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UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA – UNEB

AUTORIZAÇÃO: DECRETO Nº92937/86, DOU 18.07.86 - RECONHECIMENTO: PORTARIA


Nº909/95, DOU 01.08.95

Reitor
Prof. Lourisvaldo Valentim da Silva

Vice-Reitora
Profª. Amélia Tereza Santa Rosa Maraux

Chefe de Gabinete
Profª. Lídia Boaventura Pimenta

Pró-Reitor de Ensino de Graduação


Prof. José Bites de Carvalho

Pró-Reitor de Pesquisa e Ensino de Pós Graduação


Prof. José Cláudio Rocha

Pró-Reitor de Administração
José Durval Uzêda Filho

Pró-Reitor de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas


Prof. Marcelo Duarte Dantas de Ávila

Pró-Reitora de Extensão
Profª. Adriana dos Santos Marmori Lima

Pró-Reitor de Assistência Estudantil


Prof. Paulo José Gonçalves de Souza

Pró-Reitor de Planejamento
Prof. Luis Paulo Almeida Neiva

Assessoria Especial
Prof. Luiz Carlos dos Santos
Prof. Wilson Roberto de Mattos
Profª Zita Maria Farias Gomes Guimarães

Procurador Chefe
Eduardo Lessa Guimarães

Chefe da Unidade de desenvolvimento Organizacional


Prof. Djalma Fiúza Almeida

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Ficha Catalográfica

Suzart, Hebert A.

Manual Docente 2010 / Hebert Augusto Suzart; Ricardo Neves


da Silva – Salvador: UNEB. Salvador. 2010. 36 p.

Universidade do Estado da Bahia. Pró-Reitoria de Gestão e


Desenvolvimento de Pessoas.

1. Docente. 2. Manual. I. Título

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APRESENTAÇÃO

Ilustre Professor(a)

Este Manual foi elaborado com a finalidade de lhes apresentar a


Universidade do Estado da Bahia (UNEB); seus órgãos, os
procedimentos administrativos, direitos, deveres e outras
informações valiosas, fundamentadas nas normas e atos oficiais, de
maneira especial nas suas leis maiores – o Estatuto e o Regimento
Geral da Universidade.

Esperamos que este instrumento de orientação pedagógica, técnica e


administrativa, alcance o objetivo para o qual se propõe e possa
estabelecer, a partir de agora, uma rede de comunicação e facilitação
entre nós, com vistas a uma gestão profícua e de excelência.

É com imenso prazer que os recebemos para esse momento de


partilha do conhecimento e de construção da nossa Universidade – a
maior instituição multicampi de ensino superior do Nordeste e Norte
do Brasil.

Pró-Reitoria de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas (PGDP)

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SUMÁRIO

A INSTITUIÇÃO

I. ESTRUTURA ORGANIZACIONAL
ÓRGÃOS DA ADMINISTRAÇÃO SUPERIOR. 9

ÓRGÃO DA ADMINISTRAÇÃO SETORIAL. 12

Departamentos. 12

Colegiados. 12

ÓRGÃO SUPLEMENTARES. 13

ÓRGÃOS DE APOIO ADMINISTRATIVO.14

II - ROTINAS ADMINISTRATIVAS
A POSSE. 15

ESTÁGIO PROBATÓRIO. 15

PROMOÇÃO FUNCIONAL DOCENTE. 17

PROGRESSÃO FUNCIONAL DOCENTE. 18

MOVIMENTAÇÃO/ REMOÇÃO DOCENTE. 19

INDICAÇÃO DOCENTE. 20

COOPERAÇÃO INTERDEPARTAMENTAL. 20

EXONERAÇÃO. 21

III - DIREITOS
ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO. 22

ADICIONAL DE INSALUBRIDADE,

DE PERICULOSIDADE OU DE ATIVIDADES PENOSAS. 23

ADICIONAL NOTURNO. 23

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FÉRIAS. 24

IV – LICENÇAS
LICENÇA PRÊMIO. 24

LICENÇA PARA TRATAR DE INTERESSE PARTICULAR. 26

LICENÇA POR MOTIVO

DE DOENÇA EM PESSOAS DA FAMÍLIA. 26

LICENÇA POR MOTIVO DE AFASTAMENTO DO CÔNJUGE. 27

LICENÇA PARA CONCORRER A MANDATO

ELETIVO OU PARA EXERCER CARGO ELETIVO. 28

AFASTAMENTOS ESPECÍFICOS DOS DOCENTES. 29

LICENÇA PARA TRATAMENTO DE SAÚDE. 31

LICENÇA À GESTANTE. 32

LICENÇA À ADOTANTE. 33

V - ACUMULAÇÃO DE CARGOS

VI - AUSÊNCIAS JUSTIFICADAS

VII - ALGUNS DEVERES DO DOCENTE

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A INSTITUIÇÃO

A Universidade do Estado da Bahia (UNEB), criada pela Lei Delegada


n.º 66, de 1º de junho de 1983, reconhecida pela Portaria Ministerial
n.º 909, de 31 de julho de 1995, reestruturada pela Lei Estadual n.º
7176, de 10 de setembro de 1997, é uma Instituição autárquica de
regime especial, de ensino, pesquisa e extensão, organizada sob o
modelo multicampi, administrada de forma descentralizada, em um
sistema de organização binário, está vinculada à Secretaria da
Educação do Estado da Bahia, com sede e foro na Cidade do Salvador
e jurisdição em todo o Território baiano.

A UNEB tem como missão a produção, difusão, socialização e


aplicação do conhecimento nas diversas áreas do saber com vistas à
formação integral do cidadão, o desenvolvimento das potencialidades
econômicas, tecnológicas, sociais, culturais, artísticas e literárias da
comunidade baiana, tendo como base os princípios da ética, da
democracia, das ações afirmativas, da justiça social e demais
princípios que regem o serviço público e as instituições brasileiras.

