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QUANDO OS DISCÍPULOS DO ÓDIO ME ESCREVEM!...

“Quem me constitui juiz e partidor entre vós?” — Jesus, indagando ao


homem que gostaria que Ele julgasse nas questões de Direito de Família ou
de Direito Sucessório.

Recebo diariamente todo tipo de carta. 95 por cento delas são pedidos de
conselho ou apenas testemunhos de alegria e gratidão pelo que Deus tem
feito.

Entretanto, há três grupos que escrevem raivosamente para mim. São


poucos, mas vorazes. Enchem minha “lixeira”. Sim! Porque tomei há
algum tempo a decisão de não responder à gente do ódio. Isto porque
nunca adianta, pois já escrevem a fim de ver se obtêm de você alguma
reação a fim de “explorá-la”.

O 1º grupo é feito de “severinhos e severinos”. Querem de todo o seu


coração odioso que eu seja pró-aborto, pró-adultério, pró-
homossexualismo ou pró-diabo. E como eles sabem que eu não sou, pois
sou um homem do Evangelho, e minhas convicções são todas do Evangelho,
confundem amor, misericórdia e confiança em Deus quanto a cuidar de
todo aquele que o busca em verdade, com adesismo meu ao que
explicitamente digo que não é bom e faz mal à vida e ao coração. Sim!
Apesar de dezenas de textos equilibrados e sérios, eles elegem sempre
frases de misericórdia para dizer que eu sou um defensor disso e daquilo.
Morro de pena do ódio deles, e do engano no qual vivem, e do desejo deles
de dedicarem a vida às suas doenças e não à Palavra que salva.
O 2º grupo é de gays proponentes do “homossexualismo”. Sim! Pois os gays
que são apenas homossexuais, escrevem pedindo ajuda e conselho.
Sempre buscando um meio, um modo, uma saída, uma pacificação para o
coração corroído pelas culpas, sobretudo pela culpa que decorre dos
decretos de danação eterna que os severinos lançam sem piedade sobre
eles. Entretanto, os gays do “homossexualismo” são os severinhos ao
contrário. De fato, são idênticos. São raivosos, arrogantes, militantes,
odiosos, hostis, mentirosos e manipuladores. Esses não lêem meu site, mas
lêem os severinos, e, como os severinos dizem o que eu não sou e não
creio, esses tais me escrevem esperando de mim aquilo que os severinos
dizem que em mim encontrarão — e quebram a cara das falsas convicções.
E, assim, passam a me escrever chamando-me de covarde e me acusando
de não os defender. Por isso digo: homossexualidade é uma condição
complexa, porém, “homossexualismo” é uma fixação canina e ideológica
não na condição da pessoa, mas sim no interesse de poder político e social
de propositura de uma causa que não tem como ser defendida em nome do
Evangelho. Assim, repito: homossexualidade é uma condição; já
homossexualismo é uma militância política, e das mais hostis, raivosas e
arrogantes. Assim, se homossexualidade é pecado, o homossexualismo é
abominação.

O 3º grupo é o dos malafentos ou dos malafeiados. Os malafentos são o que


querem que eu não pare de falar de gente como o mala-qualquer-coisa.
Mas como já disse o que tinha a dizer desde 1993-94-96 [etc.], eles
insistem em que eu diga mais, como se houvesse em mim qualquer prazer
adoecido nisso. Entretanto, como já disse há tempos atrás que nada mais
tenho a dizer sobre esses assuntos, eles me escrevem “exigindo” que eu
acuse o “pai” deles. Perguntam: “O que foi? Acovardou-se?” Querem
guerra. São do pior tipo de Islãvangélismo que se possa conhecer. Já os
malafeiados são os que sofreram por lá, e que me escrevem com mil
denuncias, sempre desejosos de que eu assuma a defesa deles, numa
incessante manifestação de um ódio que eu não tenho por ninguém. “Mais
uma do seu arquiinimigo!...”, me escrevem eles; e, então, desancam o
cidadão, crentes que do lado de cá a sua carta terá qualquer outro destino
que não a minha lixeira.
E veja que de minha parte o que não falta é clareza em tudo. O que digo,
dito fica. Quando digo que o que está dito é suficiente, paro, e ninguém
mais, nem por decreto, me fará dizer o que não sinto liberdade ou ocasião
na verdade e no amor de manifestar-me a respeito.

As piores pessoas que me escrevem são as que não lêem o site [mas obtêm
meu e-mail] ou as que lêem o site buscando frases soltas a fim de terem do
que me acusar. Eu fico cada vez mais quieto e entrego as intenções deles
ao Pai. Que o Pai cuide deles.

Tais pessoas não sabem de que espírito são; e julgam que eu tenho algum
prazer no ódio delas. Pobres desses tais!

Graças a Deus me sinto cada vez mais inalterável em relação a tudo isso.
De fato eles perderam o poder de me tirar do sério, e já perceberam isto.

Eu sigo meu caminho no Caminho. Sempre que o Espírito me impelir a


dizer o que quer que seja, direi. Porém homem algum me “alugará” como
navalha para as suas guerras de gangues islanvangélicas.

Como é maravilhosa esta liberdade que tenho no Senhor e no Evangelho!

