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A verdadeira

comunicação
entre pais e
filhos

Como se comunicar
quanticamente
com seus filhos
Andrea Wolney
 Dicas práticas
Saiba...

O que fazer para que meu filho cresça


emocionalmente saudável?

Como me comunicar de forma efetiva


com as crianças?

Como ajudá-lo a se relacionar bem


com as pessoas?

Como criar meu filho para ser


autoconfiante?

Quais habilidades preciso estimular


para que ele se torne um adulto bem
sucedido?
Nós pais e educadores temos uma grande preocupação
o futuro dos nossos filhos. Muitas vezes nos deparamos
com situações que nos deixam completamente sem
chão, sem saber como agir quando por exemplo o
nosso filho se aproxima chorando dizendo que na
escola ninguém quer ser seu amigo, ou quando a
professora diz que ele não se comporta
adequadamente, não está aprendendo como deveria, ou
ainda quando é vítima de agressões frequentes dos
colegas...
As nossas maiores preocupações com as crianças se
resumem basicamente em três grandes setores: saúde,
relacionamento e aprendizagem. Se a criança é
saudável tudo está sob controle enquanto está aos
cuidados exclusivo dos pais. A escola é a grande porta
para as primeiras experiências sociais onde os
relacionamentos vão começar a se estabelecer longe do
olhar da familia. Começam os primeiros desafios de
relacionamento e aprendizagem que podem ser
naturalmente superados ao longo do processo ou se
tornarem grandes fardos para as crianças!
Aquele filho amado, desejado, idealizado começa a dar
sinais de que nem tudo é tão perfeito como a mamãe ou
o papai desejavam que fosse. A tendência inicial é que
queiramos encontrar culpados, terceiros responsáveis
por esta situação.
Acreditamos que a responsabilidade é da escola que
não tem uma metodologia adequada, ou da professora
que não está dando a atenção que ele merece, ou o
coleguinha que é "malvado" e o persegue.
Quando extrapolamos a esfera escolar passamos a
buscar a área médica em busca de um papel, escrito por
um especialista, com o nome do problema do nosso
filho, o tão procurado "diagnóstico médico". Enfim,
começamos a acreditar que existe uma patologia, já que
não encontramos culpados. Será que ele tem um
transtorno? É hiperativo? tem dislexia? Déficit de
atenção? Transtorno opositor? Distúrbio do
processamento auditivo? É autista? Tem déficit
intelectual?
A cultura da medicalização como saída para todos os
problemas tem se fortalecido grandemente nas escolas,
afinal, qual o remédio vai transformar o meu filho em
uma criança “normal”? Temos a falsa ideia de que uma
pílula mágica vai nos devolver aquele mundo perfeito
dos nossos maiores e melhores e sonhos!

Desaprendemos a lidar com problemas, quer dizer, não


desaprendemos, nós simplesmente não aprendemos a
lidar com eles. Quem nos ensinou? Quem nos deu uma
cartilha de como enfrentar os desafios da maternidade e
da paternidade? Aprendemos na vida, na dor, na
angústia de querer ajudar e proteger nossos pequenos,
e, mesmo com um amor grandioso, com um desejo
genuíno de contribuir, metemos os pés pelas mãos e a
situação vai se agravando ainda mais. Aquilo que
poderia ser um fato passageiro se transforma em algo
permanente e a criança vai carregar pelo resto da vida
um estigma, um peso de uma interpretação indevida ou
de uma percepção distorcida do seu desenvolvimento.
E mesmo quando esse diagnóstico é evidente, é
legítimo, como lidamos com essa nova realidade?
Como separar a criança do diagnóstico? A gente não
sabe mais o que é característica da criança e o que é
do transtorno... Ela perde a identidade, afinal tudo se
justifica em função do seu “problema”.
Como podemos lidar com os desafios de educar? Só
temos um único e exclusivo caminho... olharmos
primeiro para os nós mesmos. Identificarmos nossos
medos, frustrações com clareza para lidarmos com a
nova realidade que se apresenta. É muito pouco
provável que nós sejamos capazes de ajudar nossas
crianças, se não mudarmos as lentes da nossa
percepção. Vamos entender como os sentimentos
atuam em nós inicialmente para depois pensarmos
como contribuir com as crianças. Elas precisam de
referenciais emocionalmente saudáveis

Onde está a sua percepção?


