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2 EDITORIAL
Há Mais em nós!
A premissa que deu o mote da nova imagem da nossa empresa, transformou-se em
energia motriz, transformou todas áreas de negócio da grande casa, pelo que foi
sentido com grande intensidade nestas trincheiras, onde o nosso callcenter de tamanho
familiar, tem aviado incansavelmente clientes famintos por NOS. Nós divulgamos, nós
desculpamos, nós entretemos, nós ajudamos, facilitamos, nós ouvimos! Isto e muito
mais, são os avanços contínuos, o desenvolvimento de novos recursos, novas soluções.
E como resultado, acreditamos em nós, apostamos em nós e quando o nosso esforço
nos confere reconhecimento, também outros acreditam em nós.
3
CLÃS, TROCAS E BALDROCAS
Há mais de nós, é o novo mote!
Desde a anterior edição da Papiris, há
quase um ano, que as coisas têm vindo
a evoluir de uma forma constante, desde
termos as trincheiras todas ocupadas,
até quase não haver lugar para sentar.
Esta equipa proactiva deu um senhor
pulo durante este ano. Tivemos meses
conturbados, com mudanças nos cargos
superiores, até consolidarmos de vez, com
a nova coordenadora, Marlene Lemos, a
quem devemos a mais recente descoberta,
o outro lado na NOS, a Optimus. Em Abril
entraram novos recrutas, até atestar o
estaminé, e entretanto em setembro já
entraram mais alguns. Já para não falar da
nossa equipa em lisboa, apoiada pela nossa
auditora coqueluche, Ana Luísa Gomes,
que entretanto nos trocou pela capital, mas
mantem-nos no coração e nos mails com
alertas de auditorias. A Nós aposta em nós,
e nós reforçamos a confança. [I.A.A.]
4 MEGADAYS
Escusado será dizer, que, já se fzeram tantos megadays, como dias de trabalho, no
callcenter de Coimbra. Por vezes torna-se difícil enumerá-los, ou até descrevê-los. Os
exemplos de fotos apresentados nestas páginas, revelam uma ínfma parte de um banco
de imagens sem fm, com prémios a serem atribuídos, decorações e celebrações, que
ocupariam toda a revista, e, mesmo assim, fcariam de fora grande parte das imagens.
Ficam com algumas imagens, do Mega Natal, em que foram distribuídos prémios
espectaculares, o megaday da galocha, em que não encontrei fotos da decoração
da sala, com galochas espalhadas pelos tectos todos. No Megaday de São Valentim,
toda a gente tirou fotos agarrada aos corações. Mais recentemente, encheu-se uma
parede da sala com raios de sol, já que o verão não brilhou em pleno, pusemos nós o
callcenter a brilhar com o nosso desempenho. Faltam imagens do mega mês de Junho,
em que fzemos uma feira das tasquinhas, por cada santo popular, com mesas cheias de
comida boa, como broa de milho, bolas, chouriço assado, morcela e azeitonas. Foram
uns megadays tão bons, que o pessoal até se esqueceu de tirar fotos que provassem
a felicidade de quem provou a comida. Ainda nestes últimos se está a realizar um
megatime de regresso às aulas, suponho que as imagens aguentam até à próxima
edição da Papiris, que esperamos que saia em breve. (I.A.A.]
5
6 FORA DE ÂMBITO
Lembro-me muitas vezes daquela casinha para onde fomos morar quando
o pai nos deixou. Ficava no primeiro andar de um prédio muito antigo, mesmo
por cima da mercearia do Sr. Osvaldo, na Rua da Alegria. Era bem pequenina, mas
muito bonita, toda emersa numa atmosfera dourada onde sobressaiam os vasin-
hos pendurados nas janelas como se fossem cair a cada instante. Os móveis que a
habitavam quando chegámos eram apenas uma escrivaninha velha e uma pequena
cama de ferro esmaltado onde dormíamos todos: a Aninha e a Paula atravessadas
ao fundo da cama e eu e a mãe para a cabeceira. De vez em quando resmungáva-
mos uns com os outros entre coices e empurrões, mas aquele calor humano, tão
terno e protector, depressa nos amolecia e não tardava a deixarmo-nos cair no
sono.