Parafraseando Jesus, digo: As minhas palavras ninguém as arranca de mim,


pelo contrário, sendo Evangelho e sabedoria, eu espontaneamente as dou
de graça; porém, homem algum desviará o curso de meu caminho com
provocações do inferno, as quais em mim vão direto para onde as coisas do
diabo vão: para o fogo.
Nele, em Quem sou livre para a Palavra, e somente para ela,

Caio

26/11/07

Lago Norte

Brasília

DF

http://www.caiofabio.com/novo/caiofabio/pagina_conteudo.asp?CodigoPa
gina=0369200012
HOMOFÓBICOS CONTRA HETEROFÓBICOS e meia-meia...

Tem muita gente me escrevendo acerca das leis pró-gays e


das que pretendem ser anti-gays. Pedem que me manifeste.
Eu leio cansado. E escrevo desescrevendo. É coisa pra
escrever no chão, na areia, conforme Jesus fez em João 8, no
episodio da pobre adúltera, vitima dos santarados.

Mas vamos lá!

TODO SER FIXADO NUM ÚNICO TEMA, REVELA A PULSÃO QUE O HABITA,
.
AINDA QUE O DISCURSO DE TAL PESSOA SEJA DE NEGAÇÃO EM TAL
CASO, ATRÁS [LITERALMENTE] HÁ UM TRAUMA!

O que eu penso SOBRE as tais leis — pró ou contra?

Ora, primeiro a questão é o que eu pergunto acerca delas.

E o que eu pergunto?

Vamos lá!
Alguém pode imaginar Jesus mobilizando o povo para uma
campanha anti-gay ou pró-gay?

Alguém consegue ver Jesus estimulando os apóstolos a se


tornarem militantes em favor ou contra qualquer das duas
causas?

Alguém viu Jesus curando um gay sequer nos evangelhos, ou


porventura [azar] não havia gays entre os que o viam ou
seguiam nas estradas?

Alguém acha que o título que os pitbuls do templo e da


religião deram a Ele [chamando-o acusativamente de amigo
de pecadores] excluía Seu acolhimento a pecadores sexuais
homens — fossem eles heterossexuais, homossexuais, ou
simpatizantes, como era comum num mundo dominado pelos
pervertidos romanos?

Alguém consegue ver Jesus agredindo um gay com palavras


ou sugerindo leis que os coibissem?

Alguém já ouviu dizer que Jesus tenha sido áspero com gay ou
pecadores?

Alguém viu Jesus ser duro e implacável com algum grupo nos
evangelhos além do dos religiosos hipócritas?

Alguém crê de coração que Jesus caminharia à frente de


marchas em favor ou contra qualquer coisa?
Alguém pode ver Jesus mandando discípulos ao Parlamento
Judaico (Sinédrio) a fim de fazerem Lobby contra ou a favor
de tais temas?

Alguém pode imaginar que ouvindo Jesus entre a multidão


não houvesse gente envolvida em todo tipo de transgressão
abominável conforme o livro do Levitico?

Alguém soube de qualquer fala Levitica de Jesus contra os


pecadores?

Alguém também porventura ouviu Jesus dizer qualquer coisa


além de arrependei-vos, convertei-vos e crede no Evangelho?
Ou teria Ele dito algo acerca de algum grupo especifico além
dos ricos e dos religiosos?

Alguém viu Jesus se ocupar de qualquer coisa que não fossem


aquelas que matam a alma, como ódio, mentira, falsidade,
hipocrisia, fanfarrice, manipulação da fé, riquezas idolatradas,
soberba e juízos perversos?

Alguém pode imaginar que Jesus não conhecesse [como


homem] tudo acerca de eunucos de nascimento (efeminados;
não apenas com atrofia do membro sexual); dos que os
homens haviam feito eunucos (castrando-os e impondo-lhes
tanto o cuidados dos haréns como também o próprio uso
sexual deles); e de homens que não haviam nascido com
qualquer disfunção sexual e que também não tinham sido
“vitimados” pelos caprichos dos poderosos ou tarados, mas
que haviam abdicado do sexo em razão da dedicação total ao
Evangelho e sua pregação do reino de Deus?
Alguém pode dizer por que se Ele sabia tanto do tema
“eunucos” [com todas as implicações acima mencionadas],
não o usou e nem o expandiu, senão com misericórdia dos
dois primeiros grupos [os nascidos e os feitos pelos homens]
e com um elogio à grandeza e dedicação do último eunuco — o
que abdicou de sexo pelo reino?

Alguém que diz que crê que o Evangelho é Palavra de Deus e a


completação histórica de tudo o que antes se dissera nas
Escrituras Antigas [e que em Cristo Jesus ficaram obsoletas;
posto que Jesus é a plenitude de todo desejo de Deus e de
todo modo de Deus ser para os homens] — e, assim mesmo,
conseguir tal pessoa esquecer que Jesus não deu atenção a
nada disso e que, portanto, tentar absolutizar tais temas é um
estelionato contra o modo e o espírito de Jesus segundo os
evangelhos?

Assim, estou fora disso, tanto para defender como para


atacar; pois, a Boa Nova não passa nem na porta dos temas
dos pecadores-fariseus-perversos e nem na dos pecadores
legalistas e judiciosos.

A esses e às suas brigas de defuntos, Jesus diria o que disse


quando o tema era ainda muito mais importante: “Deixa aos
mortos sepultarem os seus próprios mortos; quanto a ti, vai e
prega o reino de Deus”.

Quem quiser fazer diferente que o faça (contra ou a favor),


mas tenha a macheza [seja ela homofóbica ou heterofóbica]
de pelo menos fazer isso em nome de suas idéias e morais,
mas nunca em nome de Jesus; pois, é tomar o nome de Deus
em vão; é ideologizar o Evangelho para uma causa que Jesus
nem defendeu e nem atacou; e é trazer Jesus para a discussão
do pinto e do anus, o que só é concebível em gente sem cetro
e sem coroa no sentir, no pensar, no discernir, e na segurança
pessoal..
É o que eu penso!

