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TRABALHO ACADÊMICO RELACIONADO À DISCIPLINA DE ADMINISTRAÇÃO DA PRODUCÃO E OPERAÇÕES – Turma: 3001 5º S

TRABALHO ACADÊMICO RELACIONADO À DISCIPLINA DE ADMINISTRAÇÃO DA PRODUCÃO E OPERAÇÕES – Turma: 3001 5º S PERÍODO TURNO: NOTURNO

SISTEMA DE PRODUÇÃO DO VINHO DO AÇA

Material elaborado pelos alunos:

entregues ao Professor. Oscar Serrano, como requisito parcial de avaliação da disciplina Administração da Produção e Operações.

MACAPÁ

INTRODUÇÃO

  • 1 Produção;

2015/5s

I.

Suas competências

II.

Produção Regional

III.

Propriedades do Açaí

IV.

Despolpamento do fruto

V.

Utilização da Estirpe do Açaí

VI.

A Copa

VII.

A Planta

VIII.

Saúde

IX.

Variedades Cadeia produtiva do açaí

X.

Tipos de açaí (quanto a densidade)

XI.

Processamento, embalagem e conservação

2

2. Produtividade

I.

Medida da Produtividade

II.

Importância da Produtividade

III.

Formas de se melhorar a produtividade

IV.

AVALIAÇÃO DA PRODUTIVIDADE

3

3. CAPACIDADE PRODUTIVA

I.

PLANEJAMENTO DA CAPACIDADE

II.

MEDIÇÃO DA CAPACIDADE

III.

Capacidade de Projeto

IV.

Capacidade Efetiva

V.

Capacidade instalada

VI.

A capacidade realizada

4

4. Considerações Finais

5

5. Referências bibliográficas

6

7

8

9

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Introdução

Açaí, típico da região Amazônica, fruto da palmeira conhecida como açaizeiro (Euterpe oleracea, família Palmae) tipicamente tropical, encontrada no estado silvestre e faz parte da vegetação das matas de terra firme, várzea e igapó, é muito utilizado pelos habitantes no preparo de sucos, vinhos, doces, licores e sorvetes e ganhou o mundo. Até o século XX, era considerada alimentação básica das populações ribeirinhas e das camadas de baixa renda, sendo consumido com farinha de mandioca e peixe, entre outros. A produção do vinho frutífero era até então predominantemente extrativista, objetivando o consumo doméstico. A partir de meados da década de 90, o suco de açaí foi gradativamente, conquistando novas fronteiras de mercado local, encontrando–se em lanchonetes e batedeiras de cidades litorâneas do Brasil, e internacional sendo vedete em quiosques de Los Angeles e Nova Iorque (EUA) e até em Paris (França). A palmeira também é explorada na região para a extração do palmito. Conhecido por ter uma polpa com grande poder nutritivo, com muitos gêneros de bebidas, mix de frutas, sorvetes e cápsulas. A motivação do consumo se dá por razão que vão além da necessidade alimentar, envolvendo questões culturais e principalmente por estéticas e saúde. Hoje, o Estado do Pará que lidera a produção do fruto, com quase 90% do mercado, seguido pelo Estado do Amapá. O açaí é apreciado em toda a região amazônica e recentemente tem sido também consumido pelos estados do Sul e Sudeste do Brasil, principalmente por academias e atletas. O açaizeiro é uma palmeira delgada que pode atingir acima de 25m de altura. Apresenta-se em forma de touceiras. No estuário do Amazonas cada touceira possui em torno de 20 estipes, dos quais pelo menos três em produção. De cada estipe nascem 6 a 8 cachos anualmente com, cerca de 2,5 kg de frutos cada um. O sistema radicular é superficial e bastante longo, podendo atingir 6 m ou mais de raio. A radiação solar tem grande influência na produção e na qualidade dos frutos. Para uma boa produtividade o açaizeiro requer abundância de luminosidade, havendo a deficiência no florescimento pode haver retardamento. Os tipos mais encontrados são o açaí preto, cujos frutos maduros têm polpa arroxeada, e o açaí branco, com frutos de coloração verde, mesmo quando maduras. O açaí preto é a variedade preferencial devido à sua maior abundância, por ser também mais resistente ao ataque de brocas, e seu sabor acentuado. Os frutos são globosos, medindo de 1,1 a 1,5 cm de diâmetro. Possuem uma única semente, envolta por um tecido fibroso e coberta por uma camada de polpa fina e seca, porém levemente oleosa. O produto aqui considerado é a polpa extraída dos frutos do açaí, por processo que garante sua qualidade em termos de higiene e características organolépticas e posteriormente congeladas.

