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Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

PLANO DIRETOR MUNICIPAL


Quatiguá - PR
2011

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Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

MUNICÍPIO DE QUATIGUÁ

Prefeito

EFRAIM BUENO DE MORAES

Dezembro/2011

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EQUIPE TÉCNICA MUNICIPAL

Representantes da Divisão Municipal de Administração


- Reginaldo Ormeneze - titular
-Valmir Beltani – suplente

Representantes do Legislativo Municipal


- Beatriz David Filipe - titular
- Silvana Candido - suplente

Representantes da Divisão Municipal de Saúde


- Dante Osmar Sai - titular
- Luis de Lima - suplente

Representantes da Divisão Municipal de Educação


- Wanderley Forastieri da Silveira - titular
- Eliane de Fátima Zilli - suplente

Representantes da Divisão Municipal de Assistência Social


- Cristina Chiste Vernier - titular
- Ediane Rocha Pondé - suplente

Representantes do Departamento Jurídico Municipal


- Wilson Rodrigues de Paula - titular
- Odemil Pineda Bergamaschi - suplente

Representante do Departamento de Engenharia Municipal


Luiz Carlos de Azevedo – titular

Representantes do Sindicato dos Trabalhadores Rurais


- Anita Negrini Zanlorenzi - titular
- Simone Yaros Lobato - suplente

Representante da Associação dos Produtores Rurais de Quatiguá


- José Marins Fernandes - titular

Representante da Emater
- Edson de Oliveira - titular

Representantes da Defesa Civil


- Antonio Francisco Zanini - titular
- Otaviano Valle – suplente

Representantes da Área Esportiva


- Josué de Pádua Melo – titular

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CONSULTORIA CONTRATADA
MB – CONSULTORIA PROJETOS E PLANEJAMENTOS S/S LTDA.

EQUIPE TÉCNICA
Msc. Márcia Bounassar
Arquiteta e Urbanista / Coordenação Geral

Alexandro Bini
Arquiteto e Urbanista / Supervisor de dados e informações

Dr. Leonardo Sturion


Engenheiro Agrônomo e Matemático / Supervisor da Área Rural

Sérgio Staciak
Engenheiro Agrimensor / Levantamento e medição dos dados

Alexandre Sturion de Paula


Advogado / Assessoria Jurídica

Juliana Naves
Estagiária em Turismo e Hotelaria

Ticienne Rissatto Costa


Estagiária em Arquitetura e Urbanismo

Guilherme Shoiti Ueda


Estagiário em Arquitetura e Urbanismo

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SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO 11
1.1 Apresentação 12
1.2 Justificativa do Plano 15
1.3 Metodologia de Abordagem 17
1.4 Desenvolvimento do Plano Diretor Municipal 19
1.5 Objetivos 21
1.5.1 Objetivos Gerais 21
1.5.2 Objetivos Específicos 21
1.6 Diretrizes 22
2. SÍNTESE DAS INFORMAÇÕES 24
2.1 Caracterização do Município 25
2.1.1 Origem e Ocupação do Município 25
2.1.2 O Espaço Geográfico Mesorregional 34
2.1.3 Ventos 38
2.1.4 Hidrografia 39
2.1.5 Vegetação 43
2.1.6 Geomorfologia 46
2.1.7 Condicionantes Geotécnicas 47
2.2 Aspectos Sócio-Econômicos 49
2.2.1 População 49
2.2.2 Economia 52
2.3 Aspectos Sócio-Espaciais 59
2.3.1 Evolução da Ocupação Urbana 59
2.3.2 Uso e Ocupação do Solo Urbano 60
2.4 Aspectos Urbanísticos 62
2.4.1 Infra-Estrutura Urbana 62
2.4.1.1 Serviço de Abastecimento de Água e Coleta de Esgoto 62
2.4.1.2 Serviço de Esgotamento Sanitário 63
2.4.1.3 Serviço de Drenagem de Águas Pluviais 64
2.4.1.4 Serviço de Abastecimento de Energia e Iluminação Pública 66
2.4.1.5 Sistema Viário 67
2.4.1.6 Serviço de Pavimentação das Vias Públicas 70
2.4.1.7 Serviço de Arborização Pública 71
2.4.1.8 Áreas de Preservação 73
2.4.2 Equipamentos Urbanos e Comunitários 74
2.4.2.1 Educação 74
2.4.2.2 Saúde 78
2.4.2.3 Assistência Social 81
2.4.2.4 Esporte, Cultura e Lazer 82
2.4.2.5 Religião 83
2.4.3 Serviços Públicos 83
2.4.3.1 Transportes 83
2.4.3.2 Telefonia 84
2.4.3.3 Correios e Telégrafos 85
2.4.3.4 Comunicação Social 85
2.4.3.5 Serviço de Limpeza Pública 86

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2.4.3.6 Serviço de Parques, Jardins e Cemitério 87


2.5 Aspectos Administrativos e Legislação Urbanística 89
3. DEFINIÇÃO DE DIRETRIZES E PROPOSIÇÕES 92
3.1 Síntese 93
3.2 Indicadores e Propostas 94
3.3 Gestão dos Segmentos 95
3.4 Condicionantes, Deficiências e Potencialidades 97
4. MACROZONEAMENTO 136
5. FUNDAMENTAÇÃO DAS LEIS 140
5.1 Sobre a Lei do Perímetro Urbano 142
5.2 Sobre a Lei de Zoneamento de Uso e Ocupação do Solo 143
5.3 Sobre a Lei do Parcelamento do Solo Urbano 145
5.4 Sobre a Lei do Sistema Viário 146
5.5 Sobre o Código de Obras 148
5.6 Sobre o Código de Posturas 149
5.7 Implementação das Leis 150
6. CONSIDERAÇÕES FINAIS 151
7. LEIS 154
7.1 Lei do Plano Diretor 155
7.2 Lei de Zoneamento de Uso e Ocupação do Solo 184
7.3 Lei do Perímetro Urbano 213
7.4 Lei de Parcelamento do Solo Urbano 217
7.5 Lei do Sistema Viário 241
7.6 Lei do Código de Posturas 246
7.7 Lei do Código de Obras 268
8. PLANO DE AÇÃO E DE INVESTIMENTOS 311
8.1 Plano de Ação 312
8.2 Intervenções 315
8.3 Intervenções Prioritárias em Gestão Democrática e 321
Desenvolvimento Institucional
8.4 Estimativa de Arrecadação e Investimentos 325
MAPAS 327

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RELAÇÃO DE FIGURAS

Figura 1 Diagrama da Elaboração do Plano Diretor Municipal 14


Figura 2 Diagrama das partes envolvidas na elaboração do Plano 20
Diretor Municipal
Figura 3 Mesorregiões Geográficas do Estado do Paraná 34
Figura 4 Microrregiões Geográficas da Mesorregião Norte Pioneiro 35
Paranaense
Figura 5 Participação de Quatiguá e demais municípios da 36
Mesorregião Norte Pioneiro Paranaense no valor
adicionado fiscal do Paraná em 2000
Figura 6 Direção predominante dos Ventos no Estado do Paraná 38
(freqüência média anual)
Figura 7 Hidrografia no Estado do Paraná 40
Figura 8 Hidrografia na Mesorregião Norte Pioneiro Paranaense 41
Figura 9 Bacias Hidrográficas do Estado do Paraná 41
Figura 10 Cobertura Vegetal Original no Estado do Paraná 44
Figura 11 Remanescentes da Mata Atlântica no Estado do Paraná 44
Figura 12 Cobertura Vegetal na Mesorregião do Norte Pioneiro 45
Paranaense
Figura 13 Unidades de Conservação e terras indígenas na 45
Mesorregião Norte Pioneiro Paranaense

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RELAÇÃO DAS TABELAS

Tabela 1 Dados da Bacia Hidrográfica de Cinzas 42


Tabela 2 Evolução da população do Município de Quatiguá 49
Tabela 3 Evolução e taxa de crescimento anual de Quatiguá 50
e do Paraná
Tabela 4 Caráter populacional do Município de Quatiguá 50
Tabela 5 Índice de Desenvolvimento Humano de Quatiguá e 51
Municípios Periféricos
Tabela 6 População de Quatiguá e municípios periféricos 52
Tabela 7 Participação do Município de Quatiguá no total do 52
valor adicionado do Estado do Paraná
Tabela 8 Valor adicionado por setor de atividade no 53
Município de Quatiguá
Tabela 9 Número de produtores, área colhida e rendimento 55
médio da agricultura de Quatiguá em 2003
Tabela 10 Efetivo da pecuária e de aves em Quatiguá em 55
2003
Tabela 11 Atividade florestal em Quatiguá em 2003 55
Tabela 12 Sistema de Abastecimento de Água no Município 63
de Quatiguá
Tabela 13 Consumo e número de consumidores em Quatiguá 66
- 2004
Tabela 14 Total de alunos matriculados, evasão escolar e 78
professores na rede de ensino de Quatiguá em
2003
Tabela 15 Quantidade de leitos no Hospital de Caridade São 79
Vicente de Paulo em Quatiguá em 2004
Tabela 16 Quadro de pessoal do Centro de Saúde do 80
Municipal de Quatiguá em 2004

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RELAÇÃO DE MAPAS

Situação
Nº do mapa Assunto
01 Mapa do Município
02 Mapa do Município e Hidrografia
03 Mapa de Pavimentação do Município - Zoneamento
04 Mapa de Evolução Urbana por década
05 Uso e Ocupação do Solo Urbano
06 Indicativo do Material Utilizado
07 Serviço de Abastecimento de Água
08 Serviço de Coleta de Esgoto
09 Serviço de Drenagem de Águas Pluviais
10 Serviço de Iluminação Pública
11 Sistema Viário Atual
12 Caixas de Ruas Atuais
13 Pavimentação das Vias
14 Áreas Verdes
15 Parques, Jardins e Cemitérios
16 Educação
17 Ensino
18 Saúde
19 Assistência Social
20 Esporte, Cultura e Lazer
21 Religião
22 Serviços Públicos
23 Transporte
24 Comunicação
25 Varrição Pública
26 Coleta de Lixo
27 Perímetro Urbano Proposto
28 Parcelamento Urbano e Expansão Urbana
29 Zoneamento
30 Sistema Viário

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RELAÇÃO DAS FOTOS

Foto 1 Erosão 65
Foto 2 Ilustração das ruas 68
Foto 3 Arborização de rua 72
Foto 4 Escola Municipal 75
Foto 5 Escola Municipal 76
Foto 6 Escola Municipal 77
Foto 7 Igreja Matriz 83
Foto 8 Lixão 86
Foto 9 Praça 88
Foto 10 Prefeitura Municipal 90

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1. INTRODUÇÃO

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Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

1. INTRODUÇÃO

1.1 Apresentação

A crescente urbanização dos municípios paranaenses acarreta


constantes e progressivos problemas urbanos a serem gerenciados e
equacionados, em grande parte, pelas administrações municipais.

Neste sentido, há que se conseguir conciliar a preservação e


conservação ambiental com a ocupação racional do território urbano para usos
residenciais, comerciais, prestadores de serviços, industriais, lazer e
circulação, com a necessária implantação de infra-estrutura urbana, dentro de
um contexto planejado de atuação da Administração Pública, com políticas
dinâmicas e explícitas, visando o desenvolvimento urbano, bem como o
entorno rural.

A Constituição do Estado do Paraná, promulgada em 1989, em


consonância com a Constituição da República, dispõe em seu artigo 152 que
“O Plano Diretor Municipal, instrumento básico da política de desenvolvimento
econômico e social e de expansão urbana, aprovado pela Câmara Municipal, é
obrigatório para as cidades com mais de vinte mil habitantes...”.
Por outro lado, o artigo 153 expressa que “As cidades com
população inferior a vinte mil habitantes receberão assistência de órgão
estadual de desenvolvimento urbano na elaboração das normas gerais de
ocupação do território, que garantam a função social do solo urbano”.

Assim sendo, a Lei Estadual nº. 15.229/2006 que visa à execução


do sistema das diretrizes e bases do planejamento e desenvolvimento estadual
equilibrado, integrado ao planejamento nacional, incorporando e
compatibilizando os planos regionais e municipais, nos termos do Art. 141,
incisos, I a V da Constituição Estadual, será aplicado o previsto nesta lei.

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Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

Em cumprimento a este dispositivo constitucional, o Poder Público


de Quatiguá, viabilizou a contratação de consultoria por meio de licitação, junto
ao setor privado, para a execução do Plano Diretor Municipal. Para sua
execução primou-se pela participação de representantes dos poderes
municipais instituídos, e também de representantes dos segmentos
organizados das comunidades locais.

O Plano Diretor Municipal não se trata apenas de um evento, mas


sim do início de um processo contínuo e progressivo de planejamento e gestão
públicos, que parte do conhecimento técnico do espaço urbano e rural,
culminando com a execução de ações específicas sobre essa realidade.

Portanto, longe de chegar-se a um fim, com a conclusão do


projeto, está-se apenas iniciando uma nova e longa trajetória de intervenção
municipal, com o necessário conhecimento e respaldo técnico-legal, visando a
maximização das ações e recursos disponíveis, tendo-se como objetivo último
a melhoria progressiva da qualidade de vida em nossas cidades.

O conteúdo final do Plano Diretor Municipal abrange a


fundamentação teórica e o conjunto de minutas de projetos de leis de uso e
ocupação do solo urbano (Figura 1).

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Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

Figura 1 – Diagrama da elaboração do Plano Diretor Municipal

PLANO DIRETOR MUNICIPAL Plano de Ação e


Investimentos

Lei do Plano Diretor


FUNDAMENTAÇÃO MINUTAS DE PROJETOS DE Municipal
TEÓRICA LEIS

INTRODUÇÃO LEI DO PERÍMETRO


AO PLANO URBANO

AVALIAÇÃO TEMÁTICA LEI DE ZONEAMENTO


DE USO E OCUAÇÃO DO SOLO

DIAGNÓSTICOS LEI DE
PARCELAMENTO

MACROZONEAMENTO LEI DO
SISTEMA VIÁRIO

FUNDAMENTAÇÃO
CÓDIGO
DAS LEIS
DE OBRAS

CONSIDERAÇÕES GERAIS CÓDIGO


DE POSTURAS

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1.2 Justificativa do Plano

O Município de Quatiguá, com uma população de 6.742


habitantes (IBGE 2000), localiza-se entre os municípios de Guapirama,
Joaquim Távora, Tomazina e Siqueira Campos e está interligado a estes pelas
rodovias PR-092 e PR-218 pertencendo à microrregião de influência de
Wenceslau Braz.

A legislação urbanística de Quatiguá encontra-se desatualizada,


não contemplando diversos assuntos da realidade municipal. Entre outras
ações, há a necessidade de estabelecerem-se novos limites para a ocupação
urbana do município.

A Lei Orgânica do município constitui o instrumento de


ordenamento político-administrativo básico de Quatiguá. Não há uma
fiscalização eficiente que promova a ocupação e o respeito à legislação
urbanística existente.

Existe área de fundo de vale dentro do perímetro urbano em


processo de degradação, necessitando de uma política de preservação eficaz.

Os investimentos públicos necessitam de um planejamento para


que sejam racionalmente aplicados e promovam a melhoria da qualidade de
vida da população.

Considerando o exposto acima, torna-se necessária à


implementação de uma legislação urbanística adequada às necessidades
atuais do município.

A busca de implementação de uma legislação urbanística para o


município de Quatiguá já existe há algum tempo. Em março de 1996 foi
concluído junto a SEDU – Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano;

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Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

FAMEPAR – Instituto de Assistência aos Municípios do Estado do Paraná e o


P.E.D.U. – Programa Estadual de Desenvolvimento Urbano um Plano de Uso e
Ocupação do Solo Urbano de Quatiguá. No entanto, mudanças nos padrões de
composição, administração e gerenciamento do sistema de confecção dos
Planos de Uso e Ocupação do Solo Urbano contribuíram para sua não
aprovação junto à câmara dos vereadores, pretende-se que esta nova versão
cumpra com a sua função, a de ordenar o município tornando-o sustentável.

16
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

1.3 Metodologia de Abordagem

O desenvolvimento do Plano Diretor Municipal deu-se através de


uma metodologia simples e prática, considerando os anseios de todos os
segmentos sociais da população e para isso alguns procedimentos básicos
foram necessários, tais como:

 Realização de reuniões periódicas e extraordinárias com


Conselho Comunitário de Acompanhamento e Equipe
Técnica Municipal, discutindo e registrando a realidade vista
por quem a vivencia e transformando-a em postura técnica;

 Coleta de informações em fontes primárias, como


Escritórios Regionais da COPEL, SANEPAR, BRASIL
TELECOM etc., para obter dados atualizados e
especificidades da problemática urbana;

 Utilização de linguagem popular, trazendo informações


facilmente aplicáveis à realidade municipal, indicando ao
Poder Público Municipal a priorização dos recursos
públicos;

 Preocupação com a função social da propriedade urbana e


controle ambiental, considerando a inter-relação urbano-
rural, ou seja, áreas rurais que, de alguma forma, implicam
em resoluções urbanísticas, deverão ser controladas pelo
Poder Público Municipal. O cumprimento da função social
da propriedade acontece, possibilitando usos adequados e
interdependência das funções intra-urbanas e urbano-rural;

 Processo de elaboração preocupado com visão


multidisciplinar, englobando pareceres técnicos de
profissionais específicos de cada área;

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Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

 Utilização de recursos técnicos adequados ao


desenvolvimento do trabalho, como informatização,
recursos fotográficos, fotocópias etc., que garantam o bom
nível de apresentação do trabalho, atendendo às
especificações de cada Município, não utilizando a
produção em série;

 Transferir tecnologia aplicada na elaboração do Plano à


Equipe Técnica Municipal, possibilitando a sua continuidade
e implementação das propostas;

 Habilitação e qualificação da equipe técnica municipal para


dar continuidade ao ordenamento urbanístico, bem como a
colocação da consultoria à disponibilidade para eventuais
consultas.

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Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

1.4 Desenvolvimento do Plano Diretor Municipal

O Plano Diretor Municipal foi estruturado de acordo com o respaldo


técnico da Prefeitura Municipal e com os resultados obtidos nas reuniões
periódicas marcadas no cronograma operacional da Consultoria.

Para melhor explicar a metodologia aplicada pela Consultoria, todo o


processo de elaboração do Plano Diretor Municipal, as definições conceituais
adotadas e uma análise dos objetivos propostos inicialmente, acharam-se por
bem apresentar a metodologia de abordagem utilizada.

Para chegar ao produto final, o Plano Diretor Municipal foi se


desenvolvendo em uma seqüência de etapas onde o primeiro passo foi a
conscientização da importância do Plano Diretor Municipal e sua
implementação (para o Prefeito Municipal, seus assessores, Equipe Técnica
Municipal e Conselho Comunitário de Acompanhamento). Em seguida foi
elaborado um Referencial Teórico-Metodológico, isto é, um documento
descritivo sobre a elaboração do Plano. Paralelamente, as informações foram
coletadas para posterior análise, sistematização e formulação de indicadores
que possibilitaram diagnosticar os problemas e potenciais configurando o
macrozoneamento do Município e sua sede.

A partir do macrozoneamento foram definidos os objetivos e


diretrizes do Plano Diretor Municipal, garantindo a elaboração das minutas de
Projetos de Lei e a Fundamentação Teórica do Plano.

Um fator significativo que deve ser mencionado foi a participação


da comunidade no processo de elaboração do Plano Diretor Municipal,
juntamente com a Equipe Técnica Municipal, conforme demonstra o diagrama
abaixo. (Figura 2)

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Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

Figura 2 – Diagrama das partes envolvidas na elaboração do Plano Diretor


Municipal

Prefeitura Municipal

Equipe Técnica SEDU/ParanaCidade / Conselho Comunitário de


Municipal EMATER / Defesa Acompanhamento /
Câmara dos Vereadores
Civil

Consultoria

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1.5 Objetivos

1.5.1 Objetivos Gerais

 Atingir os anseios da população, proporcionando-lhe melhorias na


qualidade de vida;
 Compor uma legislação urbanística básica para regulamentar o futuro
desenvolvimento e crescimento do Município de Quatiguá.

1.5.2 Objetivos Específicos

 Garantir a participação comunitária na Gestão Municipal


através da criação do Conselho de Acompanhamento do
Plano Diretor Municipal, formado por membros
representativos da população que acompanharão também a
implantação do mesmo;

 Transferir tecnologia para a Equipe Técnica Municipal


(auxiliar tecnicamente na elaboração do Plano Diretor
Municipal), possibilitando a implementação do mesmo;

 Buscar medidas que minimizem as agressões ao meio


ambiente, através de definições de áreas de preservação;

 Estabelecer prioridades para os investimentos públicos


visando a racionalização dos mesmos e garantindo melhor
qualidade de vida para a população.

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Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

1.6 Diretrizes

A necessidade da implantação de um Plano Diretor Municipal


condizente com a realidade do Município de Quatiguá e sua sede levou à
formulação de algumas diretrizes básicas para o crescimento e
desenvolvimento ordenado e preocupado com as questões de controle
ambiental.

Considerando que as leis existentes estão desatualizadas ou


inadequadas à realidade do Município, o Plano Diretor Municipal apresenta as
seguintes diretrizes:

1.6.1 Da Legislação:

 Delimitar áreas urbanas e sua expansão;

 Definir critérios para caracterizar a função social da


propriedade urbana;

 Disciplinar o parcelamento, o desenvolvimento e a


unificação dos solos urbanos;

 Estabelecer normas para a execução de projetos e obras


para o Município;

 Determinar medidas de higiene, segurança, bem-estar e


ordem pública;

 Hierarquizar o sistema viário.

22
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

1.6.2 Da Preservação do Meio Ambiente:

 Preservar os fundos de vale dos córregos que fazem parte


do perímetro urbano;

 Recuperar as áreas atingidas pelo carregamento do solo,


formando voçorocas;

 Restringir o uso nas áreas fragilizadas pela erosão.

1.6.3 Do Sistema de Transportes:

 Minimizar o impacto de pontos de conflito existente no


sistema viário urbano.

1.6.4 Da Priorização dos Recursos Públicos:

 Racionalizar os gastos públicos adequados às deficiências


de equipamentos e infra-estrutura urbana.

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Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

2. SÍNTESE DAS
INFORMAÇÕES

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Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

2. SÍNTESE DAS INFORMAÇÕES

2.1 Caracterização do Município

2.1.1 Origem e Ocupação do Município

No início do povoamento a localidade pertencente à comarca de


São José da Boa Vista era conhecida pela denominação de Chapada
Jaboticabal. Os primeiros habitantes do Município de Quatiguá eram
procedentes de Minas Gerais e São Paulo.

Em 1903, deu-se o início do povoamento da região, com a


chegada do sertanista João Ferreira de Paiva, que construiu a primeira casa no
local onde surgiria a futura cidade de Quatiguá. Período entre 1909 e 1914,
outros pioneiros, entre os quais, os senhores Joaquim Luciano, Joaquim
Ferreira de Carvalho, João Marques da Silveira, José da Rocha Fiúzza e Lucas
Santos de Camargo, acompanhados das respectivas famílias, estabeleceram-
se no povoado então nascente. Esse grupo, desbravando a floresta virgem,
promoveu o aproveitamento racional do solo e iniciou o plantio do café e de
cereais típicos da região.

A fertilidade das terras, servida em toda a sua extensão por água


corrente em abundância, a própria situação geográfica da região e as
extraordinárias riquezas naturais disponíveis, atraiu novos fluxos de colonos e
povoadores à localidade.

A falta de estradas, que quase impossibilitava o acesso à região,


levou os habitantes locais a reivindicar junto à Rede de Viação Paranapanema
a criação de um ramal daquela ferrovia até o povoado. Para que tal fato se
concretizasse, os moradores de Quatiguá decidiram doar à companhia o

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Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

terreno necessário à construção da estação ferroviária e do leito da estrada. A


colaboração desses moradores foi decisiva para que as obras fossem
concluídas no menor prazo possível.

Em 1911, com o desmembramento do Município de São José da


Boa Vista e criação do Município de Tomazina, Quatiguá passou a pertencer a
este último.

A 21 de setembro de 1922 foi inaugurada a Estação Ferroviária


de Quatiguá, a estrada de ferro que descia no sentido Norte/Sul, representaria
a redenção de todas as suas dificuldades, assim o trecho da estrada de ferro
ligando o povoado à cidade de Siqueira Campos.

Em 1928, por decreto do governo estadual, Quatiguá foi elevado à


categoria de Distrito Policial jurisdicionado ao Município de Santo Antonio da
Platina que teve ganho de causa no litígio com o Município de Tomazina, o
qual decidiu a demarcação das divisas.

“A REVOLUÇÃO DE 1930 - O COTIDIANO DOS MORADORES DA REGIÃO”

Durante a Revolução de 1930, a então Vila de Quatiguá foi palco


de violentos combates entre as tropas revolucionárias procedentes do Rio
Grande do Sul e forças paulistas fiéis ao governo. Esses fatos históricos foram
perpetuados através da construção de um obelisco na Praça Expedicionário
Eurides do Nascimento, em 1936.

Análise dos depoimentos colhidos pela equipe de jornalismo da


folha de Londrina e da Tv Coroados e de pioneiros que viveram os
acontecimentos de outubro de 1930, transcreveram na integra o teor dos
artigos publicados na Folha de Londrina do dia 06/04/84 e de 27/10/91,
respectivamente.

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Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

“PAULISTAS E GAUCHOS LUTARAM EM QUATIGUÁ”

O choque armado sequer é mencionado no resumo


histórico do município (população de 5.315 dos quais 3.990 eleitores). Antigos
moradores contam que “a coisa foi feia”, a população fugiu para as matas
próximas ao patrimônio, deixando as casas comercias à mercê dos revoltosos
(gaúchos) que “requisitaram” até uma boiada de Pedro Gonçalves Lopes, a
quem obrigaram a usar um lenço vermelho e dar vivas ao Getulio Vargas.

Para deter as tropas gaúchas, em superioridade, o Prefeito de


Joaquim Távora e um líder dos paulistas mandaram arrancar trilhos em
diversos pontos do ramal ferroviário entre Quatiguá e a divisa de São Paulo.

“A REVOLUÇÃO FOI SÓ MEDO”

Aos 81 anos de idade e muito conhecido como Jorge Luna, uma


das testemunhas oculares da refrega é Jorge Barbosa Lima, que chegou a
“praça” (ele não disse cidade) em 13 de junho de 1928 e dela não se retirou
quando chegaram as tropas gaúchas em 1930. Mesmo tendo consciência de
mortos e feridos, Jorge Luna gosta de subestimar, usando diminuitivos:
“tirinhos”, “um brinquedinho...”.

E a revolução?

Aos 8l anos de idade e muito conhecido por Jorge Luna, uma das
testemunhas oculares da refrega é Jorge Barbosa Lima, que chegou à “praça”
(ele não diz “cidade”) em 13 de junho de 1928 e dela não se retirou quando
chegaram as tropas gaúchas em 1930. Mesmo tendo consciência de mortos e
feridos. (...) Os paulistas, “defendendo o Sr. Washington Luiz”, eram os
“liberais” ou “legalistas” e as tropas gaúchas, marchando com Getúlio Vargas,
eram os “revoltosos”, que apontaram no morro a sudeste de Quatiguá,
procedentes da região de Ponta Grassa. “Era um batalhão do coronel
Cavalcanti, mais ou menos uns quatrocentos homens, uma força mista de

27
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

voluntários” – vai recordando Jorge Luna. Inferiorizados em número, “uma força


de uns duzentos e poucos homens, bate-paus do doutor Ataliba Leonel e uma
rapaziada que fazia o serviço militar em Iquitaúna, perto da capital”, os
paulistas apareceram no lado oposto da cidade, a noroeste, procedentes de
Piraju e Fartura.

Depoimentos de vários moradores antigos estabelecem o


consenso de que os gaúchos começaram a disparar canhões (de 75 a 100mm)
do alto do morro, enquanto os paulistas assentavam metralhadoras sobre a
cobertura da estação ferroviária, os gaúchos avançaram gradativamente até
obrigarem os paulistas a baterem em retirada. Os gaúchos se deslocavam a
cavalo, os paulistas em caminhões e – segundo alguns depoimentos – trem.

Segundo Jorge Luna, “os paulistas chegaram à estação, derrubaram


postes e arrancaram o telégrafo. O telegrafista era o Raul Bittencourt, imparcial
sem ser favorável a ninguém”, mas para assustá-lo os paulistas dispararam
contra duas locomotivas chamadas “Maria-fumaça”. (...) Houve muitos mortos e
feridos de ambos os lados, que chegaram a entrar em choque num ponto hoje
dentro do perímetro urbano. “Foi na Serraria do José Volpato e do João Lucas,
duas casas inacabadas que foram transformadas em hospitais de sangue” –
recorda Jorge Luna.

“O POVO CORREU PARA O MATO”

A revolução de 30 começou no dia 3 de Outubro, calculando


Jorge Luna que as tropas permaneceram cinco dias em Quatiguá e que os
choques se verificaram entre os dias 11 e 13. Porém, a população começou a
se retirar do patrimônio, ao perceber a chegada dos gaúchos; dos quatro ou
cinco comerciantes, apenas dois permaneceram, José Simeão Rodrigues (avô
do ex-Secretário da Indústria e Comércio do Paraná, Francisco Simeão) e
Silvio Zanini, “os demais se retiraram para os sítios e fazendas”.

28
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

Porém, aqueles que permaneceram em suas casas não foram


molestados por qualquer das tropas, conquanto as “requisições” nas casas
comerciais, principalmente as abandonadas, fossem feitas a grosso.

Naquele tempo, Quatiguá (o nome do município é corruptela do


“cuatingua”, um vegetal outrora abundante na região e que era usado para
tingir tecido) era apenas um patrimônio dividido em duas zonas, uma conhecida
como Barra Grande e a outra por Chapada, o atual município de Joaquim
Távora.

“SAQUES E REQUISIÇÕES”

Nome da Escola, Pedro Gonçalves Lopes foi humilhado pelos


revoltosos gaúchos, que “chegaram a fazer sepultura para enterrá-lo, recorda o
genro dele, José Horácio Bueno”.

Pedro morava fora do patrimônio, no Alecrim, e teve 26 reses e


vacas de leite “requisitadas” pelos gaúchos, que depois o prenderam sob
acusação de ser legalista. Ele tivera coragem de interpelar um certo capitão
Busch: “Você é o velhaco que roubou meu gado?” Segundo José Horácio, ao
que parece o capitão Busch era do Paraná e anteriormente se desentendera
com Pedro Gonçalves. Integrando-se às tropas gaúchas, aproveitava para se
desforrar, porém Pedro acabou sendo poupado pelo comandante, que não
admitia “questão de vizinhança”.

Izidoro Mocelin diz ter tomado conhecimento que Pedro


Gonçalves foi obrigado a usar lenço vermelho e dar viças ao Getulio.
Finalmente liberado, quando os gaúchos se dirigiram a Itararé, regressou a
Quatiguá andando e só conseguiu um cavalo emprestado na casa de Mocelin.
Chegando ao patrimônio, ficou mais revoltado, ao constatar que “gente do lugar
estava comendo o gado dele, que os gaúchos haviam deixado para trás...”

Quando findou a Revolução, apareceram enviados do novo


governo, pedindo a moradores que informassem sobre os bens perdidos

29
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

durante a passagem das tropas. Tudo foi relacionado como “requisitado” para
efeito de indenização que ficou apenas na promessa.

“MONUMENTO AOS MORTOS”

As testemunhas não sabem precisar o número de mortos e


feridos no choque armado em Quatiguá.

“Foram muitos, a maior parte levada embora pelas tropas” - afirmam.


Izidoro Mocelin diz ter presenciado o enterro em valas comuns de
mortos em estado de decomposição, cinco cadáveres de cada vez. E de uma
coisa ele tem certeza: sob o monumento na praça Eurides do Nascimento
encontram-se seis, dos quais cinco paulistas, o próprio Mocelin participou da
transladação, anos depois do choque, e foi um dos que tivera a idéia da
homenagem. O marco está no centro de uma área de 40 por 40 metros
quadrados, doada pelo Lourenzon.

“Homenagem do povo de Quatiguá aos heróis tombados em


1930” – está escrito na placa de bronze.

“QUATIGUÁ UMA CIDADE MARCADA PELAS GUERRAS”

“Quatiguá que completou seu 59º aniversário de emancipação em


2006, ainda guarda as marcas da revolução de 30, da revolução
constitucionalista de 32 e mesmo da segunda Guerra Mundial – três de seus
filhos lutaram na Itália. A posição estratégica fez do então lugarejo um palco de
combates. Até hoje ninguém sabe ao certo quantos morreram ali”. (Edineison
Alves - Da Editora de reportagem).

Sepulturas dos combatentes mortos espalhados pela cidade e


balas de fuzis e canhões foi o que restou em Quatiguá do mais violento
confronto armado do Norte Pioneiro entre as tropas gaúchas e paulistas
durante a revolução de 30. Na memória de alguns pioneiros ainda estão vivos

30
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

os relatos dos dias de tensão e medo das poucas centenas de almas que
habitavam o lugarejo rural.

Setenta e um anos depois do choque entre legalistas que


defendiam o presidente Washington Luiz e os revoltosos liderados por Getúlio
Vargas, Quatiguá ainda continua pacata, com pouco mais de 7 mil habitantes.
Mas a história do lugarejo começou no inicio do século, em 1903, quando por
ali chegou o sertanista João Ferreira de Paiva.

“COM A CHEGADA DAS TROPAS, O MEDO PASSOU A TOMAR CONTA


DA POPULAÇÃO”

O nome de Quatiguá é originário de uma árvore que antes era


bastante comum por ali, nada tendo a ver com sangue e violência. Depois
dessa segunda ameaça de conflito, algumas lideranças lançaram uma
campanha para mudar o nome da cidade, esperando assim espantar o
fantasma da guerra. A iniciativa não vingou, permanecendo a cidade com o
nome da árvore.

Nem mesmo na segunda guerra mundial a pequena cidade ficou


de fora. Apesar de pouco número de habitantes, três de seus filhos, Eurides
Fernandes Nascimento, José Leonel da Silva e Emenegildo Toledo Menegati
foram até os campos da Itália combater as tropas Alemãs. Os antigos contam
que durante este conflito mundial Quatiguá parava pra receber notícias da
guerra e torcia pela volta de seus soldados.

Um deles porém perdeu a vida. Eurides Fernandes Nascimento


morreu em 9 de novembro de 1944, em Marano, e foi agraciado, post-mortem,
com as medalhas de campanha sangue do Brasil e Cruz de combate. A
principal praça da cidade leva o seu nome como homenagem ao
expedicionário. O obelisco levantado bem no meio da praça é um símbolo que
lembra também os dolorosos acontecimentos registrados em Quatiguá no
período revolucionário de 30.

31
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

“A CAIPIRADA SE ESCONDIA, O BARULHO DO CANHÃO PARECIA O FIM


DO MUNDO”

- E quantos morreram?

Essa é a resposta que ninguém sabe ao certo. Dona Gema


Mocelini Shoinski conta que seu pai ajudou a enterrar muita gente. “Meu pai
era curioso, aí pegaram ele para enterrar defunto. Às vezes era até mais de
três em uma cova. A gente encontrou soldado morto no cafezal e em várias
partes da cidade. Alguns ainda foram levados de trem, mas muitos ficaram
esquecidos pelo meio da lavoura”.

Antonio Monardi, 74 anos, é outros que hoje ri da situação.


“Éramos uma caipirada e quando ouvimos o barulho “se escondemos
esperando que o mundo fosse acabar com o estrondo do canhão”. “Além dos
mortos, disse que encontrou os famintos dos paulistas comendo milho, fugindo
humilhados”.

O medo era tanto – recorda que ninguém podia ver farda pela
frente e já se escondia no mato.

Os depoimentos descritos aqui, por si só servem para dar uma


idéia do que representou no cotidiano e no imaginário dos habitantes locais, o
confronto entre as tropas legalistas e revolucionárias na região.

Com a criação do Município de Joaquim Távora, desmembrado


de Santo Antônio da Platina em 1929, Quatiguá tornou-se distrito judiciário
passando a integrar o Município de Joaquim Távora em 24 de julho de 1931.

Como distrito do Município de Joaquim Távora, Quatiguá foi o que


apresentou mais rápido crescimento populacional, graças à fertilidade de suas
terras e aos meios de transportes já existentes, que proporcionaram o fácil
escoamento dos produtos da região e o acesso de pessoas oriundas de outros
estados. Essas condições favoreceram também a concentração de

32
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

estabelecimentos de comércio de produtos agrícolas e, mais tarde, o


estabelecimento do ensino de 2º grau, até então não oferecido nas cidades
mais próximas.

Elevada à categoria de Município, pela Lei Estadual Nº 2 de 13 de


outubro de 1947, Quatiguá foi desmembrado de Joaquim Távora e instalado
solenemente, a 26 de outubro do mesmo ano, quando então foi empossado o
Senhor Orlando Athayde Bittencourt, como primeiro Prefeito Municipal
nomeado.

Topônimo

De origem Guarani, “Katinguá”... Espécie de árvore colorante da


família das meliáceas, que medem de doze a quatorze metros de altura, em
média, ramos novos pubescentes, que tornam - se glabros com a idade e a
coloração acinzentada. Folhas compostas, com 5 a 7 folíolos, curto-
pedicelados, oblongo-elípticos, ápice acuminado, irregularmente agudo na
base, de até 7 centímetros de comprimento. Flor de coloração branco-
amarelado. Fruto cápsula, estreito-oblongo, com pelos longos, rijos e
amarelados, com aproximadamente 2 cm de comprimento, avermelhado e com
apenas uma semente.

Ao tempo da colonização esta árvore compunha a vegetação


regional.

Em 1948, tinha entre os principais produtos exportados para


outras regiões: o café, a batata inglesa, o feijão, o milho, a cebola, pranchas de
peroba, madeira de lei e suínos. A indústria de transformação produzia
aguardente, farinha de milho e fubá.

33
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

2.1.2 O Espaço Geográfico Mesorregional

O Município de Quatiguá está situado na Mesorregião Norte


Pioneiro Paranaense (Figura 3), constituída pelas microrregiões de Assaí,
Cornélio Procópio, Jacarezinho, Ibaiti e Wenceslau Braz (figura 4). A
Microrregião de Wenceslau Braz, compreende os municípios de Carlópolis,
Guapirama, Joaquim Távora, Quatiguá, Salto do Itararé, Santana do Itararé,
São José da Boa Vista, Siqueira Campos, Tomazina e Wenceslau Braz.

Figura 3 – Mesorregiões geográficas do Estado do Paraná

Fonte: IPARDES – Indicadores e Mapas Temáticos para o Planejamento Urbano e Regional


Paraná 2003

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Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

Figura 4 – Microregiões geográficas da Mesorregião Norte Pioneiro Paranaense.

Fonte: IPARDES – Indicadores e Mapas Temáticos para o Planejamento Urbano e Regional


Paraná 2003

A população do município, segundo o Censo do IBGE de 2007, é


de 6.877 habitantes: 6.051 na área urbana e 826 na área rural.

A participação de Quatiguá no valor adicionado do Estado,


considerando-se 2003 como ano base, foi de 0,02503%. O que o distingue da
maioria dos municípios da região é o fato de não apresentar grandes
diferenças entre os três setores da economia. Na composição do valor
adicionado, a maior contribuição foi do setor terciário, com um percentual de
39,72% do total, graças à comercialização de produtos primários procedentes
de outras regiões do país, no caso o alho e cebola, com grande número de
representantes e cerealistas, e à prestação de serviços.

35
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

Figura 5 – Participação de Quatiguá e demais municípios da Mesorregião Norte Pioneiro


Paranaense no valor adicionado fiscal do Paraná em 2000

Fonte: IPARDES – Leituras Regionais: Mesorregiões Geográficas Paranaenses 2004

Parte da população rural de Tomazina e Siqueira Campos utiliza os


serviços e comércio de Quatiguá, devido à proximidade de sua sede urbana
com os distritos daqueles municípios.

A atração exercida na região se deve também à qualidade dos


serviços prestados na assistência médica, conforme demonstram os registros,
apresentando grande número de pacientes provenientes de Guapirama,
Joaquim Távora, Siqueira Campos, Tomazina, Salto do Itararé e Santana do
Itararé.

Em função da sua posição geográfica, hoje o município está


diretamente ligado a Santo Antônio da Platina, Jacarezinho, Cornélio Procópio,
Joaquim Távora, Londrina e Curitiba, no Paraná e a Ourinhos, Avaré e São
Paulo, no Estado de São Paulo. O acesso a esses municípios é feito pela
rodovia estadual PR-092, através da qual se chega à BR-369 ao norte e à BR-
272 ao sul.

36
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

O vínculo com essas cidades deve-se não só à acessibilidade,


mas varia conforme as necessidades de cada setor. No que se refere aos
serviços de saúde, Jacarezinho e Curitiba são cidades mais solicitadas. Da
mesma forma, no setor educacional, os cursos de Direito, Filosofia, Ciências e
Letras em Jacarezinho são freqüentados pela maioria dos estudantes de
Quatiguá que, diariamente, se utilizam de transporte coletivo exclusivo para
essa cidade.

Para o seu consumo, o comércio de Santo Antônio da Platina,


Ourinhos e Curitiba apresentam boas opções, variando conforme o nível de
renda e o tipo do produto.

Também na administração pública, Quatiguá possui um grau de


dependência com alguns municípios, onde os órgãos estaduais têm seus
escritórios regionais. O IAP – Instituto Ambiental do Paraná e o SUS – Sistema
Único de Saúde estão sediados em Jacarezinho; a COPEL – Companhia
Paranaense de Energia e a COHAPAR – Companhia de Habitação do Paraná
em Cornélio Procópio; a EMATER em Santo Antônio da Platina; a SANEPAR
em Joaquim Távora; SEDU/PARANACIDADE em Londrina e o Núcleo
Regional de Ensino em Wenceslau Braz.

A AMUNORPI é um órgão que desempenha importante papel,


estimulando a proteção do patrimônio histórico e ambiental na região, ela age
sobre diversas áreas, promovendo ações como; resgate do ramal ferroviário
entre Ourinhos-SP e Jaguariaíva-PR, campanhas contra a pesca predatória –
em parceria com o IAP, oficinas de educação ambiental – em convênio com a
EMATER, buscando sempre a discussão e a solução de questões onde há
envolvimento dos municípios do norte pioneiro.

37
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

2.1.3 Ventos

Em função de sua posição geográfica, o Estado do Paraná encontra-


se normalmente sob domínio de circulação do Atlântico, representado pelo
Anticiclone Tropical Marítimo (semi-estacionário), que provoca a formação de
ventos vindos do leste, geralmente fracos. Daí resulta o predomínio de ventos
vindos daquela direção praticamente durante todo o ano, os quais podem, em
determinadas regiões, sofrer um desvio ora para o quadrante norte e ora para o
quadrante sul, devido à conformação do relevo e vales das principais bacias
hidrográficas.

Em Quatiguá, os ventos dominantes de primeira e segunda


instância provêm ora do sudeste e ora do leste. Os ventos com rajadas fortes,
precedendo ou combinados com intensas precipitações, que se constituem em
temporais ou tempestades, procedem dos quadrantes noroeste, oeste ou
sudoeste. A velocidade média anual dos ventos é de 2,5 m/s e a máxima de 3
m/s, que ocasionalmente, por passagem de frentes frias, pode chegar a 30 m/s.

Figura 6 – Direção predominante dos ventos no Estado do Paraná (freqüência média


anual)

Fonte: IAPAR – Cartas Climáticas do Paraná 2000

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2.1.4 Hidrografia

Cerca de 80% do território do Estado pertence à Bacia do Rio


Paraná, e seus afluentes correm para o interior, acompanhando a declividade
de seu relevo. O Município de Quatiguá, por sua vez, está situado numa de
suas sub-bacias, denominada Bacia Hidrográfica do Rio das Cinzas, tributário
do Rio Paranapanema. Os principais rios mais próximos do município são o
das Cinzas, de maior importância, distando aproximadamente 18 km em linha
reta da sede urbana e o Jacarezinho, este servindo de divisa municipal com
Joaquim Távora e Siqueira Campos. O Rio das Cinzas nasce na Serra das
Furnas a oeste da escarpa devoniana, tendo como seus tributários, o Rio
Jacarezinho e o Laranjinha, pelas margens direita e esquerda respectivamente.
Após um percurso de 175 km, rompe a escarpa mesozóica e a Serra da Boa
Esperança. Após 240 km, recebe o Rio Laranjinha, desaguando, após romper o
Terceiro Planalto no Rio Paranapanema. Formam o sistema hidrográfico do
Município de Quatiguá os seguintes cursos d’água: Água do Jacutinga, Água
do Serrado, Água do Moquém, Ribeirão da Água (limite com o município de
Joaquim Távora), Ribeirão da Barra (limite com o município de Guapirama),
Ribeirão Bonito, Ribeirão Lajeado (limite com o município de Siqueira Campos),
Ribeirão da Peroba (limite com o município de Tomazina), Ribeirão do
Pinheirinho, Ribeirão Quatiguá, Rio das Cinzas, Rio Jacarezinho (limite com os
municípios de Joaquim Távora e Siqueira Campos) e Rio Laranjinha.

No perímetro urbano, os cursos d’água existentes são as Água do


Serrado, o Ribeirão Bonito e o Ribeirão Quatiguá, cujas nascentes encontram-
se a sudeste da zona urbana, próxima à ferrovia, e que servem, inclusive de
limite do perímetro atual. A proximidade das atividades urbanas compromete a
qualidade das águas, uma vez que ambos recebem os dejetos do esgoto de
toda a cidade e de dois matadouros.

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Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

Figura 7 – Hidrografia no Estado do Paraná

Fonte: IPARDES – Indicadores e Mapas Temáticos para o Planejamento Urbano e Regional


Paraná 2003

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Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

Figura 8 – Hidrografia na Mesorregião Norte Pioneiro Paranaense

Fonte: IPARDES – Leituras Regionais: Mesorregiões Geográficas Paranaenses 2004


Figura 9 – Bacias Hidrográficas do Estado do Paraná

Fonte:disponível em www.pr.gov.br/meioambiente/suderhsa/comite_bacias_hidro.shtml

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Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

A bacia de Cinzas abrange a unidade aqüífera paleozóica média


superior e paleozóica superior. A bacia de Cinzas possui 9653,8623 Km2 de
extensão e um perímetro de 519,055 Km, nela estão presentes o ribeirão,
Bonito e o ribeirão Quatiguá, que circundam a cidade de Quatiguá.

O principal rio, que denomina a bacia, é o rio das Cinzas, ele nasce
na Serra de Furnas e recebe dois importantes afluentes, o rio Laranjinha
(margem esquerda) e rio Jacarezinho (margem direita).

Tabela 1 – Dados Bacia Hidrográfica de Cinzas

Rec Nome Área(Km2) Perímetro(km) #SHAPE#


Polygon
1 Cinzas 9653,8623 519,055

Fonte: SEMA – 2005

A microbacia onde Quatiguá está inserida – microbacia Peroba


Retiro na região de Santo Antônio da Platina – caracteriza-se como microbacia
de segunda ordem, com um solo Podzólico V. Amarelo (PVA), abrangendo a
região localizada entre o Ribeirão da Peroba e o Ribeirão Lajeado (afluentes
das Águas do Serrador e do Ribeirão do Pinheirinho), sua abrangência é de
4.690 ha, localizando-se ao sul da cidade de Quatiguá, entre as coordenadas
geográficas 23º33’ / 23º36’ sul; e 49º51’ / 49º58’ oeste.

As confrontações existentes são: a microbacia Barra Grande a


oeste, a microbacia Km 25 ao norte, a microbacia ribeirão Bonito a leste e os
municípios de Siqueira Campos e Tomazina ao sul.

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Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

2.1.5 Vegetação

Foi detectado através do inventário florestal – constituído a partir


do levantamento aerofotogramétrico realizado pelo antigo Instituto de Terras e
Cartografia, em 1980 – que dos quase 17 milhões de hectares de florestas
primitivas, apenas uma fração de aproximadamente 5% permaneceu,
irregularmente distribuída em diferentes pontos do Estado do Paraná. As
regiões Norte, Noroeste e Oeste possuem um percentual de florestas na crítica
faixa de 0 a 2% em relação à cobertura primitiva. Sendo que a mata ciliar de
proteção aos córregos e rios é muito deficiente, praticamente todos os
mananciais d'água apresentam problemas de poluição e assoreamento, por
escorrimento de águas de chuvas e carregamento de resíduos de agrotóxicos.

O Município de Quatiguá vem, por sua vez, ano após ano,


perdendo suas reservas de mata nativa, embora essa tendência tenha
diminuído sensivelmente nos últimos anos. Contudo, é relevante o esforço do
município no processo de reflorestamento. Evidentemente, o reflorestamento
não resgata as mesmas condições da mata natural, principalmente devido às
espécies escolhidas para o plantio. Predomina o eucalipto, usado quase que
exclusivamente no município, como lenha e para montagem de cercas. A
vegetação nativa era constituída por perobas, cedros, canelas, paus-ferro,
paus-jacaré, anjicos, entre outras espécies, que caracterizam a Floresta
Subtropical Subcaducifólia.

No perímetro urbano inexistem reservas de mata nativa. Algumas


exceções ocorrem nos fundos de vale e cabeceiras de drenagem, mas de
modo bastante rarefeito e descontínuo. Faz-se necessário um programa de
arborização dos fundos de vale, objetivando a preservação ambiental e
evitando o surgimento de erosão.

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Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

Figura 10 – Cobertura Vegetal Original no Estado do Paraná

Fonte: IPARDES – Indicadores e Mapas Temáticos para o Planejamento Urbano e Regional


Paraná 2003
Figura 11 – Remanescentes da Mata Atlântica no Estado do Paraná

Fonte: IPARDES – Indicadores e Mapas Temáticos para o Planejamento Urbano e Regional


Paraná 2003

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Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

Figura 12 – Cobertura vegetal na Mesorregião Norte Pioneiro Paranaense

Fonte: IPARDES – Leituras Regionais: Mesorregiões Geográficas Paranaenses 2004


Figura 13 – Unidades de Conservação e Terras Indígenas na Mesorregião Norte Pioneiro
Paranaense

Fonte: IPARDES – Leituras Regionais: Mesorregiões Geográficas Paranaenses 2004

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Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

2.1.6 Geomorfologia

Quatiguá encontra-se na região geográfica denominada Segundo


Planalto do Paraná, na área das mesetas do mesozóico, próximo ao Rio das
Cinzas.

A área urbana do município possui declividades heterogêneas


predominando aquelas entre 5 e 15%, consideradas médias e adequadas à
ocupação, desde que considerada uma série de fatores, entre eles, espessura
dos solos, profundidade dos lençóis freáticos, etc.

Grandes regiões da malha urbana são classificadas como de


baixa declividade. Estas se concentram na zona oeste, parte central e
principalmente na região leste. Quanto à ocupação, a maior dificuldade reside
no escoamento de águas superficiais e subterrâneas.

Declividades mais acentuadas, ou seja, acima de 15%, localizam-


se, basicamente, na região sul, parte da área abaixo da Via Férrea. Embora se
tratem de áreas urbanizadas e ocupadas, costumam apresentar restrições em
relação à implantação de infra-estrutura, devido à declividade. Ao norte, entre
as ruas Ernesto Zanini, Jorge Raid e Antônio Cecheleiro, existe uma grande
depressão, agravada pela erosão, que praticamente impossibilita a utilização
adequada do solo em pelo menos três quadras, apesar de existirem galerias de
águas pluviais implantadas nessa região.

Por conseguinte, em relação à expansão urbana, Quatiguá não


apresenta grandes problemas relativos à geomorfologia do perímetro urbano.
Evidentemente, em alguns pontos do seu limite há córregos em cujos vales são
comuns declividades inadequadas à ocupação, restringindo assim, a expansão
da cidade.

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Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

2.1.7 Condicionantes Geotécnicas

Os aspectos físicos limitadores da expansão urbana foram


determinados pelo trabalho geotécnico elaborado pelo Serviço Geológico e
Pesquisa Mineral – MINEROPAR, em convênio com a antiga FAMEPAR e a
Prefeitura Municipal de Quatiguá. Esse trabalho é fundamental para questões
relativas ao zoneamento.

Conforme o mapa em anexo, o perímetro urbano de Quatiguá é


constituído por três áreas distintas, classificadas nas seguintes categorias:

2.1.7.1 Áreas aptas à urbanização: são áreas com


declividades inferiores a 15%, cujas condições para
ocupação urbana apresentam-se bastante
favoráveis, sem obstáculos à implantação de infra-
estrutura devido à espessura dos solos, atingindo até
10 metros, de textura média a arenosa, permeáveis,
mas sujeitas a pequenas erosões. É o tipo de solo
predominante na área urbana, cerca de 5% de toda a
área.

2.1.7.2 Áreas aptas com restrições:

 Áreas sujeitas à erosão, ravinamento e


sulcamento, cuja ocupação está condicionada à
pavimentação e implantação de rede pluvial e
drenagem, a fim de se evitar o desenvolvimento de
processos erosivos. Possuem solos litólicos derivados
de rochas areno-argilosas;

 Áreas suscetíveis à poluição de aqüíferos, que


dificultam a implantação de infra-estrutura, pela
existência de rocha aflorante englobados em solo

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Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

raso. Sua ocupação só é possível com critérios


técnicos, e desde que se comprove a ausência de
risco de poluição;

 Áreas com declividades entre 15 e 30%, podendo


ultrapassar os 30%, são suscetíveis a
escorregamentos naturais.

Trata-se da área situada ao sul, junto ao cemitério, bem


como as de fundos de vale.

2.1.7.3 Áreas inaptas à ocupação:

 Áreas essencialmente planas, porém suscetíveis às


inundações, de solo raso, ou seja, com nível freático
próximo à superfície, inadequadas à implantação de
infra-estrutura;

 Áreas de proteção contra cheias nos cursos


d’água ou fundos de vale, zonas de deságua de
aqüíferos, sujeitas à poluição e à inundações;

 Áreas com declividade superior a 30% são


totalmente impróprias à ocupação.

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Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

2.2 Aspectos Sócio-Econômicos

2.2.1 População

Embora o município, hoje, não dependa apenas da agropecuária,


pelo fato de situar-se em uma região agrícola é evidente que qualquer
alteração no campo terá efeitos sobre a zona urbana, nos aspectos
demográficos, na questão do emprego, no nível de renda da população e
outros aspectos.

Conforme os Censos de 1970, 1980, 1990 e 2000 do IBGE, houve


um crescimento gradativo da população urbana, principalmente com o êxodo
rural, em virtude do desemprego causado pelas mudanças estruturais no setor
agrícola, tais como a substituição do café por outras culturas, a mecanização
da lavoura, a dependência cada vez maior do capital no campo e a introdução
de novas formas de trabalho. A população do município que sofrera um
decréscimo até 1980, voltou a crescer a partir de então, o que demonstra que
somente a aplicação de dados estatísticos e fórmulas matemáticas não são
suficientes para fazer uma estimativa da população futura, pois a evolução
demográfica de uma década poderá ser diferente da anterior.

Tabela 2 – Evolução da população do Município de Quatiguá


Ano População
Urbana Rural Total
1970 3.305 3.791 6.096
1980 3.006 2.309 5.315
1990 4.494 1.268 5.762
2000 5.929 813 6.742
Fonte: IBGE: Censos de 1970, 1980, 1990 e 2000

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Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

Tabela 3 – Evolução da Taxa de crescimento anual de Quatiguá e do Paraná


Município/Estado 1970/1980 1980/1991 1991/2000
Quatiguá -1,36 0,74 1,77
Paraná 0,96 0,93 1,39
Fonte: IBGE: Censos de 1970, 1980, 1990 e 2000

A densidade demográfica do município de Quatiguá é de 59,99


hab/km2 e o grau de urbanização chega a 87,93%, segundo dados do censo
demográfico IBGE – 2000.

Ainda de acordo com dados do censo demográfico do IBGE – 2000,


Quatiguá possui uma população de 6742 habitantes sendo que destes 3411
habitantes são mulheres e 3331 habitantes são homens. Uma população
urbana bem maior que a rural e uma boa taxa de alfabetização dentro do
Estado do Paraná.

Tabela 4 – Caráter Populacional do Município de Quatiguá.

População residente de 10
População residente, sexo e situação do domicílio anos
ou mais de idade
Municípios
Taxa de
Alfa- alfabe-
Total Homens Mulheres Urbana Rural Total
betizada tização
(%)
Paraná 9.563.458 4.737.420 4.826.038 7.786.084 1.777.374 7.752.774 7.088.061 91.4

Quatiguá 6.742 3.331 3.411 5.929 813 5.661 5.032 88.9

Fonte: IBGE-Censo Demográfico 2000.

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Tabela 5 – Índice de Desenvolvimento Humano Quatiguá e Municípios Periféricos.


Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) 2000
Espe- Taxa
Taxa de Índice de Índice de
rança Bruta Ran
alfabe- Renda esperança Índice de Índice de Des. Ran
De De fre- king
Município UF tização per de educação PIB Humano king
vida quên- por
de capita vida (IDHM-E) (IDHM-R) Municipal Nacional
ao cia es- UF
adultos (IDHM-L) (IDH-M)
nascer colar
Quatiguá PR 70,933 0,876 0,770 226,497 0,766 0,841 0,678 0,762 119 1541
Joaquim Távora PR 70,933 0,859 0,786 207,393 0,766 0,835 0,663 0,754 142 1744
Guapirama PR 70,933 0,852 0,788 185,606 0,766 0,831 0,645 0,747 171 1966
Siq. Campos PR 70,933 0,867 0,751 207,816 0,766 0,829 0,664 0,753 150 1806
Jaboti PR 65,409 0,810 0,750 173,842 0,673 0,790 0,634 0,699 343 3007
Sto Ant. Platina PR 67,732 0,855 0,792 241,662 0,712 0,834 0,689 0,745 179 2023
Congonhinhas PR 67,336 0,770 0,755 146,373 0,706 0,765 0,605 0,692 356 3126
Sapopema PR 71,313 0,763 0,705 126,505 0,772 0,743 0,580 0,699 345 3016
Curiuva PR 65,409 0,790 0,708 133,364 0,673 0,763 0,590 0,675 382 3370
Salto do Itararé PR 66,663 0,786 0,776 149,356 0,694 0,783 0,608 0,695 354 3073
Santana Itararé PR 66.663 0,788 0,726 165,451 0,694 0,767 0,625 0,696 352 3061
S. Jerôn. Serra PR 65,782 0,736 0,764 140,674 0,680 0,745 0,598 0,674 384 3383

Fonte: Disponível em; www.frigoletto.com.br/GeoEcon/idhpr.htm.

Diante dos dados do IDH-M (fonte:PNDU/IPEA/FJP;IPARDES)


dentro da mesorregião onde está inserido o município de Quatiguá, nota-se
uma uniformidade, principalmente das cidades ao redor – Joaquim Távora,
Guapirama, Siqueira Campos, Jaboti, Santo Antônio da Platina – uma
tendência que segundo o IPARDES vem apontando para um desempenho de
melhoria das condições de vida, particularmente os concernentes à educação e
à longevidade, cuja tendência é de se homogeneizarem dadas às
transformações de ordem econômica e social que se verificam. Essas
tendências não se constatam no caso da renda da população, pelo menos em
curto prazo.

Destacam-se com IDH-M maior que o da maioria da mesorregião –


onde Quatiguá está inserida – as cidades de Cambará, Barra do Jacaré,
Jacarezinho, Cornélio Procópio e Sertaneja. Já as cidades de Congonhinhas,
Ibaiti, Sapopema, Curiúva, Jaboti, Salto do Itararé, Santana do Itararé e São
Jerônimo da Serra mantém, entre si, um índice menor de IDH-M em relação
aos municípios citados anteriormente.

Índices como: esperança de vida, taxa de alfabetização dos adultos,


de educação comprovam o equilíbrio da região não só em relação ao IDH.

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Tabela 6 – População Quatiguá e municípios periféricos.


Municípios População Município População Urbana. População Rural
Quatiguá 6.742 5,929 813
Joaquim Távora 9.661 6.972 2.689
Guapirama 4.068 2.917 1.151
Siq. Campos 16.000 11.768 4.232
Jaboti 4.590 2.641 1.949
Sto. Ant. da Platina 39.943 32.617 7.326
Fonte: IBGE: 2000.

Dentre os municípios, destaca-se a cidade de Santo Antônio da


Platina como município de maior índice populacional.

Todos os municípios possuem uma população rural menor que a


estimativa de população urbana, ainda que muitas vezes o elemento propulsor
da economia do município seja o meio rural.

2.2.2 Economia

Embora esteja numa região eminentemente agrícola, Quatiguá


tem a sua principal fonte de renda proveniente do setor terciário, que contribui
com 39,72%, seguido pelo setor secundário com 30,35% e pelo setor primário
com 29,45%. Entretanto, é importante lembrar que o desenvolvimento dos
setores terciário e secundário em Quatiguá se deve à atividade pioneira, a
agricultura. A população economicamente ativa é de 3.239 habitantes.

Tabela 7 – Participação do município de Quatiguá no total do valor adicionado do Estado


do Paraná
Ano Valor Adicionado (R$) Participação Estadual (%)
2001 15.383.541 0,02655
2002 16.875.664 0,02503
2003 17.818.870 0,02403
Fonte: Secretaria de Estado da Fazenda 2004

52
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Tabela 8 – Valor adicionado por setor de atividade no Município de Quatiguá


Período
Setores 2001 2002 2003 2004
Valor % Valor % Valor % Valor
Primário 3.504.423 22,78 2.910.533 17,24 5.248.392 29,45 10.878
Secundário 4.772.080 31,02 5.815.307 34,45 5.408.417 30,35 6.584
Terciário 7.041.787 45,77 8.060.874 47,76 7.078.095 39,72 18.293
Fonte: Secretaria de Estado da Fazenda 2004

No total são dezessete estabelecimentos industriais, sessenta e


sete de comércio varejista, quarenta e oito de comércio atacadista e vinte e
cinco de serviços.

O setor terciário é fortalecido pela grande concentração de


cerealistas e comerciantes, tanto dos produtos locais como de produtos
específicos oriundos de outras localidades, como no caso da cebola e do alho.
A comercialização da cebola vem desde aproximadamente o ano de 1970,
após a queda da produção local, quando as áreas cultivadas cederam lugar às
pastagens. Historicamente, explica-se essa concentração devido à grande
produção de cebola entre as décadas de 40 e 70, que excediam em muito a
capacidade de consumo da cidade e da região, e dava o título de capital da
cebola a Quatiguá. Da mesma forma o alho, embora a produção local tenha se
reduzido ano a ano, continua sendo importante para a economia de Quatiguá,
pois o beneficiamento desse produto proveniente de São Paulo, Santa
Catarina, Rio Grande do Sul e Argentina, demanda muita mão-de-obra. Essa
atividade surgiu com a comercialização do produto a partir dos anos 80,
garantindo trabalho durante o ano todo para os bóias-frias da região.

Essa diversificação de atividades é extremamente benéfica para o


município, por proporcionar-lhe o equilíbrio necessário, para manutenção ou
criação de empregos, que só com o setor primário não seria possível.
Possuindo um solo mais apropriado para culturas perenes, tais como o café,
pasto e matas, a substituição de culturas permanente por outras e pastagens
acabou tornando-se inevitável, devido à baixa produtividade decorrente da
incapacidade para novos investimentos e a política agrícola. A mudança radical
nesse setor teve como conseqüência o êxodo rural. As conseqüências seriam

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Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

mais graves, com migrações para os centros maiores e maior redução de


níveis de renda da população, não fossem as outras atividades para absorver
essa mão-de-obra.

Embora não seja a atividade econômica principal, a produção


primária exerce influência sobre as demais, tornando indispensável conhecer
as suas características e situação atual. A produção agropecuária chegou a
0,10798% do total da produção agropecuária do Estado em 2003.

Muitos são os problemas enfrentados pela Empresa Paranaense


de Assistência Técnica e Extensão Rural – EMATER – órgão vinculado à
Secretaria de Agricultura e Abastecimentos do Estado, cuja atuação tem sido
fundamental para o desenvolvimento do setor. A EMATER tem se esforçado
em reduzir os problemas relativos ao fator de produção, aos aspectos
financeiros, ao mercado e comercialização dos produtos e à falta de
consciência associativista e planejamento municipal para a agricultura.

Na atividade agrícola atual, as principais produções dos principais


produtos agropecuários são a criação de bovinos, suínos e a produção de leite;
e as indústrias dominantes são as de produtos alimentares, madeira, bebidas,
vestuário, calçados e tecidos.

A cultura mais difundida no município de Quatiguá atualmente é a


do milho, seguido pelo feijão, pimentão, tomate, alho, arroz, café, pepino e
batata-doce. O cultivo da cebola foi definitivamente abandonado e a área de
plantio do alho foi reduzida. Na produção animal destacam-se a bovinocultura
de leite e de corte, a suinocultura, avicultura e apicultura.

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Tabela 9 – Número de produtores, área colhida e rendimento médio da agricultura em


Quatiguá em 2003
Cultura Nº de Produtores Área Colhida (ha) Rendimento Médio (Kg/ha)
Alho 25 30 8.000
Arroz 20 25 2.500
Batata Doce 10 1 15.000
Café 20 40 3.000
Feijão 70 250 1.200
Milho 130 1.300 40.000
Pepino 20 1 40.000
Pimentão 30 2 60.000
Tomate 30 10 80.000
Fonte: EMATER – Perfil da Realidade Agrícola 2003

Tabela 10 – Efetivo da pecuária e de aves em Quatiguá em 2003


Criação Nº de Produtores Rebanho
Bovinocultura de Corte 105 12.000 cabeças
Bovinocultura de Leite 40 2.000 cabeças
Bovinocultura Mista 120 6.000 cabeças
Suinocultura 30 6.000 cabeças
Caprinocultura 2 100 cabeças
Ovinocultura 6 80 cabeças
Apicultura 10 100 colméias
Avicultura 15 6000 cabeças/50dias
Piscicultura 4 11Kg/m3 ao ano
Fonte: EMATER – Perfil da Realidade Agrícola 2003

Tabela 11 – Atividade florestal em Quatiguá em 2003


Área Produzida Idade de Corte Rendimento Médio
Espécie Nº de Produtores 3
(ha) (anos) (m /ha)
Eucalipto 50 80 15 12.000

Pinus 15 5 20 10.000

Fonte: EMATER – Perfil da Realidade Agrícola 2003

A agropecuária em Quatiguá apresenta diversos problemas, entre eles:

 Os produtores de leite estão concentrados nas pequenas propriedades,


o que dificulta a alimentação dos animais no período de inverno;

 Animais com baixa aptidão leiteira necessitando de melhoria no plantel;

 Leite produzido de baixa qualidade;

 Necessidade de organização e infra-estrutura de apoio à produção;

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 Falta de diversificação agrícola;

 Produtores descapitalizados;

 Falta de qualificação do produtor rural;

 Falta de organização dos produtores;

 Estradas vicinais em mau estado de conservação;

 Erosões das pastagens e áreas de cultivo assoreando os mananciais de


água;

 Falta de agroindústrias para manufaturar os produtos agrícolas;

 Baixo poder de comercialização;

 Desconhecimento, por parte dos produtores, das potencialidades


oferecidas pelos consumidores da região.

A grande maioria dos produtores é de pequeno e médio porte, sendo


predominante a situação de proprietários seguidos de arrendatários e
parceiros, sendo que, no segundo caso, são contratos ligados à estrutura
familiar, onde os pais fazem parceria, principalmente com os filhos casados.

Os parceiros estão ligados às culturas permanentes, como o café e


atividades como avicultura e olericultura.

Os pequenos produtores, os parceiros e arrendatários encontram


muita dificuldade em obter recursos, pois a maioria não possui área suficiente
para atender as exigências dos financiamentos bancários e por outro lado,
também não suportariam uma atividade com os juros cobrados pelos agentes
financeiros.

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Outra dificuldade enfrentada é a falta de organização em grupos,


que seria a forma mais adequada de enfrentar os problemas e buscar
soluções.

