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CONVERSORES DUAIS
CONVERSORES DUAIS

ENG.º EDERSON ZANCHET

CONVERSORES DUAIS ENG.º EDERSON ZANCHET
CONVERSORES DUAIS ENG.º EDERSON ZANCHET

CONVERSORES DUAIS - CONCEITO

Trata-se de uma estrutura composta por dois conversores de dois quadrantes, associados afim de permitir operação em quatro quadrantes.

Operação na carga com tensão positiva e negativa.

O principal emprego é no controle contínua.

de posição de servomotores de corrente

Sobretudo em controle numérico de máquinas operatrizes (Aceleração e frenagem com controle de sentido de giro).

CONVERSORES DUAIS - CONCEITO

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Figura 5.1. Exemplo de aplicações dos conversores duais

CONVERSORES DUAIS - CONCEITO 3 Figura 5.1. Exemplo de aplicações dos conversores duais Fonte: [8]

Fonte: [8]

OPERAÇÃO 1º E 4º QUADRANTE.

4

Circuito de retificador controlado e circuito equivalente para operação no primeiro e quarto quadrante, operação com corrente positiva e tensão positiva ou negativa.

Figura 5.2. Arranjo do conversor dual para operação no 1° e 4° Quadrante

tensão positiva ou negativa. Figura 5.2. Arranjo do conversor dual para operação no 1 ° e

Fonte: [8]

tensão positiva ou negativa. Figura 5.2. Arranjo do conversor dual para operação no 1 ° e

OPERAÇÃO 1º E 4º QUADRANTE.

5

Figura 5.3. Característica de comando do conversor dual para operação no 1° e 4° Quadrante

5 Figura 5.3. Característica de comando do conversor dual para operação no 1 ° e 4

Fonte: [8]

OPERAÇÃO 2º E 3º QUADRANTE

6

Circuito de retificador controlado e circuito equivalente para operação no segundo e terceiro quadrante, operação com corrente negativa e tensão positiva ou negativa.

Figura 5.4. Arranjo do conversor dual para operação no 2° e 3° Quadrante

tensão positiva ou negativa. Figura 5.4. Arranjo do conversor dual para operação no 2 ° e

Fonte: [8]

tensão positiva ou negativa. Figura 5.4. Arranjo do conversor dual para operação no 2 ° e

OPERAÇÃO 2º E 3º QUADRANTE

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Figura 5.5. Característica de comando do conversor dual para operação no 2° e 3° Quadrante

7 Figura 5.5. Característica de comando do conversor dual para operação no 2 ° e 3

Fonte: [8]

7 Figura 5.5. Característica de comando do conversor dual para operação no 2 ° e 3

CONVERSORES DUAIS

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Conversor dual trata-se de dois conversores de 1º e 4º Quadrantes e 2º e 3º Quadrantes associados de forma a permitir operação nos 4 quadrantes. Permitindo controle de corrente/tensão tanto positivo quanto negativo.

Figura 5.6. Arranjo para conversor dual de 3 pulsos

Fonte: [8]

de corrente/tensão tanto positivo quanto negativo. Figura 5.6. Arranjo para conversor dual de 3 pulsos Fonte:

CIRCUITO EQUIVALENTE

9

Figura 5.7. Circuito equivalente para conversor dual de 3 pulsos

CIRCUITO EQUIVALENTE 9 Figura 5.7. Circuito equivalente para conversor dual de 3 pulsos Fonte: [8]

Fonte: [8]

REGIÃO DE OPERAÇÃO

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Com esse arranjo o conversor opera nos quatro quadrantes.

Figura 5.8. Região de operação para conversor dual

Com esse arranjo o conversor opera nos quatro quadrantes. Figura 5.8. Região de operação para conversor

Fonte: [8]

CONVERSORES DUAIS

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Os níveis de tensão de V P e V N devem ser iguais para o correto funcionamento do conversor, assim temos que a soma dos ângulos será igual a 180º.

Figura 5.9. Característica de comando do conversor dual

temos que a soma dos ângulos será igual a 180º. Figura 5.9. Característica de comando do

Fonte: [8]

PROBLEMA DE CIRCULAÇÃO DE CORRENTE

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O conversor dual apresenta valores médios de tensão iguais para ambos os conversores, porém os valores instantâneos de tensão são diferentes.

