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3ª Série

Ensino Médio
CEESVO

Centro Estadual de Educação Supletiva de Votorantim

Biologia – Ensino Médio – 3ª série

Principais assuntos abordados:

 Órgãos do sentido.

 Tecido epitelial.

 Tecido conjuntivo.

 Tecido conectivo.

 Tecido adiposo.

 Tecido cartilaginoso.

 Tecido ósseo.

 Tecido sangüíneo.

 Tecido hematopoiético.

 Tecido muscular.

 Tecido nervoso.

 Circulação sangüínea.

 Sistema respiratório.

 Sistema urinário.

 Sistema endócrino.

 Sistema nervoso.
Órgãos dos sentidos
A capacidade de reação a estímulos provenientes do meio ambiente ou do próprio
organismo constitui uma das mais marcantes características exibidas pelos seres vivos.

Esse fato reveste-se da maior importância, por contribuir de forma decisiva para a
adaptação e sobrevivência do indivíduo em seu ambiente. A percepção de estímulos
permite que o organismo desenvolva respostas específicas, mantendo constante relação
com o meio.

Embora a percepção de estímulos possa ser observada desde as mais rudimentares


formas de vida, estudaremos os aspectos relacionados com os sentidos humanos.

O ser humano é dotado de cinco sentidos: Visão, audição, olfato, paladar e tato.

Visão

Os órgãos da visão na espécie humana são os olhos. Estão situados, dentro de


cavidades denominadas órbitas e são constituídos por duas partes fundamentais: globo
ocular e órgãos anexos.

O globo ocular apresenta três membranas: esclerótica, coróide e retina.

Esclerótica – conhecida como o “branco dos olhos” tem natureza fibrosa e função
protetora. Na região anterior do globo, a esclerótica torna-se uma membrana fina e
transparente à luz e recebe o nome de córnea.

Coróide – é uma membrana rica em vasos sangüíneos responsáveis pela nutrição do


olho. Na região posterior apresenta um orifício que permite a passagem do nervo óptico;
na região anterior forma a íris, estrutura pigmentada responsável pela coloração dos
olhos. A íris possui um orifício central denominado pupila (menina -dos- olhos), que pode
se dilatar ou se contrair, permitindo uma maior ou menor penetração de luz no olho.
Retina – constitui a membrana mais interna do olho, formada pela expansão do nervo
óptico, tendo, portanto, natureza nervosa. Sua função é captar e formar a imagem dos
objetos. Na retina existem dois tipos básicos de células fotos – sensíveis, tais como:

Cones: células responsáveis pela percepção das cores e localiza-se em maior número na
região central da retina;

Bastonetes: células com grande sensibilidade à luz, mas capazes de perceber apenas os
contrastes de claro e escuro; são mais encontradas na região periférica da retina.

Pupila e Íris Cones e Bastonetes

O globo ocular apresenta ainda o cristalino e os humores ópticos chamados vítreo e


aquoso.

O cristalino situa-se atrás da íris; é uma lente biconvexa, transparente aos raios
luminosos, com a função de focalizar a imagem na retina.

O humor aquoso está situado entre a córnea e o cristalino, e humor vítreo, de natureza
gelatinosa, que preenche o espaço situado através do cristalino, sendo responsável pela
manutenção da forma esférica do globo ocular.

Órgãos anexos da visão


Chamamos de anexos àqueles órgãos que estão junto ao globo ocular realizando uma
função específica. Os órgãos anexos são:

Os músculos: (responsáveis pelos movimentos do olho).

As pálpebras: (que têm função protetora).

As glândulas lacrimais: que desempenham importante papel na defesa e na


transparência do olho e umedecem a conjuntiva.

Conjuntiva: mucosa protetora que reveste a parte anterior do olho e a superfície interna
de cada pálpebra.
Formação da imagem
A luz penetra no olho através da córnea e atravessa o humor aquoso, o cristalino e o
humor vítreo; ajustada pelo cristalino, alcança a retina. Após a captação da imagem pelo
nervo óptico até o centro da visão, localizado nos lobos occipitais do córtex cerebral, onde
são processados e interpretados; somente então o indivíduo enxerga.

A imagem ao atingir a região sensível da retina, torna-se invertida. Ao ser “interpretada”


no cérebro, é recolocada em posição normal.

Defeitos da visão
Os problemas mais comuns de visão ocorrem quando a imagem daquilo que estamos
olhando não é focalizada na retina, por essa razão miopia, hipermetropia, astigmatismo
ou presbiopia são chamados defeitos da visão.

Na miopia o globo ocular é alongado, isto é, exibe um diâmetro maior que o normal e a
imagem forma-se antes da retina. Por isso, a correção é feita com o uso de óculos
dotados de lentes côncavas. Já na hipermetropia (globo ocular curto) a imagem se forma
atrás da retina. A correção, portanto, é feita com óculos de lentes convexas.

Astigmatismo é a dificuldade em focalizar tanto a imagem de objetos próximos como a


de objetos distantes, devido a uma deformação da curvatura da córnea.

A presbiopia é conhecida popularmente como vista cansada, causada pela perda da


elasticidade dos músculos que auxiliam o cristalino. Esse problema é mais comum em
pessoas idosas.

A lágrima “lava” os olhos, removendo partículas de poeira e é uma substância


desinfetante, capaz de “mudar” os micróbios que chegam aos nossos olhos.
Defeitos da visão, observe o quadro abaixo:

OLHO, com foco normal, veja a figura acima.

Doenças do olho

Glaucoma, doenças do olho, caracterizadas por um excesso de pressão intra-ocular, o


que causa perda progressiva do campo visual e da visão.

Os mais comuns são de dois tipos: de ângulo aberto (crônico simples) e de ângulo
fechado (agudo). Nos pacientes com glaucoma crônico simples, a lesão ocular progride
sem causar grandes danos aparentes, com perda do campo visual, embora a elevação da
pressão intra-ocular seja moderada e não apresente sintomas agudos. O glaucoma de
ângulo fechado provoca dor, infecção conjuntival, dilatação da pupila e grave perda da
visão.
Conjuntivite, inflamação da conjuntiva. Esta é uma membrana mucosa que recobre a
superfície interna das pálpebras e a superfície externa do globo ocular. A causa da
conjuntivite pode ser uma infecção, uma alergia ou um traumatismo. É caracterizada por
vermelhidão ocular, inflamação, sensação de corpo estranho ao piscar e excesso de
sensibilidade do olho à luz.

Catarata é a opacidade do cristalino ocular ou de sua


cápsula. Pode afetar apenas o cristalino (catarata
lenticular), sua cápsula anterior ou posterior (catarata
capsular), ou ambos os componentes (catarata
cápsulolenticular). A catarata é indolor, não sendo
acompanhada de inflamação. Provoca cegueira porque
impede a passagem da luz, mas o paciente é capaz de
distinguir a luz da escuridão.

Olho com uma catarata madura, pronta para sua extração cirúrgica. Mais freqüente, este
tipo de catarata, que aparece, geralmente em pessoas acima dos 50 anos, só pode ser
operado com êxito, se todo o líquido do cristalino do olho tiver sido absorvido.

Audição
O som é um dos
meios pelos quais o
homem pode se
comunicar e obter
informações, se você
parar por um instante
e ficar prestando
atenção aos diversos
sons ao seu redor,
perceberá que alguns
são suaves e
agradáveis, enquanto
outros são irritantes e
violentos.

Este sentido que nos


coloca em contato
com os diferentes tipos de sons é chamado de Audição.

Os ouvidos são os órgãos receptores da audição. Constitui-se, basicamente, de três


regiões: ouvido externo, médio e interno.

Ouvido externo – é formado pelo pavilhão auditivo (orelha) e pelo conduto auditivo
externo. De natureza cartilaginosa, o pavilhão capta os sons, direcionando-os para o
interior do conduto, que é dotado de pêlos e glândulas secretoras de cerúmen, que tem
função protetora e lubrificante.

Ouvido médio – também chamado de caixa timpânica, acha-se separado do ouvido


externo pelo tímpano, uma membrana vibrátil de forma circular.

Limita-se com o ouvido interno através de duas janelas: a redonda e a oval. Entre a
membrana timpânica e a janela oval encontra-se três ossículos denominados martelo,
bigorna e estribo.
A caixa timpânica, que é cheia de ar, comunica-se com a faringe através da trompa de
Eustáquio, que permite a manutenção do equilíbrio entre a pressão atmosférica e a
pressão do ar contido no interior do ouvido médio.

Ouvido interno (ou labirinto) – localiza-se numa cavidade do osso temporal e


compreende, basicamente, duas regiões: o vestíbulo, relacionado com o sentido do
equilíbrio, e o caracol, relacionado com a audição.

O vestíbulo consiste numa dilatação que compreende três canais semicirculares


preenchidos por um líquido denominados endolinfa, que transmite impulsos nervosos até
o cerebelo, onde esses impulsos são interpretados de maneira a promover o equilíbrio
corporal. Justifica-se, portanto, o fato de os indivíduos com labirintite (inflamação do
ouvido interno) apresentarem dificuldades para a manutenção do equilíbrio.

Quando uma pessoa sobe uma serra, a pressão atmosférica diminui. Então, a pressão do
ar contido no ouvido médio torna-se relativamente maior e parte do ar é expelida através
da trompa de Eustáquio. Caso contrário, a pressão exercida sobre o tímpano faria com
que ele se projetasse para o meio externo.

Quando um som chega ao ouvido, o pavilhão auditivo recolhe as vibrações sonoras, que
passam para o interior do canal auditivo externo e acabam provocando a vibração do
tímpano. Então, a cadeia de ossículos (martelo, bigorna e estribo) recebe e transmite
essa vibração à membrana da janela oval; daí, a vibração atinge a endolinfa.

