SITIENTIBUS SÉRIE CIÊNCIAS BIOLOGICAS 7 (3): 307-313.

2007

[Vol. 7

COMPOSIÇÃO DAS GUILDAS DE ARANHAS (ARANEAE) EM UM FRAGMENTO URBANO DE FLORESTA ATLÂNTICA NO SUDOESTE DA BAHIA, B RASIL
JOÃO PEDRO SOUZA-ALVES1*, MARCELO C. L. P ERES1,2 & MOACIR S. TINÔCO1,2,3
1

Centro de Ecologia e Conservação Animal (ECOA), Instituto de Ciências Biológicas, Universidade Católica do Salvador. Av. Prof°. Pinto de Aguiar, n° 2589, Pituaçu, CEP 41740-090, Salvador, Bahia, Brasil 2 Departamento de Zoologia, Universidade Católica do Salvador, Salvador, Bahia, Brasil 3 Departamento de Ciências Ambientais, Universidade Católica do Salvador, Salvador, Bahia, Brasil *Autor para correspondência: (allocosa@hotmail.com)

(Composição das guildas de aranhas (Araneae) em um fragmento urbano de Floresta Atlântica no Sudoeste da Bahia, Brasil) – Nosso objetivo foi verificar a distribuição das espécies nas guildas de aranhas em um fragmento urbano (9 ha) no município de Itapetinga, localizado na região Sudoeste da Bahia. Procura visual noturna (totalizando 24 horas de amostra) e guarda-chuva entomológico (totalizando 240 arbustos) foi utilizado para a coleta das aranhas. Foram mensuradas variáveis ambientais (profundidade e cobertura da serapilheira, cobertura de plantas herbáceas e DAP – Diâmetro a Altura do Peito) que pudessem interferir na composição das guildas. As aranhas coletadas foram classificadas dentro de oito guildas. Não foi encontrada diferença significativa na composição de espécies nas guildas. As guildas se apresentaram de maneira homogênea. Entre as variáveis estruturais, apenas na profundidade da serapilheira foi observada diferença significativa na área. Propõem-se estudos em fragmentos periféricos (>10 ha) para poder inferir com maior exatidão sobre as variáveis mensuradas e tentar verificar se a comunidade de aranhas se apresenta de forma distinta entre diferentes áreas nesses fragmentos. Palavras-chave: Bahia, estrutura de habitat, fragmentação de habitats, guildas, aranhas. (Composition of spider’s guilds (Araneae) in an urban Atlantic Forest remnant in the Southwest of Bahia, Brazil) – Our objective was to verify the distribution of species in the guilds in an urban forest remnant (9 ha) in the Itapetinga city, located at the southwestern region of Bahia. Nocturnal Visual Search (totalizing 24 hours of sampling) and Vegetation Beating (totalizing 240 shrubs) were used to collect spiders. Some environmental variables were taken (leaf litter depth and coverage, herbaceous plants coverage and DBH - Diameter-at-Breast-Height) which are supposed to cause interference on the guilds composition. The spiders were classified within eight guilds. No significant difference in species composition was found in the guilds. The guilds had a homogeneous way. Only in the leaf litter depth was found significant difference in the area. We propose studies on surrounding remnants in the region (>10 ha) aiming to pose inference above the variables measured and try to verify if the spiders’ community show on a different manner between distinct areas in these fragments. Key words: Bahia, habitat structure, habitat fragmentation, guilds, spiders.

