Você está na página 1de 27

UPF – FEAR - EE – LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA DE POTÊNCIA I - GUIA DE EXPERIMENTOS

Uma palavra do professor

A área de Eletrônica de Potência e Industrial é uma das áreas mais novas da Eletrônica,
por assim dizer. Entretanto, é uma das que mais rapidamente se desenvolve e cria
nichos. A disciplina de laboratório possui uma importância fundamental, pois através da
experimentação é possível investigar, visualizar, compreender e consolidar conceitos que
já foram vistos em sala de aula. Por outro lado, é possível desenvolver teorias e
justificativas para fenômenos relacionados aos experimentos ainda não estudados de
maneira formal em sala de aula, sob o enfoque teórico. O que se espera de cada um de
vocês é que desenvolvam seu próprio método de experimentação e que absorvam ao
máximo os experimentos realizados, procurando exercitar o lado investigativo e crítico
que cada um possui.

Metodologia Adotada

Para se obter o aprendizado desejado, vamos adotar o seguinte procedimento:

1. Realizaremos experimentos relacionados à disciplina de Eletrônica de Potência I. Por


isso é necessário o co-requisito entre as disciplinas de Eletrônica de Potência I e
Laboratório de Eletrônica de Potência I;
2. “Antes” da realização de cada experimento, você DEVE entregar o pré-laboratório
(pré-lab.), que varia de acordo com cada experimento. Este procedimento tem por
objetivo preparar o aluno para a realização da experiência. Vale lembrar que o pré-lab. é
individual e constitui uma condição para realização do experimento.
3. “Após” a realização de cada laboratório você terá um prazo de uma semana para
entregar o pós-laboratório (pós-lab.), que varia de acordo com cada experimento,
podendo ir desde uma lista de exercícios até a elaboração de um relatório (dentro do
padrão estabelecido). O pós-lab., ou relatório, deve ser enviado para o endereço de e-
mail do professor no formato “PDF”.
4. No decorrer do semestre você deverá realizar pelo menos dois projetos de disciplina,
P1 e Pfinal, que pode ser um experimento mais elaborado de laboratório, um
pequeno projeto, uma simulação ou outro trabalho que será designado pelo professor;
5. Para extrairmos a média do final de semestre, vamos nos valer de três médias: pós-
lab. (Rel) e projetos (P1 e Pfinal).

Assim: Média  0,2 R  0,3P1  0,5Pfinal

A história que cada um construirá no decorrer da disciplina será única, portanto aproveite-
a da melhor maneira possível dentro de uma abordagem científica e crítica.

Agora é só arregaçar as mangas e mãos à obra!

Edson Acco.

2
UPF – FEAR - EE – LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA DE POTÊNCIA I - GUIA DE EXPERIMENTOS

Padrão Estabelecido para Relatórios

Para cada experimento realizado na disciplina de Laboratório de Eletrônica de Potência I,


sempre que solicitado, deverá ser confeccionado um relatório. Este relatório, em formato
PDF, deverá ser entregue SEMPRE (via e-mail) até o dia da aula seguinte à realização do
experimento. Para a elaboração dos pós-laboratórios, você deve obedecer ao padrão
fornecido pelo professor. Cada arquivo enviado deve obedecer ao seguinte padrão para
ser nomeado:
N1S1_N2S2_EX.pdf, onde:

N1 – Inicial do nome do primeiro componente do grupo;


S1 – Inicial do sobrenome do primeiro componente do grupo;
N2 – Inicial do nome do segundo componente do grupo;
S2 – Inicial do sobrenome do segundo componente do grupo;
EX – Corresponde ao número do experimento realizado. Por exemplo, E2 corresponde ao
experimento 2.

3
UPF – FEAR - EE – LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA DE POTÊNCIA I - GUIA DE EXPERIMENTOS

EXPERIMENTO
1
CARACTERÍSTICAS ESTÁTICAS E DINÂMICAS DE UM SCR

Objetivo:

Este experimento tem como objetivo maior estimular e estudo da Eletrônica de Potência
através de um dos seus dispositivos mais utilizados - o SCR. Nesta experiência você vai
montar circuitos básicos que auxiliarão no entendimento do SCR.