A Universidade do Estado da Bahia, presente em todas as regiões do


Estado, possui 29 departamentos sediados na capital e em 23 centros
regionais:

CAMPUS I – SALVADOR CAMPUS III – JUAZEIRO


Departamento de Ciências da Departamento de Ciências
Vida - DCV Humanas – DCH
Departamento de Ciências Departamento de Tecnologia e
Exatas e da Terra – DCET Ciências Sociais – DTCS
Departamento de Ciências
Humanas – DCH CAMPUS IV – JACOBINA
Departamento de Educação – Departamento de Ciências
DEDC Humanas – DCH

CAMPUS II – ALAGOINHAS CAMPUS V – SANTO


Departamento de Ciências ANTÔNIO DE JESUS
Exatas e da Terra – DCET Departamento de Ciências
Departamento de Educação – Humanas – DCH
DEDC

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CAMPUS VI – CAETITÉ CAMPUS XVI – IRECÊ
Departamento de Ciências Departamento de Ciências
Humanas Humanas e Tecnológicas –
DCHT
CAMPUS VII – SENHOR DO
BONFIM CAMPUS XVII – BOM JESUS
Departamento de Educação – DA LAPA
DEDC Departamento de Ciências
Humanas e
CAMPUS VIII – PAULO Tecnológicas – DCHT
AFONSO
Departamento de Educação – CAMPUS XVIII – EUNÁPOLIS
DEDC Departamento de Ciências
Humanas e Tecnológicas –
CAMPUS IX – BARREIRAS DCHT
Departamento de Ciências
Humanas – DCH CAMPUS XIX – CAMAÇARI
Departamento de Ciências
CAMPUS X – TEIXEIRA DE Humanas e
FREITAS Tecnológicas – DCHT
Departamento de Educação –
DEDC CAMPUS XX – BRUMADO
Departamento de Ciências
CAMPUS XI – SERRINHA Humanas e Tecnológicas –
Departamento de Educação – DCHT
DEDC
CAMPUS XXI – IPIAÚ
CAMPUS XII – GUANAMBI Departamento de Ciências
Departamento de Educação – Humanas e Tecnológicas –
DEDC DCHT

CAMPUS XIII – ITABERABA CAMPUS XXII – EUCLIDES


Departamento de Educação – DA CUNHA
DEDC Departamento de Ciências
Humanas e Tecnológicas – DCH
CAMPUS XIV – CONCEIÇÃO
DO COITÉ CAMPUS XXIII – SEABRA
Departamento de Educação – Departamento de Ciências
DEDC Humanas e Tecnológicas –
DCHT
CAMPUS XV – VALENÇA
Departamento de Educação – CAMPUS XXIV – XIQUE-
DEDC XIQUE
Departamento de Ciências
Humanas e Tecnológicas –
DCHT

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I - ESTRUTURA ORGANIZACIONAL

São órgãos que compreendem a sua administração:

1 - Órgãos de administração superior

2 - Órgãos de administração setorial

3 - Órgãos suplementares

4 - Órgãos de apoio administrativo

1 - ÓRGÃOS DA ADMINISTRAÇÃO SUPERIOR:

A) CONSU - Órgão máximo de deliberação é responsável por


formular, com prioridade, a política universitária, definir as práticas
gerais das áreas acadêmicas e administrativas, funcionando como
instância revisora, em grau de recurso, das deliberações relativas ao
âmbito da sua competência.

B) CONSEPE - Órgão consultivo e deliberativo que tem como função


definir a organização e funcionamento da área acadêmica quanto aos
aspectos técnicos, didáticos e científicos, com funções indissociáveis
nas áreas de ensino, pesquisa e extensão, em conjunto com os
órgãos de administração superior e setorial da Universidade.

C) CONSAD - Órgão colegiado de administração e fiscalização


econômico-financeira da Universidade, incumbido de assegurar o
regular funcionamento da entidade.

D) REITORIA - Órgão executivo da administração superior da


Universidade, responsável pelo planejamento, coordenação,
supervisão, avaliação e controle da Universidade, é exercida pelo
Reitor, tendo o Vice-Reitor seu substituto.

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Compõem a Reitoria os seguintes órgãos:

Gabinete do Reitor – órgão da estrutura da Reitoria,


responsável pela articulação interna e externa das ações do
Reitor da Universidade, assessorando-o e executando as
atribuições inerentes ao seu regular funcionamento.

Vice-Reitoria - órgão de co-gestão universitária, integrante da


estrutura da Reitoria com atribuições delegadas pelo Reitor,
observadas as disposições estatutárias. Tem por competência
substituir o Reitor nas suas ausências.

Pró-Reitoria de Ensino de Graduação (PROGRAD) - órgão


da Administração Superior da Universidade, responsável pelo
gerenciamento, assessoramento, acompanhamento, execução e
avaliação das ações relacionadas com o ensino de graduação e
dos cursos seqüenciais.

Pró-Reitoria de Pesquisa e Ensino de Pós-Graduação


(PPG) - órgão da Administração Superior da Universidade
responsável pelo gerenciamento, assessoramento,
acompanhamento e avaliação das ações relacionadas à
pesquisa e ao ensino de pós-graduação, no âmbito da
Universidade.

Pró-Reitoria de Extensão (PROEX) - órgão da Administração


Superior da Universidade responsável pelo gerenciamento,
assessoramento, acompanhamento e avaliação das ações
relacionadas com as funções sociais, culturais e artísticas de
natureza extensionista da Universidade, integradas às
atividades de ensino, a pesquisa e a extensão.

Pró-Reitoria de Assistência Estudantil (PRAES) - órgão da


administração Superior da Universidade, responsável pelo
planejamento, gerenciamento, assessoramento, execução
acompanhamento, controle e avaliação da política institucional
e ações relacionadas à assistência estudantil, em articulação
com as representações estudantis, com os Departamentos, com
as pró-reitorias e demais órgãos da Universidade.