Embora existam algumas políticas de incentivo a nível estadual,


como Paraná 12 meses, os recursos disponíveis são insuficientes para atender
a demanda dos produtores. O Paraná 12 Meses é um Programa do Governo
do Estado do Paraná, em parceria com o Banco Mundial, com o objetivo de
contribuir para a melhoria das condições sociais dos pequenos agricultores,
proporcionando investimentos em habitação e saneamento básico;
recuperação e preservação do solo agrícola e do meio ambiente como um
todo; geração de postos de trabalho no meio rural; aumento da renda familiar e
regularidade de ganhos durante os 12 meses do ano.

Na esfera municipal os incentivos são voltados para o atendimento


de infra-estrutura viária, o que não resolve o problema, pois os produtores
precisam de recursos e fomentos.

A atividade de apicultura no município ainda é incipiente existindo


apenas três produtores que utilizam desta atividade com mais uma fonte de
renda e vendem apenas o produto in-natura – mel e cera de abelha – no
mercado local. A produtividade é baixa com 10 kg/colméia ano, já que os
produtores não possuem uma tecnologia adequada para a atividade como
plantio de árvores e arbustos voltados para a produção de pólen o que
aumentaria significativamente a produção de mel.

A avicultura é uma atividade promissora, todavia os pequenos


produtores encontram dificuldades para financiar os barracões.

A piscicultura é desenvolvida por 04 pequenos produtores, com


criação de Tilápia, Carpa, Pacu e Pirarucu, predomina a criação de Tilápia que
é comercializada principalmente através do filé. A produção dos peixes é
bastante variável, com média de 3 kg/m3 ao ano de filé e 8 Kg/m3 ao ano das
demais espécies em média.

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Embora Quatiguá apresente aspectos turísticos que poderiam ser


explorados, esta atividade ainda se encontra estagnada por falta de incentivos
e empreendedores. O fator que tem limitado é a presença de municípios
vizinhos com maiores atrativos naturais como Tomazina e Ibaiti.

Os solos predominantes no município de Quatiguá são os Podzólico


vermelho, amarelo (PVA) e litosolo eutrófico. Nestes solos predominam as
pastagens (80%) e (20%) de Lavouras anuais.

Estes solos são de baixa fertilidade e apresentam topografia


acentuada com propensão à erosão, razão pela qual é ocupado principalmente
por pastagem.

O município apresenta ainda manchas com terras estruturadas e


Latossolo vermelho, Escuro Báltico, que são ocupados com agricultura na sua
totalidade, pois possuem alta fertilidade e aptidão agrícola para culturas anuais
e permanentes.

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2.3 Aspectos Sócio-Espaciais

2.3.1 Evolução da Ocupação Urbana

O início do povoamento da atual cidade de Quatiguá ocorreu no


início do Século XX, com o desbravamento da floresta ainda na década de
1900. As principais construções consistiam em pequenos ranchos, na maioria,
feitos de taipa e com cobertura de sapé ocupando aleatoriamente o sítio da
atual sede urbana.

A ordenação da ocupação urbana ocorreu após a inauguração do


trecho da Estrada de Ferro, ligando o povoado a Siqueira Campos e a Estação
Ferroviária em 1922, entre as ruas João Sboli e Alex Agebran. Nessa época
deu-se o início do traçado urbano ao norte da Ferrovia. Na década seguinte, a
parte sul da via férrea também foi loteada, região da Praça Expedicionário
Eurides Nascimento, devido à extensão da área de domínio da Rede
Ferroviária Federal (RFFSA). Por muitos anos a povoação ficou dividida, tendo
inclusive, diferentes nomes: Patrimônio São Sebastião e Patrimônio Nossa
Senhora Aparecida, respectivamente.

Até a década de 50 a extensa região ao longo da via férrea já era


ocupada, tanto no setor norte, como no sul, mantendo, no entanto, amplo pátio
ferroviário que só viria a ser ocupado bem mais tarde nos anos 80 e 90. Esse
crescimento deve-se principalmente à atração causada pelo fato de Quatiguá
ter se tornado pólo de distribuição de cereais.

Na década de 60 há uma aparente estagnação da expansão


urbana, não ocorrendo nenhum crescimento em termos de área devido,
principalmente, às dificuldades de comercialização de produtos perecíveis e ao
decorrente desestímulo entre os produtores.

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As maiores expansões em relação à ocupação existente até


então, ocorreram na década de 70, em função do grande êxodo rural causado
pela substituição das áreas cultivadas pela agropecuária.

A década de 80 foi caracterizada principalmente pela ocupação


da região oeste, ao sul da Estrada de Ferro, através de um grande loteamento
que, até hoje, mantém grande parte dos lotes desocupados. Nesse período,
também as áreas às margens da ferrovia na região central deram lugar a
parcelamentos. Na década de 90 a evolução da ocupação urbana deu-se pelo
preenchimento de alguns vazios urbanos e criação de pequenos loteamentos
na periferia da cidade.

Atualmente, a cidade apresenta uma tendência de crescimento


nas regiões leste e oeste, o que acentua a forma alongada da malha urbana.
Essa tendência deve-se, principalmente, às dificuldades encontradas com
relação a aspectos físicos (topografia, fundos de vale, ferrovia) e sociais
(especulação imobiliária e vazios urbanos).

2.3.2 Uso e Ocupação do Solo Urbano

Uma das características comuns a muitas cidades do porte de


Quatiguá é a concentração do comércio e dos serviços numa determinada via
principal. Nesse caso, porém, provavelmente em função da presença da linha
férrea, que divide a cidade em dois setores, Quatiguá possui duas regiões
distintas onde prevalecem as edificações comerciais e mistas: a primeira e
mais importante é a Avenida Dr. João Pessoa; a segunda, constituída pelas
ruas Vitório Zannini e Pedro Valle que, na verdade correspondem à mesma via
em trechos diferentes.

A Avenida Dr. João Pessoa agrupa os serviços, como bancos,


escritórios de contabilidade e o comércio varejista como padarias, lojas de
móveis, eletrodomésticos, confecções, produtos agropecuários, açougues,

60
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farmácias, auto-peças, etc.. Os cerealistas também ocupam lugar de destaque


nessa via. Por outro lado, o comércio predominante na rua Vitório Zannini é do
tipo pesado, como oficinas, comercialização de cereais e hortifrutigranjeiros,
bebidas, madeira, etc., bem como armazéns e transportadoras. Além dessas
duas vias, o comércio aparece pontualmente nas várias regiões da cidade, com
caráter eminentemente local.

Um aspecto interessante de Quatiguá é que, em função da malha


urbana não ser atravessada por nenhuma rodovia, as vias supracitadas
desempenham papel unicamente urbano, em termos de tráfego e uso.

A ocupação residencial na região central da cidade é marcada


pelas residências de bom padrão construtivo. Notável é o uso da madeira, que,
mesmo em construções recentes e de grande porte, é predominante graças,
principalmente, à comercialização de madeira de boa qualidade, trazida das
regiões norte e centro-oeste do país, ao baixo custo do acabamento e à
rapidez na execução, considerando-se que uma casa de pequeno porte pode
ser levantada em menos de 30 dias. No geral, as residências apresentam-se
bem conservadas e observa-se o interesse da população em zelar as
propriedades e jardins, o que surpreende e valoriza vários setores da cidade.
Esse tipo de ocupação ocorre mesmo nas saídas da cidade, como as avenidas
Antônio Saes e José Eduardo Jr.

Naturalmente, a ocupação residencial de baixa renda ocorre na


periferia da cidade, particularmente nas zonas sul e norte. Pode-se dizer que a
cidade não possui favelas.

Com relação aos problemas criados pela presença da ferrovia, o


principal deles é a divisão da cidade, que, por muitos anos foi bastante
marcante, em função da largura do pátio ferroviário (domínio da RFFSA). Na
década de 80 essa faixa foi reduzida, aproximando-se as duas partes.
Entretanto, essa característica permanece até hoje, indicando a necessidade
de urbanização do pátio ferroviário, revitalizando, e proporcionando locais de
estar e lazer públicos, suprindo a deficiência da cidade nesses aspectos.

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2.4 Aspectos Urbanísticos

2.4.1 Infra-Estrutura Urbana

2.4.1.1 Serviço de Abastecimento de Água e Coleta de Esgoto

A concessionária do serviço de abastecimento de água e esgotos


de Quatiguá é a Companhia de Saneamento do Paraná – SANEPAR. O
atendimento atinge praticamente 100% (99,95%) da malha urbana da cidade,
através de tubulação de PVC. De um modo geral, o serviço de abastecimento
de água não apresenta problemas. Numa pequena região mais antiga da
cidade, em trechos das ruas Belmiro P. de Lima, José Horácio Bueno e
Marcelino Lesniewski, a distribuição é feita com tubos de ferro fundido (cerca
de 200,00 m de extensão). Os trechos de vias que não possuem rede de água
correspondem a regiões sem ocupação ou ruas ainda não abertas. No entanto,
a SANEPAR oferece o atendimento a todas as edificações. O sistema funciona
satisfatoriamente.

A capacidade nominal do sistema de abastecimento de água é de


2.592 m3/dia e a produção mensal chega a 28.178 m3. O sistema conta com
2.182 ligações, atendendo uma população de 5.966 habitantes, o que
corresponde a 99,95% da população da cidade. A extensão da rede chega a
32.794 metros e sua capacidade de atendimento é de 12.304 habitantes. A
concessionária disponibiliza cinco funcionários para manutenção do sistema e
atendimento ao público em Quatiguá.

A captação é feita através de bomba de recalque a


aproximadamente 7.000 metros da Estação de Tratamento, no Ribeirão
Lajeado. A adutora tem diâmetro de 200 mm em PVC.

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Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

O tratamento é do tipo convencional com tanques de decantação,


filtragem e adição de cloro e flúor com dosador automático. Também, em caso
de chuvas, o PH da água é corrigido com cal.

Após o tratamento, é armazenada em três reservatórios: um


apoiado, com capacidade para 500,00 m3 no terreno da estação de tratamento,
e dois elevados; o primeiro, com capacidade para 200,00 m3, no mesmo local e
o segundo, para 18,00 m3, situado na zona oeste da cidade, próximo ao Centro
de Tradições Gaúchas. Os reservatórios são suficientes para um bom
atendimento.

Tabela 12 – Sistema de abastecimento de água do município de Quatiguá.


População Extensão
Capacidade Aduzido Produzido Ligações Ligações Tarifa
abastecida Colaboradores de
de m3 m3 PSD12 de de social
(SAA) ativos Rede
Atendimento mensal mensal água esgoto
Água. Lig. % Água m/lig
99,95 13,45
12.304 hab 30.014 28.178 12,62% 5.966 % 5 2.182 0.00 286 % 32.794 15

Fonte: SANEPAR 2005.

2.4.1.2 Serviço de Esgotamento Sanitário

A rede de esgoto instalada na cidade de Quatiguá pertence à


Prefeitura Municipal, responsável pela sua implantação, que abrange grande
parte da malha urbana, excluindo-se apenas a região a sudoeste, entre a via
férrea e a Rua Marcelino Lesniewski. O processo teve início por volta de 1983
em decorrência da lentidão da SANEPAR em viabilizar o sistema. O Poder
Público Municipal construiu, na época, grande parte da rede atual, sem, no
entanto, adotar os padrões utilizados no Estado pela SANEPAR, tais como;
localização e capacidade das tubulações, cumprindo, em parte, a promessa de
atender essa necessidade da população. O grande problema é que o esgoto
não recebe tratamento algum antes de ser despejado nos ribeirões Quatiguá e
Bonito, ambos com cabeceiras dentro do perímetro urbano.

63
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

O deságüe dos dejetos é feito sem o menor critério. Estima-se


que haja mais de setenta pontos de emissão de esgoto ao redor da malha
urbana. Outro agravante é a comunicação das redes de esgoto e de águas
pluviais, que na prática, funcionam como apenas uma. Além disso, são
freqüentes as tubulações que cruzam as quadras, estando, pois, em
propriedade particular.

Essa realidade cria uma série de dificuldades para a instalação de


uma estação de tratamento. Para que seja viável, há a necessidade de total
revisão do sistema, estimando-se, assim, que a maior parte da rede atual não
pode ser aproveitada pela SANEPAR para a regularização do sistema. Faz-se
urgente, entretanto, tal providência, face aos imensuráveis prejuízos causados
pela poluição de córregos e ribeirões com detritos orgânicos in natura. Todos
os cursos d’água do perímetro urbano encontram-se poluídos.

Está em processo licitatório a obra de implantação do Sistema de


Esgoto Sanitário pela SANEPAR, composto de desarenador, Ralf 30l/s, filtro
anaeróbio, leitos de secagem, sistema de desinfecção, 2.169 m de interceptor,
11.924 m de redes coletoras de esgoto e 642 ligações, com valor previsto de
R$2.453.000,00 e recursos do Programa Paraná Urbano. O local de
implantação da Estação de Tratamento de Esgoto e o ponto de despejo ainda
não foram definidos pela Prefeitura Municipal.

2.4.1.3 Serviço de Drenagem de Águas Pluviais

Quatiguá conta com sistema de drenagem apenas nas regiões


acima e abaixo da avenida Dr. João Pessoa, onde se observa maior
concentração de logradouros atendidos por essa infra-estrutura. Uma
importante rede de galerias inicia-se ao norte da via férrea, na Rua Pedro Valle,
e corta o traçado urbano diagonalmente até o ponto comentado anteriormente,
onde ocorre a grande depressão. A Rua da Silveira, no intervalo entre as ruas
Benedito Camilo Ramalha e Jorge Raid, funciona como cabeceira de
drenagem. Daí a importância da existência da galeria.

64
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

Contudo, a cidade carece de sistema de drenagem,


especialmente nas regiões leste e oeste, apesar destas áreas ainda
permanecerem com ocupação rarefeita. Na região sul, embora haja deficiência
quanto à pavimentação, já existem galerias de águas pluviais implantadas.
Embora seja clara a preocupação de gestões anteriores com relação à
implantação de redes de drenagem, observam-se muitos problemas e
irregularidades na infra-estrutura existentes.

Foto 1: Erosão / MB Consultoria

Um destes problemas é a emissão da rede de drenagem. A cidade


atende com rede de drenagem apenas 10% da área municipal. As dezenas de
pontos ao redor da malha urbana não possuem dissipadores de energia ou
caixas de redução de velocidade da enxurrada. A emissão ocorre somente com
a desembocadura das manilhas em vales e baixadas. Isso tem gerado focos
erosivos em todos os pontos de deságüe. Em alguns trechos, onde não há
meio-fio, o problema da erosão ocorre na própria via pública, principalmente
em regiões com declividades acentuadas.

O fato mais grave, no entanto, é a interligação da rede de esgoto


municipal nas galerias pluviais, o que, além de diversos problemas ambientais,
gera mau-cheiro nos bueiros e locais de emissão de água pluvial, normalmente
próximos de regiões habitadas.

65
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

2.4.1.4 Serviço de Abastecimento de Energia e Iluminação Pública

A concessionária do serviço de abastecimento de energia em


Quatiguá é a COPEL – Companhia Paranaense de Energia, cujo escritório
regional fica em Cornélio Procópio.

O abastecimento abrange 95% da cidade e é feito pela subestação


de Santo Antônio da Platina sendo interligado por Joaquim Távora em 13,8 KV.
A subestação de Quatiguá recebe energia em 34,5 KV e distribui na rede
urbana em 13,8 KV, chegando ao consumidor final em 127/220 V, através dos
transformadores de baixa tensão. O sistema de distribuição é realizado por
alimentadores de 13,8 KV e pela rede de baixa tensão em 110 e 220 V.

A iluminação pública é feita 40% com lâmpadas a vapor de sódio


e 60% com lâmpadas de mercúrio. Pequenos trechos não são atendidos por
essa infra-estrutura embora a rede de energia elétrica esteja disponível a todos
os domicílios.

Tabela 13 – Consumo e número de consumidores do município de Quatiguá – 2004.

Variável Consumo MWH Consumidores


Residencial 2847 1989
Industrial 952 26
Comercial 1490 240
Rural 1276 275
Poder Público 116 22
Iluminação 624 4
Serviços 325 3
Próprio 1 1
Energia Elétrica - Total 7.631 2.560

Fonte: COPEL 2005.

66
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

A energia utilizada no abastecimento do município provém do


sistema interligado nacional em corrente alternada e freqüência de 60 Hz. O
fornecimento da rede domiciliar é feito em baixa tensão 220/127V em corrente
alternada. Já o fornecimento industrial é em alta tensão: 13,8 KV e 34,5 KV,
com rebaixamento para baixa tensão 220/127V, trifásica em corrente alternada.

Tanto a rede domiciliar como a industrial apresenta um sistema


trifásico, nas tensões primárias nominais de 13,8KV, 34,5 KV e nas tensões
secundárias de 220/127 V.

2.4.1.5 Sistema Viário

A principal componente do sistema viário regional de Quatiguá é a


Rodovia Estadual PR-092, que a integra, em Joaquim Távora, com a PR-218,
comunicando com Carlópolis e Fartura (SP); mais ao norte, com a BR-153 e ao
sul, com Siqueira Campos, onde se conecta às rodovias BR-272 e a PR-424.

No âmbito municipal, existem estradas secundárias sem


pavimentação que comunicam a sede urbana com os povoados e comunidades
rurais, como Moquém, Pereira, Sapé (Município de Tomazina) bem como à
cidade de Siqueira Campos.

As estradas municipais são utilizadas basicamente para o


escoamento da produção agropecuária e, de modo geral, apresentam boas
condições de tráfego em circunstâncias normais, tendo recebido manutenção
recentemente. A circulação de veículos fica prejudicada em dias chuvosos,
mas não completamente impossibilitada. Os trechos onde há cascalhamento
apresentam desempenho bastante satisfatório.

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Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

A ferrovia encontra-se desativada. Quando da sua implantação


conectava Quatiguá a cidades importantes como Ponta Grossa, Curitiba e
Paranaguá. Ao norte do município, a via férrea levava a Cambará e Ourinhos
(SP), onde interceptava a ferrovia São Paulo – Norte do Paraná, permitindo a
interligação do município com importantes centros regionais. Esse meio de
transporte era utilizado somente para cargas.

Com relação ao sistema viário urbano, a principal via da cidade é a


Avenida Dr. João Pessoa, que no início da ocupação surgia paralela à Estrada
de Ferro. Com o crescimento da cidade na direção oeste, acabou cruzando a
ferrovia. O traçado do sistema viário de Quatiguá desenvolve-se, basicamente
ao longo dessa avenida e da via férrea, gerando uma malha alongada com
alguns braços no sentido norte-sul, dos quais a avenida José Eduardo Junior
representa o principal meio de acesso à cidade. Da rodovia PR-092 há duas
maneiras de se entrar na cidade, além da Avenida José Eduardo Jr., através do
prolongamento da avenida Dr. João Pessoa, cuja distância é bem maior.

Foto 2: Ilustração das Ruas / PMQ

De modo geral, o traçado tem desenho ortogonal, com muitas vias


inclinadas na região periférica. Não há uniformidade nas dimensões das

68
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

quadras, que, conforme o local e a época de ocupação foram assumindo


formatos mais ou menos alongados.

Quatiguá não enfrenta o problema do conflito entre tráfego rodoviário


e urbano, devido ao fato de a rodovia ficar afastada da sede urbana. A principal
característica é a criação natural de corredores de acesso à cidade, que, de
modo geral, apresentam resultados salutares ao comportamento urbano,
criando áreas adequadas a determinados usos. Todavia, a presença da
ferrovia, dividindo a cidade em dois setores, cria uma série de problemas. A
região de maior concentração de atividades comerciais e com alto poder de
atração da população fica ao sul da linha férrea, acarretando a necessidade de
transposição da ferrovia, que de fato, não pode ocorrer em muitos pontos.
Assim, a continuidade de importantes vias, como a avenida José Eduardo
Junior, fica comprometida e as passagens de nível ocorrem em trechos de
traçado muito segmentado, o que provoca rompimento no tráfego norte-sul,
precisamente o principal acesso à cidade.

Quanto às dimensões das vias, as acima mencionadas têm largura


adequada ao uso. As demais de uso local também comportam razoavelmente o
tráfego, apesar do constante trânsito de caminhões em vias estreitas. O
afunilamento na confluência da Avenida José Eduardo Junior e Rua Antônio
Rodrigues Saes, por sua vez, prejudica a criação de um corredor norte-sul a
partir desta via.

A sinalização horizontal e vertical existente foi implantada


recentemente, em cerca de 70% das vias onde havia tal necessidade. Os 30%
restantes são em vias onde a necessidade foi considerada menor, e não há
projetos atuais para obtenção de recursos para a implantação destes
equipamentos de sinalização.

69
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

2.4.1.6 Serviço de Pavimentação das Vias Públicas

O serviço de pavimentação das vias em Quatiguá é, certamente, um


dos maiores problemas urbanos a ser resolvido. Menos de 50% da malha
dispõe desse serviço. Das vias pavimentadas, mais de 50% são em
paralelepípedos ou bloquetes sextavados de concreto. As vias asfaltadas, por
sua vez, apresentam grandes trechos danificados. As causas principais da
deterioração da pavimentação asfáltica são o excesso de chuvas e o tráfego de
veículos de carga nas vias urbanas, em direção aos inúmeros
estabelecimentos de comércio de produtos agrícolas, situados na região central
da cidade.

As vias sem pavimentação utilizam como paliativo o cascalhamento,


que ameniza bastante o problema, devido às características arenosas do solo.
A maior concentração de vias cascalhadas fica entre a Avenida D. João
Pessoa e a via férrea, no setor oeste da cidade. Também na região norte
predomina as vias com cascalhamento. Nos loteamentos localizados a leste e
ao oeste, não há nenhum tipo de pavimentação.

Com relação ao calçamento dos passeios, basicamente a área que


possui algum tipo de pavimentação não apresenta problemas. A região central
da cidade, já consolidada, tem praticamente 100% da área dos passeios
pavimentada.

As vantagens desse tipo de pavimentação – o cascalho – estão


somente na relação custo benefício e na rapidez com que se regularizam as
imperfeições ocorridas nas vias, pois a qualidade do tipo de asfalto, junto à
tipologia do solo, deixa bastante a desejar. Existem ainda as áreas não
pavimentadas de forma alguma.

Nota-se uma necessidade de um plano de recapeamento de todo o


município, principalmente nas áreas sem nenhum calçamento.

70
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

Quanto à pavimentação dos passeios públicos a qualidade atende


as necessidades da população, mas é necessário estender essa malha de
pavimentação além da área central do município.

É preciso que seja decidido, juntamente com a população –


proprietários de lotes em vias não pavimentadas – a disponibilidade para a
criação de uma contribuição financeira de melhoria para que seja executado
um plano de ação para o recapeamento necessário.

2.4.1.7 Serviço de Arborização Pública

De modo geral, a cidade carece de um planejamento quanto à


escolha e implementação da arborização pública. O aspecto global da cidade
traduz-se numa paisagem árida e aberta, em função da grande área
desprovida de arborização.

Basicamente, as exceções restringem-se à região do entorno da


Igreja Matriz, ao longo de parte da rua Marcelino Lesniewski, trechos das ruas
Vitório Zannini e Pedro Valle. Também destaca-se a Rua Celina Luna Túlio,
possuindo arborização em quase toda a sua extensão. Na área central
predominam os alfeneiros e grevíleas, que não proporcionam sombreamento e
ambientação adequados, além de, na fase adulta, destruírem o calçamento.

A Praça da Igreja Matriz tem arborização abundante e diversificada,


bem como passeios e bancos, servindo de local de estar para a população. É
nessa região que a aridez característica é amenizada, ampliando a atração da
praça. A cinqüenta metros desta, outra praça contribui para a arborização
dessa região.

71
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

Foto 3: Arborização de rua / PMQ

Um dado curioso é a grande quantidade de ciprestes plantados nos


passeios públicos, em todos os setores da cidade. Esse tipo de vegetação é
absolutamente inadequado por não propiciar sombreamento, contribuindo,
assim, para a aridez da paisagem urbana e, em virtude do diâmetro dos caules
e da largura insuficiente dos passeios, impedirem o trânsito de pedestres e
prejudicarem a permeabilidade entre o solo público e o privado. Além disso,
funcionam como barreira visual, transformando alguns trechos, onde há
ciprestes em ambos os lados, em “corredores”.

Portanto, faz-se necessário um programa de arborização em toda a


área urbana, principalmente nos fundos de vale, objetivando a preservação
ambiental e evitando o surgimento de erosão. Essa proposta de adequação
para a arborização já existe dentro do PDUOS (Plano Diretor Municipal de Uso
e Ocupação do Solo) e se dará, procurando preservar as reservas nativas e
substituindo as árvores inadequadas – a exemplo dos ciprestes – por árvores
adequadas, típicas da região.

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Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

2.4.1.8 Áreas de Preservação

Quatiguá apresenta três cursos d’água em seu perímetro urbano:


o Ribeirão Bonito ao norte, o Ribeirão Quatiguá e o córrego Água do Serrado
ao sul. Os rios são quase ausentes de mata ciliar, contribuindo para o seu
assoreamento e poluição. Todos eles encontram-se poluídos, sendo que o
Ribeirão Quatiguá e o córrego Água do Serrado estão num estado mais crítico
por receberem o esgoto da cidade sem nenhum tratamento. Ao norte do
perímetro urbano há uma grande concentração de vegetação com potencial
para área de lazer pública. A recuperação das águas urbanas e a implantação
de uma política de preservação eficaz quanto aos cursos d’água e às reservas
de matas faz-se extremamente necessária.

73
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

2.4.2 Equipamentos Urbanos e Comunitários

2.4.2.1 Educação

O sistema educacional da zona urbana do Município de Quatiguá


está dividido da seguinte forma:

 Colégio Estadual João Marques da Silveira – Ensino


Fundamental e Médio: localizado ao sul da ferrovia, na
região de ocupação mais antiga, atinge hoje, com raio de
800 metros, grande parte da malha urbana. No entanto,
devido à expansão urbana ao longo da ferrovia e da
Avenida Dr. João Pessoa, as periferias nesse sentido ficam
fora do raio de abrangência do Colégio, a distâncias de até
1200 metros. A mesma tendência se observa no sentido
norte, ao longo da Avenida José Eduardo Junior, embora
apenas o setor extremo esteja fora do raio. Isso ocorre,
porque no sentido norte-sul o Colégio ficou descentralizado
na malha;

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Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

Foto 4: Escola Municipal / PMQ

 Escola Estadual Pedro Gonçalves Lopes – Ensino Fundamental: situado


numa região mais central atende grande parte da cidade. No entanto,
devido à proximidade com a Escola Municipal, ocorre uma sobreposição de
áreas de abrangência, enquanto que grandes regiões a leste e a oeste
ficam a uma distância demasiada;

 Escola Municipal Bom Pastor – Ensino Fundamental e Educação Infantil:


localiza-se no mesmo terreno do Colégio Estadual João Marques da
Silveira. Como o raio de abrangência recomendado para escolas de ensino
fundamental é de 600 metros, o problema torna-se mais evidente; a escola
conta com um projeto “Sala de Leitura”, que tem o objetivo de proporcionar
aos alunos subsídios para a leitura e principalmente a escrita elaborou-se
um projeto intitulado “Use a Imaginação”. O referido projeto envolve todos
os alunos do curso de Educação Infantil e do Ensino Fundamental. Em
2007, no inicio do ano letivo foram acrescentados às atividades de
matemática para desenvolver o raciocínio lógico dos alunos, ao nível de
cada série e o projeto Soletrando;

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Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

 Escola Municipal São Francisco – Ensino Fundamental-Fundada em 2004,


situa-se ao Norte do Município, Funciona em prédio cedido pelo Centro
Catequético da Capela Santo Antonio, no Jardim Cristal, rua: Ângelo
Menarbine, s/n. A comunidade assistida por esta escola é em sua maioria
de família de baixa renda, cuja vivencia familiar é desprovida de estrutura
educacional das necessidades para o mínimo de qualidade de vida;

 Escola Municipal São Henrique;

Foto 5: Escola Municipal / PMQ

 Centro de Educação Infantil Santa Maria;

 Escola Dó-Ré-Mi LTDA;

 Escola de Educação Especial São Lucas-Esta situada na rua “D”, s/nº, no


Jardim Chapada, funcionando nos turnos matutino e vespertino. A escola
atende a 69 alunos com necessidades educativas especiais, sendo esta
clientela de várias faixas etárias;

 Projeto de Escolarização de Jovens e Adultos – EJA;

76
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

 Projeto Piá-O Projeto de Integração da Infância e Adolescência foi criado


com o objetivo de favorecer a permanência dos educandos num contexto
educativo, enquanto os pais trabalham fora. Fundado no município de
Quatiguá, por intermédio da Secretária Municipal da Criança e Assuntos da
Família, mantido pela prefeitura Municipal, responsável pelo repasse de
funcionários, materiais permanentes, didáticos, de consumo e alimentação.
O projeto caracteriza-se como um espaço destinado a crianças e
adolescentes de 07 a 14 anos de idade, no período contrário ao da escola,
dando à criança e adolescente a oportunidade de entrar em contato com
sua cultura e com os hábitos de sua comunidade, possibilitando a eles o
exercício pleno de cidadania.

Foto 6: Escola / PMQ

A população estudantil total da cidade em 2003 é de 1779 alunos


matriculados no ensino infantil, fundamental, médio, especial e alfabetização de
adultos como se pode observar na tabela abaixo:

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Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

Tabela 14 – Total de alunos matriculados, evasão escolar e professores na rede de


ensino de Quatiguá em 2003

Alunos Evasão Sem Nível


Estabelecimento Professores
Matriculados Escolar Superior
E. M. Bom Pastor 419 003 035 001
E. M. São Francisco 185 000 021 001
C. E. I. Santa Maria 111 003 006 000
Projeto PIÁ 083 000 005 000
P. E. J. A. 003 000
E. E. E. São Lucas 053 000 017 002
Escola Dó-Ré-Mi LTDA 072 000 019 000
E. E. Pedro Gonçalves
536 020 029 002
Lopes
Col. E. João Marques da
320 035 020 001
Silveira
Total 1779 063 155 007

Fonte: Divisão de Educação 2004.

A escola Municipal Bom Pastor tem utilizado o edifício


pertencente ao Estado do Paraná, não atendendo à demanda de estudantes
atual. Existe a necessidade de construção de um novo edifício para comportar
os estudantes da rede pública de ensino.

2.4.2.2 Saúde

Com relação aos estabelecimentos que prestam serviços na área da


saúde, Quatiguá conta com dois estabelecimentos: o Hospital de Caridade São
Vicente de Paulo e o Centro de Saúde Municipal.

O Hospital de Caridade São Vicente de Paulo, localiza-se na Rua


Capitão Osman, no centro da cidade. Tal hospital é uma entidade filantrópica
aprovada pelo Conselho Nacional de Assistência Social – CNAS. Não se trata
de um hospital de pequeno porte, contando com apenas cinco médicos nas

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Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

áreas de clínica médica, clínica cirúrgica, clínica obstétrica e clínica pediátrica,


sendo no total trinta leitos, cuja utilização chega a sua totalidade sendo
distribuídos conforme a tabela abaixo:

Tabela 15 – Quantidade de leitos no Hospital de Caridade São Vicente de Paulo em


Quatiguá em 2004

Especialidade Nº de Leitos
Clínica Médica 016
Clínica Cirúrgica 002
Clínica Obstétrica 006
Clínica Pediátrica 005
Leitos Observação 001
Total 030

Fonte: Secretaria Municipal de Saúde 2004

O hospital conta com laboratório de bioanálises terceirizado. Com


relação a equipamentos, o hospital possui um aparelho para anestesia geral,
dois berços aquecidos, duas incubadoras, um aparelho para fisioterapia com
sete lâmpadas, uma tenda para oxigênio de 15 cm, um respirador
microprocessado, uma mini-tenda tipo capacete, um conjunto de oxigenação e
um desfibrilador HSO1. Além dos médicos já citados, o corpo técnico agrupa
ainda um enfermeiro, onze auxiliares de enfermagem e três técnicos de
enfermagem, um farmacêutico e dois auxiliares administrativos. O atendimento
do hospital atinge Quatiguá e municípios vizinhos, e nestes casos é realizada
uma transferência de AIH – Autorização de Internamento Hospitalar, que trata-
se de um número fixo de internamentos autorizado para cada município. O
prédio é adequado conforme exigência do Serviço de Vigilância Sanitária e
passa por controles para conservar o meio ambiente hospitalar.

O Centro de Saúde Municipal presta atendimento ambulatorial,


clínica geral, pediátrico, ginecológico e odontológico oferecido gratuitamente e
mantido pelo Sistema Único de Saúde – SUS. Para isso dispõe do seguinte
quadro de pessoal:

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Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

Tabela 16 – Quadro de pessoal do Centro de Saúde Municipal de Quatiguá em 2004

Função Quantidade Carga Horária (h/sem)


Agente Comunitário 012 40
Agente de Saneamento 004 40
Agente de Vigilância Sanitária 002 40
Assistente Social 001 40
Auxiliar Administrativo 003 40
Auxiliar de Análises Clínicas 002 40
Auxiliar de Enfermagem 003 40
Auxiliar de Enfermagem do PSF 002 40
Bioquímico 001 40
Cirurgião Dentista 002 20
Enfermeiro do PSF 001 40
Enfermeiro 001 20
Enfermeiro Obstetra 001 20
Farmacêutico 001 40
Fonoaudiólogo 001 20
Médico do PSF 002 40
Médico Clínico Geral 001 20
Operador de Equip. Médicos 001 40
Profissionais de Nível Técnico 001 40
Psicólogo 001 20
Total 043

Fonte: Secretaria Municipal de Saúde 2004.

Em média, são atendidos diariamente cinqüenta pacientes da


área médica, dezesseis da área odontológica e quinze da área laboratorial,
atingindo trezentos pacientes atendidos semanalmente. Os pacientes que
necessitam de cuidados mais especializados, são encaminhados para outras
cidades depois de previamente medicados. Jacarezinho, Santo Antônio da
Platina, Curitiba e Londrina são as cidades mais procuradas. O Centro de
Saúde necessita de ampliação de suas instalações para melhorar o
atendimento ao público.

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Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

Com relação ao raio de abrangência destes estabelecimentos de


saúde, os dois encontram-se bem localizados, ambos no centro da cidade. O
raio de abrangência do hospital engloba toda a cidade; já o centro de saúde
possui abrangência limitada atingindo somente o centro. Conforme mapa
anexo.

Além destes dois estabelecimentos, Quatiguá ainda possui três


clínicas de fisioterapia, cinco clínicas odontológicas, três consultórios médicos
e dois laboratórios de análises clínicas, todos estes particulares.

2.4.2.3 Assistência Social

Um dos setores que se destacam na administração pública


municipal é o da Assistência Social, apesar da falta de recursos humanos. O
trabalho é desenvolvido em conjunto pelo Conselho Municipal de Assistência
Social, instituído conforme determinação da Lei Federal 8742/93 – Lei Orgânica
da Assistência Social – pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do
Adolescente e pelo Conselho Tutelar, criado em fevereiro de 1996.

O Serviço de Assistência Social atua nas áreas da educação e


saúde. Na educação, o trabalho visa à redução da evasão escolar,
primeiramente através de visitas domiciliares para conscientização dos pais,
antes de recorrer ao Ministério Público. Na saúde, faz-se o encaminhamento de
pacientes, que precisam de um atendimento mais especializado ou complexo,
para outras localidades, incluindo o acompanhamento, quando necessário.

A Ação Social promove campanhas periódicas que envolvem todos


os segmentos da sociedade, obtendo sempre um resultado bastante
satisfatório, tendo em vista a solidariedade que é uma característica do povo de
Quatiguá.

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Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

O Centro de Educação Infantil Santa Maria atende 107 crianças de 0


a 6 anos. O Projeto de Integração da Infância e Adolescência – PIÁ atende 80
crianças, nos períodos matutino e vespertino, na faixa etária de 7 a 14 anos. Já
o Lar dos Idosos atende em média onze idosos de 44 a 80 anos, contando com
14 leitos, sete masculinos e sete femininos. A APAE – Associação de Pais e
Amigos dos Excepcionais de Quatiguá presta atendimento a cinqüenta e sete
portadores de deficiência.

2.4.2.4 Esporte, Cultura e Lazer

Historicamente, Quatiguá é caracterizada por uma série de


manifestações religiosas e festas populares, como Folia dos Reis Magos, de 1º
a 6 de janeiro e as festas juninas. Há algumas décadas, havia muito
brilhantismo e animação, envolvendo toda a população da cidade. Atualmente,
como reflexo das mudanças de valores, têm perdido o caráter antigamente
demonstrado.

Ainda em termos de cultura, é importante a existência marcante


do Cine Avenida, com capacidade para 150 pessoas na década de 1950. Hoje
a cidade não dispõe de local semelhante. O Poder Público Municipal mantém
em funcionamento uma Biblioteca, que também existe há várias décadas.

Incluem-se ainda o Rotary Clube e o Centro de Tradições Gaúchas –


CTG, remanescente dos eventos relacionados com a Revolução de 1930, que
deixaram marcas importantes na cultura da cidade.

Atualmente, as atividades relativas ao convívio social restringem-se


às festas e promoções que são feitas no Parque do C.T.G., tais como Festa
Junina, Semana do Município, Festa da Padroeira, etc.

O lazer da população local está intimamente vinculado com a prática


de esportes, como fica evidente na existência do Clube, do Estádio e do
Ginásio de Esportes. Nos finais de semana, as atividades de maior atração são
as partidas de futebol e os campeonatos municipais e regionais.

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Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

2.4.2.5 Religião

As principais religiões encontradas em Quatiguá são a Católica, a


Congregação Cristã do Brasil e a Presbiteriana. As outras religiões não são
expressivas no contexto municipal.

Foto 7: Matriz / PMQ


2.4.3 Serviços Públicos

2.4.3.1 Transportes

Embora a cidade tenha recebido, em primeiro lugar, a Estrada de


Ferro como meio principal de interligação com outros municípios e estados,
atualmente o único transporte de passageiros e cargas é o rodoviário, através
da PR-092 que permite fácil e rápido acesso a importantes regiões. A ferrovia
encontra-se totalmente desativada.

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Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

As principais linhas de ônibus intermunicipais têm como destino as


cidades de Wenceslau Braz, Santo Antônio da Platina, Jacarezinho, Curitiba,
Sorocaba, São Paulo e Santos. Estas linhas são oferecidas pela empresa
Princesa do Norte, e têm atendido a contento a população local, tendo
quantidade suficiente de linhas e horários.

Em virtude da busca de Ensino Superior na cidade de Jacarezinho, a


Prefeitura Municipal mantém transporte exclusivo e diário para aquela cidade.
Também faz o transporte diário de alunos da zona rural para as escolas da
zona urbana.

Esses transportes geram um custo para o município, no entanto


esse custo se justifica, pois a prestação desse serviço evita que haja um êxodo
populacional de grande intensidade, já que a população necessita de formação
acadêmica e cultural, as quais a cidade não dispõe.

2.4.3.2 Telefonia

Quatiguá possui escritório e posto telefônico da Brasil Telecom,


concessionária do serviço de telefonia na cidade. Há no perímetro urbano sete
telefones públicos concentrados no centro da cidade, número insuficiente
destes elementos urbanos. Toda a cidade é atendida pelo serviço de telefonia
privada.

A telefonia rural é precária, nem mesmo a periferia é atendida com


telefones públicos.

O serviço de telefonia celular conta, atualmente, com duas torres


transmissoras, sendo que uma terceira já está em fase de instalação.

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Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

2.4.3.3 Correios e Telégrafos

A cidade possui uma agência dos Correios na região central com


três funcionários fixos e dois carteiros. A agência conta com cem caixas
postais, das quais cinqüenta e duas estão alugadas. A quantidade de volumes
enviados é de 270/dia e a de recebidos é de 750/dia.

2.4.3.4 Comunicação Social

Os sinais de TV das Redes: Vida, Bandeirantes, Record e SBT, são


captados diretamente de São Paulo, através de antenas parabólicas e
retransmitidos por aparelhos em VHS mantidos pelo município. A transmissão
direta impossibilita à população de Quatiguá o acesso às notícias e programas
regionais e estaduais através desses canais. Apenas a Rede Globo é
retransmitida pela TV Coroados de Londrina em UHF.

Entre as estações de rádio destacam-se as emissoras dos


municípios da região: Santo Antônio da Platina, Siqueira Campos, Cornélio
Procópio e Londrina, captadas em AM e FM.

A falta de notícias e anúncios da região e do Estado, através das


redes de TV, devido à transmissão direta, são supridas pela imprensa escrita.
Os jornais de maior circulação são: O Estado do Paraná e Gazeta do Povo,
ambos de Curitiba e a Folha de Londrina, da imprensa do Paraná. O jornal
“Estado de São Paulo” também está entre os mais lidos, o que demonstra o
interesse da população por questões além do âmbito estadual ou regional.

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Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

2.4.3.5 Serviço de Limpeza Pública

Toda a sede urbana de Quatiguá é atendida pelo serviço de


coleta de lixo. A Prefeitura possui um caminhão e equipe de quatro coletores. O
lixo coletado é depositado em aterro sanitário municipal, situado a
aproximadamente dois quilômetros do limite do perímetro urbano, na saída
pelo prolongamento da Avenida Dr. João Pessoa. Existe também um grupo de
pessoas que recolhem materiais recicláveis com o apoio da prefeitura que
distribui sacos plásticos e disponibiliza um trator com carreta para recolher
esse material que é vendido para empresas de outros municípios.

O aterro sanitário foi criado em Março de 1992, e encontra-se


próximo aos limites de utilização. Está em estudo um consórcio intermunicipal
com os municípios vizinhos para a criação de um aterro intermunicipal, sem
local definido.

Foto 8: Lixão / MB Consultoria

O maior problema desse serviço é a destinação única, tanto para o


lixo comum e de varrição, como para o lixo hospitalar, o que pode causar
graves danos à saúde da população. Também, não há programa de reciclagem
ou separação do lixo. A coleta de lixo reciclável é realizada por catadores de

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Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

papel pelo município e, apesar de não existir um projeto de criação de um


sistema de coleta seletiva, aparentemente tal projeto teria uma aceitação
razoável por parte da população.

Mostra-se então uma grande necessidade de criação, não apenas


de um sistema de coleta seletiva e um novo aterro – como já se encontra em
estudo – mas principalmente de um sistema específico eficiente para depósito
do lixo hospitalar, já que este exige um tratamento específico.

Todas as vias com pavimentação asfáltica ou com paralelepípedos


são atendidas pelo serviço de varrição pública.

2.4.3.6 Serviço de Parques, Jardins e Cemitérios

Quatiguá não possui parques, apresentando somente duas


praças localizadas na área central. Faz-se necessária a requalificação destas e
criação de outras praças na cidade, bem como a implantação de áreas de lazer
para a população. A ferrovia, desativada, possui às margens de suas linhas
uma extensa área, hoje abandonada, que possui um grande potencial para a
implantação de tais áreas.

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Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

Foto 9: Praça / PMQ

O cemitério, localizado na zona sul da cidade é mantido pelo


Poder Público Municipal, conta com um funcionário, responsável pela
manutenção, jardinagem e sepultamento, não havendo necessidade de mais
funcionários.

Com relação às instalações físicas, não possui Capela Mortuária,


os velórios são realizados nas residências.

88
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

2.5 Aspectos Administrativos e Legislação Urbanística

A Lei 795/91 dispõe sobre a Organização Administrativa da


Prefeitura de Quatiguá, cuja estrutura segue abaixo:

 Órgão de Assistência Imediata:

 Gabinete do Prefeito.

 Órgão de Assessoramento:

 Assessoria Técnica.

 Órgão de Administração Geral:

 Divisão de Administração;

 Divisão de Finanças.

 Órgão de Administração Específica:

 Divisão de Educação;

 Divisão de Saúde e Assistência Social;

 Divisão de Obras e Serviços Públicos;

 Divisão de Fomento Agropecuário.

O quadro de pessoal da Prefeitura Municipal de Quatiguá foi


criado pela Lei 792/90. Os servidores públicos municipais da administração
direta têm quadro único de pessoal, e este é integrado pelos cargos de

89
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

provimento em comissão e pelas funções ou empregos públicos, sendo estes


sob regime da CLT.

Fazem parte da legislação municipal a Lei Orgânica do Município


e o Código de Posturas.

Foto 10: Prefeitura Municipal / PMQ

ORGANOGRAMA
Obs.: Este Organograma foi elaborado pela Prefeitura Municipal, portanto foi colocado no
Plano como informação do mesmo modo que recebido, sem alteração alguma, mesmo
havendo algumas repetições de departamentos.

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Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

PREFEITO

Gabinete*

Assessoria Técnica**

Divisão de Administração* Divisão de Finanças*

Saúde de Seção de Materiais, Seção de Seção de Seção de Seção de


Pessoal e Patrimônio e Serviços Contabilidade Tesouraria tributo e
Cadastro Protocolo Gerais Cadastro

Divisão de Obras e Divisão de Divisão de Saúde e Divisão de Fomento


Serv. Público Educação Assistência Social Agropecuário

Divisão de Obras e Divisão de Divisão de Saúde e


* * * Divisão de Agropecuário
Serv. Público Educação Assistência Social

Seção de Obras Seção de Ensino Seção de Saúde Pública


e Edificações

Seção de Seção de Assistência ao Seção de Ação


Transportes Educando Comunitária

Seção de Serv. Seção de Cultura e Esportes Seção de Assist. ao


Publicos Menor

Seção de Merenda Escolar

* Chefes de Divisão: cargos Obs.: informação cedida pela


de provimento em comissão:
PMQ.
* Assessor

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Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

3. DEFINIÇÃO DE DIRETRIZES
E PROPOSIÇÕES

92
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

3. DIRETRIZES E PROPOSIÇÕES

3.1 Síntese

O Município de Quatiguá possui inúmeros aspectos favoráveis


que permitem até certo ponto o desempenho satisfatório de muitas funções
urbanas, como organização administrativa, infra-estrutura de abastecimento de
água e energia elétrica, setor comercial e agropecuário atuantes, etc..

Embora a cidade tenha plenas condições de comportar o


crescimento futuro, há a necessidade de gerência de alguns problemas
detectados, de modo a garantir e melhorar a qualidade de vida e tornar a
cidade apta a permitir a simultaneidade do desenvolvimento e da preservação
de espaços urbanos e do meio-ambiente.

Com base nisso e nos conjuntos de condicionantes analisados até


aqui, foram definidas as seguintes diretrizes para o desenvolvimento urbano,
nas quais se fundamentará a elaboração das minutas de lei do Plano Diretor
Municipal:

 Determinação das áreas que requerem Urbanização


Prioritária, devido à carência de algum tipo de infra-
estrutura ou equipamentos urbanos;

 Direcionamento do crescimento urbano para as áreas


consideradas prioritárias para expansão através do
estabelecimento de meios legais;

 Implantação de política de preservação e recuperação de


fundos de vale e recursos hídricos.

93
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

3.2 Indicadores e Propostas

A partir dos problemas e potencialidades levantados e analisados


anteriormente, foi possível estabelecer de forma clara e objetiva algumas
prioridades no Município de Quatiguá e sua sede urbana.

Visando melhorar a qualidade de vida da população de forma geral,


foram formuladas propostas, na maioria das vezes já consideradas nas minutas
de Projetos de Lei, ou necessitando de programas especiais para serem
implantadas.

Organizar e planejar o uso e a ocupação do solo em toda a sede do


Município, baseando-se na priorização das propostas lançadas, foi a forma
encontrada para efetivar o cumprimento da função social da propriedade
urbana.

94
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

3.3 Gestão dos Segmentos

Considerando as principais deficiências e potencialidades dos


aspectos ambientais, socioeconômicos, socioespaciais, de infra-estrutura, de
serviços públicos e institucionais, anteriormente apresentadas, e com base nos
trabalhos realizados pela Equipe Técnica Municipal, em conjunto com a Equipe
Técnica da consultoria, são elencadas as diretrizes para o Plano Diretor do
Município de Quatiguá, baseadas nos seguintes eixos:

 Gestão ambiental, cuja política básica consiste na


conservação dos recursos naturais, com programas de
controle, recuperação e valorização ambiental:
 Fundos de vale devem ser reflorestados.
 Arborização nas vias de forma adequada.
 Desocupar os ribeirões.
 Despoluição dos Ribeirões Bonito e
Quatiguá.

 Gestão socioeconômica, cuja política básica consiste no


desenvolvimento social e econômico, a partir da colaboração
participativa de todos os atores em diversos níveis dos
processos decisórios, com programas de inclusão social e
econômica, dinamização dos setores primário, secundário e
terciário, além do turismo;

 Gestão socioespacial, cuja política básica consiste na


distribuição espacial das atividades para o alcance da
Sustentabilidade do município e da sua adequada inserção
regional, com programas de estruturação espacial e
habitacional;

95
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

 Gestão da infra-estrutura e serviços públicos, cujas


políticas básicas consistem na otimização desses
componentes, com programas de adequação da infra-
estrutura de circulação, saneamento, energia, comunicações
e funerária, bem como dos sistemas educacional e
profissional, de saúde, assistência social, cultura, esporte e
lazer, e também da segurança pública;

 Gestão institucional, cuja política básica consiste na


articulação administrativa e legal, com programas de
otimização da administração pública, regulamentação
normativa e participação da sociedade.

96
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

3.4 Condicionantes, Deficiências e Potencialidades

Aspectos Físico-Ambientais
ASSUNTO CONDICIONANTES DEFICIÊNCIAS POTENCIALIDADES
Hidrografia - Melhoria das condições dos - Mananciais de água com - Implantar um viveiro de mudas
mananciais. pouca proteção. adequadas para a recomposição
- Assoreamento dos das matas ciliares dos rios e
mananciais de água e mananciais de água, minas e
contaminação de ribeirões e represas.
córregos.
Relevo - Relevo ingrime em parte da - Irregularidade das - Proibição da ocupação de áreas
cidade (até 15%). ocupações e áreas com declividade acentuada, ou
urbanizadas abaixo da linha não recomendadas pelo tipo de
férrea, onde a declividade é solo.
superior a 15%.
- Restrições na implantação
de infra-estrutura.
Recursos Florestais - Diminuição gradativa das - Degradação do meio - Implementação de um programa
reservas de mata nativa no ambiente. de reflorestamento eficiente e
município. com fiscalização no município.

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Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

Matas Ciliares - Fundo de vale com pequenas - Poluição e assoreamento - Recuperação das matas ciliares
áreas providas de mata ciliar, de do leito dos cursos d’água. ao longo dos córregos e cursos
modo rarefeito e descontinuo. - Diminuição da qualidade de d’água, na faixa definida na Lei de
vida da população. Zoneamento.
Serviço de Arborização - Ausência de arborização -Deterioração de passeios, - Fomento a arborização de vias,
adequada nas vias públicas, as falta de sombreamento e através de trabalho conjunto entre
espécies predominantes permeabilidade visual e a Prefeitura, a EMATER e os
(Grevílea, Alfeneiro e Cipreste) paisagem árida. estabelecimentos de ensino.
são inadequadas. Prever doação de mudas de
espécies adequadas, orientações
técnicas quanto ao plantio, à poda
e demais cuidados necessários
com a arborização pública.
Áreas de Preservação de - Fundo de vale com pequenas - Poluição e assoreamento - Recuperação das matas ciliares
Fundo de Vale áreas providas de mata ciliar, de do leito dos cursos d’água. ao longo dos córregos e cursos
modo rarefeito e descontinuo. - Diminuição da qualidade de d’água, na faixa definida na Lei de
vida da população. Zoneamento.

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Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

Aspectos Econômicos
ASSUNTO CONDICIONANTES DEFICIÊNCIAS POTENCIALIDADES
Serviços / Indústria / Comércio - Falta de fiscalização do - Venda ilegal de - Controle dos maiores produtos
comércio clandestino. produtos, prejudicando os comercializados no município.
- Falta de incentivos a vendedores autorizados. - Lei de Incentivo a
industrialização. - Falta de local apropriado Industrialização.
- Qualificação de mão-de- para o produto industrial. - Fiscalização do Comércio
obra. clandestino.
- Criação de barracões para
incubadora industrial.
- Aumento da produção industrial.

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Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

Aspecto da Infra-estrutura Básica


ASSUNTO CONDICIONANTES DEFICIÊNCIAS POTENCIALIDADES
Serviço de Abastecimento - Melhoria no sistema de - Má qualidade no - Viabilizar tratamento de água
de Água abastecimento de água. abastecimento de água na nas áreas rurais.
área rural.
- Degradação do meio
ambiente e diminuição da
qualidade de vida urbana.
- Contaminação dos
ribeirões Quatiguá e Bonito
por dejetos in natura do
esgoto da cidade.
Sistema de Drenagem de - Melhoria no sistema de - Rede de esgoto interligada - Instalação do Sistema de
Águas Pluviais drenagem e esgoto. à rede de drenagem de Drenagem em toda Área Urbana
águas pluviais e sem e Rural.
estação de tratamento. - Implantação de rede de coleta e
- Poluição dos cursos d’água tratamento de esgoto da
urbanos. SANEPAR atingindo também os
- Condição salubre bairros que ainda não contam
deficiente, gerando focos e com o serviço.

100
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

causando doenças. - Isolamento da rede de galerias


- Sistema de drenagem de de águas pluviais da rede de
águas pluviais não possui esgoto e implantação de
dissipadores de energia. emissários com dissipadores de
- Surgimento de áreas energia.
erodidas no perímetro
urbano.
Serviço de Telefonia - Ampliação dos serviços - Falta de telefones públicos - Instalação de telefones públicos
telefônicos. nas áreas periféricas. nas áreas mais afastadas.
- Diminuição da qualidade de
vida da população.

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Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

Sistema Viário
ASSUNTO CONDICIONANTES DEFICIÊNCIAS POTENCIALIDADES
Rodovias - Péssimas condições de - Aumento no risco de - Diminuição dos riscos em
algumas rodovias. acidentes. acidentes e melhoria para a
economia do município.
- Melhoria das rodovias.

Estradas Municipais - Condições precárias das - Aumento de risco de - Diminuição dos riscos em
estradas municipais. acidentes. acidentes e melhoria para a
economia do município.
- Melhoria das estradas.
Malha Urbana - Vias públicas com tipo de uso - Estabelecimentos - Proibição de utilização das vias
inadequado. comerciais de determinados para beneficiamento de produtos
produtos utilizam os agrícolas e demais usos que
passeios e as vias públicas prejudicam o tráfego tanto de
para benefício próprio. veículos quanto de pedestres.
- Degradação do meio
ambiente e diminuição da
qualidade de vida urbana.
- Circulação de veículos

102
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

pesados nas regiões


centrais da cidade,
prejudicando o tráfego no
sentido norte-sul.
Vazios Urbanos - Grandes vazios entre as áreas - Grande número de lotes - Adensamento das áreas de
ocupadas. vazios nas zonas oeste e ocupação rarefeita; promoção da
- Ocupações em áreas leste da cidade e em alguns ocupação de áreas mais próximas
inadequadas. pontos centrais. às consolidadas e de vazios
- Infra-estrutura onerosa urbanos para permitir a
para o município. otimização da infra-estrutura
- A delimitação do perímetro existente, restringindo o
urbano atual, permite o crescimento excessivamente
parcelamento de áreas muito linear da cidade.
isoladas. - Redução do perímetro urbano
- Concentração de atual, para evitar o parcelamento
determinados tipos de de áreas afastadas.
comércio caracterizados - Estimulo à ocupação por
como pesados nas regiões estabelecimentos de comércio e
centrais da cidade. serviços do tipo pesado na
- A ferrovia divide a cidade Avenida Jorge Eduardo Junior,

103
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

em dois setores e sua mais próximo à saída da cidade.


transposição ocorre em - Eventuais expansões da malha
pontos inadequados. urbana, os novos parcelamentos
deverão garantir a continuidade
das vias.
Vias Urbanas e calçamento - Descontinuidade do traçado - A descontinuidade - Garantia de fácil acesso às vias
das vias urbanas. prejudica o tráfego urbano. de transposição da via férrea no
- Vias com mais de uma - Dificuldade na sentido norte-sul, através de
denominação. compreensão do traçado pavimentação adequada,
- Passeios muito estreitos, urbano por parte dos sinalização, proibição de
mesmo onde as ruas são mais pedestres e motoristas. obstruções causadas
largas. - Dificuldade do pedestre em frequentemente por
- Inexistência de passeios nas se locomover. estacionamento de veículos
vias sem pavimentação. - Erosão nas vias públicas, pesados, estabelecimento de vias
- Falta de meio-fio e sarjeta, dificuldade de locomoção de preferência, manutenção do
principalmente onde a nos dias de chuva. traçado atual e ordenação do
declividade é maior, tráfego.
aumentando a velocidade da - Adoção de apenas uma
água. denominação para uma via ou,
- Mais de 50% das vias não são manutenção do mesmo nome

104
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

pavimentadas, tendo como tratando-se de prolongamento de


paliativo o cascalhamento. uma via existente.
- Alargamento dos passeios,
privilegiando o pedestre nas vias
a pavimentar.
- Pavimentação e instalação de
meios-fios e sarjetas, dando
prioridade às vias com focos de
erosão.
- Pavimentação das vias,
principalmente dos bairros
periféricos e recuperação das vias
asfaltadas danificadas.
- Incentivo fiscal a moradores que
providenciarem o calçamento dos
passeios.
Arborização Urbana - Escolha de espécies - Falta de legislação - Padronização da arborização na
inadequadas nas vias públicas. especifica para poda, plantio área urbana.
entre outras ações é
realizada sem uma norma.

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Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

Sinalização Urbana - Sinalização urbana deficiente. - Falta de sinalização urbana - Melhoria no fluxo de pedestres e
para direcionar a população. veículos.
Ocupações Irregulares - Áreas ocupadas - Ocupações de áreas - Proibição da ocupação de áreas
irregularmente, em terrenos abaixo da linha férrea, onde com declividade acentuada ou
inadequados. a declividade é superior a não recomendada pelo tipo de
15%. solo.
- Restrições à implantação
de infra-estrutura básica.

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Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

Infra-estrutura Urbana
ASSUNTO CONDICIONANTES DEFICIÊNCIAS POTENCIALIDADES
Cemitério - Ampliação do cemitério. - Falta de espaços para os - Terreno próximo ao cemitério
próximos cinco anos. existente com possibilidade de
ampliação.
Lixão – Aterro Sanitário - Local inadequado para o - Lixo acumulado a céu aberto, - Criação de usina em local
depósito do lixo. causando epidemias. adequado para tratamento do
lixo.
- Melhoria da qualidade de
vida da população e melhoria
na qualidade de salubridade
do município.
Construções - Pela inexistência de - Falta de fiscalização nas - Adoção das leis urbanísticas
legislação específica, não há construções. necessárias, mediante
uma fiscalização nas fiscalização por parte do Poder
construções. Público Municipal.

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Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

Esporte, Cultura e Lazer


ASSUNTO CONDICIONANTES DEFICIÊNCIAS POTENCIALIDADES
Esporte - Adequação dos espaços e - Falta de local adequado para - Melhoria na qualidade de
equipamentos esportivos, desenvolvimento do esporte. vida da população.
como: - Pouco envolvimento da - Incentivo ao esporte.
Pista de Caminhada população com o esporte. - Melhoria na qualidade de
Quadra Coberta - Não há locais adequados vida da população.
Esporte nos bairros para o desenvolvimento de - Melhoria no desenvolvimento
Esporte para portadores de atividades esportivas para motor e qualidade de vida das
deficiências portadores de deficiência. pessoas especiais.
Adequação de arquibancadas - Falta de incentivo ao esporte. - Melhoria na qualidade do
- Falta de local para esporte para o município e
acomodação da população. região.
- Acomodações confortáveis
para atrair mais pessoas para
o estádio.
- Atividades para a Terceira - Falta de atividade para o - Causaria mais dinamismo à
Idade. pessoal da terceira idade. cidade e à população em
- Vida noturna pacata. geral.
- Criação de uma quadra de

108
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

Bocha.
- Transporte de uso específico - Dificuldade de transporte dos - Facilidade de transporte dos
para o esporte. alunos em torneios e jogos. alunos em torneios e jogos.
- Diversificação dos tipos de - Falta de lazer para - Construção de uma pista de
esportes. adolescentes e jovens. Skate.
- Incentivo ao esporte e lazer.
- Adequação do Ginásio de - Falta de local próprio para - Melhoria na qualidade do
Esportes. desenvolvimento do esporte, esporte e lazer do município.
jogos e torneios.
Cultura - Incentivo à Cultura. - Falta de incentivo à cultura. - Criar a Casa de Cultura,
espaço próprio para toda a
comunidade, com
apresentações e aulas de
teatro e música artes e outros.

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Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

Cultura - Biblioteca municipal; - Falta de informações, - Melhorar o nível de


- Construção de uma sala em dificuldades de material para conhecimento da comunidade
local centralizado para pesquisa; e facilitar a pesquisa dos
instalação de um museu - Falta de resgatar e registrar estudantes, para que as
histórico municipal. os fatos e acontecimentos, de gerações atuais e futuras
objetos antigos e fotos, desde possam conhecer e
a fundação do município até compreender as
os dias atuais. transformações ocorridas no
município.
Áreas de Lazer - Ampliar áreas públicas de - Falta de áreas de lazer - Criação de áreas verdes e de
lazer. públicas como play-grounds, uso público de lazer em
quadras esportivas e praças. regiões próximas a fundos de
vale e impróprias à ocupação
urbana, dotando-as de
benfeitorias.
- Transformar o pátio
ferroviário em área pública de
lazer.
-Construção de um parque. - Falta de lazer - Proporcionar às crianças,
brincadeiras no parque, onde

110
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

ela se defronte com desafios e


assim, passe a desenvolver
potencialidades tais como:
criatividade, raciocínio lógico,
interação, auto-estima,
autonomia e coordenação.

111
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

Educação
ASSUNTO CONDICIONANTES DEFICIÊNCIAS POTENCIALIDADES
Educação - Construção de mais escolas. - O ensino fundamental de 1ª a - Melhoria no atendimento aos
5º ano não possui espaço alunos e profissionais
físico próprio, o que causa envolvidos na educação.
transtorno no atendimento,
necessitando deslocar os
alunos para outro local cedido
pela comunidade.
- Faltam biblioteca, sala de
informática, quadra coberta,
sala de fotocópias, laboratório,
sala de teatro, oficinas
profissionalizantes, sala de
reuniões, refeitório, carteiras e
cadeiras adequadas para
atender os alunos de todas as
idades, sala de TV, piscinas,
salas: direção, secretaria,
coordenação, sala dos

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Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

professores, poço artesiano,


cozinha equipada com
armários e eletrodomésticos,
rampas, banheiros e portas
adequadas para deficientes.
- Aquisição de forno industrial;
- Jardinagem;
- Horta;
- Aquisição de forno industrial;
- Jardinagem;
- Horta;
- Parquinho com diversos
brinquedos.
Meios de transportes - Aquisição de veículos novos - Evitar acidentes;
para transporte dos alunos, - Prestar atendimento imediato
pois os de uso estão em em situações de emergências.
condições precárias.
- Aquisição de um veículo
exclusivo para cada escola.
Falta de profissionais - Contratação exclusiva para

113
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

as escolas de: psicólogos,


fonoaudiólogos, dentista,
nutricionista, enfermeira,
profissionais especializados
para dar atendimentos aos
alunos inclusos;
- Professor de Educação
Física com período integral;
- Professor de música;
- Oferta de seminários,
encontros, cursos de
capacitação de professores
semestralmente;
- Mini-farmácia com
profissional habilitado para
primeiros socorros nas
dependências da escola;
- Sala de informática com
instrutor.
Cargos e salários - Estatuto do Magistério - Valorização do profissional e

114
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

Municipal. melhoria de suas condições de


trabalho.
- Os extremos leste e oeste da - Deficiência na educação - Construção de escolas, pelo
cidade ficam fora do raio de municipal. menos de ensino fundamental
abrangência das escolas de nas áreas não atendidas.
ensino médio e fundamental.
Centro de Educação Infantil - Construção de 10 salas - Falta de local adequado para - Melhoria no atendimento aos
Santa Maria espaçosas, arejadas, para ensino. alunos.
funcionamento da entidade em
único local para atender a
demanda da clientela infantil.
- Espaço físico para biblioteca - Falta de local para incentivo - Desenvolver o hábito e o
ampla, atendendo a toda á leitura. prazer pela leitura.
procura literária.
Capacitação continuada de - Falta de curso para - Melhoria na qualidade do
profissionais e atualização qualificação profissional. ensino.
profissional.
- Concurso Municipal próprio - Falta de concurso na área da - Realização de concurso
para Educação Infantil. educação infantil. público para educação infantil.
Projeto de Integração da - Espaços para desenvolver - Falta de espaço para - Melhoria na qualidade de

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Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

Infância e Adolescência – PIÁ diversas oficinas para desenvolvimento de atividades vida da população.
crianças, adolescentes, com a população.
jovens, 3º idade e mães de
Alunos do Projeto Piá.
- Contratação de Profissionais - Falta de profissionais - Atendimento especial aos
capacitados para capacitados em diversas alunos com profissionais
desempenhar junto às áreas. específicos, buscando
crianças, adolescentes, melhoria para uma vida mais
jovens, 3º idade e mães de digna e mais feliz.
alunos; atendimentos
emocionais, psicológicos e
sociais.
- Construção de salões para - Proporcionar aos alunos uma
serem desenvolvidas reflexão sobre, cultura,
atividades educativas. provocando contrastes e
aberturas na construção de
seus significados.
- Construção de cinema. - Falta de incentivo à cultura. - A fim de adquirir
conhecimento do
funcionamento do mesmo,

116
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

bem como desenvolver a


atuação de crianças,
adolescentes, jovens, 3º idade
e mães de alunos em peças
teatrais no cinema.
- Construção de sala de - Falta de desenvolvimento e - Desenvolvimento dos alunos,
dança. conhecimento cultural. levando em consideração a
realidade cultural deles,
estabelecendo também a
relação social entre eles. A
dança tem como matéria-prima
básica, os movimentos, sendo
necessários também os
instrumentos e os
equipamentos específicos.
- Construção de sala para - Falta de desenvolvimento e - A fim de buscar nossa
Artes-Plásticas. conhecimento cultural. história na arte nos diversos
segmentos artísticos; onde o
aluno poderá expressar novas
realidades, seus sentimentos e

117
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

suas idéias, utilizando-se de


técnicas de produção e
manipulação de materiais para
construir formas e imagens.
- Construção de um teatro. - Falta de desenvolvimento e - Expressar a cultura regional e
conhecimento cultural. real, proporcionando aos
alunos um trabalho em equipe,
dando oportunidade de
enriquecimento e
desenvolvimento da expressão
corporal, da linguagem
gestual, imitativa, expressiva e
criativa.
- Construção de uma sala para - Falta de incentivo à cultura. - Desenvolver nas crianças,
música. adolescentes e jovens o gosto
pela música, bem como, as
formas mais elaboradas de
expressão rítmica, levando-os
a trabalhar com música como
uma linguagem artística, por

118
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

meio do qual o aluno conheça,


expresse e compreenda a
realidade humana.
- Construção de sala para - Falta de preocupação com - Desta forma a construção
canto, apenas os seres expressionismo dos alunos. desta sala servirá para os
humanos são capazes de usar educandos buscarem o
a voz com intenção de aperfeiçoamento na expressão
expressar emoções, vocal dentro da linguagem
procurando sempre romper as musical.
barreiras do tempo e do
espaço.
-Sala para ginástica. - Falta de incentivo ao esporte. - Os alunos terão a
oportunidade de praticar
alguns tipos de exercícios
físicos, levando-os a
flexibilidade do corpo e do
movimento. Ela deverá ser
adequada e equipada
conforme a faixa etária das
crianças, adolescentes e

119
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

jovens, visando o bem estar


dos mesmos.
-Construção de uma piscina. - Falta de interdisciplinaridade - Para além de atender o
na educação. físico, mental e competir
dentre as várias modalidades
da natação, e os educandos
terão a oportunidade de
trabalhar o próprio corpo em
todos os sentidos, pois a
natação é um dos melhores
esportes que mexe na
totalidade do corpo humano.
-Construção de uma sala para - falta de incentivo a - Contribuir no acesso ao
informática. informatização. mundo tecnológico, o qual hoje
se faz necessário a fim de
complementar a ações formais
da escola, na perspectiva de
ampliar oportunidades
culturais.
-Construção de uma - Falta de incentivo à leitura. - Desenvolver hábitos de

120
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

biblioteca, visando um maior leitura, pesquisa e estudos; o


atendimento de crianças, qual trará benefícios não
adolescentes e jovens, pois apenas para seu rendimento
nesse espaço eles terão escolar, mas para toda sua
acesso a livros, gibis e outros. vida.
Construção de uma cozinha - Falta de incentivo à culinária. - Além de ser trabalhado o
para culinária. preparo dos alimentos, esta
possui uma intenção
educativa, tal como: hábitos,
atitudes e postura adequada
oportunizando verdadeiras
aulas de educação nutricional.
Escola Municipal Bom Pastor - Criação de uma - Falta de incentivo a - Promover o lúdico,
Brinquedoteca. criatividade nas crianças. desenvolvendo a criatividade e
imaginação dos alunos.
- Ampliar a estrutura da - Falta de espaço físico - Melhoria no atendimento aos
escola, salas de aula, sala dos próprio. alunos e profissionais
professores, reunião, sala de envolvidos na educação.
tv, teatro, refeitório, cozinha
equipada com armários.

