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17 março 2016 Ano 15 quinta-feira 0.70 iva incluído Diretor: Luís Baptista-Martins

Câmara da Guarda planta árvores onde antes as cortou

Passados mais de quinze dias sobre o corte de 40 cedros na Avenida Cidade de Salamanca, a autarquia vai plantar árvores no mesmo local na segunda-feira, por ocasião do Dia Mundial da Árvore Pág.5

PS

Congresso federativo mantém-se para sábado

Comissão Federativa de Juris- dição deliberou pela repetição das eleições na Federação do PS, mas António Saraiva recor- reu para a Comissão Nacional de Jurisdição, que ainda não se

pronunciou

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REGIÃO

CIM Beiras e Serra da Estrela «vai funcionar»

A garantia é de Paulo Fernandes,

que pretende criar uma iden- tidade para a região e «expor

quem não remar para o mesmo

lado»

EMPRESAS

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Transnate investe no Níger e amplia plataforma logística

Transportadora sediada em Celo- rico da Beira vai apostar em África num conceito de multiserviços que vai do transporte e logística

a cursos de formação

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«O que me motiva são as pessoas e o meu concelho» Rui Ventura, presidente da
«O que me motiva são as pessoas
e o meu concelho»
Rui Ventura, presidente da Câmara de
Pinhel, recebeu o Prémio Personalidade
do Ano 2015 instituído por O INTERIOR
Especial Aniversário

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2 • • Quinta-feira • 17 de março de 2016

Quinta-feira 17 de março de 2016

d a

f i o

n o

Museu Judaico n a v a l h a
Museu Judaico
n a v a l h a

Em 2015, o Museu Judaico de Belmonte teve 20.560 visitas, mais 2.932 turistas que no ano anterior. Os portugueses e os isra- elitas estão em grande maioria, mas estes dados confirmam que o projeto é uma aposta ganha. Demonstram também que a terra dos cripto-judeus portugueses tem argumentos para aspirar a ser uma referência no turismo cultural judaico em Portugal.

Rui Ventura

A atração de novos investidores para o concelho de Pinhel, a organização da Feira Medieval e do certame Beira Interior – Vi- nhos e Sabores e a incontornável Feira das Tradições valeram a Rui Ventura a eleição de Personalidade do Ano 2015 das Beiras e Serra da Estrela. O autarca tem colocado Pinhel na ribalta e conquistou o merecido reconhecimento dos leitores de O Interior.

TMG

“Futuro eu” de David Fonseca chega este sábado ao palco do Teatro Municipal da Guarda. Um músico de mérito e renome nacional que enche um programa de uma estrutura que pretende afirmar-se como o centro cultural do interior. Neste trimestre foi dado o primeiro passo para que a progra- mação seja melhor e mais atrativa que a do último ano. Pena que os preços praticados não sejam os mais modestos (15 euros).

preços praticados não sejam os mais modestos (15 euros). PS O PS passou ao lado da

PS

O PS passou ao lado da polémica do momento. Perante o silêncio de João Pedro Borges sobre o corte de cedros na Avenida Cidade de Salamanca, o primeiro a reagir foi António Saraiva e, mesmo assim, uma semana depois. Quinze dias mais tarde foi a vez de Joaquim Carreira abordar o assunto na reunião de Câmara. Resultado, nada de novo. Com uma oposição destas bem pode Álvaro Amaro dormir descansa- do e dedicar-se a organizar festas e mais coisas “fashion”.

e dedicar-se a organizar festas e mais coisas “fashion”. ENTRE VISTA CARA A CARA P E

ENTRE

VISTA

CARA A CARA

P E R F I L José Prata Administrador do Grupo Matos & Prata Profissão:
P
E
R
F
I
L
José Prata
Administrador do Grupo Matos & Prata
Profissão: Gestor
Idade: 51 anos
Naturalidade: Guarda
Hobbies: Automóveis e desporto automóvel

do litoral, também pelas distâncias. Contudo,

a

nossa mentalidade não é a mesma do litoral

e,

por isso, optámos por investir neste eixo.

– Para além do setor automóvel, a

empresa tem as máquinas agrícolas. O problema da falta de pessoas será similar. Como se conseguem vender máquinas agrícolas numa região onde há cada vez

menos agricultores?

– Isso é um facto. Hoje têm-se vendido

máquinas agrícolas baseadas nos projetos comunitários. Nestes últimos dois anos os projetos têm estado muito parados, cada vez que há uma mudança de governo há sem- pre dificuldades em que o Ministério da Agricultura aprove esses projetos. Hoje há uma nova vontade de se cultivar, há novos projetos, embora ainda não estejam no terreno. Este foi um ano bom de venda de tratores mas temos esperança que em 2016 haja um “boom” para o final do ano. O setor do vinho também está a mudar. Há terras como Pala (Pinhel), que antigamente era conhecida pela produção de carne e hoje tem, seguramente, mais de 150 tratores dedicados completamente à vinha. De resto, Pinhel é dos concelhos que mais tem evoluído em termos agrícolas. Já Figueira de Castelo Rodrigo, com áreas maiores, está muito agarrada à questão da vinha e do cereal. Hoje também já se cultiva bastante cereal, que estava abandonado. Por outro lado também temos Foz Côa, que teve um desenvolvimento brutal no setor agrícola, talvez seja a zona com maior desenvolvimento

em termos de investimento.

P – Como vai estar a Matos & Prata nos

próximos anos?

R – Temos a perspetiva de aguentar a

empresa em termos de despesas fixas, de mantermos as nossas quotas de mercado nos automóveis e nos tratores, de fazer mais um ou outro investimento na área conforme as oportunidades que apareçam e queremos chegar aos 50 anos.

«A austeridade tem sido positiva para ultrapassar momentos menos bons»

P R O
P
R
O

Guarda aproveitasse este eixo que temos, o nó rodoviário da A23 com a A25. Já o estamos a aproveitar de alguma forma, com a renovação da PLIE, que tem sido importante.

P – Em termos de economia, está mais

otimista neste momento com o que se passa na região?

R – Sim, já vejo algumas empresas a

quererem investir e a construírem armazéns e pavilhões na Guarda, por pouco que seja, é cá

que se querem sediar. Temos a sorte de ter uma empresa como a Coficab, felizmente penso que está consolidada na região. Mas precisávamos de ter mais algumas empresas, se não for na

Guarda que seja na região.

P – É gestor de uma empresa do ramo

R

automóvel que fez 47 anos, como está o setor na Beira Interior?

– Estou neste negócio há muitos anos, é

uma empresa familiar. Temos assistido a uma

mudança constante de colegas, de atitudes

negócio em si tem tido muitas alterações, basta dizer que quase todas as casas do nosso ramo não têm resistido. Tem havido substituição das empresas que representam as marcas constantemente. É um facto que estamos cá há 47 anos. Acho que a austeridade que temos internamente tem sido positiva para ultrapassar momentos menos bons ou as crises. Temos a sorte com as duas

marcas que temos representadas, tanto dos tratores como dos automóveis, pois estão na vanguarda do setor.

P – Houve uma recuperação no

setor automóvel em 2015?

R

– Sim, houve, nomeadamente na

BMW. Temos ido buscar nichos de mercado

que a marca não olhava noutros tempos. Já concorremos com marcas mais generalistas,

já não é a marca de elite. No caso dos tratores,

e também porque estamos a falar de história da

empresa, mudámos de marca há 16 anos e em boa hora o fizemos. Os concessionários que têm a

marcaquerepresentávamosestãohojecomuma

dificuldade tremenda porque não têm produto para poder fazer face às necessidades.

a

P – A Matos & Prata é, essencialmente,

uma empresa da área dos veículos e das máquinas agrícolas, no distrito da Guarda.

Alargou a sua atividade também ao distrito de Castelo Branco, como está a correr esse projeto?

R – Esse projeto foi essencial para con-

solidarmos o negócio automóvel porque na Guarda, como noutras regiões do interior,

P

– Acredita que vão surgir novas em-

P

– Neste momento onde têm stands?

sente-se mais a falta de pessoas. Estávamos

presas de alguma dimensão e geradoras,

R

– Temos a nossa sede aqui na Guarda.

com dificuldade em atingir determinado volu-

Temos três filiais dedicadas à parte agrícola em

me de vendas e, se não o atingíssemos, não era

não apenas de postos de trabalho mas também de riqueza?

Figueira de Castelo Rodrigo, Trancoso e Gou-

rentável para o negócio. Optámos por ir para

R

– A vontade que todos temos é que

Castelo Branco, foi um investimento bastante avultado, mas o que é certo é que foi essencial.

isso aconteça. Estou convicto que ainda vai demorar algum tempo mas, pelas condições estratégicas ou geográficas que temos, acho

veia. Temos a filial de Castelo Branco dedicada apenas aos automóveis, e ainda, um ponto de venda na Covilhã.

P – Têm stands em Castelo Branco e

também na Covilhã?

R – Sim, é impossível uma concessão

automóvel sobreviver só na Guarda. Temos cada vez menos gente, os últimos censos revelaram que temos menos uns milhares de pessoas. Falta-nos a indústria, por pequena e pobre que seja, mas que mantenha as pessoas vivas e com perspetiva de futuro para poderem investir. O que nós reparamos é que as pessoas vão para Lisboa, vão para o litoral, desapare- cem daqui. Basta dizer que uma coisa que os nossos deputados fazem depois de ganharem as eleições é arranjarem uma casa em Lisboa para viverem e à Guarda pouco voltam, salvo raras exceções. Eu nasci cá, o meu filho nasceu cá, a minha vida foi toda cá e gostaria que a

que ainda vão aparecer algumas empresas que possam fazer a diferença pela positiva.

P – Apostam no eixo Guarda, Covilhã,

Fundão e Castelo Branco. É este o eixo a que nos temos de agarrar? Há quem defenda um eixo mais virado para o mar como Guarda, Viseu, Aveiro.

R – Optámos por este eixo porque enten-

demos que as diferenças culturais e sociais en- tre litoral e interior são muito maiores. Somos

“mais” Covilhã, Fundão e Castelo Branco, pela quantidade de pessoas que ali residem. Estes três concelhos têm apenas menos 5 ou 6 mil pessoas que todo o distrito da Guarda, com 14 municípios. Temos de apostar onde há pessoas. Temos alguma dificuldade em estar no eixo

P – Esta é uma empresa familiar onde

a gestão é feita, em primeiro lugar, por um núcleo muito restrito de pessoas que são

nomeadamente a família Prata?

P – A família Prata tem 66,6 por cento das

ações, a administração, de quatro elementos, é partilhada com mais dois acionistas, que tam-

bém trabalham cá. Os dois acionistas não são

da família mas são filhos de sócios fundadores.

É assim que queremos continuar. Não é uma

empresa altamente rentável como às vezes se ouve, mas é equilibrada e vamos tentar manter esse equilíbrio. Felizmente ainda tenho cá o meu pai, o fundador da empresa, que nos acompanha todos os dias. E sei que ele também tem muito prazer em continuar a acompanhar a empresa.

Quinta-feira 17 de março de 2016

Quinta-feira • 17 de março de 2016 • • 3

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Quinta-feira • 17 de março de 2016 • • 3 opinião André Barata Fazer o território
opinião André Barata
opinião
André Barata

Fazer o território eleger

Há problemas que não devem ser debatidos em período eleitoral porque dizem respeito ao próprio sis- tema eleitoral. E, por isso, devem ser de facto debatidos passado o tempo de eleições. É esse o caso da repre- sentação política do interior, cada vez mais deteriorada, como resultado das perdas de população seja para o litoral nacional, seja para a emigração. Desde a revisão constitucional de 1991, quando se fixou a composição da Assembleia da República nos atuais 230 deputados, o interior tem sangrado politicamente como tem sangrado populacionalmente, numa espiral que o debilita e faz perder capacidades de enfrentar a debilidade. As eleições legislativas decorrem em 22 círculos eleitorais, mas em 2015 mais de metade dos deputados foram eleitos em apenas 5 círculos (Lisboa, Porto, Braga, Aveiro e Setúbal), todos situados no litoral ocidental do país. Aliás, os primeiros 4 bastaram para eleger 52,6% do parlamento nacional (121 deputados), ainda que correspondam a apenas pouco mais de 11% do território nacional. Os mesmos 11% de superfície que um só distrito do interior (que até tem costa marí- tima) – Beja – cobre e, que, no entanto, elege apenas

Como pode, então, o interior fazer-se representar mais no poder político? Na verdade, como pode a maior parte do país, até mais de quatro quintos dele, constituir uma maioria parlamentar? Tanto mais quanto, além da escala municipal, não há outra sede de poder político democraticamente legitimado a não ser o poder central. Sem regionalização nem expressão parlamentar, o in- terior está votado a um mutismo crescente. Na melhor das hipóteses pode contar com a sorte ou o acaso de alguns protagonistas da política terem raízes que os sensibilizem para os problemas do interior. Mas mesmo isso tenderá a rarear à medida que a desertificação se aprofunda. Além da regionalização sempre adiada, a solução passa por mudar a lei eleitoral, para complementar a definição do mapa de deputados a eleger pelos círculos eleitorais em função do recenseamento eleitoral com um segundo critério: fazer o território eleger. Ou estabelecendo que territórios acima de uma certa superfície elegem, independentemente da população neles residentes – por hipótese, um deputado por cada 2 mil km2 –, ou estabelecendo

3

deputados (1,3% dos deputados). Na realidade, os

que círculos eleitorais correspondentes a territórios

8

círculos do interior, perfazendo uma área que cobre

acima de uma dada superfície são majorados com

56,3% do território nacional – Beja, Bragança, Castelo Branco, Évora, Guarda, Portalegre, Vila Real e Viseu – tudo somado, não elegem mais do que 33 deputados,

1 deputado extra. Se para isto fosse necessário aumentar um pouco o número total de deputados à Assembleia da República, a justificação deveria ser

ou seja 14,35% do parlamento. Com exceção dos círculos da Guarda e de Viseu, que elegiam em 1991 o mesmo número de deputados que elegem hoje, todos os restantes 6 perderam cada um 1 deputado.

inequívoca: manda a coesão nacional, imperativo de soberania do próprio país. Porque um interior não representado é, na realidade, a maior parte do país não representada.

 

editorial

  editorial
 

Luís Baptista-Martins

baptista-martins@ointerior.pt

 

Mudar a região

Há 16 anos, com o José Luís Carrilho de Almeida, iniciá- mos um projeto editorial ambicioso. Queríamos «dar vida ao interior» e contribuir para uma metamorfose na região.

Então, estranhamente, o distrito da Guarda e a Cova da Beira estavam completamente de costas – nada se sabia de um lado sobre o outro; a Guarda e a Covilhã tinham inclusive uma estranha rivalidade e um completo desconhecimento uma da outra. Não havia A23 e as curvas e contracurvas aumentavam

a

dimensão da distância. Mas, contrariando as circunstâncias

da mudança de milénio, o projeto editorial que liderámos, pretendeu a aproximação e promoção de uma região com interesses comuns. Se no ano anterior a regionalização tinha sido referendada negativamente e a Beira Interior tinha sido humilhada pelos dois lados – um por oposição ao outro – nós apostámos e contribuímos para a metamorfose. E contribuí- mos decisivamente para a mutação social e inter-regional que se registou ao longo de 16 anos, e que a emergência da CIM Beiras e Serra da Estrela confirma. Repassar o tempo, o nosso tempo, é recordar o quanto a região se transformou em pouco mais de uma dúzia de anos; e

é

também visitar os arquivos e reler o que se disse ao longo dos

anos, o que diziam os protagonistas da história regional, o que respondiam os políticos às milhentas questões colocadas. Ou perceber como alguns mudaram de opinião e outros nem tanto.