Pró-Reitoria de Planejamento (PROPLAN) - órgão técnico


da Administração Superior da Universidade, responsável pelo
planejamento, programação, orçamento, acompanhamento e
avaliação dos planos global e setorial da Universidade.

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Pró-Reitoria de Administração (PROAD) - órgão da
Administração Superior da Universidade, responsável pelo
assessoramento técnico-administrativo tendo por finalidade
planejar, gerenciar, executar e controlar as atividades de
administração geral, financeira, orçamentária, patrimonial e
contábil da Universidade do Estado da Bahia.

Pró-Reitoria de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas


(PGDP) - órgão da Administração Superior da Universidade
que tem por finalidade planejar, gerenciar, executar,
acompanhar e controlar as atividades de gestão e
desenvolvimento de recursos humanos.

Unidade de Desenvolvimento Organizacional (UDO) -


órgão da Administração Superior da Universidade, responsável
pelo planejamento, assessoramento, acompanhamento,
execução e avaliação das ações relacionadas ao
desenvolvimento e organização institucional.

Assessoria Especial - instância da Reitoria, responsável pela


assistência ao Reitor para o alcance da finalidade institucional.

Procuradoria Jurídica (PROJUR) - órgão da Administração


Superior da Universidade, responsável pela representação
judicial, extrajudicial e prestação de assessoramento e
assistência jurídica à Instituição.

Ouvidoria - órgão integrado à Reitoria, na acepção


administrativa, e à Ouvidoria Geral do Estado, no que concerne
aos aspectos técnicos, com a incumbência de receber
denúncias, críticas, sugestões dos usuários e demais cidadãos,
encaminhando-as ao dirigente máximo da Universidade e aos
órgãos competentes, para análise e adoção de medidas
cabíveis, bem como prestando esclarecimentos, quando
acionada.

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2 - ÓRGÃOS DA ADMINISTRAÇÃO SETORIAL:

A) DEPARTAMENTO - órgão da Administração Setorial, pertence à


estrutura universitária, que congrega docentes, técnico-
administrativos e discentes, sendo responsável pelo planejamento,
execução, avaliação das atividades didático-científicas e
administrativas, gozando de autonomia nos limites de sua
competência.

B) COLEGIADO DE CURSO - órgão da administração setorial,


responsável pela coordenação didático-pedagógica dos cursos de
graduação e dos programas de pós-graduação. Funciona de acordo
com a natureza do curso, no exercício do controle acadêmico e da
integralização curricular do seu corpo discente, sempre articulado
com o departamento, no planejamento, execução e avaliação das
atividades acadêmicas com os núcleos de ensino, pesquisa e
extensão, com o conselho de ensino, pesquisa e extensão, com a
coordenação acadêmica do departamento e com as pró-reitorias
acadêmicas.

Compete aos Colegiados:

Elaborar o projeto pedagógico do curso;

Orientar, coordenar e supervisionar as atividades didático-


pedagógicas, bem como, propor e recomendar modificações
nas diretrizes gerais dos programas didáticos do curso;

Propor ao CONSEPE reformulações curriculares;

Acompanhar e avaliar a execução do currículo do curso;

Identificar e aplicar estratégias de melhoria da qualidade do


curso;

Aperfeiçoar o fluxo curricular com vistas a uma orientação mais


adequada do alunado;

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Estabelecer a política de oferta de disciplinas, adequada à
realização do estágio, em comum acordo com a comissão
orientadora de estágio;

Indicar docentes para compor Bancas de Concurso e Seleção


Docente, na forma prevista na Lei e nas Normas da
Universidade;

Propor intercâmbio, substituição ou treinamento de professores


ou providências de outra natureza, necessárias à melhoria da
qualidade do ensino ministrado;

Organizar e divulgar a relação da oferta de disciplinas do curso,


correspondente a cada semestre letivo.

3. ÓRGÃOS SUPLEMENTARES
São órgãos que prestam apoio institucional, vinculados à Reitoria, às
Pró-Reitorias, os Departamentos ou a Unidade de Desenvolvimento
Organizacional. Esses órgãos deverão contemplar ações articuladas
com os Departamentos e Colegiados com o objetivo de potencializar
atividades de Ensino, Pesquisa e Extensão.

São eles:

Arquivo Central;

Biblioteca Central;

Centro de estudos de Direito Educacional;

Centro de Estudos das Populações Afro-Indo-Americanas;

Centro de Estudos Euclides da Cunha;

Editora UNEB;

Museu de Ciência e Tecnologia;

Prefeitura do campus;

Serviço Médico Odontológico e Social;

Núcleo Central de Ética e Cidadania;

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Núcleo de Estudos Canadenses;

Núcleo de Estudos da America Latina;

Núcleo de Estudos Hispânicos;

Núcleo de Estudos Italianos;

Núcleo de Estudos Japoneses.

4. ÓRGÃOS DE APOIO ADMINISTRATIVO


Foram criados como desdobramentos de órgãos executivos para
permitir o apoio logístico necessário ao seu funcionamento.

Os órgãos de apoio administrativo serão definidos nos regimentos


internos dos órgãos executivos da Administração Superior e
Administração Setorial.

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II - ROTINAS ADMINISTRATIVAS

A POSSE – É a investidura em cargo público, ou seja, aceitação


expressa das atribuições, deveres e responsabilidades inerentes ao
cargo público, com o compromisso de bem servir, sendo formalizada
com a assinatura de termo pela autoridade competente e pelo
empossando desde sejam satisfeitos para a investidura os requisitos
estabelecidos em lei.

1 - ESTÁGIO PROBATÓRIO – É a avaliação que o servidor de cargo


efetivo se submete para verificar se ele se estabilizará ou não no
serviço público. Ao entrar em exercício, o servidor nomeado para o
cargo de provimento permanente ficará sujeito a estágio probatório
por um período de 03 (três) anos, no qual a sua aptidão e capacidade
serão pontos fundamentais para desempenhar suas atribuições
funcionais.