A mãe era sempre a primeira a acordar. Levantava-se cuidadosamente e,
aprontando-se num ápice, ia depois acordar serenamente a Paula e a Aninha, que
já tinham as suas canecas de leite à espera em cima da mesa. A dose que me tocava
ia sempre encontrar-me à cama, onde, ainda sonambulamente, sorvia o leite açu-
carado de um biberão velho cuja tetina desfeita potenciava um caudal assinalável.
A mãe era uma mulher bonita e ainda jovem - magra, mas muito bem apre-
sentada – com aqueles cabelos dourados que costumava trazer soltos. Os seus ol-
hos pareciam umas enormes avelãs com um furo de minhoca no meio, as fartas
pestanas eram longas e negras e os lábios pálidos, mas sempre quentes e suaves.
Às vezes ouvia-se vozes de homens na rua e percebia-se que eram para ela, mas ela
nem se aproximava da janela e não lhes ligava nenhuma. Chegou a haver falatório
por causa de um Alberto, que foi para a botica gabar-se de que «já falou para a
Lurdes durante uns tempos, depois de o Antunes ter dado à sola», mas a mãe nunca
ligou a isso. Na escola os colegas diziam-me muitas vezes que o pai tinha fugido,
que ouviam os pais deles dizerem que era um covarde e que um homem a sério não
teria feito o que ele fez, muito menos tendo os flhos pequenos para criar.
Tenho poucas recordações do meu pai. Lembro-me dele como um homem
alto e espirituoso, de rosto vincado e pose séria, porém, de trato muito afável e
bem-disposto.
Na casa grande onde vivíamos antes, tínhamos cada um o seu quarto,
menos eu e o Luís, que tínhamos um beliche - a cama dele era a de cima – e o pai ia
CONTO
7
todas as noites ler-nos uma história. E lia durante horas a fo, pois a tanto o solici-
távamos. Mais o Luís, porque às vezes eu adormecia, mas o pai não parava de ler,
pois sabia que enquanto houvesse leitura o Luís não pregava olho e também não se
contentava só com algumas páginas. Era especialmente por ele que o pai tinha o
cuidado de comprar novos livros sempre que possível e de todas as noites ler para
nós. Foi graças a esta insaciável avidez do Luís que eu aprendi a gostar dos livros - e
especialmente daqueles ternos momentos.
O pai tinha sempre muitos livros, arrumados numa estante que enchia a
parede do escritório até ao tecto e já estava lotada com livros enfleirados ao alto e
uns por cima dos outros. A colecção crescia a cada dia, pois nós não aceitávamos
cá repetições. Daí que ele tivesse que comprar muitos livros que, apesar de velhos
no aspecto e no uso, para nós eram sempre novos, pois são sempre novos os livros
que ainda não lemos.
Todavia, uma noite a mãe mandou-nos ir para a cama mais cedo do que o
habitual. Pressentia-se o seu ar de consternação, ainda mais evidente pelo esforço
que fazia para o esconder. Estranhamente, nessa noite não houve leituras e o Luís
ainda não tinha regressado. A meio da noite ouvi a voz do pai, no sussurrar intenso
de quem deseja fazer-se ouvir gritando baixinho, e a mãe ia soluçando num choro
abafado. Percebi que havia pessoas a andar pela casa e que alguns amigos do meu
pai entravam e saiam apressadamente, com ar afito. Eram amigos que eu conhecia
das visitas que nos faziam aos domingos de manhã e de quando lhe levavam uma
garrafa de vinho fno ou uns doces nas quadras festivas. A mãe não parava de ten-
tar engolir o choro e a mulher de um dos compinchas estava sempre agarrada ao
braço dela e a passar-lhe a mão pela cabeça, como a mãe fazia à Aninha quando ela
não queria pentear-se. Não sei por quê, intuí que a mãe estava deitada no quarto e
que o pai ainda não tinha chegado. E nem sinais do Luís.
