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MATRIZES DAS REDES

Profº. Diorge de Souza Lima


diorgelima@unifesspa.edu.br
1. Conceitos básicos, Visão Geral e Representação do
Sistema Elétrico de Potência;
2. Sistemas P.U (revisão de representação por
unidade);
3. Análise de malha, análise modal.
4. Topologias das redes;
5. Matrizes das Redes;
6. Análise de Fluxo de Carga;
7. Formulação matemática dos problemas. Métodos de
solução;
8. Fluxo DC. Noções sobre análise de contingências.
- Para propósitos de planejamento, é importante conhecer a capacidade de
transferência de potência das linhas de transmissão para atender à demanda
de carga antecipada.
- Também é importante conhecer os níveis de fluxo de potência através das
várias linhas de transmissão sob condições normais, assim como em
condições de contingência de indisponibilidade de equipamentos para
manter a continuidade de serviço.
- O conhecimento dos fluxos de potência e níveis de tensão sob condições de
operação normal são também necessários a fim de determinarem-se as
correntes de falta se, por exemplo, uma linha estiver em curto-circuito, e as
consequências subsequentes na estabilidade transitória do sistema.
- Um programa de fluxo de potência é comumente utilizado por todas as
companhias de energia para propósitos de planejamento e operação.
- Esses cálculos de fluxo de potência são usualmente executados nas redes de
geração e transmissão, em que o efeito da rede subjacente secundária
(sistema de distribuição) é incluído implicitamente.
Um sistema de potência pode ser considerado como consistindo nos
seguintes barramentos (ou barras) que estão interconectados por meio de
linhas de transmissão:
1. Barras de carga: em que P e Q são especificados. Esses são chamados
barramentos PQ.
2. Barras de Geração: a magnitude de tensão V e a potência P são
especificadas. Se os limites superior e/ou inferior da potência reativa Q em
um barramento PV são especificados e esse limite é alcançado, então tal
barramento é tratado como um barramento PQ no qual a potência reativa é
especificada no valor-limite que é alcançado.
3. Barra de Referência: referência ou (slack), que é essencialmente um
barramento “infinito”, em que a magnitude da tensão V é especificada
(normalmente 1 pu) e o ângulo de fase também é especificado (geralmente
0 radiano) como um ângulo de referência. Nesse barramento, P pode ser a
potência necessária para fechar o balanço de potência ativa do sistema e as
perdas de transmissão, e é, portanto, chamada de barra de folga, a qual
assume a diferença de potência entre geração e as cargas/perdas do
sistema. De forma similar, Q nesse barramento pode ser a potência reativa
para fechar o balanço reativo do sistema e para manter a tensão em valor
especificado.
4. Outros barramentos: Há barramentos nos quais não há injeções
especificadas de P e Q e a tensão também é não especificada. Geralmente,
esses barramentos tornam-se necessários por incluir transformadores.
Esses podem ser considerados um subgrupo de barramentos PQ com
injeções especificadas de P = 0 e Q = 0.
Um SEP de três barramentos é apresentado, onde as BARRAS
são conectadas por três linhas de transmissão de 345 kV, de 200 km, 150
km e 150 km de comprimento. Considere que essas linhas de transmissão
com condutores agrupados têm uma reatância série de 0,376 Ω/km em 60
Hz e a resistência série de 0,037 Ω/km. A susceptância shunt B ( = ωC) é
4,5 μ℧/km ou μ Siemens/km.
Um SEP de três barramentos é apresentado, onde as BARRAS
são conectadas por três linhas de transmissão de 345 kV, de 200 km, 150
km e 150 km de comprimento. Considere que essas linhas de transmissão
com condutores agrupados têm uma reatância série de 0,376 Ω/km em 60
Hz e a resistência série de 0,037 Ω/km. A susceptância shunt B ( = ωC) é
4,5 μ℧/km ou μ Siemens/km.
- É mais fácil encontrar a solução da rede de forma nodal que
escrever equações de malhas, que são mais numerosas. Ao
escrever as equações nodais, a corrente Ik é a
corrente injetada no barramento k.
- Pelas leis de corrente de Kirchhoff, a injeção da corrente no
barramento k é relacionada às tensões dos barramentos como
segue:
- Sendo YkG é a soma das admitâncias conectadas no
barramento k ao terra e o segundo termo consiste nos fluxos de
corrente em todas as linhas conectadas ao barramento k, com a
impedância série sendo Zkm, por exemplo entre os
barramentos k e m. Portanto:

