Você está na página 1de 31

LEI Nº 11.817, DE 24 DE JULHO DE 2000.

Dispõe sobre o Código Disciplinar dos Militares do Estado de Pernambuco, e de
outras providências.
O GOVERNADOR DO ESTADO DE PERNAMBUCO:
Faço saber que a Assembléia Legislativa decretou e eu sanciono a seguinte Lei:
PARTE GERAL
TÍTULO I
DO REGIME DISCIPLINAR
CAPITULO I
DOS PRINCIPIOS GERAIS
Art. 1º - O Código Disciplinar dos Militares do Estado de Pernambuco tem por finalidade
instituir o regime disciplinar dos militares estaduais, cabendo-lhe especificar e classificar
as transgressões disciplinares militares, estabelecer normas relativas a amplitude e
aplicação do penas disciplinares, classificar o comportamento das Praças, definir os
recursos disciplinares e suas formas de interposição, além de regulamentar as
recompensas especificadas no Estatuto dos Militares Estaduais.
Art. 2º - O companheirismo e o respeito às leis são os principais valores a serem
cultivados na formação e no convívio da família militar estadual, incumbindo aos mais
graduados incentivar e manter a harmonia e a amizade entre os menos graduados que
lhes sejam subordinados, respeitada a hierarquia.
art. 3º - A civilidade, sendo parte da educação militar, á de interesse prioritário para a
disciplina consciente, sendo dever de todos os integrantes das Organizações Militares
Estaduais (OME), em serviço ou não, tratarem-se mutuamente com urbanidade.
§ 1º O militar mais graduado deve tratar os subordinados com educação e justiça,
interessando-se pelos seus problemas, e o militar menos graduado deve tratar com
respeito e deferência os militares a quem estiver subordinado.
§ 2º As demonstrações de educação, cortesia e consideração, expressadas entre os
militares estaduais, devem ser dispensadas aos civis e militares, de outras organizações,
nacionais ou estrangeiras.
art. 4° - Para os afeitos deste Código, todos os titulares de OME, a exemplo dos
Comandantes, Chefes e Diretores, serão aqui tratados unicamente, como Comandantes.
Art. 5º - A hierarquia militar nas OME é a ordenação de autoridade, em níveis diferentes,
por Postos e Graduações.
§ 1º A ordenação de Postos e Graduações obedece ao disposto no Estatuto dos militares
do Estado de Pernambuco.
§ 2° O respeito à hierarquia é consubstânciado no espírito do acatamento às ordens
emanadas em sequência à autoridade hierárquica.
1

art. 6º - A disciplina militar é a rigorosa observância e o integral acatamento às leis,
regulamentos, normas e disposições, aplicáveis às OME, traduzindo-se pelo perfeito
cumprimento do dever, por parte de todos e de cada um dos integrantes das instituições
militares.
§ 1º São manifestações essenciais da disciplina militar:
I - a correção de atitudes;
II - a obediência pronta às ordens legais dos superiores hierárquicos;
III - a dedicação integral do serviço;
IV - a colaboração espontânea à disciplina coletiva e à eficiência da instituição;
V - a consciência das responsabilidades;
VI - a rigorosa observância das proscrições regulamentares; e
VII - o respeito à continuidade e à essencialidade do serviço à sociedade,
§ 2º A disciplina e o respeito à hierarquia devem ser mantidos permanentemente, pelos
militares na ativa e na inatividade.
Art. 7° - Na emissão e no cumprimento da uma ordem, cabe ao militar a inteira
responsabilidade pelas conseqüências que dela advierem.
§ 1º Cabe ao subordinado que receber uma ordem, solicitar os esclarecimentos
necessários ao seu total entendimento, cumprindo no militar que a emitiu atender à
solicitação, confirmando-a, se necessário, por escrito.
§ 2° Ao executante, que transgredir no cumprimento de uma ordem recebida, caberá a
responsabilidade pelos excessos e omissões que vier a cometer.
CAPITULO II
DA ESFERA DE AÇÃO E DA COMPETÊNCIA PARA APLICAÇÃO
Art. 8º - Estão sujeitos ao regime disciplinar, estabelecido neste Código, os militares na
ativa, na reserva remunerada e reformados.
§ 1º Os Oficiais nomeados juizes da Justiça Militar serão regidos por legislação
especifica.
§ 2º Os alunos de cursos militares também estão sujeitos às normas especificas previstas
no regulamento da OME em que estejam matriculados, sem prejuízos de outras de
superior hierarquia.
Art. 9º - É vedado aos militares estaduais, na ativa ou na inatividade, tratar no meio civil,
pela imprensa ou por outro meio de divulgação, de assuntos da natureza militar, de
caráter sigiloso ou funcional, ou de caráter reivindicatório, ou que atente contra os
princípios da hierarquia, da disciplina, do respeito e do decoro militar, ou ainda, qualquer
outro que atinja negativamente o conceito ou a base institucional da OME.
2

Parágrafo único. Excetuam-se da proibição acima os assuntos de caráter técnicoprofissional, desde que o militar estadual que o divulgue esteja devidamente qualificado e
autorizado para tal.
Art. 10. - A competência para aplicar as penas disciplinares, previstas neste Código, e
inerente ao cargo ou função ocupada e não ao grau hierárquico, sendo autoridades
competentes para aplicação:
I - o Governador do Estado e o Secretário de Defesa Social, em relação a todos os
integrados das Corporações Militares Estaduais;
II - os Comandantes-Gerais das Corporações Militares Estaduais, em relação a todos os
integrantes das suas respectivas Corporações;
III - o Chefe do Casa Militar do Governo do Estado, em relação aos que servirem sob sua
chefia;
IV - os Chefes do Estado-Maior e/ou Subcomandantes das Corporações Militares
Estaduais, e o Subchefe da Casa Militar do Governo do Estado, em relação aos que lhes
são funcionalmente subordinados;
V - os Subchefes do Estado-Maior Geral, Comandantes de Grandes Comandos e de
Comandos Intermediários ou de Área, os Ajudantes Gerais ou seus equivalentes e os
Diretores de Diretorias, das Corporações Militares Estaduais, e os Diretores de Diretórios
da Casa Militar do Governo do Estado, em relação aos que lhe são funcionalmente
subordinados;
VI - os Corregedores e os Assistentes dos Comandos Gerais das Corporações Militares
Estaduais, em relação aos que lhe são funcionalmente subordinados;
VII - os Comandantes do OME, com autonomia administrativa, em relação aos que
servirem sob seus comandos;
VIII - os Comandantes de OME, que exerçam atividades de ensino e instrução, em
relação aos que servirem sob seus comandos, inclusive os matriculados em cursos
militares naquelas OME; e
IX - Outros que, em razão do cargo ou função, receberem delegação específica para tal,
proveniente de autoridade competente superior.
Art. 11. - Todo militar estadual que presenciar ou tiver conhecimento de uma transgressão
disciplinar militar, conforme especificada neste Código, deverá, desde que não seja
autoridade competente para adotar as providências imediatas comunica-la ao seu
superior imediato, por escrito, ou verbalmente, obrigando-se, ainda, quando a
comunicação for verbal, o ratificá-la, por escrito, ao prazo máximo de 2 (dois) dias úteis.
§ 1º A parte deve ser clara, concisa e precisa, devendo conter os dados capazes de
identificar as pessoas ou coisas envolvidas, o local, a data, a hora da ocorrência, e
caracterizar as circunstâncias que a envolveram, sem tecer comentários ou opiniões
pessoais.
§ 2º Quando, para preservação da disciplina e do decoro institucional a prática da
transgressão disciplinar militar exigir uma pronta intervenção, cabe no militar estadual que
a presenciar ou dela tiver conhecimento, seja autoridade competente ou não, com ou sem
3

