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Lei Ordinária de Osasco-SP, nº 1485 de 12/10/1978

LE I Nº 1485 de 12 de Outubro de 1978

"ESTABELECE OS OBJET IVOS E AS DIRETR IZES PARA USO E OCUPAÇÃO DO SOLO URBANO NO
MUNIC ÍP IO DE OSASCO " .

ANTONIO GUAÇU DINAER P ITER I , Pre fe i to do Mun ic íp io de Osasco , usando das at r i bu i ções que me são
con fe r idas por l e i , Faço saber que a Câmara Mun ic ipa l aprovou e eu sanc iono a segu in te Le i :

CAP ÍTULO I I I
DAS ZONAS DE USO

Art. 51 - Para os fins do disposto nesta lei, o território do Município de Osasco fica dividido em zonas
de uso, com localização, limites e perímetros indicados no conjunto de mapas anexo e parte
integrante desta lei.

Art. 52 - As zonas de uso obedecerão à seguinte classificação, representadas por siglas e com as
respectivas características básicas:

I - ZR1 - zonas de uso exclusivamente residencial, de baixa densidade demográfica;

II - ZR2 - zonas de uso predominantemente residencial, de média densidade demográfica;

III - ZR3 - zonas de uso predominantemente residencial, de média a alta densidade demográfica,
paralelas a eixos comerciais e de serviços;

IV - ZR4 - zonas de uso predominantemente residencial de média a baixa densidade demográfica;

V - ZECS - zonas de uso em eixos predominantemente comerciais e de serviços;

VI - ZCS - zonas de uso predominantemente comercial e de serviço;

VII - ZI - zonas de uso exclusivamente industrial;

VIII - ZE - zonas de uso exclusivamente institucional;

IX - ZAV- zonas de uso exclusivamente recreativo, de áreas verdes e de proteção a recursos naturais;

Parágrafo único. As características de dimensionamento, ocupação e aproveitamento dos lotes, bem


como as categorias de uso permitidas, correspondentes a cada zona de uso, são aquelas constantes
na presente lei e no quadro 3 anexo.

CAPÍTULO IV
DAS CATEGORIAS DE USO RESIDENCIAL

Art. 53 - Para os efeitos desta lei, são estabelecidas as categorias de uso residencial a seguir
indicadas, com as respectivas siglas:

I - R1 - residencial unifamiliar;

II - R2 - residencial multifamiliar;

III - R2.1 - unidade residencial agrupada horizontalmente;

IV - R2.2 - unidade residencial agrupada verticalmente;

V - R3 - conjunto residencial;

VI - R3.1-conjunto residencial igual ou inferior superior a 100 habitações;


V I I - R3.2 - con jun to res idenc ia l i gua l ou i n fe r i o r super i o r a 100 hab i tações .

Art. 54 - A categoria de uso residencial R1 - residencial unifamiliar - inclui as edificações destinadas à


habitação permanente, correspondendo a uma, e não mais que uma, habitação por lote.

Art. 55 - A categoria de uso residencial R2 - residencial multifamiliar - inclui as edificações destinadas


à habitação permanente, correspondendo a mais de uma habitação por lote, compreendendo as
seguintes subcategorias:

I - R2.1 - unidades residenciais agrupadas horizontalmente, todas com frente para via oficial,
obedecendo às seguintes disposições:

a) máximo de 50 m de extensão, medidas ao longo da fachada;


b) recuo mínimo de 1,50 m em ambas divisas laterais do lote, ou lotes ocupados por agrupamentos;
c) frente mínima de 5 m e área mínima de 125 m2 para cada lote resultante do agrupamento.

II - R2.2 - Habitações agrupadas verticalmente observado recuo de 3 m em relação às divisas laterais


do lote.