121
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

- Adequação dos espaços - Dificuldade de locomoção de - Melhoria na qualidade de


para os portadores de alunos especiais. ensino e aprendizagem dos
deficiência. alunos especiais.
- Compra de cadeiras e - Dificulta a acomodação dos - melhoria no aprendizado e
carteiras adequadas para alunos. conforto aos alunos.
atender os alunos de todas as
idades.
- Aquisição de um forno - Dificuldade na elaboração de - Praticidade e melhora da
Industrial. alimentos. merenda escolar.
- Falta de profissionais - Deficiência no atendimento - Melhoria na qualidade de
exclusivo para a escola: aos alunos. ensino.
psicólogos, fonoaudiólogo,
dentistas, enfermeiros.
- Professor de Educação
Física com período integral.
- Criação de espaços de - Deficiência no atendimento - Melhoria na qualidade de
jardinagem e hortas. aos alunos. ensino, promovendo aos
alunos contato com a terra e
plantas.
Criação de uma quadra de - Falta de local adequado para - Incentivo ao esporte nas

122
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

esportes coberta. desenvolvimento do esporte. escolas.


- Implantação de biblioteca, - necessidade de locomover - Melhoria na qualidade de
sala de informática, sala de os alunos para locais cedidos ensino e aprendizagem dos
fotocópia, laboratórios. em busca desses recursos. alunos.
Escola Municipal São - Construção de uma escola - Deficiência no atendimento - Melhoria no atendimento
Francisco de Assis no Bairro Jardim Cristal. da região. escolar.
- Construção de laboratório de - Falta de incentivo a - Melhoria na qualidade e
informática. informatização. atendimento escolar.
- Construção de sala para - Falta de incentivo a leitura - Desenvolver hábitos de
biblioteca. leitura, pesquisa e estudos; o
qual trará benefícios não
apenas para seu rendimento
escolar, mas para toda sua
vida.
- Construção de Quadra de - Local de esporte inadequado - Melhoria na qualidade de
Esporte coberta. e insuficiente. ensino e aprendizagem.
- Aquisição de Materiais e - Falta de matérias de apoio. - Melhoria no ensino e
aparelho de DVD, aparelho de aprendizado dos alunos com
som, data show, caixa maiores recursos.
acústica com microfones.

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- Equipamentos para fanfarra, - Falta de incentivo à - Melhoria no ensino,


criação da fanfarra de escola. recreação. aprendizado e
desenvolvimento dos alunos
através diversos meios.
- Sala de Recursos, sala de - Falta de materiais de apoio. - Melhoria no ensino e
recursos equipada (com aprendizado dos alunos com
materiais concretos, jogos maiores recursos.
etc.)
- Salão cultural, para - Falta de desenvolvimento e - Espaço acolhedor e que
apresentação de peças conhecimento cultural. possa garantir o acesso, a
teatrais, exposição de permanência e os avanços
trabalhos realizados pelos efetivos na aprendizagem do
alunos e reuniões. aluno.
- Assistência técnica - Falta de profissionais - Melhoria na qualidade de
específica, para o atendimento especializados. ensino.
dos alunos.
– Psicólogos, fonoaudiólogos,
assistente social.
- Centro cultural – centro - Falta de desenvolvimento e - Espaço acolhedor e que
cultural destinado ao Bairro conhecimento cultural. possa garantir o acesso, a

124
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

Jardim Cristal com cursos permanência e os avanços


voltados para áreas sociais, efetivos na aprendizagem do
culturais (artesanato, etc), aluno.
gastronômicos e
profissionalizantes
(cabeleireiro, crochê, costura,
etc). Atendimento: jovens e
adultos.
- Área de lazer, - Falta de incentivo ao esporte - Incentivo ao esporte e
- Parque municipal com área e falta de área de lazer. recreação dos alunos.
para lazer, caminhadas,
ciclismo e outros.
Escola de Educação Especial -Ampliação de espaço para a Espaço Físico para: - Espaço acolhedor e que
“São Lucas” Escola de Educação Especial Biblioteca possa garantir o acesso, a
“São Lucas”. Brinquedoteca permanência e os avanços
Sala de Computador efetivos na aprendizagem do
Sala para oficinas aluno.
(música/artes)
Marcenaria
Piscina

125
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

Quadra Coberta
Casa para realização das
atividades da área doméstica.
Casa para caseiro.

126
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

Saúde
ASSUNTO CONDICIONANTES DEFICIÊNCIAS POTENCIALIDADES
Centro Municipal de Saúde -Transporte para Pacientes. - Falta de recurso móvel para - Possibilidade de locomoção
pacientes. de pacientes, melhorando e
agilizando o atendimento.
- Novas especialidades - Deficiência no atendimento - Abrangência e maior
médicas: Pediatria, médico e locomoção dos eficiência no atendimento
Ginecologia, Geriatria e pacientes para outra cidade médico.
Clínico Geral. em busca desses recursos.
-Transporte de funcionários - Falta de incentivo a - Facilidade ao funcionário de
para capacitação. capacitação profissional locomoção para capacitação
- Ampliação da Clínica - Deficiência no atendimento. - Maior abrangência no
odontológica. atendimento aos pacientes
com melhoria na qualidade.
- Compra de aparelhos - Deficiência no atendimento - Melhoria na qualidade de
médicos como: médico. atendimento, evitando a
Eletrocardiograma Aparelho locomoção de pacientes para
de Raios-X, Aparelho de cidades da região em busca
Mamografia. destes recursos.

127
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

- Ambulância com UTI móvel. - Impossibilidade de - Abrangência e maior


Atendimento móvel. eficiência no atendimento as
emergências.
- Capacitação profissional - Falta de profissionais - Profissionais capacitados e
permanente. capacitados e ou atualizados melhoria no atendimento a
profissionalmente. pacientes.
Hospital de Car. São Vicente - Construção de um Centro - Locomoção dos pacientes - Melhoria na qualidade de
de Paula. cirúrgico. por falta de centro cirúrgico atendimento e saúde da
para outros municípios. população.
- Compra de Equipamentos - Locomoção dos pacientes - Melhoria na qualidade de
para o centro cirúrgico para por falta de equipamentos atendimento e saúde da
cirurgia de pequeno e médio adequados. população.
porte.
- Instalação de uma cozinha - Falta de local adequado para - Melhoria na praticidade dos
industrial acompanhada de refeição. funcionários e ao atendimento
refeitório. ao público.
- Compra de aparelho para - Dificuldade para população - Melhoria na qualidade de
Raios-X. na execução deste exame. atendimento e saúde da
população.
- Instalação de uma lavanderia - Dificuldade para limpeza e - Agilidade no atendimento a

128
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

Industrial. manutenção de matérias troca de roupas de leitos e


laváveis do hospital. maior higienização dos
mesmos.
- Instalação de um pronto - Deficiência no atendimento à - Melhoria na qualidade da
socorro. saúde. saúde.
- Compra de ambulância com - Precariedade nos - Maior eficiência no
UTI móvel. atendimentos urgentes. atendimento de emergência.
- Reforma do prédio e - Deficiência no atendimento - Melhoria no atendimento ao
adequação a novas ao público e portadores de público.
necessidades e deficiências.
especialidades.
Assistência Social - Prédio próprio para - Deficiência no atendimento - Desenvolvimento da política
Assistência Social. ao público. de atendimento.
- Casa de passagem para - Falta de apoio social para as - Unidade responsável em
criança e adolescente. crianças e adolescentes em abrigar crianças e
situação de risco pessoal. adolescentes em situação de
risco pessoal que se
encontram sem referência e ou
em situação de ameaça,
necessitando ser retirado do

129
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

seu núcleo familiar.


- Criar o Clube das Mães, - Falta de projetos que visam a - Auxilio nas despesas da
ofertando cursos recuperação da moral da família, elevação da auto –
profissionalizantes e sociedade e do estima feminina, higiene
valorização pessoal. profissionalismo. pessoal e familiar.
- Centro de convivência ao - população idosa sem amparo - Local para desenvolver
idoso. social. atividades com o idoso em
situação de risco social.
- Veículo para Assistência - Inviabilidade de atendimento - Visitas domiciliares e
social. móvel. atendimento social ás famílias
de vulnerabilidade.
- Construção de Salas para - Falta de local adequado para - Buscar a promoção Social,
cursos Profissionalizantes. desenvolvimento dessas contribuindo para a
atividades. qualificação e formação
profissional da população, para
inserção no mercado de
trabalho.
- Construção de uma Rádio - Precariedade na divulgação - A fim de contribuir. Estimular
Comunitária. de assuntos comuns á e defender a democratização e
comunidade e democráticos. da informação em geral.

130
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

- Cozinha Comunitária. - Falta de recurso social para - Local adequado para garantir
alimentar população carente. apoio social na área alimentar.
- Equipamentos para - Falta de incentivo a - Melhora na qualidade de
Informática. informatização. ensino.
- Criação de Albergues. - Falta de locais para acolher a - Dar sustentação e apoio
população carente. social a população
extremamente carente.
- Centro de geração de renda. - Indivíduos sem apoio ao - Proporcionar instrumento de
desenvolvimento de trabalho e trabalho aos indivíduos
geração de renda. vulneráveis e a oportunidade
de trabalho e apropriação de
renda.
- Centro Cultural. - Falta de incentivo a cultura e - Trabalho com crianças e
esporte. adolescentes na área cultural e
esportiva.
- Enfrentando a pobreza. - Investimentos econômicos - Buscar subsidiar técnica e
sociais nos grupos iniciativas que lhe garantem
populacionais em situação de meios de capacidade produtiva
pobreza. e de gestão para a melhoria
das condições gerais.

131
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

- Implantação do CRAS. - População carente sem -Unidade pública responsável


amparo a assistência social e pela oferta de serviços
ofertas de capacitação continuados de proteção social
profissional. básica de Assistência social ás
famílias, grupos e indivíduos
em situação a vulnerabilidade
social.

132
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Zona Rural
ASSUNTO CONDICIONANTES DEFICIÊNCIAS POTENCIALIDADES
Associação de olericultores - Baixa qualificação da mão- - Produtores mal informados - Treinamento da mão-de-obra
de-obra. das tecnologias adequadas através de cursos, dias de
para a atividade que exercem. campo, unidades de
observação, etc.
- Utilização de apenas uma - Produtores dependendo de - Conscientizar os produtores
cultura produtiva. apenas uma fonte de renda, da necessidade da
apenas em um período do diversificação de atividades
ano. para ter uma produção
contínua durante o ano todo.
Promover treinamento através
de exemplos de propriedades
diversificadas.
Pecuária - Animais com baixa aptidão - Baixa produtividade leiteira - Introduzir animais com
leiteira. Kg/vaca. melhor padrão genético e
introduzir inseminação
artificial.
- Falta de higiene. Problemas - Baixa qualidade do leite - Instalar resfriadores
com mastite. produzido. comunitários de leite nos

133
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

bairros, além de melhorar a


qualidade e baixar o custo de
produção.
- Deficiência na alimentação - Animais debilitados e baixos - Construir silos para
dos animais, principalmente no índices de produção leiteira. armazenar alimentos.
inverno. Incentivar a implantação de
pastagens de inverno (aveia,
sorgo, etc).
- Baixa tecnologia de - Produtores não capacitados - Cursos de capacitação para
produção. para a inseminação artificial. os produtores de leite.
- Perda de produção de leite - Animais debilitados com alta - Contratação de serviços
por baixa nutrição e manejo infecção de parasitas e técnicos especializados em
inadequado. doenças. bovinocultura de leite
(veterinários e zootecnistas).
- Não organização das - Comunidades com - Organizar os produtores em
comunidades. produtores desorganizados associações e cooperativas
cada qual tentando resolver através de cursos para
seu problema individualmente. tomarem decisões em conjunto
Poços Artesianos - Criação de um poço - Futuramente faltará água no - Prevenção contra possível
artesiano na escola. município. falta de água.

134
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Administração Pública e Legislação


ASSUNTO CONDICIONANTES DEFICIÊNCIAS POTENCIALIDADES
Administração - Manutenção periódica dos - Má conservação dos edifícios
prédios públicos. públicos.
- Falta de pessoal em alguns - O Organograma não - Organização da Estrutura
setores e excesso em outros funciona efetivamente. Administrativa do Poder
no Organograma da Público Municipal, de acordo
Prefeitura. com a realidade atual.
- Não há fiscalização pública - Falta de fiscalização das - Adoção das leis urbanísticas
quanto à observância da construções. necessárias, mediante
legislação urbana. fiscalização e controle por
parte do Poder Público
Municipal.

135
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4. MACROZONEAMENTO

136
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

4. MACROZONEAMENTO

Com o intuito de planejar e gerir o crescimento urbano do município, com


base em condutas que façam face aos problemas urbanos estruturais que a cidade
apresenta, definiu-se o macrozoneamento de planejamento.

O macrozoneamento consiste na delimitação das zonas urbanas, de


expansão urbana, rural e especiais do município. Do ponto de vista ambiental, duas
questões são fundamentais; a primeira se refere a definição da área de expansão
urbana e a segunda ao problema de adensamento urbano.

É objetivo do macrozoneamento, a partir da compreensão das diferentes


realidades das regiões do município, orientar o planejamento e a definição de
políticas públicas, especialmente aquelas definidoras e/ou indutoras do processo de
urbanização. Para tanto, foram estabelecidas diretrizes estratégicas para as
diferentes zonas.

Adotaram-se como referências zonas que formam um gradiente quanto à


urbanização no curto, médio e longo prazo. Buscou-se, com este procedimento, a
adequação da dinâmica de crescimento da cidade às possibilidades de provimento
de infra-estrutura, bem como a um desenvolvimento mais justo e equilibrado.

O macrozoneamento compreende todo o território municipal, envolvendo


as zonas urbana e rural, visto que ao município também cabe orientar o
desenvolvimento da zona rural, como dispõe a Constituição Federal de 1988 e o
Estatuto da Cidade.

A analise das áreas urbanas e rurais define o ponto de partida da


discussão junto ao Conselho de Acompanhamento e Equipe Técnica Municipal das
condicionantes, deficiências e potencialidades que condicionam o uso urbano da
sede do Município de Quatiguá. Tal estudo abrange uma ordenação clara e
abrangente, pré-dimensionando o futuro zoneamento e ocupação do solo, definindo
as seguintes áreas:

137
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 Área Consolidada: as áreas de ocupação consolidada são


áreas que possuem densidade média de 20 hab/ha, são dotadas
de infra-estrutura básica e equipamentos comunitários
adequados às necessidades de seus moradores.

 Área a Consolidar: As áreas de ocupação urbana a consolidar


são áreas adensadas (conjuntos habitacionais), mas carentes da
rede de infra-estrutura e serviços ou áreas em adensamentos
com ou sem a rede de infra-estrutura e serviços.

 Área de Expansão Urbana: as áreas de expansão urbana são


áreas limítrofes à área urbanizada que possuem condições de
serem incorporadas ao uso urbano em áreas topograficamente
adequadas e próximas à rede de infra-estrutura, podendo em um
horizonte de 10 anos ser ocupada com efetivo uso urbano.

 Área Industrial: em Quatiguá não há área de ocupação


industrial definida. Este estudo propõe a região junto à Avenida
Jorge Eduardo Junior como área destinada à ocupação industrial
numa primeira etapa.

 Área de Expansão Industrial: As áreas de expansão de


ocupação industrial são áreas cuja topografia, rede de serviços e
infra-estrutura são adequadas à instalação de indústrias de
pequeno e médio porte.

 Via de Comércio: Vias de comércio central são ruas que


possuem grande concentração do comércio varejista e serviços,
estando localizadas na área consolidada.

 Área de Preservação Ambiental: As áreas de preservação


ambiental, de fundos de vale com faixas de 50 metros para cada
lado do talvegue, são áreas de arborização permanente e uso

138
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restrito. A fragilidade do solo, a impermeabilização das áreas


urbanizadas e a declividade das bacias de drenagem contribuem
para um intenso processo erosivo das áreas próximas aos cursos
d’água. O controle deste processo é fundamental à manutenção
da qualidade de vida dos moradores da cidade.

 Ferrovia Federal: A Ferrovia é uma via que atravessa a malha


da cidade, mas que se encontra desativada. Esta área possui um
grande potencial para a implantação de áreas de lazer público.

139
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5. FUNDAMENTAÇÃO DAS LEIS

140
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

5. FUNDAMENTAÇÃO DAS LEIS

A Consultoria inclui, na fundamentação teórica, informações sobre os


documentos “minutas de leis”, elaborados por ela em estreita colaboração com a
comunidade (Conselho Comunitário de Acompanhamento) e o Poder Público
Municipal (Equipe Técnica Municipal).

A legislação urbanística básica foi elaborada de forma a ser facilmente


compreendida e aplicável. Os textos propostos foram levados à discussão junto ao
Conselho e Equipe Técnica e foram modificados de acordo com pedidos específicos
da comunidade.

141
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

5.1 Sobre a Lei do Perímetro Urbano

O Perímetro Urbano define o limite da área urbana do município,


equivalendo à área de abrangência da legislação urbanística.

O perímetro urbano atual está além das áreas loteadas, sendo necessária
a sua redução. A Minuta de Anteprojeto de Lei do Perímetro Urbano apresenta a
proposta de redução e a descrição do novo perímetro. A delimitação do novo
perímetro urbano considerou as áreas de expansão propostas no
macrozoneamento. A Minuta de Anteprojeto de Lei é acompanhada por mapa
delimitando este perímetro.

142
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

5.2 Sobre a Lei de Zoneamento de Uso e Ocupação do Solo

O ordenamento da ocupação do solo e a discriminação do seu uso são


necessários para o crescimento equilibrado das diversas sub-áreas urbanas e
diminuição da especulação da ocupação do solo urbano.

A divisão por zonas homogêneas visa dar aos diversos sub-setores


urbanos um desenvolvimento harmônico e equilibrado, assegurando que as regras
de ocupação e uso do solo urbano sejam feitas de forma clara, protegendo o
investimento de cada cidadão e garantindo qualidade de vida aos moradores da
área urbana.

As zonas possuem condicionantes à sua ocupação.

A Zona Residencial Um constitui a região compatível com as áreas


consolidadas, beneficiadas por infra-estrutura e equipamentos urbanos.

A Zona Residencial Dois inclui as áreas consolidadas sujeitas à


revitalização e sem infra-estrutura suficiente.

A Zona Residencial Três compreende as áreas ainda não ocupadas


destinadas à expansão da zona residencial, com lotes menores.

A Zona Residencial Quatro compreende as áreas ainda não ocupadas


destinadas à expansão da zona residencial, porém com lotes maiores.

As Ruas Comerciais são criadas em função da realidade instalada, já


existindo enquanto função urbana clara e definida. A polarização do comércio em
ruas ou segmentos de ruas é consistente e não nos permite caracterizar zonas
comerciais. Além das vias já consolidadas como comerciais outras serão
direcionadas para este fim.

143
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

Quatiguá não possui Zona Industrial definida sendo necessário


estabelecerem os seus limites para posterior consolidação. A proposta de
zoneamento inclui a criação de duas zonas industriais: a Zona Industrial Um, cuja
característica é a concentração de indústrias de caráter leve; e a Zona Industrial
Dois, caracterizada pela aglomeração de indústrias de caráter pesado. As áreas
destinadas para tal fim estão discriminadas na Lei de Zoneamento.

As Zonas Especiais de Preservação Permanente são faixas lineares e


contínuas que envolvem córregos e ribeirões que nascem dentro do perímetro
urbano, criando uma faixa de segurança ao risco de erosões, além de áreas que
concentram grande quantidade de vegetação, produzindo áreas verdes que
proporcionam qualidade de vida aos moradores.

As Zonas Especiais, por sua vez, agrupam os principais equipamentos


urbanos e domínios do Poder Público Municipal.

Quanto à Zona Rural é composto na sua maioria por propriedades de


pequeno e médio porte, ligados a culturas permanentes. Estão ligados por estradas
vicinais em condições precárias de uso. Apresenta erosões nas pastagens e
assoreamento nos mananciais.

No município de Quatiguá não possui distritos, apenas a sede do


município.

Acompanha esta Minuta de Anteprojeto de Lei um mapa discriminando as


diversas zonas propostas.

144
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

5.3 Sobre a Lei de Parcelamento do Solo Urbano

A legislação proposta para os novos loteamentos e desmembramentos


vem disciplinar a expansão urbana que deve estar discriminada na Lei de Uso e
Ocupação do Solo e na Lei de Sistema Viário que definem parâmetros sobre a forma
de ocupar e as vias que compõem o sistema de circulação.

A fragilidade do solo e a declividade acentuada nas proximidades dos


talvegues tornam fundamental um controle do parcelamento do solo.

145
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

5.4 Sobre a Lei do Sistema Viário

O sistema viário de uma cidade é gerido no seu aspecto físico pelo Poder
Público Municipal responsável pela:

 Hierarquização das vias intra-urbanas;

 Localização e caixas de ruas das novas vias;

 Pavimentação e manutenção das vias;

 Arborização, infra-estrutura e asseio das vias públicas.

O aspecto funcional é gerido pelo Poder Público Estadual, através do


DETRAN, Departamento de Serviço de Trânsito, que atende aos Municípios por
circunscrições, e do CIRETRAN, responsáveis pelo:

 Trânsito e sinalização;

 Documentação de automóveis e motoristas;

 Fiscalização e multas.

Estas atribuições podem ser alteradas pelo Código Nacional de Trânsito.


A Ferrovia que corta a sede do Município no sentido sul-norte, já envolvida pela
malha urbana e desativada, deverá ser removida, eliminando-se os obstáculos ao
fluxo dos veículos.

A hierarquização do Sistema Viário visa estabelecer eixos de circulação


preferenciais, minorando o impacto do fluxo de veículos e racionalizando o sistema
como um todo e a presente Minuta de Anteprojeto de Lei tem a intenção de
146
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

assegurar um crescimento de fluxo sem prejuízo da segurança e qualidade de vida


de seus habitantes.

As vias estruturantes e coletoras propostas foram locadas levando-se em


conta a declividade e a formação de anéis de escoamento de veículos, devendo ser
mantidas as caixas de rua propostas para não haver estrangulamento futuro do
fluxo.

Mapas em anexo discriminam as vias urbanas atuais quanto à dimensão


de caixas de rua e hierarquização do sistema viário.

147
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

5.5 Sobre o Código de Obras

O Código de Obras é o instrumento de controle das edificações e a


sistematização deste processo pelo Poder Público Municipal.

O Código de Obras proposto, entre outros itens, institui o sistema de


consulta prévia, que possibilita o conhecimento dos novos projetos por parte do
Poder Público Municipal, principalmente os de maior porte e maior impacto ao meio
ambiente e/ou à circunvizinhança, que assim pode fixar parâmetros para os novos
empreendimentos.

148
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

5.6 Sobre o Código de Posturas

O Código de Posturas é o instrumento que normatiza a utilização do


espaço e do bem-estar público. A proposta do Código de Posturas é ser claro e
objetivo visando à facilidade de sua interpretação e a sua aplicação.

149
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

5.7 Implementação das Leis

Para auxiliar o Poder Público Municipal na implementação deste plano


a Consultoria estabelece uma proposta de sistematização de fluxo de documentos.
A montagem da operacionalização desta sistematização levou em conta a estrutura
administrativa e o volume previsto de projetos e obras no município.

150
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

6. CONSIDERAÇÕES FINAIS

151
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

6. CONSIDERAÇÕES FINAIS

A participação comunitária é de fundamental importância para a


elaboração e implementação do “Plano Diretor Municipal”.

Os indicadores definidos pela Consultoria por se constituírem em


parâmetros para situações futuras, foram compilados neste documento e serviram
de base para a elaboração da legislação urbanística básica, documentos estes
adequados às peculiaridades do município, equacionando a realidade físico
territorial.

A fragilidade do solo do município gera processos erosivos, criando áreas


degradadas dentro dos perímetros urbanos, responsáveis pela diminuição da
qualidade de vida.

As áreas assoreadas existentes na área urbana devem ter um tratamento


emergencial, estabilizando o processo erosivo e um programa de recuperação de
áreas degradadas na cabeceira dos ribeirões Bonito e Quatiguá, destinando estas
áreas para espaços públicos de lazer.

A geração de pontos de conflito nas vias da sede urbana levou a


Consultoria a estabelecer as vias de circulação estrutural, desafogando o fluxo
existente nas vias principais e gerando opções de novas vias de circulação.

As áreas periféricas da malha urbana mantêm-se à margem do


crescimento urbano, sendo necessária a execução de projetos especiais que
estimulem a sua incorporação ao processo de desenvolvimento da cidade. O Plano
Diretor Municipal de Quatiguá poderá intervir nesta dicotomia urbana, integrando
estas áreas ao conjunto urbano da sede do município.

152
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

O planejamento urbano é uma atividade contínua e assim sendo, este


estudo com as propostas de Leis Urbanísticas, deve ser aplicado de forma crítica e
revisto de acordo com a transformação dos vetores de desenvolvimento urbano.

153
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

7. LEIS

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Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

7.1 - Lei do Plano Diretor

155
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

PREFEITURA MUNICIPAL DE QUATIGUÁ

LEI Nº 1.725/2011

Súmula: Institui o Plano Diretor do Município de


Quatiguá, e dá outras providências.

A CÂMARA MUNICIPAL DE QUATIGUÁ APROVOU E EU,


PREFEITO DO MUNICÍPIO, SANCIONO A SEGUINTE LEI:

Título I
Das Disposições Preliminares

Art. 1º – Fica instituído o Plano Diretor de Quatiguá, como instrumento orientador e


normativo dos processos de transformação do Município nos aspectos políticos,
sócio-econômicos, físico-ambientais e administrativos.
Parágrafo único. O Plano de que trata este artigo abrange as funções da vida
coletiva, em que se incluem habitação, trabalho, circulação e lazer, e visa à melhoria
da qualidade de vida da comunidade local.
Art. 2º – A política de desenvolvimento, observado o disposto na Lei Orgânica do
Município, será formulada por lei específica e de forma integrada com as diretrizes
fixadas nesta lei.
Art. 3º – O Plano Diretor é composto por esta e pelas Leis do Parcelamento do Solo
Urbano, de Zoneamento de Uso e da Ocupação do Solo Urbano, do Perímetro
Urbano, do Sistema Viário e do Código de Obras e Posturas, podendo ser integrado
por outras leis, desde que tratem de matérias a este pertinente.

Título II
Da Política Urbana

CAPÍTULO I
DOS OBJETIVOS, PRINCÍPIOS E DIRETRIZES

Art. 4º – A Política Urbana do Município de Quatiguá tem por objetivo o pleno


desenvolvimento das funções sociais da cidade e da propriedade urbana através de
adequado ordenamento territorial, de forma a garantir o bem-estar de seus
habitantes, a justiça social, a preservação do meio ambiente e o desenvolvimento de
atividades econômicas, em consonância com as políticas de desenvolvimento
municipal.
§ 1º – Considera-se função social da propriedade:
I – o uso racional e adequado da propriedade urbana e rural;

156
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

II – o uso adequado dos recursos naturais;


III – a preservação do meio ambiente.
§ 2º – O Plano Diretor determinará os critérios que assegurem a função social
da propriedade, observado o disposto na Lei 10.257, de 10 de julho de 2001,
"Estatuto da Cidade".
Art. 5º – Constituem meios e ações para a consecução dos objetivos referidos no
artigo anterior:
I – planos;
II – propostas;
III – instrumentos de política urbana;
IV – diretrizes de políticas setoriais.
Art. 6º - São princípios fundamentais do Plano Diretor de Quatiguá:
I – incentivo à participação popular como instrumento de construção da
cidadania e meio legítimo de manifestação das aspirações coletivas;
II – fortalecimento da municipalidade como espaço privilegiado de gestão
pública, democrática e criativa, de solidariedade social e de valorização da
cidadania;
III – garantia do direito ao espaço urbano e rural e às infra-estruturas de que
dispõe ou de que venha a dispor como requisito básico ao pleno desenvolvimento
das potencialidades individuais e coletivas dos munícipes;
IV – garantia de condições para um desenvolvimento socialmente justo,
economicamente viável e ecologicamente equilibrado, considerando-se a técnica, os
recursos naturais e as atividades econômicas e administrativas realizadas no
território como meios a serviço da promoção do desenvolvimento humano;
V – combate às causas da pobreza e a redução das desigualdades sociais,
assegurando-se a todo cidadão o acesso aos recursos, às infra-estruturas e aos
serviços públicos que lhes proporcionem meios físicos e psicossociais
indispensáveis à conquista de sua própria autonomia;
VI – garantia do pleno cumprimento das funções sociais da propriedade, nos
termos da Lei;
VII – promoção de medidas e incentivos à economia e ao desenvolvimento rural
de Quatiguá.
Art. 7o – A política urbana observará as seguintes diretrizes gerais:
I – promover a participação da população nas decisões que afetam a
organização do espaço, a prestação de serviços públicos e a qualidade de vida no
Município;
II – promoção e compatibilização da ordenação do território municipal com o
desenvolvimento urbano sustentável, observando-se os aspectos econômicos,
sociais e a proteção dos patrimônios cultural e ambiental;
III – promover a reestruturação do sistema municipal de planejamento e gestão;
IV – preservar, proteger e recuperar o meio ambiente e o patrimônio cultural,
histórico, paisagístico, artístico e arquitetônico do Município;
V – assegurar o cumprimento da função social da propriedade;

157
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

VI – promover a adequada distribuição e assegurar o suprimento de infra-


estruturas urbana e rural;
VII – garantir a justa distribuição dos ônus e benefícios das obras e serviços de
infra-estrutura;
VIII – adoção de instrumentos e mecanismos que coíbam a especulação
imobiliária e aumentem a oferta de terras e moradia, possibilitando o cumprimento
da função social da propriedade, conforme definido no Estatuto da Cidade;
IX – promover a preservação, educação e recuperação ambiental.
X – adequação da legislação urbanística e edilícia às características do
município e às necessidades da população, assegurando-se seu efetivo
cumprimento.
XI – estimular o crescimento da cidade em direção ao sudeste, observadas as
disposições orientadas por este Plano Diretor;
XII – aumento da oferta e provisão de novas oportunidades habitacionais para
as camadas de baixa renda;
XIII – regularização fundiária e urbanística das áreas irregularmente ocupadas
em posses urbanas, loteamentos clandestinos ou irregulares existentes e passíveis
de regularização, cadastrados pelo Poder Público Municipal e observado o disposto
no Estatuto da Cidade;
XIV – ampliação da oferta de infra-estrutura e de serviços urbanos, reduzindo as
desigualdades no acesso aos serviços e melhorando a qualidade dos serviços
existentes, com base em estudos e levantamentos atualizados.
Art. 8º – A política urbana municipal será implementada, entre outros instrumentos,
por meio de planos regionais e setoriais, compatibilizados com o Plano Diretor.

CAPÍTULO II
DOS PLANOS E PROPOSTAS

Art. 9º – Fica estabelecida, como meta a ser atingida pelo Município, no prazo de
dez anos, a implantação dos seguintes planos e ações:
I – revisão e atualização sistemática das leis componentes do Plano Diretor;
II – formulação dos seguintes planos municipais setoriais, articulados e
integrados de:
a) expansão e adequação viária;
b) desenvolvimento industrial;
c) habitação;
d) saúde;
e) educação, cultura e esportes;
f) valorização histórica, paisagística e cultural;
g) turismo;
h) qualificação do espaço urbano;
i) valorização da cidadania;

158
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

j) defesa civil;
k) saneamento;
l) ambiente;
m) transporte coletivo;
n) agricultura e desenvolvimento rural.

CAPÍTULO III
DOS INSTRUMENTOS DE POLÍTICA URBANA

Art. 10. – Para assegurar aos munícipes o direito de exercer a gestão democrática
da cidade, corrigir distorções no consumo de bens comunais, efetivarem os objetivos
fixados nesta lei, bem como realizar planos e programas setoriais, projetos e obras,
o Poder Público utilizar-se-á dos seguintes instrumentos de implementação da
Política Urbana, nos termos da legislação federal, estadual ou municipal:
I – instrumentos fiscais:
a) imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana;
b) imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana progressivo no tempo;
c) Incentivos e benefícios fiscais;
d) Contribuição de Melhoria decorrente de obras e benfeitorias públicas;
II – instrumentos financeiros e econômicos:
a) fundo municipal de desenvolvimento;
b) co-responsabilização dos agentes econômicos;
III – instrumentos jurídicos e políticos:
a) parcelamento, edificação ou utilização compulsórios, que poderão ser
aplicados em toda área urbana não edificada, subutilizada ou não utilizada, nos
termos da Lei;
b) fixação de requisitos urbanísticos em geral;
c) desapropriação;
d) desapropriação urbanística, prevista no inciso III do § 4º do artigo 182 da
Constituição da República, que poderá ser aplicada a todos os vazios urbanos
contidos na Zona Urbana;
e) discriminação de terras públicas destinadas prioritariamente a assentamentos
da população de baixa renda;
f) permuta de imóveis públicos por imóveis particulares;
g) concessão do direito real de uso de imóveis integrantes do patrimônio público;
h) fixação de padrões e condições para a instalação de fontes poluidoras e
controle das existentes;
i) imposição de penalidades por infrações;
j) implantação de coeficiente construtivo para aplicação do solo criado;
k) intervenção em loteamentos;
159
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

l) tombamento de bens públicos ou privados de caráter cultural, histórico ou


paisagístico, de reconhecido valor para a preservação da identidade e da paisagem
local;
m) operações interligadas;
n) servidão e limitações administrativas;
o) instituição de unidades de conservação;
p) outorga onerosa do direto de construir e de alteração do uso;
q) transferência do direito de construir;
r) concessão de uso especial para fins de moradia;
s) direito de superfície;
t) direito de preempção, nos termos da Lei;
u) usucapião especial de imóvel urbano;
v) assistência técnica e jurídica gratuita para as comunidades e grupos sociais
menos favorecidos;
w) operações urbanas consorciadas;
x) referendo popular e plebiscito.
§ 1º – Por meio da utilização isolada ou combinada de instrumentos, o Poder
Público Municipal promoverá a regularização fundiária sempre que a propriedade
imobiliária urbana seja insumo indispensável ao assentamento pacífico, organizado
e legalmente desimpedido da população considerada de baixa renda.
§ 2º – Os instrumentos de natureza fiscal serão utilizados com a finalidade extra
fiscal de induzir o ordenamento urbanístico e a justa distribuição social dos encargos
da urbanização.
§ 3º – Os instrumentos mencionados neste artigo regem-se pela legislação que
lhes é própria, observado o Estatuto da Cidade e esta Lei.
Art. 11. – A aplicação sucessiva dos instrumentos previstos no artigo 182 da
Constituição Federal far-se-á nos termos da lei federal, respeitadas as disposições
dos parágrafos 1º e 2º, do artigo anterior e os seguintes prazos:

I – o parcelamento compulsório em 1 (um) ano, a contar da data de notificação


ao proprietário;
II – o Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana progressivo no
tempo, conforme as normas Tributárias do Município e legislações correlatas;
III – a desapropriação, com pagamento em títulos da dívida pública, a ser
iniciada em, no máximo, dois meses, a contar do início do exercício subseqüente
àquele último em que foi aplicado o IPTU Progressivo no tempo, através da edição
de decreto expropriatório.
Art. 12. – Na hipótese da inserção de novos instrumentos na legislação federal ou
estadual, eles serão incluídos na relação apontada no artigo 10 desta lei,
promovendo-se, no processo legislativo dessa inclusão, as demais alterações no
texto desta ou das demais leis componentes do Plano Diretor, com vistas à
manutenção da compatibilidade entre os respectivos textos.

160
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

CAPÍTULO IV
DAS DIRETRIZES DE POLÍTICAS SETORIAIS

SEÇÃO I
De Planejamento Urbano

Art. 13. – O desenvolvimento urbanístico de Quatiguá será norteado pelas seguintes


diretrizes:
I – equacionamento da relação da ocupação urbana com o sítio natural para a
garantia da qualidade urbanística e ambiental;
II – qualificação dos espaços urbanos e da paisagem;
III – pavimentação das vias urbanas, com enfoque à região noroeste;
IV – orientação da expansão urbana para o traçado de novos loteamentos;
V – revitalização de áreas de interesse histórico, cultural e paisagístico;
VI – proteção e revitalização urbanística e paisagística, e em especial, o controle
de processos erosivos dos fundos de vales;
VII – execução de programas de co-gestão da iniciativa pública e privada, para
potencializar investimentos nas áreas de interesse;
VIII – readequação viária de Quatiguá para promover a acessibilidade e a
estruturação intra-urbana e intermunicipal;
IX – definição de áreas próprias para implantação de conjuntos habitacionais.

Art. 14. – Os investimentos prioritários na implantação de uma política de


planejamento urbano compreenderão:
I – ampliação dos calçadões das igrejas;
II – maior urbanização da cidade;
III – proceder ao calçamento na Vila Rural do Município;
V – implantação de usina asfáltica através de equipamentos adequados para tal
finalidade;

161
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

SEÇÃO II
De Planejamento Ambiental

Art. 15. – São princípios e diretrizes para ações e políticas a serem estabelecidas na
área ambiental:
I – promover a ampliação, recuperação e monitorização das áreas verdes de
uso público da sede do Município;
II – criação de áreas de lazer em fundos de vale;
III – realizar o plantio de mudas próprias à arborização das vias urbanas;
IV – recuperação e preservação da vegetação e controle dos processos de
erosão das áreas das nascentes e dos fundos de vale;
V – promover a desocupação e impedir que os fundos de vale venham a ser
ocupados em prejuízo da flora com as degradações ambientais;
VI – realizar a construção, o correto tratamento e a manutenção do depósito de
lixo urbano municipal, em local próprio a tal finalidade;
VII – ampliar, através de recursos próprios ou convênios, o sistema de coleta de
tratamento de esgoto, consideradas as deficiências existentes;
VIII – promoção de projetos que valorizem a coleta, tratamento e reciclagem do
lixo urbano;
IX – prevenção e combate à degradação do solo;
X – promover a melhoria e a proteção dos recursos hídricos, além de programas
de despoluição dos mesmos.

SEÇÃO III
De Planejamento Econômico

Art. 16. – O desenvolvimento econômico será estimulado pelos seguintes


instrumentos e estratégias:
I – descentralizar a via comercial da Avenida Doutor João Pessoa com inclusão
de vias de comércio nos bairros;
II – promover a capacitação e valorização da mão-de-obra;
III – apoio à incorporação da produção informal à economia;
IV – apoio à microempresa, com desenvolvimento de canais de comercialização;
V – apoio a eventos voltados ao desenvolvimento rural, cultural, turístico e
tecnológico locais;
VI – adequação do espaço físico, como suporte às atividades produtivas e
industriais;
VII – incentivo à instalação de indústrias de pequeno, médio e grande porte,
visando ao fomento da agregação de valores à economia;
VIII – incentivo ao desenvolvimento agropecuário, em especial à cultura de alho,
milho, tomate e pimentão; à pecuária leiteira e à avicultura.
162
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

SEÇÃO IV
De Planejamento Social

Art. 17. – A promoção do desenvolvimento social será assegurada pelas seguintes


diretrizes:
I – possibilitar o acesso da população aos serviços de ensino, saúde, cultura e
lazer;
II – possibilitar moradia digna, por meio de programas de lotes urbanizados, da
autoconstrução e da habitação popular;
III – estimular programas contra o analfabetismo;
IV – organizar a comunidade para definição de programas de desenvolvimento
local;
V – fortalecer a estrutura de segurança e defesa civil;
VI – estabelecer programas de integração do menor, da mulher, do idoso e do
deficiente;
VII – estimular a profissionalização da mão-de-obra;
VIII – fortalecer o hospital, possibilitando melhor prestação dos serviços de
saúde;
IX – possibilitar, mediante ação integral, a promoção do cidadão.

SEÇÃO V
De Desenvolvimento Institucional

Art. 18. – O desenvolvimento institucional da administração municipal de Quatiguá


será formulado mediante:
I – a racionalização das despesas e incrementação das receitas;
II – a adequação da estrutura técnico-administrativa e dos recursos à dinâmica
das demandas;
III – o fortalecimento da ação municipal urbanística, ambiental e tributária;
IV – a fiscalização da aplicação de sanções cabíveis quando do desrespeito às
legislações urbanísticas e à degradação do patrimônio público.

163
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

CAPÍTULO V
DOS FATORES FAVORÁVEIS E RESTRITIVOS AO DESENVOLVIMENTO DO
MUNICÍPIO

Art. 19. – Os objetivos estratégicos, as políticas e as diretrizes estabelecidas nesta


Lei visam melhorar as condições de vida no Município de Quatiguá, consideradas as
demandas da população bem como os fatores favoráveis e restritivos ao
desenvolvimento local.
§ 1º – São fatores favoráveis:
I – estradas rurais adequadas;
II – localização propícia à comercialização agrícola interestadual;
III – crescente desenvolvimento e produção da avicultura;
IV – suficiente atendimento hospitalar;
V – boa cobertura de abastecimento de água;
VI – existência de potencial cultural e histórico ao longo da ferrovia que corta o
Município.
§ 2º – São fatores restritivos:
I – existência de poucas áreas verdes de uso público, com baixa arborização;
II – ausência de pavimentação em várias vias urbanas;
III – ausência de coleta de esgoto em uma parte da região leste do Município;
IV – lixo urbano depositado em local impróprio e deságüe dos dejetos sem
adequados critérios;
V – ausência de área específica para o uso industrial;
VI – baixa diversificação agrícola;
VII – estradas vicinais em má conservação;
VIII – erosão das pastagens e área de cultivo, assoreando os mananciais de
água;
IX – ausência de mobilização cooperativa entre produtores na busca de melhoria
de tecnologias, capitalização e comercialização de seus produtos;
X – falta de equipamento escolar na zona leste.

CAPÍTULO VI
DOS OBJETIVOS ESTRATÉGICOS

Art. 20. – São objetivos estratégicos para o desenvolvimento sustentável do


Município de Quatiguá:
I – promover meios efetivos e eficazes de participação da população na gestão
do Município;
II – dotar o poder público de capacidade gerencial, técnica e financeira para que
possa exercer plenamente suas funções;

164
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

III – garantir o provimento de infra-estrutura urbana e rural, estendendo-a para


toda população;
IV – assegurar a adequação do uso da propriedade à sua função social;
V – universalizar o acesso ao ensino fundamental, erradicar o analfabetismo e
elevar o nível de escolaridade da população;
VI – combater as causas da pobreza e reduzir as desigualdades sociais;
VII – garantir à população assistência integral à saúde;
VIII – garantir a preservação, a proteção e a recuperação do meio ambiente.

Título III
Da Promoção Humana

CAPÍTULO I
DA POLÍTICA DE PROMOÇÃO HUMANA

Art. 21. – A política de promoção humana objetiva integrar e coordenar ações de


saúde, educação, habitação, ação social, esportes e lazer, universalizando o acesso
e assegurando maior eficácia aos serviços sociais indispensáveis ao combate às
causas da pobreza e à melhoria das condições de vida da população.
Art. 22. – São diretrizes gerais da política de Promoção Humana:
I – universalizar o atendimento e garantir adequada distribuição espacial das
políticas sociais;
II – articular e integrar as ações de políticas sociais em nível programático,
orçamentário e administrativo;
III – assegurar meios de participação e controle popular sobre as ações e
resultados de política social;
IV – promover iniciativas de cooperação com agentes sociais, organizações
governamentais e não governamentais e instituições de ensino e pesquisa para a
contínua melhoria da qualidade das políticas sociais.

CAPÍTULO II
DA POLÍTICA DE SAÚDE

Art. 23. – A política de saúde objetiva garantir a toda população plenas condições de
saúde, observados os seguintes princípios:
I – eficiente prestação de serviços municipais, com acesso universal e igualitário
às ações e serviços de saúde, através de sua promoção, proteção e recuperação;

165
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

II – ênfase em programas de ação preventiva;


III – humanização do atendimento;
IV – gestão participativa do sistema municipal de saúde.
Art. 24. – São diretrizes da política de saúde:
I – assegurar o pleno cumprimento das legislações Federal, Estadual e
Municipal, que definem o arcabouço político-institucional do Sistema Único de
Saúde;
II – garantir a gestão participativa do sistema municipal de saúde, através da
promoção de conferências municipais de saúde e do funcionamento em caráter
permanente e deliberativo de um Conselho Municipal de Saúde;
III – executar as ações do Plano Municipal de Saúde, estabelecidas e
periodicamente atualizadas através das conferências municipais de saúde e
aprovadas pelo Conselho Municipal de Saúde;
IV – articular iniciativas entre a saúde e áreas afins, com vistas a implementar
ações integradas de Vigilância à Saúde;
V – promover adequada distribuição espacial de recursos, serviços e ações de
saúde, conforme critérios de contingente populacional, demanda, acessibilidade
física e hierarquização dos equipamentos de saúde;
VI – promover a manutenção e adequação de unidades de atendimento à saúde
conforme demanda;
VII – adquirir novos aparelhos para os equipamentos de saúde já existentes,
capacitando-os para o perfeito atendimento à saúde, inclusive aos atendimentos
especializados;
VIII – desenvolver programas de saúde que contemplem promoção, prevenção e
reabilitação;
IX – promover parcerias que assegurem melhor atendimento à saúde;
X – promover programas de educação sanitária;
XI – promover programas para o desenvolvimento de hábitos alimentares
saudáveis;
XII – promover programas de prevenção contra o consumo de bebidas
alcoólicas, de fumo e de drogas;
XIII – programar um sistema de informações para gestão da saúde.

Art. 25. – Os investimentos prioritários na implantação de uma política


pública de saúde compreenderão:
I – distribuição de medicamentos aos hipossuficientes;
II – implantação de programas de saúde voltados à farmácia básica;
III – inclusão de medicamentos no programa de atenção básica;
IV – ampliação, reforma e manutenção do Centro de Saúde;
V – aquisição de equipamentos e aparelhos;
VI – aquisição de microscópio;
VII – aquisição de caneta cautério;

166
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

VIII – aquisição de aparelho de Raios-X odontológico;


IX – aquisição de autoclave;
X – aquisição de aparelho de Raios-X;
XI – aquisição de aparelho de ultrassonografia;
XII – aquisição de aparelho de eletrocardiograma;
XIII – aquisição de maca de transposição para o centro cirúrgico;
XIV – aquisição de aparelho de anestesia;
XV – aquisição de desfibrilador, monitor cardíaco e bomba de infusão;
XVI – aquisição de incubadoras, berços aquecidos, oxímetro de pulso e
aparelho de cardiotografia;
XVII – aquisição de elevador;
XVIII – realização de eventos;
XIX – capacitação anual dos profissionais da saúde;
XX – manutenção dos veículos da secretária de saúde;
XXI – reforma e ampliação do hospital;
XXII – reforma da sala de espera, banheiros e consultórios;
XXIII – aquisição de novos vestuários;
XXIV – implantação da Unidade de Terapia Intensiva adulta e neonatal;
XXV – implantação do necrotério;
XXVI – implantação da sala de inalação, curativos e medicação junto ao
hospital municipal;
XXVII – quarto destinados aos médicos plantonistas;
XXVIII – quarto destinados ao descanso da equipe de enfermagem;
XXIX – quarto equipado destinado ao isolamento de paciente;
XXX – aquisição de veículos para o hospital, setor de epidemiologia,
vigilância sanitária e programa saúde da família;
XXXI – programas relacionados com a educação alimentar, especialmente
a nutrição dos pacientes.
XXXII – criação de uma equipe multidisciplinar com carga horária de 40
horas semanais;
XXXIII – implantação de academia da saúde destinada à hipertensos e
diabéticos;
XXXIV – descentralização das especialidades do Consórcio Intermunicipal
de Saúde do Norte Pioneiro, retomando-as para o Município;
XXXV – aquisição de ambulância com Unidade de Terapia Intensiva móvel;
XXXVI – implantação do pronto socorro;
XXXVII – edição de Lei Municipal a qual impõe sanções aos proprietários
de terrenos com foco de dengue;
XXXVIII – pagamento de adicional de insalubridade para os profissionais da
saúde que estejam submetidos a agentes nocivos à sua saúde;
XXXIX – implantação de um controle de zoonose;
167
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

XL – criação de um espaço físico com profissionais capacitados para


apreensão de animais abandonados;
XLI – plano de saúde para os profissionais de saúde pública.

CAPÍTULO III
DA POLÍTICA DE EDUCAÇÃO

Art. 26. – A política de educação objetiva garantir a oferta adequada do ensino


fundamental e da educação infantil, observando-se os princípios e diretrizes
constantes da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.
Art. 27. – São diretrizes da política educacional:
I – universalizar o acesso ao ensino fundamental e à educação infantil;
II – promover e participar de iniciativas e programas voltados à erradicação do
analfabetismo e à melhoria da escolaridade da população;
III – promover a manutenção e expansão da rede pública de ensino, em especial
na zona leste, de forma a assegurar a oferta do ensino fundamental obrigatório e
gratuito;
IV – criar condições para permanência dos alunos da rede municipal de ensino;
V – assegurar o oferecimento da educação infantil em condições adequadas às
necessidades dos educandos nos aspectos físico, psicológico, intelectual e social;
VI – garantir os recursos financeiros necessários ao pleno acesso e atendimento
à educação infantil de 0 a 5 anos, em creches e pré-escola;
VII – promover regularmente fóruns e seminários para discutir temas referentes
à educação;
VIII – promover o desenvolvimento e o aperfeiçoamento do padrão de ensino;
IX – manter os edifícios escolares, assegurando as condições necessárias para
o bom desempenho das atividades do ensino fundamental, da pré-escola e das
creches;
X – construir, ampliar ou reformar unidades de ensino para educação
fundamental e infantil;
XI – assegurar a participação dos pais ou responsáveis na gestão e na
elaboração da proposta pedagógica das creches, pré-escolas e do ensino
fundamental;
XII – promover e assegurar as condições para a qualificação e o
aperfeiçoamento do corpo docente, técnico e administrativo;
XIII – promover a integração entre a escola e a comunidade;
XIV – garantir o transporte escolar gratuito, seguro e com regularidade, aos
alunos da rede pública municipal de ensino;

168
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

XV – pleitear ao governo estadual o atendimento adequado à demanda local do


ensino médio e educação profissional;
XVI – proporcionar condições adequadas para o atendimento aos alunos que
necessitam de cuidados educacionais especiais na rede municipal de ensino.

CAPÍTULO IV
DA POLÍTICA DE AÇÃO SOCIAL

Art. 28. – A política de ação social objetiva proporcionar, aos indivíduos e às famílias
carentes, condições para a conquista de sua autonomia, mediante:
I – combate às causas da pobreza;
II – redução das desigualdades sociais;
III – promoção da integração social.

Art. 29. – São diretrizes da política de ação social:


I – adotar medidas de amparo e promoção das famílias carentes;
II – incluir as famílias carentes em programas governamentais e não
governamentais que visem à melhoria das condições de vida da população, como
bolsa família e outros;
III – promover programas que visem o bem-estar das crianças, dos
adolescentes, dos idosos, dos portadores de necessidades especiais, dos
portadores de doenças infecto-contagiosas e dos toxicômanos;
IV – promover articulação e integração entre o poder público e os segmentos
sociais organizados que atuam na área de ação social;
V – garantir, incentivar e fortalecer a participação dos segmentos sociais
organizados nas decisões ligadas à ação social;
VI – promover estudos sistemáticos para orientar ações de política de ação
social;
VII – incentivar a participação de empresas privadas nas ações sociais;
VIII – promover ações orientadas para a defesa permanente dos direitos
humanos;
IX – promover programas que visem à reabilitação e reintegração social;
X – promover programas de capacitação profissional dirigidos aos segmentos
carentes.

Art. 30. - Os investimentos prioritários na implantação de uma política de


assistência social compreenderão:
I – construção de sede do CRAS no jardim primavera e/ou cristal;
II – construção e manutenção do Conselho Tutelar;

169
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

III – aquisição de veículo para o CRAS;


IV – aquisição de veículo para o Conselho Tutelar;
V – aquisição de equipamentos para as entidades sociais;
VI – criação e manutenção da casa abrigo;
VII – programas sociais destinados à terceira idade;
VIII – criação de programas e cursos técnicos destinados à juventude;
IX – distribuição, em casos específicos, de benefícios pecuniários ou
fornecimento de cestas básicas em situações emergenciais;
X – cursos destinados à geração de renda;
XI – aquisição de máquinas de costura industrial e cursos de capacitação
visando a qualificação da mão de obra;
XII – realização de concurso público para contratação de mão-de-obra
conforme NOB/RH;
XIII – criação de programas de inclusão produtiva;
XIV – capacitação aos trabalhadores da rede conforme a tipificação do
serviço;
XV – subvencionar as entidades sociais;
XVI – ampliação do espaço físico do Projeto PIÁ;
XVII – proceder ao fechamento em torno da quadra poliesportiva do projeto
PIÁ;
XVIII – aquisição de instrumentos musicais para o Projeto PIÁ;
XIX – aquisição de equipamentos e uniformes destinados a Fanfarra do
Projeto PIÁ;
XX – realizar a cobertura do pátio do Lar dos Idosos;
XXI – aquisição de veículos para o Lar dos Idosos;
XXII – ampliação e manutenção do Lar dos Idosos;
XXIII – aquisição de equipamentos para o Lar dos Idosos;
XXIV – aquisição de materiais de consumo destinados ao Lar dos Idosos;

CAPÍTULO V
DA POLÍTICA DE HABITAÇÃO

Art. 31. – A política de habitação objetiva assegurar a todos os cidadãos o direito à


moradia, devendo orientar-se pelos seguintes princípios:
I – a garantia de condições adequadas de higiene, conforto e segurança para
moradias;
II – a consideração das identidades e vínculos sociais e comunitários das
populações beneficiárias;
III – o atendimento prioritário aos segmentos populacionais socialmente mais
vulneráveis.
170
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

Art. 32. – São diretrizes da política de habitação:


I – prover adequada infra-estrutura urbana, com a criação de galerias pluviais e
rede de esgoto, pavimentação das vias urbanas, construção de guias, sarjetas e
calçadas, ampliação da rede de iluminação pública, e outras infra-estruturas
necessárias nas áreas urbanas e rurais;
II – assegurar a compatibilização entre a distribuição populacional, a
disponibilidade e a intensidade de utilização da infra-estrutura urbana;
III – garantir participação da população nas fases de projeto, desenvolvimento e
implantação de programas habitacionais;
IV – priorizar ações no sentido de resolver a situação dos residentes em áreas
de risco e insalubres;
V – assegurar, sempre que possível, a permanência das pessoas em seus locais
de residência, limitando as ações de remoção aos casos de residentes em áreas de
risco ou insalubres;
VI – desenvolver programas preventivos e de esclarecimento quanto à ocupação
e permanência de grupos populacionais em áreas de risco ou insalubres;
VII – priorizar, quando da construção de moradias de interesse social, as áreas
já devidamente integradas à rede de infra-estrutura urbana, em especial as com
menor intensidade de utilização;
VIII – promover a regularização das áreas ocupadas de forma ilegal, em especial
quando em fundos de vale;
IX – incentivar a urbanização das áreas ocupadas por famílias de baixa renda,
inclusive assegurando-se a elas o acesso ao título de propriedade;
X – promover a progressiva eliminação do déficit quantitativo e qualitativo de
moradias, em especial para os segmentos populacionais socialmente vulneráveis,
residentes há mais tempo no Município;
XI – promover e apoiar programas de parceria e cooperação para a produção de
moradias populares e melhoria das condições habitacionais da população;
XII – promover e assegurar a instalação de rede de iluminação pública aos
moradores da Vila Rural do Município.

CAPÍTULO VI
DA POLÍTICA DE ESPORTES E LAZER

Art. 33. – A política de esportes e lazer tem como objetivo propiciar aos munícipes
as condições de desenvolvimento físico, mental e social, através do incentivo à
prática de atividades esportivas e recreativas.
Art. 34. – A política de esportes e lazer deverá orientar-se pelos seguintes
princípios:
I – desenvolvimento e fortalecimento dos laços sociais e comunitários entre os
indivíduos e grupos sociais;

171
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

II – universalização da prática esportiva e recreativa, independentemente das


diferenças de idade, raça, cor, ideologia, sexo e situação social.
Art. 35. – São diretrizes da política de esportes e lazer:
I – envolver as entidades representativas na mobilização da população, na
formulação e na execução das ações esportivas e recreativas;
II – prover, ampliar e alocar regionalmente recursos, serviços e infra-estrutura
para a prática de atividades esportivas e recreativas;
III – garantir a toda população, condições de acesso e de uso dos recursos,
serviços e infra-estrutura para a prática de esportes e lazer;
IV – incentivar a prática de esportes na rede escolar municipal através de
programas integrados à disciplina Educação Física;
V – implementar e apoiar iniciativas de projetos específicos de esportes e lazer
para todas as faixas etárias;
VI – apoiar a divulgação das atividades e eventos esportivos e recreativos;
VII – descentralizar e democratizar a gestão de ações em esporte e lazer;
VIII – criar espaços públicos especialmente destinados à prática esportiva
infanto-juvenil e ao lazer de todos.

Art. 36. – Os investimentos prioritários na implantação de uma política


pública de educação, esporte e cultura, compreenderão:
I - implantação de Cursos de Educação a Distância (EAD);
II – cursos de formação profissional;
III – criação de festivais de música e dança em parceria com as escolas
musicais;
IV – efetivar o município como sede de jogos escolares;
V - incentivo ao atletismo;
VI - formação continuada dos profissionais da rede municipal de ensino
através de palestras, seminários e congressos;
VII - contratação de profissionais nas áreas da fonoaudiologia, psicologia e
terapia ocupacional;
VIII - reativação e manutenção da fanfarra municipal;
XIX - construção e manutenção do centro cultural municipal;
X – participação efetiva do município nas competições esportivas;
XI – construção, manutenção e adequação das quadras poliesportivas, com
a devida cobertura das mesmas.
XII – construção de um barracão específico para eventos culturais,
educacionais e esportivos;
XIII – elaboração e efetivação de um calendário esportivo;
XIV – manutenção e adequação do ginásio de esportes do município;
XV – intervenção do órgão esportivo municipal com a finalidade de
promover campeonatos em parceria com as escolas.

172
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

XVI – incentivas e promover caminhadas com a terceira idade, sem a


intenção de competitividade;
XVII – incentivar grupos de dança e lutas esportivas;
XVIII – participar, organizar e sediar campeonatos diversos em nível
regional;
XIX – elaboração e aplicação do Estatuto dos Professores da rede
municipal de ensino.
XX – implantação de novos campos com finalidade esportiva;
XXI – criação das associações de bairro;
XXII – implantar a guarda mirim;
XXIII – reativação de campos de futebol no município;
XXIV – ampliar o barracão do Centro de Tradições Gaúcha;
XXV – criação de um clube social municipal;
XXVI – criação de uma imprensa municipal.

CAPÍTULO VII
DA POLÍTICA DO MEIO AMBIENTE

Art. 37. – A política do meio ambiente objetiva garantir a todos o direito ao ambiente
ecologicamente equilibrado, regulando a ação do Poder Público Municipal e sua
relação com os cidadãos e instituições públicas e privadas.
Art. 38. – A política municipal do meio ambiente é orientada pelos seguintes
princípios:
I – a garantia de equilíbrio na interação de elementos naturais e criados, de
forma a abrigar, proteger e promover a vida em todas as suas formas;
II – a garantia, a todos, de um meio ambiente ecologicamente equilibrado;
III – a racionalização do uso dos recursos ambientais;
IV – a valorização e incentivo ao desenvolvimento da consciência ecológica.
Art. 39. – São diretrizes para a política do meio ambiente:
I – incentivar a participação popular na gestão das políticas ambientais;
II – promover a produção, organização e a democratização das informações
relativas ao meio ambiente natural e construído;
III – compatibilizar o desenvolvimento econômico e social com a preservação
ambiental;
IV – articular e integrar as ações e atividades ambientais desenvolvidas pelos
órgãos e entidades ambientais do Município, com aquelas dos órgãos federais e
estaduais, quando necessário;
V – articular e integrar as ações e atividades ambientais intermunicipais,
favorecendo consórcios e outros instrumentos de cooperação;
VI – elaborar o zoneamento ambiental do Município;

173
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

VII – controlar as atividades produtivas e o emprego de materiais e


equipamentos que possam acarretar danos ao meio ambiente e à qualidade de vida
da população;
VIII – estabelecer normas de qualidade ambiental, compatibilizando-as à
legislação específica e às inovações tecnológicas;

IX – preservar e conservar as áreas protegidas do Município;


X – promover a educação ambiental, particularmente na rede de ensino público
municipal;
XI – garantir taxas satisfatórias de permeabilidade do solo no território urbano a
qual é exigida em função da dimensão do lote, observado o quadro abaixo, além do
seguinte:

Zona Taxa de permeabilidade


Uso Residencial 30%
Uso Institucional 30%
Uso Comercial 20%
Prestação de Serviço 30%
Uso Industrial 50%

a) para os lotes com área de até 200 m² (duzentos metros quadrados), não é
exigida a taxa de permeabilidade do solo.
b) para os lotes com área acima 200 m² (duzentos metros quadrados)até 500m²
(quinhentos metros quadrados), a taxa de permeabilidade do solo é correspondente
a 10% (dez por cento) da área do lote.
c) para os lotes com área acima 500 m² (quinhentos metros quadrados) até
2000m² (dois mil metros quadrados, a taxa de permeabilidade do solo é
correspondente a 20% (vinte por cento) da área do lote.
d) para os lotes com área superior a 2000 m² (dois mil metros quadrados), a taxa
de permeabilidade do solo é correspondente a 30% (trinta por cento) da área do lote.
XII – monitorar permanentemente as condições das áreas de risco, adotando-se
medidas corretivas pertinentes;
XIII – combater o processo de erosão em fundos de vale;
XIV – impedir a ocupação antrópica nas áreas de risco potencial, assegurando-
se destinação adequada às mesmas;
XV – proteger as áreas ameaçadas de degradação e recuperar as áreas
degradadas;
XVI – proteger as áreas de mananciais, limitando e racionalizando sua ocupação
antrópica;
XVII – garantir a integridade do patrimônio ecológico, genético e paisagístico do
Município;
XVIII – impedir ou restringir a ocupação urbana em áreas frágeis de baixadas e
de encostas, impróprias à urbanização, bem como em áreas de notável valor
paisagístico;

174
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

XIX – estimular a participação dos proprietários de áreas degradadas ou


potencialmente degradáveis em programas de recuperação das mesmas;
XX – orientar os produtores para a obtenção do correto manejo do solo, e
quanto à correta utilização de agrotóxicos, através de técnicas e instruções
apresentadas por órgãos técnicos e de pesquisas, através de convênios com o
Poder Público Municipal.

Art. 40. - Os investimentos prioritários na implantação de uma política de


planejamento ambiental compreenderão:
I – implantação de pista de caminhada;
II – construção de lagos;
III – implantação de parques de laser com academias ao ar livre;
IV – implantar viveiros de mudas de árvores, frutas e flores;
V – aquisição de implementos agrícolas;

CAPÍTULO VIII
DA POLÍTICA DE SANEAMENTO

Art. 41. – A política de saneamento objetiva universalizar o acesso aos serviços de


saneamento básico, mediante ações articuladas em saúde pública, desenvolvimento
urbano e meio ambiente.
Art. 42. – São diretrizes da política de saneamento:
I – prover abastecimento de água tratada a toda população, em quantidade e
qualidade compatíveis com as exigências de higiene e conforto;
II – implementar sistema abrangente e eficiente de coleta, tratamento e
disposição dos esgotos sanitários, dos resíduos sólidos e de drenagem urbana, de
forma a evitar danos à saúde pública, ao meio ambiente e às paisagens urbana e
rural;
III – promover sistema eficiente de prevenção e controle de vetores, sob a ótica
da proteção à saúde pública;
IV – promover programas de combate ao desperdício de água;
V – viabilizar sistemas alternativos de esgoto onde não seja possível instalar
rede pública de captação de efluentes;
VI – garantir sistema eficaz de limpeza urbana, de coleta e de tratamento do lixo
produzido no município, de forma a evitar danos à saúde pública, ao meio ambiente
e à paisagem urbana;
VII – fomentar programas de coleta seletiva de lixo;
VIII – implantar sistema especial de coleta de lixo nas áreas inacessíveis aos
meios convencionais.

175
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

IX – desativar o atual depósito de lixo e construir um depósito de lixo municipal


em local tecnicamente apropriado.

CAPÍTULO IX
DA POLÍTICA DE CIRCULAÇÃO E TRANSPORTE COLETIVO

Art. 43. – A política de circulação e transporte coletivo objetiva assegurar à


população condições adequadas de acessibilidade a todas as regiões da cidade e
da Região.
Art. 44. – São diretrizes da política de circulação e transporte coletivo:
I – adequar o fluxo de veículos nas zonas industriais;
II – garantir à população condições eficientes de acesso aos locais de moradia,
trabalho, serviços e lazer;
III – dotar a cidade de um sistema viário integrado com as áreas urbana e rural e
com o sistema viário intermunicipal;
IV – reduzir o caráter da área central de principal articuladora do sistema viário
urbano e intermunicipal;
V – disciplinar e fiscalizar o transporte escolar;
VI – assegurar concorrência e transparência na concessão da exploração do
transporte coletivo;
VII – garantir aos portadores de necessidades especiais o acesso ao transporte
coletivo;
VIII – dotar e manter os pontos de ônibus com abrigos e informações referentes
a trajetos e horários;
IX – incrementar a qualidade das calçadas e mantê-las em perfeitas condições
de trânsito para todos os pedestres;
X – evitar o conflito entre trânsito de veículos e de pedestres;
XI – manter o sistema viário em condições adequadas de circulação e
transportes para pedestres e veículos;
XII – dotar e manter as vias com sinalização informativa e de trânsito;
XIII – criar condições para o uso de bicicletas como meio de transporte,
promovendo a adequação viária ou construção de ciclovias;
XIV – priorizar a circulação de pedestres em relação aos veículos e dos veículos
coletivos em relação aos particulares.
CAPÍTULO X
DA POLÍTICA DE CULTURA

Art. 45. – A política de cultura objetiva incentivar a produção cultural e assegurar o


acesso de todos os cidadãos e segmentos da sociedade às fontes da cultura,
entendida como:

176
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

I – a invenção coletiva ou individual de símbolos, valores, idéias e práticas


próprias e inerentes à constituição do ser humano;
II – a expressão das diferenças sociais, sexuais, étnicas, religiosas e políticas;
III – a descoberta e recuperação de sentidos, identidades, rumos e objetivos
indispensáveis ao equilíbrio e aprimoramento da vida social e individual;
IV – o trabalho de criação, inerente à capacidade humana de superar dados da
experiência vivida e de dotá-la de sentido novo através da reflexão, da escrita, da
arte, da música, da imaginação, da sensibilidade, da fantasia e da invenção de
formas e conteúdos inéditos;
V – a constituição da memória individual, social, histórica como trabalho no
tempo.
Art. 46. – São diretrizes da política cultural:
I – incentivar e valorizar iniciativas experimentais, inovadoras e transformadoras
em todos os segmentos sociais e grupos etários;
II – descentralizar e democratizar a gestão e as ações da área cultural,
valorizando-se as iniciativas culturais provenientes dos centros comunitários dos
bairros;
III – preservar e divulgar as tradições culturais e populares do município;
IV – estabelecer programas de cooperação com agentes públicos e/ou privados,
visando à promoção cultural;
V – preservar e conservar, em colaboração com a comunidade, os bens do
patrimônio histórico, artístico e cultural;
VI – incentivar iniciativas culturais associadas à proteção do meio ambiente;
VII – criar incentivos para a implantação de espaços destinados a espetáculos
culturais;
VIII – implantar e manter centros comunitários como espaços de apoio às
atividades artísticas e culturais;
IX – implantar e apoiar a manutenção de espaços destinados à proteção e
divulgação de acervo que represente os valores artísticos, culturais e históricos do
município;
X – promover estudos sistemáticos para orientar ações de política cultural;
XI – promover cursos nas áreas culturais e artísticas;
XII – garantir aos cidadãos meios de acesso democrático à informação, à
comunicação e ao entretenimento;
XIII – motivar e qualificar tecnicamente o pessoal envolvido na gestão das
políticas culturais;
XIV – criar condições para maior autonomia orçamentária e financeira aos
órgãos de política cultural, inclusive para captação e aplicação de recursos externos;
XV – promover atividades culturais como instrumentos de integração regional.