Material Utilizado:

01 Fonte de alimentação regulável; Resistores: 1x220, 1x330, 2x470, 2x1k,


1x10k, 2X 470k/10W e 1X1k/3W;
03 multitestes; 01 potenciômetro de 1k;
01 LED vermelho e 01 LED verde; 02 transistores : (01 BC337 - NPN e 01
BC327-PNP);
01 Protoboard e fios para ligação; 01 ferro de solda;
01 diodo zener - 1N753 ou 1N4735A; 01 SCR; TIC106 ou equivalente.

Procedimento Experimental
Modelo com Transistores

Este circuito simula o funcionamento de um SCR. Supondo que o LED da figura 0 esteja
apagado, para VCC=+12V, calcule a tensão entre os pontos A e GND. Anote na tabela I.
Calcule e anote a corrente no LED. Suponha que a chave S (da figura0) feche
momentaneamente e em seguida seja aberta. Calcule e anote a tensão no ponto A.
Calcule e anote a corrente no LED. Monte o circuito com a chave aberta e VCC=+12V. O
LED nem sempre fica apagado. Se for o caso, reduza a tensão de alimentação até zero e
eleve-a para+12V lentamente. Com o LED apagado, meça e anote a tensão no ponto A e
a corrente no LED. Feche a chave. (o LED deve acender). Abra a chave, o LED deve
continuar aceso. Com o LED aceso, meça e anote a tensão no ponto A e a corrente no
LED. Ao abrir o circuito o LED deve apagar. Faça a leitura da corrente que pode ser com
o amperímetro, ou de forma indireta, medindo a tensão sobre o resistor de 1k.

4
UPF – FEAR - EE – LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA DE POTÊNCIA I - GUIA DE EXPERIMENTOS

Figura 0: Circuito equivalente de um SCR com transistores e a pinagem dos mesmos.

Tabela 0: Valores para o circuito com transistores.

O que você conclui a respeito do circuito (prós e contras)? Faça um comentário para o
pós-lab.

Procedimento Experimental
Características Gerais do SCR

Monte o circuito da figura 1.

1. Inicialmente, verifique se VS=0 e VGS=0.


2. Ajuste VS para 20V e mantenha VGS=0.
3. Meça a corrente de anodo IA ou IF. IF=________________.
4. Aqueça, com um ferro de solda, o SCR. (Encoste por alguns instantes a parte metálica
do dispositivo! É para encostar!) Meça novamente a corrente IF. IF=_________________.
5. Elabore um comentário a respeito dos itens de 1 a 4. (pós-lab.)

Figura 1: Levantamento de características gerais.

5
UPF – FEAR - EE – LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA DE POTÊNCIA I - GUIA DE EXPERIMENTOS

6. Verifique se V =20V e V =0V. Observe a tensão V (anodo-catodo) com o


S GS AK
osciloscópio. Lentamente, eu disse lentamente, vá aumentando a tensão VGS e
observe o disparo do SCR.(Verifique a transição de VAK no osciloscópio).
No instante do disparo, anote na tabela I a tensão do gate (VGT), a corrente de gate
(I ) e a tensão V . É para anotar as medidas para cada disparo!!! Repita este
GT AK
procedimento 3 vezes e complete a tabela I. Através da média, obtenha a tensão e
corrente de disparo do SCR.
7. Reduza a tensão V até zero. O SCR continua conduzindo? Teça uma conclusão a
GS
respeito dessa observação.

Tabela I: Tensão e corrente de disparo do gatilho.

Medida VGK (V) IGK (mA) VAK (V)





Média

Pré-lab.: Não há.

Pós-lab.: Faça uma conclusão geral do experimento, entregue todos os dados


obtidos, de maneira “formatada” adequadamente e responda aos questionamentos feitos
no decorrer do procedimento.

6
UPF – FEAR - EE – LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA DE POTÊNCIA I - GUIA DE EXPERIMENTOS

EXPERIMENTO
2
O TRANSISTOR DE UNIJUNÇÃO PROGRAMÁVEL – PUT
O OSCILADOR DE RELAXAÇÃO

Objetivo:

Este experimento tem por objetivo a verificação de funcionamento do PUT em uma

aplicação típica, o oscilador de relaxação.

Material Utilizado:

01 Fonte de alimentação dc regulável; Resistores: RT=1,5MΩ, RB1=RB2=22K,


RS=100Ω
01 osciloscópio; Capacitor: CT=0,01µF (cerâmico e
poliéster)
01 PUT-2N6028 ou 2N6027; 01 Protoboard e fios para ligação.