Critérios de avaliação

 Assiduidade: a presença do servidor no local de trabalho


dentro do horário estabelecido para o expediente da unidade;
 Disciplina: a observância sistemática aos regulamentos e às
normas emanadas das autoridades competentes;
 Capacidade de iniciativa: a habilidade do servidor em adotar
providências em situações não definidas pela chefia ou não
previstas nos manuais ou normas de serviço;
 Produtividade: a quantidade de trabalhos realizados num
intervalo de tempo razoável que atenda satisfatoriamente à
demanda do serviço;
 Responsabilidade: o comprometimento do servidor com as
suas tarefas, com as metas estabelecidas pelo órgão ou
entidade e com o bom conceito da administração pública do
Estado.

A tarefa de conferir a aptidão e capacidade do docente para o


exercício do cargo será feita por uma Comissão de Estagio Probatório,

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instituída por ato do dirigente da unidade sendo integrada por três
(03) docentes estáveis, de nível hierárquico não inferior ao do
servidor avaliado, cabendo-lhe:

 Apreciar as avaliações do docente, feitas semestralmente pela


comissão, com base nos elementos informativos pertinentes à
sua atuação funcional;
 Julgar, em grau de recurso, a avaliação semestral feita pela
comissão do docente.
 As avaliações semestrais serão feitas pela comissão do docente,
devendo ser indicados os elementos de convicção e a prova dos
fatos narrados na avaliação.

Quanto à interrupção do estágio probatório


O afastamento do exercício funcional, que interrompa a avaliação do
desempenho do servidor, implicará suspensão do estágio probatório,
cujo prazo terá a sua contagem retomada, a partir do término do
impedimento.

Não se considerará suspenso o estágio probatório nos afastamentos


decorrentes de:

Férias;
Participação em programa de treinamento regularmente
instituído;
Participação em júri e outros serviços obrigatórios por lei;
Ausências ao serviço por motivo de doação de sangue,
alistamento eleitoral, casamento ou luto, na forma prevista no
art. 113, incisos I a III, da Lei nº 6.677/94.
Exercício de cargo em comissão de Direção ou Assessoramento
Superior em órgão ou entidade do Poder Executivo Estadual,
cujas atribuições guardem correlação com as do cargo efetivo
para o qual foi o servidor aprovado em concurso público.
Se o exercício do cargo em comissão ou de direção ocorrer em
outro órgão ou entidade, as avaliações periódicas de
desempenho, realizadas na forma do parágrafo precedente,
deverão ser remetidas ao órgão de origem do servidor.

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2 - PROMOÇÃO FUNCIONAL DOCENTE - Representa o avanço do
docente de uma classe para outra:

A - Professor auxiliar para professor assistente;


B - Professor auxiliar para professor adjunto;
C - Professor assistente para professor adjunto;
D - Professor adjunto para professor titular;
E - Professor titular para professor pleno.
Não há período determinado para solicitação da promoção. A partir
da Resolução nº 395/2006, ficou estabelecido que a solicitação, de
promoção funcional, pode ser feita a qualquer tempo pelo docente,
desde que sejam atendidas as condições indispensáveis para a
solicitação:

- Existência de vaga na classe pretendida e de recurso


orçamentário, além de outras exigências previstas em Lei.

- Encaminhamento de processo devidamente instruído, com os


seguintes documentos:

 Requerimento do interessado;

 Memorial descritivo acompanhado do curriculum vitae


comprovado;

 Ato da direção do Departamento, constituindo a


banca examinadora;

 Parecer conclusivo da banca examinadora e ata da


defesa pública pelo candidato quando se tratar de
promoção para professor titular e pleno;

 Certidão de ata do conselho departamental,


constando a aprovação do parecer emitido pela banca
examinadora.

 Comprovação da classe e titulação dos membros da


banca examinadora.

Quando se tratar de mudança de classe, o docente deve


apresentar os documentos listados, respectivamente:

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A - Professor auxiliar para professor Assistente.

 Apresentar o titulo de mestre

B - Professor auxiliar para professor adjunto.

 Apresentar título de doutor

C - Professor assistente para professor adjunto.

 Apresentar título de doutor

D - Professor adjunto para professor titular.

 Apresentar título de doutor e observar a permanência


como docente por, pelo menos, 02(dois) anos no nível “B”
da classe de professor adjunto; e

 Defesa publica de trabalho cientifico, demonstrando a


linha de pesquisa feita pelo docente.

E - Professor titular para professor pleno.

 Apresentar título de doutor e observar a permanência do


docente por, pelo menos, 02(dois) anos no nível “B” da
classe de professor titular; e
 Defesa pública de trabalho cientifico original,
demonstrando a consolidação da linha de pesquisa do
docente.

3 - PROGRESSÃO FUNCIONAL DOCENTE - Representa o avanço


de um nível para outro e poderá ser solicitada pelo docente, dentro
de uma mesma classe, atendido o requisito de interstício mínimo de
02 (dois) anos no nível “A”.

Assim como estabeleceu as classes na carreira do magistério, o


Estatuto do Magistério Superior também estabeleceu 02 (dois) níveis
em cada classe “A” e “B”, exceto a de professor pleno.

O pedido de progressão pode ser feito, a partir do momento em que


o docente completar o segundo ano no nível “A”; e o processo deve

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ser instruindo apenas com o requerimento. O docente interessado
deve solicitar ao seu Departamento de lotação e aguardar a análise e
a homologação do pedido.

4 – MOVIMENTAÇÃO DOCENTE – Saída do docente de um


departamento para outro, da mesma universidade. A cada ano letivo,
os prazos para a movimentação são definidos. Dentro do período
determinado, o docente dá entrada na solicitação e encaminha à
PGDP, com os pareceres dos Departamentos envolvidos na sua
movimentação.

4 - REMOÇÃO DOCENTE – Trata da saída do docente de uma


universidade para outra, e o pedido de remoção pode ser feito a
qualquer tempo pelo docente, desde que as normas da instituição
sejam respeitadas.

