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acad

VENTILAÇÃO ITAIPÚ

PARTE 1:
Alexandre Jesus
Alexandre Jesus – Material de estudo Itaipú

VENTILADORES:
1. VENTILADOR COM PÁS CURVADAS PAR A TRÁS:

 Trata-se do ventilador mais eficiente entre os centrífugos.

 É o que produz menor ruído

 Tem custo inicial maior que o radial

 Não é apropriado para movimentar gases de particulado sólido, já que podem desgastar as pás
com rapidez.

 Muito utilizados em sistemas de condicionamento de ar.

 Os modelos mais sofisticados e de maior potência tem pás com perfil aerodinâmico sendo mais
eficientes e produzindo menos ruídos.

 Apresentam uma eficiência maior e uma autolimitação de potência devido ao tipo de potência.

 Na curva de potência, o valor máximo ocorre em um ponto operacional equivalente a 70% a


80% da vazão máxima.

 Não apresenta problemas de sobrecarga por projeto incorreto ou operação inadequada do


sistema.

 Possuem 10 a 16 pás.

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2. VENTILADOR COM ALETA S CURVADAS PARA FREN TE:

 Utilizado com gases isentos de particulado sólido.

 Adequado em sistemas onde deseja minimizar a influência de alterações de dispositivos, como


os “dampers” de controle de vazão.

 Ramo instável da curva característica, na faixa das baixas vazões

 A potência cresce constantemente com o aumento da vazão.

 Requer um grande cuidado na determinação do ponto de operação do sistema e na seleção do


motor de acionamento, que pode ‘queimar’ se a vazão resultante for muito superior àquela
projetada.

 Um tipo muito comum de ventilador centrífugo radial é o Sirrocco, que tem rotor largo e
muitas aletas curtas.

 Para uma dada vazão e uma certa pressão total, o Sirrocco é o menor entre os ventiladores
centrífugos, operando em uma rotação mais baixa (o que é importante para minimizar a
geração de ruído).

 Sua eficiência, entretanto, é menor que a do centrífugo de aletas curvadas para trás.

 Ocupa pouco espaço. Utilizado com sucesso em ventilação geral diluidora. Chamado de
ventilador Sirrocco, utilizado em condicionadores de ar compacto, em unidades de tratamento
de ar. Apresenta grandes variações da vazão e da potência em função da pressão.

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VERIFICANDO ENTENDIM ENTO:

A) Diga se a resposta da pergunta é o ventilador com pás voltadas para trás ou com
aletas voltadas para frente:

1) Qual ventilador é o mais eficiente?

O ventilador com pás curvadas para trás é não apenas mais eficiente que o com aletas
voltadas para frente, mas também é mais eficiente do que qualquer ventilador centrifugo.
Por isso, o ventilador com pás voltadas para trás é o mais eficiente dos ventiladores.

2) Qual o ventilador utilizado com gases isentos de particulado sólido?

O ventilador com aletas voltadas para frente é utilizado para gases isentos de particulado
sólido. Já o ventilador com pás voltadas para trás também não é utilizado para gases com
particulado sólido, pois o mesmo pode danificar suas pás

3) Qual ventilador é utilizado quando se deseja diminuir a influência de outros dispositivos?

O ventilador com aletas curvadas para frente é adequado em sistemas onde se deseja
minimizar a influência de outros dispositivos, como “dampers”.

4) Qual o ventilador é muito utilizado em sistemas de ar condicionamento?

O ventilador com pás voltadas para trás é muito utilizado em sistemas de ar


condicionamento.

5) Qual o ventilador no qual a potência máxima ocorre de 70 a 80% da vazão máxima?

O ventilador com pás inclinadas para trás possui eficiência máxima na faixa de 70% a 80%
da vazão.

6) Qual ventilador possui ramos da curva estável a baixas vazões? Exemplifique através de
uma figura?

O ventilador com aletas curvadas para frente possui curva instável para baixas vazões. Veja
a figura na próxima página.

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VERIFICANDO ENTENDIM ENTO:

Figura 1 - Curva de potência do ventilador com aletas voltadas para trás. Note que ele é instável a baixas vazões.

7) Qual o ventilador utilizado em sucesso em ventilação geral diluidora?

O ventilador com aletas curvadas para frente é utilizado em ventilação geral diluidora. Um
dos motivos é que ele ocupa pouco espaço.

8) Qual o ventilador que possui menor ruído?

O ventilador com pás voltadas para trás é o que apresenta menor ruído.

B) Compare o ventilador com pás voltadas para trás e com pás aletas voltadas para
frente:

1) Quanto a aplicação industrial.

O ventilador com pás voltas para trás é amplamente utilizado em sistemas de ar


condicionamento. Já o ventilador de aletas curvadas para frente é utilizado com grande
sucesso em sistemas de ventilação diluidora.

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VERIFICANDO ENTENDIM ENTO:

2) Quanto ao ruído.

O ventilador com pás inclinadas para trás é o que apresenta menor ruído entre os
ventiladores. Portanto, ele possui menor ruído que o ventilador com aletas curvadas para
frente.

3) Quanto a instabilidade na curva vazão X pressão

O ventilador com pás inclinadas para trás não apresenta instabilidade na curva vazão X
pressão.

Figura 2 - Curva Vazão X pressão de um ventilador com pás curvadas para trás.

O ventilador com aletas curvadas para frente, por outro lado, apresenta instabilidade a
baixas vazões.

Figura 3 - Curva Vazão X Pressão de um ventilador com aletas curvadas para trás.

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VERIFICANDO ENTENDIM ENTO:

4) Quanto a influência de outros dispositivos.

A influência de alterações de outros dispositivos é minimizada no ventilador com aletas


curvadas para frente.

5) Quanto a eficiência.

O ventilador com pás voltadas para trás possui maior eficiência que o ventilador com aletas
curvadas para frente. A eficiência dos ventiladores com pás curvadas para trás é de 70% a
80%. Já os ventiladores com aletas curvadas para frente possuem apenas de 45% a 60% de
eficiência máxima

C) Responda as perguntas abaixo:

1) O que é o ventilador Sirrocco?

O ventilador Sirrocco é um tipo especial de ventilador radial que possui rotor largo e muitas
aletas muito curtas. Para uma dada vazão e uma certa pressão total, o Sirrocco é o melhor
entre os ventiladores centrífugos (operando em uma baixa rotação (o que é importante
para minimizar a geração de ruído. Sua eficiência, todavia, é menor do que o ventilador com
aletas curvadas para trás)

Além disso, esse ventilador ocupa pouco espaço e é muito utilizado em condicionadores de
ar compacto e unidades de tratamento de ar. Apresenta grandes variações de vazão e
potência em função da pressão.

2) Quais as vantagens do ventilador Sirrocco?

O ventilador Sirrocco funciona a baixa rotação e; portanto, possui baixo nível de ruído. Por
que motivo, ele é utilizado com sucesso em ventilação geral diluidora.

3) Quais as desvantagens do ventilador Sirrocco?

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VERIFICANDO ENTENDIM ENTO:

Os ventiladores Sirrocco possuem baixa eficiência. Sua eficiência, é inclusive, menor que os
ventiladores de aletas curvadas para trás. Além disso possuem grandes variações da vazão e
da potência em função da pressão.

4) Quais as vantagens dos ventiladores com pás curvadas para trás?

Os ventiladores com pás curvadas para trás são os mais eficientes entre os centrífugos e que
produzem menor ruído e são eficientes. Sua eficiência está em torno de 70% a 80%. Os
modelos mais sofisticados e mais eficientes possuem pás com perfil aerodinâmico sendo
ainda mais eficientes e com menos ruído. Além disso os ventiladores com pás curvadas para
trás apresentam outro ponto forte: Não apresentam problemas de sobrecarga por projeto
inadequado do sistema.

5) Quais as desvantagens do ventilador com pás curvadas para trás?

Os ventiladores com pás curvadas para trás possuem elevado custo. Seu custo é mais
elevado que o do ventilador com rotor radial. Além disso não são apropriados para
movimentar gases de particulado sólido, já que podem desgastar as pás com rapidez.

6) Quais as vantagens do ventilador com aletas voltadas para frente?

Os ventiladores com aletas voltadas para frente minimizam a influência de alterações de


dispositivos, como os “dampers” de vazão.

7) Quais as desvantagens dos ventiladores com aletas voltadas para frente?

Os ventiladores com aletas voltadas para frente não devem ser usados com gases com
partículas sólidas. Portanto, tal tipo de gás só deve ser utilizado com gases isentos de
particulado sólido. Além disso, esses ventiladores possuem ramo instável da curva
característica na faixa de baixas vazões. Além se requer um grande cuidado na
determinação do ponto de operação e na seleção do motor de acionamento de tal tipo de
ventilador. Caso a vazão ser muito maior que a projetada, ele pode queimar.

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3. VENTILADOR CENTRÍFUG O DE PÁS RADIAIS:

 Trata-se de um ventilador robusto.

 Assim como o ventilador com aletas curvadas para frente, apresenta grandes variações de
potência em função da pressão. Além disso possui grande pressão dinâmica.

 Em suas aplicações destaca-se: tiragem local, torres de resfriamento e suprimento de ar de


descarga.

 É um ventilador de baixa eficiência devido ao ângulo de saída β 2, com alta velocidade de saída,
menor grau de reação, alta dissipação viscosa nas pás e difusor.

 Apropriado para se movimentar grandes cargas.

 É um tipo comum e geralmente de baixo custo.

 Desenvolve pressões razoavelmente elevadas (até cerca de 500 mm H 2O).

 Podem operar a altas temperaturas.

 Tem capacidade de aspira ou insuflar material de particulado sólido.

 Estas características induzem também a um nível elevado der ruído o que também é um
demérito para o equipamento.

 Note que a curva característica é “bem-comportada” que a potência desse rotor sempre é
crescente com a vazão, e que sua eficiência máxima ocorre para valores relativamente baixos
(< 50% da vazão máxima).

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VERIFICANDO ENTENDIMENTO :

A) Responda as perguntas abaixo sobre o ventilador centrífugo de pás radiais:

1) Quais as vantagens desse tipo de ventilador?

Apresenta baixo custo, desenvolve pressões relativamente altas, podem operar a altas
temperaturas e tem capacidade de aspirar ou insuflar material com particulado sólido. Além
disso possui curva caraterística bem-comportada em que a potência cresce com a vazão.
Outra vantagem é que são apropriados para movimentar grandes cargas.

2) Quais as desvantagens do ventilador centrífugo de pás radiais?

A primeira desvantagem, é que apresenta grandes variações de potência e vazão em função


da pressão. Além disso apresentam grande pressão dinâmica. Outra desvantagem é nível de
ruído elevado. Além disso possui baixa eficiência devido ao ângulo de saída β2.

3) Como o tamanho do ventilador centrífugo de pás radial? Onde ele é aplicado?

