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MÁQUINAS ELÉTRICAS ROTATIVAS DL 10280 Volume 2 Laboratório Openlab

MÁQUINAS ELÉTRICAS ROTATIVAS DL 10280

Volume 2

Laboratório Openlab

MÁQUINAS ELÉTRICAS ROTATIVAS DL 10280 Volume 2 Laboratório Openlab

DL 10280

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PRIMEIRO VOLUME: MOTORES ELÉTRICOS

1. CARACTERÍSTICAS GERAIS

1.1 Máquinas de corrente alternada

1.2 Máquinas dc (de corrente contínua)

2. IDÉIAS BÁSICAS

2.1 Circuito magnético

2.2 Lei de indução

2.3 Comutação

2.4 Campo magnético rotativo

Experimentos N°1 ÷ N°7

3. MOTOR DE INDUÇÃO

3.1 Partida do motor de indução

3.2 Controle de velocidade do motor trifásico

3.3 Sentido da rotação

3.4 Desempenho do motor de indução

3.5 Dispositivos de indução

3.6 Motor síncrono

Experimentos N°8 ÷ N°21

4. MOTORES D.C.

4.1 Contra força eletromotriz (cfem)

4.2 Sistemas de excitação

4.3 Desempenhos do motor D.C.

4.4 Sentido de rotação

4.5 Motor com excitação separada

4.6 Motor com excitação paralela

4.7 Motor com excitação série

4.8 Motor com excitação mista

Experimentos N°22 ÷ N°26

5. MOTORES DC ALIMENTADOS A CORRENTE ALTERNADA

5.1 Motor série monofásico

5.2 Motor de repulsão

5.3 Desempenhos dos motores a comutador segmentado

Experimentos N°27 ÷ N°28

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VOLUME SEGUNDO: GERADORES ELÉTRICOS E APÊNDICES

6. MÁQUINAS SÍNCRONAS

Pág.

1

6.1 Alternador trifásico

Pág.

1

6.2 Variação de tensão

Pág. 2

6.3 Desempenho dos alternadores

Pág. 4

6.4 Direção da rotação

Pág. 5

6.5 Conexão paralela do alternador com a rede elétrica

Pág. 5

6.5.1

Resposta da conexão paralela do alternador a rede elétrica

Pág. 7

6.6 Motor síncrono

Pág. 9

6.6.1

Operação com excitações diferentes

Pág. 10

Experimento N°29: Medição da resistência dos enrolamentos

Pág.

13

N°29.1: Resistência de armadura

Pág. 14

N°29.2: Resistência de campo

Pág. 17

Experimento N°30: Teste sem carga

Pág. 19

Experimento N°31: Caraterística dê curto circuito

Pág.

25

Experimento N°32: Teste de curto circuito

Pág. 29

Experimento N°33: O método de behn-eschenberg

Pág.

33

Experimento N°34: Teste de carga

Pág. 37

Experimento N°35: Eficiência convencional

Pág. 41

Experimento N°36: Conexão paralela do alternador com a rede elétrica

Pág. 45

Experimento N°37: Alternador como motor síncrono

Pág.

49

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7. GERADORES DC (DÍNAMO)

Pág. 55

7.1 Sistemas de excitação

Pág. 55

7.2 Desempenhos de dínamo

Pág. 56

7.3 Direção da rotação

Pág. 57

7.4 Dínamo com excitação separada

Pág. 57

7.5 Dínamo com excitação paralela

Pág. 59

7.6 Dínamo com excitação série

Pág. 60

7.7 Dínamo com excitação composta

Pág. 62

Experimento N°38: Resistência do enrolamento

Pág. 65

N°38.1: Medição da resistencia do enrolamento de armadura

Pág.

66

N°38.2: Medição da resistencia do enrolamentos serie e do enrolamento de interpolo

Pág. 68

N°38.3: Enrolamento de indutor

Pág. 70

Experimento N°39: Teste do motor sem carga (swinburne)

Pág.

73

Experimento N°40: E.M.F sem carga

Pág. 77

Experimento N°41: Característica de excitação.

Pág.

83

Experimento N°42: Dínamo com excitação separada

Pág. 87

Experimento N°43: Dínamo de excitação paralela

Pág.

93

Experimento N°44: Dínamo com excitação tipo serie

Pág. 99

Experimento N°45: Dínamo de excitação composta.

Pág.

105

APÊNDICES

A1. Lista de módulos e equipamentos

Pág. 113

A2. Sonda magnética

Pág. 115

A3. Realização dos testes

Pág. 117

A4. Medida da potência mecânica

Pág. 119

A5. Tolerâncias

Pág. 121

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Bibliographic references

A.BANDINI BUTI/M.BERTOLINI: Misure elettriche A.BANDINI BUTI/M.BERTOLINI/V.RE: Macchine elettriche A.BARBAGELATA/P.DE POL: Macchine ed apparecchi elettrici S.BOCCHI: Costruzioni elettromeccaniche e disegno E.BUSSONI/S.FORNARI: Disegno di avvolgimenti e di costruzioni elettromeccaniche S.J.CHAPMAN: Macchine elettriche A.W.HIRST: Applied electricity W.MÜLLER/E.HÖRNEMANN/H.HÜBSCHER/D.JAGLA/J.LARISCH/V.PAULY:

Elektrotechnic Fachstufe Energietechnik Fachrechnen L.OLIVIERI/E.RAVELLI: Macchine elettriche L.OLIVIERI/E.RAVELLI: Misure elettriche G.PAGLIARI: Le prove delle macchine elettriche M.PEZZI: Elettrotecnica generale G.RAGO: Costruzioni elettromeccaniche F.TIBERIO: Prove sulle macchine elettriche

Standard CEI 2-3 (IEC 34-1) Standard CEI 2-6 (IEC 34-2)

DL 10280 6. MÁQUINAS SÍNCRONAS

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6. MÁQUINAS SÍNCRONAS
6. MÁQUINAS SÍNCRONAS

As máquinas síncronas são máquinas elétricas rotativas. Segundo o vocabulário eletrotécnico internacional, “uma máquina síncrona é uma máquina de corrente alternada na qual a freqüência da tensão induzida e a velocidade possuem uma relação constante”. Nestas máquinas a velocidade rotativa n (min .-1 ) é uma função da freqüência f (Hz) gerada ou fornecida, de acordo com a conexão

n 60

f

p

onde “p” é o número de par de pólos do circuito de excitação. As máquinas síncronas são máquinas reversíveis e elas podem ser usadas como geradores síncronos ou alternadores, (transformação da energia mecânica em energia elétrica quando é acionado o sI eixo) ou como motores síncronos (transformação de energia elétrica aplicada aos sI bornes, em energia mecânica). As máquinas síncronas estão compostas de um circuito magnético indutor (geralmente fixado no rotor) que, através da corrente DC, produz um campo magnético constante. Muitas vezes este circuito magnético é chamado de “enrolamento de campo ou de excitação” Nos motores de pequena potência este circuito magnético pode ser substituído por imãs permanentes. Nestas máquinas existe também um segundo circuito magnético chamado de circuito magnético induzido, ou armadura (geralmente fixada no estator) onde ocorre o fenômeno da indução eletromagnética. No caso de alternador (quando o eixo mecânico recebe um movimento rotativo) a armadura (saída) pode ser conectada a uma carga (operação isolada do alternador) ou pode ser conectada a rede elétrica (operação PARALELA com um sistema de freqüência e tensão constante) com o objetivo de suprir energia elétrica (gerador para alimentação de rede elétrica). No caso de uso como motor síncrono a armadura (entrada) é conectada a rede elétrica da qual se alimenta e o eixo fornece energia mecânica (saída).

6.1ALTERNADOR TRIFÁSICO

Quando o fluxo magnético produzido por meio dos pólos magnéticos de rotor (campo) é posto em movimento, o valor efetivo do f.e.m. Eo gerada nos condutores do estator (armadura) pelo movimento relativo é determinado pela seguinte conexão (veja seção 2.2.1 onde a máquina é uma máquina de pólos externos, i.e. tendo os pólos no estator):

E o = k f

onde k é uma constante dependente do tipo de construção do alternador. A tensão fornecida Eo (sem carga aplicada) depende da corrente de excitação e da velocidade de rotação: mas uma vez a freqüência de trabalho será estabelecida pela velocidade que é mantida constante. Se agora as terminações do estator são conectadas a uma carga externa, se estabelece uma corrente de armadura que produz efeitos magnéticos consideráveis. De fato, além da queda de tensão, se instala também uma reação de armadura (veja seção 2.3.1) cujo, efeito depende da intensidade da carga do fator de potência.

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DL 10280 (a)Carga resistiva, cos = 1 O campo magnético de armadura produz uma distorção do

(a)Carga resistiva, cos = 1 O campo magnético de armadura produz uma distorção do fluxo útil, mas sem reduzir o valor integral.

(b)Carga capacitiva, cos = 0 O campo magnético de armadura produz uma ação magnetizadora que faz o fluxo útil mais forte.

(c)Carga indutiva, cos = 0 O campo magnético de armadura produz um efeito desmagnetizador que reduz o fluxo útil.

6.2 VARIAÇÃO DE TENSÃO

Normalmente a tensão nas terminações do alternador tem que permanecer constante até mesmo se à carga variar e, isto pode ser obtido conferindo a tensão fornecida Eo. Este valor pode ser variado adequadamente por meio da excitação Ie da máquina. Entre os numerosos métodos indiretos, mais ou menos aproximado, usados para determinar como a reação de armadura modifica a tensão nas terminações vamos considerar, para sua simplicidade, o método do Behn-Eschenberg ou método de impedância síncrono que permite saber a ordem dos valores envolvidos. Consideramos o circuito equivalente de um alternador monofásico de acordo com Behn-Eschenberg, mostrado na figura seguinte.

de acordo com Behn-Eschenberg, mostrado na figura seguinte. A f.e.m. E o é o valor gerado
de acordo com Behn-Eschenberg, mostrado na figura seguinte. A f.e.m. E o é o valor gerado
de acordo com Behn-Eschenberg, mostrado na figura seguinte. A f.e.m. E o é o valor gerado
de acordo com Behn-Eschenberg, mostrado na figura seguinte. A f.e.m. E o é o valor gerado
de acordo com Behn-Eschenberg, mostrado na figura seguinte. A f.e.m. E o é o valor gerado
de acordo com Behn-Eschenberg, mostrado na figura seguinte. A f.e.m. E o é o valor gerado
de acordo com Behn-Eschenberg, mostrado na figura seguinte. A f.e.m. E o é o valor gerado
de acordo com Behn-Eschenberg, mostrado na figura seguinte. A f.e.m. E o é o valor gerado

A f.e.m. Eo é o valor gerado sem aplicação de carga, Rs é a resistência ôhmica da armadura enquanto

Xd é a reatância síncrona, i.e. é uma quantidade fictícia maior que a própria reatância do enrolamento representativo do efeito de reação da armadura.

A impedância síncrona é calculada com a conexão

Z

d

E oN

I ko

2 2 X R d s
2
2
X
R
d
s

onde Eo é a tensão sem carga obtida com a excitação Ieo corrente, e Iko é a corrente de curto circuito correspondente à excitação Ieo corrente.

