Diferença entre

Calvinismo e Arminianismo

Pastor Daniel Durand (ThB)

Origem das diferenças soteriológicas

Toda a problemática entre calvinistas e arminianos nasce de uma análise
teológica da rejeição ou resistência humana a proposta feita na pregação
do evangelho: “entregue-se a Cristo, converta-se, volte-se para Deus,
aceite a Jesus como seu Senhor e Salvador, arrepende-te”, etc.
Daí vem aquela resposta negativa: “não quero ouvir isso” ou “não quero
aceitar Jesus” ou “não creio nisso” ou “não estou pronto” ou simplesmente
“NÃO”.
Daí vem as explicações teológicas sobre esta atitude:
“essa pessoa não está entre os eleitos” ou “essa pessoa não quer”.

Síntese Arminiana
O arminianismo é uma escola de pensamento
soteriológica de dentro do cristianismo protestante,
baseada sobre ideias do teólogo reformado
holandês Jacobus Arminius (1560 – 1609) e seus
seguidores históricos, os Remonstrantes.
A aceitação doutrinária se estende por igrejas
Evangélicas Metodistas, Wesleyanas e Pentecostais.
Todavia, muitas igrejas Evangélicas hoje vivem
num arminianismo estranho ao original, parecem
mais semipelagianos. Não vou me deter muito
mostrando a diferença entre armininismo e
semipelagianismo. Caberia outro estudo.

ESTA É A VISÃO ARMINIANA E CALVINISTA DA SITUAÇÃO DO HOMEM:
Ele caminha para o inferno, no caminho da condenação eterna e a graça manifestase à ele com o caminho da salvação, para o céu. Ele não está de fora dos caminhos.

Síntese Calvinista
O Calvinismo é tanto um movimento religioso
protestante quanto uma ideologia sociocultural com
raízes na Reforma iniciada por João Calvino em
Genebra no século XVI. A tradição Reformada foi
desenvolvida, ainda, por diversos outros teólogos,
dentre eles Ulrico Zuínglio. Apesar disso, a fé
Reformada costuma a citar o nome de Calvino,
por ter sido ele seu grande expoente. Atualmente,
o termo também se refere às doutrinas e práticas
das Igrejas Reformadas. O sistema costuma
ser sumarizado através dos Cinco Pontos (TULIP) do
calvinismo elaborados como uma resposta
ao Arminianismo.

As raízes dessas linhas teológicas

O que vem a ser Sinergismo?
Sinergismo é qualquer crença teológica na livre
participação humana na salvação. Suas formas
heréticas na teologia cristã são pelagianismo e
semipelagianismo. A primeira nega o pecado original
e eleva as habilidades humanas morais e naturais
para viver vidas espiritualmente completas. A última
abraça uma versão modificada do pecado original,
mas acredita que os humanos têm habilidade,
mesmo em seu estado caído, de iniciar a salvação
ao exercer boa vontade para com Deus. Já o
arminianismo é sinergismo evangélico, pois acredita
na inabilidade total do ser humano quanto a sua
salvação. Para isso precisa da graça preveniente para
que ele possa se voltar para Deus, ser salvo.

O que vem a ser Monergismo?
O monergismo também é um termo amplo e, às
vezes confuso. Seu sentido mais amplo aponta para
Deus como a realidade totalmente determinante, que
significa que todas as coisas na natureza e história
estão sob o controle direto de Deus. Não
necessariamente implica que Deus causa todas as
coisas diretamente, mas necessariamente implica
que nada pode acontecer que seja contrário à
vontade de Deus e que Deus está intimamente
envolvido em tudo, então tudo na natureza e história
reflete a vontade primária de Deus.
Consequentemente na salvação. Onde nesta, o ser
humano está em depravação total.

Classificações do monergismo
na soteriologia:
Infralapsário: corrente Supralapsário: corrente
monergista que afirma monergista que afirma
que Deus decretou que Deus decretou quem
salvar alguns e conde- será salvo e quem será
condenado antes da
nar outros a partir da
Criação e da Queda.
Queda.

