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EXCELENTISSIMO SENHOR DOUTOR MINISTRO PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

PARTIDO POLITICO PXZ qualificação completa na forma do art.319 do cpc por seu advogado
com endereço profissional situado na rua... (endereço completo) onde receberá intimaç ão
vem propor:

AÇÃO DECLARATÓRIA DE CONSTITUCIONALIDADE

Da lei 135/2010 pelos fatos e fundamentos a seguir expostos.

DOS FATOS

O autor informa que a Lei Complementar nº 135, de 04 de junho de 2010 que altera a Lei
Complementar nº 064, de 18 de maio de 1990, que estabelece, de acordo com o § 9º do artigo
014 da Constituição Federal, casos de inelegibilidade, prazos de cessação e determina outras
providências, para incluir hipóteses de inelegibilidade que visam a proteger a probidade
administrativa e a moralidade no exercício do mandato. Sendo que há controvérsia já que o
TRE de Sergipe, adotou entendimento segundo o qual a lei constitui ofensa aos princípios da
irretroatividade da lei mais gravosa e da segurança jurídica (conforme julgados),enquanto o
TRE de Minas Gerais optou por adotar o entendimento do TSE, segundo o qual a Lei
Complementar se aplica às condenações anteriores.
A Lei complementar 135, de junho de 2010 versa sobre a questão de inelegibilidades
infraconstitucionais, na forma do disposto no art. 14, § 9º da CRFB/88, sendo prevista sua
aplicação até mesmo quando se estiver diante de fatos ocorridos antes do advento do referido
diploma legal, sem que isso cause qualquer prejuízo ao princípio da irretroatividade das leis e
da segurança jurídica. Informa, ainda, a existência de controvérsia judicial relevante sobre a
aplicação da citada lei, apresentando-se divergência nos Tribunais Eleitorais sobre a aplicação
dos dispositivos trazidos pela Lei Complementar 135/2010 a fatos que tenham ocorrido antes
do advento do novel diploma de inelegibilidades. ‘

DOS FUNDAMENTOS

Essa lei deve ser declarada constitucional, porque ela não viola o princípio da irretroatividade
da lei prevista no art. 5º XL da CRFB/88.
A lei não atinge eleições anteriores, ou seja, mandatos legítimos anteriores e sim ela vai se
aplicar a futuras eleições. No entanto com relação a fatos pretéritos dos futuros candidatos,
portanto não vai violar o princípio da segurança jurídica porque as eleições anteriores ficaram
lá conservadas por seus legítimos eleitos.
Essa lei vai privilegiar a moralidade administrativa pois vai resguardar a população quanto aos
futuros mandatos eletivos, vamos saber de antemão quem tem condições tem a ficha limpa
para assumir mandatos eletivos.
DOS PEDIDOS

Diante do exposto, o autor requer:


1- A intimação da procuradoria geral da república;
2- A procedência do pedido de declaração de constitucionalidade da lei 135/2010.

DAS PROVAS
O autor demonstra os fatos alegados através da prova documental anexa.

DO VALOR DA CAUSA

Dá-se a causa o valor de R$...