E

que a maior das mudanças foi a tragédia demográfica que

se abateu sobre a região, sobre todo o interior, ao longo dos

anos de que somos testemunha – os milhares de pessoas

que partiram destas terras que agora se transformam em territórios inóspitos, de «baixa densidade», abandonados e moribundos. Porque o que é verdadeiramente transversal aos 16 anos deste jornal é o registo do fim de empresas, da fuga das pessoas, do desalento de todos, da falta de compromisso para o futuro. Em 16 anos, O INTERIOR é o único jornal do distrito da Guarda agraciado com o Prémio Gazeta de Imprensa Regio- nal; fomos escolhidos por Pinto Balsemão para integrarmos

a

Rede Expresso, com o maior semanário português, de que

continuamos a ser parceiros; organizámos as “Festas do Livro

da Guarda”, entre 2002 e 2008, naquela que era a maior feira de livros do interior e uma singela e entusiasmante festa de cultura, do livro e da leitura. Organizámos debates públicos

e

fóruns sobre a regionalização, sobre as autárquicas, sobre

empresas, sobre saúde… sobre o presente e o futuro. Enfim, atrevemo-nos a intervir na comunidade, informando, mas também sendo parte ativa no processo de mudança. Como diria Sophia de Mello Breyner Andersen, “Vemos, Ouvimos

e

Lemos / Não podemos ignorar” e por isso mantivemos um

rumo sem tergiversar: informar, interrogar, denunciar, opinar

livremente, promover o desenvolvimento, mesmo quando tantos ficam contra nós. Num tempo de crise, de enormes dificuldades, numa região onde o mercado implodiu e o futuro que vislumbra- mos é demasiadamente imediato e sombrio, continuamos

apostados, como há 16 anos, em afirmar o nosso projeto editorial, com dedicação e muito esforço, mas acreditando que vale a pena e que os nossos leitores merecem essa entrega

e

determinação.

 

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4 • • Quinta-feira • 17 de março de 2016 E m F oco

Quinta-feira 17 de março de 2016

EmFoco

CIM Beiras e Serra da Estrela

«vai funcionar»

A garantia foi deixada por Paulo Fernandes, que pretende criar uma identidade para a região e «expor quem não remar para o mesmo lado»

para a região e «expor quem não remar para o mesmo lado» Ana Eugénia Inácio A

Ana Eugénia Inácio

A Comunidade Intermuni- cipal Beiras e Serra da Estrela (CIMBSE) «vai funcionar. Quem

há dois anos vaticinava que este conjunto de municípios não iria funcionar, lamento desapontá- los e preparem-se, mas nós vamos mesmo funcionar», asse- gurou Paulo Fernandes, durante

a cerimónia de entrega do Pré-

mio da Personalidade do Ano promovido por O INTERIOR. Acabado de chegar à pre- sidência da CIMBSE, tomou posse em de janeiro último, o também presidente da Câmara do Fundão disse acreditar que esta nova geometria administra- tiva vai resultar «porque é isso que vai acontecer» e avisou que «mais rapidamente vamos expor quem não estiver habilitado para devidamente concertar e trabalhar em conjunto, em prol da região». O autarca acrescen- tou que este «não é um desafio

fácil, mas vamos trabalhar para a construção de um identidade re- gional», embora para isso sejam necessários «vários valores». Na sua opinião, «a escala sub- regional de uma região como

a nossa é vital e essencial. A

geometria e a escala regional devem ser um instrumento fundamental daquilo que é

um rompimento de pequenas coisas para nos unirmos quan- to aos desafios», sublinhou o

presidente da CIMBSE. Para trás ficaram os tempos

em que, «dentro do Portugal dos pequeninos, cada concelho pro- curava ser o menos pequenino», recordou o responsável, para quem hoje o desafio «é comum

a todos, é demográfico e todas as

freguesias, até as mais urbanas,

o enfrentam». Na sua interven-

ção, Paulo Fernandes destacou

a importância da comunicação

social local na criação desta identidade regional, pois «a maior parte dos cidadãos não sabe o que é a comunidade inter- municipal, e é preciso aproximar as duas partes, para que a po- pulação perceba o trabalho que está a ser desenvolvido». Estar atento à comunidade em geral, aos empresários e aos centros de ensino será uma das priori- dades de Paulo Fernandes nos próximos dois anos na CIMBSE de forma a criar «uma triangula- ção de desenvolvimento» nesta nova ordem administrativa. «O que fazemos em conjun- to impõe prioridades e expõe fragilidades», admitiu, acres- centando que isso verifica-se principalmente a nível político. «Este desafio obriga a todos a ter uma abordagem de comparação

com outras regiões com a qual é muitas vezes difícil de conseguir lidar», afirmou Paulo Fernandes, concluindo que «só por essa via vamos construir a tal união e a necessidade de ter perceção do quadro das Beiras e Serra da

LM
LM

Paulo Fernandes e Luís Veiga na cerimónia de entrega do prémio à Personalidade do Ano

Estrela». O presidente da CIM- BSE, que entregou o galardão

à Personalidade do Ano 2015,

Rui Ventura, deixou no ar que também ele vai ser uma figura

de destaque em 2016.

LuísVeigaacusa anterior governo de «total abandono do interior»

«Os últimos quatro anos foram de um total abandono do interior», afirmou o diretor- executivo no Grupo Natura IMB, lamentando a ausência de polí- ticas de descriminação positiva para esta região. Além da desertificação, Luís Veiga avisou que há «um problema mais grave, precisa- mos de fixar pessoas», e sugeriu que sejam criadas medidas que tornem o interior mais atrativo:

«Se é apetecível para um estran- geiro reformado fixar-se em Portugal por causa de medidas fiscais,deveríamospegarnestes casos de sucessos e perceber como pode ser apetecível para

um português que está no litoral vir fixar-se no interior. Nenhuma medida fiscal foi tomada nesse sentido, pelo que temos que arrepiar caminho para chegar lá», considerou o empresário durante a cerimónia de entrega do Prémio da Personalidade do Ano 2015. Luís Veiga recordou tam- bém que as portagens não vie- ram beneficiar a região e os empresários enfrentam atual- mente outro problema: «Todos

os nossas ativos desvalorizaram ao longo dos últimos cinco anos, o que tem obrigado em-

presários a sair da nossa região

e a investir noutras, onde os

ativos são valorizados de forma mais imediata e mais segura», declarou o diretor-executivo do

Grupo Natura IMB, adiantando que esse também é o caso da sua empresa.

TRANCOSO

Alunas da Escola Profissional realizam prova de aptidão

Estela Rodrigues e Catari- na Rodrigues, alunas do curso profissional Técnico de Comu- nicação da Escola Profissional de Trancoso, vão realizar uma prova de aptidão profissional cujo tema é “V Caminhada da

Velosa”. A atividade decorre no sábado a partir das 9 horas, na- quela localidade do concelho de Celorico da Beira. A prova pretende dar a conhecer os trilhos históricos locais e os produtos da região.

MANTEIGAS

Encontro de colecionadores no sábado

A Associação de Cole- cionadores de Manteigas promove o “XXII Encontro Convívio de Colecionadores Nacionais e Estrangeiros e Feira de Trocas”, no sábado. O

objetivo da organização passa pela divulgação e incentivo ao colecionismo. O evento tem lugar no salão dos Bombeiros Voluntários de Manteigas a partir das 9 horas.

BELMONTE

CGD impõem venda da Carveste por 4 milhões de euros

O processo de venda das instalações da Carveste enfrenta mais um impasse. A Câmara de Belmonte apresentou inicialmen-

te uma proposta de 200 mil euros

para a compra dos pavilhões da fábrica de confeções de Caria, que obteve parecer favorável das trabalhadoras, apesar de a consi-

derarem «baixa», pois prometia

a criação de postos de trabalho

naquele espaço através de um condomínio de empresas. Com o surgimento de uma nova proposta no valor de 240 mil euros, apresentada em conjunto por duas imobiliárias, a autarquia retirou a sua oferta. A nova pro-

postaprometecriarumaconfeção com 50 trabalhadores numa parte do edifício e no restante criar um ninho de empresas. Uma vez que

o prazo para apresentação de pro-

postas já está terminado, «decidi-

mos dar o nosso parecer favorável

à venda, embora nadagaranta que

uma nova confeção ou um ninho ali vá aparecer», refere o Sindicato

Têxtil da Beira Baixa em comuni- cado. Contudo, a Caixa Geral de Depósitos e o Fundo de Garantia Salarial pronunciaram-se contra a venda por 240 mil euros e o Bank of América, outro credor, ainda não se pronunciou. Segundo o sindicato, a CGD

argumenta que o imóvel vale quatro milhões de euros. Numa resposta ao banco do Estado, as antigas funcionárias da Carveste

desafiam o banco a dizer «quem é o comprador que tem para dar os quatro milhões de euros. Ou

então, que compre as instalações por dois milhões de euros», afir- mando que assim a CGD poderá vender posteriormente pelo valor que considera justo. Perante este novo bloqueio, as ex-trabalhadoras só pedem que as instalações sejam vendidas para «evitar que as insta- lações continuem a degradar-se e que ninguém receba um cêntimo dos seus créditos».

EmFoco

Quinta-feira 17 de março de 2016

E m F oco Quinta-feira • 17 de março de 2016 • • 5

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GUARDA

Um quarto das farmácias do distrito em perigo de insolvência ou penhora

25,4 por cento das farmácias do distrito da Guarda estão em situação de insolvência ou penho- ra, alerta a Associação Nacional de Farmácias (ANF). O número quadruplicou em relação a 2012, quando estavam nesta situação apenas 6,8 por cento. Os dados a nível nacional também têm aumentado, sendo já 18,7 por cento as farmácias (549) portuguesas que se encon- tram em situação de insolvência ou de penhora. Entre dezembro de 2012 e fevereiro de 2016 verifica-se um aumento de 127,8 por cento, conclui a ANF. Neste período, «o número de insolvên- cias mais que triplicou, de 61

para 188 farmácias, ou seja 208,2 por cento», refere a associação em comunicado. Já o número de farmácias sob penhora duplicou, de 180 para 361, ou seja, mais 100,8 por cento. Segundo a ANF, «o crescimento das insolvências

e das penhoras é revelador dos

problemas de sustentabilidade do setor, que põem em cheque

a capacidade e a qualidade da

resposta dos farmacêuticos às necessidades dos utentes».

PINHEL

Zona Industrial de Pinhel em ampliação

O município de Pinhel cele-

brou, na passada terça-feira, os contratos de promessa de compra

e venda com sete empresários

do concelho ligados a diferentes áreas de negócio, na sequência do alargamento da zona indus- trial e do concurso de atribuição de lotes. A autarquia já tinha oficializado a atribuição de dois lotes de grandes dimensões a dois empresários franceses que decidiram instalar-se em Pinhel com duas empresas da área da aeronáutica. No âmbito do con- curso, formalizou-se a atribuição de mais sete lotes de terreno.

GUARDA

Clube de Montanhismo celebra 35 anos

O Clube de Montanhismo da

Guarda comemora 35 anos com um jantar, uma marcha regional

e um passeio de BTT no fim-de-

semana. O jantar de aniversário acontece no sábado à noite e no domingo realizam-se a marcha

e o passeio de BTT. O inicio das

atividades está agendado para as 9 horas junto à sede do clube,

no Largo do Torreão, na Guarda.

Câmara da Guarda planta árvores onde antes cortou cedros

Joaquim Carreira diz que intervenção na Avenida Cidade de Salamanca foi «um disparate, um ato injustificado e até criminoso», Álvaro Amaro considera que «longe vão os tempos em que não se podia mexer na paisagem»

vão os tempos em que não se podia mexer na paisagem» Luis Martins Passados mais de

Luis Martins

Passados mais de quinze dias sobre o corte de 40 cedros na Avenida Cidade de Salaman-

ca, a Câmara da Guarda vai plantar árvores no mesmo local na segunda-feira, por ocasião do Dia Mundial da Árvore. A medida, incluída no plano de arborização da cidade, foi anunciada por Álvaro Amaro no final da reunião do execu- tivo da passada segunda-feira.

E o presidente vai convidar os

guardenses a participar nes- ta «plantação comunitária e

simbólica». Foi a primeira vez que o autarca falou do assunto

– estava em Bruxelas quando

se iniciou o polemico abate de árvores naquela avenida – e não foi brando. «A providência cautelar [da Quercus] é juridica- mente inútil porque projeto está concluído, não veio alterar nada do que estava programado», co-

meçou por dizer. Aos jornalistas, o edil sublinhou depois que «não mandamos abater árvores por-

que acordámos mal dispostos» e recordou que houve um estudo que concluía que, «por razões fitopatológicas e urbanísticas», seria necessário proceder à substituição de várias árvores naquela artéria da cidade. «Foi o que fizemos», dis- se Álvaro Amaro, admitindo, contudo, que a autarquia «não terá estado muito bem no início [quando informava no seu site que a intervenção decorria se- gundo o estudo da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Dou- ro]». Na sua opinião, os contes- tatários «aproveitaram-se dessa confusão e ampliaram ainda mais o caso, mas ninguém nos pode acusar de falta de infor- mação porque esta intervenção

foi apresentada numa sessão pú- blica para a qual foram enviados 16 mil convites», acrescentou.

«Os guardenses elegeram-me para decidir, foi o que fizemos de forma pensada, projetada e dis- cutida», afirmou o presidente,

para quem «longe vão os tempos em que não se devia mexer na paisagem, que, para ser fruída, tem que ser gerida».

AR
AR

Avenida Cidade de Salamanca vai receber novos espécimes no Dia Mundial da Árvore

Unanimidade em 19 dos 20 pontos da ordem de trabalhos

Nesta sessão, o executivo aprovou por unanimidade 19 dos 20 pontos da ordem de trabalhos. O PS absteve-se apenas na aprovação das minutas do emprés- timo de médio e longo prazo para a liquidação antecipada dos empréstimos de saneamento financeiro e PAEL – assunto sobre o qual sempre se absteve por considerar que é um «ato de gestão» da maioria. O mesmo já não aconteceu com três aquisições de

serviços, por ajuste direto, para a próxima edição da Feira Ibérica de Turismo (FIT), de 5 a 8 de maio, e que vão custar mais de 271 mil euros, IVA incluído. A autarquia vai gastar 74.500 euros na organização, logística e implementação de estruturas para a FIT, mais 74 mil euros no aluguer de equipamentos de som e luz, vídeo

e

serviços multimédia e 72.200 euros na promoção, comunicação

e

animação do evento.

Os socialistas votaram a favor mas apresentaram uma decla- ração de voto para dizer que «é importante toda a atividade que promova e projete a cidade e o concelho», embora considerem que

a FIT «tem pouco de turismo e muito mais de atividades avulso,

além de não vermos a mais-valia para o concelho», disse Joaquim Carreira. Na resposta, Álvaro Amaro realçou a mudança de atitude dos eleitos da oposição. «O PS já evoluiu ao votar a favor. Mais dois anos e está a bater palmas a esta organização», ironizou o presidente. No final, o edil revelou aos jornalistas que é intenção do município realizar um «grande evento de moda» na Guarda em julho, isto a propósito do «sucesso» do cobertor de papa na passerelle do Moda Lisboa no último sábado.

Álvaro Amaro lembrou que esta intervenção faz parte de um projeto «mais vasto» que contem- pla a plantação de 2.000 árvores na cidade até 2017 e também a requalificação do parque muni- cipal. O caso do abate dos cedros foi abordado no período de antes da ordem do dia, com o vereador socialista a considerar que houve «algum abuso de autoridade» e que o corte foi «um disparate, um ato injustificado e até criminoso porque as árvores não estavam doentes». O eleito da oposição acrescentou que tudo não passou de «uma decisão política imposta à população só para dar outra imagem àquela avenida». Dizen- do-se «solidário» com os autores da providência cautelar, Joaquim Carreira adiantou aos jornalistas que solicitou à Câmara o estudo do gabinete de arquitetura pai- sagista contratado. «Desconhece- mos esse documento e queremos perceber qual a razão técnica que levou ao abate daqueles cedros, que marcavam, do ponto de vista urbano, aquele acesso à cidade. É um património que se perdeu», declarou o vereador.

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Quinta-feira 17 de março de 2016

S
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Sociedade

GUARDA

Associação de Surdos pede donativos para obras

A Associação de Surdos

da Guarda está, através do movimento solidário “Nós

e a Associação de Surdos

da Guarda”, a recolher do-

nativos para obras na ins- tituição. Os interessados podem contribuir através da ins- crição como sócio, doa- ção de materiais, ou do- nativos em dinheiro, que podem ser feitos através do IBAN PT5000350360 0008326370063. O mo- vimento é composto por alunos e professores do Agrupamento de Escolas da Sé que querem ajudar uma associação que dá resposta

a pessoas com surdez de

todo o distrito, desde abril de 2000. A Associação de

Surdos da Guarda funciona na Rua do Povo, nº3, na Guarda-Gare.