Em seguida, as vibrações da endolinfa excitam as células ciliadas sensitivas do órgão de


Corti, de onde parte o nervo coclear (ramo do nervo acústico), que se encarrega de
transmitir o estímulo das células até o centro da audição, situado nos lobos temporais do
córtex cerebral. Os impulsos são então processados e interpretados, e a pessoa ouve.

Olfato
É o sentido nos permite perceber os
odores, o nariz é o órgão do olfato.

Apresenta-se dividido pelo septo nasal


em duas cavidades que, na porção
anterior, mantêm contato com o meio
externo através de dois orifícios
denominados narinas.

Embora o olfato não seja considerado


muito desenvolvido na espécie humana
podemos distinguir mais de 4000 odores
diferentes.

Quando estamos resfriados, temos dificuldades para perceber os cheiros, pois nossa
mucosa olfativa (pele que reveste o interior do nariz) tem seu funcionamento afetado.
Nessas ocasiões, você já notou que a comida também fica sem gosto?

Na realidade, a comida fica sem cheiro. Isso porque o sabor do alimento depende, em
grande parte, também do olfato.
A explicação desse fato é simples: tanto a gustação como o olfato sentem a presença de
moléculas: a língua percebe as moléculas dissolvidas e no olfato, a mucosa olfativa
detecta as moléculas na forma gasosa. O conjunto dessas duas percepções nos dá o
prazer de uma boa refeição.

Paladar
O paladar, também chamado de gustação, é o
sentido que permite a identificação dos sabores
das substâncias que atingem a língua.

A função da língua, de perceber os sabores,


deve-se à presença de estruturas chamadas
corpúsculos gustativos, que se distribuem pela
língua nas chamadas papilas gustativas. Essas
papilas são saliências da mucosa que revestem a
língua.

Os sabores que sentimos das substâncias são resultados de quatro sensações: azedo ou
ácido, doce, salgado e amargo.

A sensibilidade máxima da língua ao sabor ácido ocorre nas bordas; ao amargo, na base;
ao doce, no ápice; ao salgado, no ápice e nas bordas.

OBS: A língua, assim como os dentes, merecem cuidados higiênicos. Ela deve ser
escovada juntamente com os dentes, a fim de se eliminar as bactérias que causam o mau
hálito e outras doenças da boca, tais como, gengivite, cáries e infecções bucais.

Áreas gustativas da língua


A língua é recoberta por cerca de 10.000 papilas gustativas, que se agrupam em áreas
sensíveis aos sabores doces, ácidos, salgados e amargos. Os componentes químicos
da comida que ingerimos estimulam os receptores de cada uma destas áreas e os
nervos transmitem estes impulsos ao cérebro. O sentido do olfato adiciona informação
para conseguir uma gama ampla de sabores.

Tato
Sua pele pesa cerca de 4 quilos e recobre todo o seu corpo, uma área total de
aproximadamente 2 metros quadrados.

Imagine um tomate sem casca. É como você ficaria sem a proteção da pele. Morreria
rapidamente. A pele evita a perda de líquidos do corpo e impede que os seus órgãos
fiquem expostos ao Sol, a chuva, ao vento e aos germes. No verão funciona como um ar
condicionado que despacha para fora o excesso de calor, por meio das gotas de suor.
A camada superficial é chamada epiderme. Abaixo da epiderme, está a derme. Nesta
camada a pele está cheia de vida: tem vasos sangüíneos, glândulas e terminais nervosos.

Pele

Os receptores cutâneos acham-se


distribuídos de maneira abundante na
pele e nas mucosas, apresentando-se
como pontos de sensibilidade que
funcionam como receptores de
impressões. Alguns deles são dotados
de terminações nervosas livres, com
inúmeras ramificações; outros se
mostram estruturalmente mais
complexos, com uma cápsula
envolvente de tecido conjuntivo, e são denominados corpúsculos.

As terminações nervosas livres são responsáveis pela percepção da dor, que ocorre em
presença de estímulos excessivos de qualquer ordem: mecânicos, térmicos, elétricos etc.
Já os corpúsculos têm atividades sensoriais específicas, encarrega-se da sensação do
tato, sempre que a pele sofre uma deformação mecânica; são muito abundantes na
derme da palma da mão e da planta dos pés.

Das partes do corpo, a pele é a que tem uma relação mais direta com a vaidade. Na
velhice, a derme perde a sua elasticidade e a superfície fica frouxa (envelhecimento
natural). Resultado: rugas. Além desse processo natural de envelhecimento, a exposição
exagerada ao Sol, a prática diária de banhos muito quentes acelera a formação de rugas
em jovens e pessoas de pele clara.

Para retardar o “relógio natural”, surgiram cosméticos e cirurgias plásticas que tentam
trazer a juventude da pele novamente.

Histologia
Você já deve ter observado que quando construímos uma casa ou um prédio, partimos de
pequenas porções chamadas tijolos que vão sendo justapostas formando as paredes,
semelhantemente nosso organismo também é formado por pequenas porções chamadas
células.

Célula é a menor porção de um ser vivo com estruturas que realizam funções específicas.
Todos os seres vivos (com exceção dos vírus) são formados por células. Os seres vivos
podem ser divididos em dois grupos de acordo com o número de células.

Unicelulares: são os seres vivos cujo “corpo” é formado por apenas uma célula
(bactérias, protozoários, alguns fungos e algumas plantas).

Pluricelulares: são os seres vivos cujo corpo é formado por várias células (alguns
fungos, a maioria das plantas e todos os animais, incluindo o homem).
Um organismo pluricelular é formado por diferentes tipos de células que se especializam
em realizar diversas funções. Quanto mais desenvolvido é o organismo, maior é o grau de
especialização das suas células. Células que se diferenciaram e se especializaram em
determinadas funções se associam formando tecidos.
Tanto os vegetais como os animais apresentam tecidos na sua estrutura; quanto mais
desenvolvido for o organismo maior será o seu número de tecidos.

Nos seres pluricelulares, as células geralmente são diferentes em suas formas, e realizam
funções diferentes dentro do corpo.
Tecidos são conjuntos de células semelhantes que realizam juntas as mesmas funções
dentro do corpo.

A parte da Biologia que estuda os tecidos é chamada de Histologia.

Com relação aos tecidos dos animais, usaremos basicamente exemplos dos tecidos
humanos. Porém, é importante saber que outros animais também apresentam os mesmos
tipos de tecidos que nós, com certas diferenças que dependem do grupo em que o animal
esteja classificado.

Além das células, os tecidos podem apresentar também o que chamamos de substância
intercelular ou substância intersticial. As substâncias intersticiais são encontradas entre as
células, ou seja, as substâncias intersticiais preenchem os espaços vazios que ficam
entre as células que formam certos tecidos. As substâncias intersticiais podem ser
líquidas, semi - sólidas (gelatinosas) ou sólidas. Guarde bem estas explicações, pois
falaremos várias vezes sobre substância intersticial durante nossas explicações sobre os
tecidos.

No caso dos tecidos animais, eles podem ser divididos em quatro grandes grupos:

 Tecido Epitelial
 Tecido Conjuntivo
 Tecido Muscular
 Tecido Nervoso

Observe as imagens:

Epitelial Muscular Conjuntivo Nervoso


Tecidos Epiteliais
Os tecidos se diferem principalmente quanto à posição e forma de suas células.

Os tecidos epiteliais apresentam como característica especial o fato de suas células


serem sempre justapostas. E justamente por não haver espaço entre suas células, os
tecidos epiteliais não têm (ou têm uma quantidade mínima) de substância intersticial.

As células que formam os tecidos epiteliais são chamadas células epiteliais. Estas células
podem ter diferentes formatos: quadradas, retangulares, achatadas, tubulares ou
irregulares.
Podemos chamar os tecidos epiteliais simplesmente de epitélios.

Os epitélios são divididos de acordo com seu formato em três tipos, conforme veremos a
seguir.
Epitélio Simples: recebe este nome porque apresenta uma única camada de células,
formando a parte interna dos vasos sangüíneos (veias, artérias, etc.). É um epitélio que
permite a passagem de substâncias, recebe o nome de endotélio.

Epitélio Estratificado: recebe este nome porque é formado por várias camadas de
células (estrato = camada) que formam a pele. A função desse epitélio é basicamente
proteção mecânica e proteção contra a perda de água. Ocorre em áreas de atrito, como
na pele e nas mucosas bucal e vaginal.

Epitélio Pseudoestratificado: recebe este nome porque, apesar de ter apenas uma
camada de células, o formato das suas células dá a falsa impressão de que são várias
camadas (pseudo = falso). O epitélio pseudoestratificado pode aparecer nas fossas
nasais, traquéia e brônquios, onde possui cílios e glândulas mucosas unicelulares. O
muco aglutina partículas estranhas que penetram em nosso corpo pelas vias aéreas e os
cílios transportam essas partículas para fora.
O tecido epitelial desempenha funções de revestimento, proteção e, ainda, secreção de
substâncias.

São classificados em dois grupos:


Epitélios de revestimento;
Epitélios de secreção ou glandulares.

As células epidérmicas externas são impregnadas pela proteína queratina, que as


impermeabilizam. Pela impermeabilização, essas células morrem e formam uma camada
córnea (endurecida) que aumenta a proteção da pele contra atrito, desidratação e invasão
de micróbios.