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DL 10280 Sendo que a resistência ôhmica Rs normalmente é desprezível em relação a reatância

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Sendo que a resistência ôhmica Rs normalmente é desprezível em relação a reatância síncrona Xd, pode se fazer a seguinte simplificação: Zd = Xd.

Como conseqüência é possível usar o seguinte circuito simplificado equivalente de uma fase de alternador ao qual uma carga resistiva R com cosj = 1 seja conectada:

ao qual uma carga resistiva R com cosj = 1 seja conectada: Quando o alternador fornece
ao qual uma carga resistiva R com cosj = 1 seja conectada: Quando o alternador fornece
ao qual uma carga resistiva R com cosj = 1 seja conectada: Quando o alternador fornece
ao qual uma carga resistiva R com cosj = 1 seja conectada: Quando o alternador fornece
ao qual uma carga resistiva R com cosj = 1 seja conectada: Quando o alternador fornece
ao qual uma carga resistiva R com cosj = 1 seja conectada: Quando o alternador fornece

Quando o alternador fornece à corrente I é possível determinar o valor do f.e.m. Eo do diagrama vetorial que o alternador tem que gerar para ter a tensão Es na carga.

Numericamente resulta:

E

o

E

2

(

X

 

I

)

2

s

d

E o E 2 ( X   I ) 2 s d Pelo contrário se agora

Pelo contrário se agora a carga é caracterizada por um fator de potência indutivo ou capacitivo, os diagramas vetoriais relativos são mostrados na figura seguinte:

Numericamente resulta:

a) cos ind

b) cos cap

seguinte: Numericamente resulta: a) cos ind b) cos cap E E o o ( E s
seguinte: Numericamente resulta: a) cos ind b) cos cap E E o o ( E s

E

E

o

o

(E s cos ) 2 ( E s sen X d I ) 2

E

s

cos )

2

(

E

s

sen

X

d

I

)

2

(E s cos ) 2 ( E s sen X d I ) 2

E

s

cos )

2

(

E

s

sen

X

d

I

)

2

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DL 10280 Depois de ter calculado o valor do f.e.m. Eo correspondido à carga considerada específica,

Depois de ter calculado o valor do f.e.m. Eo correspondido à carga considerada específica, podemos determinar o valor correspondente da corrente de excitação na característica de magnetização.

O regulamento caraterístico IE = f(I) a cos constante determina então como a corrente de excitação

tem que ser variada para manter constante a tensão nas terminações. As características de regulagens são então um para cada cosj, mas normalmente o cos = 1 e cos = 0.8 indutivo são determinados: o cos = 0.8 capacitivo tem uma tendência decrescente para o efeito magnetizador que a carga produz.

6.3 DESEMPENHO DOS ALTERNADORES

O desempenho dos alternadores depende: das características de magnetização (relação entre a tensão

nas terminações da armadura, sem carga, e a corrente de excitação a uma determinada velocidade), das características permanentes na condição de curto circuito (relação entre corrente de curto circuito de armadura e a corrente de excitação à velocidade nominal ou perto dela, mas nunca abaixa que 0.2 vezes este valor), pelas características de regulagem (relação entre corrente de excitação e corrente de

carga a tensão constante nos terminais). Finalmente a eficiência de alternador, definido como a razão entre a potência elétrica fornecida P e a potência mecânica absorvida pelo eixo, pode ser determinado com o método indireto avaliando a potência Pd equivalente as perdas totais, conforme as relações seguintes:

P P

P

in

P P

d

As perdas totais Pd podem ser consideradas como a soma das perdas seguintes.

(1)Perdas no enrolamento de excitação

PE = RE IE²

(2)Perdas elétricas nas escovas Para cada escova, de cada polaridade, a queda de tensão tipo:

Ub = 1 V (carbono ou escovas de grafita) Ub = 0.3 V (escovas de metal-carbono) assim as perdas resultam em:

Pb = 2 IE (carbono ou escovas de grafita) Pb = 0.6 IE (escovas de metal-carbono)

(3)Perdas constantes Po (mecânicas e no ferro). Estas perdas podem ser determinadas por meio do teste sem carga.

(4)Perdas de RI² nos enrolamento de armadura.

(5)Perdas adicionais Pad. Estas perdas podem ser deduzidas pelo teste de curto circuito.

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DL 10280 Nota Exceto especificação contrária cada uma das perdas para o efeito de Joule

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Nota Exceto especificação contrária cada uma das perdas para o efeito de Joule tem a temperatura de referência de 75 °C, usando a fórmula, válido para cobre:

R

75

R

ta

309.5

234.5 + ta

onde ta é a temperatura de medida de resistência Rta. Em particular, se ta = 20 °C, nós temos

R75 = 1.22 Rta

6.4 DIREÇÃO DA ROTAÇÃO

A direção de rotação do alternador é imposta pelo motor motriz. O sentido horário de rotação (ou execução direita) corresponde a uma rotação do eixo de máquina na direção horária quando o observador fica olhando para o eixo dela do lado do comutador.

6.5 CONEXÃO PARALELA DOALTERNADOR COMA REDE ELÉTRICA

Um alternador pode ser conectado paralelamente a rede elétrica quando as condições seguintes estiverem satisfeitas simultaneamente:

(1)Uma velocidade de rotação tal que a freqüência f.e.m. gerada pelo alternador seja igual aquela da rede elétrica.

A freqüência de rede elétrica é constante e normalmente tem um valor de 50 ou 60 Hz enquanto a

freqüência de alternador pode ser variada pela velocidade e conseqüentemente pelo motor motriz.

A freqüência do alternador pode ser medida com um freqüencimetro ou por meio da medida de

velocidade de rotação lembrando aquele n = 60 f/p

(2)A tensão nas terminações do alternador deve ser igual a da rede elétrica.

A tensão de alternador pode ser medida com um voltímetro e ser ajustada variando a corrente de

excitação de tal modo que resulta igual à rede elétrica que supostamente é constante.

(3)Que o alternador tenha a mesma sucessão de fase e sincronismo de fase da rede elétrica.

A sucessão de fase pode ser mudada invertendo duas fases enquanto o sincronismo de fase é

verificado facilmente por meio de um sistema de lâmpadas (LED), como é mostrado na figura

seguinte:

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DL 10280 As três lâmpadas são conectadas conforme os vértices de um triângulo eqüilateral (vide figura
DL 10280 As três lâmpadas são conectadas conforme os vértices de um triângulo eqüilateral (vide figura

As três lâmpadas são conectadas conforme os vértices de um triângulo eqüilateral (vide figura a) e enquanto (a direta) uma delas está entre os mesmos terminais da mesma fase do interruptor, as outras duas são conectadas com uma inversão de fases (as invertidas). Os vetores OA, OB e OC (figura b) representam as tensões da rede elétrica enquanto o AO‘, OB‘ e OC‘ representam as tensões do alternador. A tensão na lâmpada 1 (direta) é então BB enquanto a CA’ e AC’ são as tensões nas lâmpadas 2 e 3 (as invertidas). Se a freqüência da rede elétrica for diferente a do alternador, os dois vetores giram com velocidades diferentes e se o alternador é mais rápido o conjunto de vetores A’B’C´ giram ao contrário do conjunto ABC, com uma velocidade que corresponde à diferença entre as freqüências. No instante mostrado na figura (b) a tensão BB´ na lâmpada 1 tende a zerar, enquanto a AC’ da lâmpada 3 alcance o valor máximo e a CA’ da lâmpada 2 já passou do valor máximo: as lâmpadas alcançam o máximo da intensidade luminosa na sucessão 2/3/1 ou 1/2/3. No outro lado, se o alternador está mais lento, a rotação do conjunto de vetores A’B’C é horária, as lâmpadas alcançam o máximo da intensidade luminosa na sucessão 2/1/3 ou 1/3/2. O momento exato no qual é possível comutar a chave para fazer a conexão PARALELA na rede

elétrica é, quando os dois conjuntos de vetores estão em fase, isto é, quando a lâmpada 1 ésta apagada,

a 2 e a 3 estão com a mesma luminosidade.

Nota Quando a sucessão cíclica das fases da rede elétrica não corresponde aquelas do alternador as três lâmpadas piscam ao mesmo tempo no ritmo da freqüência envolvida: neste caso, antes de fazer o paralelo, é necessário inverter os dois fios conectados ao interruptor. Isso pode ser feito tanto do lado da rede elétrica quanto do lado do alternador.

Quando se deseja desfazer o paralelo devem ser tomadas as seguintes precauções:

(a)Reduza a potência do motor motriz de tal modo que a potência fornecida pelo alternador resulte nula (indicação nula ou mínima do amperímetro de linha). (b)Desligue o interruptor que faz o paralelo (c)Pare o motor motriz (d)Desenergize o alternador

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DL 10280 6.5.1 RESPOSTA DA CONEXÃO PARALELA DOALTERNADORA REDE ELÉTRICA Depois que a conexão PARALELA

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6.5.1 RESPOSTA DA CONEXÃO PARALELA DOALTERNADORA REDE ELÉTRICA

Depois que a conexão PARALELA estiver efetuada com a rede elétrica (vista como fonte de potência infinita), o f.e.m. E seja iguais e opostos a tensão de rede elétrica V e o alternador não está fornecendo nem recebendo energia elétrica: o alternador opera em condições sem carga (em vazio), mas precisa de uma potência mínima para compensar o torque resistente passivo (atritos, etc.). Se agora a excitação de campo do alternador é aumentada o f.e.m. gerado aumenta (E > V) e então um f.e.m. resultante Er é estabelecida, em fase com E que determina uma corrente circulante Io = E/Zd, em atraso de 90° com respeito a E devido à prevalência da reatância síncrona Xd na resistência do estator.

da reatância síncrona X d na resistência do estator. O alternador gera somente a potência reativa
da reatância síncrona X d na resistência do estator. O alternador gera somente a potência reativa

O alternador gera somente a potência reativa E x Io sendo que uma parte é fornecida na rede elétrica

(VxIo) e outra parte absorvida pelo circuito de armadura (Er x Io).

De modo semelhante se a excitação diminui de tal modo que resulta E < V, ainda temos uma corrente

Io,

mas agora adiantada de 90° com respeito a E o alternador absorve só potência reativa.

O

alternador pode ser construído de tal modo que suporte o aumentando da carga do torque motriz

(do motor que aciona o alternador) de forma que o conjunto motor-alternador tende a girar.

Quando o f.e.m. E está adiantada pelo ângulo á em relação à tensão da rede elétrica V, a fase do f.e.m. resultante ER é tal a produzir uma corrente I.

A equação vetorial do gerador é:

E = V + ER

e o componente ativo da corrente fornecida está em fase com a tensão E.

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DL 10280 Nestas condições o alternador gera a potência ativa positiva, ou seja, direto para a

Nestas condições o alternador gera a potência ativa positiva, ou seja, direto para a linha elétrica,

Pg = E I cos

e forneça a potência à rede elétrica

P = E I cos = V I cos

Na hipótese já usada Zd = Xd também temos y = j = ½ a assim a potência gerada é igual à fornecida

Além de resultar

finalmente nós obtemos:

Pg = P = V I cos ½

I

E

R

X

d

P

2 V

X d

sen ½

V

2

X d

sen

assim a potência fornecida é proporcional a sen-a, onde a é chamado ângulo de carga.

