SITIENTIBUS SÉRIE CIÊNCIAS BIOLOGICAS 7 (3): 307-313.

2007

[Vol. 7

COMPOSIÇÃO DAS GUILDAS DE ARANHAS (ARANEAE) EM UM FRAGMENTO URBANO DE FLORESTA ATLÂNTICA NO SUDOESTE DA BAHIA, B RASIL
JOÃO PEDRO SOUZA-ALVES1*, MARCELO C. L. P ERES1,2 & MOACIR S. TINÔCO1,2,3
1

Centro de Ecologia e Conservação Animal (ECOA), Instituto de Ciências Biológicas, Universidade Católica do Salvador. Av. Prof°. Pinto de Aguiar, n° 2589, Pituaçu, CEP 41740-090, Salvador, Bahia, Brasil 2 Departamento de Zoologia, Universidade Católica do Salvador, Salvador, Bahia, Brasil 3 Departamento de Ciências Ambientais, Universidade Católica do Salvador, Salvador, Bahia, Brasil *Autor para correspondência: (allocosa@hotmail.com)

(Composição das guildas de aranhas (Araneae) em um fragmento urbano de Floresta Atlântica no Sudoeste da Bahia, Brasil) – Nosso objetivo foi verificar a distribuição das espécies nas guildas de aranhas em um fragmento urbano (9 ha) no município de Itapetinga, localizado na região Sudoeste da Bahia. Procura visual noturna (totalizando 24 horas de amostra) e guarda-chuva entomológico (totalizando 240 arbustos) foi utilizado para a coleta das aranhas. Foram mensuradas variáveis ambientais (profundidade e cobertura da serapilheira, cobertura de plantas herbáceas e DAP – Diâmetro a Altura do Peito) que pudessem interferir na composição das guildas. As aranhas coletadas foram classificadas dentro de oito guildas. Não foi encontrada diferença significativa na composição de espécies nas guildas. As guildas se apresentaram de maneira homogênea. Entre as variáveis estruturais, apenas na profundidade da serapilheira foi observada diferença significativa na área. Propõem-se estudos em fragmentos periféricos (>10 ha) para poder inferir com maior exatidão sobre as variáveis mensuradas e tentar verificar se a comunidade de aranhas se apresenta de forma distinta entre diferentes áreas nesses fragmentos. Palavras-chave: Bahia, estrutura de habitat, fragmentação de habitats, guildas, aranhas. (Composition of spider’s guilds (Araneae) in an urban Atlantic Forest remnant in the Southwest of Bahia, Brazil) – Our objective was to verify the distribution of species in the guilds in an urban forest remnant (9 ha) in the Itapetinga city, located at the southwestern region of Bahia. Nocturnal Visual Search (totalizing 24 hours of sampling) and Vegetation Beating (totalizing 240 shrubs) were used to collect spiders. Some environmental variables were taken (leaf litter depth and coverage, herbaceous plants coverage and DBH - Diameter-at-Breast-Height) which are supposed to cause interference on the guilds composition. The spiders were classified within eight guilds. No significant difference in species composition was found in the guilds. The guilds had a homogeneous way. Only in the leaf litter depth was found significant difference in the area. We propose studies on surrounding remnants in the region (>10 ha) aiming to pose inference above the variables measured and try to verify if the spiders’ community show on a different manner between distinct areas in these fragments. Key words: Bahia, habitat structure, habitat fragmentation, guilds, spiders.

