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Comprometidos com a Missão

Comprometidos com a Missão


William / Geral

Compromisso: engajados no Reino de Deus / Mateus 9.35–38

O texto fala do compromisso que devemos ter com a missão que foi apresentada por nosso
senhor Jesus Cristo na prática.

Comprometidos com a Missão


Almeida Revista e Atualizada Capítulo 9.35-38

35 E percorria Jesus todas as cidades e povoados, ensinando nas


sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de
doenças e enfermidades. 36 Vendo ele as multidões, compadeceu-se
delas, porque estavam aflitas e exaustas como ovelhas que não têm
pastor. 37 E, então, se dirigiu a seus discípulos: A seara, na verdade, é
grande, mas os trabalhadores são poucos. 38 Rogai, pois, ao Senhor da
seara que mande trabalhadores para a sua seara.

Ilustração
Certo dia um homem estava andando no campo e viu um rapaz praticando
arco e flecha ao lado de um celeiro. O homem ficou muito impressionado
com a perícia do rapaz nesse esporte ao ver que todos os arremessos
anteriores haviam acertado o alvo. Havia vários alvos pintados ao lado do
celeiro e cada um deles com uma flecha exatamente no meio. O homem,
então, parou para observar o rapaz arremessar sua próxima flecha. O
rapaz entesou o arco e atirou uma flecha sem rumo contra o lado do
celeiro. Depois ele mergulhou um pincel numa lata de tinta e pintou um
alvo em torno da flecha. O homem veio a descobrir que ele havia feito isso
em todas as anteriores. (REEDER III, 2011, p. 103) Aquele rapaz não era
tão bom assim em arco e flecha, mas queria pensar que era, por isso
atirava para todos os lados e desenhava seus próprios alvos onde suas
flechas acertavam. Pode até parecer engraçado, mas essa história se torna
triste quando percebemos que a Igreja de Jesus anda fazendo a mesma

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coisa. Quando não sabemos ao certo qual é a nossa missão (alvo), damos
tiros para todos os lados, e o pior, desenhamos nossos próprios alvos para
tentar mostrar ao mundo que somos bons no que fazemos. Como, então,
descobrimos a nossa verdadeira missão como Igreja? Como nos
comprometemos com ela e buscamos cumpri-la para acertar o verdadeiro
alvo?

Introdução
O evangelho de Mateus, assim como os outros, é riquíssimo em
informações inspiradas por Deus para nos mostrar a pessoa de Cristo.
Creio que se dependesse do próprio Mateus, milhares de páginas não
seriam suficientes para escrever tudo o que ele havia vivenciado junto ao
mestre. Deus o usa, porém, para nos informar vários breves resumos, para
que o evangelho fosse algo muito prático e objetivo em nossa vida. Por
exemplo, ele resume o nascimento do messias em seus primeiros
capítulos, e depois, o início de seu ministério assim como sua confirmação.
Ele, também resumiu todos os ensinamentos do mestre no sermão que
ficou conhecido como: o sermão do monte. E agora, no texto que
acabamos de ler, vimos o resumo de toda obra prática e dinâmica de
Jesus. No final do evangelho, encontramos o que chamamos de “a grande
comissão” com o resumo da missão que Jesus deu a sua Igreja logo após a
sua ressurreição. Mas antes de entregar aos seus discípulos essa incrível
missão, Jesus mostra na prática como isso funcionaria. É por isso que
usaremos esse texto como base para falarmos essa noite sobre o
compromisso que precisamos ter com essa Missão. Mas não queremos
sair dando tiros para todos os lados, e nem desenhando nossos próprios
alvos, por isso é muito importante entender que:

Jesus nos chama para a Missão


A missão é dele, quem desenhou o alvo foi ele, e devemos cumpri-la do
jeito dele. Como esse texto poderia nos ajudar sobre essa missão da qual
devemos nos comprometer?

1. Nos ensinando na prática (vs 35)


Aprendi que os verbos na bíblia são muito importantes, e só no versículo
35 encontramos 4 deles (percorrer, ensinar, pregar e curar), todos