177
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

CAPÍTULO XI
DA POLÍTICA DE AGRICULTURA E DESENVOLVIMENTO RURAL

Art. 47. - Os investimentos prioritários na implantação de uma política pública


de agricultura e desenvolvimento rural compreenderão:
I – aquisição de implementos agrícolas;
II – construção de barracão para a agricultura;
III – aquisição de terreno de no mínimo 2 (dois) alqueires para a implantação de
projetos de difusão de novas técnicas experimentais;

Título IV
Do Sistema de Planejamento e Gestão

CAPÍTULO I
DA GESTÃO PÚBLICA

Art. 48. – A política de gestão pública tem por objetivo orientar a atuação do poder
público e dotá-lo de capacidade gerencial, técnica e financeira para o pleno
cumprimento de suas funções.
Art. 49. – São diretrizes da política de gestão pública:
I – reestruturar e implantar o sistema municipal de gestão e planejamento;
II – descentralizar os processos decisórios;
III – dotar as unidades operacionais do governo de competência técnica e
capacidade financeira para o exercício de suas funções;
IV – aperfeiçoar os sistemas de arrecadação, cobrança e fiscalização tributárias;
V – prover condições efetivas para garantir a participação popular nos processos
de decisão;
VI – valorizar, motivar e promover a qualificação profissional dos servidores
públicos;
VII – atuar de forma articulada com outros agentes sociais, parceiros ou órgãos
governamentais, sobretudo nas ações de maior impacto social e econômico;
VIII – assegurar transparência nas ações administrativas e financeiras, inclusive
mediante divulgação regular de indicadores de desempenho.

178
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

CAPÍTULO II
DA PARTICIPAÇÃO POPULAR

Art. 50. – A política de participação popular objetiva valorizar e garantir o


envolvimento dos munícipes, de forma organizada, na gestão pública e nas
atividades políticas e sócio-culturais da comunidade.
Parágrafo único. Entende-se por participação todo ato de influir, de exercer
controle, de ter poder, de estar envolvido ativamente.
Art. 51. – A garantia da participação dos cidadãos, responsabilidade do governo
municipal, tem por fim:
I – a socialização do homem e a promoção do seu desenvolvimento integral
como indivíduo e membro da coletividade;
II – o pleno atendimento das aspirações coletivas no que se refere aos objetivos
e procedimentos da gestão pública;
III – a permanente valorização e aperfeiçoamento do poder público como
instrumento a serviço da coletividade.
Art. 52. – São diretrizes para incentivar e garantir a participação popular:
I – valorizar as entidades organizadas e representativas como legítimas
interlocutoras da comunidade, respeitando a sua autonomia política;
II – incentivar a criação e fortalecer os conselhos municipais como principais
instâncias de assessoramento, consultoria, fiscalização e deliberação da população
sobre decisões e ações do governo municipal;
III – apoiar e promover instâncias de debates abertos e democráticos sobre
temas de interesse da comunidade;
IV – consultar a população sobre as prioridades quanto à destinação dos
recursos públicos;
V – elaborar e apresentar os orçamentos públicos de forma a facilitar o
entendimento e o acompanhamento pelos munícipes;
VI – apoiar e participar de iniciativas que promovam a integração social e o
aprimoramento da vida comunitária.

CAPÍTULO III
DO CONSELHO MUNICIPAL DE PLANEJAMENTO URBANO

Art. 53. – Fica instituído o Conselho Municipal de Planejamento Urbano de


Quatiguá, órgão colegiado de natureza deliberativa e consultiva, com a incumbência
de aprimorar e supervisionar o processo de planejamento da administração
municipal, tendo em vista assegurar melhor desempenho, articulação e equilíbrio

179
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

das ações das várias áreas e níveis da gestão, conforme dispõe a Lei Federal n.º
10.257, de 10 de julho de 2001 e esta Lei.
Parágrafo único. O Conselho Municipal de Planejamento Urbano de Quatiguá
seguirá os mesmos moldes do Conselho Nacional das Cidades (Decreto n.º 5.031,
de 2 de abril de 2004), para a gestão, definição, orientação e deliberação da política
de gestão urbana no Município.
Art. 54. – Ao Conselho Municipal de Planejamento Urbano de Quatiguá compete:
I – propor diretrizes, instrumentos, normas e prioridades da política municipal de
desenvolvimento urbano;
II – acompanhar e avaliar a implementação da política municipal de
desenvolvimento urbano, em especial as políticas de habitação, de saúde, de
educação, de saneamento ambiental, de transportes e de mobilidade urbana, e
recomendar as providências necessárias ao cumprimento de seus objetivos;
III – propor a edição de normas gerais de direito urbanístico e manifestar-se
sobre propostas de alteração da legislação pertinente;
IV – emitir orientações e recomendações sobre a aplicação do Plano Diretor e as
demais Leis que o compõe, conforme artigo 3º desta Lei, e segundo ainda as
diretrizes do Estatuto da Cidade e dos demais atos normativos relacionados ao
desenvolvimento urbano;
V – promover a cooperação entre os governos da União, dos Estados e dos
Municípios e a sociedade civil na formulação e execução da política municipal de
desenvolvimento urbano;
VI – promover, em parceria com organismos governamentais e não-
governamentais, nacionais e internacionais, a identificação de sistemas de
indicadores, no sentido de estabelecer metas e procedimentos com base nesses
indicadores, para monitorar a aplicação das atividades relacionadas com o
desenvolvimento urbano;
VII – estimular ações que visem propiciar a geração, apropriação e utilização de
conhecimentos científicos, tecnológicos, gerenciais e organizativos pelas populações
das áreas urbanas;
VIII – estimular a ampliação e o aperfeiçoamento dos mecanismos de
participação e controle social da sociedade, visando fortalecer o desenvolvimento
urbano sustentável;
IX – aprovar seu regimento interno e decidir sobre as alterações propostas por
seus membros.
Parágrafo único. Fica facultado ao Conselho Municipal de Planejamento
Urbano de Quatiguá, promover a realização de seminários ou encontros regionais
sobre temas de sua agenda, bem assim estudos sobre a definição de convênios na
área de desenvolvimento urbano sustentável e da propriedade urbana, a serem
firmados com organismos nacionais e internacionais, públicos ou privados.
Art. 55. – O Conselho Municipal de Planejamento Urbano de Quatiguá terá em sua
composição os seguintes representantes:
I – Poder Público Municipal – um de cada segmento abaixo especificado:
a) Divisão Municipal de Administração;
b) Legislativo Municipal;

180
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

c) Divisão Municipal de Saúde;


d) Divisão Municipal de Educação;
e) Departamento Jurídico Municipal;
f) Departamento de Engenharia Municipal;
II - do Sindicato dos Trabalhadores Rurais;
III - da Associação dos Produtores Rurais de Quatiguá;
IV - da EMATER;
V – da Defesa Civil;
VI – da Área Esportiva;
VII – da Associação de Moradores;
VIII – dos Movimentos Sociais Organizados;
IX – das Organizações não Governamentais;
X – dos Clubes de Serviços;
XI – das Igrejas;
XII – do Comércio e da Indústria.

§ 1º – Os membros do Conselho Municipal de Planejamento Urbano terão


suplentes.
§ 2º – O regimento interno do Conselho Municipal de Planejamento Urbano será
aprovado por resolução.
§ 3º – Os representantes de que trata o inciso I serão indicados pelos titulares
dos órgãos representados, ou, na inexistência de tais órgãos, serão indicados
representantes do Poder Público Municipal pelo Prefeito Municipal.
§ 4º – Os representantes de que tratam os demais incisos serão indicados pelos
titulares ou dirigentes dos órgãos e entidades representados, por solicitação da
Prefeitura Municipal, observado o critério de rodízio entre os órgãos e entidades da
sociedade civil organizada, da área empresarial e movimentos populares.
§ 5º – Integrarão o Plenário do Conselho Municipal de Planejamento Urbano,
como observadores, os membros nomeados, com direito a voz, indicados por órgãos
governamentais, organizações não-governamentais e entidades da sociedade civil,
definidos em ato da Prefeitura Municipal.
§ 6º – Poderão, ainda, ser convidados a participar das reuniões do Conselho
Municipal de Planejamento Urbano de Quatiguá, personalidades e representantes
de órgãos e entidades públicos e privados, dos Poderes Executivo, Legislativo e
Judiciário, bem como outros técnicos, sempre que da pauta constar tema de suas
áreas de atuação.
§ 7º – O Conselho Municipal de Planejamento Urbano de Quatiguá deliberará
mediante resoluções, por maioria simples dos presentes, tendo seu Presidente o
voto de qualidade no caso de empate.
§ 8º – O regimento interno do Conselho Municipal de Planejamento Urbano de
Quatiguá disciplinará as normas e os procedimentos relativos à eleição dos órgãos e
entidades que comporão sua estrutura.

181
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

§ 9º – Os membros do Conselho Municipal de Planejamento Urbano de


Quatiguá terão mandato de dois anos, podendo ser reconduzidos.
Art. 56. – Cabe à Prefeitura Municipal de Quatiguá garantir as condições para
funcionamento adequado do Conselho Municipal de Planejamento Urbano de
Quatiguá.

Título V
Das Disposições Gerais e Transitórias

Art. 57. – Ao Poder Executivo Municipal caberá ampla divulgação do Plano Diretor e
das demais normas municipais, em particular as urbanísticas, através dos meios de
comunicação disponíveis e da distribuição de cartilhas e similares, além de manter
exemplares acessíveis à comunidade.
Art. 58. – A Prefeitura Municipal promoverá a capacitação sistemática dos
funcionários municipais para garantir a aplicação e a eficácia desta Lei e do conjunto
de normas urbanísticas.
Art. 59. – O Poder Executivo deverá enviar à Câmara Municipal, anteprojeto de lei
ajustando a legislação do Perímetro Urbano, Posturas, Obras, Uso e Ocupação do
Solo Urbano, Parcelamento do solo, Edificações e Sistema Viário, dentre outras,
adequando-as às novas diretrizes e normas do Plano Diretor, em regime de
urgência.
Art. 60. – Para assegurar recursos materiais, humanos e financeiros necessários à
implementação dos planos, programas, projetos e atividades derivadas desta Lei,
fica o Chefe do Poder Executivo obrigado a inserir no Plano Plurianual, Lei de
Diretrizes Orçamentárias e Orçamento Anual, a previsão dos recursos
indispensáveis em “Projetos/Atividades – P/A” específico.
Parágrafo único. Fica o Chefe do Poder Executivo autorizado a abrir créditos
especiais para o exercício de 2008, necessários ao cumprimento desta Lei.
Art. 61. – Esta Lei será regulamentada no que couber no prazo máximo de 180
(cento e oitenta) dias.
Art. 62. – Ficam estabelecidos os seguintes prazos, contados da data de publicação
desta lei:
I – de trinta dias, para a composição do Conselho Municipal de Planejamento
Urbano de Quatiguá, cujos conselheiros terão mandato de 2 (dois) anos;
II – de sessenta dias, para elaboração e aprovação do Regimento Interno do
Conselho Municipal de Planejamento Urbano de Quatiguá;
III – de noventa dias, para a primeira reunião do Conselho Municipal de
Planejamento Urbano de Quatiguá, que terá por finalidade avaliar as diretrizes e
prioridades do Plano Diretor, de modo a orientar a formulação dos programas de
governo do Município e dos respectivos orçamentos.
IV – de cento e oitenta dias, para elaboração e envio à Câmara Municipal das
modificações que se fizerem necessárias na legislação municipal, de modo a
adequá-la às diretrizes do conjunto de leis que compõem este Plano Diretor.

182
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

Art. 63. – Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as
disposições em contrário.

Quatiguá, 02 de dezembro de 2011.

_____________________________
Efraim Bueno de Moraes
Prefeito Municipal

183
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

7.2 Lei do Perímetro Urbano e da Zona de Expansão

Urbana

184
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

PREFEITURA MUNICIPAL DE QUATIGUÁ

LEI Nº 1.726/2011

Súmula:Cria a Lei de Zoneamento de Uso e


Ocupação do Solo Urbano do Município de
Quatiguá, e dá outras providências.

A CÂMARA MUNICIPAL DE QUATIGUÁ APROVOU E EU,


PREFEITO DO MUNICÍPIO, SANCIONO A SEGUINTE LEI:

Título I
Das Disposições Preliminares

Art. 1º – O Zoneamento de Uso e Ocupação do Solo no Município de Quatiguá será


regido por esta Lei.
Parágrafo único - A presente Lei complementa, no que couber, o Plano Diretor.
Art. 2º – A presente Lei tem por objetivos:
I – estabelecer critérios de ocupação e utilização do solo, tendo em vista o
equilíbrio e a coexistência do homem com o meio bem como das atividades que os
permeia;
II – promover, através de um regime urbanístico adequado, a qualidade de
valores estético-paisagísticos, naturais ou culturais, próprios do Município e da
região;
III – prever e controlar densidades demográficas e de ocupação do solo, como
medida para a gestão do bem público e da oferta de serviços públicos,
compatibilizados com um crescimento ordenado;
IV – conciliar usos e atividades diferenciadas, complementares entre si, dentro
de determinadas frações do espaço.
Art. 3º – Para efeito desta Lei adotam-se as seguintes definições:
I – zona urbana que compreende as áreas urbanizadas ou em vias de
ocupação e as glebas com potencial de urbanização que ainda não sofreram
processo regular de parcelamento.
II – zona de expansão urbana é aquela externa à zona urbana onde se prevê
ocupação ou implantação de equipamentos e empreendimentos considerados
especiais e necessários à estrutura urbana, não sendo ainda contemplada pela
presente lei.
§ 1º - A zona de expansão urbana fica vinculada a necessidade de criação,
estabelecida em legislação específica, na qual deverão ser contemplados os
parágrafos seguintes deste artigo.
§ 2º – A transformação de zona de expansão em zona urbana fica vinculada ao
processo de aceitação de loteamentos regularmente aprovados e implantados ou ao
visto de conclusão de obras regularmente aprovadas e construídas.
§ 3º – Após alteração do perímetro da zona urbana, o Poder Executivo atualizará
a descrição do anexo I desta lei.
III – zoneamento é a repartição do solo urbano e de expansão urbana em zonas
com uso e ocupação definidos, harmonizando o direito individual de propriedade e
de construir com a função social da mesma, em prol do bem-estar coletivo;

185
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

IV – uso do solo é o rol das diversas atividades para uma determinada zona;
V – ocupação do solo é a maneira da edificação ocupar o solo, em função dos
índices urbanísticos incidentes, que são:

a) taxa de ocupação;
b) coeficiente de aproveitamento;
c) recuo e afastamento;
d) gabarito;
e) taxa de permeabilidade.

Título II
Do Uso e Ocupação do Solo e Expedição de Alvarás

CAPÍTULO I
DO USO DO SOLO

Art. 4º – Os usos definidos para as zonas classificam-se em:


I – conformes que são os adequados ou permitidos e se enquadram nas
categorias de uso estabelecidas para a zona determinada;
II – desconformes que são os inadequados ou proibidos e não se enquadram
nas categorias de uso estabelecidas para a zona determinada;
III – tolerados que são os desconformes para a zona determinada, em
decorrência da superveniência desta Lei, mas que, em razão do direito adquirido e
dentro de certas limitações e circunstâncias são admitidos.
Art. 5º – Os usos, categorias de uso e atividades são os seguintes:
I – uso residencial que obedecem as seguintes categorias de uso e atividades:
a) privativo uni familiar com edificações destinadas a uma habitação por lote e
privativo multifamiliar com edificações destinadas a mais de uma habitação por lote,
agrupadas vertical ou horizontalmente;
b) coletivo transitório como hotéis, hospedarias, albergues e pousadas;
c) coletivo permanente como internatos, pensionatos, asilos.
II – uso institucional, segundo as seguintes categorias de uso e atividades:
a) religioso, entre os quais igrejas, templos, paróquias, catedral, salões de culto
e centros espíritas, capelas mortuárias, cemitérios;
b) recreacional como clubes sociais, recreativos e desportivos, centros sociais,
praças esportivas, cinema, teatro, museu, centro cultural, biblioteca, pinacoteca,
galeria, circos e parques de diversão, bosques, reservas florestais, parques, jardins
botânicos e jardins zoológicos;
c) saúde como maternidades, hospitais, casa de saúde, manicômios, clínicas
(com internamento), postos de saúde, ambulatórios, centros de reabilitação;
d) educacional - como creches, maternais, jardins de infância, berçários, pré-
escola, escola de primeiro, segundo e terceiro graus além de escola de ensino
específico;
e) administrativo - como repartições públicas, posto policial, delegacia, quartel,
corpo de bombeiros, presídios e cadeias, justiça e fórum, agências postais e
telefônicas, cartórios e tabelionatos.
186
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

III – uso comercial, segundo as seguintes categorias de uso e atividades:


a) vicinal de âmbito local, com estabelecimentos de venda direta ao consumidor
de produtos que se relacionam com o uso residencial, de utilização imediata e
cotidiana, destinado a atender às primeiras necessidades humanas, entre elas,
verdureiros, quitandas, mercearias, açougues, peixarias, farmácias e perfumarias,
bares, botequins, lanchonetes, pastelarias, cafés, padarias, confeitarias, bancas de
jornal e revistas, tabacarias, casas de doces, floriculturas, papelarias;
b) diversificado com estabelecimentos de venda direta ao consumidor de
produtos relacionados ou não com o uso residencial, de utilidade intermitente e
imediata, destinada à população em geral, entre os quais, artigos de cama, mesa e
banho, artigos do vestuário, eletrodomésticos, livrarias, óticas, joalheiras, relojoarias,
antiquários, bijuterias, autopeças e acessórios, lojas de material de construção e
ferragens, de departamentos, de móveis, de material de escritório, supermercados,
centros comerciais, shopping-centers, mercados, hipermercados, cine-foto-som,
concessionárias de veículos leves, armarinhos, casas lotéricas;
c) especial com atividades peculiares cuja adequação à vizinhança depende de
fatores a serem analisados, como postos de combustíveis, de gás, e produtos
inflamáveis, casas de espetáculos, bailões, discotecas, bilhares, casas de jogos e
similares;
d) atacadista com estabelecimentos comerciais não varejistas ou similares, de
produtos relacionados ou não com o uso residencial, com atividades destinadas à
população em geral, as quais, por seu porte ou natureza, requerem localização
apropriada, como armazéns de estocagem de mercadorias, depósitos de material de
construção e ferragens, ferro-velho, revenda de veículos de grande porte (ônibus,
caminhões, tratores), distribuidora de bebidas, entrepostos de mercadorias.
IV – prestação de serviços, segundo as seguintes categorias de uso e
atividades:
a) vicinal de âmbito local, com estabelecimentos destinados à prestação de
serviços à população que podem adequar-se aos padrões de uso residencial, como
sapatarias, chaveiros, oficinas de eletrodomésticos, barbearias e salões de beleza,
alfaiataria, lavanderias (não industrial), escritórios, consultórios, clínicas (sem
internamento), saunas, massagens, manicuras, atividades profissionais não
incômodas, locadoras de áudio e vídeo, laboratórios;
b) diversificado: com estabelecimentos destinados à prestação de serviços à
população, relacionados ou não com o uso residencial, de utilidade intermitente e
imediata, como agências de turismo, agências de seguro, comunicações (rádio, TV,
jornal), oficinas mecânicas, de pintura, de latoaria, instituições financeiras, agências
bancárias, agências funerárias;
c) especial: com estabelecimentos destinados à prestação de serviços à
população, os quais, por seu porte ou natureza, requerem localização apropriada,
como oficinas e garagens de veículos de grande porte e agrícolas, guinchos e
guindastes, transportadoras, terminais de carga e descarga.
V – uso industrial segundo as seguintes categorias de uso e atividades:
a) indústrias de grande impacto ambiental ou perigosas, conforme a
classificação das indústrias (I-5), no Anexo 2 desta Lei;
b) indústrias de risco ambiental alto, conforme a classificação das indústrias (I-
4), no Anexo 2 desta Lei;
c) indústrias de risco ambiental moderado, conforme a classificação das
indústrias (I-3), no Anexo 2 desta Lei;

187
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

d) indústrias de risco ambiental leve, conforme a classificação das indústrias (I-


2), no Anexo 2 desta Lei;
e) indústrias virtualmente sem risco ambiental, conforme a classificação das
indústrias (I-1), no Anexo 2 desta Lei.
§ 1º – Quanto à área construída, as empresas comerciais e de prestação de
serviços classificam-se em:
a) de pequeno porte: até 100m2;
b) de médio porte: de 101 a 500m2;
c) de grande porte: de 501m2 em diante.
§ 2º – Quanto ao número de empregados, as empresas comerciais e de
prestação de serviços classificam-se em: pequena, media e grande.
§ 3º – As atividades consideradas potencialmente poluidoras/degradadoras ou
de interferência ambiental, ficam obrigadas ao licenciamento ambiental, inclusive as
localizadas em Zona Rural, devendo estas e as demais atender os padrões de
proteção e melhoria da qualidade ambiental previstas na legislação ambiental.
§ 4º – O horário de funcionamento de indústrias ou empresas segue o
estabelecido no Código de Posturas ou sucedâneo.
§ 5º – Para efeito desta Lei, considerar-se-ão também como:
a) atividades perigosas: as que possam dar origem a explosões, incêndios,
produção de gases, poeira, exalações e detritos danosos à saúde ou que,
eventualmente, possam por em perigo pessoas ou propriedades circunvizinhas;
b) atividades incômodas: as que possam produzir ruídos, vibrações, sons,
trepidações, gases, poeira, odores ou conturbações no tráfego que venham
incomodar a vizinhança;
c) atividades nocivas: as que impliquem na manipulação de ingredientes,
matérias-primas ou processos que prejudiquem a saúde ou cujos resíduos possam
poluir o meio ambiente.
Art. 6º – Segundo o seu uso predominante, o solo local fica dividido nas zonas
constantes do mapa apenso, que passa a ser parte integrante desta Lei, e definidas
segundo as seguintes destinações gerais e principais:
I – Zona Residencial (ZR) destinada em geral ao uso residencial,
complementado pelo uso comercial não atacadista, prestação de serviços não
especial, indústrias de até pequeno porte e pequeno potencial poluidor/degradador e
outros compatíveis que compreende a Zona Residencial Consolidada (ZR-1), a Zona
Residencial de Revitalização Urbana (ZR-2) e Zona Residencial de Ocupação
Prioritária (ZR-3);
a) a ZR-1 será constituída por áreas essencialmente residenciais na região
central, com índice de ocupação dos lotes superior a 75% (setenta e cinco por
cento), devendo estar totalmente provida de infra-estrutura básica;
b) a ZR-2 será constituída por áreas nas regiões periféricas urbanas e conjuntos
habitacionais, em que ainda se encontrem um grau de urbanização precário, com
baixo índice de provisão de infra-estrutura básica, admitindo-se, nesta área,
comércio de caráter vicinal;
c) a ZR-3 será constituída por áreas residenciais ou vazios urbanos não
parcelados, admitindo-se lotes menores e comércio de caráter vicinal;
d) a ZR-4 será constituída por áreas residenciais ou vazios urbanos não
parcelados, admitindo-se lotes maiores e comércio de caráter vicinal.
II – as ruas comerciais são destinadas em geral ao uso comercial não atacadista
e de prestação de serviços não especial, complementado pelo uso residencial,

188
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

indústrias de até pequeno porte e pequeno potencial poluidor/degradador e outros


compatíveis;
III – Zona Industrial Um (ZI-1): destinada em geral ao uso industrial de indústrias
não poluidoras ou de baixo potencial poluidor/degradador;
IV – Zona Industrial Dois (ZI-2): destinada em geral ao uso industrial de até
grande porte e de grande potencial poluidor/degradador;
V – zonas especiais são áreas consideradas patrimônios ou bens de interesse
comum a todos os habitantes;
VI – Zona Especial de Preservação Permanente (ZEPP): denominação dada em
geral a áreas de fundo de vale, matas e de proteção ecológica, que pelo seu
potencial ecológico e paisagístico, deverão ser consideradas como bens de
interesse comum a todos os habitantes, também denominadas como zonas "non
edificandi", incluindo nelas todos os fundos de vale, áreas de nascentes e áreas de
matas, mesmo fora do perímetro urbano, em todo o território do Município.
§ 1º – Os outros usos compatíveis a que aludem os itens I a VI retro serão
tratados na forma do art. 7º desta Lei.
§ 2º – Nas vias locais, assim entendidas as da zona residencial, ficam proibidas
as atividades industriais, comerciais e de prestação de serviços geradoras de tráfego
pesado e que possuam potencial perigoso, incômodo ou nocivo.
§ 3º – É desconforme o Uso Comercial Especial num raio de 200m (duzentos
metros) a partir do centro do imóvel de Uso Institucional Religioso, de Saúde e
Educacional, salvo compatibilidades decretadas na forma do parágrafo 1º deste
artigo.
§ 4º – Para aplicação da Resolução CONAMA 1/90 e NBRs 10.151 e 10.152,
independentemente da efetiva zona de uso, define-se como ZS – Zona de Silêncio e
tratar-se-ão como residenciais urbanos os imóveis situados num raio de 100m (cem
metros) dos limites de terrenos de escolas, creches, bibliotecas públicas, asilos e
sedes dos poderes constituídos e como zona de hospitais os situados a 100m (cem
metros) dos limites dos terrenos dos próprios, pronto-socorros e estabelecimentos
de saúde com internamento.
§ 5º – O Anexo I desta Lei apresentará os quadros indicando as ruas, avenidas,
logradouros e rodovias que compõem as zonas dispostas nos incisos I a VII deste
artigo.
Art. 7º – A especificação dos usos conformes, desconformes e tolerados por zona
será definida em decreto sugerido pelos membros do Conselho Municipal de
Planejamento e os membros do legislativo, na regulamentação desta Lei, ouvido o
Conselho Municipal de Planejamento Urbano de Quatiguá.
Parágrafo único. O mesmo decreto poderá estabelecer a descrição das
empresas de pequeno, médio e grande porte de potencial poluidor.
Art. 8º – A implantação, instalação ou funcionamento de indústrias ou empresas de
pequeno porte nas ZI 1 e 2, fica sujeita à deliberação do Conselho Municipal de
Planejamento Urbano.
Parágrafo único - Se necessário, o Conselho analisará o caso à vista da
classificação quanto à área construída, número de empregados e/ou nível de
interferência ambiental, além de outros critérios que julgar pertinentes, em especial
os dispostos nos parágrafos do art. 5º desta Lei, referentes à escala e natureza do
empreendimento.
Art. 9º – As edificações de quaisquer usos deverão prever vagas para
estacionamento de veículos na proporção constante da Tabela I, que passa a ser
parte integrante desta Lei, considerado ainda as disposições do Código de Obras.
189
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

§ 1º – Para o cálculo das vagas considerar-se-á a área construída.


§ 2º – O espaço necessário para o estacionamento de veículos poderá localizar-
se em outro imóvel, desde que a uma distância máxima de 300 m (trezentos metros)
do imóvel considerado, vinculando-se aquele à edificação que o originou.
§ 3º – Ampliações que não ultrapassem 20% (vinte por cento) da área existente
ficam dispensadas da obrigatoriedade da reserva de vagas para estacionamento de
veículos.
§ 4º – Quando se pretender a mudança de uso e ficar constatada a
impossibilidade de atendimento ao disposto nesta Lei quanto ao espaço necessário
para estacionamento, o caso poderá ser submetido à apreciação do Conselho
Municipal de Planejamento Urbano, que deliberará sobre a hipótese de redução ou
eliminação das exigências, bem como do impedimento da mudança pretendida, em
face de tais exigências.
Art. 10 – As edificações residenciais multi familiares deverão prever áreas para
recreação conforme o disposto no Código de Obras.

CAPÍTULO II
DA OCUPAÇÃO DO SOLO

Art. 11 – A ocupação do solo dar-se-á segundo os índices urbanísticos a seguir


definidos, visando assegurar adequada insolação e ventilação naturais, racional
distribuição populacional e proporção equilibrada entre edificações, lotes,
equipamentos e espaços públicos:
I – taxa de ocupação (TO) que é a relação, expressa em porcentagem, entre a
área da projeção horizontal da edificação (Ae) no lote e a área do mesmo (Al),
segundo a fórmula:
a) TO = (Ae/Al)x100.
II – recuo (R): que é a distância entre a edificação e as divisas do lote, tomada
perpendicularmente em relação às mesmas;
III – gabarito (G): que é o número de pavimentos ou andares da edificação,
tomado em relação ao nível do solo.
Art. 12 – Para o cálculo da taxa de ocupação, na área da projeção horizontal da
edificação não são computadas as áreas de marquises, beirais, pérgulas, floreiras,
toldos, reservatórios d'água, centrais de gás, depósitos de lixo, churrasqueiras,
passagens cobertas, caixas de escadas salientes, piscinas, garagens, sacadas,
guaritas, portarias, varandas e terraços em balanço, balcões, proteção/suporte para
ar condicionado e detalhes arquitetônicos em relevo.
§ 1º – A taxa de ocupação de pavimentos subterrâneos pode ser de 80%
(oitenta por cento), garantidas as condições mínimas de ventilação natural,
considerando-se como subterrâneo o pavimento que tiver altura acima do nível do
solo inferior ou igual a 1,20 m (um metro e vinte centímetros).
§ 2º – Os vãos de ventilação deverão observar as seguintes proporções
mínimas:
I – 1/6 (um sexto) de área de piso de salas, quartos, escritórios, sótãos e
similares;
II – 1/8 (um oitavo) da área do piso de lavanderias, cozinhas e sanitários.
§ 3º – As esquadrias deverão garantir iluminação e ventilação efetivas de, no
mínimo, a metade do vão exigido.

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Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

Art. 13 – Para o cálculo do número de pavimentos da edificação não são


computados os reservatórios d'água, casas de máquinas, subsolos, sobrelojas,
mezaninos, jiraus, varandas, terraços e coberturas.
§ 1º – Para efeito desta Lei, a altura-padrão do pavimento considerado é de 3,00
m (três metros), sendo que quando ocorrer pé-direito com altura maior que a padrão,
a soma do excesso total na edificação será considerada como pavimento adicional,
se exceder à altura-padrão.
§ 2º – A exceção para varandas, terraços e coberturas a que se refere o "caput"
deste artigo é para os que se situam no último pavimento superior do prédio cuja
parte fechada não ultrapasse 50% (cinqüenta por cento) da área do pavimento.
Art. 14 – Fica estipulado para Quatiguá o gabarito máximo de 12 (doze) pavimentos,
respeitados os demais inferiores porventura determinados por zonas ou ruas ou
calculados pela fórmula:
§ 1º - G = [3 (r + l)] / h, onde "r" é o recuo frontal da edificação, em metros, "l" a
largura da pista de rodagem da via, em metros, e "h" a altura-padrão do pavimento,
em metros.
§ 2º – No caso de lote com mais de uma via confrontante e em níveis diferentes,
o gabarito será considerado a partir do nível mais alto.
§ 3º – A testada do lote é sempre aquela que confrontar com a via de hierarquia
superior, e no caso de mesma hierarquia, a que tiver menor extensão.
Art. 15 – Os recuos ou afastamentos laterais e de fundos (posteriores) mínimos para
edificações com aberturas diretas são de 2,00 m (dois metros) para madeira e de
1,50 m (um metro e cinqüenta centímetros) para alvenaria, até o final do 4º (quarto)
pavimento.
§ 1º - Obedecendo daí para cima a relação H/8, onde H é a altura total da
edificação, contada a partir do nível do solo, considerada a altura-padrão do
pavimento a que se refere o parágrafo 1º do art. 13 desta Lei.
§ 2º – Até o final do 2º pavimento, se a edificação não possuir abertura, poderá
avançar até a divisa, desde que em platibanda e com parede em alvenaria, na forma
de empena, hipótese em que o emprego de tijolos translúcidos ou elementos
vazados será permitido, mas somente em compartimentos de permanência
transitória.
§ 3º – Havendo mais de uma edificação por lote, a distância entre as mesmas
deverá ser igual à soma dos recuos devidos a cada uma, conforme o "caput" deste
artigo, na hipótese da ocorrência de parcelamento do solo futuro.
§ 4º – Os recuos são obrigatórios também para sacadas, balcões, varandas,
terraços e escadas (com exceção das de segurança contra incêndio).
§ 5º – Para paredes não ortogonais, junto às divisas, os recuos serão tomados
perpendicularmente a tais paredes, a partir da extremidade da abertura mais
próxima da divisa.
§ 6º – Nas paredes levantadas nas divisas (laterais e fundos) sem aberturas, o
recuo obrigatório é dispensado, recomendando-se, porém, o mínimo de 1,50 m (um
metro e cinqüenta centímetros).
Art. 16 – O recuo frontal mínimo para edificações é de 4,00 m (quatro metros) ou 0
(zero) em relação ao alinhamento predial, observado o disposto no parágrafo 2º
deste artigo, podendo o Poder Público Municipal determinar recuo frontal com
dimensões mínimas superiores a 5,00 m (cinco metros), desde que haja
recomendação técnica para tanto.

191
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

§ 1º – Quando o recuo frontal for utilizado para estacionamento de veículos


deverá o mesmo ser de no mínimo 5,00 m (cinco metros) a partir do alinhamento
predial, não podendo haver rebaixamento da guia de meio-fio em toda a sua
extensão e prevendo-se pontos de entrada e saída conforme o Código de Obras.
§ 2º – Não havendo condições espaciais físicas para atendimento ao disposto
no parágrafo anterior, não se permitirão estacionamentos frontais.
§ 3º – O pavimento térreo de edificações que possam avançar até o alinhamento
predial, poderá ser recuado de maneira que se construa galeria em tal espaço,
vedada o seu fechamento total ao longo do alinhamento predial.
§ 4º – O recuo frontal mínimo para edificações nas novas vias é de 5,00 m
(cinco metros) em relação ao alinhamento predial, vedados alinhamentos
intermediários.
Art. 17 – Somente poderão avançar sobre o passeio marquises, toldos, beirais,
proteção/suporte para ar condicionado e detalhes arquitetônicos salientes, na forma
do Código de Posturas e do Código de Obras:
I – até a altura de 3,30 m (três metros e trinta centímetros) e a partir da altura de
13,00 m (treze metros) em relação ao nível do passeio, a largura deste menos 0,90
m (noventa centímetros);
II – a partir da altura de 3,30 m (três metros e trinta centímetros) até a altura de
13,00 m (treze metros) em relação ao nível do passeio, a largura deste menos 1,50
m (um metro e cinqüenta centímetros).
§ 1º – Quando a largura do passeio for inferior ou igual a 1,50 m (um metro e
cinqüenta centímetros) e não for previsto recuo frontal da edificação, a
concessionária local de energia elétrica deverá ser consultada para analisar a
situação específica.
§ 2º – Quando o avanço proposto em projeto para a edificação superar o limite
fixado nos incisos I e II deste artigo, caracterizando situação atípica, a
concessionária local de energia elétrica deverá ser consultada antes da liberação do
projeto, objetivando a análise do caso específico.
Art. 18 – As taxas de ocupação máxima permitidas por zona estão definidas na
tabela II, que passa a ser parte integrante desta Lei, respeitados os recuos, faixas
"non aedificandi" e outras restrições porventura incidentes.
§ 1º – Para a ZI a taxa de ocupação máxima permitida para os 2 (dois) primeiros
pavimentos (embasamento) é de 90% (noventa por cento) e para os demais
superiores (lâmina) é de 80% (oitenta por cento).
§ 2º – Para edificações exclusivamente residenciais na ZCCS vale a taxa de
80% (oitenta por cento).
§ 3º – As taxas a que aludem os parágrafos 1º e 2º deste artigo são aplicáveis
também aos terrenos que tem acesso pelas vias que delimitam a ZCCS, localizados
exteriormente à mesma.

CAPÍTULO III
DA EXPEDIÇÃO DE ALVARÁS

Art. 19 – Para construção, reconstrução, ampliação, reforma e demolição de


edificações de quaisquer usos, de iniciativa pública ou privada, os interessados
deverão formular consulta prévia à Municipalidade, que fornecerá todas as
informações para elaboração do projeto e/ou procedimentos a tomar, segundo os
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Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

dispositivos legais incidentes, em especial das faixas “non aedificandi”, estas no que
couber.
Parágrafo único. O início ou expansão de qualquer atividade dependerá
igualmente de consulta prévia e obtenção de alvará de localização e funcionamento
junto à Municipalidade.
Art. 20 – Orientado pela consulta prévia e quando for o caso, o interessado
procederá à elaboração do projeto, mediante a assunção de responsabilidade por
profissional legalmente habilitado, e providenciará os demais documentos
necessários, para fins de aprovação e/ou licenciamento pela municipalidade.

Art. 21 – A municipalidade não expedirá alvarás de localização e funcionamento ou


alvarás de licença de construção, ampliação, reforma, reconstrução e demolição, e
nem aprovará projetos que contrariem as determinações do disposto nesta Lei e nas
demais incidentes.
Art. 22 – Os alvarás expedidos após o início da vigência desta Lei poderão ser
cassados, anulados ou revogados a qualquer tempo pela Municipalidade,
independentemente de indenização, com exceção para a revogação, verificado o
não cumprimento das determinações legais.
§ 1º – A cassação ocorrerá quando houver descumprimento incorrigível do
projeto durante a sua execução.
§ 2º – A anulação ocorrerá quando houver obtenção de alvará com fraude ou
desacato à lei.
§ 3º – A revogação ocorrerá quando sobrevier motivo de utilidade pública ou
interesse social que exija a não realização da obra licenciada.
Art. 23 – As edificações e as atividades iniciadas com descumprimento a presente
Lei ficam sujeitas à notificação preliminar, embargo administrativo, multa (inclusive
diária), demolição e interdição.
Art. 24 – Independentemente do disposto nesta Lei, sempre que julgar conveniente,
o órgão executivo responsável pela expedição de alvarás ou autorizações, poderá
submeter o objeto requerido à apreciação dos órgãos de deliberação coletiva
integrantes da estrutura administrativa da Municipalidade.
Art. 25 – Os interessados deverão orientar-se pelo disposto nesta lei e na de
parcelamento do solo, bem como os códigos de obra e postura para obtenção do
licenciamento para construção e de funcionamento e localização de atividades.

Título III
Dos Instrumentos de Política Urbana

CAPÍTULO I
DO PARCELAMENTO, UTILIZAÇÃO E EDIFICAÇÃO COMPULSÓRIA

Art. 26 – Para os fins desta Lei e da Lei do Parcelamento do Solo, todo imóvel
deverá atender à sua função social, estando o Poder Executivo Municipal autorizado
a determinar a obrigação quanto ao parcelamento, à edificação ou a utilização
compulsórios do solo urbano não edificado, subutilizado ou não utilizado, que assim
se definem:
§ 1º – Considera-se subutilizado ou não utilizado o imóvel:

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Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

I – cujo aproveitamento seja inferior aos padrões exigidos por esta Lei e pela Lei
do Parcelamento do Solo;
II – os imóveis que, embora efetivamente utilizados, não tenham atingido o
aproveitamento máximo a ele possível, não se sujeitam às sanções atribuídas aos
imóveis subutilizados;
§ 2º – O proprietário será notificado pelo Poder Executivo Municipal para o
cumprimento da obrigação, devendo a notificação ser averbada no cartório de
registro de imóveis a qual se fará:
I – por funcionário do órgão competente do Poder Executivo Municipal, ao
proprietário do imóvel ou, no caso de este ser pessoa jurídica, a quem tenha
poderes de gerência geral ou administração;
II – por edital quando frustrada, por três vezes, a tentativa de notificação na
forma prevista pelo inciso I.
§ 3º – Os prazos para cumprimento das obrigações quanto ao parcelamento, à
edificação ou a utilização compulsórios, deverão respeitar as seguintes disposições:
I – terá o proprietário um ano, a partir da notificação, para que seja protocolado
o projeto no órgão municipal competente;
II – o proprietário terá dois anos, a partir da aprovação do projeto, para iniciar as
obras do empreendimento.
III – o Poder Executivo Municipal poderá modificar os prazos acima
estabelecidos, excepcionalmente quando se tratar de empreendimentos de grande
porte, ocasião em que se poderá prever a conclusão em etapas, assegurando-se
que o projeto aprovado compreenda o empreendimento como um todo.
§ 4º – A transmissão do imóvel, por ato inter vivos ou causa mortis, posterior à
data da notificação, transfere as obrigações de parcelamento, edificação ou
utilização previstas neste artigo, sem interrupção de quaisquer prazos.

CAPÍTULO II
DO IPTU PROGRESSIVO NO TEMPO

Art. 27 – Em caso de descumprimento das condições e dos prazos previstos na


forma do artigo 26 desta Lei, o Município procederá à aplicação do imposto sobre a
propriedade predial e territorial urbana (IPTU) progressivo no tempo, mediante a
majoração da alíquota pelo prazo de cinco anos consecutivos.
§ 1º – O valor da alíquota a ser aplicado a cada ano será fixado por decreto do
Poder Executivo Municipal, e não excederá a duas vezes o valor referente ao ano
anterior, respeitada a alíquota máxima de 15% (quinze por cento).
§ 2º – Caso a obrigação de parcelar, edificar ou utilizar não seja atendida em
cinco anos, o Município manterá a cobrança pela alíquota máxima, até que se
cumpra à referida obrigação, garantida a prerrogativa prevista no art. 28 desta Lei.
§ 3º – É vedada a concessão de isenções ou de anistia relativas à tributação
progressiva de que trata este artigo.
Art. 28 – Decorridos cinco anos de cobrança do IPTU progressivo sem que o
proprietário tenha cumprido a obrigação de parcelamento, edificação ou utilização, o
Município poderá proceder à desapropriação do imóvel, com pagamento em títulos
da dívida pública.
§ 1º – Os títulos da dívida pública terão prévia aprovação pelo Senado Federal e
serão resgatados no prazo de até 10 (dez) anos, em prestações anuais, iguais e
194
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

sucessivas, assegurados o valor real da indenização e os juros legais de 6% (seis


por cento) ao ano.
§ 2º – O valor real da indenização:
I – refletirá o valor da base de cálculo do IPTU, descontado o montante
incorporado em função de obras realizadas pelo Poder Público na área onde o
mesmo se localiza, após a notificação de que trata o §2º do art. 26 desta Lei;
II – não computará expectativas de ganhos, lucros cessantes e juros
compensatórios.
§ 3º – Os títulos de que trata este artigo não terão poder liberatório para
pagamento de tributos.
§ 4º – O Município procederá ao adequado aproveitamento do imóvel no prazo
máximo de 5 (cinco) anos, contado a partir da sua incorporação ao patrimônio
público.
§ 5º – O aproveitamento do imóvel poderá ser efetivado diretamente pelo Poder
Público ou por meio de alienação ou concessão a terceiros, observando-se, nesses
casos, o devido procedimento licitatório.
§ 6º – Ficam mantidas para o adquirente de imóvel nos termos do § 5º as
mesmas obrigações de parcelamento, edificação ou utilização previstas no art. 26
desta Lei.

CAPÍTULO III
DO DIREITO DE PREEMPÇÃO

Art. 29 – O direito de preempção cabe ao Poder Público Municipal para aquisição de


imóvel urbano, objeto de alienação onerosa entre particulares.
§ 1º – O direito de preempção incidirá sobre imóveis situados nas áreas abaixo
que atendam as necessidades disciplinadas no artigo 30 desta Lei:
I – Zona Residencial 3, a oeste da malha urbana, para os fins constantes nos
incisos I e III do artigo 30 desta Lei;
II – Zona Residencial 3, para os fins constantes nos incisos II e IV do artigo 30
desta Lei;
III – Zona Especial, para os fins constantes nos incisos V, VI e VIII do artigo 30
desta Lei;
IV – Zona Especial de Preservação Permanente, para os fins constantes no
inciso VII do artigo 30 desta Lei.
§ 2º – O direito de preempção fica assegurado durante o prazo de 2 (dois) anos.
Art. 30 – O direito de preempção será exercido sempre que o Poder Público
necessitar de áreas para:
I – regularização fundiária;
II – execução de programas e projetos habitacionais de interesse social;
III – constituição de reserva fundiária;
IV – ordenamento e direcionamento da expansão urbana;
V – implantação de equipamentos urbanos e comunitários;
VI – criação de espaços públicos de lazer e áreas verdes;
VII – criação de unidades de conservação ou proteção de outras áreas de
interesse ambiental;
VIII – proteção de áreas de interesse histórico, cultural ou paisagístico.

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Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

Art. 31 – O proprietário deverá notificar sua intenção de alienar o imóvel, para que o
Poder Público Municipal, no prazo máximo de 30 (trinta) dias, manifeste por escrito
seu interesse em comprá-lo.
§ 1º – À notificação mencionada no "caput" será anexada proposta de compra
assinada por terceiro interessado na aquisição do imóvel, na qual deverão constar o
preço, as condições de pagamento e o prazo de validade.
§ 2º – O Poder Público Municipal publicará em órgão oficial e também em pelo
menos um jornal local ou regional de grande circulação, o edital de aviso da
notificação recebida nos termos do "caput" e da intenção de aquisição do imóvel nas
condições da proposta apresentada.
§ 3º – Transcorrido o prazo mencionado no "caput" sem manifestação, fica o
proprietário autorizado a realizar a alienação para terceiros, nas condições da
proposta apresentada.
§ 4º – Concretizada a venda a terceiro, o proprietário fica obrigado a apresentar
ao Poder Público Municipal, no prazo de 30 (trinta) dias, uma cópia do instrumento
público de alienação do imóvel.
§ 5º – A alienação processada em condições diversas da proposta apresentada
é nula de pleno direito.
§ 6º – Ocorrida à hipótese prevista no § 5º o Município poderá adquirir o imóvel
pelo valor da base de cálculo do IPTU ou pelo valor indicado na proposta
apresentada, se este for inferior àquele.

CAPÍTULO IV
DA OUTORGA ONEROSA DO DIREITO DE CONSTRUIR

Art. 32 – É fixado para todo o Município o coeficiente 1 (um) de aproveitamento do


terreno, que permite ao proprietário construir o equivalente à metragem quadrada do
terreno, sem qualquer pagamento relativo à outorga onerosa do direito de construir.
§ 1º – Nas áreas tombadas, nas de entorno dessas ou naquelas onde o Poder
Público Municipal fixar índices de aproveitamento do terreno inferiores a quaisquer
parâmetros urbanísticos dos quais resultem índices de aproveitamento do terreno
inferiores a um, o proprietário não terá direito de construir a área correspondente à
metragem quadrada da totalidade do terreno de que trata o caput deste artigo.
§ 2º – Para efeito de aplicação do coeficiente 1 (um) serão computados na área
total do terreno os eventuais recuos para ele exigidos.
Art. 33 – O Poder Público poderá autorizar a outorga onerosa do direito de construir
como excedente do coeficiente 1 (m) mediante pagamento, observado o Índice de
Aproveitamento de Terreno – IAT e os demais parâmetros urbanísticos fixados em
lei.
Art. 34 – O valor a ser pago pela outorga onerosa do direito de construir será
calculado pela multiplicação da quantidade de metros quadrados da edificação
excedentes à área do terreno, pelo valor do metro quadrado do terreno no mercado
imobiliário e por uma fração que considerará o Índice de Aproveitamento do Terreno
fixado pela legislação e um fator de correção que variará de 0,05 (cinco centésimos)
a 1 (um), conforme o período em que for outorgada a concessão e o bairro onde se
localizar o terreno, de acordo com a seguinte fórmula:
I - SC = (ATE – AT) X (V/AT) X (1/((IAT – IAT X fc) + 1));
a) sendo:

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Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

SC = valor a ser pago pelo solo criado;


V = valor do terreno no mercado imobiliário;
AT = área do terreno em metros quadrados, não descontados os recuos
obrigatórios;
ATE = área total edificada em metros quadrados;
IAT = índice de aproveitamento do terreno;
fc = fator de correção diferenciado por bairro e por ano.
§ 1º – O valor a ser pago pela outorga onerosa do direito de construir será
fixado no ato da expedição da licença de construir;
§ 2º - O pagamento pela outorga onerosa poderá ser efetuado em até doze
parcelas mensais e sucessivas, corrigidas pelos índices utilizados pelo Poder
Público Municipal, a partir da data da comunicação do início da obra, ficando a
expedição do “habite-se” condicionada à quitação de todas as parcelas.
§ 3º – Lei de iniciativa do Poder Executivo, proposta em mensagem contendo
exposição circunstanciada e tabela de valores, definirá o fator de correção (fc) para
cada bairro, que variará progressivamente tendendo a 1 (um), de acordo com o
período de outorga da concessão, e disporá sobre a disciplina de sua cobrança.
§ 4º – A lei a que se refere o § 3º poderá estabelecer coeficientes de correção
(fc) diferenciados por logradouros ou áreas públicas situadas numa mesma Unidade
Espacial de Planejamento, para atender à variação de valorização do terreno no
respectivo bairro.
Art. 35 – A lei poderá isentar, total ou parcialmente, o valor da outorga onerosa do
direito de construir, para adequá-lo à dinâmica do desenvolvimento urbano do
Município.
Art. 36 – O produto da arrecadação da outorga onerosa do direito de construir
reverterá para o Fundo Municipal, nos termos da lei, e será aplicado exclusivamente
na execução de projetos de construção de habitações para a população de baixa
renda e de implantação de sistema de esgotamento sanitário nas comunidades por
esta ocupadas.
§ 1º – O orçamento municipal detalhará, a cada exercício, as áreas de aplicação
dos recursos dos Fundos Municipais provenientes da arrecadação da outorga
onerosa do direito de construir, vedada a sua utilização em áreas não incluídas na
lei orçamentária.
§ 2º – Responderá na forma da lei a autoridade de qualquer hierarquia que
descumprir o disposto neste artigo e no § 1º ou permitir o seu descumprimento.
Art. 37 – O Poder Público Municipal levará à consulta do Conselho de Planejamento
Urbano proposta de definição das áreas nas qual a outorga onerosa do direito de
construir poderá ser exercida, elaborando-se, em seguida, e em conjunto com o
referido Conselho, um projeto de lei consiste na apresentação de um anexo a esta
Lei, que deverá ser aprovado pela Câmara Municipal.

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Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

CAPÍTULO V
DA URBANIZAÇÃO CONSORCIADA

Art. 38 – Considera-se operação urbana consorciada o conjunto de intervenções e


medidas coordenadas pelo Poder Público Municipal, com a participação dos
proprietários, moradores, usuários permanentes e investidores privados, com o
objetivo de alcançar em uma área transformações urbanísticas estruturais, melhorias
sociais e valorização ambiental.
Art. 39 – Poderão ser previstas nas operações urbanas consorciadas, entre outras
medidas:
I – a modificação de índices e características de parcelamento, uso e ocupação
do solo e subsolo, bem como alterações das normas edilícias, considerado o
impacto ambiental delas decorrente;
II – a regularização de construções, reformas ou ampliações executadas em
desacordo com a legislação vigente.
Art. 40 – Lei Municipal específica deverá ser editada a fim de delimitar as áreas para
aplicação de operações consorciadas, após consulta ao Conselho Municipal de
Planejamento Urbano.

CAPÍTULO VI
DO DIREITO DE SUPERFÍCIE

Art. 41 – O proprietário urbano poderá conceder a outrem o direito de superfície do


seu terreno, por tempo determinado ou indeterminado, mediante escritura pública
registrada no cartório de registro de imóveis.
§ 1º – O direito de superfície abrange o direito de utilizar o solo, o subsolo ou o
espaço aéreo relativo ao terreno, na forma estabelecida no contrato respectivo,
atendida a legislação urbanística.
§ 2º – A concessão do direito de superfície poderá ser gratuita ou onerosa.
§ 3º – O superficiário responderá integralmente pelos encargos e tributos que
incidirem sobre a propriedade superficiária, arcando, ainda, proporcionalmente à sua
parcela de ocupação efetiva, com os encargos e tributos sobre a área objeto da
concessão do direito de superfície, salvo disposição em contrário do contrato
respectivo.
§ 4º – O direito de superfície pode ser transferido a terceiros, desde que
obedecidos os termos do contrato respectivo.
§ 5º – Por morte do superficiário, os seus direitos transmitem-se a seus
herdeiros.
Art. 42 – Em caso de alienação do terreno, ou do direito de superfície, o superficiário
e o proprietário, respectivamente, terão direito de preferência, em igualdade de
condições à oferta de terceiros.
Art. 43 – Extingue-se o direito de superfície:
I – pelo advento do termo;
II – pelo descumprimento das obrigações contratuais assumidas pelo
superficiário.
Art. 44 – Extinto o direito de superfície, o proprietário recuperará o pleno domínio do
terreno, bem como das acessões e benfeitorias introduzidas no imóvel,
198
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

independentemente de indenização, se as partes não houverem estipulado o


contrário no respectivo contrato.
§ 1º – Antes do termo final do contrato, extinguir-se-á o direito de superfície se o
superficiário der ao terreno destinação diversa daquela para a qual for concedida.
§ 2º – A extinção do direito de superfície será averbada no cartório de registro
de móveis.

CAPÍTULO VII
DA TRANSFERÊNCIA DO DIREITO DE CONSTRUIR

Art. 45 – Lei municipal definirá os termos pelos quais poderá autorizar o proprietário
de imóvel urbano, privado ou público, a exercer em outro local, ou alienar, mediante
escritura pública, o direito de construir previsto em legislação urbanística decorrente
desta Lei, quando o referido imóvel for considerado necessário para fins de:
I – implantação de equipamentos urbanos e comunitários;
II – preservação, quando o imóvel for considerado de interesse histórico,
ambiental, paisagístico, social ou cultural;
III – servir a programas de regularização fundiária, urbanização de áreas
ocupadas por população de baixa renda e habitação de interesse social.
§ 1º – A mesma faculdade poderá ser concedida ao proprietário que doar ao
Poder Público seu imóvel, ou parte dele, para os fins previstos nos incisos I a III do
caput.
§ 2º – A lei municipal referida no caput estabelecerá as condições relativas à
aplicação da transferência do direito de construir.

CAPÍTULO VIII
DO ESTUDO DE IMPACTO DE VIZINHANÇA

Art. 46 – O Poder Público Municipal, consultado o Conselho Municipal de


Planejamento Urbano de Quatiguá, elaborará Lei municipal definindo os
empreendimentos e atividades, privados ou públicos, em área urbana os quais
dependerão da elaboração de estudo prévio de impacto de vizinhança (EIV) para
obter as licenças ou autorizações de construção, ampliação ou funcionamento a
cargo do Poder Público municipal.
Art. 47 – O EIV será executado de forma a contemplar os efeitos positivos e
negativos do empreendimento ou atividade quanto à qualidade de vida da população
residente na área e suas proximidades, incluindo a análise, no mínimo, das
seguintes questões:
I – adensamento populacional;
II – equipamentos urbanos e comunitários;
III – uso e ocupação do solo;
IV – valorização imobiliária;
V – geração de tráfego e demanda por transporte público;
VI – ventilação e iluminação;
VII – paisagem urbana e patrimônio natural e cultural.

199
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

Parágrafo único. Dar-se-á publicidade aos documentos integrantes do EIV, que


ficarão disponíveis para consulta, no órgão competente do Poder Público Municipal,
por quaisquer interessados.
Art. 48 – A elaboração do EIV não substitui a elaboração e a aprovação de prévio
estudo de impacto ambiental (EIA), requeridos nos termos da legislação ambiental.

CAPÍTULO IX
DO CONSÓRCIO IMOBILIÁRIO

Art. 49 – O Poder Público Municipal poderá facultar ao proprietário de área atingida


pela obrigação de que trata o art. 26 desta Lei, a requerimento deste, o
estabelecimento de consórcio imobiliário como forma de viabilização financeira do
aproveitamento do imóvel.
§ 1º – Considera-se consórcio imobiliário a forma de viabilização de planos de
urbanização ou edificação por meio da qual o proprietário transfere ao Poder Público
Municipal seu imóvel e, após a realização das obras, recebe como pagamento,
unidades imobiliárias devidamente urbanizadas ou edificadas.
§ 2º – O valor das unidades imobiliárias a serem entregues ao proprietário será
correspondente ao valor do imóvel antes da execução das obras, observado o
disposto no § 2º do art. 28 desta Lei.

CAPÍTULO X
DA USUCAPIÃO ESPECIAL DE IMÓVEL URBANO

Art. 50 – Aquele que possuir como sua a área ou edificação urbana de até 250 m²
(duzentos e cinqüenta metros quadrados), por 5 (cinco) anos, ininterruptamente e
sem oposição, utilizando-a para sua moradia ou de sua família, adquirir-lhe-á o
domínio, desde que não seja proprietário de outro imóvel urbano ou rural.
§ 1º – O título de domínio será conferido ao homem ou à mulher, ou a ambos,
independentemente do estado civil.
§ 2º – O direito de que trata este artigo não será reconhecido ao mesmo
possuidor mais de uma vez.
§ 3º – Para os efeitos deste artigo, o herdeiro legítimo continua de pleno direito,
a posse de seu antecessor, desde que já resida no imóvel por ocasião da abertura
da sucessão.
Art. 51 – As áreas urbanas com mais de 250 m² (duzentos e cinqüenta metros
quadrados), ocupadas por população de baixa renda para sua moradia, por 5 (cinco)
anos, ininterruptamente e sem oposição, onde não for possível identificar os terrenos
ocupados individualmente pelo possuidor, são susceptíveis de serem usucapidas
coletivamente, desde que os possuidores não sejam proprietários de outro imóvel
urbano ou rural.
§ 1º – O possuidor pode, para o fim de contar o prazo exigido por este artigo,
acrescentar sua posse à de seu antecessor, contanto que ambas sejam contínuas.
§ 2º – A usucapião especial coletiva de imóvel urbano será declarada pelo juiz,
mediante sentença, a qual servirá de título para registro no cartório de registro de
imóveis.
200
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

§ 3º – Na sentença, o juiz atribuirá igual fração ideal de terreno a cada


possuidor, independentemente da dimensão do terreno que cada um ocupe, salvo
na hipótese de acordo escrito entre os condôminos, estabelecendo frações ideais
diferenciadas.
§ 4º – O condomínio especial constituído é indivisível, não sendo passível de
extinção, salvo deliberação favorável tomada por, no mínimo, dois terços dos
condôminos, no caso de execução de urbanização posterior à constituição do
condomínio.
§ 5º – As deliberações relativas à administração do condomínio especial serão
tomadas por maioria de votos dos condôminos presentes, obrigando também os
demais, discordantes ou ausentes.
Art. 52 – Na pendência da ação de usucapião especial urbana, ficarão sobrestadas
quaisquer outras ações, petitórias ou possessórias, que venham a serem propostas
relativamente ao imóvel usucapindo.
Art. 53 – São partes legítimas para a propositura da ação de usucapião especial
urbana:
I – o possuidor, isoladamente ou em litisconsórcio originário ou superveniente;
II – os possuidores, em estado de composse;
III – como substituto processual, a associação de moradores da comunidade,
regularmente constituída, com personalidade jurídica, desde que explicitamente
autorizada pelos representados.
§ 1º – Na ação de usucapião especial urbana é obrigatória a intervenção do
Ministério Público.
§ 2º – O autor terá os benefícios da justiça e da assistência judiciária gratuita,
inclusive perante o cartório de registro de imóveis.
Art. 54 – A usucapião especial de imóvel urbano poderá ser invocada como matéria
de defesa, valendo a sentença que a reconhecer como título para registro no cartório
de registro de imóveis.
Art. 55 – Na ação judicial de usucapião especial de imóvel urbano, o rito processual
a ser observado é o sumário.

CAPÍTULO XI
DO ZONEAMENTO RURAL

Art. 56 - A área rural municipal fica subdividida em Zonas, conforme zoneamento


indicado no Mapa - Zoneamento, Uso e Ocupação do Solo Rural parte integrante
desta Lei, conforme áreas de plantio delimitadas a seguir:
I - Área de Proteção de Manancial (APM) caracterizada pelo espaço rural com
máxima restrição de uso, cujo licenciamento será precedido de Estudo de Impacto
Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental, EIA-RIMA para qualquer atividade a ser
instalada.
II - Área de plantio de culturas permanentes e de agropecuária.

201
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Título IV
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS E FINAIS

Art. 57 – Os usos não relacionados nesta Lei serão enquadrados por analogia aos
usos nela previstos, a critério do Conselho Municipal de Planejamento Urbano de
Quatiguá, se necessário, e sujeitos à manifestação do órgão ambiental municipal ou
regional no caso de dúvida no tocante à classificação de atividades quanto ao nível
de degradação ou interferência ambiental.
Art. 58 – As edificações, usos, categorias de uso, instalações e atividades já
instaladas que forem classificadas como toleradas, na forma do inciso III do art. 4º
desta Lei, poderão ser ampliadas em terrenos que já possuem ou que venham a ser
adquiridos até a data de publicação desta Lei.
Parágrafo único. Nos terrenos adjacentes que venham a ser adquiridos após a
data de publicação desta Lei, valerá o uso que estiver estabelecido pela mesma
para a zona onde se situarem.
Art. 59 – As reformas, ampliações, demolições, reconstruções, pinturas,
adaptações, ocupação e utilização de edificações, monumentos e/ou espaços
declarados legalmente como de interesse histórico ou arquitetônico dependerão de
parecer prévio de órgão de deliberação coletiva específica.
Art. 60 – As operações de carga/descarga de mercadorias e
embarque/desembarque de pessoas deverão ser realizadas dentro dos limites dos
imóveis ou em locais, forma e horários estabelecidos ou aprovados pela
Municipalidade.
Art. 61 – Visando a prevenção de prejuízos decorrentes de inundações, poderá a
Municipalidade decretar medidas restritivas ao uso e ocupação de edificações e a
empreendimentos atingidos por cotas de enchente, previamente levantadas e
informadas, ouvido o Conselho Municipal de Planejamento Urbano.
Parágrafo único. As restrições incidem apenas sobre a parte que estiver abaixo
da cota.
Art. 62 – Os casos omissos, os que suscitem dúvidas, divergências ou onde se
verifique incompatibilidade de localização ou instalação relativamente aos usos
circundantes, serão objeto de deliberação no Conselho Municipal de Planejamento
Urbano de Quatiguá, que considerará na apreciação os critérios de que fala o art. 8º
desta Lei.
Art. 63 – Todas as pessoas físicas ou jurídicas no âmbito do território municipal
ficam obrigadas a prestar as informações que forem solicitadas pela Municipalidade
e dar acesso em suas propriedades aos agentes públicos credenciados para efeito
de verificação da aplicação do disposto nesta Lei e nas demais que integram o
Plano Diretor.
Art. 64 – É do direito da Municipalidade indagar acerca das pretensões de
proprietários ou interessados envolvendo assuntos tratados nesta Lei, objetivando
orientá-los, coibir irregularidades previamente e/ou proteger o interesse público.
Art. 65 – Todas as edificações e atividades, sejam particulares ou públicas, ficam
sujeitas a presente Lei.
Art. 66 – O Poder Público Municipal deverá criar no prazo de 90 (noventa) dias após
a publicação desta Lei, o Fundo Municipal de que trata o artigo 36 desta Lei, bem
como as exigências que se fizerem necessárias para o cumprimento de seus
objetivos.

202
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Art. 67 – A Municipalidade deverá imprimir a presente Lei de modo que se dê a mais


ampla e qualitativa divulgação de seu conteúdo à sociedade, ficando desde já
autorizada a efetuar as despesas que se fizerem necessárias para tanto.
Art. 68 – Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as
disposições em contrário.

Quatiguá, 02 de dezembro de 2011.

________________________
Efraim Bueno de Moraes
Prefeito Municipal

203
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TABELA I

Vagas de estacionamento (art. 9º)

USO/CAT. ATIVIDADES Nº MÍNIMO DE VAGAS


DE USO
Res. privativo Unifamiliar 1/unid. Habitacional
Multifamiliar  1/unid. habitacional
até 150 m2
 2/unid. habitacional
acima de 150 m2
Res. Coletivo Hotéis, hospedarias, albergues 1/3 quartos ou aptos.
transitório
Motéis 1/1 apto.
Res. Coletivo Internatos, pensionatos, asilos 1/5 quartos ou aptos.
permanente
Inst. Religioso Igrejas, templos, catedral, capelas 1/75 m2, que exceder de
mortuárias 150 m2
Inst. Clubes sociais, recreativos e 1/50 m2, que exceder de
Recreacional desportivos, boates, danceterias, 100 m2
cinemas, teatros
Estádios, ginásios 1/100 m2
Inst. Creches, maternais, jardins de
Educacional infância, berçários, pré-escola, 1/75 m2
escola de 1º grau, escola de 2º grau,
escola de 3º grau, escola de ensino
específico
Inst. de saúde Hospitais, manicômios, clínicas (c/ 1/75 m2
internamento)
Inst. Admin. Repartições públicas, justiça, fórum, 1/75 m2
órgão de segurança pública
Com. vicinal Verdureiras, quitandas, mercearias, 1/75 m2, que exceder de
açougues, peixarias, farmácias, 120 m2
perfumarias, bares, lanchonetes,
pastelarias, cafés, padarias,
Com. vicinal confeitarias, botequins, bancas de 1/75 m2, que exceder de
(cont.) jornais e revistas, tabacarias, 120 m2 (cont.)
bombonieres, floriculturas,
papelarias

204
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Com. Mercados, supermercados, 1/75 m2, que exceder de


diversificado hipermercados, shopping-centers, 120 m2
centros comerciais, lojas de material
de construção e ferragens, de
departamentos, móveis, de material
de escritório, artigos de cama, mesa
e banho, artigos do vestuário,
eletrodomésticos, livrarias, óticas,
joalheiras, relojoarias, antiquários,
bijuterias, autopeças e acessórios,
restaurantes, pizzarias,
churrascarias
Com. especial Postos de combustíveis, de gás, 1/100 m2, que exceder
inflamáveis de 120 m2
Casas noturnas, casas de 1/50 m2, que exceder de
espetáculos, bailões, discotecas, 100 m2
bilhares, casas de jogos e similares
Com. atacadista Armazéns de estocagem de 1/75 m2, que exceder de
mercadorias, depósitos de material 120 m2
de construção e ferragens, revenda
de veículos de grande porte,
distribuidoras de bebidas,
entrepostos de mercadorias
Prest. de serv. Sapatarias, chaveiros, oficinas de 1/75 m2, que exceder de
vicinais eletrodomésticos, alfaiatarias, 120 m2
barbearia e salões de beleza,
lavanderias (não industriais),
escritórios, consultórios, clínicas (s/
Prest. de serv. intern.), saunas, massagens, 1/75 m2, que exceder de
Vicinais (cont.) manicures, atividades profissionais 120 m2 (cont.)
não incômodas, locadoras de áudio
e vídeo, laboratórios

Prest. de serv. Agências de turismo, de seguro, 1/75 m2, que exceder de


diversificados funerárias, oficinas, comunicação 120 m2
(rádio, tv, jornal)
Prest. de serv. Oficinas e garagens de veículos de 1/100 m2, que exceder
especiais grande porte e agrícolas, guinchos e de 150 m2
guindastes, transportadoras,
terminais de carga e descarga

Industrial Pequeno, médio e alto potencial 1/100 m2, que exceder


poluidor/degradador de 150 m2

205
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TABELA II

Taxas de ocupação máxima permitidas por zona (art. 18)

ZONAS TO (%)
ZR 60
ZC 100/80 (*)
ZI 70
(*) §s 1º, 2º e 3º do art. 18.