E aos que me pedem opinião ou posição acerca do que Jesus


não opinou e nem se posicionou, eu digo: “Me incluam fora
dessa!”.

Quem pensa diferente tente responder à mesma coisa usando


Paulo, Pedro, João ou os Apóstolos. Qual deles iria para frente
do Fórum dos Senadores Romanos protestarem contra o quê?

Ah! Eles só tratavam do que mexia na causa, não no efeito. E


sabiam que seu poder não vinha de leis, mas do poder do
Evangelho mediante o convencimento do Espírito Santo.

Os que fariam assim [conforme o proposto] seriam os tarados


sacerdotes e teólogos da Idade das Trevas, ou da Inquisição,
ou dos cultos fanáticos dos pentecostais americanos, ou dos
batistas do sul dos States.

Mas e o que eles têm a ver com Jesus e com o Evangelho para
além do uso estelionatário da “bandeira e da sigla”?

Seja honesto à luz do Evangelho e me conteste se puder. Mas


faça-o aqui; e não num bloguinho qualquer por aí.

Do contrario, me poupe; pois estou ocupado com o que


ocupava Jesus!
Nele, em Quem todo tema que não Lhe foi tema, é tema a não
ser nem tematizado e nem temido,

Caio

14/08/07

Manaus

AM

Ontem escrevi um texto intitulado: HOMOFÓBICOS CONTRA


HETEROFÓBICOS e meia-meia...

No texto eu disse acerca de quem pudesse me contestar, o


seguinte:

“Seja honesto à luz do Evangelho e me conteste se puder. Mas


faça-o aqui; e não num bloguinho qualquer por aí.”
Então uma irmã bem intencionada, não podendo negar que
Jesus fez como fez, disse que se formos ficar só com o que
Jesus fez [só com o que Jesus fez, é mole?], então... — deu
uma lista que ia de comentários à Tora (que Jesus nunca fez),
a escrever livros (que Ele nunca escreveu), e até a ter
programa na televisão (que Ele jamais teve; como é obvio).

Minha resposta a tais pessoas já estava dada no texto


anterior, mas o nervosismo que o tema provoca nos
traumatizados é tão grande, que nem mesmo lêem o que está
dito.

Ora, eu dissera já prevenindo tais aflitos o seguinte:

“Quem quiser fazer diferente que o faça (contra ou a favor),


mas tenha a macheza [seja ela homofóbica ou heterofóbica]
de pelo menos fazer isso em nome de suas idéias e morais,
mas nunca em nome de Jesus; pois, é tomar o nome de Deus
em vão; é ideologizar o Evangelho para uma causa que Jesus
nem defendeu e nem atacou; e é trazer Jesus para a discussão
do pinto e do anus — o que só é concebível em gente sem
cetro e sem coroa no sentir, no pensar, no discernir, e na
segurança pessoal...”.

Assim, repito:

1. É direito de quem quiser numa sociedade


democrática de pleitear o que julgar certo e
justo conforme sua consciência; mas é pecado
fazer seja lá o que for em nome de Jesus, como
se de Jesus tal coisa procedesse [quando não
seja assim]. Portanto, em nome da honestidade,
que se diga “Eu penso...”; mas não “Ele
pensa...”.
2. É direito de qualquer um fazer o que desejar
acerca do que queira, mas deve fazê-lo em seu
próprio nome, e não usando o nome de Jesus
para o que Jesus não tratou nem mesmo como
espírito a ser aplicado nas variedades do existir.

3. Jesus nunca pregou na televisão, mas pregou


para tantos quantos quis. Assim, quem usa a
televisão para pregar deve apenas usar a
televisão para pregar, mas jamais dizer que sem
a televisão Deus não age no mundo; pois é
mentira e negação do Evangelho como poder
livre de Deus.

4. Jesus nunca casou, mas abençoou o casamento.


Entretanto, Jesus nunca casou ninguém; embora
eu saiba que ele abençoa a união feita em amor;
pois, onde há amor aí o Deus que é amor está.

5. Jesus nunca escreveu uma lei, mas disse que a


justiça era a lei da vida. Assim, Jesus nunca
escreveu uma lei porque as leis não são
sinônimas de justiça; posto que a justiça não
cabe em textos, mas apenas em aplicações
diárias e de acordo com a verdade. Assim, o que
Ele escreve no chão, Ele apaga; mas não apaga a
justiça feita à mulher adúltera.
O que falta aos crentes é entenderem que a Palavra de
Jesus é espírito [não letra], conforme Ele mesmo disse.

Ora, se alguém puder escrever uma lei contra ou em favor


de qualquer coisa e que seja o próprio espírito do
Evangelho [em amor, justiça, misericórdia e verdade], que
o faça; embora nem Moisés tenha conseguido tal feito.

No reino a lei só é inscrita nos corações e nem nenhum


outro lugar — isso para ter importância de transformação.

As demais leis humanas são tão transitórias quanto às


modas dos preconceitos!

Mas só sabe disso quem conhece História!

Quando Jesus disse que o reino Dele não é deste mundo,


Ele dizia simplesmente o que dizia.

Alguém tem outra interpretação? Terá Ele se expressado


mal?