Procedimento:

Monte o circuito da figura 1, com VBB=20V. Verifique se o circuito está oscilando. Em


seus cálculos adote Vv=0,7V. (tensão de vale)

O PUT utilizado é o 2N6028/6027 que apresenta as seguintes características:

PUT 2N6028
VG=10V e RG(RTH)=10kΩ
IP=0,7µA (típico) IP=1µA (max)
IV=25µA (mínimo) IV=270µA(típico)

7
UPF – FEAR - EE – LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA DE POTÊNCIA I - GUIA DE EXPERIMENTOS

Figura 1: Circuito oscilador de relaxação com PUT.

A configuração para o PUT 2N6028 é a mostrada abaixo:

Figura 2: Pinagem do PUT 2N6028.

Obtenha:

1. A frequência através de cálculos e através da medição, com o capacitor cerâmico


e com o capacitor de poliéster. Obtenha a variação relativa ao valor calculado
conforme fórmula para ∆𝑓% fornecida; Qual capacitor fornece o valor mais próximo
ao esperado? Por que?
2. Obtenha as formas de onda sobre CT e sobre RS.
3. Compile seus resultados e faça uma conclusão sobre o experimento.

8
UPF – FEAR - EE – LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA DE POTÊNCIA I - GUIA DE EXPERIMENTOS

Lembre-se:

Figura 3: Circuito oscilador de relaxação com PUT.

Fórmula para cálculo da variação de frequência:

𝑓𝑚𝑒𝑑𝑖𝑑𝑎 − 𝑓𝑡𝑒ó𝑟𝑖𝑐𝑎
∆𝑓% = . 100%
𝑓𝑡𝑒ó𝑟𝑖𝑐𝑎

Pré-lab.: Descreva o funcionamento do oscilador de relaxação e esboce as


formas de onda esperadas sobre o capacitor CT e sobre a carga RS.

Pós-lab.: Entregue os resultados obtidos com cálculos e as curvas medidas.


Faça uma conclusão.

9
UPF – FEAR - EE – LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA DE POTÊNCIA I - GUIA DE EXPERIMENTOS

EXPERIMENTO
3
CONTROLE DE FASE SIMPLES COM SCR e TRIAC - PROJETO

Objetivo:

Com um circuito adequado, é possível fazer com que um tiristor dispare em instantes
diferentes, em relação ao sinal alternado de entrada (rede elétrica) através do controle de
fase. Em outras palavras, é possível controlar a tensão fornecida à carga e
consequentemente, sua potência. Neste experimento você irá projetar e montar um
circuito para controle de fase para o controle de potência de uma carga resistiva.

Procedimento:

Parte 1 - Controle com um SCR

Na figura 1, a carga RL está representada por um resistor de 100Ω/10W e o SCR


escolhido é o TIC106. Calcule os valores do ângulo de disparo do SCR em relação à
tensão da rede ( Neste caso, iremos utilizar um trafo 220/18V). Preencha a tabela I com
os valores encontrados. Adote RGK=1k.

Figura 1: Circuito para controle do ângulo de disparo do TIC106.

Tabela I: Resultados obtidos.

10
UPF – FEAR - EE – LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA DE POTÊNCIA I - GUIA DE EXPERIMENTOS

Após seus cálculos, monte o circuito da figura 1, e verifique as diferenças entre


cálculos e medições. Justifique!

Parte 2 - Controle com um TRIAC

O TRIAC também é utilizado para controle de fase de tensão A.C. A maior diferença é
que o TRIAC conduz nos dois sentidos da corrente. Por isso, em cada semiciclo, deve ser
aplicada uma tensão de gatilho para disparo.
o o
Para o circuito da figura 2, calcule o valor de RX para ângulos de condução de 30 , 45 e
o
60 . Preencha a tabela II.

Monte o circuito, observe no osciloscópio as formas de onda sobre a carga e vá anotando


estes valores.

Figura 2: Controle de fase com o TRIAC. Destaque para a pinagem do Triac.

Tabela II: Dados para o circuito 2.

Pré-lab.: Trata-se de um projeto, você deverá realizar todos os cálculos e


entregar ao professor.

