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27Faculdade Integrada Carajás

Curso de Farmácia
Prof.Esp: Carlos Farias

ÓPTICA DA VISÃO

As lentes surgiram da necessidade humana de melhorar a própria capacidade visual –


fosse corrigindo distúrbios do olho, fosse para permitir a observação de estruturas
microscópicas ou analisar objetos situados a distâncias astronômicas. Este tópico
trata das lentes esféricas, suas aplicações práticas e do funcionamento do olho
humano.

Email: Karlos_far@hotmail.com
Óptica da visão
O olho humano

ADILSON SECCO
FÍSICA ANOTAÇÕES EM AULA
NICOLAU, TORRES 27.1
E PENTEADO Capítulo 27 – Óptica da visão
Óptica da visão
O olho reduzido
Os meios transparentes, córnea,

ADILSON SECCO
humor aquoso, cristalino* e
corpo vítreo, formam um sistema
convergente que pode ser
representado por uma lente
delgada L, situada a 5 mm da
córnea e a 15 mm da retina.

* Na nomenclatura atual, o cristalino é chamado simplesmente de lente. Neste capítulo,


porém, mantivemos a denominação antiga, visando evitar a confusão.

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NICOLAU, TORRES 27.1
E PENTEADO Capítulo 27 – Óptica da visão
Óptica da visão
Ponto remoto (PR) e ponto próximo (PP)
 D: Distância máxima de visão distinta.
 d: Distância mínima de visão distinta.

ADILSON SECCO
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NICOLAU, TORRES 27.1
E PENTEADO Capítulo 27 – Óptica da visão
Óptica da visão
Olho normal
D→ 
d = 25 cm
Objeto no infinito
Imagem na retina

ADILSON SECCO
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NICOLAU, TORRES 27.1
E PENTEADO Capítulo 27 – Óptica da visão
Miopia
Olho normal
Objeto no infinito
Imagem na retina

ADILSON SECCO
Olho míope
Mais alongado
Objeto no infinito
Imagem antes da retina

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NICOLAU, TORRES 27.2
E PENTEADO Capítulo 27 – Óptica da visão
Miopia
Ponto remoto do míope
O ponto remoto do míope (PRM) está a uma distância finita
do olho.

ADILSON SECCO
Para um objeto situado no ponto remoto do míope, o olho
forma uma imagem nítida sobre a retina.

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NICOLAU, TORRES 27.2
E PENTEADO Capítulo 27 – Óptica da visão
Miopia
Lentes corretivas divergentes
Diminuem a convergência dos raios de luz, fazendo com
que a imagem passe a ser formada sobre a retina.

ADILSON SECCO
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NICOLAU, TORRES 27.2
E PENTEADO Capítulo 27 – Óptica da visão
Miopia
Lentes corretivas divergentes
A lente divergente, para um objeto situado no infinito,
forma uma imagem no ponto remoto do míope (PRM).
Essa imagem funciona como objeto real em relação ao olho.
A imagem final se forma sobre a retina.

ADILSON SECCO
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NICOLAU, TORRES 27.2
E PENTEADO Capítulo 27 – Óptica da visão
Miopia
Distância focal da lente corretiva

f = –Dm

Vergência

1
V=
f

Unidade de vergência no SI: dioptria (di).

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NICOLAU, TORRES 27.2
E PENTEADO Capítulo 27 – Óptica da visão
Hipermetropia
Olho normal
Objeto no infinito
Imagem na retina

ADILSON SECCO
Olho hipermetrope
Mais curto
Objeto no infinito
Imagem depois da retina

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NICOLAU, TORRES 27.3
E PENTEADO Capítulo 27 – Óptica da visão
Hipermetropia
Ponto próximo do hipermetrope
O ponto próximo do hipermetrope (PPH) está a uma
distância dh > 25 cm do olho.

ADILSON SECCO
O hipermetrope não enxerga bem de perto. O ponto próximo
do hipermetrope está mais distante do olho do que o ponto
próximo de um olho normal (PPN).

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NICOLAU, TORRES 27.3
E PENTEADO Capítulo 27 – Óptica da visão
Hipermetropia
Lentes corretivas convergentes
Aumentam a convergência dos raios de luz, fazendo
com que a imagem passe a ser formada sobre a retina.

