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n.

º atribuído de
acordo com o BREF ou
documento Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD
Conclusões MTD

BREF Fabrico de produtos de química orgânica fina (OFC), data de adopção


5.1. Prevenção e minimização de impactes ambientais
5.1.1. Prevenção de impactes ambientais MTD implementada? Descrição do modo de implementação VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro da gama de VEA/VCA Calendarização da implementação (mês.ano) / Descrição da técnica alternativa implementada Motivo da não aplicabilidade
5.1.1.1. Integração de considerações ambientais, saúde e segurança no desenvolvimento de processos
1. Dispor de um procedimento auditável para a integração das considerações ambientais, de saúde e de segurança no desenvolvimento de processos

2. Desenvolver novos processos que:

2. a) maximizem a incoporação de todas as matérias-primas no produto final


2. b) utilizem substâncias com reduzida ou sem toxicidade para a saúde humana e o ambiente
2. c) evitem a utilização de substâncias auxiliares
2. d) minimizem os requisitos de energia em reconhecimento dos impactes ambientais e económicos
2. e) utilizem recursos renováveis em deterimento das não renovárives, quanto técnica e economicamente viável
2. f) evitem desnecessárias reações de derivatização
2. g) utilizem reagentes catalíticos em vez de reagentes estequiométricos.
5.1.1.2. Segurança dos processos e prevenção de reações não pretendidas
5.1.1.2.1. Avaliação de Segurança
3. Conduzir uma avaliação estruturada de segurança para a operação normal da instalação e ter em consideração os efeitos devidos a desvios no processo químico e desvios no funcionamento da instalação.

4. A fim de assegurar que o processo pode ser controlado de forma adequada, é MTD aplicar uma ou a combinação das seguintes técnicas:

4. a) medidas organizacionais;
4. b) conceitos envolvendo técnicas engenharia de controlo;
4. c) bloqueador de reação (eg. neutralização, quenching)
4. d) arrefecimento de emergência
4. e) construção resistente à pressão
4. f) alívio de pressão
5.1.1.2.2. Manuseamento e Armazenagem de Substâncias Perigosas
5. Estabelecer e implementar procedimentos e medidas técnicas de limitação dos riscos associados ao manuseamento e armazenagem de susbtâncias perigosas

6. Providenciar formação suficiente e adequada dos operadores que manuseiam substâncias perigosas

5.1.2. Minimização de Impactes Ambientais


5.1.2.1. Design da instalação
7. Projetar novas instalações de modo a minimizar a ocorrência de emissões por aplicação de técnicas como:
7. a) utilizar equipamento fechado e selado;
7. b) fechar o edificio de produção e promover a sua ventilação mecanicamente
7. c) usar gás inerte para inertização de equipamentos onde os COV são manuseados
7. d) conetar os reatores a um ou mais condensadores para recuperação de solventes
7. e) conetar os condensadores ao sistema de recuperação/abatimento
7. f) usar fluxo de gravidade, ao invés de bombas (as bombas podem ser uma fonte importante de emissões fugitivas)
7. g) permitir a segregação e tratamento seletivo de correntes de águas residuais

7. h) permitir um elevado grau de automatização por aplicação de um sistema moderno de controlo de processos de modo a assegurar um funcionamento estável e eficiente

5.1.2.2. Proteção dos solos e contenção de águas


Projetar, construir, operar e manter as instalações onde sejam manuseadas substâncias (normalmente líquidas) que representem um potencial risco de contaminação dos solos e das águas subterrâneas, de modo a minimizar a possibilidade de derrames. As instalações devem ser estanques, estáveis e
8. suficientemente resistentes para fazer face a tensões mecânicas, térmicas ou químicas
9. Implementar medidas que possibilitem reconhecer rapidamente e com fiabilidade a existência de fugas

10. Garantir a existência de capacidades de retenção suficientes para conter derrames e fugas de substâncias com vista ao seu tratamento ou eliminação

11. Garantir a existência de capacidades de contenção suficientes para reter com segurança as águas de combate a incêndios e águas superficiais contaminadas

12. Aplicar todas as seguintes técnicas:

12. a) realizar a carga e descarga em áreas designadas dotadas de capacidade de contenção de fugas

12 b) armazenar e recolher materiais que aguardam eliminação em áreas designadas dotadas de capacidade de contenção de fugas

12. c) instalar alarmes de nível em sumidouros ou outras câmaras de tratamento a partir dos quais possam ocorrer derrames ou supervisionar regularmente a sua operação por pessoal

12. d) estabelecer programas de teste e inspeção de tanques e tubagens incluindo flanges e válvulas
12. e) assegurar medidas de controlo de derrames, como bacias de contenção e material adsorvente adequado
12. f) testar e evidenciar a integridade das bacias de contenção
12. g) equipar os tanques com medidas de proteção contra sobreenchimento
5.1.2.3. Minimização das emissões de COV
5.1.2.3.1. Encapsulamento de fontes
13. Conter e confinar fontes e emissões e fechar quaisquer aberturas, de modo a minimizar emissões não controladas.
5.1.2.3.2. Secagem em circuitos fechados
14. A secagem deve ser realizada utilizando circuitos fechados, incluindo condensadores para recuperação de solventes.
5.1.2.3.3. Limpeza de equipamentos utilizando solventes

15. Manter os equipamentos fechados durante a lavagem e limpeza com solventes.

5.1.2.3.4. Recirculação de vapores de processo


16. Recircular vapores de processo, nos casos em que as exigências de pureza o permitem.
5.1.2.4. Minimização dos volumes e cargas dos gases de exaustão
5.1.2.4.1. Fecho das aberturas
17. Fechar aberturas desnecessárias de modo a evitar a entrada de ar para o sistema de recolha de gases através dos equipamentos de processo
5.1.2.4.2. Teste da estanquidade do equipamento de processo ao ar

18. Assegurar a estanquidade dos equipamentos de processo ao ar, nomeadamente de tanques.

5.1.2.4.3. Inertização
19. Aplicação de inertização instantânea, em vez de inertização em contínuo.
5.1.2.4.4. Minimização do volume dos gases de exaustão dos processos de destilação
20. Minimizar o volume de gás de exaustão nos processos de destilação por otimização da configuração do condensador
5.1.2.4.5. Adição de líquidos a recipientes

Realizar a adição de líquidos a recipientes recorrendo a alimentação pelo fundo ou por meio de tubagem mergulhada, a menos que a química da reação e ou considerações de segurança o tornem impraticável. Nestas situações, a adição de líquidos pela parte superior do recipiente com a tubagem orientada
21. para as paredes do mesmo reduz os salpicos e, portanto, a carga orgânica no gás deslocado.

22. Se num recipiente forem adicionados sólidos e um líquido orgânico, utilizar sólidos como cobertura nos casos em que a diferença de densidades facilite a redução da carga orgânica no gás deslocado, a menos que a química da reação e ou considerações de segurança o tornem impraticável.

5.1.2.4.6. Minimização das concentrações de picos de emissões

23. Minimizar a acumulação de picos de carga e de caudal e picos de concentração das emissões associadas através de, por exemplo:
23. a) optimização da matriz de produção
23. b) aplicação de filtros de estabilização
5.1.2.5. Minimização de volume e carga das correntes residuais líquidas
5.1.2.5.1. Licores-mãe com elevado teor salino
24. Evitar a produção de licores-mãe com elevado teor salino ou possibilitar o tratamento dos licores-mãe por meio de técnicas alternativas de separação, por exemplo:
24. a) Processos de membrana
24. b) Processos que utilizam solventes
24. c) Extração reativa
24. d) Omitir o isolamento intermédio.
5.1.2.5.2. Lavagem de produto em contracorrente

25. Aplicar a lavagem de produtos em contracorrente quando a escala de produção justificar a introdução dessa técnica.

5.1.2.5.3. Geração de vácuo por meios isentos de água


26. Aplicar a produção de vácuo isenta de água
5.1.2.5.4. Determinação da conclusão das reações
27. Estabelecer procedimentos claros para a determinação do ponto final da reação, nos processos em descontínuo.
5.1.2.5.5. Refrigeração indireta
28. Aplicar refrigeração indireta.
5.1.2.5.6. Limpeza

29. Aplicar uma etapa de pré-lavagem previamente à lavagem/limpeza do equipamento de forma a minimizar a carga orgânica nas águas de lavagem.

5.1.2.6. Minimização do consumo de energia


30. Avaliar as opções e optimizar o consumo de energia
5.2. Gestão e tratamento de correntes residuais
5.2.1. Balanços de massa e análise de correntes residuais
5.2.1.1.1. Balanços de massa

31. Estabelecer balanços de massa anuais para COV (incluindo CHC), COT ou CQO, AOX ou EOX e metais pesados numa base anual

5.2.1.1.2. Análise das correntes residuais

32. Realizar uma análise detalhada das correntes residuais de modo a identificar a sua origem e dispor de um conjunto básico de dados para permitir a gestão e tratamento adequado das emissões gasosas, de águas residuais e resíduos sólidos.

5.2.1.1.3. Avaliação de fluxos de águas residuais

33. Avaliar, no mínimo, os parâmetros indicados na Tabela 5.1 do BREF nas correntes de águas residuais, a menos que o parâmetro possa ser considerado irrelevante do ponto de vista científico.

5.2.1.1.4. Monitorização das emissões para o ar


34. Monitorizar o perfil de emissões que reflita o modo operacional do processo de produção.

35. No caso de sistemas de tratamento/recuperação não oxidativo, aplicar um sistema contínuo de monitorização (eg.FID) quando as emissões gasosas de vários processos são tratadas num sistema de recuperação/tratamento central.

36. Monitorizar individualmente substâncias com potencial ecotoxicológico se tais substâncias forem libertadas.

5.2.1.1.5. Avaliação do volume individual de fluxos

37. Avaliar o volume individual do fluxo gás de exaustão proveniente dos equipamentos de processo encaminhados para os sistemas de recuperação/tratamento.

5.2.2. Reutilização de solventes


38. Reutilizar solventes tanto quanto o permitam os requisitos de pureza
38. a) Utilizar solventes de batches anteriores para batches subsequentes, se os requisitos de pureza o permitirem
38. b) Recolher solventes usados para purificação na própria instalação ou no exterior, e reutilizá-los
38. c) Recolher solventes usados para utilização do seu poder calorífico na própria instalação ou no exterior.
5.2.3. Tratamento de gases de exaustão
5.2.3.1. Seleção de técnicas de recuperação/redução de COV e níveis de emissões alcançáveis
5.2.3.1.1. Seleção de técnicas de recuperação/redução de COV

39. Selecionar técnicas de recuperação e redução de COV com base no diagrama da Figura 5.1 do BREF

5.2.3.1.2. Técnicas não-oxidativas de recuperação e redução de COV

40. Reduzir as emissões de forma a alcançar os níveis indicados na Tabela 5.2 do BREF quando são utilizadas técnicas não-oxidativas de recuperação ou redução de COV

5.2.3.1.3. Redução de COV por técnicas de oxidação térmica/incineração ou oxidação catalítica

41. Reduzir as emissões de COV de forma a alcançar os níveis indicados na Tabela 5.3 do BREF quando são utilizadas técnicas de oxidação térmica/incineração ou oxidação catalítica.

5.2.3.2. Recuperação/redução de NOx


5.2.3.2.1. NOx da incineração/oxidação térmica ou oxidação catalítica

42. Para processos de oxidação térmica/incineração ou oxidação catalítica, alcançar os níveis de emissões de NOx indicados na Tabela 5.5 do BREF e, se necessário, aplicar um sistema DeNOx (eg. SCR ou SNCR) ou processo de combustão em dois estágios para atingir tais níveis

5.2.3.2.2. NOx de processos químicos

No que respeita às emissões gasosas de processos químicos de produção, alcançar os níveis de emissões de NOx indicados na Tabela 5.5 do BREF e, se necessário, aplicar técnicas de tratamento como lavagem ou lavagem em cascata de gases, utilizando H2O e/ou H2O2 como meio de lavagem para
43. atingir tais níveis

5.2.3.3. Recuperação/redução de HCl, Cl2 e HBr/Br2

44. Alcançar os níveis de emissão de HCl previstos no BREF e, se necessário, aplicar um ou mais sistemas de lavagem, usando meios de lavagem como H2O ou NaOH a fim de alcançar tais níveis.

45. Alcançar os níveis de emissão Cl2 previstos no BREF e, se necessário, aplicar técnicas tais como a absorção do excesso de cloro e/ou sistema de lavagem, utilizando meios de lavagem como NaHSO3 a fim de alcançar tais níveis.

46. Alcançar os níveis de emissão de HBr previstos no BREF e, quando necessário, aplicar sistema de lavagem utilizando meios de lavagem como H2O ou NaOH, a fim de alcançar tais níveis.

5.2.3.4. Níveis de emissão de NH3


5.2.3.4.1. Remoção de NH3 dos gases de exaustão

47. Alcançar os níveis de emissão de NH3 previstos no BREF e, se necessário, aplicar sistema de lavagem utilizando meios de lavagem como H2O ou ácido, a fim de alcançar tais níveis

5.2.3.4.2. NH3 de escape do sistema DeNOX

48. Alcançar níveis de escape de NH3 dos sistemas SCR ou SNCR previstos no BREF

5.2.3.5. Remoção de SOx dos gases de exaustão

49. Alcançar níveis de emissão de SOx previstos no BREF e, se necessário, aplicar sistema de lavagem utilizando meios de lavagem como H2O ou NaOH, a fim de alcançar tais níveis

5.2.3.6. Remoção de partículas dos gases de exaustão

50. Alcançar níveis de emissão de partículas previstos no BREF e, se necessário, aplicar técnicas como filtros de saco, filtros de mangas, ciclones, lavadores de gases, precipitadores eletrostáticos em base húmida, a fim de atingir tais níveis

5.2.3.7. Remoção de cianetos livres dos gases de exaustão

51. Remover cianetos livres dos gases de exaustão e alcançar um nível de emissão de gases residuais de acordo com o previsto no BREF

5.2.4. Gestão e tratamento de águas residuais


5.2.4.1. Correntes residuais líquidas típicas para segregação, pré-tratamento ou eliminação
5.2.4.1.1. Licores-mãe de processos de halogenação e sulfocloração

52. Segregar e pré-tratar ou eliminar licores-mãe provenientes de processos de halogenação e sulfocloração

5.2.4.1.2. Correntes de águas residuais contendo substâncias biologicamente ativas

53. Pré-tratar correntes de águas residuais que contenham teores de substâncias biologicamente ativas, susceptiveis de pôr em risco o tratamento posterior das águas residuais ou o meio receptor após a descarga.

5.2.4.1.3. Ácidos usados dos processos de sulfonação ou nitração

54. Segregar e a recolher separadamente ácidos usados, eg. provenientes de sulfonações ou nitrações, para recuperação na instalação ou no exterior

5.2.4.2. Tratamento de efluentes residuais líquidos com cargas orgânicas refractárias significativas
5.2.4.2.1. Carga orgânica refratária relevante

55. Para efeitos do pré-tratamento, classificar a carga orgânica da seguinte forma:

55. a) uma carga orgânica refratária não é relevante se a corrente de água residual evidenciar uma biodegradibilidade superior a cerca de 80 a 90 %

55. b) Em casos de biodegradibilidade baixa, a carga orgânica refratária não será relevante se for inferior à gama de cerca de 7,5 a 40 kg de COT por batchou por dia

5.2.4.2.2. Segregação e pré-tratamento


56. Segregar e pré-tratar as correntes de águas residuais contendo importantes cargas orgânicas refratárias
5.2.4.2.3. Eliminação global de CQO

57. Relativamente às correntes de águas residuais segregadas contendo cargas orgânicas refratárias relevantes, atingir taxas globais de eliminação de CQO superiores a 95% para o tratamento combinado (pré-tratamento e do tratamento biológico)

5.2.4.3. Recuperação de solventes de correntes de águas residuais

Recuperar solventes de correntes de águas residuais para reutilização na própria instalação ou no exterior, recorrendo a técnicas como stripping, destilação/retificação, extração ou combinações das mesmas. se os custos do tratamento biológico e da compra de solventes frescos forem superiores aos
58. custos da recuperação e purificação

59. Recuperar solventes a partir de correntes de águas residuais com vista à utilização do seu poder calorífico, se o balanço energético revelar que, globalmente, os combustíveis naturais podem ser substituidos

5.2.4.4. Remoção de compostos halogenados das correntes de águas residuais


5.2.4.3.1. Remoção de hidrocarbonetos clorados purgáveis (CHCs)

60. Remover das correntes de águas residuais os CHC purgáveis através de, eg.stripping, retificação ou extração e atingir atingir o somatório de concentrações previstas no BREF à saída do pré-tratamento ou a à entrada da ETAR biológica da instalação ou à entrada do sistema de drenagem municipal

5.2.4.3.2. Pré-tratamento de correntes de águas residuais contendo AOX

61. Pré-tratar as correntes de águas residuais com cargas significativas de AOX e atingir os níveis de AOX previstos no BREF à entrada da ETAR biológica da instalação ou à entrada do sistema de drenagem municipal

5.2.4.5. Pré-tratamento de águas residuais contendo metais pesados

Pré-tratar as correntes de águas residuais contendo teores significativos de metais pesados ou de compostos de metais pesados provenientes de processos nos quais sejam deliberadamente utilizados e atingir os níveis de concentrações previstos no BREF à entrada da ETAR biológica da instalação ou à
62. entrada do sistema de drenagem municipal.

5.2.4.6. Destruição de cianetos livres

63. Recuperar as correntes de águas residuais que contenham cianetos livres de modo a substituir matérias-primas quando tecnicamente possível

64. Pré-tratar as correntes de águas residuais que contenham cargas significativas de cianetos e atingir níveis previstos no BREF na corrente de efluente tratado

65. Assegurar o tratamento adequado numa ETAR biológica

5.2.4.7. Tratamento biológico de águas residuais

66. Após a aplicação das MTD 5.2.4.1, 5.2.4.2, 5.2.4.3, 5.2.4.4 e 5.2.4.5, proceder ao tratamento, numa ETAR biológica, dos efluentes que contenham elevada carga orgânica, como águas residuais provenientes de processos de produção, águas de lavagem e de limpeza

5.2.4.7.1. Tratamento na própria instalação e tratamento combinado

67. Assegurar que o tratamento combinado de águas residuais não é globalmente inferior ao que seria no caso do tratamento ser realizado na própria instalação.

5.2.4.7.2. Taxas de eliminação e níveis de emissão

68. Aproveitar o mais possível a capacidade de degradação biológica do efluente total e alcançar taxas de eliminação de CBO5 superiores a 99% e emissões médias anuais de CBO5 de acordo com o previsto no BREF

69. Alcançar os níveis de emissão indicados na Tabela 5.8 do BREF.

5.2.4.8. Monitorização do efluente total

70. Monitorizar regularmente o efluente total à entrada e à saída da ETAR biológica medindo, pelo menos, os parâmetros indicados na Tabela 5.1 do BREF

5.2.4.8.1. Biomonitorização

71. Proceder à biomonitorização regular do efluente total após a ETAR biológica, quando são manuseadas ou produzidas, intencionalmente ou não, substâncias com potencial ecotoxicológico

5.2.4.8.2. Monitorização em contínuo da toxicidade

72. Monitorizar, em contínuo, a toxicidade em combinação com a medição em contínuo do COT, nos casos em que se encontra identificado o risco de toxicidade aguda residual

5.3. Gestão Ambiental


73. Implementar e aderir a um Sistema de Gestão Ambiental (SGA) que integre, em função de circunstâncias individuais, os requisitos identificados no BREF

Sim
Não
Não aplicável
A implementar
A avaliar
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS - Conclusões MTD

BREF - Produção de cloro e álcalis (CAK)| Data de adoção: 12/2013 | Versão: 06.10.2017
Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta à Decisão de Execução da Comissão 2013/732/UE.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

CONCLUSÕES MTD
1. Técnica da Célula
Constitui MTD para a produção de cloro e álcalis a utilização de uma das técnicas que se seguem, ou de uma combinação das mesmas. A técnica das células de mercúrio não pode
MTD 1. ser considerada MTD em caso algum. A utilização de diafragmas de amianto não é MTD.

1. a) Técnica das células de membrana bipolares

1. b) Técnica das células de membrana monopolares

1. c) Técnica das células de diafragma isento de amianto

2. Desmantelamento ou reconversão das instalações de células de mercúrio

A fim de reduzir as emissões de mercúrio e a produção de resíduos contaminados com mercúrio durante o desmantelamento ou a reconversão das instalações de células de
MTD 2. mercúrio, a MTD consiste em elaborar e aplicar um plano de desmantelamento que inclua todos os seguintes elementos:

2. i. Recurso a pessoal com experiência na operação da antiga instalação, em todas as fases de elaboração e execução;

2. ii. Estabelecimento de procedimentos e instruções para todas as fases de execução

2. iii. Estabelecimento de um programa pormenorizado de formação e supervisão do pessoal sem experiência de manuseamento de mercúrio

2. iv. Determinação da quantidade de mercúrio metálico a recuperar e estimativa da quantidade de resíduos a eliminar, bem como do respetivo grau de contaminação de mercúrio

2. v. Disponibilização de zonas de trabalho:

2. v. a) Cobertas;

2. v. b) Equipamentos com pisos lisos, inclinados, e impermeáveis de forma a encamihar o mercúrio derramado para recipientes de recolha;

2. v. c) Bem iluminadas;

2. v. d) Isentas de obstruções e detritos que possam absorver mercúrio;

2. v. e) Equipadas com um sistema de abastecimento de água para lavagem;

2. v. f) Ligadas a um sistema de tratamento de águas resíduais.

2. vi. Esvaziamento das células e transferência do mercúrio metálico para os contentores:

2. vi. a) Mantendo o sistema fechado, se possível;

2. vi. b) Procedendo à lavagem de mercúrio;

2. vi. c) Recorrendo a transferências por ação da gravidade, se possível;

2. vi. d) Eliminando as impurezas sólidas do mercúrio, se necessário;

2. vi. e) Enchendo os contentores a ≤ 80% da sua capacidade volumétrica

2. vi. f) Selando hermeticamente os contentores após o enchimento;

2. vi. g) Lavando as células vazias antes do seu enchimento com água.

2. vii. Realização de todas as operações de desmantelamento e demolição da seguinte forma:

2. vii. a) Substituição do corte de equipamentos a quente pelo corte a frio, se possível;

2. vii. b) Armazenagem dos materiais contaminados em zonas adequadas;

2. vii. c) Lavagem frequente do piso da zona de trabalho;

2. vii. d) Limpeza rápida dos derrames de mercúrio por recurso a equipamentos de aspiração com filtros de carvão ativado;

2. vii. e) Contabilização dos fluxos de resíduos;

2. vii. f) Separação dos resíduos contaminados com mercúrio dors resíduos não contaminados;

2. vii. g) Descontaminação dos resíduos contaminados com mercúrio por recurso a técnicas de tratamento mecânicas e físicas (p.e. lavagem, vibração ultrassónica, aspiração), químicas (p.e. lavagem
com hipocloritos, salmoura clorada ou peróxido de hidrogénio) e/ou térmicas (p.e destilação/destilação seca);

2. vii. h) Reutilização ou reciclagem dos equipamentos descontaminados, se possível;

2. vii. i) Descontaminação do edificio através da limpeza das paredes e do chão, seguida de revestimento ou pintura, de forma a impermeabilizar a superfície, em caso de reutilização do edifício;

2. vii. j) Descontaminação ou renovação dos sistemas de recolha de águas resíduais na instalação ou em seu redor;

Confinamento da zona de trabalho e tratamento do ar de ventilação sempre que se prevejam concentrações elevadas de mercúrio (p.e. no caso da lavagem a alta pressão); as técnicas de
2. vii. k) tratamento do ar de ventilação incluem a adsorção em carvão ativado iodado ou sulfurado, a depuração com hipoclorito ou salmoura clorada e a adição de cloro para obter dicloreto de dimercúrio
sólido;

2. vii. l) Tratamento deas águas resíduais que contenham mercúrio, incluindo as águas de lavagem dos equipamento de proteção individual;

2. vii. m) Monitorização do mercúrio no ar, na água e nos resíduos, em especial num período adequado após a conclusão do desmantelamento ou da conversão;

2. viii. Se necessário, armazenagem temporária do mercúrio metálico no local, em instalações de armazenagem:

2. viii. a) Bem iluminadas e ao abrigo dos agentes meteorológicos;

2. viii. b) Dotadas de um confinamento secundário adequado com capacidade de retenção de 110% do volume líquido de cada contentor;

2. viii. b) Isentas de obstruções e detritos que possam absorver mercúrio;

2. viii. d) Equipadas com equipamentos de aspiração com filtros de carvão ativado;

2. viii. e) Inspecionadas periodicamente, tanto visualmente como com equipamentos de monitorização do mercúrio.

2. ix. Se necessário, transporte, eventual tratamento e eliminação dos resíduos.


ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS - Conclusões MTD

BREF - Produção de cloro e álcalis (CAK)| Data de adoção: 12/2013 | Versão: 06.10.2017
Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta à Decisão de Execução da Comissão 2013/732/UE.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

A fim de reduzir as emissões de mercúrio para a água durante o desmantelamento ou a reconversão das instalações de células de mercúrio, a MTD consiste em utilizar uma das
MTD 3. técnicas que se seguem, ou uma combinação das mesmas.

3. a) Oxidação e permuta iónica

3. b) Oxidação e permuta iónica

3. c) Redução e adsorção em carvão ativado

3. Produção de águas residuais

MTD 4. A fim de reduzir a produção de águas residuais, a MTD consiste em utilizar uma das técnicas que se seguem, ou uma combinação das mesmas.

4. a) Recirculação da salmoura

4. b) Reciclagem de outras correntes de processos

4. c) Reciclagem de águas residuais com sal provenientes de outros processos de produção

4. d) Utilização de águas residuais em soluções para extração mineira

4. e) Concentração das lamas de filtração das salmouras

4. f) Nanofiltração

4. g) Técnicas para a redução das emissões de cloratos

4. Eficiência energética

MTD 5. A fim de utilizar de forma eficaz a energia no processo de eletrólise, a MTD consiste em utilizar uma combinação das técnicas que se seguem.

5. a) Membranas de alta eficiência

5. b) Diafragmas isentos de amianto

5. c) Elétrodos e revestimentos de alta eficiência

5. d) Salmoura de elevada pureza

MTD 6. A fim de utilizar de forma eficaz a energia, a MTD consiste em maximizar a utilização do hidrogénio produzido na eletrólise como reagente químico ou combustível.

5. Monitorização das emissões

Considera-se MTD a monitorização das emissões para a atmosfera e para a água por recurso a técnicas conformes com as normas EN, com as frequências referidas no BREF. Na
MTD 7. falta de normas EN, a MTD consiste em utilizar normas ISO, normas nacionais ou outras normas internacionais que garantam a obtenção de dados de qualidade científica
equivalente.

6. Emissões para a atmosfera


A fim de reduzir as emissões canalizadas de cloro e de dióxido de cloro para a atmosfera provenientes do tratamento do cloro, a MTD consiste na conceção, manutenção e
MTD 8. funcionamento de uma unidade de absorção de cloro que combine, de forma adequada, as seguintes características:

8. i. Unidade de absorção baseada em colunas de enchimento e/ou em ejetores com uma solução alcalina (p.e. solução de hidróxido de sódio), que constitui o líquido de depuração;

8. ii. Equipamento de dosagem de peróxido de hidrogénio ou dispositivo de depuração por via húmida com peróxido de hidrogénio, se necessário, para reduzir as concentrações de dióxido de cloro;

Dimensão adequada ao cenário mais pessimista (com base na avaliação dos riscos), em termos de quantidade de cloro produzido e caudal (absorção da totalidade da produção do
8. iii. compartimento das células por um período suficiente, até a instalação ser encerrada);

8. iv. Capacidade de abastecimento e armazenagem do líquido de depuração adequada para assegurar uma reserva em permanência;

8. v. Dimensionamento das colunas de enchimento de molde a evitar transbordos, em quaisquer circunstâncias;

8. vi. Prevenção da entrada de cloro líquido na unidade de absorção;

8. vii. Prevenção do refluxo de líquido de depuração para o sistema de processamento de cloro;

8. viii. Prevenção da precipitação de sólidos na unidade de absorção;

8. ix. Utilização de permutadores de calor para manter permanentemente a temperatura na unidade de absorção abaixo de 55 °C

8. x. Introdução do ar de diluição após a absorção do cloro, de forma a evitar a formação de misturas de gases explosivas;

8. xi. Utilização de materiais de construção que suportem em permanência condições extremamente corrosivas;

Utilização de equipamentos de reserva, como um depurador adicional montado em série com o depurador em funcionamento, um reservatório de emergência com líquido de depuração
8. xii. alimentado por gravidade, ventiladores e bombas de recurso e de reserva

8. xiii. Instalação de um sistema de reserva independente para os equipamentos elétricos críticos;

8. xiv. Instalação de um comutador automático para o sistema de reserva em caso de emergência; tanto o comutador como o sistema de reserva devem ser ensaiados periodicamente;

8. xv. Instalação de um sistema de monitorização, com alarme, dos seguintes parâmetros:

8. xv. a) Cloro à saída da unidade de absorção e na zona circundante;

8. xv. b) Temperatura dos líquidos de depuração;

8. xv. c) Potencial de redução e alcalinidade dos líquidos de depuração;

8. xv. d) Pressão de sucção;

8. xv. e) Caudal dos líquidos de depuração.


ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS - Conclusões MTD

BREF - Produção de cloro e álcalis (CAK)| Data de adoção: 12/2013 | Versão: 06.10.2017
Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta à Decisão de Execução da Comissão 2013/732/UE.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

MTD 9. A utilização de tetracloreto de carbono para eliminar tricloreto de azoto ou recuperar o cloro dos gases residuais não é MTD.

A utilização de fluidos refrigerantes com potencial de aquecimento global elevado (superior a 150 – caso, por exemplo, de muitos hidrofluorocarbonetos), em novas unidades de
MTD 10. liquefação de cloro não pode ser considerada uma MTD.

7. Emissões para a água

MTD 11. A fim de reduzir as emissões de poluentes para a água, a MTD consiste em utilizar uma combinação das técnicas que se seguem.

11. a) Técnicas integradas nos processos

11. b) Tratamento das águas resíduais na fonte

11. c) Pré-tratamento das águas resíduais

11. d) Tratamento final das águas resíduais

A fim de reduzir as emissões para a água de cloretos provenientes de instalações de produção de cloro e álcalis, constitui MTD a utilização de uma combinação das técnicas
MTD 12. indicadas na MTD 4.

A fim de reduzir as emissões para a água de cloro livre proveniente de uma instalação de produção de cloro e álcalis, constitui MTD tratar as correntes de águas residuais que
MTD 13. contenham cloro livre tão perto quanto possível da fonte, de forma a evitar fugas de cloro e/ou a formação de compostos orgânicos halogenados, utilizando uma das técnicas que se
seguem, ou uma combinação das mesmas.

13. a) Redução química

13. b) Decomposição catalítica

13. c) Decomposição térmica

13. d) Decomposição ácida

13. e) Reciclagem das águas residuais

A fim de reduzir as emissões para a água de cloratos provenientes de instalações de produção de cloro e álcalis, constitui MTD a utilização de uma das técnicas que se seguem, ou
MTD 14.
de uma combinação das mesmas.

14. a) Membranas de alta eficiência

14. b) Revestimentos de alta eficiência

14. c) Salmoura de elevada pureza

14. d) Acidificação da salmoura

14. e) Redução ácida

14. f) Redução catalítica

14. g) Utilização de correntes de águas residuais com cloratos em outras unidades de produção

A fim de reduzir as emissões para a água de compostos orgânicos halogenados provenientes de instalações de produção de cloro e álcalis, a MTD consiste na utilização de uma das
MTD 15. técnicas que se seguem, ou de uma combinação das mesmas.

15. a) Seleção e controlo do sal e das matérias conexas

15. b) Purificação de água

15. c) Seleção e controlo dos equipamentos

8. Produção de resíduos
A fim de reduzir a quantidade de ácido sulfúrico usado enviado para eliminação, a MTD consiste em utilizar uma das técnicas a seguir indicadas, ou uma combinação das mesmas. A
MTD 16. neutralização do ácido sulfúrico utilizado na secagem do cloro com reagentes virgens não é MTD.

16. a) Utilização in situ ou no exterior


16. b) Reconcentração

9. Reabilitação dos locais

MTD 17. A fim de reduzir a contaminação do solo, das águas subterrâneas e do ar, bem como cessar a dispersão dos poluentes e a sua transferência para a biota a partir de instalações de
produção de cloro e álcalis contaminadas, a MTD consiste em conceber e aplicar um plano de reabilitação do local que inclua todos os seguintes elementos:

17. i) Aplicação de técnicas de emergência destinadas a limitar as vias de exposição e a expansão da contaminação;

17. ii) Estudo teórico para identificar a origem, a dimensão e a natureza da contaminação (p.e. mercúrio, PCDD/PCDF, naftalenos policlorados);

17. iii) Caracterização da contaminação, incluindo a realização de inquéritos e a elaboração de um relatório;

17. iv) Avaliação dos riscos no tempo e no espaço em função da utilização atual e da utilização futura aprovada para o local;

17. v) Elaboração de um projeto de engenharia, incluindo:

17. v) a) Descontaminação e/ou confinamento permanente;

17. v) b) Calendarização;

17. v) c) Plano de monitorização

17. v) d) Planeamento financeiro e investimentos para alcançar o objetivo

17. vi) Execução do projeto de engenharia de modo a que o local, atendendo à sua utilização e à sua utilização futura aprovada, deixe de representar um risco si

17. vii) Se necessário, estabelecimento de restrições à utilização do local devido a contaminações residuais, atendendo à utilização atual e à utilização futura aprovada do local;

17. viii) Monitorização conexa no local e nas zonas envolventes, com o objetivo de verificar o cumprimento e a manutenção dos objetivos.
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS

BREF - Fabrico de produtos cerâmicos (CER) | Data de adoção: 08/2007 | Versão: 06.10.2017
Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta ao respetivo BREF.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

5.1. MTD GERAIS


5.1.1 Gestão Ambiental

Implementar e aderir a um Sistema de Gestão Ambiental (SGA) que incorpore, conforme aplicável às circunstâncias de cada caso, os seguintes elementos (ver Seção 4.7):

a) definição de uma política ambiental para a instalação pela gestão de topo (o empenho da gestão de topo é visto como uma condição prévia para a aplicação com sucesso de outros elementos
dos SGA);

b) planeamento e definição dos procedimentos necessários;


c) implementação dos procedimentos, prestando particular atenção a:
i. Estrutura e responsabilidade;
ii. Formação, sensibilização e competência;
iii. Comunicação;
iv. Envolvimento dos colaboradores;
v. Documentação;
vi. Controlo eficiente do processo;
vii. Programa de manutenção;
viii. Preparação e resposta a emergências;
ix. Salvaguardar o cumprimento da legislação ambiental.
d) Verificar o desempenho e implementar ações correctivas, prestando particular atenção a:
i. monitorização e medição (ver também o Documento de Referência sobre Monitorização de Emissões);
ii. Ações corretivas e preventivas;
iii. Manter registos;

Auditoria interna independente (quando exequível) a fim de determinar se o SGA está em conformidade com as disposições planeadas para a gestão ambiental e se foram adequadamente
iv. implementadas e mantidas.

e) Revisão pela gestão de topo.


Três outros elementos, que podem complementar as fases acima descritas, são consideradas medidas de apoio (facultativas). Contudo, a sua ausência normalmente não é
inconsistente com as MTD. Estes três passos adicionais são:

f) o sistema de gestão e o processo de auditoria estarem analisados e validados por um organismo de certificação acreditado ou um verificador externo ao SGA;

preparação e publicação regular (e possivelmente validação externa) de uma declaração ambiental que descreva todos os aspetos ambientais significativos da instalação, permitindo a
g) comparação anual face aos objetivos e metas ambientais, bem como com valores de referências do setor (benchmark), conforme apropriado;

implementação e adesão a um sistema voluntário internacional como o EMAS e EN ISO 14001: 2004. Este passo voluntário pode dar maior credibilidade ao SGA. Em particular, o EMAS, que
h) incorpora todos os elementos acima mensionados, dá valor maior credibilidade. Contudo, sistemas não normalizados podem, em princípio, ser igualmente eficazes desde que sejam
apropriadamente planeados e implementados.

No caso específico da indústria cerâmica, é também importante considerar os seguintes elementos potenciais dos SGA:

i) o impacte ambiental na fase de planeamento de uma nova fábrica;


j) desenvolvimento de tecnologias mais limpas;

quando exequível, a aplicação regular de benchmarking setorial, incluindo eficiência energética e atividades de conservação de energia, escolha de materiais para o processo, emissões
k) atmosféricas, descargas para água, consumo de água e geração de resíduos.

5.1.2. Consumo de energia

a) Reduzir o consumo de energia pela aplicação da combinação das seguintes técnicas:

Melhor concepção dos fornos e secadores. Neste contexto, ver Seção 4.1.1 onde são apresentadas várias medidas que podem ser aplicadas a sistemas de fornos/secadores individualmente ou
I. em combinação, designadamente:

controlo automático dos circuitos de secagem

controlo automático da humidade e da temperatura no interior do secador

instalação de ventiladores de impulsão distribuídos em zonas dos secadores com contributos térmicos independentes (ajustáveis por zonas) para obter a temperatura necessária

uma melhor selagem dos fornos, p. ex., a cobertura metálica e a utillização de areia ou água como vedantes em fornos de túnel e em fornos intermitentes, resulta numa redução das perdas de calor

um melhor isolamento térmico dos fornos, p. ex. através da utilização de revestimentos isolantes refratários ou de fibras cerâmicas (lã mineral), resulta numa redução das perdas de calor

melhores revestimentos refratários dos fornos e dos vagões do forno reduzem o período de arrefecimento e, em resultado disso, as perdas de calor associadas (perdas de saída)

a utilização de queimadores de alta velocidade melhora a eficiência da combustão e da transferência de calor

a substituição de fornos antigos por fornos de túnel novos, maiores em tamanho e em largura, ou com a mês mesma capacidade ou - se o processo o permitir - fornos de cozedura rápida (por
exemplo, fornos de rolos), pode resultar na redução dos consumos específicos de energia

o controlo interativo informatizado dos regimes de cozedura dos fornos resulta numa redução do consumo de energia e também numa diminuição das emissões dos poluentes atmosféricos

uma menor utilização dos auxiliares de cozedura e/ou a utilização de auxiliares de cozedura feitos de SiC/superligas provoca um menos consumo de energia para aquecer o sistema de
cozedura. Também podem ser aplicados auxilaires de cozedura efetuados com SiC aos fornso de rolos com tecnologia de cozedura rápida

a otimização da passagem entre o secador e o forno, juntamente com a utilização da zona de pré-aquecimento do forno para terminar o processo de secagem - se o processo de fabrico o
permitir - evita o arrefecimento desnecessário do materila seco antes do processo de cozedura

a redução da quantidade de ar circulante no caso do forno rotativo de fabrico de agregados de argila expandida pode resumir o consumo de energia

Recuperação do calor em excesso nos fornos, especialmente das zonas de arrefecimento (ver Seção 4.1.2). Em particular, o calor residual da zona de arrefecimento dos fornos sob a forma de
II. ar quente pode ser usado no aquecimento de secadores

Substituição de combustível utilizados no processo de cozedura (substituição de fuelóleo pesado e combustíveis sólidos por combustíveis de baixas emissões). Neste contexto ver Seção 4.1.4,
III. considerando a alteração do processo de aquecimento dos fornos para combustíveis gasosos ou fuelóleo leve EL (baixo teor de enxofre)

modificação dos corpos cerâmicos. Neste contexto ver ver Secção 4.1.5, onde são apresentadas várias possibilidades e aplicabilidades para a modificação dos corpos/materiais cerâmicos,
IV. designadamente:

alteração na composição dos corpos cerâmicos de forma a reduzir a o tempo necessário para a secagem e a cozedura, estimulando a utilização de fornos de cozedura rápida com menor
capacidade

a utilização de aditivos formadores de poros para a reduzir a condutividade térmica dos blocos de argila e para diminuir a quantidade de energia necessária para a cozedura
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS

BREF - Fabrico de produtos cerâmicos (CER) | Data de adoção: 08/2007 | Versão: 06.10.2017
Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta ao respetivo BREF.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

redesenho dos produtos cerâmicos de forma a reduzir a massa

redução da quantidade de água no processo de mistura

redução da temperatura de cozedura e do tempo de residência pela utilização de mistura de auxilares de sinterização e de agentes de formação de vidro, caso possível

b) Reduzir o consumo de energia primária através da aplicação de co-geração/produção combinada de calor e eletricidade (ver Seção 4.1.3), com base na procura útil de calor dentro
de esquemas de regulação de calor que sejam economicamente viáveis.
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS

BREF - Fabrico de produtos cerâmicos (CER) | Data de adoção: 08/2007 | Versão: 06.10.2017
Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta ao respetivo BREF.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

5.1.3. Emissões de poeiras


5.1.3.1. Emissões difusas de poeiras

Reduzir as emissões difusas de poeiras através do uso de uma combinação das seguintes técnicas:

a) Medidas para operações com elevadas emissões de poeiras (pulverulentas). Neste contexto ver Seção 4.2.1, onde são apresentadas várias medidas diferentes, que podem ser aplicadas
individualmente ou em combinação, designadamente:

confinamento das operações que produzem poeiras, tais como moagem, peneiração e mistura;

utilização de misturadores cobertos e com sistema de aspiração ou de moinhos de mandíbulas

filtração do ar deslocado enquanto se carregam os misturadores ou o equipamento de doseamento

silos de armazenamento com capacidade adequada, indicadores de nível com interruptores e com filtros para lidar com o ar deslocado saturado de poeiras durante as operações de enchimento

telas de transporte rolante cobertas para matérias-primas potencialmente pulverulentas

preferência por um processo de circulação nos sistemas transportadores pneumáticos

manuseamento do material em sistemas fechados mantidos sob pressão negativa e eliminação das poeiras do ar da sucção

redução das fugas de ar e dos pontos de derrame, demolição da instalação

Medidas para áreas de armazenamento. Neste contexto ver Seção 4.2.2, onde são apresentadas várias medidas diferentes, as quais podem ser aplicadas individualmente ou em combinação,
b) nomeadamente:

reduzir a emissão de poeiras, sobretudo de poeiras difusas, em locais de armazenamento a granel a céu aberto de matérias-primas minerais envolvendo-os com anteparos , paredes ou com
uma vedação formada por sebes vivas (barreiras artificiais ou naturais para proteger os montes a céu aberto do vento)

Controlo da altura da descarga à altura variável da pilha, se for possível automaticamente, ou redução da velocidade de descarga nas zonas de armazenamento;

manter os locais húmidos, em particular nas zonas secas, utilizando aspersores (no caso de a fonte de poeira ser localizada, pode instalar-se um sistema de aspersão) e limpos com camiões
de limpeza

Utilização de sistemas de aspiração (fixos ou móveis) para evitar a formação de poeiras difusas durante as operações de remoção.

5.1.3.2. Emissões pontuais de poeiras resultantes de operações com elevadas emissões de poeiras

Reduzir as emissões pontuais de poeiras resultantes de operações com elevadas emissões de poeiras para 1-10 mg/m³, médias de meia hora, através da aplicação de filtros de
mangas. Este intervalo pode ser maior, dependendo das condições concretas de funcionamento. Algumas das técnicas direcionadas exclusivamente para a remoção de poeiras
consistem da utilização de:

separadores centrífugos

filtros de mangas

filtros laminares sinterizados

separadores por via húmida de partículas

precipitadores eletroestáticos

5.1.3.3. Emissões de poeiras resultantes de processos de secagem

Manter as emissões de poeiras entre 1-20 mg/m³ (valor médio diário), através da limpeza dos secador, evitando a acumulação de resíduos de poeiras no secador e ainda adoptando
procedimentos de manutenção adequados (ver Seção 4.2)

5.1.3.4 Emissões de poeiras resultantes dos processos de cozedura nos fornos

Reduzir as emissões (partículas) de efluentes gasosos no processo de cozedura nos fornos até 1-20 mg/mm³, como valor médio diário, através do uso de uma combinação das
seguintes técnicas/métodos primários:

a) utilização de combustíveis com baixo nível de cinzas (p.e. gásnatural, GNL, GPL e fuelóleo extra leve);
b) minimização da formação de poeiras causadas nas operações de carga do material a cozer no forno.

Através do uso de sistemas de tratamento (depuração) a seco de efluentes gasosos com um filtro, consideram-se níveis de emissão de efluentes gasosos menores do que 20
mg/m³

Através da aplicação de colunas de adsorção em série, consideram-se níveis de emissão de poeiras inferior a 50 mg/mm³ nos efluentes gasosos tratados (gases à saida)

5.1.4 Compostos Gasosos


5.1.4.1 Medidas/técnicas primárias

Reduzir as emissões de compostos gasosos (ou seja, HF, HCl, SOx, COV, metais pesados) de efluentes gasosos resultantes da cozedura nos fornos através da aplicação de uma ou
a) de uma combinação das seguintes medidas/técnicas primárias:

I. Redução da entrada de precursores dos poluentes:

Óxidos de Enxofre (SOx): utilização de matérias-primas, de combustíveis (gás natural ou GPL) e aditivos (p. ex. areia) com baixos teores de enxofre

Óxidos de Azoto (NOx): minimização dos compostos de azoto nas matérias-primas e aditivos;

Compostos Inorgânicos Clorados: utilização de matéria-prima e de aditivos com baixo teor de cloro;

Compostos Inorgânicos Fluorados: utilização de matéria-prima e de aditivos com baixo teor de flúor;

Compostos Orgânicos Voláteis (COV): minimização de compostos orgânicos nas matérias-primas, aditivos e ligantes

Metais Pesados: utilização de matéria-prima e de combustível com baixo teor destes elementos e minimização da utilização nos processos de engobagem e/ou vidragem.

II. Otimização da curva da cozedura, através de:

Redução da velocidade de aquecimento no intervalo mais baixo de temperatura (até 400ºC);

Aumento da velocidade de aquecimento no intervalo entre os 400ºC e a temperatura de cozedura;

Redução da temperatura de cozedura;

Ciclos de cozedura mais rápidos;


ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS

BREF - Fabrico de produtos cerâmicos (CER) | Data de adoção: 08/2007 | Versão: 06.10.2017
Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta ao respetivo BREF.

n.º atribuído de
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Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

Controlo do teor de oxigénio no processo de cozedura,

Manter as emissões de NO₂ resultantes dos efluentes gasosos dos processos de cozedura nos fornos abaixo de 250 mg/m³ como valor médio diário em referência a NO₂, para
b) temperaturas de fornos abaixo dos 1300 ºC, ou abaixo dos 500mg/m³, como valor médio diário em referência a NO ₂, para temperaturas de fornos iguais ou superiores a 1300 ºC,
através da aplicação de uma combinação de medidas/técnicas primárias, excepto para agregados de argila expandida.
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS

BREF - Fabrico de produtos cerâmicos (CER) | Data de adoção: 08/2007 | Versão: 06.10.2017
Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta ao respetivo BREF.

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acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

Manter as emissões de NOx resultantes de efluentes gasosos (off-gases) de motores de co-geração abaixo dos 500 mg/m³, como valor médio diário expresso em NO ₂ através da
c) aplicação de medidas de optimização do processo.

5.1.4.2 Medidas/técnicas secundárias e em combinação com medidas/técnicas primárias

Reduzir as emissões de compostos gasosos inorgânicos dos efluentes gasosos, resultantes do processo de cozedura nos fornos, através da aplicação de uma das seguintes
medidas/técnicas:

a) Colunas de adsorção em série (tipo cascata);

b) Depuração a seco de efluentes gasosos com um filtro (filtro de mangas ou precipitador electrostático).

Através do uso de uma combinação de medidas/técnicas primárias da Seção 5.1.4.1 e/ou das medidas/técnicas secundárias indicadas nesta seção, os níveis de emissão de
compostos inorgânicos gasosos resultantes do processo de cozedura nos fornos são alcançados os níveis VEA associados às MTD, respetivamente de:

1-10 mg/m³ para Fluoreto na forma de HF

1-30 mg/m³ para Cloro na forma de HCL

<500 mg/m³ para SOx na forma de SO ₂, teor de enxofre das matérias-primas <0,25%

500 - 2000 mg/m³ para SOx na forma de SO ₂, teor de enxofre das matérias-primas >0,25%

5.1.5. Águas residuais de processo (emissões e consumo)

Reduzir o consumo de água através da aplicação das diferentes medidas de optimização do processo. As medidas para otimização do processo, aplicadas individualmente ou em
a) combinação, podem ser:

intervir nos circuitos da água, instalando válvulas automáticas para evitar fugas quando a água já não é necessária

instalação de um sistema de alta pressão na fábrica para efeitos de limpeza (ou equipamento de lavegem de alta pressão)

passagem de dos sistemas de tratamento a húmido dos efluentes gasosos (off-gases) para sistemas alternativos sem consumo de água

instalação de sistema in situ de recolha dos resíduos de vidragem

instalção de sistemas de transporte de barbotinas por condutas

separar a recolha das águas residuais de processo de diferentes fases do processo

reutilização das águas residuais de processo na mesma etapa de processo, em particular a reutilização repetida da água de lavagem depois de efetuado o tratamento adequado

Prever o tratamento através da aplicação de sistemas de tratamento das águas residuais de processo, individualmente ou de forma combinada, de modo a garantir que a água é
b) adequadamente tratada para ser reutilizada no processo de fabrico ou para ser descarregada, seja directamente para a água, ou indiretamente, num sistema municipal de
tratamento de águas residuais, seguintes:

Homogeneização

Arejamento

Sedimentação (decantação)

Filtração

Absorção por carvão ativado

Precipitação química

Coagulação e floculação

Troca iónica e osmose invertida

c) Reduzir as emissões de cargas poluentes nas descargas de águas resíduais. Os níveis de emissãoassociados - VEA, apresentados no BREF, nas descargas de águas resíduais
associados às MTD, respetivamente de:

50 mg/l para Matérias em Suspensão

0,1 mg/l para AOX

0,3 mg/l para Chumbo (Pb)

2,0 mg/l para Zinco (Zn)

0,07 mg/l para Cádmio (Cd)

Se mais de 50% da água tratada for reutilizada no processo de fabrico, maiores concentrações destes poluentes podem ainda ser MTD VEA, desde que as cargas poluentes que quantidade
específica por quantidade de produção (kg de matéria-prima processadas) não sejam superiores à carga poluente resultante de uma taxa de reciclagem da água inferior a 50%

5.1.6. Lamas

Reciclar/reutilizar as lamas através da aplicação de uma ou uma combinação das seguintes técnicas:

a) Sistemas de reciclagem das lamas;

b) Reutilização de lamas em outros produtos.

5.1.7. Perdas de processo sólidas/resíduos sólidos


ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS

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Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

Reduzir as perdas de processo sólidas/resíduos sólidos através do uso de uma combinação das seguintes técnicas:

a) Reutilização de matérias-primas (pasta) antes dos processos térmicos;


b) Reutilização de caco e peças cerâmicas danificadas no próprio processo produtivo;
c) Uso de resíduos/perdas processuais sólidas em outras indústrias;
d) Controlo eletrónico do processo de cozedura;
e) Optimização do modo de enforna.
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS

BREF - Fabrico de produtos cerâmicos (CER) | Data de adoção: 08/2007 | Versão: 06.10.2017
Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta ao respetivo BREF.

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acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

5.1.8. Ruído

Reduzir o ruído através do uso da combinação das seguintes técnicas:

a) Confinamento (encapsulamento) das unidades;

b) Isolamento de vibrações de fontes ruidosas;

c) Utilização de ventiladores de baixa rotação e silenciadores;

d) Colocação das janelas e portões e das unidades mais ruidosas longe de vizinhança;

e) Isolamento acústico (sonoro) das janelas e paredes;

f) Manter portas e janelas fechadas;

g) Realização de atividades (exteriores) ruidosas apenas durante o dia;

h) Manutenção adequada da instalação.

5.2 MTD ESPECÍFICAS PARA DETERMINADOS SETORES

5.2.1.Tijolos e telhas
5.2.1.1. Compostos gasosos/medidas/técnicas secundárias

Reduzir as emissões de compostos gasosos (ou seja, HF, HCl, SOx) resultantes dos efluentes gasosos da cozedura da combustão através da adição de aditivos ricos em cálcio (ver
Seção 4.3.2), caso a qualidade do produto final não seja afectada.

5.2.1.2. Compostos orgânicos voláteis

Reduzir as emissões de compostos orgânicos voláteis nos efluentes gasosos dos processos de combustão – com concentrações do efluente tal e qual (gás bruto) superiores a
100-150 mg/m³, consoante as características do efluente gasoso, nomeadamente composição e temperatura – para 5-20 mg/m³, em média diária, expressa em C total, através de
pós-combustão térmica em termo-reactores de câmara única ou tripla (ver seção 4.3.5.1).

5.2.2. Tubos de grés


5.2.2.1. Emissões pontuais de poeiras

Reduzir as emissões pontuais de poeiras de processos de vidragem por atomização para 1-10 mg/m³, como valor médio de meia hora, através da aplicação de filtros de mangas (ver
Seção 4.2.3.2) ou filtros laminares sinterizados (ver Seção 4.2.3.3)

5.2.3. Produtos refractários


5.2.3.1. Compostos orgânicos voláteis

Reduzir as emissões de compostos orgânicos voláteis de volumes baixos volumes de efluentes gasosos (off-gases) resultantes do tratamento com compostos orgânicos através
da aplicação de filtros de carvão activado (ver Seção 4.3.4.5). Para volumes de efluentes gasosos (off-gases) mais elevados, as MTD devem reduzir as emissões de compostos
a) orgânicos voláteis resultantes do tratamento com compostos orgânicos através da aplicação de pós-combustão térmica (ver Seção 4.3.5.1) até 5-20 mg/m³, como valor médio diário
expresso em C total.

Reduzir as emissões de compostos orgânicos voláteis nos efluentes gasosos dos processos de combustão – com concentrações do efluente gasoso tal e qual (gás bruto)
b) superiores a 100-150 mg/m³, consoante as caraterísticas do gás bruto, nomeadamente composição e temperatura – para 5-20 mg/m³, em média diária, expressa em C total, através
de pós-combustão térmica em termoreactores de câmara única ou tripla (ver Seção 4.3.5.1).

5.2.3.2. Perdas de processo sólidas/resíduos sólidos

Reduzir a quantidade de perdas de processo sólidas/resíduos sólidos, sob a forma de moldes de gesso usados através do uso de uma ou de uma combinação das seguintes
medidas (ver Seção 4.5.2.2):

a) Substituir moldes de gesso por moldes de polímero;

b) Substituir moldes de gesso por moldes de metal;

c) Uso de misturadoras de gesso em vácuo;

d) Reutilização (ou ainda a reciclagem) de moldes de gesso usos por outras indústrias.

5.2.4. Agregados de argila expandida


5.2.4.1. Emissões pontuais de poeiras

Reduzir as emissões pontuais de poeiras resultantes de efluentes gasosos (off-gases) para 5-50 mg/m³, como valor médio diário, através da aplicação de precipitadores
eletrostáticos (ver Seção 4.2.3.5) ou separadores por via húmida de poeiras (ver Seção 4.2.3.4).

5.2.4.2. Compostos gasosos/medidas/técnicas primárias

Reduzir as emissões pontuais de NOx resultantes de efluentes gasosos do processo de cozedura nos fornos rotativos abaixo de 500 mg/m³, referentes ao valor médio diário
expressos como NO₂, através da aplicação de uma combinação de medidas/técnicas primárias (ver Seções 4.3.1 e 4.3.3).

5.2.5. Azulejos e ladrilhos


5.2.5.1. Emissões pontuais de poeiras

Reduzir as emissões pontuais de poeiras dos processos de secagem por atomização para 1-30 mg/m³, como valor médio de meia hora (médias de meia hora) através da aplicação
a) de filtros de mangas (ver Seção 4.2.3.2) ou para 1-50 mg/m³ através da aplicação de ciclones (ver Seção 4.2.3.1) em combinação com separadores por via húmida de partículas (ver
Seção 4.2.3.4) nas instalações existentes, se a água de lavagem puder ser reutilizada.

Reduzir as emissões pontuais de poeiras (partículas) dos processos de vidragem para 1-10 mg/m³, como valor médio de meia hora, através da aplicação de filtros de mangas (ver
b) Seção 4.2.3.2) ou de filtros laminares sinterizados (ver Seção 4.2.3.3).

5.2.5.2 Emissão de poeiras das operações de cozedura

Reduzir as emissões de poeiras (partículas) de efluentes gasosos dos processos de cozedura nos fornos para 1-5 mg/m³, como valor médio diário, através da aplicação de sistemas
de tratamento por via seca com um filtro de mangas (ver Seção 4.3.4.3), também usado na remoção de fluoretos.

5.2.5.3. Compostos gasosos / Medidas/técnicas secundárias

Reduzir as emissões de HF resultantes dos efluentes gasosos dos processos de cozedura nos fornos para 1-5 mg/m³, como valor médio diário, através da aplicação de, por
a) exemplo, sistemas de tratamento de efluentes gasosos com um filtro de mangas (ver Seção 4.3.4.3).

Reduzir as emissões de compostos gasosos inorgânicos resultantes dos processos de cozedura nos fornos através da aplicação de sistemas de adsorção modular (ver Seção
b) 4.3.4.2), especialmente para caudais baixos de efluentes gasosos (abaixo dos 18 000 m³/h) e quando as concentrações de compostos inorgânicos que não HF (SO₂, SO₃ e HCl) e de
particulas no efluente gasoso são baixas.

5.2.5.4. Reutilização das águas residuais de processo

Reutilizar águas residuais de processo no processo de produção com indices de reciclagem de águas residuais de processo de 50-100% (dependendo do tipo de produto de
fabrico, ver Seção 4.4.5.1) através da aplicação de uma combinação de medidas de optimização do processo e sistemas de tratamento de águas residuais de processo, como
referido na Seção 4.4.5.
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS

BREF - Fabrico de produtos cerâmicos (CER) | Data de adoção: 08/2007 | Versão: 06.10.2017
Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta ao respetivo BREF.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

5.2.5.5 Reutilização das lamas

Reutilizar as lamas resultantes do tratamento das águas residuais de processo no processo de prepação da pasta cerâmica, com taxas de 0,4-1,5% por peso de lamas secas
adicionadas à pasta cerâmica, através da aplicação de um sistema de reciclagem das lamas (ver Seção 4.5.1.1), quando aplicável.
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS

BREF - Fabrico de produtos cerâmicos (CER) | Data de adoção: 08/2007 | Versão: 06.10.2017
Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta ao respetivo BREF.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

5.2.6. Louça de mesa e louça ornamental (Cerâmica doméstica)


5.2.6.1. Emissões pontuais de poeiras

Reduzir as emissões pontuais de poeiras (particulas) dos processos de secagem por atomização para 1-30 mg/m³ como valor médio de meia hora (média de meia hora) através da
a) aplicação de filtros de mangas (ver Seção 4.2.3.2) ou para 1-50 mg/m³ através da aplicação de ciclones (ver Seção 4.2.3.1) em combinação com separadores por via húmida de
poeiras (ver Seção 4.2.3.4) nas instalações existentes, se a água de lavagem puder ser reutilizada.

Reduzir as emissões pontuais de poeiras dos processos operações de vidragem para 1-10 mg/m³ como valor médio por meia hora, através da aplicação de filtros de mangas (ver
b) Seção 4.2.3.2) ou filtros laminares sinterizados (ver Seção 4.2.3.3).