Produção Regional

O Amapá destaca-se como o segundo estado produtor da região, respondendo com 2,26% da sua produção, enquanto o primeiro colocado, o Estado do Pará participa com 94%. Sob este aspecto é importante considerar as porções territoriais dessas unidades de federação. O Estado do Amapá possui 143.453 Km2, representando apenas 1,68%. Os principais municípios produtores de açaí no Amapá são: Mazagão, Santana e Macapá (o maior mercado consumidor local). É válido destacar a localização privilegiada das duas cidades, Macapá e Santana, que estão na foz do rio Amazonas e possuem, portanto, facilidade geográfica para acessar tanto os mercados produtores, situados no estuário amazônico, como também os mercados consumidores nacionais e internacionais. Relativamente às atividades de microescala, destaca-se o grande número desses estabelecimentos. Estima-se em torno de 1.800 pontos de venda de açaí, somente nos municípios de Macapá e Santana, conforme pesquisas realizadas pelo SEBRAE-AP. Este número conduz a outra estimativa:

aproximadamente 3.600 pessoas encontram-se envolvidas, os produtores e os atravessadores, o que amplia, por isso, a quantidade de trabalhadores envolvidos com a atividade.

grafico

Propriedades do Açaí Despolpamento do fruto

Pelo despolpamento do fruto, obtêm-se o tradicional "vinho do açaí", bebida de grande aceitação e bastante difundida entre as camadas populares, considerado um dos alimentos básicos da região. O caroço (endocarpo e amêndoa), após decomposição é largamente empregado como matéria orgânica, sendo considerado ótimo adubo para o cultivo de hortaliças e plantas ornamentais.

Utilização da Estirpe do Açaí

Estirpe é bastante utilizado como esteio para construções rústicas, ripas para cercados, currais, paredes e caibros para coberturas de barracas, lenha para aquecimento de fornos de olarias. Experiências realizadas pelo Idesp-Pará, demonstraram a sua importância como matéria-prima para produção de papel e produtos de isolamento elétrico.

A Copa

As folhas do açaí servem para cobertura de barracas provisórias e fechamento de paredes, especialmente as de uso transitório como as utilizadas pelos roceiros e caçadores. Quando verde e recém-batida, servem como ração, sendo bastante apreciada pelos animais. As folhas do açaizeiro, após trituração, também fornecem matéria-prima para fabricação de papel. Na base da copa, constituída pela reunião das bainhas e o ponto terminal do estipe, encontra-se um palmito de ótima qualidade e muito procurado pelas indústrias alimentícias. As bainhas das folhas, por sua vez, após separação para extração do palmito e os resíduos deste, são utilizadas como excelente ração para bovinos e suínos, bem como após decomposição excelente adubo orgânico para hortaliças e fruteiras.

A Planta

É palmeira de belo porte, apresentando-se bastante alta, quando em concorrência na floresta, porém de porte médio se cultivada isoladamente ou sem influência de árvores de grande porte. Presta-se com ótimos resultados para ornamentação de jardins e parques. Pelas características de cultura permanente, pode ser recomendada para proteção do solo, por apresentar uma deposição constante de folhas, aliado ao sistema radicular abundante que possui.

Variedades

O açaizeiro apresenta duas variedades bastante conhecidas pelo homem interiorano, cuja diferenciação é feita apenas pela coloração que os frutos apresentam quando maduros, as quais podem ser assim caracterizadas:

Açaí Roxo: É a variedade regional predominante conhecida com açaí

preto, pois seus frutos apresentam, quando maduros, uma polpa escura, da qual se obtém um suco de coloração arroxeada "cor de vinho", originando assim, a denominação popular de "vinho de açaí".

Açaí Branco: É assim denominado por produzir frutos cuja polpa, quando

madura, se apresenta de coloração verde escuro brilhante, fornecendo um suco (vinho) de cor creme claro. Além de ser aproveitado de todas estas formas, o palmito do açaí, que é muito apreciado e considerado como um prato fino, é comercializado em grande escala e chega a ser exportado.

