Você está na página 1de 15

O LIVRO DO PRAZER

(AUTO-AMOR)

A PSICOLOGIA DO ÊXTASE

Austin Osman Spare

Tradução: Yasmim

Sothis Publicações
www.sothis.com.br
2004 e.v.
O LIVRO DO PRAZER
(AUTO-AMOR)
A PSICOLOGIA DO ÊXTASE
Austin Osman Spare

D ef in ições

As palavr as Deus , r eligiões , cr ença, mor al, mulher , etc (s ão for mas de fé), s ão
us adas par a ex pr es s ar difer entes " meios " de contr olar e ex pr es s ar o des ej o: uma
idéia de unificar pelo medo, de uma for ma ou outr a, que pr onuncia a es cr avidão -
os limites imaginados , ex pandidos pela ciência que acr es centam cus tos as polegadas
à nos s a altur a: nada mais .

K i a: a liber dade abs oluta na qual s endo livr e es tá for te o s uficiente par a s er " r eal"
e livr e a qualquer hor a: por es s a r az ão não é potencial ou manifes to (ex ceto como
pos s ibilidade imediata) pelas idéias de liber dade ou " meios " , mas pelo Ego s endo
livr e par a r eceber is s o, s endo livr e de idéias s obr e is s o e por não acr editar . Quanto
menos falar s obr e is s o (K ia), menos obs cur o fica. Lembr e que a evolução ens ina,
atr avés de s uas ter r íveis punições , aquela concepção que define a r ealidade, mas
não a liber dade em evolução.

Vi r t u de: Pur a Ar te

Ví ci o: medo, fé, cr ença, contr ole, ciência e s imilar es

Au t o-Am or : um es tado mental, dis pos ição ou condição caus ada pela emoção do
es cár nio, tor nando- s e o pr incípio que per mite ao Ego a apr eciação ou a as s ociação
univer s al e pos s ibilitando a inclus ão antes da concepção.

E xau s t ão: aquele es tado de vacuidade vindo da ex aus tão de um des ej o por alguns
meios de dis s ipação, quando a dis pos ição cor r es ponde a natur ez a do des ej o,
quando a mente es tá ator mentada devido ao não pr eenchimento de tal des ej o e
bus ca o alívio. Apr oveitando es s a dis pos ição e vivenciando, a vacuidade r es ultante
fica s ens ível par a a s úbita s uges tão do S igilo.

D i f er en t es R eligiões e D ou t r in as
Com o Meios de P r az er , L iber dade e P oder

O que ex is te par a acr editar , mas dentr o do S elf? E O s elf é a negação da completu-
de como Realidade. Nenhum homem s e vê a qualquer hor a. Nós s omos o que
acr editamos e no que is s o implica pelo pr oces s o do tempo na concepção; a cr iação
é caus ada por es s a es cr avidão à fór mula.

As ações s ão as ex pr es s ões de idéias além da fé, elas s ão pr opr iamente obs cur as ,
oper ando indir etamente, facilmente enganam intr os pectivamente. Os fr utos das
ações s ão r edobr ados , Céu ou I nfer no, Unidade ou Não- ex is tência (Pur gatór io ou
I ndier ença). No Céu há o des ej o por mulher es . No I nfer no, es s e des ej o é intens o. O
Pur gatór io é a ex pectativa adiada. A I ndifer ença mas com des apontamento até a
r ecuper ação. Pois , s imples mente, eles s ão um e o mes mo. Aquele que bus ca s abia-
mente com pr az er , tendo per cebido que s ão difer entes os gr aus do des ej o, e nunca
des ej ável, entr ega- s e tanto à Vir tude quanto ao Vício e tor na- s e um K iais ta.
Dominando o T ubar ão dos s eus des ej os , ele atr aves s a o oceano do pr incípio dual e
compr omete- s e com o auto- amor .

As Religiões s ão as pr oj eções da incapacidade, a imaginação do medo, o ver niz da


s uper s tição, cuj o par adox o é r eal (que Deus s empr e es tá no Céu ou que o T odo-
Poder os o inconcebivelmente emana s ua concepção ou a s ua negação leva ao
s uicídio, etc), por vez es a or namentação da imbecilidade. Como uma vir tude na
I déia par a max imiz ar , a baix o cus to, o pr az er , cancele s eus pecados e per doe- os ,
mas cer imonialmente, a ex pr es s ão do teatr o de mar ionetes a gover nar o medo.
S im ! O que você tem decr etado em s ua r eligios idade é s ua ver dadeir a des tr uição,
embor a imaginada, mas é ! O panor ama não é agr adável, você tem ens inado a s i
mes mo. I s s o tem s e tor nado inato e s eu cor po é s ens itivo.

Alguns louvam a idéia da cr ença. Por acr editar em que s ão Deus es (ou algo a mais ),
tor na- los - iam ex per ientes por tudo que faz em, a es tar em pr eenchidos por es s as
não- cr enças . Melhor s er iam admitir a incapacidade ou ins ignificância, mais que
r efor çar is s o pela cr ença, uma vez que " pr otege" mas não muda a es s ência.
Cons equentemente, r ej eitam a for mação pos ter ior . S ua fór mula é decepcionante e
s ão enganados , a negação de s eus pr opós itos . A cr ença é a negação ou a idiotice
metafór ica, cons equentemente s empr e falha. Par a faz er com que s ua fé s ej a mais
s egur a, os Gover nantes empur r am a r eligião gar ganta abaix o de s eus es cr avos , e
is s o s empr e tem s uces s o. Quando a cr ença mor r e, o S elf pas s a a s er ele mes mo.
Outr os menos tolos , obs cur ecem a memór ia de que Deus é a concepção deles
mes mos , e ficam mais s uj eitos a lei. Por tanto, es s a ambição da cr ença r ealmente é
des ej ável ? Eu mes mo não tenho vis to um homem que j á não s ej a um Deus .

