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DETERMINANTE E MATRIZ

INVERSA

3.1 INTRODUÇÃO

Já em 250 A.C. havia exemplos da resolução de sistemas de equações através de


matrizes, no livro chinês Nove Capítulos sobre a Arte Matemática, CUJO autor é
desconhecido. Também algumas noções ligadas a determinantes, o assunto que
será objeto de estudo neste Capítulo, já eram conhecidas na China antiga.
Mas, se por um lado já se utilizava a noção de determinantes no mundo
Oriental há tanto tempo, no Ocidente este assunto começou a ser tratado espo-
radicamente a partir do século XVII. Nesta época surgem trabalhos de G. W.
Leibniz (1646-1716), de G. Cramer (1704-1752) que desenvolveu um método
de resolução de sistemas através de determinantes, conhecido por "Regra de
Cramer" e foi publicado em 1750 (provavelmente já conhecido por C. Maclaurin
(1698-1746) em 1729, e alguns resultados simétricos de J. L. Lagrange (1736-
-1813).
Só no século XIX é que os determinantes passaram a ser estudados mais
sistematicamente, a começar pelo longo tratado de A. L. Cauchy ( 1789-1857)
em 1812, tendo sido realizados, em seguida, trabalhos de C. G. Jacobi ( 1804-
-1851).
Detemünante e Matriz Inversa 65

A partir de então, o uso de detenninantes difundiu-se muito e este con-


ceito de um número associado a uma matriz quadrada mostrou-se extremamen-
te útil para caracterizar muitas situações, como a de saber se uma matriz é
inversível, se um sistema admite ou não solução, o que veremos nas próximas
secções.

3.2 CONCEITOS PRELIMINARES

Consideremos o sistema ux = b com a :F O. A solução deste sistema é x = ..!...


ti

Observe que o denominador está associado à matriz dos coeficientes do sistema,


ou seja, la].
Num sistema 2 X 2

resolvendo (desde que sejam possíveis as operações), encontramos

Observe que os denominadores são iguais e estão associados à matriz dos coe-
ficientes do sistema

[::: :::]
Num sistema 3 X 3

a, x 1 + a 12 x 2 + a 13 x 3 = b,
{ a 2:x, + a 22 x 2 + a 23 x 3 = b 2
a3,x 1 + a 32 x2 + a33x 3 :..: b3
(desde que sejam possíveis as operações), ao procurarmos os valores de x" x 2
e x 3 , vemos que eles têm o mesmo denominador aua2 2a 33 - a11 a23 a 32 -
- a 12 a 2 ,a 33 + a12 a23 a3, + a 13a2 aa 32 - a13a22a 3., que também está associado ã
matriz dos coeficientes do sistema

Vamos rever estes números que aparecem nos denominadores associados às


matrizes (quadradas). Estes números são casos particulares do que é chamado
determinante de uma matriz quadrada. ... !3ib~t!~
66 ÁLGEBRA UNEAR

3.3 DETERMINANTE
Quando nos referirmos ao determinante, isto é, ao número associado a urna:
matriz quadrada A = [a;;J como na secção anterior, escreveremos:

det A ou IAI ou det [ai/l


Então
det [a] =a

det [ 011 a,l] au 0121 =auon- a,2a:u


=I a21
Ou a22 a22

det [." ""]


a21
a31
an
a22
OJ2
Ql3
03]
=
ou
021
OJJ
a,z
a22
032
OJ3
a23
a33
= +
a 11 a22 a 33 - a 11 o 23o 32 - a,2a21a33
+o12a23a31 +a,3a2,a32- a13aua31

Talvez seja conveniente avisá-lo de que o conceito de determinante no caso geral


envolve muitos símbolos, o que dificulta a leitura. Para tornar a discussão mais sim·
pies e organizada, vamos introduzir algumas definições necessárias. Comecemos
lembrando o que significa uma permutação. Dados n objetos distintos a., ... ,an,
uma pennutação destes objetos consiste em dispô-los em uma detenninada
ordem. Por exemplo, (1 2 3) é uma pennutação dos números 1, 2 e 3,
(2 I 3) é outra pennutação etc. A quantidade de permutaçóes de n objetos é
dada por n!, que é lido n fatorial e n! = n(n- 1)(n- 2) • ... • 2 • 1 (se
n > 0). Por exemplo 3! = 3 • 2 • 1 = 6. Defme-se ainda O! = 1.

