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ECOLOGIA DE COMUNIDADES

E SUCESSÃO ECOLÓGICA

Prof. Thales Francisco S. S. Alves dos Santos

O que é uma Comunidade?

A “parte viva” do ecossistema (Clark, 1954)

Conjunto de todas as populações de uma dada área geográfica (Odum, 1963)

O que é uma Comunidade?

Uma associação entre populações interativas (Ricklefs, 1980)

Conjunto de espécies que ocorre conjuntamente

no tempo e no espaço (Begon et al, 1990)

Propriedades da Comunidade

Presença de várias espécies em uma área

Recorrência da comunidade no tempo e no espaço

Presença de mecanismos homeostáticos

(superorganismo)

A palavra Comunidade

Apesar das definições, ainda se utiliza o termo Comunidade para definir grupo de espécies similares que ocorrem num mesmo local.

Ex. “comunidade de anfíbios anuros da área x”, ou

“comunidade de roedores da reserva y”

Atributos da Comunidade

Composição catálogo das espécies que compõem a comunidade

Dificuldades:

Espécies com diferentes estágios de vida Espécies exóticas/introduzidas Espécies ocasionais ou transitórias

Atributos da Comunidade

Diversidade

Riqueza de Espécies

Número de espécies que compõem a comunidade

Dominância e equitabilidade

Abundâncias relativas das espécies (proporção)

Atributos da Comunidade

Estrutura Espacial

Mudanças da comunidade ao longo de um gradiente

Atributos da Comunidade

Associações tróficas

Determinam o fluxo de energia e a dinâmica dos ciclos de materiais

Atributos da Comunidade

Dinâmica temporal

Relacionada aos ciclos temporais

Atributos da Comunidade

Interdependência

Associações sinérgicas ou antagônicas

Tipos de Comunidade

Fechada

Distribuição das espécies com limites coincidentes com o da comunidade

Ecótono

de Comunidade  Fechada  Distribuição das espécies com limites coincidentes com o da comunidade 

Tipos de Comunidade

Aberta

Como não existem fronteiras naturais, seus limites são arbitrários, as espécies variam num gradiente.

Continuum

Como não existem fronteiras naturais, seus limites são arbitrários, as espécies variam num gradiente.  Continuum

Tipos de Comunidade

Fechadas X Abertas

Análise de Gradiente

Tipos de Comunidade  Fechadas X Abertas  Análise de Gradiente

Estrutura trófica e redes alimentares

Observar o ecossistema classificando espécies em grupos funcionais “produtores”, “herbívoros”, etc. pode ajudar em alguns estudos mas obscurece a

distinção entre comunidades que surgem das

diferenças nos números de espécies ou em suas histórias evolutivas.

Estrutura trófica e redes alimentares

Uma perspectiva de rede alimentar, é baseada em relações funcionais mas realça as conexões entre as populações.

Análise de teia alimentar tem um poder maior pra

diferenciar as estruturas do que a análise de

ecossistema.

Estrutura trófica e redes alimentares

Análise descritiva de teia alimentar

Estrutura trófica e redes alimentares  Análise descritiva de teia alimentar

Estrutura trófica e redes alimentares

Estudo analítico de teia alimentar.

Maior complexidade = maior estabilidade

Predadores X Diversidade de presas Estabilidade e Estrutura fogem a definição e medição precisas

Diferentes teorias levam a diferentes previsões sobre estabilidade

Estrutura trófica e redes alimentares

Estudo analítico das teias alimentares

Alternativa à ideia de que diversidade = estabilidade

Maior diversidade as espécies exercem maior influência umas nas outras essas ligações criam retardos nos

processos populacionais desestabilização de sistemas diversificados

Estrutura trófica e redes alimentares

Experimento em 1966 com estrelas do mar

Costa de Washington

Golfo da Califórnia

e redes alimentares  Experimento em 1966 com estrelas do mar  Costa de Washington 