O seu tamanho é significativo. Ele é aplicado em tiragem local, torres de resfriamento,


suprimento e descarga de ar e em lugares onde é requerida alta carga e ou temperatura.

4) Como é o custo do ventilador axial? E qual o comportamento de sua curva. Mostre um


desenho do seu gráfico de desempenho.

O custo é baixo e por isso trate-se de um ventilador comum. Sua curva característica ´bem-
comportada” que a potência desde rotor sempre é crescente com a vazão, e que sua
eficiência máxima ocorre para valores relativamente baixos (< 50% da vazão máxima). Para
melhor entendimento olhe a curva de desempenho abaixo.

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VERIFICANDO ENTENDIMENTO:

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4. VENTILADORES AXIAIS:

 Nos ventiladores axiais o gás é aspirado pelo bocal de entrada e saí por um difusor de saída. O
conjunto fica no interior de corpo tubular. São conhecidos como tubo axial.

 Existem aqueles que apresentam guias de entrada ou de pre-rotação para direcionar o fluxo
paralelamente ao eixo do duto e eliminar a rotação do fluxo. Um ventilador com guias
denomina-se vaneaxial.

O controle da vazão é realizado por aletas na entrada ou por


palhetas reguláveis. A pá tem formato aerodinâmico. Como
outras máquinas de fluxo axial, são utilizados em sistemas
que se deseja grandes vazões e baixa pressão.

A) Ventilador tubo -axial.

 Em geral os ventiladores axiais são menos eficientes e mais ruidosos do que os ventiladores
centrífugos.

 Constituído de um rotor axial e de carcaça tubular.

 O motor é diretamente conectado ao rotor, estando exposto ao escoamento do gás, ou


colocado sobre a carcaça, acionando através de carcaça através de polias e correias conforme
desenho a seguir.

 O gás insuflado deixa a carcaça tubular com alta vorticidade, o que impede algumas vezes, sua
aplicação em um sistema onde a distribuição do gás é crítica ou exige a aplicação de
retificadores de escoamento.

 Sua curva característica apresenta região de instabilidade, e a potência é máxima quando vazão
é nula (a potência máxima é dissipada através do rotor).

 Para aumentar a eficiência utiliza aletas direcionadoras de fluxo fixas internamente ao tubo
axial.

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B) Ventilador axial propulsor:

 Adequadas para movimentar grandes quantidades de ar com pequenas pressões. Apresentam


Simplicidades construtivas e baixo custo. Além disso são utilizados em ventilação geral
diluidora.

 Entre as aplicações destacam-se unidades de resfriamento e aquecimento, ventilação geral,


torres de resfriamento e ventilação exaustora.

VERIFICANDO ENTENDIM ENTO:

A) Responda as seguintes questões referentes aos ventiladores axiais:

1) Como é (fisicamente) os ventiladores axiais?

Nos ventiladores axiais o gás é aspirado pelo bocal de entrada e saí por um difusor de saída.
O conjunto fica no interior de um corpo tubular. Por isso são conhecidos como tuboaxial.

2) O que são os ventiladores vaneaxial?

Um ventilador axial com guias de entrada ou pré-rotação para direcionar o fluxo


paralelamente ao eixo do duto e eliminar a rotação do fluxo chama-se vaneaxial.

3) Desenho como é o acionamento do ventilador tubo-axial.

O ventilador tuboaxial pode ser acionado por polias e correia ou acoplado diretamente ao
rotor conforme desenho:

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EXERCÍCIOS:

A) Responda as perguntas abaixo:

1) Como são dadas as curvas dos ventiladores com aletas curvadas para frentes, pás voltadas
para trás e centrifugo radial. Mostre desenhos exemplificando.

Os ventiladores de pás curvadas para trás possuem potência máxima até determinado
ponto e após esse ponto a potência passa a diminuir. Veja o desenho abaixo.

Os ventiladores com pás curvadas para frente, por sua vez possuem potência crescente da
potência com a vazão. Para exemplificar tal curva mostra-se o desenho da curva da próxima
página.

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EXERCÍCIOS:

A curva do ventilador centrifugo radial segue a mesma lógica. Todavia, possui curva bem
comportando a baixa pressão, diferentemente do ventilador centrífugo com aleta voltadas
para frente.

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EXERCÍCIOS:

B) Em que tipos de sistemas são utilizados ou ventiladores axiais. Compare com os


ventiladores radiais e faça uma relação com as bombas de fluxo.

As máquinas de fluxo axial como um todo (bombas, compressores e ventiladores) são


utilizadas quando se deseja grandes vazões e baixa pressão. Já as máquinas de fluxo radial
são utilizadas quando se deseja alta a pressões e baixa vazão.

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PROPRIEDADES DO AR :
1. VISCOSIDADE CINEMÁTICA DO AR:

 Para aplicações industriais pode-se utilizar a seguinte expressão para a viscosidade cinemática
(m2/s) em função da temperatura (⁰C):

𝑣 = (13 + 0,1𝑇)𝑋10−6 𝑚2 /𝑠

2. MASSA ESPECÍFIC DO A R:

 A massa específica do ar é dada por:

𝑝 𝑘𝑔
𝜌=
𝑅𝑇 𝑚3

3. VISCOSIDADE ABSOLUTA :

 A viscosidade absoluta é dada por:

𝜇 = 𝑣𝜌 𝑃𝑎(𝑠)

4. CONDIÇÕES PADRÕES DO AR:

 Como o desempenho dos equipamentos utilizados em ventilação industrial é função do estado


termodinâmico do ar é comum apresenta-lo em condições padrões.

 A temperatura padrão é 20⁰C (T0 = 293 K)

 Já a pressão atmosférica é dada por P0 = 101,3 kPa (760 mmHg)

 Desta forma obtém-se que amassa específica nessas condições é ρ0 = 1,2 kg/ m3.

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 Já a viscosidade cinemática nessas condições é v0 = 1,5 (10)5 m2 /s

Fator de Correção da Massa Específica:

 Tomando como referência as condições padrão (ρ0, T0, P0) podemos definir um fator de
correção que permite determinar a massa específica:

𝜌 𝑃(𝑇0 )
𝑓𝑐 = =
𝜌0 𝑇𝑃0

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POTÊNCIAS E RENDIMENTOS EM
VENTILADORES:
1. POTÊNCIA ÚTIL:

A) Definição:

 Potência adquirida pelo gás na passagem do ventilador:

𝑊𝑢 = 𝜌𝑔𝑄𝐻𝑢

Onde:

 Hu = altura útil ou altura manométrica

B) Altura útil

 A altura útil é dada por:

𝐻𝑢 = 𝜂ℎ 𝐻𝑡#

Onde:

 ηh = rendimento hidráulico
 Ht# = energia do motor para número finito de pás

C) Sistemas de ventilação industrial:

 Para um sistema de ventilação industrial HU pode ser definido como:

2
𝑉𝑠á𝑖𝑑𝑎
𝐻𝑢 = 𝐽𝑇 +
2𝑔
Onde:

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 JT = perda de carga do sistema


 Vsáida = velocidade do duto de saída do gás.

2. POTÊNCIA TOTAL DE ELEVAÇÃO:

A) Definição:

 A potência total de elevação é definida como a potência total cedida pelas pás ao fluído
considerando número finito de pás:

𝑊𝑒 = 𝜌𝑔𝑄𝐻𝑒

B) Altura total de elevação:

 Onde He é a altura total de elevação. Para número infinito de pás (Ht∞) é dada como:

1
𝐻𝑒 = 𝐻𝑡∞ = (𝑈 𝐶 − 𝑈1 𝐶𝑢1 )
𝑔 2 𝑢2

Onde:
 U1 = velocidade periférica na entrada do rotor
 U2 = velocidade periférica na saída do rotor.
 Cu1 = componente absoluta na entrada do rotor
 Cu2 = componente absoluta na saída do rotor

3. POTÊNCIA MOTRIZ (MECÂNICA OU EFETIVA):

 A potência mecânica ou efetiva é dada por:

𝑊 = 𝜌𝑔𝑄𝐻𝑚𝑎𝑛

 Todavia, a potência do ventilador é dada pela potência mecânica dividida pelo rendimento
global.

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𝜌𝑔𝐻𝑄
𝑊=
𝜂𝐺

 Se o sistema trabalha com ar, na expressão acima H é dado em metros de coluna de ar (m.c.ar).
Quando se trabalha com H em mmH2O deve-se utilizar as unidades coerentes. Portanto,

𝑃 = 𝜌𝑎𝑟 𝑔𝐻𝑎𝑟 = 𝜌𝐻2𝑂 𝑔𝐻𝐻2𝑂

 Então chega-se a conclusão que:

𝜌𝐻2𝑂 𝐻𝐻2𝑂
𝐻𝑎𝑟 =
𝜌𝑎𝑟

4. RENDIMENTOS DOS VENT ILADORES:

A) Rendimento hidráulico:

 O rendimento hidráulico é dado pela altura de carga final (H man) dividida pela altura teórica
para número finito de pás. Ou seja, ele é energia perdida pelo fluído. Veja a definição abaixo:

𝐻𝑚𝑎𝑛
𝜂𝐻 =
𝐻𝑡#

 Todavia, tal rendimento ainda pode ser definido como a potência útil pela altura estática:

𝑊𝑢
𝜂𝐻 =
𝑊𝑒

B) Rendimento mecânico:

 O rendimento mecânico é definido como as perdas mecânicas no ventilador. Ele é dado pela
altura teórica para número finito de pás dividido pela altura teórica sem perdas (H m):

𝐻𝑡#
𝜂𝑚 =
𝐻𝑚

 O rendimento mecânico também pode ser dado pela potência estática dividida pela potência
útil.

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𝑊𝑒
𝜂𝑚 =
𝑊𝑚

C) Rendimento volumétrico:

 O rendimento volumétrico de um ventilador é dado pela equação abaixo onde Q é a vazão do


gás realmente deslocada pela ação do ventilador e Q f é a vazão do gás que fica circulando no
interior devido a diferenças de pressão que geram recirculação interna do gás de nominada
vazão de fugas.

𝑄
𝜂𝑣 =
𝑄 + 𝑄𝑓

ANALISE:

Primeiramente temos a altura sem perdas ou altura mecânica (H m+). Depois acontecem as
perdas mecânicas e temos a altura teórica para número finito de pás (H t#). No final temos as
perdas hidráulicas e ficamos com a altura manométrica.

D) Rendimento total ou global:

 O rendimento total ou global é dado por:

𝑊𝑢 𝐻𝑚𝑎𝑛
𝜂𝐺 = =
𝑊𝑚 𝐻𝑢

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COEFICIENTES ADIMENSIONAIS:
 Segundo o valor de rotação específica ns, podemos saber o tipo de ventilador mais apropriado
para uma determinada condição. O uso de coeficientes adimensionais de pressão e de vazão
permitem conhecidos H, Q e n estimar por exemplo qual diâmetro externo do ventilador e qual
será a velocidade periférica.

