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ORIGENS DA GESTÃO E AS TEORIAS

ADMINISTRATIVAS

Géderson Bartz Nickel, Rian Salvador Fraga e Mateus Maciel Lopes


Orientador: Prof. Alex Fabiano Jaskulska Bernardes
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI
Marketing (CMA0084)
08/06/16

RESUMO
O objetivo deste trabalho é trazer entendimento sobre as origens da gestão, tanto empresarial,
como política, social e eclesiástica. Assim como observar as várias teorias que ajudaram a
desenhar a administração como a temos hoje. Os processos administrativos que geraram alguns
princípios para a administração, assim como funções administrativas dentro dos sistemas
organizacionais. Usaremos a metodologia da pratica documental, sendo a pesquisa bibliográfica o
referencial para tal.

Palavras-chave: Processo Administrativo. Evolução da Gestão. Teorias da Administração. .

1 INTRODUÇÃO

Este estudo tem o objetivo de entender a evolução da gestão e também de como se


desenvolveram as teorias da administração que nos trouxeram aos modelos atuais.
Quando pensamos em gestão, vemos que o mundo ao nosso redor, todo, depende dela, desde
o núcleo familiar, a sociedade organizada em suas formas, política, econômica, intelectual, as
empresas e órgão públicos, ou seja, em qualquer lugar onde formos, estaremos rodeados por algo
que necessita ser gerido. Uma boa gestão necessita de bons princípios e de métodos comprovados
que levem a plena satisfação do indivíduo e ao desenvolvimento de todos, sejam entidades ou
individuo social.
Através deste estudo buscaremos compreender como uma gestão pode e deve ser eficaz,
executada através do conhecimento e pratica das teorias abordadas por cientistas renomados, que
contribuíram para o desenvolvimento de uma sociedade mais produtiva e mais organizada.
Entendendo como funcionam as diversas formas de gestão e administração, podermos
contribuir muito nos ambientes em que estamos inseridos, seja no lar, na igreja, no trabalho ou
fazendo obras sociais, temos por obrigação usar o conhecimento adquirido para benefício de todos.
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2 PROCESSO EVOLUTIVO DA GESTÃO

Segundo Bateman e Snell (1998, p. 27), Administrar “é o processo de trabalhar com pessoas e
recursos para realizar objetivos organizacionais, de maneira eficiente e eficaz”. A gestão é a
capacidade de lidar com essas variáveis tão inconstantes de maneira que gere resultados positivos
de uma forma cada vez melhor.
Desde os primórdios da humanidade, temos relatos do empenho do homem em se organizar a
fim de sobreviver, se proteger, se sustentar e por fim se desenvolver ao longo do tempo. Para isso
foi necessário desenvolver-se para gerir desde recursos naturais disponíveis a ele, como também
gerir a si mesmo; seus sentimentos, necessidades, anseios e sonhos.

2.1 PRIMEIRAS ORGANIZAÇÕES DE GESTÃO

Com o passar dos anos o homem alcançou capacidades de gestão e administração incríveis,
podendo se organizar de forma a produzir resultados que sozinho nunca seria capaz, a exemplo
disso temos os povos antigos como os egípcios e os chineses, que construíram maravilhas como as
pirâmides e a Muralha da China, feitos impensáveis para qualquer um, e que exigiram uma
organização e gestão extremamente eficiente, até mesmo para os dias de hoje se comparadas aos
recursos que temos atualmente.
Séculos depois a Grécia veio a ser o berço de grandes pensadores da administração por volta
do século V a.C., como Sócrates, que foi o maior pensador de sua época, senão de todos os tempos.
Após isso vem Roma com sua administração multinacional, sendo pioneira neste sentido, que
após conquistar um vastos território se viu diante de um desafio colossal, administrar um vasto
império em extensão e necessidades, que por uma má administração veio a ruir, dando início a outra
instituição singularmente grande.
A Igreja Católica conquistou através do uso da gestão eclesiástica e também militar, o
domínio de um vasto território.
Quando falamos dos militares, não podemos pensar em exemplo melhor de organização e
administração, pois a séculos eles demonstram a eficácia de um grupo estrategicamente treinado, e
que se for bem gerido, é capaz de feitos impressionantes, conquistas e vitorias que nos surpreendem
até hoje.
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FIGURA 1 –ORGANIZAÇÕES MILITARES

FONTE:Disponível em:
<http://www.fab.mil.br/sis/enoticias/imagens/pub/20005/i1419165337116405.jpg. Acesso em 11
jun. 2016.