A partir de então já não houve mais leituras. Nem Luís.
(Continua na próxima edição)
Pedro Archer Barbosa,
Coimbra, Agosto de 2014.
8 CAPA
Começamos pelo primeiro manjar, o de
natal, fatídica noite de dezembro, em que
pelo menos dois tagarelas, não passaram
do “Espanhol”. O primeiro a abandonar
foi o supervisor Tiago Pucarinho, depois
de andar a sulfatar, lá arranjou boleia para
casa, e, gabe-se a paciência da tagarela
Catarina, que passou o dia seguinte a
“apajar a forzinha”.
O segundo conviva a desaparecer foi o Jota
Bê, que chegou ao segundo round a pedir
Inem. Ainda houve mais fraquejadores
durante a noite, já para não falar do
dia seguinte, com diversos tagarelas a
conversar agarrados à sanita, mas vamos
reter essas informações.
O mais recente jantar, serviu também para
marcar o rito de passagem dos tagarelas
mais fresquinhos, que andavam desde
abril, sem o batismo adequado. Chegou-
se ao consenso de um jantar gourmet, com
picanha até chegar com o dedo à comida,
sendo que alguns tagarelas ainda devem ter
fcado com fome. Pareceu um casamento,
todos felizes e contentes, a malhar shots
de tinto e de branco, como se fosse nos
copos pequenos. A parte dos convivas que
seguiu até ao LK, mostrou-se interessada
em fazer ali o cheque-mate, pois não só
fechámos o tasco, como dominámos por
completo o reportório de brasileirada que
nos acompanhou o resto da noite, podia
contar todos pormenores de mais um mega
jantar, só os mitos nunca serão totalmente
verdades! [I.A.A.]
Desde a ultima edição deste magazine, só houve 2 jantares de equipa, pelo o
que faltou em quantidade, justifica-se pela qualidade, das pessoas e da comida.
Exceptuando algumas opiniões divergentes, no que diz respeito à qualidade das
bebidas disponibilizadas, estamos a falar de mitos urbanos telemrketianos,
uma vez mais.
MANJARES À LÁ TAGARELAS
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HOBBY 10
Novos modelos de negócio surgem a um ritmo frenético nos dias que correm, com o
sonho de participar nesse microuniverso de empresas, e claro com o objectivo de criar
uma vida independente a partir desse negócio, criei a Muttua Atelier.
O gosto pelas artes e multimédia levou me a criar um espaço onde uma ideia pode ser
concretizada com recurso á impressão 3D.
Ideias podem ser ‘trabalhadas’ e digitalmente desenhadas para por fm serem impressas
num material termoplástico obtido a partir de fontes renováveis, sendo a mais habitual o
amido de milho (biodegradável).
Como este projecto não procuro enriquecer depressa mas construir algo que os outros
valorizem a ponto de pagarem pelo fruto desse trabalho.
MUTTUA ATELIER
com JOÃO RUIVO
muttua.atelier@gmail.com
www.facebook.com/Muttua.atelier
http://muttua.tumblr.com/
11
Muttua surge do termo mútuo, algo
recíproco, que se permuta entre duas ou
mais pessoas.
No atelier realizamos projetos alternativos
com recurso à impressão 3D.
A Muttua cria peças exclusivas e atraentes
para o cliente, que o fazem sentir-se especial
e único.
Para prosperar, para sermos saudáveis e
felizes, cada um de nós tem necessidades
bem diferentes.
A singularidade de cada objecto visa honrar
o cliente, e criar uma simbiose entre ambos
onde cada pessoa é distinta e única e cada
objecto da Muttua é genuíno e ímpar.