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DL 10280 Quando o ângulo aumenta a potência gerada aumenta, mas isto é possível até

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Quando o ângulo aumenta a potência gerada aumenta, mas isto é possível até o valor de limite de <

90° porque se este valor é ultrapassado a potência gerada diminui, o alternador fica instável e perde o

sincronismo.

Resumindo, quando um alternador é conectado a uma rede elétrica paralela de potência infinita:

(a)a freqüência de gerador e a sua tensão são controladas pela rede elétrica;

(b)a potência ativa gerada só depende do torque;

(c)a potência reativa gerada depende da corrente de excitação.

6.6 MOTOR SÍNCRONO

Se durante a conexão PARALELA do alternador com a rede elétrica nós supusermos anular o torque,

o rotor tende a reduzir a velocidade e a f.e.m. E fica com atraso de fase do ângulo á em relação à

tensão da rede V. Nestas condições resultando f.e.m. Er é tal a produzir uma corrente I cujo componente ativo está em oposição de fase em relação à tensão E, então a potência fornecida assume um aspecto

negativo.

Se em vez de falar de potência negativa fornecida nós falamos de potência positiva absorvida equivalente,

a equação vetorial pode ser escrita na forma seguinte:

V = E + ER = E + Xd • I

assim é obtido o diagrama vetorial seguinte.

E + X d • I assim é obtido o diagrama vetorial seguinte. Nestas condições o

Nestas condições o alternador vai girar como motor na velocidade síncrona e então é chamado de motor síncrono.

.

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DL 10280 6.6.1 OPERATION WITH DIFFERENT EXCITATIONS As condições de operação constante do motor síncrono dependem

6.6.1 OPERATION WITH DIFFERENT EXCITATIONS

As condições de operação constante do motor síncrono dependem do torque aplicado ao eixo e no f.e.m. induzida E que pode ser variada por meio de excitação rotórica da máquina. Para estudar o modo de operação constante com torque resistente constante, é possível usar uma representação vetorial onde a tensão nos terminais V é considerada constante porque é imposto pela rede elétrica, o componente ativo da corrente em fase com tensão V, é constante a causa da constância de potência de saída enquanto, para o efeito da corrente de magnetização podem variar o f.e.m. induzido E e sua troca de fase com a tensão V. Como conseqüência de tudo isso variam a intensidade e a troca de fase da corrente absorvida.

a intensidade e a troca de fase da corrente absorvida. No caso que a potência é

No caso que a potência é constante os segmentos A’C‘, e “A” “C” e “‘A”´ ”’ C ”’ devem ficar inalterado quando o f.e.m. E varia. Então acontecem os seguintes casos operativos:

(a) Excitação normal (E = E’).

A uma corrente de excitação normal corresponde uma corrente absorvida mínima I’ necessário

para estabelecer uma potência constante.

A corrente I’ é retirada da rede elétrica com cos = 1 e o motor trabalha no máximo das condições

de eficiência elétrica.

(b)Sub-excitado (E = E”).

Com corrente de excitação é abaixo a normal, a corrente absorvida I”é maior que o mínimo e está com a fase atrasada em relação à tensão V e o cos < 1.

O motor absorve, além da potência ativa preestabelecida, uma potência reativa indutiva também.

(c) Sobre-excitado (E = E’’’).

Com corrente de excitação é maior a normal, a corrente absorvida I”é maior que o mínimo e está com a fase adiantada respeito à tensão V e o cos < 1.

O motor absorve, além da potência ativa preestabelecida, uma potência reativa capacitiva.

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DL 10280 A relação entre a corrente absorvida I e a de excitação Ie permite

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A relação entre a corrente absorvida I e a de excitação Ie permite desenhar uma curva para cada valor

constante de potência de saída: para um determinado rumo, estas curvas são chamadas “V” curvas ou

as curvas de Mordey, como mostrado no diagrama seguinte:

ou as curvas de Mordey, como mostrado no diagrama seguinte: Quando potência P = 0, i.e.

Quando potência P = 0, i.e. na operação sem carga, o vértice da curva “V” toca o eixo das abscissas

e é particularmente interessante quando o motor síncrono é usado como condensador giratório para

melhorar o fator de potência nas instalações. De fato com uma razoável sobre-excitação o motor absorve corrente com fase adiantada para compensar corrente com fase de retardo devido à presença

de cargas indutivas.

A linha de ligação dos vértices de curva representa a operação com cos = 1 e marca o limite entre as

operações com sub-excitatição e sobre-excitação.

Finalmente cada curva “V” está limitada no estado de sub-excitação por um valor mínimo do f.e.m. E,

e limita a corrente de excitação Ie com a qual, o motor alcança o limite de estabilidade e perde o sincronismo.

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NOTE

- 12 - Laboratório Openlab

DL 10280 NOTE - 12 - Laboratório Openlab
DL 10280 EXPERIMENTO N°29

DL 10280

EXPERIMENTO N°29
EXPERIMENTO N°29

MEDIÇÃO DA RESISTÊNCIA DOS ENROLAMENTOS

Propósitos:

Medição da resistência do enrolamento do estator e enrolamento do rotor do alternador

Componentes:

1 Estator de máquina de CA com rotor de anel e escovas conectadas

1 DL 10281 Módulo de alimentação

1 DL 10282 Módulo de medida

Diagramas elétricos

1 DL 10281 Módulo de alimentação • 1 DL 10282 Módulo de medida Diagramas elétricos Laboratório

Laboratório Openlab - 13 -

DL 10280

DL 10280 EXPERIMENTO N° 29.1: RESISTÊNCIA DE ARMADURA - 14 - Laboratório Openlab

EXPERIMENTO N° 29.1: RESISTÊNCIA DE ARMADURA

- 14 - Laboratório Openlab

Procedimento DL 10280 Prepare o estator da máquina de corrente alternada completo com, rotor de

Procedimento

DL 10280

Prepare o estator da máquina de corrente alternada completo com, rotor de anel e escovas. Faça as conexões do circuito mostrado no diagrama topográfico deste experimento. Prepare o módulo de alimentação DL 10281 para uma tensão DC variável 0÷8 V/12 Amp (seletor “c0d” para a posição “d”) e a manopla de % para 0% Prepare o módulo de medida DL 10282 o voltímetro e o amperímetro para medições em DC e observe a polaridade (use o + para conexões positivas) Ative o módulo de alimentação e alimente o circuito de armadura com os valores da tabela e para cada um deles faça a medição da tensão nas terminações de estator, levando a eixo em seqüência as medições entre os pares terminais. Depois de ter registrado a temperatura do ambiente escreva os valores medidos na tabela.

ta =

°C

Fases

I (A)

1

2

3

4

UV

U

(V)

       

R

( )

       

VW

U

(V)

       

R

( )

       

WU

U

(V)

       

R

(

       

Calcule a resistência com a fórmula

R

U

I

e escreva os valores na tabela. Calcule a média aritmética das resistências aos terminais

R

(

UV av

)

R

(

VW av

)

R

(

WU av

)

R

UV

4

R

VW

4

R

WU

4

(

)

(

)

(

)

Laboratório Openlab - 15 -

DL 10280

e então o valor médio

DL 10280 e então o valor médio R ( av ) R ( UV av )

R

(

av

)

R

(

UV av

)

R

(

VW av

)

R

(

WU av

)

3

(

)

Considerando que o estator é conectado em estrela a resistência de cada fase de armadura é:

R s

1

R

2 (av)

Referimos, portanto, o valor da resistência de fase então à temperatura nominal de 75 °C:

Resultados típicos

R s75 = 0.3

- 16 - Laboratório Openlab

R

s75

R

s

309.5

234.5 + ta

( )

DL 10280 EXPERIMENTO N° 29.2: RESISTÊNCIA DE CAMPO Laboratório Openlab - 17 -

DL 10280

EXPERIMENTO N° 29.2: RESISTÊNCIA DE CAMPO

Laboratório Openlab - 17 -

DL 10280

Procedimento

DL 10280 Procedimento Faça as conexões do circuito mostrado no diagrama topográfico deste experimento. Prepare o

Faça as conexões do circuito mostrado no diagrama topográfico deste experimento. Prepare o módulo de alimentação DL 10281 para uma tensão DC variável 0÷8 V/12 Amp (seletor “c0d” para a posição “d”) e o a manopla de % para 0% Prepare no módulo de medida DL 10282 o voltímetro e o amperímetro para medições em DC e observe a polaridade (use o + para conexões positivas) Ative o módulo de alimentação e alimente o circuito de armadura com os valores da tabela e para cada um deles faça a medição da tensão nas terminações do enrolamento, conectando o voltímetro diretamente nos anéis. Depois de ter registrado a temperatura do ambiente escreva os valores medidos na tabela

ta =

°C

I (A)

U (V)

R

( )

1

   

2

   

3

   

4

   

5

   

Calcule a resistência por meio da fórmula

R

U

I

e escreva o valor na tabela.

Determinar a média aritmética da resistência de campo para a temperatura ambiente Ta:

R E

R

5

(

)

e definir este valor novamente como a temperatura nominal de 75 °C:

Resultados típicos

- 18 - Laboratório Openlab

R

E75

R

E

309 5

.

234 5 ta

.

R E75 = 0.433

(

)

DL 10280 EXPERIMENTO N° 30

DL 10280

EXPERIMENTO N° 30
EXPERIMENTO N° 30

TESTE SEM CARGA

Propósitos:

Determinar as perdas mecânicas e no ferro do alternador

Registrar a característica de magnetização

Componentes:

1 Estator de máquina de CA com rotor de anel e escovas conectadas

1 Estator de máquina DC com rotor e escovas conectadas

1 DL 10281 Módulo de alimentação

1 DL 10282 Módulo de medida

1 DL 10283 Módulo das cargas e reostatos

Diagrama elétrico

1 DL 10282 Módulo de medida • 1 DL 10283 Módulo das cargas e reostatos Diagrama
1 DL 10282 Módulo de medida • 1 DL 10283 Módulo das cargas e reostatos Diagrama
1 DL 10282 Módulo de medida • 1 DL 10283 Módulo das cargas e reostatos Diagrama
1 DL 10282 Módulo de medida • 1 DL 10283 Módulo das cargas e reostatos Diagrama
1 DL 10282 Módulo de medida • 1 DL 10283 Módulo das cargas e reostatos Diagrama

Laboratório Openlab - 19 -

DL 10280

EXPERIMENTO N° 30: TESTE SEM CARGA

- 20 - Laboratório Openlab

DL 10280 EXPERIMENTO N° 30: TESTE SEM CARGA - 20 - Laboratório Openlab
Procedimento DL 10280 Prepare o estator da máquina de corrente alternada completo com, rotor de

Procedimento

DL 10280

Prepare o estator da máquina de corrente alternada completo com, rotor de anel e com as escovas conectadas. Prepare o estator da máquina corrente contínua completa com rotor, comutador e escovas. No princípio não acople o eixo do motor DC ao eixo do alternador: isto significa que nesta fase só o motor motriz tem que ser operado. Prepare o módulo de alimentação DL 10281 para uma tensão DC fixa 32 V/14 Amp (“a0b” de seletor para a posição “a” e interruptor L+ / L - na posição “0”) e para uma tensão DC variável 0÷8 V/12 Amp (seletor “c0d” para a posição “d” e manopla de controle a 0%). Prepare no módulo de medida DL 10282 o voltímetro e o amperímetro conectados à armadura do motor DC. Conecte o amperímetro ao circuito de rotor do alternador para medições em DC (+ ao terminal vermelho) e o voltímetro nas terminações de estator do alternador para medições de corrente alternada. Prepare no módulo DL 10283 o reostato de partida RA com a máxima resistência (manopla para a posição “b”) e a de excitação RF com a resistência mínima (manopla para a posição “a”).