5.2.6.2. Compostos gasosos/medidas/técnicas secundárias

Reduzir as emissões de compostos gasosos inorgânicos resultantes dos processo de cozedura nos fornos através da aplicação de distemas de adsorção modular (ver Seção
4.3.4.2), especialmente para caudais baixos de efluentes gasosos (abaixo dos 18000 m³/h) e quando as concentrações de compostos inorgânicos que não HF (SO₂, SO₃ e HCl), e de
particulas nos efluentes gasosos são baixas.

5.2.6.3. Reutilização das águas residuais de processo

Reutilizar águas residuais de processo no processo de produção com taxas de reciclagem das águas residuais de processo de 30-50% através da aplicação de uma combinação de
medidas de otimização do processo e de sistemas de tratamento de águas residuais de processo, como referido na Seção 4.4.5

5.2.6.4. Perdas de processo sólidas/resíduos sólidos

Reduzir a quantidade de perdas de processo sólidas/resíduos sólidos sob a forma de moldes de gesso usados através do uso de um ou de uma combinação das seguintes medidas
(ver Seção 4.5.2.2):

a) Substituir moldes de gesso por moldes de polímero;


b) Substituir moldes de gesso por moldes de metal;
c) Uso de misturadoras de gesso em vácuo;
d) Reutilização (ou ainda a reciclagem) de moldes de gesso usos por outras indústrias.

5.2.7. Louças Sanitárias


5.2.7.1. Emissões pontuais de poeiras

Reduzir as emissões pontuais de poeiras (partículas) dos processos de vidragem para 1-10 mg/m³ como valor médio de meia hora (média de meia hora) através da aplicação de
filtros de mangas (ver Seção 4.2.3.2) ou de filtros laminares sinterizados (ver Seção 4.2.3.3).

5.2.7.2. Compostos gasosos/medidas/técnicas secundárias

Reduzir as emissões de compostos gasosos inorgânicos resultantes dos processos de cozedura nos fornos através da aplicação de adsorção modular (ver Seção 4.3.4.2),
especialmente nos caudais baixos de efluentes gasosos (abaixo dos 18000 m³/h) e quando as concentrações de compostos inorgânicos que não HF (SO₂, SO₃ e HCl) e de poeiras
no efluente gasoso são baixas.

5.2.7.3. Reutilização das águas residuais de processo

Reutilizar águas residuais de processo no processo de produção, com taxas de reciclagem de águas residuais de processo de 30-50%, através da aplicação de uma combinação de
medidas de optimização do processo e sistemas de tratamento de águas residuais de processo, como referido na Seção 4.4.5

5.2.7.4. Perdas de processo sólidas/resíduos sólidos

Reduzir a quantidade de perdas de processo sólidas/resíduos sólidos, sob a forma de moldes de gesso usados através do uso de um ou de uma combinação das seguintes
medidas (ver Seção 4.5.2.2):

a) Substituir moldes de gesso por moldes de polímero;


b) Substituir moldes de gesso por moldes de metal;
c) Uso de misturadoras de gesso em vácuo;
d) Reutilização (ou ainda a reciclagem) de moldes de gesso usos por outras indústrias.

5.2.8. Cerâmicas técnicas


5.2.8.1. Emissões pontuais de poeiras

Reduzir as emissões pontuais de poeiras (partículas) dos processos de secagem por atomização para 1-30 mg/m³ como valor médio de meia hora (média de meia hora) através da
a) aplicação de filtros de mangas (ver Seção 4.2.3.2) ou para 1-50 mg/m³ através da aplicação de ciclones (ver Seção 4.2.3.1) em combinação com separadores húmidos de poeiras (ver
Seção 4.2.3.4) nas instalações existentes, se a água de lavagem puder ser reutilizada.

Reduzir as emissões pontuais de poeiras (partículas) dos processos de vidragem para 1-10 mg/m³, como valor médio de meia hora (média de meia hora), através da aplicação de
b)
filtros de mangas (ver Seção 4.2.3.2) ou de filtros laminares sinterizados (ver Seção 4.2.3.3).

5.2.8.2. Compostos gasosos/medidas/técnicas secundárias

Reduzir as emissões de compostos gasosos inorgânicos resultantes dos processos de cozedura nos fornos através da aplicação de adsorção modular (ver Seção 4.3.4.2),
especialmente para caudais baixos de efluentes gasosos (abaixo dos 18000 m³/h) e quando as concentrações de compostos inorgânicos que não HF (SO₂, SO₃ e HCl) e de
particulas nos efluentes gasosos são baixas.

5.2.8.3. Compostos orgânicos voláteis

Reduzir as emissões de compostos orgânicos voláteis nos efluentes gasosos dos processos de combustão – com concentrações no efluente gasoso superiores a 100-150 mg/m³,
consoante as caraterísticas do efluente gasoso, nomeadamente composição e temperatura – para 5-20 mg/m³, média diária, expressa em C total, através de pós-combustão térmica
em termo-reatores de câmara única ou tripla (ver Seção 4.3.5.1).

5.2.8.4. Perdas de processo sólidas/resíduos sólidos

Reduzir a quantidade de perdas de processo sólidas/resíduos sólidos, sob a forma de moldes de gesso usados através do uso de um ou de uma combinação das seguintes
medidas:

a) Substituir moldes de gesso por moldes de polímero;


b) Substituir moldes de gesso por moldes de metal;
c) Uso de misturadoras de gesso em vácuo;
d) Reutilização (ou ainda a reciclagem) de moldes de gesso usos por outras indústrias.

5.2.9. Abrasivos com ligante inorgânico


5.2.9.1. Compostos orgânicos voláteis

Reduzir as emissões de compostos orgânicos voláteis nos efluentes gasosos dos processos de combustão – com concentrações no efluente gasoso (gás bruto) superiores a 100-
150 mg/m³, consaoante as caraterísticas do efluente gasoso, nomeadamente composição e temperatura – para 5-20 mg/m³, média diária, expressa em C total, através de pós-
combustão térmica em termo-reactores de câmara única ou tripla (ver Seção 4.3.5.1).
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS - Conclusões MTD

BREF - Produção de cimento, cal e óxido de magnésio (CLM) | Data de adoção: 04/2013 | Versão: 06.10.2017
Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta à Decisão de Execução da Comissão 2013/163/UE.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

1.1. CONCLUSÕES MTD GERAIS


1.1.1. Sistemas de gestão ambiental (SGA)
Para melhorar o desempenho ambiental global das unidades/instalações de produção de cimento, cal e óxido de magnésio, constitui MTD de produção a implementação e a
MTD 1. adesão a um sistema de gestão ambiental (SGA) que incorpore todos os seguintes elementos:
1. i. Compromisso da gestão, incluindo a gestão de topo;
1. ii. Definição de uma política ambiental que inclua a melhoria contínua da instalação pelas chefias;
1. iii. Planeamento e implementação dos procedimentos, objetivos e metas necessários, em conjunto com planeamento financeiro e investimento;
1. iv. Implementação dos procedimentos, prestando particular atenção a:
1. iv. a) estrutura e responsabilidade,
1. iv. b) formação, sensibilização e competência,
1. iv. c) comunicação,
1. iv. d) envolvimento dos trabalhadores,
1. iv. e) documentação,
1. iv. f) controlo eficiente do processo,
1. iv. g) programas de manutenção,
1. iv. h) preparação e resposta a situações de emergência,
1. iv. i) salvaguarda do cumprimento da legislação ambiental;
1. v. Verificação do desempenho e implementação de ações corretivas, prestando particular atenção a:
1. v. a) monitorização e medição (ver também Documento de Referência sobre os Princípios Gerais de Monitorização),
1. v. b) ações corretivas e preventivas,
1. v. c) controlo dos registos,
auditoria independente (sempre que possível) interna e externa para determinar se o SGA cumpre ou não as medidas planeadas e se está a ser devidamente implementado e
1. v. d)
mantido;
1. vi. Revisão do SGA pela gestão de topo quanto à aptidão, adequação e eficácia continuadas;
1. vii. Acompanhamento do desenvolvimento de tecnologias mais limpas;
Tomada em consideração dos impactos ambientais decorrentes de uma eventual desativação da instalação na fase de conceção de uma nova instalação e ao longo da respetiva vida
1. viii. útil;
1. ix. Aplicação regular de avaliações setoriais comparativas (benchmarking) setoriais.

1.1.2 Ruído
Para reduzir/minimizar as emissões de ruído durante os processos de fabrico do cimento, da cal e do óxido de magnésio, constitui MTD a utilização de uma combinação das
MTD 2.
seguintes técnicas:
2. a) Selecionar uma localização adequada para as operações ruidosas
2. b) Encerrar as operações/unidades ruidosas
2. c) Recorrer ao isolamento das vibrações das operações/unidades
2. d) Utilizar revestimentos internos e externos com materiais que absorvam impactos
2. e) Utilizar edifícios insonorizados para confinar as operações ruidosas que envolvam equipamentos de transformação de materiais
2. f) Utilizar paredes e/ou barreiras naturais para proteção contra o ruído
2. g) Colocar silenciadores nas chaminés de exaustão
2. h) Isolar as condutas e sopradores situados em edifícios insonorizados
2. i) Manter fechadas as portas e janelas de áreas cobertas
2. j) Isolar acusticamente os edifícios onde existam equipamentos ruidosos
2. k) Isolar acusticamente as aberturas nas paredes, por exemplo, mediante a instalação de uma eclusa no ponto de entrada de um transportador de tela
2. l) Instalar absorvedores de ruído nas saídas de ar, por exemplo, na saída de gases limpos das unidades de despoeiramento
2. m) Reduzir os caudais nas condutas
2. n) Usar isolamento acústico nas condutas
2. o) Utilizar um arranjo que dissocie as fontes de ruído dos componentes potencialmente ressonantes, por exemplo, os compressores das condutas
2. p) Utilizar silenciadores nos ventiladores dos filtros
2. q) Utilizar módulos insonorizados para os equipamentos (por exemplo, compressores)
2. r) Utilizar protetores de borracha no equipamento de moagem (evitando o contacto de metal com metal)
2. s) Construir edifícios ou plantar árvores e arbustos entre a zona protegida e a atividade ruidosa

1.2 CONCLUSÕES MTD PARA A INDÚSTRIA DE PRODUÇÃO DE CIMENTO

1.2.1 Técnicas primárias gerais

Para reduzir as emissões do forno e utilizar eficientemente a energia, constitui MTD obter um processo regular e estabilizado do forno, operando próximo dos objetivos dos
MTD 3. parâmetros de processo, utilizando as seguintes técnicas:
3. a) Otimizar o controlo do processo, incluindo o recurso a sistemas informatizados de controlo automático
3. b) Utilizar sistemas gravimétricos modernos de alimentação de combustíveis sólidos

MTD 4. Para prevenir e/ou reduzir as emissões, constituem MTD uma seleção e um controlo rigorosos de todas as substâncias introduzidas no forno.

1.2.2 Monitorização

Constituem MTD a monitorização e a medição regulares dos parâmetros e emissões dos processos, e a monitorização das emissões em conformidade com as normas EN
MTD 5. relevantes ou, na ausência dessas normas, com normas ISO ou outras normas nacionais ou internacionais que garantam a obtenção de dados de qualidade científica
equivalente, incluindo as seguintes:

5. a) Medições em contínuo dos parâmetros dos processos suscetíveis de demonstrar a estabilidade dos mesmos, como a temperatura, o teor de O 2, a pressão e o caudal

Monitorização e estabilização de parâmetros críticos dos processos, a saber, mistura de matérias-primas e alimentação de combustível homogéneos, dosagem regular e excesso de
5. b) oxigénio
5. c) Medição em contínuo das emissões de NH3 quando é praticada a redução não catalítica seletiva (RNCS-SNCR)
5. d) Medição em contínuo das emissões de partículas, NOx, SOx e CO
5. e) Medições periódicas das emissões de PCDD/F e metais
5. f) Medições em contínuo ou periódicas das emissões de HCl, HF e COT
5. g) Medições em contínuo ou periódicas de partículas

1.2.3 Consumo de energia e seleção de processos


1.2.3.1 Seleção de processos
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS - Conclusões MTD

BREF - Produção de cimento, cal e óxido de magnésio (CLM) | Data de adoção: 04/2013 | Versão: 06.10.2017
Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta à Decisão de Execução da Comissão 2013/163/UE.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

Para reduzir o consumo de energia, constitui MTD a utilização de fornos que utilizam o processo por via seca com pré-aquecedor de ciclones e pré- calcinador. (Consultar
MTD 6. níveis de consumo de energia aplicáveis no BREF)
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS - Conclusões MTD

BREF - Produção de cimento, cal e óxido de magnésio (CLM) | Data de adoção: 04/2013 | Versão: 06.10.2017
Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta à Decisão de Execução da Comissão 2013/163/UE.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

1.2.3.2 Consumo de energia

MTD 7. Para reduzir/minimizar o consumo de energia térmica, constitui MTD a utilização de uma combinação das seguintes técnicas:

7. a) Utilizar sistemas de cozedura melhorados e otimizados e processo regular e estável, próximo dos parâmetros de processo dos parâmetros de processo definidos, mediante:
7. a) I. Otimização do controlo dos processos, nomeadamente com recurso a sistemas informatizados de controlo automático
7. a) II. Sistemas gravimétricos modernos de alimentação de combustível sólido
7. a) III. Pré-aquecimento e pré-calcinação, na medida do possível, tendo em conta a configuração do sistema de cozedura existente
Recuperar o calor excedente dos fornos, em especial das zonas de arrefecimento. Nomeadamente, o calor excedente dos fornos proveniente da zona de arrefecimento (ar quente) ou
7. b) do pré-aquecedor pode ser utilizado para a secagem de matérias-primas
7. c) Utilizar o número de etapas do pré-aquecedor de ciclones adequado às características e propriedades das matérias-primas e combustíveis utilizados
7. d) Utilizar combustíveis com características que tenham um impacto positivo no consumo de energia térmica
7. e) Aquando da substituição de combustíveis convencionais por combustíveis alternativos, utilizar sistemas de cozedura otimizados e adequados para a queima de resíduos
7. f) Minimizar os caudais de bypass

MTD 8. Para reduzir o consumo de energia primária, constitui MTD a redução do teor de clínquer no cimento e nos produtos com cimento.

MTD 9. Para reduzir o consumo de energia primária, constitui MTD o recurso à cogeração/produção combinada de calor e eletricidade.

1.2.3.2 Consumo de energia

MTD 10. Para reduzir/minimizar o consumo de energia elétrica, constitui MTD a utilização de uma, ou uma combinação, das seguintes técnicas:

10. a) Utilizar sistemas de gestão de energia elétrica


10. b) Utilizar equipamentos de moagem e outros equipamentos elétricos com elevada eficiência energética
10. c) Utilizar sistemas de monitorização melhorados
10. d) Reduzir as entradas de ar falso para o sistema
10. e) Otimizar o controlo dos processos

1.2.4 Utilização de resíduos


1.2.4.1 Controlo da qualidade dos resíduos

Para assegurar as características dos resíduos a utilizar como combustíveis e/ou matérias-primas em fornos e reduzir as emissões, constitui MTD a aplicação das seguintes
MTD 11. técnicas:

Utilizar sistemas de garantia da qualidade para assegurar as características dos resíduos e analisar quaisquer resíduos que se pretenda utilizar como matéria-prima e/ou combustível no
11. a) forno, no que respeita a:
11. a) I. Constância da qualidade
11. a) II. Critérios físicos, nomeadamente geração de emissões, granulometria, reatividade, aptidão à cozedura e poder calorífico
11. a) III. Critérios químicos, nomeadamente teor de cloro, enxofre, álcalis e fosfatos e teor de metais relevantes
Controlar o número de parâmetros relevantes, no respeitante a quaisquer resíduos que se pretenda utilizar como matéria-prima e/ou combustível no forno, nomeadamente cloro, metais
11. b)
relevantes (por exemplo, cádmio, mercúrio, tálio), enxofre e teor de halogéneos total.
11. c) Aplicar sistemas de garantia da qualidade a cada carga de resíduos
1.2.4.2 Alimentação de resíduos ao forno

MTD 12. Para assegurar o tratamento adequado dos resíduos utilizados como combustíveis e/ou matérias-primas no forno, constitui MTD a utilização das seguintes técnicas:

12. a) Utilizar pontos adequados, em termos de temperatura e tempo de residência, para alimentar os resíduos ao forno em função das características e do funcionamento do forno
Alimentar os resíduos que contenham componentes orgânicos passíveis de volatilização antes da zona de calcinação nas zonas do sistema do sistema de cozedura com temperatura
12. b) adequadamente elevada

Assegurar que os gases resultantes da coincineração dos resíduos atinjam, de forma controlada e homogénea, mesmo nas condições menos favoráveis, uma temperatura de 850 °C
12. c) durante 2 segundos
12. d) Aumentar a temperatura para 1 100 °C, no caso da coincineração de resíduos perigosos com teor de substâncias orgânicas halogenadas, expresso em cloro, superior a 1%
12. e) Alimentar os resíduos de forma contínua e uniforme

Retardar ou suspender a coincineração de resíduos nas operações de arranque e/ou paragem, se não for possível obter as temperaturas e os tempos de residência adequados,
12. f) referidos nos pontos a–d acima mencionados

1.2.4.3 Gestão da segurança na utilização de resíduos perigosos

MTD 13. Constitui MTD a aplicação de sistemas de gestão da segurança para a armazenagem, manuseamento e alimentação de resíduos perigosos, nomeadamente por recurso a uma
abordagem de risco compatível com a fonte e o tipo de resíduos, nas operações de rotulagem, controlo, amostragem e ensaio dos resíduos a manusear.

1.2.5 Emissões de partículas


1.2.5.1 Emissões difusas de partículas

Para minimizar/prevenir emissões difusas de partículas resultantes de operações que geram poeiras, constitui MTD a utilização de uma, ou uma combinação, das seguintes
MTD 14. técnicas:
14. a) Utilizar uma configuração simples e linear para a instalação
14. b) Isolar/circunscrever as operações que geram partículas, tais como a moagem, a crivagem e a mistura
14. c) Cobrir transportadores e elevadores, construídos como sistemas fechados, caso seja provável a emissão difusa de poeiras libertadas de material pulverulento
14. d) Reduzir as fugas de ar e os pontos de derrame
14. e) Utilizar dispositivos e sistemas de controlo automáticos
14. f) Assegurar operações isentas de falhas
14. g) Assegurar a manutenção adequada e completa da instalação, com recurso a sistemas de aspiração móveis e/ou centrais

Durante as operações de manutenção ou em caso de problemas com sistemas de transporte, pode ocorrer o derrame de materiais. Para prevenir a formação difusa de poeiras
14. g) durante as operações de remoção, devem ser utilizados sistemas de vácuo. Os novos edifícios podem facilmente ser dotados de tubagens aspiração central, enquanto os
sistemas aspiração móvel e as ligações flexíveis são mais adequados para edifícios existentes

14. g) Em determinados casos, para sistemas de transporte pneumático, pode ser adequado um processo de circulação.
14. h) Aspirar e captar partículas em filtros de mangas:
Na medida do possível, os materiais devem ser manuseados em sistemas fechados, mantidos em depressão. O ar aspirado para este efeito é despoeirado através de um filtro de
14. h) i. mangas antes de voltar a ser libertado para a atmosfera
14. i) Utilizar armazéns fechados, com sistemas de manuseamento automático:

Silos de clínquer e zonas fechadas e completamente automatizadas de armazenagem de matérias-primas são considerados a solução mais eficaz para o problema das emissões
14. i) i. difusas de partículas geradas por grandes volumes de existências. Estes tipos de armazéns estão equipados com um ou diversos filtros de mangas, a fim de evitar a dispersão de
poeiras durante as operações de carga e descarga
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS - Conclusões MTD

BREF - Produção de cimento, cal e óxido de magnésio (CLM) | Data de adoção: 04/2013 | Versão: 06.10.2017
Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta à Decisão de Execução da Comissão 2013/163/UE.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

Utilizar silos de armazenagem com capacidades adequadas, indicadores de nível com interruptores de corte e com filtros para tratar o ar onde estão suspensas as poeiras
14. i) ii. libertadas durante as operações de enchimento.

14. j) Nos processos de expedição e carregamento, utilizar mangas de enchimento flexíveis, dotadas de um sistema de extração de partículas orientado para a plataforma de carga do camião
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS - Conclusões MTD

BREF - Produção de cimento, cal e óxido de magnésio (CLM) | Data de adoção: 04/2013 | Versão: 06.10.2017
Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta à Decisão de Execução da Comissão 2013/163/UE.

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ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

Para minimizar/prevenir emissões difusas de poeiras provenientes de zonas de armazenagem a granel, constitui MTD a utilização de uma, ou uma combinação, das seguintes
MTD 15. técnicas:

Cobrir as zonas de armazenagem a granel ou as pilhas de materiais, ou isolá-las com telas, muros ou uma vedação composta por vegetação vertical (barreiras artificiais ou naturais para
15. a) proteger do vento as pilhas de materiais a céu aberto)
15. b) Proteger do vento as pilhas de materiais a céu aberto:
Deve evitar-se armazenar pilhas de materiais pulverulentos a céu aberto; no entanto, se estas existirem, é possível reduzir as emissões difusas de partículas com recurso a barreiras
15. b) i. de proteção contra o vento bem concebidas
15. c) Utilizar aspersores de água e supressores químicos de partículas:

Se o ponto de origem das emissões difusas de partículas estiver bem localizado, pode ser instalado um sistema de aspersão de água. A humidificação das partículas facilita a sua
15. c) i. aglomeração e, por conseguinte, contribui para o seu assentamento. Existe ainda uma grande variedade de agentes que melhoram a eficácia global da aspersão de água

15. d) Assegurar a pavimentação, o humedecimento dos acessos e a limpeza:

As zonas utilizadas por camiões devem, sempre que possível, estar pavimentadas e a sua superfície deve estar tão limpa quanto possível. O humedecimento dos acessos pode
15. d) i. reduzir as emissões difusas de partículas, em especial com tempo seco. Os acessos podem igualmente ser limpos com vassouras mecânicas. Devem ser utilizadas boas práticas de
limpeza, para limitar ao máximo as emissões difusas de partículas

15. e) Assegurar a humidificação das pilhas de materiais:

15. e) i. As emissões difusas de partículas em pilhas de materiais podem ser reduzidas mediante uma humidificação suficiente dos pontos de carga e descarga e a utilização de
transportadores de tela de altura ajustável

Sempre que não seja possível prevenir emissões difusas de partículas nos pontos de carga e descarga dos locais de armazenagem, ajustar a altura e descarga à altura da pilha,
15. f) automaticamente, se possível, ou reduzir a velocidade de descarga

1.2.5.2 Emissões de partículas de fontes de emissão secundárias

Para reduzir as emissões de partículas de fontes secundárias, constitui MTD a aplicação de um sistema de gestão da manutenção que incida particularmente no desempenho
MTD 16. dos filtros utilizados nas operações que geram partículas, com exceção dos processos de cozedura e de arrefecimento, e dos principais processos de moagem. Tendo em
conta este sistema de gestão, constitui MTD o despoeiramento por via seca dos efluentes gasosos com um filtro. (Consultar VEA às MTD no BREF)

1.2.5.3 Emissões de partículas provenientes dos processos de cozedura

Para reduzir as emissões de partículas dos efluentes gasosos dos processos de cozedura, constitui MTD o despoeiramento por via seca dos efluentes gasosos com um filtro.
MTD 17. (Consultar VEA às MTD no BREF)
17. a) Filtros híbridos
17. b) Filtros de mangas
17. c) Filtros híbridos
1.2.5.4 Emissões de partículas provenientes dos processos de arrefecimento e de moagem

Para reduzir as emissões de partículas dos efluentes gasosos dos processos de arrefecimento e de moagem, constitui MTD o despoeiramento por via seca dos efluentes com
MTD 18. um filtro. (Consultar VEA às MTD no BREF)
18. a) Filtros híbridos
18. b) Filtros de mangas
18. c) Filtros híbridos

1.2.6 Compostos gasosos


1.2.6.1 Emissões de NOx

Para reduzir as emissões de NOx dos efluentes gasosos dos processos de cozedura e/ou de pré-aquecimento/pré-calcinação, constitui MTD a utilização de uma, ou uma
MTD 19.
combinação, das seguintes técnicas: (Consultar VEA às MTD)
19. a) Técnicas primárias
19. a) I. Arrefecimento de chama
19. a) II. Queimadores de baixo NOx
19. a) III. Mid-kiln firing
19. a) IV. Adição de mineralizadores para melhorar a aptidão à cozedura do cru (clínquer mineralizado)
19. a) V. Otimização de processos
19. b) Combustão por etapas (combustíveis convencionais ou alternativos), também em conjugação com um pré-calcinador, e utilização de uma mistura de combustíveis otimizada
19. c) Redução não catalítica seletiva (SNCR)
19. d) Redução catalítica seletiva (SCR)
Quando é utilizada a SNCR, constitui MTD a obtenção de uma redução eficiente dos NOx , mantendo o escape adicional de NH3 ao nível mais baixo possível, com recurso à
MTD 20. seguinte técnica: (Consultar VEA às MTD no BREF)
20. a) Obter uma eficiência de redução dos NOx adequada e suficiente, mantendo a estabilidade do processo.
20. b) Utilizar uma boa distribuição estequiométrica da amónia, a fim de obter a máxima eficiência na redução dos NO x e de reduzir o escape adicional de NH3.
Manter o escape adicional de NH3 (resultante da amónia que não reagiu) nos efluentes gasosos a níveis tão baixos quanto possível, tendo em conta a correlação entre a eficiência da
20. c) redução de NOx e o escape adicional de NH3.

1.2.6.2 Emissões de SOx

Para reduzir/minimizar as emissões de SOx dos efluentes gasosos dos processos de cozedura e/ou dos processos de pré-aquecimento/pré-calcinação, constitui MTD a
MTD 21. utilização de uma das seguintes técnicas: (Consultar VEA às MTD no BREF)
21. a) Adição de absorventes
21. b) Lavagem dos gases por via húmida

MTD 22. Para reduzir as emissões de SO2 dos fornos, constitui MTD a otimização dos processos de moagem de cru

1.2.6.3 Emissões de CO e disparos por CO

1.2.6.3.1 Redução dos disparos por CO

Na utilização de eletrofiltros ou filtros híbridos, para minimizar a frequência dos disparos por CO e limitar a sua duração total a 30 minutos anuais, constitui MTD a utilização da
MTD 23. combinação das seguintes técnicas:
23. a) Gerir os disparos por CO, a fim de reduzir o período de paragem dos eletrofiltros
23. b) Medir contínua e automaticamente o CO, com recurso a equipamento de monitorização situado perto da fonte de CO e com um tempo de resposta curto
1.2.6.4 Emissões de carbono orgânico total (COT)

MTD 24. Para manter a um nível baixo de emissões de carbono orgânico total dos efluentes gasosos dos processos de cozedura, constitui MTD evitar a alimentação de matérias-primas
com elevado teor de compostos orgânicos voláteis.

1.2.6.5 Emissões de cloreto de hidrogénio (HCl) e fluoreto de hidrogénio (HF)

Para reduzir/prevenir as emissões de HCl dos efluentes gasosos dos processos de cozedura, constitui MTD a utilização de uma, ou uma combinação, das seguintes técnicas
MTD 25. primárias: (Consultar VEA às MTD no BREF)
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS - Conclusões MTD

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ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

25. a) Utilizar matérias-primas e combustíveis com baixo teor de cloro


25. b) Limitar o teor de cloro de quaisquer resíduos que se pretenda utilizar como matéria-prima e/ou combustível no forno
Para prevenir/reduzir as emissões de HF dos efluentes gasosos dos processos de cozedura, constitui MTD a utilização de uma, ou uma combinação, das seguintes técnicas
MTD 26. primárias:
26. a) Utilizar matérias-primas e combustíveis com baixo teor de flúor
26. b) Limitar o teor de flúor de quaisquer resíduos que se pretenda utilizar como matéria-prima e/ou combustível no forno
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS - Conclusões MTD

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Conclusões MTD

1.2.7 Emissões de PCDD/F


Para prevenir as emissões de PCDD/F ou para manter um nível baixo de emissões de PCDD/F dos efluentes gasosos dos processos de cozedura, constitui MTD a utilização de
MTD 27. uma, ou uma combinação, das seguintes técnicas: (Consultar VEA às MTD no BREF)
27. a) Selecionar e controlar rigorosamente os materiais introduzidos no forno (matérias-primas), ou seja, cloro, cobre e compostos orgânicos voláteis
27. b) Selecionar e controlar rigorosamente os materiais introduzidos no forno (combustíveis), ou seja, cloro e cobre
27. c) Limitar/evitar a utilização de resíduos que contenham matérias orgânicas cloradas
27. d) Evitar a utilização de combustíveis com um elevado teor de halogéneos (por exemplo, cloro) na queima secundária
Arrefecer rapidamente os efluentes gasosos dos fornos para temperaturas inferiores a 200 °C e minimizar o tempo de residência dos efluentes gasosos e a quantidade de oxigénio em
27. e) zonas com temperaturas compreendidas entre os 300 e os 450 °C
27. f) Suspender a coincineração de resíduos nas operações de arranque e/ou paragem

1.2.8 Emissões de metais


Para minimizar as emissões de metais dos efluentes gasosos dos processos de cozedura, constitui MTD a utilização de uma, ou uma combinação, das seguintes técnicas:
MTD 28. (Consultar VEA às MTD no BREF)
28. a) Selecionar materiais com baixo teor de metais relevantes e limitar o teor de metais relevantes nos materiais, em especial de mercúrio
28. b) Utilizar um sistema de garantia da qualidade para assegurar as características dos resíduos utilizados
28. c) Utilizar técnicas eficazes de remoção de partículas, enunciadas nas MTD 17

1.2.9 Perdas/resíduos dos processos

MTD 29. Para reduzir os resíduos sólidos do processo de fabrico do cimento e poupar matérias-primas, constitui MTD:

29. a) Reutilizar, sempre que possível, as partículas recolhidas no processo


29. b) Utilizar, sempre que possível, estas partículas noutros produtos comerciais

1.3 CONCLUSÕES MTD PARA A INDÚSTRIA DE PRODUÇÃO DE CAL

1.3.1 Técnicas primárias gerais

MTD 30. Para reduzir todas as emissões dos fornos e para utilizar eficientemente a energia, constitui MTD assegurar um processo regular e estável, com parâmetros próximos dos
estabelecidos, com recurso às seguintes técnicas:
30. a) Otimização do controlo dos processos, nomeadamente através de sistemas informatizados de controlo automático
30. b) Utilização de sistemas gravimétricos modernos de alimentação de combustível sólido e/ou de medidores do fluxo de gases

MTD 31. Para prevenir e/ou reduzir as emissões, constitui MTD a seleção e controlo rigorosos das matérias-primas introduzidas nos fornos.

1.3.2 Monitorização

Constitui MTD assegurar a monitorização e a determinação regulares dos parâmetros e das emissões dos processos e a monitorização das emissões em conformidade com as
MTD 32. normas EN pertinentes ou, na falta dessas normas, com as normas ISO ou com normas nacionais ou internacionais que garantam dados de qualidade científica equivalente,
incluindo as seguintes:

Medições em contínuo dos parâmetros dos processos suscetíveis de demonstrar a sua estabilidade, como a temperatura, o teor de O2 , a pressão, o caudal e as emissões de monóxido
32. a)
de carbono
32. b) Monitorização e estabilização de parâmetros críticos do processo, a saber, alimentação de combustível, dosagem normal e excesso de oxigénio
32. c) Medições em contínuo ou periódicas das emissões de partículas, NOx , SOx e CO, bem como das emissões de NH3 quando é aplicada a SNCR
32. d) Medições em contínuo ou periódicas das emissões de HCl e HF, em caso de coincineração de resíduos
32. e) Medições em contínuo ou periódicas das emissões de carbono orgânico total, ou medições em contínuo em caso de coincineração de resíduos
32. f) Medições periódicas das emissões de dibenzodioxinas/dibenzofuranos policlorados (PCDD/F) e de metais
32. g) Medições em contínuo ou periódicas das emissões de partículas

1.3.3 Consumo de energia

MTD 33. Para reduzir/minimizar o consumo de energia térmica, é MTD a utilização de uma combinação das seguintes técnicas: (Consultar NEA às MTD no BREF)

33. a) Utilizar fornos melhorados e otimizados e parâmetros de processo regulares e estáveis, próximos dos parâmetros de processo definidos:
33. a) I. Otimização do controlo dos processos

33. a) II. Recuperação de calor dos efluentes gasosos (por exemplo, utilização do calor excedente dos fornos rotativos para secar calcário para outros processos, como a moagem do
calcário)
33. a) III. Sistemas gravimétricos modernos de alimentação de combustível sólido
33. a) IV. Manutenção do equipamento (por exemplo, estanquidade ao ar, erosão de refratários)
33. a) V. Utilização de pedra com granulometria otimizada
33. b) Utilizar combustíveis com características que tenham um impacto positivo no consumo de energia térmica
33. c) Limitação do ar de em excesso

MTD 34. Para minimizar o consumo de energia elétrica, constitui MTD a utilização de uma, ou uma combinação, das seguintes técnicas:

34. a) Utilizar sistemas de gestão do consumo de energia


34. b) Utilizar calcário com granulometria otimizada
34. c) Utilizar equipamentos de moagem e outros equipamentos elétricos com elevada eficiência energética

1.3.4 Consumo de calcário

MTD 35. Para minimizar o consumo de calcário, constitui MTD a utilização de uma, ou uma combinação, das seguintes técnicas:

35. a) Extrair e triturar o calcário tendo em conta a sua utilização específica (qualidade, granulometria)

Selecionar fornos que utilizem técnicas otimizadas que permitam o seu funcionamento com calcário de diferentes granulometrias, de modo a permitir a máxima utilização do calcário
35. b) extraído

1.3.5 Seleção de combustíveis

MTD 36. Para prevenir/reduzir as emissões, constitui MTD a seleção e controlo rigorosos dos combustíveis utilizados no forno.

1.3.5.1 Utilização de combustíveis residuais

1.3.5.1.1 Controlo da qualidade dos resíduos

MTD 37. Para assegurar as características dos resíduos a utilizar como combustível no forno, constitui MTD a aplicação das seguintes técnicas:

Utilizar sistemas de garantia da qualidade para assegurar e controlar as características dos resíduos e analisar quaisquer resíduos que se pretenda utilizar como combustíveis no forno,
37. a) no que respeita a:
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS - Conclusões MTD

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Conclusões MTD

37. a) I. Constância da qualidade


37. a) II. Critérios físicos, nomeadamente geração de emissões, granulometria, reatividade, combustibilidade e poder calorífico
37. a) III. Critérios químicos, nomeadamente teor de cloro total, enxofre, álcalis e fosfatos e teor de metais relevantes (por exemplo, crómio total, chumbo, cádmio, mercúrio e tálio)
Controlar a quantidade de parâmetros relevantes em quaisquer resíduos que se pretenda utilizar como combustíveis, nomeadamente o teor de halogéneos totais, metais (por exemplo,
37. b) crómio, chumbo, cádmio, mercúrio e tálio totais) e enxofre
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS - Conclusões MTD

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Conclusões MTD

1.3.5.1.2 Utilização de resíduos

MTD 38. Para prevenir/reduzir emissões resultantes da alimentação dos fornos com combustíveis provenientes de resíduos, constitui MTD a utilização das seguintes técnicas:

38. a) Utilizar queimadores adequados ao tipo de resíduos, em função das características e do funcionamento do forno
Assegurar que os gases resultantes da incineração dos resíduos atinjam, de forma controlada e homogénea, mesmo nas condições menos favoráveis, uma temperatura de 850 °C
38. b)
durante 2 segundos
38. c) Aumentar a temperatura para 1 100 °C, no caso da coincineração de resíduos perigosos com teor de substâncias orgânicas halogenadas, expresso em cloro, superior a 1%
38. d) Alimentar os resíduos de forma contínua e constante
Retardar ou suspender a coincineração de resíduos durante as operações de arranque e/ou paragem, se não for possível obter temperaturas e tempos de residência adequados,
38. d) referidos nos pontos b) e c) supra.

1.3.5.1.3 Gestão da segurança na utilização de resíduos perigosos

Para prevenir emissões acidentais, constitui MTD a utilização de sistemas de gestão da segurança na armazenagem, manuseamento e alimentação de resíduos perigosos ao
MTD 39. forno.

1.3.6 Emissões de partículas


1.3.6.1 Emissões difusas de partículas

MTD 40. Para minimizar/prevenir emissões difusas de partículas resultantes de operações que geram partículas, constitui MTD a utilização de uma, ou uma combinação, das seguintes
técnicas:
40. a) Isolar/circunscrever as operações que geram partículas, como a moagem, a crivagem e a mistura
40. b) Utilizar transportadores e elevadores cobertos, construídos como sistemas fechados, se for provável a emissão de partículas a partir de materiais pulverulentos

40. c) Utilizar silos de armazenagem com capacidade adequada, indicadores de nível com interruptores de corte e com filtros para tratar o ar onde estão suspensas poeiras libertadas durante
as operações de enchimento
40. d) Para sistemas de transporte pneumático pode ser adequado um processo de circulação
40. e) Manusear os materiais em sistemas fechados mantidos sob pressão negativa e tratar o ar aspirado com um filtro de mangas antes de ser libertado para a atmosfera
40. f) Reduzir as fugas de ar e os pontos de derrame
40. g) Assegurar a manutenção adequada e integral da instalação
40. h) Utilizar dispositivos e sistemas de controlo automáticos
40. i) Assegurar operações contínuas, isentas de falhas

40. j) Nos processos de expedição e carregamento, utilizar mangas de enchimento flexíveis, dotadas de um sistema de extração de partículas junto da plataforma de carga do camião

Para minimizar/prevenir emissões difusas de partículas provenientes das zonas de armazenagem a granel, constitui MTD a utilização de uma, ou uma combinação, das
MTD 41.
seguintes técnicas:

Isolar os locais de armazenagem com telas, muros ou uma vedação composta por vegetação vertical (barreiras artificiais ou naturais para proteger do vento as pilhas de materiais a céu
41. a)
aberto)

Utilizar silos e zonas de armazenagem de matérias-primas fechadas e completamente automatizadas. Estes tipos de armazenagem estão equipados com um ou diversos filtros de
41. b)
mangas, a fim de prevenir a formação difusa de partículas durante as operações de carga e descarga

Reduzir as emissões difusas de partículas em pilhas de materiais mediante uma humidificação suficiente dos pontos de carga e descarga das pilhas e a utilização de transportadores de
41. c) telas com alturas ajustáveis. Quando forem utilizadas medidas/técnicas de humidificação ou aspersão, o solo pode ser impermeabilizado e a água excedente pode ser recolhida e, se
necessário, tratada e utilizada em ciclos fechados

41. d) Sempre que não seja possível evitar emissões difusas de partículas nos pontos de carga e descarga dos locais de armazenagem, ajustar a altura de descarga à altura da pilha,
automaticamente se possível, ou reduzir a velocidade de descarga
41. e) Manter os locais húmidos, em especial as zonas secas, com recurso a dispositivos de aspersão, e limpos com veículos-vassouras
Utilizar sistemas a vácuo durante as operações de remoção. Os novos edifícios podem facilmente ser dotados de tubagens de aspiração central, enquanto os sistemas de aspiração
41. f) móvel e as ligações flexíveis são mais adequados para edifícios existentes

Reduzir a ocorrência de emissões difusas de partículas em zonas utilizadas por camiões, mediante a pavimentação dessas zonas, sempre que possível, e a manutenção da sua
41. g) superfície tão limpa quanto possível. O humedecimento dos acessos pode reduzir as emissões difusas de partículas, em especial com tempo seco. Podem ser utilizadas boas práticas
de limpeza, para limitar ao máximo as emissões difusas de partículas

1.3.6.2 Emissões confinadas de partículas resultantes de operações que geram partículas , com exceção dos processos associados ao forno

Para reduzir as emissões confinadas de partículas resultantes de operações que geram partículas, constitui MTD a utilização de uma das seguintes técnicas e a utilização de
MTD 42. um sistema de gestão da manutenção que incida especificamente no desempenho dos filtros: (Consultar VEA às MTD no BREF)

42. a) Utilizar filtros de mangas


42. b) Utilizar sistemas de tratamento por via húmida
1.3.6.3 Emissões de partículas provenientes dos processos associados ao forno

Para reduzir as emissões de partículas dos efluentes gasosos dos processos associados ao forno, constitui MTD a tratamento dos efluentes gasosos com um filtro. Pode ser
MTD 43. utilizada uma ou uma combinação das seguintes técnicas: (Consultar VEA às MTD no BREF)
43. a) Eletrofiltros
43. b) Filtros de mangas
43. c) Separador de partículas por via húmida
43. d) Separador centrífugo /ciclone

1.3.7 Compostos gasosos


1.3.7.1 Técnicas primárias para reduzir as emissões de compostos gasosos

Para reduzir as emissões de compostos gasosos (a saber, NOx, SOx , HCl, CO, carbono orgânico total (COT)/compostos orgânicos voláteis (COV), metais voláteis) dos
MTD 44. efluentes gasosos dos processos associados ao forno, constitui MTD a utilização de uma, ou uma combinação, das seguintes técnicas:

44. a) Seleção e controlo cuidadosos de todas as substâncias introduzidas no forno


44. b) Reduzir os precursores de poluentes nos combustíveis e, se possível, nas matérias-primas, mediante:
44. b) I. Seleção de combustíveis com baixo teor de enxofre (em especial para fornos rotativos longos), azoto e cloro, quando disponíveis
44. b) II. Seleção de matérias-primas com baixo teor de matéria orgânica, quando possível
44. b)III. Seleção de resíduos utilizados como combustíveis adequados aos processos e aos queimadores
44. c) Utilizar técnicas de otimização dos processos que assegurem uma absorção eficaz do dióxido de enxofre (por exemplo, um bom contacto entre os gases do forno e a cal viva)
1.3.7.2 Emissões de NOx

Para reduzir as emissões de NOx dos efluentes gasosos dos processos associados ao forno, constitui MTD a utilização de uma, ou uma combinação, das seguintes técnicas:
MTD 45. (Consultar VEA às MTD no BREF)
45. a) Técnicas primárias
45. a) I. Seleção adequada do combustível, a par da limitação do teor de azoto do combustível
45. a) II. Otimização do processo, incluindo a moldagem das chamas e o perfil das temperaturas
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS - Conclusões MTD

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Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

45. a) III. Características do queimador (queimadores de baixo NOx)


45. a) IV. Distribuição do ar
45. b) SNCR
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS - Conclusões MTD

BREF - Produção de cimento, cal e óxido de magnésio (CLM) | Data de adoção: 04/2013 | Versão: 06.10.2017
Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta à Decisão de Execução da Comissão 2013/163/UE.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

Quando é utilizada a SNCR, constitui MTD a redução eficaz dos NOx , assegurando a manutenção do escape adicional de NH 3 ao nível mais baixo possível, com recurso à
MTD 46. seguinte técnica: (Consultar VEA às MTD no BREF)
46. a) Obter uma redução adequada e suficiente sem pôr em risco a estabilidade do processo
46. b) Utilizar uma boa razão estequiométrica e uma boa distribuição da amónia, a fim de obter a máxima eficiência na redução dos NOx e do escape adicional de NH3
Manter o escape adicional de NH3 (resultante da amónia que não reagiu) a níveis tão baixos quanto possível, tendo em conta a correlação entre a eficiência da redução de NOx e o
46. c) escape adicional de NH3

1.3.7.3 Emissões de SOx

MTD 47. Para reduzir as emissões de SOx dos efluentes gasosos dos processos de aquecimento dos fornos, constitui MTD a utilização de uma, ou uma combinação, das seguintes
técnicas: (Consultar VEA às MTD no BREF)
47. a) Otimizar os processos para assegurar uma absorção eficaz de dióxido de enxofre (por exemplo, um bom contacto entre os gases do forno e a cal viva)
47. b) Selecionar combustíveis com baixo teor de enxofre
Utilizar técnicas de adição de absorventes (por exemplo, adição de absorventes, tratamento por via seca dos efluentes gasosos com um filtro, tratamento por via húmida ou injeção de
47. c) carvão ativado)

1.3.7.4 Emissões e fugas de CO

1.3.7.4.1 Emissões de CO

Para reduzir as emissões de CO dos efluentes gasosos dos processos associados ao forno, constitui MTD a utilização de uma, ou uma combinação, das seguintes técnicas:
MTD 48. (Consultar VEA às MTD no BREF)
48. a) Selecionar matérias-primas com baixo teor de matéria orgânica
48. b) Utilizar técnicas de otimização dos processos para obter uma combustão estável e completa
1.3.7.4.2 Redução dos disparos por CO

MTD 49. Para minimizar a frequência dos disparos por CO quando são utilizados eletrofiltros, constitui MTD a utilização das seguintes técnicas:

49. a) Gerir os disparos por CO, a fim de reduzir o período de paragem dos eletrofiltros
49. b) Medir contínua e automaticamente o CO, com recurso a equipamento de monitorização situado perto da fonte de CO e com um tempo de resposta curto
1.3.7.5 Emissões de carbono orgânico total ( COT )

Para reduzir as emissões de COT dos efluentes gasosos dos processos associados ao forno, constitui MTD a utilização de uma, ou uma combinação, das seguintes técnicas:
MTD 50. (Consultar VEA às MTD no BREF)
50. a) Aplicar técnicas primárias gerais e monitorização (ver igualmente MTD 30 e 31, ponto 1.3.1, e MTD 32, ponto 1.3.2)
50. b) Evitar alimentar os fornos com matérias-primas com um teor elevado de compostos orgânicos voláteis (exceto para a produção de cal hidráulica)
1.3.7.6 Emissões de cloreto de hidrogénio (HCl) e fluoreto de hidrogénio (HF)

Para prevenir/reduzir as emissões de HCl e HF dos efluentes gasosos dos processos de aquecimento dos fornos aquando da utilização de resíduos, constitui MTD a utilização
MTD 51. das seguintes técnicas primárias: (Consultar VEA às MTD no BREF)
51. a) Utilizar combustíveis convencionais, com baixo teor de cloro e de flúor
51. b) Limitar o teor de cloro e de flúor em quaisquer resíduos que se pretenda utilizar como combustível num forno de cal

1.3.8 Emissões de PCDD/F

Para prevenir/reduzir as emissões de PCDD/F dos efluentes gasosos dos processos associados ao forno, constitui MTD a utilização de uma, ou uma combinação, das
MTD 52. seguintes técnicas primárias: (Consultar VEA às MTD no BREF)
52. a) Selecionar combustíveis com baixo teor de cloro
52. b) Limitar a entrada de cobre através do combustível
52. c) Minimizar o tempo de residência dos efluentes gasosos e o teor de oxigénio em zonas com temperaturas compreendidas entre 300 e 450 °C

1.3.9 Emissões de metais

MTD 53. Para minimizar as emissões de metais dos efluentes gasosos dos processos associados ao forno, constitui MTD a utilização de uma, ou uma combinação, das seguintes
técnicas: (Consultar VEA às MTD no BREF)
53. a) Selecionar combustíveis com baixo teor de metais
53. b) Utilizar um sistema de garantia da qualidade para assegurar as características dos resíduos utilizados como combustíveis
53. c) Limitar o teor de metais relevantes, em especial de mercúrio, nos materiais
53. d) Utilizar uma ou uma combinação de técnicas de remoção de partículas, enunciadas nas MTD 43

1.3.10 Perdas/resíduos dos processos

MTD 54. Para reduzir os resíduos sólidos dos processos de fabrico da cal e poupar matérias-primas, constitui MTD a utilização das seguintes técnicas:

54. a) Reutilizar as poeiras e outras partículas recolhidas nos processos (por exemplo, areias, gravilha)
54. b) Utilizar partículas, cal viva e cal hidratada fora de especificações noutros produtos comerciais

1.4 CONCLUSÕES MTD PARA A INDÚSTRIA DE PRODUÇÃO DE ÓXIDO DE MAGNÉSIO

1.4.1 Monitorização

Constitui MTD assegurar a monitorização e a medição regulares dos parâmetros e das emissões dos processos e a monitorização das emissões em conformidade com as
MTD 55. normas EN pertinentes ou, na falta dessas normas, com as normas ISO ou com normas nacionais ou internacionais que garantam dados de qualidade científica equivalente,
incluindo as seguintes:

55. a) Medições em contínuo dos parâmetros do processo suscetíveis de demonstrar a estabilidade do mesmo, como a temperatura, o teor de O2 , a pressão e o caudal
55. b) Monitorização e estabilização de parâmetros críticos do processo, a saber, alimentação em matérias-primas e combustível, dosagem normal e oxigénio em excesso
55. c) Medições em contínuo ou periódicas das emissões de partículas, NOx , SOx e CO
55. d) Medições em contínuo ou periódicas de emissões de partículas

1.4.2 Consumo de energia

MTD 56. Para reduzir o consumo de energia térmica, constitui MTD a utilização de uma combinação das seguintes técnicas: (Consultar VEA às MTD no BREF)

56. a) Utilizar sistemas de forno melhorados e otimizados e um processo de forno regular e estável, mediante:
56. b) Otimização do controlo do processo
56. c) Recuperação de calor dos efluentes gasosos do forno e dos arrefecedores
56. d) Utilizar combustíveis com características que tenham um impacto positivo no consumo de energia térmica
56. e) Limitar o ar em excesso

MTD 57. Para minimizar o consumo de energia elétrica, constitui MTD a utilização de uma, ou uma combinação, das seguintes técnicas:

57. a) Utilizar sistemas de gestão do consumo de energia elétrica


ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS - Conclusões MTD

BREF - Produção de cimento, cal e óxido de magnésio (CLM) | Data de adoção: 04/2013 | Versão: 06.10.2017
Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta à Decisão de Execução da Comissão 2013/163/UE.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

57. b) Utilizar equipamentos de moagem e outros equipamentos elétricos com elevada eficiência energética
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS - Conclusões MTD

BREF - Produção de cimento, cal e óxido de magnésio (CLM) | Data de adoção: 04/2013 | Versão: 06.10.2017
Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta à Decisão de Execução da Comissão 2013/163/UE.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

1.4.3 Emissões de partículas


1.4.3.1 Emissões difusas de partículas

Para minimizar/prevenir emissões difusas de partículas resultantes de operações que geram partículas, constitui MTD a utilização de uma, ou uma combinação, das seguintes
MTD 58. técnicas:
58. a) Utilizar uma configuração simples e linear para a instalação
58. b) Utilizar boas práticas de limpeza para os edifícios e os acessos, e assegurar a manutenção adequada e completa da instalação
58. c) Humidificar as pilhas de matérias-primas
58. d) Isolar/circunscrever as operações que geram partículas, tais como a moagem e a crivagem
58. e) Utilizar transportadores e elevadores cobertos, construídos como sistemas fechados, se existir a probabilidade de materiais pulverulentos gerarem emissões de partículas

58. f) Utilizar silos de armazenagem com capacidade adequada e equipá-los com filtros para tratar o ar onde estão suspensas as poeiras libertadas durante as operações de enchimento

58. g) Em determinados casos, para sistemas de transporte pneumático pode ser adequado um processo de circulação
58. h) Reduzir as fugas de ar e os pontos de derrame
58. i) Utilizar dispositivos e sistemas de controlo automáticos
58. j) Assegurar operações contínuas e isentas de falhas
1.4.3.2 Emissões confinadas de partículas resultantes de operações que geram partículas, com exceção dos processos associados ao forno

Para reduzir as emissões confinadas de partículas resultantes de operações que geram partículas, constitui MTD o tratamento dos efluentes gasosos com filtro com recurso a
MTD 59. uma, ou a uma combinação, das seguintes técnicas e a utilização de um sistema de gestão da manutenção que incida especificamente no desempenho das técnicas:
(Consultar VEA às MTD no BREF)

59. a) Filtros de mangas


59. b) Separadores centrífugos/ciclones
59. c) Separador de partículas por via húmida
1.4.3.3 Emissões de partículas provenientes dos processos associados ao forno

Para reduzir as emissões de partículas dos efluentes gasosos dos processos associados ao forno, constitui MTD o tratamento dos efluentes gasosos com um filtro segundo
MTD 60. uma ou uma combinação das seguintes técnicas: (Consultar VEA às MTD no BREF)
60. a) Eletrofiltros
60. b) Filtros de mangas
60. c) Separadores centrífugos/ciclones
60. d) Separadores de partículas por via húmida

1.4.4 Compostos gasosos


1.4.4.1 Técnicas primárias gerais para reduzir as emissões de compostos gasosos

Para reduzir as emissões de compostos gasosos (a saber, NOx, HCl, SOx e CO) dos efluentes gasosos dos processos associados ao forno, constitui MTD a utilização de uma,
MTD 61. ou uma combinação, das seguintes técnicas primárias:
61. a) Selecionar e controlar rigorosamente todas as substâncias introduzidas no forno a fim de reduzir os precursores de poluentes, nomeadamente:
61. a) I. Seleção de combustíveis com baixo teor de enxofre, se disponíveis, azoto e cloro
61. a) II. Seleção de matérias-primas com baixo teor de matéria orgânica
61. a) III. Seleção de resíduos utilizados como combustíveis adequados aos processos e aos queimadores
61. b) Utilizar medidas/técnicas de otimização dos processos que assegurem operações de forno regulares e estáveis, próximas do nível de ar estequiométrico
1.4.4.2 Emissões de NOx

Para reduzir as emissões de NOx dos efluentes gasosos dos processos associados ao forno, constitui MTD a utilização de uma combinação das seguintes técnicas: (Consultar
MTD 62. VEA às MTD no BREF)
62. a) Seleção adequada do combustível, a par de um teor limitado de azoto no combustível
62. b) Otimização de processos e técnica melhorada de aquecimento dos fornos
1.4.4.3 Emissões e disparos por CO

1.4.4.3.1 Emissões de CO

Para reduzir as emissões de CO dos efluentes gasosos dos processos associados ao forno, constitui MTD a utilização de uma combinação das seguintes técnicas: (Consultar
MTD 63. VEA às MTD no BREF)
63. a) Selecionar matérias-primas com baixo teor de matéria orgânica
64. b) Otimizar o controlo dos processos
64. c) Alimentar os combustíveis de forma controlada, constante e contínua
1.4.4.3.2 Redução dos disparos por CO

MTD 64. Para minimizar o número disparos por CO quando são utilizados eletrofiltros, constitui MTD a utilização das seguintes técnicas:

64. a) Gerir os disparos por CO, a fim de reduzir o período de paragem dos eletrofiltros
64. b) Medir contínua e automaticamente o CO, com recurso a equipamento de monitorização situado perto da fonte de CO, e com tempo de resposta curto
1.4.4.4 Emissões de SOx

Para reduzir as emissões de SOx dos efluentes gasosos dos processos associados ao forno, constitui MTD a utilização de uma combinação das seguintes técnicas primárias e
MTD 65. secundárias: (Consultar VEA às MTD no BREF)
65. a) Utilizar técnicas de otimização dos processos
65. b) Selecionar combustíveis com baixo teor de enxofre

Utilizar uma técnica de adição de absorventes por via seca (adição de absorventes no caudal de efluentes gasosos, como MgO reativo, cal hidratada, carvão ativado, etc.) em conjunção
65. c) com um filtro

65. d) Utilizar um sistema de tratamento por via húmida

1.4.5 Perdas/resíduos dos processos

MTD 66. Para reduzir/minimizar as perdas/resíduos dos processos, constitui MTD a reutilização nos processos de diferentes tipos de partículas de carbonato de magnésio recolhidas

Para reduzir/prevenir as perdas/resíduos dos processos, constitui MTD a reutilização de diferentes tipos de partículas de carbonato de magnésio recolhidas no processo em
MTD 67. outros produtos comercializáveis, sempre que estas não sejam recicláveis.

Para reduzir/prevenir as perdas/resíduos dos processos, constitui MTD a reutilização das lamas resultantes da dessulfuração dos efluentes gasosos por via húmida, nos
MTD 68. processos ou noutros setores.
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS - Conclusões MTD

BREF - Produção de cimento, cal e óxido de magnésio (CLM) | Data de adoção: 04/2013 | Versão: 06.10.2017
Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta à Decisão de Execução da Comissão 2013/163/UE.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

1.4.6 Utilização de resíduos como matéria-prima e/ou combustível


Para garantir as características dos resíduos a utilizar como combustível e/ou matéria-prima em fornos de óxido de magnésio, constitui MTD a utilização das seguintes
MTD 69. técnicas:
69. a) Selecionar resíduos adequados aos processos e aos queimadores
69. b) Utilizar sistemas de garantia da qualidade para assegurar e controlar as características dos resíduos e analisar quaisquer resíduos que se pretenda utilizar, no que respeita a:
69. b) I. Disponibilidade
69. b) II. Constância da qualidade
69. b) III. Critérios físicos, nomeadamente geração de emissões, granulometria, reatividade, combustibilidade e poder calorífico
69. b) IV. Critérios químicos, nomeadamente teor de cloro, enxofre, álcalis e fosfatos e teor de metais relevantes (por exemplo, crómio, chumbo, cádmio, mercúrio e tálio totais)

Controlar o número de parâmetros relevantes em relação a quaisquer resíduos que se pretenda utilizar como combustível, nomeadamente o teor de halogéneos totais, metais (por
69. c) exemplo, crómio, chumbo, cádmio, mercúrio e tálio totais) e enxofre
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS - Conclusões MTD

BREF - Sistemas gerais de gestão/tratamento de águas residuais e efluentes gasosos no sector químico (CWW)| Data de adoção: 06/2016 |Versão: 06.10.2017
Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta à Decisão de Execução (UE) 2016/902.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

1. SISTEMAS DE GESTÃO AMBIENTAL

MTD 1. A fim de melhorar o desempenho ambiental geral, constitui MTD aplicar e respeitar um sistema de gestão ambiental (SGA) que incorpore os seguintes elementos:

1. i) compromisso das chefias, incluindo a gestão de topo.

1. ii) definição, pela gestão de topo, de uma política ambiental que inclua a melhoria contínua da instalação.

1. iii) planeamento e estabelecimento dos procedimentos, objetivos e metas necessários, em conjugação com planeamento financeiro e investimento.

1. iv) aplicação dos procedimentos, com especial ênfase para:

1. iv) a) estrutura e responsabilidade,

1. iv) b) recrutamento, formação, sensibilização e competência,

1. iv) c) comunicação,

1. iv) d) envolvimento dos trabalhadores,

1. iv) e) documentação,

1. iv) f) controlo eficaz dos processos,

1. iv) g) programas de manutenção,

1. iv) h) preparação e capacidade de resposta em situações de emergência,

1. iv) i) salvaguarda do cumprimento da legislação ambiental;

1. v) verificação do desempenho ambiental e tomada de medidas corretivas, com especial destaque para:

1. v) a) monitorização e medição (ver também o documento de referência sobre os princípios gerais de monitorização (ROM));

1. v) b) ações preventivas e corretivas;

1. v) c) manutenção controlada dos registos;

1. v) d) auditoria independente (sempre que viável) interna ou externa, para avaliar a conformidade do SGA com as medidas programadas e se foi devidamente aplicado e mantido.

1. vi) revisão do SGA, pela gestão de topo, quanto à aptidão, adequação e eficácia continuadas.

1. vii) acompanhamento do desenvolvimento de tecnologias mais limpas.

1. viii) consideração dos impactes ambientais decorrentes da eventual desativação da instalação, na fase de conceção de uma nova instalação e ao longo da vida útil da instalação.

1. ix) realização regular de avaliações comparativas (benchmarking) setoriais.

1. x) plano de gestão dos resíduos (cf. MTD 13).

Especificamente para as atividades do setor químico, constitui MTD a incorporação no SGA dos seguintes elementos:

em instalações/complexos industriais com múltiplos operadores, definição de acordos/contratos que definam as tarefas, responsabilidades e coordenação nos procedimentos operacionais,
1. xi) cometidas a cada operador para reforçar a cooperação entre eles.