A MUTTUA almeja criar objectos diferentes,
atraentes para o cliente, por isso adoraria
saber como podemos ajudá-lo também.
As possibilidades são infnitas de modo que
existem diversos projectos de diferentes
áreas, desde a bijuteria aos objectos de
uso doméstico, passando pelos jogos e
brinquedos (porque não?!).
Procuro conhecer, estudar, aprender e
posteriormente inovar em cada uma, de
momento, Gadgets e acessórios é no que
estou envolvido,tenho vindo a trabalhar
capas e acessórios de smartphone.
TERAPIA DO RISO 12
Do lado de lá – “…o meu timewar não
funciona, o time air…”
Do lado de lá – “…isso não há problema,
que o coiso dele é maior que o meu…”
Do lado de lá – “…eu não tenho os
telemóveis agrafados ao pacote…”
Do lado de lá – “…aui onde estou não
consigo ligar do móvel, tenho pouca
corrente…”
Do lado de lá – “…os fascetas já cá vieram
entregar os cartões, os fazetas…”
Do lado de lá – “…eu não sou familiar, sou
parente…”
Do lado de lá – “…a minha coisa é o mínimo
dos mínimos…”
Do lado de cá – “…é um canal de séries e
documentos…”
Do lado de lá – “…eu não gosto desta box,
não dá pra ver a sinipose, pra ver o que
está a dar…”
Do lado de lá – “…o meu telefone avariou-
se quando houve uma trevaiada…”
Do lado de cá – “…eu consigo-lhe dar fbra
neste momento… dou-lhe fbra e mais
barato…”
Do lado de lá – “…acho muito bem, eu só
quero é que me venham cá montar…”
Do lado de lá – “…recebi uma pen… estive
mais de 2 horas a montá-la…”
Do lado de lá – “…vou só soltar um cócó
e falar com o marido, ligue-me daqui a
pouco…”
Do lado de lá – “…a minha flha tem
problemas nos carcanhares, já está
encamada há uns dias…”
Do lado de lá – “…a box está à procura de
rede…”
Do lado de cá – “…e já com os dois no
pacote…”
Do lado de lá – “…isso já me aconteceu…
no fnal do ano que vem…”
Do lado de lá – “…os senhores do Canção
Nova têm os microfones muito baixos. Tem
de lhe pedir para porem mais alto…”
Do lado de cá – “…tem que esfregar e
depois enfar com força… na ranhura…”
Do lado de lá – “…é aquela operadora
conhecida internacionalmente que oferece
tabliets…”
Do lado de lá – “…tou internada… isto são
os cristais dos ouvidos que saltam fora…”
Do lado de cá – “…isso é uma mudança de
casa, já com residência…”
Do lado de lá – “…agora tenho um tarifário
novo, com chamdas gratuitas para sms…”
Do lado de lá – “…o meu telemóvel é
bloqueado, eu para atender tenho de o
desbloquear…”
Do lado de lá – “…o técnico quando cá
veio, não me explicou que dava sombra
e grão… e também não me disse que o
estéreo fcava análogo…”
Ingredientes:
Frutas à escolha QB
Iogurte QB
Mel
Preparação:
Cortar as frutas maiores
para acondicionar e levar ao
congelador. Se optarem por utilizar
fruta pequena (como no meu caso
que usei amoras, não é necessário
cortar) é só colocar no congelador
e deixar congelar (podem fazer
varias porções individuais com
vários tipos de frutas e dar para
vários gelados). Quando a fruta
estiver congelada, retirar do saco
e colocar no liquidifcador ou no
processador. Adicionar o mel e
o iogurte (quando tenho iogurte
grego, uso e fca muito melhor)
passar tudo ate ter a textura
desejada. Colocar em tacinhas.
Podem fnalizar com sementes de
papoila, pimenta rosa ou com algo
crocante de que gostem.