Saúde

O mais recente resultado da pesquisa tráz nova boa notícia aos consumidores do açaí. Em artigo publicado no Journal of Agricultural and Food Chemistry, os cientistas descrevem que os antioxidantes contidos no fruto são absorvidos pelo organismo humano. O estudo envolveu 12 voluntários, que consumiram açaí em polpa e na forma de suco, está última contendo metade da concentração de antocianinas – pigmentos que dão cor às frutas – do que a versão em polpa. Os dois alimentos foram comparados com sucos sem propriedades antioxidantes, usados como controle. Amostras do sangue e da urina dos participantes foram tomadas 12 e 24 horas após o consumo e analisadas. Segundo os pesquisadores, tanto a polpa como o suco apresentaram absorção significativa de antioxidantes no sangue após terem sido consumidos. "O açaí tem baixo teor de açúcar e seu sabor é descrito como uma mistura de vinho tinto e chocolate. Ou seja, o que mais podemos querer de uma fruta?", disse Susanne Talcott, principal autora do estudo, do qual também participaram cientistas das universidades do Tennessee e da Flórida. Segundo ela, trabalhos futuros poderão ajudar a determinar se o consumo do açaí pode resultar em benefícios para a saúde com relação à prevenção de doenças. O grupo do qual faz parte tem estudado a ação do açaí contra células cancerosas. “Nossa preocupação é que o açaí tem sido vendido como um superalimento. E ele definitivamente tem atributos notáveis, mas não pode ser considerado uma

solução para doenças. Há muitos outros bons alimentos e o açaí pode ser parte de uma dieta bem balanceada”, disse Susanne.

Cadeia produtiva do açaí 1. Colheita e pós-colheita

O açaizeiro inicia seu ciclo de produção de frutos com a idade entre 3 a 4 anos. A sua inflorescência é formada por um conjunto de ramos com números variáveis de flores masculinas e femininas que, após o desenvolvimento dos frutos, é conhecido por cacho. O florescimento ocorre durante todos os meses do ano, com pico entre os meses de fevereiro e julho. Após a abertura (antese) e fecundação das flores, são necessários, aproximadamente, de 5 a de 6 meses para os frutos atingirem a fase de colheita. Na região do Estuário Amazônico se destaca duas épocas perfeitamente diferenciadas para a produção de frutos de açaizeiro:

-Safra de inverno: corresponde à época das chuvas e os frutos, nesse período, normalmente são colhidos em diferentes estágios de maturação, tem a coloração roxo- azulada e o açaí produzido é considerado de qualidade inferior. -Safra de verão: ocorre no período de estiagem, com um volume de produção de duas a três vezes maiores que a safra de inverno. Os cachos apresentam homogeneidade quanto ao estágio de maturação e o açaí obtido tem a coloração vermelho-arroxeada, o qual é considerado de melhor qualidade sensorial. No Amapá a produção de frutos é mais acentuada no período compreendido entre janeiro e julho, com picos de produção de fevereiro a abril.

2. Procedimento de colheita

A colheita se inicia aos 180 dias após a antese, ocasião em que o epicarpo apresenta uma coloração roxo-escura ou verde-escura, ambas recobertas por uma camada acinzentada. A colheita é uma operação onerosa e difícil, pois os estipes atingem facilmente de 10 a 15 metros de altura, com perigo de quebra ou tombamento dos mesmos. Durante a operação de colheita devem ser estabelecidos certos patrões, como realiza-la na época certa e de higiene ainda no campo. A colheita deve ser seguida e de imediata seleção, com a remoção de produtos indesejáveis à comercialização e ao processamento. Os produtos rejeitados não devem ser mantidos sobre o solo por longos períodos, pois são focos de contaminação dos produtos sadios. O colhedor escala o estipe com o auxílio de uma peconha , corta o cacho na sua base, tendo o cuidado para que não se desprenda uma quantidade de frutos das ráquilas. Após o corte, o cacho normalmente é depositado ao solo, mas é recomendado faze-lo sobre lona ou toalha de plástico, pois com essa é possível evitar a maior contaminação dos frutos. Um escalador habilidoso é capaz de passar de um estipe para o outro, em uma mesma touceira, sem descer ao solo, coletando, em função do peso, de 3 a 5 cachos em uma única escalada, capaz de colher de 150 a 200 Kg de frutos numa jornada de trabalho de 6 horas. A colheita, preferencialmente, deve ser feita pela manhã, pois as chuvas, normalmente acompanham ventos fortes, ocorrem com maior

frequência no período vespertino e tornam mais difícil a escala nos estipes, que ficam escorregadios.

