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5ª TURMA RECURSAL DOS JUIZADOS ESPECIAIS CÍVEIS E CRIMINAIS DA

BAHIA

PROCESSO Nº 0008271-63.2012.8.05.0001
CLASSE: RECURSO INOMINADO
RECORRENTE: RAILDA MARIA PINHEIRO SILVA
RECORRIDO: ADILSON ANDRADE OLIVEIRA
JUIZ PROLATOR: LEONIDES BISPO DOS SANTOS SILVA
JUIZ RELATOR: ROSALVO AUGUSTO VIEIRA DA SILVA

EMENTA

RECURSO INOMINADO. AÇÃO INDENIZATÓRIA. ACIDENTE


DE VEÍCULO. CONJUNTO PROBATÓRIO REFORÇANDO A
PRESUNÇÃO DE CULPA DA MOTORISTA QUE, DANDO
MARCHA RÉ, COLIDIU NO VEÍCULO DO RECORRIDO QUE SE
ENCONTRAVA PARADO EM UM ESTACIONAMENTO. DEVER
DE RESSARCIR OS PREJUÍZOS MATERIAIS COMPROVADOS.
MANUTENÇÃO INTEGRAL DA SENTENÇA. NÃO
PROVIMENTO DO RECURSO.

Dispensado o relatório nos termos do artigo 46 da Lei n.º 9.099/95.

Circunscrevendo a lide e a discussão recursal para efeito de registro,


saliento que a Recorrente, RAILDA MARIA PINHEIRO SILVA, pretende a reforma da
sentença lançada nos autos que a condenou ao pagamento do valor de R$ 2.033,99 (dois mil
e trinta e três reais e noventa e nove centavos), pelos danos materiais ocasionados ao
veículo pertencente ao Recorrido, ADILSON ANDRADE OLIVEIRA, abalroado em
acidente de veículo envolvendo o veículo de propriedade da Recorrente, que, para o julgado
de primeiro grau, teria sido o causador do evento.

Presentes as condições de admissibilidade do recurso, conheço-o,


apresentando voto com a fundamentação aqui expressa, o qual submeto aos demais
membros desta Egrégia Turma.

VOTO

A sentença recorrida, tendo analisado corretamente todos os aspectos do


litígio, merece confirmação integral, não carecendo, assim, de qualquer reparo ou
complemento dentro dos limites traçados pelas razões recursais, culminando o julgamento do
recurso com a aplicação da regra inserta na parte final do art. 46 da Lei nº 9.099/95, que
exclui a necessidade de emissão de novo conteúdo decisório para a solução da lide, ante a
integração dos próprios e jurídicos fundamentos da sentença guerreada.

A título de ilustração apenas, fomentada pelo amor ao debate e para realçar


o feliz desfecho encontrado para a contenda no primeiro grau, alongo-me na fundamentação
do julgamento, nos seguintes termos:

Restou evidenciado nos autos que a Recorrente realizava uma manobra de


marcha a ré quando colidiu seu veículo contra o veículo de propriedade do Recorrido que se
encontrava parado em um estacionamento.

1
Como bem ressaltou a MM Julgadora de primeiro grau: “A marcha ré é
uma manobra que, em regra, apresenta riscos, motivo pelo qual toda cautela ao fazê-la deve
ser tida pelo motorista e até certo excesso de precaução nunca é demais. A respeito desta
manobra, já se manifestou a jurisprudência pátria: “Se para apreciar a previsibilidade no
delito culposo exige-se a cautela comum pela bitola da conduta do homem médio, de igual
modo, para quem vai executar uma manobra em marcha-ré se exigem cautelas fora dos
padrões da normalidade”. (JUTACRIM-64/298). DELITOS DE TRÂNSITO. PÁGINAS 93
e 94 – 3ª Edição Ampliada, 1995. O que ocorreu, na verdade, é que a acionada não se
utilizou da cautela que a situação requeria, pois quem deseja efetuar manobra em marcha ré
deve demandar uma atenção maior.”.

No caso, a Recorrente não se desincumbiu do ônus probatório inerente, já


que não fez prova de que dirigia com a atenção exigida, mantendo distância segura em
relação ao veículo pertencente ao Recorrido. Com isso, mostra-se irrefutável a condenação
erigida no primeiro grau, pondo em relevo o orçamento apresentado que representa os
prejuízos materiais efetivamente ocasionados.

Assim, encontrando respaldo no conjunto probatório trazido ao processo,


as conclusões da MM. Juíza a quo devem ser preservadas.

Assim sendo, ante ao exposto, voto no sentido de CONHECER e


NEGAR PROVIMENTO ao recurso interposto pela Recorrente, RAILDA MARIA
PINHEIRO SILVA, para confirmar todos os termos da sentença hostilizada, condenando-a
ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios que arbitro em 20% (vinte
por cento) sobre o valor da condenação pecuniária imposta.

Salvador-Ba, Sala das Sessões, 28 de julho de 2014.

Rosalvo Augusto Vieira da Silva


Juiz Relator

COJE – COORDENAÇÃO DOS JUIZADOS ESPECIAIS


TURMAS RECURSAIS CÍVEIS E CRIMINAIS

PROCESSO Nº 0008271-63.2012.8.05.0001
CLASSE: RECURSO INOMINADO
RECORRENTE: RAILDA MARIA PINHEIRO SILVA
RECORRIDO: ADILSON ANDRADE OLIVEIRA
JUIZ PROLATOR: LEONIDES BISPO DOS SANTOS SILVA
JUIZ RELATOR: ROSALVO AUGUSTO VIEIRA DA SILVA

EMENTA

RECURSO INOMINADO. AÇÃO INDENIZATÓRIA. ACIDENTE


DE VEÍCULO. CONJUNTO PROBATÓRIO REFORÇANDO A
PRESUNÇÃO DE CULPA DA MOTORISTA QUE, DANDO
MARCHA RÉ, COLIDIU NO VEÍCULO DO RECORRIDO QUE SE
ENCONTRAVA PARADO EM UM ESTACIONAMENTO. DEVER
DE RESSARCIR OS PREJUÍZOS MATERIAIS COMPROVADOS.
MANUTENÇÃO INTEGRAL DA SENTENÇA. NÃO
PROVIMENTO DO RECURSO.
2
ACÓRDÃO

Realizado julgamento do Recurso do processo acima epigrafado, a QUINTA TURMA,


composta dos Juízes de Direito, WALTER AMÉRICO CALDAS, EDSON PEREIRA
FILHO, ROSALVO AUGUSTO VIEIRA DA SILVA, decidiu, à unanimidade de votos,
CONHECER e NEGAR PROVIMENTO ao recurso interposto pela Recorrente, RAILDA
MARIA PINHEIRO SILVA, para confirmar todos os termos da sentença hostilizada,
condenando-a ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios que arbitro em
20% (vinte por cento) sobre o valor da condenação pecuniária imposta.

Salvador-Ba, Sala das Sessões, 28 de julho de 2014.

JUIZ WALTER AMÉRICO CALDAS


Presidente

JUIZ ROSALVO AUGUSTO VIEIRA DA SILVA


Relator