Você está na página 1de 18

Introdução ao estudo de Histologia: Histotécninca, coloração e microscopia ótica

 Microscópio de luz – a imagem se forma a partir dos raios luminosos de um feixe de luz
que atravessou a estrutura – células vivas, camadas muito delgadas de células ou
tecidos, membranas transparentes de animais vivos – observados diretamente do
microscópio de luz – maior parte dos tecidos dos órgãos espessos – não permitem a
visualização – 3 lentes – condensador, objetivas e oculares
 Tecidos devem sofrer cortes – cortes histológicos – cortes obtidos através de
micrótomos e colocados sobre lâminas de vidro
 Fixação
 Após removidas dos corpos, as células ou fragmentos de tecidos devem passar
por um processo chamado fixação – evita a digestão dos tecidos por enzimas
existentes nas próprias células ou em bactérias, endurecer os fragmentos,
preservar em grande parte a estrutura e composição dos fragmentos – métodos
químicos ou físicos
 Fixação química – tecidos imersos em soluções contendo agentes
desnaturantes ou agentes que estabilizam as moléculas ao formar pontes com
moléculas adjacentes – fixadores – fragmento cortado em outros menores
antes de se colocar no fixador facilitando a penetração desse – formaldeído a
4%, glutaraldeído
 Cuidado maior na fixação – preservar detalhadamente a estrutura das células e
a matriz – fixação dupla usando glutaraldeído tamponado, seguida por uma
fixação em tretoxódio de ósmio, preserva e fornece contraste aos lipídeos e
proteínas – procedimento padrão
 Inclusão
 Após a fixação, fragmentos devem ser infiltrados com substâncias que lhes
proporcionem rigidez – parafina e alguns resinas de plásticos – parafinas para
microscopia de luz e resinas para luz e eletrônica
 2 etapas – desidratação e clareamento – banhos consecutivos em soluções de
etanol removem a água – após desidratação, substituição do etanol com
solução intermediária miscível no etanol e em parafina ou resina
 Coloração
 Maioria dos componentes dos tecidos incolores – Muitos corantes se
comportam como substâncias de caráter ácido ou básico – formação de pontes
salinas
 Componentes basófilos – componentes que se coram bem com corantes
básicos – são estruturas ácidas
 Componentes acidófilos – grande afinidade por corantes ácidos – básicos
 Hematoxilina – corante básico, liga-se a estruturas basófilas (ácidas) como o
núcleo, corando-as em azul ou violeta
 Eosina – corante ácido, liga-se a estrutura acidófilas (básicas) citoplasma e
colágeno, corando-os em cor de rosa

Tecido Epitelial

 Formado por células que revestem superfícies e secretam substâncias, tendo pouca
MEC
 Parênquima – células responsáveis pela função típica do órgão
 Estroma – tecido de sustentação, geralmente representado por tecido conjuntivo
 Principais funções do tecido epitelial
 Principais funções são revestimento e secreção
 Revestimento – superfícies internas e externas dos órgãos (pele) – função
geralmente associada a outras – proteção, absorção de íons e moléculas,
percepção de estímulos – tudo que entra ou deixa o corpo atravessa um folheto
epitelial
 Secreção – tanto por células de revestimento quanto por células que se reúnem
para constituir estruturas especializadas em secreção que são as glândulas
 Células mioepiteliais – capazes de se contrair
 Principais características das células epiteliais
 Epitélios constituídos por células poliédricas (muitas faces) – células são
justapostas e entre elas há pouca substância extracelular – geralmente se
aderem firmemente uma as outras por meio de junções intercelulares – permite
a organização das células em folhetos – revestimento de superfícies externas e
internas e as cavidades do corpo ou que se organizem como unidades
secretoras
 Células colunares altas a pavimentosas – todas as formas intermediárias a essas
duas
 Núcleos variam de esféricos a alongados ou elípticos – forma do núcleo
geralmente acompanha a forma da célula – células cuboides costumam ter
núcleos esféricos e células pavimentosas núcleos achatados – forma e posição
dos núcleos determinam se as células estão organizadas em uma única camada
ou em várias camadas
 Praticamente todos os epitélios estão apoiados sobre tecido conjuntivo
 Epitélio que revestem cavidade de órgãos ocos – apoiados sobre a lâmina
própria – porção da célula voltada para o tecido conjuntivo é a porção/polo
basal, extremidade oposta geralmente voltada para uma cavidade ou espaço é
o porção/polo apical com superfície livre
 Superfícies epiteliais que confrontam células adjacentes – superfícies laterais –
geralmente se continuam com a superfície que forma a base das células,
superfícies basolaterais
 Lâminas basais e membranas basais
 Entre as células epiteliais e o tecido conjuntivo há uma delgada lâmina de
moléculas – lâmina basal – colágeno tipo IV, glicoproteínas laminina e entactina
e proteoglicanos – se prende ao tecido conjuntivo por meio de fibrilas de
ancoragem – lâminas basais entre células epiteliais muito próximas entre si são
mais espessas – fusionamento das lâminas – alvéolos pulmonares e glomérulos
– células epiteliais, células musculares, células adiposas e células de Shwann
 Lâmina reticular – fibras reticulares intimamente associadas a lâmina basal
 Funções da lâmina: promove a adesão entre as células epiteliais e do tecido
conjuntivo adjacente; filtram moléculas; influenciam a polaridade das células;
regulam a proliferação e a diferenciação celular; influem no metabolismo
celular; organizam as proteínas das MP de células adjacentes; afeta a
transdução de sinal nessas membranas e serve como caminho e suporte para
migração de células
 Membrana basal – usada para denominar uma camada abaixo do epitélio,
visível ao microscópio de luz e que se cora pela técnica de ácido periódico -Schiff
– mais espessa que a lâmina basal, inclui proteínas do tecido conjuntivo próximo
a lâmina basal
 Epitélio de revestimento
 Células se dispõem em folhetos que cobrem a superfície externa do corpo ou
que revestem cavidades internas
 Classificação de acordo com o número de camadas de células – simples (uma
camada) e estratificado (mais de uma camada)
 De acordo com a forma da célula o epitélio simples pode ser – pavimentoso,
cuboide ou prismático (colunar ou cilíndrico)
 Células pavimentosas – achatadas e de núcleos alongados – revestem o núcleo
de vasos sanguíneos e linfáticos – endotélio – reveste grandes cavidades do
corpo – pericárdica, pleural e peritoneal (mesotélio)
 Células cúbicas – são cuboides e seus núcleos arredondados – parede externa
do ovário e forma a parede de pequenos ductos excretores de muitas glândulas
 Epitélio prismático – células são alongadas, maior eixo da célula perpendicular
à membrana basal – núcleos alongados, elípticos e acompanham o maior eixo
da célula – revestimento do lúmen intestinal e do lúmen da vesícula biliar –
podem ser ciliados (tuba uterina)
 Epitélio estratificado é classificado em cúbico, pavimentoso, colunar ou de
transição – cúbico e colunar são raros
 Epitélio estratificado pavimentoso – células próximas ao TC são geralmente
cúbica ou prismáticas – migram lentamente para superfície e tornam-se
gradativamente alongadas e achatadas
 Epitélio de transição – reveste bexiga, ureter e a porção inicial da uretra –
epitélio estratificado em que a forma das células mais superficiais varia de
acordo com o estado de distensão ou relaxamento do órgão
Sistema Digestório