Classificações do sinergismo na
soteriologia:
Evangélico: corrente
Herético: corrente
sinergista que afirma
sinergista que afirma
que o homem tem ca- que o homem não tem
pacitade de se voltar capacidade alguma de
se voltar para Deus.
para Deus. Que seu
livre arbítrio permane- Que seu arbítrio precisa
ce intacto para buscar ser liberto para buscar
a Deus e a redenção.
a Deus e a redenção.
O pecador não tem
O pecador tem livre
livre arbítrio.
arbítrio.

Pontos divergentes:
CALVINISTAS

ARMINIANOS

Eleição incondicional
O homem não tem
escolha, Deus o escolhe.
Expiação limitada
Jesus morreu somente
pelos eleitos, pela igreja.
Graça irresistível
Sob a graça salvadora o
ser humano não tem
qualquer resistência. Deus
o transforma e o traz para
o caminho da salvação.

Eleição condicional
O homem tem o seu arbítrio
liberto por Deus para escolher.
Expiação ilimitada
Jesus morreu por todos.
Graça resistível
Sob graça preveniente o ser
humano tem o seu arbítrio
liberto, e nesta condição ele
poderá aceitar tomar o caminho
da salvação ou resistir.
Aceitando, inicia-se nele o
processo de salvação.

Textos bíblicos em confronto:
CALVINISTAS

ARMINIANOS

Eleição incondicional
João15.16; 6.44; Mateus
22.14
Expiação limitada
2Timóteo 2.10;
1Tessalonicenses 4.10;
Hebreus 9.28; Efésios 5.25
Graça irresistível
Atos 13.48; Romanos
9.16; Filipenses 1.29

Eleição condicional
Isaías 55.6,7; Atos 3.19; João 3.36
Expiação ilimitada
João 3.16; 1Timóteo 2.4; Tito 2.11;
Romanos 5.18; 1João 4.14
Graça resistível
Mateus 25.41; Atos 7.51; Lucas
12.8,9; Romanos 10.9,10

Diferenças persistentes:
I – QUANTO A GRANDE COMISSÃO (perspectiva pastoral)
“E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. Quem
crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado.” (Marcos
16:15-16 ARA).
CALVINISTAS: Quando vão evangelizar, eles não tem a preocupação de pregar o
evangelho a todas as pessoas, mas sim de pregar o evangelho a todos os povos.
E diante da reação negativa de um ouvinte eles não tem qualquer preocupação
com isso, para eles esta pessoa não faz parte dos eleitos. Quando Deus quer, ela
não resiste.
ARMINIANOS: Quando vão evangelizar, eles tem a preocupação de pregar o
evangelho a todas as pessoas, cada uma delas. E diante da reação negativa do
ouvinte eles ficam tristes, pois tal pessoa rejeita a obra salvadora de Deus. E oram
por elas, para que venham a se converter. Provavelmente vão pregar novamente
para a mesma pessoa.

II – QUANTO A SANTIFICAÇÃO (perspectiva pastoral)
CALVINISTAS: Alguns calvinistas, não o calvinismo, são desleixados quanto a
doutrina da santificação. São péssimos exemplos de conduta, vivem em
bebedeiras, adultérios, fornicações, um mundanismo desenfreado. Resultado de
um calvinismo mal interpretado. O erro de interpretação do calvinismo é grave,
traz falsos conversos para dentro da religião e faz com que vivam sem qualquer
dor na consciência, enfraquecendo a gravidade do pecado. Denigrem a imagem
da igreja local. Existem muitos calvinistas que estão é longe do calvinismo.
“O problema de grande parte do ensino sobre santidade é que ele deixa de fora o
Sermão da Montanha e nos pede que experimentemos a santificação. Esse não é
o método bíblico”. D. Martyn Lloyd-Jones
ARMINIANOS: Alguns arminianos, não o arminianismo, vivem debaixo de um
legalismo. Uma falsa concepção que são salvos por causa da santidade que têm.
Tornando inócua a cruz de Cristo. Outros se aproveitam do “livre arbítrio” para
fazerem o que querem e o que bem entendem. Tornam-se “pastores de si
mesmos”. Quando repreendidos por seus líderes, alegam: “eu tenho livre arbítrio”.
Também denigrem a imagem da igreja local. Entretanto, tudo isso não passa de
erro de interpretação do arminianismo. São falsos conversos dentro da religião.
Existem muitos arminianos que estão é longe do arminianismo.
“A conversão tira o cristão do mundo; a santificação tira o mundo do cristão”. John
Wesley