1. xii) inventariação das correntes de águas residuais e de efluentes gasosos (cf. MTD 2).

Em alguns casos, também fazem parte do SGA os seguintes elementos:

1. xiii) plano de gestão de odores (cf. MTD 20).

1. xiv) plano de gestão do ruído (cf. MTD 22).


ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS - Conclusões MTD

BREF - Sistemas gerais de gestão/tratamento de águas residuais e efluentes gasosos no sector químico (CWW)| Data de adoção: 06/2016 |Versão: 06.10.2017
Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta à Decisão de Execução (UE) 2016/902.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

A fim de facilitar a redução das emissões para a água e para a atmosfera, bem como dos consumos de água, constitui MTD estabelecer e manter atualizado um inventário das
MTD 2. correntes de águas residuais e de efluentes gasosos, integrado no sistema de gestão ambiental (cf. MTD 1), que incorpore os seguintes elementos:

2. i) informação sobre os processos químicos de produção, incluindo:

2. i) a) equações das reações químicas envolvidas, evidenciando ainda os produtos secundários;

2. i) b) fluxogramas simplificados dos processos que evidenciem a origem das emissões;

2. i) c) descrição das técnicas integradas nos processos e do tratamento dos efluentes gasosos/águas residuais na origem, incluindo a eficácia dos mesmos;

2. ii) informação, tão exaustiva quanto razoavelmente possível, acerca das características dos fluxos de águas residuais, nomeadamente:

2. ii) a) valores médios e variabilidade do caudal, do pH, da temperatura e da condutividade;

valores médios de concentração e de carga dos poluentes/parâmetros relevantes e sua variabilidade (por exemplo, CQO/COT, tipos de compostos azotados, fósforo, metais, sais, compostos
2. ii) b) orgânicos específicos);

2. ii) c) dados de biodegradabilidade [por exemplo, CBO, CBO/CQO, teste de Zahn-Wellens, potencial de inibição biológica (por exemplo, nitrificação)];

2. iii) informação, tão exaustiva quanto razoavelmente possível, acerca das características das correntes gasosas, nomeadamente:

2. iii) a) valores médios e variabilidade do caudal e da temperatura;

2. iii) b) valores médios de concentração e de carga dos poluentes/parâmetros relevantes e sua variabilidade (por exemplo, COV, CO, NO x, SOx, cloro, cloreto de hidrogénio);

2. iii) c) inflamabilidade, limites inferior e superior de explosividade, reatividade;

2.iii) d) presença de substâncias que possam afetar o sistema de tratamento dos efluentes gasosos ou a segurança da instalação (por exemplo, oxigénio, azoto, vapor de água, poeiras).

2. MONITORIZAÇÃO

No que respeita às emissões para a água identificadas no inventário de correntes de águas residuais (cf. MTD 2), constitui MTD a monitorização dos parâmetros relevantes dos
MTD 3. processos (nomeadamente a monitorização contínua do caudal, do pH e da temperatura das águas residuais) nos pontos fundamentais (por exemplo, à entrada do pré-tratamento e à
entrada do tratamento final).

Constitui MTD a monitorização das emissões para a água em conformidade com as normas EN com, pelo menos, a frequência prevista no BREF. Na ausência de normas EN, constitui
MTD 4. MTD a utilização de normas ISO, normas nacionais ou outras normas internacionais que garantam a obtenção de dados de qualidade científica equivalente.

Constitui MTD a monitorização periódica das emissões difusas de COV para a atmosfera, provenientes de fontes relevantes, recorrendo a uma combinação adequada das técnicas I a
MTD 5. III ou, no caso de serem manuseadas grandes quantidades de COV, a todas as técnicas I a III.

5. I) Métodos de «inalação» («sniffing») (ou seja, com instrumentos portáteis e de acordo com a norma EN 15446), associados a curvas de correlação do equipamento principal;

5. II) Métodos de imagiologia ótica de gases;

5. III) Cálculos de emissões com base nos fatores de emissão, validados periodicamente por medições (por exemplo, de dois em dois anos).

MTD 6. Constitui MTD a monitorização periódica das emissões de odores provenientes de fontes relevantes em conformidade com normas EN.
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS - Conclusões MTD

BREF - Sistemas gerais de gestão/tratamento de águas residuais e efluentes gasosos no sector químico (CWW)| Data de adoção: 06/2016 |Versão: 06.10.2017
Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta à Decisão de Execução (UE) 2016/902.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

3. EMISSÕES PARA A ÁGUA

3.1. Consumos de água e produção de águas residuais

A fim de reduzir o consumo de água e a produção de águas residuais, constitui MTD: a redução do volume e/ou da carga poluente das correntes de águas residuais; o aumento da
MTD 7. reutilização das águas residuais no processo produtivo; a recuperação e a reutilização de matérias-primas.

3.2. Recolha e separação de águas residuais

A fim de evitar a contaminação de águas não poluídas e de reduzir as emissões para a água, constitui MTD a segregação das correntes de águas não contaminadas dos fluxos de
MTD 8. águas residuais que requerem tratamento.

A fim de evitar emissões não controladas para a água, constitui MTD a criação de uma capacidade de armazenamento de reserva («buffer») adequada para as águas residuais
MTD 9. geradas fora das condições normais de funcionamento, com base numa avaliação de risco (tendo em conta, por exemplo, a natureza do poluente, os efeitos nos tratamentos
ulteriores e o meio recetor), e a implementação de medidas suplementares adequadas (por exemplo, controlo, tratamento, reutilização).

3.3. Tratamento de águas residuais

A fim de reduzir as emissões para a água, constitui MTD a implementação de uma estratégia integrada de gestão e tratamento das águas residuais que inclua uma combinação
MTD 10. adequada de técnicas pela ordem de prioridade indicada. Valores de emissão associados às MTD (VEA-MTD): Ver o ponto 3.4. do BREF.

10. a) Técnicas integradas nos processos

10. b) Recuperação de poluentes na fonte

10. c) Pré-tratamento das águas residuais (Cf. MTD 11.)

10. d) Tratamento final das águas residuais

A fim de reduzir as emissões para a água, constitui MTD o pré-tratamento, por meio de técnicas adequadas, das águas residuais que contenham poluentes que não possam ser
MTD 11. tratados convenientemente durante o tratamento final.

MTD 12. A fim de reduzir as emissões para a água, constitui MTD o recurso a uma combinação adequada de técnicas para o tratamento final de águas residuais.

Tratamento preliminar e tratamento primário

12. a. Equalização

12. b. Neutralização

12. c. Separação física; por exemplo, crivos, tamisadores, desarenadores, separadores de gorduras ou tanques de decantação primários

Tratamento biológico (tratamento secundário); por exemplo:

12. d. Processo de lamas ativadas

12. e. Biorreator de membrana

Remoção de azoto

12. f. Nitrificação/desnitrificação

Remoção de fósforo

12. g. Precipitação química

Remoção final de sólidos

12. h. Coagulação e floculação

12. i. Decantação

12. j. Filtração (por exemplo, filtração com areia, microfiltração ou ultrafiltração)

12. k. Flutuação

3.4. Valores de emissão associados às MTD aplicáveis às emissões para a água

Os valores de emissão associados às melhores técnicas disponíveis (VEA-MTD) aplicáveis às emissões para a água, indicados no quadro 1, no quadro 2 e no quadro 3, presentes no
BREF dizem respeito às emissões diretas para o meio recetor provenientes:

i) das atividades especificadas no anexo I, ponto 4, da Diretiva 2010/75/UE;

ii) das estações de tratamento realizado independentemente de águas residuais a que se refere o anexo I, ponto 6.11, da Diretiva 2010/75/UE, se a principal carga poluente provier de atividades
previstas no anexo I, ponto 4, da Diretiva 2010/75/UE;
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS - Conclusões MTD

BREF - Sistemas gerais de gestão/tratamento de águas residuais e efluentes gasosos no sector químico (CWW)| Data de adoção: 06/2016 |Versão: 06.10.2017
Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta à Decisão de Execução (UE) 2016/902.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

iii) do tratamento combinado de águas residuais de diversas proveniências, se a principal carga poluente provier de atividades previstas no anexo I, ponto 4, da Diretiva 2010/75/UE.
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS - Conclusões MTD

BREF - Sistemas gerais de gestão/tratamento de águas residuais e efluentes gasosos no sector químico (CWW)| Data de adoção: 06/2016 |Versão: 06.10.2017
Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta à Decisão de Execução (UE) 2016/902.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

4. RESÍDUOS

A fim de evitar ou, se isso não for exequível, reduzir a quantidade de resíduos encaminhados para eliminação, constitui MTD a adoção e a aplicação, como parte integrante do
MTD 13. sistema de gestão ambiental (cf. MTD 1), de um plano de gestão de resíduos que, por ordem de prioridade, assegure a prevenção, a preparação para reutilização, a reciclagem ou
algum outro modo de valorização dos resíduos.

A fim de reduzir o volume de lamas de águas residuais que necessitam de tratamento ou eliminação, bem como o correspondente impacte ambiental, constitui MTD o recurso a uma
MTD 14. das seguintes técnicas ou a uma combinação das mesmas:

14. a. Acondicionamento

14. b. Espessamento/desidratação

14. c. Estabilização

14. d. Secagem

5. EMISSÕES PARA A ATMOSFERA

5.1. Recolha de efluentes gasosos

MTD 15. A fim de facilitar a valorização de compostos e a redução das emissões para a atmosfera, constitui MTD, se exequível, o confinamento das fontes de emissão e o tratamento das
emissões.

5.2. Tratamento de efluentes gasosos

A fim de reduzir as emissões para a atmosfera, constitui MTD a definição de uma estratégia integrada de gestão e tratamento dos efluentes gasosos que inclua técnicas integradas
MTD 16. nos processos e técnicas de tratamento dos efluentes gasosos.

5.3. Queima em tocha (flare)

A fim de evitar as emissões para a atmosfera provenientes da queima em tocha (flare), constitui MTD a utilização desta técnica apenas por motivos de segurança ou em condições
MTD 17. operacionais que não sejam de rotina (por exemplo, arranques e paragens), recorrendo a uma ou a ambas as técnicas a seguir indicadas.

17. a. Conceção adequada da instalação

17. b. Gestão da instalação

MTD 18. A fim de reduzir as emissões das tochas (flares) para a atmosfera quando a queima em tocha é inevitável, constitui MTD o recurso a uma ou a ambas as técnicas a seguir indicadas.

18. a. Conceção adequada dos queimadores tocha

18. b. Monitorização e registo no âmbito da gestão da queima em tocha

5.4. Emissões difusas de COV

MTD 19. A fim de evitar ou, se isso não for exequível, reduzir as emissões difusas de COV para a atmosfera, constitui MTD o recurso a uma combinação das técnicas a seguir indicadas.

Técnicas relacionadas com a conceção da instalação

19. a. Limitação do número de fontes de emissão potenciais

19. b. Maximização dos confinamentos nos próprios processos

19. c. Escolha de equipamentos de alta segurança (cf. descrição no ponto 6.2)

19. d. Facilitação das atividades de manutenção, assegurando o acesso ao equipamento passível de fugas

Técnicas relacionadas com a construção, a montagem ou a entrada em funcionamento de instalações/equipamentos

Garantia de procedimentos exaustivos e bem definidos para a construção e montagem das instalações/dos equipamentos. Compreende o grau de aperto projetado para as juntas das uniões por
19. e. flanges (cf. descrição no ponto 6.2).

19. f. Garantia de procedimentos inequívocos de arranque e de receção das instalações/dos equipamentos, consentâneos com os requisitos de projeto.

Técnicas relacionadas com o funcionamento da instalação

19. g. Garantia da boa manutenção e da substituição atempada dos equipamentos

19. h. Recurso a um programa de deteção e reparação de fugas («Leak Detection and Repair» (LDAR))baseado na avaliação do risco (cf. descrição no ponto 6.2)

19. i. Dentro dos limites da razoabilidade, prevenção, recolha na origem e tratamento das emissões difusas de COV.
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS - Conclusões MTD

BREF - Sistemas gerais de gestão/tratamento de águas residuais e efluentes gasosos no sector químico (CWW)| Data de adoção: 06/2016 |Versão: 06.10.2017
Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta à Decisão de Execução (UE) 2016/902.

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acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

5.5. Odores

A fim de evitar ou, se isso não for exequível, reduzir as emissões de odores, constitui MTD o estabelecimento, a aplicação e a revisão regular, como parte integrante do sistema de
MTD 20. gestão ambiental (cf. MTD 1), de um plano de gestão de odores que inclua os seguintes elementos:

20. i) protocolo com as medidas e prazos adequados;

20. ii) protocolo para a monitorização de odores;

20. iii) protocolo para resposta às ocorrências de odores identificadas;

programa de prevenção e redução dos odores destinado a identificar as fontes, medir/estimar a exposição aos odores, caracterizar os contributos das fontes e pôr em prática medidas de
20. iv) prevenção e/ou redução.

A fim de evitar ou, se isso não for exequível, reduzir as emissões de odores provenientes da recolha e do tratamento das águas residuais e do tratamento das lamas, constitui MTD o
MTD 21.
recurso a uma das técnicas a seguir indicadas ou a uma combinação das mesmas.

21. a) Minimização dos tempos de residência

21. b) Tratamento químico

21. c) Otimização do tratamento aeróbio

21. d) Confinamento

21. e) Tratamento a jusante

5.6. Ruído

A fim de evitar ou, se isso não for exequível, reduzir as emissões de ruído, constitui MTD o estabelecimento e a aplicação, como parte integrante do sistema de gestão ambiental (cf.
MTD 22.
MTD 1), de um plano de gestão de ruído que inclua os seguintes elementos:

22 . i) protocolo com as medidas e prazos adequados;

22. ii) protocolo de monitorização do ruído;

22. iii) protocolo de resposta às ocorrências de ruído identificadas;

programa de prevenção e redução do ruído destinado a identificar as fontes, medir/estimar a exposição ao ruído, caracterizar os contributos das fontes e pôr em prática medidas de prevenção
22. iv) e/ou redução.

MTD 23. A fim de evitar ou, se isso não for exequível, reduzir o ruído, constitui MTD o recurso a uma das técnicas a seguir indicadas ou a uma combinação das mesmas.

23. a. Localização adequada dos equipamentos e dos edifícios

23. b. Medidas operacionais

23. c. Equipamento pouco ruidoso

23. d. Equipamento de contenção do ruído

23. e. Redução do ruído


ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS

BREF - Emissões resultantes do armazenamento (EFS) | Data de adoção: 07/2006 | Versão: 06.10.2017
Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta ao respetivo BREF.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

5.1. ARMAZENAMENTO DE LÍQUIDOS E GASES LIQUEFEITOS

5.1.1. Reservatórios
5.1.1.1. Princípios gerais para prevenir e reduzir emissões

Design dos Reservatórios

5.1.1.1 A. No designdos reservatórios tomar em consideração, pelo menos:

A. i) as propriedades físico-químicas da substância a armazenar;


A. ii) de que forma a armazenagem é realizada, o nível de instrumentação necessária, quantos operadores são necessários e a respetiva carga de trabalho;
A. iii) a forma como os operadores são informados sobre desvios às condições normais de processo (alarmes);
a forma como o armazenamento é protegido de desvios às condições normais de processo (instruções de segurança, sistemas de interligação, dispositivos de descompressão, deteção e
A. iv) contenção de fugas, etc.);
A. v) o tipo de equipamento a ser instalado, tendo em particular consideração o histórico do produto (materiais de construção, qualidade de válvulas, etc.);
A. vi) o plano de manutenção e inspeção a ser implementado e de que forma pode ser facilitado o trabalho de manutenção e inspeção (acesso, layout, etc.);

a forma de lidar com situações de emergência (distâncias a outros tanques, instalações e zonas limite, proteção contra incêndios, acesso a serviços de emergência (eg. bombeiros),
A. vii) etc.).

Inspeção e Manutenção

Implementar uma metodologia para definir planos de manutenção preventiva e para desenvolver planos de inspeção baseados na possibilidade de risco, como por exemplo a
5.1.1.1 B. abordagem de manutenção baseada no risco e fiabilidade.

Localização e Layout

Instalar à superfície os reservatórios que operam aproximadamente ou à pressão atmosférica.


5.1.1.1 C. No entanto, para o armazenamento de líquidos inflamáveis numa instalação com restrição de espaço, os tanques subterrâneos também podem ser considerados. No caso de
gases liquefeitos, pode ser considerada, eg. a armazenagem subterrânea, "mounded storage" ou esferas, dependendo do volume de armazenamento.

Cor do reservatório

Aplicar ao reservatório uma cor com uma refletividade à radiação térmica ou luminosa de pelo menos 70 %, ou uma proteção solar em reservatórios superficiais que
5.1.1.1 D. contenham substâncias voláteis.

Princípio da minimização de emissões no armazenamento em reservatórios

5.1.1.1 E. Minimizar as emissões associadas a atividades de armazenamento em reservatórios, transferência e manuseamento que tenham um efeito negativo significativo no ambiente.

Monitorização de COV

Em instalações onde sejam expectáveis emissões significativas de COV proceder, de forma regular, ao cálculo das emissões de COV.
5.1.1.1 F. O modelo de cálculo poderá carecer de validação por aplicação de métodos de medição.

Sistemas dedicados

5.1.1.1 G. Utilizar sistemas dedicados.

5.1.1.2. Considerações específicas dos reservatórios

Reservatórios abertos

5.1.1.2 A. Se ocorrerem emissões para o ar, cobrir o reservatório com:

A. i) cobertura flutuante;
A. ii) cobertura flexível ou de tenda;
A. iii) cobertura rígida

5.1.1.2 B. Para prevenir a acumulação de depósito que possa vir a exigir um passo de limpeza adicional, proceder à agitação da substância armazenada (eg. lamas).

Reservatórios de teto exterior flutuante

5.1.1.2 C. Aplicar tetos flutuantes de contacto direto (dupla cobertura), embora também possam ser usados sistemas existentes de tetos flutuantes sem contacto

5.1.1.2 D. Aplicar medidas adicionais para reduzir as emissões de acordo com o descrito no BREF.

5.1.1.2 E. Aplicar uma cobertura nas situações de condições climatéricas adversas (eg. ventos fortes, chuva ou queda de neve).

No caso de armazenamento de líquidos contendo elevadas quantidades de partículas, proceder à agitação da substância armazenada de forma a prevenir a criação de um
5.1.1.2 F. depósito que possa vir a exigir um passo de limpeza adicional.

Reservatórios de teto fixo

Para o armazenamento de substâncas voláteis tóxicas (T), muito tóxicas (T+) ou carcinogénicas, mutagénicas e tóxicas à reprodução (CMR) categorias 1 e 2 em reservatórios
5.1.1.2 G. de teto fixo, aplicar um sistema de tratamento de vapores.

5.1.1.2 H. Para outras substâncias, aplicar sistemas de tratamento de vapores ou instalar tetos flutuantes internos. Usar tetos flutuantes de contacto direto e sem contacto.

5.1.1.2 I. Para reservatórios < 50 m3, aplicar um sistema de válvulas de alívio de pressão definido para o valor mais elevado possível consistente com os critérios de design do tanque.

5.1.1.2 J. Para armazenagem de líquidos com níveis elevados de partículas (p.ex. crude) promover a mistura da substância para prevenir a deposição, ver secção 4.1.5.1.

Reservatórios atmosféricos horizontais

Para o armazenamento de substâncas voláteis tóxicas (T), muito tóxicas (T+) ou carcinogénicas, mutagénicas e tóxicas à reprodução (CMR) categorias 1 e 2 em reservatórios
5.1.1.2 K. atmosféricos horizontais, aplicar um sistema de tratamento de vapores.
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS

BREF - Emissões resultantes do armazenamento (EFS) | Data de adoção: 07/2006 | Versão: 06.10.2017
Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta ao respetivo BREF.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

5.1.1.2 L. Para outras substâncias, aplicar todas ou uma combinação das seguintes técnicas, dependendo das substâncias armazenadas:

L. i) aplicar válvulas de alívio de pressão em vácuo


L. ii) aumentar a taxa de pressão para 56 mbar
L. iii) aplicar um equilíbrio de vapor
L. iv) aplicar um tanque de contenção de vapor
L. v) aplicar um sistema de tratamento de vapor
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS

BREF - Emissões resultantes do armazenamento (EFS) | Data de adoção: 07/2006 | Versão: 06.10.2017
Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta ao respetivo BREF.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

Reservatórios pressurizados

O sistema de drenagem é dependente do tipo de reservatório utilizado podendo, no entanto, ser instalado um sistema de drenagem fechado ligado a um sistema de tratamento
5.1.1.2 M. de vapores

Tanques de teto elevatório

5.1.1.2 M. Para emissões para o ar, proceder a:

M. i) aplicação de um tanque de diafragma flexível equipado com válvulas de alívio de pressão/vácuo; ou


N. ii) aplicação de um tanque elevatório equipado com válvulas de alívio de pressão/vácuo e ligado a um sistema de tratamento de vapores.

Tanques subterrâneos e "mounded tanks"

Para o armazenamento de substâncias voláteis tóxicas (T), muito tóxicas (T+) ou carcinogénicas, mutagénicas e tóxicas à reprodução (CMR) categorias 1 e 2 em reservatórios
5.1.1.2 O. subterrâneos ou "mounded tanks", aplicar um sistema de tratamento de vapores.

5.1.1.2 P. Para outras substâncias, aplicar todas ou uma combinação das seguintes técnicas , dependendo das substâncias armazenadas:

P. i) aplicar válvulas de alívio de pressão em vácuo


P. ii) aplicar um equilíbrio de vapor
P. iii) aplicar um tanque de contenção de vapor
P. iv) aplicar um sistema de tratamento de vapor
5.1.1.3. Prevenção de incidentes e acidentes (graves)

Gestão da segurança e do risco

5.1.1.3 A. Para prevenir incidentes e acidentes, aplicar um sistema de gestão de segurança de acordo com o descrito no BREF.

Procedimentos operacionais e formação

Implementar e seguir as medidas de organização adequadas e garantir a formação e instrução de funcionários para a realização das operações na instalação de forma segura e
5.1.1.3 B. responsável

Fugas devidas a corrosão e/ou erosão

5.1.1.3 C. Evitar a corrosão através de:

C. i) seleção de material de construção resistente ao produto armazenado;


C. ii) aplicação de métodos de construção adequados
C. iii) prevenção da entrada da água das chuvas ou águas subterrâneas no reservatório e, se necessário, remoção da água que ficou acumulada;
C. iv) encaminhamento das águas pluviais para um coletor de drenagem
C. v) realização de manutenção preventiva;
C. vi) Onde aplicável, adição de inibidores de corrosão ou aplicação de proteção catódica no interior do tanque
C. vii) Para tanques subterrâneos, aplicar no exterior do tanque:
C. vii) a. revestimento resistente à corrosão
C. vii) b. galvanização, e ou
C. vii) c. um sistema de proteção catódica
C. viii) Prevenir fissuras por tensão à corrosão (SCC) através de:
C. viii) a. alívio de tensões por tratamento térmico após soldagem
C. viii) b. realização de inspeções baseadas no risco.

Procedimentos operacionais e instrumentação para prevenir sobreenchimento

5.1.1.3 D. Implementar e manter procedimentos operacionais, eg. por meio de um sistema de gestão, de forma a garantir:

D. i) a implementação de sistemas de alarme e/ou de válvulas de fecho automático em instrumentação para controlo de nível ou de pressão
D. ii) procedimentos operacionais adequados para prevenir o sobreenchimento durante as operações de enchimento de reservatórios
D. iii) a existência de escoamento adequado para o lote de enchimento a receber

Instrumentação e automação para deteção de fugas

Instalar um sistema de deteção de fugas em reservatórios que contenham líquidos que representem potencial fonte de contaminação do solo. A aplicabilidade das diferentes
5.1.1.3 E. técnicas depende do tipo de reservatório

Análise de risco para emissões para o solo (na base dos reservatórios)

5.1.1.3 F. Alcançar um "nível de risco negligenciável" da contaminação do solo a partir das tubagens de fundo ou das paredes inferiores dos reservatórios de armazenagem superficiais.

Proteção do solo na envolvente dos reservatórios (contenção)

Para reservatórios superficiais que contenham líquidos inflamáveis ou líquidos que apresentem risco de contaminação significativa do solo ou de contaminação significativa
5.1.1.3 G. das linhas de água adjacentes, implementar um sistema de contenção secundária (eg. bacias de retenção em reservatórios de parede simples "cup-tanks", reservatórios de
parede dupla com controlo da descarga de fundo)

Para novos tanques de parede simples que contenham líquidos com potencial risco de contaminação significativa do solo ou de contaminação significativa das linhas de água
5.1.1.3 H. adjacentes, implementar uma parede de contenção total e impermeável

Para tanques existentes com sistema de contenção, realizar uma análise de risco considerando o grau de risco de derrame para o solo de forma a determinar a necessidade ou
5.1.1.3 I. o tipo de parede de contenção a implementar.

Para solventes de hidrocabonetos clorados (CHC) armazenados em reservatórios de parede simples, aplicar laminados à base de resinas fenólicas e de furano nas paredes de
5.1.1.3 J. betão (e sistemas de contenção).

5.1.1.3 K. No caso de reservatórios subterrâneos e "mounded tanks" contendo produtos com potencial risco de contaminação do solo proceder a:

K. a) aplicação de parede dupla com sistema de deteção de fugas, ou;


K. b) aplicação de parede simples com sistemas de contenção secundária e de deteção de fugas.

Áreas inflamáveis e fontes de ignição


ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS

BREF - Emissões resultantes do armazenamento (EFS) | Data de adoção: 07/2006 | Versão: 06.10.2017
Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta ao respetivo BREF.

n.º atribuído de
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Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

5.1.1.3 L. Ver Directiva 1999/92 / CE da ATEX.

Proteção contra incêndios

5.1.1.3 M. Avaliar, caso a caso, a necessidade de implementar medidas de proteção contra incêndios que considerem:

M. i) Coberturas ou revestimentos resistentes ao fogo


M. ii) paredes corta-fogo (apenas para tanques menores) e/ou
M. iii) sistemas de arrefecimento de água.
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS

BREF - Emissões resultantes do armazenamento (EFS) | Data de adoção: 07/2006 | Versão: 06.10.2017
Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta ao respetivo BREF.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

Equipamento de combate a incêndios

A necessidade de implementar o equipamento de combate a incêndios e a decisão sobre qual equipamento deve ser aplicado devem ser avaliadas caso a caso, em articulação
5.1.1.3 N. com os bombeiros locais.

Contenção de agentes extintores contaminados

5.1.1.3 O. No caso das substâncias tóxicas, carcinogénicas ou outras substâncias perigosas, aplicar um sistema de contenção total.

5.1.2. Armazenamento de substâncias perigosas embaladas

Gestão da segurança e do risco

5.1.2 A. Implementar um sistema de gestão de segurança de acordo com o descrito no BREF.

5.1.2 B. Avaliar os riscos de acidentes e incidentes no local de armazenamento de acordo com os passos descritos no BREF.

Formação e responsabilidade

5.1.2 C. Identificar a(s) pessoa(s) responsável(eis) pelas operações de armazenagem.

Ministrar formação e treino específico em procedimentos de emergência à(s) pessoa(s) responsável(eis) pelas operações de armazenagem e informar os restantes
5.1.2 D. trabalhadores sobre os riscos de armazenagem de substâncias perigosas e precauções necessárias para o armazenamento em segurança de substâncias de perigosidades
distintas.

Área de armazenagem

5.1.2 E. Utilizar armazéns interiores/exteriores cobertos.

5.1.2 F. Para quantidades de armazenagem inferiores a 2500 l ou kg de substâncias perigosas, implementar células de armazenamento.

Separação e segregação

Isolar a área ou o edifício de armazenamento de substâncias perigosas embaladas de outras áreas de armazenamento, de fontes de ignição e de outros edifícios, dentro ou fora
5.1.2. G da instalação, assegurando uma distância suficiente, se necessário com implementação de paredes corta-fogo.

5.1.2 H. Separar e/ou segregar substâncias incompatíveis.

Contenção de derrames e de agentes extintores contaminados

5.1.2 I. Instalar um bacia estanque que garanta a contenção da totalidade ou parte dos líquidos perigosos nela armazenados.

5.1.2 J. Instalar um sistema estanque de contenção de agentes extintores nos edifícios e áreas de armazenagem de acordo com o previsto no BREF.

Equipamentos de combate a incêndios

5.1.2 K. Aplicar um nível de proteção adequado das medidas de prevenção e de combate a incêndios de acordo com o previsto no BREF.

Prevenção da ignição

5.1.2 L. Prevenir a ignição na fonte de acordo com o previsto no BREF

5.1.3. Bacias e lagoas

5.1.3 A. Nas situações normais de operações em que as emissões para o ar sejam significantes, cobrir as bacias e lagoas usando uma das seguintes opções:

A. i) cobertura de plástico
A. ii) cobertura flutuante, ou
A. iii) cobertura rígida, apenas para pequenas bacias.

5.1.3 B. De modo a evitar o transbordo por ação das chuvas em situações em que a bacia ou a lagoa não se encontra coberta, garantir um bordo livre suficiente

5.1.3 C. Nas situações de armazenamento de substâncias em bacias ou lagoas onde exista risco de contaminação do solo, aplicar uma barreira impermeável.

5.1.4 Cavernas atmosféricas

Emissões para o ar resultantes do funcionamento normal

5.1.4 A. No caso de cavernas com um leito de água fixo para o armazenamento de hidrocarbonetos líquidos, aplicar equilíbio de vapores.

Emissões de incidentes e acidentes (graves)

5.1.4 B. Para armazenar grandes quantidades de hidrocarbonetos, recorrer ao uso de cavernas sempre que a geologia do local seja adequada.

5.1.4 C. Aplicar um sistema de gestão de segurança para prevenção de acidentes e incidentes.

5.1.4 D. Aplicar e avalir de forma regular um programa de monitorização que inclua, pelo menos, o seguinte:

monitorização do padrão de fluxo hidráulico em torno das cavernas por meio de medições de águas subterrâneas, piezómetros e/ou células de pressão, medição da altura de água de
D. i) infiltração
D. ii) avaliação da estabilidade da caverna por monitorização sísmica;
D. iii) procedimentos de acompanhamento da qualidade da água por amostragem e análise regulares
D. iv) monitorização de corrosão, incluindo avaliação periódica do revestimento.

Para evitar a fuga do produto armazenado da caverna, conceber a caverna de tal forma que, na profundidade a que está situada, a pressão hidrostática das águas subterrâneas
5.1.4 E. que rodeiam a caverna seja sempre superior à do produto armazenado.

5.1.4 F. Para evitar a entrada de águas de infiltração na caverna, para além de um design adequado, aplicar adicionalmente injeção de cimento
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS

BREF - Emissões resultantes do armazenamento (EFS) | Data de adoção: 07/2006 | Versão: 06.10.2017
Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta ao respetivo BREF.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

5.1.4 G. Se a água de infiltração que entra na caverna for bombeada para o exterior, aplicar o tratamento de águas residuais previamente à descarga

5.1.4 H. Aplicar proteção automática contra o transbordo

5.1.5. Cavernas pressurizadas


ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS

BREF - Emissões resultantes do armazenamento (EFS) | Data de adoção: 07/2006 | Versão: 06.10.2017
Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta ao respetivo BREF.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

Emissões de incidentes e acidentes (graves)

5.1.5 A. Para armazenar grandes quantidades de hidrocarbonetos, recorrer ao uso cavernas sempre que a geologia do local seja adequada.

5.1.5 B. Aplicar um sistema de gestão de segurança para prevenção de acidentes e incidentes.

5.1.5 C. Aplicar e avalir de forma regular um programa de monitorização que inclua, pelo menos, o seguinte:

monitorização do padrão de fluxo hidráulico em torno das cavernas por meio de medições de águas subterrâneas, piezómetros e/ou células de pressão, medição da altura de água de
C. i) infiltração

C. ii) avaliação da estabilidade da caverna por monitorização sísmica;


C. iii) procedimentos de acompanhamento da qualidade da água por amostragem e análise regulares
C. iv) monitorização de corrosão, incluindo avaliação periódica do revestimento.

Para evitar a fuga do produto armazenado da caverna, conceber a caverna de tal forma que, na profundidade a que está situada, a pressão hidrostática das águas subterrâneas
5.1.5 D. que rodeiam a caverna seja sempre superior à do produto armazenado.

5.1.5 E. Para evitar a entrada de águas de infiltração na caverna, para além de um design adequado, aplicar adicionalmente injeção de cimento

5.1.5 F. Se a água de infiltração que entra na caverna for bombeada para o exterior, aplicar o tratamento de águas residuais previamente à descarga

5.1.5 G. Aplicar proteção automática contra o transbordo

5.1.5 H. Aplicar válvulas de segurança para situações de emergência à superfície

5.1.6. Cavernas escavadas por dissolução de maciços salinos

Emissões de incidentes e acidentes (graves)

5.1.6 A. Para armazenar grandes quantidades de hidrocarbonetos, recorrer ao uso cavernas sempre que a geologia do local seja adequada.

5.1.6 B. Aplicar um sistema de gestão de segurança para prevenção de acidentes e incidentes.

5.1.6 C. Aplicar e avalir de forma regular um programa de monitorização que inclua, pelo menos, o seguinte:

C. i) avaliação da estabilidade da caverna por monitorização sísmica;


C. ii) monitorização da corrosão, incluindo avaliação periódica do revestimento;
C. iii) realização de avaliações regulares de sonar para monitorizar eventuais variações de forma, e em particular se for utilizada salmoura não saturada.

Pequenos vestígios de hidrocarbonetos podem estar presentes na interface salmoura/hidrocarboneto devido ao enchimento e vazamento das cavernas. Nestas situações,
5.1.6 D. separar os hidrocarbonetos na unidade de tratamento de salmoura, proceder à sua recolha e eliminação com segurança.

5.1.7. Armazenamento flutuante

5.1.7 A. O armazenamento flutuante não é MTD

5.2. TRANSFERÊNCIA E MANUSEAMENTO DE LÍQUIDOS E GASES LIQUEFEITOS

5.2.1. Princípios gerais para prevenção e redução de emissões

Inspeção e manutenção

Implementar uma ferramenta para definir planos de manutenção proativos e desenvolver planos de inspeção baseados na possibilidade de risco, como por exemplo a
5.2.1 A. abordagem de manutenção baseada no risco e fiabilidade

Programas de deteção e reparação de fugas

Para grandes unidades de armazenamento, e em função dos produtos armazenados, implementar um plano de reparação de deteção e reparação de fugas com especial foco
5.2.1 B. nas situações mais suscetíveis de causar emissões

Princípio da minimização de emissões no armazenamento em reservatórios

5.2.1 C. Minimizar as emissões associadas a atividades de armazenamento em reservatórios, transferência e manuseamento que tenham um efeito negativo significativo no ambiente.

Gestão da segurança e do risco

5.2.1 D. Implementar um sistema de gestão de segurança de acordo com o descrito no BREF.

Procedimentos operacionais e formação

Implementar e seguir as medidas de organização adequadas e garantir a formação e instrução de funcionários para a realização das operações na instalação de forma segura e
5.2.1 E. responsável

5.2.2. Considerações sobre técnicas de transferência e manuseamento


5.2.2.1. Tubagem

5.2.2.1 A. Para novas situações, aplicar tubagens fechadas acima do solo. Para tubagens subterrâneas existentes, aplicar uma abordagem de manutenção baseada no risco e fiabilidade
de acordo com o previsto no BREF.

Minimizar o número de flanges, recorrendo a conexões soldadas e tendo em consideração as limitações dos requisitos operacionais para manutenção dos equipamentos ou
5.2.2.1 B. flexibilidade do sistema de transferência.

5.2.2.1 C. Para conexões de flanges aparafusadas, considerar:

C. i) encaixar flanges cegas em conexões pouco usadas para evitar a abertura acidental
C. ii) usar tampas ou tampões nas extremidades de condutas abertas em vez de válvulas
C. iii) garantir que as juntas selecionadas são adequadas ao processo em causa
C. iv) garantir que a junta está instalada corretamente;
C. v) garantir que a junta de flange seja montada e carregada corretamente;
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS

BREF - Emissões resultantes do armazenamento (EFS) | Data de adoção: 07/2006 | Versão: 06.10.2017
Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta ao respetivo BREF.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

C. vi) no caso de transferências de substâncias tóxicas, carcinogénicas ou outras substâncias perigosas, implementar juntas de alta integridade.

5.2.2.1 D. A corrosão interna pode ser causada pela natureza corrosiva do produto a ser transferido. Para prevenir a corrosão:

D. i) selecionar materiais de construção resistentes ao produto;


D. ii) aplicar métodos de construção adequados;
D. iii) aplicar manutenção preventiva, e;
D. iv) onde aplicável, aplicar um revestimento interno ou adicionar inibidores de corrosão.
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS

BREF - Emissões resultantes do armazenamento (EFS) | Data de adoção: 07/2006 | Versão: 06.10.2017
Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta ao respetivo BREF.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

Para evitar a corrosão externa da tubagem, aplicar um sistema de revestimento de uma, duas ou três camadas dependendo das condições específicas do local (eg. perto do
5.2.2.1 E. mar). O revestimento não é normalmente aplicado a tubagens de plástico ou de aço inoxidável.

5.2.2.2. Tratamento de vapores

Aplicar o tratamento ou equilíbio de vapores nas emissões significativas da carga e descarga de substâncias voláteis para (ou de) camiões, barcos e navios. A relevância das
5.2.2.2 A. emissões depende da substância e do volume emitido e deve ser avaliada caso a caso.

5.2.2.3. Válvulas

5.2.2.3 A. Para as válvulas considerar:

A. i) a seleção correta do material de embalagem e construção para aplicação no processo em causa


A. ii) identificação das válvulas de maior risco, através de monitorização
A. iii) aplicação de válvulas de controlo rotativas ou bombas de velocidade variável
A. iv) utilização de válvulas de diafragma, fole ou de parede dupla nas situações em que estão envolvidas de substâncias tóxicas, carcinogénicas ou outras substâncias perigosas
A. v) direcionar as válvulas de escape para o sistema de transferência ou armazenamento ou para um sistema de tratamento de vapores
5.2.2.4. Bombas e Compressores

Instalação e manutenção de bombas e compressores

O projeto, instalação e operação de bombas ou do compressores influenciam consideravelmente o potencial de vida e a fiabilidade do sistema vedante, devendo ser
5.2.2.4 A. considerados os seguintes fatores:

A. i) fixação adequada da bomba ou unidade de compressão à sua placa de base ou estrutura;


A. ii) aplicação de tensões de ligação entre tubagens de acordo com as especificações dos produtores;
A. iii) design adequado das tubagens de sucção para minimizar variações hidráulicas;
A. iv) alinhamento do eixo e da cápsula de acordo com as recomendações dos produtores
A. v) aquando da montagem, proceder ao alinhamento e acoplamento da bomba/compressor de acordo com as recomendações dos produtores
A. vi) nivelar corretamente as peças rotativas;
A. vii) acionar corretament as bombas e compressores antes do seu funcionamento
A. viii) operar a bomba e compressor dentro do nível de desempenho recomendado pelos produtores
A. ix) o valor do NPSH (net positive suction head) disponível deve sempre exceder o valor requerido pelo fabricante da bomba ou compressor;
A. x) aplicar controlo e manutenção regulares de equipamentos rotativos e sistemas de vedação, combinados com um programa de reparação ou substituição.

Sistema de vedação em bombas

5.2.2.4 B. Selecionar corretamente os tipos de bomba e selagem aplicáveis ao processo, e preferencialmente bombas tecnologicamente concebidas para serem estanques (vide BREF).

Sistemas de vedação em compressores

5.2.2.4 C. Para compressores que transferem gases não tóxicos, aplicar vedantes mecânicos lubrificados a gás

Para compressores que transferem gases tóxicos, aplicar vedantes duplos com barreira de líquido ou gás e purgar o lado do processo do vedante de contenção com um gás
5.2.2.4 D. tampão inerte.

5.2.2.4 E. Para serviços de alta pressão, aplicar um sistema vedante triplo em série.

5.2.2.5 Conexões para amostragem

Para pontos de amostragem de produtos voláteis, aplicar uma válvula de amostragem de aperto ou válvula de agulha e válvula de bloqueio. Quando as linhas de amostragem
5.2.2.5 A. exigirem purga, aplicar linhas de amostragem em circuito fechado.

5.3. ARMAZENAMENTO DE MATERIAIS SÓLIDOS

5.3.1. Armazenamento aberto


Aplicar armazenamento fechado utilizando medidas primárias (eg. silos, bunkers, funis de enchimento e contentores) para eliminar, tanto quanto possível, a influência do vento
5.3.1 A. e evitar a formação de poeiras.

No caso de armazenamento aberto, proceder a inspeções visuais de forma regular ou contínua para avaliar a ocorrência de emissões de poeiras e verificar se as medidas
5.3.1 B. preventivas se encontram em bom funcionamento

5.3.1 C. No caso de armazenamento aberto a longo prazo, implementar uma das seguintes técnicas ou uma combinação adequada das mesmas:

C. i) humedecer a superfície utilizando substâncias com propriedades duradouras de aglutinação de poeiras


C. ii) cobertura da superfície (eg. lonas, encerados);
C. iii) solidificação da superfície;
C. iv) aplicação de relva sobre a superfície.

5.3.1. D Para armazenamento aberto a curto prazo, implementar uma das seguintes técnicas ou uma combinação adequada das mesmas:

D. i) humedecer a superfície utilizando substâncias com propriedades duradouras aglutinantes de poeiras


D. ii) humedecer a superfície com água;
D. iii) cobertura da superfície (eg. lonas, encerados).

5.3.1. E Medidas adicionais para reduzir as emissões de poeira do armazenamento aberto, de longo e curto prazo, incluem:

E. i) colocar o eixo longitudinal da pilha de material sólido paralelo ao vento predominante;


E. ii) aplicar plantações de proteção, cercas corta-vento ou posicionar a pilha/monte contra o vento para reduzir a velocidade do vento;
E. iii) na medida do possível, aplicar apenas uma pilha de material sólido em vez de várias

proceder ao armazenamento com muros de contenção de forma a reduzir a superfície livre e minimizar as emissões difusas de poeiras. Esta redução é maximizada se o muro for
E. iv)
colocado a montante da pilha de material sólido

E. v) instalar as paredes de contenção próximas entre si

5.3.2. Armazenamento Fechado

Aplicar armazenamento fechado usando, eg. silos, bunkers, funis de enchimento e contentores. Nas situações em que o armazenamento em silos não é apropriado, o recurso a
5.3.2 A. um armazém/barracão pode ser uma alternativa. Este será o caso em que eg. para além do próprio armazenamento haja necessidade de proceder à mistura do material sólido

5.3.2 B. No caso dos silos, adotar um design adequado para garantir estabilidade e evitar o seu desmoronamento
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS

BREF - Emissões resultantes do armazenamento (EFS) | Data de adoção: 07/2006 | Versão: 06.10.2017
Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta ao respetivo BREF.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

5.3.2 C. No caso de armazéns/barracões, aplicar ventilação adequada, sistemas de filtragem e manter as portas fechadas.

Aplicar sistemas de redução de poeiras e garantir níveis de emissão previstos no BREF, dependendo da natureza/tipo de substância armazenada. O tipo de técnica de redução
5.3.2 D. deve ser determinado com base numa análise caso a caso.

5.3.2 E. No caso dos silos que contenham sólidos orgânicos, os mesmos devem ser resistentes à explosão e equipados com uma válvula de fecho rápido para evitar que a entrada de
oxigénio no silo
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS

BREF - Emissões resultantes do armazenamento (EFS) | Data de adoção: 07/2006 | Versão: 06.10.2017
Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta ao respetivo BREF.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

5.3.3. Armazenamento de sólidos perigosos embalados

5.3.3 A. Detalhes de MTD relativas ao armazenamento de sólidos perigosos embalados na Secção 5.1.2. do BREF

5.3.4. Prevenção de incidentes e acidentes (graves)

Gestão da segurança e do risco

5.3.4 A. Para prevenir incidentes e acidentes, aplicar um sistema de gestão de segurança de acordo com o descrito no BREF.

5.4. TRANSFERÊNCIA E MANUSEAMENTO DE MATERIAIS SÓLIDOS

5.4.1. Abordagens genéricas para minimização de poeiras com origem nos processos de transferência e manuseamento

Evitar a dispersão de poeiras devido a atividades de carga e descarga ao ar livre, agendando a transferência, tanto quanto possível, para períodos em que a velocidade do
5.4.1 A. vento é baixa.

5.4.1 B. Garantir distâncias de transporte o mais curtas possível e recorrer, sempre que possível, a medidas de transporte em contínuo.

5.4.1 C. Ao utilizar uma pá mecânica, reduzir a altura de queda e selecionar a melhor posição durante a descarga para um camião

5.4.1 D. Ajustar a velocidade dos veículos que circulam na instalação pde forma a evitar ou minimizar a formação de poeiras

No caso de vias utilizadas somente por camiões e carros, implementar superfícies duras nas estradas, eg. betão ou asfalto, de forma a que possam ser facilmente limpas e
5.4.1 E.
evitar a formação de poeiras pelos veículos.

5.4.1 F. Proceder à limpeza das estradas dotadas de superfícies duras.

5.4.1 G. Manter limpos os pneus dos veículos. A frequência de limpeza e tipo de unidade de limpeza a adotar deve ser decidida caso a caso.

5.4.1 H. Para cargas/descargas mais suscetíveis ao vento, e no caso de produtos molháveis, humedecer o produto.

5.4.1 I. Para atividades de carga/descarga, minimizar a velocidade de descida e a altura de queda livre do produto. A redução da velocidade de descida pode ser conseguida através
das seguintes técnicas:

I. i) instalar defletores dentro dos tubos de enchimento


I. ii) aplicar uma cabeça de carga na extremidade da tubagem ou tubo para regular a velocidade de saída
I. iii) aplicar uma cascata (por exemplo, tubo em cascata ou funil de carga/descarga)
I. iv) aplicar um ângulo de inclinação mínimo através de eg. calhas

Para minimizar a altura de queda livre do produto, a saída do sistema de descarga deve ser orientado para o fundo do espaço de carga ou para o topo do material já empilhado.
5.4.1 J. Técnicas de carga para o efeito incluem:

J. i) tubagens de enchimento de altura ajustável


J. ii) tubos de enchimento de altura ajustável, e
J. iii) tubos em cascata de altura ajustável.

5.4.2. Considerações sobre técnicas de transferência

Garra mecânica

Para aplicar uma garra mecânica, deve ser seguido o diagrama de decisão previsto no BREF e manter a garra sobre o funil durante um período de tempo suficiente após a
5.4.2 A. descarga do material.

5.4.2 B. No caso de garras mecânicas novas, selecionar equipamentos com as seguintes propriedades:

B. i) forma geométrica e capacidade de carga ótima;


B. ii) o volume da garra deve ser sempre maior do que o volume que é dado pela curvatura da garra
B. iii) a superfície deve ser lisa para evitar a aderência do material, e
B. iv) a garra deve ter boa capacidade de contenção durante toda a operação

Transportadores e calhas de transferência

5.4.2 C. Para todos os tipos de substâncias, projetar o transportador para as calhas de transferência de forma a que o derrame seja reduzido ao mínimo (vide mais detalhes no BREF).

Para os produtos não ou ligeiramente sensíveis à deriva (S5) e moderadamente sensíveis à deriva e molháveis (S4), aplicar uma correia transportadora aberta e adicionalmente,
5.4.2 D. dependendo das circunstâncias locais, aplicar uma das seguintes técnicas ou uma combinação adequada das mesmas:

D. i) proteção lateral contra o vento;


D. ii) pulverização de água e pulverização a jato nos pontos de transferência e/ou;
D. iii) limpeza da correia/tapete.

5.4.2 E. Para produtos altamente sensíveis à deriva (S1 e S2) e moderadamente sensíveis à deriva, não molháveis (S3), considerar para situações novas:

E. i) Aplicação de transportadores fechados, ou sistemas onde a própria correia ou uma segunda correia bloqueia o material, tais como:
E. i) a) Transportadores pneumáticos;
E. i) b) Transportadores de corrente;
E. i) c) Transportadores de parafuso
E. i) d) Transportador de correia de tubo;
E. i) e) Transportador de correia de laço;
E. i) f) Transportador de dupla correia.
E. ii) Ou aplicar correias transportadoras fechadas, sem polias de suporte, tais como:
E. ii) a) Transportador aerobelt
E. ii) b) Transportador de baixa fricção
E. ii) c) Transportador com diabolos.

5.4.2 F. O tipo de transportador depende da substância a ser transportada e do local, deve ser decidido com base numa análise caso a caso.

Para os transportadores convencionais existentes, o transporte de produtos altamente sensíveis à deriva (S1 e S2) e produtos moderadamente sensíveis à deriva, não
5.4.2 G. molháveis (S3), aplicar um sistema de encapsulamento.
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS

BREF - Emissões resultantes do armazenamento (EFS) | Data de adoção: 07/2006 | Versão: 06.10.2017
Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta ao respetivo BREF.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

5.4.2 H. Ao aplicar um sistema de extração, filtrar o fluxo de ar de saída

5.4.2 I. Para reduzir o consumo de energia para correias transportadoras, aplicar:

I. i) uma boa conceção do transportador, incluindo folgas e espaço entre folgas;


I. ii) uma tolerância de instalação precisa; e
I. iii) uma correia com baixa resistência ao rolamento.
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS

BREF - Eficiência energética (ENE) | Data de adoção: 02/2009 | Versão: 06.10.2017


Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta ao respetivo BREF.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

4.2 MTD PARA INSTALAÇÕES


4.2.1. Gestão da eficiência energética
Implementar e aderir a um sistema de gestão da eficiência energética que incorpore, conforme apropriado às circunstâncias locais, todas as seguintes especificidades (ver
1. secção 2.1)
1. a) Compromisso da gestão de topo (o compromisso da gestão é considerado uma condição prévia para a aplicação bem sucedida da gestão da eficiência energética);
1. b) Definição, pela gestão de topo, de uma política de eficiência energética para a instalação;
1. c) Planeamento e estabelecimento de objectivos e metas (ver MTD 2, 3 e 8);
1. d) Implementação e realização de procedimentos, com especial atenção para:
1. d) i. Estrutura e responsabilidade
1. d) ii. Formação, sensibilização e competência (ver MTD 13)
1. d) iii. Comunicação
1. d) iv. Envolvimento dos trabalhadores;
1. d) v. Documentação
1. d) vi. Controlo eficaz dos processos (ver MTD 14)
1. d) viii. Preparação e resposta a emergências
1. d) ix. Salvaguarda do cumprimento da legislação e dos acordos relativos à eficiência energética (quando existirem).
Benchmarking: Identificação e avaliação de indicadores de eficiência energética ao longo do tempo (ver MTD 8) e comparações sistemáticas e regulares com benchmarks setoriais,
1. e) nacionais ou regionais para eficiência energética, quando disponham de dados verificados (ver seções 2.1 e), 2.16 e MTD 9)
1. f) Verificação do desempenho e adoção de medidas corretivas, prestando especial atenção a:
1. f) i. Controlo e monitorização (ver MTD 16)
1. f) ii. Ações preventivas e corretivas
1. f) iii. Manutenção de registos

Auditorias internas independentes (se tal for exequível) a fim de determinar se o sistema de gestão de eficiência energética se encontra, ou não, em conformidade com as disposições
1. f) iv. planeadas e se o mesmo tem sido adequadamente implementado e mantido (ver MTD 4 e 5)

1. g) Revisão, pela gestão de topo, do sistema de gestão de eficiência energética e garantia da sua contínua adequabilidade e eficácia.

4.2.2. Planeamento e estabelecimento de objetivos e metas


4.2.2.1. Melhoria contínua do ambiente

Minimizar de forma contínua o impacte ambiental de uma instalação através do planeamento de ações e de investimentos de forma integrada e a curto, médio e longo prazo,
2. tomando em consideração os custos-benefícios e os efeitos cruzados.

4.2.2.2. Identificação dos aspetos relacionados com a eficiência energética de uma instalação e oportunidades de poupança de energia

Realizar auditorias para identificar os aspetos que influenciam a eficiência energética da instalação. É importante que essa auditoria seja coerente com as abordagens de
3.
sistema.

4. Aquando da realização de auditorias, assegurar que sejam identificados os seguintes aspetos:

4. a) tipo e utilizações de energia na instalação, respetivos sistemas e processos;


4. b) Equipamentos consumidores de energia, tipo e quantidade de energia consumida na instalação;
4. c) Possibilidades de redução do consumo de energia, como por exemplo:
4. c) i. Controlo/redução dos tempos de operação, eg. desligando os sistemas quando não estiverem a ser utilizados;
4. c) ii. otimização do isolamento;
4. c) iii. Otimização das redes de utilidades, sistemas, processos e equipamentos que lhes estejam associados.

Possibilidades de utilização de fontes alternativas de energia ou de utilização de energia mais eficiente aproveitando, em particular, a energia excedente de outros processos e ou
4. d) sistemas.

4. e) possibilidades de aplicar a energia excedente noutros processos e ou sistemas


4. f) possibilidades de melhoria do nível de calor (temperatura)

5. Utilizar ferramentas e metodologias apropriadas para apoiar na avaliação e quantificação da otimização energética, como por exemplo:

5. a) Modelos, bases de dados e balanços energéticos;


5. b) Técnicas como a metodologia pinch, a análise da exergia ou da entalpia ou a termoeconomia;
5. c) Estimativas e cálculos.

6. Identificar possibilidades de otimização da recuperação energética na instalação, entre sistemas da própria instalação e ou com outras instalações

4.2.2.3. Abordagem de sistemas para a gestão energética

Otimizar a eficiência energética adotando uma abordagem de sistemas para a gestão energética na instalação. Os sistemas a considerar para a otimização no seu todo são, por
7. exemplo:
7. a) Unidades de processo (vide BREFs setoriais)
7. b) Sistemas de aquecimento, como por exemplo: vapor; água quente;
7. c) Arrefecimento e vácuo (vide BREF ICS)
7. d) Sistemas a motor, como por exemplo: ar comprimido e bombagem;
7. e) Iluminação;
7. f) Secagem, separação e concentração.
4.2.2.4. Estabelecimento e revisão dos objetivos e indicadores de eficiência energética

8. Estabelecer indicadores adequados de eficiência energética através da aplicação das seguintes medidas:

Identificação de indicadores de eficiência energética adequados para a instalação e, quando necessário, para processos individuais, sistemas e/ou unidades, e quantificação da sua
8. a) evolução ao longo do tempo ou após a aplicação de medidas de eficiência energética;

8. b) Identificação e registo dos limites adequados associados aos indicadores;


8. c) Identificação e registo de fatores que possam causar variações na eficiência energética dos processos, sistemas e ou unidades relevantes
4.2.2.5. Benchmarking

9. Proceder a comparações sistemáticas e regulares com benchmarks setoriais, nacionais ou regionais, sempre que existam dados validados.
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS

BREF - Eficiência energética (ENE) | Data de adoção: 02/2009 | Versão: 06.10.2017


Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta ao respetivo BREF.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

4.2.3. Integração da eficiência energética na fase de projeto (Energy efficient design)


Otimizar a eficiência energética em sede de planeamento de uma nova instalação, unidade ou sistema ou de uma alteração significativa dos mesmos, tomando em
10. consideração todos os seguintes aspetos:

Integração da eficiência energética na fase de projeto (EED) deve ser iniciada logo nas primeiras etapas da fase de projeto conceptual/projeto de base, mesmo que os investimentos
10. a) planeados possam não estar ainda bem definidos, e deverá ser tomada em consideração nos concursos realizados;

10. b) Desenvolvimento e/ou escolha de tecnologias energeticamente eficientes

Poderá ser necessário recolher dados adicionais, quer em sede de design do projeto, quer de forma independente de modo a complementar os dados existentes ou a preencher lacunas
10. c) no conhecimento;

10. d) O trabalho EED deverá ser efetuado por um perito em questões energéticas;

O projeto inicial do consumo de energia deverá também verificar todas as áreas na organização do projeto que possam influenciar o futuro consumo de energia e otimizar a EED da
10. e) futura instalação neste contexto. É o caso, por exemplo, do pessoal da instalação (existente) que possa ser responsável pela especificação dos parâmetros de projeto.

4.2.4. Aumento da integração do processo

11. Otimizar a utilização de energia entre os diversos processos ou sistemas, na própria instalação ou com outras instalações

4.2.5. Manter a dinâmica das iniciativas no domínio da eficiência energética

12. Manter a dinâmica do programa de eficiência energética através de diversas técnicas, como por exemplo:

12. a) Aplicação de um sistema específico de gestão da energia;


12. b) Contabilização do consumo de energia com base em valores reais (medidos), transferindo as obrigações e os benefícios da eficiência energética para o utilizador/pagador;
12. c) Criação de centros de lucro financeiro para a eficiência energética;
12. d) Benchmarking;
12. e) Renovar os sistemas de gestão existentes, através do recurso à excelência operacional;
12. f) Utilização de técnicas de gestão da mudança (também característica da excelência operacional).

4.2.6. Preservação das competências

13. Preservar as competências em eficiência energética e em sistemas consumidores de energia através de técnicas como:

Recrutamento de pessoal especializado e/ou formação do pessoal. A formação poderá ser prestada por pessoal interno ou por especialistas externos, através de cursos formais ou de
13. a)
auto-formação/desenvolvimento pessoal;

13. b) Retirada periódica de pessoal da linha de produção, de forma a proceder a investigações específicas/por tempo determinado (na instalação de origem ou noutras instalações);
13. c) Partilha dos recursos internos da instalação entre as várias unidades;
13. d) Recurso a consultores qualificados para investigações por tempo determinado
13. e) Contratação externa de sistemas e/ou funções especializados.

4.2.7. Controlo eficaz dos processos

14. Garantir um controlo efetivo dos processos através da aplicação de técnicas como:

14. a) A implementação de sistemas que assegurem que os procedimentos sejam conhecidos, entendidos e cumpridos.
14. b) Assegurar que os principais parâmetros de desempenho dos processos sejam identificados, otimizados em termos de eficiência energética e monitorizados
14. c) A documentação ou o registo esses parâmetros.

4.2.8. Manutenção

15. Proceder à manutenção das instalações de modo a otimizar a sua eficiência energética, através de:

15. a) Atribuição clara das responsabilidades para o planeamento e execução da manutenção

Estabelecimento de um programa estruturado de manutenção, com base na descrição técnica dos equipamentos, normas, etc., bem como nas eventuais falhas dos equipamentos e
15. b) respetivas consequências. Algumas atividades de manutenção poderão ser calendarizadas para os períodos de paragem da instalação;

15. c) Suporte do programa de manutenção através de sistemas de manutenção de registos e de testes de diagnóstico adequados;

Identificação, nas operações de manutenção de rotina, de avarias e/ou anomalias de funcionamento, de eventuais perdas de eficiência energética ou de situações em que a mesma
15. d) possa ser melhorada;

15. e) Deteção de fugas, equipamentos avariados, rolamentos gastos, etc., que possam afetar ou controlar o consumo de energia e retificação tão rápida quanto possível dessas situações.

4.2.9. Controlo e monitorização


Estabelecer e manter procedimentos documentados para controlo e monitorização regulares dos principais pontos característicos das operações e atividades que possam ter
16. impacto significativo na eficiência energética.