Art. 56 - A categoria de uso residencial R3 - conjunto residencial - inclui uma ou mais edificações,
isoladas ou agrupadas vertical ou horizontalmente, ocupando um ou mais lotes, dispondo
obrigatoriamente de espaços e instalações de utilização comum, caracterizados como bens de
condomínio do conjunto e compreendendo as seguintes subcategorias: R3.1 e R3.2.

Art. 57 - O conjunto residencial do tipo R3.1, é aquele que tem área de lotes resultantes de
arruamento, loteamento ou desmembramento aprovado, igual ou inferior a 5.000 m² (cinco mil)
metros quadrados, ou aquele com 100 habitações, ou menos, devendo atender as seguintes
disposições:

I - Espaços de utilização comum não cobertos destinados ao lazer, cor respondendo, no mínimo a 6
m2 por habitação, sendo tais espaços de área nunca inferior a 300 m2 e devendo conter um círculo
inscrito com raio mínimo de 8 metros;

II - Espaços de utilização comum, cobertos ou não, destinados ao lazer, correspondendo no mínimo, a


4 m2 por habitação, sendo tais espaços de área nunca inferior a 200 m2 ; quando cobertos e de área
até o máximo de 4 m2 por habitação, não serão computados para efeito de cálculo do coeficiente de
aproveitamento;

III - Os espaços definidos nos itens I e II serão devidamente equipados para os fins a que se destinam,
constituindo parte integrante do projeto;

IV - O conjunto poderá dispor de espaços cobertos destinados aos usos das categorias C1 e S1,
correspondendo ao máximo de 2 m² de área construída por habitação, sem prejuízo da taxa de
ocupação e do coeficiente de aproveitamento da respectiva zona de uso;

V - As edificações do conjunto obedecerão às seguintes disposições:

1 - No caso de blocos de habitações agrupadas horizontalmente:

a) cada fachada do bloco não poderá ultrapassar à dimensão máxima de 80 m lineares;


b) distância mínima entre dois blocos, de 20 m;
c) frente mínima de cada unidade habitacional de 5 m;

2 - No caso de habitações isoladas, a distância mínima entre duas unidades habitacionais será de 6
metros.

3 - No caso de blocos de habitações agrupadas verticalmente, a distância mínima entre dois blocos
será de 20 m (vinte metros), sendo que cada fachada do bloco não poderá ultrapassar a dimensão
máxima de 80 metros lineares.

VI - Os acessos às edificações do conjunto somente poderão ser feitos através de via particular
interna ao conjunto, ficando vedado o acesso direto pela via oficial de circulação:

1 - a largura mínima da via particular de circulação de pedestres interna ao conjunto será de 4


metros.
2 - a l a rgu ra mín ima da v ia par t i cu la r de c i r cu lação de ve í cu los i n te rna ao con jun to se rá

a) 9 met ros , dos qua i s 2 met ros des t i nados aos passe ios quando o compr imento da v ia de c i r cu la
f o r menor ou i gua l a 25 met ros ;
b) 12 met ros , dos qua i s 5 met ros des t inados aos passe ios quando o compr imento da v ia de c i r cu la
f o r super i o r a 25 met ros .

V I I - Somente a v ia par t i cu la r de c i r cu lação de ve í cu los i n te rna com l a rgu ra i gua l ou super i o r


poderá es tabe lecer l i gação en t re duas v ias o f i c i a i s de c i r cu lação ;

V I I I - As garagens ou es tac ionamentos co le t i vos , poderão te r acesso d i re to à v ia o f i c i a l de c i


obedec idos os recuos es tabe lec idos por l e i ;

I X - As ed i f i cações do con jun to te rão recuos obr iga tó r i o s , em re l ação às v ias i n te rnas de c i r cu

a) 3 m em re l ação às v ias de pedes t res ;


b) 5 m em re l ação às v ias de c i r cu lação de ve í cu los .

