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Projeto de Reposiçãã o

Florestãl dã

LT 230 kV Foz do Chopim /


Reãlezã Sul
Agosto de 2016

Elaboração:

SOMA - Consultora Ambiental

Projeto de Reposição Florestal da LT 230 kV Foz do Chopim / Realeza Sul


SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO................................................................................................................ 1

2 IDENTIFICAÇÃO DO EMPREENDEDOR / EMPREENDIMENTO..................................1

2.1 Empreendedor........................................................................................................... 1

2.2 Empreendimento.......................................................................................................2

2.3 Responsável pelo Projeto de Reposição Florestal.................................................2

3 JUSTIFICATIVA.............................................................................................................. 2

4 OJETIVO GERAL........................................................................................................... 4

5 CARACTERIZAÇÃO DA COBERTURA VEGETAL DA REGIÃO...................................4

6 USO DO SOLO............................................................................................................... 7

7 CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA DE IMPLEMENTAÇÃO DO PROJETO.......................8

8 MÉTODO INDICADO PARA O PROJETO....................................................................11

8.1 Relação de Espécies Nativas a Serem Utilizadas.................................................11

8.2 Descrição das Atividades de Plantio de Mudas....................................................16

9 CRONOGRAMA DE IMPLANTAÇÃO...........................................................................19

10 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.............................................................................20

11 ANEXOS....................................................................................................................... 21

Projeto de Reposição Florestal da LT 230 kV Foz do Chopim / Realeza Sul


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1 INTRODUÇÃO

A instalação e operação de empreendimentos do setor elétrico requer prévio licenciamento


ambiental, considerados seus potenciais de impacto sobre o meio ambiente. Um dos
principais impactos oriundos da construção e operação de linhas de transmissão é a
supressão da vegetação ao longo da faixa de segurança, necessária para a transmissão de
energia elétrica.

A compensação florestal é uma obrigação legal e é calculada com base na supressão


necessária para a implantação do empreendimento, que é realizada através de ações de
reposição florestal que são propostas e executadas pelo empreendedor, como plantios ou
manutenção de áreas equivalentes com características ecológicas semelhantes à da
vegetação que foi suprimida.

O presente Projeto de Reposição Florestal visa o atendimento do Programa de Reposição


Florestal contido no Relatório de Detalhamento dos Programas Ambientais – RDPA da Linha
de Transmissão – LT 230 kV Foz do Chopim - Realeza Sul e compõe o processo de
atendimento da Licença de Instalação – LI Nº 21681 do referido empreendimento.

2 IDENTIFICAÇÃO DO EMPREENDEDOR / EMPREENDIMENTO

2.1 Empreendedor
Razão Social: COPEL GERAÇÃO E TRANSMISSÃO S.A.

Inscrição Estadual: 90233068-21

CNPJ: 04.370.282/0001-70

Cadastro Técnico Federal − CTF: 970630

Endereço: Rua José Izidoro Biazetto, Nº 158 – Bloco A

CEP 81.200-240 Curitiba/PR.

Representante Legal: Nilberto Lange Junior

CPF: 961.889.109-78

Endereço: Rua Cons. Carrão, 217 – Curitiba/PR

Endereço eletrônico: nilbertojr@copel.com

Fone/Fax: (41) 3331-2373

Projeto de Reposição Florestal LT 230kV Foz do Chopim / Realeza Sul


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2.2 Empreendimento
Nome do empreendimento: LT FOZ DO CHOPIM – REALEZA SUL
 Tipo de empreendimento: Linha de Transmissão - Tensão nominal de operação de
230 kV
 Localização e extensão do empreendimento: O traçado apresenta uma extensão de
aproximadamente 52 quilômetros (Km), e contempla áreas dos municípios de
Quedas do Iguaçu, Cruzeiro do Iguaçu, Boa Esperança do Iguaçu, Nova Prata do
Iguaçu, Salto do Lontra, Santa Izabel do Oeste e Realeza, no estado do Paraná.
 Coordenadas: UTM (22J): 289420 E 7175320 S (Subestação COPEL – SE Foz do
Chopim); 247486 E 7145831 S (futura Subestação COPEL - SE Realeza Sul -RZS).

2.3 Responsável pelo Projeto de Reposição Florestal


Empresa: SOMA – Serviços, Organização e Meio Ambiente LTDA

- Coordenador pela SOMA


Nome: Alexandre Veiga de Camargo
CTF: 45789
Endereço: Avenida Desembargador Hugo Simas, 1588 – Bom Retiro - CEP 80520-250 –
Curitiba PR.
e-mail: alex@somaambiente.com.br
Telefone: (41) 3015 0805 - Fax: (41) 3015-0805
- Responsável Técnico pela SOMA
Nome: Lamaisson Matheus dos Santos, Engenheiro Florestal CREA/PR 91659/D
CTF: 2243810
Endereço: Avenida Desembargador Hugo Simas, 1588 – Bom Retiro - CEP 80520-250 –
Curitiba - PR.
e-mail: lsantos@somaambiente.com.br
Telefone: (41) 3015-0805 Fax: (41) 3015-0805