formalmente. § 3º No caso da transgressão disciplinar militar. caso não julgue serem necessárias novas diligências ou a encaminhará ao seu superior imediato. caberá ao Comandante da OME. § 2° Havendo militar de Força Armada entre os transgressores. a seguir. poderá ser prorrogado até o máximo de 15 (quinze) dias úteis. objeto da comunicação. a que caberá a dotação das providências administrativas subseqüentes. § 8º O Comandante do OME procederá de forma análoga. deverão ser adotadas em nome da autoridade competente. em boletim especifico. à autoridade militar local. ou cientificado. . com jurisdição sobre os inativos. entre os transgressores. § 1° No caso de serem identificados. dando-lhe ciência pelo meio mais rápido. de conformidade com o artigo anterior e seus parágrafos. militares estadual da reserva remunerada ou reformada. ter sido praticada por militar estadual subordinado a OME diversa daquela a que pertence o signário da parte. das razões fundamentadas extra apelação do prazo. que julgar adequadas. com amplo direito de defesa ao Investigado. e qual. dará solução a parte disciplinar no prazo máximo de 5 (cinco) dias úteis. deve notificar o transgressor no prazo máximo de 5 (cinco) dias úteis. § 7º O Comandante de OME.Ocorrendo a prática de transgressão disciplinar em que estejam envolvidos militares estaduais de mais de cada OME. Art. § 4º Expirado o prazo do que trata o parágrafo anterior. no prazo máximo de 15 (quinze) dias úteis. da Corporação Militar Estadual. que iniciar a apuração dos fatos. de imediato. da ocorrência e das providências em seu nome adotadas. a quem o transgressor estiver. tomar imediatas e enérgicas providências contra o mesmo. a quem a parte disciplinar é dirigida. contados da data em que tomou conhecimento da ocorrência. uma vez recebida a defesa escrita e provas do transgressor. deve o signatário da parte informar da ocorrência à autoridade a quem estiver imediatamente subordinado. que é aquela a quem o militar transgressor estiver funcionalmente subordinado. cientificar. da sua não-apresentação no prazo legal ou da recusa de ciência de notificação. pelas mesmas razões. no momento. caso não se julgue autoridade competente para solucioná-la. paro as providências cabíveis. subordinado. desde que a autoridade competente opte pela instauração de Sindicância ou Inquérito Policial Militar. quando de recebimento dos relatórios conclusivos de sindicância e outros processos administrativos disciplinares militares. 12. as providências disciplinares. TITULO II DAS TRANSGRESSÕES DISCIPLINARES MILITARES 4 . § 5º A autoridade competente. este ser notificado de sua solução. providenciará a autoridade competente a publicação. § 6º Na impossibilidade de proceder a notificação no prazo estabelecido.ascendência funcional sobre o transgressor. da Marinha. inclusive prende-lo "em nome da autoridade competente". do Exército ou da Aeronáutica. caberá ao Comandante da OME do escalão imediatamente ao das OME dos transgressores determinar a apuração dos atos procedendo. quanto aos mesmos. e informar ao notificado da abertura do prazo de 5 (cinco) dias úteis para apresentação do defesa escrita e provas.

constituindo-se em manifestações elementares e simples que não possam ser tipificadas como crime ou contravenção. ressalvadas as peculiaridades de convocação. Art. 17. Art. ele devia e podia agir para evitar o resultado. criou o risco da ocorrência do resultado.Diz-se da transgressão disciplinar militar: I . no caso especifico. somente se desobrigam do regime disciplinar por ocasião do óbito. oficialmente. necessariamente motivada. . ainda que outro seja o momento do resultado.CAPITULO I DA CONCEITUAÇÃO E DA ESPECIFICAÇÃO DAS TRANSGRESSÕES Art. nas condições estabelecidas pelo Estatuto dos Militares de Pernambuco. As transgressões disciplinares militares são as previstas na Parte Especial deste Código. por circunstâncias alheias à vontade do transgressor. devendo sua aplicação. iniciada a execução. para os fins deste Código. Parágrafo único. . sem prejuízo de outras definidas em lei ou regulamento. proteção e vigilância: II .O resultado de que depende a existência da transgressão disciplinar militar somente é imputado a quem lhe deu causa. se der sua inclusão na Corporação Militar Estadual. que é á transgressão disciplinar militar. Parágrafo único.tentada. Art. 18. quando. quando nela se reúnem todos os elementos de sua tipificação: e II . a mesma não se consuma.de outra forma. .tenha a obrigação de cuidado. . 16. assim como os que estiverem à disposição de órgãos públicos civis.O militar estadual passa a estar subordinado ao regime disciplinar deste Código a partir da data que. exercendo cargos ou funções considerados como de natureza ou interesse militar. Quanto aos militares estaduais da reserva remunerada e reformados. § 1° A omissão do militar estadual é disciplinarmente relevante sempre que.Ficam sujeitos ao regime disciplinar deste Código os militares estaduais agregados. considerar sempre a natureza e a gravidade da infração. 14. Art. . 13. considerando-se causa a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido. 5 . § 2º O dever de agir incumbe a quem: I . .Transgressão disciplinar Militar. assumiu a responsabilidade de impedir o resultado: e III . na forma da legislação especifica ou peculiar.Considera-se praticada a transgressão disciplinar militar no momento da ação ou da omissão. é toda ação ou omissão praticada por militar estadual que viole os preceitos da ética e os valores militares. que contrarie os deveres e obrigações a que o mesmo está submetido. ou. Art. 15.com seu comportamento anterior.consumada.

II . podem ser levantadas causas que as Justifiquem. voluntariamente. estado de necessidade.São causas de justificação: I . CAPITULO II DO JULGAMENTO DAS TRANSGRESSÕES Art. III .No julgamento das transgressões disciplinares militares.O julgamento das transgressões disciplinares militares deve ser precedido do uma analise que considere. por ineficácia absoluta dos meios ou por absoluta impropriedade do objeto.Não se pune a tentativa de transgressão disciplinar militar quando. no interesse do serviço ou da ordem pública. pune-se a tentativa com a pena mínima prevista para a transgressão consumada ou com uma pena alternativa. Art. . III . Art.as causas que a determinaram. sé responda pelos atos já praticados.as conseqüências que dela possam advir. desiste de prosseguir na execução da transgressão ou impede que o resultado se produza. e IV . . devendo tais circunstâncias serem plenamente comprovadas e justificadas. Art. 24.ter sido cometida a transgressão em legitima defesa. ou de falta de meios adequados para o seu cumprimento. Em quaisquer instâncias a que submetido o transgressor. 22. 23.O militar estadual que.ter sido cometida a transgressão em decorrência da falta de melhores esclarecimentos.ter sido cometida a transgressão em decorrência de caso fortuito ou força maior. o julgamento dar-se-á em respeito ao amplo direito de defesa e ao devido processo legal. Art. 6 .ter sido cometida a transgressão na prática de ação meritória. 20. . I .a natureza dos fatos ou dos atos que a envolveram.a constatação de bons antecedentes. plenamente comprovado e justificado. registrados nos assentamentos do transgressor. 19. é impossível consumar-se a ação ou omissão. e IV . .os antecedentes do transgressor. Parágrafo único.São circunstância atenuantes: I . Salvo dispositivo em contrário. .a relevância de serviços prestados. Art. 21. . quando da emissão da ordem. ou circunstâncias que as atenuem ou agravem. II . II .Parágrafo único. exercício regular de direito ou estrito cumprimento do dever legal.

III . a partir da reeducação do transgressor penalizado e de coletividade a que ele pertence.médias. são as seguintes: 7 . II . VII .o conluio de duas ou mais pessoas na prática da transgressão. e IV .a falta de pratica no serviço. 28.ter sido cometida a transgressão durante a execução do serviço. . IV . e IX .ter sido cometida a transgressão com abuso da autoridade hierárquica e/ou funcional do transgressor. a transgressão.graves TITULO III DAS PENAS DISCIPLINARES E DAS MEDIDAS ADMINISTRATIVAS CAPITULO I DA ESPECIFICAÇÃO DAS PENAS E MEDIDAS E DA REABILITAÇÃO Art. V . devidamente comprovados e justificados. registrados nos assentamentos do transgressor. VIII . Art. 27.ter sido tentada ou consumada.a influência de fatores diversos. em desrespeito ao dever da continuidade e da essencialidade do serviço. em: I .ter sido cometida a transgressão em presença de subordinados.a constatação de maus antecedentes. II .São circunstâncias agravantes: I . A pena disciplinar militar é a sanção administrativa imposta ao militar estadual. As penas disciplinares militares a que estão sujeitos os militares estaduais. 26. e III .a reincidência específica da transgressão.a prática simultânea ou a conexão de duas ou mais transgressões. VI . com o objetivo de fortalecer a disciplina. Art. 25. As transgressões disciplinares militares classificam-se. segundo sua intensidade e desde que não haja causa de justificação.leves. segundo o estabelecido na Parte Especial deste Código. III . CAPÍTULO III DA CLASSIFICAÇÃO DAS TRANSGRESSÕES Art.ter sido praticada a transgressão em presença de tropa ou de público civil. visando evitar a prática de novas transgressões.