4.3. MTD PARA GARANTIR A EFICIÊNCIA ENERGÉTICA EM SISTEMAS, PROCESSO, ATIVIDADES OU EQUIPAMENTOS CONSUMIDORES DE ENERGIA

4.3.1. Combustão

17. Otimização da eficiência energética da combustão através das seguintes técnicas:

17. a) Cogeração;
17. b) Redução do caudal de gases de exaustão através da redução do excesso de ar;
17. c) Redução de temperatura dos gases de exaustão através de:
17. c) i. Dimensionamento para um máximo desempenho, tomando em ainda em consideração um fator de segurança calculado para sobrecargas;
17. c) ii. Aumento da transferência de calor para o processo através do aumento da taxa de transferência ou através de um aumento ou melhoria das superfícies de transferência;

Recuperação de calor através da combinação de um processo adicional (eg., geração de vapor pelo uso de economizadores) para recuperar o calor residual dos gases de
17. c) iii. exaustão;

17. c) iv. Instalação de pré-aquecimento do ar ou água ou pré-aqueceimento do combustível através da transferência de calor com os gases de exaustão;

Limpeza das superfícies de transferência de calor que ficam progressivamente cobertas por cinzas de forma a manter uma elevada eficiência de transferência de calor (operação
17. c) v. geralmente realizada durante períodos de paragem para inspeção ou manutenção);

17. d) Pré-aquecimento do combustível gasoso por transferência de calor com os gases de exaustão. Pode ainda ser necessário o pré-aquecimento do ar nas situações em que o processo
requer temperaturas de chama elevadas.

Pré-aquecimento do ar por transferência de calor com os gases de exaustão. Pode ser necessário o pré-aquecimento do ar nas situações em que o processo requer temperaturas de
17. e) chama elevadas.

17. f) Optar pela utilização de combustíveis que otimizem a eficiência energética (eg. combustíveis não fósseis).
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS

BREF - Eficiência energética (ENE) | Data de adoção: 02/2009 | Versão: 06.10.2017


Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta ao respetivo BREF.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

4.3.2. Sistemas de Vapor

18. Otimizar a eficiência energética de sistemas de vapor através de utilização de técnicas como:

18. a) Técnicas específicas para o setor de atividade de acordo com o previsto nos BREF verticais.
18. b) Técnicas previstas na Tabela 4.2. do BREF.
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS

BREF - Eficiência energética (ENE) | Data de adoção: 02/2009 | Versão: 06.10.2017


Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta ao respetivo BREF.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

4.3.3. Recuperação de Calor

19. Manter a eficiência dos permutadores de calor através de:

19. a) Monitorização periódica da sua eficiência, e;


19. b) Prevenção e remoção de incrustações

4.3.4. Cogeração

20. Avaliar possíveis soluções de cogeração, dentro e ou fora da instalação (com outras instalações).

4.3.5. Fornecimento de energia elétrica

Aumentar a potência elétrica em conformidade com os requisitos do distribuidor local de energia elétrica utilizando, por exemplo, as seguintes técnicas em função da sua
21. aplicabilidade:
21. a) Instalar condensadores em circuitos AC para diminuir a magnitude do poder reativo;
21. b) Minimizar as operações com motores ao ralenti ou em regime de baixa carga;
21. c) Evitar a utilização de equipamento acima de sua potência nominal;
21. d) Aquando da substituição de motores, recorrer a motores energeticamente eficientes

22. Verificar o fornecimento de energia elétrica para procurar eventuais harmónicas e se necessário aplicar filtros.

23. Otimizar a eficiência do fornecimento de energia elétrica aplicando, por exemplo, as técnicas seguintes em função da respetiva aplicabilidade:

23. a) Assegurar que os cabos elétricos têm as dimensões corretas para a exigência energética;
23. b) Manter os transformadores a operar com a carga de 40-50% acima da potência nominal;
23. c) Utilizar transformadores de elevada eficiência/perdas reduzidas;
23. d) Localizar os equipamentos com elevadas exigências energéticas tão perto quanto possível da fonte de alimentação.

4.3.6. Subsistemas que utilizam motores elétricos

24. Otimizar os motores elétricos pela seguinte ordem:

24. a) Otimizar todo o sistema no qual o(s) motor(es) está(ão) integrado(s) (eg. sistema de arrefecimento);

Otimizar o(s) motor(es) do sistema de acordo com os requisitos de carga definidos, aplicando uma ou mais das técnicas a seguir descritas e segundo os critérios previstos na Tabela 4.5
24. b)
do BREF:

Instalação ou remodelação do sistema

24. b) i. Uso de motores energeticamente eficientes (EEM).


24. b) ii. Dimensionamento adequado dos motores
24. b) iii. Instalação de sistemas de variação de velocidade (VSD)
24. b) iv. Instalação de transmissores/redutores de alta eficiência.
24. b) v. Uso de:
24. b) v. 1. Ligação direta, quando possívell;
24. b) v. 2. Correias sincronizadoras ou cintos em V dentados em vez de cintos em V;
24. b) v. 3. Engrenagens helicoidais em vez de engrenagens de parafusos sem fim.
24. b) vi. Reparação de motores energeticamente eficientes (EEMR) ou substituição por um EEM.
24. b) vii. Evitar a rebobinagem e substituir por um EEM, ou utilizar uma rebobinagem contratada certificada.
24. b) viii. Controlo de qualidade da energia

Operação e Manutenção

24. v) ix Aplicar lubrificação, ajustes e afinação.

Após otimização dos sistemas consumidores de energia, otimizar os restantes motores (ainda não otimizados) de acordo com o previsto na Tabela 4.5 e com os critérios definidos
24. c) no BREF como, por exemplo:

24. c) i. Substituição prioritária por EEM dos restantes motores que estejam em funcionamento mais de 2 000 horas por ano;

24. c) ii. Relativamente aos motores elétricos com carga variável que funcionem menos de 50 % da capacidade durante mais de 20 % do seu tempo de funcionamento e que estejam
em funcionamento mais de 2 000 horas por ano, ponderação da possibilidade de se utilizarem variadores de velocidade.

4.3.7. Sistemas de ar comprimido

25. Otimizar os sistemas de ar comprimido utilizando, por exemplo, as seguintes técnicas:

Design, instalação e remodelação de sistemas

25. a) Design global do sistema, incluíndo os sistemas de pressão múltipla


25. b) Upgrade dos compressores
25. c) Melhoria do sistema de arrefecimento, secagem e filtração
25. d) Redução e perdas de pressão por fricção
25. e) Melhoria dos motores (incluído os motores de alta eficiência)
25. f) Melhoria dos sistemas de controlo de velocidade
25. g) Utilização de sistemas de controlo sofisticados
25. h) Recuperação do calor residual para utilização noutras funções
25. i) Utilização do ar frio exterior para admissão no sistema
25. j) Armazenar o ar comprimido perto de sistemas de altamente flutuantes

Operação e manutenção de sistemas

25. k) Otimizar determinados dispositivos de utilização final.


25. l) Reduzir as fugas de ar
25. m) Aumentar a frequência de substituição dos filtros
25. n) Otimizar a pressão de trabalho.

4.3.8. Sistemas de bombagem

26. Otimizar os sistemas de bombagem recorrendo às seguintes técnicas em função da sua aplicabilidade (vide Tabela 4.7 do BREF):
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS

BREF - Eficiência energética (ENE) | Data de adoção: 02/2009 | Versão: 06.10.2017


Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta ao respetivo BREF.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

Projeto

26. a) Evitar o sobredimensionamento na seleção das bombas e substituir as bombas sobredimensionadas


26. b) Seleção adequada da bomba de acordo com o motor utilizado e a respetiva aplicação.
26. c) Seleção adequada do sistema de tubagem (de acordo com a distribuição prevista)
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS

BREF - Eficiência energética (ENE) | Data de adoção: 02/2009 | Versão: 06.10.2017


Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta ao respetivo BREF.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

Controlo e Manutenção

26. d) Sistema de controlo e regulação


26. e) Desligar as bombas não utilizadas
26. f) Utilização de transmissões de velocidade variável (VSD)
26. g) Utilização de bombas múltiplas (de fase cortada)
26. h) Manutenção regular

Sistema de distribuição

26. i) Minimizar o número de válvulas e desvios de modo a facilitar a sua operação e manutenção
26. j) Evitar a utilização de desvios em excesso, especialmente curvas apertadas.
26. k) Garantir que o diâmetro da tubagem não é demasiado pequeno.

4.3.9. Sistemas AVAC (aquecimento, ventilação e ar condicionado)

27. Otimizar os sistemas AVAC utilizando, por exemplo, as seguintes técnicas:

27. a) para ventilação, aquecimento e arrefecimento, vide Tabela 4.8. do BREF;


27. b) para aquecimento, vide BREF,
27. c) para bombagem, vide BREF;
27. d) para arrefecimento, refrigeração e permutadores de calor, vide BREF ICS

Projeto e controlo

27. e) Projeto global do sistema AVAC, identificando e equipando separadamente as seguintes áreas: ventilação geral, ventilação específica e ventilação do processo.
27. f) Otimizar o número, forma e tamanho das entradas no sistema
27. g) Utilizar ventiladores de alta eficiência, projetados para operarem a uma taxa otimizada
27. h) Gestão dos fluxos de ar, considerando a ventilação de fluxo duplo.

27. i) Design do sistema de ar, assegurando: que as condutas têm tamanho suficiente; utilização de condutas circulares, evitar os caminhos longos e obstáculos (ligações e secções estreitas)

27. j) Otimização dos motores elétricos, considerando a instalação de VSD (transmissões de velocidade variável)
27. k) Utilização de sistemas de controlo automáticos e integrados no sistema centralizado de gestão técnica
27. l) Integração de filtros dentro do sistema de condutas e recuperação do calor do ar de exaustão (permutadores de calor)
27. m) Redução das necessidades de aquecimento/arrefecimento
27. n) Melhoria da eficiência dos sistemas de aquecimento
27. o) Melhoria da eficiência dos sistemas de arrefecimento

Manutenção

27. p) Parar ou reduzir a ventilação, sempre que possível


27. q) Assegurar que o sistema não tem perdas de ar, e verificar as juntas.
27. r) Verificar o equilíbrio do sistema
27. s) Gerir e otimizar o fluxo de ar
27. t) Otimizar a filtração de ar através de reciclagem eficiente, evitar as perdas de pressão, limpeza e substituição regular dos filtros, limpeza regular do sistema.

4.3.10. Iluminação

28. Otimizar a iluminação artificial utilizando, por exemplo, as seguintes técnicas em função da sua aplicabilidade (vide Tabela 4.9):

Análise e projeto das necessidades de iluminação

28. a) Identificação das necessidades de iluminação.


28. b) Planeamento do espaço e das atividades de modo a otimizar a utilização de luz natural.
28. c) Seleção das lâmpadas e luminárias de acordo com os requisitos da sua aplicação.

Operação, controlo e manutenção

28. d) Utilização de um sistema de controlo da iluminação, incluindo os sensores de presença e temporizadores.


28. e) Formação dos trabalhadores de forma a utilizarem a iluminação da forma mais eficiente.

4.3.11. Processos de secagem, concentração e separação

Otimização os processos de secagem, separação e concentração utilizando, por exemplo, as seguintes técnicas em função da sua aplicabilidade (vide Tabela 4.10) e procurar
29. possibilidades de utilização de separação mecânica conjuntamente com processos térmicos:

Design

29. a) Seleção de tecnologia de separação mais apropriada ou utilização de uma combinação de técnicas (abaixo) que vão ao encontro dos equipamentos específicos de processo

Operação

29. b) Utilização do excesso de calor proveniente de outros processos.


29. c) Utilização de uma combinação de técnicas.
29. d) Utilização de processos mecânicos, por exemplo filtração, filtração de membrana.
29. e) Utilização de processos térmicos, por exempo secadores de aquecimento direto, indireto ou de efeito múltiplo
29. f) Secagem direta
29. g) Utilização de vapor sobreaquecido
29. h) Recuperação de calor (incluindo MVR e bombas de calor)
29. i) Otimização do isolamento do sistema de secagem
29. j) Utilização de processos por radiação, por exemplo infravermelhos, alta-frequência ou microondas

Controlo

29. k) Automatização dos processos térmicos de secagem


ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS

BREF - Setor dos alimentos, bebidas e leite (FDM) | Data de adoção: 08/2006 | Versão: 18.12.2017
Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta ao respetivo BREF.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

5.1 MTDS GERAIS APLICÁVEIS A TODO O SETOR


Garantir, através de ações de formação, que os funcionários têm consciência e conhecimento dos aspetos ambientais da unidade industrial e das suas responsabilidades
5.1 (1)
pessoais;

5.1 (2) Seleção de equipamentos que permitam a otimização dos consumos, a minimização das emissões, a facilidade de operação e manutenção e a minimização de perdas;

Controlo das emissões de ruído na fonte, através do desenho, seleção, operação e manutenção do equipamento, incluindo veículos, de forma a evitar ou a reduzir a exposição
5.1 (3)
sonora e, se ainda necessário adicionalmente, recorrer ao encapsulamento de equipamentos ruidosos;

5.1 (4) Execução de planos de manutenção preventiva, com regularidade;

5.1 (5) Implementar e manter uma metodologia de prevenção e minimização dos consumos de água, energia e a produção de resíduos, através de:

5.1. (5.1) Obtenção de compromissos de gestão, organização e planeamento;

Análise dos processos de produção, nomeadamente das etapas individuais de forma a identificar as áreas que apresentem consumos elevados de energia e água e elevadas emissões
5.1. (5.2)
de resíduos, para identificar oportunidades de as minimizar, tendo em conta os requisitos de qualidade da água, higiene e segurança alimentar para cada aplicação;

5.1. (5.3) Avaliação e definição de objetivos, metas e limites;

5.1. (5.4) Identificação de opções que minimizem o consumo de água e energia e a produção de resíduos, usando uma abordagem sistemática/tecnologia pinch (momento crítico);

5.1. (5.5) Realização de uma avaliação e estudo faseado de viabilidade;


5.1. (5.6) Implementação de um programa para minimizar o consumo de água, energia e produção de resíduos;
5.1. (5.7) Monitorização contínua dos consumos de água, energia, produção de resíduos e eficácia das medidas de controlo. Isto pode envolver avaliação e inspeção visual.

Implementação de um sistema de monitorização e revisão dos consumos e níveis de emissão para todos os processos de produção, incluindo os seguintes parâmetros:
• Consumo de energia e água;
• Volume de efluentes;
• Emissões para ar e água;
• Produção de resíduos;
5.1 (6) • Entradas e saídas do processo produtivo;
• Consumo de substâncias nocivas;
• Frequência e gravidade de fugas não programadas e derrames;
• Condições de operação;
• Métodos de amostragem, análise e garantia de calibração do equipamento;
• Rendimento do processo.

Manter um inventário atualizado das entradas e saídas em todas as fases do processo, desde a receção de matérias-primas até à expedição do produto final, incluindo
5.1 (7)
tratamentos de fim de linha;

5.1 (8) Utilizar o planeamento da produção para minimizar a produção de resíduos associados e a frequência das limpezas;

Transportar as matérias primas, produtos, subprodutos e resíduos no estado sólido, evitando o transporte com água exceto quando este transporte envolve a reutilização de
5.1 (9)
água bem como quando o transporte com água é necessário para evitar danos no material a ser transportado;

5.1 (10) Minimização do tempo de armazenagem de materiais perecíveis;

5.1 (11) Separação de outputs para otimizar o uso, reutilização, valorização, reciclagem e destino final (e minimizar a contaminação de águas residuais);

5.1 (12) Prevenir a queda de materiais no chão, através da colocação de sistemas de retenção;

5.1 (13) Otimizar a separação dos fluxos de água para melhorar a reutilização e tratamento;

5.1 (14) Recolha de fluxos de água como condensados e águas de arrefecimento de forma a otimizar a sua reutilização;

5.1 (15) Evitar usar mais energia que aquela que é necessária, nos processos de aquecimento e arrefecimento, sem prejudicar o produto;

5.1 (16) Implementação de um bom programa de higienização;

5.1 (17) Minimização do ruído proveniente dos veículos;

Aplicar métodos de armazenamento e manuseamento referifos no BREF EFS (Documento de Referência sobre as MTD no que respeita às emissões provenientes do
5.1 (18)
armazenamento, de Outubro de 2006). Alguns controlos adicionais podem ser requeridos para prevenir e manter os requisitos de higiene e segurança alimentar exigidos;

Otimizar a aplicação e utilização de controlos do processo, para por exemplo, prevenir e minimizar o consumo de água e energia, e minimizar a produção de resíduose em
5.1 (19)
particular:

Onde estão aplicados processos térmicos e/ou onde os materiais são armazenados ou transferidos a temperaturas elevadas, controlar a temperatura atraves de medições dedicadas e
5.1 (19.1)
correções;

Onde os materiais são bombeados ou drenados, controlos os fluxos e/ou níveis, através de medição dedicada da pressão e/ou medição dedicada do fluxo e/ou medição dedicada do
5.1 (19.2)
nível, utilizando dispositivos de controlo, tais como válvulas;

Nos tanques/depósitos onde os líquidos são armazeados ou onde reagem, durante o processo de fabrico ou de limpeza, utilizar sendores detetores de nivel e sensores de medição do
5.1 (19.3)
nível;

5.1 (19.4) Usar técnicas analíticos de medição e controlo para reduzir o desperdício de materiais e água e diminuir o consumo de água gerado no processo e na limpeza, e em particular

5.1 (19.4.1) Medir o pH para controlar as adições de ácidos ou bases e monitorizar o fluxo de águas residuais para controlar a mistura e neutralização antes do tratamento e descarga

5.1 (19.4.2) Medir a condutividade para monitorizar o nível de sais dissolvidos antes da reutilização da água e detetar o nível de detergentes antes da sua reutilização

Onde os fluxos podem estar baços ou opacos devido à presença de matérias suspensas, medir a turgidez para monitorizar a qualidade da água no processo e para otimizar a
5.1 (19.4.3)
recuperação de material/produto na água e para a reutilização da água limpa;

5.1 (20) Utilização de mecanismos de controlo automático de fornecimento de água de processo, para que o abastecimento seja feito apenas quando necessário;

5.1 (21) Selecionar matérias-primas e materiais auxiliares que minimizem a produção de resíduos sólidos e as emissões nocivas para o ar e água;

5.1 (22) O espalhamento no solo é uma opção de destino para os matérias provenientes do setor alimentar, sujeito a legislação nacional.
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS

BREF - Setor dos alimentos, bebidas e leite (FDM) | Data de adoção: 08/2006 | Versão: 18.12.2017
Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta ao respetivo BREF.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

5.1.1 Gestão Ambiental

Implementação de um Sistema de Gestão Ambiental (SGA) que incorpore:

Compromisso da gestão, incluindo a gestão de topo;

Definição pela direção da instalação, de uma política ambiental;


Planeamento e estabelecimento dos procedimentos necessários;

Implementação dos procedimentos, com particular atenção à: estrutura e responsabilidade; formação, sensibilização e competências; comunicação; envolvimento dos trabalhadores;
documentação; controlo eficiente do processo; programas de manutenção; preparação e resposta a emergências; salvaguardar o cumprimento da legislação ambiental;
5.1.1 (1)

Verificar o desempenho e aplicar medidas corretivas, tendo particular atenção:


- Monitorização e medição (Documento de Referência sobre as MTD sobre "Os Princípios Gerais de Monitorização" – BREF MON);
- Ações preventivas e corretivas;
- Manutenção dos registos;
- Auditorias internas independentes, para determinar se o sistema de gestão ambiental está ou não de acordo com o planeado e se está a ser corretamente implementado e mantido.

Revisão periódica pela gestão de topo.

5.1.2 Colaboração com as atividades a montante e jusante

5.1.2 (1) Procurar a colaboração dos parceiros a jusante e montante, para criar uma cadeia de responsabilidade ambiental, reduzir a poluição e proteger o meio ambiente como um todo.

5.1.3 Limpeza de equipamentos e da instalação

5.1.3 (1) Remoção dos resíduos das matérias-primas depois do processamento, o mais rápido possível, e limpeza frequente das áreas de armazenamento dos materiais;

Utilização de grelhas/caixas de receção na rede de esgotos do chão e garantir a sua inspeção e limpeza frequente, com vista a prevenir a entrada de materiais para as águas
5.1.3 (2)
residuais;

Otimização do uso de limpeza a seco (incluindo sistemas de vácuo) de equipamentos e instalações, incluindo a sua utilização após situações de derrame, antes da limpeza
5.1.3 (3)
com água, quando esta for necessária para atingir os níveis de higiene requeridos;

5.1.3 (4) Pré-humedecer os pavimentos e equipamentos abertos, com o objetivo de desincrustar a sujidade, antes da limpeza com água;

5.1.3 (5) Gerir e minimizar o uso da água, energia e detergentes;

5.1.3 (6) Equipar as mangueiras, usadas na limpeza manual, de dispositivos manuais de controlo de fluxo;

5.1.3 (7) Utilizar sistemas de regulação da pressão da água, nomeadamente através de bicos;

5.1.3 (8) Otimizar a reutilização da água de arrefecimento em circuitos abertos, por exemplo, para limpeza;

5.1.3 (9) Seleção e utilização de agentes de limpeza e desinfeção que causem menos danos ao ambiental, mas com uma ação efetiva de limpeza;

Operar um sistema de limpeza “cleaning-in-place” (CIP) para equipamentos fechados, assegurando que o uso do mesmo é otimizado através de monitorização dos parâmetros
5.1.3 (10)
de funcionamento e do ajuste automático do doseamento dos agentes químicos necessários;

Usar sistemas de utilização única para instalações pequenas (ou raramente utilizadas) ou onde a solução de limpeza se torne altamente poluente, como as unidades UHT ou
5.1.3 (11)
unidades de separação por membrana, e também na limpeza preliminar de evaporadores e secadores de pulverização;

Onde existirem variações adequadas entre o pH dos efluentes dos sistemas CIP e o pH de efluentes de outras origens, promover a autoneutralização dos vários efluentes,
5.1.3 (12)
através da sua mistura num tanque de homogeneização;

Minimizar o uso de EDTA, utilizando-o apenas quando for necessário, com a frequência necessária e minimizando a quantidade utilizada, por exemplo, através da reciclagem
5.1.3 (13)
das soluções de limpeza;

(Na escolha de químicos para desinfeção e esterilização de equipamentos e instalações) Evitar a utilização de biocidas oxidantes halogenados, exceto nos casos em que as
5.1.3 (14)
alternativas não são eficazes.

5.1.4 MTD adicionais, para alguns processos e operações unitárias, aplicadas num grande número de instalações FDM
5.1.4.1 Receção de materiais-primas/despacho de cargas

Quando os veículos estão estacionados durante operações de carga e descarga, desligar o motor e a unidade de refrigeração (caso exista), e fornecer uma fonte de energia
5.1.4.1 (1)
alternativa;

5.1.4.2 Centrifugação/separação

5.1.4.2 (1) Em todas as instalações FDM onde se realize a operação de centrifugação, é MTD operar as centrífugas de forma a minimizar a descarga de produto no fluxo de resíduos.

5.1.4.3 Combustão

5.1.4.3 (1) Em todas as instalações FDM onde exista combustão, é MTD atingir um nível de emissão de COT <50 mg/m3.

5.1.4.4 Fritura

5.1.4.4 (1) Em todas as instalações FDM opnde ocorram frituras, é MTD recircular e queimar os gases de exaustão.

5.1.4.5 Conservação em latas, garrafas, frascos e jarros


Em todas as instalações FDM onde se proceda à conservação em latas, garrafas, frascos e jarros, é MTD:

5.1.4.5 (1) Utilizar sistemas de enchimento automático das latas, garrafas, frascos e jarros que incorporem um circuito fechado de recuperação dos líquidos derramados;
5.1.4.5 (2) Nas indústrias do óleo, dos alimentos conservados com óleo vegetal ou dos alimentos oleosos, utilizar tanques com dispositivos de recuperaçaõ de óleo.
5.1.4.6 Evaporação

Em todas a instalações FDM onde ocorra evaporação, é MTD recorrer a evaporadores de multi-efeito de forma a otimizar a recompressão do vapor, em função da
5.1.4.6 (1).
disponibilidade de calor e vapor na instalação, para concentrar líquidos.
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS

BREF - Setor dos alimentos, bebidas e leite (FDM) | Data de adoção: 08/2006 | Versão: 18.12.2017
Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta ao respetivo BREF.

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Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

5.1.4.7 Congelação e refrigeração

5.1.4.7 (1) Prevenir a emissão de substâncias que provocam a depleção da camada de ozono, não utilizando substâncias halogenadas como fluidos de refrigeração.

5.1.4.7 (2) Evitar a manutenção de áreas com ar condicionado ou refrigeradas com temperaturas inferiores às necessárias;

5.1.4.7 (3) Otimizar a pressão de condensação dos sistema de frio;

5.1.4.7 (4) Descongelar periodicamente os sistemas de frio;

5.1.4.7 (5) Efetuar periodicamente operações de limpeza dos condensadores dos sistemas de frio;

5.1.4.7 (6) Garantir que o ar de admissão aos condensadores se encontra o mais frio possível;

5.1.4.7 (7) Otimizar a temperatura dos condensados;

5.1.4.7 (8) Utilizar sistemas de descongelamento automáticos;

5.1.4.7 (9) Operar sem sistemas automáticos de descongelamento durante paragens curtas de produção;

5.1.4.7 (10) Minimizar as perdas de ventilação de espaços e armazéns refrigerados.

5.1.4.8 Arrefecimento

5.1.4.8 (1) Otimizar a operação dos sistemas de arrefecimento de água de forma a evitar purgas excessivas na torre de arrefecimento;

Instalar placas permutadoras de calor para pré-arrefecimento da água gelada com amónia, antes do arrefecimento final num tanque de acumulação de água gelada com um
5.1.4.8 (2)
evaporador de serpentina;

5.1.4.8 (3) Recuperar o calor do equipamento de arrefecimento.

5.1.4.9 Embalagem

Otimizar o design da embalagem, incluindo o peso e volume do material e a incorporação de materiais reciclados, com o objetivo de reduzir o consumo de material de
5.1.4.9 (1)
embalamento e a produção de resíduos;

5.1.4.9 (2) Adquirir materiais a granel;

5.1.4.9 (3) Recolher os materiais de embalagem separadamente;

5.1.4.9 (4) Minimizar derrames nas operações de embalamento.

5.1.4.10 Utilização e produção de energia

Em instalações onde existe um uso para o calor e energia produzida (e.g. refinação de açúcar, produção de leite em pó e café instantâneo, secagem de soro de leite, destilação
5.1.4.10 (1)
e produção de cerveja), usar cogeração de calor e energia;

5.1.4.10 (2) Usar bombas de calor para recuperação de calor;

5.1.4.10 (3) Desligar os equipamentos quando não são necessários;

5.1.4.10 (4) Minimizar a carga nos motores;

5.1.4.10 (5) Minimizar as perdas nos motores;

5.1.4.10 (6) Utilizar motores com velocidade ajustável, para redução da carga em ventiladores e bombas;

Aplicar isolamento térmico em equipamentos usados para conduzir, armazenar ou tratar substâncias acima ou abaixo da temperatura ambiente, e em equipamentos usados em
5.1.4.10 (7)
processos que envolvam aquecimento ou arrefecimento;

5.1.4.10 (8) Aplicar controladores de frequência a motores;

5.1.4.11 Utilização de água

5.1.4.11 (1) Captar unicamente a quantidade de água necessária

5.1.4.12 Sistemas de ar comprimido

5.1.4.12 (1) Verificar o nível de pressão e, se possível, reduzi-lo;

5.1.4.12 (2) Otimizar a temperatura de entrada do ar;

5.1.4.12 (3) Para reduzir o nível de ruído, utilizar silenciadores na entrada e saída de ar.

5.1.4.13 Sistemas de vapor

5.1.4.13 (1) Maximizar o retorno dos condensadores;

5.1.4.13 (2) Evitar perdas de vapor de expansão a partir da recuperação dos condensados;

5.1.4.13 (3) Isolar tubagens não utilizadas;

5.1.4.13 (4) Melhorar o funcionamento dos purgadores de vapor;


ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS

BREF - Setor dos alimentos, bebidas e leite (FDM) | Data de adoção: 08/2006 | Versão: 18.12.2017
Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta ao respetivo BREF.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

5.1.4.13 (5) Reparar as perdas/fugas de vapor;

5.1.4.13 (6) Minimizar as purgas das caldeiras


ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS

BREF - Setor dos alimentos, bebidas e leite (FDM) | Data de adoção: 08/2006 | Versão: 18.12.2017
Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta ao respetivo BREF.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

5.1.5 Minimizar as emissões para o ar

5.1.5. (1) Aplicar e manter uma estratégia de controlo de emissões para o ar, incorporando, se necessário:

5.1.5 (1.1) Definição do problema;


5.1.5 (1.2) Inventário das emissões no local, incluindo operações anormais;
5.1.5 (1.3) Medição das principais emissões;
5.1.5 (1.4) Avaliação e seleção de técnicas para controlar as emissões atmosféricas;

5.1.5. (2) Recolher emissões gasosas, odores e poeiras na fonte e conduzi-los a tratamento ou equipamento de redução;

Otimizar os procedimentos de arranque e encerramento do equipamento de redução de emissões de modo a assegurar que a sua operação seja permanentemente eficiente,
5.1.5. (3)
quando necessária;

Dever-se-ão aplicar técnicas de redução das emissões gasosas, nas situações em que se ultrapassem:
• 5-20 mg/Nm3 para partículas secas,
5.1.5. (4) • 35-60 mg/Nm3 para partículas húmidas e/ou colantes,
• < 50 mg/Nm3 de COT
Estes valores não são aplicáveis às instalações de combustão.

5.1.5. (5) Caso as MTD integradas no processo não eliminem odores desagradáveis deve ser realizado tratamento.

5.1.6 Tratamento de águas residuais

É MTD efetuar o tratamento de águas residuais, utilizando uma combinação adequada dos seguintes processos:

5.1.6 (1) Remoção inicial de sólidos;

5.1.6 (2) Remoção de gorduras, usando equipamento de recolha de gorduras, se as águas residuais contiverem gordura animal ou vegetal;
5.1.6 (3) Aplicar equalização de carga e caudal;
5.1.6 (4) Aplicar neutralização às águas residuais fortemente ácidas ou alcalinas;
5.1.6 (5) Aplicar sedimentação às águas residuais que contêm sólidos suspensos;
5.1.6 (6) Aplicar flotação com ar dissolvido;
5.1.6 (7) Aplicar tratamento biológico
5.1.6 (8) Utilizar o metano (CH4) produzido durante o tratamento anaeróbio para produção de calor e/ou energia.

Salvo indicação em contrário no capítulo referente às técnicas utilizadas para tratamento de águas residuais, os seguintes níveis de emissão são indicativos dos níveis de emissão que seriam
obtidos através da utilização de técnicas geralmente consideradas MTD.
- CBO5 < 25 mg/l
- CQO < 125 mg/l
- SST < 50 mg/l
- Óleos e gorduras < 10 mg/l
- Azoto total < 10 mg/l
- Fósforo total: 0,4 - 5 mg/l
Os valores apresentados são indicativos, não representando necessariamente os níveis actualmente atingidos no setor.

Quando é necessário tratamento adicional para atingir os níveis de emissão dentro da gama de VEA do BREF ou, para atingir determinados limites de descarga, as seguintes técnicas estão
disponíveis:

5.1.6 (9) Remoção do azoto por via biológica;


5.1.6 (10) Aplicar precipitação para remoção do fósforo, simultaneamente com o tratamento por lamas ativadas (quando aplicável);
5.1.6 (11) Utilizar filtração no tratamento de águas residuais;
5.1.6 (12) Remover prioritariamente as substâncias perigosas e de alto risco;
5.1.6 (13) Aplicação de filtração por membranas.

Quando a qualidade da água residual seja apropriada para a reutilizaçaõ nos processos, é MTD:

5.1.6 (14) Reutilizar a água depois de ter sido esterilizada e desinfetada, evitando o uso de cloro ativo.

É MTD efetuar o tratamento das lamas utilizando uma combinação adequada das seguintes técnicas:

5.1.6 (15) Estabilização;


5.1.6 (16) Espessamento;
5.1.6 (17) Desidratação;
5.1.6 (18) Secagem, caso possa ser utilizado calor natural ou calor recuperado a partir dos processos da instalação.

5.1.7 Derrames acidentais


Em geral, para prevenir acidentes e minimizar os seus danos no ambiente, é MTD:
5.1.7 (1) Identificação de potenciais fontes de descargas incidentes/acidentais que possam causar dano no ambiente;
5.1.7 (2) Avaliação da probabilidade das potenciais descargas incidentes/acidentais ocorrerem e respetiva severidade, por exemplo, através de um estudo de risco;
5.1.7 (3) Identificar potenciais descargas incidentes/acidentais para as quais são necessárias medidas de controlo adicionais para evitar a sua ocorrência;
5.1.7 (4) Identificação e implementação de medidas de controlo necessárias para prevenir acidentes e minimizar os seus danos no ambiente;
5.1.7 (5) Desenvolver, implementar e testar, com regularidade, um plano de emergência;
5.1.7 (6) Investigar todos os acidentes e “quase acidentes” ocorridos e manter todos os registos.

5.2 MTD adicionais para alguns setores da indústria alimentar

5.2.1 Setor da carne e aves de capoeira

5.2.1. (1) Descongelar a carne em câmaras frigorificas com temperaturas controladas, durante 18 - 24 horas;

5.2.1. (2) Evitar o uso de gelo usando uma mistura adequada de matérias-primas refrigeradas e congeladas;

5.2.1. (3) Doseamento de especiarias e outros ingredientes sólidos a partir de um contentor apropriado em vez de sacos de plástico;

5.2.1. (4) Paragem automático do fluxo de água quando os enchedorres de salsisha e equipamentos similiares não estão a ser usados, em paragens ou intervalos de produção.
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS

BREF - Setor dos alimentos, bebidas e leite (FDM) | Data de adoção: 08/2006 | Versão: 18.12.2017
Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta ao respetivo BREF.

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acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

5.2.2 Setor do peixe e marisco

5.2.2 (1) Minimizar o tempo de armazenamento para manter a qualidade ótima do peixe

5.2.2 (2) Utilizar peixe de alta qualidade, assegurando colaboração com fornecedores a montante.

5.2.2 (3) Operar programas de manutenção regulares para garantir esfola eficiente.

Descongelar cavala, imergindo-a e fazendo borbulhar ar através dela, em recipientes cheios com água. O nível da água é mantido por recirculação e usando interruptores de
5.2.2 (4)
nível, atingindo um consumo de água <2 m3/t de peixe cru.

Descongelar peixe-branco, imergindo- e fazendo borbulhar ar através dele, em recipientes cheios com água. O nível da água é mantido usando interruptores de nível, atingindo
5.2.2 (5)
um consumo de água de 1,8 - 2,2 m3 / t de peixe cru.

Descongelar camarões, imergindo-os em recipientes cheios com água da casca filtrada, se disponível. O nível da água é mantido por recirculação e utilizando interruptores
5.2.2 (6)
accionado de nível (ver Secção 4.2.2.1), ou usando comutadores accionados de nível (ver Secção 4.2.2.2)

5.2.2 (7) Evitar escalar o peixe se o mesmo for posteriormente esfolado.

Quando a escala é realizada, ou seja, onde o peixe não é subsequentemente esfolado, usar água residual limpa reciclada recirculada para lavagem prévia de peixe e ajustar
5.2.2 (8)
adequadamente a operação do escalador pesando a quantidade certa de escamas para um fluxo de água específico.

5.2.2 (9) Remover e transportar a pele e a gordura do tambor de esfoliação usando sucção a vácuo.

5.2.2 (10) Remover e transportar gordura e vísceras da cavala por sucção a vácuo.

5.2.2 (11) Usar correias transportadoras de malha fina para transportar produtos sólidos, subprodutos e resíduos, para permitir a separação da água.

5.2.2 (12) Ao filetar:

5.2.2 (12.1) Remover as espinhas e as restantes partes dos filetes de peixe por dois conjuntos de facas rotativas;
5.2.2 (12.2) Onde são necessários bicos de água ou sistemas de limpeza por pulverização, instalá-los com sensores de presença (ou seja, operação intermitente);
5.2.2 (12.3) Uma redução de 60 a 75% no consumo de água pode ser obtida por:
5.2.2 (12.3.1) Removendo bicos de pulverização desnecessários para que a água só seja adicionada quando necessário;
5.2.2 (12.3.2) Substituindo os bicos de pulverização que levam o peixe do corte da cauda por um dispositivo mecânico;
5.2.2 (12.3.3) Substituindo os bicos de pulverização para a limpeza das rodas motrizes por parte da filetagem com dispositivos mecânicos;
5.2.2 (12.3.4) Substituindo os bicos existentes por bicos com menor consumo de água;
5.2.2 (12.3.5) Usando bicos de pulverização de água pulsante, isto é, alternando a abertura e o fecho do abastecimento de água usando uma válvula automática;

Substituindo o dreno de resíduos pelos cinturões de drenagem e fechando os bicos no dreno de resíduos. Os resíduos serão separados da água do processo diretamente perto
5.2.2 (12.3.6)
da máquina de filetagem, resultando num curto tempo de contato.

5.2.2 (12.4) Reduzir tanto o número quanto o tamanho de bicos de pulverização (economia de água de cerca de 75%).

5.2.3 Setor da fruta e legumes


Em situações em que o armazenamento não pode ser evitado, minimizar os tempos de armazenagem e evitar a refrigeração da fruta, dos legumes e subprodutos destinados a
5.2.3 (1)
alimentação animal (sempre que as condições atmosféricas não aumentem a degradação ou afetem a qualidade)

5.2.3 (2) Efetuar a separação a seco da matéria-prima rejeitada:

5.2.3 (3) Recolher os sólidos das operações de sedimentação e/ou filtração em vez de os descarregar na ETAR;

Descarcar a fruta e legumes através de um processo de vapor por lote ou através de um processo contínuo de vapor, sem recorrer a água fria para condensar o vapor e, se não
5.2.3 (4)
for possível o vapor para pelar, usar a pelagem cáustica a seco, a menos que as exigências da receita não permitam utilizar estes métodos;

5.2.3 (5) Arrefecer a fruta e os legumes passando-os por água fria, antes de os congelar;

Otimizar a reutilização de água com ou sem tratamento, dependendo das operações unitárias que necessitem de água e da qualidade exigida, assegurando que se mantém
5.2.3 (6)
uma adequada higiene e os niveis de qualidade alientar.

5.2.4 Setor dos óleos vegetais e setor das gorduras

5.2.4 (1) Utilizar um dessolventilador/tostador (DT) com fluxo contracorrente na extração de óleos vegetais;

5.2.4 (2) No processamento de óleo vegetal, usar calor gerado no DT na primeira etapa do processo de destilação da miscela;

Usar o calor da reação exotérmica proveniente da hidrogenação do óleo vegetal para aquecer o produto à temperatura necessária de forma a produzir vapor mais tarde na
5.2.4 (3)
reação. Gera-se energia (vapor) na ordem dos 25 - 125 kWh/t ( 90 - 450 MJ/t) (40 - 200 kg/t) de óleo refinado;

5.2.4 (4) Utilizar bombas de água para criar vácuo auxiliar suficiente para a secagem do óleo, "oil degassing" ou para minimizar a oxidação do óleo;

5.2.4 (5) Recuperar o hexano proveniente dos condensadores de vapor através da utilização de um separador gravítico e de um fervedor final;

5.2.4 (6) Utilizar um scrubber para recuperar o hexano existente nos gases incondensáveis, com o objetivo de reduzir as emissões de compstos orgânicos voláteis (COV);

5.2.4 (7) Utilizar ciclones para reduzir a poeira h+umida emitida em todo o processo de extração de óleos vegetais, para atingir níveis de emissão de partículas húmidas < 50 mg/Nm 3;

5.2.4 (8) Refinar os óleos crus por refinação física, ou se tiverem uma acidez inferior a 2%, por refinação química;

5.2.4 (9) Desodorizar os óleos vegetais através de um scrubber duplo em combinação com um sistema de arrefecimento de passagem único.
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS

BREF - Setor dos alimentos, bebidas e leite (FDM) | Data de adoção: 08/2006 | Versão: 18.12.2017
Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta ao respetivo BREF.

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acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

5.2.5 Setor dos Laticínios

5.2.5 (1) Homogeneizar parcialmente o leite;

5.2.5 (2) Substituir pasteurizadores batch por pasteurizadores em contínuo;

5.2.5 (3) Utilização de troca de calor regenerativa na pasteurização;

5.2.5 (4) Reduzir a frequência requerida para limpeza das separadoras centrífugas, através da melhoria do processo preliminar de filtração e clarificação do leite;

Utilização do conceito “just-in-time” (diversificação dos produtos o mais tarde possível, de preferência imediatamente antes do enchimento), de forma a evitar perdas e
5.2.5 (5)
minimizar a poluição da água;

Maximizar a recolha do produto diluído, mas não contaminado, dos enxaguamentos iniciais dos CIP (Cleanning in place), e da lavagem de equipamentos e tubagens, por
5.2.5 (6) deteção imediata de pontos de transição entre o produto e fase da água. Isso pode ser feito através, por exemplo, medindo o volume usando o fluxo ou transmissores de
densidade, medindo a densidade usando transmissores de condutividade e usando sensores de turbidez da luz difusa para diferente a água do produto;

5.2.5 (7) Em grandes instalações, com tubagens muito ramificadas, utilizar vários sistemas CIP pequenos, em vez de um sistema CIP centralizado;

Reutilização da água de refrigeração, dos condensados produzidos em operações de evaporação e secagem e outros fluxos de água, para lavagens ou enxaguamentos,
5.2.5 (8)
sempre que isso não coloque problemas de higiene e segurança;

Alcançar os valores de consumo associados ao uso de MTD (por litro de leite recebido):
Consumo de energia: 0,07 - 0,2 kWh/I;
Consumo de água: 0,6 - 1,8 I/I;
5.2.5 (9)
Água residual: 0,8 - 1,7 l/l
Estes níveis são indicativos do consumo e de emissões susceptíveis de ser atingidos aplicando MTD incorporadas nos processos. O facto de se tratar de intervalos de valores
reflete a diversidade de condições operacionais.

5.2.5.1 Produção de leite para o mercado

Adicionalmente às MTD referidas nas secções 5.1 a 5.1.7 e 5.2.5, para a produção de leite para mercado é MTD atingir os seguintes níveis de consumo:
Energia consumida (kWh/l): 0,07 - 0,2
5.2.5.1 (1).
Água consumida (l/l): 0,6 - 1,8
Água residual (l/l): 0,8 - 1,7

5.2.5.2 Produção de leite em pó

Produzir leite em pó utilizando evaporadores de multi-efeito, otimizar a recompressão de vapor relacionado com a disponibilidade de calor e energia na instalação, concentrar
5.2.5.2 (1)
o leite líquido amtes da atomização, seguindo de secador de leite fluidizado;

5.2.5.2 (2) Utilizar um alarme de incêndio inicial, por exemplo, um detetor de monóxido de carbono (CO), para reduzir o perigo de explosão nos atomizadores;

5.2.5.2 (3) Atingir os níveis de consumo de emissão referidos na tabela 5.3 do BREF.

5.2.5.3 Produção de manteiga

5.2.5.3 (1) Remover os resíduos de manteiga das tubagens utilizando um bloco de manteiga arrefecida empurrado por ar comprimido;

5.2.5.3 (2) Enxaguar o aquecedor de natas com leite desnatado, antes da sua limpeza.

5.2.5.4 Produção de queijo

5.2.5.4 (1) Utilizar o calor do soro de leite quente para pré-aquecer o leite para queijo;

5.2.5.4 (2) Maximizar a recuperação e uso do soro;

5.2.5.4 (3) Separação do soro salgado;

5.2.5.4 (4) Redução da gordura e dos finos no soro;

Minimizar a ocorrênciade soro ácido e drenar o topo ou plataforma das cuba de salga para evitar o derramamento de salmoura para o sistema de tratamento de águas
5.2.5.4 (5)
residuais;

Produzir soro em pó utilizando evaporadores de multi-efeitos, otimizar a recompressão de vapor relacionado com a disponibilidade de calor e energia na instalação, concentrar
5.2.5.4 (6)
o leite líquid antes da atomização, seguindo de secador de leite fluidizado.

5.2.5.5 Produção de gelados

Para a produção de gelados considera-se MTD alcançar os seguintes valores associadas à produção de 1 kg de gelado:
Energia consumida (kWh/kg): 0,6 - 2,8
5.2.5.5 (1)
Água consumida (l/kg): 4,0 - 5,0
Água residual (l/kg): 2,7 - 4,0

5.2.6 MTD adicionais para o fabrico de amido

5.2.6 (1) Otimizar a reutilização de água de processo e/ou do sumo de batata no processo de fabrico de amido de batata.

5.2.6 (2) Utilizar a água do processamento de glúten (no passo de separação de proteína) para os processos de lavagem do germe e fibras no processamento de amido de milho.

5.2.6 (3) Lavar a pasta de amido, usando um fluxo em contracorrente, antes de ser desidratado e seco.

5.2.7 MTD adiconais para o setor do Açúcar (a partir da rama de beterraba)

5.2.7 (1) Reciclar as águas de transporte;

5.2.7 (2) Utilizar os condensados do evaporador para a extração do açúcar a partir da beterraba;
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS

BREF - Setor dos alimentos, bebidas e leite (FDM) | Data de adoção: 08/2006 | Versão: 18.12.2017
Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta ao respetivo BREF.

n.º atribuído de
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Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

Evitar secar a polpa da beterraba se existir mercado para a polpa de beterraba prensada, ou secar a polpa da beterraba utilizando secadores a vapor, ou secadores a altas
temperaturas combinado com medidas para reduzir as emissões para o ar. As medidas de redução as emissões para o ar incluem, por exemplo, minimizar a quantidade de
5.2.7 (3)
pequenas partículas de beterraba seca, secar até um máximo de 91% de matéria seca, pressão mecânica da polpa anmtes da secagem, minimizar a quantidade de melaço
acrescentando antes da secagem e otimizar o funcionamento dos ciclones e "spray scrubbers"
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS

BREF - Setor dos alimentos, bebidas e leite (FDM) | Data de adoção: 08/2006 | Versão: 18.12.2017
Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta ao respetivo BREF.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

5.2.8 Setor do Café

5.2.8 (1) Na torrefação do café, recircular o ar do torrador de volta ao torrador.

Na torrefação do café, sempre que MTD integradas no processo e que minimizem as emissões para o ar através da seleção e uso de substâncias e a aplicação de técnicas, não
5.2.8 (2) permitam atingir níveis de emissão de 5 - 20 mg/Nm3 para partículas secas; < 50 mg/Nm3 de COT para café ligeiramente torrado (nível mais difícil de atingir com o aumento do
grau de torefação, ver Secção 3.2.39.2), deverão ser aplicadas técnicas de redução para se atingir estes níveis.

Na produção de café instantâneo, usar o calor residual do extrato de café líquido quente para aquecer a água de processo antes da extração, e uso de permuta de calor em
5.2.8 (3)
contra-corrente para utilizar o calor do secador por pulverização dentro do setor de torrefacção.

Durante o fabrico de café instantâneo, após a secagem, aglomerar o pó para fazer grânulos, em seguida, reciclar o pó restante e aplicar técnicas de redução (ver Secção
5.2.8 (4)
4.7.8.2).

5.2.9 Produção de bebidas


Se o CO2 é utilizado na instalação, utilizar CO2 recuperado do processo de fermentação ou CO2 que é subproduto de outro processo, para evitar a produção de CO2
5.2.9 (1)
diretamente derivado da queima de combustíveis fosséis;

5.2.9 (2) Recuperação de leveduras dos processos de fermentação;

5.2.9 (3) Quando são utilizadas terras de diatomáceas como agentes filtrantes, efetuar a recolha dos materiais residuais para possível reutilização e/ou eliminação;

5.2.9 (4) Utilizar sistemas de lavagem de garrafas de múltiplo estágio;

Otimizar o consumo de água da zona de lavagem na máquina de limpeza de garrafas, por controlo do caudal de água, através da instalação de uma válvula automática de fecho
5.2.9 (5)
da alimentação de água, no caso da paragem da linha e utilizar água fresca nas últimas duas fiadas de injetores de lavagem;

5.2.9 (6) Reutilizar a solução de lavagem das garrafas após sedimentação e filtração.

5.2.9.1 Setor da produção de cerveja

5.2.9.1 (1) Otimizar a reutilização de água quente do arrefecimento do mosto e recuperar o calor do cozimento do mosto;

5.2.9.1 (2) Reutilizar as águas da pasteurização de garrafas:

5.2.9.1 (3) Atingir um consumo especifico de água de 0,35 - 1 m3/hl de cerveja produzida.

5.2.9.2 Setor da vinificação

Após a estabilização a frio do vinho, reutilizar a solução de limpeza alcalina e quando a esta não puder ser mais reutilizada e o pH ainda for suficientemente alto para
5.2.9.2 (1) interromper o funcionamento da ETAR, aplicar auto-neutralização, ou noutro caso, se os níveis de pH e o fluxo não interromperem a operação da ETAR, libertar gradualmente a
solução de limpeza para a ETAR.
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS

BREF - Sistemas de arrefecimento industrial (ICS) | Data de adoção: 12/2001 | Versão: 06.10.2017
Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta ao respetivo BREF.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

4.2 MTD PARA SISTEMAS DE ARREFCIMENTO

4.2.1 Gestão integrada do calor


4.2.1.1 arrefecimento industrial = Gestão do calor

Para todas as instalações é MTD adotar uma abordagem integrada de modo a reduzir o impacte ambiental dos sistemas de arrefecimento industrial mantendo o equilíbrio entre
1.
os impactes diretos e indiretos.

4.2.1.2 Redução do nível de libertação de calor através da otimização da reutilização interna/externa de calor

Numa situação de greenfield, a avaliação da capacidade de calor necessária só pode ser considerada MTD se for o resultado do uso máximo das opções internas e externas
disponíveis e aplicáveis para reutilização de excesso de calor.
Numa instalação existente, otimizar a reutilização interna e externa e reduzir a quantidade e o nível de calor a serem descarregados também deve preceder qualquer alteração
2. na capacidade potencial do sistema de arrefecimento aplicado. Aumentar a eficiência de um sistema de arrefecimento existente pela melhoria de operação dos sistemas, tem
de ser avaliado em relação ao aumento da eficiência por meio tecnológico através de uma adaptação ou de mudanças tecnológicas. Em geral, e para os grandes sistemas de
arrefecimento existentes, a melhoria da operação dos sistemas é considerada mais rentável do que a aplicação de tecnologia nova ou melhorada e, portanto, pode ser
considerada como MTD.

4.2.1.3 Sistemas de arrefecimento e requisitos de processo

Seleção de uma configuração de arrefecimento que se deve basear numa comparação entre as diferentes alternativas viáveis dentro de todos os requisitos do processo. Os
requisitos de processo são, por exemplo, controle de reações químicas, fiabilidade do desempenho do processo e manutenção dos níveis de segurança exigidos. Uma
3. mudança na tecnologia de arrefecimento para reduzir o impacte ambiental só pode ser considerada MTD se a eficiência do arrefecimento for mantida no mesmo nível ou,
melhor ainda, num nível aumentado.

4.2.1.4 Sistemas de arrefecimento e requisitos do local

Os limites impostos pelo local aplicam-se particularmente às novas instalações, onde um sistema de arrefecimento ainda deve ser selecionado. Se a capacidade de descarga
4. de calor necessária for conhecida, poderá influenciar a seleção de um local apropriado. Para processos sensíveis à temperatura é MTD selecionar o local com a disponibilidade
necessária de água de arrefecimento.

5. Para proteção dos aquíferos subterrâneos, deve ser aplicado um sistema de arrefecimento que siga os princípios de minimização da utilização de águas provenientes de
captações subterrâneas, principalmente em locais onde são se encontra regulado a depleção dos aquíferos.

4.2.2 MTD aplicáveis a sistemas de arrefecimento industrial

Para instalações novas, é MTD começar por identificar medidas de redução na fase de projeto, aplicando equipamentos de baixo consumo energético e escolhendo os
6. equipamentos com os materiais corretos que estejam em contacto com as substâncias do processo e a água de arrefecimento.

7. Para instalações existentes, as medidas tecnológicas podem ser MTD em certas circunstâncias (consultar BREF).

4.3 REDUÇÃO DO CONSUMO DE ENERGIA

4.3.1 Considerações gerais


8. Para sistemas de arrefecimento na fase de projeto, constitui MTD a ponderação de um conjunto de fatores:
8. a) Redução da resistência ao fluxo de ar e água
8. b) Aplicação de equipamentos de elevada eficiência / baixo consumo energético
8. c) Redução da quantidade de equipamento com elevado consumo energético
Optimizar o tratamento da água utilizada, em sistemas de passagem única e torre arrefecimento por via húmida, promovendo limpeza das superfícies de circulação dos fluídos a par da
8. d) prevenção da formação de incrustações e afins.

4.3.2 Técnicas de redução identificadas dentro da abordagem MTD

9. Em termos de eficiência energética global de uma instalação, a utilização de um sistema de passagem única é MTD, em particular para processos que exigem grandes
capacidades de arrefecimento. Em casos de rios e estuários é aceitável se o sistema garantir:
9. a) Extensão da pluma de calor na superfície da água deixando a passagem para migração de peixes;
9. b) Conceber a entrada de água de arrefecimento de modo a reduzir o arrastamento de peixe;
9. c) A carga de calor não interfere com outros usuários de água de superfície de recepção.
Para sistemas com grande capacidade de arrefecimento (> 10 MWth)
9. d) Selecionar um local adequado à aplicação de sistemas de passagem única.
Para todos os sistemas:

Aplicar a opção de funcionamento / operação variável, isto é, quando o processo a refrigerar exige um funcionamento variável, a modulação bem-sucedida dos fluxos de ar e de água
9. e) pode ser relevante para a eficiência energética global do processo.

9. f) Modulação do fluxo de ar / água


Para todos os sistemas húmidos:
9. g) Aplicar tratamentos de água otimizados e tratamentos para manutenção das superfícies das tubagens dos sistemas
Para sistemas únicos:
9. h) Evitar a recirculação de pluma de água quente nos rios e minimizá-lo em estuários e em sítios marinhos.
Para torres de arrefecimento:
9. i) Aplicar bombas e ventiladores de baixo consumo energético
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS

BREF - Sistemas de arrefecimento industrial (ICS) | Data de adoção: 12/2001 | Versão: 06.10.2017
Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta ao respetivo BREF.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

4.4 REDUÇÃO DOS REQUISITOS DE ÁGUA

4.4.1 Considerações gerais

10. Para novos sistemas podem ser realizados os seguintes pontos:

10. a) À luz do equilíbrio energético geral, o arrefecimento com água é mais eficiente;

10. b) Para novas instalações, deve ser selecionado um local para a disponibilidade de quantidades suficientes de água (de superfície) no caso de grande procura de água de arrefecimento;

10. c) A necessidade de arrefecimento ser reduzida através otimização da reutilização do calor;

10. d) Para novas instalações um local deve ser seleccionada para a disponibilidade de um receptor de água adequada, particularmente no caso de grandes descargas de água de
arrefecimento;

Onde a disponibilidade de água é limitada, deve ser escolhida uma tecnologia que permita diferentes modos de operação que requiram menos água para atingir a capacidade de
10. e) arrefecimento necessária;

10. f) Em todos os casos, a arrefecimento por recirculação é uma opção, mas é necessário um equilíbrio cuidadoso com outros fatores, como o condicionamento de água necessário e uma
eficiência energética global mais baixa.
Para sistemas existentes e no caso de rios com disponibilidade limitada de água superficial, pode ser equacionada a alteração de um sistema de passagem única para um
11. sistema de arrefecimento com recirculação.

4.4.2 Técnicas de redução identificadas dentro da abordagem MTD

12. São técnicas MTD para a redução das necessidades de água:


Para sistemas húmidos:
12. a) Otimização da reutilização de calor
12. b) A utilização de águas subterrâneas não é considerada MTD
12. c) Aplicação de sistemas de recirculação
12. d) Aplicação de sistemas de arrefecimento híbridos
12. e) Aplicação de arrefecimento a seco
Para sistemas de arrefecimento de recirculação húmida e húmida/seca:

12. f) Otimização de ciclos de concentração

4.5 REDUÇÃO DO ARRASTAMENTO DE ORGANISMOS

4.5.1 Considerações gerais

Consultar BREF.

4.5.2 Técnicas de redução identificadas dentro da abordagem MTD

13. São técnicas MTD para a redução de arrastamento:


Para todos os sistemas únicos ou sistemas de arrefecimento com entradas de águas de superficie:
13. a) Análise do biótopo na fonte de água de superfície

13. b) Otimização das velocidades da água nos canais de admissão para limitar a sedimentação; Observação da ocorrência sazonal de macro incrustrações.

4.6 REDUÇÃO DAS EMISSÕES PARA A ÁGUA

4.6.1 Abordagem geral sobre as MTD para a redução das emissões de calor

Consultar BREF.

4.6.2 Abordagem geral sobre as MTD para reduzir as emissões químicas para a água

Referindo que a afirmação de que 80% do impacte ambiental é decidido na altura da fase de conceção do projeto, devem ser tomadas outras medidas para a fase de conceção
14. do sistema de arrefecimento húmido com a seguinte ordem de abordagem:
14. a) Identificar as condições do processo (pressão, T, corrosividade da substância)
14. b) Identificar características químicas da fonte de água de arrefecimento
14. c) Selecionar materiais apropriados para os permutadores, considerando as características do processo e as propriedades da água
14. d) Selecionar materiais apropriados para os restantes elementos do circuito.
14. e) Identificar os requerimentos operacionais do sistema de arrefecimento.

Selecionar um tratamento de água de arrefecimento mais apropriado usando produtos químicos menos perigosos ou produtos químicos com menor potencial de impacte no meio
14. f) ambiente (complexos orgânicos facilmente biodegradáveis)
14. g) Aplicar o esquema de seleção para biocidas (capítulo 3, figura 3.2)

14. h) Otimizar o doseamento por monitorização da água.

4.6.3 Abordagem sobre as técnicas MTD para redução das emissões para a água

4.6.3.1 Prevenção pelo projeto de equipamentos e manutenção do sistema

15. São técnicas MTD para a redução de emissões para a água através de técnicas de desenho e manutenção:
Para sistemas húmidos:
15. a) Análise da corrosividade da substância do processo, bem como da água de arrefecimento para selecionar o material certo
15. b) Projeção do sistema de arrefecimento evitando zonas de estancamento para reduzir a corrosão e contaminações.
Para permutadores do tipo Shell&tube:
15. c) Conceção que permita facilitar a limpeza através da circulação do caudal de água arrefecida no tubo e as paredes dos tubos de material resistente às incrustrações.
Condensadores de instalações de produção de eletricidade:
15. d) Aplicação de Ti em condensadores com água do mar ou água salobra
15. e) Aplicação de ligas de baixa corrosão (aço inoxidável com elevado índice de corrosão ou de cobre níquel)
15. f) Utilização de sistemas de limpeza automatizados com as esferas de espuma ou escovas

Para condensadores e permutadores de calor:

15. g) De modo a reduzir a deposição (incrustação) em condensadores a velocidade da água deve ser > 1,8 m / s para equipamentos novos e 1,5 m / s no caso de montagem de feixe de tubos
15. h) De modo a reduzir a deposição (incrustação) nos permutadores de calor recomentda-se uma velocidade da água > 0,8 m / s
15. i) De modo a evitar o entupimento utilizar filtros de detritos para proteger os permutadores de calor, onde a obstrução é um risco
Para sistemas arrefecimento de passagem única, de modo a reduzir a sensibilidade à corrosão:
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS

BREF - Sistemas de arrefecimento industrial (ICS) | Data de adoção: 12/2001 | Versão: 06.10.2017
Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta ao respetivo BREF.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

15. j) Aplicar aço-carbono em sistemas de água de arrefecimento, se a tolerância à corrosão puder ser atendida
15. k) Aplicar plásticos reforçados com fibra de vidro, revestido de betão reforçado ou aço-carbono revestido em caso de condutas subterrâneas
15. l) Aplicar tubos de titânio para permutadores do tipo Shell&tube em ambientes altamente corrosivos ou aço inoxidável de elevada qualidade com desempenho semelhante.
Para torres de arrefecimento húmidas abertas:
15. m) Para reduzir a incrustação em condições de água salgada aplicar enchimento de baixa incrustação e com capacidade a altas cargas
15. n) Evitar substâncias perigosas devido ao tratamento anti-incrustantes (como CCA e TBTO) nos tratamentos anticontaminação.
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS

BREF - Sistemas de arrefecimento industrial (ICS) | Data de adoção: 12/2001 | Versão: 06.10.2017
Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta ao respetivo BREF.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

Para torres de arrefecimento de tiragem natural:

15. o) Para reduzir o tratamento de anti-incrustação aplicar eenchimento tendo em consideração a qualidade local da água (por exemplo, alto teor de sólidos, escala)

4.6.3.2 Controlo da otimização do tratamento de água de arrefecimento

16. São técnicas MTD para a redução de emissões para a água por meio da otimização do tratamento de água de arrefecimento:
Para todos os sistemas húmidos:

16. a) Monitorização e controlo da composição química da água de arrefecimento para reduzir a quantidade de aditivos.