2.2 ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA

A administração científica surgiu no começo do século XX através do engenheiro americano


Frederick W. Taylor. Em seu livro “Administração de Oficinas” (1903), Taylor propõe a
racionalização do trabalho por meio do estudo dos tempos e movimentos. Tal estudo visava definir
uma metodologia que deveria ser seguida por todos os trabalhadores, pregando a padronização do
método de trabalho e das ferramentas utilizadas, objetivando otimizar a capacidade humana em
benefício da organização e administração organizacional. A defesa acirrada da eficiência e do
ganho, utilizando um método julgado por Taylor como universal, constitui-se na base pioneira da
Escola Clássica de Administração numa abordagem intitulada Administração Científica. A
contribuição taylorista para os alicerces da administração são incontestáveis, emblemáticos e
controvertidos, porém não podem ser desconsiderados, conforme Morgan (1996, p. 32) sinaliza,
“embora seja um dos autores mais perniciosos e criticados de todos os teóricos organizacionais,
comprovou ser também um dos mais influentes”.
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A administração científica consiste fundamentalmente em certos princípios gerais ou numa


filosofia, aplicável de muitos modos, mas a descrição do que algumas pessoas acreditam ser
o melhor meio de implantar esses princípios gerais não deve ser, absolutamente, confundida
com os princípios em si. Estou plenamente convencido de que esses princípios se tornarão
de uso geral, no mundo civilizado, mais cedo ou mais tarde, e, quanto mais cedo, tanto
melhor para todos. (TAYLOR, 2011, p.15- 16)

Com a expansão dos mercados e o surgimento de grandes industrias, o processo de produção


carecia de uma nova estruturação para atender as demandas e ainda gerar lucro para as empresas.
Taylor, através da observação e estudo dos processos fabris, conclui que havia uma grande
necessidade de se adequar os métodos e processos afim de se racionalizar o trabalho operário,
obtendo uma redução nos custos de produção e aumento da produtividade e consequentemente nos
salários dos empregados.
Para Chiavenato(2000), os elementos ordenados por Taylor e chamados de “unidades básicas
de trabalho” e por alguns autores tarefas taylorizadas, são:

 Estudos de tempo e padrões de produção.


 Supervisão funcional
 Padronização de maquinas, ferramentas, instrumentos e materiais.
 Planejamento do desenho de tarefas e cargos.
 Princípio da execução.
 Prêmios de produção pela execução eficiente das tarefas.

Algumas tarefas consideradas taylorizadas são:

 Estudo do tempo, supervisão funcional.


 Padronização de materiais.
 Planejamento de tarefas e cargos.
 Definição da rotina de trabalho.

A ideia de substituição dos métodos empíricos e rudimentares pelos métodos cientificamente


comprovados recebeu o nome de Organização Racional do Trabalho. Conhecida como ORT
(Organização Racional do Trabalho), nada mais é do que a organização formal do trabalho
(CHIAVENATO, 2000).
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Através da Organização Formal do Trabalho é possível responder as questões a seguir:

 Quais são os objetivos a alcançar?


 Quais são as atividades e os recursos necessários para obter resultados positivos?
 Como direcionar e conduzir os esforços para alcançar os objetivos?
 De que forma são monitoradas as ações para garantir a aproximação e o alcance dos planos?

Com isso chegamos à conclusão de que a organização formal nos ensina que a administração
significa tomar decisões sobre objetivos a serem alcançados, envolvendo nisso planejamento,
organização, direção e controle.

FIGURA 2 – ORGANIZAÇÃO FORMAL DO TRABALHO

FONTE: Disponível em: <http://images.slideplayer.com.br/1/333405/slides/slide_43.jpg>. Acesso


em 11 jun. 2016.

