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ESTRATÉGIAS AMBIENTAIS EM

POSTOS DE COMBUSTÍVEIS: O CASO


DE POSTO DE COMBUSTÍVEL
ECOLÓGICO
VINÍCIUS BALTHAZAR PEREIRA DE OLIVEIRA (UFF)
vecchi@imb.microlink.com.br
PRISCILA LUGGERI GOMES (UFF)
priscilaluggeri@hotmail.com
ELSONN ANTONIO DO NASCIMENTO (UFF)
elsonn@superig.com.br

Resumo
Este trabalho apresentará como são os postos de combustíveis ecológicos, mostrando
um exemplo de um pioneiro que fica na cidade de Juiz de Fora no estado de Minas
Gerais. O trabalho se justifica, pois frente a tantos destratos à natureza faz-se
necessário divulgar os importantes métodos e considerações que são dispensadas ao
tema. Existe hoje na lei brasileira uma preocupação com os postos que no texto
chamo de "comuns", mas é bem visualizado que nos postos ecológicos o cumprimento
da lei se dá de modo explícito. Toda a logística usada nos postos que têm
bandeiras, ou nos ecológicos, têm uma eficácia, um arranjo de proteção, bem como,
no caso dos postos ecológicos, uma preocupação com a preservação ambiental e o
bem estar de todos.

Abstract
This work will show how are the ecological gas stations, showing an example of a
pioneer of Juiz de Fora, Minas Gerais' state. The work is justified, because with so
much negligence with nature, it's necessary to publish the important methods and
considerations that are released on this subject. There is, in nowadays, on Brazil's
law, a concern with gas station that on the text i call "commons", but it's well viewed
that on ecological gas stations the law is accomplished on an explicit way. All the
logistics used on gas stations that use flags, or on the ecological ones, have an
efficacy, a protection arrangement, as, on the ecological gas stations, a concern with
the environment preservation.

Palavras-chaves: Postos ecológicos, meio ambiente, proteção ambiental, bandeiras


de postos.
IV CONGRESSO NACIONAL DE EXCELÊNCIA EM GESTÃO
Responsabilidade Socioambiental das Organizações Brasileiras
Niteroi, RJ, Brasil, 31 de julho, 01 e 02 de agosto de 2008

1. INTRODUÇÃO
No governo militar os postos de combustíveis faziam parte de um setor considerado
como de segurança nacional nesta época, o governo definia: o preço de venda, a qualidade
que podia ser fornecida pela distribuidora e até o horário de funcionamento dos postos. Não se
podia abrir um posto em qualquer lugar o candidato tinha que obter uma difícil concessão e a
localização era pré-determinada para evitar a proximidade e concentração.
Com o fim do governo militar tudo mudou, veio à desregulamentação e o número de
postos de combustíveis aumentou drasticamente. Lançados a concorrência seus proprietários
viram suas margens de lucro baixaram significativamente.
Nos últimos anos os postos de combustíveis deixaram de ser apenas um local de
abastecimento, troca de óleo, para se tornar uma central de apoio aos clientes. Passou a
agregar diferentes serviços como lojas de conveniências, lanchonetes, locadoras, entre outros.
Após inúmeras mudanças, tornou-se obrigatória a realização do licenciamento
ambiental, devido ao fator, principalmente de grande parte desses estabelecimentos se
localizarem muito próximos a áreas de ambiente vulneráveis, podendo em caso de vazamento
de combustível, apresentar riscos de explosão, incêndios e contaminação, colocando, assim,
em risco, toda a população.
Para Sato (2003), a educação ambiental é um processo de reconhecimento e valores e
classificação de conceitos, objetivando o desenvolvimento da habilidade e modificando as
atitudes em relação ao meio, para entender e apreciar as inter-relações entre os seres humanos
suas culturas e seus meios, biofísicos, e também está relacionada com a prática das tomadas
de decisões.
Assim, a educação ambiental funciona como uma das ferramentas para o manejo e
também para a sustentabilidade, mas é preciso antes de qualquer coisa, trabalhar junto aos
indivíduos na mudança da conscientização da preservação, despertando para a sensibilização
e a percepção de uma nova era no mundo que nós pertencemos, quebrando os antigos mitos
assim como o distanciamento em relação ao meio ambiente. São os resíduos produzidos pelos
seres humanos que é a própria conseqüência da destruição e da falta de contato com a
natureza e com as próprias sensações de vida.
Este trabalho visará mostrar de modo breve um pouco do que tem sido os postos de
combustíveis ecológicos existentes no Brasil,mas de modo mais específico um que existe na
cidade de Juiz de Fora, na zona da mata mineira. Um dos pioneiros postos do Estado mineiro
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pode ser paradigma para tantas outras iniciativas que visem resguardas a natureza. Eis uma
iniciativa pioneira que precisa ser ainda mais conhecida.