Como os valores de tensão instantâneos são diferentes surgem harmônicas que geram

correntes que podem levar a queima dos componentes.

Figura 5.10. Conversor dual com reatores de circulação

Fonte: [8]

correntes que podem levar a queima dos componentes. Figura 5.10. Conversor dual com reatores de circulação

Funcionamento com circulação de corrente

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A tensão de saída do conversor será dada pela relação das tensões Vp e Vn;

do conversor será dada pela relação das tensões Vp e Vn; a. Conversor P ativo e

a. Conversor P ativo e N passivo tem-se 0º < 90º

b. Conversor P passivo e N passivo tem-se =90º

c. Conversor P passivo e N ativo tem-se 90º < 180º

Funcionamento com circulação de Corrente

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Figura 5.11. Funcionamento sem carga p =90º e n =90º

Fonte: [8]

com circulação de Corrente 14 Figura 5.11. Funcionamento sem carga  p =90º e  n

Funcionamento com circulação de Corrente

15

Figura 5.12. Funcionamento sem carga p =90º e n =90º

com circulação de Corrente 15 Figura 5.12. Funcionamento sem carga  p =90º e  n

Fonte: [8]

Funcionamento com circulação de Corrente

16

Figura 5.13. Funcionamento sem carga p =90º e n =90º

com circulação de Corrente 16 Figura 5.13. Funcionamento sem carga  p =90º e  n

Fonte: [8]

Funcionamento com corrente de circulação

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Quando a corrente de Carga Nula, ou seja I L = 0, a corrente de Circulação é em um único sentido, dessa forma pode-se expressar como:

= = ≠0

Figura 5.14. Funcionamento com corrente de carga nula

Ic Ic
Ic
Ic

Fonte: [8]

Funcionamento com corrente de circulação

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Quando a corrente de Carga Positiva, ou seja I L > 0 a corrente de Circulação é em um único sentido, dessa forma pode-se expressar como:

= + =

Figura 5.15. Funcionamento com corrente de carga >0

Ic Ic I L I L
Ic
Ic
I
L
I
L

Fonte: [8]

Funcionamento com corrente de circulação

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Quando a corrente de Carga Negativa, ou seja I L < 0 a Corrente de Circulação é em um único sentido, dessa forma pode-se expressar como:

= + =

Figura 5.16. Funcionamento com corrente de carga < 0

Ic Ic I L I L
Ic
Ic
I
L
I
L

Fonte: [8]

Cálculo da Corrente de Circulação

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Para ângulos 0 < α p < π / 3 . A corrente no reator de circulação e descontinua.

Figura 5.17. Formas de onda para α p = 30°

3 . A corrente no reator de circulação e descontinua. Figura 5.17. Formas de onda para

Fonte: [8]

Cálculo da Corrente de Circulação

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Para ângulos 0 < α p < π / 3 . A corrente no reator de circulação e descontinua.

Figura 5.18. Formas de onda para α p = 30° para corrente Ic

no reator de circulação e descontinua. Figura 5.18. Formas de onda para α p = 30

Fonte: [8]

Cálculo da Corrente de Circulação

22

Para ângulos 0 < α p < π / 3 . A equação é da corrente de circulação é definida por:

ângulos 0 < α p < π / 3 . A equação é da corrente de

Fonte: [8]

Cálculo da Corrente de Circulação

23 23

Para ângulos π / 3 < α p < π / 2 . A corrente no reator de circulação e continua.

Figura 5.19. Formas de onda para α p = 75° referentes as tensões V P e V N

e continua. Figura 5.19. Formas de onda para α p = 75 ° referentes as tensões

Fonte: [8]

Cálculo da Corrente de Circulação

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Para ângulos π / 3 < α p < π / 2 . A corrente no reator de circulação e continua.

Figura 5.20. Formas de onda para α p = 75° referentes as tensões V L e I C

e continua. Figura 5.20. Formas de onda para α p = 75 ° referentes as tensões

Fonte: [8]

Cálculo da Corrente de Circulação

25

Para ângulos π / 3 < α p < π / 2 . A equação é da corrente de circulação é definida por:

A equação é da corrente de circulação é definida por: Os valores máximos são obtidos para

Os valores máximos são obtidos para α=60° e α=120°, confome curva do comportamento da corrente I C , dessa forma pode-se expressar:

α =60 ° e α =120 ° , confome curva do comportamento da corrente I C

Fonte: [8]

Figura 8.20. Resposta da corrente de circulação pelo ângulo de disparo α

Figura 8.20. Resposta da corrente de circulação pelo ângulo de disparo α Fonte: [8]

Fonte: [8]

HARMONICAS DA TENSAO DE CARGA

A tensão que o conversor dual aplica a carga, quando ha circulação de corrente, e gerada pelas tensões produzidas pelos grupos positivo e negativo.