2.3 PROCESSO ADMINISTRATIVO

Quando falamos sobre conhecimento administrativo moderno não podemos deixar de falar em
Jules Henri Fayol. Fayol nasceu em Istambul, na Turquia, em 29 de julho de 1841, e faleceu em 19
de novembro de 1925, em Paris (França). Chiavenato (2000) apresenta seus estudos sob ótica da
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Administração Industrial e Geral (título original: Administration industrielle et générale -


prévoyance organisation -commandement, coordination). Fayol esteve à frente do Centro de
Estudos Administrativos, onde se reuniam semanalmente pessoas interessadas na administração de
negócios, fossemeles comerciais, industriais ou governamentais, contribuindo para a difusão das
doutrinas administrativas. É dele a contribuição das funções Administrativas: o POCCC ou PO3C -
Planejar,
Organizar, Comandar, Controlar e Coordenar. E tais ações conduziriam a uma administração eficaz
das atividades da organização. De acordo com Maximiano (2004), Fayol determinou que a
administração seja uma atividade comum a todos os empreendimentos humanos, como: a família,
os negócios e o governo. Todos exigem certo grau de planejamento, organização, comando,
coordenação e controle.

2.3.1 PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO: FAYOL

Citando os estudos realizados por Fayol, focados principalmente na questão da Gestão eficaz,
foram apresentados por Maximiano em (2004), que de acordo com os estudos de Fayol, propôs
quatorze princípios que devem ser seguidos para que uma administração seja eficaz.
São eles:

1. Divisão do trabalho, a designação de tarefas específicas para cada indivíduo, resultando na


especialização das funções e separação dos poderes.
2. Autoridade e responsabilidade, sendo a primeira o direito de mandar e o poder de fazer obedecer,
e a segunda, a sanção – recompensa ou penalidade – que acompanha o exercício do poder.
3. Disciplina, o respeito aos acordos estabelecidos entre a empresa e seus agentes.
4. Unidade de comando, de forma que cada indivíduo tenha apenas um superior.
5. Unidade de direção, um só chefe e um só programa para o conjunto de operações que visam ao
mesmo objetivo.
6. Subordinação do interesse individual ao interesse geral.
7. Remuneração do pessoal, de forma equitativa e com base tanto em fatores externos quanto
internos.
8. Centralização, o equilíbrio entre concentração de poderes de decisão no chefe, sua capacidade de
enfrentar suas responsabilidades e a iniciativa dos subordinados.
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9. Cadeia de comando (linha de autoridade), ou hierarquia, a série dos chefes desde o primeiro ao
último escalão, dando-se aos subordinados de chefes diferentes a autonomia para estabelecer
relações diretas (a ponte de Fayol).
10. Ordem, um lugar para cada pessoa e cada pessoa em seu lugar.
11. Equidade, o tratamento das pessoas com benevolência e justiça, não excluindo a energia e o
rigor quando necessários.
12. Estabilidade do pessoal, a manutenção das equipes como forma de promover seu
desenvolvimento.
13. Iniciativa, que faz aumentar o zelo e a atividade dos agentes.
14. Espírito de equipe.

2.3.2 FUNÇÕES BÁSICAS

Conforme Chiavenato (2000), segundo Fayol, toda empresa tem seis funções básicas. Cada
uma delas tem suas atividades distintas no processo e no sistema organizacional. São elas:

FIGURA 3 - FUNÇÕES ADMINISTRATIVAS

FONTE: Disponível em: http://www.ebah.com.br/content/ABAAAAt7kAF/fayol-processo-


administracao. Acesso em 16 jun. 2016.

1. Funções Técnicas: relacionadas com a produção de bens ou de serviços da empresa. Esta função
tem maior importância nos aspectos de cargos mais baixos, pois está diretamente relacionada à área
de produção e manufatura, seja de produtos ou serviços de qualidade. No caso de cargos mais altos,
maior deverá ser a capacidade técnica de administrar, portanto, faz-se necessário analisar o perfil do
colaborador para considerá-lo o mais adequado à atuação no cargo vago possível.
2. Funções Comerciais: relacionadas com a compra, venda e troca ou permuta.
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3. Funções Financeiras: relacionadas com a procura e gerência e utilização mais adequadas do


capital.
4. Funções de Segurança: relacionadas com a proteção e preservação dos bens (propriedades e das
pessoas).
5. Funções Contábeis: relacionadas com inventários, registros, estoques, balanços, custos
estatísticas.
6. Funções Administrativas: coordenam e sincronizam as demais funções de forma que os
recursos são organizados para execução dos planos. O processo de execução consiste em realizar
todas as atividades do sistema organizacional.