Estrutura Geral do trato digestivo

 Características estruturais em comum – tubo oco, composto por um lúmen, cujo


diâmetro é variável, circundado por uma parede formada por 4 camadas: mucosa,
submucosa, muscular e serosa/adventícia
 Mucosa – composta por um (1) revestimento epitelial; (2) lâmina própria de TC frouxo
rico em vasos sanguíneos e linfáticos e células musculares lisas; (3) Muscular da mucosa
que separa a mucosa da submucosa e geralmente consiste em 2 subcamadas delgadas
de células musculares lisas , uma circular interna e uma longitudinal externa
 Submucosa é composta por TC com muitos vasos linfáticos e sanguíneos e um plexo
nervoso submucoso (Meissner) – pode conter glândulas e tecido linfoide
 Muscular contêm células musculares lisas orientadas em espiral – divididas em 2
camadas de acordo com a direção principal – (1) subcamada interna é geralmente de
orientação circular, (2) subcamada externa geralmente longitudinal – entre as duas
subcamadas existe um plexo nervoso mioentérico (Auerbach) e TC contendo vasos
sanguíneos e linfáticos
 Complexos formados principalmente por agregados de células nervosas que formam
pequenos gânglios parassimpáticos
 Serosa – formada por uma camda delgada de TC frouxo revestida por um epitélio
pavimentoso simples denominado mesotélio – cavidade abdominal, a serosa que
reveste os órgãos é denominada peritônio visceral contínuo com o mesotélio , que
suporta os intestinos, e o peritônio parietal (reveste a parede da cavidade abdominal)
 Órgão digestivos unidos a outros órgãos e estruturas – adventícia espessa – TC e adiposo
contendo vasos e nervos sem mesotélio
 Funções do revestimento epitelial do trato gastro intestinal – prover barreira seletiva
permeável entre o conteúdo do lúmem e os tecidos, facilitar o transporte e a digestão
dos alimentos, promover a absorção dos produtos da digestão, produzir hormônios que
regulem a atividade do sistema digestivo

Cavidade oral

 Revestida por epitélio estratificado pavimentoso queratinizado ou não queratinizado –


de acordo com a região
 Camada queratinizada – protege a mucosa oral de agressões mecânicas durante a
mastigação – palato duro e gengiva – papilas e repousam sobre o periósteo
 Epitélio pavimentoso não queratinizado – palato mole, lábios, bochechas e assoalho da
boca – lâmina própria com papilas similares a da derme contínuas com a submucosa
(glândulas salivares menores)
 Palato mole – seu centro contém músculo esquelético e numerosas glândulas mucosas
e nódulos linfoides da submucosa

Língua

 Massa de músculo estriado esquelético revestida por uma camada de mucosa cuja
estrutura varia de acordo com a região
 Camada mucosa fortemente aderida a musculatura porque o TC da lâmina própria
penetra os espaços entre os feixes musculares
 Superfície ventral (inferior) – lisa – dorsal (superior) é irregular, coberta anteriormente
por uma grande quantidade de papilas
 Terço posterior da superfície dorsal da língua separado dos dois terços anteriores por
uma região em forma de “V” – posteriormente, essa região apresenta saliências
compostas principalmente por agregados linfoides
 Papilas linguais
 Papilas são elevações do epitélio oral e lâmina própria – diversas formas e
funções
 4 tipos – fungiformes, filiformes, foliadas e circunvaladas
 Papilas filiformes – formato cônico alongado, numerosas e sobre toda a
superfície dorsal da língua – função mecânica de fricção – queratinizadas e sem
botões gustativos
 Fungiformes – cogumelos – base estreita e porção superior mais dilatada e lisa
– contêm poucos botões gustativos na superfície anterior – irregularmente
distribuídas entre as filiformes
 Foliadas – pouco desenvolvidas em seres humanos – duas ou mais rugas
separadas por sulcos na superfície dorsolateral da língua – muitos botões
gustativos
 Circunvaladas – 7 a 12 estruturas circulares grandes, superfícies achatadas e se
estendem em cima das outras papilas – distribuídas na região “v” da línguan
parte posterior – numerosas glândulas serosas (von Ebner) – secreção de
conteúdo no interior de uma profunda depressão que circunda cada papila –
arranjo em fossa permite o fluxo contínuo de líquido sobre os botões gustativos
(impede partículas nos botões) – secretam lipase que previne a formação de
camada hidrofóbica sobre os botões gustativos – lipase lingual ativada no
estômago – outras glândulas salivares
 Cinco qualidades na percepção humana de sabor: salgado, azedo, doce, amargo
e saboroso – todas percebidas em regiões que contêm botões gustativos –
estrutura em forma de cebola (50 a 100 células) – repousa sobre uma lâmina
basal, em sua porção apical, as células gustativas apresentam microvilosidades
que se projetam por uma abertura denominada poro gustativo