COVILHÃ

Banda proporciona musica para “Idade Maior”

“Música na Idade maior”

é o novo projeto da Banda

da Covilhã, que assenta na

mensagem de que nunca

é tarde para se aprender

música. Os promotores acre- ditam ainda que o projeto funcionará como musico- terapia, «favorecendo e es- timulando a qualidade de vida» dos participantes. As aulas decorrem à quinta- feira, na sede da Banda, no Jardim Público, e englobam vários saberes e apren- dizagens musicais, com a introdução ao solfejo, pia- no, flauta, visualização de vídeos e apresentação dos grandes clássicos mundiais do mundo da música, As inscrições podem ser feitas na sede todos os dias úteis à tarde, ou sábados de manhã.

FUNDÃO

Município estuda viabilidade do Regadio Gardunha Sul

O município do Fundão está a promover um estudo de viabilidade do Regadio Gar-

dunha Sul, uma extensão do Aproveitamento Hidroagrícola

da Cova da Beira, para aumentar

a capacidade hídrica de terrenos com aptidão agrícola naquela

zona do concelho.

O projeto abrange as fre-

guesias compreendidas no perímetro Alpedrinha, Castelo Novo, Orca, União de Fregue- sias de Póvoa de Atalaia e Atalaia do Campo, Soalheira

e União de Freguesias de Vale

de Prazeres e Mata da Rainha.

«Conhecer o interesse e ne-

cessidade dos agricultores» é

o objetivo da autarquia presi-

dida por Paulo Fernandes com este estudo, que servirá para «adaptar o projeto às conve- niências dos proprietários/ arrendatários». Com o Regadio

Gardunha Sul a Câmara quer ainda «gerir de forma eficiente os recursos hídricos, adotar práticas agrícolas de maior escala e aumentar o valor e

a produtividade da produção

agrícola no sul do concelho»,

DR
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além de rentabilizar terras com potencial agrícola. Os pro- prietários interessados devem “cadastrar” os seus terrenos na respetiva Junta de Freguesia ou na Divisão de Ordenamento, Planeamento e Qualidade de Vida da Câmara. Mais informa-

ções e esclarecimentos através dos contactos 275 779 060

e 961 946 676, ou do email

planeamento@cm-fundao.pt. Segundo dados da Direção- Geral de Agricultura e Desen- volvimento Rural, o Regadio da Cova da Beira é o mais moderno sistema de Aproveitamento Hidroagrícola da Península Ibérica e o segundo maior de- pois do Alqueva. Estende-se

pelos concelhos do Sabugal, Penamacor, Belmonte, Covilhã e Fundão e abrange cerca de 1.800 explorações em cerca de 12.500 hectares. O empreendimento implicou um investimento total de 311 milhões de euros, dos quais 62 milhões financiados no âmbito do PRODER (Programa de Desenvolvimento Rural).

VILA NOVA DE FOZ CÔA

Desfile etnográfico fechou festa da amendoeira em flor no domingo

PG
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A XXXVª Festa da Amendo-

eira em Flor e dos Patrimónios Mundiais de Vila Nova de Foz Côa terminou no domingo com

o tradicional desfile etnográfico. Cerca de 80 carros alegó- ricos/etnográficos da respon- sabilidade das freguesias e associações locais desfilaram pelas avenidas principais e zona

histórica da cidade, perante al- guns milhares de espetadores.

A vencedora deste ano foi a

Universidade Sénior com o tema “Alegoria ao Côa”, que arrecadou os 1.000 euros do primeiro prémio. Em segundo lugar ficou

a Associação Patrimónios de

Peso, com o tema “Antropologia Local”, que recebeu 800 euros.

O terceiro prémio, de 600 euros,

foi para o Centro Cultural Recre-

ativo e Desportivo de Foz Côa, com “Produtos Regionais - En- chidos”. Todos os participantes receberam um apoio monetário, cujo valor mínimo era de 200 euros. Segundo a autarquia, este foi «um dos desfiles mais

concorridos de sempre». A atu- ação dos D.A.M.A. no recinto da Expocôa e um fogo-de-artifício fecharam as festas das amendo- eiras em flor.

AUTARQUIAS

Agregação de freguesias reavaliada

O Governo vai reavaliar o

processo de agregação de fre- guesias para corrigir eventuais erros antes das autárquicas de 2017, anunciou, em Fornos de Algodres, o secretário de Estado das Autarquias Locais. «Estamos a fazer uma avalia- ção em parceria com a ANAFRE (Associação Nacional de Fregue- sias) e vamos ter que chegar a

conclusões», disse Carlos Miguel,

à margem de uma visita à feira

do queijo da vila. Segundo o governante, tudo terá que ficar decidido este ano para que nas próximas autárquicas, a realizar em setembro/outubro de 2017, «possa já haver um novo quadro e nomeadamente, em caso concre-

to, com as alterações que possam existir». O secretário de Estado

disse ser «prematuro» falar que alterações serão feitas e quais os critérios a seguir neste processo porque «não estão minimamente discutidos». Carlos Miguel recor- dou que o programa do Governo «prevê a reavaliação e a correção de erros manifestos com a agre- gação de freguesias» porque o PS «não se reviu nem se revê naquilo que foi feito e pretende fazer ajustamentos». No entanto, avi-

sou que se «nem tudo vai ficar na mesma, nem tudo voltará ao que era atrás. Temos que encontrar o meio-termo entre aquilo que era e aquilo que é» porque «há experiências bem sucedidas». A reorganização administrativa do país, em 2013, levou à redução de 1.165 freguesias, das 4.259 então existentes.

COVILHÃ

Enfeites para ovelhas no Museu de Lanifícios

O Museu de Lanifícios da

Universidade da Beira Interior, na Covilhã, acolhe a exposição

“Avó Maria - Enfeites para Ove- lhas”.

A mostra foi inaugurada na

quinta-feira e tem curadoria de Inês Silva e o apoio do New Hand Lab – Fábrica António Estrela. A

“Avó Maria” é Maria de Almeida Silva, cujas criações, feitas com tecido, lã, borlas e botões, surgi- ram com o objetivo de embele- zar as ovelhas na festa de Nossa

Senhora do Soito, em Fernão Joanes (Guarda). A mostra pode ser visitada até 15 de maio e tem entrada gratuita.

Quinta-feira 17 de março de 2016

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69 freguesias da região vão ter acesso a banda larga móvel

Reforço da cobertura dos serviços foi imposta pela Anacom à Meo, Nos e Vodafone e tem de estar garantido até 2019

As operadoras de telecomu- nicações vão ter de reforçar a cobertura dos serviços de banda larga móvel em 588 freguesias do país que ainda não dispõem

de acessos à Net em banda larga móvel. O reforço foi imposto pela Autoridade Nacional de Comu- nicações (Anacom), no âmbito do processo de renovação das licenças que a Meo, a Nos e

a Vodafone garantiram para

os 15 anos que começam a ser contabilizados a partir de 2018. O reforço da cobertura da totalidade das freguesias abrangidas por estas «obri- gações adicionais» tem de estar garantido até 2019. Na região estão abrangidas 69 freguesias dos concelhos da Covilhã (Casegas e Erada), Fundão (Alpedrinha. Bogas de Cima, Capinha, Castelejo, Cas- telo Novo, Escarigo, Póvoa de Atalaia, Souto da Casa, Vale de Prazeres e Enxames), Aguiar da Beira (Cortiçada, Coruche, Dornelas, Eirado, Pinheiro, Souto de Aguiar da Beira e Valverde), Almeida (Almeida, Freineda, Leomil, Parada, São Pedro de Rio Seco e Senouras), Celorico da Beira (Baraçal, For- notelheiro e Minhocal), Figueira de Castelo Rodrigo (Algodres e Castelo Rodrigo) e Fornos de Algodres (Algodres e Muxagata). Os restantes são Gouveia (Folgosinho, Vila Cortês da Serra e Vila Franca da Serra), Guarda (Castanheira, Fernão

AR
AR

Operadores terão de usar tecnologia que permita uma velocidade máxima de download de 30 Mbps

Joanes, Marmeleiro, Mizarela, Monte Margarida, São Miguel e São Pedro do Jarmelo e Trinta), Manteigas (Santa Maria), Mêda (Poço do Canto, Rabaçal e Vale Flor), Pinhel (Pala, Pinhel, Po- mares, Póvoa d’El Rei e Vale de Madeira), Sabugal (Aldeia da Ponte, Baraçal, Bendada, For- calhos, Nave, Sabugal e Seixo do Côa), Seia (Vide), Trancoso (Póvoa do Concelho, Trancoso (São Pedro) e Vila Garcia) e Vila Nova de Foz Côa (Almendra, Castelo Melhor, Chãs, Murça, Santa Comba e Vila Nova de Foz Côa). De acordo com a Anacom, atualmente há 3.092 freguesias em Portugal, o que significa que estas obrigações adicio- nais deverão produzir efeitos

em mais de um sexto do total das freguesias portuguesas. Os operadores podem usar 3G ou 4G para fornecer banda larga móvel nestas regiões. Mas terão de usar tecnologia que permita uma velocidade máxima de download de 30 Mbps e a co- bertura tem de chegar a 75 por cento da população de cada uma das freguesias. «O objetivo desta medida da Anacom é levar a banda larga móvel a mais pessoas e a zonas cuja cobertura seria mais difícil de alcançar, caso os ope- radores se movessem apenas por interesses estritamente comerciais», explica um comu- nicado da entidade reguladora das comunicações.

Chefe com raízes em Videmonte conquista três estrelas Michelin

Aos 37 anos, o chef Miguel Rocha Vieira com raízes em Vi- demonte (Guarda), conquistou

três estrelas Michelin. O Fortaleza do Guincho, em Cascais, o Costes

e Costes Downtown, ambos em

Budapeste (Hungria), onde atual- mente vive, foram os restaurantes dirigidos por Miguel Rocha Vieira e distinguidos recentemente pelo Guia Michelin. «Estou sem palavras. Mais uma vez a dedicação e o trabalho de equipa comprovaram que compensa sempre todo esforço de uma vida», referiu o chef na sua página do facebook. Miguel Rocha Vieira descobriu o mundo da co- zinha por acaso, quando estudava

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Gestão Hoteleira, em Londres. Os seus estudos acabaram por

passar pelo “Le Cordon Bleu” e foi na capital inglesa que iniciou

a carreira como “commis chef”

[o posto mais baixo na cozinha]. Depois seguiu-se França, Espanha

e Hungria. Em declarações a O

INTERIOR em 2014, o chef contava

quenãotemmuitotempoparavisi-

tar Videmonte, a terra da sua mãe, mas que gosta «muito de ir aí pelas

paisagens, o ar puro que se respira e a gastronomia». Nesse ano, Miguel Rocha Vieira foi jurado do Master- Chef, concurso de culinária da TVI,

e está atualmente em gravações para o mesmo programa num formato juvenil.

VILA FRANCA DAS NAVES

Exposição mostra os desenhos da vida dos utentes do centro de dia

“Desenhos da Vida” é o tí- tulo da exposição que pode ser vista no Centro Cultural Miguel Madeira, em Vila Franca das Naves até 10 de abril. Trata-se do resultado de um trabalho desenvolvido por Maria Lino com utentes do centro de dia desta vila do concelho de Tran- coso entre agosto de 2009 e abril de 2010. Os participantes foram estimulados a produzir os seus próprios desenhos, «numa pers- petiva de recolha de documentos etnográficos de uma geração que

nunca se exprimiu através do

desenhoepôdeagorafazê-lopela

primeira vez», adianta a Luzlinar,

sediada na localidade vizinha do Feital, que organiza a mostra. Paralelamente, foi realizado um filme, em suporte digital, também intitulado “Desenhos da Vida”, de Carlos Fernandes.

O projeto deu ainda origem às

curtas-metragens “Virgínia”, de Joana Magalhães, e “Rebanho de Desenhos”, de António Dente, estudantes de Cinema e Belas- Artes da Universidade de Lisboa.

FINALISTAS

GNR na fronteira para fiscalizar estudantes

A GNR da Guarda realiza

hoje, no auditório municipal, uma ação de sensibilização

junto dos finalistas do secun- dário que se preparam para viajar para o sul de Espanha.

A iniciativa é organizada

no âmbito da operação “Spring

Break” e vai contar com a parti- cipação de um oficial da Guar- dia Civil de Espanha de forma

a prevenir os comportamentos

de risco inerentes ao consumo de droga e álcool. Posterior- mente, entre sábado e dia 28,

a GNR vai estar na fronteira de Vilar Formoso para fiscalizar

os autocarros que transportam

os estudantes com vista à de- teção de produtos ou objetos

ilícitos. Estarão no terreno mi- litares de investigação criminal

e de binómios cinotécnicas de

deteção de droga.

LITERATURA

“Índias” é o novo romance de João Morgado

João Morgado acaba de editar um novo romance biográ- fico. Intitulado “Índias”, o livro revisita a vida de Vasco da Gama, descobridor do caminho para as Índias, a sua personalidade, as suas relações, os seus ódios e a sua ligação ao rei. «Porque era odiado pela Igreja, pelos nobres, pelos co- merciantes, pela Ordem Militar da Cruz de Cristo e pela Ordem de Santiago? Porque era odiado por todos e tinha a admiração de D. Manuel I? Como pôde um homem tão cruel ser endeusado

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por Camões n’ “Os Lusíadas”

Poesia Manuel Neto dos Santos,

ganhar o estatuto de figura cimeira dos Descobrimentos

e

bem como os prémios Nacional de Literatura Lions de Portu-

Portugueses?», é o ponto de par- tida para esta obra editada pelo Clube do Autor que promete revelar «a resposta que os livros

gal, Fundação Dr. Luís Rainha “Correntes D’Escritas” e Alçada Baptista. Em 2012 tinha sido ga- lardoado com o Prémio Literário

de

história esqueceram».Natural

Vergílio Ferreira. Este ano obteve

da

Covilhã, João Morgado venceu

uma menção honrosa no Prémio

no

ano passado, sob pseudónimo,

Literário Alves Redol 2015 com o

a primeira edição do Prémio de

conto “Os Seios”.

GUARDA

Bloco de Esquerda congratula-se

com reabertura de tribunais

A Comissão Coordenadora

Distrital do Bloco de Esquerda da Guarda congratulou-se com a decisão da ministra da Justiça de reabrir os tribunais

fechados pelo anterior gover-

no, nomeadamente na Mêda

e Fornos de Algodres. Em

comunicado, o BE afirma que

a manutenção dessa medida

«em nada melhoraria a justiça, bem pelo contrário, prejudica- ria a vida das populações e dos concelhos afetados, sobretudo

os que situavam no interior

do país».

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Quinta-feira 17 de março de 2016

Níger é a nova aposta da Transnate

Empresa vai apostar num conceito de multiserviços desde o transporte e logística a cursos de formação

António Rodrigues tem contado com a boa colaboração da ministra da educação do Níger, Mme
António Rodrigues tem contado com a boa colaboração da ministra da educação do Níger, Mme Bety Aichatou H. Oumani, com o ministro do equipamento,
Ibrahim Nomao, e com o ministro do interior Abdoulaye Souley
A expansão da Transnate
passa por África. O Níger (África
Ocidental) foi o país escolhido
para investir e promover a in-
ternacionalização da empresa
sediada em Celorico da Beira.
A transportadora já tem es-
critórios no centro da capital
do Níger, Niamey, na Avenida
de la Radio, e vai apostar num
conceito de multiserviços, desde
o transporte e logística de carga,
o
transporte público de pessoas
já possui estaleiro e instalações.
e
bens, transportes urbanos,
Para a agilização do processo,
comercialização de viaturas,
importação e comércio de peças,
serviço pós-venda e serviço de
reparação, a cursos de formação
António Rodrigues tem contado
com a boa colaboração da minis-
tra da Educação do Níger, Bety
Aichatou H. Oumani, com quem

Transnate investe 3 milhões em novos camiões

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Transnate investe 3 milhões em novos camiões DR A Transnate - Sociedade de Transportes e Logística

A Transnate - Sociedade de Transportes e Logística adquiriu 30

novas viaturas da marca DAF. Com este investimento, a empresa vai aumentar a sua frota atual de 170 viaturas. A renovação dos veículos é uma das prioridades da transportadora e a escolha recaiu na DAF «pelas excelentes vanta- gens que esta marca proporciona a nível de qualidade e de consu- mo», refere a administradora Natália Rodrigues. O ato de entrega das novas viaturas foi simbolicamente assinalado com a entrega da primeira chave a Isabel Tavares, motorista da Transnate. «Este ato, para além de demonstrar o reconhecimento pelo desempenho e profissionalismo da colaboradora, é também demonstrativo da não diferenciação de género na nossa empresa», diz Natália Rodrigues.