INTRODUÇÃO Guildas referem-se a um grupo de organismos sintópicos, que usam o mesmo recurso, de forma similar, geralmente utilizando os mesmos níveis tróficos (JAKSIÉ, 1981; BEGON et al., 1996). Para as guildas, as espécies podem requerer micro-habitats distintos, associados a características estruturais (HATLEY & MACMAHON, 1980; ROBINSON, 1981; SCHEIDLER, 1990; MASON, 1992; HALAJ et al., 1998), diferenciando-se pela morfologia, fisiologia e comportamento. Essas características incluem tolerância à luz do sol e sombra, umidade e condições do tempo (seco e chuvoso), estratégias de captura, refúgios e comportamento reprodutivo (T URNBULL , 1973; UETZ, 1977; N YFFLER & STERLING, 1994; HALAJ et al., 2000). Atualmente existem trabalhos relacionados à assembléia de aranhas neotropicais em Madre de Dios, Peru (SILVA & CODDINGTON, 1996), na Amazônia (HÖFER & BRESCOVIT 2001), no Nordeste (DIAS, 2006; PERES et al., 2007) e Sudeste do Brasil (BRESCOVIT et al., 2004), os quais já foram escassos para o neotrópico. As florestas tropicais têm a maior diversidade de espécies do planeta, embora ocupem apenas 7% da extensão
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da Terra, contendo mais da metade das espécies de todo o mundo (WHITMORE, 1990). Dentre os biomas que compõem as Florestas Tropicais, a Mata Atlântica é reconhecida internacionalmente como um hotspot de biodiversidade (MYERS et al., 2000). Como este bioma vem sofrendo acelerado processo de fragmentação, os remanescentes florestais constituem hoje um dos maiores desafios para a conservação da diversidade biológica (ESPÍRITO-SANTO et al., 2002). A diminuição da floresta pode reduzir significativamente o número de espécies, afetar a dinâmica das populações de animais e vegetais, além de comprometer a regeneração natural das florestas (HARRIS, 1974). A preservação da biodiversidade de invertebrados é mais uma ferramenta para a conservação de biomas, principalmente quando se refere às aranhas, que agem como indicadores de qualidade ambiental (WHITMORE et al., 2002). A maioria das espécies é sensível a alterações ambientais, tanto abióticas (temperatura, umidade, vento, intensidade luminosa) quanto bióticas (estrutura da vegetação e disponibilidade de alimento) (WISE, 1993; FOELIX, 1996). UETZ (1991) mostrou que a estrutura do habitat pode influenciar na composição e na riqueza das comunidades de aranhas