Por isto a sua forma e diferente daquela tensão produzida por um único grupo em

funcionamento.

Como consequência disso, o conteúdo harmônico da tensão de carga e diferente do conteudo harmônico da tensao de um conversor simples.

HARMONICAS DA TENSAO DE CARGA

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Demonstra-se que o valor de pico da harmônica de ordem n, V n , da tensao de carga e dado pela expressao:

ordem n, V n , da tensao de carga e dado pela expressao: Onde: V 0

Onde:

n, V n , da tensao de carga e dado pela expressao: Onde: V 0 =

V 0 = valor eficaz da tensão de fase.

n = numero de pulsos de um dos grupos.

HARMONICAS DA TENSAO DE CARGA

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As harmonicas de ordem 3 e 6 estao representadas na Figura. 5.22 para um conversor dual de 3 pulsos.

Figura 5.22. Harmônicas de tensão de saída no conversor dual de 3 pulsos

para um conversor dual de 3 pulsos. Figura 5.22. Harmônicas de tensão de saída no conversor

Fonte: [8]

CONVERSORES DUAIS: ESTRUTURAS

30

Figura 5.23. Conversor dual monofásico de ponto médio

CONVERSORES DUAIS: ESTRUTURAS 30 Figura 5.23. Conversor dual monofásico de ponto médio Fonte: [8]

Fonte: [8]

CONVERSORES DUAIS: ESTRUTURAS

31

Figura 5.24. Conversor dual monofásico de em ponte

CONVERSORES DUAIS: ESTRUTURAS 31 Figura 5.24. Conversor dual monofásico de em ponte Fonte: [8]

Fonte: [8]

CONVERSORES DUAIS: ESTRUTURAS

32

Figura 5.25. Conversor dual trifásico de ponto médio (3 Pulsos)

CONVERSORES DUAIS: ESTRUTURAS 32 Figura 5.25. Conversor dual trifásico de ponto médio (3 Pulsos) Fonte: [8]

Fonte: [8]

CONVERSORES DUAIS: ESTRUTURAS

33

Figura 5.26. Conversor dual trifásico em ponte (6 Pulsos)

CONVERSORES DUAIS: ESTRUTURAS 33 Figura 5.26. Conversor dual trifásico em ponte (6 Pulsos) Fonte: [8]

Fonte: [8]

OPERAÇÃO: COM & SEM CIRCULAÇÃO DE CORRENTE

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COM CORRENTE:

Passagem

de

um

quadrante

para

outro

ocorre

suave

e

automaticamente

(sem

necessidadede circuitos de comando para transferência);

Bom comportamento dinâmico (facilita projeto reguladores);

Desvantagem: Presença do reator (volume e peso)

SEM CORRENTE:

Elimina-se a corrente de circulação suprimindo-se os pulsos do grupo “vazio” (Apenas

recebe pulsos o grupo destinado a conduzir a corrente de carga e somente um se mantém ativado)

Desvantagem: Circuitos de comando complexos(diminui o desempenho do sistema do ponto de vista de controle)

OPERAÇÃO: COM & SEM CIRCULAÇÃO DE CORRENTE

a. Com o emprego de um comando adequado dos tiristores que compõem o conversor dual, é possível eliminar a corrente de circulação e os reatores.

b. Há sempre um grupo que conduz a corrente de carga, enquanto o outro grupo mantem-se "vazio".

c. Para eliminar a corrente de circulacao basta, suprimir os pulsos do grupo "vazio". Assim, em cada instante só recebe pulsos de gatilho o grupo destinado a conduzir a corrente de carga e somente um se mantem ativado.

d. Há que se ter em vista, porém, o fato de que a operação sem circulacao de corrente exige circuitos de comando complexos e que geralmente diminui o desempenho do sistema do ponto de vista de controle.