1. COEFICIENTE DE PRESS ÃO OU ALTURA ESPECÍFICA:

𝑔𝐻 𝑔𝐻
𝛹= 2 2
= 2
𝑛 𝐷 𝑈2

2. COEFICIENTE DE VAZÃO OU CAPACIDADE ESPECÍFICA:

𝑄 𝑄
𝜑= =
𝑛𝐷3 𝑈2 𝑅22

3. ROTAÇÃO ESPECÍFICA:

 Um ventilador que proporciona uma vazão unitária sob uma altura manométrica unitária
recebe o nome de ventilador unidade sendo o número de rotações denominado rotação ou
velocidade específica ns (rpm). Todo o ventilador geometricamente semelhante tem um
mesmo ventilador unidade cuja a forma caracteriza todos os ventiladores da série.

𝑛√𝑄)
𝑛𝑠 = 16,6 ( 3 ) 𝑟𝑝𝑚
𝐻4
Onde:

 n = rotações por minuto do ventilador (rpm)


 Q = vazão ou descarga (l/s)
 H = altura útil (mm H2O) que representa a pressão total.

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A tabela abaixo apresenta ns para os diferentes tipos de ventiladores.

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PRESSÕES EM VENTILADORES:
1. PRESSÃO ESTÁTICA:

 A pressão estática (Pe) é uma função do estado termodinâmico do escoamento do ar, exercido
igual em todas as direções. A pressão estática decresce ao longo de um duto de secção
constante e cresce no aumento da secção (recuperação da pressão).

2. PRESSÃO DE VELOCIDADE:

 A pressão de velocidade (Pv) está associada à energia cinética do escoamento do ar. Também é
conhecida como pressão dinâmica. Mantem-se constante em tudos de secção transversal
constante. É medida com o tudo de Pitot -Prandt.

1 2
𝑃𝑣 = 𝜌𝑉
2

3. PRESSÃO TOTAL:

 A pressão total (Pt) é a soma algébrica das pressões estática e de velocidade. Ela resulta da
desaceleração do fluído até o repouso e é por esse motivo, denominada pressão de
estagnação. Sempre decresce ao longo do sistema de dutos, podendo aumentar somente
quando houver suprimento de energia ao escoamento (através do ventilador).

𝑃𝑇 = 𝑃𝐸 + 𝑃𝑉

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MEDIÇÕES UTILIZANDO O TUBO


DE PITOT:

1. O EQUIPAMENTO:

 O Tubo de Pitot pode ser utilizado para medição da velocidade e pressão em um sistema de
ventilação industrial. O tubo de pitot é formado pois dois tubos concêntricos e é pela diferença
de pressão entre esses dois tubos concêntricos que se pode determinar a pressão de
escoamento.

𝑃𝑉 = 𝑃𝑇 − 𝑃𝐸

2. MEDIÇÃO:

 Conectando mangueiras em cada uma das saídas dos tubos concêntricos do Pitot a um
manômetro em U ( fluído manométrico ρm) este indicará uma altura que representará a
diferença de pressão.

𝑃𝑉 = 𝑃𝑇 − 𝑃𝐸 = 𝜌𝑚 𝑔ℎ

 Desta forma pode-se determinar a velocidade no ponto que está posicionado o tubo de Pitot.

1 2
𝑃𝑉 = 𝜌𝑉 = 𝜌𝑚 𝑔ℎ 𝑃𝑎
2

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 Num duto que escoa ar nas condições padrão (20⁰C e 1 atm) com massa específica padrão (1,2
kg/m3) podemos determinar a velocidade em função da pressão dinâmica medida no duto:

√2𝑃𝑣
𝑉= ⟶ 𝑉 = 1,291√𝑃𝑣
𝜌

 No caso em que as condições de pressão e temperatura e pressão são diferentes das condições
padrão:

1013,25 𝑇 𝑇
𝑉 = 1,291√ ( ) 𝑃𝑉 ⟶ 𝑉 = 2,4√ (𝑃𝑉 )
𝑃𝐵 293 𝑃𝐵

Onde:

 PV é a pressão dinâmica em (Pa)


 PB é a pressão barométrica local em milibar (mbar)
 T é a temperatura absoluta do ar em graus kelvin. T(K) =(T(⁰C) +273).

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DEFINIÇÃO DE PRESSÕES DE
VENTILADORES:
1. PRESSÃO TOTAL DO VEN TILADOR:

 A pressão total do ventilador (PTV) é a diferença entre a pressão total do ar na saída e na


entrada do ventilador:

𝑃𝑉𝑇 = (𝑃𝑇 )𝑠á𝑖𝑑𝑎 − (𝑃𝑇 )𝑒𝑛𝑡𝑟𝑎𝑑𝑎

 Portanto, podemos dizer que a pressão total do ventilador é dada por:

𝑃𝑇𝑉 = (𝑃𝐸 + 𝑃𝑉 )𝑠𝑎í𝑑𝑎 − (𝑃𝐸 + 𝑃𝑉 )𝑒𝑛𝑡𝑟𝑎𝑑𝑎

 Devemos observar que se as velocidades médias na entrada e saída da tubulação são iguais
então a pressão dinâmica (PV) é dada por:

𝑃𝑇𝑉 = (𝑃𝐸 )𝑠𝑎í𝑑𝑎 = (𝑃𝐸 )𝑒𝑛𝑡𝑟𝑎𝑑𝑎

2. PRESSÃO DE VELOCIDADE DO VENTILADOR:

 Representa a pressão de velocidade correspondente á velocidade média na saída do ventilador.

1 2
𝑃𝑉𝑉 = 𝜌𝑉
2 𝑠𝑎í𝑑𝑎

3. PRESSÃO ESTÁTICA DO VENTILADOR:

 Representa a diferença entre a pressão total do ventilador (P TV) e a pressão de velocidade do


ventilador (PVV). Cabe salientar que PVV é considerada a pressão na saída do ventilador.

𝑃𝐸𝑉 = 𝑃𝑇𝑉 − 𝑃𝑉𝑉

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4. POTÊNCIA EFETIVA NO EIXO:

 A potência no eixo do ventilador é dada por:

𝜌𝑔𝑄𝐻 𝑄𝑃𝑇𝑉
𝑊𝑒𝑖𝑥𝑜 = ⟶ 𝑊𝑒𝑖𝑥𝑜 =
𝜂𝐺 𝜂𝑔

 A potência no eixo do Motor elétrico é dada por:

𝑊𝑀 = √3𝐼𝐸(cos 𝜙)𝜂𝑀
Onde:

 Cos φ é o fator de potência


 ηM é o rendimento do motor
 (cos φ)ηm ≈ 0,8.

Devemos observar que quando o acionamento é direto considera-se as perdas


são nulas e portanto a potência no eixo do motor (WM) é a mesma do eixo do
ventilador (WV).

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LEVANTAMENTO DA CURVA
CARACTERÍSTICA :
1. MÉTODO:

 Para levantar a curva característica de um ventilador de laboratório deve-se operar


primeiramente com a válvula do sistema fechada. Assim é medida a pressão de “shut-off” no
tubo de pitot.

 Com o tempo a válvula vai sendo aliviada e a pressão medida pelo tubo de pitot. Com a pressão
e a equação abaixo é calculada a curva do ventilador:

𝑄𝑃𝑇𝑉
𝑊𝑒𝑖𝑥𝑜 =
𝜂𝑔

 Abaixo esquema do equipamento:

 Na próxima folha, a curva de desempenho:

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LEIS DE SEMELHANÇA:
1. LEIS BÁSICAS:

 Conhecidas as condições de funcionamento de um ventilador, podem ser aplicadas as leis de


semelhança para determinar valores de diversas grandezas quando uma ou mais é modificada
em um ventilador semelhante. Tais leis são dadas pelas seguintes relações:

𝑄2 𝑛2 𝐷2 3
= ( )( )
𝑄1 𝑛1 𝐷1

𝐻2 𝑛2 2 𝐷2 2
=( ) ( )
𝐻1 𝑛1 𝐷1

𝑊2 𝑛2 2 𝐷2 5 𝜌2
=( ) ( ) ( )
𝑊1 𝑛1 𝐷1 𝜌1

Efeito da temperatura e altitude no ponto de operação dos ventiladores:

 Quando se trata de condições de altitude maiores que as condições padrões, temos que as
condições iniciais são representadas pelo sub-índices zero.

𝑚̇ 𝜌
=
𝑚̇0 𝜌0

𝐻 𝜌
=
𝐻0 𝜌0

𝑊 𝜌
=
𝑊0 𝜌0

 O fator de correção da massa específica é dada pela equação abaixo quando se trata de mmHg:

𝜌 𝑃 294
𝑓𝑐 = = ( ) 𝑚𝑚𝐻𝑔
𝜌0 𝑡 + 273 760

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 Já quando se trata de kPa, ela é dada por:

𝜌 𝑃 294
𝑓𝑐 = = ( ) 𝑘𝑃𝑎
𝜌0 𝑡 + 273 101,33

EXEMPLO 1:

Um ventilador comercial trabalha nas condições padrão com uma vazão de 425 m 3
/min e pressão estática igual a 76,0 mmH 2 O, demandando potência de 9,13 kW.
Quais serão as condições que o ventilador deverá operar quando aspira ar a
temperatura 177⁰C num local com pressão atmosférica padrão.

 O fator de correção é dado pela equação abaixo pois se trata de pressão em mmHg:

P 294
fc = ( ) ⟶ fc = 0,6533
t = 273 760

 Portanto,

W kW
W0 = ⟶ W0 = 9,13
fc 0,6533

W0 = 13,9752 kW

32
Alexandre Jesus – Material de estudo Itaipú

VENTILADORES CONECTADOS:
1. CURVA DE PRESSÃO DOS VENTILADORES LIGADOS EM SÉRIE:

 Os ventiladores ligados em série são utilizados quando é necessário fornecer pressões maiores
que a disponível em um único ventilador.

2. VENTILADORES CONECTADOS EM PARALELO:

 Quando dois ventiladores são associados em paralelo, a pressão total será a mesma sendo
somada as vazões individuais.

 Portanto a associação de ventiladores em paralelo é utilizada quando se deseja maior vazão


que uma única bomba.

33
Alexandre Jesus – Material de estudo Itaipú

TABELAS IMPORTANTES:

34
Alexandre Jesus – Material de estudo Itaipú

35
Alexandre Jesus – Material de estudo Itaipú

SISTEMAS DE VENTILAÇÃO
INDUSTRIAL:

1. DEFINIÇÕES BÁSICAS:

 A ventilação é um processo de renovação do ar em recintos. Ela pode ser feita por meios
naturais ou mecânicos. Seu objetivo é controlar a pureza do ar dando bem-estar e segurança
para as pessoas.