Transnate amplia plataforma logística

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A Transnate vai ampliar a sua infraestrutura em Celorico da

Beira passando a contar com mais 12 cais de carga. O investimento ronda cerca de 250 mil euros. Segundo o administrador António Marques Rodrigues, «este investimento servirá para fazer face a novos negócios proporcionados por dois novos clientes oriundos de França». Os trabalhos de construção já arrancaram e encontram-se a cargo da Edibeiras, empresa de construção civil sediada na Guarda.

de mecânicos e motoristas. A em- presa vai também comercializar outros produtos e entrar em força na área alimentar, bem como na

construção civil. Com este projeto, António Rodrigues, administrador da Transnate, pretende ajudar

a «desenvolver este país centro-

africano» e ter uma âncora no Níger para os países da região. Segundo o empresário, a empresa pretendia iniciar a sua laboração no início do ano, mas, com algum atraso, só agora é possível avançar com a ins- talação da plataforma – a empresa

se encontrou pessoalmente em mais de uma ocasião, e o mesmo sucedendo com o ministro do Equipamento, Ibrahim Nomao,

e com o ministro do Interior

Abdoulaye Souley, com quem teve

algumas reuniões para discutir

matéria de planeamento em que a

empresapodeviraterintervenção

ou ser parceira do governo local.

Com um projeto desta envergadura,

a empresa «sente a necessidade»

de alargar o número de colabora-

doreseirápromoveracontratação,

nomeadamente de técnicos e pro-

fissionais do ramo da construção e

serviçosparatrabalharemnaquele

país africano. Com 20 milhões de habitantes, a população do Níger é

98 por cento muçulmana. «É um país de oportunidades, nomeadamente pela sua vantajo- sa localização – os países à volta têm 425 milhões de habitantes, todo um mercado a descobrir», refere António Rodrigues. «Esco-

lhemos o Níger para ficarmos por muitos anos», sublinha o empre- sário com grande otimismo em relaçãoàoperaçãoqueagorainicia.

Motorista de pesados não é só trabalho de homens

Isabel Tavares tem 38 anos e desde criança

que sonha com a condução de veículos

Isabel Tavares é uma das poucas condutoras de veículos pesados na região. Está há dois anos na Transnate, empresa sediada em Celorico da Beira que se dedica a transportes internacionais, e dia após dia o gosto pela condução de camiões aumenta. A motorista tem 38 anos e desde criança que sonha com a condução deste tipo de veículos:

«Desde pequena fui habituada neste ramo e o bichinho mexeu cada vez mais», refere, adian- tando que antes de trabalhar na Transnate já trabalhava numa empresa similar da família. Tratando-se de uma atividade feita maioritariamente por ho- mens, Isabel Tavares «sente-se privilegiada», afirmando que «tem de se saber ser mulher no meio deles». Contudo, isso não é um problema para a motorista:

«Não tenho razão de queixa. Sei que quando acontece alguma coisa eles estão prontos para ajudar», garante. A condutora

confessa que uma das situações

DR
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A motorista trabalha na Transnate há dois anos

mais caricatas que vivencia regularmente é fazer manobras

com homens à volta: «Fico ner- vosa, mas faço tudo como deve ser», conta. Apesar disso, sente- se satisfeita por causar impacto por ser uma mulher ao volante. Segundo a motorista, este não é um mundo para qualquer mulher. «Acima de tudo deve haver coragem e força de vonta- de. Não é qualquer mulher que

o faz, tem de gostar mesmo»,

afirma. Contudo, diz ter «a van- tagem de não ter marido nem filhos», apesar de «fazer servi- ço de linha (Mangualde-Vigo)

e ir todos os dias a casa». Mas os contratempos sempre vão surgindo, o que não esmorece

a paixão de Isabel Tavares por

esta profissão. «Adoro andar na estrada e espero continuar por muitos anos. Cada dia é um desafio e cada vez gosto mais do

que faço», sublinha.

Quinta-feira 17 de março de 2016

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Laurindo Prata ergueu um negócio familiar há 47 anos

Fundador da Matos & Prata sente-se orgulhoso por ver o seu legado continuado por familiares

Laurindo Prata fundou a Matos & Prata há 47 anos, junta- mente com Alberto Matos e mais três sócios minoritários. Com audácia e dedicação, a empresa rapidamente se afirmou no pa- norama regional. Num tempo de grande emigração e fuga do mundo rural, Laurindo Prata percebeu cedo que a mecanização agrícola do distrito iria ser uma verdade absoluta, por isso, a par- tir de março de 1969 a empresa trilhou um caminho de sucesso na comercialização de máquinas e tratores agrícolas. O início da atividade contou com uma equipa de oito pessoas com conhecimentos da agricultu- ra regional que contribuiu para a afirmação da empresa. 47 anos depois, Laurindo Prata sente-se extremamente satisfeito por ver que o negócio a que dedicou a sua vida é hoje uma empresa con- sistente com 85 trabalhadores, e gerida, «e bem gerida» pelo filho José Prata. O fundador refere que

PG
PG

A empresa é administrada pelo seu filho, José Prata

«a bola está a ser passada» e «aqui trabalham uma filha e uma neta», acrescenta emocionado. Antes de abandonar o negócio, o fundador quer deixar a empresa «em con-

dições para continuar, sobretudo para o pessoal que trabalha cá» porque «temos de nos preocupar sempre com a gente que aqui trabalha».

As instalações da Póvoa do Mileu, onde ainda se encontra atualmente, foram criadas há cer- ca de 30 anos, mas a empresa co- meçou «aqui ao lado, por debaixo

da minha casa». Os tratores foram

o ponto de partida e a escolha da

Guarda para sediar a empresa por ser um «ponto estratégico e por- que havia uma emigração forte por parte das pessoas do meio rural e isso favoreceu-nos porque era necessário haver máquinas», recorda o empresário, natural de Alcains. Apesar das dificuldades, os fundadores olharam para o projeto como «uma missão». Atualmente, a empresa é conces- sionária oficial da BMW, dos tra- tores New Holland, das viaturas

comerciais Isuzu, e ainda da, Case, Atlas Copco Galucho e Still, sendo ainda reparadora dasmarcasMini

e BMWi. Além das instalações na

Guarda, a empresa criou quatro filiais: Gouveia, Trancoso e Fi- gueira de Castelo Rodrigo (estas dedicadas essencialmente a má-

quinas e equipamento agrícola)

e Castelo Branco (automóveis

BMW). Para além destas, há um ponto de venda de automóveis na Covilhã. Laurindo Prata adianta que o sucesso da empresa deve-

se sobretudo à relação que se cria

com os clientes: «Continuámos de geração em geração a segurar aclientela»,justifica,acrescentando que essa «é uma tarefa difícil» pois exige «muito saber e boas relações com os clientes». Além disso, «rein- vestimos os resultados de cada ano. O segredo está em manter o dinheiro da empresa em vez de o retirar», acrescenta o empresário. Num período em que se encerram empresas similares, Laurindo Prata assevera estar otimista e confiante quanto ao fu- turo da Matos & Prata e refere que a família tem «todas as ferramentas»

paracontinuarotrabalhoquecriou, «desde que se mantenham unidos», aconselha, porque essa tem sido «uma força» da empresa e será definitiva para o seu futuro.

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Quinta-feira, 17 de março de 2016 - 16º Aniversário 1
Quinta-feira, 17 de março de 2016
- 16º Aniversário
1

Dezasseis anos

a dar notícias

O jornal O INTERIOR nasceu no ano 2000,

sendo publicado ininterruptamente desde

então. Agradecemos a todos os leitores,

clientes, profissionais e ex-profissionais,

amigos e colaboradores terem contribuído

para a afirmação deste jornal. Bem hajam.

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2 - 16º Aniversário Quinta-feira, 17 de março de 2016

- 16º Aniversário

Quinta-feira, 17 de março de 2016

Festa na entrega do Prémio da Personalidade do Ano 2015

Festa na entrega do Prémio da Personalidade do Ano 2015 Paulo Fernandes, presidente da CIM Beiras

Paulo Fernandes, presidente da CIM Beiras e Serra da Estrela, e Rui Ventura, presidente da Câmara de Pinhel e Personalidade do Ano 2015

presidente da Câmara de Pinhel e Personalidade do Ano 2015 Convidados brindam ao vencedor e a

Convidados brindam ao vencedor e a O INTERIOR

Rui Ventura recebeu o galardão da Personalidade do Ano 2015 das Beiras e Serra da Estrela na passada sexta-feira, numa cerimónia realizada no Hotel Lusitânia, na Guarda. Promovida por O INTE- RIOR, a iniciativa resultou de uma votação dos leitores com base numa lista de nomes dos protagonistas mais noticiados nas 52 edições deste jornal no ano transato. Com este pré- mio, O INTERIOR quis aplau- dir publicamente quem mais se notabilizou na região. Mas também promover uma iden- tidade regional, aproximar os protagonistas das pessoas, dar visibilidade a quem a merece. Ao vencedor foi entregue uma escultura que Pedro Fi- gueiredo criou especialmente para este prémio. O escultor da Guarda inspirou-se num Óscar para ligar a Serra da Estrela e a personalidade do ano. Na mesma noite foi en-

tregue uma menção honrosa ao presidente do Clube Escape Livre, Luís Celínio, que ficou em segundo lugar na votação para a Personalidade do Ano. A cerimónia foi presidida pelo presidente da Comuni- dade Intermunicipal Beiras e

Serra da Estrela, Paulo Fer- nandes, e entre os convidados estiveram os deputados elei- tos pelo distrito e o Conselho Editorial de O INTERIOR, que também comemorou o 16º aniversário. Veja a reportagem em www.ointerior.tv.

que também comemorou o 16º aniversário. Veja a reportagem em www.ointerior.tv. Rui Ventura agradeceu prémio PUB

Rui Ventura agradeceu prémio

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Quinta-feira, 17 de março de 2016

Quinta-feira, 17 de março de 2016 - 16º Aniversário 3

- 16º Aniversário

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17 de março de 2016 - 16º Aniversário 3 Escultor Pedro Figueiredo criou estatueta para a

Escultor Pedro Figueiredo criou estatueta para a Personalidade do Ano

Pedro Figueiredo criou estatueta para a Personalidade do Ano Constantino Rei, presidente do IPG, entregou menção

Constantino Rei, presidente do IPG, entregou menção honrosa a Luís Celínio, presidente do Clube Escape Livre

honrosa a Luís Celínio, presidente do Clube Escape Livre Luis Baptista-Martins, diretor de O INTERIOR, Paulo

Luis Baptista-Martins, diretor de O INTERIOR,

Escape Livre Luis Baptista-Martins, diretor de O INTERIOR, Paulo Fernandes, presidente da CIM Beiras e Serra

Paulo Fernandes, presidente da CIM Beiras e Serra da Estrela e do município do Fundão

da CIM Beiras e Serra da Estrela e do município do Fundão Luís Veiga, presidente do

Luís Veiga, presidente do grupo IMB Natura

do Fundão Luís Veiga, presidente do grupo IMB Natura Luis Celínio e esposa, Isabel Coelho PUB

Luis Celínio e esposa, Isabel Coelho

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4 - 16º Aniversário Quinta-feira, 17 de março de 2016

- 16º Aniversário

Quinta-feira, 17 de março de 2016

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Os deputados Carlos Peixoto (PSD), Ângela Guerra

224 373 Os deputados Carlos Peixoto (PSD), Ângela Guerra Carlos Peixoto, Ângela Guerra, António Edmundo Luís

Carlos Peixoto, Ângela Guerra, António Edmundo

Guerra Carlos Peixoto, Ângela Guerra, António Edmundo Luís Veiga e Paulo Fernandes Luís Baptista-Martins e o

Luís Veiga e Paulo Fernandes

Ângela Guerra, António Edmundo Luís Veiga e Paulo Fernandes Luís Baptista-Martins e o escultor Pedro Figueired

Luís Baptista-Martins e o escultor Pedro Figueired

Quinta-feira, 17 de março de 2016

Quinta-feira, 17 de março de 2016 - 16º Aniversário 5

- 16º Aniversário

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17 de março de 2016 - 16º Aniversário 5 (PSD) e Santinho Pacheco (PS) e Patrícia

(PSD) e Santinho Pacheco (PS)

- 16º Aniversário 5 (PSD) e Santinho Pacheco (PS) e Patrícia Correia o PUB PUB PUB

e Patrícia Correia

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6 - 16º Aniversário Quinta-feira, 17 de março de 2016

- 16º Aniversário

Quinta-feira, 17 de março de 2016

- 16º Aniversário Quinta-feira, 17 de março de 2016 Rui Ventura e esposa, Olga Ventura PUB

Rui Ventura e esposa, Olga Ventura

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17 de março de 2016 Rui Ventura e esposa, Olga Ventura PUB José Carlos Alexandre e

José Carlos Alexandre e esposa Paula Carvalhosa, acompanhados de Nuno Amaral Jerónimo

Paula Carvalhosa, acompanhados de Nuno Amaral Jerónimo Ana Eugénia Inácio e Patrícia Garrido, jornalistas de O

Ana Eugénia Inácio e Patrícia Garrido, jornalistas de O INTERIOR

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Quinta-feira, 17 de março de 2016

Quinta-feira, 17 de março de 2016 - 16º Aniversário 7

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8 - 16º Aniversário Quinta-feira, 17 de março de 2016

- 16º Aniversário

Quinta-feira, 17 de março de 2016

- 16º Aniversário Quinta-feira, 17 de março de 2016 Olga Ventura, Patrícia Correia e filhas João

Olga Ventura, Patrícia Correia e filhas

de março de 2016 Olga Ventura, Patrícia Correia e filhas João Carvalho, presidente da Comissão Vitivinícola

João Carvalho, presidente da Comissão Vitivinícola Regional da Beira Interior e proprietário da Quinta dos Termos; Vítor Nunes, , e Miguel Alves, presidente da Associação Comercial da Guarda

Miguel Alves, presidente da Associação Comercial da Guarda Bolo dos 16 anos de O INTERIOR Pedro

Bolo dos 16 anos de O INTERIOR

Comercial da Guarda Bolo dos 16 anos de O INTERIOR Pedro Figueiredo e António Ferreira Maurício

Pedro Figueiredo e António Ferreira

16 anos de O INTERIOR Pedro Figueiredo e António Ferreira Maurício Vieira, , Patrícia Correia, Luís

Maurício Vieira, , Patrícia Correia, Luís Baptista-Martins, Nuno Amaral Jerónimo, João Canavilhas, José Carlos Alexandre e Paula Carvalhosa (em baixo)

 

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Luis Martins, João Canavilhas e Nuno Amaral Jerónimo

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Quinta-feira, 17 de março de 2016

Quinta-feira, 17 de março de 2016 - 16º Aniversário 9

- 16º Aniversário

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«O que me motiva são as pessoas e o meu concelho»

Rui Ventura recebeu o Prémio Personalidade do Ano 2015 numa cerimónia organizada por O INTERIOR

do Ano 2015 numa cerimónia organizada por O INTERIOR Rui Ventura foi o homenageado da noite,

Rui Ventura foi o homenageado da noite, ao conquistar o galardão de Per- sonalidade do Ano das Beiras e Serra da Estrela, instituído por O INTERIOR. «O que me motiva são as pessoas e

o meu concelho. Gosto de sentir que as

pessoas que moram em Pinhel e nos visi- tam gostam de lá estar», disse o autarca pinhelense após receber a distinção, uma

escultura de Pedro Figueiredo. Eleito Presi- dente da Câmara em 2013, Rui Ventura diz querer atrair para o concelho empresários

e visitantes. Uma estratégia que lhe valeu

este prémio por ter conseguido novos inves- timentos este ano para a “cidade falcão” e promovido diversas iniciativas, como a feira medieval e o certame Beira Interior – Vinhos

e Sabores, além da incontornável Feira das

Tradições,quetêmcontribuídoparadivulgar

o concelho. No seu discurso, o autarca disse

sentir «o peso da responsabilidade» de ter

sidooprimeiroeleitoareceberestegalardão

e por isso prometeu «dar o meu melhor, que

posso, sei e consigo» para contribuir «não apenas para o desenvolvimento do concelho, mas também da região». Para Rui Ventura, «a meta que me pro- ponho é aquela que faz de mim um político,

é ajudar e estar próximo das pessoas. Se as

pessoas estiverem bem, eu estou de con- sciência tranquila». Quanto à Comunidade Intermunicipal Beiras e Serra da Estrela, o edil declarou que é «um amente de coop- eração», pelo que acredita no projeto, mas lembrou que para o sucesso «é necessário

que todos os agentes estejam envolvidos».

