou  para  a  conta  Prejuí­ 
de  subvenções  para  investimentos  e  zos Acumulados, se for devedor. Esse 
reservas  de  correção  monetária  do  saldo  a  ser  transferido  é  oriundo  das 
capital realizado. contas de resultado, que são zeradas 
· Reservas de Reavaliação: represen­  ao  fim  de  um  exercício.  Após  a  lei 
tam  contrapartidas  de  aumentos  em  10.303/01, todo o lucro não destinado 
valores do ativo, em virtude de novas  às  reservas  de  lucros  deverá  ser  dis­ 
avaliações,  com  base  em  laudos  a­  tribuído  como  dividendos,  o  que  gera 
provados pela assembléia de acionis­  uma  tendência  a  não  restar  saldo  na 
tas  da  entidade.  Essas  reservas  não  conta  Lucros  Acumulados.  No  caso 
devem  ser  confundidas  com  a  corre­  de prejuízo, este deverá ser represen­ 
ção monetária, que é uma atualização  tado  no  Balanço  Patrimonial  através 
do  custo  de  aquisição  de  um  bem  do  da  conta  redutora  de  PL  Prejuízos 
ativo;  na  reavaliação,  despreza­se  o  Acumulados,  até  sua  absorção.  Um 
custo  e  utiliza­se  um  novo  valor  eco­  saldo na conta Prejuízos Acumulados 
nômico para o bem. A reserva de rea­  poderá  ser  absorvido  pelas  seguintes 
valiação  deverá  ser  realizada  quando  contas de PL, nessa ordem: 
da baixa ou depreciação do bem. 1.  lucros acumulados 
· Reservas  de  Lucros:  são  as  reser­  2.  reservas de lucros 
vas  constituídas  pela  apropriação  de  3.  reserva legal 
lucros.  Podem  ser  constituídas  medi­  4.  reservas de capital
ante previsão legal, por determinação 
do  estatuto  da  entidade  ou  por  pro­  · Ações em Tesouraria: esses valores 
postas  dos  sócios  ou  acionistas  com  do  Patrimônio  Líquido  representam  a 
uma  finalidade  específica.  São  tipos  aquisição  pela  entidade  de  ações  de 
de reservas de lucros:  sua  própria  emissão,  por isso  mesmo 
Ø  Reserva Legal  essa conta tem saldo devedor no gru­ 
Ø  Reservas de Lucros a Realizar  po  PL,  sendo  assim  uma  conta  redu­ 
Ø  Reserva Estatutária  tora de PL.

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EXERCÍCIOS  4.  Dentre  as  contas  da  tabela,  não  apa­ 
receriam num Balanço Patrimonial: 
► Nas questões seguintes, marque a ú­ 
nica alternativa correta:  a)  Receitas de Serviços, Despesas com 
Pessoal e Despesas Financeiras 
1. Leia as seguintes assertivas referentes  b)  Créditos de Liquidação Duvidosa, 
ao Balanço Patrimonial:  Despesas com Pessoal e Salários a 
I. é um demonstrativo estático  Pagar 
II. abrange todas as contas patrimoniais  c)  Despesas Financeiras, Duplicatas a 
III. não apresenta contas retificadoras  Receber e Receitas de Serviços 
IV. não apresenta contas de resultado  d)  Créditos de Liquidação Duvidosa, 
V. em regra é levantado após a DRE  Despesas com Pessoal e Despesas 
Financeiras 
O número de assertivas corretas é: 
e)  Receita de Serviços, Despesas com 
a) 1        b) 2       c) 3       d) 4  e) 5  Pessoal e Salários a Pagar 
2. No Balanço Patrimonial, é classificada  5. Num balanço patrimonial elaborado de 
como reserva de capital:  acordo com a lei 6.404/76, consideran­ 
a)  Reserva para Pagamento de Dividen­  do as contas dos razonetes apresenta­ 
do Obrigatório  dos na tabela, serão elas dispostas (a­ 
b)  Reserva Estatutária  té a 4ª ordem) no Balanço Patrimonial, 
c)  Reserva Legal  na seguinte ordem: 
d)  Reservas de Lucros a Realizar  a)  Bancos conta movimento, Caixa, Du­ 
e)  Reserva de Prêmio na Emissão de  plicatas a Receber, Veículos e Imó­ 
Debêntures  veis 
3. Com base nos dados:  b)  Caixa, Bancos conta movimento, Du­ 
Capital  R$  1.000,00  plicatas a Receber e Créditos de Li­ 
Reserva da Correção Monetária do Capital  R$  4.000,00  quidação Duvidosa 
Financiamentos Externos  R$  3.000,00  c)  Caixa, Bancos conta movimento, Du­ 
Reserva Legal  R$  200,00 
Reserva Estatutária  R$  500,00 
plicatas a receber e Imóveis 
Lucros Acumulados  R$  2.000,00  d)  Caixa, Bancos conta movimento, Imó­ 
Fornecedores Nacionais  R$  5.000,00  veis e Veículos 
Empréstimos Bancários  R$  300,00  e)  Bancos, Imóveis, Caixa e Veículos 
Total  R$  16.000,00 

O valor do Patrimônio Líquido é:  6. Observe a Situação abaixo: 
Capital Social  R$  120.000,00 
a)  R$ 16.000,00  Capital a Integralizar  R$  20.000,00 
b)  R$ 3.700,00  Reserva Estatutária  R$  10.000,00 
c)  R$ 4.700,00  Reserva Legal  R$  15.000,00 
d)  R$ 7.700,00  Reservas de Capital  R$ 12.000,00 

e)  R$ 5.000,00  Com base num Lucro Líquido ao final do 


► Observe a tabela abaixo para respon­  Exercício  de  R$  200.000,00,  antes  das 
der às questões 4 e 5:  demais  deduções,  o  menor  valor  a  ser 
contabilizado como Reserva Legal será: 
CONTAS  JAN. X6  FEV. X6 
Caixa  R$  100,00  R$  150,00  a)  R$ 5.000,00 
Bancos conta movimento  R$  200,00  R$  400,00 
Receita de Serviços  R$  3.000,00  R$  7.500,00 
b)  R$ 10.000,00 
Duplicatas a receber (até 90 dias)  R$  1.000,00  R$  1.500,00  c)  R$ 3.000,00 
Capital Social  R$  10.000,00  R$  10.000,00  d)  R$ 9.000,00 
Despesas com pessoal  R$  1.500,00  R$  3.500,00 
Créditos de Liquidação Duvidosa  R$  250,00  R$  200,00  e)  R$ 13.000,00 
Despesas Financeiras  R$  100,00  R$  250,00 
Salários a pagar  R$  2.000,00  R$  450,00 
GABARITO 
Imóveis  R$  10.000,00  R$  10.000,00 
1 – D; 2 – E; 3 – D; 4 – A; 5 – B; 6 – C 
Veículos  R$  2.350,00  R$  2.350,00 
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