Medo ou Amor?
Você sabia que tudo começa na percepção? Na forma
como vemos e damos significado para as coisas?
Quando éramos bebês enxergávamos o mundo sem os
conceitos de certo e errado, bom e mau, bonito ou feio.
Estávamos imersos no momento, vivendo a plenitude
da presença onde todas as coisas são possíveis.
A medida que fomos crescendo, nos desenvolvendo,
vieram as primeiras frustrações, os primeiros medos, as
primeiras restrições de afeto...
Fomos nos moldando de acordo com os fatos e
vivências ocrridas ao longo do nosso desenvolvimento.
Todas experiências negativas e positivas, foram sendo
registradas a nível inconsciente e criando um programa
para a interpretação das experiências posteriores. Todo
significado que damos hoje às situações do dia a dia,
tem um registro anterior que muito provavelmente foi
construído na infância e até mesmo antes dela na vida
intrauterina e nas memórias vindas de nossos
antepassados.
Podemos separar nossas experiências em dois grandes
blocos: vivências de amor e vivências de medo. O amor
e o medo são sentimentos base para todos os outros. O
amor tem como frutos sentimentos positivos como a
alegria, a autoconfiança, otimismo, perseverança,
bondade, gratidão... O medo é a raiz dos sentimentos
negativos como a insegurança, raiva, frustração,
tristeza, inveja, ciúme...
Na verdade, estes sentimentos não são antagônicos
como costumamos pensar, o amor é o sentimento
presente em todas as situações, ele nunca desaparece.
Não existe falta de amor. O medo é na verdade um
amor adoecido, um amor imaturo, inseguro, que quer se
proteger, mas, se tirarmos a capa do medo veremos o
amor na sua essência, na sua plenitude e maturidade.
Vamos entender na prática. Se o seu filho tira notas
ruins na escola, por exemplo, muitos sentimentos
podem surgir desta situação, raiva, tristeza,
decepção... mas o verdadeiro sentimento por traz de
tudo isso é o medo: medo de que ele não tenha
sucesso na vida, que não consiga o reconhecimento e
a valorização das pessoas, medo que seja inferiorizado
perante os colegas da turma, enfim medo de que ele
não seja amado o suficiente.
E assim é com todas as outras situações, na verdade a
principal crença raiz, que nos tira do amor verdadeiro é
o medo de não ser amado. Todos nós nascemos do
amor, viemos a este mundo por causa do amor, mas as
nossas interpretações distorcidas, os nossos padrões
sociais, os nossos conceitos embaçam a nossa
essência amorosa e nos sentimos carentes e
desprotegidos.
Vivemos então basicamente atendendo à nossa
necessidade biológica de proteção que é
desencadeada pelo instinto de sobrevivência e vamos
transmitindo toda a nossa insegurança também para os
nossos filhos, aprendemos a sentir medo e ensinamos
nossos filhos a temerem também.
Como nos livrarmos das
armadilhas do medo?
Pensando vibracionalmente, em termos energéticos os
sentimentos negativos estão em frequências menores,
mais densas, materiais, enquanto sentimentos elevados
vibram em frequências maiores, mais elevadas. Quanto
mais presos à matéria, às compreensões superficiais da
lógica mecânica das coisas, às explicações
racionalizadas e presas a julgamentos e
condicionamentos mentais, mais densos, estaremos
mais presos a sentimentos inferiores.
Quando estamos totalmente focados nas dificuldades,
nos problemas, nas limitações, mesmo que seja com as
melhores intensões de resolver, estamos vibrando no
medo, na escassez, na falta. Quando estamos
obcecados em descobrir qual é causa das “dificuldades”
da criança, estamos deixando de focar nas
“possibilidades”, nas alternativas infinitas de criar
oportunidades de superação.
Para elevar a frequência dos nossos sentimentos e
vibrarmos com mais intensidade no amor precisamos
nos desprender de conceitos anteriores, de crenças
limitantes através da auto observação, da percepção
consciente das nossas ações fundadas no medo, para
podermos alterá-las.
Precisamos aprender a linguagem não local, a
linguagem que vai além do tempo e do espaço e que se
estabelece diretamente de coração para coração.
Se aprendermos a nos comunicarmos dessa forma com
nossos filhos, não vamos precisar gastar horas e horas
com severos discursos para ensiná-los, não
precisaremos nos desgastar com castigos e broncas,
não será necessário a preocupação excessiva do medo.
Quando agimos em um padrão negativado estamos
atuando emotivamente, conduzidos por padrões
inconscientes de fracassos e traumas do passado.
Estamos agindo em frequências vibracionais mais
baixas, a comunicação saudável não está acontecendo.
Comunicação não-local a forma
efetiva de comunicação
com nossos filhos
Vamos compreender o que significa comunicação não-
local. A não localidade pode ser definida como:
"sistemas quânticos que afetam um ao outro
instantaneamente, independentemente de sua
separação espacial". Isso quer dizer que, quando dois
elétrons estão interligados, a comunicação entre eles
acontece mais depressa que a velocidade da luz,
instantaneamente, sem importar a distância existente
entre eles. Para exemplificar, o pesquisador mexicano,
Jacobo Grinberg-Zylberbaum, realizou o seguinte
experimento:

