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DEPARTAMENTO DE CONTROLE DO ESPAÇO AÉREO

CURSO DE OPERADOR DE CASA DE FORÇA

CURSO SEL002

Sistemas de Energia Elétrica


D2-5
Departamento de Controle do Espaço Aéreo – DECEA
Parque de Material Eletrônico – PAME
Segundo Centro Integrado de Defesa e Controle de Tráfego Aéreo – CINDACTA 2
Destacamento de Proteção ao Voo de Jaraguari - MS – DTCEA JGI
2015

CURSO DE OPERADOR DE CASA DE FORÇA


SEL
SEL 002
Disciplina: Sistemas de Energia Elétrica

Organização e elaboração do conteúdo:


SO BET Amafi Gonzaga da Silva Costa - CINDACTA II
SO SEL Edílson do Santos Bastos - DTCEA-JGI
1S SEL Edvaldo Jorge da Costa - DTCEA-CTD
1S SEL Fábio da Silva Gregório - PAME-RJ

Revisão Geral do coordenador do curso ou GT


1T QOENG ELT Bruno Nunes Santos - PAME-RJ

A presente apostila Requisitos Gerais para Operação de Casa de Força tem com objetivo

proporcionar ao aluno, através da Disciplina Sistemas de Energia Elétrica, o conhecimento da parte

teórica e prática do curso de Operador de Casa de Força (SEL002). A duração da disciplina é de

cinquenta e seis (56) tempos aula, para fins de capacitação nível treinando - operador de KF, em

conformidade com as exigências da ICA 66-23 / 2013, e as demais diretrizes do DECEA.

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1. APRESENTAÇÃO:

Este material didático corresponde à disciplina Introdução a Casa de Força. O material foi
elaborado a partir de assuntos selecionados especialmente para orientar sua aprendizagem. A seguir
você conhecerá os objetivos que deverá alcançar ao final da disciplina e os conteúdos que serão
trabalhados.

2. OBJETIVOS:

 usar os requisitos gerais para operação de Casa de Força (Pr).

3. EMENTA:

3.1 Serviço de Operador de KF: o objetivo do Serviço de Operador de KF; passagem e rotinas do
turno; seguir as instruções de serviço; ferramentas e instrumentos de uso do operador.

3.2 Segurança na Operação: instruções de segurança da casa de força, equipamentos e da operação;


às instruções de segurança em situações de emergência.

3.3 Equipamentos de Proteção e Sinalizações: equipamentos de proteção individual e coletiva


obrigatórios na KF; o uso dos equipamentos de proteção individual e coletiva obrigatórios na KF;
listar os cartões de segurança, precaução, controle de aterramento, avisos e sinalizações.

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4.1 Sistemas de Energia Elétrica

4.1.1 Casas de Força

A Casa de Força concentra os equipamentos eletroeletrônicos e eletromecânicos


instalados no Sitio Radar e que são responsáveis pela distribuição de energia interna das Seções em
baixa tensão as cargas críticas, emergências e não essenciais instaladas no Parque Elétrico do
DTCEA.

4.2 Painéis MT e BT, Disjuntores tipo Power, SPDA e DPST

4.2.1 Entrada de Energia da Rede


A cabine PMTG/PMTM é a responsável pela medição da concessionária e efetua a proteção contra
curto-circuito e sobrecarga da média tensão através de um Relé SEPAM microcontrolado.

A operação de desligamento pode ser feita manualmente, selecionado a chave nos


cubículo de média tensão posição “local”, via botoeira da abertura de disjuntor. Religamento é
realizado apenas no local via botoeira de fechamento do disjuntor, ou seja, para garantir a segurança
do técnico ou equipe de manutenção que por ventura possa estar trabalhando na cabine que é remota
a Sala de Equipamentos.

O relé SEPAM (Sistema de Exploração, Proteção, Automatismo e Medida – Tecnologia


Digital) da série 40 é de uma família de relés microprocessados digitais para a proteção de corrente
e tensão, em qualquer sistema de baixa, média ou alta tensão.

Relé Digital SEPAM

Contém uma IHM (Interface Homem Máquina) avançada com tela de LCD
gráfica retroiluminado no painel frontal que permite a visualização de valores de
medições, ajuste de parâmetro/proteção e mensagens de alarmes e de operação.
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A sigla S40 significa proteção de entradas e saídas para subestações e a T40 é para proteção
de transformadores.

Todos os relés da linha SEPAM são dotados de entradas analógicas de corrente para proteções
como: 50/51 (relé sobrecorrente/sobrecarga instantâneo e temporizado), 50N/51N (relé
sobrecorrente/sobrecarga instantâneo e temporizado de neutro), 50G/51G (relé
sobrecorrente/sobrecarga instantâneo e temporizado de terra), 46 (relé de reversão ou
desbalanceamento de corrente), 49RMS (relé térmico), 67 (relé direcional de sobrecorrente) -
Código ANSI - entre outras mais. Os relés digitais são totalmente modular permitindo rápidas
manutenções e adequações em campo.

Os módulos SM6-36 da Schneider Electric são compostos por celas modulares equipadas com
aparelhagem fixa em invólucro metálico, que utiliza hexafluoreto de enxofre (SF6) como isolante e
agente de corte no seccionador. As celas SM6-36 permitem realizar a manobra da parte de Média
Tensão dos postos de seccionamento e transformação de MT/BT de distribuição com isolamento de
36 kV.

Parte do módulo SM6-36

A Casa de Força possui dois painéis de média tensão denominados PMT 1.1 e PMT 2.1 e são
responsáveis pela alimentação e proteção dos transformadores de média tensão através do Relé
SEPAM.

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Seus disjuntores de média tensão podem ser operados pelo SIGE ou no
Modo Local pelos botões de Abertura e fechamento. A operação de desligamento
e religamento pode ser realizada manualmente, selecionado a chave nos cubículo
de média tensão na posição “local”, via botoeira de abertura de disjuntor através
de comando manual.

4.2.2 Rebaixamento da Energia da Rede

Os transformadores de Média Tensão são responsáveis pela redução da tensão da rede da


concessionária de 13,8KV, 25KV ou 34,5KV de acordo com a distribuição de cada Sítio para a
tensão do Sistema de Energia de Baixa Tensão 380/220Vca. Os transformadores possuem proteção
térmica de temperatura que operam no relé de proteção SEPAM nos respectivos painéis PMT 1.1 e
PMT 2.1.

4.2.3 Distribuição de Energia

Os disjuntores destinam-se à proteção e seccionamento de circuitos elétricos, tendo ampla


aplicação na proteção de cabos de circuitos, motores, geradores, transformadores, equipamentos
eletrônicos em geral.

Os disjuntores são dispositivos de manobras e proteção que além de funcionar como


interruptor e interromper correntes em condições normais de um circuito, podem também
estabelecer e conduzir por tempo determinado ou interromper instantaneamente correntes anormais
especialmente de curto circuito. O disjuntor tem como função básica o desligamento automático do
circuito e permitir a operação manual e de controle através dos botões de comando liga e desliga
diretamente na caixa moldada do disjuntor

Os painéis de baixa tensão tem como função a distribuição e a proteção dos circuitos de
alimentação das cargas não essenciais e emergenciais alimentadas no sítio, sendo que os disjuntores
destes painéis são monitorados através do status de funcionamento: aberto, fechado ou em trip pelo
SIGE.

Existem ainda os painéis da baixa tensão de saída das UPS, denominados PBT-UPS 1.1 e
2.1 e tem como função a distribuição e proteção dos circuitos e alimentação das cargas de missão
críticas alimentadas no sítio, sendo os disjuntores monitorados através de status de funcionamento e
de trip pelo SIGE.

Os quadros de distribuição Gerais e de Força são alimentados através das duas linhas e
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alimentam as cargas elétricas do sistema. As transferências entre as linhas podem ser efetuadas no
modo remoto pelo SIGE e ou no modo local pelos botões localizados nos próprios painéis.

Os Painéis de transferência automática PTA 1.1 e PTA 2.1 são os responsáveis pela
transferência entre as 04 fontes de suprimento disponíveis de energia elétrica para o Sistema de
Energia. Os painéis podem ser operados pelo SIGE ou no Modo local pelos botões no painel.
Possuem um computador na parta frontal do painel e o CLP Schneider da família Premium na parte
posterior do PTA. Em caso de falha de sistema em modo automático e manual os disjuntores
poderão ser operados de forma mecanicamente pelos botões frontais, mas nesta condição deverá ser
removido apenas o cadeado de segurança do disjuntor que será operado (operação mecânica).

Disjuntor tipo Power Disjuntor tipo Plug in

Os Quadros de Distribuição de Força (QDFL e QGFL) possuem


alimentação das duas linhas e alimenta as cargas elétricas do sistema. As
transferências entre as linhas podem ser efetuadas no modo remoto pelo SIGE e
ou no modo local pelos botões dos painéis.

Os Painéis de Baixa Tensão (PBT 1.1 e PBT 2.1) tem como função a proteção dos
circuitos e alimentação das cargas não essenciais e emergenciais alimentadas no sítio, sendo os
disjuntores monitorados através do status de funcionamento (aberto ou fechado) e de trip pelo
SIGE.

Os Painéis de Baixa Tensão dos UPS (PBT-UPS 1.1 e PBT-UPS 2.1) tem como função a
proteção dos circuitos e alimentação das cargas de missão críticas alimentadas no sítio, sendo os
disjuntores monitorados através de status de funcionamento e de trip pelo SIGE.

