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Screening da PERTURBAÇÃO BIPOLAR beSTABLE

The Mood Disorder Questionnaire (MDQ) 1/3

INSTRUÇÕES
Por favor, responda a cada uma das questões da melhor forma possível.

1. Alguma vez não esteve no seu estado normal durante um determinado período e (…)

Sim Não

(…) sentiu-se tão bem ou tão para cima que as outras pessoas pensaram que não estava no seu estado
normal ou que estava com tanta energia que teve problemas?

(…) ficou tao irritado que gritou com outras pessoas ou começou discussões ou brigas?

(…) se sentiu muito mais autoconfiante do que se sente habitualmente?

(…) dormiu muito menos do que é habitual e achou que não precisava dormir mais?

(…) estava muito mais falador ou falava mais rápido do que é habitual?

(…) os pensamentos passavam rapidamente na sua cabeça ou não conseguia desacelerar a sua cabeça
(pensamentos)?

(…) se distraía tao facilmente com as coisas à sua volta que tinha dificuldade em concentrar-se ou manter o
foco?

(…) teve muito mais energia do que é habitual?

(…) ficou muito mais ativo ou fez muito mais coisas do que faz habitualmente?

(…) ficou muito mais sociável ou expansivo do que é normal, por ex. telefonar para amigos a meio da noite?

(…) ficou muito mais interessado em sexo do que é normal?

(…) fez coisas que não costumava fazer, ou que as outras pessoas podem ter achado que eram excessivas,
absurdas ou arriscadas?

(…) gastou dinheiro ao ponto de ficar ou deixar a sua família em dificuldades financeiras?

2. Se marcou SIM em mais do que uma das questões anteriores, já aconteceu que algumas das situações aconteceram na mesma
altura?

Sim Não
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3. Que implicações ou problemas causaram estas situações na sua vida, por ex. de não conseguir trabalhar, ter problemas
familiares, de dinheiro ou legais, de entrar em discussões ou brigas?
Por favor, assinale apenas uma resposta.

Nenhuns problemas Problemas mínimos

Problemas moderados Problemas graves

4. Algum familiar direto (por ex.: filhos, irmãos, pais, avós, tios, tias) teve doença maníaco-depressiva ou perturbação bipolar?

Sim Não

5. Algum profissional de saúde alguma vez lhe disse que tinha doença maníaco-depressiva ou perturbação bipolar?

Sim Não

TOTAL

Referência bibliográfica:
Hirschfeld RM,Williams JB, Spitzer RL, Calabrese JR, Flynn L, Keck PE, Jr, Lewis L, McElroy SL, Post RM, Rapport DJ,
Russell JM, Sachs GS, Zajecka J. Development and validation of a screening instrument for bipolar spectrum disorder:
the Mood Disorder Questionnaire. Am J Psychiatry 2000; 157:1873–5.
Screening da PERTURBAÇÃO BIPOLAR beSTABLE
Questões para a Entrevista Clínica a Considerar na 3/3
Diferenciação Perturbação Bipolar tipo I e II versus
Perturbação Depressiva major
1. Qual a idade da pessoa quando surgiu a doença teve início?
A literatura sugere que a idade média de início da doença é mais precoce entre os doentes com perturbação bipolar (média:
21; dp: 9.6) do que entre aqueles com perturbação depressiva major (média: 29; dp: 12.9-14.2) 2.
2. Com que frequência eram previamente reconhecidos os episódios depressivos?
O número de episódios depressivos prévios era significativamente superior em indivíduos com perturbação bipolar
comparativamente com indivíduos com perturbação depressiva major. Num estudo publicado 1, o número de episódios
depressivos reportados era “demasiado numeroso para quantificar”; num outro estudo, 52,8% reportaram mais do que 25
episódios depressivos 2.
3. Qual foi a resposta prévia ao tratamento com antidepressivos?
A resposta prévia ao tratamento com antidepressivos constitui um fator distintivo valioso.
O tratamento de “emergência” para os sintomas maníacos/hipomaníacos sugerem fortemente a presença de doença
bipolar, devendo os clínicos questionar os doentes acerca da toma de antidepressivos durante a ocorrência de tais
sintomas, especialmente no início precoce do tratamento e após o aumento de doses. Igualmente, a ausência de resposta
ao tratamento com antidepressivos, particularmente uma resposta “efeito teto” ou mais do que duas falhas na resposta ao
tratamento com antidepressivos, deve levar à investigação adicional para perturbação bipolar 3.
4. Existem membros da família com episódios de mania/hipomania?
A história familiar de perturbação depressiva major, parece não diferir significativamente entre indivíduos com perturbação
bipolar e indivíduos com perturbação depressiva major; contudo, a presença de história familiar de perturbação bipolar tem
sido apontada como sendo mais comum entre indivíduos com perturbação bipolar (41,9%), comparativamente a indivíduos
com perturbação depressiva major (5,2-8,3%) 4.
5. Existe história de tentativa de suicídio?
O risco de suicídio é provavelmente a mais grave consideração clínica em doentes com perturbação bipolar. Foi descrito
que entre 25% e 50% dos doentes com perturbação bipolar irão em algum momento da sua vida fazer uma tentativa de
suicídio, sendo que 8,6% a 18,9% irão conseguir consumar essa tentativa. A probabilidade de uma tentativa de suicídio na
perturbação bipolar é superior a qualquer outra perturbação do Eixo I 5 / 6 / 7, incluindo a depressão major. O risco de suicídio,
e mais especificamente uma tentativa de suicídio grave, está associada com episódios mais graves de depressão e estados
disfóricos na perturbação bipolar tipo I e II e não com estados maníacos/hipomaníacos. Numa revisão sobre o risco de
suicídio, numa amostra com 648 doentes com perturbação bipolar tipo I e II da Stanley Foundation Bipolar Network (2003),
foi determinado que 34% destes doentes, reportaram história de tentativa de suicídio. Num outro estudo prospetivo (2004)
que seguiu uma amostra de 307 doentes com perturbação bipolar tipo I e II durante 7 anos, 47% dos doentes haviam feito
pelo menos uma tentativa de suicídio em algum momento das suas vidas.
6. Existe um padrão de consumo comórbido de substâncias?
A estimativa de coocorrência de perturbação por consumo de substâncias varia entre os 40%-60% de prevalência/vida.
Os doentes podem fazer uso de substâncias numa tentativa para contrariar sintomas específicos da depressão (por ex.:
insónia, humor depressivo, letargia) e hipomania/mania (agitação, ansiedade), ou para prolongar os episódios hipomaníacos.
Num amplo estudo, (STEP-BD), 20% dos indivíduos elegíveis com o diagnóstico de perturbação bipolar tipo I ou II, foram
igualmente diagnosticados com uma atual perturbação por abuso de substâncias 8 / 9.