1. Dois voluntários meditaram lado a lado por 20


minutos com o objetivo de atingir o estado de
comunicação direta.

2. Os voluntários foram colocados em gaiolas de


Faraday (blindagem eletromagnética), enquanto os dois
continuam mantendo o estado de comunicação direta.
Um deles foi estimulado visualmente por luzes, mas o
outro voluntário não. Nem tinha conhecimento de que o
estímulo estava sendo recebido pelo outro.
3. Ficou comprovado por registros de
eletroencefalogramas feitos em ambos, que, as
respostas neurais foram similares, ou seja, os mesmos
circuitos cerebrais que eram ativados pela pessoa que
estava recebendo os estímulos visuais, eram
instantaneamente ativados na pessoa que estava na
outracabine com isolamento de sinais
eletromagnéticos.

4. Inicialmente as duas pessoas eram separadas por


três metros de distância. Em seguida foram separadas
por uma distância maior de 14,5 metros, mas aumento
da distância entre os voluntários não apresentou
nenhuma barreira na transmissão inter-cerebral,
mostrando que, a interação entre cérebros, não
envolve o tempo e o espaço.

Este é um experimento revolucionário para a


ampliação da nossa compreensão sobre a
comunicação que estamos estabelecendo
cotidianamente com as outras pessoas. Com isto fica
comprovado que, duas pessoas, conectadas , afetam
diretamente uma a outra independentemente das
palavras. E o que é mais impactante é que essa
comunicação não é feita através de ondas magnéticas
ou qualquer outro tipo de sinal, é uma comunicação
que acontece além do tempo e do espaço, no campo
de informações de forma instantânea, imediata.
Um outro experimento para entendermos melhor esse
tipo de comunicação é o “Experimento da Intensão”
elaborado por Lynne McTaggart, autora do livro “O
Campo”. Neste experimento, quando um grupo de
pessoas entra em estado meditativo com o objetivo
claro de influenciar positivamente outras pessoas, isso
efetivamente acontece! Em um experimento realizado
em Washington, em 1993, quatro mil voluntários vindo
de mais de 100 países, fizeram uma meditação coletiva
por longos períodos do dia e a taxa de crimes violentos
na região caiu em 25%! Essa taxa só tinha alcançado
níveis similares em fortes períodos de nevasca. Este é
apenas um dos muitos experimentos realizados nesta
perspectiva.
Conhecendo o poder da comunicação invisível, a nível
subatômico, podemos usá-la em benefício das nossas
relações cotidianas, especialmente com os nossos
filhos! Se vibramos no amor é isso que estamos
comunicando não localmente a eles, se vibrarmos no
medo, também!
Viram como é grande a nossa responsabilidade com o
nosso interno? Com a qualidade das nossas emoções?
Elas estão falando mais diretamente aos outros do que
aquilo que racionalmente queremos transmitir pelas
nossas palavras. Existe uma comunicação invisível com
a qual agora estamos começando a entender e
descobrir como utilizá-la de forma consciente.
Quantos e quantos casos de orações a distância que
curaram pessoas? Como essa comunicação se efetiva?
Como, com o poder da intensão, atingimos o outro?

