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Ficha de avaliação de
AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE ESTARREJA - ESCOLA E. B. PADRE DONACIANO DE ABREU FREIRE Português

5º ano Turma _______


Aluno ___________________________________ N.º ___ Data ___/___/___
Professor ____________________ Enc. Educação _____________________ CLASSIFICAÇÃO:
________________ (______%)
Grupo I

TEXTO A
Lê o texto seguinte.

Da aula para o prato: Estudantes já doaram 40 toneladas ao


Banco Alimentar
Depois de nos ensinarem, como saber se realmente aprendemos? Praticando. Testando os
conhecimentos. Pondo as mãos na terra, no caso, literalmente. Foi essa uma das motivações de um grupo de
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estudantes do Instituto Superior de Agronomia (ISA) para fundar o Solidarista. A outra, como se percebe pelo
nome do projeto, foi a solidariedade.
“A ideia passava por usar o terreno e a maquinaria do instituto para colocar em prática a teoria aprendida
nas aulas, mas com uma componente social, em que tudo o que fosse produzido seria doado a instituições
de solidariedade”, explica Afonso Bulhão, 24 anos, um dos elementos do núcleo fundador do Solidarista, que,
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desde 2011, já rendeu mais de 40 toneladas de alimentos ao Banco Alimentar Contra a Fome – num valor
superior a 22 mil euros, segundo os preços praticados pelo mercado de distribuição. “Decidimos, avançámos
e o resto veio por acréscimo”, conta Afonso, que este ano, quando terminar o mestrado em Engenharia
Agronómica, vai passar o testemunho aos mais novos. “A ideia foi de dois colegas mais velhos, que já
terminaram o curso, e eu entrei logo a seguir, mas com o tempo foram muitas mais as pessoas e as empresas
15 que se envolveram”, explica o estudante. Logo nesse primeiro ano, cem voluntários, entre alunos e
professores, ajudaram a colher a primeira cultura: quase duas toneladas de grão seco, que renderam cerca
de 20 mil porções ao Banco Alimentar.

Um caso de estudo que começa a ser replicado


À “vertente solidária”, o grupo do ISA acrescenta ainda “o desenvolvimento de competências-chave na área
20 da agronomia” e “a interação com a realidade empresarial”, por via de uma lista de 14 patrocinadores, que
inclui, entre outros, o Banco Santander Totta e a Galp, além de diversas empresas do setor agrícola, que apoiam
ao nível dos adubos, das sementes ou dos sistemas de rega. (...) Ao grão, acrescentaram depois mais culturas,
como a couve e o trigo, que, com o apoio da Cerialis, a empresa produtora das massas Nacional, foi
transformado em esparguete, para posterior entrega ao Banco Alimentar. (...) Certo é que o projeto se tornou
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num caso de estudo, que está já a ser replicado noutras universidades internacionais, como Escola Superior de
Agricultura Luiz de Queiroz, em São Paulo, no Brasil, e a Universidade de Córdoba, em Espanha.
Entretanto, a área de cultivo aumentou de um hectare, em 2011, para os atuais 7,5 hectares.

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“Às vezes, penso que estamos a dar um passo maior que a perna”, confessa Afonso, lembrando que são só
“um pequeno grupo de estudantes, a cultivar uma imensa área, em pleno centro de Lisboa”. Mas, para muita
30 gente, estes alunos fazem uma grande diferença.

Visão Júnior, 25 de maio de 2015, in http://visao.sapo.pt


(texto com supressões, consultado em 16-07-2015)

1. Assinala com X , de 1.1 a 1.5, a opção que completa corretamente cada frase, de acordo com o
sentido do texto.

1.1 O projeto Solidarista pretende

pôr em prática os conhecimentos dos estudantes e dar-lhes a oportunidade de ter um emprego.


pôr em prática os conhecimentos dos estudantes e favorecer o convívio.
ensinar os estudantes de Agronomia e favorecer o convívio.
pôr em prática os conhecimentos dos estudantes e favorecer a solidariedade.