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10 - 16º Aniversário Quinta-feira, 17 de março de 2016

- 16º Aniversário

Quinta-feira, 17 de março de 2016

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Quinta-feira, 17 de março de 2016

Quinta-feira, 17 de março de 2016 - 16º Aniversário 11

- 16º Aniversário

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16 anos de O INTERIOR

Em 16 anos de existência, O INTERIOR

acabou por ser notícia em várias ocasiões da sua curta história. Lançado com o novo milénio,

o semanário mais recente da Beira Interior

chamou logo as atenções da classe e viu o seu

trabalho reconhecido nesse ano de 2000 com

a atribuição do Prémio Gazeta de Imprensa

Regional pelo Clube de Jornalistas. O mais prestigiado galardão nacional para

a imprensa regional confirmou que as carac-

terísticas deste projeto foram acertadas. Mais tarde, em dezembro de 2003, foi novamente

a

qualidade, o rigor e o profissionalismo de

O

INTERIOR que estiveram na origem de um

convite do “Expresso”, o jornal mais influente em Portugal, para sermos parceiro fundador da Rede Expresso – um espaço partilhado por 17 jornais regionais (um por distrito) no semanário mais lido do país. Mas O INTERIOR é mais do que isso e, ao longo destes anos, tem assumido a responsa- bilidade de participar e intervir na sociedade local. Agir para mudar, mas também para mar-

car a diferença perante a passividade. Para tal, apostou na promoção da cultura e da leitura com a Festa do Livro, uma atividade iniciada no Verão de 2002 com grande impacto na cidade. As primeiras edições aconteceram na Rua do Comércio, onde os livros foram o pro- pósito para concertos, conferências, animação de rua e instalações de arte. Em 2004, a festa mudou-se para a Praça Velha, mas não perdeu

a sua atratividade. Depois de um interregno de quatro anos, a

O número zero de O INTERIOR saiu para as bancas a 14 de janeiro de
O número zero de O INTERIOR
saiu para as bancas a 14 de janeiro de 2000

festa/feira do Livro regressou em 2008 passa-

do e com mais força, graças ao apoio do NERGA

– Associação Empresarial da Região da Guarda.

Houve novamente livros na rua, desta vez junto

ao Jardim José de Lemos, numa experiência que

atraiu alguns milhares de leitores e curiosos. Os debates foram outra aposta ganha por

O INTERIOR nestes 16 anos. Contornando a

função tradicional de um jornal – que é noticiar e/ou comentar acontecimentos -, optámos por marcar a atualidade em dois momentos-chave da política regional, além de contribuir ainda mais para uma sociedade mais e melhor infor- mada. Em dezembro de 2001 organizámos o único debate público com todos os candidatos

à Câmara da Guarda. A sessão atraiu centenas

de munícipes, que quiseram ouvir cara-a-cara

o que os políticos propunham para a cidade. Em Fevereiro de 2004 voltámos à carga

para esclarecer o tema das comunidades ur- banas. Em colaboração com a Rádio Altitude e

a Rádio Clube da Covilhã, organizámos o único debate sobre o assunto e vimos confirmadas

as diferenças que nos separam nesta pequena

região do interior. Políticos, autarcas e cidadãos comuns disseram de sua justiça sobre o cami- nho que estava a ser percorrido, mas ainda hoje estamos à espera de conhecer as virtualidades deste pequeno intervalo até à regionalização. Nos últimos anos O INTERIOR lançou uma webtv (ointerior.tv) e, em 2015, decidiu galar- doar pela primeira vez a Personalidade do Ano das Beiras e Serra da Estrela. Uma distinção que terá nova edição em 2016.

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12 - 16º Aniversário Quinta-feira, 17 de março de 2016

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Quinta-feira, 17 de março de 2016

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COVILHÃ

Maria da Graça Vicente na “Tarde de Quinta no Museu”

A investigadora Maria da Gra- ça Vicente fala hoje (16 horas) sobre “Território e identidade: a Covilhã medieval e a construção de um espaço identitário” no ciclo “Tarde de Quinta no Museu”, a rea- lizar no auditório da Real Fábrica Veiga do Museu de Lanifícios. Nesta conferência serão abor- dadas as etapas da construção de um espaço identitário e os desafios do presente nas esferas educativa,

económica, social e cultural. A ora- dora é membro da Academia Por- tuguesa de História, da Sociedade Portuguesa de Estudos Medievais

e do Centro de História da Facul-

dade de Letras da Universidade de Lisboa. É autora, entre outros tra- balhos, da obra “Covilhã medieval:

o espaço e as gentes (séculos XII

a XV)”, publicada em 2012 pelas

Edições Colibri. Maria da Graça Vicente tem pronta a edição de uma obra sobre a história medieval de grande parte do território da Beira Interior e que foi objeto da sua tese de doutoramento. A sessão tem entrada livre.

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Quinta-feira 17 de março de 2016

Quinta-feira • 17 de março de 2016 • • 1 1

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PINHEL

Livro de memórias de Madeira Grilo apresentado no sábado

O livro “Manuel Madeira Grilo - Memó-

rias soltas de uma vida vivida para a Guar- da” é apresentado em Pinhel no sábado.

A sessão acontece no auditório da autarquia, a partir das 16 horas. A obra foi

coordenadaporElsaFernandeseseráapre-

sentada por Álvaro Guerreiro, advogado e ex-dirigente da Federação de Bombeiros do Distrito da Guarda, e Luís Baptista-Martins, diretor de O INTERIOR. Natural das Freixe- das (Pinhel), onde nasceu a 19 de março de

1931, o histórico dirigente associativo e dos bombeiros faleceu na Guarda em 2014. Foi professor do primeiro ciclo, entre outros cargos públicos foi conselheiro nacional do Serviço Nacional de Bombeiros, presidente da Federação de Bombeiros do Distrito da Guarda, membro da Federação Portuguesa de Futebol, dirigente do Núcleo Empresa- rial da Região da Guarda (NERGA), verea- dor na Câmara da Guarda e deputado na Assembleia Municipal de Pinhel. Em 2009 publicou o seu “Dicionário de Provérbios” e

a 10 de junho de 2014 foi condecorado, na Guarda, como Oficial da Ordem do Mérito pelo Presidente da República.

SABUGAL

243 mil euros para prevenção florestal

A Câmara do Sabugal atribuiu subsí-

dios no valor de 243 mil euros para ações de prevenção, defesa e valorização do

património florestal do concelho. Nesse sentido, a autarquia presidida por António Robalo celebrou protocolos com sete associações locais, das quais fazem parte oito equipas de sapadores flo- restais. As entidades contempladas foram as Associações Humanitárias dos Bombei- ros Voluntários do Sabugal (81 mil euros)

e do Soito (81 mil euros), a Acrisabugal

- Associação de Criadores de Ruminantes e

Produtores Florestais do Concelho do Sabu- gal (27 mil euros), a Coopcôa - Cooperativa Agrícola do Concelho do Sabugal (13.500 eu- ros), a Comissão de Compartes da Freguesia de Aldeia Velha (13.500 euros), o Conselho Diretivo do Baldio dos Fóios (13.500 euros)

e a Assembleia de Compartes da Freguesia de Malcata (13.500 euros).

ALMEIDA

Novo posto de transformação em Porto de Ovelha

A EDP Distribuição anunciou a entrada

ao serviço de um novo posto de transforma-

ção (PT) na localidade de Porto de Ovelha, no concelho de Almeida. Segundo a empresa, o equipamento

substitui aquele que, até agora, alimentava

a

localidade, revelava alguma obsolescência

e

não se enquadrava «nos elevados níveis

de qualidade impostos pela EDP Distribui- ção à atividade por si desenvolvida». «Para além de um aporte significativo em termos do reforço da qualidade do serviço presta- do, esta intervenção da EDP Distribuição veio permitir um melhor enquadramento paisagístico e, consequentemente, im- portantes ganhos ambientais», adianta a empresa em comunicado.

SEIA

Tribunal com serviços e competências

reforçadas

O Tribunal de Seia vai ter serviços

e

competências reforçadas, anunciou

o

autarca local após reunir com a se-

DR
DR

vos serviços e valências, no âmbito da reorganização de serviços que o atual Governo já iniciou». Para o edil, as intenções anunciadas pelo Ministério da Justiça permitem «travar o esvaziamento de serviços a que o Tribunal tem estado sujeito, no- meadamente através das alterações in- troduzidas pelo novo mapa judiciário e a transferência de serviços para a comarca

nor. Para José Domingos, coordenador do Gabinete Judaico da Câmara de Belmonte, este crescimento resulta de «uma ação consertada» entre o museu e operadores nacionais, de Israel e de outros países para dar «a conhecer e vivenciar as tra- dições e as memórias da comunidade judaica de Belmonte». Por sua vez, o presidente do município, António Dias Rocha, assume que a vila quer ser «uma

alargada do distrito da Guarda». Carlos Filipe Camelo acrescenta que «é evidente que Seia, enquanto cidade, e o edifício do seu Tribunal, enquanto infraestrutura (imóvel, logística e humana), apresentam condições para ver o seu papel reforçado, no âmbito da organização judiciária». De resto, a tutela também terá assegurado a realização dos trabalhos de manutenção necessários no Palácio da Justiça.

referência no turismo cultural judaico, mas também na produção, transformação e comercialização de produtos kosher em termos nacionais». Entretanto, o Museu Judaico vai entrar em obras com vista à instalação de novos equipamentos interativos. Atualmente o espaço acolhe a exposição “Magen David”[a estrela de David], que reúne obras de 33 artistas de Israel.

cretária de Estado Adjunta e da Justiça. Helena Ribeiro esteve na cidade serrana na sexta-feira, no âmbito de uma visita à Comarca da Guarda. Atualmente, este tribunal, que já foi Círculo Judicial, é secção de competência genérica, tramitando e julgando as cau- sas não atribuídas à instância central,

na Guarda, desdobrando-se em secções cíveis, criminais, de pequena criminalida- de e de proximidade. Tudo por causa da entrada em vigor do mapa judiciário, em setembro de 2014. Mas o atual Governo já disse que quer reverter algumas das me- didas concretizadas, sendo que em Seia os serviços judiciais «serão autónomos e até podem vir a ser reforçados, passando

a estrutura a designar-se Tribunal Ju-

dicial de Seia», anunciou o presidente da Câmara. Em comunicado, Carlos Filipe Camelo revela que o Tribunal de Família e Menores vai manter-se e que

o Coletivo vai regressar, assim como

o Tribunal Cível, «perspetivando-se, a curto-médio prazo, o anúncio de no-

BELMONTE

Museu Judaico com 20.560 visitantes em 2015

Em 2015, o Museu Judaico de Bel- monte registou 20.560 visitas, mais 2.932 turistas que no ano anterior. De acordo com dados oficiais, os visitantes portugueses estão em maioria (10.099 pessoas), seguidos dos israelitas (6.511), espanhóis (1.360), americanos (820) e brasileiros (560). A instituição recebeu também turistas de países dos quatro continentes, mas em número me-

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Quinta-feira 17 de março de 2016

SEIA

Caminhada na Rota da Ribeira

O Centro de Interpre-

tação da Serra da Estrela (CISE) organiza na quarta- feira uma caminhada na Rota da Ribeira de Loriga. Este circuito que in- tegra a rede de percursos pedestres das Aldeias de Montanha é de dificulda- de média e percorre um vale extenso e encaixa- do, ligando Loriga e Casal do Rei. São 8,5 quilóme- tros de traçado sinuoso por caminhos antigos que acompanham as levadas para rega dos campos. A participação está limitada

a 14 pessoas, realizando- se com um mínimo de 6,

e tem um custo associado

de 5 euros. A partida é às 9 horas no CISE. Os interes- sados podem inscrever-se online (www.cise.pt), no CISE (238 320 300) ou pelo email cise@cise.pt. O Centro tem agendada nova caminhada para dia 30 na Rota das Canadas, na zona de Alvoco da Serra.

DESENVOLVIMENTO

Municípios associam-se para dinamizar economia do Alto Mondego

Os municípios de Gouveia, Fornos de Algodres, Nelas e Mangualde criaram na semana passada a Rede de Territórios do Alto Mondego. O acordo foi assinado na “cidade-jardim”, promotor da iniciativa, e visa o desenvolvimento destes terri- tórios com base em dinâmicas de criatividade, inovação, em- preendedorismo e internacio- nalização focadas nos produtos endógenos. Numa fase inicial, a Rede irá candidatar a fundos eu- ropeus um projeto de inves- timento estimado em 6,2 mi- lhões euros. «A captação de

financiamento público e pri-

vado, materializando investi-

mentos produtivos, com efeito

multiplicador na economia local, é o principal objetivo de- finido para a Rede Territorial do Alto Mondego», adianta a Câmara de Gouveia, em comu- nicado. Segundo o protocolo, cada município vai trabalhar uma fileira tradicional, sendo que Gouveia pretende desen- volver a área agropastoril e Fornos de Algodres a do azeite.

DR
DR

Parceiros vão apostar no desenvolvimento de produtos e setores tradicionais

Por sua vez, a autarquia de Mangualde potenciará ações na fruticultura e a de Nelas no setor do vinho. Este projeto intermunicipal vai ser apoiado pelos institutos politécnicos de Castelo Branco, Coimbra, Guarda e Viseu e pelas univer- sidades da Beira Interior e de Trás-os-Montes e Alto Douro. São ainda parceiros ins-

titucionais o IAPMEI, o AICEP (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal), a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, a Direção Regional de Cultura do Centro e a Entidade Regional de Turismo do Centro. Para Luís Tadeu, presidente da Câmara de Gouveia, o objetivo deste acordo é «o desenvolvi-

mento do Alto Mondego en- quanto território de inovação e empreendedorismo para revita- lizar o tecido económico local». Já Manuel Fonseca, edil de For- nos de Algodres, sublinha que «as parcerias que promovam o reforço da coesão e aumentem a competitividade dos territórios são fundamentais» para os qua- tro parceiros.