206
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ANEXO I

DESCRIÇÃO DOS PERÍMETROS DAS ZONAS

QUADRO I - ZONA RESIDENCIAL CONSOLIDADA – ZR-1


São zoneados em ZR-1 todos os lotes contidos nos perímetros descritos a seguir,
salvo as zonas especiais, industriais e ruas comerciais envolvidas por ele:
1. Encontro da Rua Fernando Toledo com Rua Antônio Cecheleiro até a Rua
Benedito Camilo Ramalho, segue pela Rua Benedito Camilo Ramalho em direção ao
norte, segue pela Rua Antônio Robles até a Avenida José Eduardo Junior, segue por
esta avenida até a Rua José Sabino Nazareth, segue por esta rua até encontrar o
fundo de vale do Ribeirão Bonito, segue contornando este córrego até a encontrar a
antiga linha férrea, segue contornando-a até encontrar o fundo de vale do Ribeirão
Quatiguá, segue contornando este fundo de vale até a Rua Luiz Tramontin, segue
envolvendo esta rua e os lotes na sua margem oeste até encontrar a Rua Adolfo
Sabino Pádua, segue envolvendo esta rua e os lotes na sua margem sul até
encontrar a Rua Vasco Candota, segue envolvendo esta rua e os lotes na sua
margem leste até encontrar a Rua Maximino Zilli, segue envolvendo esta rua e os
lotes na sua margem sul até encontrar a Rua João Maria Tikle, segue por esta rua
até encontrar a Rua Augusto Túlio, segue por esta rua até encontrar a Rua Antônio
Simeão Rodrigues, segue envolvendo esta rua e os lotes na sua margem oeste até
encontrar a Rua Orlando Athaíde Bitencourt, segue envolvendo esta rua e os lotes
na sua margem sul até encontrar o lote que contém o Cemitério Municipal, daí segue
envolvendo a Rua Lucas Santos Camargo e os lotes na sua margem sul até
encontrar a Rua Antônio Tramontin, segue envolvendo esta rua e os lotes na sua
margem oeste até encontrar novamente a antiga linha férrea, segue contornando-a
até encontrar a Rua Walter Dargel, segue por esta rua no sentido norte até encontrar
a Avenida Dr. João Pessoa, segue por esta avenida envolvendo os lotes ocupados
na sua margem norte até encontrar a Rua Manoel Gonçalves Lopes, segue no
sentido norte envolvendo esta rua e os lotes na sua margem oeste até encontrar a
Rua Lúcio Parmezan, segue por esta rua no sentido leste até encontrar a Rua José
Horácio Bueno, segue por esta rua no sentido norte até encontrar a Rua Antonio
Garcia, segue por esta rua no sentido leste até encontrar a Rua Antônio Cecheleiro,
segue por esta rua no sentido norte até encontrar a Rua Fernando Toledo fechando
o perímetro desta zona.
final do Quadro I

QUADRO II - ZONA RESIDENCIAL DE REVITALIZAÇÃO URBANA – ZR-2


São zoneados em ZR-2 todos os lotes contidos nos perímetros descritos a
seguir:
1. Inicia no encontro da Rua “A” com a Rua “L”, segue pela Rua “L” no sentido oeste
até encontrar a Rua “G”, segue pela Rua “G” até encontrar a Rua “K”, segue por esta
rua até encontrar a Rua “I”, segue por esta rua até encontrar a Rua “J”, segue por
esta rua até encontrar a faixa de domínio da antiga linha férrea, segue contornando
esta faixa de domínio até encontrar a Rua “A”, segue por esta rua até encontrar a
Rua “L” fechando o perímetro desta zona;
2. Todos os lotes com testadas para as Ruas Pedro Bonotto, Egídio Vale, Eduardo
Milão e João Villas Boas;

207
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

3. Inicia no encontro da Avenida Dr. João Pessoa com a Rua Pascoal Martinez, daí
segue por esta rua no sentido sul até encontrar a Rua Nicodemus Rodrigues Pádua,
segue por esta rua no sentido leste até encontrar a Rua Valter Dargel, segue por
esta rua no sentido sul até encontrar a faixa de domínio da antiga linha férrea, daí
segue contornando-a no sentido oeste até encontrar a Rua Dona Miloca, segue por
esta rua no sentido norte até encontrar a Rua João Castilho Munhoz, segue por esta
rua no sentido oeste até encontrar a Rua Manoel Morgado, segue por esta rua no
sentido norte até encontrar a Rua Joaquim Paes de Carvalho, segue por esta rua no
sentido leste até encontrar a Rua Dona Miloca, segue por esta rua no sentido norte
até encontrar a Rua Lucas dos Santos Camargo, segue por esta rua no sentido
oeste até encontrar a Rua Leonardo Muraro, daí segue por esta rua até encontrar a
Rua Nicodemus Rodrigues de Paula, segue por esta rua até encontrar a Rua Lúcio
Skroski, segue por esta rua no sentido norte até encontrar o antigo traçado da
Rodovia PR-092, segue por esta rodovia até encontrar a Avenida Dr. João Pessoa,
segue por esta avenida até encontrar a Rua Pascoal Martinez, fechando o perímetro
desta zona.
4. Inicia no encontro da Avenida Dr. João Pessoa com a Rua Antonio Benzi, daí
segue por esta rua até encontrar a Rua Julio Pedro da Paixão, segue por esta rua
até encontrar a Avenida Dona Antônia, segue por esta avenida até encontrar a Rua
do Astúrios, segue por esta rua até encontrar a Rua Palmeiras, segue por esta rua
até encontrar a Avenida Prefeito José Leonel Silveira, segue por esta avenida até
encontrar a Tua T. Jorge Aureliano de Gouveia, daí segue até encontrar a Avenida
Dr. João Pessoa, fechando o perímetro.
final do Quadro II

QUADRO III - ZONA RESIDENCIAL DE OCUPAÇÃO PRIORITÁRIA – ZR-3


São zoneados em ZR-3 todos os lotes contidos nos perímetros descritos a
seguir:
1. Área compreendida entre os lotes com testada para Avenida Jorge Eduardo
Júnior e Rua José Sabino Nazareth, o perímetro urbano ao norte e o fundo de vale
do Ribeirão Bonito;
2. Área compreendida entre a Rua “G”, Rua “K”, prolongamento da Rua “L” e
prolongamento da Rua “I”;
3. Área compreendida entre a Rua “J”, faixa de domínio oeste da antiga linha férrea
e os limites do perímetro urbano a leste;
4. Área compreendida entre os lotes com testada para a Rua Luiz Tramontin, Rua
Adolfo Sabino Pádua e lotes com testada para ela, lotes com testada para a Rua
Vasco Candota e fundo de vale do Ribeirão Quatiguá;
5. Área compreendida entre os lotes com testada para a Rua Egídio Valle, lotes com
testada para a Rua Pedro Bonotto e os limites do perímetro urbano a oeste;
6. Área compreendida entre os lotes com testada para a Rua Maximino Zilli, Rua
João Maria Tikle, Rua Augusto Túlio, lotes com testada para a Rua Antônio Simeão
Rodrigues, lotes com testada para a Rua Orlando Athaíde Bitencourt, Cemitério
Municipal, lotes com testada para a Rua Lucas dos Santos Camargo, Rua Antônio
Tramontin, lotes com testada para a Rua Antônio Tramontin, faixa de domínio da
antiga linha férrea e fundo de vale do Córrego Água do Serrado;
7. Área compreendida entre a Rua Palmeiras, Avenida Prefeito José Leonel da
Silveira, Travessa Jorge Aureliano de Gouveia, Avenida Dr. João Pessoa, Rodovia
PR-092, Rua Lúcio Skroski, Rua Nicodemus Rodrigues Pádua, Rua Leonardo
Muraro, Rua Lucas dos Santos Camargo, Rua Dona Miloca, Rua Joaquim Paes de
208
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

Carvalho, Rua Manoel Morgado, Rua João Castilho Munhoz, Rua Dona Miloca e o
contorno do perímetro urbano a oeste;
8. Área compreendida entre a Avenida Dona Antônia Mocelin Blanco, a Zona
Residencial Quatro, a Avenida José Eduardo Junior, a Rua Antônio Robles, e a Rua
Fernando Toledo;
9. Área compreendida entre a Rua Lúcio Parmezan, os lotes com testada para a
Rua Manoel Gonçalves Lopes, a Avenida Dr. João Pessoa, a Rua Valter Dargel, a
Rua Nicodemus Rodrigues de Paula, a Rua Pascoal Martinez, a Rua Antonio Benzi,
a Rua Júlio Pedro Paixão e a Avenida Dona Antônia Mocelin Blanco.
final do Quadro III

QUADRO IV - ZONA RESIDENCIAL DE OCUPAÇÃO PRIORITÁRIA – ZR-4


São zoneados em ZR4 todos os lotes contidos nos perímetros descrito a
seguir:
1. Área compreendida entre a Zona Residencial Três, a Avenida Dona Antônia, a
Rua Lúcio Parmezan, a Rua José Horácio Bueno, a Rua Antônio Garcia, a Rua
Antônio Cecheleiro,
final do Quadro IV

QUADRO IV – Ruas de Comércio


São zoneados como Ruas de Comércio todos os lotes com testadas para as
vias a seguir:
1. Avenida Dr. João Pessoa;
2. Rua Vitório Zanini;
3. Rua “K”.
final do Quadro IV

QUADRO V – ZONA INDUSTRIAL UM – ZI-1


São zoneados em ZI-1 todos os lotes contidos nos perímetros descritos a
seguir:
1. Margem leste da Avenida Jorge Eduardo Junior
2. Lote compreendido entre a Avenida Jorge Eduardo Junior, a Zona Industrial Dois
e o Perímetro Urbano
3. Lote compreendido entre o fundo de vale do Ribeirão Bonito, a Rua “A” e o
perímetro urbano.
final do Quadro V

QUADRO VI - ZONA INDUSTRIAL DOIS – ZI-2


São zoneados em ZI-2 todos os lotes contidos nos perímetros descritos a
seguir:
1. Área compreendida entre a Avenida José Eduardo Junior, a Zona Residencial
Três e o perímetro urbano.
final do Quadro VII

QUADRO IX- ZONA ESPECIAL DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE – ZEPP


São zoneados em ZEPP todos os lotes contidos nos perímetros descritos a
seguir:
1. Fundo de vale do Ribeirão Bonito;
3. Fundo de vale do Ribeirão Quatiguá;
209
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

4. Fundo de vale do Córrego Água do Serrado.


5. Reserva de mata ao norte do perímetro urbano.

ANEXO 2

CLASSIFICAÇÃO DAS INDÚSTRIAS

(A listagem a seguir caracteriza os tipos de indústria, baseada em estudo da Companhia de


Tecnologia de Saneamento Ambiental (CETESB) e do Centro Paulista de Municípios
(CEPAM), do Estado de São Paulo)

As indústrias ficam classificadas conforme segue:

I - 5 INDÚSTRIAS DE GRANDE IMPACTO AMBIENTAL OU PERIGOSAS


Compreendendo os estabelecimentos assim definidos que possuem um ou mais de
um dos seguintes processos:
a) álcool: fabricação de produtos, primários (destilação) e intermediários, derivados
de álcool (inclusive produtos finais);
b) carvão de pedra: fabricação de produtos derivados da destilação;
c) cloro, cloroquímicos e derivados: fabricação;
d) gás de nafta craqueada: fabricação;
e) petróleo: fabricação de produtos de refino;
f) petroquímicos: fabricação de produtos primários e intermediários (inclusive
produtos finais);
g) pólvora, explosivos e detonantes (inclusive munição para caça, esportes e
artigos pirotécnicos): fabricação;
h) soda cáustica e derivados: fabricação.

I - 4 INDÚSTRIAS DE RISCO AMBIENTAL ALTO


Compreendendo os estabelecimentos assim definidos não enquadrados na
categoria I - 5, e, notadamente, aqueles que tenham uma das seguintes
características:
a) alto potencial de poluição da atmosfera por queima de combustíveis ou odores;
b) produção ou estocagem de grande quantidade de resíduos sólidos ou líquidos
perigosos;
c) risco de emissão acidental de poluentes capazes de provocar danos ambientais
ou de afetar a saúde;
d) operação com um dos processos a seguir:
1. asfalto: fabricação;
2. cal virgem, cal hidratada ou extinta: fabricação;
3. carne, sangue, ossos e assemelhados: fabricação de farinha de ossos;
4. celulose: fabricação;
5. cimento: fabricação;
6. clinquer: fabricação - Ferro e aço e ferro-ligas - formas primárias e semi-acabados
(lingotes, bilhetes, palanquilhas, tarugos, placas e formas semelhantes): produção;
7. ferro esponja: produção;
8. fertilizantes fosfatados (superfosfatados, granulados, monamônio e diamônio
fosfatado e assemelhados): fabricação;
9. fósforos de segurança: fabricação;
10. gelo, usando amônia como refrigerante: fabricação;
210
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

11. gusa: produção;


12. lixo doméstico: compostagem ou incineração;
13. metais não ferrosos, exceto metais preciosos (alumínio, chumbo, estanho, zinco,
etc.): metalurgia em formas primárias;
14. ligas de metais não ferrosos, exceto metais preciosos (latão, bronze, etc.):
produção em formas primárias;
15. minerais não metálicos (gesso, gipsita, mica, malacacheta, quartzo, cristal de
rocha, talco, esteatita, agalmatolito, etc.): beneficiamento e preparação;
16. peixe, farinha de: preparação.

I - 3 INDÚSTRIAS DE RISCO AMBIENTAL MODERADO


Compreendendo os estabelecimentos assim definidos, não enquadrados nas
categorias I - 5 ou I - 4, e aqueles que possuam uma das seguintes características:
 área construída superior a 2.500 m2 (dois mil e quinhentos metros quadrados);
 potencial moderado de poluição atmosférica por queima de combustíveis ou
odores;
 produção ou estocagem de resíduos sólidos ou líquidos;
 operação com um dos processos listados a seguir:
1. açúcar natural: fabricação;
2. adubos e corretivos do solo não fosfatados: fabricação;
3. animais: abate;
4. borracha natural: beneficiamento;
5. carne, conservas e salsicharia: produção com emissão de efluentes;
6. cimento-amianto: fabricação de peças e artefatos;
7. couros e peles: curtimento, secagem e salga;
8. leite e laticínios: preparação e fabricação com emissão de efluentes líquidos;
9. óleos, essências vegetais e congêneres: produção;
10. óleos, gorduras e ceras vegetais e animais, em bruto: produção (exceto
refinação de produtos alimentares);
11. pedras: britamento;
12. pescado: preparação e fabricação de conservas;
13. rações balanceadas para animais (exceto farinhas de carne, sangue, ossos e
peixe): fabricação;
14. solventes: fabricação;
15. tijolos, telhas e outros artefatos de barro cozido, exceto cerâmica: produção.

I - 2 INDÚSTRIAS DE RISCO AMBIENTAL LEVE


Compreendendo os estabelecimentos assim definidos, não enquadrados nas
categorias I - 5, I - 4 ou I - 3, e aqueles possuam uma das seguintes características:
a) baixo potencial de poluição atmosférica;
b) efluentes líquidos industriais compatíveis com seu lançamento em rede pública
coletora de esgoto, com ou sem tratamento prévio de acordo com a legislação
vigente;
c) produção de resíduos sólidos, em pequena quantidade, de acordo com a
legislação vigente;
d) operação com um dos processos listados a seguir:
1. aço: produção de laminados, relaminados, forjados, arames;
211
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

2. alimentares, produtos de origem vegetal: beneficiamento, moagem, torrefação,


liofilização, preparação de conservas, condimentos e doces, exceto fabricação de
óleos e confeitaria;
3. bebidas: fabricação de destilados, fermentados, sucos e refrigerantes;
4. borracha: fabricação de espuma, laminados e fios;
5. cerâmica: fabricação de peças e artefatos, exceto de barro cozido;
6. concentrados aromáticos, naturais e sintéticos: fabricação;
7. ferro e aço fundidos: fabricação;
8. fios e tecidos: beneficiamento, acabamento, fiação e tecelagem;
9. inseticidas e fungicidas: fabricação;
10. madeira: desdobramento;
11. metais não ferrosos e ligas: produção de peças fundidas, laminados, tubos e
arames;
12. metalurgia do pó, inclusive peças moldadas;
13. óleos e gorduras para alimentação: refinação;
14. pasta mecânica: fabricação;
15. pedras: aparelhamento;
16. pneumáticos, câmaras de ar: fabricação;
17. resinas de fibras de fios artificiais: fabricação;
18. sabões, detergentes, germicidas, fungicidas: fabricação;
19. soldas anôdos: fabricação;
20. tabaco: preparação de fumo, cigarros e congêneres;
21. tintas, esmaltes, lacas, vernizes, impermeabilizantes e secantes:
fabricação;
22. vidro e cristal: fabricação e elaboração de peças.

I - 1 INDÚSTRIAS VIRTUALMENTE SEM RISCO AMBIENTAL


Compreendendo os estabelecimentos que apresentem ausência ou quantidade
desprezível de poluentes do ar, da água e do solo, e não enquadrados nas
categorias I - 5, I - 4, I - 3 ou I - 2.

212
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

7.3 - Lei do Perímetro Urbano

PREFEITURA MUNICIPAL DE QUATIGUÁ


LEI Nº 1.727/2011.

Súmula: Dispõe sobre o Perímetro Urbano da


Sede do Município de Quatiguá, e dá outras
providências.

A CÂMARA MUNICIPAL DE QUATIGUÁ APROVOU E EU, PREFEITO DO


MUNICÍPIO, SANCIONO A SEGUINTE LEI:
Título I
Das Disposições Preliminares
Art. 1º – Ficam instituídas a Zona Urbana e a Zona Rural da Sede do Município de
Quatiguá, definidas pelos perímetros descritos e demarcadas por limites legais das
glebas, acidentes geográficos naturais e artificiais.
§ 1º – A alteração do perímetro das zonas de que trata este artigo far-se-á com
observância ao Plano Diretor e demais legislações aplicáveis.
§ 2º – O território municipal fica dividido na forma deste artigo, servindo tal
divisão para fins urbanísticos e tributários.
Art. 2º – A Zona Urbana compreende as áreas urbanizadas ou em vias de ocupação
e as glebas com potencial de urbanização que ainda não sofreram processo regular
de parcelamento.
Parágrafo único. A Zona Urbana correspondente à área urbana será
representada por mapas nos anexos desta Lei, a saber:
I – memorial descritivo das Coordenadas dos Vértices do Polígono do Perímetro
Urbano;
II – Mapa do Perímetro Urbano da Sede do município de Quatiguá.
Art. 3º – A Zona Rural é constituída pelo restante do território municipal.
Título II
Do Perímetro Urbano
Art. 4º – À área definida pelo perímetro da Zona Urbana e da Zona Rural do
Município de Quatiguá aplicam-se:
I – os procedimentos contidos na legislação federal, estadual e municipal
pertinente, e em especial as condições de habilitação previstas no Capítulo II da Lei
de Parcelamento do Solo Urbano e o contido no Estatuto da Cidade;
II – os instrumentos previstos no artigo 182 da Constituição Federal e do
Estatuto da Cidade em áreas consideradas subutilizadas ou passíveis de
urbanização mediante processo fundamentado e decretado pelo Poder Público.
Art. 5º – Esta lei entrará em vigor após a sua publicação, revogadas as disposições
em contrário.
Quatiguá, 02 de dezembro de 2011.

Efraim Bueno de Moraes


Prefeito Municipal
213
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

ANEXO I

Memorial Descritivo das Coordenadas dos Vértices do Polígono do

PERÍMETRO DA ZONA URBANA DO DISTRITO SEDE DO MUNICÍPIO DE


QUATIGUÁ

A Zona Urbana do Distrito Sede do Município de Quatiguá tem a seguinte


delimitação:

Área Urbana loteada e ocupada segundo as coordenadas abaixo:


UTM
N° ORDEM LATITUDE LONGITUDE
S E
1 7.394.261,45 609.932,16 -23° 33' 29,877'' -49° 55' 66,223''
2 7.394.213,34 610.500,64 -23° 33' 31,302'' -49° 55' 66,022''
3 7.394.355,85 610.517,66 -23° 33' 26,664'' -49° 55' 66,017''
4 7.394.313,12 611.037,53 -23° 33' 27,926'' -49° 54' 65,233''
5 7.393.594,43 611.571,79 -23° 33' 51,16'' -49° 54' 65,043''
6 7.393.903,37 611.835,18 -23° 33' 41,05'' -49° 54' 64,951''
7 7.393.887,37 611.969,12 -23° 33' 41,537'' -49° 54' 64,904''
8 7.393.969,28 612.033,07 -23° 33' 38,858'' -49° 54' 64,881''
9 7.393.864,64 612.147,46 -23° 33' 42,231'' -49° 54' 64,841''
10 7.393.858,70 612.021,19 -23° 33' 42,456'' -49° 54' 64,885''
11 7.393.203,32 611.451,50 -23° 34' 3,905'' -49° 54' 65,084''
12 7.392.975,27 611.604,58 -23° 34' 11,282'' -49° 54' 65,03''
13 7.392.859,84 611.541,18 -23° 34' 15,05'' -49° 54' 65,052''
14 7.392.507,10 611.768,72 -23° 34' 26,462'' -49° 54' 64,97''
15 7.392.298,35 612.036,05 -23° 34' 33,182'' -49° 54' 64,876''
16 7.392.055,98 611.782,34 -23° 34' 41,125'' -49° 54' 64,964''
17 7.392.167,24 611.683,09 -23° 34' 37,533'' -49° 54' 65,''
18 7.392.058,21 611.573,60 -23° 34' 41,105'' -49° 54' 65,038''
19 7.392.041,99 611.492,09 -23° 34' 41,652'' -49° 54' 65,067''
20 7.392.093,74 611.502,27 -23° 34' 39,967'' -49° 54' 65,063''
21 7.392.084,58 611.465,03 -23° 34' 40,274'' -49° 54' 65,076''
22 7.392.044,52 611.440,66 -23° 34' 41,583'' -49° 54' 65,085''
23 7.392.379,33 610.851,86 -23° 34' 30,843'' -49° 54' 65,294''
24 7.392.127,81 610.760,57 -23° 34' 39,043'' -49° 54' 65,325''
25 7.392.098,57 610.768,71 -23° 34' 39,992'' -49° 54' 65,322''
26 7.392.046,29 610.666,66 -23° 34' 41,717'' -49° 54' 65,358''
27 7.392.247,89 610.538,98 -23° 34' 35,194'' -49° 55' 66,004''
28 7.392.483,95 610.670,44 -23° 34' 27,486'' -49° 54' 65,358''
29 7.392.604,88 610.500,02 -23° 34' 23,597'' -49° 55' 66,018''
30 7.392.611,71 610.323,95 -23° 34' 23,418'' -49° 55' 66,08''
31 7.393.199,72 610.426,61 -23° 34' 4,275'' -49° 55' 66,046''
32 7.393.292,37 610.422,98 -23° 34' 1,264'' -49° 55' 66,047''
33 7.393.302,33 610.292,41 -23° 34' ,972'' -49° 55' 66,093''
34 7.393.359,47 610.212,98 -23° 33' 59,134'' -49° 55' 66,122''
35 7.393.523,50 610.176,57 -23° 33' 53,81'' -49° 55' 66,135''
36 7.393.627,89 610.106,50 -23° 33' 50,433'' -49° 55' 66,16''
37 7.393.667,72 610.038,29 -23° 33' 49,154'' -49° 55' 66,184''
38 7.393.707,42 609.760,73 -23° 33' 47,932'' -49° 55' 66,282''

214
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

39 7.393.805,70 609.786,38 -23° 33' 44,73'' -49° 55' 66,273''


40 7.393.934,73 609.894,11 -23° 33' 40,509'' -49° 55' 66,236''
41 7.394.113,33 609.816,25 -23° 33' 34,721'' -49° 55' 66,263''

215
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

ANEXO II

MAPA DO PERÍMETRO URBANO DA SEDE DO MUNICÍPIO DE QUATIGUÁ

216
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

7.3 - LEI DE PARCELAMENTO DO SOLO URBANO

217
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

PREFEITURA MUNICIPAL DE QUATIGUÁ

LEI Nº 1.728/2011.

Súmula: Institui a Lei de Parcelamento do Solo


Urbano do Município de Quatiguá, e dá outras
providências.

A CÂMARA MUNICIPAL DE QUATIGUÁ APROVOU E EU,


PREFEITO DO MUNICÍPIO, SANCIONO A SEGUINTE LEI:

Título I
Das Disposições Preliminares

CAPÍTULO I
DOS OBJETIVOS

Art. 1º – Fica instituída a Lei de Parcelamento do Solo, para fins urbanos nas áreas
admitidas pelas zonas urbanas e de expansão urbana definidas na Lei do Perímetro
Urbano e Rural do Município de Quatiguá.
§ 1º – Esta Lei estabelece normas, com fundamento na Lei Federal n.º 6.766/79
e Lei Federal n.º 10.257/01, para todo e qualquer parcelamento de solo para fins
urbanos, localizado no Município de Quatiguá, observadas, no que couberem, as
disposições da legislação federal e estadual pertinentes.
§ 2º – Esta Lei complementa as normas da legislação referente a zoneamento,
uso e ocupação do solo, paisagem urbana, sistema viário e perímetro da zona
urbana e da zona de expansão urbana.
§ 3º – São considerados para fins urbanos os parcelamentos para outros fins
que não a exploração agropecuária ou extrativista.
§ 4º – Os parcelamentos para fins urbanos só poderão ser aprovados e
executados se localizados na Zona Urbana ou de Expansão Urbana, salvo a
exceção contida na presente Lei.
§ 5º – O parcelamento do solo urbano pode ser feito por meio de loteamento,
desmembramento, desdobro ou remembramento.
Art. 2º – Esta Lei tem como objetivos:
I – orientar o projeto e a execução de qualquer empreendimento que implique
parcelamento do solo para fins urbanos;
II – prevenir a instalação ou expansão de assentamentos urbanos em áreas
inadequadas;
218
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

III – evitar a comercialização de lotes desprovidos de condições para o


desempenho de atividades urbanas;
IV – assegurar a existência de padrões urbanísticos e ambientais de interesse
da comunidade, nos processos de parcelamento do solo para fins urbanos.
Art. 3º – Considera-se Zona Urbana, para fins de aplicação desta Lei, as áreas
urbanizadas ou em vias de ocupação e as glebas com potencial de urbanização que
ainda não sofreram processo regular de parcelamento, observada a Lei do
Perímetro da Zona Urbana, Rural e de Expansão Urbana.
§ 1º – Considera-se Zona de Expansão Urbana aquela que é externa a ela e
onde se prevê ocupação ou implantação de equipamentos e empreendimentos
considerados especiais e necessários à sua estrutura, observada a Lei do Perímetro
da Zona Urbana, Rural e de Expansão Urbana.
§ 2º – Quando se tratar de desmembramentos destinados à implantação de
indústria ou comércio, a porção destinada às finalidades descritas no presente
parágrafo será automaticamente declarada integrante da Zona Urbana, inclusive
para efeitos tributários, à exceção do remanescente, que continuará na condição de
imóvel rural nas seguintes circunstâncias:
I - desde que a gleba faça frente para a rodovia oficial;
II - mesmo que situada fora dos perímetros aludidos nos parágrafos anteriores;
III - tomadas as garantias necessárias no ato da aprovação do
desmembramento.

CAPÍTULO II
DAS DEFINIÇÕES

Art. 4º – Para os efeitos desta Lei são adotadas as seguintes definições:


I – alinhamento é a linha divisória estabelecida entre lote e logradouro público;
II – área institucional ou destinada a equipamento comunitário é aquela
reservada em um loteamento para edificações e instalação de equipamentos para
fins específicos de utilidade pública, tais como educação, cultura, saúde e
segurança, voltados ao atendimento às necessidades básicas da população, e
transferida ao Poder Público por ocasião do registro do projeto de loteamento ou por
outra forma de aquisição legalmente instituída;
III – área ou faixa não edificável ou "non aedificandi" compreende os terrenos
onde não é permitida qualquer edificação;
IV – área total do empreendimento é aquela abrangida pelo loteamento ou
desmembramento, com limites definidos por documento público do registro de
imóveis;
V – área líquida ou comercializável é a obtida subtraindo-se da área total as
áreas para a rede viária e para espaços livres de uso público e outras áreas
destinadas a integrar o patrimônio do Município;
VI – áreas de preservação ambiental são as destinadas a preservar o ambiente
natural do terreno com a cobertura vegetal existente;
VII – áreas especiais de fundo de vale são as destinadas à proteção dos corpos
d’água;
VIII – arruamento é o conjunto de logradouros ou um único logradouro público
que determina o espaço disponível ao trânsito e ao acesso a lotes urbanos,
definidos no âmbito do projeto de loteamento;
219
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

IX – centralidade é o local destinado a concentrar e polarizar a diversidade das


atividades urbanas;
X – chácara é a porção maior de terra com localização e configuração definida,
com pelo menos uma divisa lindeira à via de circulação, resultante de processo
regular de parcelamento do solo para fins urbanos;
XI – desdobro é a divisão, em duas ou mais partes, de um lote edificável para
fins urbanos, com frente regular voltada para vias públicas existentes, não
implicando a abertura de novas vias nem o prolongamento ou alargamento das já
existentes;
XII – desmembramento é a divisão de gleba em duas ou mais partes em lotes
destinados à edificação para fins urbanos, com aproveitamento do sistema viário
existente, não implicando abertura de novas vias públicas nem o prolongamento ou
alargamento das já existentes;
XIII – equipamentos comunitários são equipamentos públicos de educação,
cultura, saúde, lazer, esporte, abastecimento alimentar e administração pública;
XIV – equipamentos urbanos são os equipamentos públicos de infra-estrutura,
tais como as redes de saneamento básico, galerias de águas pluviais, redes de
distribuição de energia elétrica, vias de circulação, pavimentadas ou não, iluminação
pública e similares;
XV – espaço livre de uso público é a área de terreno de propriedade pública e de
uso comum e/ou especial do povo, destinada à recreação, lazer ou outra atividade
ao ar livre;
XVI – faixa sanitária é a área não-edificável cujo uso está vinculado à servidão
de passagem, para elementos de sistema de saneamento ou demais equipamentos
de serviços públicos;
XVII – gleba é a área de terra, com localização e configuração definidas que
ainda não foi objeto de arruamento ou loteamento, nem resultou de processo regular
de parcelamento do solo para fins urbanos, com dimensões superiores às
dimensões de uma quadra urbana;
XVIII – largura do lote é a dimensão tomada entre duas divisas laterais e, no
caso de lote de esquina, entre a frente de maior comprimento e uma divisa lateral,
ou entre duas frentes, quando houver somente uma divisa lateral;
XIX – largura média dos lotes é a dimensão medida a meia profundidade;
XX – logradouros públicos são os espaços de propriedade pública e de uso
comum e/ou especial do povo, destinados às vias de circulação e a espaços livres;
XXI – lote ou data é a porção de terra com localização e configuração definidas,
com pelo menos uma divisa lindeira à via de circulação, resultante de processo
regular de parcelamento do solo para fins urbanos;
XXII – loteamento é a subdivisão de gleba em lotes destinados à edificação para
fins urbanos, que implique na abertura de novas vias públicas, prolongamento,
modificação ou ampliação das vias ou logradouros públicos;
XXIII – loteamento fechado é aquele aprovado e registrado na forma
regulamentar que, mediante concessão de direito real de uso, o Poder Público
admite fechar;
XXIV – parcelamento do solo para fins urbanos é a subdivisão de gleba sob
forma de loteamento, desdobro ou desmembramento;
XXV – passeio ou calçada é a parte de uma via de circulação destinada à
circulação de pedestres;
XXVI – profundidade do lote é a dimensão medida entre a frente e a divisa de
fundo;
220
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

XXVII – quadra é um terreno circundado por vias públicas, resultante de


parcelamento do solo para fins urbanos, com dimensões previstas no artigo 35 desta
Lei;
XXVIII – remembramento ou unificação ou anexação é a junção de dois ou mais
lotes para formar uma única unidade fundiária;
XXIX – testada ou frente de lote é a divisa do lote com frente para via oficial de
circulação pública;
XXX – via oficial de circulação é a via de domínio público integrante do sistema
viário;
XXXI – via de pedestre é aquela destinada à circulação de pedestres.

Título II
Das normas de procedimento para aprovação

CAPÍTULO I
DA COMPETÊNCIA E DAS CONDIÇÕES DE HABILITAÇÃO

Art. 5º – A execução de qualquer parcelamento do solo para fins urbanos, no âmbito


do Município, depende de aprovação do Poder Público.
Art. 6º – O Poder Público somente procederá à aprovação de projetos de
parcelamento do solo para fins urbanos (loteamentos, desmembramentos,
desdobros) e remembramentos depois de cumpridas pelos interessados todas as
etapas constantes nesta Lei.
Art. 7º – A tramitação dos processos de parcelamento corresponderá as seguintes
etapas:
I – Consulta Prévia por parte do interessado ao Poder Público Municipal;
II – Expedição de diretrizes pelo Poder Público Municipal;
III – Elaboração e apresentação do projeto ao Poder Público Municipal, em
estrita observância às diretrizes fixadas na etapa anterior, acompanhado do
respectivo título de propriedade e certidões negativas de tributos municipais;
IV – Expedição de licença;
V – Vistoria e expedição de certidão de conclusão de obras.
Art. 8º – O Poder Público examinará o pedido de Consulta Prévia de Viabilidade
Técnica para parcelamento do solo para fins urbanos, considerando
obrigatoriamente os seguintes aspectos:
I – existência de elementos, no entorno ou na área objeto de pedido de
aprovação de parcelamento, que representem riscos à segurança de pessoas e ao
ambiente;
II – traçado um círculo de 1.500 m (mil e quinhentos metros) de raio centrado na
gleba a lotear, pelo menos 20% (vinte por cento) dos lotes em loteamentos vizinhos
devem estar ocupados há mais de três anos com a liberação para construção;
III – traçado um círculo de 800 m (oitocentos metros) de raio centrado na gleba a
lotear, nele deverá constar pelo menos uma escola de primeiro grau construída e em
funcionamento, com capacidade técnica instalada de modo suficiente a absorver

221
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

aumento de demanda da ordem de 20% (vinte por cento) da ocupação projetada do


novo empreendimento;
IV – se, decorrente da aprovação, surgir a necessidade de investimentos
públicos diretos ou indiretos maiores do que 30% (trinta por cento) do total de
investimentos a serem realizados pelo empreendimento privado ou público, serão
avaliados os custos referentes a:
a) obras de galerias de águas pluviais em vias de acesso ao loteamento;
b) obras de terraplanagem nas vias de acesso ao loteamento;
c) obras de pavimentação asfáltica nas vias de acesso ao loteamento;
d) construção de escolas, creches, postos de saúde e outros próprios públicos
destinados ao atendimento às necessidades básicas da comunidade;
e) construção ou adequação de bueiros, pontes ou viadutos para transposição
de córregos, estradas, vias férreas ou qualquer obstáculo físico que exigir tal
providência nas vias de acesso ao loteamento;
f) remanejamento ou extensão de linhas de energia elétrica;
g) instalação de iluminação pública em vias de acesso aos loteamentos;
h) construção de sistemas individualizados de coleta e tratamento de esgotos
sanitários ou extensão de emissários para interligação na rede existente;
i) construção de sistemas de coleta e tratamento de efluentes industriais;
j) construção de guias e sarjetas em vias de acesso aos loteamentos.
§ 1º – O procedimento previsto neste artigo aplica-se também a loteamentos
destinados à construção de casas populares vinculadas a cooperativas habitacionais
públicas ou privadas.
§ 2º – Excetuam-se do disposto neste artigo os parcelamentos do solo para fins
industriais de interesse do Poder Público e os núcleos residenciais de recreio, que
terão normas próprias.
§ 3º – Para efeito de orçamento das obras mencionadas no inciso IV deste
artigo, deverá o órgão competente utilizar planilhas orçamentárias de uso
consagrado no meio técnico e preços de materiais, mão-de-obra, equipamentos e
serviços veiculados em revistas ou periódicos especializados.
Art. 9º – Sempre que o empreendimento for enquadrado de forma desfavorável em
relação aos aspectos apontados nos incisos do artigo 8º desta Lei, o Poder Público
negará o fornecimento da Consulta Prévia de Viabilidade Técnica até que:
I – o interessado apresente solução técnica comprovada aos problemas
referidos pelo inciso I do artigo 8º;
II – o interessado apresente solução para o cumprimento do disposto no inciso
III do artigo 8º;
III – o interessado execute obras com a finalidade de reduzir a menos de 30%
(trinta por cento) os investimentos públicos a que se refere o inciso IV do artigo 8º;
IV – a condição referida no inciso II do artigo 8º seja superada.
§ 1º – Ao executar obras com a finalidade de suprir as deficiências constatadas
nos incisos do artigo 8º desta Lei, é facultado ao interessado suprir as deficiências
de acesso ao loteamento.
§ 2º – A demonstração das obras propostas no parágrafo anterior será objeto de
processo fundamentado e oficializado que garanta a sua execução antes da
aceitação do loteamento.
Art. 10 – Compete ao Poder Público Municipal o seguinte:
I – expedir a consulta, com a informação da viabilidade de se parcelar a gleba;
II – informar:
a) o zoneamento;
222
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

b) a densidade populacional;
c) o uso do solo;
d) a taxa de ocupação;
e) o coeficiente de aproveitamento;
f) os recuos;
g) o número máximo de pavimentos;
h) a largura das vias de circulação;
i) as áreas de preservação ambiental permanente;
j) a infra-estrutura urbana exigida.
k) indicação aproximada, em croquis, do sistema viário previsto.
III – apresentar a relação de outros órgãos públicos que deverão ser ouvidos
antes da expedição das diretrizes.
Parágrafo único. A Consulta deverá ser expedida no prazo de 30 (trinta) dias,
descontados deste prazo os dias gastos com diligências externas, e terá validade de
1 (um) ano após a sua expedição.
Art. 11 – Após o recebimento da Consulta Prévia de Viabilidade Técnica de
parcelamento do solo, o interessado estará habilitado a requerer do Poder Público a
expedição de diretrizes urbanísticas básicas para o loteamento, apresentando, para
este fim, requerimento acompanhado de três vias da planta do imóvel na escala
1:500, devendo ser apresentados, anexos ao requerimento, os documentos
necessários expedidos pelos órgãos nomeados na Consulta Prévia de Viabilidade
Técnica de parcelamentos.
§ 1º – Todos os documentos e plantas deverão ser assinados pelo proprietário,
ou seu representante legal, e por profissional legalmente habilitado para o projeto,
com as respectivas anotações de responsabilidades técnicas (ARTs) para cada
etapa do projeto.
§ 2º – O Poder Público indicará na planta, com base nos documentos fornecidos
pelo requerente, o seguinte:
I – as faixas sanitárias do terreno necessárias ao escoamento das águas
pluviais, faixas não edificáveis e faixas de domínio de rodovias e ferrovias;
II – os logradouros públicos existentes ou projetados que compõem o sistema
viário do Município, relacionados com o loteamento pretendido e que deverão ser
respeitados;
III – as áreas de preservação ambiental permanente;
IV – o zoneamento básico, segundo as normas da Lei do Uso e Ocupação do
Solo;
V – as áreas institucionais a serem municipalizadas.
§ 3º – Após o recolhimento das taxas devidas, deverão ser apresentadas pelo
Poder Público as diretrizes do loteamento para fins urbanos, em prazo não superior
a 60 (sessenta) dias corridos, contados da data do protocolo, descontados os dias
gastos para complemento de informação externa ou correção dos dados.
§ 4º – As diretrizes básicas expedidas não implicam aprovação do projeto de
loteamento pelo Poder Público.

223
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

CAPÍTULO II
DA APROVAÇÃO DE LOTEAMENTOS

Art. 12 – O projeto do loteamento, obedecendo às diretrizes e atendendo à


regulamentação definidas nesta Lei, deverá vir instruído com os seguintes
elementos:
I – planta geral do loteamento, na escala de 1:500, em três vias de cópias
assinadas pelo proprietário e profissional habilitado com cadastro na Prefeitura,
contendo:
a) curvas de nível de metro em metro e indicação dos talvegues;
b) orientação magnética e verdadeira, com as coordenadas geográficas oficiais;
c) subdivisão das quadras em lotes ou datas, com as respectivas dimensões,
áreas e numerações;
d) dimensões lineares e angulares do projeto, raios tangentes e ângulos centrais
de curvas, pontos de tangência, eixos de vias e cotas de nível;
e) perfis longitudinais (escala 1:200) e transversais (escala 1:100) de todas as
vias de circulação, em três vias de cópias;
f) sistema de vias com a respectiva hierarquia, obedecendo aos gabaritos
mínimos regulamentados na Lei do Sistema Viário;
g) indicação do ponto de interseção de tangentes localizadas nos ângulos de
curva e vias projetadas;
h) faixas de domínio, servidões e outras restrições impostas pela legislação
municipal, estadual ou federal;
i) indicação em planta, com definição de limites e dimensões das áreas que
passarão ao domínio do Município;
j) indicação, no quadro de áreas do requadro gráfico padrão, da área total da
gleba, dos lotes e do sistema viário, bem como da área de praças, das áreas
institucionais e do número total dos lotes;
k) os perfis longitudinais das quadras no local de maior declive, horizontal em
escala 1:200 e vertical em escala 1:100;
l) planilha e caminhamento na gleba e talvegues;
m) demais elementos necessários à perfeita e completa elucidação do projeto.
II – projeto completo, detalhado e dimensionado do sistema de escoamento de
águas pluviais e seus equipamentos, indicando a declividade de coletores, as bocas-
de-lobo e os dissipadores de energia nas margens dos cursos d’água dentro dos
padrões da Prefeitura do Município de Quatiguá;
III – projeto completo da rede de coleta das águas servidas, obedecidas as
normas e os padrões fixados pela concessionária, que o aprovará;
IV – projeto completo do sistema de alimentação e distribuição de água potável
e respectiva rede e, quando necessário, projeto de captação e tratamento, aprovado
pela concessionária;
V – projeto completo do sistema de distribuição compacta de eletricidade e
sistema de iluminação pública, obedecidas as normas e os padrões da
concessionária, que deverá aprovar o projeto;
VI – projetos de guias e sarjetas e pavimentação das vias, obedecidas as
normas e os padrões estabelecidos pelo Poder Público;
VII – projetos de arborização das áreas verdes e das vias públicas, de proteção
das áreas sujeitas à erosão, bem como de manejo da cobertura vegetal para

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execução das obras e serviços, procurando preservar o maior número de espécies,


obedecidas as normas da Prefeitura do Município de Quatiguá.
§ 1º A documentação do projeto enviado para aprovação constará ainda de:
I – título de propriedade, certidão de ônus reais e certidão negativa de tributos
municipais, todos relativos ao imóvel a ser loteado;
II – autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis
Naturais - IBAMA -, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária - INCRA - e
Instituto Ambiental do Paraná - IAP -, conforme a Lei n.º 4.778/65;
III – modelo de contrato de compromisso de compra e venda dos lotes, a ser
depositado no Registro de Imóveis, contendo a infra-estrutura exigida, prazo de
conclusão de serviços, bem como a denominação do empreendimento;
IV – memorial descritivo do lote original e do loteamento;
V – discriminação dos bens oferecidos em garantia da execução da infra-
estrutura urbana;
VI – cronograma físico de execução do serviço de obras de infra-estrutura
urbana exigida;
VII – comprovante de pagamento de emolumentos e taxas.
VIII – consulta prévia de viabilidade técnica;
IX – uma via contendo as diretrizes urbanísticas aprovadas pelo Poder Público.
§ 2º Todos os documentos e plantas deverão ser assinados pelo proprietário, ou
seu representante legal, e por profissional legalmente habilitado para o projeto, com
as respectivas ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) para cada etapa do
projeto.
Art. 13 – De posse da documentação exigida, o Poder Público terá o prazo de 90
(noventa) dias para se pronunciar sobre a aprovação ou sobre possíveis
insuficiências do projeto a serem supridas pelo interessado no prazo de 30 (trinta)
dias, quando será reapreciado em 30 (trinta) dias subseqüentes à sua entrega,
descontados os dias gastos para complemento de informação externa ou correção
de dados.
Parágrafo único. O Poder Público, após análise pelos órgãos competentes,
baixará decreto de aprovação do loteamento e expedirá alvará de licença para
execução de serviços e obras de infra-estrutura urbana para este exigidos, devendo
o loteador fazer a entrega dos originais dos projetos das obras a serem executadas
no momento da retirada do alvará.
Art. 14 – Os dados fornecidos em plantas, memoriais, certidões, escrituras e demais
documentos apresentados pelo loteador são aceitos como verdadeiros, não cabendo
ao Poder Público qualquer ônus que possa recair sobre atos firmados com base
nesses documentos apresentados.
Art. 15 – Deverão constar do contrato padrão, aprovado pelo Poder Público e
arquivado no Cartório de Registro de Imóveis, além das indicações exigidas pelo
artigo 26 da Lei Federal n.º 6.766/79, a definição do tipo de loteamento, o
zoneamento de uso e ocupação do solo, os coeficientes construtivos, a taxa de
ocupação, os recuos, as servidões, as áreas não edificáveis, as restrições de
remembramento ou desdobro, a existência de garantias reais e o cronograma físico
das obras e serviços a executar, e a denominação do empreendimento.
Parágrafo único. No prazo de 120 (cento e vinte) dias, contados da publicação
desta Lei, o Poder Público empenhar-se-á em firmar convênio com os Cartórios de
Registro de Imóveis visando à padronização nos procedimentos e na documentação
relativos à aprovação e ao registro do loteamento.

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Art. 16 – É proibido divulgar, vender, prometer ou reservar lotes para fins urbanos
antes da aprovação e registro do loteamento no Cartório de Registro de Imóveis.

CAPÍTULO III
DO PROJETO DE DESMEMBRAMENTO E REMEMBRAMENTO

Art. 17 – Para obter a aprovação de projetos de parcelamento do solo urbano nas


formas de desmembramento, desdobro e de projetos de anexação do solo urbano, o
interessado apresentará, mediante requerimento, ao Poder Público, pedido
acompanhado dos seguintes documentos:
I – projetos geométricos de desdobro, desmembramento e remembramento, em
sete vias de cópias devidamente assinadas pelo proprietário e pelo responsável
técnico, com acompanhamento do respectivo original em papel vegetal e disquete;
II – prova de domínio dos lotes;
III - Certidão Negativa de débitos municipais;
IV – Consulta Prévia de Viabilidade Técnica expedida pelo Poder Público;
V – ART do CREA do profissional.
Parágrafo único. Deverão constar obrigatoriamente dos projetos geométricos
aludidos neste artigo os seguintes elementos:
I – rumos e distâncias das divisas;
II – área resultante;
III – área anterior;
IV – denominação anterior;
V – denominação atual;
VI – indicação precisa dos lotes e vias confrontantes;
VII – indicação precisa das edificações existentes;
VIII – indicação precisa da localização em relação ao sítio urbano mais próximo,
quando se tratar de desmembramento.
Art. 18 – Os projetos de desdobro, desmembramento e remembramento serão
apresentados para aprovação no formato A4, da Associação Brasileira de Normas
Técnicas, e preferencialmente nas escalas 1:200 e 1:500.
Parágrafo único. Excepcionalmente serão admitidos formatos e escalas
diferentes dos previstos no “caput” deste artigo.
Art. 19 – De posse de toda a documentação, o Poder Público expedirá o ato de
aprovação no verso das plantas, no prazo máximo de 20 (vinte) dias, desde que
comprovada a exatidão do projeto apresentado e da documentação, descontados os
dias gastos para complemento de informação externa ou correção de dados.

CAPÍTULO IV
DAS GARANTIAS

Art. 20 – Para fins de garantia da execução das obras e dos serviços de infra-
estrutura urbana exigidos para parcelamento do solo, será constituída, antes de sua
aprovação:

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I - caução real mediante hipoteca de imóveis situados na Comarca de Quatiguá;


II - carta de fiança bancária ou depósito pecuniário em consignação em conta
vinculada à Prefeitura do Município de Quatiguá, no valor correspondente a 2 (duas)
vezes o valor determinado para a execução das obras e dos serviços de infra-
estrutura urbana exigidos conforme a presente Lei.
§ 1º – A caução será instrumentalizada por escritura pública e registrada no
Registro Imobiliário competente, no ato do registro do loteamento, cujos
emolumentos ficarão a expensas do loteador, ou será previamente registrada antes
da referida aprovação, quando os imóveis caucionados forem localizados em área
fora do loteamento.
§ 2º – Não serão aceitas como caução pelo Poder Público as áreas cuja
declividade seja igual ou superior a 30% (trinta por cento) e aquelas declaradas de
preservação permanente.
Art. 21 – Juntamente com o instrumento de garantia, deverá acompanhar o registro
do loteamento o cronograma físico, cujas etapas e prazos, a partir da data de
aprovação do loteamento, deverão obedecer à seguinte ordem mínima, no prazo
máximo de 2 (dois) anos:
I – no primeiro ano, deverão ser executados os serviços de limpeza,
terraplanagem, demarcação de quadras e áreas públicas, abertura de vias,
drenagem de águas pluviais, de acordo com o projeto aprovado, execução das guias
e sarjetas;
II – no segundo ano, deverão ser executados todos os serviços correspondentes
à pavimentação asfáltica, muretas e passeios, arborização das vias, urbanização
das praças, execução da rede de abastecimento de água potável e da rede
compacta de energia elétrica, recolhimento à concessionária do valor dos serviços
referentes à iluminação pública, à rede coletora de esgoto sanitário, e aos demais
serviços exigidos no ato de aprovação.
Art. 22 – Somente após a conclusão da totalidade dos serviços o Poder Público
poderá liberar as garantias estabelecidas.
Parágrafo único. Admite-se a liberação parcial, no caso de loteamento a ser
executado por setores, somente quando o setor tiver a totalidade dos serviços
executados após a sua aceitação pelo Poder Público.
Art. 23 – O Poder Público fará intervenção no loteamento, nos termos da legislação
federal, sempre que constatar paralisação das obras pelo prazo de 120 (cento e
vinte) dias corridos.
§ 1º A título de aplicação do disposto no “caput” deste artigo, o Poder Público
notificará o loteador, dando-lhe o prazo máximo de 30 (trinta) dias para retomar as
obras, sob pena de intervenção pelo próprio Poder Público.
§ 2º Verificada a paralisação conforme os termos do “caput” deste artigo cumpre
ao setor competente atestar, por laudo técnico, o mau desempenho do loteador,
solicitando ao superior imediato que sejam dados os encaminhamentos legais
visando à intervenção.
Art. 24 – Decorridos 180 (cento e oitenta) dias sob intervenção sem que tenha sido
constatada a possibilidade de o loteador retomar a plena execução do loteamento, o
Poder Público, mediante licitação, concluirá as obras faltantes e executará, na forma
da Lei, as garantias obtidas na constituição da caução, não isentando o loteador de
responder por gastos a maior realizados.

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CAPÍTULO V
DA FISCALIZAÇÃO

Art. 25 – O loteamento será submetido à fiscalização do Poder Público e dos órgãos


competentes quando da execução das obras e serviços de infra-estrutura urbana.
§ 1º – Deverá ser comunicada, por escrito, ao Poder Público e órgãos
competentes a data de início de qualquer serviço ou obra de infra-estrutura.
§ 2º – Todas as solicitações da fiscalização deverão ser atendidas, dentro do
prazo estabelecido, sob pena de embargo da obra ou serviço, sem prejuízo de
outras cominações legais cabíveis.
§ 3º – A construção e/ou assentamento de equipamentos que não estiverem em
conformidade com o projeto aprovado acarretarão o embargo do loteamento, que
poderá ser levantado após a demolição e remoção de tudo que tiver sido executado
irregularmente.
§ 4º – O descumprimento das exigências contidas no termo de embargo no
prazo prescrito implicará a aplicação de multa e interrupção da obra ou serviço,
conforme artigo 67 desta Lei;
§ 5º – Os funcionários investidos na função fiscalizadora ou de aprovação
poderão, observadas as formalidades legais, inspecionar bens ou documentos,
desde que se relacionem ao projeto e/ou obra fiscalizada.
Art. 26 – Qualquer modificação no projeto ou na execução deverá ser submetida à
aprovação do Poder Público, a pedido do interessado e acompanhada dos seguintes
documentos:
I – requerimento solicitando a modificação;
II – memorial descritivo da modificação;
III – quatro vias de cópias do projeto de modificação.

Título III
Dos requisitos técnicos, urbanísticos, sanitários e ambientais

CAPÍTULO I
DOS CONCEITOS GERAIS

Art. 27 – Os projetos de loteamento deverão obedecer às seguintes recomendações


urbanísticas:
I – respeito ao sítio natural e à hidrografia;
II – articulação com o sistema viário principal e definição de hierarquia interna;
III – distribuição equilibrada de áreas livres, favorecendo as conexões e
otimizando sua utilização;
IV – criação de sistema de quadras e lotes, favorecendo a centralidade e a
criação de vias e locais comunitários;
V – distribuição de equipamentos fundamentada na demanda e favorecendo a
acessibilidade;

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VI – qualificação da paisagem, atendendo aos aspectos econômicos e


funcionais, sem ignorar os aspectos estéticos, formais e simbólicos;
VII – fortalecimento da identidade, mediante a valorização da memória e da
criação de lugares e espaços de fácil reconhecimento;
VIII – previsão de vias alternativas paralelas às arteriais para estabelecimento de
binários ou trinários.
Art. 28 – Não serão admitidas para loteamento e deverão ser municipalizadas por
ocasião do parcelamento do restante da gleba, conforme mapeamento pelo Poder
Público:
I - as áreas ao longo das margens dos corpos d’água, numa largura mínima de
30 m (trinta metros), acrescidas de faixas de proteção ambiental permanente, as
nascentes num raio de 50 m (cinqüenta metros);
II - os grotões e terrenos onde houve exploração mineral;
III - as áreas de deposição de substâncias tóxicas ou nocivas à vida animal e
vegetal.
Parágrafo único. Nas áreas citadas neste artigo, não poderão ser construídas
edificações públicas ou privadas.
Art. 29 – Nas áreas com declividade igual ou superior a 30% (trinta por cento), não
se permite parcelamento e edificação, devendo sua abrangência ser assinalada na
planta do projeto de loteamento com a expressão “Área Inedificável”, indicada por
ocasião do fornecimento das diretrizes.
Art. 30 – Não se permite, ainda, em áreas de quaisquer das seguintes modalidades,
o parcelamento do solo:
I – alagadiço ou sujeito a inundações, antes de serem tomadas providências que
assegurem o escoamento das águas;
II – que tenha sido aterrado com material nocivo à saúde pública, sem prévio
saneamento;
III – em que seja tecnicamente comprovado que as condições geológicas não
aconselham a edificação;
IV – contíguo a mananciais, cursos d'água, represas e demais recursos hídricos,
sem a prévia manifestação dos órgãos competentes;
V – situado em zona de proteção ambiental;
VI – em que a poluição impeça a existência de condições sanitárias suportáveis,
até a correção do problema.
Art. 31 – A percentagem de áreas da gleba a ser passada para o domínio público é
de, no mínimo, 35% (trinta e cinco por cento) do total a ser parcelado.
§ 1º – Do percentual de que trata este artigo serão destinados, no mínimo:
I – 7% (sete por cento) para espaços livres de uso público;
II – 3% (três por cento) para implantação de equipamentos comunitários ou de
uso institucional.
§ 2º – Nos loteamentos destinados a uso industrial, a área a ser transferida ao
domínio do Município, além da destinada a vias de circulação, será de pelo menos
3% (três por cento) da área da gleba, destinada a uso institucional.
§ 3º – Os espaços livres de uso público e as áreas de uso institucional deverão
ter acesso por via oficial de circulação com 12 m (doze metros) de largura, no
mínimo.
§ 4º – As áreas para equipamentos comunitários ou de uso institucional deverão
respeitar as seguintes condições:
I – 50% (cinqüenta por cento) da área deverão ser em terreno único, com
declividade inferior a 15% (quinze por cento);
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II – nos 50% (cinqüenta por cento) restantes, não serão computadas as


esquinas de terrenos em que não possa ser inscrito um círculo de 20 m (vinte
metros) de diâmetro e as áreas classificadas como de proteção ambiental.
§ 5º – Os canteiros associados a vias de circulação com largura inferior a 2,50 m
(dois metros e cinqüenta centímetros) e os dispositivos de conexão viária com área
inferior a 30 m² (trinta metros quadrados) serão computados como parte da rede
viária e não como áreas livres.
Art. 32 – As exigências referentes a áreas livres de uso público e a áreas de uso
institucional aplicam-se aos desmembramentos e desdobros, quando estes tiverem
por finalidade abrigar empreendimentos imobiliários, para fins residenciais ou mistos,
gerando aumento de densidade populacional não previsto nos parâmetros iniciais do
loteamento.
Art. 33 – No cálculo da área pública mínima de 35% (trinta e cinco por cento) da
gleba, como previsto no artigo 31 desta Lei, serão observados os seguintes critérios:
I – descontam-se da área da gleba sobre a qual incidem os percentuais as áreas
aludidas no artigo 29 desta Lei;
II – na hipótese de municipalização pelo empreendedor das áreas aludidas no
artigo 31, aplica-se o mesmo critério dos incisos I e II do parágrafo 4º do artigo 31.

CAPÍTULO II
DAS QUADRAS E DOS LOTES
Art. 34 – Os lotes terão dimensões mínimas, permitidas nos loteamentos,
desmembramentos e fracionamentos, de 125 m² (cento e vinte e cinco metros
quadrados) e máxima de 5.000 m² (cinco mil metro quadrados), frente mínima de 5
(cinco) metros, e relação entre profundidade e testada não superior a 5 (cinco)
metros; salvo quando legislação estadual ou federal determinar maiores exigências,
ou quando o loteamento se destinar a urbanização específica ou edificação de
conjuntos habitacionais de interesse social, previamente aprovados pelos órgãos
públicos competentes.
Art. 35 – A maior dimensão das quadras não poderá ser superior a 250 m (duzentos
e cinqüenta metros), exceto nas quadras com lotes maiores de 15.000 m² (quinze
mil metros quadrados), lindeiras a rios, nas rodovias, vias expressas e outras
barreiras, onde o limite máximo será de 500 m (quinhentos metros).
Parágrafo único. Para atender ao disposto neste artigo, poderão ser abertas
vias especiais, desde que atendidas as necessidades do sistema viário.
Art. 36 – Respeitadas as dimensões mínimas estabelecidas para os lotes, serão
ainda observados os seguintes critérios para a determinação das dimensões
mínimas exigíveis para aprovação de projetos de parcelamento do solo para fins
urbanos:
I – a profundidade mínima admissível é de 15 m (quinze metros) em terrenos
cuja declividade média seja no máximo 5% (cinco por cento), medida no sentido do
comprimento do lote, e, a partir desse valor, para cada ponto percentual verificado
na declividade do terreno deve-se adicionar 1,50 m (um metro e cinqüenta
centímetros) à profundidade mínima estabelecida;
II – a largura mínima admissível é de 5 m (cinco metros) em terrenos cuja
declividade média seja inferior a 10% (dez por cento), verificada no sentido da
largura, e, no intervalo entre 10% (dez por cento) e 20% (vinte por cento), para cada
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ponto percentual verificado na inclinação do terreno, deve-se adicionar 0,50 m


(cinqüenta centímetros) à largura mínima estabelecida.
III – nos parcelamentos realizados ao longo de águas correntes ou dormentes, é
obrigatória a reserva, em cada lado, a partir da margem, de faixa "non aedificandi",
com largura mínima de 15,00 m (quinze metros) e máxima de 30,00 m (trinta
metros), estabelecida com fundamento em parecer técnico;
IV – o plano de arruamento deve ser elaborado considerando as condições
topográficas locais e observando as diretrizes do sistema viário e a condição mais
favorável à insolação dos lotes;
V – as vias previstas no plano de arruamento do loteamento devem ser
articuladas com as vias adjacentes oficiais, existentes ou projetadas, e
harmonizadas com a topografia local.
§ 1º – Os lotes a serem aprovados em regiões, predominantemente
desocupadas, de proteção ambiental e preservação do patrimônio histórico, cultural,
arqueológico ou paisagístico ou em que haja risco geológico, nas quais a ocupação
é permitida mediante condições especiais, devem ter área mínima de 10.000 m²
(dez mil metros quadrados).
§ 2º – Os lotes a serem aprovados em regiões, predominantemente ocupadas,
de proteção ambiental, histórica, cultural, arqueológica ou paisagística ou em que
existam condições topográficas ou geológicas desfavoráveis, onde devem ser
mantidos baixos índices de densidade demográfica, devem ter área mínima de 1.000
m² (um mil metros quadrados).
§ 3º – Os lotes lindeiros às vias arteriais e de ligação regional devem ter área
mínima de 2.000 m² (dois mil metros quadrados).
§ 4º – São admitidos lotes com área superior a 5.000 m² (cinco mil metros
quadrados), observados os critérios estabelecidos para o parcelamento vinculado.
§ 5º – São admitidos lados de quarteirões com extensão superior à prevista no
artigo 35, nos casos em que a natureza do empreendimento demande grandes
áreas contínuas e desde que suas vias circundantes se articulem com as
adjacentes, observados os critérios estabelecidos para o parcelamento vinculado.
§ 6º – Além das previstas no "caput", devem ser respeitadas as seguintes
condições:
I – os lotes devem confrontar-se com via pública, vedada a frente exclusiva para
vias de pedestres, exceto nos casos de loteamentos ocorridos em regiões nas quais
há interesse público em ordenar a ocupação, por meio de urbanização e
regularização fundiária, ou em implantar ou complementar programas habitacionais
de interesse social, e que se sujeitam a critérios especiais de parcelamento,
ocupação e uso do solo;
II – nos parcelamentos realizados ao longo das faixas de domínio público de
rodovias, ferrovias e dutos, deve-se observar a reserva de faixa "non aedificandi" de
15,00 m (quinze metros) de largura de cada lado das faixas de domínio;
III – nos projetos de parcelamento realizados ao longo de águas canalizadas, é
obrigatória a reserva, em cada lado, a partir de sua margem, de faixa de segurança
"non aedificandi", cujas dimensões serão estabelecidas pelo Executivo, até o
máximo de 15,00 m (quinze metros) de largura.
Art. 37 – Estão sujeitos a laudo de liberação para parcelamento expedido pela
Secretaria Municipal de Meio Ambiente os parcelamentos em áreas iguais ou
superiores a 10.000 m² (dez mil metros quadrados) ou que apresentem presença de
cursos d'água, nascentes ou vegetação arbórea.

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Art. 38 – Não é permitida a aprovação de lotes isolados, a não ser que situados em
quarteirões delimitados, por, pelo menos, 3 (três) vias públicas aprovadas ou
pavimentadas.
Parágrafo único. Não se aplica o disposto no "caput" aos terrenos lindeiros às
rodovias federais e às estaduais, e outras vias excepcionadas pelo Conselho
Municipal de Planejamento Urbano.
Art. 39 – O Município não assumirá responsabilidade por diferenças acaso
verificadas nas dimensões e áreas dos lotes.
Art. 40 – Quando não for possível dar escoamento por gravidade, através de
passagem em vias públicas, às águas pluviais ou àquelas das redes de coleta de
esgoto sanitário, os lotes situados a jusante deverão ser gravados de servidão
pública de passagem para equipamentos urbanos que sirvam aos lotes situados a
montante.
Art. 41 – Os talvegues deverão ser percorridos por via de circulação para passagem
de coletores, exceto quando houver uma solução técnica viável apresentada pelo
empreendedor e aceita pelo Conselho Municipal de Planejamento Urbano e pela
Secretaria de Obras.

CAPÍTULO III
DA REDE VIÁRIA

Art. 42 – As vias dos loteamentos obedecerão à hierarquia definidas pelas diretrizes


expedidas pelo Poder Público.
Art. 43 – Qualquer gleba objeto de parcelamento para fins urbanos deverá ter
acesso por vias públicas, conectando-a a rede viária urbana, conforme o sistema
viário.
Parágrafo único. Os ônus das obras necessárias para construção ou
alargamento da via de acesso referidas no “caput” deste artigo recairão sobre o
parcelador interessado ou sobre o Poder Público, caso haja possibilidade de uso do
critério de compensação previsto no artigo 8º, inciso IV, desta Lei.
Art. 44 – As vias de circulação de qualquer loteamento deverão:
I – garantir a continuidade do traçado das vias existentes nas adjacências da
gleba, conforme diretrizes expedidas pelo Poder Público;
II – garantir que o percurso entre a testada de qualquer lote e uma via com
quatro ou mais faixas de rolamento, medido pelo eixo das vias de acesso ao lote,
não seja superior a 700,00 m (setecentos metros);
§ 1º – Às vias locais, a critério da Secretaria de Obras, poderão ser aplicados os
procedimentos previstos no artigo 45.
§ 2º – As vias coletoras devem apresentar entre si uma distância nunca superior
a 350,00 m (trezentos e cinqüenta metros).
Art. 45 – Admite-se normalmente a implantação de bolsão de retorno (“cul-del-sac”),
que deverá ter acesso por via de no máximo 100,00 m (cem metros) de
comprimento, largura mínima de 15,00 m (quinze metros) e praça de retorno com
diâmetro maior ou igual a 30,00 m (trinta metros).
Art. 46 – Ao expedir as diretrizes, o Poder Público indicará a seção transversal e
outros requisitos para as vias que, por Lei Municipal, devam integrar a rede viária
principal da cidade.

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Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

Art. 47 – A seção transversal das vias e avenidas será sempre horizontal, com
inclinação de 2% (dois por cento), e côncava, observado o seguinte:
I – a declividade mínima das ruas e avenidas será de 0,5% (meio por cento) e
deverão ser providas de captação de águas pluviais a cada 50,00 m (cinqüenta
metros);
II – a declividade máxima é 10% (dez por cento), mas em trechos inferiores a
100,00 m (cem metros), devido à topografia, admite-se a declividade 14% (quatorze
por cento);
III – as quebras de gradiente, quando não for possível situá-las nas esquinas,
devem ser suavizadas por curvas parabólicas;
IV – nas intersecções de ruas, os perfis longitudinais axiais não deixarão de
concordar com o perfil longitudinal da rua, principalmente nos cruzamentos oblíquos;
V – as ruas e avenidas devem ter arborização nas duas faces e uma árvore para
cada lote ou no mínimo a cada 12,00 m (doze metros).
Art. 48 – Nas interseções múltiplas ou complexas, assim definidas na Lei do
Sistema Viário, deverão ser previstas soluções urbanísticas, com acesso alternativo
para os lotes voltados a elas, e o estacionamento e o acesso serão restringidos
nestes casos.
Art. 49 – Os passeios das vias classificadas como locais poderão ter faixa
ajardinada de 1,20 m (um metro e vinte centímetros) e declividade transversal de 3%
(três por cento).
Parágrafo único. Os passeios das vias terão largura mínima de 3,00 m (três
metros) e pavimentação contínua e antiderrapante, garantindo a continuidade do
traçado e largura pavimentada mínima de 1,50 m (um metro e cinqüenta
centímetros).
Art. 50 – As servidões de passagem que porventura gravem terrenos a parcelar
deverão ser consolidadas pelas novas vias públicas.
Art. 51 – No meio-fio junto às esquinas devem-se construir rampas de acesso para
pessoas portadoras de deficiência.