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Gelado do Aproveitamento
com ANDREIA CAMPAINHA
Ingredientes:
Pacote de búzios gigantes
1 Frasco de polpa de tomate
1 Cebola
5 Dentes de alho
1 Folha de louro
Sal QB
Açúcar QB
Pimenta QB
Vinho branco QB
Carne picada 1kg
Queijo da Ilha
Azeite QB
Preparação:
Colocar água numa panela ao
lume. Picar a cebola e o alho.
Colocar outra panela ao lume com
azeite deixar aquecer um pouco.
Adicionar a cebola e deixar alourar.
Adicionar o alho. Juntar um fo de
vinho branco e está pronto para
colocar a carne, quando esta
mudar de cor devem adicionar
mais vinho branco e sal QB. Na
outra panela, acompanhem a
cozedura da massa, para fcar
no ponto. Na panela da carne,
devem adicionar o frasco da
polpa de tomate e para cortar
com a acidez do tomate, vamos
adicionar 2 colheres de sopa ou
QB de açúcar, a folha de louro e
a pimenta QB (vamos provar para
retifcar sabores e temperos).
Agora é só deixar reduzir para
ganhar gosto. Entretanto, já
escorremos a massa, pegamos
em alguns búzios gigantes e com
uma colher recheamos de carne,
e regamos com molho de tomate.
Para fnalizar polvilhamos a massa
com queijo da ilha e está pronto
a servir.
Bolonhesa de Búzios Gigantes e Queijo da Ilha
Ingredientes:
azeite QB
tomates QB maduros
queijo QB
bacon QB
Pao QB
Cebolinho / oregãos
Preparação:
Cortar bacon em tiras, picar o
cebolinho. Cortar os tomates em
cubos pequenos e colocá-los
num recipiente, adicionar queijo a
gosto (no meu caso escolhi queijo
limiano) juntar também o azeite
QB e misturar suavemente à mão
para envolver os sabores. Dividir
o pão, começamos por pegar no
preparado de queijo e tomate e
espalhamos generosamente em
cada fatia. Polvilhamos com o
cebolinho picado e rega-se com
um fo de azeite. Em seguida,
junta-se ao preparado de queijo
e tomate, o bacon, de modo a
envolver os sabores. Repete-
se o processo de espalhar
generosamente a mistura em cada
fatia, polvilhar com o cebolinho,
regar com fo de azeite e levar ao
forno. Ao retirar as antepasti do
forno reguem com um fo azeite e
está pronto a comer.
Antepasti de Tomate, Queijo e Bacon
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14 CULTO TAGARELA
PARA LER
Enterrem Meu Coração na Curva do Rio
Autor: Dee Brown
O livro retrata a luta que os índios norte-
americanos travaram contra os colonizadores
para manterem os direitos de viver e onde viver.
Este livro é baseado em documentos ofciais
do Governo Norte-americano. É mais uma das
histórias obscuras da América que nos deixa
com sentimento revoltante pois o livro traz à
tona os momentos agonizantes que sofreram os
nativos norte-americanos, e não foi uma agonia
rápida.
A imagem do nativo, muito tempo depois, ainda
era a de inimigo já que a História era sempre
contada pelo lado vencedor. O que este livro
nos apresenta é justamente o ponto de vista
de quem perdeu muito mais do que apenas
território. Dee Brown apresenta-nos uma outra
versão do que já conhecemos e daquilo que
desconhecemos, dos massacres feitos em
nome do ouro, em nome de hectares de terra.
Mais do que um simples estudo de três décadas
de injustiças, esta obra é uma mostra da
brutalidade humana, do que o homem é capaz
de fazer para atingir seus objetivos.
Pode soar falso, mas dizer que se trata de um
livro emocionante, que realmente faz pensar
sobre a mentalidade humana e que nos ensina
a olhar com desconfança para dita “história
ofcial”, não é exagero. [Andreia Campainha]
PARA VER
Lucy (2014)
Sinopse: «O que aconteceria com o cérebro
humano caso
tivéssemos um maior
controle sobre ele?»