A vegetação do parque foi classificada como Floresta Estacional Decidual. Somente árvores com DAP maior e igual a 4 cm foram consideradas. Avaliação da estrutura física Para determinar a estrutura da vegetação foram medidos em todas as áreas: o Diâmetro à Altura do Peito (DAP). 2000). 1981). verificando se a distribuição pode ter alguma associação com as características da estrutura do ambiente. estando totalmente inserido dentro da cidade. MANTOVANI. estabelecido por CODDINGTON et al.5 x 2. Para comparar as variáveis entre os pontos amostrais no fragmento foram utilizadas as seguintes análises: para os dados categóricos (cobertura da serapilheira e cobertura de plantas herbáceas). adaptado de FOURNIER (1974). estratos e plantas utilizadas. foram calculadas as médias das variáveis mensuradas. que permitem calcular a intensidade de cobertura vegetal em uma área (0 = ausência. cascas de árvores e na serapilheira.. durante uma hora. 2000). O DAP e a profundidade da serapilheira foram estimados de forma quantitativa (cm).. no Estado da Bahia. Brasil. sendo formada por espécies de cipós lenhosos. A precipitação pluviométrica varia de 600 a 1. foram delimitados quadrantes de 5 x 5 m e cada um deles foi dividido em outros quatro quadrados de 2. A vegetação é caracterizada pela dominância fanerófita decidual. Este índice é expresso por uma escala de cinco categorias (de 0 a 4). As aranhas coletadas foram classificadas em oito das 12 guildas propostas por HÖFER & B RESCOVIT (2001). sendo estes batidos por um dos coletores. Os coletores se moveram até 2. ou seja.5 m. 2 = 26 a 50%. obtidos do total de 24 amostras ao longo de dois meses de coleta. Nosso objetivo foi verificar a distribuição das espécies nas guildas de aranhas em um fragmento de Floresta Decidual. Delineamento amostral Para a coleta de aranhas foram selecionados 12 pontos (50 x 50 m). 1976). foi utilizado o teste Kolmogorov-Smirnov: duas-amostras (KS). distribuídos aleatoriamente pelo fragmento. METODOLOGIA Área de estudo As coletas das aranhas ocorreram nos meses de março e abril de 2003 e em novembro de 2004 foi realizada a coleta das variáveis estruturais. arbustos. D.5 m para cada lado do transecto. ocorrendo exclusivamente no Estado da Bahia (NOVAES & JOSÉ. 1981.200 mm anuais (BRASÃO & ARAÚJO. enquanto o outro retirava as aranhas que caíam no pano com o auxílio de uma pinça. Os métodos de coleta foram adaptados do protocolo de amostragem rápida. 40º15’ W). O guarda-chuva entomológico (GCE) é formado por uma estrutura de canos de PVC. Análises estatísticas Para comparar a freqüência de espécies classificadas dentro das guildas ecológicas entre as amostras. na região sudoeste do Estado da Bahia. 1981. L. O trabalho foi realizado no Parque Municipal da Matinha (15º16’ S. ou seja. 2003). Para estas análises foi utilizado o Software Biostat 2. 1989). Este tipo de mata é considerado como uma vegetação de transição entre a mata costeira e a região do Sertão. (1991). O parque possui uma área total de 24 hectares e o fragmento amostrado apresenta 9 hectares. Brescovit). coletando aranhas em teias. um zoológico situado na área urbana do município de Itapetinga. 3 = 51 a 75% e 4 = 76 a 100%). ao longo do transecto). curador A. por transecto. As aranhas coletadas foram acondicionadas em potes plásticos contendo álcool 70% e depositadas na Coleção de Referência de Aranhas do Centro de Ecologia e Conservação Animal da Universidade Católica do Salvador (ECOA/UCSal. Em cada amostra foram batidos 10 arbustos. 10 m.0 (AYRES et al. modo de caça. curador M. 1992. que foi medido dentro do mesmo transecto utilizado para as coletas das aranhas. 1 = 1 a 25%. com indivíduos com copas muito esgalhadas e folhas pequenas. a profundidade e cobertura da serapilheira e a cobertura de plantas herbáceas. 2003). Foi realizada uma Análise de Agrupamento através do método de encadeamento médio (UPGMA) utilizando a distância . São Paulo (IBSP. 7 em florestas tropicais. a comunidade pode se modificar. Posteriormente. cobertos por um pano branco de 1 m2. totalizando 240 arbustos. Foram utilizados quatro pontos (0 m. A procura visual noturna (PVN) consistiu de transectos de 30 x 5 m. C. 20 m e 30 m. sendo medidas com fita métrica. utilizou-se o teste do Qui-quadrado (χ2) e para as variáveis quantitativas (profundidade da serapilheira e DAP). Esta é considerada uma das áreas prioritárias para a conservação da Mata Atlântica devido à grande diversidade biológica encontrada nos fragmentos da região (CONSERVATION INTERNATIONAL DO BRASIL et al. sendo estes o centro de cada quadrante. Ele foi colocado sob galhos de árvores ou pequenos arbustos de até 2 m de altura. Peres) e na Coleção de Aracnídeos e Miriápodes do Instituto Butantan. raramente ultrapassando 12 metros de altura (BRASÃO & ARAÚJO . com períodos alternadamente secos de 5 a 6 meses (BRASÃO & ARAÚJO. Todo o parque não possui nenhum tipo de ligação com outro remanescente ou mesmo uma área de pasto. Posteriormente. A cobertura da serapilheira e a cobertura de plantas herbáceas foram categorizadas por meio do Percentual de Intensidade. compondo a Mata-de-Cipó. V INHA et al. Trata-se de uma vegetação relativamente baixa. MANTOVANI. Esta classificação usada seguiu as seguintes características ecológicas como parâmetros: uso e tipo de teia. percorridos por dois coletores. o teste t de Student.. Brasil. 12 amostras para cada mês de coleta.308 SITIENTIBUS SÉRIE CIÊNCIAS BIOLOGICAS [Vol. quando o habitat se apresenta de maneira complexa ou não. O método aplicado para inferir as variáveis foi o quadrante centrado (KREBS. com uma distância entre todos eles de 100 m. locais de fixação de teias e período de atividade. troncos. Ao término da PVN foi obtido um total de 24 amostras (24 horas).