IV . função.cancelamento de matricula em curso ou estágio: II .afastamento do cargo. e poderá fixar-se unicamente nesta administração. para fins de apuração do seu comportamento. processando-se da seguinte forma: I . as seguintes medidas administrativas: I . § 3º Precedente à aplicação de qualquer pena disciplinar ou medida administrativa. e II . alternativa ou cumulativamente com as penas disciplinares previstas neste artigo.comunicação. § 6º Em casos especiais. sem registro em sua ficha disciplinar. 8 .licenciamento a bem da disciplina. como orientação verbal ao transgressor. se Oficial. e interrupção compatível à contagem do tempo de serviço. Implicando em privação de liberdade. encargo ou comissão: III -movimentação da OME.prisão. § 5º A critério da autoridade competente. IV -suspensão da folga.exclusão a bem da disciplina § 1° Poderão ser aplicadas. à sua família ou à pessoa por ele indicada. conforme disposto em legislação própria. implicará em confinamento do transgressor em local especifico da própria OME ou em estabelecimento prisional destinado aos militares estaduais. a critério da autoridade competente. quando se tratar da primeira penalidade aplicada no transgressor ou quando os antecedentes deste assim o recomendarem. imediata. respectivamente. § 4º As penas disciplinares de prisão e detenção não poderão ultrapassar a 30 (trinta) dias. III . o Aspirante-aOficial e a Praça graduada poderão ter suas residências como locais de cumprimento da pena disciplinar de prisão.detenção. previstas nestes artigo. o recolhimento dar-se-á em dependência da OME. para prestação compulsória de serviço administrativo ou operacional a OME.no caso de prisão. absoluta e relativa do transgressor. se Praça.no caso de detenção. a autoridade competente poderá adotar o recurso da advertência. para tal fim designada. injustificadamente. § 2º Todas as penas disciplinares aplicadas deverão ser registradas na ficha disciplinar do transgressor. do local onde se encontra. e V -suspensão de pagamento. o Oficial.repreensão. e v . o militar estadual detido poderá comparecer a todos os atos de Instrução e serviço. ou se de seu conceito. no saldo dos dias faltados.I . III . II .

deste código e. § 8º o cumprimento da pena de prisão não deve emplacar. ou prisão. à sua família ou à pessoa por ele indicada: e III . instrucionais a que o transgressor deva comparecer.o militar processado encontra-se no comportamento MAU há no mínimo 1 (um) ano. a Oficial e demais praças. decidir sobre a perda do graduação dos militares Julgados culpados em Conselhos de Disciplina. com ou sem estabilidade assegurada. Art. conferindo-se ao militar a prerrogativa especial de permanecer no quartel. a honra pessoal. desde que se conclua que: I . § 1º O licenciamento a bem da disciplina deve ser aplicado às praças sem estabilidade assegurada. publicada em boletim da OME. e fará suas funções. cabe à autoridade competente que aplicar a punição ao escalão superior a definição de outra OME onde possa dar o recolhimento do transgressor detido. tendo em vista os altos interesses da ação educativa da coletividade e a elevação do moral da tropa. Compete a autoridade que aplicar a primeira prisão ao militar ajuizar da conveniência e necessidade de encarcera o mesmo.assistência da família Art. também. conforme legislação própria. 9 . Ao Militar preso nas circunstâncias deste artigo são garantidos os seguintes direitos: I . quando for com prejuízo. separados dos presos à disposição da justiça. continua tendo conduta irregular. no caso de não haver encarceramento. afetou o sentimento do dever. deverão ficar. os Comandantes Gerais das Corporações Militares Estaduais ou Chefe da Casa Militar do Governo do Estado. ou II . bem assim. em prejuízo das atividade. conforme o caso.§ 7º Os militares estaduais dos diferentes círculos de Oficiais e Praças não poderão ficar recolhidos na mesma dependência. após o devido processo administrativo disciplinar militar. 29.o Militar processado com a prática das transgressões objeto das investigações. esta circunstância deverá ser fundamentalmente. § 2º a exclusão a bem da disciplina deve ser aplicada aos Aspirantes. em principio. pundonor militar e o decoro da classe. § 10. esta condição deve ser declarada no boletim da OME que publicar a aplicação da pena. II . não poderá exceder de 72 (setenta e duas) hora e somente se dará quando configurada a hipótese do § 2º. conforme previsto em legislação própria e somente se aplicam aos Aspirantes-a-Oficial e as demais Praças. 30. em que lhes sejam assegurados a ampla defesa e o contraditório. O licenciamento e a exclusão a bem da disciplina consistem no afastamento exofficio do militar estadual das fileiras de sua Corporação. da pena de prisão.a identificação dos responsáveis por sua prisão ou por seu interrogatório. quando no cumprimento de penas de detenção. quando houver. sem publicação em boletim. como solução de processo administrativo disciplinar sumário.a comunicação imediata do local onde se encontre.11. por ordem do Governador do Estado. cabendo ao Tribunal de Justiça do Estado ou ao Tribunal de Justiça Militar. do art. A aplicação. Parágrafo único. § 9º Quando a OME não dispuser dr instalações apropriadas para o cumprimento da pena de detenção.

para que o transgressor penalizado fique consciente e convicto de que a sanção se inspira no estrito cumprimento do dever de quem aplicou e visa.a descrição sumária.o enquadramento da transgressão cometida. § 1º Quando ocorrer causa de justificação. devendo constar na nota de culpa o seguinte: I . em grau de recurso administrativo. o local de cumprimento. III . em principio. desde que devidamente comprovado. com justiça. IV -a pena disciplinar imposta.Art. A aplicação de pena disciplinar deve obedecer os seguintes requisitos: 10 . . ter ocorrido ilegalidade ou injustiça no processo disciplinar que ensejar a aplicação daquelas penas. deverá ser feita. § 2º Quando a autoridade que aplicar a pena disciplinar não dispuser de boletim para a sua publicação. § 3º As penas impostas aos oficiais e Aspirantes-a-Oficial deverão ser publicadas. com detalhamento sobre a data de inicio do cumprimento. sempre. esta deve ser feita. serenidade e imparcialidade. esta circunstância deverá ser publicada em substituição à pena que deveria ser aplicada. A reabIlitação prevista neste artigo deverá ser publicada no Boletim Geral da Corporação. e ensejará a reinclusão do militar. descrevendo-se os atos administrativos anulados. nos casos em que o militar já tiver sido recolhido ou se encontrar afastado do serviço à disposição de outra autoridade. a principalmente. Art. especificando-se. inclusive. A aplicação da pena disciplinar é tornada oficial através da publicação em boletim da OME ou Boletim Geral da Corporação. dos fatos e circunstâncias que envolveram a prática da transgressão. 33. conceder a reabilitação do militar licenciado ou excluído a bem da disciplina. CAPÍTULO II DAS NORMAS PARA APLICAÇÃO E CUMPRIMENTO DAS PENAS Art. e legislação correlata. desde que não haja nenhuma lide Judicial em curso com a mesma finalidade. e V -a classificação do comportamento em que a Praça penalizada permaneça ou ingresse.as circunstâncias atenuantes e agravantes. em boletim reservado (da OME ou Geral). por parte de autoridade competente. o beneficio educativo do militar e da coletividade. 34. no boletim da autoridade imediatamente superior. relacionando-as com o comportamento do transgressor. o Secretário de Defesa Social ou os Comandantes Gerais das Corporações Militares Estaduais poderão. somente se dando em caráter ostensivo quando a natureza e as circunstâncias da transgressão assim o recomendarem. A aplicação de qualquer pena disciplinar. II . Parágrafo único. atendendo requerimento do interessado ou ex-officio. Art. 31. e se haverá prejuízo ou não das atividades instrucionais do transgressor. sua classificação. O Governador do Estado. clara e precisa. mediante solicitação escrita. conforme prevista neste Código. 32.

