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APOSTILA REVISADA PSICOPATOLOGIA

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uma dificuldade enorme para gerar explicações e modelos

que tenham aplicação nos

problemas específicos da psicologia clínica e, desta

maneira, pode-se falar de duas

psicopatologias: uma clínica, basicamente

descritiva e fenomenológica, e outra experimental,

basicamente especulativa e

com pouca capacidade de explicação dos fenômenos clínicos;

b) a fragmentação em modelos e escolas;

c) o estabelecimento de nosologias e sistemas

diagnósticos reconhecidos;

d) a Segunda revolução terapêutica (transformação dos hospitais

psiquiátricos,

atenção comunitária, avanços da farmacologia);

e) os aportes das

neurociências, sem dúvida, muito importantes.

2. PRINCIPAIS MÉTODOS DE

INVESTIGAÇÃO

A psicopatologia está relacionada a múltiplas abordagens e referências

teóricas.

Destacamos seus principais métodos de investigação:

- Fenomenológica: apreende

os dados imediatos da consciência tais como eles

se apresentam; utiliza a compreensão

empática. O fenomenólogo busca

colocar-se no lugar do paciente, a fim de sentir como ele se

sente, em sintonia

e consonância com ele. Transcreve as vivências patológicas e descreve as

condutas anormais do doente, indagando sempre a essência dos fenômenos

apresentados.

-

Psicodinâmica: valoriza o papel do Ics buscando o significado do sintoma, e

levando em conta

os fenômenos da transferência. fenômenos para a existência

- Analítico-existencial: retira o foco da essência dos

dos pacientes em obediência aos preceitos da filosofia

existencial (Heidegger,

Sartre, Merleau-Ponty) e também do método psicanalítico. Confere

especial

Instituto de Psicologia – PUC Minas Prof. Eliane Mussel

18 importância às formas

de existências patológicas, às noções de tempo e

espaço em nossa vida psíquica e aos

modos de adoecer mentalmente.

(Biswanger, Minkowski).

- Neurociências: buscam aporte da

psicofarmacologia para possibilitar-lhes

melhor conhecimento bioquímico dos transtornos

mentais.

3. DIFERENTES ABORDAGENS NA PSICOPATOLOGIA

Ainda que na tendência

atual algo pareça estar mudando, até hoje são encontrados

dois grupos claros na

psicopatologia: aqueles que se interessam pela investigação básica dos processos psicopatológicos subjetivos e aqueles interessados na prática clínica, que procura evitar os modelos etiológicos e se interessa mais pelas técnicas e procedimentos diagnóstico a partir

de uma posição próxima da fenomenologia. De fato, cada disciplina que se ocupa do sofrimento psíquico produz modelos específicos de psicopatologia, coerentes no interior do referencial teórico em que se inscrevem e respondendo a certos problemas inerentes à clínica. Os diferentes enfoques ou abordagens atuais na psicopatologia, de acordo com Ionescu (1997), são: 1. Psicopatologia experimental: Pavlov utiliza pela primeira vez este termo em 1903. É a abordagem dedicada ao estudo do comportamento patológico experimental ou ao estudo experimental do comportamento patológico. 2. Psicopatologia behaviorista: os comportamentos anormais e normais são adquiridos e mantidos por mecanismos idênticos e segundo leis gerais de aprendizagem. Rejeita toda causa interna como causa última do comportamento e liga o aparecimento de todo comportamento ao ambiente do sujeito. Por esta razão, o clínico busca precisar as condições específicas ambientais que precedem, acompanham ou seguem os comportamentos estudados. Trata-se

de uma análise

destinada a precisar as variáveis ambientais que estão em relação com os

comportamentos respectivos. 3. Psicopatologia cognitivista: visa explicar os transtornos mentais levando em conta os processos pelos quais uma pessoa adquire informações sobre

ela e seu meio e as assimila para pautar seu comportamento. Assim, os determinantes principais do comportamento anormal são construtores cognitivos. A mente é entendida como

um sistema de processamento de informação, o qual, como os computadores,

Instituto de

Psicologia – PUC Minas Prof. Eliane Mussel 19 recebe, seleciona, transforma, armazena e

recupera dados. Os transtornos podem ser explicados a partir de um mau funcionamento de

alguns componentes desse influência das modificações

sistema.