Pós-lab.: Entregue todas as medidas realizadas (tabelas) de maneira clara e


organizada. Além disso, você deve entregar uma simulação dos dois circuitos projetados.

Atenção! Você está trabalhando


com a Rede Elétrica!

11
UPF – FEAR - EE – LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA DE POTÊNCIA I - GUIA DE EXPERIMENTOS

EXPERIMENTO
4
GERADOR DE RAMPA DE TENSÃO
COM COMPONENTES DISCRETOS

Objetivos:

Neste experimento, você irá montar um circuito que gera uma rampa de tensão. Um
circuito gerador de rampa é utilizado em circuitos onde se necessita realizar algum
sincronismo.
Atenção: O protoboard ficará com você durante uma semana (ou guardado no
almoxarifado, fale com o responsável pelo Almox.)

Equipamento Utilizado:

01 Trafo 220V/9V-0-9V; Resistores: 2 x 1K, 1 x 2k2, 1 x 100Ω, 1 x 10K, 1 x


POT 1K;
06 1N4001-1N4007, ou equivalente Capacitores: 1 x 2200uF/25V, 1 x 1000uF/25V,
3,3uF/25V
02 diodos zener – 10V Proto-Board/Bread-Board e fios para montagem e
ligações.
03 Transistores NPN de uso geral – Multímetro e osciloscópio
BC546;

Procedimento:

Figura 1: Circuito gerador de rampa.

12
UPF – FEAR - EE – LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA DE POTÊNCIA I - GUIA DE EXPERIMENTOS

O gerador de rampa produz um sinal de controle para chaveamento, razoavelmente


preciso, para o estágio de potência do circuito. O potenciômetro, representado por R9 é
responsável para ajuste da rampa de modo que esta se mantenha em sincronismo com a
rede.
Inicialmente, analise o funcionamento do circuito da figura 1, e em seguida o monte.
Verifique se a saída fornece 10V, na figura o VCC, e se o sinal de rampa está sendo
gerado. Anote e esboce todos os sinais observados. Caso seja necessário ajuste o
potenciômetro para obter uma rampa com máxima excursão durante todo o tempo.

Pré-lab.: Uma descrição detalhada do funcionamento de cada bloco funcional do


circuito deve ser entregue.

Pós-lab.: Simulação PSpice, Proteus, ORCAD ou PSIM do circuito, com


justificativa para resultados; Curvas experimentais obtidas; Comprovação entre simulação
e implementação prática. Montagem em protoboard do circuito, pois o mesmo será
utilizado no próximo experimento.

Curvas obtidas devem ser de:

- Tensão da base de Q1;


- Tensão do coletor de Q1;
- Emissor de Q2.

13
UPF – FEAR - EE – LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA DE POTÊNCIA I - GUIA DE EXPERIMENTOS

EXPERIMENTO
5
UNIDADE DIMERIZÁVEL PARA ACIONAMENTO
com Isolamento Óptico

Objetivos:

Esta experiência é a continuação do experimento 4. Com o gerador de rampa da


experiência anterior, você irá implementar o acionamento de uma lâmpada utilizando
isolação óptica. A Fig. 1 mostra um circuito que dispara o TRIAC com um sinal de
comparação gerado por uma rampa de tensão sincronizada com a rede elétrica. O circuito
gerador de rampa (experiência 4 – não demonstrado na figura) possui um nível de tensão
para cada instante de tempo num intervalo de 8,33ms relativos a meio período da rede
elétrica (f=60Hz).

Fig. 1. Unidade de acionamento - Dimmer.

O sinal da rampa de tensão (experimento anterior) é comparado com um sinal de


referência. Quando a tensão na entrada não inversora do comparador (LM 741) for maior
que o módulo da tensão na entrada inversora, a saída do comparador assume um valor
próximo de 13,5 volts (ele fica saturado positivamente), propiciando que haja o disparo do
TRIAC neste momento. Os 10 volts representados na Fig. 1 são referentes a tensão de
saída regulada do circuito da experiência 4.
Foi utilizado um circuito isolador de tensões entre o sinal de disparo e o gatilho do TRIAC.
Isto permite que possam ser feitos ajustes no circuito com maior segurança.
O resistor R2 foi calculado para que possibilitasse um nível de corrente necessário para a
transmissão da informação por meio luminoso e assim acionar o gatilho do TRIAC. O
diodo D1 foi inserido para proteger o LED do MOC 3020 contra uma tensão reversa
elevada. (Veja a folha de dados)
Para limitar a corrente de disparo do TRIAC 2N616 ( na verdade será utilizado um
equivalente) foi inserido o resistor R3. O indutor L1 não permite que a corrente na carga