3. Procedimento de pós-colheita Debulha

Após a colheita dos cachos, ainda no açaizal, são realizadas as operações de debulha e de catação, que consistem da liberação dos frutos dos cachos e da seleção dos frutos de acordo com a coloração ou estágio de maturação, os frutos do açaizeiro são classificados em:

-Vitrin: os frutos apresentam grande parte da casca (epicarpo) com a coloração roxo-escuro e o restante a verde-escura, não estando em condições de colheita. -Paró ou Parau: os frutos apresentam a coloração roxo-escura intensa, com brilho na superfície de casaca, mas ainda não no ponto ideal de colheita. -Tuira: os frutos apresentam a casca com a tonalidade roxo-escura intensa, mas recoberta por uma camada de pó com a tonalidade branco-acinzentada, que caracteriza estádio adequado para a colheita dos frutos.

Acondicionamento

Os frutos, após a colheita e debulha das ráquilas, são acondicionados, rusticamente em cestos, feitos de vegetais, ou paneiros, confeccionados com fibras de jacitara ou de guarumã, com capacidade de comportar 14 a 28 Kg de frutos. Os cestos de rasas oferecem boa aeração, favorecendo a conservação dos frutos. O acondicionamento dos frutos também pode ser feitos em caixas de plásticos. Devem ser tomados os cuidados necessários que evitem o contato desses recipientes com o solo, além de exposição desnecessária à radiação direta dos raios, pois aumentam a possibilidade de ressecamento e deterioração dos frutos. O uso de caixas de plásticos minimiza a contaminação dos frutos e ocupa menor espaço e dar maior estabilidade à carga durante o transporte. Entretanto esse tipo de acondicionamento tem o custo mais elevado, o que o torna a sua popularização mais lenta, quando comparado aos cestos e paneiros.

Armazenamento

Os locais de armazenamento, antes do transporte dos frutos para os locais de processamento, devem ser exclusivos para a estocagem do açaí, sendo vetada a ambiência com outros alimentos, material de limpeza, combustíveis, lubrificantes, peças de motores, defensivos agrícolas entre outros. Os frutos de açaizeiro são muito perecíveis, por isso devem ser despolpados no tempo máximo de 24 horas, após a colheita, quando estocadas sob temperatura ambiente. O processo de degradação é acelerado, principalmente pelas temperaturas elevadas nas áreas de produção e comercialização, o que torna a proteção contra radiação solar direta um fator importante para evitar a perda excessiva de água, prejudicial a despolpa, diminuindo o rendimento do açaí.

Transporte

O horário matutino é fundamental para o transporte, pois os frutos estão com a temperatura mais baixa, o que reduz o processo de degradação. Quando o tempo entre a colheita e o despolpamento for superior a 48 horas, os frutos dos açaizeiros têm sido transportados em sacos de polipropileno, com capacidade para até 60 Kg, recoberto com gelo. No entanto, deve ser evitado o contato direto dos frutos com o gelo, que pode provocar queimaduras no epicarpo, diminuindo a qualidade do produto e aumento a área de exposição à contaminação por microrganismos. No transporte fluvial, os barcos que transportam pescados também podem ser usados, desde que convenientemente higienizados. Na região Amazônica, o meio de transporte mais utilizado é o fluvial, o que facilita o escoamento da produção de frutos de açaizeiro provenientes das áreas de várzeas. Geralmente com capacidade variando de 200 Kg até poucas toneladas e na maioria das vezes realizadas no período noturno e com o tempo entre 30 minutos a 3 horas.

Tipos de açaí (quanto a densidade)

O açaí é o produto extraído do epicarpo e do mesocarpo, partes comestíveis do fruto do açaizeiro, após amolecimento obtido por processos artesanais ou tecnológicos adequados. Conforme legislação vigente, o açaí processado é classificado em:

-Açaí grosso ou especial (tipo A): a polpa extraída com a adição de água apresentada, após ser filtrada, mais de 14% de sólidos totais e a aparência é muito densa; -Açaí médio ou regular (tipo B): a polpa extraída com a adição de água apresentada, após ser filtrada de 11% a 14% de sólidos totais e tem aparência densa; -Açaí fino ou popular (tipo C): a polpa extraída com a adição de água apresentada, após ser filtrada de 8% a 11% de sólidos totais e a aparência é pouco densa;

4. Processamento, embalagem e conservação

A extração do açaí, pelo processo industrial, envolve as seguintes etapas:

I.

Recepção dos frutos.

II.

Seleção.

III.

Pré-lavagem, amolecimento e lavagem.

IV.

Despolpamento e refino.