INTRODUÇÃO Guildas referem-se a um grupo de organismos sintópicos, que usam o mesmo recurso, de forma similar, geralmente utilizando os mesmos níveis tróficos (JAKSIÉ, 1981; BEGON et al., 1996). Para as guildas, as espécies podem requerer micro-habitats distintos, associados a características estruturais (HATLEY & MACMAHON, 1980; ROBINSON, 1981; SCHEIDLER, 1990; MASON, 1992; HALAJ et al., 1998), diferenciando-se pela morfologia, fisiologia e comportamento. Essas características incluem tolerância à luz do sol e sombra, umidade e condições do tempo (seco e chuvoso), estratégias de captura, refúgios e comportamento reprodutivo (T URNBULL , 1973; UETZ, 1977; N YFFLER & STERLING, 1994; HALAJ et al., 2000). Atualmente existem trabalhos relacionados à assembléia de aranhas neotropicais em Madre de Dios, Peru (SILVA & CODDINGTON, 1996), na Amazônia (HÖFER & BRESCOVIT 2001), no Nordeste (DIAS, 2006; PERES et al., 2007) e Sudeste do Brasil (BRESCOVIT et al., 2004), os quais já foram escassos para o neotrópico. As florestas tropicais têm a maior diversidade de espécies do planeta, embora ocupem apenas 7% da extensão
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da Terra, contendo mais da metade das espécies de todo o mundo (WHITMORE, 1990). Dentre os biomas que compõem as Florestas Tropicais, a Mata Atlântica é reconhecida internacionalmente como um hotspot de biodiversidade (MYERS et al., 2000). Como este bioma vem sofrendo acelerado processo de fragmentação, os remanescentes florestais constituem hoje um dos maiores desafios para a conservação da diversidade biológica (ESPÍRITO-SANTO et al., 2002). A diminuição da floresta pode reduzir significativamente o número de espécies, afetar a dinâmica das populações de animais e vegetais, além de comprometer a regeneração natural das florestas (HARRIS, 1974). A preservação da biodiversidade de invertebrados é mais uma ferramenta para a conservação de biomas, principalmente quando se refere às aranhas, que agem como indicadores de qualidade ambiental (WHITMORE et al., 2002). A maioria das espécies é sensível a alterações ambientais, tanto abióticas (temperatura, umidade, vento, intensidade luminosa) quanto bióticas (estrutura da vegetação e disponibilidade de alimento) (WISE, 1993; FOELIX, 1996). UETZ (1991) mostrou que a estrutura do habitat pode influenciar na composição e na riqueza das comunidades de aranhas

5 m para cada lado do transecto. Em cada amostra foram batidos 10 arbustos. Brasil. As aranhas coletadas foram acondicionadas em potes plásticos contendo álcool 70% e depositadas na Coleção de Referência de Aranhas do Centro de Ecologia e Conservação Animal da Universidade Católica do Salvador (ECOA/UCSal. estabelecido por CODDINGTON et al. foram delimitados quadrantes de 5 x 5 m e cada um deles foi dividido em outros quatro quadrados de 2. Brescovit). Brasil. distribuídos aleatoriamente pelo fragmento. 3 = 51 a 75% e 4 = 76 a 100%). 10 m. com períodos alternadamente secos de 5 a 6 meses (BRASÃO & ARAÚJO. a comunidade pode se modificar. durante uma hora. O parque possui uma área total de 24 hectares e o fragmento amostrado apresenta 9 hectares. MANTOVANI. A precipitação pluviométrica varia de 600 a 1. verificando se a distribuição pode ter alguma associação com as características da estrutura do ambiente. D. Ao término da PVN foi obtido um total de 24 amostras (24 horas). com uma distância entre todos eles de 100 m. curador A. 2003). Posteriormente. que foi medido dentro do mesmo transecto utilizado para as coletas das aranhas. estando totalmente inserido dentro da cidade. 