14
UPF – FEAR - EE – LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA DE POTÊNCIA I - GUIA DE EXPERIMENTOS

possa sofrer variações bruscas, sendo assim suavizando-a. Você deve confeccioná-lo de
forma empírica. O capacitor C1 e o resistor R4 formam um circuito snubber para proteger
o TRIAC.

Pré-lab.: Não há.

Pós-lab.: Relatório da prática de laboratório, conforme modelo.

15
UPF – FEAR - EE – LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA DE POTÊNCIA I - GUIA DE EXPERIMENTOS

EXPERIMENTO
6
CONTROLE DE LUMINOSIDADE DE
LÂMPADA INCANDESCENTE e/ou VELOCIDADE DE FURADEIRA
Controle de Potência Utilizando o TCA785

Objetivos:

Nesta experiência, você irá verificar as características do TCA785 para o controle de


acionamento de um tiristor que controla a potência fornecida a uma carga. Este CI bipolar
é utilizado para controle de SCR´s, TRIAC´s e Transistores. Os pulsos de gatilho podem
ser dados em ângulos que vão desde 0o até 180º. Este dispositivo substitui o TCA780 e
780 D.
Você irá utilizar o TCA785, para controle de acionamento de tiristores e controle de
luminosidade de uma lâmpada incandescente de 60W a 100W. Também deverá ser
implementada a devida isolação entre o circuito de controle e o circuito de potência. Na
verdade, este sistema pode ser utilizado para controle de velocidade de furadeira, por
exemplo, como comprovaremos.

Vale lembrar que também existem outros dispositivos dedicados ao disparo de tiristores.
O diagrama funcional do TCA785 está mostrado na figura 1.

Figura 1: Diagrama de blocos do TCA785.

Equipamento utilizado:

01 fonte D.C..; 02 capacitores: 1uF, 47nF;


01 BJT BC547; 01 osciloscópio;

16
UPF – FEAR - EE – LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA DE POTÊNCIA I - GUIA DE EXPERIMENTOS

Resistores: 1k, 2k2, 3k9, 10k, 220k, 100k proto-board e fios para ligações.
POT de 10k;

Procedimento:

Inicialmente leia a folha de dados do TCA785. Verifique como é feita a ligação


com a rede elétrica. Tome nota das equações que regem a operação do dispositivo.
Para o circuito da figura 2, RR=100k e CR=47nF com o pino 12 aberto. Desenhe as
formas de onda obtidas nos pinos 10, 14 e 15, ajustando uma tensão de controle de 3,5V
no pino 11. Monte o circuito e verifique o seu funcionamento. Faça os cálculos
necessários para desenhar as formas de onda obtendo a tensão máxima no capacitor e o
tempo para o disparo ! Após suas anotações varie a tensão de controle e verifique o que
ocorre com os pulsos de saída.
Para esta montagem em particular, simule o sinal da rede com o gerador de sinais. A
tensão deve ter uma amplitude em torno de 1V.

Figura 2: Geração de Pulsos de disparo do TCA785.

Quando há defeito em um equipamento com tiristores, ou no sistema controlado


por ele, é interessante bloquear o funcionamento dos tiristores. A idéia é que um
alarme, por exemplo, indique a condição de defeito e atue no pino 6 do TCA evitando
maiores danos ao sistema. Para isto existe uma opção que é o bloqueio da saída do
TCA. Implemente o circuito da figura 3 e verifique o bloqueio das saídas do TCA. Faça
os cálculos que forem necessários! (Utilize um fio e simule a atuação da chave)

Figura 3 : Bloqueio do TCA com a utilização de transistores.

17
UPF – FEAR - EE – LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA DE POTÊNCIA I - GUIA DE EXPERIMENTOS

Montagem do TCA com a Rede Elétrica

Monte o circuito abaixo, da figura 4. Mas antes faça a lista de componentes e pegue-os no
almoxarifado.