O açaí obtido pelo despolpamento pode ser imediatamente embalado e congelado ou passar por tratamento térmico. No tratamento térmico (pasteurização), o produto é bombeado para o trocador de calor, do tipo tubular, sob a temperatura de 80 C, durante 10 segundos, e imediatamente resfriado no próprio traçador de calor. No final do tratamento, o produto deve ser retirado com a temperatura de 5 C. No processamento tradicional, são utilizadas as tradicionais máquinas despolpadoras ou, popularmente denominadas de batedeira, construídas em

aço inoxidável, modelo vertical procede ao despolpamento de bateladas de frutos de açaizeiro com adição de água. O processo tem início com a alimentação da batedeira com frutos, precedida do acionamento das palhetas, cujo movimento circular proporciona atrito com os frutos, seguido da agressiva adição de água.

Produtividade

A produtividade pode ser vista sob duas formas; restrita e ampla. Restrita: Atingida por meio da otimização do uso dos recursos empregados para maximizar os resultados obtidos. Significa, portanto, eficiência. Vista de uma forma ampla, a produtividade não se restringe a obter o máximo de eficiência, mas deve também atingir o máximo de eficácia. (CONTE; DURSKI, 2002)

É compreendida pela redução do tempo gasto para executar um serviço, ou o aumento da qualidade de produtos elaborados, com a manutenção dos níveis de qualidade, sem o acréscimo de mão – de - obra ou aumento dos recursos necessário. Com objetivo de atingir o máximo de eficácia "fazendo as coisas certas". É necessário ir além do conceito básico e entender os fatores determinantes da melhoria da produtividade.

A palavra japonesa produtividade significa "uma atitude do coração". Para os japoneses a alta produtividade está diretamente ligada a uma atitude mental que lidera uma ação prática, resultando em melhorias e benefícios para todos. Dentro deste conceito produtividade e qualidade sempre andam juntas.

Medida da Produtividade

As medidas de produtividade medem a quantidade produzida em função dos recursos utilizados que são medidos em pessoas, horas de trabalho, máquinas ou dinheiro. É habitual medir a produtividade aparente do trabalho que consiste no valor de produção por operário ou por hora de trabalho.

Basicamente, temos dois tipos de medição:

a. O simples e direto também conhecido como produtividade de fator único. Será calculado pela seguinte fórmula:

PRODUTIVIDADE = OUTPUTS INPUTS

b.

O

mais

complexo

e

amplo

também

conhecido como

aço inoxidável, modelo vertical procede ao despolpamento de bateladas de frutos de açaizeiro com adição de

multifatores ou produtividade de fatores totais.

PRODUTIVIDADE

=

 

OUTPUTS

__

__

produtividade

INPUTS + CAPITAL + ENERGIA + DIVERSOS

Importância da Produtividade

Uma das ferramentas mais importantes para os gestores é acompanhar e medir a produtividade da sua empresa ou departamento, pois podem alterar o resultado final financeiro tornarem-se mais competitivos. Buscar a excelência em produtividade é o foco de todos.

A produtividade é tão importante que é utilizada como parâmetro até para acompanhar o desenvolvimento de governos. Dentro das empresas não pode ser diferente. Saber empregar de forma eficiente os recursos disponíveis, bem como buscar as melhorias necessárias nos processos, seja através de alteração nos procedimentos operacionais ou até mesmo com uma qualificação melhor dos colaboradores.

Formas de se melhorar a produtividade

  • 1. Produzir mais output usando o mesmo nível de inputs.

  • 2. Produzir a mesma quantia de output usando menor nível de inputs.

  • 3. Produzir mais output usando menor nível de inputs.

AVALIAÇÃO DA PRODUTIVIDADE

Avaliar a produtividade e compará-la com a de outras empresas, concorrentes ou não, é uma ação contínua entre as organizações devemos

medi-la

através

de

métodos adequados,

utilizando

dados

existentes

ou coletando novos. Uma vez medida, pode ser comparada

com índices equivalentes de outras empresas.

Através dos níveis identificados das comparações realizadas, podemos planejar os níveis a serem atingidos, propondo ações e introduzindo melhorias.

ALGUNS FATORES DETERMINANTES DA PRODUTIVIDADE

o

RELAÇÃO CAPITAL X TRABALHO

o

ESCASSEZ DE RECURSOS

o

MÃO DE OBRA

o

INOVAÇÃO E TECNOLOGIA

o

RESTRIÇÕES LEGAIS

o

FATORES GERENCIAIS

o

QUALIDADE DE VIDA

Exemplo da produtividade da empresa de açaí Sabor da Amazônia.