Outr os novamente, e aqueles que têm mais conhecimentos , não poder ão diz er a
você ex atamente o que é a cr ença, ou como acr editar no que des afia as leis
natur ais e opiniões ex is tentes . Cer tamente não é diz endo: " Eu acr edito" , es s a ar te
j á foi há muito per dida. Eles têm mes mo mais as s untos que caus am confus ão e
dis tr ação, quando abr em s uas bocas cheias de ar gumentos . S em Poder e infeliz es ,
s enão difundindo s uas pr ópr ias confus ões par a obter for ça em s eus ar gumentos ,
adotam um dogma e cos tumes que ex cluem pos s ibilidades . Pela iluminação de s eus
conhecimentos , deter ior am na conclus ão. Não temos vis to que eles s e ar r uinar am
em r acionar s uas ex plicações ? Realmente, o homem não pode cr er pela convicção
r eligios a ou avançar , nem pode ex plicar s eu conhecimento, a menos que apar eça
uma nova lei. S omos tudo, por is s o, haver ia a neces s idade de imaginar o que não
s omos ? S ej a mís tico!

Outr os acr editam em or ações , ainda não tendo apr endido tudo per guntar iam par a
s er em negados ? Deix e par a lá a tr ilha de s eu Evangelho ! Oh, você que vive a vida
de outr as pes s oas ! A menos que o des ej o s ej a incons ciente, não es tá s atis feito,
não, não nes ta vida. Nes s e cas o, cer tamente dor mir é melhor que r ez ar . A
pas s ividade es tá dominando o des ej o, uma for ma de " não ar gumentar " , por is s o a
mulher obtém muito mais que o homem. Utiliz a a or ação (s e tiver que r ez ar ) como
uma for ma de ex aus tão, e atr avés dis s o obtém s eu des ej o.

Alguns faz em muito par a mos tr ar a s imilar idade de difer entes r eligiões , cer tamente
por is s o eu pr ovo a pos s ibilidade de uma ilus ão fundamental, mas que nunca
compr eendem ou então es s a ar bitr ar iedade é o es cár nio, pelo tanto que s e
ar r ependem. Eles têm mais conflitos que um não- iluminado. Com o que eles podem
identificar s ua pr ópr ia des ilus ão do medo, chamam de Ver dade. Nunca enx er gam
es s a s imilar idade e a quintes s ência das r eligiões , s uas pr ópr ias pobr ez as de
imaginação e a ins ipidez r eligios a. Melhor é mos tr ar a difer ença es s encial das
r eligiões . I s s o s er ve bem par a conhecer os vár ios cos tumes , não s ão obj etivos de
enganar e gover nar ? Cer tamente depois , pela cons ecução do tr ans cedental, Deus e
a r eligião não ter iam mais lugar .

Alguns louvam a tão conhecida Ver dade, mas dão a ela diver s os for matos . Es que-
cendo s ua dependência, eles pr ovam s uas r elações e par adox os , a mús ica da
ex per iência e ilus ão.O par adox o não é a Ver dade, mas é fato que qualquer cois a
pode s er ver ídico por um tempo. No que s ubs titui o par adox o e es tá s ubentendido
(não neces s ar iamente), far ei a bas e do meu ens inamento. Deter minemos o delibe-
r ativo, a Ver dade não pode s er dividida. O auto- amor não pode s er s omente
negado e é tão gr ande quando par adox al, s ob qualquer condição, até mes mo
s oz inho é ver dadeir o, s em aces s ór ios per feitos .

Outr os louvam a Magia Cer imonial e s ão envolvidos a ex per imentar muito Êx tas e !
Nos s os as ilos es tão abar r otados , o palco é tomado ! É pela s imboliz ação que nos
tor namos os s imboliz ados ? Eu me cor oando Rei, s er ia um Rei ? Mais pr opr iamente,
eu s er ia um obj eto de r epugnância ou pena. Es s es Magis tas , cuj a fals idade é a s ua
s egur ança, s ão os ar is tocr atas des empr egados de B r othels . A Magia é a habilidade
natur al da pes s oa par a atr air s em pedir , a for malidade do que não é influenciado, a
doutr ina de negação deles . Eu os conheço bem e a s eus cr edos que ens inam o
medo de s uas pr ópr ias luz es . Vampir os , eles s ão atr aídos como ver dadeir os piolhos
! S uas pr áticas demons tr am s uas incapacidades , eles não têm Magia par a
potencializ ar o nor mal, o j úbilo de uma cr iança ou de uma pes s oa s adia, nada par a
invocar s eus pr az er es ou a s abedor ia deles mes mos . S eus métodos s ão
dependentes do embar aço da imaginação e do caos das condições , s eus conheci-
mentos s ão obtidos com menos decência que uma hiena quando cons egue s ua
comida, e digo que s ão menos livr es e não têm nem mes mo a s atis fação que o
mais medíocr e dos animais . Auto- r epr ovados em s uas des gos tos as pobr ez as , vaz ios
de poder , s em mes mo a magia do char me ou belez a pes s oal, eles s ão ofens ivos em
s eus gos tos r uins e adminis tr am par a faz er pr opaganda. A liber ação da ener gia não
é alcançada por s uas cr enças , um gr ande poder não é obtido pela des integr ação.
I s s o não é cons eguido por que nos s a ener gia (o conteúdo mental) j á es tá além do
limite e dividido de tal for ma que não s omos capaz es , s em contar com a Magia ?

Alguns acr editam que toda e qualquer cois a é s imbólica, e pode s er tr ans cr ita, e
ex plicar o oculto, mas daquilo que não s abem (gr andes Ver dades Es pir ituais ?).
Então, ar gumentam uma metáfor a, cuidados amente confundem o óbvio no qual
des envolvem a vir tude es condida. Es s a cor pulência des neces s ár ia, por ém impr es -
s ionante, não é r epugnante ? (O Elefante ex cede em tamanho mas é ex tr e-
mamente poder os o, o por co ainda que odios o não pr ovoca o des pr ez o do nos s o
bom paladar ). S e um homem não for um her ói par a s eu s er vo, muito menos
poder ia continuar s endo um mís tico aos olhos do cur ios o, a s imilar idade educa a
camuflagem. Decor e s eu s ignificado, por ém, obj etivamente (de fato), após ter
mos tr ado s ua hones tidade. A Ver dade, ainda que s imples , nunca neces s ita do ar gu-
mento da confus ão par a obs cur ecer , s eu pr ópr io s imbolis mo pur o engloba todas as
Pos s ibilidades como um pr oj eto mís tico. Apoie- s e no s ens o comum e inclua a
Ver dade que não pode mentir , nenhum ar gumento que j á tenha pr evalecido. A
pr opor ção per feita não s uger e alter ação, e o que é inútil deter ior a.