Art. vai do momento em que o militar sancionado á recolhido. corporação recomendarem o imediato recolhimento do transgressor. a fim de proceder o cumprimento da pena imposta: neste caso quando o local de recolhimento do militar sancionado não for sua própria OME. 36. observando-se. quer natureza. § 2º A contagem do tempo de cumprimento de pena disciplinar. § 3º A autoridade que necessitar punir seu comandado. da forma diversa. a critério de autoridade competente.na ocorrência de mais de uma transgressão. salvo se houver a interposição de recurso administrativo. III . até possuir plena capacidade para ser ouvido. salvo quando a preservação da disciplina e do decoro da classe e da. somente se dará após o seu retorno à OME. 37. concluindo com o retorno do mesmo àquele local devendo o afastamento e o retorno serem publicados em boletim. desfavorável ao recorrente. até aquele em que for posto em liberdade. até julgamento final. 11 . CAPÍTULO I. sem conexão entre si.I . enfermaria e similares. TÍTULO ÚNICO. § 1º O recurso administrativo sobrestará o inicio de cumprimento da pena e a eficácia de seus efeitos. detido. deve a esta requisitar a apresentação daquele. II . Art. o Poder Judiciário. havendo conexão.pela prática de uma única transgressão. em boletim. em última instância administrativa e não tenha se pronunciado. § 5º A interrupção da contagem de tempo das penas de detenção e prisão. As pernas disciplinares e medidas administrativas tratadas neste Código devem ser aplicadas de acordo com as prescrições nele contidas. ficando. nos casos de detenção e prisão. por militar afastado do serviço ou em gozo de licença de qual. após publicação desta. Nenhum militar deve ser interrogado ou encarcerado em estabelecimento prisional em estado de embriaguez ou sob o efeito de qualquer substância que lhe suprima ou perturbe o entendimento correto de suas ações. Art. em decorrência de baixa a hospital.na ocorrência de mais de uma transgressão. IV . dentro dos limites fixados neste Código e sua dosimetria deve levar em conta a ocorrência de circunstâncias atenuantes e agravantes. 35. terá inicio no momento em que o militar sancionando for retirado do local de cumprimento da pena. O inicio do cumprimento de pena disciplinar e a eficácia da medida administrativa somente se dar-se-ão. que se encontre à disposição ou a serviço de outra autoridade. a cada uma dever ser imposta a pena disciplinar correspondente. as transgressões de menor gravidade serão consideradas como circunstâncias agravantes da transgressão principal. não pode ser aplicada mais de uma pena disciplinar. desta Lei. § 4º O cumprimento de pena disciplinar de detenção ou prisão. o que dispõe a PARTE ESPECIAL. desde logo. o que não exige o transgressor da responsabilidade civil e criminal que lhe couber.a pena aplicada deve ser proporcional à gravidade da transgressão cometida. quanto às penas e medidas máximas que podem ser aplicadas pelas autoridades competentes. a autoridade requisitante deverá solicitar à autoridade requisitada que faça recolher tal militar diretamente ao local designado.

§ 2º Quando uma autoridade. 38. a aplicação da pena e/ou medida cabível. com ação disciplinar sobre o transgressor. § 3º As modificações de aplicação de pena são: I . § 2º O militar que tomar conhecimento de comprovada ilegalidade ou injustiça na aplicação de pena e que não tenha competência para modifica-Ia deve propor a sua modificação à autoridade competente. as disposições deste artigo. cabendo à autoridade competente. quando se tomar conhecimento de fatos que recomendem tal procedimento. A modificação da aplicação de pena pode ser realizada pela autoridade que a aplicou. no comportamento INSUFICIENTE: § 1º Considera-se reincidência específica a pratica de ação ou omissão prevista como transgressão disciplinar militar que venha a ocorrer por mais de uma vez durante o tempo necessário para o cancelamento da pena disciplinar aplicada à primeira transgressão § 2° Embora não tenha sua ficha disciplinar classificada por comportamentos. no comportamento BOM: e II -poderão ser aplicadas cumulativamente. ambas com ação disciplinar sobre o transgressor. cabe-lhe solicitar à autoridade superior. As medidas administrativas. por autoridade superior ou pelas Comissões Recursais. 28. desde que o transgressor não seja reincidente específico e se encontre. deverão ser aplicadas quando as circunstancias da transgressão disciplinar militar assim recomendarem. 12 . complementando as penas previstas para as transgressões de natureza média ou grave. pelo menos. observar o seguinte: I . aplica-se ao oficial ou aspirante-a-oficial no que couber. desde que o transgressor seja reincidente especifico e se encontre. 39. fundamentadamente. II . deste Código. CAPÍTULO III DAS NORMAS PARA APLICAÇÃO E CUMPRIMENTO DAS MEDIDAS ADMINISTRATIVAS Art. CAPÍTULO IV MODIFICAÇÃO NA APLICAÇÃO DAS PENAS Art. conhecerem de uma transgressão a de nível hierárquico mais elevado competirá aplicar a pena disciplinar e/ou medida administrativa cabível. ao julgar uma transgressão disciplinar militar. mais adequada. substituindo totalmente as penas previstas para as transgressões de natureza leve. previstas no § 1º do art. pelo menos.poderão ser aplicadas alternativamente.§ 1º Quando duas autoridades de níveis hierárquicos diferentes. § 1º A modificação será realizada pelas Comissões quando se tratar de recurso apresentado pelo militar penalizado.Relevação.Anulação. quando de sua aplicação. concluir que a pena disciplinar e/ou medida administrativa a ser aplicada está além do limite máximo que lhe é permitido por este Código.

§ 3º Quando a anulação for concedida durante o cumprimento da pena. A anulação de pena consiste em tornar sem efeito a publicação da mesma. RECLASSIFICAÇÃO E MELHORIA DE COMPORTAMENTO Art. e II . 64. competindo-lhes dar ciência de sua decisão ao escalão superior. deste Código. Art. 41. do art. § 1º Deve ser concedida a anulação quando ficar comprovado ter ocorrido injustiça ou ilegalidade na sua aplicação. A atenuação de pena consiste na transformação da pena aplicada em uma pena menos rigorosa. e II . deve-se eliminar toda e qualquer anotação ou registro nas alterações do militar relativas a sua aplicação.Atenuação.III . independente do tempo de pena a cumprir. pelas demais autoridades. se assim o exigir o interesse da disciplina e da ação educativa. Parágrafo único. Art. Anulada a pena. A agravação de pena consiste na transformação da pena aplicada em uma pena mais rigorosa.em qualquer tempo e em quaisquer circunstâncias pelas autoridades especificadas nos incisos I 8 II. Art. exceto quando a pena for publicada em Boletim Geral. se assim o exigir o interesse da disciplina e da ação educativa. sob o ponto de vista disciplinar. 45. 44. 42. e IV . deste Código. quando já tiver sido cumprida pelo menos metade da pena.Agravação Art 40. 13 .por motivo de passagem de comando. 43. data do aniversário da OME ou data nacional. § 2º A anulação poderá ocorrer nos seguintes prazos: I . O comportamento militar das praças espelha o seu procedimento civil e militar.no prazo de 60 (sessenta) dias. será o penalizado posto em liberdade imediatamente.quando ficar comprovado que foram atingidos os objetivos visados com a aplicação da mesma. A relevação da pena consiste na suspensão do cumprimento da mesma. Art. observado o disposto no art. TITULO IV DO COMPORTAMINTO MILITAR CAPÍTULO ÚNICO CLASSIFICAÇÃO. A releveção da pena pode ser concedida: I . 10.

e II . 14 .quando. 49. Art. no período de 06 (seis) anos de efetivo serviço não tenha sofrido quaisquer pena disciplinar. a reclassificação. deste Código.insuficiente. Os recursos disciplinares constituem os procedimentos administrativos interpostos pelo militar. no período de 04 (quatro) anos de efetivo serviço. 50.excepcional .a prisão se resultante de crime. tenha sido penalizada com uma prisão. A contagem de tempo para reclassificação e melhoria de comportamento de que trata o artigo anterior começa a partir da data em que se encerra o cumprimento da pena disciplinar. 46.quando. são da competência do Comandante Geral e dos Comandantes de OME. § 2º Ao ser incluída numa Corporação Militar Estadual. 67. quando no período de 02 (dois) anos de efetivo serviço tenha sido penalizada com até duas prisões ou com quatro sanções menores. Art. a Praça será classificada no comportamento Bom. com o objetivo de modificar a pena aplicada. III .quando no período de 02 (dois) anos de efetivo serviço. Art. Para efeito de classificação de comportamento a condenação da Praça por sentença transitada em julgada é equiparada: I . obedecendo o disposto neste Capitulo e necessariamente publicadas em boletim.§ 1º A classificação. penalizado disciplinarmente por autoridade competente. TÍTULO V DOS RECURSOS DISCIPLINARES E DAS COMISSÕES RECURSAIS CAPÍTULO I DOS RECURSOS DISCIPLINARES Art. ou com duas sanções menores: IV .quando. fica estabelecido que duas detenções equivalem a uma prisão. mediante a aplicação da escala móvel resultante dos prazos estabelecidos no artigo precedente e aplicação do disposto no art. A reclassificação e melhoria de comportamento das praças serão feitas automaticamente. Parágrafo único. 47. Art. tenha sido penalizada com até uma detenção.Ótimo . O comportamento militar das praças deve ser classificado em: I . 48. II . e V . no período de 01 (um) ano de efetivo serviço tenha sido penalizada com mais de duas prisões ou com quatro sanções menores.Bom . Para efeito de classificação e melhoria.a detenção se decorrente de contravenção penal. bem como a melhoria de comportamento.Mau .