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Quinta-feira 17 de março de 2016

Quinta-feira • 17 de março de 2016 • • 1 3 Opinião OVO DE COLOMBO Lana

13

Opinião OVO DE COLOMBO Lana Turner DR Miguel Moreira Lana Turner foi um ícone in-
Opinião
OVO DE COLOMBO
Lana Turner
DR
Miguel Moreira
Lana Turner foi um ícone in-
dissociável do glamour no cinema.
Não tinha o mistério de Garbo, a
beleza exótica de Gardner ou o
talento de Bergman. Transbordava,
contudo, glamour, esse conceito
que o cinema norte-americano
da era clássica produziu como
ninguém. Não é uma diva muito
lembrada hoje (quase nenhuma
é). E se há uma loira glamorosa
por excelência do cinema, essa é
Marilyn Monroe. Porém, a minha
favorita é Lana Turner. Não sei
bem por que razão. O que posso
afirmar objetivamente é que é das
estrelas mais interessantes de
serem estudadas (ela, sim, deve
ser chamada de estrela, visto, a par
de Joan Crawford, ter percebido na
perfeição o seu significado). No
seu primeiro filme, “They Won’t
Forget” (Mervyn LeRoy, 1937),
Lana é quase figurante. O que ela
faz é pouco mais que atravessar
uma rua. Acontece que bastou
esse momento banal para que a jo-
vem se tornasse um “sex symbol”
nos EUA, não levasse ela, na sua
inocência, um sweater ajustado
ao corpo. O furor foi tal que a loira
passou a ser apelidada de “Sweater
Girl”. E é aqui que reside a essência
da Lana como “sex symbol”. Mar-
lene Dietrich é também um ícone
sexual, porém quase etéreo. Já
Lana, mulher terrena, é a vizinha
sexy por excelência.
Richard Dyer afirma que
Lana, através do “sweater”, uma
camisola vulgar que toda a gente
compra, anulou a oposição ex-
plorada pelo cinema entre sexy e
exótico vs assexuado e caseiro,
comum. Reparemos em “The
Postman Always Rings Twice”
(Tay Garnett, 1946), o seu filme
mais conhecido. Nele, Lana, na
sua beleza vulgar, mostra-se sen-
sual nas suas roupas modestas e
consegue por “glamour” no ato de
lavar pratos, tarefa que não está
associada convencionalmente a
tal atributo.
Dyer deteta ainda uma estreita
relação entre os filmes de Lana e a
sua própria vida pessoal. “Ziegfeld
Girl” (Robert Z. Leonard, 1941) é
um bom exemplo: na vida real,
Lana, de origens muito humildes,
num momento em que faltou às
aulas para ir tomar uma Coca-Cola
num café, é vista por um caça ta-
lentos e, desde então, nunca mais
deixou de ser estrela; em “Ziegfeld
Girl”, a sua personagem, uma ra-
pariga pobre de Brooklyn, também
vira estrela do “show business”
por pura sorte. Tal como os filmes
de Crawford, os de Lana seguem
frequentemente a lógica Cinderela
com a diferença de que a loira não
esfrega o chão até “lá chegar”.
Quando atores mais jovens
começaram a encantar Hollywood
(Marlon Brando, Marilyn Monroe
etc.), Lana, que via os seus tem-
pos de “sex symbol” deixados
para trás, conseguiu encontrar
um novo modelo na sua carreira,
isto é, de “femme fatale” passou
a mulher rica em melodramas e,
nesta linha, “Peyton Place” (Mark
Robson, 1957) rendeu-lhe a
única nomeação ao Óscar de me-
lhor atriz. Infelizmente este seu
reinado durou pouco. Com a sua
despedida do cinema, ficou uma
era alimentada pelo “glamour”
e pela beleza. Lana, que casou
sete vezes como a sua amiga
Elizabeth Taylor, disse certa vez
que gostaria de acreditar que
tivesse ela própria «ajudado a
preservar o “glamour” e a beleza
e o mistério da indústria cinema-
tográfica». Ela não contribuiu; ela
fez mais que ninguém. Conseguiu
ainda, com o tempo, ser uma
atriz competente. Mas a ser uma
estrela, ela aprendeu depressa. E
brilhou sempre.

MÚSICA

EPABI organiza estágios de orquestra

A EPABI – Escola Profissional de Artes da Covilhã organiza, a partir de sábado, estágios de orquestra (guitarras, cordas e sopros). Durante uma semana, os participantes poderão enrique- cer experiências e aprofundar conhecimentos nesta vertente de orquestra. A atividade, que termina dia 24, destina-se aos alunos da EPABI e a outros estu- dantes de música, sendo que as

formações serão lecionadas pelos professores convidados Jan Wier- zba (cordas), João Diogo Leitão (guitarras) e Francisco Ferreira (sopros). Cada estágio terminará com um concerto de encerramen- to, a começar pelas guitarras (dia 22 n’A Moagem, Fundão). No dia seguinte os formandos em or- questra de cordas apresentam-se no Cineteatro Avenida, em Castelo Branco, e orquestra de sopros atuará dia 24 em local a designar.

MÚSICA

David Fonseca sábado no TMG

O músico David Fonseca

atua sábado à noite no TMG, no âmbito da digressão nacional de promoção do seu último álbum, intitulado “Futuro eu”. Trata-se do primeiro tra- balho gravado na totalidade em português. “Futuro Eu” expõe um conceito inédito na vasta obra do músico em que o ines- perado é princípio basilar. Editado em outubro de 2015, este é o sexto disco a solo de David Fonseca que compôs os seus onze temas completa- mente isolado numa casa vazia, onde esteve munido apenas de computador, máquina de escrever, microfone, teclado

e guitarra. Contudo, o resul-

tado é muito surpreendente pela energia que emanada de grande parte destas canções, que têm sonoridades pouco habituais no músico de Leiria.

DR
DR

David Fonseca, que se deu a conhecer nos anos 1990 nos Si- lence 4, iniciou carreira a solo

em 2003 com o álbum “Sing me something new”. O trabalho anterior intitulou-se “Seasons”, de 2012, e surgiu repartido em dois discos, “Rising” e “Falling”. Em mais de uma década a

solo, David Fonseca participou no projeto Humanos, recen- temente retomou os Silence 4 para uma série de concertos solidários por causa de um dos

elementos do grupo, a cantora Sofia Lisboa, e foi dando espaço

à fotografia, uma das artes de eleição do músico.

TEATRO

Clássico de Molière no São Luís

O grupo Ultimacto, de Cem

Soldos (Tomar), apresenta sábado à noite (21h30), no

Cineteatro São Luís, em Pinhel,

a peça “Médico à Força”. O es-

petáculo baseia-se no original de Molière e é uma comédia de equívocos à volta da esperteza

e peripécias de Esganarelo,

obrigado a ser médico. A or- ganização é da autarquia, em parceria com o Teatro do Ima- ginário, do Grupo de Amigos do Manigoto.

SEIA

José Fanha na final do concurso interescolar SER

José Fanha, autor do “Diário de Um Menino Já Crescido”, está hoje em Seia para a final do con- curso literário-cultural “S.E.R.”

(Saber, Exprimir, Responder), organizado pela autarquia. A atividade decorre no auditório do CISE (20h30).

Participam equipas forma- das alunos do 4º D do Centro Escolar de Seia, das escolas do Sabugueiro e Pinhanços, da Escola Abranches Ferrão, Santa

Marinha e Santiago; do 4º C do Centro Escolar de Seia e estu- dantes do 4º ano integrados na turma 3º B do Centro Escolar de São Romão. As eliminatórias decorreram a 25 de fevereiro e juntaram um total 151 crianças do 4º ano do 1º ciclo do ensino básico de escolas do concelho. O concurso é promovido em cola- boração com os Agrupamentos de Escolas de Seia e Guilherme Correia Carvalho.

COVILHÃ

“Cinzas” duplamente premiada no Ciclo de Teatro Universitário da Beira Interior

A peça “Cinzas”, do Grupo

de Teatro da Universidade de Santiago de Compostela, dirigida

por Roberto Salgueiro, venceu o

prémio do melhor espetáculo da

20ª edição do Ciclo de Teatro Uni- versitário da Beira Interior, que terminou no sábado, na Covilhã.

Já o coletivo de atores desta

criação foi distinguido com o

prémio de melhor interpretação

e o público premiou “El Sueño de

una Noche de Verano”, de Arte 4

– Estudio de Actores de Madrid, dirigida por Ramón Quesada. Organizado pelo TeatrUBI e pela ASTA, este festival é o

mais antigo do país nesta área

e realiza-se ininterruptamente

há vinte anos. Nesta edição, a

organização adianta que houve

mais púbico, tendo-se registado «uma média de 110 espetadores

por espetáculo, ultrapassando os números da edição do ano an- terior». Durante 11 dias subiram ao palco do Teatro Municipal da Covilhã 13 peças de grupos por-

tugueses, espanhóis, italianos e cabo-verdianos.

POESIA

Calafrio edita poemas de Pedro Dias de Almeida

A associação cultural Ca-

lafrio, da Guarda, estreia-se

sábado na edição com o livro “Poemas e outros poemas”, de Pedro Dias de Almeida.

A sessão de lançamento tem

lugar na Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço, pelas 16 horas, e a apresentação da obra será feita por José Gomes Pinto, professor e filósofo, também natural da Guarda. O livro tem coordenação gráfica de Catarina Van der Hoorp da Silva. Pedro

DR
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Dias de Almeida nasceu na Guarda em 1972 e é jornalista da revista “Visão”. Publicou, em 2002, “Introdução à Anatomia das

Sereias e Outros Poemas” (edição Aquilo Teatro) e dez anos depois escreveu o monólogo “As Últimas Palavras de Swazo Camacase (ou um Pouco Mais de Nada)” para

o Projéc~ (estrutura teatral do

TMG). Já em 2015 adaptou o con-

to de Herman Melville “Bartleby, o

Escrivão” para uma produção do Teatro do Calafrio.

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1 4 • • Quinta-feira • 17 de março de 2016 Publicidade

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Quinta-feira 17 de março de 2016

Quinta-feira • 17 de março de 2016 • • 1 5

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Sp. Covilhã deixa escapar vitória no final

Covilhanenses estiveram a ganhar 2-0 até aos 82’, altura em que os penafidelenses iniciaram a recuperação no marcador

O Sp. Covilhã somou no domingo o quinto jogo conse- cutivo sem perder ao empatar 2-2 na receção ao Penafiel, em encontro da 35ª jornada da IIª Liga. Num embate entre duas equipas em recuperação na tabela, os serranos entraram mais determinados. Muito pressionantes no primeiro quarto de hora, mostraram frequente iniciativa atacante, especialmente pelo corredor

direito. Diogo Ribeiro iniciou

a partida com um remate a

rasar o poste, Tiago Moreira atirou ao lado, Ivo defendeu por duas vezes investidas de Éder Díez e, novamente, Diogo

Ribeiro voltou a falhar o alvo por centímetros. À meia hora, os covilhanenses abrandaram

o ritmo e o Penafiel conseguiu

equilibrar, mas, nos últimos minutos da primeira parte, os locais voltaram a mandar no jogo e chegaram ao golo aos 45’, na sequência de um livre apontado por Traquina e fina- lizado por Díez. No reatamento, os visitan- tes, com o ataque reforçado, surgiram com grande pendor atacante e podiam ter marcado, mas Taborda travou o remate de Kalindi e Mbala atirou por

Filipe Pinto - Foto Académica
Filipe Pinto - Foto Académica

Espanhol Éder Díez bisou na partida que serranos não conseguiram vencer

cima. Na outra área, quando já se gritava golo, Ivo defendeu o remate de Diogo Ribeiro à boca da baliza, mas o Covilhã acabou por aumentar a vantagem aos 66’, com os protagonistas do pri- meiro tento. Traquina, de livre,

FUTEBOL DISTRITAL

Trancoso aproxima-se do segundo lugar na Iª Divisão, São Romão é campeão da IIª Divisão

O Trancoso venceu na Mêda

o jogo grande da 20ª jornada

do Distrital da Iª Divisão da AF Guarda.

O encontro opôs o segundo

e terceiro classificados e termi-

nou com a vitória dos visitantes por 2-1, um resultado que deixa os trancosenses a um ponto do Sp. Mêda, atual vice-líder da prova. Cada vez mais inacessível ficou o Gouveia que no domingo ganhou 1-0 em Vila Nova de Tazem no dérbi do concelho gouveense com o Vilanovenses. Os serranos têm agora 16 pon- tos de vantagem sobre o Mêda a seis jornadas do final do campe- onato. Destaque também para as vitórias surpreendentes do Vilar Formoso, penúltimo classifica- do, em Fornos de Algodres (2-1), e do Celoricense, antepenúltimo, na receção ao Pinhelenses (3-2), enquanto o “lanterna vermelha”

Vila Franca das Naves empatou

(1-1) em casa com o Manteigas. Nos restantes jogos o Vila Cortês do Mondego derrotou o Figuei-

rense por 1-0 e o Aguiar da Beira

foi ganhar ao Soito por 4-2. Na IIª Divisão, o São Romão sagrou-se campeão distrital ao vencer o Estrela de Almeida por 2-0. O primeiro e segundo clas- sificados, já promovidos ao es-

calão principal, encontraram-se na 13ª jornada numa partida de- cisiva para a atribuição do título.

A jogar em casa, os serranos não

desperdiçaram e ganharam à formação raiana, que tem 29 pontos, menos quatro que o líder quando falta apenas dis-

putar uma jornada. Nos outros jogos, o Mileu Guarda foi ganhar 5-1 a Casal de Cinza e o Guarda Unida venceu 2-0 em Foz Côa.

O jogo Paços da Serra-Freixo de

Numão foi adiado.

Ficha de Jogo

Árbitro: João Pinheiro (Braga) Árbitros auxiliares: Nelson Moniz e Nuno Eiras

E. José Santos Pinto, Covilhã

Sp. Covilhã

2

Taborda, Tiago Moreira, Massaia, Zé Pedro, Soares, Gilberto, Diarra (Xeka, 91’), Zé Tiago (Davidson, 72’), Traquina, Diogo Ribeiro (Elenilson, 80’) e Éder Díez Treinador: Francisco Chaló

Penafiel

2

Ivo, Pedro Ribeiro, Amoreirinha (Vie- ira, 46’), João Paulo, Daniel Martins, Djibril, Tiago Barros, Kalindi, Caetano (César, 78’), Mbala (Ângelo Meneses, 90’) e Yero Treinador: Paulo Alves

Golos: (Éder Díez, 45’ e 66’), Vieira (82’) e Yero (87’)

Ação disciplinar: Cartão amarelo para Tiago Barros (30’) e Amoreirinha (44’)

meteu na área e Éder Díez foi mais lesto a chegar à bola. Aos 79’, Traquina rematou forte, mas Ivo voltou a defender. O Covilhã não marcou e acabou por sofrer. Aos 82’, de livre, César serviu Vieira e o atacante reduziu e, aos 87’, Gilberto perdeu a bola para Mbala. O congolês cruzou e Yero, ao segundo poste, em- patou o encontro.