Nestes termos
Pede deferimento
Local e data
Advogado/oab

PRÁTICA SIMULADA V - CCJ0049


Semana Aula: 8
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR MINISTRO PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL
PARTIDO POLÍTICO, com representação no Congresso Nacional, por seu Presidente..., CNPJ
nº..., com sede na..., bairro..., cidade..., por seu advogado infra-assinado, com endereço
profissional na..., bairro..., cidade..., endereço que indica para fins do artigo 106, do CPC/2015,
devidamente constituído, conforme procuração com poderes especiais em anexo (Lei nº
9.868/99), vem, respeitosamente, perante Vossa Excelência, com fulcro nos artigos 102, I, a;
103, VIII; da CRFB/88, propor
AÇÃO DECLARATÓRIA DE CONSTITUCIONALIDADE COM PEDIDO CAUTELAR
pelo rito especial da Lei nº 9.868/99, em defesa da LEI COMPLEMENTAR 135/2010, conforme
especificará ao longo desta petição, nos termos e motivos que passa a expor, esperando que
seja recebida e seguindo as formalidades de estilo do Regimento Interno do STF, seja
distribuída, e ao final declarada a constitucionalidade da referida lei.
DA LEGITIMIDADE
A legitimidade ativa do partido político para a propositura da presente encontra assento no
artigo 103, VIII, da CRFB/88, e conforme pacificado por esta corte, segundo o Ministro Celso de
Mello, independe de pertinência temática \u201c... os partidos políticos tem legitimidade para
ajuizamento de ação direta de inconstitucionalidade, independentemente da matéria versada
na norma atacada\u201d \u201cO reconhecimento da legitimidade ativa das agremiações
partidárias para a instauração de controle normativo abstrato, sem as restrições decorrentes
do vinculo de pertinência, constitui natural derivação da própria natureza e dos fins
institucionais, que justificam a existência em nosso sistema normativo, dos partidos
políticos.\u201d (STF \u2013 ADI 1396). Portanto, o Requerente por ser considerado Autor
Neutro e Universal encontra-se dispensado de demonstrar Pertinência Temática.
DA COMPETÊNCIA
Na forma do artigo 102, I, \u201ca\u201d, CRFB/88 é de competência originária do STF o
processamento e julgamento da Ação Declaratória de Constitucionalidade de lei ou ato
normativo federal.
DO CABIMENTO
Cabe demonstrar a controvérsia judicial sobre a aplicação da norma, uma vez que a ação
declaratória de constitucionalidade visa resguardar a ordem jurídica constitucional, de modo a
afastar o estado de incerteza ou insegurança jurídica sobre a constitucionalidade de lei ou ato
normativo federal, nos termos do artigo 14, III, da Lei nº 9.868/994 e artigo 102, I,
\u201ca\u201d, da CRFB/88.
Assim, cumpre salientar que alguns tribunais têm afastado a aplicação da Lei Complementar
135/2010 à atos ocorridos anteriormente a existência da citada lei, por reputá-la
inconstitucional, supostamente em virtude de afronta ao principio da segurança jurídica e da
irretroatividade da lei mais gravosa.