por escrito. Queixa. devendo. Os recursos disciplinares são os seguintes: I . § 2º O recurso de revisão disciplinar somente é cabível perante as Comissões Recursais. § 3º A tramitação dos recursos tem caráter urgente. § 2º A apresentação da queixa deve ser feita dentro de um prazo de 05 (cinco) dias úteis. ali que o mesmo seja julgado. 51. prejudicado. todos os recursos ao seu alcance. § 1º Todos os recursos disciplinares tem efeito suspensivo ficando sobrestado o recolhimento do militar até que sejam julgados. 53.Revisão Disciplinar. ofendido ou injustiçado. Reconsideração de Ato è o recurso interposto. ou julgue subordinado seu. em boletim da OME onde serve o queixoso. Art.Reconsideração de Ato. § 1º O pedido de reconsideração de ato deve ser encaminhado através da autoridade a quem o requerente estiver diretamente subordinado. do objeto do recurso disciplinar que irá apresentar. a contar da publicação em boletim da solução de que trata o parágrafo anterior. § 1º A apresentação da queixa só è cabível após a publicação. 52. § 4º O queixoso deve ser afastado da subordinação direta da autoridade contra quem formulou o recurso. no entanto. por meio do qual o militar que se julgue. normalmente redigido sob forma de oficio ou parte.Art. salvo a existência de fatos que contra-indiquem a sua permanência na mesma. § 3° A autoridade a quem è dirigido o pedido de reconsideração de ato deve despachá-lo no prazo máximo de 04 (quatro) dias úteis. contados da data de recebimento do processo. solicita à autoridade que praticou o ato. à autoridade de quem vai se queixar.Representação. interposto pelo militar que se julgue injustiçado. a contar da data em que o militar tomar oficialmente conhecimento dos fatos que o motivaram. mediante requerimento. da solução do pedido de reconsideração. sob pena de infrigência regulamentar. não podendo exceder a 15 (quinze) dias. permanecer na localidade onde serve. § 3º O queixoso deve informar. 15 . que reexamine sua decisão e reconsidere seu ato. § 2º O pedido de reconsideração de ato deve ser apresentado no prazo máximo de 2 (dois) dias úteis. devidamente instruído pela autoridade competente para solucioná-lo. II -Queixa. dirigido diretamente ao superior imediato da autoridade contra quem è apresentada a queixa. é o recurso disciplinar. III . em última instância administrativa. e IV . Art.

10. ficando suspensos todos os efeitos da pena até o julgamento do recurso. que esteja sendo vitima de injustiça ou prejudicado em seus direito por ato de autoridade superior. 10. A Revisão Disciplinar consiste na interposição de recurso. fundamentadamente. mandando-se publicar seu indeferimento em boletim. § 3º Ao dar entrada no protocolo da OME com o pedido de Revisão Disciplinar. competindo-lhe julgar os requerimentos oriundos de penas disciplinares aplicadas pela autoridades especificadas nos incisos VII a IX. § 2º O pedido de Revisão Disciplinar deve ser apresentado no prazo máximo de 05 (cinco) dias úteis. competindo-lhe julgar requerimentos oriundos de penas disciplinares aplicadas pelas autoridades especificados nos incisos II a IV. 57.provas ou documentos comprobatórios. Parágrafo único. 54. Poderão ser criadas tantas Comissões Permanentes de Recursos Administrativos quantas forem as áreas de jurisdição criadas pelo Comandante Geral. do art.documentação que deu origem à pena disciplinar: II . a contar da data em que o militar tomar conhecimento oficialmente do indeferimento do seu último recurso. Art. Art.comissão Especial de Recursos Administrativos (CERAO). A Comissão Especial de Recursos Administrativos será constituída por 03 (três) Coronéis da PM. Representação é o recurso disciplinar. e II . § lº O pedido de Revisão Disciplinar deve ser encaminhado à Comissão Recursal.Art. 55. interposto por autoridade em favor de um subordinado. As Comissões Recursais com a finalidade de receber e julgar os pedidos de Revisão Disciplinar. do art. deverá o ato ser registrado em boletim. deste Código. sendo um o Corregedor e dois sorteados especialmente para cada recurso. instruído com: I . A Comissão Permanente de Recurso Administrativos será composta por 03 (três) Oficiais Superiores da Corporação sorteados entre os Oficiais da área de jurisdição. deste Código. 56. sendo os casos que contrariem suas prescrições considerados prejudicados. 58. sob a forma de requerimento. para um período de 06 (seis) meses. normalmente redigido sob folha de oficio ou parte. Art. e das leis atinentes à espécie. através da autoridade a quem o requerente estiver subordinado. § 4º As Comissões só decidirão sobre os recursos que atendam os requisitos do presente Código. e de superior hierarquia. 16 . são as seguintes: I .argumentos de fatos que motivem ou fundamentem o pedido. perante Comissão Recursal após esgotados os recursos anteriores. e III .Comissão Permanente de Recursos Administrativos (CPRAD). CAPÍTULO II DAS COMISSÕES RECURSAIS Art. exceto os casos do artigo seguinte.

64. em sua ficha disciplinar. sendo estas anotações rubricadas pela autoridade competente para assinar as folhas de alterações.ter o militar completado: a) 06 (seis) anos de efetivo serviço. § 2º Concedido o cancelamento. contidas neste Código. ouvida a Secretaria de Defesa Social. devem ser anotados o número e a data do boletim da autoridade concedeu o cancelamento. Os prazos a que se referem as alíneas "a e b" do inciso IV. III . dentro das seguintes condições: I . comprovadamente. Art. e b) 04 (quatro) anos de efetivo serviço. 60. a honra pessoal. quando a pena a cancelar for de detenção.ter o militar bons serviços prestados. TÍTULO VI DO CANCELAMENTO DE PENAS E DAS RECOMPENSAS CAPÍTULO I DO CANCELAMENTO DE PENAS Art. O Comandante Geral. O cancelamento de pena é o direito concedido ao militar de ter cancelada a averbação de pena e outras notas a ela relacionadas. o comportamento da Praça será alterado. Na margem onde for feito o cancelamento. Art. 17 . 63. Todas as anotações relacionadas com as penas canceladas devem ser tingidas de maneira que não seja possível a leitura.não se tratar de pena que afete o sentimento do dever. comprovados pela análise de suas alterações. independentemente das condições enunciadas no artigo 61 deste Código. prestado relevantes serviços. O cancelamento de pena será concedido ao militar automaticamente. 62. serão contados da pena e cancelar e do inicio a partir da data de cumprimento do último dia de detenção ou prisão.ter o militar conceito favorável de seu comandante. e não haja sofrido qualquer pena nos últimos dois anos. o pundonor militar e o decoro da classe: II . 61.Art. mediante a aplicação das prescrições sobre melhoria comportamento. O funcionamento das Comissões Permanentes e Especial do Recursos Administrativo será regulamentado por Portaria do Comando Geral. Parágrafo único. § 1º O cancelamento de qualquer pena não á prejudicado pela superveniência de outra pena. poderá cancelar uma ou todas as penas do militar que tenha. Art. Art. quando a pena a cancelar for de prisão. 59. do artigo anterior. e IV .

poderão conter. para as praças e alunos dos Cursos militares a eles destinados. 67. por escrito. desprovidas de real significado. no desempenho de ato de serviço.as dispensas do serviço. § 1º O elogio individual que coloca em relevo as qualidades morais e profissionais somente poderá ser formulado a militares se hajam destacado do resto da coletividade.o elogio. Além de outras previstas em leis e regulamentos especiais. esta deve ser feita.CAPITULO I DAS RECOMPENSAS Art. na sua Corporação ou em atividades consideradas de natureza militar. § 2º Os aspectos principais para a concessão de elogio são os referentes a caráter. mediante solicitação. Art. a titulo de homenagem. condutas civil e militar. § 7º Só serão registrados nos assentamentos dos militares os elogios individuais. Art. como convém ao estilo militar.a dispensa da revista do recolher e do pernoite. capacidade como instrutor. culturas profissional e geral. 18 . inteligência. O elogio pode ser individual ou coletivo. ou mesmo de exemplo. no da autoridade imediatamente superior. § 8º Quando a autoridade que conceder o elogio não dispuser de boletim para sua publicação. 66. breve referência sobre fatos de períodos anteriores da vida do militar. e III . obtidos no desempenho de suas funções próprias. administrador e capacidade e física. capacidade como comandante. § 3º O elogio coletivo visa a reconhecer e a ressaltar um grupo de militares ou fração de tropa ao cumprir destacadamente uma determinada missão. § 5º A linguagem deve ser sóbria. evitando-se as generalidades e adjetivações ocas. quando concedidos por transferência para a inatividade. II . coragem e desprendimento. e concedidos por autoridades com atribuição para fazêlos. são recompensas militares: I . que mereçam destaque especial e ressaltem atributos dignos de nota. § 6° Os elogios. As recompensas constituem reconhecimento dos bons serviços prestados pelo militar. § 4º A descrição do fato ou dos fatos que motivam o elogio deve precisar a atuação do elogio deve precisar a atuação do elogiado e citar expressamente os atributos de sua personalidade que ficaram evidenciados. ação meritória ou bravura. 65.