III – QUANTO A CONVERSÃO DOS FAMILIARES (perspectiva pastoral)

LARES CALVINISTAS: Ter os membros de um mesmo lar todos convertidos é
uma questão muito rara. É um milagre duplo: Deus regenerou e regenerou não só
um, mas todos de uma mesma casa. Que bênção! Deus elegeu todos de uma
mesma casa. Realmente é um motivo de muita alegria.
LARES ARMINIANOS: Ter os membros de um mesmo lar todos convertidos não é
raridade. Haja vista que a graça preveniente abarca a todos. É um motivo de
muita alegria todos de uma mesma casa terem aceitado a Cristo e o milagre
ocorrer com todos, Deus regenerá-los. E é uma bênção para todas as famílias.

IV – QUANTO A EXPIAÇÃO: LIMITADA X ILIMITADA (perspectiva teológica)
De acordo com o calvinismo a expiação é ilimitada em valor; é suficiente para
salvar a todos. De acordo com o arminianismo ela é ilimitada em intenção; visa
salvar a todos. De acordo com o calvinismo é limitada em propósito; intencionada
a salvar apenas os eleitos e, de fato, os salva. De acordo com o arminianismo, ela
é limitada em eficácia; ela, de fato, salva apenas os que aceitam pela fé. Os
arminianos acreditam que a expiação limitada fere diretamente versos bíblicos tipo
João 3.16, porém os calvinistas defendem que a interpretação de “mundo” não se
refere a totalidade da humanidade, mas as pessoas de todas as tribos e nações.
Os calvinistas temem a expiação universal que possa favorecer a heresia
universalista. Pois, se Cristo padeceu pelos pecados de todas as pessoas, porque
alguém iria para o inferno? Todos não seriam salvos pela morte de Cristo? O
inferno não seria uma punição redundante? Os arminianos respondem que é
exatamente isso que torna o inferno tão trágico. Ele é absolutamente
desnecessário pois foi preparado para o Diabo e seus anjos, não para o homem.
As pessoas vão para lá não porque suas punições não foram sofridas por Cristo,
mas porque rejeitam a anistia fornecida por Cristo por intermédio da morte
substitutiva de Cristo.
“Então, o Rei dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim,
malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos.” (Mateus 25.41
ARA).

V – QUANTO A ELEIÇÃO: INCONDICIONAL X CONDICIONAL (perspetiva
teológica)
O arminianismo ensina eleição condicional já o calvinismo ensina eleição
incondicional. A eleição de Deus não repousa em nada do que o homem faça. O
arminianismo afirma que a predestinação é o propósito gracioso de Deus de
salvar a humanidade da completa ruína. Não é um ato arbitrário e indiscriminado
de Deus, intencionado para garantir a salvação de certo número de pessoas e
nada mais. Ela inclui, provisionalmente, todos por meio da fé unicamente em
Jesus (1Pe.1.2,17; At.10.34). Já o calvinismo a predestinação divina tem como o
foco a soberana vontade de Deus, uma vez que todos estão condenados, só
alguns responder com fé leva a interpretação de que esta provém do homem e
não de Deus. Como a fé é dom de Deus ele teria que dar fé a todos, salvar a
todos, caindo assim na heresia universalista (Ef.2.8,9; At.13.48). Entretanto,
vemos que, em questão de fé, de crer, os demônios também crê (Tg.2.19). A fé,
em si, não salva ninguém, é apenas um meio, não o fim. Logo, a preocupação
com a eleição condicional levar para a heresia universalista é desnecessária.
Observe que a mesma palavra grega usada em At.13.48 é em Tg.2.19:
… kai episteusan osoi hsan...
…kai ta daimonia pisteuousin…
As palavras sublinhadas acima ambas são flexões de uma mesma raiz: pisteuw