DOS FATOS E FUNDAMENTOS


Inicialmente cabe salientar a existência da Lei complementar 135, de junho de 2010 que versa
sobre a questão de inelegibilidades infraconstitucionais, na forma do disposto no art. 14, § 9º
da CRFB/88, sendo prevista sua aplicação até mesmo quando se estiver diante de fatos
ocorridos antes do advento do referido diploma legal, sem que isso cause qualquer prejuízo ao
principio da irretroatividade das leis e da segurança jurídica.
Permita-nos trazer à baila informações sobre a citada lei complementar:
Lei Complementar nº 135, de 04 de junho de 2010. Altera a Lei Complementar nº 064, de 18
de maio de 1990, que estabelece, de acordo com o § 9º do artigo 014 da Constituição Federal,
casos de inelegibilidade, prazos de cessação e determina outras providências, para incluir
hipóteses de inelegibilidade que visam a proteger a probidade administrativa e a moralidade
no exercício do mandato.
Diante da vigencia da lei, tornou-se possível se afirmar a existência de controvérsia judicial
relevante sobre a aplicação da citada lei, apresentando-se divergência nos Tribuanis Eleitorais
sobre a aplicação dos dispositivos trazidos pela Lei Complementar 135/2010 a fatos que
tenham ocorrido antes do advento do novel diploma de inelegibilidades.
Cabe, esclarecer que o TRE de Sergipe, adotou entendimento segundo o qual a lei consitui
ofensa aos principios da irretroatividade da lei mais gravosa e da segurança jurídica (julgado na
integra em anexo), já o TRE de Minas Gerais optou por adotar o entendimento do TSE,
segundo o qual a Lei Complementar se aplica às condenações anteriores (julgado na integra
em anexo).
Portanto, havendo controvérsia sobre a possibilidade de aplicação das hipoteses de
inelegibilidade instituidas pela Lei Complementar 135/2010, a atos jurídicos que tenham
ocorrido antes do advento do diploma legal, o partido político, nasceu o temor de que surjam
questionamentos dos candidatos que vierem a ser impugnados nas eleições de 20xx, sobre a
consittucionalidade da aplicação da referida lei, já que a indefenição da questão pode causar
grave insegurança jurídica nas eleições vindouras, e assim, o que se pretende com a presente
ação e que haja pronunciamento do Excelso Tribunal sobre o tema, e para tanto pretende
demonstrar que a aplicação dos dispositivos da lei a situações ocorridas antes da existência
desta não ofende o dispositivo nos incisos XXXVI e XL, do artigo 5º, da CRFB.
De início, no mérito, cabe ponderar a razoabilidade da expectativa de um indivíduo de
concorrer a cargo público eletivo, à luz da exigência constitucional de moralidade para o
exercício do mandato (artigo 14, § 9º, CRFB/88), resta afastada em face da condenação
prolatada em segunda instância ou por um colegiado no exercício da competência de foro por
prerrogativa de função, da rejeição de contas públicas, da perda de cargo público ou do
impedimento do exercício de profissão por violação de dever ético-profissional.
Assim, não é plausível a tese de ofensa ao princípio da segurança jurídica, posto que nenhum
cidadão tem o direito inato e inalienável a se candidatar. Todo e qualquer pedido de registro
de candidatura deve passar pelo crivo da Justiça, sendo que aquele momento em que é
formalizado o pedido de registro é o marco temporal para a aferição da capacidade eleitoral
passiva.
Ademais, quanto a presunção de inocência consagrada no art. 5º, LVII, da Constituição Federal,
esta deve ser reconhecida como uma regra e interpretada com o recurso da metodologia
análoga a uma redução teleológica, que reaproxime o enunciado normativo da sua própria
literalidade, de modo a reconduzi-la aos efeitos próprios da condenação criminal, sob pena de
frustrar o propósito moralizante do art. 14, § 9º, da Constituição Federal.
Acrescente-se aos argumentos que o direito político passivo (ius honorum) é possível de ser
restringido pela lei, nas hipóteses que, in casu, não podem ser consideradas arbitrárias,
porquanto se adequam à exigência constitucional da razoabilidade. No caso em tela, o
princípio da proporcionalidade resta prestigiado pela Lei Complementar nº 135/10, na medida
em que: (i) atende aos fins moralizadores a que se destina; (ii) estabelece requisitos
qualificados de inelegibilidade e (iii) impõe sacrifício à liberdade individual de candidatar-se a
cargo público eletivo que não supera os benefícios socialmente desejados em termos de
moralidade e probidade para o exercício de referido munus publico.
Assim, o exercício do ius honorum (direito de concorrer a cargos eletivos), em um juízo de
ponderação no caso das inelegibilidades previstas na Lei Complementar nº 135/10, opõe-se à
própria democracia, que pressupõe a fidelidade política da atuação dos representantes
populares.
Portanto, a Lei Complementar nº 135/10 também não fere o núcleo essencial dos direitos
políticos, na medida em que estabelece restrições temporárias aos direitos políticos passivos.
Neste sentido segue a jurisprudência:
ADC nº 29: Ações declaratórias de constitucionalidade cujos pedidos se julgam procedentes,
mediante a declaração de constitucionalidade
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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR MINISTRO PRESIDENTE DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

PARTIDO PROGRESSISTA, com representação no Congresso Nacional, representado por seu


Presidente..., CNPJ nº..., com sede na..., bairro..., cidade..., por seu advogado infra-assinado,
com endereço p rofissional na..., bairro..., cidad e..., endereço que indica para fins do artigo
106, do C PC/2015, devidamente constituído, conforme procuração com poderes especiais em
anexo (Lei nº 9.868/99), vem, respeitosamente, perante Vossa Excelência, com fulcro no arti
go 103, § 2º, da CRFB/88, sendo também disciplinada nos artigos 12-A a 12-H da Lei nº
9.868/99, alterada pela Lei nº 12.063/2009 que acrescentou à lei nº 9.868, de 10 de novembro
de 1999, o Capítulo II-A, propor

AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE POR OMISSÃO

Com base no artigo 103, §2º, da CRFB/88 e n a Lei nº 9.868/99, por omissão do EXMO. SR.
GOVERNADOR DO ESTADO DE SANTA CATARINA em face do descumprimento e da falta de
emissão de norma regulamentadora do disposto no artigo 37, X, , da Constituição Federal,
esperando que seja recebida e seguindo as formalidades de estilo, seja distribuída e ao final
declarada a mora do Poder competente, que inviabiliza a aplicação da norma constitucional,
conforme será demonstrado ao longo da presente petição, nos termos e motivos que passa a
expor.