§ 9º Os elogios individuais. ação de caráter excepcional que destaque o militar com risco da própria vida. tem valor para anular os efeitos de pena aplicada de prisão. no que concerne à equivalência e edição dos valores de elogios concedidos. que. § 3º A dispensa total do serviço é regulada por período de 24 (vinte e quatro) horas. dentro do prazo de 04 (quatro) dias úteis de sua concessão.Ação Meritória.Ato de Serviço: ação de caráter excepcional que destaque o militar entre seus pares. adota-se de forma análoga as mesmas regras do art.Bravura: ação destacada de coragem do militar. salvo motivo de força maior. quando isenta de alguns trabalhos que devem ser especificados na concessão. deste Código. inclusive os de instrução. no mínimo. as autoridades especificadas no art. descrita inequivocamente. Art. do art. 10. § 2º A dispensa total do serviço pode ser gozada fora da sede da OME. devendo esta decisão ser justificada em boletim da OME. TÍTULO VII DISPOSIÇÕES FINAIS 19 . previstos no Titulo IV. 10. II . II . e III . Art. 10 deste Código. 71. para efeito de classificação. Art. sempre expressamente justificada. 24 (vinte e quatro) horas antes de seu inicio. contadas de boletim a boletim e sua publicação deve ser feita.dispensa total do serviço que isenta de todos os trabalhos da OME. as praças beneficiadas com esta recompensa deverão comparecer à instrução e aos serviços para os quais forem escaladas. deste Código. As dispensas da revista do recolher e de pernoitar no aquartelamento são da competência das autoridades especificadas nos incisos V a IX. 68. Art.dispensa parcial do serviço. 49. no decorrer de 01 (um) ano civil. podendo ser incluídas numa mesma concessão. não invalidando o direito de ferias. ficando subordinada as mesmas regras relativas à concessão de férias. entre os seus pares. § 1º A dispensa total do serviço é considerada pelo prazo máximo de 08 (oito) dias e não deve ultrapassar o total de 16 (dezesseis) dias. tem valor para anular os efeitos de pena aplicada de detenção. no cumprimento do dever. tem valor para anular os efeitos de medida administrativa autônoma. São competentes para anular. § 10. serão concedidos nas seguintes categorias e valores: I . restringir ou ampliar as recompensas concedidas por si ou por seus subordinados as autoridades especificadas no art. São competentes para conceder estas recompensas. deste Código. 69. reclassificação e melhoria de comportamento. As dispensas do serviço. podem ser: I . deste Código. Na aplicação do parágrafo anterior. 70.

as condições para sua instauração. perante Conselho de Justificação ou Conselho de Disciplina. o direito de penalizar os militares inativos na prática de transgressão disciplinar. Art. Art. ex-officio ou a pedido. 74.Art. Pena: Prisão. O Comandante Geral baixará instruções complementares necessárias à interpretação. de 21 a 30 dias. As causas determinantes que levam o militar a ser submetido a um destes Conselhos. Utilizar-se do anonimato para qualquer fim. É da competência das autoridades especificadas nos incisos I e II. de 5 a 1O dias. Aconselhar. de 5 a 1O dias. Parágrafo único. de 11 a 20 dias. de 11 a 20 dias. 10. Pena: Prisão. 73. na ausência daquele. Parágrafo único. 76. 75. serão conduzidos segundo normas próprias ao funcionamento dos referidos Conselhos. desrespeitando a autoridade competente pelo não cumprimento de sua ordem. 20 . 77. orientação e aplicações deste Código Disciplinar para as circunstâncias e casos não previstos no mesmo. estão estabelecidas na legislação que dispõe sobre os citados Conselhos. concorrer. Pena: Prisão. 78. Os julgamentos a que forem submetidos os militares. Art. 72. do art. funcionamento e providências decorrentes. deste Código. Art. Se do anonimato resultar ofensa a pessoa ou à Corporação. PARTE ESPECIAL TÍTULO ÚNICO DAS TRANSGRESSOES DISCIPUNARES EM ESPÉCIE CAPÍTULO I DAS TRANSGRESSÕES DE NATUREZA GRAVE Art. sobre iminente perturbação da ordem pública ou da boa marcha do serviço. administrativa ou policial. Deixar de punir o transgressor da disciplina. retardar. Pena: Prisão. qualquer informação que tiver conhecimento. Pena: Prisão. prejudicar ou embaraçar a execução de medidas ou ações legais de ordem judiciária. que lhe caiba promover em razão da função. Deixar de comunicar ao superior imediato ou a outro. Art.

do 21 a 30 dias. Simular falo impeditivo para esquivar-se do cumprimento de qualquer obrigação legal. intencionalmente. Trabalhar mal. Pena: Prisão. por negligência. 85. Art. Pena: Prisão. Pena: Prisão. Pena: Prisão. com perda da remuneração 8 do tempo de serviço referentes aos dias da falta ao serviço. 82. 21 . de 11 a 20 dias. Se da transgressão resultarem danos a terceiros ou ao patrimônio público. dentro da hierarquia legal. Prisão. Prisão. de 11 a 20 dias. Art. 87. de 11 a 20 dias. Deixar de atender. à convocação de autoridade superior. bem como. folhas de alterações. Pena: Prisão. Investir-se de função que não exerce. Pena: Prisão. imediatamente. fichas disciplinares. Art. Rasurar livros de ocorrências. Art. Art. Não cumprir. de 21 a 30 dias. 86. Pena: Prisão. de 21 a 30 dias. Art. 79. 84. a quem deles não deva ler conhecimento e não tenha atribuições para neles intervir. folhas de conceitos ou outros documentos bem como lançar quaisquer outras matérias estranhas às finalidades desses documentos. Pena. de 11 a 20 dias. Abandonar o serviço para o qual tenha sido designado. Dar conhecimento de fatos. Afastar-se de qualquer lugar em que deva encontrar-se por força de disposição legal ou ordem. Pena: Prisão. em qualquer serviço ou instrução. Art. de l1 a 20 dias. 83. 81. Pena: Prisão. 80. de 5 a 1 O dias. Faltar a qualquer ato de serviço em que deva tomar parte ou a que deva assistir. ordem legal recebida. de 21 a 30 dias. deixar de prestar informações solicitadas e julgadas necessárias. documentos ou assuntos militares. Art.Art. Ar1. Pena. de 11 a 20 dias. Parágrafo único. além da aplicação das medidas administrativas de perda da remuneração e interrupção de contagem do tempo de serviço. 88.

Pena: Prisão. o desempenho de cargo. 89. 95. desde que não constitua crime ou contravenção. Deixar de recolher-se ou apresentar-se nos prazos regulamentares na OME par. de 21 a 30 dias. Art. envolvendo assunto de serviço de administração pública. Art. Tomar compromisso pela OME. Espalhar noticias exageradas. Pena: Prisão. 22 . encargo ou função que lhe competir.Art. Pena: Prisão. Art. de origem de alarme injustificável. de 11 a 20 dias. de 11 a 20 dias. Não cumprir as normas legais no ato de efetuar prisão. Pena: Prisão. fora dos casos previstos em lei. Não se apresentar ao fim de qualquer afastamento do serviço ou. 97. Pena: Prisão de 5 a 10 dias. sem estar para isso autorizado. 92. Representar a OME em qualquer ato de serviço. Pena: Prisão. de 21 a 30 dias. deixando que terceiros possam utilizá-la. Pena: Prisão. 96. 91. ainda. através de órgão que comandar ou em que servir. Pena: Prisão. artigos de uso proibido nos quartéis. logo que o mesmo for interrompido. Art. diretamente ou por intermédio de outrem. medidas contra qualquer irregularidades que venha a tomar conhecimento. 90. por negligência ou Incúria. Pena: Prisão. Art. Pena: Prisão da 11 A 20 dias. Art. de 11 a 20 dias. transações pecuniárias. Provocar ou fazer-se causa. Art. sem estar para isso autorizado desde que não constitua crime. Confiar a pessoas estranhas à Corporação. 94. Art. de 21 a 30 dias. Não ter os devidos cuidados com arma. em prejuízo da boa ordem civil ou militar. nos casos de missão ou serviço extraordinário para qual tenha sido designado. 93. Deixar de providenciar a tempo na esfera de suas atribuições. de 11 a 20 dias. voluntariamente. Pena: Prisão. falsas ou tendenciosas. ou a seus subordinados. de 11 a 20 dias. 98. que estiver sob sua responsabilidade. a qual tenha sido transferido ou classificado. ou às autoridades competentes. Art. 99. de 21 a 30 dias. Fazer. Art.

