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ALUNO: Danilo da Silva Barbosa de Lima

Resenha: Estrelas Além do Tempo

Dirigido por Theodore Melfi, Estrelas além do tempo mostra a história


de três matemáticas; Katherine Johnson (Taraji P. Henson), Dorothy Vaughn
(Octavia Spencer) e Mary Jackson (Janelle Monaré), tendo que lutar contra o
preconceito, uma vez que os EUA viviam um forte clima de segregação racial
para demonstrarem serem competentes e merecedoras de cargos mais altos
dentro da Nasa. Lançado em 2017, ambientado na década de 1960, o filme
aborda ainda a corrida espacial entre EUA e URSS, mostrando que o clima
de segregação também existia nas instalações da Nasa.

Dorothy Vaughn: No início do filme Dorothy faz parte do West Area


Computers, área onde apenas mulheres negras americanas trabalhavam
como computadores humanos. No decorrer do longa é visível que Dorothy
está insatisfeita não só com o clima de hostilidade contra os negros que a
sociedade americana vive, mas também com o fato de não ser valorizada
dentro das instalações da Nasa, pois mesmo não tendo o título nem o salário
de supervisora, faz o trabalho de uma. Com a chegada do IBM, ela percebe
que as mulheres do West Area Computers ficaram sem emprego, então
decide aprender a programar além de ensinar outras mulheres a programar

Mary Jackson: Assim como Dorothy, Mary trabalha no grupo


segregado West Area Computers, mas passa a trabalhar testando o túnel de
vento. Mary tem como objetivo torna-se a primeira mulher negra engenheira
da Nasa. Mas precisa estudar na Escola Secundária de Hampton, ainda
assim com uma permissão especial.

Finalmente, Katherine Johnson: Desde criança Katherine Johnson


demonstra uma habilidade fora do normal com os números, o que a leva a
trabalhar como computador humano na Nasa. Logo ela é convidada a
trabalhar com a equipe responsável por fazer os cálculos para a trajetória do
foguete que levaria o astronauta John Glenn a se tornar o primeiro americano
a orbitar a Terra. Katherine enfrenta fortes preconceitos dentro da equipe,
sendo impedida de usar os banheiros próximos ao seu local de trabalho.

Outro personagem que vale a pena destacar é Al Harrison (Kevin


Kostiner). No início do filme ele passa a imagem de arrogante e sisudo. A
habilidade de Katherine com os números e sua importância para o projeto o
fazem enxergar o modo injusto e preconceituoso com ela é tratado dentro da
Nasa. Vencer a URSS na corrida espacial é mais importante para ele do que
a cor da pele das pessoas que trabalham no projeto e são importantes para
seu avanço. Nesse ponto o filme mostra a importância da ciência para os
americanos naquele momento. Pois o grupo envolvido no desenvolvimento
do projeto teve que superar o preconceito pregado pela sociedade americana
da época e aceitar pessoas que pudessem contribuir para o avanço do
projeto independente da cor da pele.