CAPÍTULO IV
DA INFRA-ESTRUTURA

Art. 52 – São de responsabilidade do loteador a execução e o custeio das obras e


as instalações de:
I – demarcação dos lotes, das vias, dos terrenos a serem transferidos ao
domínio do Município e das áreas não edificáveis;
II – abertura das vias de circulação e respectiva terraplanagem;
III – rede de drenagem superficial e profunda de água pluvial e suas conexões
com o sistema existente, inclusive do terreno a parcelar;
IV – rede de distribuição de água potável e de saneamento básico;
V – rede de distribuição compacta de energia elétrica com iluminação pública;
VI – pavimentação asfáltica e meio-fio com sarjeta;
VII – passeios e muretas;
VIII – arborização das vias de circulação e ajardinamento dos espaços livres de
uso público e replantio nos fundos de vale.

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Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

§ 1º – Para garantia de prevenção de erosão e de inundações, o Poder Público


exigirá dispositivos de dissipação de energia, armazenamento por retenção e poços
de infiltração de águas pluviais.
§ 2º – Deverá ser executada rampa para cadeirantes com uma dimensão
variável de 1,20 m (um metro e vinte centímetros) a 1,50 m (um metro e cinqüenta
centímetros) a ser implantada a partir do desenvolvimento de curva.
Art. 53 – Nos loteamentos destinados a programas de urbanização de favelas ou
assentamentos de interesse social, por iniciativa do Poder Público e anuência do
Conselho Municipal de Planejamento Urbano, observados os termos do artigo 8º
desta Lei, admitem-se, concomitantemente, a ocupação e a construção das
seguintes obras de infraestrutura:
I – abertura das vias;
II – demarcação dos lotes;
III – rede de água potável;
IV – rede compacta de energia elétrica e iluminação pública;
V – saneamento básico;
VI – cascalho compacto com espessura mínima de 0,10 m (dez centímetros).
§ 1º – Os lotes resultantes do parcelamento deverão ter frente mínima de 5 m
(cinco metros), área mínima de 125 m² (cento e vinte e cinco metros quadrados) em
terrenos com declividade máxima de 15% (quinze por cento).
§ 2º – Áreas destinadas a uso institucional serão no mínimo de 3% (três por
cento) e as áreas de espaço livre de uso público, de 7% (sete por cento).
§ 3º – As obras complementares exigidas no artigo anterior serão executadas
pelo Poder Público no prazo máximo de 5 (cinco) anos, a contar do início da
ocupação.
Art. 54 – Os taludes resultantes de movimentos de terra deverão obedecer aos
seguintes requisitos mínimos:
I – declividade ideal, determinada para cada tipo de solo para taludes em aterro;
II – interrupção por bermas dos taludes com altura superior a 3 m (três metros);
III – revestimento apropriado para retenção do solo, preferivelmente formado por
vegetação, podendo este ser dispensado, a critério do Poder Público;
IV – canaletas de drenagem na crista, na saia e nas bermas, para taludes com
altura superior a 3 m (três metros).
Parágrafo único. Os taludes poderão ser substituídos por muros de arrimo ou
proteção, a expensas do loteador e mediante autorização do Poder Público.
Art. 55 – Em nenhum caso os movimentos de terra e as obras de arruamento ou
instalação de infra-estrutura poderão prejudicar o escoamento das águas nas
respectivas bacias hidrográficas.

CAPÍTULO V
DOS NÚCLEOS RESIDENCIAIS DE RECREIO

Art. 56 – É admitida a implantação de núcleos residenciais de recreio de baixa


densidade em zonas de expansão urbana, com o parcelamento de glebas
destinadas à formação de chácaras.

234
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

Art. 57 – Os parcelamentos do solo para formação de núcleos residenciais de


recreio devem atender ao disposto na Lei 6.766/79, nas Leis vigentes para
loteamento, na regulamentação definida nesta Lei, e ao seguinte:
I – serão exigidos do loteador os mesmos serviços de infra-estrutura exigidos
para o loteamento urbano;
II – deverão adequar-se ao estabelecido nas diretrizes viárias, não
interrompendo a continuidade de vias nas categorias diversas;
III – os serviços de infra-estrutura são de responsabilidade do loteador, devendo
ser caucionados os serviços de rede de água potável, rede compacta de energia
elétrica, galerias pluviais e moledo de espessura de 0,20 m (vinte centímetros)
revestimento primário;
IV – deverá constar nos contratos de compra e venda que os serviços de
iluminação pública, meio-fio com sarjeta, saneamento básico, mureta e passeio,
arborização e pavimentação asfáltica serão de responsabilidade dos adquirentes;
V – a área mínima das chácaras será de 2.500 m² (dois mil e quinhentos metros
quadrados), não podendo estas sofrer qualquer tipo de fracionamento que resulte
em área inferior à citada;
VI – a profundidade mínima admissível é de 60 m (sessenta metros), com
declividade média de no máximo 15%, medida no comprimento do lote, e a partir
deste valor para cada ponto percentual verificado na declividade do terreno deve-se
adicionar 6,50 m (seis metros e cinqüenta centímetros) à profundidade mínima
estabelecida;
VII – a largura mínima admissível é de 25,00 m (vinte e cinco metros) em
terrenos cuja declividade média seja inferior a 10% (dez por cento), verificada no
sentido da largura, e no intervalo de 10% (dez por cento) e 29% (vinte e nove por
cento) para todo percentual verificado na inclinação do terreno deve-se adicionar
0,50 m (cinqüenta centímetros) à largura mínima estabelecida;
VIII – traçado um raio de 3.000 m (três mil metros) centrado na gleba a lotear,
nele deverá constar a existência de escola de 1º grau em atividade com capacidade
técnica instalada de modo a absorver aumento de demanda na ordem de 20% da
ocupação projetada do novo empreendimento;
IX – a pedido do loteador, poderá o parcelamento ser liberado para construção
quando concluídos pelo menos os serviços de rede de água potável, rede compacta
de energia elétrica, galerias pluviais e moledamento;
X – sobre cada unidade de chácaras serão admitidas no máximo duas
edificações (residência e casa do caseiro ou residência e barracão).
§ 1º – Havendo interesse na mudança de destinação do uso do solo, no
parcelamento de que trata este artigo, deverão primeiramente estar concluídos todos
os serviços de infra-estrutura constantes nos contratos de compra e venda.
§ 2º – O uso do solo deverá respeitar as normas das zonas residenciais, em
especial as de baixa densidade.

CAPÍTULO VI
DOS LOTEAMENTOS FECHADOS

Art. 58 – É admitida a implantação de loteamentos com circulação fechada ou


limitada ao público em geral, podendo o Poder Público, para isso, conceder direito
235
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

real de uso de logradouros públicos, desde que atendidas as disposições legais


vigentes e as seguintes condições:
I – o loteador deverá encaminhar pedido de consulta, indicando a gleba, sua
intenção e declarando estar ciente de que o loteamento deverá obedecer aos
mesmos requisitos estabelecidos nesta Lei para parcelamentos;
II – o loteamento deve localizar-se no Perímetro Urbano, na Zona de Expansão
Urbana ou em Zonas Especiais, com área de declividade inferior a 30% (trinta por
cento), observados os pareceres dos órgãos ambientais;
III – a área passível de fechamento, com controle de acessos, deve atender aos
seguintes requisitos:
a) adequar-se ao estabelecido na Lei do Sistema Viário e não interromper a
continuidade de vias arteriais e coletoras;
b) poder ser inscrita num círculo de 600 m (seiscentos metros) de diâmetro,
excetuando-se os casos de local confinado por acidentes geográficos de difícil
transposição por vias que ligam áreas vizinhas;
c) existir, ao longo de todo o perímetro fechado, externamente à cerca, uma via
pública com 15 m (quinze metros) de largura, no mínimo, com espaço livre de recuo
com largura de 5 m (cinco metros), medidos a partir do alinhamento predial, que
será computado como área pública não edificável, excetuando-se os casos de locais
confinados por acidentes geográficos;
d) existirem nos pontos de controle praças externas para acesso de veículos,
com área totalizando 1% (um por cento) da área da gleba, computável na área de
praça e devendo conter um círculo mínimo de 15 m (quinze metros) de diâmetro;
e) as áreas destinadas a equipamentos comunitários públicos ou de uso
institucional, bem como as de preservação ambiental e de fundo de vale não serão
objeto da concessão de uso por parte do Poder Público, devendo estas localizar-se
externamente;
f) os espaços livres de uso público serão acrescidos em 5% (cinco por cento)
sobre o disposto no artigo 31 desta Lei;
g) quando a gleba estiver contígua a loteamento que não passou pelo processo
de concessão de uso de áreas públicas, a área a ser fechada deve observar o
disposto nesta Lei quanto ao comprimento das quadras;
h) as áreas destinadas a uso institucional deverão ser externas ao loteamento e
respeitar o percentual de 3% conforme art. 30.
IV – a entidade concessionária deve ser uma sociedade civil, devidamente
regularizada, ainda que na forma de condomínio, constituída pelos proprietários dos
lotes servidos pelas vias e áreas públicas objeto da concessão;
V – a concessionária deve-se comprometer a custear, executar e manter as
redes de infra-estrutura obrigatórias para loteamentos, e mais:
a) sistema de coleta de esgoto, até o ponto de ligação com a rede pública;
b) sistemas autônomos de captação e tratamento de água potável e de
tratamento de esgoto, em caso de inexistência de redes públicas nas proximidades
do loteamento, respeitada a legislação em vigor;
c) manutenção e limpeza das vias e outras áreas públicas objeto da concessão;
d) coleta de resíduos sólidos e guarda em compartimento fechado, segundo as
normas e nos locais indicados pelo Poder Público para entrega ao serviço de
limpeza pública;
VI – do instrumento de concessão de uso (Escritura Pública de Concessão de
Direito Real de Uso de Área), que será emitido por ocasião da aceitação do
loteamento, deverão constar todos os encargos da concessionária relativos à
236
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

destinação, ao uso, à ocupação, à conservação e à manutenção dos bens públicos


objetos da concessão, bem como as penalidades em caso de seu descumprimento.
Art. 59 – Implicarão a automática extinção da concessão, revertendo a área
concedida à disponibilidade do Município e incorporando-se ao seu patrimônio todas
as benfeitorias nela construídas, ainda que necessárias, independentemente de
qualquer pagamento ou indenização, seja a que título for, se houver:
I - a extinção ou dissolução da entidade concessionária;
II - a alteração de destinação;
III - o uso de qualquer bem concedido;
IV - o descumprimento das condições fixadas nesta lei.

CAPÍTULO VII
DA ACEITAÇÃO

Art. 60 – Após a conclusão das obras de infra-estrutura urbana determinadas no ato


de aprovação do loteamento, o Poder Público procederá, mediante decreto, à
aceitação definitiva do empreendimento, oficializando as vias e os respectivos
zoneamentos.
Parágrafo único. O decreto de aceitação poderá ser revogado em razão de
Ordem Judicial ou Processo Administrativo, caso sejam comprovadas
irregularidades que venham a trazer prejuízo aos cofres públicos.
Art. 61 – A aceitação poderá, a critério do Poder Público, ser feita em etapas, desde
que em cada uma destas a totalidade das obras esteja concluída.
Art. 62 – Para efeito desta Lei, após 24 (vinte e quatro) meses, a contar da data do
registro do loteamento, o Poder Público procederá à individualização do Imposto
Predial e Territorial Urbano com base na certidão do Cartório de Registro de
Imóveis, devendo ser lançadas as demais taxas de serviços públicos.
Art. 63 – Para obtenção da aceitação do loteamento, o loteador, mediante
requerimento próprio, deverá solicitar ao Poder Público que seja realizada a vistoria
final, juntando os seguintes documentos:
I – escritura pública de transferência da rede de abastecimento de água potável
e da rede de esgotos sanitários, devidamente registrada no Cartório de Títulos e
Documentos;
II – laudo técnico de aceitação da pavimentação asfáltica emitido pelo órgão
técnico responsável pela fiscalização do serviço;
III – comprovante de registro do loteamento;
IV – carta de aceitação da rede de energia elétrica e do sistema de iluminação
pública, emitida pela concessionária deste serviço público ou documento
equivalente;
V – guia comprovando o recolhimento à AMA, de importância relativa à
aquisição de mudas de árvores e dos custos referentes ao plantio ou documento
atestando estarem estas devidamente plantadas e sadias;
VI – certidão declaratória de atendimento às exigências dos órgãos ambientais;
VII – demais documentos exigíveis por decorrência de obras e serviços
especiais.

237
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

Art. 64 – Constatada a regularidade da documentação e das obras pela vistoria final,


o Poder Público, no prazo máximo de 30 (trinta) dias, publicará o decreto de
aceitação.

CAPÍTULO VIII
DAS RESPONSABILIDADES TÉCNICAS

Art. 65 – Para os fins desta Lei, somente profissionais legalmente habilitados e


devidamente inscritos no Cadastro Municipal de Contribuintes poderão assinar,
como responsáveis técnicos, projetos, memoriais, orçamentos, planilhas de cálculo
ou quaisquer outros documentos submetidos à apreciação do Poder Público.
§ 1º – São considerados profissionais legalmente habilitados aqueles que
estejam inscritos no Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e
Agronomia/Paraná - CREA-PR -, conforme suas atribuições profissionais.
§ 2º – A responsabilidade civil pelos serviços de projetos, cálculos, topografia,
memoriais e especificações cabe aos seus autores e responsáveis técnicos e, pela
execução das obras, aos profissionais ou empresas que as construírem.

CAPÍTULO IX
DAS INFRAÇÕES E SANÇÕES
Art. 66 – A infração a qualquer dispositivo desta Lei acarretará, sem prejuízo das
medidas de natureza civil previstas na Lei Federal nº 6.766/79, a aplicação das
seguintes sanções:
I – embargo, que determina a paralisação imediata de uma obra de
parcelamento;
II – interdição, que determina a proibição do uso e da ocupação de parte ou da
totalidade da área objeto do parcelamento, quando for constatada a irreversibilidade
iminente da ocupação;
III – multa, na forma de penalidade pecuniária, graduável de acordo com a
gravidade da infração, conforme estipula o Código de Posturas do Município;
IV – simples advertência, quando a infração for de pequena gravidade e puder
ser corrigida de imediato.
§ 1º – A aplicação e o pagamento da multa não eximem o infrator da intervenção
da interdição ou da cassação do alvará de licença para parcelamento.
§ 2º – O embargo, a intervenção ou a interdição serão comunicados ao
interessado mediante notificação oficial do Poder Público.
Art. 67 – Para os efeitos desta Lei, são aplicáveis as sanções impostas no Título III
da Lei de Zoneamento de Uso e Ocupação do Solo, bem como as demais
obrigações ali contidas.

238
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

Título IV
Das demais disposições

CAPÍTULO I
DAS CONSIDERAÇÕES GERAIS

Art. 68 – Quando de interesse coletivo para melhor adequação do parcelamento às


necessidades de uma região ou para atendimento do sistema viário de interesse não
exclusivamente local que resulte na necessidade de áreas maiores que 35% (trinta e
cinco por cento), poderá o Poder Público compensar esse acréscimo de área com os
seguintes dispositivos:
I – permissão de produção de lotes com dimensões reduzidas à metade dos
mínimos previstos na Lei do Uso e Ocupação do Solo, na zona, na proporção do
dobro da área excedida;
II – aumento do coeficiente de aproveitamento previsto na Lei de Uso e
Ocupação do Solo, à razão de duas vezes a área excedida e apenas nas quadras
voltadas para as vias arteriais ou coletoras, assim definidas na Lei do Sistema
Viário;
III – participação do Poder Público na execução das obras de infra-estrutura no
valor máximo da área excedida.
§ 1º – Não será admitida a aplicação simultânea dos benefícios previstos neste
artigo, devendo necessariamente resultar a aplicação parcial de um inciso na
redução do estabelecido por outro, proporcionalmente.
§ 2º – Para o cálculo do valor referido no inciso III deste artigo, será feita
avaliação com base nos valores venais, obtidos na planta de valores na região mais
próxima ao parcelamento.
§ 3º – Na aplicação do inciso I deste artigo, deverá ser observada a zona onde
se prevê a construção de casas geminadas na Lei de Uso e Ocupação do Solo.
Art. 69 – Nas áreas destinadas ao uso industrial virtualmente sem risco ambiental,
quando o loteador transferir ao Poder Público, área para instalação de indústrias de
no mínimo 15% (quinze por cento) da gleba, voltada para via existente e com baixa
declividade, a título de compensação, o Poder Público poderá aprovar em até 65%
(sessenta e cinco por cento) da gleba na porção de maior declividade, loteamentos
para fins residenciais por este estipuladas, considerando, para efeito de aplicação do
artigo anterior, o percentual básico igual a 31% (trinta e um por cento) da área
destinada ao uso residencial.
Art. 70 – É passível de compensação, nos termos estabelecidos no artigo 67 desta
Lei, em área proporcional ao valor atribuído à edificação existente na gleba, quando
de interesse do Município, a sua manutenção ou preservação e, portanto,
transferência ao patrimônio público, sem ônus, pelo loteador.
Art. 71 – Se for constatado, ainda na fase de análise de viabilidade para
implantação, que o novo empreendimento não gera demanda de novos
equipamentos públicos e comunitários, em todo ou em parte, permite-se ao Poder
Público a transferência proporcional do percentual estabelecido no inciso II do artigo
31 desta Lei, da seguinte forma:
I – metade como integrante do sistema viário;
II – metade acrescida aos espaços livres de uso público.

239
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

Art. 72 – Loteamentos em “cluster” serão objeto de processo especial, devendo as


áreas estar situadas em zonas especiais, assim definidas na Lei de Uso e Ocupação
do Solo.
Art. 73 – É de caráter obrigatório ao Poder Público tornar pública, mediante
publicação escrita, divulgação por radiodifusão e comunicação ao Ministério Público,
a existência de parcelamentos irregulares perante esta Lei.
Art. 74 – Nas áreas destinadas à formação de fundos de vale, conforme definição
nos termos estabelecidos no artigo 29 desta Lei, quando a declividade for igual ou
inferior a 20% (vinte por cento) e desde que não alagadas, admite-se sua utilização,
compensando-se 50% (cinqüenta por cento) da exigência contida no inciso I do
artigo 31 desta Lei.
Art. 75 – A faixa de domínio das rodovias determina o alinhamento do imóvel com o
logradouro.

CAPÍTULO II
DAS DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS

Art. 76 – É aplicável em complemento a esta Lei, no que couber, as disposições da


Lei de Zoneamento de Uso e Ocupação do Solo.
Art. 77 – Os casos omissos nesta Lei serão encaminhados para exame e
pronunciamento do Conselho Municipal de Planejamento Urbano.
Art. 78 – Os processos de parcelamento do solo cujo protocolo do requerimento de
aprovação do projeto seja anterior à vigência desta Lei serão analisados e
aprovados observando-se as normas da Lei anterior.
Parágrafo único. O alvará de licença que estiver dentro do prazo de validade
de execução e expedido conforme lei anterior terá sua validade garantida, mas não
poderá ser renovado, salvo se o loteamento estiver registrado.

CAPÍTULO III
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS

Art. 79 – Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as


disposições em contrário.

Quatiguá, 02 de dezembro de 2011.

________________________
Efraim Bueno de Moraes
Prefeito Municipal

240
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

7.4 - LEI DO SISTEMA VIÁRIO.

241
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

PREFEITURA MUNICIPAL DE QUATIGUÁ


LEI Nº 1.729/2011

Súmula: Institui a Lei do Sistema Viário do


Município de Quatiguá, e dá outras
providências.

A CÂMARA MUNICIPAL DE QUATIGUÁ APROVOU E EU,


PREFEITO DO MUNICÍPIO, SANCIONO A SEGUINTE LEI:

Título I
Das Disposições Preliminares

Art. 1º – Esta lei estabelece os critérios para a definição e hierarquização do sistema


viário do Município de Quatiguá.

CAPÍTULO I
DAS DEFINIÇÕES

Art. 2º – Para efeito da presente lei, ficam definidos os seguintes termos:


I – acesso: interligação física, instalada para possibilitar o trânsito de veículos ou
de pedestres entre a via pública e o lote ou entre equipamentos de travessia e
circulação de pedestres ou entre vias de circulação de veículos;
II – alinhamento: linha divisória entre o lote e a via pública;
III – aproximação: linha de chegada no cruzamento ou na interseção;
IV – bolsão de retorno: via local sem saída com praça de retorno na extremidade;
V – canteiro: dispositivo físico instalado entre duas vias paralelas ou
convergentes;
VI – ciclofaixa: faixa de rolamento destinada ao uso exclusivo de ciclistas;
VII – ciclovia: via pública destinada ao uso exclusivo de ciclistas;
VIII – corredores: seqüência de vias que permite continuidade de tráfego;
IX – eixo da via: linha que divide em simetria a faixa de domínio;
X – faixa de domínio: área de terreno destinada, pelo Poder Público, a implantar
e manter vias e equipamentos, definida entre alinhamentos prediais;
XI – faixa de rolamento: porção da pista destinada à circulação de uma corrente
de tráfego de veículos identificada através de pintura no pavimento, medindo no
mínimo entre 2,50 m (dois metros e cinqüenta centímetros) a 3,50 m (três metros e
cinqüenta centímetros) de largura;
XII – hierarquia funcional: define a função predominante de diferentes vias,
visando a tornar compatível o tipo de tráfego que as vias atendem, exclusiva ou
prioritariamente, com os dispositivos de controle de trânsito, com as características
físicas das vias (traçado, seção, pavimentação) e com os padrões de uso e
ocupação do solo, em suas imediações;
XIII – interseção: encontro entre duas ou mais vias de circulação;
XIV – interseções múltiplas ou complexas: cruzamento de vias que apresentam
mais de três aproximações e cujas funções e padrões físicos caracterizem, pelo
menos, uma delas como principal;
242
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

XV – miolo de quadra: área localizada no centro de quadra e com potencial de


ocupação;
XVI – modo: tecnologia de transportes;
XVII – passarela: via constituída por elemento construtivo aéreo ou subterrâneo,
destinada ao deslocamento exclusivo de pedestres e ciclistas, no sentido transversal
à via de circulação de veículos;
XVIII – passeio: porção da faixa de domínio destinada ao trânsito de pedestres,
construída acima do nível do pavimento;
XIX – pista: superfície contínua da via destinada à circulação e ao
estacionamento de veículos;
XX – sentido de tráfego: mão de direção na circulação de veículos;
XXI – sistema estrutural viário: conjunto de vias principais, bem como as
interseções múltiplas ou complexas, resultantes do cruzamento de vias;
XXII – tráfego: movimentação, trânsito de veículos e pedestres;
XXIII – vias locais: via pública não estrutural destinada apenas ao acesso aos
lotes lindeiros;
XXIV – vias marginais: via auxiliar de uma via principal, adjacente, geralmente
paralela, que permite acesso aos lotes lindeiros e possibilita a limitação de acesso à
via principal;
XXV – vias principais: vias que permitem o atendimento à atividade de
deslocamento entre quaisquer pontos dentro da área urbana;
XXVI – vielas: espaço destinado à circulação de pedestres e ciclistas,
interligando duas vias.

CAPÍTULO II
DA COMPOSIÇÃO DA REDE VIÁRIA E SUAS FUNÇÕES

Art. 3º – As vias componentes do sistema viário são assim classificadas:


I - vias principais;
II - vias coletoras;
III - vias locais;
IV - vias para pedestres ou passeio;
V – ciclovias;
VI – vias rurais.
§ 1º – Vias principais são as que promovem a distribuição geral do trânsito e a
interligação das principais áreas urbanas.
§ 2º – Vias coletoras são as que ligam um ou mais bairros entre si e coletam ou
distribuem o fluxo do trânsito a partir das vias arteriais e estruturais.
§ 3º – Via local é aquela de distribuição do tráfego internamente ao bairro e se
liga quase sempre a uma via coletora ou principal.
§ 4º – Vias para pedestres são aquelas de passagem para transeuntes.
§ 5º – Ciclovia é a via pública destinada ao uso exclusivo de ciclistas.
§ 6º - Vias rurais são aquelas que promovem a distribuição do trânsito e a
interligação de todas as áreas rurais do município bem como a ligação interna com
os municípios circunvizinhos.

Art. 4º – A estruturação viária depende das faixas carroçáveis, dos espaços de


estacionamento e da sinalização existente dos obstáculos ao livre movimento de
coisas ou pessoas, ou seja, é função da parte dinâmica e estática dos componentes
da circulação.
243
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

CAPÍTULO III
DA CARACTERIZAÇÃO DOS COMPONENTES DO SISTEMA VIÁRIO

Art. 5º – Os componentes do sistema viário têm as seguintes características:


I – vias arteriais: faixa de domínio de 25,00 m (vinte e cinco metros) a 34,00 m
(trinta e quatro metros), sendo seu perfil formado por passeio, faixa de
estacionamento, faixas de rolamento e canteiro central, em cada sentido de tráfego,
com rampa máxima de 10%;
II – vias coletoras: faixa de domínio de 20,00 m (vinte metros) a 24,00 m (vinte e
quatro metros), sendo seu perfil formado por passeio, faixa de estacionamento e
faixas de rolamento, para cada sentido de tráfego, podendo ser dotadas de canteiro
central com rampa de 10% (dez por cento);
III – vias principais: faixa de domínio de 12,00 m (doze metros) a 20,00 m (vinte
metros), sendo seu perfil formado por passeio, faixa de estacionamento, faixa de
rolamento em cada sentido e passeio, com inclinação máxima de 10% (dez por
cento);
IV – vias locais: faixa de domínio de 10,00 m (dez metros) a 15,00 m (quinze
metros), sendo seu perfil formado por passeio, faixa de estacionamento, faixa de
rolamento em cada sentido e passeio, com inclinação máxima de 10% (dez por
cento);
V – vias para pedestres: classificadas como passeios, com largura mínima de
3,00 m (três metros); vielas, com largura mínima de 5,00 m (cinco metros), e
calçadões;
VI – ciclovias: faixas de rolamento com 1,40 m (um metro e quarenta
centímetros) por sentido de tráfego.

CAPÍTULO IV
DAS DIRETRIZES DO SISTEMA VIÁRIO

Art. 6º – O Conselho Municipal de Planejamento Urbano de Quatiguá poderá


elaborar diretrizes ao sistema viário estrutural, composto pelos contornos
rodoviários, eixos estruturais, anel estrutural e vias arteriais, assim como pelas obras
complementares necessárias à sua adequação, implementação, implantação e
expansão futura.
Parágrafo Único - A requerimento da Secretaria de Obras, o Conselho
Municipal de Planejamento poderá autorizar o Poder Executivo a promover
alterações nos traçados ou alinhamento de vias.
Art. 7º – Nas confluências de vias é obrigatória a execução de rampa para pessoas
portadoras de deficiências, com largura de 1,20 m (um metro e vinte centímetros), a
contar do ponto de concordância do desenvolvimento de curva.
Art. 8º – As rotatórias e obras de arte deverão ser construídas com raio interno de
no mínimo 20,00 m (vinte metros) em todos os cruzamentos de vias estruturais com
arteriais, assim como nos cruzamentos de vias arteriais com arteriais.
§ 1º – Na construção de que trata este artigo deverá ser reservada área
suficiente para possibilitar a implantação de trevos, visando ao atendimento da
demanda futura de tráfego.
§ 2º – No caso de interseções entre rodovias e vias estruturais ou arteriais,
deverão ser construídos trevos.
244
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

CAPÍTULO V
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS

Art. 9º – São consideradas rodovias urbanas o antigo traçado da PR-092, que


recebe a denominação de Avenida Prefeito José Leonel da Silveira, no trecho entre
a Avenida Dr. João Pessoa e a Avenida Dona Antônia Mocelin Blanco.
Art. 10 – Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as
disposições em contrário.

Quatiguá, 02 de dezembro de 2011.

_______________________
Efraim Bueno de Moraes
Prefeito Municipal

245
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

7.6 - Lei do Código de Posturas

246
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

PREFEITURA MUNICIPAL DE QUATIGUÁ

LEI Nº 1.730/2011

Súmula: Institui o Código de Posturas do


Município de Quatiguá, e dá outras
providências.

A CÂMARA MUNICIPAL DE QUATIGUÁ APROVOU E EU,


PREFEITO DO MUNICÍPIO, SANCIONO A SEGUINTE LEI:

Título I
Das Disposições Preliminares

Art. 1º – Esta Lei, parte integrante do Plano Diretor, tem por finalidade:
§ 1º - Apresentar as medidas de políticas administrativas, estatuindo as relações
entre o Poder Público local e as pessoas físicas ou jurídicas;
§ 2º - Limitar e disciplinar o direito, interesse ou liberdade em razão de interesse
público, concernente à segurança, à higiene, à ordem, aos costumes, à disciplina da
produção do mercado e ao respeito à propriedade, aos direitos individuais ou
coletivos e ao exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou
autorização do poder público.
§ 3º - Estas normas serão aplicáveis sem prejuízo das exigências previstas em
leis especiais.
Art. 2º – A infração ao disposto nesta Lei implicará na aplicação de penalidades
conforme disposto no Artigo 121 deste Código.

Título II
Da higiene e utilização dos logradouros públicos

CAPÍTULO I
DA LIMPEZA E DRENAGEM

Art. 3º – Cabe ao Poder Público Municipal prestar, direta ou indiretamente, através


de concessão, os serviços de limpeza dos logradouros públicos e de coleta do lixo
domiciliar e comercial.
§ 1º – Para que o lixo seja coletado pelo serviço público, deverá estar
acondicionado em recipientes adequados, de volume não superior a 100 (cem) litros,
e ser colocado à porta das edificações no horário pré-estabelecido.
247
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

§ 2º – O lixo domiciliar, de acordo com as especificações baixadas pelo Poder


Público Municipal, poderá ser coletado de forma seletiva.
Art. 4º – Não serão considerados como lixo os resíduos de indústrias e oficinas, os
restos de materiais de construção, os entulhos provenientes de obras ou
demolições, os restos de forragens de cocheiras ou estábulos, nem a terra, folhas ou
galhos provenientes dos jardins e quintais particulares.
§ 1º – O Poder Público Municipal poderá proceder à remoção dos resíduos
citados neste artigo, bem como de outros resíduos sólidos que ultrapassem o
volume de 100 (cem) litros, em dia e horário previamente estipulados, mediante
pagamento de preço fixado pelo setor competente.
§ 2º – O Poder Público Municipal poderá, a seu critério, não realizar a
remoção acima mencionada, indicando neste caso o local de destinação dos
resíduos, cabendo ao munícipe interessado todas as providências com a remoção e
o respectivo custeio.
Art. 5º – Os resíduos hospitalares, provenientes de hospitais, ambulatórios, clínicas,
laboratórios, farmácias, postos de saúde e similares, deverão ser colocados em
recipientes herméticos e ter destinação final apropriada, definida pela vigilância
sanitária, em separado do lixo doméstico.
Art. 6º – A limpeza do passeio e sarjeta fronteiriços às edificações é de
responsabilidade de seus ocupantes.
Art. 7º – Para preservar a estética e a higiene dos logradouros públicos é proibido:
I – manter terrenos sem adequada limpeza, com águas estagnadas, lixo ou
materiais nocivos à saúde pública;
II – deixar escoar águas servidas das edificações para os passeios ou leito dos
logradouros públicos;
III – transportar, sem as devidas precauções, quaisquer materiais que possam
comprometer o asseio das vias públicas;
IV – danificar, assorear ou obstruir com lixo, terra, detritos ou quaisquer outros
materiais, cursos d'água, valetas, sarjetas e canalizações de qualquer tipo;
V – aterrar vias públicas, quintais e terrenos baldios com lixo, materiais velhos
ou quaisquer detritos;
VI – queimar, mesmo nos quintais, lixo, detritos ou quaisquer materiais capazes
de molestar a vizinhança ou produzir odor ou fumaça nociva à saúde;
VII – atirar nos passeios, sarjetas, vias e logradouros públicos papéis,
embalagens, varredura, terra, detritos e tudo quanto constitua lixo ou falta de asseio
urbano;
VIII – derramar óleo, graxa, cal e outras substâncias similares nos logradouros
públicos;
Art. 8º – É proibido o uso de fogo para a limpeza dos terrenos na área urbana.
Art. 9º – A execução de argamassa em logradouros públicos só poderá ser
autorizada em caráter excepcional e desde que a mistura seja feita em caixa
estanque, de forma a evitar o contato da argamassa com o pavimento.
Art. 10 – A ninguém é lícito, sob qualquer pretexto, impedir ou dificultar o livre
escoamento das águas pelos canos, valas, sarjetas ou canais das vias públicas,
danificando ou obstruindo tais servidões.
Art. 11 – Os terrenos não poderão ter partes em desnível, em relação a logradouros
públicos ou lotes lindeiros, com características capazes de ocasionar erosão,
desmoronamento, carreamento de lama, pedras e detritos ou outros riscos para as
edificações e propriedades vizinhas, ou para os logradouros e canalizações
públicas.
248
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

§ 1º – Para evitar os riscos citados neste artigo, o Poder Público Municipal


poderá exigir dos proprietários de terrenos com desníveis, obras de drenagem,
fixação, estabilização ou sustentação das terras, conforme especificado no Código
de Obras.
§ 2º – As exigências deste artigo aplicam-se também aos casos em que
movimentos de terra, ou quaisquer outras obras, tenham modificado as condições
de estabilidade anteriormente existentes.
Art. 12 – Nas edificações em geral na área rural, deverão ser observadas as
seguintes condições de higiene:
I – não permitir que haja empoçamentos de águas pluviais ou de águas
servidas sujeitas a contaminações, próximos à moradia e aos abrigos de animais;
II – assegurar a necessária proteção aos poços e fontes utilizados para
abastecimento de água domiciliar;
III – manter estábulos, estrebarias, pocilgas, currais e galinheiros, bem como as
estrumeiras e os depósitos de lixo conservados e em distância não inferior a 50,00
m (cinqüenta metros) das moradias;
IV – remover imediatamente os animais doentes para local isolado, até ser
destinado um local apropriado, segundo recomendações de um médico veterinário.

CAPÍTULO II
DO TRÂNSITO E USO DOS LOGRADOUROS

Art. 13 – É proibido embaraçar ou impedir por qualquer meio o livre trânsito de


pedestres e veículos nas ruas, praças, passeios, estradas, caminhos e demais
logradouros públicos, exceto para execução de obras públicas ou quando exigências
policiais o determinarem.
Art. 14 – Quando a carga e descarga de materiais não puderem ser feita
diretamente no interior dos lotes, será tolerada a permanência dos mesmos na via
pública, por tempo não superior a 24 (vinte e quatro) horas e no horário estabelecido
pelo Poder Público Municipal.
Parágrafo único. Nos casos previstos neste artigo, os responsáveis pelos materiais
depositados na via pública deverão advertir os veículos, a distância conveniente, da
existência de obstáculos ao livre trânsito.
Art. 15 – É expressamente proibido danificar ou retirar sinais de trânsito e placas
denominativas colocadas nas ruas, praças, passeios, estradas, caminhos e demais
logradouros públicos.
Art. 16 – É proibido embaraçar o trânsito de pedestres e especificamente:
I – dirigir ou conduzir, pelos passeios, veículos de qualquer espécie, exceto
carrinhos de criança, carrinhos de feira, cadeiras de rodas e, em rua de pequeno
movimento, triciclos e bicicletas de uso infantil;
II – ocupar qualquer parte do passeio, fora dos tapumes, com materiais de
construção;
III – colocar sobre os passeios quaisquer instalações fixas ou móveis que
funcionem como obstáculos ao deslocamento de pedestres e à locomoção de
deficientes físicos;
IV – deixar vegetação avançando sobre o passeio de modo a incomodar ou
impedir a passagem dos pedestres;
249
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

V – plantar junto ao passeio vegetação com espinhos, folhas cortantes ou que


de alguma forma possa causar ferimentos ao pedestre.
Art. 17 – O Poder Público Municipal poderá impedir o trânsito de qualquer veículo ou
meio de transporte que possa ocasionar danos à via pública.
Art. 18 – O estacionamento em via pública de veículo de qualquer natureza, por
mais de 45 (quarenta e cinco) dias ininterruptos, configura abandono do mesmo.
Parágrafo único. O veículo abandonado será removido e encaminhado ao pátio do
órgão competente.
Art. 19 – Nas vias públicas municipais só é permitido o trânsito de veículos
devidamente licenciados pelas autoridades competentes.
Parágrafo único - Competirá ao Município o licenciamento dos veículos movidos à
tração animal ou humana.
Art. 20 – Bares e congêneres poderão colocar cadeiras e mesas na calçada, desde
que:
I - sejam autorizados pelo Poder Público Municipal;
II - ocupem apenas a parte do passeio correspondente à testada do
estabelecimento para o qual forem licenciados;
III – Preservem uma faixa desimpedida de largura não inferior a 1,50 m (um
metro e meio) para a circulação de pedestres.
Art. 21 – As caixas e cestas de lixo, os bancos, floreiras, cabines e outros tipos de
mobiliário urbano nos logradouros públicos só poderão ser instalados depois de
aprovados pelo Poder Público Municipal, e quando não prejudicarem a estética nem
a circulação.
Art. 22 – A licença para localização de barracas com fins comerciais nos passeios e
nos leitos dos logradouros públicos somente será concedida, de forma temporária,
nos casos de feiras-livres e festejos públicos, e, de forma permanente, mediante lei
específica.
Art. 23 – Coretos ou palanques provisórios para festividades cívicas, religiosas ou
populares, poderão ser armados nos logradouros públicos, desde que seja solicitada
ao Poder Público Municipal a aprovação de sua localização.
§ 1º – As estruturas deverão ser removidas no prazo de 24 (vinte e quatro)
horas a contar do encerramento do evento.
§ 2º – Correrá por conta dos responsáveis pelo evento a indenização por
eventuais estragos a pavimentação dos logradouros ou ao escoamento das águas
pluviais.
Art. 24 – Nenhum serviço ou obra que exija o levantamento do calçamento ou
abertura e escavação no leito das vias públicas poderá ser executado por
particulares ou empresas sem prévia licença do Poder Público Municipal.
§ 1º – A recomposição da pavimentação será feita pelo Poder Público
Municipal a expensas dos interessados no serviço.
§ 2º – A autoridade municipal competente poderá estabelecer horário especial
para a realização dos trabalhos, se estes ocasionarem transtorno ao trânsito de
pedestres e veículos nos horários normais de trabalho.
§ 3º – Os responsáveis pelas obras são obrigados a colocar placas
indicativas de perigo e de interrupção de trânsito, convenientemente dispostos, além
de sinais luminosos no período noturno.

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Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

CAPÍTULO III
DAS ESTRADAS MUNICIPAIS RURAIS

Art. 25 – Para efeito desta lei, são consideradas estradas municipais rurais as
estradas e caminhos que servem ao livre trânsito público e cujo leito é de
propriedade do Poder Público Municipal, situadas na Zona Rural do Município.
Art. 26 – É proibido aos proprietários dos terrenos marginais às estradas ou
caminhos, ou a quaisquer outras pessoas, sob qualquer pretexto:
I – colocar mata-burros, porteiras ou quaisquer outros obstáculos que
prejudiquem o livre fluxo de veículos e pedestres ou que dificultem os trabalhos de
conservação das vias;
II – destruir ou danificar o leito das vias, pontes, bueiros e canaletas de
escoamento das águas pluviais, inclusive seu prolongamento fora da estrada;
III – abrir valetas, buracos ou escavações nos leitos das estradas;
IV – impedir ou dificultar o escoamento de águas pluviais das estradas para o
interior das propriedades lindeiras;
V – permitir que as águas pluviais concentradas nos imóveis lindeiros atinjam a
pista carroçável das estradas;
Art. 27 – Quando houver condições que dificultem a drenagem na faixa de domínio
da via, o Poder Público Municipal poderá executar obras dentro das propriedades
privadas.
Art. 28 – É proibido aos proprietários de terrenos lindeiros as estradas municipais
erguer quaisquer tipos de obstáculos ou barreiras, tais como cercas de arame,
postes, árvores e tapumes, dentro da faixa de domínio da estrada.
Art. 29 – O Poder Público Municipal poderá executar a conservação de estradas ou
caminhos rurais particulares, desde que justificada a necessidade de apoio à
produção agrícola e mediante recolhimento antecipado aos cofres públicos do valor
dos serviços a executar.

CAPÍTULO IV
DAS VEDAÇÕES E PASSEIOS

Art. 30 – Todo terreno situado na Área Urbana que tenha frente para logradouro
público dotado de calçamento ou de meio-fio e sarjetas, deverá ser:
I – beneficiado por passeio pavimentado, conforme padrão estabelecido pelo
Poder Público Municipal;
II – fechado no alinhamento por muro ou cerca construída conforme as normas
urbanísticas.
Art. 31 – São responsáveis pela conservação e restauração dos passeios, muros e
cercas:
I – o proprietário, o titular do domínio útil ou possuidor do terreno;
II – os concessionários ou permissionários que, ao prestar serviço público,
causem dano a muro, cerca ou passeio;
III – o Poder Público Municipal, quando a reconstrução ou restauração se fizer
necessária em razão de modificações, pela administração pública, do alinhamento
ou nivelamento dos logradouros.

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Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

CAPÍTULO V
DA PUBLICIDADE NOS LOGRADOUROS PÚBLICOS

Art. 32 – Dependerá de licença do Poder Público Municipal e do pagamento das


taxas respectivas, a exploração de meios de publicidade em logradouros públicos ou
em locais que, embora de propriedade particular, seja visível de logradouros
públicos.
§ 1º – O Poder Público Municipal poderá isentar de licenciamento e tributação
a publicidade aplicada sobre estruturas ou objetos de propriedade privada, desde
que os mesmos sejam desprovidos de estrutura própria de suporte.
§ 2º – Dentro das zonas histórico-culturais, o licenciamento da publicidade
deverá ter parecer e aprovação pelo órgão competente do Poder Público Municipal.
Art. 33 – A instalação de anúncios ou letreiros luminosos, intermitentes ou com
luzes ofuscantes, bem como a veiculação de mensagens sonoras por meio de
equipamentos amplificadores de som, poderão ser proibidas pelo Poder Público
Municipal nas Zonas Residenciais definidas na Lei de Zoneamento de Uso e
Ocupação do Solo.
Art. 34 – Não será permitida a colocação de qualquer forma de publicidade que:
I – pela sua natureza provoque aglomerações prejudiciais ao trânsito público;
II – diminua a visibilidade de veículos em trânsito ou da sinalização de tráfego;
III – de alguma forma prejudique os aspectos paisagísticos, o meio-ambiente ou
o patrimônio histórico-cultural;
IV – desfigure bens de propriedade pública;
V – seja ofensiva à moral e ao pudor, contenha insultos ou ataque crenças,
instituições ou pessoas.
Art. 35 – Dependem ainda de licença do Poder Público Municipal a distribuição de
anúncios, folhetos, panfletos, cartazes e quaisquer outros meios de publicidade e
propaganda escrita.
Art. 36 – Os pedidos de licença ao Poder Público Municipal, para colocação, pintura
ou distribuição de anúncios, cartazes e quaisquer outros meios de publicidade e
propaganda deverão mencionar:
I – o local em que serão colocados, pintados ou distribuídos;
II – as suas dimensões e tipo de suporte;
III – as inscrições e o texto.
Parágrafo único – No caso de anúncios luminosos, os pedidos de licença deverão
indicar o sistema de iluminação a ser adotado, não podendo os referidos anúncios
serem localizados a uma altura inferior a 2,50 m (dois metros e cinqüenta
centímetros) do passeio.
Art. 37 – Os anúncios e letreiros deverão ser mantidos em perfeito estado de
conservação, funcionamento e segurança.
Art. 38 – O Executivo Municipal poderá, mediante concorrência pública, permitir a
instalação de placas, cartazes e outros dispositivos em que conste, além do nome
do logradouro, a publicidade comercial do concessionário.
Parágrafo único – Sempre que houver alteração do nome dos logradouros ou do
nome ou número da linha de transporte coletivo, o concessionário terá que proceder
à modificação no dispositivo indicador.
252
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

Art. 39 – O Executivo Municipal poderá, mediante concorrência pública, permitir a


instalação de bancos, cabines, caixas ou cestos de lixo e outros tipos de mobiliário
urbano, nos quais conste a publicidade da concessionária.
Art. 40 – A veiculação de propaganda sonora em lugares públicos, por meio de
amplificadores de som, alto-falantes fixos ou móveis, ou propagandistas, está
também sujeita a licença prévia e a pagamento da respectiva taxa.
§ 1º – O horário permitido para propaganda sonora é o compreendido entre
08h00min h (oito horas) às 12h00min h (doze horas) e das 13h30min h (treze horas
e trinta minutos) às 18h00min h (dezoito horas).
§ 2º – É proibida propaganda sonora nos locais próximos a hospitais, clínicas,
maternidades, asilos, estabelecimentos de ensino, bibliotecas, fórum e outros
edifícios públicos, a critério do Poder Público Municipal.
§ 3º – Só é permitida propaganda sonora no sentido longitudinal, do veículo de
propaganda.

CAPÍTULO VI
DAS INVASÕES E DAS DEPREDAÇÕES NOS LOGRADOUROS PÚBLICOS

Art. 41 – As invasões e depredações de logradouros públicos, assim como dos


leitos de água, guias, passeios, pontes, galerias, bueiros, muralhas, bancos, postes,
lâmpadas e quaisquer obras ou dispositivos nos logradouros públicos serão punidos
de acordo com a legislação vigente, sem prejuízo das sanções administrativas e
reparações civis.
§ 1º – O Poder Público Municipal poderá adotar as medidas necessárias para
coibir a invasão ou usurpação dos logradouros públicos, tais como a demolição,
desobstrução, recomposição e outras que se fizerem necessárias segundo o
princípio da eficiência.
§ 2º – O Poder Público Municipal poderá obrigar o infrator ao pagamento dos
serviços necessários para os fins do parágrafo anterior, com o acréscimo de 15%
(quinze por cento) aos custos, correspondente este adicional a despesas de
administração.

Título III
Do Saneamento e Meio Ambiente

CAPÍTULO I
DO MEIO-AMBIENTE

Art. 42 – A política ambiental do Município obedecerá a este Código e às normas


Federais e Estaduais pertinentes.

253
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

Parágrafo único. O Município poderá celebrar convênio com órgãos públicos


federais e estaduais, para a execução de projetos ou atividades que objetivem o
controle da degradação ambiental.
Art. 43 – É proibido causar qualquer alteração das propriedades físicas, químicas ou
biológicas do solo, da água e do ar que, direta ou indiretamente:
I – prejudiquem a fauna e a flora;
II – prejudiquem a saúde, a segurança e o bem-estar da população.
Parágrafo único. Para o licenciamento das atividades modificadoras do meio-
ambiente, o Poder Público Municipal poderá exigir a elaboração de estudos e
relatórios de impacto ambiental.
Art. 44 – As autoridades incumbidas da fiscalização ou inspeção, para fins de
controle da poluição ambiental ou da saúde pública terão acesso, a qualquer dia e
hora às residências ou estabelecimentos de qualquer tipo, particulares ou públicos,
capazes de poluir o meio ambiente.
Art. 45 – O Poder Público Municipal intimará os estabelecimentos que causem
grande incômodo à população ou gerem poluição ambiental a adotar dispositivos
para o controle dos efeitos perturbadores ou poluidores, sob pena de suspensão ou
cancelamento das atividades.
Art. 46 – O Município poderá celebrar convênio com órgãos públicos Federais,
Estaduais e entidades particulares, para execução de tarefas que objetivam o
controle da poluição e a proteção do meio-ambiente.

CAPÍTULO II
DA VEGETAÇÃO

Art. 47 – O Município colaborará com o Estado e a União para evitar a devastação


das florestas e estimular o plantio das árvores.
Parágrafo único - É responsabilidade do Poder Público Municipal a preservação da
espécie “Trichilia Catigua”, árvore símbolo que deu nome ao município de Quatiguá.
Art. 48 – É proibido podar, cortar, derrubar ou sacrificar as plantas da arborização
pública sem consentimento expresso do Município.

CAPÍTULO III
DA FAUNA

Art. 49 - Os animais só poderão transitar nos logradouros públicos presos com


coleira ou cabresto e acompanhados por pessoa responsável, cabendo ao dono
compensar perdas e danos que o animal causar a terceiros.
§ 1º – Os animais vadios encontrados em logradouros públicos serão
recolhidos ao depósito do Poder Público Municipal, exceto aqueles cuja apreensão
for perigosa ou impossível, os quais serão abatidos no local, depois de esgotadas
todas as técnicas garantidoras da vida do animal.

254
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

§ 2º – Os animais recolhidos pelo Poder Público Municipal deverão ser


retirados dentro do prazo máximo de 3 (três) dias, mediante pagamento da
respectiva multa e taxa de manutenção.
§ 3º – Os animais não retirados no prazo de 7 (sete) dias poderão ser doados
aos interessados ou vendidos em hasta pública, a critério do Poder Público
Municipal.
§ 4º – Os animais portadores de raiva ou moléstia contagiosa serão
sacrificados e incinerados.
Art. 50 – Não será permitida, na área urbana, a criação de animais que por sua
espécie ou quantidade possam ser causa de insalubridade ou de interferência à
vizinhança.
Art. 51 – Os proprietários de cães são obrigados a vaciná-los contra a raiva, na
periodicidade determinada pelo Poder Público Municipal.
Parágrafo único. O Poder Público Municipal poderá exigir a matrícula dos cães
mantidos na Área Urbana do Município.
Art. 52 – É expressamente proibido a qualquer pessoa maltratar animais ou praticar
ato de crueldade contra os mesmos.
Parágrafo único - As aves e mamíferos selvagens existentes no Município são
considerados espécies de valor ecológico local, estando protegidos pela legislação
pertinente.

CAPÍTULO IV
DO SANEAMENTO E SALUBRIDADE PÚBLICA

Art. 53 – Toda edificação no território do Município deverá possuir sistema de


tratamento de efluentes domésticos e/ou industriais, respeitadas as disposições do
Código de Obras.
Parágrafo único - Nenhum prédio situado em via pública dotada de rede de esgoto
poderá ser habitado sem que esteja ligado à referida rede.
Art. 54 – Quando não existir rede pública de abastecimento de água, o órgão
competente indicará as medidas a serem tomadas.
Parágrafo único - Quando a água potável for obtida por meio de poços, estes
deverão ficar a montante das fossas e destas afastados um mínimo de 10 m (dez
metros).
Art. 55 – Não é permitido deixar exposto animal ou ave morta, nem enterrá-los nas
imediações dos poços ou cursos d'água.
Art. 56 – É obrigação dos proprietários ribeirinhos desobstruírem os rios e córregos
para facilitar o livre curso das águas.
Art. 57 – É proibido comprometer, por qualquer forma, a limpeza das águas
destinadas ao consumo público ou particular.
Art. 58 – A matança de gado ou ave para consumo público só poderá ser realizada
mediante licença do Poder Público Municipal, em edificações e instalações com
condições de salubridade atestadas pelo órgão competente.
Art. 59 – É considerada infração grave à salubridade pública a falta de asseio e a
não observância de regras de higiene nos estabelecimentos que produzam,
armazenem, manipulem, vendam ou onde se faça a consumação de produtos para
alimentação humana.

255
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

Art. 60 – Os proprietários ou moradores são obrigados a conservar em perfeito


estado de asseio os seus quintais, pátios, prédios e terrenos, bem como são
responsáveis pela manutenção da edificação em perfeitas condições de higiene.
§ 1º – É de responsabilidade direta dos proprietários evitarem a existência, nos
seus terrenos e edificações, de águas estagnadas que constituam focos de larvas,
criadouros de moscas e mosquitos ou exalem mau cheiro.
§ 2º – Os proprietários de terrenos pantanosos, alagados ou com água
estagnada são obrigados a drená-los.
§ 3 – O Poder Público Municipal poderá promover a realização de serviços de
drenagem ou aterro em propriedades privadas, mediante a indenização das
despesas.
§ 4º – Os terrenos, pátios e quintais situados dentro do Perímetro Urbano
devem ser mantidos livres de mato e lixo.
§ 5º – Decorrido o prazo estipulado para a limpeza de um terreno, o Município
poderá mandar executar a limpeza, apresentando ao proprietário a respectiva conta
acrescida de 10% (dez por cento) a título de administração.
Art. 61 – O Poder Público Municipal poderá declarar insalubre toda construção ou
habitação que não reúna as condições de higiene indispensáveis, podendo inclusive
ordenar sua interdição ou demolição.
Art. 62 – O Poder Público Municipal poderá exigir a pintura ou reforma das
edificações que por sua aparência comprometam a paisagem urbana.
Art. 63 – O Prefeito Municipal, articulado com as autoridades sanitárias Federais e
Estaduais, tomará medidas sanitárias e legislativas em caráter de emergência ou
permanentes, no caso do aparecimento de epidemias.
Art. 64 – É expressamente proibido:
I – ter ou abrigar em casa, nas escolas, nas fábricas ou quaisquer
estabelecimentos que não sejam destinadas a esse fim, doentes de moléstias
contagiosas sem comunicar às autoridades competentes;
II – dar ou vender sem desinfecção, objetos utilizados por doentes de moléstias
contagiosas;
III – lavar sem prévia desinfecção, roupas de doentes de moléstias contagiosas;
IV – ocupar-se na venda de gêneros alimentícios enquanto contaminado com
doença contagiosa;
V – alugar, sem desinfecção adequada, apartamento, casa ou quarto onde
tenha falecido doente de moléstia contagiosa.

Art. 65 – É proibido fornecer ao público, sob quaisquer pretextos, e desamparado de


amparo legal, substâncias nocivas, tóxicas ou perigosas.

Título IV

Das atividades comerciais, industriais e serviços

CAPÍTULO I
PARA O FUNCIONAMENTO DOS ESTABELECIMENTOS

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Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

Art. 66 – Nenhum estabelecimento comercial, industrial ou prestador de serviços


poderá funcionar sem prévia licença do Poder Público Municipal a qual só será
concedida se observadas as disposições deste Código, da Lei de Zoneamento de
Uso e Ocupação do solo e das demais normas legais pertinentes.
§ 1º – O requerimento deverá especificar com clareza:
I – o tipo de comércio, indústria ou serviço;
II – o local em que o requerente pretende exercer a sua atividade.
§ 2º – A Prefeitura deverá expedir um parecer sobre o pedido de licença para
funcionamento, num prazo de 20 (vinte) dias a partir do referido pedido.
Art. 67 – Para efeito de fiscalização, o proprietário do estabelecimento licenciado
colocará alvará de localização ou funcionamento em lugar visível e o exibirá à
autoridade competente sempre que esta o exigir.
Art. 68 – Para mudança de local de estabelecimento comercial, industrial ou de
prestação de serviços deverá ser solicitada a necessária permissão ao Poder
Público Municipal, que verificará se o novo local satisfaz às condições exigidas.

CAPÍTULO II
DO HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO DOS ESTABELECIMENTOS

Art. 69 – A abertura e fechamento dos estabelecimentos comerciais, industriais,


prestadores de serviços e das repartições públicas do Município obedecerão aos
horários previstos nas seções a seguir.
Parágrafo único. As atividades que constarem de mais de uma seção deverão
optar pela atividade predominante.

SEÇÃO I

Art. 70 – Obedecerão ao seguinte horário:


I - de segunda à sexta-feira - das 8 às 18 horas;
II - aos sábados - das 8 às 12 horas.
a) o caput deste artigo refere-se às seguintes espécies de atividades e
similares: comércio de ferragens, ferramentas, peças, acessórios, produtos
agropecuários, óleos lubrificantes e graxas, móveis usados, extintores e prestação
de serviços nos mesmos, sucata e ferro-velho; além de concessionária ou venda de
veículos e máquinas agrícolas; cooperativa; depósito de materiais de construção;
escritório de prestador de serviços em geral; lavanderia; marcenaria; oficina de
aparelhos eletro-eletrônicos; oficina mecânica e funilaria; serviços de serralheria;
vidraçaria; alfaiataria; bicicletaria; escritório de advocacia; escritório contábil; livraria
e papelaria; maquina de beneficiamento de café e cereais; reforma de móveis;
transportadora.
§ 1º – Por requerimento dirigido ao Poder Público, os sindicatos representativos
das categorias deste artigo poderão requerer a extensão do horário do
funcionamento até as 22 horas, de segunda à sexta-feira; aos sábados até as 18
horas e aos domingos e feriados das 8 às 12 horas. Os estabelecimentos que
optarem por estes horários terão a obrigatoriedade de cumpri-lo, bem como com o
pagamento das horas extraordinárias.
257
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

§ 2º – O Poder Público Municipal, após consulta junto à classe trabalhadora


através de seus agentes fiscais, verificado que a classe não acorda com a decisão
sindical profissional ou econômica, poderá revogar a licença de funcionamento nos
horários do parágrafo anterior, restabelecendo-se o horário constante no "caput"
deste artigo, ou, indeferir o requerimento acaso este ainda esteja em análise.

SEÇÃO II

Art. 71 – Obedecerão ao seguinte horário:


I - de segunda à sexta-feira - das 8 às 22 horas;
II - aos sábados - das 8 às 20 horas;
III - aos domingos e feriados - das 8 às 12 horas.
a) o caput deste artigo refere-se as seguintes espécies de atividades e
similares: academia de esporte, dança, ginástica e musculação; supermercados,
açougue e casa de carne; agência de turismo e viagens; ateliê fotográfico; barbeiro;
boliche e bilhar; cabeleireiro; casa de acumuladores; casa de café; casa de jogos
eletrônicos e similares; casa lotérica e de aposta; casa de peças e acessórios;
depósito de carvão vegetal; distribuidor de gelo; farmácias; floricultura; furtaria;
locação de veículos; massagista; mercado municipal; mercearia; peixaria; quitanda;
sacolão; salão de beleza; sauna; venda de frios e massas alimentícias; venda de
passagens e excursões.

SEÇÃO III

Art. 72 – Obedecerão ao seguinte horário:


I - de segunda à sexta-feira - das 8 às 18 horas;
II - aos sábados - das 9 às 13 horas.
a) o caput deste artigo refere-se as seguintes espécies de atividades e
similares: bazar e armarinho; bazar de roupas usadas; comércio de aparelhos eletro-
eletrônicos; comércio de boxes e cortinas; comércio de calçados; comércio de
computadores e acessórios; comércio de confecções; comércio de ferramentas e
ferragens; comércio de instrumentos musicais; comércio de lustres; comércio de
materiais de caça e pesca; comércio de materiais esportivo; comércio de móveis;
comércio de móveis usados; comércio de peças artesanais; comércio de produtos
agropecuários; comércio de tecidos; compra e venda de ouro; cooperativa; depósito
de bebidas e cigarros; empresa imobiliária de administração de bens; loja de
brinquedos; óptica e joalheria; relojoaria; tabacaria.

SEÇÃO IV

Art. 73 – Obedecerão ao horário todos os dias, das 9 às 24 horas, as seguintes


espécies de atividades e similares como: circo, cinema, parque de diversões e
teatro.

258
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

SEÇÃO V

Art. 74 – Obedecerão ao horário, todos os dias, durante 24 horas, as espécies de


atividades e similares a adega; agência distribuidora de jornais e revistas;
ambulatório; asilo e outras atividades de assistência social; associação e sociedade
cultural, recreativa, social ou científica; atendimento emergencial de veículos; banca
de jornal e revistas; banco de sangue; bar; bufê; casa de recuperação e repouso;
churrascaria; clínica de internamento; clube esportivo; clube recreativo; confecções
de chaves; clube social; confeitaria; doceria; empresa de ônibus e outros transportes
coletivos; estabelecimento de ensino, artes e ofícios; garagem e estacionamento de
veículos automotores; hospital; hotel; indústria localizada nas zonas industriais;
lanchonete; locação de fitas e discos; loja de conveniência para venda emergencial
de objetos e mercadorias; motel; orfanato; panificadora; pensão; pastelaria; pizzaria;
posto de gasolina e reparo de pneus; pronto-socorro; rádio - chamadas; rádio - táxi;
restaurante; sanatório; serviço de fornecimento e distribuição de gás; serviço
funerário; serviço de processamento de dados; serviço de rádio, televisão e jornal;
serviço de radiotelegrafia e radiotelefonia; serviço de telex; sorveteria; telefonia
básica.
Parágrafo único. O funcionamento dos estabelecimentos de que trata esta Seção
não poderá tornam-se prejudicial à comunidade, cabendo, nesse caso, após
constatação, o Poder Público Municipal promover a mudança do horário de
funcionamento do estabelecimento.

SEÇÃO VI

Art. 75 – As instituições bancárias e financeiras funcionarão de acordo com as


normas exaradas pelo Banco Central do Brasil.

SEÇÃO VII

Art. 76 – Obedecerão ao horário de segunda à sexta-feira, das 8h às 17h, as


repartições públicas municipais.
Parágrafo único. Excetuam-se das disposições constantes desta Seção os
estabelecimentos com jornada de trabalho especificamente determinada pelo
Governo Federal.

SEÇÃO VIII

Art. 77 – Obedecerão ao horário abaixo os Shoppings Centers, os Centros


Comunitários, Culturais e Mercadológicos.
I - de segunda a sábado - das 9h às 22 horas;
II - aos domingos - das 10h às 20 horas.

259
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

Parágrafo único. Não serão considerados “Shoppings Centers” os


estabelecimentos, edifícios ou edificações que não tenham sido construídos para
essa finalidade e que não estejam integrados em um só bloco arquitetônico, com
área construída igual ou superior a 1.500 m² (um mil e quinhentos metros
quadrados).

SEÇÃO IX

Art. 78 – Obedecerão ao seguinte horário as indústrias da construção civil:


I - de segunda à sexta-feira - das 7 às 17 horas;
II - aos sábados - das 7 às 11 horas.

SEÇÃO X

Art. 79 – Aos sábados, domingos e feriados, ou horários noturnos, as farmácias


funcionarão em regime de plantão, que será organizado e atualizado periodicamente
pelo sindicato da categoria, com a subseqüente homologação pelo Poder Público. O
sistema plantão poderá ser modificado durante o exercício, a pedido do sindicato
junto ao Poder Público Municipal.
§ 1º – Excepcionalmente o horário de funcionamento das farmácias poderá ser
de 24 horas, todos os dias da semana, inclusive aos sábados domingos e feriados,
devendo permanecer fechadas apenas nos dias determinados pela escala de
plantão.
§ 2º – Os desinteressados na participação da escala de plantão deverão,
através do sindicato da classe, pedir sua liberação ao Poder Público Municipal, cuja
homologação poderá ser revogada a qualquer tempo, dependendo da necessidade
de ordem pública.
§ 3º – Os estabelecimentos escalados deverão cumprir o plantão, ressalvando-
se os pedidos antecipados de licença ao Poder Público Municipal, por intermédio do
sindicato.
§ 4º – As farmácias situadas em locais diferenciados, como “Shoppings
Centers”, mercados municipais e outros, cumprirão o horário de funcionamento
estabelecido nos estatutos condominiais, apresentando-se nas escalas dentro da
seção especial.
§ 5º – Desobediência a qualquer dos dispositivos mencionados nesta Seção,
após a denúncia do sindicato da classe, implicará em processo administrativo
instaurado pelo Poder Público Municipal, com penalidade de até 100 (cem) vezes a
Unidade Fiscal do Município - UFM, respeitadas as demais regras deste Código.
Art. 80 – Para funcionar no horário estabelecido no §1º do artigo anterior, o
interessado deverá requer junto ao Poder Público Municipal, que decidirá sobre o
pedido após ouvir o sindicato da classe.
Parágrafo único. As farmácias que optarem por este horário serão obrigadas a
cumpri-lo.
Art. 81 – Por motivo de conveniência pública, o Poder Público Municipal poderá
expedir autorização especial para antecipação ou prorrogação do horário de
funcionamento dos estabelecimentos comerciais, industriais e de prestação de
serviço, a título precário, e por prazo determinado.

260
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

Art. 82 – Serão considerados horários normais de funcionamento dos


estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços às vésperas de datas
festivas ou promocionais, até às 22 horas, se durante a semana, e até às 18 horas,
se aos sábados.
Parágrafo único. Também será considerado horário normal o funcionamento das
atividades comerciais e de prestação de serviços, o mês de dezembro, de segunda
à sexta-feira, até às 22 horas, e aos sábados até às 18 horas.
Art. 83 – As atividades não previstas neste capítulo e que vierem a estabelecer-se
no Município serão enquadradas na seção a que mais se assemelharem.
Art. 84 – São feriados religiosos municipais:
a) Sexta-feira da Paixão - móvel;
b) Corpo de Deus - móvel;
c) 12 de outubro - dia da Padroeira de Quatiguá - N. Sra. Aparecida;
d) 26 de outubro - aniversário do Município;
e) 2 de novembro - dia de Finados;
f) 8 de dezembro – dia de Nossa Senhora da Conceição. (Acresc. Lei
1741/2011)

Art. 85 – Aos infratores das disposições do presente capítulo será aplicada a multa
correspondente ao valor de 3 (três) a 20 (vinte) vezes a Unidade Fiscal do
Município-UFM.

CAPÍTULO III
DA HIGIENE DOS ESTABELECIMENTOS
Art. 86 – O Município exercerá, em colaboração com as autoridades sanitárias do
Estado e da União, fiscalização sobre a higiene dos estabelecimentos industriais,
comerciais e de serviços localizados no Município.
Art. 87 – O Poder Público Municipal exercerá, em colaboração com as autoridades
sanitárias do Estado e da União, fiscalização sobre a produção e o comércio de
gêneros alimentícios em geral sobre os meios de hospedagem e sobre os serviços
de alimentação e os serviços pessoais.
Art. 88 – Não será permitida a fabricação, exposição ou venda de gêneros
alimentícios deteriorados, falsificados, adulterados, com prazo de validade vencido,
nocivos à saúde ou impróprios para consumo por qualquer motivo, os quais serão
apreendidos e inutilizados pela fiscalização municipal.
§ 1º – A inutilização dos gêneros não eximirá o estabelecimento das demais
penalidades que possa sofrer em virtude da infração, além de que se dará
conhecimento da ocorrência aos órgãos Estaduais ou Federais competentes.
§ 2º – A reincidência na prática das infrações previstas neste artigo
determinará a cassação da licença para funcionamento do estabelecimento
comercial, industrial ou de prestação de serviços.
§ 3º – Será também considerado como deteriorado todo gênero alimentício
que, acondicionado em sacos, tenha a sua embalagem original descoberta ou
perfurada, qualquer que tenha sido o motivo.
Art. 89 – A todo pessoal que exercer função nos estabelecimentos citados neste
capítulo serão exigidos exames de saúde na forma definida pelo órgão competente,
renovado anualmente.
§ 1º – Os que apresentarem qualquer doença infecto-contagiosa, serão
afastados do serviço, só retornando após a cura total, devidamente comprovada.
261
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

§ 2º – O não cumprimento das exigências deste artigo implica em multa de


grau máximo, conforme disposto no artigo 121 deste Código, e na interdição do
estabelecimento nos casos de reincidência ou renitência.
Art. 90 – Os estabelecimentos de que trata este capítulo deverão ser mantidos em
rigoroso estado de higiene, podendo-se exigir pintura, reforma, imunização ou
desratização, a critério do órgão competente.
Art. 91 – Toda a água utilizada na manipulação ou preparo de gêneros alimentícios,
bem como na fabricação de gelo para uso alimentar, deverá ser comprovadamente
potável, sob o ponto de vista químico e bacteriológico, obedecidos os padrões
estabelecidos pelos órgãos competentes.
Art. 92 – Não será permitido vender e dar a consumo carne de animais que não
tenham sido abatidos em matadouros sujeitos à fiscalização.
Art. 93 – Nos estabelecimentos em que se vendem lacticínios, açougues, peixarias
e congêneres é obrigatório:
I – a existência de refrigeradores ou câmaras frigoríficas e balcões com tampo
de mármore, aço inoxidável ou material equivalente;
II – a existência de prateleiras de mármore, aço inoxidável, fórmica ou material
equivalente;
III – a apresentação do pessoal com uniforme apropriado;
IV – a utilização de utensílios de manipulação feitos de material inoxidável.
Art. 94 – Os hotéis, pensões, restaurantes, casas de lanche, cafés, padarias,
confeitarias e congêneres deverão observar as seguintes prescrições:
I – a lavagem de louças e talheres deverá fazer-se em água corrente ou
máquina de tipo aprovado, não sendo permitida, sob qualquer hipótese, a lavagem
em baldes, tonéis ou vasilhames;
II – as cozinhas, copas e despensas, assim como os utensílios, deverão ser
mantidas em perfeitas condições de higiene;
III – os balcões deverão ter tampo de mármore, aço inoxidável, fórmica ou
material equivalente;
IV – os empregados e os garçons deverão estar convenientemente
uniformizados.