OBS: Como os valores variam bastante todos os dias, fizemos por valores fixos e mensalmente.

Por dia é produzido e vendido 125 litros de açaí que ao mês daria 3.750 litros ao preço fixo de R$ 13,00 durante o mês de abril. Por dia é comprado 5 centros de sacolas plásticas para por o produto final, gerando um custo diário de R$ 40,00 que ao mês seria R$ 1.200,00. Por mês é gerado um custo de R$ 270 de

energia e R$ 74,00 de água. Durante o mês é feito 12 vezes a compra da matéria prima, sendo 3 compras durante cada semana do mês, na quantidade de 5 sacos de açaí no preço unitário de R$ 225,00 que por semana sai a R$ 3.375,00 e ao mês R$13.500,00 e o custo com os 5 funcionários ao mês é de

R$4.500,00.

A PRODUTIVIDADE TOTAL AO MÊS SERÁ:

P.T.= ____________

48.750,00

=

249% P.T. ALTA

_________________

13.500,00+1.200,00+270,00+74,00+4.500,00+30

Receita Bruta= 48,750,00 Custo= 19.574,00 Receita Liquida= 29.176,00

CAPACIDADE PRODUTIVA

Capacidade, para Slack et al (2009), faz correspondência com o sentido físico, ou de volume físico de um recipiente ou espaço determinado. Este termo assumiu a utilização pelos gerentes de produção para determinar, por exemplo, o volume produtivo de uma empresa, volume de armazenagem ou então, volume de recursos necessários para a produção de um determinado item ou serviço. Desta forma os autores oferecem o conceito de capacidade sendo “( ) ... o máximo nível de atividade de valor adicionado em determinado período de tempo, que o processo pode realizar sob condições normais de operação” (SLACK et al, 2009 p. 314).

Esta capacidade produtiva, para os autores, está relacionada com a demanda de produção; uma vez que a capacidade produtiva deve operar de forma a atender satisfatoriamente a demanda. Desta forma, a demanda é a principal ferramenta que irá escalonar a capacidade de uma produção, sendo que, o interessante é que se realize um processo onde não haja disponibilidade de recursos de forma extrapolaria à demanda, pois isto poderia representar elevação no custo do produto ou serviço.

Slack et al (2009) sugere que, muitas vezes, as organizações trabalham abaixo de sua capacidade produtiva máxima, e isto pode ocorrer por que a demanda é insuficiente para “preencher” toda sua capacidade; ou por uma política organizacional deliberada a fim de antecipar-se quanto ao aparecimento de uma possível sazonalidade de demanda pelo produto. Porém, pode ocorrer que um dos recursos esteja trabalhando em sua capacidade máxima, enquanto os demais funcionam abaixo de sua capacidade. A este recurso o autor nomeia como Restrição de Capacidade, mas também pode ser entendido como Gargalo de Produção.

Para Moreira (2008), a alimentação das decisões dobre a capacidade devem ser alavancadas por estudos de mercado e previsões de demanda. Desta forma, revela-se o impacto potencial sobre a habilidade da empresa em atender a demanda atual e futura, antepondo-se a situações possíveis e futuras

de alteração deste índice. Desta forma, a capacidade produtiva deve se esforçar para igualar-se a demanda e, assim, não haverá excesso de custos com recursos não utilizados.

Para Slack et al (2009), os principais objetivos do planejamento e controle da capacidade são a correta tomada de decisão de desempenho produtivo em políticas de capacidade organizacional, que serão afetados por:

  • a. Relação entre os custos e o equilíbrio da capacidade e demanda;

  • b. Relação entre as receitas e o equilíbrio da capacidade e demanda;

  • c. Decisão de comprometimento de capital de giro em capacidade produtiva;

  • d. Consequências da capacidade sobre a qualidade dos produtos;

  • e. Velocidade de resposta à demanda e;

  • f. Flexibilidade do volume de produção.

Com o passar do tempo e a alteração da demanda, geralmente se dá a necessidade de elevação da capacidade produtiva. Moreira (2008) ressalta que a expansão da capacidade acontece geralmente “aos saltos”, que dependem dos fatores produtivos. O autor define as maneiras de elevar a capacidade:

utilização da capacidade ociosa dos recursos, utilização de técnicas de programação e controle de produção mais efetivas, que alterem favoravelmente os arranjos de produção a fim de elevá-la; e o melhor aproveitamento de espaços por meio de redução de estoques. O autor alerta que estes saltos podem ter um limite bem definido, obrigando a empresa a realizar novos investimentos em locais ou equipamentos.