Reduzir a utilização de químicos perigosos, não se devendo utilizar o seguinte: compostos de crómio, compostos de mercúrio, compostos organometálicos, mercaptobenzotiazol e
16. b) substâncias biocidas para tratamento de choque diferentes do cloro, bromo, ozono e peróxido de hidrogénio.
Para sistema de arrefecimento de passagem única e torres de arrefecimento abertas e húmidas:
16. c) Monitorizar a existência de macro incrustrações para otimizar a dosagem de biocidas
Para sistemas de arrefecimento únicos:
16. d) De modo a limitar ao utilização de biocidas utilizar temperatura da água do mar abaixo de 10-12ºC

16. e) De modo a reduzir a emissão de FO variar os tempos de residência e as velocidades da água com um nível FO ou FRO associado de 0,1 mg / l na saída

16. f) De modo a reduzir as emissões de oxidante (residual) livre alcançar valores de FO ou FOR ≤ 0,2 mg / l na saída para a cloração contínua de água do mar

16. g) De modo a reduzir as emissões de oxidante (residual) livre alcançar valores de FO ou FRO ≤ 0,5 mg / l na saída para a cloração intermitente e choque de água do mar

16. h) Reduzir a quantidade de compostos formadores de óxidos em água fresca sem cloração contínua em água doce pois não é considerada MTD

Para torres de arrefecimento húmidas abertas:


16. i) De modo a reduzir a quantidade de hipoclorito manter m pH de 7 ≤ pH ≤ 9
16. j) De modo a reduzir a quantidade de biocida e a purga aplicar biofiltração
16. k) Fechar temporariamente as purgas depois do doseamento de aditivos para reduzir a emissão de biocidas hidrolisantes.

16. l) No caso de aplicar ozono, manter a concentração inferior a 0,1 mg/l.

4.7 REDUÇÃO DAS EMISSÕES PARA O AR

4.7.1 Abordagem geral

Consultar BREF.

4.7.2 Abordagem geral sobre as MTD para reduzir as emissões para o ar

17. São técnicas MTD para a redução de emissões para o ar:

Para as torres de arrefecimento húmidas:

17. a) Para evitar a chegada da pluma ao nivel do solo a emissão da pluma deverá ter uma altura suficiente e uma velocidade mínima de ar de descarga na saída da torre
17. b) Para evitar a formação de pluma aplicar uma técnica híbrida ou outras técnicas de supressão de plumas, como o aquecimento de ar

17. c) Evitar a aplicação de amiantos, CCA e TBTO para reduzir a utilização de substâncias perigosas.

17. d) Projetar e definir a localização das torres de modo a que a sua saída possa ser captada por sistemas de ar condicionado, para evitar afetar a qualidade do ar no centro de trabalho.

17. e) Reduzir as perdas por arrasto através da aplicação de captadores.

4.8 REDUÇÃO DAS EMISSÕES DE RUÍDO

4.8.1 Abordagem geral

Consultar BREF.

4.8.2 Abordagem geral sobre as MTD para reduzir as emissões de ruído

18. São técnicas MTD para a redução de emissões de ruído:


Para torres de arrefecimento de tiragem natural:
18. a) Para redução de ruído da água em cascata à entrada do tubo de ar estão disponiveis várias técnicas (ver BREF)
18. b) Reduzir a emissão de ruído ao redor da base da torre, por exemplo, recorrendo a uma barreira de terra ou uma parede anti-ruído
Para torres de arrefecimento mecânicas:
18. c) Redução do ruído do ventilador aplicando ventiladores de baixo ruído por exemplo:
18. c) i. Utilizando ventiladores de grande diâmetro com velocidades circunferenciais
18. c) ii. Utilizando velocidadses reduzidas ( ≤ 40 m/s)
18. d) Na fase de projeção aplicar uma altura suficiente ao difusor otimizado ou instalar atenuadores de som

18. e) De modo a reduzir o ruído aplicar medidas de atenuação (silenciadores) à entrada e saída do ar

4.9 REDUÇÃO DO RISCO DE FUGAS

4.9.1 Abordagem geral

19. São medidas gerais para reduzir a ocorrência de fugas:


(não aplicável a condensadores)
19. a) Selecionar material para equipamentos de sistemas de arrefecimento por via húmida de acordo com a qualidade da água aplicada
19. b) Operar o sistema de acordo com a sua conceção
19. c) Se necessário um tratamento de água de arrefecimento, selecionar um programa correto de tratamento de água de arrefecimento
19. d) Monitorizar as possíveis fugas na descarga da água de arrefecimento na recirculação de sistemas de arrefecimento húmido, analisando a purga.
Para permutadores de calor:
19. e) De modo a evitar pequenas fissuras o ∆T do permutador deverá ser ≤ 50 °C
Para permutadores do tipo shell&tube:
19. f) Monitorizar a operação do processo para que a operação ocorra dentro dos limites de projeto
19. g) Aplicar tecnologia de soldagem de modo a fortalecer a construção do tubo/placa de tubo
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS

BREF - Sistemas de arrefecimento industrial (ICS) | Data de adoção: 12/2001 | Versão: 06.10.2017
Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta ao respetivo BREF.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

Para o equipamento:
19. h) De modo a reduzir a corrosão, a temperatura do metal no lado de passagem da água de arrefecimento deverá ser < 60 °C
Para sistemas de arrefecimento de passagem única
19. i) Para alcançar um VCI entre 5 - 8 operar o sistema direto com Págua arrefecimento > Pprocesso e efetuar monitorizar
19. j) Para alcançar um VCI entre 5 - 8 operar o sistema direto com Págua arrefecimento = Pprocesso e efetuar monitorização analítica automática
19. k) Para alcançar um VCI ≥ 9 operar o sistema direto P água arrefecimento > Pprocesso e efetuar monitorização analítica automática
19. l) Para alcançar um VCI ≥ 9 operar o sistema com permutador de calor de material altamente anti-corrosivo/monitorização analítica automática
19. m) Para alcançar um VCI ≥ 9 alterar a tecnologia:
19. m) i. arrefecimento indireta
19. m) ii. arrefecimento recirculante

19. m) iii. arrefecimento a ar

19. n) No arrefecimento de substâncias perigosas, efetuar sempre a monitorização da água de arrefecimento.

19. o) Aplicação de manutenção preventiva, através da realização de inspeção por meio de corrente de Foucault.

Para sistemas de arrefecimento com recirculação

19. p) Monitorização constante da purga no arrefecimento de substâncias perigosas

4.10 REDUÇÃO DE RISCO BIOLÓGICO


4.10.1 Abordagem geral
Consultar BREF.

4.10.2 Abordagem geral sobre as MTD para reduzir o risco de emissões biológicas
20. São consideradas como MTD na prevenção e redução do risco microbiológico:
Para todos os sistemas de arrefecimento húmidos:

20. a) Com vista à redução da formação de algas deve-se proteger a água de arrefecimento da ação da energia luminosa
Com vista à redução do crescimento de microrganismos devem-se evitar zonas estagnadas (a nível do seu design), de forma a manter a velocidade na passagem de água e proceder à
20. b)
aplicação de tratamentos químicos otimizados.
20. c) Nas limpezas após um surto deve-se efetuar uma combinação de limpeza mecânica e limpeza química

20. d) Efetuar uma monitorização periódica dos organismos patogénicos potencialmente existentes nas torres de arrefecimento.

Para torres de arrefecimento húmidas abertas:

20. e) Para reduzir o risco de infeção os operadores devem utilizar proteção de olhos e boca (máscara P3) quando entram num sistema de arrefecimento húmido
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS - Conclusões MTD

BREF - Fabrico de vidros | Data de adoção: 03/2012 | Versão: 06.10.2017


Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta à Decisão de Execução da Comissão 2012/134/UE.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

1.1. CONCLUSÕES MTD GERAIS PARA A PRODUÇÃO DE VIDRO

1.1.1. Sistemas de gestão ambiental

MTD 1. É MTD implementar e respeitar um sistema de gestão ambiental (SGA) que incorpore todos os seguintes elementos:

1. i. Empenho das chefias, incluindo chefias de topo;


1. ii. Definição de uma política ambiental que inclua a melhoria contínua da instalação pelas chefias;
1.iii Planeamento e implementação dos procedimentos, objetivos e metas necessários, em conjugação com planeamento financeiro e investimento;
1. iv. Implementação de procedimentos prestando particular atenção a:
1. iv. a) estrutura e responsabilidade,
1. iv. b) formação, consciencialização e competência,
1. iv. c) comunicação,
1. iv. d) envolvimento dos trabalhadores,
1. iv. e) documentação,
1. iv. f) controlo eficiente do processo,
1. iv. g) programas de manutenção,
1. iv. h) preparação e capacidade de resposta em situações de emergência,
1. iv. i) salvaguardar o cumprimento da legislação ambiental;
1. v. Verificação do desempenho e medidas corretivas, prestando particular atenção a:
1. v. a) monitorização e medição (ver também o documento de referência sobre os Princípios Gerais de Monitorização),
1. v. b) ação corretiva e preventiva,
1. v. c) manutenção de registos,
auditoria independente (sempre que praticável) interna ou externa para determinar se o SGA cumpre ou não as medidas planeadas e se está a ser devidamente implementado e
1. v. d) mantido;
1. vi. Revisão do SGA pelos quadros superiores quanto à respetiva aptidão, adequação e eficácia continuadas;
1. vii. Acompanhamento do desenvolvimento de tecnologias mais limpas;
1. viii. Consideração dos impactos ambientais decorrentes de uma eventual desativação da instalação na fase de conceção de uma nova instalação e ao longo da respetiva vida útil;
1. ix. Aplicação regular de avaliações comparativas (benchmarking) setoriais.

1.1.2. Eficiência energética

MTD 2. É MTD reduzir o consumo específico de energia utilizando uma ou uma combinação das seguintes técnicas:

2. i. Otimização de processos, através do controlo dos parâmetros operacionais


2. ii. Manutenção regular do forno de fusão
2. iii. Otimização do design do forno e da seleção da técnica de fusão
2. iv. Aplicação de técnicas de controlo da combustão
2. v. Utilização de níveis crescentes de casco, quando disponível e técnica e economicamente viável
2. vi. Utilização de uma caldeira de calor residual para recuperação de energia, quando técnica e economicamente viável
2. vii. Utilização de pré-aquecimento da mistura a fundir e do casco, quando técnica e economicamente viável

1.1.3. Armazenagem e manuseamento de matérias


É MTD evitar, ou quando tal não for praticável, reduzir as emissões de partículas difusas decorrentes da armazenagem e do manuseamento de matérias sólidas, utilizando uma
MTD 3. ou uma combinação das seguintes técnicas:
3. I. Armazenagem de matérias-primas
3. I. i. Armazenar matérias pulverulentas a granel em silos fechados equipados com sistemas de redução de partículas (por exemplo filtros de mangas);
3. I. ii. Armazenar matérias finas em contentores fechados ou sacos selados;
3. I. iii. Armazenar em local abrigado as pilhas de matérias grosseiras que libertem pós;
3. I. iv. Utilizar veículos de limpeza de estradas e técnicas de humedecimento.
3. II. Manuseamento de matérias-primas
3. II. i. Para matérias que são transportados à superfície, utilizar transportadores fechados para evitar perdas de matérias
3. II. ii. Quando é utilizado transporte pneumático, aplicar um sistema selado equipado com um filtro para limpar o ar de transporte antes de este ser libertado
3. II. iii. Humedecimento da mistura a fundir
3. II. iv. Aplicação de uma pressão ligeiramente negativa dentro do forno

Utilização de matérias-primas que não provoquem fenómenos de decrepitação (principalmente dolomite e calcário). Estes fenómenos consistem em minerais que «crepitam» quando
3. II. v. expostos ao calor, com um consequente aumento potencial das emissões de partículas

Utilização de uma extração que ventile para um sistema de filtros nos processos passíveis de gerar partículas (por exemplo abertura de sacos, mistura de lotes de fritas, eliminação de
3. II. vi. partículas dos filtros de mangas, bacia de fusão de abóbada fria)

3. II. vii. Utilização de alimentadores de hélice fechados


3. II. viii. Isolamento das bolsas de alimentação

É MTD evitar ou, quando tal não for praticável, reduzir as emissões gasosas difusas decorrentes da armazenagem e do manuseamento de matérias-primas voláteis utilizando
MTD 4. uma ou uma combinação das seguintes técnicas:
4. i. Utilização nos tanques de tinta com baixa absorção solar para a armazenagem a granel sujeita a mudanças de temperatura devido ao aquecimento solar.
4. ii. Controlo da temperatura de armazenagem das matérias-primas voláteis.
4. iii. Isolamento dos tanques para armazenagem de matérias-primas voláteis.
4. iv. Gestão de existências.
4. v. Utilização de tanques de teto flutuante para armazenagem de grandes quantidades de produtos petrolíferos voláteis.
4. vi. Utilização de sistemas de transferência do retorno de vapores na transferência de fluidos voláteis (por exemplo de camiões cisterna para o tanque de armazenagem).
4. vii. Utilização de reservatórios flexíveis para armazenagem de matérias-primas líquidas.
4. viii. Utilização de válvulas de pressão/vácuo nos tanques concebidos para resistir a flutuações de pressão.
4. ix. Aplicação de um tratamento de descarga (por exemplo adsorção, absorção, condensação) na armazenagem de matérias perigosas.
4. x. Aplicação de um preenchimento subsuperficial na armazenagem de líquidos com tendência para produzir espuma.

1.1.4. Técnicas primárias gerais


É MTD reduzir o consumo de energia e as emissões atmosféricas procedendo a uma monitorização constante dos parâmetros operacionais e uma manutenção programada do
MTD 5. forno de fusão.

É MTD proceder a uma seleção e a um controlo criteriosos de todas as substâncias e matérias-primas que entrem no forno de fusão, a fim de reduzir ou evitar as emissões
MTD 6. atmosféricas, utilizando uma ou uma combinação das seguintes técnicas:
4. i. Utilização de matérias-primas e casco externo com baixo nível de impurezas (por exemplo metais, cloretos, fluoretos)
4. ii. Utilização de matérias-primas alternativas (por exemplo menos voláteis)
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS - Conclusões MTD

BREF - Fabrico de vidros | Data de adoção: 03/2012 | Versão: 06.10.2017


Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta à Decisão de Execução da Comissão 2012/134/UE.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

4. iii. Utilização de combustíveis com baixo teor de impurezas metálicas


ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS - Conclusões MTD

BREF - Fabrico de vidros | Data de adoção: 03/2012 | Versão: 06.10.2017


Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta à Decisão de Execução da Comissão 2012/134/UE.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

MTD 7. É MTD proceder regularmente à monitorização das emissões e/ou de outros parâmetros relevantes para o processo, incluindo o seguinte:

7. i. Monitorização contínua de parâmetros essenciais ao processo para garantir a estabilidade do mesmo, por exemplo temperatura, alimentação de combustível e caudal de ar

7. ii. Monitorização regular dos parâmetros do processo para evitar/reduzir a poluição, por exemplo teor de O2 dos gases de combustão para controlar a razão combustível/ar.

7. iii. Medições em contínuo das emissões de partículas, NOX e SO2 ou medições descontínuas pelo menos duas vezes por ano, associadas ao controlo de parâmetros alternativos para
garantir que o sistema de tratamento está a funcionar devidamente entre as medições

7. iv. Medições em contínuo ou periódicas de emissões de NH3, sempre que forem aplicadas técnicas de redução catalítica seletiva (RCS) ou redução não catalítica seletiva (RNCS)

7. v. Medições em contínuo ou periódicas regulares das emissões de CO sempre que forem aplicadas técnicas primárias ou técnicas de redução química por combustível para a redução de
emissões de NOX ou quando possa ocorrer combustão parcial

Medições periódicas regulares das emissões de HCl, HF, CO e metais, mais concretamente sempre que forem utilizadas matérias-primas que contenham essas substâncias ou possa
7. vi. ocorrer combustão parcial

Monitorização em contínuo de parâmetros alternativos para garantir que o sistema de tratamento de gases residuais está a funcionar devidamente e que os valores de emissão são
7. vii. mantidos entre as medições descontínuas. A monitorização de parâmetros alternativos inclui: alimentação de reagente, temperatura, alimentação de água, tensão, remoção de
partículas, velocidade do(s) ventilador(es), etc.

É MTD operar os sistemas de tratamento de gases residuais durante as condições normais de operação com capacidade e disponibilidade ótimas para evitar ou reduzir as
MTD 8. emissões.

É MTD limitar as emissões de monóxido de carbono (CO) do forno de fusão, sempre que forem aplicadas técnicas primárias ou redução química por combustível, para redução
MTD 9. das emissões de NOx. (Consultar VEA às MTD no BREF)

É MTD limitar as emissões de amoníaco (NH3), sempre que forem aplicadas técnicas de redução catalítica seletiva (RCS) ou redução não catalítica seletiva (RNCS) para uma
MTD 10. redução altamente eficiente das emissões de NOx. (Consultar VEA às MTD no BREF)

É MTD reduzir as emissões de boro do forno de fusão, sempre que forem utilizados compostos de boro na formulação da mistura a fundir, utilizando uma ou uma combinação
MTD 11. das seguintes técnicas:

Operação de um sistema de filtração a uma temperatura adequada para potenciar a separação de compostos de boro em estado sólido, tendo em consideração que algumas espécies
11. i. de ácido bórico podem estar presentes nos gases libertados sob a forma de compostos gasosos a temperaturas inferiores a 200 °C, mas também a temperaturas de 60 °C

11. ii. Utilização de depuração a seco ou por via semisseca em combinação com um sistema de filtração
11. iii. Utilização de lavadores

1.1.5. Emissões para a água provenientes dos processos de fabrico de vidro

MTD 12. É MTD reduzir o consumo de água utilizando uma ou uma combinação das seguintes técnicas:

12. i. Minimização de derrames e fugas


12. ii. Reutilização de águas de arrefecimento e de limpeza após tratamento
12. iii. Operação de um sistema de recirculação de água quase fechado, se tal for técnica e economicamente exequível

É MTD reduzir a carga de emissões poluentes nas descargas de águas residuais, utilizando um ou uma combinação dos seguintes sistemas de tratamento de águas residuais:
MTD 13. (Consultar VEA às MTD no BREF)

Técnicas normalizadas de controlo da poluição, tais como decantação, gradagem, escumação, neutralização, filtração, arejamento, precipitação, coagulação e floculação, etc.
13. i. Técnicas normalizadas de boas práticas para controlo de emissões provenientes da armazenagem de matérias-primas e produtos intermédios líquidos, tais como contenção,
inspeção/ensaio de tanques, proteção contra transbordo, etc.

13. ii. Sistemas de tratamento biológico, tais como lamas ativadas, biofiltração para remover/degradar os compostos orgânicos
13. iii. Descarga para estações de tratamento de águas residuais municipais
13. iv. Reutilização externa das águas residuais

1.1.6. Resíduos provenientes dos processos de fabrico de vidro

MTD 14. É MTD reduzir a produção de resíduos sólidos a eliminar, utilizando uma ou uma combinação das seguintes técnicas:

14. i. Reciclagem de matérias residuais da mistura a fundir, sempre que os requisitos de qualidade o permitam
14. ii. Minimização de perdas de matérias durante a armazenagem e o manuseamento das matérias-primas
14. iii. Reciclagem de casco interno proveniente de produção rejeitada
14. iv. Reciclagem de partículas na formulação da mistura a fundir, sempre que os requisitos de qualidade o permitam
14. v. Valorização de resíduos sólidos e/ou lamas através de utilização apropriada no local (por exemplo lamas provenientes do tratamento de águas) ou em outras indústrias
14. vi. Valorização de materiais refratários em fim de vida para possível utilização em outras indústrias
14. vii. Aplicação de tijolos à base de resíduos prensados ligados com cimento para reciclagem em altos-fornos de cúpula em que os requisitos de qualidade o permitam

1.1.7. Ruído proveniente dos processos de fabrico de vidro

MTD 15. É MTD reduzir as emissões de ruído utilizando uma ou uma combinação das seguintes técnicas:

15. i. Proceder a uma avaliação do ruído ambiental e formular um plano de gestão do ruído apropriado para o ambiente local;
15. ii. Isolar os equipamentos/operações ruidosos numa estrutura/unidade em separado;
15. iii. Utilizar taludes que atuem como barreira à fonte de ruído;
15. iv. Desenvolver atividades ruidosas no exterior durante o dia;
15. v. Utilizar paredes ou barreiras naturais (árvores, arbustos) para proteção contra o ruído entre a instalação e a área protegida, com base nas condições locais.

1.2. CONCLUSÕES MTD PARA A PRODUÇÃO DE VIDRO DE EMBALAGEM

1.2.1. Emissões de partículas provenientes de fornos de fusão

É MTD reduzir as emissões de partículas provenientes dos gases residuais do forno de fusão aplicando um sistema de limpeza dos gases libertados, como por exemplo um
MTD 16. precipitador eletrostático ou um filtro de mangas. (Consultar VEA às MTD no BREF)
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS - Conclusões MTD

BREF - Fabrico de vidros | Data de adoção: 03/2012 | Versão: 06.10.2017


Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta à Decisão de Execução da Comissão 2012/134/UE.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

1.2.2. Óxidos de azoto (NOX) provenientes de fornos de fusão

MTD 17. É MTD reduzir as emissões de NOx provenientes do forno de fusão utilizando uma ou uma combinação das seguintes técnicas: (Consultar VEA às MTD no BREF)

17. I. Técnicas primárias, tais como:


17. I. i. Modificações da combustão
17. I. i. a) Redução da razão ar/combustível
17. I. i. b) Temperatura reduzida do ar de combustão
17. I. i. c) Combustão por etapas:
17. I. i. c) 1. Distribuição do ar
17. I. i. c) 2. Distribuição do combustível
17. I. i.d) Recirculação dos gases de combustão
17. I. i. e) Queimadores com baixa emissão de NOX
17. I. i. f) Escolha do combustível
17. I. ii. Design especial do forno
17. I. iii. Fusão elétrica
17. I. iv. Fusão a oxigénio/combustível
17. II. Técnicas secundárias, tais como:
17. II. i. Redução catalítica seletiva (RCS)
17. II. ii. Redução não catalítica seletiva (RNCS)

Sempre que forem utilizados nitratos na formulação da mistura a fundir e/ou sejam necessárias condições especiais de combustão oxidante no forno de fusão para garantir a
MTD 18. qualidade do produto final, é MTD reduzir as emissões de NOx, minimizando a utilização destas matérias-primas, em combinação com técnicas primárias ou secundárias.
(Consultar VEA às MTD no BREF)

Técnicas primárias:
— minimizar a utilização de nitratos na formulação da mistura a fundir

1.2.3. Óxidos de enxofre (SOX) provenientes de fornos de fusão

MTD 19. É MTD reduzir as emissões de SOx provenientes do forno de fusão utilizando uma ou uma combinação das seguintes técnicas: (Consultar VEA às MTD no BREF)

19. i. Depuração a seco ou por via semisseca em combinação com um sistema de filtração
19. ii. Minimização do teor de enxofre na formulação da mistura a fundir e otimização do balanço de massa do enxofre
19. iii. Utilização de combustíveis com baixo teor de enxofre

1.2.4. Cloreto de hidrogénio (HCl) e fluoreto de hidrogénio (HF) provenientes de fornos de fusão

É MTD reduzir as emissões de HCl e HF provenientes dos fornos de fusão (possivelmente combinadas com gases libertados das atividades de tratamento de superfície a
MTD 20.
quente), utilizando uma ou uma combinação das seguintes técnicas: (Consultar VEA às MTD no BREF)

20. i. Seleção de matérias-primas para a formulação da mistura a fundir com baixo teor de cloro e de flúor
20. ii. Depuração a seco ou por via semisseca em combinação com um sistema de filtração

1.2.5. Metais provenientes de fornos de fusão


É MTD reduzir as emissões de partículas metálicas provenientes do forno de fusão utilizando uma ou uma combinação das seguintes técnicas: (Consultar VEA às MTD no
MTD 21. BREF)
21. i. Seleção de matérias-primas com baixo teor de metais para a formulação da mistura a fundir
Minimização da utilização de compostos metálicos na formulação da mistura a fundir, quando for necessário colorir ou descorar o vidro, sujeita aos requisitos de qualidade do vidro
21. ii. para consumo humano
21. iii. Aplicação de um sistema de filtração (filtro de mangas ou precipitador eletrostático)
21. iv. Aplicação de depuração a seco ou por via semisseca, em combinação com um sistema de filtração

1.2.6. Emissões provenientes de processos a jusante


Sempre que forem utilizados compostos de estanho, organoestânicos ou de titânio para operações de tratamento de superfície a quente, é MTD reduzir as emissões utilizando
MTD 22. uma ou uma combinação das seguintes técnicas: (Consultar VEA às MTD no BREF)
22. i. Minimização das perdas de produto de tratamento de superfície garantindo uma boa estanquidade do sistema de aplicação e utilizando um exaustor eficaz.

22. ii. Combinação dos gases provenientes das operações de tratamento de superfície com os gases residuais do forno de fusão ou com o ar de combustão do forno, sempre que for
aplicado um sistema de tratamento secundário (filtro e depuração a seco ou por via semisseca).
22. iii. Aplicação de uma técnica secundária, por exemplo recurso a lavadores ou depuração a seco acrescida de filtração .

MTD 23. Sempre que for utilizado SO3 nas operações de tratamento de superfícies, é MTD reduzir as emissões de SOx utilizando uma ou uma combinação das seguintes técnicas:
(Consultar VEA às MTD no BREF)

Minimização de perdas de produto, garantindo uma boa estanquidade do sistema de aplicação.


23. i. A boa construção e manutenção do sistema de aplicação são essenciais para minimizar as perdas de produto por reagir para o ar.

23. ii. Aplicação de uma técnica secundária, por exemplo recurso a lavadores
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS - Conclusões MTD

BREF - Fabrico de vidros | Data de adoção: 03/2012 | Versão: 06.10.2017


Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta à Decisão de Execução da Comissão 2012/134/UE.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

1.3. CONCLUSÕES MTD PARA PRODUÇÃO DE VIDRO PLANO

1.3.1. Emissões de partículas provenientes de fornos de fusão


É MTD reduzir as emissões de partículas provenientes dos gases residuais do forno de fusão aplicando um precipitador eletrostático ou um filtro de mangas. (Consultar VEA
MTD 24. às MTD no BREF)

1.3.2. Óxidos de azoto (NOX) provenientes de fornos de fusão

MTD 25. É MTD reduzir as emissões de NOx provenientes do forno de fusão utilizando uma ou uma combinação das seguintes técnicas: (Consultar VEA às MTD no BREF)

25. I. Técnicas primárias, tais como:


25. I. i. Modificações da combustão
25. I. i. a) Redução da razão ar/combustível
25. I. i. b) Temperatura reduzida do ar de combustão
25. I. i. c) Combustão por etapas:
25. I. i. c) 1. Distribuição do ar
25. I. i. c) 2. Distribuição do combustível
25. I. i. d) Recirculação dos gases de combustão
25. I. i. e) Queimadores com baixa emissão de NOX
25. I. i. f) Escolha do combustível
Processo Fenix
25. I. ii. Baseado na combinação de várias técnicas primárias para otimização da combustão em fornos regenerativos de combustão cruzada com banho de flutuação. As características
principais são:
25. I. ii. 1. redução do excesso de ar
25. I. ii. 2. supressão de zonas de calor e homogeneização da temperatura das chamas
25. I. ii. 3. mistura controlada de combustível e ar de combustão
25. I. iii. Fusão a oxigénio/combustível
25. II. Técnicas secundárias, tais como:
25. II. i. Redução química por combustível
25. II. ii. Redução catalítica seletiva (RCS)

Sempre que forem utilizados nitratos na formulação da mistura a fundir, é MTD reduzir as emissões de NO X minimizando a utilização destas matérias-primas, em combinação
MTD 26.
com técnicas primárias e secundárias. Caso sejam aplicadas técnicas secundárias, são aplicáveis os VEA às MTD indicados no BREF.

Técnicas primárias:
- minimizar a utilização de nitratos na formulação da mistura a fundir

1.3.3. Óxidos de enxofre (SOX) provenientes de fornos de fusão

MTD 27. É MTD reduzir as emissões de SOx provenientes do forno de fusão utilizando uma ou uma combinação das seguintes técnicas: (Consultar VEA às MTD no BREF)

27. i. Depuração a seco ou por via semisseca em combinação com um sistema de filtração
27. ii. Minimização do teor de enxofre na formulação da mistura a fundir e otimização do balanço de massa do enxofre
27. iii. Utilização de combustíveis com baixo teor de enxofre

1.3.4. Cloreto de hidrogénio (HCl) e fluoreto de hidrogénio (HF) provenientes de fornos de fusão

MTD 28. É MTD reduzir as emissões de HCl e HF provenientes do forno de fusão utilizando uma ou uma combinação das seguintes técnicas: (Consultar VEA às MTD no BREF)

28. i. Seleção de matérias-primas para a formulação da mistura a fundir com baixo teor de cloro e de flúor
28. ii. Depuração a seco ou por via semisseca em combinação com um sistema de filtração

1.3.5. Metais provenientes de fornos de fusão

É MTD reduzir as emissões de partículas metálicas provenientes do forno de fusão utilizando uma ou uma combinação das seguintes técnicas: (Consultar VEA às MTD no
MTD 29. BREF)
29. i. Seleção de matérias-primas para a formulação da mistura a fundir com baixo teor de metais
29. ii. Aplicação de um sistema de filtração
29. iii. Aplicação de depuração a seco ou por via semisseca, em combinação com um sistema de filtração

Sempre que forem utilizados compostos de selénio para colorir o vidro, é MTD reduzir as emissões de selénio provenientes do forno de fusão, utilizando uma ou uma
MTD 30. combinação das seguintes técnicas: (Consultar VEA às MTD no BREF)
30. i. Minimização da evaporação de selénio da composição da mistura a fundir, selecionando matérias-primas com maior eficácia de retenção no vidro e volatilização reduzida
30. ii. Aplicação de um sistema de filtração
30. iii. Aplicação de depuração a seco ou em via semisseca, em combinação com um sistema de filtração

1.3.6. Emissões provenientes de processos a jusante


A MTD consiste em reduzir as emissões atmosféricas provenientes de processos a jusante utilizando uma ou uma combinação das seguintes técnicas: (Consultar VEA às MTD
MTD 31. no BREF)
31. i. Minimização das perdas de produtos de tratamento de superfície aplicados sobre o vidro plano, garantindo uma boa estanquidade do sistema de aplicação
31. ii. Minimização das perdas de SO2 proveniente da arca de recozimento, operando o sistema de controlo da melhor forma possível

Combinação das emissões de SO2 provenientes da arca com os gases residuais provenientes do forno de fusão, sempre que tecnicamente possível, e sempre que for aplicado um
31. iii.
sistema de tratamento secundário (filtro e depuração a seco ou em via semisseca)
31. iv. Aplicação de uma técnica secundária, por exemplo recurso a lavadores ou depuração a seco e filtração

1.4. CONCLUSÕES MTD PARA A PRODUÇÃO DE FIBRA DE VIDRO DE FILAMENTO CONTÍNUO

1.4.1. Emissões de partículas provenientes de fornos de fusão

MTD 32. É MTD reduzir as emissões de partículas provenientes dos gases residuais do forno de fusão utilizando uma ou uma combinação das seguintes técnicas: (Consultar VEA às
MTD no BREF)
32. i. Redução dos componentes voláteis através de modificações nas matérias-primas
32. ii. Sistema de filtração: precipitador eletrostático ou filtro de mangas
32. iii. Lavadores
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS - Conclusões MTD

BREF - Fabrico de vidros | Data de adoção: 03/2012 | Versão: 06.10.2017


Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta à Decisão de Execução da Comissão 2012/134/UE.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

1.4.2. Óxidos de azoto (NOX) provenientes de fornos de fusão

MTD 33. É MTD reduzir as emissões de NOx provenientes do forno de fusão utilizando uma ou uma combinação das seguintes técnicas: (Consultar VEA às MTD no BREF)

33. i. Modificações da combustão


33. i. a) Redução da razão ar/combustível
33. i. b) Temperatura reduzida do ar de combustão
33. i. c) Combustão por etapas:
33. i. c ) 1. Distribuição do ar
33. i. c) 2. Distribuição do combustível
33. d) Recirculação dos gases de combustão
33. e) Queimadores com baixa emissão de NOX
33. f) Escolha do combustível
33. ii. Fusão a oxigénio/combustível
1.4.3. Óxidos de enxofre (SOX) provenientes de fornos de fusão

MTD 34. É MTD reduzir as emissões de SOx provenientes do forno de fusão utilizando uma ou uma combinação das seguintes técnicas: (Consultar VEA às MTD no BREF)

34. i. Minimização do teor de enxofre na formulação da mistura a fundir e otimização do balanço de massa do enxofre
34. ii. Utilização de combustíveis com baixo teor de enxofre
34. iii. Depuração a seco ou por via semisseca em combinação com um sistema de filtração
34. iv. Utilização de lavadores

1.4.4. Cloreto de hidrogénio (HCl) e fluoreto de hidrogénio (HF) provenientes de fornos de fusão

MTD 35. É MTD reduzir as emissões de HCl e HF provenientes do forno de fusão utilizando uma ou uma combinação das seguintes técnicas: (Consultar VEA às MTD no BREF)

35. i. Seleção de matérias-primas para a formulação da mistura a fundir com baixo teor de cloro e de flúor
35. ii. Minimização do teor de flúor na formulação da mistura a fundir
35. iii. Depuração a seco ou por via semisseca em combinação com um sistema de filtração
35. iv. Lavadores

1.4.5. Metais provenientes de fornos de fusão

MTD 36. É MTD reduzir as emissões de metais provenientes do forno de fusão utilizando uma ou uma combinação das seguintes técnicas: (Consultar VEA às MTD no BREF)

36. i. Seleção de matérias-primas para a formulação da mistura a fundir com baixo teor de metais
36. ii. Aplicação de depuração a seco ou em via semisseca, em combinação com um sistema de filtração
36. iii. Aplicação de lavadores

1.4.6. Emissões provenientes de processos a jusante

MTD 37. É MTD reduzir as emissões dos processos a jusante utilizando uma ou uma combinação das seguintes técnicas: (Consultar VEA às MTD no BREF)

37. i. Lavadores
37. ii. Precipitador eletrostático húmido
37. iii. Sistema de filtração (filtro de mangas)

1.5. CONCLUSÕES MTD PARA A PRODUÇÃO DE VIRDO DOMÉSTICO

1.5.1. Emissões de partículas provenientes de fornos de fusão

É MTD reduzir as emissões de partículas provenientes dos gases residuais do forno de fusão utilizando uma ou uma combinação das seguintes técnicas: (Consultar VEA às
MTD 38. MTD no BREF)
38. i. Redução dos componentes voláteis através de modificações nas matérias-primas.
38. ii. Fusão elétrica
38. iii. Fusão a oxigénio/combustível
38. v. Lavadores
1.5.2. Óxidos de azoto (NOX) provenientes de fornos de fusão

MTD 39. É MTD reduzir as emissões de NOx provenientes do forno de fusão utilizando uma ou uma combinação das seguintes técnicas: (Consultar VEA às MTD no BREF)

39. i. Modificações da combustão


39. i. a) Redução da razão ar/combustível
39. i. b) Temperatura reduzida do ar de combustão
39. i. c) Combustão por etapas:
39. i. c) 1. Distribuição do ar
39. i. c) 2. Distribuição do combustível
39. i. d) Recirculação dos gases de combustão
39. i. e) Queimadores com baixa emissão de NOX
39. i. f) Escolha do combustível
39. ii. Design especial do forno
39. iii. Fusão elétrica
39. iv. Fusão a oxigénio/combustível

MTD 40. Sempre que forem utilizados nitratos na formulação da mistura a fundir, é MTD reduzir as emissões de NOX minimizando a utilização destas matérias-primas, em combinação
com técnicas primárias e secundárias. (Consultar VEA às MTD no BREF)

Técnicas primárias:
— minimizar a utilização de nitratos na formulação da mistura a fundir

1.5.3. Óxidos de enxofre (SOX) provenientes de fornos de fusão

MTD 41. É MTD reduzir as emissões de SOx provenientes do forno de fusão utilizando uma ou uma combinação das seguintes técnicas: (Consultar VEA às MTD no BREF)

41. i. Minimização do teor de enxofre na formulação da mistura a fundir e otimização do balanço de massa do enxofre
41. ii. Utilização de combustíveis com baixo teor d e enxofre
41. iii. Depuração a seco ou por via semisseca em combinação com um sistema de filtração
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS - Conclusões MTD

BREF - Fabrico de vidros | Data de adoção: 03/2012 | Versão: 06.10.2017


Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta à Decisão de Execução da Comissão 2012/134/UE.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

1.5.4. Cloreto de hidrogénio (HCl) e fluoreto de hidrogénio (HF) provenientes de fornos de fusão

MTD 42. É MTD reduzir as emissões de HCl e HF provenientes do forno de fusão utilizando uma ou uma combinação das seguintes técnicas: (Consultar VEA às MTD no BREF)

42. i. Seleção de matérias-primas para a formulação da mistura a fundir com baixo teor de cloro e de flúor
42. ii. Minimização do teor de flúor na formulação da mistura a fundir e otimização do balanço de massa do flúor
42. iii. Depuração a seco ou por via semisseca em combinação com um sistema de filtração
42. iv. Lavadores

1.5.5. Metais provenientes de fornos de fusão

MTD 43. É MTD reduzir as emissões de metais provenientes do forno de fusão utilizando uma ou uma combinação das seguintes técnicas: (Consultar VEA às MTD no BREF)

43. i. Seleção de matérias-primas para a formulação da mistura a fundir com baixo teor de metais

Minimização da utilização de compostos metálicos na formulação da mistura a fundir, através de uma seleção adequada de matérias-primas sempre que for necessário corar ou
43. ii. descorar o vidro ou conferir características específicas ao vidro

43. iii. Depuração a seco ou por via semisseca em combinação com um sistema de filtração

Sempre que forem utilizados compostos de selénio para descorar o vidro, é MTD reduzir as emissões de selénio provenientes do forno de fusão, utilizando uma ou uma
MTD 44. combinação das seguintes técnicas: (Consultar VEA às MTD no BREF)
44. i. Minimização dos compostos de selénio na formulação da mistura a fundir, através de uma seleção adequada das matérias-primas
44. ii. Depuração a seco ou por via semisseca em combinação com um sistema de filtração

Sempre que forem utilizados compostos de chumbo para a produção de cristal de chumbo, é MTD reduzir as emissões de chumbo provenientes do forno de fusão, utilizando
MTD 45. uma ou uma combinação das seguintes técnicas: (Consultar VEA às MTD no BREF)
45. i. Fusão elétrica
45. ii. Filtro de mangas
45. iii. Precipitador eletrostático
45. iv. Depuração a seco ou por via semisseca em combinação com um sistema de filtração

1.5.6. Emissões provenientes de processos a jusante


Para processos a jusante com emissões de partículas, é MTD reduzir as emissões de partículas e metais utilizando uma ou uma combinação das seguintes técnicas: (Consultar
MTD 46. VEA às MTD no BREF)
46. i. Execução de operações que gerem partículas (por exemplo corte, trituração, polimento) sob um líquido
46. ii. Aplicação de um sistema de filtro de mangas

MTD 47. Para os processos de polimento a ácido, é MTD reduzir as emissões de HF utilizando uma ou uma combinação das seguintes técnicas: (Consultar VEA às MTD no BREF)

47. i. Minimização de perdas do produto de polimento, garantindo uma boa estanquidade do sistema de aplicação
47. ii. Aplicação de uma técnica secundária, por exemplo recurso a lavadores.

1.6. CONCLUSÕES MTD PARA A PRODUÇÃO DE VIDRO ESPECIAL

1.6.1. Emissões de partículas provenientes de fornos de fusão

É MTD reduzir as emissões de partículas provenientes dos gases residuais do forno de fusão utilizando uma ou uma combinação das seguintes técnicas: (Consultar VEA às
MTD 48. MTD no BREF)
48. i. Redução dos componentes voláteis através de modificações nas matérias-primas.
48. ii. Fusão elétrica
48. iii. Sistema de filtração: precipitador eletrostático ou filtro de mangas
1.6.2. Óxidos de azoto (NOX) provenientes de fornos de fusão

MTD 49. É MTD reduzir as emissões de NOx provenientes do forno de fusão utilizando uma ou uma combinação das seguintes técnicas: (Consultar VEA às MTD no BREF)

49. I. Técnicas primárias, tais como:


49. I. i. Modificações da combustão
49. I. i. a) Redução da razão ar/combustível
49. I. i. b) Temperatura reduzida do ar de combustão
49. I. i. c) Combustão por etapas:
49. I. i. c) 1. Distribuição do ar
49. I. i. c) 2. Distribuição do combustível
49. I. i. d) Recirculação dos gases de combustão
49. I. i. e) Queimadores com baixa emissão de NOX
49. I. i. f) Escolha do combustível
49. I. ii. Fusão elétrica
49. I. iii. Fusão a oxigénio/combustível
49. II. Técnicas secundárias, tais como:
49. II. i. Redução catalítica seletiva (RCS)
49. II. Ii. Redução não catalítica seletiva (RNCS)
Sempre que forem utilizados nitratos na formulação da mistura a fundir, é MTD reduzir as emissões de NOx minimizando a utilização destas matérias-primas, em combinação
MTD 50. com técnicas primárias ou secundárias. (Consultar VEA às MTD no BREF)

Técnicas primárias
— minimizar a utilização de nitratos na formulação da mistura a fundir

1.6.3. Óxidos de enxofre (SOX) provenientes de fornos de fusão

MTD 51. É MTD reduzir as emissões de SOx provenientes do forno de fusão utilizando uma ou uma combinação das seguintes técnicas: (Consultar VEA às MTD no BREF)

51. i. Minimização do teor de enxofre na formulação da mistura a fundir e otimização do balanço de massa do enxofre
51. ii. Utilização de combustíveis com baixo teor de enxofre
51. iii. Depuração a seco ou por via semisseca em combinação com um sistema de filtração

1.6.4. Cloreto de hidrogénio (HCl) e fluoreto de hidrogénio (HF) provenientes de fornos de fusão

MTD 52. É MTD reduzir as emissões de HCl e HF provenientes do forno de fusão utilizando uma ou uma combinação das seguintes técnicas: (Consultar VEA às MTD no BREF)

52. i. Seleção de matérias-primas para a formulação da mistura a fundir com baixo teor de cloro e de flúor
52. ii. Minimização dos compostos de flúor e/ou cloro na formulação da mistura a fundir e otimização do balanço de massa do flúor e/ou do cloro
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS - Conclusões MTD

BREF - Fabrico de vidros | Data de adoção: 03/2012 | Versão: 06.10.2017


Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta à Decisão de Execução da Comissão 2012/134/UE.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

52. iii. Depuração a seco ou por via semisseca em combinação com um sistema de filtração
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS - Conclusões MTD

BREF - Fabrico de vidros | Data de adoção: 03/2012 | Versão: 06.10.2017


Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta à Decisão de Execução da Comissão 2012/134/UE.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

1.6.5. Metais provenientes de fornos de fusão

MTD 53. É MTD reduzir as emissões de metais provenientes do forno de fusão utilizando uma ou uma combinação das seguintes técnicas: (Consultar VEA às MTD no BREF)

53. i. Seleção de matérias-primas para a formulação da mistura a fundir com baixo teor de metais
Minimização da utilização de compostos metálicos na formulação da mistura a fundir, através de uma seleção adequada de matérias-primas sempre que for necessário corar ou
53. ii. descorar o vidro ou conferir características específicas ao vidro
53. iii. Depuração a seco ou por via semisseca em combinação com um sistema de filtração

1.6.6. Emissões provenientes de processos a jusante


Para processos a jusante com emissões de partículas, é MTD reduzir as emissões de partículas e metais utilizando uma ou uma combinação das seguintes técnicas: (Consultar
MTD 54. VEA às MTD no BREF)
54. i. Execução de operações que gerem partículas (por exemplo corte, trituração, polimento) sob um líquido
54. ii. Aplicação de um sistema de filtro de mangas.

MTD 55. Para os processos de polimento a ácido, é MTD reduzir as emissões de HF utilizando uma ou uma combinação das seguintes técnicas: (Consultar VEA às MTD no BREF)

55. i. Minimização de perdas do produto de polimento, garantindo uma boa estanquidade do sistema de aplicação
55. ii. Aplicação de uma técnica secundária, por exemplo recurso a lavadores

1.7. CONCLUSÕES MTD PARA A PRODUÇÃO DE LÃ MINERAL

1.7.1. Emissões de partículas provenientes de fornos de fusão


É MTD reduzir as emissões de partículas provenientes dos gases residuais do forno de fusão aplicando um precipitador eletrostático ou um filtro de mangas. (Consultar VEA
MTD 56. às MTD no BREF)

1.7.2. Óxidos de azoto (NOX) provenientes de fornos de fusão

MTD 57. É MTD reduzir as emissões de NOx provenientes do forno de fusão utilizando uma ou uma combinação das seguintes técnicas: (Consultar VEA às MTD no BREF)

57. i. Modificações da combustão


57. i. a) Redução da razão ar/combustível
57. i. b) Temperatura reduzida do ar de combustão
57. i. c) Combustão por etapas:
57. i. c) 1. Distribuição do ar
57. i. c) 2. Distribuição do combustível
57. i. d) Recirculação dos gases de combustão
57. i. e) Queimadores com baixa emissão de NOX
57. i. f) Escolha do combustível
57. ii. Fusão elétrica
57. iii. Fusão a oxigénio/combustível

Sempre que forem utilizados nitratos na formulação da mistura a fundir para a produção de lã de vidro, é MTD reduzir as emissões de NOx utilizando uma ou uma combinação
MTD 58. das seguintes técnicas: (Consultar VEA às MTD no BREF)
58. i. Minimizar a utilização de nitratos na formulação da mistura a fundir
58. ii. Fusão elétrica
58. iii. Fusão a oxigénio/combustível
1.7.3. Óxidos de enxofre (SOX) provenientes de fornos de fusão

MTD 59. É MTD reduzir as emissões de SOx provenientes do forno de fusão utilizando uma ou uma combinação das seguintes técnicas: (Consultar VEA às MTD no BREF)

59. i. Minimização do teor de enxofre na formulação da mistura a fundir e otimização do balanço de massa do enxofre
59. ii. Utilização de combustíveis com baixo teor de enxofre
59. iii. Depuração a seco ou por via semisseca em combinação com um sistema de filtração
59. iv. Utilização de lavadores

1.7.4. Cloreto de hidrogénio (HCl) e fluoreto de hidrogénio (HF) provenientes de fornos de fusão

MTD 60. É MTD reduzir as emissões de HCl e HF provenientes do forno de fusão utilizando uma ou uma combinação das seguintes técnicas: (Consultar VEA às MTD no BREF)

60. i. Seleção de matérias-primas para a formulação da mistura a fundir com baixo teor de cloro e de flúor
60. ii. Depuração a seco ou por via semisseca em combinação com um sistema de filtração
1.7.5. Sulfureto de hidrogénio (H2S) proveniente de fornos de fusão de lã de rocha
É MTD reduzir as emissões de H2S provenientes do forno de fusão aplicando um sistema de incineração dos gases residuais de modo a oxidar o sulfureto de hidrogénio para
MTD 61. SO2 (VEA às MTD no BREF)

1.7.6. Metais provenientes de fornos de fusão

MTD 62. É MTD reduzir as emissões de metais provenientes do forno de fusão utilizando uma ou uma combinação das seguintes técnicas: (Consultar VEA às MTD no BREF)

62. i. Seleção de matérias-primas para a formulação da mistura a fundir com baixo teor de metais
62. ii. Aplicação de um sistema de filtração

1.7.7. Emissões provenientes de processos a jusante

MTD 63. É MTD reduzir as emissões dos processos a jusante utilizando uma ou uma combinação das seguintes técnicas: (Consultar VEA às MTD no BREF)

63. i. Aspersores e ciclones


63. ii. Lavadores
63. iii. Precipitadores eletrostáticos húmidos
63. iv. Filtros de lã de rocha
63. v. Incineração dos gases residuais

1.8. CONCLUSÕES MTD PARA A PRODUÇÃO DE LÃS DE ISOLAMENTO DE ALTA TEMPERATURA

1.8.1. Emissões de partículas provenientes da fusão e de processos a jusante

MTD 64. É MTD reduzir as emissões de partículas dos gases residuais do forno de fusão aplicando um sistema de filtração. (Consultar VEA às MTD no BREF)
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS - Conclusões MTD

BREF - Fabrico de vidros | Data de adoção: 03/2012 | Versão: 06.10.2017


Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta à Decisão de Execução da Comissão 2012/134/UE.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

Para os processos a jusante com emissões de partículas, é MTD reduzir as emissões utilizando uma ou uma combinação das seguintes técnicas: (Consultar VEA às MTD no
MTD 65. BREF)
65. i. Minimização das perdas de produto garantindo uma boa estanquidade da linha de produção, sempre que tecnicamente aplicável.
65. ii. Corte, guilhotinagem e embalagem a vácuo, aplicando um sistema de extração eficiente em conjunto com um filtro de mangas.
65. iii. Aplicação de um sistema de filtros de mangas .
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS - Conclusões MTD

BREF - Fabrico de vidros | Data de adoção: 03/2012 | Versão: 06.10.2017


Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta à Decisão de Execução da Comissão 2012/134/UE.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

1.8.2. Óxidos de azoto (NOX) provenientes da fusão e de processos a jusante

MTD 66. É MTD reduzir as emissões de NOx provenientes do forno de queima de lubrificante aplicando controlo e/ou modificações da combustão. (Consultar VEA às MTD no BREF)

1.8.3. Óxidos de enxofre (SOX) provenientes da fusão e de processos a jusante

É MTD reduzir as emissões de SOx provenientes dos fornos de fusão e dos processos a jusante utilizando uma ou uma combinação das seguintes técnicas: (Consultar VEA às
MTD 67. MTD no BREF)
67. i. Seleção de matérias-primas para a formulação da mistura a fundir com baixo teor de enxofre.
67. ii. Utilização de combustível com baixo teor de enxofre.

1.8.4. Cloreto de hidrogénio (HCl) e fluoreto de hidrogénio (HF) provenientes de fornos de fusão

É MTD reduzir as emissões de HCl e HF provenientes do forno de fusão selecionando matérias-primas para a formulação da mistura a fundir com baixo teor de cloro e flúor.
MTD 68. (Consultar VEA às MTD no BREF)

1.8.5. Metais provenientes de fornos de fusão e de processos a jusante


É MTD reduzir as emissões de metais provenientes do forno de fusão e/ou dos processos a jusante utilizando uma ou uma combinação das seguintes técnicas: (Consultar VEA
MTD 69. às MTD no BREF)
69. i. Seleção de matérias-primas para a formulação da mistura a fundir com baixo teor de metais
69. ii. Aplicação de um sistema de filtração

1.8.6. Compostos orgânicos voláteis provenientes de processos a jusante


É MTD reduzir as emissões de compostos orgânicos voláteis (COV) provenientes do forno de queima de lubrificante utilizando uma ou uma combinação das seguintes
MTD 70. técnicas: (Consultar VEA às MTD no BREF)
70. i. Controlo da combustão, incluindo monitorização das emissões de CO associadas.
70. ii. Incineração dos gases residuais
70. iii. Lavadores

1.9. CONCLUSÕES MTD PARA A PRODUÇÃO DE FRITAS

1.9.1. Emissões de partículas provenientes de fornos de fusão

É MTD reduzir as emissões de partículas provenientes dos gases residuais do forno de fusão através de um precipitador eletrostático ou um sistema de filtro de mangas.
MTD 71. (Consultar VEA às MTD no BREF)

1.9.2. Óxidos de azoto (NOX) provenientes de fornos de fusão

MTD 72. É MTD reduzir as emissões de NOx provenientes do forno de fusão utilizando uma ou uma combinação das seguintes técnicas: (Consultar VEA às MTD no BREF)

72. i. Minimizar a utilização de nitratos na formulação da mistura a fundir.


72. ii. Redução do ar parasita que entra no forno.
72. iii. Modificações da combustão
72. iii. a) Redução da razão ar/combustível
72. iii. b) Temperatura reduzida do ar de combustão
72. iii. c) Combustão por etapas:
72. iii. c) 1. Distribuição do ar
72. iii. c) 2. Distribuição do combustível
72. iii. d) Recirculação dos gases de combustão
72. iii. e) Queimadores com baixa emissão de NOX
72. iii. f) Escolha do combustível
72. iv. Fusão a oxigénio/combustível
1.9.3. Óxidos de enxofre (SOX) provenientes de fornos de fusão

MTD 73. É MTD controlar as emissões de SOx provenientes do forno de fusão utilizando uma ou uma combinação das seguintes técnicas: (Consultar VEA às MTD no BREF)

73. i. Seleção de matérias-primas para a formulação da mistura a fundir com baixo teor de enxofre
73. ii. Depuração a seco ou por via semisseca em combinação com um sistema de filtração
73. iii. Utilização de combustíveis com baixo teor de enxofre

1.9.4. Cloreto de hidrogénio (HCl) e fluoreto de hidrogénio (HF) provenientes de fornos de fusão

MTD 74. É MTD reduzir as emissões de HCl e HF provenientes do forno de fusão utilizando uma ou uma combinação das seguintes técnicas: (Consultar VEA às MTD no BREF)

74. i. Seleção de matérias-primas para a formulação da mistura a fundir com baixo teor de cloro e de flúor
74. ii. Minimização dos compostos de flúor na formulação da mistura a fundir, quando utilizados para garantir a qualidade do produto final.
74. iii. Depuração a seco ou por via semisseca em combinação com um sistema de filtração.

1.9.5. Metais provenientes de fornos de fusão

MTD 75. É MTD reduzir as emissões de metais provenientes do forno de fusão utilizando uma ou uma combinação das seguintes técnicas: (Consultar VEA às MTD no BREF)

75. i. Seleção de matérias-primas para a formulação da mistura a fundir com baixo teor de metais
75. ii. Minimização da utilização de compostos metálicos na formulação da mistura a fundir, sempre que seja necessário conferir cor ou outras características específicas à frita
75. iii. Depuração a seco ou por via semisseca em combinação com um sistema de filtração

1.9.6. Emissões provenientes de processos a jusante


Para os processos a jusante com emissões de partículas, é MTD reduzir as emissões utilizando uma ou uma combinação das seguintes técnicas: (Consultar VEA às MTD no
MTD 76. BREF)
76. i. Aplicação de técnicas de trituração por via húmida.
76. ii. Execução da trituração a seco e embalagem do produto seco sob um sistema eficiente de extração em conjunto com um filtro de mangas.
76. iii. Aplicação de um sistema de filtração
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS

BREF - Criação intensiva de aves de capoeira ou de suínos (IRPP)| Data de adoção: 07/2003 | Versão: 06.10.2017
Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta ao respetivo BREF.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

5.1 BOAS PRÁTICAS AGRÍCOLAS NA EXPLORAÇÃO INTENSIVA DE SUÍNOS PARA RECRIA E ACABAMENTO E DE AVES DE CAPOEIRA

1. Em todas as instalações abrangidas pelo BREF IRPP, é MTD a aplicação de todos os seguintes pontos:

1. a) Identificar e implementar programas de formação teórica e prática para os trabalhadores da exploração;


1. b) Guardar registos do consumo de água, energia e alimentos, da produção de resíduos e de subprodutos;
1. c) Guardar registos das aplicações nos terrenos de fertilizantes inorgânicos e de estrume (apenas quando a aplicação é efetuada na área da instalação);
1. d) Possuir um procedimento de emergência para lidar com emissões e incidentes imprevistos;
1. e) Implementar um programa de manutenção e reparação que assegure o bom funcionamento e a limpeza das instalações e equipamentos;
1. f) Projetar a execução das atividades na própria exploração, tais como o fornecimento de materiais e a remoção de produtos, resíduos e subprodutos;
1. g) Projetar uma adequada aplicação do estrume no terreno (apenas quando a aplicação é efetuada na instalação;

2. Aplicar medidas nutricionais à alimentação de suínos e aves que apresentem baixo teor de nutrientes.

Minimizar as emissões de estrume para o solo e águas subterrâneas, compensando a quantidade de estrume com os requisitos previstos da cultura (nitrogénio e fósforo, e o
3. abastecimento de minerais para a cultura do solo e da fertilização).

4. Conhecer as caracteristicas do terreno na aplicação do estrume.

5. Reduzir a poluição das águas aplicando todos os seguintes pontos:

5. a) Não aplicar estrume quando o terreno se encontra:


5. a) i. Saturado
5. a) ii. Inundado
5. a) iii. Congelado
5. a) iv. Coberto de neve
5. b) Não aplicar estrume em terrenos abruptamente inclinados
5. c) Não aplicar estrume em terrenos adjacentes a linhas de água, deixando um intervalo de terreno sem aplicação de estrume.
5. d) Espalhando o estrume o mais próximo possível antes do crescimento do crescimento máximo da cultura e da absorção de nutrientes.

6. Gerir a distribuição de estrume pelo terreno de modo a reduzir o odor tendo em conta a vizinhança susceptivel de ser afetada, executando todas as técnicas seguintes:

6. a) Espalhar o estrume de dia, quando é menos provável que haja pessoas em casa, evitando fins-de-semana e feriados
6. b) Considerar a direcção do vento face à localização das casas vizinhas.

5.2 CRIAÇÃO INTENSIVA DE SUÍNOS

5.2.1 Técnicas nutricionais


5.2.1.1 Técnicas nutricionais aplicadas à excreção de azoto

7. Administrar faseadamente alimentos, adotando dietas baseadas em nutrientes digeríveis/disponíveis.

Utilizar dietas pobres em proteínas com suplementos de aminoácidos, dietas pobres em fósforo com suplementos de fitase ou dietas contendo fosfatos alimentares
8. inorgânicos de fácil digestão;

Utilizar determinados aditivos alimentares, como as enzimas, podendo aumentar a eficácia dos alimentos, na medida em que melhoram a retenção dos nutrientes e reduzem a
9. quantidade de nutrientes presentes no estrume,

5.2.1.2 Técnicas nutricionais aplicadas à excreção de fósforo

Alimentar os animais com dietas sucessivas (alimentação faseada) contendo teores de fósforo menores devendo estas incluir fosfatos alimentares inorgânicos de fácil
10. digestão e/ou fitase, a fim de garantirem o fornecimento de quantidades suficientes de fósforo digerível.