1) Perdas mecânicas do motor DC Curto circuite o amperímetro conectado na armadura do motor DC e assegure que somente o motor DC gire. Ative o módulo de alimentação e faça girar o motor DC colocando o interruptor L+ / L para a posição “1”. Gradualmente diminua o reostato RA (manopla para a posição “a”), depois dê um curto-circuito RA por meio de um jumper e depois remova o curto circuito do amperímetro. Ajuste com precaução a corrente de excitação do motor DC por meio do reostato RF até que a velocidade de motor fique igual à velocidade nominal n = 3600 min.-1 do alternador. Depois que o motor girar durante um tempo suficiente para alcançar as condições térmicas estáveis, faça a medição da tensão e corrente absorvidas pelo motor.

UM =

(V)

IM =

(A)

As perdas mecânicas do motor DC são determinadas pela potência absorvida pelo motor.

PMm = UM • IM =

(W)

Pare o motor levando o interruptor L+ / L para a posição “0”. Restabeleça a máxima resistência do reostato inicial RA e mínima resistência do reostato de excitação R F e depois remova o curto circuito do R A.

Laboratório Openlab - 21 -

DL 10280

DL 10280 2) Perdas mecânicas do alternador Acoplar o eixo de alternador ao eixo do motor

2) Perdas mecânicas do alternador Acoplar o eixo de alternador ao eixo do motor DC. Curto circuite o amperímetro conectado à armadura do motor DC e faça girar o conjunto motor- alternador DC, mas sem excitar o alternador. Ative o módulo de alimentação e alimente o conjunto colocando o interruptor L+ / L para a posição

“1”.

Gradualmente diminua o reostato RA (leve a manopla para a posição “a”), depois dê um curto- circuito RA por meio de um jumper e então remova o curto circuito do amperímetro. Ajuste com precaução a corrente de excitação do motor DC por meio do reostato RF até que a velocidade do motor seja igual à velocidade nominal n = 3600 min.-1 do alternador. Quando o motor alcançar as condições térmicas estáticas, faça a medição da tensão e corrente absorvidas pelo motor.

UMo =

(V)

IMo =

(A)

Calcule a potência absorvida pelo motor

PMo = UMo • IMo =

(W)

As perdas mecânicas do alternador são determinadas pela diferença

PGm = PMo - PMm =

(W)

3) Perdas no ferro do alternador Deixando o conjunto em rotação na velocidade nominal do alternador, excite o circuito do rotor do alternador de forma que a tensão gerada seja igual à tensão nominal Un = 42 V. A corrente de excitação do alternador é variada com a manopla da tensão DC variável (0÷8 V) enquanto a velocidade de rotação do conjunto pode ser controlada com o reostato de excitação Rf do motor DC. Quando as condições

n = 3600 min -1

UN = 42 V

são realizadas simultaneamente, faça a medição da tensão e da corrente absorvida pelo motor DC

UMe =

(V)

IMe =

(A)

e calcular a potência absorvida pelo motor

PMe = UMe • IMe =

(W)

As perdas no ferro do alternador são determinadas pela diferença

- 22 - Laboratório Openlab

PGFe = PMe - PMo =

(W)

DL 10280 4) Perdas de sem carga (em vazio) do alternador À tensão nominal e

DL 10280

4) Perdas de sem carga (em vazio) do alternador À tensão nominal e a velocidade sem carga (em vazio) do alternador resultam:

PGo = PGm + PGFe =

(W)

e eles permanecem consideravelmente constantes em cargas diferentes.

5)

Característica de magnetização Finalmente a característica de magnetização é verificada medindo a tensão Us fornecida pelo

alternador mantida em velocidade nominal constante em relação aos valores da corrente de excitação

Ie mostrado na tabela seguinte.

Com corrente de excitação Ie = 0, usando a faixa mais satisfatória para o voltímetro, meça também

a tensão devido ao magnetismo residual.

n (min -1 )

IE (A)

Us (V)

3600

0

 

3600

1.5

 

3600

3

 

3600

4.5

 

3600

6

 

3600

7.5

 

3600

9

 

3600

10.5

 

3600

12

 

Pare o conjunto girando o interruptor L+ / L para a posição “0” e desenergize o alternador girando o seletor “c0d” para a posição “0” novamente.

Laboratório Openlab - 23 -

DL 10280

DL 10280 Desenhar no diagrama abaixo os valores de tensão Us em função da corrente de
Desenhar no diagrama abaixo os valores de tensão Us em função da corrente de excitação
Desenhar no diagrama abaixo os valores de tensão Us em função da corrente de excitação IE.

Determinar no diagrama a corrente de excitação correspondendo ao valor sem carga com tensão

U N = 42 V:

- 24 - Laboratório Openlab

IEo =

(A)

DL 10280 EXPERIMENTO N° 31

DL 10280

EXPERIMENTO N° 31
EXPERIMENTO N° 31

CARATERÍSTICA DE CURTO CIRCUITO

Propósitos:

Registrar as características do curto circuito

Determinar a impedância síncrona

Determinar a taxa de curto circuito

Componentes:

1 Estator de máquina de CA com rotor de anel e escovas conectadas

1 Estator de máquina DC com rotor e escovas conectadas

1 DL 10281 Módulo de alimentação

1 DL 10282 Módulo de medida

1 DL 10283 Módulo das cargas e reostatos

Diagrama elétrico

1 DL 10282 Módulo de medida • 1 DL 10283 Módulo das cargas e reostatos Diagrama

Laboratório Openlab - 25 -

DL 10280

DL 10280 EXPERIMENTO N°31: CARATERÍSTICA DE CURTO CIRCUITO - 26 - Laboratório Openlab

EXPERIMENTO N°31: CARATERÍSTICA DE CURTO CIRCUITO

- 26 - Laboratório Openlab

DL 10280 EXPERIMENTO N°31: CARATERÍSTICA DE CURTO CIRCUITO - 26 - Laboratório Openlab
Procedimento DL 10280 Prepare o conjunto motor-alternador DC usando o estator da máquina de corrente

Procedimento

DL 10280

Prepare o conjunto motor-alternador DC usando o estator da máquina de corrente alternada completo, com rotor de anel e escovas conectadas e o estator da máquina corrente contínua completas, com rotor de comutação e escovas relativas. Faça as conexões do circuito mostrado no diagrama topográfico deste experimento. Prepare o módulo de alimentação DL 10281 para uma tensão DC fixa 32 V/14 Amp (“a0b” de seletor para a posição “a” e interruptor L+ / L - na posição “0”) e para uma tensão DC variável 0÷8 V/12 Amp (seletor “c0d” para a posição “d” e manopla de controle a 0%). Prepare no módulo de medida DL 10282 o amperímetro em série ao circuito do rotor do alternador para medições em DC (+ ao terminal vermelho) e outro amperímetro nas terminações do estator do alternador para medida de corrente alternada. Prepare no módulo DL 10283 o reostato RA com a máxima resistência (coloque a manopla para a posição “b”) e a excitação um RF com a resistência mínima (coloque a manopla para a posição “a”). Ative o módulo de alimentação e faça o conjunto girar colocando o interruptor L+ / L para a posição

“1”.

Gradualmente diminua o reostato RA (coloque a manopla para a posição “a”), depois dê um curto- circuito RA por meio de um jumper e ajuste a corrente de excitação do motor DC por meio do reostato RF até que a velocidade de conjunto seja igual à velocidade nominal do alternador. Comece a excitar o alternador com a tensão variável 0÷8 V estabelecendo os valores da corrente de excitação mostrada na tabela seguinte e para cada um deles registre o valor Ik da corrente de curto circuito do estator, depois de ter registrado a temperatura “ta” do ambiente.

Ta =

IE (A)

IK (A)

1.5

 

3

 

4.5

 

6

 

7.5

 

9

 

10.5

 

Notas:

(a)Não é necessário manter a velocidade exatamente constante.

(b) Se as indicações do amperímetro de estator forem aflitas com oscilações, registre o valor

médio.

Pare o conjunto girando L+ / L para a posição “0” e desenergize o alternador girando o seletor “c0d” para a posição “0” novamente. Desenhar no diagrama abaixo marcando os valores de corrente de curto circuito Ik obtidos em função da corrente de excitação IE.

Laboratório Openlab - 27 -

DL 10280

DL 10280 Determine no diagrama à correnteI ko na condição de curto circuito que corresponde à
DL 10280 Determine no diagrama à correnteI ko na condição de curto circuito que corresponde à

Determine no diagrama à correnteIko na condição de curto circuito que corresponde à excitação de corrente Ieo (veja experiência N°30) que em condições de sem carga (em vazio) gera a tensão Un:

Iko =

(A)

e calcule a impedância síncrona com a fórmula

Z

d

U N 3 I ko
U
N
3 I
ko

(

)

porque o estator está conectado em estrela Determine no diagrama a corrente de excitação Iek que em curto circuito gera a corrente nominal. (assumimos In = 2.5 A):

Calcule a taxa de curto circuito:

- 28 - Laboratório Openlab

K

IEk =

k

I Eo

I Ek

(A)

DL 10280 EXPERIMENTO N° 32

DL 10280

EXPERIMENTO N° 32
EXPERIMENTO N° 32

TESTE DE CURTO CIRCUITO

Propósitos:

Determinar as perdas de cobre do estator e as perdas adicionais do alternador

Componentes:

1 Estator de máquina de CA com rotor de anel e escovas conectadas

1 Estator de máquina DC com rotor e escovas conectadas

1 DL 10281 Módulo de alimentação

1 DL 10282 Módulo de medida

1 DL 10283 Módulo das cargas e reostatos

Diagrama elétrico

1 DL 10282 Módulo de medida • 1 DL 10283 Módulo das cargas e reostatos Diagrama

Laboratório Openlab - 29 -

DL 10280

DL 10280 EXPERIMENTO N° 32 : TESTE DE CURTO CIRCUITO - 30 - Laboratório Openlab

EXPERIMENTO N° 32 : TESTE DE CURTO CIRCUITO

- 30 - Laboratório Openlab

Procedimento DL 10280 Prepare o conjunto motor-alternador DC usando o estator da máquina de corrente

Procedimento

DL 10280

Prepare o conjunto motor-alternador DC usando o estator da máquina de corrente alternada completo com, rotor de anel e escovas conectadas e o estator da máquina corrente contínua completos com, rotor comutador e escovas. Faça as conexões do circuito mostrado no diagrama topográfico deste experimento. Prepare o módulo de alimentação DL 10281 para uma tensão DC fixa 32V/14 Amp (“a0b” de seletor para a posição “a” e interruptor L+ / L - na posição “0”) e para uma tensão DC variável 0÷8 V/12 Amp (seletor “c0d” para a posição “d” e manopla de controle a 0%). Prepare no módulo de medida DL 10282 o voltímetro e o amperímetro conectado à armadura do motor DC para medições em DC (+ ao terminal vermelho) e o amperímetro nas terminações de estator do alternador para medição de corrente alternada. Prepare no módulo DL 10283 o reostato RA com a máxima resistência (coloque a manopla na posição “b”) e a excitação RF com a resistência mínima (coloque a manopla na posição “a”). Curto circuite o amperímetro conectado à armadura do motor DC. Ative o módulo de alimentação e Faça o conjunto girar colocando o interruptor L+ / L na posição “1”. Gradualmente diminua o reostato RA (coloque a manopla na posição “a”), depois dê um curto-circuito RA por meio de um jumper e ajuste a corrente de excitação do motor DC por meio do reostato RF até que a velocidade de conjunto seja igual à velocidade nominal do alternador. Excite o alternador com a tensão variável 0÷8 V então façam circular no estator uma corrente de curto circuito equivalente a corrente nominal In= 2.5 Amp.

