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FACULDADE DE TECNOLOGIA E CIÊNCIAS – FTC

BACHARELADO EM EDUCAÇÃO FÍSICA

Fagner Bastos

Joader Santana

Lázaro Santana

Luiz Felipe

Lucas Melo

BASQUETEBOL ADAPTADO

Vitória da conquista – Bahia, 2018.


FACULDADE DE TECNOLOGIA E CIÊNCIAS – FTC
BACHARELADO EM EDUCAÇÃO FÍSICA

Fagner Bastos

Joader Santana

Lázaro Santana

Luiz Felipe

Lucas Melo

BASQUETEBOL ADAPTADO

Trabalho apresentado a disciplina de


atividade física adaptada do curso
de bacharelado em educação física,
na faculdade de tecnologia e
ciências – FTC, como requisito
parcial para obtenção de nota.

ORIENTADOR: Hegle de Assis

Vitória da conquista – Bahia, 2018.


INTRODUÇÃO

O basquetebol em cadeira de rodas ou basquetebol adaptado é uma


variante do basquetebol tradicional, mas este é jogado por jogadores em cadeiras
de rodas, os quais têm alguma deficiência motora permanente.
Este esporte surgiu perto do inicio do século XX, e foi com o intuito de
reintegrar os soldados que tinham saído feridos da guerra na sociedade e dar-
lhes um propósito, ajudando assim na sua reabilitação.
O Esporte Adaptado, de maneira geral, para López e Melo (2002), esbarra,
inicialmente, na realidade de grande parte dos portadores de necessidades
educativas, especiais, no Brasil e no mundo, pois, desponta poucas
oportunidades para o aliciamento de praticantes, em atividades esportivas, seja
com o escopo de movimentar-se, jogar ou praticar um esporte ou atividade física
regularmente.
A melhoria e o desenvolvimento de autoestima, a autovalorização e a
autoimagem; o estímulo à independência e a autonomia; a socialização com
outros grupos; a experiência com suas possibilidades, potencialidades e
limitações; a vivência de situações de sucesso e superação e de situações de
frustração; a melhoria das condições organofuncional (aparelhos circulatório,
respiratório, digestivo, reprodutor e excretor); a melhoria na força e na resistência
muscular; os ganhos de velocidade; o aprimoramento da coordenação motora
global e ritmo; a melhora no equilíbrio estático e dinâmico; a possibilidade de
acesso à prática do esporte como lazer, a reabilitação e a competição; a
prevenção de deficiências secundárias; a promoção e o encorajamento do
movimento; a motivação para atividades futuras; a manutenção e a promoção da
saúde e a condição física; o desenvolvimento de habilidades motoras e funcionais
para melhor realização das atividades de vida diária e o desenvolvimento da
capacidade de resolução de problemas motores do cotidiano (LÓPEZ e MELO,
2002).
Praticado inicialmente por ex-soldados norte-americanos que haviam saído
feridos da 2ª Guerra Mundial, o basquete em cadeira de rodas fez parte de todas
as edições já realizadas dos Jogos Paraolímpicos. As mulheres passaram a
disputar a modalidade em 1968, nos Jogos de Tel Aviv.
O basquete em cadeira de rodas começou a ser praticado nos Estados
Unidos, em 1945. Os atletas eram ex-soldados do exército norte-americano que
voltaram feridos da 2ª Guerra Mundial. No Brasil, foi a primeira modalidade
paralímpica a ser praticada, em 1958, com Sérgio del Grande e Robson Sampaio .
No Brasil, o basquete em cadeira de rodas também tem forte presença na
história do movimento paraolímpico, sendo a primeira modalidade praticada aqui,
a partir de 1958, introduzida por Sérgio Del Grande e Robson Sampaio. Depois de
ficar de fora das Paraolimpíadas por 16 anos, a seleção brasileira voltou à disputa
ao conquistar a vaga para Atenas-2004 durante os Jogos Parapan-Americanos de
Mar Del Plata. Apesar da popularidade no país, o Brasil ainda não conquistou
medalhas na modalidade em Jogos Paraolímpicos.
As cadeiras de rodas utilizadas por homens e mulheres são adaptadas e
padronizadas pelas regras da Federação Internacional de Basquete em Cadeira
de Rodas (IWBF). O jogador deve quicar, arremessar ou passar a bola a cada
dois toques dados na cadeira. As dimensões da quadra e a altura da cesta
seguem o padrão do basquete olímpico.
A primeira entidade nacional a dirigir esta modalidade foi a Abradecar
(Associação Brasileira de Desporto em Cadeira de Rodas) até o ano de 1997.
Neste mesmo ano, em função do aumento no número de equipes, surgiu a
necessidade de criar-se uma entidade máxima para coordenar, normalizar e
incrementar a prática desta modalidade no Brasil. Surgindo assim a Confederação
Brasileira de Basquetebol em Cadeira de Rodas (CBBC), que atualmente
administra a modalidade no Brasil.