Nos vertebrados os epitélios de revestimento se associam ao tecido conjuntivo,


constituindo:

Pele – quando revestem superfícies externas do organismo; a epiderme é a primeira


camada da pele e a outra inferior, chamada derme, que abriga raízes de pêlos, vasos
sangüíneos, glândulas e terminações nervosas.

Mucosas – quando revestem cavidades internas: mucosa bucal, nasal, gástrica, intestinal
etc.

Serosas – quando formam membrana que revestem órgãos ou cavidades internas do


corpo, como a pleura (reveste os pulmões), o pericárdio (reveste o coração) e o peritônio
(reveste os órgãos abdominais).

De acordo com suas funções, os epitélios podem ser divididos em:

Epitélios de Revestimento – os epitélios de revestimento podem ter três funções


diferentes:
Proteger outras partes do corpo: esta função de proteção aparece, por exemplo, no caso
da epiderme, da mucosa nasal e da mucosa bucal. A epiderme é a primeira camada da
pele que cobre a parte externa do corpo. As mucosas também são tipos de pele, porém,
internas. A mucosa nasal é encontrada no interior do nariz, e a mucosa bucal é
encontrada no interior da boca.

Absorção: esta função de absorção aparece, por exemplo, na mucosa intestinal. A


mucosa intestinal é a “pele” interna do intestino. Já o epitélio que forma a mucosa nasal
apresenta células especializadas em perceber estímulos externos, que são transmitidos
ao sistema nervoso.

Trocas gasosas: esta função de trocas gasosas (trocas de gases) aparece nos alvéolos
dos pulmões. É nos alvéolos que ocorrem as trocas de oxigênio e gás carbônico entre o
sangue e os pulmões durante a respiração.
Pele
A pele é o maior órgão
do corpo animal; constitui
uma barreira
impermeável que protege
as estruturas internas
contra infecções, lesões e
raios solares prejudiciais.
A pele é, ainda, um
importante órgão
sensorial, e auxilia o
controle da temperatura
corpórea. A camada
externa da pele,
conhecida como
epiderme, é recoberta
por queratina, que é
também o principal
constituinte de pêlos e unhas. Células mortas são descamadas da superfície da pele e
repostas por células novas vindas da base da epiderme.

Essa região produz ainda o pigmento cutâneo chamado melanina. A derme contém a
maior parte das estruturas vivas da pele, incluindo terminais nervosos, vasos sangüíneos,
fibras elásticas, glândulas sudoríparas, que resfriam a superfície da pele, e glândulas
sebáceas, que produzem secreção oleosa, lubrificante e protetora da superfície.

Abaixo da derme, encontra-se o tecido celular subcutâneo (hipoderme) o qual é rico em


gordura e vasos sanguíneos. Hastes pilosas crescem de folículos pilosos, situados na
derme e no tecido subcutâneo.

Tecidos conjuntivos
Os tecidos conjuntivos apresentam uma característica importante, suas células se
encontram sempre afastadas umas das outras. Por isso, os espaços entre as células dos
tecidos conjuntivos estão preenchidos com grande quantidade de substância intersticial e
exercem diversas funções, como preenchimento, sustentação, transporte e defesa do
organismo.

Epitélios glandulares – os epitélios glandulares são os formadores das estruturas


chamadas glândulas.

As glândulas produzem e liberam substâncias líquidas que têm várias funções diferentes
dentro do corpo. Divide - se as glândulas em três tipos:

Glândulas Exócrinas: são glândulas que liberam suas secreções para fora do corpo ou
dentro dos órgãos internos do corpo. Como exemplos de glândulas exócrinas podemos
citar as glândulas sudoríparas (que produzem suor), as glândulas salivares (que
produzem saliva), as glândulas mamárias (que produzem leite) e as glândulas
caliciformes encontradas no estômago e intestino e que produzem enzimas digestivas.

Glândulas Endócrinas: as glândulas endócrinas produzem os chamados hormônios. Os


hormônios são substâncias liberadas em certas situações, que “caem” no sangue e são
transportados pelo corpo para agir sobre determinadas células. Um exemplo de glândula
endócrina é a tireóide. Esta glândula localiza-se na garganta e produz hormônios que
controlam a “queima” de açúcares e gorduras no nosso corpo.

Glândulas Anfícrinas: também chamadas de glândulas mistas, estas glândulas


possuem, ao mesmo tempo, função exócrina e endócrina. Um exemplo é o pâncreas. O
pâncreas tem uma parte exócrina que produz enzimas digestivas (suco pancreático) e as
libera dentro do intestino. E o pâncreas tem também uma parte endócrina que produz os
hormônios chamados insulina e glucagon, que controlam a passagem do açúcar do
sangue para dentro das células do corpo.

Os tecidos conjuntivos apresentam uma característica importante, suas células se


encontram sempre afastadas umas das outras. Por isso, os espaços entre as células dos
tecidos conjuntivos estão preenchidos com grande quantidade de substância intersticial e
exercem diversas funções, como preenchimento, sustentação, transporte e defesa do
organismo.

Além destas, os tecidos conjuntivos podem ter outras funções importantíssimas, que
veremos a seguir.

Os tecidos conjuntivos são divididos em:


 Tecido Conectivo
 Tecido Adiposo
 Tecido Cartilaginoso
 Tecido Ósseo
 Tecido Sangüíneo
 Tecido Hematopoético

Tecido conectivo

O tecido conectivo é mais conhecido como Tecido Conjuntivo Propriamente Dito. Isto
porque, na verdade, todos os outros tecidos conjuntivos se formam a partir dele.

Substância amorfa – constituída de água, sais minerais, polissacarídeos, glicídios e


proteínas.
Fibras – constituídas basicamente de três tipos de proteínas:

Resistentes à tração; podem ocorrer em feixes espessos são


FIBRAS
formadas pela proteína chamada colágeno. O colágeno torna
COLÁGENAS
o tecido conjuntivo firme, mas flexível.

FIBRAS Apresentam boa elasticidade e são mais finas que as


ELÁSTICAS colágenas, são formadas pela proteína chamada elastina.

FIBRAS
Muito finas, podem apresentar ramificações, entrelaçando-se.
RETICULARES

Tecido adiposo
Esse tecido conjuntivo apresenta grande quantidade de células adiposas e pouca
substância intercelular, tendo sua nutrição proveniente de vasos sangüíneos do tecido
conjuntivo frouxo que o envolve.

Ocorre abaixo da pele, onde substitui a hipoderme em torno de alguns órgãos e dentro de
alguns ossos, onde forma a medula amarela.

O tecido adiposo é bem semelhante ao tecido conjuntivo propriamente dito. A principal


diferença é que no tecido adiposo as células principais são os adipócitos.

Os adipócitos são células arredondas ou ovais que possuem no seu interior grande
quantidade de gordura.

O tecido adiposo tem duas funções principais:


- Proteger os animais contra o frio.
- Fornecer gordura para que as células “queimem” e produzam energia.

Aliás, os exercícios ajudam a emagrecer justamente porque aumentam a queima de


gorduras do corpo.

Popularmente, o tecido adiposo do homem é conhecido apenas como gordura. No caso


dos outros animais, também chamamos o tecido adiposo de banha, toucinho, etc.

Tecido cartilaginoso
O tecido cartilaginoso forma as estruturas chamadas cartilagens. Atua na sustentação do
corpo, juntamente com o tecido ósseo. Reveste as articulações, amortecendo os choques
mecânicos causados pelos movimentos.

As células que formam o tecido cartilaginoso e são chamados de condrócitos. Estas


células normalmente se reúnem em grupos de 2, 3 ou 4. Cada um destes grupos de
condrócitos é envolvido por uma “capa” de substância intersticial.

A substância intersticial do tecido cartilaginoso é formada por glicoproteínas e fibras


colágenas (semelhante ao tecido conjuntivo propriamente dito).
Encontramos cartilagens, por exemplo:
Nos pavilhões auditivos. Os pavilhões auditivos são as “conchas” que dão forma e
sustentam as orelhas.

No septo nasal. O septo nasal é a estrutura que sustenta o nariz e divide-se em duas
narinas.

Nos meniscos. Os meniscos são estruturas que se encontram nos joelhos e fazem a
ligação entre as duas partes das pernas.

Na traquéia. A traquéia é o “tubo” que passa pela garganta e faz a ligação do nariz e da
boca com os pulmões.

Tecido ósseo
O tecido ósseo é o principal responsável pela sustentação do corpo. Além disso, exerce
função de proteção, alojando partes vitais do organismo, como o crânio, que protege o
encéfalo, as vértebras, que protegem a medula espinhal e a caixa torácica, onde estão
outros órgãos vitais. Ainda é função dele dar apoio à musculatura para que sejam
executados os movimentos.

O tecido ósseo é constituído por uma matriz intercelular denominada matriz óssea, rígida
e rica em substâncias inorgânicas, como sais de cálcio, e uma parte de substâncias
orgânicas, formada pelas fibras colágenas.

A principal característica do tecido ósseo é que se trata do tecido mais duro e resistente
do corpo. Isto ocorre devido ao tipo de substância intersticial do tecido ósseo. As células
ósseas são chamadas de osteócitos.

Os osteócitos são células alongadas.

Em volta de cada osteócito existe um canal com várias ramificações. Este


canal é chamado osteoplasto.

Os osteoplastos se agrupam em círculos.

No centro dos círculos formados pelos osteoplastos existem canais bem mais grossos
chamados Canais de Havers.

Os Canais de Havers se comunicam entre si através de outros canais, chamados Canais


de Volkmann.

É muito importante entender que:


No interior dos canais de Havers e de Volkmann existem vasos sangüíneos, através
destes, o oxigênio e substâncias nutritivas passam do sangue para os osteoplastos e
chegam até os osteócitos.