DA LEGITIMIDADE
A legitimidade ativa do partido político para a propositura da presente encontra assento no
artigo 103, VIII, da CRFB/88, e conforme pacificado por esta corte, segundo o Ministro Celso de
Mello, independe de pertinência temática \u201c... os partidos políticos tem legitimidade para
ajuizamento de ação direta de inconstitucionalidade, independentemente da matéria versada
na norma atacada\u201d \u201cO reconhecimento da legitimidade ativa das agremiações
partidárias para a instauração de controle normativo abstrato, sem as restrições decorrentes
do vinculo de pertinência, constitui natural derivação da própria natureza e dos fins
institucionais, que justificam a existência em nosso sistema normativo, dos partidos
políticos.\u201d (STF \u2013 ADI 1396). Portanto, o Requerente por ser considerado Autor
Neutro e Universal encontra-se dispensado de demonstrar Pertinência Temática.

DA COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL


Na forma do artigo 102, I, \u201ca\u201d, CRFB/88 é d e competência originária do S TF o
processamento e julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão. É certo
que frente a omissão legislativa federal que se discute no caso em questão, a competência
originária do Supremo Tribunal Federal resta evidenciada.
DO CABIMENTO
A competência legislativa dos Órgãos Estatais é um poder-dever, porquanto o princípio
fundamental d o Estado de Direito Republicano exige que o poder político deve ser exercido
para a realização não de interesses particulares, mas do bem comum do povo (res publica).
Segue-se d aí que toda competência dos órgãos públicos, em lugar de simples faculdade ou
direito subjetivo, representa incontestavelmente um poder-dever.
Assim, ao dispo r a Constituição da República que o Legislativo, o Executivo e o Judiciário são
\u201cPoderes da União, independentes e harmônicos entre si\u201d (artigo 2°), reforça o
princípio que se acaba de lembrar, pois quando os órgãos estatais constitucionalmente
dotados de competência exclusiva deixam de exercer seus pode res-deveres, o Estado de
Direito desaparece. Sabe-se ser imprescindível, para o cabimento da ação direta de
inconstitucionalidade por omissão a existência de um direito previsto na Constituição
Federal que não possa ser exercido por ausência de lei especifica e, no caso em tela, tal direito,
pode ser encontrado no artigo 37, X da CRFB/1988.

DOS FATOS E FUNDAMENTOS


Trata-se de ação declaratória de inconstitucionalidade por omissão, proposta pelo Partido
Progressista com representação n o Congresso Nacional, considerando o descumprimento e da
falta de emissão de norma regulamentadora do disposto no artigo 37, X, da Constituição
Federal, o qual prevê a revisão geral anual dos servidores público s, na mesma data e com
índices idênticos, para reajuste anual dos servidores públicos do Estado de Santa Catarina. É
nítida a omissão do Governador do Estado de Santa Catarina, do dever de encaminhar ao
Poder Legislativo projeto de lei que regulamente a revisão geral anual, na mesma data e sem
distinção de índices, da remuneração dos servidores públicos dessa unidade da Federação,
conforme o disposto no art. 37, X, da Constituição Federal.
Cabe salientar que a última revisão remuneratória ocorrida nesse Estado-membro se deu com
a edição da Lei x xx, de 10/10/2003, assim os servidores acumulam, desde então, sucessivas
perdas salariais geradas pela inflação, e mesmo após decorrido todo esse tempo, não há
qualquer sinal de que o Executivo Estadual pretenda cumprir o ditame ora destacado.
Assim, configurado o comportamento omissivo do Chefe do Poder Executivo catarinense,
corroborado tanto pelos reajustes pontuais concedidos a determinadas carreiras estaduais
como pela ausência, nas leis orçamentárias dos últimos anos, de dotações visando restituir as
perdas sal ariais dos servidores, pretende a presente ação para ver declarada a omissão, tendo
em vista a inexistência de norma regulamentadora do art. 37, X, da Carta
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EXCELENTISSIMO SENHOR DOUTOR MINISTRO PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL


PARTIDO PROGRESSISTA, agremiação política, inscrita no CNPJ sob nº ________, com sede na
_______, e-mail ________, representado por seu presidente, nacionalidade, estado civil,
profissão, portador da cédula de identidade n° _______, inscrito no CPF sob n° _______, com
endereço na _______, e-mail _______, vem, por seu advogado, com endereço profissional na
rua ________, e-mail ______, onde recebe intimações, conforme art. 107, do CPC, propor
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE POR OMISSÃO COM PEDIDO CAUTELAR
Pelo rito especial, contra omissão do Exmo. Sr. GOVERNADOR DO ESTADO DE SANTA
CATARINA, chefe do Poder Executivo Estadual, com endereço na __________, e-mail
__________, pelos argumentos a seguir expostos:
DOS FATOS
O Partido Progressista com representação no Congresso Nacional, por seu Presidente, procura
você advogado do partido na intenção de que seja promovida a competente ação em face do
descumprimento e da falta de emissão de norma regulamentadora do disposto no artigo 37, X,
da Constituição Federal, o qual prevê a revisão geral anual dos servidores públicos, na mesma
data e com índices idênticos, para reajuste anual dos servidores públicos do Estado de Santa
Catarina. Alega o Partido a omissão do Governador do Estado de Santa Catarina, do dever de
encaminhar ao Poder Legislativo projeto de lei que regulamente a revisão geral anual, na
mesma data e sem distinção de índices, da remuneração dos servidores públicos daquela
unidade da Federação, conforme o disposto no art. 37, X, da Constituição Federal. A
agremiação política afirma que a última revisão remuneratória ocorrida naquele Estado-
membro se deu com a edição da Lei xxx, de 10/10/2003. Sustenta que os servidores
acumulam, desde então, sucessivas perdas salariais geradas pela inflação. Assevera que,
mesmo após decorrido todo esse tempo, não há qualquer sinal de que o Executivo Estadual
pretenda cumprir o ditame ora destacado. Assim, configurado o comportamento omissivo do
Chefe do Poder Executivo catarinense, corroborado tanto pelos reajustes pontuais concedidos
a determinadas carreiras estaduais como pela ausência, nas leis orçamentárias dos últimos
anos, de dotações visando restituir as perdas salariais dos servidores, pretende propor ação
para ver declarada a omissão, tendo em vista a inexistência de norma regulamentadora do art.
37, X, da Carta Magna, bem como o estabelecimento do prazo de trinta dias para que o Exmo.
Sr. Governador do Estado de Santa Catarina encaminhe ao Poder Legislativo projeto de lei
específico, destinado a fixar ou manter a periodicidade máxima de 12 meses para reajuste dos
vencimentos.
DOS FUNDAMENTOS
A presente ação vem aparada pelo art. 12 B, I da Lei 9.868/99, devida a omissão
inconstitucional total quanto ao cumprimento de dever constitucional de legislar e art. 103, §
2° da CRFB, observando a legitimidade para sua propositura em conformidade com o art. 103,
CRFB e art. 12-A, Lei 9.868/99.
Sendo sabido que a remuneração dos servidores públicos somente poderá ser fixada ou
alterada por lei específica, sendo assegurada revisão geral anual, conforme previsão no art. 37,
X CRFB, demonstrando a omissão do Legislativo até a propositura da presente ação.
DA MEDIDA CAUTELAR
O periculum in mora faz-se pode ser observado na falta de aumento concedido para a
categoria desde 2003.
Ainda se observa a omissão e falta de isonomia, tendo em vista que as demais categorias
receberam aumento normalmente, sendo verificando desta forma inequivocamente o fumus
boni iuris, conforme reserva art. 103, § 2° da CRFB e art. 12-H, § 1° da Lei 9.868/99
Assim, presentes os requisitos do fumus boni iuris e do periculum in mora, é cabível e
necessária a concessão da liminar.
DOS PEDIDOS
Diante do exposto requer:
Seja deferida medida cautelar para determinar que o governo do Estado de Santa Catarina
adote as providências cabíveis e necessárias no prazo que este Tribunal entender razoável;
Seja notificado governador do Estado de Santa Catarina para manifestar-se sobre a medida
cautelar no prazo de 5 dias;
Seja intimado o procurador Geral da República para manifestar-se no prazo de 3 dias; (art. 12-
F, § 2° da Lei 9.868/99)
Seja julgado procedente o pedido para declarar a inconstitucionalidade por omissão, dando-se
ciência ao Executivo de Santa Catarina para que edite a norma omissa no prazo que este
Tribunal fixar.

DAS PROVAS
Segue em anexo a prova documental.
DO VALOR DA CAUSA
Dá-se a causa o valor de R$ __________
Nestes termos,
Pede deferimento.
Cidade, data
ADVOGADO / OAB