2. ESTRATÉGIAS DE PESQUISA

A metodologia deste trabalho consistiu em perscrutar a temática, primeiramente através


das bibliografias, que foram lidas e esplanadas, acerca da contaminação causada pela maioria
dos postos de combustíveis e como seria na realidade os postos ditos ecológicos. Também
utilizei de pesquisas de campo, para que assim pudesse conhecer mais de perto a realidade dos
postos de combustíveis. Mediante as poucas informações e divulgações esclarecedoras deste
assunto fiquei incentivado a realizar este estudo e conseqüentemente, surgiu o interesse de
trabalhar a conscientização dos atores envolvidos na questão e principalmente dos
consumidores que utilizam este serviço.
Assim, foram visitados 10 postos ecológicos, com bandeiras, 4 postos sem bandeiras e
não ecológicos, e ainda mais 3 postos que possuíam bandeiras, mas não ecológicos, em Juiz
de Fora - MG e região, e escolhidos aleatoriamente em função da diferenciação entre os
mesmos.

3. O MEIO AMBIENTE EM RISCO

Mozart Schimitt de Queiroz comenta que ao iniciar um novo milênio, sobre o modelo
de desenvolvimento que impulsionou o crescimento industrial das sociedades capitalistas no
século XX, criou-se uma indústria poluidora e de alto risco. Tem razão os que apelidaram o
petróleo de “ouro negro”; Conseqüentemente viabilizaram as duas das indústrias mundiais
mais rentáveis do século XX: a indústria do petróleo e a indústria automobilística.
Com o avanço da indústria do petróleo, conseqüentemente o número dos postos de
combustíveis cresceu desordenadamente, sem nenhum tipo de controle, com isso os impactos
gerados por esses empreendimentos cresceu assustadoramente.
Observamos que estes impactos são causadores de muitos danos ao meio ambiente e
devem ter um maior controle e um monitoramento no sentido de minimizá-los, atuando junto
aos agentes envolvidos: armazenamento em tanques de combustíveis e depósitos; emissão de
gases, provenientes dos veículos, dos suspiros dos tanques e manuseio das bombas com
liberação de odor; emissão de ruídos, efluentes líquidos liberados através de lava-jatos
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(utilizados nas lavagens dos veículos); emissão de esgoto sanitário; contaminação de lençóis
freáticos através de emissão de produtos químicos, e também resultante da lavagem de
veículos, do setor sanitário, da cozinha, dos filtros de retenção de impureza das bombas, da
troca de óleo e abastecimento que originam resíduos de óleos, aditivos, filtros, pneus,
borrachas e demais derivados.
Devido ao fato de o homem ser arbitrário às leis naturais faz-se necessário estabelecer
uma ordem civil através de uma convenção legislativa, que agora comentaremos no próximo
capítulo.

4. O QUE DIZ A LEGISLAÇÃO?

É importante antes que se aprofunde um pouco mais acerca dos postos ecológicos que
se entenda o que diz a lei acerca do assunto, em relação aos postos de uma maneira geral, para
entender-se de que maneira os postos ecológicos bem se adequam a aquilo que se pede em lei
federal.

4.1 LEGISLAÇÃO FEDERAL:

Lei n. º 6.938, de 31 de agosto de 1981 - Dispõe sobre a Política Nacional de Meio


Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação, e dá outras providências,
alterada pela Lei nº 7.804, de 18 de julho de 1989, e regulamentada pelo Decreto n. º 99.274,
de seis de junho de 1990.