Faringe

 Região de transição entre a cavidade oral e os sistemas digestivos e respiratórios – área


de comunicação entre a região nasal e a faringe
 Revestida por epitélio pavimentoso estratificado não queratinizado na região contínua
com o esôfago e por epitélio pseudoestratificado cilíndrico ciliado com células
caliciformes nas regiões proximais a cavidade nasal
 Contêm tonsilas – contêm muitas glândulas salivares menores

Esôfago

 Tubo muscular cuja função é transportar o alimento da boca para o estômago – contêm
as mesmas camadas que o resto do trato digestivo
 Mucosa revestida por epitélio estratificado pavimentoso não queratinizado – perto do
estômago, a lamina própria contêm glândulas da cárdia secretoras de muco
 Submucosa contêm glândulas esofágicas secretoras de muco – porção proximal
musculatura muscular esquelética, porção média esquelética e lisa, e porção distal
apenas lisa – apenas a porção que está na cavidade peritoneal é recoberta por serosa,
restante envolvido por adventícia

Estômago

 Segmento dilatado do trato digestivo, tem a função principal transformar o bolo


alimentar no quimo
 Identificadas 4 regiões: Cárdia, fundo, corpo e piloro (antro) – corpo e fundo apresentam
mesma estrutura histológica – estômago vazio apresenta dobras, estendido as dobras
se achatam
 Mucosa
 Mucosa gástrica formada pelo epitélio glandular – unidade secretora é tubular
e ramificada e desemboca nas fossetas gástricas
 Cada região do estomago apresenta características glandulares específicas –
todo epitélio gástrico em contato com o a submucosa – muscular da mucosa
separa a mucosa da submucosa com sua camada de músculo liso
 Fossetas gástricas – numerosas invaginações do epitélio de revestimento
gástrico
 Epitélio que recobre as fossetas é colunar simples e todas as células secretam
muco alcalino (água, glicoproteínas e lipídeos) e bicarbonato – junções de
oclusão entre as células participam da barreira de proteção
 Rede de vasos da lâmina própria e mucosa garantem a nutrição dessas células
e remoção de metabólitos tóxicos
 Cárdia
 Banda circular estreita de 1,5 cm a 3 cm de largura – transição entre esôfago e
estômago
 Mucosa com glândulas tubulares simples ou ramificadas – glândulas da cardia
 Porções terminais das glândulas geralmente enoveladas e com amplo lúmen
 Produtoras de lisozima e poucas células parietais produtoras de HCl
 Corpo e Fundo
 Mucosa preenchida por glândulas tubulares – 3 a 7 se abrem na fosseta gástrica
 Glândulas contêm três regiões distais: istmo, colo e base
 Istmo – células mucosas em diferenciação, células tronco e células parietais
(oxínticas)
 Colo – células tronco, células mucosas do colo e parietais (oxínticas)
 Base – células parietais (oxínticas) e zimogênicas ou principais
 Células tronco – pequenas quantidades – são colunares baixas, núcleos ovais
próximos a base
 Células mucosa do colo – agrupadas ou isoladas entre as células parietais no
colo das glândulas – grânulos de secreção
 Células parietais (oxínticas) – istmo e colo – células arredondadas ou piramidais
com núcleo esférico que ocupa posição central – abundância de mitocôndrias –
invaginação circular profunda na MP – canalículo intracelular
 Células zimogênicas – região basal das glândulas e apresentam características
de células que secretam e exportam substâncias – basófilas – pepsinogênio
 Células enteroendócrinas – próximas as bases da glândula gástrica – diversos
hormônios secretados ao logo do trato gastro intestinal
 Piloro
 Contêm fossetas profundas, nas quais as glândulas pilóricas tubulosas simples
ou ramificadas se abrem – fossetas mais longas e glândulas mais curtas – muco
e lisozima
 Muitas células G – intercaladas entre as mucosas – liberação de gastrina
 Outras camadas
 Submucosa – TC moderadamente denso rico em vasos sanguíneos e linfáticos –
infiltrada por células linfoides e macrófagos
 Musculares compostas por 3 direções de fibras lisas – externa longitudinal,
média circular e interna oblíqua – camada média mais espessa no piloro para
formar o esfíncter pilórico
 Revestido por uma membrana serosa delgada

Intestino Delgado

 Relativamente longo – 5 metros – 3 segmentos: duodeno, jejuno e íleo – apresentam


muitas características em comum
 Camada mucosa
 Apresenta várias estruturas que aumentam sua superfície de contato – a olho
nu revestimento apresenta uma série de pregas (plicae circularis), em forma
semilunar, circular ou espiral – dobras da mucosa e submucosa mais
desenvolvidas no jejuno
 Na camada mucosa – vilosidades ou vilos são projeções alongadas formadas
pelo epitélio e lâmina própria – tem forma de folhas gradualmente assumindo
forma de dedos
 Epitélio de revestimento dos vilos – cilíndrico simples – formado principalmente
por células absortivas e caliciformes e se continua com o epitélio das criptas
 Criptas de Lieberkuhn – invaginações do epitélio da lâmina própria - contém
algumas células absortivas, células caliciformes, células enteroendócrinas,
células de Paneth e células tronco – formato tubular e representa o
compartimento proliferativo do intestino
 Células absortivas – células colunares altas, com núcleo oval em sua porção
basal – no ápice apresentam projeções da membrana para o lúmem
(microvilosidades) criando a borda em escova
 Pregas e vilosidades aumentam muito a superfície de revestimento intestinal –
600x o aumento da área
 Células caliciformes – entre as absortivas – células glandulares – aumenta de
número em direção ao íleo – produzem glicoproteínas ácidas (mucina) – muco
– lubrificação e proteção do intestino
 Células de Paneth – localizadas na porção basal das criptas – células exócrinas
com grandes grânulos de secreção eosinófilos no citoplasma apical – contêm
lisozima e enzimas que permeabilizam e destroem a parede de bactérias
 Células tronco – teço distal da cripta entre as de Paneth
 Células M – células epiteliais especializadas que recobrem os folículos linfoides
das placas de Payer localizadas no íleo – numerosas invaginações basais
 Células endócrinas do intestino – sistema neuroendócrino difuso
 Lâmina própria – tecido conjuntivo frouxo com vasos sanguíneos e linfáticos, fibras
nervosas e fibras musculares lisas – preenche o centro das vilosidades intestinais
 Muscular da mucosa – sem peculiaridades
 Submucosa – porção inicial do duodeno contêm glândulas tubulares enoveladas
ramificadas que se abrem nas glândulas intestinais – glândulas duodenais (Brunne) –
muco alcalino
 Lâmina própria e submucosa apresentam agregados linfoides (GALT) numerosos no íleo
– placas de Payer – 10 a 200 nódulos visíveis a olho nu – 30 placas nos humanos – células
M
 Camadas musculares bem desenvolvidas – túnica circular interna e longitudinal externa