Figura 4: Circuito para controle de luminosidade de uma lâmpada/furadeira.


Observe que, neste caso a entrada no pino 5 NÃO está isolada da rede, cuidado!

Procedimento:

Confira cuidadosamente as ligações, verifique se o TCA está gerando a tensão de


rampa e os pulsos de saída. Ligue o circuito de potência e anote o que se pede:

1. Meça a tensão no pino 8  _____________.

2. Ajuste o potenciômetro e perceba a variação da luminosidade da lâmpada.

3. Ligue o osciloscópio, observe as formas de onda nos pinos 15, 10 ,14 e sobre a
carga (lâmpada). Para a carga, utilize a ponteira com relação 100:1. Salve essas
formas de onda.

4. Observe o valor máximo da tensão no pino 10.  _____________.

5. Meça e anote abaixo a largura do pulso no pino 15. T15  _____________.

6. Calcule o valor da corrente constante de carga do capacitor C10, para RR = 22KΩ


e RR = 100KΩ. IC22KΩ = __________________. IC100KΩ =
__________________. Utilize as fórmulas do TCA para isso. (Pino 9).

18
UPF – FEAR - EE – LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA DE POTÊNCIA I - GUIA DE EXPERIMENTOS

7. Ajuste o potenciômetro para que o pulso de gatilho ocorra a 45º após o início da
senóide. Anote abaixo o tempo transcorrido para o início do pulso (use o
osciloscópio). T45 = ______________
8. Anote abaixo o valor máximo de tensão de pulso presente no pino 15. V15MÁX
=_____________

Observações:
a) Para as formas de ondas solicitadas, utilize um pendrive e salve as mesmas
diretamente do osciloscópio.
b) Verifique se a rampa está excursionando ao longo dos 8,333ms. Se necessário,
ajuste a rampa e a tensão de controle do pino 11.

Pré-lab.: LER a folha de dados do TCA785. Trazer impressa. Tomar nota das
equações que regem a operação do dispositivo. Se prepare para o experimento!

Pós-lab.: Relatório do projeto. Todos os cálculos deverão ser entregue ao


professor.

19
EXPERIMENTO
7
RETIFICADORES TRIFÁSICOS A DIODOS O RETIFICADOR DE 3 PULSOS

Objetivo:

O fornecimento de energia elétrica é feito, essencialmente, a partir de uma rede de


distribuição de corrente alternada, devido, principalmente, a facilidade de adaptação do
nível de tensão por meio de transformadores. Em muitas aplicações, no entanto, a carga
alimentada exige tensão contínua, como, por exemplo, a alimentação do enrolamento de
campo de uma máquina elétrica. A conversão CA-CC é realizada por conversores
chamados retificadores. Os retificadores não controlados, tema do experimento, são
aqueles que utilizam diodos como elementos de retificação. O retificador do experimento
está mostrado na figura 1. Neste experimento você deverá realizar a análise das formas
de onda dos retificadores trifásicos a diodos com ponto médio.

Figura 1: Retificador 3φ a diodos com ponto médio.

Material Utilizado:

Varivolt 3Φ 5kVA - rede; 3 x SK4F1/08 ou SKN2604;


Osciloscópio digital; Barra de terminais, fios e solda;
Multímetro digital; Resistores: 1Ω/10W; 5k6/10W.

1) Monte o circuito de acordo com a figura 1, com carga resistiva (R=5k6Ω/10W), tensão
do Varivolt de 220V rms (LINHA-LINHA) e, realize os procedimentos de (2) até (10).

2) Meça VR(rms) = valor eficaz da tensão secundária na fase R. [multiteste]


3) Meça VRcarga(rms) = valor eficaz da tensão na carga. [multiteste]
UPF – FEAR - EE – LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA DE POTÊNCIA I - GUIA DE EXPERIMENTOS

4) Meça VRcarga(med) = valor médio da tensão na carga. [multiteste]


5) Verifique e desenhe a forma de onda de tensão na carga (VRcarga) através do
osciloscópio.
6) Verifique e desenhe a forma de onda de tensão sobre um dos diodos (D1) com o
osciloscópio.
7) Determine a tensão de pico inversa (PIV) sobre o diodo D1.
8) Meça a corrente média na carga (IDC). [multiteste]
9) Meça a corrente média através de um dos diodos (ID1). [osciloscópio]
10) Verifique a forma de onda da corrente através de D1 (V(ID1)), com o osciloscópio
sobre o resistor RR.