Assim, quem desejar e precisar ou julgar que deve militar


em favor de causas do reino deste mundo, que o faça; mas
“deixe Jesus em paz” [rsrsrs]; e não o tente constituir “juiz
e partidor entre os homens”; pois, quando solicitado, e por
uma causa muito mais branda e justa, Ele se negou a fazê-
lo.
Esse Jesus que é contra ou a favor é apenas o ídolo
ideológico de quem não tem como falar de si mesmo ou não
tem a honestidade de assim fazer, e chama Jesus para ser o
Juiz Togado de uma causa de meninos aflitos em razão de
seus traumas, ódios ou coração endurecido.

O espírito do Evangelho não escreve essas leis. Mas é de


direito de quem quiser o escreve-las, desde que seja
homem-mulher suficiente para fazer em nome de suas
próprias verdades (ainda que elas sejam apenas equivoco).

Para mim, entretanto, como pouco é necessário, e como eu


só acredito na eficácia do Evangelho, tudo isso é tema para
os defuntos da moral dos homens, mas nada tem a ver com
o poder que muda o coração.

Seja um Senador de Roma e escreva Leis boas, mas saiba


Senador: elas são leis deste mundo; pois, as que vêm de
Deus não são vistas fora da verdade no íntimo, a não ser
como amor, justiça e misericórdia.

Assim, quem escrever a lei de maior Graça, esse escreve


próximo ao espírito do Evangelho. Mas quem escrever leis
de ódio, esse é Juiz na Casa de Caim.

É guerra de Gorilas contra Macacos Prego!

Caio

15/08/07

Manaus

AM

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gina=0342200012
MAIS: HOMOFÓBICOS CONTRA
HETEROFÓBICOS – bem mais...

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mais...
Date: 15/08/2007 15:38
Subject: HOMOFÓBICOS CONTRA HETEROFÓBICOS

To: contato@caiofabio.com

Prezadissimo Reverendo Caio!

O seu texto é histórico e admirável. Quanta lucidez e


sensibilidade.

Ocorreu-me apenas uma dúvida e fraternalmente desejo


colocá-la. Usarei para tanto uma proposição do grande
psicólogo Carl Rogers, que dedicou boa atenção ao fenômeno
da comunicação entre as pessoas.

Rogers partia do seguinte princípio: há ruídos de comunicação


que têm sua origem no não entendimento correto daquilo que
se ouve ou lê. Daí, ele propõe como um jogo: quem está
desejando entender melhor diz o que entendeu e pergunta ao
outro se é isto mesmo. Na seqüência, o outro diz o que
entendeu sobre o que foi perguntado e diz o que entendeu. E
assim a coisa segue, até que as partes concluam que estão
bem entendidas sobre o que escrevem ou falam.
Então, vamos lá:

Eu entendi que o seu texto desautoriza guerras teóricas em


torno da homossexualidade ou da heterossexualidade em
nome de Jesus, porque ele demonstrou amor por ambas as
manifestações, sem a necessidade de estar dando
justificativas específicas, desde que o mandamento do Amor
não exclui ninguém.

O que não entendi: se a partir do raciocínio acima fica excluída


ou não a necessidade de esclarecimento quanto à homofobia
manifesta por vozes ditas religiosas.

Desde já sou imensamente agradecido pela sua atenção.

Paz em Cristo,

Edson Nunes

_____________________________________
Resposta:

Edson querido: Graça e Paz!

Numa sociedade democrática e dita civilizada conforme os


parâmetros de ambição humana do “Cristianismo” subjacente
na cultural ocidental, é direito de indivíduos e de grupos o
manifestarem-se conforme suas consciências acerca de
abusos que sintam serem perpetrados contra eles.

Assim, que se ande nos ditames da Constituição e nos


melhores pilares do respeito humano que a consciência da
Humanidade produziu. Para isto existem fóruns e
representações próprios — diria o legislador romano diante
dos judaizantes que acusavam Paulo de libertinagem e
subversão (Atos dos Apóstolos).

Ora, com isto eu não digo que esse é o caminho do discípulo.


Não! Digo que este pode ser o caminho do cidadão.

Entretanto, o que digo não é jurídico, é espiritual; e só se


discerne espiritualmente.

Tudo o que disse acima é humano, e humanamente bom e


digno. Afinal, a lei foi feita para transgressores, segundo
Paulo, e, em havendo transgressão contra a vida, os fóruns e
ministros da justiça humana, quando justos são, tornam-se
ministros de Deus na busca de conciliações ou de justiça entre
partes em divergência.
Todavia, nenhum dos meus textos trabalha com categorias
terrenas. Pois, se quero pregar o Evangelho, tenho que crer e
viver por outra justiça; a qual excede a dos “escribas e
fariseus” — grupos esses [sempre-vivos-mortos] que no
momento guerreiam entre si em razão de uma questão
Moisaica-Freudiana: o lugar do pênis no mundo.

Ora, se alguém quer viver conforme os direitos das leis deste


mundo, tanto pode atacar quanto se defender usando a lei. No
Evangelho, todavia, não é assim.

O Evangelho não ensina nenhuma transformação pela


legislação. Ora, o Evangelho diz que a Lei de Moisés não foi
capaz, e apenas gerou transgressores hipócritas; portanto,
como poderia propor a cura pela legislação?

Se legislação curasse o Brasil seria o Paraíso da Sanidade


Integral!

O problema é que ação gera reação, e, assim, a neurose


homofóbica gera a paranóia heterofóbica.