ADILSON SECCO
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NICOLAU, TORRES 27.3
E PENTEADO Capítulo 27 – Óptica da visão
Hipermetropia
Lentes corretivas convergentes
A lente convergente corretiva forma uma imagem exatamente
no ponto próximo do hipermetrope (PPH), para um objeto
situado no ponto próximo normal (PPN). Em relação ao olho,
a imagem formada pela lente corretiva funciona como objeto
real. A imagem final forma-se sobre a retina.

ADILSON SECCO

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NICOLAU, TORRES 27.3
E PENTEADO Capítulo 27 – Óptica da visão
Hipermetropia
Distância focal da lente corretiva

1 1 1
= –
f 0,25 dh

Vergência

1 1
V= –
0,25 dh

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NICOLAU, TORRES 27.3
E PENTEADO Capítulo 27 – Óptica da visão
Presbiopia
Com o envelhecimento, o cristalino perde gradativamente sua
capacidade de acomodação. Uma pessoa presbiope não
enxerga com nitidez objetos próximos. O presbiope usa óculos
cujas lentes são convergentes.

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NICOLAU, TORRES 27.4
E PENTEADO Capítulo 27 – Óptica da visão
Astigmatismo
O astigmatismo consiste numa anomalia do olho, em particular da
córnea, que apresenta raio de curvatura variável conforme a seção
considerada. Como a luz sofre refrações diferentes nas diversas
seções, os raios luminosos não convergem para o mesmo ponto e a
imagem que se forma sobre a retina não é nítida. As lentes
corretivas são cilíndricas, para compensar as imperfeições do olho.

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NICOLAU, TORRES 27.4
E PENTEADO Capítulo 27 – Óptica da visão
Daltonismo
É uma patologia visual cuja pessoa pode ter ausência ou
redução na sensibilidade de um, dois ou dos três tipos de
cones.
O caso mais comum de daltonismo é em virtude do cone
sensível ao vermelho, onde um objeto vermelho é visto como
sendo preto.
Em casos menos comuns pode haver problemas com os cones
sensíveis ao verde ou ao azul.

Visão de um semáforo
para um daltônico, que
não percebe a cor
vermelha

Teste visual para detecção


de daltonismo
Glaucoma
Em todos os tipos de glaucoma, o nervo que liga o olho ao
cérebro encontra-se danificado, geralmente devido à alta pressão
ocular.
O tipo mais comum de glaucoma (glaucoma de ângulo aberto)
não costuma apresentar outros sintomas além da perda lenta da
visão. O glaucoma de ângulo fechado, embora raro, é uma
emergência médica e seus sintomas incluem dor ocular com
náuseas e distúrbios súbitos de visão.
O tratamento inclui colírios, medicamentos e cirurgia.
Estrabismo
Estrabismo é um tipo de alteração ocular que
desalinha os olhos para direções diferentes e
representa a perda do paralelismo dos olhos.
O estrabismo é causado pelo desalinhamento de
músculos oculares.
O tratamento do estrabismo vai depender muito de
sua causa e pode ser clinico, óptico ou cirúrgico.
Sensação de Movimento

 Os olhos se movem ao tentarmos fixar


insistentemente sobre um objeto. É por isso que
determinadas formas de disposição de linhas dão
impressão de movimento.

 As imagens persistentes acabam cedendo lugar às


novas imagens formadas pelos movimentos
involuntários do olho, dando a sensação de
movimento.
Sensação de Movimento
Sensação de Movimento
Bibliografia
CARUSO, Francisco; OGURI, Vitor. Física Moderna. Rio de Janeiro: Campus, 2009.

HALLIDAY. Fundamentos de Física. 4 vol. LTC, 2012

HEINENE, Ibrahim F. Biofísica Básica. São Paulo: Atheneu, 2004.

SINKO, Patrick J. Martin – Físico-Farmácia e Ciências Farmacêuticas. Porto Alegre: Artmed,


2009.

DURAN, José Enrique Rodas. Biofísica – Fundamentos e Aplicações. São Paulo: Prentice
Hall Brasil, 2002.

SERWAY, R. A.; JEWETT Jr., J. W. Princípios de Física. Vol. 1. São Paulo: Pioneira, 2004.

SERWAY, R. A.; JEWETT Jr., J. W. Princípios de Física. Vol. 2. São Paulo: Pioneira, 2004.

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TIPLER. Física Moderna. LTC, 2010

FÍSICA
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NICOLAU, TORRES
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