3 JUSTIFICATIVA

A Linha de Transmissão de 230 kV em questão liga a Subestação – SE de Foz do Chopim


(COPEL) até a SE Realeza Sul (COPEL) em fase de implantação, passando entre os
municípios de Quedas do Iguaçu, Cruzeiro do Iguaçu, Boa Esperança do Iguaçu, Nova
Prata do Iguaçu, Salto do Lontra, Santa Izabel do Oeste e Realeza, numa extensão de 52
Km. Os sete municípios em questão localizam-se na região sudoeste do estado do Paraná.

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Uma vez que a LT Foz do Chopim – Realeza Sul está integralmente inserida no Bioma Mata
Atlântica, se faz necessário atentar ao conteúdo da Lei n° 11.428, de 22 de dezembro de
2006, a qual “dispõe sobre a utilização e proteção da vegetação nativa do Bioma Mata
Atlântica, e dá outras providências”, e do Decreto nº 6.660, de 21 de novembro de 2008, que
“regulamenta dispositivos da Lei nº 11.428”.

Conforme determina o caput do Art. 17 da Lei nº 11.428/2006, “o corte ou a supressão de


vegetação primária ou secundária nos estágios médio ou avançado de regeneração do
Bioma Mata Atlântica, autorizados por esta Lei, ficam condicionados à compensação
ambiental, na forma de destinação de área equivalente à extensão de área desmatada, com
as mesmas características ecológicas, na mesma bacia hidrográfica, sempre que possível
na mesma microbacia hidrográfica (...)”.

De acordo com o Art. 26 do Decreto nº 6.660/2008, “para fins de cumprimento do disposto


nos arts. 17 (...) da Lei nº 11.428, de 2006, o empreendedor deverá:

I - destinar área equivalente à extensão da área desmatada, para conservação,


com as mesmas características ecológicas, na mesma bacia hidrográfica, sempre que
possível na mesma micro bacia hidrográfica (...); ou

II - destinar, mediante doação ao Poder Público, área equivalente no interior de


unidade de conservação de domínio público, pendente de regularização fundiária, localizada
na mesma bacia hidrográfica, no mesmo Estado e, sempre que possível, na mesma micro
bacia hidrográfica.

§ 1o - Verificada pelo órgão ambiental a inexistência de área que atenda aos


requisitos previstos nos incisos I e II, o empreendedor deverá efetuar a reposição florestal,
com espécies nativas, em área equivalente à desmatada, na mesma bacia hidrográfica,
sempre que possível na mesma micro bacia hidrográfica.

§ 2o - A execução da reposição florestal de que trata o § 1o deverá seguir as


diretrizes definidas em projeto técnico, elaborado por profissional habilitado e previamente
aprovado pelo órgão ambiental competente, contemplando metodologia que garanta o
restabelecimento de índices de diversidade florística compatíveis com os estágios de
regeneração da área desmatada”.

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Reposição Florestal

Conforme estabelece o §1° do Art. 17 (Lei n° 11.428/2006) e o §1° do Art. 26


(Decreto nº 6.660/2008), caso o órgão ambiental verifique a inexistência de área que atenda
aos requisitos previstos nos incisos I e II do Art. 26 do Decreto nº 6.660/2008, deverá ser
efetuada a reposição florestal em área equivalente a área desmatada. Ressalta-se que essa
reposição deverá ser pautada na utilização de espécies nativas, e que, tal qual a
compensação ambiental, a área escolhida deverá estar situada na mesma bacia hidrográfica
e, se possível, na mesma microbacia hidrográfica.

De acordo com o §2° do Art. 26 (Decreto nº 6.660/2008), para a execução dessa


reposição florestal, será necessária a elaboração de um projeto técnico por profissional
habilitado, o qual deverá ser submetido à análise e aprovação por parte do IAP. É
fundamental que a metodologia contemplada por esse projeto seja capaz de promover o
reestabelecimento dos índices de biodiversidade florística compatíveis com os estágios de
regeneração da área desmatada, ou seja, predominantemente estágio médio.

4 OJETIVO GERAL

O objetivo geral desse Projeto de Reposição Florestal é mitigar os impactos causados sobre
a vegetação durante a implantação da LT 230 Kv Foz do Chopim / Realeza Sul atendendo o
Programa de Reposição Florestal contido no Relatório de Detalhamento dos Programas
Ambientais – RDPA da Linha de Transmissão que compõe o processo de atendimento da
Licença de Instalação – LI Nº 21681 do referido empreendimento. O projeto em questão leva
em consideração as informações já levantadas pelo Inventário Florestal (SOMA, 2015), no
qual foram registradas 54 espécies na área de estudo, distribuídas num total de 22 famílias
botânicas, onde os remanescentes florestais (predominantemente em estágio médio de
sucessão) que serão suprimidos para a implantação da LT correspondem a 3,45 ha (SOMA,
2015).