Vamos ver algumas dicas de como ajudar


quanticamente nossos filhos, sobrinhos, alunos, a
manifestarem suas potencialidades, mas antes disso
vamos visualizar uma situação hipotética, um estudo de
caso de uma situação bem corriqueira que vejo
acontecer nas escolas:

Uma mãe, que vamos chamar de Joana, tem um filho,


Matheus. O nascimento de Matheus encheu a família de
alegria, ela se orgulha das conquistas do filho no seu
desenvolvimento cotidiano. Matheus é um menino criativo,
dinâmico e curioso. Sempre vem com algo inusitado e
diferente, gosta de se movimentar, é ativo, toma iniciativas
para resolver seus conflitos, questiona algumas regras e não
aceita passivamente as determinações dos adultos.
Chega o momento de levar Matheus para escola. Matheus
vai feliz, ama a escola, vai contente e volta contente depois
de um dia de aula, está motivado e aprendendo no ritmo um
pouco mais lento que as demais crianças.
Com algum tempo, Joana começa a receber frequentemente
reclamações da professora em relação ao comportamento
do seu filho. Joana começa a sentir medo e acreditar que
seu filho é diferente das demais crianças, que ele pode ter
algum problema de saúde ou psicológico. Por amor e pela
necessidade de proteção, começa a, inconscientemente,
trazer conteúdo das próprias dificuldades escolares que
enfrentou na infância e afirma: “Eu também era assim, não
vou permitir que meu filho sofra como eu sofri.” Passa a
olhar com mais frequência para as dificuldades do filho.
Pesquisa na internet o possível “problema”, leva a
especialistas e por fim recebe o diagnóstico que a criança
tem Transtorno de Défcit de Atenção e Hiperatividade -
TDAH.
Matheus começa a perder o brilho e a energia das ideias
criativas que tinha, passa a se preocupar em não frustrar a
mãe e não decepcionar a professora. Já não tem autonomia
dos próprios pensamentos, tenta descobrir o que os adultos
esperam que ele pense. Vai ficando mais agressivo pela
incompreensão das pessoas ao seu redor.
Matheus, hoje não tem mais uma identidade. O diagnóstico
chega antes dele. Tudo que Matheus faz ou pensa passou a
ser justificado a partir do diagnóstico que ele tem. Se tira
nota baixa na escola é porque ele é TDAH. Se briga com um
colega, ele é TDAH, se não quer fazer a atividade, ele é
TDAH... E os comportamentos inadequados vão se
justificando em função do “problema” que ele tem.
Começa a haver uma glamorização do Diagnóstico. A mãe
de Jonas vai a escola com frequência exigir os direitos do
filho pois ele tem que ser tratado de forma especial,
diferente. Não pode mais ser igual às outras crianças.
Nas rodas de conversa da família, de amigos, Matheus ganha
mais atenção e todos passam a olhá-lo de um jeito diferente.
Matheus percebe que é notado por suas fragilidades e isso vai
se reforçando a cada dia.
As notas escolares vão caindo, ele reprova uma, duas, três
vezes. Hoje Matheus caminha com os olhos baixos, ombros
caídos, não quer ir para escola, não gosta dos professores
nem dos colegas de sala, tem pouca autonomia, nega
arriscar-se a aprender. Inconscientemente não quer sair da
postura de "não aprendizagem" pois acredita que vai deixar de
ser reconhecido, protegido e amado por sua familia. A bola de
neve vai só crescendo e todos se mantêm no seu papel, mãe,
filho, escola... para, em função de um amor infantil e imaturo,
seguirem amando e sendo amados.