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4.3 Sistema de Proteção Contra Descargas Atmosféricas (SPDA) e
Dispositivos de Proteção Contra Surtos e Transientes (DPST)

4.3.1 Sistema de Proteção Contra Descarga Atmosférica

Por que os sistemas elétricos devem ser aterrados? A palavra aterramento


refere-se à terra propriamente dita. O aterramento é o fio ou a barra de cobre
enterrado que tem o propósito de formar um caminho condutor de eletricidade,
tanto quanto assegurar continuidade elétrica e capacitar uma condução segura
qualquer que seja o tipo de corrente.

Os sistemas elétricos em geral não precisam estar ligados a terra para seu funcionamento de
fato. Porém, nos sistemas elétricos quando indicamos as tensões, geralmente elas são referidas a ter-
ra que, neste caso, representa um ponto de referência (ponto de potencial zero) ao quais todas as ou-
tras tensões são referidas. Aterrar significa controlar a tensão em relação à terra dentro de limites
previsíveis.

Quando alguém está em contato com a terra, seu corpo está aproximadamente no potencial da
terra. Se a estrutura metálica de uma edificação está aterrada, então todos os seus componentes me-
tálicos estão aproximadamente no potencial de terra.

Quando se diz que algum aparelho está aterrado (ou eletricamente aterrado) significa que um
dos fios de seu cabo de ligação está propositalmente ligado à terra. Ao fio que faz essa ligação de-
nominamos "FIO TERRA".

Nas instalações prediais das KT, KF e KM, o sistema de proteção contra descargas atmosféri-
cas deve estar de acordo co ma NBR 5419 e DCA 66-2, construindo e utilizando a metodologia de
Gaiola de Faraday.

O sistema de aterramento deve ser projetado levando em conta as características do solo (re-
sistividade) na situação mais crítica (tempo seco), prevendo pontos estratégicos para medição (poço
de medição), a fim de que se possa fazer através de medições o acompanhamento da degradação da
malha.

O aterramento dos sistemas elétricos visa à proteção das pessoas e do patri-


mônio contra uma falta (curto-circuito) na instalação e oferece um caminho segu-
ro, controlado e de baixa impedância em direção à terra para as correntes induzi-
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das por descargas atmosféricas.

Quando uma das três fases de um sistema não aterrado entra em contato com a terra, aciden-
talmente ou não, a proteção não atua e nenhum equipamento para de funcionar. Nesse sistema é
possível energizar a carcaça metálica de um equipamento com um potencial mais alto que o da ter-
ra, colocando as pessoas que tocarem o equipamento e um componente aterrado da estrutura simul-
taneamente, em condições de choque.

Qualquer que seja a finalidade do aterramento, proteção (constituído pelas medidas destinadas
à proteção contra choques elétricos provocados por contato indiretos) ou funcional (aterramento de
um condutor do sistema, geralmente o neutro, objetivando garantir a utilização correta e confiável
da instalação) o aterramento deve ser único em cada local da instalação.

Conforme orientação da ABNT a resistência deve atingir no máximo 10 Ohms, quando equa-
lizado com o sistema de pára-raios ou no máximo 25 Ω quando o sistema de para-raios não existir
na instalação.

Um sistema de aterramento visa à:

• Segurança de atuação da proteção dos sistemas elétricos;

• Proteção das instalações contra descargas atmosféricas;

• Proteção do indivíduo contra contatos com partes metálicas da instalação energizadas


acidentalmente; e

• Uniformização do potencial em toda área do projeto, prevenindo contra lesões perigosas


que possam surgir durante uma falta fase-terra. As descargas atmosféricas causam sérias
perturbações nas redes aéreas de transmissão e distribuição de energia elétrica, além de
provocarem danos materiais às construções atingidas por elas, sem contar os riscos de vida
a que as pessoas e animais ficam submetidas.

As descargas atmosféricas induzem surtos de tensão que chegam a centenas


de kV nas redes aéreas de transmissão e distribuição das concessionárias de ener-
gia elétrica, obrigando a utilização de cabos-guarda ao longo das linhas de tensão
mais elevadas e para-raios a resistor não-linear para a proteção de equipamentos
elétricos instalados nesses sistemas.

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Quando as descargas elétricas entram em contato direto com quaisquer tipos
de construção, tais como edificações, tanques metálicos de armazenamento de
líquidos isolados da terra, partes estruturais ou não de subestações, geralmente,
são registrados grandes danos materiais que poderiam ser evitados caso essas
construções estivessem protegidas adequadamente por Sistema de Proteção contra
Descargas Atmosféricas (SPDA).

Para assegurar a dispersão da corrente de descarga atmosférica na terra sem causar


sobretensões perigosas, o arranjo e as dimensões do subsistema de aterramento são mais
importantes que o próprio valor da resistência de aterramento. Entretanto, recomenda-se, para o
caso do arranjo de eletrodos não naturais (hastes de aterramento interligadas por anel de
aterramento), uma resistência menor que 10 Ω, como forma de reduzir os gradientes de potencial no
solo e a probabilidade de centelhamento perigoso.

Os condutores de aterramento correspondentes aos condutores de descida do SPDA


deverão ser conectados às hastes do anel de aterramento.

A especificação da composição dos materiais do SPDA (cobre, alumínio, aço galvanizado ou


aço cobreado) deverá ser determinada para cada projeto, levando em consideração não só os fatores
econômicos como também as condições de agressividade ambiental, controle patrimonial etc.
Os para-raios tipo “Franklin” deverão ser aplicados para proteção exclusiva de estruturas altas
de pequena projeção horizontal e também para proteção de elementos instalados na cobertura das
edificações, cujo topo esteja em nível superior ao do anel de captação (antenas, equipamentos de ar
condicionado etc.).

As blindagens baseiam-se no conceito da Gaiola de Faraday, em que, se há uma superfície


condutora contínua que circunda um determinado volume, o interior dele estará completamente
imune a perturbações de origem elétrica ou magnética externa. Neste ponto é que reside a
dificuldade, pois é praticamente impossível isolar-se um determinado volume, do tamanho, por
exemplo, de um Centro de Controle de Área (ACC) e a Sala Técnica onde está instalada a maioria
dos equipamentos eletrônicos. No ponto limite, há, ainda, os cabos de energia, as fendas e as
grelhas de climatização que impedem a blindagem.

4.3.2 Dispositivo de Proteção contra Surtos e Transientes (DPST)

Associado ao conceito de equipotencialização está o relacionado ao uso de dispositivos


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supressores de surto atmosférico. Quando instalados convenientemente, protegem os equipamentos
quanto a elevações de potencial. Basicamente, atuam desviando a corrente elétrica do raio, quando
o nível de tensão ultrapassa o limite de projeto.

Quando há uma descarga atmosférica o dispositivo de proteção contra surtos (DPS)


percebe o aumento do nível produzido pela corrente do raio e, quase instantaneamente, faz com que
o excesso de corrente seja escoado para a terra e a alimentação do equipamento não sofra qualquer
mudança que possa ser perigosa para o mesmo.

Logicamente, sempre há um resíduo e, assim, os projetos deverão levar em conta o nível


que é suportado pelos equipamentos de uma dada edificação do DECEA para o correto
dimensionamento dos dispositivos que serão utilizados.

Os dispositivos mais comumente usados como DPS são os varistores de óxido de zinco e
os diodos Zener e devem ser dispostos em ordem decrescente de tensões disruptivas a partir da KF.
Os Supressores de Surto são componentes de alto desempenho desenvolvidos para a
proteção de equipamentos elétrico-eletrônicos contra transientes de tensão causados por descargas
atmosféricas e manobras no sistema elétrico e, nas instalações do SISCEAB, deverão ser instalados
em cascata, conforme recomendação estabelecida na IEEE C62. Deverá ser sempre buscado, na
medida do possível, o arranjo dos quadros e painéis das KF do SISCEAB.

A instalação dos Supressores de Surto (DPS) deverá ser feita a jusante dos disjuntores, o
mais próximo possível, utilizando os cabos existentes nos supressores.

Para as cargas críticas, além dos componentes previstos no item anterior, devem ser
utilizados filtros compostos por capacitores e indutores.

Protetor de Surto Modular - ERICO

Vista Externa Vista Interna

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4.4 Sistemas de Energia Ininterrupta, Chave Estática e Retificadores

4.4.1 UPS

Fazem parte do sistema ininterrupto de energia elétrica de corrente alternada do SE. São
duas UPS instaladas, cada uma das UPS é de topologia modular descentralizada (DPA), composta
por um frame (gabinete) com 04 módulos de 40KV/50KVA e três bancos de baterias com 84 blocos
de 03 elementos cada (42+/N/42-),ou seja, um banco simétrico.

A tecnologia em UPS modulares DPA (arquitetura paralela descentralizada) e Módulos


Safe-Swap (SSM) destinado à disponibilidade de proteção de energia para cargas críticas.

O UPS Modular DPA é baseado em módulos independentes, seguramente


intercambiáveis (safe-swap), que incluem todo o hardware e o software de um UPS, eliminando
todas as partes comuns que são os pontos potenciais de falha.

Cada Módulo DPA é composto pela CPU, pelo painel de controle, pela eletrônica de
potência e pela chave estática (by-pass). As baterias são configuradas separadamente de cada
módulo. Esta configuração proporciona a alta disponibilidade do sistema DPA.