Eles r ej eitam todo s imbolis mo moder no1 e chegam em um limite abs ur do muito
cedo. S em levar em cons ider ação as mudanças 2 , e (por vez es ), a natur ez a ar bitr a-
1
Todos os meios de locomoção, mecanismos, governos, instituições e tudo essencialmente moderno, é um simbolismo
vital aos trabalhos da nossa mente.

2
O símbolo da justiça conhecido pelos Romanos não simboliza o Divino, ou nossa justiça, pelo menos não necessário
e usualmente. A vitalidade não é exatamente como a água, nem nós somos árvores; sendo mais parecidos com nós
mesmos é que poderíamos acidentalmente incluir árvores em algum lugar desconhecido, muito mais óbvio nos nossos
trabalhos atuais.
r ia do s imbolis mo ou a chance de pr es er var o des atino, por ter em adotado o
tr adicional s em a ciência, como vêm lendo até o pr es ente, s eus s imbolis mos s ão
caóticos e s em s entido. S em conhecer as inter pr etações anter ior es , eles s ucedem
em pr oj etar s uas pr ópr ias ins uficiências caus adas por es ta confus ão, tal como
ex plicar os s ímbolos antigos .

As cr ianças s ão mais inteligentes . Es s e conglomer ado de antiguidade ar r uinada,


coletada com a doença da ganância, é cer tamente a opor tunidade par a a mis er i-
cór dia? Es quecendo as idéias for j adas , apr enda a melhor tr adição olhando par a
s uas pr ópr ias funções e par a a moder na impar cialidade.

Alguns louvam a cr ença em um código de doutr ina mor al, que eles natur al e
continuamente tr ans gr idem, e nunca alcançam s eus pr opós itos . Dada a cor r eta
natur ez a, eles pr ocedem j us tamente em s eu pr ópr io gover no, e s ão aqueles mais
s adios , s ens atos e apr az íveis . I s s o poder ia s er chamado de negação da minha
doutr ina, eles obtém s atis fação toler ável, j á que a minha es tá completa. Deix e- os
per manecer aqui, quem não é for te par a a Gr ande Obr a. Em liber dade, eles
poder iam s e per der . Então, abr a s uas as as cor aj os amente, humilhe- os !

Outr os diz em que o Conhecimento s omente é eter no, a eter na ilus ão de apr ender ,
a ar bitr ar iedade de apr ender o que j á s e conhece. Dir etamente nos per guntamos
" como" induz imos a es tupidez , s em es s a concepção s obr e o que es tar ia lá que não
poder íamos s aber e r ealiz ar ? Outr os bus cam a concentr ação, que não ir á liber tá- lo,
a mente compr eendendo a lei é es cr avidão. Chegando aqui, você ir á quer er
des concentr ação. A dis s ociação de todas as idéias , mas não liber ada, por ém um
pr eenchimento imaginár io, ou a fúr ia da cr iação. Difer ente novamente de que todas
as cois as s ão emanações do Divino Es pír ito, como r aios do S ol, haver ia, cons equen-
temente, a neces s idade de emancipação ? Cer tamente as cois as s ão pobr es atr avés
de s uas concepções e cr enças . Por tanto, vamos nos per mitir des tr uir ou mudar a
concepção e es vair a cr ença.

Es s as e muitas outr as doutr inas s ão declar adas por mim como per petuador es do
pecado e ilus ão. Dada uma e todas dependem de uma implicação confus a,
obs cur ecendo, contudo evoluindo natur almente de uma dualidade da cons ciência de
s eus pr az er es . No medo, eles vomitar iam s angue quente ao ver em os fr utos de
s uas ações e deleites . Des s e modo, acr editando numa vas tidão de doutr inas
difer entes , eles s ão o pr incípio dual, neces s ar iamente par as itas uns dos outr os .
Como as dr ogas e a faca cir úr gica, eles s omente anulam ou, na melhor das
hipótes es , r emovem o efeito. Eles não mudam ou eliminam a caus a fundamental (a
lei). " Oh, Deus , vos s a ar te, é o meio es tagnador " .

T udo é char latanis mo: es s as r eligiões cuj as r eais ex is tências dependem de s eus
fr acas s os , s ão tão cheias de mis ér ia e confus ão, tendo s omente ar gumentos
multiplicados , cheias de ar gumentos como s e fos s em demônios , tão cor oadas com
o não- es s encial, s endo tão es tér il de qualquer pr az er liber to nes ta vida ou em
outr a, eu não pos s o apoiar s uas doutr inas !

S eus cr itér ios par a o pr az er - a Mor te ! Melhor s er ia um homem r enunciar a todas


elas e abr açar s eu pr ópr io pr opós ito invencível. Ele não pode ir mais além e es ta é
s ua única liber ação. Por is s o, tem per mis s ão de colocar s eu pr az er onde quis er e
encontr ar s atis fação.
O Con s u m idor de R el igiões

K ia, em s u a T r an s ceden t al e Con cebív el Man i f es t ação

Do nome, não tem nome par a des ignar . Eu chamo is s o de K ia. Eu digo par a não
s us tentar is s o como eu mes mo faço. O K ia pode s er ex pr es s o por idéias
concebíveis , não é o K ia eter no que incendeia todas as cr enças , mas é o ar quétipo
do S elf, a es cr avidão da mor talidade. Es for çando- me par a des cr ever " is s o" , eu
es cr evo o que não pode s er ger almente chamado " O Livr o das Mentir as " 3 . O não
or todox o do or iginár io, uma vis ão volante que conduz de algum modo o incidental,
a ver dade que es tá em algum lugar . O K ia pode s er vagamente ex pr es s o em
palavr as como " nem is s o- nem aquilo" , o S elf não modificado na s ens ação da
onipr es ença, a iluminação s imbolicamente tr ans cr ita no s agr ado alfabeto, e s obr e o
qual es tou es cr evendo. S ua emanação é s ua pr ópr ia intens idade, mas não
neces s ar iamente, tem e s empr e ex is tir á, o quantum vir gem. Por s ua ex uber ância
temos ganhado ex is tência. Quem s e atr eve a diz er onde, por que e como is s o es tá
r elacionado ?