Lei nº 9.433, de oito de janeiro de 1997 - Institui a Política Nacional de Recursos


Hídricos, cria o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos, regulamenta o
inciso XIX do art. 21 da Constituição Federal, e altera o art. 1º da Lei nº 8.001, de 13 de
março de 1990, que modificou a Lei nº 7.990, de 28 de dezembro de 1989.

Lei nº 9.478, de 06 de agosto de 1997 - Dispõe sobre a política energética nacional, as


atividades relativas ao monopólio de petróleo, institui o Conselho Nacional de Política
Energética e a Agência Nacional de Petróleo e dá outras providências.
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Lei n. º 9.605, de 13 de fevereiro de 1998 - Dispõe sobre as sanções penais e


administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente.

Medida Provisória nº 1.710, de sete de agosto de 1998 - Acrescenta dispositivo à Lei nº


9.605, de 12 de fevereiro de 1998, que dispõe sobre as sanções penais e administrativas
derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente. E suas edições mensais
posteriores.

Decreto nº 3.179, de 21 de setembro de 1999 - Dispõe sobre especificação das sanções


aplicáveis às condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e dá outras providências.

Lei nº 9.847, de 26 de outubro de 1999 - Dispõe sobre a fiscalização das atividades


relativas ao abastecimento nacional de combustíveis, de que trata a Lei nº 9.478, de seis de
agosto de 1997, que estabelece sanções administrativas e dá outras providências.

Decreto n. º 1.787, de 12 de janeiro de 1995 - Dispõe sobre a utilização de gás natural


para fins automotivos e dá outras providências.

Resolução CONAMA nº 20, de 18 de junho de 1986 - Estabelece a classificação das


águas segundo os usos preponderantes.

Resolução CONAMA nº 01, de oito de março de 1990 - Estabelece critérios e padrões


para as emissões de ruídos.

Resolução CONAMA nº 9, de 31 de agosto de 1993 - Regulamenta a obrigatoriedade de


recolhimento e disposição adequada de óleo lubrificante usado.

Resolução CONAMA nº 237, de 19 de dezembro de 1997 - Dispõe sobre o


licenciamento ambiental de empreendimentos e atividades utilizadoras de recursos ambientais
consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras".

Resolução CONAMA nº 273, de 29 de novembro de 2000 - Dispõe sobre a localização,


construção, instalação, modificação, ampliação e operação de postos revendedores, postos de
abastecimento, instalações de sistemas retalhistas e postos flutuantes de combustíveis, e dá
outras providências.
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5. POSTOS DE COMBUSTÍVEIS “NÃO ECOLÓGICOS” E PRINCIPAIS


CARACTERÍSTICAS

O posto não ecológico é “patrocinado” pela grandes bandeiras de vendas de


combustíveis e graças a estas procuram viver na legalidade, mas não necessariamente sendo
um posto ecológico,que tem algumas diferenças importantes.
Algumas características próprias para um posto de combustível “ comum” são, ter um
ter sistema subterrâneo de armazenamento de combustível que tenha:tanque de
armazenamento; monitoramento intersticial; câmara de calçada impermeável; válvula anti-
transbordamento no tubo de descarga; conexão selada do caminhão tanque; válvula de
retenção de vapor em sua extremidade na linha de respiro; bomba de abastecimento;
tubulações e sistema de filtragem.
Além do sistema subterrâneo o posto “ comum” pode ter um sistema aéreo de
armazenamento de combustível, obedecendo alguns critérios: ter reservatórios; tubulações;
respiros; e pisos de abastecimento diferenciado do padrão.