Montados em gabinetes que comportam de um até cinco módulos UPS, com módulos
trifásicos com potência que vão de 10 a 50kVA. Eles podem ser adicionados rapidamente para
aumento da capacidade do sistema ou numa configuração de redundância paralela N+x, sem a
necessidade do desligamento dos demais módulos, com total segurança sem risco à carga crítica. Os
módulos do UPS tornam também o reparo muito mais rápido, assegurando a confiabilidade e a
disponibilidade do sistema.

Diferentemente dos UPS tradicionais, os da Séria DPA não possuem um


transformador em sua saída, o que faz com que a tecnologia de construção seja
nomeada “transformeless”, e como o transformador era utilizado para corrigir a
tensão de saída para que se pudesse ter a tensão de linha na ordem de 380Vac.

Foi necessário se colocar em seu lugar um circuito que pudesse produzir o


mesmo efeito, a UPS DPA trouxa a tecnologia do conversor DC-DC do tipo
“Booster”, assim estas máquinas ficaram com o seguinte aspecto no diagrama em
bloco:

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Diagrama em Bloco UPS Modular
4.4.2 Placas Eletrônicas que compõem a UPS DPA 250

No quadro abaixo, temos o modelo das placas contidas no UPS e sua função:

Placa NW 8010 - Placa de Controle

Onde está instalado o programa de controle do Módulo UPS é a placa mãe do sistema.

Placa NW 8021 - Retificador / Boost / Carregador De Baterias

O bloco retificador é responsável pela conversão AC-DC, composto por um


Retificador Trifásico à diodo, não controlado, em sua entrada ele recebe as tensões
de Fase de 220Vca e em sua saída entrega uma tensão DC não estabilidade em
torno de 520Vdc.

O booster (conversor DC-DC) executa a adequação da tensão para o


Inversor, recebe 520Vdc do retificador e entrega em torno de 800Vdc na entrada
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do inversor.

O carregador de baterias trata-se também de um conversor DC-DC do tipo


Buck, que é alimentado pela saída do booster. O carregador tem a corrente
máxima limitada, podendo ser de no máximo 15A por módulo, e é limitado a 10%
da capacidade nominal da Bateria ligada ao UPS (este cálculo o UPS executa
automaticamente através do número de blocos e de autonomia seu módulo).

No UPS da DPA, temos dois carregadores de baterias, um para cada lado do


banco assimétrico, que são alimentados respectivamente pelo lado positivo e
negativo do circuito do booster.

Placa NW 8031 – Inversor

É o bloco responsável pela conversão DC-AC, e se trata de um circuito


baseado em IGBT's que controla o seu tempo de acionamento através de uma
lógica retroalimentada que é gerada na placa mãe do UPS.

O UPS possuem Inversor composto por 02 IGBT's por fase na saída, uma
para o semi-ciclo positivo e outro para o semi-ciclo negativo do sinal senoidal da
saída, a frequência de operação destas chaves é na ordem de 8KHz a 10Khz. O
circuito de controle do Inversor é capaz também de prover o sincronismo da
tensão AC convertida por ele, com a tensão AC da entrada, garantindo assim a
possibilidade de transferência de forma instantânea, em caso de necessidade, entre
Inversor e a Chave Estática Eletrônica.

Placa NW 8050 – Chave Estática Eletrônica

Este bloco é o bypass eletrônico do UPS, e é composto de 03 chaves


tiristorizadas que quando acionadas colocarão a rede elétrica da entrada
diretamente no barramento de saída, sem qualquer conversão. Como se trata de
chaves acionadas eletronicamente, os comandos enviados a elas, através de
impulsos enviados pela placa de controle (NW 8100).

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Chave AI 1 – By Pass Manutenção

Este bloco é composto de apenas uma chave mecânica que pode ser
acionada para manter a carga energizada (pela rede comercial) enquanto se
executa algum processo de manutenção no UPS, em que precise ser
desernegizado. É importante saber que enquanto esta chave estiver fechada, o
Inversor estará inibido (desde que a chave IA2 Isolador Saída esteja fechada
também) e não poderá operar, visto que em sua saída teríamos a rede comercial e
a tensão do inversor em paralelo, podendo danificar os componentes do Inversor.

Na transferência para o bypass de manutenção, antes de se abrir a chave IA2


(Isolador de saída) o operador já deverá ter fechado IA1 (bypass manutenção) sob
pena de se desernegizar a carga, caso este processo não seja obedecido.

Nota: nunca opere a Chave IA1 do bypass de manutenção enquanto o UPS


estiver operando pelo Inversor.

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Vista frontal Gabinete UPS com a porta aberta

4.4.3 Cargas da UPS

Na Casa de Força, encontramos instaladas três UPS: UPS 1.1 (Azul), UPS 2.1 (Verde) e
UPS-SIE (Cinza). A prioridade da UPS (1.1 ou 2.1) que alimentará a carga de missão crítica e está
relacionada com a configuração das chaves estáticas (CHV) instaladas no Radar TRS 2230, Radar
Metereológico e cargas instaladas na KT-VHF (Sistema Park-Air, Antena Telesat, Modem Intraer,
Monocanal, Data Link) e também o Sistema Park-Air da KT-VHF.

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4.4.4 Comandos e Alarmes da UPS

O painel de Controle é composto por três partes, conforme ilustrado a seguir:

 O display LCD;
 Led indicadores e
 Botões.

Display LCD Módulo UPS

O display LCD simplifica a comunicação com o UPS e apresenta a informações


necessárias do monitoramento do sistema. O menu do LCD habilita acesso ao:

 Registro de eventos,
 Monitoramento de entrada e saída: tensão (U), corrente (I), freqüência (F) e potência (P);
 Tempo de autonomia das baterias / aviso se baterias estão em aberto (desconectada do UPS);
 Execução de comando ligar e desligar o UPS (apertando os dois botões ON/OFF ao mesmo
tempo) e transferência de carga do inversor para bypass eletrônico e vice-versa;
 Diagnose do modo de serviço, ajuste de parâmetros e testes.

Os led’s indicadores servem para mostrar o status geral do UPS. Indicam o fluxo de potência
e em caso de falha de rede ou transferência de carga do Inversor para bypass e vice-versa. O led
indicador correspondente irá mudar da cor verde (normal) para vermelho (alerta).

 Led LINE 1 (Retificador) e led LINE 2 (bypass): indicam a disponibilidade de alimentação


de rede;
 Os led INVERTER e BYPASS na cor verde indicam que estão alimentando a carga crítica.
 Quando a bateria está alimentando a carga devido à falta de energia da rede, o led
BATTERY pisca de forma intermitente;
 O led indicador ALARM é um indicador visual de alguma condição interna ou externa de
alarme. Ao mesmo tempo um alarme sonoro e audível será ativado.

Os botões permitem ao usuário operar o UPS, fazer os ajustes, ligar e desligar o UPS,
monitorar no display LCD tensões, correntes, frequência, potência e outros valores.

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4.4.5 Metodologia de Operação da UPS

A configuração multi-gabinetes é baseada numa arquitetura descentralizada de bypass,


pois cada módulo UPS tem seu próprio bypass eletrônico. Num sistema paralelo existe sempre um
módulo Master e outros módulos Slave. Se em algum momento, o módulo Master apresentar defeito
/ falha, se desligará e o próximo módulo UPS (antes Slave) se tornando imediatamente Master,
assumindo todas as suas funções.

Toda unidade de UPS numa configuração paralela é provido de seccionadora de saída


individual (IA 2) que, quando aberta, isola a unidade correspondente do sistema paralelo. Quando
esta chave está aberta, o respectivo módulo não fornece energia para a saída do sistema.

Se for dado o comando de transferir carga para o bypass em alguma unidade, todas as
unidades transferirão a carga simultaneamente para a rede. Se der o comando transferir carga para o
inversor em qualquer unidade, todas as unidades transferirão a carga simultaneamente para o
inversor.

O UPS DPA está paralelado para redundância de módulos (alta confiabilidade do sistema)
e os gabinetes do UPS 1.1 e 2.1 estão interligados pelo cabo de paralelismo realizando o
sincronismo entre os dois UPS.

Ao se Energizar o módulo ele verificará a rede de entrada:


Se Rede OK – MAINS OK
Se Rede indisponível – MAINS RECT FAULT
- Devemos então ligar o Módulo ( Pressionando simultaneamente os 2 botões ON/OFF)
- O módulo irá fazer um teste eletrônico da Chave Estática
Se o Teste der OK – BYPASS OK
Se o Teste Falhar – MAINS BYP FAULT
- Neste momento o Contator do Bypass deverá Fechar
- A pré-carga dos Capacitores do Link DC se inicia (tensão deve chegar a +/-300VDC)
Se a pré-carga não chegar a +/-300VDC – BOOSTER SHORT FAULT
- O Contator de Entrada K1 deve Fechar
- O Booster começa a subir sua tensão até atingir +/-360VDC

- Se a tensão não chegar a +/-360VDC – BOOSTER START FAULT

- Se inicia um teste Eletrônico do Circuito do Inversor


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- Se o teste Falhar – INV PHASE Lx FAULT

Este alarme aparece sempre que o módulo verifica que a tensão de bateria
conectada a ele é maior do que a configurada no MENU SERVICE, no número de
blocos. Existem alguns níveis nominais de tensão de Célula para baterias
conectadas aos módulos DPA Series, são eles:

- 2.35 Vpc (Volts por Célula) – Alarme BATTERY HIGH VOLTAGE

- 2.26Vpc – Nível de FLOATING VOLTAGE

- de 2.0 Vpc à 1.72 Vpc (Dependendo da Carga) – Nível BATTERY IN DISCHARGE

- 1.68 Vpc – Alarme BATTERY DISCHARGED e desliga o Módulo

4.4.6 Funcionamento dos Retificadores

Os retificadores da fabricante EFACEC alimentam todo o sistema de comando e controle


dos painéis em corrente contínua da KT-KF e do SIGE (fontes) e intertravamentos, proteções
(SEPAM), além do sistema de iluminação de emergência em 125Vcc localizada na Seção KF.