Regras das Cadeiras de Rodas

Como as cadeiras de rodas são um elemento essencial na pratica do esporte,


também é normal que estas tenham as suas próprias regras e especificações, tais
como:

 A cadeira deve ter 3 a 4 rodas, sendo que as 2 traseiras devem ser grandes;
 Os pneus traseiros devem ter no máximo 66 centímetros de diâmetro e devem
possuir suporte para as mãos.
 A altura máxima do acento deve ser 53 centímetros do chão e o apoio para os
pés deve estar a 11 centímetros.
 Os jogadores podem ter uma almofada no acento até 10 centímetros à
exceção dos jogadores de classificação 3.0 ou superior, os quais têm um
máximo de 5 centímetros.
 Pneus pretos, aparelhos de direção e freios são proibidos.

REGRAS

A modalidade é praticada por atletas de ambos os gêneros e que tenham


algum tipo de lesão medular, amputação em membros inferiores, sequelas de
poliomielite e outras funções que impeçam o individuo de correr, saltar e pular.
As regras do basquetebol adaptado são muito semelhantes às do
basquetebol convencional. A quadra de jogo deve ter as dimensões de 28m x 15m,
medidas estas que são requeridas para competições da IWBF (Federação
Internacional de Basquetebol em Cadeiras de Roda), as linhas de lance livre e de
três pontos são de acordo com as regras da FIBA (Federação Internacional de
Basquetebol), a altura da cesta é igual a do basquete tradicional 3,05 metros.
Como alguma das particularidades, e, resumidamente, para iniciar uma
partida, cada equipe deverá contar com no mínimo cinco jogadores, o jogo é dividido
em dois tempos de 20 minutos com 30 segundos de posse de bola, e no caso de
empate no segundo período será realizado uma prorrogação de 5 minutos cada,
infinitamente, até que ao final de um dos tempos extras, uma das equipes esteja um
ponto, ou mais, à frente no placar (CBBC, 2008).
Cada jogador recebe, antes da partida, uma pontuação de acordo com a sua
classificação funcional, para os Campeonatos Mundiais da IWBF, competições
paraolímpicas, campeonatos locais e torneios classificatórios os times não poderão
exceder a 14 pontos (INTERNATIONAL WHELLCHAIR BASKETBALL
FEDERATION- IWBF, 2002).
A classificação funcional varia de 1.0; 1.5; 2.0; 2.5; 3.0; 3.5; 4.0; 4.5; sendo
que 1.0 é a classificação de atletas que possuam alguma lesão na qual tem
comprometido o equilíbrio do tronco e membros superiores; a classificação 4.5 é
atribuída ao atleta que possua ou deficiência mínima ou lesão baixa como, por
exemplo, amputação de membro inferior (abaixo do joelho) (CBBC, 2008).
A cadeira pode ter três ou quatro rodas, sendo duas rodas grandes na parte
traseira e uma, ou duas, na parte frontal. O jogador poderá usar uma almofada de
material flexível no assento da cadeira, ela deverá ter as mesmas dimensões do
assento e não poderá ter mais de 10 cm de espessura, exceto para jogadores de
classe 3.5; 4.0 e 4.5, onde a espessura deverá ser de no máximo cinco cm.
Sempre que possível às cadeiras são feitas sob medida, levando em
consideração as limitações físicas e as características de cada jogador.

As violações são infrações as regras, onde a equipe que a comete perde a


posse de bola para a outra equipe, e esta deve ser reposta através de cobrança de
lateral no ponto mais próximo ao ponto onde foi cometida a infração. As violações as
regras são: Violações fora da quadra: um jogador encontra-se fora de quadra de
jogo quando alguma parte de sua cadeira está em contato com a linha limítrofe ou
fora dos limites da quadra, se um jogador jogar a bola em um oponente para que ela
saia da quadra propositadamente o oponente ficará com a posse de bola (CBBC,
2008).