5 CARACTERIZAÇÃO DA COBERTURA VEGETAL DA REGIÃO

De maneira abrangente, todas as tipologias vegetais encontradas no vale do rio Chopim,


sudoeste do estado do Paraná, pertencem à denominação de Bioma Mata Atlântica, o qual
abrange 13% da superfície do Brasil, ocupando inteiramente três estados - Espírito Santo,
Rio de Janeiro e Santa Catarina - e 98% do Paraná, além de porções de outras 11 unidades
da federação, desde os estados do Nordeste aos estados do Sul (IBGE, 2004).

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De maneira específica, segundo o projeto RADAM-BRASIL (1978) e o Mapa de Vegetação


do Brasil - (IBGE, 2004), a tipologia vegetal predominante na região estudada é uma zona
de “tensão” entre Floresta Estacional Semidecidual e Floresta Ombrófila Mista.

 Floresta Estacional Semidecidual

A Floresta Estacional Semidecidual tem como característica encontrar-se condicionada a


uma dupla estacionalidade climática. Ocorre em áreas com uma estação climática tropical,
que apresenta época de intensas chuvas de verão seguidas por estiagem acentuada e outra
estação subtropical sem período seco, mas com seca fisiológica provocada pelo intenso frio
do inverno, de temperaturas média inferiores a 15º C. Nesse tipo de vegetação a
porcentagem das árvores caducifólias no conjunto florestal, e não das espécies que perdem
as folhas individualmente, situa-se entre 20 a 50% da cobertura superior da floresta, de
onde se origina sua designação semidecidual (IBGE, 1992).

Essa formação subtropical estende-se a Oeste, além do rio Paraná e Paraguai adentro,
exibindo a mesma exuberância da mata pluvial tropical ou Floresta Ombrófila Densa. Os
marcos característicos aparecem progressivamente. As ocorrências mais importantes no
Sudoeste do Paraná são o recuo da Euterpe edulis e a pequena altura de seu tronco, a
presença de agrupamentos de fetos arbóreos e a riqueza em leguminosas. Ocorrem angico
(Piptadenia sp.), canafístula (Peltophorum sp., Cássia spp.), cabreúva (Myrocarpus
frondosus), sapuva (Machaerium), timbaúva (Enterolobium contorstisiliquum Morong)
(MAACK, 2002).

Seguem-se as lauráceas, com as diversas espécies de canela, Nectandra sp. e Ocotea


pretiosa Nees. Entre as meliáceas destacam-se Cedrela fissilis e as Trichilia sp., além da
canjerana (Cabralea canjerana). Citam-se ainda a boraginácea guajuvira (Cordia
americana), a Apocynaceae guatambu (Aspidosperma sp.), a Verbenácea maria-mole e
finalmente a Salicaceae (Casearia sylvestris). Entre as palmeiras domina Syagrus
romanzoffiana (MAACK, 2002).

Com relação à Floresta Ciliar, SEPLAN & CNEC (2001) destacam que tipo de vegetação
ocorre seletivamente em solos aluviais. Apresenta elementos botânicos estacionais e
ombrófilos, predominando estes ou aqueles, de acordo com o domínio em que se insere.
Verificam-se espécies seletivas higrófilas, dentre as quais destacam-se: ingás (Inga sp.) e
leiteiros (Sapium sp. e Sebastiania sp.).

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Em função da grande concentração de ‘madeiras de lei’ e mais recentemente das práticas


agropecuárias, a Floresta Estacional Semidecidual está severamente degradada em toda a
área de ocorrência natural (DURIGAN et al., 2000).

 Floresta Ombrófila Mista

A Floresta Ombrófila Mista segundo a classificação de VELOSO et al. (1991), caracteriza-se


por mesclar elementos de duas floras distintas, a tropical afro-brasileira e a temperada
austro-brasileira. Essa mistura ocorre, principalmente, devido às condições ambientais
peculiares observadas no Planalto Meridional Brasileiro, onde fatores associados à altitude e
latitude criam uma situação especial dentro da região Neotropical. De uma forma
abrangente, a Floresta Ombrófila Mista ocupa terrenos localizados numa faixa entre 500 e
1800 metros s.n.m. Sua composição florística típica abrange gêneros primitivos e sugere
uma ocupação recente, a partir de refúgios alto-montanos (VELOSO et al., 1991; IBGE,
1992).