De menino criativo, dinâmico, curioso passou a ser uma


criança desobediente, indisciplinada, com dificuldades
escolares. Onde tudo isso começou? Começou de uma
maneira muito sutil e que pode passar desapercebida
para maioria de nós.
Começou na mudança de perspectiva de pais e
professores. Começou com o foco nas suas limitações e
incapacidades. Começou com uma expectativa de um
comportamento padrão que deveria ser o modelo a ser
seguido. Começou com o medo do fracasso.
Existe em psicologia um conceito denominado “Efeito
Pigmaleão” que afirma por comprovações científicas que,
a expectativa que geramos dos outros interfere em seu
comportamento. Um experimento desenvolvido pelo
psicólogo americano Robert Rosenthal é uma das
comprovações da influência deste efeito a respeito da
expectativa dos professores em relação ao desempenho
acadêmico dos alunos. Rosenthal testou o coeficiente
cognitivo das crianças de uma escola de educação
infantil e apresentou os resultados aos professores com
uma listagem de nomes de crianças que possivelmente
teriam altas habilidades e/ou superdotação. Ele pediu
aos professores que apenas observassem o
desempenho destas crianças sem interferir na postura
didático-pedagógica que já vinham adotando. Depois de
um tempo Robert Rosenthal e sua equipe reavaliou as
crianças e ficou comprovado que as crianças indicadas
na lista tinham tido um desempenho bem acima da média
das demais crianças, só então o psicólogo revelou o
verdadeiro teor da pesquisa: As crianças indicadas como
inteligentes, na verdade tinham sido escolhidas de forma
aleatória e entre elas existiam inclusive crianças com a
capacidade cognitiva inferior.A grande pergunta é: Como
estas crianças tiveram desempenho melhor que as
demais sendo que não tinham potencial para tanto e os
professores não tinham alterado suas estratégias de
ensino?
A única alteração que aconteceu neste contexto foi o
olhar e a expectativa do professor que foi completamente
alterada. Eles passaram a acreditar incondicionalmente
no potencial destes alunos já que haviam, supostamente,
sido apontados como inteligentes em testes de eficácia
comprovada. Aconteceu aí a comunicação não-local.
Aquilo que o professor verdadeiramente acreditava
internamente influenciou os resultados dos alunos.
Quando entendemos melhor essa linguagem
estabelecemos uma comunicação muito mais efetiva e
eficaz que vai direto ao ponto e sem muito esforço
conseguimos transmitir a nossa mensagem. Por isso
nossa maior responsabilidade é alterar nossa crenças
pois são elas que realmente expressam a nossa verdade.
Veja algumas dicas quânticas de como ajudar as crianças

Colocar-se no lugar de
observador consciente
De acordo com os princípios quânticos, estabelecidos a
partir do experimento da dupla venda, o observador, ou
seja, a nossa consciência está se materializando o
tempo todo a partir dos nossos pensamentos e
sentimentos.
Tudo a nível subatômico se manifesta como ondas de
possibilidades. Dentre estas infinitas possibilidades,
escolhemos algumas a partir do nosso foco de
pensamentos e sentimentos.
A possibilidade focada sai então deste universo
ondulatório e passa para o mundo material a partir do
colapso da função de onda.
O que acontece na maioria das vezes é que estamos
fazendo isso de forma inconsciente e assim vamos
criando realidades que não estão alinhadas com nossos
desejos expressos, mas com nossos medos e
frustrações mais profundas.
Colocar-se no lugar de observador significa olhar os
próprios pensamentos e sentimentos de forma imparcial,
sem julgamentos, críticas, conceitos pré-concebidos.
Significa perceber a realidade maior do que a nossa
capacidade humana de compreensão, colocando-se
disponível às infinitas possibilidades.
No caso de Matheus, antes de tudo, sua mãe Joana,
para não entrar de forma inconsciente no medo, se
colocaria no lugar de observadora. Ao perceber a
preocupação com o desenvolvimento do filho, estaria
consciente do seu medo, mas sem deixá-lo ser seu guia
para tomar suas decisões. Ao invés de retomar as dores
da sua infância olharia a situação com neutralidade se
questionando: Vejo que meu filho está com dificuldades
na escola, o que fazer para ajudá-lo a superar tais
dificuldades? Como estimulá-lo? Ao invés de ficar
focada no problema, no medo, estaria focando nas
possiblidades de ação e assim estaria mais disponível
para encontrar alternativas de contribuir efetivamente
com o seu filho.
Estabelecer o estado
de coerência cardíaca
De acordo com pesquisas desenvolvidas pelo Instituto
HeartMath, o estado de alinhamento entre o nosso
cérebro racional e o cérebro, emocional, ou seja, a
coerência entre aquilo que pensamos e sentimos gera
um estado ótimo de funcionamento do nosso organismo,
onde todo o nosso corpo passa a trabalhar em equilíbrio
em estado de Coerência Cardíaca. Este estado pode ser
atingido através de técnicas de relaxamento, respiração
e visualização. É nesse estado que vamos amplificar
conscientemente a comunicação invisível;
O exercício a seguir vai te ajudar a estabelecer este
estado:

Sentado confortavelmente, coluna alinhada, pés no chão,


feche os seus olhos e tome consciência da sua respiração.
Respire mais calma e lentamente do que o normal, inspirando
suavemente pelo nariz e expirando calmamente pela boca.
Vá relaxando gradualmente cada parte do seu corpo até
perceber um bom nível de relaxamento.
Defina então qual o sentimento que deseja manifestar, se é
amor, gratidão, liberdade, generosidade... Crie um quadro de
visualização, imagine uma situação vivenciada por você que
te trouxe este sentimento, ou crie uma situação imaginária.
Imagine este sentimento como algo que vai se espalhando do
coração para todo o corpo, pode visualizar através de cores,
luzes, ondas e viva-o mentalmente e emocionalmente.
Perceba no corpo a alteração do estado emocional anterior
e permita que o novo estado de serenidade e paz interior
seja amplificado ao máximo que conseguir.

Esta atividade deve ser feita


diariamente para que se
desenvolva a habilidade de
trazer conscientemente
novos padrões emocionais.
Este trabalho interno é o que
vai gradualmente favorecer a
nossa ação direcionada aos
nossos filhos e/ou alunos.
Criando um espaço interno
de serenidade, estamos
ampliando a nossa
capacidade de compreensão
do todo e acessando as
informações necessárias
para agir em alinhamento
com o nosso propósito
maior.
Podemos também ajudar
nossas crianças a
acessarem esse estado de
plenitudo de forma lúdica e
prazerosa
Conecte-se energética e
visualmente com a criança
O bebê ao nascer busca naturalmente o leite materno
que é o alimento físico, mas também busca o olhar da
mãe que é o seu alimento de amor. Quando as crianças
crescem um pouco mais começamos a negligenciar este
olhar. Muitas vezes na correria do dia a dia, falamos com
nossos filhos em meio as atividades que estamos
realizando sem parar para, de verdade, estabelecer uma
conecção mais profunda. Ficamos na superficialidade na
maioria do tempo dando ordens, comandos,
direcionamentos do que tem que ser feito, como tem que
ser feito ou porque não foi feito... para estabelecermos
um contato mais profundo, precisamos olhar nos olhos
enquanto falamos. Antes de falar qualquer coisa, se
conecte através olhar por alguns instantes. Você vai
estar oportunizando que essa ligação invisível se
fortaleça.Se ninguém nos olha vamos nos sentindo
sozinhos, negligenciados, abandonados. E as crianças
por buscarem incansavelmente este olhar, as vezes se
comportam de maneira inadequada simplesmente para
serem vistas, percebidas. É muito melhor dedicarmos
um pouco do nosso tempo para fazermos esta ação
simples, ao invés de ficarmos nos desgastando com
broncas, punições e castigos pois, ao se perceberem
vistas, as crianças reduzirão drasticamente os
comportamentos negativos.
Colocar-se em estado
empático saindo do julgamento
Não somos capazes de enxergar as infinitas
possibilidades quando entramos no julgamento. Ao
julgarmos algo, alguém ou alguma situação já fizemos
uma escolha. Uma escolha que limita e nos engessa
pois ficamos sem alternativas. Uma mãe que acredita
que o motivo para o filho ser indisciplinado na escola,
por exemplo, é em função das influencias “negativas” do
pai, não consegue encontrar um caminho para ajudar o
próprio filho. Um pai que tem a crença de que o filho é
indisciplinado porque a professora não “põe limites”
também não consegue contribuir adequadamente pois,
ao entrarmos no julgamento das ações dos outros,
limitamos a nossa própria ação. Colocar-se de maneira
empática significa então conseguir perceber o
sofrimento da criança a partir da perspectiva da própria
criança, validar os sentimentos dela e conduzi-la a
perceber os recursos pessoais que ela mesma tem para
lidar com a situação.
Antes de afirmar que uma atitude da criança foi certa ou
errada, ou que foi responsabilidade de um terceiro,
ajude-a perceber que os resultados de sua ação estão
relacionados com o seus sentimentos e pensamentos.
Contribua para que ela possa dar um significado efetivo
à experiência, sem culpa mas com possibilidade de
alteração consciente.
Identifique o sentimento por
trás do comportamento
É muito importante os pais estarem atentos à
comunicação invisível que se estabelece em situações
de conflito e fazer a leitura do conteúdo não dito, mas
que é expresso de forma não-verbal por ela. Enxergar o
sentimento por trás do comportamento vai fazer com que
sejamos mais pontuais em resolver conflitos. A criança,
assim como nós, tem necessidade de ser percebida,
olhada, amada e na busca pela validação deste amor,
encontra esse reconhecimento no enfrentamento, na
birra e até mesmo na não aprendizagem, pois dessa
forma mesmo que seja através da bronca, do castigo ela
é notada e sente-se pertencente legitimando cada dia