1.2 Toda a produção obtida neste projeto destinava-se

às famílias dos estudantes.


às famílias carenciadas.
a instituições de solidariedade.
a ser vendida em supermercados.

1.3 O projeto Solidarista nasceu


da ideia de Afonso Bulhão e de dois outros colegas.
da ideia de alunos e professores do ISA.
da ideia de Afonso Bulhão.
da ideia de dois colegas de Afonso Bulhão.

1.4 O projeto ofereceu alimentos


ao Banco Alimentar Contra a Fome, com o apoio de várias instituições.
à Cerialis, com o apoio de várias instituições.
ao Banco Alimentar Contra a Fome e à Cerialis, com o apoio de várias instituições.
a uma universidade brasileira, com o apoio de várias instituições.

1.5 A palavra “replicado” (linha 25) significa


explicado.

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repetido.
analisado.
contestado.

2. Lê a afirmação seguinte.
“Às vezes, penso que estamos a dar um passo maior do que a perna” (linha 28)
2.1 Seleciona o sentido correto da afirmação de Afonso Bulhão.
Ele tem receio de estarem a ir além das capacidades de um simples grupo.
Ele tem a certeza que o grupo pode fazer muito mais.
Ele tem receio que o grupo não tenha capacidades físicas para fazer mais.

Grupo II

TEXTO B

Lê, com atenção, o seguinte excerto da obra “A vida mágica da Sementinha”.

O RAPTO DA SEMENTINHA
Os bagos de trigo nem tiveram tempo de ver o que se passara, tão inesperado foi o desaparecimento da
Sementinha, que ainda começara aos gritos ao sentir-se levada pelos ares fora. Mas logo pensou que iria
viajar de avião por esse mundo além; e calou-se, embora se sentisse entontecida com a vertigem do voo.
O raptor da nossa donzela era um rouxinol vagabundo, que deixara emigrar os companheiros de viagem
para as terras da África e da Ásia, ficando por ali como professor de Música dos pássaros sedentários, que
não receavam o inverno. E, como lhe faltasse de comer no bosque onde morava, vá de o procurar na leiva do
António Seareiro.
A verdade é que ele não sabia por que razão ferrara o bico na Sementinha morena, quando tinha ali
outros bagos mais gordos. Só percebia agora que a levava consigo e que já entrara no seu bosque
procurando a sarça onde fizera o ninho, embora fossem boas horas de começar a lição de canto.
“Mas primeiro vou comer este petisquinho”, pensava o Rouxinol vagabundo. E assim que largou a presa
em cima da sua cama pôs-se a fitá-la com os olhos grandes e vivos, como se escolhesse por onde deveria
começar o banquete.
- Que belo jantar! – disse, todo contente, pondo-se a afiar o bico nos bordos do ninho.

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A Sementinha, que até ali estivera deslumbrada com aquela plumagem cinzenta, muito ruiva por cima e
amarela por baixo, não conseguiu esconder o receio quando lhe ouviu semelhante desabafo. E, muito
sorrateira, de vozita mimalha, vá de lhe perguntar, para o distrair:
- Para que aguças mais o teu bico, já tão agudo?
O Rouxinol sentiu um baque no coração, voltando-se, envergonhado com os seus ruins pensamentos.
- Essa agora!... Não estou a afiar o bico…
- Não sejas mentiroso! – repreendeu a Sementinha.– Não será pra me comeres?
- Bem!… Não sei bem… E se fosse?!
- Era uma pena – disse a Sementinha, sem denunciar o medo que sentia. – O Amarelo de Barba Preta
contou-me coisas tão lindas da minha vida!… Mas paciência!
O Rouxinol começava a comover-se. Volvia a cabeça, coçava as asas com o bico e saltitava da cama para os
bordos do ninho.

Alves Redol, in A Vida Mágica da Sementinha, Caminho, 2013

(1) sedentários: que não migram para outras terras.


(2) leiva: terra lavrada.
(3) sarça: silvado.