Análise dos Resultados e Conclusões

Verifique se as formas de onda e os valores obtidos correspondem àqueles esperados


teoricamente, e através de simulação com o programa PSIM. Caso existam erros,
apresente-os, em conjunto com as justificativas para os mesmos. Realize uma conclusão
geral para o experimento e entregue todos os resultados ao professor.

Ao trabalhar com a rede elétrica, mantenha sua atenção!!

Pré-lab.: Entregars os valores teóricos esperados para as tensões, correntes e


formas de ondas solicitadas nos itens de 2 a 10.

Pós-lab.: Simulação do retificador em questão, com as curvas de entrada e de


saída e entrega de todos os resultados com uma conclusão.

21
UPF – FEAR - EE – LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA DE POTÊNCIA I - GUIA DE EXPERIMENTOS

EXPERIMENTO
8
RETIFICADORES TRIFÁSICOS A DIODOS
O RETIFICADOR DE 6 PULSOS – PONTE DE GRAETZ

Objetivo:

Os retificadores não controlados, tema do experimento, são aqueles que utilizam diodos
como elementos de retificação. O retificador do experimento está mostrado na figura 1.
Neste experimento você deverá realizar a análise das formas de onda dos retificadores
trifásicos a diodo mais conhecido como ponte de Graetz, ou retificador de 6 pulsos;

Figura 1: Retificador 3φ a diodos - onda completa.

Material Utilizado:

Material Utilizado:

Varivolt 3Φ 5kVA - rede; 6 x SK4F1/08 ou SKN2604;


Osciloscópio digital; Barra de terminais, fios e solda;
Multímetro digital; Resistores: 1Ω/10W; 15k/10W.

Procedimento:

Monte o circuito de acordo com a Figura 1, com carga R (R=15k/10W) e, realize os


procedimentos de (1) até (9).
1) Meça VR(rms) = valor eficaz da tensão secundária na fase R.

22
UPF – FEAR - EE – LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA DE POTÊNCIA I - GUIA DE EXPERIMENTOS

2) Meça VRCARGA(rms) = valor eficaz da tensão na carga.


3) Meça VRCARGA(med) = valor médio da tensão na carga.
4) Verifique e desenhe a forma de onda de tensão na carga (VRCARGA) através do
osciloscópio.
5) Verifique e desenhe a forma de onda de tensão sobre um dos diodos (D4) com o
osciloscópio.
6) Determine a tensão de pico inversa (PIV) sobre o diodo D4.
7) Meça a corrente média na carga (IDC).
8) Meça a corrente média através de um dos diodos (ID4).
9) Verifique a forma de onda da corrente através de D4
(V(ID4)), com o osciloscópio.

Análise dos Resultados e Conclusões

Verifique se as formas de onda e os valores obtidos correspondem àqueles esperados


teoricamente, e através de simulação com o programa PSIM. Caso existam erros,
apresente-os de forma percentual, em conjunto com as justificativas para os mesmos.
Realize uma conclusão geral para o experimento e entregue todos os resultados ao
professor.

Pré-lab.: Entregar simulação dos valores teóricos esperados para as tensões,


correntes e formas de ondas solicitadas nos itens de 1 a 9.

Pós-lab.: Entrega de todos os resultados obtidos com uma conclusão.

23
UPF – FEAR - EE – LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA DE POTÊNCIA I - GUIA DE EXPERIMENTOS

EXPERIMENTO
9
TRANSISTOR BIPOLAR DE JUNÇÃO – PBJT E DISPARO

Objetivo:

Analisar as principais características do BJT de potência:


- tempos de comutação: td, tr, tf, tq
- parâmetros: ic, ib, Vce, Vbe
- perdas de chaveamento e condução

E analisar o circuito de disparo de um BJT com SG3524. Leia as folhas de dados!