Os processos de movimentação ou de remoção devem ser instruidos


com os seguintes documentos:

 Requerimento do interessado, acompanhado de justificativa;

 Parecer do Conselho de Departamento; e

 Atestado de vaga, na classe a ser ocupada pelo requerente,


emitido pelo Departamento pretendido para a movimentação ou
pela outra instituição de ensino superior, no caso de remoção.

Mais esclarecimentos com relação a rotinas de


processos

1 - COMO O DOCENTE DEVE PROCEDER NOS CASOS DE


MOVIMENTAÇÃO E DE REMOÇÃO?

No caso de movimentação

Encaminhar o pedido ao seu Departamento de lotação,


aguardar aprovação pelos Conselhos dos Departamentos

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envolvidos (tanto do Departamento de lotação quanto do
pretendido para a movimentação) e aguardar homologação
pelo Reitor.

No caso de remoção

O pedido deve tramitar entre as duas instituições de ensino


superior e, somente após a aprovação dos Conselhos de
Departamento, apreciação da PGDP das Instituições
envolvidas e aprovação final dos Reitores, o pleito será
encaminhado para ser homologado pelo Secretário de
Educação.

2 - O QUE É INDICAÇÃO DOCENTE?

É a solicitação encaminhada com a finalidade de indicar o docente


para ensinar matérias/disciplinas diferentes daquelas para as quais
ele concorreu e foi aprovado, no Concurso/Seleção a que se
submeteu.

Neste caso, a solicitação pode ser feita a qualquer tempo pelo


docente, mas somente após autorização do CONSEPE, ele pode
ensinar as matérias/disciplinas indicadas.

A solicitação deve vir acompanhada dos seguintes documentos:

 Requerimento do interessado;

 Curriculum Vitae;

 Cópia do diploma de graduação e históricos escolares;

 Cópia do diploma de pós-graduação e históricos escolares.

3 – O QUE É COOPERAÇÃO INTERDEPARTAMENTAL?

Cooperação interdepartamental compreende a solicitação de


atividade de auxilio docente entre os Departamentos da UNEB,
especificamente nas atividades de ensino.

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4 - COMO SE REALIZA A COOPERAÇÃO?

Um Departamento solicita a outro Departamento e, somente após


apreciação e deliberação favorável emitida pelo Conselho do
Colegiado de Curso, a que o docente indicado para a cooperação
estiver vinculado, o pedido será encaminhado à PROGRAD. Considere
que, para efeito de pagamento ao docente cooperador, na forma de
aulas extras, este deverá estar atuando no seu Departamento de
lotação com a carga horária nas atividades de ensino compatível com
o seu regime de trabalho.

 A solicitação, mesmo não tendo prazo estabelecido em


Calendário Acadêmico, deve ser feita antes do início do
semestre letivo, para que seja garantido a integralização do
componente curricular.

O pedido de cooperação interdepartamental deve estar instruído com


os seguintes documentos:

 Memorando do Departamento solicitante;

 Parecer do Colegiado do Curso no qual o docente irá cooperar,


indicando o componente curricular e a justificativa para a
cooperação;

 PIT do docente devidamente validado pelo Diretor do


Departamento;

 Parecer do docente constando a sua anuência para


cooperar;

 Autorização do Departamento de lotação do docente


cooperador através de Certidão de Ata do Conselho de
Departamento.

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5 – COM RELAÇÃO À EXONERAÇÃO: O QUE DEVE CONSTAR NO
PROCESSO? QUANDO ENCAMINHAR? E PARA QUEM?

 No processo de exoneração deve constar o requerimento do


interessado acompanhado de justificativa e parecer da Direção
do Departamento.

 Não há período determinado para pedido dessa natureza.


Porém, na análise do pleito, o Departamento deve refletir sobre
a possibilidade de conclusão das atividades acadêmicas
desenvolvidas pelo docente a fim de evitar prejuízo aos
discentes.

 O docente solicita a exoneração ao seu Departamento de


lotação e este, após apreciação e deliberação, encaminha à
PGDP, para posterior encaminhamento ao Gabinete da Reitoria
para ser homologado pelo Reitor.

III – VANTAGENS

1 - ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO - Valor correspondente


a 1% do salário base, por cada ano de serviço, pago ao servidor a
partir do quinto ano de efetivo exercício.

O servidor que completar cinco anos de efetivo exercício tem


direito a 5% do adicional. Daí por diante esse percentual é
aumentado em 1% no mês imediato a aquele em que
completar mais um anuênio. A primeira concessão ou a
concessão do aumento do percentual é feita automaticamente
sem precisar ser requerida.

Para efeito desse adicional, considera-se o tempo de serviço


prestado, sob regime estatutário ou celetista, à administração
pública direta ou indireta, federal, estadual, municipal e do
distrito federal.

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O percentual incide sobre o vencimento básico. Não é
considerada qualquer outra parcela, ainda que incorporada ao
vencimento, salvo se alguma lei específica dispuser em
contrário. A implantação do adicional por tempo de serviço é
sempre automática.

2 - ADICIONAL DE INSALUBRIDADE, PERICULOSIDADE E


ATIVIDADES PENOSAS – Este adicional é pago ao servidor que
exerca as suas atividades em condições consideradas nocivas à
saúde, de risco e de caráter penoso.

A caracterização dessas atividades depende de pericia realizada


pelo órgão competente.

O referido adicional incide sobre o vencimento básico e o


servidor somente tem direito enquanto permanecerem as
condições adversas. Se tais condições forem neutralizadas
perde-se o direito ao adicional.

Durante o período de gestação e amamentação, a servidora é


obrigatoriamente afastada do exercício de atividades
insalubres, perigosas ou penosas.

Para pleiteiar o adcional de insalubridade/periculosidade, o


servidor deve preencher o Requerimento e dar entrada no
protocolo.