A fisionomia característica dessa tipologia florestal apresenta pinheiros (Araucaria


angustifolia) emergindo por sobre um dossel contínuo, no qual destacam-se árvores
pertencentes às espécies Ocotea porosa (imbuia), Nectandra lanceolata (canela-amarela),
Nectandra megapotamica (canela-preta), Cryptocarya aschersoniana (canela-fogo), Ocotea
pulchella (canela-lageana), Ocotea corymbosa (canela-fedida), Cupania vernalis (camboatá-
vermelho), Matayba elaeagnoides (miguel-pintado), Drimys winterii (casca d’anta),
Podocarpus lambertii (pinheiro-bravo), Capsicodendron dinisii (pimenteira), Sloanea
lasiocoma (sapopema), Ilex paraguariensis (erva-mate), Campomanesia xanthocarpa
(guabiroba) e diversas espécies das famílias Myrtaceae e Aquifoliaceae (LEITE & KLEIN,
1990).

As florestas secundárias referentes à tipologia Floresta Ombrófila Mista, resultantes


principalmente de alterações de origem humana, são caracterizadas pelas espécies Mimosa
scabrella (bracatinga), Ocotea puberula (canela-guaicá), Piptocarpha angustifolia
(vassourão-branco), Vernonia discolor (vassourão-preto) eCasearia silvestris (chá-de-bugre),
entre outras (LEITE & KLEIN, 1990).

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6 USO DO SOLO

Observa-se, que a região onde o empreendimento está localizado apresenta-se bastante


descaracterizado quanto a sua formação original (Floresta Ombrófila Mista e Floresta
Estacional Semidecidual). O relevo é ondulado e ocupado predominantemente por áreas de
agricultura e pastagens, sendo que a LT irá atravessar trechos mais longos de vegetação ao
longo dos cursos d’água existentes. Estas formações florestais remanescentes, encontram-
se predominantemente em estágio médio de regeneração, não existindo formações de
vegetação primária que ainda não tenham sido exploradas.

As Figuras 6.1 a 6.4 mostram as classes de uso do solo predominantes na região de


inserção do empreendimento.

Figura 6.2 – Áreas de fazenda, com


Figura 6.1 – Início do traçado, região da SE pastagens, em Quedas do Iguaçu, por onde
Foz do Chopim, as margens do Rio Iguaçu, já passará a LT. (UTM 22 J 286293 E 7172239
bastante antropizada e com atividades S)
agrícolas. (UTM 22J 289197 E 7175127 S)

Figura 6.3 – Área de pastagens e ao fundo Figura 6.4 – Vista do trecho final do traçado da
remanescente florestal -Rio Jaracatiá, divisa de LT, próximo a SE de Realeza Sul em Realeza.
Boa Esperança e Nova Prata do Iguaçu. (UTM
22J 270733 E 7159344 S)

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7 CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA DE IMPLEMENTAÇÃO DO PROJETO

A área de 3,45 ha, escolhida para implementação do Projeto de Reposição Florestal, é de


propriedade da Universidade Federal da Fronteira Sul e está localizada no município de
Realeza-PR, na mesma região impactada pela LT. (ver anexo 01, Mapa de Uso e Ocupação
do Solo).

A área está inserida no Bioma Mata Atlântica, atualmente está ocupada por atividades
agrícolas e está situada ao lado de um remanescente de floresta secundária em estágio
médio de regeneração, apresentando relevo levemente ondulado e baixo grau de
declividade, conforme mostra as Figuras 7.1.1 a 7.1.4 a seguir.

Figura 7.1.1 - Vista de parte da área escolhida para projeto de reposição florestal, com remanescente
florestal existente. (Coordenadas UTM 22J 246534 E/7144697 S)

Figura 7.1.2- Vista da área, atualmente ocupada por atividades agrícolas, onde será realizado o
projeto de reposição florestal da LT 230 kV Foz do Chopim/Realeza Sul.

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Figura 7.1.3 – Remanescente de floresta secundária em estágio médio de regeneração, ao lado da


área escolhida, o qual servirá de banco de propágulos e ajudará no processo de recuperação da
área.

Figura 7.1.4 – Vista geral da área escolhida no campus da Universidade Federal da Fronteira Sul,
mostrando o seu uso e ocupação do solo atual.

A presença de fragmentos de floresta secundária em estágio médio nos dá maior


probabilidade de êxito na recomposição florestal nas áreas de vegetação pioneira, devido à
disponibilidade natural de sementes encontradas no solo (banco de sementes), que junto às
espécies que serão introduzidas irão contribuir para a aceleração do processo de
restauração da área, seja aumentando a cobertura vegetal do solo, proporcionando
sombreamento necessário para germinação e desenvolvimento das espécies secundárias e
tardias, ajudando no controle da erosão, melhorando o regime hídrico e atraindo a fauna
local que auxiliará ainda mais na dispersão e quebra de dormência das sementes, dando
sequência às etapas do processo de regeneração natural, como visa o projeto.

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A Figura 7.1.5 – Área destinada ao Programa de Reposição Florestal da LT 230 FOC/RZS localizada
na Universidade Federal da Fronteira Sul

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8 MÉTODO INDICADO PARA O PROJETO

O método escolhido para o projeto é o do plantio de mudas de espécies nativas. A área


indicada para o projeto atualmente é ocupada por atividades agrícolas e está desprovida de
vegetação natural, porém é vizinha de um remanescente de floresta secundária em estágio
médio de regeneração, o qual servirá de importante fonte de propágulos e ajudará na
aceleração do processo de recomposição da área.