Intestino Grosso

 Ceco, cólon, cólon ascendente, cólon transverso, cólon descendente, cólon sigmoide,
reto e ânus
 Camada mucosa sem pregas, exceto na porção do reto, nem vilosidades – criptas longas
e caracterizadas por abundância de células caliciformes e um pequeno número de
enteroendócrinas – células absortivas são colunares e contêm microvilosidades curtas
e irregulares
 Lâmina própria rica em tecido linfoide e em nódulos (GALT) que se estendem a
submucosa – população bacteriana abundante
 Camada muscular constituída pela circular e longitudinal – camadas longitudinais se
unem para formar as tênias do cólon
 Camada serosa caracterizada por protuberâncias pequenas penduculadas de tecido
adiposo – apêndices epiploicos
 Região anal – camada mucosa forma dobras longitudinais – colunas retais – epitélio
estratificado pavimentoso
 Lâmina própria – plexo de veias grandes que quando excessivamente dilatadas e
varicosas provocam hemorroidas

Apêndice

 Divertículo do ceco – caracterizado por lúmen relativamente irregular, estreito e


pequeno – abundância de nódulos linfoides em sua parede
 Estrutura geral similar a do intestino grosso – contém menos glândulas intestinais,
sendo essas menores – não contêm tênias do cólon

Órgãos associados ao trato digestivo

 Glândulas salivares, pâncreas, fígado e a vesícula biliar

Glândulas salivares

 Glândulas exócrinas que produzem saliva – funções digestivas, lubrificantes e protetoras


– pequenas glândulas pela cavidade oral e três glândulas maiores: parótida,
submandibular (submaxilar) e sublingual
 Capsula de TC rico em fibras colágeno circunda e reveste as glândulas salivares maiores
 Parênquima – terminações secretoras e um sistema de ductos ramificados que se
arranjam em lóbulos, separados entre si por septos originados da cápsula de TC
 Terminações secretoras – 2 tipos celulares – serosas ou mucosas, além das mioepteliais
não secretoras
 Porção secretora precede um sistema de ductos – modificam a saliva
 Células serosas – formato piramidal, base larga, repousando sobre uma lâmina basal,
ápice com microvilos pequenos e irregulares, voltados para o lúmen – característica de
células polarizadas secretoras – secretoras adjacentes estão unidas entre si por
complexos juncionais => ácinos – massa esférica contendo um lúmen central
 Células mucosas – formato cuboide ou colunar – núcleo oval e pressionado junto a base
da célula – características de células secretoras de muco – glicoproteínas importantes
para lubrificação da saliva – maioria das glicoproteínas são mucinas – se organizam
formando túbulos – arranjos cilíndricos de células secretoras que circundam um lúmen
 Sistema de ductos – Terminações secretoras se continuam com os ductos intercalares
(cuboides) – vários ductos curtos se unem para formar um ducto estriado – estriados de
cada lobo se convergem e desembocam em ductos maiores – ductos interlobulares ou
excretores
 Glândula parótida
 Glândula acinosa composta – porção secretora composta exclusivamente por
células serosas – grânulos de secreção ricos em proteínas e elevada atividade
de amilase
 Tecido Conjuntivo rico em plasmócitos e linfócitos
 Bem azulada
 Glândula Submandibular
 Glândula tubuloacinosa composta – porção secretora contém tanto células
serosas quanto mucosas – células serosas são o principal componente dessa
glândula (núcleo arredondado e citoplasma basófilo)
 90% serosa e 10% mucosa
 Células secretoras – extensas invaginações basais e laterais voltadas para o
plexo vascular – aumento da superfície de contato
 Glândula sublingual
 Glândula tubuloacinosa composta formada por células serosas e mucosas –
células mucosas predominam na glândula – serosas apresentam-se
exclusivamente constituindo semiluas serosas na extremidade de túbulos
mucosos

Pâncreas

Fígado

 Revestido por uma cápsula delgada de tecido conjuntivo que se espessa no hilo (entrada
da veia porta e saída dos ductos hepáticos) – vasos e ductos revestidos por TC ao longo
de toda sua extensão, até o término (ou origem), nos espaços porta entre os lobos
hepáticos – nesse ponto forma-se uma delicada rede de fibras reticulares que suporta
os hepatócitos e células endoteliais dos capilares sinusóides
 Lóbulo hepático
 Componente estrutural básico do fígado – hepatócito – células epiteliais
agrupadas em placas interconectadas – em cortes histológicos denominados
lóbulos hepáticos podem ser observados
 Lóbulo formado por uma massa poligonal de tecido com cerca de 0,7 x 2 mm –
em humanos os lóbulos são conectados ao longo de grande parte de seu
comprimento – em algumas regiões periferia os lóbulos existe TC contendo
ductos biliares, vasos linfáticos, nervos e vasos sanguíneos, essas regiões , os
espaços porta, são encontrados nos cantos dos lóbulos
 3 a 6 espaço porta por lóbulo – cada um contém um ramo da veia porta, um
ramo da artéria hepática, um ducto (biliar) e vasos linfáticos
 Ducto revestido por epitélio por epitélio cuboide transporta a bile sintetizada
pelos hepatócitos
 Hepatócitos estão radialmente dispostos nos lóbulos hepáticos – tijolos – placas
celulares direcionadas da periferia dos lóbulos para o seu centro e se
anastomosam livremente, formando um labirinto semelhante a esponjas entre
as placas
 Espaços entre as placas contém os sinusóides hepáticos – células edoteliais
separadas dos hepatócitos adjacentes por uma LB descontínua, e um espaço
subendotelial – espaço de disse, que contém os microvilos dos hepatócitos
 Sinusóides contém macrófagos conhecidos como células de Kupffer

