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Compilações de Estudos Bíblicos Antigos

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Encontro com a vida A Bíblia Fala

Adventistas do Sétimo Dia

Edição com Letra Gigante

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Índice

Introduções — página 6

Parte I — Encontro com a vida

1. Estenda a mão para a vida — página 8 Livro maravilhoso. O testemunho de grandes homens. Sua origem. Provas da divina inspi- ração das Escrituras. Que ensinam as Escrituras? Prova escrita. 2. Que acontecerá no próximo futuro? — página 13 Que nos reserva o futuro? Um sonho original. Que viria após Roma? Quando será estabe- lecido o reino eterno? Prova escrita.

3. O maior acontecimento da história — página 17 Como virá Jesus? Seu retorno será majestoso e deslumbrante. Por que virá Jesus? Que a- contecerá quando Jesus voltar? Prova escrita.

4. O relógio de Deus — página 21

Sinais que indicam o fim. Prova escrita.

5. O grande amanhã — página 25 Como será o céu? Reconhecer-nos-emos? A Nova Capital. Moradas seguras e povo feliz. Que atividade haverá lá? Quem entrará naquele reino? Prova escrita. 6. O plano da redenção — página 30 Um sacrifício de amor. Desde quando existe o pecado no mundo? Jesus é a solução. O

inocente morre pelo culpado. Na cruz. Seu sangue nos trouxe a redenção. Prova escrita. 7. Que devo fazer para que seja salvo? — página 34

1. Crer em Deus e em Jesus Cristo. 2. Reconhecer que sou pecador. 3. Arrependimento. 4.

Confissão. 5. Consagração completa a Deus. Prova escrita. 8. D D D - Discagem direta a Deus — página 39

Deus ouve as orações. Que é oração? Como orar: 1. Com fé. 2. Segundo a Sua vontade.

3. Pedir com perseverança. 4. Em nome de Jesus. Que devemos pedir? O exemplo de Je-

sus. Agradecimento e louvor. Cuidado - não interrompa a linha! Oração - um privilégio. Prova escrita.

9. Por que sofremos? — página 44

Causas do sofrimento. Por que permite Deus o sofrimento? 1. Para pôr à prova o caráter.

2. Para melhor ajudar os outros. 3. Para nos ensinar obediência. 4. Para sentirmos a de-

pendência de Deus. Problemas e sofrimentos inexplicáveis. Prova escrita. 10. Quem criou o diabo? — página 49 Criou Deus o diabo? Por que Lúcifer pecou? Por que Deus não destruiu logo o diabo? Co- mo o pecado infeccionou nosso mundo. Livres ou escravos? A obra de Satanás na terra. Quais são essas ciladas do diabo? Como vencer Satanás? Prova escrita. 11. Encontro com a vida — página 54 Como foi criado o homem? Mortal ou imortal? Então que é a morte? Quanto sabem os mortos? Esquecer-se-á Deus dos mortos? Quando receberá o homem o dom da imortali- dade? Prova escrita.

12. O que é e onde está o inferno? — página 59 Uma palavra que traz confusão. Grandes acontecimentos - para justos e ímpios. Que ocu- pação terão os justos no Céu durante os mil anos? A Nova Jerusalém desce do Céu. Sata- nás será solto. O sofrimento do ímpio será eterno? A Terra purificada. Prova escrita.

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13. Obediência – Minha expressão de amor — página 64

A lei de Deus é perfeita. A lei proclamada no Sinai. Cristo e a lei. Nosso espelho espiritual.

A lei serve de proteção. Obediência e liberdade. Debaixo da lei ou da graça. A lei será a

norma do juízo. Amor e obediência. Prova escrita. 14. Seguindo os passos de Cristo — página 69

É estabelecido um memorial da criação. O sábado é memorial da criação. O dia do Senhor. Guardou Jesus o “seu dia”? Seguindo o exemplo de Jesus. É o sábado “uma sombra”? Bênçãos para os fiéis. Prova escrita.

15. Pode a maioria estar errada? — página 74

"Que é a verdade?" Prova escrita.

16. Saúde e felicidade — página 79 Deus deseja nosso bem-estar. Por que existem tantas doenças? Fatores da boa saúde. O regime vegetariano. Prova escrita.

17. O evangelho em símbolos — página 84 Método ilustrativo. Um templo misterioso. O evangelho em símbolos. Dia da expiação. Símbolo de Cristo. Jesus é nosso sumo sacerdote. Prova escrita. 18. O que está Jesus fazendo agora? — página 88 Uma data significativa. É iniciada a purificação do santuário. É pronunciada uma solene sentença. Três anjos - um evangelho. O povo da profecia. Salvo ou perdido? Prova escrita. 19. O pecado imperdoável — página 92 Quem é o Espírito Santo e qual a sua obra? O pecado contra o Espírito Santo. Como pode alguém cometer tal pecado? Como posso saber que ainda não cometi o pecado imperdoá- vel? Como evitar pecar contra o Espírito Santo? Prova escrita. 20. Nascidos para uma nova vida — página 97 Nascer outra vez? Um nascimento diferente. “Nascer da água”. Que simboliza o batismo? Passos que precedem o arrependimento. Aspersão ou imersão? Bênção aos obedientes. Prova escrita. Conclusão.

Parte II — A Bíblia Fala

Perguntas que são respondidas nestas lições:

1. RIQUEZAS ESQUECIDAS — página 103 Não consigo entender a Bíblia? Como estudar a Bíblia? A Bíblia vale para nossos dias ain- da? A Bíblia é realmente a palavra de Deus?

2. DEUS REVELA O FUTURO — página 106 A profecia que revela o futuro? O futuro revelado pela Bíblia? Deus nos mostra o que vai acontecer no futuro? Como será o futuro? 3. A ÚNICA ESPERANÇA DO MUNDO — página 110 Qual a única esperança do mundo? Este mundo tem esperança? Jesus vai mudar o mundo quando voltar? Quando o mundo vai acabar? 4. O TEMPO ESTÁ EXPIRANDO — página 113

Quais são os sinais do fim do mundo? Quando o mundo vai acabar? Se este mundo aca- bar, Jesus fará outro? Jesus está voltando?

5. MIL ANOS DE PAZ — página 116 Quando será o Milênio Celestial? Quando iniciará os mil anos de paz? Onde passaremos os mil anos de paz do Apocalipse?

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6. A CAPITAL ESPACIAL DE DEUS — página 121 Quem vai morar na Nova Jerusalém? Onde estará a Nova Jerusalém? Nova Jerusalém no Céu ou na Nova Terra?

7. A ORIGEM DO MAL — página 125 Como surgiu o mal e Satanás? Quem criou o Diabo? Como surgiu o pecado e a morte? Se Deus é bom, porque permite o mal?

8. ORAÇÕES QUE SÃO ATENDIDAS — página 129 Como orar a Deus? Deus ouve nossa orações? O que pedir ao orar? Porque Deus não ouve minhas orações?

9. COMO VOS PODEIS TORNAR UMA NOVA CRIATURA — página 132 Como tornar-se uma nova criatura? Como nascer de novo? Como mudar de vida? Conver-

ter-se e arrepender do pecado? 10. PERANTE O TRIBUNAL — página 135 Quando será o dia do juízo de Deus? Quando ocorrerá o julgamento de Deus? Como será o juízo final? Todos serão julgados no tribunal de Deus? 11. A LEI E O EVANGELHO — página 138 Somo salvos pela graça ou pela lei? Justificação pela fé em Cristo Jesus? 12. O DIA DO SENHOR — página 142 Qual o verdadeiro Dia do Senhor? O sábado é o dia de guarda da Bíblia? Jesus aboliu o sá- bado? Jesus guardou o sábado? Sábado ou domingo qual o verdadeiro dia do Senhor? Maria Mãe de Jesus e os discípulos guardaram o sábado? 13. POR QUE HÁ TANTOS QUE GUARDAM O DOMINGO? — página 146 Porque todos guardam o domingo se a Bíblia diz para guardar o sábado? A Bíblia mudou o sábado pelo domingo? Jesus guardou sábado? 14. O PECADO E SEU REMÉDIO — página 150 Como surgiu o pecado? O que é pecado? Como Deus perdoa nossos pecados? Quem peca vai para o inferno?

15. É DEUS EXATO? — página 153 Quão importante é obedecer aos pormenores assuntos indicados por Deus? Quais as con- sequências do descaso com as coisas divinas? 16. TEM CRISTO UMA IGREJA NA ATUALIDADE? — página 158 Qual a verdadeira Igreja de Jesus Cristo? Tem Deus um povo na Terra? Quem sãos filhos de Deus?

17. POR QUE VEDO BATIZAR-ME? — página 163 Qual o verdadeiro batismo, por imersão ou aspersão? Para que ou porque batizar? Qual o significado do batismo? Como Jesus foi batizado? 18. ESTÃO VIVOS OS QUE MORRERAM? — página 166 Estão vivos os que morreram? Para onde vão os mortos? Existe vida após a morte? Para onde vai a Alma ou Espírito quando Morremos? A Alma é imortal? Na morte vamos para o Céu ou para o inferno imediatamente? Os mortos podem falar com os parentes vivos? 19. QUE É O INFERNO? — página 169 Existe inferno? Onde fica o inferno? Como é o inferno? Os maus e pecadores vão para o inferno? Quem vai queimar no inferno? 20. QUEM SÃO OS ESPÍRITOS DO ESPIRITISMO? — página 172 Os espíritos dos mortos podem voltar? podemos falar com espíritos dos mortos? O espiri- tismo é bíblico? A Bíblia é contra o espiritismo?

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21. SUICÍDIO A PRESTAÇÕES — página 175 Como ter saúde? Como alimentar corretamente? Quais os são alimentos saudáveis? O que não devemos comer ou evitar? 22. O DINHEIRO DE DEUS NAS MINHAS MÃOS — página 178 Como devolver o dízimo corretamente? Devolver ou pagar o dízimo? Para quem é o dízimo? Como é usado o dízimo? Para quem vai o dízimo? Quanto devo dar de dízimo? Não tenho renda ou salário, devo dar o dízimo? 23. O PECADO QUE DEUS NÃO PODE PERDOAR — página 181 24. PERTO DO LAR — página 184

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Introduções Encontro com a vida

Este trabalho foi realizado, após encontrar em minha residência, nos arquivos de meu falecido pai, que era adventista do sétimo dia, uma série de estudos bíblicos intitu-

lados Encontro com a vida.

Como forma de homenageá-lo, pois sempre gostou de “dar estudos bíblicos”, trans- crevi aqui toda a série e entendi porque tanto gostava dessa prática.

A série apresenta os temas bíblicos com títulos intrigantes, introduções interessan-

tes, que captam a atenção do leitor; trabalha o assunto e faz um breve apelo ao leitor no fim de cada lição bíblica. Há ainda uma série de testes ao final onde o leitor pode verificar

seu nível de assimilação do tema apresentado.

Que ao ler este trabalho e verificar nas Escrituras Sagradas, a Bíblia, os temas aqui tratados, possa a esperança da volta de Jesus, quando concederá a vida eterna aos fiéis, arder em seu coração, caro leitor.

É

o sincero desejo do editor deste trabalho.

Teresina, 26 de janeiro de 2019.

A Bíblia Fala

o livro “O Colportor de Êxito” por Nicolás Chaij, edição de 1978 e na terceira par-

te encontrei a fantástica técnica 'dar estudos bíblicos'. Os estudos aqui transcritos das fontes abaixo relacionadas foram aqui postos por exemplificarem perfeitamente a TÉCNICA.

Li

BOA LEITURA!

A versão da Bíblia utilizada neste estudo é JOÃO FERREIRA DE ALMEIDA Revista e Atualizada no Brasil — 2ª edição — Edição de Bolso Impressa pela Sociedade Bíblica do Brasil

Teresina, 26 de janeiro de 2019.

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Voz da Profecia

ENCONTRO COM A VIDA

Adventistas do Sétimo Dia Teresina – Piauí

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1. Estenda a mão para a vida

Um pequeno menino coreano estava sendo empurrado através de uma estrada re- pleta de bicicletas, carros de bois, pessoas a pé, todos querendo escapar das tropas inva- soras. De repente ele olhou para os que estavam ao seu redor. Seu pai e sua mãe não es- tavam lá! Ele estava perdido. Encontrando-se sozinho num apavorante mundo, o menino encheu-se de pânico. Por vários dias andou errante, dormindo em buracos, no chão, comendo restos de comida, sempre chorando e chamando por seus pais. Então um dia o pequenino sentiu a grande e afável mão do seu pai pegar a sua, magra e fria. E neste pegar, ele sentiu toda a proteção e amor que precisava para enfren- tar a vida sem temor. Num mundo cheio de ódio, suspeitas, guerras e temor, nós todos, às vezes, temos a terrível sensação de medo e solidão. A destruição está acima de nós, e não encontramos lugar para um esconderijo. Parece que estamos sozinhos … Sentimo-nos sós na luta pela sobrevivência. Sentimo-nos sós quando os laços matrimoniais se rompem e o amor se esfria. Sentimo-nos sós quando uma terrível doença nos circunda para a qual não há mais

cura.

Sentimo-nos sós quando chegamos face a face com a morte. Não há alguém que nos tome pela mão e ande conosco através da vida? Não há al- guém maior, mais forte e mais sábio que nós, em quem podemos confiar sob qualquer cir- cunstância? A quem podemos recorrer para suster-nos? Você não precisa andar só. Há uma forte mão estendendo-se para pegar a sua - a mão de Deus. Deus estará ao seu lado através da pobreza e abastança, doença e saúde, tristeza e alegria, vida e morte. É este Deus que lhe desejamos apresentar. Ele é o Deus que tem a solução para os maiores pro- blemas da vida, a resposta para todas as perguntas. Estas soluções, estas respostas, po- dem ser encontradas nas Escrituras Sagradas - a Palavra de Deus - e esperamos que você estenda a mão para a vida.

Livro maravilhoso

Por sua grande variedade de temas, o sagrado Livro tem algo para interessar cada indivíduo. A sua linguagem simples, a singela maneira como expõe os seus temas, tornam esses temas compreensíveis às mentes mais simples. Mas há tal arte e tal beleza nessa simplicidade, tão profundo sentido nos ensinos do Livro, que até mesmo os maiores cére- bros são por eles empolgados. Por exemplo, a narração cronológica do Gênesis contando também o emocionante encontro de José com seus irmãos e seu velho pai; a poesia lírica dos salmos, entre eles a suavidade do Salmo 23; o tesouro de sabedoria prática dos Pro- vérbios; a sublimidade das profecias Messiânicas de Isaías; os nobres e belos ensinos do Sermão da Montanha; as estupendas revelações do amor de Deus, da Sua graça, do sacri- fício de Jesus e de Suas promessas aos fiéis, tudo fez com que grandes homens se tornas- sem amigos das Escrituras.

O testemunho de grandes homens

Dom Pedro II, nosso imperador: "Eu amo a Bíblia. Leio-a todos os dias, e quanto

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mais a leio, tanto mais a amo". Tobias Barreto: "A Bíblia é um modelo de tudo quanto é belo e bom". Coelho Neto - o príncipe dos nossos prosadores: "Homem de fé, o Livro da minha

alma, aqui o tenho: é a Bíblia. Não o encerro na biblioteca, entre os de estudo, conservo-o sempre à minha cabeceira, à mão. É dele que tiro a água para a minha sede de verdade, é dele que tiro o bálsamo para as dores das minhas agonias". Napoleão Bonaparte: "O Evangelho não é simplesmente um Livro, mas uma força viva - um Livro que sobrepuja a todos os outros". Isaque Newton - grande filósofo, matemático e cientista: "Considero as Escrituras Sagradas a filosofia mais sublime".

O

cardeal Gibbon: "As Escrituras são os depositários da Palavra de Deus".

O

Papa Pio VI: "Os fiéis devem ser incitados à leitura das Santas Escrituras, porque

é a fonte mais abundante da verdade, e que deve permanecer aberta a todas as pessoas,

para que dela tirem a pureza da moralidade e da doutrina, para destruir inteiramente os erros que se espalham tão rapidamente nestes tempos corruptos". Sir Frederic Kenyon, por algum tempo diretor do Museu Britânico e autoridade em manuscritos bíblicos, escreveu: "O cristão pode tomar nas mãos a Bíblia completa e dizer sem medo ou hesitação, que segura nelas a verdadeira Palavra de Deus, transmitida sem perda essencial de geração a geração através dos séculos". — Y. B. Y., pág. 35.

Sua origem

A coleção de livros que constitui as Escrituras Sagradas é a mais antiga que existe.

Os primeiros cinco livros, chamados Pentateuco, foram escritos por Moisés, cerca de 1.500

anos antes de Cristo, e o último, o Apocalipse, foi escrito pelo apóstolo João, perto do ano 100 depois de Cristo, perfazendo assim um total de aproximadamente 1.600 anos, durante os quais a coleção foi escrita. Colaboraram na sua produção cerca de 40 autores. Achamos entre eles reis e pes- cadores, legislador, estadista, filósofo, pastor, médico, coletar de impostos. Esses homens escreveram sobre praticamente toda espécie de assuntos: História, biografia, poesia, pro- vérbios, profecia, parábolas, salmo e sermões. Mas, a despeito dessa diversidade de auto- res e de assuntos o Livro tem unidade. Um autor não contradiz o outro. O segredo? O a- póstolo S. Paulo escreveu: "Toda Escritura é inspirada por Deus". II Timóteo 3:16. "Saben- do, primeiramente, isto, que nenhuma profecia da Escritura provém de particular elucida- ção; porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana, entretanto, ho- mens falaram da parte de Deus movidos pelo Espírito Santo". II S. Pedro 1:20 e 21.

O Espírito Santo comunicou as mensagens de Deus a homens piedosos e moveu-os

a transmitir essas mensagens pela palavra falada ou pela palavra escrita. Cerca de 1.300

vezes encontramos nas Escrituras as expressões: "Ouvi a palavra do Senhor", "Ouvi a voz do Senhor, dizendo", "Veio a mim a palavra do Senhor", seguidas de mensagens ao ho- mem.

Dividem-se as Escrituras em Velho e Novo Testamento. O Velho Testamento con- tém 39 livros, e foi escrito em hebraico; o Novo Testamento, em grego, e tem 27 livros. Para facilitar sua leitura, os tradutores dividiram os livros em capítulos (são os números maiores) e estes em versículos (numeração menor).

Provas da divina inspiração das Escrituras

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a) A sua unidade.

Embora produzidas por muitos autores, que viveram em diferentes e sob variadas influências, nas Escrituras há unidade.

b) A sua harmonia com a Ciência.

As Escrituras não são um tratado de ciências naturais, mas nos pontos em que os seus ensinos penetram a área da Ciência, elas estão em harmonia com os fatos. Por

exemplo, as Escrituras afirmam que houve um dilúvio universal. E quanto mais a Ciência acumula conhecimentos sobre a crosta da Terra, tanto mais evidente se torna que houve um dilúvio. Elas afirmam que nalgum tempo do passado houve uma criação - que Deus criou o mundo e as coisas que nele há. E a despeito do tremendo avanço da Ciência no tempo atual, não há um só fato científico que contradiga esta afirmação do Livro. Com efeito, a verdadeira Ciência e as Escrituras devem sempre estar de acordo.

c) As suas profecias.

Só Deus conhece o futuro. E nas profecias das Escrituras acha-se revelado o futuro

de cidades e de povos. Também o futuro do mundo, como está exposto na lição seguinte.

d) O seu poder transformador.

Onde quer que as Escrituras sejam lidas e sua mensagem recebida, elas operam transformação. Os maiores criminosos tornam-se cidadãos pacíficos e ordeiros. As socie- dades mais corruptas são elevadas, enobrecidas. Tribos antropófagas se transformam em gente ordeira e pacífica. "Não posso argumentar com você", disse um simples e velho fazendeiro a seu ami-

go. "Eu não posso apresentar fatos teológicos ou científicos; eu não posso explicar a filo- sofia da revelação; mas isto eu sei, que quando era um homem mau e perverso, a Bíblia tomou conta de mim e amansou o 'tigre' que estava dentro de mim". Um jovem, errante e maltrapilho, ao rebuscar algumas coisas deixadas por sua mo- ribunda mãe, deu com um exemplar das Sagradas Escrituras. Algo fez com que ele abrisse o mesmo e então deparou com as palavras escritas por sua própria mãe: ''Este Livro o afastará do pecado; ou o pecado o afastará desse Livro".

e) A sua autoridade.

Foi o próprio Senhor Jesus que declarou: "A Tua Palavra é a verdade". (S. João 17:17.) Jesus baseou os Seus ensinos nas Escrituras. Citava-as constantemente. Por vezes fazia a pergunta: "Que está escrito na lei?" (Lucas 10:26). "Nunca lestes nas Escrituras?" (S. Mateus 21:42). "Não provém o vosso erro de não conhecerdes as Escrituras?" (S. Mar- cos 12:24). Noutra ocasião Ele disse: "Errais não conhecendo as Escrituras" (S. Mateus 22:

29). "A Escritura não pode falhar" (S. João 10:35).

Que ensinam as Escrituras?

Muitos temas são tratados nas Escrituras, mas, um a todos se sobrepõe: O da obra de Cristo em favor do homem. O específico objetivo do Livro é anunciar o amor de Deus, a manifestação do Seu Filho e tudo o que Ele Se propõe fazer pelo pecador:

"Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o Seu Filho Unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna". S. João 3:16. Aquele que com espírito sincero e dócil estuda as Escrituras, procurando compreen- der as suas verdades, será levado em contato com seu Autor, pois Ele mesmo disse: "São elas que de Mim testificam". S. João 5:39. - e não andará nas trevas do erro:

"Lâmpada para os meus pés é a Tua Palavra e luz para os meus caminhos". Salmo

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119:105.

Não há posição na vida, nem fase na experiência humana, para as quais as Escritu- ras não tenham valiosa instrução. O homem, criado para encontrar em Deus suas mais al- tas alegrias, em nada mais poderá achar aquilo que satisfaz os anelos do coração e sacia a fome e sede da alma. Vivemos num mundo enfermo e do íntimo da alma clamamos: Cura- me, Senhor! A estes diz o compassivo Salvador:

"Vinde a Mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados e Eu vos aliviarei achareis descanso para as vossas almas". S. Mateus 11:28-30. "Lançando sobre Ele toda a vossa ansiedade, porque Ele tem cuidado de vós". I S. Pedro 5:7. "Eis que estou convosco todos os dias, até à consumação do século". S. Mateus 28:

20.

e

As palavras das Escrituras são palavras de Cristo. Crendo e praticando os ensinos do santo Livro nós nos firmamos no Senhor. E desta maneira asseguramos o êxito presen- te e eterno de nossa vida, pois seremos levados ao contato com Cristo. Vamos juntos, prezado leitor, meditar e cavar bem fundo na mina celeste. Estenda a mão para a vida!

Prova escrita n° 1

Assinale Sim ou Não, conforme a veracidade das declarações dos itens 1, 2, 4 e 5. Assinale com um V as afirmações verdadeiras, das que se seguem no item 3. Complete o pensamento no item 6.

1) Cerca de 40 autores colaboraram na produção das Escrituras Sagradas.

Sim (

) Não (

)

2) Segundo o apóstolo São Paulo, toda a Escritura é inspirada por Deus.

3) (

Sim (

) Não (

)

) O verdadeiro Autor das Sagradas Escrituras é Deus.

( ) Grandes criminosos e viciados não têm sido transformados e enobrecidos pela leitura do Sagrado Livro.

( ) Nas profecias das Escrituras acha-se revelado o futuro do mundo.

4) O Senhor Jesus Cristo aconselhou as pessoas que O seguiam a não examinarem as Sagradas Escrituras.

Sim (

) Não (

)

5) O objetivo específico das Sagradas Escrituras é anunciar a manifestação do Filho

de Deus e Sua obra de redenção.

Sim (

) Não (

)

Crendo e praticando os en-

sinos do santo Livro nós nos firmamos no Senhor. E desta maneira asseguramos o êxito presente e eterno de nossa vida.

A humanidade pergunta

Os homens perguntam: Tema vida um significado? Qual é o propósito de Deus para mim? Há esperança após a morte? Existe o pecado imperdoável? Por que Deus me permi- te sofrer? Que nos aguarda no futuro? Que faremos no Céu? Existe mesmo um diabo e um inferno? Como posso ter resposta às minhas orações?