- Na Equação 5.3, as quantidades dentro do parênteses no lado


direito são designadas como:
- A admitância própria, e a soma das admitâncias conectadas entre
o barramento k e os outros barramentos, incluindo o terra. De
forma similar à Equação 5.3, entre os barramentos k e m a
admitância mútua é:
- Que é o negativo do inverso da impedância série entre os
barramentos k e m. Esse procedimento permite a formulação da
matriz admitância dos barramentos ou nodal [Y], para um
sistema de n barramentos, como:
- Elementos da Diagonal
Principal:
São dados pela soma de todas as
admitâncias conectadas ao nó em
questão;
- Elementos fora da Diagonal
Principal:
São dados pela admitância (ou pela
admitância equivalente, no caso de
existir mais de uma) conectada entre
os nós em questão, com o sinal
negativo.
Portanto, para um SEP com N barras, todas as tensões e
correntes nodais são relacionadas pelo seguinte sistema matricial:

 Vetor I
Vetor com as injeções de corrente em cada um dos nós da rede
 Vetor V
Vetor com as tensões nodais da rede
 Matriz Ybus (Ybarra)
É a matriz admitância nodal da rede.
Portanto, para um SEP com N barras, todas as tensões e
correntes nodais são relacionadas pelo seguinte sistema matricial:

 Elemento da Diagonal
Principal
Somatório de todas as admitâncias
conectadas à barra.
 Elemento Fora da Diagonal
Negativo da admitância entre barras.
•Seja o sistema elétrico com o seguinte diagrama de admitâncias:

yij  g ij  jbij
-são as admitâncias dos ramos i-j
•Seja o sistema elétrico com o seguinte diagrama de admitâncias:

Ei (i  1,2,3,...,5)
- são as tensões de cada nó elétrico, em relação a
referência comum (terra)
•Seja o sistema elétrico com o seguinte diagrama de admitâncias:

I i (i  1,2,3,..., 5)
- são as correntes injetadas (injeção de corrente) nos nós 1,
2, 3, 4 e 5.
•Seja o sistema elétrico com o seguinte diagrama de admitâncias:

iij
- são as correntes que circulam nos ramos i-j
Para cada ramo i-j, pode-se escrever a lei de Ohm como:
1
Eij  Ei  E j  iij
yij
Logo:

i12  ( E1  E2 ) y12
i23  ( E2  E3 ) y23
i24  ( E2  E4 ) y24
i25  ( E2  E5 ) y25
Pode-se relacionar as injeções de corrente com as correntes
nos ramos, utilizando a lei de Kirchoff para as correntes:

I1  i12
I 2  i23  i24  i25  i12
I 3  i23
I 4  i24
I 5  i25
Substituindo-se os valores calculados para as correntes iij,
tem-se:

I1  ( E1  E2 ) y12
I 2  ( E2  E3 ) y23  ( E2  E4 ) y24  ( E2  E5 ) y25  ( E1  E2 ) y12
I 3  ( E2  E3 ) y23
I 4  ( E2  E4 ) y24
I 5  ( E2  E5 ) y25
Arrumando estas expressões resulta em:

I1  y12 E1  y12 E2
I 2   y12 E1  ( y12  y23  y24  y25 ) E2  y23 E3  y24 E4  y25 E5
I 3   y23 E2  y23 E3
I 4   y24 E2  y24 E4
I 5   y25 E2  y25 E5
Colocando-se esses resultados na forma matricial, obtém-se:
 I1   y12  y12 0 0 0   E1 
    