3 - ADICIONAL NOTURNO - Adicional pago por cada hora de


serviço prestado no período compreendido entre as 22h de um dia e
às 5h do dia seguinte.

É importante saber que, todo servidor que presta serviços


nesse horário tem direito ao adicional, ainda, que desde o
inicio, tenha sido admitido para trabalhar nessa jornada. O
valor dessa hora noturna é sempre acrescido em 50%.

Cabe ao departamento, no qual o professor é lotado, solicitar o


pagamento.

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4 – FÉRIAS – É direito do servidor o descanso físico e mental, sem
prejuízo de sua remuneração.

Todo servidor deve saber que:

 Tem direito a férias, após cada ano de efetivo exercício da


função.

 A duração das férias obedece à seguinte proporção:

Trinta dias se foram cometidas ate cinco faltas.

Vinte e quatro dias caso tenha cometido de 6 a 14 faltas

Dezoito dias se cometeu de 15 a 23 faltas

Doze dias se cometeu de 24 a 32 faltas.

 As faltas abonadas não interferem ou reduzem as férias, se


faltou mais de 32 dias.

 O servidor perde o direito a férias se faltou mais de 32 dias,


caso não tenham sido abonadas.

 O servidor tem direito ao pagamento adicional de 1/3 da sua


remuneração no mês de férias.

 O adicional de 1/3 deve ser pago no mês anterior ao gozo das


férias.

 Cabe ao servidor indicar, na escala de férias, o período de


afastamento, ou requerer as férias com a antecedência de até
30 (trinta) dias do seu inicio.

IV – LICENÇAS

1 - LICENÇA PRÊMIO - É o direito do docente e ele pode se afastar


para uso desse direito por 03 (três) meses, após cada período de 05
(anos) de exercício efetivo e ininterrupto da função docente.

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Considera-se efetivo exercício, o tempo de serviço, estatutário
ou celetista, prestado à Administração Pública direita e indireta,
nas instâncias Federal, Estadual e Municipal.

Como tramita a solicitação de licença prêmio:

 O docente solicita a licença ao seu Departamento de lotação e


este encaminha, após apreciação pelo Conselho de
Departamento (ouvido o Colegiado de Curso a que o docente
estiver vinculado), à PGDP que, após análise, encaminha para
ser homologada pelo Reitor.

É importante saber:

A solicitação pode ser feita a qualquer tempo pelo docente,


apresentando o pleito ao Departamento com antecedência
mínima de 04 (quatro) meses do período desejado para
afastamento.

O que deve instruir o processo:

 Requerimento do interessado;

 Certidão de Ata constando a aprovação da licença pelo


Conselho de Departamento.

Perde o direito à licença, o servidor que no período de cinco


anos:

 For suspenso;

 For condenado a pena privativa da liberdade por sentença


definitiva;

 Apresentar mais de 15 faltas injustificadas por ano ou 45 no


período de cinco anos;

 O servidor pode requerê-la a qualquer tempo, já que o seu


direito não prescreve.

Atenção!

Se o servidor acumula cargos de forma legal, tem direito à


licença em cada um dos cargos. Porém, o tempo de serviço é

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considerado separadamente, ou seja, não pode transpor, para
esse efeito, o tempo de serviço de um cargo para o outro.

É importante o servidor saber que o tempo de afastamento


para gozo da licença prêmio, conta como tempo de serviço.

2 - LICENÇA PARA TRATAR DE INTERESSE PARTICULAR - Todo


servidor público estadual tem a possibilidade de solicitar o
afastamento por 03 (anos) consecutivos (ou não), sem remuneração,
prorrogáveis, uma única vez, por igual período, a título de licença
para tratar de interesse particular. Esta licença também é conhecida
como licença sem vencimentos.

Como o docente solicitar esse tipo de licença:

 O docente solicita ao seu departamento ou ao órgão no qual se


encontra lotado e este encaminha, após apreciação pelo
Conselho de Departamento (ouvido o Colegiado de Curso a que
o docente estiver vinculado), à PROGRAD que, após análise,
encaminha para homologação pelo Reitor.

Quando se faz o pedido e qual a documentação necessária:

 O pedido pode ser feito a qualquer tempo pelo docente e no


processo devem constar os seguintes decumentos:

Requerimento do interessado; e

Certidão de Ata, contendo aprovação pelo Conselho de


Departamento.

3 - LICENÇA POR MOTIVO DE DOENÇA EM PESSOAS DA


FAMÍLIA – Esta licença é concedida ao servidor para que ele possa
acompanhar membro de sua família que esteja doente.

Quem é considerado pessoa da família:

 Cônjuge ou companheiro, pais, filhos menores sob a guarda ou


tutela do servidor, irmãos incapazes de qualquer idade,
padrasto ou madrastas, enteados, avós e irmãos menores

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O que é preciso para que seja concedida a licença:

 Previa comprovação da doença por medico ou Junta Medica


Oficial

 Prova de que o servidor não pode prestar assistência e,


simultaneamente, exercer as suas atividades.

Atenção!

A licença é suspensa se o servidor passar a exercer outra


atividade remunerada.

Como é feita a remuneração do servidor durante o período da


licença:

O servidor recebe remuneração:

 Integral se a licença durar três meses

 2/3 dos vencimentos se durar de três a seis meses

 1/3 dos vencimentos se durar de seis meses a um ano.

Atenção!

Com esse tipo de licença há interrupção da contagem do tempo


de serviço para fins de licença prêmio.

Até um ano, o tempo de afastamento é considerado para efeito


de aposentadoria.

Ultrapassado um ano de licença, a remuneração é suspensa,


com exceção do pagamento do salário família. Se a ele tiver
direito servidor.

Como proceder para adquirir esse tipo de licença:

 O servidor solicitante deve se dirigir à Junta Médica, munido do


relatório médico da pessoa que acompanha.

4 - LICENÇA PARA ACOMPANHAR O CÔNJUGE – A licença é


concedida quando o servidor se afasta do trabalho em razão de

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acompanhar o cônjuge ou companheiro, também servidor estadual,
que for transferido, a pedido ou de oficio.