OPERAÇÃO: COM & SEM CIRCULAÇÃO DE CORRENTE

a. E também importante ressaltar que e muito comum em aplicacoes industriais existir acoplamento magnético entre os dois indutores destinados a limitar a corrente de circulação.

b. Com acoplamento, os dois indutores passam a formar um transformador, conhecido como transformador de interfase.

c. O acoplamento tem como vantagens a redução do volume, do peso e consequentemente do custo dos indutores, alem de melhorar o desempenho dinâmico.

Considerando um conversor dual de 3 pulsos com reator para corrente de circuilação onde a

Considerando um conversor dual de 3 pulsos com reator para corrente de circuilação onde a fonte é definida pela função V 1( ω t) =√ 2.220.sen( ωt) onde f= 60Hz e a corrende de 40ª, Calcular o valor da indutância de circulação para, no pior caso, limitar a corrence de circulação em 20% da corrente de carga.

Figura 5.27. Conversor dual de 3 Pulsos

:

Fonte: [8]

caso, limitar a corrence de circulação em 20% da corrente de carga. Figura 5.27. Conversor dual
SOLUÇÃO: Como α P = 60° e α P = 120° são os ângulos para

SOLUÇÃO:

Como α P = 60° e α P = 120° são os ângulos para o qual a corrente de circulação é máxima . Com base na curva da corrente de circulação, para α P = 60° têm-se a expressão :

na curva da corrente de circulação, para α P = 60° têm-se a expressão : Assim

Assim IC é obtido por :

na curva da corrente de circulação, para α P = 60° têm-se a expressão : Assim

E,

na curva da corrente de circulação, para α P = 60° têm-se a expressão : Assim

Fonte: [8]

SOLUÇÃO: Assim: Portanto : Este é o valor total da indutância de circulação não acoplada

SOLUÇÃO:

Assim:

SOLUÇÃO: Assim: Portanto : Este é o valor total da indutância de circulação não acoplada necessária

Portanto :

SOLUÇÃO: Assim: Portanto : Este é o valor total da indutância de circulação não acoplada necessária

Este é o valor total da indutância de circulação não acoplada necessária para limitar o

valor máximo da corrente média de circulação em 8A, ou seja 20% da corrente de carga.

Fonte: [8]

EXERCÍCIO

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[5.1] Projetar um conversor dual trifásico de três pulsos com tiristores que irá alimentar uma carga RLE, sabe-se que a fonte é definida pela função V 1 (ωt) = 311,08. sen(ωt) com f=60Hz e esse conversor irá alimentar uma carga RLE, onde a parcela resistiva é de 5e a parcela indutiva é de 80mH e a fonte (E) com 120V, sabe-se que ângulo de disparo é de 50. Determinar:

a.

Ângulo de extinção β;

b.

Modo de Operação;

c.

Tensão Média na carga;

d.

Corrente Média na carga;

e.

No circuito existe indutores para resolver problema de circulação de corrente, Calcular o valor da indutância de circulação para o pior caso (60º e 120º) e limitar o nível de

corrente de circulação em 20% da corrente de carga, as tensões estão defasadas 120º.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

41

[1] ARRABAÇA, DEVAIR APARECIDO. Eletrônica de Potência - Conversores de Energia CA/CC - Teoria, Prática e Simulação Editora: Erica, 2011.

[2] MARTINHO, Edson. Distúrbios da Energia Elétrica. Editora: Erica, 2009.

[3] BARBI, Ivo. Projeto de Fontes chaveadas. Editora UFSC, série didática, 2º ed, Edição do Autor, Florianópolis, 2012.

[4] BARBI, Ivo. Conversores CC-CC Básicos Não-Isolados. Editora UFSC, série didática, 4º ed, Edição do Autor, Florianópolis 2013.

[5] MARTINS. Denizar Cruz. Introdução ao Estudo dos Conversores CC-CA. Edição do Autor, Florianópolis

2013.

[6] POMILIO, José Antenor. Eletrônica de Potência. UNICAMP, Campinas 2002.

[8] BARBI, Ivo. Eletrônica de Potência. Editora UFSC, série didática, 7º ed, Edição do Autor, Florianópolis 2012.

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EDERSON ZANCHET

Mestrando em Engenharia Elétrica e Informática Industrial - UTFPR

Engenheiro de Controle e Automação - FAG Departamento de Engenharia FAG

Docente disciplina de Eletrônica Industrial e de Potência

ederson.zt@gmail.com

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