Por outro lado, os osteócitos liberam gás carbônico e outras substâncias tóxicas nos
osteosplastos e estas substâncias chegam até os canais, sendo então eliminadas no
sangue.
É graças a esta comunicação com o sangue que corre dentro dos canais que os
esteócitos conseguem sobreviver dentro de uma estrutura rígida e seca como o osso.
E os ossos são tão duros e resistentes, como já dissemos, graças à sua substância
intersticial. A substância intersticial do tecido ósseo é formada principalmente por sais
minerais de cálcio, magnésio, fósforo e carbono.

Tecido sangüíneo
A principal característica do tecido sangüíneo (sangue) é o fato de que suas células são
separadas por uma grande quantidade de sustância intersticial líquida. Graças a esse
líquido, o sangue consegue circular por todo o corpo, realizando diversas funções.

Costuma-se dividir o sangue em duas partes: uma parte líquida e uma parte sólida.

A parte líquida do sangue é chamada plasma. O plasma é uma solução aquosa. Ou seja,
o plasma é uma solução formada por água e nessa água se encontram dissolvidas várias
substâncias como:

Substâncias Nutritivas: açúcares, gorduras, vitaminas, etc.

Gases Respiratórios – oxigênio e gás carbônico.

Anticorpos – substâncias que protegem o corpo contra micróbios e outras substâncias


estranhas.

Hormônios – substâncias produzidas pelas glândulas e que ajudam a controlar o


funcionamento das células.

Substâncias Tóxicas: que são produzidas pelas células e têm que eliminadas do corpo,
como a uréia e o ácido úrico que são filtrados pelos rins e saem na urina.

A parte sólida do sangue é formada pelos chamados elementos figurados. Estes


elementos figurados são células e fragmentos (pedaços) de células.

As células do sangue dividem-se em dois grupos: os glóbulos vermelhos e os glóbulos.

Os glóbulos vermelhos também são chamados de hemácias.

Os glóbulos brancos também são chamados de leucócitos. Os leucócitos são células


arredondadas e geralmente bem maiores que as hemácias.

Plaquetas são pedaços anucleados de células, fundamentais na coagulação sangüínea.

Tecido hematopoiético
É responsável pela produção de células sanguíneas e da linfa. De acordo com suas
funções, é dividido em:

Medula óssea vermelha ou tecido mielóide – é encontrado no interior dos ossos, na região
esponjosa, e é responsável pela produção dos glóbulos vermelhos (hemácias), alguns
tipos de glóbulos brancos e plaquetas.

Tecido linfático ou linfóide – tem a função de produzir outros tipos de glóbulos brancos e é
responsável por importantes órgãos de defesa espalhados pelo corpo. Pode ser
encontrado no timo, baço, gânglios linfáticos, nódulos linfáticos.
Tecidos musculares
Os tecidos musculares
são os formadores dos
músculos. Os músculos
têm duas funções
básicas:
Permitir a
movimentação do corpo.
No caso dos animais
invertebrados (sem
esqueleto) os músculos
provocam
diferentemente os
movimentos. Nos
animais vertebrados
(com esqueleto) os
músculos são ligados
aos ossos e provocam
os movimentos através
deles.

Permitir o trabalho de certos órgãos internos, como estômago, intestino e bexiga.As


células musculares (que formam os tecidos musculares) têm uma característica muito
especial que é a de se reunirem formando fibras (cordões, às vezes bem longos). São as
chamadas fibras musculares. Cada músculo é formado por várias fibras musculares.

Há três tipos de músculos, classificados de acordo com as características de suas células,


suas propriedades e localização no corpo, são eles: tecido muscular estriado ou
esquelético, tecido muscular liso, tecido muscular cardíaco.

Tecido nervoso
O tecido nervoso é capaz de receber estímulos do ambiente ou do próprio corpo,
transformá-los em impulsos elétricos e comandar respostas. É formado por células
altamente especializadas, denominado neurônio.

No adulto os neurônios perdem sua capacidade de divisão.

Em nosso sistema nervoso existem aproximadamente cem bilhões de neurônios. As


outras células do tecido nervoso são as células da neuróglia, com função de nutrir e dar
suporte aos neurônios. O tecido nervoso pode ser encontrado por todo o corpo.
Neurônio é formado
de:

Corpo celular – região


onde estão citoplasma
e núcleo;

Dendritos –
ramificações que
saem do corpo
celular;

Axônio –
prolongamento maior
que sai do corpo
celular. Alguns
axônios podem atingir
até um metro de
comprimento. Quando
os axônios estão em
feixes, formam os
nervos.

Células de Schwann – Envolvem o axônio, formando a bainha de mielina, que atua como
isolante da fibra nervosa e garante a condução adequada da corrente elétrica.

Impulso nervoso - Nos animais, os estímulos recebidos do ambiente ou do próprio corpo


são transmitidos de neurônio para neurônio através de modificações elétricas e químicas
que acontecem entre eles. Podemos afirmar que o impulso nervoso é a transmissão
desses estímulos, que vão desde os órgãos receptores (olhos, pele ouvidos etc.), pelos
neurônios até o sistema nervoso central, e deste até os órgãos que efetuarão a ação.

Sinapse - É o ponto de contato entre um neurônio e outro, onde


o axônio de um neurônio e os dendritos ou corpo celular do
outro se encontram.
Na verdade, na região de sinapse os neurônios não se tocam, pois existe um pequeno
espaço entre eles. Para que o impulso nervoso atravesse esse espaço, são utilizados
mensageiros químicos ou neurônios que, liberados pelo axônio de um neurônio, vão até o
dendrito ou corpo celular do neurônio vizinho.
Fisiologia Animal
Fisiologia é a parte da Biologia que estuda as funções dos seres vivos, em todos os graus
de sua organização. Além de descrever e interpretar os fenômenos procura descobrir as
causas e os mecanismos, definir as correlações entre os órgãos e esclarecer as
integrações funcionais entre eles.

Vamos começar pela circulação.

Circulação
Todos os sistemas do corpo humano trabalham em perfeita harmonia, estando sempre
um dependente do bom funcionamento do outro, havendo uma relação estreita entre eles.
Podemos dizer que não existe especificamente, um sistema mais importante que outro,
porém se olharmos com olhos mais criteriosos podemos destacar um valor todo especial
para o sistema circulatório.

A circulação é responsável pela distribuição para o corpo de gases respiratórios (gás


carbônico e oxigênio), nutrientes (carboidratos, lipídeos, proteína, sais minerais, vitaminas
e água) e hormônios (testosterona, progesterona, insulina, etc.), bem como o
recolhimento das excreções resultantes da respiração celular. Os animais mais simples,
como os poríferos, cnidários, platelmintos e nematelmintos, não possuem um sistema
circulatório organizado, como os animais mais evoluídos e maiores, porém desde o ser
mais simples até o mais complexo a circulação se faz presente.

A circulação pode ser aberta ou fechada, simples, dupla, completa ou incompleta.

Circulação aberta ou lacunar


O sangue sai dos vasos sangüíneos e cai em cavidades denominadas lacunas ou
hemoceles, onde ocorrem as trocas com as células, pois circula livremente em contato
com os tecidos. Acontece nos insetos (formiga, abelha, etc.), que também apresentam um
coração rudimentar.

Circulação fechada
É assim chamada quando o sangue flui exclusivamente pelo interior de vasos, sem sair
destes.

Há três tipos de vasos sangüíneos:

 Artérias – são vasos que saem do coração;


 Veias – são vasos que chegam ao coração;
 Capilares – são vasos muito finos, com paredes permeáveis, que se encontram entre as
artérias e veias e fazem as trocas de substâncias entre o sangue e os tecidos.

Circulação simples
Quando, numa volta completa, o sangue passa uma vez só pelo coração. Ocorre nos
peixes.

Circulação dupla
Quando em cada volta completa o sangue passa duas vezes pelo coração. Ocorre nos
demais vertebrados.
Circulação incompleta
Quando há mistura de sangue arterial e sangue venoso em algum ponto do sistema
circulatório. Ocorre nos anfíbios e répteis.
Circulação completa
Quando não ocorre mistura dos dois tipos de sangue.
A circulação completa acontece nas aves e mamíferos. O desenvolvimento completo de
um septo (membrana divisória entre duas cavidades) interventricular permitiu, nesses
animais, o surgimento da circulação completa, em que o sangue venoso não se mistura
com o sangue arterial.

A principal característica do tecido sangüíneo (sangue) é o fato de que suas células são
separadas por uma grande quantidade de substância intersticial (que ocupa espaço os
espaços vazios ou interstícios entre as células) líquida. Graças a esse líquido, o sangue
consegue circular por todo o corpo, realizando diversas funções.

Costuma-se dividir o sangue em duas partes: uma parte líquida e uma parte sólida.

A parte líquida do sangue é chamada plasma. O plasma é uma solução aquosa,


formada por água, sais e proteínas, nessa água se encontram dissolvidas várias
substâncias como:

• Substâncias Nutritivas: açúcares, gorduras, vitaminas, etc.


• Gases Respiratórios – oxigênio e gás carbônico.
• Anticorpos – substâncias que protegem o corpo contra micróbios e outras substâncias
estranhas.
• Hormônios – substâncias produzidas pelas glândulas e que ajudam a controlar o
funcionamento das células.
• Substâncias Tóxicas: que são produzidas pelas células e têm que ser eliminadas do
corpo, como a uréia e o ácido úrico que são filtrados pelos rins e saem na urina.