O que necessário o servidor saber:

 A licença pode ser solicitada quando o cônjuge ou companheiro


foi transferido a pedido ou não, para outro local no próprio
Estado, no país ou no exterior.

 Ela abrange, também, a mudança de domicilio decorrente do


exercício de mandato eletivo.

 O servidor licenciado não tem direito a remuneração, salvo se


for trabalhar, provisoriamente, no novo domicilio em órgão
público estadual, no exercício de atividade compatível com a de
seu cargo.

 Ocorre a interrupção da contagem do tempo de serviço, para


efeito de licença prêmio e de aposentadoria.

Como proceder para solicitar a licença:

 O servidor deve preencher o Requerimento e dar entrar no


protocolo, anexando o documento comprobatório da designação
do cônjuge para servir em outra localidade.

5 - LICENÇA PARA CONCORRER A MANDATO ELETIVO OU PARA


EXERCER CARGO ELETIVO - Licença a que faz jus o servidor para
se candidatar a cargo eletivo e, se eleito, pleiteia a segunda licença
para exercê-lo.

É importante saber:

 A licença para concorrer a mandato eletivo obedece aos termos


da legislação eleitoral.

 Normalmente é concedida a partir do registro da candidatura


até 15 dias após a realização do pleito.

 O tempo de afastamento é computado para fins de


aposentadoria.

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 A segunda licença é concedida a partir da data da posse.

A situação do servidor investido em cargo eletivo varia de


acordo com o cargo:

Prefeito – o servidor afasta-se do cargo efetivo, tendo direito a


optar pela melhor remuneração.

Vereador – podem ocorrer duas hipóteses:

 Se houver compatibilidade de horário, o servidor pode


exercer os dois cargos e receber as duas remunerações.

 Se houver incompatibilidade de horário o servidor é


obrigado a afastar-se do cargo efetivo, tendo direito a
optar pela melhor remuneração.

Deputado Federal ou deputado Estadual – o servidor afastar-se


do cargo efetivo e perceber somente a remuneração do cargo
eletivo.

Atenção!

Durante o exercício do cargo eletivo, o servidor continua


contribuindo para seguridade social como se estivesse no
exercício do cargo efetivo e não pode ser removido do ofício.

O período de afastamento conta como tempo de serviço, menos


para promoção por merecimento.

Como proceder para retirar a licença:

 O servidor deve preencher o requerimento e dar entrada no


protocolo, anexando documento comprobatório (ata da
homologação do partido e comprovante do registro da
candidatura) da razão do afastamento.

6 - AFASTAMENTOS ESPECÍFICOS DOS DOCENTES - São


afastamentos concedidos ao professor, visando ao seu
aprimoramento e, conseqüentemente, a melhoria da qualidade do
ensino por ele ministrado.

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São concedidos para:

 Realizar curso de pós-graduação em instituição oficial ou


reconhecida no país ou no exterior. Tem direito, o professor
com mais de dois semestres de efetivo exercício de magistério
na instituição;

 Participar de reuniões, congressos ou eventos educacionais ou


culturais, diretamente relacionados com a pauta de atividades
do professor;

 Gozar licença sabática.

Atenção!

O tempo de afastamento do professor para curso de pós-


graduação será de:

 Doze meses consecutivos ou não, para especialização ou


aperfeiçoamento;

 Três anos para mestrado;

 Quatro anos para doutorado.

Atenção!

Antes de se afastar para realizar o curso de pós-graduação o


professor declara o seu compromisso de ao retornar:

 Permanecer na UNEB, ou em outra instituição estadual de


ensino superior, por período igual ao do afastamento.

 Colaborar temporariamente com outra instituição de ensino


superior em pesquisa ou extensão.

O servidor precisa saber com relação aos afastamentos:

 Que tem direito à remuneração durante esses afastamentos e


que os mesmos são computados como de efetivo exercício de
magistério.

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 Que o afastamento para colaboração em outra instituição será
de dois anos, período que pode ser prorrogado só uma vez, por
no máximo mais dois anos.

 Que o afastamento para a pós-graduação pode ser prorrogado


a critério da UNEB e da instituição em que o professor estiver
cursando.

 Que para ocorrer o afastamento do servidor é necessário haja


manifestação favorável, por parte do seu departamento.

Sobre afastamento por licença sabática:

 A licença sabática consiste na possibilidade de afastamento por


seis meses, após cada período de 07 (sete) anos de efetivo
exercício de atividade de magistério superior na Universidade.

 Para a concessão dessa licença, o docente deve apresentar o


plano de aperfeiçoamento técnico-profissional ou o projeto a
ser realizado, juntamente com o aceite da entidade na qual o
plano ou projeto será desenvolvido, além da Certidão de Ata
contendo aprovação pelo Conselho de Departamento.

Como proceder para encaminhar a licença sabática:

 Preencher requerimento e dar entrada no protocolo, anexando


a exposição de motivos e os documentos comprobatórios do
curso a ser realizado.

 A solicitação deve ser feita pelo docente ao seu Departamento


de lotação, após apreciação e aprovação pelo Conselho de
Departamento (ouvido a área/sub-área de conhecimento a que
o docente estiver vinculado), e encaminha à PGDP, para ser
homologado pelo Reitor.

7 - LICENÇA PARA TRATAMENTO DE SAÚDE - Afastamento a que


faz jus o servidor acometido de doença que não lhe permita exercer
as suas atividades.

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O que o servidor precisa saber sobre esse tipo de licença:

O pedido, também, pode ser de oficio.

A licença é obrigatória quando o servidor estiver sob uma das


enfermidades que o impossibilite de exercer suas atividades.

Caso o servidor se recusar a se submeter à Junta Médica, os


dias de ausência são computados para fins de abono de cargo,
além de ser punido disciplinarmente.