 A ventilação industrial pode ser adotada para:

 Controle de contaminantes em níveis aceitáveis


 Controle da temperatura e umidade para conforto
 Prevenção de fogo e a explosões

2. VENTILAÇÃO LOCAL EXA USTORA (VLE):

 Realizada com equipamento captor de ar junto a fonte poluidora.

 As fontes de poluição são localizadas e identificadas no interior do ambiente

 O contaminante é capturado antes de se espalhar pelo recinto

 Ambientes industriais como cabines de pintura, aparelhos de solda, forjas, fogões, tanques de
tratamento químico, esmeris, máquinas de beneficiamento de madeira, transporte de
materiais pulverentos, etc.

3. VENTILAÇÃO GERAL EXA USTORA (VGE):

 Ventilação do ambiente de modo geral.

 Não existem fontes de poluição localizadas em pontos perfeitamente identificáveis.

36
Alexandre Jesus – Material de estudo Itaipú

 Para ambientes limpos (auditórios, lojas) pode adotar o insuflamento

 Para salas de máquinas e ambientes com pó pode ser adotado para processo de aspiração.

 Processos mistos são adotados quando se deseja extrair o contaminante e ao mesmo tempo
manter o ambiente estanque ao ar exterior e suprido com ar filtrado. (Ex: sala de fumantes)

4. VENTILAÇÃO GERAL DIL UIDORA (VGL):

 A ventilação geral diluidora atua de maneira a minimizar a concentração de contaminante


por meio de sua diluição A ventilação geral diluidora permite dentro de certos limites o
controle da temperatura, da umidade e da velocidade do ar.

 Antes de vermos a fundo a ventilação geral diluidora devemos ver a fundo algumas
definições.

a) Infiltração:
 Movimentação do ar não controlado, através de aberturas e frestas já existentes.

b) Ventilação:
 Deslocamento do controlador do ar através de aberturas específicas e dispositivos paar
ventilação.

 Também é importante vermos quais são os componentes da ventilação geral diluidora:

(a) Toma de ar externo


(b) Filtro
(c) Ventilador de insuflamento
(d) Dutos
(e) Bocas de insuflamento
(f) Exaustão
(g) Ventilador de Exaustão

37
Alexandre Jesus – Material de estudo Itaipú

5. TIPOS DE VENTILAÇÃO GERAL DILUIDORA (VGD):

1) VGD - Sistema por insuflamento:

 O ventilador sopra o ar novo para dentro do recinto ventilado.

 A pressão do ar no interior do ambiente (Ps) torna-se maior que a pressão do ar da vizinhança


(Pe)

 O ambiente fica pressurizado

 O diferencial de pressão (Ps - Pe) permite a saída do ar para o entorno das aberturas específicas
e frestas existentes.

 Permite o controle da qualidade do ar (filtros)

2) VGD - Sistema por exaustão:

 Ventilador aspira o ar contaminado fora do recinto ventilado.

 A pressão do ar no interior do ambiente (Ps) torna-se menor que a pressão da vizinhança (Pe)

 O ambiente torna-se despressurizado ou com pressão negativa.

 O diferencial de pressão (Pe - Ps) permite a entrada de ar novo do entorno das aberturas.

 Difícil de controlar a pureza do ar novo em função das aberturas e frestas.

38
Alexandre Jesus – Material de estudo Itaipú

 Permite facilmente o controle do ar lançado no ambiente externo.

3) VGD - Sistema Misto:

 Combina os dois tipos anteriores, podendo ser o ambiente interno pressurizado ou


despressurizado.

 Ventilação de sanitários e cozinhas deve manter o ambiente em pressão negativa, evitando que
os contaminantes e odores gerados se espalhem pelos ambientes vizinhos.

6. VENTILAÇÃO LOCAL EXA USTORA (VLE):

 O contaminante é removido junto ao ponto onde é gerado, evitando que se espalhe no ar do


recinto, requerendo em quantidades menores de ar.

 Dentre os componentes destacam-se o captor, os dutos, o ventilador e o coletor conforme


desenho abaixo.

39
Alexandre Jesus – Material de estudo Itaipú

ENERGIA EM SISTEMAS DE
VENTILADOR:
1. CURVA DO SISTEMA:

 Os sistemas de ventilação industrial são constituídos de dutos, peças e acessórios e possuem


perda de carga. O desenho abaixo exemplifica o sistema:

 A curva do sistema é dada pela seguinte equação onde v 4 é a velocidade de saída do gás:

𝑣42
𝐻𝑢 = 𝐽𝑇 +
2𝑔

 A curva também pode ser dada pela vazão ao quadrado multiplicada por uma constante. Ela
será dada por:

𝐻𝑢 = 𝑘𝑄2

 A curva, por sua vez, será dada por:

40
Alexandre Jesus – Material de estudo Itaipú

 Todavia tal curva e tais equações podem ser um pouco diferentes dependendo do tipo de
sistema.

41
Alexandre Jesus – Material de estudo Itaipú

PERDAS DE CARGA EM
DIFERENTES TIPOS DE SISTEMA:
1. INTRODUÇÃO:

 Tal como nos escoamentos e bombeamento de água, nos dutos de ventilação industrial,
caracteriza o escoamento em função do número de Reynolds.

 Re < 2000 ⟶ escoamento laminar


 Re> 2000 e < 4000 ⟶ escoamento de transição
 Re < 4000 ⟶ escoamento turbulento

𝑉𝐷
𝑅𝑒 =
𝑣

2. PERDA DE CARGA EM TUBULAÇAÕES DE SECÇÃO CIRCULAR:

 Em sistemas de bombeamento, a perda de carga é dada em metros de coluna de fluído. Nos


sistemas de ventilação industrial se trabalha diretamente com a pressão (Pa) ou em milímetros
de coluna de água (mmH2O). Expressa em Pascal é dada pela expressão:

𝐿 𝜌𝑉 2
∆𝑃 = 𝑓 ( ) 𝑃𝑎
𝐷 2

 Caso o escoamento for laminar, a perda de carga é dada por:

64
𝑓=
𝑅𝑒

 Para sistemas de escoamento turbulento, podemos retirar tal fator de atrito do diagrama de
Moody ou utilizar fórmula empírica.

42
Alexandre Jesus – Material de estudo Itaipú

3. PERDA DE CARGA DOS ACESSÓRIOS:

 A fórmula geral da perda de carga por acessórios é dada por:

𝜌𝑉 2
∆𝑃 = (𝐾𝑎𝑐𝑐1 + 𝐾𝑎𝑐𝑐2 + 𝐾𝑎𝑐𝑐 + ⋯ ) (𝑝𝑎)
2

4. PERDA DE CARGA UNITÁRIA:

 Considerando a perda de carga por metro de tubulação, temos que:

𝜌 𝑉 2 𝑚𝑚𝐻2 𝑂
𝐽𝑢 = 𝑓 ( )
𝐷 2𝑔 𝑚

 Para uma tubulação com um comprimento L a perda de carga será:

𝐽𝑙 = 𝐽𝑢 (𝐿) 𝑚𝑚𝐻2 𝑜

 Além disso temos que em função do diâmetro temos que:

𝑓 𝜌 𝑚𝑚𝐻2 𝑂
𝐽𝑢 = ( 5 ) 𝑄2
12,1 𝐷 𝑚

 Quando utilizamos o método da igual perda de carga, podemos nos aprofundar ainda mais:

𝑓 0,2
𝐷 = 0,607𝜌0,2 ( ) 𝑄0,4
𝐽𝑢

5. DIÂMETRO EQUIVALENTE :

 Se utiliza para determinar o comprimento característico de uma secção não circular. O D eq


fundamenta-se na determinação do diâmetro de um duto circular, que apresenta uma força
média resistente ao escoamento, igual á que apresente o duto de secção qualquer. Isto é com
perda de carga equivalente.

43
Alexandre Jesus – Material de estudo Itaipú

A) Diâmetro hidráulico:

 Representa um diâmetro equivalente, considerando uma mesma velocidade de escoamento.

2𝑎𝑏
𝐷𝑒𝑞 =
𝑎+𝑏

B) Diâmetro industrial equivalente:

 Representa o diâmetro equivalente para uma mesma vazão do escoamento. Utilizado no


âmbito de ventilação industrial e condicionamento de ar.

1,3(𝑎𝑏)0,625
𝐷𝑒𝑞 =
(𝑎 + 𝑏)0,25

44
Alexandre Jesus – Material de estudo Itaipú

DIMENSIONAMENTO DE DUTOS:
1. INTRODUÇÃO:

 Existem normas que fixam valores máximos para a velocidade do gás em dutos, dependendo da
finalidade a que se destina o sistema de ventilação, como a da tabela reproduzida a seguir, que
foi obtida da NB-10.

2. PROCEDIMENTO PARA PR OJETOS DE SISTEMAS DE VENTILAÇÃO:

A) Projeto de sistema de ventilação simples (com um duto, sem ramificações)

 Fixações das dimensões do duto e cálculo da perda de carga.

 Seleção do ventilador, nas condições operacionais e em critérios como a geração de ruído, tipo
de acionamento.

 Correção da curva característica do ventilador no estado de sucção.

 Determinação do ponto de operação entre a curva do sistema e a curva corrigida do ventilador.

B) Projeto de sistema de ventilação complexo (com várias ramificações)

 Fixar as dimensões dos dutos, seleção de elementos auxiliares e cálculo da perda de carga, a
partir do estabelecimento da vazão total e das vazões em derivações e ramificações.

 Seleção do ventilador em função das condições operacionais (vazão e pressão total)


considerando critérios como nível de ruído, tipo de curva característica, tipo de acionamento,
tamanho.

 Correção da curva característica do ventilador para o estado do ar na aspiração.

 Projeto de dutos

 Distribuição do ar no ambiente a ser insuflado ou aspirado.

45
Alexandre Jesus – Material de estudo Itaipú

3. RUÍDO NOS SISTEMAS DE VENTILAÇÃO:

 O ruído é outro aspecto que se deve ser levado em conta no projeto de ventilação. Existem nas
NRs, tabelas com o nível máximo de ruido

46
Alexandre Jesus – Material de estudo Itaipú

VENTILAÇÃO LOCAL EXAUSTORA:

1. INTRODUÇÃO:

 Na Ventilação Local Exautora (VLE) o contaminante é removido junto a fonte onde o poluente é
gerado evitando que se espalhe o ar do recinto.

Componentes do sistema:

a) Captor:

 Ponto de entrada do contaminante a ser aspirado pelo sistema. O sucesso ou falha de um


sistema de VLE está diretamente relacionado com o projeto do captor.

b) Dutos

 Utilizados para condução do ar contaminante, interligando os componentes do sistema.

c) Ventilador:

 Origina a depressão pela qual o ar é contaminado entra no captor.

d) Coletor:

 Dispositivos que retenham as partículas ou dissolvam gases, impedindo que sejam lançados
livremente na atmosfera. Podem ser coletores de partículas, filtros, lavadores de gases,
precipita dores eletrostáticos.