Pelo tr abalho do tempo, quem duvida habita em s eu limite. Não r elacionado, mas
per mitindo todas as cois as , is s o ilude a concepção, por ém é a quintes s ência da
concepção como penetr ando pr az er em pens amento. Anter ior ao Céu e à T er r a, no
as pecto que os tr ans cendem, mas não a inteligência, poder ia s er cons ider ado como
o pr incípio s ex ual pr imor dial, a idéia do pr az er no auto- amor . S omente ele que
tenha r ealiz ado a pos tur a da mor te pode compr eender es s a nova s ex ualidade, e ter
s eu amor todo- poder os o s atis feito. Ele que é s empr e s er vil à cr ença, obs tr uído pelo
des ej o, é identificado à s emelhança e pode ver , por ém s omente s uas infinitas
r amificações em des contentamento 4 . O pr ogenitor dis s o mes mo e de todas as
cois as , mas as s emelhando- s e a nada, es s a s ex ualidade é s ua s implicidade
pr imitiva, per s onificando o s em fim. O tempo não tem mudado is s o,
cons equentemente, eu o chamo de novo. Es s e pr incípio s ex ual ances tr al, e a idéia
do Eu, s ão uma e a mes ma cois a, es s a s imilar idade r evela ex atidão e infinitas
pos s ibilidades , a dualidade ar caica, o mis tér io dos mis tér ios , a Es finge nos por tais
de toda es pir itualidade. T odas as idéias concebíveis começam e ter minam como luz
nes s a emoção, o êx tas e que a cr iação da idéia do S elf induz . A idéia é unidade pela
fór mula do S elf, é neces s ár io r ealidade par a dar continuidade, a per gunta de todas
as cois as , todo es s e Univer s o vis ível e invis ível s aiu dis s o. Como unidade, concebeu
a dualidade, or iginando a tr indade, or iginando o tetr agr ammaton. A dualidade
s endo unidade é tempo, o complex o da concepção, a r eflutuação eter na, a
r ealidade pr imeir a em liber dade. S endo tr indade da dualidade é o s ex to s entido, as
5 facetas do 6 pr oj etado como meio par a auto- as s imilação em negação, como uma
s ex ualidade completa. S endo o tetr agr ammaton das dualidades é 12 vez es
des dobr ado por combinação, o complex o humano, e poder ia s er chamado dos 12
Mandamentos do cr ente.

I s s o imagina o decimal eter no, s ua multiplicidade engloba a eter nidade, do qual


br otam as for mas multivar iadas , que cons titui a ex is tência. Vitaliz ada pelo s opr o do
auto- amor , a vida é cons ciente do Uno. O S elf s endo s ua for ça opos ta, é
alter nadamente conflito, har monia, vida e mor te. Es s es 4 pr incípios s ão um e o
mes mo - a concepção cons ider ada como S elf completo ou Cons ciência,
cons equentemente, eles podem s er combinados na Unidade e s imboliz ados . Uma
for ma feita por duas que é 3 vez es des dobr ada e tendo 4 dir eções .

3
Sobre esse Self: toda concepção é o princípio dual, a lei que é a sua concepção.

4
O princípio sexual não modificado, refletido através do princípio dual emana a infinita variedade de emoções ou
sexualidades, que podem ser chamadas de suas ramificações.
A L ei T r an s ceden t al,
a L ei e o T es t am en t o do " N ovo"

A lei de K ia é s eu pr ópr io ár bitr o, além das neces s idades , quem pode compr eender
o inominável K ia ? Óbvio, mas não inteligível, s em for ma, s eu pr oj eto mais
ex celente. S eu des ej o é s ua s uper abundância, quem pode afir mar s eu pr opós ito
mis ter ios o ? Atr avés da nos s a compr eens ão, tor na- s e mais obs cur o, mais r emoto, e
a nos s a cr ença opaca. S em atr ibuto, eu não s ei s eu nome. Quão livr e is s o é, não
tem neces s idade de s ober ania ! (Os Reinos s ão s eus pr ópr ios s aqueador es ).

S em des cendência, quem ous a r equer er r elações ? S em vir tude, quanto pr az er há


em s eu auto- amor mor al ! Quão poder os o is s o é, em s ua afir mação de que " Nada é
pr ecis o - I s s o não I mpor ta" . O auto- amor na per s pectiva completa s er ve como s eu
pr ópr io pr opós ito invencível do êx tas e. Uma felicidade s upr ema s imulando opos ição
é o s eu equilíbr io. Não é fer ido, nem tr abalhado. I s s o não é auto- atr ativo e
independente ?

S egur amente, não podemos chamá- lo de equilíbr io. Poder íamos imitar s ua lei, toda
a cr iação for a do comando unir ia e s er vir ia aos nos s os pr opós itos em pr az er e
har monia. O K ia tr ans cende a concepção, é imutável e inex aus tivo, não car ece de
I luminação par a vê- lo. S e abr ir mos nos s as bocas par a falar , não s er á s obr e is s o,
mas s obr e nos s a dualidade, poder os o, por tanto, é em s ua s implicidade pr imitiva!

O K ia incompr eendido pr oduz s eu r endez vous como a completude da cr iação. S em


a as s er ção da ener gia mais poder os a, s em diminuir , poder ia apar ecer , no mínimo,
entr e as cois as . I s s o nos pos s ui s em per guntar , s ua ex is tência s endo livr e, a única
cois a que é livr e. S em dis tinção, não tem favor itos , mas nutr e a s i mes mo. No
medo, toda a cr iação pr es ta homenagem mas não louva fer vor os amente s ua mor al,
por tanto, tudo per ece pavor os amente. Nós nos doamos com o poder que
concedemos a is s o, e ele atua como Mes tr e 5 , nunca como a caus a da emancipação.
Por tanto, eter namente, das r ealiz ações do S elf, eu modelo o K ia, s em s emalhança,
mas que poder ia s er cons ider ado como a Ver dade.

Des s a conver s a, é feita a es cr avidão, não é pela inteligência que s er emos livr es . A
lei de K ia é s empr e s eu pr opós ito or iginal, indeter minado, s em a tr oca de
emanações , atr avés de nos s a concepção é que eles mater ializ am e s ão a dualidade,
o homem r etir a es s a lei de s eu r eflex o, s ua idéia- r ealidade. Com o que ele equilibr a
s eu êx tas e ? Medida por medida, pelo s ofr imento intens o, tr is tez as e mis tér ios .
Com o que ele s e r evolta ? A neces s idade de es cr avidão!