7 em florestas tropicais. A procura visual noturna (PVN) consistiu de transectos de 30 x 5 m.0 (AYRES et al. 40º15’ W). ao longo do transecto).. o teste t de Student. V INHA et al. Posteriormente. por transecto. Este índice é expresso por uma escala de cinco categorias (de 0 a 4). utilizou-se o teste do Qui-quadrado (χ2) e para as variáveis quantitativas (profundidade da serapilheira e DAP). O DAP e a profundidade da serapilheira foram estimados de forma quantitativa (cm).5 m. 1981). Trata-se de uma vegetação relativamente baixa. sendo estes batidos por um dos coletores. Os métodos de coleta foram adaptados do protocolo de amostragem rápida. L. Somente árvores com DAP maior e igual a 4 cm foram consideradas. METODOLOGIA Área de estudo As coletas das aranhas ocorreram nos meses de março e abril de 2003 e em novembro de 2004 foi realizada a coleta das variáveis estruturais. locais de fixação de teias e período de atividade. Análises estatísticas Para comparar a freqüência de espécies classificadas dentro das guildas ecológicas entre as amostras. C. 2000). A vegetação do parque foi classificada como Floresta Estacional Decidual. adaptado de FOURNIER (1974). O guarda-chuva entomológico (GCE) é formado por uma estrutura de canos de PVC. O trabalho foi realizado no Parque Municipal da Matinha (15º16’ S.5 x 2. com indivíduos com copas muito esgalhadas e folhas pequenas.308 SITIENTIBUS SÉRIE CIÊNCIAS BIOLOGICAS [Vol. estratos e plantas utilizadas. Avaliação da estrutura física Para determinar a estrutura da vegetação foram medidos em todas as áreas: o Diâmetro à Altura do Peito (DAP). na região sudoeste do Estado da Bahia. (1991). O método aplicado para inferir as variáveis foi o quadrante centrado (KREBS.. Todo o parque não possui nenhum tipo de ligação com outro remanescente ou mesmo uma área de pasto. 1992. coletando aranhas em teias. Nosso objetivo foi verificar a distribuição das espécies nas guildas de aranhas em um fragmento de Floresta Decidual. 1976). Este tipo de mata é considerado como uma vegetação de transição entre a mata costeira e a região do Sertão. a profundidade e cobertura da serapilheira e a cobertura de plantas herbáceas. troncos. totalizando 240 arbustos. compondo a Mata-de-Cipó. quando o habitat se apresenta de maneira complexa ou não. 2000). cobertos por um pano branco de 1 m2. ocorrendo exclusivamente no Estado da Bahia (NOVAES & JOSÉ. curador M. foi utilizado o teste Kolmogorov-Smirnov: duas-amostras (KS).. Os coletores se moveram até 2. 12 amostras para cada mês de coleta. que permitem calcular a intensidade de cobertura vegetal em uma área (0 = ausência. Esta classificação usada seguiu as seguintes características ecológicas como parâmetros: uso e tipo de teia. ou seja. sendo medidas com fita métrica. 1 = 1 a 25%. A cobertura da serapilheira e a cobertura de plantas herbáceas foram categorizadas por meio do Percentual de Intensidade. MANTOVANI. foram calculadas as médias das variáveis mensuradas. A vegetação é caracterizada pela dominância fanerófita decidual. 1981. 1989). Foram utilizados quatro pontos (0 m. Peres) e na Coleção de Aracnídeos e Miriápodes do Instituto Butantan. 1981. 2003). São Paulo (IBSP. raramente ultrapassando 12 metros de altura (BRASÃO & ARAÚJO . sendo formada por espécies de cipós lenhosos. enquanto o outro retirava as aranhas que caíam no pano com o auxílio de uma pinça. As aranhas coletadas foram classificadas em oito das 12 guildas propostas por HÖFER & B RESCOVIT (2001). Para comparar as variáveis entre os pontos amostrais no fragmento foram utilizadas as seguintes análises: para os dados categóricos (cobertura da serapilheira e cobertura de plantas herbáceas). 20 m e 30 m. modo de caça. Foi realizada uma Análise de Agrupamento através do método de encadeamento médio (UPGMA) utilizando a distância . cascas de árvores e na serapilheira. obtidos do total de 24 amostras ao longo de dois meses de coleta. Delineamento amostral Para a coleta de aranhas foram selecionados 12 pontos (50 x 50 m). Para estas análises foi utilizado o Software Biostat 2. arbustos. percorridos por dois coletores.200 mm anuais (BRASÃO & ARAÚJO. Ele foi colocado sob galhos de árvores ou pequenos arbustos de até 2 m de altura. Esta é considerada uma das áreas prioritárias para a conservação da Mata Atlântica devido à grande diversidade biológica encontrada nos fragmentos da região (CONSERVATION INTERNATIONAL DO BRASIL et al. um zoológico situado na área urbana do município de Itapetinga. ou seja. sendo estes o centro de cada quadrante. 2 = 26 a 50%. no Estado da Bahia.