2.3.3 COMPETÊNCIAS DO GESTOR

Fayol defendia que o gestor precisava de competências especificas para atuar, conforme
Chiavenato (2000), são:
Qualidades físicas: saúde, vigor, trato.
Qualidades mentais: habilidade de aprender e de entender, vigor mental e adaptabilidade.
Qualidades morais: energia, firmeza, iniciativa, lealdade, tato.
Educação geral: familiaridade com outros assuntos.
Conhecimento especial: aquele peculiar à função, técnico.
Experiência: conhecimento advindo do próprio trabalho.
Segundo Chiavenato (2000), para Fayol, as funções universais da administração são:

Previsão: envolve avaliação do futuro e aprovisionamento em funções dele. Unidade, continuidade,


flexibilidade e apreciação são os aspectos principais de um plano de ação.
Organização: proporciona todas as coisas úteis ao funcionamento da empresa e pode ser dividida
em organização material e organização social.
Comando: leva a organização a funcionar. Seu objetivo é alcançar o máximo retorno de todos os
empregados no interesse dos aspectos globais.
Coordenação: harmoniza todas as atividades do negócio, facilitando seu trabalho e seu sucesso.
Ela sincroniza coisas e ações em suas proporções certas e adapta os meios aos fins.
Controle: consiste na verificação para certificar se todas as coisas ocorrem em conformidade com o
plano adotado, as instruções transmitidas e os princípios estabelecidos. O objetivo é localizar as
fraquezas e os erros no sentido de retificá-los e prevenir a recorrência.
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Podemos dizer que estão competências básicas, se comparadas as que são exigidas nos dias
atuais, onde os processos e a própria gestão, estão em níveis de globalização. O uso do Coaching,
Auto-gestão, empatia e uma persuasão positiva, são características cada vez mais comuns entre os
líderes e gestores de negócios atuais.

2.4 PERSONALIDADES PARTICIPANTES NA EVOLUÇÃO DA GESTÃO

• PETER FERDINAND DRUCKER

Peter Ferdinand Drucker (19 de novembro de 1909, em Viena, Áustria - 11 de novembro de


2005, em Claremont, Califórnia, EUA) foi um escritor, professor e consultor administrativo de
origem austríaca, considerado como o pai da administração moderna, sendo o mais reconhecido dos
pensadores do fenómeno dos efeitos da globalização na economia em geral e em particular nas
organizações.
Afirmava que a empresa que conseguir vender o produto/serviço certo, para o cliente certo,
com a distribuição adequada, por um preço adequado e no momento oportuno, verá seus esforços de
venda reduzirem-se a quase zero, ou seja, a venda tornar-se-á automática em função de a demanda
ter sido corretamente equacionada e trabalhada.
Ao criar a gestão como disciplina, Peter Drucker a definiu como uma ciência social prática e
humanista que não se restringia ao mundo corporativo, já que se alimentava fundamentalmente da
Teoria Política, Filosofia, Economia, Psicologia, História e Matemática. Contribuiu ainda com
importantes ideias para a administração moderna, como os conceitos de “(re) privatizações”
(privatizações de serviços públicos como forma de reduzir a burocracia), “gestão por objetivos”
(gestão baseada em fatores quantitativos, como método de planejamento e avaliação) e
“descentralização nas empresas” (promoção de autonomia dos setores para maior rapidez das
atividades).