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relacionados a dinâmica de Jesus. Não é coincidência que nos dois
versículos que descrevem a grande comissão (Mateus 28.19-20a), nós
também encontramos 4 verbos (Ir, fazer discípulos, batizar e ensinar).
Como você pode perceber, não são os mesmos verbos, mas descrevem
uma dinâmica idêntica e paralela entre aquilo que Jesus fazia e aquilo que
ele nos manda fazer. Podemos concluir, então, que não conseguiremos
acertar o alvo, ou cumprir a missão, se não olharmos para Jesus e não o
imitarmos em tudo. Olhando um pouco mais para os verbos do texto que
lemos, podemos perceber porque precisamos nos comprometer com a
missão e não apenas nos envolver com ela (como fazemos muitas vezes).
Ela envolve uma dinâmica que ao mesmo tempo é simples e
extremamente complexa. É fácil, mas ao mesmo tempo extremamente
difícil. Nós a cumprimos enquanto vivemos, mas precisamos renunciar
“nossa vida” para isso.
Jesus percorria. Esse verbo evidencia o movimento continuo do mestre.
Ele estava sempre em ação. Ou seja, ainda que afirmemos que nos
comprometemos com a missão: indo, orando e contribuindo; não
podemos afirmar que é uma coisa ou outra, como se fossem meras
opções. A missão é tudo isso junto em nossa vida. Eu vou, eu oro e ao
mesmo tempo contribuo financeiramente e com serviço. Esse ir é
movimento continuo. Não é sair do lugar para logo depois estagnar.
Mas para onde devo ir? Atos 1.8 nos responde essa questão com a
informação de que a missão envolve (Jerusalém, Judeia, Samaria e confins
da Terra). Isso significa que ela começa em nossos próprios lares,
vizinhança, cidade, estado, país e se estende para o mundo todo.
Mas o que devo fazer? Os três verbos seguintes nos respondem:
a. Ensinar. Na Igreja aprendemos tudo que precisamos saber para uma
vida cristã comprometida (com Cristo, com a santidade e com a própria
Igreja). Ainda que não sejamos formados em didática ou pedagogia, nossa
missão envolve ensinar para as pessoas aquilo que temos aprendido.
b. Pregar. Quando o evangelho atinge nossas vidas verdadeiramente, o
impacto é tão grande que gera transformação e testemunho. Quando
testemunho daquilo que Jesus tem feito em minha vida, prego assim o
evangelho do Reino.

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c. Curar. Esse verbo (Terapeuo) abrange um significado muito maior do
que apenas curar (no sentido literal). Ele pode significar cuidar e servir.
Não é difícil perceber que Jesus servia, cuidava e tratava de vários
problemas nas vidas das pessoas com quem ele tinha contato. E assim
também devemos imitar nosso mestre enquanto cumprimos a missão.
Mas o que nos motiva a nos comprometer com algo assim? Esse texto nos
motiva:

2. Nos dando novos óculos (vs 36)


Certa vez conversando com uma Testemunha de Jeová sobre sua missão,
descobri que ela possuía uma meta de folhetos que precisa entregar toda
semana. Se não cumprisse a meta, sua salvação estaria comprometida. Os
Espíritas promovem vários trabalhos de assistência, pois creem que sua
salvação depende disso (para reencarnarem numa vida melhor). Até um
islam que se alista para ser um homem bomba, acredita que ao explodir
“por seu deus” receberá uma grande recompensa no final (viver em um
paraíso sendo servido por sete virgens). E se você ampliar a pesquisa, vai
perceber que todas as religiões prometem recompensas para que a
missão seja cumprida. Mas como isso funciona no cristianismo? A bíblia
nos mostra que nós já recebemos a salvação e foi de graça. Deus nos
escolheu antes da fundação do universo, e Jesus fez tudo que precisava
ser feito para nos salvar do salário do pecado, e não cobrou nada por isso.
Essa é a nossa motivação para a missão. Não que vamos receber algo em
troca, mas que tudo que recebemos nos leva a um sentimento de eterna
gratidão ao nosso senhor. Jesus não vai tirar nossa salvação caso a missão
não seja cumprida, mas como alguém que foi atingido em cheio pelo
poder do evangelho pode simplesmente ficar parado? Não fica.
Ao olhar para a multidão, Jesus não enxergava apenas uma multidão. Ele
enxergava ovelhas, feridas, esfoladas, abatidas, numa luta sem vitória
contra o pecado e contra a ira de Deus. Jesus sabia que estavam assim
porque eram errantes e sem um pastor que as guiasse. Hoje não é
diferente. Estamos cauterizados e acostumados a enxergar a multidão
como mera multidão, mas com os óculos de Cristo, passamos a enxergar
as pessoas de forma diferente. É impossível sermos atingidos pelo
verdadeiro evangelho e não sentirmos o desejo de deixar Cristo pastorear

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essas ovelhas perdidas através de nossa vida. Ele nos dá esses novos
óculos, mas não podemos deixá-lo em casa ao sairmos.
Essa história continua no versículo 37 quando Jesus traz uma notícia
bombástica da realidade. E sim, ele nos ensina a nos comprometer com a
missão:

3. Evidenciando a realidade (vs 37)


E ela não é outro senão aquela que nos coloca numa posição difícil:
Existe muito trabalho, porém poucos trabalhadores.
Só nos resta averiguar se sou aquele que trabalha com os poucos ou
aquele que dá trabalho com a maioria.
Por isso Jesus nos ensina a nos comprometer com a missão nos:

4. Dando acesso ao Senhor da Seara (38)


Não tenha dúvida de que hoje você pode ser o fruto da oração que os
discípulos de Jesus aprenderam a fazer naquela época. Não tenha dúvida
de que você pode acessar o senhor da Seara e pedir ajuda sempre que for
preciso.

Conclusão
Vivemos num tempo em que preferimos desenhar nossos próprios alvos.
Vivemos uma época em que a missão está distorcida e por isso, não nos
comprometemos com ela. Mas uma vez que a conhecemos, entendemos
como realiza-la e a realidade que nos cerca, precisamos tomar uma
decisão. Ou continuamos apenas envolvidos com uma missão que nós
mesmos criamos ou nos comprometemos com a verdadeira missão que
Cristo nos deu.

Referências
REEDER, Harry L. A revitalização da sua Igreja segundo Deus. São Paulo: Cultura Cristã, 2011.

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