pois tais se apresentam pouco adequadas para a manutenção da uma comunidade. DUFFEY (1966). n= 12). sendo encontrado sete indivíduos de Peucetia sp. 2004) podem acarretar mudanças na estrutura da vegetação. g.. Os resultados obtidos na comparação das variáveis DAP e cobertura de herbáceas pode estar ajudando na distribuição desses indivíduos. num estudo em Clareiras Naturais e Floresta . tais como o tamanho do fragmento (HOBBS.. Para esta guilda foi encontrado Mesabolivar sp. para verificar a distribuição na composição das guildas. cujas aranhas constroem teias de forma orbicular na vegetação. 1998.COMPOSIÇÃO DE GUILDAS DE ARANHAS EM UM FRAGMENTO DE FLORESTA ATLÂNTICA 309 Euclideana através do programa PC-ORD© (MCCUNE & GRACE. n= 12). pois o fragmento sofre algum tipo de perturbação devido ao livre acesso. durante o dia. quando perturbadas. g. . n= 12) no fragmento. desde que influencie na disponibilidade de micro-habitats. afetando a população de artrópodes em todo o fragmento. Em áreas perturbadas. Este resultado pode ter ocorrido porque o fragmento é cortado por trilhas. Predadoras de Serapilheira (PS). p> 0. n= 12) e cobertura de herbácea (χ2= 0. Dmax= 0. que vivem à luz do dia e vibram intensamente o corpo e as pernas.= 10. p< 0. Alguns estudos (GUNNARSSON. p> 0. Isso mostra que o fragmento possui condições similares para a fixação de teias em toda sua área. UETZ (1991) e HURD & FAGAN (1992) inferiram que a fisionomia da comunidade de plantas pode afetar a população de aranhas. (Ctenidae) foi o mais abundante desta guilda.).. 2001. p> 0. Também deve ser observado a igualdade em algumas variáveis da estrutura do ambiente do fragmento. (2007).JULHO . p> 0. pode ocorrer sucessão secundária. 1985) e atividades humanas (MCINTYRE et al. distribuídos em 28 famílias e agrupados em oito guildas.= 10. que caçam por espreita todas as aranhas e outros artrópodes.1960. As demais medidas não apresentaram nenhuma diferença: DAP (t= 1. 1996) têm demonstrado que a influência da estrutura do ambiente pode favorecer as aranhas da guilda CAN. MYIASHITA et al. GIBB & HOCHULI (2002).738.. cujas aranhas que caçam ativamente suas presas. aranhas diurnas e que constroem pequenas teias de forma irregular. Dictyna sp. vegetação. Tecedoras de teias Não Orbicular e Sedentária com Teia Lençol. 2002). a abundância de espécies pode estar relacionada ao grande número de pontos para fixação de teias. 1) tendo apenas uma guilda de aranhas caçadoras dentre as guildas de aranhas construtoras de teia. mediram o nível de antropização através da quantidade de lixo e do número de trilhas. Foram encontradas as seguintes guildas de aranhas caçadoras: Corredoras Noturnas de Solo (CNS).= 5. SHOCHAT et al. Foram encontradas as seguintes guildas de aranhas construtoras de teia: Tecedoras Orbiculares (TO). que inclui as aranhas que se locomovem freqüentemente e não constroem teias para a captura de presas. Quando comentado sobre as guildas Predadores de Espreita de Solo e Corredoras Aéreas Noturnas.l. 2000). 1996 e SILVA.05.04. facilitando o acesso a todas as áreas. mas também para a qualidade de micro-habitats (pouca diferença na geomorfologia. foi a aranha mais abundante desta guilda. em estudos sobre a composição de espécies e estrutura da comunidade em uma Floresta Pluvial no Peru. Os 209 indivíduos adultos foram agrupados em 80 espécies pertencentes a 22 famílias (Tabela 1). aranhas que perseguem suas presas ativamente sobre a vegetação. Estes e outros fatores. as guildas se apresentaram distribuídas de forma homogênea no fragmento (Fig.. pôde-se observar a diferença na profundidade da serapilheira e a igualdade na cobertura de plantas herbáceas no fragmento.05n= 12). Isso favorece a presença de uma alta cobertura de plantas herbáceas. Corredoras Aéreas Noturnas (CAN). fixadas nos arbustos e troncos de árvores.l. Os valores brutos das variáveis estruturais foram padronizados pela média. Quando verificada a freqüência das espécies das guildas de aranhas entre as amostras.264. altitude ou em base diurna/ noturna. 