Notas

(a)Correções de velocidade eventuais podem ser feitas por meio do reostato de excitação Rf do motor DC (b)Se as indicações do amperímetro de estator são aflitas com oscilações registre o valor médio.

Quando o conjunto alcançar as condições térmicas estáveis remova o curto circuito do amperímetro e faça a medição da tensão e da corrente absorvida pelo motor:

UMk =

(V)

IMk =

(A)

Calcule a potência absorvida pelo motor

PMk = UMk • IMk =

(W)

Pare o conjunto girando L+ / L na posição “0” e desenergize o alternador girando o seletor de “c0d” na posição “0” novamente. O alternador com o estator em curto circuito absorve, à corrente nominal e velocidade nominal a potência:

PGK =

PMK -

PMm

=

(W)

onde PMm representa as perdas mecânicas do motor (veja Experiência N°39).

Laboratório Openlab - 31 -

DL 10280

As perdas de cobre do alternador resultam então

PGCu = PGk - PGm =

cobre do alternador resultam então P GCu = P Gk - P Gm = (W) onde

(W)

onde PGm representa as perdas mecânicas do alternador (veja Experiência N°30). Na temperatura ambiente as perdas de cobre no estator do alternador são iguais a:

PsCu = 3 Rs IN² =

(W)

onde Rs é a resistência de estator (veja Experiência N°29). È possível calcular as perdas adicionais do alternador com a:

Pad = PGCu - PsCu =

(W)

e então a resistência equivalente correspondente é:

R

ad

P

ad

I 2

N

(

)

Com o propósito de calcular a soma das perdas de cobre e daquelas adicionais na temperatura nominal de 75°C podemos determinar a resistência total equivalente com a relação:

R 75 = 3 Rs75 + Rad =

( )

onde Rs75 é a resistência de estator à temperatura nominal (veja Experiência N°29) enquanto Rad não varia com a temperatura. As perdas totais equivalentes resultam então:

- 32 - Laboratório Openlab

PsCu75 = R75 • IN² =

(W)

DL 10280 EXPERIMENTO N°33

DL 10280

EXPERIMENTO N°33
EXPERIMENTO N°33

O MÉTODO DE BEHN-ESCHENBERG

Propósitos:

Registre indiretamente as características de regulagem do alternador.

Dados típicos obtidos nos testes anteriores Experiência N°29 Resistência ôhmica de uma fase estatórica Rs = 0.25 (ta = 20 °C) Rs75 = 0.3 (t = 75 °C)

Experiência N°30 Característica de magnetização

Experiência N°31 Impedância síncrona Zd = 5.2 (ta = 20 °C)

Laboratório Openlab - 33 -

DL 10280

Procedimento

DL 10280 Procedimento Ilustrando o método do Behn-Eschenberg com exemplos numéricos utilizaremos os resultados obtidos

Ilustrando o método do Behn-Eschenberg com exemplos numéricos utilizaremos os resultados obtidos nos testes anteriores:

1) Triângulo da impedância síncrona Na experiência N°31 a impedância síncrona foi determinada para a temperatura do ambiente assim nós temos que redefinir isto novamente como a temperatura nominal de 75 °C. Já calculamos a reatância síncrona à temperatura ambiente:

X

d

2 2 Z R d s
2
2
Z
R
d
s

2 2 5.2 0.25
2
2
5.2
0.25

519.

Visto que a reatância síncrona não varia com a temperatura, a impedância síncrona à temperatura nominal de 75 °C resulta em:

Z

d 75

R

2

s75

X

2

d

nominal de 75 °C resulta em: Z d 75 R 2 s75 X 2 d 2

2 2 0.3 519.
2
2
0.3
519.

5198.

Então é possível desenhar o triângulo da impedância síncrona

é possível desenhar o triângulo da impedância síncrona Como podemos observar o ângulo “d” tende a

Como podemos observar o ângulo “d” tende a ser 90°:

- 34 - Laboratório Openlab

tg

X

d

R

s 75

519

.

0 3

.

= 86.7°

17 3

.

DL 10280 então, até mesmo para simplificar o Procedimento de cálculo como nós já vimos

DL 10280

então, até mesmo para simplificar o Procedimento de cálculo como nós já vimos na seção 6.2, nós normalmente consideramos

Z d75 = X d = 5.19

2) Característica de regulagem a cos = 1. Usando a fórmula (veja seção 6.2)

E

o

E

2

(

X

 

I

 

)

2

sN

d

s

2 ( X   I   ) 2 sN d s nós calculamos o f.e.m. Eo

nós calculamos o f.e.m. Eo necessário para manter a tensão nominal EsN = UN/

carga em correspondência dos diferentes quadrantes da corrente fornecida Is. Para cada valor

3 = 24.27V na

da corrente fornecida Is. Para cada valor 3 = 24.27V na assim determinado da f.e.m. Uos
da corrente fornecida Is. Para cada valor 3 = 24.27V na assim determinado da f.e.m. Uos

assim determinado da f.e.m. Uos (nós lembramos que Uos = 3 estator é conectado em estrela), podemos determinar a corrente de excitação correspondente Ie usando a característica de magnetização. Os valores assim determinados são escritos na tabela seguinte.

IS (A)

EO (V)

UOS (V)

IE (A)

0

24.27

42

7

0.625

24.82

42.95

7.1

1.25

25.13

43.5

7.2

1.875

26.15

45.25

7.5

2.5

27.52

47.62

8.3

3.125

29.19

50.5

9

3)

Característica de regulagem o cos = 1. Usando a fórmula (veja seção 6.2)

E

o

2 ( E cos ) 2 ( E sen + X I ) sN sN
2
(
E
cos
)
2 (
E
sen
+ X
I
)
sN
sN
d
s
E o 2 ( E cos ) 2 ( E sen + X I ) sN

e repetindo o Procedimento mostrado no ponto 2.

IS (A)

EO (V)

UOS (V)

IE (A)

0

24.27

42

7

0.625

26.34

45.6

7.7

1.25

28.64

49.5

8.8

1.875

31.1

53.8

9.9

2.5

33.7

53.3

11.5

3.125

36.4

63

13

Laboratório Openlab - 35 -

DL 10280

DL 10280 4) Características de regulagem Mostre em um único diagrama como a corrente de excitação

4) Características de regulagem Mostre em um único diagrama como a corrente de excitação IE em função da corrente fornecida IS para os dois fatores de potência mostrados em pontos 2) e 3) com o objetivo de manter a tensão constante nas terminações de alternador.

manter a tensão constante nas terminações de alternador. O método do Behn-Eschenberg mostram excelentes resultados

O método do Behn-Eschenberg mostram excelentes resultados em relação à operação de máquina, acima de tudo quando a saturação é alcançada.

- 36 - Laboratório Openlab

DL 10280 EXPERIMENTO N°34

DL 10280

EXPERIMENTO N°34
EXPERIMENTO N°34

TESTE DE CARGA

Propósitos:

Registre a variação de tensão nas terminações do alternador para diferentes cargas

Analise o efeito da reação de armadura

Componentes:

1 Estator de máquina CA com rotor de anel e escovas conectadas

1 Estator de máquina DC com rotor e escovas conectadas

1 DL 10281 Módulo de alimentação

1 DL 10282 Módulo de medida

1 DL 10283Módulo das cargas e reostatos

Diagrama elétrico

1 DL 10282 Módulo de medida • 1 DL 10283Módulo das cargas e reostatos Diagrama elétrico

Laboratório Openlab - 37 -

DL 10280

DL 10280 EXPERIMENTO NO. 34: TESTE DE CARGA - 38 - Laboratório Openlab

EXPERIMENTO NO. 34: TESTE DE CARGA

- 38 - Laboratório Openlab

Procedimento DL 10280 Prepare o conjunto motor-alternador DC usando o estator da máquina de corrente

Procedimento

DL 10280

Prepare o conjunto motor-alternador DC usando o estator da máquina de corrente alternada completo com, rotor de anel e escovas conectadas e o estator da máquina corrente contínua completos com, rotor comutador e escovas.

Faça as conexões do circuito mostrado no diagrama topográfico deste experimento. Prepare o módulo de alimentação DL 10281 para uma tensão DC fixa 32 V/14 Amp (“a0b” de seletor na posição “a” e interruptor L+ / L - na posição “0”) e para uma tensão DC variável 0÷8 V/12 Amp (seletor “c0d” na posição “d” e manopla de controle a 0%).

Prepare no módulo de medida DL 10282 o voltímetro e o amperímetro conectados ao estator de alternador para medição de corrente alternada e o amperímetro para medição da corrente de excitação do alternador para medições em DC (use o + para conexões positivas).

Prepare no módulo DL 10283, o reostato RA com a máxima resistência (coloque a manopla na posição “b”) e a excitação RF com a resistência mínima (coloque a manopla na posição “a”); Prepare os seletores R e C trifásicos na posição “0” (em seu giro máximo em sentido horário).

Ative o módulo de alimentação e Faça o conjunto girar colocando o interruptor L+ / L na posição “1”. Gradualmente diminua o Reostato RA (coloque a manopla na posição “a”), depois dê um curto-circuito RA por meio de um jumper e ajuste a corrente de excitação do motor DC por meio do reostato RF até que a velocidade do conjunto seja igual à velocidade nominal do alternador.

Excite o alternador com a tensão variável 0÷8 V de forma que a tensão fornecida na velocidade nominal seja igual ao valor da tensão nominal Un=42 V.

Sem modificar mais o valor da corrente de excitação do alternador conecta a carga trifásica, conforme é mostrado na tabela seguinte, e registre os valores de tensão Us e corrente Is, fornecidos pelo alternador mantido na sua velocidade nominal.

Carga

n (min -1 )

IE (A)

US (VA)

I (A)

3600

 

42

0

C123

3600

     

C123 / R123

3600

     

R123

3600

     

Laboratório Openlab - 39 -

DL 10280

Notes

DL 10280 Notes a) Correções eventuais da velocidade de rotação de conjunto podem ser feitas com

a) Correções eventuais da velocidade de rotação de conjunto podem ser feitas com o reostato de excitação Rf do motor.

b) Se as indicações dos instrumentos instalado no estator do alternador são afligidas com oscilações, registre o valor médio.