6) "As palavras as Escrituras são palavras de

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A Bíblia contém respostas a todas essas perguntas. Através deste guia "Encontro com a Vida", você terá a resposta de Deus para estas e outras importantes perguntas.

Próxima lição:

Que acontecerá no próximo futuro?

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2. Que acontecerá no próximo futuro?

Uma senhora cristã, ao morrer, deixou suas posses ao único sobrinho. O testamen- to dizia assim: Ao meu querido sobrinho Estêvão, deixo a minha grande Bíblia Sagrada e tudo que ela contém, como também todo o dinheiro que sobrar após os gastos com o en- terro, advogado, etc. O sobrinho, muito preguiçoso, logo gastou o cheque que recebera. Por 40 anos vi- veu na miséria e pobreza. Então, um dia, abriu a velha Bíblia que, sua tia lhe dera. Para sua grande surpresa, encontrou 50 notas de 100 dólares entre suas páginas. Sim, uma grande fortuna! Todo esse tempo viveu na pobreza quando poderia ter vivido confortavel- mente com o tesouro recebido. As Escrituras Sagradas contêm grandes tesouros, mas muitos não os procuram. Por exemplo, muitos gostariam de saber o que acontecerá amanhã; o que será de nós e do mundo.

Que nos reserva o futuro?

Importa-se Deus com você, ou está Ele tão ocupado com o Seu grande Universo que o deixa à mercê da sorte? Preocupa-Se Deus com nosso mundo e seu futuro? Em II S. Pedro capítulo 1 versículo 19 lemos:

"Temos assim tanto mais confirmada a palavra profética, e fazeis bem em atendê- la, como a uma candeia que brilha em lugar tenebroso, até que o dia clareie e a estrela da alva nasça em vossos corações". Neste verso das Escrituras é-nos dito que as profecias da Bíblia são tão importantes como a luz no lugar escuro. Vamos agora apresentar-lhe a mais extraordinária profecia bíblica com respeito ao futuro, esclarecendo muitas interrogações e trazendo conforto ao coração e paz de espíri- to.

Um sonho original

Certa noite, Nabucodonosor, rei de Babilônia, estando preocupado acerca do futuro, teve um sonho impressionante que esqueceu e por isso ficou muito perturbado. Chamou os magos, os encantadores, os feiticeiros do seu reino para que adivinhassem o sonho e dessem a sua interpretação, mas eles não o conseguiram. Muito irado, mandou matar to- dos os sábios de Babilônia. O profeta Daniel foi incluído entre os condenados. Pediu, po- rém, um prazo para dar uma solução ao assunto do rei. Conseguido o prazo, foi para casa, e, com seus companheiros, rogou a Deus misericórdia a fim de que não perecessem. Deus os atendeu revelando a Daniel o que o rei sonhara e também o significado do sonho. (Ler Daniel 2:1-23.) E assim ele falou ao rei:

"Tu, ó rei, estavas vendo, e eis aqui uma grande estátua … A cabeça era de fino ouro, o peito e os braços de prata, o ventre e os quadris de bronze, as pernas de ferro, os pés em parte de ferro, e em parte de barro". "Quando estavas olhando, uma pedra foi cortada sem auxílio de mãos, feriu a está- tua nos pés de ferro e de barro e os esmiuçou. Então foi juntamente esmiuçado o ferro, o barro, o bronze, a prata, o ouro, os quais se fizeram como a palha das eiras no estio, e o

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vento os levou e deles não se viram mais vestígios. Mas a pedra que feriu a estátua, se tornou em grande montanha que encheu toda a terra". Daniel 2:31 a 35. Nabucodonosor teve esse sonho no ano 603 antes de Cristo. Mas que significava o sonho? O profeta Daniel também deu ao rei a interpretação do sonho:

1° - "Tu, ó rei, … és a cabeça de ouro". Versículos 37 e 38. Esta declaração torna evidente que a cabeça de ouro simbolizava o poderoso e magnificente império babilônico; mas, a despeito da sua glória, Babilônia devia passar … Versículo 39. 2° - "Depois de ti se levantará outro reino, inferior ao teu …" Esse reino seria a Me- do-Pérsia, representada pelo peito e braços de prata da estátua. Em 539 antes de Cristo, Ciro, o general persa, derrotou o império babilônico e estabeleceu a segunda potência uni- versal.

3° - "E um terceiro reino de bronze, o qual terá domínio sobre toda a terra". Versí- culo 39. Duzentos anos mais tarde, em 331 antes de Cristo, a Medo-Pérsia caía diante das forças da Grécia comandadas por Alexandre o Grande. Foi o domínio mais extenso que existiu até então. Este império é representado pelo ventre e quadris de bronze. Este tam- bém daria lugar a um outro reino universal. 4° - "O quarto reino será forte como ferro". Versículo 40. As pernas de ferro simbo- lizavam o quarto império. Em três campanhas militares que culminaram com a vitória de Pidna, em 168 a.C. Roma dominou o reino da Grécia e se tornou a quarta potência mun- dial. Esta foi a que mais durou, a mais extensa e a mais poderosa. O imperador romano, César Augusto, era o soberano desse império quando Jesus nasceu. Cristo e os apóstolos viveram durante o período representado pelas pernas de ferro.

Que viria após Roma?

"Quanto ao que viste dos pés e dos dedos, em parte de barro de oleiro e em parte de ferro, será isso um reino dividido". Notemos: Não um novo império, mas divisões do quarto império. Roma tornou-se um reino dividido. Deveria ser dividida em 10 reinos. Deu- se isto? Sim, certamente. Em 476, era atual, ou A.D., o antigo império romano ocidental, atacado pelos povos germânicos entrou em colapso, fracionando-se em 10 divisões - tan- tas quantos são os dedos dos pés da estátua simbólica. Essas divisões foram: os francos, que vieram a ser a França; os anglo-saxões, que vieram a ser a Inglaterra; os alemanos, a Alemanha; os suevos, mais tarde Portugal; os visigodos, a Espanha; os burgundos, a Suí- ça; os lombardos, o norte da Itália; e os vândalos, hérulos e ostrogodos que foram mais tarde destruídos. São Jerônimo, ilustre doutor da igreja latina, autor da tradução das Escrituras Sa- gradas em latim, chamada Vulgata, e que viveu de 340 a 420 A.D., assim se expressou a respeito da situação do império romano: "Em nossos dias o ferro se misturou com o barro. Noutra época não houve nada mais forte que o império Romano; agora, não existe coisa mais frágil; está misturado com as nações bárbaras, de cujo auxílio necessita". Depois do quarto império, o Romano, não se levantaria outro império universal. O império seria dividido, e dividido permaneceria. "Quanto ao que viste do ferro misturado com barro de lodo, misturar-se-ão median- te casamento, mas não se ligarão ao outro, assim como o ferro não se mistura com o bar- ro". (Versículo 43.) Os homens haveriam de tentar unir esses reinos novamente para formar um quinto

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reino universal, mas fracassariam. Os casamentos deram-se especialmente entre as casas reinantes. Quando irrompeu a 1ª guerra mundial, quase todos os monarcas da Europa e- ram parentes. A rainha Vitória da Inglaterra era chamada a "avó da Europa", pois quase

todos os reis pertenciam à sua dinastia. Por exemplo: O rei da Espanha, o czar da Rússia,

o rei da Inglaterra, o kaiser da Alemanha, etc., todos eram parentes. Nessa guerra briga-

ram entre si, tios, sobrinhos e avós. O resultado foi que quase todos esses reinos caíram e

foram substituídos por repúblicas. A profecia se mantém em pé: não se uniram! "Por uma parte o reino será forte, e por outra parte será frágil". Alguns governantes tentaram em vão unir as nações da Europa: Carlos Magno, Luís

XIV e Napoleão Bonaparte da França; Carlos V da Espanha; Guilherme II e Adolf Hitler da

Alemanha. Por que não o conseguiram? Porque a profecia bíblica havia declarado: "não se ligarão um ao outro". E a história

o comprova. Por certo você terá interesse em saber o que virá depois … Onde nos encontramos hoje? "Mas, nos dias destes reis, o Deus do Céu levantará um reino que não será jamais destruído; … esmiuçará e consumirá todos estes reinos, e será estabelecido para sempre; como viste que do monte foi cortada uma pedra, sem auxílio de mãos e ela esmiuçou o ferro, o bronze, o barro, a prata e o ouro". Versículos 44 e 45. No sonho, o rei Nabucodonosor vira que a pedra que esmiuçou a estátua enchera toda a Terra. Esta pedra representa o reino de Deus que será estabelecido para sempre.

Com a segunda vinda de Cristo, serão esmiuçados e destruídos todos os reinos terrestres. Deus intervirá e virá então o fim do mundo. Tal é o futuro para o qual marchamos: o reino eterno de Deus. A situação mundial

é grave e inquietadora. Por vezes parece que as forças do mal prevalecerão. Do ponto de vista humano o futuro apresenta-se ameaçador. Mas a profecia que consideramos mostra

que Deus está ao leme da História. Caminhamos com segurança para a vinda do Seu rei-

no. O profeta disse: "certo é o sonho e fiel a sua interpretação". Temos uma firme e glo- riosa esperança!

Quando será estabelecido o reino eterno?

"Nos dias destes reis". (Versículo 44.) Quais reis? São as divisões que surgiram com a queda do império romano - as atu- ais nações da Europa Ocidental. Vivemos no tempo destas nações, no tempo representado pelos dedos dos pés da estátua e por isso concluímos que o reino de Deus está próximo.

Este reino foi anunciado pelos profetas, pregado por Cristo e pelos apóstolos. Ele tem sido

a esperança do homem desde que o pecado arruinou o mundo. É a nossa esperança. Tão certamente como os rios correm para o mar, a História do mundo move-se pa-

ra o glorioso alvo do quinto reino universal - o reino de Deus. Esta grande profecia foi con- firmada pela História e cumpriu-se à risca até aqui. Podemos pois saber que o que ainda

não veio virá com certeza. Por centenas de anos a prece "Venha o Teu Reino" tem sido pronunciada por mi-

lhões. Quando esta prece for respondida, a longa e escura noite de tragédia e tristeza terá

o seu fim para sempre. O eterno sonho do homem - de paz e segurança - se tornará em

realidade!

No final de uma preleção sobre este assunto, o conferencista fez a pergunta: "Que

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acham os amigos, por que Deus nos deu essas revelações?" Uma jovem senhora ergueu sua mão e respondeu: "Eu creio que é porque Ele nos ama"! Exatamente! E como é bom ser "amado", especialmente por Deus!"

Prova escrita n° 2

Assinale Sim ou Não, conforme a veracidade das declarações dos itens 1, 2, 4 e 5. Complete o pensamento nos itens 3 e 6.

1) Deus revelou o futuro do mundo ao rei de Babilônia, Nabucodonosor, mediante um sonho que o rei esqueceu.

Sim (

) Não (

)

2) O profeta Daniel, por inspiração divina, revelou ao rei o sonho e deu-lhe a inter- pretação do mesmo.

Sim (

) Não (

)

, símbolo

, símbolo da Medo-Pérsia. O ventre e

, símbolo do

Império Romano. 4) Os pés da estátua, em parte de ferro e em parte de barro, representam um quin- to império mundial.

os quadris eram de

de Babilônia. O peito e os braços eram de

3) O significado das principais partes da estátua: A cabeça era de

,

símbolo da Grécia. As pernas eram de

Sim (

) Não (

)

5) Vivemos no tempo representado pelos dedos da estátua, concluindo assim que o reino de Deus está próximo.

Sim (

) Não (

)

6) "No sonho, Nabucodonosor vira que a pedra que esmiuçou a estátua se transfor-

mara em uma grande montanha e encher toda a Terra. Essa pedra, disse Daniel, repre-

sentava o

,

que será estabelecido na Terra".

Meditação

"E lhes enxugará dos olhos toda lágrima; e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras cousas passaram". Apocalipse 21:4.

Próxima Lição:

O maior acontecimento da História

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3. O maior acontecimento da história

Existe no mundo a profunda impressão de que estamos às vésperas de um aconte- cimento extraordinário que sacudirá nosso planeta, transformará nossa civilização e nos a- fetará a todos profundamente. Homens de Ciência, sem inclinações religiosas, ao perscru- tar o futuro, declaram que estamos vivendo os últimos dias de nossa civilização. Temem que este mundo, envolto em contendas e poluição, chegue a destruir-se a si próprio. Sabemos, no entanto, através das Escrituras, que isto não ocorrerá. Deus não per-

mitirá o suicídio da humanidade, pois intervirá pessoalmente, antes que isto aconteça, me- diante a segunda vinda de Cristo. Como? Que diz a Bíblia a respeito?

A segunda vinda de Cristo é um dos ensinos mais destacados pelas Escrituras, que

a mencionam cerca de 2.500 vezes. No Novo Testamento há 318 referências a esse gran- dioso acontecimento. O apóstolo S. Paulo escreveu:

"Assim também Cristo, oferecendo-Se uma vez para tirar os pecados de muitos, a- parecerá pela segunda vez, sem pecado, aos que O esperam para Salvação". Hebreus 9:

28.

Antes de Jesus subir ao céu, Ele mesmo pronunciou a confortadora palavra: "Volta- rei". Vejamos o que está escrito em S. João 14 versículo 3: "E quando Eu for e vos prepa- rar lugar, voltarei e vos receberei para Mim mesmo, para que onde Eu estou, estejais vós também".

Como virá Jesus?

Ao estar Jesus subindo para o céu, no fim do Seu ministério na Terra, dois anjos de Deus apareceram aos atônitos discípulos e disseram:

"Varões galileus, por que estais olhando para as alturas? Esse Jesus que dentre vós

foi assunto ao céu, assim virá do modo como o vistes subir". Atos dos Apóstolos 1:11.

É fato comprovado que Jesus subiu ao céu. Seus discípulos o testemunharam. A sua segunda vinda é tão certa como foi a Sua ascensão.

A ascensão de Jesus foi literal: Ele subiu em carne e osso, pessoalmente e de ma-

neira visível. A Sua volta será como a Sua ida: literal, corporal e visível. No Novo Testa- mento há mais de 40 textos que descrevem a maneira, ou o modo como Jesus virá. "Eis que vem com as nuvens, e todo olho O verá". Apocalipse 1:7. "Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; todos os povos da terra se lamentarão e verão o Filho do homem vindo sobre as nuvens do céu …" S. Mateus 24:30.

A segunda vinda de Jesus será testemunhada por todo o mundo: justos e ímpios.

Não há necessidade de que alguém se engane quanto à maneira e à visibilidade da segunda vinda de Cristo. Ele virá com as nuvens - provavelmente nuvens constituídas de anjos celestes - e "todo olho O verá". Por certo alguns iriam falsificar a vinda de Jesus; por isso Ele mesmo nos deu a ad- vertência:

"Então se alguém vos disser: Eis aqui o Cristo! ou: Ei-Lo ali! não acrediteis; porque surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos. Vede que ve-lo tenho predito. Portanto, se vos disserem:

Eis que Ele está no deserto! não saiais: Ei-Lo no interior da casa! não acrediteis". S. Ma- teus 24:23 a 26.

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Estas palavras nos advertem contra a ideia de que o Senhor voltará secretamente, manifestando-Se aqui ou acolá. Os que estudam as Sagradas Escrituras não serão iludidos com tais ensinos errôneos! "Porque assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até no ocidente, assim há de ser a vinda do Filho do Homem". S. Mateus 24:27. Não se pode ocultar a luz brilhante de um relâmpago. Ela ilumina todo céu à noite e pode ser vista a grande distância. Assim será a Sua vinda.

Seu retorno será majestoso e deslumbrante

"Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem … vindo sobre as nuvens do céu com poder e muita glória. E enviará Seus anjos com grande clangor de trombeta … " S. Mateus 24:30 e 31. "Quando vier o Filho do homem na Sua majestade e todos os anjos com Ele …" S. Mateus 25:31. A segunda vinda de Cristo será acompanhada de grande poder e glória. O Salvador manifestará o resplendor da Divindade, a glória da Sua divina Pessoa. Em Sua companhia virão os anjos celestes, cujo número é de "milhões de milhões e milhares de milhares". Apocalipse 5:11. Os anjos são também seres de grande esplendor. Consideremos: "nu- vens", "anjos", "relâmpago", "trombeta", "grande clangor", "poder", "glória", "brilho"; es- tas palavras juntas dão-nos uma cena de incomparável grandiosidade e poder. Vai além de qualquer descrição ou comparação. Será o mais estupendo acontecimento da História.

Por que virá Jesus?

"E vos receberei para Mim mesmo, para que onde Eu estou, estejais vós também". S. João 14:3. É na segunda vinda de Cristo que o povo de Deus será recebido no Céu para estar com Jesus. Não admira que as Escrituras Sagradas deem tão grande destaque a esse a- contecimento. É por isso que S. Paulo fala dele como "a bendita esperança". Tito 2:13.

Que acontecerá quando Jesus voltar?

a) Primeiramente, ao manifestar-Se o Senhor, o mundo do pecado terá fim. Isto

não quer dizer que a Terra, como planeta, desaparecerá, mas a presente ordem de coisas vai cessar. Subitamente, ao aparecer o Senhor, o mundo humano será paralizado: cessará o trabalho, cessarão os negócios, os estudos e prazeres. Surpreendidos pela glória do Deus a quem desprezaram, os ímpios se angustiarão pela sua sorte e clamarão aos mon-

tes e rochedos: " … Caí sobre nós, e escondei-nos da face daquele que se assenta no tro- no, e da ira do Cordeiro, porque chegou o grande dia da ira deles; e quem é que pode suster-se?". Apocalipse 6:16 e 17. Não só isto. Naquele dia o Filho de Deus será qual fogo devorador para os que es- tiverem no pecado (Salmo 50:3). Esse fogo da Sua glória matará o ímpio:

"Então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da Sua boca, e aniquilará pelo esplendor Sua vinda". II Tessalonicenses 2:8.

b) Os justos mortos ressuscitarão:

"Porquanto o Senhor mesmo, dada a Sua palavra de ordem, ouvida a voz de arcan- jo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro". I Tess. 4:16. Na sua segunda vinda o Salvador Jesus Cristo abrirá a grande prisão da morte, res-

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suscitando os justos. Os filhos de Deus, de todos os tempos, que a morte levou, tornarão a viver. Serão renovados pelo poder de Deus. Erguer-se-ão das tumbas com os corpos perfeitos.

c) Os vivos serão transformados.

"Eis aqui vos digo um mistério: nem todos dormiremos, mas transformados sere- mos todos, num momento, num abrir e fechar d'olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis e nós seremos transformados". I Cor. 15:51 e 52. "Nós seremos transformados"! Os defeitos físicos desaparecerão. O profeta Isaías

diz:

"Então se abrirão os olhos dos cegos, e se desimpedirão os ouvidos dos surdos; os coxos saltarão como cervos e a língua dos mudos cantará …" Isaías 35:5 e 6. Corpos enfraquecidos pela ação do pecado e abatidos pela velhice terão vigor per-

manente. O poderoso Salvador "transformará o nosso corpo de humilhação, para ser igual ao corpo da Sua glória". Filip. 3:21.

d) Os anjos reunirão os justos ressuscitados e os vivos transformados:

"E Ele enviará os Seus anjos, com grande clangor de trombeta, os quais reunirão os

seus escolhidos, dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus". S. Mateus 24:

31.

O apóstolo S. Paulo, por sua vez escreveu:

"Porquanto o Senhor mesmo, dada a Sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcan-

jo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor". I Tess. 4:16 e 17.

e) O estabelecimento do Seu reino.

"Então dirá o Rei: Vinde, benditos de meu Pai! entrai na posse do reino que vos es-

tá preparado desde a fundação do mundo". S. Mateus 25:34. Cumprir-se-ão assim as pala- vras do apóstolo S. João:

"O reino do mundo se tomou de nosso Senhor e do Seu Cristo, e Ele reinará pelos séculos dos séculos". Apocalipse 11:15.

O estabelecimento do reino de Deus seguir-se-á à segunda vinda de Cristo.

Um pai e sua filha de nove anos estavam-se banhando no mar. De repente a maré começou a vazar rapidamente. Como estivessem um pouco separados, o pai, não sendo bom nadador, sabia que sozinho não teria forças para lutar contra a maré e ainda puxar a filha para um lugar seguro. Sua única esperança seria chamar um socorro o mais depressa possível. "Fique boiando e nade mansamente", gritou ele. "Não se excite. Eu voltarei para buscar você". E correu para buscar um barco salva-vida. Quando vieram, a pequena já estava longe, arrastada pela maré, e demorou para os homens a localizarem. Quando finalmente a encontraram, ela estava boiando e nadan- do calmamente como seu pai lhe havia recomendado. Mais tarde os repórteres lhe perguntaram como fora capaz de se manter tão calma

assim.

"Meu pai disse que iria voltar. Eu sabia que viria e por isso não estava com medo. Fiz exatamente como me disse", respondeu a menina calmamente.

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Com a mesma confiança da menina em seu pai, com a sua maravilhosa calma, a- guardemos o cumprimento da promessa de Jesus: "Virei outra vez". Jesus virá aos que O esperam para a salvação. (Hebreus 9:28.) "Por esta razão, pois, amados, esperando estas coisas, empenhai-vos por ser achados por Ele em paz, sem mácula e irrepreensíveis". II S. Pedro 3:14. Isto implica preparação para o encontro com Ele. Implica viver como é agradável ao Céu. Ao voltar o Senhor para buscar o Seu povo, Ele receberá os que forem achados sem mácula e irrepreensíveis. Esta preparação alcançamos mediante a ajuda do próprio Senhor Jesus, que disse haver vindo ao mundo para "buscar e salvar o perdido". S. Lucas 19:10.

Prova escrita n° 3

Assinale Sim ou Não, conforme a veracidade das declarações dos itens 1, 2 e 4. Assinale com um V as afirmações verdadeiras, das que se seguem no item 3. Complete o pensamento no item 5.

1) O Senhor Jesus Cristo prometeu voltar a este mundo.

Sim (

) Não (

)

2) A Segunda Vinda de Cristo é mencionada 318 vezes no Novo Testamento e 2.500 em todo o Livro sagrado.

Sim (

) Não (

)

3) ( ) Quando o Senhor Jesus voltar somente algumas pessoas O verão.

( ) A Sua volta será literal, corpórea, acompanhada de glória e poder.

( ) Na Segunda Vinda de Cristo os filhos de Deus de todos os tempos erguer-se-ão dos túmulos com corpo perfeito. 4) Quando Jesus voltar, os justos e os pecadores subirão com Ele para o Céu.

Sim (

) Não (

)

5) "Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em Mim. Na casa

de Meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, Eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-

vos lugar. E quando Eu for, e vos preparar lugar, Mim mesmo, para que onde Eu estou estejais vós também".

Meditação

''Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também, em Mim. Na casa de Meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, Eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar- vos lugar. E quando Eu for, e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para Mim mes- mo, para que onde Eu estou estejais vós também". S. João 14:1-3.

Próxima Lição:

O relógio de Deus

para

e vos

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4. O relógio de Deus

Quem visitar um determinado castelo alemão, notará algo estranho. Em cada apo- sento os relógios estão parados com os seus ponteiros marcando a mesma hora: quatro minutos depois das nove. O guia então conta aos visitantes a seguinte história: Anos no passado a duquesa daquela mansão morreu, sendo ainda muito jovem. O duque, seu es- poso, deu ordens para que parassem todos os relógios do palácio no momento da sua morte e nunca mais continuassem marcando as horas. No seu profundo pesar, ele fez isto para mostrar que, para ele, o tempo deixara de existir depois da morte da sua amada es-

posa. A Bíblia nos conta que Deus também tem um "relógio". "Havendo fixado os tempos previamente estabelecidos". Atos 17 versículo 26. Jesus nasceu em Belém no tempo determinado por Deus. "Vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou Seu filho". Gálatas 4:4. Também foi num específico tempo que Jesus começou o Seu ministério e a pregar:

"O tempo está cumprido e o reino de Deus está próximo; arrependei-vos e crede no evangelho". Marcos 1:15. Sua morte na cruz se deu no tempo exato. (Romanos 5:6). As- sim também Deus estabeleceu o tempo para o retorno do Seu Filho Amado. "Mas a respeito daquele dia ou da hora ninguém sabe; nem os anjos do Céu, nem o Filho, senão somente o Pai". Marcos 13:32. O tempo estabelecido por Deus chegará; Ele fará parar o relógio e o tempo estará cumprido. Embora não saibamos o dia nem a hora do regresso do Senhor, Deus não nos deixou à mercê da incerteza. "Certamente o Senhor Deus não fará coisa alguma, sem primeiro revelar o Seu se- gredo aos Seus servos, os profetas". Amós 3:7. "Dize-nos, quando sucederão estas coisas, e que sinal haverá da tua vinda e da consumação do século?" S. Mateus 24:3. Esta pergunta foi feita a Jesus pelos Seus discípulos, no monte das Oliveiras, pois eles estavam interessados em saber o desenrolar dos acontecimentos. Por certo expressa- ram o que está no nosso coração também. Deu-nos Jesus alguns sinais? Certamente. A- proximadamente 100 textos nas Escrituras falam dos "sinais" que Ele deu da Sua vinda, e da atitude que deveríamos tomar sabendo da proximidade da Sua volta. Ele recrimina o desinteresse de alguns neste importante acontecimento:

"Sabeis, na verdade, discernir o aspecto do céu, e não podeis discernir os sinais dos tempos?" S. Mateus 16:3.