Módulo Retificador EFAPOWER FS 125/20

Os retificadores da fabricante EFACEC alimentam todo o sistema de corrente contínua


das instalações da KT-VHF 48Vcc (Central Telefônica, Bastidores da Embratel e da Oi) e 28Vcc
(Park Air VHF) e KT-UHF 28Vcc (Park Air UHF), são sistemas no-break's em DC, equipados com
sistema de baterias que mantém a alimentação contínua da carga DC mesmo havendo interrupção
da energia CA de entrada, durante o tempo determinado pela a autonomia das baterias.

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Módulo Retificador EFAPOWER FS 32/40 – EFAPOWER FS 48/25

Trabalham em paralelismo por redundância onde cada unidade possui módulos


conversores AC/DC que alimentam as baterias em flutuação e a carga.

4.4.7 Comandos e alarmes dos Retificadores

Instalando o Módulo Retificador no Rack

 A instalação do módulo deve seguir o procedimento abaixo:


 Garantir que o disjuntor do módulo esteja desligado;
 Empurrar o retificador no gabinete firmemente até encaixar completamente;
 Ligar o disjuntor CA do módulo;

O Led Verde deve acender e o Led Amarelo apagar caso haja corrente no siste-
ma, no caso maior que 5% da Corrente nominal.

A Unidade de Supervisão realizará o reconhecimento automático do Módulo


Retificador.

Substituição de Módulo Retificador com defeito

A substituição do Módulo Retificador deve seguir o procedimento abaixo:

 Desligar o disjuntor monopolar correspondente ao módulo.

 Puxar o Módulo Retificador, através da alça, para fora do subrack;

 Entrar no menu da Unidade de Supervisão do miniPSM e configurar e detectar os Módulos


através do comando “detectar UR”.

4.4.8 Metodologia de Operação do Retificador

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Apostila Sistema de Energia Elétrica – SEL002 01/2015D2 20 / 47


Para partir a unidade retificadora deve-se ligar o disjuntor monopolar da en-
trada correspondente ao Módulo Retificado do Q1 ao Qn.

Se necessário desligar, basta desarmar o disjuntor, porém neste momento te-


remos um alarme que deverá ser inibido através da tecla inibição de alarme no
painel da Unidade de Supervisão do miniPSM correspondente ao módulo retifica-
dor.

A Unidade de Supervisão miniPSM controla as Unidades Retificadoras e su-


pervisiona o Sistema de Corrente Contínua CIB S. No entanto, a Unidades Retifi-
cadoras podem funcionar sem a Unidade Controladora miniPSM. Neste caso,
mantém as proteções principais, porém não obtendo a interface através do display,
assim como os alarmes remotos.

Unidade Supervisão miniPSM

As indicações no painel frontal do miniPSM são: corrente de saída, modo de


carga/equalização, controle ativo de tensão que é proveniente da unidade de su-
pervisão e permite a compensação da tensão de flutuação em razão da temperatura
ambiente na sala de baterias, limitação de corrente máxima de recarga das baterias
e partilha de corrente, inibição do retificador com comando de desligamento na
unidade de supervisão, Led Verde indica retificador ligado, Led amarelo indica
que o retificador está em alarme ou com carga menor que 5% da IN ou em modo
de limitação de corrente, Led Vermelho indica que o retificador está desligado ou
com falha.

O ajuste de todos os parâmetros de funcionamento da Unidade Retificadora


pode ser feito através do painel frontal do miniPSM ou via Computador conectado
diretamente ao miniPSM através de porta serial RS232-RJ12. O sistema de comu-
nicação é do tipo bus paralelo entre todos os retificadores.
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O painel de comando do miniPSM tem a interface com utilizador realizado
através de 6 teclas de membrana, 4 leds informativos e um display LCD de 20x4
caracteres.

Vista Frontal do Minipsm

Na versão original, os menus habituais são os seguintes:

 Medidas do retificador; (apresenta medidas tensão AC e a medida tensão corrente DC)


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 Medidas de bateria; (apresenta medida da corrente de baterias)
 Medidas de temperatura; (temperatura ambiente da sala de baterias)
 Autonomia; (caso a bateria esteja em descarga, apresenta estimativa de tempo de
autonomia)
 Parâmetros; (todos parâmetros da Sistema: tensão flutuação, reforço, tensão DC máxima
e mínima, tensão AC máxima e mínima, tensão final de bateria, capacidade baterias, etc.)
 Alarmes atuais; (quando ocorre alarme no sistema fica sinalizado led alarme geral)
 Histórico; (são mostradas a últimas 50 ocorrências de tipo de alarmes com data e hora do
inicio e fim do evento de alarme)
 Apagar histórico; (limpar todas as ocorrências registradas no histórico de alarme)
 Ver estados; (apresenta informações complementares do estado em que se encontra o
retificador)
 Comandos; (pode-se configurar o sistema através de comandos: modo de funcionamento:
manual / automático, tipo de carga: flutuação / reforço, correção de tensão por
temperatura: on / off, carga proporcional de reforço: on / off, chamada em caso de
alarme: on / off)
 Configurações; (contem 06 subitens: indicar password, alterar password, alterar idioma,
acertar hora, acertar data e detectar módulos)

4.4.9 Operação e Funcionamento da Chave Estática

A chave estática consiste num equipamento que busca garantir a ininterruptividade da


energia provida a carga sensível. Temos duas fontes de entrada síncronas e no caso de falha ou
distúrbio de uma delas o manobrador estático comuta (instantaneamente) a carga crítica
automaticamente e sem interrupção para a fonte de entrada que esta OK.

Porém é preciso que tenhamos fontes de entrada síncronas; as assíncro-


nas a transferência é inibida e temos "black-out" da carga sensível.

A chave estática efetua a transferência trifásica entre as linhas da UPS 1.1 e


UPS 2.1 sem interrupção (KT-RDR, KT-RDR Metereológico e KT-VHF) de
acordo com os critérios de prioridade definido na própria Chave Estática, pelo
operador, de qual linha alimentará a carga desde que a energia elétrica esteja
dentro dos parâmetros aceitos pelo equipamento.

A KT-UHF não possui CHE para a transferência entre as linhas da UPS 1.1
e UPS 2.1, a comutação entre linhas e realizada pelo operador através das
contatoras instaladas no QDFE-KT UHF, via comando através do SIGE.

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4.4.10 Metodologia de Operação da Chave Estática

A Chave Estática de Transferência (STS) está conectada entre o equipa-


mento crítico do cliente (carga) e a rede abastecimento. Sua função é garantir um
abastecimento contínuo a carga tirando energia das duas fontes diferentes, respei-
tando os critérios de prioridade e as especificações da tensão que tem que alimen-
tar a carga, ou seja, há uma monitoração da tensão continuadamente por cartões
lógicos, fins de realizar a transferência de uma linha para outra com o tempo
máximo de 4ms.

Por contínuo, queremos dizer a falta de interrupções no fornecimento de


energia. Isso é garantido graças à monitoração constante da tensão e ao controle
lógico de chaveamento, sempre pronto para transferir a carga de uma linha para a
outra o mais rapidamente possível, menor que 4 milissegundos para linhas sincro-
nizadas e com tempo maior que 10 milissegundos para linhas não sincronizadas.
Podendo ocorrer a transferência com diferença de até 30º (ajuste padrão 10º) entre
a mesma fase em linhas diferentes.

Os circuitos de chaveamento são todos de estado sólido. Os relés eletrome-


cânicos e as portas seriais são usadas para enviar sinais remotamente.

Como regra, a carga é alimentada pela linha de prioridade ou, se não houver
linha de prioridade, por uma das linhas aleatoriamente escolhida pela lógica da
STS. Se houver uma linha escolhida como prioridade, e está linha sofrer alguma
variação ou interrupção, há o chaveamento para a outra linha. Restaurada as con-
dições normais da linha de prioridade, a carga será automaticamente chaveada
para a linha privilegiada em 5 segundos.

4.4.11 Circuito de Potência da CHE


O circuito de potência, basicamente, consiste de pares de diodo controlados
(SCR's) conectados par a par, de forma não paralela, realizando a função dos dis-
juntores.

Quando os pares SCR, relacionados a uma linha, tiverem o controle da por-


ta, eles se comportam como um disjuntor, fechando a conexão entre a entrada e a
carga. Os demais SCR's sem controle se comportam como um circuito aberto.
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A transferência de carga de uma linha para a outra ocorre, removendo-se o
controle de um par SCR e transferindo-o ao par correspondente da outra linha.

Diagrama Geral Chave Estática

4.4.11 Conceito de Segurança da STS

Em operação normal na “Linha de prioridade”, qualquer falha, interna ou


externa transferirá a carga à “Linha de Stand-by” com um retardo máximo de
meio ciclo, se ambas as linhas não estiverem sincronizadas.

Operação de bypass é usada para desligar a energia da STS completamente e


realizar serviços de manutenção ou reparo de forma segura.