109. Art. com palavras. 100. Pena: Prisão. sem permissão de autoridade competente. de 21 a 30 dias. desde que não constitua crime.Art. Pena: Prisão. Pena: Prisão. Procurar desacreditar superior. 103. fora das atividades normais do serviço. Censurar ato se superior ou procurar desconsiderá-lo. quando de serviço a cavalo. Art. 105 Andar. Manter em seu poder ou usar indevidamente bem da Corporação do qual detenha a posse. Pena: Prisão. em razão da função ou por ordem de autoridade competente. Art. 104. Pena: Prisão. Art. trote ou galope por via pública. Ofender. Deixar que presos conservem em seu poder instrumentos ou objetos capazes de constituir perigo. sem que para isso esteja autorizado. de 21 a 30 dias. Pena: Prisão. danificar Instalações ou facilitar a fuga. Prisão. Concorrer para discórdia ou desarmonia ou cultivar inimizade entre os companheiros. Pena. de 21 a 30 dias. de 11 a 20 dias. 110. Pena: Prisão. Conversar ou deixar terceiros conversarem com preso sob sua guarda. gestos ou ações. de 11 a 20 dias. igual ou subordinado. de 11 a 20 dias. Manter rixa ou travar luta corporal com seu igual ou subordinado. Pena: Prisão. 107. Art. de 21 a 30 dias. 23 . 101. reservadamente ou em público. Valer-se do cargo com o fim de obter proveito de qualquer natureza. em razão de cargo ou encargo. causar lesão. desde que não constitua crime. em qualquer ocasião. Art. Art. 108. ameaçar ou desafiar superior. Art. de 21 a 30 dias. igual ou subordinado. Art. 102. provocar. 106. de 11 a 20 dias. Art. Pena: Prisão. Afastar-se do local ou área de atuação onde exerce suas atividades. sem que haja necessidade. de 21 a 30 dias. Pena: Prisão de 20 a 30 dias.

112. promover ou assinar documento. exceto as que tenham fins lícitos. estando de serviço desde que comprovada tal circunstancia em exame clinico especifico. Introduzir. de 21 a 30 dias. Art. Fazer uso. sem compostura. Art. de 21 a 30 dias. Promover escândalo ou nele envolver-se. faltando aos preceitos da ética. 119. de 11 a 20 dias. Promover ou participar de manifestação de caráter coletivo. Pena: Prisão. ou deva ficar em seu poder ou sob sua responsabilidade. Pena: Prisão. Art. Art. 118. Pena: Prisão. de 21 a 30 dias. Pena: Prisão. Tratar o subordinado de forma descortês. 113. de caráter coletivo ou não. Pena: Prisão de 21 a 30 dias. deseducada. de 21 a 30 dias. sem estar para isso autorizado. da moral. Art. Autorizar. ou de associações. ter em seu poder ou distribuir na OME como propagando. Portar-se em público ou na presença de tropa de modo inconveniente. explosivo. 121. a disciplina e a moral. tóxico. equipamento ou material que lhe seja destinado. Pena: Prisão. Pena: Prisão. 120. 117.Art. Art. comprometendo o prestigio da Corporação. Aceitar qualquer manifestação coletiva de seus subordinados. Art. de 11 a 20 dias. sobre assunto militar. Deixar ou negar-se a receber fardamento. Art. dirigido a qualquer autoridade civil ou militar sem seguir as normas regulamentares da Corporação. entorpecente ou bebida alcoólica. 116. 114. 111. de 21 a 30 dias. Introduzir em área sob a administração militar material Inflamável. Pena: Prisão. Pena: Prisão. por qualquer veiculo de comunicação. 24 . publicação ou material equivalente que atente contra a hierarquia. dos bons costumes e da educação. 115. Travar discussão. de 21 a 30 dias. Pena: Prisão. Art. incivilizada ou injusta ou dirigir-se ou referir-se ao mesmo em termos incompatíveis com a disciplina militar. apresentar sintomas de estar sob ação ou induzir outrem a uso de bebida alcoólica. Art. de 21 a 30 dias. salvo nos casos previstos no artigo anterior.

inquérito.Pena: Prisão. ocorrência no âmbito de suas atribuições quando se vingar suspeito ou impedido de adotar providências a respeito. representação. 25 . Pena: Prisão. de 21 a 30 dias. processo administrativo. Art. petição. Não levar a falta ou irregularidade que presenciar ou do que tiver ciência. Incitar paralisação do serviço ou participar da incitação. 124. desde que não constitua crime. Pena: Detenção. de 21 a 30 dias. e não lhe couber reprimir. Parágrafo único. Pena: Prisão. Art. parte. de 21 a 30 dias. de 21 a 30 dias. Art. 126. no mais curto prazo. diligências ou cumprimento de determinação judicial. CAPÍTULO DAS TRANSGRESSÕES DE NATUREZA MÉDIA Art. Faltar com a verdade. parte. 122. Deixar de comunicar a tempo. Art. a solução ou andamento de documento. ao superior imediato. Art. que lhe. Art. de 21 a 30 dias. 127. Paralisar o serviço. deixando de concluir no prazo legal. Pena: Prisão. Dificultar ou retardar. Pena: Detenção de 20 a 30 dias. Art. sindicância. Pena: Prisão. Introduzir bebida alcoólica em área sob a administração militar. 129. Art. ao conhecimento da autoridade competente. sem estar para isso autorizado. Pena: Prisão. Deixar de levar ao conhecimento da autoridade competente por via hierárquica e dentro do prazo regulamentar. 130. recurso prestação de informação. de 11 a 20 dias. competir. de 21 a 30 dias. se não estiver na sua alçada resolve-lo. 125. recurso ou documento que houver recebido. Gravar tatuagem no corpo que fique à mostra nos diversos tipos de uniformes. Pena: Prisão. 128. Se da transgressão resultar decadência do documento. Pena: Prisão. de 11 a 20 dias. 123. desde que elaborado de acordo com os preceitos regulamentares. de 20 A 30 dias.

Art. com o uniforme alterado ou desalinhado. 134. ainda. 132. Art. Art. 135. 140. no prazo regulamentar. de 11 8 20 dias. de 21 a 30 dias. Abrir ou tentar abrir qualquer dependência da OME. fora do horário de expediente. sem motivo justificável. Pena: Detenção de 20 a 30 dias. Art. Deixar de prestar a superior hierárquico. Pena: Detenção. sem ordem por escrito com expressa declaração de motivo ou sem ordem de autoridade competente. Pena: Detenção. 138. exceto nos casos de suspeição. Pena: Detenção de 11 O 20 dias. Pena: Detenção. Deixar de cumprir ou de fazer cumprir as normas regulamentares na esfera de suas atribuições. as honras. 133. Art. Art. licença para se dirigir a autoridade superior. impedimento ou absoluta falta de elementos. de 21 a 30 dias. Art. 26 . 131. hipótese em que essas circunstâncias serão fundamentadas. Pena: Detenção. Art. nos documentos que lhe forem encaminhados.Pena: Detenção. formas de tratamento e precedência. 139. Pena: Detenção de 11 a 20 dias. 137. referir-se ou responder de maneira desatenciosa a superior hierárquico. Art. Deixar de dar informação que lhe competir. de 1 e 20 dias. Art. 136. desde que não seja o respectivo Comandante. Dificultar ao subordinado a apresentação de parte ou recurso. Deixar de corresponder à continência de subordinado. mal uniformizado ou. procedimentos. Pena: Detenção de 21 a 30 dias. em situação de emergência. Apresentar-se desuniformizado. Negar ao subordinado. de 11 a 20 dias. Não cumprir as normas de apresentação. as continências e os sinais de respeito nos regulamentos militares. previstos nos regulamentos militares. a fim de tratar assuntos de seu interesse. de 11 a 20 dias. Pena: Detenção. Pena: Detenção. de 11 a 20 dias. Dirigir-se.

de 11 a 20 dias. Chegar atrasado a qualquer ato de serviço em que deva tomar parte ou a que deva assistir. 144. Art. de 11 a 20 dias. Pena: Detenção. instruendos ou educandos. Comparecer a qualquer ato de serviço sem uniforme. material. 145. sem ordem do responsável. salvo sobre objeto de serviço. ou a qualquer serviço em que seja obrigado a tomar parte ou a que tenha de assistir. Art. Pena: Detenção de 11 a 20 dias. 141. de 11 a 20 dias. 146. sentar-se ou fumar a sentinela ou plantão da hora ou ainda consentir na formação ou permanência de grupo de pessoas junto a seu posto de serviço. Pena: Detenção. Art. 11 a 20 dias. em seu posto. 27 . Dar toques militares ou fazer sinais. Retardar a execução de qualquer ordem. sem motivo Justificável. pelo preparo próprio. viatura ou animal. Conversar com sentinela. Pena: Detenção. quando tenha sido determinado o seu uso ou com uniforme diferente do previsto. 152. Detenção.Art. Art. de 11 a 20 dias. Conversar. 151. de 11 a 20 dias. Não ter. regulamentares sem permissão. Permutar serviço sem permissão da autoridade competente. Art. Pena: Detenção. 143. 150. de 11 a 20 dias. ou pelo de seus comandados. de 11 a 20 dias. Pena: Detenção. Içar ou arriar. Deixar de participar a tempo à autoridade a que estiver subordinado. Art. Art. Pena: Detenção. Pena. 142. de solenidade militar ou civil de subordinado do que a ela compareça desuniformizado ou com uniforme diferente do determinado. 148. Art. a dedicação imposta pelo sentimento do dever. Pena: Detenção. de 11 a 20 dias. Pena: Detenção 21 a 30 dias. Pena: Detenção. Deixar o superior. Art. uniformizado ou não de determinar a salda imediata. 149. 147. Retirar ou tentar retirar de qualquer área sob jurisdição militar. ordem. de 21 a 30 dias. bandeira ou insígnia de autoridade. ou mesmo deles servir-se. Art. Pena: Detenção. Art. impossibilidade de comparecer à OME.