3.3.1 Definiçio: Dada uma permutação dos inteiros 1, 2, •.. , n, existe


uma inversão quando um inteiro precede outro menor que ele.

Consideremos as permutações de l, 2, 3 e vejamos em cada permutaçio


o número de inversões.

Permutação Número de inversões

(I 2 3) o
(I 3 2) I
(2 I 3) I
(2 3 I) 2
(3 1 2) 2
(3 2 1) 3
Determimmte e Matriz Inversa 67

Como um outro exemplo, podemos tomar duas das 4! = 24 permutações de 1,


2, 3, 4. Assim, (3 2 1 4) tem 3 inversões e (4 3 2 1) possui 6 inversões.
Voltemos ao determinante:

au a 12 a 13
a11 au a23 =
a:u a 32 a 33

Observe que aparecem todos os produtos av1a2Jzll3f 3, onde (j 1 iz j,) são as per-
mutações de 1, 2 e 3. AJém disso, vemos que o sinal do termo é negativo, se a
permutação tiver um número ímpar de inversões. (Veja a tabela acima para verificar
os sinais.)
Como generalização, o determinante de uma matriz quadrada [ai/1nxn é
dado pela definição a seguir.

3.3.2 Definiçio: det [llq] =L (-1Yil•J1a:zj2 ... a,;, onde J =J(j. ... ,in)
p

é o número de inversões da permutação Ud:z ... /11) e p indica que a soma é


estendida a todas as n! permutações de (1 2 ... n).

Em relação a esta definição podemos fazer três observações:


i) Se a permutação (i1 / 2 ... in) tem um número par de inversões, o coe-
ficiente (-tf do termo correspondente na somatória terá sinal positivo;
caso contrário, terá sinal negativo.
il) Em cada termo da somatória, existe um e apenas um elemento de cada
linha, e um e apenas um elemento de cada coluna da matriz.
iil) Através de uma reordenação conveniente dos termos, mostra-se que tam-
bém é possível definir um determinante por

det [a;J] = L (-lYiliJ• ah2 ... llJ,n


p

variando os primeiros e deixando fixos os segundos índices. Verifique isto


no caso 3 X 3.
68 ÁLGEBRA UNEAR

Propriedades
i) Se todos os elementos de uma linha (coluna) de uma matriz A são nulos,
det A= O.
A razão disto é que, pela observação (ü), em cada termo que aparece no cálcu-
lo do determinante há um dos elementos da linha (coluna) nula e, portanto,
todos os termos se anulam, e o determinante é zero.
il) det A = det A'
Dai inferimos que as propriedades que são válidas para linhas também o são
para colunas.
A prova desta propriedade é a seguinte: se A = [a;1], sabemos que A' == [bq },
onde b;J ;; aii· Então, pela definição de determinante, temos

det [b;j);; L (-1/blit b iz ... bnjn


2
p

"' L (-1)"ahlah2 ... ainn


p
;; det [a;i] pela observação ( iii).

iii) Se multiplicarmos uma linha da matriz por uma constante, o determinan-


te fica multiplicado por esta constante.

Para verificarmos isto, chamemos de A a matriz original e B a matriz obti-


da de A, multiplicando uma linha de A por uma constante k. Então, ao calcular·
mos o determinante de 8, pela observação (ii), em cada termo aparece um ele-
mento daquela linha que foi multiplicada por k. Podemos colocar k em evidên-
cia, e o que permanece é exatamente o cálculo do determinante de A. Portanto,
det 8 = k det A.

iv) Uma vez trocada a posição de duas linhas, o determinante troca de sinal.