Sinais que indicam o fim

As Escrituras nos dão a conhecer o tempo da segunda vinda de Cristo pelos sinais:

a) No mundo social:

"Sabe, porém, isto: Nos últimos dias sobrevirão tempos difíceis, pois os homens se- rão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do Bem, traidores, atrevidos, enfatuados, antes amigos dos prazeres que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder". II Tim. 3:1 a 5. Disse Jesus: "E por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos". S. Mateus 24:12.

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A iniquidade e crime são vistos por toda a parte e são realmente tempos difíceis es-

tes. Declínio da moral e do caráter, lares desfeitos pela falta de amor, filhos levantando-se contra os pais e estes contra aqueles e a obsessão do sexo. Diz o professor P. Sorokin, da Universidade de Harvard: "Estamos completamente cercados da crescente onda de sexo, que inunda todos os compartimentos da nossa cultura, cada divisão da nossa vida social".

b) No terreno da ciência:

"E tu Daniel, encerra as palavras e sela o livro, até ao tempo do fim; muitos o es- quadrinharão e o saber se multiplicará". Daniel 12:4 Hoje estamos presenciando uma verdadeira epidemia de invenções humanas. A hu-

manidade tem feito, neste último século, mais progresso em ciência, invenções, medicina, transportes, comunicação, e em quase todas as outras áreas de conhecimento, do que em todos os demais séculos juntos!

c) Nas crises internacionais:

"Porquanto se levantará nação contra nação e reino contra reino". S. Mateus 24:7. Nosso século caracteriza-se como século de guerras. Tivemos nele as duas primei- ras guerras mundiais da História, que deixaram após si um total de mais de 70 milhões entre mortos, feridos e desaparecidos. E a crescente tensão que agora existe entre os po- vos só pode significar uma coisa: Caminhamos para um terceiro conflito. A humanidade estremece de pavor ao saber que, com o apertar de um "botão", nosso mundo poderia se tornar uma cratera fumegante! O sonho de paz e segurança se tornou um pesadelo de terror.

"Haverá homens que desmaiarão de terror e pela expectativa das coisas que sobre- virão ao mundo". S. Lucas 21:26.

d) Na Natureza:

"Logo em seguida à tribulação daqueles dias, o Sol escurecerá, a Lua não dará a

sua claridade, as estrelas cairão do firmamento e os poderes dos céus serão abalados". S. Mateus 24:29. Já se cumpriram estes acontecimentos preditos pelo próprio Jesus Cristo? Sim.

O escurecimento do Sol deu-se no dia 19 de maio de 1780 - o chamado Dia Escuro.

Nesse dia uma notável escuridão envolveu a Nova Inglaterra, nos Estados Unidos. Numa

publicação histórica do Estado de Nova Hampshire, se lê: "Perto das onze horas começou

a escurecer, como se viesse a noite. Os homens cessaram o trabalho; as vacas, mugindo,

vinham ao estábulo; as ovelhas, balando, corriam confusamente aos currais; as aves pipi- lavam e voavam aos ninhos; as galinhas subiam ao poleiro … Pessoas acreditavam haver

chegado o fim do mundo; alguns corriam de um lado para outro, clamando haver chegado

o dia do juízo; os ímpios corriam aos vizinhos para confessar suas culpas e pedir perdão …

A noite ficou tão escura que não se enxergava a mão levantada, nem mesmo uma folha

de papel branco". História de Veare, Nova Hampshire, 1735-1888 - Wm. Little, Lowell, Mas., pág. 276. Naquela noite, embora a Lua estivesse na sua fase de cheia, ela não brilhou. O es- curecimento do Sol deveria vir logo após o fim da tribulação por que passaria o povo de Deus desde os dias dos apóstolos. Essa tribulação decorreu de perseguições movidas por

forças não cristãs e também de lutas entre os cristãos. A grande tribulação terminou entre 1770 e 1775. O Dia Escuro veio em 1780. O relógio de Deus não falhou!

A queda das estrelas: meio século mais tarde, em 13 de novembro de 1833, cum-

priu-se esta profecia, na chuva de meteoros cadentes (ou estrelas cadentes). A América

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do Norte foi o principal teatro desse espetáculo que iluminou os céus numa vasta extensão - do Golfo do México até Halifax, no Canadá. Estes sinais foram considerados cumprimento da profecia de Jesus e indicação de que a História do mundo estava no que as Escrituras chamam "tempo do fim". "Haverá grandes terremotos, epidemias, e fome em vários lugares, cousas espanto- sas e também grandes sinais no céu". S. Lucas 21:11. Nosso século testemunhou dois grandes terremotos, os maiores da História: o da China, em 1920, no qual morreram 180.000 pessoas e o do Japão em 1923, que ceifou a vida a cerca de 300.000 pessoas, e foi descrito na época como o maior desastre desde o dilúvio. Biafra e outras regiões foram grandemente afetadas pela fome. O pior desastre do século foi o do Paquistão em 1970 cujas vítimas se contam aos milhões. Calamidades por mar, ar e terra, proclamam a vinda de Jesus. e) A proclamação mundial do Evangelho:

"E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a to- das as nações. Então virá o fim". S. Mateus 24:14. Quando ocorreu o primeiro sinal do fim - o escurecimento do Sol - a proclamação do evangelho era limitada quase exclusivamente à Europa e à América. Mas logo se iniciou o grande movimento das missões modernas. Milhares de missionários cristãos penetraram a Ásia e a África, e ilhas, tendo o cristianismo experimentado crescimento sem preceden- te. Hoje ele abrange o mundo inteiro e o evangelho soa em praticamente todos os lugares da Terra. A Bíblia está hoje traduzida em mais de 1500 línguas e dialetos e está sendo dis- tribuída numa média de 100 milhões de exemplares cada ano. "Muitos o esquadrinharão", disse o anjo a Daniel referindo-se ao seu livro, e como consequência, toda a Bíblia seria estudada; e isto seria no tempo do fim. Daniel 12:4. Com tantas "evidências", pode alguém ainda duvidar? Uma menina estava lendo a Bíblia, e um descrente e céptico se aproximou e disse: Você não poderá entender este Li- vro; ele não é verdadeiro. Olhando para cima, direto em seus olhos, ela disse, bondosa- mente, mas com convicção: "Há uma coisa na Bíblia que eu sei que é verdadeira". "Qual é"? "A Bíblia fala que nos últimos dias virão escarnecedores. E o senhor é um deles". S. Pedro realmente descreveu os últimos dias de descrença e cepticismo; "Tendo em conta, que, nos últimos dias virão escarnecedores com os seus escárnios andando se- gundo as próprias paixões, e dizendo: Onde está a promessa da Sua vinda? porque desde que os pais dormiram, todas as cousas permanecem como desde o princípio da criação". II S. Pedro 3:3 e 4. Mas o que se vê prova o contrário! Nunca antes teve o homem a habilidade de des- truir o mundo. Nunca antes teve o homem de enfrentar os problemas da poluição que ameaça a vida neste planeta. Nunca antes foram os sinais bíblicos tão concretizados como agora. O marcador no relógio de Deus mostra apenas alguns minutos para o tempo por Ele estabelecido. "Aprendei, pois, a parábola da figueira: quando já os seus ramos se renovam e as folhas brotam, sabeis que está próximo o verão. Assim também vós: quando virdes acon- tecer estas cousas, sabei que está próximo, às portas". S. Marcos 13:28.e 29. "Ora, ao começarem estas cousas a suceder, exultai e erguei as vossas cabeças; porque a vossa redenção se aproxima". S. Lucas 21:28. Algum tempo atrás um turista estava viajando pelas praias do Lago Como, ao norte da Itália. Aproximando-se dos muros do castelo Villa Asconti, o amável jardineiro abriu o

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portão e mostrou-lhe os belos jardins, gramados, tudo em perfeita ordem. O turista per- guntou-lhe se o seu patrão estava para chegar naquele dia. "Não", foi a resposta. "Para quando você o espera então", foi a pergunta seguinte. "Não sei", disse o velho guardião. Há 12 anos que de não vem, mas prometeu voltar. "Então você quer dizer que sempre deixa tudo em perfeita ordem e bonito como se de viesse amanhã"? O velho prontamente respondeu: "Se como ele viesse hoje, senhor hoje"! Nós devemos agir assim - como se Jesus viesse hoje. Os que O amam deveras con- siderarão estas coisas com seriedade e com a ajuda de Deus estarão "vigiando" até que Ele venha. "Portanto, vigiai, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor". S. Mateus

24:42.

Prova escrita n° 4

Assinale Sim ou Não, conforme a veracidade das declarações dos itens 1, 3 e 4. Assinale com um V as afirmações verdadeiras, das que se seguem no item 2. Complete o pensamento no item 5. 1) Aproximadamente 100 textos nas Escrituras falam dos sinais que Jesus deu da Sua segunda vinda e da atitude que deveríamos tomar sabendo da proximidade desse glo- rioso acontecimento.

Sim (

) Não (

)

2) ( ) As Escrituras revelam o dia e a hora da volta de Cristo.

( ) Os sinais dos tempos, dados nas Escrituras, mostram a aproximação do dia da

segunda vinda de Cristo.

( ) A decadência moral, a busca de prazeres e o desinteresse pelas coisas divinas indicam que estamos "nos últimos dias" …

3) O escurecimento do Sol (1780) e a queda das estrelas (1833) são uma parte dos sinais dados por Cristo, como indicadores do "tempo do fim".

Sim (

) Não (

)

4) Hoje o Evangelho do Senhor Jesus Cristo está sendo pregado em praticamente todos os lugares da Terra.

Sim (

) Não (

)

5) "Aprendei, pois, a parábola da figueira: quando já os seus ramos se renovam e

as folhas virdes acontecer

Meditação

Alegra-me saber que o Salvador voltará logo para destruir as obras do Mal e esta- belecer o Seu reino? Se não, por que não?

Próxima Lição:

O grande amanhã

Assim também vós: quando

, sabeis que está próximo o

, sabei que está próximo, às portas".

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5. O grande amanhã

Quais acordes de uma suave melodia, soam aos ouvidos as palavras de Jesus: "Vou preparar-vos lugar … e vos receberei para Mim mesmo, para que onde Eu estou estejais vós também". S. João 14:2 e 3. Em meio às densas trevas e confusão do mundo atual, elas trazem nova esperança e grande conforto. Elas nos dizem que dias melhores certa- mente virão, pois assim Deus o prometeu. No princípio Deus designou a Terra para ser a venturosa morada de uma raça per- feita. A entrada do pecado frustrou temporariamente esse plano. Mas no devido tempo o Senhor executará Seu plano, estabelecendo aqui o reino celestial. Falando da Terra, a Escritura diz que Deus "não a fez para ser um caos, mas para ser habitada". Isaías 45:18. É propósito de Deus, conforme já comentamos anteriormente, dar o reino, e o do- mínio, e a majestade dos reinos ao povo dos santos do Altíssimo (Daniel 7:27), e o Seu propósito não irá falhar. Disse Deus:

"Eis que faço novas todas as cousas". Apocalipse 21:5. Quando isto acontecer, o pecado já terá sido completamente banido para nunca mais existir. Deus promete que a angústia do pecado nunca mais retomará. "Não se levantará por duas vezes a angústia!" Naum 1:9. "E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras cousas passaram". Apocalipse 21:4. Este é o grande amanhã dos salvos. Algumas pessoas, porém, consideram o Céu como uma fantasia infantil, não saben- do o que é e onde está, apenas fazem ideia que deve ser algo de bom, de fabuloso, para compensá-los dos desapontamentos e tristezas da vida. Outros, pensam nele como algo místico, irreal, onde os "santos", sentados sobre nuvens ou arco-íris, estão a tocar suas harpas sem cessar.

Como será o céu?

Vejamos o que a Bíblia diz: Depois da ressurreição de Jesus, Ele apareceu aos Seus discípulos reunidos no cenáculo e lhes disse:

"Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e verificai, porque um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho. Dizendo isto, mostrou-lhes as mãos e os pés. E, por não acreditarem eles ainda, por causa da alegria, e estando admirados, Jesus lhes disse: Tendes aqui alguma cousa que comer? Então lhe a- presentaram um pedaço de peixe assado e um favo de mel. E Ele comeu na presença de- les". S. Lucas 24:39-43. "E logo disse a Tomé: Põe aqui o teu dedo e vê as Minhas mãos; chega também a tua mão e põe-na no Meu lado; não sejas incrédulo, mas crente". S. João 20:27. Os discípulos de Cristo viram uma Pessoa fisicamente real no Salvador ressurreto. Eles O apalparam. Seu corpo era real. Ele comeu com eles. Porque Cristo foi vitorioso sobre a morte, ressuscitando, Ele ressuscitará os justos mortos por ocasião da Sua segunda vinda. Diz o profeta Isaías:

"Os vossos mortos e também o meu cadáver viverão e ressuscitarão". Isaías 26:19. Quando Jesus vier, nossos corpos serão transformados (I Cor. 15:51 e 52) e restau-

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rados à Sua semelhança, como no princípio. Serão como o corpo do ressurreto Salvador. "Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que havemos de ser. Sabemos que, quando Ele Se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque ha- vemos de vê-Lo como Ele é". I S. João 3.2. Nossos corpos serão reais como são agora, mas transformados "incorruptíveis", "imortais", eternamente livres de pecado, doença, sofrimento, deformidades e morte. (I Cor. 15:53 e 54.) Pode você imaginar um quadro como esse, despertar e sentir que todo mal desapa- receu, não havendo mais dor, doença, deformação, fome ou morte? Pois isto é exatamen- te o que Cristo irá fazer a todos que estiverem preparados para ir com Ele ao Céu.

Reconhecer-nos-emos?

Seremos reconhecidos por nossos queridos e amigos? Os discípulos de Jesus reconheceram-na após a Sua ressurreição. Maria O reconheceu perto do sepulcro, por voz familiar, quando a chamou pelo nome (S. João 20:14 a 16). Ele foi reconhecido pelos dois discípulos no caminho a Emaús, quando viram o modo de Jesus abençoar o pão (S. Lucas

24:13-35).

Visto que "seremos semelhantes a Ele", os redimidos certamente serão reconheci- dos pelo seu tom de voz, por seus traços familiares e características individuais de perso- nalidade; as marcas do pecado serão removidas, mas lá nos conheceremos e compreen- der-nos-emos melhor do que nesta vida. "Porque agora vemos como em espelho, obscuramente, então veremos face a face; agora conheço em parte, então conhecerei como também sou conhecido". I Cor. 13:12. Que esperança para o cristão! Vida eterna com amigos e queridos desta Terra! Por isso S. Paulo exclamou:

Neste maravilhoso lugar os salvos viverão por mil anos. "Serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com Ele mil anos". (Apoc. 20:6 úl- tima parte). Findo esse tempo, serão transferidos para a Terra renovada, onde viverão pa- ra sempre. Esta Terra passará por um processo preparatório para tornar-se o lar dos sal- vos. Será submetida à ação do fogo. Este fogo purificador destruirá tudo o que é mau. (A lição 11 dará maiores detalhes sobre este assunto). Então Deus vestirá a Terra de encantadora beleza (Isaías 35:1 e 2) tal como havia sido no princípio e dotá-la-á de condições ideais para os justos. "Eis que faço novas todas as coisas". Apocalipse 21:5. Tudo sobre a Terra será novo. Nesta Terra renovada e livre de toda e qualquer con- taminação habitarão os salvos para sempre. "Espera no Senhor, segue o Seu caminho, e Ele te exaltará para possuíres a Terra; presenciarás isso quando os ímpios forem exterminados". Salmo 37:34.

A Nova Capital

A João, o discípulo amado, foi dada a seguinte visão: "Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do Céu, da parte de Deus, ataviada como noiva adornada para o seu esposo". Apoc. 21:2. Ao serem os salvos transferidos para a Terra, virá com eles a Jerusalém celestial. Esta cidade é obra do próprio Deus (Hebreus 11:10). A sua beleza e glória são descritas em Apocalipse 21 e 22, onde lemos que ela é de ouro puro e o seu fulgor como de uma

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pedra preciosíssima. Esta vasta metrópole tem cerca de 560 quilômetros de cada lado - uma área maior que li do Estado de São Paulo ou do Rio Grande do Sul, ou ainda dos Es- tados: Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Sergipe juntos. Seus muros são de jaspe, com seus doze fundamentos de pedras preciosas, com cores mais belas que as do arco-íris; doze portais de pérola, sendo cada portal "uma pérola". "Nela estará o trono de Deus e do Cordeiro. Os Seus servos O servirão, contempla- rão a Sua face". Apocalipse 22:3 e 4. A Nova Jerusalém terá nela o trono de Deus e de Cristo. O Salvador Jesus Cristo se- rá o justo e compassivo Rei do reino porvir. E será dado aos remidos o privilégio de con- templar a face do Senhor.

Moradas seguras e povo feliz

Não mais ladrões para amedrontar-nos! "O efeito da justiça será paz, e o fruto da justiça repouso e segurança para sempre. O Meu povo habitará em moradas bem seguras, e em lugares quietos e tranquilos". Isaías 32:17 e 18. "Os resgatados do Senhor voltarão, e virão a Sião com cânticos de júbilo; alegria e- terna coroará as suas cabeças; gozo e alegria alcançarão e deles fugirá a tristeza e o ge- mido". Isaías 35:10. Porém, por mais que queiramos descrever a vida do além, devemos admitir que:

"Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que O amam". I Coríntios 2:9.

Que atividade haverá lá?

Deixemos as glórias dessa Cidade Eterna, e vejamos alguns dados interessantes que o profeta Isaías nos fornece. Ele escreveu:

"Eles edificarão casas, e nelas habitarão: plantarão vinhas, e comerão do seu fruto. Não edificarão para que outros habitem; não plantarão para que outros comam; porque a longevidade do Meu povo será como a da árvore e os Meus eleitos desfrutarão de todo as obras das suas mãos". Isaías 65:21 e 22. Alguém, ao ler esta passagem, disse: "Se eu tiver de trabalhar lá também, então não quero ir, pois chega o duro que tenho dado aqui". O trabalho é uma bênção. Já imagi- namos o que seria uma vida de ociosidade? Foi Deus que deu aos nossos primeiros pais, a tarefa de cultivar e guardar o jardim do Éden (Gên. 2:15). Por certo era uma tarefa muito agradável que lhes dava prazer, pois só depois da entrada do pecado é que se fatigavam para ganhar o pão (Gênesis 3:17). No Éden restaurado - Deus dará ao homem outra vez ocupação física. O trabalho não será cansativo, mas agradável. Contribuirá para o seu bem-estar. E os remidos goza- rão os frutos das suas mãos. Haverá crescimento intelectual. Todos os tesouros do universo infinito estarão abertos ao estudo do homem. A aqui- sição de conhecimentos não terá limites. Ali "cada faculdade será desenvolvida, toda habi- lidade aumentada. Os maiores empreendimentos serão levados a êxito, as mais elevadas aspirações alcançadas, realizadas as mais altas ambições. E surgirão ainda novas alturas a serem alcançadas, novas maravilhas para serem admiradas, novas verdades a serem com- preendidas, novos objetos de estudo a desafiarem as faculdades do corpo, da mente e da

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alma". — Profetas e Reis, pág. 375:5. Haverá também crescimento espiritual. Terão os remidos oportunidade de estudar os atributos do santo caráter de Deus, em especial o Seu amor e a Sua graça. A Escritura diz ser intento de Deus "mostrar nos séculos vindouros (na eternidade) a suprema riqueza da Sua graça, em bondade para co- nosco, em Cristo Jesus". Efésios 2:7. Assim, na Nova Terra os remidos aprenderão mais e mais do amor e perfeição de Deus. Quanto mais conhecerem o Seu perfeito caráter, mais O hão de amar; e quanto mais O amarem, mais venturosos serão.

Quem entrará naquele reino?

"Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus". S. Mateus 5:8. ''Nela nunca mais penetrará coisa alguma contaminada nem o que pratica abomina- ção e mentira, mas somente os inscritos no livro da vida do Cordeiro". Apoc. 21:27. "E a si mesmo se purifica todo o que nEle tem esta esperança, assim como Ele é puro". I S. João 3:3. Um amigo de crianças visitando certa escola, disse às crianças: "Voltarei qualquer dia e darei um prêmio àquela que tiver a carteira mais limpa". "Mas quando voltará o senhor?", perguntaram. "Isto não vou dizer", foi a resposta. Uma pequena, tida como a mais desordeira, disse às demais crianças que iria ga- nhar o prêmio. "Você?", caçoaram as colegas. "Jamais o ganhará! Sua carteira está sempre em desordem". "Eu a limparei no começo de cada semana". "Sim, mas suponhamos que Ele venha no fim da semana". "Então a limparei cada manhã", respondeu ela. "Mas, e se ele vier no fim da aula". A menina pensou um pouco, então disse: "Eu sei o que farei: Eu a conserva- rei sempre limpa". Com a graça de Deus você também poderá conservar seu coração, sua vida sempre limpa, para estar no Seu reino - no grande amanhã.

Prova escrita n° 5

Assinale Sim ou Não, conforme a veracidade das declarações dos itens 1, 2 e 5. Assinale com um V as afirmações verdadeiras, das que se seguem no item 4. Complete o pensamento nos itens 3 e 6.

1) A entrada do pecado frustrou o plano de Deus quanto ao planeta Terra.

Sim (

) Não (

)

2) O eterno lar dos salvos será esta Terra, renovada por ato de Deus.

Sim (

) Não (

)

3) A fim de tornar-se a morada dos salvos, o planeta em que vivemos será submeti- do à ação do

) Os capítulos 21 e 22 de Apocalipse descrevem a capital da Nova Terra em

sua beleza e glória.

4) (

( ) A Nova Jerusalém terá nela o trono de Deus e de Cristo.

( ) Na Nova Terra o crescimento intelectual e espiritual do homem, bem como a sua apreciação das maravilhas de Deus, não terão limite. 5) A Nova Terra será embelezada por Deus, mas o sofrimento e a morte continua-

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rão.

Sim (

) Não (

)

de

; alegria eterna coroará as suas cabeças; gozo e alegria alcançarão,

e deles fugirá a

Meditação

Uma herança gloriosa está à espera do fiel filho de Deus. Devo eu permitir que inte- resses terrenos me impeçam de alcançar a posse das riquezas do Céu?

Próxima Lição:

O plano da redenção

6) "Os resgatados do Senhor voltarão, e virão a Sião com

e o

".

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6. O plano da redenção

Um cavalheiro começara a atravessar uma movimentada rua de uma grande cidade, quando uma senhora o puxou pelo braço e lhe disse: "Olhe, a luz está vermelha!" "Mas veja, o povo está atravessando a rua". "Não olhe para o povo", disse a mulher, "olhe para a luz e siga-a". "Olhai para Mim, e sede salvos, vós, todos os termos da Terra, porque Eu sou Deus

e não há outro". Isaías 45:22. Venha comigo, leitor, olhemos para aquele monte: Sim, ali está uma cruz, e nela, pela fé, vemos Alguém sendo crucificado - Jesus Cristo. Por que? Por que devia este Ser inocente, o único Filho do Deus Altíssimo sofrer e morrer deste modo tão terrível?