PLANEJAMENTO DA CAPACIDADE

Toda empresa deve realizar o seu Planejamento de Capacidade, que deve estar de acordo com a sua Missão e posicionamento no mercado, e refaze-lo toda a vez que pretender alterar a sua atuação, seja em uma ampliação nos negócios, numa alteração do escopo principal, ou mudança de localização, enfim qualquer alteração no Planejamento anterior.

Estes Planejamentos da Capacidade são basicamente divididos em dois:

Planejamento da Capacidade a Longo Prazo – São normalmente realizados para ocorrerem dentro de um prazo superior a 2 (dois) anos;

Planejamento da Capacidade a Curto Prazo – São normalmente realizados para ocorrerem de imediato até um prazo de 2 (dois) anos;

MEDIÇÃO DA CAPACIDADE

Slack et al (2009) destaca que o principal problema na medição da capacidade produtiva é a complexidade dos processos produtivos, e somente quando a produção é altamente padronizada e repetitiva, é possível determinar esta capacidade sem que haja ambiguidade. Assim, a medida da capacidade produtiva depende da adequação entre o volume de produção, que é a principal variante do processo produtivo de uma organização.

O autor defende a ideia de que a capacidade produtiva depende do mix de atividades organizado em cada unidade produtiva, a quantidade de vezes que um dado recurso é utilizado e a quantidade de produtos diferentes que

necessitam da ação deste recurso dobre o processo de transformação. Quanto mais complexo for o mix utilizado em um processo produtivo, mais amplo e complexo será seu cálculo para determinação de sua capacidade.

Para Moreira (2008), existem duas formas de medir a capacidade de uma

unidade produtiva, sendo elas por meio da produção ou por meio dos insumos. Assim, a medida por meio da produção está relacionada com a unidade onde há somente um produto ou produtos muito semelhantes e, desta forma, haverá a determinação de apenas uma unidade de medida; é importante também que a necessidade de recursos seja semelhante. Uma vez que for alterada a composição dos produtos, a capacidade produtiva também sofrerá alterações.

“Se existires vários produtos, as necessidades e recursos produtivos são diferentes para as diversas combinações desses produtos” (MOREIRA, 2008 p.

141).

No caso de possuir vários produtos, Moreira (2008) destaca ser o meio ideal de escalonar a capacidade é através dos insumos utilizados, esta técnica de medição é utilizada principalmente na administração de operações e serviços, por se tratar de uma grande diversidade de recursos.

Para realizar o escalonamento da capacidade produtiva, Slack et al (2009) propõe cálculos de medição de capacidade e a elaboração de índices para retratar a capacidade em percentual produtivo.

Capacidade de Projeto

Segundo Slack et al (2009), a Capacidade Teórica do Projeto ou Capacidade Disponível se dá através da capacidade de produção de uma determinada máquina ou equipamento sobre o tempo que a mesma está disponível para funcionamento. Neste cálculo, é importante ressaltar a utilização total de disponibilidade da máquina, ou seja, o tempo máximo que a mesma poderá operar diariamente. Desta forma, a equação se dá da seguinte maneira:

CD = Q x t Onde:

CD = Capacidade Disponível; Q = Quantidade de unidades fabricadas em uma unidade de tempo e; T = Tempo de disponibilidade da máquina.

Capacidade Efetiva

Slack et al (2009) retrata como Capacidade Efetiva, a capacidade de operação de determinada máquina ou equipamento, considerando tempos de paradas previamente determinados. Exemplos destas paradas podem ser citados como horários de descanso, horários de almoço e jantar e tempo de parada para manutenção preventiva. O cálculo da capacidade Efetiva é representado pela equação:

Onde:

CE = Q x (TD - PP)

CE = Capacidade Efetiva; Q = Quantidade de unidades fabricadas em uma unidade de tempo;

TD = Tempo total Disponível para fabricação e; PP = Paradas Programadas.

Existem vários tipos de Capacidade produtiva, como pode ser visto abaixo:

Capacidade instalada

Pode ser traduzida como o limite da produção ou a capacidade máxima de produção de uma fábrica. É a quantidade de unidades de produto que as máquinas e equipamentos instalados são capazes de produzir.