A dualidade é a lei, a r ealiz ação pelo s ofr imento, r elacionada e opos ta pelas
unidades do tempo. O êx tas e par a qualquer dis tância no tempo é difícil de obter e
elabor ado com dificuldade. Vár ios gr aus de mis ér ia, alter nados com r aj adas de
pr az er e emoções menos ans ios as , par ecer ia s er a condição da cons ciência e
ex is tência. A dualidade, de uma for ma ou outr a, é cons ciência da ex is tência. É a
ilus ão do tempo, tamanho, entidade, etc - o limite do mundo.

O pr incípio dual é a quintes s ência de toda ex per iência, nenhuma r amificação tem
aumentado s ua s implicidade pr imitiva, mas é s omente s ua r epetição, modificação
ou complex idade, nunca é a s ua evolução completa. I s s o não pode ir mais além do
que a ex per iência do S elf, por tanto, r etor na e unifica novamente, s empr e em um

5
Pelo número de encarnações, nosso eventual Self é derivado dos atributos com os quais nós nos doamos ao nosso
Deus, o Ego abstrato ou o princípio conceptivo. Toda concepção é uma negação do Kia, consequentemente, nós
somos sua oposição, nosso próprio demônio. Como descendência de nós mesmos, somos o conflito pelo qual
negamos e afirmamos o Kia. Pareceria como se nós não fôssemos capazes de ser tão cuidadosos em nossas
escolhas, e por causa disso é determinado o corpo que habitamos.
anti- clímax . Par a s empr e, r etr oagindo em s ua s implicidade or iginal, pela infinita
complicação, s endo a s ua evolução. Nenhum homem dever ia compr eender " o
por que" des s as s uas obr as . Conhecê- lo s er ia como a ilus ão que engloba o
apr endiz ado de toda ex is tência. O mais velho que cr es ceu s em s agacidade poder ia
s er cons ider ado como a mãe de todas as cois as . Por es s a r az ão, acr edita que toda
ex per iência é ilus ão, s endo a lei da dualidade. Como o es paço que pr es er va um
obj eto, tanto dentr o quanto for a, s imilar mente ocor r e dentr o dos limites e além
des s e cos mos s empr e mutável, havendo es s e pr incípio s ecundár io.

6
S oli lóqu io n a Cabeça de D eu s

Quem nunca pens ou as s im ?

Alguma cois a es tá caus ando Dor e algo potencializ a a Agonia: is s o não poder ia
es tar s endo caus ado pelas idéias latentes de S upr ema F elicidade ? E es s a eter na
ex pectativa, es s e monte de or namentos decadentes , es s e eter no pens amento
confor mis ta, coincide com a ver dade que pr ecede a mor te ? Oh, pens amentos
es quálidos do mais mór bido mau humor , como eu pos s o vos devor ar e s alvar
minha Alma ? S empr e foi r es pondido: " pr es te homenagens onde é adequado, o
Médico é o S enhor da Ex is tência" . Es s a s uper s tição da Medicina não é a es s ência da
covar dia, o agente da Mor te ?

Não é es tr anho ninguém lembr ar de es tar mor to ? Você s empr e tem vis to o S ol ?
S e tem, então, não tem vis to nada mor to, apes ar de s ua cr ença s er difer ente. O
que es tá mais mor to, você ou s eu cor po ? Qual de vocês têm o maior gr au de
cons ciência ? Julgando apenas pela ex pr es s ão, qual de vocês par ece goz ar mais a
vida ? Não poder ia es s a cr ença na mor te s er a Vontade que tenta a Mor te de s uas
s atis fações , mas que não ofer ece a você mais do que s ono, decadência, mudança,
infer no ? Es s e cons tante s onambulis mo é a ins atis fação.

Voc6e não acr edita em Fantas mas e em Deus por que não os vê? O que? Você
nunca viu os fantas mas z ombeteir os de s uas cr enças ? O gar galhante s anatór io de
s ua humildade ou ganância 7 , s uas idéias gr otes cas do S elf? S im, s uas ver da- deir as
faculdades e s uas mais ous adas Mentir as s ão Deus es ! Que é o as s as s ino de s eus
Deus es , mas é um Deus .

Não há pr ovas de que você ex is tiu antes ? Que des culpa ! Ninguém voltou par a nos
contar ? Que defes a amaldiçoada ! Você é, mas o que foi, de uma for ma modificada
? Você é o cas o de que, à pr imeir a vis ta, r eencar nou par a talvez faz er alguma cois a
? Você pode faz er difer ente do que faz ? Eu nunca dever ia abor r ecer - me com a
afir mação de que você cons tantemente faz difer ente.

O que é a " fealdade" que ofende ? I s s o é o vago conhecimento que ter á que mudar
em s ua mente, vc es tá ger minando o que contém ? Você es tá s empr e r elembr ando
o que es queceu. Hoj e poder ia s er o dia do r econhecimento da cr ença pela for ça que
você des acr edita ? S e hoj e é ontem em tudo, mas apar entemente, por tanto,
amanhã também é hoj e, o dia da queda ! Diar iamente s eu Univer s o é des tr uído,
que é o motivo pelo qual você é cons ciente. Não há Vida e Mor te ? T ais idéias
dever iam s er , no mínimo, cômicas .

6
Solilóquio significa Monólogo
7
No texto, Spare usa o termo Mammon, que significa o deus da ganância, citado por Milton em O Paraíso Perdido.
Esse termo significa a influência demoníaca de todos aqueles que se prendem aos bens materiais, riquezas,
propriedades.
N ão h á D u al idade ?

Você es tá cons ciente da vis tos a B or boleta que obs er va e es tá cons ciente de s er
você: a B or boleta es tá cons ciente de s er ela mes ma, e como tal, é uma per cepção
tão boa quanto a s ua, de s er Você. Cons equentemente, es s a cons ciência de " você" é
a mes ma que s ente ? Por tanto, você é um e o mes mo, o mis tér io dos mis tér ios e a
cois a mais s imples do mundo de entender ! Como poder ia s er cons ciente do que
você é ou não ? Mas poder ia cr er difer entemente ? Então, s e fer ir a bor boleta, fer e
a s i mes mo, mas s ua cr ença, de que não vai s e fer ir , pr otege- o do machucado, por
um tempo ! A cr ença cans a e você fica mis er avelmente fer ido !