Um sacrifício de amor

"Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna". S. João 3:16.

O amor de Deus e de Seu Filho pelos pecadores levou Jesus Cristo ao sacrifício, por

ser esta a única maneira de redimir a raça humana e dar-lhe a possibilidade de salvação.

O pecado alienou (separou) o homem do seu Criador e o desqualificou para o reino

celeste. "Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o Seu rosto de vós para que vos não ouça". Isaías 59:2.

Desde quando existe o pecado no mundo?

Desde o momento em que nossos primeiros pais (Adão e Eva) desobedeceram à or-

dem divina e seguiram a sua própria vontade, comendo do fruto proibido (Gênesis 2:17.) Como consequência do pecado, que aconteceu? Os pais da raça humana ficaram sujeitos à morte. "Porque o salário do pecado é a morte". Romanos 6:23.

A quantos passou a sentença de morte? A todos.

"Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo e pelo pecado

a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram". Ro- manos 5:12.

A morte é a coroa dos males consequentes do pecado. Com ela herdamos também

o mal de estar separados de Deus e privados de Seus favores. "Porque todos pecaram e carecem da glória de Deus". Romanos 3:23. Consentindo em desobedecer, o homem tornou-se inimigo de Deus e escravo do pecado. Posso por mim mesmo sair desta terrível condição? A Escritura pergunta e respon-

de:

"Pode acaso o etíope mudar a sua pele, ou o leopardo as suas manchas? Então po- deríeis fazer o Bem, estando acostumados a fazer o Mal". Jeremias 13:23. É-me totalmente impossível sair desta condição sem ajuda. Deixado à mercê da minha sorte, estaria sem esperança.

Jesus é a solução

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Quando o anjo apareceu à Virgem Maria, anunciando o nascimento de Jesus, ele

disse:

"… e lhe porás o nome de Jesus, porque Ele salvará o Seu povo dos pecados de- les". S. Mateus 1:21. O nome Jesus significa Salvador. Mais tarde o próprio Jesus tornou clara a Sua missão neste mundo:

"Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o perdido". S. Lucas 19:10. Pense neste mundo no pior que você puder. Pense nas piores pessoas que já vive- ram nele. Pense nos pecados e impiedades das pessoas que estão vivendo agora. Pense nos pontos negros de sua própria vida. Pense na covardia, impureza, orgulho, injustiça, tão naturais a todos nós. Este mundo está cheio disto, e estaríamos todos perdidos se não fosse o amor de Deus. Sim, este ímpio, pecador e perverso mundo, é amado por Deus. Ele ama a você Ele ama a todas as pessoas, não porque são pecadoras, mas apesar de serem pecadoras. Ele viu nossa necessidade, nossa desesperadora condição e enviou Seu Filho, que Se ofereceu para nos redimir. Que boas novas! Por isto o anjo disse aos pastores:

"Eis aqui vos trago boa nova de grande alegria que o será para todo o povo; é que hoje vos nasceu na cidade de Davi o Salvador, que é Cristo o Senhor". S. Lucas 2:10 e 11. Deus deu Seu Filho ao mundo - a você e a mim. Jesus não hesitou em vir para so- frer e nos salvar.

O inocente morre pelo culpado

"Carregando Ele mesmo em Seu corpo … os nossos pecados". I S. Pedro 2:24.

O inocente Filho de Deus assumiu a nossa culpa, tomou sobre Si os nossos pecados.

Isto Ele fez por todos os homens. Tendo Jesus tomado sobre Si a culpa do homem, sofreu também o castigo do pecado - a morte. "Antes de tudo vos entreguei o que também recebi que Cristo morreu pelos nossos pecados segundo as Escrituras". I Cor. 15:3.

A morte do Senhor foi substituinte. Ele morreu em meu, em nosso lugar. Jesus pa-

gou a nossa pena. Durante a guerra civil dos Estados Unidos um soldado foi condenado à morte. Esta- va profundamente amargurado, pois tinha esposa e filhos. Na véspera da sua morte, um jovem o visitou e lhe fez a incrível proposta - morreria no lugar dele - e acrescentou: "Eu não tenho mais familiares para chorarem a minha ausência; penso que estou preparado para morrer, estou pronto, por amor à sua família, a morrer por você". O general respon- sável pela execução da sentença, testemunha de toda a memorável conversação entre o condenado e o jovem, concordou na troca e aceitou a nobre proposta. O estupefato pai de família abraçou o rapaz, chorando ao seu pescoço lágrimas de eterna gratidão. Agora esta- va salvo da condenação da morte - podia voltar aos seus.

Na cruz

"Carregando Ele mesmo em Seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para

que nos, mortos aos pecados, vivamos para justiça; por Suas chagas fostes sarados". I S. Pedro 2:24.

O pecado é uma realidade e altamente ofensivo a Deus. Fosse ele coisa sem conse-

quência, e não teria sido necessário que o Filho de Deus morresse para expiar a culpa do homem. A Escritura diz que "pecado é a transgressão da lei" - da lei de Deus. I S. João

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3:4.

Somos perdoados e salvos quando cremos em Jesus como nosso Salvador e rece- bemos, pela fé, a Sua justiça. Contemplemos novamente o quadro dEsse Alguém que está ali na cruz - o Imacula- do Filho de Deus. "… a carne lacerada pelos açoites; aquelas mãos tantas vezes estendi- das para abençoar, pregadas ao lenho; aqueles pés tão incansáveis em serviço de amor, cravados no madeiro; a régia cabeça ferida pela coroa de espinhos; aqueles trêmulos lá- bios entreabertos para deixar escapar um grito de dor. E tudo quanto sofreu, as gotas de sangue a Lhe correr da fronte, das mãos e dos pés, a agonia que Lhe atormentou o corpo

e a indizível angústia que Lhe encheu a alma ao ocultar-se dEle a face do Pai - tudo fala a cada filho da família humana, declarando: É por você que o Filho de Deus consente em

carregar esse fardo de culpa; por você Ele destrói o domínio da morte, e abre as Portas do Paraíso … ofereceu-Se a Si mesmo na cruz em sacrifício, e tudo isso por amor a você. Ele,

o que leva sobre Si os pecados, sofre a ira da justiça divina e torna-Se mesmo pecado por

amor de você". — O Desejado de Todas as Nações, pág. 534:3.

Seu sangue nos trouxe a redenção

Com a morte de Cristo na cruz temos:

1) Perdão dos pecados. "Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça". I S. João 1:9. 2) Libertamento da escravidão do pecado. "Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres". S. João 8:36. 3) O favor de Deus - reconciliação. "Mas agora em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, fostes aproximados pelo sangue de Cristo". "… e reconciliasse ambos em um só corpo com Deus, por intermédio da cruz, destruindo por ela a inimizade". Efésios 2:13 e 16. 4) Vida eterna. "Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça mas tenha a vida eterna". S. João 3:16. 5) O direito de entrar no reino de Deus. "Então dirá aos que estiverem à Sua direita: Vinde, benditos de Meu Pai! entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo". S. Mateus 25:34. Um senhor, após ouvir uma conferência sobre este tema, levantou-se e pediu licen- ça para contar a sua história:

"Saí de casa muito jovem e como as coisas não me iam bem, passei a viver uma vi- da dissoluta, pedia esmolas e andava como vagabundo, perambulando pelas ruas. Por anos vivi na miséria. Um dia bati de leve no ombro de um homem e pedi: Senhor, por favor, dá- me um cruzeiro. Quando aquele senhor virou a cabeça para me olhar, pude ver seu rosto - fiquei imóvel de espanto, pois reconheci meu querido e velho pai. Oh! Pai, não me conheces, gritei finalmente, sou teu filho. Abraçando-me fortemen- te exclamou: Eu te achei, eu te achei, enfim! Tenho-te procurado por tanto tempo - tudo que tenho é teu, meu filho! Senhores - pensem nisso: - eu, um vagabundo, estava ali pe- dindo um cruzeiro ao meu pai, quando por 18 anos ele me havia procurado para dar-me tudo que possuía!" Que quadro do nosso Pai Celestial! Ele está nos procurando, buscando para dar-nos

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tudo em Cristo Jesus. "Crê no Senhor Jesus Cristo, e serás salvo tu e tua casa". Atos 16:31. Crer em Cristo é crer no Filho de Deus como o divino-humano Salvador do homem e nossa única esperança. É aceitá-lO como Salvador pessoal, recebendo-O no coração e Lhe consagrando a vida. É submeter-Lhe nossa vontade e dispor-nos a fazer tudo o que Lhe é agradável. "E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do Céu não existe nenhum ou- tro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos". Atos 4:12. E o próprio Jesus disse: "Eu sou o Caminho, e a Verdade e a Vida; ninguém vem ao Pai, senão por Mim". S. João 14:6. "Como escaparemos nós, se negligenciarmos tão grande salvação?" Hebreus 2:3.

Prova escrita n° 6

Assinale Sim ou Não, conforme a veracidade das declarações dos itens 1 e 2. Assinale com um V as afirmações verdadeiras, das que se seguem no item 3. Complete o pensamento nos itens 4 e 5.

1) O sacrifício de Jesus foi o único meio de redimir a raça humana.

Sim (

) Não (

)

2) O pecador por si mesmo pode mudar a sua condição espiritual, não necessitando do auxílio de Deus.

3) (

Sim (

) Não (

)

) Na cruz do Calvário o Senhor Jesus sofreu o castigo dos nossos pecados

( ) Somos perdoados e salvos quando cremos em Jesus como nosso Salvador e re- cebemos, pela fé, a Sua justiça.

( ) Quem não aceita o sacrifício de Jesus será um herdeiro no reino de Deus. 4) Pelo Seu sacrifício o Senhor Jesus nos comprou cinco bens preciosos:

1) Perdão dos pecados 2) Libertamento da escravidão do pecado

3)

4) Vida eterna

5)

5) "E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do Céu não existe nenhum

outro

,

dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos

Meditação

Estou eu procurando chegar a Deus e ao Céu por outro caminho que não Jesus? Que sentimentos devo ter para com Quem me amou a ponto de dar a vida por mim, abrindo-me dessa maneira a porta para a bem-aventurança eterna?

Próxima Lição:

Que devo fazer para que seja salvo?

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7. Que devo fazer para que seja salvo?

Há muitos anos, um aflito carcereiro fez a significativa pergunta:

"Senhores, que devo fazer para que seja salvo?" Atos 16:30. Hoje também, centenas e milhares desejam saber como obter a salvação. Qual foi a resposta de S. Paulo ao carcereiro? Gostaria você também de harmonizar sua vida com Deus, mas não sabe como e onde começar? Consultemos o Livro de Deus e obteremos as informações necessárias.

1. Crer em Deus e em Jesus Cristo

Este é o primeiro passo, pois está escrito em Hebreus 11:6. "Aquele que se aproxi- ma de Deus creia que Ele existe e que Se torna galardoador dos que O buscam". Devemos crer que Deus existe, que Ele nos ama e quer dar-nos uma recompensa - a vida eterna. "Crê no Senhor Jesus, e serás salvo", foi a resposta de S. Paulo ao carcereiro. Atos

16:31.

Mas, dirá alguém: "Eu não tenho fé". Como posso obter essa fé em Deus?" Vejamos o que o apóstolo S. Paulo diz a esse respeito em Romanos 10:17. "E assim, a fé vem pela pregação e a pregação pela palavra de Cristo". A palavra de Cristo, como se acha na Bíblia, traz fé se a estudamos e a conserva- mos em nosso coração.

2. Reconhecer que sou pecador

Em segundo lugar devo sentir minha culpa, que sou pecador. "Porque todos peca- ram e carecem da glória de Deus". Romanos 3:23. Mas que é pecado? Já consideramos anteriormente que pecado, conforme as Escri- turas o definem, é "transgressão da lei". I S. João 3:4. Bem, dirá você: "Eu não roubo, ja- mais matei alguém e nunca adulterei; amo a Deus e ao meu próximo; sempre fiz o bem; não sei que pecados poderia ter". Vamos juntos buscar mais esclarecimentos nas Escritu- ras.

"Seis coisas o Senhor aborrece, e a sétima a Sua alma abomina: olhos altivos, lín- gua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, coração que trama projetos iníquos, pés que se apressam a correr para o mal, testemunha falsa que profere mentiras e o que semeia contenda entre irmãos". Provérbios 6:16-19. O orgulho aparece em primeiro lugar nesta lista, pois o sábio disse:

"A soberba precede a ruína e a altivez de espírito, a queda". Provérbios 16:18. "Deus resiste aos soberbos mas dá graça aos humildes". S. Tiago 4:6. "Jesus contou uma parábola a alguns que confiavam em si mesmos por se conside- rarem justos e desprezavam os outros: Dois homens subiam ao templo com o propósito de orar: um fariseu e o outro publicano. O fariseu, posto em pé, orava de si para si mes- mo, desta forma: Ó Deus, graças Te dou porque não sou como os demais homens, rouba- dores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano; jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho. O publicano, estando em pé, longe, não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, sê propício a mim, pecador! Digo-vos que este desceu justificado para sua casa e não aquele; porque

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todo o que se exalta será humilhado; mas o que se humilha, será exaltado". S. Lucas 18:

9-14.

Vejamos o que a Bíblia diz da inveja. "Pois onde há inveja e sentimento faccioso, aí há confusão e toda espécie de cou- sas ruins". S. Tiago 3:16. "Se alguém disser: amo a Deus e odiar a seu irmão, é mentiroso". I S. João 4:20. Para muitos, a seguinte declaração de Jesus, será causa de espanto:

"Qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração já adulterou com ela". S. Mateus 5:28. Se queremos conhecer a nossa verdadeira condição, devemos pedir ao Céu que nos abra os olhos da alma. O salmista escreveu:

"Quem há que possa discernir as próprias faltas"? Salmo 19:12. E ainda: "Sonda-me, ó Deus e conhece o meu coração: prova-me e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno". Salmo 139:23 e 24.

3. Arrependimento

Este passo conduz-me a uma mudança de rumo. O verdadeiro arrependimento con- siste em tristeza pelo pecado e o abandono do mesmo. Essa tristeza é pelo pecado come- tido, e não simplesmente pelo sofrimento ou castigo que o pecado possa trazer. O arrepen- dimento que Deus quer consiste em sentir tristeza por havermos agido contrariamente aos princípios do governo divino, tristeza por havermos ofendido a Deus. Uma velha senhora escrava disse: "Arrependimento é sentir tanta tristeza pelo pe- cado, que o abandonemos". "Agora me alegro … porque fostes contristados para arrependimento". II Coríntios

7:9.

Esaú sentiu tristeza quando percebeu que havia perdido seu direito de primogenitu- ra - mas essa tristeza não o levou ao abandono do seu erro - o de considerar levianamente as coisas divinas. O mesmo se pode dizer da tristeza de Judas: desesperado pelas futuras consequências do seu hediondo crime, enforcou-se. Ele não sentiu tristeza pelo pecado que cometera, apenas sentiu medo das consequências desse pecado - foi um arrependi- mento falso. Que contraste com o arrependimento do apóstolo S. Pedro: "E saindo dali, chorou amargamente". S. Mateus 26:75. Ele foi sincero, verdadeiro, pois sua vida posterior (após haver traído Seu Mestre) é uma prova disto. Não há salvação sem arrependimento. Jesus disse:

"Se porém, não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis", S. Lucas 13:3. Disse S. Pedro aos seus ouvintes no Pentecoste: "Arrependei-vos". Atos 2:38. Convicção não é arrependimento: Uma coisa é ser despertado às 5 da manhã, mas outra coisa é levantar-se. Arrependimento é absolutamente necessário. O motivo por que muitos vivem uma vida infeliz é porque não se arrependem. Levam uma vida de cristãos frios e indiferentes, e nunca experimentaram a paz de espírito de um sincero arrependimento. "Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos". Salmo 32:3.

4. Confissão

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O passo seguinte é a confissão. O arrependimento não é genuíno se não houver

disposição de confessar o pecado. A Escritura diz:

"O que encobre as suas transgressões, jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia". Provérbios 28:13. Aquele que esconde o seu pecado e o não confessa, nada alcança de Deus.

A confissão nem sempre é fácil. É necessário coragem moral e humildade para

admitirmos que erramos e confessar que pecamos. Mas, só assim alcançaremos perdão. A Escritura diz:

"Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça". I S. João 1:9. A confissão deve ser específica. Não é bastante dizer: Senhor, perdoa os meus pe- cados - num sentido geral. Evidentemente Deus espera que façamos menção de cada pe- cado, pelo menos dos pecados de que temos consciência. "Será, pois, que, sendo culpado numa destas coisas, confessará aquilo em que pecou". Lev. 5:5. Vejamos o exemplo de Davi:

"Confessei-te o meu pecado e a minha iniquidade não mais ocultei". Salmo 32:5. Todos os nossos pecados e faltas devem ser confessados a Deus, Se ofendemos ou lesamos o próximo, devemos ir a ele primeiro e confessar-lhe nossa ofensa. ''Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros". S. Tiago 5:16. Então obtere- mos o perdão de Deus. "Porque se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará". S. Mateus 6:14. Terminada uma reunião de reavivamento numa igreja espiritualmente fria, o prega- dor percebeu que não havia sido bem sucedido. Não houve o despertamento esperado. A- pós alguns minutos de espera, finalmente um dos dirigentes se levantou e disse: "Eu creio que não teremos um reavivamento aqui enquanto João e eu não fizermos as pazes". Di- zendo isto, foi até onde João estava sentado e lhe disse: "João, nós não temos conversado por cinco anos. E tempo de enterrarmos essa desavença. Aqui dou-lhe a mão - perdoe-me no que lhe ofendi". O auditório ficou em suspense. Então outro senhor de certa influência na igreja se levantou e disse: "Senhor ministro, eu também preciso lhe confessar o que eu vinha fazendo, bajulando-o pela frente, mas falando mal do senhor pelas costas. Eu lhe peço que me perdoe". Logo outros se levantaram pedindo perdão a quem tinham ofendido publicamente. Suplicaram então perdão a Deus e uma atmosfera de harmonia, de paz e fervor foi vista

entre eles.

5. Consagração completa a Deus

"Buscar-Me-eis, e Me achareis, quando Me buscardes de todo o vosso coração". Je- remias 29:13.

"Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de to- do o teu entendimento e de toda a tua força". S. Marcos 12:30.

O coração inteiro tem de render-se a Deus, do contrário não se poderá jamais ope-

rar a transformação pela qual é restaurada em nós a Sua semelhança. Os desejos e pen- samentos devem ser postos em obediência à vontade de Cristo. Ele então transformará nossa vida:

''Se alguém está em Cristo, é nova criatura; as cousas antigas já passaram; eis que

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se fizeram novas". II Cor. 5:17. Então, que harmonia sentiremos! Não mais acordes desafinados, numa dissonância que faz chorar os anjos. Um estranho entrou numa catedral da antiga Áustria, onde alguém, sem talento musical, procurava, com dificuldade, tocar uma peça ao órgão. Os acordes eram dissonan- tes, causando uma impressão desagradável. O estranho aproximou-se do órgão e com bondade pediu que lhe fosse permitido tocar. Mas o "organista" continuou tocando, sem lhe dar atenção. Como o estranho insistisse, o que estava tocando finalmente perguntou, indignado: - "Mas quem é o senhor?" - "João Sebastião Bach" - foi a resposta cheia de dignidade. Envergonhado, o aprendiz desculpou-se e cedeu lugar ao grande mestre, a cujo to- que a catedral se encheu de uma melodia quase celeste. Por que não entregamos nossa vida ao Mestre dos mestres para que dela tire um hino de perfeito louvor? Irá Ele nos receber? Certamente. São Suas as palavras:

"Vinde a Mim todos os que estais causados e sobrecarregados e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o Meu jugo e aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas. Porque o Meu jugo é suave e o Meu fardo é le- ve". S. Mateus 11:28-30. Quando olho meus pecados, não vejo como possa ser salvo; mas quando olho para Jesus não vejo como poderei ficar perdido. Num verdadeiro encantamento só posso excla- mar: Muito obrigado, meu querido Jesus, pois aceitando o Seu convite de amor, encontrei o que mais necessitava - a minha salvação!

Prova escrita n° 7

Assinale Sim ou Não, conforme a veracidade das declarações dos itens 1, 2 e 4. Assinale com um V as afirmações verdadeiras, das que se seguem no item 3. Complete o pensamento no item 5.

1) O homem que não mata, não rouba, não faz mal ao próximo, tem garantida sua entrada no Céu.

Sim (

) Não (

)

2) Jesus ensinou que Seus seguidores deviam considerar-se justos e desprezar os demais.

Sim (

) Não (

)

3) ( ) Há duas espécies de arrependimento: o falso e o verdadeiro. ( ) O verdadeiro arrependimento envolve tristeza pelo pecado, mas não a necessidade de abandoná-lo. ( ) Devemos confessar os nossos pecados unicamente-a Deus e confessar ao nosso próximo as faltas contra este cometidas. 4) A mudança espiritual 'do coração só pode ser alcançada quando estamos em

Cristo.

Sim (

) Não (

)

5) O coração inteiro tem de render-se a Deus, do contrário não se poderá jamais

Os

operar a

desejos e pensamentos devem ser postos em obediência à vontade de

pela qual é restaurada em nós a Sua

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Meditação

"Se pensássemos e falássemos mais em Jesus e menos em nós mesmos, teríamos muito mais de Sua presença. Estamos a receber continuamente as misericórdias de Deus e, no entanto, quão pouco Lhe exprimimos nosso reconhecimento, quão pouco O louva- mos pelo que por nós tem feito!"

Próxima Lição:

D D D - Discagem direta a Deus

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8. D D D - Discagem direta a Deus

"Telefonista, preciso uma ligação imediata para …" "O número do telefone, por favor".

"Pois não. É

"Chamarei tão logo consiga uma linha", responde a telefonista.

E os minutos se passam

mas veja bem, é urgente"!

cinco, dez, trinta

Um tanto agitado, disca novamente.

"Telefonista, ainda não conseguiu? Srta., por favor, é urgente, urgentíssimo". "As linhas estão todas ocupadas, cavalheiro". Quanto tempo levará ainda para que o angustiado senhor consiga falar com esse al- guém que está distante? Como é prática a discagem direta! Fácil, muito fácil, e rápida … principalmente quan- do é DDD. "Como? Existe discagem direta a Deus? Que mistério é esse?" Nada de mistério; ainda há pouco usamos essa comunicação e pudemos conversar com o Rei do Universo. Foi muito agradável e animador. Toda vez que o fazemos sentimo- nos mais confortados, mais fortalecidos e mais calmos, e uma doce paz nos enche a alma. Mas, esse privilégio não é nosso apenas; pode ser seu e de todos. As "linhas" nunca estão "ocupadas"; podem, às vezes, ter alguma interferência, ou, pior ainda, estar cortadas. Perfeitamente. Estamos nos referindo à oração. A oração, como disse alguém, é uma reverente conversa com Deus. Na oração podemos falar com Deus, contando-Lhe nossas alegrias e tristezas como falamos com um amigo. Para sermos espiritualmente bem sucedidos na vida, devemos dedicar tempo à oração.

Deus ouve as orações

É possível que Deus, do Seu trono de glória e majestade, ouça nossas fracas vozes?

As Escrituras nos afirmam que sim. Dirigindo-se a Deus, o salmista escreveu:

"Ó tu que escutas a oração, a ti virão todos os homens". Salmo 65:2. O próprio Deus, por ocasião da inauguração do templo que Salomão construiu, dis-

se:

"Estarão abertos os Meus olhos e atentos os Meus ouvidos à oração que se fizer neste lugar". II Crônicas 7:15.

E Jesus exortou: "Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á.

Pois todo o que pede recebe; o que busca, encontra e a quem bate, abrir-se-lhe-á". S. Ma- teus 7:7 e 8. Deus deseja atender, mas quer que nós peçamos. Isto não significa que Deus des- conheça as nossas necessidades. Ele sabe o que precisamos antes mesmo que Lho peça- mos (S. Mateus 6:8). Mas Deus quer que reconheçamos a nossa dependência dEle, como S. Paulo declarou:

"Ele é quem a todos dá vida, respiração e tudo mais". Atos 17:25

sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai que

está nos Céus dará boas coisas aos que Lhe pedirem?". S. Mateus 7:11. Deus é infinitamente melhor Pai do que o mais extremoso dos pais humanos. Se os imperfeitos pais terrestres não enganam os filhos, muito menos o perfeito Pai celeste. Isto nos deve inspirar confiança.