Embora tenha rejeitado o rótulo de “guru” do management, foi assim como Peter Drucker
ficou conhecido pela capacidade de interpretar dados do presente e prever suas implicações para o
futuro no mundo dos negócios. Em uma de suas frases memoráveis, o estudioso afirmava que “o
planejamento não diz respeito às decisões futuras, mas às implicações futuras de decisões
presentes”. Outro diagnóstico fundamental foi afirmar que os trabalhadores são os donos do
conhecimento mais importante da sociedade pós-capitalista.
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LYNDALL URWICK

Lyndall Urwick foi um consultor de negócios administrativos e pensador influente do Reino Unido,
seguidor das ideias de Fayol quanto a questões de teorias compreensivas da administração; escreveu
um livro chamado “Os elementos de administração do negócio” (The Elements of Business
Administration), que foi publicado em 1943.
Segundo Lyndall Urwick (1943, p. 75), as funções do administrador são sete:
1. Investigação.
2. Previsão.
3. Planejamento.
4. Organização.
5. Coordenação.
6. Comando.
7. Controle.
FONTE: Disponível em: <http://www.adm.ufba.br/sites/default/files/publicacao/arquivo/tese_
Doutorado_ claudiani_waiandt.pdf>. Acesso em: 30 out. 2012.

• MOONEY E REILLEY
Foram os estudiosos e pioneiros no esforço para criar a definição do processo de administrar.
Eles afirmaram que deve haver eficiência em todos os grupos de toda organização.

• RALPH C. DAVIS
Vê a amplitude administrativa em um planejamento de três níveis:
Estratégico: que engloba toda organização.
Tático: envolvendo os departamentos.
Operacional: focando as tarefas.

• WILLIAM H. NEWMAN
Professor e estudioso dos processos gerenciais. Faleceu em maio de 2002.
Considerado o último estudioso fundador da Academia de Administração em 1936, tendo
publicado dez livros sobre Técnicas de Gestão e Estratégias. Foi por vários anos consultor
administrativo. Seus estudos estão publicados e ele é considerado autor influente no estudo de
modelos de gestão. Seus livros de Ações Administrativas estão traduzidos em dez idiomas.

• KOONTZ E O’DONNELL
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Estes estudiosos dedicaram-se ao desenvolvimento das teorias, para desempenho de tarefas


administrativas, ampliando as possibilidades de sucesso na organização empresarial, observando os
momentos adequados ou necessários a transformações. Koontz e O’Donnell (1989, p. 25) citam
que: “o processo de planejamento é lógico, pois reflete as etapas e as condições sucessivas para
atingir um objetivo”. Eles têm um ótimo trabalho desenvolvido para administração desportiva,
baseado em posicionamentos pessoais, que vale a pena conferir, referente às manifestações de alta
performance.

2.5 CONTRIBUIÇÃO DE HENRY FORD

Henry Ford (1863-1947) talvez seja uma das pessoas mais conhecidas do mundo da
Administração moderna, iniciou sua vida com um simples mecânico chegando a ocupar o cargo de
engenheiro chefe de uma fábrica, porem o seu maior feito foi ter constituído a Ford Motor
Company cujo um dos maiores sucesso foi o Ford Modelo T, que no Brasil ficou conhecido como
Ford de Bigode, foi o produto que popularizou o automóvel e revolucionou a indústria
automobilística, foi produzido por 19 anos entre os anos de 1908 e 1927 era um veículo um veículo
confiável, robusto, seguro e principalmente barato qualquer um era capaz de dirigi-lo ou consertá-
lo. Em 1913 a fábrica já produzia 800 carros por dia, com a implantação da linha de montagem
Henry Ford criou um sistema de esteira, que movimentava o carro de forma que cada operário
executasse a sua operação, isto aumentou em muito a produtividade, um carro ficava pronto a cada
98 minutos, a produção em série, revolucionou a indústria automobilística. Além de ser um grande
empresário e ter projetado o sistema de linha de montagem também conhecido Fordismo quais as
outras contribuições?
Criou a assistência técnica de grande alcance;
Repartiu em 1914, parte do controle acionário da empresa com os funcionários;
Estabeleceu jornada de 8 horas e salário mínimo de U$5,00/dia;
Utilizou um sistema de concentração horizontal e vertical onde produzia desde a matéria
prima inicial ao produto acabado criando até a distribuição através de agencias própria.
Ford também adotou três princípios básicos na sua carreira de homem de negócios:
Princípio de intensificação: diminuição do tempo de produção e rápida colocação do produto
no mercado.
Princípio de economicidade: reduzir ao mínimo o volume do estoque da matéria prima em
transformação para assim recuperar rapidamente custos com matérias primas e salários por
exemplo.
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Princípio da produtividade: aumentar a capacidade de produção do homem no mesmo período


(produtividade) por meio da especialização.
FONTE: Disponível em: http://www.administradores.com.br/artigos/carreira/a-contribuicao-de-
henry-ford-para-a-administracao-moderna/51728/. Acesso em 16 de Jun. 2016.