5.2.2 Emissões para a atmosfera dos sistemas de criação de suínos

11. Reduzir as emissões de amoníaco para a atmosfera aplicando todos ou alguns dos seguintes principíos:

11. a) Redução das áreas de estrume responsáveis pelas emissões;


11. b) Remoção do estrume (chorume) da fossa para um depósito de chorume externo;
11. c) Aplicação de tratamento adicional, como o arejamento, para obter líquido de lavagens;
11. d) Arrefecimento da superfície do estrume;
11. e) Utilização de superfícies (por exemplo, de ripas e valas de estrume) lisas e fáceis de limpar.
5.2.2.1 Sistemas de criação de suínos: Porcas na fase de acasalamento/gestação

12. Aplicar um ou mais dos seguintes sistemas de criação para porcas na fase de acasalamento/gestação:

12. a) Pavimentos totalmente ripados, ventilação artificial e fossa de recolha subjacente a grande profundidade (nota: este é o sistema de referência);
12. b) Pavimentos total ou parcialmente ripados, com sistema de vácuo por debaixo para remoção frequente do chorume;
12. c) Pavimentos total ou parcialmente ripados, com valas de descarga sob o pavimento, sendo as descargas feitas com chorume fresco ou arejado;
12. d) Pavimentos total ou parcialmente ripados, com calhas/tubos de descarga por debaixo, sendo as descargas feitas com chorume fresco ou arejado;
12. e) Pavimentos parcialmente ripados, com uma fossa de recolha de dejectos líquidos de dimensões reduzidas por debaixo;
12. f) Pavimentos parcialmente ripados, com dispositivo de arrefecimentona superfície do estrume;
12. g) Pavimentos parcialmente ripados, com raspador de estrume;
12. h) Pavimento de betão corrido, totalmente coberto com material de cama;
12. i) Pavimento de betão corrido, com palha e alimentadores electrónicos.
5.2.2.2 Sistemas de criação para suínos: Suínos em fase de recria /acabamento para abate

13. Aplicar um ou mais dos seguintes sistemas de criação para os suínos em fase de recria/acabamento para abate:

13. a) Pavimentos totalmente ripados, ventilação artificial e fossa de recolha de grande profundidade por debaixo (nota: este é o sistema de referência);
13. b) Pavimentos total ou parcialmente ripados, com sistema de vácuo por debaixo para remoção frequente do chorume;
13. c) Pavimentos total ou parcialmente ripados, com valas de descarga por debaixo, sendo as descargas feitas com chorume fresco ou arejado;
13. d) Pavimentos total ou parcialmente ripados, com calhas/tubos de descarga por debaixo, sendo as descargas feitas com chorume fresco ou arejado;
13. e) Pavimentos parcialmente ripados, com uma fossa de recolha de dejectos líquidos de dimensões reduzidas por debaixo;
13. e) Pavimentos parcialmente ripados, com dispositivo de arrefecimento na superfície do estrume;
13. f) Pavimentos parcialmente ripados, com raspador de estrume;
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS

BREF - Criação intensiva de aves de capoeira ou de suínos (IRPP)| Data de adoção: 07/2003 | Versão: 06.10.2017
Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta ao respetivo BREF.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

Pavimentos parcialmente ripados, com um pavimento central corrido convexo ou um pavimento corrido inclinado na frente da cela, um canal para estrume com paredes laterais oblíquas
13. g) e uma fossa de recolha de dejectos líquidos em declive;

13. h) Pavimentos parcialmente ripados, com uma fossa de recolha de dejectos líquidos de dimensões reduzidas, incluindo paredes oblíquas e um sistema de vácuo;
13. i) Pavimento parcialmente ripado, com remoção rápida do chorume e parque exterior coberto com material de cama;
13. j) Pavimento parcialmente ripado, de “divisão” coberta;
13. k) Pavimento de betão corrido, totalmente coberto com material de cama e clima exterior;
13. l) Pavimento de betão corrido, com parque exterior coberto de material de cama e com um sistema de fluxo da palha.
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS

BREF - Criação intensiva de aves de capoeira ou de suínos (IRPP)| Data de adoção: 07/2003 | Versão: 06.10.2017
Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta ao respetivo BREF.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

5.2.2.3 Sistemas de criação de suínos: Porcas em lactação

14. Aplicar um ou mais dos seguintes sistemas de criação para as porcas em lactação:

14. a) Celas de parto com pavimentos totalmente ripados e com uma fossa de recolha por debaixo (que é a referência);
14. b) Celas de parto com pavimentos totalmente ripados e uma tábua sobre uma superfície em declive por debaixo;
14. c) Celas de parto com pavimentos totalmente ripados e com um canal combinado para a água e para o estrume por debaixo;
14. d) Celas de parto com pavimentos totalmente ripados e com um sistema de descarga com calhas para estrume por debaixo;
14. e) Celas de parto com pavimentos totalmente ripados e com uma bacia para estrume por debaixo;
14. f) Celas de parto com pavimentos totalmente ripados e com dispositivo de arrefecimento na superfície do estrume;
14. g) Celas de parto com pavimentos parcialmente ripados;
14. h) Celas de parto com pavimentos parcialmente ripados e com raspador de estrume.

15. Aplicar à cela de parto com um pavimento totalmente ripado de ferro ou plástico:

15. a) Um canal combinado para a água e o estrume, ou;


15. b) Um sistema de descarga com calhas de estrume, ou;
15. c) Uma bacia de estrume por debaixo.
5.2.2.4 Sistemas de criação de suínos: Leitões desmamados

16. Aplicar um ou mais dos seguintes sistemas de criação de leitões desmamados:

16. a) Celas ou celas em plano elevado com pavimentos totalmente ripados e com uma fossa de recolha por debaixo (referência);
16. b) Celas ou celas em plano elevado com pavimentos total ou parcialmente ripados e um sistema de vácuo para remoção frequente do chorume;
16. c) Celas ou celas em plano elevado com pavimentos totalmente ripados e um pavimento de betão em declive para separar as fezes e a urina;
16. d) Celas ou celas em plano elevado com pavimentos totalmente ripados e uma fossa de recolha de dejectos líquidos com raspador;

16. e) Celas ou celas em plano elevado com pavimentos total ou parcialmente ripados e calhas/tubos de descarga por debaixo, sendo as descargas feitas com chorume fresco ou arejado;

16. f) Celas com pavimentos parcialmente ripados; sistema com dois climas;
16. g) Celas com pavimentos parcialmente ripados e um pavimento corrido em declive ou convexo;
16. h) Celas com pavimentos parcialmente ripados, com uma fossa de recolha de dejectos líquidos pouco profunda e um canal para água potável contaminada;
16. i) Celas com pavimentos parcialmente ripados, ripas de ferro triangulares e uma vala de estrume com calhas;
16. j) Celas com pavimentos parcialmente ripados e com raspador de estrume;
16. k) Celas com pavimentos parcialmente ripados, ripas de ferro triangulares e canal de estrume com parede(s) latera(l)(is) em declive;
16. l) Celas com pavimentos parcialmente ripados e com dispositivo de arrefecimento na superfície do estrume;
16. m) Pavimentos parcialmente ripados com ripas triangulares e de“divisão” coberta;
16. n) Pavimentos contínuos de betão com palha e ventilação natural.

17. É necessária a aplicação de celas:

17. a) Em plano elevado com pavimento total ou parcialmente ripado e um sistema de vácuo para remoção frequente do chorume, ou
17. b) Em plano elevado com pavimento totalmente ripado, sob o qual existe um pavimento de betão em declive para separar as fezes e a urina, ou
17. c) Com pavimento parcialmente ripado (sistema com dois climas), ou
17. d) Com pavimento parcialmente ripado de ferro ou plástico e pavimento corrido convexo em declive, ou
17. e) Com pavimento parcialmente ripado de metal ou plástico, uma fossa de recolha de dejectos líquidos pouco profundo e um canal para água potável contaminada, ou
17. f) Com pavimento parcialmente ripado, tiras de ferro triangulares e vala de estrume com paredes laterais em declive.

5.2.3 Água para sistemas de criação de suínos

18. É considerado MTD reduzir o consumo de água mediante a execução das seguintes tarefas:

Limpeza das instalações dos animais e dos equipamentos com aparelhos de alta pressão depois de cada ciclo de produção ou de cada ninhada. Nas instalações dos suínos, a água das
18. a) limpezas entra normalmente no sistema de chorume, pelo que é importante encontrar um equilíbrio entre a limpeza e a redução do consumo de água ao estritamente necessário;

18. b) Calibração periódica dos bebedouros para evitar derrames;


18. c) Registo do consumo de água através de contadores;
18. d) Deteção e reparação de fugas

5.2.4 Energia para sistemas de criação de suínos


Para a redução do consumo de energia é MTD a aplicação de boas práticas agrícolas na concepção das instalações dos animais, bem como a operação e a manutenção
19. adequada das instalações e dos equipamentos.

20. Nas instalações de suínos, é MTD reduzir o consumo de energia através da aplicação de todos seguintes pontos:

20. a) Aplicação de ventilação natural sempre que possível, o que implica uma concepção adequada do edifício e das celas (por exemplo, microclima nas celas) e o estudo do espaço a nível
das direcções predominantes do vento para melhorar o fluxo de ar (apenas para novas instalações);

No caso de instalações ventiladas mecanicamente: optimização da concepção do sistema de ventilação de cada edifício para obter um bom controlo da temperatura e alcançar taxas de
20. b) ventilação mínimas no Inverno

20. c) No caso de instalações ventiladas mecanicamente: inspecção e limpeza frequentes das valas e dos ventiladores para evitar resistências nos sistemas de ventilação, e;
20. d) Utilização de luz de baixo consumo energético

5.2.5. Armazenamento de estrume em sistemas de criação de suínos


Conceção de instalações de armazenamento de estrume das aves de capoeira com capacidade suficiente para aguardar o subsequente tratamento ou aplicação nos solos. A
21. capacidade requerida depende do clima e dos períodos em que não é possível a aplicação nos solos.

22. No caso de uma pilha de estrume de suínos, situada sempre no mesmo sítio, nas instalações ou no campo, é considerada MTD:

22. a) Aplicação de um pavimento de betão, com um sistema de recolha e um reservatório para o líquido de escorrimento, bem como

Construção das novas áreas de armazenamento de estrume em locais onde menos incomodem as pessoas com sensibilidade aos odores desagradáveis, depois de equacionada a
22. b) distância que os separa das pessoas e a direcção predominante do vento.

Armazenamento de chorume

23. A MTD relativa ao armazenamento de chorume de suínos num reservatório de betão ou de aço implica a existência do seguinte conjunto de equipamentos e medidas:
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS

BREF - Criação intensiva de aves de capoeira ou de suínos (IRPP)| Data de adoção: 07/2003 | Versão: 06.10.2017
Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta ao respetivo BREF.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

23. a) Um reservatório estável para resistir a prováveis influências mecânicas, térmicas e químicas;
23. b) A base e as paredes do reservatório são impermeáveis e estão protegidas contra a corrosão;
23. c) Esvaziamento periódico do depósito para inspecção e manutenção, de preferência todos os anos;
23. d) Utilização de válvulas duplas em todas as saídas do armazenamento providas de válvulas;
23. e) Agitação do chorume imediatamente antes do esvaziamento do tanque para, por exemplo, aplicação no solo.
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS

BREF - Criação intensiva de aves de capoeira ou de suínos (IRPP)| Data de adoção: 07/2003 | Versão: 06.10.2017
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n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

Armazenamento de chorume em reservatórios

24. A MTD consiste em cobrir os reservatórios de chorume utilizando uma das seguintes opções:

24. a) Uma tampa rígida, um telhado ou uma estrutura do estilo tenda, ou;
24. b) Uma cobertura flutuante, como, por exemplo, palha cortada, crosta natural, tela, película, turfa, agregado de argila leve expandida (LECA) ou poliestireno expandido (PEE).

Armazenamento de chorume em lagoas

As lagoas para armazenamento do chorume são tão viáveis como os reservatórios, desde que seja grantido que as paredes e a base estão impermeabilizadas (material argiloso ou plástico), em
combinação com a deteção de fugas e provisões para a sua cobertura.

25. A MTD consiste em cobrir as lagoas de chorume utilizando uma das seguintes opções:

25. a) Cobertura de plástico, ou;


25. b) Cobertura flutuante, como palha cortada, LECA ou crosta natural.

5.2.6 Processamento nas explorações do estrume produzido pelos suínos

Em geral, o processamento interno de estrume só é MTD em determinadas circunstâncias (ou seja, é uma MTD condicional). As condições do processamento de estrume na
26. exploração pecuária que determinam se a técnica é uma MTD prendem-se com a disponibilidade de terreno, o excesso ou a escassez local de nutrientes, o apoio técnico, as
possibilidades de comercialização da energia ecológica e as regulamentações locais.

5.2.7 Espalhamento no solo do estrume produzido pelos suínos


(nota: As MTD relativas à gestão do espalhamento do estrume já foram abordadas no capítulo 5.1)

As conclusões sobre as MTD são apresentadas na tabela 5.4 do BREF IRPP. Os níveis alcançados são específicos para cada situ, e serve apenas para ilustrar as potenciais
27. reduções.

5.3 CRIAÇÃO INTENSIVA DE AVES

5.3.1 Técnicas nutricionais


5.3.1.1 Técnicas nutricionais aplicadas à excreção de azoto

29. Administração faseada de alimentos, adotando dietas baseadas em nutrientes digeríveis/disponíveis;

Utilização de dietas pobres em proteínas com suplementos de aminoácidos, dietas pobres em fósforo com suplementos de fitase ou dietas contendo fosfatos alimentares
30. inorgânicos de fácil digestão;

Utilização de determinados aditivos alimentares, como as enzimas, podem aumentar a eficácia dos alimentos, na medida em que melhoram a retenção dos nutrientes e
31. reduzem a quantidade de nutrientes presentes no estrume,

5.3.1.2 Técnicas nutricionais aplicadas à excreção de fósforo

Alimentação dos animais com dietas sucessivas (alimentação faseada) contendo teores de fósforo menores. Estas dietas deverão incluir fosfatos alimentares inorgânicos de
32.
fácil digestão e/ou fitase, a fim de garantirem o fornecimento de quantidades suficientes de fósforo digerível.

5.3.2 Emissões para a atmosfera dos sistemas de criação de aves de capoeira


5.3.2.1 Sistemas de criação para aves de capoeira: Galinhas Poedeiras

Sistemas de jaulas

33. De entre os sistemas de jaulas aplicados habitualmente, são MTD:

33. a) O sistema de jaulas com remoção do estrume, pelo menos duas vezes por semana, através de cintas transportadoras para um depósito fechado;

As jaulas verticais dispostas em degraus com cinta transportadora de estrume e secagem por ar forçado, em que o estrume é removido, pelo menos, uma vez por semana para um
33. b) depósito coberto;

As jaulas verticais dispostas em degraus com cinta transportadora de estrume e secagem por insuflação de ar forçado, em que o estrume é removido, pelo menos, uma vez por semana
33. c) para um depósito coberto;

As jaulas verticais dispostas em degraus com cinta transportadora de estrume e secagem por ar forçado melhorado, em que o estrume é removido das instalações, pelo menos, uma
33. d) vez por semana para um depósito coberto;

As jaulas verticais dispostas em degraus com cinta transportadora de estrume e túnel de secagem por cima das jaulas, em que o estrume é removido para um depósito coberto
33. e) passadas 24 a 36 horas.
33. f) O sistema de jaulas com armazenamento aberto e arejado para o estrume (também conhecido por sistema de poço profundo)

Sistemas sem jaulas

34. São consideradas MTD a aplicação dos seguintes sistemas utilizados para instalações sem jaulas:

34. a) O sistema para a produção de ovos de cama (com ou sem a secagem do estrume por ar forçado);
34. b) O sistema para a produção de ovos de cama com pavimento perfurado e secagem do estrume por ar forçado;
34. c) O sistema de aviário com ou sem área livre e/ou área exterior para esgravatar.
5.3.2.2 Sistemas de criação para aves de capoeira: Frangos

35. São MTD para os sistemas de criação de frangos:

35. a) As instalações com ventilação natural e pavimento totalmente coberto de material de cama, equipadas com sistemas de bebedouros sem derrames;
35. b) As instalações ventiladas bem isoladas, com pavimento totalmente coberto de material de cama, e equipadas com sistemas de bebedouros sem derrames (sistema-VEA).
35. c) Sistema de pavimento perfurado com sistema de secagem por ar forçado;
35. d) O pavimento em degraus com sistema de secagem por ar forçado;
35. e) O sistema de jaulas em degraus com paredes laterais amovíveis e secagem do estrume por ar forçado.
35. f) Sistema de cobertura combinada -" Combideck system"(ver capítulo 4.4.1.4.)

5.3.3 Água para sistemas de criação de aves de capoeira

36. É MTD reduzir o consumo de água mediante a execução de todas as técnicas seguintes:

Limpeza das instalações dos animais e dos equipamentos com aparelhos de alta pressão depois de cada ciclo de produção ou de cada ninhada. Nas instalações das aves de capoeira,
36. a) é também importante encontrar um equilíbrio entre a limpeza e a redução do consumo de água ao estritamente necessário;

36. b) Calibração periódica dos bebedouros para evitar derrames;


36. c) Registo do consumo de água através de contadores;
36. d) Deteção e reparação de fugas
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS

BREF - Criação intensiva de aves de capoeira ou de suínos (IRPP)| Data de adoção: 07/2003 | Versão: 06.10.2017
Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta ao respetivo BREF.

n.º atribuído de
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Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

5.3.4 Energia em sistemas de criação de aves de capoeira


É MTD reduzir o consumo de energia através da aplicação de boas práticas agrícolas na concepção das instalações dos animais, bem como a operação e a manutenção
37. adequada das instalações e dos equipamentos

38. Nas instalações de aves de capoeira, é MTD reduzir o consumo de energia através da execução de todas as seguintes ações:

38. a) Isolamento dos edifícios nas regiões com baixas temperaturas ambientes (valor U 0,4 W/m2.ºC ou melhor);
38. b) Otimização da concepção do sistema de ventilação de cada edifício a fim de obter um bom controlo da temperatura e alcançar taxas de ventilação mínimas no Inverno;
38. c) Inspeção e limpeza frequentes das valas e dos ventiladores para evitar resistências nos sistemas de ventilação;
38. d) Utilização de luz de baixo consumo energético (lâmpadas fluorescentes).

5.3.5 Armazenamento de estrume em sistemas de criação de aves de capoeira

Conceção de instalações de armazenamento de estrume das aves de capoeira com capacidade suficiente para aguardar o subsequente tratamento ou aplicação nos solos. A
39. capacidade requerida depende do clima e dos períodos em que não é possível a aplicação nos solos.

Se for necessário guardar estrume de aves de capoeira, é MTD proceder á armazenagem do estrume seco num recinto/pavilhão coberto com pavimento impermeável e
40. ventilação adequada;

No caso de uma pilha temporária de estrume de aves de capoeira de campo, é considerada MTD colocar a pilha de estrume longe de pessoas sensíveis aos odores
41. desagradáveis (vizinhos, por exemplo) e dos cursos de água (incluíndo drenos no terreno) quando haja risco de infiltração dos líquidos de escorrimento.

5.3.6 Processamento nas explorações do estrume produzido pelas aves de capoeira

Aplicação de um túnel de secagem exterior com cintas perfuradas para o estrume quando o sistema de criação das galinhas poedeiras não integra um sistema de secagem do
42.
estrume ou outra técnica de redução das emissões de amoníaco.

5.3.7 Espalhamento no solo do estrume produzido pelos suínos


Minimizar as emissões do estrume libertadas para o solo e para as águas subterrâneas na medida em que equilibram a quantidade de estrume com as necessidades previsíveis
43. da cultura (azoto e fósforo, assim como os minerais fornecidos pelo solo e pelos fertilizantes).

Levar em consideração as características do solo destinado a receber o estrume, em particular as suas condições, tipo e inclinação, as condições climáticas, a pluviosidade e
42.
a irrigação, a utilização da terra e as boas práticas agrícolas, incluindo os sistemas de rotação de culturas.

44. Incorporação do estrume no solo (arável e fácil de cultivar) no prazo de 12 horas.

45. Reduzir a poluição das águas aplicando todos os seguintes pontos:

45. a) Não deverá ser aplicado estrume no solo quando o campo está saturado de água, inundado de gelo, gelado e/ou coberto de neve;
45. b) Não deverá ser aplicado estrume em campos com declive acentuado;
45. c) Não deverá ser aplicado estrume em campos adjacentes a cursos de água (deverá ser deixada sem tratamento uma faixa de terreno);
45. d) O estrume deverá ser espalhado o mais perto possível da altura em que o crescimento das culturas e a absorção dos nutrientes estão prestes a atingir o seu nível máximo

46. Gerir a distribuição de estrume pelo terreno de modo a reduzir o odor tendo em conta a vizinhança susceptivel de ser afetada, executando todas as técnicas seguintes:

46. a) Espalhar o estrume de dia, quando é menos provável que haja pessoas em casa, evitar os fins-de-semana e os feriados
46. b) Considerar a direcção do vento face à localização das casas vizinhas.
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS - Conclusões MTD

BREF - Criação Intensiva de aves de capoeira e de suínos (IRPP) | Data de adoção: 02/2017 | Versão: 06.10.2017
Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta à Decisão de Execução (UE) 2017/302.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

1. CONCLUSÕES GERAIS SOBRE AS MTD

1.1. Sistemas de gestão ambiental (SGA)

A fim de melhorar o desempenho ambiental geral das explorações, a MTD consiste em aplicar e respeitar um sistema de gestão ambiental (SGA) que incorpore todas as
MTD 1. características seguintes:
1. 1. Compromisso dos órgãos de gestão, incluindo a administração de topo;
1. 2. Definição, pela administração, de uma política ambiental que inclua a melhoria contínua do desempenho ambiental da instalação;
1. 3. Planeamento e estabelecimento dos procedimentos, objetivos e metas necessários, em conjugação com planeamento financeiro e investimento;
1. 4. Aplicação de procedimentos, com especial ênfase para:
1. 4. a) estrutura e responsabilidade,
1. 4. b) formação, sensibilização e competência,
1. 4. c) comunicação,
1. 4. d) envolvimento dos trabalhadores,
1. 4. e) documentação,
1. 4. f) controlo eficaz do processo,
1. 4. g) programas de manutenção,
1. 4. h) preparação e resposta em situações de emergência,
1. 4. i) salvaguarda do cumprimento da legislação ambiental.
1. 5. Verificação do desempenho ambiental e adoção de medidas corretivas, com especial destaque para:

1. 5. a) monitorização e medição (ver também relatório de referência elaborado pelo JRC sobre monitorização das emissões de instalações abrangidas pela DEI — ROM),

1. 5. b) medidas preventivas e corretivas,


1. 5. c) manutenção de registos,

Auditorias internas ou externas independentes (quando exequível), a fim de determinar se o SGA está ou não em conformidade com as disposições planeadas e se foi corretamente
1. 5. d) aplicado e mantido;

1. 6. Revisão do SGA e da continuidade da sua adequabilidade, aptidão e eficácia pela administração de topo;
1. 7. Acompanhamento do desenvolvimento de tecnologias mais limpas;

1. 8. Consideração dos impactos ambientais decorrentes do desmantelamento final da instalação na fase de conceção de uma nova instalação e ao longo da sua vida operacional;

1. 9. Realização regular de avaliações comparativas setoriais (p. ex., documento de referência setorial do Sistema Comunitário de Ecogestão e Auditoria — EMAS).

Especificamente para o setor de criação intensiva de aves de capoeira ou de suínos, as MTD consistem igualmente em incorporar no SGA as seguintes características:

1. 10. Aplicação de um plano de gestão do ruído (cf. MTD 9);


1. 11. Aplicação de um plano de gestão de odores (cf. MTD 12).

1.2 Boas práticas de gestão interna

MTD 2. A fim de evitar ou reduzir o impacto ambiental e melhorar o desempenho global, a MTD consiste em utilizar todas as técnicas a seguir indicadas.

2. a) Localização adequada da instalação/exploração e organização das atividades em termos de espaço, a fim de:
2. a) i. reduzir o transporte de animais e de materiais (incluindo estrume)
2. a) ii. assegurar uma distância adequada aos recetores sensiveis que exijam protecção
2. a) iii. ter em conta as condições climáticas predominantes (po ex. vento e precipitação)
2. a) iv. ter em conta a potencial capacidade de desenvolvimento futuro da exploração
2. a) v. evitar a contaminação da água
2. b) Educar e formar o pessoal, especialmente em relação a:
2. b) i. regulamentação aplicável, criação de animais, sanidade e bem-estar animal, gestão do estrume, segurança dos trabalhadores
2. b) ii. transporte e espalhamento de estrume no solo
2. b) iii. planeamento de atividades
2. b) iv. planeamento e gestão de emergências
2. b) v. reparação e manutenção dos equipamentos
2. c) Preparar um plano de emergência para lidar com emissões e incidentes imprevistos, como a poluição de massas de água. Pode incluir:
2. c) i. plano da exploração, indicando os sistemas de drenagem e as fontes de água/efluentes,

2. c) ii. planos de ação para responder a certas contingências (p. ex., incêndios, fugas ou colapso de instalações de armazenamento de chorume, escorrência descontrolada das pilhas de
estrume, derramamentos de óleo),

equipamento disponível para tratamento de incidentes de poluição (p. ex., equipamento para obstrução de drenos, valas de represamento, divisórias de separação para derrames de
2. c) iii. óleo).

2. d) Verificar, reparar e manter regularmente estruturas e equipamento, como:


2. d) i. instalações de armazenamento de chorume, de modo a detetar sinais de danos, degradação ou fugas,
2. d) ii. bombas de chorume, misturadores, separadores, irrigadores,
2. d) iii. sistemas de abastecimento de alimentos e de água,
2. d) iv. sistema de ventilação e sensores de temperatura,
2. d) v. silos e equipamentos de transporte (p. ex., válvulas, tubos),
2. d) vi. sistemas de limpeza do ar (p. ex., através de inspeções regulares). Pode incluir a limpeza da exploração e o controlo de pragas.
2. e) Armazenar os animais mortos de modo a evitar ou reduzir emissões.

1.3 Gestão nutricional

A fim de reduzir a quantidade total de azoto excretado e, consequentemente, as emissões de amoníaco, satisfazendo simultaneamente as necessidades nutricionais dos
MTD 3. animais, a MTD consiste em preparar uma dieta e uma estratégia nutricional que incluam uma das técnicas ou combinações das técnicas que se seguem.

3. a) Redução do teor de proteína bruta mediante um regime alimentar com valor equilibrado de azoto, tendo em conta as necessidades de energia e de aminoácidos digeríveis.

3. b) Alimentação multifaseada com uma dieta adaptada às necessidades específicas do período de produção.
3. c) Adição de quantidades controladas de aminoácidos essenciais a uma dieta pobre em proteína bruta.
3. d) Utilizar aditivos autorizados para alimentação animal que tenham em vista reduzir o azoto total excretado.
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS - Conclusões MTD

BREF - Criação Intensiva de aves de capoeira e de suínos (IRPP) | Data de adoção: 02/2017 | Versão: 06.10.2017
Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta à Decisão de Execução (UE) 2017/302.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

A fim de reduzir o fósforo total excretado, satisfazendo, ao mesmo tempo, as necessidades nutricionais dos animais, a MTD consiste em preparar uma dieta e uma estratégia
MTD 4. nutricional que incluam uma das técnicas ou combinações das técnicas que se seguem.
4. a) Alimentação multifaseada com uma dieta adaptada às necessidades específicas do período de produção.
4. b) Utilizar aditivos autorizados para alimentação animal que tenham em vista reduzir o fósforo total excretado (p. ex., fitase).
4. c) Utilização de fosfatos inorgânicos altamente digeríveis para a substituição parcial de fontes convencionais de fósforo nos alimentos.

1.4. Utilização eficiente da água

MTD 5. Para uma utilização eficiente da água, a MTD consiste em utilizar uma combinação das técnicas que se seguem.

5. a) Manter um registo do consumo de água.


5. b) Detetar e reparar fugas de água.
5. c) Utilizar equipamentos de limpeza de alta pressão para a limpeza do alojamento dos animais e dos equipamentos.

Selecionar e utilizar equipamento adequado (p. ex., bebedouros de tetinas, bebedouros redondos, recipientes de água) para uma categoria de animal específica, garantindo
5. d) simultaneamente a disponibilidade de água (ad libitum).

5. e) Verificar e, se necessário, ajustar regularmente a calibração do equipamento de abeberamento.


5. f) Reutilização de águas pluviais não contaminadas, como água para limpeza.

1.5. Emissões de águas residuais

MTD 6. Para reduzir a produção de águas residuais, a MTD consiste em recorrer a uma combinação das técnicas que se seguem.

6. a) Manter tão reduzida quanto possível a extensão de zonas sujas.


6. b) Minimizar a utilização de água.
6. c) Separar águas pluviais não contaminadas do fluxo de águas residuais que necessitam de tratamento.

MTD 7. A fim de reduzir as emissões provenientes das águas residuais para o meio hídrico, a MTD consiste em utilizar uma das técnicas ou combinações das técnicas que se seguem.

7. a) Drenar águas residuais para um recipiente específico ou para uma instalação de armazenamento de chorume.
7. b) Tratar as águas residuais.

7. c) Espalhamento de águas residuais no solo através, p. ex., de sistemas de irrigação, como aspersores, pulverizadores com tração, cisternas, aparelhos com tubos injetores.

1.6. Utilização eficiente da energia

MTD 8. Para uma utilização eficiente da energia na exploração, a MTD consiste em utilizar uma combinação das técnicas que se seguem.

8. a) Sistemas de aquecimento/arrefecimento e de ventilação de elevada eficiência.


8. b) Otimização da gestão e dos sistemas de aquecimento/arrefecimento e de ventilação, em especial quando são utilizados sistemas de limpeza do ar.
8. c) Isolamento das paredes, do pavimento e/ou dos tetos do alojamento dos animais.
8. d) Utilização de dispositivos de iluminação eficientes em termos energéticos.
8. e) Utilização de permutadores de calor. Pode utilizar-se um dos seguintes sistemas:
8. e) 1. ar-ar;
8. e) 2. ar-água;
8. e) 3. ar-solo
8. f) Utilização de bombas de calor para recuperação de calor.
8. g) Recuperação de calor com chão aquecido e arrefecido com cama (sistema de cobertura combinada).
8. f) Utilizar ventilação natural.

1.7. Emissões de ruído

A fim de evitar ou, quando tal não for possível, reduzir as emissões de ruído, a MTD consiste em criar e aplicar um plano de gestão de ruído como parte integrante do sistema
MTD 9. de gestão ambiental (cf. MTD 1) que inclua os seguintes elementos:
9. i. protocolo com medidas e cronogramas apropriados,
9. ii. protocolo de monitorização do ruído,
9. iii. protocolo de resposta a ocorrências de ruído identificadas,
programa de redução do ruído, concebido para, p. ex., identificar a(s) fonte(s), monitorizar as emissões de ruído, caracterizar os contributos das fontes e aplicar medidas de redução
9. iv. e/ou eliminação,
9. v. análise do historial de ocorrências de ruído e soluções aplicadas e divulgação de conhecimentos em matéria de ocorrências de ruído.

MTD 10. A fim de evitar ou, quando tal não for possível, reduzir as emissões de ruído, a MTD consiste em utilizar a uma das técnicas ou combinações das técnicas que se seguem.

10. a) Assegurar uma distância adequada entre as instalações/explorações e os recetores sensíveis.


10. b) Localização do equipamento.
10. c) Medidas operacionais.
10. d) Equipamento pouco ruidoso.
10. e) Equipamento de controlo do ruído.
10. f) Redução de ruído.

1.8. Emissões de poeiras

MTD 11. Para reduzir as emissões de poeiras de cada alojamento animal, a MTD consiste em utilizar uma das técnicas ou combinações das técnicas que se seguem.

11. a) Reduzir a produção de poeiras no interior de edifícios para animais. Para este efeito, pode utilizar-se uma combinação das seguintes técnicas:
11. a) 1. Material de cama mais espesso (p. ex., em vez de palha cortada, utilizar palha longa ou aparas de madeira);
11. a) 2. Mudar as camas utilizando uma técnica que levante pouca poeira (p. ex., à mão);
11. a) 3. Aplicar alimentação ad libitum;
11. a) 4. Utilizar alimentos húmidos ou granulados ou acrescentar matérias-primas gordurosas ou agentes aglutinantes aos sistemas de alimentos secos;
11. a) 5. Utilizar filtros de poeiras nos depósitos de alimentos secos que são reabastecidos de forma pneumática;
11. a) 6. Conceber e utilizar o sistema de ventilação a baixas velocidades dentro do alojamento.
11. b) Reduzir a concentração de poeiras no interior dos alojamentos utilizando uma das seguintes técnicas:
11. b) 1. Nebulização com água;
11. b) 2. Pulverização com óleo;
11. b) 3. Ionização.
11. c) Tratamento do ar de exaustão através de sistemas de tratamento de ar, como:
11. c) 1. Coletor de água;
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS - Conclusões MTD

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Conclusões MTD

11. c) 2. Filtro seco;


11. c) 3. Depurador a água;
11. c) 4. Depurador a ácido por via húmida;
11. c) 5. Depurador biológico (ou filtro biológico de gotejamento);
11. c) 6. Sistema de limpeza de ar de duas ou três fases;
11. c) 7. Biofiltro.
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS - Conclusões MTD

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Conclusões MTD

1.9. Emissões de odores


Para evitar ou, quando tal não for possível, reduzir as emissões de odores de uma exploração, a MTD consiste em criar, aplicar e rever regularmente um plano de gestão de
MTD 12. odores, como parte integrante do sistema de gestão ambiental (cf. MTD 1), que inclua os seguintes elementos:
12. i. protocolo com medidas e cronogramas adequados,
12. ii. protocolo para monitorização de odores,
12. iii. protocolo para resposta a ocorrências de odores incómodos,

programa de prevenção e eliminação de odores, concebido para, p. ex., identificar a(s) fonte(s), monitorizar as emissões de odores (cf. MTD 26), caracterizar os contributos das fontes e
12. iv. pôr em prática medidas de eliminação e/ou redução,

12. v. análise do historial de ocorrências de odores e soluções aplicadas e divulgação de conhecimentos sobre ocorrência de odores.

A fim de evitar ou, quando tal não for possível, reduzir as emissões de odores e/ou o impacto de uma exploração em termos de odores, a MTD consiste em utilizar uma
MTD 13. combinação das técnicas que se seguem.
13. a) Assegurar uma distância adequada entre a exploração/instalação e os recetores sensíveis.
13. b) Utilizar alojamentos nos quais se aplique um dos seguintes princípios ou uma combinação dos mesmos:

13. b) i. manter os animais e pavimentos secos e limpos (p. ex., evitar derramar alimentos e evitar dejeções em zonas de repouso ou pavimentos parcialmente ripados),

13. b) ii. reduzir a superfície emissora do estrume (p. ex., utilizando ripas de metal ou plástico, canais com superfície reduzida de estrume exposto),
13. b) iii. remover frequentemente o estrume para uma instalação de armazenamento externa e coberta,
13. b) iv. reduzir a temperatura do estrume (p. ex., pelo arrefecimento de chorume) e do espaço interior,
13. b) v. diminuir o fluxo e a velocidade do ar sobre as superfícies de estrume,
13. b) vi. manter o material de cama seco e em condições aeróbias, nos sistemas com camas.

13. c) Otimizar as condições de descarga de ar de exaustão proveniente do alojamento animal utilizando uma das técnicas ou combinações de técnicas que se seguem:

aumentar a altura da saída do ar de exaustão (p. ex., acima do nível do telhado, colocar chaminés, desviar a saída de ar de exaustão para a cumeeira, em vez da parte inferior da
13. c) i. parede),

13. c) ii. aumentar a velocidade de ventilação da saída vertical,


13. c) iii. colocar barreiras externas eficazes para gerar turbulência no fluxo de ar expelido (p. ex., vegetação),
13. c) iv. colocar defletores nas saídas de ar que se encontrem a baixa altura nas paredes, para que o ar de exaustão seja dirigido para o solo,
13. c) v. colocar as saídas do ar de exaustão do lado do alojamento contrário ao do recetor sensível,
13. c) vi. alinhar o eixo superior de um edifício com ventilação natural de forma transversal à direção predominante do vento.
13. d) Utilizar um sistema de limpeza de ar, p. ex.:
13. d) 1. Depurador biológico (ou filtro biológico de gotejamento);
13. d) 2. Biofiltro;
13. d) 3. Sistema de limpeza de ar de duas ou três fases.
13. e) Utilizar uma das seguintes técnicas ou combinações de técnicas para o armazenamento de estrume:
13. e) 1. Durante o armazenamento, cobrir o chorume ou estrume sólido;

13. e) 2. Localizar a instalação de armazenamento levando em conta a direção predominante do vento e/ou adotar medidas destinadas a reduzir a velocidade do vento em torno da instalação
de armazenamento (p. ex., árvores, barreiras naturais);

13. e) 3. Minimizar a agitação de chorume.


13. f) Tratar o estrume por uma das seguintes técnicas, de modo a minimizar as emissões de odores durante o seu espalhamento no solo (ou antes deste):
13. f) 1. Digestão aeróbia (arejamento) do chorume;
13. f) 2. Compostagem do estrume sólido;
13. f) 3. Digestão anaeróbia.
13. g) Utilizar uma das seguintes técnicas ou combinações de técnicas para o espalhamento do estrume no solo:
13. g) 1. Espalhador em banda, injetor pouco profundo ou injetor profundo para o espalhamento do chorume no solo;
13. g) 2. Incorporar o estrume o mais rapidamente possível.

1.10. Emissões provenientes do armazenamento do estrume sólido

A fim de reduzir as emissões de amoníaco para o ar provenientes do armazenamento de estrume sólido, a MTD consiste em utilizar uma das técnicas ou combinações das
MTD 14. técnicas que se seguem.
14. a) Reduzir a proporção entre a área da superfície emissora e o volume da pilha de estrume sólido.
14. b) Cobrir as pilhas de estrume sólido.
14. c) Armazenar o estrume sólido seco num armazém.

A fim de evitar ou, quando tal não for praticável, reduzir as emissões para o solo e para a água provenientes do armazenamento de estrume sólido, a MTD consiste em utilizar
MTD 15. uma combinação das técnicas que se seguem, dando-lhes prioridade segundo a ordem de enumeração.
15. a) Armazenar o estrume sólido seco num armazém
15. b) Utilizar um silo de betão para armazenar o estrume sólido
15. c) Armazenar o estrume sólido em locais com pavimentos sólidos e impermeáveis que possuam sistema de drenagem e reservatório para as escorrências.

15. d) Selecionar uma instalação de armazenamento com capacidade suficiente para armazenar o estrume sólido durante os períodos em que não seja possível espalhá-lo no solo.

Armazenar no campo o estrume sólido em pilhas, colocadas longe de águas de superfície e de cursos de água subterrâneos que possam ser contaminados por escorrências do
15. e) estrume.

1.11. Emissões provenientes do armazenamento de chorume

MTD 16. A fim de reduzir as emissões de amoníaco para o ar provenientes de instalações de armazenamento de chorume, a MTD consiste em utilizar uma combinação das técnicas que
se seguem.
16. a) Conceção e gestão adequada da instalação de armazenamento de chorume utilizando uma combinação das técnicas que se seguem:
16. a) 1. Reduzir a proporção entre a área da superfície emissora e o volume de chorume na instalação de armazenamento;

16. a) 2. Reduzir a velocidade do vento e as trocas de ar na superfície do chorume, operando a instalação de armazenamento de chorume abaixo da sua capacidade máxima;

16. a) 3. Minimizar a agitação de chorume.


16. b) Cobrir o tanque de chorume. Para este efeito, pode utilizar-se uma das seguintes técnicas:
16. b) 1. Cobertura de proteção rígida;
16. b) 2. Coberturas de proteção flexíveis;
16. b) 3. Coberturas de proteção flutuantes, como, p. ex.:
16. b) 3. i. péletes de plástico
16. b) 3. ii. materiais finos a granel
16. b) 3. iii. coberturas de proteção flexíveis e flutuantes
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS - Conclusões MTD

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Conclusões MTD

16. b) 3. iv. placas de plástico geométricas


16. b) 3. v. coberturas de proteção de ar insuflado
16. b) 3. vi. crosta natural
16. b) 3. vii. palha
16. c) Acidificação do chorume.
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS - Conclusões MTD

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Conclusões MTD

A fim de reduzir as emissões de amoníaco para o ar provenientes de instalações de armazenamento natural de chorume (lagoas), a MTD consiste em utilizar uma combinação
MTD 17. das técnicas que se seguem.
17. a) Minimizar a agitação do chorume.
17. b) Usar uma proteção flexível e/ou flutuante na lagoa de chorume, p. ex.:
17. b) i. chapas de plástico flexíveis
17. b) ii. materiais finos a granel
17. b) iii. crosta natural
17. b) iv. palha

A fim de evitar as emissões para o solo e para a água provenientes da recolha e da canalização de chorume e de instalações de armazenamento de chorume e/ou instalações
MTD 18. de armazenamento natural de chorume (lagoas), a MTD consiste em utilizar uma combinação das técnicas que se seguem.
18. a) Utilizar instalações de armazenamento resistentes a fatores mecânicos, químicos e térmicos.

18. b) Selecionar uma instalação de armazenamento com capacidade suficiente para armazenar o chorume durante os períodos em que não seja possível espalhá-lo no solo.

18. c) Construir instalações e utilizar equipamentos para recolha e transferência de chorume resistentes a fugas (p. ex., poços, canais, drenos, centrais de bombagem).

18. d) Armazenar o chorume em lagoas com revestimento (base e paredes) impermeável: p. ex., argila ou plástico (revestimento simples ou duplo).
18. e) Instalar um sistema de deteção de fugas constituído, p. ex., por uma geomembrana, uma camada drenante e sistema de drenagem de tubos.
18. f) Verificar a integridade estrutural das instalações de armazenamento pelo menos uma vez por ano.

1.12 Tratamento de estrume na exploração

Nos casos em que o tratamento do estrume tem lugar na exploração, a fim de reduzir as emissões de azoto, fósforo, odores e agentes patogénicos microbianos para o ar e
MTD 19. para a água e facilitar o armazenamento de estrume e/ou o seu espalhamento no solo, a MTD consiste em tratar o estrume mediante a aplicação de uma das técnicas ou
combinações das técnicas que se seguem.

19. a) Separação mecânica do chorume. Inclui, p. ex.:


19. a) i. prensa separadora de parafuso
19. a) ii. separador de decantação centrífuga
19. a) iii. coagulação e floculação
19. a) iv. separação por peneira
19. a) v. filtro-prensa
19. b) Digestão anaeróbia do estrume numa instalação a biogás.
19. c) Utilização de um túnel externo para secar o estrume.
19. d) Digestão aeróbia (arejamento) do chorume.
19. e) Nitrificação e desnitrificação do chorume.
19. f) Compostagem de estrume sólido.

1.13 Espalhamento do estrume no solo


A fim de evitar ou, quando tal não for possível, reduzir as emissões de azoto, fósforo e agentes patogénicos microbianos para o solo e para a água em resultado do
MTD 20. espalhamento do estrume no solo, a MTD consiste em utilizar todas as técnicas que se seguem.
20. a) Avaliar os terrenos que vão receber o estrume, para identificar os riscos de escorrência, tendo em conta:
20. a) i. o tipo de solo, as condições e o declive do terreno
20. a) ii. as condições climáticas
20. a) iii. a drenagem e a irrigação do terreno
20. a) iv. a rotação das culturas
20. a) v. os recursos hídricos e as zonas de águas protegidas
20. b) Manter distância suficiente entre os terrenos onde se espalha o estrume (mantendo uma faixa de terreno não tratado) e:
20. b) 1. zonas onde há risco de escorrência para a água, como cursos de água, nascentes, furos, etc.
20. b) 2. propriedades vizinhas (incluindo sebes).
20. c) Evitar o espalhamento do estrume quando o risco de escorrência é significativo. Em especial, o estrume não é aplicado quando:
20. c) 1. o campo está inundado, gelado ou coberto de neve

as condições do solo (p. ex., saturação de água ou compactação) conjugadas com o declive do terreno e/ou as condições de drenagem sejam de tal natureza que o risco de
20. c) 2. escorrência ou drenagem seja alto

20. c) 3. as escorrências podem ser previstas em função das previsões de chuva.

Adaptar a taxa de espalhamento do estrume tendo em conta o teor de azoto e de fósforo do estrume, além das características do solo (p. ex., teor de nutrientes), as necessidades das
20. d) culturas sazonais e as condições meteorológicas ou as condições do campo que possam favorecer escorrências.

20. e) Espalhar o estrume em consonância com as carências de nutrientes das culturas.

20. f) Verificar regularmente os campos onde foram efetuados os espalhamentos de modo a identificar quaisquer sinais de escorrências e responder adequadamente quando necessário.

20. g) Assegurar acesso adequado à instalação de armazenamento de estrume e verificar que não há derrames durante o carregamento.
20. h) Verificar se o equipamento de espalhamento de estrume está em boas condições de funcionamento e ajustado para uma taxa de aplicação adequada.

A fim de reduzir as emissões de amoníaco para o ar provenientes do espalhamento de chorume no solo, a MTD consiste em utilizar uma das técnicas ou combinações das
MTD 21. técnicas que se seguem.
21. a) Diluição do chorume, seguida de técnicas como, p. ex., sistemas de irrigação a baixa pressão.
21. b) Espalhador em banda, mediante a aplicação de uma das seguintes técnicas:
21. b) 1. Mangueira
21. b) 2. Coluna.
21. c) Injetor pouco profundo (regos abertos).
21. d) Injetor profundo (regos fechados).
21. e) Acidificação do chorume.

MTD 22. A fim de reduzir as emissões de amoníaco para o ar provenientes do espalhamento do estrume no solo, a MTD consiste em incorporar o estrume no solo o mais rapidamente
possível. (Intervalo de tempo associado às MTD no BREF)

1.14 Emissões de todo o processo de produção

A fim de reduzir as emissões de amoníaco provenientes do processo de produção para a criação de suínos (incluindo porcas) ou de aves de capoeira, a MTD consiste em
MTD 23. estimar ou calcular uma redução de emissões de amoníaco do processo de produção utilizando as MTD aplicadas na exploração.
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS - Conclusões MTD

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Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
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Conclusões MTD

1.15 Monitorização das emissões e parâmetros do processo

MTD 24. A MTD consiste em monitorizar o azoto total e o fósforo total excretado no estrume utilizando uma das seguintes técnicas, com, pelo menos, a frequência indicada.

24. a) Cálculo, recorrendo a um balanço de massas de azoto e de fósforo, baseado na ingestão de alimentos, no teor de proteína bruta da dieta, no fósforo total e no rendimento do animal.

24. b) Estimativa do teor de azoto total e de fósforo total do estrume, recorrendo à análise do estrume

MTD 25. A MTD consiste em monitorizar o azoto total e o fósforo total excretado no estrume utilizando uma das seguintes técnicas, com, pelo menos, a frequência indicada.

25. a) Estimativa, recorrendo a um balanço de massas baseado nas excreções e no azoto total (ou azoto amoniacal total) presente em cada fase de gestão do estrume.

Cálculo, recorrendo à medição da concentração de amoníaco e da taxa de ventilação, utilizando métodos de normas ISO, normas nacionais ou internacionais ou outros métodos que
25. b) garantam dados de qualidade científica equivalente.
25. c) Estimativa, recorrendo à utilização de fatores de emissão.

MTD 26. A MTD consiste em monitorizar periodicamente as emissões de odores para o ar.

MTD 27. A MTD consiste em monitorizar as emissões de poeiras de cada alojamento para animais utilizando uma das seguintes técnicas com, pelo menos, a frequência indicada.

Cálculo, recorrendo à medição da concentração de poeiras e da taxa de ventilação utilizando métodos de normas EN ou outros (normas ISO, normas nacionais ou internacionais) que
27. a) garantam dados de qualidade científica equivalente.
27. b) Estimativa, recorrendo à utilização de fatores de emissão.

A MTD consiste em monitorizar as emissões de amoníaco, poeiras e/ou odores de cada alojamento para animais que possua sistema de limpeza de ar, utilizando uma das
MTD 28. seguintes técnicas, com, pelo menos, a frequência indicada.

Verificação do desempenho do sistema de limpeza de ar recorrendo à medição do amoníaco, de odores e/ou de poeiras em condições práticas da exploração e seguindo um protocolo
28. a) de medição e os métodos das normas EN ou outros métodos (normas ISO, normas nacionais ou internacionais) que garantam dados de qualidade científica equivalente.

28. b) Controlar a eficácia do sistema de limpeza de ar (p. ex., através do registo contínuo dos parâmetros de funcionamento ou através da utilização de sistemas de alarme).

MTD 29. A MTD consiste em monitorizar os seguintes parâmetros do processo pelo menos uma vez por ano.

29. a) Consumo de água.


29. b) Consumo de energia elétrica.
29. c) Consumo de combustível.
29. d) Número de entradas e saídas de animais, incluindo nascimentos e mortes, sempre que pertinente.
29. e) Consumo de alimentos.
29. f) Produção de estrume.

2. CONCLUSÕES MTD PARA A CRIAÇÃO INTENSIVA DE SUÍNOS

2.1 Emissões de amoníaco provenientes de alojamentos de suínos


A fim de reduzir as emissões de amoníaco para o ar provenientes dos alojamentos de suínos, a MTD consiste em utilizar uma das técnicas ou combinações das técnicas que
MTD 30. se seguem. (Consultar VEA às MTD no BREF)
30. a) Uma das seguintes técnicas, que aplicam um dos seguintes princípios ou uma combinação deles:
30. a) i) reduzir a superfície emissora de amoníaco
30. a) ii) aumentar a frequência de remoção de chorume (estrume) para um local de armazenamento externo
30. a) iii) separar a urina das fezes
30. a) iv) manter limpas e secas as camas para animais

30. a) 0. Uma fossa profunda (no caso de os pavimentos serem total ou parcialmente ripados) apenas quando combinada com uma medida de mitigação adicional: p. ex.:

30. a) 0. i. combinação de técnicas de gestão nutricional


30. a) 0. ii. sistema de limpeza de ar
30. a) 0. iii. redução do pH do chorume,
30. a) 0. iv. arrefecimento do chorume.
30. a) 1. Sistema de vácuo para remoção frequente do chorume (no caso dos pavimentos total ou parcialmente ripados).
30. a) 2. Paredes inclinadas no canal de estrume (no caso dos pavimentos total ou parcialmente ripados).
30. a) 3. Raspador para remoção frequente do chorume (no caso dos pavimentos total ou parcialmente ripados).
30. a) 4. Remoção regular do chorume por lavagem (no caso dos pavimentos total ou parcialmente ripados).
30. a) 5. Fossa de estrume com dimensões reduzidas (no caso de pavimento parcialmente ripado).
30. a) 6. Sistema de cama completa (no caso de pavimentos de betão maciço).
30. a) 7. Casotas/cabanas (no caso de pavimentos parcialmente ripados).
30. a) 8. Sistema de fluxo de palha (no caso de pavimentos de betão maciço).
30. a) 9. Pavimento convexo com canais separados para água e estrume (no caso de celas parcialmente ripadas).
30 a) 10. Celas com palha com produção combinada de estrume (chorume e estrume sólido).
30. a) 11. Compartimentos de alimentação//descanso em pavimento sólido (no caso de celas com pavimentos revestidos de material de cama).
30. a) 12. Bacia de recolha de estrume (no caso de pavimentos total ou parcialmente ripados).
30. a) 13. Recolha de estrume em água.
30. a) 14. Tapete transportador de estrume em forma de «V» (no caso de pavimentos parcialmente ripados).
30. a) 15. Combinação dos canais de água e de estrume (no caso de pavimento totalmente ripado).
30. a) 16. Beco exterior coberto com material de cama (no caso de pavimentos de betão maciço).
30. b) Arrefecimento do chorume.
30. c) Utilização de um sistema de limpeza de ar: p. ex.:
30. c) 1. Depurador a ácido por via húmida;
30. c) 2. Sistema de limpeza de ar de duas ou três fases;
30. c) 3. Depurador biológico (ou filtro biológico de gotejamento).
30. d) Acidificação do chorume.
30. e) Utilizar boias no canal do estrume.
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS - Conclusões MTD

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Conclusões MTD

3. Conclusões MTD para criação intensiva de aves e capoeira

3.1 Emissões de amoníaco provenientes de alojamento de aves de capoeira

3.1.1 Emissões de amoníaco provenientes de alojamentos para galinhas poedeiras, frangos de carne reprodutores ou frangas

A fim de reduzir as emissões de amoníaco para o ar provenientes dos alojamentos para galinhas poedeiras, frangos de carne reprodutores ou frangas, a MTD consiste em
MTD 31. utilizar uma das técnicas ou combinações das técnicas que se seguem. (VEA à MTD no BREF)
31. a) Remoção de estrume por tapete transportador (gaiolas melhoradas ou não), pelo menos:
31. a) i. uma vez por semana, com secagem por ar, ou
31. a) ii. duas vezes por semana, sem secagem por ar
31. b) Em caso de sistemas sem gaiolas:

31. b) 0. Sistema de ventilação forçada e remoção pouco frequente de estrume (no caso de camas espessas com fossa para estrume), apenas quando combinado com uma medida de mitigação
adicional: p. ex.:

31. b) 0. i. elevado teor de matéria seca do estrume


31. b) 0. ii sistema de limpeza de ar
31. b) 1. Tapete transportador de estrume ou raspador (no caso de camas espessas com fossa para estrume).
31. b) 2. Secagem do estrume por ar forçado fornecido por tubos (no caso de camas espessas com fossa para estrume).
31. b) 3. Secagem do estrume por ar forçado proveniente do solo perfurado (no caso de camas espessas com fossa para estrume).
31. b) 4. Tapetes transportadores de estrume (no caso de aviários).
31. b) 5. Secagem do material de cama por ar forçado proveniente do interior do recinto (no caso de pavimentos sólidos com camas espessas).
31. c) Utilização de um sistema de limpeza de ar: p. ex.:
31. c) 1. Depurador a ácido por via húmida;
31. c) 2. Sistema de limpeza de ar de duas ou três fases;
31. c) 3. Depurador biológico (ou filtro biológico de gotejamento).

3.1 Emissões de amoníaco provenientes de alojamento de aves de capoeira

3.1.2. Emissões de amoníaco provenientes de alojamentos para frangos de carne


A fim de reduzir as emissões de amoníaco para o ar provenientes dos alojamentos de frangos de carne, a MTD consiste em utilizar uma das técnicas ou combinações de
MTD 32. técnicas que se seguem. (VEA à MTD no BREF)
32. a) Ventilação por ar forçado e sistema de abeberamento sem derrames (no caso de pavimentos sólidos com camas espessas).
32. b) Sistema de secagem do material de cama por ar forçado proveniente do interior do recinto (no caso de pavimentos sólidos com camas espessas).
32. c) Ventilação natural e sistema de abeberamento sem derrames (no caso de pavimentos sólidos com camas espessas).
32. d) Colocação do material de cama em tapetes transportadores de estrume e secagem por ar forçado (no caso de pavimentos com pisos por níveis).
32. e) Pavimento coberto com material de cama aquecido e arrefecido (no caso de sistemas de cobertura combinada).
32. f) Utilização de um sistema de limpeza de ar: p. ex.:
32. f) 1. Depurador a ácido por via húmida;
32. f) 2. Sistema de limpeza de ar de duas ou três fases;
32. f) 3. Depurador biológico (ou filtro biológico de gotejamento).

3.1.3. Emissões de amoníaco provenientes de alojamentos para patos


A fim de reduzir as emissões de amoníaco para o ar provenientes dos alojamentos para patos, a MTD consiste em utilizar uma das técnicas ou combinações de técnicas que se
MTD 33. seguem.

33. a) Uma das seguintes técnicas, com um sistema de ventilação natural ou forçada:
33. a) 1. Reposição frequente do material de cama (no caso de pavimentos sólidos com camas espessas ou camas espessas combinadas com pavimentos ripados).
33. a) 2. Remoção frequente de estrume (no caso dos pavimentos totalmente ripados).
33. b) Utilizar sistema de limpeza de ar, p. ex.:
33. b) 1. Depurador a ácido por via húmida;
33. b) 2. Sistema de limpeza de ar de duas ou três fases;
33. b) 3. Depurador biológico (ou filtro biológico de gotejamento).

3.1.4. Emissões de amoníaco provenientes de alojamentos para perus

A fim de reduzir as emissões de amoníaco para o ar provenientes dos alojamentos para perus, a MTD consiste em utilizar uma das técnicas ou combinações de técnicas que se
MTD 34. seguem.
34. a) Ventilação natural ou por ar forçado com um sistema de abeberamento sem derrames (no caso de pavimentos sólidos com camas espessas).
34. b) Utilização de sistema de limpeza de ar: p. ex.:
34. b) 1. Depurador a ácido por via húmida;
34. b) 2. Sistema de limpeza de ar de duas ou três fases;
32. b) 3. Depurador biológico (ou filtro biológico de gotejamento)
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS - Conclusões MTD

BREF - Produção de ferro e aço (IS) | Data de adoção: 03/2012 | Versão: 06.10.2017

Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta ao respetivo BREF.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

1.1 CONCLUSÕES MTD GERAIS

1.1.1 Sistemas de gestão ambiental

MTD 1. É MTD implementar e aderir a um sistema de gestão ambiental (SGA) que incorpore todos os seguintes elementos:

1. I. Empenho das chefias, incluindo quadros superiores;


1. II. Definição de uma política ambiental que inclua a melhoria contínua da instalação pelas chefias;
1. III. Planeamento e estabelecimento dos procedimentos, objetivos e metas necessários, em conjunção com planeamento financeiro e investimento;
1. IV. Implementação dos procedimentos prestando particular atenção a:
1. IV. i. estrutura e responsabilidade
1. IV. ii. formação, consciencialização e competência
1. IV. iii. comunicação
1. IV. iv. envolvimento dos trabalhadores
1. IV. v. documentação
1. IV. vi. controlo eficiente do processo
1. IV. vii. programa de manutenção
1. IV. viii. viii. preparação e capacidade de resposta em situações de emergência
1. IV. ix. salvaguarda do cumprimento da legislação ambiental;
1. V. Verificação do desempenho e tomada de medidas corretivas, com particular atenção a:
1. V. i. monitorização e medição (ver também Documento de Referência sobre os Princípios Gerais de Monitorização)
1. V. ii. acção corretiva e preventiva
1. V.iii. manutenção de registos

1. V. iv. auditoria independente (sempre que viável) externa ou interna para determinar se o SGA cumpre ou não as medidas planeadas e foi devidamente implementado e mantido;

1. VI. Revisão do SGA pelas chefias quanto à respetiva aptidão, adequação e eficácia continuadas;
1. VII. Acompanhamento do desenvolvimento de tecnologias mais limpas;

1. VIII. Consideração dos impactos ambientais decorrentes de uma eventual desativação da instalação na fase de conceção de uma nova instalação e ao longo da respetiva vida útil;

1. IX. Aplicação regular de avaliações comparativas (benchmarking) setoriais.

1.1.2 Gestão da energia

MTD 2. É MTD a redução do consumo de energia térmica utilizando uma combinação das seguintes técnicas:

2. I. Sistemas melhorados e otimizados para obter um processamento suave e estável, operando perto dos parâmetros definidos para cada processo, mediante:
2. I. i. otimização do controlo dos processos, incluindo sistemas informatizados de controlo automático,
2. I. ii. sistemas gravimétricos modernos de alimentação de combustível sólido,
2. I. iii. pré-aquecimento, na medida do possível, tendo em conta a configuração atual do processo;
2. II. Recuperação do calor excedente dos processos, em especial nas zonas de arrefecimento;
2. III. Gestão otimizada do vapor e do calor;
2. IV. Aplicação da reutilização integrada nos processos do calor sensível, tanto quanto possível.