2000). em um estudo com fragmentos na Austrália.l. SILVA (1996).. onde a composição florística se modifica e se torna cada vez mais complexa e diversificada (RONDON NETO et al.05. Segundo a Análise de Agrupamento.S ETEMBRO 2007] SOUZA-ALVES ETAL. representada por aranhas que perseguem suas presas na serapilheira. A diferença na profundidade da serapilheira pode ter favorecido algumas espécies das guildas de Aranhas Caçadoras. sendo Metazygia sp. Em relação às guildas tecedoras de Teia Orbicular. g. Desta forma. Tecedoras de Teia Não Orbiculares (TNO).= 5.. Caçadoras Aéreas Diurnas (CAD). O gênero Nothroctenus sp. porém. relatou que a riqueza e abundância de aranhas não variam apenas entre o tipo de floresta.05. Sedentárias com Teia Lençol (STL). que vivem sob a serapilheira ou troncos de árvores. Espécies dessas guildas forrageiam também no estrato herbáceo. podendo ter ajudado na distribuição das espécies encontradas no fragmento.03. cobertura de serapilheira (χ2=0. RESULTADOS Foram coletados 911 indivíduos. No entanto. Italaman santamaria Brescovit. B OLGER et al. tendo estas espécies melhores condições (oferta de alimento e disponibilidade de recurso) para a manutenção da comunidade de aranhas. microclima e habitats adequados para a manutenção de espécies. g. a mais abundante.01. DISCUSSÃO O fragmento não apresentou nenhuma diferença na distribuição de espécies das guildas Construtora de Teia. micro-clima etc.l. a cobertura de plantas herbáceas não diferiu. o que pode ter favorecido a homogeneidade na abundância de espécimes. aumento de indivíduos em períodos chuvosos (LEVINGS & W INDSOR. PERES et al. Na comparação das variáveis estruturais no fragmento. somente a profundidade da serapilheira foi significativa (t= 3. 1988. Predadores de Espreita de Solo (PSE). LUCZAK (1959). não se encontrou diferença significativa (KS. 1997 (Anyphaenidae) foi a mais abundante entre as CAN.

Argiope sp. 1 Dictynidae sp.310 SITIENTIBUS SÉRIE CIÊNCIAS BIOLOGICAS [Vol. Composição das espécies das guildas observadas em um fragmento urbano no Sudoeste da Bahia. 2 Gnaphosidae M imetidae M iturgidae Oxyopidae Pholcidae Pisauridae Salticidae Gnaphosidae sp. 1 Amaurobiidae sp. Anyphaenidae sp. Dictynidae sp. Mesabolivar sp. 1 Gnaphosidae sp. Araneidae sp. 2 Salticidae sp. 1847) Peucetia sp. 2 Araneidae sp. Metazygia sp. Brasil. 1 Lyssomanis sp. 1 Italaman santamaria (Brescovit. Salticidae sp. Ctenidae sp. 3 Dictynidae Dictyna sp. 1 Metagonia sp. 1 Araneidae sp. 1997) Teudis sp. 2 Anyphaenoides sp. Clubionidae sp. 1 Ctenidae sp. 7 Tabela 1. 1 Corinnidae sp. 1 Lyssomanis sp. Famílias Amaurobiidae Anyphaenidae Espécies Amaurobiidae sp. Eustala sp. Cheiracanthium inclusum (Hentz. Celaetycheus sp. Guildas TNO TNO CAN CAN CAN CAN CAN CAN TO TO TO TO TO TO TO TO TO TO PS CAN CAN CAN PSE PSE PSE PSE PSE TNO TNO TNO CNS CNS CAN CAN CAD STL STL STL CAN CAN CAN CAN CAN CAN Total de Indivíduos 5 1 2 2 6 2 2 2 2 1 1 10 5 3 5 1 1 1 1 1 1 1 6 1 1 1 1 22 8 1 1 1 1 1 7 36 1 1 1 2 2 1 1 2 Araneidae Eriophora sp. 3 Caponiidae Corinnidae Clubionidae Ctenidae Caponiidae sp. 3 . Pisauridae sp. 1 Salticidae sp. 1 Corinna sp. 1 Nothroctenus sp. Umuara sp. Cyclosa sp. Parawixia audax (Blackwall. 1863) Mecynogea sp. Xiruana sp. 2 Ctenidae sp. 2 Ero sp. 2 Noegus sp.