"Ora se

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Que é oração?

Primeiramente, orar não é traçarmos planos para Deus segui-los, mas reconhecer- mos quais são os planos divinos, aceitando-os para estarmos em harmonia com a Sua vontade. Não é exigir que a vontade de Deus seja mudada, mas que a vontade de Deus seja feita. O principal objetivo da oração é que o suplicante se coloque em tanta harmonia com Deus que a vontade de Deus se torne a dele também. Então cooperará com Deus, em tudo que Ele desejar. Não estará tão preocupado com o que pediu, mas no que deverá fazer para cumprir a vontade de Deus. Ele aceita o que S. Paulo escreveu:

"Porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação". Filipenses 4:11. Antes, agitado, impaciente; agora, resignado, contente. Ele sabe que está nas mãos de Deus e que Deus está realizando o Seu divino plano com ele e entenderá que ''todas as cousas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus". Romanos 8:28. Tenhamos sempre isto em mente: A oração não muda a Deus. Ela muda a nós. Ela contribui para criar em nós a atitude de espírito que Deus aprova, e nos leva a apreciar e usar corretamente a bênção recebida.

Como orar

1. Com fé

"Tudo quanto pedirdes em oração, crendo, recebereis". S. Mateus 21:22. "Sem fé é impossível agradar a Deus". Hebreus 11:6.

Temos inúmeros exemplos de como Jesus recompensava a demonstração de fé:

"Faça-se-vos conforme a vossa fé". S. Mateus 9:29.

A fé é um requisito importante para uma oração ser atendida, mas o Salvador, que

tanto nos ama, realizou um milagre por um homem que em desespero exclamou:

"Eu creio, ajuda-me na minha falta de fé". S. Marcos 9:24.

2. Segundo a Sua vontade

"E esta é a confiança que temos para com Ele, que, se pedirmos alguma coisa se- gundo a Sua vontade, Ele nos ouve" I S. João 5:14. Se não recebemos imediatamente do modo como pedimos, tenhamos a certeza que Deus ouviu e nos responde muito embora não seja exatamente como nós queríamos, pois,

muitas vezes o que pedimos seria, no final, não bênção, mas maldição. Assim, por vezes, na Sua sabedoria e bondade para conosco, Deus responde com um Não; por vezes Ele nos faz esperar, porque talvez não estamos preparados para receber a bênção. Temos o exem- plo de Jesus no Getsêmani:

"Meu Pai, se possível, passa de Mim este cálice! Todavia, não seja como Eu quero, e sim, como Tu queres". S. Mateus 26:39.

O que quer que Deus decida será o que mais nos convém.

3. Pedir com perseverança

A parábola do juiz iníquo, proferida por Cristo, salientou "o dever de orar sempre e

nunca esmorecer". S. Lucas 18:1. Devemos perseverar orando, quando aparentemente a resposta demora. A bênção de Deus é às vezes retardada para que examinemos nossa condição e vejamos as falhas do nosso caráter, ou para nos provar a fé.

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4. Em nome de Jesus

"E tudo quanto pedirdes em Meu nome, isso farei, a fim de que o Pai seja glorifica- do no Filho". S. João 14:13. Pelo sacrifício de Cristo na cruz somos aceitos perante o Pai. Um soldado à morte, pediu ao seu companheiro que procurasse visitar seu pai, que, por ser muito rico, poderia pagar-lhe os estudos. "Mas, irá ele me receber"? perguntou o amigo. "O, sim! diga-lhe que está indo em nome do seu filho que morreu na batalha". O companheiro assim procedeu. Quando o pai do falecido soldado ouviu ser pronunciado o nome do seu filho queri- do, correu para o rapaz recém-chegado e abraçou-o comovido. Recebeu-o com ternura e o tratou como filho. Assim nós seremos tratados por Deus o Pai, quando entre nós e Ele colocarmos a pessoa de Seu Filho Jesus. Orar em nome de Jesus significa mais do que simplesmente mencionar-Lhe o nome no começo e fim da oração. Significa a aceitação do Seu sacrifício, a crença nas Suas promessas e o fazer as Suas obras.

Que devemos pedir?

a) Devemos pedir perdão dos nossos pecados. Na oração modelo Jesus ensinou a

orar:

"Perdoa-nos as nossas dívidas". S. Mateus 6:12.

Uma sincera confissão a Deus sempre traz perdão.

b) Para livrar-nos de pecar.

"E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal". S. Mateus 6:13.

c) Mais fé. Então disseram os apóstolos ao Senhor:

"Aumenta-nos a fé". S. Lucas 17:5.

d) Sabedoria para entender Sua Palavra.

"Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus que a todos dá li- beralmente … e ser-lhe-à concedida". Tiago 1:5.

e) Pelo próximo.

"E orai uns pelos outros para serdes curados". S. Tiago 5:16. Devemos orar pelas autoridades constituídas, pela ampliação do reino de Deus na Terra. É digno de nota o fato de que na oração modelo que Jesus nos deu - o Pai nosso - há uma só petição por bênção material. Todas as outras são pelo crescimento do reino de Deus - pela salvação de outros e pela nossa própria. "Levai-Lhe tudo quanto vos causa perplexidade. Coisa alguma é demasiado grande para Ele, pois sustém os mundos e rege o Universo. Nada do que de algum modo se rela- cione com a nossa paz é tão insignificante que o não observe. Não há em nossa vida ne- nhum capítulo demasiado obscuro para que o possa ler; perplexidade alguma por demais intrincada para que a possa resolver. Nenhuma calamidade poderá sobrevir ao mais humil- de de Seus filhos, ansiedade alguma lhe acossar a alma, nenhuma alegria possui-lo, ne- nhuma prece sincera escapar-lhe dos lábios sem que seja observada por nosso Pai celeste, ou sem que Lhe atraia o imediato interesse". — Caminho a Cristo, pág. 100:1.

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O exemplo de Jesus

O Senhor Jesus orava constantemente. A Seu respeito está escrito:

"Tendo-Se levantado alta madrugada, saiu, foi para um lugar deserto, e ali orava". S. Marcos 1:35. ''Naqueles dias retirou-Se para o monte a fim de orar, e passou a noite orando a Deus". S. Lucas 6:12. Na Sua humanidade o Senhor Jesus dependia do Pai. Disse Ele:

"Eu nada posso fazer de Mim mesmo". S. João 5:30.

A vida perfeita que viveu e as obras que fez - tudo foi feito no poder do Pai. Do Pai

provinham as palavras que falou. (S. João 8:28). Enquanto andou entre os homens foi Ele guiado pela vontade do Pai a cada passo. Por isso orava muito. Se Jesus assim dependia de Deus, quanto mais nós!

Agradecimento e louvor

"Dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Je- sus Cristo". Efésios 5:20.

A oração não é só para pedir, mas muito mais, para agradecer. Ao orarmos deve-

mos tomar tempo para expressar ao Senhor a nossa apreciação por Suas inúmeras bên- çãos, e nosso agradecimento por elas. O salmista apercebeu-se da bondade de Deus para com ele e perguntou:

"Que darei ao Senhor por todos os Seus benefícios para comigo?" Salmo 116:12. Há uma bênção para nós em sermos gratos a Deus e dizer-Lhe quanto O amamos.

Cuidado - não interrompa a linha!

O que pode causar "interferências" na D D D?

A contemplação de quadros obcenos e contrários à boa moral; ouvir música de bai-

xo teor; conversa fútil e indecorosa; permitir que a mente se ocupe de coisas tolas e ir- reais. Se houver uma persistência nestas coisas, o "corte" será completo e fatal. "As vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus e os vossos peca- dos encobrem o Seu rosto de vós para que vos não ouça". Isaías 59:2. Todo pecado de que temos consciência deve ser abandonado, ou Deus não nos po- de ouvir. Se nos ouvisse quando persistimos em fazer o que Ele condena, Deus estaria en- corajando o mal. "O que desvia os seus ouvidos de ouvir a lei, até a sua oração será abominável". Provérbios 28:9.

Oração - um privilégio

Muitos cristãos seguem o plano de um culto a Deus em família, de manhã e à noite. As Escrituras são lidas e erguem-se preces ao Céu. Tais encontros no lar estreitam os la- ços de união entre seus membros e as bênçãos são inúmeras. Mais valiosa ainda que a oração em família é a oração secreta em que a alma se encontra a sós com Deus. "Na oração secreta a alma está livre das influências do ambien- te. Pela fé calma e singela a alma entretém comunhão com Deus e absorve raios de luz di- vina que a devem fortalecer e suster no conflito contra Satanás". Está você ocupado demais para orar? Tem você permitido que as coisas materiais e

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o corre-corre da vida o privem da bênção da comunhão através da oração e meditação

pessoal? Como está sua linha de comunicação com o Céu? Que a sua experiência com

Deus seja tão íntima que também possa dizer: "Obrigado. Senhor, continuamos bons ami-

gos!"

Prova escrita n° 8

Assinale Sim ou Não, conforme a veracidade das declarações dos itens 1, 2 e 3. Assinale com um V as afirmações verdadeiras, das que se seguem no item 4. Complete o pensamento no item 5.

1) A oração é uma reverente conversa com Deus.

Sim (

) Não (

)

2) Através da oração podemos falar com Deus como falamos com um amigo.

Sim (

) Não (

)

3) Devemos pedir as coisas a Deus pois Ele não sabe das nossas necessidades.

Sim (

) Não (

)

4) ( ) Ao pedirmos alguma coisa a Deus, devemos exigir que Ele nos dê o que pe-

dimos.

( ) Devemos orar a Deus em nome de Jesus.

5) "O que desvia os seus

de ouvir a lei, até a sua oração será

-

fazem separação entre vós e o vosso Deus

". "As vossas

e os vossos pecados

Meditação

o seu rosto de vós para que vos não

".

Confio eu na minha boa moral para a salvação? Ou reconheço que sou pecador e necessitado de perdão e e da graça de Jesus?

Próxima Lição:

Por que sofremos?

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9. Por que sofremos?

Quantas vezes ouvimos ou proferimos as palavras: Por que, Senhor? Por que, justo a mim foi acontecer tudo isso? Por que tenho de sofrer tanto? Por que … por que … E a mente indagadora, por mais que procure, não encontra uma resposta satisfatória. E deve- mos admitir que nem sempre, neste mundo, podemos responder todos os porquês desta vida.

O sofrimento é tão antigo quanto a raça humana. Nossos primeiros pais o experi- mentaram, quando, por causa da sua desobediência a Deus, sofreram a grande solidão da separação de Deus: não podiam mais conversar pessoalmente com Ele. Foram eles os pri- meiros a entender o que o profeta Isaías chama de "dores incuráveis". Isaías 17:11. Anos mais tarde, o sofrimento se apresentou de uma maneira violenta naquele primeiro lar: Caim, revoltado contra Deus, se deixa dominar por seu espírito impetuoso e mata seu irmão A- bel. Talvez somente os que tenham passado por uma experiência semelhante, poderão compreender o que Adão e Eva sofreram. Desde então todos os seres humanos têm sofri- do e seguimos sofrendo. Sofrem ricos e pobres, fracos e poderosos, sábios e ignorantes. Não há nenhuma proteção contra o sofrimento. É uma consequência do pecado - o resul- tado da desobediência a Deus. Não havia sofrimento no mundo antes da entrada do peca- do.

Causas do sofrimento

Visto haver vários tipos de sofrimento, também suas causas são variáveis:

a) Com muita frequência nós mesmos somos responsáveis por nosso sofrimento, porque não nos ajustamos às leis da saúde ou às que se relacionam com nosso próximo. Vivemos num mundo que opera em harmonia com certas leis. Violando essas leis, sejam físicas ou morais, colocamo-nos em desarmonia com elas, e como resultado, sofremos. Se, em lugar do amor, permitirmos que nosso coração se encha de ódio, inveja, egoísmo, nossa vida será de contínuo sofrimento, pois nunca estaremos em paz com nós mesmos. Também, se sabemos que o comer determinada coisa nos fará mal, e assim mesmo a comemos, a quem devemos culpar pelo sofrimento que disto nos virá? Nós seremos os únicos responsáveis. E assim com todas as nossas intemperanças: trabalhando em excesso, dormindo pouco, comendo demais. A quem poderá culpar o ébrio pelos males que o álcool lhe causa? A ninguém. Ele apenas está colhendo o que semeou. "Não vos enganeis: de Deus não se zomba, pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará". Gálatas 6:7. Por que não evitar tudo aquilo que nos produzirá sofrimento, seja no que se refere ao nosso organismo ou no trato com nosso semelhante, ou em nossa relação para com Deus? Este sofrimento podemos evitar. Está ao nosso alcance, se tão somente formos obedientes às leis da saúde, à lei áurea e aos preceitos divinos. b) O sofrimento também é causado por calamidades como terremotos, inundações, furacões, guerras e desastres vários. Estes estão além de nosso controle. Como resultado, padecem justos e injustos. "Ou cuidais que aqueles dezoito", explicou Jesus, "sobre os quais desabou a torre de Siloé e os matou, eram mais culpados que todos os outros habitantes de Jerusalém?

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Não eram, Eu vo-lo afirmo". S. Lucas 13:4 e 5. Muitos consideram tais calamidades como atos de Deus, como se Ele fosse respon- sável pelas mesmas e assim nosso amorável Pai tem sido grandemente mal representado. Calamidades, desastres, são obra de Satanás, mas ele cega os homens e os engana para que pensem que Deus é o causador dos males neste mundo. Bem ao contrário. O plano

divino objetiva, por Cristo, restaurar e levantar a fé dos que sofrem para o peso eterno de glória no reino das bem-aventuranças eternas. c) Há outro tipo de sofrimento. Alguns sofrem por causa da sua dedicação ao Se- nhor Jesus. Cristo o predisse e devemos esperá-lo. "Se Me perseguiram a Mim, também perseguirão a vós outros". S. João 15:20.

A História nos revela como milhares sofreram por causa da sua fé, por sua

fidelidade a Deus. É o ódio de Satanás contra os seguidores de Jesus e isto continuará até o fim do mundo.

Por que permite Deus o sofrimento?

1. Para pôr à prova o caráter.

Esta é uma razão por que Deus permite Satanás causar-nos sofrimentos. Todos te- mos defeitos, muitos ocultos, que devem ser eliminados na preparação para um mundo

melhor. Talvez não nos demos conta disso, pois: "Enganoso é o coração, mais do que to- das as cousas, e desesperadamente corrupto, quem o conhecerá?" Jeremias 17:9.

As fraquezas escondidas, talvez jamais se manifestariam se não fossem testadas.

Metais, tecidos e carros são testados para comprovar sua durabilidade e boas quali- dades. Talvez tenhamos também de ser postos debaixo de pressão, de apertos e em cima de um esticador para darmos prova de nós mesmos. Com tal exercício nossa fé é provada. Temos a história do patriarca Jó, relatada no primeiro capítulo do seu livro. Todas as calamidades que vieram a Jó eram obra de Satanás, não de Deus. Deus as permitiu para provar a fidelidade desse Seu servo. Mas, Satanás nunca poderá ir além do que Deus permite. "Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel, e não permiti- rá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar". I Cor. 10:13. De acordo com Hebreus 2:10 podemos desenvolver o caráter quando as lutas vêm, se corretamente nos relacionarmos com elas.

"Porque convinha que Aquele, por cuja causa e por quem todas as cousas existem, conduzindo muitos filhos à glória aperfeiçoasse por meio de sofrimento o Autor da salva- ção deles".

No fogo do sofrimento, toda escória do nosso caráter é queimada - hábitos, práticas,

pensamentos e atitudes que não condizem com nossa profissão de fé - e saímos como ou- ro purificado. Deus espera que através das lutas, cresçamos espiritualmente.

2. Para melhor ajudar os outros.

É muito mais fácil compreendermos alguém que está doente se nós mesmos já tive- mos tal enfermidade. Isto nos capacita a dizer-lhe aquilo que lhe servirá de ajuda e con- forto. Por causa da prova pessoal que tivemos, podemos compreender melhor porque nos- so irmão ou amigo caiu em tentação e mostrar-lhe nossa simpatia. Jesus passou por todas as aflições desta vida e por isso Ele nos compreende e Se compadece de nós.

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"Porque não temos Sumo Sacerdote que não possa compadecer-Se das nossas fra- quezas, antes foi Ele tentado em todas as cousas, à nossa semelhança, mas sem pecado". Hebreus 4:15.

3. Para nos ensinar obediência.

Quando um nenê começa a explorar o mundo ao seu redor, aprende muitas coisas por experiência: Queimando seu dedinho, aprende a ficar longe do fogo. Um menino aven- tureiro, nunca acreditará que as picadas das abelhas doem, até que, na sua ânsia de ex-

plorar, seja por elas picado. Depois disto ele prontamente dará atenção ao letreiro "Cuida- do com as abelhas". Muitas das nossas dificuldades são o resultado de tolas explorações nossas. Por ex- periência, aprendemos a obedecer. Esta foi a experiência do salmista:

"Antes de ser afligido, andava errado, agora guardo a Tua Palavra". "Foi-me bom ter eu passado pela aflição para que aprendesse os Teus decretos". Salmo 119:67 e 71.

O profeta Jonas, não precisaria ter passado aquelas angustiantes horas no ventre do

peixe se logo tivesse obedecido à ordem divina. (Leia, por favor, o livro de Jonas.) Há inú- meros outros exemplos similares a este na Bíblia. Muitos, infelizmente, só aprendem a obedecer após terem sido feridos e machuca- dos pelo pecado.

4. Para sentirmos a dependência de Deus.

"Famintos e sedentos, desfalecia neles a alma. Então, na sua angústia, clamaram ao Senhor e Ele os livrou das suas tribulações". Salmo 107:5 e 6.

O homem que sempre confiou no dinheiro, talvez nunca sinta necessidade de Deus

até que sua fortuna se vá.

O apóstolo Paulo tinha um constante sofrimento e o chamou de "espinho na carne"

(talvez dificuldade na visão) o qual disse ser mensageiro de Satanás para o esbofetear, Disse ele:

"De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repou- se o poder de Cristo. Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando sou fraco, então é que sou forte". II Cor. 12:7-10. Notamos bem? Quando ele estava envolto em lutas e problemas de toda espécie, sentindo-se incapaz de vencê-las sozinho, apegava-se fortemente a Deus e então sentia- se fortalecido espiritualmente.

Problemas e sofrimentos inexplicáveis

Tem você tristezas ou "porquês" inexplicáveis em sua vida? Deus deixa muitas de nossas perguntas sem resposta e problemas sem solução. Ele não nos prometeu um mar sempre calmo na nossa viagem rumo ao lar celestial. Mas, isto Ele prometeu:

"Eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século". S. Mateus 28:

20. Está você passando por uma grande aflição? Escute: … Ele está lhe falando:

"Não temas, porque Eu sou o teu Deus; Eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a Minha destra fiel. Porque Eu … te tomo pela tua mão direita e te digo: Não temas, que Eu te ajudo". Isaías 41:10 e 13. Permitiremos que a adversidade nos conduza ao desânimo, ao desespero? Revoltar-

46

Compilações de Estudos Bíblicos Antigos

nos-emos com os açoites do sofrimento? Ou, como a árvore, aprofundaremos mais nossas raízes quanto mais violentas forem as rajadas da dor? Continuaremos de pé? Um filho nem sempre pode entender porque seu pai lhe faz restrições, e não o dei- xa ter tudo o que desejaria ter. Porém, vinda a maturidade, compreende que foi para o seu bem. Agradece ao pai a boa educação recebida. "Tenho aprendido, à medida que os anos se vão, que muitas das minhas passadas tristezas, hoje são provas da bondade de Deus", escreveu uma piedosa cristã. Nosso querido Salvador também não podia ver para além da escuridão que O envol- via quando pendia sobre a cruz. Na Sua angústia, exclamou:

"Deus Meu, Deus Meu, por que Me desamparaste?" S. Mateus 27:46. Mas, após a ressurreição compreendeu, e o profeta declarou que "Ele verá o fruto do penoso trabalho de Sua alma, e ficará satisfeito". Isaías 53:11. Lembremo-nos da promessa:

"Sabemos que todas as cousas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus". Romanos 8:28. O texto não diz que todas as cousas são boas, mas que "cooperam para o bem". Não se desanime, alma sofredora. Se não encontra resposta para suas angustiantes perguntas, levante os olhos e contemple Quem mais duras penas suportou. Por isso Ele compreende a sua dor e lhe diz: "Não chore, caminhemos juntos". Então, pela fé, terá um vislumbre do feliz Lar dos salvos sem lágrimas, nem dor, nem morte, nem separação, e exclamará:

"Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não são para comparar com a glória por vir a ser revelada em nós". Romanos 8:18.

Prova escrita n° 9

Assinale Sim ou Não, conforme a veracidade das declarações dos itens 1, 2 e 3. Complete o pensamento nos itens 4 e 5.

1) Somente os pobres e humildes sofrem.

Sim (

) Não (

)

2) O sofrimento é uma consequência do pecado.

Sim (

) Não (

)

3) Com muita frequência nós mesmos somos responsáveis por nosso sofrimento.

Sim (

) Não (

)

4) Há, pelo menos, quatro motivos por que Deus permite o sofrimento:

1. Para pôr à prova o caráter.

2. Para

3. Para nos ensinar obediência

4. Para

5) "Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não

são para

com a glória por vir a ser revelada em

".

Meditação

"Talvez nunca venhamos a compreender porque nos advêm certas experiências, mas podemos dar graças a Deus pelo poder para suportar tal sofrimento e pela esperança

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Compilações de Estudos Bíblicos Antigos

do triunfo final. Jesus nunca prometeu a Seu povo uma vida de descanso e isenção da dor e do so- frimento; promete, todavia, paz e consolação em meio da adversidade".

Próxima Lição:

Quem criou o diabo?

48

Compilações de Estudos Bíblicos Antigos

10. Quem criou o diabo?

Cientistas inventaram um avião "robot", capaz de pôr a funcionar seus motores, ele- var-se, voar, realizar uma série de manobras, jogar bombas ou mísseis e, após completar

seu itinerário, voltar, à sua base e aterrissar sem dano. E isto sem levar uma pessoa a bor- do! É evidente que esse avião não poderia fazer tudo isso se não houvesse alguém na tor- re de controle do aeroporto, dirigindo-o através de instrumentos próprios. Mas, aparente- mente, ninguém vê quem o está dirigindo. Nosso mundo está cheio de tragédias além da nossa imaginação. A Palavra de Deus nos revela claramente que uma inteligência mestra, invisível aos olhos humanos é respon- sável pelos crimes, ódio, guerras e todo pecado. É Satanás - o diabo.

A existência de Satanás é ensinada pelas Escrituras. O novo Testamento menciona

Satanás ou diabo, 71 vezes. A Bíblia fala dele como um perigoso inimigo do homem. Jesus cria num-diabo real. Ele disse que o diabo é o pai do pecado e da mentira e que esta e a morte começaram com ele. "Vós sois do diabo (referindo-se aos judeus que queriam matá-LO) que é o vosso pai e quereis satisfazer-lhe aos desejos. Ele foi homicida desde o princípio e jamais se fir- mou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere a mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira". S. João 8:44.

Criou Deus o diabo?

De onde veio ele? Por estranho que possa parecer, Satanás veio do Céu. Jesus dis-

se:

"Eu via a Satanás caindo do Céu como um relâmpago". S. Lucas 10:18.

"Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que se a- chou iniquidade em ti". Ezequiel 28:15.

O profeta está se referindo a alguém que no seu estado de perfeição tinha um no-

me extraordinário: Lúcifer, que significa portador de luz. As Escrituras revelam que ele era dotado de grande sabedoria e beleza, e ocupava a elevada posição de assistente de Deus. Ezequiel 28:14.

Por que Lúcifer pecou?

Usando o seu livre-arbítrio, esse elevado anjo aninhou o orgulho no coração. Eze- quiel 28:17 diz:

"Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria

por causa do teu resplendor"! Ele cobiçou a posição do próprio Senhor Deus: "Eu subirei ao Céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono … subirei acima das mais altas nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo". Isaías 14:13 e 14.