Sistema de Bypass

Um sistema de chave de disjuntor, interbloqueado via chave de comutação


rotativa, permite que a carga seja alimentada a partir de uma linha de manutenção
somente, fechando a tensão da chave estática, deixando-a assim livre e disponível
para qualquer operação de serviço ou substituição.

O sistema de chave de comutação rotativa, disponível para baixa tensão, fa-


cilita esta operação evitando qualquer erro possível pela sucessão de várias posi-
ções, de forma que o sistema disjuntor seja operado seguindo uma sequência exa-
ta.

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Chave comutativa rotativa Bypass Posição correspondente da Chave

4.4.12 Operação de Bypass

 Verifique a operação de bypass, desconectando uma das fontes de entrada (Linha


1 ou Linha 2) da STS;

 Mude a carga para Linha 2, abrindo o disjuntor de entrada da Linha 1, ou mude a


carga para Linha 1 abrindo o disjuntor de entrada da Linha 2;

 Mude a Chave Comutadora Rotativa para a Posição 5, se a carga estiver na Linha


2 ou para a Posição 1, se a carga estiver na Linha 1;

 Feche a chave de bypass BY2 se estiver operando na Linha 2 ou feche BY1 se es-
tiver operando na Linha 1;

 Abra o disjuntor de saída OUTPUT e, então, abra o disjuntor I2 de entrada se ope-


rando na Linha 2 ou disjuntor I1 de entrada se estiver operando na Linha 1;

 Para retorna à operação normal, deve se executar a operação inversa dos disjunto-
res e das chaves.

4.4.13 Painel Frontal

O painel frontal fornece um diagrama do fluxo de energia, indicações sobre


o status da STS, mensagens de alarme, registros, exibição gráfica, medidores e
portas de comunicação. Oferece indicações sobre a Linha que está alimentando a
carga.

A posição dos diferentes disjuntores (entrada, saída e bypass) é imediata-


mente visível através dos leds disponíveis. Um display gráfico mostra o status da
STS, os alarmes ativos e os medidores de I/O (entrada/saída).

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Display Chave Estática BORRI STS 300

A Unidade STS é planejada com todas as peças principais acessíveis pela


parte frontal. A Chave Estática pode ser montada encostada na parede, pois ne-
nhum espaço é necessário na parte traseira ou nas laterais da STS.

Diagrama Elétrico da STS 300

4.4.14 Modos Operacionais STS 300

São três modos operacionais: normal, de emergência e de bypass.

1. A operação normal é o modo operacional padrão da Chave Estática, a energia da rede está
presente nas entradas da Linha 1 e Linha 2 e a carga é alimentada pela linha de prioridade.
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2. A operação de emergência acontece sempre que a linha de prioridade sofrer uma alteração
que exceda o limite de intervenção estabelecido, o fornecimento de carga será transferido
imediatamente da linha de prioridade para a “linha de emergência”. A intervenção do sensor
de acionamento de fase funciona no tempo de retardo entre a desconexão de uma linha e o
abastecimento da outra. Assim, evita-se a queima dos dois pares de SCR's relativos às duas
lindas de fornecimento diferentes, evitando qualquer possibilidade de sobreposição.

3. A operação de bypass é o modo usado para abastecer a carga durante os serviços de manu-
tenção e reparo da Chave Estática. Neste modo o sistema STS pode ser desenergizado e a
carga é alimentada pela chave de bypass de manutenção correspondente, porém haverá ten-
são no barramento de saída no interior da Chave Estática.

Para isolar o equipamento completamente, as chaves do sistema STS devem


estar abertas, o fornecimento de entrada deve ser isolada da unidade STS e a saída
isolada dos demais módulos, isso se a unidade for parte de um sistema de módulos
múltiplos.

A STS 300 deve ser instalada em ambiente interno com umidade e temperatu-
ras controladas, não devendo exceder de 40ºC, a temperatura e de 95% a umidade
relativa do ar no ambiente. O ambiente deve ser seco e deve-se assegurar o fluxo
irrestrito de ar para resfriamento do equipamento, ou seja, deve-se tomar provi-
dências para a remoção do calor criado pelo sistema STS.

4.5 Banco de Baterias

4.5.1 Banco de Baterias

O acumulador elétrico ou bateria é um dispositivo eletroquímico que converte energia


elétrica em energia química, para posterior reação química de conversão de energia química em
energia elétrica quando conectada a um consumidor. Na realidade trata-se de um conversor e não
acumulador, no entanto, para efeito de referência continuaremos a chamá-lo de acumulador.

A capacidade de um acumulador elétrico é comumente definida em ampéres-hora (Ah).


Está capacidade é a quantidade de eletricidade que o acumulador é capaz de fornecer sob
determinada condição de corrente de descarga, até uma determinada tensão a uma determinada
temperatura.

A solução eletrolítica ou eletrólito é uma solução aquosa de ácido sulfúrico, em


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proporções que variam de acordo com a utilização da bateria.

O banco de baterias é um conjunto de elementos eletroquímicos interligado, em série ou


em paralelo, com a finalidade de fornecer uma tensão nominal em corrente contínua a um
equipamento ou consumidor a ele conectado. A grande vantagem de utilizar os acumuladores
chumbo-ácidos pode ser ciclada centena ou milhares de vezes durante sua vida útil, sem acentuada
perda de capacidade.

No Sistema elétrico da nova Casa de Força possuímos dois tipos de baterias: Ventilada e a
Regulada por Válvula (VRLA).

4.5.2 Inspeção em Banco de Baterias

A ventilação na sala de baterias é de extrema importância, pois esse tipo de bateria


chumbo-ácido produz gás hidrogênio e o oxigênio que se desprendem do interior dos elementos
através das válvulas. Durante a recarga a produção de gás aumenta, acentuando-se no final a
produção de oxigênio.

A concentração de 4% de hidrogênio no volume de ar da sala apresenta o perigo de


explosão, se provocada alguma faísca. Desta forma, o volume de hidrogênio deve ser mantido bem
abaixo deste valor utilizando os exaustores instalados na sala de baterias para a circulação de ar.
Mantenha a ventilação da sala de baterias em conformidade com as normas de segurança.

Utilize os equipamentos de proteção individual para garantir a integridade física ao


inspecionar e manusear baterias: óculos de segurança ou protetor facial, luvas resistente ao ácido,
aventais de borracha protetores, base (produto químico = bicarbonato de sódio) utilizado para
neutralizar a ação do ácido sulfúrico, entre outros. O operador deve familiarizar-se com o uso do
lava-olhos na sala de baterias; se respingar eletrólito nos olhos, lave-os imediatamente e procure um
médico com urgência. Nunca use capacetes metálicos ou ferramentas desencapadas ao perto de
banco de bateria, pode causar curto circuito.

As inspeções realizadas nos bancos de baterias são:

 Verificar o sistema de exaustão / climatização da sala de baterias.


 Limpar a bateria e estante;
 Medir e registrar as tensões de flutuação de todos os elementos bem como o valor total da
tensão do banco, ajustando-a. (Observar os limites indicados no manual de cada fabricante e,
na ausência deste, considerar em temperatura de 25ºC ou corrigido em +/- 4mV/ºC/elemento
os valores de Acumulador Alcalino: 1,38 – 1,42Vcc , Acumulador chumbo-ácido Ventilado:
2,18 – 2,22Vcc e Acumulador chumbo-ácido VRLA: 2,23 – 2,30 Vcc)
 Verificar piso, parede, e teto da sala de baterias.
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 Verificar o estado da bateria identificando deformações, vazamentos e oxidações dos bornes.
 Verificar se a iluminação da sala está de forma correta (luminária protegida) e adequada
(luminosidade);
 Verificar a estante das baterias quanto à presença de corrosão, deformação ou quebra bem
como verificar o estado da placa de identificação.

4.5.3 Metodologia de Operação do Banco de Baterias

O acumulador é, essencialmente, um dispositivo baseado em reações químicas. O calor


intensifica a atividade química; o frio a reduz. As temperaturas normais de operação da bateria
estão entre 16ºC e 32ºC, como valor médio de 25ºC.

A capacidade da bateria é reduzida quando a temperatura da sala de baterias estiver abaixo


de 25ºC. A vida útil da bateria é encurtada quando a temperatura da sala de baterias estiver
constantemente acima de 30ºC. A temperatura máxima admissível para a operação do elemento
de bateria ventilada é de 35ºC e do elemento de bateria selado é de 25ºC.

Temperaturas mais baixas do que as normais tem efeitos opostos. Em geral, uma bateria em
local ventilado durará mais e exigirá menos manutenção do que uma em local quente.

A temperatura de operação do acumulador, quanto maior, menor será a vida útil da bateria.
Quando a bateria não consegue mais fornecer ao menos 80% de sua capacidade nominal de
descarga, terminou sua vida útil. Os acumuladores tem expectativa de vida útil, em regime
constante de flutuação, estimada em mais de 10 anos. A temperatura elevada reduz o peso
específico do eletrólito e, por conseguinte, aumenta a resistência interna do elemento,
ocasionando a redução da tensão do acumulador.

A elevação da temperatura no acumulador pode decorrer de uma das seguintes causas:

 Sobrecarga;
 Curto circuito;
 Temperatura ambiente excessiva.

Cuidados com a bateria: mantenha o nível de eletrólito sempre nos limites fixados, entre o
nível inferior e superior indicado no nível, adicionando apenas água desmineralizada ou
destilada.