A licença a pedido pode ser concedida por médico do SUS, se


tiver até quinze dias de duração, acima disso, só poderá ser
concedida por Junta Médica Oficial.

Atestado de médico particular, somente é aceito se não houver


médico do SUS no local onde o servido se encontrar, mesmo
assim, deve ser validado pelo Serviço Médico da Universidade.

A licença médica não pode durar mais de vinte e quatro meses


consecutivos.

Decorrido mais de vinte e quatro meses, o servidor deve


submeter-se à Junta Médica Oficial que decidirá, se for o caso,
pela aposentadoria ou pela readaptação funcional.

Enquanto durar a licença o servidor recebe remuneração.

O servidor não pode exercer outra atividade remunerada. Caso


isso aconteça, suspende-se a licença e apura-se a sua
responsabilidade funcional.

Atenção

No caso de atestado emitido por médico particular, o servidor


deve apresentá-lo, no prazo de 15 (quinze) dias, devidamente
convalidado por Órgão Oficial.

8 - LICENÇA À GESTANTE - Licença remunerada a que faz jus a


mulher durante a gestação ou após o parto.

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O que você deve saber sobre essa licença:

Tem a duração de cento e vinte dias a partir do parto ou pode


ser concedida antes, se for prescrito pelo médico.

Na hipótese da criança nascer sem vida, a servidora tem direito


a trinta dias de licença, programadas pelo médico.

Na hipótese de aborto não criminoso, gravidez decorrente de


estupro ou quando houver risco de vida para a mãe, a licença é
trinta dias.

A servidora lactante tem direito à redução da jornada de


trabalho em uma hora consecutiva ou dividida em dois
intervalos de trinta minutos cada para amamentar seu filho, até
que ele complete seis meses.

Como proceder para encaminhar a licença:

 Apresentar laudo médico oficial ao Chefe Imediato e este


encaminha à PGDP, para publicação do ato.

9 - LICENÇA PARA ADOÇÃO - Licença remunerada a que faz jus


aquele que adotar, para que possa promover o ajustamento da
criança ao novo lar.

Como solicitar:

 O servidor deve apresentar documento judicial ao chefe


imediato que o encaminhará a PGDP, para publicação do ato.

V - ACUMULAÇÃO DE CARGOS

Regras previstas na Constituição Federal estabelecem as hipóteses


em que é possível um mesmo servidor exercer mais de um cargo
público.

Desde que sejam compatíveis e possíveis os horários, o


servidor pode ocupar:

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Dois cargos de professor

Um cargo de professor e um cargo técnico ou cientifico

Dois cargos de médico

Um cargo de juiz e um cargo de professor

É bom saber que:

Fora das hipóteses acima, não é permitida qualquer outra


acumulação sob pena de perda do cargo e devolução dos valores
recebidos.

Não há proibição de acumulação de qualquer cargo com o


recebimento de proventos.

Na verificação da compatibilidade de horários, considera-se,


além da jornada normal de trabalho, o intervalo destinado às
refeições, locomoção e ao descanso.

Atenção!

O servidor que acumular cargos e for designado para exercer


outro de provimento temporário ficará em uma das seguintes
situações:

Havendo compatibilidade de horários, afasta-se apenas de um


cargo de provimento efetivo.

Havendo incompatibilidade de horários, afasta-se dos dois


cargos de provimento efetivo. Deve optar pela remuneração de
um deles, fazendo jus à gratificação pelo exercício de cargo de
provimento temporário.

Como deve proceder, o servidor que acumula cargos:

 Deve assinar declaração de acumulação de cargos no ato da


nomeação.

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VI - AUSÊNCIAS JUSTIFICADAS

O servidor pode ausentar-se, sem prejuízo da remuneração, nas


seguintes situações:

Doação de sangue (um dia)

Alistamento eleitoral (dois dias)

Casamento (oito dias)

Morte de pessoa da família (oito dias)

Atenção!

Considera-se pessoa da família:

Cônjuge ou companheiro, país, filhos, menores sob a guarda ou


tutela do servidor, irmão, padrastos ou madrasta, enteados e
avós.

Na hipótese de casamento ou morte de pessoa da família o


prazo de oito dias de afastamento consecutivo, com inicio no
dia da ocorrência do fato.

O que deve ser feito:

Apresentar ao chefe imediato o documento comprobatório


justificando a ausência, para ser anexado à freqüência.

VII. ALGUNS DEVERES DO DOCENTE

O docente em regime de Dedicação Exclusiva não deve exercer


outro cargo, emprego, função ou atividade remunerada
autônoma, com ou sem vínculo, em entidades públicas ou
privadas, excetuando-se aquelas previstas no Estatuto do
Magistério Superior;

O docente deverá apresentar a sua disponibilidade com jornada


não inferior a quatro horas consecutivas, excetuando-se
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aqueles em regime de Dedicação Exclusiva que se submeterão
às normas específicas aplicáveis, de acordo com as
necessidades e conveniências departamentais;

As horas excedentes da carga horária de aulas atribuídas ao


docente serão utilizadas de forma que: sejam duas horas
semanais por componentes curriculares ou disciplina para
trabalhos acadêmicos e complementares à docência; e duas
horas semanais por turma para atendimento e orientação a
estudantes;

Independente do regime de trabalho, participar das reuniões de


conselhos, colegiados e outras convocatórias, dentro do período
de trabalho;

Elaborar a cada semestre o Plano Individual de Trabalho (PIT),


e Plano de Curso (PC);

Apresentar o Programa de Componente Curricular ou Disciplina,


bem como registro das atividades nos Diários de Classe e o
Relatório Individual do Trabalho (RIT);

Ministrar pelo menos oito horas semanais de aula,


independente do seu engajamento em outros programas
departamentais, de acordo com o art. 57 da Lei 9394/96;

Os docentes em Regime de Dedicação Exclusiva devem


apresentar o Relatório de atividades, anualmente, para fins de
avaliação, com vistas à convalidação da permanência neste
regime ou ao seu cancelamento.

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