São proteínas do plasma:

• As albuminas, que regulam a pressão osmótica;


• As globulinas, que produzem anticorpos;
• O fibrinogênio, que atua no processo de coagulação sangüínea;
• As lipoproteínas, que transportam lipídios e colesterol.

A parte sólida do sangue é formada pelos chamados elementos figurados ou glóbulos


sangüíneos. Estes elementos figurados são células e fragmentos (pedaços) de células
que ficam mergulhadas no plasma: as hemácias ou glóbulos vermelhos, os leucócitos ou
glóbulos brancos e as plaquetas.

As células do sangue dividem-se em dois grupos: os glóbulos vermelhos e os glóbulos


brancos.

Glóbulos vermelhos
Os glóbulos vermelhos também são chamados de hemácias. São as células mais
abundantes do sangue As hemácias são células ovais e relativamente pequenas. Nos
animais mamíferos (incluindo o homem) as hemácias são células anucleadas, ou seja,
células que não possuem núcleo.
A função das hemácias é permitir o transporte de oxigênio dos pulmões para todo o corpo
e também o transporte de gás carbônico de todo o corpo até os pulmões.

Esse transporte é feito através da hemoglobina (pigmento respiratório). A hemoglobina é


uma proteína presente nas hemácias. O transporte ocorre da seguinte forma:

-Quando o sangue passa pelos pulmões, o oxigênio que foi respirado se combina com a
hemoglobina das hemácias e forma da chamada oxiemoglobina. Essa ligação, porém, é
fraca e, conforme o sangue vai circulando pelo corpo, o oxigênio se desliga da
hemoglobina e penetra nas células.

-Por outro lado, conforme o sangue circula pelo corpo o gás carbônico produzido pelas
células também se combina com a hemoglobina das hemácias, formando a chamada
carboemoglobina. Essa ligação também é fraca e, quando o sangue passa pelos
pulmões, o gás carbônico se desliga da hemoglobina e passa para os pulmões.

Glóbulos brancos
Os glóbulos brancos também são chamados de leucócitos. Os leucócitos são células
arredondadas e geralmente bem maiores que as hemácias.

A função dos leucócitos é proteger o corpo contra micróbios e substâncias estranhas que
penetrem no organismo, em situações especiais, podem ter seu número
consideravelmente elevado, indicando que algo não vai bem ao corpo. Esse trabalho de
proteção realizado pelos leucócitos é chamado de imunidade.

Ao contrário das hemácias, que são todas iguais, os leucócitos são divididos em tipos
bem diferentes.

Granulócitos: são leucócitos que possuem em seu interior muitos grãos de substâncias
cristalizadas.

Existem três tipos de granulócitos: os basófilos, os eosinófilos e os neutrófilos.


Agranulócitos: são leucócitos que não possuem grãos em seu interior. Existem dois tipos
de agranulócitos: os linfócitos e os monócitos.

Embora as hemácias sejam menores que os leucócitos, a quantidade de hemácias no


sangue é muito maior.

Se o corpo produzir poucas hemácias ou hemácias defeituosas, a pessoa terá a doença


conhecida como anemia. A falta
de ferro na alimentação também
causa anemia, porque o ferro entra
na formação da hemoglobina das
hemácias. Pessoas com anemia
sentem uma grande fraqueza. Isto
acontece porque, se as hemácias
não conseguem levar oxigênio
suficiente para as células, às
células não conseguem produzir
energia suficiente para manter o
corpo.

Diapedese acontece quando os leucócitos saem do capilar sangüíneo e vão para o tecido
conjuntivo vizinho com a finalidade de fagocitar bactérias, melhorando o sistema de defesa.

Plaquetas
As plaquetas são os fragmentos (pedaços) de células que também podem ser
encontrados no sangue. As plaquetas são bem menores que as hemácias e têm formato
variado.

A função das plaquetas é permitir a coagulação do sangue. A coagulação é o processo de


ressecamento e endurecimento do sangue em caso de ferimentos.

A coagulação do sangue
Quando ocorre um ferimento com sangramento, as fibras musculares lisas do vaso
sangüíneo danificado contraem-se, diminuindo o volume do vaso e, conseqüentemente, o
fluxo de sangue. As plaquetas nesse local unem-se a fibras colágenas expostas do vaso
cortado e formam um tipo de rolha. Forma-se, então, o coágulo, que estanca o sangue.

O plasma sem fibrogênio chama-


se soro.
Muitos ataques cardíacos são
provocados pela formação de
coágulos nas artérias coronárias,
que irrigam o coração. Esses
coágulos obstruem a passagem do
sangue e podem provocar a morte
do músculo cardíaco. Um dos
tratamentos consiste na injeção
rápida de substâncias que
dissolvem o coágulo, antes que o
músculo seja danificado. Esses
coágulos anormais têm mais chance de se formar em superfícies ásperas de vasos
parcialmente obstruídos com gordura (arteriosclerose).

Veja a seguir como é a circulação nos seres humanos.


Circulação humana
Nos seres humanos a circulação é fechada, dupla e completa. O coração está dividido em
quatro partes: dois átrios (aurículas) e dois ventrículos. Os átrios são as cavidades
superiores, e recebem o sangue que chega ao coração. Os ventrículos que são cavidades
inferiores expulsam o sangue do coração.

No átrio direito chegam as veias cava, que trazem o sangue venoso do organismo; no
átrio esquerdo chegam as veias pulmonares, que trazem o sangue arterial dos pulmões.

Do ventrículo direito sai a artéria pulmonar, que leva ao pulmão o sangue venoso; do
ventrículo esquerda parte a maior artéria do nosso corpo: a aorta, que leva do coração o
sangue arterial a todas as partes do organismo.

Os átrios, assim como os ventrículos não apresentam comunicação entre si.

Existe comunicação entre o átrio e o ventrículo da direita e entre o átrio e o ventrículo da


esquerda. Essa comunicação é feita por uma válvula de cada lado, que permite a
passagem do sangue somente no sentido do átrio para o ventrículo.

Válvula tricúspide: entre o átrio direito e o ventrículo direito.

Válvula bicúspide ou mitral: entre o átrio esquerdo e o ventrículo esquerdo.

Circulação sangüínea
A função do coração é bombear o
sangue para todos os tecidos e
células do corpo. É um órgão
musculoso, oco, de forma cônica
um pouco maior do que uma mão
fechada. Situa-se na caixa
torácica, entre os dois pulmões,
sobre o músculo diafragma, em
uma região chamada mediastino.

O músculo que forma o coração é


chamado miocárdio que é
revestido por uma membrana
dupla denominada pericárdio.

Graças aos movimentos do


coração: diástole (dilatação das
cavidades do coração; recebem o
sangue) e sístole (contração,
expulsa o sangue), o sangue é
impulsionado para as diferentes
partes do organismo.
A saída do sangue venoso do ventrículo direito, através da artéria pulmonar e sua volta
até o átrio esquerdo (já oxigenado nos pulmões) através das veias pulmonares,
corresponde à pequena circulação ou circulação pulmonar.

A saída do sangue arterial do ventrículo esquerdo, através da artéria aorta, atingindo todo
o corpo, sua volta até o átrio direito, através da veia, correspondem à grande circulação
ou circulação sistêmica.

Proteja seu coração


O bom funcionamento do coração quase sempre depende de uma dieta racional e de uma
vida disciplinada. Alimentos gordurosos em excesso devem ser evitados porque já está
comprovado que a obesidade é prejudicial ao bom desempenho do coração.

A prática de esportes diminui o peso e os depósitos de gordura.Trata-se, portanto, de uma


atividade sadia para o organismo. No entanto, esforços físicos exagerados podem
sobrecarregar o coração, deixando-o exposto a enfartes fulminantes. Assim, praticar
esportes e evitar esforços físicos desnecessários são maneiras muito eficientes de manter
a saúde de nosso coração.

Saiba mais!

Circulação linfática
Além da circulação sangüínea, existe nos vertebrados a circulação linfática, que ocorre
através de veias e capilares linfáticos. Os capilares linfáticos apresentam fundos cegos,
isto é, sua extremidade é fechada, não se comunicando com os outros vasos.
Os capilares linfáticos ocorrem em todos os tecidos do corpo, onde reabsorvem o líquido
tissular que não retornou aos capilares sangüíneos. Os capilares linfáticos se unem,
formando vasos de calibre cada vez maiores, que desembocam nas veias cavas.

A linfa, líquido que circula dentro dos vasos linfáticos apresenta assim como o sangue,
glóbulos brancos, produzidos e lançados na circulação pelos nódulos linfáticos ou
linfonodos.

Disfunção do aparelho circulatório


Principais disfunções do aparelho circulatório:

Hipertensão (Pressão Alta): aumento da pressão sangüínea, geralmente causada pela


obesidade, fumo e ingestão de sal em excesso.

Arteriosclerose, que consiste na obstrução parcial ou total de alguns vasos sangüíneos,


pelo acúmulo de substâncias gordurosas em sua camada interna.

Se a arteriosclerose atingir as artérias coronárias, conseqüências mais graves podem


ocorrer, como: angina pectoris, enfarte do miocárdio e ataque cardíaco, podendo levar o
indivíduo à morte.

Fatores que podem favorecer a arteriosclerose: hereditariedade, hipertensão, hábitos


alimentares, tabagismo, diabetes e outros.

Agora, vamos estudar o sistema respiratório e os tipos de respiração.

Sistema respiratório
A respiração é um fenômeno da maior importância para o mundo vivo, uma vez que
permite a extração da energia química armazenada nos alimentos e sua utilização nas
diversas atividades metabólicas do organismo.