O flme Lucy é o
retrato de uma bela
mulher (Scarlett
Johansson) e a sua
evolução depois de
tomar acidentalmente
CPH4, uma droga, e o
seu efeito no cérebro.
Um flme de teor flosófco que quebra com a
logica em muitas partes, não fosse o mesmo
feito por Luc Besson. Este apresenta-nos
inicialmente Morgan (interpretado por Morgan
Freeman) que nos narra a história da grande
possibilidade de ter maior controlo sobre o
cérebro. Basicamente está a falar-nos de
Lucy, e tudo começa com uma mulher frágil e
desesperada que luta para sobreviver, neste
caso, em Taiwan.
Com o decorrer do flme, Lucy deixa de ser uma
mulher frágil e desesperada, para se transformar
em algo forte, assertiva, e até mesmo poder
controlar o tempo e o espaço, de uma forma
quase divina. Lucy será a próxima evolução.
Lucy é um flme de fcção científca disfarçado
de um flme de acção. Todas são cenas
bem dirigidas e conseguem fazer com que
o espectador preste atenção em tudo o que
acontece sem fcar perdido. Com ângulos
de câmara fechados no rosto de Scarlett
Johansson durante as cenas mais intimistas e
com uma fotografa do flme bem efciente. O
guião é rápido, não deixa que a história perca
o ritmo.
No fnal deixará muitas dúvidas e é um daqueles
flmes que merece uma discussão ao sair do
cinema. Existe até uma sequência fnal de
imagens sem falas e algumas brincadeiras
visuais óbvias para o público mais consumidor
de cinema, e chega a lembrar “Árvore da Vida”
de Terrence Malick (mas menos flosófca,
ainda bem). A discussão que Luc Besson
introduz é muito interessante e não parece que
a humanidade esteja pronta para enfrentar a
noção de absolutamente tudo que acontece
ao seu redor, ao contrário do que o professor
Morgan afrma.
Lucy será um flme onde se sai do cinema a
amar ou odiar. Não vai ganhar uma legião de
fãs, mas é tão respeitável como os outros flmes
da carreira de Luc Besson, porque mantem a
sua qualidade.
Va ao cinema e expanda os limites da sua mente
com Lucy. [Andreia Campainha]
PARA OUVIR
Catacombe – Quidam
(2014)
Catacombe nasce em
Vale de Cambra, pela
mão de Pedro Sobast
com as primeiras
composições de “Memoirs”, um EP gravado
em casa ao longo de um ano e posteriormente
lançado em 2008, que conquistou o interesse
de muitos fãs, desejosos de ver as músicas
ao vivo. Então, o primeiro lineup que integrava
Pedro juntamente com alguns amigos, deu o
primeiro concerto na Fábrica do Som, Porto,
como banda suporte de Nadja.
Em 2010 a banda lançou “Kinetic”, o primeiro
álbum completo, e em 2011, rearranjam o
line-up com a chegada de um novo baterista,
novo baixista e novo guitarrista! Actualmente
Catacombe é constituído por: Pedro Sobast, Gil
Cerqueira, Filipe Ferreira e Pedro Melo Alves.
Posteriormente, Catacombe começa a escrever
músicas para o novo álbum!
“Quidam” é o 3º registo da banda, um álbum de
6 músicas com 36 minutos de duração, gravado
no Caos Armado e misturado/masterizado por
Roland Wiegner (Long Distance Calling, Omega
Massif) em Die Tonmeisterei, Oldenburg, na
Alemanha. Oscilando entre um ambiente ora
explosivo, ora delicado, “Quidam” resulta
numa marca cinematográfca muito emotiva
e densa de post-rock, que constrói paisagens
deslumbrantes no imaginário de cada ouvinte.
[I.A.A.]
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