CAPÍTULO IV
DOS LOCAIS DE REUNIÃO

Art. 95 – Para realização de divertimentos e festejos em logradouros públicos ou em


recintos fechados de livre acesso ao público, será obrigatória a licença prévia do
Poder Público Municipal.
Art. 96 – Em todas as casas de espetáculos e diversões públicas serão observadas
as seguintes disposições, além das estabelecidas pelas demais legislações
Municipal e Estadual pertinentes:
I – as portas e os corredores para o exterior conservar-se-ão sempre livres de
móveis ou quaisquer objetos que possam dificultar a saída rápida do público em
caso de emergência;
II – durante os espetáculos, as portas deverão permanecer abertas, vedadas
apenas por cortinas;
III – acima de todas as portas haverá a inscrição SAÍDA, legível à distância e
luminosa;
262
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

Art. 97 – Os bilhetes de entrada não poderão ser vendidos ou cedidos em número


excedente à lotação da sala de espetáculos ou de reunião, estádio ou congênere.
Parágrafo único - Não será permitida a permanência de espectadores nos
corredores destinados à circulação.
Art. 98 – É proibido fumar em recintos de uso coletivo, fechados ou destinados a
permanência obrigatória ou prolongada de grupos de pessoas, incluindo-se
elevadores e veículos de transporte coletivo.
§ 1º – Nos locais onde não seja permitido fumar deverão ser afixados avisos
indicativos da proibição, com ampla visibilidade ao público.
§ 2º – Serão considerados infratores deste artigo os fumantes e os
estabelecimentos onde ocorrer a infração, na pessoa de seu responsável.
Art. 99 – A instalação de tendas, "trailers" e outros equipamentos para feiras, circos,
parques de diversões e congêneres só será permitida em locais previamente
estabelecidos e autorizados pelo Poder Público Municipal, mediante vistoria prévia.
§ 1º – A autorização de funcionamento dos estabelecimentos de que trata
este artigo não poderá ser por prazo superior a 6 (seis) meses.
§ 2º – As condições de segurança dos equipamentos de circos, parques de
diversões e congêneres são de responsabilidade de seus proprietários ou gerentes,
podendo o Poder Público Municipal exigir laudos de peritos antes de conceder a
autorização de funcionamento.

CAPÍTULO V
DO COMÉRCIO AMBULANTE E FEIRAS LIVRES
Art. 100 – Para os fins desta Lei, considera-se ambulante a pessoa física,
regularmente matriculada no Poder Público Municipal que exerça atividade
comercial em espaços públicos, sem estabelecimento fixo.
Art. 101 – O comércio ambulante poderá ser:
I – localizado: quando o ambulante recebe permissão de uso de uma área
definida e ali exerce sua atividade de forma contínua;
II – itinerante: quando o ambulante recebe permissão de uso de áreas
definidas, mas exerce sua atividade em diferentes locais, a exemplo dos feirantes;
III – móvel: quando o ambulante recebe licença para atuar de forma esporádica
em locais de aglomeração temporária de pessoas, tais como estádios e parques de
exposições.
Art. 102 – O exercício do comércio ambulante depende de licença prévia do Poder
Público Municipal e do pagamento das taxas respectivas, podendo ser isentos de
tributos os casos de comprovado interesse social.
Parágrafo único - No caso de comércio ambulante o Poder Público Municipal
poderá cancelar a licença a qualquer tempo se considerar a atividade não mais
apropriada ao local, ou sendo explorada por pessoa distinta da autorizada.
Art. 103 – Não poderá ser matriculado como ambulante todo aquele que possuir
qualquer estabelecimento comercial ou de prestação de serviços.
Art. 104 – A feira livre é uma modalidade de comércio ambulante, realizada em
conjuntos de bancas que poderão ocupar logradouros públicos, em horários e locais
pré-determinados.
Art. 105 – Poderão ser comercializados em feiras livres:
I – gêneros alimentícios;
II – artesanato;
III – flores, mudas e plantas ornamentais;
263
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

Art. 106 – Bancas, barracas, carrinhos e congêneres para comércio ambulante


somente poderão ser instalados ou ficar estacionadas sobre passeios se ficar
garantida uma faixa desimpedida para trânsito de pedestres, com largura não inferior
a 1,50 m (um metro e meio).
Art. 107 – É proibido ao vendedor ambulante ou feirante estacionar:
I – fora dos locais previamente determinados pelo Poder Público Municipal;
II – sobre as áreas ajardinadas de praças ou vias públicas;
III – nos acessos aos serviços de utilidade pública, tais como pronto-socorros,
hospitais, delegacias de polícia, escolas e congêneres.

Título V

DOS COSTUMES, SEGURANÇA E ORDEM PÚBLICA

CAPÍTULO I
DA MORALIDADE PÚBLICA

Art. 108 – Os proprietários de estabelecimentos onde se vendem bebidas alcoólicas


serão responsáveis pela manutenção da moralidade e ordem pública em seus
estabelecimentos.
Parágrafo único - A reincidência da infração a este artigo determinará a cassação
de licença para funcionamento.
Art. 109 – Os proprietários dos estabelecimentos que forem processados e
condenados pela autoridade competente por crime contra a economia popular terão
cassadas as licenças para funcionamento.
Art. 110 – É proibida a pichação de paredes, muros, calçadas e postes, ou qualquer
inscrição indelével em qualquer outra superfície, ressalvados os casos de
publicidade permitidos neste Código.

CAPÍTULO II
DO SOSSEGO PÚBLICO

Art. 111 – São expressamente proibidas as perturbações do sossego público com


ruídos ou sons excessivos e evitáveis, tais como os provenientes de:
I – motores de explosão desprovidos de silenciosos ou adulterados, ou em mau
estado de funcionamento;
II – veículos com escapamento aberto ou carroceria semi-solta;
III – buzinas, clarins, campainhas ou quaisquer outros aparelhos;
IV – apitos ou silvos de sirenes de fábricas e outros estabelecimentos, por mais
de 30 (trinta) segundos ou entre as 22 h (vinte e duas horas) e as 6 h (seis horas);
§ 1º – Excetuam-se das proibições deste artigo:
I – as sinetas ou sirenes dos veículos de assistência, corpo de bombeiros e
polícia, quando em serviço;
II – os apitos das rondas e guardas policiais;
III – os sinos de igrejas, conventos ou capelas;
264
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

IV – o ruído normal das máquinas ou aparelhos utilizados em construções ou


obras em geral, devidamente licenciados pelo Poder Público Municipal, desde que
funcionem entre as 7 (sete) e as 19 (dezenove) horas;
§ 2º – A propaganda sonora é regulada pelo disposto no artigo 40 deste
Código.
Art. 112 – É proibido executar qualquer trabalho, serviço ou atividade que produza
ruído ou venha a perturbar o sossego público entre as 22 (vinte e duas) horas e as 6
(seis) horas.
Parágrafo único – Vistorias para verificação da perturbação poderão ser solicitadas
ao Poder Público Municipal mediante carta assinada por mais de 40% (quarenta por
cento) dos proprietários ou ocupantes das edificações situadas num raio de 50,00 m
(cinqüenta metros) a partir do ponto de origem dos ruídos ou sons.

CAPÍTULO III
DOS DIVERTIMENTOS E FESTEJOS PÚBLICOS

Art. 113 – Divertimentos e festejos públicos para efeitos deste Código, são os que
se realizam nas vias públicas ou em recintos fechados de livre acesso ao público.
Art. 114 – Nenhum divertimento ou festejo público pode ocorrer sem autorização
prévia do Poder Público Municipal.
§ 1º – Requerimento de licença para funcionamento de qualquer casa de
diversão será instruído com a prova de terem sido satisfeitas as exigências
referentes à construção nos termos das legislações urbanísticas de Quatiguá e
higiene do edifício e procedida a vistoria policial.
§ 2º – As exigências do presente artigo não atingem as reuniões de qualquer
natureza sem convites ou entradas pagas, realizadas por clubes ou entidades
profissionais e beneficentes em suas sedes, bem como as realizadas em
residências.
Art. 115 – Os bilhetes de entrada não poderão ser vendidos ou cedidos em número
excedente à lotação do local de diversão.
Art. 116 – Não serão fornecidas licenças para realização de diversões ou jogos
ruidosos em locais compreendidos em áreas até um raio de 300,00 m (trezentos
metros) de distância de hospitais, escolas, casas e postos de saúde, asilos ou
maternidades.
Art. 117 – É proibido:
I – queimar fogos de artifícios, bombas, busca-pés, morteiros ou outros fogos
perigosos, nos logradouros públicos ou em janelas e portas que abrirem para os
mesmos;
II – soltar balões em toda a extensão do Município;
III – fazer fogueiras nos logradouros públicos, sem prévia autorização do Poder
Público Municipal;
IV – utilizar armas de fogo nas Zonas Urbanas e de Expansão Urbana.

265
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

CAPÍTULO IV
DOS PRODUTOS PERIGOSOS

Art. 118 – A produção, armazenagem, manipulação e venda de produtos


combustíveis, inflamáveis, explosivos, tóxicos ou radioativos não poderá ser feita
fora dos locais e normas determinadas pelas legislações urbanísticas, em especial
pela Lei de Zoneamento de Uso e Ocupação do Solo Urbano, a legislação ambiental
e sem licença especial da Poder Público Municipal e demais autoridades
competentes.
Parágrafo único - A licença de que trata este artigo poderá ser cassada a qualquer
tempo, sempre que se constate risco à segurança pública.

CAPÍTULO V

DA AMEAÇA DE RUÍNA
Art. 119 – O proprietário de todo terreno, edificação, estrutura ou instalação que
ameace ruir, configurando risco para o público, prejuízo às propriedades vizinhas ou
embaraço ao trânsito será intimado, administrativa e judicialmente pelo Poder
Público Municipal para que tome as medidas necessárias para desmonte, demolição
ou reparos, conforme as normas urbanísticas de Quatiguá.

Título VI
Das Disposições Finais

Art. 120 – A licença de localização ou funcionamento poderá ser cassada:


I – quando se tratar de atividades diferentes do requerido;
II – como medida preventiva, a bem da higiene, da moral ou do sossego e
segurança pública;
III – se o licenciado se negar a exibir o alvará de localização ou funcionamento
à autoridade competente, quando solicitado a fazê-lo;
IV – por solicitação de autoridade competente, provados os motivos que
fundamentaram a solicitação.
§ 1º – Cassada a licença o estabelecimento será imediatamente fechado.
§ 2º – Poderá ser igualmente fechado todo estabelecimento que exercer
atividades sem a necessária licença.
Art. 121 – A infração a dispositivos da presente Lei ensejará, sem prejuízo das
sanções civis e criminais cabíveis, a aplicação das seguintes penalidades:
I – multas variáveis de 3 (três) a 100 (cem) Unidades Fiscais do Município -
UFM, por dia de prosseguimento da irregularidade;
II – apreensão de mercadoria ou equipamento;
III – suspensão ou cassação do alvará de funcionamento ou localização;
IV – interdição do estabelecimento;
V – embargo de obra;
VI – demolição de obra, edificação ou instalação;
VII – realização pelo poder público de obra ou serviço não executado, com
ressarcimento do custo pelo infrator.

266
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

§ 1º – A aplicação de uma das penas previstas neste Código não prejudica a


aplicação de outras, quando cabíveis.
§ 2º – A aplicação das sanções previstas não dispensa o atendimento às
disposições deste Código, nem desobriga o infrator de ressarcir os danos
resultantes da infração.
§ 3º – O processo de aplicação das penalidades obedecerá às normas gerais
constantes do Código de Obras.
§ 4º – A Unidade Fiscal do Município - UFM será estabelecida por Decreto
Municipal até o último dia do ano, para vigorar no ano seguinte, sendo que cada
UFM não poderá exceder ao equivalente a 1/3 (um terço) do salário mínimo vigente
à sua época.
§5º – O Poder Público Municipal poderá adotar, mediante lei, outro índice para
o disposto no inciso I deste artigo, como a delimitação de um valor fixo, em moeda
corrente, podendo ser reajustado segundo índices governamentais para correção da
inflação, vedada à fixação em salários mínimos.
Art. 122 – Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as
disposições em contrário.

Quatiguá, 02 de dezembro de 2011.

____________________________
Efraim Bueno de Moraes
Prefeito Municipal

267
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

7.7 - Lei do Código de Obras

268
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

PREFEITURA MUNICIPAL DE QUATIGUÁ

LEI Nº. 1.731/2011.

Súmula: Institui o Código de Obras do


Município de Quatiguá, e dá outras
providências.

A CÂMARA MUNICIPAL DE QUATIGUÁ APROVOU E EU,


PREFEITO DO MUNICÍPIO, SANCIONO A SEGUINTE LEI:

Título I
Das Disposições Preliminares, Objetivos e Definições

CAPÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

Art. 1º – Este Código contém medidas administrativas, destinadas a disciplinar as


obras e edificações na área do Município, compreendida pela Lei do Perímetro
Urbano e de Expansão Urbana de Quatiguá.
§ 1º – Este Código complementa, no que couber, o Plano Diretor, bem como as
normas da legislação referente a parcelamento, uso e ocupação do solo, paisagem
urbana, sistema viário e perímetro da zona urbana e da zona de expansão urbana.
§ 2º – A execução de toda e qualquer edificação, reconstrução, translado,
demolição, ampliação, reforma, implantação de equipamentos, execução de serviços
e instalações no território do Município, está sujeita às disposições deste Código,
assim como as demais Leis pertinentes à matéria.

CAPÍTULO II
DOS OBJETIVOS

Art. 2º – Este Código tem como objetivos:


I – orientar os projetos e a execução de edificações no Município de Quatiguá;
II – assegurar a observância de padrões mínimos de segurança, higiene,
insolação, ventilação, iluminação, salubridade e conforto das edificações de
interesse para a comunidade;
III – promover a melhoria de padrões de segurança, higiene, salubridade, meio
ambiente e conforto de todas as edificações em seu território.
IV – assegurar a aplicação deste Código de forma conveniente ao
desenvolvimento da cidade e à harmonia do conjunto urbano.
269
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

CAPÍTULO III
DAS DEFINIÇÕES

Art. 3º – Para efeito do presente Código, deverão ser admitidas as seguintes


definições:
I – ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas, cujas normas fazem
parte integrante deste Código quando com ele relacionadas.
II – ACRÉSCIMO OU AUMENTO - Ampliação de uma edificação feita durante
a construção ou após a conclusão da mesma.
III –ACESSO – Caminho a ser percorrido pelos usuários do pavimento para
alcançar a porta da caixa da escada.
IV –ADEGA - Compartimento, geralmente subterrâneo que serve por suas
condições de temperatura para guardar bebidas.
V – AFASTAMENTO - Distância mínima que a construção deve observar
relativamente ao alinhamento da via pública e/ou às divisas do lote.
VI – ÁGUA - Termo genérico designativo do plano ou dos planos do telhado.
VII – ALICERCE - Elemento da construção que transmite a carga da edificação
ao solo.
VIII – ALINHALMENTO - Linha geral que serve de limite entre o terreno e o
logradouro para o qual faz frente.
IX – ALPENDRE - Área coberta, saliente da edificação cuja cobertura é
sustentada por colunas, pilares ou consolos.
X – ALVARÁ - Documento que autoriza a execução de obras ou serviços,
sujeitos a fiscalização municipal.
XI – ALVENARIA - Processo construtivo que utiliza blocos, tijolos ou pedras,
rejuntados ou não com argamassa.
XII – ANDAIME - Plataforma elevada destinada a suster os materiais e
operários na execução de uma edificação ou reparo.
XIII – ANTECÂMARA – Recinto que antecede a caixa da escada a prova de
fogo, com ventilação garantida por dutos ou janelas para o exterior.
XIV – APARTAMENTO - Unidade residencial, hoteleira ou assemelhada,
autônoma ou não, servida por espaços de uso comum em edificações de ocupação
residencial de serviços de hospedagem ou de serviços de saúde e institucionais.
XV – APROVAÇÃO DE PROJETO - Ato administrativo que precede o
licenciamento da construção.
XVI – ÁREA DE REFÚGIO – Parte da área de um pavimento separada da
restante por parede corta-fogo e porta corta-fogo.
XVII – ÁREA ABERTA - Área cujo perímetro é aberto, ou em pelo menos 75%
de um dos seus lados.
XVIII – ÁREA COBERTA REAL - Medida da superfície de quaisquer
dependências cobertas, nela incluídas as superfícies das projeções das paredes, de
pilares e de demais elementos construtivos.
XIX – ÁREA DESCOBERTA REAL - Medida da superfície de qualquer
dependência descobertas que se destinem a outros fins que não apenas o de
simples cobertura (terraços, playground, sacadas, etc.), incluídas as superfícies das
projeções de paredes, de pilares e demais elementos construtivos.
XX – ÁREA EDIFICADA - Superfície do lote ocupada pela projeção horizontal
do pavimento térreo da edificação.

270
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

XXI – ÁREA FECHADA - Área limitada em todo o seu perímetro por paredes ou
linha de divisa do lote.
XXII – ÁREA REAL GLOBAL - Soma das áreas reais de todos os pavimentos
de uma edificação.
XXIII – ÁREA LIVRE - Área do lote excluída a área edificada.
XXIV – ÁREA REAL DO PAVIMENTO - Soma das áreas cobertas e descoberta
de um determinado pavimento.
XXV – ÁREA REAL PRIVATIVA DA UNIDADE AUTÔNOMA - Soma das áreas
cobertas e descobertas reais, contidas nos limites de uso exclusivo da unidade
autônoma considerada.
XXVI – ÁREA ÚTIL - Superfície utilizável de uma edificação, excluídas as
paredes e áreas comuns.
XXVII – ARQUIBANCADA - Escalonamento sucessivo de assentos ordenados
em fila.
XXVIII – ASSOALHO OU SOALHO - Piso de tábuas apoiadas sobre vigas ou
guias.
XXIX – AUTO DE INFRAÇÃO - Termo inicialmente lavrado pela autoridade
competente para evidência ou comprovação material da infração.
XXX – BALANÇO - Avanço da edificação sobre alinhamentos ou recuos
regulamentares
XXXI – BEIRAL OU BEIRADO - Prolongamento de cobertura que sobressai das
paredes externas.
XXXII – CALÇADAS - Pavimentação do terreno dentro do lote.
XXXIII – CARTA DE HABITAÇÃO - Documento fornecido pela municipalidade,
autorizando a ocupação do imóvel.
XXXIV – CASA - Edificação constituída de apenas uma economia.
XXXV – CENTRO COMERCIAL - Conjunto de lojas, individualizadas ou não,
casa de espetáculos, locais para refeições, etc. em um só conjunto arquitetônico.
XXXVI – COBERTURA - Parte superior do pavimento sem acesso direto.
XXXVII – COMEDOR - Compartimento destinado a refeitório auxiliar.
XXXVIII – CONJUNTO SANITÁRIO - Conjunto de um Gabinete Sanitário
masculino e outro feminino.
XXXIX – COPA - Compartimento auxiliar da cozinha.
XL – CORREDOR - Compartimento de circulação entre as dependências de
uma edificação.
XLI – CORRIMÃO – Barra, cano ou peça similar, de superfície lisa e
arredondada, localizada junto às paredes ou guardas de escadas.
XLII – COTA - Indicação ou registro numérico de dimensões; medida.
XLIII – DEPENDÊNCIAS E INSTALAÇÕES DE USO PRIVATIVO - Conjunto de
dependências e instalações de uma unidade autônoma, cuja utilização é reservada
aos respectivos titulares de direito.
XLIV – DEPENDÊNCIAS E INSTALAÇÕES DE USO COMUM - Conjunto de
dependências e instalações da edificação que poderão ser utilizados em comum por
todos ou por parte dos titulares de direito da unidade autônoma.
XLV – DEPÓSITO - Edificação ou parte de uma edificação destinada à guarda
prolongada de materiais ou mercadorias.
XLVI – DEPÓSITO DE USO DOMÉSTICO - Compartimento destinado à guarda
de utensílios domésticos.
XLVII – DESCARGA – Parte da saída de emergência de uma edificação que
fica entre a escada e a via pública ou área externa em comunicação com a mesma.
271
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

XLVIII – DESPENSA - Compartimento destinado à guarda de gêneros


alimentícios.
XLIX – DUTO DE ENTRADA DE AR – Espaço no interior da edificação que
conduz ar puro, coletado no nível inferior da mesma, às escadas, antecâmaras ou
acessos.
L – DUTOS DE TIRAGEM – Espaço vertical, no interior da edificação, que
recolhe ar viciado para lançá-lo ao ar livre.
LI – ECONOMIA - Unidade autônoma de uma edificação passível de tributação.
LII – EDIFICAÇÃO MISTA - Edificação cujas paredes externas sejam
constituídas de parte em madeira e parte em alvenaria.
LIII – EDIFICAÇÃO DE USO COLETIVO
Edificação destinada à habitação de permanência prolongada, tais como,
internatos, asilos, hotéis, etc..
LIV – EDIFICAÇÃO MULTIFAMILIAR - Edificação constituída de duas ou mais
economias.
LV – EDIFICAÇÃO UNIFAMILIAR - Edificação constituída de apenas uma
economia.
LVI – EMBARGO - Ato administrativo que determina a paralisação de uma
obra.
LVII – EMPACHAMENTO - Utilização de espaços públicos para finalidades
diversas.
LVIII – ENTREPISO – Conjunto de elementos de construção compreendido
entre a parte inferior do teto de um pavimento e a parte superior do piso do
pavimento imediatamente superior.
LIX – ESCADA – Elemento de composição arquitetônica cuja função é propiciar
a possibilidade de circulação vertical entre dois ou mais pisos de diferentes níveis.
LX – ESPECIFICAÇÕES OU MEMORIAL DESCRITIVO - Descrição dos
materiais e serviços empregados na edificação.
LXI – GUARDA-CORPO – Barreira protetora vertical, maciça ou não,
delimitando as faces laterais de escadas, terraços, balcões, rampas, etc.
LXII – FACHADA - Elevação das paredes externas de uma edificação.
LXIII – FACHADA PRINCIPAL - Fachada voltada para o logradouro público.
LXIV – FORRO – Nome que se dá ao material de acabamento dos tetos dos
compartimentos.
LXV – FUNDAÇÕES - Conjunto de elementos da construção que transmitem
ao solo as cargas das edificações.
LXVI – GABARITO - Medida que limita ou determina largura de logradouros e
altura de edificações.
LXVII – GABINETE SANITÁRIO FEMININO – Conjunto de vaso, lavatório.
LXVIII – GABINETE SANITÁRIO MASCULINO - Conjunto de vaso, lavatório,
mictório.
LXIX – GALPÃO - Edificação de madeira, fechada total ou parcialmente em
pelo menos três de suas faces.
LXX – GALERIA INTERNA - Pavimento intermediário entre o piso e o forro de
um compartimento e de uso exclusivo deste (o mesmo que mezanino e jirau).
LXXI – GALERIA PÚBLICA - Passeio coberto por uma edificação.
LXXII – GARAGEM – Ocupação ou uso de edificação onde são estacionados
ou guardados veículos.
LXXIII – GUARDA-CORPO – Barreira protetora vertical delimitando as faces
laterais abertas de escadas, rampas, patamares, terraços, sacadas.
272
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

LXXIV – HABITAÇÃO COLETIVA – Edificação usada para moradia de grupos


sociais equivalentes à família.
LXXV – HABITAÇAO MULTIFAMILIAR – Edificação usada para moradia em
unidades residenciais autônomas.
LXXVI – HOTEL – Edificação usada para serviços de hospedagem.
LXXVII – INCOMBUSTÍVEL – Material que atende os padrões de método de
ensaio para determinação de incombustibilidade.
LXXVIII – JIRAU - O mesmo que galeria interna ou mezanino.
LXXIX – KITCHNETE – Parte de compartimento ou armário disposto como
cozinha, integrado a um compartimento principal.
LXXX – LANÇO DE ESCADA – Trecho compreendido entre dois patamares
sucessivos.
LXXXI – LICENCIAMENTO DE CONSTRUCÃO - Ato administrativo que
concede licença e prazo para início e término de uma edificação.
LXXXII – LOCAL DE ACUMULAÇÃO – Espaço destinado à parada eventual de
veículos, situado entre o alinhamento e o local de estacionamento.
LXXXIII – LOJA – Tipo de edificação destinada, basicamente, à ocupação
comercial varejista e à prestação de serviços.
LXXXIV – MARQUISE - Balanço constituindo cobertura.
LXXXV – MEIO-FIO - Conjunto de peças assentadas e alinhadas ao longo da
pista de rolamento.
LXXXVI – MEZANINO – O mesmo que galeria interna ou jirau.
LXXXVII – NOTIFICAÇÃO - Aviso instrumentado em forma legal, levando a
notícia ao interessado.
LXXXVIII – PARAMENTO – Nome dado às superfícies verticais aparentes de
uma parede.
LXXXIX – PARA-PEITO OU PEITORIL - Resguardo de pequena altura, de
sacadas, terraços e galerias.
XC – PAREDE RESISTENTE AO FOGO – Parede capaz de resistir
estruturalmente aos efeitos de fogo.
XCI – PASSEIO - Parte do logradouro público, destinada ao trânsito de
pedestres.
XCII – PATAMAR - Superfície intermediária entre dois lances de escada.
XCIII – PÁTIO – Espaço descoberto interno do lote.
XCIV – PAVIMENTO - Plano que divide a edificação no sentido da altura.
Conjunto de dependências situadas no mesmo nível, compreendido entre dois pisos
consecutivos, ou entre o último piso e a cobertura.
XCV – PÉ DIREITO - Distância vertical entre o piso e o forro de um
compartimento.
XCVI – PEITORIL – Nome da superfície horizontal de fecho inferior de uma
janela, ou paramento superior de uma mureta, parapeito.
XCVII – PÉRGOLA OU CARAMANCHÃO - Construção de caráter decorativo
para suporte de plantas, sem constituir cobertura.
XCVIII – PISO – Plano ou superfície de fechamento inferior de um pavimento.
XCIX – PLATIBANDA - Coroamento de uma edificação, formado pelo
prolongamento das paredes externas.
C – POÇO DE VENTILAÇÃO - Área livre, de pequena dimensão, destinada a
ventilar compartimentos de utilização especial.
CI – PORÃO - Parte não utilizável para habitação, abaixo do pavimento térreo.

273
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

CII – PORTA CORTA-FOGO – Conjunto de folha de porta, marco e acessórios,


dotada de marca de conformidade da ABNT, que impede ou resguarda a
propagação de fogo, calor e gases de combustão de um ambiente para outro, e
resistente ao fogo, sem sofrer colapso, por um tempo mínimo estabelecido.
CIII – RAMPA – Rampa é elemento de composição arquitetônica, cuja função é
propiciar a possibilidade de circulação vertical entre desníveis, através de um plano
inclinado.
CIV – RECONSTRUÇÃO - Restabelecimento parcial ou total de uma
edificação.
CV – REFORMA - Alteração da edificação nas suas partes essenciais, visando
melhorar suas condições de uso.
CVI – REPAROS - Serviços executados em uma edificação com a finalidade de
melhorar aspectos e duração, sem modificar sua forma interna ou externa ou seus
elementos essenciais.
CVII – SACADA OU BALCÃO - Prolongamento exterior do andar de um prédio,
com comunicação com o interior, apresentando um parapeito.
CVIII – SAÍDA DE EMERGÊNCIA – Caminho devidamente protegido a ser
percorrido pelo usuário de uma edificação, em caso de incêndio, até atingir a via
pública ou espaço aberto com ela se comunicando.
CIX – SALIÊNCIA - Elemento ornamental da edificação que avança além dos
planos das fachadas; moldura; friso.
CX – SOBRELOJA - Pavimento acima da loja e de uso exclusivo da mesma.
CXI – SÓTÃO - Espaço situado entre o forro e a cobertura, aproveitável como
dependência de uso comum de uma edificação.
CXII – SUBSOLO - Pavimento que tenha metade de seu pé direito ou mais
abaixo do nível do passeio.
CXIII – TABIQUE - Parede leve que serve para subdividir compartimentos, sem
atingir o forro.
CXIV – TAPUME - Vedação provisória usada durante a construção.
CXV – TELHEIRO - Construção coberta, fechada no máximo em duas faces.
CXVI – TERRAÇO - Cobertura total ou parcial de uma edificação, constituindo
piso acessível.
CXVII – TERRENO NATURAL – Superfície do terreno na situação que se
apresenta ou se apresentava na natureza ou n conformação dada por ocasião da
execução do loteamento.
CXVIII – TETO - Face superior, internamente considerada, de um aposento.
CXIX – TOLDO - Elemento de proteção, constituindo cobertura de material leve
e facilmente removível tipo lona ou similar.
CXX – UNIDADE AUTÔNOMA - Parte da edificação vinculada a uma fração
ideal do terreno, sujeita às limitações da Lei, constituída de dependência e
instalações de uso privativo e de parcela das dependências e instalações de uso
comum da edificação, destinadas a fins residenciais ou não.
CXXI – UNIDADE DE PASSAGEM – Largura mínima necessária para
passagem de fila de pessoa, fixada em 55 cm.
CXXII – VARANDA – Parte da edificação não em balanço, limitada pela parede
perimetral do edifício, tendo pelo menos uma das faces abertas para a via pública ou
pátio.
CXXIII – VISTORIA - Diligência efetuada pelo poder público tendo por fim
verificar as condições de uma edificação.

274
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

Título II
Das Disposições Administrativas e Técnicas

CAPÍTULO I
DO REGISTRO PROFISSIONAL

Art. 4º – São considerados qualificados ao exercício da profissão aqueles que


satisfizerem as disposições da legislação profissional vigente e devidamente
registrados na Prefeitura Municipal.
§ 1º – A substituição de um dos responsáveis técnicos deverá ser comunicada
por escrito à Prefeitura, apresentando também o relatório de estágio da obra.
§ 2º – Terão seu andamento sustado, processos cujos responsáveis técnicos,
estejam em débito com o Município.

CAPÍTULO II
DAS RESPONSABILIDADES E COMPETÊNCIAS

Art. 5º – Com relação à responsabilidade sobre as edificações e sua manutenção


caberá:
I – ao município:
a) aprovar projetos e licenciar obras em conformidade com a legislação
municipal;
b) fornecer o habite-se;
c) exigir manutenção permanente e preventiva das edificações em geral;
d) notificar e, quando for o caso, autuar o proprietário do imóvel e/ou
responsável técnico pelo descumprimento da legislação pertinente.
II – ao autor do projeto e/ou co-autor:
a) elaborar projetos em conformidade com a legislação municipal e normas
técnicas;
b) acompanhar, junto ao executivo Municipal, todas as fases da aprovação de
projeto;
III – ao executante e responsável técnico:
a) edificar de acordo com o previamente licenciado pelo Município;
b) responder por todas as conseqüências, diretas ou indiretas, advindas das
modificações efetuadas nas edificações que constituam patrimônio histórico e no
meio ambiente natural da zona de influência da obra, em especial, cortes, aterros,
rebaixamento de lençol freático, erosão, etc.;
c) obter junto ao executivo a concessão de “Habite-se”, quando se tratar
de habitação multifamiliar ou coletiva.
IV – ao proprietário ou usuário a qualquer título:

275
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

a) responder, na falta de responsável técnico, por todas as conseqüências,


diretas ou indiretas, advindas das modificações efetuadas nas edificações que
constituam patrimônio histórico e no meio ambiente natural da zona de influência da
obra, em especial, cortes, aterros, rebaixamento de lençol freático, erosão, entre
outros;
b) manter o imóvel em conformidade com a legislação municipal, devendo
promover consulta prévia a profissional legalmente qualificado, para qualquer
alteração construtiva na edificação;
c) utilizar a edificação conforme uso nos projetos fornecidos pelo responsável
técnico;
d) manter permanentemente em bom estado de conservação as áreas de uso
comum das edificações e as áreas públicas sob sua responsabilidade, tais como
passeio, arborização, posteamento, entre outros;
e) promover a manutenção preventiva da edificação e de seus equipamentos;
f) obter a concessão do “Habite-se”.
Art. 6º – A Prefeitura Municipal não assumirá qualquer responsabilidade técnica
pelos projetos e obras que aprovar, pelas licenças para execução que conceder e
pelos “Habite-se” que fornecer.
Parágrafo único. A aprovação dos projetos e a vistoria para concessão do “Habite-
se” deverão ser realizados por profissionais legalmente habilitados.

CAPÍTULO III
DAS EXIGÊNCIAS ADMINISTRATIVAS

Art. 7º – Sem prejuízo do disposto em demais legislações municipais, estaduais e


federais, a execução de quaisquer das atividades, citadas no artigo 1º deste Código,
com exceção de demolição, será precedida dos seguintes Atos Administrativos:
I – Consulta Prévia Para Construção;
II – Aprovação do Anteprojeto;
III – Aprovação do Projeto Definitivo.
Parágrafo único. O ato do inciso II, deste artigo é obrigatório e o Município exigirá
para aprovação prévia.

SEÇÃO I
Da Consulta Prévia para Construção

Art. 8º – Antes de solicitar a aprovação do Projeto, o requerente deverá efetivar a


Consulta Prévia através do preenchimento da “Consulta Prévia Para Requerer
Alvará de Construção”.
§ 1º – Ao requerente cabem as indicações:
a) nome e endereço do proprietário;
b) endereço da obra (lote, quadra, bairro);
c) destino da obra (residencial, comercial, industrial, etc.);
d) natureza da obra (alvenaria, madeira, mista);
e) croquis de situação do lote.

276
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

§ 2º – A Prefeitura Municipal cabe a indicação das normas urbanísticas


incidentes sobre o lote, (zona de uso, taxa de ocupação, coeficiente de
aproveitamento, altura máxima e recuos mínimos), de acordo com as legislações
pertinentes.

SEÇÃO II
Do Anteprojeto para Construção

Art. 9º – A partir das informações prestadas pela Prefeitura Municipal na Consulta


Prévia, o requerente poderá solicitar a aprovação do Anteprojeto, mediante
requerimento, plantas e demais documentos exigidos para a aprovação do Projeto
Definitivo, conforme Seção III, deste Capítulo.
Art. 10 – As plantas para a aprovação do anteprojeto serão entregues em 03 (três)
vias, ao Município para apreciação.

SEÇÃO III
Do Projeto Definitivo para Construção

Art. 11 – Após a Consulta Prévia, ou após a aprovação do anteprojeto (se houver), o


requerente apresentará o projeto definitivo composto e acompanhado de:
I – requerimento, solicitando a aprovação do Projeto Definitivo e a liberação do
Alvará de Construção, assinado pelo proprietário ou representante legal;
II – consulta Prévia para Requerer Alvará de Construção, preenchida;
III – planta de localização na escala 1:500, onde deverão constar:
a) orientação do Norte;
b) indicação da numeração do lote a ser construído e dos lotes vizinhos;
c) relação contendo a área do lote, área de projeção de cada unidade,
incluindo as já existentes e a taxa de ocupação;
d) posição do meio-fio, postes, tirantes, árvores no passeio, hidrantes e “bocas
de lobo”.
e) configurações de rios, canais ou outros elementos existentes.
IV – planta baixa de cada pavimento não repetido, na escala 1:50, contendo
a) as dimensões e áreas de todos os compartimentos inclusive dimensões dos
vão de iluminação, ventilação, garagens e áreas de estacionamento;
b) a finalidade de cada compartimento;
c) especificação dos materiais utilizados;
d) indicação das espessuras das paredes e dimensões externas totais da
obra;
e) os traços indicativos dos cortes longitudinais e transversais.
V – Cortes longitudinais e transversais na mesma escala da planta baixa, com a
indicação dos elementos necessários à compreensão do projeto com pé-direito,
altura das janelas e peitoris e perfis do telhado;
VI – Planta de cobertura com indicação dos caimentos na escala de 1:200;
VII – Planta de situação, que poderá ser apresentada junto à planta de
cobertura, na escala 1:200, onde constarão:

277
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

a) projeção da edificação ou das edificações dentro do lote, configurando rios,


canais ou outros elementos que possam orientar a decisão das autoridades
municipais;
b) as dimensões das divisas do lote e os recuos da edificação em relação às
divisas.
VIII – elevação das fachadas voltadas para as vias públicas na mesma escala
da planta baixa;
§ 1º – A Prefeitura poderá exigir, quando achar necessário, perfis longitudinais
e transversais do lote que abrigará a edificação.
§ 2º – Nos casos de projetos para construção de edificações de grandes
proporções, as escalas mencionadas poderão ser alteradas devendo, contudo ser
consultado previamente o órgão competente da Prefeitura Municipal.
§ 3º – Todas as plantas relacionadas nos Incisos anteriores deverão ser
apresentadas em 3 (três) vias, depois de aprovadas na Vigilância Sanitária, sendo
que, uma das quais será arquivada no órgão competente da Prefeitura e as outras
serão devolvidas ao requerente após a aprovação, contendo em todas as folhas os
carimbos de aprovação e as rubricas dos funcionários encarregados.
§ 4º – Os projetos da obra e a Anotação de Responsabilidade Técnica – ART
deverão ser apresentados conforme Ato nº. 37 do Conselho Regional de
Engenharia, Arquitetura e Agronomia – CREA.

SEÇÃO IV
Do Alvará de Construção

Art. 12 – Após a análise dos elementos fornecidos e, se os mesmos estiverem de


acordo com as legislações pertinentes, a Prefeitura aprovará o projeto e fornecerá
ao requerente o Alvará de Construção.
§ 1º – Caso no processo conste a aprovação do anteprojeto, caberá à
Prefeitura a comparação do anteprojeto, com o Projeto Definitivo para sua
aprovação.
§ 2º – Deverá constar do Alvará de Construção:
a) nome do proprietário;
b) número do requerimento solicitando aprovação do projeto;
c) descrição sumária da obra;
d) local da obra;
e) profissionais responsáveis pelo projeto e pela construção;
f) nome e assinatura da autoridade da Prefeitura assim como qualquer outra
indicação que for julgada necessária.
Art. 13 – O Alvará de Construção será válido pelo prazo de 24 (vinte quatro) meses,
contados da data de sua expedição, e se a obra não for iniciada no prazo de 12
(doze) meses, o Alvará perderá sua validade.
Parágrafo único. Para efeito do presente Código, uma obra será considerada
iniciada, desde que suas fundações estejam totalmente construídas, inclusive
baldrames.
Art. 14 – Se no prazo fixado, a construção não for concluída, deverá ser requerida a
prorrogação de prazo, sendo pagos os emolumentos respectivos.
278
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

Art. 15 – A fim de comprovar o licenciamento da obra para efeitos de fiscalização, o


Alvará de Construção será mantido no local da obra, juntamente com o projeto
aprovado.
Parágrafo único. O Município fornecerá um adesivo de vistoria que deverá ser
fixado em local visível na obra.
Art. 16 – Embora dispensada de apresentação de projeto, fica sujeita à
apresentação de croquis e expedição do Alvará a construção de dependências não
destinadas à moradia, uso comercial e industrial, tais como: telheiros, galpões,
depósitos de uso doméstico, viveiros, galinheiros, caramanchões ou similares desde
que não ultrapassem a área de 30,00 m2 (trinta metros quadrados).
Art. 17 – É dispensável a apresentação de projeto e requerimento para expedição
de Alvará de Construção, para:
I – Construção de pequenos barracões provisórios destinados a depósito de
materiais durante a construção de edificações, que deverão ser demolidos logo após
o término das obras;
II – Obras de reparos em fachadas quando não compreenderem alteração das
linhas arquitetônicas.
Art. 18 – A prefeitura Municipal terá o prazo máximo de 30 (trinta) dias para
aprovação do Projeto Definitivo e expedição do Alvará de Construção, a contar da
data da entrada do requerimento no Protocolo da Prefeitura ou da última chamada
para esclarecimentos.

SEÇÃO V
Das Normas Técnicas de Apresentação do Projeto

Art. 19 – Os projetos somente serão aceitos quando legíveis e de acordo com as


normas usuais de desenho arquitetônico.
§ 1º – As folhas do projeto deverão seguir as normas da ABNT quanto aos
tamanhos escolhidos, sendo apresentadas em cópias cuidadosamente dobradas,
nunca em rolo, tomando-se pôr tamanho padrão um retângulo de 21,0 cm x 29,7cm
(tamanho A4 da ABNT) com número ímpar de dobras tendo margem de 1,0 cm (um
centímetro) em toda a periferia da folha exceto na margem lateral esquerda a qual
será de 2,5 cm (dois centímetros e meio) (orelha) para fixação em pastas.
§ 2º – No canto inferior direito da(s) folha(s) do projeto, será desenhado um
quadro-legenda com 17,5 cm (dezessete centímetros e meio) de largura e 27,7 cm
(vinte e sete vírgula sete centímetros) de altura (tamanho A4), reduzidas as
margens, onde constarão:
I – um carimbo ocupando o extremo inferior especificando:
a) natureza e destino da obra;
b) referência da folha (Conteúdo: plantas, cortes, elevações, etc...)
c) tipo de projeto (Arquitetônico, estrutural, elétrico, hidro-sanitário, etc...);
d) espaço reservado para nome e assinatura do requerente, do autor do projeto
e do responsável técnico pela execução da obra sendo estes últimos, com indicação
dos números dos Registros no Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e
Agronomia – CREA e Prefeitura;
e) data;
f) escala;

279
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

g) nome do desenhista;
h) no caso de vários desenhos de um projeto que não caibam em uma única
folha, será necessário numera-las em ordem crescente.
II – espaço reservado para a colocação da área do lote, áreas ocupadas pela
edificação já existente e da nova construção, reconstrução, reforma ou ampliação,
discriminadas pôr pavimento ou edículas.
III – espaço reservado para a declaração: “Declaramos que a aprovação do
projeto não implica no reconhecimento, pôr parte da Prefeitura, do direito de
propriedade ou de posse do lote”.
IV – espaço reservado à Prefeitura e demais órgãos competentes para
aprovação, observações e anotações.
§ 3º – Nos projetos de reforma, ampliação ou reconstrução as peças gráficas
serão apresentadas:
I – em cheio, as partes a construir;
II – em hachurado, as partes conservadas;
III – em pontilhado, as partes a demolir.

SEÇÃO VI
Das Modificações dos Projetos Aprovados

Art. 20 – Para modificações em projeto aprovado, assim como para alteração do


destino de qualquer compartimento constante do mesmo, será necessária a
aprovação de projeto modificativo.
§ 1º – O requerimento solicitando aprovação do projeto modificativo deverá ser
acompanhado de cópia do projeto anteriormente aprovado e do respectivo “Alvará
de Construção”.
§ 2º – A aprovação do projeto modificativo será anotada no “Alvará de
Construção” anteriormente aprovado que será devolvido ao requerente juntamente
com o projeto.

SEÇÃO VII
Do Certificado de Conclusão de obra

Art. 21 – Nenhuma edificação deverá ser ocupada sem que seja procedida a vistoria
da Prefeitura Municipal e expedido o respectivo Certificado de Conclusão de Obra.
§ 1º – O Certificado de Conclusão de Obra, total ou parcial, é solicitado à
Prefeitura Municipal, pelo proprietário através de requerimento assinado pôr este.
§ 2º – O Certificado de Conclusão de Obra só será expedido quando a
edificação estiver em condições de habitabilidade, sendo que:
I – tratando-se de moradia, estando completamente concluído um dormitório,
cozinha e instalações sanitárias;
II – o certificado parcial só será expedido quando não haja perigo para terceiros
e para os ocupantes da parte já concluída da obra;

280
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

§ 3º – A Prefeitura Municipal tem um prazo de 15 (quinze) dias, para vistoriar a


obra e para expedir o Certificado de Conclusão de Obra.
Art. 22 – Por ocasião da vistoria, se for constatado que a edificação não foi
construída, ampliada, reconstruída ou reformada de acordo com o projeto aprovado,
o responsável técnico será notificado, de acordo com as disposições deste Código,
para regularizar o projeto, caso as alterações possam ser aprovadas ou fazer a
demolição ou as modificações necessárias.
Parágrafo único. As edificações só receberão o Certificado de Conclusão de Obra
se as suas instalações hidráulicas, elétricas, de combate a incêndio, e demais
instalações necessárias, estiveram dentro das exigências técnicas dos órgãos
competentes.

SEÇÃO VIII
Das Vistorias

Art. 23 – A Prefeitura Municipal fiscalizará as diversas obras requeridas, a fim de


que as mesmas sejam executadas dentro das disposições deste Código e demais
leis pertinentes e de acordo com os projetos aprovados.
§ 1º – Os engenheiros e fiscais da Prefeitura Municipal terão acesso a todas as
obras mediante a apresentação de prova de identidade, e independentemente de
qualquer outra formalidade.
§ 2º - Os funcionários investidos em função fiscalizadora poderão, observadas
as formalidades legais, inspecionarem bens e papéis de qualquer natureza, desde
que constituam objeto da presente legislação.
§ 3º – O Município fornecerá um adesivo de vistoria que deverá ser fixado em
local visível na obra.
Art. 24 – Em qualquer período da execução da obra, o órgão competente da
Prefeitura Municipal poderá exigir que lhe sejam exibidas as plantas, cálculos e
demais detalhes que julgar necessário.

SEÇÃO IX
Da responsabilidade Técnica

Art. 25 – Para efeito deste Código somente profissionais habilitados, devidamente


inscritos e quites com a Prefeitura Municipal poderão projetar, fiscalizar, orientar,
administrar, e executar qualquer obra no Município.
Art. 26 – Só poderão ser cadastrados na Prefeitura Municipal, os profissionais
devidamente registrados no Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e
Agronomia – CREA.
Art. 27 – A Prefeitura Municipal poderá cancelar a inscrição de profissionais (Pessoa
Física ou Jurídica), após decisão da Comissão de Ética nomeada pelo Prefeito
Municipal e comunicar ao Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e
Agronomia – CREA, especialmente os responsáveis técnicos que:
I – prosseguirem a execução de obra embargada pela Prefeitura Municipal;
II – não obedecerem aos projetos previamente aprovados, ampliando ou
reduzindo as dimensões indicadas nas plantas e cortes;
281
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

III – hajam incorrido em 03 (três) multas pôr infração cometida na mesma obra;
IV – alterem as especificações indicadas no projeto ou as dimensões, ou
elementos das peças de resistência previamente aprovados pela Prefeitura
Municipal;
V – assinarem projetos como executores de obra que não sejam dirigidas
realmente pelos mesmos;
VI – iniciarem qualquer obra sem o necessário alvará de construção;
VII – comprometer a segurança da obra.
Art. 28 – Os profissionais responsáveis pelo projeto, e pela execução da obra,
deverão colocar em lugar apropriado uma placa com a indicação dos seus nomes,
títulos, número de Registro no CREA e endereços profissionais, nas dimensões
exigidas pelas normas legais.
Parágrafo único. Esta placa está isenta de qualquer tributação.
Art. 29 – Se no decurso da obra o responsável técnico quiser dar baixa da
responsabilidade assumida por ocasião da aprovação do projeto, deverá comunicar
por escrito à Prefeitura Municipal essa pretensão, a qual só será concedida após
vistoria procedida pela Prefeitura Municipal e se nenhuma infração for verificada.
§ 1º – Realizada a vistoria e constatada a inexistência de qualquer infração,
será intimado o interessado para dentro de 03 (três) dias sob pena de embargo e ou
multa, apresentar novo responsável técnico o qual deverá satisfazer as condições
deste Código e assinar também a comunicação a ser dirigida para a Prefeitura
Municipal;
§ 2º – A comunicação de baixa de responsabilidade poderá ser feita
conjuntamente com a assunção do novo responsável técnico, desde que o
interessado e os dois responsáveis técnicos assinem conjuntamente.
§ 3º – A alteração da responsabilidade técnica deverá ser anotada no alvará de
construção.

SEÇÃO X
Da Licença para Demolição

Art. 30 – O interessado em realizar demolição deverá solicitar à Prefeitura Municipal,


através de requerimento, que lhe seja concedida a licença através da liberação do
alvará de demolição, onde constará:
I – nome do proprietário;
II – número do requerimento solicitando a demolição;
III – localização da edificação a ser demolida;
IV – nome do profissional responsável, quando exigido;
§ 1º – Se a edificação a ser demolida estiver no alinhamento, ou encostada em
outra edificação, ou, tiver uma altura superior a 6,00 m (seis metros) será exigida a
responsabilidade de profissional habilitado.
§ 2º – Qualquer edificação que esteja, a juízo do departamento competente da
prefeitura, ameaçada de desabamento deverá ser demolida pelo proprietário;
I – Se houver recusa por parte do proprietário, a Prefeitura Municipal executará
a demolição cobrando do mesmo as despesas correspondentes, acrescidas da taxa
de 20% (vinte por cento) da administração.
§ 3º – É dispensada a licença para demolição de muros de fechamento com até
3,00 m (três metro) de altura.
282
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

CAPÍTULO IV
DAS OBRIGAÇÕES NO ATO DA EXECUÇÃO DA OBRA

SEÇÃO I
Das Generalidades

Art. 31 – Com a finalidade de comprovar o licenciamento para os efeitos de


fiscalização, o Alvará de Licença será mantido no local da obra, juntamente com o
projeto aprovado.
Art. 32 – Todas as obras deverão ser executadas de acordo com o projeto aprovado
e licenciamento concedido.

SEÇÃO II
Da Conservação e Limpeza dos Logradouros Públicos

Art. 33 – Durante a execução das obras, o proprietário e/ou profissional responsável


deverá (ão) pôr em prática as medidas necessárias para garantir a segurança dos
operários, do público e das propriedades vizinhas, e providenciar para que o leito
dos logradouros seja mantido em perfeito estado de limpeza e conservação.
§ 1º – O proprietário e/ou responsável técnico pela obra deverá (ão) por em
prática todas as medidas necessárias no sentido de evitar obstrução do logradouro
público ou incômodo para a vizinhança, pela queda de detritos, produção de poeira e
ruído excessivos.
§ 2º – É proibido executar nas obras, qualquer serviço que possa perturbar o
sossego dos hospitais, escolas, asilos e congêneres, situados na vizinhança,
devendo ser realizados em local distante, sempre que possível, os trabalhos que
possam causar perturbações.
§ 3º – Nas obras situadas nas proximidades de hospitais, asilos e congêneres e
nas vizinhanças de residências, é proibido executar antes das 07h00min h (sete
horas) e depois das 19h00min h (dezenove horas), qualquer trabalho ou serviço que
produza ruídos.
Art. 34 – Materiais destinados à execução de obras ou delas oriundos, somente
poderão ocupar metade da largura do passeio, sendo este espaço delimitado por
tapumes e deverá ser garantida a passagem segura de pedestres.
Parágrafo único. Nenhum material poderá permanecer no logradouro público por
mais de 24h00min h (vinte e quatro horas), salvo quando as obras forem de muro de
alinhamento ou no próprio logradouro, desde que estiverem sendo executadas,
devendo a faixa destinada ao tráfego de veículos permanecer desobstruída.

283
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

SEÇÃO III
Dos Tapumes

Art. 35 – Nenhuma construção ou demolição poderá ser feita no alinhamento das


vias públicas ou com afastamento frontal inferior a 4,00 m (quatro metros) sem que
haja em sua frente, bem como em toda a sua altura um tapume provisório
acompanhando o andamento da construção ou demolição.
§ 1º – Nas construções com afastamento frontal igual ou superior a 4,00 m
(quatro metros) será obrigatória a construção de tapumes com 2,00 m (dois metros)
de altura no alinhamento do logradouro.
§ 2º – Os tapumes deverão observar as distâncias mínimas em relação à rede
de energia elétrica de acordo com as normas da ABNT e especificações da
concessionária local.
Art. 36 – Os tapumes deverão obedecer às seguintes normas:
I – serem executados à prumo, em perfeitas condições, garantindo a segurança
dos pedestres, devendo ser totalmente vedados, permanecendo assim durante a
execução da obra;
II – não poderão prejudicar a arborização, a iluminação pública, a visibilidade
das placas, avisos ou sinais de trânsito e outros equipamentos de interesse público.
III – quando for construído em esquinas de logradouros, deverá garantir a
visibilidade dos veículos;
IV – ocuparem no máximo 50% (cinqüenta por cento) da largura do passeio
previsto na Lei do Sistema Viário.
Art. 37 – Nas ruas de grande fluxo de veículos e pedestres, a parte inferior do
tapume deverá ser recuada para 1/3 (um terço) da largura do passeio, a contar do
alinhamento, logo que a obra tenha atingido o segundo pavimento, construindo-se
uma cobertura em forma de galeria com pé direito mínimo de 3,00 m (três metros).
§ 1º – Os pontaletes de sustentação das galerias deverão ser colocados à
prumo, de modo rígido, afastados no mínimo 0,30 m (trinta centímetros) do meio-fio,
mantendo-se o passeio em boas condições com pavimentação provisória.
§ 2º – Deverão ser postas em prática todas as medidas necessárias para
proteger os transeuntes sob a galeria, impedindo a queda de materiais.
Art. 38 – Após o término das obras os tapumes deverão ser retirados antes da
vistoria para expedição do alvará de uso.

SEÇÃO IV
Dos Andaimes

Art. 39 – Os andaimes deverão satisfazer as seguintes condições:


I – apresentar perfeitas condições de segurança em seus diversos elementos,
observando distâncias mínimas em relação à rede de energia elétrica, de acordo
com as normas da ABNT;
II – distar no mínimo 0,30 m (trinta centímetros) do meio-fio e o passadiço
dotado de proteção em todas as faces livres, para impedir a queda de materiais;
III – altura livre entre o piso do passeio e o passadiço será no mínimo de 3,00 m
(três metros) e a largura não poderá ser inferior a 1,00 m (um metro);
IV – prover efetiva proteção das árvores, dos aparelhos de iluminação pública,
dos postes e de qualquer outro dispositivo existente, sem prejuízo do funcionamento
dos mesmos.

284
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

Art. 40 – Os pontaletes de sustentação dos andaimes, quando formarem galerias,


deverão ser colocados afastados no mínimo 0,30 m (trinta centímetros) do meio-fio.
Parágrafo único. Deverão ser postas em prática todas as medidas necessárias,
para proteger o trânsito sobre os andaimes e para impedir a queda de materiais.
Art. 41 – O emprego de andaimes suspensos por cabos é permitido desde que o
passadiço esteja no mínimo a 0,30 m (trinta centímetros) do meio-fio, quando
utilizados a menos de 4,00 m (quatro metros) de altura.

SEÇÃO V
Das Obras Paralisadas

Art. 42 – No caso de se verificar a paralisação de uma obra por mais de 180 (cento
e oitenta) dias, deverá ser feito o fechamento do terreno no alinhamento do
logradouro, por meio de um muro com um portão de entrada, observadas as
exigências deste Código.
§ 1º – Tratando-se de construção no alinhamento, um dos vãos abertos sobre o
logradouro deverá ser dotado de porta, devendo todos os outros vãos para o
logradouro serem fechados de maneira segura e conveniente.
§ 2º – No caso de ficar paralisada a construção, decorridos 180 (cento e
oitenta) dias, será exigido do proprietário um laudo pericial, a fim de verificar se a
construção oferece perigo à segurança pública e exigir do mesmo as providências
que se fizerem necessárias.
Art. 43 – Os andaimes e tapumes de uma obra paralisada por mais de 180 (cento e
oitenta) dias, deverão ser demolidos, desimpedindo o passeio e deixando-o em
perfeitos condições de uso.

Título III
Das Edificações em Geral

CAPÍTULO I
DOS MATERIAIS E ELEMENTOS DE CONSTRUÇÃO

Art. 44 – Todos os materiais de construção deverão satisfazer as normas e


segurança compatível com seu destino na construção, ficando seu emprego sob
responsabilidade do profissional que deles fizer uso.
Art. 45 – O órgão competente reserva-se o direito de impedir o emprego de qualquer
material que julgar inadequado e, em conseqüência, exigir o seu exame, a expensas
do responsável técnico ou do proprietário, em laboratório de entidade oficialmente
reconhecida.

285
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

CAPÍTULO II

DAS PAREDES

Art. 46 – As paredes de tijolos, em edificações sem estrutura, com um ou dois


pavimentos, deverão ter as seguintes espessuras mínimas:
I – quinze centímetros para as paredes internas e externas;
II – dez centímetros, para as paredes simples, vedação ou com função estética,
tais como, armários embutidos, estantes, chuveiros e similares;
III – vinte centímetros, nas paredes que constituírem divisas de economias
distintas.
Parágrafo único. Para efeitos deste artigo, serão consideradas também paredes
internas aquelas voltadas para poços de ventilação e terraços de serviço.
Art. 47 – As paredes, quando tiverem função corta-fogo deverão ser construídas
conforme prescrições da ABNT e da legislação específica de proteção contra
incêndio.
Art. 48 – As espessuras das paredes de outros materiais poderão ser alteradas,
desde que os materiais empregados possuam, no mínimo e comprovadamente, os
mesmos índices de resistência, impermeabilidade e isolamento exigidos pelas
Normas Técnicas.

CAPÍTULO III

DOS ENTREPISOS

Art. 49 – Deverão ser incombustíveis os entrepisos de edificações com mais de um


pavimento, bem como pisos, galerias ou jiraus em estabelecimentos industriais,
casas de diversões, sociedades, clubes, habitações coletivas e similares.
Art. 50 – Serão tolerados entrepisos de madeira ou similar, nas edificações de dois
pavimentos que constituírem uma única economia.

CAPÍTULO IV

DAS FACHADAS

Art. 51 – As Fachadas e demais paredes externas das edificações, inclusive as das


divisas do lote, deverão receber tratamento e ser convenientemente conservadas.
Art. 52 – As fachadas poderão ter saliências não computáveis como área de
construção desde que atendam as seguintes condições:
I – formem molduras ou motivos arquitetônicos e não constituam área de piso;
II – não ultrapassem em suas projeções, no plano horizontal, a 0,50 m
(cinqüenta centímetros).

286
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

Art. 53 – Nas fachadas das edificações construídas sobre o alinhamento do


logradouro, as saliências somente serão permitidas acima de 2,60 m (dois metros e
sessenta centímetros) do nível do passeio.
Art. 54 – Não são considerados como área construída os beirais das edificações
que obedeçam a um balanço com projeção máxima de 1,20 m (um metro e vinte
centímetros).

CAPÍTULO V

DAS SACADAS

Art. 55 – As sacadas em balanço somente poderão ser construídas nos recuos


frontais, laterais e de fundos, e deverão obedecer as seguintes condições:
I – Ter altura mínima de 2,60 m (dois metros e sessenta centímetros) em
relação ao nível do terreno natural;
II – Nas sacadas construídas sobre o recuo de ajardinamento, o balanço
máximo igual à metade do recuo frontal.
III – Nas sacadas construídas sobre os recuos laterais e de fundos, com
balanço máximo igual a 1/3 (um terço) do recuo lateral.
Art. 56 – As sacadas poderão ter fechamento com materiais translúcidos.

CAPÍTULO VI
DAS MARQUISES

Art. 57 – Será obrigatória a construção de marquises em toda a testada de prédios


comerciais e serviços, inclusive naqueles com recuos obrigatórios.
Art. 58 – As marquises obrigatórias deverão atender as seguintes condições:
I – Ter balanço máximo de 2,00 m (dois metros) ficando, em qualquer caso,
0,50 m (cinqüenta centímetros) aquém do meio-fio;
II – Ter seu nível inferior altura mínima de 3,30 m (três metros e trinta
centímetros) e máxima de 4,50 m (quatro metros e cinqüenta centímetros) em
relação ao nível do passeio;
III – Ser construídas de forma tal a não prejudicar a arborização, a iluminação
pública e as placas de nomenclatura e outras de identificação oficial dos
logradouros;
IV – Ser providas de dispositivos que impeçam a queda das águas pluviais
sobre o passeio, não sendo permitido, em hipótese alguma, o uso de calhas
aparentes;
Parágrafo único. Nos prédios térreos a marquise poderá ser substituída por toldo,
respeitadas as normas técnicas.
Art. 59 – Nas edificações com marquise, será exigido laudo de vistoria, elaborado
por profissional habilitado e inscrito no cadastro municipal, a cada dois anos.
Parágrafo único - Nas marquises existentes, o prazo para regularização será de 06
(seis) meses, a partir da data de publicação desta lei.

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CAPÍTULO VII

DAS PORTAS

Art. 60 – O dimensionamento das portas deverá obedecer a uma altura mínima de


2,00 m (dois metros) e as seguintes larguras mínimas para as portas principais:
I – 1,10 m (um metro e dez centímetros) para portas de lojas;
II – 0,90 m (noventa centímetros) para as portas principais de unidades
autônomas;
III – 1.20 m (um metro e vinte centímetros) para habitações múltiplas para até
quatro pavimentos;
IV – 1.50 m (um metro e cinqüenta centímetros) quando for com mais de quatro
pavimentos.
§ 1º – A largura mínima das portas será aumentada nos casos previstos na
Norma Brasileira sobre Saídas de Emergência em Edifícios, NB-208 (NBR 9077).
§ 2º – Em qualquer caso, nenhuma porta poderá ter largura inferior a 0,60 m
(sessenta centímetros).
Art. 61 – Nos locais de reunião de público, as portas deverão ter abertura no sentido
do escoamento das pessoas.

CAPÍTULO VIII
DAS ESCADAS

Art. 62 – As escadas das habitações coletivas não terão pé direito inferior a 2,10 m
(dois metros e dez centímetros), medidos no canto externo do degrau e largura
inferior a:
I – 1,00 m (um metro) nas edificações com até 04 (quatro) unidades
habitacionais;
II – 1,20 m (um metro e vinte centímetros) nas edificações com mais de 04
(quatro) unidades habitacionais;
III – 0,60 m (sessenta centímetros) nas escadas de uso nitidamente secundário
e eventual tais como depósitos, garagens, dependências de empregadas e
similares.
Art. 63 – A existência de elevador em uma edificação não dispensa a construção de
escadas.
Art. 64 – A existência de escada rolante não dispensa nem substitui qualquer
escada ou elevador exigido pela legislação.

288
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

Art. 65 – O dimensionamento dos degraus será feito, obedecendo aos seguintes


limites para habitações coletivas:
I – a altura máxima de 0,18 m (dezoito centímetros);
II – largura mínima de 0,25 m (vinte e cinco centímetros).
§ 1º – Nas escadas em leque, o dimensionamento das larguras dos degraus
deverá ser feito no eixo, quando sua largura for inferior a 1,20 m (um metro e vinte
centímetros), ou a 0,60 m (sessenta centímetros) do bordo interior, nas escadas de
maior largura.
§ 2º – Nas escadas em leque será obrigatória a largura mínima do degrau,
junto ao bordo interior, de 0,5 m (cinco centímetros).
Art. 66 – Sempre que a altura a vencer for superior a 3,20 m, (três metros e vinte
centímetros), será obrigatório intercalar um patamar com extensão mínima de 1,00
m (um metro);
Art. 67 – Haverá obrigatoriamente patamares junto às portas, com largura igual as
das escadas.
Art. 68 – Para as edificações de mais de dois pavimentos, as escadas serão
incombustíveis, tolerando-se balaustrada e corrimão de madeira ou outro material
similar.
Parágrafo único. A largura mínima das escadas principais nas galerias e centros
comerciais será de 1,50 m (um metro e cinqüenta centímetros).

CAPÍTULO IX

DOS CORREDORES

Art. 69 – Os corredores principais deverão atender as seguintes condições:


I – ter pé-direito mínimo de 2,20m (dois metros e vinte centímetros);
II – ter largura mínima de:
a) - 1,00 m (um metro) nas edificações com até 4 unidades habitacionais;
b) - 1,20 m (um metro e vinte centímetros) nas edificações com mais de 4
unidades habitacionais.
III – ter piso regular, contínuo e não interrompido por degraus;
IV – ser livres de obstáculos devendo as caixas de coleta, extintores de
incêndio e outros equipamentos serem colocados em nichos ou locais apropriados.
Art. 70 – Os corredores de centros comerciais e escritórios deverão ter largura
mínima de 1,50 m (um metro e cinqüenta centímetros).

289
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

CAPÍTULO X

DAS RAMPAS DE PEDESTRES

Art. 71 – Deverão ser usadas, obrigatoriamente, nos seguintes casos:


I – em todas as edificações em que houver obrigatoriedade de elevador, como
acesso ao saguão do elevador;
II – nas edificações sem elevador como acesso ao pavimento térreo.
Art. 72 – A largura das rampas obedecerá às mesmas disposições previstas para
escadas.
Art. 73 – A declividade máxima das rampas de acesso será:
I – 5% (cinco por cento) quando se constituir no único elemento de acesso;
II – 10% (dez por cento) quando acompanhada de escada.

Art. 74 – Os patamares terão dimensão mínima de 1,00 m (um metro e dez


centímetros), sendo obrigatório sempre que houver mudança de direção, ou quando
a altura a vencer for superior a 3,20 m (três metros e vinte centímetros).
Art. 75 – Não será permitida a colocação de portas em rampas, devendo estas
situar-se sempre em patamares planos.
Art. 76 – O piso das rampas e patamares deverá ser antiderrapante ou provido de
faixas antiderrapantes.
Art. 77 – As rampas deverão ser dotadas de guardas e corrimãos nas mesmas
condições exigidas para as escadas.

CAPÍTULO XI

DAS RAMPAS DE VEÍCULOS

Art. 78 – As rampas de veículos deverão ter inclinação máxima de 20% (vinte por
cento), excetuadas as em declive quando situadas no recuo de jardim a partir do
alinhamento, que deverão ter 10% (dez por cento), sempre com revestimento
antiderrapante, situadas no interior do lote e com as seguintes larguras:
I – quando retas:
290
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

a) 2,75 m (dois metros e setenta e cinco centímetros);


b) 5,50 m (cinco metros e cinqüenta centímetros) acima de 50 (cinqüenta)
vagas de estacionamento; exceto para edifícios residenciais e de escritórios;
II – quando curvas:
a) 4,00 m (quatro metros);
b) 7,00 m (sete metros) acima de 50 (cinqüenta) vagas de estacionamento.

CAPÍTULO XII

DAS CHAMINÉS

Art. 79 – As chaminés de qualquer espécie serão dispostas de maneira que o fumo,


fuligem, odores estranhos, ou resíduos que possam expelir, não incomodem os
vizinhos, ou então serem dotados de aparelhamento que evite tais inconvenientes.