O nível de utilização da capacidade instalada é dado pela relação entre o volume efetivamente produzido pela indústria (ou unidade industrial) e o que poderia ser produzido - se o equipamento estivesse operando a plena capacidade. Em outros termos, a diferença entre o volume efetivamente produzido e aquele que poderia ser produzido se houvesse plena utilização da capacidade instalada, corresponde à capacidade ociosa.

A existência de capacidade ociosa pode ser causada por escassez de matérias-primas ou queda na demanda, eventualmente ligada a um período de recessão econômica; mas pode também estar associada a manobras monopolistas, que visem criar uma escassez artificial do produto e assim forçar um aumento de preços.

Capacidade disponível

É o estudo de capacidade da produção sobre o tempo disponível funcionamento da empresa.

do

O cálculo é bem simples também. A fórmula é semelhante à da capacidade instalada, porém considera o tempo que a empresa trabalha.

O problema da fábrica de copinhos plásticos: 300 copos por minuto, porém esta fabrica trabalha em horário comercial: ou seja, das 08h00min até as 18h00min.

A solução do cálculo ficaria assim: 300 copos x 60 minutos x 10 horas de atividade da empresa = 180.000 copinhos por dia.

A empresa tem a capacidade disponível de 180.000 copinhos por dia.

A capacidade efetiva

Representa a capacidade disponível subtraindo-se as perdas planejadas desta capacidade. A capacidade efetiva não pode exceder a capacidade disponível, isto seria o mesmo que programar uma carga de máquina por um tempo superior ao disponível.

Perdas de capacidade planejadas: são aquelas perdas que se sabe de antemão que irão acontecer, por exemplo: set-up, manutenção planejada, troca de turnos, controles de qualidade.

Perdas de capacidade não planejadas: São as perdas que não se consegue antever, como por exemplo: Falta de matéria-prima, de energia, de pessoal, manutenção corretiva, problemas de qualidade.

Com a comparação entre a capacidade efetiva e a capacidade disponível pode-se obter o grau de utilização, conforme relação abaixo:

GRAU DE UTILIZAÇÃO = CAPACIDADE EFETIVA CAPACIDADE DISPONÍVEL

A capacidade realizada

É obtida subtraindo-se as perdas não planejadas da capacidade efetiva, em outras palavras, é a capacidade que realmente aconteceu em determinado período. Com a comparação entre a capacidade efetiva e a capacidade realizada pode-se determinar o índice de eficiência, conforme relação à abaixo:

ÍNDICE DE EFICIÊNCIA = CAPACIDADE REALIZADA CAPACIDADE EFETIVA

Calculando a capacidade produtiva do açaí

Para calcular o tempo médio de produção de cada unidade, basta você dividir o número total de produtos pelo tempo total de produção. A partir deste dado, é possível fazer um planejamento mensal de produção.

Para que seja possível o nosso Planejamento é necessário primeiro que seja calculada a Taxa de Utilização, ou seja, temos que conhecer o nosso negócio, saber qual o máximo da nossa capacidade e o quanto estamos utilizando. Cuja fórmula será:

UTILIZAÇÃO =

__ÍNDICE

DE PRODUÇÃO MÉDIA_ X 100%

CAPACIDADE MÁXIMA

Exemplo:

A empresa beneficiadora de açaí Sabor da Amazônia, possui 2 batedeiras, 5 funcionários e cada qual trabalhando 7 horas diárias, cada máquina produz 2,5 de açaí, utilizando 4 litros de água por batida com 8 litros de açaí ainda em caroço realizando a extração de 125 litros por dia, sendo que todo o açaí produzido também e vendido, a capacidade da amassadeira, expressa em quantidade em litros por dia, será?

UTILIZAÇÃO = __

125

125

X100 = 100%

Considerações Finais

O objetivo deste trabalho foi determinar a capacidade produtiva atual da empresa sabor da Amazônia, consoante a capacidade efetiva dos principais recursos produtivos, como também o gargalo produtivo da amassadeira, realizando uma proposta de balanceamento produtivo para uma possível elevação de sua capacidade. A análise de dados decorrente de pesquisas documentais, levantamento referencial e observação permitiram a otimização de seu processo produtivo.

Podemos concluir que a batedeira de açaí Sabor da Amazônia utiliza 100% da sua capacidade máxima. Não apresentando gargalos de produção no seu processo, por, trabalharem diariamente com o mesmo produto, possuindo outros agregados que não entram no processo produtivo do vinho do açaí, mas permitem o aumento da renda do proprietário.

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