Sendo assim, o modelo de recomposição florestal a ser adotado, é o da implantação de


consórcios de diferentes espécies arbóreas, introduzidas na área através do plantio de
mudas em linhas com a combinação de espécies, como no sistema, 6 pioneiras 2
secundárias e 1 clímax, seguindo um espaçamento de 3m x 2m.

Esquema de Plantio:

P S P P P S P P P S P
S C S P S C S P S C S
P S P P P S P P P S P
P P P S P P P S P P P
S P S C S P S C S P S
P P P S P P P S P P P
P S P P P S P P P S P
S C S P S C S P S C S
P S P P P S P P P S P

Onde, P = Pioneira; S = Secundária; C= Clímax.

Nº de Mudas

Para execução do projeto na área destinada de 3,45 ha, serão necessárias 5.750 mudas
plantadas num espaçamento ideal de 3x2m.

8.1 Relação de Espécies Nativas a Serem Utilizadas


No processo de recomposição florestal com o plantio de mudas de espécies nativas, é de
fundamental importância conhecer as necessidades ecológicas das espécies envolvidas, de
modo que se estabeleçam estratégias de manejo que sejam favoráveis ao desenvolvimento
das mudas. As espécies recomendadas para restauração, são produzidas de acordo com as
Regiões Bioclimáticas do Estado do Paraná, listadas no mapa abaixo e estão apresentadas
nas tabelas 8.1.1, 8.1.2 e 8.1.3.
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Figura 8.1 – Mapa das regiões bioclimáticas do estado do Paraná (IAP)

Tabela 8.1.1 – Lista das espécies PIONEIRAS recomendadas para recuperação de ecossistemas
florestais degradados, segundo as regiões Bioclimáticas do Paraná.
Nome Popular Nome Cientifico Regiões Bioclimaticas
Bracatinga comum Mimosa scabrella 1e2
Bracatinga de campo mourão Mimosa flocculosa 1, 2, 4
Capixingui Croton floribundus 2, 4, 6
Corticeira-do-litoral Erythrina speciosa 7
Crindéuva, candiuba Trema micrantha 3, 4, 5, 6, 7
Embaúba-branca Cecropia pachystachya 2, 3, 4, 5, 6, 7
Embaúba-vermelha Cecropia glaziovi 4, 5, 6,7
Fumo-bravo Solanum granulosoleprosum 1, 2, 3, 4, 5, 6,7
Jangada - brava Heliocarpus popayanensis 3, 4,6
Juqueri Mimosa regnellii 1e2
Maricá Mimosa bimucronata 1, 2, 3, 5, 6,7
Mutambo Guazuma ulmifolia 3, 4,6
Nhapindá Senegalia tenuifolia 1, 2, 3, 4,6
Pau-de-gaiola Aegiphylla sellowiana 1, 2, 3, 4, 5, 6,7
Pau-de-sangue Croton celtidifolius 1, 5, 7
Quaresmeira Tibouchina pulcrha 7
Quaresmeira Rosa Tibouchina sellowiana 1e7
Sangra-d'água Croton urucurana 3, 4,6
Sarandi Calliandra brevipes 1, 2, 3
Sesbânia-amarela Sesbania virgata 3, 4,6
Vassourão preto Vernonia discolor 1e2
Fonte (IAP-Instituto Ambiental do Paraná)

Tabela 8.1.2 –Lista das espécies SECUNDÁRIAS (Iniciais e Tardias) recomendadas para recuperação
de ecossistemas florestais degradados, segundo as Regiões Bioclimáticas do Paraná.
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Nome Popular Nome Cientifico Regiões Bioclimaticas


Açoita-cavalo Luehea divaricata 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7
Amendoim-bravo Pterogyne nitens 6
Angico do cerrado Anadenanthera falcata 2, 4, 6
Angico Gurucaia (Gurucaia) Parapiptadenia rigida 1, 2, 3, 4, 6
Angico-branco Anadenanthera colubrina var. colubrina 1, 2, 4, 5, 6