A neurose homofóbica se manifesta geralmente em religiosos


cristãos talibanenses; e a paranóia heterofóbica se avoluma
na resposta agressiva dos homossexuais que hoje têm amparo
Constitucional (exceto em alguns países islâmicos) para
enfrentar qualquer que seja a Santa Inquisição de Morais e
Costumes.

O que daí procede não realiza nada senão ódio!

Os homofóbicos dizem que desejam proteger suas famílias das


influencias homossexuais na mídia e nas ruas (para
simplificar).
O problema é que se ausência de mídia homossexual ou
demonstrações do gênero impedissem o surgimento de
homossexuais na terra, não haveria homossexuais entre os
islâmicos e nem tampouco entre índios ou povos primitivos.

Quem assim pensa nega a complexidade caída da natureza


humana; e, lá no fundo, crê mais na lei que no poder do amor.

Os que severamente pensam que podem coibir tais coisas


lutando e rosnando contra elas, sem o saberem [usando não
Rogers, mas Jung], criam nuvens de densas sombras
psicológicas sobre seus próprios filhos; de tal modo que a
maioria dos que hoje, tendo filhos pequenos, tornam-se os
“Templários” dessa Cruzada contra os Homo-infiéis [usando a
terminologia dos Cruzados], sem o saberem estão criando
seus pequenos filhos para tornarem-se gays; e isso em razão
de que a pulsão de ódio (mal; a árvore é do bem e do mal)
surgirá como desejo curioso e futuramente compulsivo em
seus próprios filhos.

É esperar e ver; e não é profecia, mas apenas experiência pelo


conhecimento da História e pela observação humana.

Desse modo, o tiro está fadado a sair pela cu-latra;


literalmente.

Se os crentes sinceros têm preocupação com a proliferação de


gays na sociedade, então, que façam apenas as seguintes
coisas:
1. Que criem seus filhos sem preconceito contra gays,
pois, se os criarem preconceituosos, na adolescência
ou primeira juventude eles [os pais] pensarão que
foram visitados pelo diabo em suas casas; mas o diabo
terá sido apenas a projeção da sombra indutora que
eles carregavam no coração.

2. Que saibam que a maioria dos gays que surgem do


meio “religioso” são filhos desses pais severos em sua
obsessão com o tema.

3. Que todo tema único revela um estado de tara


apresentada como antítese do desejo enrustido.
Assim, ao odiarem os gays eles confessam um
desconforto que somente os tentados sofrem.

4. Que a única forma de combater o homossexualismo


(que é uma ideologia assim como a homofobia) é
apenas sendo natural com a sexualidade; pois, o que o
homossexualismo traumatizado procura para se
afirmar é justamente um bando de religiosos
homofóbicos.

5. Que todo homossexual tem que ser amado assim


como todo heterossexual; pois, Deus não faz acepção
de pessoas; nenhuma.

6. Que um gay tratado com respeito, na luz, pode até


não deixar de ser gay; mas jamais será um viado, uma
bicha louca, um travesti, ou um pederasta ou pedófilo.
Afinal, quem conhece sabe que por trás de todas as
plumas e paetês o que há é um pai tarado de raiva, e
um filho disposto a chocá-lo até onde for possível.

7. Que há gays; e outros que são doentes sexuais; assim


como há heterossexuais e outros que são tarados
sexuais. Portanto, a questão não é legislativa [até que
se torne um embate de violências mutuas], mas sim
de amor e misericórdia. Afinal, por que tem que ser
diferente?

Quanto aos gays [e homossexuais em geral] o que penso é o


seguinte:

1. Que ser gay não é normal; e, portanto, quem vive tal


condição deve ter o mesmo carinho pelo todo que
qualquer pessoa que sabe que seu estilo de vida não é
confortável para a maioria, deve ter; ou seja: andar
sem hipocrisia, porém, com modéstia e discrição.

2. Que é um direito cidadão de qualquer um ter e fazer a


escolha sexual que desejar. Porém, assim como sexo
se faz em lugares próprios, a pratica [gay] também
requer cautelas maiores; pois, gente madura não
deseja provocar desnecessariamente quem pensa e
sente diferente.

3. Que nenhum homofóbico se converterá à misericórdia


aos gays, se os gays não se converterem à
misericórdia para com os homofóbicos.

4. Que o ser gay com honestidade é uma coisa; mas que


o ser militante do homossexualismo é outra
completamente diferente; pois, o militante do
homossexualismo é um pregador à moda chata de um
pentecostal pregador de uma causa que não é natural;
já o gay é apenas um individuo dentro de um estado,
condição ou mesmo opção pessoal, mas nunca deve
entrar numa cruzada de divulgação ideológica de um
projeto. Ser gay não é projeto pra ninguém.

5. Que não existe a menor chance de dialogo entre as


partes [e nem mesmo é necessário; enquanto as
partes forem assim…]; porém, nesse caso, a melhor
comunicação é aquela feita pelo silencio da oração e
que se expressa por gestos de reverencia humana
mútua.

Quanto à lei que li e que se pretende oficializar se for


possível, até onde li rapidamente, ela não dá direito
especial nenhum aos gays, mas apenas impede que em
razão da condição sexual de quem quer que seja, haja
discriminação ou mesmo o uso de palavras acintosas.

Ora, eu creio que se fosse o inverso [ou seja: se a maioria


fosse heterofóbica], os que estivessem sendo objeto de
preconceito, desejariam os mesmo tratamento; assim como
[por, exemplo] os negros pediram, pedem, reivindicam, e
precisam obter.