Os sistemas VLE podem ser centralizados ou unitários.

47
Alexandre Jesus – Material de estudo Itaipú

2. CAPTADORES PARA COLE TA DE POLUENTES LOCALIZADOS:

 O captor permite, a partir de uma depressão originada por um ventilador, criar uma corrente
de ar arrastando os gases poluídos para o seu interior afim de que não se espalhe pelo recinto.

 Os captores também extraem parte do ar do ambiente o qual é compensado pelo ar que


penetra pelas janelas, portas e frestas. Corrente transversal de ar não deve afetar a corrente de
ascensão do contaminante até o captor.

 Define-se a velocidade de captura (Vc) como aquela que deve ter a partícula de contaminante
para deslocar-se até a boca do captor.

Essa velocidade depende do tipo de contaminante e o processo de trabalho e


do processo de trabalho conforme mostra tabela baixo:

48
Alexandre Jesus – Material de estudo Itaipú

Sistemas de sopro-exaustão:

 Os sistemas de sopro-exaustão são utilizados em tanques com superfície aberta de grande


largura onde a retirada do contaminante não poderia ser feita por exaustão convencional.

 A velocidade média de sopro do contaminante deve estar compreendida entre 5 m/s e 10 m/s
e a velocidade de exaustão deve ser maior que 1,5 m/s.

3. PRESSÃO ESTÁTICA E PERDA DE CARGA EM CAP TORES:

49
Alexandre Jesus – Material de estudo Itaipú

 Trabalhando com pressão relativa e considerando ar em repouso na aspiração obtemos a


pressão estática do duto.

𝑃𝐸 𝑉𝑒2
= (−ℎ𝑘𝑒 + )
𝜌𝑔 2𝑔

 Já a perda de carga total dos sistemas será:

ℎ𝑘 = 𝑘ℎ𝑣
Onde:

 hv = pressão dinâmica do tubo captor

 Ainda temos que:

𝑉2
ℎ𝑣 = (𝑚. 𝑐. 𝑎𝑟. )
2𝑔

 Ou também que:

𝑉2
ℎ𝑣 = 𝜌 (𝑚𝑚𝐻2 𝑂)
2𝑔

 Temos ainda oura fórmula importante:

𝜌𝑉 2
𝑃𝑣 = (𝑃𝑎)
2

 Considera-se que o Pe = = heρg, podemos expressar a pressão estática em metros de coluna de


ar como:

|𝑃𝐸 | = (1 + 𝑘)𝑃𝑉

4. COEFICIENTE DE PERDA DE CARGA:

 Define-se o coeficiente de perda de carga como:

𝑄
𝐶𝑒 =
𝑄𝑖

50
Alexandre Jesus – Material de estudo Itaipú

 Já o coeficiente de perda de carga em função da entrada é dado por:

1 − 𝐶𝑒2
𝑘=
𝐶𝑒2

 Onde Ce é definido como a razão do quadrado da pressão dinâmica e da pressão estática:

√𝑃𝑉
𝐶𝑒 =
√𝑃𝑒

5. CAPTORES DE ESMERIL:

 Os captores de esmeril são utilizados para operações de polimento.

6. COIFAS PARA PROCESSO S QUENTES:

 Considera-se o empuxo do ar devido a convecção de calor pela dissipação de calor da fonte


quente. A vazão do projeto do captor é calculada por:

𝑄𝑣 = 𝑄0 + 𝑄𝑓

Onde:

 Q0 = vazão nos limites da fonte quente


 Qf = vazão de ar induzida próxima a fonte quente

51
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7. COLETORES CICLONE:

 São coletores centrífugos que imprimem um movimento rotatório ao gás de tal forma que pela
força centrífuga aplicada fazem com que as partículas contidas no gás sejam lançadas contra as
paredes decantando e caindo por gravidade no elemento cônico as quais podem ser coletadas
e recolhidas.

O ar menos poluído assim como partículas de menor diâmetro segue um


movimento espiral ascendente saindo na extremidade superior do ciclone. Os
principais parâmetros para a seleção de um ciclone são a eficiência e a perda
de carga

52
Alexandre Jesus – Material de estudo Itaipú

EXERCÍCIOS:

1) Para que dois ventiladores:

(a) São ligados em série? Como fica a expre4ssão da curva deles?

Os ventiladores ligados em série são conectados dessa forma para duplicar a pressão.

(b) São ligados em paralelo? Como fica a curva deles?

Já os ventiladores ligados em paralelo, são assim ligados para duplicar a vazão.

53
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EXERCÍCIOS:

Devemos observar que a vazão nesse caso só é duplicada quando a vazão é máxima. A
equação dos ventiladores assim ligados, de modo geral, é dada por:

k
Hs = Q 0 + Q2
4

2) Descreva a diferença entre:

(a) Diâmetro Hidráulico e Diâmetro Equivalente Industrial.

Diâmetro hidráulico representa um diâmetro equivalente, considerando mesma velocidade


de escoamento. Já diâmetro industrial equivalente considera uma mesma vazão de
escoamento.

(b) Pressão total do ventilador e pressão estática do ventilador.

A pressão total do ventilador é dada pela diferença das pressões estática e dinâmica (de
velocidade) do ventilador na entrada e saída de ar. Ela é dada por:

PTV = (PE + Pv )saída − (Pe − PV )entrada

3) De o significado:

(a) Pressão de shut-off

Pressão de shut-off é a pressão onde a carga é nula

54
Alexandre Jesus – Material de estudo Itaipú

EXERCÍCIOS:

4) Desenhe o sistema de sopor por exaustão:

5) Para que é usado o captor para esmeril. Faça um desenho.

O captor para esmeril é utilizado em esmeril de polimento. Ele é dado pela figura abaixo:

55
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EXERCÍCIOS:
EXERCÍCIO 1:

Um ventilador deve trabalhar com ar a temperatura de 45⁰ sendo aspirado a pressão


atmosférica. Determine:

(a) Massa específica


(b) Viscosidade dinâmica
(c) Viscosidade absoluta

SOLUÇÃO:

 Primeiramente temos que achar a viscosidade cinemática do ar pela seguinte expressão:

𝑣 = (13 + 0,1𝑇)𝑋10−6

 Portanto,

𝑣 = (13 + 0,1(45))(10)−6

𝑚2
𝑣 = 17,5(10−6 )
𝑠

 Já a massa específica pode ser dada por:

𝑃 101330 𝑘𝑔
𝜌= = ⟶ 𝜌 = 1,11 3
𝑅𝑇 287(273 + 45) 𝑚

 E finalmente a viscosidade absoluta é dada por:

𝜇 = 𝜌𝑣 = 1,11(17,5(10−6 ))

𝜇 = 1,94(10−5 )𝑃𝑎(𝑠)

56
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EXERCÍCIO 2:

Um sistema de ventilação aspira ar a 60⁰C e pressão igual a 100 KPa. Determine o fator de
correção da massa específica nessas condições.

SOLUÇÃO:

 O fator de correção é dado por:

𝑃𝑇0
𝑓0 =
𝑇𝑃0

100(293)
𝑓0 = ⟶ 𝑓0 = 0,87
(273 + 60)(101,33)

57
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EXERCÍCIO 3:

Determinar o fator de correção da massa específica do ar em um sistema de ventilação


industrial num local onde a temperatura é igual a 35⁰C e a pressão barométrica é igual a 740
mmHg.

SOLUÇÃO:

 O fator de correção é dado pela seguinte equação. Quando se trata de mmHg, P 0 = 760
mmHg.

𝑃𝑇0
𝑓0 =
𝑇𝑃0

740(293)
𝑓0 = ⟶ 𝑓0 = 0,93
308(760)

58
Alexandre Jesus – Material de estudo Itaipú

EXERCÍCIO 4:

Um ventilador trabalha com ar a 20⁰ com vazão de 20 000 m 3 /h. determine a potência útil
sabendo que a altura útil de elevação é igual a 50 mmH 2 O.

SOLUÇÃO:

 Primeiramente temos que converter a pressão para coluna de ar. Sabemos que:

𝜌𝑎𝑟 𝐻𝑈𝑎𝑟 = 𝜌𝐻2𝑂 𝐻𝑈𝐻2𝑂

𝜌𝐻2𝑂 𝐻𝑈 𝐻
2𝑂
𝐻𝑢𝑎𝑟 =
𝜌𝑎𝑟

1000
𝐻𝑈𝑎𝑟 = (50)(10−3 ) ⟶ 𝐻𝑈𝑎𝑟 = 41,67 𝑚. 𝑐. 𝑎𝑟
1,2

 Sabemos que a potência útil é dada por:

𝑊𝑢 = 𝜌𝑔𝐻𝑢 𝑄

 Portanto,

𝑊𝑢 = 1,2(9,81)(41,67)(𝑄)

 Sabemos que em a vazão é dada em m3/h, portanto temos que colocar a conversão no
cálculo:

1,2(9,81)(41,67)20000
𝑊𝑢 =
3600

𝑊𝑢 = 1,2(9𝑚81)(41,67)(5,56) ⟶ 𝑊𝑢 = 2,73 𝑘𝑊

59
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EXERCÍCIO 5:

Determine para o ventilador do problema, anterior, o rendimento hidráulico, considerando:

(a) Um ventilador centrifugo com altura teórica para número infinito de pás igual a 65m e fator de
deslizamento de 0,86

(b) Um ventilador centrifugo com altura teórica par número infinito de pás igual a 68m e fator de
deslizamento de 0,87

(c) Um ventilador centrifugo com altura teórica par número infinito de pás igual a 61m e fator de
deslizamento de 0,7

(d) Um ventilador centrifugo com altura teórica par número infinito de pás igual a 75m e fator de
deslizamento de 0,85

SOLUÇÃO:

Questão (a):

 O rendimento hidráulico é definido como:

𝐻𝑢
𝜂𝐻 =
𝐻𝑇#

 Mas temos que Ht# =μHt∞. Portanto,

𝐻𝑢
𝜂𝐻 =
𝜇𝐻𝑡∞

 Então,
41,67
𝜂𝐻 = → 𝜂𝐻 = 75%
55,9

60
Alexandre Jesus – Material de estudo Itaipú

SOLUÇÃO:

Questão (b):

 Temos que:

𝐻𝑢
𝜂𝐻 =
𝜇𝐻𝑡∞

 Portanto,

41,67
𝜂ℎ = ⟶ 𝜂𝐻 = 0,707
0,87(68)

Questão (c):

 Temos que:

𝐻𝑢
𝜂𝐻 =
𝜇𝐻𝑡#

 Portanto,

41,67
𝜂𝐻 = ⟶ 𝜂𝐻 = 0,97
(61)0,7

Questão (d):

 Temos que:

𝐻𝑢
𝜂𝐻 =
𝜇𝐻𝑡#

 Portanto,

41,67
𝜂𝐻 = ⟶ 𝜂𝐻 = 0,6536
(0,85)75

61
Alexandre Jesus – Material de estudo Itaipú

EXERCÍCIO 6:

Um ventilador deve trabalhar com ar a temperatura de 51⁰ sendo aspirado a pressão


atmosférica. Determine:

(a) Massa específica


(b) Viscosidade dinâmica
(c) Viscosidade absoluta

SOLUÇÃO:

 Primeiramente temos que achar a viscosidade cinemática do ar pela seguinte expressão:

𝑣 = (13 + 0,1𝑇)𝑋10−6

 Portanto,

𝑣 = (13 + 0,1(51))(10)−6

𝑚2
𝑣 = 18,1(10−6 )
𝑠

 Já a massa específica pode ser dada por:

𝑃 101330 𝑘𝑔
𝜌= = ⟶ 𝜌 = 1,089 3
𝑅𝑇 287(273 + 51) 𝑚

 E finalmente a viscosidade absoluta é dada por:

𝜇 = 𝜌𝑣 = 1,089(18,1(10−6 ))

𝜇 = 1,97(10−5 )𝑃𝑎(𝑠)

62
Alexandre Jesus – Material de estudo Itaipú

EXERCÍCIO 6:

Um ventilador deve trabalhar com ar a temperatura de 41⁰ sendo aspirado a pressão


atmosférica. Determine:

(a) Massa específica


(b) Viscosidade dinâmica
(c) Viscosidade absoluta

SOLUÇÃO:

 Primeiramente temos que achar a viscosidade cinemática do ar pela seguinte expressão:

𝑣 = (13 + 0,1𝑇)𝑋10−6

 Portanto,

𝑣 = (13 + 0,1(41))(10)−6

𝑚2
𝑣 = 17,1(10−6 )
𝑠

 Já a massa específica pode ser dada por:

𝑃 101330 𝑘𝑔
𝜌= = ⟶ 𝜌 = 1,124 3
𝑅𝑇 287(273 + 41) 𝑚

 E finalmente a viscosidade absoluta é dada por:

𝜇 = 𝜌𝑣 = 1,1124(17,1(10−6 ))

𝜇 = 1,902(10−5 )𝑃𝑎(𝑠)

63
Alexandre Jesus – Material de estudo Itaipú

EXERCÍCIO 8:

Determinar o fator de correção da massa específica do ar em um sistema de ventilação


industrial num local onde a temperatura é igual a 34⁰C e a pressão barométrica é igual a 720
mmHg.

SOLUÇÃO:

 O fator de correção é dado pela seguinte equação. Quando se trata de mmHg, P 0 = 760
mmHg.

𝑃𝑇0
𝑓0 =
𝑇𝑃0

720(293)
𝑓0 = ⟶ 𝑓0 = 0,904
(273 + 34)(760)

64
Alexandre Jesus – Material de estudo Itaipú

EXERCÍCIO 9:

Determinar o fator de correção da massa específica do ar em um sistema de ventilação


industrial num local onde a temperatura é igual a 24⁰C e a pressão barométrica é igual a 560
mmHg.

SOLUÇÃO:

 O fator de correção é dado pela seguinte equação. Quando se trata de mmHg, P 0 = 760
mmHg.

𝑃𝑇0
𝑓0 =
𝑇𝑃0

560(293)
𝑓0 = ⟶ 𝑓0 = 0,7269
(273 + 24)(760)

65
Alexandre Jesus – Material de estudo Itaipú

EXERCÍCIO 10:

Determinar o fator de correção da massa específica do ar em um sistema de ventilação


industrial num local onde a temperatura é igual a 54⁰C e a pressão barométrica é igual a 470
mmHg.

SOLUÇÃO:

 O fator de correção é dado pela seguinte equação. Quando se trata de mmHg, P 0 = 760
mmHg.

𝑃𝑇0
𝑓0 =
𝑇𝑃0

470(293)
𝑓0 = ⟶ 𝑓0 = 0,5541
(273 + 54)(760)

66
Alexandre Jesus – Material de estudo Itaipú

EXERCÍCIO 11:

Um ventilador centrífugo com entrada radial e pás radiais na saída trabalha co m rotação de
600 rpm e apresenta diâmetro de roto de 800 mm. O ventilador aspira ar a temperatura de
25 ⁰C e trabalha com vazão de 10 000 m 3 h. Considerando um fator de deslizamento igual a
0,8, determine a potência que deve ser fornecida ao ventilador cons iderando rendimento
global de 70%. Além disso considere um rendimento hidráulico de 90%.

SOLUÇÃO:

 Primeiramente temos que encontrar a velocidade periférica de saída. Ela será das por:

𝜋𝐷𝑛
𝑈2 = ⟶ 𝑈2 = 25,13 𝑚/𝑠
60

 O segundo passo é encontrar a massa específica:

𝑃 101330 𝑘𝑔
𝜌= ⟶𝜌= ⟶ 𝜌 = 1,18 3
𝑅𝑇 287(273 + 25) 𝑚

 Agora temos que encontrar a altura para número infinito de pás. Ela será dada por:

1
𝐻𝑡∞ = (𝑈 𝐶 − 𝑈1 𝐶𝑈1 )
𝑔 2 𝑈2

 Todavia, como a entrada é radial, α1 = 90⁰ e logo, Cu1 =0. Como a saída também é radial,
temos que β2 = 90 ⁰ e logo, U2 = Cu2. Portanto,

𝑈22
𝐻𝑡∞ = ⟶ 𝐻𝑡∞ = 64,4 𝑚. 𝑐. 𝑎𝑟
𝑔

 Ainda temos que encontrar a altura para número infinito de pás. Ela será dada por:

𝐻𝑡# = 𝐻𝑒 𝜇 ⟶ 𝐻𝑡# = 64,4(0,8)

𝐻𝑡# = 51,52 𝑚. 𝑐. 𝑎𝑟

67
Alexandre Jesus – Material de estudo Itaipú

SOLUÇÃO:

 Todavia, ainda temos que encontrar a altura útil.

𝐻𝑢 = 𝐻𝑡# 𝜂𝐻 = 51,52(0,9) → 𝐻𝑢 = 46,6 𝑚. 𝑐. 𝑎𝑟

 Agora já podemos encontrar a potência noútil.

𝜌𝑔𝐻𝑢 𝑄 1,18(9,81)(46,4) 10000


𝑊𝑢 = ⟶ 𝑊𝑢 = ( ) ⟶ 𝑊𝑢 = 2,13 𝑘𝑊
𝜂𝑔 0,7 3600

68
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EXERCÍCIO 12:

Determine o coeficiente de pressão de vazão para um ventilador que deve operar com uma
rotação de 1200 rpm e trabalha com uma vazão de 5000 m³/h vencendo uma pressão total de
600 kPa. Considere o diâmetro do rotor igual a 500 mm. Considere ar a 20⁰C.

SOLUÇÃO:

 Primeiramente temos que achar a velocidade periférica de saída. Ela será dada por:

𝜋𝐷𝑛 𝜋(1200)(0,5)
𝑈2 = ⟶ 𝑈2 = ⟶ 𝑈2 = 31,4 𝑚/𝑠
60 60

 Depois deve-se achar a pressão que representa a pressão de 600 kPa.

𝑃 600
𝐻= = ⟶ 𝐻 = 51 𝑚
𝜌𝑔 1,2(9,81)

 Agora temos que encontrar o coeficiente de pressão:

𝑔𝐻
𝐾𝑝 = ⟶ 𝐾𝑝 ≈ 0,5
𝑈22

 E o coeficiente de vazão será dado por:

𝑄 1,39
𝐾𝑄 = 2 = 31,4(0,252 ) ⟶ 𝐾𝑄 ≈ 0,7
𝑈2 𝑅2

69
Alexandre Jesus – Material de estudo Itaipú

EXERCÍCIO 13:

Determine a rotação específica característica de um ventilador que deve vencer uma pressão
total de 600 Pa e que opera com uma vazão de 5000 m 3 /h e rotação de 1500 rpm. Que tipo
de ventilador deve ser selecionado.

SOLUÇÃO:

 Temos que a rotação específica é dada por:

16,6(𝑛√𝑄)
𝑛𝑠 = 3
[𝑟𝑝𝑚]
𝐻4

 Portanto,

16,6(1500)√1388,9
𝑛𝑠 = ⟶ 𝑛𝑠 = 42410,3 𝑟𝑝𝑚
61,20,75

Com ns encontra-se em tabelas industriais que se trata de m ventilador centrífugo.

70
Alexandre Jesus – Material de estudo Itaipú

EXERCÍCIO 14:

Determine o coeficiente de pressão de vazão para um ventilador que deve operar com uma
rotação de 1100 rpm e trabalha com uma vazão de 5000 m³/h vencendo uma pressão total de
580 kPa. Considere o diâmetro do rotor igual a 500 mm. Considere ar a 20⁰C.

SOLUÇÃO:

 Primeiramente temos que achar a velocidade periférica de saída. Ela será dada por:

𝜋𝐷𝑛 𝜋(1100)(0,5)
𝑈2 = ⟶ 𝑈2 = ⟶ 𝑈2 = 28,79 𝑚/𝑠
60 60

 Depois deve-se achar a pressão que representa a pressão de 600 kPa.

𝑃 580
𝐻= = ⟶ 𝐻 = 49,26 𝑚
𝜌𝑔 1,2(9,81)

 Agora temos que encontrar o coeficiente de pressão:

𝑔𝐻
𝐾𝑝 = ⟶ 𝐾𝑝 ≈ 0,6
𝑈22

 E o coeficiente de vazão será dado por:

𝑄 1,39
𝐾𝑄 = 2 = 28,79(0,252 ) ⟶ 𝐾𝑄 ≈ 0,77
𝑈2 𝑅2

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Alexandre Jesus – Material de estudo Itaipú

EXERCÍCIO 15:

Responda as perguntas abaixo para altura teórica para número infinito de pás:

(a) Qual formula para a altura teórica para número infinito de pás?
(b) O que é simplificado na entrada radial e como fica a fórmula específica de H t∞ para esse cado?
(c) O que é simplificado na saída radial e como fica a fórmula específica de H t∞ para esse cado?
(d) Como é a fórmula específica para altura teórica para número infinito de pás para entrada e
saída radial ao mesmo tempo?