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1 6 • • Quinta-feira • 17 de março de 2016 Publicidade

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Telef. 275 336 805 • Telem. 919 487 978 • Telem. 964 196 950
E-mail: filipepintofoto@sapo.pt • fotoacademica@hotmail.com
filipepintofoto@sapo.pt • fotoacademica@hotmail.com PUB Economia Direção Geral de Energia e Geologia Aviso
PUB Economia Direção Geral de Energia e Geologia Aviso Faz-se público, nos termos e para
PUB
Economia
Direção Geral de Energia e Geologia
Aviso
Faz-se público, nos termos e para efeitos do n.º 1 do artigo 6.º do Decreto-Lei nº 88/90,
de
16 de março, que Felmica - Minerais Industriais, S.A., requereu a atribuição de direitos
de
prospeção e pesquisa de depósitos minerais de quartzo, para uma área denominada
“Seixo”, localizada no concelho de Foz Côa, ficando a corresponder-lhe uma área de 1,565
km
2 , delimitada pela poligonal cujos vértices, se indicam seguidamente, em coordenadas
no
sistema PTTM06/ETRS89:
Vértice
X(m)
Y(m)
1 95551,801
146552,258
2 93465,164
145679,150
3 92706,321
146082,810
4 95330,394
147087,170
Convidam-se todos os interessados a apresentar reclamações, ou a manifestarem
preferêncla, por escrito com o devido fundamento, no prazo de 30 dias a contar da data
da
publicação do presente Aviso.
O
pedido está patente para consulta, dentro das horas de expediente, na Direção de
Serviços de Minas e Pedreiras da Direção-Geral de Energia e Geologia, sita na Av.ª 5
de Outubro, nº 208-6.º Andar, (ed. Santa Maria), 1069-203 Lisboa, entidade para quem
devem ser remetidos as reclamações. O presente aviso e planta de localização estão
também disponíveis na página eletrónica desta Direção-Geral.
2 de março de 2016. - A Subdiretora-Geral, Cristina Lourenço.
O Interior, nº 847 de 17/03/2016
Cristina Lourenço. O Interior, nº 847 de 17/03/2016 F ilmes na região VIVACIne - 1 -
Cristina Lourenço. O Interior, nº 847 de 17/03/2016 F ilmes na região VIVACIne - 1 -

Filmes na região

VIVACIne - 1 - Guarda - 17 a 23 de março - 15:10/18:10/21:20/00:00 c)

Convergente: Parte 1

VIVACIne - 2 - Guarda - 17 a 23 de março - 21:30/23:55 c)

Assalto a Londres

VIVACIne - 2 - Guarda - 17 a 23 de março - 13:30 a) /15:50/18:20

Zootrópolis - VP

VIVACIne - 3 - Guarda - 17 a 23 de março - 13:20 a) /15:30/21:10/23:30 c)

O Panda do Kung Fu 3 - VP

Cineplace Serra - 1 - Guarda- 17 a 23 de março - 12:30 a) /18:30/21:30/00:30 c)

O Panda do Kung Fu 3 - VP

Cineplace Serra - 2 - Covilhã - 17 a 23 de março - 13:40 a) /19:40/21:40/23:50 c)

Convergente: Parte 1

Cineplace Serra - 3 - Covilhã - 17 a 23 de março - 13:00 a) /18:20/21:10/00:00 c)

Irmãos e Espiões

Cineplace Serra - 4 - Covilhã - 17 a 23 de março - 18:40/21:20/23:40 c)

Assalto a Londres

Cinema Jacinto Ramos - Trancoso - 18 a 21 de março - 21:30 (domingo - 16:00)

Zootrópolis (VP)

Cine-Teatro São Luís - Pinhel - 18 e 20 de março - 21:30

Zootrópolis (VP)

C. Municipal da Cultura - Mêda - 18 e 19 de março - 21:30

*

Cinema - Vila Nova da Foz Côa - 19 e 20 de março - 21:30

As 50 Sombras de Black

Cine-Teatro - Seia - 18, 19 e 20 de fevereiro - 21:30

Brocklyn

Manteigas Cine - 18 de março - 21:30

*

Gouveia - Teatro Cine - 19 de março - 21:30

O Quarto de Jack

Centro Cultural Raiano - 18 e 19 de março - 21:30

*

* Até ao fecho da edição não era conhecida a programação • a) - Estas sessões só se realizam no sábado e domingo • b) - Estas sessões só se realizam aos domingos e feriados • c) - Estas sessões só se realizam às sextas, sábados e vésperas de feriado • d) - Estas sessões só se realizam ao Fim-de-Semana

A programação é fornecida pelas entidades responsáveis pelas salas de espectáculo. Por razões de última hora, a programação pode sofrer alterações estando “O INTERIOR” alheio às mesmas.

Quinta-feira 17 de março de 2016

Quinta-feira • 17 de março de 2016 • • 1 7

17

KARATE

Fornense no Japão para campeonato mundial

Rafael Bento, natural

de Juncais (Fornos de Algo- dres), vai para Amagasaki (Japão) para competir no Campeonato do Mundo de Karate Shito-ryu Shukokai Union, no dia 27.

O atleta do Clube de

Escolas de Karate Shukokai (CEKS) de Fornos de Algodres vai com- petir em kata e kumite. A comitiva é

DR
DR

composta por mais quatro elementos provenientes da cidade de Viseu, liderada

pelo sensei Luís Pereira. Antes da competição, de 20

a 26 de março, haverá uma semana formativa em que

a equipa portuguesa vai

treinar o karate mais “au- têntico” e contactar com ilustres mestres japoneses.

NATAÇÃO

Pedro Tavares melhora tempos no Nacional

O guardense Pedro Ta-

vares foi nono e 11º, res- petivamente, nas provas de 100 e 200 metros bruços do Nacional de Juvenis, Juniores e Absolutos. O campeonato decorreu no Jamor no pas- sado fim-de-semana com a participação de 850 atletas em representação de 110 clubes. Apesar da classificação modesta, Pedro Tavares (Clube de Natação da

DR
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Guarda) melhorou substan- cialmente os seus tempos e está mais perto dos mínimos para o Open de Portugal, que se realiza em julho. Além disso, o nadador já obteve os mínimos para o Torneio Zonal de Juvenis da próxima época. Este fim-de-semana Marco Costa e Simão Dias, também do CNG, participam no Torneio Zonal de Infantis – Zona Sul, em Tomar.

KARATE

UKSB com 41 medalhas no Nacional

A União de Karate Sho-

tokan das Beiras (UKSB) ob- teve 41 medalhas no XVIIIº Campeonato Nacional da

Karate-Do Portugal Shotokan, disputado no Monte da Ca- parica no passado fim-de- semana.

A competição juntou

perto de 600 karatecas de 39 clubes com idades com- preendidas entre os 6 e 60 anos. A UKSB participou com 23 atletas, com destaque para os títulos nacionais de Nuno Rodrigues (Guarda) em kata iniciados; de Mariana Dias em kata e kumite (individual e coletivo) juvenis; de Rodrigo Remédios em kata e jyu ippon kumite (ambos de Celorico da Beira); de Francisca Albuquerque em kata indivi- dual juvenis e Fábio Rodrigues em kata por equipas infantis (ambos de Seia). De Gouveia, Niki Ivanov foi terceiro em kata

DR
DR

e kihon ippon kumite cadetes, no mesmo

escalão José Farias foi segundo em kata

e kihon ippon kumite e terceiro em ku-

mite, enquanto a veterana Helena Costa foi

segunda em kata, Samuel Silva segundo em kumite por equipas juvenis e João Rocha foi terceiro em kata juvenis, segundo em kata por equipas, terceiro em Jyu ippon Kumite e segundo em kumite por equipas. As restantes medalhas foram conseguidas por karatecas de Nelas e Mangualde.

CICLISMO

António Ferreira vence classe Masters 40 na Volta a Almodôvar

António Ferreira (Marques & Pe- reira/Garbike) venceu a classificação de Masters 40 na nona edição da Volta ao Concelho de Almodôvar, corrida no passado fim-de-semana. Nesta clássica do ciclismo nacional com três etapas participaram 134 atletas de 20 equipas. A formação guardense Marques & Pereira/Garbike alinhou com Alexandre Guilhoto, Bruno Fernandes, António Ferreira, João Mariano e Pedro Pereira. António Ferreira envergou a camisola laranja, símbolo de líder do escalão masters 40, no final da primeira etapa, com 90,6 quilómetros corrida no sábado, e nunca mais a largou. No domin- go o pelotão enfrentou a segunda tirada de 63,9 quilómetros e um circuito de 4,5 quilómetros cumprido por dez vezes. O

guardense terminou no nono lugar da geral, a 1m41s do vencedor, André Filipe (CPR A-Dos-Barbas/Portelabikes). Devido ao reduzido número de ele- mentos, a equipa guardense trabalhou para o camisola laranja e abdicou das outras classificações. Assim, Alexandre Guilhoto foi 18º da geral (a 1m51s) e 9º da classe masters 30, a 24s do segundo lugar. João Mariano ficou-se pela 44ª po- sição da geral, tendo sido 25º em Masters 30. O ciclista teve um furo que o fez perder cerca de quatro minutos. Por sua vez, Bruno Fernandes foi 66º (12º na classe Elite/Sub 23) e Pedro Pereira teve que abandonar após uma queda coletiva na primeira eta- pa. No final, a Marques & Pereira/Garbike terminou na sétima posição da geral por equipas, a 6m36s da primeira.

Classificações

Primeira Liga

equipas, a 6m36s da primeira. Classificações Primeira Liga IIª Liga Distrital de Futsal Nacional de Seniores

IIª Liga

6m36s da primeira. Classificações Primeira Liga IIª Liga Distrital de Futsal Nacional de Seniores - Série

Distrital de Futsal

Classificações Primeira Liga IIª Liga Distrital de Futsal Nacional de Seniores - Série E Iª Divisão

Nacional de Seniores - Série E

Liga Distrital de Futsal Nacional de Seniores - Série E Iª Divisão de Futsal Iª Divisão

Iª Divisão de Futsal

Nacional de Seniores - Série E Iª Divisão de Futsal Iª Divisão Distrital da Guarda IIª

Iª Divisão Distrital da Guarda

Nacional de Seniores - Série E Iª Divisão de Futsal Iª Divisão Distrital da Guarda IIª

IIª Divisão Distrital da Guarda

Nacional de Seniores - Série E Iª Divisão de Futsal Iª Divisão Distrital da Guarda IIª

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1 8 • • Quinta-feira • 17 de março de 2016

Quinta-feira 17 de março de 2016

1 8 • • Quinta-feira • 17 de março de 2016 Honorato Robalo * c r

Honorato Robalo * crónicaPOLÍTICA

Reflexão vs Unidade

Saúdo todos aqueles que, ao longo de 16 anos, corporizaram

o projeto do jornal O INTERIOR, parabéns e fortaleçam o elo na ca-

deia reivindicativa e aglutinadora no processo regional de exigência

em torno do desenvolvimento sustentado, este arredado, fruto das opções políticas daqueles que sempre tiveram responsabilidades na gestão governativa. Falando em desenvolvimento, aproveito para centrar-me na pá- gina oficial da Câmara da Guarda que menciona: «O desenvolvimento

sustentável é uma das prioridades da Câmara Municipal da Guarda. A autarquia tem vindo a desenvolver práticas que valorizam a proteção

e a conservação da natureza…» «…a proteção das florestas…»

perante isto, questiono: Quais as razões de não publicitar de forma explícita e transparente todas as decisões referentes ao processo de Plano de Rearborização na cidade, bem como a publicitação dos referidos estudos? Espero que não aconteça resposta tardia aos deputados munici- pais da CDU perante as questões colocadas, através do Sr. presidente da Assembleia Municipal. Saúdo todas as iniciativas populares e de outras organizações, nomeadamente da Quercus, no processo de intervenção pública referente ao abate das árvores. Quanto às demais intervenções na malha urbana é fundamental que haja uma auscultação ao nível dos diversos bairros, aqui tem um papel fundamental o patamar da intervenção da Junta de Freguesia

da Guarda, no âmbito do ordenamento do território e urbanismo, ar- ticulando com a Câmara o referido plano de intervenção e potenciar a auscultação dos fregueses sobre a referida intervenção. O património público não é circunscrito às decisões de alguns, é dever de todos intervirem no patamar representativo e participativo. Não queria deixar de aflorar a minha posição acerca da grave carência de profissionais de saúde, nomeadamente enfermeiros e médicos, fiquei estupefacto com a convergência das organizações representativas dos estudantes e profissionais de medicina defen- dendo “numerus clausus” mais apertados no acesso ao curso de Medicina. Afirmam que há médicos a mais, não sei onde? Se há

a mais, apresentem propostas concretas de fixação ou mobilidade

de recursos para onde faltam e onde há a mais, recordo sempre a estória popular da estatística da galinha. Li atentamente o documento da ANEM, não compreendo alguns pontos da argumentação quando no distrito da Guarda faltam dezenas de médicos, sejam médicos de família, cardiologistas, ortopedistas, radiologistas entre outros. Mais ainda quando referem que Portugal

revela várias assimetrias na distribuição médica entre regiões rurais

e urbanas, tal como entre especialidades médicas, potenciando a perceção de falta de médicos. Gostaria de saber se os milhares de utentes sem médico de

família, as listas de espera infindáveis nas diversas especialidades,

o envelhecimento dos profissionais, a contratação de médicos re-

formados, a explosão da subcontratação de profissionais são ou não são dados resultantes dos excessivos “numerus clausus”? Alguém compreenderá que os impostos dos trabalhadores, contribuindo para a formação dos seus filhos nas diversas profis- sões da saúde, culminem na “imposição” da emigração quando os seus avós, pais, irmãos, sobrinhos necessitam deles ao longo do seu ciclo vital? Basta! Gostaria que houve esforços na criação de uma plataforma reivindicativa de todas as profissões de saúde, aliados aos utentes, na defesa do Serviço Nacional de Saúde, este, como esteio na formação e prestação. Infelizmente, por interesses corporativos ou outros ocultos, vejo muitos a fugirem à unidade na ação e sobretudo muitos alheados de servir o interesse público. As conquistas sociais, no seio do SNS, foram dadas com carreiras profissionais dignas, independentemente da profissão e pelos ganhos em saúde, fruto do esforço de todos os profissionais. Quando as opções ideológicas levaram à destruição paulatina do SNS muitos faltaram à chamada, infelizmente. Espero que o “tempo novo” possa constituir uma revitalização dos esteios fundamentais do SNS, sem descurar o mundo rural e mesmo o mundo urbano, nomeadamente no interior.

* Dirigente da Direção da Organização Regional da Guarda do PCP

agora digo EU  

agoradigoEU

 
 

opinião

Ilações

Albino Bárbara *

Guarda, cidade do frio. Cai neve na natureza e naturalmente no meu coração. Decididamente nunca mais cairá nalgumas dezenas de cedros, porque de vez em quando, em qualquer parte deste mundo, alguém vai abater ár- vores, sujeitando-se obrigatoriamente a julgamento mesmo percebendo que a autoridade pode advir da legitimidade de um voto. Todos sabemos que os decisores lidam muito

mal com a crítica, preferindo a idolatria, os momen- tos festivos que perduram muito para além do festim

bem descrita por Stefan Zweig. O “apparat” tem destas coisas entalado que está entre a proposta e

flexibilidade, entre o acordo e a promessa, entre o oportuno e o oportunismo. Nesta historieta tão mal contada há quem de- fenda que os partidos são uma coisa, a cidadania outra e, felizmente, há males que vêm por bem, para

começarmos a perceber que uma candidatura da ci- dadania na cidade mais alta é coisa que se torna cada vez mais necessária, pois com a queda do primeiro cedro iniciou-se o primeiro dia do resto de uma história política que terminará no outono de 2017. O abate dos cedros trouxe também para a ribalta muitos daqueles que quiseram e souberam dizer não, pese embora muitos deles, ao expressarem o verdadeiro sentimento de revolta, acabaram por as- sumir manifestamente algum receio (porque será?) afugentando o medo para finalmente conseguirem soltar todas as palavras presas, percebendo-se que os tais ditos estudos que estiveram na base desta insólita, ignorante, selvagem e oportunista manobra arboricida, descrita por alguma imprensa domesti- cada e submissa, vieram somente a confirmar que decididamente o rei vai nu. Na Guarda, na cidade mais alta, onde todos os Mister Chance são bem-vindos, as árvores conti- nuam e vão continuar a pertencer a este mundo globalizado numa missão de cumplicidade, de pro- messa, de vivência assumindo neste rincão serrano

eterna postura de cumprirem a sua missão e de um dia morrerem de pé.

a

a

e,

como no Cavaleiro da Dinamarca, a qualquer hora,

podem virar a página para prosseguirem as suas carreiras, continuando insistentemente a mamar nas tetas da tal porquinha que é a política. Nesta borrada em vários atos, neste triste es- petáculo digno de uma quase tragédia de Antígona, esta estória assim contada, tal qual a do carteiro, o tal que toca sempre duas vezes (Marx dizia que a história se repete também duas vezes: a primeira como tragédia, a segunda como farsa) apetece olhar para a tal dita oposição para a vermos enredada nas suas teias cinzentas, entretida em batalhas de uma guerra fratricida, jogando de forma bem estúpida o formidável jogo da politica numa cobardia encapota- da de não assumir, de não dar a cara, num propósito socialmente aceite de quererem ser politicamente corretos. Os partidos políticos estão cada vez mais lí- quidos, moldam-se a qualquer recipiente, seguindo os ensinamentos ditados nessa bíblia medíocre tão

Theatru m m undi

Theatrum mundi

opinião

 

Marcos Farias Ferreira

marcosff@iscsp.utl.pt

 

O que levam os refugiados nas suas malas?