SILVA (1996). A diferença na profundidade da serapilheira pode ter favorecido algumas espécies das guildas de Aranhas Caçadoras. fixadas nos arbustos e troncos de árvores..05. g. n= 12) e cobertura de herbácea (χ2= 0.05n= 12). Italaman santamaria Brescovit.l.JULHO .= 10. tais como o tamanho do fragmento (HOBBS. Dictyna sp. Este resultado pode ter ocorrido porque o fragmento é cortado por trilhas. as guildas se apresentaram distribuídas de forma homogênea no fragmento (Fig. cujas aranhas que caçam ativamente suas presas.= 5.. p> 0. Tecedoras de Teia Não Orbiculares (TNO). 2004) podem acarretar mudanças na estrutura da vegetação. 2002). 1998. durante o dia. porém. que inclui as aranhas que se locomovem freqüentemente e não constroem teias para a captura de presas. que caçam por espreita todas as aranhas e outros artrópodes. microclima e habitats adequados para a manutenção de espécies. p< 0.1960. DUFFEY (1966). facilitando o acesso a todas as áreas. afetando a população de artrópodes em todo o fragmento. (Ctenidae) foi o mais abundante desta guilda. Isso mostra que o fragmento possui condições similares para a fixação de teias em toda sua área.. 1985) e atividades humanas (MCINTYRE et al.= 5. Sedentárias com Teia Lençol (STL). 2000). Alguns estudos (GUNNARSSON. Isso favorece a presença de uma alta cobertura de plantas herbáceas. pôde-se observar a diferença na profundidade da serapilheira e a igualdade na cobertura de plantas herbáceas no fragmento. em um estudo com fragmentos na Austrália. .COMPOSIÇÃO DE GUILDAS DE ARANHAS EM UM FRAGMENTO DE FLORESTA ATLÂNTICA 309 Euclideana através do programa PC-ORD© (MCCUNE & GRACE. Quando comentado sobre as guildas Predadores de Espreita de Solo e Corredoras Aéreas Noturnas. Tecedoras de teias Não Orbicular e Sedentária com Teia Lençol. Em áreas perturbadas.= 10. a mais abundante.01.05.264. Espécies dessas guildas forrageiam também no estrato herbáceo. B OLGER et al. Os resultados obtidos na comparação das variáveis DAP e cobertura de herbáceas pode estar ajudando na distribuição desses indivíduos. aranhas que perseguem suas presas ativamente sobre a vegetação. Foram encontradas as seguintes guildas de aranhas construtoras de teia: Tecedoras Orbiculares (TO). p> 0.). relatou que a riqueza e abundância de aranhas não variam apenas entre o tipo de floresta. mediram o nível de antropização através da quantidade de lixo e do número de trilhas. g. RESULTADOS Foram coletados 911 indivíduos.l. 1988. quando perturbadas. Foram encontradas as seguintes guildas de aranhas caçadoras: Corredoras Noturnas de Solo (CNS). Predadoras de Serapilheira (PS).l. aranhas diurnas e que constroem pequenas teias de forma irregular. DISCUSSÃO O fragmento não apresentou nenhuma diferença na distribuição de espécies das guildas Construtora de Teia. n= 12). n= 12) no fragmento. somente a profundidade da serapilheira foi significativa (t= 3. sendo encontrado sete indivíduos de Peucetia sp. distribuídos em 28 famílias e agrupados em oito guildas. 1997 (Anyphaenidae) foi a mais abundante entre as CAN. Predadores de Espreita de Solo (PSE). altitude ou em base diurna/ noturna. pode ocorrer sucessão secundária. Caçadoras Aéreas Diurnas (CAD).l. sendo Metazygia sp. 2000). vegetação. 1996) têm demonstrado que a influência da estrutura do ambiente pode favorecer as aranhas da guilda CAN. p> 0. Dmax= 0..05. Segundo a Análise de Agrupamento. g. a abundância de espécies pode estar relacionada ao grande número de pontos para fixação de teias. pois tais se apresentam pouco adequadas para a manutenção da uma comunidade. em estudos sobre a composição de espécies e estrutura da comunidade em uma Floresta Pluvial no Peru. UETZ (1991) e HURD & FAGAN (1992) inferiram que a fisionomia da comunidade de plantas pode afetar a população de aranhas. PERES et al. Os valores brutos das variáveis estruturais foram padronizados pela média. pois o fragmento sofre algum tipo de perturbação devido ao livre acesso. GIBB & HOCHULI (2002)... 2001. p> 0. tendo estas espécies melhores condições (oferta de alimento e disponibilidade de recurso) para a manutenção da comunidade de aranhas. para verificar a distribuição na composição das guildas. Corredoras Aéreas Noturnas (CAN). g. que vivem à luz do dia e vibram intensamente o corpo e as pernas. aumento de indivíduos em períodos chuvosos (LEVINGS & W INDSOR. MYIASHITA et al. onde a composição florística se modifica e se torna cada vez mais complexa e diversificada (RONDON NETO et al. 1) tendo apenas uma guilda de aranhas caçadoras dentre as guildas de aranhas construtoras de teia. desde que influencie na disponibilidade de micro-habitats. Os 209 indivíduos adultos foram agrupados em 80 espécies pertencentes a 22 famílias (Tabela 1). cobertura de serapilheira (χ2=0. foi a aranha mais abundante desta guilda. Também deve ser observado a igualdade em algumas variáveis da estrutura do ambiente do fragmento. representada por aranhas que perseguem suas presas na serapilheira.. a cobertura de plantas herbáceas não diferiu. SHOCHAT et al. No entanto.03. Na comparação das variáveis estruturais no fragmento. Em relação às guildas tecedoras de Teia Orbicular.738.S ETEMBRO 2007] SOUZA-ALVES ETAL. As demais medidas não apresentaram nenhuma diferença: DAP (t= 1. O gênero Nothroctenus sp. num estudo em Clareiras Naturais e Floresta . n= 12). Quando verificada a freqüência das espécies das guildas de aranhas entre as amostras. micro-clima etc. cujas aranhas constroem teias de forma orbicular na vegetação. Estes e outros fatores. mas também para a qualidade de micro-habitats (pouca diferença na geomorfologia.04. o que pode ter favorecido a homogeneidade na abundância de espécimes. que vivem sob a serapilheira ou troncos de árvores. (2007). 1996 e SILVA. podendo ter ajudado na distribuição das espécies encontradas no fragmento. Desta forma. LUCZAK (1959). Para esta guilda foi encontrado Mesabolivar sp. não se encontrou diferença significativa (KS.