VI – QUANTO A GRAÇA: IRRESISTÍVEL X RESISTÍVEL (perspectiva teológica)
Os calvinistas creem que Deus não coage ninguém espiritualmente, mas faz com
que os eleitos desejem a graça de Deus e que respondam à iniciativa de Deus
com alegria. Os arminianos temem que isto viole o relacionamento entre Deus e o
homem, de sorte que os humanos tornem-se peças de tabuleiro de um xadrez
divino. Eles rejeitam isso não porque valorizam a autonomia humana (que os
calvinistas corretamente detestam), mas porque valoriza a natureza genuinamente
pessoal do relacionamento entre seres pessoais: Deus e homem. Os arminianos
questionam: Se Deus seleciona alguns para serem salvos incondicional e
irresistivelmente, por que ele não escolhe todos? Os arminianos defendem que a
graça de Deus é resistível não porque Deus quer que seja resistida, mas por
escolha própria do ser humano. Os calvinistas acreditam que os réprobos, os que
Deus escolheu ignorar a salvação, naturalmente resistem à graça de Deus. E os
eleitos, os escolhidos para a salvação e que são regenerados espiritualmente
antes da salvação, acham a graça de Deus irresistível e, portanto, aceitam o
evangelho. De modo semelhante, os arminianos creem que as pessoas não têm
escolha em relação a graça preveniente; ela é irresistível no sentido que é um
dom de Deus que é dado a todos. Todavia, a graça preveniente não verga a
vontade ou coloca o livre arbítrio de lado; pelo contrário ela liberta o arbítrio, e,
portanto, os humanos, nesta condição, podem resistir a graça salvadora.

VII – QUANTO A PALAVRA GREGA pav (perspectiva exegética)
Esta palavra grega, segundo o léxico de Strong, tanto quer dizer individualmente
quanto coletivamente. Individualmente, quer dizer: “cada, todo, algum, tudo, o
todo, qualquer um, todas as coisas, qualquer coisa”. E coletivamente, quer dizer:
“algo de todos os tipos”. Ela aparece nas passagens mais conflitantes entre
calvinistas e arminianos quanto a discussão da expiação ser limitada ou ilimitada:
João 3.16; Romanos 5.18; 1Timóteo 2.4; Tito 2.11. Como vemos na definição do
léxico, tal palavra não vai ser categórica a favor de arminianos e contra calvinistas.
Elas estão lá no texto grego no meio das palavras, mas somente o autor do texto
poderia nos dizer o seu sentido quando escreveu, mas os escritores dos referidos
textos (João e Paulo) estão mortos faz muito tempo. Assim, toda a discussão em
cima da palavra grega pav e suas flexões nos manuscritos gregos é uma perca de
tempo e que não vai nos levar a lugar algum. Mesmo se tivessem colocado apav.
Que quer dizer: “todo, inteiro, todos juntos, completo”. (Ver Lc.3.21). Ou tivessem
colocado olov. Que quer dizer: “tudo, inteiro, completamente”. Ainda assim não
seria definidora. (Ver Mt.24.14). Pois todas as três palavras têm uma em comum:
“todo ou inteiro”.
João 3.16: Outwv gar hgapesen o yeov ton kosmon wste ton uion autou ton
monogenh edoken ina pav o pisteuwn eiv auton mh apolhtai all ech zwhn
aiwnion

VIII – QUANTO A PALAVRA GREGA kosmov (perspectiva exegética)
Esta palavra grega, segundo o léxico de Strong, tem um vasto significado, quer
dizer: “1) uma organização ou constituição apta e harmoniosa, ordem, governo. 2)
ornamento, decoração, adorno. 3) mundo, universo. 4) o círculo da terra, a terra.
5) os habitantes da terra, homens, a família humana. 6) a multidão incrédula; a
massa inteira de homens alienados de Deus, e por isso hostil a causa de Cristo. 7)
afazeres mundanos, conjunto das coisas terrenas. 8) qualquer conjunto ou
coleção geral de particularidades de qualquer tipo”. O argumento de Spurgeon:
"todos o seguiam’ todos seguiam a Cristo? ‘Então, saíam a ter com ele Jerusalém
e toda a Judéia’. Foi toda a Judéia ou toda a Jerusalém batizada no Jordão?
‘Filhinhos, vós sois de Deus’. ‘O mundo inteiro jaz no Maligno’. O mundo inteiro
aqui significa todos? As palavras ‘mundo’ e ‘todo’ são usadas em vários sentidos
na Escritura, e raramente a palavra ‘todos’ significa todas as pessoas, tomadas
individualmente. As palavras são geralmente usadas para significar que Cristo
redimiu alguns de todas as classes—alguns judeus, alguns gentis, alguns ricos,
alguns pobres, e não restringiu sua redenção a judeus ou gentios”. Entretanto, as
palavras gregas pav, apav, olov e kosmov podem sim ser aplicadas a totalidade,
como já vimos em suas definições. E não podemos afirmar categoricamente que
“todo”, se referindo a todas as pessoas, seja uma raridade, pois não sabemos qual
o sentido em que os escritores (João e Paulo) queriam dar as palavras gregas
pav, kosmov , quando falavam de salvação em João 3.16; Romanos 5.18;
1Timóteo 2.4; Tito 2.11.