Sistema Circulatório

Tecidos que compõem a parede dos vasos

 Componentes estruturais básicos: epitélio (endotélio), tecido muscular e tecido


conjuntivo – associação desses tecidos forma as camadas ou túnicas dos vasos
sanguíneos
 Quantidade e organização dos tecidos dos vasos são influenciados por fatores
mecânicos (pressão sanguínea) e fatores metabólicos (necessidade local dos tecidos)
 Capilares e vênulas pós-capilares – elementos estruturais apenas o endotélio e sua
membrana basal
 Endotélio
 Tipo especial de epitélio – forma uma barreira semipermeável interposta entre
dois compartimentos do meio interno – o plasma sanguíneo e o fluido
intersticial – altamente diferenciado (trocas bidirecionais e restrição do
transporte de macromoléculas)
 Músculo Liso
 Faz parte de todos os vasos sanguíneos – exceção dos capilares e vênulas
 Células musculares lisas – túnica média dos vasos – se organizam em camadas
helicoidais – cada célula envolta por uma lâmina basal e por quantidade variável
de tecido conjuntivo – conectadas por junções comunicantes
 Tecido conjuntivo
 Tecido conjuntivo – encontrado nas paredes dos vasos de acordo com as
necessidades funcionais
 Fibras colágenas – encontrado entre as células musculares, camada adventícia
e na camada subepitelial de alguns vasos – IV, III e I encontrados nas membranas
basais, túnica média e adventícia, respectivamente
 Fibras elásticas – fornecem resistência ao estiramento promovido pela
expansão da parede dos vasos – predominante nas grandes artérias
 Substância fundamental – gel heterogêneo nos espaços extracelulares da
parede dos vasos- contribui com as propriedades físicas e afeta a difusão e a
permeabilidade pela parede
 Vasos geralmente compostos pelas seguintes camadas ou túnicas: túnica íntima, túnica
média e túnica adventícia
 Túnica íntima
 Uma camada de células epiteliais apoiada em tecido conjuntivo frouxo –
camada subendotelial – que pode conter células musculares lisas
 Artérias – túnica íntima separada da média por uma lâmina elástica interna, a
qual é o componente mais externo da íntima – lâmina composta principalmente
por elastina, contém aberturas (fenestras) que possibilitam a difusão de
substâncias – devido a ausência de pressão sanguínea e contração do vaso, a
lâmina interna elástica geralmente apresenta um aspecto ondulado nos cortes
histológicos
 Túnica média
 Consiste principalmente em camadas concêntricas de células musculares lisas
organizadas helicoidamente – interposta entre as células musculares existe
quantidades variáveis de MEC composta por fibras e lamelas elásticas, fibras
reticulares, proteoglicanos e glicoproteínas
 Células musculares lisas produzem os componentes da MEC
 Artérias do tipo elástico – túnica média ocupada, principalmente, por lâminas
de material elástico
 Artérias musculares menos elásticas – túnica média com uma lâmina externa
elástica no limite com a adventícia
 Túnica adventícia
 Consiste principalmente em colágeno I e fibras elásticas – torna-se
gradualmente continua com o TC do órgão pelo qual o vaso sanguíneo está
passando
 Vaso vasorum – grandes vasos geralmente contêm vaso dos vasos – arteríolas,
capilares e vênulas que se ramificam profusamente na adventícia e, em menor
quantidade, na porção externa da média – mais frequente em veias do que em
artérias – artérias de médio e grande diâmetro – destituídas de vaso vasorum

Coração

 Órgão muscular – parede constituída por três camadas: endocárdio (interna), miocárdio
(média), pericárdio (externa) – esqueleto fibroso, região central fibrosa de apoio para
as valvas
 Endocárdio – homólogo a íntima dos vasos – constituído por endotélio que repousa
sobre uma camada subendotelial delgada de TC frouxo que contém fibras elásticas e
colágenas – camada subendocardial, tecido conjuntivo, conecta o endocárdio ao
miocárdio, contém vários nervos, veias e ramos do sistema de condução do impuso do
coração (Puerkinje)
 Miocárdio – mais espessa – consiste em células musculares cardíacas organizadas em
camadas que envolvem as câmaras do coração – camadas se inserem no esqueleto
fibroso – arranjo das células musculares extremamente variado
 Coração coberto externamente por um epitélio pavimentoso simples (mesotélio) que se
apoia em uma fina camada de TC – epicárdio – camada subepicardial de TC frouxo
contém veias, nervos e gânglios nervosos, tecido adiposo que envolve o coração
geralmente se acumula nessa camada
 Epicárdio é o folheto visceral do pericárdio, membrana serosa que envolvo o coração
 Esqueleto Fibroso – constituído de tecido conjuntivo denso

Sistema Respiratório
Epitélio Respiratório:

 Porção condutora (Fossas nasais, nasofaringe, traqueia, brônquios e bronquíolos) –


Porção respiratória ( Bronquíolos respiratórios, ductos alveolares e alvéolos)
 Porção condutora (maior parte) – Epitélio ciliado pseudoestratificado colunar com
muitas células caliciformes => Epitélio respiratório
 5 tipos celulares
 Célula colunar ciliada – Mais abundante – 300 cílios, numerosas mitocôndrias
(Batimentos ciliares – ATP)
 Células caliciformes – Secretoras de muco – Numerosas gotículas de muco em
sua parte apical
 Células em escova – Abundantes microvilos – Terminações nervosas em sua
base => Receptores sensoriais
 Células basais – Pequenas e arredondadas – Células tronco => Recomposição do
epitélio respiratório
 Célula granular – Semelhantes as células basais – Numerosos grânulos – Sistema
neuroendócrino difuso
 Todas as células apoiam-se em lâmina basal