A razão disto é imediata se observarmos que ao trocar duas linhas de wna


matriz, alteramos a paridade do número de inversões dos índices e, portanto
trocamos o sinal dos termos.

v) O determinante de uma matriz que tem duas linhas (colunas) iguais é zero.

Isto é verdade porque se trocarmos as posições das linhas que são iguais, a
matriz e, portanto, o determinante permanecerão os mesmos. Por outro lado,
pela propriedade anterior, o determinante deve trocar de sinal e, portanto, a
única possibilidade é que o determinante seja nulo.
DetermiDante e Mattiz Inversa 69

vl)

bin + c; 1

Para mostrar esta propriedade, usamos a definição de determinante c a


distributividade. Mas cuidado! Observe que aqui temos a soma numa linha, e
não uma soma de matrizes. De um modo geral, o determinante de uma soma
de duas matrizes não é igual à soma dos determinantes das matrizes. Ou seja,
det(A + B) ;f: det A + det B. Veja o Exercício 4 da secção 3.10.
vii) O determinante não se altera se somarmos a uma linha outra linha mul-
tiplicada por uma constante.

Exemplo: 3 -2 1 3 -2 1
2 5 o .. 2 5 o
2 4 -2 8 o o
Aqui, à terceira linha, somamos a primeira linha multiplicada por 2. Para pro-
var esta propriedade usamos as propriedades (vi), (iii) e (v).

vül) det (A • B) ::: det A • det B

Mostre, inicialmente, esta propriedade para matrizes 2 X 2. Sinta a difi-


culdade que se teria para demonstrá-la já em matrizes 3 X 3. A demonstração
deste resultado para matrizes n X 11 é bem mais elaborada, mas .você terá con-
dições de fazê-la usando matrizes elementares (veja a seção 3.8).
A próxima propriedade é tão importante e útil no cálculo de um deter-
minante que destacamos sua importância apresentando-a numa seção 5eparada.

3.4 DESENVOLVIMENTO DE LAPLACE

Na seção 3.2 vimos que:

a12 a•3
a22 a23 =
a32 a33
70 ÁLGEBRA LINEAR.

Mas, podemos escrever esta soma como:


Ou(a22a33- a23a32)- a,2(a2a033- a23a3a) + au(a2,a32 - 02203a)
Ou ainda:

Observe que o determinante da matriz inicial 3 X 3 pode ser expresso em fun-


ção dos determinantes de submatrizes 2 X 2, isto é,

det A = a 11 1Aul- Oa2IA12I + a13IAul


onde A;1 é a submatriz da inicial, de onde a í-ésima linha e a j-ésima coluna
foram retiradas. Além disso, se chamarmos

tlq "'(-ti•IJA;jl
obtemos a expressão
detA = a11 tl 11 + Ot2il 12 + a 13/l13
Esta propriedade continua sendo válida para matrizes de ordem n 1 , e assim po-
demos expressar:

= L,. u;1(-1) ..+/det A;1


1

i=l
,.
=L Ujjdjj
/=I

Ao número tlq (que é o determinante afetado pelo sinal (-1)i•/ da submatriz


A;;, obtida de A retirando-se a i-ésima linha e a j-ésima coluna), chamamos
cofator ou complemento algébrico do elemento aq. Observe que na fórmula da-
da, o determinante foi "desenvolvido" pela i-ésima linha. Uma forma análoga é
válida para as colunas.