Água da torneira contém cloro e flúor e a água de mineral tem alta concentração de sais
minerais: ferro, cloro, nitrogênio, ácido nítrico, magnésio e outras substâncias orgânicas. Todas
estas substâncias são elementos nocivos para as baterias.
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Se o eletrólito estiver abaixo do topo das placas haverá sulfatação irreversível destas placas
expostas ao ar. E se o nível estiver muito próximo à tampa, durante a carga, devido a
gaseificação, o eletrólito aumenta o volume e transbordará de dentro do elemento da bateria.

Os bancos de baterias instalados no Sistema Elétrico do DTCEA são:

 BBAT UPS 1.1: três bancos, cada banco contendo 84 monoblocos estacionários do tipo
9TFE-100/3 2V e capacidade de 100Ah a 1,210g/m³ – totalizando +504Vcc/- 504Vcc
(simétrico) em cada banco (para uma autonomia mínima de 15 minutos);
 BBAT UPS 2.1: três bancos, cada banco contendo 84 monoblocos estacionários do tipo
9TFE-100/3 2V e capacidade de 100Ah e 1,210g/m³ – totalizando +504Vcc/- 504Vcc
(simétrico) em cada banco (para uma autonomia mínima de 15 minutos);
 BBAT UPS-SIE: um banco contendo 40 elementos RVLA selados UP12550 de 12V e
capacidade de 55Ah - totalizando +260Vcc/- 260Vcc (simétrico) em cada banco;
 BBAT GMG 1.1: um banco contendo 06 monoblocos estacionários do tipo 13TFX-165/2
de 2V e capacidade de 165Ah em 15 minutos – totalizando 24Vc;
 BBAT GMG 2.1: um banco contendo 06 monoblocos estacionários do tipo 13TFX-165/2
de 2V e capacidade de 165Ah em 15 minutos – totalizando 24Vcc;
 BBAT URF 1.1 um banco contendo 60 monoblocos estacionários 7TFE-225 de 2V e
capacidade de 225Ah a 1,210 g/cm³ – totalizando 120Vcc (para uma autonomia mínima
de 2 horas);
 BBAT URF 2.1: um banco contendo 60 monoblocos estacionários 7TFE-225 de 2V e
capacidade de 225Ah a 1,210 g/cm³ – totalizando 120Vcc (para uma autonomia mínima
de 2 horas);
 BBAT URV1: um banco contendo 24 monoblocos estacionários 13TFE-150 de 2V e
capacidade de 150Ah a 1,210 g/cm³ – totalizando 48Vcc (para uma autonomia mínima
de 2 horas);
 BBAT URV2: um banco contendo 14 monoblocos estacionários 17TFE-600 de 2V e
capacidade de 600Ah a 1,210 g/cm³ – totalizando 28Vcc (para uma autonomia mínima
de 2 horas);
 BBAT URU: um banco contendo 14 monoblocos estacionários 7TFE-225 de 2V e
capacidade de 225Ah a 1,210 g/cm³ – totalizando 28Vcc (para uma autonomia mínima
de 2 horas);

4.6 Fontes de Energia Elétrica Secundária

4.6.1 Sistema de Energia Secundária

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Os grupos moto geradores poderão ser operados no modo remoto através do SIGE e no
modo local através de operação no controlador dos Geradores – STEMAC DS 7320 (USCA). O tipo
de motor utilizado na Casa de Força é estacionário da SCANIA, a diesel, turbocompresso com
radiador de ar, resfriado a ar, com rotação de 1800rpm e potência de 360/331 kVA
(Standard/Prime).

O quadro da USCA não possui chave comutadora local / remoto, a comutação é realizada no
próprio botão "manual" do Deep Sea 7320 (Controlador Lógico).

A Unidade de Supervisão de Corrente Alternada (USCA) é um módulo microprocessado, o


qual tem a função de monitorar os sinais enviados pelos sensores do motor estacionário, as
anomalias da rede elétrica e controlar a partida e parada do grupo gerador tanto em modo manual
como em modo automático.

Na nova filosofia de Sistemas de Energia modernizados na Casa de Força do


Destacamento de Controle de Espaço Aéreo, a USCA não monitora as anomalias
da rede elétrica, essa função é realizada pelo Relé SEPAM dos PMT's e a comuta-
ção dos disjuntores de rede e grupo gerador controlados pelo controlador lógico
do painel PTA.

A USCA possui na porta frontal uma interface IHM (Interface Homem –


Máquina) com display de cristal líquido que permite ao operador do equipamento
visualizar parâmetros de tensão (V) de fase e de linha, frequência (Hz), corrente
das fases (A), potência ativa (Kw), reativa (KVAr) e aparente (KVA), fator de po-
tência, pressão de óleo lubrificante, rotações por minuto do motor (RPM), energia
ativa (Kwh) e reativa (KVArh), temperatura da água de arrefecimento (ºC), núme-
ros de partidas, tempo de funcionamento, tempo para manutenção, tensão na bate-
ria do motor (V) , proteções ( ANSI ) bem como códigos de erro se o GMG vier a
apresentar alguma falha.

O GMG é comandado por uma USCA, (Unidade de Supervisão de Corrente


Alternada) acoplada a base do Conjunto Scania. Possui um módulo comando e
partida automática DSE7320 acomodado em um gabinete plástico e resistente pro-
jetado para a montagem na parte frontal do painel com todas as conexões são rea-
lizadas por meio de plugues e soquetes.

O módulo DSE foi projetado para possibilitar a partida e parada, tanto no


modo automático como no manual, monitorar o motor, indicando todas as condi-
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ções operacionais e visualizar todos os parâmetros operacionais do sistema através
do display LCD.

Internamente a USCA ainda possui um controlador com display em LCD


responsável pela automação do carregador/retificador do Banco de Baterias de
partida do GMG, permitindo ao operador realizar o setup de ajuste e monitora-
mento do carregador conectado a ele. A tensão nominal de entrada do
controlador/retificador é em Corrente Contínua de 24Vcc. A temperatura de traba-
lho do controlador é de 0 a 40°C a IHM a 100% de carga, se aumentar de 40 a
70°C a carga decresce linearmente até 40%. Possui um sistema de arrefecimento
natural por convecção inibindo a contaminação da fonte por partículas presentes
no ar.

4.6.2 Comandos

Precauções de Segurança

Sempre faça uma verificação visual do motor e do ambiente em que ele se


encontra antes de ligá-lo e depois de desligá-lo. Assim poderá detectar facilmente
a presença de vazamento de combustível, óleo ou líquido de arrefecimento ou de
quaisquer outras anormalidades que podem precisar de retificação.

Não encha demasiadamente o tanque devido ao risco de expansão e feche


corretamente a tampa de abastecimento.

Caso ocorra alguma anomalia, utilize o bloqueio de partida do motor para


evitar que alguém não autorizado dê partida no GMG.

Evite circular no ambiente com o motor em funcionamento, sempre oferece


risco a segurança, partes do corpo, roupas podem ser pegos pelas peças que giram
e causar ferimentos.

Nunca abra a tampa de abastecimento do líquido de arrefecimento se o mo-


tor estiver quente. Líquido de arrefecimento ou vapor quente pode espirrar e cau-
sar queimaduras. Se precisar abrir ou remover um componente do sistema de arre-
fecimento com o motor quente, abra a tampa muito lenta e cuidadosamente para
aliviar a pressão do sistema antes de removê-la. Use luvas, pois o líquido de arre-
fecimento ainda estará muito quente.
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Sempre bloqueio o dispositivo de partida ao trabalhar no motor, evitando as-
sim, que o motor comece a funcionar acidentalmente podendo causar risco de feri-
mentos.

4.6.3 Característica do motor SCANIA:

GENERALIDADES MOTOR - DC9 EMS


Número de Cilindros 5 em linha
Cilindrada dm³ (litros) 8,87
Sequência de ignição 1-2-4-5-3
Taxa de compressão 18:1
Arrefecimento Líquido
SISTEMA DE LUBRIFICAÇÃO
Pressão máx. do óleo motor aquecido em rotações do motor
6
acima de 1000 rpm bar (kp/cm²)
Pressão normal do óleo:
Motor aquecido em rotação operacional 3-6
Volume do óleo lubrificante
-Min. l 32
-Máx. l 37
SISTEMA DE COMBUSTÍVEL
Rotação de marcha lenta baixa rpm 700 (ajustável 500-800)
Rotação com carga máxima total 1800 rpm
Combustível Óleo Diesel (EN 590 padrão europeu)
SISTEMA DE ARREFECIMENTO
Número de termostato 1 (termostato duplo)
Termostato, temperatura inicial ºC 83
Temperatura do líquido de arrefecimento:
Sistema em pressão atmosférica ºC 83-95
Sistema em sobrepressão ºC 83 – cerca de 100
Volume, incluindo radiador, motor e tanque de expansão com
1,0 m² radiador dm³ (litros) 57
SISTEMA ELÉTRICO
Tensão do sistema (V) 24
Alternador, corrente (A) 80 ou 100

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O sistema de préaquecimento mantém o motor, combustível e óleo lubrificante, todos ao
mesmo tempo, aquecidos a aproximadamente 55ºC, facilitando com isso, a partida do motor e
mantendo a condição mais rápida possível para o GMG assumir a demanda de energia. O sistema
de préaquecimento não passa pelo controlador eletrônico, e sim, disjuntor separado em um quadro
de energia.