É MTD reduzir o consumo de energia primária através da otimização dos fluxos energéticos e da utilização otimizada dos gases extraídos dos processos, tais como gases de
MTD 3. coqueria, gases de altos-fornos e gases do conversor de oxigénio.

É MTD a utilização dos gases excedentes de coqueria, isentos de enxofre e partículas, os gases dos altos-fornos, isentos de poeiras, e os gases do conversor de oxigénio
MTD 4. (misturados ou separados) em caldeiras ou em centrais de cogeração para gerar vapor, eletricidade e/ou calor utilizando o calor residual excedente para alimentar redes de
aquecimento internas ou externas, caso exista procura por parte de terceiros.

MTD 5. É MTD minimizar o consumo de energia elétrica utilizando uma das seguintes técnicas ou várias em combinação:

5. I. Sistemas de gestão do consumo de energia elétrica

5. II. Equipamentos de trituração, de bombagem, de ventilação e de transporte, bem como outros equipamentos alimentados a eletricidade, com elevada eficiência energética.

1.1.3 Gestão de materiais

É MTD otimizar a gestão e o controlo dos fluxos internos de materiais, de forma a prevenir a poluição, prevenir a deterioração, proporcionar uma qualidade adequada das entradas,
MTD 6. permitir a reutilização e a reciclagem e melhorar a eficiência do processo e a otimização do rendimento em metal.

Para atingir níveis de emissão baixos para poluentes relevantes, é MTD selecionar tipos apropriados de sucata e outras matérias-primas. No que respeita à sucata, é MTD proceder a
MTD 7. uma inspeção adequada em busca de contaminantes visíveis que possam conter metais pesados, nomeadamente mercúrio, ou que possam dar origem à formação de
dibenzodioxinas/dibenzofuranos policlorados (PCDD/PCDF) e de bifenilos policlorados (PCB).

1.1.4 Gestão dos resíduos do processo, como subprodutos e desperdícios

Para os resíduos sólidos é MTD utilizar técnicas integradas e técnicas operacionais para minimizar os resíduos através da utilização interna ou da aplicação de processos de
MTD 8. reciclagem especializados (internos ou externos).

É MTD maximizar a utilização ou a reciclagem externas de resíduos sólidos que não possam ser utilizados ou reciclados em conformidade com o disposto na MTD 8, sempre que tal
MTD 9. seja possível e esteja em conformidade com a regulamentação relativa aos resíduos. É MTD gerir de forma controlada os resíduos que não possam ser evitados nem reciclados.

É MTD utilizar as melhores práticas operacionais e de manutenção nos processos de recolha, manuseamento, armazenagem e transporte de todos os resíduos sólidos e a cobertura
MTD 10. dos pontos de transferência a fim de evitar emissões para o ar e para a água.
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS - Conclusões MTD

BREF - Produção de ferro e aço (IS) | Data de adoção: 03/2012 | Versão: 06.10.2017

Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta ao respetivo BREF.

n.º atribuído de
acordo com o BREF Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? VEA/VCA Condições
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

1.1.5 Emissões difusas de partículas provenientes da armazenagem, do manuseamento e do transporte de matérias-primas e produtos (intermédios)

É MTD evitar ou reduzir as emissões difusas de partículas provenientes da armazenagem, do manuseamento e do transporte de materiais utilizando uma das técnicas a seguir
MTD 11. indicadas ou várias em combinação.
11. I. As técnicas gerais incluem:
11. I. a) configuração, no âmbito do SGA da siderurgia, de um plano de ação relativo às partículas difusas;

ponderação sobre a paragem temporária de determinadas operações sempre que estas sejam identificadas como fonte de partículas PM10, provocando leituras elevadas no ambiente; para tal,
11. I. b) será necessário dispor de monitores de PM10 em quantidade suficiente, bem como de uma monitorização associada da direção e da força do vento, para possibilitar a triangulação e identificação
das principais fontes de partículas finas.

11. II. As técnicas para a prevenção de emissões de partículas durante o manuseamento e o transporte de matérias-primas a granel incluem:
11. II. a) orientação do material armazenado em pilhas longas no sentido do vento dominante
11. II. b) instalação de barreiras para proteção contra o vento ou utilização de barreiras naturais como abrigo
11. II. c) controlo do teor de humidade do material entregue
11. II. d) atenção redobrada aos procedimentos para evitar o manuseamento desnecessário dos materiais e descargas longas de materiais em locais desabrigados
11. II. e) confinamento adequado em transportadores e tremonhas, etc.
11. II. f) utilização, quando apropriado, de pulverização de água, com aditivos como látex, para evitar as poeiras
11. II. g) rigorosos padrões de manutenção dos equipamentos
11. II. h) elevados padrões nas operações de rotina, nomeadamente na limpeza e no humedecimento de acessos
11. II. i) utilização de equipamento móvel e estacionário de limpeza a vácuo

11. II. j) supressão ou extração de poeiras e utilização de uma instalação de limpeza de filtros de mangas para reduzir as fontes de emissão significativas de partículas

11. II. k) aplicação de veículos de limpeza com baixas emissões para proceder à limpeza de rotina dos acessos pavimentados.
11. III. As técnicas para as atividades de entrega, armazenagem e reclamação de materiais incluem:

11. III. a) isolamento total das tremonhas de descarga num edifício equipado com extração de ar e filtração de partículas, ou aplicação de defletores e grelhas de descarga na tremonha, em conjunto com
um sistema de extração e limpeza de partículas

11. III. b) limitação da altura de queda de materiais a um máximo de 0,5 m, se possível


11. III. c) utilização de pulverização com água (de preferência reciclada) para suprimir poeiras
11. III. d) sempre que necessário, aplicação de silos de armazenagem com filtros para controlar as poeiras
11. III. e) utilização de dispositivos totalmente fechados para retirar o material dos silos

sempre que necessário, armazenagem de sucata em áreas cobertas de piso pavimentado, para reduzir o risco de contaminação do solo (utilizando fornecimentos no momento exato para
11. III. f) minimizar as dimensões do parque e, consequentemente, as emissões)

11. III. g) minimização da interferência nas pilhas de materiais


11. III. h) restrição da altura e controlo do formato geral das pilhas de materiais
11. III. i) utilização de armazenagem dentro de edifícios ou silos, em vez de armazenagem ao ar livre, se a escala de armazenagem for adequada

criação de quebra-ventos através de acidentes geográficos naturais, bancos de terra ou plantações de ervas altas e árvores de folha perene em zonas abertas para captar e absorver as poeiras
11. III. j)
sem provocar danos a longo prazo

11. III. k) hidrossementeira dos aterros de resíduos e de escórias

11. III. l) implementação de medidas de reverdecimento do local, cobrindo as zonas não utilizadas com solo superficial e plantando relva, arbustos e outros tipos de vegetação rasteira

11. III. m) humedecimento da superfície utilizando substâncias duradouras para ligar a poeira
11. III. n) cobertura da superfície com encerados ou revestimento das pilhas de materiais (por exemplo, látex)
11. III. o) aplicação de armazenagem com paredes de retenção para reduzir a superfície exposta
11. III. p) se necessário, eventual inclusão de superfícies impermeáveis de betão, com drenagem.
11. IV. Se as matérias-primas e o combustível forem fornecidos por mar e as emissões de partículas puderem ser significativas, algumas técnicas incluem:

utilização de navios autodescarregadores ou outros sistemas de descarga contínua fechada. Caso contrário, a poeira gerada pelos sistemas de descarga com garras deve ser minimizada através
11. IV. a) de um conjunto de medidas, nomeadamente garantindo o teor de humidade adequado do material entregue, minimizando a altura de queda de material e utilizando pulverização de água e
sistemas de atomização de água à saída da tremonha de descarga de material;

evitar a utilização de água salgada para a aspersão de minérios ou fundentes, pois tal resulta na deposição de cloreto de sódio nos precipitadores eletrostáticos da instalação de sinterização. O
11. IV. b) acréscimo de cloro nas matérias-primas pode também provocar o aumento das emissões (por exemplo, de dibenzodioxinas/dibenzofuranos policlorados (PCDD/F) e impedir a recirculação das
partículas dos filtros;

11. IV. c) armazenar carvão, cal e carboneto de cálcio em pó em silos fechados e transportá-los através de sistemas pneumáticos ou armazená-los e transferi-los em sacos fechados.

11. V. As técnicas de descarga de comboios ou camiões incluem:


11. VI. Para os materiais muito finos que possam provocar uma libertação significativa de partículas, algumas técnicas incluem:

utilização de pontos de transferência, crivos vibratórios, trituradores, tremonhas e outros equipamentos idênticos, que possam ser totalmente fechados com extração para uma instalação de filtros
11. VI. a) de mangas,

utilização de sistemas de limpeza central ou local por vácuo, em vez de lavagem para remover derrames, uma vez que os efeitos se restringem a um meio e a reciclagem do material derramado é
11. VI. b) simplificada.

11. VII. As técnicas para manuseamento e processamento de escórias incluem:

manter húmidas as pilhas de granulado de escórias para o manuseamento e o processamento das escórias, uma vez que as escórias de alto-forno e as escórias de aciaria secas podem dar
11. VII. b) origem a poeiras,

11. VII. a) utilização de equipamentos fechados para trituração de escórias, equipados com extração eficiente e filtros de mangas para reduzir as emissões de poeiras.

11. VIII. As técnicas para o manuseamento de sucata incluem:


11. IX. As técnicas a ter em consideração durante o transporte de materiais incluem:
11. IX. a) minimização dos pontos de acesso a partir de vias públicas,
11. IX. b) utilização de equipamento de limpeza das rodas para evitar a transferência de lamas e partículas para as vias públicas,

11. IX. c) aplicação de superfícies duras nas vias de acesso do transporte (betão ou asfalto) para minimizar a geração de nuvens de poeira durante o transporte de materiais e a limpeza das vias,

11. IX. d) restrição dos veículos às rotas designadas, através de cercas, valas ou declives de escória reciclada,
11. IX. e) humedecimento de vias poeirentas através de pulverização com água, por exemplo, durante as operações de manuseamento de escórias,
11. IX. f) garantia de que os veículos de transporte não se encontram sobrecarregados, para evitar derrames,
11. IX. g) garantia de que os veículos de transporte dispõem de cobertura para tapar o material transportado,
11. IX. h) minimização do número de transferências,
11. IX. i) utilização de transportadores fechados ou em recintos fechados,

utilização de sistemas de transporte tubulares, sempre que possível, para minimizar as perdas de material que normalmente ocorrem devido a mudanças de direção entre diferentes locais como a
11. IX. j) descarga de materiais de uma cinta para outra,

11. IX. k) técnicas de boas práticas para a transferência de metal fundido e o manuseamento da panela de vazamento,
11. IX. l) remoção das partículas nos pontos de transferência entre equipamentos transportadores.
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS - Conclusões MTD

BREF - Produção de ferro e aço (IS) | Data de adoção: 03/2012 | Versão: 06.10.2017

Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta ao respetivo BREF.

n.º atribuído de
acordo com o BREF Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? VEA/VCA Condições
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

1.1.6 Gestão da água e das águas residuais

Para a gestão das águas residuais é MTD evitar, recolher e separar os diversos tipos de águas residuais, maximizando a reciclagem interna e utilizando um tratamento adequado a
MTD 12. cada fluxo final. Tal inclui técnicas que utilizem, por exemplo, separadores de óleo, filtração ou sedimentação. Neste contexto, as seguintes técnicas podem ser utilizadas sempre que
os pré-requisitos indicados estejam presentes:

12. i. evitar a utilização de água potável nas linhas de produção,

12. ii. aumentar o número e/ou a capacidade dos sistemas de circulação de água aquando da construção de novas instalações ou da modernização/remodelação de instalações existentes,

12. iii. centralizar a distribuição de água de abastecimento,


12. iv. utilizar a água em cascatas até os parâmetros individuais alcançarem os limites legais ou técnicos,
12. v. utilizar a água em outras instalações caso apenas sejam afetados parâmetros individuais da água e seja possível a sua reutilização,
12. vi. separar as águas residuais tratadas e não tratadas; com esta medida é possível eliminar as águas residuais de diferentes formas com custos razoáveis,
12. vii. utilizar água da chuva, sempre que possível.

1.1.7 Monitorização ou acompanhamento

É MTD medir ou avaliar todos os parâmetros relevantes necessários para conduzir os processos a partir de salas de controlo através de sistemas informatizados modernos, a fim de
MTD 13. ajustar continuamente e otimizar os processos online, para garantir um processamento estável e suave, desse modo aumentando a eficiência energética, maximizando o rendimento
do metal e melhorando as práticas de manutenção.

MTD 14. É MTD medir as emissões pontuais de poluentes, provenientes das principais fontes de emissões de todos os processos incluídos nas secções 1.2 a 1.7 sempre que forem indicados
VEA às MTD, bem como nas centrais de produção de eletricidade alimentadas a gás dos processos nas siderurgias.

É MTD utilizar medições contínuas pelo menos para:


14. i. emissões primárias de partículas, óxidos de azoto (NOx) e dióxidos de enxofre (SO2) provenientes de instalações de sinterização
14. ii. emissões de óxidos de azoto (NOx) e dióxido de enxofre (SO2) provenientes das linhas de endurecimento das instalações de peletização
14. iii. emissões de partículas provenientes das naves de vazamento de altos-fornos
14. iv. emissões secundárias de partículas provenientes de conversores de oxigénio
14. v. emissões de óxidos de azoto (NOx) provenientes de centrais de produção de eletricidade
14. vi. emissões de partículas provenientes de fornos de arco elétrico de grandes dimensões.
Para outras emissões, é MTD utilizar a monitorização contínua das emissões, em função do caudal mássico e das características das emissões.

Para as fontes de emissão relevantes não indicadas na MTD 14, é MTD medir periódica e pontualmente as emissões de poluentes provenientes de todos os processos incluídos nas
secções 1.2 a 1.7 e das centrais de produção de eletricidade alimentadas a gás dos processos dentro das siderurgias, bem como todos os componentes/poluentes dos gases dos
MTD 15. processos. Tal inclui a monitorização pontual dos gases dos processos, das emissões pontuais e das dibenzodioxinas/dibenzofuranos policlorados (PCDD/F) e a monitorização da
descarga de águas residuais, mas exclui as emissões difusas (ver MTD 16).

É MTD determinar a ordem de grandeza das emissões difusas provenientes de fontes relevantes através dos métodos abaixo indicados. Sempre que possível, os métodos de
MTD 16. medição direta são preferíveis aos métodos de medição indireta ou a avaliações baseadas em cálculos com fatores de emissão.

16. i. Métodos de medição direta quando as emissões são medidas junto à respetiva fonte. Neste caso, é possível medir ou determinar as concentrações e os caudais mássicos.

16. ii. Métodos de medição indireta quando a determinação das emissões ocorre a determinada distância da fonte; não é possível a medição direta das concentrações e do caudal mássico.

16. iii. Cálculo com fatores de emissão.

1.1.8 Desativação

MTD 17. É MTD evitar a poluição decorrente da desativação utilizando as técnicas necessárias, como indica a seguinte lista.

Considerações sobre a conceção para a desativação de uma instalação em fim de vida:

17. I. Ter em conta o impacto ambiental da futura desativação da instalação no momento da conceção de uma nova instalação, pois a previsão torna a desativação mais fácil, limpa e económica

A desativação coloca riscos ambientais devido à contaminação do solo (e das águas subterrâneas) e gera grandes quantidades de resíduos sólidos; as técnicas preventivas são específicas de
17. II. cada processo, mas são possíveis algumas considerações gerais, como:
17. II. i. evitar estruturas subterrâneas
17. II. ii. incorporar características que facilitem o desmantelamento
17. II. iii. escolher acabamentos de superfície facilmente descontamináveis
17. II. iv. utilizar uma configuração dos equipamentos que minimize a retenção de produtos químicos e facilite o escoamento ou a limpeza
17. II. v. conceber unidades flexíveis e independentes que permitam o encerramento faseado
17. II. vi. utilizar materiais biodegradáveis e recicláveis sempre que possível.

1.1.9 Ruído
É MTD reduzir as emissões de ruído provenientes de fontes relevantes nos processos de produção de ferro e aço utilizando uma ou mais das seguintes técnicas, tendo em
MTD 18. consideração as condições locais:
18. i. implementação de uma estratégia de redução do ruído
18. ii. encapsulamento das operações/unidades ruidosas
18. iii. isolamento das vibrações das operações/unidades
18. iv. revestimento interno e externo com materiais que absorvam impactos
18. v. insonorização dos edifícios para confinar as operações ruidosas que envolvam equipamentos de transformação de materiais

18. vi. construção de paredes de proteção contra o ruído, por exemplo, edifícios ou barreiras naturais, como a colocação de árvores ou arbustos entre a zona protegida e a atividade ruidosa

18. vii. colocação de silenciadores nas chaminés de aspiração


18. vii. isolamento de condutas e ventiladores finais situados em edifícios insonorizados
18. ix. fecho de portas e janelas nas áreas cobertas.

1.2 CONCLUSÕES MTD PARA INSTALAÇÕES DE SINTERIZAÇÃO

Emissões para a atmosfera


A MTD para a dosagem/mistura consiste em evitar ou reduzir as emissões difusas de partículas aglomerando os materiais finos mediante o ajuste do teor de humidade (ver também
MTD 19. MTD 11).

A MTD para as emissões primárias provenientes de instalações de sinterização consiste em reduzir as emissões de partículas provenientes dos gases residuais da linha de
MTD 20. sinterização através de filtro de mangas. (Consultar VEA às MTD no BREF)

MTD 21. A MTD para as emissões primárias provenientes de linhas de sinterização consiste em evitar ou reduzir as emissões de mercúrio selecionando matérias-primas com baixo teor de
mercúrio (ver MTD 7) ou tratar os gases residuais em combinação com a injeção de carvão ativo ou coque de lenhite ativado. (Consultar VEA às MTD no BREF)

A MTD para as emissões primárias provenientes de linhas de sinterização consiste em reduzir as emissões de óxido de enxofre (SOx) utilizando uma das seguintes técnicas ou
MTD 22. várias em combinação: (Consultar VEA às MTD no BREF)
22. I. Diminuição da entrada de enxofre no processo utilizando pó de coque com baixo teor de enxofre
22. II. Diminuição da entrada de enxofre no processo através da minimização do consumo de pó de coque
22. III. Diminuição da entrada de enxofre no processo utilizando minério de ferro com baixo teor de enxofre
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS - Conclusões MTD

BREF - Produção de ferro e aço (IS) | Data de adoção: 03/2012 | Versão: 06.10.2017

Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta ao respetivo BREF.

n.º atribuído de
acordo com o BREF Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? VEA/VCA Condições
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

22. IV. Injeção de agentes de adsorção adequados na conduta de gases residuais da linha de sinterização antes do despoeiramento por filtro de manga (ver MTD 20)
22. V. Processo de dessulfuração húmida ou de carvão ativado regenerado (CAR) (tomando em especial atenção os pré-requisitos para a respetiva aplicação).
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS - Conclusões MTD

BREF - Produção de ferro e aço (IS) | Data de adoção: 03/2012 | Versão: 06.10.2017

Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta ao respetivo BREF.

n.º atribuído de
acordo com o BREF Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? VEA/VCA Condições
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

Precipitação eletrostática avançada

A MTD para as emissões primárias provenientes de linhas de sinterização consiste em reduzir as emissões totais de óxido de azoto (NOx) utilizando uma das seguintes técnicas ou
MTD 23. várias em combinação: (Consultar VEA às MTD no BREF)
23. I. Medidas integradas nos processos, entre as quais:
23. I. i. recirculação de gases residuais
23. I. i. outras medidas primárias, como a utilização de antracite ou a utilização de queimadores com baixas emissões de NOx para ignição
23. II. Técnicas de fim-de-linha, entre as quais:
23. II. i. processo de carvão ativado regenerado (CAR)
23. II. i. redução catalítica seletiva (RCS).

A MTD para as emissões primárias provenientes das linhas de sinterização consiste em evitar e/ou reduzir as emissões de dibenzodioxinas/dibenzofuranos policlorados (PCDD/F) e
MTD 24. bifenilos policlorados (PCB) utilizando uma das seguintes técnicas ou várias em combinação:

24. I. Evitar, na medida do possível, a utilização de matérias-primas que contenham dibenzodioxinas/dibenzofuranos policlorados (PCDD/F) e bifenilos policlorados (PCB) ou os respetivos precursores
(ver MTD 7)

24. II. Suprimir a formação de dibenzodioxinas/dibenzofuranos policlorados (PCDD/F), através da adição de compostos de azoto
24. III. Recircular os gases residuais (consultar a MTD 23 sobre descrição e aplicabilidade).

A MTD para as emissões primárias provenientes das linhas de sinterização consiste em reduzir as emissões de dibenzodioxinas/dibenzofuranos policlorados (PCDD/F) e bifenilos
MTD 25. policlorados (PCB) através da injeção de agentes de adsorção adequados na conduta de gases residuais da linha de sinterização antes de proceder ao despoeiramento com um filtro
de mangas ou com precipitadores eletrostáticos avançados se os filtros de mangas não forem aplicáveis (ver MTD 20). (Consultar VEA às MTD no BREF)

A MTD para as emissões secundárias provenientes da descarga da linha de sinterização, da trituração, do arrefecimento, da seleção e dos pontos de transferência de sínter consiste
MTD 26. em evitar as emissões de partículas e/ou alcançar uma extração eficiente e, consequentemente, reduzir as emissões de partículas utilizando uma das seguintes técnicas ou várias em
combinação: (Consultar VEA às MTD no BREF)

26. I. Cobertura e/ou isolamento


26. II. Precipitador eletrostático ou filtro de mangas.

Água e águas residuais


A MTD consiste em minimizar o consumo de água nas instalações de sinterização reciclando a água de arrefecimento na medida do possível, a menos que sejam utilizados sistemas
MTD 27. de arrefecimento de circuito aberto.

A MTD consiste em tratar os efluentes líquidos provenientes das instalações de sinterização em que seja utilizada água de enxaguamento ou em que seja aplicado um sistema de
MTD 28. tratamento de gases residuais por via húmida, com exceção da água de arrefecimento a montante da descarga, utilizando uma das seguintes técnicas ou várias em combinação:
(Consultar VEA às MTD no BREF)

28. I. Precipitação de metais pesados


28. II. Neutralização
28. III. Filtração com filtro de areias.

Resíduos da produção

MTD 29. A MTD consiste em evitar a produção de resíduos nas instalações de sinterização utilizando uma das seguintes técnicas ou várias em combinação (ver MTD 8):

Reciclagem seletiva dos resíduos, no local, devolvendo-os ao processo de sinterização depois de removidas as partículas finas ricas em metais pesados, substâncias alcalinas ou cloretos (por
29. I.
exemplo, as partículas do último campo do precipitador eletrostático)

29. II. Reciclagem externa, se a reciclagem no local não for possível.

A MTD consiste em reciclar, na medida do possível, os resíduos passíveis de conter óleo, como partículas, lamas e escamas de laminagem com ferro e carbono provenientes da linha
MTD 30. de sinterização e de outros processos da siderurgia integrada, devolvendo-os à linha de sinterização, tendo em atenção o respetivo teor de óleo.

MTD 31. A MTD consiste em diminuir o teor de hidrocarbonetos na produção de sínter através de uma seleção apropriada e do pré-tratamento dos resíduos do processo reciclados.

Energia

MTD 32. A MTD consiste em reduzir o consumo de energia térmica nas instalações de sinterização utilizando uma das seguintes técnicas ou várias em combinação:

32. I. Recuperação do calor sensível dos gases residuais de arrefecimento do sínter


32. II. Recuperação do calor sensível, se possível, proveniente dos gases residuais da grelha de sinterização
32. III. Maximização da recirculação de gases residuais para utilizar o calor residual (consultar MTD 23 sobre descrição e aplicabilidade).

1.3 CONCLUSÕES MTD PARA INSTALAÇÕES DE PELETIZAÇÃO

Emissões para a atmosfera

MTD 33. A MTD consiste em reduzir as emissões de partículas nos gases residuais provenientes dos seguintes processos: (Consultar VEA às MTD no BREF)

33. a) Pré-tratamento das matérias-primas, secagem, trituração, humedecimento, mistura e aglomeração


33. b) Linha de endurecimento
33. c) Manuseamento e seleção dos peletes,
utilizando uma das seguintes técnicas ou várias em combinação:
33. I. Precipitador eletrostático
33. II. Filtro de manga
33. III. Lavador

A MTD consiste em reduzir as emissões de óxidos de enxofre (SOx), cloreto de hidrogénio (HCl) e fluoreto de hidrogénio (HF) provenientes dos gases residuais da linha de
MTD 34. endurecimento utilizando uma das seguintes técnicas: (Consultar VEA às MTD no BREF)
34. I. Lavador
34. II. Absorção semi-seca com subsequente sistema de despoeiramento.
A MTD consiste em reduzir as emissões de NOX provenientes dos gases residuais da secção de secagem e trituração e da linha de endurecimento, aplicando técnicas integradas nos
MTD 35.
processos.

A MTD para as instalações existentes consiste em reduzir as emissões de NO X provenientes dos gases residuais da secção de secagem e trituração e da linha de endurecimento,
MTD 36.
aplicando uma das seguintes técnicas:

36. I. Redução catalítica seletiva (RCS) como técnica de fim-de-linha


36. II. Qualquer outra técnica com eficácia de redução de NOX de pelo menos 80 %.
A MTD para as novas instalações consiste em reduzir as emissões de (NO X) provenientes dos gases residuais da secção de secagem e trituração e da linha de endurecimento,
MTD 37.
aplicando a redução catalítica seletiva (RCS) como técnica de fim-de-linha.

Água e águas residuais


A MTD para as instalações de peletização consiste em minimizar o consumo de água e a descarga de águas provenientes da depuração, do enxaguamento por via húmida e do
MTD 38. arrefecimento e em reutilizá-las tanto quanto possível.

A MTD para as instalações de peletização consiste em tratar os efluentes líquidos antes de os descarregar, utilizando uma das seguintes técnicas ou várias em combinação:
MTD 39. (Consultar VEA às MTD no BREF)
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS - Conclusões MTD

BREF - Produção de ferro e aço (IS) | Data de adoção: 03/2012 | Versão: 06.10.2017

Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta ao respetivo BREF.

n.º atribuído de
acordo com o BREF Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? VEA/VCA Condições
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

39. I. Neutralização
39. II. Floculação
39. III. Sedimentação
39. IV. Filtração em filtro de areias
39. V. Precipitação de metais pesados.
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS - Conclusões MTD

BREF - Produção de ferro e aço (IS) | Data de adoção: 03/2012 | Versão: 06.10.2017

Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta ao respetivo BREF.

n.º atribuído de
acordo com o BREF Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? VEA/VCA Condições
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

Resíduos da produção

A MTD consiste em evitar a geração de resíduos provenientes das instalações de peletização através da reciclagem efetiva no local ou da reutilização de resíduos (por exemplo,
MTD 40. peletes subdimensionados e peletes sujeitos a tratamento térmico).

Energia

MTD 41. A MTD consiste em reduzir/minimizar o consumo de energia térmica nas instalações de peletização utilizando uma das seguintes técnicas ou várias em combinação:

41. I. Reutilização integrada nos processos, na medida do possível, do calor sensível proveniente das diferentes secções da linha de endurecimento
41. II. Utilização do calor residual excedente para redes de aquecimento internas ou externas, caso haja procura por parte de terceiros.

1.4 CONCLUSÕES MTD PARA COQUERIAS

Emissões para a atmosfera


A MTD para as instalações de trituração de carvão (preparação do carvão, incluindo trituração, moagem, pulverização e seleção) consiste em evitar ou reduzir as emissões de
MTD 42. partículas utilizando uma das seguintes técnicas ou várias em combinação: (Consultar VEA às MTD no BREF)
42. I. Edificação e/ou isolamento dos dispositivos (triturador, pulverizador, crivos)
42. II. Extração e utilização eficazes de sistemas subsequentes de despoeiramento a seco.

A MTD para a armazenagem e o manuseamento de carvão pulverizado consiste em evitar ou reduzir as emissões difusas de partículas utilizando uma das seguintes técnicas ou
MTD 43. várias em combinação: (Consultar VEA às MTD no BREF)
43. I. Armazenagem dos materiais pulverizados em paióis e armazéns
43. II. Utilização de transportadores fechados ou de transportadores em recinto fechado
43. III. Minimização da altura de queda dos materiais, dependendo das dimensões e da construção da instalação
43. IV. Redução das emissões provenientes do carregamento da torre de carvão e do vagão de carga
43. V. Utilização de uma extração eficaz e subsequente despoeiramento.

MTD 44. A MTD consiste em carregar as câmaras do forno de coque com sistemas de carga de emissões reduzidas. (Consultar VEA às MTD no BREF)

MTD 45. A MTD para a coquefação consiste em extrair o gás de coqueria durante a coquefação, na medida do possível.

A MTD para as coquerias consiste em reduzir as emissões mediante uma produção de coque contínua e sem perturbações utilizando as seguintes técnicas: (Consultar VEA às MTD
MTD 46. no BREF)

46. I. Fazer uma manutenção extensiva das câmaras do forno, das portas do forno e das juntas da estrutura, das colunas montantes, dos orifícios de carregamento e de outros equipamentos (deve ser
realizado um programa sistemático por pessoal treinado especialmente para proceder à deteção e à manutenção)

46. II. Evitar flutuações acentuadas da temperatura


46. III. Observar e monitorizar cuidadosamente o forno de coque

46. IV. Limpar portas, juntas da estrutura, orifícios de carregamento, tampas e colunas montantes após o manuseamento (aplicável em novas instalações e, em alguns casos, em instalações existentes)

46. V. Manter um fluxo livre dos gases nos fornos de coque

Regular uma pressão adequada durante a coquefação e aplicar portas munidas de juntas de vedação flexíveis, armadas com molas ou portas com cutelo de vedação (no caso dos fornos com ≤ 5
46. VI. m de altura e em bom estado de funcionamento)

Utilizar colunas montantes estanques, seladas com água, a fim de reduzir as emissões visíveis provenientes do aparelho que faz a passagem da bateria de fornos de coque para o coletor, o tubo
46. VII. de subida e os tubos bifurcados estacionários

46. VIII. Vedar os orifícios de carregamento com uma suspensão de argila (ou outro material de vedação apropriado), a fim de reduzir as emissões visíveis provenientes de todos os orifícios

46. IX. Garantir uma coquefação completa (evitando o desenfornamento de coque mal cozido), mediante a aplicação de técnicas adequadas

46. X. Instalar câmaras de maiores dimensões nos fornos de coque (aplicável em novas instalações ou, em alguns casos de substituição integral da instalação, nas fundações antigas)

46. XI. Sempre que possível, utilizar a regulação variável da pressão nas câmaras do forno durante a coquefação (aplicável em novas instalações, podendo ser uma opção para instalações existentes; a
possibilidade de instalar esta técnica em instalações existentes deve ser examinada criteriosamente e está sujeita à situação individual de cada instalação).

MTD 47. A MTD para a instalação de tratamento de gases consiste em minimizar a fuga de emissões gasosas utilizando as seguintes técnicas:

47. I. Minimizar o número de flanges através da soldadura das ligações dos tubos sempre que possível
47. II. Utilizar vedações apropriadas para as flanges e válvulas
47. III. Utilizar bombas estanques (por exemplo, bombas magnéticas)
47. IV. Evitar as emissões das válvulas de pressão nos tanques de armazenagem, das seguintes formas:
47. IV. a) ligando a saída da válvula ao coletor de gás de coqueria ou
47. IV. b) recolhendo e, subsequentemente, queimando os gases.

MTD 48. A MTD consiste em reduzir o teor de enxofre do gás de coqueria utilizando uma das seguintes técnicas: (Consultar VEA às MTD no BREF)

48. I. Dessulfuração por sistemas de absorção


48. II. Dessulfuração oxidativa por via húmida.

MTD 49. A MTD para o aquecimento do forno de coque consiste em reduzir as emissões utilizando as seguintes técnicas: (Consultar VEA às MTD no BREF)

49. I. Prevenção de fugas entre a câmara do forno e a câmara de aquecimento através da operação regular do forno de coque
49. II. Reparação das fugas entre a câmara do forno e a câmara de aquecimento (aplicável apenas em instalações existentes)
Incorporação de técnicas com baixas emissões de óxidos de azoto (NOx) na construção de novas baterias, como por exemplo a combustão por etapas e a utilização de tijolos mais finos e
49. III. material refratário com melhor condutividade térmica (aplicável apenas em novas instalações)
49. IV. Utilização de gases de processo dessulfurados do gás de coqueria.

MTD 50. A MTD para o desenfornamento de coque consiste em reduzir as emissões de partículas utilizando as seguintes técnicas: (Consultar VEA às MTD no BREF)

50. I. Extração através de uma máquina de transferência de coque integrada equipada com uma cobertura
50. II. Utilização de tratamento no terreno do gás extraído com um filtro de mangas ou outro sistema de redução
50. III. Utilização de um vagão de coque móvel ou de um ponto.

MTD 51. A MTD para a extinção do coque consiste em reduzir as emissões de partículas utilizando as seguintes técnicas: (Consultar VEA às MTD no BREF)

51. I. Utilização da extinção a seco do coque com recuperação do calor sensível e remoção das partículas provenientes das operações de carregamento, manuseamento e seleção através de um filtro
de mangas
51. II. Utilização da técnica convencional de extinção húmida do coque com emissões reduzidas
51. III. Utilização da extinção por estabilização do coque.

A MTD para a calibração e o manuseamento do coque consiste em evitar ou reduzir as emissões de partículas utilizando as seguintes técnicas em combinação: (Consultar VEA às
MTD 52. MTD no BREF)
52. I. Utilização de isolamento nos edifícios ou equipamentos
52. II. Extração eficaz e subsequente despoeiramento a seco.
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS - Conclusões MTD

BREF - Produção de ferro e aço (IS) | Data de adoção: 03/2012 | Versão: 06.10.2017

Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta ao respetivo BREF.

n.º atribuído de
acordo com o BREF Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? VEA/VCA Condições
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

Água e águas residuais

MTD 53. A MTD consiste em minimizar e reutilizar tanto quanto possível a água de extinção.

A MTD consiste em evitar reutilizar como água de extinção a água dos processos com carga orgânica significativa (por exemplo, águas residuais do forno de coque não tratadas,
MTD 54. águas residuais com elevado teor de hidrocarbonetos, etc.).

A MTD consiste em pré-tratar as águas residuais do processo de coquefação e da limpeza do gás de coqueria antes da descarga para uma estação de tratamento de águas residuais,
MTD 55. utilizando uma das seguintes técnicas ou várias em combinação:

55. I. Remoção eficaz de alcatrão e de hidrocarbonetos aromáticos policíclicos mediante floculação e subsequente flotação, sedimentação e filtração, individualmente ou em combinação

55. II. Separação eficaz do amoníaco utilizando álcalis e vapor.

A MTD para as águas residuais pré-tratadas do processo de coquefação e da limpeza do gás de coqueria consiste em utilizar um tratamento biológico das águas residuais com
MTD 56. etapas integradas de desnitrificação/nitrificação. (Consultar VEA às MTD no BREF)

Resíduos da produção

A MTD consiste em reciclar os resíduos da produção, como alcatrão da água com partículas de carvão e efluente da serpentina de destilação, e as lamas ativadas excedentes
MTD 57.
provenientes da estação de tratamento de águas residuais, devolvendo-as à alimentação de carvão da coqueria.

Energia

MTD 58. A MTD consiste em utilizar o gás de coqueria extraído, como combustível ou agente redutor ou para a produção de substâncias químicas.

1.5 CONCLUSÕES MTD PARA ALTOS-FORNOS

Emissões para a atmosfera


A MTD para o ar deslocado durante o carregamento da unidade de injeção de carvão a partir dos paióis de armazenagem consiste em capturar as emissões de partículas e realizar o
MTD 59. despoeiramento subsequente a seco. (Consultar VEA às MTD no BREF)

A MTD para a preparação (mistura, dosagem) e transporte da carga consiste em minimizar as emissões de partículas e, sempre que relevante, proceder à extração com subsequente
MTD 60.
despoeiramento por meio de um precipitador eletrostático ou filtro de mangas.

A MTD para a nave de vazamento (furos de sangria, canais de vazamento, pontos de carregamento da panela torpedo, sifões) consiste em evitar ou reduzir as emissões difusas de
MTD 61. partículas utilizando as seguintes técnicas: (Consultar VEA às MTD no BREF)
61. I. Cobertura dos canais de vazamento

61. II. Otimização da eficácia de captura de emissões difusas de partículas e de fumos com a subsequente limpeza dos efluentes gasosos por meio de um precipitador eletrostático ou filtro de mangas

61. III. Supressão de fumos com azoto durante o vazamento, se aplicável e se não tiver sido instalado um sistema de recolha e despoeiramento das emissões provenientes do vazamento.

MTD 62. A MTD consiste em utilizar revestimentos isentos de alcatrão no canal de vazamento.

MTD 63. A MTD consiste em minimizar a libertação de gases do alto-forno durante o carregamento utilizando uma das seguintes técnicas ou várias em combinação:

63. I. Bocal sem campânula com condicionamento primário e secundário


63. II. Sistema de recuperação de gases ou ventilação
63. III. Utilização dos gases do alto-forno para pressurizar os paióis superiores.

MTD 64. A MTD consiste em reduzir as emissões dos gases do alto-forno utilizando uma das seguintes técnicas ou várias em combinação: (Consultar VEA às MTD no BREF)

64. I. Dispositivos de despoeiramento a seco, como:


64. I. i. defletores
64. I. ii. captadores de partículas
64. I. iii. ciclones
64. I. iv. precipitadores eletrostáticos.
64. II. Redução subsequente das partículas, por exemplo:
64. II. i. lavadores tipo barreira
64. II. ii. lavadores venturi
64. II. iii. lavadores de estrangulamento
64. II. iv. precipitadores eletrostáticos húmidos
64. II. v. desintegradores.

A MTD para as estufas de Cowper consiste em reduzir as emissões utilizando os gases excedentes dessulfurados e despoeirados, os gases de alto-forno isentos de partículas, os
MTD 65. gases do conversor de oxigénio isentos de partículas e gás natural, individualmente ou em combinação. (Consultar VEA às MTD no BREF)

A MTD para o consumo e a descarga da água de tratamento dos gases de alto-forno consiste em minimizar e reutilizar, na medida do possível, a água de depuração, por exemplo
MTD 66. para a granulação de escórias, se necessário, após tratamento com filtro de gravilha.

MTD 67. A MTD para o tratamento de águas residuais do tratamento dos gases de alto-forno consiste em utilizar floculação (coagulação) e sedimentação, bem como redução de cianeto
facilmente libertado, se necessário. (Consultar VEA às MTD no BREF)

Resíduos da produção

MTD 68. A MTD consiste em evitar a produção de resíduos nos altos-fornos, utilizando uma das seguintes técnicas ou várias em combinação:

68. I. Recolha e armazenagem adequadas para facilitar um tratamento específico


Reciclagem local das partículas de maiores dimensões das poeiras provenientes do tratamento dos gases do alto-forno e de poeiras provenientes do despoeiramento da nave de vazamento, com
68. II. a devida atenção ao efeito das emissões da instalação no local de reciclagem

Tratamento de lamas com hidrociclones, com reciclagem subsequente no local da fração de partículas maiores (aplicável se for utilizado despoeiramento por via húmida e a distribuição do teor de
68. III. zinco pelas partículas de diferentes dimensões permitir uma separação razoável)

Tratamento das escórias, de preferência através de granulação (sempre que as condições do mercado o permitam), para a utilização externa da escória (por exemplo, na indústria cimenteira ou
68. IV. na construção de estradas).

MTD 69. A MTD para minimizar as emissões provenientes do tratamento das escórias consiste em condensar o fumo, caso seja necessário reduzir odores.

Gestão de recursos

A MTD para a gestão de recursos dos altos-fornos consiste em reduzir o consumo de coque através da injeção direta de agentes redutores, como carvão pulverizado, óleo, óleo
MTD 70. pesado, alcatrão, resíduos de óleo, gás de coqueria, gás natural e resíduos, incluindo resíduos metálicos, óleos usados e emulsões, resíduos gordos, gorduras e resíduos plásticos,
individualmente ou em combinação.

MTD 71. A MTD consiste em manter uma operação contínua e suave do alto-forno a um ritmo constante para minimizar as emissões e reduzir a possibilidade de escorregamento das cargas.

MTD 72 A MTD consiste em utilizar os gases extraídos do alto-forno como combustível.


ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS - Conclusões MTD

BREF - Produção de ferro e aço (IS) | Data de adoção: 03/2012 | Versão: 06.10.2017

Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta ao respetivo BREF.

n.º atribuído de
acordo com o BREF Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? VEA/VCA Condições
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

MTD 73. A MTD consiste em recuperar a energia da pressão dos gases no bocal do alto-forno sempre que haja pressão de gás suficiente no bocal e baixas concentrações de álcalis.

A MTD consiste em pré-aquecer os gases combustíveis da estufa de Cowper ou o ar de combustão utilizando os gases residuais da estufa de Cowper e em otimizar o processo de
MTD 74 combustão da mesma.
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS - Conclusões MTD

BREF - Produção de ferro e aço (IS) | Data de adoção: 03/2012 | Versão: 06.10.2017

Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta ao respetivo BREF.

n.º atribuído de
acordo com o BREF Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? VEA/VCA Condições
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

1.6 CONCLUSÕES MTD PARA A PRODUÇÃO E VAZAMENTO DE AÇO EM CONVERSOR DE OXIGÉNIO

Emissões para a atmosfera

A MTD para a recuperação dos gases do conversor de oxigénio através da combustão reprimida consiste em extrair os gases do conversor de oxigénio, na medida do possível, e
MTD 75. limpá-los utilizando as seguintes técnicas em combinação: (Consultar VEA às MTD no BREF)
75. I. Utilização de um processo de combustão reprimida

75. II. Pré-despoeiramento para eliminar as partículas de maiores dimensões por meio de técnicas de separação a seco (por exemplo, defletor, ciclone) ou de separadores húmidos

75. III. Redução das partículas por meio de:


75. III. i. despoeiramento a seco (por exemplo, precipitador eletrostático) para instalações novas e instalações existentes;
75. III. ii. despoeiramento por via húmida (por exemplo, lavador ou precipitador eletrostático húmido) para instalações existentes.

A MTD para a recuperação dos gases do conversor de oxigénio durante a sopragem de oxigénio no caso de combustão completa consiste em reduzir as emissões de partículas
MTD 76. utilizando uma das seguintes técnicas: (Consultar VEA às MTD no BREF)
76. I. Despoeiramento a seco (por exemplo, precipitador eletrostático ou filtro de mangas) para instalações novas e instalações existentes
76. II. Despoeiramento por via húmida (por exemplo, lavador ou precipitador eletrostático húmido) para instalações existentes.

A MTD consiste em minimizar as emissões de partículas provenientes do orifício da lança de oxigénio utilizando uma das seguintes técnicas ou várias em combinação: (Consultar
MTD 77. VEA às MTD no BREF)
77. I. Cobertura do orifício da lança durante a sopragem de oxigénio
77. II. Injeção de gás inerte ou vapor no orifício da lança para dissipar a poeira
77. III. Utilização de conceções alternativas de vedação, combinadas com dispositivos de limpeza da lança.

MTD 78. MTD para o despoeiramento secundário, incluindo as emissões dos seguintes processos: (Consultar VEA às MTD no BREF)

78. a) Transferência de do metal quente proveniente da panela torpedo (ou do misturador de metal quente) para a panela de carregamento

78. b) Pré-tratamento do metal quente (nomeadamente, pré-aquecimento de recipientes, dessulfuração, desfosforação, remoção de escórias, processos de transferência de metal quente e pesagem)

Processos relacionados com o conversor de oxigénio, como pré-aquecimento de recipientes, entorna durante a sopragem de oxigénio, carregamento de metal quente e sucata, vazamento de aço
78. c)
líquido e escórias do conversor de oxigénio
78. d) Metalurgia secundária e vazamento contínuo,

A MTD para o processamento de escórias no local consiste em reduzir as emissões de partículas utilizando uma das seguintes técnicas ou várias em combinação: (Consultar VEA às
MTD 79.
MTD no BREF)
79. I. Extração eficiente do triturador de escórias e dos dispositivos de seleção com subsequente limpeza dos efluentes gasosos, se relevante
79 .II. Transporte das escórias não tratadas em pás carregadoras
79. III. Extração ou humedecimento dos pontos de transferência entre transportadores de material fragmentado
79. IV. Humedecimento das pilhas de armazenagem de escórias
79. V. Utilização de atomização de água ao carregar escórias fragmentadas.

Água e águas residuais

A MTD consiste em evitar ou reduzir a utilização de água e as emissões de águas residuais provenientes do despoeiramento primário dos gases do conversor de oxigénio utilizando
MTD 80. uma das seguintes técnicas, conforme consta das MTD 75 e 76:
80. a) despoeiramento a seco dos gases do conversor de oxigénio

80. b) minimização da água de depuração e respetiva reutilização, na medida do possível (por exemplo, para a granulação de escórias), caso seja aplicado despoeiramento por via húmida.

A MTD consiste em minimizar a descarga de águas residuais provenientes do vazamento contínuo utilizando as seguintes técnicas em combinação: (Consultar VEA às MTD no
MTD 81. BREF)
81. I. Remoção de sólidos por floculação, sedimentação e/ou filtração
81. II. Remoção de óleo em tanques de escumação ou utilizando qualquer outro dispositivo eficaz
81. III. Recirculação de água de arrefecimento e de água proveniente da geração de vácuo, na medida do possível.

Resíduos da produção

MTD 82. A MTD consiste em evitar a produção de resíduos utilizando uma das seguintes técnicas ou várias em combinação (ver MTD 8):

82. I. Recolha e armazenagem adequadas para facilitar um tratamento específico

Reciclagem local das partículas provenientes do tratamento dos gases do conversor de oxigénio, das partículas provenientes do despoeiramento secundário e das escamas de laminagem
82. II. provenientes do vazamento contínuo, encaminhando-as para os processos de produção de aço, tendo a devida atenção ao efeito das emissões da instalação no local onde é realizada a
reciclagem

82. III. Reciclagem local das escórias do conversor de oxigénio e das escórias finas do conversor de oxigénio em várias aplicações
82. IV. Tratamento das escórias se as condições do mercado permitirem a sua utilização externa (por exemplo, como agregado em materiais ou na construção)

82. V. Utilização de partículas provenientes dos filtros e de lamas para a recuperação externa de ferro e de metais não-ferrosos, como zinco, na indústria de metais não-ferrosos

Utilização de um tanque de sedimentação para lamas, com subsequente reciclagem da fração de partículas de maiores dimensões na sinterização/no alto-forno ou na indústria cimenteira, se a
82. VI. granulometria permitir uma separação razoável.

MTD consiste em gerir de forma controlada os resíduos dos processos do conversor de oxigénio que não possam ser evitados nem reciclados.

Energia

MTD 83. A MTD consiste em recolher, limpar e tamponar os gases do conversor de oxigénio para utilização subsequente como combustível.

MTD 84 A MTD consiste em reduzir o consumo de energia utilizando sistemas de panela com tampa.

MTD 85. A MTD consiste em otimizar o processo e reduzir o consumo de energia utilizando um processo de vazamento direto após a sopragem.

A MTD consiste em reduzir o consumo de energia utilizando a fundição de bandas com forma quase definitiva, se a qualidade e a mistura de produtos dos tipos de aço produzidos o
MTD 86. justificarem.
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS - Conclusões MTD

BREF - Produção de ferro e aço (IS) | Data de adoção: 03/2012 | Versão: 06.10.2017

Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta ao respetivo BREF.

n.º atribuído de
acordo com o BREF Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? VEA/VCA Condições
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

1.7 CONCLUSÕES MTD PARA PRODUÇÃO E VAZAMENTO DE AÇO EM FORNO DE ARCO ELÉTRICO

Emissões para a atmosfera

Para o processo de forno de arco elétrico (FAE) é MTD prevenir as emissões de mercúrio, evitando, tanto quanto possível, a utilização de matérias-primas e auxiliares que contenham
MTD 87. mercúrio (ver MTD 6 e MTD 7).

É MTD para o despoeiramento primário e secundário do forno de arco elétrico (FAE) (incluindo pré-aquecimento de sucata, carregamento, fusão, vazamento, forno de panela e
MTD 88. metalurgia secundária) conseguir uma extração eficiente de todas as fontes de emissão, utilizando uma das técnicas a seguir enunciadas, com despoeiramento subsequente por
meio de um filtro de mangas: (Consultar VEA às MTD no BREF)

88. I. Combinação de extração direta de efluentes gasosos (4.o ou 2.o orifício) e sistemas de cobertura
88. II. Extração direta de gases e sistemas de nicho de enforna

88. III. Extração direta dos gases e evacuação completa do edifício (os fornos de arco elétrico (FAE) de baixa capacidade podem não exigir a extração direta para obter a mesma eficácia de extração).

É MTD para o despoeiramento primário e secundário dos fornos de arco elétrico (FAE) (incluindo pré-aquecimento de sucata, carregamento, fusão, vazamento, forno de panela e
metalurgia secundária) prevenir e reduzir as emissões de dibenzodioxinas/dibenzofuranos policlorados (PCDD/F) e bifenilos policlorados (PCB) evitando, tanto quanto possível,
MTD 89. matérias-primas que contenham PCDD/F e PCB ou os seus precursores (ver MTD 6 e MTD 7) e utilizar uma das seguintes técnicas ou várias em combinação, juntamente com um
sistema adequado de remoção de partículas: (Consultar VEA às MTD no BREF)

89. I. Pós-combustão adequada


89. II. Arrefecimento brusco apropriado
89. III. Injeção de agentes de adsorção adequados na conduta antes do despoeiramento.

É MTD para o processamento de escórias no local reduzir as emissões de partículas utilizando uma das seguintes técnicas ou várias em combinação: (Consultar VEA às MTD no
MTD 90. BREF)
90. I. Extração eficiente do triturador de escórias e dos dispositivos de crivagem com subsequente limpeza dos efluentes gasosos, se relevante
90. II. Transporte das escórias não tratadas em pás carregadoras
90. III. Extração ou humedecimento dos pontos de transferência entre transportadores de material fragmentado
90. IV. Humedecimento das pilhas de armazenagem de escórias
90. V. Utilização de pulverização de água ao carregar escórias fragmentadas.

Água e águas residuais

É MTD minimizar o consumo de água no processo do forno de arco elétrico (FAE) utilizando sistemas de arrefecimento de circuito fechado de água para o arrefecimento dos
MTD 91. dispositivos do forno, tanto quanto possível, a menos que sejam utilizados sistemas de arrefecimento de circuito aberto.

MTD 92. É MTD minimizar a descarga de águas residuais provenientes do vazamento contínuo utilizando as seguintes técnicas em combinação: (Consultar VEA às MTD no BREF)

92. I. Remoção de sólidos por floculação, sedimentação e/ou filtração


92. II. Remoção de óleo em tanques de escumação ou utilização de qualquer outro dispositivo eficaz
92. III. Recirculação de água de arrefecimento e de água proveniente da geração de vácuo, tanto quanto possível.

Resíduos da produção

MTD 93. É MTD evitar a produção de resíduos utilizando uma das seguintes técnicas ou várias em combinação:

93. I. Recolha e armazenagem adequadas para facilitar um tratamento específico

93. II. Recuperação e reciclagem local dos materiais refratários dos diferentes processos e utilização interna, por exemplo para a substituição de dolomite, magnesite e cal

Utilização das partículas dos filtros para recuperação externa de metais não-ferrosos, como zinco, na indústria de metais não-ferrosos, se necessário, após o enriquecimento das partículas dos
93. III.
filtros por recirculação para o forno de arco elétrico (FAE)

Separação das escamas do vazamento contínuo no processo de tratamento de água e respetiva recuperação com subsequente reciclagem, por exemplo, na sinterização/em alto-forno ou na
93. IV. indústria cimenteira

93. V. Utilização externa de materiais refratários e escórias do processo do forno de arco elétrico (FAE) como matéria-prima secundária, se as condições do mercado o permitirem.

A MTD consiste em gerir de forma controlada os resíduos dos processos do FAE que não possam ser evitados nem reciclados.

Energia
É MTD reduzir o consumo de energia utilizando a fundição de bandas com forma quase definitiva, se a qualidade e a mistura ou mix de produtos dos tipos de aço produzidos o
MTD 94. justificarem.

Ruído

É MTD reduzir as emissões de ruído provenientes das instalações e dos processos de forno de arco elétrico (FAE) que produzem energias sonoras elevadas, utilizando uma
MTD 95. combinação das seguintes técnicas construtivas e operacionais, tendo em consideração as condições locais (adicionalmente à utilização das técnicas enunciadas na MTD 18):

95. I. Construção do edifício do forno de arco elétrico (FAE) de forma a absorver o ruído proveniente de impactos mecânicos resultantes da operação do forno.
95. II. Construção e instalação de gruas destinadas ao transporte das panelas de carregamento de forma a evitar impactos mecânicos.

95. III. Utilização especial de isolamento acústico nas paredes interiores e nos tetos, para prevenir a propagação do ruído proveniente do edifício do forno de arco elétrico (FAE).

95. IV. Separação do forno e da parede exterior para reduzir a propagação do ruído através das estruturas do edifício do forno de arco elétrico (FAE)

95. V. Encapsulamento dos processos responsáveis pela geração de energias sonoras elevadas (por exemplo, unidades do forno de arco elétrico e da descarburação) dentro do edifício principal.
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS

BREF - Grandes instalações de combustão (LCP) | Data de adoção: 07/2017 | Versão: 06.10.2017

Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta à Decisão de Execução (UE) 2017/1442.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

1. CONCLUSÕES MTD GERAIS

1.1 Sistemas de gestão ambiental (SGA)

1. Para melhorar o desempenho ambiental global, consitui MTD a adesão e implementação um sistema de gestão ambiental (SGA) que incorpore todos os elementos seguintes:

1. a) O empenho da direção, incluindo a gestão de topo;


1. b) A definição, pela gestão, de uma política ambiental que inclua a melhoria contínua do desempenho ambiental da instalação;
1. c) O planeamento e a execução dos procedimentos, objetivos e metas necessários, em conjugação com o planeamento financeiro e o investimento;
1. d) A implementação dos procedimentos, prestando particular atenção ao seguinte:
1. d) i. Estrutura e responsabilidade,
1. d) ii. Recrutamento, formação, sensibilização e competência,
1. d) iii. Comunicação,
1. d) iv. Envolvimento dos trabalhadores,
1. d) v. Documentação,
1. d) vi. Controlo eficaz do processo,
1. d) vii. Planeamento de programas de manutenção regulares,
1. d) viii. Preparação e capacidade de resposta a situações de emergência,
1. d) ix. Salvaguarda do cumprimento da legislação ambiental;
1. e) Verificação do desempenho ambiental e implementação de medidas corretivas, prestando particular atenção ao seguinte:
1. e) i. Monitorização e medição (ver também o documento de referência sobre os princípios gerais de monitorização),
1. e) ii. Medidas corretivas e preventivas,
1. e) iv. Controlo de registos,

1. e) v. Auditoria independente (sempre que viável), externa ou interna, para determinar se o SGA cumpre ou não as medidas programadas e foi devidamente aplicado e mantido;

1. f) Revisão do SGA pela gestão para assegurar a sua contínua aptidão, adequação e eficácia;

1. g) Acompanhamento do desenvolvimento de tecnologias mais limpas;

1. h) Consideração dos impactes ambientais decorrentes de uma eventual desativação da instalação, na fase de projeto e ao longo da sua vida útil, incluindo:

1. h) i. Evitar estruturas subterrâneas,

1. h) ii. Incorporar características que facilitem o desmantelamento,

1. h) iii. Escolher acabamentos de superfície facilmente descontamináveis,

1. h) iv. Utilizar uma configuração dos equipamentos que minimize a retenção de produtos químicos e facilite a drenagem ou a limpeza,

1. h) v. Conceber equipamentos flexíveis e independentes que permitam o encerramento faseado,

1. h) vi. Utilizar materiais biodegradáveis e recicláveis sempre que possível;

1. h) vii. Realizar avaliações comparativas setoriais (benchmarking) regulares.

1. i) Especificamente para este setor, é igualmente importante considerar os seguintes elementos de um SGA, descritos nas MTD pertinentes, se for caso disso:

1. i) i. Programas de garantia/controlo da qualidade para assegurar que as características de todos os combustíveis são plenamente determinadas e controladas (ver MTD 9);

Um plano de gestão, a fim de reduzir as emissões para a atmosfera e/ou para a água em condições distintas das condições normais de funcionamento, incluindo os períodos de arranque e
1. i) ii.
paragem (ver MTD 10 e MTD 11);

Um plano de gestão dos resíduos, a fim de garantir que os resíduos são evitados ou preparados para reutilização, reciclagem ou outro tipo de valorização, incluindo a utilização de técnicas
1. i) iii.
indicadas na MTD 16;

1. i) iv. Um método sistemático para identificar e fazer face às potenciais emissões para o ambiente não controladas e/ou não programadas, em especial:

1. i) iv. a) Emissões para o solo e para as águas subterrâneas, provenientes do manuseamento e da armazenagem de combustíveis, aditivos, subprodutos e resíduos

1. i) iv. b) Emissões associadas a autoaquecimento e/ou auto-ignição espontânea dos combustíveis nas atividades de armazenagem e manuseamento;

Um plano de gestão de partículas, para prevenir ou, quando tal não seja possível, reduzir as emissões difusas das operações de carga, descarga, armazenamento e/ou manuseamento de
1. i) v.
combustíveis, resíduos e aditivos;

1. i) vi. Um plano de gestão de ruído quando é esperada ou verificada poluição sonora em recetores sensíveis, incluindo:

1. i) vi. a) Um protocolo para conduzir a monitorização de ruído nos limites da instalação,

1. i) vi. b) Um programa de redução do ruído,

1. i) vi. c) Um protocolo de resposta às ocorrências de ruído, com medidas e prazos adequados,

1. i) vi. d) Uma análise de ocorrências históricas de ruído, medidas corretivas e divulgação, junto das partes afetadas, do conhecimento sobre incidentes de ruído;

1. i) vii. Para a combustão, a gaseificação ou a coincineração de substâncias que emitem mau cheiro, um plano de gestão de odores, incluindo:

1. i) vii. a) Um protocolo para a monitorização de odores,

1. i) vii. b) Se necessário, um programa de eliminação de odores para identificar, eliminar ou reduzir as emissões de odores,

1. i) vii. c) Um protocolo para registar as ocorrências de odores e as medidas e os prazos adequados,

1. i) vii. d) Uma análise das ocorrências históricas de odores, medidas corretivas e a divulgação, junto das partes afetadas, do conhecimentos sobre incidentes de odores.

1.2 Monitorização

A MTD consiste em determinar o valor de eficiência elétrica líquida (ou rendimento elétrico líquido) e/ou o total líquido de combustível utilizado e/ou a eficiência energética mecânica
líquida da gaseificação, das unidades de combustão e/ou de IGCC mediante um ensaio de desempenho a plena carga, em conformidade com as normas EN, após a entrada em
2. funcionamento da unidade e após cada modificação suscetível de afetar significativamente a eficiência elétrica líquida e/ou o total líquido de combustível utilizado e/ou a eficiência
energética mecânica líquida da unidade. Na falta de normas EN, a MTD consiste em utilizar normas ISO, normas nacionais ou outras normas internacionais que garantam a obtenção
de dados de qualidade científica equivalente.