Ser negro e ser gay não é a mesma coisa, diria um negro


homofóbico. Eu, porém, digo: o preconceito, no entanto,
mata do mesmo jeito.

Ora, tudo o que disse acima é apenas a expansão aplicada


do que Jesus disse:
“O que quereis que os homens vos façam, isto fazei
primeiro a eles”.

Jesus quebra esse carma diabólico mandando que o desejo


de respeito seja dado antes, a fim de estabelecer o padrão
de tratamento que se deseja receber.

Só mais uma coisa:

Os crentes em geral brigam essas brigas que nada têm a


ver com o Bom Combate, entre outras coisas, porque eles
crêem que a Bíblia é mais a Palavra de Deus do que Jesus.

Eles dizem que a Bíblia é a Palavra de Deus, e se alguém


disser que ela apenas contém a Palavra, tal pessoa vai para
a fogueira…

Todavia, assim fazendo, eles cometem um grande erro;


pois, nesse caso, como Jesus está contido entre as capas da
Bíblia, pela mesma lógica, Jesus não é a Palavra de Deus,
mas apenas está nela; ou seja: contido na Bíblia.

Ora, quando Jesus não é a Palavra de Deus Encarnada,


completa, explicada, aplicada e interpretada pelos Seus
atos e modos de ser — mas apenas o “centro” da Bíblia
[sendo a Bíblia a totalidade], o que se estabelece é isto:

Uma moça me escreve e me diz que se ficarmos só com o


que Jesus disse a gente fica com muito pouco.
Entretanto, se alguém disser que a Bíblia contém a Palavra,
pois, já não a é toda, tal pessoa [a que assim disser] será
por essa mesma moça [teóloga] execrada.

E por quê?

Ora, é que os evangélicos, por exemplo, não se satisfazem


com Jesus apenas; pois, em Jesus apenas, não há amparo
para todos os preconceitos e ações de natureza “Islâmica”
[no pior sentido] que eles [certos crentes] gostariam de
perpetrar como forma de poder e controle sobre os
“pecadores”.

Assim, para eles, a Bíblia é a Palavra de Deus [e isto é bom,


pois, sobra o Levitico para baixar o pau nos transgressores
sem poder]; e Jesus é o bom-bom; é a cerejinha.

Desse modo, Jesus é contido pela Palavra, mas não é a


Palavra; pois, caso o fosse, logo se saberia que desde Jesus
a Bíblia apenas contém a Palavra [o testemunho dos
apóstolos; e de Paulo; e do escritor de Hebreus; são mais
que explícitos a esse respeito]; e contém apenas naquilo
em que Jesus a tenha encarnado como espírito e prática; do
contrário, como diz Hebreus, caducou e caiu em
obsolescência.

Quem me achar herege, convide a Academia do Saber, e me


convide para o embate — eles não aparecerão!

Assim, o que digo tem a ver com Jesus; e, para mim Jesus
não é o Centro de nada; Ele é tudo.

Desse modo, o que penso sobre essa briga é ela é do diabo;


pois, o espírito dela é diabólico; e quem dela tira todo
proveito é aquele que faz os homens se tornarem inimigos
uns dos outros; posto que ele mesmo é homicida desde o
princípio; e todo aquele que odeia se faz seu filho.

Mas o que digo será severamente combatido; pois, quem


não tem o espírito serve no altar das letras da morte, e não
mediante a inscrição do Evangelho como amor, verdade,
misericórdia e graça no coração.

Aqui fico!

Um abraço, e obrigado pelo modo educado como perguntou.

Nele, em Quem dou minha opinião com a paz de que ela é


como Ele se mostrou ao mundo,

Caio

15/08/07

Manaus

AM

http://www.caiofabio.com/novo/caiofabio/pagina_conteudo.asp?CodigoPagina=034
2500004
CAUSA HOMOSSEXUAL X JUSTIÇA
DE DEUS! Marcelo Quintela

SOBRE A CAUSA HOMOSSEXUAL, A JUSTIÇA DE


DEUS E AS BANDEIRAS DA IGREJA

I
"Sobre a vida que não vivi;
Sobre a morte que não morri;
Sobre a morte de outro, a vida de outro,
Minha alma arrisco eternamente."

O inferno para qual mandam os homossexuais é o


mesmo no qual habitarão todos os chamados
"injustos", conforme I Coríntios 6 .

Sim, "não herdarão o Reino": os impuros (sabe aquele


pessoal que se contamina com tudo que sai de dentro
de si mesmo?), os adoradores de outros deuses (sejam
os que adoram as figuras do panteão católico ou hindu,
sejam os que idolatram Mamom - deus da mais
"afortunada" teologia evangélica), os adúlteros
(aqueles que mesmo "ao olharem para uma mulher
com intenção impura no coração já adulteraram com
ela"), além dos que roubam – os trapaceiros e
oportunistas, dos que maldizem despudoradamente,
dos que se embriagam e se entregam aos excessos, dos
que cobiçam e não repartem (melhor escrever assim,
porque o termo 'avarento' ninguém admite, ninguém o
é, até porque a avareza também cega a percepção de
quem só vê o umbigo...), e claro, puxando a fila, os
gays, lésbicas e simpatizantes! – numa verdadeira
marcha rumo à justa condenação!