Todos os animais precisam do oxigênio para o metabolismo celular e necessitam eliminar


o dióxido de carbono resultante. A troca destes gases realizada pelos animais denomina-
se respiração. Na respiração, ocorrem as trocas gasosas com o meio externo através de
superfícies respiratórias do corpo dos animais, o transporte de gases através do corpo e
as trocas gasosas nas células dos diferentes tecidos.

Tipos de respiração
Os animais podem efetuar de diversas maneiras as trocas gasosas com o meio ambiente
de acordo com os tipos de estruturas envolvidas no processo.

Os principais tipos de respiração são:


Tegumentar ou cutânea é a respiração feita através da pele.
Branquial é a respiração feita através das brânquias.
Traqueal é a respiração feita através das traquéias.
Pulmonar respiração realizada através dos pulmões.
Respiração dos invertebrados
Animais invertebrados são aqueles que não possuem coluna vertebral.

Nos poríferos, celenterados, platelmintos, asquelmintos e em muitos anelídeos, as trocas


gasosas ocorrem através da superfície do corpo ou epiderme, que é bastante extensa em
relação ao seu volume e permite que o oxigênio entre em quantidade suficiente pelo
processo de difusão, atingindo todas as células do organismo. Esse tipo de respiração
denomina-se respiração cutânea.
A minhoca (anelídeo) é um animal invertebrado, observe a figura não possue coluna
vertebral.

Nos anelídeos marinhos (poliquetas), nos moluscos aquáticos, nos crustáceos, inclusive
os terrestres (tatuzinhos-de-jardim) a respiração é realizada por brânquias, estrutura
especializada em retirar oxigênio da água. Nos moluscos terrestres (gastrópodes) a
respiração ocorre através de um pulmão rudimentar.

Nos insetos, a respiração é do tipo traqueal e ocorre através de estruturas denominadas


traquéia. As traquéias são tubos finos que se originam na superfície do corpo e ramificam-
se até chegar a todos os órgãos e tecidos no interior do organismo do animal. A abertura
da traquéia na superfície do corpo é denominada estigma.

Nos aracnídeos (aranhas e escorpiões) a respiração é realizada através de filotraquéias


(traquéia forma de folha) ou pulmões foliáceos (pulmões forma de folhas), na qual as
traquéias coletam o oxigênio atmosférico e transportam até um “pulmão primitivo”, onde
as trocas gasosas acontecem; neste processo, há participação do sangue no transporte
de oxigênio até as células.

Respiração dos vertebrados (animais que possuem coluna vertebral)


Nos vertebrados a respiração é realizada pelo sistema respiratório, que é composto
principalmente por brânquias ou por pulmões.

Os peixes apresentam na maioria respiração branquial, porém em alguns como a


pirambóia, chamados peixes pulmonados, há uma bolsa, que pode absorver oxigênio do
ar atmosférico, funcionando como um pulmão primitivo. Na maioria dos peixes ósseos o
pulmão primitivo se desenvolveu e deu origem a bexiga natatória, órgão com função
hidrostática.

Nos peixes ósseos, as brânquias são protegidas por um osso denominado opérculo.

Na larva dos anfíbios os girinos que são aquáticos, a respiração é branquial. Na medida
em que a larva se desenvolve e se torna adulta, a respiração branquial é substituída pela
respiração pulmonar e pela respiração cutânea.
Nos répteis a respiração é pulmonar.

Nas aves a respiração é realizada por pulmões, que estão ligados aos sacos aéreos, que
servem de reservatório suplementar de ar. Os sacos aéreos, por sua vez, emitem
ramificações que se estendem para o interior dos ossos longos, formando os chamados
ossos pneumáticos.

O grupo dos mamíferos é o que apresenta o sistema respiratório mais desenvolvido.


Nestes animais, o ar penetra pelas fossas nasais, passando para a faringe, laringe,
traquéia, brônquios, bronquíolos e finalmente os alvéolos pulmonares, onde ocorrem as
trocas gasosas.

Respiração humana
A respiração consiste na absorção de
oxigênio pelo organismo e na liberação
de gás carbônico. Nos pulmões
ocorrem as trocas gasosas entre o ar e
o sangue, processo que recebe o nome
de Hematose.

Na espécie humana, o ar penetra pelas


fossas nasais, passando para a faringe,
laringe, traquéia, brônquios, bronquíolos
e finalmente os alvéolos pulmonares,
onde ocorrem as trocas gasosas.

As fossas nasais filtram, umedecem e aquecem o ar.

A faringe é o órgão comum ao sistema digestivo e respiratório, recebe o ar das fossas


nasais e passa para a laringe.

A laringe é o chamado “órgão da voz”, pois é na


laringe que vamos encontrar as cordas vocais, que
vibram à passagem do ar, emitindo sons, que são
modulados na boca e fossas nasais.

A abertura superior da laringe chama-se glote. Sobre


a glote há uma membrana denominada epiglote. A
glote dá passagem ao ar sempre que a epiglote está
fechada.
Anatomia da laringe
A traquéia é um tubo formado por anéis cartilaginosos, possui no seu interior cílios
vibráteis que auxiliam na purificação do ar.

Os brônquios são bifurcações da traquéia que penetram no interior dos pulmões,


esquerdo e direito.

Pulmões são dois órgãos de natureza esponjosa, elástica e de cor rósea, situados na
caixa torácica, um direito, mais desenvolvido com três lobos e o esquerdo com apenas
dois lobos.
No interior dos pulmões, os brônquios se ramificam progressivamente, em tubos cada vez
menores, reduzindo-se finalmente a finíssimos canais denominados bronquíolos.

Na extremidade dos bronquíolos existem estruturas semelhantes a pequenos sacos,


chamados de alvéolos, muito vascularizados no qual o oxigênio do ar é trocado pelo gás
carbônico do sangue.

Envolvendo os pulmões, encontram-se duas membranas denominadas pleuras.

O caminho do oxigênio até o músculo


Uma vez que o oxigênio se ligou à hemoglobina, seu caminho até o músculo já pode
começar a ser percorrido. Dos capilares, o sangue rico em oxigênio passa para as veias
até chegar ao coração. O coração é a bomba do sistema circulatório. Ele impulsiona o
sangue, permitindo que este atinja o músculo ou qualquer outro tecido do corpo.

Transporte dos gases respiratório


Nos alvéolos pulmonares, o oxigênio do ar
difunde-se para os capilares e penetra nas
hemácias, células sangüíneas que
apresentam um pigmento denominado
hemoglobina que se combina com o
oxigênio formando a oxiemoglobina, forma
pela qual o oxigênio será transportado a
todas as células do organismo.

Na medida em que o oxigênio se combina


com a hemoglobina das hemácias, ocorre
também a liberação de gás carbônico,
presente em grande quantidade no sangue
venoso. O gás carbônico difunde-se para o
interior dos alvéolos, sendo eliminado
durante a expiração. Este mecanismo de trocas de gases que ocorre nos alvéolos
pulmonares é denominado hematose.

Nos tecidos ocorre um processo contrário ao da hematose pulmonar. A alta concentração


de gás carbônico no líquido ao redor das células força a dissociação do oxigênio da
hemoglobina. Assim o oxigênio pode então se difundir para os tecidos, sendo absorvido
pelas células.
Simultaneamente, uma pequena parte do gás carbônico combina-se com a hemoglobina,
enquanto a maior parte desse gás dissolve-se no plasma, por onde será transportado até
os pulmões para ser eliminado.

Cigarro – diga não a essa droga – fique esperto!


O cigarro seduz porque dá prazer a quem fuma - um prazer ilusório que logo se
transforma em necessidade, e dependência. A cada tragada, o fumante ingere mais de
4700 substâncias tóxicas. Os derivados do tabaco (cigarro, charuto e fumo para
cachimbo) matam cerca de três milhões de pessoas por ano em todo mundo.

Outra causa de muitas doenças pulmonares é a poluição. Toneladas de substâncias


tóxicas fazem parte da composição do ar de muitas metrópoles do mundo, invadindo
pulmões e causando doenças que vão matando aos poucos. Os carros e as fábricas são
os principais culpados pela poluição nos centros urbanos.

Curiosidade!

Monóxido de carbono: um perigo!


O monóxido de carbono é um gás muito perigoso para nossa saúde porque é capaz de se
combinar com a hemoglobina do sangue, impedindo-a de transportar o oxigênio.

Os efeitos desse gás vão depender da quantidade absorvida. Em pequena quantidade,


pode causar dor de cabeça ou enjôo, mas em maior quantidade a pessoa pode perder a
consciência e até morrer por asfixia, quando as células deixam de receber oxigênio.

Um carro com motor ligado numa garagem fechada, por exemplo, é uma situação muito
perigosa, que pode provocar a morte. A queima da gasolina do carro produz um pouco de
monóxido de carbono, e isso pode ser fatal.

A Excreção
O que acontece a uma cidade que não dá vazão ao seu próprio lixo? Primeiro, vai se
intoxicando com os detritos; segundo, fica sujeita a muitas moléstias; e , terceiro, pode
sucumbir completamente. O mesmo ocorre com o nosso corpo se não eliminarmos as
substâncias nocivas produzidas pelo processo metabólico.

Cada célula produz resíduos que se acumulam na corrente sangüínea. Estas impurezas
são filtradas do sangue e eliminadas, em grande parte pelo sistema urinário. Uma falha
nesse sistema pode pôr em risco a própria vida.

A excreção é responsável pela manutenção da composição química do sangue e de


outros líquidos do nosso corpo.

Esse processo é feito de duas formas. Você sabe quais são?