 I 2   y12 ( y12  y23  y24  y25 )  y23  y24  y25   E2 
I3    0  y23 y23 0 0   E3 
    
I 4   0  y24 0 y24 0   E4 
 I   0  y25 y25   E5 
 5 0 0

Onde: I Y E

Y - matriz de admitâncias nodais, de dimensão nxn, onde n é o número


de nós elétricos da rede elétrica.
A matriz Y BUS em SEP:

- Simétrica;
- Complexa;
- Quadrada de dimensão n, onde n é o
número de barras (exceto ref.);
- Esparsa (>95%);
- Diagonal principal dominante
(Elementos da diagonal principal Ykk são o
somatório das admitâncias diretamente
ligadas à barra);
- Elementos fora da diagonal principal
Ykj: soma das admitâncias que ligam
as barras k e j (sinal contrário).
Obs: A obtenção direta dos elementos de ZBUS não é prática,
sendo a seu cálculo através da inversa de YBUS mais conveniente.
A matriz Z BUS em SEP:

- Simétrica;
- Complexa;
- Quadrada de dimensão n, onde
n é o número de barras (exceto
ref.);
- Matriz cheia.
EXEMPLO 01
No exemplo ignore todas as susceptâncias shunt e monte a matriz
de admitâncias dos barramentos, sendo:
Z12 = (0,0047 + j0,0474) pu,;
Z13 = (0,0062 + j0,0632) pu;
Z23 = (0,0047 + j0,0474) pu.
EXEMPLO 01
No exemplo ignore todas as susceptâncias shunt e monte a matriz
de admitâncias dos barramentos, sendo:
Z12 = (0,0047 + j0,0474) pu,;
Z13 = (0,0062 + j0,0632) pu;
Z23 = (0,0047 + j0,0474) pu.
EXEMPLO 02
EXEMPLO 02
1. GOMEZ-EXPÓSITO, Antônio; CONEJO, Antônio J.; CAÑIZARES, Cláudio. Sistemas de Energia Elétrica:
análise e operação. Rio de Janeiro: LTC, 2011.
2. MONTICELLI, A.J. Fluxo de Carga em Redes de Energia. São Paulo: Edgar Blucher, 1983.
3. STEVENSON Jr., W.D. Elementos de Análise de Sistemas de Potência. 2ª ed. McGraw-Hill, 1986.
4. ALMEIDA, W.G.; FREITAS, F.D. Circuitos Polifásicos. Brasília:Finatec, 1995.
5. Kusic, G.L. Computer-Aided Power System Analysis. São Paulo: Prentice-Hall, 1986.
6. OLIVEIRA, Carlos César Barioni de; SCHMIDT, H.P.; KAGAN, N.; ROBBA, E.J. Introdução a Sistemas
Elétricos de Potência: componentes Simétricos. São Paulo: Edgar Blucher, 1996.
7. ARRILAGA, J.; ARNOLD, C.P. Computer Modelling of Electrical Power Systems. John Wiley, 1983.
8. GROSS, C.A. Power System Analysis. John Wiley, 1986.
9. Notas de Aulas. “Análise de Sistemas de Energia”. Ubiratan Holanda Bezerra. Curso de Engenharia Elétrica.
Universidade Federal do Pará – UFPA.
10. Notas de Aulas. “Análise de Sistemas Elétricos de Potência 1”. Flávio Vanderson Gomes. Curso de
Engenharia Elétrica. Universidade Federal de Juiz de Fora - UFJF.
11. Notas de Aulas. “Análise de Sistemas de Potência”. Fabiano Ferreira Andrade. Curso de Engenharia Elétrica.
Universidade Estadual de Santa Catarina - UDESC.
12. ONS – Operador Nacional do Sistema.
Diorge de Souza Lima
diorgelima@unifesspa.edu.br