3.4.1 Exemplos

Exemplo 1: r--,
1 :-2.
1
3
IAI = 2 I
I
I
1 -1
-2 l-11
L_J
2

1 Pua uma demonstração, veja por uemplo Lipschutz;, S.;Aigebro Linear, McGraw·Hill do
Brasil Ltda., Rio de Janeiro, 1971.
Determinante e Matm ln'Nnll 71

onde

-~I =- _;
-1
2 = -2

~I= 8
3 = 7
-1

Portanto
IAI = (-2)(-2) + 1 • 8 + (-1)7 = s
O desenvolvimento de Laplace é uma fórmula de recorrência que permite
calcular o determinante de uma matriz de ordem n, a partir dos determinantes
das submatrizes quadradas de ordem 11 - 1. Em grande parte dos casos ele sim-
plifica muito o cálculo de determinantes, principalmente se for utilizado um
conjunto com outras propriedades dos determinantes.

Exemplo 2:

2 -2I
I -2 3
(llii)
I 3
2 1 -1 ::: -1 =
-2 -1 2 o o

= I . (-1)3+31 ~ -21
l = I • (I + 4) = 5

O índice acima da igualdade indica o número da propriedade usada. Neste caso,


somamos a segunda linha à terceira.
72 ÁLGEBRA UNEAR

Note que na primeira passagem usamos a sétima propriedade ao somarmos a se-


gunda coluna multiplicada por 2 ã primeira coluna. Nosso intuito foi o de
obter uma segunda linha com apenas um elemento não nulo, e então abaixar a
ordem do determinante, usando menos cálculos. Seguindo este raciocínio, você
pode também obter o determinante inicial, por exemplo, igualando o último
elemento da primeira linha a zero.

3.5 MATRIZ ADJUNTA - MATRIZ INVERSA

Dad~ uma matriz A, lembramos que o cofator tl;; do elemento aii da matriz é
(-1)1 +i det A;j. onde A;; é a subrnatriz de A, obtida extraindo-se a i-ésima linha
e j-ésima coluna. Com estes cofatores podemos formar urna nova matriz A, de-
nominada matriz dos co/atores de A.
à = [tl;;]

Exemplo:
A=
t~ :] 1
6

!lu =(-1)1+11! ~ 1 = -19


tll2 = (-l)l+l -3 : 1 = 19 •... etc.
1

Então, Ã= [-19-5 19
10
-19]
-11
4 -8 5

3.5.1 Dada uma matriz qua4rada A, chamaremos de matriz adjunta de A


â transposta da matriz dos cofatores de A.
adj A= Ã'
No exemplo anterior

~]
-19 -5
adj A = [ 19 10
-19 -11
Determinante e MaUiz Invcna 73

Vamos efetuar, neste exemplo, A • Ã'.

[ - 1~o -1~o ~]
-19
=-19 [~o ~o ~]
1
=-1913

Além disto, podemos verificar que det A=- 19. Então A • A' = ( det A)l 3 • Este
resultado não foi obtido por acaso, mas é válido para toda matriz quadrada A
de ordem n.

3.5.2 Teorema: A • Ã' =A • (adj A) = {det A)l,


Para demonstrarmos esta proposição, usamos a propriedade (v), segundo a
qual o determinante de uma matriz que tem duas linhas (colunas) iguais é zero.
e o desenvolvimento de Laplace. Vamos fazê-la esquematicamente, para matrizes
3 X 3. A demonstração é a mesma para matrizes n X n.
Prova: (n = 3)

au
A • (adj A) = [ a:n
QJJ

Calculando os elementos Cij. achamos que


cu =au..:1u + Ut:z..:112 + at3..:1J3 = det A.
cu = au.l121 + Ut:z..:12:z + a13.l123.

Usando o desenvolvimento de Laplace em relação à segunda linha, temos:

c12 det 1::: ::: =0


~31 a3:1
pois duas linhas são iguais. Analogamente,
c;; :..: det A e c;J =O se i* j
Então:

A • (adj A) =
petA
L ~
o
det A
o
~
det A
J =(det A)l 3

3.5.3 Definição: Dada uma matriz quadrada A de ordem n, chamamos de


inversa de A a uma matriz 8 tal que A · B = B • A = I,, onde 1, é a matriz
identidade de ordem n. Escrevemos A -t para a inversa de A.
74 ÁLGEBRA UNEAll

3.5.4 Exemplos

Exemplo 1:

Seja A= 0 3] E
21
4 . ntã'o A -1 = ~1
[:

pois A • A - 1 = 12 e A -t • A = 12 (Verifique!)

