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ME ST R E

D O

A Ç O

CU R S O DE

C UTE LA RI A

SUMÁRIO

(o título de cada capítulo é clicável e leva direto para a página correspondente)

Capítulo 1 APRESENTAÇÃO

3

Capítulo 2 BREVE HISTÓRIA DA CUTELARIA

6

Capítulo 3 AÇOS

10

Capítulo 4 FORJAMENTO: TEORIA

16

Capítulo 5 FORJAMENTO: PRÁTICA

23

Capítulo 6 DESBASTE

48

Capítulo 7 TRATAMENTO TÉRMICO

65

Capítulo 8 ACABAMENTO E EMPUNHADURA

82

Capítulo 9 ENCABAMENTO

99

Capítulo 10 AFIAÇÃO

121

Capítulo 11 CONCLUSÃO

131

Capítulo 12 BÔNUS

133

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OLÁ, meu nome é Douglas Botelho, trabalho meio período como

servidor público e sou um apaixonado pelo mundo da Cutelaria. Oito anos atrás, resolvi transformar em realidade meu sonho de me tornar um cuteleiro profissional. Então, estudei muito, conversei com pessoas que já trabalhavam na área, assisti muitos vídeos, li vários livros, presenciei amigos fabricando facas em casa e, com toda essa bagagem nas costas, fui adquirindo uma a uma as ferramentas necessárias e finalmente consegui produzir minha primeira faca artesanal. Me lembro como se fosse ontem, minha cara de satisfação, o sorriso no rosto e aquela deliciosa sensação de ter criado algo com minhas próprias mãos. Claro que essa primeira faca não era um primor de qualidade, o resultado final foi bem amador e hoje em dia, olhando para as últimas facas que tenho produzido, percebo claramente o quanto evoluí de lá pra cá. Mas na época, aquele pequeno objeto de aço que eu segurava nas mãos tinha para mim o valor de uma joia rara. Afinal, EU o havia fabricado! Sozinho! Era a MINHA faca! Se estou compartilhando este relato com você, é para alertá-lo desde já que você não deve, de jeito nenhum, se intimar diante das dificuldades que poderão surgir. Lembre-se que todo bom cuteleiro já foi, um dia, novato. E todos eles, eu lhe garanto, passaram pela experiência de produzir facas não muito bonitas, ou quebradiças, ou desproporcionais, etc., pois isso é a coisa mais normal de se acontecer no início. Todos erraram algumas vezes antes de acertar. A perfeição não surge do nada, vem com a prática.

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Portanto, a partir de agora, o que eu espero de você é muito esforço, dedicação, perseverança e amor pelo que estará fazendo. Afinal, sabemos muito bem que só com todos esses ingredientes é possível alcançar o sucesso. Eu precisei penar muito no começo, pois não tive acesso a um material que me explicasse detalhadamente todos os passos a se seguir para a fabricação de facas artesanais. O que se tinha na época era muito bagunçado; pegava-se alguma informação aqui, outra ali, e era necessário “costurar” tudo numa grande colcha de retalhos para poder por em prática. Agora, depois de ouvir alguns amigos me dizendo que eu deveria passar meu conhecimento adiante, resolvi criar este curso em formato de livro digital para que você leitor, que também sonha em se tornar um cuteleiro de verdade, possa aprender tudo de modo mais rápido, fácil e organizado. Peço que você leia este livro com o máximo de atenção e tente colocar tudo em prática, mas não se prenda apenas ao que está escrito aqui, pois isso acabaria limitando seu instinto de artesão. Não existem regras preestabelecidas quando se trata de atividades artesanais; aqui você aprenderá o “caminho das pedras”, mas toda e qualquer ideia nova ou modo diferente e mais criativo de trabalhar não só pode como DEVE ser aproveitado. Utilize o conhecimento que este livro vai te proporcionar como um passo-a-passo inicial, mas nunca deixe de procurar por novidades: esteja sempre evoluindo. Espero, de verdade, que este curso lhe seja útil e coloque em seu rosto o mesmo sorriso que eu exibi quando minha primeira faca ficou pronta.