Faça o que quis er , a cr ença s er á s empr e s ua pr ópr ia incons is tência. Os des ej os


contêm todas as cois as , cons equentemente, você deve acr editar em tudo, s e cr er
as s im ! As cr enças par ecem ex cluir o s ens o comum. Não há dúvidas s obr e is s o,
es s a per cepção do T U e EU não é bem- vinda, mas s empr e pr onta a tor tur ar ,
por ém, is s o não pr ecis a s er bem as s im em todos os s entidos . I s s o não é um
s ignificado do Medo ? Você es tá tr emendo de medo de entr ar no covil dos T igr es ? E
eu lhe as s egur o que é um s entido de boa conduta (inata ou cultur al), s e entr ar
voluntar iamente ou for atir ado, s e s air vivo ou não. Mas diar iamente, des temida-
mente, você entr a em covis habitados pelas mais cr uéis cr iatur as , mais que os
T igr es , e s ai iles o, por que?

A Alegor ia

Gr andes cientis tas es tão bus cando pr opr iedades de tr atamento par a matar os
micr óbios que des cobr ir am ao r es pir ar mos , que de acor do com s uas leis dever iam
mor r er . T enha fé! As leis dos cientis tas s ão completamente cor r etas , eles não
des apontam a dúvida. Nos s a maior familiar idade, " es s e impuls o ao conhecimento" ,
ir á nos tr az er cer tamente a doença e a mor te. E também, em compens ação, ir á
dar - nos s eus poder es de des tr uição. Par a des tr uição de quem? As cois as s er ão
j us tas ! Es s e é o valor da Vontade? Es s e des ej o ao Poder , como pr es er va a Vida!
Como favor ece a s eleção dis cr iminada! Como é agr adável! Os mais nobr es
ex plor ador es ! Oh, cientis tas , continuem des cobr indo o que há de mais gr ave.
Quando você es tiver enchar cado de ciência, o r elâmpago ir á tr ovej ar o as s as s ino?
Uma nova es per ança ir á nas cer ? Novas cr iatur as par a o cir co. A concepção da
cabeça de Deus dever á s empr e des envolver gr adual e natur almente s ua inér cia
par a a tr ans mutação a s eu r eal opos itor , j á que o contém.

O Mes tr e deve s er o apr endiz s ofr edor de s ua es tupidez ?

A idéia de Deus s empr e s ignifica o es quecimento da s upr emacia e diviniz ação.


Dever íamos s er s uplantados pelo medo ? Não há Ateu, ninguém é livr e da auto-
biogr afia, não há um pr az er des temido ? A concepção é a aus ência de s ua r ealidade
inter ior incontes tável ! Quando a concepção é memor iz ada no es quecimento, is s o
pode s er a chance de tor nar - s e r eal par a você ? Quando o or ador (você es tá
s empr e r ez ando) tem tr ans mutado à s ua B las fêmia, você tor na- s e atr aente o
s uficiente par a s er ouvido, s eu des ej o é s atis feito ! Que cambalhota de humildade !
Quer Deus s ej a pr oj etado como mes tr e pelo medo ou como habitante inter ior pelo
amor aos deus es que s omos todo o tempo, ex plica o por que da divindade s er
s empr e latente. S ua cons tante ger ação, a eter na decadência é vida. Es s a invej a do
Mes tr e ou cr iador , a es per ança final a s eguir em conduta é também ex is tência e a
penalidade da Vida.

Não há fato científico, s empr e encer r a s eu opos to como fato s imilar , es te é o " fato" .
Então, por que o pr oblema de pr ovar qualquer cois a como um fato ? Es s a
es per ança fútil de pr ovar a finalidade é a mor te em s i mes ma, por tanto, por que
denegr ir o " Des ej o" ? Você tem pr ovado ( pela matemática ) que o S ol es tá a muitos
milhões de K m longe de você, agor a ir á melhor ar s ua eficiência ! A Natur ez a que
impuls iona às antítes es de s uas Ver dades r apidamente pr ovar á ( pela matemática
ou por tudo o que gos te ) que o S ol não ex is te de fato. Ou s e você quis er , ir á
pr ovar conclus ivamente que o S ol es tá a milhões e milhões de K m mais longe ou
milhões de km mais per to do que você poder ia imaginar ! Os mais ex tr aor dinár ios
pens ador es ! Es s es fatos e muitos outr os j á s ão conhecidos pela bor boleta, pelos
piolhos , ins etos , e quem s abe por você mes mo ? Quais s entimentos s ão os mais
ver dadeir os , os s eus ou dos cas ulos ? Eventualmente, adotar á s uas vis ões ,
pens amentos e s abedor ias , alguma vez j á foi as s im ? Você é como tal agor a, mas
não os tem des per tado, s er á s emelhante em poder novamente ?

Pr ogr es s o mar avilhos o ! As r ealiz ações mais dignas de mér ito ! Mais piedos as ! O
pr ogr es s o s er ia ex aminado de per to e o que você tem cons eguido pela conveniência
da ciência. Em ter mos de per s pectiva, você s empr e é o que mais des ej a, a
pr os pecção. S eu des ej o é viver de acor do com s eus des ej os , e é is to que es tá
s empr e imaginando. O mais nobr e s entimento, você j á é " is s o" , a s atis fação, o
des ej ável, a cois a r eal. Você es tá bêbado com is s o ! Não há ilus ão, mas
cons ciência. Es s a per cepção s empr e é o s or r idente monumento comemor ativo. De
qualquer for ma, você r ealmente s empr e r egoz ij ou a Vida !

O Deus da Vontade é o comando a obedecer , faz Jus tiça ao temor de todos , é a


Es pada, s eu des er tar em nome da obediência. A Vontade é o comando a acr editar ,
é o que você tem acr editado, ativamente dis pos to a cr er em você.

Você pens a quando " is s o" des ej a. A Vontade é a complicação, o s ignificado dos
s ignificados . Chame es s a Vontade de liber dade ou não, além da Vontade e da
cr ença es tá o auto- amor . Não conheço nome melhor . I s s o é livr e par a cr er o que
des ej ar . Você é livr e par a acr editar em nada r elacionado à cr ença. A Ver dade não é
difícil de compr eender . Ela não tem Vontade, a Vontade não tem Ver dade. A
Ver dade é a Vontade nunca acr editada, não tem Ver dade.

" Poder ia s er " , é a cer tez a imediata. Es s a Es finge as s ombr os a nos ens ina o valor da
Vontade ao nada ? Então, não há r is co mais gr ave que o Conhecimento Abs oluto,
mes mo s endo pouco é per igos o, o que s er ia a Omnis ciência. O Poder S upr emo não
tem aces s ór ios !