CAPÍTULO XIII

DOS TOLDOS E ACESSOS COBERTOS

Art. 80 – Será permitida a colocação de toldos ou passagens cobertas, sobre o


recuo para jardim ou passeio, desde que atendidas as seguintes condições:
I – ser engastados na edificação, não podendo haver colunas de apoio;
II – ter balanço máximo de 2,00 m (dois metros), ficando 0,50 m (cinqüenta
centímetros) aquém do meio-fio ou 1,00 m (um metro) quando houver posteação ou
arborização;
III – não possuir elementos abaixo de 2,20 m (dois metros e vinte centímetros)
em relação ao nível do passeio;
IV – não prejudicar a arborização e a iluminação pública e não ocultar placas de
utilidade pública.
Art. 81 – Os acessos cobertos serão permitidos na parte fronteira às entradas
principais de hotéis, hospitais, clubes, cinemas e teatros, desde que atendidas as
seguintes condições:
I – ter estrutura metálica ou equivalente;
II – ter apoio, exclusivamente, no alinhamento e afastados 0,50 m (cinqüenta
centímetros) do meio-fio;
III – observar passagem livre de altura não inferior a 2,20 m (dois metros e vinte
centímetros);
IV – ter largura máxima de 2,00 m (dois metros).
Parágrafo único. O pedido de licença para a instalação de toldos deverá ser
acompanhado de desenhos em escala conveniente dos quais conste também a
planta de localização.

291
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

CAPÍTULO XIV

DOS PASSEIOS

Art. 82 – A calçada nos passeios públicos deverá ser executada em toda a sua
largura com material antiderrapante, com inclinação entre 1% (um por cento) e 3%
(três por cento) e sem degraus.
Art. 83 – As rampas de entrada de garagens e para deficientes físicos deverão ser
executados com rebaixamento de meio-fio e nunca sobre a pista de rolamento,
podendo avançar na calçada em uma extensão de no máximo 0,50 m (cinqüenta
centímetros).

CAPÍTULO XV

DA ILUMINAÇÃO E VENTILAÇÃO

Art. 84 – Salvo os casos expressos, todos os compartimentos deverão ter vãos de


iluminação e ventilação abertos para o exterior de acordo com as seguintes
condições:
I – os vãos deverão ser dotados de dispositivos que permitam a renovação de
ar com, pelo menos, 50% (cinqüenta por cento) da área mínima exigida para os
mesmos;
II – em nenhum caso a área dos vãos poderá ser inferior a 0.40 m (quarenta
centímetros), ressalvados os casos de tiragem mecânica expressamente permitida
neste código;
III – os compartimentos de utilização transitória ou especial, cuja ventilação, por
dispositivo expresso neste código possa ser efetuada através de poço, poderão ser
ventilados por meio de dutos horizontais ou verticais com seção mínima igual à área
mínima do vão de ventilação e comprimento máximo de 4,00 m (quatro metros);
a) se o comprimento for superior, será obrigatório o uso de processo mecânico
devidamente comprovado mediante especificações técnicas e memoriais descritivos
da aparelhagem e dos dutos a serem empregados.
Art. 85 – A área dos vãos de iluminação e ventilação aberta para o exterior não
poderá ser, para cada compartimento, inferior a 1/8 (um oitavo) da área útil do
compartimento.
Art. 86 – Poderão ser ventilados por dutos:
I – sanitários;
II – circulações;
III – garagens;
IV – pequenos depósitos condominiais.
Art. 87 – A ventilação natural por dutos verticais será constituída de duto de entrada
de ar e duto de tiragem, devendo atender as seguintes condições:
I – ser dimensionados pela fórmula A=V/1200, onde:
a) A= área mínima da seção do duto, (m2);
b) V= somatório dos volumes dos compartimentos que ventilam pelo duto,
(m3);
II – ter o duto de entrada de ar:
292
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

a) abertura inferior de captação na base do duto;


b) fechamento no alto da edificação;
c) abertura de ventilação localizada, no máximo, a 0,40 m (quarenta
centímetros) do piso.
III – ter, o duto de tiragem:
a) altura mínima de 1,00m acima da cobertura;
b) abertura de ventilação junto ao forro do compartimento.
Parágrafo único. A menor dimensão dos dutos de ventilação natural deverá ser de
0,10 m (dez centímetros).
Art. 88 – Os dutos horizontais para ventilação natural deverão atender as seguintes
condições:
I – ter a largura do compartimento a ser ventilado;
II – ter altura mínima livre de 0,20 m (vinte centímetros);
III – ter comprimento máximo de 6,00 m (seis metros), exceto no caso de ser
aberto nas duas extremidades.
Art. 89 – Quando a ventilação ocorrer através de processo mecânico, os dutos
deverão ser dimensionados conforme especificações do equipamento a ser
instalado.

Título IV
Tipos Edilícios e Elementos de Construção

CAPÍTULO I
EDIFICAÇÕES RESIDENCIAIS

Art. 90 – São edificações residenciais aquelas destinadas à moradia, sejam do tipo


unifamiliar ou coletiva.

SEÇAO I
Da Casa

Art. 91 – As casas deverão ter, no mínimo, ambientes de sala, dormitório, cozinha e


sanitário.
Art. 92 – As casas construídas em madeira, ou outro material não resistente ao
fogo, deverão:
I – observar um afastamento mínimo de 1,50 m (um metro e cinqüenta
centímetros) de qualquer divisa do terreno;
II – observar um afastamento mínimo de 3,00 m (três metros) de qualquer outra
economia, construída em madeira no mesmo lote.
Parágrafo único. O afastamento de 1,50 m (um metro e cinqüenta centímetros) se
aplica às divisas em que a parede externa for de alvenaria.
Art. 93 – As áreas condominiais edificadas, pertencentes a condomínios com mais
de duas unidades residenciais deverão atender às prescrições da Seção III deste
Capítulo.

293
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

SEÇÃO II

Da Habitação Popular

Art. 94 – Entende-se por habitação do tipo popular a economia residencial urbana


destinada exclusivamente à moradia própria, constituída apenas de dormitórios,
sala, cozinha, banheiro, circulação e área de serviço.
§ 1º – Entende-se por "casa popular" a habitação tipo popular, de um só
pavimento e uma só economia.
§ 2º – Entende-se por "apartamento popular" a habitação tipo popular
integrante de prédio de habitação múltipla.
Art. 95 – A construção de habitações populares só é permitida nas zonas
residenciais estabelecidas na Lei de Uso e Ocupação do Solo.
Art. 96 – A habitação popular deverá apresentar as seguintes características e
satisfazer as seguintes condições:
I – área construída máxima de 70,00 m2 (setenta metros quadrados);
II – dormitório com área de no mínimo 7,50 m2 (sete metros e cinqüenta
centímetros quadrados);
III – sala com área de no mínimo 7,50 m2 (sete metros e cinqüenta centímetros
quadrados);
IV – cozinha com área de no mínimo 3,00 m2 (três metros quadrados);
V – ter revestimento com material liso, resistente, lavável e impermeável até a
altura de 1,50 m (um metro e cinqüenta centímetros) nos seguintes locais:
a) no gabinete sanitário, no local do banho;
b) na cozinha, no local do fogão e do balcão da pia.
Art. 97 – Os prédios de apartamentos populares poderão ter orientações diferentes
desse Código desde que tecnicamente justificadas pelo projetista.

SEÇÃO III

Dos Edifícios Residenciais

Art. 98 – As edificações destinadas a edifícios residenciais, além das disposições do


presente Código que lhe forem aplicáveis, deverão observar:
I – estrutura e entre pisos resistentes ao fogo;
II – materiais e elementos da construção de acordo com o Capítulo I do Título
III;
III – iluminação e ventilação de acordo com o Capítulo XV do Título III;
IV – ter equipamentos e instalações atendendo ao TÍTULO V;
V – ter dependência destinada a zelador, quando possuir o prédio mais de 16
economias;
VI – ter distância entre dois pavimentos consecutivos pertencentes a
economias distintas, não inferiores a 2,75 m (dois metros e setenta e cinco
centímetros);
VII – ter área de estacionamento conforme as exigências das normas
urbanísticas;
VIII – ter acessibilidade a deficientes físicos conforme Normas Técnicas
Brasileira;
IX – saídas de emergência conforme Norma Brasileira, NB-208 (NBR 9077).
294
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

Parágrafo único. Em edifícios residenciais, só poderão existir conjuntos de


escritórios, consultórios e compartimentos destinados a comércio, cuja natureza não
prejudique o bem-estar, a segurança e o sossego dos moradores, quando
possuírem acesso do logradouro público e circulação independentes.
Art. 99 – Cada apartamento deverá constar de, pelo menos uma sala, um
dormitório, uma cozinha e um gabinete sanitário com chuveiro.
Parágrafo único. A sala e o dormitório poderão constituir um único compartimento,
devendo, neste caso, ter a área mínima 15,00 m² (quinze metros quadrados).
Art. 100 – Nos apartamentos compostos, no máximo de uma sala, um dormitório,
um banheiro, uma cozinha, uma área de serviço e hall de circulação, é permitido:
I – Reduzir a área da cozinha para até 3,00 m² (três metros quadrados);
II – Ventilar a cozinha, se de área inferior ou igual a 5,00 m² (cinco metros
quadrados), por meio de poço;
III – Reduzir a área da sala, ou a área do dormitório, para 7,50 m² (sete metros
e cinqüenta centímetros quadrados), quando situados em compartimentos distintos.

CAPÍTULO II

DAS EDIFICAÇÕES NÃO RESIDENCIAIS

SEÇÃO I

Das Condições Gerais

Art. 101 – São edificações não residenciais, aquelas destinadas às instalações de


atividades comerciais, de prestação de serviço, industriais e institucionais.
Art. 102 – As edificações não residenciais deverão ter:
I – estrutura e entrepisos resistentes ao fogo, exceto prédios de uma unidade
autônoma, para atividades que não causem prejuízos ao entorno, a critério do
município;
II – ter distância entre dois pavimentos consecutivos pertencentes a economias
distintas, não inferiores a 2,75 m (dois metros e setenta e cinco centímetros);
III – materiais e elementos da construção de acordo com o Capítulo I do Titulo
III;
IV – iluminação e ventilação de acordo com o Capítulo XV do Título III;
V – ter equipamentos e instalações atendendo ao Título V;
VI – os corredores de circulação deverão ter a largura mínima de 1,50 m (um
metro e cinqüenta centímetros);
VII – ter área de estacionamento conforme as exigências das normas
urbanísticas;
VIII – ter acessibilidade a deficientes físicos conforme Normas Técnicas
Brasileira;
IX – saídas de emergência conforme Norma Brasileira, NB-208 (NBR 9077).
Art. 103 – As edificações destinadas a atividades consideradas potencialmente
incômodas, nocivas ou perigosas, além das prescrições do presente Código,
deverão atender à legislação de impacto ambiental.
Art. 104 – Nas edificações em que houver atividades que incluam manipulação de
óleos e graxas, tais como serviços de lavagem e/ou lubrificação, oficinas mecânicas
em geral, retificadoras de motores, etc., além das disposições do artigo anterior,
295
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

deverá ser instalada caixa separadora de óleo e lama atendendo as normas


técnicas.
Art. 105 – Os sanitários deverão ter, no mínimo, o seguinte:
I – pé-direito de 2,20 m (dois metros e vinte centímetros);
II – paredes até a altura de 1,50 m (um metro e cinqüenta centímetros) e pisos
revestidos com material liso, lavável, impermeável e resistente;
III – vaso sanitário e lavatório;
IV – quando coletivos, um conjunto de acordo com a norma NB-833 (NBR
9050/85);
V – incomunicabilidade direta com a cozinha.
Art. 106 – Refeitórios, cozinhas, copas, depósitos de gêneros alimentícios
(despensas), lavanderias e ambulatórios deverão:
I – ser dimensionados conforme equipamentos específicos;
II – ter piso e paredes até a altura mínima de 2,00 m (dois metros), revestidos
com material liso, lavável, impermeável e resistente.
Art. 107 – As áreas de estacionamentos descobertas em centros comerciais,
supermercados, pavilhões, ginásios e estádios deverão:
I – ser arborizadas;
II – ter piso com material absorvente de águas pluviais, quando pavimentado.

SEÇÃO II

Dos Edifícios de Escritórios

Art. 108 – As edificações destinadas a escritórios, consultórios e estúdios de caráter


profissional, além das disposições da seção I deste Capítulo, deverão:
I – ter no pavimento térreo, caixa receptora de correspondência, dentro das
normas da ECT;
II – ter portaria quando a edificação contar com mais de 20 (vinte) salas ou
conjuntos;
III – ter em cada pavimento, um conjunto sanitário, na proporção de um para
cada grupo de 20 (vinte) pessoas ou fração, calculados à razão de uma pessoa para
cada 7,50 m2 (sete metros e cinqüenta centímetros quadrados) de área de sala, não
computada aquela que for servida de gabinete sanitário privativo.
Parágrafo único - Será exigido, apenas um sanitário, quando privativo, nos
conjuntos ou unidades autônomas com área máxima de 70,00 m² (setenta metros
quadrados).

SEÇÃO III

Das Lojas, Centros Comerciais e Galerias Comerciais

Art. 109 – As edificações destinadas a comércio em geral além das disposições da


SEÇÃO I deste Capítulo deverão:
I – ter pé-direito mínimo nas lojas de:
a) área até 100,00 m2 (cem metros quadrados) pé-direito de 3,00 m (três
metros);
296
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

b) entre 100,00 m2 (cem metros quadrados) e 200,00 m2 (duzentos metros


quadrados) pé-direito de 3,50 m (três metros e cinqüenta centímetros);
c) acima de 200,00 m2 (duzentos metros quadrados) pé-direito de 4,00
m(quatro metros).
II – ter vãos de iluminação e ventilação com área não inferior a 1/10 (um
décimo) da área útil dos compartimentos;
III – ter as portas gerais de acesso ao público, com uma largura mínima de 1,50
m (um metro e cinqüenta centímetros);
IV – ter em cada pavimento, um conjunto sanitário, na proporção de um para
cada grupo de 20 (vinte) pessoas ou fração, calculados à razão de uma pessoa para
cada 15,00 m2 (quinze metros quadrados) de área de sala, não computada aquela
que for servida de gabinete sanitário privativo;
V – instalações sanitárias para uso público, separadas por sexo, nas lojas de
médio e grande porte, na razão de um conjunto de vaso e lavatório para cada
600,00 m2 (seiscentos metros quadrados) de área de piso de salão, localizadas
junto às circulações verticais ou em área de fácil acesso;
VI – será exigido apenas um sanitário nas lojas que não ultrapasse 75,00m2.
VII – garantir fácil acesso para portadores de deficiência física às dependências
de uso coletivo e previsão de 2% de sanitários, com o mínimo de um, quando com
mais de 20 unidades;
Art. 110 – As galerias comerciais, além das disposições da seção I do presente
Capítulo que forem aplicáveis, deverão satisfazer as seguintes condições:
I – possuir uma largura e um pé-direito de 3,50 m (três metros e cinqüenta
centímetros);
II – ter suas lojas uma área mínima de 10,00 m2 (dez metros quadrados),
podendo ser ventiladas através da galeria e iluminadas artificialmente;
III – possuírem instalações sanitárias de acordo com as prescrições
estabelecidas para as lojas de prédios comerciais;

SEÇÃO IV

DOS HOTÉIS

Art. 111 – As edificações destinadas a hotéis e congêneres, além das disposições


da seção I deste Capítulo, deverão ter:
I – no hall de entrada, local destinado à instalação de portaria;
II – local para guarda de bagagens;
III – em cada pavimento, um conjunto sanitário, na proporção de um para cada
grupo de 10 (dez) pessoas ou fração, calculados na razão de uma pessoa para cada
7,00 m2 (sete metros quadrados) de área de sala, não computada aquela que for
servida de gabinete sanitário privativo;
IV – garantia de fácil acesso para portadores de deficiência física às
dependências de uso coletivo e previsão de 2% (dois por cento) dos alojamentos e
sanitários, com o mínimo de um, quando com mais de 20 (vinte) unidades;
V – além dos compartimentos destinados a alojamentos, mais as seguintes
dependências;
a) vestíbulo em local para a instalação de portaria;
b) sala de estar geral;
297
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

c) entrada de serviço.
VI – elevador quando com mais de quatro pavimentos;
VII – local para coleta de lixo situado no primeiro pavimento, com acesso pela
entrada de serviço;
VIII – em cada pavimento, um conjunto sanitário com chuveiro, na proporção de
1 (um) para cada grupo de 03 (três) dormitórios que não possuam sanitários
privativos;
IX – vestiário e um conjunto sanitário com chuveiro privativo para o pessoal de
serviço;
X – local para lavagem e secagem de roupa;
XI – depósito de roupa servida;
XII – depósito, em recinto exclusivo, para roupas limpas.
Art. 112 – Os compartimentos destinados a alojamento deverão atender:
I – quando na forma de dormitórios isolados, uma área mínima de 9,00 m²
(nove metros quadrados);
II – quando na forma de apartamentos, ao prescrito na Seção III, Capítulo I,
deste Título.
Parágrafo único. Os dormitórios que não dispuserem de instalações sanitárias
privativas deverão possuir lavatórios.
Art. 113 – As pensões e similares poderão ter a área dos dormitórios reduzida para
7,00 m2 (sete metros quadrados) e o número de sanitários, separados por sexo,
calculado na proporção de um conjunto para cada 05 (cinco) dormitórios.

SEÇÃO V

Dos Hospitais, Asilos, Orfanatos, Albergues e Similares

Art. 114 – Estas edificações, além das disposições da Seção I deste Capítulo,
deverão:
I – ter as paredes de sustentação de material incombustíveis;
II – ter acessibilidade a deficientes físicos conforme desenhos anexos;
III – Ter instalação preventiva contra incêndio de acordo com o que dispuser a
ABNT e as normas do Corpo de Bombeiros.

SEÇÃO VI

Das Escolas e Creches

Art. 115 – As edificações destinadas a escolas e creches, além das disposições da


SEÇÃO I deste Capítulo, deverão ter:
I – as instalações sanitárias na proporção de:
a) masculino: com um vaso sanitário e um lavatório para cada 50 (cinqüenta)
alunos, e um mictório para cada 25 (vinte e cinco) alunos;
b) feminino: com um vaso sanitário para cada 20 (vinte) alunas e um lavatório
para cada 50 (cinqüenta) alunas;

298
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

c) funcionários: com um conjunto de vaso sanitário, lavatório e local para


chuveiro para cada grupo de 20 (vinte);
d) professores: com um conjunto de vaso sanitário e lavatório para cada grupo
de 20;
II – bebedouro automático, no mínimo, um para cada 150 (cento e cinqüenta)
alunos;
III – garantia de fácil acesso para portadores de deficiência física às
dependências de uso coletivo, administração e a 2% (dois por cento) das salas de
aula e sanitários.
Art. 116 – Nas escolas de 1º e 2º graus deverão ser previstos locais de recreação
descoberto e coberto atendendo ao seguinte:
I – local descoberto com área mínima igual a duas vezes a soma das salas de
aula;
II – local de recreação coberto com área mínima igual a 1/3 (um terço) da soma
das áreas das salas de aula.
Parágrafo único. Não serão considerados como local de recreação coberto os
corredores e as passagens.
Art. 117 – As salas de aulas deverão satisfazer as seguintes condições:
I – pé-direito mínimo de 3,00 m (três metros);
II – nas escolas de 1º e 2º graus:
a) comprimento máximo de 8,00 m (oito metros);
b) largura não excedente a 2,5 (duas e meia) vezes a distância do piso à verga
das janelas principais;
c) área calculada à razão de 1,20 m² (um metro e vinte centímetros quadrados)
no mínimo, por aluno, não podendo ter área inferior a 15,00 m² (quinze metros
quadrados).
Art. 118 – Os corredores e as escadas deverão ter uma largura mínima de 1,50 m
(um metro e cinqüenta centímetros).
Parágrafo único. As escadas não poderão se desenvolver em leque ou caracol.
Art. 119 – As escolas que possuam internatos deverão ainda satisfazer as seguintes
condições:
I – ter nos dormitórios área de no mínimo, 6,00 m² (seis metros quadrados)
para o primeiro aluno, mais 3,00 m2 (três metros quadrados) para cada aluno
excedente, até o máximo de 08 (oito) alunos por dormitório;
II – ter as instalações sanitárias privativas do internato, as seguintes
proporções:
III – masculino, um lavatório para cada 10 (dez) alunos, um vaso sanitário para
cada 20 (vinte) alunos, um chuveiro para cada 20 (vinte) alunos e um mictório para
cada 30 (trinta) alunos;
IV – feminino, um lavatório para cada 10 (dez) alunas, um vaso sanitário para
cada 10 (dez) alunas, um chuveiro para cada 20 (vinte) alunas e um bidê para cada
30 (trinta) alunas.

SEÇÃO VII

Dos Cinemas, Teatros, Auditórios e Templos

Art. 120 – As edificações destinadas a cinemas, teatros e auditórios, além das


disposições da Seção ISEÇÃO I deste Capítulo, deverão ter:
299
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I – instalações sanitárias para uso de ambos os sexos, devidamente separados


com fácil acesso, na proporção de um conjunto sanitário para cada 500 (quinhentos)
lugares, devendo o primeiro gabinete sanitário feminino ter 02 (dois) vasos
sanitários;
II – sala de espera contígua e de fácil acesso à sala de espetáculos com área
mínima de 0,20 m2 (vinte centímetros quadrados) por pessoa, calculada sobre a
capacidade total;
III – os corredores, escadas e portas, que deverão abrir no sentido do
escoamento, dimensionados em função da lotação máxima e obedecendo ao
seguinte:
a) largura mínima de 1,50 m (um metro e cinqüenta centímetros), até uma
lotação máxima de 150 (cento e cinqüenta) pessoas;
b) largura aumentada na proporção de 0,005 m (cinco milímetros) por pessoas
considerada a lotação total e quando essa for superior a do inciso anterior.
c) as poltronas distribuídas em setores, separados por um corredor, não
podendo cada setor ultrapassar o número de 250 (duzentas e cinqüenta) poltronas e
as filas não poderão ter profundidade superior a 8 (oito) poltronas.
IV – acessibilidade em 2% (dois por cento) das acomodações e dos sanitários
para portadores de deficiência física;
V – Ter isolamento acústico
VI – Ter instalação de energia elétrica de emergência;
VII – Ser equipados, no mínimo, com renovação mecânica de ar.
Art. 121 – Os auditórios deverão ter vãos de iluminação e ventilação, com área
mínima equivalente a 1/10 (um décimo) da área útil dos mesmos, exceto quando
dotados de instalação de renovação mecânica de ar.
Art. 122 – As cabines de projeção nos cinemas deverão ser construídas
inteiramente de material incombustível e serem completamente independentes da
sala de espetáculo, com exceção das aberturas de projeção, e conterem dispositivos
que permitam exaustão.
Art. 123 – Os teatros deverão ainda satisfazer as seguintes condições:
I – ter camarim para ambos os sexos, com acesso direto ao exterior e
independente da parte destinada ao público;
II – ter nos camarins instalações sanitárias privativas para ambos os sexos.

SEÇÃO VIII

Das Sedes Sociais, Ginásio de Esportes

Art. 124 – As edificações destinadas a sedes sociais, ginásios esportivos e


similares, além das disposições da Seção I deste Capítulo, deverão:
I – atender a legislação estadual de saúde;
II – ter, nas salas de espetáculos e danças, instalações de renovação mecânica
de ar;
III – ter instalações sanitárias para ambos os sexos, devidamente separadas,
com fácil acesso, na proporção de um conjunto sanitário para cada 500 (quinhentas)
pessoas, devendo o primeiro gabinete sanitário feminino ter 02 (dois) vasos
sanitários;

300
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

IV – os ginásios de esportes e as sedes sociais quando tiverem departamentos


esportivos deverão ter vestiários separados por sexos e com as instalações
sanitárias privativas mínimas de:
a) masculino: 03 (três) vasos sanitários, 03 (três) lavatórios, 03 (três) mictórios
e 05 (cinco) chuveiros;
b) feminino: 05 (cinco) vasos sanitários, 05 (cinco) lavatórios e 05 (cinco)
chuveiros.
c) um gabinete sanitário especial para deficiente físico masculino e outro
feminino, segundo as normas técnicas.
Art. 125 – Em estabelecimentos de ensino poderão ser dispensadas as instalações
sanitárias destinadas ao público e aos atletas, se houver possibilidade de uso dos
sanitários existentes e adequadamente localizados.
I – As piscinas em geral deverão satisfazer as seguintes condições:
a) ter as paredes e o fundo revestidos com azulejos ou material equivalente;
b) ter as bordas elevando-se acima do terreno circundante;
c) ter quando destinadas a uso coletivo, instalações de tratamento e renovação
da água.

SEÇÃO IX

Dos Pavilhões

Art. 126 – Pavilhões são edificações destinadas, basicamente, às instalações de


atividades de depósito, comércio atacadista, armazéns e indústrias.
Art. 127 – Os Pavilhões além das disposições da Seção I deste Capítulo devem
observar as seguintes condições:
I – ter as paredes de sustentação de material incombustíveis;
II – ter pé-direito dentro das seguintes medidas:
a) área de até 100,00 m² (cem metros quadrados) pé-direito de 3,00 m (três
metros);
b) área entre 100,00 m² (cem metros quadrados) e 200,00 m² (duzentos metros
quadrados) pé-direito de 3,50 m (três metros e cinqüenta centímetros);
c) área acima de 200,00 m² (duzentos metros quadrados) pé-direito de 4,00 m
(quatro metros).
III – ter os locais de trabalho vãos de iluminação e ventilação com área
equivalente a 1/10 (um décimo) da área útil;
IV – ter instalações sanitárias, separadas por sexos na proporção de um
conjunto sanitário com chuveiro para cada 450,00 m² (quatrocentos e cinqüenta
metros quadrados) ou fração de área construída;
V - ter vestiários separados por sexo.

SEÇÃO X

Das Garagens Não Comerciais

Art. 128 – São consideradas garagens não comerciais as que forem construídas no
lote, em subsolo ou em um ou mais pavimentos de edifício de uso residencial e não
residencial.
301
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

Art. 129 – As edificações destinadas a garagens não comerciais, além das


disposições do presente Código que lhes forem aplicáveis, deverão ter:
I – pé-direito livre mínimo de 2,20 m (dois metros e vinte centímetros) com
passagem mínima de 2,10 m (dois metros e dez centímetros);
II – locais de estacionamento para cada veículo com largura livre mínima de
2,20 m (dois metros e vinte centímetros) e comprimento mínimo de 4,60 m (quatro
metros e sessenta centímetros), numerados seqüencialmente;
III – vão de entrada com largura mínima de 2,20 m (dois metros e vinte
centímetros) e, no mínimo, dois vãos quando comportar mais de 50 (cinqüenta)
veículos;
IV – ter o corredor de circulação largura mínima de 3,00 m (três metros), 3,50 m
(três metros e cinqüenta centímetros), 4,00 m (quatro metros) ou 5,00 m (cinco
metros) quando os locais de estacionamento formarem em relação ao mesmo,
ângulo de até 30º, 45º, 60º e 90º (trinta, quarenta e cinco, sessenta e noventa graus)
respectivamente;
§ 1º – Os locais de estacionamento para cada carro, a distribuição dos pilares
na estrutura e a circulação prevista, deverão permitir a entrada e saída independente
para cada veículo.
§ 2º – Não serão permitidas quaisquer instalações de abastecimento,
lubrificação ou reparos em garagens não comerciais.
§ 3º – Os locais de estacionamento quando delimitados por paredes deverão
ter largura mínima de 2,50 m (dois metros e cinqüenta centímetros).
§ 4º – O rebaixamento dos meios-fios de passeios para acessos de veículos,
não poderá exceder a extensão de 7,00 m (sete metros) para todos os vão de
entrada da garagem, nem ultrapassar a extensão de 50% (cinqüenta por cento) da
testada do lote, com afastamento entre neles de 1,00 m (um metro).

SEÇÃO XI

Das Garagens Comerciais

Art. 130 – As garagens comerciais são edificações destinadas à guarda de veículos,


podendo haver serviços de lavagem, lubrificação e abastecimento.
Art. 131 – As edificações destinadas às garagens comerciais, além das disposições
da Seção I deste Capítulo, deverão ter:
I – local de acumulação com acesso direto do logradouro, que permita o
estacionamento eventual de um número de veículos não o inferior a 5% (cinco por
cento) da capacidade total da garagem, não podendo ser numerado nem sendo
computado nesta área o espaço necessário à circulação de veículos;
II – caixa separadora de óleo e lama quando houver local para lavagem e/ou
lubrificação;
III – vãos de entrada com largura mínima de 2,20 m (dois metros e vinte
centímetros), e no mínimo dois vãos quando comportar mais de 50 (cinqüenta)
carros;
IV – os locais de estacionamento para cada carro, largura mínima de 2,40m e
comprimento mínimo de 5,00 m (cinco metros) numerados seqüencialmente;
V – o corredor de circulação largura mínima de 3,00 m, 3,50 m, 4,00 ou 5,00 m
(três, três e meio, quatro ou cinco metros) quando os locais de estacionamento

302
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

formarem em relação ao mesmo, ângulo de até 30º, 45º, 60º e 90º (trinta, quarenta e
cinco, sessenta e noventa graus) respectivamente;
VI – instalação sanitária para uso público de no mínimo um conjunto sanitário;
VII – instalação sanitária destinada aos funcionários na proporção de um
conjunto com chuveiro para cada 10 (dez) funcionários;
Art. 132 – Os locais de estacionamento para cada carro, a distribuição dos pilares
na estrutura e a circulação prevista deverão permitir a entrada e saída independente
para cada veículo.
Art. 133 – O rebaixamento dos meios-fios de passeios para acessos de veículos,
não poderá exceder a extensão de 7,00 m (sete metros) para todos os vão de
entrada da garagem, nem ultrapassar a extensão de 50% (cinqüenta por cento) da
testada do lote, com afastamento entre neles de 3,00 m (três metros).
Art. 134 – As garagem comerciais com circulação vertical por processo mecânico,
deverão ter instalação de emergência para fornecimento de força.

SEÇÃO XII
Dos Postos de Abastecimento de Serviço

Art. 135 – São considerados postos de abastecimento e serviço as edificações


construídas para atender, no mínimo, abastecimento de veículos automotores,
podendo ainda existir lavagem, lubrificação e reparos.
Parágrafo único. Será obrigatório o serviço de suprimento de ar nos postos de
abastecimento.
Art. 136 – As edificações destinadas a postos de abastecimento e/ou serviços, além
das disposições da Seção I deste Capítulo, deverão ter:
I – instalação sanitária aberta ao público, separada por sexo;
II – vestiário com, no mínimo, um conjunto sanitário com chuveiro, na proporção
de um conjunto para cada 10 (dez) empregados;
III – os serviços de lavagem e lubrificação em recintos fechados e cobertos,
com caixa separadora de óleo e lama.
IV – Muro de divisa com altura de, no mínimo, 1,80m.
V – O rebaixamento de meios-fios de passeios para acesso de veículos,
extensão não superior a 7,00 m (sete metros) em cada trecho rebaixado, devendo a
posição e número de acessos observarem o estabelecido por ocasião da aprovação
do projeto.
Art. 137 – Os equipamentos para abastecimento deverão atender as seguintes
condições:
I – As colunas e válvulas dos reservatórios deverão ficar recuadas, no mínimo,
6,00 m (seis metros) dos alinhamentos e 7,00 m (sete metros) das divisas;
II – Os reservatórios serão subterrâneos e hermeticamente fechados, devendo
ainda distar, no mínimo, 2,00 m (dois metros) de qualquer edificação.
Art. 138 – São considerados como inflamáveis, para efeito do presente Código, os
líquidos que tenham seu ponto de fulgor abaixo de 93° (noventa e três graus),
estabelecendo-se como tal a temperatura em que o líquido emite vapores em
quantidades que possam inflamar-se ao contato de chama ou centelha.

303
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

Título V
Das Instalações em Geral

CAPÍTULO I
DAS INSTALAÇÕES DE ÁGUAS PLUVIAIS

Art. 139 – O escoamento de águas pluviais do lote edificado para a sarjeta será feito
em canalização construída sob o passeio.
§ 1º – Em casos especiais de inconveniência ou impossibilidade de conduzir as
águas pluviais às sarjetas, será permitido o lançamento dessas águas nas galerias
de águas pluviais, após aprovação, pela Prefeitura Municipal, de esquema gráfico
apresentado pelo interessado.
§ 2º – A despesas com a execução da ligação as galerias pluviais correrão
integralmente por conta do interessado.
§ 3º – A ligação será concedida a título precário, canceláveis a qualquer a
qualquer momento pela Prefeitura Municipal caso haja qualquer prejuízo ou
inconveniência.
§ 4º – Nas edificações construídas no alinhamento, as águas pluviais
provenientes de telhados, balcões, marquises e aparelhos de ar condicionado,
deverão ser captadas por meio de calhas e condutores.
§ 5º – Os condutores nas fachadas lindeiras à via pública serão embutidos até
a altura mínima de 2,50 m (dois metros e cinqüenta centímetros), acima do nível do
passeio.
Art. 140 – Não será permitida a ligação de condutores da águas pluviais à rede de
esgotos.

CAPÍTULO II
DAS INSTALAÇÕES HIDRÁULICO-SANITÁRIAS

Art. 141 – Todas as edificações em lotes com frente para logradouros que possuam
redes de água potável e de esgoto deverão, obrigatoriamente, servir-se delas, e as
instalações observarão as exigências da concessionária local.
Art. 142 – Quando a rua não tiver rede da água, a edificação deverá possuir poço
adequado para seu abastecimento, devidamente protegido contra as infiltrações de
água superficiais.
Art. 143 – Quando a rua não possuir rede de esgoto, a edificação deverá ser dotada
de fossa séptica e o efluente será lançado em poço absorvente.
Art. 144 – Toda unidade residencial deverá possuir, no mínimo um vaso sanitário,
um chuveiro, um lavatório e um pia de cozinha, que deverão ser ligados à rede geral
de esgoto ou à fossa séptica.
Parágrafo único. Os vasos sanitários e mictórios serão providos de dispositivos de
lavagem para sua perfeita limpeza.
Art. 145 – Os reservatórios deverão possuir:
I – cobertura que não permita a poluição da água;
II – torneira de bóia que regule, automaticamente, a entrada de água do
reservatório;

304
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

III – extravasor (“ladrão”) com diâmetro superior, ao lado do turvo alimentar,


com descarga em ponto visível para a imediata verificação de defeito da torneira de
bóia;
IV – canalização de descarga para limpeza periódica do reservatório.
Art. 146 – Todos os aparelhos sanitários deverão ser de louça, ferro fundido,
esmaltados ou material equivalente.
Art. 147 – Os compartimentos sanitários terão um ralo auto-sifonado provido de
inspeção, que receberá as águas servidas dos lavatórios, bidês, banheiras e
chuveiros, não podendo estes aparelhos ter comunicação com as tubulações dos
vasos ou mictórios, que serão ligados diretamente ao tubo de queda.
Parágrafo único. Será obrigatório o uso do tubo de ventilação nos vasos sanitários
e mictórios, com diâmetro mínimo de 2 “ (duas polegadas).
Art. 148 – Todos os encanamentos de esgotos em contato com o solo deverão ser
feitos com tubos em PVC ou com material equivalente.
Art. 149 – Em edificações com mais de um pavimento, os ramais de esgoto serão
ligados à rede principal por canalização vertical (“tubo de queda”);
§ 1º – Os tubos de queda deverão ser de material impermeável resistente e
com paredes internas lisas, não sendo permitido o emprego de manilhas de barro.
§ 2º – Os diâmetros dos ramais “tubos de queda” serão calculados em função
de seus comprimentos e do número de aparelhos servidos.
§ 3º – Os ramais de esgoto dos pavimentos superiores deverão ser de PVC,
galvanizados ou de materiais equivalentes.
Art. 150 – A declividade mínima dos ramais de esgoto será de 3% (três por cento).
Art. 151 – Não será permitida a ligação de canalização de esgoto ou de águas
servidas às sarjetas ou galerias de águas pluviais.
Art. 152 – Todas as instalações hidráulico-sanitárias deverão ser executadas
conforme as especificações da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT.

CAPÍTULO III
DAS INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

Art. 153 – As entradas aéreas e subterrâneas de luz e força de edifícios deverão


obedecer às normas técnicas exigidas pela concessionária local.
Art. 154 – Os diâmetros dos condutores de distribuição interna serão calculados de
conformidade com a carga máxima dos circuitos e voltagem de rede.
Art. 155 – O diâmetro dos eletrodutos será calculado em função do número e
diâmetro dos condutores, conforme as especificações da Associação Brasileira de
Normas Técnicas – ABNT.

CAPÍTULO VI
DAS INSTALAÇÕES DE GÁS

Art. 156 – As instalações de gás nas edificações deverão ser executadas de acordo
com as prescrições das normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas –
ABNT.

305
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

CAPÍTULO V
DAS INSTALAÇÕES PARA ANTENAS

Art. 157 – Nos edifícios comerciais e habitacionais é obrigatória a instalação de


tubulação para antena de televisão, com o número mínimo de pontos necessários
por unidade.
Parágrafo único. Nos casos de instalação de antenas coletivas para rádio e
televisão deverão ser atendidas as exigências legais.

CAPÍTULO SEÇÃO VI
DAS INSTALAÇÕES DE PÁRA – RAIOS

Art. 158 – Será obrigatória a instalação de pára-raios, de acordo com as normas da


Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT, nas edificações em que se
reúnam grande número de pessoas, bem como em torres e chaminés elevadas e em
construções isoladas e muito expostas.

CAPÍTULO VII
DAS INSTALAÇÕES DE PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO

Art. 159 – As edificações construídas, reconstruídas, reformadas ou ampliadas,


quando for o caso, deverão ser providas de instalações, e equipamentos de
proteção contra incêndio, de acordo com as prescrições das normas da Associação
Brasileira de Normas Técnicas – ABNT e da legislação específica do Corpo de
Bombeiros da Polícia Militar do Estado do Paraná.

CAPÍTULO VIII
DAS INSTALAÇÕES TELEFÔNICAS

Art. 160 – Todas as edificações deverão ser providas de tubulação para rede
telefônica de acordo com as normas técnicas exigidas pela empresa de
telecomunicações Brasil Telecom.

CAPÍTULO IX
DAS INSTALAÇÕES DE ELEVADORES

Art. 161 – Será obrigatória a instalação de, no mínimo, 01 (um) elevador nas
edificações com mais de 04 (quatro) pavimentos e de 02 (dois) elevadores nas
edificações de mais de 07 (sete) pavimentos.

306
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

§ 1º – O térreo conta com um pavimento, bem como cada pavimento abaixo do


nível médio do meio-fio.
§ 2º – No caso da existência de sobreloja, a mesma contará como um
pavimento.
§ 3º – Se o pé-direito do pavimento térreo for igual ou superior a 5,00 m (cinco
metros) contará como dois pavimentos, a partir daí, a cada 2,50 m (dois metros e
cinqüenta centímetros) acrescidos a esse pé-direito, corresponderá a um pavimento
a mais.
§ 4º – Os espaços de acesso ou circulação às portas dos elevadores deverão
ter dimensão não inferior a 1,50 m (um metro e cinqüenta centímetros) medida
perpendicularmente às portas dos elevadores.
§ 5º – Quando a edificação tiver mais de um elevador, as áreas de acesso aos
mesmos devem estar interligadas em todos os pavimentos.
§ 6º – Os elevadores não poderão ser o único meio de acesso aos pavimentos
superiores de qualquer edificação.
§ 7º – O sistema mecânico de circulação vertical (número de elevadores,
cálculo de tráfego e demais características) está sujeito às normas técnicas da
Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT, sempre que for instalado, e
deve ter um responsável técnico legalmente habilitado.
§ 8º – Não será considerado para efeito de altura, o último pavimento, quando
este for de uso exclusivo do penúltimo ou destinado a servir de moradia do zelador.

CAPÍTULO X
DAS INSTALAÇÕES PARA DEPÓSITO DE LIXO

Art. 162 – As edificações deverão prever local para armazenagem de lixo, onde o
mesmo deverá permanecer até o momento da apresentação à coleta.
Art. 163 – Nas edificações com mais de 2 (dois) pavimentos deverá haver, em cada
pavimento, local para armazenagem de lixo.

CAPÍTULO XI
DA NUMERAÇÃO

Art. 164 – A numeração das edificações será fornecida pelo setor competente da
Prefeitura Municipal.
Art. 165 – Nos prédios com mais de uma economia, a numeração destas será feita
utilizando-se números em seqüência de três algarismos, sendo que o primeiro deles
deverá indicar o número do pavimento onde se localiza a economia.
Parágrafo único. A numeração das economias deverá constar das plantas baixas
do projeto e não poderá ser alterada sem autorização da Prefeitura Municipal.

307
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

Título VI
Das Taxas e Penalidades

CAPÍTULO I
DAS TAXAS

Art. 166 – As taxas referentes aos atos definidos no presente Código serão
cobradas em conformidade com o Código Tributário do Município.

CAPÍTULO II
DAS PENALIDADES

Art. 167 – O não cumprimento das disposições deste Código, além das penalidades
previstas pela legislação específica, acarretará ao infrator as seguintes penas:
I – multas;
II – embargos;
III – interdição;
IV – demolição.
Art. 168 – Considerar-se-ão infratores o proprietário do imóvel e o profissional
responsável pela execução das obras.
Parágrafo único. Responderão ainda pela infração, os sucessores do proprietário
do imóvel.
Art. 169 – A verificação de infração gera a lavratura de auto de infração em
formulário próprio, contendo os elementos indispensáveis à identificação do autuado
e à produção de defesa.
§ 1º – Lavrado o auto de infração, o autuado terá prazo de 5 (cinco) dias para
oferecer defesa.
§ 2º – Na ausência de defesa ou sendo julgada improcedente, será imposta
multa pelo titular do órgão competente.

SEÇÃO I
Das Multas

Art. 170 – A multa será aplicada pelo órgão competente em vista do auto de infração
e de acordo com a escala estabelecida.
§ 1º – Imposta a multa, o infrator será notificado para que proceda ao
pagamento no prazo de 15 (quinze) dias, cabendo recurso a ser imposto no mesmo
prazo, o qual será recebido se acompanhado do comprovante do depósito.
§ 2º – Negado provimento ao recurso, o valor depositado será automaticamente
convertido em receita.
§ 3º – Na falta de recolhimento em prazo estabelecido, o valor da multa será
inscrito em dívida ativa e encaminhado para execução fiscal.
Art. 171 – As multas, independentemente de outras penalidades previstas pela
legislação em geral e as do presente Código, serão estabelecidas em função da
Unidade Fiscal Municipal (UFM) vigente à época da autuação e terão os seguintes
valores cobrados cumulativamente:
308
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

I – Multas de 3 (três) a 35 (trinta e cinco) vezes a Unidade Fiscal Municipal


(UFM) para:
a) obra em execução ou executada sem licenciamento;
b) obra em execução ou executada em desacordo com o projeto aprovado;
c) demolição total ou parcial de prédios sem licença;
d) infrações as demais imposições do presente código, excetuadas as previstas
no inciso II.
II – Multas de 10 (dez) a 100 (cem) vezes a Unidade Fiscal Municipal (UFM)
para:
a) obra em execução estando a mesma embargada;
b) quando o prédio for ocupado sem que a Prefeitura tenha fornecido a
respectiva Carta de Habitação;
c) obra em execução ou executada em desacordo com o Plano Diretor.
Art. 172 – A persistência ou a reincidência em infração cometida será cominada com
o dobro do valor da multa prevista progressivamente.

SEÇÃO II
Dos Embargos

Art. 173 – Obras em andamento, sejam elas de reparos, reconstrução, construção


ou reforma, serão embargadas sem prejuízo das multas quando:
I – estiverem sendo executadas sem o alvará de licenciamento nos casos em
que for necessário;
II – for desrespeitado o respectivo projeto em qualquer dos seus elementos
essenciais;
III – não forem observadas as indicações de alinhamento ou nivelamento,
fornecidas pelo departamento competente;
IV – estiverem sendo executadas sob a responsabilidade de profissional sem o
alvará municipal;
V – o profissional responsável:
a) sofrer suspensão ou cassação de carteira pelo Conselho Regional de
Engenharia, Arquitetura e Agronomia;
b) sua estabilidade estiver em risco, com perigo para o público ou para o
pessoal que a execute.
Art. 174 – O embargo só será levantado quando forem eliminadas as causas que o
determinaram.

SEÇÃO III

Da Interdição

Art. 175 – Sem prejuízo de outras penalidades, uma edificação completa ou parte de
suas dependências poderão ser interditadas sempre que oferecer riscos aos seus
habitantes ou ao público em geral.
309
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

Art. 176 – Poderão ser determinadas obras de construção, reconstrução ou reforma,


com prazos de início e conclusão, sempre que forem necessárias, tendo em vista a
segurança e o sossego público.
Parágrafo único. Em caso de recusa ou inércia do proprietário ou do possuidor do
imóvel, a qualquer título, o Município poderá realizar as obras entendidas
necessárias, diretamente ou através de terceiros, devendo o respectivo custo ser
ressarcido pelo responsável com o acréscimo de uma taxa de administração, sobre
aquele valor.

SEÇÃO IV

Da Demolição

Art. 177 – A Prefeitura Municipal determinará a demolição total ou parcial de uma


edificação quando:
I – não for cumprido o auto de embargo;
II – for executada sem observância de alinhamento ou nivelamento previstos,
ou em desacordo com o Plano Diretor, e normas técnicas gerais e específicas deste
Código;
III – for considerada como risco iminente à segurança pública, através de laudo
técnico, emitido por profissional habilitado.
Art. 178 – Havendo recusa ou inércia imotivada do responsável, o Município poderá
proceder às obras de demolição.

Título VII
Das Disposições Gerais

Art. 179 – Esta lei entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as
disposições em contrário.

Quatiguá, 02 de dezembro de 2011.

_____________________
Efraim Bueno de Moraes
Prefeito Municipal

310
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

8. PLANO DE AÇÃO E
INVESTIMENTOS

311
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

8.1 PLANO DE AÇÃO

A partir das diretrizes feitas juntamente com a Equipe Técnica Municipal,


as ações previstas são compatibilizadas nos projetos específicos de cada segmento
que deverão ser implementados ao longo dos 5 cinco anos.

Para o segmento de Gestão Ambiental, relativo à política de conservação


do meio ambiente, destacamos:

 Programas de controle ambiental, prevendo monitoramento da


qualidade do ar, água e combate a erosão do solo;
 Programas de recuperação ambiental, projetos de regeneração
do ar, qualidade das águas e do solo;
 Programas de valorização ambiental, com projetos de
estruturação do sistema de criação e conservação de áreas
verdes urbanas e educação ambiental nas escolas.

Para o segmento de Gestão socioeconômica, relativo ao desenvolvimento


social e econômico, destacam-se:

 Programas de inclusão social e econômica, com projetos de


melhoria do comercio e indústria;
 Programas de dinamização e capacitação profissional nos
setores produtivos e do turismo, com projetos voltados a
promoção da atividade agrícola, pecuária, indústria, comercio e
empreendimentos turísticos.

Para o segmento de Gestão socioespacial, relativo a política de


sustentabilidade, define-se:

 Programas de estruturação espacial, com projetos e leis para


ordenamento do espaço urbano e rural;

312
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

 Programa de estruturação habitacional, com projetos e leis que


regularizem a ocupação e melhoria de habitabilidade.

Para o segmento de Gestão da Infra-estrutura e Serviços Públicos,


referente a políticas de otimização da infra-estrutura e dos equipamentos e serviços
sociais, tem-se:

 Programas de adequação da infra-estrutura, com projetos de


estruturação do sistema viário, abastecimento de água, esgoto,
drenagem, resíduos sólidos, energia elétrica, iluminação pública,
comunicação e serviços funerários;
 Programas de estruturação dos sistemas sociais, com projetos
de melhoria dos equipamentos e serviços de educação, saúde,
assistência social, cultura, esporte e lazer.

Para o segmento de Gestão Institucional, relativo a políticas de


articulação administrativa e legal, defini-se:

 Programa de otimização da administração pública, com projetos


de estruturação administrativa;
 Programas de regulamentação normativa, com projetos de
revisão e atualização da legislação.

O Plano de Ação indica as ações e projetos prioritários nas áreas de infra-


estrutura, equipamentos e serviços públicos, organização do território e institucionais
para os 05 anos seguintes à aprovação do Plano Diretor. Foram adotadas por este
Plano 09 áreas de atuação são elas: Educação, Cultura, Esporte, Ação Social,
Saúde, Comercio e Indústria, Sistema Viário, Equipamentos Urbanos, Agricultura e
Meio Ambiente.

A classificação das ações, intervenções e projetos orientaram-se pelas


discussões com a Equipe Técnica do poder Executivo Municipal, Conselho de

313
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

Acompanhamento do Plano Diretor Municipal e Audiências Públicas realizadas.


Além dos projetos, estão indicadas as estimativas de custos e a projeção da
capacidade de investimento do Município.

Para eleição dos projetos prioritários foram adotadas as ações de curto


prazo (realização em até 02 anos) e algumas ações de médio prazo (realização em
até 06 anos). Além disso, foram adotados os seguintes critérios:

 Efeito multiplicador do Projeto nos diferentes segmentos que compõem as


políticas públicas.
 Concretização da estrutura urbana proposta.
 Melhoria dos indicadores sociais e econômicos.
 A redução dos custos do Poder Público e o aumento da produtividade dos
serviços.
 Projetos paralisados que atendam aos Objetivos e Diretrizes do Plano Diretor.
 A inclusão social.

314
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

8.2 INTERVENÇÕES

1 - INTERVENÇÕES PRIORITÁRIAS PARA EDUCAÇÃO

ITEM CUSTO
INTERVENÇÕES PARA EDUCAÇÃO
ESTIMADO (R$)
01 Laboratórios de informática 30.000,00
02 Biblioteca municipal 250.000,00
03 Construção de escolas 550.000,00
04 Reforma, manutenção e adequação 220.000,00
05 Contratação de profissionais 85.000,00
06 Construção de quadras esportivas 350.000,00
07 Construção de salas de cultura e lazer 280.000,00
08 Adequação de áreas de lazer 190.000,00
09 Transporte Escolar 85.000,00
10 Criação de brinquedoteca 150.000,00
11 Aquisição de equipamentos 150.000,00
12 Realização de eventos 48.000,00
Total 2.388.000,00
Obs.: Custo estimado para os gastos com o setor educacional do município, recursos previstos no
orçamento municipal.

2 - INTERVENÇÕES PRIORITÁRIAS PARA CULTURA

CUSTO
ITEM
INTERVENÇÕES PARA CULTURA ESTIMADO
(R$)
01 Realização de eventos 10.000,00
02 Manutenção da fanfarra 2.500,00
03 Construção de Centro Cultural 25.000,00
04 Instalação de Museu Histórico 2.500,00
Total 40.000,00
Obs.: Custo estimado para gastos com o setor cultural do município, recursos previstos no orçamento
municipal.

315
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

3 - INTERVENÇÕES PRIORITÁRIAS PARA ESPORTES

ITEM CUSTO
INTERVENÇÕES PARA ESPORTES
ESTIMADO (R$)
01 Criação de pistas de caminhada 8.000,00
02 Quadra poliesportiva coberta 15.000,00
03 Esporte nos bairros e área rural 5.000,00
04 Adequação e reforma do estádio 30.000,00
05 Programa de recreação para terceira idade 2.000,00
06 Participação em campeonatos 10.000,00
07 Aquisição de equipamentos 15.000,00
08 Aquisição de veiculo 15.000,00
09 Construção de quadras de areia 5.000,00
Total 105.000,00
Obs.: Custo estimado para gastos com o setor esportivo do município, recursos previstos no
orçamento municipal.

4 - INTERVENÇÕES PRIORITÁRIAS PARA AÇÃO SOCIAL

ITEM CUSTO
INTERVENÇÕES PARA AÇÃO SOCIAL
ESTIMADO (R$)
01 Programas para terceira idade 8.500,00
Reforma, manutenção e ampliação dos espaços para
02 55.000,00
atendimento
03 Aquisição de veículos para a assistência 35.000,00
04 Subvenção as entidades sociais 25.000,00
05 Construção, reforma e manutenção de creche 150.000,00
Aquisição de equipamentos para creches e outras
06 85.000,00
entidades
07 Fomento a projetos 25.000,00
08 Criação e manutenção da casa-abrigo 50.000,00
09 Manutenção do projeto Piá 25.000,00
10 Manutenção da casa lar 26.600,00
Total 485.100,00
Obs.: Custo estimado para gastos com o setor assistencial do município, recursos previstos no
orçamento municipal.

316
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

5 - INTERVENÇÕES PRIORITÁRIAS PARA SAÚDE

ITEM CUSTO
INTERVENÇÕES PARA SAÚDE
ESTIMADO (R$)
01 Distribuição de medicamentos 85.000,00
02 Manutenção, ampliação e reforma do Centro de Saúde 230.000,00
03 Aquisição de equipamentos e aparelhos 150.000,00
04 Realização de eventos 25.000,00
05 Manutenção dos veículos 35.000,00
06 Ampliação e reforma do hospital 550.000,00
Aquisição de veículos para o Hospital, epidemiologia e
07 150.000,00
vigilância sanitária
08 Manutenção dos setores voltados à saúde 95.000,00
09 Programas nutricionais ,00
7.800,00
10 Criação de novas especialidades 10.000,00
11 Aquisição de ambulância com UTI móvel 80.000,00
12 Instalação de cozinha industrial 50.000,00
13 Instalação de lavanderia industrial 75.000,00
14 Instalação de pronto socorro 220.000,00
Total 1.762.800,00
Obs.: Custo estimado para gastos com o setor de saúde do município, recursos previstos no
orçamento municipal.

317
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

6 - INTERVENÇÕES PRIORITÁRIAS PARA COMÉRCIO E INDÚSTRIA

CUSTO
ITEM
INTERVENÇÕES PARA COMÉRCIO E INDÚSTRIA ESTIMADO
(R$)
01 Profissionalização da mão de obra local 5.000,00
02 Incentivo a implantação de indústrias no município 7.500,00
03 Incentivar a instalação de micro empresas 7.500,00
Trabalhos de consultoria para incentivo ao setor de
04 15.000,00
comércio e indústria
05 Incentivar a diversificação do comércio local 8.000,00
06 Economia solidária nas relações comerciais 8.000,00
07 Definição de uma área para o Setor Industrial 10.000,00
08 Construção de barracões para incubadoras locais 15.000,00
09 Criação do Conselho Municipal de Desenvolvimento 800,00
10 Regularizar o estacionamento na área comercial 1.200,00
11 Cursos de empreendedorismo 3.000,00
12 Fiscalização contra comércio clandestino 1.200,00
13 Regularizar o horário de funcionamento do comércio local 800,00
Total 83.000,00
Obs.: Custo estimado para gastos com o setor econômico do município, recursos previstos no
orçamento municipal.

7 - INTERVENÇÕES PRIORITÁRIAS PARA SISTEMA VIÁRIO

ITEM CUSTO
INTERVENÇÕES PARA SISTEMA VIÁRIO
ESTIMADO (R$)
01 Manutenção e conservação da frota de veículos 85.000,00
02 Aquisição de equipamentos e material 150.000,00
03 Manutenção e conservação do terminal rodoviário 90.000,00
04 Sinalização de vias públicas 65.000,00
05 Conservação dos logradouros públicos 45.000,00
06 Readequação das estradas rurais 120.000,00
07 Pavimentação das vias públicas 200.000,00
08 Colocação de meio fio 47.000,00
09 Conservação das galerias de águas pluvial 50.000,00
10 Plantio e manutenção de arvores 35.000,00
11 Manutenção e ampliação da iluminação pública 120.000,00
Total 1.007.000,00
Obs.: Custo estimado para gastos com o setor do sistema viário do município, recursos previstos no orçamento
municipal.

318
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

8 - INTERVENÇÕES PRIORITÁRIAS PARA EQUIPAMENTOS URBANOS

ITEM CUSTO
INTERVENÇÕES PARA EQUIPAMENTOS URBANOS
ESTIMADO (R$)
01 Melhorias na rodoviária 5.000,00
02 Construção de capela mortuária 25.000,00
03 Criação de praças e parques 25.000,00
04 Ampliar a pavimentação das ruas 50.000,00
05 Ampliar a instalação de galerias pluviais 35.000,00
06 Ampliação da rede de iluminação pública 65.000,00
07 Adequação de acessibilidade (projeto) 25.000,00
08 Construção de moradias populares (projeto) 22.000,00
09 Regularização fundiária (projeto) 15.000,00
10 Revisão da numeração das residências 22.000,00
11 Implantação de IPTU Progressivo 15.000,00
12 Ampliação da rede de coleta de esgoto 32.000,00
13 Aterro sanitário (projeto) 15.000,00
14 Plano de Adequação da Arborização Urbana 15.000,00
15 Sistema municipal de fiscalização de obras 20.000,00

16 Criação de mais espaços públicos de lazer e recreação 10.000,00

17 Ampliação do Cemitério 33.500,00


18 Aquisição de caminhão especifico para coleta de lixo 23.500,00
19 Regulamentar o uso das calçadas 13.500,00
Total 466.500,00
Obs.: Custo estimado para gastos com o setor de equipamentos urbanos do município, recursos
previstos no orçamento municipal.

319
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

9 - INTERVENÇÕES PRIORITÁRIAS PARA AGRICULTURA E MEIO AMBIENTE

CUSTO
ITEM INTERVENÇÕES PARA AGRICULTURA E MEIO
ESTIMADO
AMBIENTE
(R$)
01 Manutenção e adequação das estradas rurais 5.000,00
02 Incentivo e manutenção do programa de Coleta Seletiva 5.000,00
03 Incentivo à produção leiteira 8.000,00
04 Instalação de poços artesianos em áreas rurais 12.000,00
05 Manutenção e criação do Aterro Sanitário 20.000,00
Programa municipal de desenvolvimento da bovinocultura
06 6.500,00
leiteira
07 Subsídio a Agricultura Familiar 5.000,00
08 Incentivo ao reflorestamento e recuperação de mananciais 7.500,00
09 Manutenção da patrulha mecanizada 8.000,00
10 Programa de arborização urbana 12.000,00
11 Organização e capacitação de produtores 5.000,00
12 Monitoramento da produção agrícola do município 6.500,00
13 Manutenção e criação do viveiro municipal 3.500,00
14 Adequação das áreas de fundo de vale 3.700,00
15 Políticas de desenvolvimento da agropecuária 800,00
16 Jardinagem e paisagismo das praças públicas 3.000,00
Total 111.500,00
Obs.: Custo estimado para gastos com o setor ambiental do município, recursos previstos no
orçamento municipal.

320
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

8.3 INTERVENÇÕES PRIORITÁRIAS EM GESTÃO DEMOCRÁTICA E


DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL

 Aprovar o Plano Diretor


O início da implementação do Plano Diretor exige:

A) Obtenção da descrição do Perímetro Urbano. A Lei que define o novo


Perímetro Urbano de Quatiguá requer, nos termos do Termo de
Referência do Plano Diretor, a sua delimitação através de coordenadas
(de cada vértice) referenciadas à Rede de Alta Precisão do Estado do
Paraná – SEMA/IBGE. Para tanto, é necessária a demarcação dessas
coordenadas georeferenciadas e a sua transcrição, como memorial
descritivo, para o corpo do projeto de lei a ser encaminhado à Câmara
de Vereadores. Para tanto é necessária a contratação de serviços
específicos de um profissional habilitado junto ao CREA.

B) Envio dos projetos de lei à Câmara de Vereadores. Essa ação deve


configurar a aprovação do Plano junto ao poder Legislativo.
Juntamente com a Lei do Plano Diretor Municipal será encaminhada a
revisão da legislação urbanística e demais leis previstas no Estatuto da
Cidade. Também deve ser encaminhado o projeto de lei que revisa as
atribuições da Assessoria de Planejamento. A ação solicita:

b.1) a posterior promoção das adequações na estrutura funcional do


poder Executivo municipal para o perfeito cumprimento da legislação.
Para tanto, exige o treinamento de recursos humanos para fazer frente
aos requisitos do Plano. O treinamento contará de reuniões com os
diferentes segmentos da administração municipal, em especial,
elaboração orçamentária, fiscalização edilícia, fornecimento de
diretrizes para loteamento, aprovação de projetos técnicos,
licenciamento de atividades, fornecimento de alvarás, habite-se, entre
outros.

b.2) o início dos trabalhos do Conselho de Desenvolvimento e


Expansão Urbana, o qual requer a elaboração de seus estatutos.

321
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

 Reativar a Assessoria de Planejamento para fins de gerenciar a


implementação do Plano Diretor.

Reativar a Assessoria de Planejamento e dar à ela a função de coordenação


do planejamento municipal atende a uma necessidade básica: implantar o Plano
Diretor. Para tanto são necessários: treinamento de recursos humanos, espaço
físico e equipamentos. Essa ação deve ser implementada antes que o Plano Diretor
seja aprovado pela Câmara de Vereadores.

 Implantar o projeto de informatização do poder Executivo municipal.

A informatização do poder Executivo municipal compreende contratação de


empresa privada para elaboração de um projeto global, o qual deverá basear-se em
dois segmentos:
a) criação de um Banco de Dados e Informações;
b) reaparelhamento de hardware.

O Projeto de informatização tem como objetivo principal informatizar


adequadamente os departamentos para que cumpram com maior produtividade as
suas funções. A proposta, além de equipamentos e programas de software,
propiciará interligar, em rede (intranet), a administração pública possibilitando ainda
o monitoramento e avaliação do processo de planejamento e gestão municipal. Em 5
anos é esperado o aparelhamento de todos os departamentos existentes na
estrutura organizacional do poder Executivo municipal. Prazo de início do projeto é
de 1 ano.

 Revisão do Cadastro Técnico Imobiliário e da Planta de Valores

A proposta objetiva atualizar o Cadastro Técnico Imobiliário e rever a Planta


de Valores. Espera-se um crescimento (10%) a arrecadação municipal. O projeto
está associado à contratação de cartografia digital, a ser implementada. A revisão
justifica-se especialmente em função da frágil base existente. Para tanto é
necessária a contratação de empresa especializada, ampliação dos recursos de
informática e o treinamento de recursos humanos. Prazo de início do projeto é de 1
ano.

 Realização de Cobertura Aerofogramétrica

O poder Executivo Municipal ainda não dispõe de cartografia digital. A


proposta objetiva proporcionar condições para obtenção de cartografia digitalizada e
322
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

subsidiar a confecção do recadastramento técnico imobiliário. Pretende-se uma


cobertura de 17 km2, envolvendo a área urbana e áreas possíveis de expansão
urbana. Essa ação deve amparar as demais medidas e projetos relativos ao
recadastramento técnico imobiliário e sua realização depende de contratação de
empresa especializada, aparelhamento dos recursos de informática existentes no
poder Executivo municipal e treinamento de recursos humanos. A ação deve ser
iniciada em 1 ano após a aprovação do Plano Diretor.

 Realização de levantamento das condições geológicas da área urbana

Na área urbana de Bela Vista do Paraíso não se tem conhecimento das


condições geomorfológicas. Essas informações são importantes para o
desenvolvimento de projetos nas áreas de preservação ambiental, drenagem,
expansão urbana e saneamento básico. O levantamento deve abranger todo o
perímetro urbano. A ação necessita de empresa com conhecimento específico.
Espera-se que o projeto tenha início em até 24 meses da aprovação do Plano Diretor.

ITEM CUSTO
INTERVENÇÕES PARA DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL.
ESTIMADO (R$)
01 Aprovar a legislação do Plano Diretor. (1)
Reativar a Assessoria de Planejamento para fins de gerenciar a
02 10.000,00
implementação do Plano Diretor.
Implantar projeto de informatização do poder Executivo municipal (Banco
03 130.000,00
de Dados e Informações e reaparelhamento)
04 Revisar o Cadastro Imobiliário e da Planta de Valores. 50.000,00
05 Realizar Cobertura Aerofotogramétrica com restituição digital. 80.000,00
06 Realizar de levantamento das condições geológicas da área urbana. 20.000,00
Total 290.000,00
(1) Sem custos.

323
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

RESUMO DOS INVESTIMENTOS PREVISTOS EM PROJETOS PRIORITÁRIOS

INTERVENÇÕES
CUSTO ESTIMADO (R$)
Projetos e ações ambientais. Melhoria da coleta e destino dos resíduos
111.500,00
sólidos. Agricultura
Promoção do desenvolvimento econômico 83.000,00
Infra-estrutura 1.007.000,00
Melhoria dos serviços e equipamentos públicos - saúde 1.762.800,00
Melhoria dos serviços e equipamentos públicos - educação 2.388.000,00
Melhoria dos serviços e equipamentos públicos – assistência social 485.100,00
Melhoria dos serviços e equipamentos públicos – esportes e recreação 105.000,00
Melhoria dos serviços e equipamentos públicos - cultura 40.000,00
Equipamentos Urbanos 466.500,00
Ordenamento do Território. Gestão Democrática e Desenvolvimento
290.000,00
Institucional

SUBTOTAL 6.738.900,00
Imprevistos(10%) 673.890,00
TOTAL GERAL DOS INVESTIMENTOS 7.412.790,00

324
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

8.4 ESTIMATIVA DE ARRECADAÇÃO E INVESTIMENTOS

Estimou-se para a arrecadação do Município, nos próximos 5 anos (2006-


2010), um crescimento na ordem de 0,5% a.a.. Com base nisso, apurou-se a
Receita Corrente Líquida (RCL). Dela (RCL) foram deduzidas as Despesas
Correntes (Custeio e Transferências Correntes) e as Despesas de Capital
(Amortizações). O saldo apurado, denominado de Poupança Líquida, foi interpretado
como recursos disponíveis para Investimentos no Município. Parte dessa Poupança
Líquida foi destinada para atender outros compromissos de investimentos de capital
não previstos no Plano Diretor (cerca de 25%). O restante apurado foi orientado para
investimentos prioritários do Plano Diretor, sendo, então, lançados na categoria
Despesa de Capital, linha "Investimentos do Plano Diretor".

325
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

PROJEÇÃO DA RECEITA – QUATIGUÁ

Valores em Reais (R$)

TÍTULOS 2006
1. Receitas Correntes 6.419.544,13
1.1 Receita Tributária 423.286,94
1.2 Receita de Contribuições 291.681,31
1.3 Receita Patrimonial 23.088,64
1.4 Receita Agropecuária
1.5 Receita Industrial
1.6 Receita de Serviços 28.709,99
TOTAL RECEITA PRÓPRIA
1.7 Transferências Correntes 5.431.396,47
1.8 Outras Receitas Correntes 133.060,78
1.9 Alienação de Bens 1.680,00
2. Receita de Capital 585.000,00
2.1 Operações de Crédito 500.000,00
2.2 Transferência da União 70.000,00
2.3 Transferência do Estado
2.4 Transferências de Convênios/outras
RECEITA DISPONÍVEL 6.419.544,13

324
Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

PROJEÇÃO DA DESPESA – QUATIGUÁ

Valores em Reais (R$)

TÍTULOS 2006
3. DESPESAS CORRENTES 5.081.200,00
4. DESPESAS DE CAPITAL 1.123.800,00
5. DESPESA TOTAL 6.235.000,00
6. RESUMO RECEITA/DESPESA
6.1 RECEITA DISPONÍVEL (1) 6.419.544,13
6.2 DESPESA 6.235.000,00
6.4 SUPERAVIT/DEFICIT 184.544,10

Total dos Investimentos Prioritários do Plano de Ação (5 primeiros anos) 7.412.790,00

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Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

Com base no quadro acima, verifica-se a possibilidade de executar os


investimentos previstos no Plano de Ação – Projetos Prioritários utilizando-se
de recursos disponíveis na Receita Municipal, já deduzidos os compromissos
assumidos. Cerca de 0,5% do total dos investimentos do Plano estariam
realizados nos primeiros 5 anos de implementação.

Na proposta não estão previstos investimentos oriundos de outras


fontes de financiamento (transferências a fundo perdido, crescimento da
Receita Líquida ou Operações de Crédito). Em tais situações haveria outras
alternativas de organização da proposta financiamento dos investimentos, as
quais não seriam excludentes.

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Plano Diretor Municipal Quatiguá - Paraná

ANEXOS: MAPAS

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