Scytodes itapevi (Brescovit & Rheims. Já algumas aranhas da guilda PSE podem ter sido beneficiadas pela profundidade da serapilheira. 3 Theridiidae sp. 1976. 2 TOTAL Madura no Nordeste do Brasil. Uloborus sp. (1996) e GREEN (1999). 2 Theridiidae sp. 8 Theridiidae Achaearanea hirta (Taczanowski. diferenças na estrutura da serapilheira podem afetar a comunidade de aranhas que vivem no solo favorecendo a . UETZ (1975. 3 Thomisidae sp. 5 Tetragnathidae sp. 2000) Olios sp. Guildas CAN CAN PSE PSE CAN PSE PSE TO TO TO TO TO TO TO TO TNO TNO TNO TNO TNO TNO TNO TNO TNO CAN CAN CAN CAN CAN CAN CAN CAN TO TO TO TO Total de Indivíduos 1 2 2 2 1 2 1 5 1 1 1 2 1 1 1 3 1 1 1 1 1 1 1 6 2 1 1 1 1 1 3 1 4 9 1 2 222 Senoculidae Scytodidae Sparassidae Tetragnathidae Senoculidae sp. Thomisidae sp. 1 Uloboridae sp. não encontraram uma forte influência da estrutura do ambiente sobre esta guilda. essas aranhas forrageiam na serapilheira e são dominantes no tamanho dos espécimes cursoriais. 1 Tetragnathidae sp. principalmente as espécies da família Ctenidae. 1 Senoculus sp.JULHO . Theridiidae sp. 2 Tetragnathidae sp. 4 Theridiidae sp. 2 Thomisidae sp. 2 Uloboridae Zosis sp. 4 Thomisidae sp. HÖFER et al. Thomisidae Misumenops sp. (1994). 1 Tetragnathidae sp. 1 Theridiidae sp. 1 Thomisidae sp. 4 Tetragnathidae sp. 4 Thiodina sp. Uloboridae sp. 5 Theridion sp. 5 Tmarus sp. Segundo HÖFER et al. 3 Tetragnathidae sp. Para HUHTA (1971). 1873) Argyrodes sp. 1979). 1 Tmarus sp.COMPOSIÇÃO DE GUILDAS DE ARANHAS EM UM FRAGMENTO DE FLORESTA ATLÂNTICA 311 Famílias Espécies Salticidae sp. 7 Tetragnathidae sp. Sparassidae sp. 6 Tetragnathidae sp.S ETEMBRO 2007] SOUZA-ALVES ETAL. Dipoena sp. .

à administração e aos funcionários do Parque da Matinha. R PINTO-DA-ROCHA & CA RHEIMS. do Meio Ambiente/Sec. M AYRES. menor amplitude térmica. dificultando assim sua manutenção. 1981. Ecol. AGRADECIMENTOS Gostaríamos de agradecer a Sidclay Dias e Tasso Meneses pelas críticas e sugestões ao manuscrito. Brasília: Min. 47: 45-9. ESPÍRITO-SANTO FDB. 198-221. 2000. 2000. conectividade. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS AYRES M JR . AT OLIVEIRA-FILHO. MG. Biol. Estudo fitogeográfico. Rio de Janeiro. Senckenb. and edge effect. p. Daniela Uzel e Marcelo Dias pelas correções gramaticais. 2004. Aracnídeos da estação Ecológica Juréia-Itatins: inventário preliminar e historia natura. Este trabalho teve o apoio do Regime de Tempo Contínuo . FUNDAÇÃO SOS MATA ATLÂNTICA. A Renata Chagas. DS D AVILA. Avaliação de ações prioritárias para a conservação da biodiversidade da Mata Atlântica e Campos Sulinos.. BRASÃO JEM & AP ARAÚJO. de monitoramento da fauna e flora da área. Isso ajudaria a entender melhor como determinados efeitos da fragmentação (tamanho. TO: Tecedoras de teias Orbiculares. DL AYRES & AA SANTOS . ELM M ACHADO. DUFFEY E. MSc diss. 1991. Diversidade e estrutura da comunidade de aranhas (Arachnida. 