Pare o conjunto girando L+ / L para a posição “0” e desenergize o alternador girando o seletor “c0d” na posição “0” novamente.

- 40 - Laboratório Openlab

DL 10280 EXPERIMENTO N°35

DL 10280

EXPERIMENTO N°35
EXPERIMENTO N°35

EFICIÊNCIA CONVENCIONAL

Propósitos:

Determinar a eficiência convencional do alternador que opera fatores de potências diferentes.

Dados típicos obtidos nos testes anteriores. Experiência N°29 Resistência do enrolamento de excitação RE75 = 0.433 (t = 75 °C)

Experiência N°30 Perdas mecânicas e no ferro PGo = 70 W

Experiência N°32 Resistência total equivalente ao cobre e perdas adicionais R75 = 0.75 (t = 75 °C)

Experiência N°33 Características de regulagem para determinação da corrente de excitação

Laboratório Openlab - 41 -

DL 10280

Procedimento

DL 10280 Procedimento Usando valores obtidos nos testes anteriores ilustramos o cálculo com método indireto da

Usando valores obtidos nos testes anteriores ilustramos o cálculo com método indireto da eficiência de alternador. Para isto utilizamos exemplos numéricos.

O Procedimento de cálculo está resumido na tabela seguinte onde as escovas são consideradas de metal de carbono enquanto a potência Pd representa a soma de todas as perdas.

Us = 42 V

n= 3600 min -1

Carga I (A)

0

0.625

1.25

1.875

2.5

3.125

cos

1

1

1

1

1

1

P = 3 Us I cos (W)

0

45

90

135

180

225

PGo (W)

70

70

70

70

70

70

P sCu75 = R 75 I² (W)

0

0.29

1.17

2.64

4.69

7.32

IE (A) PE = RE75 IE 2 (W) Pb = 0,6 IE (W)

7

7.1

7.2

7.5

8.3

9

21.2

21.82

22.45

24.32

29.83

35

4.2

4.3

4.32

4.5

5

5.4

Pd (W)

95.4

96.4

97.9

101.5

109.5

117.7

Pin = P + Pd (W)

95.4

141.4

187.9

236.5

289.5

342.7

100 P

%

0

31.8

47.9

57.1

62.2

65.3

P

in

Repita os cálculos por cos 0,80 (Indutivo)

Us = 42 V

n= 3600 min -1

Carga I (A)

0

0.625

1.25

1.875

2.5

3.125

cos ind

0.8

0.8

0.8

0.8

0.8

0.8

P = 3 Us I cos (W)

0

36

72

108

144

180

PGo (W)

70

70

70

70

70

70

P sCu75 = R 75 I² (W)

0

0.29

1.17

2.64

4.69

7.32

IE (A) PE = RE75 IE 2 (W) Pb = 0,6 IE (W)

7

7.7

8.8

9.9

11.5

13

21.2

25.7

33.5

42.4

57.3

73.2

4.2

4.6

5.3

5.9

6.9

7.8

Pd (W)

95.4

100.6

110

121

139

158

Pin = P + Pd (W)

95.4

136.6

182

229

283

338

100 P

%

0

26.4

39.6

47.2

50.9

53.2

P

in

.

- 42 - Laboratório Openlab

DL 10280 Agora é possível utilizar um único diagrama onde à eficiência h e as

DL 10280

Agora é possível utilizar um único diagrama onde à eficiência h e as perdas totais Pd variam como uma função da potência de saída P, para os dois valores do fator de potência ensaiados.

uma função da potência de saída P, para os dois valores do fator de potência ensaiados.

Laboratório Openlab - 43 -

DL 10280

NOTE

- 44 - Laboratório Openlab

DL 10280 NOTE - 44 - Laboratório Openlab
DL 10280 EXPERIMENTO N° 36

DL 10280

EXPERIMENTO N° 36
EXPERIMENTO N° 36

CONEXÃO PARALELA DOALTERNADOR COMA REDE ELÉTRICA

Propósitos:

Conheça as condições que permitam realizar a conexão PARALELA do alternador com a rede elétrica

Analise a troca da potência ativa e reativa entre o alternador e a rede elétrica

Componentes:

1 Estator de máquina de CA com rotor de anel e escovas conectadas

1 Estator de máquina DC com rotor e escovas conectadas

1 DL 10281 Módulo de alimentação

1 DL 10282 Módulo de medida

1 DL 10283 Módulo das cargas e reostatos

1 DL 10310 Módulo sincronoscópio com LED´s rotativas

2 FEWC 15-2 Wattímetro 5-10 A / 30-60 V

Diagrama elétrico

com LED´s rotativas • 2 FEWC 15-2 Wattímetro 5-10 A / 30-60 V Diagrama elétrico Laboratório

Laboratório Openlab - 45 -

DL 10280

DL 10280 EXPERIMENT N° 36: CONEXÃO PARALELA DOALTERNADOR COMA REDE ELÉTRICA - 46 - Laboratório Openlab

EXPERIMENT N° 36:

CONEXÃO PARALELA DOALTERNADOR COMA REDE ELÉTRICA

- 46 - Laboratório Openlab

Procedimento DL 10280 Prepare o conjunto motor-alternador DC usando o estator da máquina de corrente

Procedimento

DL 10280

Prepare o conjunto motor-alternador DC usando o estator da máquina de corrente alternada completo, com rotor de anel e escovas conectadas e o estator da máquina corrente contínua completos com, rotor comutador e escovas.

Faça as conexões do circuito mostrado no diagrama topográfico deste experimento. Prepare o módulo de alimentação DL 10281 para uma tensão DC fixa 42 V/10 Amp e tensão fixa alternada 42 V/10 Amp (“a0b” de seletor na posição “b” e troca L+ / L - e L1/L2/L3 na posição “0”) e para uma tensão DC variável 0÷8 V/12 Amp (seletor “c0d” na posição “d” e manopla de controle a

0%).

Prepare no módulo de medida DL 10282 o voltímetro e o amperímetro conectados ao estator do alternador para medição de corrente alternada e o amperímetro conectado ao circuito de rotor do alternador para medições em DC (use o + para conexões positivas)

Prepare no módulo DL 10283 o reostato RA com a máxima resistência (coloque a manopla na posição “b”) e a excitação um RF com a resistência mínima (coloque a manopla na posição “a”). Prepare o módulo DL 10310 com o interruptor paralelo desligado e o seletor L1-L2 / U-V na posição

L1-L2.

Ative o módulo de alimentação: Prepare o interruptor L1/L2/L3 na posição “1” e meça a tensão de rede elétrica:

U =

(V)

Assumimos que a freqüência da rede elétrica que é conhecida por 60 Hz. Faça girar o conjunto colocando o interruptor L+ / L- na posição “1”: gradualmente diminua o reostato RA (coloque a manopla na posição “a”), depois dê um curto-circuito RA por meio de um jumper e ajuste a corrente de excitação do motor DC por meio do reostato RF até que a velocidade de conjunto é tal, para gerar a freqüência da rede elétrica (rotação velocidade 3600 min.-1).

Prepare o seletor L1-L2 / U-V na posição U-V e excitar o alternador com a tensão DC variável 0÷8 V de modo tal que a tensão fornecida pelo alternador seja do mesmo valor que a tensão de rede elétrica.

Até a igualdade exata entre a freqüência de rede elétrica e aquela do alternador a indicação do sincronoscópio pode resultar em:

(a)As lâmpadas alcançam o brilho de máximo na seqüência RAPIDA H1-H2-H3 (alternador rápido) ou NA SEQÜÊNCIA lenta H1-H3-H2 (alternador lento).

A ordem da sucessão cíclica das fases É CORRETA e o alternador pode ser conectado EM

PARALELO com a rede elétrica.

(b)As três lâmpadas iluminam simultaneamente ao ritmo da freqüência .

A

ordem da sucessão cíclica das fases não É CORRETA: antes de realizar a conexão PARALELA

as

duas fases de alternador devem ser trocado invertidas.

Laboratório Openlab - 47 -

DL 10280

DL 10280 Depois de ter verificado a correte da ordem e sucessão de fase, ajuste com

Depois de ter verificado a correte da ordem e sucessão de fase, ajuste com precaução o valor DC da excitação de modo tal que o alternador seja ligeiramente rápido e que a seqüência luminosa produzida pelas lâmpadas gire lentamente na direção RÁPIDA.

Quando a lâmpada H1 está escura e as lâmpadas H2 e H3 são igualmente luminosas coloque o interruptor paralelo na posição “on”: o alternador é conectado deste modo a rede elétrica e gira à velocidade imposta pela freqüência de rede elétrica e depende dela.

Depois de ter executado a conexão PARALELA ajuste com precaução a velocidade do motor DC motriz de modo tal que a potência trocada entre o alternador e a rede elétrica é nula (os dois Wattímetro (opcional)s devem apresentar a mesma indicação mas com sinal oposto).

Nestas condições registre as indicações da corrente de excitação IE, da corrente de armadura IS e dos dois Wattímetro (opcional)s W1 e W2:

IE =

(A)

Is =

(A)

P21 =

(W)

P31 =

(W)

A potência ativa trocada entre o alternador e a rede elétrica é igual a:

enquanto a potência reativa é igual a:

Q =

P = P23 + P31 = 3 (P23 - P31) =
P = P23 + P31 =
3 (P23 - P31) =

(W)

(VAR)

(Lembramos que se um Wattímetro (opcional) mostra uma indicação negativa às conexões voltmétricas devem ser invertidas e a leitura tem que ser considerada como negativa). Sem variar a velocidade do motor motriz registre as indicações de instrumento mostradas em correspondência das correntes de excitação Ie mostradas na tabela seguinte obtidas pela variação da tensão DC 0÷8 V.

IE (A) IS (A) P21 (W) P23 (W) P (W) Q (VAR) 6 9 Verifique
IE (A)
IS (A)
P21 (W)
P23 (W)
P (W)
Q (VAR)
6
9
Verifique deste modo dentro que a variação da corrente de excitação modifica somente a potência
reativa sem substancialmente variar a troca de potência ativa entre a rede elétrica e o alternador.

Ajuste novamente a corrente de excitação IE do alternador para o valor determinado nas condições de conexão PARALELA com a potência ativa nula e tente aumentar a velocidade de conjunto reduzindo com precaução a resistência do reostato de excitação RF o motor. A velocidade de rotação é imposta pela freqüência da rede elétrica e não muda: então reduza a resistência de excitação RF de modo tal que a corrente do estator seja IS = 1.5 Amp. Registre as indicações dos instrumentos previamente mostrados e escreva os valores na tabela.

- 48 - Laboratório Openlab

DL 10280 IE (A) IS (A) P21 (W) P31 (W) P (W) 1.5
DL 10280
IE (A)
IS (A)
P21 (W)
P31 (W)
P (W)
1.5

Verifique deste modo que aumentando a torque motriz o alternador forneça potência ativa.

Finalmente desconecte o alternador da conexão PARALELA executando as operações seguintes:

(a)Reduza a potência fornecida do alternador ajustando a velocidade do motor DC de modo tal que a corrente Is seja mínima.