SOLUÇÃO:

Questão (a)

 Agora temos que encontrar a altura para número infinito de pás. Ela será dada por:

1
𝐻𝑡∞ = (𝑈 𝐶 − 𝑈1 𝐶𝑈1 )
𝑔 2 𝑈2

Questão (b):

 Todavia, como a entrada é radial, α1 = 90⁰ e logo, Cu1 =0. A nossa fórmula fica:

1
𝐻𝑡∞ = (𝑈 𝐶 )
𝑔 2 𝑈2

Questão (c):

 Como a saída também é radial, temos que β2 = 90 ⁰ e logo, U2 = Cu2. Portanto,

1 2
𝐻𝑡∞ = (𝑈 − 𝑈1 𝐶𝑈1 )
𝑔 2

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Alexandre Jesus – Material de estudo Itaipú

SOLUÇÃO:

Questão (d):

 No caso de entrada e saída radial, a nossa fórmula será:

𝑈22
𝐻𝑡∞ =
𝑔

73
Alexandre Jesus – Material de estudo Itaipú

EXERCÍCIO 16:

Um duto com vazão igual a 5000 m 3 /h apresenta uma pressão estática igual a 50 mmH 2 O.
Determine a pressão total do duto considerando que o mesmo apresenta diâmetro igual a
300 mm.

SOLUÇÃO:

 A pressão total de um sistema de ventilação é definida como:

𝑃𝑇 = 𝑃𝐸 + 𝑃𝑉

 A pressão estática foi dada (PE = 50 mmH2O). A pressão dinâmica é definida como:

1 2
𝑃𝑣 = 𝜌𝑉
2

 A velocidade média é dada por:

4𝑄 𝑚
𝑉= ⟶ 𝑉 = 19,66
𝜋𝐷2 𝑠

 Portanto,
1
𝑃𝑉 = 𝜌𝑉 2 = 0,5(1,2)(19,662 ) ⟶ 𝑃𝑉 = 232 𝑃𝑎
2

 A pressão estática agora deve ser dada em kPa

𝑃𝐸 = 𝜌𝑔ℎ𝐸 ⟶ 𝑃𝐸 = 490,5 𝑃𝑎

 Desta forma a pressão total será:

𝑃𝑇 = 𝑃𝐸 + 𝑃𝑉 ⟶ 𝑃𝑇 = 722 𝑃𝑎

74
Alexandre Jesus – Material de estudo Itaipú

EXERCÍCIO 17:

Um tubo de pitot é instalado num duto de ventilação industrial com a finalidade de


determinar a velocidade numa posição radial. A leitura do manômetro indica uma medida
igual a 20 mmH 2 O. Determine a velocidade medida no tubo de Pitot.

SOLUÇÃO:

 Primeiramente temos que converter a altura do tubo de Pitot para metros de coluna de ar:

𝜌𝐻2𝑂 20
𝐻𝑝𝑖𝑡𝑜𝑡 = (𝐻𝑃𝑖𝑡𝑜𝑡𝐻2𝑂 ) = ⟶ 𝐻𝑝𝑖𝑡𝑜𝑡 = 16,67 𝑚. 𝑐. 𝑎𝑟
𝜌𝑎𝑟 1,2

 Agora já podemos encontrar a pressão dinâmica ou velocidade:

𝑃𝑉 = 𝜌𝑔𝐻𝑝𝑖𝑡𝑜𝑡𝑎𝑟

 Portanto,

𝑃𝑣 = 196,36 𝑃𝑎

 Com a pressão dinâmica podemos encontrar a velocidade:

1 2𝑃𝑣 2(196,36)
𝑃𝑉 = 𝜌𝑉 2 ⟶ 𝑉 = √ =√ ⟶ 𝑉 = 17,92 𝑚/𝑠
2 𝜌 1,223

75
Alexandre Jesus – Material de estudo Itaipú

EXERCÍCIO 18:

Num ventilador centrífugo é medida a pressão estática na entrada da boca de aspiração do


mesmo, registrando-se uma pressão igual a -127 mmH 2 O. A pressão estática na saída da
boca de insuflamento é medida sendo igual a 10 mmH 2 O. A pressão dinâmica na entrada e
saída do ventilador é igual a 25 mmH 2 O. Determinar a pressão total do ventilador:

SOLUÇÃO:

 A pressão total de um ventilador é definida como:

𝑃𝑇𝑉 = (𝑃𝑇 )𝑠á𝑖𝑑𝑎 − (𝑃𝑇 )𝑒𝑛𝑡𝑟𝑎𝑑𝑎

𝑃𝑇𝑉 = [𝑃𝐸 + 𝑃𝑉 ]𝑠𝑎í𝑑𝑎 − [𝑃𝐸 + 𝑃𝑉 ]𝑒𝑛𝑡𝑟𝑎𝑑𝑎

 Quando as velocidades médias são iguais na entrada e saída temos pressão dinâmica igual a
zero (PV+0). Portanto,

𝑃𝑇𝑉 = (𝑃𝐸 )𝑠𝑎í𝑑𝑎 − (𝑃𝐸 )𝑒𝑛𝑡𝑟𝑎𝑑𝑎

 Nesse exemplo temos que:

(𝑃𝑉 )𝑠𝑎í𝑑𝑎 = (𝑃𝑉 )𝑒𝑛𝑡𝑟𝑎𝑑𝑎 = 25 𝑚𝑚𝐻2 𝑂

 Voltando a pressão total do sistema de ventilação temos que:

𝑃𝑇𝑉 = 10 𝑚𝑚𝐻2 𝑂 − (−127 𝑚𝑚𝐻2 𝑂)

𝑃𝑇𝑉 = 137 𝑚𝑚𝐻2 𝑂

76
Alexandre Jesus – Material de estudo Itaipú

EXERCÍCIO 19:

Determine para o problema anterior para pressão estática do ventilador.

SOLUÇÃO:

 Temos que a pressão estática de um ventilador é dada, segundo a definição, por:

𝑃𝐸𝑉 = 𝑃𝑇𝑉 − 𝑃𝑣𝑠á𝑖𝑑𝑎

 Portanto,

𝑃𝐸𝑉 = 137 𝑚𝑚𝐻2 𝑂 − 25 𝑚𝑚𝐻2 𝑂

𝑃𝐸𝑉 = 112 𝑚𝑚𝐻2 𝑂

A pressão estática é definida como a pressão total menos a


pressão dinâmica de saída.

77
Alexandre Jesus – Material de estudo Itaipú

EXERCÍCIO 20:

Considerando que um ventilador trabalha com uma pressão total igual a 50 mmH 2 O e com
uma vazão de 2500 m 3 /h. O ventilador é acionado por um motor elétrico monofásico de 220V
o qual é acoplado diretamente ao eixo do ventilador. Em operação o ventilador demanda
uma corrente de 3,0 A. Considere que o produto (cos ϕ)η eixo é igual a 0,8. Determinar:

(a) A potência útil


(b) O rendimento global do ventilador

SOLUÇÃO:

Questão (a):

 A potência útil é dada por:

𝑊𝑢 = 𝜌𝑔(𝐻𝑇 )𝑄

 Todavia, antes de tudo devemos encontrar a altura teórica deve ser dada em metros de
coluna de ar:

𝜌𝐻2𝑂 𝐻𝑇𝐻2𝑂
𝐻𝑇 = ⟶ 𝐻𝑇 = 41,67 𝑚. 𝑐. 𝑎𝑟
1,2

 Agora já podemos calcular a potência útil

1,2(9,81)(41,67)(2500)
𝑊𝑢 = ⟶ 𝑊𝑢 = 340,7 𝑊
3600

Questão (b):

 Já a potência no eixo será dada por:

Weixo = IV(cosφ ∗ ηmotor )

78
Alexandre Jesus – Material de estudo Itaipú

SOLUÇÃO:

Weixo = 3(220)(0,8) ⟶ Weixo = 528 W

Questão (c):

 O rendimento é definido como a potência útil, dividida pela potência:

𝑊𝑢 340,7
𝜂𝐺 = = ⟶ 𝜂𝐺 = 64,5%
𝑊𝑒𝑖𝑥𝑜 528

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Alexandre Jesus – Material de estudo Itaipú

EXERCÍCIO 21:

Um ventilador centrífugo tem um diâmetro de 60 cm na entrada e uma descarga de 50 X 40


cm. Aspirando ar padrão, a pressão estática (depressão) na entrada no ventilador é de 27
mmH 2 O e a pressão estática na saída é 15 mmH 2 O. A pressão de velocidade na descarga é de
6 mmH 2 O.Medições efetuadas no motor trifásico de acionamento, acoplado dir etamente ao
eixo do ventilador, indicaram uma tensão de 380 V e uma corrente de 2,2A. Determinar:

(a) A vazão de trabalho


(b) A pressão total do ventilador
(c) A pressão estática do ventilador
(d) O rendimento global

SOLUÇÃO:

(a)

 Primeiramente temos que encontrar a vazão do ventilador.

1 2 2PV 2(58,86)
PV = ρV ⟶ V = √ =√ ⟶ V = 9,9 m/s
2 ρ 1,2

 Desta forma:

Q = VA = 9,9 ∗ 0,5 ∗ 0,4 ⟶ Q = 1,98 m3 /s

(b)

 Como segundo passo devemos encontrar a pressão total do ventilador. Ela será dada pela
seguinte fórmula:

PTV = PTsaída − PTentrada

 O próximo passo é calcular a pressão total de saída:

80
Alexandre Jesus – Material de estudo Itaipú

SOLUÇÃO:

 Portanto, podemos fazer tal cálculo em partes. Primeiramente vamos calcular a pressão
total de entrada

PTsaída = (PE + PV )saída = 147,15 + 58,86 ⟶ PTsáida = 206,01 Pa

PTentrada = (PE + PV )entrada = −264,87 + PVentrada

 Agora temos que encontrar a pressão de velocidade de entrada. O primeiro passo é


encontrar a velocidade na entrada do ventilador. Vamos usar a vazão e a área do ventilador
para tal cálculo.

4Q 4(1,98) m
Ve = 2
= 0,6
⟶ Ve = 7,0
πDe π(0,6) s

 Agora podemos encontrar a pressão total na entrada do ventilador.

Pv = 1,2(1,2)(72 ) ⟶ Pv = 29,4Pa

PTentrada = (PE + Pv )entrada

PTentrada = −264,87 + 29,4 ⟶ PTentrada = −235,47 Pa

 E também a pressão total do ventilador:

PPTV = PTentrada − PTsaída

PPTV = 206,01 − (−235,47) ⟶ PPTV = 441,48 Pa

(c)

 Agora temos que encontrar a pressão estática do ventilador.