O orgulho moveu Satanás a se rebelar contra o seu Criador. Usando então a sua

extraordinária inteligência para o mal e empregando a mentira (ele é o pai da mentira), Satanás seduziu a terça parte dos anjos. (Apocalipse 12:3 e 4) Começou a discórdia e o descontentamento no Céu. Não sabemos por quanto tempo Deus, na Sua longanimidade, os suportou lá. Evidentemente Satanás e seus anjos recusaram o oferecimento do perdão que Deus lhes deve ter feito, como nos faz a nós homens, e persistiram no erro. Dessa maneira eles se confirmaram no pecado; foram além dos limites da misericórdia de Deus e

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Compilações de Estudos Bíblicos Antigos

tornaram-se irreconciliáveis inimigos do seu Criador e do Bem.

Por que Deus não destruiu logo o diabo?

Naturalmente quando Lúcifer começou sua obra maléfica, mentindo e enganando, os outros anjos não podiam compreender toda a extensão e enormidade do pecado, pois nunca existira pecado antes. "Como poderiam os anjos acreditar que Lúcifer, a quem tinham altamente reveren- ciado, pudesse ofender ou torturar uma criatura de Deus, causar tristeza, dor, doença, a- gonia ou morte? Como creriam que, se conseguisse manter em seu poder a Cristo, açoitá- Lo-ia até Lhe sangrarem as costas; cravar-Lhe-ia na fronte uma coroa de espinhos; atra- vessar-Lhe-ia as mãos com cravos cruéis, pendurando-O numa cruz para padecer morte lenta? Como acreditariam que Lúcifer pudesse levar milhões e milhões a sofrerem tortura e cruciante agonia, e a fazê-los findar a existência terrena carbonizando-os aos poucos? Teria sido difícil demais, para os anjos, crerem isto tudo!" A Luta entre o Bem e o Mal, págs. 1 e 2. O mau e perverso caráter de Satanás devia ser desmascarado para todos compre- enderem os terríveis resultados do pecado. Então todo o Universo de Deus e os salvos can- tarão:

"Justos e verdadeiros são os Teus caminhos, ó Rei das nações". Apocalipse 15:3. "Não se levantará por duas vezes a angústia". Naum 1:9.

Como o pecado infeccionou nosso mundo

Como resultado de sua rebelião contra Deus, Satanás e seus anjos foram expulsos do Céu:

"Houve peleja no Céu: Miguel e os Seus anjos pelejaram contra o dragão. Também pelejaram o dragão e seus anjos; todavia não prevaleceram, nem mais se achou no Céu o lugar deles. E foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Sata- nás, o sedutor de todo o mundo, sim, foi atirado para a Terra, e com ele, os seus anjos". Apocalipse 12:7-9. Adão e Eva, o primeiro par deste mundo recém-criado, receberam, das mãos do Cri- ador, um lindo lar, a promessa de filhos e o domínio sobre todos os animais (Gênesis capí- tulos 1 e 2). Então Satanás tentou Adão e Eva. Dando ouvidos à voz de Satanás, desobe- deceram a Deus. Esta triste história é relatada em Gênesis 3. Como consequência deste pecado, Adão e Eva perderam seu domínio e Satanás tornou-se o "príncipe deste mundo". S. João 12:31 e o seu "deus" - II Coríntios 4:4.

Livres ou escravos?

Porque permitiu Deus a Satanás tentar a humanidade? É porque Deus deseja que o homem O ame com inteligência, e não mecanicamente. "Criou Deus, pois, o homem à Sua imagem, à imagem de Deus o criou". Gênesis 1:

27.

Que revelação de amor! Criados à Sua imagem, seriam dotados de raciocínio, do poder de escolha: amar, ou deixar de amar, capacitados a criar invenções, etc. Somos li- vres para escolhermos o caminho que quisermos seguir: o Bem ou o Mal. Doutra forma seríamos autômatos - simples bonecos nas mãos de Deus.

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Compilações de Estudos Bíblicos Antigos

A obra de Satanás na terra

Satanás empenha-se numa obra mortal contra o homem na qual emprega todo o seu poder, toda a sua sabedoria e astúcia, bem como todo o seu tempo. "Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar". I S. Pedro 5:8. Em Efésios 6:11 o apóstolo menciona "as ciladas do diabo".

Quais são essas ciladas do diabo?

1) Enganar As Escrituras falam do príncipe das trevas como "aquele que engana todo o mun- do". Apocalipse 12:9. Para enganar, ele até se "transforma em anjo de luz". II Coríntios 11 :14. Ensina e faz até coisas boas, mas com elas mistura o erro, torcendo as verdades con- tidas na Bíblia. Um engano especial que Satanás tem empregado, é o ensino de que o homem é imortal, de que, na morte, na realidade continuamos vivendo. Deus disse aos nossos primeiros pais: "… certamente morrerás" Gênesis 2:17. Con- trariando frontalmente a palavra divina, Satanás disse a Eva, mediante a serpente: "É certo que não morrereis". Gên. 3:4. Esse ensino de que somos imortais, ele tem procura- do manter de pé desde então. Para sustentar o seu falso ensino, Satanás, com o seu grande poder, personifica os mortos, reproduzindo-lhes a aparência e imitando-lhes a voz. Ele personificou o finado profeta Samuel (I Samuel 28). Pelo fato de que os demônios e não os mortos se manifestam aos que tentam falar com os mortos (Eclesiastes 9:5 e 6 - compare com I Cor. 10:20), a prática de consultar os mortos é severamente proibida por Deus". "Não se achará entre ti … quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz tal cousa é abominação ao Senhor". Deuteronômio 18:10-12. "O homem ou mulher que sejam necromantes, ou sejam feiticeiros, serão mortos, serão apedrejados". Levítico 20:27. "Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos". S. Mateus 24:24. Um dos sinais do fim do mundo, é a operação de prodígios por parte de Satanás. Curas maravilhosas são certamente empregadas pelo enganador. Ele até procura personi- ficar o Senhor Jesus Cristo (S. Mateus 24:23). Sendo que Deus também opera curas, miraculosamente, como podemos saber se a cura vem do Senhor, ou do inimigo? A resposta é esta: Deus opera somente por meio dos que Lhe obedecem, dos que guardam os Seus mandamentos tais como os encontramos em Êxodo 20:3-17. Os que operam prodígios e não vivem segundo Deus, são menciona- dos em S. Mateus 7:21-23. "Ora, o aparecimento do iníquo é, segundo a eficácia de Satanás, com todo poder e sinais e prodígios de mentira e com todo engano de injustiça aos que perecem, porque não acolheram o amor da verdade para serem salvos". II Tessalonicenses 2:9 e 10. 2) Incutir errôneas ideias a respeito de Deus Satanás procura incutir no homem o mesmo espírito de rebelião contra Deus que ele próprio tem. Para isso atribui ao Senhor as suas más obras: a doença, o sofrimento, as

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Compilações de Estudos Bíblicos Antigos

guerras, os flagelos da natureza, a morte. Faz crer que Deus é inimigo do homem, quando a Escritura ensina que Deus ama a todos e por isso deu o Seu próprio Filho para nos salvar do pecado. "Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna". S. João 3:16. 3) Induzir ao pecado O pecado separa-nos de Deus como está escrito:

"Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus". Isaías 59:2. Incitando o homem a pecar, Satanás lhe causa o maior dos males.

Como vencer Satanás?

Conservando-nos ligados ao Salvador Jesus Cristo, mediante a fé. "Quanto ao mais, sede fortalecidos no Senhor e na força do Seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo". Efé- sios 6:10 e 11. "E, despojando os principados e as potestades (ou seja, Satanás e seus anjos), pu- blicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz". Colossenses 2:15. Satanás é um mui perigoso inimigo, mas já foi vencido por Cristo. Por Sua morte na cruz, o Senhor Jesus remiu o homem e o mundo. Ele venceu a Satanás e assegura a sua destruição no fim da História. Hebreus 2:14. Por isso pôde dizer:

"No mundo passais por aflições, mas tende bom ânimo, Eu venci o mundo". S. João

16:33.

"Sabendo que todo aquele que é nascido de Deus não vive em pecado; antes Aque- le que nasceu de Deus (Cristo) o guarda, e o maligno não lhe toca". I S. João 5:18. Só em Jesus podemos nos defrontar com Satanás e vencê-lo. Sem a guia e força di- vinas seremos fatalmente enganados e também vencidos. Você perguntará: "Como poderei ter uma ligação mais íntima com Jesus?" Tomemos o exemplo de dois jovens no tempo de noivado: O rapaz faz tudo para estar ao lado da sua amada e juntos conversam por longas horas. Esta é a experiência que necessitamos ter com Jesus. Precisamos andar com Ele através do Seu Livro, falar com Ele através da oração e amá-Lo de todo coração, confiando em Sua promessa: "Eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século". S. Mateus 28:20.

Prova escrita n° 10

Assinale Sim ou Não, conforme a veracidade das declarações dos itens 1, 2, 3 e 5. Complete o pensamento nos itens 4 e 5.

1) Lúcifer era dotado de grande sabedoria e ocupava o lugar de assistente de Deus.

Sim (

) Não (

)

2) Usando do seu livre-arbítrio, Lúcifer se rebelou contra Deus, tornando-se o dia- bo, ou Satanás.

Sim (

) Não (

)

3) Lúcifer arrastou a terça parte dos anjos à rebelião contra o seu Criador e foi com eles expulso do Céu.

Sim (

) Não (

)

4) A lição menciona três ciladas do diabo.

52

Compilações de Estudos Bíblicos Antigos

1.

Enganar

2.

3.

Induzir ao pecado

5) A prática de consultar os mortos é severamente proibida por Deus.

Sim (

) Não (

)

podemos nos defrontar com Satanás e vencê-lo. Sem

a guia e forças divinas seremos fatalmente enganados e seremos também

Meditação

(Não é preciso escrever as respostas) Se o persistir no erro levou Lúcifer, por fim, a tomar-se irreconciliável inimigo de Deus, que fim terão os que continuarem seguindo o erro? Visto Satanás ser tão perigoso inimigo, estarei eu seguro se me conservar fora do refúgio divino - o Salvador Jesus Cristo?

A próxima lição:

Encontro com a vida

6) "Só em

53

Compilações de Estudos Bíblicos Antigos

11. Encontro com a vida

Sentado à mesa de jantar, um senhor lia, em voz alta, uma carta que recebera de seu amigo: … "E assim a doença de João foi-se agravando, até que os médicos admitiram que nada mais podia ser feito. E como era de se esperar, sua morte foi inevitável … ". "Paizinho", interrompeu a pequena, "que quer dizer morte"? Talvez você também, prezado leitor, tenha feito perguntas como estas: Que é a morte? Que acontece com os que vão à sepultura? Muitos cristãos creem que os mortos não estão realmente mortos, que vão ao Céu, inferno, ou a algum lugar intermediário. Essa também é a crença dos maometanos, e de milhares de pagãos. Outros afirmam que a morte é o fim de tudo - para sempre. Anos atrás, alguns sacerdotes e dirigentes de igrejas, reuniram-se para provar que

a alma é imortal. Descreveram, por horas, o estado da alma, de uma forma poética, até

romântica; porém, durante essa longa exposição, nem uma única vez usaram algum texto das Escrituras para provar suas teorias. "Senhores", disse alguém finalmente, "por que não usam a Bíblia para provar o que acabam de afirmar?" Por que filosofar sobre certos assuntos e deixar de lado o que a Palavra de Deus ensina? As ideias humanas não são autorizadas. Se desejamos conhecer a verdade acerca da morte, temos de ir em busca dAquele que provou a morte e tornou a viver - Jesus Cris- to, nosso Senhor - por quem também foram criadas todas as coisas.

Como foi criado o homem? Mortal ou imortal?

"Então formou o Senhor Deus ao homem do pó da terra". Gênesis 2:7

O homem, de acordo com a ciência e a Bíblia, é composto dos elementos que en-

contramos na terra: oxigênio, fósforo, cloro, flúor, cálcio, ferro, magnésio, potássio, man- ganês. Mas, se juntássemos todos esses elementos nas devidas proporções, pensando ob- ter em resultado um homem, não seríamos bem sucedidos. Por que? Faltar-lhe-ia algo mais, algo que só Deus pode dar. "Então formou o Senhor Deus ao homem do pó da terra, e lhe soprou nas narinas o fôlego da vida, e o homem passou a ser alma vivente". Gên. 2:7. Notemos bem: A Bíblia não diz que o homem recebeu uma alma, mas diz que "pas- sou a ser alma vivente". A vida brotou de Deus e passou para o corpo sem vida do homem

e ele se tornou um ser vivente. De acordo com Gênesis 2:7, poderíamos escrever:

"Pó da terra" (corpo sem vida)

+

"fôlego da vida" (sopro de Deus)

=

"alma vivente"

(ser vivo)

O homem agora tem um corpo, inteligência, mente para raciocinar, consciência e

vontade. Tem personalidade e caráter - é uma pessoa. Enquanto ele tiver esse fôlego da vida, é uma alma vivente. "E Deus lhe deu esta ordem: De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do Bem e do Mal não comerás; porque no dia em que dela come- res, certamente morrerás". Gênesis 2:16 e 17. Este mandamento era um ponto de prova. E era uma prova fácil. Mas o homem fa-

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Compilações de Estudos Bíblicos Antigos

lhou nessa pequena prova, dando crédito às palavras de Satanás:

"É certo que não morrereis". Gênesis 3:4.

Deus não criou o homem imortal, mas candidato à imortalidade que lhe seria confe- rida após a prova de obediência. "Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram". Ro- manos 5:12. Por causa do pecado o homem ficou sujeito à morte. Logo após terem desobedecido a Deus, Adão e Eva foram expulsos do paraíso.

Deus disse: "Para que não estenda a mão, tome também da árvore da vida e coma, e viva eternamente". Gênesis 3:23 e 24.

O fruto da árvore da vida tinha a virtude (sob Deus) de perpetuar a vida. E Deus

não queria pecadores imortais.

Então que é a morte?

A morte é o contrário da vida - é a cessação da vida. Expliquemos assim:

"alma vivente"

(ser vivo)

"fôlego da vida" (sopro de Deus)

=

"Pó da terra" (corpo sem vida)

A Bíblia diz:

"E o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus que o deu". Eclesiastes

12:7.

A palavra espírito, usada neste verso, é traduzida como "fôlego da vida" em Eclesi-

astes 3:19. Ela vem da palavra hebraica ruach, que quer dizer "alento", "fôlego", "respira- ção".

Quando a energia vital de Deus não age mais no organismo humano, este morre. Seu sistema nervoso e sua mente não funcionam mais. Aquele que em vida era um ser humano, uma alma vivente, na morte não é mais que um cadáver. O corpo volta ao pó e o fôlego da vida retoma a Deus. O Criador apenas retira do homem a vida que lhe havia sido emprestada ao nascer. Ilustração: Tomemos uma lâmpada perfeita, pronta para iluminar. Quando a eletri-

cidade (energia) passa através dela, produz luz. Desliguemos a corrente. O que acontece? A lâmpada se apaga, pois ela não tem luz própria. Para onde foi a luz? Apagou-se. Não existe mais. A energia voltou à Usina Geradora.

O homem é como a lâmpada. Ele precisa de energia divina - o fôlego da vida para

torná-la alma (pessoa) vivente. Se essa energia é cortada, ele morre - a luz se apaga. A alma vivente perece - não existe mais. O cérebro, a inteligência não fazem mais parte de- le, assim como a luz não faz mais parte da lâmpada - extinguiu-se. O princípio luminoso da vida voltou à grande Usina Geradora que é Deus. Morrendo, extingue-se a alma vivente, isto é, o ser humano, sua inteligência. Disse Deus:

"A alma que pecar, essa morrerá". Ezequiel 18:4. As Escrituras empregam a palavra alma (pessoa, vida) várias centenas de vezes. Mas em nenhuma delas é a alma chamada imortal. A palavra imortal ocorre nas Escrituras uma só vez, e nesse caso é aplicada a Deus (I Timóteo 1:17). A ideia de possuir o homem uma entidade espiritual que não morre (alma imortal) é estranha às Escrituras. Ela provém

55

Compilações de Estudos Bíblicos Antigos

da filosofia dos antigos gregos.

Quanto sabem os mortos?

"Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem cousa ne- nhuma, nem tampouco terão eles recompensa, porque a sua memória jaz no esquecimen- to. O amor, o ódio e inveja para eles já pereceram; para sempre não têm eles parte em cousa alguma do que se faz debaixo do sol". Eclesiastes 9:5 e 6. "Os mortos não louvam o Senhor, nem os que descem à região do silêncio". Salmo

115:17.

Se os mortos estivessem no Céu, certamente louvariam a Deus; mas este texto de- clara que eles partiram para o silêncio. Não sabem o que acontece com seus próprios filhos:

"Os seus filhos recebem honras, ele não sabe; são humilhados, e ele não percebe". Jó 14:21. Quando Jesus ressuscitou ao terceiro dia, disse a Maria:

"Não Me detenhas; porque ainda não subi para meu Pai " S. João 20:17. Ele morreu, Seu corpo ficou descansando na sepultura. Ele próprio comparou a mor- te ao sono:

"Lázaro, o nosso amigo dorme, mas vou despertá-lo do sono". S. João 11:11 (Láza- ro já havia morrido.) Na Bíblia, a morte é chamada "sono" 54 vezes. A morte é um sono sem sonhos, no qual não temos consciência de nada.

Esquecer-se-á Deus dos mortos?

Na sepultura de Lázaro, Jesus disse:

"Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em Mim, ainda que morra, viverá". S. João 11:25. "Não vos maravilheis disto, porque vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a Sua voz e sairão: os que tiverem feito o Bem, para a ressurreição da vi- da; e os que tiverem praticado o Mal, para a ressurreição do juízo". S. João 5:28 e 29 Os mortos voltarão à existência mediante a ressurreição. A ressurreição é uma nova criação do homem. Se não houvesse ressurreição, não haveria esperança para os mortos. A Escritura diz:

"Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou. E se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé … e os que dormiram em Cristo pereceram". I Coríntios

15:16-18.

A ressurreição dos justos dar-se-á por ocasião da segunda vinda de Cristo. O após- tolo S. Paulo escreveu:

"Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes com respeito aos que dor- mem, para não vos entristecerdes como os demais, que não têm esperança. Porquanto o Senhor mesmo, dada a Sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos Céus e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro. Conso- lai-vos, pois, uns aos. outros com estas palavras". I Tessalonlcenses 4:13; 16 e 18. Esta é a esperança e o consolo do cristão em face da morte.

Quando receberá o homem o dom da imortalidade?

56

Compilações de Estudos Bíblicos Antigos

"A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transfor-

mados. Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade". I Coríntios 15:52 e 53. Na segunda vinda de Cristo os justos - tanto os que estiverem vivos como os que hão de ressuscitar - receberão o almejado bem da imortalidade o corpo mortal será reves- tido da imortalidade. O homem agora não é imortal. Pela fé poderá obtê-la, através do Fi- lho de Deus, no Seu segundo aparecimento:

"E manifestada agora pelo aparecimento de nosso Salvador Cristo Jesus, o qual não só destruiu a morte, como trouxe à luz a vida e a imortalidade, mediante o evangelho". II Timóteo 1:10. "Aquele que tem o Filho, tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida". I S. João 5:12.

O Senhor Jesus é o Autor da vida: A Escritura diz que "a vida estava nEle". S. João

1:4. Ele é também o Salvador do homem. Tem o poder de renovar espiritualmente a vida do pecador, se este escolher o caminho da vida - escolher servir ao Senhor. Que encontro maravilhoso este - encontro com a Vida! - E só Ele tem poder de tor- nar a sua vida imortal quando vier pela segunda vez, com poder e grande glória. Prezado leitor: É Jesus o seu Salvador pessoal? Se não, aceite-O hoje, e aguarde a eternidade na companhia dEle e de todos os remidos.

Opiniões de influentes líderes cristãos quanto à imortalidade do homem:

O Dr. Eduardo Beecher, teólogo congregacionalista, diretor do Illinois College: "Ela

(a Bíblia) não reconhece, antes nega expressamente a natural e inerente imortalidade da alma. Assegura-nos que só Deus possui a imortalidade (I Timóteo 6:16)" — Doctrine of

Scriptural Retribution, pág. 58.

Martinho Lutero: "Assim como alguém que dorme e chega à manhã inesperada- mente, quando acorda, sem saber o que lhe aconteceu: assim nós nos ergueremos no úl- timo dia sem saber como chegamos à morte e como passamos por ela. Nós dormiremos até que Ele venha e bata na pequena sepultura e diga: Dr. Martinho, levanta-te! Então eu me erguerei num momento e serei feliz com Ele para sempre". Citado pelo Dr. T. A. Kan-

tonen, em The Christian Hope, pág. 37.

O Dr. George Dana Boardman, Pastor da Primeira Igreja Batista de Filadélfia: "Nem

uma única passagem das Escrituras, do Gênesis ao Apocalipse, ensina, tanto quanto eu saiba, a doutrina da natural imortalidade do homem" — Studies in the Creative Week, págs. 215 e 216.

O Dr. William Temple, primaz da Igreja da Inglaterra: "O homem não é imortal por

natureza ou por direito, mas é capaz de alcançar imortalidade, sendo-lhe oferecidas res- surreição dos mortos e vida eterna se ele as receber de Deus, sob as condições por Deus estabelecidas". — Nature, Man and God, pág. 472.

O Prof. D.H. Dodd, da Universidade de Cambridge: "Não há imortalidade inata na

Bíblia" — Signs of the Times, junho de 1965, pág. 20.

O Prof. Paul Tillich, da Universidade de Harvard: "A imortalidade natural não é dou-

trina cristã". — Idem.

Prova escrita n° 11

Assinale Sim ou Não, conforme a veracidade das declarações dos itens 1, 2, 4 e 5.

57

Compilações de Estudos Bíblicos Antigos

Assinale com um V as afirmações verdadeiras, das que se seguem no item 3. Complete o pensamento no item 6.

1) Somente a Bíblia tem autoridade para dar a explicação exata acerca da morte.

Sim (

) Não (

)

2) Depois de receber o fôlego da vida da parte de Deus, o homem passou a ser al- ma ou pessoa vivente.

Sim (

) Não (

)

3) ( ) Deus não criou o homem imortal, mas um candidato à imortalidade sob a condição de obediência.

( ) Os mortos não sabem cousa alguma, nem têm parte em cousa alguma do que

se faz debaixo do sol.

( ) A alma, segundo as Escrituras, é uma entidade capaz de viver separada do cor-

po.

4) O Senhor Jesus compara a morte a um sono.

Sim (

) Não (

)

5) Os justos mortos voltarão a viver e receberão o dom da imortalidade somente na segunda vinda do Senhor Jesus, mediante a ressurreição.

Sim ( 6) "Aquele que tem o Filho tem a não tem a vida".

) Não (

)

; aquele que não tem o

de

Meditação

As promessas de Deus não falham. No Céu se guarda o mais amplo e perfeito registro de cada indivíduo, a descrição exata da personalidade (Salmo 139:16). Na ressurreição os justos conservarão fielmente a aparência pessoal, mas livres de todos os defeitos físicos. E o novo corpo que possuirão será imortal.

Próxima lição:

O que é e onde está o inferno?

58

Compilações de Estudos Bíblicos Antigos

12. O que é e onde está o inferno?

Conversavam alguns amigos, e um deles perguntou: "Existe inferno"? "Claro que existe", respondeu um colega, "é para lá que irão os meus inimigos ao morrerem". "Nada disso" retrucou outro, "inferno, já o temos neste mundo; nós pagamos por nossos pecados aqui mesmo, com tantas tristezas e lutas que temos!" "O inferno tem que existir", afirmou um terceiro. "Alguns só se endireitam pelo me- do do castigo!" "Só de pensar num lugar com fogo queimando e ardendo o tempo todo, com os pe-

cadores sofrendo ali por toda a eternidade, faz a gente se arrepiar da cabeça aos pés", a- juntou um quarto. "Vejam bem, colegas, interrompeu o quinto - vocês todos são antiquados. Nada de inferno, nem de castigo. Neste século iluminado, chegamos à conclusão: Deus é amor e Ele nunca irá castigar alguém". "Parece", disse finalmente o primeiro, "que cada um de vocês tem suas próprias opi- niões a respeito do assunto. Preciso buscar uma autoridade mais competente do que sim- plesmente opiniões". Seis homens - cada um com opiniões diferentes sobre o assunto. Por que? Porque nenhum deles foi buscar a resposta nas Escrituras. Busquemos no Livro de Deus a respos-

ta sobre o inferno e o castigo dos ímpios.