Estrutura trófica e redes alimentares

Ouriço X Algas

Predadores chave

Índices de Diversidade

Índice de Simpson

Índices de Diversidade  Índice de Simpson  Onde p i = proporção das espécies (i)

Onde p i = proporção das espécies (i)

Índice de Shannon-Weaver

de Diversidade  Índice de Simpson  Onde p i = proporção das espécies (i) 

Índices de Diversidade

Índices de Diversidade

Tamanho da amostra e riqueza de

espécies

Número de espécies aumenta na proporção direta do número de indivíduos amostrados

Curva do coletor

Rarefação

Sucessão Ecológica

As comunidades existem num estado de fluxo contínuo

Aparência e composição não mudam com o tempo

Sucessão Ecológica

Perturbação de habitat

Sucessão Sequência de mudanças iniciada pela

perturbação

Climax associação de espécies atingida em última instância

Sucessão Ecológica

Sucessão e perpetuação da comunidade expressam diferentemente os mesmos processos.

Comunidades clímax consistem de “colchas de retalhos”.

A sucessão e a sere

A sucessão e a sere

A sucessão e a sere

A sucessão e a sere

A sucessão e a sere

A sucessão e a sere

Sucessão Primária

Estabelecimento e desenvolvimento de comunidades de plantas em habitats recém- formados que não tinham plantas previamente.

Sucessão Secundária

O retorno de uma área à sua vegetação natural após uma grande perturbação

Distinção entre primária e secundária se confunde

pois perturbações variam no grau de destruição do

ambiente.

Perturbação e a sere

Um galho, uma árvore que caem ou uma grande área queimada permitem diferentes espécies aparecerem na área perturbada.

Vários estudos investigam o tamanho do vazio na

sucessão das comunidades

Perturbação e a sere

Estudo realizado na costa da Austrália

Perturbação abrindo clareiras de 25cm² a

2.500cm² (quadrados de 5 a 50cm de lado)

Perturbação e a sere

Perturbação e a sere

Perturbação e a sere

Tunicata e Esponjas colonizaram clareiras maiores

Briozoários e poliquetas = “Ervas” colonizam rápido e suportam perturbação

Perturbação e sere

Carnívoros e herbívoros podem influenciar na sucessão

Ex. coelhos sempre se alimentam sob a proteção de galhos/arbustos para evitar predação

Causas da sucessão

Facilitação, Inibição e Tolerância

Clímax

Ecólogos tradicionalmente veem a sucessão como levando inexoravelmente a uma expressão de última instância do desenvolvimento comunitário,

a comunidade clímax.

O caráter do Clímax

Teoria do monoclímax

Uma única estrutura de comunidade válida como clímax

Hierarquia: sub-clímax, pré-clímax e pós-clímax

O caráter do Clímax

Policlímax

Várias estruturas de comunidade possíveis para o Clímax

O caráter do Clímax

Climax-Padrão

Continuum

Análise de Gradientes

Comunidades Clímax abertas

O caráter do Clímax

“Clímax climático”

“Clímax de incêndio”

Clímaxes cíclicos e transitórios

Clímax transitório

Lagoas temporárias

Clímaxes cíclicos e transitórios

Clímax cíclico

Espécie A só germina sob a espécie B, a espécie B só germina sob C, e a C só sob a A.

A, C, B, A, C, B, A

Vento e gelo as vezes determinam o ciclo

As características das espécies através

da sere

Espécies pioneiras X Espécies de clímax

As características das espécies através da sere  Espécies pioneiras X Espécies de clímax

Questões

Explique o que é comunidade.

Alguns pesquisadores dizem que a comunidade é um superorganismo, explique.

Diferencie comunidades abertas e fechadas

Explique teias alimentares Qual a função do predador chave nas comunidades?

O que é sucessão ecológica?

Questões

Diferencie Sucessão primária e secundária.

Imagine uma ilha recém-formada no meio do oceano, como ocorreria a sucessão nesta ilha?

O que é climax? Quais são as principais teorias sobre clímax?