1996. Federal da Paraíba. JS SOUZA. Araneae) da Mata do Burraquinho. FUNDAÇÃO BIODIVERSITAS. populations and communities.1E+02 4. TNO: Tecedoras de teias Não Orbiculares. Ribeirão Preto: Editora Holos. . E P ENARANDA & SF LARCHER. posteriormente. In: Brasil. pois se trata de um fragmento urbano. p. BEGON M JL HARPER & CR TOWNSEND. INSTITUTO DE PESQUISAS ECOLÓGICAS. Estação Ecológica Juréia-Itatins: ambiente físico. Gutemberg Casaes. Ao Centro ECOA/UCSal. com acesso da população local. 1966. 10(4). 16: 331-356. 2002. London: Blackwell Science Publishing. manutenção da umidade. de Biodiversidade e Floresta. pelo apoio logístico durante e pós coletas. sua natureza e seus recursos econômicos. & JJG DE S MARQUES.UCSal (MCLP). tipo de vizinhança etc. efeito de borda. MAML FONTES . 44-60. para poder avaliar com maior exatidão sobre as variáveis da estrutura do ambiente e tentar verificar se a distribuição das espécies em suas guildas difere entre áreas de um mesmo fragmento.0.). D IAS SD. acarretando uma possível modificação na composição das guildas. MORRISON AS & TJ CASE. SECRETÁRIA DO MEIO AMBIENTE DO ESTADO DE SÃO PAULO & SEMAD / INSTITUTO ESTADUAL DE FLORESTA. Após análises desses resultados propõem-se estudos em outras áreas (>10 ha) periféricas à região. PSE: Predadoras de Espreita. 2000. p. CAD: Corredoras Aéreas Diurnas. Brasil. Brasil. BRESCOVIT AD. Spider ecology and habitat structure. abundância e diversidade de presas. In: EC DUDLEY (ed. Brasil. Ecology: individuals. Designing and testing sampling protocols to estimate biodiversity in tropical ecosystems. Ao Dr. Agradecemos aos revisores anônimos pelas valiosas críticas e sugestões ao manuscrito. STL: Sedentárias com Teia Lençol. As regiões fitoecológicas. CROOKS KR. 7 Distribuição das Guildas Distance (Objective Function) 5E-01 2. CONSERVATION INTERNATIONAL DO BRASIL. 1230-1248. Paraíba. Appl. PS: Predadoras de Serapilheira.3E+02 6. Arthropods in urban habitat fragments in southern California: area. Departamento Nacional de Produção Mineral do Brasil. Univ. RADAM (ed.312 SITIENTIBUS SÉRIE CIÊNCIAS BIOLOGICAS [Vol. BOLGER DT. CODDINGTON JA. Também se faz necessário um plano de manejo e.). R BERTANI. CAN: Corredoras Aéreas Noturnas. SUAREZ AV. pela ajuda nos trabalhos de campo. flora e fauna. João Pessoa. Bioestat Versão 2. 2005. The unity evolutionary biology: proceedings of the Fourth International Congress of Systematic and Evolutionary Biology. CE GRISWORLD.4E+02 Information Remaining (%) 100 TO CAN TNO STL CAD PS CNS PSE 75 50 25 Fig. substrato heterogêneo para refúgio dos predadores e abrigo. São Paulo:USP. Antonio Brescovit pela identificação do material biológico. A Pablo Amoedo.). Erica Coutinho.) agem sobre a comunidade de aranhas em pequenos fragmentos. Análise de Agrupamento apresentando a similaridade da abundância de espécies entre as guildas de um fragmento urbano no Sudoeste da Bahia. Variáveis ambientais e a distribuição de espécies arbóreas em um remanescente de Floresta Estacional Semidecídua Montana no Campus da Universidade Federal de Lavras. age. Acta Bot. In: OAV MARQUES & W DULEBA (eds. 405-463. Portland: Dioscorides Press. 1.

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