Uma palavra que traz confusão

Segundo as Escrituras, há três sentidos que se dão à palavra inferno:

1. No Velho Testamento, "inferno" é sempre traduzido da palavra hebraica "Sheol",

e "Hades" no Novo Testamento, que dão o sentido de sepultura, ou um lugar invisível. Salmo 116:3; Mateus 11:23.

2. Inferno também significa um lugar em que há fogo consumindo, ou "Geena". Es-

ta palavra grega corresponde à hebraica "Hinon", nome de um vale próximo a Jerusalém,

lugar usado para depósito de lixo, de cadáveres de animais e de malfeitores, onde eram consumidos. Havia ali fogo queimando continuamente, pois sempre colocavam mais mate- rial sujeito a queimar-se.

3. O terceiro sentido de inferno achamos em II S. Pedro 2:4. A palavra grega aqui

empregada é "Tartaroos" a qual significa um lugar de trevas onde os anjos maus estão, mas não com a ideia de fogo ou tormento. "Então", perguntará alguém, "os ímpios, os maus que já morreram, não estão so- frendo agora?" Não. Todos os mortos, de acordo com as Escrituras estão nas sepulturas, dormindo. Nada sabem, nada sofrem. Qualquer passagem bíblica que se refira ao castigo dos ímpios, mediante o fogo, estabelece, com clareza, que isso se realizará depois do juí- zo, e do fim do mundo. O dia da retribuição ainda está no futuro, e os ímpios não recebe- rão seu castigo antes que o juízo o determine. Eles serão reservados para o dia do juízo, para então serem castigados. (II S. Pedro 2:9)

Grandes acontecimentos - para justos e ímpios

Por ocasião da segunda vinda de Jesus terão lugar os seguintes acontecimentos:

59

Compilações de Estudos Bíblicos Antigos

1. Os justos mortos ressuscitarão - I Tessalonicenses 4:16. Esta é chamada a pri-

meira ressurreição (Apocalipse 20:6).

2. Os santos vivos serão transformados. I Cor. 15:52

3. Todos os justos serão levados ao Céu. I Tess. 4:17

4. Os ímpios vivos serão destruídos (mortos) pelo resplendor da manifestação de

Deus. II Tess. 2:8

5. Esta Terra ficará desolada, vazia. Jeremias 4:23-26.

6. Satanás será preso.

"Então vi descer do céu um anjo, tinha na mão a chave do abismo e uma grande corrente. Ele segurou o dragão, a antiga serpente, que é o diabo, Satanás, e o prendeu por mil anos; lançou-o no abismo, fechou-o e pôs selo sobre ele, para que não mais enga- nasse as nações até se completarem os mil anos. Depois disto é necessário que ele seja solto pouco tempo". Apocalipse 20:1-3. A palavra abismo aqui vem do grego "abyssos" e é a mesma que descreve o estado caótico da Terra mencionado em Gên. 1:2. "A Terra, porém, era sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo". Evi- dentemente os acontecimentos finais - as convulsões da Natureza mencionadas em Apoc. 16:18-21 - reduzirão a Terra a um estado semelhante ao descrito em Gênesis 1:2. Durante mil anos ou um milênio, Satanás não terá seres humanos para tentar: esta- rá preso por uma cadeia de circunstâncias. "Durante mil anos vagueará de um lugar para outro na Terra desolada, para contemplar os resultados de sua rebelião contra a lei de Deus". — O Grande Conflito, pág. 660:2.

Que ocupação terão os justos no Céu durante os mil anos?

"Vi também tronos, e nestes sentaram-se aqueles aos quais foi dada autoridade de julgar. E viveram e reinaram com Cristo durante mil anos". Apoc. 20:4. Durante os mil anos, ou milênio, os justos se ocuparão da obra de julgamento dos ímpios. "Ou não sabeis que os santos hão de julgar o mundo? … Não sabeis que havemos de julgar os próprios anjos?" I Cor. 6:2 e 3. Juntamente com Cristo, o grande Juiz, eles examinarão o relatório da vida de cada um, contido nos livros do Céu (Apoc. 20:15) e compará-lo-ão com o divino código - a san- ta lei de Deus, determinando a extensão do castigo. Evidentemente julgarão também os anjos caídos. Deus permitirá a participação dos salvos na obra de julgamento dos ímpios para que vejam a justiça divina e não haja dúvida quanto ao castigo aplicado. Então irão declarar:

"Justos e verdadeiros são os Teus caminhos, ó Rei das nações". Apoc. 15:3.

A Nova Jerusalém desce do Céu

Completados os mil anos, a Jerusalém celestial será transferida para a Terra, junta- mente com os salvos. (Apoc. 21:2) Os pés de Cristo pousarão no monte das Oliveiras o qual se fenderá e aquela região será a capital do novo governo de Cristo (Zacarias 14:4,

5). Então todos os ímpios, desde o princípio do mundo, ressuscitarão, para receberem o castigo merecido. Os justos estarão dentro da cidade - os ímpios do lado de fora dela.

60

Compilações de Estudos Bíblicos Antigos

Satanás será solto

Voltando os ímpios à existência, Satanás será solto pouco tempo. (Apocalipse 20:3 última parte), pois terá novamente pessoas para enganar. "E sairá a seduzir as nações … a fim de reuni-los para a peleja. O número desses é como a areia do mar. Marcharam então pela superfície da Terra e sitiaram o acampamento dos santos e a cidade querida; desceu, porém, fogo do céu e os consumiu ". Apoc. 20:8 e 9. Satanás moverá os seus anjos e as hostes dos ímpios a um último e desesperado a- taque contra o povo de Deus. Mas … fogo desceu do céu. A Terra inteira será transformada num lago de fogo (II S. Pedro 3:10; Apocalipse 20:10), em que perecerão Satanás, seus anjos e todos os ímpios. "E se alguém não foi achado inscrito no livro da vida, esse foi lançado para dentro do lago de fogo". Apocalipse 20:15. É o fim do pecado e pecadores. Notemos: O castigo virá depois do julgamento dos ímpios, depois dos mil anos. Só então os ímpios serão lançados no lago de fogo.

O sofrimento do ímpio será eterno?

Não. Certas expressões das Escrituras podem dar a impressão de que o tormento do ímpio não terá fim. Referimo-nos às expressões "para sempre", "para todo o sempre" e à palavra "eter- no" que a Bíblia emprega com respeito ao castigo do ímpio. Temos também a expressão "fogo que nunca se apaga" ou "fogo inextinguível". Vejamos o sentido a elas dado nas Es- crituras.

a) "Para sempre". Onésimo, servo de Filemon, devia ser possuído por seu senhor

"para sempre". Filemon 15. O menino Samuel deveria permanecer no tabernáculo "para

sempre". I Samuel 1:22. O sentido de "para sempre" nestes casos é a duração de uma vi- da humana.

b) "Para todo o sempre". O castigo do ímpio será "para sempre", ou "pelos séculos

dos séculos". (Apocalipse 14:11; 20:10). Também a terra de Edom, ao sul da Palestina, seria queimada com fogo cuja fumaça subiria "para sempre", e ninguém passaria por Edom "para todo o sempre". Isaías 34:9 e 10. Entretanto, quem queira pode hoje passar por

Edom. O sentido é que a destruição do país seria completa e completa seria a sua desola- ção, por um determinado espaço de tempo.

c) O ímpio sofrerá a pena do "fogo eterno". S. Mateus 25:41. Sodoma e Gomorra

também sofreram a ação do "fogo eterno" e foram até postas por exemplo dos que terão

de sofrer a mesma pena (S. Judas 7). Foram, porém, totalmente destruídas, reduzidas a cinzas (II S. Pedro 2:6). Não estão queimando até hoje.

d) Jesus falou do fogo ao qual será lançado o ímpio, como "fogo que nunca se apa-

ga". S. Marcos 9:47 e 48. Jerusalém foi queimada com "fogo que nunca se apaga". Jere- mias 17:27. Mas não continua queimando. O sentido de "fogo que nunca se apaga" é: fo- go que não se pode extinguir, que executa plenamente a sua obra destruidora. Consuma- da a destruição, ele cessa de arder. "O salário do pecado é a morte", não tormento sem fim. O castigo dos ímpios é chamado "a segunda morte". Apocalipse 20:14. Os ímpios sofrerão no lago de fogo, tanto quanto mais graves tenham sido os seus pecados, mas não sofrerão para toda a eternida- de. Eles serão reduzidos a cinzas. Malaquias 4:1-3. Deixarão de existir. O castigo dos ímpios é chamado nas Escrituras "obra estranha" a Deus. Isaías 28:

61

Compilações de Estudos Bíblicos Antigos

21. Infligir sofrimento, destruir, não é segundo os sentimentos de Deus, porque Ele não tem "prazer na morte do perverso, mas em que o perverso se converta do seu mau cami- nho e viva". Ezequiel 33:11. Em tocantes palavras Ele pede:

"Convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus caminhos; pois por que haveis de morrer, ó casa de Israel?" Que admirável revelação de Deus! Ele é "… longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento". II S. Pedro 3:9. Todo o interesse do Céu está concentrado em salvar pecadores. Para salvar - não para destruir - Deus deu o melhor que teve, o Seu divino Filho, o Senhor Jesus Cristo. Para salvar Deus faz pregar o evangelho, faz anunciar aos homens - a todos os homens - que em Cristo há remissão dos pecados, e há vida eterna. Para salvar Deus estende o tempo de graça - Ele espera, dá nova oportunidade, até que o coração do homem chegue ao ar- rependimento. Os ímpios, lançados no lago do fogo serão os que tiverem rejeitado a salvação e preferiram seguir o Mal. A sua destruição será um ato de misericórdia da parte de Deus, para os justos viverem em paz e segurança.

A Terra purificada

O fogo que destruirá Satanás e os ímpios, purificará a Terra das consequências do pecado. "… e a Terra, e as obras que nela há, se queimarão … Mas nós, segundo a Sua pro-

messa, aguardamos novos céus e nova Terra, em que habita a justiça". II S. Pedro 3:10 e

13.

Então Deus vestirá o nosso planeta de edênica beleza (Isaías 35:1 e 2) e estabele- cerá nele o Seu reino. O plano original de que este mundo fosse habitado por uma raça perfeita (Isaías 45: 18), será por fim executado. "O efeito da justiça será paz, e o fruto da justiça repouso e segurança para sempre. O Meu povo habitará em moradas de paz, em moradas bem seguras, e em lugares quietos e tranquilos". Isaías 32:17 e 18. "Não se levantará por duas vezes a angústia". Naum 1:9 Livres do pecado e suas consequências - a doença, a morte; livres dos sofrimentos que eles acarretam e sem nenhum adversário para os tentar ao esquecimento do seu Cria- dor, os salvos se deleitarão no amor e dádivas de Deus através da eternidade.

Prova escrita n° 12

Assinale Sim ou Não, conforme a veracidade das declarações dos itens 1, 2 e 3. Assinale com um V as afirmações verdadeiras, das que se seguem no item 4. Complete o pensamento no item 5.

1) Os mortos, embora tenham sido maus, não estão sofrendo agora.

Sim (

) Não (

)

2) Ao voltar Jesus, todos os mortos-justos ímpios - ressuscitarão.

Sim (

) Não (

)

3) Todos os justos serão levados ao Céu na segunda vinda de Cristo.

Sim (

) Não (

)

62

Compilações de Estudos Bíblicos Antigos

4)

( ) Por ocasião da vinda de Cristo Satanás será preso pelo espaço de mil anos.

(

) Satanás será preso por uma cadeia de circunstâncias.

(

) Após os mil anos, Satanás e todos os pecadores se converterão a Deus.

5)

a) O castigo final dos ímpios é chamado a "segunda

".

b)

O fogo que destruirá Satanás e os ímpios, purificará a Terra das consequências

do pecado. Então Deus vestirá o nosso Planeta de edênica beleza e estabelecerá nele o

Meditação

1. Existem, na realidade, só dois caminhos: o que leva ao reino de Deus, e que leva ao lago do fogo. Em qual deles me encontro? 2. O estar eu num ou noutro dos dois caminhos, depende de Deus, ou de mim pró-

prio?

Próxima lição:

Obediência-minha expressão de amor

63

Compilações de Estudos Bíblicos Antigos

13. Obediência – Minha expressão de amor

Já pensou alguma vez o que nos sucederia se as leis da natureza mudassem? Ima- ginemos o que aconteceria, por exemplo, se a lei da gravidade falhasse. Desaparecería- mos no espaço! Ou, se esta força, a gravidade, de repente se duplicasse - teríamos até di- ficuldade de levantar o pé do chão, pois a pressão seria forte demais. A própria razão nos diz que desde a criação do Universo devem haver existido leis e princípios imutáveis para

dirigir todas as coisas criadas, desde o Sol, a Lua, estrelas e planetas, até as mais insignifi- cantes.

A ciência descobriu que o átomo é uma das coisas mais perfeitamente equilibradas

do Universo. Ele obedece fielmente às leis que governam sua existência invisível. O menor desvio dessas leis físicas significaria o desastre de nosso mundo e do Universo.

O sistema estelar é maravilhosamente perfeito. O astrônomo, o homem da ciência,

vivem admirados da perfeição do Universo. Deus é o seu autor! E assim como Suas obras são perfeitas, Suas leis também o são. Para o bem-estar e harmonia do Universo, o Criador formulou leis perfeitas e eter- nas e não as modificou jamais. Deus é um Ser imutável. Suas leis são eternas. "Porque Eu, o Senhor, não mudo". Malaquias 3:6 S. Tiago realça a imutabilidade de Deus:

"Toda boa dádiva e todo dom perfeito é lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação, ou sombra de mudança". S. Tiago 1:17. Se Deus mudasse, ainda que fosse no mínimo, deixaria de ser perfeito. Se Suas leis, físicas ou morais, mudassem, não seriam perfeitas, e em tal caso a anarquia, confusão to- mariam o lugar da ordem e harmonia. É precisamente o que aconteceu em nosso planeta, com a entrada do pecado, isto é, a rebelião contra a lei de Deus.

A lei de Deus é perfeita

Nosso Deus perfeito, não poderia promulgar leis que não fossem perfeitas.

"A lei do Senhor é perfeita e restaura a alma". Salmo 19:7 "Ela é santa, justa e boa". Romanos 7:12.

A lei divina, reflexo do caráter de Deus, não pode ser mudada, assim como não mu-

dam as leis que governam o mundo físico. Desde quando existe a lei de Deus? Desde o princípio do mundo. Quando nossos primeiros pais pecaram, violaram prin- cípios da divina lei. A Escritura diz:

"Onde não há lei, também não há transgressão". Romanos 4:15. "Pecado é a trans- gressão da lei". I S. João 3:4.

Muito antes de Deus haver escrito Sua lei em tábuas de pedra, ela era conhecida e obedecida. Abraão, por exemplo, conhecia a lei de Deus. "Porque Abraão obedeceu à Minha palavra e guardou os Meus mandamentos, os Meus preceitos, os Meus estatutos e as Minhas leis". Gênesis 26:5.

A lei já era conhecida, mas agora Deus a queria dar por escrito para que ninguém

se desculpasse, dizendo que não tinha conhecimento dela, e para que a Sua vontade fosse

64

Compilações de Estudos Bíblicos Antigos

conhecida por todos.

A lei proclamada no Sinai

"Todo o monte Sinai fumegava, porque o Senhor descera sobre ele em fogo; a sua fumaça subiu como fumaça de uma fornalha, e todo o monte tremia grandemente". Êxodo

19:18.

Havia um motivo especial dessa fumaça e tremor do monte: Deus queria impressio- nar Seu povo de tal maneira, que jamais esquecessem do que estava para lhes dar. Para a soleníssima ocasião, devia o povo fazer uma preparação: Lavar-se, humilhar-se, jejuar, o- rar, para que ficassem purificados de todo pecado - enfim, santificar-se. Na manhã do terceiro dia, ouviu-se um forte sonido de trombeta e Moisés levou o povo ao pé do monte e ali permaneceram; Moisés, porém, subiu ao monte e Deus pronun- ciou Seus 10 mandamentos e os escreveu com o Seu próprio dedo. (Êxodo 31:18). Estes mandamentos da lei de Deus estão relatados em Êxodo 20:3-17.

Cristo e a lei

Qual foi a atitude de Cristo para com a lei? São Suas as declarações:

"Não penseis que vim revogar a lei ou os profetas, não vim revogar, vim para cum- prir". S. Mateus 5:17. "Se guardardes os Meus mandamentos, permanecereis no Meu amor; assim como também Eu tenho guardado os mandamentos de Meu Pai, e no Seu amor permaneço". S. João 15:10. "Se queres entrar na vida, guarda os mandamentos". S. Mateus 19:16 e 17. Então mencionou alguns preceitos do Decálogo, mostrando que era aos 10 manda- mentos que Ele Se referia.

Nosso espelho espiritual

A lei revela o pecado, pois é a norma da vida perfeita. Quando alguém mente, a lei adverte: "Não dirás falso testemunho". Quando alguém se apropria do alheio, a lei mostra o pecado: "Não furtarás". O apóstolo. Paulo diz que "pela lei vem o conhecimento do pe- cado". Romano 3:20. É por esta razão que S. Tiago compara ti lei de Deus a um espelho:

"Porque, se alguém é ouvinte da palavra e não praticante, assemelha-se ao homem que contempla num espelho o seu rosto natural … mas aquele que considera atentamente na lei perfeita, lei da liberdade e nela persevera, não sendo ouvinte negligente, mas ope- roso, praticante, esse será bem-aventurado no que realizar". S. Tiago 1:23-25. Como o espelho mostra o rosto limpo ou manchado, a lei revela se estamos bem com Deus ou não. A lei de Deus, qual espelho, mostra o pecado. O sangue de Cristo me purifica do pecado. A lei de Deus aponta meu problema. Só o Salvador, o divino Médico da alma, pode me curar.

A lei serve de proteção

"A lei não fora proferida naquela ocasião exclusivamente para o benefício dos he- breus … Os preceitos do decálogo foram dados para a instrução e governo de todos. Dez preceitos breves, compreensivos e dotados de autoridade, abrangem os deveres do ho- mem para com Deus e seus semelhantes, e todos baseados no grande princípio funda- mental do amor". — Patriarcas e Profetas, pág. 214:5.

65

Compilações de Estudos Bíblicos Antigos

Encontramos nossa responsabilidade para com Deus nos primeiros quatro manda- mentos - e nosso dever ao próximo nos seis restantes. "Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração e de toda a tua alma e de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento, e amarás o teu próximo como a ti mesmo". S. Lucas 10:27. Estes preceitos, se observados, servem de proteção para a família, igreja e socieda- de. Quão lamentável é que eles são hoje tão esquecidos. Pouco se fala deles até na pró- pria igreja. Os juvenis e jovens quase os desconhecem de todo. Não admira que tantos deles são transviados! Não admira que o crime aumenta alarmantemente!

Obediência e liberdade

Custa-nos crer que, enquanto a autoridade civil reconhece que a obediência à lei significa liberdade, ainda haja quem ensine que obedecer à lei de Deus seja escravidão. Pensemos um pouco: Quem é escravo - aquele que não pode viver sem "drogas" ou quem não as usa? Quem é livre - aquele que obedece às leis do país ou o que as transgri-

de? Que liberdade há para o criminoso? Aquele que transgride a lei, perde sua liberdade - será preso. O cidadão que obedece às leis é um homem livre. S. Tiago chama os 10 man- damentos de "Lei da Liberdade". S. Tiago 2:12.

A obediência do cristão aos Dez mandamentos não é para obter salvação, mas uma

espontânea demonstração de haver ele sido salvo pela fé em Jesus. A salvação que Jesus dá ao que nEle crê restaura o homem à sua verdadeira glória e dignidade, livra-o da es- cravidão de vícios e pecados e o torna feliz:

"Felizes os irrepreensíveis no seu caminho, que andam na lei do Senhor". Salmo

119:1.

Debaixo da lei ou da graça

A lei não nos salva, pois não tem virtude salvadora. O seu papel é mostrar o pecado

e a norma da justiça. "De maneira que a lei nos serviu de aio para nos conduzir a Cristo, a fim de que fôssemos justificados por fé". Gálatas 3:24. Salvação é um dom gratuito. A graça é um favor de Deus, estendida ao pecador que a não merece. "Deus amou o mundo de tal maneira, que deu …" S. João 3:16 - Isto é graça. "Pela graça sois salvos, mediante a fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus". Efésios 2:8. Graça - é a mão de Deus que se estende para a Humanidade. Fé é a mão do ho- mem que se ergue para pegar a mão de Deus. Tendo recebido a graça de Deus, estou isento de guardar a lei? Um criminoso, após ter passado vários anos na penitenciária, recebeu perdão do governador. Mas, tão logo viu-se em liberdade, matou seu inimigo. Foi preso e acusado novamente. O juiz, ao dar a sentença de prisão pergunta ao criminoso se tem algo a dizer. "Meritíssimo juiz", diz ele, "eu não mereço ser preso. Fui perdoado pelo governador. Rece- bi a graça dele; sou inocente, exijo minha liberdade". Concordará o juiz com esse criminoso? Terá ele novamente a liberdade? O governa- dor lhe concedeu perdão não para que ele continuasse a cometer seus crimes. A lei está de pé. Ele precisa observá-la, do contrário será condenado.

66

Compilações de Estudos Bíblicos Antigos

A lei será a norma do juízo

"Teme a Deus e guarda os Seus mandamentos; porque este é o dever de todo ho- mem. Porque Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más". Eclesiastes 12:13 e 14. "Um só é Legislador e Juiz". S. Tiago 4:12. Há um só Legislador, e por conseguinte uma só lei e por ela seremos julgados. "Falai de tal maneira e de tal maneira procedei, como aqueles que hão de ser julga- dos pela lei da liberdade". S. Tiago 2:12.

Amor e obediência

"Mãezinha", dizia a menina, enquanto abraçava fortemente sua mãe, "eu amo a se- nhora tanto, tanto, até no fundo do coração!" "Que bom, querida," respondeu a mãe, "is- to, me alegra muito". Passados alguns minutos, a mãe pediu: "Filhinha, poderia tomar con- ta do nenê enquanto faço o almoço?" "Outra vez? A senhora já sabe que eu não gosto de fazer isso; agora eu quero brin- car". E saiu para o quintal. Amava essa menina realmente a sua mãe? Então deveria ter o prazer de cumprir suas ordens, porque a obediência é uma expressão de amor. Disse o Senhor Jesus:

"Se Me amais, guardareis os Meus mandamentos". S. João 14:15. "Porque este é o amor de Deus, que guardemos os Seus mandamentos". I S. João

5:3.

"Mas," dirá alguém, "é impossível guardar a lei - ninguém pode fazê-la." É verdade. Não podemos guardá-la por nós mesmos. Porém, podemos dizer com o apóstolo S. Paulo:

"Posso todas as cousas nAquele que me fortalece". Filipenses 4:13.

Prova escrita n° 13

Assinale Sim ou Não, conforme a veracidade das declarações dos itens 1, 2, 3, 4 e 5. Complete o pensamento no item 6.

1) A lei divina, reflexo do caráter de Deus, não pode ser mudada.

Sim (

2) A lei de Deus dos Dez Mandamentos está relatada em Gênesis capítulo 20.

) Não (

)

Sim (

) Não (

)

3) Cristo guardou os mandamentos de Seu Pai Celeste.

Sim (

) Não (

)

4) Como o espelho mostra estar o rosto limpo ou manchado, a lei revela se estamos bem com Deus ou não.

Sim (

) Não (

)

5) Os preceitos do decálogo foram dados para a instrução e governo de todos.

Sim (

) Não (

)

6) A salvação que Jesus dá ao que nEle crê dadeira glória e dignidade, livra-o da escravidão de feliz. Felizes os irrepreensíveis no seu caminho, que andam na

e

o homem à sua ver- e o torna

do

67

Compilações de Estudos Bíblicos Antigos

Meditação

Como aparece a minha vida quando comparada com o divino padrão da vida per-

feita?