O que a "Apologia Homocentrada" não percebe é que


essa relação de Paulo contém os "tipos existenciais"
presentes na sociedade de Corinto. Hoje, muito
provavelmente, o escritor inspirado incluiria pedófilos
e corruptos – execrados contemporâneos - no mesmo
time de praticantes da injustiça contra a alma humana
e contra a criação divina.
Sim, os coríntios são maquetes das doenças dos
homens. São arquétipos da Queda, eles são a escalação
da nossa feiúra. São símbolos de tudo que existe dentro
de nós, ao menos em potencial. E a igreja de Corinto é
uma representação do que acontece com a experiência
comunitária quando o direito ao juízo se arvora como
bandeira vergonhosa, quando o senso de justiça produz
personalidades melindradas e relações litigiosas entre
irmãos intolerantes, que para se proteger do dano
sofrido o devolvem num toma-lá-da-cá que só vai
aumentando. Quando o juízo triunfa, a beligerância
cresce, para desapontamento do apóstolo (Leia como
Paulo introduz o assunto dos "injustos sem herança"
desde o primeiro verso desse capítulo seis e você
entenderá tudo, se quiser).

Esses tais que o apóstolo descreve e adverte com


tiradas irônicas são os mesmos que ele chama de
"injustos", segundo o polêmico texto (Texto eleito
como um dos estandartes fundamentalistas contra o
ativismo gay, mas que podia muito bem também servir
para puxar o coro contra o individualismo pós-
moderno, por exemplo, pois os não-generosos estão no
mesmo barco paulino rumo à perdição!).

Bom... Tais in-justos... os não-justos... ficarão de fora


junto com "os cães, feiticeiros, os adúlteros, os
assassinos" e todo esse pessoal da pesada, conforme
acrescenta Apocalipse 22.

Injustos – segundo o espírito do Evangelho de Paulo -


são todos os que não foram justificados, pois justo
MESMO ninguém é... Não há UM sequer! Não é?

Os injustos são os que foram convidados para a Festa,


mas não quiseram ir. São também representados pelo
convidado que foi, mas não se vestiu da Justiça do
Anfitrião - achando que se bancava na "carteirada"!

Injusto, é quem não volta justificado para sua casa,


mesmo depois da oração-currículo-comparação (Lucas
18. 9-14).

Injusto é esse cara que dá graças a Deus de "não ser


como este outro!"

II - A Condenação Preventiva
Meus irmãos, não está claro que o versículo
selecionado como uma base legal para o julgamento
antecipado do mérito homossexual é o mesmo que nos
condena a todos - a não ser que TODOS se encontrem
"lavados... santificados... e justificados em nome do
Senhor Jesus, e pelo Espírito do nosso Deus"? –
conforme o mesmo texto?

Não sabem que todos pecaram e todos estão carentes


até que estejam sob cobertura do Sangue Daquele que
tira o pecado do mundo? Não percebem que ninguém
foi aprovado? Não percebem que somos todos nós
listados ali?

Amigos, eu não estou atenuando pecados, ao contrário,


estou expondo-os: Homossexuais precisam parar com
essa viadagem como eu preciso parar de mentir, de
enrolar, de brigar pelo poder, de idolatrar a grana, de
tirar do outro o que é dele ou cobiçar-lhe a mulher
gostosa!

É simples: Quem "olhou" para uma mulher é


merecedor do mesmo inferno que aqueles que se
deitaram com um homem!
Você não vê que o que Paulo está dizendo é que todos
nós estamos fora até que Alguém nos ponha para
dentro? Daí os injustos não herdarem o Reino; pois
"ninguém será justificado diante Dele" (Rm 3:20) com
justiça própria. E quem não é por Ele justificado,
morrerá em seus pecados.

Do ponto de vista do Evangelho, portanto, os justos


não são justos, eles são ímpios agora justificados. São
ramos enxertados, são filhos adotados, são ovelhas de
outro pasto, são salvos pelo "gongo": "Hoje mesmo
estarás comigo no Paraíso!!!"

Mas quem pode agüentar o escândalo de Amor que se


vislumbra nos encontros humanos com um Salvador
que justifica ímpios, embora não recompense
hipócritas??? Que "filho mais velho" ha de suportar as
"injustas" parábolas da Graça sem espernear, já que a
"felicidade" dele depende da não-aceitação do outro no
mesmo seio paterno, pois ele só se concebe justo e
merecedor do amor e da herança visto "nunca ter
transgredido um só dos mandamentos!" Segundo o filho
fundamentalista, felicidade maior do que ir para o céu,
e ir sem que "esse outro teu filho" vá! Em paralelo, os
"justos" da religião gozam com a condenação dos
"ímpios" que gozaram com a vida enquanto os
primeiros se reprimiam!

III - A conversão de Sodoma

Sim, mas nas narrativas dos evangelhos tais "ímpios"


salvos se arrependeram, irmão Marcelo? - alguém dirá.

É verdade! A questão não é essa.


A questão é: Como se arrependeram? Qual a jornada
rumo ao arrependimento empreendida por publicanos,
meretrizes e pecadores que O cercavam?
Faça um exercício de mínima acuidade textual... Volta
lá e procura uma única narrativa na qual eles se
arrependeram antes de terem sido amados, antes de
terem sido alvejados pelo Amor Incondicional do Deus
Encarnado, antes de terem sido por Ele acolhidos,
reconciliados, chamados e servidos! Sim, mostra um
único texto onde Ele não nos amou primeiro! Mostra
um!

"Eu não me arrependo para ser perdoado, eu me


arrependo porque fui perdoado!" O arrependimento
só se faz possível porque há perdão disponível! Isso é
claro como a luz do sol, mas quem pode olhar para ele?

Quem, em "sã" consciência religiosa, pode suportar tal


"heresia"?