Angico-vermelho Anadenanthera colubrina var. cebil 3,4,6


Araribá-amarelo Centrolobium microchaete 5e7
Araruva Centrolobium tomentosum 4e6
Araticum-cagão Annona cacans 2, 4, 5, 6,7
Araucaria (Pinheiro do Paraná) Araucaria angustifolia 1, 2, 3, 4
Aroeira pimenteira Schinus terebenthifolius 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7
Branquilho Sebastiania commersoniana 1, 2, 3, 4, 6
Bugreiro-graúdo Lithraea brasiliensis 1, 2,4
Cambará Gochnatia polymorpha 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7
Canafístula Peltophorum dubium 2, 3, 4, 6
Canela branca Nectandra lanceolata 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7
Canela-de-veado Hellieta apiculata 1, 2, 3
Canela-guaicá Ocotea puberula 1, 2, 3, 4, 5, 6,7
Canela-nhoçara Nectandra membranaceae 7
Canelinha Ocotea pulchella 1, 2, 4, 5, 6, 7
Canjarana Cabralea canjerana 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7
Capororoca Myrsine coriacea 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7
Capororocão Myrsine umbellata 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7
Cedro rosa Cedrela fissilis 5
Embiruçu Pseudobombax grandiflorum 2,4,5,6,7
Farinha-seca Albizia polycephala 1, 2, 3, 4, 6
Feijão-cru Lonchocarpus muehlbergianus 3, 4, 6
Grápia Apuleia leiocarpa 1, 2, 3
Guajuvira Cordia americana 1,2,3,4,6
Guapuruvu Schizolobium parahyba 5e7
Guaricica Vochysia bifalcata 5e7
Guaritá Astronium graveolens 3, 4, 6
Ingá de quatro quinas Inga vera 6
Ingá-feijão ou ferradura Inga marginata 1, 2 ,3, 4, 5, 6, 7
Ingá-macaco Inga sessilis 5, 6,7
Ingá-vermelho Inga edulis 7
Ipê-roxo Tabebuia heptaphylla 3, 4, 6
Ipê-tabaco Zeyheria tuberculosa 6
Jacatirão-açu Miconia cinnamomifolia 5e7
Jaracatiá Jacaratia spinosa 3, 4, 6
Jatobá Hymenaea courbaril var. stilbocarpa 6
Jequitiba Cariniana estrellensis 4, 5, 6, 7
Louro pardo Cordia trichotoma 1, 2, 3, 4, 6
Louro-branco Bastardiopsis densiflora 1, 2 ,3, 4,6
Macaúba Acrocomia aculeata 4e6
Mandiocão Schefflera morototoni 2, 3, 5,7
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Monjoleiro Senegalia polyphylla 3, 4, 6


Paineira Chorisia speciosa 2, 3, 4, 6
Pata de Vaca Bauhinia forficata 1, 2, 3, 4, 5, 6,7
Pau -marfim Balfourodendron riedelianum 2, 3, 4, 5,6
Pau-d'alho Gallesia integrifolia 5e6
Pau-de-leite Sapium glandulosum 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7
Pau-formiga Triplaris americana 6
Pau-jacaré Piptadenia gonoacantha 2, 4, 5, 6, 7
Pau-para-tudo Raulvolfia sellowii 1, 2, 3
Peito-de-pomba Tapirira guianensis 2, 4, 5, 6, 7
Pessego-do-mato Eugenia myrcianthes 3, 4,6
Pessegueiro-bravo Prunus brasiliensis 1, 2, 3, 4, 6
Pinheiro-bravo Podocarpus lambertii 1
Primaveras Bougainvillea glabra 4e6
Salseiro Salix humboldtiana 1, 2, 4, 6
Sobrasil Colubrina glandulosa 6
Tapiá Alchornea triplinervia 1, 2, 3, 4, 5, 6,7
Tapiá Açu Alchornea glandulosa subsp iricurana 1, 2, 3, 4, 5, 6,7
Tapiá-guaçu Alchornea sidifolia 3, 4, 5, 6,7
Tarumã Preto Vitex megapotamica 1, 2, 3, 4, 5,6
Timbaúva Enterolobium contortisiliquum 2, 3, 4, 5, 6,7
Timbó Ateleia glazioveana 1
Tucaneiro Cytarexylum myrianthum 3, 4, 5, 6, 7
Umbu Phytolacca dioica 1, 2,3
Urucurana Hieronyma alchorneoides 5e7
Vassourão branco Piptocarpha angustifolia 1e2
Fonte (IAP-Instituto Ambiental do Paraná)

Tabela 8.1.3 - Lista das espécies CLÍMAX recomendadas para recuperação de ecossistemas
florestais degradados, segundo as regiões bioclimáticas do Paraná.
Nome Popular Nome Cientifico Regiões Bioclimaticas
Baguaçu Talauma ovata 2, 4, 5, 6, 7
Cabelo-de-anjo Calliandra foliolosa 3, 4, 6
Canela imbuia Nectanda megapotamica 1, 2, 3, 4, 5, 6,7
Casca de anta Drimys brasiliensis 1,2,3,5,7
Cerejeira-do-mato Eugenia involucrata 1, 2, 3
Erva-mate Ilex paraguariensis 1, 2, 3
Guabiroba Campomanesia xanthocarpa 1, 2, 3, 4, 5, 6
Guanandi-mangue Calophyllum brasiliense 5, 6,7
Guatambu-branco Aspidosperma ramiflorum 6
Imbuia Ocotea porosa 1e2
Jerivá Syagrus romanzoffiana 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7
Leiteiro Tabernaemontana fuchsiaefolia 3, 4, 6
Palmito Euterpe edulis 3, 5, 6, 7
Peroba-rosa Aspidosperma polyneuron 2, 3, 4,6
Pitanga Eugenia uniflora 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7
Uvaia Eugenia pyriformis 1, 2, 3, 4,6
Vacum Allophylus edulis 1, 2, 3, 4, 6
Fonte (IAP Instituto Ambiental do Paraná)
Projeto de Reposição Florestal LT 230kV Foz do Chopim / Realeza Sul
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Com base nas listas citadas acimas elaboramos uma lista de espécies que se enquadram
na região e que poderão ser utilizadas no projeto de reposição florestal da LT 230 kV Foz do
Chopim–Realeza Sul.