Equipamentos:
1. Fonte CC de 0 a 30V – 2A
2. Multímetro
3. Osciloscópio Digital
4. Protoboard

Componentes:
1 – Transistor – TIP 120 ou equivalente, 1 x 2N2222, 1 x 2N2907
2 – CI – 1 x SG3524
3 – Diodos – 1 x 1N4148 ou equivalente;
4 – Resistores: 01 x 1W - 220; 01 x 1/4W – 2,7k, 04 x 1k, 01 x 2,2k, 02 x 10k, 01
x 5W – 4,7, 03 x 10W - 100;
5 – Potenciômetros lineares – 01 x 220k, 01 x 10k;
6 – Capacitor – 01 x 10nF, 01 x 100F;

1. Identificação do componente

1.1. Símbolo 1.2. Aspecto Físico

Coletor - C i

Ib
TIP
v 120
Base - B

Emissor - E
B C E

24
UPF – FEAR - EE – LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA DE POTÊNCIA I - GUIA DE EXPERIMENTOS

2. Controle da corrente de base ib.

2.1. Monte o circuito da figura 2.1 e varie o potenciômetro e/ou a fonte Vb de forma a
preencher a tabela 1.

3X
+ ib ic = Vr / Rc Vce Vbe
100
paralelo ic
Vr 10A
- 30Vcc
220 220k 50A
+
A
Vce 100A
- 500A
ib
Vb
TIP120 1mA
5mA
10mA
20mA
50mA
Figura 2.1 Tabela1

Obs.: Em caso de aquecimento excessivo nos resistores, faça cálculos e pequenos ajuste
ou utilize um “cooler” para auxiliar no resfriamento!

3. Perda em condução.

3.1. Monte o circuito da figura 3.1 e varie a fonte Vf de forma a preencher a tabela 2

3X
+ Vf Vce ic ib P = Vce.ic
100 Vr
paralelo ic - 5V
220
220 +
A
+ Vf 10V
Vce
-
- 15V
ib
15Vcc TIP120 20V
25V
30V
Figura 3.1 Tabela2

4. Circuito de Disparo.

4.1. Monte o circuito da figura 4.1 e ajuste a requência dos pulsos para 1kHz e uma
largura de pulso de 20% (duty-cycle). Para isto, varie o valor de Rt e do potenciômetro
de 10K.
Obs.: Para entendimento do CI em questão, é imperioso que você leia a folha de dados!

25
UPF – FEAR - EE – LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA DE POTÊNCIA I - GUIA DE EXPERIMENTOS

15Vcc 10k

15 13 12
9
10k 11
1 SG 3524 14
16 2 6 7 8
10k
10k
1k
10nF
1k 10k
1k
Rt=220K

Figura 4.1
5. Tempos de Comutação.

5.1. Monte o circuito da figura 5.1 e meça os tempos de chaveamento conforme indicado
na figura 5.2. Para isto, observe as formas de onda de Vcmd e Ve.
5.2. Faça um gráfico da tensão Vce e da corrente ic (Ve).

2N2222 3X
15Vcc 10k +
100 Vr
paralelo ic -
220 30Vcc
15 13 12
9 +
10k 11 Vce
1 SG 3524 14 + -
16 2 6 7 8 Vcmd ib
10k 2N2907 - +
4,7 Ve
10k
-
1k
10nF
1k 10k
1k
Rt

Figura 5.1

Observe que para acionar o transistor de potência foi utilizado um circuito formado por
dois transistores de sinal (2N2222 e 2N2907), que poderia ser feito com outros
transistores equivalentes. Qual a função de tal circuito??

26
UPF – FEAR - EE – LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA DE POTÊNCIA I - GUIA DE EXPERIMENTOS

Figura 5.2

Pré-lab.: Fazer a leitura da folha de dados dos componentes envolvidos no


experimento.

Pós-lab.: Entrega o que se pede nos itens de 1 a 4 abaixo.

1. Com base nos resultados da tabela 1, explique como ocorre o controle do BJT com a corrente
de base e onde se caracterizam as regiões de corte e saturação.

2. Compare os valores de VceSAT obtidos na tabela 1, com os valores fornecidos pelo fabricante.
Explique eventuais diferenças.

3. Faça um gráfico de Vce X ic com os valores obtidos na tabela 2 e descreva como variam as
perdas em condução do BJT.

4. Monte uma tabela comparando os valores dos tempos medidos no item 5.1 com os valores
fornecidos pelo fabricante e explique eventuais diferenças. Desenhe o gráfico obtido no item
5.2.

Final dos experimentos pré-estabelecidos

Agora é tempo de desenvolvermos o projeto final!!!

27