1 Salticidae sp. 1 Ctenidae sp. Eustala sp. Argiope sp. Dictynidae sp. 3 Caponiidae Corinnidae Clubionidae Ctenidae Caponiidae sp. 2 Anyphaenoides sp. Salticidae sp. 1847) Peucetia sp. Composição das espécies das guildas observadas em um fragmento urbano no Sudoeste da Bahia. 1863) Mecynogea sp. Cheiracanthium inclusum (Hentz. Pisauridae sp. Cyclosa sp. Araneidae sp. Brasil. 1 Corinnidae sp. Parawixia audax (Blackwall. 1 Italaman santamaria (Brescovit. Ctenidae sp. 1997) Teudis sp. Clubionidae sp. 2 Salticidae sp. Mesabolivar sp. 7 Tabela 1. 1 Gnaphosidae sp. 1 Dictynidae sp. 2 Noegus sp. Umuara sp. Guildas TNO TNO CAN CAN CAN CAN CAN CAN TO TO TO TO TO TO TO TO TO TO PS CAN CAN CAN PSE PSE PSE PSE PSE TNO TNO TNO CNS CNS CAN CAN CAD STL STL STL CAN CAN CAN CAN CAN CAN Total de Indivíduos 5 1 2 2 6 2 2 2 2 1 1 10 5 3 5 1 1 1 1 1 1 1 6 1 1 1 1 22 8 1 1 1 1 1 7 36 1 1 1 2 2 1 1 2 Araneidae Eriophora sp. 1 Amaurobiidae sp. 2 Araneidae sp. 2 Ero sp. 1 Metagonia sp. 3 Dictynidae Dictyna sp. 1 Lyssomanis sp. Celaetycheus sp. 1 Corinna sp.310 SITIENTIBUS SÉRIE CIÊNCIAS BIOLOGICAS [Vol. 2 Ctenidae sp. 1 Nothroctenus sp. 1 Araneidae sp. Metazygia sp. 1 Lyssomanis sp. Anyphaenidae sp. Famílias Amaurobiidae Anyphaenidae Espécies Amaurobiidae sp. 2 Gnaphosidae M imetidae M iturgidae Oxyopidae Pholcidae Pisauridae Salticidae Gnaphosidae sp. Xiruana sp. 3 .