Art. 58. O conjunto residencial do tipo R3.2 é aquele que tem área de terreno, lote ou lotes superiores
a 5.000 m² ou aquele com mais de 100 habitações, resultante de arruamento, loteamento ou
desmembramento, devendo atender as seguintes disposições:

I - O projeto do conjunto terá como parte integrante o plano de parcelamento do solo, segundo o
disposto no capítulo II desta lei, excetuando-se o previsto no artigo 9º

II - Da área total objeto do plano conjunto do arruamento e do conjunto residencial, é obrigatória a


reserva de porcentagem mínima de terreno e de quotas mínimas de terreno destinadas a:

a) 10% da área do imóvel para sistema viário oficial e particular;


b) 40 m2 de quota de terreno por habitação;
c) 16 m2 de terreno, por habitação, para áreas verdes, arborizadas e ajardinadas, das quais 8% serão
destinados à instalação de equipamentos para recreação infantil, quadras esportivas, piscinas e
outros;
d) 6 m² de terreno, por habitação, reservada para implantação de equipamentos institucionais;
e) 2 m² de terreno, por habitação, para a instalação de equipamentos comunitários tais como: salão
social, salão de jogos, centro comunitário e outros;
f) 4 m² de terreno, por habitação, para uso das categorias C1 e S1 admitindo-se da categoria C2
apenas supermercados sob controle especial.

§ 1º Quando as diretrizes fixadas excederem os valores estabelecidos no item II poderá a Prefeitura


exigir a reserva de espaços em maiores porcentagens que as estipuladas neste artigo.

§ 2º Para efeito do cálculo do coeficiente de aproveitamento do conjunto residencial R3.2, será


considerada a área total do imóvel residencial tipo R3.2, será considerada a área total do imóvel
residencial, não se computando as edificações resultantes do atendimento dos mínimos estipulados
no item II deste artigo;

§ 3º Para efeito do cálculo da taxa de ocupação do conjunto residencial tipo R3.2 deverá ser
computada a área definida na alínea "f", do item II deste artigo.

Art. 59. As edificações do conjunto residencial tipo R3.2, obedecerão às seguintes disposições:

I - no caso de blocos de habitações agrupadas horizontalmente:

a) cada fachada de bloco não poderá ultrapassar a dimensão máxima de 80 metros;


b) distância mínima entre dois blocos de 20 metros;
c) frente mínima de cada unidade habitacional de 5 metros.

II - No caso de habitações isoladas, a distância mínima entre duas unidades habitacionais será de 6 m
(seis) metros.

III- No caso de blocos de habitação agrupadas verticalmente a distância mínima entre dois blocos será
de 20 m (vinte metros), sendo que cada fachada do bloco não poderá ultrapassar a dimensão máxima
de 80 metros.
Ar t . 60 Os
- acessos às edificações do conjunto residencial tipo R3.2, somente poderão ser feitos
através de via particular interna ao conjunto, ficando vedado o acesso direto pela via oficial de
circulação e obedecerão às seguintes disposições:

1 - a largura mínima da via particular de circulação de pedestres interna ao conjunto será de 4 m;

2 - a largura mínima da via particular de circulação de veículos interna ao conjunto será de:

a) 9m, dos quais 2 m destinados aos passeios quando o comprimento da via de circulação for menor
ou igual a 25 m;
b) 12 m, dos quais 5 m destinados aos passeios quando o comprimento da via de circulação for
superior a 25 m.

Parágrafo único. Somente a via particular de circulação de veículos interna com largura igual ou
superior a 12 m poderá estabelecer ligação entre duas vias oficiais de circulação.

Art. 61 - As edificações das categorias de usos C1, S1 e C2, mencionadas na alínea "f" do item II do
artigo 58, terão obrigatoriamente acesso por via oficial de circulação de veículos.

Art. 176 - Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação.

Art. 177 - Revogam-se as disposições em contrário ou que forem incompatíveis com esta lei.

Osasco, 12 de outubro de 1978

ANTONIO GUAÇU DINAER PITERI


Prefeito

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