PEV = PTV − PV saída = 441,48 − 58,86 ⟶ PEV = 382,62 MPa

81
Alexandre Jesus – Material de estudo Itaipú

SOLUÇÃO:

(d)

 A potência no eixo para motor trifásico pode ser dada por:

𝑃𝑒𝑖𝑥𝑜𝑀𝑜𝑡𝑜𝑟 = √3𝐼𝐸𝑐𝑜𝑠𝜑 ∗ 𝜂𝑚

𝑃𝑒𝑖𝑥𝑜𝑀𝑜𝑡𝑜𝑟 = √392,2)380(0,8) ⟶ 𝑃𝑒𝑖𝑥𝑜𝑀𝑜𝑡𝑜𝑟 = 11,58 𝑘𝑊

 Considerando o acionamento por acoplamento direto;

𝑃𝑒𝑖𝑥𝑜𝑀𝑜𝑡𝑜𝑟 = 𝑃𝑒𝑖𝑥𝑜𝑉𝑒𝑛𝑡𝑖𝑙𝑎𝑑𝑜𝑟

𝑄𝑃𝑇𝑣
𝑃𝑒𝑖𝑥𝑜 =
𝜋𝑡

 Portanto,

𝑄𝑃𝑇𝑉 1,98(441,45)
𝜂𝑇 = = ⟶ 𝜂𝑡 = 75,4%
𝑃𝑒𝑖𝑥𝑜 1158,39

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Alexandre Jesus – Material de estudo Itaipú

EXERCÍCIO 22:

Um fabricante de ventilador deseja projetar um ventilador de 800 mm de diâmetro tendo as


informações de um ventilador de 400 mm de diâmetro. Num ponto de operação o ventilador
de 400 mm entrega 7750 m 3 /h a 20⁰C contra uma pressão de 100Pa. Isto requer uma
potência de 1,77 kW. Qual será a vazão, pressão estática, potência de velocidade periférica
de um ventilador de 800 mm de mesma rotação?

SOLUÇÃO:

 Primeiramente temos que a relação entre vazões é dada pela seguinte relação de
semelhança.

𝑄 𝑛2 𝐷2 3
= ( )( )
𝑄1 𝑛1 𝐷1

 Mas temos que n2 = n1, portanto,

𝑄1 (𝐷2 ) 800 3 𝑚3
𝑄2 = ⟶ 𝑄2 = 7750 ( ) ⟶ 𝑄2 = 62 000
𝐷1 400 ℎ

 Também utilizamos relação de semelhança para encontrar a pressão estática P E1.

𝐷2 2 800 2
𝑃𝐸2 = 𝑃𝐸1 ( ) ⟶ 𝑃𝐸2 = 100 ( ) ⟶ 𝑃𝐸2 = 400 𝑝𝑎
𝐷1 400

 Também temos uma relação de semelhança para potência. Ela será dada por:

𝐷2 5 800 5
𝑊2 = 𝑊1 ( ) ⟶ 𝑊2 = 1,77 ( ) ⟶ 𝑊2 = 56,64 𝑘𝑊
𝐷1 400

 Agora já podemos encontrar a velocidade periférica U p2

𝜋𝐷2 𝑛2 𝜋(0,8)(694) 𝑚
𝑈𝑃2 = ⟶ 𝑈𝑝2 = ⟶ 𝑈𝑃2 = 29,1
60 60 𝑠

83
Alexandre Jesus – Material de estudo Itaipú

EXERCÍCIO 23:

Um ventilador de ar condicionado está operando a uma velocidade de 600 rpm contra uma
pressão estática de 500 Pa e exigindo uma potência de 6,5 kW. Está liberando 19 000 m 3 /h de
ar nas condições padrão trabalhar com carga térmica maior que a planejada orig inalmente é
necessário que o sistema trabalhe com 21 500 m 3 /h. determinar as novas condições de
operação do ventilador e a rotação específica do ventilador

SOLUÇÃO:

 Primeiramente temos que a relação entre vazões é dada pela seguinte relação de
semelhança.

𝑄 𝑛2 𝐷2 3
= ( )( )
𝑄1 𝑛1 𝐷1

 Mas temos que D2 = D1, pois se trata do mesmo ventilador. Portanto:

𝑛2 𝑛2
𝑄2 = 𝑄1 ( ) ⟶ 21500 = 19000 ( ) ⟶ 𝑛2 = 679 𝑟𝑝𝑚
𝑛1 600

 Também utilizamos relação de semelhança para encontrar a pressão dinâmica P v-sáida

𝑛2 2 679 2
𝑃𝑉𝑠𝑎í𝑑𝑎 = 𝑃𝑉𝑒𝑛𝑡𝑟𝑎𝑑𝑎 ( ) ⟶ 𝑃𝑉𝑠𝑎í𝑑𝑎 = 500 ( ) ⟶ 𝑃𝑉𝑠𝑎í𝑑𝑎 = 640 𝑃𝑎
𝑛1 600

 Também temos uma relação de semelhança para potência. Ela será dada por:

𝑛2 3 679 3
𝑊2 = 𝑊1 ( ) ⟶ 𝑊2 = 6,5 ( ) ⟶ 𝑊2 = 9,42 𝑘𝑊
𝑛1 600

 Agora já podemos encontrar a rotação específica do ventilador:

19000(1000)
16,6(𝑛√𝑄) 600√
3600
𝑛𝑠 = 3 ⟶ 𝑛𝑠 = 16,6 3 ⟶ 𝑛𝑠 = 37915 𝑟𝑝𝑚
𝐻4 514
( )

84
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EXERCÍCIO 24:

Um ventilador de potência nominal igual a 5 kW opera com uma rotação de 2715 rpm euma
temperatura de 20 ⁰C contra uma pressão estática de 300Pa. Nestas condições libera 3560
m 3 /h de ar exigindo uma potência de 2,84 kW. Determinar as condições de operação limites
que pode alcançar o ventilador para potência nominal de 5 kW.

SOLUÇÃO:

 Primeiramente temos que encontrar a rotação n2.

W2 n2 3
= ( ) ⟶ n2 = 3278 rpm
W1 n1

 Depois temos que encontrar a vazão:

n2 3278 m3
Q 2 = Q1 ( ) ⟶ Q 2 = 3560 ( ) ⟶ Q 2 = 4298
n1 2715 h

 Por último podemos encontrar a pressão P2.

n2 2
P2 = P1 ( ) ⟶ P2 = 437 Pa
n1

85
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EXERCÍCIO 25:

Um ventilador aspira ar de um forno entregando uma vazão de 18620 m 3 /h a 116⁰C contra


uma pressão estática de 250 Pa. Nestas condições opera com 796 rpm e requer 9,9 kW.
Considerando que o forno sofre uma perda de calor e comece a operar a 20 ⁰C. Determine
nestas condições de operação, a pressão estática do ventilador.

SOLUÇÃO:

 Deseja-se conhecer as condições a 20⁰C, isto é, as condições padrão do ventilador.

Pe ρ0 PE
PE0 = =
ρ f0

W
W0 =
f0

 Agora a massa específica do ar nas condições originais (T=116⁰C) deve ser calculada:

P 101,33(1000) kg
ρ= = ⟶ ρ = 0,91 3
RT 287(273 + 116) m

 O próximo passo é calcular o fator de conversão.

ρ 0,91
f0 = ⟶ f0 = ⟶ f0 = 0,76
ρ0 1,2

 Desta forma podemos determinar as condições de trabalho a 20⁰C.

PE 250
PE0 = = ⟶ PE0 = 329 Pa
f0 0,76

W 9,9kW
W0 = = ⟶ W0 = 13 kW
f0 0,76

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Alexandre Jesus – Material de estudo Itaipú

EXERCÍCIO 26:

Num projeto é necessário selecionar um ventilador para operar com uma vazão de 8000 m 3 /h
e uma pressão total de 62 mmH 2 O. O sistema deverá trabalhar num local com temperatura
de 49⁰ e com altitude de 300 m.

(a) Selecione um ventilador comercial que seja adequado para tal demanda
(b) Determine no gráfico do fabricante a rotação do ventilador. O rendimento global e a potência de
acionamento.
(c) Calcule a potência requerida no eixo do ventilador e a compare com a potência fornecida pelo
fabricante

SOLUÇÃO:

 Primeiramente devemos saber que existem tabelas que relacionam o fator de correção com
a altitude e a pressão. De uma das tabelas tiramos que para T1 = 49⁰C e alt = 300 m:

f0 = 0,885

 Com esse valor obtemos a pressão estática nas condições padrão.

H PT 62
HPT0 = = ⟶ HPT0 = 70 mmH2 O
f0 0,885

 Com tais valores, tiramos informações de um gráfico do fabricante. Vamos supor que:

Weixo = 4cv

ηg = 68%

Wacionam = 3kW

 Agora temos que encontrar a potência no eixo do ventilador por cálculos;

ρgQHT ∆PQ
Weixo = ⟶ Weixo =
ηG ηG

87
Alexandre Jesus – Material de estudo Itaipú

SOLUÇÃO:

 Portanto,

8000
687 ( )
Weixo = 3600 ⟶ W
eixo = 2,24 kW
0,68

Observa-se que a potência do fabricante é superiora potência requerida.

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Alexandre Jesus – Material de estudo Itaipú

EXEMPLO DE SISTEMA DE VENTILAÇÃO INDUSTRIAL:

Dimensionar os dutos de um sistema de ventilação diluidora de um almoxarifado e uma


oficina mecânica com área de 200 m 2 em cada recinto e com pé direito igual a 4 m. Considere
um duto principal com oito bocas de insuflamento iguais. Determinar a perda de carga do
sistema e a potência do ventilador, considerando um rendimento global de 60%.

 Sistema de ventilação diluidora- almoxarifado e oficina


 Área do local = 200 m2 em cada recinto
 Pé direito = 4m
 Volume = 800 m3 em cada recinto
 Duto principal = 8 bocas de insuflamento iguais (4 em cada recinto)
 Desenho explicativo mostrado abaixo:

SOLUÇÃO:

(a) Almoxarifado:

 Primeiramente temos que encontrar a vazão requerida

89
Alexandre Jesus – Material de estudo Itaipú

SOLUÇÃO:

 Tal vazão será dada por:

Vol1
Q=
∆t

 Temos que segundo o Macintryre, temos 6 renovações de ar por hora. Isso implica em:

60 mín
∆t = ⟶ ∆t = 10min
6

 A vazão, por sua vez será dada por:

800m2
Q1 =
10 min

m3 m3
Q1 = 80 ⟶ Q1 = 1,33
mín s

 Portanto, cada 4 bocas de insuflamento terá vazão:

80 𝑚3
Q boca1 = ⟶ 𝑄𝑏𝑜𝑐𝑎1 = 20
4 𝑚í𝑛

(b) Oficina

 Para a oficina adota-se 12 renovações de ar por hora. Isso implica em 60 min/12 = 5 min.
Portanto, adota-se 5 minutos de duração cada de renovação por hora.

 A vazão Q2, por sua vez será dada por:

800𝑚3 𝑚3
𝑄2 = = 160 𝑚3 / min ⟶ 𝑄2 = 2,67
5𝑚í𝑛 𝑠

90
Alexandre Jesus – Material de estudo Itaipú

SOLUÇÃO:

 Portanto, para cada boca de boca teremos:

𝑚3
2,67 𝑚3
𝑄𝑏𝑜𝑐𝑎2 = 𝑠 ⟶ 𝑄
𝑏𝑜𝑐𝑎2 = 0,667
4 𝑠

 A vazão total do sistema será:

m3 m3
Q = Q1 + Q 2 = 240 ⟶ Q=4
mín s

O método de igual perda de carga não será abordado, pois acho difícil cair em
concurso.

91