Exemplo 2:

Seja A= G~ ;J
Procuremos sua inversa, isto é,

B= [~ : J tal que A • B = 12 e B • A = 12

Impondo a primeira condição,

G~
A

Í 6a + 2c
lJ la + 4c
6b +
llb
2dl
+ 4dj = o
c~
~]
Portanto,

6b+2d=O
{ 6a+2c=l {
lla + 4c =O e =1
llb + 4d

Resolvendo os sistemas, temos


a:.:2 b = -1
11
C= -T d=3

Teremos então,
Determinante e Matxiz Intma 75

ou seja, A · B : I. Também

[ 2 -lJ
- _!_!_
2
3

ou seja, B • A = I e, portanto,
B= [-.!.!...2 -1]
2
3

é a inversa da matriz A. (B = A -a).


Observações:

i) Se A e B são matrizes quadradas de mesma ordem, ambas inversíveis (isto


é, existem A-I e B -I), então A • B é inversível e (ABr 1 : B -I • A -I.

De fato, basta observar que (AB)(B -I A-I ) : A(BB -I) A -I = AIA -I :


: AA -I = I e que, analogamente (B -• A-I )(AB) = I.

i1) Se A é uma matriz quadrada e existe uma matriz B tal que BA = I,


então A é inversível, ou seja A-a existe e, além disso, B = A-a.

Em outras palavras, basta verificar uma das condições para a inversa de


uma matriz, e esta será única.
A prova da primeira parte, ou seja, de que A -I existe, será feita em
3.8.6. Por ora, mostraremos apenas que B = A -I. De fato, se A -t existe, temos
= =
a seguinte seqüência: B Bl B(AA -I) = (BA)A -I = IA -I = A -I.

ii1) Nent toda matriz tem inversa.

Por exemplo, para mostrar que [ ~ J: não tem inversa, é suficiente

mostrar que a equação matricial [~ : J[~ :] = G ~] não tem solução.


Isto é verdade, pois

[~ Z:] = [~ ~]
implica que 2c == e c = O, e não podemos ter estas igualdades simultanea-
mente.
76 ÁLGEBRA UNEAR

Suponhamos agora que Anxn tenha inversa, isto é, existe A- 1 tal que
A • A -I = 1,.. Usando o detemúnante temos
det(A • A- 1) = det A· detA- 1 e detl,. =I
Então:
det A • det A -I = I
Desse produto concluímos que se A tem inversa,
i) det A -=1= O
e iz) det A- 1 = de! A

Ou seja, det A -=1= O é uma condição necessária para que A tenha .uma inversa.
Vamos ver que esta condição também é suficiente. Já vimos em 3.5.2 que
A • Ã' = (det A)l. Se det A -=1= O, A • de! A • Ã' =I e como a inversa é úni-
A-I
-
ca, en t ao = det1 A •
A-,
.

Em resumo:

3.5.5 Teorema: Uma matriz quadrada A admite uma inversa se, e somente se
det A#= O.
Neste caso:
A - 1 = - 1- ( d' A)
det A a J

Este resultado nos fornece um novo método de calcular a inversa de uma


matriz. Consideremos a matriz do Exemplo 2 anterior:

det A = 24 - 22 = 2 * O e, portanto, existe a inversa de A. Calculemos sua


inversa pela relação A - 1 = de! A (adj A).

- [4-2 -t1J
A= 6
. = IL-114 -~]
e adJ A

Então
A-1 1 ( d' A).
= det A a J
I
= Tl:ll
r -2o _[ 2 -IJ
4
6 - 11
-y 3