Tabela 8.1.4 –Lista de espécies nativas recomendadas para o projeto de reposição florestal da LT 230
kV Foz do Chopim-Realeza Sul.
NOME CIENTÍFICO NOME POPULAR GRUPO ECOLÓGICO
Cecropia pachystachya Embaúba Pioneira
Trema micrantha Crindeúva Pioneira
Solanun sp Fumo bravo Pioneira
Mimosa bimucronata Maricá Pioneira
Croton celtidifolius Capixingui Pioneira
Tibouchina sellowiana Quaresmeira Pioneira
Vernonia discolor Vassourão-preto Pioneira
Calliandra brevipes Sarandi Pioneira
Senegalia tenuifolia Nhapindá Pioneira

Solanun sp Fumo bravo Pioneira


Rollinia sp Ariticum Secundária
Schinus terebenthifolius Aroeira pimenteira Secundária
Inga marginata Ingá-feijão Secundária
Luehea divaricata Açoita cavalo Secundária
Cordia americana Guajuvira Secundária
Ocotea puberula Canela guaicá Secundária
Sapium glandulosum Pau de leite Secundária
Chorisia speciosa Paineira Secundária
Nectandra lanceolata Canela amarela Secundária
Bauhinia forficata Pata de vaca Secundária
Cedrela fissilis Cedro Secundária
Cabralea cangerana Canjerana Secundária
Jacaranda micrantha Caroba Secundária
Cupania vernalis Camboatá vermelho Secundária
Cordia trichotoma Louro-pardo Secundária
Araucaria angustifolia Araucária Secundária
Myrsine coriacea Capororoca Secundária
Ficus luschinatiana Figueira do mato Secundária
Vitex megapotamica Tarumã Secundária
Schefflera morototoni Caixeta Secundária
Apuleia leiocarpa Grápia Secundária
Peltophorum dubium Canafístula Secundária
Annona cacans Ariticum cagão Secundária
Gochnatia polymorpha Cambará Secundária
Piptadenia gonoacantha Pau–Jacaré Secundária
Alchornea triplinervia. Tapiá Secundária
Anadenanthera colubrina Angico branco Secundária
Balfourodendron riedelianum Pau-marfim Secundária
Ocotea porosa Imbuia Clímax
Aspidosperma parviflorum Peroba rosa Climax
Eugenia pyriformis Uvaia Clímax
Eugenia involucrata Cerejeira Clímax
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NOME CIENTÍFICO NOME POPULAR GRUPO ECOLÓGICO


Syagrus romanzoffiana Coqueiro Clímax
Talauma ovata Baguaçu Clímax
Campomanesia xanthocarpa Guabiroba Clímax
Ilex paraguariensis Erva-mate Clímax
Eugenia uniflora Pitanga Clímax

8.2 Descrição das Atividades de Plantio de Mudas

 Limpeza da área (roçada):

Será realizada a limpeza da área de plantio através da realização de roçada em toda a área.

 Isolamento e sinalização da área:

Esta atividade é recomendada para evitar possíveis fatores de perturbação, permitindo que
os processos de sucessão possam atuar, gerando a gradativa restauração florestal da área.
Podem-se citar como técnicas de isolamento a interrupção de vias de trânsito, e a
construção de cercas convencionais ou elétricas impedindo assim a entrada e pastoreio de
animais domésticos na área do plantio.
Além destas, serão instaladas para maior restrição da área, a sinalização com placas
informativas no local, as quais indicam que se trata de uma área em recuperação
ambiental.

 Coveamento:

As covas onde serão depositadas as mudas terão um tamanho mínimo de 20cm de


diâmetro e 30 cm de profundidade, visando um acondicionamento adequado das mudas.

 Combate à formiga:

Deverá ser feito o combate à formiga, sendo que a localização e eliminação dos
formigueiros serão feitas durante o processo de preparo do solo, plantio e manutenção,
sendo recomendado o uso de iscas granuladas, preferencialmente orgânicas. Estas deverão
ser dispostas em porta iscas.
Sempre que possível deve-se evitar o uso de qualquer produto químico em implantações de
povoamentos de maciços florestais nativos principalmente próximos a corpos d’água.