3. A MTD consiste em monitorizar os principais parâmetros de processo com relevância para as emissões para a atmosfera e para a água, incluindo as que se indicam a seguir:

3. a) Efluentes gasosos:
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS

BREF - Grandes instalações de combustão (LCP) | Data de adoção: 07/2017 | Versão: 06.10.2017

Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta à Decisão de Execução (UE) 2017/1442.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

3. a) i. Caudal

3. a) ii. Teor de oxigénio, temperatura e pressão

3. a) iii. Teor de vapor de água

3. b) Águas residuais provenientes do tratamento dos gases de combustão:

3. b) i. Caudal, pH e temperatura
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS

BREF - Grandes instalações de combustão (LCP) | Data de adoção: 07/2017 | Versão: 06.10.2017

Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta à Decisão de Execução (UE) 2017/1442.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

A MTD consiste em monitorizar as emissões para a atmosfera, no mínimo, com a frequência e aplicabilidade indicada no BREF, em conformidade com as normas EN. Na falta de
4. normas EN, a MTD consiste em utilizar normas ISO, normas nacionais ou outras normas internacionais que garantam a obtenção de dados de qualidade científica equivalente.

4. a) NH3:
4. a) i. Quando se utiliza a SCR e/ou a SNCR
4. b) NOX:

4. b) i. Carvão e/ou lenhite, incluindo a coincineração de resíduos


4. b) ii. Biomassa sólida e/ou turfa, incluindo a coincineração de resíduos

4. b) iii. Caldeiras e motores alimentados por fuelóleo pesado e/ou gasóleo


4. b) iv. Turbinas a gás alimentadas por gasóleo
4. b) v. Caldeiras, motores e turbinas alimentados por gás natural

4. b) vi. Gases de processamento de ferro e aço

4. b) vii. Combustíveis de processo da indústria química


4. b) viii. Centrais IGCC
4. b) ix. Instalações de combustão em plataformas no alto-mar

4. c) N2O

4. c) i. Carvão e/ou lenhite em caldeiras de leito fluidizado circulante

4. c) ii. Biomassa sólida e/ou turfa em caldeiras de leito fluidizado circulante


4. d) CO
4. d) i. Carvão e/ou lenhite, incluindo a coincineração de resíduos

4. d) ii. Biomassa sólida e/ou turfa, incluindo a coincineração de resíduos


4. d) iii. Caldeiras e motores alimentados por fuelóleo pesado e/ou gasóleo
4. d) iv. Turbinas a gás alimentadas por gasóleo
4. d) v. Caldeiras, motores e turbinas alimentados por gás natural
4. d) vi. Gases de processamento de ferro e aço
4. d) vii. Combustíveis de processo da indústria química
4. d) viii. Centrais CCGI
4. d) ix. Instalações de combustão em plataformas no alto-mar

4. e) SO2

4. e) i. Carvão e/ou lenhite, incluindo a coincineração de resíduos


4. e) ii. Biomassa sólida e/ou turfa, incluindo a coincineração de resíduos

4. e) iii. Caldeiras alimentadas por fuelóleo pesado e/ou gasóleo


4. e) iv. Motores alimentados por fuelóleo pesado e/ou gasóleo
4. e) v. Turbinas a gás alimentadas por gasóleo
4. e) vi. Gases de processamento de ferro e aço
4. e) vii. Combustíveis de processo da indústria química em caldeiras
4. e) viii. Centrais CCGI

4. f) SO3

4. f) i. Quando se utiliza a SCR


4. g) Cloretos gasosos, expressos como HCl

4. g) i. Carvão e/ou lenhite


4. g) ii. Combustíveis de processo da indústria química em caldeiras

4. g) iii. Biomassa sólida e/ou turfa


4. g) iv. Coincineração de resíduos
4. h) HF

4. h) i. Carvão e/ou lenhite


4. h) ii. Combustíveis de processo da indústria química em caldeiras

4. h) iii. Biomassa sólida e/ou turfa

4. h) iv. Coincineração de resíduos


4. i) Partículas

4. i) i. Carvão e/ou lenhite

4. i) ii. Biomassa sólida e/ou turfa


4. i) iii. Caldeiras alimentadas por fuelóleo pesado e/ou gasóleo

4. i) iv. Gases de processamento de ferro e aço


4. i) v. Combustíveis de processo da indústria química em caldeiras
4. i) vi. Centrais IGCC

4. i) vii. Motores alimentados por fuelóleo pesado e/ou gasóleo


4. i) viii. Turbinas a gás alimentadas por gasóleo

4. j) Metais e metaloides, com exceção do mercúrio (As, Cd, Co, Cr, Cu, Mn, Ni, Pb, Sb, Se, Tl, V, Zn)
4. j) i. Carvão e/ou lenhite
4. j) ii. Biomassa sólida e/ou turfa

4. j) iii. Caldeiras e motores alimentados por fuelóleo pesado e/ou gasóleo

4. j) iv. Coincineração de resíduos


4. j) v. Centrais CCGI
4. k) Hg

4. k) i. Carvão e/ou lenhite, incluindo a coincineração de resíduos


ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS

BREF - Grandes instalações de combustão (LCP) | Data de adoção: 07/2017 | Versão: 06.10.2017

Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta à Decisão de Execução (UE) 2017/1442.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

4. k) ii. Biomassa sólida e/ou turfa


4. k) iii. Coincineração de resíduos com biomassa sólida e/ou turfa

4. k) iv. Centrais IGCC


ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS

BREF - Grandes instalações de combustão (LCP) | Data de adoção: 07/2017 | Versão: 06.10.2017

Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta à Decisão de Execução (UE) 2017/1442.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

4. l) COV
4. l) i. Motores alimentados por fuelóleo pesado e/ou gasóleo

4. l) ii. Combustíveis de processo da indústria química em caldeiras

4. l) iii. Coincineração de resíduos com carvão, lenhite, biomassa sólida e/ou turfa
4. m) Formaldeído

4. m) i. Motores de ignição comandada de mistura pobre a gás natural e de duplo combustível

4. n) CH4

4. n) i. Motores alimentados por gás natural

4. o) PCDD/F
4. o) i. Combustíveis de processo da indústria química em caldeiras
4. o) ii. Coincineração de resíduos

A MTD consiste em monitorizar as emissões para a água provenientes do tratamento dos gases de combustão, pelo menos com a frequência indicada no BREF, em conformidade
5. com as normas EN. Na falta de normas EN, a MTD consiste em utilizar normas ISO, normas nacionais ou outras normas internacionais que garantam a obtenção de dados de
qualidade científica equivalente.

1.3 Desempenho ambiental geral e desempenho da combustão

A fim de melhorar o desempenho ambiental das instalações de combustão e reduzir as emissões de CO e de substâncias não queimadas para a atmosfera, a MTD consiste em
6. garantir a otimização da combustão e o recurso a uma combinação adequada das técnicas a seguir indicadas (ver aplicabilidade no BREF).

6. a) Combinação e mistura de combustível (blending)

6. b) Manutenção do sistema de combustão


6. c) Sistema de controlo avançado
6. d) Boa conceção dos equipamentos de combustão
6. e) Escolha do combustível

A fim de reduzir as emissões de amoníaco para a atmosfera, resultantes da utilização deSCR) e/oude SNCR para a redução das emissões de NO X, a MTD consiste em otimizar a
7. conceção e/ou o funcionamento da SCR e/ou da SNCR (por exemplo, a razão otimizada entre o reagente e o NO X, a distribuição homogénea e a dimensão otimizada das gotas do
reagente).

A fim de evitar ou reduzir as emissões para a atmosfera em condições normais de funcionamento, a MTD consiste em garantir, mediante projeto, operação e manutenção adequados,
8. que os sistemas de redução de emissões são utilizados na sua capacidade e disponibilidade ótimas.

A fim de melhorar o desempenho ambiental global da combustão e/ou das instalações de gaseificação e reduzir as emissões para a atmosfera, a MTD consiste em incluir os
9. seguintes elementos nos programas de garantia/controlo da qualidade para todos os combustíveis utilizados, como parte integrante do sistema de gestão ambiental (ver MTD 1):

Caracterização inicial completa do combustível utilizado, incluindo, pelo menos, os parâmetros a seguir enumerados e em conformidade com as normas EN. Podem utilizar-se normas ISO,
9. a)
normas nacionais ou outras normas internacionais, desde que assegurem a obtenção de dados de qualidade científica equivalente;

Testes regulares da qualidade dos combustíveis, para verificar a sua coerência com a caracterização inicial da instalação e de acordo com as especificações de projeto. A frequência dos testes e
9. b) os parâmetros escolhidos no quadro que se segue baseiam-se na variabilidade do combustível e numa avaliação da importância das emissões de poluentes (por exemplo, concentração no
combustível, tratamento utilizado para os gases de combustão);

Ajustamento subsequente das definições da instalação, sempre que necessário e possível (por exemplo, integração da caracterização e controlo do combustível e controlo no sistema de controlo
9. c)
avançado (ver descrição na secção 8.1).

A fim de reduzir as emissões para a atmosfera e/ou para a água decorrentes de condições distintas das condições normais de funcionamento, a MTD consiste em elaborar e aplicar
10. um plano de gestão como parte integrante do sistema de gestão ambiental (ver MTD 1), compatível com a importância de potenciais emissões de poluentes e que inclui os seguintes
elementos:

Conceção adequada dos sistemas considerados relevantes que originam condições distintas das condições normais de funcionamento com possível impacto nas emissões para atmosfera, para a
10. a)
água e/ou para o solo (por exemplo, conceitos de conceção a baixa carga para reduzir as cargas mínimas de arranque e paragem para a produção estável em turbinas a gás);

10. b) Estabelecimento e aplicação de um plano de manutenção preventivo e específico para estes sistemas relevantes;

10. c) Análise e registo das emissões originadas por condições distintas das condições normais de funcionamento e circunstâncias associadas e, se necessário, aplicação de medidas corretivas;

Avaliação periódica das emissões globais em condições distintas das condições normais de funcionamento (por exemplo, frequência de eventos, duração, quantificação/estimativa das emissões)
10. d)
e, se necessário, aplicação de medidas corretivas.

11. A MTD consiste em monitorizar adequadamente as emissões para a atmosfera e/ou para a água em condições distintas das condições normais de funcionamento.

1.4 Eficiência energética


A fim de aumentar a eficiência energética das unidades de combustão, gaseificação e/ou de IGCC que funcionam 1500 horas/ano ou mais, constitui MTD utilizar uma combinação
12. adequada das técnicas a seguir indicadas:

12. a) Otimização da combustão


12. b) Otimização das condições de funcionamento
12. c) Otimização do ciclo de vapor
12. d) Minimização do consumo de energia
12. e) Pré-aquecimento do ar de combustão
12. f) Pré-aquecimento do combustível
12. g) Sistema de controlo avançado
12. h) Pré-aquecimento da água de alimentação utilizando calor recuperado
12. i) Recuperação de calor por cogeração (CHP)
12. j) Disponibilidade de CHP
12. k) Condensador de gases de combustão
12. l) Acumulação de calor
12. m) Chaminé húmida
12. m) Descarga na torre de refrigeração
12. n) Pré-secagem do combustível
12. o) Minimização das perdas de calor
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS

BREF - Grandes instalações de combustão (LCP) | Data de adoção: 07/2017 | Versão: 06.10.2017

Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta à Decisão de Execução (UE) 2017/1442.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

12. p) Materiais avançados


12. q) Atualizações de turbinas a vapor
12. r) Condições de vapor supercríticas e ultrassupercríticas
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS

BREF - Grandes instalações de combustão (LCP) | Data de adoção: 07/2017 | Versão: 06.10.2017

Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta à Decisão de Execução (UE) 2017/1442.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

1.5 Consumo de água e emissões para a água

13. A fim de reduzir o consumo de água e a descarga de águas residuais contaminadas, a MTD consiste em recorrer a uma ou a ambas as técnicas a seguir indicadas:

13. a) Reciclagem da água

13. b) Tratamento de cinzas de fundo secas

A fim de evitar a contaminação de águas residuais não contaminadas e reduzir as emissões para a água, a MTD consiste em separar os efluentes líquidos e tratá-los separadamente,
14. em função do teor dos poluentes.

A fim de reduzir as emissões para a água provenientes do tratamento dos gases de combustão, a MTD consiste em recorrer a uma combinação adequada das técnicas a seguir
15. indicadas e em utilizar técnicas secundárias o mais próximo possível da fonte, a fim de evitar diluição. Consultar VEA às MTD no BREF.

15. a) Otimização da combustão (ver MTD 6) e sistemas de tratamento dos gases de combustão (por exemplo, SCR/SNCR, ver MTD 7)
15. b) Adsorção em carvão ativado

15. c) Tratamento biológico aeróbio


15. d) Tratamento biológico anóxico/anaeróbio
15. e) Coagulação e floculação

15. f) Cristalização
15. g) Filtração (por exemplo, filtração com areia, microfiltração e ultrafiltração)

15. h) Flotação
15. i) Permuta iónica
15. j) Neutralização
15. k) Oxidação
15. l) Precipitação
15. m) Sedimentação
15. n) Extração

1.6 Gestão de resíduos


A fim de reduzir a quantidade de resíduos enviados para eliminação, com origem no processo de combustão e/ou gaseificação e nas técnicas de redução, a MTD consiste em
16.
organizar as operações para as maximizar, por ordem de prioridade e tendo em conta o conceito de ciclo de vida:

16. a) prevenção de resíduos: por exemplo, maximizar a percentagem de resíduos que surgem como subprodutos;

16. b) preparação de resíduos para reutilização: por exemplo, de acordo com os critérios de qualidade específicos exigidos;

16. c) reciclagem de resíduos;

16. d) outros resíduos de valorização (por exemplo, valorização energética),

16. e) mediante a aplicação de uma combinação adequada de técnicas, tais como:

16. e) i. Produção de gesso como subproduto

16. e) ii. Reciclagem ou recuperação de resíduos no setor da construção

16. e) iii. Valorização energética através da utilização de resíduos no cabaz de combustíveis

16. e) iv. Preparação de catalisador para reutilização

1.7 Emissões de ruído

17. A fim de reduzir as emissões de ruído, a MTD consiste em utilizar uma só ou uma combinação das técnicas a seguir indicadas:

17. a) Medidas operacionais

17. b) Equipamentos de baixa emissão de ruído

17. c) Atenuação do ruído

17. d) Equipamentos de controlo do ruído

17. e) Localização adequada de equipamentos e edifícios

2. CONCLUSÕES MTD REFERENTES À COMBUSTÃO DE COMBUSTÍVEIS SÓLIDOS

2.1 Conclusões MTD referentes à combustão de carvão e/ou lenhite

2.1.1 Desempenho ambiental geral

18. A fim de melhorar o desempenho ambiental geral da combustão de carvão e/ou lenhite, e em complemento à MTD 6, a MTD consiste em utilizar a técnica a seguir indicada:

Processo de combustão integrada que assegura uma elevada eficiência da caldeira e inclui técnicas primárias para a redução de NOx (por exemplo, estagiamento do ar , estagiamentodo
18. a)
combustível, queimadores de baixa emissão de NOX e/ou recirculação de gases de combustão)

2.1.2 Eficiência energética


A fim de aumentar a eficiência energética da combustão de carvão e/ou lenhite, a MTD consiste em utilizar uma combinação adequada das técnicas indicadas na MTD 12 e a seguir
19. (consultar VEA às MTD no BREF):

19. a) Tratamento de cinzas de fundo secas

2.1.3 Emissões de NOX, N2O e CO para a atmosfera

A fim de evitar ou reduzir as emissões de NOX para a atmosfera, limitando, ao mesmo tempo, as emissões de CO e N2O para a atmosfera provenientes da combustão de carvão e/ou
20. lenhite, a MTD consiste em utilizar uma ou mais técnicas a seguir indicadas (consultar VEA às MTD no BREF):

20. a) Otimização da combustão

Combinação de outras técnicas primárias para a redução de NOX (por exemplo, estagiamento do ar, estagiamento do combustível, recirculação de gases de combustão, queimadores de baixa
20. b)
emissão de NOX)

20. c) Redução não catalítica seletiva (SNCR)

20. d) Redução catalítica seletiva (SRC)


20. e) Técnicas combinadas de redução de NOX e SOX
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS

BREF - Grandes instalações de combustão (LCP) | Data de adoção: 07/2017 | Versão: 06.10.2017

Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta à Decisão de Execução (UE) 2017/1442.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

2.1.4 Emissões de SOX, HCl e HF para a atmosfera

21. A fim de evitar ou reduzir as emissões de SOX, HCl e HF para a atmosfera, provenientes da combustão de carvão e/ou lenhite, a MTD consiste em utilizar uma ou mais técnicas a
seguir indicadas (consultar VEA às MTD no BREF):

21. a) Injeção de sorvente na caldeira (em fornalha ou leito)

21. b) Injeção de sorvente na conduta (DSI)


21. c) Absorvedor de atomização (SDA)
21. d) Lavador a seco de leito fluidizado circulante

21. e) Lavagem por via húmida


21. e) Dessulfurização de gases de combustão por via húmida (FGD por via húmida)

21. f) FGD com água do mar


21. g) Técnicas combinadas de redução de NOX e SOX
21. h) Substituição ou remoção do aquecedor gás-gás localizado a jusante da FGD por via húmida

21. i) Escolha do combustível

2.1.5 Emissões para a atmosfera de partículas e de metais associados às partículas


A fim de reduzir as emissões para a atmosfera de partículas e de metais associados às partículas , provenientes da combustão de carvão e/ou lenhite, a MTD consiste em utilizar uma
22. ou mais técnicas a seguir indicadas (consultar VEA às MTD no BREF)::

22. a) Precipitador eletrostático (ESP)

22. b) Filtro de mangas

22. c) Injeção de sorvente na caldeira

22. d) (na fornalha ou leito)

22. e) Sistema de FGD por via semisseca ou seca

22. f) Dessulfurização de gases de combustão por via húmida FGD por via húmida)

2.1.6 Emissões de mercúrio para a atmosfera


A fim de evitar ou reduzir as emissões de mercúrio para a atmosfera, provenientes da combustão de carvão e/ou lenhite, a MTD consiste em utilizar uma ou mais técnicas a seguir
23. indicadas (consultar VEA às MTD no BREF):

23. a) Precipitador eletrostático (ESP)


23. b) Filtro de mangas
23. c) Sistema de FGD por via semisseca ou seca
23. d) Dessulfurização de gases de combustão por via húmida (FGDpor via húmida)
23. e) Redução catalítica seletiva (SCR)
23. f) Injeção de sorvente de carbono (por exemplo, carvão ativado ou carvão ativado halogenado) nos gases de combustão
23. g) Utilização de aditivos halogenados nos combustíveis ou injetados na câmara de combustão
23. h) Pré-tratamento do combustível

23. i) Escolha do combustível

2.2 Conclusões MTD referentes à combustão de biomassa sólida e/ou turfa

2.2.1 Eficiência energética

Valores de eficiência energética associados às melhores técnicas disponíveis (VEEA às MTD) referentes à combustão de biomassa sólida e/ou turfa no BREF.

2.2.2 Emissões de NOX, N2O e CO para a atmosfera

A fim de evitar ou reduzir as emissões de NOX para a atmosfera, limitando, ao mesmo tempo, as emissões de CO e N2O para a atmosfera provenientes da combustão de biomassa
24. sólida e/ou turfa, a MTD consiste em utilizar uma ou mais das técnicas a seguir indicadas (consultar VEA às MTD no BREF):

24. a) Otimização da combustão

24. b) Queimadores de baixa emissão de NOX

24. c) Distribuição de ar

24. d) Distribuição de combustível

24. e) Recirculação dos gases de combustão

24. f) Redução não catalítica seletiva (SNCR)

24. g) Redução catalítica seletiva (SCR)

2.2.3 Emissões de SOX, HCl e HF para a atmosfera


A fim de evitar ou reduzir as emissões de SOx, HCl e HF para a atmosfera, provenientes da combustão de biomassa sólida e/ou turfa, a MTD consiste em utilizar uma ou mais das
25. técnicas a seguir indicadas (consultar VEA às MTD no BREF):

25. a) Injeção de sorvente de caldeira (em forno ou leito)

25. b) Injeção de sorvente de conduta (DSI)

25. c) Pulverização de absorvente com separação a seco ou sólida.(SDA)

25. d) Depurador de gases a seco de leito fluidizado circulante

25. e) Depuração por via húmida

25. f) Condensador de gases de combustão

25. g) Dessulfurização de gases de combustão por via húmida (FGD por via húmida)

25. h) Escolha do combustível

2.2.4 Emissões para a atmosfera de partículas e de metais associados às partículas


A fim de reduzir as emissões para a atmosfera de partículas e de metais associados às partículas , provenientes da combustão de biomassa sólida e/ou turfa, a MTD consiste em
26. utilizar uma ou mais das técnicas a seguir indicadas (consultar VEA às MTD no BREF):

26. a) Precipitador eletrostático (ESP)

26. b) Filtro de mangas


ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS

BREF - Grandes instalações de combustão (LCP) | Data de adoção: 07/2017 | Versão: 06.10.2017

Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta à Decisão de Execução (UE) 2017/1442.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

26. c) Sistema de FGD por via semisseca ou seca


26. d) Dessulfurização de gases de combustão por via húmida (FGD por via húmida)

26. e) Escolha do combustível


ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS

BREF - Grandes instalações de combustão (LCP) | Data de adoção: 07/2017 | Versão: 06.10.2017

Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta à Decisão de Execução (UE) 2017/1442.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

2.2.5 Emissões de mercúrio para a atmosfera

27. A fim de evitar ou reduzir as emissões de mercúrio para a atmosfera, provenientes da combustão de biomassa sólida e/ou turfa, a MTD consiste em utilizar uma ou mais das técnicas
a seguir indicadas:

27. a) Injeção de sorvente de carbono (por exemplo, carvão ativado ou carbono ativado halogenado) nos gases de combustão

27. b) Utilização de aditivos halogenados nos combustíveis ou injetados no forno

27. c) Escolha do combustível

27. d) Precipitador eletrostático (ESP)

27. e) Filtro de mangas

27. f) Sistema FGD por via semisseca ou seca

27. g) Dessulfurização de gases de combustão por via húmida (FGD por via húmida)

3. CONCLUSÕES MTD REFERENTES À COMBUSTÃO DE COMBUSTÍVEIS LÍQUIDOS

3.1 Caldeiras alimentadas a fuelóleo pesado e/ou gasóleo

3.1.1 Eficiência energética

Valores de eficiência energética associados às melhores técnicas disponíveis (VEEA às MTD) referentes às caldeiras alimentadas a fuelóleo pesado e/ou gasóleo no BREF.

3.1.2 Emissões de NOX e CO para a atmosfera

A fim de evitar ou reduzir as emissões de NOX para a atmosfera, limitando, ao mesmo tempo, as emissões de CO para a atmosfera, provenientes da combustão de fuelóleo pesado
28. e/ou gasóleo em caldeiras, a MTD consiste em utilizar uma ou mais das técnicas a seguir indicadas (consultar VEA às MTD no BREF):

28. a) Distribuição de ar

28. b) Distribuição de combustível

28. c) Recirculação de gases de combustão

28. d) Queimadores de baixa emissão de NOX

28. e) Adição de água/vapor

28. f) Redução não catalítica seletiva (SNCS)

28. g) Redução catalítica seletiva (SCR)

28. h) Sistema de controlo avançado

28. i) Escolha do combustível

3.1.3 Emissões de SOX, HCl e HF para a atmosfera


A fim de evitar ou reduzir as emissões de SOX, HCl e HF para a atmosfera, provenientes da combustão de fuelóleo pesado e/ou gasóleo em caldeiras, a MTD consiste em utilizar uma
29. ou mais das técnicas a seguir indicadas (consultar VEA às MTD no BREF):

29. a) Injeção de sorvente de conduta (DSI)

29. b) Absorvedor do tipo secador de pulverização (SDA)

29. c) Condensador de gases de combustão

29. d) Dessulfurização dos gases de combustão por via húmida (FGD por via húmida)

29. e) FGD por água do mar

29. f) Escolha do combustível

3.1.4 Emissões para a atmosfera de partículas e de metais associados às partículas


A fim de reduzir as emissões para a atmosfera de partículas e de metais associados às partículas, provenientes da combustão de fuelóleo pesado e/ou gasóleo em caldeiras, a MTD
30. consiste em utilizar uma ou mais das técnicas a seguir indicadas (consultar VEA às MTD no BREF):

30. a) Precipitador eletrostático (ESP)

30. b) Filtro de mangas

30. c) Multiciclones

30. d) Sistema de FGD por via semisseca ou seca

30. e) Dessulfurização de gases de combustão por via húmida (FGD por via húmida)

30. f) Escolha do combustível

3.2 Motores alimentados por fuelóleo pesado e/ou gasóleo

3.2.1 Eficiência energética


A fim de aumentar a eficiência energética da combustão de fuelóleo pesado e/ou gasóleo em motores convencionais, a MTD consiste em utilizar uma combinação adequada das
31. técnicas indicadas na MTD 12 e a seguir (consultar VEA às MTD no BREF):
31. a) Ciclo combinado

3.2.2 Emissões de NOX, CO e compostos orgânicos voláteis para a atmosfera


A fim de evitar ou reduzir as emissões de NOX para a atmosfera, provenientes da combustão de fuelóleo pesado e/ou gasóleo em motores convencionais, a MTD consiste em utilizar
32. uma ou mais das técnicas a seguir indicadas (consultar VEA às MTD no BREF):

32. a) Conceito de combustão em motores diesel com baixa emissão de NOX

32. b) Recirculação dos gases de escape (EGR)

32. c) Adição de água/vapor

32. d) Redução catalítica seletiva (SCR)


ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS

BREF - Grandes instalações de combustão (LCP) | Data de adoção: 07/2017 | Versão: 06.10.2017

Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta à Decisão de Execução (UE) 2017/1442.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

A fim de evitar ou reduzir as emissões de CO e compostos orgânicos voláteis para a atmosfera, provenientes da combustão de fuelóleo pesado e/ou gasóleo em motores
33. convencionais, a MTD consiste em utilizar uma ou mais das técnicas a seguir indicadas (consultar VEA às MTD no BREF):

33. a) Otimização da combustão

33. b) Catalisadores de oxidação


ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS

BREF - Grandes instalações de combustão (LCP) | Data de adoção: 07/2017 | Versão: 06.10.2017

Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta à Decisão de Execução (UE) 2017/1442.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

3.2.3 Emissões de SOX, HCl e HF para a atmosfera

34. A fim de evitar ou reduzir as emissões de SOX, HCl e HF para a atmosfera, provenientes da combustão de fuelóleo pesado e/ou gasóleo em motores convencionais, a MTD consiste
em utilizar uma ou mais das técnicas a seguir indicadas (consultar VEA às MTD no BREF):

34. a) Escolha do combustível

34. b) Injeção de sorvente de conduta (DSI)

34. c) Dessulfurização de gases de combustão por via húmida (FGD por via húmida)

3.2.4 Emissões de para a atmosfera de partículase de metais associados às partículas

A fim de evitar ou reduzir as emissões para a atmosfera de partículas e de metais associados às partículas, provenientes da combustão de fuelóleo pesado e/ou gasóleo em
35. motores convencionais, a MTD consiste em utilizar uma ou mais das técnicas a seguir indicadas (consultar VEA às MTD no BREF):

35. a) Escolha do combustível

35. b) Precipitador eletrostático (ESP)

35. c) Filtro de mangas

3.3 Turbinas a gás alimentadas por gasóleo

3.3.1 Eficiência energética


A fim de aumentar a eficiência energética da combustão de gasóleo em turbinas a gás, a MTD consiste em utilizar uma combinação adequada das técnicas indicadas na MTD 12 e a
36. seguir (consultar VEA às MTD no BREF):
36. a) Ciclo combinado

3.3.2 Emissões de NOX e CO para a atmosfera


A fim de evitar ou reduzir as emissões de NOX para a atmosfera, provenientes da combustão de gasóleo em turbinas a gás, a MTD consiste em utilizar uma ou mais das técnicas a
37.
seguir indicadas:

37. a) Adição de água/vapor

37. b) Queimadores de baixa emissão de NOX

37. c) Redução catalítica seletiva (SCR)

A fim de evitar ou reduzir as emissões de CO para a atmosfera, provenientes da combustão de gasóleo em turbinas a gás, a MTD consiste em utilizar uma ou mais das técnicas a
38. seguir indicadas:

38. a) Otimização da combustão


38. b) Catalisadores de oxidação
3.3.3 Emissões de SOX e partículas para a atmosfera

A fim de evitar ou reduzir as emissões de SOX e partículas para a atmosfera, provenientes da combustão de gasóleo em turbinas a gás, a MTD consiste em utilizar uma ou mais das
39. técnicas a seguir indicadas (consultar VEA às MTD no BREF):
39. a) Escolha do combustível

4. CONCLUSÕES MTD REFERENTES À COMBUSTÃO DE COMBUSTÍVEIS GASOSOS

4.1 Conclusões MTD referentes à combustão de gás natural

4.1.1 Eficiência energética


A fim de aumentar a eficiência energética da combustão de gás natural, a MTD consiste em utilizar uma combinação adequada das técnicas indicadas na MTD 12 e a seguir (consultar
40. VEA às MTD no BREF):

40. a) Ciclo combinado

4.1.2 Emissões de NOX, CO, COVNM e CH4 para a atmosfera


A fim de evitar ou reduzir as emissões de NOX para a atmosfera, provenientes da combustão de gás natural em caldeiras, a MTD consiste em utilizar uma ou mais das técnicas a
41. seguir indicadas:

41. a) Estagiamento de ar e/ou combustível

41. b) Recirculação de gases de combustão

41. c) Queimadores de baixa emissão de NOX

41. d) Sistema de controlo avançado

41. e) Redução da temperatura do ar de combustão

41. f) Redução não catalítica seletiva (SNCR)

41. g) Redução catalítica seletiva (SCR)


ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS

BREF - Grandes instalações de combustão (LCP) | Data de adoção: 07/2017 | Versão: 06.10.2017

Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta à Decisão de Execução (UE) 2017/1442.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

A fim de evitar ou reduzir as emissões de NOX para a atmosfera, provenientes da combustão de gás natural em turbinas a gás, a MTD consiste em utilizar uma ou mais das técnicas a
42. seguir indicadas:

42. a) Sistema de controlo avançado

42. b) Adição de água/vapor

42. c) Queimadores a seco de baixa emissão de NOX

42. d) Conceito de baixa carga

42. e) Queimadores de baixa emissão de NOX

42. f) Redução catalítica seletiva (SCR)

A fim de evitar ou reduzir as emissões de NOX para a atmosfera, provenientes da combustão de gás natural em motores, a MTD consiste em utilizar uma ou mais das técnicas a
43. seguir indicadas:

43. a) Sistema de controlo avançado

43. b) Conceito de combustão pobre

43. c) Conceito de combustão pobre avançada

43. d) Redução catalítica seletiva (RCS)

A fim de evitar ou reduzir as emissões de CO para a atmosfera, provenientes da combustão de gás natural, a MTD consiste em assegurar a combustão otimizada e/ou utilizar
44. catalisadores de oxidação (consultar VEA às MTD no BREF).

A fim de reduzir os compostos orgânicos voláteis não metânicos (COVNM) e as emissões de metano (CH4) para a atmosfera, provenientes da combustão de gás natural em motores
45. de ignição comandada , a MTD consiste em assegurar a combustão otimizada e/ou utilizar catalisadores de oxidação (consultar VEA às MTD no BREF).

4.2 Conclusões MTD referentes à combustão de gases para processamento de ferro e aço

4.2.1 Eficiência energética


A fim de aumentar a eficiência energética da combustão de gases para processamento de ferro e aço, a MTD consiste em utilizar uma combinação adequada das técnicas indicadas
46. na MTD 12 e a seguir (consultar VEA às MTD no BREF):
46. a) Sistema de gestão de processamento de gás

4.2.2 Emissões de NOX e CO para a atmosfera


A fim de evitar ou reduzir as emissões de NOX para a atmosfera, provenientes da combustão de gases para processamento de ferro e aço em caldeiras, a MTD consiste em utilizar
47.
uma ou mais das técnicas a seguir indicadas:

47. a) Queimadores de baixa emissão de NOX

47. b) Distribuição de ar

47. c) Distribuição de combustível

47. d) Recirculação de gases de combustão

47. e) Sistema de gestão de processamento de gás

47. f) Sistema de controlo avançado

47. g) Redução não catalítica seletiva (RNCS)

47. h) Redução catalítica seletiva (SCR)

A fim de evitar ou reduzir as emissões de NOX para a atmosfera, provenientes da combustão de gases para processamento de ferro e aço em CCGT, a MTD consiste em utilizar uma
48. ou mais das técnicas a seguir indicadas:

48. a) Sistema de gestão de processamento de gás

48. b) Sistema de controlo avançado

48. c) Adição de água/vapor

48. d) Queimadores a seco de baixa emissão de NOX

48. e) Queimadores de baixa emissão de NOX

48. f) Redução catalítica seletiva (SCR)

49. A fim de evitar ou reduzir as emissões de CO para a atmosfera, provenientes da combustão de gases para processamento de ferro e aço, a MTD consiste em utilizar uma ou mais das
técnicas a seguir indicadas (consultar VEA às MTD no BREF):
49. a) Otimização da combustão
49. b) Catalisadores de oxidação

4.2.3 Emissões de SOx para a atmosfera


A fim de evitar ou reduzir as emissões de SOx para a atmosfera, provenientes da combustão de gases para processamento de ferro e aço, a MTD consiste em utilizar uma ou mais
50. das técnicas a seguir indicadas (consultar VEA às MTD no BREF):
50. a) Sistema de gestão de gases para processamento e escolha de combustível auxiliar
50. b) Pré-tratamento de gás de coque em instalações de siderurgia

4.2.4 Emissões de partículas para a atmosfera


A fim de reduzir as emissões de partículas para a atmosfera, provenientes da combustão de gases para processamento de ferro e aço, a MTD consiste em utilizar uma ou mais das
51. técnicas a seguir indicadas (consultar VEA às MTD no BREF):

51. a) Escolha/gestão do combustível

51. b) Pré-tratamento de gás de alto-forno em instalações de siderurgia

51. c) Pré-tratamento de gás de conversor de oxigénio em instalações de siderurgia

51. d) Precipitador eletrostático (ESP)

51. e) Filtro de mangas

4.3 Conclusões MTD referentes à combustão de combustíveis gasosos e/ou líquidos em plataformas no alto-mar
A fim de melhorar o desempenho ambiental geral da combustão de combustíveis gasosos e/ou líquidos em plataformas no alto-mar, a MTD consiste em utilizar uma ou mais das
52.
técnicas a seguir indicadas:
52. a) Otimização do processo
52. b) Perdas de pressão de controlo
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS

BREF - Grandes instalações de combustão (LCP) | Data de adoção: 07/2017 | Versão: 06.10.2017

Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta à Decisão de Execução (UE) 2017/1442.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

52. c) Controlo da carga


52. d) Minimizar a «reserva circulante»
52. e) Escolha do combustível
52. f) Regulação da injeção
52. g) Recuperação de calor
52. h) Integração de energia de múltiplos campos de gás ou de petróleo
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS

BREF - Grandes instalações de combustão (LCP) | Data de adoção: 07/2017 | Versão: 06.10.2017

Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta à Decisão de Execução (UE) 2017/1442.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

A fim de evitar ou reduzir as emissões de NOx para a atmosfera, provenientes da combustão de combustíveis gasosos e/ou líquidos em plataformas no alto-mar, a MTD consiste em
53. utilizar uma ou mais das técnicas a seguir indicadas:

53. a) Sistema de controlo avançado

53. b) Queimadores a seco de baixa emissão de NOX

53. c) Conceito de combustão pobre

53. d) Queimadores de baixa emissão de NOX

A fim de evitar ou reduzir as emissões de CO para a atmosfera, provenientes da combustão de combustíveis gasosos e/ou líquidos em turbinas a gás em plataformas no alto-mar, a
54. MTD consiste em utilizar uma ou mais das técnicas a seguir indicadas (consultar VEA às MTD no BREF):

54. a) Otimização da combustão

54. b) Catalisadores de oxidação

5. CONCLUSÕES MTD REFERENTES ÀS INTALAÇÕES ALIMENTADAS POR VÁRIOS COMBUSTÍVEIS

5.1 Conclusões MTD referentes à combustão de combustíveis de processo da indústria química

5.1.1 Desempenho ambiental geral


A fim de melhorar o desempenho geral ambiental da combustão de combustíveis de processo da indústria química em caldeiras, a MTD consiste em utilizar uma ou mais das
55. técnicas indicadas na MTD 6 e a seguir:
55. a) Pré-tratamento dos combustíveis de processo da indústria química

5.1.2 Eficiência energética


Valores de eficiência energética associados às melhores técnicas disponíveis (VEEA às MTD) referentes à combustão de combustíveis de processo da indústria química em caldeiras
no BREF.

5.1.3 Emissões de NOX e CO para a atmosfera

56. A fim de evitar ou reduzir as emissões de NOx para a atmosfera, limitando, ao mesmo tempo, as emissões de CO para a atmosfera, provenientes da combustão de combustíveis de
processo da indústria química, a MTD consiste em utilizar uma ou mais das técnicas a seguir indicadas (consultar VEA às MTD no BREF):

56. a) Queimadores de baixa emissão de NOX

56. b) Distribuição de ar

56. c) Distribuição de combustível

56. d) Recirculação de gases de combustão

56. e) Adição de água/vapor

56. f) Escolha do combustível

56. g) Sistema de controlo avançado

56. h) Redução não catalítica seletiva (SNCR)

56. i) Redução catalítica seletiva (SCR)

5.1.4 Emissões de SOX, HCl e HF para a atmosfera


A fim de reduzir as emissões de SOX, HCl e HF para a atmosfera, provenientes da combustão de combustíveis de processo da indústria química em caldeiras, a MTD consiste em
57.
utilizar uma ou mais das técnicas a seguir indicadas (consultar VEA às MTD no BREF):

57. a) Escolha do combustível

57. b) Injeção de sorvente de caldeira (em forno ou leito)

57. c) Injeção de sorvente de conduta DSI)

57. d) Absorvedor do tipo secador de pulverização (SDA)

57. e) Depuração por via húmida

57. f) Dessulfurização dos gases de combustão por via húmida (FGD por via húmida)

57. g) FGD por água do mar

5.1.5 Emissões para a atmosfera de partículas e de metais associados às partículas

A fim de reduzir as emissões para a atmosfera de partículas , de metais associados às partículas e elementos vestigiais provenientes da combustão de combustíveis de processo da
58. indústria química em caldeiras, a MTD consiste em utilizar uma ou mais das técnicas a seguir indicadas (consultar VEA às MTD no BREF):

58. a) Precipitador eletrostático (ESP)

58. b) Filtro de mangas

58. c) Escolha do combustível

58. d) Sistema de FGD por via semisseca ou seca

58. e) Dessulfurização de gases de combustão por via húmida (FGD por via húmida)

5.1.6 Emissões de compostos orgânicos voláteis, de dibenzo-p-dioxinas policloradas e de dibenzo-p-furanos policlorados para a atmosfera

A fim de reduzir as emissões de compostos orgânicos voláteis, de dibenzo-p-dioxinas policloradas e de dibenzo-p-furanos policlorados para a atmosfera, provenientes da combustão
59. de combustíveis de processo da indústria química em caldeiras, a MTD consiste em utilizar uma ou mais das técnicas indicadas na MTD 6 e a seguir (consultar VEA às MTD no
BREF):

59. a) Injeção de carvão ativado


59. b) Arrefecimento rápido que utiliza depuração por via húmida/condensador de gases de combustão
59. c) Redução catalítica seletiva (SCR)

6. Conclusões MTD referentes à coincineração de resíduos

6.1.1 Desempenho ambiental geral

A fim de melhorar o desempenho ambiental da coincineração de resíduos em instalações de combustão, assegurar condições estáveis de combustão e reduzir as emissões para a
60. atmosfera, a MTD consiste em utilizar a técnica MTD 60 (a) que se segue, bem como uma ou mais das técnicas indicadas na MTD 6 e/ou outras que se seguem:
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS

BREF - Grandes instalações de combustão (LCP) | Data de adoção: 07/2017 | Versão: 06.10.2017

Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta à Decisão de Execução (UE) 2017/1442.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

60. a) Pré-aceitação e aceitação de resíduos


60. b) Seleção/limitação de resíduos
60. c) Mistura de resíduos com o combustível principal
60. d) Secagem de resíduos
60. e) Pré-tratamento de resíduos

A fim de evitar o aumento das emissões provenientes da coincineração de resíduos em instalações de combustão, a MTD consiste em tomar medidas adequadas para assegurar que
61. as emissões de substâncias poluentes na parte dos gases de combustão provenientes da coincineração de resíduos não excedem as provenientes da aplicação das conclusões MTD
referentes à incineração de resíduos.
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS

BREF - Grandes instalações de combustão (LCP) | Data de adoção: 07/2017 | Versão: 06.10.2017

Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta à Decisão de Execução (UE) 2017/1442.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

A fim de minimizar o impacto na reciclagem desses resíduos da coincineração de resíduos em instalações de combustão, a MTD consiste em manter a boa qualidade do gesso, das
62. cinzas, das escórias e de outros resíduos, em conformidade com os requisitos definidos para a sua reciclagem, quando a instalação não coincinera resíduos, utilizando uma ou mais
das técnicas indicadas na MTD 60 e/ou restringindo a coincineração de frações de resíduos com concentrações de poluentes semelhantes às de outros combustíveis queimados.

6.1.2 Eficiência energética


A fim de aumentar a eficiência energética da coincineração de resíduos, a MTD consiste em utilizar uma combinação adequada das técnicas indicadas na MTD 12 e na MTD 19, em
63. função do tipo de combustível principal utilizado e da configuração da instalação.

6.1.3 Emissões de NOx e CO para a atmosfera

A fim de evitar ou reduzir as emissões de NOx para a atmosfera, limitando, ao mesmo tempo, as emissões de CO e N2O para a atmosfera, provenientes da coincineração de resíduos
64. com carvão e/ou lenhite, a MTD consiste em utilizar uma ou mais das técnicas a seguir indicadas MTD 20.

A fim de evitar ou reduzir as emissões de NOx para a atmosfera, limitando, ao mesmo tempo, as emissões de CO e N2O para a atmosfera, provenientes da coincineração de resíduos
65. com biomassa e/ou turfa, a MTD consiste em utilizar uma ou mais das técnicas indicadas na MTD 24.

6.1.4 Emissões de SOx, HCl e HF para a atmosfera


A fim de evitar ou reduzir as emissões de SOx, HCl e HF para a atmosfera, provenientes da coincineração de resíduos com carvão e/ou lenhite, a MTD consiste em utilizar uma ou
66. mais das técnicas indicadas na MTD 21.

A fim de evitar ou reduzir as emissões de SOx, HCl e HF para a atmosfera, provenientes da coincineração de resíduos com biomassa e/ou turfa, a MTD consiste em utilizar uma ou
67. mais das técnicas indicadas na MTD 25.

6.1.5 Emissões para a atmosfera de partículas e de metais associados às partículas


A fim de reduzir as emissões para a atmosfera de partículas e de metais associados às partículas provenientes da coincineração de resíduos com carvão e/ou lenhite, a MTD
68. consiste em utilizar uma ou mais das técnicas indicadas na MTD 22 (consultar VEA às MTD no BREF).

A fim de reduzir as emissões para a atmosfera de partículas e de metais associados às partículas , provenientes da coincineração de resíduos com biomassa e/ou turfa, a MTD
69. consiste em utilizar uma ou mais das técnicas a seguir indicadas na MTD 26 (consultar VEA às MTD no BREF).

6.1.6 Emissões de mercúrio para a atmosfera


A fim de reduzir as emissões de mercúrio para a atmosfera, provenientes da coincineração de resíduos com biomassa, turfa, carvão e/ou lenhite, a MTD consiste em utilizar uma ou
70.
mais das técnicas indicadas na MTD 23 e na MTD 27.

6.1.7 Emissões de compostos orgânicos voláteis, de dibenzo-p-dioxinas policloradas e de dibenzo-p-furanos policlorados para a atmosfera

A fim de reduzir as emissões de compostos orgânicos voláteis, de dibenzo-p-dioxinas policloradas e de dibenzo-p-furanos policlorados para a atmosfera, provenientes da
71. coincineração de resíduos com biomassa, turfa, carvão e/ou lenhite, a MTD consiste em utilizar uma ou mais das técnicas indicadas na MTD 6, na MTD 26 e a seguir (consultar VEA
às MTD no BREF):

71. a) Injeção de carvão ativado

71. b) Arrefecimento rápido que utiliza depuração por via húmida/ condensador de gases de combustão

71. c) Redução catalítica seletiva (SCR)

7. Conclusões MTD referentes à gaseificação

7.1.1 Eficiência energética


A fim de aumentar a eficiência energética das unidades de gaseificação e centrais IGCC, a MTD consiste em utilizar uma ou mais das técnicas indicadas na MTD 12 e a seguir
72. (consultar VEA às MTD no BREF):

72. a) Recuperação de calor do processo de gaseificação

72. b) Integração dos processos de combustão e gaseificação

72. c) Sistema de alimentação de matéria-prima por via seca

72. d) Gaseificação com alta temperatura e alta pressão

72. e) Melhorias de conceção

7.1.2 Emissões de NOX e CO para a atmosfera

73. A fim de evitar ou reduzir as emissões de NOx para a atmosfera, limitando, ao mesmo tempo, as emissões de CO para a atmosfera, provenientes das centrais IGCC, a MTD consiste
em utilizar uma ou mais das técnicas a seguir indicadas (consultar VEA às MTD no BREF):

73. a) Otimização da combustão

73. b) Adição de água/vapor

73. c) Queimadores a seco de baixa emissão de NOX

73. d) Diluição de gás de síntese com azoto residual da unidade de alimentação de ar (ASU)

73. e) Redução catalítica seletiva (SCR)

7.1.3 Emissões de SOX para a atmosfera

74. A fim de evitar ou reduzir as emissões de SOx para a atmosfera, provenientes das centrais IGCC, a MTD consiste em utilizar uma ou mais das técnicas a seguir indicadas:

74. a) Remoção de gases ácidos

7.1.4 Emissões de partículas, de metais associados a partículas , de amoníaco e de compostos halogenados para a atmosfera

A fim de evitar ou reduzir as emissões para a atmosfera de partículas, de metais associados às partículas , de amoníaco e de compostos halogenados , provenientes das centrais
75. IGCC, a MTD consiste em utilizar uma ou mais das técnicas a seguir indicadas (consultar VEA às MTD no BREF):

75. a) Filtração de gás de síntese

75. b) Recirculação de alcatrões de gás de síntese e cinzas para o gaseificador


75. c) Lavagem de gás de síntese
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS

BREF - Químicos inorgânicos de grandes volumes: indústria do amoníaco, ácidos e adubos (LVIC-AAF)| Data de adoção: 08/2007 |Versão: 16.01.2018
Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta ao respetivo BREF.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

1.5 ASPETOS COMUNS À INDÚSTRIA DE AMONÍACO, ÁCIDOS E FERTILIZANTES

1.5.1 Processos e operações gerais

1. Realizar periodicamente auditorias energéticas a toda a unidade de produção (ver secção 1.4.8);

2. Monitorizar os principais parâmetros de desempenho e estabelecer e manter os balanços de massa para Azoto, P 2O5, vapor, água e dióxido de carbono (ver secção 1.4.6 e 1.4.8)

3. Minimizar as perdas energéticas (ver secção 1.4.3):

3. a) Evitar perdas de pressão sem utilização da energia;


3. b) Ajustar o sistema de vapor de modo a minimizar a produção de vapor em excesso;
3. c) Utilizar o excesso de energia térmica na própria instalação ou fora dela.
Como última opção, utilizar o vapor produzido em excesso para produção de energia elétrica, caso os fatores locais inviabilizem o uso de energia térmica na própria instalação ou fora
3. d)
dela.

4. Melhorar o desempenho ambiental da unidade de produção através da combinação de técnicas como:

4. a) Reutilização ou reencaminhamento de fluxos de massa (ver secção 1.4.1 e 1.4.2);


4. b) Partilha eficiente de equipamento (ver secção 1.4.1);
4. c) Aumento da integração da energia térmica (ver secção 1.4.1);
4. d) Pré-aquecimento do ar da combustão (ver secção 1.4.8);
4. e) Manutenção da eficiência dos permutadores de calor (ver secção 1.4.8);
4. f) Redução dos volumes e cargas das águas residuais por reciclagem dos condensados e das águas de processo e de lavagem (scrubbing) (ver secção 1.4.1);;
4. g) Aplicação de sistemas avançados de controlo dos processos (ver secção 1.4.8);
4. h) Ações de manutenção (ver secção 1.4.4 e 1.4.5);.

1.5.2 Gestão Ambiental

5. Implementar um Sistema de Gestão Ambiental (SGA) que incorpore (ver secção 1.4.9);

Definição de uma política ambiental para a instalação pela gestão de topo (o empenhamento da gestão de topo é considerado como uma condição necessária para a implementação
5. a)
efectiva de um SGA);
5. b) Planeamento e programação dos procedimentos necessários;
5. c) Implementação dos procedimentos prestando especial atenção a:
5. c) estrutura e responsabilidade;
5. c) formação, consciencialização e competências;
5. c) envolvimento dos trabalhadores;
5. c) documentação;
5. c) controlo eficiente do processo;
5. c) programa de manutenção;
5. c) preparação para casos de emergência e planeamento de respostas;
5. c) cumprimento da legislação ambiental;
5. d) Verificação do cumprimento e tomada de medidas correctivas, prestando particular atenção a:
5. d) monitorização e medição;
5. d) acções de prevenção e correcção;
5. d) registos de manutenção;
5. d) sempre que praticável, auditorias internas independentes de forma a determinar se o SGA se comporta conforme o definido e se está a ser correctamente implementado e gerido;
5. e) Revisão do SGA pela gestão de topo;

2. PRODUÇÃO DE AMONÍACO

2.5 Amoníaco

6. Para as novas instalações, considera-se MTD a aplicação de um dos conceitos seguidamente apresentados:

6. a) Reformação convencional (ver secção 2.4.1);


6. b) Reformação primária reduzida (ver secção 2.4.2);
6. c) Reformação autotérmica com permuta de calor.
Para se alcançarem as concentrações de NO x correpondentes aos níveis de emissões indicados no BREF (tabela 2.13), devem ser aplicadas uma ou uma combinação das
7.
seguintes técnicas:
7. a) Redução não-catalítica seletiva no reformador primário (se a fornalha permitir obter as gamas de temperatura e tempo de retenção necessárias) (ver secção 2.4.10);
7. b) Utilização de queimadores com baixa emissão de NOx (ver secção 2.4.23);
7. c) Recuperação do amoníaco contido nas purgas e nos gases de escape (flash) (ver secção 2.4.22);
7. d) No caso na reformulação autotérmica com permuta de calor, a dessulfuração a baixa tempertura (ver secção 2.4.13).

8. 3. Realização de auditorias energéticas de rotina (ver secção 2.4.6).

9. Aplicar uma combinação das seguintes técnicas de modo a alcançar os niveis de consumo de energia indicados no BREF (tabela 2.14):

9. a) Pré-aquecimento prolongado da alimentação de hidrocarbonetos (ver secção 2.4.4);


9. b) Pré-aquecimento do ar da combustão (ver secção 2.4.12);
9. c) Instalação de uma segunda turbina de gás (ver secção 2.4.8);
9. d) Modificação dos queimadores das fornalhas (para que os gases de escape da turbina sejam bem distribuídos sobre os queimadores (ver secção 2.4.4);
9. e) Reposicionamento das serpentinas de convecção e o aumento da sua superfície (ver secção 2.4.4);
9. f) Combinação de pré-reformação com medidas apropriadas de poupança de vapor (ver secção 2.4.5);
9. g) Melhor remoção do CO2 (ver secção 2.4.11);
9. h) Dessulfuração a baixa temperatura (ver secção 2.4.13);
9. i) Conversão catalítica isotérmica (sobretudo no caso de novas instalações) (ver secção 2.4.14);
9. j) Utilização de partículas menores de catalisador nos convetidores de amoníaco (ver secção 2.4.15);
9. k) Utilização de catalisadores de síntese de amoníaco a baixa pressão;
9. l) Utilização de catalisadores resistentes ao enxofre na reação de conversão catalítica do gás de síntese resultante da oxidação parcial;
9. m) Lavagem com azoto líquido para purificação final do gás de síntese;
9. n) Arrefecimento indireto do reator de síntese de amoníaco;
9. o) Recuperação do hidrogénio contido no gás de purga da sintese de amoníaco;
9. p) Implementação de um sistema avançado de controlo deprocessos.
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS

BREF - Químicos inorgânicos de grandes volumes: indústria do amoníaco, ácidos e adubos (LVIC-AAF)| Data de adoção: 08/2007 |Versão: 16.01.2018
Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta ao respetivo BREF.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

No processo de oxidação parcial, de modo a alcançar os NEA às MTD e as eficiências apresentadas na seção 2.4.9, é MTD recuperar enxofre dos gases de combustão
10.
aplicando uma combinação da unidade Claus e tratamento do gás tail.

11. Remover o NH3 contido nos condensados do processo.


ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS

BREF - Químicos inorgânicos de grandes volumes: indústria do amoníaco, ácidos e adubos (LVIC-AAF)| Data de adoção: 08/2007 |Versão: 16.01.2018
Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta ao respetivo BREF.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

12. Recuperar NH3 da purga e de gases de escape (flash) em circuito fechado.

13. Lidar com inicialização/desligamento e outrascondições operacionais anormais de acordo com a seção 2.4.25.

3. PRODUÇÃO DE ÁCIDO NÍTRICO

3.5 Ácido nítrico

14. Utilizar energia recuperável (eletricidade e/ou vapor de cogeração);

Redução das emissões de N2O e alcançar as concentrações correspondentes aos níveis de emissão ou aos fatores de emissão indicados no BREF (tabela 3.14), por aplicação
15.
de uma combinação das seguintes técnicas:
15. a) Otimização da filtração das matérias-primas;
15. b) Otimização da mistura de matérias-primas;
15. c) Otimização da distribuição do gás sobre o catalisador;
15. d) Monitorização do desempenho do catalisador e ajuste do tempo de vida do mesmo;
15. e) Otimização da relação NH3/ar;
15. f) Otimização da pressão e temperatura da etapa de oxidação;
15. g) Decomposição do N2O por extensão da câmara de reação, em novas unidades;
15. h) Decomposição catalítica do N2O na câmara de reação;
15. i) Redução combinada da concentração de NOx e de N20 nos gases residuais.

Reduzir as emissões de NOx, de modo a alcançar os níveis de emissão apresentados no BREF (tabela 3.15), através da aplicação de uma ou uma combinação das seguintes
16.
técnicas:

16. a) Otimização da etapa de absorção;


16. b) Redução combinada da concentração de NOx e de N20 nos gases residuais.
16. c) Redução catalítica seletiva (RCS);
16. d) Adição de H2O2 na última etapa de absorção.

17. Reduzir as emissões durante as condições de arranque e paragem da produção.

4. PRODUÇÃO DE ÁCIDO SULFÚRICO

4.5 Ácido sulfúrico

18. Utilizar de energia recuperável (água quente, eletricidade e/ou vapor de co-geração);

19. Aplicar uma combinação das seguintes técnicas de modo a atingir as taxas de conversão e os NEA às MTD indicados no BREF (tabela 2.24)

19. a) Aplicação de contato duplo/absorção dupla;


19. b) Aplicação de contato simples/abdorção simples;
19. c) Incorporação de um quinto leito catalitico;
19. d) Utilização de um catalisador com promotor de césio no leito 4 ou 5;
19. e) Mudança de absorção simples para absorção dupla;
19. f) Recurso a processos por via húmida;
19. g) Combinação de processos por via seca e por via húmida;
19. h) Controlo e substituição regulares do catalisador (em especial no leito catalítico 1);
19. i) Substituição dos convertidores de tijolo por convertidores de aço inoxidável;
19. j) Melhor limpeza dos gases brutos (unidades metalúrgicas);
19. k) Melhor filtração do ar, por exemplo, através de dois andares de filtração (queima de enxofre);
19. l) Melhor filtração do enxofre, por exemplo utilizando filtros de acabamento (queima de enxofre);
19. m) Manutenção da eficiência dos permutadores de calor ou a lavagem dos gases residuais (desde que os subprodutos possam ser reciclados na própria instalação).

20. Monitorização contínua dos níveis de SO2, necessária para determinar a taxa de conversão do SO 2 e o nível de emissões de SO2.

De modo a minimizar e reduzir a emissão de névoa SO3 / H2SO4, e a atingir os NEA associados indicados no BREF (tabela 4.25), aplicar uma combinação das seguintes
21.
técnicas:

21. a) Utilização de enxofre com baixo teor de impurezas (em caso de queima de enxofre);
21. b) Secagem adequada da alimentação gasosa e do ar de combustão (apenas no caso dos processos de contacto por via seca);
21. c) Utilização de maiores superfícies de condensação (apenas no caso do processo catalítico por via húmida);
21. d) Distribuição e uma taxa de circulação do ácido adequadas;
21. e) Aplicação de filtros de velas de alta eficiência após a absorção;
21. f) Controlo da concentração e da temperatura do ácido no absorvedor;

Aplicação de técnicas de recuperação/tratamento nos processos por via húmida, como a precipitação eletroestática (ESP), a precipitação eletroestática em fase húmida (WESP) ou a
21. g)
lavagem de gases (scrubbing);

22. Minimizar ou reduzir as emissões de NOX

23. Reciclar, por reintrodução no processo por contacto, os gases de exaustão da destilação (stripping) do H 2S04 produzido.

5. PRODUÇÃO DE ÁCIDO FOSFÓRICO

5.5 Acido fosfórico

Para instalações existentes que utilizem processos por via húmida, consiste numa MTD alcançar as eficiências de P2O5 no intervalo de 94,0 a 98,5% através da aplicação de
24.
uma ou da combinação das seguintes técnicas:

24. a) Processo de dihidrato ou processo de di-hidrato melhorado.


24. b) Aumento do tempo de residência
24. c) Processo de recristalização
24. d) Repulping (re-hidratação e refiltração do gesso)
24. e) Filtração por duas fases
24. f) Reciclagem da água proveniente das pilhas de fosfogesso
24. g) Seleção de rocha fosfatada.
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS

BREF - Químicos inorgânicos de grandes volumes: indústria do amoníaco, ácidos e adubos (LVIC-AAF)| Data de adoção: 08/2007 |Versão: 16.01.2018
Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta ao respetivo BREF.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não aplicabilidade ou Descrição da técnica VEA/VCA Condições Proposta de valor a atingir dentro Calendarização da implementação
ou documento alternativa implementada da gama de VEA/VCA (mês.ano)
Conclusões MTD

Para novas instalações, consiste numa MTD alcançar eficiências de P2O5 de 98,0% ou maiores, por exemplo pela aplicação de processos de recristalização com filtração de
25.
duas fases.
ANEXO – MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS

BREF - Químicos inorgânicos de grandes volumes: indústria do amoníaco, ácidos e adubos (LVIC-AAF)| Data de adoção: 08/2007 |Versão: 16.01.2018
Nota: A análise deste documento não dispensa a consulta ao respetivo BREF.

n.º atribuído de
acordo com o BREF
Descrição de acordo com o BREF ou Conclusões MTD MTD implementada? Descrição do modo de implementação ou Motivo da não a