É por isso que as próximas manifestações do Amor de


Deus na Terra serão clandestinas à igreja que O
representa! O Evangelho crescerá à margem porque a
igreja provou-se excessivamente "justa": Quando
chama, ameaça; quando recebe, segrega; quando
converte, clona; e quando santifica, infla o indivíduo de
si próprio! Daí cruzarem os mares para fazer um
prosélito e o tornarem duas vezes mais merecedor do
inferno; pois agora ao pecado comportamental juntou-
se o cinismo e a hipocrisia religiosa!

Dessa forma, percebo com pesar que aqueles que


mandam descer fogo do céu sobre os homossexuais não
sabem de que espírito são!

O Filho do Homem veio salvar, ainda. Veio buscar a


mim e a eles, visto sermos todos iguais. Os segredos dos
corações dos homens ainda não foram revelados e a
História ainda não acabou; contudo a "igreja" impôs-
se a incumbência de passar o restante dela julgando
preventivamente, querendo administrar o caos,
nominar-se trigo, classificar o joio, organizar a Queda.

Sinceramente, penso que a cristandade segue


aperfeiçoando sua "herança romano-puritana" de
domar genitálias alheias, como quem circuncida
gentios para apresentá-los diante da Santa Grei em
Jerusalém, a fim de torná-los palatáveis dentro de
nossas Sinagogas Cristãs...

Mas Deus não precisa da igreja. Aleluia! Deus não é


doido!

O fator Melquisedeque está em operação: zaqueus,


levis, madalenas, pedros, ladrões e até nicodemos da
vida são atraídos pelo Perdão que dá herança nos Céus
e não pela ameaça do fogo do Inferno.

Jesus não faz a Pedagogia do Terror! E toda vez que se


aproxima dela e na direção do pessoal da "carteirada"
ou é para dizer que haverá menor juízo para sodomitas
do que para as cidades abrâmicas que testemunharam
o amor de Deus e não se curvaram sobre Seus pés e
nem O lavaram com lágrimas! Porque se aqueles des-
graçados de Gomorra tivessem tido a experiência da
Dádiva desmedida em Jesus, há muito já teriam se
convertido!!!!

Então, saibam todos: milagres serão realizados em


Sodoma, sinais acontecerão em Gomorra! E então virá
o fim!

Aí muitos e muitos e muitos virão do Ocidente e do


Oriente e sentar-se-ão à Mesa com Abraão, Isaque e
Jacó!!!

IV - Nossa Bandeira também tem muitas cores!

E se eu e você quisermos participar desse


derramamento do Espírito sobre toda carne, é melhor
mudar o coração; e ao contrário de sair em defesa de
Deus por que não sair às ruas com Deus?

Proponho o fim de toda bandeira cristã! Alguém já


disse que aqueles que estão crucificados não têm mãos
disponíveis para levantar bandeiras!

Não temos bandeiras a não ser o Evangelho!

Nossa bandeira é a Reconciliação. Esse é nosso


ministério, isto é, "Deus estava em Cristo reconciliando
consigo mesmo o mundo, não imputando aos homens os
seus pecados, e nos confiou a Palavra da Reconciliação.
De modo que somos Embaixadores da parte de Cristo,
como se Deus por nós rogasse ao mundo...: Reconciliem-
se comigo! [Isso é possível, porque]... Aquele que não
conheceu pecado, Ele o fez pecado por nós, para que
Nele fôssemos feitos justiça de Deus!"
Quem entendeu, entendeu; quem não entendeu,
distorça tudo!

"... o Seu estandarte sobre mim é o amor!" Cantares 2.4

V - A Embaixada da Reconciliação e a Utopia do


Evangelho

Sugiro mudar a pauta, então. Mudar o tom. Mudar o


discurso. Abaixar as mãos. Todos fomos flagrados em
falta!

Sugiro, então, o abraço ao diferente, a amor ao


"torto", o acolhimento do equivocado, a inclusão da
turba marginalizada em quase dois mil anos de uma
igreja preocupada em fazer justiça. Nem a gente se
agüenta mais... Vamos virar a página!

Sugiro que os mais des-graçados sejam os mais


abraçados!
Sugiro que larguemos as pedras da intolerância e a
linguagem da ufania!
Sugiro que pitbulls da severidade e poodles raivosos
abandonem a arena...
Sugiro que o ranger dos dentes ativistas dê lugar a um
simples sorriso de paz!
Sugiro que ao corpo se dê um pouco mais de alma!
Sugiro a Calma.

Sugiro o final do juízo até que ele comece.


Suplico que os discípulos de Jesus sigam Jesus!
E não per-sigam seus semelhantes tão distintamente
semelhantes.
E amem o mundo até o limite do insuportável!
E amem o mundo até o mundo odiar o amor!
E amem o mundo até brilhar o SOL DA JUSTIÇA! - A
"justiça" que vem pela fé no Filho de Deus!

Arrisquem-se, pelo Amor de Deus!

Vamos precisar de todo mundo!

Amar não nos tornará cúmplices de ninguém e de


nada!

Deus é amor!

"(...) toda Terra se encherá da Glória do Senhor, como


as águas cobrem o mar.
Naquele dia, as nações perguntarão pela raiz de Jessé,
posta por Estandarte dos Povos, e o lugar do seu repouso
será glorioso!" Isaías 11.9-10
Primavera de 2007
Marcelo Quintela

"A gente espera do mundo e o mundo espera de nós um


pouco mais de paciência!"
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