Um deles é a produção da urina. Na urina eliminamos substâncias que não têm utilidade
para o organismo ou que são tóxicas quando acumuladas em grande quantidade.

Mas, onde é produzida a urina, você sabe?


A urina é produzida pelos rins.

Leia com atenção a informação a seguir:


O rim é o principal órgão do aparelho excretor, pois é nele que ocorre a formação da
urina. Para formar a urina o rim deve comportar-se como um filtro, ou seja, é no rim que
ocorre a seleção das substâncias que devem ser
excretadas e daquelas que devem permanecer no
sangue.

Filtrar o sangue não é tarefa fácil. Para isto o rim


possui unidades especializadas que fazem esse
trabalho.

O rim é formado por unidades chamadas


NÉFRONS. É no néfron que ocorre a filtração do
sangue. Na figura a seguir você pode ver o sistema
urinário humano. Nela podemos ver os dois rins, os
canais que levam a urina até a bexiga, são os
ureteres, e a bexiga, que é o local onde a urina é
armazenada até a sua eliminação.

Sistema urinário
O nosso sistema urinário é formado por um conjunto de órgãos que produzem e excretam
a urina, o principal líquido de excreção do organismo.

Na maioria dos vertebrados, os dois rins filtram todas as substâncias da corrente


sangüínea; estes resíduos formam parte da urina que passa, de forma contínua, dos
ureteres para a bexiga.

Depois de armazenada na bexiga, a urina passa por um conduto denominado uretra até o
exterior do organismo.

Hormônio antidiurético

Você sabia que o nosso corpo possui uma substância que controla a produção de urina?

O nosso organismo é uma máquina perfeita! Ele possui uma substância – um hormônio –
que não permite a produção de urina em excesso sem que antes ocorra a ingestão de
água. Esse hormônio é chamado de Hormônio Antidiurético (ADH).

Esse hormônio é liberado quando a quantidade de água no sangue diminui. Ele age nas
células dos rins, provocando um aumento da reabsorção de água. Esse processo diminui
a quantidade de água eliminada pela urina.

Por outro lado, quando ingerimos grande quantidade de água, o ADH deixa de ser
liberado e uma maior quantidade de água será eliminada pela urina
CIÊNCIA E TECNOLOGIA
Quem sofre de insuficiência renal não consegue eliminar a água e os resíduos do organismo. Os
casos mais sérios são resolvidos por um transplante de rim. Mas isso se torna um pouco
complicado devido a falta de doadores. Outro recurso são os rins artificiais. São aparelhos
chamados de HEMODIÁLISE. Neste equipamento o doente fica ligado há algumas horas por
semana para eliminar os resíduos e filtrar o sangue.

Sistema endócrino – Os Hormônios


Os hormônios (do grego hormon: excitar) são substâncias orgânicas liberadas no sangue,
por células isoladas ou por glândulas endócrinas. Os hormônios são transportados pelo
sangue, e eles atuam, não só estimulando como também inibindo os órgãos-alvo.

Nesta parte do módulo vamos conhecer a ação dos hormônios no corpo humano e como
a sua falta ou excesso pode causar diferentes distúrbios.

Em casos de desequilíbrios hormonais, nosso organismo pode funcionar de maneira


incomum – crescer demais, deixar de crescer, engordar muito ou emagrecer.

Esses hormônios possuem algumas funções, entre elas podemos destacar:


• Crescimento e desenvolvimento;
• Reprodução;
• Resposta ao estresse;
• Manutenção do equilíbrio do corpo.

A coordenação hormonal no homem é realizada por diversas glândulas. Vamos conhecê-


las:
Hipófise
Localiza-se na base do cérebro e produz vários
hormônios. É considerada a glândula mestra do
nosso corpo pois controla a ação das outras
glândulas. Libera os hormônios do crescimento, que
estimula o desenvolvimento dos ossos; prolactina,
que provoca a secreção do leite; oxitocina, que age
sobre o útero determinando as contrações do parto.
Quando, na infância, a produção do hormônio do
crescimento é insuficiente, surge um quadro clínico
conhecido como nanismo, caracterizado por
deficiência no crescimento dos ossos e dos dentes,
com comprometimento geral do organismo. Em
contrapartida, a produção excessiva desse hormônio
durante a fase de crescimento acarreta o gigantismo.

Tireóide
Está localizada no pescoço e produz hormônios que
estimulam a atividade metabólica (atividades
químicas) do organismo.

No Brasil e na maioria dos outros países, as


indústrias beneficiadoras do sal de cozinha são
obrigadas a adicionar certa quantidade de iodo no
sal. A falta de iodo na alimentação faz com que a
tireóide aumente de tamanho causando um
problema chamado de bócio ou papo.

A deficiência de iodo é uma causa freqüente e


previsível de bócio, uma doença caracterizada pelo
aumento de tamanho da glândula tireóide. O tratamento inclui a ingestão de pequenas
doses de iodo ou, em casos extremos, a retirada da glândula tireóide.

Hipotireoidismo.
É a baixa produção dos hormônios da tireóide. No adulto, as conseqüências dessa
doença são: aumento de peso, queda da freqüência cardíaca, engrossamento da pele e
intolerância ao frio. Nas crianças, compromete o desenvolvimento físico, mental e sexual.

O Cretinismo é uma doença provocada pela ausência congênita de tiroxina, hormônio


secretado pela glândula tireóide. Causa retardo físico e mental, estatura baixa,
extremidades deformadas, feições grosseiras e pêlo escasso e áspero. Muitos países
fazem, como rotina, o exame nos recém-nascidos.
Hipertireoidismo
É a produção
excessiva dos
hormônios da tireóide.
Resulta no
aparecimento dos
olhos saltados,
taquicardia, diminuição
do peso, nervosismo e
intolerância ao calor.

Paratireóides
Localizam-se atrás da tireóide. Produzem hormônios que controlam a utilização do cálcio
no sangue.

O desequilíbrio na produção dos hormônios das paratireóides causa prejuízos para o


organismo: veja a seguir.
• A produção excessiva dos hormônios das paratireóides causa uma intensa retirada
de cálcio dos ossos, favorecendo as fraturas e deformações ósseas.
• A produção baixa de hormônios das paratireóides ocasiona uma redução dos níveis de
cálcio no sangue, resultando em contrações musculares.

SUPRA-RENAIS
SUPRA-RENAIS OU ADRENAIS Situam-se sobre os rins e
produzem hormônios que
controlam os níveis do sódio e
potássio e outros sais minerais no
sangue.

Produz também a adrenalina, que


aumenta o ritmo cardíaco,
RINS estimula a respiração e eleva a
pressão sangüínea.

Este hormônio é importante para


as reações de defesa do
organismo, em situações de
emergência e em situações de
tensão emocional (medo, raiva).

Pâncreas
Os hormônios produzidos por esta glândula têm a função de controlar os níveis de açúcar
(glicose) no sangue.

O pâncreas produz dois hormônios de ações contrárias: a insulina e o glucagon.

A taxa de normal de glicemia do sangue humano situa-se entre 70 e 110 mg / 100 ml de


sangue.
Insulina – como funciona leia abaixo.

 O intestino delgado absorve a glicose dos alimentos e a coloca no sangue.


 Aumentando os níveis de glicose no sangue, o pâncreas libera a insulina.
 A ação da insulina permite a entrada da glicose nas células do nosso organismo,
estimula a formação de glicogênio (moléculas de glicose) e o seu armazenamento
no fígado.
 O sangue apresenta uma quantidade de glicose adequada a seu funcionamento.
 Quando uma nova refeição é feita, o ciclo recomeça.

Glucagon
 Tem ação contrária à da insulina. Seu principal
efeito é aumentar a concentração de glicose no
sangue, a partir do glicogênio armazenado no
fígado e nos músculos.
pâncreas
Leia mais!

Glicogênio
É o nome dado a uma grande molécula, formada por unidades de glicose que pode ser
rapidamente utilizada para suprir as necessidades de energia das células. A insulina
provoca a rápida absorção da glicose pelas células musculares, adiposas e do fígado.
Essas células transformam a glicose em glicogênio que fica armazenado no fígado e nos
músculos. O glucagon aumenta a formação dos níveis de glicose depois de um período
sem alimentação. Ele vai transformar o glicogênio armazenado nos músculos e células
do fígado em glicose, liberando-a para o sangue.

Diabetes
A função da insulina é controlar a entrada da glicose nas células. A falta de insulina causa
um acúmulo de glicose no sangue e, conseqüentemente, abaixa o nível de glicose nas
células. Essa anormalidade é chamada de diabetes.

Os principais sintomas da diabetes são:


• sede intensa;
• perda de peso;
• aumento do volume da urina;
• cansaço.

O diagnóstico da diabetes pode ser feito com exames de sangue e de urina. A


presença de glicose em níveis anormais nesses fluidos indica a existência da doença.

Embora não se conheça a cura total para a diabetes, ela pode ser controlada e o
diabético pode ter uma vida normal:

- Dietas com a diminuição do consumo de açúcares;


- Reposição hormonal – injeções de insulina diárias mantêm a concentração dos níveis
de glicose adequados.
CIÊNCIA E TECNOLOGIA

Em geral, a insulina utilizada pelos diabéticos é extraída do pâncreas dos bois e


porcos. Esse processo nem sempre é eficaz e algumas vezes não é compatível com
o organismo humano. Esse problema foi resolvido através da engenharia genética.
O gene humano que faz com que o pâncreas produza a insulina foi introduzido
numa bactéria. Após algum tempo a bactéria está produzindo a insulina humana.
Isso não é ficção. É um trabalho que vem sendo desenvolvido desde 1980 e é
realizado por muitos países, inclusive o Brasil. Esta pesquisa melhorou muito a
qualidade de vida dos diabéticos que passaram a receber a insulina humana nos
tratamentos.