(b) Desligue o interruptor paralelo e coloque o interruptor L1/L2/L3 na posição “0”.

(c) Pare o conjunto motor/gerador girando L+ / L na posição “0” e desenergize o alternador girando o seletor “c0d” na posição “0” novamente.

Laboratório Openlab - 49 -

DL 10280

NOTE

- 50 - Laboratório Openlab

DL 10280 NOTE - 50 - Laboratório Openlab
DL 10280 EXPERIMENT N°37

DL 10280

EXPERIMENT N°37
EXPERIMENT N°37

ALTERNADOR COMO MOTOR SÍNCRONO

Propósitos:

Conexão PARALELA do alternador com a rede elétrica

• Registro da curva “V” do motor síncrono

Componentes:

1 Estator de máquina de CA com rotor de anel e escovas conectadas

1 Estator de máquina DC com rotor e escovas conectadas

1 DL 10281 Módulo de alimentação

1 DL 10282 Módulo de medida

1 DL 10283 Módulo das cargas e reostatos

DL 10310 Módulo sincronoscópio com LED´s rotativos

2 FEWC 15-2 Wattímetro 5-10 A / 30-60 V

Diagrama elétrico

com LED´s rotativos • 2 FEWC 15-2 Wattímetro 5-10 A / 30-60 V Diagrama elétrico Laboratório
com LED´s rotativos • 2 FEWC 15-2 Wattímetro 5-10 A / 30-60 V Diagrama elétrico Laboratório
com LED´s rotativos • 2 FEWC 15-2 Wattímetro 5-10 A / 30-60 V Diagrama elétrico Laboratório

Laboratório Openlab - 51 -

DL 10280

DL 10280 EXPERIMENT N° 37: ALTERNADOR COMO MOTOR SÍNCRONO - 52 - Laboratório Openlab

EXPERIMENT N° 37: ALTERNADOR COMO MOTOR SÍNCRONO

- 52 - Laboratório Openlab

Procedimento DL 10280 Prepare o conjunto motor-alternador DC usando o estator da máquina de corrente

Procedimento

DL 10280

Prepare o conjunto motor-alternador DC usando o estator da máquina de corrente alternada completo com, rotor de anel e escovas conectadas e o estator da máquina corrente contínua completos com, rotor comutador e escovas.

Faça as conexões do circuito mostrado no diagrama topográfico deste experimento. Prepare o módulo de alimentação DL 10281 para uma tensão DC fixa 42 V/10 Amp e tensão fixa alternada 42 V/10 Amp (“a0b” de seletor na posição “b” e os interruptores L+ / L - e L1/L2/L3 na posição “0”) e para uma tensão DC variável 0÷8 V/12 Amp (seletor “c0d” na posição “d” e manopla de controle a 0%).

Prepare no módulo de medida DL 10282 o voltímetro e o amperímetro conectados ao estator de alternador para medição de corrente alternada e o amperímetro conectadas ao circuito de rotor do alternador para medições em DC (use o + para conexões positivas) Prepare no módulo DL 10283 o reostato RA com a máxima resistência (coloque a manopla na posição “b”) e a excitação um RF com a resistência mínima (coloque a manopla na posição “a”). Prepare o módulo DL 10310 com o interruptor paralelo desligado e o seletor L1-L2 / U-V na posição

L1-L2.

Ative o módulo de alimentação: Prepare o interruptor L1/L2/L3 na posição “1” e meça a tensão de rede elétrica:

U =

(V)

Assumimos que a freqüência da rede elétrica é conhecida por 60 Hz. Faça o girar o conjunto colocando L+ / L- na posição “1”: gradualmente diminua o reostato RA (coloque a manopla na posição “a”) e ajuste a corrente de excitação do motor DC por meio do reostato RF até que a velocidade de conjunto é tal para gerar a freqüência de rede elétrica (rotação velocidade 3600 min -1 ).

Prepare o seletor L1-L2 / U-V na posição “1” U-V e excite o alternador com a tensão DC variável 0÷8 V de modo tal que a tensão fornecida pelo alternador tem o mesmo valor de tensão da rede elétrica.

Até a igualdade exata entre a freqüência da rede elétrica e aquela do alternador a indicação do sincronoscópio pode resultar em:

(a)As lâmpadas alcançam o brilho de máximo no H1-H2-H3 RÁPIDO (alternador rápido) ou H1- H3-H2 LENTO (alternador lento). A ordem da sucessão cíclica das fases É CORRETA e o alternador pode ser paralelo conectado a rede elétrica.

(b)As três lâmpadas iluminam simultaneamente ao ritmo da freqüência . A ordem da sucessão cíclica das fases não É CORRETA: antes de realizar a conexão PARALELA as duas fases do alternador têm que ser trocado entre eles.

Laboratório Openlab - 53 -

DL 10280

DL 10280 Depois de ter verificado a correte da ordem de sucessão de fase, ajuste com

Depois de ter verificado a correte da ordem de sucessão de fase, ajuste com precaução o valor DC da excitação de modo tal que o alternador seja ligeiramente rápido e que a seqüência luminosa produzida pelas lâmpadas gire lentamente na direção RÁPIDA. Quando a lâmpada H1 está escura e as lâmpadas H2 e H3 são igualmente luminosas coloque o interruptor paralelo na posição “on” : o alternador é deste modo conectado as rede elétrica e gira à velocidade imposta pela freqüência de rede elétrica e depende dela. Depois de ter executado a conexão PARALELA ajuste com precaução a velocidade do motor DC motriz de modo tal que a potência trocada entre o alternador e a rede elétrica é nula (os dois Wattímetro (opcional)s devem apresentar a mesma indicação, mas com sinal oposto).

Desligue a alimentação do motor DC girando L+ / L na posição “0”: o rotor do motor DC é mantido em rotação pelo motor síncrono que é agora alimentado pela tensão de rede elétrica e opera praticamente em condições de sem carga (em vazio).

Meça a corrente de estator IS e registre as indicações dos dois Wattímetro (opcional)s W1 e W2 (Lembramos que se um Wattímetro (opcional) mostra uma indicação negativa às conexões voltmétricas

devem ser invertidas e a leitura tem que ser considerada como negativa) em correspondência dos valores da corrente de excitação Ie mostrada na tabela seguinte e obtidos ajustando a tensão DC 0÷8

V.

IE (A)

IS (A)

P21 (W)

P31 (W)

P (W)

Q (VAR)

3

         

4.5

         

6

         

7.5

         

9

         

10.5

         

Nota Com valores da corrente de excitação abaixo de 3 Amp, é possível que o motor síncrono alcance os limites de estabilidade.

Calcule a potência ativa

e a reativa

P = P21 + P31 Q = (P21 - P31) 3
P = P21 + P31
Q =
(P21 - P31)
3

e escreva os valores obtidos na tabela.

- 54 - Laboratório Openlab

DL 10280 Mostre no mesmo diagrama a corrente de estator I S e a potência

DL 10280

Mostre no mesmo diagrama a corrente de estator IS e a potência reativa Q como uma função da corrente de excitação.

corrente de estator I S e a potência reativa Q como uma função da corrente de

Laboratório Openlab - 55 -

DL 10280

NOTE

- 56 - Laboratório Openlab

DL 10280 NOTE - 56 - Laboratório Openlab
DL 10280 7. GERADORES DC (DÍNAMO)

DL 10280

7. GERADORES DC (DÍNAMO)
7. GERADORES DC (DÍNAMO)

Os geradores DC ou dínamos são máquinas giratórias que transformam a energia mecânica, fornecida por um motor motriz, em energia elétrica produzida por indução eletromagnética (veja seção 2.2.1) no enrolamento rotórico, ou armadura, girando no campo magnético excitante criado pelos pólos do estator.

O f.e.m. alternado, induzido no circuito de armadura é transformado então em uma força eletromotriz

unidirecional pulsada por meio do comutador de segmentos é utilizado por meio das escovas (veja seção 2.3).

Para um dínamo bipolar a força eletromotriz E0 (Volt) gerada em condições sem carga (em vazio) nas terminações de armadura depende do fluxo polar (Wb) (ou seja, da corrente de excitação IE) como também da velocidade de rotação n (min -1 ) de acordo com a formula:

n

E o 60

z

onde z é o número total dos condutores de armadura.

Quando o dínamo está com a carga, i.e. com as terminações de armadura conectadas a um circuito

externo que absorve corrente, a tensão U disponível nas terminações resultará obviamente menor que o f.e.m. Eo gerada em condições sem carga (em vazio) e isto principalmente devido às seguintes

causas:

1. Queda de tensão nos enrolamento de dínamo

2. Reação de armadura (veja seção 2.3.1) que produz um enfraquecimento de fluxo

3. Eventual redução da velocidade do motor motriz

7.1 SISTEMAS DE EXCITAÇÃO

O campo magnético é produzido por meio do circuito excitante composto dos pólos principais sobre

os quais são enrolados as bobina de excitação alimentadas em corrente DC.

A potência necessária para excitação do dínamo pode ser suprida de modo diferente sendo que para

cada um deles dependem as características de operação da máquina.

Quando a potência de excitação é fornecida por uma fonte externa definimos que a excitação é do tipo “separada”, quando é o próprio gerador que a produz então a definimos como de “auto-excitação” que de sua volta pode ser qualificada de “série” , “PARALELA” ou “COMPOSTA”.

Laboratório Openlab - 57 -

DL 10280

7.2 DESEMPENHOS DE DÍNAMO

DL 10280 7.2 DESEMPENHOS DE DÍNAMO O desempenho de um gerador DC é definido pela característica

O desempenho de um gerador DC é definido pela característica de magnetização (as variações de

tensão sem carga como uma função da corrente de excitação ligado ao grau de saturação do circuito

magnético), pela característica externa (as variações da tensão nas terminações quando a carga varia) e pela característica de regulagem (as variações da corrente de excitação quando a carga varia para manter a constante a tensão fornecida). Finalmente a eficiência de gerador, definido como a razão entre a potência elétrica fornecida P e a potência mecânica PIN absorvida pelo eixo. Ela pode ser determinada pelo o método indireto avaliando

as perdas totais PD do gerador de acordo com a fórmula:

P P

P

in

P P

d

As perdas totais PD podem ser consideradas como a soma das seguintes perdas:

1. Perdas RI² no circuito de excitação (do cobre).

2. Perdas constantes PO(mecânica e do ferro). Estas perdas podem ser determinadas operando o dínamo como motor com excitação separada e com tensão e velocidade nominal (o método de Swinburne). O total da potência absorvida pelo motor, diminuído das perdas RI² no circuito induzido, mostra as perdas constantes:

P o = P in - R I²

Geralmente é possível não considerar as perdas de efeito do Joule da armadura então teremos Pin = P0

3. Perdas RI² no circuito de armadura. Nestas perdas nós incluímos também aquelas da compensação e de interpólos

4. Perdas elétricas nas escovas Pb. Para cada escova de cada polaridade nós supomos uma queda de tensão igual para:

Ub = 1 V (carbono ou escova de grafita) Ub = 0.3 V ((escova de metal-carbono) então as perdas elétricas da escovas resultam:

Pb = 2Ia (carbono ou escovas de grafita) Pb = 0.6Ia (escovas de metal-carbono) Onde Ia é a corrente de armadura.