Esta pergunta tão elementar mas desconcertante foi feita por um dos muitos repórteres que por estes dias procuram informar sobre o drama humano que se vive no campo de Idomeni, na fronteira entre a

de histórias de fugas do Egipto, peregrinações, mi- grações, buscas de terras prometidas, gentes que se movimentam em busca da dignidade que sonharam para si e para os seus. Durante décadas vimo-los vaguear por essa terra – os verdadeiros condenados da Terra de que falava Frantz Fanon – como se essa fosse a sua condição e que os separava de nós de forma definitiva. Hoje são as redes sociais que não dão descan- so à nossa complacência e que nos lembram que Idomeni é a Europa de 2016: homens, mulheres e crianças –muitas crianças – a dormir noites a fio na lama, debaixo de uma chuva que nos dissolve a

dignidade a todos. Hoje circulam múltiplas fotos e relatos nas redes sociais a dar conta, em direto, de uma verdadeira gesta de pessoas anónimas: crianças

Grécia e a Macedónia. Porque, de repente, tornou- se impossível justificar a complacência europeia com o que se passa às suas portas. Os campos de refugiados já não estão só na Jordânia ou na Turquia; estão a mudar-se para a própria Europa, em Calais ou Idomeni. O imperativo moral – aquele que exige uma resposta para a pergunta “o que fazer?” – já não im- plica apenas o salvamento daqueles que atravessam os mares a fugir das guerras e da miséria humana mas, de forma mais crítica, como tratar os que nos batem à porta em busca desse valor tão básico: a hospitalidade. E eis que compreendemos melhor o que significa aquilo que há mais de duas décadas se repete como um mantra. O mundo interdependente

a

nascer no meio da lama ou a dormir em caixas de

papelão, pessoas em cadeiras de rodas a atravessar

o rio Suva Reka junto com a multidão, o exército macedónio a tomar posições como se esperasse um

e

globalizado também é isto; interdependente e

globalizado pelos efeitos negativos dos conflitos e dos desequilíbrios económicos e ambientais que se avolumam um pouco por todo o mundo. Mas até há bem pouco, podíamos pretender que esse mundo era algo exterior a nós; um objeto que apreendíamos na mediação cómoda do ecrã de televisão e para o qual dirigíamos compaixão e complacência bem medidas e intermitentes. Mas eis que a história da humanidade nos surpreende como uma sucessão

exército invasor. A resposta elementar, mas descon- certante, à pergunta do repórter espanhol Ignacio Gil sobre o que levam os refugiados nas suas malas está

à

vista de todos, em cada um dos episódios desta

gesta. Das barcaças naufragadas no Mediterrâneo ao

vaguear enlameado incessante, para lá das fronteiras

e

do inverno europeu, os refugiados levam nas suas

malas coisas que talvez todos tenhamos que relem- brar: dignidade, coragem e esperança.

Quinta-feira 17 de março de 2016

Quinta-feira • 17 de março de 2016 • • 1 9

19

  Entre m entes    
 

Entrementes

   
 
 

opinião

 

Norberto Gonçalves

 

No país do pontapé

 

Era uma vez um país… Ary dos Santos, quando assim escrevia, não se referia, é certo, ao país do pontapé. Esse é um outro que agora, mas não só de agora, nos é dado vivenciar quotidianamente. Vem isto a propósito de um clima de “guerra verbal” atiçado por um incendiário militante e nada comedido. Aqui chegados é de bom tom afirmar a minha condição de assumido benfiquista (“nin- guém é perfeito…”, pensarão uns quantos). No entanto, não estão aqui em causa simpatias clubísticas. O que está verda- deiramente em causa são as atitudes de um dirigente de um grande clube que, ao que parece, se esquece que o é e veste, dia após dia, a pele do mais fervo- roso e acéfalo adepto. Para que nem sombra de dúvida reste, refiro-me ao se- nhor presidente do Sporting Clube de Portugal, o senhor Bruno de Carvalho.

Ouvindo-o ao longo de dias, semanas, meses, lendo-o post a post nas redes sociais, apenas podemos chegar a uma conclu- são: o homem é um daqueles atiradores que aponta a tudo o que mexe. Com ou sem razão, esse é já outro assunto mas, que me conste, as funções que desempenha não lhe conferem

nar ainda mais violentas as já de

si

quase militarizadas claques

clubísticas?

 

Como se tal não chegasse,

as

polémicas que semanalmente

se

levantam levam televisões as

mais diversas a encher horas e

horas de programas ditos de

debate. Mas, afinal que debate? Cada um a defender a sua dama

o

direito de ofender, de achinca-

e,

depois, como diz o outro e uti-

lhar, de apoucar os adversários fazendo deles bem mais que isso

lizando uma expressão em voga

no futebolês, “tudo ao molho e

tornando-os inimigos. O senhor Bruno de Carvalho é, hoje, um cidadão que passou do anonimato à ribalta e que tem responsabilidades acrescidas no panorama do dirigismo despor- tivo. Com as atoardas que re- petidamente tem proferido, que exemplo de dirigismo está ele a dar? Com as ofensas a esmo que imagem passa ele do desporto, sobretudo para os mais jovens? Que exemplo de civismo conse- guirá ele transmitir?

e

fé em Deus”. Seria interessante comparar

tempo que se gasta neste tipo de programas com aquele que

o

se

despende com programas de

índole cultural. Ah, mas estes últimos, dir-me-ão, não geram audiências e sem estas não há canal televisivo que sobreviva. Pois, lá está, estamos no país do pontapé. Depois admirem-se se, num destes dias, nos acertarem com um, ali onde as costas perdem o

Ao acirrar os ânimos desta maneira que pretende ele? Tor-

nome, e nos mandarem futebo- lar para outras bandas…

PÚBLICO DO LEITOR

ESPAÇO

Raul Lino e as árvores*

Em momentos como o que hoje vivemos na Guarda, de completo desres- peito para com os cidadãos, para com a Natureza e para com as tradições dos egitanienses, recomendo especialmente ao executivo municipal a leitura de Raul Lino, um homem cuja influência deixou uma marca indelével na Guarda (no Hotel de Turismo que Álvaro Amaro ia reabrir com rapidez e dois anos

e

meio depois continua a apodrecer no centro da cidade) – esclarecer que

o

autor do projeto do Hotel Turismo foi Vasco Regaleira (que o projetou em

1940, tendo sido inaugurado em 1958), mas a coordenação dos projetos e

das construções de oito hotéis por todo o país foi de Raul Lino, um nome maior da arquitetura em Portugal.

«Diremos que se derrubam árvores por quatro razões principais, a saber:

primeira, porque quem o ordena não sabe que a árvore é uma criação perfeita que mantém sempre todas as suas admiráveis qualidades até morrer, e portanto não só toda a vida fornece sombra aos justos, como também, noutro

sentido (figurado), faz sombra aos espíritos tacanhos que nunca conheceram

qualquer forma de perfeição que seja e por isso se exasperam com inveja das árvores, só lhe querendo mal; segunda, porque deitar abaixo uma árvore é fácil, rápido e flagrantemente reconhecível , o que dá ao derrubador a sensação de, com simplicidade, haver conseguido uma vez na vida ‘fazer alguma coisa que se veja’;

terceira, porque arrancar árvores introduz nos lugares de onde saem, imediatamente, um aspecto que, por não ser devido a elementos que levaram

muito tempo a formar, por isso mesmo merece logo o título de novidade ou modernismo, sem preocupação ou reconhecimento se o que se acabou de fazer ficou melhor ou pior, mas que mitiga, entretanto, o prurido dos que confundem o corte de uma árvore com a ablação de um quisto enfadonho; quarta e última, englobando ao mesmo tempo o mais mesquinho e o mais grave dos motivos : cortam árvores porque se pode então vender a sua madeira – prémio vil, mas muito superior ao pouco valor que se lhe atribui

a mentalidade de quem as derruba; e cortam as árvore porque nunca alguém lhes disse ou explicou o valor educativo que essa admirável criatura encerra». Raul Lino, “Sintra: um teleférico e outras ratices”, 1962 * título da responsabilidade da redação Fernando Almeida, Guarda

opinião António Costa antoniomanuelcosta@gmail.com
opinião
António Costa
antoniomanuelcosta@gmail.com

mitocôndriasequasares

Em busca de Homenzinhos verdes*

* ou como a agência espacial europeia procura novas formas de vida em Marte

Desde sempre que Marte foi alvo de grande especulação acerca

da possibilidade de existência de vida. Nos últimos anos essa possibi- lidade ganhou novos contornos com

a descoberta da presença de água

líquida no planeta vermelho abrindo portas para a descoberta de alguma forma de vida, tal como aconteceu na Terra, onde a vida se desenvolveu na presença desta substância. E que formas de vida serão possíveis de

existir?

É precisamente este ponto que

a comunidade científica procura

compreender nos próximos anos e, para isso, a Agência Espacial Europeia (ESA) lançou o Trace Gas Orbiter (robot para deteção de gases). Esta é a primeira de duas fases da missão ExoMars 2016 que tem como objetivo estudar melhor a

composição da atmosfera de Marte, em particular o metano e outros

gases com concentrações baixas, à procura de sinais de vida no planeta vermelho. Olhando um pouco mais

em pormenor para este planeta constatamos que se trata do segun- do planeta rochoso mais pequeno, tendo cerca de metade do tamanho da Terra. Tem uma atmosfera fina em dióxido de carbono, calotes polares de gelo e neve carbónica

e um sistema meteorológico ativo.

Embora se pense que o vulcanismo

esteja atualmente extinto, a estrutura

interna de Marte tem algumas seme- lhanças com a estrutura de Vénus, contudo existem diferenças entre a composição das camadas dos dois planetas. Marte tem uma densidade inferior, e portanto, contém minerais mais leves.

Diretor : Luís Baptista-Martins Redação : Luis Martins (Chefe de Redacção) e Ana Eugénia Inácio.
Diretor : Luís Baptista-Martins Redação : Luis Martins (Chefe de Redacção) e Ana Eugénia Inácio.

Diretor: Luís Baptista-Martins

Redação: Luis Martins (Chefe de Redacção) e Ana Eugénia Inácio. Conselho Editorial: António Ferreira, Nuno Amaral Jerónimo, Cláudia Quelhas, João Canavilhas, José Carlos Alexandre, Diogo Cabrita e Maurício Vieira. Colunistas e Colaboradores: Albino Bárbara, Américo Brito, António Ferreira, António Costa, António Godinho, Cláudia Quelhas, Cláudia Teixeira, David Santiago, Diogo Cabrita, Fernando Pereira, Frederico Lucas, Hélder Sequeira, Honorato Robalo, Joaquim Igreja, João Canavilhas, Joaquim Nércio, Jorge Noutel, José Carlos Lopes, José Pires Manso, Júlio Salvador, Marcos Farias Ferreira, Miguel Sousa Tavares e Norberto Gonçalves. Desporto: António Pacheco, António Silva, Arlindo Marques, Daniel Soares, José Ambrósio, José Luís Costa e Miguel Machado. Cartoon:

Maurício Vieira. Paginação: Jorge Coragem Projeto Gráfico: Maurício Vieira. Departamento Comercial: Joana Santos Impressão: FIG-Indústrias Gráficas, S.A. • Rua Adriano Lucas – 3020-265 Coimbra • Telefone 239 499 922 • Fax 239 499 981 • e-mail: fig@fig.pt Sede, Redação e Publicidade: Rua da Corredoura, 80 - R/C Dto - C • 6300-825 Guarda N.I.P.C. – P-504847422. Nº de registo no ICS: 123436 Depósito Legal:146398/00 Tiragem desta edição: 7.200 exemplares Periodicidade: Semanário Edição Internet: O Interior Propriedade: JORINTERIOR

Jornal • O Interior, Ldª. Detentores de mais de 10% do capital da empresa:José Luís Carrilho Agostinho de Almeida e Luís Augusto Baptista-Martins. Guarda - Redacção/Publicidade: 271212153 www.ointerior.pt • publicidade@ointerior.pt

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Marte está coberto de antigos vulcões, incluindo o maior do sis- tema solar, o monte Olimpo e uma superfície onde as crateras de im- pacto são comuns. É precisamente

a superfície com tonalidades cor

de tijolo que identificam o plane- ta, desde a Antiguidade, como o planeta vermelho. A sua superfície está coberta de enormes rochas e de uma poeira fina vermelha. Esta cor resulta das partículas de óxido

de ferro. De facto, Marte é um pla-

neta ferrugento. A sua superfície divide-se em duas regiões muito diferentes. O hemisfério sul está coberto de crateras, mas no norte, dominam os vulcões. Esta região

é geologicamente mais recente; pensa-se que a lava terá coberto as crateras e uniformizado o solo antes de solidificar. As falhas são outro dos aspetos característicos do relevo de Marte. Muitos pen- sam que terão sido escavadas em tempos por cursos de água agora

desaparecidos. Há muitas indica- ções de que estes cursos terão sido feitos pela água, ou talvez por dióxido de carbono líquido. Marte, ao contrário da Terra, apresenta os dois mais pequenos satélites naturais do sistema solar:

Fobos e Deimos. Aguardemos com entusiasmo pela segunda fase da missão que deve chegar a Marte em 2018, e procurar compreender melhor as potencialidades deste planeta vermelho.

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20 • • Quinta-feira • 17 de março de 2016 rua da corredoura, 80 -
20 • • Quinta-feira • 17 de março de 2016
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• Quinta-feira • 17 de março de 2016

rua da corredoura, 80 - R/C Dto - C

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6300-825 Guarda

PS

Congresso federativo agendado para sábado

Ao que tudo indica, o con- gresso federativo do PS da Guarda vai mesmo realizar-se no sábado, em Vila Nova de Foz Côa. Isto porque a Comissão Nacional de Jurisdição ainda não se pronun- ciou sobre o recurso de António Saraiva da decisão de mandar repetir as eleições para a presi- dência da Federação e delegados tomada pela Comissão Federativa de Jurisdição (CFJ). Na sexta-feira, a CFJdeu provi- mento ao recurso apresentado por Eduardo Brito. O candidato tinha desistido do ato eleitoral, ganho por António Saraiva, em protesto pela exclusão de seis listas a delegados ao congresso, e impugnado as elei- ções. O órgão jurisdicional distrital deu-lhe razão após uma primeira

reunião inconclusiva realizada na quarta-feira. No entanto, a decisão não foi unânime, já que o presiden- te da comissão, Carlos Martins, teve que usar o voto de qualidade para desempatar a votação final, uma vez que três elementos votaram a favor da repetição das eleições e outros três contra. A comissão é composta por sete militantes, mas um faltou à reunião da passada sexta-feira. Há quinze dias, António Saraiva tinha ganho com 524 votos entre 571 votantes dos 1.349 inscritos. Eduardo Brito esteve na corrida à presidência da Federação guar- dense até à véspera das eleições, tendo desistido por considerar que havia «falta de liberdade e de democracia» no processo eleitoral.

COVILHÃ

Trabalhadores da Covilbus em greve durante três dias

Entre a meia-noite de ontem e as 24 horas de amanhã haverá uma paralisação dos trabalhado- res da Covibus/Avanza, empresa rodoviária que opera na Covilhã. Em causa está a recusa da empresa em aplicar o contrato coletivo de trabalho do setor,

assinado em dezembro de 2015 com o STRUP (Sindicato dos Tra- balhadores de Transportes Rodo- viários e Urbanos de Portugal). Os funcionários reivindicam uma atualização salarial e a melhoria da segurança e bem-estar dos passageiros.

GUARDA

Esgotos a céu aberto no Parque da Saúde

LM
LM

Há esgotos a correr a céu aberto na zona alta do Parque da Saúde, junto aos depósitos de água que abastecem a Unidade Local de Saíde (ULS). O problema surgiu em con- dutas oriundas das instalações

da CERCIG e, segundo a adminis- tração da ULS, já está a ser averi- guado. «A ULS não tem qualquer responsabilidade, dado que se trata da rede de saneamento da CERCIG. No entanto, o delegado de Saúde Pública e técnicos dos Serviços

Municipalizados de Água e Sanea- mento da Câmara da Guarda estão a analisar as causas do problema para encontrarem uma solução». Confrontada por O INTERIOR, a administração garante que «não há perigo para a saúde pública».

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