mais esse comportamento.
Marshall Rosenberg, psicólogo que desenvolveu a
metodologia da “Comunicação Não Violenta” criou
técnicas e habilidades em linguagem e comunicação que
fortalecem a nossa capacidade de perceber se as nossas
palavras realmente estão transmitindo aquilo que
queremos dizer. A grande maioria das vezes isso não
acontece. Marshall diz que existem sentimentos ocultos
por trás das nossas ações que precisam ser
reconhecidos para que a comunicação aconteça de
forma adequada. Existe uma necessidade escondida por
trás de um comportamento que precisamos trazer a tona
para trazer clareza à comunicação.
Auxilie a criança a pensar
antecipadamente à ação impulsiva
Ajudar a criança a pensar antecipadamente sobre a
própria ação ajuda a evitar possíveis conflitos
posteriores: “se eu agir dessa maneira pode acontecer
isso e aquilo, se eu agir desta outra maneira o resultado
pode ser este ou aquele.”
Em uma pesquisa realizada pelo psicólogo Walter
Mischel a respeito de "recompensa retardada" a criança
tinha que conter a vontade de comer um doce para
poder receber dois doces caso conseguisse esperar por
aproximadamente 15 minutos. O prosseguimento desta
pesquisa revelou que as crianças que foram capazes de
controlar o impulso de comer tiveram melhor
desempenho escolar e tornaram-se adultos com mais
capacidade em lidar com a frustração e o estresse, com
carreiras e famílias mais estruturadas. Enquanto os que
agiram de forma impulsiva, tiveram desempenhos
acadêmicos menores, bem como se envolveram com
mais frequência em situações de violência,
permaneciam menos tempo em seus empregos e
tinham mais dificuldade em manter relacionamentos
saudáveis.O freio inibitório, que é uma função executiva
que regula esse impulso, pode ser trabalhado
cotidianamente em situações simples como saber
esperar a sua vez, parar, respirar, conter os movimentos
corpo, tudo de forma lúdica e prazerosa!
Estimule a criança a
desenvolver o autocontrole
Quando ensinamos a criança a analisar o próprio
pensamento já estamos na verdade contribuindo para
que ela perceba e identifique os seus sentimentos, este é
um dos primeiros passos para o desenvolvimento da
inteligência emocional. A segunda etapa é perceber
quais recursos ela tem disponível para lidar com a raiva,
a frustração, a tristeza. Este processo de autodescoberta
e desenvolvimento emocional é gradual e parte das
experiências vivenciadas pela criança. O educador, ou
os pais são apenas condutores dessa autopercepção.
Podemos deixar disponível recursos que ela lance mão
quando necessitar se tranquilizar como o “o cantinho da
tranquilidade”, a “a garrafa da calma” ou mesmo usar
técnicas de respiração para relaxar.
Ressiginifique
características negativas
O nosso olhar de pai, mãe, educador, define em grande
parte o papel que a criança desempenha no núcleo
familiar ou escolar. A criança naturalmente se ajusta às
nossas expectativas e isso foi comprovado por Robert
Rosenthal e Lenore Jacobson, psicólogos americanos
que comprovaram a influência da expectativa do
professor no rendimento acadêmico da criança. O efeito
Pigmaleão é caracterizado por essa expectativa que
influencia a ação do outro. Então retomamos aqui a
necessidade da regulação interna de nós mesmos na
orientação dos nossos filhos e/ou alunos. Vamos fazer
um pequeno exercício para identificação das nossas
expectativas em relação às crianças.
Faça duas listas relacionando as características positivas
e negativas do seu filho. Dedique tempo e atenção nesta
atividade, para que ela seja o mais refinada possível.
Depois foque nas características negativas para dar um
novo significado a cada uma delas. Por exemplo:
Uma criança “teimosa” na verdade pode se tornar um
adulto autônomo que tem ideias próprias e não é
facilmente manipulado. Enquanto uma criança muito
obediente pode se tornar acrítica e passiva, sempre
atendendo o outro sem autonomia das próprias ideias,
pode ser tornar um mero reprodutor de comportamentos.
Então “teimoso” pode se tornar “autêntico”. Uma criança
“que fala demais” pode ser um bom orador, então ela
passa a ser “comunicativa”, uma criança “agitada” na
verdade tem muita energia e disposição, é uma criança
“ativa”, “motivada”.
Depois de renomear as características passe a integrá-
las ao seu vocabulário cotidiano substituindo as negativas
por característica positivas ou neutras. Além de alterar na
fala é necessário alterar internamente este conceito e só
você pode fazer esse trabalho visualizando e acreditando
nas habilidades que seu filho apresenta. Apenas no
estado coerente você irá transmitir essa nova verdade a
ele, então dedique-se a construir solidamente novas
imagens mentas e emocionais ao seu filho.