Nasofaringe:

 Epitélio do tipo respiratório


 Orofaringe – Epitélio estratificado pavimentoso

Laringe:

 Une faringe a traqueia


 Paredes – Peças cartilaginosas irregulares – Unidas por tecido conjuntivo fibroelástico
 Cartilagens maiores (Tipo hialina): Tireoide, cricoide e maior parte das aritenoides –
Demais tipo elástico
 Epiglote: Prolongamento que se estende da laringe na direção da faringe – Face dorsal
e ventral
 Mucosa => Dois pares de pregas
1- Falsas pregas vocais/Pregas vestibulares(Superior): Lâmina própria frouxa com
numerosas glândulas
2- Cordas vocais verdadeiras(Inferior): Eixo de TC muito elástico, no qual se segue os
músculos intrínsecos da laringe => Pasagem do ar provoca contração desses
músculos, modificando a abertura das cordas vocais e condicionando a produção de
sons
 Revestimento dorsal, ventral da epiglote, cordas vocais verdadeiras – Estratificado
pavimentoso não queratinizado
 Demais regiões – Epitélio respiratório
 Lâmina própria – Rica em TC elástico e glândulas mistas (Serosas e mucosas) – exceto
nas cordas vocais verdadeiras
 Não existe submucosa bem definida

Traqueia:

 Continuação da laringe
 Tubo revestido internamente por epitélio respiratório
 Lâmina própria – TC frouxo rico em fibras elásticas com glândulas seromucosas
 Secreção – Tubo viscoso continuo levado em direção a laringe pelos batimentos ciliares
=> Remoção de partículas que entram com ar inspirado e barreira linfocitária de função
imunitária
 Número variado de cartilagens hialinas (16 a 20): Forma de C, extremidades voltadas
para o lado posterior – Ligamentos fibroelásticos de músculo liso prende-se ao
pericôndrio e unem as porções abertas das peças cartilaginosas => Impedem excessiva
distensão do lúmen (Reflexo da tosse)
 Externamente revestida por TC frouxo – Camada adventícia (O liga a tecidos adjacentes)

Arvore brônquica:

 Brônquios
 Ramos maiores – Epitélio idêntico ao da traqueia
 Ramos menores – Cilíndrico simples ciliado
 Lâmina própria rica em fibras elásticas
 Segue-se a mucosa uma camada muscular lisa – Feixes musculares em espiral
que circundam completamente o brônquio
 Glândulas seromucosas – Externas a muscular
 Peças cartilaginosas envolvidas por TC rico em fibras elásticas (Adventícia)
continua com as fibras pulmonares adjacentes
 Linfócitos (Adventícia e mucosa) – Nódulos linfáticos(Pontos de ramificação)
 Bronquíolos
 Segmentos intralobulares – 1mm de diâmetro, sem cartilagem, glândulas e
nódulos linfáticos
 Porções iniciais – Epitélio cilíndrico simples ciliado => Cúbico simples ciliado ou
não (Porção final)
 Células caliciformes diminuem em quantidade (Podem faltar completamente)
 Corpos neuroepiteliais – 80 a 100 células granulosas => Ricas em secreção e
recebem terminações nervosas colinérgicas – Quimiorreceptores que reagem
as alterações na composição dos gases que penetram o pulmão – Secreção com
ação local
 Lâmina própria: Delgada riba em fibras elásticas
 Camada muscular lisa: Entrelaçadas com as fibras elásticas, continuando para
fora com a estrutura esponjosa do parênquima pulmonar
 Musculatura bronquiolar mais desenvolvida que a brônquica – Crises asmáticas
tem como principal causa a contração bronquiolar (Pequena participação da
musculatura brônquica)
 Bronquíolos terminais
 Estrutura semelhante à dos bronquíolos
 Parede mais delgada, revestida internamente por epitélio colunar baixo
ou cúbico ciliado ou não(Ambos)
 Células de Clara: Não ciliadas, grânulos secretores em sua parte apical
=> Secretam proteínas que protegem o revestimento bronquiolar
contra determinados poluentes do ar inspirado e contra inflamações
 Bronquíolo respiratório
 Transição entre a porção condutora e respiratória
 Tubo curto, as vezes ramificado, com estrutura semelhante ao dos
terminais
 Expansões saculiformes: Constituídas de alvéolos(Trocas gasosas)
 Regiões não saculiformes: Epitélio simples colunar baixo ou cuboide
(ciliado ou não) – Possui células de Clara
 Músculo liso e fibras elásticas => Mais delgado que a dos terminais
 Ductos Alveolares
 Revestidos por epitélio simples plano com células extremamente delgada
 Na borda dos alvéolos – Feixes de músculo liso(Lâmina própria)
 Mais distais -Sem musculatura
 Matriz rica em fibras elásticas e fibras reticulares – Suporte para os ductos
 Elásticas – Contração e distensão durante a respiração
 Reticulares – Suporte para os delicados capilares sanguíneos e para as paredes
dos alvéolos(Impedem distensão excessiva)
 Alvéolos
 Ultimas porções da árvore brônquica – Responsáveis pela estrutura esponjosa
do parênquima pulmonar
 Pequenas bolsas, abertas de um lado, paredes revestidas por epitélio fino que
se apoio em um TC delicado (Rico em rede de capilares)
 Parede alveolar – Comum a dois alvéolos => Parede/Septo interalveolar
 Septo interalveolar – 2 camadas de pneumócitos (Tipo 1 principalmente) –
Separados pelo interstício (TC com fibras elásticas e reticulares, células do
conjuntivo e capilares)
 Ar alveolar – 4 camadas o separam do sangue (Citoplasma do pneumócito Tipo
1, lâmina basal, lâmina basal do capilar, citoplasma da célula endotelial) => 0,1
micrômetros -Basais se fundem e formam uma única camada
 Células endoteliais dos capilares – Mais numerosas, núcleo alongado, endotélio
do tipo contínuo não fenestrado
 Pnemócito tipo 1 – Núcleo achatado, extenso citoplasma, núcleos afastados –
Citoplasma delgado com desmossomos, apresentam zônulas de
oclusão(Impedem passagem de fluidos do espaço tecidual para o interior dos
alvéolos) => Constituem barreira fina de espessura mínima para permitir trocas
gasosas sem a passagem de líquido
 Pneumócito tipo 2 – Entre os tipo 1, células arredondadas que sempre
repousam sobre a camada basal – Núcleo maior e mais vesicular – Citoplasma
não se adelgaça e é vacuolizado -RE rugoso desenvolvido microvilos – Corpos
multilamelares => Produzem o surfactante pulmonar (Fosfolipídeos, proteínas,
glicosaminoglicanos) => Reduz a tensão superficial dos alvéolos, reduzindo a
força necessária para a inspiração e impedem colapso
 Fluido alveolar removido, misturado ao dos brônquios => Líquido
broncoalveolar
 Poros alveolares – Equalizam a pressão do ar nos alvéolos e possibilitam
circulação colateral do ar(Bronquíolo obstruído
 Macrófagos alveolares/Células de poeira – interior dos septos alveolares –
Fagocitose