6. OS POSTOS ECOLÓGICOS

Os postos de combustíveis denominados “ecológicos” são aqueles em que há uma


respeitabilidade e preservação da natureza mais acentuada. Existem medidas que vão além das
estabelecidas pelas leis federais ou até mesmo das modificações obrigatórias que as grandes
marcas solicitam, com as denominadas bandeiras, que já tratamos no capítulo anterior. O
posto natural está virando moda.
Juiz de Fora está sendo vanguardista mineira nos postos de combustíveis naturais, no
posto existem medidas de despoluição e preservação muito maior que nos postos, que
comumente temos por aí. Mas o que tem de novo? O que levou os proprietários a fazerem tal
posto? Onde se localiza?
Vejamos abaixo as diferenças estruturais dos postos ecológicos e suas principais
logísticas,dentre elas os dispositivos:
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Fonte: Manual Texaco de Postos de Combustível

(1) - Tanques de Parede Dupla:


(2) - Tubulações de Polietileno de Alta Densidade:
(3) - Tubulações de Polietileno de Alta Densidade:
(4) - Descarga Selada:
(5) - Câmaras de Contenção de Descarga ( SPILL CONTAINER):
(6) - Câmaras de Contenção de Descarga ( SPILL CONTAINER):
(7) - Câmaras de Contenção de Tanques (SUMP):
(8) - Sistema de Monitoramento de Tanque:
(9) - Piso Impermeável:
(10) - Canaleta de Contenção na Projeção da Cobertura:
(11) - Caixa Separadora:

Os principais dispositivos de proteção ambiental são os seguintes:


- Válvula de retenção (check-valv) - Impede a contaminação do sub-solo por
combustível. Em caso de perfuração da tubulação entre o tanque do posto e a bomba
abastecedora, essa válvula impede o fluxo de produto, fazendo com que o combustível retorne
ao tanque.
- Câmara de contenção de descarga (spill container) - Evita pequenos derramamentos
durante a operação de abastecimento do tanque do posto pelo caminhão-tanque.
- Válvula antitransbordamento (Over-fill preventions) - Também usada na operação de
recebimento de combustível. Evita o transbordamento do tanque do posto, por falha humana.
- Tanques de aço e carbono - Novo projeto de tanque subterrâneo para armazenagem de
combustível, exigido para novas compras de tanques, conforme o padrão internacional de
segurança. Tem paredes, simples ou duplas, mais resistentes a rupturas.
- Caixas separadoras de água e óleo - Garantem a pureza dos efluentes que escoam para
a rede urbana. Equipamento desenvolvido com exclusividade, em conjunto com o fornecedor,
específico para postos de abastecimento.
Além dessas inovações, os postos como uns todos seguem procedimentos de proteção
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ambiental, dentro de elenco de medidas de segurança e saúde. A operação de suprimento dos


tanques do posto pelos caminhões-tanque envolve uma série de cuidados, como o isolamento
da área por cones e corda. Na totalidade, adota-se a descarga selada, com vedação total das
conexões entre a tubulação e os tanques do caminhão e do posto. Um módulo de meio
ambiente faz parte do treinamento dos frentistas.

(1) - Tanques de Parede Dupla:


São tanques cilíndricos horizontais construídos de aço carbono, envolto em um outro
tanque de material não metálico, com um interstício entre os dois tanques, permitindo assim
que, se houver um furo por corrosão no tanque de aço, o produto fique contido no tanque
externo evitando o escoamento do produto para o solo;

Fonte: Imagem cedida por Master

(2) - Tubulações de Polietileno de Alta Densidade:


Devido à sua alta resistência e por não sofrer processo de corrosão, não permite o
vazamento de produtos para o solo;

Fonte: Imagem cedida pela Texaco


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(3) - Válvula de Retenção Junto a Bomba de Abastecimento:


Válvula de Retenção instalada junto à sucção de cada bomba da unidade de
abastecimento ou do filtro prensa. Em caso de qualquer perfuração na tubulação que interliga
o tanque do posto até a bomba de abastecimento ou filtro prensa, o produto escoa diretamente
para o tanque, não permitindo assim contaminação do solo;

Fonte: Imagem cedida pela Texaco

(4) - Descarga Selada:


Evita qualquer derrame de produto durante a descarga dos caminhões-tanque para os
tanques dos postos. A mangueira do caminhão - tanque é conectada diretamente no bocal do
tanque do posto;

Fonte: Imagem cedida pela Texaco

(5) - Câmaras de Contenção de Descarga (SPILL CONTAINER):