A Ciência é a dúvida detes tável do pos s ível, s im, do que ex is te ! Você não pode
conceber uma impos s ibilidade, nada é impos s ível, você é o impos s ível ! A Dúvida é
decadência, tempo, mas como is s o pune ! Nada é mais ver dadeir o que qualquer
outr a cois a ! O que você j á r es pondeu ver dadeir amente ?

Você tir aniz a s obr e s i mes mo, as s im cons tantemente es quece o que lembr a,
r es is tindo aos obj etos dos s entidos e mos tr ando r es is tência às faculdades por
acr editar ou não. Es s as faculdades s ão tão numer os as quanto os átomos que nunca
viu, e s ão tão eter nas quanto o númer o 1, elas entr am na Vida atr avés da Vontade.
Você as s ume um pouco na hor a, um conhecimento que fala atr avés delas , mas
você entendeu s ua gr amática, as quais r epudia por falar em mais alto que s uas
palavr as .

A cr ença é s empr e s eu pr ópr io atr ator a cr er de for ma difer ente, você não pode
acr editar na liber dade, mas s er ia livr e de cr ença ? T ampouco você pode acr editar
na Ver dade, mas não pr ecis a s e compr ometer . O es tilo de vida não s ão os
" s ignificados " , es s as doutr inas , minhas doutr inas , mes mo que elas per mitam uma
auto- nomeação dedicada a emular minha r ealiz ação, poder ia eu enr ubes cer
cons tantemente.
O Homem das T r is tez as é o Mes tr e! Eu tenho ens inado, ens inar ia a mim mes mo ou
a vós novamente? Não por um pr es ente dos Céus ! O Domínio iguala o apr endiz ado,
iguala o cons tante des apr ender . O T odo- Poder os o é ele quem não tem apr endido e
poder os o é o bebê que s omente tem o poder da as s imilação!

O mais ans ios o dos tolos agor a per gunta: " como podemos es capar das inevitáveis
evoluções da concepção, j á que todos es tamos s empr e concebendo?" Minha r es pos -
ta dever ia per mitir todos os s ignificados , todos os homens , todas as condições .
Es cute, oh Deus da ar te, ainda s er ia um deus . Quando a mente é confus a, há a
s us cetibilidade de tentar faz er com que o impos s ível tor ne- s e conhecido, pelo mais
s imples es tado do " Nem is s o, nem aquilo" . O Ego tor na- s e o Obs er vador S ilencios o
e s abe s obr e tudo. Os " Por quês " e " Comos " do des ej o es tão contidos dentr o do
mís tico es tado do " Nem is s o, nem aquilo" e o s ens o comum pr ova que es te é o
es tado do leite, o mais nutr itivo. Palhaço que eu s ou - ainda que todas as minhas
idéias tenham s aído dis s o (e, meu amigo, todas as s uas ) ainda tenho s ido um
pr eguiços o, um velho pecador que enx er gar ia outr os T odo- Poder os os antes dele
mes mo.

A P os t u r a da Mor t e

As idéias do S elf em conflito não podem s er mor tas , por r es is tência s ão uma
r ealidade - nenhuma Mor te ou as túcia tem cons eguido s obr epuj á- las mas s ão s eus
r efor ços de ener gia. A mor te nas ce novamente e novamente r epous a no s eio da
cons ciência. Per mitir s ua matur ação é pr oclamar a queda, quando pela não-
r es is tência es tá r etr oagindo à s implicidade pr imitiva e à pas s agem ao or iginal e
s ingular for a da idéia. Pr oveniente daquela idéia es tá a não- r es is tência ger minando
o " Não impor ta - agr ade a s i mes mo" .

A concepção do " Eu não s ou" , muito neces s ár ia, s egue a concepção do " Eu s ou" ,
devido a s ua gr amática, como cer tez a nes s e mundo em que noites de tr itez as
s eguem os dias . O r econhecimento da aflição como tal, infer e a idéia de pr az er e
todas as outr as idéias . Por es s a dualidade, deix e- o lembr ar de r ir o tempo todo,
r econhecer todas as cois as , não r es is tir a nada, então, não haver á conflito,
incompatibilidade ou compuls ão.

T r an s gr edin do a Con cepção por u m S im bolis m o L ú cido

O Homem contém a Mulher , eu os tr ans cendo pelo Her mafr odita, que novamente
contém o Eunuco 8 . Eu tr ans cendo todas es s as condições pelo pr incípio do " Nenhum
dos Dois " , ainda que is s o s ej a vago, o fato de concebê- lo pr ova s ua palpabilidade, e
novamente encer r a um " Nenhum dos Dois " difer ente. 9

Mas o pr incípio do " Nem is s o- Nem Aquilo" daqueles dois é o es tado onde a mente
tem ido além da concepção, não pode s er equilibr ado, des de que contém apenas a
s i mes mo. O pr incípio do " Eu" tem chegado ao es tado do " Não impor ta - não
pr ecis a s er " , e não es tá r elacionado à for ma. S alve e além dis s o não há outr o, pois
s oz inho é completo e eter no. I ndes tr utível, tem poder par a des tr uir , por tanto, is s o
s oz inho é a ver dadeir a liber dade e ex is tência. Atr avés dis s o vem a imunidade à
todas as mágoas , cons equentemente, o es pír ito é êx tas e. Renunciando a tudo pelos
meios demons tr ados , abr igue- s e nis s o. Cer tamente é o habitat do K ia ? I s s o tem

8
Sem sexo
9
Sendo duais têm analogia a certos princípios sexuais arcaicos em natureza. São levados além no alfabeto sagrado,
sendo muito profundo para explicar através de palavras e gramáticas ortodoxas.
s ido encontr ado, às vez es , (mes mo s imbolicamente) em nos s a liber ação
incondicional da dualidade e do tempo - acr edite nis s o par a s er ver dadeir o. A
cr ença livr e de todas as idéias , mas pr az eir os a, o K ar ma atr avés da lei (des pr az er )
r apidamente cons ome a s i mes mo. No momento além do tempo, uma nova lei pode
vir a encar nar , s em o pagamento da mágoa, todo des ej o gr atificado, ele 10 tendo s e
tor nado o gr atificador por s ua lei. A nova lei dever ia s er o ar cano do mís tico
des equilibr ado. " Não impor ta - não é pr ecis o" , não há neces s idade, agr ade a s i
mes mo, é o s eu cr edo 11 .