Partida e Funcionamento do GMG:

 Antes de partir o motor deve-se:

 Verificar o nível de óleo do motor;

 Verificar o nível de líquido de arrefecimento;

 Verificar o nível de combustível do tanque;

 Verificar o nível de eletrólito nas baterias;

 Verificar o estado de carga das baterias;

 Verificar a tensão da correia de transmissão.

Os sensores de rotação do motor Scania são magnéticos e controlados pelo


módulo EMS. São quatro sensores principais:

1. Sensor de líquido de temperatura de Arrefecimento;

2. Sensor da pressão de óleo;

3. Sensor da pressão e temperatura do ar de admissão;

4. Sensor de rotações do motor (02 sensores).

Temperatura do Líquido de Arrefecimento

A temperatura normal do líquido de arrefecimento quando o motor está em


funcionamento deve ser de 70-90ºC. Se a temperatura do líquido de arrefecimento
ultrapassar o valor 105ºC, o Sistema de controle EMS e S6 promoverá o
desligamento do motor. Quando em funcionamento por períodos prolongados com
carga extremamente leve, o motor pode ter dificuldade de manter a temperatura de
operação normal. Entretanto, a temperatura

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Pressão do Óleo Lubrificante do Motor

Pressão máxima do óleo: motor aquecido rodando em rotação específica de 800 rpm ..... 6 bar;

Pressão normal do óleo: motor aquecido rodando em rotação de operação de ................. 3-6bar;

Pressão mínima do óleo: motor quente acima de 1000 rpm ............................................... 2,3bar.

O sistema de controle tem os seguintes níveis de alarme:

 numa rotação abaixo de 1000 rpm e pressão de óleo inferior a 1,0 bar

 numa rotação acima de 1000 rpm e pressão de óleo inferior a 2,3 bar por mais de 5 segun-
dos.

Atenção: a pressão alta do óleo lubrificante (acima de 6 bar) é normal durante


a partida em um motor frio. Mas a pressão deve começar a baixar logo após a
partida do motor.

Durante a parada do motor, o mesmo funcionará sem carga por 3 minutos


aproximadamente após ter operado continuamente com carga pesada – tempo de
resfriamento do motor. O resfriamento de 3 minutos é necessário também para
que a temperatura do motor, que estava com carga, e possa diminuir e voltar aos
valores nominais de funcionamento sem carga.

Há risco de danos ao turbo e de pós-ebulição se o motor parar de funcionar


sem resfriamento. O turbocompressor é acionado quando a carga for superior a
40% da potência (acionado pela pressão de ar), se parar o motor imediatamente,
não haverá o resfriamento necessário no eixo do turbo que continua girando por
inércia, pois o óleo lubrificante para de ser aplicado no eixo, o que poderá
danificar o equipamento.

Verificação do Nível de Óleo Lubrificante


O motor deve estar parado ou aguardar por pelo menos um minuto depois da
parada total do motor.

Verifique o nível na vareta de nível próximo as marcações “Máx.” e “Min.”.


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O nível máximo corresponde a aproximadamente 37 litros e o nível mínimo
corresponde a aproximadamente 32 litros de óleo lubrificante dentro do cárter.

Verificação do Nível do Líquido de Arrefecimento

Atenção: motor quente com sistema de arrefecimento pressurizado: abra a


tampa com cuidado. Água e vapor podem espirrar. Existe risco de queimaduras.

Sempre encha com líquido de arrefecimento misturado pronto (água limpa e


sem contaminação e com pH entre 6 e 9 e realizar a mistura com a percentagem
de glicol ou inibidor de corrosão de acordo com o local).

 abra a tampa de abastecimento do tanque de expansão e verifique o nível do líquido de arre-


fecimento.

 Nível correto (tanque de expansão plástico da Scania): Motor frio – nível do líquido de arre-
fecimento deve estar aproximadamente 50 mm abaixo do gargalo de enchimento. Motor
quente – o nível do líquido de arrefecimento deve estar aproximadamente 25 mm abaixo da
linha de tanque cheio.

 Outros tipos de tanque de expansão de acordo com as instruções do instalador.

Nunca despeje líquido de arrefecimento frio em um motor quente. Isso pode


provocar rachaduras no bloco de cilindros e no cabeçote do cilindro.

Verificação do Estado de carga das baterias e do nível de eletrólitos

 Verifique a densidade com um densímetro: bateria totalmente carregada deve ter 1,280 a
20ºC e a 1,294 a 0ºC;

 Se a densidade da bateria estiver abaixo de 1,20 a bateria deverá ser recarregada; Atenção:
uma bateria descarregada congela a -5ºC e não use carga rápida na bateria, pois ele danifica
a bateria a longo prazo.

 Verifique o nível do eletrólito;

 Caso o nível esteja baixo, complete com água destilada.

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 Use luvas, óculos e avental de proteção ao recompletar o nível de eletrólito dos elementos de
baterias, que contêm ácido sulfúrico altamente corrosivo.

4.6.4 Gerador Trifásico WEG GTA 252

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Gerador utilizado no GMG é o Síncrono da Linha G plus da WEG, brushless com bobina
auxiliar, aberto auto ventilado, carcaça 252 DS6. Corrente Máxima do Gerador: 476A

O gerador síncrono, ou gerador, tem como funcionamento função transformar a energia


mecânica fornecida por uma máquina primária (turbina, motor diesel ou gás) em energia elétrica. O
funcionamento é baseado na lei da indução eletromagnética de Faraday. Toda vez que uma espira
ficar imersa em um campo eletromagnético variável será induzida uma força eletromotriz (f.e.m) e
produzirá uma tensão CA.

A excitatriz principal envia uma tensão alternada para a ponte retificadora girante. Então, essa
tensão é retificada e é aplicada ao rotor da máquina. Neste sistema as escovas e porta escovas são
eliminadas, pois a tensão de alimentação do campo do gerador é obtida através da tensão induzida
na excitatriz e o único elemento de interação é o campo magnético.

As partes principais do gerador:

Rotor: a parte móvel do gerador cujo campo magnético é gerado e excita o gerador. São os
pólos da máquina. É alimentado em corrente contínua com uma baixa tensão, gasta de 1% a 7% da
potência nominal do gerador.

Estator: a parte fixa do gerador. Local onde ficam as bobinas que geram a tensão ao serem
aplicadas uma f.e.m sobre elas.

Anéis coletores e escovas: tem por função levar alimentação ao rotor. Atualmente os
geradores são fabricados com excitatriz que substitui o sistema de escovas.

A cada giro do rotor teremos um ciclo completo da tensão gerada. Os enrolamentos podem ser
construídos com um número maior de pares de pólos, que se distribuíram alternadamente.

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Gerador WEG GTA 252

No sistema trifásico, a tensão entre fases é determinada pelas ligações de fechamento que
forem executadas. Normalmente os geradores são fornecidos com 12 terminais de bobinas do
induzido para serem ligados de forma a gerar tensão 380/220Vca para o nosso Sistema Elétrico.

4.6.5 Características do Módulo de Partida DSE 7320

Os módulos da série DSE7000 monitoram o motor, indicando todas as condi-


ções operacionais. Em caso de falha será emitido um alarme sonoro e o motor será
desligado automaticamente. O módulo irá informar a real causa da falha através
do display LCD. O módulo 7320 tem a função de partida automática ou manual
do motor e de módulo de detecção automática de falha de Rede.

O potente microprocessador ARM contido no módulo possibilita a incorpora-


ção de várias funções complexas, tais como:

 Display LCD configurável para trabalhar em diversos idiomas;

 Monitoramento True RMS da tensão, corrente e da energia;

 Monitoramento dos parâmetros do motor;

 Entradas totalmente configuráveis para uso como alarmes entre outras funções;

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 Interface com a Unidade Eletrônica (ECU) dos motores eletrônicos;

A utilização do software de configuração para PC (configuration suite) permi-


te a configuração das sequências de operação, temporização e alarmes.

O módulo é acomodado em um gabinete plástico resistente projetado para a


montagem na parte frontal do painel. Todas as conexões são realizadas por meio
de plugues e soquetes.

Funcionamento do Módulo de Partida DSE 7320

A figura abaixo detalha a função dos vários botões do módulo DSE 7320 da
Unidade de Supervisão de Corrente Alternada.

Painel do Controlador DSE 7320

A principal função do DSE 7320 é o controle e proteção do grupo motogera-


dor.

Ao se realizar manutenção no Grupo MotoGerador o botão selecionado


deve ser o “modo de parada” e em seguida o “BT0” localizado no painel da
USCA.

A tensão de alimentação para o funcionamento do controlador 7320 é de 8 a


35Vcc e o seu sistema elétrico pode ser configurável com saída de 15 a 277 Vac.

4.6.6 Sinalização de Emergência

As medições monitoradas e controladas pelo DSE 7320 são:


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 Temperatura de óleo;

 Temperatura de ar de admissão.

 Pressão do líquido de arrefecimento;

 Pressão do Combustível;

 Pressão do Turbo;

 Consumo de Combustível;

 Total de combustível usado;

 Temperatura de exaustão.

Teclas de Controle do Painel DSE 7320

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4.6.7 Metodologia de Operação de Fontes Secundárias

Esquema de funcionamento Grupo Motogerador

O controlador DSE 7320 recebe informação do SIGE para partida do motor,


quando existe falta ou anomalias da rede comercial que é monitorada através do
Relé SEPAM e parada do motor, quando ocorre o retorno da rede comercial den-
tro dos padrões e critérios de funcionamento do Sistema Elétrico da Casa de For-
ça.