Sucesso!

lhe seja útil e coloque em seu rosto o mesmo sorriso que eu exibi quando minha

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DESDE os seus primórdios, o homem precisou de ferramentas para

a execução das tarefas relacionadas à manutenção de sua vida. É bem provável que a primeira ferramenta tenha sido um tipo rudimentar de “martelo”, isto é, uma pedra com a qual se podia bater e quebrar nozes e ossos, concomitantemente ao seu uso como arma para abater animais e inimigos. Logo, entretanto, viu-se a necessidade de separar e cortar, de

alguma maneira, os frutos e as carnes. Nasceu, assim, o primeiro artefato com poder de corte: a FACA.

As primeiras evidências arqueológicas datam ao redor de 300.000

a.C., com a presença de “facas” de pedra e, posteriormente, de obsidiana um mineral de origem vulcânica, com características semelhantes ao vidro e com a peculiaridade de apresentar fios cortantes superiores às rudimentares

facas de pedra, inicialmente lascadas e, depois, polidas. A descoberta do primeiro metal, o ouro, levou ao desenvolvimento da

fundição. O segundo metal a ser descoberto foi o cobre e o terceiro o estanho, ambos relativamente disponíveis em depósitos naturais na superfície do solo, na área correspondente à atual Turquia. A mistura pela fundição resultou no bronze, mais duro e firme que o cobre e o estanho. Nascia, assim, a metalurgia e uma infinidade de artefatos foram produzidos com esta liga metálica.

Menor

encareceu o produto, que havia se tornado escasso, quando deu-se a

O esgotamento

das

jazidas

de

cobre

estanho

da

Ásia

e

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descoberta do ferro. Há registros, encontrados na Ilha de Paros, atual Grécia, datados de 1.432 a.C., que reportam a utilização do ferro. O ferro, mais barato e bem mais abundante, passou a ser o metal usado na confecção de instrumentos agrícolas e armas, além de apresentar maior tenacidade e dureza que a liga do bronze. Na Idade Média, desenvolveu-se o aço com adição de carbono que, incorporado ao ferro nos trabalhos de forjaria e subsequente desenvolvimento da têmpera, torna o metal mais duro e flexível. A Revolução Industrial e o avanço da ciência propiciaram o desenvolvimento de ligas de metal utilizadas para várias finalidades , fazendo com que surgissem ferramentas específicas para cada tarefa. Em 13 de agosto de 1.913 foi fundida a primeira amostra de verdadeiro aço inoxidável, na Inglaterra. A liga era de ferro com adição de 0,24% de carbono e 12,8% de cromo. O material, assim obtido, oferecia vantagem sobre o aço tradicional, por sua resistência à oxidação. Atualmente, os artefatos, que genericamente atendem pela definição de “Cutelaria”, abrangem uma vasta gama de produtos, cujo maior uso encontra-se nos lares, sob a forma de talheres, a maioria produzidos nas várias ligas existentes de aço inoxidável. As facas, canivetes e outros artefatos com finalidade de corte estão presentes no uso diário e em uma multiplicidade de situações. Temos facas nas cozinhas, assim como de uso militar. Todas cumprem as funções de corte ou perfuração, dependendo da utilização preposta. Após um período de ostracismo devido ao acelerado avanço da tecnologia que permitia produzir facas e similares em escala industrial , a Cutelaria tem, aos poucos, voltado a ser objeto de interesse de artesãos pelo mundo afora, encantados com a possibilidade de manejar metais e produzir suas próprias peças, customizadas do jeito que quiserem.

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Este arquivo contém apenas uma prévia do e-book

MESTRE DO AÇO CURSO DE CUTELARIA.

Você pode acessar o Curso na íntegra por meio do link abaixo:

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