São caixas impermeáveis instaladas no bocal de descarga do tanque. Evitam eventuais
vazamentos que possam ocorrer durante a descarga de produto para o tanque do posto;
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Fonte: Imagem cedida pela Texaco


(6) - Câmaras de Contenção sob as Bombas de Abastecimento (SUMP):
São caixas de contenções impermeáveis instaladas sob as bombas para conter
eventuais vazamentos que possam ocorrer nas manutenções das bombas de abastecimento;

Fonte: Imagem cedida pela Texaco

(7) - Câmaras de Contenção de Tanques (SUMP):


São equipamentos instalados junto à boca de visita dos tanques subterrâneos para
conter eventuais vazamentos que venham a ocorrer na tubulação conectada ao tanque do
posto;

Fonte: Imagem cedida pela Texaco


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(8) - Sistema de Monitoramento de Tanque:


São equipamentos instalados junto à boca de visita dos tanques subterrâneos para
conter eventuais vazamentos que venham a ocorrer na tubulação conectada ao tanque do
posto;

Fonte: Imagem cedida pela Tecnoposto

(9) - Piso Impermeável:


Toda a área de abastecimento de veículos embaixo da projeção da cobertura é
construída de concreto, bem como sobre a área onde os tanques são instalados;
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Fonte: Imagem cedida pela Texaco

(10) - Canaleta de Contenção na Projeção da Cobertura:


Canaleta impermeável para contenção de eventuais vazamentos provenientes do
transbordamento dos tanques dos veículos durante o abastecimento. O seu conteúdo deve ser
conduzido por tubulação até a caixa separadora;

Fonte: Imagem cedida pela Texaco

(11) - Caixa Separadora:


Utilizada para separar produtos imiscíveis em água. Existem diversos modelos que os
órgãos estaduais adotam como padrão;

Fonte: Foto cedido por Vinícius Balthazar


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Caixa Separadora com Placas Coalescentes.


Fonte: Imagem cedida pelo Cont. Ambiental
Percebe-se que o posto tem se tornado destaque na cidade para os ambientalistas, mas
não existe por parte dos que lá trabalham uma consciência ecológica, quando perguntado
sobre o posto o gerente da mesma empresa afirma: “o posto existe para cumprir as exigências
de FEAM e por estar localizado numa área de proteção ambiental”; também por curiosidade o
mesmo gerente foi questionado acerca da venda se era maior por haver, por parte dos clientes
consciência ecológica, o que diz: “não nos preocupamos com isso, nossa preocupação é a
qualidade do combustível, e por isso em nosso preço não existem promoções, apenas
repassamos aquilo que a empresa nos concede”.
É mister a importância da preservação ambiental e inovadora a existência desses postos
naturais, que parecem ser uma pequena amostra daquilo que gostaríamos de chamar de
respeito ambiental.
O IBAMA órgão executor do Ministério do Meio Ambiente, declarou-nos através de um
fiscal juizforano,que preferiu não ter o nome publicado: “que a consciência ambiental é lenta
em nosso país; as pessoas não se conscientizam que se não nos preocuparmos com a natureza,
nossa vida é que estará sendo descartada”. Segundo o mesmo, “a grande preocupação que
tinha era que muitos só cumprem as leis, somente por medo e não por pura espontaneidade ou
preocupação ambiental, ou seja, que ao lado de um posto de combustível que atende as leis
básicas pedidas pela legislação federal existem atitudes arbitrárias ao meio ambiente difíceis
de serem punidas pelos órgãos responsáveis, por exemplo, ao lado de um posto
regulamentado temos uma oficina que tanto polui o meio ambiente, seja o solo, a água ou ar”.
É preciso conhecer então o posto vanguardista mineiro que é uma amostra de
preservação, mas é necessário antes de tudo que os proprietários tenham a mesma atitude e, o
mesmo, os funcionários por respeito ao meio ambiente e não simplesmente para se cumprir às
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leis. Mas quem de fato instala tal posto poderá demonstrar o respeito à natureza tão caro em
nossas épocas.