O disjuntor de alimentação da carga, instalado no interior da USCA, sempre


permanece fechado. A comutação da alimentação através do Grupo ou da Rede
Comercial é realizada através dos Disjuntores de Grupo e Rede no PTA, comanda-
dos pelo SIGE. Existe o intertravamento lógico, elétrico entre os Disjuntores de
Grupo e Disjuntores de Rede, o bloqueio mecânico é realizado através de cadea-
do, sendo que se um disjuntor estiver alimentando o sistema ou outro estará aber-
to.

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4.7 Sistemas de Gerenciamento e Supervisão (SIGE e SSC)

O sistema de Gerenciamento de Energia (SIGE) é um sistema de gerenciamento de


energia de controle centralizado. Tem por função realizar o controle e a supervisão de todos os
equipamentos de controle e monitoração do sistema de energia.

O SIGE será o responsável pelo intertravamento, seqüenciamento e processamento dos


equipamentos do sistema de energia.

Para desempenhar sua função, o SIGE deve ser capaz de:

 Adquirir e tratar dados analógicos do processo,


 Adquirir e tratar dados digitais do processo,
 Processar lógicas de intertravamento, seqüenciamento e de automatismo;
 Datar os eventos recebidos ou gerados por lógica interna dos relés de proteção
microprocessados co resolução de 1ms.

O Sistema de supervisão e controle apresenta os seguintes requisitos operacionais:

 Comando Remoto: através da interface gráfica que apresenta o diagrama unifilar da KF. As
manobras dos equipamentos podem ser conduzidas pelo operador a partir da sala de coman-
do;

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 Função de Monitoração: são apresentadas ao operador formas gráficas e desenhos esque-
máticos, com os valores provenientes das medições realizadas, além das indicações de esta-
do dos disjuntores, chaves seccionadoras e demais equipamentos de interesse;
 Função proteção: realiza por meio de relés digitais, obedecendo aos requisitos de seletivida-
de e coordenação;
 Alarmes: são emitidos alarmes como notificação para o operador sobre a ocorrência de alte-
rações espontâneas da configuração da malha elétrica, ou de irregularidade funcional de al-
gum equipamento, ou ainda a ocorrência de violações de limites operativos de medições;
 Registro sequencial de eventos: registros da atuação de relés de proteção, abertura e fecha-
mento de disjuntores e chaves seccionadoras e outras indicações de estado de interesse no
Servidor SQL;
 Armazenamento de dados históricos: todas as medições, indicações de estado, alarmes e
ações executadas pelo operador são armazenadas (SQL), a fim de permitir a análise ou audi-
toria posterior;
 Gráficos de tendências: possibilita ao operador observar a evolução das grandezas analógi-
cas no tempo em que durar a monitoração;
 Intertravamento: efetua o bloqueio ou liberação de ações de comando em chaves, disjuntores
ou seccionadoras em função da topologia da KF;
 Religamento: função composta de uma sequência ordenada do registro da atuação de relés
de proteção, abertura e fechamento de chaves seccionadoras motorizadas e disjuntores;
 Controle de tensão e reativos: lógica de controle visando manter o nível de tensão e o fluxo
de reativos nos barramentos, dentro de limites preestabelecidos, mediante a retirada parcial
ou total de banco de capacitores; e
 Osciloperturbografia: a função que permite a aquisição de dados elétricos durante um evento
perturbador que normalmente resulta em sobretensões, sobrecorrentes, sub e sobrefrequên-
cia, possibilitando a sua representação gráfica na forma de onda, a fim de identificar e diag-
nosticar o evento, de modo a estabelecer ações corretivas, tais como a alteração de ajuste
dos relés e esquema de coordenação.

4.7.1 SIGE e SSC

SIGE – Sistema de Gerenciamento de Energia

É um sistema de automação com a finalidade de gerenciamento e supervisão do SE, composto


por 02 controladores lógicos programáveis instalados, um PTA 1.1 e outro no 2.1, 04 computadores
dedicados, sendo que um servidor para armazenamento de dados (sob a mesa da sala do operador
KF), dois viewer’s instalados nos PTA’s funcionando como servidor local, e um viewer instalado
como servidor na rede (mesa da sala do operador KF), dispositivos de interface de fibra ótica,
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bridges Modbus/ethernet, HUB’s, conversoras ethernet/fibra ótica, swithces, remota advantys,
fontes, disjuntores e borneiras, instalados nos painéis dos equipamentos, na UGE (Unidade de
Gerenciamento de Energia), URGE (Unidade Remota de Gerenciamento de Energia) e PTA (Painel
de Transferência Automática).

SSC – Sistema de Supervisão de Climatização

Com a modernização das Casas de Força promoveu-se a implementação de um sistema de


supervisão da climatização gerenciado por controladores lógicos programáveis (ATOS Schneider)
instalados em cinco Quadros de Força e Controle de Ar Condicionados (QFCAC) nas principais
KT’s do DTCEA (KF, UHF, VHF e RDR 1º e 4º Pavimentos).

O Sistema SSC proporciona a monitoração à distância, na sala do técnico KF ou do técnico


Radar, dos equipamentos de climatização instalados nas áreas operacionais e do conforto no 2º
pavimento do prédio Radar.

5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Chave Estática: EATON. Powering Business Worldwide. Chave Estática de Transferência Trifásica
- Manual Operacional STS 300. 2012.
Unidade Retificadora: EFACEC do Brasil Ltda. EFAPOWER. CIB S – Retificador / Carregador de
Baterias - Manual do Usuário. 2010.
EFACEC do Brasil Ltda. EFAPOWER. Painel de Comandos do MiniPSM – Manual do utilizador
(v. Standard). 2010.
EFACEC do Brasil Ltda. EFAPOWER. Manual do Usuário Unidade Retificadora FS 125/20 –
Modelo BRSA. 2010.
EFACEC do Brasil Ltda. EFAPOWER. Manual do Usuário Unidade Retificadora FS 48/25 –
Modelo BRSA. 2010.
EFACEC do Brasil Ltda. EFAPOWER. Manual do Usuário Unidade Retificadora FS 32/40 –
Modelo BRSA. 2010.
ERICO do Brasil. Instruções de Uso / Aplicação. 2010.
ERICO do BRASIL. Manual Erico TSG SRF Instruções de Instalação e Operação. 2010.
STEMAC S/A GRUPO GERADORES. Manual do Motor Scania DC12. 2010.
STEMAC S/A GRUPO GERADORES. Descritivo de Instalação, Operação e Manutenção. 2012.
WEG EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS S.A. Manual de Operação e Instalação GRT7 TH4. 2011.
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WEG EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS S.A. Manual de Operação e Instalação - Geradores
Síncronos Linha G Plus. 2011.
DSECONTROL. Manual do Operador – Módulo DSE da Série 7000 – Sistema de Controle &
Instrumentação. 5ª Edição. 2010.
ORBI Brasil Indústria e Comércio Ltda. Carregador de Bateria Chaveado STE-720 Rev2. 2012.
ORBI Brasil Indústria e Comércio Ltda. Fonte Alimentação Chaveada – Mod.: STE-720. 2012.
ORBI Brasil Indústria e Comércio Ltda. Interface Homem Máquina IHM-002. 2012.
SCHNEIDER ELECTRIC Brasil Ltda. Proteção de Redes Elétricas - SEPAM Série 40 – Manual do
Usuário. 2007.
SCHNEIDER ELECTRIC Brasil Ltda. Distribuição de Média Tensão - SM6 Células Modulares.
2011.
ADKL-ZELLER. Treinamento no Sistema de Gerenciamento de Energia (SIGE). 2011.
ADKL-ZELLER. Descritivo Funcional do Supervisório. 2011.
HERSA ENGENHARIA. Treinamento Sistema de Energia do DTCEA de Catanduvas. 2012.
NEWPOWER Sistemas de Energia S.A. FULGURIS. Manual Técnico de Baterias Estacionárias
Ventiladas. 2011.
NEWPOWER Sistemas de Energia S.A. FULGURIS. Acumulador Chumbo-Ácido Estacionário
Regulado por Válvula RVLA – Série UP 6 a 12V.
AREVA WALTEC Equipamentos Elétricos Ltda. Manutenção. Transformadores Trifásico Resiglas /
Resimold. Classes: 4,16 à 36 kV. Potências de até 20MVA. Manual de Instrução Técnica. 2006
LEISTUNG. Treinamento Técnico de Comissionamento e Manutenção em UPS DPA Series. 2011.
LEISTUNG. Treinamento Técnico de Comissionamento e Manutenção UPS Série UPScale 3G.
2011.
LEISTUNG. Manual Prático de Instruções - DPA Arquitetura Paralela Descentralizada. Modular
(N+1) – Redundante Sistema UPS Trifásico 10-50 kVA. 2009.

6. ÍNDICE:

1. APRESENTAÇÃO …......................................... 03
2. OBJETIVOS …......................................... 03
3. EMENTA …......................................... 03
4. REQUISITOS GERAIS PARA OPERAÇÃO DE CASA DE FORÇA …......................................... 04
4.1 SERVIÇO DE OPERADOR DE KF …......................................... 04

4.2 O OBJETIVO DO SERVIÇO DE OPERADOR DE KF …......................................... 05

4.3 PASSAGEM E ROTINAS DO TURNO …......................................... 05

4.4 FERRAMENTAS E INSTRUMENTOS DE USO DO OPERADOR …......................................... 06

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