"Ah, se tivesses dado ouvidos aos Meus Mandamentos! Então seria a tua paz como um rio e a tua justiça como as ondas do mar". Isaías 48:18. É minha firme decisão ouvir os mandamentos divinos e obedecê-las como Jesus o

fez?

Próxima lição:

Seguindo os passos de Cristo

68

Compilações de Estudos Bíblicos Antigos

14. Seguindo os passos de Cristo

Dois jovens conversavam, bastante preocupados: "Como pode você fazer isto e ain- da se considerar cristão?" "Para lhe ser muito franco", respondeu o companheiro, "eu acho que podemos fa- zer uma porção de "coisinhas" e ainda continuarmos sendo cristãos". "Está enganado, amigo. Devemos conduzir-nos de acordo com princípios morais cla- ros e invariáveis. Medimos e pesamos nossas compras. A vida no seu aspecto moral e cris- tão também deveria ter um padrão pelo qual se orientasse". Essas palavras surpreenderam o outro jovem, que declarou: "Pois eu nunca o havia considerado dessa maneira. Em que você se baseia para falar assim?" "É que devemos seguir o exemplo de Jesus em todos os atos de nossa vida. Cada vez que temos uma importante decisão a tomar, deveríamos perguntar: Que faria Jesus em meu lugar? Se fizermos isto, nunca andaremos por caminhos enganosos". Este jovem tinha razão. Como discípulos de Jesus, devemos imitá-Lo constantemen- te se queremos com Ele estar na eternidade. Como posso saber o que Jesus faria nesta ou naquela circunstância? Naturalmente estudando a Sua vida quando esteve aqui na Terra. Assim estaremos seguindo os Seus passos. "Aquele que diz que permanece nEle, esse deve também andar assim como Ele an- dou". I S. João 2:6.

É estabelecido um memorial da criação

"Havendo Deus outrora, falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as cousas, pelo qual também fez o universo". Hebreus 1:1 e 2. No princípio o Pai, mediante Jesus, fez o mundo em seis dias. "E havendo Deus terminado no dia sétimo a Sua obra que fizera, descansou nesse dia de toda a Sua obra que tinha feito. E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; por- que nele descansou de toda a obra que, como Criador fizera". Gênesis 2:2 e 3.

O sábado é memorial da criação

1. Deus descansou no sétimo dia. Por que? Estava Ele cansado? Não! Em Isaías

40:28 se nos diz que "Deus não se cansa nem se fatiga". O verbo descansar no hebraico é' "sabat" - e quer dizer "alegrar-se descansando". Depois que Deus terminara Sua obra, olhou tudo que tinha feito e achou tudo muito bom. (Gênesis 1:31). Em outras palavras, Deus sentiu alegria pelo que fizera.

2. Deus abençoou o sétimo dia. Como é importante termos a bênção de Deus, pois

a "bênção do Senhor enriquece". Provérbios 10:22. O sétimo dia, o sábado, tem uma bên- ção que os demais não têm.

3. Deus santificou o sétimo dia. Santificar significa separar para um fim santo. Deus

separou o sábado para um fim sagrado. O quarto mandamento diz:

"Lembra-te do dia de sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus: não farás nenhum trabalho, nem tu, nem teu filho, nem teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o forastei- ro das tuas portas para dentro; porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar

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e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou; por isso o Senhor abençoou o dia de sábado, e o santificou". Êxodo 20:8-11.

O dia do Senhor

"Também lhes dei os meus sábados, para servirem de sinal entre Mim e eles, para que soubessem que Eu sou o Senhor que os santifica". Ezequiel 20:12. Em Isaías 58:13 Deus o chama de "o meu santo dia" e "santo dia do Senhor". Quan- do Jesus esteve na Terra, Ele declarou ser o Senhor do sábado (Marcos 2:27 e 28) - o sá- bado da criação. Ele e o Pai fizeram o sétimo dia - o sábado faz parte da criação. O apóstolo S. João, quando exilado na ilha de Patmos, escreveu:

"Achei-me no espírito, no dia do Senhor". Apocalipse 1:10. Observamos as expressões: "O sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus", "Meus sábados"; "Meu santo dia"; "santo dia do Senhor"; "Senhor do sábado" e "dia do Senhor". Se transferíssemos a instituição do dia de repouso para outro dia da semana, tê-la-íamos em tempo no qual Deus não descansou, tempo que Ele não abençoou nem santificou. Igreja alguma, estado ou país, pode instituir outro dia do Senhor.

Guardou Jesus o "seu dia"?

"Indo para Nazaré, onde fora criado, entrou, num sábado, na sinagoga; segundo seu costume, e levantou-Se para ler". Lucas 4:16. Jesus tinha por costume ir a um lugar de adoração no dia de sábado, pois Ele disse:

"Tenho guardado os mandamentos de Meu Pai". S. João 15:10. Jesus nunca transgrediu o sábado. Ele guardava e honrava o dia que Ele instituiu na criação. Ele mesmo disse:

"Eu, o Senhor, não mudo". Malaquias 3:6. "Não penseis, que vim revogar a lei ou os profetas; não vim para revogar, vim para cumprir. Porque em verdade vos digo: Até que o céu e a Terra passem, nem um i ou um til jamais passará da lei, até que tudo se cumpra". S. Mateus 5:17 e 18. Além de guardar o sábado, Jesus ensinou como guardá-lo, pois muitos haviam per- dido o sentido espiritual do sábado. Disse Jesus:

"É lícito fazer bem aos sábados". S. Mateus 12:12. Jesus fazia o Bem no sábado - curava enfermos, dava vista aos cegos. Num sábado, ao passarem pelas searas, estando Seus discípulos com fome, concordou que eles colhes- sem espigas para comerem o grão. (S. Lucas 6:1). Repetidas vezes encontramos Jesus esclarecendo aos judeus como devia ser a ver- dadeira observância do Seu santo dia, pois eles o haviam tornado um fardo em lugar de bênção, por causa das centenas de restrições absurdas que estabeleceram. Por exemplo:

não atendiam a um doente no sábado, nem curavam uma ferida; levar lenço no bolso, an- dar mais de 2 quilômetros, atar ou desatar nós, olhar num espelho na parede, eram consi- deradas transgressões do sábado. A lei de Deus é uma lei de amor, e atos de misericórdia não são por ela proibidos. Ao Jesus profetizar a destruição de Jerusalém, que se deu no ano 70, portanto, cer- ca de 40 anos após a Sua ressurreição, Ele aconselhou:

"Orai para que a vossa fuga não se dê no inverno, nem no sábado". S. Mateus 24:20. Não no inverno - por causa das noites frias no Oriente; e nem no sábado, pois, ao fugirem, provocariam certa confusão e o próprio viajar no dia de sábado, não seria condi-

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zente com a santificação desse dia. Jesus, pois, recomendou que, 40 anos após Sua res- surreição, se lembrassem do sábado. "Lembra-te do dia do sábado!" E a fuga se deu numa quarta-feira. Completando o Seu trabalho de criação em seis dias, Jesus descansou no sétimo dia. Após completar Seu trabalho de salvação, com a morte na cruz, Ele descansou na se- pultura no sétimo dia. Na Criação e na Redenção, Jesus descansou no sétimo dia - o sába- do.

Seguindo o exemplo de Jesus

Os seguidores de Jesus foram cuidadosos em guardar o sábado como o Mestre deles o havia feito. "Era o dia de preparação e começava o sábado. As mulheres que tinham vindo da Galiléia com Jesus, seguindo, viram o túmulo e como o corpo fora ali depositado. Então se retiraram para preparar aromas e bálsamos. E no sábado, descansaram segundo o manda- mento". S. Lucas 23:54-56. Esse relato foi escrito pelo médico Dr. Lucas, cerca de 25 anos depois da morte e

ressurreição de Jesus. E ele identifica o dia santo, dizendo que estava entre a sexta-feira e

o primeiro dia da semana. O apóstolo S. Paulo foi comissionado por Deus para levar as maravilhosas "novas da salvação" aos gentios. Ele guardava o sábado entre os gentios. Em Antioquia da Pisídia foi aos sábados à sinagoga (Atos 13:14, 42 a 44). Em Filipos, possivelmente por não haver si- nagoga na cidade, ele, no sábado, adorou a Deus fora da cidade, junto ao rio (Atos 16:13). Em Tessalônica, na Grécia, "segundo o seu costume, dissertou na sinagoga" (Atos 17: 1 e 2). Em Corinto, passou 78 sábados para o mesmo fim (Atos 18:1-4 e 11). Contando todos esses sábados, temos o total de 84 sábados mencionados no Novo Testamento, guarda- dos por S. Paulo e os demais crentes após a ressurreição de Jesus.

É o sábado "uma sombra"?

Alguns se apegam erroneamente a algumas passagens da Bíblia para afirmar que o sábado foi pregado por Cristo na cruz. "Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados. Porque tudo isso tem sido sombra das cousas que haviam de vir; po- rém o corpo é de Cristo". Colossenses 2:16 e 17. Deus deu a Israel, junto ao Sinai, além da lei dos 10 mandamentos, que é eterna e

imutável, a lei cerimonial a qual era temporária e provisória. Essa veio a existir depois da queda do homem; consistia em manjares e bebidas e sacrifícios; destinavam-se a chamar

a atenção para a primeira vinda de Jesus o qual iria morrer como "Cordeiro de Deus" em

lugar do pecador. Por essa lei estabeleceu o Senhor sete dias de descanso anuais (feria- dos). Estes dias também foram chamados "sábados", pois a palavra sábado quer dizer descanso. Esses "feriados" estavam relacionados com o dia das trombetas, festa dos ta- bernáculos, dia da expiação, etc. Eram sete ao todo e eram sábados móveis, pois caíam em diferentes dias da semana, de ano para ano; ao passo que o sábado da lei de Deus ou Decálogo, cai sempre no sétimo dia da semana. Ao morrer Jesus na cruz, o "véu do templo rasgou-se em dois, de alto a baixo" (Ma- teus 27:51). Isto era um sinal de que aquelas cerimônias e sacrifícios não seriam mais ne- cessários pois eram apenas uma "sombra" do verdadeiro "Cordeiro" que agora morria em

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lugar do pecador. Essa lei cerimonial foi cravada na cruz e por isso aqueles sete sábados anuais não se acham mais em vigor.

O sábado semanal da criação não tem nada que ver com os sábados cerimoniais. O

sábado semanal, da criação, o sábado do Senhor, será guardado também na Nova Terra:

"Porque, como os novos céus e a nova Terra, que hei de fazer, estarão diante de Mim, diz o Senhor, assim há de estar a vossa posteridade e o vosso nome. E será que de uma lua nova à outra e de um sábado a outro, virá toda a carne a adorar perante Mim, diz o Se- nhor". Isaías 66:22 e 23.

Bênçãos para os fiéis

"Se desviares o teu pé de profanar o sábado, e de cuidar dos teus próprios interes- ses no Meu santo dia, mas se chamares ao sábado deleitoso e santo dia do Senhor, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, não pretendendo fazer a tua pró- pria vontade, nem falando palavras vãs, então te deleitarás no Senhor. Eu te farei cavalgar sobre os altos da Terra, e te sustentarei com a herança de teu pai Jacó; porque a boca do Senhor o disse". Isaías 58:13 e 14.

Prova escrita n° 14

Assinale Sim ou Não, conforme a veracidade das declarações dos itens 1, 2, e 3. Assinale com um V as afirmações verdadeiras, das que se seguem no item 4. Complete o pensamento no item 5.

1) O relatório do Gênesis mostra que no fim da semana da criação Deus instituiu o descanso sabático.

Sim (

) Não (

)

2) Conforme o quarto mandamento da Lei de Deus, o sábado é o primeiro dia da semana.

Sim (

) Não (

)

3) Deus chama o sábado "Meu santo dia".

Sim (

) Não (

)

4) (

) Jesus guardou e honrou o dia que Ele instituiu na criação.

( ) O Senhor Jesus curou enfermos no dia de repouso e ensinou que "é lícito fazer Bem aos sábados".

( ) Jesus recomendou aos discípulos que orassem para que a sua fuga de Jeru- salém ocorresse no sábado.

, e de cuidar dos teus próprios deleitoso e santo

interesses no Meu

dia do Senhor, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, não pre- tendendo fazer a tua própria vontade, nem falando palavras vãs, então te deleitarás no Eu te farei cavalgar sobre os altos da Terra, e te sustentarei com a herança de teu pai Jacó; porque a boca do Senhor o disse".

Meditação

As nações da Terra consideram um dever perpetuar a memória de seus grandes homens, bem como os fatos históricos e de significação para o País.

O Senhor Jesus erigiu um monumento comemorativo de Sua obra criadora para

5) "Se desviares o teu pé de profanar o

, mas se chamares ao

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também tornar memorável a Sua maravilhosa criação. "… Por isso o Senhor abençoou o dia de sábado e o santificou". Estou eu, sob a guia do Espírito Santo colocando em meu coração o memorial da criação divina, guardando e santificando o Dia do Senhor?

Próxima lição:

Pode a maioria estar errada?

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15. Pode a maioria estar errada?

Existem, no mundo, cerca de 213 religiões cristas e mais de 800 religiões pagãs. Em meio a essa confusão religiosa, procura o homem a Verdade. Você tem direito de crer o que queira. Eu também. Mas, pelo fato de não estarmos de acordo em matéria religiosa, não significa precisamente que um de nós esteja com a razão. Qual dessas religiões está com a razão? A que tem mais adeptos? A mais numerosa? Perguntamos: Quando, na his- tória bíblica, a maioria esteve com a Verdade? Vejamos: Noé representava uma minoria ín- fima no tempo do dilúvio, e no entanto, tinha razão. Israel ao sair do Egito, era uma fraca minoria, no entanto, era o povo de Deus. Jesus, nosso Salvador, esteve só contra uma na- ção inteira. "Veio para o que era Seu, e os Seus não O receberam". S. João 1:11. "Porventura creu nEle alguém dentre as autoridades, ou alguém dos fariseus?". S. João 7:46-48. A maioria, incluindo guias religiosos, rejeitou a Jesus. Quando Jesus ascendeu ao Céu, o cristianismo era uma débil minoria diante de um mundo rebelde e indiferente. Devido ao seu afã de popularidade e poder, a Igreja tornou- se maioria mas perdeu sua santidade e pureza e a verdade que Deus lhe havia confiado. Por isso, a pergunta que devemos fazer não é: Tem você razão? Tenho eu razão. Tem-na a maioria?, mas, sim:

"Que é a verdade?"

Disse Jesus: "A Tua Palavra é a Verdade". S. João 17:17. "À lei e ao testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva". Isaías 8:20.

A Palavra de Deus é a única fonte de verdade. Busquemos nela a resposta a since-

ras perguntas:

1° Pergunta: É a guarda do domingo ensinada no Novo Testamento? Resposta: A palavra domingo não se encontra na Bíblia; mas, no Novo Testamento há oito referências ao primeiro dia da semana. Quatro delas - S. Mateus 28:1; S. Marcos 16:1 e 2; S. Lucas 24:1 e S. João 20:1 - dizem todas a mesma coisa: As mulheres, seguidoras de Jesus, foram ao sepulcro no pri- meiro dia da semana para ungir o corpo do Senhor. Isto é tudo que essas passagens afir- mam. Não há nelas indicação de que o dia é santo. Seguem as outras QUATRO REFERÊNCIAS:

S. Marcos 16:9: "Havendo Ele ressuscitado de manhã cedo no primeiro dia da se- mana, apareceu primeiro a Maria Madalena". Esta passagem declara que Jesus ressuscitou no primeiro dia da semana. E como

vemos, ela não vai além disto - não diz que por essa razão o primeiro dia da semana tor- nou-se santo, ou que o devamos guardar. S. João 20:19: "Ao cair da tarde daquele dia, o primeiro da semana, trancadas as portas da casa onde estavam os discípulos, com medo dos judeus, veio Jesus, pôs-Se no meio, e disse-lhes: Paz seja convosco"!

O versículo diz que a causa de estarem reunidos era o medo que tinham dos judeus

(trancaram as portas), e não para comemorarem Sua ressurreição. Jesus reprovou Seus

discípulos por descrerem que Ele havia ressuscitado. S. Marcos 16:14. Atos 20:7: "No primeiro dia da semana, estando nós reunidos com o fim de partir o

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pão, Paulo que devia seguir de viagem no dia imediato exortava-os e prolongou o discurso até à meia-noite". Temos aqui uma reunião religiosa realizada no primeiro dia da semana. Mas não há nela indicação de santidade do primeiro dia. Devemos nos lembrar que o apóstolo S. Paulo estava viajando e realizava reuniões em qualquer dia da semana. Ele havia passado em Trôade sete dias e aparentemente realizou essa reunião, porque "devia seguir de viagem

no dia imediato". Talvez a reunião tenha sido relatada por causa do incidente da ressurrei- ção do jovem Êutico que caíra da janela. I Coríntios 16:2: "No primeiro dia da semana, cada um de vós ponha de parte, em casa, conforme a sua prosperidade, e vá juntando para que se não façam coletas quando eu for".

A oferta, destinada aos pobres de Jerusalém, devia ser posta de lado, em casa, e aí

também, para ser entregue ao apóstolo quando ele chegasse, acumulada, para que não houvesse coletas apressadas de última hora. Assim, as oito referências do Novo Testamento ao primeiro dia da semana não con- têm mandamento quanto ao dever de observarmos esse dia; nem a menor indicação de

que ele é santo. Disso concluímos que a Igreja Cristã primitiva, no período em que vive- ram os apóstolos, não conheceu o primeiro dia (domingo) como dia santificado.

O Cardeal Gibbons, arcebispo de Baltimore e primaz da Igreja Católica nos Estados

Unidos, disse: "Podereis ler a Bíblia de Gênesis ao Apocalipse, e não encontrareis uma úni- ca linha que autorize a santificação do domingo. As Escrituras ordenam a observância reli- giosa do sábado, dia que nós nunca santificamos". — Faith of our fathers, pág. 89. 2° Pergunta: Qual é então a origem do domingo? Resposta: Os apóstolos S. Paulo e S. Pedro previram que algo estranho aconteceria para a Igreja. "Eu sei que depois da minha partida … dentre vós mesmos, se levantarão homens falando cousas pervertidas para arrastar os discípulos atrás deles". Atos 20:29 e 30. "Assim como no meio do povo surgiram falsos profetas, assim também haverá en- tre vós falsos mestres, os quais introduzirão dissimuladamente heresias destruidoras … e muitos seguirão as suas práticas libertinas …" II S. Pedro 2:1 e 2. Levantar-se-iam falsos mestres e introduziriam ensinos errôneos, "heresias destrui- doras". Isto aconteceu após a morte dos apóstolos, o último dos quais morreu cerca do ano 100 de nossa era. Enquanto viveram, os apóstolos foram os guardiães da Verdade. Esses falsos mestres que surgiram eram mais filósofos do que discípulos de Jesus, mais pagãos do que cristãos. Vejamos o que aconteceu: O primeiro dia da semana, era dedicado ao culto do Sol, pelos antigos babilônicos. Em 274, depois de Cristo, o imperador Aureliano adotou o culto do Sol como a religião oficial do Império Romano. O astro-rei, era o centro de adoração, a principal divindade. Ao culto do Sol - Sol Invicto, como lhe chama- vam - foi dedicado o primeiro dia da semana, que por isso era chamado no Latim dies solis - dia do Sol. Ainda hoje este é o seu nome na língua inglesa (Sunday) e também na alemã (Sonntag). Assim pela influência desses mestres, esse dia do paganismo pouco a pouco pene- trou na cristandade para facilitar a "cristianização" dos pagãos. 3° Pergunta: Como chegou a observância do domingo a ser oficializada? Resposta: Por um decreto do imperador Constantino baixado em 7 de março de 321 da nossa era, que dizia o seguinte:

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"Que os juízes e o povo das cidades, bem como os comerciantes repousem no ve- nerável dia do Sol. Aos moradores dos campos, porém, conceda-se atender livre e desem- baraçadamente aos cuidados da sua lavoura". A aparente conversão do imperador romano Constantino, teve objetivos políticos: agradar seus súditos cristãos. Como, porém, essa ati- tude contrariasse os outros súditos pagãos, fez uma "acomodação", introduzindo na Igreja muitos dos seus costumes. Cerca de 40 anos mais tarde, em 364, veio o decreto eclesiástico: a lei torna-se reli-

giosa: "Os cristãos não devem judaizar, ou estar ociosos no sábado, mas trabalharão nes- se dia; o dia do Senhor (domingo), entretanto, honrarão especialmente e como cristãos não devem, se possível, fazer qualquer trabalho nele. Se, porém, forem achados judaizan- do, serão separados de Cristo". — Cânon 29 do concílio de Laodicéia.

A proibição de observar o sábado significa que esse dia ainda era observado no

quarto século. Além da proibição em 364, do Concílio de Laodicéia, outras proibições se seguiram, fazendo com que o sábado fosse cada vez mais esquecido e o domingo mais firmemente estabelecido. Porém, sempre houve fiéis que não aceitaram a mudança: Os Valdenses no Piemont guardaram o sábado mais de 1000 anos, pois possuíam as Escritu- ras. Na Etiópia, ainda no século 17, guardava-se o sábado como memorial da criação. Através do profeta Daniel, o Senhor Deus havia predito que um poder político- religioso cuidaria em mudar a lei:

"… Cuidará em mudar os tempos e a lei". Daniel 7:25. "… E deitou por terra a Verdade; e o que fez prosperou". Daniel 8:12.

O Dr. Augusto Neander, considerado o príncipe dos historiadores eclesiásticos, dis-

se: "A festa do domingo, como todas as outras festividades, foi sempre uma ordenança simplesmente humana, e estava longe das cogitações dos apóstolos estabelecer a este respeito uma ordem divina". — Church History, pág. 186.

O Dr. Eduardo Hiscox, autor de "O Manual Batista" também assim se expressou:

"Havia e há um mandamento que manda santificar o sábado, mas esse sábado não era o domingo". — New York Examiner, 16 de novembro de 1893. Pelo exposto, concluímos que o sábado não foi abolido por Jesus e nem pelos após- tolos. A observância do domingo é um preceito humano. 4° Pergunta: Não foi o sábado feito só para os judeus? Resposta: Nosso Salvador disse:

"O sábado foi estabelecido por causa do homem e não o homem por causa do sá-

bado". Marcos 2:27.

O sábado foi instituído na criação. Os judeus ainda nem existiam. Deus fez o sába-

do para o homem, quer dizer, para toda a humanidade. Se o sábado - o quarto manda- mento - tivesse sido dado somente para os judeus, então toda a lei - os 10 mandamentos - também seria só para eles. Nesse caso, os cristãos poderiam adorar imagens, roubar, matar, adulterar, mentir, etc. Logicamente isto não pode ser assim; então o quarto man- damento não era só para os judeus. 5° Pergunta: Está correto os cristãos guardarem o domingo como memorial da res- surreição de Jesus? Resposta: Sem dúvida alguma, a ressurreição de Jesus foi um grandioso aconteci- mento, mas um grandioso acontecimento só por si, não torna santo um dia; e aceitar a observância do domingo por esse motivo não tem base bíblica. Deus não autorizou essa

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mudança; Jesus não a autorizou e nem os apóstolos, que viveram muitos anos após a res- surreição de Jesus e jamais guardaram o domingo. Disse Jesus:

"Em vão Me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens. Negligenci- ando o mandamento de Deus, guardais a tradição dos homens. E disse-lhes ainda: Jeito- samente rejeitais o preceito de deus para guardardes a vossa própria tradição". S. Marcos

7:7-9.

6° Pergunta: Estarão perdidos todos aqueles que guardam o domingo em vez do sábado? Resposta: "Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância; agora, porém, notifica aos homens que todos em toda parte se arrependam". Atos 17:30. Talvez muitos de nossos parentes e antepassados não sabiam que o sábado foi mu- dado para o domingo por vontade dos homens. Pensavam, com certeza, que o domingo era o dia estabelecido por Deus. Eles o guardavam por ignorância. Mas, agora, Deus "noti- fica a todos os homens que se arrependam". Se sabemos o que é a Verdade e a rejeita- mos, somos culpados. "Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz, nisso está pecando". S. Tiago 4: 17. 7° Pergunta: É Deus tão exigente que requeira dos cristãos de hoje a guarda do sá-

bado?

Resposta: Sim. "Pois qualquer que guarda toda a lei, mas tropeça em um só ponto, se torna culpado de todos