Respondendo aos questionamentos de Spurgeon: (perspectiva apologética)
Todos seguiam a Cristo?
Obviamente que não. Todavia não podemos dizer que sua graça restringiu-se
apenas aqueles que o seguiram. Ele disse: “Vinde a mim, todos [pantev] os que
estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei.” (Mt.11.28 ARA). Não
podemos dizer que “todos” atenderam a esse chamado, mas também não
podemos dizer que este chamado de Cristo restringiu-se apenas aos que
atenderam.
Foi toda a Judéia ou toda a Jerusalém batizada no Jordão?
Obviamente que não. Todavia não podemos que dizer que o batismo de João e de
Cristo não foram ofertados a todos.
‘O mundo inteiro jaz no Maligno’. O mundo inteiro aqui significa todos?
Sim, a junção das palavras gregas ponhrw keitai apontam para isso. O mal,
apresentado no texto de 1 João 5.19 não se refere exatamente ao diabo, satanás,
se fosse o apóstolo teria colocado diabolw keitai ou satana keitai ou somente
keitai. Mas se ele colocou ponhrw, referia-se ao mal natural e moral. Pois
ponhrw vem de ponhrov que quer dizer: “1) cheio de labores, aborrecimentos,
fadigas. 2) mau, de natureza ou condição má. a) num sentido físico: doença ou
cegueira. b) num sentido ético: mau, ruim, iníquo”. Nestes casos, todos, eleitos ou
não, estamos sujeitos. E keitai vem de keimai que quer dizer: “1) deitar, de
alguém sepultado. 2) metáfora de: a) ser colocado (pela vontade de Deus),
destinado, apontado. b) De leis, serem feitas, decretadas. c) Estar sob o poder do
mal, ser mantido em submissão pelo diabo”.

CONCLUSÃO
Tanto o calvinismo quanto o arminianismo são posições tipicamente reformadas, é
incorreto afirmar que somente calvinistas são reformados, arminianos também são,
mas que assim divergem em três pontos, três interpretações, cuja Bíblia não dar
um parecer conclusivo, e representam biblicamente a soteriologia de uma igreja
local. Onde em casos raros, algumas destas igrejas, aceitam os dois pensamentos
e convivem respeitosamente. A maioria professam em seus credos uma única
posição soteriológica e em seus documentos não autorizam seus membros
professarem outra posição. Embora na prática, é livre o pensamento pelos seus
corredores, bate papos pessoais e em redes sociais, onde fiéis e até pastores,
presbíteros, diáconos, etc., convivem platonicamente com um posicionamento
soteriológico diferente de sua denominação. Muitos evangélicos semipelagianos
(público majoritário) ao se depararem com a doutrina reformada da depravação
total se mostram simpatizantes da soteriologia calvinista achando que eram
arminianos. Daí o motivo do crescimento calvinista entre os evangélicos.
Fontes consultadas:
http://www.monergismo.com/textos/jcalvino/joao_calvino_5pontos_silverio.htm
https://pt.wikipedia.org/wiki/Wikip%C3%A9dia:P%C3%A1gina_principal
Livro Teologia Arminiana: mitos e realidades. Roger E. Olson. Editora Reflexão
Manuscrito grego digital Textus Receptus
Léxico grego de Strong
Bíblia Almeida Revista e Atualizada - ARA

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