Gônodas – testículos e ovários

Vamos saber mais!

São as glândulas sexuais.

As glândulas masculinas são chamadas de


testículos e as femininas são chamadas de
ovários.

Os testículos produzem diversos hormônios,


destacando-se a testosterona (e o gameta
masculino: o espermatozóide). Esse é o
hormônio responsável pelo aparecimento das
características sexuais secundárias, como a
barba, mudança de voz e desenvolvimento da
musculatura.

Os ovários produzem dois tipos de hormônios:


estrógenos e progesterona (e o gameta feminino: o óvulo).

Agora vamos estudar um assunto novo.

Sistema nervoso (fisiologia)


Nosso organismo se mantém ligado 24 horas por dia. Todas as sensações externas são
captadas pelos nossos sentidos e interpretadas, recebendo uma ordem para executar
uma função e assim sons, ruídos, calor, luz, movimentos, enfim, tudo ao nosso redor
acontece de forma natural e as respostas aos mais variados estímulos acontecem de
maneira tão rápida que não nos damos conta do verdadeiro circuito que ocorre dentro do
nosso corpo no recebimento de mensagens e no envio de respostas. Conheceremos
agora um pouco do funcionamento do nosso sistema nervoso.
O sistema nervoso juntamente com o sistema endócrino atua na coordenação e
integração das funções das células, tecidos, órgãos e aparelhos, de modo que trabalham
harmoniosamente como uma unidade.
O sistema nervoso é formado pelo tecido nervoso sendo que suas principais células são
os neurônios, especializados em receber e transmitir impulsos nervosos.
Nos animais, o sistema nervoso se encarrega de receber os estímulos do ambiente,
conduzir esses estímulos e organizar a resposta.

O impulso nervoso é de natureza elétrica e resulta de alterações nas cargas elétricas das
superfícies interna e externa da membrana plasmática da célula nervosa. Essas
alterações, que constituem os impulsos nervosos sempre começam nos dendritos, e
caminham do corpo celular para o axônio.

Na sinapse, região de contato entre dois neurônios, há uma pequena distância entre as
duas células envolvidas, isto é, não há continuidade entre as membranas celulares. A
passagem do impulso nervoso nessa região é feita por substâncias denominadas neuro-
hormônios ou mediadores químicos como a adrenalina e a acetilcolina.

Sistema nervoso dos vertebrados


Nos vertebrados o sistema nervoso ocupa posição dorsal (costas) e está protegido pela
caixa craniana e pela coluna vertebral. Compreendem o sistema nervoso central (SNC), o
sistema nervoso periférico (SNP) e o sistema nervoso autônomo (SNA).

Sistema nervoso central


O sistema nervoso central é formado pelo encéfalo e
pela medula espinhal. Ambos são protegidos por
estruturas ósseas, o encéfalo pela caixa craniana e a
medula pelas vértebras.

Encéfalo
Nos vertebrados inferiores, de peixes até aves, os
hemisférios cerebrais têm superfície lisa. Por isso esses
animais são chamados de lisencéfalos. Nos
mamíferos, principalmente os primatas, a superfície
cerebral é dotado de uma série de circunvoluções,
que aumentam consideravelmente essa superfície e
comporta um maior número de neurônios. Por essa
razão, os mamíferos são denominados girencéfalos.

O encéfalo fica dentro do crânio e a medula espinhal, é alojada dentro da coluna


vertebral.

Tanto o encéfalo quanto à medula são envolvidos por membranas chamadas meninges.
As meninges são em número de três denominadas dura-máter, aracnóide e pia-máter.
Entre a aracnóide e a pia-máter circula o líquido chamado cefalorraquidiano, que protege
e nutre o sistema nervoso.

O encéfalo é formado por:

Cérebro: É a parte mais volumosa do encéfalo. Divide-se em duas metades denominadas


hemisférios cerebrais. Sua superfície externa é chamada de córtex cerebral.
O cérebro comanda os atos conscientes e voluntários é a sede da inteligência, vontade,
memória, imaginação, consciência e criatividade. É o centro de sensibilidades olfativas,
táteis, visuais, auditivas, gustativas, etc.

Cerebelo: situa-se logo abaixo do cérebro. É bem desenvolvido em peixes bons


nadadores, nas aves e nos mamíferos.

O Cerebelo ajusta os movimentos do corpo, controla a tonicidade e o vigor muscular e


controla o equilíbrio corporal.

Bulbo raquidiano: Localiza-se acima da medula espinhal e abaixo da ponte. Como


centro nervoso, o bulbo controla o ritmo cardiorespiratório (batimentos cardíacos e
respiratórios) e alguns atos reflexos (movimentos involuntários), como os de deglutição,
sucção, mastigação, vômito, tosse, secreção lacrimal e piscar.

Ponte: está localizada abaixo do cérebro, diante do cerebelo. Em todos os vertebrados,


com exceção dos mamíferos, funciona como centro da visão. Nos mamíferos, sua função
é de servir de passagem aos estímulos nervosos que vão ao cérebro.

Medula: É a continuação do bulbo. É cilíndrica, achatada e desce pelo interior da coluna


vertebral.

É a sede dos atos reflexos principalmente os relacionados com o instinto de conservação


e defesa e a via condutora dos impulsos nervosos que vão do corpo para o encéfalo e
dele saem para o corpo.

A medula conduz impulsos sensitivos para o cérebro e traz impulsos motores. Exercem
também a função de centro nervoso responsável por muitos atos reflexos, principalmente
os relacionados com o instinto de conservação e defesa. O caminho do impulso nervoso
no ato reflexo é denominado arco reflexo.
O tecido nervoso
COMO É FORMADO E QUAIS AS FUNÇÕES DO TECIDO NERVOSO?
O tecido nervoso é formado pelas chamadas células nervosas. Estas células têm a
função de controlar várias funções indispensáveis à vida do homem e outros animais
(movimentos, funcionamento dos órgãos,
comportamento, reações em relação ao ambiente,
etc.).

As células nervosas podem se reunir, formando órgãos


(como o cérebro, por exemplo). As células nervosas
também podem se reunir formando fibras que são
chamadas de nervos.

Os órgãos formados de células nervosas juntamente


com os nervos formam o que se chama de sistema
nervoso.

As células nervosas são conhecidas como


neurônios. Embora os neurônios possam ser diferentes
nos grupos de animais, seu formato geral pode ser
entendido pela figura seguinte.

Na figura acima podemos ver que os neurônios possuem: um corpo celular com formato
estrelado.

Do corpo celular do neurônio saem algumas ramificações não muito grandes, chamadas
dendritos.

Também sai do corpo celular uma ramificação longa, chamada axônio.


O axônio é envolvido por uma “capa” de células bem pequenas.

Como é transmitido o impulso nervoso


O controle das funções é feito através de mensagens que percorrem as células nervosas.
Estas mensagens são conhecidas como impulsos nervosos.

O impulso nervoso começa nos dendritos, passa pelo corpo celular e daí chega até o
axônio.
O axônio de um neurônio pode se comunicar com os dendritos de outros neurônios
próximos. É através dessa comunicação que os impulsos nervosos podem ser
transmitidos por todo o corpo.

Vários neurônios em seqüência formam os nervos ou fibras nervosas.

Resumidamente, a comunicação entre os neurônios se dá como vemos na próxima


figura.
Como podemos ver, na
verdade não há contato direto
entre os neurônios.

Quando um impulso é
transmitido, ocorre liberação
de certas substâncias
químicas pelo axônio. Estas
substâncias, chamadas
mediadores, preenchem o
espaço existente entre o
axônio e dendritos próximos.

Dessa forma, faz-se a ligação. E é possível a passagem do impulso nervoso (mensagem)


de um neurônio para outro (os outros).

Os impulsos nervosos são, na realidade, pequenas descargas elétricas.

Os nervos fazem, por exemplo, a ligação entre os órgãos de comando nervoso (como o
cérebro) e os músculos. Dessa forma, uma mensagem do cérebro pode chegar até um
músculo e provocar um determinado movimento.

O axônio do neurônio é protegido por uma capa de células também chamada de bainha de mielina.
A função da bainha de mielina é aumentar a velocidade do impulso nervoso e impedir que a
descarga elétrica “vaze” pelo axônio.

Entre as disfunções do sistema nervoso, podemos citar:

Epilepsia: dá-se o nome de epilepsia a diversos tipos de ataque, que podem abranger
breves vertigens ou perdas de consciência, até convulsões graves. Nos ataques fracos há
pequenas interrupções na capacidade de pensar, nos graves a perda da consciência,
rigidez de braços e pernas, espasmos rítmicos, acompanhados de mordida na língua e
esvaziamento da bexiga.

Acidente Vascular Cerebral ou Derrame Cerebral: a arteriosclerose dos vasos


cerebrais é a principal responsável pelo acidente vascular cerebral. Pode causar tanto a
trombose vascular, que é a obstrução dos vasos sangüíneos, como hemorragias no
cérebro, devido à ruptura de pequenos vasos. A hipertensão arterial também é outro fator
que às vezes leva ao derrame cerebral, pois também pode provocar trombose e
hemorragias.

Embolia é o nome dado à obstrução de uma artéria por um coágulo. Nas artérias
cerebrais mais importantes, produz uma trombose.
BIBLIOGRAFIA

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Revista Globo Ciência

Revista Galileu

Revista Superinteressante
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ESTA APOSTILA FOI ELABORADA PELO


PROFESSOR DE BIOLOGIA
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