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FENOMENOS ENTOPTICOS

Imagens visuais que não são produzidas por


estímulos externos se não que se originam
na estrutura interna do olho,

.
FENOMENOS ENTOPTICOS

Originados por:
 Estruturas anatômicas oculares

 Alterações patológicas oculares como

opacidades nos meios transparentes do olho

Para que estas imagens sejam observadas


tem que existir condições especiais de
iluminação
CLASSIFICAÇÃO

 Escotomas
 Sombras
 Visão de um campo vazio preto
 Visão de um campo vazio iluminado.
 Visão com luz polarizada
 Outros
Escotomas
 O ponto cego da retina corresponde á zona da
retina sem fotorreceptores: escotoma fisiológico.
Esta zona é insensivel a estímulos luminosos. É um
escotoma negativo porque não é percebido
facilmente
SOMBRAS
 Os vasos retinianos produzem sombras pela
proximidade aos fotorreceptores
 Escotomas vasculares, a representação
gráfica destes escotomas no campo visual
(angioscotoma)
 Os vasos só diminuem a luminancia retiniana,
são escotomas relativos, toda modificação na
sombra pode permitir a observação da sombra
dos vasos, fenômeno conhecido com o nome
de Purkinje.
SOMBRAS

 Estas sombras ao permanecer fixas voltam-se


invisíveis porque os mecanismos de adaptação
retiniana mudam a sensibilidade local
 Ao produzir um cambio rápido na direção da
luz incidente as sombras caem sobre as zonas
vizinhas que ainda não estão adaptadas
 Este fenômeno pode induzir-se por iluminação
com lâmpada de fenda ou por iluminação
transescleral.
Fenômeno de Toxler: variações de
luminosidade que se produzem na visão
lateral como conseqüência de uma fixação
prolongada.
Visão de um campo vazio
preto
1. Fosfenos por movimento ocular
2. Arcos azuis de Purkinje
FOSFENOS

 Sensações luminosas produzidas pela


estimulação da retina originadas por forças
mecânicas ou elétricas
 A deformação produze uma sensação de
brilho localizada chamada fosfeno por
pressão
 A luz que atravessa o olho pode ocasionar
fosfenos elétricos.
FOSFENOS POR
MOVIMENTO OCULAR
 Pessoa adaptada á obscuridade
 Mover os olhos de um lado para outro
 Observa-se no um destelho brilhante, que se
apresentam por frações de segundo
 Nebel atribuiu estes fenômenos á
deformação física da retina pela superfície
posterior do vítreo aos movimentos oculares,
ARCOS AZUIS DE PURKINJE

 No século XIX por Purkinje


 Estimulo retangular vermelho nasal sobre o
meridiano horizontal perto da fóvea
 Observa-se um padrão de luz que forma arcos por
acima e abaixo da fóvea em direção do ponto
cego
 Trajetória arqueada das fibras do nervo óptico da
retina entre o rafe horizontal e o disco.
 Este padrão luminoso, deve-se á estimulação dos
cones, os potenciais de ação das fibras nervosas
VISÃO DE UM CAMPO VAZIO
ILUMINADO
 Se através de um furo observamos um
campo luminoso, podemos perceber as
irregularidades dos médios transparentes
VISÃO EM UM CAMPO
VAZIO ILUMINADO
Ao observar, uma superfície iluminada de
cor azul, como o céu, podem-se ver pontos
movíeis luminosos, fenômeno é produzido
por a refração da luz através dos glóbulos
vermelhos dos capilares retinianos
ALTERACOES DOS MEIOS
TRANSPARENTES DO OLHO
Ao fazer transiluminação da retina (lanterna, retinoscopio ou
oftalmoscópio) é produzido um reflexo vermelho do fundo de
olho (reflexo de Bruckner)
Alterações observam-se como áreas escuras na
área pupilar onde esta o reflexo do fundo
transiluminado.
OPACIDADES

 As imperfeições não são sempre opacidades


que bloqueiam por completo o passo da luz,
 Podem ser variações locais dos índices de
refração dos meios oculares
 Por exemplo, um filamento mucoso na
córnea pode observar-se como uma linha
escura porque refrata a luz do fundo
afastando-a do observador
 Ao inverter a entrada de luz colocando uma
fonte pontual de luz no ponto focal anterior
do olho a 17 mm da córnea
 Ao colocar um furo estenopeico (1 mm de
diâmetro), no ponto focal anterior do olho
(17 mm) as descontinuidades ópticas nos
meios oculares observam-se como sombras
ou áreas brilhantes
HALOS FISIOLÓGICOS E
PATOLÓGICOS
 Microestruturas circulares intra-oculares como
os espaços intercelulares epiteliais da córnea
geram padrões de difração de Fraunhofer

 Pacientes com ceratopatias, distrofias corneais


do endotélio associadas a edema, alterações da
PIO (pressão intraocular), que produze edema
corneal.
IMAGENS ENTOPTICAS NO
CORPO VITREO

 Opacidades localizadas na parte posterior do vítreo


são observadas pelo paciente como escotomas
positivo

 Opacidades de pequeno tamanho que estão detrás


do cristalino embora sejam grandes não produzem
moléstias ao paciente por que não são percebidas
facilmente
IMAGENS ENTOPTICAS NO
CORPO VITREO
 Podem existir opacidades pequenas no
vítreo e ainda assim ser inócuas, pelo geral
não interferem na visão
 Seu incremento súbito acompanhado de
destelho de luz pode estar associado à
tração vítreo-retiniana ou furos na retina que
podem levar até descolamentos de retina.
 Hialoses asteoridea: múltiplas opacidades
vítreas que ao ser observadas na
exploração clinica de fundo de olho as
estruturas refletem a luz em direção ao
observador, esta alteração é produzida por
acumulo de cálcio, fosfato ou fosfolípidos.
 Fenômeno de Moore: estrias semelhantes
aos relâmpagos no campo visual temporal,
apresenta-se normalmente em mulheres de
mediana idade se apresenta por câmbios
degenerativos no vítreo que podem levar á
desprendimento posterior de vítreo.
FEIXES DE HAIDINGER
 Quando incide uma luz polarizada em planos
na retina existe uma absorção seletiva do
pigmento xantófilo presente na mácula.

 Se observam raios originados no ponto de


fixação em forma de relógio de areia de cor
azul e amarelo e movimentam-se com o
plano de polarização.
MACULAR INTEGRITY
TESTER (MIT)
Em alterações maculares como edema há
perda de a percepção do fenômeno dos
feixes de Haidinger.

Os feixes de Haidinger são utilizados pra o


estudo subjetivo e diagnostico das
enfermidades maculares, além de se utilizar
pra terapia ortoptica, para o estimulo foveal.
POS-IMAGENS

 È a resposta visual que persiste após do


estimulo
 Existem duas classes de pos-imagens:

a) Positivas
b) Negativas
 Positivas: permanecem as relações de
luminancia e cor do estimulo. Produzidas
geralmente como uma conseqüência de um forte
estimulo luminoso de um olho adaptado á
obscuridade.

 Negativas são as mais frequentes, tem aspecto


de um negativo de fotografia, os brancos e pretos
estão invertidos e as cores complementarias da
imagem original
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