3 TEORIA DA ADMINISTRAÇÃO

Através do estudo da administração científica, é possível perceber o caminho evolutivo deste


processo, o qual levou a observação das tarefas com ênfase na: estrutura, nas pessoas, no ambiente,
na tecnologia e na competitividade.

3.1 PENSAMENTO ESTRUTURALISTA


Tem seu foco em dois pontos que são a teoria da burocracia e na teoria estruturalista.
Fazendo uso da teoria clássica, ela expande seu pensamento com ênfase no planejamento,
organização, direção e controle. A teoria clássica e neoclássica deram origem: a organização formal,
os princípios gerais da administração e as funções do administrador.

3.1.1 TEORIA DA BUROCRACIA


Essa teoria surgiu a partir das obras de Max Weber (1864-1920) – economista e sociólogo
alemão. Outros autores basearam-se nas obras de Weber para constituir uma teoria da organização
solida, melhorando o método da teoria clássica e o romantismo da teoria das relações humanas.
Segundo Chiavenato (2003, p. 258), “a burocracia é uma forma de organização humana que
se baseia na racionalidade, isto é, na adequação dos meios aos objetivos pretendidos, a fim de
garantir a máxima eficiência possível ao alcance destes objetivos”.
Na teoria da burocracia é reforçada a autoridade. Segundo Etzioni (apud WEBER 1965, p.17),
autoridade significa a probabilidade de que um comando ou ordem específica seja obedecido. Esta
autoridade se distingue nos diferentes tipos de sociedade”.
Também não é perfeita a teoria da burocracia e Weber percebeu a sua fragilidade entre as
pressões externas para o burocrata seguir normas diferentes, com o enfraquecimento gradativo do
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compromisso dos subordinados em relação às regras e normas. A figura a seguir sintetiza este
dilema:

3.1.2 TEORIA ESTRUTURALISTA

A teoria estruturalista surgiu na década de 1950, nascendo da oposição entre a teoria clássica
(formal) e a teoria das relações humanas (informal), da necessidade de visualizar a organização
como uma unidade social, da influência de estruturalismo nas ciências sócias, e do novo conceito de
estrutura.

O conceito de estrutura significa a análise interna de uma totalidade em seus elementos


constitutivos, sua disposição, suas inter-relações, etc., permitindo uma comparação, pois
pode ser aplicado a coisas diferentes entre si. Além do aspecto totalizante, o estruturalismo
é fundamentalmente comparativo. (CHIAVENATO, 2003, p. 289).

Algumas das personalidades que representam a teoria estruturalista são: James D. Thompson,
Victor A. Thompson, Amitai Etzioni, Peter M. Blau, Davis Sills, Burton Clarke e Jean Viet.

3.2 ABORDAGEM HUMANA

Nesta fase o foco não é mais na tarefa da administração cientifica e na estrutura


organizacional, mas no ser humano – as pessoas que trabalham ou fazem parte da organização.
Desde 1930, começaram a aparecer as primeiras teorias das relações humanas, que se
desenvolveram em duas etapas. A primeira fez a análise do trabalho e a adaptação do trabalhador a
o trabalho, depois veio a adaptação do trabalho ao trabalhador.
Este período em que surge a abordagem humanística foi marcado por recessão econômica,
elevado desemprego, inflação e forte atuação dos sindicatos junto às organizações.
Os diversos estudos e trabalhos realizados na teoria das relações humanas trouxeram uma
nova visão da teoria administrativa, baseada no comportamento humano nas organizações.
“Comportamento é a maneira pela qual um indivíduo ou organização age ou reage em suas
interações com o seu meio ambiente e em resposta aos estímulos que dele recebe”
(CHIAVENATO, 2003, p. 324). Os estudos da natureza e das características comportamentais do
ser humano trazem contribuições para a teoria administrativa, de que o Homem é: um animal social
dotado de necessidades, de um sistema psíquico, que tem capacidade de articular a linguagem com
o raciocínio abstrato, tem aptidão de aprender, é orientado para objetivos e caracteriza-se por um
padrão de comportamento.
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Abraham Maslow estudou as necessidades humanas primárias e secundárias, dispondo as