Nes s e dia haver á liber ação. S em s ubmis s ão, o que você des ej a pode s er
ver dadeir o. Ele 12 é agr adado por es s a imitação, a ver dade r evelada a mim por
todos os s is temas de gover no, mas ele mes mo é ingover nável. K ia, a s upr ema
felicidade. É a glor ios a ciência que apr az ao S elf por um novo acor do, a ar te do
auto- amor por r econhecimento, a Ps icologia do Êx tas e da não- r es is tência.

O R it u al e a D ou t r in a

Deitando de cos tas , lentamente, s eu cor po ex pr es s a a condição de bocej ar , s us pir ar


e compr eende pelo s or r is o que é a idéia da pos tur a. Enquecendo o tempo no qual
as cois as for am es s enciais , r efletindo s ua ins ignificância, o momento es tá além do
tempo, e s ua vir tude tem acontecido.

Ficando na ponta dos pés , com os br aços r ígidos e as mãos par a tr ás , es ticando e
tens ionando ao máx imo, o pes coço es ticado, r es pir e pr ofunda e es pas modicamente
até ficar com ver tigem e a s ens ação vir como s e fos s e r aj adas de vento,
pr ovocando a ex aus tão e a capacidade par a a for mação.

Olhando fix amente par a s eu r eflex o até obs cur ecer e você não r econhecer mais o
olhar , feche os olhos (ger almente is s o acontece involuntar iamente) e vis ualiz e. A
luz (s empr e um X em cur ios as evoluções ) é vis ta como s e es tives s e pr es a, nunca
deix e- a pas s ar até o es for ço s er es quecido, dando um s entimento de imens idão
(que par ece uma pequena for ma) cuj o limite você não pode alcançar . Dever ia s er
pr aticado antes de ex per imentar o pr ecedente. A emoção s entida é a ins tr ução que
diz a você o motivo.

A pos tur a da mor te é s ua inevitabilidade aceler ada, atr avés dis s o nós es capamos
de uma decadência infinita pela fix ação, o Ego é var r ido como uma folha em uma
for te ventania, na r apidez do indeter minável, que es tá s empr e pr es tes a acontecer
tor nado is s o ver dadeir o. As cois as que s ão auto- evidentes não tar dam a obs cur e-
cer , como a s i mes mo agr adar á, ele r econhece como a negação de toda cr ença
vivenciando- a, o fim da dualidade da cons ciência. Da cr ença, o es tado pos itivo da
mor te, tudo o mais es tá ador mecido, o es tado negativo. I s s o é a mor te do cor po de
tudo que acr editamos , e devemos des per tar o cor po mor to. O Ego s ubmetido à Lei
bus ca pela inér cia no s ono e na mor te.

Conhecer a pos tur a da mor te é s ua r ealidade em aniquilar a lei, a as cenção da


dualidade. No dia das limitações , o Univer s o dever á s er r eduz ido a cinz as , mas ele
es capar á do j ulgamento! E aquele " Eu" , s er á o mais infor tunado dos homens ! Em
nos s a liber dade não há neces s idade, o que eu ous ar ia mais diz er ? Mais pr ópr ia-

10
O Ego
11
A crença sempre se esforçando para cair - preenchida pela multiplicação é mantida livre pela retenção.
12
Ele, o Ego, agora tornando-se o Absoluto
mente, eu cometer ia mais pecados do que me compr ometi. Há diver s os ex er cícios
pr eliminar es , tão inumer áveis quanto os pecados , inúteis em s i mes mos , mas
des ignativos dos s ignificados finais . A pos tur a da mor te na r edução de toda
concepção (pecado) ao " Nem I s s o- Nem Aquilo" , s egue até o des ej o s er contentado
agr adando a s i mes mo. Por is s o e por nenhum outr o es tá a inér cia da cr ença, a
r es taur ação da nova s ex ualidade e o s empr e or iginal auto- amor em liber dade s endo
alcançados . A vacuidade pr imor dial (ou cr ença) não é obtida pelo ex er cício de
focaliz ar a mente na negação de todas as cois as concebíveis , a identidade da
unidade e dualidade, caos e unifor midade, etc, mas faz endo is s o agor a, e não
eventualmente.

Per ceba e s inta inter ior mente a neces s idade de um opos itor , mas atr avés de s ua
r elatividade. Per ceba a luz s em as s ombr as , atr avés de s uas pr ópr ias cor es como
contr as tes , atr avés da evocação da emoção da gar galhada na hor a do êx tas e em
união, e pela pr ática até a emoção s er incans ável e s úbita. A lei ou r eação é
der r otada pela inclus ão. Ele es tava a goz ar centenas de pr az er es nes s a hor a,
contudo muitos de s eus êx tas es não for am per didos , mas for am aumentados .
Deix e- o pr aticar is s o diar iamente, har monicamente, até ele chegar ao centr o dos
des ej os .

Ele tem imitado o gr ande pr opós ito. Com is s o, todas as emoções encontr ar iam
equilíbr io na hor a da emanação, até tor nar em- s e uma. Por tanto, por impedir em a
cr ença e o s êmen da concepção, eles tor nam- s e s imples e cós micos . Por s ua
iluminação, não há nada que não pos s a s er ex plicado. Cer tamente eu encontr ei
s atis fação no êx tas e. Es tou agor a contado um s egr edo par a você de gr ande
impor tância, conheci is s o na infância. Mes mo pelo per s ever ante es for ço de uma
vacuidade de cr ença, o Uno é cós mico o s uficiente par a habitar no mais pr ofundo
dos s er es e agr adá- los . Entr e os homens , poucos conhecem o que r ealmente
acr editam ou des ej am, deix e- o começar , aquele que r econhecer ia, localiz ando s ua
cr ença até enx er gar s ua Vontade. Ex is tindo como dualidade, s ão idênticos em
des ej o, atr avés dis s o não há contr ole, pela Vontade e cr ença es tão s empr e
var iando, e cada um moldar ia o outr o no final, na emis s ão nenhum dos dois s air ia
ganhando em j úbilo, s endo conver ttidos em tr is tez a. Deix e- o uní- los .
Sothis Publicações
www.sothis.com.br

Copyright © 2004 e.v. Sothis Publicações


Todos os Direitos Reservados