 Regra de Progressão: o jogador pode empurrar a cadeira por no máximo


duas vezes antes de driblar, passar ou lançar a bola, três empurrões em
movimento, constituem uma violação de progressão.
 Regra dos Três Segundos: um jogador não pode permanecer por mais de três
segundos na área restritiva do oponente. Essa restrição não se aplica
enquanto a bola está no ar durante um lance para a cesta, durante um rebote
ou uma bola morta. Jogadores que permanecerem na área restrita por mais
de três segundos cometem uma violação.
 Faltas: faltas são infrações às regras envolvendo contato físico com o
oponente e/ou comportamento antidesportivo. A falta é marcada contra o
ofensor e a penalidade pode ser a perda da posse de bola, lance livre ou
séries de três lances, dependendo da natureza das faltas. O jogador pode
cometer cinco faltas durante a partida, feita a sexta falta ele deve ser retirado
do jogo.
 Falta Pessoal: falta pessoal é aplicada ao jogador quando ele bloqueia,
segura, puxa ou impede o progresso do oponente com seu corpo ou com a
cadeira.
 Falta Técnica: a falta técnica é aplicada quando um jogador demonstra
conduta antidesportiva, quando se levanta do acento da cadeira, retira seus
pés do apoio, usa alguma parte de seus membros inferiores para obter
vantagem desleal ou direcionar sua cadeira. Quando uma falta técnica é
marcada, o oponente tem direito a dois lances livres e o arremessador é
designado pelo capitão da equipe.

Para todas essas faltas, a cadeira é considerada como parte do jogador, e o


contato não acidental entre cadeiras também constitui falta (CBBC, 2008).

DIFERENÇAS PARA O BASQUETE TRADICIONAL


a) A cada dois toques na cadeira de rodas, que é adaptada e padronizada, o jogador
deve quicar, passar ou arremessar a bola.

b) Jogar a bola propositalmente em outro atleta faz a sua equipe perder a posse.

c) Marcado de perto, o cadeirante não pode ficar mais de cinco segundos segurando
a bola.

d) Uma equipe deve sair da sua quadra de defesa em até oito segundos. No
tradicional, são sete. Na posse da bola, outra diferença: são 30 segundos no
basquete em cadeira de rodas, contra 24 no olímpico.

e) O jogador não pode sair da quadra, com ou sem a bola, de maneira proposital,
para levar alguma vantagem. Caso isso ocorra, a arbitragem marca primeiro uma
advertência e depois uma falta.

f) Faltas técnicas são marcadas por conduta anti-desportiva, e deverão ser aplicadas
quando o jogador levanta da cadeira, retira os pés do apoio ou usa os membros
inferiores para obter vantagem.
Classificação

Cada atleta é classificado de acordo com seu comprometimento físico-motor e


a escala obedece aos números 1, 2, 3, 4 e 4,5. Para facilitar a classificação e
participação dos atletas que apresentam qualidades de uma e outra classe distinta
(os chamados casos limítrofes) foram criadas classes intermediárias: 1,5; 2,5 e 3,5.
O número máximo de pontuação em quadra não pode ultrapassar 14 e vale a regra
de que quanto maior a deficiência, menor a classe.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS

SHIMOSAKAI, Ricardo. Basquete em cadeira de rodas. Primeira modalidade


Paraolímpica brasileira. 2011. Disponível em:
<https://turismoadaptado.com.br/basquete-em-cadeira-de-rodas-primeira-
modalidade-paraolimpica-brasileira/>. Acesso em: 20 ago. 2018.

TOSCANO, Diego. Explicando o basquete em cadeira de rodas e a participação de


Pernambuco no Parapan. 2018. Disponível em:
<http://jc.ne10.uol.com.br/blogs/cestinhajc/2015/09/07/explicando-o-basquete-em-cadeira-
de-rodas-e-a-participacao-de-pernambuco-no-parapan/>. Acesso em: 20 ago. 2018.

MUSSOLINI, Felipe Alexandre; SILVEIRA, Silvia Helena Piantino; OLIVEIRA, José Eduardo
Costa de. O basquetebol adaptado e seus benefícios aos praticantes. Efdeportes.com:
Revista digital, Buenos Airies, v. 17, n. 172, p.1-5, 21 set. 2012. Disponível em:
<http://www.efdeportes.com/efd172/o-basquetebol-adaptado-e-seus-beneficios.htm>.
Acesso em: 20 ago. 2018.

2016, Brasil. Basquete em cadeira de rodas. 2016. Disponível em:


<http://www.brasil2016.gov.br/pt-br/megaeventos/paraolimpiadas/modalidades/basquete-
em-cadeira-de-rodas>. Acesso em: 20 ago. 2018.

REGRAS, Sports. Basquetebol em Cadeira de Rodas. 2016. Disponível em:


<https://sportsregras.com/basquetebol-cadeira-rodas-historia-regras/>. Acesso em: 20 ago.
2018.