Entrar em OME. 153. de 11 a 20 dias. Permanecer o militar alojado ou não em horário de expediente. Publicar ou contribuir para que sejam publicados. 158. Art. de 11 a 20 dias. 154. de 11 a 20 dias. sem autorização de quem de direito. Pena: Detenção. Art. 156. 160. sem autorização do Comandante sob cujas ordens servir. de 11 a 20 dias. 159. 163. Praças e Civis da própria Corporação que nele penetrarem depois do toque de silêncio ou do encerramento do expediente. sem permissão ou ordem em área sob a administração militar cuja entrada lhe seja vedada. sem autorização do Comandante sob cujas ordens servir. de 11 a 20 dias. Art. 162. Deixar. de levar ao conhecimento do Oficial-de-Dia ou autoridade equivalente. 155. Art. de 11 a 20 dias. de 11 a 20 dias. Pena: Detenção de 11 o 20 dia. por qualquer meio. nela permanecer ou dela sair em trajes civis. de 21 a 30 dias. durante o expediente sem autorização de autoridade competente Pena: Detenção. Dirigir-se ao Comandante ou seu substituto imediato na OME onde serve. Pena: Detenção. Pena: Detenção. Pena: Detenção. documentos ou assuntos técnicos militares sem autorização para tal. cuja divulgação possa ser prejudicial à disciplina ou boa ordem de serviço. 161. Art. Art. Penetrar. a presença de qualquer pessoa estranha à OME. 157. Art. Art. desuniformizado ou deitado. Maltratar ou não ter o devido cuidado no trato com semoventes da Corporação.Art. o Comandante da guarda ou quem se ache em função correspondente. de 21 a 30 dias. 28 . fatos. Art. Pena: Detenção. Pena: Detenção. Desrespeitar em público as convenções sociais. bem como de Oficiais. Pena: Detenção. Empregar ou autorizar o emprego de subordinado para serviços não previstos em regulamentos e normas da Corporação. Pena: Detenção. Dirigir-se a outra OME ou a autoridades civis ou militares. Ser indiscreto em relação a assuntos de caráter oficial. Art.

164. de 6 a 10 dias. Transportar em viatura ou equivalente. Ter pouco cuidado com o asseio próprio ou coletivo. Não observar as ordens em vigor. . 165. de 3 a 5 dias. de 6 a 10 dias. Art. 166. relativas ao tráfego. Pena: Detenção de 21 30 dias. Art. Conversar ou fazer ruídos em ocasiões ou lugares impróprios. bem como nos deslocamentos nas imediações de áreas sob a administração militar. 167. em qualquer circunstância. 173. Deixar de avisar militar. Deixar de comunicar ao superior a execução de ordem dele recebida. de 21 a 30 dias. desde que seja estranho ao serviço. CAPÍTULO III DAS TRANSGRESSÕES DE NATUREZA LEVE Art.Pena: Detenção. pessoal ou material sem autorização de autoridade competente. Pena: Detenção. Detenção. Pena: Detenção. de 21 a 30 dias. sobre a aproximação de superior hierárquico.' Art. sem permissão do respectivo chefe Pena. Pena: Detenção. Art. Pena: Detenção. 169. Art. Fumar em lugares ou ocasiões onde isso seja vedado. Permanecer em dependência de sua OME. de 11 a 20 dias. Apresentar parte ou recurso contra superior sem observar as normas regulamentares. Executar exercícios profissionais que envolvam riscos à integridade física de seus executantes. Pena: Detenção. Art. nas saídas e regressos de viaturas de serviço. Art. Pena: Detenção. em companhia do qual estiver. Pena: Detenção. 172. de 6 a 10 dias. de 3 a 5 dias. 171. sem autorização superior. Art. 170. Pena: Detenção. 29 . Art. de 3 a 5 dias. 168. de 3 a 5 dias. salvo nos casos de competição ou demonstração em que houver um responsável habilitado.

sejam a isto obrigados.Dia ou na sua falta. 183. 180. Pena: Detenção. quando disso tenha ciência. ou usar indevidamente uniforme ou condecorações. de entender-se com o Oficial-de-Dia. de 6 a 10 dias. Art. de 3 a 8 dias. 30 . Entrar ou sair de OME com tropa. Andar o militar a pé ou em transporte coletivo público. ao Adjunto-de-Dia ou autoridade equivalente. 176. depois da revista do recolher. de 3 a 5 dias. Deixar o militar. ou de exibi-lo. Ar1. Pena: Detenção. de 3 a 5 dias. Pena: Detenção. Art. 174. de 3 a 5 dias. Deixar o Oficial-de-Dia ou de serviço. salvo os que pelas funções. barba. 182. 175. Deixar a praça. Art. para que este tenha ciência de sua presença e. 177. Deixar de portar o militar O seu documento de identidade. Pena: Detenção. em desacordo com as normas regulamentares da Corporação. Usar. 181. cabelo. de 6 a 10 dias. tão logo seus afazeres o permitam de apresentar-se ao seu Comandante imediato ou. Art. quando uniformizado. no inicio de expediente. de 6 a 10 dias. Art. Pena: Detenção. estando uniformizado ou não. bigode ou costeleta. Art. para cumprimentá-lo. Art. com o Comandante ou Oficial de maior posto presente. Pena: Detenção. salvo ordem ou instrução contrária a respeito. 178. Pena: Detenção. de se apresentar regularmente a qualquer superior que entrar em sua OME. Penetrar ou tentar penetrar o militar em alojamento de outra Subunidade da OME que não a sua. no impedimento deste ao Oficial de maior posto presente na OME onde serve. de 6 a 10 dias. de apresentarse ao Oficial-de. Sobrepor ao uniforme insígnia ou medalha não regulamentar. Deixar o Oficial ou Aspirante-a-Oficial. Pena: Detenção. ao entrar em OME diferente daquele onde servir. Pena: Detenção. ao entrar em OME diferente daquela em que servir. quando solicitado de acordo com a legislação vigente. com uniforme inadequado. em seguida. 179. Art. contrariando o Regulamento de uniformes ou normas a respeito.Art. sem prévio conhecimento ou ordem de autoridade competente ou que seja para instrução prevista. de 3 a 5 dias.

quando disso tiver ciência.Pena. 184. de 3 a 5 dias. Art. de 6 a 10 dias. Art. quando uniformizado. 189. quando uniformizado. de 6 a 10 dias. Usar. Deixar de comunicar ao órgão competente de sua OME o seu endereço domiciliar. 187. Pena: Detenção. 190. boates ou estabelecimentos similares. penteado exagerado. 188. Freqüentar uniformizado bares. de 6 a 10 dias. Palácio do Campo das Princesas. em 24 de julho de 2000. de 3 a 5 dias. Deixar o Comandante de OME de dirigir-se a Oficial de posto superior ao seu quando o mesmo adentrar na respectiva OME. Art. JARBAS DE ANDRADE VASCONCELOS Governador do Estado IRAN PEREIRA DOS SANTOS MAURICIO ELISEU COSTA ROMÃO SEBASTIÃO JORGE JATOBÁ BEZERRA DOS SANTOS JOSE ARLINDO SOARES 31 . Pena: Detenção. Pena: Detenção. Art. 185. Detenção. comprometendo sua imagem e a da Corporação. Art. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. em caso de mudança. Art. Usar jóias ou outros adereços que prejudiquem a apresentação pessoal. Pena: Detenção. ou de atualizá-lo. de notória incompatibilidade com o decoro da classe e da Corporação. Pena: Detenção de 3 a 5 dias. 186. peruca. Art. maquilagem excessiva e unhas demasiadamente longas. Revogam-se as disposições em contrário.