4. Psicopatologia biológica: a ênfase é colocada na

morfológicas ou funcionais do sistema nervoso sobre a gênese

dos transtornos mentais. A tese de que as afecções mentais possuem um substrato orgânico é antiga, e a obra de Kraepelin é considerada como o apogeu da psiquiatria organicista. A evolução posterior implica o aparecimento de duas correntes: a psicobiologia de Adolf Meyer (que considerava a patologia como uma patologia funcional da adaptação) e o organodinamismo de Henry Ey. Nesta abordagem os transtornos mentais são enfermidades cerebrais, que podem ser, de acordo com Buss (1962), causadas por um agente externo (por exemplo, um vírus) que ataca o organismo (enfermidade infecciosa), um mau funcionamento de algum órgão (enfermidade sistêmica) ou trauma (enfermidade traumática). 5. Psicopatologia existencialista: procura ver o paciente tal como é realmente, descobri-lo enquanto ser humano, enquanto ser no mundo e não como uma simples projeção de nossas teorias sobre ele. Interessados pela decisão e vontade humana, os existencialistas insistem sobre o fato de que o ser humano pode influir na sua relação com o próprio destino. Coloca em questão a fronteira entre a normalidade e a patologia, fazendo-nos descobrir uma psicopatologia da média. 6. Psicopatologia fenomenológica: apresenta origens da filosofia alemã nas obras de Husserl e de Heidegger. Temos dois métodos: o primeiro que se pode qualificar de descritivo (Biswanger) e o de Karl Jaspers. Nesse caso, a psicopatologia ocupa- se, sobretudo, do que os doentes vivem, estuda seus estados de espíritos, visa a desvelar significações. 7. Psicopatologia psicanalítica: leva em conta os conceitos fundamentais da psicanálise, a saber, o inconsciente, a transferência, a pulsão e a repetição. 8. Psicopatologia social ou Psiquiatria social: estudo do papel dos fatores sociais na etiologia das manifestações psicopatológicas (ou a sociogênese destas) e as repercussões da doença mental sobre as relações do paciente com seu meio ambiente. Instituto de Psicologia – PUC Minas Prof. Eliane Mussel 20 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. BEAUCHESNE, H. História da psicopatologia. São Paulo: Martins Fontes, 1989. 2. CHENIAUX, E. Manual de psicopatologia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002. 3. IONESCU, S. Quatorze abordagens de psicopatologia. Porto Alegre: Artes Médicas, 1977. 4. PAIM, I. História da psicopatologia. São Paulo: EPU, 1993. 5. PEREIRA, M.E.C. A paixão nos tempos do DSM:

sobre o recorte operacional do campo da psicopatologia. In; Ciência, pesquisa, representação e realidade em psicanálise. São Paulo: Casa do Psicólogo: EDUC, 2000. 6. SIMS, A. Sintomas da mente – Introdução à psicopatologia descritiva. Porto Alegre: Artmed, 2001. PSICOPATOLOGIA FENOMENOLÓGICA JASPERSIANA 17 A palavra fenomenologia apareceu no século XVIII, criada pelo filósofo alemão Johan Heinrich Lambert. O fenômeno é o que aparece, o que é visível. Assim, Lambert utilizou a palavra fenomenologia para designar a ciência da aparência, na verdade, uma psicologia empírica e uma descrição das aparências. Em 1807, na "Fenomenologia do Espírito", Hegel utiliza o mesmo termo, porém com uma

nova dimensão: ela "apresenta-se, então, como a história da descoberta da consciência

por si

mesma mediante a experiência do mundo e a existência de outras consciências;

trata-se de

uma história no sentido de que a consciência deve conquistar sua própria se em Edmund

significação". Tem-