Dê comandos positivos

Podemos olhar o mundo e as situações com os olhos da


positividade e ou da negatividade, sermos otimistas ou
pessimistas. O que define o nosso olhar e o significado
que damos para nossas experiências? Estas são
aprendizagens que adquirimos na infância. Aquilo que
seus pais te disseram que você era quando criança
continua atuando dentro de você, o que você diz ao seu
filho hoje vai reverberar na vida adulta dele. Por isso
temos que cuidarmos das nossa ações que serão
referência para os nossos filhos!
Para uma educação empoderadora, devemos cuidar do
que estamos expressando pela nossa fala, alinhados
com os nossos melhores pensamentos e sentimentos.
Ao fazermos um pedido para a criança que deixou a
cama bagunçada podemos dizer: “Olha a bagunça que
você deixou esse quarto, você tem que arrumar!” ou “Eu
me sinto desconfortável com a sua cama desorganizada,
me sentiria melhor se você arrumasse a cama com mais
frequência.” Para estabelecer essa nova forma de falar,
precisamos treinar, pensar sobre nossos processos e
identificar as nossas reais necessidades, bem como a
necessidade do outro. A comunicação não-violenta
proposta por Marshal Rosenberg, traz excelentes
reflexões e dicas de como alterarmos conscientemente a
nossa forma naturalmente agressiva de nos
expressarmos.

Se reconcilie
com seus pais
Existem leis ocultas que regem a expressão saudável do
amor. Segundo Berth Hellinger quando adotamos uma
postura de reverência e respeito aos nossos pais e
antepassados temos mais chances e atuar de maneira
mais assertiva com nossos filhos. Se temos reclamações
internas ou insatisfações em relação à nossa origem, ou
a forma como nossos pais nos educaram, isso se reflete
no campo sistêmico familiar e se reproduz em gerações
futuras como forma de equilibração do sistema.
É essencial fazer um movimento de perdão e aceitação
dos pais do jeito que são! Não quer dizer
necessariamente que você concorde com todas as
ações deles, mas reconhece internamente o valor da
vida que lhe foi dada, tendo um coração grato por todos
que te precederam! Só o amor cura as feridas e
preenche todas as lacunas.
Os sistemas familiares se comunicam não localmente e
interferem no nosso comportamento e ações. Quando
curamos as nossas relações o amor pode fluir
naturalmente e nossos filhos ficam livres para amar de
forma saudável e expressarem a sua potencialidade!

Andréa Wolney
Pedagogia Quântica
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