Referência bibliográfica:
1
Perlis RH, Dennehy EB, Miklowitz DJ, Delbello MP, Ostacher M, Calabrese JR, Ametrano RM, Wisniewski SR, Bowden CL, Thase
ME, Nierenberg AA, Sachs G. Retrospective age at onset of bipolar disorder and outcome during two-year follow-up: results from
the STEP-BD study. Bipolar Disord. 2009;11(4):391-400.
2
Mitchell PB, Frankland A, Hadzi-Pavlovic D, Roberts G, Corry J, Wright A, Loo CK, Breakspear M. Comparison of depressive
episodes in bipolar disorder and in major depressive disorder within bipolar disorder pedigrees. Br J Psychiatry. 2011;199(4):303-9.
3
Pacchiarotti I, Valentí M, Bonnin CM, Rosa AR, Murru A, Kotzalidis GD, Nivoli AM, Sánchez-Moreno J, Vieta E, Colom F. Factors
associated with initial treatment response with antidepressants in bipolar disorder. Eur Neuropsychopharmacol. 2011;21(5):362-9.
4
Angst J, Gamma A, Endrass J. Risk factors for the bipolar and depression spectra. Acta Psychiatr Scand Suppl. 2003;(418):15-9.
5
Leverich GS, Altshuler LL, Frye MA, Suppes T, Keck PE Jr, McElroy SL, Denicoff KD, Obrocea G, Nolen WA, Kupka R, Walden J,
Grunze H, Perez S, Luckenbaugh DA, Post RM. Factors associated with suicide attempts in 648 patients with bipolar disorder in
the Stanley Foundation Bipolar Network. J Clin Psychiatry. 2003;64(5):506-15.
6
Post RM, Leverich GS, Altshuler LL, Frye MA, Suppes TM, Keck PE Jr, McElroy SL, Kupka R, Nolen WA, Grunze H, Walden J. An
overview of recent findings of the Stanley Foundation Bipolar Network (Part I). Bipolar Disord. 2003;5(5):310-9.
7
Comtois KA, Russo JE, Roy-Byrne P, Ries RK. Clinicians’ assessments of bipolar disorder and substance abuse as predictors of
suicidal behavior in acutely hospitalized psychiatric inpatients. Biol Psychiatry. 2004 15;56(10):757-63.
8
Goldberg JF, Garno JL, Callahan AM, Kearns DL, Kerner B, Ackerman SH.Overdiagnosis of bipolar disorder among substance use
disorder inpatients with mood instability. J Clin Psychiatry. 2008;69(11):1751-7.
9
Ostacher MJ, Perlis RH, Nierenberg AA, Calabrese J, Stange JP, Salloum I, Weiss RD, Sachs GS; STEP-BD Investigators. Impact
of substance use disorders on recovery from episodes of depression in bipolar disorder patients: prospective data from the
Systematic Treatment Enhancement Program for Bipolar Disorder (STEP-BD). Am J Psychiatry. 2010;167(3):289-97.
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