5. Perdas adicionais Estas perdas podem ser verificadas durante as provas de curto circuito.

- 58 -

Laboratório Openlab

DL 10280 Nota: A menos de especificação contrária, cada uma das perdas de efeito Joule

DL 10280

Nota:

A menos de especificação contrária, cada uma das perdas de efeito Joule têm a temperatura de referência de 75 °C, usando a fórmula, válida para cobre:

309,5

R

75

R

ta

234,5 + ta onde ta é a temperatura de medida de resistência Rta.

Em particular, se ta = 20 °C, nós temos

R 75 = 1.22 R ta

7.3 DIREÇÃO DA ROTAÇÃO

A direção de rotação do gerador é imposta pelo motor acoplado ao eixo motriz.

A rotação horária (ou giro direito) corresponde a uma rotação do eixo de máquina na direção horária,

quando o observador olha a máquina ficando de pé em frente ao lado oposto do comutador.

7.4 DÍNAMO COM EXCITAÇÃO SEPARADA

A potência necessária na excitação de gerador é fornecida por uma fonte externa.

Este método é usado em todos os casos onde é necessário um controle completo sobre a corrente de excitação.

um controle completo sobre a corrente de excitação. A tensão na s terminações do gerador e
um controle completo sobre a corrente de excitação. A tensão na s terminações do gerador e
um controle completo sobre a corrente de excitação. A tensão na s terminações do gerador e
um controle completo sobre a corrente de excitação. A tensão na s terminações do gerador e

A tensão nas terminações do gerador e então na carga RL é:

U = Eo - Ri I - Ub

onde Ri representa a resistência interna do gerador ( da resistência RA típico de armadura além da eventual resistência RW do enrolamento de interpólo) e UB a queda de tensão nas escovas.

Laboratório Openlab - 59 -

DL 10280

DL 10280 A queda de tensão dentro do gerador pode ser compensada aumentando adequadamente a corrente

A queda de tensão dentro do gerador pode ser compensada aumentando adequadamente a corrente

de excitação usando a curva de ajuste de tensão constante mostrada na figura seguinte.

de ajuste de tensão constante mostrada na figura seguinte. A eficiência nominal do gerador é determinada

A eficiência nominal do gerador é determinada avaliando separadamente as perdas seguintes:

1. Perdas no circuito de excitação Pe = Re Ie

2. Perdas constantes Po

3. Perdas no circuito de armadura Pa = Ra Ia 2

4. Perdas nas escovas Rb = 0.61a

5. Perdas adicionais Pad = 1% P

- 60 -

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7.5 DÍNAMO COM EXCITAÇÃO PARALELA DL 10280 A potência necessária à excitação de gerador é

7.5 DÍNAMO COM EXCITAÇÃO PARALELA

DL 10280

A potência necessária à excitação de gerador é fornecida pela própria máquina, que se auto-excita

devido ao efeito do magnetismo residual: este circuito de excitação é conectado PARALELAMENTE ao enrolamento de armadura.

é conectado PARALELAMENTE ao enrolamento de armadura. A tensão nas terminações (+ e -) do gerador
é conectado PARALELAMENTE ao enrolamento de armadura. A tensão nas terminações (+ e -) do gerador

A tensão nas terminações (+ e -) do gerador e, portanto, na carga RL resulta

U = Eo - Ra Ia-Ub - Rw I

Donde la corriente Ia = I + Ie .

Quando o gerador fornece corrente a tensão nos terminais diminui porque, além das quedas de tensão internas e a reação de armadura, também o f.e.m. se reduz porque a corrente de excitação diminui visto que depende agora da tensão da armadura. Além disso, se a resistência de carga se reduz de modo excessivo, a tensão gerada não consegue manter mais a corrente previamente fornecida, assim o dínamo se desenergiza diminuindo muito rapidamente a tensão nas terminações: na condição de curto circuito a tensão nos terminais é zero mas o valor da corrente fornecida é diferente de zero porque depende do magnetismo residual. O dínamo com excitação PARALELA é deste modo, capaz de suportar uma condição de curto circuito.

A queda de tensão dentro do gerador pode ser compensada aumentando a corrente de excitação, de

acordo com a curva de ajuste de tensão constante mostrada na figura seguinte.

excitação, de acordo com a curva de ajuste de tensão constante mostrada na figura seguinte. Laboratório

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DL 10280 A eficiência nominal do gerador é determinada avaliando as perdas seguintes separadamente: 1. Perdas

A eficiência nominal do gerador é determinada avaliando as perdas seguintes separadamente:

1. Perdas no circuito de excitação Pe = Ue Ie porque temos que considerar o reostato RF.

2. Perdas constantes Po

3. Perdas no circuito de armadura Pa = Ra Ia 2

4. Perdas nos interpólos Pw = Rw I2

5. Perdas nas escovas Pb = 0.61a

6. Perdas adicionais Pad = 1 %P

7.6 DÍNAMO COM EXCITAÇÃO SÉRIE

O gerador com excitação tipo série tem o circuito de excitação conectado à armadura e conseqüentemente é atravessado pela corrente de carga. Ele terá que ser projetado com alta secção de fio grande e terá que apresentar poucas espiras. Sendo que a m.m.f. depende do produto da corrente pelo número de espiras nós podemos averiguar como é possível obter a mesma m.m.f. utilizando muitas espiras com pouca corrente (veja experiência N°40) e com poucas espiras e corrente alta (veja experiência N°41).

(veja experiência N°40) e com poucas espiras e corrente alta (veja experiência N°41). - 62 -
(veja experiência N°40) e com poucas espiras e corrente alta (veja experiência N°41). - 62 -
(veja experiência N°40) e com poucas espiras e corrente alta (veja experiência N°41). - 62 -

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DL 10280 A tensão nas terminações de gerador e então na carga R L ,

DL 10280

A tensão nas terminações de gerador e então na carga RL, resulta:

U = Eo - Ri I - Ub

onde R I representa a resistência interna do gerador (resistência RA típica de armadura, resistência RS do enrolamento de excitação série e da eventual RW do enrolamento de interpólos) e UB a queda de tensão às escovas.

Com cargas baixas (pequenas correntes) a tensão nas terminações aumenta depressa com a corrente fornecida enquanto a alta corrente, depois de ter alcançado a saturação de circuito magnético, a tensão nos terminais diminuem: o gerador com excitação tipo série não é satisfatório para fornecer uma tensão constante e pode ser usado praticamente como “regulador”, ou seja, como gerador conectado serialmente em uma linha sendo capaz de adicionar um f.e.m. proporcional a corrente do circuito deste modo compensar as quedas de tensão da linha.

A eficiência nominal do gerador é determinada avaliando separadamente as perdas seguintes:

1. Perdas no circuito de excitação Ps = Rs I 2

2. Perdas constantes Po

3. Perdas no circuito de armadura Pa = Ra Ia 2 Pw = Rw I 2

4. Perdas às escovas Pb = 0.6 I

5. Perdas adicionais Pad = 1 %P

Laboratório Openlab - 63 -

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7.7 DÍNAMO COM EXCITAÇÃO COMPOSTA

DL 10280 7.7 DÍNAMO COM EXCITAÇÃO COMPOSTA O gerador com excitação composta apresenta dois circuitos de

O gerador com excitação composta apresenta dois circuitos de excitação, um de tipo paralelo e um de tipo série, assim a diminuição da tensão, característica da excitação PARALELA, é compensada, dentro de certos limites, pelo aumento produzido pela excitação tipo série. O gerador de excitação composta pode ter duas variantes a de “derivação curta” quando o enrolamento de excitação PARALELAé conectado diretamente às escovas e “derivação longa” quando é conectado nas terminações de carga.

longa” quando é conectado nas terminações de carga. A tensão nas terminações de carga resulta: U
longa” quando é conectado nas terminações de carga. A tensão nas terminações de carga resulta: U

A tensão nas terminações de carga resulta:

de carga. A tensão nas terminações de carga resulta: U = E o - R a

U = Eo - Ra Ia - Rk I - Ub (derivação curta)

U = Eo - Ra Ia - Rk Ia -Ub (derivação longa)

Onde RA é a resistência de armadura, Rk é a resistência do enrolamento de exitação série e Ub a queda de tensão nas escovas enquanto Ia = I + Ie . Em prática o sistema mais usado é o de “derivação curta”. Quando os fluxos produzidos são concordantes nos operamos com excitação composta cumulativa e três casos pode se aparecer os quais são mostrados no diagrama seguinte:

cumulativa e três casos pode se aparecer os quais são mostrados no diagrama seguinte: - 64

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DL 10280 1. Compensação normal Idealmente a característica deveria ser uma linha paralela ao eixo

DL 10280

1.

Compensação normal Idealmente a característica deveria ser uma linha paralela ao eixo abscisso. Em prática a compensação é feita somente com uma carga, com tensão igual a sem carga assim quando a carga diminui a compensação fica em excesso.

2.

Sub-compensação

A

tensão de plena carga é inferior a tensão de sem carga.

O

efeito da excitação tipo série se atenua.

3.

Sobre-compensação

Em alguns casos, por exemplo, quando nós desejamos compensar as quedas de tensão da linha causada pelo dínamo, o efeito da excitação série se torna mais marcado assim a tensão de plena carga é maior que o sem carga. Quando pelo contrário os fluxos produzidos pelas duas excitações são discordantes temos uma operação de excitação composta diferencial.

4.

Contra-compensação

A tensão nas terminações diminuem muito rápido quando a corrente fornecida aumenta

Este sistema de excitação é usado somente em casos muito particulares, por exemplo, nas máquinas para a soldadura.

A eficiência nominal do gerador é determinada avaliando separadamente as perdas seguintes:

1. Perdas no circuito de excitação PARALELA Pe = Re Ie 2

2. Perdas constantes P o

3. Perdas no circuito de armadura Pa = Ra Ia 2

4. Perdas no circuito de excitação tipo série. Pk = Ra I 2 (derivação curta) Pk = Ra I 2 (derivação longa)

5. Perdas no enrolamento de interpólos Pw = Rw I 2

6. Perdas às escovas Pb = 0.6Ia

7. Perdas adicionais Pad = 1 %P

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DL 10280

NOTE

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DL 10280 NOTE - 66 - Laboratório Openlab
DL 10280 EXPERIMENTO N°38

DL 10280

EXPERIMENTO N°38
EXPERIMENTO N°38

RESISTÊNCIA DO ENROLAMENTO

Propósitos:

Medida da resistência elétrica de máquinas bobinadas DC.

Componentes:

1 Estator de máquina DC com rotor e escovas conectadas

1 DL 10281 módulo de Alimentação.

1 DL 10282 módulo de Medida.

Diagramas elétricos
Diagramas elétricos

Laboratório Openlab - 67 -

DL 10280

DL 10280 EXPERIMENTO N° 38: MEDIÇÃO DA RESISTÊNCIA DO ENROLAMENTO DE ARMADURA - 68 - Laboratório

EXPERIMENTO N° 38:

MEDIÇÃO DA RESISTÊNCIA DO ENROLAMENTO DE ARMADURA