1.As frases abaixo apresentadas correspondem a momentos da ação da história. Numera as frases, de 1 a 6,
de acordo com a ordem pela qual esses momentos surgem no texto. A primeira frase já se encontra
numerada.

O Rouxinol pôs-se a afiar o bico.


Aquele Rouxinol era professor de música.
O Rouxinol comoveu-se com as palavras da Sementinha.
A Sementinha começou a conversar com o Rouxinol.
1 A Sementinha foi raptada por um Rouxinol.
O Rouxinol dirigiu-se para o bosque.

2.No momento em que foi raptada, a Sementinha reagiu de duas formas diferentes.
2.1 Apresenta-as, justificando essa alteração.
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3.Explica o motivo pelo qual o Rouxinol raptou a Sementinha.
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_______________________________________________________________________________________

4.Caracteriza fisicamente o Rouxinol.


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5.Na tua opinião, o Rouxinol pode ser considerado uma personagem má? Justifica a tua resposta,
transcrevendo uma frase do texto.
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6.A certa altura, a Sementinha mete conversa com o Rouxinol para o distrair do seu objetivo.
6.1 Diz o que pensas sobre esta atitude da Sementinha, caracterizando-a com dois adjetivos.
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7. Ao longo de toda a história, verificamos a predominância de um recurso expressivo. Identifica-o,


assinalando com X a opção correta.

Comparação Onomatopeia Personificação Enumeração

Grupo III

1.Completa cada uma das frases com a forma do verbo apresentado entre parênteses, no tempo e modo
indicados.

1.1 Presente do Indicativo


Durante o voo, o Rouxinol e a Sementinha ______________________ (ver) as terras do António Seareiro.

1.2 Pretérito Mais-que-Perfeito Composto


Quando os bagos de trigo se aperceberam, o Rouxinol _____________________ (raptar) a Sementinha.
1.3 Futuro do Indicativo
Será que, no final, a Sementinha ______________________ (fazer) amizade com o Rouxinol?

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2. Associa as palavras sublinhadas nas frases da coluna A à respetiva subclasse presente na coluna B. Escreve,
em cada espaço da coluna A, a letra correspondente da coluna B.

Coluna A Coluna B
1.O raptor da Sementinha foi o Rouxinol. A. Nome
2.Ele levou-a para o bosque. B. Verbo
3.No início, a Sementinha estava assustada. C. Adjetivo
4.O Rouxinol levou-a para o seu ninho. D. Preposição
5.Após afiar o bico, o Rouxinol tencionava comer a Sementinha. E. Determinante
6.A Sementinha conseguiu comover o Rouxinol. F. Pronome
7.O Rouxinol ficou por ali como professor de Música. G. Advérbio

3.Assinala com X a única frase em que a palavra a é uma preposição.

O Rouxinol raptou a Sementinha.


Apesar de tudo, o Rouxinol não a comeu.
Os bagos de trigo viram a amiga desaparecer no céu.
Quando o Rouxinol se apercebeu, estava a chegar ao ninho.

4.Reescreve as frases seguintes, de 4.1 a 4.3, substituindo as expressões sublinhadas por pronomes pessoais
adequados. Faz apenas as alterações necessárias.

4.1 O Rouxinol fez uma promessa à Sementinha.


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4.2 Afinal, a Sementinha não temia o Rouxinol.
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4.3 Eu e os meus amigos adorámos este livro.
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Grupo IV
Relê o último parágrafo do texto do GRUPO II.
“O Rouxinol começava a comover-se. Volvia a cabeça, coçava as asas com o bico e saltitava da cama para
os bordos do ninho.”

Num texto cuidado, imagina o que terá acontecido a seguir e continua a história da Sementinha e do
Rouxinol. (Caso já conheças a obra, deves procurar que a tua história seja diferente do original.)
O teu texto, com um mínimo de 120 e um máximo de 180 palavras, deve incluir:

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 um momento descritivo;
 pelo menos uma situação de diálogo;
 indica, no fim, o número de palavras.
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Bom trabalho!