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Os dez maiores romances de todos os tempos, no meu

modesto entender
Olavo de Carvalho
21 de abril de 2017 - 16:35:36

1 – Ilusões Perdidas, de Balzac


2 – O Vermelho e o Negro, de Stendhal
3 – Grandes Esperanças, de Dickens
4 – Os Demônios, de Dostoiévski
5 – Madame Bovary, de Flaubert
6 – Guerra e Paz, de Tolstói
7 – Os Noivos, de Manzoni
8 – Em Busca do Tempo Perdido, de Proust
9 – Etzel Andergast (trilogia), de Jacob Wassermann
10 – Luz de Agosto, de William Faulkner

Melhores romances em português (a pedido da Bruna Luiza)


1 – Os Maias, de Eça de Queiroz
2 – Dom Casmurro, de Machado de Assis
3 – Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto
4 – A Mulher Que Fugiu de Sodoma, de José Geraldo Vieira
5 – O Amanuense Belmiro, de Ciro dos Anjos
6 – O Professor Jeremias, de Leo Vaz
7 – Fogo Morto, de José Lins do Rego
8 – São Bernardo, de Graciliano Ramos
9 – O Tempo e o Vento, de Érico Veríssimo
10 – A Tragédia Burguesa (série) de Octavio de Faria

Ainda sobre a lista dos maiores. O ―Wilhelm Meister‖ de Goethe é um dos grandes livros da
humanidade, mas até hoje os críticos não sabem dizer se é ou não é um romance, e quem sou eu
para me meter nessa encrenca?

Posso estar enganado, mas a articulação dialética de sociedade e indivíduo, História e alma, é a
essência do gênero romance.

*
Da página do Rodrigo Gurgel :

Os chamados romancistas atuais acham que desespero é ter de decidir entre o jogo de futebol na
tevê, uma transa por obrigação e gritar ―Fora Temer‖ da janela da quitinete.

Na verdade, tem-se a impressão de que eles decoraram Sartre. Ou Clarice Lispector. Mas a voz
que narra é a de uma Clarice diluída, desfibrada. Talvez seja o perispírito da Clarice.

Há outras opções de estilo: pode ser um Guimarães Rosa canhestro — ou a corruptela de alguma
tradução do ―Ulysses‖. Os que se consideram mais avançadinhos têm um altar em casa para o
Paulo Leminski.

As frases raramente ultrapassam 12 ou 15 palavras. E são truncadas. Como se o escritor.


Sofresse. De algum problema. Respiratório.

A superficialidade desses livrinhos faz-me lembrar do que Thomas Mann falava sobre o ―tempo
do homem criativo‖.

Mann dizia que esse tempo ―é de uma estrutura, de uma densidade e de uma produtividade
diferentes daquelas frouxamente tecidas e passageiras da maioria‖. E que o ―homem da maioria‖,
admirado da ―extensão de realizações que se podem acomodar neste espaço de tempo‖, pergunta
ao homem criativo: ―Quando vais fazer tudo isso?‖.

Essa perplexidade do homem comum em relação ao homem criador está perdida. Hoje, tudo é
frouxo e passageiro. Hoje, o homem da maioria olha o ―romance‖ de 21 páginas e pensa: ―Isto
até eu faço!‖.

E sabem o que é pior? Ele tem razão.

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