numa hierarquia de cinco grupos. Esta teoria se fundamenta nos seguintes aspectos: de que somente
quando o nível inferior de necessidades está satisfeito é que o nível mais elevado surge no
comportamento da pessoa; nem todos conseguem chegar ao topo; assim que as necessidades mais
baixas estão satisfeitas é que as necessidades dos níveis mais elevados passam a dominar o
comportamento; cada pessoa possui sempre mais de uma motivação; o comportamento motivado
funciona como um canal através do qual as necessidades são expressas ou satisfeitas; e a
possibilidade de frustração ou frustração da satisfação de determinadas necessidades passa a ser
considerada ameaça psicológica.

FIGURA 7 – SATISFAÇÃO E NÃO-SATISFAÇÃO (FRUSTAÇÃO) DAS NECESSIDADES


FONTE
:
Chiaven
ato
(2003,
p. 333)

3.3
TEORI
A
GERAL
DOS
SISTE
MAS

A
Teoria
Geral
dos Sistemas tem o objetivo de melhorar a compreensão sobre sistemas, podendo ser aplicada, de
forma geral, a todo tipo de sistemas. A compreensão do sistema somente ocorre quando se estudam
os sistemas globalmente, envolvendo todas as relações e suas interdependências, e suas partes. A
TGS (Teoria Geral de Sistemas) visa entender o ser humano e seu ambiente como parte de sistemas
que interagem, buscando entender esta interação sob múltiplas perspectivas (CHIAVENATO,
2000).
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Esta teoria nos permite fazer uma releitura e reconceituar os fenômenos dentro de uma
abordagem global, permitindo a inter-relação e integração de assuntos que são, na maioria da vezes,
de naturezas completamente diferentes.

4 CONCLUSÃO

Depois de tudo que foi observado neste trabalho, podemos perceber que a gestão faz parte do
cotidiano humano desde sempre. Com o surgimento da era industrial viu-se então a necessidade de
tratar a gestão administrativa como ciência. Este estudo levou ao desenvolvimento de novas
tecnologias e aprendizados, nos mais diversos campos. Na vida cotidiana dentro das organizações, a
gestão tem sido cada vez mais voltada a resultados melhores, levando em conta os aspectos do
indivíduo com parte fundamental da equação. Competências de gestão eficaz e de administração
produtiva tem sido o diferencial no dias atuais, e devemos isto ao incansável empenho dos cientistas
e estudiosos da gestão, assim como dos próprios gestores como agentes da transformação. A
capacitação e aprendizado cada vez mais acessível a todos, tem permitido essa explosão nas
capacidades de gestão e administração das companhias. Ou seja, se sabemos de onde viemos,
podemos definir melhor para onde iremos.

REFERÊNCIAS

CHIAVENATO, Idalberto. Teoria geral da administração. 3.ed. São Paulo: McGraw-Hill, 1987.

CHIAVENATO, Idalberto. Teoria geral da administração: abordagens prescritivas e normativas


da administração. 6. ed. São Paulo: McGraw-Hill, 2001.

CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à teoria geral da administração: uma visão abrangente


da moderna administração das organizações. Revisada e atualizada. Rio de Janeiro: Elsevier,
2003.

MORGAN, Gareth. Imagens da organização. São Paulo: Atlas, 1996.

BATEMAN, T. S; SNELL, S. A. Administração: Construindo Vantagem Competitiva. São


Paulo: Atlas, 1998.

MAXIMIANO, Antônio Cesar Amaru. Teoria Geral Da Administração – Da Escola Científica à


Competitividade na Economia Globalizada. Editora Atlas S.A. São Paulo. 2000.

KOONTZ, H., O'DONNELL, C. Fundamentos da Administração. São Paulo: Pioneira, 1989.


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