1873) Argyrodes sp. 5 Theridion sp. Uloboridae sp. 5 Tmarus sp. 3 Tetragnathidae sp. 1 Tetragnathidae sp.S ETEMBRO 2007] SOUZA-ALVES ETAL. Guildas CAN CAN PSE PSE CAN PSE PSE TO TO TO TO TO TO TO TO TNO TNO TNO TNO TNO TNO TNO TNO TNO CAN CAN CAN CAN CAN CAN CAN CAN TO TO TO TO Total de Indivíduos 1 2 2 2 1 2 1 5 1 1 1 2 1 1 1 3 1 1 1 1 1 1 1 6 2 1 1 1 1 1 3 1 4 9 1 2 222 Senoculidae Scytodidae Sparassidae Tetragnathidae Senoculidae sp. Uloborus sp. 1976. 1 Tmarus sp. (1996) e GREEN (1999). Segundo HÖFER et al. 4 Theridiidae sp. 6 Tetragnathidae sp. HÖFER et al. 5 Tetragnathidae sp. 1979). 1 Senoculus sp. 2 Thomisidae sp. 4 Tetragnathidae sp. 3 Thomisidae sp. Theridiidae sp. Scytodes itapevi (Brescovit & Rheims. 1 Uloboridae sp. Para HUHTA (1971). 3 Theridiidae sp. diferenças na estrutura da serapilheira podem afetar a comunidade de aranhas que vivem no solo favorecendo a .COMPOSIÇÃO DE GUILDAS DE ARANHAS EM UM FRAGMENTO DE FLORESTA ATLÂNTICA 311 Famílias Espécies Salticidae sp. 1 Thomisidae sp.JULHO . Já algumas aranhas da guilda PSE podem ter sido beneficiadas pela profundidade da serapilheira. 2 Theridiidae sp. 2000) Olios sp. UETZ (1975. 1 Theridiidae sp. . 7 Tetragnathidae sp. 1 Tetragnathidae sp. principalmente as espécies da família Ctenidae. 4 Thiodina sp. não encontraram uma forte influência da estrutura do ambiente sobre esta guilda. essas aranhas forrageiam na serapilheira e são dominantes no tamanho dos espécimes cursoriais. Thomisidae sp. 8 Theridiidae Achaearanea hirta (Taczanowski. 2 Tetragnathidae sp. Dipoena sp. 4 Thomisidae sp. 2 Uloboridae Zosis sp. (1994). Sparassidae sp. 2 TOTAL Madura no Nordeste do Brasil. Thomisidae Misumenops sp.

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