Filtros de impurezas e de água no diesel, com canaletas de contenção;


Fonte: Foto cedido por Vinícius Balthazar

No posto de combustível natural existe um tanque de armazenamento de combustível


ecológico, tanque de paredes duplas de aço galvanizado, com o revestimento na sua superfície
de fibras de polietileno, e ainda é construída uma caixa de concreto no qual o tanque irá ficar
protegido, e ainda evitará vazamentos, e os mesmos são detectados através de censores.

O piso é de concreto, não se vendem materiais poluentes, existe uma separação de óleo e
água quando o mesmo vai para o esgoto. Não se lava o carro inteiramente, para evitar
escoamento poluente, e o mesmo acontece aos arredores do posto. Em última análise o posto
evita poluição do ar, com equipamentos purificados de gases poluentes que possivelmente se
poderia emitir dos reservatórios.

Vista do piso Impermeável, canaleta de contenção, câmaras de contenção de descarga e ao


fundo parte do parque da Lajinha. Fonte:
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Foto: Cedido por Vinícius Balthazar

6.1 A INICIATIVA É BOA, É IMPORTANTE, É ECOLÓGICA, MAS


QUAL A FINALIDADE?

Do posto que visitei apenas cumprir uma lei, fazer propaganda, e ter melhor qualidade
do que se é vendido. Ficou-me claro que o posto tem por detrás da campanha ambientalista,
falsamente feita, um modo de “marketing” para conquistar as pessoas que ultimamente
preocupam-se com a natureza, ou que buscam combustíveis de qualidade, mas em nenhum
momento manifestou-se a boa intenção de não se degradar ao meio ambiente.
É urgentemente necessária a atitude de respeito ambiental por parte dos postos de
combustíveis que poluem nosso habitat, e não apenas adequação à lei. O posto de combustível
natural é um bom exemplo que aqui acentuo, que em nosso exemplo trazem problemáticas
éticas e de consciência ambiental, que se nos parece inexistente. Mas para início de conversa
já é um passo a dar, mas o que é mais importante e urgente é uma consciência ambiental que
parta de cada indivíduo, e utopicamente talvez, de toda sociedade, pois assim sendo, como
trataremos no próximo capítulo, desnecessário qualquer tipo de lei, e, por conseguinte
irrespeitabilidade ambiental.

Vista Panorâmica, com a placa de posto ecológico;


Fonte: Foto Cedido por Vinícius Balthazar

Percebe-se que o posto tem se tornado destaque na cidade para os ambientalistas, mas
não existe por parte dos que lá trabalham uma consciência ecológica, quando perguntado
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sobre o posto o gerente da mesma empresa afirma: “o posto existe para cumprir as exigências
de FEAM e por estar localizado numa reserva ambiental”.

7. CONCLUSÃO

Para terminar gostaria de salientar algumas conclusões e problemáticas que este trabalho
me motivou. A primeira é que existe uma contaminação latente feita pelos postos de
combustíveis, e isso demonstra que o ser humano ainda não possui boa e eficaz consciência
ambiental; a segunda é que o homem moderno não entende o porquê das leis, e, portanto nas
as vêem com bons olhos, e muitas são apenas penalidades e algo a se cumprir, simplesmente
por cumprir; Terceiro, é necessária e urgente a consciência ambiental como meio de
salvaguardamos a natureza.
Vivemos no período do descartável, tudo vem sendo relativizado, a cultura do
descartável faz parte ou se acentuará com maior prejudicabilidade em nossas épocas. A
revolução industrial possibilitou uma rapidez na construção e fabricação de grandes
máquinas, e um carro ou qualquer outro veículo de condução é feito com uma rapidez
absurda, com isso podemos falar de um “problema demográfico de veículos”, ou seja, uma
super quantidade de veículos motorizados circulando a todo tempo em nossas cidades e
nossos campos, em todo lugar. Com isso, aumenta-se a necessidade de combustível, portanto
de postos de combustíveis e assim aumenta-se o problema da poluição.
A consciência ética não é contrária à industrialização, ou a utilização de tais veículos,
mas se preocupa na forma como usamos os mesmos, quais nossas atitudes de caráter ético, no
que tange ao ambiente. A consciência é progressiva e acontece num processo educacional,
como forma de melhorar a relação entre o homem e a natureza.
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8. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

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