 Plantio:

Deve-se retirar toda a embalagem no momento do plantio, caso contrário pode-se causar
danos à raiz das mudas e assim prejudicar o bom desenvolvimento da planta. Deve-se
colocar a muda na cova ao mesmo nível do solo e preencher a cova com terra. Durante o

Projeto de Reposição Florestal LT 230kV Foz do Chopim / Realeza Sul


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plantio deve-se evitar o destorroamento do substrato, devendo, caso necessário, fazer a


rega das mudas no momento do plantio. É viável a aplicação de hidrogel nas covas para
garantir a suficiência hídrica das plantas durante os períodos críticos de estiagem e evitar as
perdas de nutrientes por lixiviação.
A Figura abaixo mostra com detalhes o plantio correto das mudas (círculo verde) e formas
incorretas de plantio (plantio raso, plantio fundo e deitado e mau preenchimento do berço ou
cova.

Figura 8.2.1 – Orientação para plantio correto da muda.

 Tutoramento

Após o plantio, pode ser feito o tutoramento das mudas com estacas com 1 metro de
comprimento, feitas de madeira ou bambu, visando dar mais estabilidade e sustentação
para as mesmas.

 Espaçamento:

O espaçamento a ser utilizado para o plantio será de 3,0 m x 2,0m,

 Adubação:

A adubação é recomendada por propiciar um desenvolvimento inicial mais rápido. Pode ser
química ou orgânica. A fertilização orgânica deve ser preferida, sendo realizada no início do
plantio. O processo de absorção dos nutrientes orgânicos envolve decomposição e
mineralização, sendo assim uma fonte de nutrientes lenta e duradoura. Caso não se consiga
a adubação orgânica, pode ser utilizada a fertilização química com base em análise de solo
da área de plantio.
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Após o plantio (aproximadamente 30 dias) e conforme recomendação da análise de solo,


deve ser feita uma adubação de cobertura com teores adequados de NPK. Programas de
adubação podem ser estabelecidos mediante o acompanhamento técnico. De modo geral,
um programa de adubação inclui: uma adubação de base com fósforo (P); uma primeira
adubação de cobertura com NPK + micronutrientes; uma segunda adubação de cobertura
com NPK + micronutrientes; e adubações regulares com potássio (K) + micronutriente em
cobertura. As dosagens e frequências das adubações devem seguir um cronograma de
monitoramento das necessidades nutricionais das árvores, o que é feito mediante análise do
solo e foliar.

 Coroamento:

O coroamento deverá ser feito no momento do plantio, ao redor de todas as covas, a fim de
se evitar a competição com espécies invasoras por luz, água e nutrientes. O tamanho
adotado para as coroas será de no mínimo 80 cm de diâmetro

 Replantio:

Após o terceiro mês de implantação do povoamento deverá ser levantado o número de


mudas a serem replantadas. Aceita-se a perda em torno de, no máximo, 10% das mudas
plantadas.

 Manutenção dos povoamentos:

Para garantir o bom desenvolvimento, as mudas deverão ser vistoriadas periodicamente a


cada 3 meses após o plantio, durante seu primeiro ano e, a partir do segundo ano, as
manutenções serão a cada 4 meses até o seu pleno estabelecimento. Caso seja necessário,
em períodos de grande estiagem, que ultrapassem de 60 dias, as mudas deverão ser
irrigadas.

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9 CRONOGRAMA DE IMPLANTAÇÃO

PRAZO DE EXECUÇÃO
ATIVIDADES
Mês 1 Mês 2 Mês 3 Mês 4 Ano 1 Ano 2
Limpeza da área (roçada) X
Combate à formiga X X X
Coveamento X
Plantio X
Adubação X
Coroamento X X X X
Replantio (caso necessário) X
Inspeção e manutenção X X X
Relatório final – fase de implantação X
Relatório da manutenção X X X

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10 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

IAP – INSTITUTO AMBIENTAL DO PARANÁ. Lista de Espécies Recomendadas para


Recuperação de Áreas Degradadas - http://www.mataciliar.pr.gov.br, 2013.

IBGE – INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Manual Técnico da


Vegetação Brasileira. Rio de Janeiro. 92p. (Séries Manuais Técnicos em Geociências, n.
1). 1992.

IBGE – INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA - Mapa de Vegetação


e dos biomas do Brasil. 2004

RODERJAN, C.V.; GALVÃO, F.; KUNIYOSHI, Y.S. & HATSCHBACH, G.G. 2002. As
unidades fitogeográficas do Estado do Paraná. Ciência & Ambiente, p. 76-92.

VELOSO, H.P.; RANGEL FILHO, A.L.R.; LIMA, J.C.A. Classificação da Vegetação


Brasileira adaptada a um sistema universal. Rio de Janeiro: Fundação IBGE, 1991, 123p.

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11 ANEXOS

Anexo 1 - Mapa de Uso e Ocupação do Solo

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