Sistema Urinário

Visão geral dos rins:

 Constituído por 3 regiões: Cápsula(tecido conjuntivo denso), zona cortical e zona


medular
 Zona medular
 Formada por 10 a 18 pirâmides medulares(Malpighi) – vértices provocam
saliências – papilas – região perfurada(crivosa) 10 a 25 orifícios
 Base das pirâmides – emitidos raios medulares que penetram a área cortical
 Lobo renal
 Formado por uma pirâmide e pelo tecido cortical que recobre sua base e seus
lados
 Lóbulo renal
 Constituídos por um raio medular e pelo tecido cortical que fica ao seu redor -
delimitado pelas arteríolas interlobulares
 Túbulo urinífero – constituído por duas partes: néfron e túbulo coletor
 Néfron: corpúsculo renal/malpighi, túbulo contorcido proximal, partes delgada e
espessa da alça de Henle e túbulo contorcido distal
 Túbulo coletor: Conecta o túbulo contorcido distal aos segmentos corticais ou
medulares dos ductos coletores
 Túbulo urinífero – envolvido por lâmina basal, contínua com o escasso conjuntivo do rim

Corpúsculo renal:

 Corpúsculo: 200μm de diâmetro formado por um tufo de capilares – o glomérulo –


envolvido pela cápsula de Bowman
 Cápsula de Bowman – 2 folhetos – interno/visceral(junto aos capilares glomerulares) e
externo/parietal(limites do corpúsculo) -entre os dois existe o espaço capsular que
recebe o filtrado através da parede dos capilares e do folheto visceral da cápsula
 Polo vascular – local pelo qual penetra a arteríola aferente e sai a arteríola eferente
 Polo urinário – tem início no túbulo contorcido proximal
 Ao penetrar o corpúsculo – arteríola aferente divide-se em vários capilares => Alças –
conexões entre as arteríolas aferentes e eferentes (mesmo sem passar no glomérulo)
 Arteríola eferente – principal regulador da pressão hidrostática nos capilares – maior
quantidade de músculo liso que a aferente
 Folheto externo/parietal da cápsula de bowman
 Epitélio simples pavimentoso apoiado em uma LB e em uma fina camada de
fibras reticulares
 Folheto interno/visceral
 Características próprias
 Podócitos – formadas pelo corpo celular de onde partem prolongamentos
primários que dão origem aos prolongamentos secundários
 Contém actina – apresentam mobilidade – repousam sobre uma
membrana basal
 Prolongamentos envolvem completamente o capilar – contato com a
membrana basal feito pelos prolongamentos secundários
 Integrinas – proteínas que conectam os podócitos à MB
 Espaço entre os prolongamentos secundários – fendas de filtração –
fechadas por uma membrana constituída por uma proteína nefrina –
liga-se transmembrana com os filamentos citoplasmáticos de actina do
podócito
 Capilares glomerulares – Do tipo fenestrado sem diafragma no polo das células
endoteliais
 Há uma membrana basal entre as células endoteliais e os podócitos – fusão das
membranas basais do endotélio e dos podócitos – Espessa => barreira de filtração
glomerular
 Membrana basal glomerular formada por três camadas
1- Lâmina rara interna – próxima as células endoteliais (clara)
2- Lâmina densa
3- Lâmina rara externa - externas ao lúmen capilar (clara)
 Lâminas raras – contém fibronectina que estabelece ligações com células
 Lâmina densa – feltro de colágeno IV e laminina em uma matriz que contém
proteoglicanos eletricamente negativos(aniônicos)
 Moléculas com carga retêm moléculas carregadas positivamente
 Colágeno IV e laminina – filtro de macro moléculas que atua como uma barreira
física
 Partículas com mais de 10nm de diâmetro dificilmente atravessam a
membrana
 Proteínas de massa molecular maior que a da albumina(69kDa)
dificilmente atravessam

Células mesangiais:

 Mergulhadas em uma matriz mesangial


 Pontos em que a LB não envolve a circunferência de um só capilar, mas sim de 2 ou mais
alças
 Localizadas principalmente nos espaços entre os capilares e também na parede dos
capilares glomerulares (entre células endoteliais e LB)
 Células contráteis e com receptores para angiotensina II
 Ativação dos receptores reduz o fluxo sanguíneo glomerular
 Receptores para o hormônio/fator natriurético – vasodilatador e relaxa as cpelulas
mesangiais => Aumenta o volume de sangue nos capilares e a área disponível para
filtração
 Outras funções: garantem suporte estrutural ao glomérulo, sintetizam matriz
extracelular, fagocitam e digerem substâncias normais e patológicas retidas pela
barreira de filtração e produzem moléculas biologicamente ativas (prostaglandinas e
endotelinas)

Endotelinas – causam contrações da musculatura lisa das arteríolas aferentes e eferentes do


glomérulo

Aparelho justaglomerular:

 Pequena estrutura endócrina constituída pelos seguintes componentes:


1- Mácula densa: Região distinta da porção inicial do túbulo contorcido distal
2- Células mesangiais extraglomerulares
3- Células produtoras de renina (justaglomerulares) da arteríola glomerular aferente
e, em menor proporção, na arteríola glomerular eferente
 Mácula densa sensível a mudanças na [NaCl] e afeta a liberação de renina pelas células
justaglomerulares
 Renina liberada com a queda da [NaCl] e da pressão arterial
 Células mesangiais extraglomerulares – conectadas umas as outras por junções
comunicantes (Células em rede)
 Aparelho justa glomerular componente do mecanismo de feedback túbulo-glomerular
– Auto regulação do fluxo sanguíneo e da filtração glomerular
 Fibras nervosas simpáticas que inervam as células justaglomerulares – Secreção de
norepinefrina e dopamina => Norepinefrina liga-se à receptores α1-adrenérgicos nas
células da arteríola aferente causando vasoconstrição => Sem inervação parassimpática

Túbulo contorcido proximal:

 Folheto parietal da capsula de Bowman se continua com o epitélio cuboide ou colunar


baixo do TCP
 Maior que o distal – visto com mais frequência
 Citoplasma basal fortemente acidófilo => Numerosas mitocôndrias alongadas
 Citoplasma apical com microvilos que formam a orla em escova
 Células largas – 3 a 4 células no corte com núcleos esféricos
 Prolongamentos laterais se interdigitam com as células adjacentes – dificulta
visualização de limite entre as células
 Apresentam lúmen amplo circundados por muitos capilares sanguíneos
 Canalículos partem da base dos microvilos do citoplasma apical => Aumentam
capacidade de absorção de macromoléculas
 Vesículas de pinocitose presentes nos canalículos – Introduzem macromoléculas a
células, principalmente proteínas, se fundem com lisossomos => Digestão das
macromoléculas
 Parte basal com presença abundante de mitocôndrias
 Bombas de Na/K ATPase presentes na membrana basolateral
 70% da água, glicose, Na+, Cl-, K+, reabsorvidos
1- Domínio apical com uma borda em escova bem desenvolvida, composta por
microvilos
2- Domínio basolateral com extensos pregueamentos e interdigitações da membrana
plasmática
3- Longas mitocôndrias presentes entre as pregas da membrana plasmática fornecem
ATP para o transporte ativo mediado por uma bomba de Na/K dependente de Mg2+
4- Túbulos, vesículas e lisossomos apicais proporcionam um mecanismo para
endocitose e quebra de pequenas proteínas em aminoácidos.
5- O movimento da ureia e da glicose através da MP é mediado por uma proteína
transportadora
 Síndrome de Falconi – Doença renal hereditária ou adquirida – TCPs não conseguem
reabsorver aminoácidos e glicose => Substâncias excretadas na urina – Causa =>
Metabolismo energético celular defeituoso decorrente de uma queda dos níveis de ATP
atribuída a uma atividade comprometida da bomba ATPASE de Na/K – Cistinose,
acumulo de cistina nas células dos túbulos renais, causa mais comum em crianças

Alça de Henle:

 Estrutura em forma de U que contém um segmento delgado interposto por dois


espessos
 Reabsorve 15% da ágia filtrada, 25% Na, Cl, K, Ca e HCO3
 Segmentos espessos com estrutura semelhante a do TCD
 Parte mais externa da medula – Segmento espesso descendente estreita-se e se
continua para a parte descendente delgada – lúmen largo devido ao epitélio simples
pavimentoso da parede
 Néfrons justamedulares (próximos a junção corticomedular) => Apresentam alças de
Henle muito longas com segmentos espessos curtos e delgado longo
 Néfrons corticais – Alça de segmento delgado descendente muito curto, sem segmento
delgado ascendente
 Participa da retenção de água – urina hipertônica => Cria um gradiente de
hipertonicidade no interstício medular que influencia a concentração da urina
 Segmento descendente totalmente permeável a água – segmento ascendente inteiro
impermeável
 Segmento espesso ascendente – NaCl transportado ativamente para fora da alça afim
de estabelecer o gradiente medular necessário para concentrar a urina
 Segmentos espessos – Revestidos por epitélio cúbico baixo
 Segmento delgado = Revestidos por epitélio simples pavimentoso

Túbulo contorcido distal:

 Características do revestimento de células epiteliais cúbicas do TCD


1- Células cúbicas mais baixas que a dos TCPs e não apresenta, borda em escova
proeminente
2- Membrana plasmática do domínio basolateral é pregueada e abriga mitocôndrias
3- Na mácula densa – células exibem polaridade invertida: Núcleo ocupa posição
apical, e o domínio basal contendo aparelho de Golgi, voltado para as células
justaglomerulares e para as células mesangiais extracelulares - mácula densa
localizada na junção do segmento espesso ascendente com o TCD, percebe
mudanças na concentração de Na+ no fluido tubular
 Túbulo tortuoso – epitélio cúbico simples
 Células menores, sem orla em escova e menos acidófilas
 TCD encosta-se no corpúsculo renal do mesmo néfron – nesse local sua parede torna-
se cilíndrica alta, com núcleos alongados próximos uns dos outros
 Reabsorve 7%do NaCl filtrado

Túbulos e ductos coletores:

 Túbulos coletores => Ductos coletores (Mais calibrosos) – Papilas


 Seguem trajeto retilíneo
 Túbulos coletores mais delgados – Revestidos por epitélio cúbico
 A medida que se fundem e aproximam das papilas – Células tornam-se mais altas e
cilíndricas – acompanhado pelo aumento do diâmetro do tubo
 Dois tipos celulares
1- Células principais: possuem um cílio apical imóvel e um domínio basolateral com
pregueamentos moderados e mitocôndrias – Reabsorvem Na e secretam K (Bomba)
2- Células intercaladas: Apresentam microvilos apicais e mitocôndrias abundantes,
secretam H+ ou HCO3- - importantes reguladores da equilíbrio ácido-base –
reabsorve K+

Sistema reprodutor masculino